Socialismo fabiano, social democracia, gramscismo, hegemonia cultural ... e antipetismo

Em 1920, Lênin escreveu um panfleto intitulado "Esquerdismo, a doença infantil do comunismo".  

Nesse panfleto ele teceu duras críticas ao esquerdismo, um fenômeno que não era novo aos intelectuais e à intelligentsia da época, mas que despontava como o verdadeiro opositor ao marxismo-leninismo revolucionário.

Lênin, entretanto, não apresenta o esquerdismo como um inimigo declarado do marxismo-leninismo revolucionário, mas sim como um subproduto do próprio marxismo e da consciência da luta de classes que começava a se tornar mais clara na Europa do início do século XX.

Em várias oportunidades, Lênin apresenta o esquerdismo como uma doutrina social-democrata e fabiana[1], muito embora o considere, por vezes, como um marxismo autêntico, livre de qualquer pragmatismo obscurantista.

Em razão dessa visão dualista de Lênin, torna-se necessário dividir o esquerdismo em duas doutrinas distintas: de um lado, a social-democracia e o fabiananismo; de outro, o marxismo "purista" e revolucionário.

A primeira doutrina esquerdista é a social-democrata e fabiana. Embora existam consideráveis diferenças entre a social-democracia e o socialismo fabiano, Lênin opta por agrupá-los na mesma categoria, já que nenhum deles tem em sua composição o elemento do choque revolucionário entre a burguesia e o proletariado.

Em sua origem, a social-democracia seria uma resposta aos movimentos marxistas revolucionários, dentre os quais se destacava o bolchevismo marxista-leninista de vanguarda[2] — e essa reação decorreria da conexão da pequeno-burguesia europeia ascendente (em sua maioria, pequenos comerciantes e empreendedores) com seu passado proletário.

Os sociais-democratas não acreditavam que a mentalidade do proletariado comportaria esse elemento de choque revolucionário, razão pela qual o socialismo deveria ser alcançado com mudanças pontuais, feitas por meio de instituições democráticas. Lênin, contudo, é categórico ao rejeitar completamente a social-democracia, pois esta seria um instrumento de controle burguês sobre as massas. 

Em sua obra, Lênin fez a seguinte distinção:

Com uma luta encarniçada de concepções programáticas e táticas, os representantes das três classes fundamentais, das três correntes políticas principais — a liberal-burguesa, a democrático-pequeno-burguesa (encoberta pelos rótulos de social-democrática" e "social-revolucionária") e a proletária revolucionária — prenunciam e preparam a futura luta aberta de classes. (LÊNIN, V.I. Esquerdismo, a doença infantil do comunismo. PCB, 1920)

Para Lênin, ele mesmo um revolucionário radical, a social-democracia nada mais era que um meio de controlar o proletariado, instrumentalizando o estado.  Ele reconhecia que as instituições democráticas eram caras à pequeno-burguesia social-democrata da Europa do início do século XX, pois em seu passado eles mesmos já teriam sido proletários, e por isso entenderiam a importância de não se esquecer das camadas mais pobres da população.

Entretanto, para Lênin, é justamente essa disposição pelas mudanças graduais que seria tão danosa ao movimento revolucionário. Na social-democracia haveria o reconhecimento da importância de refrear o movimento revolucionário por meio das instituições democráticas burguesas existentes, mas não haveria redução no processo de aparelhamento do estado pela própria burguesia. Ou seja, este seria um movimento reformista, não revolucionário.

Já o socialismo fabiano, engendrado na sociedade fabiana britânica, é classificado por Lênin como"reformista e extremamente oportunista", uma vez que não só se revestiria de um suposto pragmatismo político para ocupar assentos em parlamentos burgueses, como teria acabado por se aliar à burguesia para criar projetos conjuntamente ao establishment vigente, exatamente como os social-democratas.

Além disso, Lênin considerava que o fabianismo havia se tornado definitivamente incompatível com o socialismo revolucionário quando passou a incorporar em suas fileiras os sindicatos britânicos, que não lutavam pela revolução e pelo fim da burguesia, mas sim por mais espaço na negociação com os burgueses.

O oportunismo, segundo Lênin, seria evidente: os fabianos estariam se adaptando ao excitante cenário europeu do fim do século XIX — quando o marxismo teria se provado como uma força internacional capaz de ultrapassar todas as fronteiras — para se aproveitarem da situação, mancomunando-se com o poder vigente.

Enquanto a social-democracia e o fabianismo abraçam a democracia burguesa como um velho amigo, o marxismo radical, em sua forma pura, rejeita a democracia e as encenações institucionais burguesas. Ele se nega a entrar em qualquer tipo de jogo político representativo, alegando que a revolução deve ocorrer espontaneamente e apenas com um golpe decisivo que transformaria a superestrutura[3] social e desembocaria na revolução.

Em termos práticos, essa corrente não acredita que a revolução precisa ser feita, mas sim que a revolução é um fato e que, cedo ou tarde, ocorrerá pelas próprias contradições do sistema capitalista.

Segundo Lênin, apenas sob a égide de um partido centralizador, burocrático e de cunho revolucionário é que o proletariado será despertado ao seu sentimento revolucionário. Ou seja, o partido é o elemento central (e não marginal) da revolução.

O partido é de vanguarda justamente por trabalhar dentro dos parlamentos e instituições burguesas, subvertendo-as em nome da revolução. Não se deixa corromper pelos anseios reformistas e da pequeno-burguesia, mas traz a discórdia e semeia a descrença na democracia institucional burguesa, permitindo assim que os agentes esquerdistas, a serviço da burguesia, jamais alcancem seu objetivo de evitar a revolução com medidas que podemos chamar de "paliativas", como distribuição de dinheiro e comida ao proletariado por meio de impostos recolhidos pelo Estado. É a nova política do pão-e-circo, atualizada para tentar calar o furor revolucionário que tomou a europa do início do século XX.

É então que o título de sua obra, "Esquerdismo, doença infantil do comunismo", se demonstra muito conveniente na época em que foi escrito.  Em 1920, a revolução russa já havia sido vitoriosa, e os bolcheviques já eram os vitoriosos. As tentativas de internacionalizar o movimento revolucionário haviam sido todas, até então, infrutíferas. Não só o que Lênin chama de liberalismo burguês havia efetivamente declarado guerra ao marxismo e à recém-criada União Soviética, mas também o fortalecimento das esquerdas contribuiu para uma alternativa mais humanista sem que houvesse a necessidade de uma revolução.

O capitalismo não precisava ser derrotado em uma batalha final entre o proletariado e a burguesia, mas sim podia ser reformado, transformado em algo mais humano e que fosse capaz de responder aos anseios da revolução (paz, terra e pão) sem que houvesse uma revolução, por meio da transformação do estado burguês em um estado que visasse ao bem-estar social.

Em suma, o esquerdismo é para o establishment uma espécie de socialismo "light", sem os elementos revolucionários e sem a quebra do status quo que o marxismo-leninismo revolucionário exige. Para os revolucionários marxistas-leninistas, o esquerdismo é uma ameaça de ordem maior, já que trabalha com os anseios do proletariado sem que seja necessária a destruição da burguesia e do capitalismo.

É por isso que qualquer capa ética e moral deve ser imediatamente destruída, já que não há como efetivamente infiltrar e subverter os parlamentos burgueses e a própria democracia institucional sem que se ignore completamente os valores burgueses, como a valorização do indivíduo e das instituições representativas. Para que a igualdade plena aconteça sob a revolução é necessária a completa supressão do indivíduo. Não haverá distinção entre partido, indivíduo e sociedade após a revolução.

É por isso que, mesmo antes de sua morte em 1924, Lênin reiterava que a União Soviética era um projeto em construção, não o fim de todas as lutas operárias e proletárias. A União Soviética, organizada em forma de sovietes, ainda não era o comunismo total, mas sim o instrumento socialista para o fim das classes sociais.

Segue definição de Anton Pannekoek, marxista holandês que mais tarde acaba por se tornar um dos grandes teóricos da ideia de governo popular por conselhos:

Os sovietes, essencialmente, eram simples comitês de greve, tais quais aqueles que aparecem em greves selvagens. Como as greves na Rússia começaram em grandes fábricas, e rapidamente se espalharam pelas cidades menores e distritos, os trabalhadores precisaram manter contato permanente.

Nas oficinas, os trabalhadores se juntavam e discutiam regularmente no final da jornada de trabalho, ou continuamente, o dia inteiro, em momentos de tensão. Eles enviavam seus delegados a outras fábricas e aos comitês centrais, onde a informação era trocada, dificuldades discutidas, decisões tomadas, e novas tarefas consideradas.

Mas aqui as tarefas se mostraram mais abrangentes do que em greves comuns. Os trabalhadores precisavam se livrar da pesada opressão czarista; eles sentiram que, por sua ação, a sociedade russa estava transformando suas bases. Eles tiveram de discutir não só salários e condições de trabalho, mas todas as questões relativas à sociedade em geral. Eles tiveram de encontrar seu próprio rumo nesse campo e tomar decisões sobre questões políticas.

Quando a greve se alastrou, se estendeu por todo o país, parou toda a indústria e tráfego e paralisou as funções do governo, os sovietes foram confrontados com novos problemas. Eles tiveram de regular a vida pública, tiveram de cuidar da ordem e da segurança públicas, eles tiveram que providenciar os serviços públicos essenciais. Eles tiveram de desempenhar funções de governo; o que eles decidiram era executado pelos trabalhadores, enquanto o governo e a polícia ficavam de lado, conscientes de sua impotência contra as massas rebeldes.

Então os delegados de outros grupos, de intelectuais, camponeses, soldados, que vieram para se juntar aos sovietes centrais, tomaram parte nas discussões e decisões. (PANNEKOEK, Anton. Lênin Filósofo. 1943)

Tanta observação sobre a evolução, as dissidências e as contradições do movimento revolucionário na Europa no início do século XX nos servem no atual momento do Brasil do início do século XXI como um importante ponto inicial para a reflexão dos rumos que movimento liberal/libertário brasileiro vem tomando.

Assim como os marxistas no começo do século XX, nós brasileiros nos encontramos em um momento essencial das reinvindicações liberais/libertárias. Ao passo em que o movimento liberal/libertário cresce, também cresce o número de forças políticas que afirmam seguir em certo ponto a doutrina e as ideias liberais/libertárias. E embora muito rico em conhecimento teórico, o movimento liberal/libertário é iniciante na luta política, muitas vezes ignorando as lições da história.

Não há aqui o interesse de comparar em conteúdo o crescente movimento liberal/libertário brasileiro com o movimento revolucionário marxista-leninista e com as esquerdas, mas sim observar em perspectiva as ações destes movimentos. Se há algo que podemos dizer sobre a esquerda é que ela não falhou em se infiltrar e em ter hegemonia na sociedade, enquanto as ideias liberais/libertárias, com exceção de alguns surtos pontuais, andam em declínio desde a crise de 1929.

Para debater isso mais a fundo, devemos então retornar a década de 1920, contextualizando o marxismo-leninismo. Lênin escrevia preso à ideia de que a subestrutura, em seu conceito marxista, teria um papel primordial na realização da revolução.

Antonio Gramsci (1891-1937), intelectual italiano, subverte essa lógica em uma impecável crítica ao marxismo-leninismo bolchevique. Para Gramsci, a prioridade residia em modificar a superestrutura da sociedade, fazendo com que as ideias e os valores políticos, culturais e éticos fossem os instrumentos para a ação política.

Esta forma de organização política buscava suplantar o marxismo clássico no que diz respeito ao principal instrumento de organização política que buscava a revolução. No marxismo clássico, temos a subestrutura como a força motriz da revolução. A revolução ocorreria em decorrência das contradições do capitalismo, com a crise da superprodução e com o despertar da consciência operária.

Gramsci inverte essa ordem, colocando a superestrutura como aquilo que deve ser modificado para que se alcance a revolução.

Ao modificar a estrutura cultural da sociedade, os valores burgueses seriam subvertidos e substituídos com os valores comunistas de uma sociedade sem classes e sem donos dos meios de produção. A teoria gramscista se debruça sobre uma ideia de revolução muito mais profunda ideologicamente do que a marxista clássica ou do que a marxista-leninista.

A ideia não é somente vencer a burguesia fisicamente, com uma força armada revolucionária que tome as estruturas de poder. Esse exemplo é comum durante o século XX e efetivamente não funcionou, já que embora a subestrutura dos estados socialistas revolucionários marxistas-leninistas — usemos de exemplo a União Soviética — tivesse sido radicalmente transformada, a superestrutura internacional ainda era dominada pela burguesia.

Prova disso é que a URSS, embora de inspiração inicial marxista-leninista, estava inserida em um sistema internacional de estados-nação.

Mais tarde, a própria revolução russa é deturpada e o conceito de estado-nação se une com a experiência soviética, efetivamente provando que esse conceito, anterior ao marxismo e abraçado pela burguesia, permanecia no inconsciente da sociedade.

Gramsci então cria o que muitos autores posteriores chamam de "marxismo cultural". O marxismo cultural é justamente a transformação da sociedade por meio de seus valores e cultura. Uma vez que a superestrutura já estivesse construída, não haveria nenhuma oposição à revolução. Na verdade, o que se imagina é um período de intensa reforma não-revolucionária, sempre dentro das instituições burguesas, mas que por ser constituída de uma sociedade com ideias modificadas, tomaria tons de uma revolução silenciosa, na qual os que não aceitaram a transformação das ideias seriam marginalizados.

Em vez de se extinguir o establishment, o mesmo passa a aderir aos valores comunistas. Não é necessário um partido de vanguarda, já que todos os partidos existentes já seguirão a cartilha cultural implantada, inicialmente em graus diferentes, mas que tenderiam a convergir com o passar do tempo. Esta é a hegemonia cultural gramscista.

E é aí que voltamos ao liberalismo/libertarianismo no Brasil. As várias correntes liberais/libertárias têm diferentes formas de atuar, não muito diferentes em forma das aqui apresentadas.

Algumas adotaram a oposição direta às instituições estabelecidas, exatamente como Lênin pregava, buscando sabotar o adversário em suas instituições, como no meio político institucional (Congresso) e não-institucional (ruas, movimentos de massa).

Outras adotam a abordagem cultural, das ideias, buscando influenciar a produção cultural e ideológica. O que ainda não foi dito é que estas abordagens não são excludentes, mas sim devem trabalhar em constante cooperação para atingir o objetivo final.

Se os movimentos políticos e de rua criarem uma ameaça ao establishment antes da transformação cultural e ideológica da sociedade, podemos estar diante de um desastre de proporções catastróficas para o Brasil. As instituições políticas são, via de regra, reacionárias. A mudança em qualquer democracia só se dá por meio de instrumentos de pressão, vide que o governo busca sempre conservar o status quo. Os liberais/libertários devem se infiltrar em todas as camadas da sociedade e do estado sem perder o foco em seu objetivo: liberdade.

Só após uma grande mudança ideológica e cultural os liberais/libertários estarão prontos para exercer o poder com o curioso objetivo de diminuí-lo. A natureza monopolista e reacionária do estado esmagará todos os movimentos opositores, se não pela força das armas, pela força de seu poder econômico e de sua militância ativa. Isso poderá ocorrer se o movimento liberal/libertário aflorar publicamente e na mídia antes da transformação ideológica da sociedade como uma ameaça ao governo.

Enquanto um movimento de elite, o movimento e as ideias liberais/libertárias jamais terão a hegemonia proposta por Gramsci. A transformação do movimento liberal/libertário em um movimento de massa pode parecer inicialmente estranha, principalmente dada a sua origem burguesa e elitista, mas é a única maneira de conquistar a hegemonia.

E, como o exemplo e a história provam, somente há revolução duradoura (seja ela liberal ou comunista) onde há uma hegemonia cultural.

Em nosso último exercício de comparação histórica, olhemos os Estados Unidos. Um país em que a hegemonia de ideias liberais/libertárias nasceu muito antes da formação de seu governo e de seus partidos. O mesmo se pode dizer da Inglaterra moderna, após a revolução gloriosa. Se queremos uma solução profunda, duradoura e forte para a implantação e manutenção do liberalismo/libertarianismo no Brasil, temos que mudar a superestrutura da sociedade e estudar mais os movimentos de esquerda que já passaram pela mesma fase de ascensão ao poder em meio a um ambiente hostil.

É por essa série de fatos que o antipetismo dos movimentos de rua liberais é a doença infantil do movimento liberal brasileiro, da mesma maneira que o esquerdismo foi a doença infantil do comunismo para o marxismo revolucionário leninista. O antipetismo subverte os objetivos do movimento, que devem ser focados na revolução ideológica, não em um partido e em um nome.

Ora, se Dilma cair hoje e o PT for dissolvido, a maioria dos brasileiros ainda acreditará que um estado grande e intervencionista é essencial para o bem-estar da sociedade.  Se a situação econômica melhorar, essa mesma massa pensará que é a esquerda que teve sucesso, ao passo que, se a situação econômica piorar, o partido que está no poder já arranjou um bode expiatório perfeito para manter o status quo ideológico: o Ministro da Fazenda Joaquim Levy, um "liberal da escola de Chicago".

É um processo pelo qual todos nós devemos passar, mas que definitivamente não faz bem e que deve ser encerrado o mais rápido possível. Caso contrário, os anticorpos podem se ativar e assim eliminar não só a doença como o hospedeiro.

O antipetismo é um objetivo imediatista, que, ao se entregar aos calores da política partidária, esquece que o objetivo é a hegemonia, e não apenas algo pontual. É necessário até certo ponto, para evitar a perpetuação de um partido no poder, mas não é indispensável, uma vez que pode alimentar outros partidos e ideologias de esquerda.

Não existe alternativa viável na política institucional para os liberais/libertários e ainda estamos conquistando nossos espaços culturais e midiáticos. Se já tivéssemos conquistado a hegemonia, não haveria necessidade da criação de novos partidos — como o NOVO e o Líber —, visto que os existentes mudariam seus programas para se aproximarem das ideias vigentes na sociedade.

O Brasil não é de esquerda por causa dos partidos. Os partidos é que são de esquerda por causa do Brasil e da construção das ideias da sociedade brasileira. Está na hora de mudarmos isso.



[1] "Fabianos" é o nome dado àqueles que seguiam os princípios e políticas socialistas da Fabian Society (Sociedade Fabiana), fundada em 1884 com o objetivo de introduzir o socialismo na Grã-Bretanha de forma lenta e sagaz. A sociedade ganhou esse nome em homenagem ao general romano Quintus Fabius Maximus (morto em203 a.C), um homem que evitava qualquer confrontação aberta e decisiva; em vez disso, ele preferia fatigar seus oponentes com táticas procrastinadoras e cansativas, manobras enganadoras e assédios contínuos. Dentre os fabianos proeminentes estavam Sidney e Beatrice Webb (1859-1947, 1858-1943), Bernard Shaw (1856-1950) e Harold J. Laski (1893-1950)

[2] Para os não-iniciados no entendimento do funcionamento das esquerdas, o bolchevismo marxista-leninista de vanguarda nada mais é do que a crença de que um partido único e a centralização dos trabalhadores proletários e não-proletários em torno desse partido é a única maneira de fazer a revolução. Para os leninistas revolucionários — que na Rússia eram os bolcheviques —, não há revolução sem esse papel vanguardista do partido enquanto instrumento de transformação (e manipulação) das massas.

[3] A teoria marxista divide a sociedade humana em duas partes, a subestrutura e a superestrutura. A subestrutura é composta das forças e relações de produção (propriedade, trabalhadores e divisão do trabalho). Já a superestrutura é composta pela cultura, estado, papel social, rituais, instituições e poder politico. A subestrutura e a superestrutura se relacionam de maneira bidirecional. A revolução é classicamente organizada pela mudança da subestrutura (ou seja, trabalhadores que descobrem a exploração de sua mão-de-obra e então se desperta a consciência revolucionária, construindo uma nova superestrutura) mas essa relação não é a única. Gramsci inverte isso em sua obra ao observar que a mudança da superestrutura pode ter melhores resultados revolucionários do que a mudança da subestrutura, o chamado "marxismo cultural".


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SOBRE O AUTOR

Humberto Cimino
é graduando em Relações Internacionais pela PUC-SP e em Ciências Sociais com ênfase em Ciências Políticas pela USP. Trabalhou na consultoria de investigação privada norte-americana Kroll e no mercado financeiro. É especialista em instituições internacionais, com foco especial para o FMI e para o Conselho de Segurança da ONU, tendo participado e organizado em mais de 30 eventos de simulações e debates da ONU. Atualmente trabalha na área de defesa e segurança. Um entusiasta de mercados livres, sociedades livres e instituições sólidas. Também é atirador em competições e vice-presidente do Clube de Tiro Cimino, em São Paulo, e associado do Instituto de Formação de Líderes de São Paulo.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Will Tapajero  14/05/2015 15:10
    Leitura obrigatória para começar a entender o Brasil das ultimas décadas!
  • Pablo Garcia  14/05/2015 15:12
    Utilize a força do seu oponente contra ele mesmo. Interessante, eu já havia pensado algo por estes lados, mas nunca havia concretizado a ideia de tal forma. Obrigado Instituto Mises Brasil! Muito bem colocado!
  • Lucas Santos  14/05/2015 15:13
    Socialismo cultural é ratardo mental em massa, apenas significa que a humanidade ficou IMBECIL
  • Edson Bertini  14/05/2015 15:15
    Esse processo chama-se "Janela de Overton". Gradualmente os valores novos vão sendo modificados e a população nem percebe.

    www.saindodamatrix.com.br/archives/2011/07/a_janela_de_ove.html
  • Tannhauser  14/05/2015 15:16
    Gostei do texto, mas não entendi qual o plano do autor.
  • Winehouse  14/05/2015 15:29
    Simples: antes de se atirar na política, certifique-se de que a reforma cultura já foi feita, e que as idéias prevalecentes na sociedade irão dar sustentação às idéias liberais/libertárias.

    De nada adianta chegar ao governo e querer implantar reformas liberais/libertárias se a sociedade ainda não está preparada para aceitá-las. Caso tente fazer isso -- que eqüivale a colocar a carroça na frente dos bois --, você será enxotado rapidamente do poder.

    Portanto, comece a trabalhar desde já para que as idéias liberais/libertárias tenham ampla aceitação entre a população. E santo, só então, parta para a ação política.
  • Daniel Costa  15/05/2015 16:47
    Discordo do autor. Acho melhor atuar em dois flancos. Por exemplo, ao ir a uma manifestação de rua existe debates e novas amizades. Convença algumas pessoas que direitos não existe e apresente-as ao Instituto Mises.
  • Maurício  15/05/2015 17:03
    Aí você está fazendo justamente a abordagem que o autor sugere: atuando na parte cultural.
  • Alguem  14/05/2015 15:22
    Em quanto o meio acadêmico for dominado por professores de esquerda, o trabalho dos liberais só vai ter espaço na internet.
    Eu mesmo que estudo em uma universidade e sou liberal, e gosto de compartilhar idéias libertárias com meus amigos, tenho bem menos espaço e as vezes até sou hostilizado pelas idéias que apresento. isso acontece porque antes disso um professor deu aula para 60 alunos (isso significa que 60 mentes foram doutrinadas) dizendo que o estado grande é algo bom, e que o neoliberalismo é ruim, preconceituoso.

    E eles sabem trabalhar muito bem esses temas, de uma maneira que o liberal fica como o mal da história. veja o exemplo da ideia de separatismo, quando um professor marxista diz para esse alunos que separatismo é preconceito contra nordestinos, e esconde o fato que quanto mais independente for os estados, menos o burocrata terá força. Fica quase um impossível um aluno intervir no meio da aula defendendo o separatismo, porque antes disso ele já impregnou na mente dos alunos, que todos que forem a favor do separatismo são preconceituosos, então antes mesmo de iniciar a argumentação, você já começa com a estigma de preconceituoso.

    è preciso de algo que esteja no meio acadêmico, para que ao menos os estudantes libertários possam se unir. para que quando alguem começar uma faculdade, já saber que os libertários existem.
  • Carlos  16/05/2015 22:35
    Alguém,falar de separatismo é desnecessário.Uma Federação que funcionasse na prática já ajudaria muito.Falar disso é bem mais viável.
  • Marcio Henrique  14/05/2015 16:02
    Prezado Humberto,

    Você desconsiderou praticamente todo o aparato geo-político envolvido nessa tomada de poder (que é continental).

    O PT é sim o alvo a ser destruído, o que deve ser feito a começar pelos seus cabeças que são a elite estratégica do movimento.

    Essa tomada de poder está acontecendo debaixo de nossas barbas através da injeção maciça de dinheiro público (roubado, é lógico), da institucionalização de propinas, de prisões arbitrárias contra inimigos, de alianças espúrias com governos autoritários e empresários, através do controle do poder judiciário, do controle social através da doutrinação marxista, do loteamento de instituições, sindicatos, ongs, movimentos sociais, etc, etc, etc.

    E seus termos nos levam a crer que tudo isso acontece dentro da mais perfeita legalidade e que a "vacina" seria "vamos agir dentro da legalidade, da mesma forma".

    Ora, como exemplifiquei, a conquista desse poder supremo está se dando de forma imensuravelmente imoral. É assim que os comunistas sempre agiram. Você acreditou mesmo na lorota do Lênin de chamar aos outros de "esquerdistas"? "Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz", disse o próprio Lênin. Não seja tolo.

    Não é possível "retomar" o poder da mesma forma, por dois motivos:

    1) Os objetivos entre revolucionário e libertários são diametralmente opostos. Os liberais e libertários não almejam hegemonia alguma, apenas a extinção dessas instituições coercitivas! Isso nunca vai acontecer através da lei ou do voto. Não precisa ser gênio para concluir isso porque é simplesmente paradoxal.

    2) Quando a luta é contra assassinos, ladrões, terroristas e vagabundos de toda sorte, a luta é outra. Com armas. Infelizmente.

    A propósito, seu artigo me lembrou aquela foto histórica de uma pilha imensa de sapatos de judeus assassinados por Hitler. Eram os sapatos das pessoas que estavam aguardando as mudanças através do voto, da lei e da boa-fé.

    Abs
  • Jorge  14/05/2015 16:47
    Prezado Márcio, perdoe-me, mas quem está sendo tolo é você.

    Todo esse aparato petista foi montado após o partido e a esquerda terem alcançado a hegemonia cultural sobre a sociedade.  Teria sido impossível a montagem desse aparato sem a anterior conquista dos corações e das mentes das pessoas.

    Se o senhor acha que é perfeitamente possível derrubar todo esse aparato criminoso apenas por meio do voto, e que um simples impeachment fará com que os brasileiros prontamente deixem de ser intervencionistas, you are in for a big surprise.

    E não entendi qual é a sua estratégia para livrar o Brasil da "máquina criminosa geo-política" (seja lá o que isso significa).

    Ficarei no aguardo de um artigo seu a esse respeito.

    Saudações.
  • Marcio Henrique  14/05/2015 18:11
    Jorge,

    Por gentileza leia o que escrevi, novamente.

    Concordo com você, pois estamos falando a mesma coisa.

    A estratégia para nos livrarmos desses vagabundos se chama "estaca no peito" (deles).

    Saludos.
  • anônimo  14/05/2015 21:53
    Meu filho, se vcs estão falando a mesma coisa, vc chamou o cara de tolo por quê? Leia você o texto de novo, e vai ver como está chovendo no molhado.
  • sidsanroc  15/05/2015 11:20
    Marcio, concordo em gênero número e grau com você.

    Não podemos confundir "ser pacífico" com "ser pacifista". O pacífico quer paz, mas nunca o provoque ou terá guerra. Já o pacífico é uma criação dos comunistas onde nós devemos ser como o "gado", o mundo pode estar pegando fogo, mas você nunca deve reagir nem pensar em reagir contra aqueles que te oprimem e te escravizam, essa forma de pensar e agir é o que nos mantém escravizados e garantem a eles a liberdade de seguir implantando e ampliando os ideais comunistas.

  • Marcio Henrique  15/05/2015 13:39
    Isso aí brother!
  • Felipe R  14/05/2015 18:13
    Este artigo vai direto ao ponto que eu, uns amigos e blogueiros famosos, como o Luciano Ayan, temos focado. Mostrar o sucesso da hegemonia esquerdista/socialista, aprender com seus métodos, e utilizá-los. E vale tudo nessa hora: ocupação de espaços, polarização dos debates, dentre outros (uns defendem, inclusive, golpes baixos, como ataque à honra alheia). De qualquer forma, temos uma vantagem: a verdade e os fatos estão do nosso lado. Precisamos aprender a torná-la mais sedutora que as mentiras do pensamento dominante atual.

    E, como sempre, recomendo também leitura de Sun Tzu.

    Abraço.

  • Marcio Henrique  14/05/2015 18:46
    Sinto informar, mas não vai dar certo.

    Contra criminosos a luta é outra. Essa ocupação de espaços custa tempo e dinheiro que, aliás, eles têm de sobra.

    Leia "The New Leviathan" (Horowitz). Não há como lutar contra esses gigantes financeiros através de passeatas e posts no face.

    Tem que ir pro pau.
  • Leonardo  14/05/2015 19:57
    Achei interessante o artigo. E ao contrário do Marcio Henrique não boto fé na estratégia "estaca no peito". Prefiro um movimento lento e custoso, mas sustentável, que mexa com os corações e mentes e sejam "comprados", como num livre mercado, voluntariamente e não imposta, ainda que creiamos que se trata do melhor caminho, afinal os intervencionistas e socialistas de todo tipo também acreditam na imposição ideológica e de regime político, na cessão forçada de liberdades individuais para o Estado. Ao meu ver esta estratégia é mais congruente com a própria ideologia de liberdade, que uma estratégia de mobilização de subgrupos da população cujas propostas provavelmente serão deturpadas (os movimentos serão tomados, por exemplo, pelos simpatizantes da ditadura popular) e chegaremos num resultado completamente diferente do originalmente visado.
  • Leonardo  14/05/2015 21:12
    Falha: ditadura popular não, militar...
  • Felipe R  14/05/2015 22:56
    Boa noite Márcio,

    Não fui a passeatas, muito menos acho que isso mude alguma coisa. Entendemos que a forte propaganda liberal e ocupação de espaços em organizações privadas, públicas e na mídia é o melhor caminho. Sim, vai demorar e vai custar caro. Mas o sucesso desse método é inegável, vide a onda socialista que nos assola.

    O texto mostra justamente que a revolução que deu certo, e sobrevive, é a cultural, e não a radical (lenilista). Os conservadores, com seu método reacionário, também conseguem excelentes resultados. Ou seja, é o trabalho árduo, contínuo e amplo que traz resultados perenes e efetivos. Além disso, toda vez que um liberal vem com conversa revolucionária, eu lembro de Robespierre na hora (esse desgraçado cometeu atrocidades em nome da liberdade, e acabou abrindo espaço pro oposto).

    Enfim, devemos fazer nossa parte. O IMB tem feito a parte dele. E nós, leitores, temos feito a nossa? Ou nossas leituras são apenas para massagear nossos egos?
  • anônimo  14/05/2015 21:58
    Você não entendeu nada. Luciano Ayan é um estatista democrata, o que ele quer não é a mudança cultural da sociedade para o libertarianismo mas sim que a 'direita' (seja lá o que for isso) aprenda a enrolar como a corja petista.Putz, teve um post lá que ele ficou admirado com o Maluf!
    Se a maioria da sociedade brasileira virar libertária, a primeira coisa que vai acontecer é um grande foda-se para a democracia.
  • Felipe R  15/05/2015 11:41
    Anônimo,

    Você é o Marcio? Enfim... Eu não estou discutindo aqui quem é quem, no espectro ideológico. Estou falando de métodos. O fato de eu elogiar Gramsci ou Luciano, é porque ambos entendem quais métodos são mais efetivos, e os fatos estão aí pra quem quiser ver.

    Aliás, ao julgar uma ideia ou ação pela pessoa que a profere, você está cometendo uma falácia "argumentum ad hominem". Fique atento.

    Reitero meu chamado. Ensinem aos seus filhos e a outras crianças (quando possível), desmoralizem os estatistas quando for conveniente, e colaborem com quem já está agindo. A fase de diagnóstico já passou.
  • Marcio Henrique  15/05/2015 14:22
    Felipe, eu sou o Márcio, não o anônimo.

    David Horowitz no livro que mencionei fala do financiamento brutal das esquerdas nos movimentos globais de ocupação de espaços.

    Enquanto conservadores, liberais, libertários fazem esse trabalho de formiguinha, a esquerda faz e acontece. Fica cada vez mais rica e poderosa e cada vez conquista mais espaço. Não é só no Brasil. Veja a oligarquia russa, o Putin está bilionário, a elite do partido comunista chinês, etc, etc, etc.

    Você realmente acredita que conseguirá lutar e vencer esses tubarões através do voto e da dialética? É muita ingenuidade pensar que formando nossos filhos e amigos no laissez faire as coisas, como num passe de mágica, chegam por si só no lugar!

    Em toda a história da humanidade houve derramamento de sangue. Ou você acaba com o inimigo ou ele te escraviza.

    Olha, é tipo o que o Netanyahu disse: "Se os Árabes largarem suas armas amanhã, não haverá mais guerra. Se Israel largar as armas, não haverá mais Israel".

    Capisce?

  • Felipe R  15/05/2015 19:25
    Marcio,

    Sim, esse trabalho de formiguinha, na minha avaliação, é nossa melhor saída a longo prazo. Foi assim que eles conseguiram, e é assim que devemos trabalhar. Inclusive, eu vejo o portal do IMB fazendo justamente esse papel. Desmoraliza os keynesianos, detona os comunistas, mostra as vantagens do livre mercado e da ausência estatal, e por aí vai. A dialética é um bom instrumento, mas, no nosso caso, além dela, temos também a lógica a nosso favor (os fatos estão do nosso lado). Mas eu concordo contigo que pecisamos de um braço forte pra bater de frente com os estatistas de hoje, e frenar a expansão deles. E não será um passe de mágica. Serão algumas décadas de muito esforço e paciência até que a maioria das pessoas entendam que não precisamos de Estado ou organizações similares para progredirmos. E reforço foco nas crianças, mencionando a frase (atribuida aos jesuítas) " dê-me a criança de até sete anos, e eu te darei o homem". Quer ver um ótimo conto para contar aos jovens, e ensiná-las a importância da poupança? O da formiga e do gafanhoto. Um mais moderno? O filme do Lego; (mini-spoiler à frente) o Lord Business está mais pra Lord State

    Não adianta libertar uma pessoa que não quer ser libertada. Entende a lógica? Aliás, o que libertários precisam fazer é declarar sua própria independência, e não a dos outros. Quem quiser ser dominado, extorquido, e tudo mais, que assim seja.


    Fernando Lopes,

    Que tipo de leitura você recomenda para entender melhor a realidade?
  • anônimo  15/05/2015 22:40
    'Olha, é tipo o que o Netanyahu disse: "Se os Árabes largarem suas armas amanhã, não haverá mais guerra. Se Israel largar as armas, não haverá mais Israel".'

    Ah coitadinho, precisa do estado de Israel pra te proteger dos terroristas malvados...que o próprio Israel criou ao longo de décadas massacrando, prendendo, matando e ocupando a terra dos palestinos.
    E não esqueça de chamar de nazista qualquer um que seja contra a sua propaganda neocon.
    E não esqueça também de nunca falar de liberdade mas sim de 'direita' ou 'esquerda', pra poder assim misturar a luta pela liberdade com causas que não tem nada a ver, como essa aí.
  • Fernando Monteiro  21/01/2016 23:02
    Nós "americanos", meu caro, também tomamos terras dos índios e produzimos nelas... E aí?
  • anônimo  15/05/2015 22:43
    'Aliás, ao julgar uma ideia ou ação pela pessoa que a profere, você está cometendo uma falácia "argumentum ad hominem". Fique atento.'

    Não é falácia nenhuma, não julguei a idéia por quem a profere, julguei pela idéia mesmo. O Luciano Ayan não luta por uma cultura libertária mas sim uma cultura de 'direita', democrática, o que quer que seja essa tralha.ESSA é a idéia que não cola.
  • Fernando Lopes  14/05/2015 23:13
    Isso é conversa mole pra boi dormir. Não existe essa tal "hegemonia cultural". Essa bobagem de "marxismo cultural" é invenção tola de um embusteiro intelectual que só é levado a sério por essa corja de jovens medíocres e idiotizados que são mais paranoicos do que os maccarthistas da Guerra Fria. Essa geração, provavelmente a mais medíocre da História, não tem capacidade intelectual, caráter nem experiência para uma análise aguçada da realidade. Tudo se resume à paranoia e ao anti-comunismo mais tacanho.
  • Marcio Henrique  15/05/2015 16:09
    David Horowitz é embusteiro? Você ao menos sabe de quem se trata?

    Essa tática de difamação é velha, sr. Lopes. Lênin a conhecia muito bem.

    Melhor ficar quietinho para não passar vexame.
  • anônimo  23/05/2015 11:51
    'David Horowitz é embusteiro? '
    Sim, é. Mais um malandro que quer fazer com que os liberais queiram vencer dentro da 'guerra política', mesmo que essa tal guerra política jamais tenha servido pra diminuír governo nenhum.O importante é que assim os burros que vão na conversa dele não vão questionar a democracia.
    Fora que é um sionista, se depender dele os taxpayers americanos otários vão continuar pagando a conta de um milhão de guerras que o tio sam inventa pra proteger os interesses de Israel.
    Alias...essa é uma regra sem exceção: Luciano Ayan, OdC, Rodrigo Constantino...todo desinformante sionista TEM que ser estatista.
  • anônimo  15/05/2015 22:47
    Isso merece uma pepsi.
  • Veron  17/05/2015 13:03
    Isso mesmo Fernando, Antonio Gramsci nunca existiu e a obra Cadernos do Cárcere é uma fraude criada por anti-comunistas americanos da CIA no nome desse personagem fictício.

    Maldito astrólogo mentiroso.
  • Felipe  14/05/2015 18:33
    "Os partidos é que são de esquerda por causa do Brasil"

    Não é bem assim, a ampla maioria das pessoas não tem nenhuma posição política e muito menos alguma ideologia. São extremamente práticas e votam sempre de maneira conservadora (Por isso sempre PSDB e PT)

    Essa ideia de que os partidos refletem a posição ideológica das pessoas é meia-verdade. Há uma significativa diferença entre o que político faz e o que o eleitor deseja

    Muitas vontades das pessoas simplesmente não acontecem como redução da maioridade penal, pena de morte, porte de arma legal, menores impostos, penas mais duras e até baixa tarifa para importar.

    Todas estas vontades são desejos da ampla maioria da população, mas não acontecem porque quem está no poder age em interesse próprio.

    E por que os eleitores não fazem nada? Porque o eleitor é pragmático, está apenas preocupado em trabalhar e se divertir. Tentar mudar o sistema da muito trabalho

    E não confunda uma minoria intelectualizada com a população. Temos muita doutrinação nas escolas mas a consequência disso não é lá grande coisa. Para a maioria dos ex-estudantes o que os professores falam é balela. Estão preocupados mesmo é em sair logo da escola.

    A doutrinação acontece apenas na camada intelectualizada da população, uma camada que de tanto ler fica burra. Como um velho ditado "conhecimento em excesso confunde".

    O que quero dizer com tudo isso é que não precisamos de nenhuma "reforma cultural".

    A solução para o país é apenas duas, esperar a economia se arruinar de vez, porque é a única situação em que as pessoas mudam de voto. Ou entrar lá na política, mentir para os eleitores e fazer diferente.
  • O Belo  14/05/2015 20:06
    "A solução para o país é apenas duas, esperar a economia se arruinar de vez, porque é a única situação em que as pessoas mudam de voto. Ou entrar lá na política, mentir para os eleitores e fazer diferente."

    Cuba, Coréia do Norte, Venezuela e outros países empobrecem há décadas e nem por isso o povo mudou a direção de seu país ante os constantes fracassos do socialismo/comunismo. E entrar na política é um remendo muito pobre, até porque o incentivo de um político é o de aumentar o seu próprio poder, coisa que a diminuição do estado dificulta sobremaneira. Ou seja, não espere a ruína de um país fazer com que um país abrace o capitalismo e nem espere um político abrir de seu próprio poder.

    A solução é uma só e Étienne de La Boétie e Thoreau já a deram há muito tempo.
  • Felipe  14/05/2015 21:00
    Eu talvez não fui muito claro.

    Mudança cultural ou desobediência civil não irá funcionar porque o povo não se interessa por política. Ele só se interessa em momentos de forte instabilidade.

    Os cubanos e coreanos do norte não se revoltam porque lá é estável, mesmo pobre é estável, e as pessoas só se mexem quando há instabilidade.

    No caso da Venezuela a revolta já está ocorrendo, mesmo com tamanha opressão do governo.

  • anônimo  14/05/2015 22:07
    'Mudança cultural ou desobediência civil não irá funcionar porque o povo não se interessa por política.'
    Ora, mudança cultural não adianta por que o povo não se interessa por política; e não se interessa por política por causa da cultura, então quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?
    Mudar a cultura resolve sim.
  • Eduardo  15/05/2015 12:11
    "The common people pray for rain, healthy children, and a summer that never ends. It is no matter to them if the high lords play their game of thrones, so long as they are left in peace. They never are." - Jorah Mormont in a Game of Thrones.

    De fato creio que o Felipe tenha razão. A população em geral não é de esquerda, e nem sequer acho que a cultura brasileira é esquerdista. Acho sim que existe uma forte cultura de ser "sustentado" pela mamãe Estado.

    Mas também creio que uma pesquisa que questione:
    "Se os impostos fossem opcionais, você os pagaria?"
    A grande maioria da população simplesmente diria que não. E muitos daqueles que diriam que sim na prática (dia-a-dia) também não pagariam.

    Ou seja, a população possui sentimentos libertários, até porque acho que alguns deles são intrínsecos ao ser humano (pagar menos impostos por exemplo).

    Se de alguma forma a "vontade" da população fosse seguida, o estado iria acabar quase que naturalmente por simplesmente não ser mais possível arrecadar recursos.

    O grande ponto é como conseguir fazer valer esta "vontade do povo", especificamente a questão dos impostos.

    Me pergunto se mecanismo de democracia direta através de internet (por exemplo, um partido que funcionasse como fórum e que seguisse os votos dos seus membros e não dos seus representantes) seria um mecanismo que levaria a um estado mínimo…
  • Felipe  15/05/2015 12:43
    Está correto quanto esta parte, mas...como mudar a cultura de um povo? como fazer um povo se interessa por política? Como fazer um povo que é conservador por natureza aceitar um novo rumo na política e na economia?

    Quando achar as respostas para estas perguntas ai concordarei com o texto.

    Enquanto isso a única solução, para mim, será esperar uma grande crise econômica.

  • Rennan Alves  16/05/2015 19:59
    Porque os Estados Unidos deixaram de ser reconhecidos como "o país da liberdade" para "o país da opressão"?

    Porque as drogas estão proibidas?

    Porque as pessoas são contra a total desregulamentação do mercado?

    Porque as pessoas delegam apenas ao estado a manutenção de ruas, energia e distribuição de água, mas são coniventes quando carros, telefones, aviões e navios são mantidos pela iniciativa privada?

    Porque as pessoas aceitam o comércio de comida mas negam o comércio de educação e saúde?

    Porque as pessoas chamam um marginal que retira o dinheiro delas a força de ladrão, com exceção do estado, quando este faz o mesmo via impostos?

    Todas estas perguntas possuem a mesma resposta: doutrinação. As pessoas foram ensinadas a acreditar nisso, elas acham justo que um grupo seleto de pessoas possa tributar e legislar todos os outros, que qualquer coisa diferente disso trará o caos e a ruína.

    Elas veem justiça quando todos são forçados a pagar por uma escola gratuita, mesmo que só alguns tenham acesso. Veem justiça quando todos são forçados a pagar por um bolsa esmola para os mais pobres, mesmo que nem todos os pobres a recebam. Elas veem justiça quando suas cidades recebem dinheiro confiscado de outras.

    Enquanto esta mentalidade/cultura existir, não importa quantas catástrofes caiam sobre nós (crise financeira, guerras, falta de papel higiênico, etc.) ou se o partido X for trocado pelo Y, o ciclo sempre continuará o mesmo.

    É o que eu sempre alerto em alguns comentários que faço: a grande batalha esta nas idéias. Enquanto houver isso, isso e mais isso não haverá qualquer chance para a liberdade.
  • anônimo  16/05/2015 23:48
    A doutrinação nas escolas é apenas a forma mais óbvia.A mídia de hoje sempre tende a valorizar o tipo de personalidade fraca e desequilibrada que leva uma pessoa a não ter muita coragem pra se responsabilizar pela própria vida e consequentemente, querer que o governo tome conta da vida dela.
    Veja Hollywood, esquerdista até a alma: todos os grandes heróis do passado ganham uma versão atual em que eles são fracos, indecisos, inseguros...como esse Mad Max novo agora, ridículo.
    É uma pena que grande parte dos libertários não veja os efeitos negativos desse tipo de decadência moral.Como diz o Hoppe, left libs são o viagra do poder do estado.
  • Junior  18/05/2015 01:07
    - Sou professor da rede publica, e não vejo doutrinação no ensino fundamental e médio, aliás os alunos não tem interesse no conteúdo ensinado e muito menos assuntos politico ideológicos.A doutrinação na universidade é um fato isso é inquestionável.As crianças nem precisam ser doutrinadas pela escola pois os pais dizem seu leitinho papai comprou com o dinheiro do bolsa familia que o Lula criou, o danoninho também, eles se identificam já cedo com o paternalismo do Estado. A uma semana atrás em uma sala de 6º ano, garotos e garotas de 11 anos muito indisciplinados me levou a fazer um discurso duro, questionando se a educação deles veio da rua,e afirmei que se eles não se dedicassem aos estudos no futuro não seriam engenheiros, advogados e sim dependentes ajuda dessa quadrilha de vagabundos que governa o país.É obvio que foi um desabafo, eu em sã consciencia não acreditaria que um garoto de 11 anos que houve elogios a presidente dentro de casa pudesse compreender o que eu dizia. Eles entenderam que eu havia chamado eles de vagabundos, talvez já incorporando a idéia que tentam passar de que o Estado seriamos nós.
  • Felipe  18/05/2015 18:11
    Rennan Alves e todos aqueles que ainda acreditam nessa coisa de doutrinação,

    "Porque as drogas estão proibidas?"

    Porque um político quis e não necessariamente porque a população quis.

    Assim como a lei seca (dos EUA) foi uma política sem apoio popular.

    A maioria da população é passiva diante das decisões políticas, desde que, aparentemente, não interfira na vida delas.

    Veja bem, sobre a proibição das drogas, qual a motivação de alguém ir até as ruas e largar um dia de lazer para protestar?

    Se eu não uso drogas não tem motivo eu ir protestar.

    E se eu uso também não há nenhum grande motivo porque ainda tem alguém vendendo.

    Entenda que a maioria é passiva diante da política, quem toma as decisões é uma minoria (políticos, intelectuais, alguns empresários e grupos organizados).

    A minoria faz o que bem entender, e seu único limite é que suas decisões não aparentem estar interferindo na vida da maioria.

    um aumento de imposto é sempre tolerável (ainda que incomode) desde que seja pequeno, como os recentes aumentos da gasolina.

    Se acha que um pai de família vai largar o emprego e ir para brasília protestar por causa de alguns centavos?

    Um sujeito comum quer ganhar seu salário em dia e jantar com a família a noite, não estar nem ai para o que a Dilma está fazendo. Só irá se interessar por política a hora que seu salário não cair na conta.

    Sujeitos como eu, você e outros que discutem economia e política são minoria e sempre serão porque nem todos tem aptidão a querer discutir ideias abstratas que exigem um pouco de esforço intelectual.

    Dentro desta realidade apresento 2 alternativas:

    1) Esperar uma grande crise para que então a maioria exija mudanças. E ai estará a importância dos liberais para mostra o caminho. mas haverá uma forte dificuldade dada pelos políticos e a mídias que tentarão confundir a população, como na crise de 2008.

    2) Interferir nas decisões da minoria, ou seja, entrar na política, mentir e fazer diferente (Cortar tudo que conseguir).


  • Rennan Alves  18/05/2015 21:27
    Prezado, quem elegeu esse políticos? Quem os apoiou? Quem pressionou o burocrata na hora da canetada que fez revigorar tais leis?

    Além disso, aonde eu falei sobre protestos? Eu nem sequer mencionei tal proposta, visto que seus resultados não são muito eficazes, estou falando de doutrinação.

    A população só é passiva para determinadas leis por 2 motivos: desconhecimento e doutrinação. O primeiro por motivos óbvios, inclusive você mesmo dissertou sobre isso. O segundo é o mais difícil de trabalhar, entretanto, é o mais eficaz por conseguir não só o consentimento das pessoas como também consegue o seu apoio.

    Você citou o exemplo da lei seca que revigorou nos EUA, e que esta não teve apoio. Ora, esta foi tão somente uma das leis que possuiu um dos maiores lobbys de apoio da história dos EUA, desde o início da "temperence association" pelos fazendeiros de Connecticut até a fundação do Prohibition Party.

    Além destes cito a Woman's Christian Temperance Union, talvez a maior e mais influente associação pró lei seca até então, estes sabiam aonde atacar. Palavras do segundo presidente do movimento Frances Willard: "union of women from all denominations, for the purpose of educating the young, forming a better public sentiment, reforming the drinking classes, transforming by the power of Divine grace those who are enslaved by alcohol, and removing the dram-shop from our streets by law".

    Também cito o apoio de vários grupos religiosos, como os metodistas, batistas do norte/sul, presbiterianos, Disciples of Christ, congrecionalistas, Quakers, escandinavos luteranos e a Catholic Total Abstinence Union of America.

    Naquela época era comum a utilização de cartilhas, banners, charges, livros de escolas, até mesmo a guerra foi utilizada como argumento (afirmavam que proibindo a produção de álcool traria mais recursos para a produção de grãos e alimentos).

    Tudo o que dissertei sobre a lei seca também serve para as drogas, apesar do lobby ser diferente as causas foram as mesmas.

    Entenda que políticos, querendo ou não, precisam do apoio de seus eleitores para se manterem no poder. E para seguirem sua agenda, eles precisam que a população acredite que estas leis são boas para elas. E para as pessoas acreditarem que estas leis são boas, alguém precisa explicar o porque (seja através de livros, redes sociais, reportagens ou de salas de aula).
  • Felipe  19/05/2015 00:11
    "Prezado, quem elegeu esse políticos? Quem os apoiou? Quem pressionou o burocrata na hora da canetada que fez revigorar tais leis?"

    Quem apoia ao políticos são o partido e os grupos organizados, que por mais numerosos que seja ainda são minoria.

    O eleitor padrão vota por votar, quando não é obrigado se abstém de votar. E mesmo quando vota é facilmente enganado pelo candidato.


    "A população só é passiva para determinadas leis por 2 motivos: desconhecimento e doutrinação"

    Será que é apenas por isso:

    Doutrinação só afeta uma camada intelectualizada, que é por natureza minoria.

    Desconhecimento é reflexo da ignorância política, reflexo da cultura e na minha opinião, também da genética, pois nem todos tem aptidão a querer discutir ideias abstratas.

    As duas estão corretas, mas falta ainda mais duas.

    - Conservadorismo, a população tende, por natureza, a manter o status quo, pois além de cômoda teme o desconhecido.

    - Comodismo, a população está preocupada com os seus problemas e prazeres pessoais. Querer muda alguma coisa do sistema da muito trabalho.
  • Rennan Alves  19/05/2015 02:23
    "Quem apoia ao políticos são o partido e os grupos organizados, que por mais numerosos que seja ainda são minoria.

    O eleitor padrão vota por votar, quando não é obrigado se abstém de votar. E mesmo quando vota é facilmente enganado pelo candidato."


    Exato. E para o eleitor padrão ser enganado ele precisa conhecer o mínimo sobre o que o candidato está propondo. Nem que seja um "prometo mais empregos", ou o tabu "os ricos estão explorando vocês".

    Mas isso não isenta o eleitor do seu apoio. Seja direta ou indiretamente ele escolheu apoiar aquele candidato.

    "Será que é apenas por isso:

    Doutrinação só afeta uma camada intelectualizada, que é por natureza minoria.

    Desconhecimento é reflexo da ignorância política, reflexo da cultura e na minha opinião, também da genética, pois nem todos tem aptidão a querer discutir ideias abstratas."


    Pelo contrário, a doutrinação afeta todas as camadas, principalmente as menos intelectualizadas, como os mais pobres e as crianças. Aqueles que nada sabem recebem uma cartilha, um panfleto ou um discurso e tomam aquilo como verdade.

    Fazer os que nada sabem aderirem ao movimento é bem mais fácil e de efeito quase imediato do que os intelectuais, não é a toa que as escolas públicas são o principal alvo (já viu o Movimento dos Sem-Terrinha?).

    Já o desconhecimento é reflexo de preguiça, além de ser consequência direta da doutrinação. Apenas pense: porque o estado, por possuir o monopólio da educação, não oferece materiais da escola austríaca nas escolas/universidades?

    "As duas estão corretas, mas falta ainda mais duas.

    - Conservadorismo, a população tende, por natureza, a manter o status quo, pois além de cômoda teme o desconhecido.

    - Comodismo, a população está preocupada com os seus problemas e prazeres pessoais. Querer muda alguma coisa do sistema da muito trabalho."


    Conservadorismo como manutenção do status quo e cômodo/temerário ao desconhecido? Conservadores são apenas cautelosos quanto a mudanças, prezam apenas pela perpetuação dos valores e do direito natural, além do apoio total pela liberdade e enxergar a democracia como uma forma de tirania(se você segue Burke, claro). Este está longe de ser o pensamento vigente.

    Quanto ao comodismo, seria muita presunção chamar grande parte da população que está "preocupada com os seus problemas e prazeres pessoais" de cômoda, dado o crescente declínio de nossa economia. "Preguiça" ou "Burrice" seriam mais apropriados.
  • O Belo  17/05/2015 01:21
    Sabe por que o povo não se interessa por política e nunca se interessará? Por uma razão muito simples: porque política é crime. Pessoas normais não se interessam por mentir, dominar e roubar os outros. Pessoas normais só querem levar suas vidas em paz. E não há "cultura" que irá mudar isso (ao menos é isso o que espero).

    Por mais que alguns exortem a alta importância e a nobreza de ser politizado, as palavras, por mais bonitas que sejam, não alteram a realidade dos fatos. E as pessoas sãs, quando levadas a assumirem o papel de bandido, naturalmente sentem repulsa e se afastam da política, por mais que alguns exortem a alta importância e a nobreza de ser politizado.

    A solução, ao contrário do que prescreve, não está na degradação do ser humano ao ponto de este se tornar uma pessoa politizada, a solução está na assunção do senso comum que habita o coração dos homens, não de seu embotamento através da exaltação incessante da política.

    Abraçar esse senso é fundamental, pois é ele que nos faz sentir repulsa da mentira, da dominação e do roubo. Somente quando esse senso estiver vivo as pessoas normais não mais darão seu aval aos políticos, os quais passarão a ser tratados como o que são: bandidos. Quando esse dia chegar, o estado irá se dissipar no ar como fumaça.
  • O feio  18/05/2015 19:45
    Não tinha lido este comentário, mas é muito bom.

    Fazer com que a maioria adquira uma repulsa pelo estado é uma boa ideia.

    Resta saber, além de como, em que ponto despertar esse senso comum em todos fará com que o estado acabe. Até porque sempre haverá uma minoria bem financiada e armada para manter o status quo.
  • Diego M  18/05/2015 20:15
    Não sei se é uma ideia tão boa assim. A política não admite vácuo.

    Desta forma, se o povo se afasta dela, se as boas cabeças pensantes se afastam dela, a pilantragem toma de conta e se instala, justamente por esse motivo citado.
  • Israel  14/05/2015 19:39
    Islândia começa a debater o sistema monetário no Parlamento, inclusive começando a considerar opções ao sistema de reservas fracionárias:

    www.forsaetisraduneyti.is/media/Skyrslur/monetary-reform.pdf

  • Amazonense  14/05/2015 19:58
    Gosto mais da abordagem de baixo pra cima do Hoppe. Apesar de concordar que não sejam excludentes, antes, as duas abordagens devem ser sim incentivadas, mas a mais simples, ao meu ver, é simplesmente viver (ou tentar viver) fora do governo. Quando uma quantidade relativamente boa de pessoas tiver a consciência da liberdade a mudança cultural será natural. Nada contra o Liber (sou até um fã deles) e do Novo (que de novo parece não ter muita coisa, a não ser que é um partido de direita num país de cultura esquerdista), mas acho um tanto perigoso entrar na superestrutura do governo: é muito arriscado a corrupção dos ideais. O próprio autor parece reconhecer isso: "É um processo pelo qual todos nós devemos passar, mas que definitivamente não faz bem e que deve ser encerrado o mais rápido possível. Caso contrário, os anticorpos podem se ativar e assim eliminar não só a doença como o hospedeiro."
  • Carlos  16/05/2015 23:00
    Cara,como assim o Novo de novo não parece ter muita coisa?Como assim apenas um partidinho de direita?Explica essa!
  • Pobre Paulista  17/05/2015 00:17
  • Diego  14/05/2015 20:14
    Não é possível convencer a massa sobre os ideais conservadores sem antes chegar ao poder. Muito menos em um lugar como o Brasil onde a ideologia esquerdista está espalhada em todos os meios e setores(imprensa, partidos, escolas, universidades, igrejas, ongs,...). Foi isso que o PT fez. Só conseguiram fazer a lavagem a partir do momento que ganharam a eleição. E a derrota do PT antes de qualquer coisa passa pelo fim das urnas manipuladas da Smartmatic, se esse sistema não for banido eles vão se manter eternamente no poder elegendo qualquer um.
  • Luis  14/05/2015 22:47
    Interessante o texto.
    Mas faltou uma definição mais precisa do que seriam idéias liberais/libertárias. Uma perspectiva mais histórica.

    Para começar, libertário é um termo de esquerda, usado para designar o anarquismo, mas que depois nos EUA foi usado para designar o anarquismo de direita, seguido pelo IMB. Ideias libertárias no sentido que vc parece propor não predominam nos EUA. Aquela nação foi fundada em cima de ideias liberais clássicas em sua constituição (que foram colocadas em cheque na crise de 29) e cresceu no século XX por exemplo em cima de ideais social-democratas (f. roosevelt por ex.).

    Fato é que os ideais liberais da revolução francesa tiveram real continuidade na história através do socialismo libertário. Este é um movimento de esquerda que realmente valoriza a liberdade individual, fraternidade e igualdade, muito mais do que o assim chamado "liberalismo" da direita atual, que não consegue se perceber como um favorecedor de relações de opressão que se desenvolveram após a industrialização (e portanto passa longe de realmente defender e promover a liberdade).
  • DiegoR  15/05/2015 14:21
    Luis, essa perspectiva histórica já está muito bem coberta em outros artigo neste site.

    - Sobre as diferenças entre os social-libertários e os libertários "de direita": www.mises.org.br/Article.aspx?id=1653
    - Sobre a grande depressão, não foi o liberalismo que a provocou. E o intervencionismo de Roosevelt só a tornou mais duradoura: www.mises.org.br/Subject.aspx?id=37
    - E que relações de opressão são essas? Ah, já sei! Você é mais um doutrinado por professores que seguem a cartilha de Gramsci! Essa errônea visão marxista das relações de trabalho já foram contestadas várias vezes nesse site: www.mises.org.br/Subject.aspx?id=43
  • Luis  15/05/2015 23:34
    Oi, Diego.
    Você realmente acha que a esquerda se resume a um jovem italiano com um corte de cabelo horrível?
    Sugiro buscar outras fontes além das citações ao IMB. Perspectivas diferentes refrescam a cabeça e nos ajudam a ver a verdade com mais clareza. Se quiser entender a esquerda atual, sugiro ler Noam Chomsky. É um dos meus preferidos.

    Sobre as relações de opressão na relação entre industriais e operários na era da revolução industrial (continuada de um modo diferente atualmente na relação entre os bilionários das corporações e a maior parte dos trabalhadores), ela se resume ao fato de que aos poucos estamos retornando às condições anteriores à revolução francesa, em que uma classe riquíssima não paga impostos e a maior parte dos trabalhadores (incluindo nós pequenos e médios empresários, que somos basicamente ralé) pagam uma quantidade enorme de impostos, vive atolada em trabalho e não ganha muita coisa por isso. Ou seja, não estamos nos apropriando do fruto de nosso trabalho e portanto os ideais liberais clássicos (de Adam Smith e Wilhelm von Humboldt por ex.) não estão se cumprindo. Quem fala com muita clareza sobre esse assunto e sobre como seria possível hoje estes ideais liberais serem efetivados é a esquerda libertária.

    Os EUA representam essa situação de uma forma bem dramática. É uma das nações mais ricas da história do mundo e tem 1/4 da população vivendo abaixo da linha da miséria (e não é só por opção ou "livre arbítrio", mas pelo modo como as coisas funcionam).

    É o que posso dizer.
    O que mais gostei no texto foi que ele chamou o antipetismo de doença infantil dos liberais. Concordo.
  • Joker  17/05/2015 00:41
    "Os EUA representam essa situação de uma forma bem dramática. É uma das nações mais ricas da história do mundo e tem 1/4 da população vivendo abaixo da linha da miséria (e não é só por opção ou "livre arbítrio", mas pelo modo como as coisas funcionam)."

    Não é bem assim:

    www.heritage.org/research/reports/2011/07/what-is-poverty
  • DiegoR  02/06/2015 22:36
    Li um bocado sobre Chomsky. Ele até pode se dizer libertário, mas isso é só na aparência. Ele usa o mesmos argumentos da esquerda em geral, sejam anarquistas, sejam estatistas. A "esquerda libertária" se concentra nas grandes corporações privadas, e curiosamente omitem que essas instituições privadas por causa do estado.

    O que eu digo é: acabe-se com a causa dos problemas econômicos (o poder estatal) que os grandes empresários não terão privilégios. Qualquer tentativa de fortalecer o poder estatal só resulta em mais distorções.

    E, como sempre, os esquerdistas não usam argumentos lógicos. Apenas tomam suas premissas como verdades absolutas, ou apelam ao sentimentalismo barato.
  • anônimo  03/06/2015 08:30
    Ele não é nem se diz libertário, mas isso não significa que esteja errado em assuntos como a política externa dos EUA, por ex
  • Anti boquinhas  15/05/2015 00:47
    E o medo de perderem as boquinhas na prefeitura, petrobras, banco do Brasil e toda sorte de estatais empregadoras de vagabundos. A única solução para acabar com o petismo e privatizado tudo, e para isso tem que entrar um Homem de verdade na presidência e privatizar tudo, o ultimo que falou em privatizar ficou quase em ultimo lugar provando que o povo ama estatais empregadoras de vagabundos e amam o petismo por conta disso, afinal, so pessoas superiores sao contra estatais por nao precisar delas.
  • Renato  15/05/2015 01:42
    Por isso que em um momento como esse ajudaria muito que os pequenos e médios empresários nos ajudassem a fazer uma "revolução pela diminuição do estado".

    As manifestações de março e abril, onde milhões de pessoas foram as ruas, pequenos e médios empresários poderiam, e podem, aproveitar o momento para imprimir cartilhas e folhetos explicando tin tin por tin tin do porque empreendedores como eles, não devem pagar impostos e taxas.

    O número de pessoas que durante essas manifestações levantavam cartazes pedindo mais estado não era brincadeira.

    É claro que para tirar a mentalidade estatista do brasileiro vai levar tempo, mais aqueles que tem condições financeiras para imprimir e espalhar folhetos e cartilhas explicando o básico, ajudaria muito.

    Exemplos:

    Se uma manifestação de grandes proporções como as de março e abril acontecer novamente, empresários e empreendedores poderiam mostrar para os participantes que eles podem manter com os próprios recursos instituições como hospitais e escolas para pessoas de baixa renda sem que ninguém dependam dos políticos.

    Poderia também criar movimentos de rua para espalhar os mesmos folhetos e cartilhas nas ruas, sem de deixar de malhar a classe política nestes folhetos, mostrando que políticos são o atraso do país.

    Por incrível que pareça, a classe política no Brasil tem uma péssima imagem, apesar do brasileiro ainda desejar o "político messias".

    Essa rejeição do brasileiro a classe polítca deve ser aproveitada ao máximo por todos que querem a diminuição do estado.
  • Sebastiao Ferreira  15/05/2015 01:53
    Este artigo mistura tres coisas: uma leitura de Lenin, outra de Gramsci e uma proposta de ação para os liberais brasileiros.
    1. Lenin era un seguidor fiel do autoritarismo russo e todo o seu pensamento político buscava criar os instrumentos para conquistar o poder com violencia e instaurar uma ditadura. Tomar-lo como analogia para pensar o Brasil do século 21 nao é o mais adequado.
    2. A reflexão sobre Gramsci é positiva, especialmente para entender a lógica do PT para eternizar-se no poder.Este ponto merecia uma maior grau de elaboração no artigo.
    3. As sugestões de ação para os liberais sao excesivamente tímidas. É verdade que os liberais somos minoria no Brasil, porém o nosso forte são as nossas ideias. O lugar dos liberais é nos lugares onde as ideias fluem, especialmente na mídia y nas universidades. Pela 1a vez na historia do Brasil, existe um movimento social liberal. Pela 1a vez existe uma efervescência pelas ideas liberais na juventude brasileira. O liberalismo no Brasil deve cresce como movimento social e político, buscando impactar los atores e espaços formadores de opinião.
  • Cesar  15/05/2015 06:26
    Estariam as "Cato's Letters" disponíveis em português?

    https://mises.org/library/catos-letters-liberty-and-property
  • Critico  15/05/2015 13:41
    Obrigado ao IMB por este excelente artigo. Atualmente estou lendo "A revolta de Atlas" e me dá receio acreditar que uma mudança cultural só será realmente profunda em um país completamente dominado com ideais estatais caso a economia e a qualidade de vida das pessoas seja rebaixada a níveis insuportáveis (como acontece atualmente na Venezuela por exemplo).

    Acredito que a ideologia liberal é poderosa e verdadeira, entretanto ela costuma ser de difícil digestão para quem vem sendo doutrinado com valores morais diferentes durante toda a sua vida.Em minha opinião, precisamos criar canais de divulgação de ideias libertárias com textos curtos, imagens, memes, vídeos curtos e outros tipos de mídia de fácil consumo e imediata absorção da mensagem pelo interlocutor, sem discussões aprofundadas exatamente para criar genuinamente uma curiosidade de conhecer mais sobre o argumento. São pouquíssimas pessoas que realmente se esforçam para entender um conceito ou ideia diferente de suas convicções atuais espontaneamente.

    O IMB é uma fonte excelente de dados e embasamento teórico para fundamentar argumentações em discussões (característica típica dos bons "think tanks"). Entretanto, a quantidade de pessoas que realmente muda seus preceitos ideológicos com as leituras dos artigos é muito aquém da necessária para provocar uma mudança cultural no país devido ao esforço necessário para ler e compreender os conceitos apresentados nos artigos.

    Cabe a nós, leitores que já compreendem estes ideais e adquirem mais embasamento e discernimento com os artigos, usar as ideias e embasamentos completos e bem fundamentados deste portal para criar outras mídias e divulgações com apelo mais forte àqueles que não se interessam pelo assunto ou que já possuem ideologias estatistas. Seja em discussões em mídias sociais, seja com cartazes e explicações em manifestações, por meio de blogs de cultura geral ou apoio à pessoas públicas que defendem abertamente estas ideias.

    Acredito que é assim que uma revolução cultural deve acontecer em nossa era: Através de mensagens simples, diretas e coesas que estimulem a percepção de contradições morais e comportamentais nos interlocutores de forma a estimular sua curiosidade de conhecer melhor os argumentos utilizados para a criação daquela mensagem. Acredito que este pode ser um formato efetivo de difusão da ideologia libertária na juventude atual (sinceramente não tenho esperanças de modificar a mentalidade de pessoas mais velhas já conquistadas por ideias completamente opostas).

    De minha parte, eu costumava contra-argumentar nos comentários de artigos em portais de esquerda, mas percebi que uma argumentação bem elaborada demanda muitas palavras para ser realizada, o que exclui grande parte dos leitores. Atualmente estou revendo minha estratégia e tentando formular imagens, memes e frases curtas de impacto com links para tentar provocar uma discussão mais "baixo nível". Me parece que os resultados iniciais tem sido melhores, pois uma maior quantidade de pessoas se identifica com humor e sarcasmo do que com lógica e dados empíricos (infelizmente).

    Fiquem a vontade para criticar esta estratégia (se a crítica for construtiva, melhor, senão pior para nós todos).

    Abraços
  • Jonatas  15/05/2015 16:29
    Olá caro "Critico".

    Eu já fui socialista. Tenho um amigo que "poluiu" a minha mente, anos atrás, contra minhas posições coletivistas.

    Ele me apresentou o Mises.org.br, e depois o resto foi comigo. Estudei e li diversos artigos e debates, inclusive de outros sites de fora.
    Inevitavelmente me tornei libertário.

    Mas ai passei a ler mais Rothbard, Huerta de Soto e principalmente Hoppe.

    Ou seja, atualmente anarco capitalista.

    Não adianta, é um caminho sem volta para quem realmente deseja honestidade intelectual.

    Abs
  • Critico  18/05/2015 13:28
    Obrigado pelo teu testemunho Jonatas.

    O que se passou comigo foi algo parecido. Eu tive meus fundamentos morais desafiados pela ideologia liberal, acabei conhecendo mais a fundo seus argumentos por meio deste portal e me identifiquei com eles.

    Entretanto, num primeiro momento, para alterar minha visão de mundo e desafiar minhas crenças, foram necessárias observações simples e diretas que apontassem as contradições de meus discursos. No meu caso, começou com uma imagem sobre estatísticas em uma discussão sobre porte de armas. Claro que não é uma regra geral e algumas pessoas procuram este tipo de informação por conta própria porque não se sentem confortáveis com as ideologias pregadas no mainstream, mas acredito que não seja o caso da maioria (espero estar enganado sobre isso, mas acho pouco provável).

    É muito fácil nos conformarmos com as contradições que as ideologias esquerdistas pregam por aí porque não é trivial as perceber, exceto se alguém as apontar para você de forma clara, simples e direta. Eu não acredito que um texto de 2 mil palavras é o melhor caminho para despertar a curiosidade e apontar diretamente uma contradição. Acho que textos longos e bem embasados são mais úteis quando a pessoa já está procurando, por vontade própria, entender um argumento oposto ao seu que lhe foi apresentado por alguém de maneira contundente.

    Por isso acredito que este portal não deve ser uma primeira linha de abordagem na difusão dos conceitos libertários. É preciso criar uma linha menos densa, literalmente "iscas" para fazer aqueles dominados pelas ideologias estatistas realmente se comprometerem a ler os conteúdos deste portal com o objetivo de entender seus conceitos e explicar o motivo de alguma aparente contradição em seu próprio diálogo. Desta maneira, diminui a chance da rejeição ao texto imediatamente ao se notar o seu tamanho e sua densidade de argumentação.

    Acredito que um link de um artigo grande em uma mídia social provavelmente será ignorado por 99% dos leitores que não concordam com seu título para começo de conversa. Isso não colabora muito com a difusão dos conceitos libertários em minha opinião, pois geralmente quem vai realmente ler o texto todo e prestar atenção nele já tem simpatia pelos conceitos apresentados. Claro que isso reforça a argumentação destas pessoas, mas não é isso que estou criticando.

    Talvez seja um fardo extra para o IMB criar conteúdos deste tipo, mas sugiro que a área do Blog seja utilizada para este fim: Criação de posts curtos, simples, com imagens, vídeos, historinhas, gráficos com textos impactantes e links para os artigos. Acredito que isso facilitaria bastante a divulgação "menos densa" dos conceitos e poderia aumentar a curiosidade do público não simpatizante em conhecer os conceitos por trás daquelas afirmações simples.

    Resumindo: Eu acredito que a ideologia libertária precisa de uma fonte de argumentação mais rasa, mais simples e mais direta de ser apresentada e difundida com o único e simples objetivo de apontar contradições nos discursos esquerdistas e provocar curiosidade nos interlocutores sobre os argumentos usados para apontar aquelas contradições.

    Abraços e obrigado pela oportunidade de discussão.
  • Felipe  18/05/2015 14:16
    Caro critico,

    Só fazendo algumas considerações pessoas sobre estratégia de argumentação.

    Acredito, assim como você, que um argumento com poucas palavras e bem elaborado são muito mais efetivos que um texto longo.

    Há um tempo atrás estava debatendo na CC com uma menina, e ao falar que guerra destruía riqueza ela me xingou e rebateu que guerra era bom para a economia. Minha responta foi um escrito longo e racional, e, infelizmente, logo percebi que não surgiu nenhum efeito. Não só ela voltou repetindo a mesma coisa (como quem não entendeu o que eu escrevi) como apareceu outros esquerdopatas defendendo a visão da menina.

    Ai então aprendi que quando lidamos com gente irracional e pouco inteligente o melhor caminho é a ironia e o deboche em poucas palavras, e, se puder, com um pergunta que obrigará a pessoa a entrar em contradição.
  • Cabeça boa  15/05/2015 14:27
    Tá bom. . . falem o quanto queiram e até divaguem sobre vossas interpretações.

    Quem escapará da Receita Federal?

    Contanto que paguem vossos impostos, poderão ter vida de cidadãos e até viajar para o exterior como concede a lei. De outro modo, é só mais alguém, outro "cidadão".

    Continuem a divagar sobre teorias, faz bem pra cuca.

    Sequer há espaço para a desobediência civil, tamanha a força coercitiva que tem esse Estado. Experimente desobedecer a RF ou sonegar imposto. Enquanto assim for, assim será.
  • Marcio Henrique  15/05/2015 14:59
    Mandou bem, Cabeça Boa.

    Dá pra resolver sem "tiro, porrada e bomba"?

    Nãããããooooo.
  • Jonatas Wingeter Rodrigues  15/05/2015 17:13
    Cabeça boa,

    Quando o movimento cultural libertário atingir boa parte da população e simultaneamente milhões de brasileiros pagadores fiéis da Receita Federal derem o calote: não pagando a diferença a mais (se existir) e não entregando a declaração.

    Esta simples atitude traria consequências graves ao Estado.

    Em cada setor ou área é possível encontrar um meio. A arma é utilizar a própria massa contra ela mesma; democracia contra a própria democracia.
  • Thiago Valente  17/05/2015 01:30
    Olha, você trouxe uma ideia espetacular. E se preparássimos um dia sem pagar impostos como começo (não o dia em que os empresários vendem sem "passar" os impostos, mas sonegando mesmo). Ou melhor, ir direto ao ponto e, já, de cara, criar para 2016 ou 2017 uma mobilização para que os brasileiros não paguem o IR, não enviem as declarações, com um site só para assinatura (tipo página de evento no face, alimentada ao longo do ano). O exponencial aumento de pessoas assinando a carta de intenções iria encorajar outros tantos. Seria um movimento interessante e com algum potencial de dar resultados. A força da massa, que impediria o governo de agir, seria uma das maiores propagandas, de caráter revolucionário mesmo.
  • Jonatas  18/05/2015 14:35
    Thiago,

    Mas sempre lembrando que a revolução deve ocorrer no indivíduo.

    Abs!
  • Gunnar  22/05/2015 19:37
    Thiago, por quê não toma a iniciativa e começa a organizar o Dia da Sonegação? Terá todo o meu apoio e de muitos outros frequentadores do Mises e de outros meios mais ou menos libertários Brasil afora.
  • Veron  17/05/2015 13:27
    Jonatas, os GULAGs discordam de você.

    É só o Estado perceber essa atitude crescente que arranjará uma solução para a população permanecer escrava, já fizeram isso no passado e repetirão se precisarem novamente.

    Em países completamente dominados pelo Estado (comunistas, socialistas, piores colocados no ranking Heritage, etc) (e que não é o caso do Brasil por enquanto) é impossível haver revoltas "populares", muito pelo contrário, quanto mais está ferrada a população mais a Estado está absoluto no poder.
  • Jonatas Wingeter Rodrigues  18/05/2015 14:31
    Veron,

    Bom dia.

    Não me referi a ideia de revolta popular. Concordo que o Estado retém articuladores geniais capazes de controlar a massa. Não precisamos aprofundar neste assunto. Os dominados sempre precisarão de dominadores.

    O meu ponto é disseminar ideias libertárias na massa utilizando os conceitos da democracia, sem que as mesmas pareçam anti-democráticas, ex: jogo de palavras que tornem os impostos injustos; trabalhar mais no emocional e menos na razão. Utilizar as estratégias da democracia contra ela mesma. Juntar para rachar; unir para dividir.

    Não precisamos mudar a humanidade, nem do sentimento de "luta" e "justiça". Precisamos ser individualistas e deixar este espírito destemperar o humanismo presente na democracia.
  • Rennan Alves  18/05/2015 15:31
    Não há como utilizar conceitos democráticos no libertarianismo porque a democracia é incompatível com essa filosofia. Nem mesmo a esquerda utilizou esta tática nos anos 60. No final é apenas um jogo de palavras para induzir as pessoas a afirmarem que "democracia = liberdade" ou "esta não é a verdadeira democracia".

    A democracia só possui utilidade na tomada do poder, depois que a maior parte da população já está adepta ao pensamento vigente.

    Neste cenário, os libertários terão que deixar de lado o PNA para utilizar o estado a seu favor. A não ser, claro, que o uso do aparato estatal seja enquadrado como legítima defesa, mas não prolongarei este assunto por não possuir conhecimento suficiente.
  • Jonatas  18/05/2015 16:06
    Caro Rennan,

    Estamos na mesma linha de visão.

    Também não acho que devemos misturar os conceitos. São incompatíveis. Mas os resultados podem ser proveitosos.

    Se em um futuro eu pagar menos imposto (ou até mesmo a sua isenção), significa que serei menos expropriado. A massa nunca aceitará os ideais libertários, mas ela pode ser manipulada. Quanto mais ela estiver dividida, melhor.
  • Marcio Henrique  15/05/2015 15:06
    vejam o que acabei de ler. É isso que acontece quando gente de bem tem pena do inimigo:

    O soldado que poupou a vida de Hitler e mudou a história

    Conta a lenda – ou melhor, a história – que durante a Primeira Guerra Mundial, um jovem soldado do exercito inglês chamado Henry Tandey que se encontrava no norte da França, poderia ter mudado a história do século XX.

    Conforme contam, logo que finalizados os combates em Marcoing, Tandey cruzou com um jovem suboficial alemão que estava ferido e que esteve na mira de seu rifle por alguns segundos. Talvez, por um sentimento de compaixão e misericórdia diante do jovem alemão ferido, Tandey desistiu de matá-lo e continuou o seu caminho. O soldado alemão (conta a lenda) fez um gesto de agradecimento por ter lhe poupado a vida.

    Este soldado alemão era nada menos que Adolf Hitler, que participou da Grande Guerra de 1914 como suboficial do exercito alemão.
  • Joma Bastos  15/05/2015 15:41
    "Quando a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) teve início, Hitler tentou entrar para o exército austríaco, mas foi rejeitado.".

    www.sohistoria.com.br/biografias/adolf/
  • Marcio Henrique  15/05/2015 16:11
    vai saber, né...
  • Critico  15/05/2015 16:13
    Márcio Henrique, acho compreensível tua visão radical sobre oposição armada, mas ao defender uma disrupção da estrutura social por meio da força hoje, defende-se também uma guerra civil no país (pois o governo não vai largar o osso sem lutar antes).

    Espalhar a ideologia e fazer mudanças incrementais pode ter sido visto como algo inócuo no momento, mas é a única maneira efetiva que hoje os libertários possuem de triunfar no longo prazo. A resistência armada só terá uma mínima chance de obter sucesso se o ideal libertário estiver profundamente difundido na sociedade mas, neste estágio, os políticos serão obrigados a se adequar a estes ideais devido aos seus incentivos inerentes de manutenção de poder (receber votos para manterem seus empregos).

    Revogação das ridículas restrições contra porte e posse armas de fogo no país seria um primeiro e fundamental passo para propiciar o direito do cidadão de defender seus próprios ideais contra a coerção estatal no futuro.

    Infelizmente enquanto a ideologia não for difundida e aceita por uma grande parte da sociedade, continuaremos sendo escravos da Receita Federal e dos demais saqueadores residentes nos mais diversos palácios deste país (em especial, o do planalto).

  • Marcio Henrique  15/05/2015 18:14
    Crítico,

    Tamo junto. Ninguém quer uma ruptura, mas infelizmente temos que cogitar isso. O povo precisa acordar, deixar de ser esse cordeiro medroso. A população tem que estar armada e preparada para o pior, caso isso se mostre necessário.

    Políticos e funcionários públicos corruptos tinham que levantar da cama com medo de morrer.

    Lutaremos contra a Receita Federal e esses burocratas sanguessugas com conscientização, mas também greve geral, subversão (ninguém mais paga impostos) e, se não funcionar, "tiro, porrada e bomba".

    Gostaria, mas não creio que leis e impostos possam ser revogados apenas por força do voto.

    PS - fonte do texto do Hitler: seuhistory.com/noticias/o-soldado-que-poupou-vida-de-hitler-e-mudou-historia
  • Andre Cavalcante  15/05/2015 19:07
    Só comentando sobre Hittler... Se dá muito crédito às maldades do cara, mas a verdade é que ele foi apenas +1 e nem foi o pior deles... stalin foi pior... Mais ainda, se ele tivesse morrido jovem, provavelmente outro jovem que "sabe como governar o mundo melhor que todos os outros homens e mulheres do mundo" (e que não são poucos) apareceria no lugar dele e talvez fizesse pior.
  • Joker  15/05/2015 23:33
    Exato, é uma tremenda ignorância achar que a 2a guerra foi consequência dos caprichos malignos de um único indivíduo (ou que o povo alemão na época simplesmente era mau). Houve uma série de fatores que contribuíram, inclusive foi dito na assinatura do Tratado de Versalhes que aquele não era um tratado de paz e sim um sessar fogo de 20 anos, tamanha a previsibilidade de uma nova guerra.
  • anônimo  15/05/2015 16:38
    "Quando a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) teve início, Hitler tentou entrar para o exército austríaco, mas foi rejeitado. Em seguida, ele conseguiu se alistar no exército alemão."

    www.sohistoria.com.br/biografias/adolf/
  • Anonimo  15/05/2015 16:59
    Juliano Torres é um dos poucos libertários que entende esse problema. Não sei porque ele é tão criticado por alguns.
  • Dalton C. Rocha  15/05/2015 18:30
    "É essa crença estúpida que leva a tanto intervencionismo estatal, a tanto imposto "distributivo", que acaba punindo quem cria riqueza e, com isso, todo o país, especialmente os mais pobres.
    A faxineira diarista chegou aqui em casa dirigindo um carro que é considerado de luxo no Brasil. Ela não precisa do Estado-babá para protegê-la dos patrões "exploradores". Ela tem sua própria agenda de clientes, e fatura mais no mês do que muito médico no Brasil. Mas em nosso país ainda achamos que é o Estado que vai cuidar de todos, e que os sindicatos, esses antros de oportunistas, realmente se preocupam com os trabalhadores." > www.averdadesufocada.com/index.php/textos-de-terceiros-site-34/12822-150515-o-brasil-cansa
  • Joker  15/05/2015 19:14
    Quando, discutindo sobre livre mercado, eu dou o exemplo banal de que a padaria não deveria ser obrigada a vender pão francês a peso, e o comerciante deveria poder escolher se vende a peso ou por unidade, e não ser obrigado por lei, todo mundo discorda. Até mesmo pessoas "de direita", acreditam que é papel do estado proteger o consumidor dos padeiros capitalistas inescrupulosos, que farão pães cada vez menores, sem reduzir o preço, e o livre mercado não resolveria o problema pois você não poderia ir em outra padaria, ou comprar um pão de forma, uma vez que todos os padeiros formariam uma máfia e agiriam todos com igual ganância. O governo precisa defender os "direitos" do cidadão, se o mercado for livre vira bagunça.

    As pessoas vão se posicionar de maneira similar se você defender que não deveria haver meia entrada nos cinemas, outro "direito", ou que as casas noturnas deveriam poder cobrar consumação se assim quisessem.

    Se nosso povo não acha possível vender um pão francês sem uma intervenção estatal para proteger o consumidor, imagine falar em desestatização de coisas como saúde, educação ou previdência.

    Então, acho complicado defender idéias radicais para um público que defende quase unanimemente a intervenção do estado nas menores coisas. É preciso provar para as pessoas que o livre mercado pode funcionar, gradualmente desregulamentado atividades em ordem crescente de importância.
  • Manoel   15/05/2015 19:16
    Excelente artigo!!! Me ajudou bastante!!
  • Andre Luiz  15/05/2015 23:07
    Obviamente a mudança não ocorre pelas armas. A mudança real, que ocorre na mentalidade do indivíduo. Quem afirma isso e defende liberdade evidencia contradição grotesca. As armas podem ser cogitadas contra uma ditadura, como o exemplo histórico do Regime Militar no Brasil, mas em longo prazo o liberalismo se conseguir se afirmar, será por meio do convencimento, da exposição dos fatos, e pela ocupação de espaços na política. Não vejo a necessidade de mudança cultural para posteriormente exercer o poder com o objetivo de diminuí-lo como expôs o autor. As duas estratégias podem ocorrer paralelamente, e se reforçam mutuamente.
  • anônimo  16/05/2015 01:29
    Uma doença infantil muito pior do que o antipetismo é o olavismo.
    Gente que podia estar lutando pela liberdade está sendo enrolada por essa tal 'direita'.
  • Márcio Alcântara  16/05/2015 01:47
    Um dos melhores artigos que li no IMB. Talvez o melhor!
    Concordo com quase tudo.
    Acrescento que, no limite, o que vale é a força.
    A estratégia do articulista é ótima. Mas é necessário um plano "B". Esse plano é a força.
    Como implementá-lo?
    - Não sei!
  • Rafael  16/05/2015 03:31
    Vocês apontaram um ponto interessante. Eu duvido que o pessoal libertário aqui do site dê calote na Receita, deixe de entregar declaração ou não pague a diferença. Mas não tenho dúvidas de que cada um dá um enrolada do seu jeito. Todos aqui se melhor posicionam para acolher os dois quintos dos infernos que se enfiam no rabo. Brasília adora! RJ, que vive de ser cartão postal, também. São Paulo segue pagando a conta e garantindo a diversão e as licenças premium que escorrem das tetas da república. Seja libertário, minarquista, anarcocapitalista, todos dóceis. Abril de 2016: todos aqui inconformados com a Receita e, ainda assim, obedecendo docilmente. Só vejo duas alternativas: ou desobedece totalmente e arca com as punições, ou encontra algum prazer nos mais de dois quintos dos infernos que penetram o rabo. Só assim se está 'bem resolvido', digamos, na situação. De outro modo, o cidadão fica se remoendo, fica ressentido. De onde, acabo de concluir, todo libertário que obedece a Receita ou é ressentido ou tem prazer nos quintos. Boa, Cabeça Boa.
  • Pobre Paulista  16/05/2015 13:46
    O que você sabe sobre a vida de todas as outras pessoas? Vc é Deus por acaso?

    Fazer especulações aleatórias e tomar isso como verdade absoluta é coisa de marxista meu caro.

    Ou vc acha que as pessoas que sonegam impostos saem cantando pelos 4 cantos do mundo que fazem isso?
  • Gustavo  16/05/2015 04:11

    DESIGUALDADE!!

    Forte essa palavra, certo?

    Eu considero também um bom começo falar sobre a Desigualdade. Desigualdade é uma palavra tão forte, mas ao mesmo tempo tão simples!

    Desigual é a condição do que não é igual, é algo diferente(Que não é igual). Desigualdade é a Diferente. Porém, desafio qualquer um a fazer uma rápida pesquisa no google imagens, e comparar os resultados de ambas as imagens (desigualdade e diferenças).

    Diferente é uma coisa bonita, pessoas de mãos dadas fazendo o símbolo da paz enquanto pombos brancos voam livres e borboletas enchem o céu com suas cores vivas fazendo com que tudo se torne em um quadro lindo de se ver.

    Desigualdade é uma coisa repugnante, o rico ao lado de um pobre oprimido, ou um gordo de cartola e chapéu ao lado de uma pessoa magra e com roupas rasgadas passando fome. É essa a concepção das pessoas quando elas ouvem a palavra "desigualdade". Sem falar que as imagens são colocadas de um modo como se o fato de uma pessoa ter mais dinheiro de que outra vem do fato de o rico roubar o pobre, mas na verdade não existe nenhuma explicação para a imagem, poderia existir n motivos para um ter e o outro não. Porém com certeza não vai ser um político ou um burocrata, será justamente um empresário, aquele que produz. Mas enfim...

    De qualquer forma, na minha concepção, está na hora de mudar isso. Porque não mudar a palavra diferente por desigual?

    Tornar frases normais do tipo: "Essa música que estou ouvindo é bem desigual de outras bandas"; "Esse filme tem uma pegada bem desigual, você não acha?"; "Você realmente pensa de uma maneira bem desigual! Isso é fantástico!"; "Aquela mulher tem um estilo muito desigual de se vestir"; "Racistas não suportam a desigualdade"; "Esse novo aplicativo que baixei é bem desigual!"; ".

    Quando as pessoas realmente perceberem o que significa a palavra DESIGUALDADE, acho que já seria um grande passo. Não sei se já existe algum artigo do mises focando bem sobre isso, acho interessante discutir sobre isso.

    É só uma idéia que tive, não sei se outros tiveram, mas acho bom compartilhar essas coisas, até mises já reconhecia o poder das idéias.

    Robert Nozick: "Liberty upsets PATTERNS"
  • A  16/05/2015 19:34
    É uma das táticas de manipulação utilizadas por esquerdistas e publicitários, que é treinar emoções que se relacionam com uma ou mais palavras.

    No caso da desigualdade, o trabalho que fazem é transmitir sentimentos negativos quanto a tal palavra.
  • Gustavo  17/05/2015 23:11
    Exato! Como se desigualdade fosse o maio problema da economia, ao invés de ser a produtividade e liberdade.

    Piketty e os Pikettetis ficam loucos.
  • Luiz Silva  16/05/2015 15:24
    Lênin foi um representante importante do marxismo, mas não a cultura marxista em si, que avança com a ajuda dos radicais, moderados, idiotas úteis, funcionais, beneficiários, etc. O liberalismo como cultura poderia seguir em frente do mesmo modo, com radicais, subversivos, moderados, bringando entre si mas contra um objetivo em comum.
  • Veron  17/05/2015 13:39
    O autor escreve muito bem e articula muito bem as ideias, mas erra na conclusão de "traçar a estratégia" para mudar isso.

    A Esquerda é esse sucesso atual (apenas na popularidade, pois suas ideias postas em prática apenas trouxeram desgraças econômicas) por conta do financiamento bilionário massivo de Grandes Capitalistas (isso mesmo que você está lendo) para movimentos de esquerda. E isso não é algo novo.

    Enquanto outros "Grandes Capitalistas" não fizerem o mesmo com movimentos liberais/libertários NÃO SERÁ POSSÍVEL mudar essa realidade. O Tea Party, tão demonizado pela grande mídia, é uma tentativa de copiar isso.

    Leiam o livro Wall Street and the Bolshevik Revolution escrito em 1974 que prova com documentos do próprio Banco de NY a ajuda de banqueiros de Wall Street para os bolcheviques antes e depois da Revolução Russa.

    https://www.voltairenet.org/IMG/pdf/Sutton_Wall_Street_and_the_bolshevik_revolution-5.pdf

    E antes que me perguntem: "Por que diabos capitalistas financiariam comunistas que querem liquidar capitalistas?", o autor responde isso no primeiro ou segundo capítulo (não lembro exatamente pois faz um tempo que li esse livro) do livro.

    https://www.youtube.com/watch?v=Vri-_f6KBzE

  • Veron  17/05/2015 13:55
    Acho que não me expressei de maneira clara na parte "NÃO SERÁ POSSÍVEL mudar essa realidade".

    O ocidente garante a liberdade de expressão, portanto a ideologia liberal/libertária é completamente possível (como espontânea) de se espalhar na sociedade e se comparado à alguns anos atrás, as ideias de liberdade cresceram. Mas apenas ver isso é ver apenas um lado da realidade.

    Realmente as ideias de liberdade cresceram, mas as ideias socialistas e de esquerda crescerem e se espalharam muito mais pela mesma sociedade do que as ideias liberais e libertárias.

    E isso ocorreu (e ocorre ainda) por causa dos financiamentos bilionários de capitalistas para a mídia espalhar ideias anti-capitalistas que eu disse na resposta acima.
  • Joana Mariana  17/05/2015 18:10
    É difícil não concordar quase que totalmente com o que propôs o artigo, mas eu ainda acho que esse assunto podia ser colocado de maneira mais prática, mais próxima. Pra citar como exemplo, uma vez eu ouvi que tem uma regra que diz que em toda empresa, a cada dez funcionários, dois trabalham para acelerar os negócios. Dois fazem o possível para atrasar ou atrapalhar a empresa - e principalmente os dois que querem trabalhar. E os outros seis só acompanham a maré.

    Grosseiramente, e feitas as devidas adaptações, podemos usar essa mesma regra como referência para essa questão da cultura. Diríamos então que de cada dez brasileiros, dois vão trabalhar para uma sociedade mais liberal/libertária; dois vão trabalhar para uma sociedade com mais estado; e os outros seis vão só acompanhando a maré.

    O que eu quero dizer com isso é que em vez de pensar que a cultura no Brasil precisa ser mudada antes de qualquer mudança política, econômica ou civil, ou que as coisas vão mudar quando a maioria dos brasileiros tiverem um pensamento mais liberal/libertário (não que isso esteja fora do propósito), devíamos nos concentrar em nós mesmos - em nossa "cultura interna", por assim dizer -, que enquanto participantes de ideias e valores mais liberais/libertários jamais seremos mais que esses 20% de pessoas. Ou seja, o que estará em jogo será sempre a atuação e o desempenho desses 20%, não necessariamente uma transformação cultural e ideológica da nação. É a tal da Lei de Pareto - ou Princípio do 80/20, como preferirem. E pode ser usada a nosso favor.

    E também pra isso, precisaria de projetos mais concretos. Podemos ver que por exemplo com relação ao armamento ou à terceirização, que têm os seus respectivos projetos de lei, tem se desenvolvido um trabalho seja de informação, seja de esclarecimento ou seja de persuasão, e que tem abrido espaço para ir modificando a cultura, o pensamento vigente. E possibilita inclusive uma auto-avaliação constante do poder de influência de seus defensores ao longo do processo - se eles fazem ou têm mecanismos para isso, é outra história -, justamente porque se tem um objetivo minimamente bem definido para orientar esse tipo de avaliação. Agora, desde o Big Bang que este e outros sites vêm pontuando e divulgando conhecimentos sobre uma infinidade de assuntos de interesse liberal/libertário, mas até hoje sequer se vê, e.g., um projeto de lei que tenha sido realmente inspirado nessas ideias. Aliás, está difícil até identificar em que pontos o pensamento se alinha por aqui.

    Mas gostei imensamente do artigo, e inclusive me alegra muito lê-lo porque vejo a cultura como um fator crucial - pra não dizer que acho fascinante. Muitos bons os comentários também, embora na maioria das vezes eles estejam divergindo e não convergindo para algum lugar - mas essa é um pouco da ideia também.

    Abraços!
  • Matias  18/05/2015 01:44
    Dep. Estadual Marcel van Hattem discutindo o estado mínimo e citando Ludwig von Mises, Bastiat e Hayek, na assembléia legislativa do RS:
    ESCOLHA DO RS: ESTADO GRANDE OU SERVIÇOS PRESTADOS: youtu.be/1K28bTSxvb0
  • Andre Cavalcante  18/05/2015 13:35
    Reparou na quantidade de pessoas assistindo?...

    Abraços
  • Eriks  18/05/2015 22:44
    Excelente texto.
    Vai demorar muito ainda para o Brasil ver as ideias liberais, e conservadoras, sendo discutidas e aplicadas amplamente no meio acadêmico, político e social.
  • Marcos  18/05/2015 23:49

    Já critiquei alguns textos postados nessa página durante os anos que eu a acompanho. E devo dizer que uma leitura atenta do texto do Humberto evitaria a maioria dessas críticas. Libertários em geral sempre me pareceram muito focados em seus próprios valores e teorias, ignorando completamente a realidade política e cultural. Algumas reações são infantis e contraproducentes. Saber como a esquerda chegou ao patamar em que está hoje e o que podemos aprender com ela é um tema de suma importância. Espero eu que esse seja o ponto de partida para a construção de um liberalismo mais efetivo e inteligente. Não basta apenas ter as melhores idéias, é necessário que elas tenham o mínimo de influência na sociedade, e isso não vai acontecer apenas porque elas são superiores. Há quantos anos Mises escreveu seu livro? Por que até hoje suas idéias são pouco aplicadas? Como fazer para a situação melhorar? São perguntas que ninguém deveria se furtar de fazer.


    Estudar política é fundamental. Fazer cara de nojinho e dizer que não quer sujar as mãos não vai resolver a situação em que estamos hoje. Apontar o dedo para os liberais que aceitam ocupar algum espaço no estado na esperança de diminuir o seu tamanho também não. Que fique claro: há divisões e estratégias diversas e isso não é ruim. Pelo contrário. Espero que o texto sirva para abrir a cabeça de muita gente que parece participar de uma espécie de inquisição libertária, acusando todo mundo de socialista por qualquer motivo.

    Eu tenho minha própria estratégia sobre o que deve ser feito, mas não é por isso que vou condenar o cara que acha que não deve ter nenhuma relação com o estado. Eu o respeito, mesmo que não pense igual a ele. Há espaço para todos, desde que haja o mínimo de tolerância e pensamento pragmático.
  • ANDRE LUIS  21/05/2015 13:13
    "Não existe alternativa viável na política institucional para os liberais/libertários e ainda estamos conquistando nossos espaços culturais e midiáticos. Se já tivéssemos conquistado a hegemonia, não haveria necessidade da criação de novos partidos — como o NOVO e o Líber —, visto que os existentes mudariam seus programas para se aproximarem das ideias vigentes na sociedade."

    Libertários e liberais traem suas próprias idéias ao agir da mesma forma que os seus adversários. Falar em hegemonia, conquistar a mídia, o sistema educacional, é algo totalmente inócuo, ineficiente e ainda prejudicial ao avanço das idéias liberais.

    Ora, basta observar como o livre mercado tem lidado com os desafios a ele impostos no decorrer dos últimos 200 anos. Ele se apoiou basicamente em um só pilar, o da "destruição criativa", ignorando suave e solenemente todos os seus opositores. Nunca vimos liberais montarem sindicatos opostos aos dos datilógrafos para fazer avançar suas agendas. Liberais simplesmente os ignoram.

    Devemos entender que é daí que vem a força dos liberais. Nós entregamos alternativas que podem vir a ser soluções, não discursos. Se algo pode ser melhorado (ou extinto) por ser ineficiente, deve se propor uma alternativa e, se esta for melhor aos olhos dos consumidores, que venha então a ser uma solução. Este é e sempre foi o caminho.

    Não entendo o motivo pelo qual liberais pensem diferente quando se fala em politica. Por que cargas d'agua ninguém propõe um produto melhor, ao invés de tentar usar a mídia para reclamar da ineficiência das máquinas de escrever, ops..., da política?

    Se o sistema de representação e exercício do poder está ruim, que se crie outro, oras! E coloque isso no mercado para apreciação dos consumidores. Dalmo Accorsini teve a idéia de um parlamento virtual, onde cada pessoa pode se candidatar e eleger quem quiser. Isso é um produto. Se é bom ou não eu não sei, mas está lá. Pode ser o IMac das máquinas de escrever, quem sabe? Talvez fique ainda melhor com o emprego da tecnologia blockchain em redes p2p utilizada atualmente no gerenciamento de carteiras bitcoin, que permitiria eleições sem possibilidade de fraudes.

    É claro que "não existe alternativa viável na política institucional para os liberais/libertários" nem nunca vai existir. Não sou contra tentar isso, mas que este seja um movimento minoritário, onde a maioria esteja empenhada em oferecer algo novo. As vozes de 200 anos de destruição criativa gritam pelo melhor caminho.






  • Jeferson  21/05/2015 20:36
    Talvez eu tenha entendido mal, mas acho que o autor manda bem durante quase todo o artigo, mas no final ataca o alvo errado. É verdade que o verdadeiro inimigo que temos que combater é a esquerda, não o PT, mas isso não invalida nem torna a luta contra um projeto de ditadura em implementação algo que deve ser dispensado. Em hipótese alguma! O antipetismo não é simplesmente uma luta contra um governo de esquerda, é uma luta contra um plano de governo totalitário que precisa ser tirado do poder antes que ele consiga estender mais e mais seus tentáculos, tornando infrutífera qualquer participação nossa na guerra cultural. Ao estimular os liberais e libertários a desistir da luta pela retirada do PT do poder, o autor acaba prestando um belo serviço à esquerda.

    Acredito que é indispensável lutarmos em todos os fronts possíveis, não descartando a luta contra o PT (única e exclusivamente por este ser o partido que tem mais condições de transformar uma democracia deficiente em uma ditadura em um curto intervalo de tempo), e obviamente não descartando a transformação cultural como objetivo de longo prazo.

    Infelizmente os libertários estão muito imaturos no quesito "guerra política". Na verdade todo mundo contra o estado, aqui no Brasil, tem muito pouco conhecimento sobre isso, e deveria buscar. Talvez o melhor livro que trata disso seja o The Art of Political War, do David Horowitz, que ainda não tem tradução em português (pelo menos eu não consegui achar nas grandes livrarias). Boa parte da metodologia explicada no livro foi transformada em artigos no blog do Luciano Ayan (lucianoayan.com/), que vale a pena ser conferido.
  • anônimo  23/05/2015 12:00
    Os libertários estão além disso.O que vc (espero) AINDA não notou é que essa história de 'guerra política' é uma palhaçada, uma lorota pra fazer os liberais burros tentarem ganhar alguma coisa através da democracia.NUNCA houve redução de estado pela democracia e mesmo que houvesse, é uma situação absurda: vc está lá, vivendo sua vida em paz, vem um ladrão te roubar e em vez de dar uns tabefes no desgraçado vc tem que ARGUMENTAR e CONVENCER o infeliz a não te roubar. Ridículo.
    Horowitz, Luciano Ayan, Ben Shapiro, e toda essa 'direita' podre americana, esses aí nem minarquistas são, eles querem um estado inchado patrocinando um monte de guerras com o SEU dinheiro.
  • Jeferson  25/05/2015 19:03
    Os libertários não estão além disso, os libertários PURITANOS como você estão MUITO AQUÉM disso. Se você acha que a sua metodologia é a correta, então pegue a sua arma e mate quem você achar que deve matar, antes de ser preso, ou morto por um policial, e veja o resultado que você consegue no sentido de libertar o mundo do estado. Você só vai se tornar exemplo para legitimar moralmente diante da sociedade argumentos da esquerda, que quer mais do que tudo aumentar o estado.

    Você prefere se agarrar ao seu ideal sem aceitar qualquer avanço no sentido dele, do que se esforçar pra aproximar o mundo dele. Prefere negar a realidade se convencendo que "o estado nunca vai ser reduzido", ao invés de trabalhar das maneiras que podem gerar algum resultado, ainda que bem aquém do seu ideal, sem perceber que o Brasil e todos os lugares em que o socialismo cresceu só estão assim devido à ausência de ação política da esquerda.

    Certamente a democracia é uma merda, mas não pela democracia em si, o que é uma merda é o estado, mas esse é impossível de vencermos em vida. Se o melhor que conseguirmos momentaneamente for conter o aumento dele, já considero isso uma vitória. Depois desse tentemos reduzí-lo. O que não adianta é achar que vocês vão conseguir formar um exército e libertar o povo do estado, como parecem pretender.

    A proposta do autor é muito mais realista e muito mais capaz de produzir resultados, mas ele terá de enfrentar pelo menos dois problemas:
    1) O prazo em que esses resultados podem ser alcançados é longo; e
    2) Terá de enfrentar uma concorrência feroz, de número MUITO superior, e altamente treinada no uso de engôdos e falácias para convencer incautos.

    Não adianta estar com a razão. Enquanto se nega a ação política, enquanto se foge da guerra cultural, tudo o que te resta é a derrota, e você - por sua omissão puritana - é totalmente responsável por ela.
  • anônimo  25/05/2015 21:23
    'Se você acha que a sua metodologia é a correta, então pegue a sua arma e mate quem você achar que deve matar'
    Eu acho que deveria matar a sua inteligência, mas isso é impossível.
    Sério que vc acredita nessa besteira de que libertários não fazem nada de prático pra chegar no seu objetivo? Meu filho, aprenda a identificar um enrolador quando vê um, essa história é propaganda desse pessoal 'democrata'.Os libertários fazem MUITA coisa de prático, se vc não sabe o quê, problema seu de ser ignorante, vá estudar e deixe de falar sobre o que não entende.

    'Certamente a democracia é uma merda, mas não pela democracia em si'
    É uma merda pela democracia mesmo.Não tem nada que legitime que uma coisa é mais certa ou moral apenas porque a maioria acha isso.

    Não adianta estar com a razão. Enquanto se nega a ação política, enquanto se foge da guerra cultural, tudo o que te resta é a derrota, e você - por sua omissão puritana - é totalmente responsável por ela.
    Vem dois ladrões me roubar, eu me recuso a cooperar com qualquer um dos dois e a culpa do roubo é da minha 'omissão puritana'.Putz vc é um jênio.

    Enfim, pros ignorantes: bitcoin, dark wallet, zonas de desenvolvimento livre de Honduras, Seasteading e muito mais, tudo isso são projetos PRÁTICOS que vão dar muito mais resultado do que essa besteira de querer mudar alguma coisa pela palhaçada da democracia.
  • Genial  02/03/2016 18:24
    Esses caras partem do princípio de que o estado tem o monopólio do território, daí em diante tudo passa a ser de responsabilidade proprietário (o estado) e sendo assim, quando dá qualquer merda, a culpa é do estado.
    A solução: acabar com o estado; quanto menos estado, menos problemas.
  • Imparcial  02/03/2016 18:31
    "Esses caras partem do princípio de que o estado tem o monopólio do território,"

    Até aí, tudo certo. O estado de fato é o monopolista territorial. Toda a terra pertence ao estado. Mesmo aquelas terras que "têm dono", estes donos têm de pagar impostos territoriais ao estado. Se não o fizerem, o estado confisca sua terra.

    Isso, na prática, significa que a terra é do estado, mas, mediante o pagamento de uma taxa, ele permite que você brinque de dono dela.

    "daí em diante tudo passa a ser de responsabilidade proprietário (o estado) e sendo assim, quando dá qualquer merda, a culpa é do estado."

    Non sequitur. De todas as críticas ao estado que já li, pouquíssimas derivam do fato de ele ser "o proprietário da terra". E nem faria muito sentido, mesmo porque o grande teórico do anarcocapitalismo, Hans-Herman Hoppe, repetidamente diz que o arranjo "menos ruim" que existe é o de uma monarquia, na qual o rei, que é o monopolista do território, tem todos os incentivos para não atrapalhar a economia, pois quer deixar para seus herdeiros o legado de um local pujante.

    "A solução: acabar com o estado; quanto menos estado, menos problemas."

    Correto, mas não exatamente pelo motivo que você delineou.
  • Gunnar  22/05/2015 19:33
    Todo mundo aqui falando de qual seria a sociedade ideal na sua (particular) opinião e quais seriam os melhores métodos, de novo segundo sua particular opinião, de alcançá-la. Não sabia que libertário tinha projeto de sociedade. A mim, por exemplo, só me interessa sair dessa teia kafkiana de legislações, impostos e regulações, a secessão individual. O Brasil e os brasileiros que se lasquem, que fiquem com o seu PT, seu PSDB, seus impostos e suas passeatas. Só me incluam fora dessa.

    (Mas não me perguntem como imagino alcançar isso. Nesse ponto, talvez, a única saída seja realmente matar o Leviatã primeiro)
  • Jonatas  22/05/2015 19:47
    Gunnar,

    Faço das suas as minhas palavras.
  • anônimo  23/05/2015 14:02
    Projeto de sociedade? Você viajou na maionese. O projeto de sociedade libertário é cada um na sua, ninguém agride nem obriga ninguém a nada e SÓ.
  • Emerson Luis  01/06/2015 19:00

    "O Brasil não é de esquerda por causa dos partidos. Os partidos é que são de esquerda por causa do Brasil e da construção das ideias da sociedade brasileira. Está na hora de mudarmos isso."

    Muito perspicaz!

    * * *
  • Arthur Nerath  16/09/2015 14:04
    Ótimo artigo! Ontem (15/09) demos o 1o passo ao liberalismo com a aprovação do partido Novo.
    Vamos dar uma chance ao 30, se ele começar a virar de esquerda para agradar a população perde nosso apoio
  • Wagner Chagas  14/10/2015 21:45

    Desde o inicio, o fabianismo nunca passou de um instrumento auxiliar da revolução marxista, incumbido de ganhar respeitabilidade nos círculos burgueses (elite) para destruir o capitalismo de dentro para fora. Os conservadores ingleses diziam isso e eram ridicularizados pela mídia, mas a abertura dos arquivos de Moscou provou que o mais famoso livro do casal (Sidney e Beatrice Webb)não foi escrito pelo marido nem pela esposa, mas veio pronto do governo soviético.

    E o que vivemos no Brasil ?? A articulação dos dois socialismos. Que era chamada por Stalin de "estratégia das tesouras": consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita conservadora, picotada entre duas lâminas, e a cada golpe das lâminas é o sangue da população que é derramado.

    A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneinização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. Pura desinformação a maior tática dos comunas sem vergonha.

    Algo soa familiar ?? (PSDB e PT)
  • André  02/03/2016 13:51
    Olá

    Gostaria de saber se há algum artigo que faça uma relação de maneira anacrônica e contextualizada com temas da esquerda como:

    Socialismo Fabiano
    Social Democracia
    Keynesianismo
    Mencheviques / Bolcheviques
    Gramscismo / Freirismo
    Escola de Frankfurt
    Marxismo Cultural / Marxismo Clássico
    Escola Nova / Progressismo

    Muitos desses temas por diversas vezes falam coisas semelhantes e gostaria de saber se há autores e dissidências entre os mesmos para o surgimento de outros.

    Grato desde já.
  • Lucas Sousa  04/10/2016 14:52
    Eu parei de ler quando onde o texto diz que a culpa não será do liberal de Chicago Joaquim Levy;
    Joaquim Levy, foi o pior ministro da fazenda deste país e responsável direto pela recessão de -3,8% no ano de 2015.
    As medidas de austeridade fiscal e o aumento da taxa real de juro corroboraram a recessão, o desemprego, através de um processo de estagflação da economia brasileira.

    Alias, não vejo nenhum liberal/libertário refutar esse pseudo pragmatismo econômico da atuação do banco central na base monetária do país, enxugando a liquidez do real, através do aumento do juro, gerando recessão e desemprego.

    Ou seja: Ao invés dos Liberais/Libertários propôr um paralelo ou uma alternativa a esta desastrosa política econômica, ao invés de ficar se espelhando nestes neo-keynesianos como Levy e Armínio, que nitidamente atuam na base monetária a favor da banca e do capital especulativo e em detrimento do capital produtivo;
  • Professor  04/10/2016 15:32
    "Parei de ler em..."

    Existe maior confissão de indigência intelectual do que essa? E o pior é que tal frase é expressa com orgulho e arrogância. Ao passo que um escolástico morreria de vergonha ao pronunciá-la, o brasileirinho médio o faz com orgulho e sensação de superioridade.

    Escreveu "parei de ler em...", pode saber que se trata de uma toupeira. Não falha nunca.

    Nossa miséria intelectual é sem fim.

    "Joaquim Levy, foi o pior ministro da fazenda deste país"

    O pior não. Mas certamente foi um dos piores, pois se deixou ser completamente neutralizado por três idiotas supremos: Dilma, Barbosa e Mantega (que ainda mandava no governo).

    Quem se alia a bandidos e se deixa dominar por três rematadas idiotas realmente não merece nenhum respeito.

    Já o cargo de pior ministro da fazenda do real, esse não tem páreo: é Mantega na cabeça.

    "e responsável direto pela recessão de -3,8% no ano de 2015."

    Responsável? Aí já é demais. Nossa recessão já estava contratada desde 2012. E começou a ser gestada ainda em 2009. Esse Instituto publicou anualmente artigos alertando sobre a vindoura recessão que estava sendo gestada pelas políticas do quarteto Dilma-Mantega-Augustin-Tombini. E devo confessar que a recessão foi ainda pior do que eles alertavam.

    Será que este Instituto é vidente? Será que ainda em 2010 ele previu que Levy assumiria a Fazenda em 2015 e destruiria tudo? Interessante...

    Aqui um compilado dos artigos prevendo a atual recessão:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2028

    E aqui alguns artigos explicando tudo o que aconteceu, já com o benefício de se pode analisar tudo em retrospecto:

    O trágico legado da "Nova Matriz Econômica" - um resumo cronológico

    Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos

    "As medidas de austeridade fiscal e o aumento da taxa real de juro corroboraram a recessão, o desemprego, através de um processo de estagflação da economia brasileira."

    Que austeridade, criatura?! O déficit nominal do governo, só em 2015, foi o mais alto da história do real!

    Que cacete de "austeridade" é essa que eleva o déficit a níveis recordes?

    Taxa real de juros? Em 2015, ela ficou em 2,5%.

    Sabe quanto era em 2006? 13%.

    Em 2007? 8,5%

    2010, ano da bonança? 4%.

    Em 2014, aliás, ela havia sido maior que em 2015, variando entre 3 e 4%.

    A taxa real de 2015 foi uma das menores da história do real. Só não foi menor que a de 2013.

    Faça um favor a si próprio e faça o mínimo de pesquisa antes de vir a público se auto-humilhar.

    "Alias, não vejo nenhum liberal/libertário refutar esse pseudo pragmatismo econômico da atuação do banco central na base monetária do país [...]"?

    Além de indigente intelectual é preguiçoso. Chegou ao site agora e já jura que conhece todo o seu conteúdo.

    Este site defende a total abolição do Banco Central, reconhecendo ser ele um dos principais causadores dos ciclos econômicos na economia.

    Vide abaixo.

    "Ou seja: Ao invés dos Liberais/Libertários propôr um paralelo ou uma alternativa a esta desastrosa política econômica"

    Para impedir a destruição do real e do setor industrial, o Banco Central tem de ter concorrência

    Fazenda ou Banco Central - quem é o responsável pela atual disparada de preços no Brasil?

    Por que o Banco Central é a raiz de todos os males

    Como o Banco Central poderia operar de acordo com os ensinamentos da Escola Austríaca


    Ah, sim, sobre Levy:

    O cavaleiro da triste figura
  • Lucas Sousa  04/10/2016 22:13
    Professor;

    A sua agressividade desnecessária em um debate, que em tese, deveria ser construtivo, reflete a sua falta de argumentos ou dificuldade de refutação.

    Enfim, talvez você não seja economista. A sua "refutação" (entre aspas) é típica de um pseudo intelectual, nitidamente influenciado por Institutos Liberais/Libertários;

    Veja bem: O Brasil hoje tem a maior taxa real de juro do planeta. Esse processo de aumento da taxa de juro começou exatamente com Joaquim Levy, que sim, é o maior e principal responsável pela recessão de -3,8% que faz dele o pior ministro da fazenda da história deste país, pois aumentou a taxa básica de juro de 11,15% para 14,25%, enxugando a liquidez do Real no mercado, entrevendo a redução do consumo, em uma quadro drástico de recessão, corroborando para um processo de Estagflação.

    Isto está nítido e cristino.

    Alias, a taxa básica de Levy era 14,25% - Inflação IPCA 2015 de 10,67% = Taxa real de juro de 3,58%, e não 2,5% como você afirmou;
    Fonte: br.advfn.com/indicadores/ipca/2015

    PS:Cada ponto da taxa de juro equivale a um aumento de R$30 bilhões, em juro pago aos rentistas do sistema financeiro.

    PS2: Os demais dados que você passou, eu não vou pesquisar.

    Veja o ranking dos juros reais pelo mundo:
    1) Brasil............. 8,00%
    2) Rússia............ 2,98%
    3) Indonésia...... 2,38%
    4) China............. 2,30%
    5) Polônia.......... 2,06%
    6) Índia.............. 1,53%
    7) México............1,31%

    Fonte: oglobo.globo.com/economia/brasil-tem-maior-taxa-de-juro-real-do-mundo-19754404


    Note, que mesmo que Goldfajn reduza a SELIC em 5 pontos percentuais na próxima redução reunião do COPOM, o Brasil continuaria detendo a maior taxa real de juro do planeta;


    Alias, a desfaçatez desta taxa real de juro é efeito exatamente de um Banco Central INDEPENDENTE (não institucionalizado) atuando nitidamente na base monetária do país a favor da banca, do capital especulativo, em detrimento do capital produtivo, gerando recessão, desemprego, queda na renda e consequentemente queda na arrecadação.

    Uma tempestade perfeita para a maior crise econômica da história do hemisfério Sul.

    Sem mais,
  • Guilherme  04/10/2016 23:05
    "O Brasil hoje tem a maior taxa real de juro do planeta."

    Hoje? Meu caro, sempre teve. E, no entanto, esta nunca esteve tão baixa.

    "Esse processo de aumento da taxa de juro começou exatamente com Joaquim Levy, que sim, é o maior e principal responsável pela recessão de -3,8% que faz dele o pior ministro da fazenda da história deste país, pois aumentou a taxa básica de juro de 11,15% para 14,25% [...]"

    Ignaro, quem eleva a taxa básica de juros é o Banco Central e não o Ministro da Fazenda!

    Ministro da Fazenda não apita na SELIC. Quem estipula a SELIC é o Banco Central. No caso, quem elevou a SELIC de 7,25% para 14,25% foi o senhor Alexandre Tombini, e não o senhor Joaquim Levy.

    Puta merda, como tem imbecil na internet. E o pior: imbecil que acha que sabe alguma coisa.

    "Isto está nítido e cristino."

    Tá bem "cristino" mesmo...

    "Alias, a taxa básica de Levy era 14,25%"

    Não é Levy, ignaro, é Tombini. PQP!

    "Os demais dados que você passou, eu não vou pesquisar."

    Era o esperado. Ignaros ideológicos agem assim mesmo.

    "Veja o ranking dos juros reais pelo mundo"

    Esses números simplesmente pegam a SELIC de hoje e a dividem pelo inflação projetada para os próximos 12 meses. Mas não é assim que se calcula a taxa real efetiva.

    Para se ter a taxa real efetiva, você tem de pegar a SELIC acumulada em 12 meses e dividi-la pelo IPCA acumulado em 12 meses. Eis o gráfico para o Brasil, a partir de janeiro de 2003:

    s15.postimg.org/4doo7vmhn/taxa_de_juros_real_efetiva.png

    Veja que o juros real de 2015 só é maior que o de 2013. De resto, é o menor da história.

    "A sua "refutação" (entre aspas) é típica de um pseudo intelectual, nitidamente influenciado por Institutos Liberais/Libertários;"

    Dado o espantoso nível de preparo intelectual que você acabou de demonstrar, é perfeitamente compreensível seu desespero. Acabou aquela era em que vocês simplesmente gritavam palavras de ordem, repetiam chavões e lugares-comuns e achavam que, com isso, o debate estava encerrado. Agora vocês estão na defensiva, suas mentiras não mais prosperam em nenhuma classe social e vocês são vistos como meros bandidos que cagaram toda a economia.

    No debate online, quando confrontados com fatos e argumentos, vocês pipocam. Retire seus chavões e suas frases feitas, e vocês ficam sem absolutamente nada.
  • Tulio  04/10/2016 23:14
    Levy estipulando a SELIC lá no Ministério da Fazenda foi sensacional...

    E impressionante como essa gente só sabe repetir lugares comuns. Tudo que o esse tal Lucas disse foi refutado pelo "Professor", mas, logo em seguida, o cara volta e repete absolutamente tudo (inclusive que Levy elevou a SELIC rss).

    Não sei nem por que a moderação aprova esses comentários vazios e repetitivos. Serviu só pra poluir.


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