No socialismo venezuelano, agora há o risco de acabar a comida e os remédios

O que é mais impressionante quando se considera todo o surrealismo da atual situação da Venezuela é que tudo já está virando rotina.  As pessoas parecem não mais ter a capacidade de se indignar.

A furiosa hiperinflação que assola o país desde 2013, combinada com uma política de racionamento e de controle de preços implantada pelo governo, esvaziou as prateleiras dos supermercados do país.  Itens básicos e rotineiros como xampu, farinha, açúcar, detergente, óleo de cozinhar e o já famoso papel higiênico se tornaram tão escassos no país, que os venezuelanos hoje têm de pedir permissão para faltar ao trabalho e assim poder ficar o dia inteiro em longas filas nas portas dos poucos supermercados que ainda têm tais produtos à venda. 

Além daqueles que se ausentam do trabalho, também há aqueles que acordam de madrugada para ir para as filas.  E há aqueles que vão para as filas no horário do almoço.  Os venezuelanos estão o tempo todo enviando mensagens de texto no celular para dar informações sobre filas.  Eles se transformaram em especialistas em filas.

Com uma moeda inconversível e que ninguém quer portar, com uma inflação de preços estimada em 327% ao ano, e com rígidos controles de preços, toda a distribuição de alimentos na Venezuela foi colocada sob supervisão militar desde o início de fevereiro.

Segundo essa matéria de capa do Times, enquanto os venezuelanos se aglomeram em filas que normalmente acumulam mais de mil pessoas apenas para conseguir comprar comida, "soldados armados pedem as carteiras de identidade para se certificarem de que ninguém está comprando itens básicos mais de uma vez na mesma semana". 

E prossegue:

Todas as compras feitas pelos venezuelanos são computadas em um sistema de dados para garantir que cada consumidor não tente comprar os mesmos produtos racionados em um período menor do que sete dias.

Soldados patrulham as filas fora dos supermercados, policiais da guarda bolivariana ficam dentro dos supermercados, e funcionários públicos conferem as carteiras de identidade à procura de falsificações que poderiam ser utilizadas para driblar o sistema de racionamento.  Procuram também por imigrantes com visto expirado.  Um funcionário público da imigração grita alertando que transgressores serão presos. 

[...]

O governo enviou tropas para patrulhar as enormes filas que se estendem por várias quadras.  Alguns estados proibiram as pessoas de esperaram fora dos supermercados ao longo das madrugadas, e funcionários do governo estão de prontidão perto das portas de entrada e saída, prontos para prender qualquer um que tenta driblar o sistema de racionamento.

O curioso, no entanto, é que, bem ao estilo da tradição socialista, tudo isso é visto como um exemplo de "boa organização".  Além dessa exigência de pedir documentos para evitar que as pessoas comprem mais de uma vez por semana, as autoridades estão ordenando os supermercados a permitirem que os clientes formem filas nos estacionamentos subterrâneos, pois assim eles não correriam o risco de sofrer queimaduras de sol. 

Segundo reportagem da BBC:

Jornalistas são proibidos de filmar ou tirar fotos das prateleiras vazias.  Já os consumidores também estão sob instruções rígidas.  Você só pode comprar bens escassos em dias específicos da semana, dependendo do número final na sua carteira de identidade.  Sendo assim, se, por exemplo, a sua carteira de identidade termina em zero ou em um, você só pode ficar em uma fila às segundas-feiras.  E, ainda assim, isso não significa que o sabonete e o leite que você quer comprar estarão necessariamente disponíveis naquele dia.

[…]

É comum ver pessoas entrando em filas sem nem sequer saber o que está à venda.  Elas simplesmente veem a fila, entram nela e então perguntam a quem está imediatamente à frente para o que é aquela fila.  E é extremamente provável que essa pessoa à frente também tenha feito exatamente o mesmo com a pessoa que está à frente dela.

Testemunhamos uma fila que só se movia quando algumas pessoas que já estavam lá na frente desistiam de esperar e iam tentar a sorte em outro lugar.  Isso significa que as pessoas que estavam lá no fim da fila, dobrando a esquina, não viam isso, e acreditavam enganosamente que estava havendo algum progresso e que a fila de fato estava se movendo.  E isso as estimulava a permanecer na fila por mais tempo. 

Só que, para tragédia geral, essa fila não era para absolutamente nada.  Simplesmente ouviu-se um rumor de que o supermercado em questão havia recebido uma remessa de algo — ninguém sabia o quê —, e isso bastou para que se formasse uma fila.  No final, não havia nada.  Apenas mais um dia perdido.

Nessa interessante reportagem, um jornalista da BBC mostra quanto tempo é necessário para comprar apenas 8 itens básicos na Venezuela: 

(SPOILER ALERT: ele só consegue comprar 3, tendo de recorrer ao mercado negro para conseguir o resto; e só no dia seguinte).


Sem comida e sem remédios

Há outro fantasma ameaçando levar ainda mais terror para os venezuelanos: a escassez de dólares no país. 

A queda no preço do petróleo, o principal item exportador da Venezuela, reduziu brutalmente a entrada de dólares no país.  E dado que a moeda venezuelana, o bolívar, é inconversível — nenhum estrangeiro está disposto a trocar sua moeda pelo bolívar, pois não há investimentos atrativos na Venezuela —, nenhum empreendedor na Venezuela está tendo acesso a dólares. 

A única entidade na Venezuela que ainda tem dólares é o governo, e é ele quem decide qual empresa pode receber dólares para importar bens.  No momento, por causa de sua escassez, a ração de dólares está suspensa.

Consequentemente, a importação de itens básicos está suspensa.

"Há uma forte tempestade se formando devido à falta de dólares.  A situação é desesperadora e pode piorar ainda mais", diz Russ Dallen, chefe do Caracas Capital Markets, um banco de investimento local.  Russ está há vários anos acompanhando de perto a situação da Venezuela.  "Nos próximos dois ou três meses, haverá um grande desabastecimento, muito pior do que estes que estamos vivenciando — não apenas porque os estoques já estão muito baixos, mas também porque a importação de produtos que só serão demandados daqui a 8-12 semanas não está entrando no país."

Segundo reportagem do Latin America Herald Tribune:

"Os estoques, inclusive os das indústrias farmacêutica e alimentícia, estão chegando a níveis críticos", disse Eduardo Garmendia, presidente da Confederação Venezuelana das Indústrias (Conindustria).  "Todo o sistema já está sendo afetado pela dificuldade de se conseguiu matérias-primas, mas tudo é ainda pior no quesito bens essenciais, pois estes estão sofrendo um impacto direto; estamos falando de remédios e comida".

No caso dos alimentos, os estoques das principais indústrias do país irão durar menos de um mês, de acordo com dados publicados pela Câmara Venezuelana da Indústria de Alimentos (Cavidea).

"Há empresas de alimentos que, até hoje, neste ano, ainda não conseguiram um único dólar", disse Pablo Baraybar, presidente da Cavídea.  "Em algumas linhas de produção, temos estoques para apenas mais 10 ou 20 dias".

Isso certamente tornará as coisas exponencialmente mais difíceis para aqueles venezuelanos que sofrem diariamente para colocar comida em suas mesas.

O que pode ocorrer daqui a apenas algumas semanas é a total paralisação do país após o esgotamento de todos os estoques, pois as empresas não estão recebendo do governo os dólares necessários para pagar pelas importações.

[...]

É por isso que o governo venezuelano vem fazendo uma intensa propaganda sobre a possibilidade de que a China esteja disposta a fornecer um empréstimo de US$ 10 bilhões para projetos de infraestrutura na Venezuela.

"O governo está a todo o momento dizendo 'os chineses estão vindo, os chineses estão vindo; os chineses são os únicos que podem nos salvar desse martírio", disse Russ Dalen.

Só que, quando o dinheiro chinês chegar — caso isso realmente ocorra —, ele só poderá ser utilizado para importar produtos da China ou ser investido em projetos específicos previamente aprovados pelos governos venezuelano e chinês, o que não necessariamente irá trazer alívio para os milhões de venezuelanos, que, dentro de poucos meses, não mais conseguirão obter leite e farinha nas prateleiras dos supermercados após passarem o dia inteiro na fila.

Segundo o The New York Times, o suprimento de remédios está acabando.  Salas de cirurgia estão fechadas há meses, não obstante centenas de pacientes estejam na fila de espera para cirurgias.  Em uma clínica privada, um cirurgião conseguiu manter a sala de cirurgias funcionando porque conseguiu contrabandear dos EUA, sem que o governo venezuelano soubesse, remédios essenciais.

Paralelos com a Romênia

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Acima, uma fila na Romênia em 1986; abaixo, uma fila na Venezuela em 2015
É interessante constatar que, ao redor de todo o globo, os fracassos do socialismo não apenas se originam das mesmas causas, como também tendem a se manifestar de maneiras incrivelmente similares.

Aproximadamente 30 anos atrás, do outro lado do Oceano Atlântico, os romenos também tinham o hábito de passar várias horas parados em filas que se formavam perante prateleiras vazias.  A diferença é que, para os romenos, tal situação rotineira já havia deixado de ser uma mera "crise temporária", que é como a atual situação da Venezuela ainda é descrita pelo governo.  Tudo já era tristemente rotineiro.

E, assim como o governo da Venezuela se gaba de sua "boa organização" para controlar as filas dos supermercados e impedir que as pessoas comprem duas vezes na mesma semana, o regime comunista da Romênia, que já estava no poder havia mais de duas décadas, dizia que o racionamento de alimentos era uma medida voltada para promover a saúde e melhorar a qualidade de vida! 

Por exemplo, o ditador Nicolau Ceausescu instituiu, em 1982, um "programa de alimentação científico/racional" para o país, no qual quantidades de leite, ovos, carne, peixe etc. eram listadas, ao mesmo tempo, como recomendações de dieta e quotas permitidas para a compra.  À medida que o tempo foi passando, essas rações se tornaram cada vez mais escassas.

A gasolina também foi racionada em apenas 25 litros por mês, e a fila para conseguir o combustível frequentemente envolvia um esforço conjunto, no qual dois amigos se revezavam na fila em turnos diários, dentro do mesmo carro, esperando seu momento para abastecer.  Enquanto um ficava na fila, o outro ia trabalhar. 

E para garantir que os romenos não iriam consumir muita gasolina, o governo adotou um rodízio, segundo o qual os carros não poderiam circular nos fins de semana dependendo do número final de suas respectivas placas. 

Por fim, dado que os meses de inverno na Romênia são muito piores do que os da Venezuela, aquecimento e água quente só estavam disponíveis durante algumas horas do dia.  Assim como televisão e eletricidade.

À época, as autoridades comunistas gostavam de se gabar dizendo que os cidadãos romenos usufruíam todos os benefícios da vida moderna, mas nenhuma de suas injustiças.  O regime de Nicolás Maduro também emite opiniões similares sobre o Ocidente — que represente seu suposto inimigo, a epítome do capitalismo cruel, e o único culpado pelas tribulações do país.

No entanto, em ambos os casos, é o socialismo que está fadado a terminar em colapso e na total destruição da atividade econômica, bem como na desintegração de todo o tecido social.  Se a atual situação da Venezuela ainda impressiona alguém, é porque falta conhecimento econômico e histórico.  Se o exemplo venezuelano das consequências inevitáveis do socialismo ainda surpreende, isso só mostra como as lições econômicas e históricas são rapidamente esquecidas.

Fora essas lições, resta-nos apenas a esperança de que os venezuelanos, no futuro, irão se lembrar com algum humor dos bizarros momentos deste período.  Nos 50 anos em que viveram sob o comunismo, os romenos criaram um vasto folclore de piadas jocosas, muito provavelmente como uma válvula de escape para lidar com a situação tenebrosa em que viviam.  Eis uma delas:

O filho de um medalhão do Partido Comunista da Romênia foi estudar nos Estados Unidos.  Tão logo chegou aos EUA, ele enviou um curto telegrama ao pai: "Vida longa ao Partido Comunista, já que eu nunca irei retornar."

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Autores:

Carmen Dorobat é pós-doutoranda em economia na Universidade de Angers e professora na Bucharest Academy of Economic Studies.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

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Leia também:

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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Vinicius  24/04/2015 14:34
    Eis o futuro do Brasil!

    (E não, isso não tem só a ver com o PT, o PSDB faria igual, toda a esquerda faria igual. A Direita faliria o país de outras formas. Não há solução a não ser a mudança e diminuição do estado)
  • de moraes  24/04/2015 19:02
    Não seja pessimista, ainda temos papel higiênico.
  • anônimo  08/08/2015 02:37
    O objetivo da Direita é diminuir o Estado e adotar uma economia liberal e você me diz que ela faliria o Brasil ao colocar em prática o que você quer?

    Você é desonesto ou é ignorante sobre os objetivos da Direita (conservadores ou liberais) na parte econômica?
  • anônimo  08/08/2015 10:12
    Direita é uma coisa, liberais são outra.
    Quando começa essa história de 'direita' pode esperar que vem um milhão de porcarias que não tem nada a ver com liberdade.
  • Silvio  08/08/2015 13:17
    Não, ele está certo. O que a direita quer é implantar um outro tipo de socialismo. A direita quer que o estado controle os setores estratégicos (seja lá o que essa porcaria signifique), a direita quer proteger a indústria nacional, isto é, fazer toda a população pagar mais caro por produtos piores, a direita quer promover a educação cívica, ou seja, quer nos doutrinar para amar a opressão do estado etc. etc. etc.

    Um governo de direita não resolverá nossos problemas. Poderá até resolverá alguns, manterá a maioria e criará diversos outros problemas. Dizer que isso não acontecerá é ser muito burro ou desonesto.
  • Luan G  24/04/2015 14:42
    Em primeiro lugar, quero parabenizar pelo excelente e esclarecedor artigo, principalmente para quem, como eu, está começando estes estudos.

    Porém, gostaria que me respondessem quais seriam as atitudes e decisões políticas para mudar esse cenário?!

    Agradeço a todos.
  • Leandro  24/04/2015 15:13
    A solução é simples, mas trabalhosa:

    1) A primeira coisa a ser feita, com extrema urgência, é restaurar a confiança da moeda, bem como seu poder de compra. Sem moeda, não haverá produtos nas prateleiras, e a hiperinflação e o desabastecimento continuarão.

    2) A maneira mais rápida e 100% eficaz de se restaurar a confiança em uma moeda esfacelada é criando um Currency Board. Detalhes aqui (sucinto), aqui e aqui (mais completo).

    3) A liberdade de empreendimentos, bem como a liberdade de investimentos estrangeiros, deve ser plenamente restabelecida. Investidores estrangeiros devem ser recebidos com tapete vermelho, pois são eles que irão fornecer a tão necessariamente moeda estrangeira para o país (sem a qual a moeda nacional não ganha conversibilidade e nem poder de compra). Como o país está totalmente descapitalizado, toda a recuperação irá depender de investimentos estrangeiros.

    4) A plena liberdade de preços deve ser restabelecida. Sem uma livre formação de preços, não há como haver cálculo econômico de lucros e prejuízos. Sem esse cálculo econômico, qualquer tipo de investimento é inibido, pois não há informações contábeis para nortear a alocação de capital. Tudo vira um tiro no escuro.

    5) A propriedade privada -- dentre elas o lucro dos empreendedores nacionais e estrangeiros -- deve ser plenamente respeitada. Sem ela, simplesmente não há investimentos.

    6) Tarifas de importação devem ser eliminadas. Qualquer obstáculo à aquisição de bens vitais -- como remédios e alimentos -- deve ser eliminado.

    Esses seis itens já seriam o suficiente para trazer normalidade à Venezuela.


    Restaurar a Venezuela é fácil. Mas restaurar a Venezuela com seu atual governo é impossível.
  • Luan G  24/04/2015 18:07
    Leandro,

    Obrigado pelo retorno e pelas indicações de leitura.

    Uma coisa não ficou clara para quem acaba de conhecer o Currency Board:

    No Plano Real, foi criado o currency board com o dólar como referência ou não?

    Obrigado desde já.
  • Ricardo Bomba  24/04/2015 18:56
    Negativo. No Brasil, foi adotado um arranjo inerentemente instável, no qual o Banco Central queria, ao mesmo tempo, controlar a base monetária e a taxa de câmbio.

    Um Banco Central pode ou adotar uma política de câmbio fixo ou praticar uma política monetária independente.  Mas ele não pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo. 

    Se ele decide manter uma determinada paridade cambial, então ele abre mão de controlar a expansão da base monetária, pois ele tem de criar moeda nacional para comprar as divisas estrangeiras, e tem de recolher moeda nacional ao vender divisas estrangeiras.  Ele não controla a evolução da base monetária. 
    Já se ele opta por manter o controle sobre a evolução da base monetária, então ele não tem como manter a taxa de câmbio estacionada em um determinado valor.  Não por muito tempo. 

    (Se o Banco Central tentar fazer as duas coisas, ele estará incorrendo em uma contradição insustentável.  Todos os ataques especulativos que varreram os países em desenvolvimento na segunda metade da década de 1990 aconteceram porque os especuladores perceberam essa contradição e agiram de acordo.)


    Detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1294
  • IRCR  24/04/2015 22:07
    Leandro,

    A primeira coisa não seria conter e cortar os gastos estratosféricos do governo venezuelano ?

    Presidência de Maduro custa US$ 2,5 milhões por dia

    oglobo.globo.com/mundo/presidencia-de-maduro-custa-us-25-milhoes-por-dia-11342792

    Como ter uma moeda estável com um rombo fiscal nessa magnitude ???
  • Lopes  25/04/2015 01:46
    IRCR;

    Leandro,

    A primeira coisa não seria conter e cortar os gastos estratosféricos do governo venezuelano ?

    Presidência de Maduro custa US$ 2,5 milhões por dia

    oglobo.globo.com/mundo/presidencia-de-maduro-custa-us-25-milhoes-por-dia-11342792

    Como ter uma moeda estável com um rombo fiscal nessa magnitude ???


    Mas cortar gastos e desligar a máquina de dinheiro é imprescindível para uma currency board. O único motivo pelo qual Maduro pode gastar tanto é por conta da criação de dinheiro. Caso o banco central parasse de criar dinheiro para nutrir o tesouro, o estado seria obrigado a cortar gastos de forma massiva pois os juros que seriam dados às suas dívidas seriam de proporções absurdas no estrangeiro e se no próprio país, gerariam um aumento generalizado dos juros no próprio e prejudicariam as pessoas diretamente.

    Entretanto, é possível sim que um gasto governamental astronômico coexista, ao menos, sem política monetária, com juros não tão altos e inflação mais baixa: (não quer dizer que seja algo bom)

    Basta que a população poupe a níveis absurdos (talvez incentivada pela própria política fiscal do governo, como na Suécia, se não me engano) e assim o estado pode ser perdulário. A tendência é que não ocorra inflação pois há poupança real (resultante da abstenção de consumo por parte das pessoas em prol dos políticos).
  • Leandro  25/04/2015 05:22
    É exatamente isso que o Lopes falou. A simples instituição de um Currency Board, por si só, já impõe disciplina orçamentária. E quanto mais isolado o CB estiver do governo -- daí a importância de ele ter sua sede na Suíça, sujeito às leis suíças --, mais eficaz será em gerar confiança nos investidores estrangeiros.

    Obviamente, um governo Maduro jamais fará isso, e é por isso que eu escrevi que, sob o atual governo, tal reforma seria impossível.

  • IRCR  25/04/2015 07:14
    Leandro/Lopes

    Mas quando a Argentina criou sua "currency board" aparentemente não houve disciplina fiscal alguma, tanto que o arranjo se esfacelou mais tarde.
    O simples fato de criar uma currency board não garante que o governo vai ser austero. Ainda mas na Venezuela de Maduro ou até mesmo da oposição de Capriles.
    Uma CB ortodoxa na Suíça seria perfeito de mais para a realidade, infelizmente.
  • Leandro  25/04/2015 14:58
    Opa, alto lá! Tão logo o Banco Central argentino passou a operar como um Currency Board -- momento esse em que ele ainda possuía características ortodoxas --, os gastos do governo argentino caíram sim (em termos relativos), e muito: eram de 35,6% do PIB em 1989 e caíram para 27% do PIB em 1995.

    Aí, com o passar do tempo, o governo foi adulterando o funcionamento do Currency Board -- que nada mais era do que seu próprio Banco Central atuando como Currency Board --, e isso realmente foi fatal em termos de confiança dos investidores estrangeiros.

    Por exemplo, o governo determinou, contrariamente a como seria um Currency Board tradicional, que o BC poderia comprar títulos do governo e poderia fazer injeções no mercado interbancário. Ora, isso vai totalmente contra ao funcionamento de um Currency Board, que não apenas não cria dinheiro para intervir no mercado interbancário, como também só pode ter como ativos títulos denominados na moeda-âncora, e nunca na moeda nacional.

    De resto, é preciso ter muito cuidado nessa sua acusação de que "o regime se esfacelou": não foi o regime de conversibilidade que se esfacelou; foi o governo que destruiu o regime de conversibilidade e, consequentemente, levou o país para o buraco.

    O regime cambial argentino funcionou perfeitamente -- até que o governo argentino resolveu destruí-lo, o que, aí sim, gerou os problemas.

    O governo destruiu a lei de conversibilidade justamente porque ela o amarrava, disciplinando seus gastos e sua expansão. Aí, imediatamente após a destruição da conversibilidade, a Argentina mergulhou no caos, na miséria e na depressão.

    Aliás, é gozado isso: um sistema é implantado, funciona como o esperado, o governo não gosta, destrói o sistema, o país mergulha no caos, e aí as pessoas dizem que a culpa de tudo é do sistema que foi destruído. Beira o surreal.
  • Rhyan  25/04/2015 04:44
    Leandro, a Venezuela tem reservas suficientes pra fazer um Currency Board hoje?

    Obrigado!
  • Leandro  25/04/2015 05:03
    Atualmente, o governo tem 21 bilhões de dólares. É mais ou menos a metade do que tinha o Brasil em julho de 1994, quando implantou o real.

    www.tradingeconomics.com/venezuela/foreign-exchange-reserves

    É o suficiente, sim. E, mesmo que não fosse, um simples empréstimo do FMI, bem como um maciço aporte de investidores estrangeiros -- o que aconteceria tranquilamente caso o investimento estrangeiro em petróleo fosse liberado -- já resolveria a situação.
  • Rhyan  26/04/2015 01:25
    A dolarização não é mais segura? Afinal, não podemos confiar nem no estado nem no sistema bancário.
  • Leandro  26/04/2015 04:25
    Como o próprio nome diz, uma dolarização implica colocar dólares em circulação. Só que não há dólares na Venezuela -- o país está enfrentando justamente uma escassez de dólares.

    O BC venezuelano tem dólares em suas reservas internacionais, só que estes estão ou aplicados em títulos do Tesouro americano ou em alguma aplicação bancária em algum banco americano (o mesmo vale para as reservas internacionais brasileiras). Isso basta para criar um Currency Board, mas não para efetuar uma dolarização.

    Não há um grande estoque de cédulas de dólar no país.
  • Thiago Valente  26/04/2015 12:53
    Pensando em um Currence Board, o Brasil estaria em ótimas condições. São mais de USD 372 bilhões em reservas internacionais. Só precisava o PMDB ter essa coragem (e mandar a Dilma pra ponte que caiu, hahaha, mas duvido, os peemedebistas devem ser os mais estadistas do país).
  • Lopes  24/04/2015 15:50
    Sugestões:

    a) Acertar a política monetária. Parar de imprimir dinheiro é um opimo começo. Os efeitos da inflação ao direcionamento de recursos e capital são dramáticos. O longo prazo é simplesmente assassinado e / ou a economia é forçada a recorrer ao escambo ou moedas alternativas (infelizmente, nem sempre presentes). Somada a um controle de preços e ao câmbio em constante depreciação, a moeda se tornou simplesmente irrelevante e nenhum investidor (muito menos internacional) sentirá atração alguma em investir ao longo prazo onde já é difícil viver no curto prazo. Além de a inflação ser um grandioso esquema de concentração de renda.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1296 (Uma série de efeitos danosos da inflação)

    b) Acertar a política cambial. É um país exportador de petróleo - pasmo fico com sua capacidade de destruir reservas internacionais. Estabilizar o """""""câmbio""""""" (aspas não são suficientes para descrever o que é atualmente o peso venezuelano) requirirá que o passo a) seja obrigatoriamente seguido, pois atualmente, somente a estimativa mais alta do M0 da Venezuela é 805960.57 no Trading Economics; altíssimo comparado à estimativa mais alta das reservas internacionais, que é 42299.00 em milhões de USD (se há tamanho racionamento de dólares, receio que as reservas reais não são metade disso - que já é pouco). Ou seja, a impressora deve necessariamente cessar seu funcionamento para que o passo b) simplesmente comece.

    Sem um câmbio estável e respeito às instituições, não há investimento internacional. Em um país com pouca infraestrutura e dependente da exportação de um bem em baixa no mercado internacional (petróleo), nunca foi tão imprescindível que investimentos em recursos alternativos fossem feitos mas ninguém trocará dólares por "pesos" se seu dinheiro nada valer no momento de trazer o dólar de volta. Para estabilizar o câmbio, somente com um Currency Board (a taxa de conversão será ínfima caso o governo não adquira mais reservas internacionais. Através de privatizações ou venda do que ainda existir de valor) e um outro presidente em voga para criar o mínimo de confiança para a entrada de dólares. Peço que, caso leiam, expressem discordância.

    Mas para deter um Currency Board (regime em que o estado não pode criar dinheiro para financiar seus déficits - desligando a impressora e tornando o banco central como somente um ponto de troca de dólares por pesos), seria necessário um massivo corte de gastos por parte do estado mastodôntico venezuelano - algo que, sinceramente, nenhum governante como Maduro fará; a Venezuela vive, em seus políticos, uma tragédia schumpeteriana.

    c) Respeito às instituições. Se o leviatã venezuelano não cessar em fazer noites dos cristais com quaisquer lojas no país arbitrariamente e chamar as pessoas para saquearem gente que está voluntariamente provendo bens e serviços a outros que voluntariamente desejam consumi-lo, nenhum investimento ou solução existirá. O destino da Venezuela será a ruína africana e nenhum item da lista a salvará:



    d) Acabar com o controle de preços. A verdade é que ele está a prejudicar, como todo controle de preços o faz, justamente aos que busca beneficiar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1422

    Em menos de três semanas com inflação contida e sem controle de preços, os bens retornariam, o direcionamento de recursos dentro do país seria ajustado para prover aqueles bens mais escassos e demandados pela população, as pessoais perderiam sua principal sauna (as filas aos supermercados) e, como na Alemanha de Ludwig Erhard, as pessoas iriam consumir aos sábados para discutir como produzir os mesmos bens aos domingos; de um dia ao outro, o espírito de um povo renasceria sobre as prateleiras de um mercadinho.

    Ou... www.mises.org.br/Article.aspx?id=2077 (Quando o dinheiro morreu na Alemanha)
  • Enrico  24/04/2015 17:28
    Creio que a moeda venezuelana esteja manchada e o sistema financeiro quebrado, da mesma forma que estávamos nos anos 80 e início dos anos 90.

    A primeira coisa que eu faria é estabelecer plenamente direitos de propriedade e liberdade de contrato e comércio, sem nenhum controle de preços, câmbio ou juros. E para que não haja manipulaçao estatal da economia, bem como para que haja abundantes reservas, privatizaria todas as empresas estatais.

    Com reservas cheias e câmbio livre, criaria uma " URV" para a Venezuela. Após um tempo, estabeleceria um currency board lastreado em dólares.

    Por último, a fim de garantir os princípios de um livre mercado, estabeleceria um judiciário independente, sem indicações políticas e autorizar arbitragem em todos os casos em que as partes assim desejarem.

    Para diferenciar a Venezuela, aboliria todos os impostos, taxas e tarifas, ficando apenas com um pequeno imposto na venda final de bens e serviços transparentemente informados na nota fiscal e garantiria o pleno sigilo bancário, transformando a recém-descomunizada nação em um legítimo paraíso para todos os investidores.

    Agora, a questão é como proceder diante da situação vigente. Como derrubar Maduro? Como desfazer anos de aparelhamento não só civil, como também militar? Como estabelecer instituições decentes?
  • anônimo  25/04/2015 07:07
    Você vinha bem até a última frase. Como iria abolir todos os impostos, trocando por apenas 1 pequeno imposto transparente?

    Para isso teria que abolir toda a infra burocrática do país, o que seria quase impossível. Além disso, o judiciário é estatal (toma muito recurso) e a Venezuela não é um país que começa do zero... não tem como estabelecer confiança para atrair capital do nada, isso leva anos e o governo possui dívidas que precisa honrar pagando com a espoliação de seus cidadãos.

    Então no momento que você abolisse os impostos, teu governo colapsaria em outra ditadura militar.

    Portanto, se algum país que não é cidade-estado quer adotar minarquismo ou ancap, vai ter que fazer aos poucos.

    Por ex, criar um imposto único com alíquota que refletisse a mesma arrecadação dos diversos impostos, copiando o Simples Nacional brasileiro. À medida que fosse sendo reduzido o tamanho do governo, se diminuiria a alíquota desse imposto. Se feito beeemmm devagar, a burocracia talvez não destronasse o governante e ele poderia seguir minimizando o Estado.

    Mas dizer que trocaria 300 impostos por 1 bem pequeno é frase vaga... do tipo: eu tornaria todos os cidadãos livres, bem educados e ricos.
  • Enrico  25/04/2015 17:10
    Mas é essa a ideia. Quando eu falo em privatizar, também falo em reduzir o Estado de modo que seja possível uma pequena carga tributária. O grande problema é implementar tais mudanças. O problema das ditaduras é que elas duram.
  • 'martins  25/04/2015 12:45
    Uma imagem vale por milhares de milhões de palavras. Os socialistas devem morrer de inveja do sistema capitalista, pelo fato de seu sistema de economia não conseguir ofertar esses produtos cobiçados pela população de forma espontânea e abundantemente nas prateleiras das lojas e supermercados. Este fato da historia atual da Venezuela comprova mais uma vez o histórico da falência das economias socialistas que chegaram onde a Venezuela chegou hoje, isso ocorreu com os países socialistas na década 1980, especialmente no final dessa década para culminar na queda simbólica do muro de Berlim. Era corriqueiro filas e filas nos supermercados na então União Soviética.
  • Renato S. Borges  24/04/2015 15:12
    o Instytut Pamieci Narodowej (IPN - tradução livre: Instituto de Memória Nacional da Polônia) criou um jogo de tabuleiro chamado Kolejka (fila em polonês).

    o jogo se passa na polônia da década de 1980. o governo inflacionou a moeda e congelou os preços, como resultado: escassez de produtos e as enormes filas que afligem a vida dos venezuelanos hoje.

    o objetivo do jogo é completar uma lista de compras, tarefa que deveria ser corriqueira, mas se mostra extremamente difícil.

    o INP criou o jogo para alertar as futuras gerações como as ações mais básicas eram complexas sob o regime comunista. pena que o jogo não foi vendido na venezuela, poderiam ter se preparado.

    link do jogo no site do IPN: pamiec.pl/pa/edukacja/materialy-edukacyjne-i/gry/kolejka/9610,Gra-Kolejka.html
  • Dalton C. Rocha  24/04/2015 15:15
    Cuba é o futuro da Venezuela.
    A Venezuela é o futuro da Argentina.
    E a Argentina é o futuro do Brasil.
    Dilma é Lula. E Lula é Sarney.
    Dei-me um país que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre. O petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é dos políticos e de seus funcionários.
  • 'martins  25/04/2015 12:22
    Dalton, fantástico. Legal a regressão da fita e dos personagens.
  • David  26/04/2015 04:53
    E o Brasil é o futuro dos EUA.
  • Alguém  24/04/2015 15:20
    O ruim é que isto pode num futuro próximo se tornar a realidade brasileira. Olhem só o documento abaixo postado pelo PT:

    www.pt.org.br/wp-content/uploads/2015/04/TESES5CONGRESSOPTFINAL.pdf
  • maycon rogers ribeiro alves  24/04/2015 17:57
    Li até o 50, e parece até piada, são sempre os mesmos jargões da esquerda: democratização da mídia, união dos trabalhadores para derrotar a burguesia e o grande capital nacional, luta social, cultural, golpismo, entre outros. Mas essas porcarias enchem os olhos de muitos idiotas. Mas tem alguns itens que passam do limite:
    3. Tivemos êxito em ampliar o bem-estar social -- por intermédio da geração de empregos e aumento da massa salarial e do poder aquisitivo da população, bem como da adoção exitosa de programas de moradia, saúde e outros -- e a soberania nacional, também através de uma política externa "altiva e soberana". Fortalecemos o Estado, na contramão do Estado Mínimo neoliberal. Ampliamos certos direitos e conquistas democráticas. E são estes avanços que explicam nossas vitórias em quatro eleições presidenciais consecutivas.

    Nem comento,mas mesmo antes de conhecer o IMB ou mesmo conhecer o liberalismo de Mises e outros, na época que acreditava em algumas ilusões esquerdistas(ex: regulamentação de setores importantes), sempre discutia com amigos que as ações praticadas pelo pt era insustentáveis a longo prazo, poucos concordavam, mas acho que
    acertei.
    24. Toda vez que o Brasil teve governos que adotaram uma política externa soberana, que garantiram progressos na qualidade de vida do povo e certa ampliação nas liberdades democráticas, as classes dominantes reagiram em favor das medidas opostas: dependência externa, restrições às liberdades, desigualdade social.

    Poderiam me ajudar a achar algum período do Brasil que isto realmente aconteceu?

    27. As características fundamentais do atual período internacional são: a) ainda estamos numa etapa de defensiva estratégia do socialismo; b) e sob uma hegemonia capitalista como nunca antes na história; c) por isto mesmo, o capitalismo vive uma profunda crise; d) que por sua vez aguça uma disputa inter-capitalista que vai adquirindo contornos cada vez mais agressivos; e) o que ajuda a entender a reação defensiva expressa na formação de blocos regionais.

    Isto já é falado desde da revolução russa, o sistema ruim este tal de capitalismo, só vive em crise, e é sempre um momento difícil para os socialistas!!!


    29. A principal base de apoio da Celac é a Unasul. E a principal base de apoio da Unasul está no tripé Argentina, Venezuela e Brasil. Três países que neste momento estão imersos em crises econômicas e políticas.
    30. "A" causa de fundo da tripla crise é o esgotamento da estratégia seguida, nestes três países, pelos chamados governos progressistas e de esquerda.
    32. A crise internacional de 2007-2008 acelerou o esgotamento da estratégia seguida no Brasil. Nesse momento, nosso país é o "elo mais fraco" da corrente de governos progressistas e de esquerda na região, entre outros motivos porque melhoramos a vida das classes trabalhadoras, sem elevar de maneira correspondente seus níveis de politização e organização; mantivemos intacto o oligopólio da mídia; não colocamos a luta contra os oligopólios empresariais e contra a corrupção como tarefas permanentes; desde 2002 elegemos o PT na presidência da República mas um Congresso onde as forças progressistas são minoritárias. Esta contradição foi agora agravada pelo fato de termos vencido as eleições de 2014 graças à mobilização da esquerda, para logo após o governo implementar um ajuste fiscal recessivo.

    Estes 3 juntos me fazem chorar, e concordo somos o elo mais fraco. Irei continuar lendo(se tiver estômago), mas uma coisa é certa se este troço for posto em prática vamos cair na famosa frase "povo que não conhece sua história, cometerá os mesmo erros novamente". Não era nascido na era da hiperinflação brasileira, mas meus pais contam horrores que passaram na época. A sr Dilma deveria rasgar seu diploma de economia e seu partido parece ter memória curta.
  • Andre  24/04/2015 15:58
    É o círculo vicioso do socialismo causando desgraças cada vez maiores.
    Logo logo vão cercar o país para impedir os escravos de fugirem.
  • Silvio  24/04/2015 18:34
    Cuba e Coréia do Norte mandaram lembranças.
  • Brant  24/04/2015 16:20
    "As pessoas parecem não mais ter a capacidade de se indignar."

    Capacidade elas têm, o que acontece é que os soldados fortemente armados do governo estão ali para "corrigir" os descontentes, então o medo fala mais alto.

    É o socialismo mais uma vez provando que só pode existir de forma coerciva, não existe socialismo e liberdade como certo partido auxiliar diz por aí, socialismo só pode existir em um governo autoritário que se utiliza de homens armados para impor suas idéias destrutivas.
  • Emerson Luís  24/04/2015 17:56

    "As pessoas parecem não mais ter a capacidade de se indignar."

    Sim, parece. Mas a explicação é outra:

    "...toda a distribuição de alimentos na Venezuela foi colocada sob supervisão militar desde o início de fevereiro."

    -----

    "O curioso, no entanto, é que, bem ao estilo da tradição socialista, tudo isso é visto como um exemplo de "boa organização"."

    E avanço tecnológico. Eles utilizam leitores eletrônicos de digitais para controlar as filas.

    ------

    "É comum ver pessoas entrando em filas sem nem sequer saber o que está à venda. Elas simplesmente veem a fila, entram nela e então perguntam a quem está imediatamente à frente para o que é aquela fila."

    Isso lembra as piadas sobre pobres do Caco Antibes, no programa Sai de Baixo.

    -----

    Mas eles ainda têm celulares e trocam mensagens de texto. Tem margem para piorar mais ainda.

    * * *
  • David  24/04/2015 18:20
    Diferentemente de uma democracia, a miséria fortalece o governo ditatorial. Então eu não vejo um futuro muito bom para o povo venezuelano.
  • Alberto Granado  24/04/2015 18:32
    O velho senso comum, apenas repetindo as ladainhas da mídia.

    Vocês só enxergam a realidade que lhe foram ensinada, como já dizia um grande filósofo "A realidade é apenas um ponto de vista".

    Recuso-me a discuti com aqueles que não citam os grandes avanços sociais conquistados pelo governo venezuelano. Aqueles que esquecem de que Chávez e Maduro foram eleitos do povo e não foram a toa. Se fixam a uma mera crise econômica que vive o país, e assim que for superada um novo país irá emergir, mais forte e justo como nunca se viu.
  • Ricardo Bomba  24/04/2015 18:52
    Nah, as ironias do Típico Filósofo são muito melhores. Esse Alberto ainda é amador na arte do sarcasmo. Aliás, cadê o Típico Filósofo? Estou saudoso.
  • Pobre Paulista  24/04/2015 19:04
    Tem uma resposta dele neste mesmo artigo ;-)
  • Vegas  24/04/2015 20:13
    a história do socialismo mandou lembranças...

    ladainha é essa história de justiça no socialismo.
  • 'martins  25/04/2015 13:13
    ... até a última gota de petróleo amem.
    Alberto essa é para o proletariado e os filósofos, filosofo por filosofo eu prefiro ficar com o Hayek. Ele diz que num regime capitalista versos socialista, é preferível para um trabalhador ter vários patrões no regime capitalista, do que ter um único patrão no regime socialista sem mais nenhuma alternativa, porque neste último não há concorrência, é como se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, e se pegar come! Então não há escapatória no regime socialista o que você faz não é sua propriedade, mas do estado. O que você ganha tem que estar escrito no caderno de ração. São os iluminados da classe dirigente que decide sobre tudo. Socialismo é perda total de liberdade econômica e ponto final. Para implantar socialismo só é possível mentindo sobre os meios que tem que ser empregados para atingir os fins desejados que geralmente são pintados como um paraíso na terra tipo aquele de Adão e Eva escrito na Bíblia. A primeira mentira é não falar dos meios necessários a serem empregados, a segunda é falar de democracia, ou melhor, usar a democracia para depois acabar com ela, a terceira é mentir sobre o fruto do trabalho, pois se a propriedade individual é extinta, o fruto do trabalho também é propriedade, portanto o fruto do trabalho socialista não é do seu produtor, mas do estado que se apropria desse trabalho, e por ai vai a pendenga. Os socialistas são os verdadeiros engenheiros sociais modernos, principalmente os progressistas.
  • Marco  24/04/2015 19:20
    https://www.youtube.com/watch?v=z_xQZEdE5zA Quer saber o que a juventude
    socialista pensa da Venezuela/Maduro? Assista
  • Fernando  24/04/2015 19:46
    "A realidade é apenas um ponto de vista"

    Se eu estiver segurando alguma coisa mais pesada que o ar e largar, ela vai cair no chão. Isso é só um ponto de vista? Se eu achar que ela vai levitar, ela levita?
  • Veron  24/04/2015 20:15
    Excelente texto, como sempre.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  24/04/2015 22:01
    Bem feito para a venezuela! Não elegeram governos "populares" e esquerdistas com o objetivo de "acabar com o Capitalismo", "promover justiça social" e outros devaneios? Agora, que paguem caro por toda a irresponsabilidade estatal, que ajudaram a promover. A única solução é abandonar as políticas do "estado" e instituirem um Livre Mercado Desregulado. Mas, os sul-americanos sofrem de um mal pior que a ignorância: a falta de humildade de admitir que erraram feio. A propósito, a Petrobrás está FALIDA.
  • Macunaína  26/04/2015 18:55
    As 3 únicas indústrias que prosperam na América Latrina: drogas, prostituição e corrupção. Todas elas reflexo de um povo tacanho, preguiçoso e ciumento. Não tem como o livre-mercado prosperar por aqui tendo um povo que baseia sua cultura nos piores defeitos da humanidade.

    Isso que vem acontecendo na Venezuela é somente aquilo que o próprio povo tacanho, preguiçoso e ciumento sempre desejou: se livrar do grande e malvado imperialismo/capitalismo, que sempre 'explorou' e massacrou o coitadinho do povo.


    À Venezuela, só posso desejar PT saudações!!! Vocês merecem!
  • anônimo  27/04/2015 02:12
    "Isso que vem acontecendo na Venezuela é somente aquilo que o próprio povo tacanho, preguiçoso e ciumento sempre desejou: se livrar do grande e malvado imperialismo/capitalismo, que sempre 'explorou' e massacrou o coitadinho do povo."

    Além de tacanho, preguiçoso e ciumento, faltou mencionar teimoso. Aposto que muitos dos que estão ali de pé, enfrentando horas de filas estão no fundo suspirando de saudades do 'Comandante Chavito'. Algumas vezes a tragédia caminha de mãos dadas com o castigo.
  • anônimo  27/04/2015 11:20
    O agronegócio dá muito dinheiro e se não me engano representa uns 2/3 do PIB do brasil.
    E você deixa suas emoções interferirem na sua lógica.
  • Eriks  25/04/2015 00:07
    É preciso "criminalizar" o socialismo! Eu já não tenho paciência nem com meus parentes quando me falam de "igualdade", trato-os com sarcasmo e realidade na cara, sendo a Venezuela meu exemplo preferido de como o "projeto de mundo melhor para todos" é uma beleza...
  • 'martins  25/04/2015 11:50
    É uma excelente matéria, principalmente para os mais jovens que já tem contato com estudos de economia, como também para os demais jovens e não jovens, e tem contato com muitas críticas sobre as políticas de estado e suas medidas de controles de preços, controle de margens de lucro, as mais diversas regulações das atividades econômicas, etc. A Venezuela é um retrato vivo do que é o socialismo real. É como diz um velho ditado, muitos males vem para o bem, eu digo que pode vir se bem aproveitado, do contrário pode ser pior.
    Podem notar que a esquerda brasileira evita se associar a Venezuela a luz do dia atualmente, fazem isso mas de forma discreta o que é bem diferente de alguns anos atrás em que o Lula elogiava de peito aberto o Hugo Chaves, até fez campanha para o Maduro. Agora com essa queda do preço do petróleo e da total dependência da Venezuela dos petrodólares é que a coisa está sendo revelada o significado do socialismo venezuelano totalmente inepto, pois o capitalismo não funciona nesse regime, nunca vai funcionar. Os que ainda acreditam que o socialismo é o sistema do futuro olhem para a Venezuela e verão o resultado do dirigismo do processo econômico pelo estado (organização política). Essa tem que ser jogada na cara da esquerda brasileira.
  • Joseph  25/04/2015 13:22
    Alguém poderia me indicar algum texto da escola austríaca sobre o papel da poupança na economia ?
  • Fernando Fujiwara  25/04/2015 21:24
    Comunismo gerou cerca de 100 milhões de vítimas fatais, apontam pesquisas

    Recentemente, os governos do Canadá e Ucrânia deram um passo à frente para retificar os danos causados às vítimas dos regimes comunistas ao longo da história.

    O governo canadense confirmou a construção de um monumento para as vítimas do comunismo próximo da Suprema Corte do Canadá, na capital Ottawa. Já o governo ucraniano aprovou lei que condena o comunismo e o nazismo e proíbe propaganda e símbolos de ambas as ideologias no país.

    Na internet, surge o Museu Vítimas dos Comunistas. O site tem a proposta de manter viva na memória a história das tragédias causadas pelos regimes vermelhos. "O Museu Vítimas dos Comunistas tem caráter cultural e é mantido por um grupo de brasileiros fiéis à democracia, à liberdade, à família e à Pátria", informa o site.

    A publicação do Manifesto Comunista, em 21 de fevereiro de 1848, pelo alemão Karl Heinrich Marx (Karl Marx) marca o estabelecimento da ideologia comunistas na sociedade. O resultado disso foram cerca de 100 milhões de mortes em um período de pouco mais de 150 anos.

    Se computados todos os danos físicos e psicológicos causados à população mundial por meio da característica ideológica comunista, conhecida como os 'nove traços' sendo: a maldade, a hipocrisia, o incitamento, deixar livre a escória da sociedade, a espionagem, o roubo, a luta, a eliminação e o controle, facilmente esse número passa mais de um bilhão de vítimas ao longo desses mais de 150 anos.

    Somando-se todas as mortes causadas por terremotos, furacões, epidemias e guerras dos últimos quatro séculos, não se produziu resultados tão devastadores, aponta o 'O Livro Negro do Comunismo'. A publicação fornece números estimados de vítimas fatais:

    • China: 65 milhões de mortos
    • URSS: 20 milhões de mortos
    • Coreia do Norte: 2 milhões de mortos
    • Camboja: 2 milhões de mortos
    • África: 1,7 milhão de mortos
    • Afeganistão: 1,5 milhão de mortos
    • Vietnã: 1 milhão de mortos
    • Leste Europeu: 1 milhão de mortos
    • América Latina: 150 mil mortos

    Documentos e relatos de sobreviventes expõem as atrocidades cometidas pelos regimes comunistas contra a humanidade.
    A 'Grande Fome' na China e Ucrânia

    Poucos ocidentais estão informados sobre a sanguinolenta realidade que predominou na China entre os anos de 1949 e 1976, durante o período de Mao Tsé-tung (ou Mao Zedong) como líder do Partido Comunista Chinês (PCC).

    Segundo a publicação 'Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês' o maior número de mortes da história chinesa foi registrado durante a 'Grande Fome' no período do 'Salto para Frente' (1958-1960). O artigo 'Grande Fome' no livro 'Registros históricos da República Popular da China' relata que "o número de mortes não naturais e a redução de nascimentos de 1959 a 1961 é estimado em cerca de 40 milhões de vítimas."

    A Ucrânia também passou por semelhante processo de dizimação da população através da fome. O ápice foi em 1933, quando Josef Stalin estipulou novas metas de produção e coleta de alimentos ao povo ucraniano, que já estava à beira da mortandade em massa por causa das políticas de confisco de alimentos iniciadas anos antes.

    De acordo com Robert Conquest, autor do livro "A colheita do sofrimento" (The Harvest of Sorrow) nesse período "os cadáveres estavam por todos os lados, e o forte odor da morte pairava pesadamente no ar. Casos de insanidade, e até mesmo de canibalismo, estão bem documentados. As diferentes famílias camponesas reagiam de maneiras distintas à medida que lentamente iam morrendo de fome".

    A retificação em Yan'an: um "laboratório humano" para opressão

    O PCC atraiu incontáveis jovens patriotas para Yan'an em nome da luta contra os japoneses (1937-1945), mas perseguiu dezenas de milhares deles durante o movimento de retificação em Yan'an. Desde que conseguiu o controle da China, o PCC descreveu Yan'an como a "terra santa" revolucionária, mas não fez nenhuma menção aos crimes que cometeu durante a retificação, de acordo com a publicação 'Nove Comentários'.

    O livro ascrecenta que o movimento de retificação em Yan'an foi o maior, o mais sombrio e o mais feroz jogo de poder já conduzido no mundo humano. Sob o argumento de estar limpando pequenas toxinas burguesas, o Partido criou um 'laboratório humano' visando acabar com a moralidade, a independência de pensamento, a liberdade de ação, a tolerância e a dignidade do homem.

    Extração forçada de órgãos

    A extração forçada de órgãos é outro grave e sinistro crime contra a humanidade. Para financiar sua estrutura política, o Partido Comunista Chinês desde a década de 1980, vem extraindo órgão de prisioneiros políticos ainda vivos. Esse procedimento se acentuou a partir de 2000, após o início da perseguição ao Falun Gong, uma milenar disciplina de cultivo da mente e do corpo, que tem sido perseguida desde 1999 pelo PCC.

    Os pesquisadores canadenses David Matas e David Kilgour, respectivamente um respeitado advogado de direitos humanos e um ex-membro do parlamento canadense, estimam que apenas entre 2000 e 2008, mais de 60 mil praticantes de Falun Gong provavelmente foram mortos por meio de captação de órgãos.

    Novas investigações feitas pelo jornalista, Ethan Gutman, também trazem evidências que presos políticos e outros prisioneiros de consciência também estão sendo utilizados, para a colheita de órgãos como: cristãos, tibetanos, uigures e ativistas de direitos humanos.


    Conclusão

    Marx afirmava que o Socialismo não é uma forma de governo, mas é um Estado, um Estado policiado e projetado em que uma nação assume enquanto em "transição" de um modelo capitalista para uma sociedade comunista, enquanto a "utopia comunista" é o resultado final desejado da plena transição: um mundo sem polícia, sem propriedade, sem religião, sem classes sociais, até mesmo sem a necessidade de governo… uma terra imaginária de eterna harmonia.

    Entretanto, na prática o que o Partido Comunista tem feito prova ser ele mesmo um culto do mal. As doutrinas do Partido Comunista são baseadas na luta de classes, nas revoluções violentas e ditadura do proletariado, o que resultou na chamada "revolução comunista" cheia de sangue e violência. O terror vermelho sob o comunismo vem trazendo desastres a dezenas de países no mundo ao custo milhões de vidas.

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  • Dezio Ricardo Legno  25/04/2015 22:26
    O mesmo sucede no Brasil atual.
    Os valore bilionários movimentados pelo roubo PTista dos últimos anos não impedem a continuidade do mesmo partido no governo. E a população, a maioria absoluta, somente murmura contra, mas mesmo assim ainda vota nessa quadrilha.
    E isso está a ocorrer em toda a A.Latina.
  • JBALL  25/04/2015 22:57
    Leandro, se o governo socialista Venezuelano (Chávez e Maduro) existe a tanto tempo porque só agora que eles estão nesse caos?
  • Magno  26/04/2015 04:17
    "Há tanto tempo" não. Chavez chegou ao poder em 1999, começou a esquerdar em 2002, mas contou com o boom no preço do petróleo de 2004 a 2014.

    E, comparado a Maduro, no poder desde 2013, Chavez era bem moderado -- apesar da retórica, ele ao menos tolerava a propriedade privada e não proibia o lucro.
  • Vander  26/04/2015 00:13
    Dada a natureza do socialismo, poderíamos dizer que a Venezuela é um case de sucesso?

    "Até você aceitar que o objetivo do socialismo é machucar, e não ajudar, nenhuma das ações deste fará sentido à você. Socialismo, esquerdismo, progressismo são todas palavras para designar a política do ódio. E esta política odeia o mundo à sua volta, pois é uma linha de pensamento composta por pessoas que perderam a conexão com o passado e, consequentemente, perderam a conexão com o próprio mundo atual. E com motivações como estas por trás de seus atos, os princípios básicos de uma sociedade passam por eles como um peido que se dissipa à brisa"

    Sim, a Venezuela é um case de sucesso.
  • Ricardinho  26/04/2015 04:05
    Pessoal alguém aqui me indicaria algum pais para imigrar? Estive lendo algumas postagens e a Suíça é uma boa pedida. Mas parece que eles não são muito receptivos com brasileiros. Então pensei em algum pais do leste europeu ( Estonia, Letônia) ou mesmo EUA. O que acham?
  • Angelo Viacava  26/04/2015 15:35
    E a entrevista de Bresser Pereira ao jornal Zero Hora de 26/4/15 - ou por que o socialismo prospera - é pra cortar os pulsos com um serrote: AQUI
  • Joel  27/04/2015 08:59
    Há um livro do Theodore Dalrymple intitulado "The Wilder shores of Marx", onde o autor conta sua experiência em países comunistas como a Albânia, a Romênia, a Coréia do Norte, Vietnam e Cuba. O que mais me espantou no livro (muito bem escrito), foram algumas conclusões do autor, como:

    1. A propaganda mentirosa do governo socialista não é feita para enganar. Suas mentiras servem sim para humilhar. Aqueles que são obrigados não somente a fingir que acreditam, mas a repetir o que o governo diz, tornam-se impotentes psicologicamente;

    2. A escassez proveniente do planejamento central socialista não é ruim para o governo. Por um lado ela reduz o dia a dia das pessoas ao ato de procurar bens como comida ou sabonete, não deixando muito tempo para discussões políticas. Por outro lado ela torna todos os cidadãos em semi-cúmplices do sistema, pois as pessoas acabam trocando pequenos favores por informações a funcionários do governo, onde todos viram informantes e todos possuem algum tipo de atividade ilegal.

    3. Ao mostrar a literatura oficial da Coréia do Norte, com poemas intragáveis feitos por poetas oficiais do governo (os únicos permitidos), Dalrymple conclui que o Marxismo-Leninismo é a vingança dos intelectuais frustrados contra o Mundo, pois somente em uma sociedade onde o mérito não é o responsável pelo sucesso, e sim alianças com pessoas do partido, pessoas como estas poderiam viver como poetas.

    As semelhanças com o que acontece na Venezuela e com o que o PT quer implantar no Brasil são assustadoras. Para aqueles que pregam que o comunismo acabou, sugiro que leiam o novo caderno de teses do PT (facilmente encontrado no google).
  • Jarzembowski  27/04/2015 18:23
    Excelente!
    Dalrymple é leitura obrigatória.
  • oneide teixeira   27/04/2015 17:47
    Mas porque a Venezuela optou por Chavez, as coisas não tem começo nem fim é um processo.
    O que levou ao publico optar pelo chavismo.
    A Venezuela estava uma maravilha e sadicamente o povo vai e vota no Chavez.
    Não estou defendendo o bolivarianismo, mas ele é antes de tudo uma consequência não uma causa.
    Da mesma forma o petismo não é causa é consequência.
    O populismo é a causa inicial de todo o subdesenvolvimento da América Latina.
    A luta é entre republica vs populismo.
  • Mr. Magoo  08/05/2015 09:57
    Oneide, aquí tem um bom resumo:
    www.institutoliberal.org.br/blog/solapando-a-democracia-como-hugo-chavez-deu-um-golpe-de-estado-com-fachada
  • Hugo  28/04/2015 14:08
    Nova temporada de Walking Dead? Não, é a Venezuela mesmo.

    Situação da Venezuela se agrava nos supermercados e o desespero por comida deixa rastro de destruição.

    https://www.facebook.com/EEKJG56856773OWKKR/videos/1047371008622620/
  • Joao Girardi  28/04/2015 20:42
    Sempre há a chance de aprender. Poderemos aprender agora com os venezuelanos, ou sentir a marca do ferro na própria carne mesmo.
  • Leandro  05/05/2015 01:10
    Banco Central da Venezuela vende ouro em troca de US$ 1 bilhão, e assim consegue um oxigênio extra para importar produtos básicos.

    mobile.reuters.com/article/idUSL1N0XL0TY20150424?irpc=932
  • Leandro  07/05/2015 21:31
    Após colocar sob supervisão militar, a Venezuela agora vai estatizar a distribuição de alimentos.

    news.yahoo.com/venezuela-nationalize-food-distribution-191734377.html
  • Pobre Paulista  07/05/2015 22:39
    Finalmente. Longa vida ao regime!

  • Silvio  08/05/2015 01:15
    Sem comida não tem como se viver muito.
  • Vinicius  08/05/2015 01:14
    Serão os momentos finais? ou o mercado negro ainda vai oxigenar essa economia com moeda forte e produtos?
  • anônimo  12/05/2015 10:42
    Na Venezuela eles estatizam, no brasil eles dão empréstimos pro agronegócio com juros mais baixos, será que os comunas brasileiros são mais inteligentes que os venezuelanos?
  • anônimo  23/06/2015 21:39
    Ainda diria mais, eles fazem isso JUSTAMENTE por conhecer os vagabundos do MST e saber que eles não produzem nada, são só mais uns criminosos vivendo da esmola estatal.
    Comunista brasileiro SABE que precisa do agro negócio, sabe que é o agro negócio que bota comida na mesa.A Kátia Abreu não está lá por acaso.
  • Andre  11/05/2015 17:39
    Hoje lendo esse artigo vi como a Venezuela decaiu rapidamente:

    geracaodevalor.com/blog/afinal-privatizar-e-bom-ou-ruim/

    Lá era possível ter telefone e celular já na década de 90, o Hugo Chaves estava preso.
    Em cerca de 20 anos conseguiram ferrar tudo por lá.

    Mas felizmente acho que não seria possível ferrarem tudo por aqui de forma tão rápida pois
    como o país é maior em população e em extensão a inércia é maior.

    Mas caso comecem tal coisa estarei atento para acelerar minha fuga, pois conheço a Escola Austríaca. :)
  • Adriano  11/05/2015 18:32
    Pobres venezuelanos. Mais um povo vítima da ignorância e dos resultados nefastos do populismo.
  • Luiz Renato  11/05/2015 18:32
    "Pensemos em duas classes de bens e serviços, uma dos que são fornecidos pelo Estado ou por suas concessionárias, com monopólio, e outro grupo de bens e serviços que são livremente fornecidos no mercado. Não precisa muito esforço pra perceber que os pobres têm mais e melhor acesso aos produtos do segundo grupo do que do primeiro."
    oburricodebalaao.blogspot.com.br/2015/05/mercado-para-os-pobres.html
  • Rhyan  23/06/2015 01:27
    Li no Cato Institute que a inflação (real) venezuelana está batendo em 510%, como saber se o número é real?
  • Rennan Alves  23/06/2015 17:29
    No socialismo venezuelano, um iPhone 6 custa $47,678.

    Why the iPhone 6 Costs $47,678 in Venezuela
  • Renato  26/07/2015 16:37
    Vejam mais um dia típico em um supermercado venezuelano:

    www.facebook.com/video.php?v=851008101640964&set=vb.472157436192701&type=2&theater

    É esse modelo que o PT admira e quer importar para cá.


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