Trabalhadores fogem das “melhores” leis trabalhistas; quadrilha rouba remédios e posa de salvadora

Quem ataca o projeto de lei da terceirização costuma acreditar que as leis trabalhistas garantem direitos, e que sem elas os trabalhadores estariam em situação vulnerável e precária.

Essas pessoas têm de responder a uma pergunta: por que os países com "melhores" leis trabalhistas exportam trabalhadores?

Ora, se as leis que protegem os empregados têm o efeito esperado, veríamos ingleses migrando para a Espanha e Portugal, onde é quase impossível demitir alguém. Operários dos Estados Unidos, onde não há obrigação de aviso prévio, multa por rescisão de contrato e nem férias remuneradas, atravessariam desertos a pé para chegar ao México, onde o custo médio de uma demissão é de 74 semanas de trabalho.

Mas o que vemos é o contrário: os trabalhadores fogem dos países com leis que os protegem demais.

Há quase 200 mil portugueses e espanhóis trabalhando na Inglaterra, onde é muito fácil contratar e demitir. Cerca de 4 milhões de indonésios (segundo o Banco Mundial, um dos países onde é mais caro demitir) trabalham na Malásia, na Austrália e também em Cingapura, onde sequer há uma lei geral de salário mínimo.

Considere estes dois grupos de países:

1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.

2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana

Quem acredita na mágica das leis trabalhistas diria que elas são mais rígidas nos países do primeiro grupo. Afinal, vivem ali os trabalhadores com melhor qualidade de vida no mundo. Na verdade, no grupo 1 estão os sete países que, segundo o Banco Mundial, têm as leis que menos azucrinam os patrões. Já o grupo 2 reúne os sete países que mais protegem os trabalhadores.

Na Venezuela, a lei proíbe a demissão de quem ganha até um salário mínimo e meio (o que faz funcionários terem medo de serem promovidos, pois os patrões costumam aumentar o salário para então demiti-los).

Por que multidões de imigrantes decidem ir trabalhar nos Estados Unidos e não na Venezuela?

Eu arrisco uma explicação: países com leis trabalhistas muito rígidas são geralmente lugares ruins para se fazer negócio. Lucro é considerado pecado; empresários são tidos como vilões. Pouca gente se aventura a investir ou abrir vagas de trabalho em lugares assim.

Já os países onde as leis trabalhistas são mais leves costumam ter mais liberdade para empreender, tradição de respeito à propriedade, facilidade para investir e, por causa disso tudo, mais oportunidades para os pobres.

É a facilidade de fazer negócios, e não um punhado de palavras escritas no papel, que garante direitos aos trabalhadores.

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operacao-receita-1024x682.jpgNo dia 12 de março, um grupo de homens armados entrou em um depósito de medicamentos no bairro do Jabaquara, em São Paulo. Os homens renderam o segurança e levaram centenas de caixas de remédios para Aids e hepatite C, além de antialérgicos, colírios e antivirais.

Não eram remédios comuns, e sim produtos importados, caríssimos e difíceis de encontrar. Alguns deles, que custam mais de 20 mil dólares, já estavam pagos pelos pacientes que os utilizariam e logo seriam entregues a médicos e clínicas especializadas.

Os homens também levaram computadores e documentos que consideraram ter algum valor. Também exigiram que o estabelecimento quitasse dívidas que teria contraído com a organização da qual eles fazem parte, apesar de o dono do estabelecimento não concordar com a dívida.

O estranho é que, depois de levarem as caixas de medicamentos, os homens não tentaram fugir nem se esconderam. Pelo contrário: anunciaram o feito pela internet. Lançaram até mesmo uma nota à imprensa, que dizia assim:

Operação Addison combate comércio ilegal de medicamentos

A Polícia Federal e a Receita Federal colocaram em curso, nessa quinta-feira (12), esquema para combater o comércio e a importação irregular de medicamentos. Uma pessoa foi presa e, assim como os demais investigados, poderá responder pelo crime de importar medicamento sem o devido registro.

Durante a investigação, Polícia e Receita descobriram uma empresa que realizava compras no exterior sem autorização necessária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem o devido recolhimento de tributos. No depósito da empresa, localizado no Jabaquara, zona sul de São Paulo, um homem foi preso em flagrante.

De acordo com a Receita Federal, entre os remédios importados irregularmente estão drogas utilizadas para o tratamento de doenças como Aids e hepatite C, além de antialérgicos, colírios, antivirais e hormônios.

Ou seja, aqueles homens armados não se consideram criminosos — na verdade, são agentes do estado brasileiro. Combateram o que a Receita Federal entende como um crime: fornecer remédios a pessoas com doenças graves que, por causa da burocracia da demora da Anvisa ou dos impostos de importação sobre medicamentos, não teriam uma forma mais simples de obtê-los.

Quem é mocinho e quem é bandido nesta história?

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Este artigo foi originalmente publicado no blog do autor hospedado no site da Revista Veja.


2 votos

SOBRE O AUTOR

Leandro Narloch
é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados. Escreve para a Folha de S. Paulo.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Henrique Zucatelli  20/04/2015 14:02
    Esse país me dá arrepios...

    E ainda tem gente que pede a volta da ditadura, como se ela tivesse deixado de existir...
  • Carlos Mello  02/09/2015 15:41
    Ótimo artigo, como a maioria dos publicados pelo Instituto Mises.

    Parabéns.
  • Gredson  20/04/2015 14:22
    Eu acho que o mais impressionante, é que esses dois artigos foi publicado na veja. um site com milhares de visitas, provavelmente atingiu muitas pessoas. Ventos de mudança.
  • Felipe  20/04/2015 17:36
    Uhum, a revista conta com dois blogueiros liberais (moderados), Constantino e Narloch. Mas não conta com a mesma qualidade na revista física, onde recentemente publicou uma matéria que insinuava que o new deal salvou os EUA, o que me fez desisti de ler a revista.
  • Raposa  20/04/2015 14:27
    Terceirização é retrocesso.

    Mas não para médicos cubanos. Aí pode.
  • Galo  20/04/2015 14:33
    Não. Terceirização é avanço. Inclusive quando se trata da importação de médicos. O que não dá é utilizar dinheiro público para financiar governos estrangeiros (e esse é o problema do Mais Médicos).
  • Rennan Alves  20/04/2015 14:42
    Tenho quase certeza que foi uma ironia da raposa, parafraseando o pensamento vigente da esquerda.
  • Vitor  20/04/2015 14:43
    Galo, o Raposa foi sarcástico.
  • TOBIAS  20/04/2015 15:22
    Existem muitos problemas nesse programa mais médiocs(menos saúde)
    1- Dinheiro publico 'investido'(torrado) levianamnete para sustentar uma ditadura cubana.
    2- Trabalho escravo( o cubano não pode escolher onde trabalha, não tem acesso a internet ou meios de comuniação e não pode sair fora do horario de trabalho sem autorização e não pode trazer a família)
    3- Existia um programa semelhante e pouco propagado, o Provab que era para médicos braisleiros e serem falta vaga.
    4- Saúde não depende apenas do médico, apesar desde ser parte importante e determinante na promoção prevenção e recuperação da saúde.
    5- É necessário estrutura física e sanitária, medicamentos, equipe multiprofissional e principalmente: é necessário o próprio individuo cuidar da sua saúde.
    6- Muitos não são médicos, (sei que os miseanos são contra regulamentações, mas par a se autodeclarar médico é necessário estudar pelo menos 6 anos e apresentar uma prova disso, caso contrario é um curandeiro, benzedor, pajé. Nada contra, mas não é médico.
    7- Alguns são espiões militares de cuba.
    8- O programa exime a responsabilidade do muinicipio e centraliza o poder no governo federal.
    9- Todos os problemas já existentes no SUS.
  • Occam's Razor  20/04/2015 21:34
    Se o governo realmente quisesse "mais médicos" traria médicos de um país onde os cidadãos não são escravos do governo (pelo menos não quando estão em solo estrangeiro).

    Exemplo: digamos que o genocida Fidel Castro fique com metade do salário do "médico". Sendo assim, o governo brasileiro poderia contratar o dobro de médicos, caso o fizesse em outro país. Com R$ 10.000 você poderia contratar um médico cubano ou dois médicos não cubanos. Qual é a melhor opção?

    Portanto fica óbvio (como se fossem necessárias mais evidências) que o objetivo é financiar o torturador Fidel.
  • cleovane  24/04/2015 02:49
    Mas qualquer país com média de médicos por habitante maior que a média brasileira pode enviar médicos para o programa mais médicos.
  • Wellington Kaiser  20/04/2015 14:27
    Muito triste! Pior ver o pessoal invertendo valores. Outro dia eu vi um cara acusando sonegadores de impostos como se fossem assassinos ou estupradores.
  • Senhor A  20/04/2015 16:37
    Vergonha de país!

    Eu passei, hoje, perto de um instituto público( estatal)e, no muro do edifício, tinha um cartaz imenso contendo as seguintes palavras: "Diga não à terceirização, ela vai tomar seu emprego".

    É uma piada, pqp!
  • Ricardo (Mais um)  20/04/2015 18:30
    É a tática da esquerda, trabalhar usando o medo somada a burrice e preguiça do brasileiro médio.

  • Paulo  20/04/2015 21:06
    Um trabalhador terceirizado ganha 23% menos do que outros trabalhadores. Que vantagem terão com a terceirização?
  • Jalaska  20/04/2015 21:13
    Informe-se melhor. A única fonte desse valor que você citou já foi refutada.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2076
  • Paulo  21/04/2015 12:23
    Mas eu não citei as fontes mencionadas no artigo...
  • Paulo  21/04/2015 12:42
    Na empresa em que trabalho: Oficial de Manutenção -Salário R$ 1.957,25 - Terceirizado: 1.467,00. Caixa do Banco Bradesco: R$ 2.225,00 - Terceirizado: R$ 1.708,30. As empresas sempre precisam cortar custos, e obviamente vão contratar terceirizados por salários menores.
  • Antunes  21/04/2015 14:04
    Números curiosamente convenientes demais para se encaixar na sua tese. Mas ok, vou entrar no seu esquema e vou lhe responder dentro das suas próprias premissas. Ainda não haverá como você reclamar.

    1) Em primeiro lugar, caixa de banco é um emprego em vias de extinção. Atualmente, caixa de banco só existe porque ainda há dinossauros que não sabem operar um caixa eletrônico. Portanto, o simples fato de ainda haver esse emprego -- e de ele ainda pagar muito bem -- deveria ser comemorado por tais pessoas.

    2) Você parte da lógica maniqueísta de que um arranjo de custos altos poderia ser perfeitamente mantido para sempre, sem qualquer resultado negativo para as empresas -- como essa sua que emprega um oficial de manutenção --, independentemente do cenário econômico. Ora, isso não existe no mundo real.

    Ou a empresa mantém o mesmo quadro de funcionários a um custo menor; ou ela mantém os salários altos, mas reduz o quadro de funcionários.

    O que várias pessoas simplesmente não aceitam é que, no Brasil, a terceirização foi justamente o oxigênio criado para que várias empresas pudessem se manter vivas em meio à asfixiante legislação tributária e trabalhista. Ou elas terceirizavam ou quebravam. A terceirização não foi um mero capricho de empresários ou uma conspiração maquiavélica para empobrecer a classe operária. Foi simplesmente uma saída para se manterem vivos.

    3) Já você parte do princípio de que tudo é um mero capricho: a empresa poderia perfeitamente empregar vários oficiais de manutenção a salários altíssimos, mas prefere terceirizar e pagar menos apenas para exercer sua maldade. Pelo visto, você ainda não atinou para o fato de que o país está em recessão, e que ou os salários diminuem (para manter o emprego), ou os salários se mantêm (e os empregos são cortados).

    4) Não existe isso de diminuir salários apenas por maldade (mesmo porque qualquer empresa precisa de funcionários minimamente motivados). Se os salários diminuem -- o que você ainda não provou ser um caso --, isso é porque há necessidades prementes que impõem um corte de custos. Ou reduz-se o salário, ou reduz-se o emprego.

    Pare de enxergar o mundo através de uma lente distorcida, que diz que empregados são anjos explorados e empregadores são demônios exploradores. Se você realmente acha que empreender no Brasil é esse mamão-com-açúcar, tire a bunda da cadeira e vá empreender também. Pela sua lógica, você terá lucros exorbitantes.
  • Hugo De Vita  10/11/2016 17:49
    Quem apoia isso, deve ser no mínimo empresário ou pelego, pq existe outras formas de garantir os empregos e/ou salários: Reduzir a margem de lucro dos empresários, acionistas, dos diretores, gerentes e etc. Eles podem ficar ricos as custas da vida de seus funcionários. Mas cortar na carne ninguém quer!!!! Peguemos por exemplo as montadoras de veículos, elas estão assistindo suas vendas em quedas vertiginosas, mas as mesmas se recusam em abaixar os preços dos veículos. Preferem parar suas linhas de montagem a diminuir os preços. Então por que devemos aceitar a redução de salário.
  • Marcos  10/11/2016 18:06
    "Peguemos por exemplo as montadoras de veículos, elas estão assistindo suas vendas em quedas vertiginosas, mas as mesmas se recusam em abaixar os preços dos veículos. Preferem parar suas linhas de montagem a diminuir os preços. Então por que devemos aceitar a redução de salário."

    Ué, e por que elas reduziriam seus preços se elas operam em um mercado fechado?

    1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    2) Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa e nos EUA, não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos e tenham muito mais opcionais de série.

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons serviços. Não há concorrência externa. Não há como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior.

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, reduzirá preços?

    Num cenário desse, meu caro, as montadoras só não cobrariam caro se fossem extremamente idiotas.

    Houvesse um livre mercado no Brasil, aí sim os preços estariam lá embaixo. E os lucros desses empresários que você tanto odeia também.

    Quer que os malvados tenham menos lucro? Defenda o livre comércio e a liberdade de se importar carros. Tamo junto?
  • saoPaulo  10/11/2016 18:18
    Quem apoia isso, deve ser no mínimo empresário ou pelego, pq existe outras formas de garantir os empregos e/ou salários: Reduzir a margem de lucro dos empresários, acionistas, dos diretores, gerentes e etc. Eles podem ficar ricos as custas da vida de seus funcionários.
    Ué, se a vida dos empresários é tão fácil assim, por que você não se torna um? Ainda não é proibido no Brasil.
    Ou por que você e seus colegas de trabalho não largam todos a empresa e montam uma corporativa, tirando todos esses malvados da equação?
    Depois só não esquece de me agradecer pela ideia quando te entrevistarem sobre sua trajetória de sucesso =)
  • Ali Baba  22/04/2015 10:50
    @Paulo 21/04/2015 12:42:05

    Na empresa em que trabalho: Oficial de Manutenção -Salário R$ 1.957,25 - Terceirizado: 1.467,00. Caixa do Banco Bradesco: R$ 2.225,00 - Terceirizado: R$ 1.708,30. As empresas sempre precisam cortar custos, e obviamente vão contratar terceirizados por salários menores.

    Como já escreveu o Antunes 21/04/2015 14:04:33, números muito convenientes para significar alguma coisa...

    Além de assinar embaixo do que ele escreveu, tenho outra pergunta: esses números são brutos ou líquidos?

    Os terceirizados não têm os descontos em folha... então, se compararmos números reais líquidos para a mesma função, essa diferença se desfaz e pode inclusive se inverter. Não estou falando em hipótese... na empresa onde trabalho terceirizados ganham mais (considerando números líquidos) do que celetistas para a mesma função...

    Agora isso pode não ser verdade onde trabalha o Paulo 21/04/2015 12:42:05, já que bancos têm entraves que a empresa onde trabalho não tem....
  • Julio Silva  10/11/2016 00:16
    Já trabalhei como terceirizado em uma empresa de mineração. Eu ganhava R$1100,00 na carteira, enquanto uma pessoa na mesma função minha, só que da empresa contratante ganhava R$750,00. O que ele tinha de melhor era a vista grossa quanto as regras de ouro que se quebradas dava justa causa.
  • Igor F  27/12/2016 07:16
    Paulo, basicamente o que vc está dizendo é a mesma coisa que: Nós temos muitos politicos e os salarios deles sao extremamente altos. Mas pra que diminuir o numero de politicos ou o salario deles? Que vantagem os politicos recebem?

    Bom, assim como os politicos, o salario de qualquer servidor publico é supervalorizado. E quem paga esse salario são os impostos. O que o trabalhador ganha com terceirização? Não muito, mas não acho justo fazer a população inteira ser forçada pagar um salario acima do que deveria só pra manter essa galera feliz, isso vale tanto para politicos quanto para qualquer outro servidor publico.
  • Livio Luiz Soares de Oliveira  20/04/2015 16:40
    A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) poderia se chamar Fossilização das Leis do Trabalho (FLT).
  • Rhyan  20/04/2015 18:17
    Narloch foi a melhor coisa que aconteceu com a Veja.
  • ancap virando real?  20/04/2015 18:32
    O instituto mises deveria falar de Liberland um novo pais na europa onde impostos sao opcionais. So googlar.
  • Carlos Garcia  20/04/2015 23:04
    Torcendo muito por Liberland. Mas vi rumores de que uma retaliação da Sérvia pode acontecer em breve. Vamos ver no que da.
  • ancap virando real?  21/04/2015 12:43
    Tambem estou torcendo muito por Liberland, tomara que dê certo.
  • Tio Patinhas  22/04/2015 22:07
    Já tivemos coisas parecidas (outras nem tanto) que não conseguiram algo mais:

    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_micronations
  • ancas virando real  26/04/2015 19:52
    O que impede essa de dar certo?
  • reflexão  30/04/2015 14:39
    Tudo começa pela mentalidade dos que querem almoço grátis e dão o "direito" à terceiros de retirar a liberdade dos outros.
  • Taki  20/04/2015 20:20
    Aqui é assim, o rabo abana o cachorro. Estamos caminhando pro "mundo bizarro". A roda vai ser quadrada, vamos andar de ré, entre outras coisas. Quem assistiu aquele desenho antigo dos superamigos sabe do que eu to falando. Não há melhor forma de ilustrar!
  • Henrique  20/04/2015 20:44
    Só não entendi a parte do texto que diz que nos EUA não há multa por rescisão de contrato. Isso não seria uma coisa ruim? Se eu assino um contrato com meu empregador e ele me demite antes do término desse contrato eu não deveria ser ressarcido?
  • Martins  20/04/2015 21:08
    Ele se referiu à tal "demissão sem justa causa".
  • Enrico  21/04/2015 02:32
    Mas se houver algo assim no contrato:

    "Cláusula 1 - O contrato terá duração de um ano.
    Cláusula 2 - Em caso de recisão do contrato antes do término, a empresa pagará, à vista, dez dólares para cada dia restante para o término."

    Creio que a justiça de qualquer estado americana (talvez não a da Louisiana) consideraria o direito à multa.
  • Leonardo Matheus  21/04/2015 03:39
    Me tirem uma dúvida, por favor?
    Meu professor de história diz aos 4 cantos que o New Deal(keynesianismo) salvou os EUA, porém o keynesianismo é mt criticado aqui, eu ainda não consegui entender o porque o New Deal não deu certo, já que aparentemente ele deu certo, criando o "estilo de vida americano" graças ao consumo, etc etc
  • Leandro  21/04/2015 14:10
    Não. Muito pelo contrário: o New Deal prolongou a recessão e a transformou em uma grande depressão.

    A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

    Porém, o governo fez exatamente o contrário: ele implementou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história, acabando com o livre comércio global), aumento de impostos (o imposto de renda foi de 25% para 82%, bem leve...), aumento de gastos, aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Com esse cenário de total impedimento à livre iniciativa, o desemprego chegou a um terço da população, e a renda desabou. E uma recessão que poderia ter acabado em 1931 só acabou em 1946.

    Artigos recomendados:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=97
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=130
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=272
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=326
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=626
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=376
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=878
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1467
  • Eliana   21/04/2015 12:23
    Quer dizer então que se não se "pode" obter medicações de maneira mais rápida pelos meios legais, o "legal" é o contrabando? Seria cômico, não fosse trágico. Isto então, não é burlar a lei? Isto é ser honesto? E estes mesmos são os "combatentes da corrupção"? Faz-me rir. E ainda há quem diga que o problema do Brasil são as leis muito "fracas". Ah, façam-me um favor. Por que antes de quererem mudar, alterar leis ou ainda os "mais espertos" quererem burlar a lei, por que não lutam a fim de que as leis existentes sejam cumpridas?
  • Calmon  21/04/2015 13:50
    Prezada Eliana, na Alemanha da década de 1930 era lei você denunciar judeus ao governo. E era lei o governo enviar judeus para campos de concentração.

    Estivesse você vivendo naqueles tempos, e um vizinho seu resolvesse acobertar judeus na casa dele, você daria chilique e diria que seu vizinho está "burlando a lei", "sendo desonesto", e que ele não tem moral nenhuma para "reclamar da corrupção"?

    Pior ainda: você por acaso diria que o certo é fazer um debate para tentar convencer o governo a mudar a lei?

    "Faz-me rir" digo eu. Aliás, faz-me gargalhar.

    Não, minha cara. O simples fato de algo ser lei não significa que ela é inquestionável. Mais ainda: se a lei for imoral, então é obrigação das pessoas decentes desobedecê-la. Thomas Jefferson disse isso.

    No caso em questão, o governo proíbe a importação de remédios apenas para proteger o monopólio das grandes empresas do setor farmacêutico, que são grandes doadoras de campanha. A ANVISA existe para proteger as grandes empresas farmacêuticas da concorrência. A importação de remédios bons e baratos é proibida justamente para garantir os lucros monopolísticos dessas empresas.

    Aí vem a senhora, toda pomposa, e diz que os heróis que estão fornecendo remédio mais barato para idosos e aidéticos são criminosos, e que a quadrilha que confiscou esses remédios -- e que, por conseguinte, condenou os idosos e os aidéticos a ainda mais sofrimentos -- são os heróis.

    Você é um monstro.
  • Carlos Garcia  21/04/2015 22:45
    Posso responder essa com um vídeo-review do filme Dalas Buyers Club.



    E fica a dica, pois é uma série excelente, o autor é um economista austríaco que manda muito bem na análise dos filmes.
  • Douglas  22/04/2015 12:46
    Digo sempre isso:
    Tenho MUITO medo de pessoas que consideram algo certo ou errado, moral ou imoral apenas pelo fato de estar escrito em um papel.
  • Tio Patinhas  22/04/2015 17:02
    "Quer dizer então que se não se "pode" obter medicações de maneira mais rápida pelos meios legais, o "legal" é o contrabando?"

    Por mim tudo bem.

    "Isto então, não é burlar a lei?"

    Sim.

    "Isto é ser honesto?"

    Sim.

    "E estes mesmos são os "combatentes da corrupção"?"

    Já pensou que quanto menos governo, menos corrupção?

    "Por que antes de quererem mudar, alterar leis ou ainda os "mais espertos" quererem burlar a lei, por que não lutam a fim de que as leis existentes sejam cumpridas?"

    Desde 1988 o Brasil editou quase 5 milhões de normas, quase 800 por dia. Em matéria tributária, mais de 300 mil. Em 22% dos casos, o termo "direito aparece. (https://www.ibpt.org.br/img/uploads/novelty/estudo/1266/NormasEditadas25AnosDaCFIBPT.pdf e https://www.ibpt.org.br/noticia/1266/Normas-tributarias-em-vigor-equivalem-a-livro-de-112-milhoes-de-paginas e ainda www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/a-fantastica-fabrica-de-leis-e-normas-9knc5qbscwz28b657271fi6a6). Provavelmente você mesma já descumpriu alguma lei e nem se deu conta. Eu luto para que a maior parte das leis não seja cumprida, aliás, há leis sobre determinado assunto, só que uma é federal, outra é estadual e outra municipal, todas conflitantes, garantindo que todos possam ser acusados de descumprimento.

    Caso não queira ler todos os links que eu coloquei mais acima, recomendo especialmente este: https://www.ibpt.org.br/img/uploads/novelty/estudo/1266/NormasEditadas25AnosDaCFIBPT.pdf

    Lembre-se que imposto é roubo e sonegação é legítima defesa.

    Obrigado.
  • Nilo BP  23/04/2015 00:59
    Ser certo e ser legal são coisas completamente distintas. Deixe de ser preguiçosa, pare de terceirizar seu senso de certo e errado para um bando de ladrões engravatados, e comece a julgar por si própria, usando a experiência e a razão.
  • anônimo  24/04/2015 10:51
    'E estes mesmos são os "combatentes da corrupção"? Faz-me rir'

    Não misture alhos com bugalhos, se o povo bovino for dizer amém a tudo no mundo só porque é lei, é claro que as leis vão tender a NÃO beneficiar esse mesmo povo e sim à classe de parasitas que faz as leis.Até uma criança entende isso.

    por que não lutam a fim de que as leis existentes sejam cumpridas?'

    Por que eu não sou masoquista de lutar por algo que é feito pra me prejudicar e beneficiar apenas um sistema de parasitas estatais.
  • Silvio  21/04/2015 12:27
    Trabalhadores não "fogem" de melhores leis trabalhistas (até porque estas raramente são aplicadas nos países pobres), eles procuram melhores salários.
  • Tendler  21/04/2015 13:33
    Exato. Eles vão atrás dos melhores salários. E os melhores salários estão justamente naqueles países que menos tolhem o empreendedorismo, seja por meio de regulamentações, de burocracia e de encargos sociais e trabalhistas sobre a folha de pagamento.

    O problema é a esquerda ter a capacidade mental de fazer essa ligação de causa e consequência.
  • Henrique Zucatelli  21/04/2015 13:58
    Terceirização para o bom entendedor é simplesmente oficializar que qualquer empresa em vez de contratar pessoas limitadas que querem ser empregados, podem contratar um sujeito com mente empreendedora.

    Sabe uma coisa legal que eu faço aqui nos meus negócios? Quando eu vejo que um funcionário tem mente empreendedora, ofereço a ele sociedade, onde ele vai deixar seus "benefícios" de lado para poder ganhar o quanto sua competência permitir.

    E tem dado muito certo até agora, além de que foi uma forma de matar dois coelhos com um tiro: além de eu não ter de pagar mais nada ao sujeito (ao passo que se ele não trabalhar não recebe), a produtividade DOBRA, logo os resultados são sempre positivos para a empresa e para ele.

    Com a terceirização toda essa massa de gente vai ter que se tocar (na marra) que emprego não é sinônimo de trabalho. Que "benefício" se conquista por si, e não nas costas dos outros. E que se fizer certo, vai ganhar muito mais.

    Quer tirar um mês de férias? Vai ter que ter muito dinheiro. E não se esqueça do mais importante: de combinar com seus clientes para eles esperarem um mês, enquanto você descansa (risos).



  • Douglas  22/04/2015 12:50
    Cuidado eim,
    Daqui a pouco alguem aparece dizendo que vc esta cortando beneficios e enganando os pobres trabalhadores ou os transformando em porcos burgueses.
  • Rafael  22/04/2015 00:57
    Cara, vocês são demais!
    Deus os abençoe e GRAÇAS A DEUS que eu conheço vocês!
    Paz.
  • Emerson Luis  23/04/2015 14:43

    Nada como um pouco de empirismo (analisar os fatos) para refutar os "progressistas"!

    * * *
  • Thiago Curvelo  24/04/2015 16:16
    www.cartacapital.com.br/economia/lei-da-terceirizacao-e-a-maior-derrota-popular-desde-o-golpe-de-64-2867.html

    Engraçado essa entrevista publicada no site da Carta Capital onde o Ruy Braga responde o seguinte:

    CC: Como se saíram os países que facilitaram as terceirizações?
    RB: Portugal é um exemplo típico. O Banco de Portugal publicou no final de 2014 um estudo informando que, de cada dez postos criados após a flexibilização, seis eram voltados para estagiários ou trabalho precário. O resultado é um aumento exponencial de portugueses imigrando. Ao contrário do que dizem as empresas, essa medida fecha postos, diminui a remuneração, prejudica a sindicalização de trabalhadores, bloqueia o acesso a direitos trabalhistas e aumenta o número de mortes e acidentes no trabalho porque a rigidez da fiscalização também é menor por empresas subcontratadas.

    CC: E não há ganhos?
    RB: Há, o das empresas. Não há outro beneficiário. Elas diminuem encargos e aumentam seus lucros.

    ____


    Levando-se em consideração esse fato isolado, será que isso ocorreu como uma forma de desafogamento do empresariado? Afinal, Portugal está bem quebrado, não?



  • Marcelo  24/04/2015 16:58
    Exato. Tal crítica parte do princípio de que um arranjo de custos altos poderia ser mantido sem qualquer resultado negativo para as empresas, independentemente do cenário econômico.  Ora, isso não existe no mundo real.  Ou o empreendedor mantém o mesmo quadro de funcionários a um custo menor; ou ele mantém os salários altos, mas reduz o quadro de funcionários. 

    O que várias pessoas simplesmente não aceitam é que a terceirização foi justamente o oxigênio inventado para que várias empresas pudessem se manter vivas em meio à asfixiante legislação tributária e trabalhista.  Ou elas terceirizavam ou quebravam.  A terceirização não foi um mero capricho de empresários ou uma conspiração maquiavélica para empobrecer a classe operária. Foi simplesmente uma saída para se manterem vivos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2076

    De resto, é gozada essa inversão de valores que faz a Carta Capital. Na Europa, são os países latinos -- dentre eles a França -- que têm o assistencialismo mais profundo, e são justamente esses países que estão vivendo a maior debandada de pessoas. Há social-democracia para todos, mas emprego para poucos.

    Mas isso a Carta Capital não cita.
  • Tio Patinhas  24/04/2015 17:14
    Aqui tem algumas regras trabalhistas em Portugal e não parece ser essa "moleza" e liberdade:

    www.economias.pt/novas-leis-do-trabalho-em-portugal/

  • João Bento Neto  17/08/2016 02:20
    Não tem pra onde correr. Esse é o trabalho pós-industrial onde flexibilização dos processos e contratos de trabalho são indispensaveis para o desenvolvimento e competitividade das empresas. Cabe aos trabalhadores se qualificarem
  • duglan  09/11/2016 23:54
    Boa reflexão sobre as leis, mas organizem melhor o artigo, o título e a questão dos medicamentos deixou fora de foco.
  • Ádamo  10/11/2016 11:07
    Um artigo tendencioso. Deixou de fora Japão, França e países escandinavos por quê? Deixou de fora praticamente toda a África por quê? Simples: o que faz os trabalhadores escolherem correr o risco não é a diminuição dos seus direitos, mas o fato de estarem indo para um local com mais qualidade de vida, em que o pior trabalhador ainda ganha do que no seu país de origem.
  • Évano  10/11/2016 11:28
    Duh! Repetiu exatamente o que o artigo falou: pessoas vão para países que têm mais liberdade para empreender, tradição de respeito à propriedade, facilidade para investir e, por causa disso tudo, mais oportunidades para os pobres. É a facilidade de fazer negócios, e não um punhado de palavras escritas no papel, que garante direitos aos trabalhadores.

    Parabéns pela conclusão.

    Ah, sim, você exige que se fale sobre a Escnadinávia? Ora, é para já:

    Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar

    Sim, deveríamos ser mais parecidos com a Suécia - quer tentar?

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Uma dica para você sobre os países escandinavos: segundo o site "Doing Business", nas economias escandinavas,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar);

    6) e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.

    7) Não existe salário mínimo.

    Na Dinamarca, não há nem sequer indenização por demissão (mesmo sem justa causa) e nem leis trabalhistas que restrinjam horas extras (empregado e patrão acordam voluntariamente as horas de trabalho), o que permite que as empresas dinamarqueses operem 24 horas por dia, 365 dias por ano.

    O que mais você quer falar sobre "tendenciosidade"?

    Caso tenha mais dúvidas e queira continuar aprendendo, pode perguntar (mas educadamente).
  • Misses the point  12/03/2017 20:22
    Você está me pedindo para comparar Estados Unidos e Congo com a premissa de que a única diferença entre esses paises são as leis trabalhistas? Não tem como.


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