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A corrupção que sacode o Brasil - a visão dos estrangeiros

O candidato derrotado à presidência do Brasil, Aécio Neves, parece falar em nome de muitos dos seus compatriotas quando diz que o PT e a presidente Dilma Rousseff utilizaram dinheiro roubado para derrotá-lo nas eleições presidenciais ocorridas no país em outubro de 2014.

No mês passado, em uma entrevista concedida a mim, em Lima, perguntei ao senhor Neves — que é presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) — se ele atribuía sua derrota nas eleições ao fato de o socialismo proposto pela senhora Rousseff, que é da esquerda linha-dura, possuir maior apelo entre os brasileiros do que o programa do PSDB, que era um pouco mais amigável ao mercado.

Ele negou essa possibilidade.  Segundo ele próprio, ele perdeu por causa de um "crime organizado".

O senhor Neves, ex-governador do estado de Minas Gerais, não estava se referindo à máfia.  Ele estava falando sobre um esquema de corrupção implantado no núcleo da Petrobras, a empresa estatal de petróleo do país.  Promotores afirmam que empreiteiras contratadas pela Petrobras participaram de um esquema de superfaturamento envolvendo a diretoria da empresa e partidos políticos da base aliada do governo (no Brasil, os partidos da base aliada indicam políticos para a diretoria de operações da empresa). 

Nesse esquema, as empreiteiras superfaturavam os preços de suas obras, a Petrobras pagava o valor superfaturado para as empreiteiras, e estas, em troca, remetiam uma fatia desse dinheiro superfaturado — cujo valor total, estima-se, chega a 30 bilhões de dólares — para políticos de partidos da base aliada do governo, entre eles o PT, como forma de agradecimento pelo superfaturamento.  Isso destruiu o capital da Petrobras.

O PT gastou uma assombrosa quantia de dinheiro na campanha eleitoral para vencer as eleições, e parece estar cada vez mais claro que ele só conseguiu fazer essa gastança por causa dos milhões que recebeu ilegalmente desse esquema de corrupção na Petrobras.  Se isso se comprovar verdade, isso foi de fato um crime, e muito bem organizado.

E os escândalos continuam surgindo a uma velocidade arrepiante.  É como se a cada fiapo que você puxasse em um cobertor, ele se levantasse e revelasse não somente um, mas vários esquemas ilícitos que estavam escondidos. 

E o grande risco é que, mesmo com novos esquemas de corrupção sendo revelados quase que semanalmente, a população brasileira não aprenda a mais importante das lições: sim, a justiça deve punir os corruptos, mas o que realmente gerou toda essa bagunça foi o tamanho do estado brasileiro, cujo poder e gigantismo abrangem todos os setores da economia brasileira.

Com um estado que intervém em todos os setores da economia, e que controla diretamente várias empresas, de nada adianta você apenas trocar indivíduos corruptos por indivíduos "mais honestos".  Isso não irá eliminar as causas da corrupção.

No Brasil, empresas estatais são controladas por políticos.  Consequentemente, a tentação de utilizar a dinheirama que passa por essas estatais — principalmente nos momentos em que os preços das commodities estão em ascensão e o dinheiro se torna farto — sempre será irrefreável.  Esperar que políticos não se aproveitem desses recursos é como imaginar que a raposa gerenciará sensatamente um galinheiro repleto de galinhas gordas.

[Nota do IMB: esse esquema entre estatais e empreiteiras, envolvendo superfaturamento, fraudes em licitações e desvio de recursos das estatais para o pagamento de propina a políticos é tão antigo e tão básico, que é impressionante que apenas agora as pessoas demonstrem surpresa com ele.

Toda a esquisitice já começa em um ponto: por que os políticos disputam acirradamente o comando das estatais?  Por que políticos reivindicam a diretoria de operações de uma estatal?  Que políticos comandem ministérios, vá lá.  Mas a diretoria de operações de estatais é um corpo teoricamente técnico.  Por que políticos?  Qual a justificativa?

Quem acompanha o jornalismo político já deve ter percebido que os partidos políticos que compõem o governo federal não se engalfinham tanto na disputa de ministérios quanto se engalfinham na disputa para a diretoria de estatais.  É óbvio.  É nas estatais que está o butim.  As obras contratadas por estatais são mais vultosas do que obras contratadas por ministérios.  O dinheiro de uma estatal é muito mais farto.  E, quanto mais farto, maior a facilidade para se fazer "pequenos" desvios.

Isso, e apenas isso, já é o suficiente para entender por que políticos e sindicalistas são contra a privatização de estatais.  Estatais fornecem uma mamata nababesca. 

Quando políticos e sindicalistas gritam "o petróleo é nosso", "o minério de ferro é nosso", "a telefonia é nossa", "a Caixa é nossa", eles estão sendo particularmente honestos: aquele pronome possessivo "nosso" se refere exclusivamente a "eles", os únicos que ganham com todo esse arranjo.

Mas a necessidade de privatização das estatais não está apenas no campo ético.  Há também argumentos técnicos e econômicos.

Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas.  Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.

Os problemas de haver empresas nas mãos do estado são óbvios demais: além de o arranjo gerar muito dinheiro para políticos, burocratas, empreiteiras ligadas a políticos, sindicatos e demais apaniguados, uma empresa ser gerida pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.

Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.

Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?

O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.]

Se a senhora Rousseff está sendo honesta ou não quando diz que não sabia de nada sobre esse esquema de corrupção na Petrobras, é o de menos.  Seu maior problema, como o senhor Neves deixou implícito, é que as acusações colocaram em cheque a legitimidade de sua apertada vitória nas eleições (por uma margem de aproximadamente 3%).  Enquanto seu partido luta para rebater as acusações, e alguns de seus mais importantes membros estão sendo presos, a senhora Rousseff já está sem moral para governar.

No dia 15 de março, um número estimado em 1,5 milhão de brasileiros foi à ruas, em todo o país, para protestar contra o governo.  Uma recente pesquisa do Datafolha mostra que 60% da população consideram o governo da senhora Rousseff "ruim" ou "péssimo".

Se a economia estivesse pujante, a reação pública a essas revelações de corrupção poderia ser diferente.  Só que essa crise política não poderia ter vindo em pior momento para o bolso dos brasileiros.  A inflação de preços acumulada em 12 meses está em 8,13%, a moeda se desvalorizou acentuadamente no mercado mundial, a economia ficou parada em 2014, e estima-se que, em 2015, ela encolherá mais de 1%.

A senhora Rousseff nomeou para o Ministério da Fazenda o economista Joaquim Levy, formado em Chicago e com boa reputação no mercado financeiro.  Até o momento, seu plano de governo se resume a um retorno à disciplina fiscal.  Só que ele precisará da ajuda dos aliados do PT — dentre eles o poderoso Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) — no Congresso.  Por ora, eles têm se mostrado relutantes; e, quando aceitam ajudar, a senhora Rousseff tem de arcar com o custo político do ajuste.  Logo, mesmo que o senhor Levy seja bem-sucedido em ajustar as contas do governo, a popularidade da senhora Rousseff pode não se recuperar.

Os escândalos de corrupção tendem a se arrastar por causa de seu tamanho e complexidade.  No mês passado, o tesoureiro do PT, João Vaccari, foi acusado de solicitar as "doações" das empreiteiras — com o dinheiro da Petrobras — para o partido.  Em um depoimento perante um comitê há duas semanas, o senhor Vaccari negou qualquer transgressão. [Nota do IMB: e hoje ele foi preso].

Um dos principais problemas para a Petrobras foi o fato de o governo ter proibido a participação de empresas estrangeiras nos processos de licitação.  Isso incentivou um cartel das empreiteiras nacionais, todas elas protegidas pelo governo.  O Ministério Público já acusou três ex-presidentes da Petrobras [José Eduardo Dutra, Sergio Gabrielli e Maria das Graças Foster] e mais vários outros presidentes de grandes empreiteiras brasileiras [Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht, UTC, Queiroz Galvão, Engevix, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e IESA Óleo & Gás] pelo crime de corrupção e lavagem de dinheiro.  Há também quase 50 políticos pertencentes a vários partidos sob investigação.

Os protestos contra a corrupção são um indicador da vitalidade da sociedade civil brasileira.  A independência do judiciário também é uma boa notícia.  O pequeno time de promotores é bem treinado.  Um trabalho investigativo de alta qualidade vem sendo feito não obstante os poderosos indivíduos envolvidos.  Em um país que vem sofrendo para acabar com a impunidade, isso é um grande feito.

Mas não é o bastante.  A questão premente ainda segue intocada: quando a classe política se envolve na gerência de empresas, a corrupção se torna institucionalizada.  Punir os escroques é necessário, mas ainda insuficiente.  O grande problema a ser atacado, e que é a causa de tudo, é o fato de o governo ser o dono de empresas.


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autor

Mary Anastasia O’Grady
é editora do The Wall Street Journal e faz a cobertura de eventos da América Latina.


  • Alexandre Mesquita  15/04/2015 14:01
    Esse artigo faz um resumo e uma análise melhor que a de qualquer jornal brasileiro. Muito bom!
  • gladston do rego lages neto  15/04/2015 21:57
    A situação é óbvia até para os estrangeiros, menos para os nossos políticos, governantes e, infelizmente, ainda, para boa parcela da população brasileira.
    Se realmente a President"a" objetivasse combater a corrupção endêmica, poderia começar com uma medida muito simples: proibir políticos de assumirem cargos nas empresas estatais ou de economia mista.
  • Ronaldo  16/04/2015 15:39
    Estou de acordo.
  • Raphael  16/04/2015 03:36
    Concordo plenamente.
  • Rafael  15/04/2015 14:14
    Excelente artigo. Você poderia fazer uma colocação do por que a PF e o Ministário Público ainda não foram, digamos, "contaminada" pelo controle político?
  • Marques  15/04/2015 14:37
    O salário deles não foi reajustado, por Dilma, como eles queriam. Daí, por exemplo, as sucessivas greves da PF.

    Quando Lula era presidente e os aumentos eram seguidos, nenhum desses dois órgãos deram um pio. Agora que o salário estagnou e o poder de compra caiu, eles resolveram "protestar" também.
  • Jayme Martins   15/04/2015 15:37
    Marques, pode parecer um tanto quanto antiquado, mas algumas pessoas ainda possuem moral e caráter. Você acha, sinceramente, que uma instituição faz seu papel baseado no ajuste do seu salário? Como brasileiro me sinto triste com a sua opinião, porém aceito-a. Acho porém que devamos exaltar todas as iniciativas de melhora e nunca depreciar estas. Vamos sim apoiar que o rigor da lei seja aplicado a estes transgressores e não ficar vivendo de atitudes passadas.
  • Jaime Palilo  15/04/2015 23:22
    Jayme, pelo visto é a primeira vez que acessa o Mises Brasil. Bem, prepare-se para ler críticas muito mais contundentes (nem por isso menos verdadeiras) aos funcionários públicos.
  • Alessandro  15/04/2015 15:23
    Mas de o MP e PF mão tivesse tal "contaminação" você não acha que os "chefões" destes esquemas já estivessem presos por eles?

    Porque na verdade, até agora só os "peixes pequenos" foram presos. Ainda falta o molusco Mor e sua família, que nem foram ouvidos por estes órgãos.
  • anon  15/04/2015 14:56
    [OFF] - Pessoal, desculpem o off mas realmente gostaria de entender uma coisa.

    Qual a crítica que vocês, libertários mais experientes (descobri essa filosofia a poucos meses e é muito do que eu penso), ao Kim Kataguiri? Vejo muitos libertários que eu sigo zoarem e algumas vezes criticarem muito o cara. Não só ele, mas o Caiado e não me espantaria de ver críticas ao van Hatten.

    Faço essa pergunta pois entendo (talvez erroneamente) que o que ele defende é um passo mais próximo ao objetivo libertário, e isso deveria ser incentivado.


    Vejam, não estou aqui para gerar flames nem defender um ou outro. Só entender as críticas (e concordar ou não) com elas.

    Abraço a todos e mais uma vez desculpem o off.
  • Felipe  15/04/2015 15:42
    Bom, não conheço muito sobre eles (além do que é divulgado) e não vou arriscar falar disso, mas acho positivo esse ativismo em pró da liberdade, mesmo que não concordemos com os meios que eles utilizem.

    Mas uma coisa que você deve ficar esperto é o porque estão colocando ele como um dos líderes do movimento liberal e anti-Dilma. Na minha opinião é algo proposital , que visa transformar a massa que crítica o governo em uma figura de carne e osso, e assim obviamente, tornar mais fácil bater e desmoralizar a oposição.
  • Pobre Paulista  15/04/2015 16:34
    Daqui a 10 anos ele será candidato a deputado pelo PSDB, grande coisa. Só mais um liberal que sabe exatamente como o estado deve funcionar, acho que já temos bastante disso pelo universo, não?
  • Dexter  15/04/2015 17:26
    Anon, também queria essa resposta, mas acho que é porque ele pede a redução do Estado, porém, com mais atuação do prórpio Estado. Paradoxal...
  • anônimo  16/04/2015 00:55
    Nunca vi libertário criticando o Kim, de fato ele foi inexperiente ao falar que o Jean Willies (nem sei direito o nome dessa merda) não sabia que o Che mandava matar gays lá na revolução dele.Mas fora isso ele está fazendo um bom trabalho.E sabendo o que sabe com dezenove anos, quando tiver uns quarenta vai ser um monstro.
  • Mozar  15/04/2015 15:39
    viva ao socialismo bolivariano! VIVA !!!! VIDA LONGA AO LULA!!! VIVA A REVOLUÇÃO BOLIVARIANA!!!
  • anônimo  16/04/2015 01:03
    E viva meu três oitão aqui, esperando tua revolução vir tomar meus meios de produção
  • Diego  15/04/2015 15:47
    É ridículo que um moleque esteja a frente de qualquer coisa, ainda mais diante de um momento como esse. Isso só mostra o circo que virou esse país.
    Imagino a vasta bibliografia e a excepcional bagagem vinda de quem mal saiu das fraldas e quer falar em Mises, Hayek, Friedman... Quantos livros já leu?
    O resultado desse kim jong il da banânia são essas manifestações inócuas que mais parecem um desfile e que apenas saem do nada rumo a lugar nenhum. Já não basta o Bolsonaro que serve como uma caricatura perfeita pra demonizarem a direita e agora mais isso?
    O PT pode ficar tranquilo, no lugar dele eu daria gargalhadas dessa "oposição".
  • Lopes  15/04/2015 17:13
    Não compre o ad hominem de quem não sabe argumentar e se atém a atacar o Kim - é ainda pior do que acovardar-se sob a própria falácia lógica. Existe discordância de que o impeachment (ao invés da secessão) seja a manifestação mais apropriada, mas infelizmente é o que coube a fazer pois a mentalidade brasileira ainda não é capaz de dissociar-se de Brasília e a julga tão imprescindível como a água e oxigênio, de modo que jovens pedindo a separação de SP, por exemplo, não receberiam o mesmo amparo de uma massa que cobiça somente a queda do PT sobre a presidência. Sou indiferente a quem é o dono dos cativos: pois ser cativo já é, sob a perspectiva da filosofia da liberdade, anti-ético para começar.

    Mas render-se a um básico insulto ao lógico-formal como um ad hominem de idade é um abismo intelectual e um grande desperdício de mais de dois milênios de filosofia e da defesa tão difícil do argumento sobre a autoridade - ou seja, a defesa da própria razão sobre a convenção. Garanti-los-ei: ponha quaisquer libertários ou conservadores mais veteranos - seja o Kim ou qualquer gentil desta seção de comentários - em debate contra uma autoridade ou "intelectual" a nutrir-se desta falácia lógica e o resultado será uma vitória de grande margem por parte nossa. Antes ser jovem conhecedor de uma pequena verdade do que ser ancião protetor de uma grande mentira.

    Quem está aqui no IMB, por exemplo, independentemente da idade, é quem decidiu, apesar da hegemonia da cabeça estatista na nossa sociedade; procurar novas ideias. Defendendo a liberdade - seja contra você próprio ou contra todas as figuras de autoridade (que gastaram tantos anos de vida a defender jargões e narrativas em detrimento de debater) que o cercam -, é, acima de tudo, um exercício exaustivo de lógica, pesquisa e criatividade contra cada ínfima presença que o estado exerce na nossa vida - garanto, para toda, haverá uma discussão e uma lesão para hipertrofiar quem defende um pensamento fora do establishment.

    E você NÃO quer debater com quem não é capaz de passar um dia sem fazê-lo.
  • anon  15/04/2015 19:31
    Lopes,

    você acabou respondendo, mesmo que parcialmente, o que questionei acima (sobre críticas de libertários ao Kim).

    Posso concluir então que estes argumentos justificam a crítica dos mesmos libertários ao NOVO?
  • Dexter  15/04/2015 17:23
    Jean Willys, é você, meu filho?
  • Alexandre Melchior  15/04/2015 17:31
    Quantos livros o Lula leu? E ele tem 70 anos.
  • Juliano  15/04/2015 18:03
    Torço efusivamente para que o PT fique mesmo tranquilo em relação a essa "oposição". Este será o caminho de sua autodestruição. O caminho da autodestruição, perfeitamente trilhado pelo "Partido dos Pobres", é o caminho daqueles que optaram por ignorar as leis de uma genuína economia de mercado. Não há liberdade política se não houver liberdade econômica. O PT, com seu excesso de intervencionismo, provocou todas as mazelas que assolam os brasileiros, colocou a culpa numa fictícia crise internacional e, de quebra, recusa-se a ouvir as mensagens das ruas. O fracasso do partido que monopoliza as virtudes mesmo que, para isso, seja necessário espoliar os pagadores de impostos que representam a porção produtiva da sociedade, já é evidente.
  • anônimo  16/04/2015 01:01
    Ridículo é essa falácia idiota de que o cara é incompetente só por causa da idade.
    E mais ridículo ainda é um senhor 'de idade' que teve tempo pra estudar e saber disso, mas não sabe.
  • Felipe  15/04/2015 17:03
    "É ridículo que um moleque esteja a frente de qualquer coisa"

    Exatamente, Kim Kataguiri ta mais ajudando a esquerda do que a própria esquerda. Acho que é a figura perfeita para os socialistas desmoralizarem os liberais.

    Mas não acho culpa do Kim, o problema é que essa mídia idiota o figura como representante da oposição. Eu, como liberal, não tenho nenhum representante, não tenho nenhum líder, não sou devoto a ninguém, nem a Mises ou Rothbard, sou devoto apenas a liberdade.
  • anônimo  16/04/2015 01:14
    Explique melhor aí como é que ele está ajudando a esquerda, fiquei curioso
  • Felipe  16/04/2015 01:50
    Ué Kim tá sendo o que a esquerda deseja, uma figura em carne e osso que represente a oposição e que sirva de saco de pancada. Através desta figura fica muito mais fácil para a esquerda desmoralizar os liberais e os oposicionistas sem precisar debater ideias.

    É só reparar como já estão criticando o rapaz de todas as formas, entre em qualquer blog da esquerda e verá alguma crítica a pessoa do Kim.

    E o Kim apesar de inteligente é ainda muito imaturo, como demonstrou no vídeo que fez para o Jean.
  • anônimo  16/04/2015 08:44
    Qualquer liberal que ganhar destaque vai ser saco de pancadas, qualquer um que mostre os podres do estado vai ser o foco da raiva da esquerda
    Então você queria o quê, que ele fosse inimigo da esquerda ficando calado e deixando o estado em paz?
    No mais, concordo que ele foi imaturo naquele vídeo chamando o Jean Wilis pra debate.A única coisa que ele não errou foi em falar que a Luciana Genro admira Cuba, mesmo ela nunca tendo dito isso é CLARO que a Luciana Genro, uma política, uma mentirosa profissional não ia falar NUNCA que admira cuba, tem sempre que enrolar, que falar que não era socialismo de verdade, que a revolução era pra ser isso e virou aquilo...
  • Gustavo Nunes  15/04/2015 17:11
    O senhor Neves não estaria fazendo este teatro só porque perdeu as eleições? Aliás políticos e burocratas são os mesmos com Aécio não seria diferente.
  • Thiago2  15/04/2015 23:28
    E quanto ao argumento de que perdeu para uma quadrilha? discorda de que esses politicos do governo atual(PT) são uma quadrilha?
  • Victoria  16/04/2015 01:02
    Praticamente todo governo É uma quadrilha, pois governos vivem necessariamente de violência e coerção (reconheço isso embora seja minarquista, não anarquista). No entanto, a diferença seria que, com o PSDB, a probabilidade de andarmos mais alguns passos em direção ao socialismo bolivariano (exemplo a "regulação" - censura - da mídia proposta pelo PT), seria menor. Além disso, há a vaga esperança de algumas privatizações de empresas menores e problemáticas - tipo Correios -, aberturas de capital dos bancos públicos, menos inflação, menos protecionismo e mais transparência (e credibilidade) para as contas públicas. Ou seja, um Estado ligeiramente menor, mas ainda mastodôntico. Mas fazer o que? O fato é que a esmagadora maioria dos brasileiros é estatista, e o governo nada mais é que o reflexo de um povo. Afinal, somos nós que lhe permitimos governar. Duvido que se as pessoas se revoltassem com o estado gigantesco no qual vivemos, ele existiria. É impossível alguém governar sobre 200 milhões de pessoas sem o consentimento da esmagadora maioria delas.
  • Lopes  16/04/2015 01:15
    Excelente análise, Victoria.
  • Gustavo Nunes  16/04/2015 17:07
    Concordo com Victoria e sim o pt é uma quadrilha. Entretanto, mesmo que seja um salto, se Aécio estivesse no poder, em não irmos para o socialismo de Dilma, ainda não resolveríamos o problema pois ainda existe Estado. Claro que é utópico pensarmos na abolição do Estado da noite para o dia mas se pelo menos este saísse da economia e da espoliaçao individual seria um ótimo passo.
  • Adelson Paulo  16/04/2015 17:57
    Então ficamos assistindo as "quadrilhas" se sucederem no poder?
  • Henrique Zucatelli  16/04/2015 22:22
    Concordo com a Victoria em genero, numero e grau, que aliás me lembra o comentário em um vídeo do Danilo Gentili, onde ele compara PT e PSDB a monstros, onde o primeiro é um monstro gigante que perdeu o controle, e o segundo é um monstro pequeno, ainda em fase de crescimento (risos).

    O PSDB e PT nasceram do mesmo berço, foram criados pelos mesmos pais e somente se separaram por motivos economicos.

    - Tanto Dilma quanto Aloysio Nunes foram guerrilheiros. Os dois tem como casa o comunismo, o bem estar social, a redistribuição de renda.

    - Fernando Henrique pessoalmente foi o homem que tirou Lula da cadeia quando o mesmo foi preso quando era sindicalista na época das greves. E por aí vai...

    Repito: PT e PSDB se dividem não pela ideologia, mas pela disputa pelo poder. Tirando isso sentam na mesma mesa, comem da mesma panela, bebem da mesma garrafa. PONTO.

    Hoje na política brasileira não há sequer UM deputado, senador ou governador que seja liberal. Todos entendem que para benefício próprio, o mais fácil e mais prático é agradar uma parcela considerável de ineficientes (a maioria) com o dinheiro tomado via impostos dos eficientes (minoria). Eles, seus amigos e parceiros da iniciativa privada ficam com a maior parte, e a esmola é jogada aos porcos.

    Neves, Calheiros, Collor, Sarney etc, são todos clãs antigos, verdadeiras castas de poder perpetuado há décadas, graças a nosso povo frouxo, vadio e conivente. Aceitam a esmola, embora pequena, pois vem fácil.

    Sabendo que qualquer iniciativa libertária muito provavelmente iria diminuir seu poder, jamais fariam. Isso seria suicídio economico.

    Por isso desacredito em lados políticos, sou mesmo pela ruptura voluntária com o estado.
  • K. Guimarães  15/04/2015 18:07
    Amigo nada lhe impede de participar, transformar e melhorar, da forma que o Sr. fala deve possuir um vasto conhecimento, sinta-se a vontade de criar um movimento e quem sabe torná-lo ainda maior que o MBL. Quanto a bagagem bibliográfica do rapaz acho isso irrelevante quem ficaria se vangloriando pelos livros que já leu? Se quer saber mais sobre a bagagem dele chame-o para um debate intelectual.

    É por pensamentos como esse que o Brasil está desse jeito. E vc ainda vem indagar que o Brasil está desse jeito por causa do Kim? kkkkkk O problema do povo brasileiro é querer polarizar tudo e todos. Eu não sou esquerda nem direita (muito menos partidário)sou brasileiro e quero um País melhor para mim e meus filhos um país com qualidade de vida para todos um país seguro, mas não com o aumento da carceragem e sim o aumento das oportunidades para que bandidos deixem de ser bandidos e também possam contribuir para o País. Assim poderemos ver presídios sendo demolidos e se construa escolas e universidades. Não perca seu tempo defendendo bandeiras de partidos ainda mais por aqui.

    Um abraço!
  • Marcelo Corghi  15/04/2015 19:02
    Leandro e demais, vejam esse resultado do Google Trends.
    jamais se falou tanto sobre Mises no Brasil, quanto agora:

    [link=www.google.com.br/trends/explore#q=mises&geo=BR&cmpt=q&tz=]
  • Lopes  16/04/2015 00:51
    Boa descoberta. Caiu como uma luva ao que escrevi lá embaixo ao Anon.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  15/04/2015 20:42
    O estado é uma instituição corrupta por natureza. Já que cobra impostos sem dar nada em troca.
  • Lopes  15/04/2015 22:51
    Olá, Anon. Sobre o Partido Novo, há um clássico artigo do Fernando Chiocca:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1034

    Limitar-me-ei neste comentário a falar das manifestações do impeachment - o farei pois é o que ele vem a defender no momento e não serei tão exigente a ponto de pedir a secessão de São Paulo (ideia ainda não tão popular, infelizmente) de um grupo (Movimento Brasil Livre) que mal nasceu. Separarei meios e fins para nossa análise.

    Meios.

    Por hora, o movimento está pedindo o impeachment da Dilma. Retirar o PT da presidência é algo que mais da metade da população brasileira deseja e por isso, é uma arma extremamente oportuna para a qual o grupo está no lugar certo e na hora certa. Quando MBL convocou as manifestações, foram às ruas gente que nem sabia o que é o MBL; Ronaldo vestia uma camisa patética e derrotada onde jazia escrito 'Não olha pra mim. Votei no Aécio.' (melhor seria: 'Não olha pra mim. Não preciso de Presidente pra viver.') - havia também um grupo, bem menos presente quanto a "mídia..." anti-golpista "...golpista" deixa parecer, que queria um retorno dos militares (procure alteridade: o brasileiro hoje vive com medo. Ele não sente falta da hiperinflação, da economia semi-soviética ou da liberdade de expressão ainda menor do que é hoje - ele sente falta é de andar no centro da cidade sem medo de ser assaltado ou assassinado. Qualquer pessoa que defende os militares - seja o camarada do bar ou um certo deputado brasileiro - frisa muito esta questão.)

    Ou seja, o MBL utilizou uma arma oportuna (o impeachment da Dilma), atacou quando o ferro estava quente e uniu três martelos (liberais e outros dois grupos derrotados que já são ovelhas bem criadas do Estado e apenas querem uma máquina de tosque diferente); nenhuma outra causa teria adquirido tanta simpatia de gente que não sabe nada de liberdade e isto é uma infelicidade. Apenas estamos a comentar o movimento agora, por exemplo, porque sua pauta ofereceu ombro para as frustrações de três grupos simultâneos.

    Fins.

    Qual é o fim destas pessoas pouco satisfeitas com a Dilma? É, pura e simplesmente, derrubar a Dilma. Um impeachment da Dilma faria pouco em economia: não creio que Aécio seria tão bom quanto o Ronaldo parece pensar - para um governo cortar gastos, é muito difícil; especialmente porque o legislativo estaria tentando lesá-lo ao máximo pois o PT assumiria oposição. A democracia é uma competição entre quem destrói mais pois o governo não produz, rouba; qualquer regente que siga o caminho do mercado, fora de uma situação de total inevitabilidade (caso não houvesse necessidade de reservas internacionais, FHC jamais teria privatizado o lixo deficitário e corrupto que era a Vale, por exemplo), será denegrida em massa por um complexo sindical, político, estudantil e empresarial ("Quero meu contrato superfaturado! Quero minha regulação protetora! Quero meu câmbio desvalorizado!") que implora por suas mamatas e mais açoites na população.

    Acho improvável que veríamos um corte em massa dos gastos estatais para que fosse feito um Currency Board (que não topa com estado perdulário). Confio mais em Henrique Meirelles do que em Joaquin Levy, mas não o conheço bem como Leandro, por exemplo; francamente, nutro a perspectiva de que Meirelles e Aécio estariam nivelando por cima os gastos estatais e aumentando impostos, assim como está fazendo a dupla de mestres de senzala atual.

    Uma saída da Dilma e uma hipotética subida do Aécio não alteraria em muito a economia, mas no máximo, nem que seja por um centímetro só, lesaria o projeto de poder do PT - por ora (aos especialmente suspeitos observadores de política, recomendo: www.midiasemmascara.org/arquivos/4161-foro-de-sao-paulo-e-dialogo-interamericano-pacto-firmado-em-1993.html ) Chama-me de pessimista, mas o destino do Brasil é a tragédia schumpeteriana de um ciclo de estatismo de Barbieri - esse país não irá muito mais longe do que isso - não enquanto estiver deitado eternamente em berço esplêndido (daí a secessão ser tão fundamental) e com "filhos que não fogem à luta".

    O ceticismo quanto ao efeito salvador de um impeachment da Dilma pela nossa liberdade, logo, em minha humilde análise de analfabeto político, se justifica - e o MBL não discorda: é um movimento jovem que apenas agora está adquirindo plataforma para exigir algo mais. Se a semente renderá, não posso - apenas terei a gentileza de não exigir um milagre deles. Tenhamos paciência. Porém a meta do MBL é a liberdade tal qual a concebemos como libertários - logo, podemos concluir que a atual situação é apenas uma plataforma sob um prisma estratégico.

    Conclusão.

    O MBL fez mais mal do que bem ao ideal libertário? - Ainda não sabemos. Impeachment é muito pouco e somente a secessão seria diferencial - algo que só veremos no futuro, quando o ferro da oportunidade esfriar. Ver o Kim integrando a política seria uma decepção colossal e provaria que nossas esperanças eram frustradas. Ver o MBL a transformar-se em um movimento ativo pela secessão revelaria que nossas suspeitas se tornaram, felizmente, injustificadas.Há sempre o argumento da popularização da liberdade, afinal, o Kim agora ganhou um espacinho na Folha de SP e talvez, pelas manifestações, uma ou outra pessoa agora saiba que existe vida além de Mussolini ou Stalin e que o mundo não precisa existir só dentro de uma garrafa.

    Mas já garanto: nenhum herói virá nos salvar.

    Quer fazer algo pela liberdade e não quer tangenciar tanto o mundo podre e mafioso da política e acabar não chegando a lugar algum? Pare de praticar a violência (contra crianças, por exemplo; que são tratadas como uma área especial da filosofia da liberdade - se você não ensiná-las com exemplo sobre como resolver conflitos sem usar a força, não espere que elas aprendam na escola que fabrica os defensores da força como algo legítimo) na sua própria vida e fale contra ela (quem sabe, um dia ainda participará de um grupo que quer uma secessão ou algo assim). Manifeste-se pela liberdade sempre que pode e lembre: cada jovem estatista de 19 anos perto de você poderá levar facilmente mais 19 anos para ver alguém que não acredita que precisamos de Lula e Eduardo Cunha para viver; não subestime a sua própria importância - você é um pioneiro que quis desafiar o status quo e está lutando por menos armas na cabeça das pessoas e por soluções pacíficas; sua causa é a mais ética existe.

    Já chegou a hora de pararmos de colocar o peso do mundo nas costas dos outros.
  • Pedro  15/04/2015 23:51
    A tese do artigo é a tes que o PT que ouvir e quer que seja disseminada, ou seja, a de que "capitalistas rapineiros" se organizaram em um cartel para roubar a Petrobrás e, no caminho, deram alguns caraminguás para diretores e funconário do alto escalão da Petrobrás. Essa tese livra a cara o partido e dos seus mais atos próceres, inclusive da presidente da repúbica e do ex. Na verdade, o desenho do esquema é outro. Pessoas do mais alto escalão da Petrobrás permitiram ou incentivaram a formação do quartel para montar o esquema de rapinagem. Daí, do sobrepreço resultante, um percentual era retirado para partidos da base aliada, à frente o PT. Com os recursos o plano de domínio hegemônico do partido ficava facilitado porque poderia ampliar, mediante compra, a base de sustentação no Congresso, além de gerar recursos para o mantenimento de blogueiros sujos e a domesticação da imprensa venal.
    Todo mundo sabe que não é praticável a formação de cartel para cliente único. A Petrobrás dita as regras porque tem o poder de decider. Formação de cartel só é possível sob patrocínio da empresa. As denúncias e os inquéritos em curso apontam para isso. No mais, concordo com a articulista. Sem estatais não haveria roubo de estatais. É tautológico. Todavia, antes das privatizações, quanto o Estado era bem maior, havia roubo, sim, mas para o enriquecimento direto dos perpetradores e numa dimensão menor. O que ocorre nos últimos anos é o uso do aparelho estatal para roubar, como nunca dantes visto, e usar recursos ilícitos para subverter a natureza jurídica, econômica, política e social da sociedade brasileira.É verdade também que os patifes politicos estão reservando "algum" para enriquecimento pessoal.Quem rouba para partido é capaz de roubar para si próprio. O resto é ingenuidade.
  • Ivo  16/04/2015 01:21
    "Pessoas do mais alto escalão da Petrobrás permitiram ou incentivaram a formação do quartel para montar o esquema de rapinagem. Daí, do sobrepreço resultante, um percentual era retirado para partidos da base aliada, à frente o PT. Com os recursos o plano de domínio hegemônico do partido ficava facilitado porque poderia ampliar, mediante compra, a base de sustentação no Congresso, além de gerar recursos para o mantenimento de blogueiros sujos e a domesticação da imprensa venal."

    E é exatamente isso de que fala o artigo, com exceção da parte da "imprensa venal". Veja também este outro artigo, que faz um desenho ainda mais detalhado do esquema:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1993


    "Todo mundo sabe que não é praticável a formação de cartel para cliente único. A Petrobrás dita as regras porque tem o poder de decider. Formação de cartel só é possível sob patrocínio da empresa. As denúncias e os inquéritos em curso apontam para isso."

    Claro, e é aí que entra o governo -- como bem explicado no artigo -- ao proibir a participação de empresas estrangeiras. Ora, se você fecha o mercado e impede a livre entrada, você criou as condições propícias para um cartel. E, nesse cenário de mercado fechado, essa tese de que "não é praticável a formação de cartel para cliente único" deixa de existir. Se a empresa precisa fazer licitação, e se todos os fornecedores estão em conluio -- porque o governo fechou o mercado --, então é claro que o cartel se sustenta. Adicione a isso o fato de que a própria Petrobras estava sob o comando dos cartelistas, você tem a tempestade perfeita.
  • Um sujeito  16/04/2015 00:21
    Esse artigo parece mais propaganda anti um partido específico do que os bons artigos de análise de conjuntura que o site sempre proporciona. Como se a corrupção que sacode o país fosse privilégio de um único partido. Citar o Aécio como coitadinho, vitima de uma "organização criminosa" como se ele também não estivesse somente querendo ser o novo dono dos cativos. Em todas as épocas desse país se sucederam inúmeros escândalos, justamente por causa da estrutura social e política existente. O tal do "Capitalismo de Estado". Que só beneficia algumas poucas empresas e que existia nos governos anteriores e acredito em outras estatais também. Capitalismo sem liberdade. Não existe.

    Não sou a favor do PT ou de qualquer outro partido, mas vamos parar de fazer campanha velada.
  • Guilherme  16/04/2015 00:56
    Prezado "Um sujeito", talvez você queira trocar um papo com o "Mauro Borges" ali embaixo, dado que a crítica dela é exatamente contrária à sua. Aí então vocês podem chegar a algum consenso.
  • Mauro Borges  16/04/2015 00:35
    Acho que este site deveria tomar mais posições políticas -- focar na teoria é bom, mas abordar as questões da política também é importante -- e atacar o PT com mais frequência. Se não me engano, este é o primeiro artigo que vejo aqui falando abertamente do PT.
  • Rennan Alves  16/04/2015 03:40
    Pelo visto você é novo por aqui.

    Em primeiro lugar, neste instituto não existe esse negócio de "este site deveria tomar mais posições políticas" em relação a tópicos X sobre o assunto Y. Isso é um coletivismo tacanho. O instituto é formado por vários indivíduos e cada um deles tem seu posicionamento próprio a respeito de vários assuntos.

    Quem acha que este instituto é monolítico - e que seus membros/comentaristas são robôs que pensam de forma absolutamente idêntica a respeito de tudo - não entendeu absolutamente nada do propósito deste site.

    Portanto, quem ficar procurando homogeneidade absoluta de idéias dentro do IMB irá realmente ficar perdido.

    Em segundo lugar, pedir para este instituto "atacar o PT com mais frequência" é tão somente um pleonasmo. Tudo o que este site defende/publica diariamente vai de encontro contra as políticas e os pensamentos de nossos governantes, indepedente de qual seja o partido.

    Diferente de outras mídias - que enfatizam "o PT fez isso" - aqui você encontra em fartura "o deputado fulano, do PT, fez isso", "o acessor ciclano, do PT, fez aquilo", "o senador beltrano, do PSDB, fará isso". É bem mais honesto e não isenta outras legendas da culpa.

    Em terceiro lugar, se sua ânsia está na especificidade "PT" não se preocupe. O referente partido consegue a proeza de ir contra tudo o que este instituto defende. Pedir algo específico seria "chover no molhado".
  • Um sujeito  19/04/2015 01:04
    Exatamente isto que estou falando. Este artigo faz coro com o resto da mídia que somente enfatizam "O PT fez isso", e o que estou dizendo é que, embora não tenha lido todos os artigos do site, não é isso que estou acostumado a ver por aqui. Sempre são artigos de análises de conjunturas, políticas públicas, ideias, e não propaganda velada como o resto da imprensa faz, que só não gosta do PT especificamente e pinta os outros (por exemplo o "coitadinho" do senhor Aécio e o seu partido) como paladinos da ética, dos bons costumes e do livre mercado. Coisa que de fato nenhum é. O PSDB não é o arauto do livre mercado. Há um milhão de denúncias de corrupção sobre o governo do PSDB de São Paulo que não estão em lugar algum da mídia, que só sabe bater no PT por uma questão de...não sei... Enfim, De novo, capitalismo corporativo. Repito, tanto um quanto o outro são iguais e deveriam morrer abraçados.

    Agora, a questão é: porque o Mises está fazendo coro com a imprensa?
  • Raphael  16/04/2015 03:42
    Excelente artigo. Completo e irretocável. Merecia ser divulgado em muito mais lugares e visto por muito mais pessoas pois lhes daria um valioso esclarecimento. (Como aliás o fazem os artigos do IMB, verdadeiras aulas de pensamento econômico lógico e racional.)
  • Marcio  17/04/2015 14:25
    Infelizmente e essa a visão que eles tem de nós, um país corruptível e de facil acesso, os investidores americanos já estão retirando a grana deles do nosso pais, a Petrobras que era um dos maiores motivos para eles investirem o dinheiro deles em nosso pais por meio da Bovespa enfreta uma das suas piores crises, eu realmente gostaria que o Brasil desse um passo para frente sem voltar 2 ou 3 para trás.

    Excelente artigo e muito informatico.
    Att, Marcio Santos
  • Emerson Luis  22/04/2015 18:51

    O PT rouba dos pobres para dar aos pobres.

    * * *
  • anônimo  25/06/2015 15:21
    Nao vamos descriminar o PT pois se nao fosse reste partido oBrasil ainda estaria nas mao do FMI.
  • Aparecido  25/06/2015 15:41
    Claro. O PT nos salvou do FMI...

    Falta só dizer que a dívida com o FMI era de meros 4% ao ano. O governo antecipou o pagamento dessa dívida barata emitindo títulos que pagavam Selic de 19% ao ano (isso foi em 2005). Com o dinheiro arrecadado por meio de um endividamento de 19% ao ano, ele quitou uma dívida de 4% ao ano.

    Genial.  Fizeram isso para ganhar as manchetes dos jornais e vários otários caíram. Né?

    Gente incapaz de ligar causa e consequência. Dá uma olhadinha na evolução da dívida bruta do governo.


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