As empresas que mais recebem verba do BNDES, e seus maiores escândalos
por , terça-feira, 12 de maio de 2015

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bndes-capa-636x395.jpgNota do IMB

O BNDES, quando despido de toda a propaganda ideológica, não passa de uma perniciosa máquina de redistribuição de renda às avessas.  Uma vez que você entende como realmente funciona este suposto banco de desenvolvimento, torna-se claro seu mecanismo espoliativo.

Originalmente, os recursos do BNDES eram oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador — fundo destinado a custear o seguro-desemprego e o abono salarial).  Só que, dado que os recursos do FAT advêm das arrecadações do PIS e do PASEP, na prática os recursos do BNDES eram originados dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento das empresas.  Esse dinheiro era então direcionado para as grandes empresas a juros subsidiados.

Este arranjo, por si só, já denotava um grande privilégio.  Por que, afinal, as pequenas empresas devem financiar os juros subsidiados das grandes empresas?

O problema é que essa matriz, já ruim, foi alterada para pior a partir de 2009.  Se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, a partir de 2009 ele passou a se financiar também via endividamento do Tesouro, o que significa que ele se financia via inflação monetária.

Funciona assim: como o BNDES não tinha todo o dinheiro que o governo queria destinar a seus empresários favoritos — como o multifacetado Senhor X —, o Tesouro começou a emitir títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro para complementar os empréstimos. 

E quem compra esses títulos?  Majoritariamente, o sistema bancário.  Como ele compra?  Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias.  Ou seja, a atual forma de financiamento do BNDES é inerentemente inflacionária.  Ela aumenta a quantidade de dinheiro na economia.

O gráfico a seguir mostra a evolução dos empréstimos do BNDES, atualmente com um saldo de R$ 638 bilhões.  Observe a guinada ocorrida em meados de 2009, quando essa nova modalidade foi implantada.

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Evolução dos empréstimos concedidos pelo BNDES. A linha vermelha (que foi descontinuada em 2013) representa a soma da linha azul (empresas) com a linha verde (pessoas físicas).

Portanto, além de aumentar o endividamento do governo, este mecanismo utilizado pelo Tesouro para financiar o BNDES também aumenta a quantidade de dinheiro na economia.  E, como mostra o gráfico acima, desde 2009, o BNDES já jogou quase R$ 500 bilhões na economia. 

(Todos os bancos estatais em conjunto despejaram na economia, nesse mesmo intervalo de tempo, R$ 1,100 trilhão, o que significa que apenas o BNDES responde por 45% desse valor).

Além de ter causado uma grande inflação monetária — algo que, por si só, pressiona a carestia —, esse mecanismo de financiamento do BNDES, via endividamento do Tesouro, também ajudou a deteriorar o quadro fiscal do governo.  A dívida bruta está em 63,4% do PIB.  (Para que se tenha uma ideia, no final de 2013, a dívida bruta do Brasil estava em 56,7% do PIB.)

Esse valor da dívida bruta — mais ainda, essa tendência —, além de ameaçar o grau de investimento (investment grade) conferido ao país pela Standard & Poor's, ajudou a acelerar a depreciação do real, o que turbinou ainda mais a inflação de preços.

Logo, o BNDES espolia duplamente os mais pobres: destrói o poder de compra da moeda e ainda utiliza os impostos dos pequenos para financiar empresários ricos.

O artigo a seguir traz um excelente compêndio de todas as empresas que foram agraciadas por esse mecanismo de espoliação às avessas, em um perfeito exemplo do corporativismo que tomou conta do Brasil.  E ajuda a entender por que — com subsídios garantidos e ausência de concorrência — seus serviços são ruins.

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Criado por Getúlio Vargas, em 1952, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), que mais tarde agregaria a palavra "Social" ao seu nome — passando a se chamar BNDES —, é uma instituição pública com o objetivo de fomentar o crescimento do país por meio do crédito — geralmente com juros subsidiados e condições mais atrativas do que as propostas pelos bancos privados — e do investimento direto.

Após diversos anos atuando no mercado, o banco se tornou fonte de polêmicas, e não por acaso: só em 2014, 62% de seus desembolsos foram destinados a empresas de grande porte, o que põe em cheque o título de fomentador "do desenvolvimento" — não seria mais adequado "fomentador do corporativismo"?

BNDES: Desembolsos por porte de empresa (R$ bilhões) | Create infographics


As polêmicas em torno do BNDES e de seu questionável sistema de repasse de verbas levaram a Câmara dos Deputados a criar uma CPI para investigar o banco e suas relações com empresas envolvidas no escândalo Lava Jato, que, mesmo em situação irregular, receberam seus aportes bilionários.

Em 2013, antes dos escândalos de corrupção estourarem, a Petrobras havia sido a empresa mais beneficiada pelo BNDES: foram R$ 11,6 bilhões em verbas. A lista continuava com diversas empresas que mais tarde se envolveriam em escândalos dos mais diversos tipos: TIM (5,7 bi), Eletrobras (2,5 bi), JBS (2,4 bi, desde 2005), Sabesp (1,7 bi), Copel (1 bi), Braskem (863 mi), Light (276 mi) e várias outras empresas dos mais diversos setores da economia.

Agora, no início deste ano, o banco divulgou os valores dos contratos assinados em 2014. Só as grandes empresas receberam, apenas em 2014, um montante que soma os 117 bilhões de reais, de um total de 187 bilhões de dinheiro distribuído pelo banco.

Mas os problemas com o BNDES vão muito além dos valores: praticamente todas as maiores beneficiadas pelas linhas de crédito concedidas pelo banco financiaram campanhas políticas ou estão envolvidas em algum tipo de polêmica.

Para ilustrar o tamanho do escândalo em torno da instituição, separamos uma lista com as 14 empresas mais beneficiadas pelo banco no último ano e uma pequena descrição de seus problemas.

Eis seus escândalos.

14º - Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA): R$ 859 milhões

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A COELBA é parte do holding Neoernegia, terceiro maior grupo privado do setor de energia elétrica do país. A Neoenergia tem como acionista o Banco do Brasil e controla mais de 80% da COELBA.

holding está envolvida em escândalos de corrupção junto à Petrobras e à empreiteira Camargo Corrêa, que constam na lista de empresas investigadas pela operação Lava Jato.

No Rio Grande do Norte, a usina de Termoaçu, que pertence parcialmente ao grupo, possuía falhas de construção e negociou pagamentos suspeitos com a empreiteira.

[Atualização em 12 de junho de 2015:

A Neoenergia entrou em contato e enviou a seguinte informação:

Em relação à matéria "Estas são as empresas que mais recebem verba do BNDES. E estes são seus maiores escândalos", publicada por este site em 11 de maio passado, a Neoenergia vem esclarecer: 1) Ao contrário do que afirma o texto, a Neoenergia não está "envolvida em escândalos de corrupção junto à Petrobras". 2) Ao contrário do que afirma o texto, a usina de Termoaçu não "pertence parcialmente ao grupo". 3) Ambas as inverdades, inclusive, são desmentidas pela própria matéria usada nos dois links inseridos no texto. Publicada pelo jornal O Globo em 16/11/2014, a matéria informa que a Neoenergia deixou o empreendimento Termoaçu em agosto de 2013, com a venda de suas ações à Petrobras, após disputa arbitral. E que, até aquele momento, não havia sido feito qualquer pagamento adicional à empreiteira Camargo Corrêa. Como informação complementar sobre o grupo: Sobre a Neoenergia – Maior grupo privado do setor elétrico do Brasil em número de clientes, a Neoenergia tem mais de 10 milhões de unidades consumidoras atendidas por suas três distribuidoras: Coelba (BA), Celpe (PE) e Cosern (RN). Isso representa 13,5% dos consumidores brasileiros. Presente em 13 estados, o grupo atua em toda a cadeia de energia: geração, transmissão, distribuição e comercialização. Na área de Geração, entre usinas em operação e em construção, o grupo tem capacidade instalada de 3.992 MW. Com forte atuação no segmento de fontes renováveis, a Neoenergia possui 16 parques eólicos nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia, em parceria com a Iberdrola, e vai inaugurar este ano a segunda usina solar em Fernando de Noronha (PE). Pelo ranking 2014 do jornal Valor Econômico, a Neoenergia é o 45º maior grupo empresarial do Brasil. É uma das 35 melhores empresas do país para se iniciar a carreira segundo o Guia Você S.A. 2015. O Grupo Neoenergia tem como acionistas a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ (49,01%), a espanhola Iberdrola (39%) e o Banco do Brasil Investimentos (11,99%)."]


13º – Ambev: R$ 935 milhões

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Maior empresa da América Latina, o conglomerado Ambev controla diversas empresas da área de bebidas.

A empresa nasceu da fusão de três grandes cervejarias nacionais por meio de um contrato que, mais tarde, se provou fraudulento: a empresa havia subornado o Cade durante o processo de fusão. [Nota do IMB: neste quesito específico, não há nada de errado; empresas devem ser perfeitamente livres para se fundirem, sem terem de se sujeitar a um órgão regulador.  Para evitar oligopólios, basta abrir totalmente o mercado à concorrência externa  Veja mais detalhes este artigo].

O grupo ainda aparece como um dos maiores financiadores de campanha durante a corrida presidencial do ano passado: foram R$ 6,7 milhões de reais em doações para os 3 maiores candidatos que participaram da disputa.

Dilma recebeu 4 milhões de reais, enquanto Aécio Neves e Eduardo Campos ficaram com 1,2 e 1,5 milhão, respectivamente.

 
12º – Concessionária BR-040: R$ 965 milhões

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A concessionária que administra a BR-040 também não escapa dos escândalos: a rodovia é controlada pela Invepar, uma empresa que possui como acionista a Construtora OAS, investigado na Operação Lava Jato.

Além da OAS, que espera operar obras na BR-040, a Invepar ainda conta com capital público: também são acionistas da empresa a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), a Petros (Fundação Petrobras de Seguridade Social) e a Funcef (Fundação dos Economiários Federais).


11º – Global Village Telecom (GVT): R$ 1 bilhão

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A GVT não está — até o momento — envolvida em nenhum grande escândalo, mas figura nas listas do Procon como uma das empresas com o maior número de reclamações do país e já chegou a sofrer com processos e multas por conta de problemas no cumprimento de velocidades de internet.

 

10º – Renova Eólica Participações: R$ 1,044 bilhão

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Líder do setor de energia sustentável no país, a Renova é dona do maior parque eólico da América Latina. Mas não se deixe enganar: a empresa não parece tão sustentável quando analisada mais de perto.

Suas relações com o poder são bem explícitas: o empreendimento tem como acionista a Cemig e a Light, que hoje detém a maior parte das ações da companhia.  

Em 2012, a empresa foi alvo dos noticiários após construir um parque eólico na Bahia que permaneceu por anos parado, sem gerar sequer um megawatt. De acordo com as reportagens, o problema era a Chesf — outra empresa campeã em receber verbas do BNDES — que não cumpriu o acordo de ligar o parque à rede elétrica.

Neste mesmo ano, a empresa também mostrou que possuía ligações estreitas com empresas não tão limpas como a energia que sai de suas usinas — nomeou como presidente de seu conselho executivo o engenheiro Otávio Silveira, então diretor presidente da Galvão Energia, uma das subsidiárias do grupo Galvão, que hoje é investigado na operação Lava Jato.

Como se não bastasse, a Cemig também é envolvida em escândalos de corrupção e negociações suspeitas com Alberto Youssef, figura central dos escândalos da Petrobras.

 

9º – Concessionária das Rodovias Centrais do Brasil S/A (Concebra): R$ 1,060 bilhão

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Parte do grupo Triunfo, a Concebra pode não ter nenhum escândalo relacionado ao seu nome, mas não é possível dizer o mesmo sobre as outras empresas que fazem parte do Grupo.

A Triunfo Econorte, concessionária que administra diversos trechos de rodovias do norte do Paraná, tem um dos pedágios mais caros do estado e foi favorecida politicamente: ano passado, o Ministério Público Federal descobriu um caso em que a Econorte teria recebido aditivos contratuais, expandindo assim o trecho sob sua administração, apesar de seu trabalho ineficiente e caro.

Além disso, a Triunfo também realizou diversas doações de campanha, totalizadas em mais de 12 milhões de reais, para diversos candidatos (incluindo Dilma Rousseff), no nome de sua construtora.

8º – Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S/A: R$ 1,106 bilhão

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A concessionária que controla o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, foi uma das empresas que mais recebeu crédito do BNDES no ano passado, mas isso não significa que ela seja exemplo de transparência.

Desde 2013, o consórcio tem participação da Odebrecht, mais uma construtora envolvida nos escândalos de corrupção em torno da Petrobras e que agora também está sendo investigada por um suposto envolvimento em esquemas de corrupção durante a construção do metrô do Panamá, em 2010.

Ironicamente, a construção do metrô do Panamá também foi patrocinada pelo BNDES.

Para piorar, existem indícios de que a construtora foi beneficiada pelo governo durante os leilões para a concessão do aeroporto ainda em 2013.

 
7º – Braskem S/A: R$ 1,189 bilhão

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Gigante do segmento de produção de resinas plásticas, a Braskem sempre teve como meta se destacar como a maior empresa das Américas no setor — objetivo que já conquistou várias vezes. A companhia também já foi eleita pela revista Você S/A uma das melhores para começar a carreira, mas isso não isenta a empresa de envolvimento em esquemas, no mínimo, duvidosos.

Desde sua origem, a Braskem conta com capital da Odebrecht, outra empresa envolvida em escândalos já citada nesta lista, além de também ter a Petrobras como uma de suas principais acionistas — o que já nos dá algumas pistas sobre suas relações com o governo.

Mas os problemas da empresa vão muito além de rumores: em março, ela foi incluída na lista de empresas investigadas pela Operação Lava Jato, após Alberto Youssef afirmar que seus executivos pagavam propinas para diretores da própria Petrobras, em troca de matérias-primas mais baratas.

Os laços da empresa com o poder ficam ainda mais explícitos quando observamos os valores gastos em doações a políticos na última eleição: 8,44 milhões de reais.

 
6º – Aeroportos Brasil – Viracopos S/A: R$ 1,496 bilhão

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Localizado em Campinas, o aeroporto de Viracopos é controlado majoritariamente pela Aeroportos Brasil, concessionária que conta com participação da Triunfo Participações, citada anteriormente nesta lista, e da UTC Participações, empresa envolvida no escândalo da Petrobras.

A UTC é um caso que chama a atenção: três de seus executivos foram indiciados por corrupção no final do ano passado. Para piorar a imagem da empresa, dados do TSE mostram que a empresa gastou mais de 14 milhões de reais em doações a campanhas políticas nas últimas eleições.

Além dos casos individuais envolvendo as empresas que fazem parte do consórcio, a Aeroportos Brasil também está envolvida em polêmicas: durante as investigações da operação Lava Jato, a polícia encontrou indícios de corrupção no contrato do consórcio e uma possível ligação entre o doleiro Youssef e o consórcio do Aeroporto.

 

5º – LLX Açu Operações Portuárias S/A: R$ 1,805 bilhão

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A antiga empresa de Eike Batista, que hoje atua sob o nome Prumo, também está entre as que mais recebem financiamento do BNDES.

As polêmicas em torno da empresa estão todas envolvidas com seu antigo dono, Eike Batista. Além de ter mentido sobre os números de seu conglomerado, o EBX, o empresário ainda escondeu informações durante o fechamento do capital da empresa, em 2012, antes da venda para o grupo EIG, que posteriormente alteraria o nome LLX para Prumo.

Apesar de a nova empresa não estar envolvida em nenhum escândalo de corrupção, seus números não são lá muito bons — ela acumulou prejuízos de mais de R$ 50 milhões nos últimos 12 meses, depois de sucessivos prejuízos.

O tamanho da verba concedido pelo BNDES também chama a atenção: é muito maior que o valor de mercado da empresa, avaliada em R$ 1,194 bilhão.


4º – Caixa Econômica Federal: R$ 2 bilhões

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A Caixa Econômica foi a maior empresa estatal a receber dinheiro do banco no último ano — de uma vez só, recebeu uma linha de crédito no valor de 2 bilhões de reais. O valor, entretanto, contrasta com a transparência da empresa.

Diversos foram os escândalos envolvendo o banco: pagamento de prêmios a bilhetes falsos de loteria, funcionários envolvidos em esquemas de financiamentos imobiliários fraudulentos e até casos de empréstimos no nome de laranjas, feitos por agentes bancários menores.

Mas a alta cúpula da empresa também não escapa das páginas dos jornais: novas investigações da Operação Lava Jato sugerem que a empresa esteve, junto com o Ministério da Saúde, envolvida num longo esquema de desvio de corrupção e favorecimento por meio de campanhas publicitárias e empresas de fachada.

 
3º – Grupo B2W e Lojas Americanas: R$ 2,658 bilhões

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O grupo B2W Digital controla as lojas Americanas.  Ambos — B2W Digital e Lojas Americanas — receberam uma linha de crédito que totaliza quase 2,7 bilhões de reais no último ano.

Segundo dados divulgados pelo BNDES, o montante, que equivale a quase 40% do valor de mercado do grupo, ficou divido em duas partes: 1,2 bilhão no nome das Lojas Americanas S/A e 1,5 bilhão no nome do grupo, que afirmou ainda que usará parte desse dinheiro para expandir a rede de lojas.

Além das Lojas Americanas, o grupo também controla o Submarino, o Shoptime e a Ingresso.com.

As empresas do grupo já sofreram diversas ações do Procon por propaganda enganosa, indisponibilidade das lojas e falta de cumprimento de prazos. O grupo também já esteve envolvido num caso de vazamento de dados de clientes da Ingresso.com e sofreu baixas avaliações do Banco HSBC em 2013, baseando-se em seu histórico de problemas.

Outro dado apontado pelo HSBC foi o lucro do grupo: análises do banco mostraram que cada dólar incremental na receita reduzia o lucro do grupo em um valor muito maior. De lá pra cá, a recuperação da B2W não tem sido muito otimista: nos últimos 12 meses o grupo acumula perdas líquidas de mais de 164 milhões de reais.

Todos esses problemas, no entanto, não impediram o BNDES de conceder o empréstimo ao grupo — que provavelmente foi considerado "grande demais para quebrar".

 
2º – Klabin S/A: R$ 3,370 bilhões

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Gigante do setor de papel e celulose, a Klabin cultiva relações muito próximas com o ex-presidente Lula.

Em 2009, quando ainda estava à frente do poder, Lula visitou uma fábrica da empresa durante a comemoração dos seus 110 anos e ainda discursou por mais de meia hora no local.

Aparentemente, as relações próximas com o poder deram grande vantagem à empresa, que recebeu, só no ano passado, mais de 3 bilhões de reais para a construção de uma nova fábrica.

Apesar da relativa amizade de seus executivos com o ex-presidente, é importante ressaltar: a Klabin é uma das únicas empresas dessa lista que não tem envolvimento nos escândalos de corrupção da Petrobras nem possui denúncias recentes de corrupção.

Nas últimas eleições, a empresa gastou 850 mil reais com políticos, porém, não destinou nem um centavo para os candidatos à presidência.

  
1º – Vale S/A: R$ 6,163 bilhões

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Isso mesmo: a menina dos olhos de ouro do governo Fernando Henrique Cardoso aparentemente tornou-se uma queridinha do governo Dilma.

Além de ter concedido crédito no valor de 6 bilhões de reais para a mineradora, ano passado a página oficial da presidente não mediu elogios à empresa, que frequentemente é alvo de críticas por parte do PT.

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As críticas dirigidas à empresa dizem respeito a seu processo de privatização, ocorrido em 1997: na época, o controle estatal da empresa foi vendido para empresas privadas pelo valor de R$ 3 bilhões, mas os números são questionados.

Dados mostram que, apenas dois anos após a privatização, os lucros saltaram para R$ 1,251 bilhões — fato que foi usado por oposicionistas do governo tucano como prova de que a companhia havia sido vendida "por preço de banana", sem considerar o potencial de lucro da empresa no futuro.

Por outro lado, existe a alegação de que era impossível prever o valor real da empresa e de que seus resultados otimistas são uma prova de que o setor privado conduziu a mineradora melhor que a mão estatal, sendo o responsável por fazer a companhia atingir o pódio das maiores do mundo — já é a terceira maior do planeta.

Mas as polêmicas em torno da empresa não ficaram só nos anos 1990.

Ano passado, a Vale envolveu-se num escândalo de corrupção na Guiné, após acusações de que a empresa brasileira teria se beneficiado de um esquema de propinas para obter o direito de exploração de uma reserva mineral. Desde então, o governo do país revogou os direitos de atuação da Vale e de outras companhias na região.

Apesar da polêmica, as investigações apontaram que a brasileira não participou de nenhuma negociação ilegal, mas como participava de uma joint-venture com empresas do país denunciadas no escândalo, acabou perdendo também sua fatia na exploração mineral.

De volta ao Brasil, a empresa deixa explícitas suas relações com o governo Dilma na página de consultas sobre doações do TSE: nas últimas eleições, a candidata petista recebeu R$ 2,5 milhões da companhia para sua campanha eleitoral.

Além de Dilma — única da lista que concorria ao cargo de Presidente da República —, a empresa também doou outros 3,2 milhões para candidatos a senador e deputados federal e estadual, a maioria do próprio PT.

 

Nota final do IMB

Em meio a tantos privilégios e subsídios concedidos pelo estado a essas empresas — e cuja consequência foi destruição das contas públicas e a perda do poder de compra da nossa moeda —, é de se estranhar que os serviços por elas apresentados sejam ruins?  É de se estranhar a promiscuidade entre o público e o privado que se tornou tão corriqueira no Brasil? 

É difícil entender que haja pessoas que defendam essa combinação perversa: contas públicas destroçadas, moeda desvalorizada, empresas protegidas, subsidiadas e que prestam serviços insatisfatórios.

Por isso o IMB faz uma defesa incansável do livre mercado e da redução máxima do estado.  Apenas uma economia totalmente aberta à entrada de empresas e capitais estrangeiros, sem barreiras governamentais e sem a concessão de privilégios e subsídios estatais para as empresas favoritas do governo, pode realmente oferecer serviços de qualidade. 

E com um proveitoso adicional: a moeda não seria destruída e as contas públicas não seriam esfrangalhadas.  Nosso padrão de vida seria sensivelmente maior.


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57 comentários
57 comentários
Eduardo 12/05/2015 15:03:16

Resumindo… Se você não é amigo do rei, pode desistir de investir no Brasil..

Responder
Diego 12/05/2015 15:08:23

O que o príncipe da privataria fez foi criminoso. A Vale foi a maior aberração, fora o resto e por pouco não foi a Petrobras junto. Mas era preciso arrumar $ pra comprar a reeleição, fora o quanto que não levaram com isso. Não me surpreende essa eterna postura covarde dos tucanos, capitaneada sempre pelo sociólogo, de sempre passarem a mão no pt, sabem que se abrirem a caixa preta da privataria também não sobra um. Quem tem, tem medo.
Privatizar é uma coisa, e eu sou a favor, como a Thatcher fez. Agora entregar tudo a preço de banana e formar cartéis entre amigos, como no caso da telefonia, também não serve pra nada.
Infelizmente o país não passou pela verdadeira privatização, nunca houve livre concorrência, livre mercado e o pior, o termo foi totalmente deturpado a ponto de hoje qualquer um que levantar a hipótese já é criticado. Sem laços com o governo, quase nenhum empresário chega a lugar nenhum nisso aqui e muito menos fica milionário,bilionário, basta olhar as sumidades da lista da Forbes e suas estreitas ligações com o poder e o crédito público farto à disposição pra pagar a perder de vista. Assim até eu.

Responder
Armando 12/05/2015 15:22:46

Ué, Diego, se a Vale era essa barbada toda, então por que você não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que você poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, e lamentavelmente, a Petrobras não foi junto. Se tivesse ido, estaríamos hoje como o resto do mundo: usufruindo gasolina boa e barata.

Mas não: temos de ficar com gasolina cara e ruim. E tudo em nome de um pseudo-patriotismo.

Responder
Diego 12/05/2015 16:07:04

Se você considera válido um jogo de cartas marcadas onde o patrimônio público foi dado de graça, e até o pagamento ainda foi financiado com $ público problema é seu. Deve ser síndrome de Estocolmo. Imaginemos que a Petrobras tivesse ido pelo mesmo valor. Que baita negócio, não?
Pra eles, é claro. Padrão típico do escambo com os índios.
Tem noção de quanto que vale só o pré-sal, seu doente? E as nossas reservas de minérios? Já ouviu falar em nióbio?
Eu quero a Petrobras e tudo o que for possível privatizado, longe do estado. O que não significa aceitar qualquer coisa, muito menos o absurdo que foi feito e caiu no esquecimento.
Uma coisa é estabelecer a livre concorrência, empresas negociadas por preços justos e quem tiver a melhor proposta que leve. Outra coisa é montar um teatro e fatiar um patrimônio incalculável como se estivesse vendendo bananas.

Responder
Ovelha Negra 12/05/2015 23:04:09

Tem mais é que se privatizar tudo e é claro, retirar todo o protecionismo sobre essas empresas nacionais, caso contrário só teremos um monte de cartéis se formando.

Responder
André 13/05/2015 00:38:42

Mas o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Responder
Felipe Lange S. B. S. 13/05/2015 01:30:58

Petrobras não foi privatizada. A Vale do Rio Doce foi privatizada.

Qual das duas tem um dos maiores escândalos de corrupção da história? Qual delas fez você pagar pelo prejuízo?

Responder
Israel 13/05/2015 14:13:39

Sem contar que quem comprou a Vale foram os fundos de pensão, cujo dono é... o governo.

Responder
José Ramos 12/05/2015 16:28:21

"Se você considera válido um jogo de cartas marcadas onde o patrimônio público foi dado de graça,"

"Dado de graça"? Infelizmente não. O governo vendeu e ganhou um belo dinheiro com isso. Governo ganhar dinheiro é péssima notícia para a liberdade. Significa que ele ficou mais poderoso, mais regulamentador e mais invasivo. O governo deve ser privado ao máximo de toda e qualquer receita. Quanto menos dinheiro nas mãos do governo, mais dinheiro no bolso do povo, e maior as nossas liberdades.

Logo, o certo seria o governo ter simplesmente doado todas as suas estatais.

"Deve ser síndrome de Estocolmo. Imaginemos que a Petrobras tivesse ido pelo mesmo valor. Que baita negócio, não?"

Não tão bom quanto se tivesse sido de graça, com o estado não ganhando absolutamente nada no processo. No entanto, entre ter ficado do jeito que ficou e ter vendido a Petrobras baratinho, sou muito mais a segunda opção.

"Tem noção de quanto que vale só o pré-sal, seu doente? E as nossas reservas de minérios? Já ouviu falar em nióbio?"

Doente é justamente quem quer que esses recursos valiosos fiquem nas mãos de políticos safados.

E aprenda o básico: recursos naturais nada mais são do que cadáveres geológicos, sob forma mineral, que só se transformam em riqueza se houver investimentos e mercado.

Para exemplificar a diferença entre "recurso" e "riqueza", basta lembrar que o Brasil tem "recursos" e não tem "riqueza" e o Japão tem "riqueza" mas não tem "recursos".

"Eu quero a Petrobras e tudo o que for possível privatizado, longe do estado. O que não significa aceitar qualquer coisa, muito menos o absurdo que foi feito e caiu no esquecimento."

Contradição total com a afirmação imediatamente anterior.

"Uma coisa é estabelecer a livre concorrência, empresas negociadas por preços justos e quem tiver a melhor proposta que leve. Outra coisa é montar um teatro e fatiar um patrimônio incalculável como se estivesse vendendo bananas."

O "patrimônio incalculável" continua existindo normalmente. Só que agora, finalmente, deixará de ser um cadáver geológico e, por meio do mercado, passará a ser genuína riqueza para todos.

Responder
Fernando 12/05/2015 16:51:15

Sabe aquela história de "comunista é alguém que leu Marx, anticomunista é alguém que entendeu Marx"?

O mesmo se aplica pra esquerdinhas como o Diego que leram o livro da "privataria tucana" e aparecem vomitando um monte de "argumentos" sem nexo algum.

Responder
anônimo 28/05/2015 11:17:51

Epa! Gasolina CARA não, a gasolina é bem barata até...

https://www.youtube.com/watch?v=9E5ul2z_CTo

O problema é o PORQUÊ que é barata...

Responder
Julia 18/05/2016 21:48:34

Nossa, Armando todo mundo sabia que a Vale foi privatizada a preço de banana.
Concordo plenamente com o Diego.
Ser a favor da privatização é uma coisa, mas apoiar o que o PSDB fez, é outra.
O controle da vale foi vendido em 1997, com direito a financiamento oficial subsidiado aos compradores e uso de moedas podres. Foi vendido por US$ 3,3 bilhões e hoje o mercado lhe atribui o valor de US$ 200 bilhões. Tudo bem que o minério de ferro valorizou muito no início na primeira década do século 21, mas ao profetizar eles atribuíram valor zero às suas imensas reservas de minério de ferro capazes de suprir a demanda mundial por 400 anos.
A Telebrás foi vendida por R$ 22 bilhões, sendo que a União investira na Telebrás nos dois anos e meio anteriores à privatização: R$ 21 bilhões.
Privatizar ok, mas da forma como foi feita, não mesmo!!

Responder
Gontijo 18/05/2016 23:33:10

Julia, você mirou no alvo certo, mas atirou atabalhoadamente e acabou errando.

Sim, a privatização da Vale deve ser criticada, mas apenas porque foi feita com empréstimos do BNDES (como fala o artigo). O preço de venda, por si só, foi corretíssimo.

Permita-me:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.

Vou repetir o Armando, que está correto: dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. A pessoa está dizendo que os preços futuros -- que são definidos por várias variáveis impossíveis de ser prevista no momento da compra da empresa -- eram perfeitamente conhecíveis a priori.

Quem afirma que a Vale foi vendida a preço de banana não apenas não sabe como funciona mercado, como também não conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Responder
Cesar Massimo 15/05/2015 05:42:37

Infelizmente a Petrobrás não foi privatizada. Caso isso tivesse ocorrido, de preferência em partes para estimular a concorrência, certamente pagaríamos bem menos pelo combustível.
Ninguém está preocupado se existe corrupção e roubo na empresa da esquina, à exceção do proprietário. Mas a roubalheira na Petrobrás é notícia diária. É porque o cidadão vai pagar o gasto com corrupção e má gestão, seja pagando caro no combustível, seja recolhendo mais tributos para o estado capitalizar a empresa 'falida'.
Entendeu agora quando dizem que a Petrobrás é sua? É somente para dividir a conta. Ou alguém já recebeu parte dos lucros distribuídos como cidadão brasileiro?
Por fim, infelizmente a Vale foi reestatizada, sendo adquiridas por fundos de pensão estatais. Se assim não fosse, a Vale seria muito maior e mais rica podendo pagar melhores salários e benefícios a quem merece.

Responder
Alguem 12/05/2015 15:09:43

Poxa duas empresas boas como a Ambev e o Grupo B2W, não merecem estar nessa lista. quem conhece Jorge paulo lemann sabe que o que ele mais preza é a eficiência em uma empresa, e somente a isso deve o seu sucesso. todos sabem, que ele levantou um império, sem visitar brasília, foi Jorge paulo lemann que ensinou o verdadeiro capitalismo para o Brasil.

Responder
Jorge 12/05/2015 15:40:02

Isso apenas mostra como nossos melhores capitalistas ainda estão a léguas de distância dos melhores capitalistas americanos.

Outro dia vi na TV o Jorge Gerdau, por quem tenho apreço, defendendo mais tarifas de importação e mais desvalorização cambial para proteger a indústria do aço.

O Salim Mattar defende agências reguladoras.

E o Lehman, embora não se pronuncie sobre câmbio, tarifas e agências, utiliza BNDES. 

Nos EUA, empreendedores ou utilizam capital próprio ou levantam fundos no mercado, seja em bancos, seja em private equity, seja com venture capitalists.

Aqui no Brasil, todos recorrem ao estado. Tá tudo errado.

Responder
Guilherme 12/05/2015 15:55:17

Eu já boicotei a Ambev há muito tempo. A cerveja deles caiu de qualidade. Eu privilegio a Heineken e a sua subsidiária aqui no Brasil, a Kaiser, cuja cerveja de garrafa está surpreendentemente boa.

Responder
Bruno Celestino 12/05/2015 17:59:29

Realmente é decepcionante,comprei o livro que fala sobre sua jornada "Sonho Grande" de Cristiane Correa.Diz no livro que ele ficou amigo do FHC depois de sua saída da república.

Responder
Douglas 12/05/2015 15:57:44

Pior e que vejo pessoas que entendem que e assim que funciona. Mas dizem que não pode tirar essas ajudas se não as empresas quebram e vão demitir varias pessoas.

"Tem de pensar nos pais de família, se fosse vc la ia pensar diferente."

Responder
Felipe 12/05/2015 16:11:51

Muito bom, só poderia adicionar o recente fato de que o BNDES deve, em breve, captar dinheiro do FGTS também.

g1.globo.com/economia/noticia/2015/05/ministro-confirma-que-governo-quer-r-10-bilhoes-do-fi-fgts-no-bndes.html

Responder
Nike Baptiste 12/05/2015 16:17:07

Mas quem vai investir, senão o Estado, se os capitalistas detestam dinheiro?

Olhe para Singapura, Hong Kong ou Taiwan: mangues sob céu aberto. Se o BNDES estivesse por lá, assim como em Cuba, bilhões estariam sendo investidos para que nossas empreiteiras dessem orgulho ao país em projetos colossais para a construção de infraestrutura. Sem falha: desenvolvimento social e econômico no Brasil e lá fora. Olha para qualquer empresa de construção e você vai ver que estatais garantidas pelo tesouro têm contratos carro-chefe com elas e vocês reclamam. Os senhores são contra o desenvolvimento do país, só pode.

E sobre as contas públicas: somos nós devendo a nós mesmos. Se vocês acham um escândalo o tesouro garantindo a liquidez para empresas amigas do estado com endividamento e o dinheiro público, só digo para olharem o balancete e a folha de pagamento das empreiteiras: só cresce. Olha quanta riqueza o Brasil está gerando com o dinheiro de seu povo complacente e trabalhador.

Responder
Diego 12/05/2015 16:22:46

E você percebe como são as coisas. Na hora de botar a mão no próprio bolso os caras do 3G correm pro tio Buffett e vão investir nos EUA. Mas quando é aqui, vão no mesmo padrão Banânia de "empreendedorismo". Isso sem falar da Caixa, que virou a nossa Fannie Mae.
E como foi falado ali, acabaram com as cervejas, nem a Budweiser escapou.

Responder
Ricardo 12/05/2015 16:31:20

E eu concordo 100% com o Guilherme: se tiver uma graninha a mais, beba Heineken. Se estiver mais duro, beba Kaiser (que é da Heineken).

Fuja da Ambev.

Responder
Wellington Kaiser 13/05/2015 17:21:50

Só bebo Heineken. Cerveja cheia de milho não desce.

Responder
Rennan Alves 14/05/2015 01:24:33

E eu achando que você bebia Kaiser.

Responder
Gunnar 13/05/2015 18:42:09

Não tem milho, mas também não tem lúpulo. American lager, com ou sem milho, é tudo a mesma água azeda.

Responder
Anon 12/05/2015 16:31:37

Um recado para o instituto Mises:

E aí, pessoal do Mises Brasil?! Eu li o livro "Por que as nações fracassam" dos autores Acemoglu e Robinson, e sinceramente, apesar de não concordar com as suas teorias das instituições econômicas e políticas extrativistas e inclusivas, embora relevantes, porém muito estatistas para o meu gosto, notei também que os autores são rasos ou bastantes superficiais em se tratado de história econômica. Talvez para adequar propositalmente a história às suas teorias, isso não seria desonestidade intelectual? Mesmo assim, eu, já inspirado nas teorias libertárias, cujos autores são bem mais fiéis à história-econômica, ia lendo com circunspecção a tal obra de Acemoglu e Robinson. Mas, definitivamente, fiquei estupefato quando cheguei às páginas 352 e 353 nas quais são relatados alguns fatos históricos relacionados com o Brasil, que parecem ter sido pesquisados no Google vermelho baseados em revisionismo marxista, ou em propagandas estatais da época, tamanhos absurdos! Que não entrarei em maiores detalhes, aqui, neste comentário. Também gostaria que Acemoglu e Robinson se retratassem e revisassem a próxima eventual reedição dessa obra "Por que as nações fracassam"; pois, mesmo dentro de suas teorias, ao chamarem o Brasil de democrático e de ter instituições políticas e econômicas inclusivas, para mim, através dessas duas páginas, a dupla conseguiu colocar fogo em toda sua obra e em 15 anos de trabalho. Em se tratando de economia, sou um tanto leigo no assunto. Sendo assim, fiz uma busca nas páginas do Instituto Mises para ver se encontrava algum artigo que refutasse, criticasse ou mesmo abonasse a obra de Acemoglu e Robinson, e nada encontrei. Até mesmo li uma resenha do Rodrigo Constantino, mas me parece que ele fez sua resenha sem nem mesmo ter lido a obra. Espero que os economistas do Mises Brasil não deixem passar está relevante oportunidade para contestar, dentro da argumentação misesiana, essa obra que nos demonstra um caráter tão estatal e que, a meu ver, se revela antilibertária. Pois o antigo ditado popular "quem se cala, consente!" está sempre aí para nos alertar! Espero pelo menos que Leandro Roque traduza este artigo-resenha de Walter E.Block sobre a obra de Acemoglu e Robinson, aqui, para todos os leitores do Mises Brasil. Fico por aqui, até mais e obrigado. Anon, SSXXI

Responder
Rildo Demarqui 14/05/2015 02:54:23

Olá!

Acho o livro Why the Nations Fail uma grande obra e não acredito que por causa do erro de diagnostico que tiveram com o Brasil devemos descartar todo o estudo.
De qualquer modo, o excelente livro O Mito do Governo Gratis, do Paulo Rabello de Castro faz uma ótima critica à essa analise incorreta dos autores, ressaltando que o Brasil possui instituicoes extrativistas ao possuir os juros mais altos do mundo aliado a uma carga tributaria excessiva. Veja abaixo o trecho em destaque:

"Quem disse, então, que não precisamos de um "plano real dos impostos"? O "extrativismo econômico" a que se referem Acemoglu e Robinson no seu livro Why Nations Fail encontra no Brasil um exemplo perfeito, com a pinça financeira dos juros mais altos do planeta conjugada a um sistema tributário desenhado para sugar o que for possível das atividades mais rentáveis e das pessoas mais capazes de investir e inovar. Curioso que os dois autores não tenham se fixado nesse caso clássico de extrativismo, para preferirem – em vez disso – ressaltar uma suposta virtude de inclusividade às instituições econômicas do Brasil atual. Os autores de Porque falham as nações terão que fazer uma releitura do que aconteceu no Brasil desde o Real e, em especial, rever a tão elogiada gestão do presidente Lula, apresentada no livro como exemplo máximo do que deve ser feito por governos responsáveis."

Responder
Evandro Oliveira 12/05/2015 18:24:13

E eu aqui com uma pequena empresa de móveis e colchões, sofrendo para pagar impostos altíssimos e não tenho nenhum acesso a esse crédito barato.

Responder
Angelo Viacava 12/05/2015 19:17:28

Por que meus antepassados italianos não embarcaram para Nova Iorque?

Responder
Jarzembowski 12/05/2015 20:08:48

Sempre me pergunto o mesmo sobre os meus antepassados poloneses!
Até tem alguns lá, em Detroit.

Responder
W.K.. 12/05/2015 23:01:51

Meus antepassados alemães embarcaram para NY. Só que ao que parece o governo brasileiro subornou o capitão do navio e eles desembarcaram aqui...

Responder
anônimo 12/05/2015 21:20:59

eu já li em outro artigo aqui no imb que o autor disse que o governo cortar gasto é positivo para a economia, e que com esse corte de gastos, os principais afetados seriam as empreiteiras que fazem obras para o governo.
tem que ser muito inocente para acreditar que quem vai se prejudicar com corte de gastos vão ser as empreteiras. Se cortar gastos, vai ser na saúde, na educação, no transporte. Os gastos pras empreiteiras vão continuar firmes e fortes. Vide a situação nas universidades federais. Tá tudo uma maravilha. Tá tudo ótimo, as faculdades públicas tão funcionando de boassa, ótimo corte do governo.
''tem mais é que privatizar e terceirizar tudo mesmo.''>>>> taí o resultado.

Responder
Antônimo 12/05/2015 22:14:52

Exato, taí o resultado -- taí o resultado de se ter um estado gigantesco presente em todas as áreas da economia e decidindo, por meio de bancos estatais, quais empresas devem ser privilegiadas e ganhar crédito subsidiado e financiado pelos pagadores de impostos.

E tem otário que acha que a solução para um problema gerado por um estado onipresente é ainda mais governo regulando ainda mais setores da economia. Aí sim vai resolver.

Responder
anônimo 12/05/2015 22:24:11

você não entendeu. o que eu disse foi que quando o estado corta gastos, esses gastos são de setores importantes, como a educação. As faculdades públicas estão em crise hoje graças a cortes no orçamento. Os professores estão de greve, alunos estão sem aula, falta luz, falta água, não tem ar condicionado, não tem limpeza. QUem está sendo prejudicado são os estudantes. As universidades pública eram pra estar funcionando normalmente, mas graças aos cortes nos gastos (que este site defende), a situação está um caos.

Responder
Guilherme 13/05/2015 00:03:27

Não me comovem nem um pouco. As universidades estatais devem ser vendidas. Até hoje ninguém me apresentou um único argumento do porquê eu devo pagar a faculdade marmanjos de classe média-alta.

Responder
anônimo 13/05/2015 09:21:13

'ninguém me apresentou um único argumento do porquê eu devo pagar a faculdade marmanjos de classe média-alta.'

Não seja por isso, hoje em dia você paga a faculdade dos pobrezinhos coitadinhos cotistas da escola pública.Há muito tempo é assim, satisfeito?

Responder
Cesar Massimo 15/05/2015 05:52:38

Como ninguém vai querer comprar um lixo infestado de comunistas estatistas, a única solução é fechar todas as universidades estatais.
O sistema de voucher ainda é o menos pior. Com o voucher, cada qual escolhe onde quer estudar.
Duvido muito que vai sonrar uma universidade estatal em pé. Aliás o termo certo é inversidade, pois tira rouba tributo dos pobres para dar salário gordo para professor e escola "grátis" para quem passou no vest/enem (ih,nhem).

Responder
Hugo 12/05/2015 23:36:59

Leandro sobre a venda da Vale nos anos 90 o governo não vendeu só os 27% das ações ordinárias do mesmo? vi que a Vale na época tinha sido cotada a 10,8 bi de dólares,então vendendo 27% da empresa daria algo perto de 3 bi de dólares. Essa informação procede?

Responder
Leandro 13/05/2015 00:04:52

Sim. O governo vendeu 41,73% das ações ordinárias, que equivaliam a 27% do capital total da empresa.

Ou seja, o governo vendeu apenas 27% da empresa, que era a fatia total que estava em sua posse. Portanto, o preço de venda, de R$ 3,34 bilhões, se referia apenas a 27% da empresa, e não a toda a empresa.

O difícil é você tentar explicar isso para fanáticos ideólogos e entusiastas político-partidários.

Responder
Hugo 13/05/2015 00:58:45

Isso é verdade. Ano passado um colega meu veio falando mal de privatizações,e citou a suposta venda barateira da Vale,que ela valia 10 bi de dólares e foi vendida por 3,3 bi,aí eu falei q só foi vendida a parte de ações ordinárias,que correspondia a pouco mais de 25% do capital da empresa,ou seja,a venda teve ágio. No momento pareceu q ele entendeu,porém depois ficou repetindo as baboseiras que os panfleteiros políticos que chamam de professores falam. Simplesmente um ambiente universitário está totalmente lixo!

Responder
Andre 13/05/2015 12:10:19

"Portanto, além de aumentar o endividamento do governo, este mecanismo utilizado pelo Tesouro para financiar o BNDES também aumenta a quantidade de dinheiro na economia. E, como mostra o gráfico acima, desde 2009, o BNDES já jogou quase R$ 500 bilhões na economia.".

Quantitative Easing Tupiniquim.

Responder
Douglas 13/05/2015 12:20:26

Mais uma pra lista será? De onde vira esse dinheiro?
Duvido que de total capital estrangeiro;

diretodoplanalto.com/politica/2399-concessao-da-megaferrovia-e-uma-otima-noticia-para-o-acre-afirma-jorge-viana

Responder
anônimo 13/05/2015 15:01:03

Será que o Brasil um dia voltará a ser um país sério ? É inacreditável ver o que fazem os administradores das citadas empresas para conseguir dinheiro fácil com o beneplácito do Governo. Até parece que esse grupo de sindicalistas que infelizmente tomou conta do Brasil veio exclusivamente para extorquir dinheiro dos cofres públicos e destruir a Nação. O quê se poderá fazer para colocar um paradeiro em tudo isso ? E com urgência !

Responder
Andre 13/05/2015 16:28:30

"Será que o Brasil um dia voltará a ser um país sério?"

Quando o Brasil foi um país sério?

Responder
Malakia 13/05/2015 15:26:49

VCS ESQUECERAM DA PETROBRAS

Responder
Auxiliar 13/05/2015 15:35:52

Esqueceram não. Ela foi citada:

"Em 2013, antes dos escândalos de corrupção estourarem, a Petrobras havia sido a empresa mais beneficiada pelo BNDES: foram R$ 11,6 bilhões em verbas".

A lista de empresas do artigo se refere exclusivamente ao ano de 2014.

Responder
Fernando Lucchesi 13/05/2015 18:20:55

E a JBS? Deveria ser nº1 da lista!!!

Responder
Leandro 13/05/2015 20:45:12

O BNDES conseguiu obstruir que os dados de seus empréstimos para a JBS fossem divulgados:

www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/09/1517673-bndes-obstrui-auditoria-sobre-emprestimos-de-r-8-bi-ao-jbsfriboi-diz-tcu.shtml

www.valor.com.br/empresas/3777952/bndes-esta-seguindo-lei-de-sigilo-bancario-no-caso-jbs-diz-coutinho


No que mais, as operações do BNDES com a JBS são convolutas. De empréstimos oficiais, foram R$ 2,4 bilhões desde 2005 (informação esta que consta no artigo), o que, em comparação aos outros, acaba nem sendo muito.

Só que a principal participação do BNDES na JBS não é por meio de empréstimos, mas sim na compra de debêntures e de ações, em um valor que já chega a R$ 6 bi em uma década.

www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/3750835/com-maozinha-bndes-herdeiros-jbs-tornam-bilionarios

Responder
Vander 14/05/2015 00:06:24

Após ler esse artigo, me lembrei do testemunho dado pela 'doleira' Nelma Kodama no teatrinho político chamado CPI do Petrolão:

- "O problema é que o Brasil vive da corrupção".

Quem entende essa frase entende o porquê o Brasil é eterna nação de 3º mundo. O BNDES é só mais uma porta aberta para a corrupção passar livre, leve e solta. Bobo é quem, em um país como esse, não aproveita.

Responder
Pedro 14/05/2015 01:59:37

A vale foi privatizada atraves de leilao transparente. O Grupo Votorantim (entao o maior grupo privado brasileiro) associou-se a um grande grupo japones e perdeu o leilao. Eu, que nunca tive relacoes com o governo, comprei, bem depois da privatizacao, acoes da Vale pelo equivalente a 14 dolares (na privatizacao foram pagos cerca de 30 dolares por acao)e vendi pouco tempo depois por cerca de 26 dolares.Nao comprou quem nao quis. Na mao do governo a Vale pagava quase nada de imposts e quase nada de dividendos. Apos a privatizacao e a dinamizacao da empresa, o governo arrecadou horrores em impostos e recebeu horrores em dividendos(ano se esquecam que o governo vendeu o controle, mas ficou com grande parte das acoes nao votivas). Se tivessem vendido a Petrobras, hoje ela seria uma empresa muito, muito maior de que era, e nao estaria sendo saqueada. Vai se informa,Diego.

Responder
Felipe 16/05/2015 01:28:54

Um pouco offtopic, mas pergunto: faz algum sentido se noticiar lucros no Banco do Brasil sendo que é uma estatal que recebe aportes do Tesouro? E Petrobrás, como ocorreu hoje (BNDES)?

Responder
Leandro 16/05/2015 01:44:56

Antes lucros do que prejuízo. Se houvesse prejuízo, o Tesouro (ou seja, nós, pagadores de impostos) teria de fazer aportes. Com lucros, ao menos somos poupados disso.

Quanto à Petrobras, a verdadeira façanha é a empresa conseguir ter prejuízo. Veja bem: não apenas ela detém o monopólio efetivo do mercado (após quase 40 anos de monopólio legal, as melhores jazidas são dela), como ela ainda foi a única petrolífera do mundo que aumentou o preço da gasolina no último trimestre. O preço da gasolina desabou no resto do mundo; no Brasil, a Petrobras aumentou.

Monopólio e preços crescentes: como ter prejuízo com uma combinação dessas? Tem de ser artista.

Responder
Felipe 17/05/2015 22:44:31

Pois sim, Leandro, mas para o BB ainda me resta uma dúvida: não houve um aporte de 21 bi na Caixa e no BB em 2013? Segundo a lei que autorizou o empréstimo, não fica clara a forma de pagamento. Então me parece ludibrioso o fato de divulgarem lucro todos os anos mas tomarem empréstimo de dinheiro que vem do lançamento de dívida pública. Seria uma forma de turbinar os dividendos?

Responder
Emerson Luís 01/06/2015 16:54:28


A categoria "média-grande" foi criada para disfarçar o tamanho da categoria "grande".

* * *

Responder
Eduardo R., Rio 03/09/2015 18:37:38

"O BNDES eleva a produtividade?", por Monica Baumgarten de Bolle.

Responder
De barco para Miami 19/05/2016 12:15:25

O país só vai sair da crise com uma política econômica radical. Doses homeopáticas não irão resolver um problema de um paciente em estado terminal.


Eu partiria logo para a economia dos 5%. Ou seja, SELIC à 5%, Superávit de 5%, correção do salário mínimo limitada à 5%, reservas internacionais de 5%, limitação de gasto estatal quando a inflação chegar em 5%, etc.

Isso é o primeiro passo para conseguir o AAA das agências de risco.

Sem fazer algo radical, seremos eternos escravos dos rentistas do governo.

Responder

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