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A diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil

Por um motivo simples, sempre desconfiei da estatística da diferença salarial.

Se as mulheres de fato ganhassem menos que os homens para realizar as mesmas tarefas, empresas que buscam o lucro só contratariam mulheres. Diante de dois candidatos com o mesmo potencial, o patrão, é claro, contrataria o mais barato.

Mas o que ocorre é o contrário: os homens ainda são maioria dos empregados do Brasil.

Portanto, ou os donos de empresas são tolos, e colocam o machismo acima do lucro, ou a estatística é furada.

Um novo estudo da Fundação de Economia e Estatística, do governo do Rio Grande do Sul, confirmou essa suspeita. Os economistas Guilherme Stein e Vanessa Sulzbach analisaram 100 mil salários e concluíram que as mulheres brasileiras ganham 20% menos que os homens — mas só 7% não podem ser explicados pela diferença de produtividade.

A pesquisa enfureceu feministas gaúchas, que escreveram artigos e "textões" no Facebook acusando os autores de machismo e pediram a demissão dos diretores da Fundação.

Em resposta, dezenas de economistas assinaram um manifesto defendendo os pesquisadores. "Ficamos surpresos com uma reação tão forte a um estudo que já foi replicado tantas vezes", me disse o economista Guilherme Stein.

A conclusão do estudo converge com os dados da economista Claudia Goldin, de Harvard, a grande especialista em diferença salarial. Para os Estados Unidos, Goldin encontrou uma porcentagem um pouco menor (5%) que não é explicada pela produtividade.

De acordo com os pesquisadores gaúchos, há principalmente dois fatores puxam o salário das mulheres para cima, mas há outros três que o empurram para baixo. Veja a tabela.

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As mulheres têm em média mais anos de estudo e começam a trabalhar mais tarde. No entanto, interrompem a carreira com mais frequência, têm uma jornada um pouco menor que a dos homens e tendem a se concentrar em ocupações que remuneram menos.

Dos 20% de diferença salarial, 13 são explicados por essas razões. Ou seja: se homens e mulheres trabalhassem as mesmas horas e tivessem o mesmo perfil, ainda assim as mulheres ganhariam 7% menos. Como explicar essa diferença?

Pode ser preconceito e discriminação por parte dos patrões, ou algum outro fator ainda não revelado. O que se pode dizer é que o machismo dos empregadores diminui o salário das mulheres em no máximo 7%.

A pesquisa não contraria bandeiras feministas, pelo contrário. "Os dados sugerem que a diferença salarial diminuiria se os homens dividissem os afazeres domésticos com as mulheres", diz Stein.

Complemento do IMB

Em um mercado de trabalho com liberdade de contratação e demissão, é impossível haver divergências salariais entre homens e mulheres em decorrência unicamente de discriminação. 

E isto por um motivo puramente econômico: se houvesse tal discriminação, qualquer empregador iria obter lucros fáceis contratando mulheres e dispensando homens, uma vez que as mulheres poderiam receber um salário menor para fazer exatamente o mesmo trabalho.  A concorrência entre os empregadores iria, então, elevar os salários das mulheres e, assim, abolir qualquer diferença salarial que porventura exista.

Logo, sempre e em qualquer ocasião que houver qualquer tipo de discriminação salarial — e isto vale não apenas para gêneros, mas também para cor de pele, religiões, etnias etc. —, o capitalismo irá abolir tal situação, e não aprofundá-la.  E o motivo essencial é que um empregador que permite que seus preconceitos turvem seu juízo de valor estará assim criando uma oportunidade de lucro para seus concorrentes. 

Uma mulher que produz $75.000 por ano em receitas para seu patrão, mas que recebe, digamos, $20.000 a menos que um empregado masculino igualmente produtivo, poderá ser contratada por um concorrente por, digamos, $10.000 a mais do que recebe hoje e ainda assim permitir que este novo empregador embolse os $10.000 de diferença. 

À medida que este processo concorrencial for se aprofundando ele irá, ao fim e ao cabo, elevar os salários femininos ao ponto de paridade com os salários masculinos caso a concorrência salarial seja vigorosa o bastante.

Mas há outros fatores indeléveis nessa questão da divergência salarial entre homens e mulheres.  Por exemplo, em termos gerais, a probabilidade de as mulheres saírem da força de trabalho por um período de tempo — por causa de gravidez, criação e educação de filhos e outras tarefas (das quais a maioria dos homens se esquiva) — é maior que a dos homens.  As mulheres são muito mais propensas que os homens a se ausentar do mercado de trabalho por um período de tempo (anos) para se dedicar à família.  E mesmo que não façam isso, elas tendem a gastar muito mais tempo que os homens cuidando das crianças e das tarefas domésticas.  Consequentemente, elas ficam atrás de seus colegas homens em termos de acumulação de capital, produtividade e salários.

No entanto, explicações muito mais explosivas sobre diferenças salariais podem ser encontradas no livro do professor James T. Bennett, do departamento de economia da George Mason University, intitulado The Politics of American Feminism: Gender Conflict in Contemporary Society. 

Neste livro, o professor Bennett enumera mais de vinte motivos por que os homens ganham mais que as mulheres.  Cumulativamente, tais explicações respondem por completo a existência de qualquer "disparidade salarial", embora o próprio Bennett acredite que a discriminação salarial por gênero não seja algo inexistente. 

Os motivos, baseados em generalizações respaldadas por volumosas estatísticas, são:

  • Homens têm mais interesse por tecnologia e ciências naturais do que as mulheres.
  • Homens são mais propensos a aceitar trabalhos perigosos, e tais empregos pagam mais do que empregos mais confortáveis e seguros.
  • Homens são mais dispostos a se expor a climas inclementes em seu trabalho, e são compensados por isso ("diferenças compensatórias" no linguajar econômico).
  • Homens tendem a aceitar empregos mais estressantes que não sigam a típica rotina de oito horas de trabalho em horários convencionais.
  • Muitas mulheres preferem a satisfação pessoal no emprego (profissões voltadas para a assistência a crianças e idosos, por exemplo) a salários mais altos.
  • Homens, em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres.  Maiores riscos levam a recompensas mais altas.
  • Horários de trabalho mais atípicos pagam mais, e homens são mais propensos que as mulheres a aceitar trabalhar em tais horários.
  • Empregos perigosos (carvoaria) pagam mais e são dominados por homens.
  • Homens tendem a "atualizar" suas qualificações de trabalho mais frequentemente do que mulheres.
  • Homens são mais propensos a trabalhar em jornadas mais longas, o que aumenta a divergência salarial.
  • Mulheres tendem a ter mais "interrupções" em suas carreiras, principalmente por causa da gravidez, da criação e da educação de seus filhos.  E menos experiência significa salários menores.
  • Mulheres apresentam uma probabilidade nove vezes maior do que os homens de sair do trabalho por "razões familiares".  Menos tempo de serviço leva a menores salários.
  • Homens trabalham mais semanas por ano do que mulheres.
  • Homens apresentam a metade da taxa de absenteísmo das mulheres.  
  • Homens são mais dispostos a aturar longas viagens diárias para o local de trabalho.
  • Homens são mais propensos a se transferir para locais indesejáveis em troca de empregos que pagam mais.
  • Homens são mais propensos a aceitar empregos que exigem viagens constantes.
  • No mundo corporativo, homens são mais propensos a escolher áreas de salários mais altos, como finanças e vendas, ao passo que as mulheres são mais predominantes em áreas que pagam menos, como recursos humanos e relações públicas.
  • Quando homens e mulheres possuem o mesmo cargo, as responsabilidades masculinas tendem a ser maiores.
  • Homens são mais propensos a trabalhar por comissão; mulheres são mais propensas a procurar empregos que deem mais estabilidade.  O primeiro apresenta maiores potenciais de ganho.
  • Mulheres atribuem maior valor à flexibilidade, a um ambiente de trabalho mais humano e a ter mais tempo para os filhos e para a família.

Portanto, caso as mulheres queiram salários maiores, elas deveriam prestar mais atenção a estes determinantes e se concentrar menos em cruzadas quixotescas como legislações sobre "diversidade e igualdade" que demonizam empregados e patrões homens.

A sugestão de que atributos sexuais são utilizados na escolha de um empregado, ou que eles são determinantes para o contra-cheque, nada diz a respeito dos gostos sexuais do empregador.  Diz apenas sobre escassez.  Empregadores não têm como saber qual a produtividade de um empregado antes de sua contratação.  Mais ainda: a produtividade deste empregado pode não ser prontamente perceptível após sua contratação. 

Adicionalmente, o período de teste e adaptação é custoso; ele também consome recursos da empresa na forma de monitoramento, supervisão e materiais.  E empregadores têm um incentivo para economizar todos estes custos.  Logo, uma contratação não pode ser algo guiado unicamente pelo sexo do indivíduo.  Vários outros possíveis atributos e possíveis ocorrências futuras têm de ser considerados pelo empregador.

Porém, a lógica econômica é normalmente suprimida por grupos politicamente corretos que julgam ser muito mais fácil e produtivo simplesmente difamar aqueles que tentam explicar que há motivos economicamente racionais para a existência de eventuais divergências salariais entre homens e mulheres.


1 voto

autor

Leandro Narloch
é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados. Escreve para a Folha de S. Paulo.


  • Vinicius  13/05/2015 14:29
    Excelente texto, há muito tempo a justiça a mídia e as faculdades têm sido influenciadas pela falácia de igualdade de gêneros das feministas. Artigos que contam a verdade como este tem que ser sempre feitos para acabarmos para as benesses que o governo tem dado a determinados gêneros por causa dos seus ativistas.
  • João Chan  13/05/2015 14:29
    Eu sempre me uso como exemplo: trabalhava em um setor com 6 mulheres (só eu de homem, minha chefa era mulher, meu salário era menor que o delas (e acumulava mais funções que todas), e no fim das contas ainda fui demitido por não aceitar ser rebaixado kkkk. Enfim...
  • Ricardo   13/05/2015 14:37
    Excelente e esclarecedor..

    O salário de um trabalhador se dará sempre pela sua produtividade!

    Dessa forma, se a mulher for mais produtiva (produzindo mais, dará mais lucro para a empresa) do que um homem, ela terá maior salário.

    Estou certo?
  • Felipe  13/05/2015 14:47
    Só quem nunca trabalhou de verdade ou adora se fazer de vítima ainda leva a sério esse assunto.

    Em toda minha carreia as mulheres foram a ampla maioria em cargos de gestão inferior (Coordenação e gerência), só foram minoria em cargos de gestão superior (gerência executiva e diretoria).

    Já trabalhei com mulheres que faziam a mesma função que eu e ganhavam mais, e nunca reclamei por isso.

    Também já vi muitas mulheres sendo promovidos ao invés de homens, acho que até a maioria das vezes as promoções foram para mulheres.

    A única coisa que tenho a reclamar é que ter chefe mulher é a pior coisa.
  • Andre  13/05/2015 16:49
    Cara, você falou uma verdade.

    O meu irmão trabalha em uma empresa que tem 80% do quadro de funcionários formado por mulheres. O setor dele (jurídico), é dividido por núcleos, e o núcleo dele é chefiado por uma mulher. Ela até que é uma boa patroa com ele, porém, as outras funcionárias deitam e rolam (procrastinam, falam muito, fofocam, chegam atrasadas, não fazem banco de horas) e a patroa releva, dá de ombros. Ele, por outro lado, trabalha demais e segura as pontas de toda a bronca que chega pra eles, e não é reconhecido por isso.

    Pergunte para as mulheres se elas gostam de ser chefiadas por outra mulher e você verá a resposta.

    Abraços!
  • Gutenberg  14/05/2015 00:48
    Aqui há um relato muito interessante sobre o que se passou numa empresa formada apenas por mulheres. Um verdadeiro inferno, diga-se de passagem.

    O relato original (em inglês) está aqui.
  • Wellington Kaiser  14/05/2015 17:12
    Acho que esse texto não colabora em nada para o debate. É somente uma descrição de mulheres fúteis, um grupo específico, não se pode generalizar. Não dê armas para feminazis brother!
  • Lindalva Cordeiro  23/08/2016 16:56
    Vejam: noticias.r7.com/record-news/link-record-news/videos/professora-de-economia-fala-sobre-diferencas-salariais-entre-homens-e-mulheres-22082016
  • Tim  23/08/2016 22:09
    Sim, e aí?
  • Lindalva Cordeiro  25/08/2016 21:51
    Segure as calças para não caírem.
  • Marcus Henrique Paiva  13/05/2015 14:49
    Uma norte-americana amiga minha achou absurdo a tal da "licença maternidade" e perguntou: "como é que a empresa vai ficar 6 meses ou até 3 anos sem um funcionário?!!"

    Pois é, essa é a lógica! Os americanos são bem mais realistas que os brasileiros.
  • Sergio  14/05/2015 23:42
    E no Canadá, que é ao lado, são 12 meses!!!
  • Eduardo  13/05/2015 15:31
    O que as mulheres não percebem é que a legislação trabalhista que as "protege" é quem assegura sua baixa empregabilidade. Não apenas eu, mas conheço também diversos colegas empresários, que não se arriscam a contratar qualquer mulher que suspeite querer engravidar. Caí nesta história uma vez, tive de aguentar por quase 1 ano uma recém contratada (algo caríssimo para uma pequena empresa com poucos funcionários) antes de conseguir mandar embora. A partir disso, nunca mais contratei mulheres recém-casadas ou com filhos pequenos. Pode chamar de discriminação ou o que seja, mas não irei colocar a empresa em risco…

    Não são poucas as mulheres que querem se aproveitar desta situação com empresas no Brasil.
  • Adnnub Auss   13/05/2015 16:09
    Verdades que não podem ser ditas, amigo. Melhor você guarda-las pra você ou aparecerão dois homens de preto, ou vermelho, em sua porta logo logo.
  • João Ligado  13/05/2015 17:09
    Comentário deveras pertinente Adnnub Auss. Vivemos em uma sociedade onde dissimular é uma questão de sobrevivência. Os homens de preto podem estar em lugares onde menos se imagina e arrasar com os negócios de quem deseja apenas preservar o capital de tais absurdos políticos.
  • Diego M  13/05/2015 20:50
    O problema é que muitos não se põem no lugar do empregador e não sabem como é ruim.
    Vi um amigo meu que tinha uma sorveteria, com 3 ou 4 empregadas, e uma delas engravidou justamente pouco tempo depois de ser contratada. Ele ficou puto de raiva. E com razão ($$$).

    Daí confundem falta de amor e coração com equilíbrio financeiro.
  • antonio matoso  14/05/2015 16:03
    No serviço público é pior ainda.como a legislação do rju já permite diversas vantagens que a iniciativa privada não tem, um exemplo é a licenca-premio (premio por nao ter faltado ao trabalho por 3 anos),onde as servidoras que acumulam 2 ou mais licenças deste tipo e que engravidam conseguem ficar afastadas por 1 ano ou mais até (se considerar férias acumuladas).Essa situação não é rara de acontecer no serviço público.Imagine seu imposto sendo usado pra manter uma pessoa em casa por mais de 1 ano,sem prejuizo de salarios e demais vantagens.
  • Cibele Barcellos  08/07/2015 01:51
    A LICENÇA PREMIO É DADA IGUALMENTE PARA OS HOMENS QUE NA MAIORIA DAS VEZES NÃO FICAM CUIDANDO DA CASA OU DO FILHO RECÉM NASCIDO.
    Gostaria de saber quem cuidou de você quando você nasceu. Ahhh foi sua mãe?
    tenho pena dela.
  • Recruta  14/05/2015 18:15
    Não quero entrar no mérito da questão sobre orientação sexual, que não cabe aqui o debate, mas isso que você cita em relação a licença maternidade é a principal razão de encontrarmos tantos homosexuais em grandes redes de departamento, lojas de roupas, salões de beleza e franquias de fastfood.

    A razão é bem simples: nessa estratégia a empresa contrata alguém com sensibilidade e conhecimento suficientes para a função, e de quebra se esquiva dos riscos trabalhistas que nossa catuca CLT impõe quando se contrata um funcionário do sexo feminino.

    Imagina uma grande rede de roupas com milhares de postos de trabalho, onde mensalmente dezenas de suas funcionárias engravidam ou se ausentam por "questões familiares/médicas"? Contratar homens "de sensibilidade elevada" gera uma economia considerável a rede, atinge a meta de qualidade no atendimento (e confiança do principal consumidor: mulheres), bem como gera um incremento na produtividade devido a essas horas que de outro modo seriam perdidas.



  • André  13/05/2015 16:47
    Nunca dei ouvidos para esse choro femimiminista de diferença salarial.
    Mulheres geralmente escolhem profissões que pagam menos. Vou dar um exemplo: eu estudei Publicidade, e dentro de uma agência, existem 4 funções principais: Atendimento, Planejamento, Mídia e Criação. A função que geralmente paga os maiores salários é o de Criação (porém, tem que ralar). Durante os 4 anos de faculdade eu perguntava para as colegas de sala sobre em qual área dentro de agência elas queriam trabalhar, e a maioria respondia que era no Atendimento, porque "gostavam mais e enxergavam que aquela função fazia mais o perfil delas, pois gostavam de falar com as pessoas". Nunca vi nenhuma colega de sala falar que gostaria de trabalhar com Criação, até nos trabalhos elas deixavam essa parte sob minha responsabilidade.

    Ou seja, faça suas escolhas e não reclame depois.
  • Diego M  13/05/2015 20:46
    André cara ....

    Já vi isso de perto. Trabalhei em uma operadora de Saúde que o setor Comercial e atendimento ao Cliente era quase todo formado por mulheres. Elas próprias vez ou outra, conversando com agente, falavam mal umas das outras, que era muita fofoca, picuinha besta, que a chefe se sensibilizava por besteira, etc ...

    Concordo com vc.
  • Andre  13/05/2015 17:19
    "A diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil".

    Esse artigo se aplica também ao resto do mundo.
    Afinal de contas, os adoradores da igualdade forçada estão espalhados por todo o planeta.
  • João Victor Gelio  13/05/2015 18:40
    Acho importantíssimo colocar essas discussões em pauta. Muito se fala sobre igualdade dos gêneros no trabalho, mas é importante colocar as opiniões de fora quando se vai analisar estatísticas.
  • Guilherme Ce  13/05/2015 18:54
    Uma pequena contribuição sobre o tema (dois videos, um de Ayn Rand e um de Thomas Sowell).

    alanternanapopa.blogspot.com.br/2015/05/um-pouco-de-ayn-rand-e-thomas-sowell.html
  • Sr A  13/05/2015 20:49
    Sowell é demais, sério.

    Ele consegue reunir intelectualidade(verdadeira, não a que é fabricada pelos esquerdistas) com ironia e brilhantismo excepcional. O cara não dá ponto sem nó, além de expôr os erros dos esquerdistas, ele o faz da melhor maneira possível.
  • Felipe Witt  13/05/2015 19:54
    Na esperança de gerar alguma discussão em detrimento do cenário atual, de aceitação geral, gostaria de questionar algumas informações do artigo e até mesmo alguns comentários que acho preconceituosos e desinformados.1. A pesquisa informa que o estudo foi realizado com 100 mil salários, mas não explica o critério de seleção. Sendo uma amostra aleatória, a comparação se torna inválida, uma vez que toda discussão é baseada na diferença de salários em uma mesma função. Se não há premissas, o resultado pode ser invalidado por si.2. Gostaria de discutir o tema diante de fontes e premissas concretas, uma vez que a principal fonte do artigo, James T Bennet, parece estar isolado em seu posicionamento - além de ter, entre suas publicações, livros de extrema direita, com teor conspiratório. Logo, esta fonte parece ser uma escolha bastante esquisita, já que ignora publicações do Banco Interamericano de Desenvolvimento, PNAD, SEADE, DIEESE e afins. Parece, então, ter sido escolhida por conveniência.3. As premissas listadas no artigo são subjetivas e com teor machista (Homens, em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres. Maiores riscos levam a recompensas mais altas). E ainda revela uma falha conceitual da pesquisa: não foram comparados pessoas em uma mesma função (Homens são mais propensos a trabalhar por comissão; mulheres são mais propensas a procurar empregos que deem mais estabilidade. O primeiro apresenta maiores potenciais de ganho.) - ninguém questiona o analista junior ganhar menos que o analista senior.4. A artigo possui uma premissa oculta de que a diferença salarial entre homens e mulheres parte de uma diretriz explícita onde o empresário decidi pagar $ 500,00 a menos para uma mulher por ela ser mulher. Quando, na verdade, a disparidade salarial é fruto de um preconceito velado que prejudica as mulheres em processos seletivos, avaliações de performance que levam à promoções e méritos.5. Os comentários que, teoricamente deveriam contribuir para elucidação do conteúdo, são formados em sua maioria por uma argumentação justificada por meio do machismo:Felipe disse: "A única coisa que tenho a reclamar é que ter chefe mulher é a pior coisa".Resposta: Seriam a liderança e outras competências fatores secundários? Ter um chefe homem incompetente é melhor que uma chefe mulher competente?André disse: "Ela até que é uma boa patroa com ele, porém, as outras funcionárias deitam e rolam (procrastinam, falam muito, fofocam, chegam atrasadas, não fazem banco de horas) e a patroa releva, dá de ombros."Resposta: O fato de outras funcionárias desrespeitarem a chefia se deve ao fato de ela ser mulher, mas não ao fato de ela ser, talvez, inadequada para a função? O julgamento diz que por ser mulher as pessoas "deitam e rolam", mas não liga o comportamento à competência (que não discrimina gênero)Eduardo disse:"O que as mulheres não percebem é que a legislação trabalhista que as "protege" é quem assegura sua baixa empregabilidade. Não apenas eu, mas conheço também diversos colegas empresários, que não se arriscam a contratar qualquer mulher que suspeite querer engravidar."Resposta: E claro que o plano pessoal de uma pessoa precisa depender da sua aprovação. Além disso, seu comentário é tão retrógrado que ele é posto em um momento onde as empresas mais inovadoras do mundo passam a estender a licença por ocasião do nascimento dos filhos para o pai, em mesmo período que o das mulheres.Fico no aguardo de uma discussão construtiva. Machistas não passarão.
  • Marcos  13/05/2015 20:44
    "A pesquisa informa que o estudo foi realizado com 100 mil salários, mas não explica o critério de seleção"

    Não?! O estudo gasta nada menos que 13 apenas falando sobre isso:

    www.fee.rs.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/20150504relatorio-sobre-o-mercado-de-trabalho-do-rio-grande-do-sul-2001-13.pdf

    Vá se informar.

    O resto foi ilegível.
  • Felipe Witt  14/05/2015 15:02
    Marcos,

    Pena você estragar seu comentário com Reductio ad absurdum.

    Mas para que eu não caia no mesmo erro, gostaria de lembrar a todos que o método Oxaca-Blinder é amplamente criticado pela sua falta de alinhamento com a maioria dos estudos sobre produtividade (como satisfação no trabalho e motivação). Caso não seja suficiente para convencê-lo, ele pressupõe que se pode separar as características individuais que afetam a produtividade e os efeitos que a produtividade e a discriminação possuem no salário. Todavia ele não considera os efeitos da discriminação na produtividade (como mulheres assediadas em locais de trabalho e preferência por homens em cursos de capacitação por parte da empregadora), tampouco os efeitos da discriminação nas "características individuais" (como busca de emprego no mercado informal de trabalho, devido à necessidade de horários mais flexíveis para conciliação do trabalho remunerado com o trabalho doméstico não remunerado. e opção por carreiras tipicamente femininas para evitar ambientes masculinos por medo e/ou falta de oportunidade para mulheres).
  • anônimo  13/05/2015 23:33
    Ou seja, se não concordar com seus preceitos é machista? E você ainda quer uma discussão construtiva?
  • Eduardo  14/05/2015 11:54
    "E claro que o plano pessoal de uma pessoa precisa depender da sua aprovação. Além disso, seu comentário é tão retrógrado que ele é posto em um momento onde as empresas mais inovadoras do mundo passam a estender a licença por ocasião do nascimento dos filhos para o pai, em mesmo período que o das mulheres.Fico no aguardo de uma discussão construtiva. Machistas não passarão."

    E o seu comentário é tão ridículo típico de quem não tem empresa. Falar que as empresas mais inovadoras do mundo concedem estes benefícios é fácil quanto se tem um capital acumulado e pode se dar o "luxo" de ter alguns funcionários sem produzir por um determinado período (sabendo, evidentemente que a produção no futuro irá compensar).

    Mas deixa eu te dizer uma coisa caro colega "progressista", a padaria da esquina não tem este luxo amigão. A padaria tem que pagar conta sabia? Ao contrário do que você imagina o empresário não tem dinheiro sobrando para ficar pagando funcionário que não trabalha sabia?

    Mas faz o seguinte, abre seu negócio, conta várias mulheres grávidas e depois me diz se deu certo. Depois vem aqui e me conta tua experiência.
  • carlos  15/05/2015 04:21
    Na esperança de gerar alguma discussão em detrimento do cenário atual, de aceitação geral, gostaria de questionar algumas informações do artigo...

    Correção: você está enxergando preconceito em um texto científico que descreve fatos. Fatos são, por definição, impassíveis de adjetivações. Você pode achar uma rocha linda, maravilhosa, etc. Mas todos esses adjetivos são irrelevantes para descrever o que é uma rocha.


    1. A pesquisa informa que o estudo foi realizado com 100 mil salários, mas não explica o critério de seleção. Sendo uma amostra aleatória, a comparação se torna inválida, uma vez que toda discussão é baseada na diferença de salários em uma mesma função. Se não há premissas, o resultado pode ser invalidado por si.

    Falso. Pesquisas que, por sua natureza, fiam-se no uso de estatísticas têm, necessariamente, que ter uma amostra tão randômica quanto possível, justamente para evitar o viés que, segundo você, a pesquisa cometeu. O ato "seletivo" no estudo cingiu-se a escolher as características dos elementos do conjunto para, após, verificar a distribuição destes dados na amostra, obedecendo a metologia adotada.

    De outro modo, corre-se o grave risco de se selecionar as amostras que confirmam a sua hipótese o que, além que grande desonestidade intelectual, é um desperdício de tempo e recursos, porque apenas se enxergará exatamente o que se quer. Marx e inúmeros outros vagabundos, especialmente no Brasil, são mestres nessa "arte".

    Toda a discussão não gira em torno da diferença salarial em uma mesma função. A discussão não gira em torno de nada. Porque não é discussão, nem debate. É uma tentativa de, usando de ferramentas científicas, descobrir o porquê da diferença salarial. É a tentativa de descrever um fato. Sutil diferença, mas é isso que separa a busca entre causa e efeito de mero diletantismo.


    2. Gostaria de discutir o tema diante de fontes e premissas concretas, uma vez que a principal fonte do artigo, James T Bennet, parece estar isolado em seu posicionamento - além de ter, entre suas publicações, livros de extrema direita, com teor conspiratório

    Prove que as fontes e premissas são inválidas. O posicionamento político não tem espaço em uma investigação que se quer científica. Caso tenha havido, cabe aos críticos o ônus de provarem sua existência.

    Logo, esta fonte parece ser uma escolha bastante esquisita, já que ignora publicações do Banco Interamericano de Desenvolvimento, PNAD, SEADE, DIEESE e afins.

    Tais fontes não são, a priori, dignas de maior credibilidade que a FEE. Mais, as que são custeadas por governos possuem um grande incentivo para produzir pesquisas que comprovem a idiotice daqueles que as subsidiam para que sejam propagandeadas como verdade inconteste para o eleitorado. O DIEESE, por exemplo, sendo mantido por sindicatos, alguma vez publicou algum estudo que, de alguma forma, seja prejudicial à existência deles próprios? Ou é apenas mais um órgão destinado ao reforço dogmático das ideologias albergadas pela casta sindical?

    É claro que o FEE pode ter um determinado viés, mas incumbe aos seus críticos prová-lo. De resto, as entidades que você cita são, sim, desmerecedoras de crédito a priori,e todas as informações que produzirem devem ser cuidadosamente analisadas, dado que o risco de serem falsas é elevado.

    3. As premissas listadas no artigo são subjetivas e com teor machista (Homens, em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres. Maiores riscos levam a recompensas mais altas)

    Imputações qualitativas / deônticas são incapazes de falsificar ou invalidar fatos. Já falei sobre isso lá em cima.

    Homens em geral, desde que os nossos antepassados neolíticos vieram ao mundo, correm muitos riscos para angariar recursos. Mulheres, também desde o neolítico, sempre foram consumidoras desses recursos. É um arranjo evolutivo excelente: enquanto um se mata de trabalhar para levar os recursos para a mulher, esta cuida de gastá-los bem, tudo em função da prole, para assegurar a perpetuação da espécie.

    Esse arranjo não é mais válido. Com vários bilhões de pessoas nesse planeta, não há o menor risco de a nossa espécie desaparecer. Com as mulheres entrando no mercado, e disputando os postos de trabalho, os homens também não ganham tanto quanto antes. Algumas características permaneceram, contudo. Homens arriscam mais,assim como mulheres preferem mais conforto que os homens. Dado que gosta de amostras seletivas, vamos ver, então, a taxa de mortalidade daqueles que trabalham em grandes empreendimentos de engenharia, por exemplo. Só homens morrem. Por quê? Porque não tem mulher nenhuma, por exemplo, querendo ir para Belo Monte, no meio da Amazônia, sem manicure, pedicure, "hairstylist", cheia de mosquitos e sem celular, para ganhar uma gaita.

    A[sic] artigo possui uma premissa oculta de que a diferença salarial entre homens e mulheres parte de uma diretriz explícita onde o empresário decidi[sic] pagar $ 500,00 a menos para uma mulher por ela ser mulher.

    Falso. O artigo diz que em torno de 7% dos casos não é possível atribuir a diferença salarial a escolhas feitas pelas mulheres. Ou seja, em torno de 93% dos casos, as mulheres ganham menos porque as escolhas que tomaram ao longo da vida fazem com que sua força de trabalho seja avaliada para baixo.

    Ressalte-se que esses 7% não são prova, nem medida de preconceito algum. É uma diferença que não é explicada pelas escolhas das mulheres e apenas isso.


    Quando, na verdade, a disparidade salarial é fruto de um preconceito velado que prejudica as mulheres em processos seletivos, avaliações de performance que levam à promoções e méritos.

    Defina preconceito velado, prove sua existência, e explique porque ele as prejudica. Com dados, citações, metodologia, etc.

    De resto, seu comentário é prenhe de preconceitos: você toma como verdade absoluta algo que ou não existe, ou cujo impacto, na realidade, é insignificante perto do preconceito que você abriga, quer enxergar.No seu mundo, é essencial que haja o preconceito: ele explica tudo, ou quase tudo. Uma vez que o estudo refuta, de maneira contundente, a causa para os inúmeros males que você enxerga, o que você faz? Uma crítica rasa e que não procede. Não só para você, mas para uma quantidade enorme de pessoas, a manutenção da ilusão que conforta, porque explica o mundo através de uma lógica que você entende, é mais importante que a verdade que a destrói.

    Contemple a possibilidade de que as causas para os fatos que você observa são de outra natureza que não uma "luta entre gêneros". Explicações científicas não contém adjetivos. Já as argumentações em que eles abundam são, via de regra, exposições emocionais e carentes de qualquer interesse pela verdade.

    Afinal de contas, se você só quer ver a realidade que se amolda ao seu preconceito nos outros, todos os fatos do mundo não o convencerão do contrário.

    Reveja os seus (pré)conceitos.
  • Felipe Witt  15/05/2015 14:48
    Carlos, obrigado por responder a discussão com embasamento.


    "Falso. Pesquisas que, por sua natureza, fiam-se no uso de estatísticas têm, necessariamente, que ter uma amostra tão randômica quanto possível, justamente para evitar o viés que, segundo você, a pesquisa cometeu. O ato "seletivo" no estudo cingiu-se a escolher as características dos elementos do conjunto para, após, verificar a distribuição destes dados na amostra, obedecendo a metologia adotada".


    Eu sei que a aleatoriedade faz parte da metodologia de pesquisa, mas a qualidade de um estudo é diretamente proporcional à qualidade de suas premissas. O estudo não contempla entre suas premissas que diferença salarial entre homens e mulheres deve ser comparada entre pessoas que possuem a mesma função - afinal, além da divergência salarial, a presença das mulheres também é mitigada conforme olhamos mais alto na hierarquia das empresas. A única coisa que eu quis explicar é que é preciso comparar gerentes com gerentes, analistas com analistas, operários com operários, diretores com diretores, ou haverá um viés.


    "Toda a discussão não gira em torno da diferença salarial em uma mesma função. A discussão não gira em torno de nada. Porque não é discussão, nem debate. É uma tentativa de, usando de ferramentas científicas, descobrir o porquê da diferença salarial. É a tentativa de descrever um fato. Sutil diferença, mas é isso que separa a busca entre causa e efeito de mero diletantismo".


    Ah tá, entendi, é que a diferença salarial, cujo motivo tenta ser descoberto pelo estudo, não é uma discussão.


    "Prove que as fontes e premissas são inválidas. O posicionamento político não tem espaço em uma investigação que se quer científica. Caso tenha havido, cabe aos críticos o ônus de provarem sua existência."


    Bom, em resposta a outro comentário questiono a metodologia oaxaca-blinder. Logo ele será aprovado.


    "Imputações qualitativas / deônticas são incapazes de falsificar ou invalidar fatos. Já falei sobre isso lá em cima."


    'Imputaçõe qualitativas' não podem ser medidas, mas são utilizadas como critério na "matemática" do estudo. Eles não podem falsificar os fatos, mas podem validá-los?


    "Homens em geral, desde que os nossos antepassados neolíticos vieram ao mundo, correm muitos riscos para angariar recursos. Mulheres, também desde o neolítico, sempre foram consumidoras desses recursos. É um arranjo evolutivo excelente: enquanto um se mata de trabalhar para levar os recursos para a mulher, esta cuida de gastá-los bem, tudo em função da prole, para assegurar a perpetuação da espécie."


    Esse arranjo não é mais válido. Com vários bilhões de pessoas nesse planeta, não há o menor risco de a nossa espécie desaparecer. Com as mulheres entrando no mercado, e disputando os postos de trabalho, os homens também não ganham tanto quanto antes. Algumas características permaneceram, contudo. Homens arriscam mais,assim como mulheres preferem mais conforto que os homens. Dado que gosta de amostras seletivas, vamos ver, então, a taxa de mortalidade daqueles que trabalham em grandes empreendimentos de engenharia, por exemplo. Só homens morrem. Por quê? Porque não tem mulher nenhuma, por exemplo, querendo ir para Belo Monte, no meio da Amazônia, sem manicure, pedicure, "hairstylist", cheia de mosquitos e sem celular, para ganhar uma gaita.


    Interessante que daqui pra baixo você se dedica a atacar meus preconceitos, mas justifica seus argumentos taxando mulheres. Não conseguimos concordar com coisas básicas como a metodologia do artigo e nossas diferenças só aumentam quando falamos de preconceito e luta de gênero, então acredito que não será produtivo continuar a discussão.


    De novo, obrigado por expor seus argumentos, passar bem.
  • a unica mulher aqui  31/07/2015 15:26
    você é muito paciente. parabens.
  • Nilo BP  07/08/2015 02:56
    A grande pergunta, que os "progressistas" e outros estatistas ignoram por necessidade, é a seguinte: quem vai pagar?

    Não, sério: quem vai pagar? Essa pessoa é quem tem (ou deveria ter) o direito de escolher os critérios. TODOS os critérios são subjetivos, em última análise. Eu entro em desespero quando dois "cultos" começam a se digladiar com "fatos" convenientemente escolhidos e palavras pomposas, e se esquecem totalmente do único fato que importa: que eles não têm direito nenhum de impor as suas opiniões sobre outros indivíduos, independentemente da objetividade ou mesmo da validade dos seus argumentos.

    Ou seja, é irrelevante o motivo de um empregador não querer contratar uma mulher, ou pagar menos para uma mulher do que pagaria para um homem. Talvez ele tenha motivos razoáveis (que são muitos, como outros já expuseram). Talvez ele seja um caipirão que acha que lugar de mulher é na cozinha. Não importa. O único critério objetivo para avaliar a situação, e portanto o que deve ser usado para julgar qualquer uso de violência (estatal ou não), é que o empregador, um indivíduo com os mesmíssimos direitos que o potencial empregado, não deve nada para este último até o momento em que entram em um acordo voluntário.

    A única "igualdade" que pode ser concebivelmente alcançada neste mundo, entre os homens, entre homens e mulheres, entre brancos e pretos, é a da propriedade privada, porque não depende das circunstâncias específicas da realidade material de cada um, mas sim do respeito à condição de cada um como ser humano, algo simples e universal.

    E os ativistas da "igualdade" querer violar sistematicamente esse direito universal, que é a única coisa que nos separa de um pesadelo Hobbesiano, em nome de corrigir um suposto "preconceito" cuja própria existência é altamente questionável, por ser baseada em premissas descaradamente presunçosas e falsas:

    * Que o "guerreiro pela justiça social" sabe exatamente quais são as diferenças físicas e mentais entre os sexos;
    * quais dessas diferenças são relevantes para a produtividade no mercado (algo que por definição ele não tem informações suficientes para saber, porque "o mercado" é composto por uma quantidade imensurável de situações específicas e em constante mudança); e
    * que, após ter calculado (usando dados que ele não tem) a diferença de remuneração "justa" entre homens e mulheres, o resto da diferença deve ser atribuído a um estado mental sistematicamente "preconceituoso" dos bilhões de homens no planeta.

    Chamar isso de ridículo é uma ofensa ao ridículo. Isso é criminoso em um grau que faz o PT parecer um ladrão de lanche no playground da escolinha.
  • Fa do Felippe Witt  30/05/2017 04:52
    Que incrível seus argumentos! Nem eu que sou mulher conseguiria pensar em tantas coisas INCRiVEIS e FUNDAMENTADAS como as que você coloca. Os homens tentam e tentam até com palavras DIFICEIS descontruir seu raciocício mas ainda sim sao todos fracos e mal elaborados. Parabéns!
  • Pedro Antonio  09/10/2016 14:44
    A pesquisa pode ser observada, tendo em mãos as tabelas salarias dos sindicatos profissionais de todo País. - Inclusive a tabela salarial das associações de servidores públicos do País.
    "Trabalho igual - Salário igual".
    Independentemente se sexo.
  • lorivaldo  13/05/2015 20:45
    Inteira verdade, principalmente em relação a disponibilidade de fazer horas-extras. Faço as escalas de sobreaviso na empresa onde trabalho e o pessoal (homens) sempre se prontificam a fazerem, pois dá um belo incremento no salário no final do mês.
  • Homem Livre  13/05/2015 22:06
    É isso ai. Homens são superiores. Fatos são fatos.
  • Homem Livre  13/05/2015 22:07
    Não gostou? Vá lavar uma louça...
  • Homem Livre  13/05/2015 22:08
    Só na Suécia feminazista socialista que homens e mulheres ganham igual.

    Um absurdo.
  • Yasmin Saverio  22/03/2017 23:11
    Deus que me livre ficar em casa fazendo bolo.
  • Claudio Gorri  13/05/2015 22:22
    Há ainda um agravante no Brasil: por lei, homens se aposentam aos 35 anos de trabalho. Mulheres aos 30 anos. A massa salarial acumulada em 35 anos de trabalho sobre outra acumulada em 30 anos, por si só, já explica 16% de diferença.
  • Fábio Galvão  13/05/2015 22:25
    No mercado de trabalho, o homem é a "marca" reconhecida, testada e aprovada. Já a mulher na maioria da profissões é a "marca" nova, aquela que chegou ao mercado depois, e por consequência sofre mais desconfianças fazendo com que os "consumidores" se disponham a pagar menos pelo seu produto.

    É assim com refrigerantes, biscoitos, automóveis e também com a mão de obra...
  • Thalyta Abreu   13/05/2015 22:28
    Mas vcs percebem como para o homem chegar no topo de uma carreira é bem mais fácil? para todos estes casos de que os homens sempre se dão bem numa área há sempre uma mulher que está cuidado da família dele, se ausentando do serviço por estar com licença maternidade ou pq tem que cuidar da família. Queria mesmo uma comparação entre os sexos em que nenhum tivessem filhos.
  • Marlon  13/05/2015 22:32
  • Anomalus  14/05/2015 13:05
    Thalyta, eu e minha esposa somos um time. Ela se dedica aos filhos porque é mais fácil para ela fazer esta parte. Assim, eu posso me dedicar mais e correr os riscos para dar a minha família o conforto que eles merecem. Ainda é impossível aos homens gerar filhos e mesmo que criem uma forma artificial para isto, esta tarefa sempre é mais adequada às mulheres, que naturalmente a são mais indicadas para isto.
    Mas eu desafio às pessoas a não encararem estas diferenças como rivalidade, mas sim como um complemento. Os homens e as mulheres são duas metades que se completam. Cada um tem mais aptidão para determinadas tarefas. Por isto se formam os casais. A minha mulher ganha menos e não se sente inferior por isto. Ela mesma diz que prefere ganhar menos do que eu, por que ela se sente mais feminina. Em compensação, deixo o salário dela todo para ela, as contas e despesas da casa eu pago totalmente com o meu. No final ela ganha menos, mas aproveita bem mais do dinheiro dela do que eu.
  • Homem antigo  14/05/2015 13:50
    Se temos hoje que conviver numa sociedade de marginais é porque as mulheres terceirizaram o serviço de mãe. Temos filhos hoje que são criados por babas semianalfabetas ou em creches. E fica fácil imaginar o caráter que ira desenvolver essas crianças.

    Ai o problema é que depois tenho que botar meu filho na escola para conviver com um monte de mini marginais.
  • Fulgor  15/05/2015 03:40
    "Se temos hoje que conviver numa sociedade de marginais é porque as mulheres terceirizaram o serviço de mãe."

    Até onde sei, terceirizar é uma prática absolutamente normal e saudável em um livre mercado. Se não quer uma mulher que terceirize, arranje uma que não faça isso. Talvez custe mais caro, mas você é quem deve decidir suas prioridades.

    "Temos filhos hoje que são criados por babás semianalfabetas"

    Contrate uma babá com diploma universitário. Talvez custe mais caro, mas você é quem deve decidir se vale a pena pagar mais por um serviço melhor.

    "ou em creches."

    Novamente, você é quem escolhe. Quer ter filhos, não quer cuidar e ainda reclama do serviço de quem cuida? Só falta começar a exigir que o estado lhe forneça creches gratuitas e de boa qualidade.

    "Aí o problema é que depois tenho que botar meu filho na escola para conviver com um monte de mini marginais."

    Coloque-o em uma escola melhor. Talvez custe mais caro, mas você é quem deve decidir com quem quer que seu filho conviva diariamente.
  • Homem antigo  15/05/2015 13:21
    "Até onde sei, terceirizar é uma prática absolutamente normal e saudável em um livre mercado"

    Sim, para bens e serviços comercializáveis. Mas estamos falando do serviço de mãe, que tem como consequência a educação básica de uma criança.

    Quer delegar a educação do seu filho para outros é problema seu.

    Só que depois não reclame que sei filho é um problemático.

    "Coloque-o em uma escola melhor. "

    Como se fosse uma mera opção. A começar qualquer escola hoje tem filho criado por baba, principalmente escola de gente rico. Além disso também não posso me dar o luxo de escolher qualquer escola.

    Mas o problema não é esse, mas porque sou obrigado pelo estado a colocar meu filho numa escola, onde se quer posso ter a garantia que sua integridade física será respeitada.
  • Mário Ferrari Filho  13/05/2015 23:27
    Na indústria gráfica, onde atuo, o salário é, por convenção, o mesmo para quem ocupa a mesma função, sendo mulher, homem, negro ou branco.
  • Homem Realista  14/05/2015 02:45
    Aceitem, a natureza é desigual. Existem seres fortes e fracos, a desigualdade está por todos os lados. Os fortes vivem, os fracos morrem.
  • Homem idealista  14/05/2015 12:23
    Forte e fraco como meu amigo? Explique melhor. O que seria um sujeito forte para você?
  • Homem Darwinista  14/05/2015 23:47
    É o que vemos na natureza. O mais adaptado a sobrevivência.
  • Homem idealista  15/05/2015 14:12
    Não é a mesma coisa. Darwinismo não se aplica aos homens.

    Animais precisam competir pelos recursos escassos para sobreviver. Mas homens não precisam competir porque podem cooperar através da divisão de trabalho.
  • Homem Darwinista  15/05/2015 21:22
    Se aplica perfeitamente ao mercado!

    E as pessoas não competem por recursos escassos para sobreviver?

    Precisamos sim!

    Se você está num emprego mas alguém faz melhor, mais rapidamente e mais barato seu trabalho, vc é demitido.

    Se você tem alguma característica ou deficiência que te torne menos competitivo no mercado de trabalho, também.

    Você só entra na 'divisão de trabalho', se tiver algo competitivo a oferecer ao mercado(Seja produto, serviços ou mão de obra). Se não tiver, ninguém comprará, e vc será excluído.
  • Homem idealista  16/05/2015 12:19
    "pessoas não competem por recursos escassos para sobreviver? "

    Da mesma forma que animais não.

    Cada homem adicional é bom para economia porque contribui para a divisão de trabalho, isso até o ponto malthusiano (Mas estamos bem longe ainda).

    Assim cada homem não precisa competir com os outros porque é mais vantajoso fazer uma coisa e comercializar.

    Com os animais é diferente, cada animal a mais torna a vida do outro mais difícil.


    "Você só entra na 'divisão de trabalho', se tiver algo competitivo a oferecer ao mercado(Seja produto, serviços ou mão de obra). Se não tiver, ninguém comprará, e vc será excluído."

    Não é verdade, você simplesmente não nunca leu sobre as vantagens comparativas ou lei de associação ou harmonia de interesses.

    Divisão do trabalho é o que permite tanto os mais fracos quanto os mais forte se beneficiarem mutuamente.

    Eu posso ser bom em tudo, mas irei me concentra onde sou melhor. É o famoso caso do médico e da secretária. O médico seria capaz de fazer muito bem o serviço de secretária, mas para ele é mais vantajoso se concentrar apenas nos serviços médicos (onde ganha mais) e delegar a função de secretária para outra pessoa.

  • Homem Darwinista  21/05/2015 11:49
    Da mesma forma que animais sim! Como existem por exemplo animais que atuam em conjunto para facilitar a caça, como disse, até o ponto malthusiano. E isso irá acontecer, porque o crescimento atual não é sustentável. E digo até que bem em breve.

    E que vença o mais forte.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  14/05/2015 10:48
    O feminismo é uma das maiores tragédias que uma sociedade pode enfrentar. A função da mulher é unicamente servir ao homem. Nada mais.
  • Núbia  07/08/2015 05:08
    Servir um tabefe na fuça, só se for, amigo.

    IMB, ruim ter esse tipo de comentário por aqui. Pra um esquerdalha chegar, printar e colar no IMB a pecha de machista, é facinho.

  • de Oliveira  07/08/2015 14:28
    Tem toda a razão, a função da mulher não é de servir ao homem. O amigo aí está muito enganado, isso é opinião dele e creio ser só dele mesmo. Esse machismo não faz sentido algum. Qualquer pessoa sensata sabe que a função da mulher é cuidar das crianças e do lar, enquanto a do homem é a de proteger sua família e prover-lhe sustento.
  • Anômimo  21/02/2017 19:49
    CLARO QUE NÃO! Não tem essa de função da mulher e função do homem, pois estamos no século XXI!!
  • fabiola  01/04/2017 11:29
    ´´... A função da mulher é unicamente servir ao homem. Nada mais.´´

    por causa de idiotas como vc eu tenho que aguentar aquele chororo feminista na universidade afff....

    Obs.: ganho o exatamente a mesma coisa que meus colegas homens, simplesmente pq faco o mesmo serviço, no mais machistas e feministas vao toma no cu.
  • Jarzembowski  14/05/2015 12:00
    "Portanto, caso as mulheres queiram salários maiores, elas deveriam prestar mais atenção a estes determinantes e se concentrar menos em cruzadas quixotescas como legislações sobre "diversidade e igualdade" que demonizam empregados e patrões homens."


    O ponto principal é esse.
    Quanto todos os outros fatores forem equalizados, quando as mulheres tiverem o mesmo interesse e dedicação que os homens ao estudo de ciências exatas e tecnologia(que costumam remunerar melhor), a mesma disposição para viagens, trabalhos perigosos, horas extras, a mesma propensão a correr riscos, a mesma resiliência diante de situações estressantes e desgastantes, somente aí será possível fazer qualquer tipo de análise sobre uma suposta disparidade injusta e preconceituosa de salários - antes disso é como comparar água e óleo e dizer que é injusto que os dois sejam diferentes.
    Entretanto, é evidente que essa equalização de fatores nunca vai acontecer, porque isso é um reflexo da natureza de cada gênero, o que é maravilhoso - a inteligência emocional das mulheres, a sua habilidade e sensibilidade pra lidar com idosos, com crianças, a capacidade única de ser o coração e a alma de um lar, o fundamento de uma família, tudo isso é infinitamente mais belo e precioso do que qualquer cargo, salário ou promoção.
    O problema é que as mulheres estão sendo doutrinadas há 40 anos por psicopatas raivosas que esvaziaram toda graciosidade da natureza feminina e dos dons verdadeiramente divinos de ser mãe, de ser o sustentáculo emocional da estrutura mais importante da civilização que é a família e substituíram tudo isso por uma busca insensata de igualdade que atenta contra a própria estrutura da realidade - o resultado é que as mulheres nunca estiveram tão infelizes, nunca consumiram tantos antidepressivos, nunca se sentiram tão solitárias, deslocadas e angustiadas.

    23% of women in their 40s and 50s take antidepressants, a higher percentage than any other group (by age or sex)



  • Recruta  14/05/2015 19:13
    Um ponto interessante é que no Brasil quando uma mulher recebe exatamente o mesmo que um homem na mesma função, mesma carga horária e mesma produtividade, a CLT faz com que a mulher na verdade custe mais aos cofres da empresa do que o funcionário homem. É um custo trabalhista imposto pela CLT.

    Então, na prática, devido as várias benecesses com chapéu alheio que a CLT proporciona, salários iguais na verdade resultaria em forte desigualdade de custo entre generos no ponto de vista das empresas.

    Não seria de estranhar que uma lei adicional que obrigue e tabele salarios iguais entre os generos resultaria em demissões em massa da mão de obra feminina.
  • Mr. Magoo  14/05/2015 21:59
    A premissa "mesmo trabalho, mesmo salário" está totalmente equivocada. O mercado trabalha com "maior produção, maior lucro". Insistir em confundir trabalho com produção é fatal. Só produz conceitos e idéias completamente deslocados.
  • aninha  15/05/2015 01:28
    Anomalus,

    concordo com você, aqui em casa somos assim também. homens e mulheres tem suas particularidades, nós mulheres somos mas delicadas. no meu ponto de vista deveriamos viver mais para o cuidado da familia, educacao dos filhos....os homens para garantir o sustento da familia, zelar pela segurança da familia. acho que se assim o fosse, muitas coisas que hoje acontece como filhos distantes dos pais, pais sem conhecer realmente seus filhos e suas necessidades ( de atenção e carinho e nao de bens materiais) deixaria os laços familiares mais fortes, os pais e os filhos mais proximos. não somos inferiores pq recebemos menos, nao somos inferiores pq nao temos cargos de destaque, somos especiais para sermos maes e mulheres.
  • Sergio  15/05/2015 01:59
    Postei alguns trechos deste artigo nos comments do site abaixo (cuidado tóxico), e até alguns comentários daqui por lá, pra fomentar o debate, e acho que deu certo: escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2015/05/guest-post-relatorio-machista-tenta.html o ultimo comentário da Priscila arrematou!
  • Mario Ferrari Filho  15/05/2015 17:37
    Se está se tratando de relações formais de trabalho, exemplifico: o operador de telemarketing ativo corresponde ao código 4223-05 da Classificação Brasileira de Ocupações-CBO (www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf). Alguém explique como uma empresa contratante consegue pagar salários diferentes para homens e mulheres classificados no mesmo código. Se for burlando a legislação não vale pois aí trata-se de uma questão de fiscalização.
  • Marcelo  15/05/2015 23:50
    Leandro, uma coisa que nunca entendi do ponto de vista econômico é a seguinte: aceitando que algo tem valor somente na medida em que preenche alguma utilidade e não em si mesma, como dizer que diferenças de valor são "injustiças"?. Parece-me que essas inferências de "X e Y fazem o mesmo trabalho e tem salários diferentes; logo, há uma injustiça" partem de um princípio de que existe um valor "certo" para cada trabalho/função. Errei?
  • Leandro  16/05/2015 01:38
    Acertou. E em cheio.

    Além de não haver valor "certo", é também necessário levar em conta quanto cada empregado gera de valor para seu empregador.

    Como explicado neste artigo:

    Um trabalho ajuda a sociedade a viver melhor se ele produz valor; o mero tempo ou esforço gastos, em si mesmo, não trazem benefício algum. A remuneração ao trabalhador no mercado corresponde ao valor que seu trabalho cria, e apenas isso.

    O valor de um determinado trabalho é determinado pela capacidade desse trabalho de ser usado, direta ou indiretamente, para satisfazer a desejos e necessidades dos demais participantes do mercado.

    Quem cria valor, recebe valor. O mercado — isto é, as pessoas que transacionam umas com as outras — não remunera horas de trabalho, não remunera os ATPs gastos com atividade física, não remunera o esforço mental, e não remunera nem mesmo o mérito e a dedicação; remunera a criação de valor. Todas essas outras coisas são remuneradas apenas na medida em que ajudam na criação de valor.

    O que realmente determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação. É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais.

    O esforço por si só não garante nada. O homem ou a mulher mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias.
  • Adelson Paulo  17/05/2015 01:20
    Um aspecto relevante é a diferença entre o tempo necessário para aposentadoria, de 35 anos de trabalho para homens e 30 anos para mulheres. Recentemente o Congresso Nacional modificou a legislação do fator previdenciário, mas manteve sem qualquer discussão esta distinção entre sexos. Ou seja, as mulheres reclamam que são discriminadas por ganharem menos ou ocuparem menos postos de comando, mas defendem acirradamente que sejam discriminadas para aposentarem-se mais cedo.
    A expectativa de vida das mulheres é superior à dos homens em todo o mundo ocidental, inclusive no Brasil, e a aposentadoria precoce das mulheres torna-se um imenso fardo ao sistema previdenciário, principalmente no sistema do INSS e dos servidores públicos, onde as aposentadorias e pensões acabam por ser pagas por toda a sociedade, que cobre com impostos os gigantescos déficits previdenciários. Entre os servidores públicos, não há qualquer distinção de salário entre homens e mulheres, mas elas se aposentam 5 anos antes. Quando esta distinção foi originalmente estabelecida na CLT, as mulheres representavam uma parcela ínfima da força de trabalho e tinham muitos mais filhos do que hoje.
    Alguns "bens intencionados" vão argumentar: mas as mulheres têm a jornada dupla de trabalho, com os cuidados com o lar e a família. Mas e as mulheres que não têm filhos, por que mantém este "direito"? E os homens que assumem a guarda dos filhos, por viuvez ou decisão judicial (hoje em dia cada vez mais comum), por que não fazem juz a este "direito"? E como a sociedade pode defender que homens e mulheres dividam igualmente a responsabilidade pelos encargos familiares, se a própria sociedade utiliza uma legislação que assume que esta responsabilidade é predominantemente, como justificativa desta aposentadoria precoce?
    Enfim, esta discussão, como várias outras no Brasil, não tem nada de racional, é sempre eivada de sentimentalismos e manipulações, na maioria das vezes com o objetivo de garimpar votos em eleições e justificar mais intervenções do Estado na vida dos cidadãos.


  • Ly  20/05/2015 20:20

    1) mulheres interrompem a carreira com mais frequencia (aka licença maternidade)
    -por isso eh importante lutar pelo aumento da licenca paternidade, e idealmente para que a licenca maternidade-paternidade seja uma soh, dividida pelo casal como quiserem. dessa forma, a responsabilidade pela crianca nao recairia 100% na mulher, e homem e mulher teriam a mesma frequencia de ~interrupcoes~ na carreira.

    2) tem uma jornada um pouco menor que os homens (dividindo a porcentagem acima pelos 5 dias uteis, mulheres trabalham em media 7,46 horas por dia, enquanto homens trabalham 8,36 horas - o que da uma diferenca de pouco menos de uma hora por dia)
    -aqui entra um outro dado interessante. mulheres gastam aprox. 25,9 horas semanais com trabalhos domesticos enquanto homens gastam 15,5. Se ignorassemos os fins de semana, e dividissemos esse numero pelos 5 dias uteis, pra igualar a conta, isso quer dizer que as mulheres trabalham 5,18 horas por dia em atividades domesticas, enquanto homens trabalham 3,1 horas nessas funcoes. Ou seja, eh quase obvio que o fato das mulheres trabalharem uma hora a menos no escritorio esta intrinsecamente ligado ao fato de trabalharem 2 horas a mais em casa. Veja, que nessa conta, quem acaba trabalhando mais no total eh a mulher. Mas sabemos que lavar a louca enquanto o marido ve TV nao eh algo remunerado. Portanto, as mulheres estao ganhando menos dinheiro que os homens, mesmo trabalhando 1 hora a mais por dia, simplesmente pq nossa cultura diz que trabalho domestico eh coisa de mulher, e temos uma horda de homens que acham que lavar um prato uma vez por semana ja quer dizer que estao ajudando muito. ou mesmo homens que acham que a mulher tem que ficar de boinha com essa uma hora a mais de servico e menos dinheiro na conta. socorro.

    3) mulheres geralmente exercem funções que pagam pior
    - hahaha gente, essa eh osso. alguem realmente acha que as mulheres voluntariamente escolhem essas funcoes??? e sera que esse ~interesse~ por areas de ciencias e tecnologia nao eh nada projetado em cima dos meninos logo na infancia, enquanto meninas ganham fogoezinhos cor de rosa pra brincar?? considere que quem criou o mercado de trabalho como ele eh hoje foram homens, e que existe uma divisao de aptidoes por gênero feita pela sociedade -com pouca ou nenhuma base comprovada - (que deixam aptidoes como servidao, cuidado com outros, organizacao, delicadeza e capricho para mulheres, e aptidoes como lideranca, tecnologia, raciocinio logico, determinacao e pragmatismo para homens). apenas considere, e pense se realmente esse sistema nao foi feito para colocar as mulheres nessas posicoes mal-remuneradas....

    e ai, pra finalizar, ainda tem os 7%! Sim, mesmo descontando todas essas ~razoes~ nada machistas para se ganhar menos, as mulheres ainda ganhariam 7% a menos, por razão absolutamente nenhuma!!

    Agora palmas pra quem acha que a igualdade ja chegou e que eh soh trabalhar duro que a mulher chega onde qqr homem chega. Chega mesmo.

    Se nao tiver filhos, se aceitar trabalhar duas horas a mais por dia (ao inves de ~soh~ uma, como eh hoje), e se tiver um psicologico inabalavel para conseguir passar por cima de todo abuso psicologico que uma mulher sofre sem perceber durante sua vida, que lhe leva a pensar que eh inferior e que nao eh apta para os trabalhos melhor remunerados. Desse jeito - abrindo mao de vida pessoal e trabalhando duas horas a mais por sia que um homem, vc chega la sim! Mas ainda vai ganhar 7% a menos, ta?

    Agora quero saber que homem esta preparado para ter uma esposa que nao quer filhos, que nao vai querer transar nunca (pq ficar duas horas em casa fazendo trabalho domestico enquanto seu marido olha pro teto pode ser beeeem broxante), e que vai ter um psicológico tao inabalavel que sera tao ~chefe~ no relacionamento quanto vc?
    Eh, queridos homens, sugiro que se juntem as mulheres na luta por mudar esse cenario, pq do jeito que esta nao vai ficar nao. Acho que a nova geracao ja esta passando esse recado.

  • anônimo  06/07/2015 16:37
    Você VOLUNTARIAMENTE escolhe casar com um marido que não faz nada em casa, pra vir reclamar e bancar a vítima depois? Seria melhor ser honesta e falar com todas as letras: psicologicamente, feminismo e liberdade são opostos.
    'Acho que a nova geracao ja esta passando esse recado.'
    Aí é verdade, já que essa geração justin biber é a mais estúpida que jamais pisou na terra, não me admira em nada que eles acreditem sem questionar esse vitimismo barato.

  • Leandro Menezes  23/05/2015 11:21
    Finalmente... Argumentos concisos contra esse mimi feminista. Mas na mídia televisiva eles com certeza não serão veiculados. Não a favor de subjugação de qualquer ser divino, porém há divergências de gênero não podem ser esquecidas. hoje a mulher só está no mercado de trabalho graças ao machismo tão criticado, que construiu as condições nas quais elas podem atuar. Sou a favor sim da mulher no mercado de trabalho, mas o feminazismo está destruindo nossa sociedade, com ideias diabólicas e estão fazendo um lavagem cerebral na juventude, corrompendo valores.
  • Emerson Luis  01/06/2015 17:41

    Quando alguém repete que "as mulheres recebem menos pelo mesmo salário", às vezes eu desafio a pessoa a me apresentar UM caso específico de uma mulher que faça exatamente o mesmo trabalho e sob as mesmas condições que um homem e receba menos APENAS por ser mulher.

    Mas não basta dizer que "sabe de um caso" ou que "ouviu falar de um caso"; tem que ser um caso especificado: nome completo da pessoa e da empresa (com CPF, CNPJ e endereços) e as provas materiais. Daí o caso poderia ser analisado para ver se é realmente assim.

    Já cheguei a desafiar apostando $1000. Mas, bravatas à parte, nunca comprovaram.

    E supondo que comprovassem, por que não denunciaram o caso, visto que discriminação é proibida?

    * * *
  • Testa  06/07/2015 14:35
    Feminismo é um Lixo.

    O que conquistou alguma coisa para mulheres foi o Sufragismo, não o Feminismo.

    Feminismo apareceu com toda a autoridade moral divina igualitária quando homens e mulheres já tinham quase todos os mesmos direitos iguais.

    "Machismo" não existe. O que existe, existiu e sempre existirá chama-se Sexismo. E Sexismo sempre existirá, pois machos e fêmeas são diferentes, se tratam de forma diferente e possuem desejos e objetivos diferentes.
  • Renato Souza  08/07/2015 19:11
    Esses 7% não explicados tem explicações simples.

    Pesquisas levam em conta os anos de escolaridade, graduações, pós-graduações. Mas não levam em conta as escolas. Mas as empresas levam. Setores de RH das grandes empresas fazem um pré-seleção de currículos por escola, e excluem de cara os profissionais oriundos das que tem fama de serem muito ruins. E colocam no topo os profissionais oriundos daquelas escolas que tem fama de serem muito boas.
    Ora, em muitas áreas, há predominância de homens nos cursos, e a predominância se acentua nas melhores escolas.
    Seria interessante um estudo que ordenasse as porcentagens de homens e mulheres nas faculdades, separando-as em classes (desde faculdades ruins até faculdades excelentes).
    Creio que isso explica muita coisa. Nas pesquisas atuais, uma pessoa com graduação e pós-graduação na Uniban é considerada mais qualificada que uma pessoa com graduação no ITA. Evidentemente que nenhuma empresa considerará assim.
  • Vitor   17/08/2015 00:48
    Não sou machista, juro que não antes das críticas. Contudo historicamente, as empresas buscam sempre o melhor retorno e não estou dizendo que as mulheres devam ficar em casa e não trabalhar, mas até entrada da mulher no mercado de trabalho, onde só o homem trabalhava. um pai de família conseguia sustentar sua família. com a entrada da mulher no mercado de trabalho, mesmo com duas pessoas trabalhando a família continua com o mesmo poder de compra, ou seja, quando a mulher entrou no mercado de trabalho, o homem passou a receber menos. Não estou dizendo que as mulheres deveriam sair do mercado mesmo pq antes as mulheres eram todas quase escravas de seus maridos. Mas a igualdade salarial não deve ser pedida em relação do salário do homem, e sim um salário pra uma pessoa poder sustentar uma família, simplesmente igualar salários o que vai haver novamente e a diminuição do salário do homem. A mulher não vai ter um aumento de salário e sim vai haver uma diminuição do salário masculino
  • Anderson  17/08/2015 02:34
    Pensamento errado, meu caro.

    O que "diminui" o salário do homem não é a concorrência feminina, você não tem como provar isso, tanto pela empiria como por teoria. Sua ideia de que a "mulher diminuiu o salário do homem" está fundada em algo estático, como se a população fosse a mesma de décadas ou século atrás, o que não é verdade. A população mundial cresceu, seria mais correto dizer que o homem concorre com outros seres humanos a mais, do que simplesmente mulheres. E é até mesmo positivo essa concorrência. Mas, essa sua formulação está errada.

    Uma coisa extremamente importante que você não utilizou no seu comentário, o homem (pai de família) tem "menor" salário não porque tem mais gente disputando vagas com ele, e sim porque a moeda enfraqueceu, ou melhor, continua enfraquecendo. Moeda fraca atinge principalmente as pessoas com rendas menores, que não têm acesso fácil aos mecanismos para proteger a grana do imposto inflacionário.

    Além de que, as necessidades de consumo mudaram, na verdade (e ainda bem) elas aumentaram. Se você comparar uma família com 5 pessoas da década de Trinta com uma família de 5 pessoas do século XXI, você vai perceber que a casa da família atual tem mais bens de consumo, as chances de entrar no mercado de trabalho bem remunerado também exige mais investimento (dinheiro) para escola, curso, graduação e etc. Enfim, o padrão de vida, hoje, é mais elevado que o de décadas anteriores, e isso, meu caro, se deve ao capitalismo que multiplicou fantasticamente a oferta de produtos, assim como também inovou e muito em todas as áreas.

    Não tem essa de que "mulher diminui o salário do homem".
  • Lopes  17/08/2015 03:00
    Salários nominais não são salários reais. E não, Vitor, você não é machista, é somente ignorante em economia. Em primeiro lugar, sobre sua solução de um "salário médio", é preciso que você compreenda que nenhum salário fora do estado leva em conta a necessidade do funcionário e a generosidade do patrão.

    Sobre as mulheres "reduzindo" os salários nominais:

    Pelo seu raciocínio - que não está necessariamente incorreto, quando há duas marcas competindo, tudo o mais constante, a tendência dos preços é cair; idem ao custo da mão-de-obra. O problema está não no que se vê, mas sim no que não se vê: dada a redução de preços devido ao menor custo de produção (redução dos salários nominais), os consumidores (incluindo aqueles que trabalham (pois caso não sejam do estado ou bandidos, apenas consumem porque alguém produziu utilidade às outras pessoas anteriormente) terão mais dinheiro para poupar (e empreender, abrindo mais empregos e criando novos bens e serviços) e gastar, aumentando sua prosperidade. Não é garantido que você retorne ao salário nominal que detinha antes: se eu fui um fabricante de velas em meio à chegada da energia elétrica barata, certamente não voltarei a ser o magnata que era antes; mas no longo prazo, toda a sociedade será beneficiada pelo aumento de sua produtividade. Por isso, o cidadão médio da nossa época é mais rico que um rei do século XVIII: embora ganhe menos que um rei atual ganharia, tem acesso a mais bens e serviços que antes nem mesmo eram da imaginação de 200 anos atrás.

    Embora a presença feminina no mercado de trabalho traga mais bens e serviços sendo produzidos, o que tornará a sociedade mais rica, isso NÃO necessariamente significa que a sociedade estará melhor: crianças terão menos contato com os pais (e por consequência, serão deixadas aos corvos das escolas, creches e babás digitais), a cozinha doméstica será substituída por comida congelada e seus nefastos efeitos à saúde das pessoas, etc. Cada família é um caso particular e embora a mulher não seja feita pela natureza para ser a provedora (basta olhar a gravidez, bem mais comum em sociedades mais primitivas, que completamente desabilita a mulher de boa parte dos trabalhos), há mulheres que podem providenciar mais recursos que seus maridos e isso possibilita que eles, ao invés delas, passem mais tempo com seus filhos.

    Agora sobre as mulheres "terem sido escravas de seus maridos (...)", particularmente, não sei. Mesmo entre feministas, há um intrigante debate sobre a felicidade das mulheres estar diminuindo com o tempo; e eu sinceramente não creio que isso tenha algo a ver com um "escravo" sentindo falta da sua senzala. E além disso, não consigo pensar em um arranjo mais benéfico a uma mulher tradicional do que um casamento feliz, estável e duradouro: no mercado sexual, homens enriquecem e ganham valor com o tempo, atraindo moças jovens; mulheres perdem beleza e por isso, perdem valor rapidamente com o tempo, perdendo sua capacidade de competir com tais moçoilas. Quando há uma relação de companheirismo garantido, a mulher somente tem a ganhar.

    Sobre o companheirismo inerente ao casamento ocidental

    [i]No mercado sexual, homens trocam recursos pela beleza das mulheres, que indica fertilidade. Na relação familiar, uma parte dedica recursos aos filhos e à outra parte enquanto a segunda trata de educar as crianças e cuidar da casa. Se o provedor (1º) parte decidisse abandonar a família e destruir todos os recursos adquiridos por ele com um carro novo, por exemplo, seria um absurdo; mas se a segunda parte decidisse abandonar seu compromisso para com os filhos e a casa para criar recursos para ela própria, também seria um absurdo - embora a sociedade acredite que isso constitui uma "emancipação".


    Em resumo, embora a parte econômica seja fácil de discutir, os impactos sobre as crianças devem ser a parcela prioritária da discussão. Se elas não aprenderem com os pais a resolverem seus conflitos voluntariamente, não será na escola, nas universidades e nas creches que aprenderão; muito pelo contrário, como provado por todo paraquedista que adentra nossa atmosfera voluntarista. É muitíssimo importante que ocorra conexão emocional dentro da família para que ocorra a proteção da criança contra quaisquer predadores, por exemplo.
  • Alexandra  07/09/2015 18:59
    Finalmente um comentário lúcido em meio a tanto ódio e revolta dos dois lados... Gostaria de complementar que a lei da licença maternidade foi criada não para favorecer as mulheres, e sim as crianças que precisam de mais cuidados nos primeiros meses de vida. Todos que criticaram aqui também são filhos...
    Sou mãe de dois homens, possuo um cargo de chefia, e na minha equipe há homens e mulheres. Posso afirmar que foi muito mais difícil chegar até aqui do que seria para um homem. Ainda assim penso que o caminho não é competir, mas somar. Homens e mulheres são diferentes e por isso mesmo têm condições de ajudar um ao outro, suprindo as carências do outro com as habilidades que são mais desenvolvidas em cada um.
  • anônimo  17/08/2015 03:26
    Essa história de que mulheres eram "escravas" dos homens é puríssimo exagero.

    A vida das mulheres era infinitamente mais fácil e mais leve do que a dos homens.
  • anônimo  18/08/2015 10:30
    Exatamente, procurem por Esther Villar: The Manipulated Man
    O homem SEMPRE foi o otário da história, inclusive antes dos anos sessenta e do marxismo cultural
  • Andre  18/08/2015 19:15
    Já li esse livro, pra ser mais exato li a versão em português: "O Homem Domado".
    É muito esclarecedor.

    Detalhe importante pra quem não é familiarizado com nomes ingleses:
    Esther Villar é uma MULHER.
    E pelo que li recentemente ela recebe ameaças de morte de mulheres raivosas até hoje.
  • Anderson  08/09/2015 01:53
    Sinceramente, não consegui ler esse livro. Não digeri. Pude ler só o primeiro capítulo (já foi o bastante), o que a autora dizia não passava de generalizações, conclusões equivocadas e etc. Não sei se o resto do livro muda, mas... confesso que não deu.
  • anônimo  07/09/2015 22:05
    Destruindo o feminismo em 3 minutos
    https://www.youtube.com/watch?v=nmzH9MHKC7s
  • anêmico  08/09/2015 00:51
    Para destruir o feminismo em três minutos basta deixar uma feminista falar por três minutos. Na verdade, essa técnica vale para qualquer tipo de esquerdista.
  • Felipe  10/09/2015 17:36
    Estou no trabalho, então não consigo abrir o link para ver exatamente do que se trata.

    Mas é perfeitamente possível uma feminista liberal/libertária... Basta que ela defenda suas ideias com base na mudança cultural, e não através de intervenção do estado.
  • Andre  10/09/2015 18:50
    "Basta que ela defenda suas ideias com base na mudança cultural, e não através de intervenção do estado.".

    Concordo!
    As pessoas tem todo o direito de defender coisas impossíveis, desde que não usem coerção.

    Uma feminista liberal/libertária poderia defender, por exemplo, que a participação das mulheres no mercado de TI seja igual a de homens.
    Claro que sem o papai estado isso é impossível, mas ela tem o direito de sonhar com utopias.
  • Anônimo  10/09/2015 17:56
    Olha, o texto não é ruim, mas é tão bobo que as pessoas estejam jogando tanto tempo fora se chamando de feministas. O buraco é muito mais embaixo. Acho que se o texto não estivesse em uma página que se chama de 'Clube das Feministas' e não tivesse mencionado a palavra feminismo em momento algum, não teria muito do que reclamar.
  • Rennan Alves  10/09/2015 20:19
  • Evo Morales  04/10/2015 22:44
    O problema é o seguinte:

    Feministas liberais: 1.000 curtidas.

    Feministas esquerdistas, socialistas, comunistas, marxistas, coletivistas: 1.000.000 curtidas.

    99,9% do feminismo brasileiro é dominado pela escória dos movimentos esquerdistas e suas ramificações.
  • ana  04/10/2015 18:49
    Achei que teria um monte de feminista xingando o autor. Enfim, ótimo texto! Pra propor o fim da suposta descriminação de gênero.
  • Mara  26/10/2015 16:46
    Felipe Witt não sei se você lerá este comentário, mas te parabenizo pela paciência, lucidez e grau de aprofundamento no assunto. Homens como você fortalecem o movimento! Gratidão.
    Aos demais, sugiro que estudem mais, leiam outras pesquisas, se aprofundem mais e sejam humildes para reconhecer os privilégios sociais que possuem.
    Gêneros são categoriais socialmente engendradas, toda a discussão pautada em blá,blá,blá mulheres são assim, homens são assado são completamente infrutíferas.
    Mudam-se as contingências sociais, mudam-se os papéis, tudo muda!
    Se homens compartilhassem as responsabilidades do lar e da família com a mulher, só isso já mudaria boa parte do cenário.
    Na verdade, quando lendo estes comentários tenho a impressão de que tudo isto se trata de uma simples disputa de poder de uma autodeterminação do mais capaz.
    A verdade é que nenhum é mais ou menos capaz do que o outro são os papéis que determinam as posições, nada além disso.
  • anônimo  13/11/2015 09:14
    'Gêneros são categoriais socialmente engendradas, toda a discussão pautada em blá,blá,blá mulheres são assim, homens são assado são completamente infrutíferas.'

    Vcs falam isso desde os anos sessenta e até agora não provaram nada.Mas é isso mesmo, repetir uma mentira até virar verdade, sempre tem que acredita...

    'Se homens compartilhassem as responsabilidades do lar e da família com a mulher, só isso já mudaria boa parte do cenário.'

    Então case você com um macho beta e seja feliz ora.Vc não tem é o direito de infernizar a vida da mulher que prefere ser dona de casa, que é o que feminazi vive fazendo.
  • Antônio  04/11/2015 15:11
    Vale mencionar a diferença no raciocínio de homens e mulheres. O homem se concentra em uma só tarefa ao passo que a mulher mantém a concentração em diversos acontecimentos simultaneamente. Isso faz com que uma mulher média desempenhe melhor e mais rapidamente tarefas de dificuldade fácil e média, mas também a deixa desconcentrada para realizar tarefas de alta complexidade. Já um homem médio pode ser ineficiente nas suas tarefas mais fáceis, porém, pode se tornar altamente eficiente naquilo em que se especializou. Outra distinção: a mulher busca compreender e manipular as pessoas do meio social próximo em que vive (família, amigos, vizinhos). Ela vive no mundo das relações humanas. O homem procura dominar os objetos à sua volta. Ele vive no espaço geográfico. Por isso o melhor desempenho dos homens nas profissões e a falta de entendimento sobre as questões familiares. E vice-versa.
  • André  04/11/2015 15:38
    Exatamente, as diferenças entre homens e mulheres não são apenas aquelas que podem ser facilmente observadas à olho nu quando ambos estão nus, existem muitas outras diferenças, ao contrários do que pessoas malucas gostam de acreditar e impor.
  • Vitória  13/11/2015 02:12
    Durante todo o texto você menciona que "homens tendem a isso e aquilo". Mas será que eles não são influenciados e reforçados desde cedo a seguir tal carreira(principalmente na área de exatas)?
    Homens desde criança são permitidos a se arriscar mais do que as mulheres. Estas devem brincar com bonecas e se comportar; aqueles podem brincar à vontade de luta, skate, brincar na rua. Afinal, qual o problema, não é mesmo? Esses fatores de criação não influenciariam os homens a correrem mais riscos? Aliás, quem cria/cuida/alimenta/limpa esses homens na infância? Cadê a responsabilidade dos pais no cuidado dos filhos, ou seu papel social é somente de provedor?
    Ficam as perguntas.
  • anônimo  13/11/2015 09:06
    Aposto que todo mundo aqui cresceu ouvindo essa história de que 'é tudo cultural'.Os que nasceram ontem acreditam piamante, mas pra tristeza de vocês, alguns estudaram mais, descobriram que a ciência desmente isso e que essa igualdade forçada que vcs querem é uma ferramenta pra dar mais poder pro estado.Não que esse seja o pior problema.

    Isto dito, num mundo livre vcs feministas, lésbicas, abortistas, guerreiros da justiça social de todo tipo podem se juntar e fazer a comunidade de vcs com a cultura que vcs acham bonito.Só não vão ter o direito de mandar no que os filhos dos outros vão aprender na escola (e nossa o horror, vc sabe e eu também sei que isso é o que vcs mais querem, vcs não conseguem viver sem o desejo de controlar a vida dos outros)
  • anônimo  13/11/2015 09:34
    Eu queria muito ver uma sociedade feita só de feministas, gayzistas, afro coitadistas, deve ser a coisa mais linda.
    https://www.youtube.com/watch?v=F23cn4zjZn0

    Vcs odeiam tanto o homem branco opressor, nada mais lógico que ir pra longe dele.
  • Andre  13/11/2015 13:17
    "Vcs odeiam tanto o homem branco opressor, nada mais lógico que ir pra longe dele.".

    Sempre recomendo para essas pessoas imigrarem para um lugar onde não exista homem branco, pois para essas pessoas tal local deve ser o paraíso na terra, já que não tem opressores.

    O nome desse local é África, estranhamente aqueles que dizem que o homem branco é o culpado de todas as mazelas sociais no mundo não estão emigrando em massa para a África.
    Afinal de contas como lá não tem homem branco não tem nenhuma mazela social, só existe paz, amor e homens e mulheres tem papeis iguais na sociedade.
  • Vitório  13/11/2015 10:51
    Entendemos tudo isso. Mas analisando de forma fria e racional, os empregadores simplesmente não têm culpa de como as meninas e meninos são educados. E por não terem culpa, o custo disso não deve recair sobre eles e elas que empreendem e contratam.

    Empregadores buscam o lucro, e se um funcionário que nunca largou a carreira ganhou mais experiência e hoje gera mais valor para a empresa do que a funcionária que se ausentou por 5 anos para cuidar de filhos pequenos, então esse funcionário vai receber mais sim.

    Igualar os dois salários na marra seria injusto para o funcionário que deixou de acompanhar a infância de seus filhos para estar trabalhando e construindo uma carreira sólida.

    Se essa distorção é cultural, então a luta das feministas deve ser também na área da cultura. Mudem a forma como as crianças são educadas, digam aos pais e mães para deixarem suas filhas aprenderem a correr riscos e a não abandonarem suas carreiras por problemas familiares ou pressão da sociedade. Ensinem as pessoas a pararem de cobrar as mulheres para colocarem seus trabalhos em segundo plano depois das necessidades da família, e ensinem as mulheres a não aceitarem viver com homens que não ajudem por igual nos afazeres domésticos e na educação das crianças.

    Querer essa mudança primeiro nas empresas e na atitude dos patrões e patroas é colocar a carroça na frente dos bois. Mudem a cultura e a economia acompanhará a mudança automaticamente, com empregadores(as) contratando mulheres por salários iguais e sabendo que podem contar com elas para produzirem tão bem quanto os homens. Até lá, todas as tentativas de igualar salários com leis, pressões e regulamentos serão totalmente inócuas, perdas de tempo e de energia.
  • Andre  13/11/2015 13:13
    "Durante todo o texto você menciona que "homens tendem a isso e aquilo". Mas será que eles não são influenciados e reforçados desde cedo a seguir tal carreira(principalmente na área de exatas)?
    Homens desde criança são permitidos a se arriscar mais do que as mulheres. Estas devem brincar com bonecas e se comportar; aqueles podem brincar à vontade de luta, skate, brincar na rua. Afinal, qual o problema, não é mesmo? Esses fatores de criação não influenciariam os homens a correrem mais riscos? Aliás, quem cria/cuida/alimenta/limpa esses homens na infância? Cadê a responsabilidade dos pais no cuidado dos filhos, ou seu papel social é somente de provedor?
    Ficam as perguntas."

    Ah, a crença infantil de que a única coisa que diferencia homens e mulheres é o corpo.

    Vocês também acham que as diferenças comportamentais dos leões e leoas são uma construção social?
  • Sil  03/12/2015 01:59
    Bom,eu achava que o homo sapiência era ligeiramente diferente dos outros famíferos superiores...não entendo como essa comparação pode ser válida.
  • Vio  03/12/2015 13:10
    "Homo sapiência"? Eu, hein? isso até parece até nome de disco do Jorge Ben Jor.
  • Batista  03/12/2015 15:59
    Quer dizer que começaremos a ver mulheres trabalhando (em grande escala) de:

    Caminhoneiro;
    Motorista particular (com jornada "flexível");
    Auxiliar de carga de descarga (o famoso "chapa");
    Portaria do prédio;
    Pedreiro;
    Servente de pedreiro;
    Carpinteiro;
    Engraxate;
    Limpeza de granjas, currais, abates;
    Podas de árvores;
    Denotação de explosivos e artefatos de uso em pedreiras;
    Frentista de postos de combustíveis (trabalhando pela madrugada);
    Motorista de trator (sem ar condicionado e direção "queixo-duro";
    Motoboy/girl entregando pizza/lanche/dog/um monte de coisas na madrugada de São Paulo;
    Manobrista de estacionamento;
    Carvoaria;
    Trabalhador de minas (lá dentro da mina);
    Na produção de aço e ferro, na "boca da fornalha" de sabe-se lá quantos graus Celsius;
    Limpador de vidro de prédio (de 30 andares e do lado de fora);
    Manutenção de elevadores;
    Eletricista de manutenção em redes de alta tensão (em cima dos postes e linhas de transmissão);
    Eletricista em geral;
    Bombeiro hidráulico;
    Guarda de trânsito (sabendo e orientando sobre todas as ruas da cidade);
    Salva-vidas em praias (principalmente as perigosas);
    Segurança particular;
    Vigilante de carro forte;
    Piloto de avião e demais aeronaves;
    Pilotando caças aéreos da FAB;
    Soldado do exército em conflitos (na linha de frente) no Oriente Médio ou outros lugares;
    Grupo de ações especiais/choque da PM (enfrentando protestos, bombas,rojões, garrafadas);
    Operador/corretor da Bolsa de Valores;
    Bombeiro Militar (pulando em rios, apagando incêndios, salvando vidas em penhascos);
    Professor de Física Quântica e outros cálculos extramente complexos;
    Operando com energia nuclear (nas bases reatoras);
    E todos os serviços instáveis, pesados, insalubres e periculosos existentes.

    E isso tudo tendo:

    Trabalhar 35 anos para aposentar(!);
    Licença-maternidade igual aos homens (3 a 8 dias, dependendo do trabalho);
    Entender que direitos iguais = deveres iguais.


    Quanto aos homens, deveriam começar a:

    Arrumar a casa;
    Cuidar das crianças;
    Não aguentam mais nada!!!


    Há, também, uma infinidade de atribuições nas quais as mulheres superam os homens. E de longe. E esses fatos evidenciam que ambos se completam, tanto na vida afetiva, relações sociais, na vida profissional, acadêmica, bem como em toda a economia.
  • Matheus  13/12/2015 23:05
    As feminazi não concordam com isso não, elas disseram.
  • Anonimo  14/12/2015 06:06
    E quem liga pro que elas concordam?
  • Paola Ferreira  14/06/2016 12:54
    Muito bom também recomendo gerador-de-cpf-cnpj.blogspot.com.br
  • Jônatas D B Gonçalves  17/06/2016 15:06
    Por favor, compartilhem a pesquisa.
  • Atento  17/06/2016 15:18
    Linkada duas vezes no artigo e mais quatro vezes aqui nesta seção de comentários. Aqui vai pela quinta vez:

    www.fee.rs.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/20150504relatorio-sobre-o-mercado-de-trabalho-do-rio-grande-do-sul-2001-13.pdf
  • Junior  09/11/2016 22:42
    Aqui, ainda podemos desconfiar da estatística, porém, vi com meus próprios olhos umas descriminações. Uma menina do meu departamento na empresa coreana pediu aumento, não deram com a desculpa de falta de dinheiro da empresa, ela saiu para poder pegar uma vaga em outra empresa que pagava mais. Ela ganhava 4 mil, e logo em seguida contratarma um rapaz para fazer o mesmo serviço que ela e o salário dele era 6 mil. Ou seja, por que não deram um aumento de mil reais e depois contrataram um homem pagando 2 mil a mais, sendo que "não podiam"... Pra mim foi machismo de uma empresa coreana, que tem as mulheres como cidadãs de segunda classe. No Japão o salário é discrepante e é na cara dura. Homens ganham 1100 ienes por hora e as mulheres ganham 900 ienes por hora para fazer o mesmo trabalho. Os homens e mulheres pagam o mesmo imposto e encargos que homem lá e aqui, então um salário diferente não tem realmente explicação. E a mulher nunca tem nada, o homem pode ter filhos e continuar no emprego, mas a mulher é obrigada a NÃO ter família para seguir carreira. Não parece justo. E ela ganhando menos não tem como contratar uma babá pra pode voltar logo ao emprego. Os empresarários demonizam a licença maternidade sendo que todo empresãrio sabe que tem que guardar uma grana pra isso. O machismo também impede os homens de terem o privilégio como pai, eles não podem ajudar suas esposas a cuidar de seus bebês. A mulher pode até escolher empregos inferiores e por isso ganhar menos, mas existem SIM empresas machistas que fazem questão de não pagar. E isso no mundo todo. Não podemos pensar que é totalmente mentira. O fato de empresários acharem que a mulher engravidou de propósito só pra dar calote é uma visão machista sim. A Lei diz que elas têm direito. Se não houvesse essa lei, existiria mais aborto. E aí, vcs são a favor do aborto? De nossas mulheres parerem de ter filhos pra seguir carreira e pior estão dispostos a ralar mais pra cuidar de suas famílias? Lá no Japão já está acontecendo isso, o homem não consegue mais prover e a mulher para de ter filhos. Logo Japão acaba.
  • Jean Lima  26/11/2016 23:10
    Outro fator de significativo, é a diferenças é ter filhos. Thomas Sowell já chegou a citar isto e, como vemos na pesquisa, há diferenças entre casais com filhos.
  • Daniel Silas  09/06/2017 03:06
    Sou pediatra e por alguns anos coordenei a escala de plantão de pronto-socorro de um hospital, isso foi na era antes do zap, quando o sms pro grupo era a melhor forma de comunicação rápida e em massa.

    Quando faltava médico, e obviamente eram os plantões noturnos os que mais frequentemente ficavam descobertos, eu perguntava pro grupo, a maioria de mulheres, quem poderia cobrir o horário.

    Todas as mulheres casadas e com filhos pequenos diziam que não podiam ajudar na escala por conta dos filhos.

    Mas, certa vez, a resposta mais insólita veio de uma colega que com frequência colaborava com esses furos, pois de certo modo estava precisando de dinheiro e cujos filhos tinham 3 e 5 anos de idade, mas 'naquela noite a babá não ia poder ficar com as crianças'. Perguntei se o pai não ficava e ela me disse que 'não tinha confiança em deixar os filhos sozinhos com o pai, sem a babá para ajudar, pois ele não tinha jeito de cuidar dos meninos', mesmo sabendo que crianças de 3 e 5 anos simplesmente dormem a noite toda.

    Ora, se uma médica, pediatra, no topo da pirâmide social tem esse tipo de postura intrafamiliar, imagino as mulheres em geral.


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