Em defesa da terceirização

Nota do IMB

O texto-base do projeto de lei que amplia a terceirização no Brasil, embora longe de ser o ideal, representa um avanço em termos de liberdade empreendedorial, trazendo uma extremamente necessária flexibilização da nossa atualmente rígida legislação trabalhista.  No mínimo, ele poderá retirar milhões de trabalhadores que hoje têm de recorrer à informalidade, oferecendo-lhes salários maiores.

Atualmente, as empresas só podem terceirizar serviços considerados como atividades-meio — limpeza e segurança de edifícios, por exemplo.  Já pela proposta aprovada ontem na Câmara (o projeto ainda tem de ser votado pelo Senado), a terceirização de atividades-fim também se torna permitida.  Isso faria com que, por exemplo, um hospital possa contratar médicos de outra empresa privada, sem formar vínculo empregatício. 

Embora não haja vínculo empregatício — o que representa uma considerável flexibilização da legislação trabalhista, deixando o Brasil um pouquinho mais perto dos países de primeiro mundo (como a Dinamarca, que, para espanto dos progressistas, tem a quinta legislação trabalhista mais liberal do mundo) —, a empresa que recorrer à terceirização continua sujeita às obrigações trabalhistas, tributárias e previdenciárias da contratação.  E é sua obrigação fiscalizar o pagamento dessas obrigações. Se não o fizer, poderá ser responsabilizada conjuntamente com a companhia contratada.

Adicionalmente, se a empresa contratada não fizer os pagamentos acordados com os trabalhadores, a empresa contratante terá de segurar parte do pagamento mensal para assegurar o cumprimento desses direitos.

Por fim, o projeto de lei estabelece ainda que a empresa contratante não pode proibir nem impor condições para a contratação de empregados pela contratada. Se isso ocorrer, haverá multas para as duas.

Ou seja, o projeto está longe de ser perfeito, mas é um (pequeno) passo na direção correta.  Um ponto curioso, aliás, é que o projeto prevê que o setor estatal possa contratar terceirizados sem ter de recorrer a concursos públicos.  Isso está deixando os concurseiros profissionais em polvorosa...

Por último, um adendo para evitar confusão e perguntas desnecessárias: o jornalista Reinaldo Azevedo fez muito barulho ontem dizendo que o ministro da Fazenda Joaquim Levy resolveu fazer graça e inseriu várias "emendas confiscatórias" no projeto, as quais serão apreciadas na semana que vem.  Em uma dessas emendas, o governo quer tributar em 15%, por meio do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), as empresas que trabalham sob o regime de lucro presumido.  Embora seja lamentável, vale ressaltar que, ao contrário do que deu a entender o jornalista, todas as medidas citadas já existem hoje para empresas prestadoras de serviço conforme a Lei 10833/2003 e a RIR/1999.  Ou seja, o PL 4330 não está criando nenhuma novidade nesse quesito.  Está apenas mantendo algo ruim, que já existia há muito tempo.  Deve ser criticado, é claro, mas não é correto dizer que a estrovenga confiscatória está sendo criada agora.

No texto a seguir, Bernardo Santoro aprofunda como as terceirizações, que implicam mais liberdade para a legislação trabalhista, significam necessariamente mais liberdade econômica.

_____________________________________________

É particularmente assustador pensar que até hoje a terceirização é um assunto obscuro na nossa ultrapassada legislação trabalhista.

O projeto de lei 4330/2004 prevê a contratação de serviços terceirizados de empresas para qualquer atividade e não estabelece limites ao tipo de serviço que pode ser alvo de terceirização. Além disso, prevê a forma de contratação tanto para empresas privadas como públicas.

Houve quem entendesse que a terceirização irá quebrar o vínculo entre empregadores e empregados, e isso se transformou na grande reclamação das entidades sindicais.  Mas não procede.  A terceirização só é economicamente viável para o que se chama "atividade-meio" de uma empresa, e não sua "atividade-fim".

Exemplifico.

A atividade-fim da escola é o ensino. Portanto, seu material humano básico é o professor. Terceirizar os professores a princípio é economicamente inviável, pois se existisse uma empresa prestadora de serviço de professores, seria mais interessante para essa empresa que ela própria prestasse o serviço, já que ela é a possuidora do principal conhecimento.

Já atividades-meio da escola, como limpeza e segurança, que não são o cerne da atividade empresarial, mas que servem de apoio para o objeto principal, possuem viabilidade de terceirização.

A economia ensina que a especialização de mão-de-obra e o livre comércio entre agentes especializados aumentam a riqueza geral dos envolvidos e a produção social, pois cada agente especializado em um serviço produz muito mais do que produziria caso ele tivesse de fazer várias coisas diferentes ao mesmo tempo.

Portanto, se a escola fosse se especializar não somente em ensinar, mas também em serviços de limpeza, manutenção e segurança, seus custos seriam muito maiores.  É aí que entra a terceirização de atividades-meio.

E essa terceirização acaba por beneficiar a todos, inclusive aos terceirizados, pois esses empregados também irão consumir produtos e serviços de empresas que terceirizaram suas atividades-meio e, consequentemente, baratearam seus produtos. (Nota do IMB: ou, na realidade brasileira, aumentaram seus preços com menos intensidade).

Outro argumento das entidades sindicais contra o projeto é a teoria de que a terceirização prejudicará a todos os brasileiros, pois irá acabar com direitos trabalhistas em benefício de empresários que terão custos baixos.

Em primeiro lugar, não é verdade que a terceirização irá realmente acabar com direitos trabalhistas. Isso é uma mentira. Os direitos trabalhistas serão todos mantidos, mas os empregados estarão vinculados à empresa prestadora de serviço (a terceirizada). O que ocorre hoje é que há uma disfunção no direito trabalhista que diz que empregados terceirizados podem cobrar seus créditos trabalhistas da empresa contratante do serviço.

Desnecessário dizer que a prática atual rompe com toda e qualquer lógica comercial. Como é que alguém pode ser obrigado a pagar por um débito trabalhista de um empregado que não é seu? E não é mesmo, pois, no caso do exemplo acima, se a escola vier a falir, o empregado continua vinculado ao prestador de serviço de limpeza, e será prontamente deslocado para outra empresa que vier a contratar o serviço junto ao seu patrão.

É uma lição básica e clássica do Direito o fato de que uma pessoa só pode ser obrigada a pagar por uma obrigação sua. Hoje em dia, infelizmente, esse novo Direito distorce isso, criando uma série de situações em que alguém é obrigado a pagar pelo prejuízo causado por outras pessoas.

E a realidade, aliás, é que o projeto de lei também é levemente intervencionista nesse caso, pois seu artigo 10 diz que, durante a prestação do serviço, a empresa contratante fica responsável, subsidiariamente, pelos créditos trabalhistas do empregado. Se o contratado, por exemplo, for um profissional da atividade-fim com empresa própria, ele pode requerer a equiparação com relação de trabalho na justiça. Ou seja, o projeto de regulamentação da terceirização é até tímido.

O mais curioso é que o estado, que se diz tão "socialmente justo e consciente", se auto-isenta dessa lei. De acordo com a lei de licitações (art. 71), o estado não responde por dívidas trabalhistas de empresas terceirizadas que lhe prestam serviços. Para o estado, a isenção; para o empresário, o rigor da lei. Por quê?

E deixemos bem claro a principal falha de argumentação das entidades contrárias à terceirização. De acordo com um folheto da CUT, a terceirização foi feita para "baratear a produção". Ora, se a produção de produtos e serviços está sendo barateada, então isso é bom para a sociedade e principalmente para os pobres.  Serão mais produtos e serviços acessíveis para quem tem menos poder aquisitivo.

Por fim, nem merecia ser citado esse argumento, por tão absurdo que é, mas lá vai: a esquerda defende que a terceirização pode esconder uma relação de escravidão.

Mas o que garante que em serviços não-terceirizados não haja escravidão também? Isso simplesmente não é parâmetro válido de discussão, pois escravidão é ilegal em qualquer situação de trabalho, direta ou terceirizada.  Está inclusive na constituição, a qual está acima de qualquer lei brasileira.

Em suma, esse projeto, embora não seja o ideal, é bom para o Brasil e para os brasileiros. De fato, é a melhor reforma de liberalização da legislação trabalhista já feita neste país. Se o Congresso aprovar esse projeto de lei, estará fazendo história e sedimentando uma real mudança de mentalidade do poder legislativo nacional.


[Nota do IMB: A questão é simples: quanto maior a liberdade de contrato, melhor para o competente que quer fornecer sua mão-de-obra e pior para o encostado que quer a segurança dos vínculos empregaticios. Só isso.

Se tal liberdade de contrato será ruim para alguns? Certamente. Sempre há quem perde (os mais incompetentes) quando alguma forma de protecionismo é abolida. E sempre há quem ganha (normalmente, os mais competentes).

O empregado competente não será substituído por um terceirizado incompetente e inexperiente. Quem acredita que isso irá acontecer está, na prática, dizendo que empreendedores são ingênuos e gostam de tomar prejuízos (nada é mais prejudicial do que um funcionário ruim).

Funcionário que gera valor não é dispensado — por mais caro que ele seja — em troca de funcionário ruim e inexperiente. O real temor gerado por essa lei é que haverá bons profissionais querendo ofertar seus serviços sem vínculos empregatícios, e isso representará um risco para os ruins que usufruem esses vínculos.]


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SOBRE O AUTOR

Bernardo Santoro
é Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.




"uma proposta legislativa que congele os gastos públicos por 20 anos."

Esse aí é de uma ignorância ímpar.

Querido Henrique, os gastos não serão congelados. Os gastos crescerão à mesma taxa da inflação do ano anterior. A menos que a inflação passe a ser zero, não haverá nenhum congelamento de gastos.

Outra coisa: os gastos com educação, saúde e assistência social poderão continuar aumentando aceleradamente, sem nenhum teto, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos.

Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres. Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos (descobriremos a verdadeira consciência social dos políticos de esquerda).

Se quiserem mais dinheiro para educação, saúde e assistência social, então terão de pressionar o governo a reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pressionar o governo a fechar emissoras estatais de televisão. Terão de pedir para o governo parar de injetar dinheiro em blogs progressistas.

Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública. Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

Terão de exigir a redução do número de políticos. Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. E que pare de conceder subsídios a grandes empresários e pecuaristas.

Se os progressistas não se engajarem nestas atividades, então é porque seu amor aos pobres era de mentirinha, e eles sempre estiveram, desde o início, preocupados apenas em manter seus próprios benefícios.

Com a PEC, o dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

Vamos ver quão sérios são os progressistas em seu amor aos desvalidos. Veremos o real valor de sua consciência social.

Pela primeira vez, incrivelmente, os burocratas do governo perceberam que o dinheiro extraído pelo governo da sociedade não é infinito.

A tímida PEC 241 possui falhas, mas é um passo no rumo certo - e suas virtudes apavoram a esquerda

"Gostaria de abordar aqui, como causa da crise e do desajuste das contas do governo, o vertiginoso aumentos dos juros ocorrido nos últimos anos"

Ignorância econômica atroz.

Ao contrário do que muitos acreditam, o governo gasta menos com juros quando estes estão subindo.

Sim, é isso mesmo: quando os juros estão subindo, há menos despesas com juros.

E a explicação é simples: quando os juros estão subindo, os preços dos títulos públicos estão caindo. Com os preços caindo, há menos resgates de títulos. Consequentemente, há menos gastos do Tesouro com a dívida.

Não precisa confiar em mim, não. Pode ir direto à fonte. Esta planilha do Tesouro mostra os gastos com amortização da dívida. Eles caem em anos de juros em ascensão e diminuem em anos de juros em queda.

Eis os gastos do Tesouro com amortização da dívida a partir de 2011:

2011 (ano em que os juros foram de 10,75% para 12,50%): R$ 97.6 bilhões

2012 (ano em que os juros caíram para 7,25%, o menor valor da história): R$ 319.9 bilhões (sim, o valor é esse mesmo)

2013 (ano em que subiram de 7,25% para 10%): R$ 117.7 bilhões

2014 (ano em que subiram para 11,75%): R$ 190.7 bilhões

2015 (ano em que os juros subiram para 14,25%): R$ 181.9 bilhões

Conclusão: o ano em que o governo mais gastou -- e muito! -- com a amortização da dívida foi 2012, justamente o ano em que a SELIC chegou ao menor nível da história.

Vá se educar em vez de ficar falando besteiras em público.

Quanto ao nível dos juros em si, durante todo o primeiro mandato do governo Lula eles foram muito maiores do que os atuais. E, ainda assim, houve crescimento e investimentos.

Quando o cenário é estável, confiável e propício, juros não impedem investimentos. Quando o cenário é instável e turbulento, juros não estimulam investimentos.

No mais, a subida dos juros foi uma mera conseqüência inevitável das políticas econômicas heterodoxas de dona Dilma.

"Nada disso precisava ocorrer caso o governo continuasse com sua política de contenção de preços, como o da gasolina e da energia elétrica"

Putz, e eu perdendo meu tempo escrevendo isso tudo achando que o sujeito era sério...

Por fim, quer saber por que os juros são altos no Brasil? Você só precisa ler esses dados aqui.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Neiges  09/04/2015 07:23
    Rapaz, eu por mais liberal que sou tenho um pé atrás com a terceirização. Não sei se é porque os exemplos que vejo são daqui de Brasília, do governo é que tenho tantas más impressões.
    São empresas de políticos, ou melhor, de laranjas. Empresas que devem direitos trabalhistas, que atrasam salários, que servem de faixada para desvios e nepotismos, que somem do mapa sem deixar rastro deixando apenas uma dívida que é normalmente paga com dinheiro público e que reaparecem com nome e CNPJ novos, prontos para entrar em licitação.

    Meu lado esquerdo pula nessas horas e pede por regulamentação do setor. Mas meu lado direito pede calma para analisar melhor os fatos, um liberal não pode pedir por regulamentação.

    Não enxergo outra forma de fazer parar essa máfia da terceirização em Brasília, máfia acobertada e "vista-grossada" pelo poder público.

    Conheço uma empresa pública nacional que terceirizava a área fim. Era um serviço ridículo, pois a empresa tinha dispensa de licitação e contratava uma empresa para cumprir o contrato. Oras, porque a empresa terceirizada não concorreu na licitação logo de uma vez e a empresa pública não foi fechada ou pelo menos limitada a sua atividade original? Incoerências estatais.

    Isso é o menos importante, veja isso: Em 2010 a tal empresa foi chamada na chincha. Alguém achou incoerente a empresa intervir no processo licitatório extinguindo-o para então terceirizar o serviço: a quarteirização, existe isso?
    O atual governo realizou concurso neste ano de 2010 e substituiu os terceirizados. Na época, não houve argumentação no mesmo sentido que a bancada do PT faz à PL4330. Apenas esta incoerência foi apontada, o fato de isso cheirar a mutreta também.

    Estranho, isso... porque diabos o PT é contra a terceirização de área fim se praticou isso durante 8 anos ali, pertinho deles, a menos de 2km do Palácio do Planalto?
  • Marcos  09/04/2015 09:39
    Você citou exemplos de fraudes (e cometidas pelo governo), e não supostos defeitos da terceirização.

    Não faz nenhum sentido defender intervenção estatal nas relações de trabalho (e proibir a liberdade de contrato)apenas para tentar remediar os efeitos de outra prática estatal. Aliás, vale ressaltar que todas essas fraudes estatais que você citou ocorreram em um ambiente de proibição da terceirização.

    Não faz sentido, em suma, dizer que o estado deve proibir a liberdade nas relações de trabalho com o intuito de impedir fraudes que ele próprio causa -- ou que, na melhor das hipóteses, não pune (sendo que essa seria, em teoria, uma de suas únicas funções).
  • Francisco Oliveira  09/04/2015 15:20
    ....São empresas de políticos, ou melhor, de laranjas.

    O que o colega Neiges está falando não é um absurdo, hoje os políticos têm o trabalho de montar esquemas em licitações.

    Agora com a aprovação da PL nem esse trabalho irão ter. Vamos ter um país com mais pomares.

    Eu tenho a opinião de que é muito, muito perigoso adotar (jogar) um modelo funcional em países desenvolvidos aqui no reino de Gérson.



  • Vinicius Paes  10/04/2015 02:56
    Marcos disse: "Não faz nenhum sentido defender intervenção estatal nas relações de trabalho (e proibir a liberdade de contrato)apenas para tentar remediar os efeitos de outra prática estatal."

    Não concordo nesse caso. Claro que na maioria das vezes não é correto o governo proibir algo devido a uma falta de controle do próprio governo. Mas nesse caso vocês libertários devem ser justos e admitir que, na situação em que estamos, essa terceirização completa só vai piorar as coisas. Argumentar que "países desenvolvidos fazem isso, então também devemos fazer", não é válido, pois é óbvio que a cultura deles é diferente (em geral, mas nem sempre, eles têm mais honestidade e honra), e enquanto não resolvermos outros problemas mais básicos, não devemos implantar esses (que dependem de outros para funcionar).

    Quanto mais desonesto e desonrado é um povo, menos liberdade ele deve ter. Caso contrário, só existirá o caos.
  • Marcos  10/04/2015 09:50
    "Claro que na maioria das vezes não é correto o governo proibir algo devido a uma falta de controle do próprio governo. Mas nesse caso vocês libertários devem ser justos e admitir que, na situação em que estamos, essa terceirização completa só vai piorar as coisas."

    E qual é o seu argumento? Por que concordar com alguém que não apresenta nenhum argumento é "ser justo"?

    "Argumentar que "países desenvolvidos fazem isso, então também devemos fazer", não é válido, pois é óbvio que a cultura deles é diferente (em geral, mas nem sempre, eles têm mais honestidade e honra), e enquanto não resolvermos outros problemas mais básicos, não devemos implantar esses (que dependem de outros para funcionar)."

    Entendi. Enquanto não formos honestos, não podemos introduzir mecanismos que nos equiparem aos países mais honestos. E é justamente esse isolamento que nos tornará mais honestos.

    Gênio.

    "Quanto mais desonesto e desonrado é um povo, menos liberdade ele deve ter. Caso contrário, só existirá o caos."

    Falou o ditador. "O povinho é ignorante e desonesto, e, para corrigi-lo, eu tenho de estar no controle, ditando minhas imposições. Só assim esses vigaristas serão corrigidos."

    Meu, vaza daqui, vaza.
  • Vinicius Paes  10/04/2015 11:03
    Marcos, no seu primeiro parágrafo, você assume que eu concordo com "alguém" que não tem argumentos. Eu não disse isso.

    No segundo, talvez você não tenha entendido. Eu disse que as leis que nos levam a ter uma maior proximidade dos países de primeiro mundo devem ser implementadas na ORDEM correta. Veja: "enquanto não resolvermos outros problemas mais básicos, não devemos implantar esses (que dependem de outros para funcionar)". Ou seja, essa lei da terceirização está "pulando" na frente de outras leis que deveriam vir antes.

    No terceiro parágrafo você criou uma frase e disse que era de minha autoria. Não me permitindo argumentar.
  • Vitor Senna de Faria  10/04/2015 15:21
    Na teoria tudo é muito lindo. Falam de concurseiros públicos mas esquecem que, embora muitos concursados de cargo efetivo sejam ineficientes, a maior parte da ineficiência está nos cargos de confiança.

    É justamente por isso que tenho medo da terceirização nesse caso. Quem vai contratar os terceirizados, digamos, engenheiros? Vão ser ocupantes de cargo de confiança, políticos, e vão acabar por tirar o mérito que, por menor que seja, existe nos concursos públicos.
  • Everton  12/04/2015 20:47
    Marcos,
    o problema que você se refere pode ser reduzido na mesma proporção que o estado também é reduzido. O governo inchado e paternalista do jeito que é hoje incentiva esse tipo de ação (corrupção).

    A iniciativa privada (incluo trabalhos e empresários que não estão no serviço público) não pode pagar o preço pela incompetência do setor público. Porque se pagar (e está pagando), no final, todos pagaremos, inclusive o próprio governo.

    O que não podemos é deixar de aprovar algo que de fato irá modernizar (mesmo que não idealmente) a já muito ultrapassada lei trabalhista brasileira. A lei de terceirização libera o mercado a agir mais conforme a leis do próprio mercado e não da intervenção estatal. Isso significa redução de preços (menos inflação) e benefícios para todos, principalmente para os trabalhadores e mais pobres.

    Temos que ter uma visão geral para compreender que de fato as vantagens da terceirização é muito maior que qualquer desvantagens pontuais.

    Um abraço.
  • Segien  09/04/2015 14:36
    Hoje mesmo o pessoal terceirizado está chorando porque o salário deveria cair na conta mas não caiu. Quando a empresa terceirizada começa a atrasar o pagamento, sinal de que vai haver mais um golpe no contribuinte, pois a incumbência do pagamento acabará sobrando para o órgão que contratou essa empresa terceirizada.
  • Rennan Alves  09/04/2015 15:39
    Ora, se eles estão reclamando de falta de pagamento deveriam comemorar a aprovação da lei:

    "Art. 10. A empresa contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas referentes ao período em que ocorrer a prestação de serviços, ficando-lhe ressalvada ação regressiva contra a devedora.

    Parágrafo único. Na ação regressiva de que trata o caput, além do ressarcimento do valor pago ao trabalhador e das despesas processuais,acrescidos de juros e correção monetária, é devida indenização em valor equivalente à importância paga ao trabalhador."

    Isso só não é válido, claro, para o estado:

    "Art. 12. Nos contratos de prestação de serviços a terceiros em que a contratante for a Administração Pública, a responsabilidade pelos encargos trabalhistas é regulada pelo art. 71 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993."
  • Estudante de Direito  09/04/2015 16:39
    Atualmente, a contratante responde SOLIDARIAMENTE e não SUBSIDIARIAMENTE. Ou seja, se a empresa contratada não cumpre com obrigações trabalhistas e some do mapa, o empregado pode acionar diretamente a contratante, sem ter que transitar em julgado (após anos de procedimentos e recursos judiciais) uma ação contra a contratada.
  • Dexter  09/04/2015 17:02
    Aham...
    E você acha que o funcionário simplesmente vai imprimir o texto do artigo de lei, apresentar à contratante (que tem responsabilidade subsidiária) e prontamente eles o irão pagar?
    Pufff...
    Devido a responsabilidade ser (subsidiária) e não (solidária), a reclamação trabalhista demorará, no mínimo, o dobro do tempo.
  • Fedor  09/04/2015 18:57
    A emprese terceirizadora irá recolher as obrigações trabalhistas, acham que isso não será repassado no valor de comissão? Com certeza a empresa responsável pela contratação do funcionário irá repassar TODOS os custos além de sua própria comissão (como já é de praxe nas empresas de estágio por exemplo)
    E os funcionários não correm o risco na diminuição do salário? Extinção de benefícios( plano de saúde, VR, VA, VT) pois fora o VT, nenhum benefício é assegurado... Sem a contratação direta pelas empresas, diminuirá a oferta diversificada de propostas de trabalho que existe hoje em dia, tornando menos atrativo o mercado de trabalho aqui no Brasil (logo teremos multidões querendo trabalhar em países com melhores faixas salariais)
    Enfim, acho que apenas as terceirizadoras tendem
  • Cheiroso  09/04/2015 20:56
    "A emprese terceirizadora irá recolher as obrigações trabalhistas, acham que isso não será repassado no valor de comissão?"

    Não entendi.

    "Com certeza a empresa responsável pela contratação do funcionário irá repassar TODOS os custos além de sua própria comissão (como já é de praxe nas empresas de estágio por exemplo)"

    Repassar para quem? E já não é assim hoje, só que sem liberdade de negociação?

    "E os funcionários não correm o risco na diminuição do salário? Extinção de benefícios( plano de saúde, VR, VA, VT) pois fora o VT, nenhum benefício é assegurado..."

    E se o cidadão estiver disposto a trabalhar sem isso? Hoje em dia, ele é proibido.

    "Sem a contratação direta pelas empresas, diminuirá a oferta diversificada de propostas de trabalho que existe hoje em dia, tornando menos atrativo o mercado de trabalho aqui no Brasil"

    Gozado, você inventou uma nova lei de mercado: quanto maiores as ofertas de arranjos distintos, menor é a oferta diversificada de propostas.

    Oi?
  • Lucas Amaro  11/04/2015 14:36
    "A emprese terceirizadora irá recolher as obrigações trabalhistas, acham que isso não será repassado no valor de comissão?"

    Seja mais específico.

    "Com certeza a empresa responsável pela contratação do funcionário irá repassar TODOS os custos além de sua própria comissão (como já é de praxe nas empresas de estágio por exemplo)"

    Claro, se assim não fosse quanto maior a empresa maior o seu prejuízo para funcionar, pois maior é a burocracia administrativa cuidar de uma empresa maior. De qualquer forma isso é, em partes, mitigado com ganhos de escala. Ou você quer que contratada trabalhe de graça?

    "E os funcionários não correm o risco na diminuição do salário? Extinção de benefícios( plano de saúde, VR, VA, VT) pois fora o VT, nenhum benefício é assegurado..."

    E você acha que o trabalhador, que não trabalha de graça e sabe disso, não pondera isso para sua contratação? Empresas que pagam mais e/ou disponibilizam mais benefícios possuem maior facilidade para obter mão de obra, exatamente igual a qualquer outro tipo de empresa. Nesse sentido, nada muda em relação ao que já existe.

    "Sem a contratação direta pelas empresas, diminuirá a oferta diversificada de propostas de trabalho que existe hoje em dia, tornando menos atrativo o mercado de trabalho aqui no Brasil (logo teremos multidões querendo trabalhar em países com melhores faixas salariais)
    Enfim, acho que apenas as terceirizadoras tendem"


    Gostaria de saber como flexibilizações geram menores diversificações.
  • Fabio  24/04/2015 04:44
    O pessoal sempre usa a lógica de que quem vai terceirizar é uma grande empresa e quem vai dar calote é pequena empresa terceirizada.

    O que acontece hoje nos casos de pequenas e médias empresas inchadas contratando funcionários para serviços que não são de sua natureza? Esses funcionários tem mais estabilidade do que em terceirizadas bem administradas?

    Isso só foi visto por muita gente porque a terceirização não é bem regulamentada e geralmente são empresas menores e mal administradas que fazem a terceirização hoje.
    Não quer dizer que essa situação seja generalizada.

    Com uma melhor regulamentação esse cenário irá ajustar com o tempo.

    Situações de golpes sempre existirão, tanto em empresas que contratam CLT como PJ. As pessoas tem que evitar se submeter a situações abusivas e denunciar essas empresas.

    Estamos em uma era de livre mercado e liberdade de expressão, as pessoas parecem não perceber isso.
  • Anomalus  09/04/2015 17:09
    Seu lado esquerdo pula as vezes? O meu lado direito parece que sofre de epilepsia, não para de pular de tantas agressões à liberdade e à moral que ocorrem todo dia em nome de uma falsa moral.
  • Rennan Alves  09/04/2015 18:17
    Ué, mas não é esse o trecho que a esquerda quer? Ou eu me enganei?
  • Mosquito  09/04/2015 18:00
    O problema que ocorre no serviço público é o fator de que a empresa que contrata o serviço terceirizado não ser sujeita a falência. Por exemplo o Correios, eles além de não ser sujeita a falência, ainda possui monopólio, logo o gestor pode ignorar o ganho de produtividade com a terceirização, pois o seu auto interesse em ser corrupto ainda o pode levar a ser bem sucedido num ato de má-fé. Em regime de concorrência e quando sujeito a falência não.
    A terceirização no serviço público, a priori, só existirá quando o governo oferece bens e serviços de mercado.
  • Luis  09/04/2015 22:26
    Não é apenas o poder público que contrata terceiros, contudo é mais resolver a estrovenga de empresas de políticos com menos estado do que mais regulamentação.
  • anônimo  09/04/2015 07:51
    Funcionário estatal entrando por concurso ou não, não faz diferença.É um parasita que eu sou obrigado a sustentar.
  • anônimo  09/04/2015 14:27
    Pra que toda essa raiva dos funcionários públicos, jovem?

    Porque é que alguém, em sã consciência, vai querer trabalhar sob um monte de regulações inúteis, impostos altos, tendo sua atividade prejudicada pela incompetência dos monopólios estatais nas áreas de energia, água, segurança, etc.., além de ficar sujeito aos inconvenientes ciclos econômicos, se pode simplesmente marcar uns x num cartão e garantir uma renda acima do que ganharia no mercado, para vida toda, independente do quão mal você execute seu trabalho?

    Uma dica: faça um concurso e seja feliz você também.
  • um outro anônimo  09/04/2015 14:41
    Não vi raiva alguma, ele apenas constatou um fato.
  • Rennan Alves  09/04/2015 14:44
    Tenho quase certeza que o anônimo 2 estava sendo irônico.
  • Marco  09/04/2015 16:36
    Sua dica é "seja um parasita você também", então não haverá mais problema?
  • anônimo 2  09/04/2015 18:45
    Mais ou menos... vai continuar havendo problema... pros outros.

    O que você prefere: sustentar parasitas ou ser um parasita sustentado pelos outros?


  • aquele outro anônimo  10/04/2015 00:26
    Falso dilema. O melhor é não ser um parasita e nem ser parasitado.
  • Franco-Asponaria  10/04/2015 10:35
    Antigamente era "eu tava desempregado e fiz concurso público".

    Depois virou "larguei meu emprego e fiz concurso público".

    Aqui no trabalho já ouvi vários "fechei a minha empresa e fiz concurso público".

    Fora uns 50 brasileiros, dos quais 48 leem este site, a mentalidade brasileira é essa (ouvi isso de uma colega aspone, discutindo essa lei ontem): "se não quer ou não pode pagar todos os "direitos" trabalhistas, e seguir todas as regulamentações, então não seja empresário, não tem ninguém te obrigando", afinal a atividade do empresário é viver da exploração de outrem, né? Em compensação, fazer um concurso pega bem: você não está explorando ninguém porque o dinheiro é público, ou seja de ninguém mesmo.
    Para 99,999% da população educada no modelo marxista, o empresário é um parasita, o funcionário público não.




  • anônimo  10/04/2015 13:22
    Antigamente era "eu tava desempregado e fiz concurso público".
    Depois virou "larguei meu emprego e fiz concurso público".


    E agora é: nunca trabalhei e só fico estudando pra concurso público
  • Aurius  16/04/2015 02:23
    "nunca trabalhei e só fico estudando pra concurso público"

    Ué, e o que há de errado ter um emprego público como primeiro emprego? Já que o seu tão querido mercado não quer nem saber de contratar os 'inexperientes', eles que têm mais é que se ferrarem?

    O tal 'inexperiente' apenas quer ter uma oportunidade de começar a trabalhar, e já que o seu lindo e maravilhoso mercado não lhe dá oportunidade, não resta outra saída para o sujeito a não ser prestar processo seletivo público.
  • Borius  16/04/2015 03:16
    "Já que o seu tão querido mercado não quer nem saber de contratar os 'inexperientes', eles que têm mais é que se ferrarem?"

    Que coisa, né? Ao contrário do setor público, em que qualquer zé ruela é contratado e já sai fazendo bosta impunemente e sem ser cobrado, esse maldito mercado exige pessoas com alguma competência para fazer serviços demandados pelos consumidores, e ainda cobra resultados! Intolerável...

    "O tal 'inexperiente' apenas quer ter uma oportunidade de começar a trabalhar, e já que o seu lindo e maravilhoso mercado não lhe dá oportunidade, não resta outra saída para o sujeito a não ser prestar processo seletivo público."

    Gozado. Quando alguém na iniciativa privada faz merda, todo mundo cai de pau em cima, principalmente a esquerda. Agora, em uma total inversão de valores, o sujeito chega aqui e diz que o problema do mercado é justamente ele exigir pessoas qualificadas para minimizar ao máximo as cagadas. O paraíso seria se o mercado utilizasse o mesmo critério do serviço público, que, com o dinheiro confiscado via impostos, contrata meros imbecis que só sabem decorar apostilas e não cobra nenhum resultado.
  • anônimo  16/04/2015 09:51
    Qual o problema? O cara não faz nada honesto hora nenhuma na vida, na hora de trabalhar já entra direito na gangue de parasitas, o que esperar de uma geração dessas?
  • Emerson Luís  17/04/2015 17:25

    "o seu tão querido mercado não quer nem saber de contratar os 'inexperientes'"

    O mercado deixa de contratar muitas pessoas justamente pelos custos exorbitantes que o governo impõe. Como disse alguém, o empregador reclama que gasta muito com o empregado e o empregado reclama que recebe pouco do empregador e ambos têm razão.

    Se houvesse mais liberdade econômica, a demanda por mão de obra seria maior do que a oferta.

    * * *
  • RISP  10/04/2015 12:40
    alguém lamenta do excesso de assaltos armados no Brasil, que não dá pra trabalhar, que não dá pra prosperar, etc.
    Você responde: "Quer ser feliz? Compre uma arma você também e saia por aí assaltando os outros comerciantes! É melhor ser roubador do que ser roubado!".
    É isso.
  • Franco-Asponaria  10/04/2015 13:49
    A grande diferença é que um assalto não é aceito pelos valores de nossa sociedade atual, o Estado sim.
    Se, seguindo a situação apresentada por você, eu vivesse em um mundo selvagem onde 99,999% da população achasse completamente válido obter bens através de assaltos a mão armada, não houvesse penalidades para aqueles que cometem assaltos e as próprias pessoas assaltadas não achassem reprovável e sim pensassem "quem me dera um dia ser assaltante também!", provavelmente eu compraria uma arma e sairia para assaltar também.
  • anônimo  09/04/2015 12:08
    Legal é ver uma matéria dessas escrita por um cara que se formou na UERJ (imagina se os professores da UERJ fosses terceirizados, que qualidade 'sendo irônico'), falar mal de concurseiro e dar aula na UERJ e na UFRJ... no mínimo curioso!
  • Guilherme  09/04/2015 13:19
    Esse é o seu argumento, valente anônimo?  Gemer?  Aliás, você inadvertidamente fez um baita elogio ao autor: mostrou que ele não tem medo nenhum da concorrência. Ele deve ter ficado satisfeito.
  • anônimo  09/04/2015 14:00
    Como ele pode ter medo da concorrência se ele já está garantido para o resto da vida, meu caro amigo irônico. Aliás como guilherme você deixou totalmente de ser anônimo, kkkkk.

    Só para esclarecer a questão não é medo da concorrência, mas sim defender melhores condições de trabalho, dizer que o trabalhador terceirizado vai ter os mesmo direitos do contratado de forma direta, ou que os salários vão aumentar é pura incoerência, se assim fosse, as empresas gastariam mais contratando terceirizados do que contratando funcionários diretamente, e esse com certeza não é o objetivo da lei.

    Trabalhador que defende essa lei, ou não raciocina corretamente sobre os efeitos hediondos que essa lei causa, ou nunca conviveu com servidores terceirizados, na minha empresa, por exemplo, a limpeza era realizada por funcionários contratados diretamente, após uma mudança na gestão, esses trabalhadores foram demitidos e muitos até foram recontratados pela terceirizada que assumiu, porém em conversa com eles, fica claro a perda salarial e de benefícios a que eles foram submetidos.

    Portanto, espero mesmo que você seja dono de empresa ou concursado, caso contrário estará sujeito ao mesmo tratamento dedicado aos funcionários da limpeza da minha empresa.
  • Guilherme  09/04/2015 14:19

    "Só para esclarecer a questão não é medo da concorrência, mas sim defender melhores condições de trabalho,"

    E como você defende melhores condições de trabalho empurrando quase metade da mão-de-obra para a informalidade, como ocorre atualmente? Achei interessante seu duplipensar...

    "dizer que o trabalhador terceirizado vai ter os mesmo direitos do contratado de forma direta, ou que os salários vão aumentar é pura incoerência, se assim fosse, as empresas gastariam mais contratando terceirizados do que contratando funcionários diretamente, e esse com certeza não é o objetivo da lei."

    Incoerência é essa frase sua. Você diz que terceirização não aumenta salários, e aí, logo em seguida, diz que, se terceirização aumentasse salários, as empresas só contratariam terceirizados. Ou seja, você próprio assume que empresas contratarão aqueles que cobrarem mais caro.

    "Trabalhador que defende essa lei, ou não raciocina corretamente sobre os efeitos hediondos que essa lei causa, ou nunca conviveu com servidores terceirizados,"

    Claro, pois você é a palmatória do mundo. É você quem sabe o que é realmente bom para todos os trabalhadores, e não eles próprios.

    Sério, às vezes eu acho que esse tipo de arrogância é só uma tentativa escrachada e consciente de humor. Não é possível.

    "na minha empresa, por exemplo, a limpeza era realizada por funcionários contratados diretamente, após uma mudança na gestão, esses trabalhadores foram demitidos e muitos até foram recontratados pela terceirizada que assumiu, porém em conversa com eles, fica claro a perda salarial e de benefícios a que eles foram submetidos."

    É aí que você mostra sua ignorância econômica. Vou partir do princípio de que você esteja falando a verdade e isso realmente tenha acontecido (considerando a maneira como você delira -- vide parágrafo acima -- qualquer afirmação sua é duvidosa ). Você realmente acha que a empresa teria condições de manter faxineiros a custos altos? Na primeiro crise, todos iam pra rua. Já no atual arranjo, com custos menores, ainda há chances de manter o emprego.

    Melhor ter um salário menor e um emprego, do que um salário maior e emprego nenhum

    "Portanto, espero mesmo que você seja dono de empresa ou concursado, caso contrário estará sujeito ao mesmo tratamento dedicado aos funcionários da limpeza da minha empresa."

    Não se preocupe comigo. Eu sou terceirizado (surpreso?). E estou certo de minha competência. Nunca me faltam ofertas de empregos, e minha qualidade de vida é melhor do que quando tinha vínculos empregatícios.
  • anônimo  09/04/2015 14:30
    É o típico caso de trabalhador puxa saco então, em vez de sacrificar o lucro do empresário para se manter competitivo sacrifica o salário do trabalhador, não poderia fechar melhor sua explicação, obrigado.

    Só para constar não sou mentiroso, e quem não entendeu minhas explicações foi você.
  • Guilherme  09/04/2015 14:44
    Ah, agora finalmente caiu a máscara. Era só mais um esquerdinha "odiador de patrão" (que é quem lhe garante o sustento) e que jura que, se o padrão tiver prejuízos em decorrências de aumentos salariais para os empregados, todos eles estarão em melhor situação. (Só que sem empregos).

    O ignaro jura que é perfeitamente possível oferecer empregos e ter baixa lucratividade continuamente. Ele acha que a relação lucros e empregos é inversa. Quanto mais prejuízos, mais empregos ofertados; quanto mais lucros, menos empregos criados.

    E gente assim vota. E eu aqui perdendo meu tempo com um invejoso hidrófobo e derrotado.
  • taito  09/04/2015 20:42
    "Não se preocupe comigo. Eu sou terceirizado (surpreso?). "
    Surpreso, não, pois me parece ser uma mentira das grandes...rsrs vc pode ser PJ, mas terceirizado,
    dependendo do que vc faz, tem que ser muito dum cabaço... Mil vezes PJ do que terceirizado.

    "Claro, pois você é a palmatória do mundo. É você quem sabe o que é realmente bom para todos os trabalhadores, e não eles próprios".

    Essa classe não sabe nem votar direito, quem dirá convencer o patrão, que nem sabe quem é de que pela competência, precisa de aumento.

    Maioria das empresas que terceirizam, só enxergam números: Tenho 100 funcionários, 95 bem alocados, 5 de "stand by" e uma gaveta com 150 currículos.
    meu custo é X, meu lucro é Y. Vai lá pedir aumento!

    O cidadão, que nunca te viu na vida, olhando para você como se você fosse um insumo, pois para a terceirizada, é isso que você é, um produto. Para a contratante você é muito mais importante. O dito, não sabe da sua competência, olha para você, gargalhando em pensamento. pois sabe que o mercado tem gente pra repor... Se vai ganhar é salame bem groso... hahaha.
    Mas isso será regra mais para serviços de baixo grau risco para a empresa contratada.
    Esse pessoalzinho de banco, que ganha 2k pra atender no balcão com má vontade, repositor de supermercados, em geral, qualquer trabalho que não precise de qualificação, que não seja vital para uma empresa, podem ser terceirizados e os valores salariais vão lá pra baixo...
    Mas isso é bom, assim as pessoas tiram a bunda do sofá e tentarão melhor qualificação.

    Em alguns raríssimos casos, onde se falta mão de obra, a própria empresa contratante, acaba efetivando o terceirizado por medo de ficar sem produzir.

    Brasileiro anda muito preguiçoso, essa é a verdade.




  • Mauricio Pessanha da Silva   10/04/2015 20:53
    Entendi! Então quer dizer que devido as constantes crises de mercado uma empresa como a citada no lúcido e cristalino exemplo acima não teria condições financeiras de arcar com os custos de seus funcionários da atividade meio e já com o advento da nova lei essa oferta, menos dispendiosa, Jamais deixará de existir pois aqueles que terceirizam essa mão de obra qualificada ou não pode se ajustar as crises cortando os poucos benefícios que eram garantidos pela ausência de Regulamentação! Sinceramente, só não enxerga quem não quer... O Simples fato de vermos uma PL importante como essas ser votada a toque de caixa já nos esclarece o quão urgente e necessário é resolver essa questão para o empresariado. Talvez o mesmo empresariado e semelhantes que hoje fazem morada nas cadeias do estado de Santa Catarina. Por sinal Sempre muito bem assessorados pelas mentes mais brilhantes oriundas das melhores universidades federais do País! O que claramente não é o caso do autor deste texto no mínimo risível com vários argumentos que só encontram eco em mentes semelhantes!!! PS: Não sou acadêmico de nenhuma universidade, sou simplesmente um mergulhador terceirizado de quarenta anos (atividade fim da produção de petróleo) que ficou aleijado aos 32 anos de idade por acidente do trabalho causado pelo descumprimento de normas de saúde e segurança do trabalhador pela empresa Petrobrás S/A.
  • Fabio  09/04/2015 15:41
    Faz alguns anos, em trabalhei em uma indústria que optou pela terceirização de todo o seu quadro gerencial, objetivando a diminuição de encargos trabalhistas.

    Lembro que na época, eu elaborei uma planilha que equiparava o valor recebido no modelo CLT para o modelo terceirizado. Naquele momento houve a total equiparação dos valores, mas tivemos que arcar com as despesas de abertura da empresa e respectiva manutenção.

    Diante do exposto, vejo que tivemos uma pequena perda em nossos rendimentos, e não houve nenhum repasse, por parte da indústria, de qualquer benefício adquirido com esta movimentação.

    Na minha opinião, a terceirização trará benefícios para os setores com características muito sazonais, que inclusive, já vejo ai um grande nicho para este modelo. Também vejo benefícios para o setor de TI, e provavelmente, para inúmeros outros setores que já se utilizam da terceirização.

    Mas quando este modelo é generalizado, creio que poderá haver beneficio para as empresas, já que não ocorrerá aumento nos encargos, porém, também acredito que os trabalhadores existentes hoje no modelo CLT poderão ser prejudicados.

    Como exemplo, posso prever que várias indústrias terceirizarão totalmente, ou parcialmente, sua equipe de vendas. Observo que hoje isto já é uma tendência, porém, evitada pela maioria, justamente por não ser regulamentada, pois restringe muito o controle sobre estas mesmas equipes, como por exemplo, atribuição de metas e sistemática de atendimento.

    Bem, alguns aqui vão teorizar que estes profissionais simplesmente migrarão de um modelo arcaico para outro mais moderno, mantendo suas posições de trabalho, e ai que irei discordar totalmente. É certo afirmar que as empresas que migrarem para o modelo terceirizado, só o farão por algum beneficio financeiro, e como o governo já esta garantindo que não terá perdas arrecadatórias, já podemos prever quais serão as consequências para a parte mais fraca desta equação.

    Ainda sobre o exemplo acima, algumas empresas, seja por característica de mercado, sazonalidade, poderá optar por equipe mista de vendas. Estas equipes atenderão várias indústrias, ou seja, um único vendedor, atuará como 2, 3, ou mais vendedores. Observo que este modelo já existe, e com a oficialização da coisa, se expandirá muito. É de conhecimento deste mercado, que estes profissionais possuem salário e benefícios menores.

    Eu apenas citei um exemplo entre muitos que poderão ocorrer, mas achar que a terceirização aumentará postos de trabalho, mantendo os mesmos benefícios e ganhos, é no mínimo inocente.
  • Mello  09/04/2015 21:31
    "Na minha opinião, a terceirização trará benefícios para os setores com características muito sazonais, que inclusive, já vejo ai um grande nicho para este modelo. Também vejo benefícios para o setor de TI, e provavelmente, para inúmeros outros setores que já se utilizam da terceirização."

    Concordo.

    "Mas quando este modelo é generalizado, creio que poderá haver beneficio para as empresas, já que não ocorrerá aumento nos encargos, porém, também acredito que os trabalhadores existentes hoje no modelo CLT poderão ser prejudicados."

    Deixou no ar a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Mas não explicou como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego.

    "Como exemplo, posso prever que várias indústrias terceirizarão totalmente, ou parcialmente, sua equipe de vendas. Observo que hoje isto já é uma tendência, porém, evitada pela maioria, justamente por não ser regulamentada, pois restringe muito o controle sobre estas mesmas equipes, como por exemplo, atribuição de metas e sistemática de atendimento."

    E daí? Qual o problema de que gerenciar meu negócio da maneira que acho melhor?

    No que mais, se eu cometer um erro -- minha equipe terceirizada for ruim --, vou me estrepar totalmente.

    Você, na prática, está querendo dizer que sabe melhor do que empreendedores como eles realmente devem gerenciar seus negócios.

    "Bem, alguns aqui vão teorizar que estes profissionais simplesmente migrarão de um modelo arcaico para outro mais moderno, mantendo suas posições de trabalho, e ai que irei discordar totalmente. É certo afirmar que as empresas que migrarem para o modelo terceirizado, só o farão por algum beneficio financeiro, e como o governo já esta garantindo que não terá perdas arrecadatórias, já podemos prever quais serão as consequências para a parte mais fraca desta equação."

    Só suposições. E parte do princípio de que um empreendedor optar voluntariamente por um modelo que reduz seus custos é algo moralmente repreensível.

    "Ainda sobre o exemplo acima, algumas empresas, seja por característica de mercado, sazonalidade, poderá optar por equipe mista de vendas. Estas equipes atenderão várias indústrias, ou seja, um único vendedor, atuará como 2, 3, ou mais vendedores. Observo que este modelo já existe, e com a oficialização da coisa, se expandirá muito. É de conhecimento deste mercado, que estes profissionais possuem salário e benefícios menores."

    Salário e benefícios menores em relação a quem ou a quê? Ao que era antes? Aí você está partindo do princípio de que tudo poderia ter sido mantido -- mais empregados e salários maiores -- sem qualquer resultado negativo para a empresa, independentemente do cenário econômico.

    Ora, meu caro, isso não existe no mundo real. Ou o empreendedor mantém o mesmo quadro de funcionários a um custo menor; ou ele mantém os salários, mas reduz o quadro.

    Ficar dizendo que "ah, as coisas eram ótimas antes, havia muito emprego e os salários eram altos, e aí veio a terceirização e acabou com tudo" é inverter a relação de causalidade. A terceirização foi justamente o oxigênio inventado para que tais empreendimentos pudessem se manter vivos. Ou eles terceirizavam, ou quebravam. Não foi um mero capricho de empresários ou uma conspiração maquiavélica para empobrecer a classe operária. Foi simplesmente uma saída para se manterem vivos.

    Você tem de encarar as coisas de maneira menos maniqueísta.

    "Eu apenas citei um exemplo entre muitos que poderão ocorrer, mas achar que a terceirização aumentará postos de trabalho, mantendo os mesmos benefícios e ganhos, é no mínimo inocente."

    Isso não é argumento.
  • anônimo  10/04/2015 09:42
    'imagina se os professores da UERJ fosses terceirizados, que qualidade'
    Eu estudo na UFC e garanto: a aula dos professores contratados é do mesmo nível dos efetivos. As vezes até um monitor que é um simples aluno consegue explicar algo melhor que um professor efetivo.
  • Taki  09/04/2015 12:22
    Sei que não é o assunto do post, mas só pra constar como é difícil libertar a mente das pessoas com "nossa" mídia massificando a necessidade de intervenção de preços.

    Assistindo o Jornal da Cultura ontem sobre o preço das passagens aéreas fiquei indignado.
    A matéria referente a este assunto inicia aos 8 minutos do vídeo.

    Vejam o comentário o economista OTTO NOGAMI aos 9m45s do vídeo referente ao LIVRE MERCADO.

    https://www.youtube.com/watch?t=483&v=LZ_Uo2iPp24
  • Daniel  09/04/2015 18:03
    Assisti ao vídeo. O economista não sabe, mas quando ele afirmou que a livre concorrência é que permite a existência da discrepância de passagens aéreas (de R$ 364 a R$ 1294) em um mesmo dia, ele estava certo. Sem concorrência, o preço ia ser constante, sempre por volta dos R$ 1300. Então, o prof. Otto Nogami acertou errando: a "culpa" da discrepância realmente é da livre concorrência. Ainda bem.

    Agora... Por que um jornal entrevista um débil-mental desses? Aí eu não sei dizer.
  • anônimo  10/04/2015 11:42
    Agora, tenta explicar isso para uma pessoa qualquer. Você vai gastar toda sua saliva e sua lógica para ouvir: "Não, não... o problema é que os empresários são gananciosos mesmo", e ainda vai ouvir um "se você sabe tanto, então porque ele é economista e você não?" de brinde.
  • Kender  09/04/2015 12:27
    Na boa... o texto não faz o menor sentido pois se "A terceirização só é economicamente viável para o que se chama "atividade-meio" de uma empresa, e não sua "atividade-fim". A lei não faria a menor diferença pois essa terceirização já é permitida por lei...
    Outra coisa que torna o texto bastante inconsistente: se os produtos serão mais baratos, se a empresa terceira irá cumprir todos os encargos trabalhistas e se os trabalhadores não irão receber salários menores e terão os mesmos benefícios, a conta não fecha, a terceira tem um sistema administrativo só para cuidar da burocracia de prestar o serviço e recolher encargos, não tem como oferecer os MESMOS benefícios aos empregados e ainda assim ser mais econômica para que valha a pena ser contratada pela empresa que não quer contratar diretamente - é matemático em algum lugar alguma coisa está errada (certo?).
    As empresas não precisam se especializar em "tudo" porém, essa lei de terceirização da forma e no momento que está sendo feita é apenas um engodo. Para que não se mexa na situação insustentável da CLT eu crio mais um grupo dentro da população sujeito a regras distintas dos grupos atuais... Já existem autônomos, já existem Pjs que prestam serviço das 8 as 16 nos dias úteis em um esquema "disfarçado" de prestação de serviços apenas para deixar de pagar encargos trabalhistas (onde tanto a pessoa que montou a PJ quanto a empresa que o contrata veem vantagens...), já existem terceiras e cooperativas trabalhando em todas as empresas do país (inclusive no governo). O atual texto ficou parado por 10 anos e depois é modificado em cima da hora (com toda certeza para atender a sanha arrendatória do estado, ou não faria o menor sentido que o palácio do planalto estivesse interessado neste momento e que seu ministro da fazenda estivesse indo lá mexer no texto). Hoje em dia se questiona o financiamento por empresas das campanhas, pois elas tem interesses econômicos. Me diga o que aconteceria se o Estado pudesse terceirizar mais do que já faz? Já há inúmeras irregularidades em contratos de prestação de serviços que seriam básicos e deveriam ter um preço médio conhecido mesmo assim, nesses contratos já ocorre corrupção / propina etc o que vai acontecer a hora que o Estado puder terceirizar qualquer coisa (inclusive aquelas que não possuem um custo médio conhecido?). A únicas coisas que essa permissão iram fazer neste momento é: 1º facilitar a arrecadação de encargos trabalhistas permitindo que sejam cobrados ou da terceira ou da contratante, 2º viabilizar empresas meramente mercenárias que oferecem salários mais baixos para as pessoas recebendo uma margem de lucro da contratante por ficar com parte dos riscos de processos trabalhistas (que é a grande vantagem de terceirizar no Brasil, considerando que a CLT deveria ser válida tanto para a terceira quanto para contratante), 3º facilitar mais ainda a contratação de empresas irregulares com o mérito propósito de saquear dinheiro público dentro dos órgão governamentais. Pergunta: vai reduzir ou acabar com contratos de trabalho irregulares? Não eles só vão mudar de lugar da empresa conhecida para uma empresa terceira desconhecida ou jovem. Vai gerar mais empregos? Provavelmente, quando você reduz salários e benefícios propicia que empresas que não contratariam a preços mais altos contratem. Pergunta vai reduzir benefícios trabalhistas? Claro que vai ou nada vai mudar no mercado de trabalho, o custo/ lucro do "atravessador"/ "intermediador" de mão de obra precisa ser pago de alguma forma, ou ele estará correndo um risco trabalhista muito maior do que enxerga (quebrando a empresa terceiras nos primeiros processos trabalhistas) ou saberá o quanto cobrar para cobrir esse risco e se ele souber o quanto cobrar e a empresa contratante o quanto pagar a diferença fica na mão do trabalhador (que em época de crise irá aceitra salários menores para poder continuar empregado).
  • Kellog  09/04/2015 13:46
    Seu comentário ficou confuso.  Girou, girou, girou e não chegou a lugar nenhum.

    A questão é simples: quanto maior a liberdade de contrato, melhor para o competente que quer fornecer sua mão-de-obra e pior para o encostado que quer ficar vivendo de benefícios e proteções. Só isso.

    Se tal liberdade de contrato será ruim para alguns? Certamente. Sempre há quem perde (os mais incompetentes) quando alguma forma de protecionismo é abolida.  E sempre há quem ganhe (normalmente, os mais competentes). 

    Qual é o ponto?

    Será que o empregado competente será substituído por um terceirizado incompetente e que não sabe de nada (como você deu a entender)? Se você acha que sim, então você está dizendo que empreendedores são burros e gostam de tomar prejuízos (nada é mais prejudicial do que um funcionário ruim).

    Funcionário que gera valor não é dispensado, por mais caro que seja, em troca de funcionário ruim e inexperiente.  O seu temor, portanto, é que haverá bons querendo ofertar seus serviços sem vínculos empregatícios, e isso representará um risco para os ruins que usufruem vínculos empregatícios.  Coloque as coisas nesses termos para ser mais claro.

    Por fim e de novo: qual o seu problema com a liberdade?

    P.S.: sobre produtos "baratearem" (e as contas não fecharem), você ignorou a explicação fornecida entre parênteses pelo IMB justamente naquele trecho. Postura nada intelectualmente elogiável.
  • taito  09/04/2015 21:21
    Cara, não existe o "melhor repositor", "melhor parafusador", "melhor lavador de pratos" "melhor cobrador de ônibus"
    Algumas classes, vão ficar igual o setor de segurança e de limpeza. Não tem jeito.
    Tomando chapéu e se matando por micharia, e, o mais irônico, é que são as pessoas que mais votaram no atual governo...rs..rs..
    eu simplesmente, me racho!

    Contudo, acho que isso é alguma jogada para melhorar a popularidade da fulaninha lá...
    Os caras votam, segue em frente, ela veta e "Ohhhh salve fulana! fomos salvos!".
    Daí mudam algumas coisinhas, e deixam todo mundo contente, empresariado e assalariado,..

    Para mim, todo mundo tem que mudar, tem que mudar essa cultura de que o empresário quer o mal dos funcionários, que os funcionários querem o mal do patronato. um depende do outro, e é tudo questão de oferta/demanda.
    Se sou empregado, trabalho bem, mão de obra escassa, vejo que sou indispensável, vou pedir aumento sim! vou querer ganhar até mais do que mereço, porque não tem ninguém que vai fazer o meu trabalho.

    Agora, estou numa área onde sobra mão de obra, 3 ou 4 sabem fazer o mesmo trabalho que eu, tenho mais é que ficar quieto, ou então mudar de área(que é o que eu faria).

    O problema, é que as pessoas querem ganhar bem, fazendo pouco, num mercado competitivo, e a beira da recessão...


  • Victor  09/04/2015 12:38
    Com a aprovação dessa lei e consequente maior disponibilidade de mão de obra formal os salários, em geral, não tendem a cair? E como fica o nepotismo?
  • Laender  09/04/2015 13:21
    A comparação não é essa. A comparação é, de um lado, maior oferta de mão-de-obra formal (novo cenário), e, de outro, maior oferta de mão-de-obra informal (cenário atual).

    Qual desses dois cenários empurra os salários gerais para baixo?
  • Antonio Marcos  09/04/2015 14:59
    Não entendi? Mão de obra informal nas empresas? Que dados são esses
  • Laender  09/04/2015 15:07
    Eu não falei isso. Tenha mais atenção.

    O que eu disse é que hoje há pessoas na informalidade (pois os custos de empregá-las são altos, mas que agora teriam alguma chance de sair dessa semi-clandestinidade.

    Exemplo: um lavador de carro. Empregá-lo em um posto, com todas as exigências das leis trabalhistas, pode não ser interessante para o proprietário do posto. Por outro lado, com a nova lei, ele pode ganhar contratos temporários e, com isso, renda.
  • Juliano  09/04/2015 12:42
    Um detalhe que, pra mim, não ficou muito claro em relação à terceirização: "E a realidade, aliás, é que o projeto de lei também é levemente intervencionista nesse caso, pois seu artigo 10 diz que, durante a prestação do serviço, a empresa contratante fica responsável, subsidiariamente, pelos créditos trabalhistas do empregado. Se o contratado, por exemplo, for um profissional da atividade-fim com empresa própria, ele pode requerer a equiparação com relação de trabalho na justiça. Ou seja, o projeto de regulamentação da terceirização é até tímido". Essa equiparação se refere à equiparação salarial? Dois empregados (um terceirizado e outro não) receberiam exatamente a mesma remuneração? E, caso a empresa contratada não remunere seu empregado da mesma maneira que o empregado da contratante em casos de atividades-fim, a contratante será responsável por complementar sua remuneração? Entendi direito? Ou essa equiparação se refere apenas à reclamação dos direitos trabalhistas num processo de rescisão? Grato.
  • Antonio  09/04/2015 16:06
    A letra de leis positivadas como esta, com certeza resultará em batalhas judiciais intermináveis. Trabalhadores entrarão na justiça. Cada Juiz dará sua interpretação, e teremos milhares de processos judiciais até que um dia o STJ e STF resolva se pronunciar com suas súmulas. Ou seja, mais insegurança jurídica.
  • Wellington Kaiser  09/04/2015 12:59
    Os concurseiros estão cheio de medo. Mas se por um lado vemos a ineficiência do funcionalismo público ameaçado, por outro lado vemos a possibilidade de "cabides" ampliado (oferecer aquele emprego ou contrato pro companheiro). Setor privado vai se beneficiar, corruptos do governo tb.
  • Rennan Alves  09/04/2015 13:25
    Perdão mas não consegui compreender a ampliação de cabides. Poderia esclarecer?
  • Wellington Kaiser  09/04/2015 15:39
    Ao invés de fazer uma prova em que todos podem participar e concorrer, o governo vai poder escolher empresas para ofertar um serviço. Não sei exatamente qual é a sua dúvida, mas sugiro que você tente comparar o nível de corrupção em concurso público com o nível de corrupção em licitações e contratos com empresas (tipo o que ocorre na lava-jato).
  • Rennan Alves  09/04/2015 17:18
    Mas o estado sempre escolheu. A diferença é que agora as empresas também podem escolher atividades terceirizadas que antes eram negadas.

    "Não sei exatamente qual é a sua dúvida, mas sugiro que você tente comparar o nível de corrupção em concurso público com o nível de corrupção em licitações e contratos com empresas (tipo o que ocorre na lava-jato)."

    A minha dúvida era sobre a ampliação de cabides para o estado. O estado sempre funcionou a base de cabides, seja sobre terceirizações ou sobre concursos. Sim, isso mesmo, concursos também.

    Golpe transforma concursos públicos em cabides de emprego.

    Aqui no ceará nossos ilustres vereadores conseguem facilmente o gabarito das provas e os repassam aos seus compadres.
  • RISP  10/04/2015 14:14
    O concurso público SEMPRE será mais oneroso para o Estado e a sociedade, pois embute a estabilidade: são longas décadas em que aquele cidadão receberá um salário cada vez maior, com ou sem a necessidade de seu serviço.
    Além disso, a estabilidade gera acomodação.

    Sem concurso, caso haja mudanças na necessidade daquele serviço, ou caso o sujeito se acomode e vire um parasita gordo e desmotivado, é só tocar o sujeito de lá.
  • Washington Skol  09/04/2015 16:23
    O funcionalismo público é ineficiente por natureza, tanto faz se seus quadros são preenchidos por concursados ou não. O serviço público não funciona sob a lógica de mercado, portanto, não tem qualquer condição alocar eficientemente bens escassos.
  • Wellington Kaiser  09/04/2015 17:39
    Washington Skol (ri demais) e Rennan, eu sei que o sistema atualmente é ineficiente e corrupto, só estou apontando para uma nova modalidade, que vai aplicar a corrupção com mais eficiência (creio eu).

    E dizendo que apesar de ser perigo para os concurseiros, não significa que vá ser algo benéfico para nós (falando especificamente do estado). Saca?
  • Pedro  13/04/2015 17:07
    Vamos nos ajudar, né? Já é tanto tema p/ debater... não dá p/ ser lento assim.

    Como que não faz diferença pro Estado se for concursado ou não? O guerreiro aí em cima acabou de comentar: se não tem estabilidade, esse cara sabe que pode ir p/ rua se não mostrar serviço; fora a simples possibilidade de ser demitido caso não haja mais a necessidade de seu serviço.

    Como que isso não faria bem p/ as contas do Estado?
  • Franco-Asponaria  10/04/2015 00:16
    Acho que o pessoal que trabalha para a Fantástica Fábrica de Dinheiro não precisa se preocupar. Os burocratas são uma peça na sustentação do sistema de estado atual, e o governo tenta, quando pode, fazer um agrado aos mesmos.
    E pense bem: se o governo quisesse reduzir os gastos de pessoal, não estaria esperando uma lei para terceirizar, era só não repor o pessoal com novos concursos a medida que fossem se aposentando e botar a galera restante para trabalhar mais ou menos sério. Porque não o faz? Porque os aspones têm um papel político.
  • Anti boquinhas   09/04/2015 13:06
    Kkkkkkk sei que a lei nao e grandes coisas, mais confesso que gostei. A melhor parte e ver os vagabundos tremendo de medo de perderem suas boquinhas. Esta mais do que na hora de o estado diminuir ao máximo sua área de atuação ate sua completa extinção e qualquer lei para isso sempre e muito bem vinda,ainda mais se aprovada dentro do próprio Pt que sempre foi contra tercerizacoes e iniciativa privada.
  • Kender  09/04/2015 13:27
    Huahuahuahua quem vai perder boquinhas? O cara que estudou prestou concurso e entrou como servidor concursado? Aumentar competição e eficiência contratando terceirizada que paga uma bola para cada servidor comissionado "cargo de confiança", que entra sem concurso público que colocou o dedo no contrato? Sério? Licitação talvez não seja a melhor forma de contratação, pois em muitas vezes é um jogo de cartas marcadas (assim como uma ou outra pessoa que entram via concursos). Por uma simples questão de forma de comparação, é muito mais fácil ter trambique terceirizando no Estado do que via concurso público (claro que varia de acordo com nro de contratados e nro de concorrentes na licitação) quanto maior o nro de interessados, menor a chance de trambique pois um interessado é concorrente do outro. Em licitações 3 terceiras podem concorrer e depois d uma escolhida, um servidor público acompanha a prestação do serviço e libera os pagamentos (seja ele concursado ou não) se ele tem um acordo com a terceira e recebe por fora é bem complicado de descobrir... Se ele pede que a prestadora contrate o Zequinha para trabalhar como terceiro, é bem difícil de descobrir... Na boa, terceirizar no governo não vai render bons resultados, só não vê quem não quer... Mas muitos contratos para prestação de serviços para a população serão firmados, podem ter certeza!!!
  • Antonio  09/04/2015 16:18
    Ingenuidade sua. O Estado não diminuirá de forma alguma. Alguns políticos que possuem empresas de terceirização estarão com suas garras nas fontes de recurso dos impostos. Estes empresários não estão preocupados com eficiência, pois o histórico dos trabalhadores que prestam serviços terceirizados a instituições públicas são pessimamente remunerados. Na licitação ele sai para o estado por 3x quando pouco e a empresa prestadora paga x.
    Diminuir Estado é: eliminar ministérios que não servem para nada, extinguir agências reguladoras, reduzir drasticamente os cargos comissionados.
  • Andre  09/04/2015 13:13
    "Isso está deixando os concurseiros profissionais em polvorosa...".

    Eles estão DESESPERADOS, pois vai ficar mais difícil se alojarem nas sinecuras.
  • Pobre Paulista  09/04/2015 13:26
    Quero ver algum projeto com bolas de acabar com a CLT e todos os "direitos trabalhistas" vigentes. Esse projeto aí não muda nada de nada.

    PS: "Para o estado, a isenção; para o empresário, o rigor da lei."... Não me diga! :)
  • Silvio  10/04/2015 15:07
    Um parlamentar teria que ser muito macho para apresentar um projeto desses. No entanto, sabemos que isso nunca acontecerá, porque no Congresso não há homens, apenas ratos.
  • Felipe Lange  09/04/2015 14:11
    Por que os sindicatos e "concurseiros" ficaram revoltados com o projeto de lei?
  • Wellington Kaiser  09/04/2015 16:04
    Ao invés de fazer concurso para empregar pessoas, o governo pode contratar uma empresa para fazer o serviço. Isso bota medo em quem dedicou esforços e dinheiro para aprender a passar em provas.

    Os grandes sindicatos estão com medo por dois motivos:

    1- Terceirização vai fragmentar empresas em vários setores, se um sindicato tinha "monopólio" de um ramo, agora ele vai ver pessoas migrando para outros sindicatos

    2- Existe a possibilidade de contratar PJ ao invés de CLT e ignorar o sindicato.
  • Jessica Lange  09/04/2015 18:09
    Três palavras: reserva de mercado.
  • Felipe Lange  10/04/2015 13:09
    Sim... sim...

    Mudando um pouco de assunto, seu nome é mesmo Jessica Lange? És minha familiar?
  • Franco-Asponaria  10/04/2015 00:40
    A asponada lá do trabalho, que teve uma educação bem marxista, ficou meio chateada com essa lei, porque aprenderam que o que ruim para o empresário é bom para o trabalhador e vice-versa, e menos lucro para os empresários igual a maiores salários... Tentei explicar que não é bem assim, que o interesse dos dois é o mesmo: produzir mais riquezas.
    Falta o pessoal entender nossa boquinha já tá garantia (e vão continuar havendo os concursos alvo dos pretendentes a aspone), e uma lei que ajude o país a produzir mais riquezas ajudará a arrecadar mais impostos, que são a fonte de sustento de nossa classe aspônica.
  • Lopes  09/04/2015 14:14
    Uma pérola das sempre burlescas (porém tristemente precisas) notas do IMB:

    E essa terceirização acaba por beneficiar a todos, inclusive aos terceirizados, pois esses empregados também irão consumir produtos e serviços de empresas que terceirizaram suas atividades-meio e, consequentemente, baratearam seus produtos. (Nota do IMB: ou, na realidade brasileira, aumentaram seus preços com menos intensidade).

    Excelente artigo e análise. Se aprovado, atenuará (nem que seja pouco) o colossal risco que é contratar funcionários (ou seu serviço) no Brasil.
  • Diego M  09/04/2015 14:43
    Amigos,

    Confesso que estou bastante em dúvida com relação a essa PL 4330 e seus resultados.

    Causa-me estranheza poder terceirizar as atividades-fim, estranheza. Não tenho opinião certa sobre isso.

    Outro ponto é em relação a terceirização de funcionários públicos. Isso abriria margem para possíveis esquemas de desvio de dinheiro ou contratos de prestação de serviço supervalorizados ou de cartas marcadas e contratos certos, tornando todo o sistema de contratação do serviço público um verdadeiro lamaçal de corrupção.

    Outro ponto seria comparar essa proposta com algo semelhante em outro país.
    O México implantou algo semelhante por lá em 2012, e até onde me consta, a situação por lá não melhorou, aumentando o desemprego (pouco, mais aumentou) e aniquilou a função dos bancários no país.

    Outra questão que eu mesmo levanto é que tais comparações são feitas apenas por Jornalismo tendencioso de esquerda, CUT, sindicatos, etc ... Seria interessante informação mais isenta, se é que existe.

    Enfim, estou encontrando uma grande dificuldade para visualizar as consequências dessa lei de forma isenta.
    Gostaria de compartilhar isso com vocês. Caso alguém possa ajudar a elucidar isso, seria de grande ajuda para todos, penso.

    Abraço.
  • Malthus  09/04/2015 14:59
    Desculpe Diego M., mas sua afirmação sobre o México está factualmente incorreta. As estatísticas de desemprego mostram justamente o contrário:

    www.tradingeconomics.com/charts/mexico-unemployment-rate.png?s=mxueunsa&d1=20100101&d2=20151231&type=line


    É importante ter muito cuidado antes de sair repetindo apressadamente informações falsas que foram propagadas por aí.
  • Carlos  09/04/2015 15:03
    E vale ressaltar que, mesmo que o desemprego tivesse subido (e as estatísticas mostram que esse não foi o caso), seria necessário fazer uma análise de correlação e causalidade.

    1) A lei é igual à do Brasil?

    2) O desemprego aumentou por causa dela ou apesar dela?

    3) O desemprego seria menor na ausência da lei (como você sabe que ele não seria ainda maior caso não houvesse a lei?)

    Isso é crucial.
  • Diego M  09/04/2015 15:23
    Malthus, Carlos,

    Valeu pelas informações e questionamentos.

    Só quero deixar bem claro que até o momento não estou nem do lado de cá nem de lá, estou justamente colhendo informações.

    Mas valeu pela ajuda.

    Abraços.
  • Kender  09/04/2015 16:51
    Diego M, Na boa o PL 4330 está sendo modificado (incluindo mais 8 aos 19 artigo, ou seja é quase 50% a mais de "conteúdo" legislativo apesar do texto original ter ficado parado 10 anos... Se vai ser bom ou ruim e para quem acho que só vai ser possível saber depois que estiver valendo (mesmo porque, se está sendo modificado pode ficar muito melhor que o original ou muito pior...).
    A questão para mim muito fácil de enxergar é: no BR as terceirizações não tem como objetivo ganho de eficiência, mas redução de valor. Funciona assim: se em algum país uma grande empresa contrata uma empresa de limpeza, essa empresa combina datas e horários vai ao local e faz a limpeza, aqui no BR se uma grande empresa contrata um "cooperativa" de limpeza ela deixa de contratar X funcionárias de limpeza e deixa de pagar valores relacionados a encargos trabalhistas e processos trabalhistas. A cooperativa que vai trabalhar leva um número de pessoal de limpeza que fica lá na empresa contratante fazendo a mesma coisa que os funcionários originais, só que contratadas pela terceira. Se o serviço de limpeza fica melhor ou pior via de regra, não é avaliado, se o número de funcionários é igual também não (a menos que comece a ficar muito evidente que o serviço está sendo mal feito). Não são utilizadas novas tecnologias de limpeza, ou máquinas ou qualquer coisa que realmente melhore a prestação do serviço e traga mais eficiência. Mesmo por que a contratada quer que alguém esteja disponível ao longo do expediente para limpar os banheiros e não que os banheiros sejam limpos uma vez por dia... É similar para outras contratações, se o serviço é um pouco mais elaborado (empresas que contratam fábricas de software ou terceirização de help desk) iniciantemente a terceira coloca o mesmo nro de funcionários, alegando a transição entre a contratação direta e terceirização, com o tempo vai reduzindo o nro de funcionários que prestam o serviço sem deixar que a fila de atendimento aumente além de níveis contratuais... se o atendimento cair muito de qualidade eles voltam a contratar um número emergencial de funcionários. Como eles são especializados muitas vezes usam um mesmo funcionários para anteder diversas empresas pequenas (que tem baixos nros de chamados) possibilitando realmente um valor mais baixo (aproveitando o que nas empresas pequenas seria ociosidade do funcionário) para empresas grandes (com alto nro de chamados) a diferença fica entre (valor administrativo da terceira + salários de seus fusionários + nível de atendimento dos chamados + risco de processos trabalhistas) X (salários diretos + encargos + custos administrativos internos para administrar os funcionários se fosse contratação direta + nível de atendimento = Riscos de processos trabalhistas). De forma geral, para valer a pena terceirizar a empresa precisa ter fatores que a levem a não ter competência para contratar ou gerencia funcionários próprios.

    Quem defende a terceirização diz que a especialização gera eficiência, gostaria de saber então por que então os serviços mais terceirizados (no Brasil) são aqueles que menos tem impacto de eficiência ou onde a eficiência é menos levada em consideração... (que são serviços pouco especializados, pouco eficientes e dependentes de mão de obra barata).

    Além disso, uma lei para permitir a terceirização no Brasil é igual a jabuticaba... Temos leis extremamente retrógradas criam distorções no mercado de trabalho e para resolver isso, fazemos uma nova lei que irá permitir que as empresas contratem terceiras para tentar resolver um problema que é um só: a CLT. Na CLT é "justa causa" demitir alguém que joga póquer no final de semana!!!! (fora do horário de trabalho, sem qualquer impacto para suas atividades!) dentre outras pérolas que só tem ali... O que cria a "necessidade" atual do PL 4330 é a CLT, se a CLT fosse razoável, muitas das vantagens de terceirizar como possibilitará a PL 4330 deixariam de existir (pois as vantagens estão não na eficiência, mas no risco de processos trabalhistas...).

    Para mim o PL 4330 é um retrocesso, ele não cria real liberdade para nada, só transfere da atual contratante para a terceirizada. Diminui a probabilidade do problema real ser trabalhado (diminui o incomodo causado pela CLT pois grande empresas passam a terceirizar e diminuem o risco direto de ações trabalhistas) a CLT não é modificada e as terceirizados criam mais um "esquema" distinto de contratação no mercado de trabalho (além dos CLTs contratados, dos autônomos, dos terceiros de atividades não fim (como os que já existem), dos PJs que na verdade só existem por que a CLT existe, dos PJs que realmente existiriam pois são de fato prestadores de serviços que não estão vinculados a uma só empresa a 10 anos...).

    Para terceirização funcionar do Brasil não dá p aprovar um projeto mal feito e remendado em cima da hora no momento de recessão só p tapar um buraco... Primeiro tem que mudar as relações e leis de trabalho (atacar o problema direto) depois liberar que as empresas contratem serviços não relacionados as suas atividades. Caso contrário, só vai servir de maquiagem para uma única coisa: fragilizar dividir em diversas categorias diferentes aqueles que trabalham (uns tem direitos, outros não, uns tem carteira assinada, ouros recolhem menos encargos e tem menos benefícios no futuro mas ... dane-se o futuro (aposentadoria) não chegou ainda) enfim, tantas divisões com tantos detalhes e tantas diferenças entre encargos na situação presente e direitos no futuro que é muito difícil avaliar qual o melhor modelo de trabalho.
  • Diego M  09/04/2015 18:20
    Kender,

    Concordo com boa parte do que falou.
    E já está claro a muito tempo que a CLT deve ser alterada e atualizada para o bem do mercado brasileiro (tem mais de 70 anos). Talvez, aí sim com isso, a terceirização poderia ser melhor tratada.

    Valew
  • Lucas Amaro  11/04/2015 15:25
    "Quem defende a terceirização diz que a especialização gera eficiência, gostaria de saber então por que então os serviços mais terceirizados (no Brasil) são aqueles que menos tem impacto de eficiência ou onde a eficiência é menos levada em consideração... (que são serviços pouco especializados, pouco eficientes e dependentes de mão de obra barata)."

    Porque majoritariamente os serviços que são terceirizados são de menor valor agregado e/ou permitem menor potencial para inovações. E, além disso, talvez as coisas não sejam tão visíveis. Não sei se você acompanha futebol, mas imagine um volante que marca bem. O torcedor nem percebe sua presença em campo pois não faz gol, não dribla, não faz nada de destaque. Entretanto, para o técnico e para o resultado do jogo ele é fundamental.

    Imagine um vigilante. Você mesmo poderia contratar um, avaliar sua qualidade, cuidar da questão da CNV, avaliar a qualidade do serviço como um funcionário qualquer da sua empresa e cuidar da regulamentação pertinente ao porte de arma e munição. Terceirizar todo esse serviço realmente não vai revolucionar nada, não vai mudar da água pro vinho. Todavia, você ganha eficiência nesse trabalho em sua empresa devido à especialização da empresa contratada, que em tese possui muito mais parâmetro e estrutura para te disponibilizar tal serviço do que você mesmo cuidar disso.

    "Não são utilizadas novas tecnologias de limpeza, ou máquinas ou qualquer coisa que realmente melhore a prestação do serviço e traga mais eficiência."

    Mesma questão da água pro vinho. E, como você mesmo elenca, problemas alheios à terceirização impedem que a mesma seja mais eficiente. E agora, com o câmbio voando de foguete, imagine a questão de utilizar tecnologia moderna, principalmente importada...
  • Fabio  24/04/2015 14:47
    Muito dos pontos citados com relação a ineficiência da terceirização, deve-se ao fato de ela ainda ser vista com maus olhos, possuir concorrência tímida e não possuir incentivo.

    Com a efetivação do PL, a terceirização deve se expandir e profissionalizar para poder lidar com a concorrência. As empresas terceirizadas ruins tendem a dar espaço para as boas, pois trata-se de um mercado de livre concorrência.

    No final quem tem a ganhar é o país como um todo.

    Com o aumento do número de empresas, maior a dificuldade de esquemas em licitações públicas.
    Argumentos que se valem de corrupção/exploração não são válidos, já que devem ser tratados como crime que são. Se souber, denuncie!

    O que não pode é ficar restringindo a facilidade dos empreendedores de contratar e dos funcionários de serem contratados com leis e burocracias. Isso é uma afronta ao nosso progresso e a nossa competitividade em escala global!
  • Juan  09/04/2015 14:47
    Certa feita um professor no curso de Direito colocou que trazer coisas que dão certo lá fora para o Brasil não é certeza de sucesso aqui, visto que a tendência do brasileiro é dar um jeito de levar vantagem a custa de outros e concordo com ele. O problema não é a terceirização, mas nossa cultura que deturpa aquilo o que é bom afim de obter vantagens em cima de outrem. Convenhamos que há grande probabilidade disso acontecer.

    Lembrando e reforçando que não sou contra a terceirização, mas fico temeroso quanto a seus efeitos em nosso contexto.

    Saudações.
  • Cassim  09/04/2015 15:23
    E "levar vantagem sobre os outros" não ocorre sem um arranjo de terceirização? No varejo, por exemplo, contratadores atrasam ao máximo a assinatura de carteira dos seus funcionários porque não poderiam arcar com o prejuízo de um golpe ou possuem margens de lucro apertadas demais para pagar 104% de encargos sobre o salário já pago - e isto não vai mudar em um arranjo terceirizado, mas ao menos uma empresa cuja existência depende fundamentalmente da contratação, haverá tecnologia social para discernir golpistas de gente honesta - acredite, há muito funcionário renegado no varejo porque quando sua renda é pequena, roubar é sempre mais lucrativo. Você poderia dizer que a relação supramencionada é o contratador levando vantagem encima do trabalhador e é verdade sob um prisma legislativo - mas a verdade é que nem haveria trabalhador se fosse para levar a legislação ao pé da letra porque seriam postos de trabalhos custosos para setores que dão pouquíssimo lucro.

    Por acaso não ocorre de gente levar vantagem sobre outras se o estado afirmativamente proibir a terceirização de serviços-fim e efetivamente fazendo uns levarem vantagem acima dos outros como explanado no texto? Os dinamarqueses não gostam de dinheiro - ou qualquer outro país do mundo que não tenha perpetuado o manual jurássico de legislação trabalhista e já tenha debatido terceirização - nenhum deles gosta de dinheiro? Quais possibilidades estas de "levar vantagem"? E outra: por que há uma cultura de levar vantagem e por que ela é única a nós? Não seria o fato de vivermos em um país burocrático e engessado em que a amizade de alguém no poder é a única (e a melhor) forma de ascender ou prejudicar os outros?

    Basta olhar os exemplos de gente levando a melhor encima dos outros: costuma sempre ter uma coisinha ou duas a ver com o Estado. Seja o exemplo do empregador que não quer correr o risco de assinar uma carteira, o policial que te extorque se você não chamar seu próprio amigo policial (se um policial vier com má fé, o que você faz com este bandido? Chama a polícia?); seja no cara contratando os amigos na política ou uma empresa privada tendo de pagar à elite de uma estatal para que possa servi-la (vide o caso do Petrolão) - e muito mais. Desde os tempos de Lima Barreto, já se fala nisto e não é invenção da roda; você chama algum amigo de autoridade e ele dá um jeitinho no seu caso.

    Apenas peço que nos informe COMO a situação seria piorada sob um arranjo de terceirização discernindo do arranjo atual. É o mínimo que exijo.
  • Juan  09/04/2015 16:59
    Prezado,

    De modo teórico, ao meu ver, entendo que terceirizado ou não os direitos trabalhistas não serão alterados, visto que o que seria contratado pela Empresa X será contratado pela terceirizada Y, lembrando que ambos tem responsabilidade solidária nos casos de dívida trabalhistas.

    O que me preocupa é que historicamente,na prática, as empresas terceirizadas não tratam bem seus funcionários em diversos aspectos, principalmente no que diz respeito aos salários e benefícios, só que, talvez, esse seja ainda o menor dos males. O que mais preocupa é quanto a situação de terceirizados pelo Estado, visto que este não responde por dívidas trabalhistas de seus contratados, diferente do que ocorre no setor privado. Não paremos por aí: se hoje com a contratação de terceirizados apenas para as atividades meio do Estado já temos esse "cabaré"(com todo respeito as primas), imagina com o aumento da gama nas atividades que poderão ser contratadas com a aprovação dessa norma?

    Em meio aos casos que citei, a piora se daria no aumento dessas práticas e, aumentando essas práticas, o que Estado iria sugerir? Mais regulamentação... Sabemos que é o que ocorrerá. Veja, além de aumentar as práticas, o Estado, com a desculpa de querer garantir o estado de bem estar social, iria intervir. O que parecia ser bom, se tornará pior.

    Veja bem, você entrou no cerne daquilo que quero que compreendam: as práticas diárias de levar vantagem enraizadas em nossa cultura. São 500 anos de cultura que não serão mudados do dia pra noite.

    Penso que hoje devemos nos concentrar em atacar essa ideologia de que o Estado é o pai de todos,de que ele é quem garante nossos direitos. É uma verdadeira tortura assistir as aulas do curso de Direito e notar que propriedade privada e direitos individuais é só pra engabelar ignorantes e militantes acéfalos. Isso sem contar o direito público, pra quem é a favor do Estado mínimo é torturante ouvir e ser "obrigado" achar aquilo correto. Nossas forças devem se voltar, neste momento, em mudar essa concepção. Mudando isso, o restante vai acontecendo.

    Mas enfim, compreendi seu comentário e creio que enriquece muito esse debate. No final o que queremos é que o Estado seja mínimo, mas há um árduo caminho, porém, não desanimaremos.

    Saudações!
  • Cassim  10/04/2015 01:41
    Boa resposta, Juan. Deixe-me ver se chegaremos a algum lugar:

    De modo teórico, ao meu ver, entendo que terceirizado ou não os direitos trabalhistas não serão alterados, visto que o que seria contratado pela Empresa X será contratado pela terceirizada Y, lembrando que ambos tem responsabilidade solidária nos casos de dívida trabalhistas.

    I) Concordo. É o relato do que está ocorrendo. Porém se uma Empresa X contratar uma Y, levará em conta o risco / benefício de contratá-la e ter de arcar com o fardo de uma dívida alheia em comparação a contratar um funcionário individualmente (processo arriscado que requer tempo e às vezes, treinamento). Em TI, por exemplo, ramo sobre o qual estou estudando atualmente, é requerido quase 1 ano até que um programador novo consiga acompanhar a eficiência média de um veterano em uma determinada linguagem - como empresas ora precisam de software, ora precisam de sites, ora precisam de especialistas em segurança, o ideal seria ou contratar uma empresa especializada em cada ou em tudo (gente que você não vai poder manter quando terminarem seus serviços) - porém, você inerentemente precisará de um para fazer manutenções abruptas do seu material ou realizar rápidas expansões; você então garante um programador que possa dar exclusividade às suas necessidades.

    Sendo assim, o arranjo da terceirização pode ser muito útil para lidar especialmente com carga extra de trabalho (no varejo, isso é feito na informalidade através de bicos durante o Natal, por exemplo - mas um hospital ou uma fábrica não podem fazer o mesmo devido à vigilância acrescida sobre suas atividades profissionais - através de sindicatos no caso dos operários, por exemplo).

    Por que os dois parágrafos acima? Porque realmente julgo que você talvez não entenda o motivo de funcionários serem terceirizados ao invés de contratados para começar. A falta de terceirização é especialmente danosa em momentos de demanda extraordinária.

    O que me preocupa é que historicamente,na prática, as empresas terceirizadas não tratam bem seus funcionários em diversos aspectos, principalmente no que diz respeito aos salários e benefícios, só que, talvez, esse seja ainda o menor dos males. O que mais preocupa é quanto a situação de terceirizados pelo Estado, visto que este não responde por dívidas trabalhistas de seus contratados, diferente do que ocorre no setor privado. Não paremos por aí: se hoje com a contratação de terceirizados apenas para as atividades meio do Estado já temos esse "cabaré"(com todo respeito as primas), imagina com o aumento da gama nas atividades que poderão ser contratadas com a aprovação dessa norma?

    II) Já há uma regulamentação (ou melhor, PROIBIÇÃO) e você quer mantê-la para evitar outra regulamentação? Por tal lógica, o ideal seria jamais ter privado a velha TELERJ porque isto significaria a vinda da Anatel ao RJ.

    E outra, Juan, no primeiro parágrafo você fala que não haverá perda ou ganho em matéria de direitos trabalhistas. Mas neste segundo parágrafo, você diz exatamente o oposto.

    Não é possível eu, com você, aqui e agora, calcular um mensurador de burocracia e regulamentação que virá. Peço somente que leia o último textinho do Item I e tente colocar na balança os hipotéticos problemas de contratar alguém apenas para um Natal e dispensá-lo ao fim. Levando em questão o varejo de base que existe apesar do Estado graças justamente a bicos e à informalidade.

    Sobre a palavra "historicamente": a história não vem do nada. A cultura não vem do nada. Se o policial me extorque e ameaça retirar o lacre da minha placa para me prejudicar, ele não o faz por razões históricas - ele o faz porque pode. Gente ruim existe em todo lugar - o problema é quando elas têm poder de abusar dos outros, como é o caso do estado. Quando uma sociedade se baseia na vontade das pessoas malignas que têm poder e menos nas pessoas boas que tentam procurar soluções mutuamente vantajosas a todos e são voluntariamente gratificadas pela utilidade que criam (fazendo isso por moralidade ou pragmatismo), não há vantagem alguma em ser bom - muito pelo contrário.

    Em meio aos casos que citei, a piora se daria no aumento dessas práticas e, aumentando essas práticas, o que Estado iria sugerir? Mais regulamentação... Sabemos que é o que ocorrerá. Veja, além de aumentar as práticas, o Estado, com a desculpa de querer garantir o estado de bem estar social, iria intervir. O que parecia ser bom, se tornará pior.

    Veja bem, você entrou no cerne daquilo que quero que compreendam: as práticas diárias de levar vantagem enraizadas em nossa cultura. São 500 anos de cultura que não serão mudados do dia pra noite.


    Não. Pode até ser uma prática diária enraizada em nossa cultura, mas não veio do nada. Mas é muito mais uma condição para a própria existência de um negócio - no caso da varejo. Crie uma livre contratação que seja realista à improdutividade da população ou melhor, de cada um. Se você põe o salário mínimo em 1200, você não vai enriquecer o cara que trabalha no varejo, vai simplesmente deixar o cara sem emprego e o bem que você criará será infinitamente menor que o mal que criou.

    Volto a falar: você está defendendo uma regulamentação para evitar outra regulamentação. Melhor seria se o próprio ato de contratar fosse proibido.

    Penso que hoje devemos nos concentrar em atacar essa ideologia de que o Estado é o pai de todos,de que ele é quem garante nossos direitos. É uma verdadeira tortura assistir as aulas do curso de Direito e notar que propriedade privada e direitos individuais é só pra engabelar ignorantes e militantes acéfalos. Isso sem contar o direito público, pra quem é a favor do Estado mínimo é torturante ouvir e ser "obrigado" achar aquilo correto. Nossas forças devem se voltar, neste momento, em mudar essa concepção. Mudando isso, o restante vai acontecendo.

    Mas enfim, compreendi seu comentário e creio que enriquece muito esse debate. No final o que queremos é que o Estado seja mínimo, mas há um árduo caminho, porém, não desanimaremos.


    E quanto maior for o estado, mais miserável a população irá ficando. Esta é uma oportunidadezinha de nada, quase nula, de dar um oxigênio aos produtores e os livrarem de um fardo. A terceirização será um caminho escolhido por empresas estrangeiras que não podem estabelecer escritórios legais por aqui para arcar com todas as dificuldades de contratar alguém. Concordo que há riscos (a serem considerados em cada contrato) e que é uma oportunidade para um aumento de regulamentação do estado (sendo-o, todo o serviço de terceirização simplesmente apodrecerá); mas ninguém terceiriza por capricho.

    Abraço.
  • Juan  10/04/2015 14:29
    Prezado,

    Ótima exposição!

    Na verdade meu caro, sobre os casos mencionados no item I, uma atividade basilar de nossa economia terceiriza muito: construção civil.

    Trabalhei por algum tempo no administrativo de uma construtora, terceirizada diga-se de passagem. Vou usar um de meus exemplos: no ano de 2011 trabalhei no Projeto Eldorado, em Três Lagoas/MS, na construção de uma complexo que comportaria uma fábrica de celulose. Era uma espécie de terceirização em cadeia, se assim posso colocar. O projeto contratava x empresas para tocar a obra de acordo com a especialidade de cada uma. Essas x empresas contratavam mais y empresas e repartiam o serviço entre elas. Ainda havia probabilidade de algumas dessas y empresas contratarem mais umas z empresas. E assim ocorre em qualquer obra de grande porte, principalmente as de infraestrutura, ou seja, a terceirização já ocorre de maneira forte em de nossos setores da economia.

    O que não posso deixar passar é que conforme ia chegando nas gatas (apelidos das empresas terceirizadas, das terceirizadas, das terceirizadas) a irresponsabilidade e a má infraestrutura era visível. No caso da empresa em que laborei, apesar de médio porte, sempre deu uma boa infraestrutura e honrou seus compromissos trabalhistas, mesmo nos momentos mais difíceis. Tanto é que meu pai trabalhou lá por 15 anos. Fazendo um adendo, geralmente essas empresas irresponsáveis orçavam muito barato, o que explicar muita coisa.

    Conforme você colocou, a demanda é muito grande dependendo do setor. E outra, só terceiriza grandes atividades, não tem a mínima lógica uma empresa menor terceirizar. Sendo assim, a terceirização é comum. Só pra complementar que no ramos do petróleo acontece a mesma coisa.

    Você deu uma iluminada em minha mente no sentido do "PQ" se terceiriza. Não havia me atentado a isso.

    Quanto ao item 02, acho que isso será rotineiro até que sejamos livres de um estado grande, pois cria-se algo, logo, regula-se. Então seria melhor nem criar ou privatizar, a depender do caso.

    Entendo o que você quis dizer quanto a história não começa do nada, e até concordo. Porém, temos que concordar que é um processo árduo, porque aceite a gente ou não, uma ideia foi construída em cima disso, dessa condição de existência leva tempo, pois construir uma ideia é mais fácil do que desconstruir uma. Teremos que ter paciência.

    Isso rende pano pra manga.

    Abraços, fica na paz!
  • Rennan Alves  09/04/2015 14:52
    A quantidade de propensos ao marxismo saindo do armário é impressionante. Obrigado IMB, por mostrar-me os "liberais" que despencam por aqui.
  • Wellington Kaiser  10/04/2015 03:23
    O passarinho quando sai da gaiola fica confuso.

    Tenha paciência com o pessoal, foram criados para aceitar o estado, vão ter dificuldade para assimilar a liberdade.
  • Amaury de Moura  09/04/2015 15:35
    O projeto é péssimo. Nos bancos e nos correios, por exemplo, grande parte dos serviços já é terceirizado. Ou seja, o que é ruim, vai piorar. Aqui em Minas extinguiram a Cemig Serviços e terceirizaram o serviço de manutenção da rede elétrica. Resultado: blecautes constantes e mais demorados. Antes o atendimento era em duas horas. Recentemente chegou a demorar 12 horas(!) para restabelecer a energia. Além disso, ao abrir a possibilidade de terceirização para o setor público muitas empresas prestadoras de mão-de-obra (e doadoras de campanhas) vão conseguir fraudar licitações, nomeando "amigos do rei" e parentes para diversos cargos. Vai ser um prato cheio para os corruptos. O Brasil está cheio de projetos bem-intencionados que se reveleram um desastre. Esse com certeza é um deles.
  • José Márcio   09/04/2015 16:26
    Nêgo dá o exemplo de uma estatal porca -- também sou de Minas e, desde que me faço por gente, a Cemig nunca teve essa rapidez por você relatada --, a terceirizada esperadamente também é ruim (por que a estatal ruim iria contratar uma terceirizada boa? O que uma estatal ganha com isso? Por que uma terceirizado contratada por uma estatal ruim prestará bons serviços?) e você demonstra surpresa?

    Desculpe, mas você não entende como funcionam os incentivos para uma estatal que conta com a muleta do governo.
  • George  09/04/2015 16:47
    Mas a maioria dos bancos privados já terceiriza seus serviços - e são mesmo péssimos. A Cemig era eficiente sim, em cada cidade havia uma equipe de plantão que rapidamente reparava a rede e restabelecia a energia. Agora eles centralizaram em cidades-polo, que são responsáveis por um grande número de municípios e nem sempre há pessoal disponível. E convém não esquecer: terceirizados ganham 24% menos do que outros funcionários.
  • José Márcio  09/04/2015 17:20
    Você só utiliza como exemplo estatais ou pára-estatais (sim, bancos, não importa se públicos ou privados, operam em uma esfera blindada contra qualquer concorrência; leia mais aqui). Ou seja, você só utiliza como exemplos empresas que têm um mercado cativo e protegido pelo governo -- e que, portanto, não precisam se preocupar com bons serviços.

    No entanto, e ainda assim, qualquer terceirizadinha meia-boca do Itaú e do Bradesco funcionam melhor que as equipes originais do BB e da CEF. Experiência própria e relato de familiares.
  • anônimo  09/04/2015 15:52
    Terceirização é o melhor caminho para todos.

    Imagine que você trabalha no setor de T.I. de uma empresa que produz bebidas. O ramo principal da empresa é o de bebidas. Logo os cargos principais vão estar relacionados a área de produzir bebidas.

    Qual o máximo que um cara de T.I. vai chegar dentro de uma empresa de bebidas? Ou os desafios que ele vão estar disponíveis para ele crescer como um profissional. Vão estar todos limitados.

    E quando a empresa de bebidas entrar em crise, qual área que eles vão cortar os empregos? O do ramo principal que traz rentabilidade ou da área de T.I.?

    Agora se o cara trabalha numa empresa, cujo ramo principal é de T.I. e ela prestar serviços terceirizados, vai ter vários projetos para atuar e bastante espaço para crescer dentro da empresa.
  • taito  09/04/2015 23:15
    Meu sr, se o cara for de TI, e me disser que trabalha para numa empresa do ramo bebidas, mas quem paga o salario dele é uma outra empresa(claramente, mamando na teta dele), eu falaria na hora para esse cidadão:
    "porque você não corta o intermediário e ganha tudo pra você como PJ?".

    Empregos qualificados com mão de obra escassa, não sofre perdas com terceirização.
    Quem estiver trabalhando num regime de terceirização desses que você falou, ou porque é muito ruim no que faz, ou um péssimo negociador!

    Corte o intermediário aumentando sua renda em 25%(de acordo com alguns comentários daqui) e vá trabalhar como PJ, com possibilidade de pegar outros clientes e quando não estiver dando conta, contrate "terceirizados".




  • Antonio  09/04/2015 15:57
    Lei meia boca.
    Acabem com a CLT. Instituam contratos bilaterais de trabalho empregador-patrão ou na pior das hipóteses acordos coletivos de trabalho quando as empresas forem muito grandes com a possibilidade de intermediação de sindicatos se assim os empregados quiserem.
    O resto é balela.
    Esta lei em grande parte beneficiará políticos que possuem empresas de terceirização que prestam serviços ao estado. E o foco deles são as fontes de recurso do tesouro. Não são bobos. Essa lei não está sendo feita pensando na flexibilização na contratação do mercado privado. O foco destes políticos é a possibilidade de criarem empresas para prestarem serviço ao setor público. Que grande filão não terão podendo realizar serviços para área fim das estatais, autarquias e fundações além de toda a administração direta?
    Empresa boa não é aquela que presta serviço para o estado. Empresa boa é a que se sobressai no vasto mundo da concorrência do mercado.

    Lei boa é aquela que reduz o poder arrecadatório do Leviatan, protegendo quem realmente produz no livre mercado. Nisto essa lei não fará absolutamente nada.

  • Kender  09/04/2015 17:07
    Adorei !!! Verdade seja dita o problema atual não são as terceirizações é a CLT. (Não entendo por que todos ignoram que as terceirizações já ocorrem no BR e que não trazem nada de bom, pois estão ancoradas no mesmo modelo produtivo). No Brasil a maior parte das terceirizações que hoje existem só existem para reduzir o risco de processos trabalhistas CLT ou para pagar menores salários para quem de fato presta o serviço (o contratado da terceira). Esse PL 4330 não se propõem a mudar isso, apenas a fazer parte da bagunça (não há redução de burocracia real pois quem trabalha continua sendo regido pelas mesmas regras e papeladas).

    Abaixo ao Levitan.

  • Diego  09/04/2015 16:04
    Vamos aos fatos. Esqueça o mito sueco, alemão, japonês... estamos na banânia, inclusive li no antagonista que nem na Alemanha a terceirização funcionou. Isso só vai levar a mais desemprego e redução de salários. Sem contar na produtividade que já é péssima, se institucionalizar a terceirização então...
    Em três meses já foram 900 mil pra rua.
    Acho engraçado o preconceito com servidor. Tirando a festa dos comissionados e os apadrinhados de sempre, os tempos são outros.
    Vai passar numa prova de auditor, bacen, delegado e até mesmo de alguns de nível médio pra ver a "moleza", são anos e anos de dedicação, e um nível de exigência cada vez mais insano. Mas pra alguns é só "marcar um x". Deve ser por isso que qualquer um é fp e ganha mais de 10 mil por mês nesse país.
  • Rafael  09/04/2015 16:45
    Diego, substancie suas afirmações. Apresente ao menos uma teoria em vez de rasas e baratas efusões emotivas.
  • Rodrigo Amado  09/04/2015 16:47
    "...são anos e anos de dedicação..." pra passar na prova, depois é só relaxar e gozar.
  • Kender  09/04/2015 17:17
    Não dá p comparar Alemanha (repleta de serviços públicos que funcionam), com EUA (que tem um capitalismo um tanto mais selvagem e muito menos serviços públicos), com Brasil (que tem tributos de Alemanha e serviços públicos piores que Uganda...).

    País "não desenvolvido" é isso: poucos serviços públicos de qualidade, pois não há recursos. Se o governo de um país não desenvolvido se propõe a tutelar o bem estar social e gastar mundos e fundos de recursos com isso (como o Brasil tem feito) continuará oferecendo serviços péssimos (não tem dinheiro lembra? é um pais "não desenvolvido") e ainda assim gastará todos os recursos onde conseguir por as mãos.

    Para crescer e se desenvolver o país precisa aceitar "serviços ruins" como qualquer pessoa sem formação no mercado de trabalho... Daí com alguns recursos pode decidir como aplicá-los para conseguir algo melhor p futuro...
  • Ovo  09/04/2015 18:29
    "Não dá p comparar Alemanha (repleta de serviços públicos que funcionam), com EUA (que tem um capitalismo um tanto mais selvagem e muito menos serviços públicos), com Brasil (que tem tributos de Alemanha e serviços públicos piores que Uganda...)"

    Na Alemanha, os serviços públicos podem até funcionar, mas esteja certo de que é impossível funcionarem tão bem caso esses serviços fossem prestados pela iniciativa privada, que orienta a alocação de recursos de acordo com o sistema de preços. Além disso, o capitalismo se torna selvagem quando controlado pelo estado, de modo que sim, o capitalismo dos EUA está ficando cada vez mais selvagem (e, ao contrário do que possa imaginar, os serviços públicos não assim tão poucos). Sobre o Brasil, a carga tributária é menor do que a alemã, todavia, os alemães gozam de maior liberdade econômica do que nós, de modo que são capazes de produzir muito mais riqueza do que nós (e não sei e nem quero saber de Uganda).

    "País "não desenvolvido" é isso: poucos serviços públicos de qualidade, pois não há recursos. Se o governo de um país não desenvolvido se propõe a tutelar o bem estar social e gastar mundos e fundos de recursos com isso (como o Brasil tem feito) continuará oferecendo serviços péssimos (não tem dinheiro lembra? é um pais "não desenvolvido") e ainda assim gastará todos os recursos onde conseguir por as mãos."

    Não, país pouco desenvolvido é isso: é um país me que o estado estrangula o setor produtivo, que se vê incapacitado de produzir riqueza para que esse mesmo estado venha a roubá-la posteriormente. Serviços públicos em nada ajudam para reverter esse problema, muito pelo contrário. Serviços públicos são inevitavelmente caros e ineficientes, sem contar que geram distorções em toda a sociedade.

    "Para crescer e se desenvolver o país precisa aceitar "serviços ruins" como qualquer pessoa sem formação no mercado de trabalho... Daí com alguns recursos pode decidir como aplicá-los para conseguir algo melhor p futuro..."

    Para crescer e se desenvolver o estado precisa deixar que as pessoas possam produzir riqueza. Para tanto, o estado deve parar de vomitar regulações sobre o setor privado, de gastar mais do que arrecada e de falsificar moeda. Sem isso, é impossível que um país venha a se desenvolver.
  • Tio Patinhas  09/04/2015 17:44
    "Acho engraçado o preconceito com servidor."

    Conceito formado e diria que o servidor aqui sou eu, o autônomo.

    "Vai passar numa prova"

    Todos os dias eu passo em uma prova, se hj fizer um serviço ruim, amanhã ninguém me contrata.

    "auditor"

    Cobrador de imposto, aquele que toma à força o que não lhe pertence.

    "bacen"

    Impressor de dinheiro, responsável pela inflação (que é apenas mais um imposto).

    "até mesmo de alguns de nível médio pra ver a "moleza", são anos e anos de dedicação, e um nível de exigência cada vez mais insano"

    Como eu disse anteriormente todos os dias estou fazendo uma "prova", me dedico anos e não tenho estabilidade. Qual é esse nível de exigência insano? Depois de 3 anos estabilidade? Sério? É isso que é insano?

    "Mas pra alguns é só "marcar um x"."

    Correto, há outras fases tb, mas nada além disso.

    "Deve ser por isso que qualquer um é fp e ganha mais de 10 mil por mês nesse país."

    Com exceção de alguns casos envolvendo ser fichado na polícia, todo mundo pode virar fp. Não sei sobre os salários, mas considerando o fato de tomar esse dinheiro do setor privado, imagino que ganhem isso.

    Obrigado.



  • taito  09/04/2015 23:29
    Passar na prova, não deveria ser sinônimo de ter carta branca chupando o sangue dos colegas, trabalhando com morosidade e ter a estabilidade sem prestar contas de efetividade no trabalho.
    Setor publico, o serviço de 2 pessoas é dividido por 10 e não dão conta. Além do fato de que, nos tempos de "vacas magras" o setor privado faz o que??? DEMITE! o publico?? não pode fazer uma reestruturação sustentável.

    O que para você se resume numa prova, para o resto se resume em DÍVIDA, arcar com o salário do concursado que não pode ser despedido.

    Estabilidade de concursados, deveria ter um prazo de expiração.

  • anônimo  10/04/2015 09:59
    'vai passar numa prova'...
    Já vi isso umas mil vezes, por algum motivo bizarro a maioria de funça acha que ter QI de papagaio e ser bom em decoreba dá a ele o direito de obrigar os outros a pagar pelo serviço que ele faz
  • anônimo  10/04/2015 12:07
    Minha lógica foi inversa: já que o Estado obriga todo mundo a pagar por esse serviço, e eu tenho qi de papagaio e sou bom de decoreba, então pra que eu ficar me matando se posso ganhar bem mais fazendo um trabalho mais fácil?
    Você se esquece de que o Estado também é um agente no mercado. Se o Estado começa a comprar muito cimento, o preço do cimento sobe. Se o Estado começa a oferecer maiores salários para "pessoas com qi de papagaio e bons de decoreba" fazerem trabalhos burocráticos, a mão de obra com essas qualificações passa a ser mais ofertada para esse setor.
  • anônimo  11/04/2015 13:04
    Resumindo, já que o estado rouba todo mundo, vou entrar pra gangue e roubar também.
    Não existem palavras pra descrever como alguém assim é desprezível.
  • o anônimo anterior  11/04/2015 17:36
    Não... Estado rouba, o funcionário público vende seu tempo para o Estado (que paga com dinheiro roubado).

    Mas, porque é ético uma empresa ou um indivíduo vender concreto, farinha de trigo, ônibus ou computadores para o Estado e aceitar o tal dinheiro roubado, mas vender seu tempo e força de trabalho para esse mesmo Estado não é ético?

    Ou, então, você então argumenta que todas as empresas que recebem o dinheiro do Estado em troca de algum produto ou serviço (e por consequência seus funcionários) estão roubando você também?

    O Estado faz parte do mercado e os outros agentes respondem a ele, você goste ou não.
  • Atylla  09/04/2015 16:12
    A terceirização só é economicamente viável para o que se chama "atividade-meio" de uma empresa, e não sua "atividade-fim".
    Não concordo, exemplo: A atividade-fim de uma padaria é fazer pão, bolo. digamos que uma padaria ganhe um contrato de casamento, ela necessita de 3 padeiros para entregar os produtos no prazo de uma semana mas só tem dois padeiros, contrata um padeiro terceirizado por uma semana. Uma construtora para não atrasar uma obra com multa pesada contrata 20 pedreiros terceirizados,etc.
  • Magno  09/04/2015 21:10
    Exato. Essa (pequena) liberdade empreendedorial é imprescindível, mas há quem não queira ver.
  • anônimo  10/04/2015 12:05
    Mas então é melhor contratar logo mais funcionários
    Até porque se essa é sua atividade principal é você que vai ter mais experiência em saber quem são os melhores funcionários.E também vai poder treinar, fazer ele trabalhar em equipe, etc
  • Vitor Vban  09/04/2015 16:23
    De acordo com o que aprendi no conteúdo deste site, sobre a filosofia liberalista, quanto menos o Governo intervier nas relações de mercado, melhor.

    No caso desta proposta, tal lei servirá para desfazer a vinculação exclusiva com atividades-meio, talvez incluída na legislação por outra lei. Entendendo que tal atitude seja liberalista, pois libera opções ao contratante.

    A tendência, tendo sido aprovada tal lei, seria surgirem no mercado associações (S.A.) de profissionais que prestam serviços com um certo nível de qualidade certificado, por um preço X, que faça adesão de novos componentes por meio de seleção que mantenha a qualidade desejada.

    Estou certo?
  • Henrique  09/04/2015 16:31
    O foco de vocês está errado. Em vez de criticarmos os salários dos funcionários públicos e suas condições de trabalho, deveríamos lutar para que as condições dos trabalhadores da iniciativa privada sejam tão boas quanto às do setor estatal. Não é caso de inveja querer rebaixar os benefícios do funcionalismo? Não estaria este instituto lutando por "igualdade" ao reduzir às condições do funcionalismo às da iniciativa privada (piores)? Isso é diferente de quando se pede para tributar as grandes fortunas?

    Abraços
  • Meirelles  09/04/2015 16:56
    Beleza. E como você faria essa mágica? Você realmente acha que os baixos salários do setor privado nada têm a ver com o inchaço do estado?

    É impossível uma empresa pagar altos salários quando 70% de todo seu rendimento é tributado. No Brasil, por exemplo, sobre a receita bruta incidem PIS e COFINS. E depois, sobre o lucro restante incidem a CSLL e o IRPJ. Além destes impostos, há também os encargos sociais (INSS, FGTS normal, FGTS/Rescisão, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S) e trabalhistas (13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios) sobre a folha de pagamento.

    E estamos apenas na esfera federal. A essa sopa de letras acrescente também o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).

    Dados Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário indicam que uma empresa paga tributos equivalentes a 70% do lucro obtido nos negócios -- isso é recorde mundial.

    É impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores -- e, consequentemente, seus salários -- é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

    O Brasil não pode virar uma Alemanha por meio de um simples decreto governamental que estipule salários, como muita gente acha. Para que o Brasil pague salários de primeiro mundo, antes é preciso acumular capital. E para acumular capital, é preciso investir. E para investir, é preciso poupar. E para poupar, é preciso trabalhar. E para que a economia faça tudo isso, o governo não pode atrapalhar, não pode obstruir a livre iniciativa e não pode confiscar capital acumulado.

    Qualquer discussão que não se atenha a estes fatos é mera espuma.

    E sim, toda essa carga tributária, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar vocês do setor público. São vocês um dos principais responsáveis por essa situação. São vocês que vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada.
  • Kender  09/04/2015 17:46
    Isso claro, e ter uma lei de terceirizações regulamentada por exatamente este governo que aí está (que decide o tamanho do Estado) justamente para não sofrer o ônus político de mexer onde deve ser mexido (CLT, reforma tributária) e mesmo assim obter recursos para pagar suas contas governamentais. Vai ajudar exatamente onde? O servidor concursado de hoje é um cidadão assim como você, a única coisa que ele fez foi em algum momento ter decidido que estava cansado de ganhar pouco em uma empresa que demite muitas vezes aleatoriamente, ou cansado de tentar empreender e não conseguir sair do buraco burocrático, parou, sentou e estudou e passou em algo (não necessariamente para ganhar montanhas de dinheiro como você gostaria de ganhar). Quem teve um caminho muito mais fácil foram os comissionados que eventualmente são amigos de alguém e que esses sim ganham muito mais. Ou você vai dizer que um professor da rede pública ganha um monte de dinheiro?

    No norte / nordeste do país não existe classe média, lá quem gira a economia são servidores (que ganham de forma mediana entre os coronéis e os miseráveis) se eles não existissem, seria casa grande / senzala. Agora demita todos do dia para noite, o que aconteceria com a economia lá?

    Se as pessoas querem um Estado mínimo, precisam aprender a para de exigir saúde e educação do Estado... O Estado não é provedor de nada se está gigantesco hoje em dia é porque aqueles que votam aceitaram isso.

    As terceirizações não vão acabar com os servidores (concursados ou não) se os concurseiros estão preocupados sinceramente acho besteira, se o Estado decidisse terceirizar algo como a receita federal ou a policia federal e para de fazer concursos eu sairia do país (se está ruim com gente que prestou concurso, fez prova e se gabaritou para isso que dirá na mão do escolhidos pro processos seletivos de "dinâmica de grupo" da empresa terceira do amigo do presidente...).

    Agora achar que por que vai ter terceirização os impostos da empresas e dos empreendedores vão reduzir eu só acho uma coisa: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA pausa HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA pausa HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. É possivelmente o que o governo quer que todas as empresas e empreendedores pensem para conseguir passar o PL 4330 mais fácil.

    Sendo CLT ou não, sendo servidor ou não, sendo autônomo ou não, sendo terceiro ou não o resultado da PL 4330 só tem um objetivo neste momento: possibilitar que entre mais $$$ nos cofres públicos ou vocês acham mesmo que o Levy estaria interessado em outra coisa?
  • Ovo  09/04/2015 20:57
    "No norte / nordeste do país não existe classe média, lá quem gira a economia são servidores (que ganham de forma mediana entre os coronéis e os miseráveis) se eles não existissem, seria casa grande / senzala. Agora demita todos do dia para noite, o que aconteceria com a economia lá?"

    Gostei muito dessa teoria. Explique-a melhor, por favor.

    Quer dizer então que o que faz "a economia girar" são pessoas que vivem do esbulho do dinheiro alheio? E como exatamente isso gera riqueza para todos?

    Pela sua lógica, se vivêssemos em uma sociedade inteiramente formada por ladrões, seriamos o país mais rico e próspero do mundo?
  • Felipe  09/04/2015 18:22
    Excelente comentário!

    Simples, conciso e claro.

    Até salvei aqui para usar quando precisar explicar isso para alguém.
  • Eduardo  09/04/2015 19:04
    Perfeito comentário, esse é o ponto chave!
  • TOBIAS  09/04/2015 16:43
    Bom seria um projeto que liberasse o contrato individual de prestação de serviços, em vez de CLTs engessadas, as clasulas seriam decididas apenas entre aquele que oferece o trabalho o aquele que oferece o salario, sem intromissão de burocratas do governo. AInda existiria férias e décimo terceiro, contanto que as partes envolvidas estivessem de acordo.
    Além disso, o pior da legislação trabalhista são os múltiplos impostos em todas as etapas de produção, distribuição e consumo.
  • Arthur  09/04/2015 16:50
    Você olha para as redes sociais e são muitas as pessoas do seu convívio sem ter algum vínculo governamental, ou ser concursado que desaprova relutantemente esse mínimo passo de formiga dado em direção ao que pode ser uma faísca de mais liberdade ao empregado e empregador, ao trabalho em si e suas trocas voluntárias em que muitos casos a mídia interpreta como escravidão, é uma visão míope comum por parte de muitas pessoas, isso é uma pena, e vendo esses tipos de atitudes de pessoas próximas, você percebe que falta muito mesmo para mudar tanta coisa!

    Se hoje alguém quisesse montar uma barraca pra vender batatas na esquina e quisesse contratar duas pessoas pra trabalhar descascando batatas 10 h por dia pra ganhar 600 reais por mês, o empreendedor é taxado de explorador, escravizante e criminoso pois a lei divina e o cálculo feito pelo os maiores pensadores da existência humana da atualidade, junto com supercomputadores de última geração diz que o salário ideal para economia fluir e que está em acordo com o que o trabalhador tem a oferecer de mão de obra é de 788 reais, ultrapassando as 8 h diárias de trabalho você vai ficar doente, louco e em pouco tempo irá morrer.

    Ok, então é melhor o empreendedor das batatas retirar-se de cena, ele pode trazer malefício demais para sociedade, deixem que os outros dois que queriam trabalhar voluntariamente permaneçam na sua pobreza, pois o estado está garantindo o que é melhor para o pobre coitado que pode ficar doente ou ser explorado por um patrão sem escrúpulos!
  • Vinicius  17/04/2015 16:52
    Amigo então acha justo pagar 600 reais pra alguém trabalhar 10 horas por dia sendo o serviço que for, quer dizer que isso não é exploração? Eu duvido muito que o senhor tenha descascado batatas na vida.
  • de Moraes  17/04/2015 17:02
    Tática manjadíssima. Recorre a apelos emotivos para ver se ganha a argumentação.

    Aqui vai uma dica que vai acabar com sua autoestima: o que você e eu achamos ou deixamos de achar não importa para o mundo. Sabe o que importa para o mundo? O valor que uma pessoa gera, e não o trabalho que ela faz.

    Vou repetir: o que determina o salário de uma pessoa é o valor que ela gera para seu empregador, e não o quão árduo é o seu trabalho.

    Quem acredita que "salário justo" é o valor que está de acordo com a "dureza" do trabalho ainda não entendeu absolutamente nada do mundo.

    Quem trabalha mais duro: o descascador de batatas ou Cristiano Ronaldo? Creio que é o descascador de batatas. Agora, quem gera mais valor para seu empregador? Pois é...

    E você? Quanto paga a um descascador de batatas? Nada impede que você vá atrás de um e lhe contrate por um bom salário, nem que seja por mera caridade. O fato de você não fazer isso com um só que seja, mostra que você é um baita de um hipócrita.
  • Vinicius  24/04/2015 18:51
    Não é apelo moral, nem ao sentimentalismo meu amigo 600 reais não é digno para trabalho nenhum ainda mais em uma tarefa estafante e com a carga de trabalho de 10 horas/dia, é um apelo ao bom senso chega a ser caricato alguém que defenda o mercado e a liberdade econômica ser a favor de uma prática (arrocho salarial), que se proliferasse acarretaria em um colapso nas compras de bens supérfluos onde os trabalhadores mal ganham para se alimentar. Tenha pelo menos bom senso de reconhecer que tipo de tratamento que o dito cujo acima relatou beira o sadismo. Agora me responde aí o que o Cristiano Ronaldo tem a ver com o descascador de batatas semi-escravo? Cada comparação que as pessoas fazem...
  • Andre  24/04/2015 21:19
    "Não é apelo moral, nem ao sentimentalismo meu amigo 600 reais não é digno para trabalho nenhum".

    Simples, é só a pessoa não aceitar o emprego que paga 600 reais.
    Você não sabia que é possível recusar uma oferta de emprego?

    O empregador oferece quanto ele quiser, ninguém é obrigado a aceitar.
    Mas você certamente prefere PROIBIR as pessoas pobres de trabalharem para mantê-las desempregadas e sofrendo. Que benevolência maligna.
  • de Moraes  24/04/2015 21:03
    Fugiu do desafio e dobrou a aposta no sentimentalismo barato.

    Vou repetir: o que você e eu achamos "monetariamente digno" não interessa ao mundo. O que interessa ao mundo é o valor que o descascador de batatas gera.

    Por exemplo, para mim, o valor dele é nulo. Aliás, pior ainda: o valor que ele gera é negativo. Eu não apenas não como batatas, como condeno a existência dessa raiz (é um carboidrato que só faz mal, e nada traz de positivo para o organismo. Além de engordar, serve apenas para disparar o índice glicêmico e gerar ainda mais fome).

    Portanto, na minha visão de mundo, um descascador de batata não teria salário nenhum, simplesmente porque tal profissão não existiria.

    No entanto, felizmente o mundo discorda de mim, e isso possibilita que o descascador de batata tenha emprego e salário.

    E, se para você o que interessa para determinar um salário é apenas a dureza do trabalho, então se o seu vizinho começar a cavar um buraco na sua rua utilizando uma simples pá de lixo, você terá de lhe fazer um pagamento astronômico, pois este sim seria um "trabalho estafante".

    No entanto, você certamente não fará isso. E sabe por quê? Porque você próprio sabe que esse trabalho estafante do seu vizinho não está gerando valor nenhum para você. Sendo assim, não há por que você pagar a ele um salário alto.

    Se você concorda com esse meu raciocínio, então você também concorda com o salário do descascador de batatas. Se você discorda desse raciocínio, então você deveria pagar um alto valor monetário ao seu vizinho que resolveu cavar um buraco na rua (uma tarefa estafante).

    Quanto você paga à sua faxineira? Acha que esse é um valor justo? Por que não paga mais?
  • Júlio  09/04/2015 17:09
    Como certa vez afirmou Roberto Campos: "Parceria é coisa de veado, cliente é coisa de prostituta e terceirização é coisa de corno".
  • César   09/04/2015 17:42
    O único probleminha é que não apenas essa frase não é dele, como na verdade ele a citou para mostrar exatamente como pensam os esquerdistas (sendo essa a causa do nosso atraso).

    Eis a frase em seu contexto original:

    "A modernização e enxugamento das empresas no Brasil é dificultada por três preconceitos: parceria é coisa de veado, cliente é coisa de prostituta e terceirização é coisa de corno" -- De um humorista alagoano.

    home.comcast.net/~pensadoresbrasileiros/RobertoCampos/cuidado_com_os_dinossauros.htm.

    Uma dica, Júlio: você vai ter de se esforçar mais pra sacar pra cima da galera aqui. Pode até acabar conseguindo alguma hora, mas você terá de ser muito bom.
  • Magno  09/04/2015 20:38
    Menos, César. Não li nenhuma sumidade por aqui. Devagar com o andor, filhão.
  • Carlos  10/04/2015 00:40
    Ora, mas qualquer leitor assíduo deste site já tem mais conhecimento do que a maioria dos professores de economia deste país. Sem contar que um leitor costumeiro do IMB já sabe de cor todos os argumentos necessários para desmascarar as falácias keynesianas disparadas diariamente pelas 'sumidades' que pululam nos jornais e revistas.
  • Eduardo R., Rio  09/04/2015 17:21
    "Ainda a Terceirização", por João Luiz Mauad.
  • Eduardo R., Rio  10/04/2015 16:05
    Opinião do advogado trabalhista Sérgio Schwartsman:
  • Hans  09/04/2015 17:31
    O mais legal dos comentários desesperados é constatar as voltas que os caras têm de dar em suas explicações apenas para não terem de dizer diretamente que querem que Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Dilma sigam mandando nas relações de trabalho.

    Como eles não têm a coragem de dizer isso abertamente, acabam tendo de dar toda essa volta para atacar um mísero projeto de lei que fornece uma pontinha de oxigênio para algumas pessoas. Não têm a hombridade nem de se assumirem estatistas.

    Alguns, hilariamente, chegam até mesmo a inverter toda a retórica usualmente utilizada pela esquerda: se antes o objetivo era deixar o Brasil mais próximo dos países escandinavos, agora já estão dizendo que "não é porque tal lei é utilizada na Escandinávia que ela serve pra nós". Não pensava que eu fosse viver pra ver isso.
  • Antonio  09/04/2015 18:17
    Oxigênio para quem? Para os políticos que são donos de empresas de terceirização doidos para esta bocada nas fontes de recurso do estado?
    Ela só é uma cavalo de tróia da desculpa da flexibilidade para o setor privado.
    Se você é um libertário deveria defender a abolição da CLT, extinção das agências reguladoras, diminuição do Estado. Medidas paliativas não ajudarão o mercado brasileiro a tornar-se dinâmico.


  • Hans  09/04/2015 21:04
    "Para os políticos que são donos de empresas de terceirização doidos para esta bocada nas fontes de recurso do estado?"

    Políticos são donos de todas as empresas no Brasil?! Pô, eu sabia que éramos uma economia socialistas, mas não sabia que havíamos chegado a esse ponto...

    Você deve estar se espelhando em Brasília e achando que a economia do resto do Brasil é igual às falcatruas que se testemunham diariamente naquela cidade. Não, meu caro. O Brasil é um pouquinho mais diversificado do que isso.

    E você próprio se entregou: o seu temor realmente está no fim dos concursos públicos.
  • Antonio  09/04/2015 23:00
    Acho que não tenha lido direito o meu comentário:

    "Se você é um libertário deveria defender a abolição da CLT, extinção das agências reguladoras, diminuição do Estado. Medidas paliativas não ajudarão o mercado brasileiro a tornar-se dinâmico."

    Um concurseiro defenderia a diminuição do Estado? Nonsense.


    "Políticos são donos de todas as empresas no Brasil?! Pô, eu sabia que éramos uma economia socialistas, mas não sabia que havíamos chegado a esse ponto..."

    Quase lá... Vivemos um capitalismo de estado das empresas companheiras. Uma espécie de fascismo século XXI. Faça um levantamento dos políticos municipais, estaduais, e federais e você vai se surpreender. Grande parte possui interesses de favorecimentos das suas empresas junto ao estado, sendo eles os próprios donos (só afastados no período de mandato) ou de suas famílias ou "amigos".

    "Você deve estar se espelhando em Brasília e achando que a economia do resto do Brasil é igual as falcatruas que se testemunham diariamente naquela cidade. Não, meu caro. O Brasil é um pouquinho mais diversificado do que isso."

    Não me espelho em nada e não acho nada. Onde há políticos, estado/empresas há falcatrua.
    O Estado não existe só em Brasília, acho que isso é óbvio.

    Claro que a economia brasileira é muito mais diversificada. Ainda existem milhares de empreendedores que juntaram capital, investiram em seus negócios. No caso das empresas privadas não coloco nenhuma objeção à terceirização. O estado nem deveria legislar sobre empresas. Afinal de contas é do âmbito privado. Eu faço o que quiser com minha empresa. Mas não gostaria de ver meus impostos alimentarem "empresários" que estão colados nas mamas do governo. Eles não geram inovação nenhuma. Compreendeu? Não modifica em nada a vida de quem paga imposto. Solução é deixar o estado mínimo ou sua total extinção.







  • Luiz  10/04/2015 07:12
    Engraçado, todos os comentários que abordavam sobre a diferença da terceirização no setor publico não foram discutidas com mais profundidade.

    Óbvio que na teoria, essa lei é mais sensata que o atual sistema. Porém, na prática, é outra coisa!!!! NÃO SÃO TODAS AS MEDIDAS QUE FUNCIONAM EM PAÍSES DESENVOLVIDOS QUE FUNCIONARÃO NO BRASIL.

    Na prática, ao meu ver, em empresas privadas vai ser melhor.

    Agora é de uma ingenuidade (será?) tamanha acreditar que em empresas públicas essas medidas serão eficientes. Esse país, cada dia parece ser a terra dos "espertos", malandros, provavelmente políticos e próprios FPs terão empresas de amigos(laranjas), prestando os serviços e sendo avaliados pelos próprios! Apesar da lei dizer que não pode, é muito difícil de se comprovar.

    A verdade é que infelizmente a burocracia acaba sendo um mal necessário devido à cultura do nosso povo de sempre querer tirar vantagens em cima dos outros (burlar o sistema)...

    E em tempo, concurso público no nosso país, mesmo o funcionário sendo menos eficiente (o que é discutível), é uma maneira democrática de todos poderem disputar um cargo. No país da "peixada" o concurso é uma grande vantagem e justiça. E caso de burlar concurso público ainda é exceção...
  • Estulto  10/04/2015 09:55
    "A verdade é que infelizmente a burocracia acaba sendo um mal necessário devido à cultura do nosso povo de sempre querer tirar vantagens em cima dos outros (burlar o sistema)..."

    Você fala uma estultice dessa e ainda reclama que ninguém o leva a sério? Você pode se juntar ao leitor Vinicius Paes ali em cima. Ele disse que "Quanto mais desonesto e desonrado é um povo, menos liberdade ele deve ter." E mais poderes ele, Vinicius, deve ter sobre os outros.

  • sandro lima  09/04/2015 18:02
    Só a "Nota do IMB" já diz tudo, nem precisava do texto acima...
    Quem deve ser recompensado é quem realmente trabalha e não os acomodados.
  • Frederico  09/04/2015 18:07
    A terceirização é uma espécie de atravessamento do mercado de trabalho sem produzir nada mais por isso. Se uma empresa para mil reais para um trabalhador. Este trabalhador ganhará os mil reais. Agora se esta mesma empresa contratar este trabalhador pela terceirização, uma parte desses mil reais vai para as mãos do empresário terceirizado. Este não vai agregar nada ao PIB, não vai produzir, apenas atravessar o mercado de trabalho.
  • Hildebrando  09/04/2015 20:57
    "Sem produzir nada e sem agregar nada"?

    Uma atividade que faz com que a demanda (por mão-de-obra) seja satisfeita pela oferta (de mão-de-obra) é uma atividade que "não produz nada e não agrega nada"?

    Se isso for verdade, campeão, então fique tranquilo, pois ninguém quererá fazer incorrer em tal atividade.

    No que mais, nada, absolutamente nada impede que qualquer indivíduo forneça sua mão-de-obra sem recorrer a "atravessadores", como você disse.

    Se quer defender o estatismo, ao menos tenha a hombridade de fazer isso em termos mais diretos, em vez de ficar inventando realidades paralelas e nonsenses econômicos.
  • taito  10/04/2015 16:08
    Você disse:
    Uma atividade que faz com que a demanda (por mão-de-obra) seja satisfeita pela oferta (de mão-de-obra) é uma atividade que "não produz nada e não agrega nada"?
    Até aí tudo bem, mas me diga oh grande mestre econômico e libertário:Pode dizer, na cara lisa, todo mundo aqui não é mais criança, qual a mão de obra que a empresa do meio está utilizando??
    Ela unicamente assume os riscos trabalhistas, que por sua vez, quase nunca cumpre!
    Quem perde? o trabalhador.


    Está na cara que, isso é exploração, mas para mim, é totalmente válida, é a lei do mercado.
    utilizaria de tais práticas? claro que sim! mas não sou ingênuo...
    Temos claramente os exemplos do setor de segurança e de limpeza:
    A pessoa que procura emprego nessa área, dificilmente vai conseguir emprego diretamente com a empresa, todas tem que passar pelo terceirizado, E essas empresas ganham muito R$ em cima dessa classe, porque a maioria não tem o 2º grau completo.
    As empresas desse ramo, quase sempre não pagam o trabalhador corretamente, não depositam fgts etc... fazem caixa 2 para não pagar hora extra em folha aos funcionários etc.
    Para mim é exploração, agora, pergunte se eu ligo?? NÃO! seguindo a lógica, estão lá porque querem, ninguém está obrigando a aceitar tal emprego em tais condições.
    Para mim, existem profissões que servem para a pessoa se levantar na vida, se ela se acomoda naquele posto, é problema dela, ela quis aquilo, aceitou o risco.
    Se todos procurassem qualificação em outras áreas que pagassem mais e que existe deficit de mão de obra, a área de segurança e limpeza iria sofrer um deficit de capital humano e consequentemente o salario, iria subir, as regalias iriam aumentar, as empresas iriam contratar em definitivo porque faltaria funcionários na área.
    Oferta/procura dita a regra de tudo. Criar artifícios visando engessar essa "ordem natural", cria essas anomalias que temos hoje. uma das maiores "cagadas" que existe é o piso salarial.





  • Lucas Amaro  11/04/2015 16:30
    Parecem marxistas falando.

    "Se uma empresa para mil reais para um trabalhador. Este trabalhador ganhará os mil reais. Agora se esta mesma empresa contratar este trabalhador pela terceirização, uma parte desses mil reais vai para as mãos do empresário terceirizado. Este não vai agregar nada ao PIB, não vai produzir, apenas atravessar o mercado de trabalho."

    Ninguém contrata funcionário terceirizado, contrata posto (contrata alguém para te prestar um serviço). É uma relação impessoal do contratante com o funcionário. Você não contrata a pessoa X para trabalhar, contrata um serviço - limpeza, por exemplo. Assim sendo, a contratada irá alocar o funcionário Y para você receber tal serviço. Se o funcionário Y quebrar a perna jogando futebol no final de semana e não puder trabalhar o "problema" não é mais seu, é da contratada, que vai ter que se virar para disponibilizar alguém para trabalhar na segunda. Se for mulher e sair de licença maternidade, a contratada que terá que colocar alguém no posto. Se algum parente próximo do funcionário falecer a contratada precisa colocar um outro alguém no posto.

    Você está pagando a mais pela prestação de serviço e tudo aquilo que ele agrega de valor embutido, não pelo funcionário em si.
  •   09/04/2015 18:38
    Alguém sabe como essa lei vai trabalhar com relação ao limite de gasto com folha de pagamento da LRF?

    O Estado poderá terceirizar parte das atividades e na prática gastar muito mais do que a lei permite com folha e sugar todos os recursos desviando para empresas "dos companheiros" ?
  • Estevam  09/04/2015 19:04
    Eu também sou terceirizado em Brasília e sinto as mesmas angústias de temer não receber o salário, e vi algumas dessas falcatruas.
    Mas o texto foi claro em informar que os direitos trabalhistas não são afetados.

    O problema não é a liberação nos contratos, o problema é a justiça que não funciona. O judiciário é sobrecarregado (por ser estatal) em um país onde muitos tentam tirar proveito às custas de outros, um lugar sem segurança social nem jurídica.
    Os sindicatos que ainda somos obrigados a sustentar pelo menos com um dia de trabalho (se não me engano com base na Constituição) são monopolistas no tratamento das questões trabalhistas de uma categoria, e no meio privado não satisfazem ninguém.
    A Delegacia do Trabalho é a opção menos ruim.

    Mas o problema enfim é a fraude, não a liberdade. Onde está o Estado na hora de pegar os auditores, empresários e demais corruptos?
  • H. Romeu Pinto  09/04/2015 19:26
    Bom artigo do Bernardo Santoro, sou fã desse cara. Nesse país temos que enfrentar sindicatos, partidos de esquerdas, ongs, CUT, MST pra ter um mínimo de dignidade e bom padrão de vida, caso contrário esse povo todo faz valer as suas vontades, e aí nossa qualidade de vida vai pros infernos.
  • Fernando Chiocca  09/04/2015 19:28
    "No mínimo, ele poderá retirar milhões de trabalhadores que hoje têm de recorrer à informalidade, oferecendo-lhes salários maiores."

    Que coisa péssima. Tirar da informalidade para colocar na CLT é algo terrível.
    E essa parte de "maiores salários" não tem o menor sentido. Nenhum empregador vai pagar mais por estar formalizado, muito pelo contrário, o custo do empregador permanece o mesmo e a parte que vai diretamente para o empregado diminui bastante, geralmente pela metade.
    O ideal seria colocar absolutamente todos os trabalhadores na informalidade, e não tirar.

    No resto do texto o político parece estar escrevendo para acalmar o mainstream esquerdista, garantindo que os 'maravilhosos' direitos trabalhistas não irão acabar!

    "Em primeiro lugar, não é verdade que a terceirização irá realmente acabar com direitos trabalhistas. Isso é uma mentira. Os direitos trabalhistas serão todos mantidos, mas os empregados estarão vinculados à empresa prestadora de serviço (a terceirizada)."


    Ficar comentando projetos de lei bisonhos, PECs.. é isso agora que vai ter por aqui? Brasília News?

    Se fosse um projeto de lei para revogar a CLT vá lá.. mas um pra ampliar para milhões de informais... Oh Lord!
  • Coutinho  09/04/2015 20:55
    Pela sua "lógica", então o "objetivo libertário" deve ser o retorno a algo mais próximo ao Brasil da década de 1980, quando mais de 70% da mão de obra estava na informalidade (e os salários eram ma-ra-vi-lho-sos, lembra?)

    E, se o seu intuito é defender o retorno a essa maravilha, então a política que você tem de defender abertamente -- pois é a que mais rapidamente irá produzir o resultado desejado -- é o aumento de todos os encargos sociais e trabalhistas.

    Aí, sim, produziremos esse seu "paraíso libertário", em que todos estão na informalidade.

    Qualquer medida, por mais ínfima que seja, que produza mais liberdade de associação, e não menos, deve ser apoiada. Esse próprio instituto tem vários artigos falando sobre isso.
  • Fernando Chiocca  09/04/2015 21:22
    70% não, 100%.
    E a informalidade aumenta o salário, não diminui.

    Mas essa lei ai não falou em nada em diminuir encargos sociais e trabalhistas, só em ampliar esses encargos a milhões que não os têm hoje.
  • Coutinho  09/04/2015 21:39
    Viu só? Nem sabe sobre o que está falando. Não tem nada disso de "ampliar encargos a milhões que não os têm hoje". Isso só ocorreria se todos os informais hoje fossem obrigados pelo governo a se tornarem CLT amanhã. E a lei não fala nada sobre isso.

    A lei diz apenas que, se você é empreendedor e quiser terceirizar algumas áreas em que até então isso era proibido, você pode. E se você é trabalhador e quiser trabalhar para essas novas áreas que agora podem ser terceirizadas, você também pode.

    Só isso.

    Estou à espera de argumentos que digam que, do ponto de vista libertário, a existência dessa pequena liberdade de contrato é pior do que a sua inexistência.
  • Fernando Chiocca  10/04/2015 14:29
    Coutinho, não sabe ler? O artigo disse isso sim: "No mínimo, ele poderá retirar milhões de trabalhadores que hoje têm de recorrer à informalidade, oferecendo-lhes salários maiores."
  • Coutinho  10/04/2015 14:47
    Onde está escrito que o governo obrigará os hoje informais a entrarem na CLT? Perdi essa parte.

    De resto, e repetindo, sigo no aguardo de argumentos que digam que, do ponto de vista libertário, a existência dessa pequena liberdade de contrato é pior do que a sua inexistência.
  • Um observador  10/04/2015 15:18
    Para ele é tudo 8 ou 80.  Ou o estado some (e junto com ele a CLT) ou tudo fica como está. Qualquer outra situação mais meio termo é intolerável.

    Ele prefere que as coisas fiquem como estão do que ser visto defendendo medidas pontuais que geram um pouquinho mais de liberdade empresarial e trabalhista.

    Enquanto o mundo real segue existindo e o estado segue crescendo, ele fica com delírios anárquicos, isolado em seu purismo. E achando que agindo assim ele está ajudando o movimento pela liberdade.
  • Paulo Sérgio   10/04/2015 15:25
    O informal só vira CLT se quiser. Ninguém o obriga a isso. Ele pode continuar na sua informalidade.

    Já o CLT, com essa nova lei ele ao menos tem a opção de não ter vínculos empregatícios e também de trabalhar para terceirizados que agora podem atuas em novas áreas. Antes da lei, ele não tinha essa opção.

    Por que ser contra isso?
  • Silvio  10/04/2015 00:48
    Rapaz, é por essas e outras que sinto falta de uma maior participação sua nos comentários. Genial.
  • anônimo  10/04/2015 11:58
    (1)'"Em primeiro lugar, não é verdade que a terceirização irá realmente acabar com direitos trabalhistas. Isso é uma mentira. Os direitos trabalhistas serão todos mantidos, mas os empregados estarão vinculados à empresa prestadora de serviço (a terceirizada)."'

    'Se fosse um projeto de lei para revogar a CLT vá lá.. mas um pra ampliar para milhões de informais... Oh Lord!'

    Mas o artigo não disse que era a favor de nada disso, o que ele disse foi que o argumento dos (bleargh) sindicalistas era que muita gente ia sair da informalidade, e que o argumento era falho por causa de (1).
  • Fernando Chiocca  10/04/2015 14:33
    Anônimo, se o argumento é falho por causa de (1) e (1) é algo positivo, então o argumento na verdade é válido.

    Acabar com todos os direitos trabalhistas é extremamente positivo, e o artigo conta como um dado positivo o fato de que a tal lei não vai acabar com essas merdas e tenta tranquilizar aqueles que achavam que ia acabar.
  • anônimo  10/04/2015 20:50
    O argumento (dos sindicalistas)é falho por causa de (1), independente dele ser positivo ou negativo.Lendo os parágrafos seguintes a impressão que eu tive é que o autor quis apenas comentar a falta de noção dos sindicalistas, que ficaram reclamando por causa de uma coisa que nem ia acontecer de verdade. Ele (autor) não disse que tirar da informalidade ia ser uma coisa ruim, disse apenas que não é o caso de tirar da informalidade mas sim de passar os 'direitos trabalhistas' de uma empresa pra outra.
  • IRCR  09/04/2015 20:02
    Sobre a questão no setor público. Mesmo que um politico safado tenha uma empresa laranja para superfaturar e empregar apadrinhados. Que diferença faz ? Alguém acha que no modelo de provas e concurso não tem esquemas de compra de vagas superfaturadas para colocar os apadrinhados lá dentro. O que mais tem são falcatruas nesses concursos, ou seja, usar o podre setor publico não serve de exemplo para nada.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  09/04/2015 20:22
    O Brasil está séculos atrasado. Não será com uma só medida(ainda mais tutelada pelo "Estado") que haverá mudanças significativas na vida ou produtividade dos brasileiros. Demandará séculos para o Brasil deixar de ser um país de nono mundo. Isso até a próxima burrada do governo, amparada pelo povo alienado e semi-louco.
  • Oziel José  09/04/2015 20:26
    Pessoal, sou servidor público e sei das limitações do meu tipo de profissão e tento não ser um peso para o contribuinte. Quando passei no concurso ganhava o mesmo salário na empresa privada junto com todas as cobranças e exigências.

    Mas tem um porém nessa história. Na época, onde eu morava as grandes empresas de TI estavam fazendo projetos para órgãos estatais, ou seja, a empresa privada tinha um cliente garantido devido a alguns contatos fortes("QI") mas era regida como empresa privada. Me vi numa encruzilhada e decidi ir para a empresa pública e foi lá que vi como as coisas funcionam de fato e admito que é bastante difícil.

    Disse isso tudo para trazer a tona o grande risco que essa lei apresenta. As terceirizações em ambiente público são bem diferentes e abre um grande espaço para negociatas. Concurso ainda é menos ruim já que a empresa não é privatizada. Cito como exemplo juízes como Sérgio Moro e a Polícia Federal que estão melhorando principalmente porque seus participantes não se sentem obrigados a nada nem ninguém devido a concursos impessoais.

    Antes não era assim(antes de 1988) e sempre alguém devia a algum político algum coisa. Espero que considerem minha palavra. Digo e repito, terceirizar no serviço público é diferente de empresas privadas. É um retrocesso ao período do quem indica. As empresas públicas já possuem legislação diferente e nesse caso a mesma coisa poderia ser feita.

    ps: Se meter nas empresas privadas é um absurdo e a lei é boa nesse caso.
    ps2: A CLT é uma desgraça.

  • Rennan Alves  09/04/2015 23:38
    Prezado (esse também vale para o Wellington Kaiser), fui terceirizado da prefeitura não tem muito tempo (2012) e digo por experiência: todas as falcatruas que alguns auto-proclamados "liberais" temem já ocorreu ontem e ocorre hoje.

    Praticamente todos os serviços do estado são terceirizados com "caixa 2", e a imensa maioria são empresas de compadres politicos (o senhor Eunício Oliveira que o diga).

    Com os concursos a situação é ainda pior: os vereadores locais de minha cidade (isso são palavras de meu pai que trabalhou como assessor na câmara dos vereadores) acionam seus contatos e adquirem o gabarito dos concursos, entregando-os aos seus compadres.

    Dito isto, fiquem sossegados. O roubo já acontece em larga escala hoje, com ou sem essa lei.
  • Diresque Esquerdirei  09/04/2015 20:28
    O mais cômico (triste) é ver pessoas que se autoproclamam de "direita" se opondo a essa lei, uma lei que nada mais é do que um tímido afrouxamento das algemas fascistas que regem as relações trabalhistas neste país. Muito mais deveria ser feito como por exemplo a abolição da CLT, no entanto uma simples gota de liberdade já é suficiente para constatarmos que direitistas e esquerdistas são mais parecidos do que imaginamos.
  • anônimo  10/04/2015 10:19
    Direita uma ova, eu sou pró livre mercado.
    'Direita' é coisa de gente que quer misturar a defesa da liberdade com as besteiras neocon.Quer justificar Guerras, islamofobia e falar que o Ron Paul é agente russo.
  • Eduardo  09/04/2015 20:40
    O que esta lei fará é diminuir o salário dos trabalhadores?
    Totalmente a favor. Salário proveniente de imposto (roubo) do meu dinheiro. Não me interessa o argumento. Funcionário público é o funcionário que sou obrigado, imposto, roubado a pagar. Quero ver estes concurseiros irem para o mercado de trabalho e produzirem para a sociedade em vez de serem parasitas do meu dinheiro!
  • gabriel  09/04/2015 22:54
    Interessante, e a coisa continua. É criado um problema (CLT) e pra 'arrumar' essa intervenção se inventa outra (o que até aí é menos ruim que antes). Como de bobo os nossos mestres não tem nada, aproveita-se também pra dar um afrouxamento nas contratações do setor público, que ganha um novo lugar pra terceirizar os 'serviços', mais fácil assim pra dar um dinheirinho extra aos amigos dos mestres. Não que fraudar licitações não seja recorrente, mas quanto mais fácil melhor, até se pode voltar um pouco das 'doações' nas campanhas eleitorais de forma um pouco mais clara para alguns setores.

    Enfim modo de operação padrão, mas melhor aceitarem isso afinal o agigantamento do estado continuará com ou sem essa concessão que estão oferecendo.
  • Rafael  09/04/2015 23:22
    "Um ponto curioso, aliás, é que o projeto prevê que o setor estatal possa contratar terceirizados sem ter de recorrer a concursos públicos. Isso está deixando os concurseiros profissionais em polvorosa..."

    Acho que quem elaborou esta nota focou nos "concurseiros" mas deixou passar o pior: estará aberta de vez a porteira para picaretagem na contratação de mão de obra nas estatais, e logo a mais cara, ligada a atividade fim da empresa...

    Infelizmente, liberdade de contratação para empresas estatais acaba em petrolão!

    Uma dica aos comentadores do site: empresas privadas também tem seus parasitas, acomodados, apaniguados, corruptos, etc.

    Como explicado neste mesmo site, a diferença é que estatais não quebram, sendo sempre socorridas nos seus déficits pelo erário, ou seja, dinheiro meu, dinheiro seu e dinheiro dos próprios funcionários públicos e "concurseiros"!

    Antes de enxotá-los do site com esses xingamentos bobos (tão infantis quanto "coxinha" e afins) seria muito mais produtivo abrir-lhes os olhos para esse fato e angariar mais adeptos para a causa liberal.

    Existe vida inteligente e crítica no setor público também, o autor do artigo não me deixa mentir.
  • Michelangelo  10/04/2015 14:01
    Rafael, se tivesse lido os demais comentários antes de postar sua opinião, saberia que mesmo quando há concurso há picaretagem rolando à solta Brasil afora. Entenda que a picaretagem está para a estatal assim como a unha está para o dedo. Além disso, a contratação de terceirizados no setor público é um mal menor se pensarmos nos benefícios que isso pode trazer para o setor privado. Ou seja, você focou no setor público (que não tem qualquer importância real) e deixou passar o mais importante: o setor privado...

    Infelizmente, tudo em que o estado põe a mão acaba em escândalo.

    Uma dica para você: é claro que nas empresas privadas há pesos mortos, no entanto, quem arca com o custo de mantê-lo é a própria empresa. No estado, por outro lado, se há tal tipo de coisa, o encostado continua encostado e o contribuinte paga o pato.

    Ora, mas você se esqueceu que funcionários públicos vivem do dinheiro proveniente dos impostos. A menos que eles paguem 100% de tributos sobre seus vencimentos, eles ainda continuarão vivendo de dinheiro roubado. Na realidade, o pagamento de tributos por parte dos agentes do estado não passa de uma ficção contábil, que não muda o fato de viverem à base do parasitismo sobre o setor produtivo da sociedade. No que diz repseito aos "concurseiros", eles só pagam impostos alegremente porque estão na expectativa de um dia fazerem parte da gangue que vive de dinheiro roubado, ou seja, do estado.

    Sim, existe vida inteligente no setor público, mas é claro. Todavia, não tem como essa inteligência ser usada para o bem, razão pela qual não devemos admirar as pessoas inteligentes no setor público, mas sim temê-las.
  • Rafael  10/04/2015 21:51
    Bom, se você tivesse lido apenas meu comentário (não todos) com um pouco mais atenção, teria entendido que não escrevi nada a respeito sobre a idoneidade de um funcionário estar atrelada a contratação via concursos. Tampouco fiz defesa deste tipo de contratação. E ainda deixei bem clara a ideia que, diferente de uma empresa privada, uma estatal não arca sozinha com seus próprios prejuízos. Vc apenas me deu uma dica que já estava no meu comentário.

    Discordo que o "setor público não tem qualquer importância real". Só em UMA empresa pública descobriu-se um rombo de R$88 bilhões que deverá ser coberto com nosso suado dinheiro. Imagine se fosse contabilizado o total dessas empresas. Imagine o que vem com mais uma essa porteira aberta!

    Você esqueceu também uma coisa, há estatais que vendem seus produtos/serviços no mercado (energia elétrica, gasolina, etc). Será que 100% dos salários de seus funcionários vem somente dos impostos mesmo? É claro que privatizadas estariam elas (e nós consumidores) bem melhor. Mas, faltou uma análise mais sensata, não?

    Quanto aos concurseiros, vc realmente imagina alguém acordando cedo pra estudar e pensando: hahaha não vejo a hora de viver com dinheiro roubado dos trouxas hahaha!

    E ainda termina com um "temos que ter medo dos das pessoas do setor público"...

    Foi justamente esta caricatura boba, que você acabou fazendo mais uma vez, que critiquei...

    Essa postura pode servir como um desabafo, mas não traz mais leitores para o site, nem mais adeptos para as ideias liberais.
  • André Nunes  09/04/2015 23:30
    Não sou contra a terceirização. Mas é preciso criar normas que garantam os trabalhadores. Na minha empresa, serviços de faxina e afins frequentemente não paga o que a lei determina ao trabalhador e constantemente "fali" a empresa e dá um calote nos funcionários. Que coitados trabalham em péssimas condições e são tratados quase como escravos. Primeiro tem existir uma fiscalização mais rígida e uma maior exigência para as empresas que fornecem o serviço. Do contrario, vai baixar o salário do empregado. Infelizmente o Brasil não tem uma cultura de respeitar o trabalhador, mesmo os que são funcionários públicos.
  • Paulo Nunes  10/04/2015 01:11
    "Mas é preciso criar normas que garantam os trabalhadores. Na minha empresa, serviços de faxina e afins frequentemente não paga o que a lei determina ao trabalhador e constantemente "fali" a empresa e dá um calote nos funcionários."

    Qual é o argumento que diz que uma lei sabe perfeitamente e sem erro qual é o correto valor de mercado de um serviço de faxina? Por que você acha que, se tal valor determinado por lei for acima do valor de mercado, não haverá desemprego? Gostaria de ouvir argumentos.

    Você fala como se a obediência a tal valor salarial estipulado por políticos fosse uma mera questão de conveniência, e não de sobrevivência financeira. Você age como se a não aquiescência a tal valor estipulado por políticos fosse um mero capricho, uma teimosia de maldosos empresários. Como você sabe que a alternativa à obediência a esses valores não fosse o desemprego? Será que isso seria melhor para as faxineiras?

    "Que coitados trabalham em péssimas condições e são tratados quase como escravos."

    Uma alegação puramente emotiva, que tira qualquer eventual resquício de razão que você porventura ainda tivesse.

    "Primeiro tem existir uma fiscalização mais rígida e uma maior exigência para as empresas que fornecem o serviço. Do contrario, vai baixar o salário do empregado."

    A fiscalização rígida já existe. E o raciocínio acima se mantém. Você segue pensando que o valor salarial determinado por políticos é o valor correto e justo, e que sua não obediência denota um mero capricho egoísta do capitalista.

    "Infelizmente o Brasil não tem uma cultura de respeitar o trabalhador, mesmo os que são funcionários públicos."

    O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem lei que põe na cadeia quem destrata funcionário público. E você ainda acha pouco? Pelamor...

  • Andre Nunes  10/04/2015 18:59
    Paulo Nunes
    Você acha que a situação de pessoas que ganham um salário mínimo vai melhorar com essa lei? Muitos desses funcionários que ganham um salário mínimo, não recebem insalubridade, risco, e constantemente atrasam salários, etc. Mesmo sendo direito deles. E qualquer reclamação a resposta é a mesma :procure a justiça do trabalho. Agora o cara que é pobre pode esperar um ou dois anos para receber seus direitos. Não existe uma cultura de respeito ao trabalhador no Brasil.
    Nossos políticos são corruptos, os impostos não diminuirão. E Necessariamente com essa lei não existe uma garantia que isso também aumentara o número de contratações. A única coisa que é quase certa é que vão é reduzir o salário e benefícios em geral do trabalhador. Vai aumentar a rotatividade, mas graças a desvalorização do trabalho. Se não quiser, vai ter outro esfomeado que vai querer. A lei das empregadas domésticas acabou aumentando a informalidade e não o contrário.
    Talvez você só se preocupasse com essa pessoa se fosse um parente ou alguém muito próximo. Talvez não, afinal os fins justificam os meios.
    Quando ela foi respeitada??? Até as Empresas públicas não pagam o que a lei determina, olha que elas deveriam ser a primeira a respeitar. Isso sem contar que ainda existe o trabalho escravo....



  • Paulo Nunes  10/04/2015 20:30
    Pela sua lógica, empresa nenhuma pagaria qualquer salário acima do valor mínimo. Já que todas querem apenas explorar e só pagam o mínimo estipulado pelo governo, então não deveria existir um único indivíduo no Brasil ganhando acima do salário mínimo, em qualquer emprego da iniciativa privada -- e muito menos em qualquer terceirizada.

    Como você explica essa contradição em seu raciocínio?

    "A única coisa que é quase certa é que vão é reduzir o salário e benefícios em geral do trabalhador."

    Qual o seu argumento ou teoria para isso? Por que os salários irão cair se os vínculos empregatícios -- que representam custos -- serão abolidos?  

    "A lei das empregadas domésticas acabou aumentando a informalidade e não o contrário."

    Duh! Você percebeu o que acabou de fazer?! A lei das domésticas criou custos trabalhistas que antes não existiam ao passo que a lei da terceirização retira custos.  Você utilizou um cenário de mais custos para argumentar que vai ocorrer o mesmo em um arranjo totalmente oposto. Isso não pode ser sério.
  • Ricardo  16/04/2015 18:03
    Tira custo, aumenta um pouquinho o salário, só que o trabalhador fica sem uma série de benefícios que no conjunto acabam lhe custando caro. Podiam ser mais transparentes aqui e dizer o óbvio: Um projeto com apoio maciço de empresários e rejeição maciça de trabalhadores sinaliza quem vai se beneficiar com a nova lei. E não, os empresários não são seres malignos. Estão atrás dos seus interesses. Assim como os trabalhadores. Mas suponho que os últimos são contra o projeto porque são tolos simplórios, e vocês, as sumidades, precisam explicar para eles que o projeto lhes beneficia. Basta eles deixarem de ser preguiçosos, ladrões escorados numa lei que ampara ladrões (CLT)e se qualificarem. Mas não adianta, a maioria deles são desqualificados indolentes com o cérebro lavado por teorias marxistas, gramscinianas , "Che guevarianas" ou "bolivarianas" dos sindicados pelegos e safados ladrões e imorais. E tenho dito.
  • Silva  16/04/2015 18:26
    "Um projeto com apoio maciço de empresários e rejeição maciça de trabalhadores sinaliza quem vai se beneficiar com a nova lei. E não, os empresários não são seres malignos. Estão atrás dos seus interesses. Assim como os trabalhadores."

    Pois então seja minimamente coerente. Se o PL é pra "beneficiar empresário", então tire a bunda da cadeira e vá empreender também. Segundo sua própria lógica, você ganhará dinheiro fácil.

    Se não fizer isso, está assumindo sua incoerência.

    Ah, sim: "rejeição maciça de trabalhadores" significa rejeição maciça de sindicatos. É curioso ver como você equipara desavergonhadamente duas coisas totalmente distintas. Mostra bem seu estilo.
  • Marcio Carneiro  13/04/2015 18:21
    Os serviços de limpeza podem ser realizados por uma COOPERATIVA de trabalhadores em limpeza.

    Parece que os sindicalistas preferem escravizar os trabalhadores a promoverem o "bem comum" buscando alternativas econômicas que favoreçam a qualidade de vida do trabalhador no setor.

    Também os políticos, que buscam o trabalhador na época de pedir votos, não estão fazendo o que prometeram fazer, já que não oferecem seus préstimos aos seus constituintes - eleitores - para promover sua melhoria de qualidade de vida.
  • Marcos  13/04/2015 20:09
    Qual é a escravização?
  • IRCR  10/04/2015 00:02
    Do ponto de vista "liberal\libertário" diria que tal PL tem pontos positivos e negativos

    Ponto negativo: Ainda continua tendo vinculo empregatício, nada muda, os custos trabalhistas ainda existem e vão todos para o bolso dos burocratas do governo (se ao menos fosse para o empregado) SQN.

    Ponto positivo: Menos que não seja o ideal, ao menos cria uma leve flexibilização na rigidíssima legislação trabalhista brasileira, que já é melhor do que nada. E vai ser um teste de quebra de paradigma da sociedade brasileira, que ainda tem a mentalidade marxista sobre o trabalho.

    O ideal seria a liberação de contratos individuais entre empregados e trabalhadores (algo similar aos USA), com o minimo de arbitragem politica possível, onde aquele custo que iria para governo, parte ficará com a empresa outra com o empregado. Mas não sei se o "povo" brasileiro estaria preparado para tais mudanças, visto a questão cultural, já que a visão marxista do trabalho no Brasil é a predominante em 99,99999% das pessoas.
  • Marcelo Corghi  10/04/2015 10:28
    eu queria poder trabalhar assim, embolsando os mais de 150% de encargos sociais que afetam meu salario.
    mas estamos longe, bem longe dessa situação, infelizmente
  • anônimo  10/04/2015 01:13
    E se a firma "fechar" e não pagar os trabalhadores, como geralmente ocorre? Antes a contratante assumia, e depois da sanção dessa PL? Se a firma contratada não paga e a contratante tb ñ?

    A maioria dessas firmas terceirizadas são vigaristas....
  • Antônimo  10/04/2015 09:49
    Aí você recorre ao sistema judiciário. Ele está aí para isso.

    Ah, ele não funciona? Ué, ele pertence ao estado, que é a mesma entidade que você quer no comando das relações trabalhistas. Esquisito, não?
  • Miguel  10/04/2015 04:37
    Meus caros, peço que comentem a opinião dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho. Estes foram unânimes sobre os malefícios do PL 4330. Segue o link:

    www.viomundo.com.br/denuncias/ministros-do-tst-sao-unanimes-pl-4-330-provocara-gravissima-lesao-social-de-direitos-trabalhistas.html

    Se possível, gostaria de ver a opinião do autor deste texto sobre tal manifestação do TST.
  • Corgosinho  10/04/2015 09:49
    PT, PSOL, sindicatos de funças e ministros (majoritariamente indicados pelo PT) são contra essa lei. Alguém precisa de alguma outra prova de que ela é boa e pró-liberdade?
  • anônimo  10/04/2015 12:16
    Não necessariamente, ficam incomodados porque é um parasita ocupando o espaço de outro.
  • Al  10/04/2015 12:48
    Há um enorme interesse, por parte de advogados e juizes da área trabalhista, em que a quantidade de ações judiciais continue alta. O que seria da justiça trabalhista sem as ações de equiparação, terceirização excessiva etc?

    Os sindicatos também têm medo de verem sua arrecadação diluída ou passada para outros.
  • Tio Patinhas  10/04/2015 13:10
    Uma parte das coisas que eles falam, já acontece hoje em dia. Outra parte eles assumem consequências, sem nada que possa corroborar essas teses.

    O item V é patético e parece que é a preocupação principal deles, ou seja, possível diminuição de arrecadação tributária. Eles chegam a dizer que haverá mais micro e pequenas empresas, que pagam menos impostos e que isso é ruim, dando a entender que é melhor apenas grandes empresas, ideologia fascista a pleno vapor.

    Parece-me que todos os ministros do TSt, possuem ideologias contrárias a liberdade e talvez sequer percebam.

    Obrigado.
  • falarfazer  10/04/2015 04:52
    seguinte, consegui umas impressões gratuitas e estou afim de fazer uma ação de divulgação do imb entre as pessoas comuns (diga-se cidadão médio não muito intelectualizado). para isso precisaria de um texto concurso, com linguagem acessível mas que seja daqueles arrebatadores que vai fazer o indivíduo pe o indivíduo, no mínimo, refletir por um minuto e, quem sabe, se interessar plasma ideias da EA . alguma sugestão?
  • Tio Patinhas  10/04/2015 16:19
    Talvez um resumo deste artigo:

    mises.org.br/Article.aspx?id=1864

    Ou deste:

    mises.org.br/Article.aspx?id=625


    E tem este outro artigo, que acho que encaixaria bem (o melhor na minha opinião), mas que por outro lado pode ser "bombástico" demais para a imensa maioria de pessoas (na passeata ou não):

    mises.org.br/Article.aspx?id=335

    Obrigado.
  • Anti boquinhas  10/04/2015 12:34
    Nossa, a choradeira dos eleitores da Dilma não pára. Os caras já estão tremendo de medo de perderem suas boquinhas e o desespero toma conta do site. Não consigo parar de rir do desespero. E o melhor de tudo é que isso esta acontecendo no governo Dilma.

    Realmente, o pessoal do Mises tinha razão, votar é a mais pura perda de tempo que existe; confesso que quase fui perder meu tempo indo votar no Aécio Neves. Se o Aécio tivesse ganhado as eleições, eu não iria me divertir tanto vendo reformas e leis mais anti boquinhas saindo do papel. Estou adorando tudo isso. Computador R$900,00 com mastercard, internet R$150,00, ver eleitores da Dilma chorando por causa de leis anti boquinhas do próprio governo Dilma, isso não tem preço.
  • anônimo  10/04/2015 13:28
    E ainda digo mais, to QUASE torcendo pro molusco voltar depois da vilma, pra quem sabe esse povo tonto ver que com ele a desgraça vai ser a mesma, ou ainda pior
  • Anderson  10/04/2015 16:33
    O cara falou, falou e não citou se quer um beneficio que isso vai trazer para os trabalhadores... Só quem ganha são os patrões, não há argumento algum que prove o contrário disso! Ele acha pouco ainda, na verdade o objetivo é trabalho grátis!
  • Silva  10/04/2015 17:02
    Então você não leu o artigo. Ou, pior ainda, leu e não entendeu (o que denota analfabetismo funcional).

    Trabalhadores que antes não podiam oferecer seus serviços sem vínculos empregatícios agora podem. E, inclusive, justamente por não mais haver esse peso morto, podem negociar salários maiores.

    Isso não é benéfico?

    No que mais, se você acha que isso foi feito só pra "beneficiar empresário", então tire a bunda da cadeira e vá empreender também. Segundo sua própria lógica, você ganhará dinheiro fácil.

    Se não fizer isso, está assumindo sua incoerência. 
  • Felipe  10/04/2015 17:26
    " então tire a bunda da cadeira e vá empreender também. Segundo sua própria lógica, você ganhará dinheiro fácil."

    Hahahaha! gostei desta frase.
  • Eu ganho vc perde  10/04/2015 22:03
    O benefício se salta aos olhos. Se antes o empresário era obrigado a contratar um funcionário CLT pagando um salário de R$ 1200 que na verdade custa R$ 2400 ou mais para o patrão, (amplajf.com.br/empregado-custa-ate-o-dobro-para-patrao/) agora com a terceirização os funcionários poderão ser contratados como PJ o que significa que os salários poderão ser efetivamente DOBRADOS sem que isso incorra em qualquer custo extra para o empregador.

    Se você acha que uma lei que pode dobrar salários é algo negativo para os trabalhadores então você está além de qualquer salvação.
  • Marcio Carneiro  10/04/2015 20:30
    O .gov contrata o RESULTADO, não o serviço.

    Se contrata o resultado por meios próprios - servidores públicos - o serviço está descrito na descrição do trabalho.

    Se o .gov contrata o resultado de uma empresa privada, valem todas as premissas anteriores, apenas, um outro componente do Estado estará provendo os serviços.

    As regras que regulam o serviço e sua prestação - ABNT, por exemplo - podem ser estipuladas pelo .gov ou por uma entidade privada. No contrato poderão estar as regras.

    Assim, é transparente para o .gov ou para o povo (orçamento do .gov) a contratação do resultado, pois a contratação dos serviços estarão reguladas de forma inequívoca.

    Se uma pessoa presta um serviço - dentro de regras -, tanto faz onde ela está: no .gov ou em uma empresa, ou pessoalmente, no caso de um Profissional Liberal - CLPLBR.WordPress.com -, por exemplo.

    Não existe qualquer ligação entre o .gov que contrata a empresa A e a empresa A contratar a empresa B. As regras protetivas do trabalhador valem para ambas as empresas, A e B, independentemente do trabalho - ou do cliente deste trabalho -, que as empresas provejam, ou do beneficiado do trabalho de qualquer das empresas.

    Em física, equivale ao estudo do Diagrama de Corpo Livre. Se uma força não age sobre um corpo, não aparece no DCL daquele corpo. E as forças do ambiente valem para todos os corpos.

    Assim, não existe terceirização, mas a contratação de terceiros, especializados, para prestar serviços que complementem os serviços prestados pela contratante.

    Quando a empresa contratada entrega o resultado não é possível, para o cliente contratante, diferenciar o valor agregado aos serviços pelos terceiros contratados do valor agregado da empresa contratada, assim, se o valor agregado não pode ser identificado, não tem porque ser regulado de forma especial.

    No iWATCH, você não vê o que é proveniente da APPLE ou de outro fornecedor. Na PETROBRAS você só vê corrupção, até mesmo na bomba do posto, que te "vende" gasolina + álcool, mas .... that's another story ... as would say Moustache to Irma, La Dulce.


    Me parece óbvio que quando um cliente contrata uma empresa, é transparente para o cliente que a empresa contratada É a empresa contratada, não os terceiros - chamamos parceiros - que colaboram - colaboradores - com os serviços da empresa contratada. Para o cliente, existe apenas UMA contratada. Assim, a "terceirização" tal como os comunistas e intervencionistas entendem, é uma figura de retórica marxista para "caracterizar" uma "classe" de "trabalhadores" de modo a tornar o discurso político, e não econômico.

    Mas posso ter entendido o conceito de modo errado ....?
  • Herbert Galeno Prado Mendes  10/04/2015 23:28
    Olá,

    Não sou economista, mas leio quase que diariamente o mises.. Gostaria de opinar sobre esse tema de terceirização... A ideia da terceirização é maravilhosa, se fosse aplicada em outro país... Estamos atualmente afundados em um mar de corrupção sem fim, onde todos contratos e licitações são fraudulentas...Não há nenhuma obra nesse país, que o gestor não receba propina...A terceirização facilitará, infelizmente, a corrupção... Não se iludam, o gestor contrata uma empresa por determinado valor e logo depois volta de 10 a 20% para ele....

    No Brasil, existe um enorme interesse pelo emprego público, por varios motivos:

    1) O Estado é muito grande e de riqueza infinita ( devido impostos);
    2) No Brasil, ha uma historia secular de instabilidade economica, com varios planos e moedas;
    3) È muito dificil empreender no Brasil devido carga tributaria, etc....;


    Por isso, em termos práticos e sem filosofia, a terceirização no Brasil não será benéfica...Infelizmente...



  • Roberto  11/04/2015 00:40
    muitos se revoltam contra a corrupção no governo, mas ficam caladinhos sobre a sonegação praticada pelos empresários, 7 vezes maior que a corrupção. Contra isso os liberais não falam nada.
    www.cartacapital.com.br/economia/sonegacao-de-impostos-e-sete-vezes-maior-que-a-corrupcao-9109.html
  • Campos  11/04/2015 11:59
    Não falam nada?! Por que você não deixa a preguiça de lado e pesquisa (em vez de ficar lendo a ridícula Carta Capital)?

    Somos totalmente a favor da sonegação. Não dar dinheiro para bandidos é uma obrigação moral. Imposto é roubo, estado é quadrilha, e empreendedor que consegue escapar da máfia e manter para si próprio os frutos do seu trabalho é um herói.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=335
  • anônimo  11/04/2015 13:35
    Ah tá, vem um ladrão me roubar, eu dou um jeito de escapar e aparece um vagabundo pra falar que eu sou corrupto por não ter dado meu dinheiro pro ladrão.
    Corrupção é colaborar com a palhaçada.
  • Tio Patinhas  11/04/2015 15:07
    Imposto é roubo, toma dinheiro das pessoas.

    E o artigo que traz a opinião de um presidente de sindicato de membros da máfia receita federal, é nojento. Mas e a parte que ele diz que empresas registras em paraísos fiscais agravam a sonegação? Não é irônico considerando que uma das donas da carta capital é uma empresa do Panamá?

    E o pior é que o presidente do sindicato continua e diz que os impostos são baixos.

    Em resumo, a cada dia que passa tenho mais nojo de quem trabalha na receita federal e caro Roberto, tento sonegar ao máximo e garanto que os "liberais" não apenas não falam contra isso, mas apoiam.

    Entendeu?

    Obrigado.
  • Eduardo  11/04/2015 19:33
    Caro, o dinheiro que deixa de ir para o governo é usado de forma mais produtiva pelo setor privado.

    Para ilustrar, considere que o governo americano gasta todos os lucros somados das 500 maiores empresas juntas (uns 400 bilhões de dolares) em pouquinho mais de UM MÊS.

    Só um leitor da Carta Capital preferiria 400 bilhões de dólares nas mãos de um governo que irá torrar tudo em um mês em inúmeros projetos furados, superfaturados e obsoletos, inadequados ao invés de 400 bilhões nas mãos de Wal Mart, Apple, GE, GM, etc, etc, etc.

    Passe a analogia para o caso brasileiro e a idéia é a mesma.
    É claro que liberais preferem o dinheiro nas mãos de quem o recebeu (ainda que existam críticas a fazer ao corporativismo, é o melhor que temos de setor privado na realidade) e sabe usar responsavelmente para produzir bens e serviços e ainda investir para não perder tudo isso num buraco negro como o governo.

    Se o governo confiscasse todos os lucros do Fortune500, essas empresas todas quebrariam para o povo receber um mês de governo e: acabou. Depois desse um mês não há mais essas empresas e não há mais fundos para os programas do governo.

    --
    No mais, tributação e o quanto o governo vai consumir de um país é algo arbitrário. Existem países em que o governo consome pouco ou consome muito.

    Se a sonegação que reduziria a parcela de consumo de recursos pelo governo for ruim, então mesmo países sem sonegação, mas que já têm arrecadação mais baixa naturalmente, estariam sofrendo deste mesmo "mal".
    E inúmeros estudos mostram que arrecadação muito alta é problemática, mesmo em países prósperos (que prosperaram com baixos impostos há décadas e na melhor das hipóteses estagnaram com alta carga tributária).
    Sonegação, na prática, não é algo muito diferente de países que legalmente já adotam cargas tributárias mais baixas.

    Liberais preferirem mais o dinheiro com quem produziu ao invés de entregar para parasitas políticos, aonde também será melhor utilizado, tem nada a ver com a corrupção criticada por liberais.

    Liberais também não gostam de corrupção, como políticos fazendo contratos fraudulentos, superfaturando obras, contratando compadres, vendendo legislação, embolsando para si próprio fortunas, etc...

    No entanto, corrupção política e sonegação de impostos são duas coisas completamente distintas em princípios e efeitos práticos. São "iguais" no mero sentido de ambas configurarem crime de acordo com uma legislação em particular.
  • sandro lima  12/04/2015 21:38
    Tais de brincadeira né?
    só pode ser fanfarrice sua...
    Só 7x??? Pelo jeito o empresariado são todos santos, pois EU SOU A FAVOR DA SONEGAÇÃO!!

  • Thor Matarazzo  13/04/2015 11:34
    Imposto é roubo sim. Tudo que é tirado de você a força, contra sua vontade se configura um roubo. Pois se imposto (tirar dinheiro alheio na base da coerção) sem consentimento não é roubo, então todo o bando de ladrões só tem que declarar-se um governo, e todos os seus assaltos são legalizados.

    Exemplo: Um ladrão rouba meu dinheiro pra doar pra moradores de rua, pronto então o que ele fez não foi roubo foi distribuição da minha renda sem a minha permissão. Rs

    Sabe o Wikipedia? que tu provavelmente já utilizou, então. Ele é mantido por doação. Você (usando ou não) ,não é obrigado a doar para eles, você pode utilizar os serviços deles ou não e não será preciso pagar nada por isso, mas, você não será preso por 'não doar', não é nenhum crime 'não doar'. Então. Como eles se mantem online? Porque pessoas que acham o Wikipedia importante e acham que seus serviços são bons, acabam doando o quanto querem e quando querem. Não há nenhuma obrigação, o Wikipedia está aí online. Mesma coisa com as igrejas. Só olhar o templo de salomão do bispo Macedo.

    Se o estado promovesse boas escolas, universidades, hospitais, as pessoas iam doar por livre e espontânea vontade, a mesma coisa ocorre com várias ONGs, desde Red Cross, Water, Save the Children (...) até Greenpeace, Wikipedia ou EFF. Ou seja. Só quem acredita contribui e usufrui. O mesmo deveria ser com o estado. Pois eu não preciso do mesmo pra nada, e mesmo assim ele obriga que eu o sustente.

    Morando tanto tempo fora. ( Canadá, EUA, Austrália, Suíça, Alemanha) Tenho a certeza que é o estado quem impede que o "pobre" se torne classe média ou rico, pois o mesmo o rouba através de muitos impostos, cria todo tipo de burocracia que dificulta a criação de empresas, dificulta a geração de empregos, encarece e burocratiza o acesso a bens e consumos, forçando os mais pobres a morarem em favelas, o "querido" estado não é solução para a pobreza, é a causa dela, só através de trocas voluntárias o pobre poderá melhorar suas condições de vida, o estado não produz nada, ele rouba de quem produz e faz "distribuição de renda", é um grande parasita que só prejudica a economia, quanto maior o intervencionismo/burocracia, maior a miséria de um país, vide a URSS onde milhões morreram de fome. Se o estado fosse algo bom, se manteria por doação, e não pro coerção!?

  • anônimo  12/04/2015 00:02
    Basta ver o que aconteceu com o setor de TI (que é uma das poucas áreas que já podem ser terceirizadas).
  • sandro lima  12/04/2015 21:49
    Setor de TI é um caso a parte, tem deficit de mão de obra, os menos qualificados aceitam trabalhar terceirizados em troca de experiência(totalmente válido!), alguns ganham salários médios em CLT por conta da flexibilidade e regalias que a empresa oferece.

    Agora, o que acontece no setor de segurança, vá fazer com o setor de TI. A empresa que fizer isso, não vou dizer que quebra, mas a qualidade de seus serviços na área de TI vai deixar a desejar.

    Tem muitas empresas por aqui, que nem sabe o que é TI. tem 5 funcionários fazendo trabalho de 1 PC.

    Para dizer que não são 'informatizadas' colocar 5 pelegos usando o Excel básico.


  • Adelson Paulo  12/04/2015 00:59
    Sou professor universitário federal, e hoje todo o serviço de limpeza nas universidades é terceirizado. Não consigo conceber como funcionários públicos concursados com estabilidade no emprego, com direitos a greves intermináveis, iriam manter o banheiro de meu trabalho minimamente limpo. Durante as greves nas universidades, a maioria dos serviços de secretaria e atendimento ao público funciona por conta de estagiários, que recebem um terço do salário dos servidores ativos, com metade de seus direitos. Praticamente todo o serviço de segurança nos órgãos públicos atualmente é terceirizado.
    Não sei porque tanta celeuma com esta Lei, se o próprio governo federal é um dos maiores contratantes de mão de obra terceirizada do país.

  • Alexandre  13/04/2015 16:56
    Adelson, será melhor ou pior para a qualidade do ensino da sua universidade passar a contratar professore terceirizados?

  • anônimo  13/04/2015 17:04
    Eu estudo na UFC e garanto: a aula dos professores contratados é do mesmo nível dos efetivos. As vezes até um monitor que é um simples aluno consegue explicar algo melhor que um professor efetivo.
  • Marcio Carneiro  13/04/2015 18:22
    Por favor, defina "CONTRATADO" e "EFETIVO".

  • Alexandre  13/04/2015 17:17
    Suponhamos que uma empresa disponha de R$10.000 para contratar um determinado profissional. Como teremos inevitavelmente uma empresa intermediadora, gostaria de entender como a terceirização desse profissional se tornará vantajosa para a empresa e/ou para o profissional.

    Uma outra questão: qual seria a razão de existir uma empresa cujas pessoas que trabalham para a sua razão de existir (sua atividade-fim) pertencem à outra empresa?

    Uma outra questão: qual seria a razão de existir uma empresa cuja razão de existir (sua atividade-fim) é fornecer trabalhadores para atuarem na razão de existir de outra empresa?

    Adianto meu pedido de desculpas se as questões parecem muito simplórias ou idiotas, mas é que realmente até agora não vi em lugar algum uma fundamentação matemática de que esse modelo virá a beneficiar os trabalhadores.

    E a propósito, não somos e nem temos a história e cultura dos Dinamarqueses.
  • Garcia  13/04/2015 18:07
    "Suponhamos que uma empresa disponha de R$10.000 para contratar um determinado profissional. Como teremos inevitavelmente uma empresa intermediadora, gostaria de entender como a terceirização desse profissional se tornará vantajosa para a empresa e/ou para o profissional."

    Se não for vantajoso para a empresa, ela não o fará. Se não for vantajoso para o profissional, ele não aceitará. Qual a dificuldade?

    "Uma outra questão: qual seria a razão de existir uma empresa cujas pessoas que trabalham para a sua razão de existir (sua atividade-fim) pertencem à outra empresa?"

    Se não fizer sentido econômico para a empresa, isso não irá acontecer. Qual a sua preocupação?

    "Uma outra questão: qual seria a razão de existir uma empresa cuja razão de existir (sua atividade-fim) é fornecer trabalhadores para atuarem na razão de existir de outra empresa?"

    Se empreendedores não virem sentido nisso, tal prática não será implantada. Qual a sua dúvida?

    "Adianto meu pedido de desculpas se as questões parecem muito simplórias ou idiotas, mas é que realmente até agora não vi em lugar algum uma fundamentação matemática de que esse modelo virá a beneficiar os trabalhadores."

    Você acabou de deduzir que os próprios empresários não farão terceirizações porque isso não seria do interesse deles. Sendo assim, eu é que fiquei na dúvida do motivo de você estar em dúvida sobre os trabalhadores. Afinal, segundo você próprio, não há motivos econômicos para terceirizações.

    De resto, a questão é simples: quanto maior a liberdade de contrato, melhor para o competente que quer fornecer sua mão-de-obra e pior para o encostado que quer a segurança dos vínculos empregaticios. Só isso.
    Se tal liberdade de contrato será ruim para alguns? Certamente. Sempre há quem perde (os mais incompetentes) quando alguma forma de protecionismo é abolida. E sempre há quem ganha (normalmente, os mais competentes).

    O empregado competente não será substituído por um terceirizado incompetente e inexperiente. Quem acredita que isso irá acontecer está, na prática, dizendo que empreendedores são ingênuos e gostam de tomar prejuízos (nada é mais prejudicial do que um funcionário ruim).

    Funcionário que gera valor não é dispensado — por mais caro que ele seja — em troca de funcionário ruim e inexperiente. O real temor gerado por essa lei é que haverá bons profissionais querendo ofertar seus serviços sem vínculos empregatícios, e isso representará um risco para os ruins que usufruem esses vínculos.

    "E a propósito, não somos e nem temos a história e cultura dos Dinamarqueses."

    Gozado. Quando é pra aumentar impostos, para aumentar o estado ou para adotar todas benesses da social-democracia, os países escandinavos são os primeiros a ser citados pela esquerda como modelo-inspirador. Agora eles não servem mais?
  • Marcio Carneiro  13/04/2015 18:18
    Se o Estado (leia-se a lei) cria uma OBRIGAÇÃO para um ente do Estado ( a iniciativa privada é um FUNDAMENTO DA REPÚBLICA, art. 2º CF88, está no escopo do PODER DE GESTÃO do Estado ), quando determina que"a empresa contratante fica responsável, subsidiariamente, pelos créditos trabalhistas do empregado", então, pelos mesmos princípios federativos, deveria PASSAR O PODER DE GESTÃO da nova atividade assumida pelo privado, de realizar as atividades que o Estado declara serem de responsabilidade do Estado, repassadas para o ente privado.

    Ora, o Estado está "terceirizando" o PODER DE IMPÉRIO para fins de aumento de arrecadação e controle social, EMPREGANDO um ente privado e não está repassando a parte do orçamento federal que é devido para financiar esta atividade ... estatal ....

    Está correto?
  • Paul  13/04/2015 19:34
    Nos comments muita "paralaxe cognitiva". Vai melhorar muito quando a "quarteirização" advir da terceirização, ou seja, o fomento do empreendedorismo cujo o resultado é o aumento da produtividade. Como diria o "portuga"..."quem não tem competência não se estabelece". Abc
  • luciana  15/04/2015 02:44
    Acredito que a terceirização vai prejudicar um dos unicos meios que a população pobre tem para melhorar de vida com igualdade. Sem concursos, quem ocupara as vagas nos cargos não serao pessoas que estudaram e se esforçaram para isso, mas sim quem tem o famoso quem indique, vai facilitar as fraudes nas licitações, e veja bem, se para os politicos o melhor é que nao tenha concurso estatutario, é porque isso defende mais os interesses deles do que para população. E não tem essa de qe funcionario publico trabalha mal , pois os cargos comissionados que sao contratos colocados por politicos e empresarios nem hora cumprem ,pois sabem qe tem um padrinho para defender todos os erros deles no trabalho.
  • William Robson  15/04/2015 13:04
    Não sei porque radicalizam esses temas!!
    Você é totalmente contra ou totalmente a favor, não tem meio termo.

    Na sociedade moderna a terceirização é imprescindível, existe e tem que ser melhor regulamentada.

    QUEM É CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO É UM RETRÓGRADO.

    Claro que sou a favor da Terceirização.

    Não gostei de algumas partes dessa lei e espero que ela seja melhorada até a aprovação final.
    Ficam demonizando os políticos ao invés de proporem soluções.
    O tema está em discussão, discuta com CIVILIDADE

    Já entrei em contato com os parlamentares que votei e expus que quero uma limitação do que pode ser terceirizado.

    Uma fábrica de carros cujo o objetivo é montar carros tem que contratar em seu nome os que efetivamente montam carros.
    A área dela não é segurança, limpeza, saúde, alimentação...essas partes poderiam ser terceirizadas.

    De repente eu trabalho na Toyota montando carros, mas não sou funcionário da Toyota!!!!

    Os terceirizados ganham menos e aqui entra um grave problema, eu faço o mesmo trabalho de um funcionário Toyota, mas ganho menos.
    Fica parecendo uma manobra para achatar salários.

    Vamos supor que a lei obrigue a uma isonomia [os mesmos salários para as mesmas funções]

    Qual a vantagem que a Toyota tem em terceirizar?
    Ela não terá nenhuma redução de salários e ainda vai pagar um extra administrativo para a terceirizada.

    Mais confuso em minha mente é a posição do PT.

    Eles são contra a terceirização, mas o programa mais médico é o que!?

    Só o Governo petista pode terceirizar ajudando aos bolivarianos!?

    Quem me explica?

    Alguém pensou em Foro de São Paulo?

    terapiadalogica.blogspot.com.br/2013/01/concurso-publico.html
  • Garcia  15/04/2015 16:18
  • Mateus  16/04/2015 02:13
    Comunistas, estadistas, socialistas e afins, aprendam: o estadadistas sempre quererão se manter no poder, e a democracia defendida com afã pela maioria da população é um estado burocrático que defende o roubo e a espoliação. Esse projeto de lei nem de longe é o fim das Clts(QUE não passa de um roubo desfarçado...),quiçá o fim do estado. Vejo que ocorre isto pois a situação está tão ruim para quem é empregador, que o governo(como dito aqui no Nordeste), todos o que o compõe é farinha do mesmo saco, quer propor algo que melhore tal situação. Tenho medo dos desdobramentos se isso for levado a frente. O empregador não e obrigado a contratar nninguém, melhor seria estes mesmo empregados da atividade-meio pensar um pouco e buscar alternativa, como eles mesmo criarem empresas....E por quê não desburocratizar o mercado sem leis trabalhistas? Enfim, um avanço mesmo que pequeno, mas para ser visto por olhos bem.grandes........
  • Anti boquinhas  20/04/2015 23:28
    E a choradeira dos vagabundos em suas boquinha nao para. E depois esses vagabundos vem falar em fraude de urnas, político metendo a mão,e culpa inclusive outros brasileiros por o pais ser a merda que e. Mais no primeiro concurso para mamar nas tetas estatais, lota de vagabundos. E com isso temos: burocracias imbecis empregadora de vagabundos( conheço um verme no DETRAN, campeã na empregabilidade de vagabundos) que so esta lá para carimbar papel ,a segurança e outra merda, a saúde outra merda, a educação outra merda e todas elas empregam funcionários públicos e esses lixos tem a cara de pau de chegar nesse site e falar mal da tercerizacoes, mais trabalhar decene nenhum desses lixos quer. Sou da opinião que funcionário publico tem que ser esculachado sempre. Nao se pode respeitar esse tipo de vagabundo.
  • IRACI DE SOUSA MARQUES  23/04/2015 23:58
    Sobre a terceirização, o que me preocupa é a situação dos RPPS -Regimes Próprios de Previdência Social. Quem vai financiar esses regimes se servidores terceirizados são vinculados ao RGPS? Regime Geral de Previdência Social.
  • Márcio Silva  26/05/2015 19:32
    Baratear produção não significa baratear preços. Não serão os pobres a ganhar mais, mas o empreendedor. A terceirização é benéfica ao bem estar social quando cria novos postos de trabalho e faz evoluir os contratos de prestação de serviço, entretanto os direitos dos trabalhadores não encontram atualmente representatividade nos sindicatos. Quanto mais intermediários nas relações, piores são os desfechos. Os sindicatos parecem mais representar um monopólio de salários com barganhas e interesses, fazendo vistas grossas quando convêm. Terceirizar atividades fins, concordo que não há viabilidade econômica, pois os profissionais que detém o conhecimento principal devem fazer parte da empresa em questão, mas a vantagem de não precisar pagar bons salários e benefícios a atividades secundárias pode gerar substanciam redução de custos sem prejudicar a qualidade. Resta saber se haverá repasse para os preços, e é exatamente aí que deve entrar o governo, como governo do Japão com Toyotismo. O isntitucionalismo se atualiza de forma correta e justa quando há integração entre governo, empresários e trabalhadores no sistema capitalista, caso contrário não haverá evolução.
  • Concursos ma  23/11/2016 18:06
    Só tenho medo de essas medidas afetarem os concursos públicos
    pciconcursosma.blogspot.com.br/
  • João Paulo  24/11/2016 18:16
    Na minha opinião, a terceirização é um assunto empresarial que deve ser regulado não apenas por leis. Terceirização é matéria discutidas pelos profissionais de Administração nas faculdades. O campo de atuação do Administrador, pela lei 4769 de 1965 envolve a Administração e seleção de pessoal . As empresas que terceirizam pessoal exercem essas atividades, logo deveriam estar registradas no Conselho Regional de Administração e fiscalizadas pelo código de ética. Só precisa algum Senador ou Deputado colocar essa determinação na lei.


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