Jesus de Nazaré, inimigo do estado, executado por traição

Jesus de Nazaré foi executado nesta sexta-feira por ordens do estado romano.  Método de execução: crucificação.

Sob a lei romana, a acusação foi a de traição; sob a lei de Herodes, de blasfêmia contra o Templo.

As evidências contra este anarquista eram tão fortes, que tanto as autoridades do estado romano quanto as do reino de Herodes trabalharam conjuntamente em sua prisão e execução, de modo que Jesus foi levado a julgamento por ambos os governos.

E, em uma rara manifestação de justiça coletiva espontânea, as massas que estavam reunidas por ocasião da Páscoa Judaica também pediam por sua execução. A plebe afirmava sua lealdade ao estado com brados de "Não temos outro rei senão Cesar".

A execução ocorrida na sexta-feira interrompeu uma vida repleta de agitação anti-governo, bem como uma longa história de ilegalidade. A família de Jesus estava em posse de arquivos genealógicos ilegais e não-sancionados pelo estado, os quais indicavam que Jesus possuía uma linhagem real e solapavam a reivindicação de Herodes ao trono.  

A alegação maliciosa, que foi amplamente difundida entre o povo, era a de que o rei era um edomita, e não um judeu. O rei ficou atormentado por esta alegação e lamentou que, pouco após seu pai ter assumido o poder, os arquivos genealógicos (os quais certamente provariam seu direito legítimo ao trono) houvessem sido destruídos em um incêndio de origem misteriosa, provavelmente iniciado por agitadores anti-governo. 

Ainda quando menino, Jesus já era reconhecidamente um inimigo do estado, tendo sido condenado à morte pelo antecessor do atual rei, Herodes, o Grande.  No entanto, agentes estrangeiros subversivos enganaram o rei e, com a ajuda deles, Jesus e sua família desobedeceram às ordens legais das autoridades governamentais e fugiram ilegalmente para o Egito, onde permaneceram escondidos até a morte do rei.  Depois disso, sabe-se que eles retornaram à grande Israel, onde se estabeleceram na Galileia, nas fronteiras do reino, longe da capital e de seu rápido sistema judiciário. 

Cerca de três anos antes de sua crucificação, Jesus — que também era chamado de "O Cristo" por seus seguidores, como forma de desafiar as autoridades — se tornou uma figura pública com o auxílio de seu primo João, que por sua vez também foi executado pelo estado devido à sua falta de respeito para com a figura do rei.

A carreira criminosa de Jesus incluiu insultos públicos ao rei (chamou Herodes de "raposa" e de "junco ao vento"); insinuações de que o estado romano deveria prestar contas a Deus, e não o contrário; e maus tratos a funcionários públicos, inclusive a um coletor de impostos e a um membro do Sinédrio (os quais foram ordenados ou estimulados a devolver os bens ao povo de quem haviam tributado de acordo com a lei).

Ele também foi culpado de uma série de ações que traidoramente questionaram a legitimidade de órgãos do governo, como o templo de Herodes.  Ele, por exemplo, ofereceu aos pecadores o perdão e uma aliança com Deus, desta forma violando o monopólio estatal (pertencente ao Templo) da expiação pública e do perdão. Adicionalmente, Jesus ilegalmente invadiu propriedade do governo e interferiu em operações cambiais sancionadas pelo estado e que funcionavam com a permissão dos indicados pelo rei a taxas cambiais aprovadas pelo governo.

Ele conseguiu evitar, por algum tempo, sua prisão recorrendo à inteligente tática de disfarçar sua propaganda anti-governo na forma de respostas codificadas, de analogias sugestivas mas ambíguas, e de aforismas confusos, por meio dos quais ele conseguiu reunir um séquito sem dar evidências claras de suas visões traidoras.  No entanto, sua propaganda anti-governo, por fim, se tornou inegável: previu a destruição do templo de Herodes e chegou até mesmo a negar sua legitimidade, declarando-o "deserto" e "desolado".

Sua execução foi declarada sumariamente e foi impiedosa, e seus discípulos se dissiparam. As autoridades garantem que seu nome será rapidamente esquecido, ao passo que Roma, a cidade eterna, e seu império irá durar para sempre. O templo construído sobre o poder do estado romano e do reinado de Herodes serão eternos.  As autoridades também garantiram à população que a punição suprema — a morte por execução, sobre a qual se fundamenta todo o poder do estado — foi o ato final deste curto episódio da história de Roma, o qual será prontamente esquecido por todos e não terá mais nenhuma importância posterior para a história humana.

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Leituras complementares, porém imprescindíveis:

A teologia do estado no Novo Testamento - O que realmente era o "Dai a César"

A teologia do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a "submissão" aos governos


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Nota do IMB:

Infelizmente, várias pessoas interpretaram mal o presente artigo, que nada mais foi do que uma sátira — no formato de uma notícia de jornal e utilizando um caso real — mostrando como o estado reage àqueles que o desafiam.  O IMB, em momento algum, teve o intuito de ofender a fé de qualquer pessoa, de qualquer religião.  Este Instituto, no que mais, é pró-religião, como comprovam nossos vários artigos a respeito.



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SOBRE O AUTOR

Jerry Bowyer
é economista, colunista, autor de livros e estudioso de teologia.



Isso é elitismo seu. Uma pessoa que realmente não soubesse fazer nada senão carregar tijolos e apertar parafusos já estaria dormindo nas ruas, sem lar e sem teto. Tal pessoa dificilmente encontraria qualquer demanda por sua mão-de-obra no mercado atual. Poderia, no máximo, encontrar um ou outro bico esporádico. E o valor monetário que ele ganhasse seria rapidamente diluído pela inflação.

O fato é que qualquer indivíduo, com um mínimo de treinamento e dedicação, consegue fazer muito mais do que isso. Eu mesmo conheço um cara que era pedreiro ("carregava tijolo") e hoje trabalha em supermercado, atendendo clientes. Upgrade. E ele continua sem ter tido ensino médio.

Essa sua visão, ironia das ironias, é a de que indivíduos são tão burros quanto uma máquina, e incapazes de aprender qualquer coisa nova. Sinceramente, isso não existe. O que existe é comodismo. Qualquer um, numa situação de extrema necessidade, aprende a se adaptar. Sim, exige esforço. Sim, é desconfortável. Sim, seria muito melhor receber tudo pronto e sem qualquer chateação. Mas a vida não é assim. Vivemos num mundo de escassez e não de abundância. Tudo exige determinação, esforço e dedicação.

Agora, se tal indivíduo que você falou realmente é uma porta e realmente não quer aprender mais nada, bom, então aí nada pode ser feito por ele. Só falta agora você querer dizer que todo o progresso tecnológico deve ser interrompido apenas porque há um cidadão que se recusa a se auto-aprimorar na vida.
"Isso é um argumento lógico sim"

Conforme eu disse: e daí? E daí que o consumo aumentaria? O que vc extrai disso? O fato de que o consumo aumentaria em caso de descriminalização faz com que você defenda a proibição de drogas?
Cidadão, entenda uma coisa: o governo (e sua proibição de drogas) não obstrui o surgimento do crime organizado (decorrente do tráfico, que por sua vez é decorrente da proibição); ele fomenta esse crime organizado. Então, você defende algo que FOMENTA o crime organizado. Essa é a consequência do que você defende.


"A comparação com os carros foi um pouco infeliz da sua parte. Carros trazem benefícios para todos. Drogas, e todos nós temos que concordar, só trazem malefícios"

Não, meu amigo, você que continua com a mente bastante confusa: a referência foi feita a "acidentes de carros". Acidentes de carros matam milhões de pessoas, mas nem por isso vc defende a proibição de carros visando a evitar a ocorrência de acidentes de carros. Seja como for, não dá para dizer que todas as drogas só trazem malefícios: vc se esquece dos inúmeros fármacos, que inclusive podem salvar a vida de pessoas. De outro lado, vc continua sem explicar pq álcool e cigarro não deve ser proibidos. Dizer que "uns são mais viciantes que outros" não é explicação. É só fugir da explicação.

Ah, é que você acha que drogas "só trazem malefícios". Ainda que seja assim, e daí? Tudo que eventualmente traga malefício para as pessoas deve ser proibido pelo estado? Então é esse seu argumento? Precisamos de burocratas e políticos dizendo o que é maléfico para nós?

Cidadão: nós somos donos do nosso corpo. A soberania do indivíduo sobre o próprio organismo lhe dá o direito de nele introduzir quaisquer substâncias (inclui drogas) que desejar. Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada.

Ademais, quando o estado assume o papel de regulador moral, as instituições que seriam naturalmente responsáveis pela moralidade se enfraquecem, abrindo mão de suas funções. O indivíduo se torna menos zeloso e mais dependente, sem falar no apelo do fruto proibido. A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas.

Proibir as drogas é nivelar por baixo: restringir a liberdade dos bravos e fortes, que saberiam se controlar e ter uma relação saudável com as substâncias alucinógenas, em nome dos impotentes que se tornariam viciados.

Uma sociedade pode ser caridosa com os fracos, mas não deve se guiar por eles. Proibir as drogas em nome de potenciais viciados é cultuar a mediocridade.


"Mas eles são criminosos e não deixarão de ser quando for retirado o "core-business"deles. Eles não vão passar a acordar às 6 da manhã pra trabalhar. Vão simplesmente migrar de crime"

Os traficantes vão migrar de crime? Sim, e daí? Por causa disso vc defende uma medida (proibição de drogas) que os mantenham como chefões poderosos de crime organizado, matando e praticando violência como decorrência da proibição, que vc mesmo reconhece como sendo aquilo que lhes dá poder? Nossa, que posicionamento racional e humanista esse!

Então vc defende proibição sob o argumento de "evitar" migração de crime? Então vc quer manter os traficantes como chefões do tráfico. Muito sensato e inteligente de sua parte.

Se eles "migrarem" de crime, que sejam punidos conforme o crime que vierem a praticar, ora bolas. O que não é racional - nem moral - é manter um arranjo em que chefões do tráfico matam milhares de pessoas em virtude de uma proibição estúpida, ineficiente e imoral.


"Em tempo, eu nunca defendi o desarmamento civil, ok?"

Como vc é confuso, cidadão!

Eu não disse que vc defende ou defendeu isso; o que eu falei foi uma resposta à sua frase de que "traficantes escravizam a população mais pobre usando armas que o cidadão de bem não pode ter", frase que não tem nenhuma serventia para para quem defende proibição de drogas, como vc vem fazendo.














A evolução tecnológica se dá a pequenos passos, muitas vezes desconexos no início. Porém, sempre firmes e, às vezes, rápidos.

A cada passo da criação de algo, o ser humano também fica mais inteligente e com mais capacidade.

O seu cenário é possível sim, mas neste caso, as máquinas seremos nós. Afinal, somos máquinas, mas biológicas, naturais (ou como alguns querem: que Deus fez) e então é sim possível a criação de uma máquina semelhante, mesmo que isso dure vários milênios para acontecer, dado que podemos estudar sistematicamente a natureza e aprender com ela (ou, como querem alguns, porque Deus nos fez a sua imagem, então somos co-criadores).

Claro que, neste ponto, as duas máquinas (biológica e artificial) se confundem. Eu diria que criaríamos o nosso próprio corpo, de acordo com a nossa necessidade. Então, neste sentido, as coisas ainda seriam feitas por nós mesmos. Tem gente que leva a sério esta do transhumanismo e do homo technologicus (TripleC)

Sobre as máquinas serem programadas... Sim, de fato é isto, você pode programá-las para aprenderem, para interagirem, para reagirem e para otimizarem seu funcionamento. E mais, se você programar tudo isso de forma que a máquina o faça automaticamente (por ela mesma), ela se torna auto-reativa, com auto-aprendizado (aprendizado não supervisionado), auto-otimizada, auto-organizada etc. (Auto-X). As interações entre várias delas suscita novidades "não previstas", o que é chamado processo de emergência.

Na moderna IA, não se fala mais em programar o computador para realizar tal e tal tarefa (isso ainda é muito comum, mas não é mais alvo de pesquisas [= realidades futuras]), mas se fala em ensinar o computador a realizar tal e tal tarefa.

Mas essas características não vão acabar com os empregos, mas somente com os empregos ruins, exatamente como diz o artigo...

Abraços
Mesmo que as máquinas substituam tudo que fazemos hoje (não só na produção, mas estamos falando em praticamente todos os níveis de serviço hoje existentes, desde restaurantes até agências de publicidade e entretenimento) sempre existirá mais "trabalho" a ser realizado.

As nossas necessidades irão mudar em um mundo de uma "inteligência artificial plena", iremos nos dedicar a outras atividades. Por exemplo, em um mundo assim talvez uma parcela maior da população se dedique a esporte profissional (a não ser que você me diga também que iremos preferir ver jogadores de futebol robôs…), outras áreas do conhecimento humano, exploração espacial e por aí vai.

Entenda, meu caro: os recursos são escassos! Mesmo que as máquinas produzam "tudo" eles continuarão sendo escassos. O que iremos consumir pode ser muito barato em um futuro assim, mas os recursos continuarão escassos e desta forma eles terão sim preço.

A realidade é que, independente do que você acredita ser inteligência artificial ou não, com exceção do cenário apocalíptico das máquinas nos destruírem, elas irão continuar a ser ferramentas que irão aumentar a nossa produtividade. Se uma fábrica precisar apenas de uma pessoa para ir lá e apertar o botão a cada 100 anos isso significa que a produtividade alcançada é altíssima. Apenas isso…

Realisticamente, a economia é complexa demais para acreditar que máquinas irão simplesmente substituir os homens em todos os níveis possíveis de trabalho existentes (ou que nem existem ainda…)
"O tributo do pessoal ativo + tributação do lucro (apesar dos altos lucros serem temporários, eles não são nulos ao longo do tempo) não seriam suficientes para pagar a "renda básica"?"

A renda básica e todo o resto das operações estatais hoje vigentes?

Detalhe: os valores nominais arrecadados seriam decrescentes, o que significa que tanto os salários dos funcionários públicos e dos políticos, quanto o salário de toda a população (a "renda básica"), bem como todos os repasses a saúde, educação, segurança, justiça, cultura, lazer etc. terão de encolher anualmente em termos nominais. Isso nunca aconteceu em lugar nenhum na história do mundo.

Gostaria de ver a turma toda aceitando isso.

"o valor arrecadado pelo governo não seria maior em termos reais, apesar de não aumentar nominalmente?"

Depende. O valor nominal certamente irá cair. A questão então passa a ser: a deflação de preços cairá ainda mais?

E, mesmo que isso ocorra, o que comanda a política e a população são os valores nominais. Sempre foi. Nunca ninguém aceitou contínuas reduções nominais sob a promessa de que "ano que vem tudo estará mais barato, portanto aceitem". Esse será o jogo.

"Qual a diferença entre o governo arrecadar um valor nominal menor (mas com ganho real) e um valor nominal maior (mas com ganho real menor). O primeiro caso não seria melhor para o governo?"

Falta combinar com os funcionários públicos, com os políticos e com toda a população. A Grécia, por exemplo, está em deflação monetária (todo mundo tirou os euros de lá e mandou para outros países da zona do euro) e até mesmo com deflação de preços. Mas ninguém quer saber de redução salarial. Com isso, o desemprego vai para os dois dígitos. A Espanha está na mesma situação.

"Ou seja, por que a deflação é ruim para o governo?"

Porque afeta suas receitas nominais. E todo mundo só quer saber de ver os valores nominais subindo. Nunca o funcionalismo público, os dependentes do assistencialismo e os setores da saúde, educação, segurança, justiça etc. aceitaram reajustes salariais para baixo. Em nenhum país do mundo. Pode vir a acontecer? Até pode. Mas aí seria algo completamente inédito.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Eduardo R., Rio  05/04/2015 03:31
  • anônimo  05/04/2015 06:23
    Jerry Bowyer estava lá...É isso. Só pode ser. Não obstante, controvérsias quanto a Jesus são inúmeras e insaciáveis.
  • Matheus  05/04/2015 06:39
    Querido anônimo, pelo visto você não sabe, mas todo o artigo é baseado inteiramente em trechos da Bíblia. Portanto, não, o autor não "estava lá". Ele apenas leu a Bíblia -- algo que você nunca fez, mas se acha com plena capacidade para comentar -- e narrou os fatos. Só isso.

    Aliás, taí algo que não entendo: por que as pessoas se acham plenamente capazes de tecer comentários sobre assuntos que elas claramente desconhecem por completo? Não é à toa que escrevem sob o anonimato. Isso, ao menos, dá pra entender.
  • Junior  05/04/2015 14:12
    Eduardo, perfeito esse texto.
  • Renan Merlin  05/04/2015 05:50
    E Tem babaca esquerdista que diz que Jesus era socialista. Solidariedade não é ser socialista. Rockfeller e Bill Gates são grandes exemplos de filantrópicos. Agora me fale um socialista que ajudou alguém a não ser a eles e toda a companheirada.?
  • anônimo  05/04/2015 15:44
    A filantropia social restitui à vítima um pouco daquilo que o filantropo violentamente lhe arrancou. Primeiro, você o explora, amontoando grande riqueza, e depois com grande magnanimidade, dá um pouco à pobre vítima.

    A caridade é inconsciente de si própria, não há acúmulo prévio nem distribuição consecutiva. É semelhante a uma flor: natural, aberta, espontânea.

    Caridade é «o vínculo da perfeição (Col 3,14)
  • Marcos  05/04/2015 16:33
    Anônimo, você por acaso está se referindo ao estado e ao seu bolsa-família?
  • anônimo  05/04/2015 19:27
    Tanto faz, à todas e qualquer uma em que esteja fora de sua significância ...
  • anônimo  05/04/2015 19:39
    O filantropo não arrancou nada.Um grande empresário não depende da pobreza de ninguém pra que a sua empresa prospere, pelo contrário, se existe alguma relação entre os dois é que a vida do pobre MELHORA quando um empresário bota no mercado um artigo mais competitivo, seja uma comida mais barata, um carro mais acessível ao trabalhador comum ou até mesmo diversão.

  • Luiz Soares  05/04/2015 13:38
    Estou impressionado com essa visão sobre Jesus, tão aprofundada e sincera. Nunca ouvi tal relato em igrejas, na mídia ou outro veículo tradicional. Ótimo artigo, disse muita coisa!!
  • Marcio  05/04/2015 13:44
    Ótimo texto! Não sei por qual motivo cristãos não querem se envolver com as decisões do Estado, ficando presos à letra de Romanos 13? Nesse texto vemos o próprio exemplo de Cristo que foi contra ao Estado e a todo modo desse se posicionar contra a sociedade. Não é de hoje que já sabemos que o Estado quer tomar o lugar de Deus, e enquanto muitos cristãos não souberem disso, alimentarão as esperanças do mesmo, enquanto este oprimirá àqueles que são contra.
  • Anonimoateu  05/04/2015 15:14
    Vocês estão partindo do pressuposto equivocado, que jesus existiu. Não existe qualquer prova cientifica que mostra que jesus de fato existiu e fez milagres. Eu lamento, jesus não existiu, foi somente mais um personagem inventado por algum ser humano, que não conseguia conviver com a razão e a lógica. assim como todos os outros deuses.
  • Carlos  05/04/2015 19:01
    O fato de Jesus ter ou não existido, para os fins deste artigo, é irrelevante. Basta ler a bíblia e interpretá-la dentro do contexto em que a mensagem é dada. Ainda que tudo o que esteja na bíblia seja um conto da carochinha, várias das mensagens lá contidas não são irrelevantes. Várias são as passagens de forte cunho moral que devemos levar em conta. Devemos pautar nossa conduta com base no que está lá? Isso fica a critério de cada um. Há passagens boas? Há: não roubar. Há passagens que considero descabidas? Há: spare the rod, spoil the child. Não há indício algum que a falta de violência contra uma criança significa mimá-la, ou que, enfiando o cacete no presente ela será impermeável a mimos futuros. O porrete sempre é um péssimo educador na minha opinião.

    Se fôssemos levar o seu argumento às últimas consequências, teríamos que descartar as fábulas de Esopo e La Fontaine, somente porque é impossível que animais falem. Ou a Emília e o Marquês de Sabugosa, porque há uma boneca de pano e um sabugo de milho com riquíssimas personalidades. Afinal, pó de pirlimpimpim também não existe.

  • Renan Faria  05/04/2015 19:29
    De onde você tirou isso? Se não acredita na Bíblia, procure os escritos de Flavio Josefo. Ele cita Nosso Senhor Jesus Cristo mais de uma vez. Bem verdade que, além da Bíblia e dos escritos de Flavio Josefo, existem poucos relatos sobre o século I d.C. mas isso não desabona a existência de Cristo!
  • Renan Calheiros  06/04/2015 13:48
    Tudo indica que essa citação do Flávio Josejo foi inserida posteriormente sabe-se lá por quem. Na verdade, não há nenhuma fonte histórica confiável que ateste a existência de Jesus. No entanto, isso não quer dizer que ele não tenha existido mesmo, afinal, como dizia Sagan "a ausência de evidência não é evidência da ausência".
  • anonimoagnostico  05/04/2015 19:51
    Mesmo que se considere Jesus um personagem fictício, isso não invalida a idéia do artigo.
  • Amigo do verdadeiro Jesus,o anti estado  05/04/2015 15:38
    Texto impecável. Esses tempos mesmo estou conhecendo Jesus de verdade. Ao contrario do que a igreja anda tentando nos enfiar goela abaixo, Jesus e totalmente contra o que a igreja e hoje,o estado e a hipocrisia. Com certeza ele sabe muito melhor do que nos mesmos quem e o bom ou o ruim,o certo e o errado independente da fé da pessoa e hoje mais do que nunca,ele nao se preocupa com qual igreja vc freqüenta e sim seu carater e suas obras, afinal de contas, uma fé sem obras e uma fé morta. Jesus foi o maior libertário que nossa terra ja teve.
  • Ricardo   05/04/2015 18:48
    "Jesus foi realmente o maior libertário que a terra já teve." Perfeita colocação.
  • Dam Herzog  05/04/2015 20:16
    Peço novamente desculpas aos libertários para postar um link do Larken Rose " Pequeno ponto" legendado do livro "The most dangerous supertition" o Link é: https://www.youtube.com/watch?t=112&v=TqLyrpEuoCM, tem ideias libertarias e didaticas. Se puderem assistam. Saudações Libertárias!
  • Eduardo  05/04/2015 21:10
    A pergunta é deslocada, mas creio ser interessante: por que o Brasil não deflaciona a moeda? Isso seria adequado?

    Não sou economista.

    Obrigado.
  • Leandro  06/04/2015 01:02
    Não.

    Seria uma media extremamente recessiva, além de desnecessária.

    Há uma solução bem mais simples e comprovadamente eficaz: manter uma paridade em relação ao ouro:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055
  • Gustavo Reis  05/04/2015 23:02
    Como Jesus era anarquista?: 1) sobre a licitude da cobrança de impostos afirmou: "dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus", deixando claro a licitude da cobrança de impostos (Mateus 22:21); 2) Sobre as leis e ordens vigentes a sua época, Jesus disse: "Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim revogar, mas cumprir; (...) Aquele, pois, que violar um destes mínimos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado mínimo no reino dos céus". (Mateus 5:17-19). Neste caso, Jesus declarou obediência às leis judaicas e incentivou seus discípulos a obedecê-las. Não há como considerá-lo anarquista. Note que nestas passagens bíblicas Jesus demonstrou obediência ao Governo Romano (César) e ao Estado Judaico (leis e profetas). No dia da Páscoa, o Instituto Mises tem o despautério de chamar a Jesus de anarquista, criminoso e traidor. Nunca vou conseguir entender o que motivou tamanho desrespeito.
  • Guilherme Ramos  06/04/2015 00:55
    "Sobre a licitude da cobrança de impostos afirmou: "dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus", deixando claro a licitude da cobrança de impostos (Mateus 22:21)"

    Você nunca realmente leu a Bíblia, certo? Se disser que sim, então irá se comprovar um analfabeto funcional. Aprenda minimamente o contexto dessa frase e entende o real significado dessas palavras:

    A teologia do estado no Novo Testamento - O que realmente era o "Dai a César"

    "Neste caso, Jesus declarou obediência às leis judaicas e incentivou seus discípulos a obedecê-las. Não há como considerá-lo anarquista. Note que nestas passagens bíblicas Jesus demonstrou obediência ao Governo Romano (César) e ao Estado Judaico (leis e profetas)."

    Não, analfabeto funcional. Jesus exortou obediência às leis de Deus e não às leis feitas por políticos. (Você está de zoação, certo? Quero acreditar que sim, para o bem do futuro do país).

    "No dia da Páscoa, o Instituto Mises tem o despautério de chamar a Jesus de anarquista, criminoso e traidor. Nunca vou conseguir entender o que motivou tamanho desrespeito."

    Não falei que era um analfabeto funcional? Olha só, deixa eu pegar na sua patinha para ensinar-lhe o básico: o título do artigo, bem como esses adjetivos que você citou, descrevem a maneira como o estado romano -- instituição essa que você tanto venera -- se referia a Jesus! Não são xingamentos desse Instituto a Jesus, mas sim uma mera descrição de como o estado via a figura de Jesus.

    É sério, você ao menos já passou da contra-capa da Bíblia?

    A inteligência do brasileiro se tornou sinônimo de commodity escassa.
  • Alexandre  06/04/2015 01:16
    "Envie-nos seu comentário inteligente E EDUCADO"

    Caro Guilherme,

    você só cumpriu a primeira condição, a segunda não foi atendida.
    Como o operador booleano é E, a saída é falsa.

    V AND F = F

    Seu comentário não poderia ser publicado. Concordo com o que você analisa, mas chamar o amigo Gustavo de "burro" com um tom extremamente arrogante "pegar na sua patinha...", isso invalida toda sua credibilidade.

    Arrogância é a pior de todas as ignorâncias.

    Abraço.
  • Hariovaldo  06/04/2015 04:00
    Prezado Alexandre, permita-me discordar.

    Em primeiro lugar, o comentário que nem deveria ter sido aprovado é o do "amigo Gustavo". Além de não ter sido inteligente (ele faz uma mera repetição de clichês e lugares-comuns, ignorando a sugestão de leituras ao final do artigo, cujo artigo sugerido fala exatamente sobre o tema que ele abordou, e cuja leitura teria evitado essa poluição gratuita da seção de comentários), ele foi extremamente mal educado, recorrendo à calúnia -- sim, essa é a palavra adequada: calúnia -- contra esse Instituto.

    A resposta do Guilherme foi bastante pertinente e bem merecida. Ele simplesmente reagiu, com inteligência e superioridade, a um chilique desmesurado exibido por um evidente analfabeto funcional (chilique esse que, isso sim, nem deveria ter sido publicado, pois não acrescentou absolutamente nada; serviu apenas para poluir o ambiente).
  • Roberval  06/04/2015 15:15
    Hariovaldo 06/04/2015 04:00:25. Sem frescura, não venha vender que não, mas li o tema e os artigos. O Gustavo Reis só não foi bem ao equivocar-se quanto ao Instituto Mises. Imagina você que um cachorro passa por uma rua e outros se aproximam e surram o coitado. Isso é o mundo cão, um grupo se solidariza em surrar um indivíduo. Você e Guilherme Ramos parecem estar fazendo exatamente isso. Imagine você que alguém de sua família comente como o Gustavo, você também acharia que deve coloca-lo no fundo do poço, acharia que ele tem direito de comentar.

    Roberval
  • Amigo do verdadeiro Jesus,o anti estado  06/04/2015 01:54
    A inteligência do brasileiro se tornou sinônimo de commodity escassa. Concordo com vc ricardo
  • ai ai ai  06/04/2015 05:37
    "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus." Mateus 22:21. Não vejo nada de anti-governista nesta frase
  • ui ui ui  06/04/2015 11:35
    Pois veja a partir de agora (pré-requisito: saber ler):

    A teologia do estado no Novo Testamento - O que realmente era o "Dai a César"
  • Daniel  06/04/2015 12:54
    Jesus libertário = teologia da libertação com sinal trocado. E assim o mundo moderno vai usando o Filho de Deus como garoto-propaganda da ideologia da moda.
  • Hudson  06/04/2015 14:27
    Particularmente gostei mais deste argumento aqui.
    reaconaria.org/colunas/alexandreborges/feliz-pascoa/

    Jesus não era libertário.
  • Pino  06/04/2015 13:05
    No artigo original em inglês, publicado na Forbes, após ser colocado contra a parede por vários comentaristas, o autor veio com a questão de que era uma sátira. Absurda a reprodução desse artigo num site que usa o nome Mises para posar de liberal, mas que é libertário.
  • Mauricio  06/04/2015 17:32
    Eu juro que tento continuar, mas fica cada vez mais difícil acompanhar o IMB.
    Não é culpa dos textos, e sim dos comentários. Por que tem tanta gente arrogante e mal educada aqui? Eu me envergonho de sugerir a leitura dos textos e dos comentários aos meus amigos. Por que eles aprenderiam a gostar do liberalismo e seus afins se tanta gente chata faz parte desse grupo?

    Parece que qualquer opinião contrária mereça ser rechaçada com pedras e qualquer pessoa que esteja do outro lado da cerca ou sobre ela precise ser derrubada sem piedade. Vocês acham que é mais importante esse sentimento de superioridade ou a cortesia e a gentileza de tentar explicar melhor algum ponto de vista? Ignorar também seria mais cortês e gentil, e eu gostode acreditar que o pensamento liberal estimula essas virtudes.

    Vocês realmente não percebem o desserviço ao IMB e às suas causas?

  • Fenrir  07/04/2015 14:26

    Mauricio,

    Pessoalmente eu vejo estes comentários "de ódio" em assuntos temáticos, os quais envolvem religião ou opinião política,você pode notar que geralmente é as mesmas pessoas com os mesmo comentários.
    Em artigos específicos de economia(artigos de autoria do Leandro mais especificamente) sempre a comentários mais amigáveis e com conteúdo relevante, os quais realmente agregam ao artigo
    os vídeos abaixo "pincelam"(em uma abordagem 'cotidiana') a razão deste tipo de comportamento,
    youtu.be/Pr6z7ZM1ESQ

    youtu.be/vF68ZBHnB_8


    Também é por este mesmo tipo de comportamento, que em minha perspectiva, impossibilita uma sociedade sem estado(sem um órgão opressor que garante a "civilidade"),
    Talvez existe algum artigo sobre isso aqui no IMB.



  • Renato Souza  07/04/2015 16:51
    Jesus era um estatista? Certamente não.

    Mas era anarquista? Por mais que alguns discordem, não era.

    Tudo o que Jesus ensinou estava de acordo com a Torah (entendida de forma inteligente e sábia). A intenção de Jesus, com seus ensinos, era:

    1. Esclarecer a Torah.
    2. Abrir os ensinos da Torah para pessoas de todos os povos, o que implicaria em focar muito mais em seus princípios e compreensão ampla.
    .
    Ora, a Torah não era anarquista, era miniarquista. A aplicação da Lei, conforme prescrita na Torah, era monopólio dentro de cada cidade. Não importa que aqueles que aplicavam a Lei eram primeiramente juízes privados; ao se reunirem como "anciãos" da cidade, para julgar casos mais graves ou decidir o relacionamento com entes estrangeiros, agiam como governo, e seu serviço nestes casos era monopolístico e sua aplicação territorial, logo eram governo. Mas sendo esse o menor governo imaginável, é por natureza miniarquista. E antes que alguns levantem a questão, haviam exceções para pessoas acusadas de crime capital, em que o acusado poderia buscar o julgamento de outro tribunal. Mas isso não invalida o poder monopolístico do tribunal dos anciãos: Haviam apenas doze tribunais (das doze cidades refúgios) todos dirigidos por levitas ou sacerdotes, aos quais um acusado de crime capital poderia recorrer, como também ao sumo sacerdote e ao juiz da nação. Ao todo, 15 instâncias (o tirbunal da própria cidade e mais 14 tribunais de fora). Isso abre o leque, mas não é livre concorrência de tribunais.
    Mas é na questão da defesa que o monopólio de governo fica mais marcado. A muralha da cidade era pública, e os anciãos decidiam coletivamente participar ou não de uma guerra (poderiam decidir a rendição, por exemplo). A permanência de estrangeiros era também uma decisão dos anciãos (particularmente quanto a pessoas suspeitas de colaborarem com algum inimigo, e que poderiam abrir os portões da cidade à noite).
    Dizendo de outra forma, os anciãos, que em outras situações eram cidadãos privados (e podiam prestar serviços privados de justiça) em situações graves eram, em conjunto, governo monopolístico.
    .
    Ao prever que muitas peculiaridades da Torah deixariam de ser aplicáveis (por exemplo, previu que o santuário deixaria de existir - como realmente aconteceu - o que altera amplamente todo aa plicação prática da Torah) Jesus ainda assim declarou que os princípios da Torah, expressos em todo o seu texto, continuariam aplicáveis. Se for entendido que o miniarquismo era um princípio da Torah, ele continuaria válido não só para todos os judeus posteriores, mas para todos os que fossem "enxertados" (como Paulo se referia aos cristãos gentios). Logo, segundo entendo, todo judeu ou cristão deveria preferir um sistema miniarquista, e trabalhar para que ele venha axistir, quando as condições permitirem. Por fidelidade aos princípios da Torah.
  • Átila Melo  08/04/2015 17:36
    Ótimo texto, apresenta uma nova ótica de uma forma divertida, além de uma crítica excelente.
  • Emerson Luís  14/04/2015 18:19

    Em vista no analfabetismo funcional que domina o país, recomenda-se que o aviso de que um texto é satírico ou irônico venha ates do mesmo, logo após o título.

    * * *
  • Jorge Orengo  30/06/2015 18:57
    Interessante o artigo, ainda que em forma de sátira, mas a grande verdade, ao menos aos tempos de hoje, é que Jesus era dotado de um inteligência rara e de extrema sabedoria. Vale lembrar que falta muito para desenvolver o cérebro na sua plenitude. Enfim, será que somos apenas energia ? Então porque temos o gene da fé ?
  • DeusOdeia  07/12/2015 04:07
    E se atirassem em Jesus ? Seria culpa das armas ou das pessoas ?


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