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Atacar o luxo é atacar o futuro padrão de vida dos mais pobres
Sob o capitalismo, o luxo de hoje é a necessidade de amanhã

Um dos efeitos benéficos da desigualdade da riqueza existente em nossa ordem social é que ela estimula vários indivíduos a produzirem ao máximo que consigam para tentar ascender ao padrão de vida dos mais ricos.  Essa foi uma das principais forças-motrizes que fez com que a humanidade enriquecesse.

O nosso nível atual de riqueza não é um fenômeno natural ou tecnológico, independente de todas as condições sociais; é, em sua totalidade, o resultado de nossas instituições sociais.  Pelo fato de a desigualdade da riqueza ser permitida em nossa ordem social, pelo fato de ela estimular a que todos produzam o máximo, é que a humanidade hoje conta com toda a riqueza anual de que dispõe para consumo.  

Fosse tal incentivo destruído, fosse a desigualdade de renda abolida, a produtividade seria de tal forma reduzida, que a fatia de riqueza média recebida por cada indivíduo seria bem menor do que aquilo que hoje recebe mesmo o mais pobre. 

A desigualdade da distribuição da renda, contudo, tem ainda uma segunda função tão importante quanto: torna possível o luxo dos ricos. 

Muitas bobagens têm sido ditas e escritas sobre o luxo.  Contra o consumo dos bens de luxo tem sido posta a objeção de que é injusto que alguns gozem da enorme abundância, enquanto outros estão na penúria.  Este argumento parece ter algum mérito.  Mas apenas aparenta tê-lo.  Pois, se demonstrarmos que o consumo de bens de luxo executa uma função útil no sistema de cooperação social, este argumento será, então, invalidado.  É isto, portanto, o que procuraremos demonstrar. 

Em primeiro lugar, a defesa do consumo de luxo não deve ser feita com o argumento de que esse tipo de consumo distribui dinheiro entre as pessoas.  Segundo esse argumento, se os ricos não se permitissem usufruir do luxo, o pobre não teria renda.  Isto é uma bobagem, pois se não houvesse o consumo de bens de luxo, o capital e o trabalho neles empregados seriam aplicados à produção de outros bens: artigos de consumo de massa, artigos necessários, e não "supérfluos". 

Portanto, para formar um conceito correto do significado social do consumo de luxo é necessário, acima de tudo, compreender que o conceito de luxo é inteiramente relativo.  

Luxo consiste em um modo de vida de alguém que se coloca em total contraste com o da grande massa de seus contemporâneos.  O conceito de luxo é, por conseguinte, essencialmente histórico.  

Muitas das coisas que nos parecem constituir necessidades hoje em dia foram, em algum momento do passado, consideradas coisas de luxo.  Quando, na Idade Média, uma senhora da aristocracia bizantina, casada com um doge veneziano, em vez de utilizar seus próprios dedos para se alimentar, fazia uso de um objeto de ouro que poderia ser considerado um precursor do garfo, os venezianos o considerariam um luxo ímpio, e considerariam muito justo se essa senhora fosse acometida de uma terrível doença.  Isto seria, assim supunham, uma punição bem merecida, vinda de Deus, por esta extravagância antinatural.  

Em meados do século XIX, considerava-se um luxo ter um banheiro dentro de casa, mesmo na Inglaterra.  Hoje, a casa de todo trabalhador inglês, do melhor tipo, contém um.  Ao final do século XIX, não havia automóveis; no início do século XX, a posse de um desses veículos era sinal de um modo de vida particularmente luxuoso.  Hoje, até um operário possui o seu.  Este é o curso da história econômica.  

O luxo de hoje é a necessidade de amanhã.  Cada avanço, primeiro, surge como um luxo de poucos ricos, para, daí a pouco, tornar-se uma necessidade por todos julgada indispensável.  O consumo de luxo dá à indústria o estímulo para descobrir e introduzir novas coisas.  É um dos fatores dinâmicos da nossa economia.  A ele devemos as progressivas inovações, por meio das quais o padrão de vida de todos os estratos da população se tem elevado gradativamente. 

Ainda no final do século XIX, Jean-Gabriel de Tarde (1843-1904), o grande sociólogo francês, abordou o problema da popularização dos itens de luxo.  Uma inovação industrial, disse ele, adentra o mercado para atender exclusivamente às extravagâncias de uma pequena elite; porém, com tempo, passo a passo, tal produto finalmente vai se tornando uma necessidade até que, no final, se torna um item massificado e indispensável para todos.  Aquilo que antes era apenas um bem supérfluo de luxo passa a ser, com o tempo, uma necessidade.

A história da tecnologia e do comércio fornece inúmeros exemplos que confirmam a tese de Tarde.  No passado, havia um considerável intervalo de tempo entre o surgimento de algo até então completamente desconhecido e sua popularização no uso cotidiano.  Algumas vezes, passavam-se vários séculos até que uma inovação se tornasse amplamente aceita por todos — ao menos dentro da órbita da civilização ocidental.  Pense na lenta popularização do uso de garfos, sabonetes, lenços, papeis higiênicos e inúmeras outras variedades de coisas.

Desde seus primórdios, o capitalismo demonstrou uma tendência de ir encurtando esse intervalo de tempo, até ele finalmente ser eliminado quase que por completo.  Tal fenômeno não é uma característica meramente acidental da produção capitalista; trata-se de algo inerente à sua própria natureza.  A essência do capitalismo é a produção em larga escala para a satisfação dos desejos das massas.  Sua característica distintiva é a produção em massa feita pelas grandes empresas. 

Para o grande capital, não há a opção de produzir apenas quantias limitadas de bens que irão satisfazer apenas a uma pequena elite.  Quanto maior uma empresa se torna, mais rapidamente e de maneira mais massificada ela possibilita às pessoas o acesso aos novos êxitos da tecnologia.

Séculos se passaram até que o garfo deixasse de ser um utensílio utilizado apenas por homens efeminados e se transformasse em um instrumento de uso universal.  Antes visto meramente como um brinquedo de ricos ociosos, o automóvel levou mais de 20 anos para se tornar um meio de transporte utilizado universalmente.  Já as meias de nylon, ao menos nos EUA, se transformaram em artigo de uso diário de todas as mulheres em pouco mais de dois ou três anos após sua invenção. 

E praticamente não houve nenhum período de tempo em que o usufruto de inovações como a televisão ou produtos da indústria de comida congelada fosse restrito a uma pequena minoria.

Os discípulos de Marx sempre se mostraram muito ávidos para descrever em seus livros os "inenarráveis horrores do capitalismo", os quais, como seu mestre havia prognosticado, resultam "de maneira tão inexorável como uma lei da natureza" no progressivo empobrecimento das "massas".  O preconceito anticapitalista deles impedia que percebessem o fato de que o capitalismo tende, com o auxílio da produção em larga escala, a eliminar o notável contraste que há entre o modo de vida de uma elite afortunada e o modo de vida de todo o resto da população de um país.

A maioria de nós não tem qualquer simpatia pelo rico ocioso, que passa sua vida gozando os prazeres, sem ter trabalho algum.  Mas até mesmo este cumpre uma função na vida do organismo social: dá um exemplo de luxo que faz despertar, na multidão, a consciência de novas necessidades, e dá à indústria um incentivo para satisfazê-las.  

Havia um tempo em que somente os ricos podiam se dar ao luxo de visitar países estrangeiros.  O poeta Friedrich Schiller nunca viu as montanhas suíças que tornou célebres em sua peça William Tellembora fizessem fronteira com sua terra natal, situada na Suábia.  Goethe não conheceu Paris, nem Viena, nem Londres.  

Hoje, milhares de pessoas viajam por toda parte e, em breve, milhões farão o mesmo. 

O abismo que separava o homem que podia viajar de carruagem e o homem que ficava em casa porque não tinha o dinheiro para a passagem foi reduzido à diferença entre viajar de avião e viajar de ônibus.

 

Originalmente escrito no início da década de 1950

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14 votos

autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • Felipe  11/06/2015 14:11
    Artigo é espetacular!

    Uma aula sobre capitalismo.

    Mas infelizmente luxo não é atacado por ignorância, e sim por inveja.

    E contra isso, apenas livros de auto-ajuda podem ajudar.
  • Alexandre  11/06/2015 21:44
    Como impedir que os ricos sejam roubados por inveja daqueles que se julgam incapazes de conseguir a riqueza a partir de seu trabalho honesto? Uma sociedade muito desigual pode não fomentar a violência?
  • Andre Cavalcante  12/06/2015 11:45
    O problema nunca foi a desigualdade, mas a pobreza.
  • Emerson Luís  11/06/2015 14:16

    Mises, sempre incrivelmente atual!

    Enquanto isso, pensadores da esquerda repetem hoje discursos ultrapassados há 100 anos!

    * * *
  • Leandro Castro  11/06/2015 14:29
    O ódio pelo capitalismo é, quase sempre, fundamentado na inveja. Existem infinitas evidencias históricas que mostram o quão benéfico tem sido o acumulo de capital para a humanidade.
  • Douglas  11/06/2015 15:24
    Ótimo artigo.
  • Alexanre  11/06/2015 15:35
    Como bem disse Joãozinho Trinta: pobre gosta de luxo; quem gosta de miséria é intelectual.
  • Caetano  11/06/2015 15:39
    Complementando: o intelectual de esquerda abastado, aquele sujeito típico que vive na Vila Madalena ou Leblon, que não vive a realidade da pobreza mas julga entender a realidade da pobreza mais que os pobres, e decide por eles o que é melhor.
  • Andre Miura   11/06/2015 15:37
    Produtos de luxo tem altas margens. A empresa cresce mais rápido. Então a concorrência surge interessada nos altos lucros. Os preços baixam. A escala aumenta. Então, aceleram a chegada às massas. Geram um caixa grande permitindo investimento em novos produtos e tecnologias . E assim caminha a humanidade.
  • Alguém  11/06/2015 17:26
    Microeconomia básica e lucro econômico da concorrência monopolística no longo prazo, nunca entenderei como não me ensinaram isso na escola...
  • Vinicius  11/06/2015 19:35
    Pelo motivo que a escola quer todos improdutivos, ignorantes e por consequência invejosos do sucesso dos competentes na vida adulta, alimentando politicamente a esquerda.
  • Renato  11/06/2015 21:16
    Gramsci em uma casca de noz.
  • Ricardo Mitrano  24/01/2016 17:04
    Muito bem colocado André!
  • Bento Guimaraes   11/06/2015 15:38
    "O ser humano não quer só viver. Ele quer viver bem!" Ortega y Gasset
  • Vitor Cássio   11/06/2015 15:41
    A essência deste texto fala sobre os itens de luxo, mas, neste caso, creio que o mais coerente fosse chamá-los de "itens inovadores".

    É verdade que quase sempre eles vêm agregados em formatos luxuosos, no entanto, à medida que se barateia o custo de desenvolvimento e a tendência se implanta no mercado, novos formatos do mesmo produto surgem em versões mais populares ou interessantes, como foi o caso dos carros e dos computadores, respectivamente.

    Além disso, obviamente que mesmo estas tecnologias sempre serão renovadas e, graças ao livre-mercado, terão modelos atuais e condizentes com toda a classe de compradores (vide o caso de celulares; há desde os mais baratos até os caríssimos e de coleção, ainda que modernos) até que a tecnologia em questão fique plenamente defasada perante uma mais moderna e interessante ao desenvolvimentos individual ou realidades em voga.
  • Felipe R  11/06/2015 16:06
    'A essência deste texto fala sobre os itens de luxo, mas, neste caso, creio que o mais coerente fosse chamá-los de "itens inovadores"'


    Concordo 984597546%
  • Henrique Zucatelli  11/06/2015 16:17
    Nem sempre. Existem itens já ultrapassados que ainda são luxuosos, como perfumes clássicos, canetas tinteiro, ovos Faberger e outros.

  • anônimo  09/06/2016 01:48
    Mas as vezes esses itens antigos são até mais caros do que os mordenos
    Um carro esportivo antigo por exemplo,etc
  • anônimo  09/06/2016 01:46
    O texto é muito bom,mas o seu comentário complementou o assunto.É isso msm,concordo plenamente.

    Os Smartphones se tornaram populares,mas n é todo mundo que tem condições de ter um Iphone.A internet tá se tornando popular,mas n é todo mundo que pode pagar por uma franquia de +100 MB de Velocidade.Os carros se tornaram populares,mas n é todo mundo que pode ter uma Ferrari,Porsche,Lamborghini,etc.Os acessórios se tornaram populares,mas n é todo mundo que pode ter um Rolex ou Joiás de Diamantes.Roupas(Vestimentas) são um artigo necessário na nossa sociedade,mas roupas de Grife não é pra todo mundo

    Em fim,e muito outros exemplos.No artigo devia dizer que realmente alguns bens inovadores são considerados de luxo e depois se tornam populares,mas também a aqueles que ficam ao acesso de um minoria ,Pois na economia as empresas tem um público alvo,tem empresas/marcas que atende e tem como objetivo alguma classe social.Claro,o critério muda de acordo com o país,aqui no Brasil uma Ferrari é basicamente só para os ricos,já que é muito caro,mas nos EUA uma pessoa de classe Média pode conseguir ter uma,já que lá é mais barato
  • Lucas Emanoel  11/06/2015 15:42
    Um comentário sobre o seguinte trecho do texto:
    "Para o grande capital, não há a opção de produzir apenas quantias limitadas de bens que irão satisfazer apenas a uma pequena elite. Quanto maior uma empresa se torna, mais rapidamente e de maneira mais massificada ela possibilita às pessoas o acesso aos novos êxitos da tecnologia."

    Na verdade, para o grande capital, há a opção de produzir apenas quantias limitadas apenas para satisfazer uma pequena elite (ainda mais quando a tal pequena elite é de 1% da população global, o que dá uns 70 milhões de elites por baixo).
    Vide o caso da Ferrari, ou de tantas marcas de luxo.

    Entretanto, se uma parte do grande capital adere a essa opção (de se preocupar apenas com elites), nada impede que outra parte do grande capital (a maior parte, arrisco dizer) adira à opção apresentada no texto, em especial se não há restrições governamentais a isso!

    Nisso está a beleza do capitalismo. Se alguém começa a oferecer viagens espaciais de luxo, apenas para os ricos, nada impede de outro alguém, com o capital inicial necessário, entrar no mercado e oferecer viagens espaciais mais baratas para a classe média e os pobres!
    (e com o devido tempo, diminuir a diferença de qualidade entre as viagens de luxo e as viagens populares)
  • Lopes  11/06/2015 16:09
    Tome as mais valiosas empresas privadas de hoje e conte somente as que servem aos abastados. Notará que é somente uma minoria e que o oposto é verdadeiro: as companhias que ofertam produtos "populares" - de baixo ou médio custo para mercados amplos da classe média baixa - são justamente as mais proeminentes.

    www.forbes.com/global2000/list/#header:marketValue_sortreverse:true
  • Gustavo  25/08/2017 15:09
    o mustang foi feito pra ser um carro esportivo barato... não fossem as ferraris, e outras marcas de luxo, existiria mustang?
  • Zhara  11/06/2015 16:07
    Imprecionante a sequencia de textos de alto nível neste site. Meus parabens a todos responsaveis.
    Alguns artigos de luxo talvez nao cheguem a massa, como por exemplo iates, mansões, Ferrari, bebidas de grife, etc?
  • Yonatan Mozzini  11/06/2015 17:41
    Zara, é porque tem exigido altos custos com mão de obra (pelo menos, por enquanto). Quanto mais um país se desenvolve, mais alto fica o custo da mão de obra comparada a todos os outros insumos da economia.
  • Pobre Paulista  11/06/2015 18:27
    Imprecionante mesmo. Os próprios browsers hoje já vem com corretor horto gráfico em butido para evitar pequenos deslizes de escrito.

    Artigos de luxo como iates, mansões, Ferrari, bebidas de grife, etc, jamais chegarão às massas pois são produtos de luxo cujo valor está no preço alto.

    O artigo não fala sobre isso. O que chega às massas são outros barcos, outras moradias, outros veículos e outras bebidas. Bens que no passado não eram oferecidos simplesmente por serem um "luxo". Por exemplo, no início do século passado, um simples carro movido a vapor era um luxo, que hoje não vale nem como peça de museu. O luxo do passado não serve nem de lixo hoje.
  • Zhara  11/06/2015 21:05
    "horto gráfico" tambem foi otima né.

    Desculpe minha falha, quando percebi ja tinha enviado. Incrivel que meu corretor esta com essa opção errada, talvez seja o mesmo corretor que o seu...rsrs..valeu..obrigado pela resposta.
  • Felipe  11/06/2015 19:53
    O artigo apenas explica a importância do luxo para o desenvolvimentos de bens e serviços para as massas.

    Mas o artigo nunca disse que um garfo da Cecília Dale ficará acessível a todos.
  • Torresmo  11/06/2015 23:53
    Mas entao a foto que estampa o texto está errada. Vemos um operario vislumbrar uma marca de grife. É um artigo de luxo, entretanto, supérfluo e distantes das massas.
  • Bacon  12/06/2015 01:16
    " É um artigo de luxo, entretanto, supérfluo e distantes das massas."

    Hoje é, mas e daqui a alguns anos? Você jura que continuará sendo? É exatamente disso que o texto trata.

    P.S.: no que mais, vale lembrar que cópias idênticas de roupas de grife existem e estão legalmente disponíveis a preços baixos. Ou seja, na prática, não há nada de distante das massas. A mesma roupa, o mesmo tecido e o mesmo design estão disponíveis para o povão. Muda só a etiqueta.
  • Torresmo  12/06/2015 02:12
    Tem razão Bacon, muito bem lembrado.
  • Felipe  13/06/2015 15:34
    A própria roupa que o "operário" está usando tem significado na foto.
  • anônimo  09/06/2016 02:07
    Mas realmente no caso dos Iates é meio difícil né?
    Msm se o preço abaixa-se e torna-se acessível a todo mundo,surgiria um novo desafio = A política.É tenho ctz que o governo criaria novas leis para que se possa ter posse de um Iate.Além de aumentar os Impostos sobre ele
    E dá pra entender o governo nesse caso,imagina se todo mundo pode-se ter um Iate ?
    Milhões de Iates estacionados num Porto?
    Acho que n dá né?
    kkkkkkk
    Mas n duvido de mais nada,só resta esperar o futuro xD
  • Andre Cavalcante  10/06/2016 19:31
    "Mas realmente no caso dos Iates é meio difícil né?"

    Ué? porque? A Terra é 75% de sua superfície água. Nada mais natural que usássemos como meio de transporte barcos, lanchas e iates...


    "Msm se o preço abaixa-se e torna-se acessível a todo mundo,surgiria um novo desafio = A política."

    Só se existisse governo, certo?

    "É tenho ctz que o governo criaria novas leis para que se possa ter posse de um Iate.Além de aumentar os Impostos sobre ele"

    Não disse?

    "E dá pra entender o governo nesse caso,imagina se todo mundo pode-se ter um Iate ?"
    Milhões de Iates estacionados num Porto?
    Acho que n dá né?"


    Pensa um pouco: "e se todo mundo tivesse um avião, onde os estacionaríamos?" a resposta seria: num aeroporto?
    "e se todo mundo tivesse um carro, onde os estacionaríamos? em estacionamentos verticais, que tal. Qual o problema de se ter vários portos? Ah! o governo não deixa ter portos privados? Acabe com o governo, ora bolas...



    "Mas n duvido de mais nada,só resta esperar o futuro xD"

    Resta saber porque uma lancha custa mais do dobro de um carro último tipo e o que impede que o preço caia

  • anônimo  11/06/2016 10:25
    'imagina se todo mundo pode-se '

    Eu imagino um mundo onde não teria que conviver com analfabetos funcionais.Mas por enquanto é só um sonho...
  • Leigo  13/09/2017 13:33
    Se não tem espaço na água guarda nos céus, em outros planetas, na lua, sempre vai ter lugar hahahaha.
  • Henrique Zucatelli  11/06/2015 16:21
    Marxistas são tão hipócritas, que até os livros que lêem só podem ser comprados por preços módicos graças ao capitalismo.

    Em suma, o capitalismo ajuda até os seus próprios inimigos kkkk.
  • Leandro Castro  11/06/2015 17:19
    Com toda a certeza, Henrique! kkkkk... Eles não conseguem viver sem as benesses do capitalismo!!

    "maldito capitalismo opressor, pq você é tão bom?!?!?!"
  • Adelson Paulo  11/06/2015 21:04
    Quando era criança, nos anos de 1970, ia quase todo ano passar férias no Piauí (terra de minha mãe) com minha mãe e minhas duas irmãs, saindo do Rio de Janeiro. Viajar de avião era um luxo, pois as passagens eram muito caras, e meu pai, apesar de ter um bom salário no Banco do Brasil, não podia comprar quatro passagens aéreas todo ano do Rio a Teresina. Assim, nós quatro (eu, minha mãe e minhas duas irmãs) pegávamos um ônibus semi-leito (?!) da Itapemirim, em uma viagem de cerca de 50 horas entre o Rio de Teresina. E depois tinha mais 50 horas na volta!
    Viajar de avião do Rio de Janeiro a Teresina nos anos 1970 era um grande luxo, do qual eu quando criança sonhava um dia poder desfrutar.
  • Vinicius  11/06/2015 22:24
    O absurdo preço de passagens aéreas dessa época se devia ao forte controle de preços que o governo exercia, já que era sócio das empresas aéreas.
    Tal controle era regra no mundo todo até fim dos anos 70:
    forumdaliberdade.com.br/case-1/
    Aviação civil desregulamentada era privilégio dos super abastados no anos 20 e 30.
  • Alexandre  24/01/2016 17:27
    O governo geralmente impõe muita regulamentação nesses setores, como transportes e comunicação, para diminuir o número de empresas, o que facilita o controle da atividade. Essas atividades de comunicação e transporte dão suporte às trocas livres e interação entre as pessoas. Dessas trocas que provém a riqueza e o poder. O governo tenta limitar o poder dos indivíduos ao mesmo tempo em que confisca sua riqueza.
  • Dalton C. Rocha  11/06/2015 23:42
    A busca por um caminho para a Índia, a fim de comprar especiarias como canela, então vendidas a preço de ouro na Europa, foi o agente propulsor das grandes navegações, incluída aí a descoberta tantos das Américas, por Colombo; o caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama. Até mesmo a descoberta do Brasil, por Cabral deveu-se a isto. Coisas como ter telefone em casa e mais recentemente ter um computador em casa, já foram luxos para poucos.
  • Leandro Verissimo  12/06/2015 11:49
    Texto excelente, uma verdadeira aula, pode ser dizer como alguns colegas já mencionaram aqui que esses itens chamados de luxo por Mises, pode ser chamado de inovadores nos dias de hoje, bem a nomenclatura tanto faz.
    Quem ataca o luxo ou mesmo o capitalismo em si o faz por inveja, falta de capacidade ou crença limitante de que não conseguira nunca alcançar o sucesso.
    Essa é a essência de todo mal, todos nós queremos sucesso, mas alguns só parecem que querem e apontam culpados por não conseguirem,outros pagam o preço disso e correm em direção ao seus sonhos.
  • Andre Cavalcante  12/06/2015 17:43
    Olá

    Bem, não é bem assim. Eu me considero uma pessoa razoavelmente inteligente e até 2011, justamente quando descobri este site, me achava de esquerda e que era lá onde estavam as verdades e a justiça.

    Ledo engano. Mas acredito que boa parte dos leitores do IMB começaram assim.
  • anônimo  12/06/2015 20:01
    A esquerda é a inveja mascarada.

    Sua origem se encontra em intelectuais frustrados.

    Seu caso foi apenas ignorância, e assim que conheceu o outro lado se corrigiu.
  • Leandro Verissimo  13/06/2015 14:46
    André meu amigo, você estava no grupo de crenças limitantes ( assim como eu já estive também) e lhe digo que muitos estão nessa situação por não encontrarem nada diferente, eu mesmo era assim e você também. Quantos mais existem nesse Brasil imenso e no mundo ? O importante é divulgar as ideias, os pensamentos e fazer o que temos feito.
  • Henrique Zucatelli  13/06/2015 16:12
    Não sei vocês, mas eu achei o IMB em um momento de revolta com situações onde se vê determinados grupos recebendo benesses estatais, trabalhando em repartições e bancos estatais com salários absurdos, enquanto eu me deparava com problemas gigantescos em operações simples, como modificar uma empresa na Receita Federal.

    Nunca fui muito de esquerda naturalmente, mas a inveja gramscista confesso que estava dentro de mim, e demorou uns dois anos para sair por completo. Reitero que ideais liberais são altamente polêmicos e podem acabar com amizades e até mesmo relacionamentos. Pode ter que se destruir por completo para colocar apenas uma das bases no seu subconsciente, anos e anos massacrado com palavras de ordem, ideologias revolucionárias e planos de igualdade.


    Hoje me encontro q beira do anarco capitalismo, vendo defeito, corrupção e incompetência em absolutamente tudo que o estado faz ou diz que faz. Não raro me pego pensando em como a ausência do estado em certos momentos poderia funcionar, e ato contínuo, espalho isso por onde vou e onde posso. Se eles fizeram assim no séc XX, nos liberais vamos fazer no XXI, até um dia banir de vez esse monstro psicopata apelidado de governo democrático.
  • Fernando  13/06/2015 15:15
    Esse artigo é incontestável.

    Aquele filme "O diabo veste Prada" é um exemplo disso.

    Se não fosse uma cena da editora da revista, dizendo que a blusa de cashimir da funcionária que não ligava pra moda, tinha sido capa da revista há alguns anos atrás, o filme seria um rechaço comunista.

  • Romero Juca  15/06/2015 02:57
    Boa noite a todos!

    Cada vez que leio o site sinto mais ojeriza pelo discurso vago dos Marxistas invejosos!E mais nojo sinto pela classe política!!!


    Este site é um oásis nesta imensidão da internet! Vida longa a todos os discípulos de Mises!

    Parabéns Leandro pela dedicação e empenho!!!
  • anônimo  15/06/2015 08:36
    "Originalmente escrito no início da década de 1950"

    Realmente impressionante!!!
  • Alessandro   15/06/2015 23:08
    Viva a Escola Austríaca de Economia! Só a Verdade liberta...
  • anônimo  16/06/2015 10:14
    Onde houver exploração e uso indevido do trabalho do outro em benefício próprio e principalmente de luxos, haverá desequilíbrios que causaram animosidades (ódio, inteja, nojo...). Penso que as teorias econômicas, hoje em dia, precisam ser refletidas num contexto que vá além do conceito do acúmulo de bens materiais, além da utilidade imediata, além do capital monetário.
  • anônimo  17/06/2015 14:18
    Não existe exploração trabalhista se o trabalho é voluntário (Não no sentido popular, mas no sentido formal da palavra).

    E Quem escolhe mais bens materiais são as pessoas e não a teoria econômica, que apenas dita qual o melhor caminho para este objetivo.

    É fácil reclamar de bens materiais sentado no seu sofá italiano, mas todos são livres para abdicar do material, logo faça o que você acha melhor, doe seus bens e viva na pobreza, mas nunca obrigue ninguém a fazer o mesmo.
  • Hugo  18/06/2015 13:57
    Pessoal aqui adora criticar o estado, mas aposto que não esquecem de exigir suas férias garantida pelo estado ihihihi.
  • Grotius  18/06/2015 14:29
    1) Em primeiro lugar, defina o que vem a ser "pessoal aqui";

    2) Em segundo lugar, na condição de autônomo, a última coisa que eu tenho são férias remuneradas;

    3) Em terceiro lugar, e mais importante de tudo: mesmo que um trabalhador genuinamente queira não ter férias em troca de um salário maior, seu patrão é proibido pelo estado de aceitar isso. Se houver alguma denúncia ao Ministério do Trabalho -- denúncia feita, por exemplo, por algum concorrente --, o patrão vai pra cadeia e o empregado fica desempregado.

    Bonzinho o estado, não?
  • Lucas Albuquerque  30/07/2015 01:14
    Texto muito bom de Mises. Agora, vai falar isso pra um socialista mais fervoroso. O que será que eles pensam? Que se deve primeiro produzir em massa para, só a partir daí, se distribuir? kkk
  • Julio  11/08/2015 01:42
    Como diria o poetinha (Vinícius de Moraes): O dinheiro de quem não dá é o trabalho de quem não tem... (Nesse momento que a economia vive (falta água e luz), faltam pessoas que pensem em Sustentabilidade)
    Achei um pouco questionável essa idéia. O consumismo em excesso gera desordem ambiental.
  • Alexandre  11/08/2015 16:34
    O consumo só é em excesso quando o governo distribui dinheiro a rodo. O luxo de alguns poucos ameaça muito menos o meio-ambiente do que cada um ter ar-condicionado em casa, por exemplo.
  • Roberto  08/09/2015 16:10
    Por isso gosto dos países europeus e seu Estado de bem estar social. Assim o Estado corrige as falhas do capitalismo e o luxo fica em segundo plano pra grande maioria que prefere viver bem e sem grandes exageros. Trabalhar igual maluco, sem férias, pra que? O que se leva da vida não é o luxo e sim os momentos de "bem estar" que vivemos.
  • Ramos  08/09/2015 16:23
    "Assim o Estado corrige as falhas do capitalismo"

    Gostei dessa idéia.

    Cite aí um exemplo de políticos e burocratas atuando com onisciência para corrigir "falhas" na interação voluntária e diária de milhões de seres humanos.

    Fiquei curioso quanto aos superpoderes destes iluminados. Eles usam uniforme azul, capa vermelha e saem voando por aí? Só pode...

    Nunca ouvi falar de como é possível que um punhado de burocratas tenha a sabedoria e a onisciência para "corrigir" falhas na interação diária e voluntária de milhões de indivíduos. Esses seres dão autógrafos? Estão disponíveis para fotos? Que inveja da capacidade e da superioridade deles...

    "e o luxo fica em segundo plano pra grande maioria que prefere viver bem e sem grandes exageros."

    O curioso é que um europeu médio que deixa o luxo "em segundo plano" para "viver bem e sem grandes exageros" ainda assim leva uma vida muito mais luxuosa que a da esmagadora maioria dos brasileiros. Isso eu também quero. Como faz?

    Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas, por exemplo,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil, se você quiser importar pela internet, pagará no mínimo 60%);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (no Brasil, chega a 34%);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho);

    6) o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

    O único quesito em que os nórdicos superam o Brasil em ruindade é no IRPF, cuja alíquota máxima lá é maior que a daqui.

    E então, vamos copiá-los nestes itens de 1 a 6?
  • Edujatahy  08/09/2015 18:49
    Realmente...

    Quase não se tem consumo de luxo na europa... claro... Totalmente em segundo plano.
    Acho que nem existe luxo em Paris, Milão...
    Tampouco se visualiza carros de luxo nas ruas de Munique, Londres... Uma raridade!

    Só dá para tratar com ironia esse povo.. Ó céus...
  • Japa  24/01/2016 10:37
    Mas mesmo esse alto IRPF é compensado em forma de educação e saúde gratuitos.
  • Erick  25/01/2016 11:42
    "Trabalhar igual maluco, sem férias, pra que? O que se leva da vida não é o luxo e sim os momentos de "bem estar" que vivemos."
    Quanta arrogância, Roberto! Ora, quem decide isso é o próprio indivíduo. Não é da responsabilidade de mais ninguém dizero quanto se deve trabalhar ou descansar. Cada um com suas necessidades e prioridades.
  • Rita  25/01/2016 00:33
    "O luxo hoje é a necessidade de amanhã"... Sábias palavras. Grande artigo, virei fã do site. Parabéns!
  • Cid Moreira  29/03/2016 15:24
    Daqui a 50 anos, tenho curiosidade para saber onde chegaremos. Com os atuais governantes, tanto nacionais quanto mundiais estão dando calafrios em toda a população. Não sabemos se haverá ou não escassez de água nos grandes centros, então, o luxo da água de hoje, amanhã pode virar ouro até para os mais ricos.

    Abraço!
  • Felipe  29/03/2016 16:26
    Acho difícil esse cenário.

    Água o planeta tem de sobra... O que poderia escassear é a água potável. Mas aí existem diversos processos que poderiam ser desenvolvidos e barateados (purificação, dessalinização, etc).
  • Ronaldo Alves Monteiro  31/10/2016 01:34
    Gostaria Eu Ronaldo Alves Monteiro da morador da nova casa da Rua São Leopoldo, 21, da Vila Arens, Jundiaí, São Paulo, Cep.: 13.201-690, Brasil de receber o meu carro de luxo usado.
  • Papai Noel  31/10/2016 11:58
    Receber em troca do quê? O que você tem a oferecer em troca de um carro de luxo? Você não pode querer ganhar algo em troca da nada.
  • Andre  31/10/2016 13:07
    Um Tempra 2 portas 1992 16v chegará em sua casa, mas vai ter que usá-lo todos os dias.
  • Anônimo  12/09/2017 15:15
    Por que os socialistas gostam de repetir que os países escandinavos são um exemplo de socialismo que deu certo?
  • Marcos  12/09/2017 17:01
  • Anônimo  12/09/2017 15:17
    Qual o país que chega perto de ser 100% capitalismo?
  • Ivan  12/09/2017 17:02
    Hong Kong, Suíça e Cingapura. Utilize a ferramenta de busca deste site para ler a respeito.
  • anônimo  12/09/2017 19:33
    O país mais capitalista da história foi os EUA entre 1776 e 1860. E o segundo país mais capitalista da história foi os EUA entre 1860 e 1913.
  • INTJ  12/09/2017 20:52
    Concordo com você. Os Estados Unidos tornou-se, já em 1885 , a maior economia do mundo.Com efeito, foi a primeira sociedade de consumo de massa no mundo. Eu não conheço outro país onde o amor pelo capital é tão grande. A riqueza circula na velocidade da luz, e não há lugar mais acessível para subir de classe social.
  • Luiz Moran  12/09/2017 18:14
    A hipocrisia de quem defende a ideologia medonha socialista é de cair os joelhos das pernas.

    Alguns entram para a política criticando as "desigualdades" e metendo porrada na "riqueza" se dizendo defensores dos pobres, mas quando chegam no poder a única coisa que eles socializam é o próprio fundilho abaixo da coluna.
  • Anônimo   12/09/2017 19:55
    Alguém pode me dizer que página é essa que ele está se referindo?

    "Leandro porque vocês do Instituto Mises Brasil não Enterram logo aquela página com suas falácias, mentiras e supostas refutações às teorias sobre a Escola Austríaca, eles realmente estam dispostos ao debate e acho interessante que vocês desmintam logo eles, os textos que eles colocam são de linguagem muito complexa e são extensos o que dá a impressão de que eles estam falando a verdade e também eles possuem fontes e dados próprios, eles são Socialistas-cientificos mas pelo menos procuram atacar as ideias e não as pessoas, o que me impressiona é eles abertamente defenderem socialismo."


    Esse comentário é do artigo explicando as causas e as consequências da crise de 1929.
  • Miguel  13/09/2017 21:53
    Tem um tal de site Voyager1 que está "refutando" algumas matérias aqui do IMB, eles pelo menos são nacionais-desenvolvimentistas, são da mesma laia de Ciro Gomes.
    Agora dos socialistas-científicos eu não sei realmente.
  • Leandro  14/09/2017 12:23
    Desconhecia por completo. Foi só recentemente que alguém veio me avisar que dois comentários postados na seção de comentários deste artigo vieram diretamente de lá.

    Sem nenhum problema, dei cabo dos dois, pois não apenas utilizavam uma lógica tosca, como ainda se baseavam em dados completamente falsos.

    Os comentários são estes:

    anônimo 27/12/2016 16:42

    anônimo 29/04/2017 21:20

    E estão na seção de comentários deste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2594
  • Anonimo  14/09/2017 14:21
    Obrigado pessoal
  • Miguel  14/09/2017 18:12
    Eu desconhecia o site até ler a matéria sobre a Venezuela. E basta alguma leitura para entender o nível intelectual da galera:
    "Os empresários promoviam greve e desabastecimento. O governo controlava os preços e nacionalizava algumas empresas. A oposição convocava referendos para derrubar Chávez e o presidente se aproximava do povo por meio da criação de comitês localizados. Enfim, tais medidas não eram resultado de um projeto de país ou de governo, mas um jogo de ações e reações."

    "Os erros do governo foram agravados por uma nova queda no preço do petróleo. O chavismo só havia cumprido a primeira parte da sua promessa, de redistribuir os lucros da exploração do petróleo; porém, a segunda, que era justamente a diversificação econômica, havia falhado (95% das receitas vêm do petróleo). A queda do valor do barril no mercado mundial, portanto, abalou as bases do chavismo.[b]"

    "E deu resultado. Em 2015, depois de 16 anos, o chavismo perdeu o controle da Assembleia Nacional. A oposição, agrupada na Mesa de Unidad Democrática (MUD), conquistou maioria de dois terços no Legislativo. Isso os permitia paralisar o governo. Num democracia sólida, esse problema seria resolvido com a adoção de um governo de coalizão, que englobasse posições antagônicas.

    Mas não era esse o caso. [b]A ideia era usar o Congresso para aumentar o caos social e golpear o legado chavista. Como dito, as táticas eram de guerra, o que se almeja é a destruição do adversário, não um novo pacto político.
    "

    Para eles, os motivos da crise da Venezuela são esses acima.

    Nessa matéria afirma que 95% das receitas eram de petróleo e gás, mas na fonte que eles indicam, esses setores representam cerca de 25% do produto interno bruto, ou seja, os 75% restantes de outros setores representam nas contas do governo módicos 5%. A pergunta que fico é essa, como isso é possível? A tributação é quase nula em outros setores? Não se pode dizer que os setores são pequenos, já que representam 75%.

    Por aí você já sabe o nível da galera.

    O mais impressionante então é aquele pessoal chamar o Leopoldo Lopez da linha ideológica da extrema-direita. hahahaha
    Leopoldo Lopez é um socialista "democrático", a própria mulher já disse isso em um vídeo, consultando canais da Venezuela no youtube, dá para ver que estão querendo criar um partido libertário porque sabem que o socialismo não funciona, nem de modo autoritário nem de modo "democrático". Leopoldo Lopez é um prisioneiro de sua própria ideologia, não tenho pena nenhum dos venezuelanos.
    E uma curiosidade que eu tenho, por que sempre os "nacionais-desenvolvimentistas" ou keynesianos sempre defendem o modelo socialista da Venezuela? Por acaso são amigos ideológicos? Estão numa relação de amor-ódio entre ambos? Como que funciona isso?
    Lembro-me de ter lido que Keynes abominava o capitalismo de livre mercado, mas também abominava o socialismo, principalmente quando ele visitou a URSS.
  • anônimo  14/09/2017 20:50
    As desculpas são sempre as mesmas.
    Na época do Sarney, os intervencionistas (não se se a esquerda fez o mesmo) acusavam os empresários ou de estarem cobrando preços maiores que os tabelados ou de estarem desabastecendo os estabelecimentos.
    Está tudo em vídeo no YouTube: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1488

    Até hoje eu tento entender porque esquerdista defende com unhas e dentes o Intervencionismo e o Ciro Gomes.
    Para quem não sabe, historicamente, o Intervencionismo era considerado pelos marxistas como uma tentativa do estado burguês para o Capitalismo não colapsar. Mesmo o Intervencionismo, assim como o Nazifascismo, sendo tido como Terceira-Via, os marxistas de forma desonesta consideravam e propagandeavam o Intervencionismo e o Nazifascismo como "extrema-direita".
    Por quê a partir dos anos 60 começaram a defender o Intervencionismo com tanto tesão quanto defendiam o Socialismo?
  • Miguel  15/09/2017 04:53
    https://oglobo.globo.com/mundo/maduro-incentiva-venezuelanos-criar-comer-coelhos-em-meio-crise-21820434
  • An%C3%83%C2%B4nimo  12/09/2017 20:06
    Vocês costumam debater com socialistas pela internet? Como costuma ser?
  • Luiz Moran  12/09/2017 20:41
    Não se debate com socialistas por um simples motivo: são todos hipócritas.

    Caso um vigarista esquerdista queira debater com você, mande-o TNC e depois humilhe-o.
  • Pobre Paulista  12/09/2017 20:46
    1. Não

    2. N/A
  • Anônimo   12/09/2017 23:05
    ótimo artigo
  • Bunker Anti-comunista  12/09/2017 23:46
    Dúvidas:

    Se eu pintar alguns quadros ilustrando as barbáries do comunismo, eu posso ter problemas para montar uma galeria de arte ?

    Se eu fazer algumas estátuas com torturas, mortes e multilação de comunistas, eu posso ter problemas para montar uma galeria de arte ?

    A arte pode ser considerada apologia ?

  • Lucas  13/09/2017 01:12
    Mises é um ideólogo, e como todos os ideólogos (como, do outro lado da moeda, Marx), distorce a realidade para que ela se adeque ao seu modelo.

    O argumento do texto é perfeito: o liberalismo historicamente redefiniu o conceito de luxo, e continuará atualizando-o periodicamente em todas as sociedades liberais. Mas no fim das contas esbarramos no problema essencial que o Clube da Luta colocou de uma maneira muito clara no final do século passado: o que realmente é necessário para a plenitude? Quanto é suficiente? As coisas que possuímos, mais cedo ou mais tarde, acabam nos possuindo.

    A natureza é escassa e os desejos humanos sao infinitos. Reconhecer isso é o primeiro passo pra reconhecer que qualquer modelo baseado na satisfaçao dos desejos do ser humano nao é sustentável no longo prazo. Ou será que no longo prazo estamos todos mortos?

    O liberalismo pode continuar tentando vender o seu peixe e dizer que só existem indivíduos, nao sociedades. Mas isso jamais mudará o fato de que o planeta que compartilhamos é um só, e que a nossa constituiçao biopsicológica e cultural guarda traços tribais. Da mesma forma, o marxismo também precisará reconhecer que o poder do indivíduo e a liberdade que ele tem de viver a vida à sua própria maneira, independente das amarras e condicionamentos a que tenha sido submetido.
  • Pratto  13/09/2017 01:45
    Vocês detratores do capitalismo poderiam entrar num consenso, né? Antes, diziam que o capitalismo gerava pobreza, escassez e concentração de riqueza. Aí, após terem sido impiedosamente refutados pela realidade, passaram agora a dizer que o problema do capitalismo é exatamente o oposto: ele gera uma abundância tão grande para todos que afeta a natureza!

    Pô, afinal, o capitalismo gera escassez e concentração de riqueza ou gera uma abundância tão grande para todos ao ponto de "afetar o equilíbrio do planeta"? As duas coisas ao mesmo tempo não dá.

    Por favor, primeiro cheguem num acordo. Quando estiverem estabilizados em sua posições e tiverem uma crítica realmente bem definida, aí então, só então, venham apresentar suas queixas.

    Enquanto isso, para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1912

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=833

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=89

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1361
  • Lucas  15/09/2017 20:04
    Pra começar, nao sou detrator do liberalismo (ou capitalismo, como os detratores chamam). Eu nem sequer estaria escrevendo esse texto se nao fosse por ele. Já fui um jovem marxista, já fui um adulto austríaco, e amadureci o suficiente pra entender que toda ideologia pode reclamar pra si somente metade da verdade. A outra metade permanecerá encoberta, como o lado escuro da lua.

    Ignorar que o liberalismo viabilizou uma alteraçao radical na relaçao homem-natureza é ignorar um FATO. Somente ideólogos ignoram fatos, porque fatos sao REALIDADES e, portanto, paradoxais, multiestratificadas e complexas.

    Eu poderia rebater os argumentos trazidos por todos os artigos que voce citou (que, por sinal, eu já conheço há muito tempo), mas nao preciso fazer isso. Cada um trilha sua própria jornada para o conhecimento, e nao sou eu quem vai conseguir destruir a ideologia de um ideólogo.

    Mas algum dia, voce será assolado pela dúvida e pelo medo. Sao os momentos de CRISE. Pode ser um rompimento amoroso, a doença ou morte de alguém próximo ou sua, o insucesso profissional, ou as barreiras que voce mesmo criou para evitar que as pessoas se aproximem muito. Toda ideologia deixa o ser humano isolado em uma ilha, como um náufrago. E nesse momento, sua ideologia, seja lá qual seja, irá fracassar com voce. Ela só conseguirá te dar respostas prontas. Nesse ponto, voce se tornará um fanático, porque o fanatismo é a supercompensaçao da dúvida; ou voce irá entrar num lugar muito sombrio e solitário. É a noite escura da Vida, que destruirá sua ideologia e te fará olhar pra tudo que voce nao quis olhar antes.

    Meu conselho é: olhe agora. O liberalismo nao é só salvaçao: também é parte dos problemas, do absolutamente priado ao macrocósmico.


  • Marques  15/09/2017 23:56
    Embora seu comentário tenha sido confuso, suponho que você quis dizer que capitalismo gera depredação ambiental. Esse é um argumento típico de quem desconhece a história.

    Para começar, as maiores destruições da natureza ocorreram sob o socialismo. Caso esteja interessado, eis um apanhado:

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

    De resto, se você realmente quer preservar a natureza, então a primeira coisa que você tem de fazer é retirá-la do controle do governo e entregá-la a um capitalista. Somente um genuíno capitalista irá conservá-la ao máximo, pois é exatamente este arranjo que lhe trará ainda mais dinheiro.

    Explico.

    Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, caso você decida, por exemplo, arrendar uma parte da floresta para uma madeireira, você vai permitir a derrubada de um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a safra do próximo ano.

    Ao visar ao seu interesse próprio -- sempre ter mais árvores -- você está mantendo a floresta.

    Quando a terra tem dono, ele possui vários incentivos para cuidar muito bem daquela terra. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Já quando a terra não tem dono, quem chegar lá primeiro irá esbulhá-la ao máximo, pois sabe que, se não o fizer, outro o fará antes dele. Assim, o incentivo será o de ceifar o máximo de árvores o mais rápido possível antes que outros cheguem.

    O incentivo para se conservar é uma característica inerente à estrutura de incentivos criada pelo mercado

    Se você gosta da natureza, privatize-a

    Propriedade privada significa preservação
  • Lucas  18/09/2017 00:05
    Pra começar, historicamente, o livre mercado nunca existiu, da mesma forma que o comunismo. Ambos sao utopias. Entao nao rebata meu argumento criticando o socialismo, porque nao sou socialista. Voces parecem aqueles marxistas doentes que copiam e colam a mesma historinha sobre exploraçao do homem pelo homem a cada comentário que fazem, como se essa fosse a verdade absoluta da vida, incapazes de uma resposta inteligente e reflexiva.

    E o seu argumento é limitado porque ignora várias discussoes das ciencias naturais. É possível que um determinado empresário, quando confrontado sobre o impacto ambiental causado por sua empresa, argumente que a ciencia nao provou a relaçao de causa e efeito entre a sua atividade e a deterioraçao do ambiente. E ao fazer uso de um determinado tipo de metodologia mais barata, eficiente e danosa, ele conseguirá ofertar seus produtos a um preço mais baixo e com qualidade superior, que será imediatamente absorvido pelo mercado. Se considerarmos como verdadeiro o argumento liberal de que nada é público (ou planetário, coletivo, erga omnes), entao caberá SOMENTE aos consumidores individuais boicotarem essa empresa. É possível? De acordo com a utopia liberal, nao só possível como necessário. É exatamente o mesmo tipo de argumento que o outro lado usa para justificar o comunismo: é um argumento que ignora a história humana e sua estrutura biopsicológica em favor de um ideal. O ser humano DEVE agir assim para que o modelo funcione; e quando ele age irracionalmente (ou contrário ao que o modelo prega), é o ser humano quem está errado, nao a ideologia.

    Felizmente, nenhuma ideologia jamais sobrevive intacta por muito tempo. Voces podem defender o livre mercado o quanto quiserem, mas ele JAMAIS será livre (AINDA BEM!). E quanto mais as contradiçoes e os desequilíbrios se acentuarem, mais perto estaremos da Noite Escura da Humanidade. Se nao nós, nossos descendentes pagarao, porque a fatura ecossistemica nao é barata e chegará COM CERTEZA.
  • Leigo  15/09/2017 11:34
    Acho que o Lucas deve pesquisar um pouco sobre a natureza humana.
  • O último capitalista da Terra  13/09/2017 13:31
    Objetos luxuosos são mais difíceis de se produzir, por isso geram mais empregos do que coisas mal feitas.
  • Capitalista Keynes  14/09/2017 13:35
    Negativo...artigos de luxo não são produzidos em massa , e não geram mais empregos. São artigos quase artesanais onde são feitas poucas peças, mais exclusivas. Quantos relojoeiros trabalham na Patek Philippe ?
  • Miguel  14/09/2017 21:47
    Pois é.
    São perguntas que eles deveriam responder.

    Inclusive, Felipe Castanhari deve ser um leitor assíduo do Voyager1, pena que foi prontamente refutado pelo Raphael Lima do canal do youtube Ideias Radicais.
  • mariah  10/10/2017 20:42
    to esperando quando vai ser a época que eu e minhas migas vamos poder dirigir porsches, usar umas chanelzinhas e matar a sede dos nossos cachorrinhos só com perrier já que o luxo de hoje é a necessidade do amanha. será que eu vou estar viva ainda? :(
  • Carey  10/10/2017 21:25
    No Brasil isso vai ser difícil, pois todos estes produtos são itens importados sobre os quais o governo -- com o apoio da esquerda -- impõe extorsivas tarifas de importação em nome da "defesa da indústria nacional".

    Se o governo tributa produtos extorsivamente com o intuito de encarecê-los (exatamente para restringir seu consumo), então, minha querida, é com ele que você tem de reclamar. E também com os protecionistas que defendem este arranjo.

    Não culpe o capitalismo por bizarrices criadas exclusivamente pelo governo.

    Por outro lado, em países de importação liberada, como Hong Kong e Suíça, esses produtos são corriqueiros para a classe média.


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