Aumentar impostos sobre os ricos e sobre os lucros é uma medida economicamente destrutiva

Governo já tem nas mãos aumento de impostos que podem render R$ 18 bilhões

Joaquim Levy fala em elevar IR sobre 'rendas mais altas'; rombo do Orçamento de 2016 é de R$ 30,5 bilhões

A equipe econômica já tem nas mãos aumentos de impostos que podem render R$ 18 bilhões aos cofres públicos e ajudar a cobrir pouco mais da metade do rombo do orçamento de 2016, de R$ 30,5 bilhões.

Em Paris, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou ontem que o aumento do Imposto de Renda — "sobre rendas mais altas", em suas palavras — pode fazer parte do pacote para reforçar a arrecadação do governo:

— Pode ser um caminho. Essa é discussão que a gente está tendo agora e que eu acho que tem que amadurecer o mais rapidamente no Congresso. A gente tem menos impostos sobre a renda da pessoa física, do que a maior parte dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). É uma coisa para a gente pensar.

Outra:

Joaquim Levy cede sobre tributação de ricos e propõe ao Planalto taxar herança

"Penso que é muito mais justo o imposto progressivo sobre grandes fortunas. Haveria um fato gerador anualmente, sem depender da morte do contribuinte", disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma das defensoras da tributação dos mais ricos.

Já Lindbergh Farias (PT-RJ) gostaria de ver taxados lucros e dividendos, incluindo remessas ao exterior. O senador diz que muitos empresários exercem funções executivas em suas companhias, mas, no lugar de receber salários, são remunerados sob a forma de distribuição de lucros.

Técnicos da Fazenda e do Planejamento se debruçaram nos últimos meses sobre quatro possibilidades. Além de grandes fortunas, heranças e lucros e dividendos, a equipe econômica estudou também taxar altas somas doadas em dinheiro, hoje praticamente isentas de impostos.

E outra:

Taxação sobre lucro líquido é aposta do governo para equilibrar contas públicas

Para aumentar a arrecadação e conseguir equilibrar as contas públicas no final do ano, o governo continua estudando diversas alternativas. A principal aposta do Palácio do Planalto, no momento, é a taxação sobre o lucro líquido.

De acordo com interlocutores do Planalto, a medida não seria simplesmente a penalização dos mais ricos. A ideia do governo é criar um mecanismo que obrigue o segmento a reinvestir as fortunas em projetos no País. Os defensores da proposta afirmam que o objetivo é fazer que parte desse dinheiro cumpra uma função social.

Auxiliares da presidente Dilma Rousseff afirmam que a intenção é mostrar a disposição do governo em dividir o bolo das classes atingidas pelo ajuste fiscal. O governo tem sido acusado durante as negociações das medidas provisórias que alteraram os direitos trabalhistas que estaria poupando o "andar de cima" em detrimento dos trabalhadores.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que uma quantia muito maior do que os R$ 18 bilhões almejados por Levy pode ser conseguida pela simples reestruturação do Ministério da Educação, que torrou mais de R$ 80 bilhões de reais em 2014.  A abolição deste nefasto ministério, responsável direto pelo emburrecimento sistêmico dos nossos estudantes, liberaria dinheiro de sobra para a saúde.  Outro ministério cuja abolição liberaria uma boa quantia de recursos é o Ministério das Cidades, que esbanjou R$ 19 bilhões no ano passado. 

Idiotices como Ministério da Pesca, Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, Ministério do Desenvolvimento Agrário (já um existe um Ministério da Agricultura), Ministério da Integração Nacional, Secretaria de Assuntos Estratégicos, Secretaria de Políticas para Mulheres, Secretaria da Promoção da Igualdade Racial, Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Portos, Secretaria de Aviação Civil, Secretaria das Relações Institucionais e Secretaria de Direitos Humanos poderiam ser imediatamente abolidas, e liberariam muito mais do que R$ 18 bilhões.  Veja aqui o total das despesas de cada ministério.

Uma recente reportagem da revista IstoÉ mostrou que apenas os custos operacionais dos 39 ministérios de Dilma estão acima de R$ 400 bilhões por ano.  Estes ministérios empregam 113 mil apadrinhados e os salários consomem R$ 214 bilhões.

O senhor Levy está querendo nos dizer que não há espaço para cortar "míseros" R$ 18 bilhões?

O fato é que nunca houve problema de falta de recursos.  Um país cujo governo federal arrecadou mais de R$ 2,2 trilhões não tem o direito de dizer que precisa arrancar mais R$ 18 bilhões dos cidadãos.  O que há é excesso de burocratas e de mordomias.  E de incompetência também.  Querer tomar ainda mais dinheiro do cidadão para sustentar essa pouca vergonha é um ato, no mínimo, imoral, e seus proponentes não deveriam ser agraciados com o mais mínimo respeito da população.  Será que os 92 tributos existentes no Brasil já não bastam para saciar essa gente?

Só que, para piorar, não são poucos os brasileiros que acreditam que obrigar os mais ricos a pagar mais impostos seja uma política "socialmente justa" e "boa para o país".  Com efeito, não seria exagero afirmar que, no geral, as pessoas ficariam contentes se terceiros pagassem suas contas.  E o governo é ótimo em insuflar este sentimento.

Só que a encrenca é que há vários problemas inevitáveis gerados por um aumento de impostos.

Um por todos

O aspecto mais importante a ser observado é que é impossível isolar os custos de qualquer imposto.  No caso dos impostos indiretos — os quais absolutamente todas as pessoas pagam —, isso é explícito.  Mas o que poucos entendem é que isso também é válido para os impostos diretos, principalmente sobre a renda.

A maioria das pessoas pensa que cada indivíduo paga, sozinho, seus impostos diretos.  Mas essa crença é demonstravelmente falsa. 

Se, por exemplo, a alíquota do imposto de renda que incide sobre as rendas mais altas fosse elevada em 20%, os trabalhadores de renda mais alta reagiriam a isso negociando um aumento salarial.  (Dado que a esquerda quer muita gente pagando mais imposto, então creio ser correto dizer que ela defende maior imposto justamente sobre pessoas mais produtivas; caso contrário, seria na prática impossível elevar impostos permanentemente.  Logo, por se tratar de pessoas produtivas, não é incorreto dizer que elas têm poder de barganha junto a seus empregadores). 

Se essas pessoas conseguirem um aumento salarial de, por exemplo, 10%, isso significa que praticamente metade do aumento de 20% da carga tributária foi repassada aos seus empregadores.

Essa maior alíquota do imposto de renda reduziu os salários líquidos; o consequente aumento nos salários elevou os salários brutos.  Neste ponto, a exata divisão do fardo tributário entre empregados e empregadores vai depender do relativo poder de barganha entre eles no mercado de trabalho.  O que interessa é que os empregados de maior renda irão repassar uma parte, se não a maior parte, de qualquer aumento em seu imposto de renda para seus empregadores.

Consequentemente, estes empregadores irão contratar menos empregados — ou tentarão contratar oferecendo salários bem menores, algo difícil —, e irão tentar repassar esse aumento havido nos custos trabalhistas para os consumidores, na forma de preços maiores.  Esse aumento, no entanto, vai depender do relativo poder de barganha entre o vendedor e seus clientes, bem como do nível de concorrência no mercado.  

Os empresários irão repassar estes maiores custos aos consumidores até o ponto em que possam elevar preços sem sofrer uma relativamente grande perda no volume de vendas.  Desta forma, os consumidores que ainda continuarem comprando a estes preços maiores estarão pagando parte do aumento na carga tributária que supostamente deveria afetar apenas os "ricos".

A direita está errada ao alegar que os mais pobres não pagam imposto de renda.  Além de absolutamente toda a população pagar os impostos indiretos que estão embutidos nos preços dos bens e serviços, a classe média e os pobres também acabam pagando parte daquele aumento do imposto de renda que visava a atacar apenas os ricos.  A esquerda, por sua vez, também está errada ao crer que todo o fardo de uma elevação de impostos pode ser confinada exclusivamente aos "ricos".  A classe média e os pobres sempre acabarão pagando por um aumento de impostos sobre os ricos através dos maiores preços dos bens e serviços. 

Qualquer aumento no imposto de renda da camada mais rica da população — seja o 1% mais rico ou os 5% mais ricos — irá acabar por elevar os impostos que toda a população paga indiretamente.

É possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento no imposto de renda seria muito pequeno.  Talvez apenas uma pequena porcentagem da elevação do imposto de renda, o qual foi repassado aos empregadores, seria repassada aos consumidores na forma de preços maiores.  No entanto, caso isso ocorra, o efeito de longo prazo será ainda pior. 

Se os empregadores tiverem de arcar com uma elevação marginal dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de sua receita, suas margens de lucro diminuirão.  Redução nos lucros significa menos investimentos.  E menos investimentos inibem um maior crescimento econômico.  Um menor crescimento econômico significa menores aumentos nos salários e na renda de toda a população.  Os efeitos dos impostos sobre o crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se imagina.

Primeira conclusão: ao menos alguma porcentagem dos impostos que foram aumentados sobre os ricos serão repassados a todos os consumidores — e isso prejudicará majoritariamente os mais pobres.  Qualquer aumento de impostos sobre um grupo acabará sendo compartilhado por todos.  E não há nada que as autoridades estatais possam fazer quanto a isso.  Os indivíduos de mais alta renda irão arcar com apenas uma fatia do aumento ocorrido em suas alíquotas.  E essa importante constatação quase nunca é reconhecida.  E é dessa maneira que um imposto sobre um se transforma em um imposto sobre todos.

Tributar lucros - uma medida asinina

Para uma economia enriquecer e melhorar o padrão de vida de sua população, ela tem de produzir bens e serviços de qualidade.  Quanto maior a abundância desses bens e serviços de qualidade, menor o preço deles e maior a qualidade de vida da população.  O nível de riqueza de um país é proporcional à quantidade e à variedade de bens disponíveis em sua economia.

Porém, para que eles sejam produzidos, é necessário haver capital.  Capital, no caso, refere-se aos ativos físicos das empresas e indústrias.  Capital são as instalações, os maquinários, as ferramentas, os estoques e os equipamentos de escritório de uma fábrica ou de uma empresa qualquer.  Ou seja, capital é tudo aquilo que auxilia um modo de produção

Quanto maior a quantidade desse capital, maior será a intensidade, a abundância e a qualidade dos produtos criados.  Portanto, para uma economia crescer e melhorar o padrão de vida das pessoas, ela precisa ser intensiva em capital.

Já impostos sobre o lucro das empresas afetam diretamente esse processo de formação de capital.  Os lucros são exatamente o que possibilitam as empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir suas instalações e, com isso, aprimorar sua capacidade produtiva. Outro "efeito colateral" dos lucros é que são eles que possibilitam a contratação de novos empregados ou até mesmo a concessão de aumentos salariais.

Ou seja, são os lucros que permitem que as empresas façam novos investimentos, intensifiquem seu capital produtivo, contratem mais pessoas e paguem maiores salários.

Tributar lucros significa fazer com que capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.

Ainda há quem acredite que os lucros das empresas são integralmente utilizados pelos capitalistas para seu consumo próprio.  Isso é de uma ignorância atroz.  Se os lucros realmente fossem utilizados pelos empreendedores para consumir "produtos e serviços em benefício próprio", então simplesmente não haveria mais empresa nenhuma.

Lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques, seja na forma de expansão dos negócios, seja na forma de contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na forma de aumentos salariais. Se os lucros fossem consumidos em produtos e serviços, as empresas simplesmente não seriam capazes nem de repor seus estoques. A padaria da esquina não teria nem como comprar farinha para fazer mais pão.

Por tudo isso, impostos sobre o lucro representam a medida mais destrutiva para a formação de capital, algo que seria ainda mais prejudicial para os mais pobres no longo prazo. 

O dinheiro dos ricos e das empresas não está parado dentro de uma gaveta.  Em nosso atual sistema monetário e financeiro, todo o dinheiro está inevitavelmente em algum depósito bancário.  Não importa se o rico comprou ações, papeis, títulos, CDBs, aplicou em fundos de investimento ou em fundos de ações: no final, este dinheiro caiu em alguma conta bancária, e será emprestado pelos bancos para financiar investimentos.  Portanto, se a preocupação é dar um direcionamento útil ao dinheiro dos ricos, não há por que se preocupar.

Se o governo tributar esse dinheiro, fará apenas que o dinheiro que antes estava investido em coisas produtivas seja direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.  Por isso, impostos que recaem sobre a produção, sobre a renda dos mais ricos e sobre o lucro são um enorme obstáculo à formação de capital.  É deste dinheiro que vem a poupança necessária para os investimentos produtivos.  Aumentar impostos sobre este dinheiro será ainda mais prejudicial para os mais pobres no longo prazo, pois se trata de uma medida extremamente destrutiva para a formação de capital, impedindo o consequente aumento da oferta de bens e serviços na economia, que é justamente o que beneficia os mais pobres.

A fuga

Um terceiro problema com um aumento de impostos sobre as rendas mais altas, sobre as fortunas e sobre os lucros é que algumas pessoas irão simplesmente deixar de pagar esses impostos. 

Gerard Depardieu abandonou a França para não ser obrigado a pagar a nova alíquota de 75% instituída pelo governo socialista.  E, dois anos após anunciar a nova alíquota, o governo francês se viu obrigado a revogá-la, pois o aumento da arrecadação foi ínfimo (a alíquota afetava apenas mil pessoas e proporcionava somente 250 milhões de euros a mais de arrecadação.  Para se ter uma ideia, 250 milhões de euros não representam nem 0,4% do déficit fiscal do governo espanhol de 2013, e não chegam nem a 0,05% de todo o gasto público da Espanha, que é um país mais pobre).

O que ocorreu com Gerard Depardieu não foi o primeiro e nem será o último caso de um auto-imposto exílio tributário.  Nas décadas de 1960 e 1970, o parlamento britânico elevou os impostos incidentes sobre os britânicos mais ricos.  A alíquota máxima sobre o imposto de renda foi elevada para 83%.  O governo britânico também elevou os impostos sobre ganhos de capital em 15%.  Qual foi o resultado?

Ringo Starr e Roger Moore se mudaram para Mônaco. David Bowie se mudou para a Suíça.  Os Rolling Stones começaram a perambular pelo mundo em busca de paraísos fiscais.  Phil Collins, Michael Caine, Pink Floyd, Led Zeppelin, Freddy Mercury, Sting, Frederick Forsyth e Sean Connery deixaram o Reino Unido, pelo menos temporariamente, como exilados fiscais. 

Apenas o principado de Mônaco abriga milhares de exilados fiscais britânicos.  Nos EUA, vários americanos começaram a renunciar à cidadania americana para evitar impostos.

Trata-se de uma constatação empírica o fato de que as pessoas com os maiores potenciais de ganhos — ou seja, as mais produtivas e que geram mais valor — são também as mais propensas a se mudarem. 

Como bem explicou Thomas Sowell:

No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

Na indústria, no comércio e nos serviços, as pessoas também não são objetos inertes. Os industriais, por exemplo, e ao contrário dos agricultores, não estão amarrados ao solo de nenhum país.  Os financistas são ainda menos amarrados à sua terra, especialmente hoje, quando vastas somas de dinheiro podem ser enviadas eletronicamente, a um simples toque no computador, a qualquer parte do mundo.

Aqueles que sabem que serão o alvo preferencial dos futuros confiscos podem imaginar o que está por vir e, consequentemente, agir de acordo — normalmente, enviando seu dinheiro para o exterior ou simplesmente saindo do país.

E conclui:

Entre os ativos mais valiosos de qualquer país estão o conhecimento, as habilidades práticas e a experiência produtiva — aquilo que os economistas chamam de "capital humano".  

Quando pessoas bem-sucedidas e com um grande capital humano deixam o país — seja voluntariamente, seja por causa de governos hostis ou por causa de multidões bárbaras que foram intelectualmente excitadas por demagogos que exploram a inveja —, haverá um estrago duradouro na economia desse país.

As políticas confiscatórias de Fidel Castro fizeram com que vários cubanos bem-sucedidos fugissem para a Flórida, vários deles deixando grande parte da sua riqueza física para trás.  Mesmo refugiados e completamente destituídos, eles cresceram e voltaram a prosperar na Flórida, tornando-se uma das comunidades mais ricas daquele estado.  Já a riqueza que eles deixaram para trás em Cuba não impediu que as pessoas de lá se tornassem indigentes no governo de Fidel.  A riqueza duradoura que os  refugiados levaram consigo era o seu capital humano.  A riqueza material que ficou para trás foi consumida e não foi replicada.

Qualquer tentativa do governo de jogar o fardo tributário exclusivamente sobre os ricos fará apenas com que cada vez mais ricos deixem o país.  E fará com que os mais pobres, que trabalhavam para estes ricos, fiquem desempregados. Os Rolling Stones podem se mudar para onde quiserem; já os técnicos de som e as pessoas que trabalhavam nos estúdios da banda permanecem no país original, e agora sem trabalho.

Em nenhum país ocidental os ricos arcam exclusivamente com os impostos; quem realmente fica com o grande fardo é a classe média.  Não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais.  É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.

Gastos do governo

O quarto problema com o aumento de impostos é que isso simplesmente gera uma reedição Lei de Parkinson: o professor Cyril Northcote Parkinson afirmou que, em uma burocracia estatal, "os gastos sobem de encontro à receita."

E, com efeito, sempre que o governo eleva impostos, ele concomitantemente eleva seus gastos correntes.  Os gastos do governo sempre sobem junto com o aumento das receitas.  E isso é uma empiria observada ao redor do mundo.  Veja o gráfico para o Brasil (valores nominais mensais):

cewolf.png

Fonte: Banco Central

O gasto público sempre cresce concomitantemente à receita, como mostra o gráfico acima.  Não há nenhum motivo para crer que "desta vez será diferente", e que um aumento dos impostos sobre os ricos será efetivo em cobrir o rombo nas contas públicas.

No que mais, dado que a base do financiamento do gasto público é a tributação — que, como explicado acima, recai sobre as classes médias e sobre os mais pobres —, todo aumento de impostos inevitavelmente se traduz em mais benesses para políticos e burocratas, sem nenhum benefício líquido para o povo, que agora estará com menos dinheiro no bolso.  Não há absolutamente nenhum motivo para crer que um aumento de impostos sobre os ricos será direcionado exclusivamente para o fim anunciado, qualquer que seja ele.

E vale repetir: não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais.  É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.

O governo federal vem notoriamente desperdiçando dinheiro tanto em corrupção quanto em programas ineficientes que só servem para beneficiar determinados grupos de interesse.  Por que alguma classe social deveria pagar mais impostos apenas para que os funcionários do estado continuem esbanjando dinheiro como se não houvesse amanhã? 

O desperdício de dinheiro público jamais deveria ser tolerado por uma sociedade minimamente civilizada.  No Brasil, o desperdício já chegou a níveis calamitosos.  Propostas para elevar impostos sobre indivíduos ricos equivalem, na mais educada das hipóteses, "a rearranjar as espreguiçadeiras do Titanic".

Conclusão

Os quatro problemas supracitados gerados pelo aumento de impostos têm pelo menos duas implicações importantes:

Primeiro: todo e qualquer esforço para "fazer os ricos contribuir com sua fatia justa" é fútil.  Para os ricos, não apenas é fácil compartilhar suas alíquotas de impostos com terceiros, como eles também podem simplesmente evadir esses impostos.  Algumas pessoas querem se auto-iludir dizendo que impostos podem ser utilizados para alcançar uma quimérica "justiça social".  Só que a realidade é que é impossível saber antecipadamente quem realmente arcará com o novo fardo tributário e como isso ocorrerá; sabemos apenas que os mercados sabem como compartilhar fardos de acordo com seus relativos poderes de barganha. 

O conceito de justiça social é, por si só, algo indefinido e arbitrário.  No entanto, mesmo se todos nós de alguma forma concordássemos com uma ideia de redistribuição "socialmente justa", simplesmente não haveria como estruturar a carga tributária (ou os gastos do governo) de maneira a alcançar este objetivo.  A imposição de novos impostos altera preços e salários de maneiras impossíveis de serem previstas e difíceis de serem mensuradas mesmo após o fato já consumado.  Tentativas de "fazer os ricos pagarem sua fatia justa" irão apenas aumentar o fardo tributário mutuamente compartilhado por todos, por meio de uma maior tributação indireta e oculta.  

Segundo, tentativas de resolver os problemas fiscais do governo por meio de aumento de imposto são fúteis.  A carga tributária no Brasil não é baixa; os gastos é que são altos demais.  A única solução realista para o problema fiscal é obrigar o governo a cortar na própria carne, abolindo ministérios, secretarias, autarquias, agências reguladoras, deputados e senadores.  E, no mínimo, congelando os salários de funcionários públicos.

O crescimento econômico que possibilitado por esse corte de gastos seria espantoso.

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Autores:

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Mises Brasil.

D.W. MacKenzie, professor assistente no Carroll College, em Montana, EUA.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

"O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

Mas aí ela complementa:

"Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

De resto, o problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada.

Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.
Não existe déficit da previdência! Para justificar uma reforma que visa somente a tungar e sugar o trabalhador, o governo usa o seguinte estratagema: De um lado, pega uma das receitas, que é a contribuição ao INSS; do outro, o total do gasto com benefícios (pensão, aposentadoria e auxílios). Aí dá déficit! Só que a Constituição Federal estabelece, no artigo 194, que, junto com a saúde e a assistência social, a previdência é parte de um sistema de seguridade social, que conta com um orçamento próprio. Na receita, devem ser incluídas não apenas as contribuições previdenciárias mas também os recursos provenientes da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (CSLL) e do PIS-Pasep. Aí temos a real situação: Superávit! Talvez você esteja supondo que o dinheiro que sobrou no orçamento da seguridade social mas faltou no da previdência tenha sido usado nas outras duas áreas a que, constitucionalmente, ele se destina. Mas, mesmo com os gastos com saúde e assistência, ainda assim temos saldo positivo. E como esse saldo se transforma em déficit? É que antes de destinar o dinheiro para essas áreas, o governo desvia 20% do total arrecadado com as contribuições sociais, por meio da DRU, para pagar dívidas, segurar o câmbio etc. Fora as renúncias e sonegações fiscais. Portanto, essa conversa de déficit é uma falácia pra empurrar goela abaixo do trabalhador uma "reforma" que tire ainda mais o seu dinheiro e o force a trabalhar por mais tempo.
As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

Herbert Hoover
aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

Como ocorreu a crise financeira de 2008


Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
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" Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. (
www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
"
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E aí pessoal, já viram isso? (off-topic, mas ainda assim interessante):


Ancine lança edital de R$ 10 milhões para games


Agora vai... por quê os "jênios" do Bananão não tiveram esta ideia antes? E o BNDES vai participar também! Era tudo o que faltava para o braziul se tornar uma "potênfia" mundial no desenvolvimento de games.

Em breve estaremos competindo par-a-par com os grandes players deste mercado. Aliás, seremos muito MAIORES do que eles próprios ousaram imaginar para si mesmos. Que "horgulio" enorme de ser brazilêro...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Daniel Shimomoto de Araujo  13/04/2015 14:59
    Não acredito nesse imposto em nosso pais. Não existe clima político (e econômico, menor ainda - já pensou uma evasão de divisas?)

    Propôr e acreditar nesse imposto é crer na revogação na lei da gravidade.
  • anônimo  13/10/2016 17:26
    www.ipc-undp.org/pub/port/WP136PT_Tributacao_e_distribuicao_da_renda_no_Brasil_novas_evidencias_a_partir_das_declaracoes_tributarias_das_pessoas.pdf
  • Tulio  13/10/2016 18:03
    Esse "estudo" do IPEA é o mesmo blá-blá-blá de sempre. Dá-se de barato que se deve tributar os ricos, mas não explicam por que se deve fazer isso. E menos ainda se propõem a discutir quais seriam as conseqüências econômicas disso.

    Curiosamente, o próprio IPEA já disse, em outro estudo, que quem causa concentração de renda no Brasil é o próprio estado, por meio de 5 políticas.

    Pelo visto, a galera lá dentro é bipolar.
  • Valdemar Katayama Kjaer  13/04/2015 15:20
    Espero que o Levy ainda entenda alguma coisa de lógica básica. Não precisa nem ser economista pra saber disso.
  • Vander  13/04/2015 22:08
    Você acredita que uma criatura que aceita trabalhar para o pior governo da história desse país possui sequer o conhecimento do significado da palavra 'lógica'?

    Só existe duas explicações para Levy ter aceitado esse cargo: recompensa ou idiotice. Se for recompensa, esqueça a lógica. Se for idiotice, esqueça a lógica também.
  • anônimo  13/04/2015 23:41
    A terceira, by Leandro Roque: sede de poder
    É a opção mais realista
  • Wellington  13/04/2015 15:40
    Gostaria de algum argumento jurídico (art. 153 VII) ou econômico (Thomas Piketti, Webber) e não suposições levianas. A economia deve servir à sociedade e não a sociedade à economia.
  • Kaiser  13/04/2015 16:37
    "A economia deve servir à sociedade e não a sociedade à economia."

    Tradução: as pessoas devem servir ao governo, e não o governo às pessoas.

    Tradução 2: as pessoas devem trabalhar para sustentar políticos e funcionários públicos, e não a si mesmas.
  • Erick V.  13/04/2015 17:00
    1) Sobre o art. 153 da coconstituição:

    O imposto sobre as grandes fortunas e os baixos salários no Brasil

    2) Sobre o embuste intelectual chamado Thomas Piketty:

    O que houve com os ricaços da década de 1980?

    Algumas frases aterradoras contidas no livro de Thomas Piketty

    O Jardim da Inveja de Piketty

    As "descobertas" de Piketty estão invertidas

    Thomas Piketty e seus dados improváveis

    Um breve comentário sobre Thomas Piketty

    A moral de Piketty - por alguém que realmente leu todo o livro

    Os três principais erros de Piketty

    O que Piketty não entendeu sobre o Terceiro Mundo

    O que Piketty não entendeu sobre o Terceiro Mundo

    Os problemas filosóficos de Piketty em 250 palavras (há uma lista de links ao final desse texto que provavelmente consumirá algumas horas de sua leitura)

    3) Sobre Webber: se aposentou da Fórmula 1 em 2013 e, considerando que de 2014 em diante a Red Bull entrou em processo de franca decadência e só deu Mercedes, fez muito bem. Mas era um mero coadjuvante perto do Vettel.
  • anônimo  13/04/2015 20:40
    Espero que esteja claro que quando você usou as palavras 'economia' e 'sociedade' foi empregando uma metonímia. Os dois conceitos não 'servem' a nada nem a ninguém. Cada indivíduo deve servir - aqui sem nenhum abuso de linguagem - a quem ele bem desejar.

    ...

    É cada um que aparece aqui, o sujeito tenta argumentar usando figuras de linguagem de forma descabida, chavões, frases de efeito e apelo à pseudo-autoridades e ainda tem a petulância de taxar o texto alheio de possuir 'suposições levianas'.
  • Wellington Kaiser  05/06/2015 20:25
    Não entendo o cara citar "artigo" escrito por um burocrata, quando estamos contestando burocratas.
  • Lopes  13/04/2015 15:45
    A estarrecedora cobiça fiscal dos senadores somente se iguala à sua ignorância econômica.

    Cá está um excelente exame prático de tudo que é defendido no artigo utilizando a realidade dos EUA: (recomendo com ênfase)



    (Off-Topic)
    Perdão por repetir, mas traduzi 3 artigos do Mises Institute e os enviei a contato@mises.org.br pois o formulário de contato não está operante. Gostaria de saber se foram recebidos ou se enviei corretamente os textos.

  • Leandro  13/04/2015 16:39
    Caríssimo, por gentileza, tenha a extrema bondade de mandar para leandro@mises.org.br

    Muito obrigado e desculpe a nossa falha.
  • Felipe  15/04/2015 20:30
    Leandro ou outro representante do site, para qual e-mail eu envio sobre pedidos de livros? Porque o e-mail informado no site ninguém responde.
  • Leandro  16/04/2015 00:38
    Estamos efetuando uma grande reformulação na equipe, e isso significa que vocês terão de ter, por misericórdia, muita paciência conosco.

    Desculpem-nos.
  • anônimo  16/04/2015 00:56
    Bom saber disso, marketing é importante.
  • austriacos.com  09/09/2015 17:33
    Lopes, será que eu poderia publicar as suas traduções no forum austriacos.com ? Ficaria muito agradecido se enviasse o conteudo para o email admin@austriacos.com

    Abs
  • austriacos.com  09/09/2015 21:59
  • Gustavo Nunes  13/04/2015 16:13
    Como governos não se contentam com pouco, já não bastasse furtar parte da riqueza presente também querem furtar parte da riqueza futura. E assim continuemos com pessoas que deveriam nos governar mas que no cerne somente nós mesmos podemos nos governar. Esta lógica ainda não foi superada pelo "caos da ordem pública" seja lá o que isso signifique.
  • Anomalus  13/04/2015 16:25
    Bom texto. É verdade que aumentos de impostos não vão melhorar em nada e, claramente, só vão piorar as coisas afugentando os investimentos. Mas tem uma coisa que o texto errou ao dizer que "A direita está errada ao alegar que os mais pobres não pagam imposto de renda."
    Tomando a realidade do Brasil, praticamente não existe direita e não existe homogeneidade para saber o que "a direita diz". E sabendo o que significa direita em termos canônicos, também não se pode dizer que este pensamento é de direita. É uma afirmativa sem base nenhuma de alguém que não conhece economia (ou talvez conheça apenas Keynes). Eu que me considero um direitista não afirmaria isto e teria uma grande desconfiança de alguém que se dissesse direita e afirmasse isto.
    Fora esta, o texto é ótimo.
  • Normal  13/04/2015 16:36
    Você está totalmente por fora, Anomalus.

    Em primeiro lugar, os pobres de fato não pagam imposto de renda no Brasil (isso nem é questão de opinião, mas de fato). Não passam de 25 milhões o total de pessoas que realmente declaram imposto de renda no Brasil.

    Portanto, a afirmação de que "pobres não pagam imposto de renda" é factual. O erro, no entanto, está em dizer que o imposto de renda sobre empresas não é transferido para os pobres. E este é o ponto do artigo.

    De resto, sobre dizer que a direita pensa assim, pelo visto você não acompanha o debate político nos EUA. Lá, toda a direita é unânime em dizer que pobres não pagam imposto de renda.

    Em uma rápida googlada já achei esta notícia:

    www.theatlantic.com/business/archive/2012/01/the-gops-weird-obsession-with-poor-people-not-paying-enough-taxes/250928/
  • anônimo  13/04/2015 17:18
    Ta ai um problema de generalização e grupos. O Anomalus que se diz direitista pode retrucar que essa não é sua ideologia e que deturparam a direita. Mas o que é direita? É a mesma desde sua concepção na rev francesa?
    Já me considerei de muitos grupos, hoje apesar de me alinhar em muito com o liberalismo me considero no máximo um pensador independente. Principalmente pelo motivo que esses rótulos podem ser cooptados e transformados. Logo se alguém se diz de direita hoje e é confundido com o que a visão comum diz ser de direita, ostentar esse rótulo apenas irá criar ruído e dificultar a comunicação, da mesma forma que a conotação de se dizer liberal evoca nas pessoas.
    Apenas tento espalhar as ideias que me fazem sentido que aprendo aqui, e notei uma receptividade muito maior quando apenas explano as ideias e explicações. Quando chegava a mencionar rótulos e grupos, liberais esquerda e direita, o interlocutor parava de escutar com a mesma atenção e assumia já saber tudo que eu iria dizer só por me posicionar a favor/contra qualquer desses rotulos.
  • Anomalus  13/04/2015 18:40
    Normal, eu falei que atribuir a afirmação à direita é que está errado. E eu disse no contexto do Brasil. Não sei o que foi modificado no texto, porque o texto originalmente não foi escrito por um autor brasileiro. Mas percebemos que houve modificações no texto de modo a adaptá-lo à realidade brasileira. Mas de qualquer forma estamos falando do Brasil e não dos EUA e não importa qual é a discussão que ocorre lá. Aqui, a pouca direita que existe, nem se pode dizer que há unanimidade no discurso e nem ideologicamente. Eu busco o conservadorismo inglês como molde do que é direita e não os padrões distorcidos que aparecem por aí.

    Anônimo, é normal ser criticado quando se toma uma posição neste país. Não vou ficar em cima do muro só por medo de críticas.
  • anônimo  13/04/2015 23:55
    Não é questão de criticas, é questão de ser mal interpretado mesmo. Recebo duras criticas pelo que falo, mas ao menos são ao que eu falo e não a um espantalho que inventavam em cima de uma posição de mentirinha (como é a direita no brasil que você acabou de concordar no comentário) Se a direita brasileira não tem uma posição definida, como posso me afirmar de direita no brasil?
  • Anomalus  14/04/2015 03:39
    Anonimo, não me escondo atrás do anonimato. Pelo menos uso sempre o mesmo nick aqui, o que me confere uma certa identidade. Minha posição não é de mentirinha, é uma posição concreta. Conservadorismo na forma bem próxima a inglesa. Não tem como falar realmente em conservadorismo numa forma brasileira. Pelo menos no ponto de vista econômico quase nada pode ser conservado. Mas conservadorismo não se limita a economia, passa pela cultura e pela moral. E no Brasil é importantíssimo resgatar a moral. Não se pode ter liberdade sem moral, senão a própria liberdade deixa de existir e dá lugar a lei do mais forte.
    Enfim, direita é isso, conservação do que é bom.
  • Juan Domingues  10/09/2015 01:31
    Eu acho interessante essas afirmações categóricas que alguns conservadores usam e acham que isso por si só encerra a discussão.
    Exemplos comuns:
    "Não existe vácuo de poder, ele logo é ocupado"
    Outro
    "Anarquia é sempre uma forma de governo transitória"
    O problema das duas afirmações é que são generalizantes e tidas como leis, quando na verdade deveriam ser apenas interpretações do passado. São importantes são dúvida, mas não significam que são a única possibilidade. Não é porque algo já ocorreu que esse algo necessariamente é a única possibilidade que existe ou ocorrerá para sempre.
    No seu caso, você mencionou "Não existe liberdade sem moral.", outra afirmação categórica, e essa errada não apenas por ser categórica (pois posso até concordar que uma sociedade sem regras morais tem mais chances de tender ao caos), mas também por ser uma falácia. Não se pode confundir moral com Estado ou governo. O governo não é a única forma de garantir a moralidade das pessoas. Toda a crítica anarcocapitalista ao governo é uma crítica moral antes de tudo. O anarcocapitalista não é contra a moral. Ele é contra o governo exatamente por ser a favor de valores morais essenciais.
    Colocar o governo como defensor da moralidade é um erro grave por parte dos conservadores. Eles fazem um trabalho de conscientização muito importante ao tentarem resgatar valores familiares e sociais, mas pecam imensamente ao imaginar que uma instituição imoral possa legislar sobre a moralidade.
  • Anomalous  10/09/2015 13:42
    "Colocar o governo como defensor da moralidade é um erro grave por parte dos conservadores. "
    Conservadores não querem que governo faça nenhuma legislação moral. O que eles querem é que o governo trate das suas atribuições sem interferir na vida do indivíduo. Governo não tem que criar leis morais, simplesmente porque moral é uma questão a ser ensinada pela família e pela religião. Os conservadores, geralmente, acreditam que existe a moral absoluta, que só pode vir da religião, principalmente cristão. A maioria das outras não tem qualquer padrão moral absoluto e sucumbe ao relativismo que impera no meio secular. Como conservadores são a favor da separação entre Igreja e Estado, então a questão da moral não pode ser de mareira nenhua uma questão a ser tratada Estado. O que se espera é que Estado não atrapalhe. Quem defende o contrário são os esquerdopatas, que querem que o Estado promulgue a moral relativista.
  • Juan Domingues  10/09/2015 19:29
    "querem é que o governo trate das suas atribuições sem interferir na vida do indivíduo"
    Ou seja, querem o impossivel.
    E depois ainda chamam os anarquistas de utópicos...
  • Marcelo Brehm  14/04/2015 00:02
    Deixe-me tentar entender, Tenho um salário bruto de R$2.200,00, desconta R$250,00 de INSS, pago R$1.000,00 de aluguel, R$350 de Creche para meu filho de 6 anos, Luz em torno de R$150,00, IPTU (é por minha conta) R$80,00 (ao mês), Gás R$50,00, internet (péssima qualidade) R$100,00. sobra R$230,00 para gastar com ALIMENTAÇÃO, REMÉDIOS, e TRANSPORTE, e desse valor ainda tenho que tirar o IMPOSTO DE RENDA PORQUE SOU RICO????????????????? Que palhaçada é esta que acabou de colocar acima meu amigo, para vir aqui e postar uma coisa dessas só pode estar sob o efeito de entorpecentes!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Muito discutimos a respeito de tudo mas o sentimento que tenho bem aqui no fundo é o de que sou ESCRAVO deste sistema maldito comandado por gente incompetente que se mantém no poder com apoio de MAV's como o senhor, peço por gentileza que reflita um pouco sobre o seu papel na construção deste cenário apocalíptico.

    Sem mais.

  • Anomalus  14/04/2015 03:50
    Marcelo Brehm, quer acreditar na utopia, fique a vontade. Mas a verdade é que isto não funciona. Em outros comentários eu já perguntei como ficaria a defesa contra agressões externas a uma nação libertária. Como ficaria a defesa contra forças aéreas, bombas nucleares.
    Outra, a própria justiça não funcionaria direito. Me diga quem iria pagar para os investigadores particulares investigarem crimes onde ninguém tivesse o interesse de pagar.
    Essa utopia é muito bonitinha, mas não funciona.
    Eu também não queria pagar impostos, mas não me iludo. Eu defendo que os impostos devem ser mínimos, como o tamanho do Estado. Como John Locke disse, deve ser a mão invisível. Não defendo nenhuma utopia, apenas o que já existiu e deu certo. A receita bem sucedida, nenhuma experimento social.
  • Kika  10/09/2015 00:56
    Se você não se ilude, não deveria acreditar em impostos mínimos. E o que você quer dizer com " A receita bem sucedida, nenhuma experimento social."?
  • Anomalous  10/09/2015 12:49
    Kika, "experimento social" é quando planejadores de sociedades põe em prática aquilo que planejaram, suas utopias. Eu defendo que devemos fazer mudanças gradativas, reduzindo o tamanho do Estado até que se chegue ao mínimo possível, não uma mudança total da noite para o dia. Suponha que o Estado encolha até que se chegue ao ponto de termos apenas um único funcionário público. Aí saberemos que deu certo uma nação sem Estado. Mas eu sempre pergunto para os libertários "Como fica a defesa contra agressões externas?", "Como uma nação sem Estado e sem forças armadas vai se defender contra uma força aérea inimiga ou contra mísseis?". Eu acho impossível um país se declarar livre do estado unilateralmente. Analise um dos pontos defendidos pelos libertários, como o livre trânsito, pessoas podem migrar a vontade. É lógico que inimigos disfarçados irão entrar e vão semear a discórdia. Por isto a coisa não pode ser tudo ou nada.
    A civilização ocidental cresceu e prosperou sem planejadores, tudo foi nascendo da necessidade, inclusive o capitalismo moderno, não falo do simples livre mercado, porque livre mercado já existia na época de Abraão. Assim, os países da Europa, EUA etc, prosperaram não por um experimento social, mas naturalmente. Houveram fatores que propiciaram isto, fatores culturais, econômicos etc.
    Porém as nações idealizadas foram um desastre.
  • Andre Cavalcante  10/09/2015 13:45
    Ao Anomalous 10/09/2015 12:49:44,

    Interessante. Você pergunta: "Como fica a defesa contra agressões externas?", "Como uma nação sem Estado e sem forças armadas vai se defender contra uma força aérea inimiga ou contra mísseis?"

    Logo depois você responde com um fato histórico: "A civilização ocidental cresceu e prosperou sem planejadores, tudo foi nascendo da necessidade, inclusive o capitalismo moderno, não falo do simples livre mercado, porque livre mercado já existia na época de Abraão. Assim, os países da Europa, EUA etc, prosperaram não por um experimento social, mas naturalmente. Houveram fatores que propiciaram isto, fatores culturais, econômicos etc."

    Se vale a sua afirmação, então o seu questionamento não tem sentido, correto? Se a civilização ocidental prosperou sem planejadores, então é porque um estado (que é o planejador central, por definição) não foi necessário, logo, a sua indagação não tem sentido: não é, pois, necessário um estado para prover segurança contra agressores externos. De fato, a Europa mostra isso: as fronteiras dos países lá (excetuando talvez a fronteira entre Portugal e Espanha) mudaram ao bel prazer dos fatos históricos e, nem por isso, a civilização caiu na barbárie (muito pelo contrário) lá é onde se tem um dos maiores índices de desenvolvimento humano. O experimento da UE é que é recente e já anda mal das pernas com os problemas de financiamento (justamente dos estados) participantes da zona do euro.

    ---

    Meus comentários sobre o "problema de uma nação estrangeira atacar uma nação libertária". Aqui há um problema conceitual grave: se um determinado território decide não ter mais estado, ele também deixa de ser uma 'nação', no sentido coloquial do termo, a qual está atrelado a uma cultura comum, mas também a um 'governo' que dá uma espécie de coesão a este território. Logo, também não existe isso de estrangeiro, em se tratando de um território anárquico que, por definição, não teria 'fronteiras', nem passaportes, nem nada dessas coisas.

    Por outro lado, o que faria uma nação qualquer entrar em guerra contra uma outra? Isso somente acontece se os ganhos, políticos e/ou econômicos superarem os custos da guerra (guerra é política [luta pelo poder] por outros meios). Qual seria o custo de invadir uma região anárquica? Qual seria o custo de negociar com as pessoas da região anárquica e obter tudo o que se queira? É por isso que 'micro-países' prosperam, simplesmente não vale a pena fazer guerra contra eles...

    E, novamente, uma falha na interpretação do que seja "anárquico" - anarquia é falta de governo central, mas como sabemos que quem tem as armas e/ou o dinheiro tem poder e vai usá-lo, então, naturalmente surgiriam milícias e/ou aglomerações/instituições 'de segurança' em torno daqueles com as armas e/ou dinheiro - poderíamos pensar na formação então de micro-estados. Isso não seria uma região anárquica? Sim, porque a questão não é quem tem o poder de coerção, mas da possibilidade de concorrência entre as diversas instituições que tenham esse poder. Se essas instituições concorrerem entre si sem gerar o primeiro tiro, temos uma região anárquica em pleno funcionamento. Quanto menor o micro-estado, melhor. E como conseguir que as agências de segurança compitam entre si sem se enfrentarem em uma guerra aberta? Primeiro: poderio militar equivalente; segundo: poderio econômico equivalente. Temos um cenário de guerra fria que permite às pessoas a liberdade de empreenderem e se desenvolverem. A paz é mais duradoura num cenário desses que num cenário de governos centralizadores em grandes territórios.

    Abraços


  • Anomalous  10/09/2015 15:48
    "e vale a sua afirmação, então o seu questionamento não tem sentido, correto? Se a civilização ocidental prosperou sem planejadores, então é porque um estado (que é o planejador central, por definição) não foi necessário"
    Defendo o Estado minimalista, que não é um planejador central, daí você achar que há alguma incoerência é um erro, porque não há.


    "Aqui há um problema conceitual grave: se um determinado território decide não ter mais estado, ele também deixa de ser uma 'nação', no sentido coloquial do termo, a qual está atrelado a uma cultura comum, mas também a um 'governo' que dá uma espécie de coesão a este território."

    Não deixa de ser uma nação. Vamos ao dicionário:

    sf (lat natione) 1 Conjunto dos indivíduos que habitam o mesmo território, falam a mesma língua, têm os mesmos costumes e obedecem à mesma lei, geralmente da mesma raça.
    2 O povo de um país ou Estado (com exclusão do governante).
    3 Sociol Sociedade politicamente organizada que adquiriu consciência de sua própria unidade e controla, soberanamente, um território próprio.
    4 O governo do país; o Estado.
    5 País, território habitado por um povo em condições de autonomia política.
    6 A pátria, o país natal.
    7 Espécie, comunidade, grupo de indivíduos (animais ou pessoas) que têm caracteres comuns.
    8 Raça, origem, casta. sf pl Bíblia Os gentios, os pagãos.

    Veja que a definição 1, 3, 5, 6 e 7 do dicionário Michaelis demonstram que independente da existência do Estado e do governo, pode existir nação. Esta sua definição de área anarquista não sobreviveria nem um ano.


    "E, novamente, uma falha na interpretação do que seja "anárquico""
    Não há falha na minha interpretação do que é anarquico.

    "anarquia é falta de governo central"
    Estamos de acordo.

    "mas como sabemos que quem tem as armas e/ou o dinheiro tem poder e vai usá-lo, então, naturalmente surgiriam milícias e/ou aglomerações/instituições 'de segurança' em torno daqueles com as armas e/ou dinheiro - poderíamos pensar na formação então de micro-estados. Isso não seria uma região anárquica? Sim, porque a questão não é quem tem o poder de coerção, mas da possibilidade de concorrência entre as diversas instituições que tenham esse poder."
    Bom, duvido muito que isso aí seja capaz de enfrentar tanques, forças aéreas, mísseis e bombas atômicas e sair vencendo.

    "Quanto menor o micro-estado, melhor."
    Melhor para os seus inimigos.

    "E como conseguir que as agências de segurança compitam entre si sem se enfrentarem em uma guerra aberta?"
    Nem entrei neste quesito, porque até acredito que poderiam conviver bem entre elas. E até poderiam exportar armas para as nações ao redor, numa forma de suicídio velado.

    "Temos um cenário de guerra fria que permite às pessoas a liberdade de empreenderem e se desenvolverem."
    Você está apenas levando em consideração as pressões internas da "nação" anarquista. Não considera ainda ameaças externas e nem a possibilidade de subversão.

    "A paz é mais duradoura num cenário desses que num cenário de governos centralizadores em grandes territórios."
    A sua afirmação é hipotética baseada nas suas convicções. Respeito suas crenças, mas não há base empírica nelas. Se olharmos para a Europa antes de se formarem os estados modernos, havia diversas monarquias que viviam em guerra. Apesar de serem guerras pequenas, não havia paz duradoura, como nunca houve na história da humanidade.





  • Andre Cavalcante  10/09/2015 16:41
    Olá Anomalus

    Nada contra os minarquistas, ok?

    Só uma coisinha do dicionário:

    1 Conjunto dos indivíduos que habitam o mesmo território, falam a mesma língua, têm os mesmos costumes e obedecem à mesma lei, geralmente da mesma raça. - Nação # Estado.

    2 O povo de um país ou Estado (com exclusão do governante). - Nação = Estado

    3 Sociedade politicamente organizada que adquiriu consciência de sua própria unidade e controla, soberanamente, um território próprio. - política e controle sobre um território só tem sentido com a existência de um estado, logo, nesta acepção Nação = Estado.

    4 O governo do país; o Estado. - Nação = Estado.

    5 País, território habitado por um povo em condições de autonomia política. - Esta acepção, como colocada, é dúbia (para a nossa discussão), porque autonomia política significa estado, mas, não necessariamente.

    6 A pátria, o país natal. - Pátria no sentido de país natal está ligado ao estado (quem define as fronteiras de um país é uma entidade política central), logo, Nação = Estado.

    7 Espécie, comunidade, grupo de indivíduos (animais ou pessoas) que têm caracteres comuns.
    Nesta acepção Nação # Estado. Mas não me vem nenhum exemplo de frase em que usaria a palavra nação com esta acepção.

    8 Raça, origem, casta. sf pl Bíblia Os gentios, os pagãos. Nação = povo # Estado. Mas esse sentido é o mesmo do 1.

    De 7, somente três tem o significado de Nação # Estado, sendo ainda que um é praticamente o primeiro e o penúltimo de difícil uso.


  • Anomalous  10/09/2015 18:17
    Andre,
    também não tenho nada contra os anarco capitalistas. Mas digo a eles que vão devagar.
    O que me incomoda são algumas afirmações de autores anarquistas que correm um pouco longe da realidade, principalmente do Hoppe. As vezes usam fatos isolados na história, mesmo sendo moderna, para tentar aplicar a realidade atual. Para mim isto não funciona.
    Mas voltando ao dicionário as definições dependem muito do contexto em que a palavra é usada. Queria demonstrar que nação e estado não são a mesma coisa. Em alguns contextos são, mas no que eu usei não. Não faria sentido nenhum falar em nação libertária/anarquista se fossem sinônimos.
    Eu acredito que é possível ser feito quase tudo sem Estado, com excessão de algumas coisas, como defesa externa.
    É possível até ocorrerem obras de infra-estrutura através de fundos de infra-estrutura.
    No mundo em que vivemos seria muito difícil de uma nação assim sobreviver. Não que o problema seja a economia, mas imagine que ocorresse hoje uma quebra do Brasil em diversos territórios. Suponha que três dessas partes fosse cada uma anarquista, uma democracia (capitalista com estado mínimo) e outra uma ditadura bolivariana (tipo uma Venezuela). Sem um tratado internacional ou algo que certificasse que a terra sem dono tem dono, o que impediria aos outros 2 estados de reivindicarem o território anarquista? O quanto os cidadãos desse território sem governo estariam dispostos a lutar numa guerra contra um maquinário de guerra moderno?
    Eu acho que daria certo se fizessemos assim: Ao invés de o Brasil se dividir completamente, fosse feita apenas uma divisão administrativa. Uma área anarquista, outra capitalista e outra socialista. As três áreas com governos e economias independentes e podendo os cidadãos migrarem se não gostarem, mas ainda sendo considerado a mesma nação. Uma idéia de federação levada ao máximo.
    A província anarquista não teria impostos e apenas as leis naturais.
    A província capitalista teria sua constituição, sua moeda etc.
    E a socialista também teria suas estruturas.
  • Joaquim Saad  10/09/2015 15:57
    André (e demais "ancaps"),

    Como não estudei as obras dos grandes teóricos das filosofias liberais\"minarquistas" (Ludwig von Mises?) e libertárias\anarco-capitalistas (Murray Rothbard?), sabendo delas apenas através de alguns artigos (especialmente deste site), não tenho até o momento qualquer opinião formada a respeito de qual seria a mais adequada e/ou factível de se implementar objetivando sociedades que propiciem a melhor experiência humana possível.

    Aproveitando o tema que desenvolveu em vossa resposta, gostaria de saber o que os defensores mais sensatos dessas correntes liberalistas pensam acerca das reais possibilidades de se levar a cabo (maus?) investimentos da envergadura de programas científicos como os aeroespaciais (Apollo, ISS, etc) e de física "moderna" (CERN, etc) na ausência de um estado e/ou poder central forçando o emprego dos gigantescos recursos necessários a tais empreendimentos, em que pese a sempre brutal ineficiência dos governos na gestão de qualquer coisa.

    À primeira vista parece-me razoavelmente plausível obter de indivíduos livres o apoio suficiente (sobretudo financeiro) a novos projetos desse tipo tendo o testemunho da História (i.e. sucesso em realizações passadas semelhantes) como argumento fundamental p/ tentar convencê-los da interessante relação risco/retorno do patrocínio ao desenvolvimento de tecnologias potencialmente revolucionárias (como foram os satélites, ou então os iminentes superprocessadores quânticos baseados nas pesquisas em aceleradores de partículas, etc).

    Mas a mim igualmente soa improvável que feitos dessa natureza tivessem se materializado sem qualquer coerção sobre as pessoas na forma de impostos, quando os alegados benefícios mal poderiam ser avaliados ou mesmo imaginados nem sequer garantidos (como a propósito ainda deve ser o caso do Large Hadron Collider-LHC, cujos custos bilionários acho que dificilmente seriam voluntariamente bancados pelos cidadãos).

    Att.
  • Pobre Paulista  10/09/2015 16:17
    Newton fez sozinho, com papel e caneta, muito mais pela física, do que toda a pesquisa que o CERN já fez até hoje, com seus trilhões de dólares em equipamentos ultra-modernos. Isso responde sua pergunta?
  • Joaquim Saad  10/09/2015 17:55
    Caro\Pobre Paulista,

    De jeito nenhum !

    Inclusive nas quebras de antigos paradigmas, o desenvolvimento das ciências em geral e o da Física em particular é cumulativo (conforme pensava o próprio Newton ao reconhecer que se apoiou "em ombros de gigantes"), atingindo gradativamente uma complexidade proporcional à dificuldade de elaboração e de comprovação das teorias, como o bóson de Higgs imaginado meio século antes de ser encontrado em 2013 no CERN, além de outras partículas do "Modelo Padrão" e futuras descobertas que poderão culminar em verdadeiras revoluções de gigantesco impacto essencialmente econômico (na área de energia, p/ citar apenas um setor).

    Não podemos sub-avaliar o papel desses mega-empreendimentos (até hoje financiados através de impostos "tautologicamente" arrancados das pessoas por estados\governos) na invenção e no aprimoramento de tecnologias fundamentais tanto na promoção do bem-estar da humanidade (como as telecomunicações via satélites\internet, ou os inúmeros materiais c/ as mais variadas aplicações) como também na de auto-proteção e/ou dominação de outros povos (por ex: armas nucleares, ou então a nova geração a ser lançada em breve de radares ultra-avançados "indespistáveis" baseados em "emaranhamento quântico", fenômeno bizarro cuja validade mesmo em distâncias astronômicas só foi confirmada graças a poderosos telescópios como o Hubble\Webb, o qual também mostrou que o universo se expande cada vez mais rápido e que é composto de uns 97% de energia e matéria escuras !).

    [ ]'s
  • Pobre Paulista  10/09/2015 19:18
    ... E Newton só precisou de uma maçã para provar sua teoria ...

    A propósito, com 26 anos de idade, o Sir. Isaac Newton se aposentou da física para ser.. funcionário público :-O Ganhou um cargo público e depois disso nunca mais produziu nada de útil para a humanidade.

    Mas não, nada a ver meu argumento, o estado é fundamental para o avanço científico.
  • Joaquim Saad  11/09/2015 02:56
    Que tontos, não ? Vamos avisar à NASA e ao CERN que eles podem fazer suas atuais pesquisas de modo tão simples e barato quanto observar a queda de uma maçã ! :D

    Ironias de lado, além da teoria de Newton ter se mostrado apenas uma solução aproximada p/ um problema bem mais complexo (ao finalmente ser melhorada por Einstein mais de dois séculos depois do "Principia"), quando - e se - um dia os cientistas conquistarem (por exemplo) o "santo graal" da física (representado pela unificação da Relatividade Geral c/a Mecânica Quântica), este marco será inevitavelmente comprovado por meio de evidências muito mais complexas e custosas de se produzir do que meramente efetuar experimentos banais consistindo na cronometragem do movimento de pequenos objetos macroscópicos.

    Afinal, os tempos são outros e o acúmulo de conhecimento vindo de lá do século XVII até o presente praticamente encerrou aquela era romântica da ciência (e.g. hoje busca-se estudar colisões de núcleos atômicos, e não o comportamento de artigos de quitanda!), persistindo portanto o problema de como se migrar do financiamento estatal compulsório p/ o privado voluntário "ancap" em empreendimentos de grande envergadura p/ os quais em boa parte das vezes nem ao menos se tem uma ideia de sua utilidade quando concebidos e impostos aos cidadãos (ainda que estes possam dar a rara sorte de se beneficiar tremendamente dos avanços eventualmente obtidos pelo que de outra forma configuraria um enorme desperdício de capital confiscado do povo).
  • Major Tom  10/09/2015 19:48
    como a propósito ainda deve ser o caso do Large Hadron Collider-LHC, cujos custos bilionários acho que dificilmente seriam voluntariamente bancados pelos cidadãos

    Ah sim, as pessoas comuns não têm qualquer interesse em financiar a busca pelo conhecimento. Esse nobre intento só é almejado pelas nobilíssimas pessoas que fazem parte do estado. Hm hum, tá serto, filhão.
  • Joaquim Saad  10/09/2015 20:55
    Não afirmei que "somente o estado tem a nobre intenção de financiar a busca pelo conhecimento", mas que ao menos àquela época (início do século XX, quando não havia exemplos concretos de sucesso p/ persuadir patrocinadores voluntários) - e talvez mesmo ainda hoje ! - seria difícil que todos os recursos suficientes a empreendimentos de magnitude realmente grande (como programas espaciais, de física moderna, etc) pudessem ser livremente obtidos junto àquelas pessoas que não apenas se identificassem c/ tais valores, mas que também tivessem condições efetivas de bancar os investimentos na ordem de grandeza necessária nesses programas.
  • Anomalus  14/04/2015 01:40
    Normal, lendo de novo o que eu escrevi parece meio estranho, como diz o velho ditado "escreveu, não leu, o pau comeu". Mas o que eu queria dizer é que concordo com o autor deste artigo nesta parte. Os pobres sempre pagam os impostos no final, porque estes são quase que sempre repassados para os preços dos produtos e serviços. Eles não pagam imposto de renda diretamente, mas pagam indiretamente. É semelhante a dizer que os bancos criam dinheiro do nada pelo sistema de reservas fracionárias. Todo mundo sabe que os bancos não podem imprimir dinheiro diretamente no Brasil, mas que o dinheiro é criado digitalmente e depois o BC o torna papel real.
  • Raphael  13/04/2015 16:27
    Um gráfico que vale mais do que mil palavras!

    Alguem sabe em que site/programa foi elaborado este gráfico?

    Texto com timing excelente!
    Obridado!

  • Guilherme  13/04/2015 16:38
    Séries temporais do site do Banco Central:

    www.bcb.gov.br/?SERIESTEMP
  • Mauricio.  13/04/2015 16:38
    Pessoal, viram este artigo da BBC? Daria um ótimo artigo aqui no Mises, não?

    'Cidades da liberdade', com impostos e governo mínimos, pipocam no Texas
    www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150410_texas_cidades_imposto_pai
  • Pobre Paulista  13/04/2015 22:02
    O Texas nunca nos decepciona :-)
  • Pobre Paulista  13/04/2015 22:06
    Na verdade, depender de leis estaduais para construir cidades libertárias não é lá muito libertário, mas de fato já é um grande avanço.

    Quero ver levantarem a bandeira dos confederados e rejeitar a autoridade da Federação, aí temos todos que correr para lá :)
  • Atylla  13/04/2015 18:57
    Um cirurgião Francês que 1 milhão de euros ao ano paga 750.000 em imposto é isso?
  • Rafael Gurski  13/04/2015 19:15
    Amigo, acredito que há um equívoco no seu artigo.

    Antes de começar os argumentos, gostaria de reforçar que não sou a favor do governo atual (para não parecer que estou defendendo).

    Quando você começa o artigo, fala sobre impostos sobre herança, sobre doações e lucros e dividendos. Após isso, começa um discurso sobre imposto de renda generalizado.

    27,5% sobre a renda já é um valor absurdo. Quase 1/3 do seu suor é engolido pelo governo somente nesse imposto.

    Porém herança, por exemplo, não pode ser considerada uma fonte de renda igual ao salário. Ela não tem o intuito de manter uma pessoa (apesar de muitos fazerem isso).

    O governo estará certíssimo em tributar o "acúmulo de riquezas". Todo cidadão tem que trabalhar a vida inteira para se sustentar, se você quer ser privilegiado por conta do suor que seus antecessores derramaram, pois bem, pague por isso!

    Se você quer ter duas mansões, um iate, dez carros de luxo e outras coisas não necessárias, pois bem, pague por isso!

    Não é necessário proibir ninguém de ter nada, mas se buscamos uma política social justa, o cidadão que quiser ter muito além do que é necessário, pague mais por isso!

    Brasileiro gosta de "ostentar" com tudo, dessa forma, quando falam em tributação sobre acúmulo de riquezas, a galera vai a loucura.
  • Michelangelo  13/04/2015 19:55
    "Porém herança, por exemplo, não pode ser considerada uma fonte de renda igual ao salário. Ela não tem o intuito de manter uma pessoa (apesar de muitos fazerem isso).

    O governo estará certíssimo em tributar o "acúmulo de riquezas". Todo cidadão tem que trabalhar a vida inteira para se sustentar, se você quer ser privilegiado por conta do suor que seus antecessores derramaram, pois bem, pague por isso!"


    Mas que lindeza moral sem fim!

    Quer dizer que eu trabalho duro a vida inteira, junto dinheiro, poupo e me esforço para dar uma vida digna para meus filhos apenas para que um vagabundo como você chegue, tome meu dinheiro e o repasse para Sarney, Renan Calheiros, André Vargas, Lula, Dilma, Collor, Eduardo Cunha, Joaquim Levy e canalhas afins? Esse é o seu conceito de justiça?

    "Se você quer ter duas mansões, um iate, dez carros de luxo e outras coisas não necessárias, pois bem, pague por isso!"

    Já pago por isso via vários impostos, e agora vem um canalha como você e diz que devo pagar ainda mais além de tudo o que já paguei? Vem aqui tentar me forçar!

    "Não é necessário proibir ninguém de ter nada, mas se buscamos uma política social justa, o cidadão que quiser ter muito além do que é necessário, pague mais por isso!"

    E quem você acha que é para definir o que é "política social justa"? Ah, cai fora daqui, seu vagabundo. Vá trabalhar. Não serei eu quem irá lhe sustentar. Patife.

    [i]Brasileiro gosta de "ostentar" com tudo, dessa forma, quando falam em tributação sobre acúmulo de riquezas, a galera vai a loucura."


    E se eu quiser legar os frutos do meu trabalho para meu filho? Vem aqui me impedir, seu safado!

    Esquerdista é realmente uma choldra. Não trabalham e querem que quem trabalha os sustente. Por isso são vigorosamente anti-família, pois sabem que pais de família querem legar os frutos de seu trabalho para seus filhos, e não para a corja de vagabundos avessos ao trabalho. Pulhas!
  • Alexandre (SEP)  13/04/2015 21:03

    Você foi perfeito.
  • Rafael Gurski  13/04/2015 21:27
    Amigo Michelangelo,

    Só pelo seu linguajar você é quem se prova um patife. Não consegue argumentar adequadamente sem utilizar de palavrões tentando me ofender.

    Não gosto das políticas tributárias do país também. Esse mês, por exemplo, praticamente todo meu salário foi engolido por tributos. Sou trabalhador sim, desenvolvedor de software, ganho muito bem, sou e venho de uma família de classe social nobre. Mesmo assim não tenho essa mesma opinião que você, pois fui ensinado desde meus 12 anos de idade a trabalhar e correr atrás do que é meu.

    Heranças? Educação, muita educação. Meus pais não me deram nenhum bem material, somente muita educação. Desde pequeno inserido em cursos de capacitação.

    Vagabundo? Eu? Se você tem filhos, com seu discurso, eles tem maiores probabilidades de ser. Eu ralei peito pra conseguir tudo o que tenho e dou extremo valor para isso. Ensinarei meus filhos a fazerem o mesmo, não criarei vagabundos (como você diz) em minha própria casa.

    Suas palavras não condizem com minha realidade, me desculpe. Aliás, parecem muito condizer com as suas. Pois qual o objetivo de arrecadar riquezas senão a própria vontade de não ter que correr mais atrás delas?
  • Michelangelo  13/04/2015 23:43
    "Só pelo seu linguajar você é quem se prova um patife. Não consegue argumentar adequadamente sem utilizar de palavrões tentando me ofender."

    É realmente o cúmulo da desfaçatez. Primeiro o sujeito vem aqui na maior cara-de-pau dizer que toda a riqueza que eu acumulei via trabalho duro deve ser entregue de mão beijada para Sarney, Renan Calheiros, André Vargas, Lula, Dilma, Collor, Eduardo Cunha, Joaquim Levy e canalhas afins.

    Aí quando eu lhe respondo, de maneira educadíssima, que ele não tem o direito de tomar a minha riqueza, ele diz que eu é que sou o patife.

    Veja o tipo de pessoa que habita o nosso país. E essa gente vota, hein?

    "Não gosto das políticas tributárias do país também. Esse mês, por exemplo, praticamente todo meu salário foi engolido por tributos. Sou trabalhador sim, desenvolvedor de software, ganho muito bem, sou e venho de uma família de classe social nobre. Mesmo assim não tenho essa mesma opinião que você, pois fui ensinado desde meus 12 anos de idade a trabalhar e correr atrás do que é meu."

    Então você sofre da síndrome de Estocolmo. Apaixonou-se pelo seu estuprador. Por que, por favor me diga, você quer que o governo confisque toda a minha riqueza que trabalhei duro para acumular e legar aos meus filhos?

    "Heranças? Educação, muita educação. Meus pais não me deram nenhum bem material, somente muita educação. Desde pequeno inserido em cursos de capacitação."

    Sei vou lhe magoar, mas a educação que seus pais lhe legou foi lamentável. Eles lhe legaram a educação da inveja, da cobiça e do ódio. Você deixou claro que considera insuportável um homem acumular riqueza e legá-la para seus filhos. Você quer que essa pessoa seja espoliada e que sua riqueza acumulada em toda a sua vida seja dada de mão beijada para políticos, burocratas e funcionários públicos.

    Se essa foi a educação que seus pais lhe deram, ela é abjeta.

    "Vagabundo? Eu? Se você tem filhos, com seu discurso, eles tem maiores probabilidades de ser. Eu ralei peito pra conseguir tudo o que tenho e dou extremo valor para isso. Ensinarei meus filhos a fazerem o mesmo, não criarei vagabundos (como você diz) em minha própria casa."

    E aí? Já fez um testamento deixando tudo para o governo e nada para seus filhos? Se não tiver feito isso, você é um baita de um incoerente. Aliás, qualquer coisa que você pague para seus filhos -- desde a escola até um simples almoço -- será um ato de incoerência.

    "Suas palavras não condizem com minha realidade, me desculpe."

    Desculpado. A sua realidade é a realidade da inveja e do ódio. Não é de fato a minha.

    "Aliás, parecem muito condizer com as suas. Pois qual o objetivo de arrecadar riquezas senão a própria vontade de não ter que correr mais atrás delas?"

    De novo: já fez seu testamento legando tudo para Eduardo Cunha? Incoerente.
  • Paulo Bezerra  09/09/2015 15:19
    Realmente, a falha de raciocínio é evidente.

    É claro que nós acumulamos riqueza com o objetivo de não corrermos atrás delas. Quando investimos em ações, títulos públicos ou previdência privada, temos o objetivo de algum dia (talvez apenas na velhice) vivermos dos lucros desse dinheiro. Esse é o objetivo. A outra opção seria não economizar nada e confiar no INSS para sustentá-lo na velhice (e isto não seria nada prudente).

    Aí, vamos supor que após uma vida inteira juntando patrimônio, você seja "recompensado" com mais um imposto sobre sua fortuna, pois você foi muito egoísta ao tentar se precaver na velhice.

    Patético. Sobre a transmissão para os seus filhos, não vou nem comentar. Tenho uma filha e, ente escolher repassar meus bens para ela ou para o governo, acho que já sei minha escolha.

  • Laszlo  14/04/2015 00:18
    "Heranças? Educação, muita educação. Meus pais não me deram nenhum bem material, somente muita educação. Desde pequeno inserido em cursos de capacitação."

    Ahh...a fé cega na institucionalização. É nisso que dá ficar desde pequeno fazendo "cursos", ouvindo a maravilhosa "intelectualidade" brasileira.
  • Pobre Paulista  14/04/2015 02:00
    Você ralou o peito pra conseguir tudo o que tem e prefere deixar tudo para o governo ao invés de deixar para seus filhos?

    Legal, bom para você. Só não venha aqui exigir que todos façam o mesmo. O patrimônio que você juntou na sua vida é seu e você faz o que quiser com ele. E eu faço o que quiser com o meu, e governo nenhum pode me tirar isso.
  • anônimo  07/06/2015 13:05
    'Heranças? Educação, muita educação. '
    Tanta educação que o resultado está aí, um marmanjão que tem a capacidade de interpretação de textos de um moleque disléxico.
  • Sergio  06/06/2015 00:53
    O Michelangelo foi perfeito! Já sentiu o cheiro da canalhice no comentário e respondeu à altura.
  • Fernando  13/04/2015 20:20
    Rafael, com ou sem a sua autorização, vou usar esse seu brilhante comentário como exemplo em futuras discussões, com certeza vai render diversas risadas (melhor do que chorar).


    Michelangelo, resposta perfeita... o que tem de tipinho como esse, que começa com esse papo de "sou contra esse governo" e se perde totalmente no argumento não é brincadeira.
  • Rafael Gurski  13/04/2015 21:42
    Ser contra o governo não quer dizer que eu queira o impeachment ou a volta dos militares ou até mesmo que o PSDB entre no poder.

    Ser contra o governo é não estar em favor da maior parte das medidas tomadas.

    Não confunda as coisas campeão!
  • Jarzembowski  13/04/2015 20:53
    O problema do esquerdista é sobretudo um delírio de grandeza messiânica.
    Ele não enxerga um palmo na frente do nariz, mas se acha capacitado pra normatizar cada aspecto da vida em sociedade.
    Só uma profunda deformidade moral pode explicar esse completa ignorância das consequências civilizacionais de políticas como sobretaxar heranças - isso mostra que o esquerdista é de fato uma pessoa que tem um total desprezo pela natureza humana e trata as pessoas como abelhas numa colmeia, como cobaias do progressismo.

    Pra NUNCA MAIS virem com esse papinho de inheritance tax, nas palavras do Milton Friedman:

    We live in a family based society.
    The greatest incentive that has driven people it's the incetive of family creation.
    When you tax inheritance you encourage people to dissipate their wealth in high living.

    Milton Friedman - Redistribution of Wealth
  • Trader Carioca  13/04/2015 21:01
    Rafael Gurski,

    Vamos derrubar rapidamente seu argumento com uma simples abstração.

    Imagine um homem rico, idoso e muito doente. Em seu leito de morte, ele assina um contrato onde vende tudo o que possui para o seu único filho, pelo preço de 1 dólar. O filho então, "comprador" das propriedades do pai ainda em vida, poderá usufruir do legado de seu progenitor. O pai, pouco tempo depois, falece.

    Imagine um segundo homem, igualmente rico, idoso e doente. Em seu leito de morte, embora preparasse igual contrato de venda para seu filho, não tem tempo de assinar. Morre sem "vender" as posses para seu filho. Tudo o que tem é tomado pelo Estado, e seu filho fica sem nada.

    Qual é a diferença entre as duas situações de transmissão de bens para que um deles seja usurpado e o outro não? Se você mesmo disse que imposto de renda de 27,5% é um absurdo, vai defender que a transação do primeiro homem seja proibida ou taxada? Vai restringir a liberdade do primeiro homem de fazer o que quer com sua propriedade acumulada ao longo da vida? Viu como a proposta de taxação de heranças é absurda?
  • Rafael Gurski  13/04/2015 21:45
    Faz sentido se você olhar isoladamente as vontades individuais da pessoa.

    Gostei de seu exemplo, não foi ofensivo, mas pelo contrário, teve um apelo sentimental.

    Não vou entrar em vias de discussão sobre a existência ou não de tributos, vou apensa considerar que estamos em um país que pratica políticas tributárias.

    Não disse que deve ser proibida uma transação como esta, mas sim, acredito que deve ser taxada.
  • anônimo  13/04/2015 23:51
    Que sujeito esse, ele simplesmente se incomoda com o que o filho do cara vai receber de herança.Se o vizinho tem um carro melhor que o dele, vai ver fica querendo jogar ovo também.Eu hein, vai cuidar da tua vida, cidadão.
  • Stefan  14/04/2015 13:39
    Você é um baita de um invejoso, isso sim.
  • Vander  14/04/2015 21:17
    Eu só acredito na palavra desse Rafael Gurski se ele mostrar o testamento autenticado em cartório, onde ele deixa tudo que já adquiriu e que vai adquirir para o governo. Aí sim tem meu voto de confiança. Fora disso é só papinho de esquerdóide de plantão.
  • glauder  04/05/2015 02:07
    se esse Rafael Gurski doar todos os seus bens antes de morrer e não deixar nada aos seus filhos ou parentes, eu até acredito na "boa índole" dele... quanto ao resto, me cheira a MAV! e dizer que é de "familia nobre" na internet não prova nada, aliás nem se fosse verdade lhe daria autoridade pra julgar a riqueza alheia já que vc não paga a conta de ninguém.
  • jackson  09/09/2015 19:42
    Vamos a outro raciocínio, que não vi ninguém comentando:

    eu ralei, fui assaltado por toda minha vida pelo governo, e consegui juntar a quantia de 3 milhões de reais, que estão aplicados em algum fundo X, e vou passar de herança pro meu filho, pois estou com 109 anos e posso morrer "com qualquer gripe"

    veja bem, eu já paguei todos os N impostos (por bem ou por mal, paguei). sobrou "limpos" os 3 milhoes.

    porque minha riqueza vai ter tributada novamente? qual o sentido nisso?
    se eu ganhei 5 milhoes, fui tributado em 2 milhoes (em IR, inss, PIS, cofins, ICMS e toda nossa gama infindavel de impostos), e sobrou 3 milhoes, porque numa transferência de propriedade do valor, o governo teria que se apropriar de mais algum centavo? o governo já surrupiou meu lucro! porque vai faze-lo novamente?

    cara, nao faz sentido nenhum isso.

    se já é um absurdo pagar imposto, é absurdo ao quadrado tributar herança.

    cara, esse Levy só nao faz mais coisa errrada pq o nome dele nao é Guido Mantega.
    que governo asqueroso desse pais, viu!
  • percy  10/09/2015 02:36
    cara, esse Levy só nao faz mais coisa errrada pq o nome dele nao é Guido Mantega.

    Ri litros aqui.
  • Ed  14/04/2015 15:07
    "Brasileiro gosta de "ostentar" com tudo, dessa forma, quando falam em tributação sobre acúmulo de riquezas, a galera vai a loucura."

    Se há algo que realmente me ofende é ler ou ouvir isso. Não bastasse termos um governo que nos esfola todo dia, ainda temos que aguentar esse tipo de ofensa. Isso demonstra como esquerdista não gosta de brasileiro.

    Além disso, é uma simplificação grosseira e falsa porque:
    a) O Brasil é um país composto por pessoas oriundas de centenas de etnias diferentes, cada uma com seu costume. A busca por uma vida melhor para si e seus descendentes é uma característica humana.
    b) ostentar com tênis ou celulares da moda, além de carros que seriam básicos lá fora, produtos comprados até pelos pobres de países desenvolvidos, é algo completamente sem sentido.

    E já que ele se sente com autoridade para avaliar o caráter do brasileiro, eu me sinto como tal para avaliar sua personalidade. O sujeito é um exemplo típico de um indivíduo "self-hating" com Síndrome de Estocolmo.
  • André  14/04/2015 17:07
    "Porém herança, por exemplo, não pode ser considerada uma fonte de renda igual ao salário. Ela não tem o intuito de manter uma pessoa (apesar de muitos fazerem isso).".

    Você vai doar todos os seus bens para o governo deixando os seus filhos sem nenhuma herança?
    Afinal de contas: "Todo cidadão tem que trabalhar a vida inteira para se sustentar".

    "O governo estará certíssimo em tributar o "acúmulo de riquezas". Todo cidadão tem que trabalhar a vida inteira para se sustentar, se você quer ser privilegiado por conta do suor que seus antecessores derramaram, pois bem, pague por isso!"

    Já fez um testamento deixando tudo para o governo para não correr o risco de que seus filhos, ou algum parente
    na linha lateral ou superior fique com seus bens em caso de falecimento inesperado?
    Se você não fez isso está correndo um sério risco de corromper seus parentes deixando-lhes uma herança que poderia ser dada ao governo.
    Lembrando que a esposa/companheira também deve ser deixada sem NENHUMA HERANÇA, pois: "Todo cidadão tem que trabalhar a vida inteira para se sustentar".

    "Se você quer ter duas mansões, um iate, dez carros de luxo e outras coisas não necessárias, pois bem, pague por isso!".

    Que eu saiba quem tem essas coisas já pagou por isso, COMPRANDO.
    À menos que a pessoa tenha roubado.

    E nem toda herança é tão gorda assim.
    Às vezes os pais deixam apenas um simples casa pros filhos.
    Que segundo você terá que ser VENDIDA para que uma parte do valor fique com o governo.
    Ou entregue integralmente ao governo, para maximizar o altruísmo involuntário.

    "Não é necessário proibir ninguém de ter nada, mas se buscamos uma política social justa, o cidadão que quiser ter muito além do que é necessário, pague mais por isso!".

    Discurso de invejoso.

    "Brasileiro gosta de "ostentar" com tudo, dessa forma, quando falam em tributação sobre acúmulo de riquezas, a galera vai a loucura.".

    Discurso de invejoso.
    Eu não me importo que as pessoas ostentem, pois não tenho inveja de quem tem mais do que eu ou quer se exibir.

    Lá em Cuba ninguém ostenta nada, exceto os governantes que são podres de ricos.
    Mas ir pra Cuba você não quer, certo?
  • Leandro Rosendo  05/06/2015 18:25
    Rafael meu querido, vá comentar na folha de são Paulo, na carta capital e nesses lugares onde as pessoas te apoiam. Seu discurso prova o quanto você é invejoso.
  • Sergio  06/06/2015 01:06
    Nossa, é um absurdo esse pensamento. Negar o direito de herdar o seu patrimônio é o mesmo que proibir a caridade. As pessoas são livres para presentear e doar o que quiserem de seus bens (o governo já faz o contrário, toma tudo por meio de achaque).
  • Thiago Teixeira  09/09/2015 19:43
    Rafael Gurski,
    discordo completamente do seu conceito de tributação de herança.

    A pessoa, sozinha ou com o parceiro, constroi um patrimônio, e ele é passível de confisco pelo estado??
    Propriedade privada, meu caro, a pessoa tem o direito (ou deveria ter) de fazer um testamento e dar o destino que quiser aos seus bens após sua morte...
    Tem gente que quer deixar a herança para os filhos; é um direito seu!! Tem gente que quer doar todo para a caridade; que lindo! Tem gente que não tá nem aí porque já vai ter morrido mesmo; rest in piece.
    Você tem concorda com a segunda alternativa, seus pais tambem pelo visto, ótimo; mas não se arrogue o direito de mandar na forma que os outros lidam com seu patrimonio.
    Eu considero sua posição extremamente ingenua: voce acha que o governo vai aproveitar melhor que voce a herança dos seus pais? Se voce é tao bonzinho, porque não doa tudo diretamente para a caridade? Eu acho um destino bem mais inteligente. Só que diferente de você eu aceito que não tenho poder sobre o seu patrimonio/ de sua família.

    E ainda temos outro problema sério no Brasil: a pessoa só pode dispor de metade de sua herança.
    Compulsoriamente, 50% dos bens de um falecido serão destinados à familia, sendo 50% desta parte para a companheira (25%)(dependendo do regime de comunhao), e 50% para os filhos(25%).
    Se eu tiver um filho vagabundo que me ameace de morte, não posso deserdá-lo.
    Ah, e se a partilha de bens for litigiosa, o advogado consegue abocanhar uns 20% do inventário.

    Aí o "cidadão" acha pouco e quer "fazer justiça" deixando 85% do meu patrimonio para um estado ladrão...

    Na boa, tá com peninha do governo? Eles tão "precisando" de 30 bilhoes. Pede pros teus pais fazerem logo uma doação em vida, já ajuda a diminuir o déficit no orçamento.
  • Serj  21/11/2015 22:30
    Taxar herança é uma babaquice para não dizer coisa pior!

    Você paga impostos diretamente e indiretamente durante toda sua vida e realiza um planejamento no qual beneficiará seus herdeiros, e, então, o governo dá mais uma mordida.
    Seus filhos pagarão impostos durante toda a vida até que passem o patrimônio aos seus netos, e mais uma vez, a herança é tributada.
    Siga este ciclo por algumas gerações e seus descendentes precisarão de bolsa-família.
    Alguém defender isto, sendo pobre ou rico é uma estupidez incalculável.
  • Eduardo  13/04/2015 19:29
    Como mostra o gráfico, mais claro impossível!

    Também costumam falar em noticiários sobre como sonegadores de impostos são terríveis para a sociedade porque eles fazem outras pessoas terem que pagar mais impostos para cobrir a sonegação.
    Que se os sonegadores pagassem, daria para reduzir o imposto de todo mundo. Pff hahahaha.

    É necessário muita ingenuidade ou síndrome de Estocolmo para não perceber que se os sonegadores pagassem, o governo iria simplesmente passar a consumir esse dinheiro adicional e o resto da população continuaria pagando a mesma coisa. Ambos sujeitos a mais e mais aumentos futuros.
  • Andre  13/04/2015 19:56
    E Estado um ''gordo'' que fica esperando os alimento.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  13/04/2015 21:10
    IMPOSTO = ROUBO. Não importa se é R$ 0,01 ou R$ 1000000,00, é ROUBO do mesmo modo. Imposto sobre ricos ou pobres é ROUBO. O "estado" brasileiro é, simplesmente, um ladrão. Se isso é ser "bom", então ele é. Mas, para mim, não passa de um ladrãozinho vagabundo e covarde, pois precisa fazer "leis" para "justificar" seu roubo e se proteger da resistência do povo, ao contrário dos ladrões comuns, que precisam "suar" para conseguir roubar. LADRÕES: o seu destino é a morte. Cedo ou tarde.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  05/06/2015 23:13
    Esse governo é formado por marginais, assaltantes de bancos e terroristas. Deve sair o mais rápido possível, para o bem deles mesmos. Aumentar o imposto(qualquer que seja e em qualquer valor) significará a morte do pt.
  • Daniel  21/06/2015 22:20
    Primeiramente, o Governo tem que tomar medidas internas antes de entrar no assunto da seara: "novos impostos". Concordo plenamente em taxar as maiores fortunas de forma progressiva. O que fica a alheia a esta discussão toda é a questão do pagamento da dívida pública brasileira. Chega de pagar pela irresponsabilidade do Governo aos banqueiros, ou vamos para o mesmo caminho da Grécia. Uns míseros 1 trilhão de reais investidos na área social deste país transformariam o Brasil em paós de primeiro mundo em uma década. Paralelamente, não entendo o choro dos detentores das grandes fortunas do Brasil. O pobre pode pagar e eles não podem?
  • Boone  21/06/2015 23:49
    "O que fica a alheia a esta discussão toda é a questão do pagamento da dívida pública brasileira. Chega de pagar pela irresponsabilidade do Governo aos banqueiros, ou vamos para o mesmo caminho da Grécia."

    Tradução: você é contra a gastança do governo (afinal, toda a dívida foi feita justamente para financiar a gastança; não haveria dívida -- e não haveria juros da dívida -- se o governo não tivesse incorrido em gastança).

    Até aí, perfeito.

    "Concordo plenamente em taxar as maiores fortunas de forma progressiva"

    Aí, incoerentemente, é a favor de o governo arrumar novas maneiras de aumentar sua arrecadação, o que o permitiria aumentar ainda mais sua gastança.

    Gênio.

    Não faz sentido você vituperar contra a dívida pública (gerada pela gastança) e, ao mesmo tempo, defender novos canais para o governo aumentar suas receitas (o que levaria a ainda mais gastança, como mostra o gráfico do artigo),

    "Uns míseros 1 trilhão de reais investidos na área social deste país transformariam o Brasil em paós de primeiro mundo em uma década. Paralelamente, não entendo o choro dos detentores das grandes fortunas do Brasil."

    Uau! Que teoria mágica é essa? Gostei. Fale-me mais sobre ela, por favor. É simples assim? A gente despeja um trilhão "na área social deste país", e em dez anos viramos a Suíça? Aceito. É barato demais.

    O orçamento anual do governo federal é de 2,8 trilhões de reais. Aceito jogar um trilhão "na área social deste país" em troca da abolição de políticos, ministérios, agências, secretarias e caralhadas afins. É uma barganha.

    A única coisa chata é que um valor infinitamente maior do que esse já foi gasto "na área social deste país" ao longo das últimas duas décadas. E parece que ainda não viramos primeiro mundo...


    P.S.: ah, sim: você não apresentou argumentos contrários aos apresentados no artigo. Como você planeja tributar os ricos sem que eles fujam e sem que isso piore a situação da classe média e dos mais pobres? Fala aí pra gente.
  • Edujatahy  09/09/2015 22:20
    Com frases como a do Daniel se percebe o quanto estamos distante do liberalismo. Achar que o gasto no "social" por parte do governo nos levaria ao primeiro mundo em uma década é de uma inocência que não tem tamanho.

    Daniel, eu lhe retruco. Sabe o que levaria o Brasil ao primeiro mundo em "algumas" décadas? (Uma década é ousado demais). Acabar com o absurdo da constituição federal e os trocentos direitos e deixar o capitalismo fazer o que ele sabe fazer de melhor: melhorar a qualidade de vida da população!
  • Sandro lima  13/04/2015 21:54
    Uma Lei dessas, não precisaria nem ser cogitada, é uma das leis que deveria entrar para o hall de "o que não deve ser criado".
    Os exemplos do texto por si só provam isso.

    A classe média e o micro empresário e o pobre, é quem sofre mais.

    Uma pena que o pobre, só enxerga o que 'supostamente' vem de graça.

    O texto diz a realidade!

    Dinheiro não brota, e ninguém, por mais rico/pobre que seja, não rasga dinheiro.
    O custo de qualquer imposto sempre vai ser repassado/dividido.

    Na pratica: "Quem pode mais, chora menos"...



  • Alberto  13/04/2015 23:58
    Esse ministrozinho L. é um M*.

    Cada vez que anuncia aumento fiscal sorri.

    Sorri para as câmeras e posa pra foto. Vagabundo, mal caráter.

    E a mídia insiste em mostrar o quanto ele é "capitalista", e o quanto a postura dele é "oposta" à do governo. A mídia dá pra entender: ela não entende bulhufas. Mas ele, bancando de liberal? Você é um M*, ministrozinho. Mal caráter e vagabundo.

    O colega Lopes aqui escreve algo que considero verdadeiro em parte (vejam acima):

    "A estarrecedora cobiça fiscal dos senadores somente se iguala à sua ignorância econômica."

    Ocorre que o caso da "cobiça fiscal" não é, ao meu modo de ver, fruto da ignorância dos agentes públicos. Pelo contrário, no caso do atual ministrozinho, ele sabe bem o que faz: aumenta impostos e sorri. Ele goza, literalmente, do contribuinte brasileiro. Ele não age mal por ignorância, ele age mal porque é vagabundo e um baita de um mal caráter, tomado pelos inocentes por "liberal".

    A má ação que tem como princípio a ignorância é, em certa medida, senão perdoável, compreensível. Já a má ação calculada é premeditada, digna de somente de repúdio.

    "Não os perdoe, Pai, eles sabem muito bem o que fazem."
  • Lopes  09/09/2015 21:15
    Talvez seja inocência minha, mas dou ao Levy o benefício da dúvida.

    Não creio que ele terá sucesso e o possível que é tangível a ele é somente uma fração do impossível que se tornou a situação fiscal do país. E eles já adiantam que 2016 terá déficit primário, o que é terrível. Levy é um enfermeiro do estatismo encomendado para salvar o governo federal e não para salvar o contribuinte. O que significa que perto de um economista da esfera voluntarista, ele é Stálin; e é justamente por ser experiente em salvar governos apesar dos contribuintes que ele se tornou ministro da fazenda. Sua carreira no RJ (relativamente de sucesso) é exemplo perfeito disso.

    Quando errei a crase e disse que a cobiça fiscal dos senadores somente se iguala a ignorância deles em economia, referia-me ao "garoto da UNE" e seus colegas do legislativo, em especial. Não duvido que Levy saiba dos efeitos nefastos de um aumento de impostos, mas cederá à tentação assim como fez no RJ; enquanto o velho animador de circo (Mantega) e a classe política nem mesmo suspeita de que menos dinheiro para o cidadão investir e consumir no que verdadeiramente quer pode ter efeitos colaterais além do enriquecimento do estado - para eles, ou é um tópico alienígena ou é "aumento de demanda agregada".
  • Rodrigo  14/04/2015 00:41
    O objetivo da esquerda, qualquer esquerda é provar que a riqueza está mal distribuída, e que ela, a esquerda é a única capaz de distribuir corretamente a riqueza. Com isso convence as pessoas a lhe dar o poder, para cumprir a promessa que não será cumprida.
    Chegando ao poder, como a riqueza não é distribuída como prometido, inicia o ciclo de dizer que a precisa de mais riqueza para distribuir, aumenta impostos.
    Nem assim distribui, ai coloca a culpa em alguém: a direita, o capitalismo, os USA...
  • Renato  14/04/2015 01:07
    Eu queria que a esquerda mostrasse um único exemplo de um país que tenha saído do pobreza e se tornado rico e entre as medidas adotadas estava a taxação de grandes fortunas para redistribuir esse dinheiro para os pobres. Será que eles atenderão o meu pedido?
  • Felipe Lange Souza B. S.  14/04/2015 01:35
    Como eu disse semanas atrás, esse Joaquim Levy é mais um político vagabundo e parasita, que nada fez para melhorar o panorama econômico, como cortar gastos públicos (em salário de funcionário público e político, é algo sagrado e intocável), e reduzir impostos.

    Pelo contrário, os aumentos de impostos estão sendo constantes, o real continua uma moeda desastrosa e fraca, enfim, nada mudou com ele. Ainda não chegou ao nível do palhaço do Mantega.

    Taxar heranças é nada mais que uma medida psicopática, para condenar o capital acumulado com o esforço das pessoas, que quando têm filhos, querem dar uma vida melhor a eles, do que os próprios pais. Uma forma de roubar dinheiro e de no fim, você consumidor, vai bancar essa megalomania dos estatistas.

    O Brasil vai demorar ainda para virar um país com prosperidade.
  • Nill  14/04/2015 01:54
    No ano de 2014 foram arrecadados cerca de 1.8 trilhão de reais em impostos.
    Vamos calcular o tamanho das riquezas do Governo(seja federal,estadual,municipal).
    Além da arrecadação de impostos,os Governos tem ainda todo patrimônio de empresas estatais,bancos,imoveis,etc,etc.

    Alguém já somou o tamanho da riqueza nas mãos do Governo. Quantos trilhões de reais vale essa riqueza ? Com certeza são trilhões de reais nas mãos dos governos federal,estaduais e municipais.

    Logo o maior rico do país é justamente o governo,deixando os demais a milhares de quilômetros de distancia.

    Agora querem aumentar os impostos para os outros "ricos" de condição quase infinitamente pior. Se não abrimos os olhos só vai sobrar um rico: O Governo !

    Melhor dizendo os que comandam o Governo.
    O Governo é tão absurdamente rico que se dá o luxo de gastar dinheiro em coisas tremendamente fúteis. Veja a lista :
    1_ GASTOS COM CARNAVAL
    compromissoconsciente.blogspot.com.br/2011/03/voce-sabe-de-onde-vem-o-dinheiro-que.html

    2_ GASTOS COM O MOVIMENTO GAY
    noticias.gospelprime.com.br/julio-severo-denuncia-movimento-gay/

    teoriadaconspiracao.org/discussion/3494/governo-do-pt-financia-parada-gay-com-dinheiro-suado-do-trabalhador/p1

    3_ GASTO COM A PROMOÇÃO DE ABORTO
    https://padrepauloricardo.org/episodios/o-governo-federal-e-as-organizacoes-que-trabalham-para-legalizacao-do-aborto

    4- GASTO COM O MST (para invadir fazendas)
    www1.folha.uol.com.br/poder/2014/02/1418087-governo-vai-continuar-a-patrocinar-eventos-do-mst-diz-carvalho.shtml

    5_ GASTO COM ONGs
    www.escandalodomensalao.com.br/cap13.php

    Em 5 anos, Lula repassou R$ 12,6 bilhões para
    ONGs. Dinheiro para amigos, mal fiscalizado

    6_ GASTO COM CUBA .
    www.mudamais.com/divulgue-verdade/dinheiro-para-cuba-nao-o-bndes-financia-empresas-brasileiras-e-nao-paises

    7_ GASTO COM MÍDIA AMIGA

    A lista é muito grande. Quem quiser pode continuar com a lista.

    Você que é rico pelo amor de Deus não dê mais dinheiro para este Governo através de mais um imposto. Você merece o inferno se fazer isto. Falo sério.





  • Bernardo F  14/04/2015 02:59
    Artigo excelente. Vai direto para a categoria "tops".
  • anônimo  14/04/2015 13:05
    É inútil porque se o governo vai frescar com ele, o cara fica de saco cheio e vai embora. Pros ricos, o anarco capitalismo já existe.
    Então quem luta por anarco capitalismo está na verdade pensando em nosotros, míseros mortais.
  • anônimo  14/04/2015 13:07
    E a ''falida'' Petrobrás subiu mais 5% hoje na bovespa. 50% de ganho de valor desde abril. A ponta compradora foi fortemente liderada por investidores internacionais de longo prazo.
    Parece que as alegações de que ''a empresa está quebrada!'', ''insustentável!'' não devem ser levadas muito a sério, principalmente vindo de quem vem...
    50% de ganho de valor desde abril. A ponta compradora foi fortemente liderada por investidores internacionais de longo prazo.
  • Antonimo  14/04/2015 14:30
    Alguém aí tem problemas com números...

    Em setembro de 2014 (ou seja, há meros 7 meses), as ações da Petrobras valiam quase R$ 25. E chegaram a valer R$ 52 em maio de 2008. Hoje, estão valendo R$ 12,20.

    Mas o cidadão acima, anônimo, diz que a empresa se recuperou e está ótima!

    Com derrotados assim povoando o Brasil, ainda tem nêgo que acha que o país tem futuro...
  • Felipe R  14/04/2015 20:41
    Agradeço ao Instituto por levantar essa bola (novamente). A cúpula financeira/monetária está cogitando seriamente a ideia de aumentar significativamente a tributação sobre as fortunas e os ricos.

    É até irônico, nós (ou falo apenas por mim?), meros mortais, defendendo os ricos. Estes têm os meios para divulgar à população, mas não o fazem. Preferem continuar ganhando dinheiro, e se esquecem do longo prazo (a não ser os que estão em conluio com o Estado, e não precisam se preocupar).

    Abraço
  • IRCR  14/04/2015 21:47
    Imposto sobre herança (ainda mais com altas alíquotas) é a coisa mais ridícula que possa existir.
    Imagina, vc de classe média compra um imóvel e depois que morrer tem que deixar tudo ou boa parte para o governo (com a retorica de "tudo pelo social?") e não deixa para o seu filho, isso é terrível.
    Mesmo que digam que tal imposto seja apenas para grandes heranças milionárias, qual ricaço vai querer constituir ativos dentro do pais sabendo que um dia vai ser tomado por vigaristas do estado ?
    Além daquele argumento estupido que herança é contraria a meritocracia, tipico de esquerdistas. Quantas pessoas recebem grandes fortunas de herança e perde tudo ou perde uma enorme parte pq não souberam administrar ??? se a pessoa que recebeu a herança consumir toda a riqueza que ganhou e não multiplica-la não vai conseguir repassar para seu próximo herdeiro, ou seja, apenas os competentes conseguem passar de geração para geração sua riquezas, o que não é algo tão simples como pensam os esquerdistas.
    Quero saber se a luciana genro, não vai querer herdar uma mansão do seu papai em POA, para repassar para os ditos "movimentos sociais".
  • Andre Cavalcante  15/04/2015 00:16
    Se qualquer eventual imposto sobre herança passar no Brasil, o mais provável é o país se torne o país da doação em vida. Esperar a morte que nada, faço a divisão dos possíveis bens em vida aos meus filhos após me aposentar e deu. Antes disso, deixo tudo com laranjas, devidamente pagos com um percentual bem menor que a alíquota do imposto.

    ABraços
  • Raphael  15/04/2015 03:38
    Qual a opinião de vocês sobre a auditoria da dívida pública?
  • Felipe R  15/04/2015 14:09
    Não sei se você perguntou essa ao pessoal do Instituto ou aos colegas leitores, mas vou assumir que é a segunda interpretação, e resumir minha opinião sobre a auditoria da dívida pública.

    O resultado pode trazer muitas informações, inclusive úteis para determinar quantitativamente o fracasso da atuação estatal. Porém, o movimento que mais levanta essa bandeira é socialista, e a grande maioria dos motivos apontados por ele se encaixa naquele discurso averso à instituição de respeito aos contratos, e alienado a noções mínimas de contabilidade, economia, história, finanças e investimentos, dentre outros.
    Por exemplo, eles se queixam que: mais de 45% do orçamento federal é para pagar juros e encargos da dívida e rolar o principal; a forma do Governo calcular a dívida é, no mínimo, estranha; o Bacen reúne-se regularmente com os credores para negociar a taxa básica de juros (selic); a lista nominal dos credores da dívida mobiliária é uma caixa preta em nosso país.
    Considero as queixas válidas, porém o objetivo deles é declarar a dívida como quitada, e passar a usar aqueles mais de 45% em saúde, educação, segurança, etc., ou seja, agigantar o Estado.
    Em resumo, a dívida aumentou o Estado (culpa dos italianos do século XII, que popularizaram esse mecanismo), porém o excesso o amarrou, e esse grupinho socialista quer basicamente uma desculpa pra dar o calote nos credores, e começar um novo ciclo de aumento estatal.

    Posso passar uma lista de material a respeito, se quiser.

    Até
  • Raphael  16/04/2015 17:22
    Obg, Felipe!

    Pode mandar o material que eu lerei.

    Abraço
  • Emerson Luis  22/04/2015 17:40

    Os super-ricos podem facilmente evadir-se de tributações.

    Quem paga o pato são aqueles que, com enorme custo pessoal, conseguiram acumular algum patrimônio através do seu trabalho e não têm muito como escapar das consequências diretas e indiretas de maiores taxações.

    O objetivo da esquerda de fato é tornar todos iguais - igualmente pobres; exceto a cúpula do Partido, é claro.

    * * *
  • Renato  22/04/2015 21:26
    ''Não adianta achar que deixar de pagar imposto é eficiência. Não é''

    ''Nossa proposta de governo não pressupõe nenhum aumento na carga tributária'' - Glorioso Ministro da Fazenda Joaquim Levy, agora na Globo News.

    É impressionante como esse levy já virou petista até no discurso, além de mentir descaradamente ao dizer que nesse governo, eles não estão interessados em aumentar impostos. E a CIDE que voltou a incidir no preço da gasolina e fez o preço disparar? É um canalha mentiroso mesmo.
  • Andre Cavalcante  05/06/2015 15:05
    Olá,

    Só discordo dessa frase: "(Dado que a esquerda quer muita gente pagando mais imposto, então creio ser correto dizer que ela defende maior imposto justamente sobre pessoas mais produtivas; caso contrário, seria na prática impossível elevar impostos permanentemente. Logo, por se tratar de pessoas produtivas, não é incorreto dizer que elas têm poder de barganha junto a seus empregadores)."

    Explico-me: no Brasil a classe média tem um poder de barganha bem pequeno em relação aos empregadores. Como o país tem baixa produtividade do trabalho, na média, não há muito poder de barganha. Agora estamos falando de uma fatia que "ganha bem". O mais provável, na realidade brasileira, é que esta faixa da população passasse a consumir menos, uma vez que o governo tungou uma parte do salário. Resultado, a economia toda irá sofrer, justamente porque estamos falando da população que de fato consome neste país (consome algo além de comida e transporte). Logo, os lucros dos empresários vão baixar e eles vão ter que demitir. O governo vai arrecadar menos porque vai aumentar a quantidade de pessoas "necessitadas" ou encostadas no seguro-desemprego e a receita, ao contrário do que se tinha em mente, vai cair (e isso logo depois de aumentar e aumentar os gastos concomitantemente, o que o artigo já mostrou). Esse processo vai continuar até alcançar um equilíbrio e, no final, teremos menos gente consumindo, mais desemprego, menos crescimento, ou seja, vai turbinar o que já está ruim por aí.

    Abraços


  • Thiago Gama  05/06/2015 15:27
    A conta dessa manobra é muito simples: Fuga de capital > Fechamento de negócios > Desemprego em massa > Aumento da escassez > Miséria.

    O mais interessante é que depois a culpa continuará sendo do capitalismo opressor, pois quem realizou a fuga de capital só queria o lucro próprio e não o social.
  • Juliano Ponte  05/06/2015 15:28
    Bravo. Só quem é empreendedor entende.
  • anônimo  05/06/2015 15:32
    "Só quem é empreendedor entende"

    Eu não sou empreendedor, mas entendo o texto.
  • Magno  05/06/2015 15:45
    Acho que ele se referiu à parte dos lucros, que a esquerda jura ser tranquilo poderem ser tributados sem que isso gere consequências negativas para as empresas, para os investimentos, para o emprego, e todo o resto.
  • anônimo  05/06/2015 16:00
    Sim, mas eu como CLT defendo taxação zero para o lucro, até porque a única forma de eu ganhar mais, sem me esforçar, é as empresas investirem mais.
  • anônimo  05/06/2015 16:10
    Ah, completando...outra forma também seria reduzir o estado, mas essa é bem difícil.

    Já prevejo mais inflação e impostos para mim esse ano, e assim vou me acostumando a botar mais alcool no carro e comer mais frango com farofa.
  • Felipe Lafayette  05/06/2015 17:26
    Uma reportagem do InfoMoney diz que:

    "O que se verifica é que a sociedade vota mal porquanto é politicamente mal informada e pouco educada. A sedução do proselitismo político é fácil, e a sociedade deita inocentemente na armadilha que os políticos lhe preparam."

    www.infomoney.com.br/mercados/na-real/noticia/4085882/brasil-queda-livre

    Pois eu digo que nada mais justo que o ônus das "reformas" do governo atual seja arcado majoritariamente pelas classes mais baixas. Foram elas que referendaram os três últimos governos e foram elas que reelegeram maciçamente o atual governo. Sendo assim, por uma questão básica de justiça, são elas que devem suportar as consequências das políticas adotadas pelo governo que elas próprias elegeram reiteradamente. Qualquer outro arranjo que não seja esse configuraria, isso sim, injustiça.
  • Felipe  05/06/2015 17:49
    Não generalize, muitos não votaram na Dilma. E o que votaram foi por falta de opção.
  • Primo  05/06/2015 21:27
    Esta tudo muito estranho essa "crise" brasileira. Não sei se essa pauta é desespero ou estratégia politica. Acho que a questão do poder de barganha dos mais ricos é o ponto chave, e considerando que aqui no brasil os mais ricos normalmente estão ligados a negócios com o governo, isso ai tende a aumentar ainda mais a concentração de renda. Enquanto o estado fornece educação técnica e auxilio sobrevivência para os cidadães economicamente mais podres, ele fecha grandes contratos com algumas poucas empresas. O grande concentrador de renda é o próprio governo, ele vai tirar um pouco, para dar mais. Do ponto de vista financeiro é uma estratégia ruim, mas vamos supor que estão no desespero, acho que a pauta deveria ser direcionada para outro rumo, como legalização de drogas ou então dar uma cutucada no pessoal do FED oferecendo um valor para comprar ele, quem sabe eles não dão uma contra proposta...
  • Pobre Paulista  05/06/2015 21:35
    Toda crise causa concentração de renda, não há nada de estranho nisso...
  • Tio  05/06/2015 21:36
    Primo, seu comentário foi ininteligível.

    Mas não, não há nada de "muito estranho" nesta crise. Ela foi prevista por membros deste site desde 2010.

    Pode ver a compilação aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2028

    Ou, se quiser um resumão em um único artigo, pode ver aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943
  • Antonio Sergio Castelo Branco Guimaraes  05/06/2015 22:00
    Na cabeça de pessoas medianamente inteligentes é perfeitamente compreensível a lógica do texto. Agora me explique; isso é genuína estupidez ou estratégia do governo? Se estupidez, então poderemos articular para derrubá-los. Mas isso não está ocorrendo. Devem ser menos estúpidos do que imaginamos. Então é estratégia. Se for, qual o objetivo?
  • Andre Cavalcante  06/06/2015 00:58

    Olá,

    "Na cabeça de pessoas medianamente inteligentes é perfeitamente compreensível a lógica do texto."

    Pode ser, mas a maioria das pessoas medianamente inteligentes no Brasil passou a maior parte da infância e da fase adulta sob uma doutrinação alienante marxista, e hoje ainda é inundado por influências de uma mídia pra lá de vendida ao governo que somente alimenta uma lógica torta.

    "isso é genuína estupidez ou estratégia do governo?"

    As duas coisas. Alguns no governo, em particular muitos deputados, senadores e a presidente creem realmente que agindo assim vão estar "beneficiando o povo". Incompetência pura e massa de manobra, idiota úteis. Os demais, alguns deputadores, alguns senadores, e boa parte da turma do segundo escalão, sabem o que irá acontecer, mas isso é bom para eles, porque o governo vai "enriquecer" no curto prazo e eles sempre dão um jeito pra permanecer no governo mesmo na eventual queda do partido de plantão. E ainda há uma outra coisa, eles já estão buscando os bodes expiatórios para a crise e a solução para eles sempre será +governo, o que é bom para eles. Estratégia pura.

  • Fernando  06/06/2015 13:58
    Isso aí é teatro do PT !

    Os impostos indiretos ainda estão altos e são pagos pelos pobres. O governo continua com bolsa empresário no BNDES. O governo faz ajuste fiscal, mesmo tendo 360 bilhões em reservas internacionais. A inflação prejudica mais os pobres, mas o governo continua deixando o dólar subir.


    Com esses 360 bilhões de dólares em reservas internacionais, seria possível pagar todas as dívidas e o dólar baixo iria segurar a inflação. Ou seja, é teatro pra enganar os pobres. O governo deixou o dólar subir, para ajudar os amigos de campanha. Já ouvimos várias vezes que tem empresário indo pra Brasília pedir para deixar o dólar subir.

    Eu ainda continuo acreditando na liberdade. Nós temos o direito de receber nosso salário como achamos melhor e em qualquer moeda. Se o real está bichado, nós temos o direito de receber em dólar, em Euro, em pães, em motos, em carros, ou seja lá qual for o nosso interesse.




  • Enrico  06/06/2015 16:59
    Não mesmo: www.tradingeconomics.com/brazil/government-debt-to-gdp.

    Ademais, as reservas internacionais têm função de resguardar a confiança na moeda. Se nos desfizéssemos de tais reservas, a moeda iria para um fundo do poço maior ainda.

    A melhor forma de fazer o dólar baixar é atraindo investimentos para o Brasil, ou seja, aumentar a demanda por reais no mercado internacional.
  • Rogério Vianna  10/06/2015 19:27
    Prezados:

    Sou leitor habitual dos artigos do site.

    Esse em particular esse me deixou com uma dúvida.

    O texto afirma: "Lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques ...".

    Entendo que quando se vende um produto já está embutido no preço de venda o custo do produto, custos indiretos e custos de comercialização, portanto ao vendê-lo automaticamente o empresário possui capital para repor o estoque desse produto vendido.

    Pelo acima exposto o lucro não é para reposição de estoque.

    Antecipadamente grato pela resposta,

    Rogério Vianna.
  • Leandro  10/06/2015 19:52
    "Entendo que quando se vende um produto já está embutido no preço de venda o custo do produto, custos indiretos e custos de comercialização"

    Embutir todos os custos integralmente não é uma tarefa fácil e isso não é regra. Mas, pelo bem do debate, vamos supor que isso de fato aconteça. Prossigamos.

    "portanto ao vendê-lo automaticamente o empresário possui capital para repor o estoque desse produto vendido."

    Ah, agora você chegou ao cerne de uma questão importantíssima: e se os custos de reposição subirem nesse meio tempo (uma realidade em países de inflação alta, como o Brasil)? E se todos os preços -- desde energia elétrica e aluguel até mão-de-obra e maquinário -- subirem? Aí o empresário deixa de possuir o capital para repor integralmente seus estoques.

    Esse fenômeno, de extrema gravidade, foi abordado em profundidade neste artigo (de leitura muito recomendada): inflação de preços desestabiliza completamente os planos empreendedoriais e falsifica a contabilidade de lucros e de custos.
  • anônimo  10/06/2015 20:13
    A depreciação do capital geralmente é incluída no preço, mas como Leandro ressaltou, isso não é algo tão simples.

    Além de tudo, a grande importância do lucro é permitir que as empresas que melhor atendem aos consumidores cresçam.

    Se uma empresa como o Mcdonald tivesse lucro zero quando inaugurou, hoje não teríamos o Bigmac.

    Se uma empresa como a apple tivesse lucro zero quando inaugurou, hoje não teríamos o Iphone.
  • Magno  10/06/2015 21:15
    Depreciação do capital incluída no preço? Não vejo como.
  • anônimo  10/06/2015 21:35
    E por que não? nada impede ué.

    Um administrador hoje não calcula a depreciação de um bem e depois deduz da receita para fazer caixa? O que impede ele transmitir esse perda sobre os preços cobrados?






  • Magno  10/06/2015 22:57
    A depreciação, justamente por poder ser deduzida das receitas para fins tributários, é controlada pelo governo. É o governo quem determina o percentual anual de depreciação de cada maquinário.

    Sendo assim, desnecessário dizer que é impossível embutir o valor correto da depreciação nos preços de cada item vendido.
  • Geraldo  12/06/2015 02:14
    O curioso sobre esses artistas que deixaram a inglaterra para não pagar impostos é que muitos deles são esquerdistas. Mas na quando a esquerda tá no poder e precisa aumentar os impostos para colocar em pratica seu projeto de governos, eles são os primeiros a abandonar o país para não pagar impostos.
  • Jarzembowski  22/06/2015 18:29
    Tá aí o ajuste fiscal, esse maldito crédito direcionado que é um dos principais responsáveis pela inflação.

    Governo anuncia liberação de R$ 28,9 bilhões para agricultura familiar

    Quem sabe um dia as pessoas entendam que o objetivo único do Estado e seus burocratas
    é salvar a própria pele - quando suas intervenções desastrosas causarem crises, e queda na aprovação, não espere prudência, porque isso é extremamente impopular.
    É um ciclo interminável de desgraças - que desgosto viver nesse país.


  • mauricio barbosa  14/09/2015 17:53
    Jarzembowski é por essas medidas e outras que eu me tornei anarco-capitalista,pois pode me chamar de utopista ou do que quiser mas a realidade é que nós comentaristas do IMB nos esperneamos por estarmos pagando as contas dos desperdícios da bolsa-empresário(BNDES)e da bolsa-família,esse banquete com nosso dinheiro,enfim essa farra com nosso dinheiro enchendo o bolso dessa cadeia de intermediários de poderosos a vagabundos fica difícil e nossa luta contra esse estado de coisas,e infelizmente a dentuça ainda tem muito apoio popular e é dai que ela tira forças para aguentar a pressão ou seja em 2018 provavelmente eles ganharão de novo e a prova disso é que os energúmenos que votarão nela também votarão em congressistas conservadores que hoje são a maioria no congresso nacional e isso não é contradição mas sim o retrato do nosso eleitorado alienado que só vota esperando mais e mais benesses e negociando o voto, hoje nossa classe média reclama por não estar podendo rolar seus papagaios nos bancos pois em 2010 ajudarão a elege-la isso fruto da expansão creditícia e das isenções de impostos federais em automóveis e na linha branca dos eletrodomésticos ou seja sem querer desanimar ninguém mas alertar que a luta de conscientização é longa mas vitoriosa portanto com paciência e persistência chegaremos lá...
  • Tiago Nascimento  18/08/2015 01:00
    Eu li o artigo e havia ficado em dúvida na questão dos lucros, pois cria que esses seriam de fato o que sobrava "limpo" para o empresário. Mas como já foi respondido acima, faltou levar em conta a inflação...

    O liberalismo é incrível!
    Se vc encontrou algum furo nele é pq não entendeu direito. hehe
  • Rhyan  09/09/2015 15:13
    Até que existe algo que presta na mídia: Carlos Aberto Sardenberg:

    Contas do governo não fecham e deve haver mais corte de gastos

    g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/contas-do-governo-nao-fecham-e-deve-haver-mais-corte-de-gastos/4453264/
  • Anonimo - Apenas por opção  09/09/2015 15:24
    Alguém aqui é sensato o suficiente para prever em quanto tempo (nessa mesma ordem): nos tornaríamos: 1º Argentina; 2º Venezuela; 3º Bolívia; e 4º Cuba?

    Estou muito necessitado em fazer uso da única herança não tributável que meu falecido pai me deixou, a dupla cidadania Européia.

    Não quero ver minha família mendigando por causa do fanatismo socialista. Estou desesperado.

  • Anderson  09/09/2015 15:59
    Não tem como prever, simplesmente porque depende das políticas adotadas pelo governo, se rumarem para um lado liberal, as chances de destruição são evitadas, ou pelo menos diminuídas, já se continuarem fazendo o que governo faz (gastos exorbitantes, desvalorizando a moeda, impondo mais taxas, impostos e regulações) a tendência é que o país siga seus vizinhos lunáticos.

    E, sim, faça uso de dupla cidadania, qualquer chance de viver num país de primeiro mundo deve ser abraçada.
  • Andre  09/09/2015 16:07
    "Alguém aqui é sensato o suficiente para prever em quanto tempo (nessa mesma ordem): nos tornaríamos: 1º Argentina; 2º Venezuela; 3º Bolívia; e 4º Cuba?".

    Pelo que tenho acompanhado logo depois de virar Venezuela viraríamos Cuba.

    Não tenho lido notícias de que a Bolívia esteja mais esquerdizada/apodrecida do que a Venezuela.
    Se você ou alguém souber de notícias que digam o contrário podem postar!
  • Anônimo - Apenas por necessidade  09/09/2015 17:50
    Caro Anônimo, a coisa não é tão simples assim.

    Se formos ver pelo IDH, o Brasil está atrás de Cuba (embora não acredite na realidade desse dado, mas isso é outra história), Venezuela e Argentina. Se formos ver pelo PIB per capita, estamos atrás de Argentina e Venezuela. Se formos ver pelo índice de mortes a cada mil habitantes, estamos atrás de Cuba e Bolívia.

    As pessoas que fazem esse escalonamento que você apresentou estão pensando em termos democráticos, ou seja, qual país é mais democrático que o outro, tendo: Brasil>Argentina>Venezuela/Bolívia>Cuba. Nesses termos, o Brasil já está praticamente no mesmo pé da Argentina, está a um mandato de Venezuela/Bolívia (já éramos para estar no mesmo pé desses países, mas ocorre que a reforma constitucional acabou não emplacando - mas irá acontecer, não se engane, até porque os esquerdistas têm o mérito de nunca desistirem das suas palhaçadas) e nem quero pensar quando chegaremos ao nível de Cuba (espero que nunca).

    Contudo, a sua decisão não se deve pautar por nenhum desses parâmetros. Você precisa saber apenas se o país em questão pode ser considerado de fato um país ou apenas um hospício. E todos os países acima citados se encaixam perfeitamente na segunda categoria, de modo que a vida para o cidadão comum é extremamente desagradável em qualquer um desses lugares.

    Por isso, meu conselho é que use a essa bela herança de seu pai. Não se preocupe, você não deve ser retardado, portanto é perfeitamente capaz de aprender novos idiomas. Você não deve ser tão feio quanto o Freddy Krueger e nem possuir a mesma simpatia da nossa presidente, sendo capaz de estabelecer novas relações pessoais. Você não deve ser tão vagabundo quanto um esquerdista, logo, você tem condições de aprimorar o seu ofício ou de aprender uma nova profissão.

    Em suma, use seu Super Trunfo.
  • Anomalous  09/09/2015 17:36
    "1º Argentina; 2º Venezuela; 3º Bolívia; e 4º Cuba?"

    1. Argentina é possível que nos tornemos. Se esse governo continuar fazendo o que tem feito, o dinheiro vai continuar perdendo valor e as medidas que eles tentarão utilizar para corrigir só vão piorar, porque não vão tomar as medidas certas. Hoje vemos que o governo prefere aumentar impostos, mas não corta nenhum gasto.

    2. Para a Venezuela se tornar o que tornou foi necessário uma coisa que o PT não tem, apoio dos militares. Porém, se a degradação das forças policiais e militares continuarem, com o agravante do novo decreto, que deu ao ministro da defesa poderes de nomear oficiais e exonerá-los, é bem possível que eles não façam nada caso "coletivos armados populares" aqui podem reprimir o povo como fazem lá. E, assim, o governo vai continuar destruindo o resto, como gafanhotos.

    3. A Bolívia está numa situação um pouco diferente, parece que ainda é um pouco melhor do que a da Venezuela, mas caminha para o abismo. Não sei se é possível confiar nestes números, mas parece que o presidente de lá ainda tem aprovação da maioria da população. Mas quando o dinheiro acabar

    4. Cuba, com tempo suficiente, é o que se tornaria uma ditadura fracassada. Não sei se o Brasil se tornaria algo assim, os países são muito diferentes. Mas uma coisa em comum teria após longos anos, a pobreza extrema. Cuba se tornou o que é também por causa do apoio que recebia da antiga URSS. O apoio militar e financeiro que recebeu fez com que a ditadura durasse tanto.

    O Brasil é um país muito mais complexo do que estes, é difícil prever, mas podemos prever que a pobreza vai aumentar, quem tiver condições vai embora com seu dinheiro. Imagino que voltaremos àquela inflação de 1000% ao ano.
  • Paranaense  09/09/2015 20:05
    Não tenha boas expectativas quanto à sua cidadania européia. Até a PresidentA da Alemanha já admitiu que essas migrações (de muçulmanos) em massa mudarão a face da Alemanha. Itália e Cia Ltda já estão com a face mudada. E penso que não é pra melhor...
  • Anomalous  10/09/2015 12:06
    Isto é muito preocupante, Paranaense e o PT está fazendo de tudo para trazer este povo para o Brasil também. E com certeza muitos extremistas disfarçados de refugiados estão indo no meio, conforme já foi alertado.
  • Reynolds  09/09/2015 15:48
    Nunca me canso de ler esse artigo. Excelente.
  • Joao Girardi  09/09/2015 16:59
    Eu sei que não é o assunto do artigo, mas preciso perguntar isso, acabei de ler "O que o governo fez com nosso dinheiro?" de Murray Rothbard e me ficou uma dúvida, aproveitando o descontentamento com o governo e PT, digamos que num desses protestos alguém subisse num caminhão durante um protesto e demonstrasse que o governo falsifica dinheiro, seria possível ou não provocar uma corrida bancária no Brasil?
  • Constatacao  09/09/2015 17:07
    Elimine-se os ministérios criados em nome do politicamente correto e que para nada servem a não ser usar os seus "beneficiários" como massa de manobra, e está aí o dinheiro pretendido para o ajuste do sr. Levy.
  • Didi  09/09/2015 17:26
    O "andar de cima" pelo que se vê é de laje forro e não suporta tremendo embrulho, de modo que quem estiver no "andar de baixo" de repente se será sob os escombros.
  • Rennan Alves  09/09/2015 18:23
    Off Topic.

    Alguma chance desse artigo do Andrew Syrios ser traduzido?
  • Lopes  09/09/2015 18:39
    Posso traduzi-lo e enviá-lo ao IMB ainda hoje.
  • Mr. Magoo  09/09/2015 19:01
    Serve?:
    www.miseshispano.org/2015/09/una-union-infeliz-el-matrimonio-y-el-estado/
  • Yuri  09/09/2015 18:51
    Não acho que é aumentando os impostos que iremos resolver os problemas, está claro que o buraco e muito mais embaixo, antes de aumentar a arrecadação e necessário enxugar um pouco as contas do país.
  • Thiago Teixeira  09/09/2015 19:52
    (Modo ingenuo on) Os socialistas, os governistas, querem o nosso bem (pffff...), querem organizar a economia, só que claramente não têm nenhum preparo para fazê-lo.
    Quem mais manja de economia (escola de Manchester e obviamente a Escola Austríaca) considera que é complexo demais, que a ordem espontânea não pode ser dirigida...

    (Modo franco) São mesmo é um bando de picaretas que querem nos vampiriziar até a última gota!!
  • Marconi  09/09/2015 21:00
    Quase 1 trilhão só referentes a dívida nacional.

    Juros e amortizações.

    Êêê rentistas..

    www.portaldatransparencia.gov.br/PortalComprasDiretasOEElementoDespesa.asp?Ano=2014&CodigoOS=25000&CodigoOrgao=25101&CodigoUG=170600
  • Leandro  09/09/2015 21:13
    Juros altos e rentistas não surgem do nada. São consequência direta dos gastos desmesurados do governo. Se o governo não gastasse mais do que arrecadasse, não haveria déficits constantes e a dívida não seria crescente. Consequentemente, os juros não seriam tão altos.

    Se o governo fosse minimamente capaz de gerar um cenário estável e não-avacalhado no país, os juros não seriam tão altos.

    Adicionalmente, o nível dos juros praticados por um país depende de uma combinação de uma variedade de riscos: inflação de preços vigente (atualmente em quase 10%), expectativas de inflação futura (ainda altas), situação fiscal do governo (lastimável), solvência do Tesouro (ainda existe), riscos políticos (enormes) e risco de súbita desvalorização cambial (o dólar subiu 120% nos últimos 5 anos; 70% nos últimos 12 meses; 10% em julho e 10% em agosto).

    Rentistas são consequência de um governo incompetente, de uma economia com histórico de seguidos desarranjos e de um arranjo monetário insensato (adotar câmbio flutuante em uma economia ainda em desenvolvimento e com um governo totalmente avacalhado é suicídio econômico; tal arranjo só funciona -- e ainda assim, apenas aparentemente -- quando o dólar está se enfraquecendo mundialmente).
  • Marconi  09/09/2015 21:35
    Mas tem uma teoria de que se não ficar entrando dinheiro na economia, a coisa degringola. Que o sistema é dependente do eterno "despejamento" de grana na economia.

    E, como o dinheiro nasce com a dívida, então a dívida só aumenta e nunca será paga.

    De onde vem essa história? Tem alguma lógica?
  • Leandro  09/09/2015 22:14
    Essa é a teoria defendida pelos pós-keynesianos e, em menor grau, pelos chicaguistas.

    Austríacos, sendo entusiastas do padrão-ouro e da livre concorrência de moedas, não defendem o atual arranjo, no qual o dinheiro só entra na economia via endividamento.

    P.S.: lembrando que o 1 trilhão do seu link acima se refere a juros, amortizações e, majoritariamente, refinanciamentos, os quais não representam gastos com juros, mas sim rolagem.
  • Joaquim Saad  10/09/2015 02:27
    1) taxas acumuladas nos últimos 12 meses: SELIC = 12,38%; IPC-A 15 = 9,76%;
    2) alíquota de IR sobre rendimentos nominais de aplicações financeiras após 2 anos: 15%;
    3) taxa Bovespa de custódia de títulos públicos: 0,3% a.a. (obs: não considera tarifas adicionais eventualmente cobradas pela maioria das corretoras);

    rentabilidade líquida (i.e. após tributos) real (i.e. após inflação) nos últimos 12 meses obtida por uma LFT (papel pós-fixado emitido pelo Tesouro) que já tivesse sido comprada um ano antes = {[1 + 0,1238*(1-0,15)] / (1 + 0,0976) / (1 + 0,003)} - 1 = 0,39%

    ZERO VÍRGULA TRINTA E NOVE POR CENTO ?!! Se a conta acima estiver certa, não passa de falácia (ao menos do pto de vista do investidor) os tais juros altos, pois qq valor abaixo disso resultaria em perdas reais aos aplicadores.

    Talvez apenas os que conseguem levantar algum empréstimo a juros BEM menores em outra moeda que pudesse ser simultaneamente hedgeada sem grandes custos e dificuldades é que têm sucesso em obter alguma margem p/ arbitragem minimamente rentável. Mas pelo visto nem p/ eles o quadro atual de SELIC e inflação brasileira estão mais compensando, haja visto a disparada do dólar...

    Com a palavra, Leandro Roque !
  • Leandro  10/09/2015 13:11
    Perfeito, Joaquim. Os juros nominais e reais são altos, mas por causa da carga tributária que incide sobre eles -- inclusive IOF sobre rendimentos diários e, em alguns casos, IR semestral (mesmo que você não saque o dinheiro) -- e das taxas de administração, o ganho real acaba sendo muito pouco superior ao ganho da poupança.

    Sem falar que, caso seja um estrangeiro aplicando, ele perderá dinheiro em decorrência da desvalorização cambial do período.

    Eis um exemplo: em janeiro, quando um dólar custava R$ 2,60, um investidor que tivesse trazido US$ 100 para Brasil converteria para R$ 260. Hoje, com o câmbio a 3,90, se esses R$ 260 fossem reconvertidos em dólares, o investidor estrangeiro teria apenas US$ 67. Consequentemente, seus investimentos no Brasil teriam de ter um retorno de 50% em nove meses apenas para ele ficar no zero a zero.

    Não é de estranhar, portanto, que a taxa SELIC atual não seja nada atrativa para estrangeiros trazerem seu dinheiro para cá, e que o real tenha continuado se desvalorizando após cada aumento da SELIC.
  • _Investidor_  09/09/2015 23:17
    E a tragédia não tem fim. Brasil acaba de perder o grau de investimento.

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/09/09/agencia-ve-mais-risco-de-calote-e-tira-nota-de-bom-pagador-do-brasil.htm#comentarios
  • Dam Herzog  10/09/2015 00:11
    Não Criarás a Prosperidade se desestimulares a poupança.
    Não fortaleceras os fracos por enfraqueceres os fortes.
    Não ajudaras o assalariado se arruinares aquele que o paga.
    Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes.
    Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos.
    Não poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado.
    Não evitarás as dificuldades se gastares mais do que ganhas.
    Não Fortalecerás a dignidade e o anonimo se Subtraíres ao homem a iniciativa da liberdade.
    Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si proprios.
    Abraham Lincoln. Estes governos esquerdista-estatistas-marxistas sempre disseram que todas as demandas da sociedade devem ser supridas. Então todos os programas que a esquerda apresenta é bem vindo, apesar da lei da escassez. Aí as despesas no orçamento supera as receitas sempre. O governo busca ajuda na divida pública que cada vez fica maior.Quem gasta sem limite não tem como pagar e perde o credito e acaba na bancarrota.O governo não quer cortar por razões politicas, mas o aumento de imposto não é solução para uma economia com inflação e recessão. A melhor para equilibrar o orçamento é fora Dilma, fora PT. Tenham dó da classe media
  • Esquerda Besta  10/09/2015 00:12
    O pior são os jornalecos como a Folha já tentando incutir na cabeça dos desavisados que no Brasil "se paga pouco imposto" só porque o IRPF não é tão alto como em outros lugares. Escrevi sobre essa canalhice hoje.
    www.esquerdabesta.com/geral/o-esforco-da-folha-de-sao-paulo-para-tentar-fazer-o-brasileiro-engolir-que-ele-paga-pouco-imposto-e-preparar-terreno-para-o-aumento-do-irpf/
  • anonimo  10/09/2015 00:46
    www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/07/120722_ricos_evasao_brasil_rp


    Será que vai sair mais rico do país?

    Ricos brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

    Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do país em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.
  • Antônimo  10/09/2015 01:19
    Essa lista vai aumentar. Pode anotar.
  • anônimo  10/09/2015 12:49
    Duro é ver um cara que tem esclarecimento, um empresário falar isto:
    www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150423_semler_entrevista_ru
  • Trombeta  10/09/2015 13:01
    Já notou que todo magnata que defende a tributação de grandes fortunas e de herança mora em outra país? É fácil defender a espoliação alheia quando se está com sua fortuna perfeitamente segura em outro país.

    E há também uma teoria por trás disso (não me recordo onde li, mas faz muito sentido): ao defender a espoliação de seus potenciais rivais, o mercado fica mais aberto para você vir com seu dinheiro lá de fora e ganhar fatias de mercado dos seus concorrentes que agora estão sem capacidade de investimento (pois o dinheiro que tinham de reserva foi confiscado pelo governo).
  • Vinícius F. de Oliveira  10/09/2015 02:32
    A conclusão que se tira deste artigo é a de que o bem estar econômico geral, um país com uma classe média mais robusta, e os andares de baixo menos rebaixados, depende de uma elite de sórdidos plutocratas que não aceitam perder uma só lamborghini para o fisco. A ganância exacerbada dos capitalistas distribui mais renda que o mais social-democrata dos sociais-democratas. Mas vá lá explicar isso para a Luciana Genro.
  • DeusOdeia  10/09/2015 07:42
    Impostos, impostos, mais governo de tudo isso que o Brasil precisa mesmo, mas e aí liberem meu comentário na entrevista do Hans e me respondam uma coisa :

    Já que um sociedade anarcocapitalistas/libertária ,não haveria governo nem democracia, me diga, como os políticos não políticos chegariam ao poder, ? Através força ?
  • Edujatahy  10/09/2015 13:04
    Não entendi sua pergunta.
    Se não tem governo logo não tem político no poder.
    Qual o valor econômico que o político gera? Se ele não gera valor econômico possivelmente nem existirá (ou passará fome).

    Qual o seu ponto?
  • anônimo  10/09/2015 13:51
    Seu raciocínio é confuso e a sua pergunta não faz o menor sentido.Aprenda a escrever e tente de novo.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  10/09/2015 12:38
    Brasil, acelerando rumo ao fundo do poço.

    Agora só falta demitirem o idiota do levy pra o desastre bolivariano se tornar irremediável.

  • M.S. Batista  10/09/2015 13:08
    Olha a perda do grau de investimento... presente de grego veio com o rebaixamento da nota.
  • Andre Fernandes  10/09/2015 13:37
    Leandro,

    Desculpe desviar do tema do artigo, mas estou com uma dúvida e não sabia o melhor artigo pra perguntar...

    Estou fazendo um curso (um MOOC da faculdade de Irvine-CA) sobre Macro, aproveitando o tempo perdido e tentando aprofundar o pouco conhecimento que tenho em Economia junto aos artigos que leio diariamente no IMB.

    Falando sobre a crise de 2007 nos EUA, o professor cita a politica Quantitative Easing feita pelo presidente do Fed, Ben Bernanke. Não ficou muito claro pra mim, mas pelo que entendi foi uma ação do governo para compra de títulos de longo prazo para subir os preços destes títulos e em contrapartida abaixar as taxas de juros de longo prazo. A intenção era ter taxas de juros de longo prazo baixas para estimular investimentos de maior prazo?
    Se for isso, ao criar dinheiro para a compra destes títulos o governo não incorre em uma política inflacionária? Se sim, não acaba sendo um tiro no pé? O que é mais determinante para o comportamento dos investimentos: juros baixos ou inflação alta?

    Além deste ponto, tal ação não geraria desvalorização cambial? Sei que este é um ponto bastante debatido em vários artigos que já li por aqui...principalmente no que tange ao risco de desindustrialização do país.

    OBS: Acho os MOOCs uma excelente ferramenta para difundir informação e conhecimento e uma ótima alternativa para quem quer aprender sobre vários temas. Existe algum interesse da equipe do IMB em ingressar nesse mundo? Criar cursos online para divulgar ainda mais as ideias da escola austríaca?

    Obrigado,
    Abraços
  • Leandro  10/09/2015 15:04
    "pelo que entendi foi uma ação do governo para compra de títulos de longo prazo para subir os preços destes títulos e em contrapartida abaixar as taxas de juros de longo prazo."

    Correto. Isso foi chamado de "Operation Twist".

    "A intenção era ter taxas de juros de longo prazo baixas para estimular investimentos de maior prazo?"

    Correto.

    "Se for isso, ao criar dinheiro para a compra destes títulos o governo não incorre em uma política inflacionária?"

    Não é o governo, mas sim o Fed (que, em tese, é independente). A política de fato é inflacionária, mas o dinheiro criado fica com os bancos.

    O Fed criou dinheiro e o repassou aos bancos, mas esse dinheiro nunca entrou na economia. Ele ficou parado nas "reservas em excesso" que os bancos voluntariamente mantêm depositados junto ao Fed.

    E por que os bancos agiram assim?

    Porque o Fed, em uma medida totalmente sem precedentes (uma medida que nunca foi abordada em nenhum manual de macroeconomia), passou a pagar juros sobre todo o dinheiro que os bancos voluntariamente mantêm depositados no Fed.

    Antes, o Fed pagava juros apenas sobre os depósitos compulsórios dos bancos. Agora, ele paga juros sobre todo e qualquer dinheiro que os bancos voluntariamente depositam no Fed.

    É por isso que a base monetária -- mais especificamente, o componente "reservas em excesso" -- explodiu, mas esse dinheiro não entrou na economia.

    Pode conferir neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1661

    Vale ressaltar que, no atual arranjo financeiro, o Fed (bem como o Banco Central brasileiro) não injeta dinheiro diretamente na economia; ele injeta dinheiro apenas nos bancos, e os bancos é que decidem se irão despejar este dinheiro na economia (por meio da criação de crédito. Se os bancos não quiserem despejar este dinheiro na economia americana, não haverá nenhum risco de inflação de preços.

    "Se sim, não acaba sendo um tiro no pé? O que é mais determinante para o comportamento dos investimentos: juros baixos ou inflação alta?"

    Ambos são importantes, mas o crucial é a confiança na economia e nas políticas adotadas pelo governo do momento; o nível de confiança dos empreendedores e dos consumidores no presente e no futuro da economia.

    Se o governo sinaliza claramente qual é e qual será a política econômica adotada, se o governo é previsível, se o governo adota regras claras, se o governo mantém a inflação de preços sob controle e no centro da meta, e se o governo é comprometido com um orçamento equilibrado, então ele consegue gerar o mínimo de confiança necessário para manter a economia nos trilhos.

    Se, por exemplo, os juros estiveram baixos porque o país está em forte recessão, não haverá grandes impulsos para investimentos.

    "Além deste ponto, tal ação não geraria desvalorização cambial?"

    E de fato gerou. Tanto é que em agosto de 2011 o dólar chegou ao seu menor valor em relação a todas as outras moedas, e o preço do ouro chegou ao maior valor nominal da história.

    Aí, tão logo acabou o QE, o dólar voltou a se fortalecer.

    Grande abraço!
  • anônimo  10/09/2015 14:05
    Idiotices como Ministério da Pesca, Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, Ministério do Desenvolvimento Agrário (já um existe um Ministério da Agricultura)

    Ministério do desenvolvimento agrário é apenas uma desculpa pra repassar dinheiro pro MST
  • M.S. Batista  10/09/2015 14:23
    Pergunto: Já que os ricos são "tão culpados da injustiça social", são detonados pela esquerda, são rotulados de gananciosos, que vivem do trabalho dos outros, se eles pegarem seu patrimonio e forem para outro país, quem sustentará o povo que vive de pires na mão?

    Outra: Vejo várias pessoas criticando as grandes e médias empresas, como "exploradoras do mão-de-obra". Caso essas fechem as portas, quem irá abrigar esses (outrora revoltados) agora desamparados?

    Mais uma: as montadoras automotivas no Brasil (principalmente as 4 mais conhecidas GM, VW, Ford e Fiat) vivem sob pressão de leis e sindicatos na porta da empresa, tentando barganhar em troca de favores. Se cortam o suco do almoço: greve. Se não aumentam salários: greve. Se não cedem com regalias aos "revolucionários defensores dos direitos": greve. Pergunto: Quem pagará a conta de andar de 1.0 com "opcionais geniais" como tapetes, calotas de roda, pintura no pára-choques, vidro elétrico, porta-copos e bagulhos, se essas empresas "baixarem as portas" e procurarem algum país sério para trabalhar? Por que essas montadoras ainda nao foram embora? Simplesmente porque "montam" nas costas de quem paga 40 mil num 1.0 cor sólida e ainda acha que está "pagando de carro novo".
  • Dede  10/09/2015 14:54
    Uma fábula de improdutividade

    opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,uma-fabula-de--improdutividade,1759423

    Tags: espaço aberto, Marcos Mendes, produtividade, o estado de s. paulo

    Marcos Mendes
    10 Setembro 2015 | 03h 00

    João é inteligente e nasceu numa família de classe alta. Estudou em boas escolas e entrou para uma universidade pública, gratuita, no curso de Engenharia. Formado, viu que os melhores salários iniciais de engenheiros estavam em R$ 5 mil. Fez concurso para um cargo de nível médio num tribunal: salário de R$ 9 mil mais gratificações, aposentadoria integral, estabilidade, expediente de seis horas. O contribuinte custeou a formação de um engenheiro e recebeu um arquivador de processos sobrerremunerado. Amanhã João estará em frente ao Congresso, com seus colegas, todos em greve por aumento salarial. Não terá o dia de trabalho descontado nem se sente remotamente ameaçado de demissão.

    Pedro não tem muito talento intelectual. Mas sua família pôde pagar uma boa escola, o que lhe garantiu uma vaga num curso não muito concorrido em universidade pública. Carente de habilidades acadêmicas, Pedro não se adaptou e mudou de curso duas vezes, deixando para trás centenas de horas-aula desperdiçadas e duas vagas que poderiam ter sido ocupadas por outros estudantes que jamais terão acesso àquela universidade. Foi fácil desistir dos cursos, pois Pedro nada pagou por eles.

    Após oito anos na universidade, Pedro finalmente se formou em Biologia. Sonha em ter um emprego igual ao de João. Entrou num cursinho preparatório para concursos públicos. Lá conheceu centenas de jovens formados em universidades públicas que, em vez de irem para o mercado de trabalho aplicar os seus conhecimentos, estão em sala de aula decorando apostilas para conseguirem um emprego público.

    Jorge, o dono do cursinho, é um brilhante advogado que poderia contribuir para a sociedade redigindo contratos empresariais. Mas descobriu que ganha mais dinheiro preparando candidatos ao serviço público.

    Um dos professores do cursinho de Jorge é Manuel, que também abandonou sua formação universitária e mudou de ramo. Ao perceber que jamais exercerá a profissão original, ele pediu desfiliação do respectivo conselho profissional.

    Mas não consegue, porque Márcia, funcionária daquele conselho, tem como missão criar todo tipo de dificuldade às desfiliações e manter em dia a arrecadação compulsória. Manuel desistiu e vai pagar a contribuição pelo resto de sua vida profissional, ainda que não se beneficie em nada e pouca satisfação seja dada pelo conselho profissional acerca do uso desse dinheiro.

    As limitações acadêmicas de Pedro o impedem de ser aprovado em concurso público. Ele vai ser um medíocre professor numa escola de ensino fundamental de segunda linha (pública ou privada), oferecendo ensino de baixa qualidade às novas gerações das famílias que não podem pagar por uma escola melhor. Pedro só conseguiu essa vaga porque há uma reserva de mercado: por lei, as escolas de ensino fundamental só podem contratar professores com diploma de nível superior. Fosse permitido contratar universitários, diversos graduandos em Biologia mais talentosos e motivados que o diplomado Pedro estariam em sala de aula, oferecendo boas aulas às crianças.

    Antônio é tão brilhante quanto João. Daria um excelente engenheiro, mas nasceu em família pobre e estudou em escola pública. Teve professores limitados, no padrão de Pedro, e a desorganização administrativa da escola piorava as coisas: muitas vezes não havia professores em sala. Falta com atestado médico não dá demissão.

    Antônio até conseguiu passar no vestibular de Engenharia em universidade pública, pelo sistema de cotas, mas sua formação deficiente em Matemática foi uma barreira intransponível. Abandou o curso, deixando mais horas-aula perdidas e mais uma vaga ociosa na conta dos contribuintes.

    Antônio, porém, é empreendedor. Não se abalou com o insucesso universitário, aprendeu a consertar eletrônicos por meio de vídeos no YouTube. Montou um pequeno negócio de manutenção de smartphones e computadores. Seu talento poderia torná-lo um grande empresário. Mas para crescer ele precisa transferir sua empresa do regime de tributação Simples para a tributação normal, pagando impostos muito mais altos, porque o governo precisa de muito dinheiro para pagar altos salários, para custear a universidade gratuita que desperdiça vagas e para sustentar escolas públicas que não dão aula, entre outras despesas. Mesmo assim, o governo permanece em déficit e toma empréstimo para se financiar, aumentando a taxa de juros. Com impostos altos e crédito caro, Antônio prefere manter seu negócio pequeno. A grande empresa e seus empregos morreram antes de nascer.

    Chico é um líder talentoso. Dirige uma central sindical que congrega os sindicatos dos companheiros do Judiciário e dos professores, entre outras categorias. Chico está em frente ao Congresso Nacional apoiando a greve de Pedro por melhores salários. Faz um discurso contra os neoliberais, que só pensam em cortar gastos públicos e arrochar os trabalhadores. Chico não tem muito do que reclamar (embora, como líder sindical, a sua especialidade seja, justamente, reclamar): além da remuneração paga pelo sindicato (e custeada pelo imposto sindical, cobrado obrigatoriamente dos contribuintes), ele está aposentado pelo INSS desde os 52 anos de idade. Até o fim da sua vida receberá muito mais do que contribuiu para a Previdência.

    Nenhum dos personagens acima citados tem comportamento ilegal. Eles jogam o jogo de acordo com as regras que estão postas. O erro está nas regras. Mudá-las requer superar as dificuldades das decisões coletivas. Não mudá-las implica continuar com talentos profissionais e dinheiro público mal alocados, empregos improdutivos, potenciais inexplorados, gasto público excessivo, oportunidades perdidas, incentivos errados. Uma fábula de improdutividade.

    *Marcos Mendes tem graduação, mestrado e doutorado em economia, custeados pelos contribuintes, em universidades públicas. Não se anuncia como 'economista', pois não é filiado ao conselho regional de economia e não quer ser processado por isso. É servidor público bem remunerado
  • M.S. Batista  10/09/2015 16:15
    Boa historinha.

    Mas o que o Marcos Mendes ainda faz no serviço público?

    Ora, se a regra do jogo é essa, então as pessoas acabam jogando o jogo. Mas, e se um dia mudar, como ficarão?

    Dado que o serviço público não possui a eficiencia e produtividade da iniciativa privada, como os funcionários públicos entrariam no mercado de trabalho concorrencial de igual pra igual? So que... dado que o mercado atual conta com poucos profissionais "destacados, acima da média", se virar sem o serviço público, não seria difícil para quem trabalhar de verdade.

    Nos anos 80 e 90, o dono de locadora acostumado com filmes VHS e o vendedor de LPs e fita cassete talvez não teriam imaginado que um dia sairiam de cena devido aos avanços tecnológicos. Os que se adaptaram, sobreviveram. Outros, ficaram à margem do processo.

    Por isso, a necessidade de quem hoje é funcionario público já ir se preocupando com isso. Se imaginar em um cenário sem estabilidade pode ser o primeiro passo a se acostumar (e atender às necessidades) com patrões/investidores/empreendedores, não com chefes burocratas.

    Basta refletirem: qual o seu valor, enquanto mão-de-obra profissional, no mercado de trabalho? Considerando o que ele ganha hoje no serviço público, qual deveria ser a sua produtividade na iniciativa privada para ganhar o mesmo?
  • Dede  10/09/2015 18:42
    Rapaz, eu duvido que essa realidade mude no Brasil.

    São milhões de servidores públicos e mais milhões estudando para entrar no serviço público. Não é a toa que há tanta faculdade de direito no Brasil.
    Um vizinho meu (ex vizinho agora) ficou rico com curso pré concurso. Tem dois cursos pré concurso, um para elite e um para bairros populares e ainda tem filiais em cidades do interior. Fora a venda de apostilas.

  • M.S. Batista  11/09/2015 16:54
    Mas devem estar preparados para tal. Isso não vai continuar a vida inteira. Vide os que trabalhavam na Telebras (e sistemas regionais de telecomunicação), Vale, Usiminas, CSN... esse povo teve que se virar.
  • bruno  22/11/2015 02:12
    qual o seu valor, enquanto mão-de-obra profissional, no mercado de trabalho?

    Já refleti muito sobre essa questão. A minha resposta sincera: nunca se saberá até que a situação de fato ocorra!

    Um funça pode muito bem se dar bem no mercado, até mesmo desempenhando suas antigas funções estatais (digamos um camarada que trabalhe cobrando tributos, por exemplo. Este camarada tem know-how para ajudar empresas com isenções tributárias). Outro, não (digamos um carimbador).

    Tem também o caso de o funça ter sucesso fora de sua atividade, em uma área de conhcimento completamente distinta de sua atual, digamos, ocupação.

    Mas claro, sinto que os relatos de sucesso de incorporação de funças ao mercado de trabalho privado seriam mínimos.
  • Anonimo  22/11/2015 15:10
    qual o seu valor, enquanto mão-de-obra profissional, no mercado de trabalho?

    3
  • Dissidente Brasileiro  10/09/2015 19:56
    Não há nada como o bebum de Garanhuns, "guerreiro do povo brasileiro" exibindo seu notório saber:

    www1.folha.uol.com.br/poder/2015/09/1679953-rebaixamento-do-brasil-nao-significa-nada-diz-lula.shtml

    Observem as pérolas que jorram da boca deste ser, que com seu português de botequim impecável encanta e deslumbra as massas ignaras, chegando ao ponto de levá-las ao delírio. Quanta sabedoria há em suas palavras, não é à toa que até Obama reconheceu isto e o chamou de "o cara" - só esquecendo de dizer que era de pau.
  • Fabiano L.  11/09/2015 11:16
    Gostaria de deixar meu obrigado ao instituto Mises por seus artigos, aos leitores que elevam sempre o nível de debate e em especial ao Leandro Roque, pois apos assistir suas palestras "YouTube" tive o prazer de conhecer melhor o liberalismo.
    Em relação ao artigo.
    1° As medidadas tomadas pelo governo de aumento de impostos sobre as classes mais ricas, com poder de barganha para repassar destes impostos ao resto da população, não é algo totalmente sabido do governo mas que usa deste método para enganar e aumentar sua base eleitoral?
    2° Não seria muita ingenuidade pensar que propostas de partidos de esquerda sejam interpretadas como elas são mostradas, pois acredito que o governo se aproveitaria de qualquer resultado proveniente desta atitude.
  • Sergio R M da Silva  11/09/2015 18:42
    No Brasil, nenhum partido político defende redução de gastos públicos e de impostos, e a eliminação de regulamentações. Todos, os da situação e o que se dizem da oposição, são adeptos de ideologias estatizantes. PT, PC do B, PSDB, todos. E todos, na esfera municipal, na estadual, na federal, têm de sustentar burocracias dispendiosas, que oneram os cofres públicos, além de servirem de cabides de emprego para familiares, e amigos, e companheiros de jornada.
    A discussão política, no Brasil, é mendaz; os políticos prometem mundos e fundos, e, demagogos – contam-se nos dedos os que não o são -, exploram sentimentos reprováveis do povo, em especial dos desassistidos, mas não apenas deles; alimentam o ódio de classes, a inveja, que grassa, insuflada por discursos populistas. Está gravada na memória – na memória, claro, das pessoas que estudam – o governo de José Sarney. Li, não me recordo onde, que, naquela época, para implementar a política de congelamento de preços, o governo contou com o apoio de 90% da população brasileira. Quais artifícios os governantes, e com o apoio de artistas, intelectuais, acadêmicos, empregaram, e durante quanto tempo, para engabelar tanta gente, que acabou por dar tiros nos próprios pés? O resultado da política de congelamento de preços é sobejamente conhecido: escassez de produtos nas prateleiras dos supermercados, e crise econômica jamais vista na história brasileira até então. E agora, os políticos, com mais cautela, mais, prudência?, não, discrição, mas com a mesma sanha, tão sedentos quanto antes, lançam-se sobre os recursos públicos, e pretendem devorar os brasileiros, sugarem-los até exaurirem-lhes as forças.
    Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso houve aumento da carga tributário. E os adversários deles declaravam que ele era um neoliberal. Neoliberal... Ele ampliou o alcance das garras do Estado. Privatizou uma estatal, e outra, por necessidade, e não por convicção ideológica – o livro de cabeceira dele é O Capital -, e criou agências reguladoras, que controlam o mercado, e conservam reservas de mercado para os eleitos do governo.
    E os programas sociais, todos eles, são obras de demagogos – distribuição de bolsas, de casas populares, refeições grátis, passagens de ônibus grátis -, e não de políticos compromissados com a liberdade do povo; são de populistas que, alegando proteger o povo e defender os seus direitos, distribuem renda, tirando – como o Robin Hood – dos ricos para dar os pobres, e nos discursos se enaltecem, atribuindo aos ricos maldade intrínseca, exclusiva deles, da classes deles. Mas, evocando o Robin Hood (considerando-se o do desenho da Disney, que é popular), sonegam uma informação: O Robin Hood tirava os sacos repletos de moedas de ouro de um rei inescrupuloso - e não de empresários, artistas, e profissionais liberais -, que explorava o povo, extorquindo-os – e a cobrança de impostos é extorsão -, arremessando-o na mais abjeta miséria. Era o governo, o Estado, o alvo de Robin Hood; e não, repito, empresários, empreendedores, a classe média.
    Agora, vem o Joaquim Levy propor, com o seu programa de ajuste fiscal, aumento de impostos, criação de novas alíquotas. Não há pessoa, neste mundo, que não sabe que aumento da acrga tributária produz sonegação, fuga de capitais, redução nos investimentos, e, no caso de cobrança de mais impostos sobre as classes sociais mais ricas, o repasse dos custos aos mais pobres. Os empresários sempre repassam os custos para os produtos, e quem paga mais caro é o consumidor, e os mais pobres despenderão maior parcela do seu salário obtido com sacrifício com os mesmos bens, e terão de fazer economia sem que tenham recursos que possam economizar.
    Quando o Brasil se livrará de um governo sugador de recursos públicos? Onde estão os herdeiros do espírito de Joaquim José da Silva Xavier? Somos, nós, brasileiros, tão débeis, tão acomodados, que nos deixamos exploram tão facilmente?
    Para encerrar: a imprensa mundial demoniza os paraísos fiscais, apresenta-os como países coniventes com os mais horrendos criminosos: traficantes de drogas, assassinos, traficantes de armas, traficantes de órgãos, de crianças, de mulheres. Que muitos criminosos se escondem nestes países, ninguém o ignora, mas muitos ricaços milionários, bilionários que depositam sua fortuna nestes paraísos estão, mesmo, é a fugir da ferocidade dos governantes, que estão sempre a falar de justiça social, e a alimentar a luta de classes, e a extorquir as pessoas mais competentes, para alimentar o leviatã, que está a devastar o mundo.
  • Edujatahy  11/09/2015 18:52
    Ótimo texto Sergio. Não tenho o que acrescentar.
  • Jball  12/09/2015 17:17
    Opa Leandro, o que você acha a respeito da equivalência ricardiana?
    É observável empiricamente no Brasil?
  • Leandro  13/09/2015 12:17
    Confesso que já tentei, mas não consigo concordar com essa teoria. Dizer que não importa se o governo irá se financiar por meio de aumento de impostos ou de endividamento, pois o resultado econômico será o mesmo, é algo que não é observado na prática.

    Ao passo que um aumento de impostos tem efeito recessivo imediato, déficits financiados via endividamento (o que gera inflação monetária) podem, no curto prazo, dar uma turbinada da demanda da economia. Essa inflação monetária provoca um aumento na renda nominal das pessoas, o que pode estimular a demanda. Essa é a tal "ilusão de riqueza" propiciada pelos déficits governamentais.

  • Antonio Sergio Machado  29/11/2015 16:37
    Que tal, se os políticos dessa terra ganhassem 25% do ganham(pelos seus "preciosos"serviços), o restante poderia ser usados para a "justiça social", a qual tanto os preocupa.

  • Emerson Luís  28/01/2016 18:02

    Resumindo:

    Os custos dos impostos se propagam pela sociedade (via aumentos de preços, diminuição de empregos e salários) e assim atingem a todos, inclusive aos mais pobres;

    Maiores impostos reduzem o montante disponível para investimentos, diminuindo o vigor econômico e aumentando a pobreza;

    Quanto mais os impostos se elevam, mais as pessoas procuram meios de evitá-los. E quanto mais ricas são as pessoas, mais capazes de evadir-se de impostos elas são, mesmo que isso signifique simplesmente mudar-se para outro país levando seu conhecimento;

    Ainda que aumentar impostos aumente os recursos do governo, isso apenas fará com que os gastos governamentais aumentem ainda mais. Em um corolário da Lei de Parkinson, os gastos sempre se expandem de modo a consumir todo o orçamento disponível para ele.

    Tentar fazer os "ricos" pagarem uma "parcela justa" de modo a obter "justiça social" é fútil, arbitrário, iníquo e prejudica a todos, especialmente aos mais pobres. Em vez de aumentar impostos, o governo deveria cortar seus gastos e diminuir os impostos.

    * * *



  • economista  28/02/2016 17:01
    Desde 1995, não há impostos sobre lucros e dividendos, enquanto nos Estados Unidos paga-se 21,2% e, na França, 38,5%.
  • de araque  28/02/2016 18:17
    A não?!

    A CSLL é o quê?

    E o adicional de IR de 10% sobre o lucro real, presumido ou arbitrado, superior a R$ 20.000 ao mês?

    E a alíquota de 22,5% sobre ganhos de capital (que o governo quer elevar para 30%) é o quê?

    O próprio imposto de renda (que incide sobre toda a receita) é o quê?

    Cite aí quais outros países têm todos esses impostos.

    O governo brasileiro já tributa tudo quanto é lucro e ainda vem um vagabundo como você -- que certamente mama na burocracia estatal -- e ainda vem pedir que o setor produtivo dê ainda mais dinheiro para políticos?

    Ah, vá à pqp!
  • anônimo  28/02/2016 19:16
    Essa pérola foi extraida do "Programa Nacional de Emergência" do PT, dentre as propostas apresentadas está o impostos progressivo:

    www.pt.org.br/pt-apresenta-22-propostas-para-retomada-das-mudancas-economicas/o-futuro-esta-na-retomada-das-mudancas/
  • Reinaldo  16/10/2016 22:40
    Exatamente tudo o que está escrito no artigo, sem tirar nem pôr. E você, de qual parte da análise econômica você discorda?
  • Critico  04/08/2016 13:52
    Alguém poderia me explicar como é possível, em plena recessão,as receitas do governo federal só terem feito aumentar desde 2014? Parece ir ao contrário do gráfico disponibilizado pelo BC:

    www.portaldatransparencia.gov.br/receitas/consulta.asp?idHierarquiaOrganizacao=1&idHierarquiaDetalhe=0&idDirecao=1&idHierarquiaOrganizacao0=1&idHierarquiaDetalhe0=0&Exercicio=2015


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