Para realmente gerarem valor para a população, empresas têm de ter lucro

A frase a seguir é atribuída ao sindicalista Samuel Gompers, o fundador da Federação Americana do Trabalho:

O pior crime contra o povo trabalhador é uma empresa que não consegue operar lucrativamente.

Talvez nem o próprio Gompers tivesse ideia da poderosa verdade encapsulada nessa sua frase.  O sindicalista, já naquela época, foi capaz de perceber algo que vários progressistas de hoje ainda não entenderam: uma economia em que não há lucros é uma economia em um profundo estado de depressão.

Ainda pior, há quem genuinamente acredite que lucros denotam um comportamento suspeito, o qual deveria ser coibido pelo governo.  Para muitos, "ter lucro" é uma expressão politicamente incorreta e imoral — o que aplica apenas para terceiros, é claro; aqueles que condenam o lucro não se opõem quando são eles os ganhadores.

Eis outro comentário relacionado ao assunto:

A situação econômica das empresas terá de depender diretamente dos lucros, e os lucros não poderão cumprir sua função enquanto os preços não foram libertados das amarras dos subsídios.  Ao longo dos séculos, a humanidade não encontrou nenhuma mensuração mais eficaz do trabalho do que o lucro.  Somente o lucro pode mensurar a quantidade e a qualidade da atividade econômica; somente o lucro nos permite relacionar os custos de produção aos resultados de maneira efetiva e inequívoca. . . . Nossa atitude de desconfiança em relação ao lucro revela uma ignorância histórica, resultado do analfabetismo econômico das pessoas...

Essas palavras foram escritas pelo economista Nikolay Shmelyov na edição de junho de 1987 do Novy Mir, o principal jornal político e literário da então União Soviética.  Os soviéticos, após anos de propaganda anti-lucros e de políticas que geraram uma economia em frangalhos, estavam dando sinais de querer reverter um pouco daquele analfabetismo econômico até então vigente.

Nos EUA, quando os Peregrinos [primeiros colonos ingleses, calvinistas, que fundaram em 1620 a colônia de Plymouth, no Nordeste dos EUA] chegaram à América, eles quase morreram de fome, pois adotaram um sistema de agricultura comunal.  Cada indivíduo tinha de produzir para todos e, em troca, cada um recebia uma igual fatia da produção total.  Nessa total ausência de incentivos para se buscar o lucro, vários morreram de fome. 

Ao perceber esse erro, William Bradford, líder da expedição Mayflower, reorganizou os peregrinos de Massachusetts em um regime de propriedade privada sobre a terra e de liberdade na busca pelo lucro.  Os incentivos criados pela propriedade privada prontamente criaram uma impressionante reviravolta econômica.  Homens e mulheres passaram a produzir visando ao lucro, e o resultado foram colheitas abundantes, com as mesas sempre repletas de alimentos.

Aqueles que condenam o lucro preferem exaltar as virtudes da abnegação e do altruísmo; eles supostamente preferem exaltar a busca pela caridade.  Uma preocupação afetuosa para com seus semelhantes pode ser algo belo, especialmente quando vem genuinamente do coração.  Mas a realidade econômica permanece inalterada: a busca pelo lucro gerou muito mais coisas — muito mais! — do que toda a caridade do mundo.

Apenas olhe ao seu redor, neste local em que você está agora.  Se você está dentro de um imóvel, observe o mobiliário à sua volta, o próprio edifício em que você está, o computador (ou o tablet ou o smartphone) que você está utilizando, a internet que está lhe permitindo acesso ao mundo, as roupas que você está utilizando.  Você realmente acredita que todos esses itens surgiram e estão à sua disposição porque alguém queria perder dinheiro (ou aceitou trabalhar em troca de nada) apenas para tornar a sua vida mais confortável?  Perdoe-me a sinceridade, mas você não é tão importante assim para o resto do mundo.

Tudo isso só existe e está à sua disposição porque alguém imaginou que poderia lucrar ao inventar todas essas coisas.

Pense nisso da próxima vez em que você estiver em algum almoço de domingo com a sua família.  As pessoas que cultivaram o frango, a carne bovina ou a carne suína ali presentes não fizeram isso porque amavam sua família e queriam ajudar vocês.  O mesmo é válido para todas as outras pessoas que produziram todos os outros alimentos do almoço: elas não acordaram cedo, trabalharam diuturnamente e se sacrificaram apenas por algum impulso caritativo.  Elas fizeram isso porque queriam melhorar a vida delas próprias.  E, para melhorar a vida delas próprias, elas buscaram o lucro.  E, ao buscarem o lucro, elas melhoraram a sua vida e a vida da sua família.

Eis aqui uma maneira simples e leiga de entender o lucro.  Imagine que você adquiriu um material que, em seu estado bruto e inalterado, vale $100.  Ato contínuo, você altera essa matéria-prima, adiciona sua criatividade e sua mão-de-obra, e gera um produto final que as pessoas irão voluntariamente querer adquirir por $150.  Você gerou valor para a sociedade.  Você acrescentou valor para a sociedade e auferiu um lucro por causa disso.  Agora, imagine que você adquire esse mesmo material, que em seu estado bruto e inalterado vale $100, altera-o à sua maneira e gera um produto final valorado em apenas $50 pelas pessoas.  Você não apenas não auferiu lucro nenhum, como na realidade subtraiu riqueza da sociedade.  A sociedade ficou mais pobre por sua causa. 

Como isso pode ser considerado algo virtuoso?  É exatamente por isso que empresas que geram prejuízos são deletérias para uma sociedade.  Elas consomem recursos e não entregam valor.  Elas, na prática, subtraem valor da sociedade.  Uma empresa que opera com prejuízo é uma máquina de destruição de riqueza.  (O mecanismo sinalizador que orienta todas as decisões e fornece os resultados é o sistema de preços). 

E é por isso que empresas que operam continuamente com prejuízo — por mais importantes que elas sejam para o "orgulho nacional" — devem falir e ser vendidas para novos administradores mais competentes. Falências são algo extremamente positivo para uma economia, pois permitem que aqueles concorrentes mais produtivos e mais capazes tenham a oportunidade de comprar os ativos das empresas falidas a preços de barganha, permitindo-os fortalecer suas operações e voltar a criar valor para a sociedade.  Um governo proteger empresas falidas ou que operam com seguidos prejuízos é a maneira mais garantida de empobrecer uma economia.

No que mais, qual dessas façanhas é mais difícil de ser alcançada seguidamente: lucros ou prejuízos?  Não creio ser exagero dizer que não é necessário nenhum talento especial para se alcançar prejuízos contínuos.  Agora, lucrar continuamente em uma economia livre — uma economia na qual nenhuma empresa usufrui privilégios e proteções do governo —, isso sim exige talento.  Com efeito, é muito difícil até mesmo ficar no zero a zero.

Economistas veem o lucro de uma maneira mais profunda.  Para eles, o lucro não é um montante amorfo que sobrou após todos os custos terem sido pagos.  Segundo Ludwig Von Mises:

O que possibilita o surgimento do lucro é a ação empreendedorial em um ambiente de incerteza.  Um empreendedor, por natureza, tem de estar sempre estimando quais serão os preços futuros dos bens e serviços por ele produzidos.  Ao estimar os preços futuros, ele irá analisar os preços atuais dos fatores de produção necessários para produzir estes bens e serviços futuros.  Caso ele avalie que os preços dos fatores de produção estão baixos em relação aos possíveis preços futuros de seus bens e serviços produzidos, ele irá adquirir estes fatores de produção.  Caso sua estimação se revele correta, ele auferirá lucros.

Portanto, o que permite o surgimento do lucro é o fato de que aquele empreendedor que estima quais serão os preços futuros de alguns bens e serviços de maneira mais acurada que seus concorrentes irá comprar fatores de produção a preços que, do ponto de vista do estado futuro do mercado, estão hoje muito baixos.  Consequentemente, os custos totais de produção — incluindo os juros pagos sobre o capital investido — serão menores que a receita total que o empreendedor irá receber pelo seu produto final.  Esta diferença é o lucro empreendedorial.

Por outro lado, o empreendedor que estimar erroneamente os preços futuros dos bens e serviços irá comprar fatores de produção a preços que, do ponto de vista do estado futuro do mercado, estão hoje muito altos.  Seu custo total de produção excederá a receita total que ele irá receber pelo seu produto final.  Esta diferença é o prejuízo empreendedorial.

Assim, lucros e prejuízos são gerados pelo sucesso ou pelo fracasso de se ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores. [...]

Lucros e prejuízos são fenômenos que só existem constantemente porque a economia está sempre em contínua mudança, o que faz com que recorrentemente surjam novas discrepâncias entre os preços dos fatores de produção e os preços dos bens e produtos por eles produzidos, e consequentemente haja a necessidade de novos ajustes. [...]

O que cria lucros e prejuízos não é o capital empregado.  Ao contrário do que pensava Marx, o capital não "gera lucro".  Bens de capital são objetos sem vida que, por si sós, não realizam nada.  Se eles forem utilizados de acordo com uma boa ideia, haverá lucros.  Se eles forem utilizados de acordo com uma ideia equivocada, haverá prejuízos ou, na melhor das hipóteses, não haverá lucros.  É a decisão empreendedorial o que cria tanto lucros quanto prejuízos.  É dos atos mentais, da mente do empreendedor, que os lucros se originam, essencialmente.  O lucro é um produto da mente, do sucesso de se saber antecipar o estado futuro do mercado.  É um fenômeno espiritual e intelectual.

Condenar qualquer lucro como sendo 'excessivo' pode levar a situações tão absurdas quanto aplaudir uma empresa que, outrora muito lucrativa, passou a desperdiçar capital e a produzir ineficientemente a custos mais altos.  Esta redução na eficiência e, consequentemente, nos lucros logrou apenas fazer com que os cidadãos fossem privados de todas as vantagens que poderiam usufruir caso os bens de capital desperdiçados por esta empresa fossem disponibilizados para a produção de outros produtos.

Ao repreender alguns lucros como sendo 'excessivos' e consequentemente penalizar empreendedores eficientes com uma elevação de impostos para "compensar" os altos lucros, a sociedade está prejudicando a si própria.  Tributar lucros é o equivalente a tributar quem se mostrou bem-sucedido em servir ao público.

Quando uma determinada empresa surge no mercado com um produto novo ou altamente aprimorado, satisfazendo desejos e demandas dos consumidores, os lucros que ela passa a auferir com esse produto podem, à primeira vista, parecer enormes.  Só que, quanto maiores forem esses lucros, mais eles atrairão novos concorrentes [N. do T.: a menos que o governo proíba ou dificulte ao máximo, como fazem, por exemplo, as agências reguladoras no Brasil], os quais aumentarão a oferta desse produto.  Ato contínuo, a maior oferta fará com que os altos lucros da empresa se evaporem.  Olhando em retrospecto, torna-se evidente que os altos lucros funcionaram como um sinal enviado aos outros produtores: "Ei, olhem para cá!  As pessoas realmente querem esse produto; querem mais desse produto!".

Conclusão

A hostilidade direcionada ao lucro, seja ela motivada ou pela inveja ou pela ignorância ou pela demagogia, é irracional.  Ela só é aceitável quando uma determinada empresa aufere seus lucros em decorrência de suas conexões políticas com o governo (que garante a ela subsídios, ou que a protege da concorrência externa via tarifas protecionistas, ou que impede o surgimento de concorrentes via agências reguladoras).

Fora isso, em um mercado livre, lucros representam muito mais do que a saúde financeira de uma empresa: eles indicam que a empresa está utilizando recursos escassos de maneira sensata e está satisfazendo os desejos dos consumidores; indicam que a empresa está genuinamente criando valor para a sociedade e está aprimorando a qualidade de vida e o progresso.

Lucro é aquilo que todos nós buscamos quando, ao tentar melhorar nosso bem-estar, acabamos por melhorar o bem-estar de terceiros por meio de transações comerciais pacíficas e voluntárias.

Lucro não é evidência de comportamento suspeito.  Comportamento suspeito, isso sim, é fazer acusações infundadas contra o lucro.

Atualmente, há no mundo um regime voltado exclusivamente para se certificar de que nenhum indivíduo esteja auferindo qualquer tipo de lucro: a Coreia do Norte marxista.  Como consequência, não há nem sequer luz elétrica para a sua população.


1 voto

SOBRE O AUTOR

Lawrence W. Reed


"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

i.imgur.com/OfQYQW8.png

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www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

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Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Ricardo  09/06/2015 14:59
    Para comprovar como tudo no Brasil é zoado:

    Lucro de aéreas deve ser o maior desde os anos 60, mas Brasil vai na contramão

    Impulsionado por queda do preço do petróleo e recuperação dos EUA, ganho do setor aéreo em todo mundo deve atingir US$ 29,3 bilhões neste ano, alta de quase 80% em relação a 2014

    O presidente da Iata citou entre os exemplos negativos de intervenção estatal o "preço artificial" do querosene de aviação no Brasil, definido pela Petrobrás. Segundo ele, o Brasil tem o segundo combustível mais caro do mundo para a aviação, atrás de Malawi, o que faz com que o custo para abastecer um avião responda por 40% dos custos das empresas brasileiras, contra uma média global de 30%.

    A mesma crítica foi feita no domingo à noite pelo vice-presidente da Iata para a América Latina, Peter Cerdá. "Isso se deve ao cálculo da Petrobrás. Mesmo com 75% do óleo produzido no Brasil, o preço é determinado como se fosse importado."

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,lucro-de-aereas-deve-ser-o-maior-desde-os-anos-60-mas-brasil-vai-na-contramao-imp-,1702558
  • Evandro Posser   09/06/2015 15:03
    O importante é que a PTbras é nossa e recebemos diariamente 20 litros de gasolina gratuita.
  • Raposa  09/06/2015 20:29

    Custos com combustíveis 33% maiores;

    Taxas e impostos 50% maiores;

    2º combustível mais caro do mundo;

    Aeroportos sucateados;

    Oligopólio produzido pelo governo: DUAS companhias aéreas controlam 80% do mercado;

    Mercado completamente regulado: empresas aéreas estrangeiras são proibidas de operar voos domésticos.

    Esse país é uma piada.





  • Tigrão  09/06/2015 20:37
  • Angelo  15/06/2015 20:13
    E depois diz que o pobre está viajando mais de avião e os ricos estariam incomodados, ao contrário.
  • Vitor Cassel   09/06/2015 15:01
    Isto é o óbvio! Mas não para os bolivarianos de nossa pobre latino américa!
  • Morete  09/06/2015 16:11
    Em um país onde a taxa de juros é estratosférica e num setor onde o número de concorrentes é muito baixo, faz sentido o HSBC deixar de operar no Brasil?

    Isto é "culpa" do fator Brasil ou incompetência para lucrar?

  • Pobre Paulista  09/06/2015 18:07
    Não adianta ter juros altos e câmbio desfavorável. O resultado final é negativo.

    Para eles é muito mais negócio vender tudo aqui e aplicar lá fora, onde realmente tem retorno.
  • Morete  09/06/2015 18:42
    Se fosse assim o Santander também iria embora...

    Apesar do banco Santander ter sofrido uma queda quando se olha os números em Euros neste primeiro trimestre do ano, o resultado ainda foi fantástico... Apenas o Santander UK teve melhor resultado que o Santander Brasil...

    veja.abril.com.br/noticia/economia/brasil-deixa-de-representar-maior-fatia-no-lucro-do-santander/
  • Edujatahy  09/06/2015 18:52
    Morete...

    Os juros podem ser estratosféricos... Mas a inadimplência também... ;-)
  • Morete  09/06/2015 19:53
    Mas pq a inadimplência só seria aplicado ao HSBC?
    Se fosse assim, os demais bancos também deveriam estar indo de mal a pior, coisa que não acontece com Santander, Bradesco, Itau e cia...
  • Edujatahy  09/06/2015 21:05
    O risco de inadimplência gerar prejuízo operacional aumenta a cada dia, a insegurança jurídica no Brasil é altíssima. Alguns estão dispostos a arriscar, outros não.
    Você arriscaria?
  • Ricardinho  10/06/2015 00:16
    O Brasil é a colonia de banqueiros. Se o HSBC está saindo eu interpretou isso como um mal preságio.
  • anônimo  10/06/2015 10:07
    O mundo inteiro é.
  • Leandro  10/06/2015 02:11
    Isso confunde muita gente.

    Juros altos, ao contrário do que dizem os "especialistas", não são necessariamente bons para bancos. Vou tentar explicar.

    Quando um Banco Central estipula a taxa básica de juros de economia, ele está, na prática, decretando um controle de preços.

    Banco Central estipular juros nada mais é do que uma agência governamental controlando o preço do crédito.

    Como ensina a teoria econômica, se o preço de algo for decretado a um valor acima do de mercado, haverá muita oferta e pouca demanda. Inversamente, se o preço de algo for estipulado a um valor abaixo do de mercado, haverá um excesso de demanda, mas pouca oferta.

    Se a prefeitura da sua cidade estipular que o valor dos alugueis, de qualquer imóvel e em qualquer ponto da cidade, está congelando em $100 por mês, o que acontecerá com a demanda por imóveis? Garanto que vai explodir. Mas o que acontecerá com a oferta? Garanto que vai encolher.

    E se a prefeitura fizer o contrário, e estipular que o valor dos alugueis, de qualquer imóvel e em qualquer ponto da cidade, está congelando em $100.000 por mês? Garanto que a oferta vai explodir, mas a demanda vai desaparecer.

    Com o preço do crédito ocorre a mesmíssima coisa (só que apenas para bancos privados; os bancos estatais operam sob ordens políticas, e não de acordo com as reais condições de mercado).

    O que acontece se o preço do crédito for decretado em um valor acima do de mercado? A oferta será ampla, mas haverá pouca demanda por empréstimos. Ou seja, os bancos acabam emprestando pouco. E se o preço do crédito for decretado em um valor abaixo do de mercado? A demanda por empréstimos será alta, mas a oferta será escassa. Ou sejam os bancos acabam emprestando pouco.

    No caso brasileiro, se os juros são estipulados pelo BC a um valor alto, a demanda pro crédito cairá, e o lucro do banco irá junto. Se há menos pessoas pedindo empréstimos (por causa dos juros altos), há menos lucros para os bancos.

    No caso europeu e americano, se os juros forem estipulados pelo BC a um valor muito baixo, os próprios bancos não terão interesse em conceder empréstimos. Eles serão muito mais restritivos, emprestando apenas para quem realmente pode pagar.

    E isso confunde muita gente que pensa que juro zero significa necessariamente crédito farto. Não.

    É perfeitamente possível haver farra creditícia em um cenário de juros crescentes (toda a bolha imobiliária americana ocorreu em um cenário de juros crescentes, com a Selic deles indo de 1% para 5,25%; quanto mais os juros subiam, mais o crédito se expandia), bem como é perfeitamente viável não haver nenhuma expansão do crédito em um cenário de juros nulos (como o atual cenário europeu e até mesmo o atual cenário americano, em que a expansão do crédito está ocorrendo a taxas mínimas históricas; daí a total ausência de inflação de preços).

    Portanto, eis as conclusões:

    1) Se as taxa de juros sobem, mas os empréstimos se expandem, então está claro que o preço do crédito ainda não encareceu o bastante para desestimular a demanda, mas já está alto o bastante para estimular sua oferta.

    2) Se as taxa de juros sobem, e os empréstimos se contraem, então está claro que o preço do crédito já encareceu o bastante desestimular a demanda (nada se sabe sobre a oferta).

    3) Se as taxas de juros caem, e os empréstimos se expandem, então está claro que o preço do crédito ainda está alto o bastante para estimular a oferta, mas já está baixo o bastante para também estimular a demanda.

    4) Se as taxas de juros caem, mas os empréstimos não se expandem, então está claro que o preço do crédito já está baixo o bastante para desestimular sua oferta (nada se sabe sobre a demanda).

    Só por aí já dá para você entender por que é absolutamente impossível colocar uma agência governamental para decretar o preço do crédito e imaginar que ela irá acertar exatamente qual é o valor que equilibrará todas essas variáveis e levará a economia a um perfeito ponto de equilíbrio.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  10/06/2015 03:44
    Só que não, Leandro.

    O cartel dos grandes bancos brasileiros cobra juros totalmente absurdos em boa parte das modalidades de crédito (a selic elevada é um fator que explica apenas uma porção dessa tragédia). E nada justifica um spread tão elevado (nem inadimplência, nem custo-brasil, nem custos administrativos, nem compulsório, etc), ou tantas tarifas de serviços (muito ruins ainda por cima).

    Observe a evolução do lucro líquido dos maiores a partir do início dos 2000.
    É uma farra patrocinada pela população sob o beneplácito do bacen (e do governo central de modo geral, que precisa se refinanciar constantemente).


    (Essa história do HSBC precisa ser melhor contada)

  • Leandro  10/06/2015 13:44
    "O cartel dos grandes bancos brasileiros cobra juros totalmente absurdos em boa parte das modalidades de crédito"

    E, para outras modalidades, ele cobra juros muito abaixo da inflação, algo que não ocorre em nenhum outro lugar do mundo.

    Isso foi explicado em detalhes neste artigo. Por determinação do governo federal, praticamente metade dos empréstimos feitos pelos bancos cobra juros menores do que a SELIC. E vários empréstimos cobram também juros abaixo da inflação.

    Produtores rurais, por exemplo, podem comprar uma Strada de R$40.000 por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). A taxa de juros cobrada? Meros 3% ao ano. É sério, pode conferir aqui, no item 9. Eu mesmo tenho um conhecido -- que não é nada pobre -- que se beneficiou disso. Essa taxa de juros é simplesmente menos da metade da taxa de inflação anual. O IPCA está em 8%, e tem gente pagando juros de 3% ao ano para comprar carro. Aliás, como mostra o link, dependendo do preço do maquinário adquirido, a taxa de juros pode ser de mísero 1,5% ao ano.

    E, se você for empresário do setor de transportes, você consegue comprar caminhões a juros que, nos anos de 2010 a 2013, variavam entre módicos 2,5% a até no máximo 7%. (O IPCA médio ficou em 6,5%).

    Tudo isso foi explicado aqui.

    Mais outro exemplo: o Banco do Brasil está oferecendo empréstimos para a aquisição de imóveis a juros de 6,15% ao ano, uma taxa que também é menor do que a inflação de preços. Um banquete para os especuladores imobiliários. E há também o inefável BNDES, cujos empréstimos para o grande baronato industrial cobram juros de ínfimos 6% ao ano.

    E então, você sabia que, para a metade do seu crédito, o Brasil tem um dos menores juros reais do mundo?

    Todo mundo inveja as baixas taxas de juros dos países desenvolvidos, mas duvido que lá alguém consiga comprar carros e caminhões financiados com juros muito abaixo da inflação de preços. No Brasil, isso é corriqueiro.

    "[...]. E nada justifica um spread tão elevado. [...]"

    O spread elevado existe apenas na modalidade "crédito livre", e existe justamente para contrabalançar as distorções das modalidades acima, que formam a modalidade do "crédito direcionado". E o crédito direcionado que já é (quase) tão grande quanto o "crédito livre".


    "Observe a evolução do lucro líquido dos maiores a partir do início dos 2000.
    É uma farra patrocinada pela população sob o beneplácito do bacen (e do governo central de modo geral, que precisa se refinanciar constantemente)."


    Sabe quando eles mais cresceram? Entre 2005 e 2010, justamente quando a Selic estava caindo, o que confirma o que disse no comentário anterior.


    Concordo perfeitamente com a sua análise de que falta concorrência no setor bancário, o qual é cartelizado e protegido pelo Banco Central (mesmo porque artigos sobre isso neste site não faltam; veja este, por exemplo). Mas ignorar essa distorção criada pelo governo no mercado de crédito não pode.
  • Henrique  11/06/2015 12:33
    Mas Leandro, esta regra do crédito direcionado não se aplica majoritariamente aos bancos públicos? Logo, não deveria afetar tanto as taxas de juros dos bancos privados
  • Leandro  11/06/2015 14:28
    "não deveria afetar tanto as taxas de juros dos bancos privados"

    Só pensa assim quem realmente não conhece os efeitos do intervencionismo e suas consequências não-premeditadas.

    Vou tentar explicar.

    Bancos estatais, por mais que sejam estatais, são acima de tudo bancos. E bancos têm de ganhar dinheiro.

    Sendo assim, se os bancos estatais não ganham dinheiro (ou ganham pouco dinheiro) com uma fatia do crédito direcionado, então eles terão de ganhar muito dinheiro com o crédito livre, justamente para compensar o crédito direcionado.

    Consequentemente, eles terão de cobrar juros exorbitantes no crédito livre apenas para compensar os efeitos do crédito direcionado.

    E isso não é apenas teoria, não. Pode confirmar na prática, nos links abaixo. Tanto a Caixa quanto o BB aparecem entre os maiores juros cobrados nas principais modalidades de crédito livre.

    Taxa de juros para capital de giro

    Taxa de juros para o crédito consignado

    Taxa de juros para a conta garantida

    Taxa de juros para desconto de duplicatas

    Taxa de juros para aquisição de veículos

    Se no mercado livre os bancos estatais jogam os juros lá para cima (e eles têm de fazer isso para compensar o desempenho do crédito direcionado), então não há grandes motivos para os bancos privados -- que, não se esqueça, também pertencem ao cartel comando pelo Banco Central, e ganham com isso -- cobrarem juros baixos.

    Vários deles, como mostram os links acima, de fato cobram juros menores que Caixa e BB, mas não há motivo nenhum para eles cobrarem juros baixos neste cenário. Só se fossem instituições de caridade.

    Eis aí mais um exemplo das consequências não-premeditadas do intervencionismo: o governo, ao estipular juros baixos para determinadas modalidades de crédito, faz com que os juros de outras modalidades de crédito sejam astronômicos.
  • Morete  16/06/2015 18:41

    O spread elevado existe apenas na modalidade "crédito livre"

    Leandro, poderia indicar artigos que expliquem melhor isto?

    Se créditos direcionados não se aplicam ao spread, como eles são criados? De onde são captados recursos para tais créditos?

    Um determinado valor que eu venha depositar em minha conta corrente, não poderia ser usado para criar dinheiro do nada e consequentemente crédito para ser emprestado de forma direcionada?

    Existe alguma lei/restrição quanto a isto?

    Agradeço se puder me esclarecer isto melhor.
  • Leandro  16/06/2015 20:10
    "poderia indicar artigos que expliquem melhor isto?"

    Pode ir direto à fonte:

    www.bcb.gov.br/pec/wps/port/TD258.pdf

    Ou pode ler esse aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1854

    "Se créditos direcionados não se aplicam ao spread, como eles são criados? De onde são captados recursos para tais créditos?"

    Dos depósitos, como todos os outros créditos. A diferença para os empréstimos comuns é que o crédito direcionado é implantado por meio de lei ou normativo. A rentabilidade da operação bancária fica em segundo lugar, se tanto.

    "Um determinado valor que eu venha depositar em minha conta corrente, não poderia ser usado para criar dinheiro do nada e consequentemente crédito para ser emprestado de forma direcionada?"

    Naturalmente. Aliás, tem de ser assim. Vide o recente noticiário relatando que os saques na poupança estavam afetando a capacidade da Caixa de continuar fornecendo empréstimos imobiliários, um dos mais baratos do mercado.

    "Existe alguma lei/restrição quanto a isto?"

    Não existe nenhuma lei impedindo que qualquer banco -- privado ou estatal -- empreste a juros que quiserem, inclusive a juros zero. Falta apenas explicar por que um banco normal agiria como instituição de caridade.
  • Morete  17/06/2015 12:51
    Muito obrigado Leandro.
    Como sempre dando uma aula...
    Abaços,
  • anônimo  01/09/2015 17:28
    De fato, e em panorama de crise, conseguem lucrar mais ainda com tanta gente se endividando. Bancos, cartões de crédito, empresas credoras de Consulta CPF e tantas outras. Resta saber o que será de nós...
  • Dom Pedro  12/11/2015 10:43
    Lucrarão se os débitos forem pagos. E se houver calote?
  • Douglas Silva Rodrigues  09/06/2015 16:52
    Sou novo por aqui, não entendo muito de economia. Uma dúvida As concessões feitas agora há pouco pelo governo, são boas ou ruins para a economia ?
  • Ricardo  09/06/2015 17:09
  • Taxidermista  12/11/2015 11:54
    Consultar aqui:


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1219

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=265

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=581

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1614
  • Henrique  09/06/2015 18:41
    Gostaria de de saber o que os amigos do site, que defendem o enxugamento do estado para diminuir a corrupção, têm a dizer sobre a corrupção na FIFA, entidade privada...

    abraços
  • Meirelles  09/06/2015 19:02
    A FIFA é tão "privada" quanto o COI. Há um artigo inteiro sobre isso:

    mises.org.br/Article.aspx?id=1964

    De resto, corrupção é, por definição, suborno (só olhar no dicionário), ou seja, recepção de dinheiro ilícito em troca de favor ou negócio lucrativo. Então, somente há recepção de dinheiro de forma ilícita se o dinheiro não é de quem está na transação, ou seja, somente na presença de dinheiro público há corrupção.

    Na iniciativa privada, se dois entes privados trocam favores entre si com o seu próprio dinheiro os únicos lesados nesses casos são os donos da empresa. A população nada sofre com esse tipo de corrupção. E, se a corrupção for muito intensa, pode levar a empresa à falência. Novamente, isso é problema apenas dos donos da empresa.

    De novo: a "corrupção" no ramo privado não pode ser comparada à corrupção estatal, pois, no ramo privado, a riqueza que foi transferida (roubada) da empresa para um indivíduo ou para um determinado grupo foi gerada pela própria empresa, cabendo à sua administração encontrar formas de estancar os desvios sob pena de falência. Já na burocracia estatal o prejuízo é socializado, por isso não existe interesse em combatê-lo.

    No que mais, a tal "corrupção da FIFA" envolve governos, de modo que ela não pode ser comparada a uma corrupção privada. Corrupção privada seria o dono da padaria da esquina subornando um funcionário de um fornecedor.
  • anônimo  12/11/2015 09:58
    Eu tenho a dizer que a corrupção da FIFA não me afeta em NADA.
    Não gosto de futebol, não dou um centavo pra ver isso e acho que quem é idiota suficiente de morrer de preocupação com essas coisas e se estressar com isso, tem mais que se lascar.
    Diferente da corrupção estatal onde eu sou 'convidado' a pagar a conta de uma coisa que já era errada e ficou pior ainda.
  • Pedro Mundim  09/06/2015 18:44
    A origem do equívoco que leva à condenação do lucro é uma concepção simplória do que é a riqueza, que é imaginada como algo finito, pré-existente, que não é criado nem destruído, apenas apropriado. Assim sendo, só é possível ter lucro se outro alguém tiver um prejuízo de igual valor, e portanto, ter lucro é moralmente condenável.

    No mundo real, a riqueza não é pré-criada, e embora finita no espaço, não é finita no tempo: ela pode ser criada indefinidamente, assim como pode ser destruída. O lucro nada mais é do que a criação de riqueza. Os católicos do século 14 também condenavam o lucro, a que denominavam usura, porque acreditavam que a riqueza só podia ser criada por Deus e não pelas pessoas; entretanto, a riqueza dos nobres e dos próprios eclesiásticos não era pecaminosa porque supostamente era a vontade divina. Judeus e protestantes não compartilhavam desta crença, por isso eles ficaram ricos e nós ficamos pobres. A garotada esquerdista do século 21 tem muito mais em comum com os frades do século 14 do que eles supõem!
  • João  09/06/2015 19:03
    Concordo com o artigo. Os lucros não podem ser demonizados se são absolutamente necessários para a organização investir e se manter ativa no mercado.
  • João Tronkos   09/06/2015 20:27
    Um complicador é que o nosso ambiente de negócios é doente, destorcido. Empresas que parecem ter lucro na verdade destroem valor, enquanto outras, lucrativas, são sufocadas pela carga fiscal ou outras práticas não competitivas.
  • Magnus Galhus  09/06/2015 20:33
    "Empresas que parecem ter lucro na verdade destroem valor,"

    Isso é praxeologicamente impossível. O que é "parecem ter lucro"?

    "enquanto outras, lucrativas, são sufocadas pela carga fiscal ou outras práticas não competitivas."

    Concordo totalmente.
  • anônimo  09/06/2015 21:09
    Ele se expressou errado. Ele quis dizer que, dentro do nosso ambiente intervencionista, existe muitas empresas lucrativas que não agregam valor as pessoas, tipo Camargo Corrêa e TV globo.
  • Vitor Cássio   09/06/2015 20:28
    Belo texto. Um tanto quanto óbvio, mas ainda assim serve como um ótimo tapa na cara dos estatólatras corporocratas e seus asseclas alienados e, em geral, desprovidos da mesma riqueza que esses auferiram por 'conquistas'.
  • Alberto  09/06/2015 20:42
    Olá, alguém poderia me tirar uma dúvida?
    Em uma economia onde existam apenas 2 indivíduos (a fim de possibilitar o cálculo).
    Digamos que cada cidadão possua 500 mangos, somando o total de riqueza nesta economia em 1000 mangos.
    Se o cidadão A achar uma pepita de ouro, ao acaso, e vendê-la por 100 mangos para B, ele criou riqueza ou simplesmente convenceu B a transferir 100 mangos para ele? No final podemos entender que A passou a possuir 600 e B 400, totalizando os mesmos 1000.
    Claro que a pepita ainda existe, e B a valora em 100, porém, se A não estiver interessado em compra-la de volta no futuro, ela simplesmente deixa de ter valor econômico, já que não existem outros interessados.
    Entendo que esta visão está errada, não estou contestando nada, só quero compreender melhor como se deu, matematicamente, a criação de riqueza.

    A quem dispor de atenção e paciência, muito obrigado.
  • Fraga  09/06/2015 21:19
    "Em uma economia onde existam apenas 2 indivíduos (a fim de possibilitar o cálculo). Digamos que cada cidadão possua 500 mangos, somando o total de riqueza nesta economia em 1000 mangos."

    Já começou errado. A riqueza de uma economia não tem nada a ver com o valor nominal das cédulas de dinheiro existentes. A riqueza é mensurada pelos ativos físicos existentes, pelo capital humano, pelas instalações, pelos bens de capital, pelas ferramentas, pelos maquinários etc.

    Cédulas de dinheiro não representam, por si sós, riqueza nenhuma. Elas são utilizadas como meio de troca. Elas facilitam a troca de riquezas, mas elas não são riquezas.

    Se você fosse um náufrago em uma ilha deserta, sem recursos físicos nenhum, mas tivesse uma valise lotada de dólares, você se consideraria rico? O que você poderia fazer com essas cédulas de dólares na ilha? No máximo, poderia utilizá-las para acender uma figueira.

    "Se o cidadão A achar uma pepita de ouro, ao acaso, e vendê-la por 100 mangos para B, ele criou riqueza ou simplesmente convenceu B a transferir 100 mangos para ele? No final podemos entender que A passou a possuir 600 e B 400, totalizando os mesmos 1000."

    B voluntariamente valorou a pepita em $100. E, se a pepita encontrada vale $100, então a riqueza disponível na economia aumentou $100.

    Isso é tudo o que podemos deduzir deste cenário. Nada mais.

    "Claro que a pepita ainda existe, e B a valora em 100, porém, se A não estiver interessado em compra-la de volta no futuro, ela simplesmente deixa de ter valor econômico, já que não existem outros interessados."

    Se a pepita perdeu todo o seu valor (que é totalmente subjetivo), então a riqueza da economia voltou ao ponto em que estava antes da descoberta: ela decresceu $100.
  • Joana Mariana  10/06/2015 02:41
    Excelente artigo, mas isso também precisa ser analisado à luz das 'picuinhas' do dia a dia das pessoas. Se pensarmos bem, não é tão difícil para um indivíduo de bom coração - e analfabeto econômico - pensar que tem sim que tributar o lucro.

    Ontem mesmo eu estava vendo um artigo com fotos de uma campanha de 2007, que contrasta o luxo de alguns e a miséria de outros, e me lembrei da época em que eu era bastante simpática às ideias socialistas, marxistas, etc*. A coisa mais fácil de se pensar era que tributar esses insensíveis capitalistas (não necessariamente com essas palavras) era a coisa mais correta e mais justa a se fazer. "Como pode esse tipo de gente gastar tanto dinheiro com coisas supérfluas, enquanto esse dinheiro poderia estar satisfazendo tantas pessoas?", certamente era uma ideia bem comum.

    Não sei se é inveja, mas provavelmente as pessoas condenam muito mais o luxo do que o próprio lucro. Se você é um capitalista mas leva uma vida simples, certamente não seria nenhum incômodo o quanto que você aufere de lucros. É só reparar que sonho de esquerdista é principalmente filho de rico estudando com filho de pobre (obviamente não em uma escola particular).


    *As escolas fazem um bom trabalho nisso: meu coração quixotesco não resistiu a enxergar no socialismo um sistema que se preocupa com todos; a ver Marx e Engels dois intelectuais extremamente conscientes das injustiças sociais e Lênin e Trotsky como heróis; e a achar a Revolução Russa o acontecimento mais excitante de todos os tempos. Que romântico!
  • Didi  10/06/2015 06:48
    Artigo providencial diante a iminência do tiro de misericórdia que a mão pesada do estado dará nos segmentos produtivos remanescentes.

    A nota diz: Governo prevê arrecadar até R$ 18 bi com nova tributação.

    Confira:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-preve-arrecadar-ate-r-18-bi-com-nova-tributacao,1702472

    O cinismo é descarado e até o palavreado é coisa de malandro, vulgo "andar de cima", aliás tudo está arquitetado para estrangular a galinha dos ovos de ouro, a sanha em andamento será para tributar o lucro das empresas e afins.

    Destarte e conforme reitera o tema, não há investimento sem lucro!

    De modo que alvoroçar sobre o lucro é sinônimo de sucateamento da produção.

    Desafortunadamente a massa popular desconhece ou se recusa a saber que o País tributa vorazmente a cadeia produtiva, cuja parafernália de impostos já obliterou e segue dizimando especialmente muitos segmentos de transformação.

    Ademais, se aos olhos dos comunas R$ 1 milhão é riqueza, então qualquer "micho-empresa" não passará incólume e salvo melhor interpretação incrementará o êxodo de diversos setores para países mais atrativos e afeiçoados à produção.

    Vislumbra-se nessa irracional tungada federal acelerada argentinización en Brasil y por lo tanto cumplenos solo aguardar la "extrema-unção, vela e caixão".

    E segue o féretro...
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  10/06/2015 08:54
    O lucro verdadeiro só será possível se não houver impostos.
  • Eduardo  10/06/2015 14:39
    Concordo plenamente com o artigo, 100%, porém o problema grande enfrentado hoje em dia é que há uma intervenção estatal muito forte, principalmente América Latina, o que gera muitas distorções nesses cenários. Um exemplo claro é a intervenção no Brasil referente ao preço da gasolina, com certeza muitos estão e estavam auferindo altos lucros, porém conseguiram quebrar várias usinas de açucar e alcool ao redor do Brasil, gente que investiu pelo fato do incentivos dado no governo Lula (www.paginarural.com.br/noticia/77508/brasilia-uniao-incentiva-plantio-de-cana-em-areas-degradadas-da-amazonia), financiavam plantios até na Amazônia, e depois de quatro anos alteram completamente o rumo da política referente a esse segmento. A pergunta que fica é a seguinte, quem no Brasil tem algum incentivo de fazer investimentos com essas alterações completamente opostas de políticas para setores da economia? O grande problema é que a maioria das empresas no Brasil que geram grandes lucros tem algum tipo de "benefício divino" e infelizmente não respeitam a lógica desse artigo. Outra coisa que quase ninguém fala é que a inflação está nesse patamar sim pelo fato dos ajustes dos preços controlados pelo governo, mas também pelo fato de estarem imprimindo dinheiro loucamente, essa segunda afirmação é pouco ou nada comentada nas mídias.
  • Emerson Luis  10/06/2015 18:01

    Qual é o mal de se gerar valor para terceiros e ser recompensado por isso?

    Quem condena o lucro em si mesmo não compreende (ou finge não compreender) o que ele é; confunde "interesse próprio" com "interesse egoísta".

    * * *
  • Brant  11/11/2015 13:58
    Lucros só são suspeitos e imorais em economias fechadas como a nossa. Não tem nada de bonito em uma empresa que lucra unicamente por ser beneficiária de medidas protecionistas, câmbio desvalorizado, agências reguladoras, boas conexões com políticos e burocratas etc.

  • Geraldo   11/11/2015 15:10
    Tiraste as palavras da minha boca!
  • Antes aluno da grandiosa Escola de Campinas, e agora discípulo da Luciana Genro  11/11/2015 16:47
    O lucro nada mais é do que o capital que a burguesia extrai do proletariado sob forma da Mais-Valia. O resto é falácia da mídia golpista ou delírios da ideologia neoliberal.
  • mauricio barbosa  11/11/2015 21:09
    Antes aluno da grandiosa Escola de Campinas, e agora discípulo da Luciana Genro,você é uma piada sem graça por aqui,argumente seu piadista sem graça...
  • jackson  12/11/2015 13:24
    o cara é um Tipico Filosofo, porem com argumentos fracos.
  • Daniel  11/11/2015 17:07
    Gostaria de ler um artigo na visão libertaria sobre o rompimento da barragem de Bento Rodrigues.
    Sei que existem vários artigos aqui que abordam os assuntos(concessões, licenças, justiça, etc) separadamente, mas uma análise baseada em um evento atual seria interessante.

    Obrigado.
  • Daniel  11/11/2015 17:39
    Quem destrói propriedade privada deve ressarcir e indenizar, nem que para isso tenham de penhorar todos os ativos de cada diretor e acionista da empresa. Ponto.

    Essa é a abordagem libertária.
  • Viking  13/11/2015 10:14
    Este aqui pode te ajudar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=89
  • Alexandre  11/11/2015 17:38
    Tenho uma dúvida que sai um pouco do foco do artigo, mas qual a solução do ponto de vista libertário para impactos ambientais causados por empresas privadas, como a tragédia de Mariana? 65 milhões de metros cúbicos de lama tóxica (com alta concentração de arsênio, ferro e mercúrio), que está afetando o abastecimento de água de várias cidades.
  • Daniel  11/11/2015 17:44
    Quem destrói propriedade privada deve ressarcir e indenizar, nem que para isso tenham de penhorar todos os ativos de cada diretor e acionista da empresa. Ponto.

    Essa é a abordagem libertária.
  • Alexandre  11/11/2015 18:05
    Mas como obrigar os responsáveis a ressarcirem os prejudicados?
  • Nunes  11/11/2015 18:17
    Ué, o sistema judiciário -- seja ele privado ou estatal -- existe justamente para isso: para impingir as leis e punir quem destrói vida e propriedade.

    Sistema este, aliás, que não funciona hoje (em que é totalmente estatal e opera sob regime de monopólio), pois é moroso e só funciona em prol dos poderosos.
  • anônimo  12/11/2015 14:31
    E ainda digo mais, com certeza essa empresa deve ter subornado algum fiscal da prefeitura pra deixar passar uma vistoria ou alguma coisa que estava errada.
    Isso num mundo 100% privado sería praticamente impossível, uma empresa que aceitasse um suborno desses estaria se matando aos olhos do livre mercado.
  • Viking  13/11/2015 10:16
    A Samarco é uma joint venture da Vale com uma mineradora estrangeira.

    sabe quem controla a Vale? a Valepar
    sabe o que é a Valepar? um fundo de investimento que tem como investidores os fundos de pensão estatais, geridos por gente do governo.
    além disso, ano passado o PT cortou verba da fiscalização dessas barragens.

    agora junte os pontos...
  • Nórdico  13/11/2015 11:19
    Isso é o de menos. Acho engraçado como as pessoas se esqueceram completamente de como o PT interferiu na Vale em 2011 e trocou o seu presidente e aparelhou a empresa.

    Felizmente, isso foi documentado pelo IMB, que não dorme no ponto e acertou em mais essa previsão:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=942
  • Marcos Silva  12/11/2015 12:43
    Infelizmente temos que passar por isso, o que aconteceu como a principal empresa do Brasil que não preciso aqui citar nomes, o escândalo envolvendo essa empresa e o governo e uma mancha que irá ficar em nossa história, enquanto os que fizeram parte disso, grande parte passam impunes, nós temos que pagar as contas disso tudo com os aumentos e reajustes diários em nossas contas.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  12/11/2015 20:33
    brasil morreu.
  • Maria  09/12/2015 19:52
    Excelente artigo. Especialmente na época triste que vivemos. Empreender em nossa economia é tarefa árdua, exige perseverança, e lucrar é o esperado pela pessoa que empreende, é o fruto de nosso trabalho. Infelizmente os pequenos empreendedores sentem mais os custos, e continuar é uma verdadeira luta.
  • bruna  23/02/2016 05:03
    Muito bom o artigo.








    vivabemsempre.com
  • thamiris  21/03/2016 22:57
    Mesmo com tanta conrrupção, o importante é que a PTbras é nossa!! Belo Artigo!!!
  • Emerson Luis  23/03/2016 10:53

    A suposta contradição entre a busca de lucros e a caridade é falsa.

    Primeiro, a busca de lucros beneficia a todos os envolvidos e mais.

    Segundo, a existência de lucros permite o financiamento da caridade.

    * * *
  • Suco Verde  29/03/2016 23:45
    Uma grande verdade que os lucros são necessários para a organização existir e rodar a economia...
  • José Kingo  27/04/2016 20:31
    Concordo plenamente!

    Com lucro as empresas podem produzir mais e também investir em inovação e tecnologia, ou seja, gerar mais valor para a população.

    Ótimo post!
  • ROSIFELICIANO  12/05/2016 20:35
    Concordo.
  • João Ferreira  06/06/2016 23:23
    Concordo,

    Ótimo post!
  • Wladimir  23/08/2016 13:39
    Verdade Mesmo assino embaixo!!!
  • Jéssica  12/09/2016 22:02
    Alem de gerar valor ganha uma boa audiência


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