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Manifestações: saudáveis para o estado, não para você

"Com o tempo, uma sociedade de cordeiros acabará gerando um governo de lobos"

Bertrand de Jouvenel

As manifestações ocorridas em março de 2015, assim como as de junho de 2013, são uma das mais ardilosas jogadas do establishment.

E, por establishment, refiro-me ao sistema de escravização em massa conhecido como estado, e não às suas principais marcas-fantoche, como PT e PSDB.  Estes, vale ressaltar, são aliados formais desde 1993, quando o Foro de São Paulo e o Diálogo Interamericano firmaram o Pacto de Princeton.

É possível perceber a "estratégia da tesoura" de Lênin em ação: grupos aparentemente antagônicos, mas ambos estatizantes, ceifam as liberdades individuais agindo como as lâminas de uma tesoura.

As mesmas pessoas que criticaram pesadamente os protestos de 2013, protagonizados pelo Movimento Passe Livre e pelo PSTU, tecem elogios esperançosos a respeito das manifestações de 2015, que contaram com o apoio de líderes tucanos como Aécio Neves.

A população está depositando na própria política e nos mecanismos democráticos suas esperanças de um futuro melhor. Está implorando por clemência e respeito como um pedinte faminto.

Estes movimentos — alguns financiados por grupos de interesse poderosos — demonstram que o povo brasileiro decaiu do estágio de temor das autoridades estatais para o de respeito a elas. Falta pouco para o estágio de adoração. É uma derrota para a liberdade.

Um povo livre é aquele que desobedece às autoridades estatais, deplora a profissão política, ridiculariza a própria política, desafia as instituições estatais e ameaça o estado. O governo e seus asseclas deveriam ter pavor do povo, que deveria ser rebelde, resistente e desrespeitar as legislações totalitárias e anti-liberdade criadas por políticos.

Mas as manifestações orquestradas incutem nas pessoas uma cultura de participação política, de aceitação passiva das nefandas instituições democráticas e de obediência à legislação.

E como dizia Henry David Thoureau: "A desobediência é o verdadeiro pilar da liberdade. Os obedientes serão escravos."

Ao contrário do que muitos imaginam, quanto mais politicamente ativo é um povo, mais vulnerável ele se torna ao avanço do estado, pois o ativismo político deixa de ser um fator de resistência contra a tirania e se torna um catalisador da própria escravidão.

Um povo livre, com fortes instituições informais de livre mercado, é capaz de se alinhar em torno do interesse de rechaçar a sanha estatal por poder e controle.  Mas, ao participar da política e se tornar politicamente ativo, o povo internaliza as contradições inerentes a essa atividade criminosa, que consiste na espoliação sistemática de propriedade privada.

Esta violência crônica contra a ação humana, perpetrada pelo estado e catalisada pela democracia, corrói as estruturas morais e materiais da civilização humana.  A aceitação do privilégio da classe governante de iniciar agressão impunemente gera dissonância cognitiva nas pessoas, um conflito interno psicológico entre conceitos incompatíveis.

Um indivíduo mentalmente saudável é capaz de apresentar empatia pelo seu semelhante e repudiar a coerção contra inocentes.  Por outro lado, ao participar do processo democrático, ele passa a clamar por violência contra o próximo. Desta contradição nasce um perigoso relativismo moral que ameaça a paz e a ordem.

A sujeição da propriedade privada aos caprichos do processo político (socialismo para os íntimos) perverte os incentivos de mercado e distorce os preços da economia. Desprovidos de tais parâmetros, os agentes econômicos encontram maiores dificuldades para alocar recursos escassos de forma eficiente.  Estes erros de cálculo econômico se tornam mais intensos à medida que as decisões econômicas privadas vão sendo substituídas pelas decisões políticas coletivas. E, quando os recursos escassos são coletivizados, ocorre a chamada tragédia dos comuns: a deterioração potencializada pela demanda ilimitada e custos socializados.

A internalização do crime político gera cizânia e conflitos artificiais de interesse no âmbito particular, impedindo a confluência dos sentimentos de resistência popular contra o governo.

O único alinhamento que existirá será a demanda por mais poderes para o estado.

As pessoas que deveriam estar trabalhando honestamente e cooperando via mercado pedirão que a quadrilha estatal regule e espolie seu fornecedor, seu cliente, seu concorrente, e até sua família.  Instituições voluntárias, valores culturais, hierarquias naturais (não-impostas) e arranjos espontâneos são nulificadas no turbilhão daquilo que René Girard chamou de "crise de posição" (crisis of degree, numa tradução livre), em que "formas associativas são dissolvidas ou se tornam antagonistas; todos os valores, espirituais ou materiais, perecem".

Este é o efeito descivilizatório da política, um eufemismo para violência sistemática. A participação política é quando o povo ataca aqueles que um dia amaram. A política não corrói apenas o capital, mas também a alma.

É improvável que a consideração destes terríveis efeitos influencie o comportamento das multidões mobilizadas — afinal, como disse Gustave Le Bon, "em massas, é a estupidez, não a inteligência, que é acumulada."

Como se isso não bastasse, os protestos não atacam o problema real. Apenas enterram soluções reais, como o separatismo. Funcionam como um escudo do mal, protegendo o unionismo, a tributação e o atentado às liberdades civis ao canalizar o descontentamento popular contra falsos problemas, como a corrupção.

O povo está pedindo o fim do desvio de verba estatal, e não o fim do poder do governo de gerar inflação, cobrar impostos, regular a economia e impedir interações voluntárias. O estado existe apenas para nos roubar. Pedir o fim da corrupção estatal é uma quimera e significará aumentar o controle sobre atividades privadas, não deixando espaço para escaparmos aos ditames criminosos da legislação.  Significará a criação de movimentos populares tais como os Guardas Vermelhos de Lênin, que nulificarão qualquer autonomia local em prol de arranjos administrativos análogos aos sovietes. Significará um estado policial totalitário corroborado por informantes, espiões e "fiscais do Sarney" que agirão no coração das famílias e comunidades locais.

"Democracia! Estado de direito! Representação! Igualdade!" — essas são as palavras de ordem comuns a todas as manifestações. Quimeras pelas quais a turba é capaz de sacrificar a própria liberdade. Seja um black bloc quebrando propriedade privada, seja o "coxinha" batendo panela na sacada do apartamento, nenhum deles sabe definir pelo que está protestando. A massa se torna cada vez mais homogênea e indistinguível. Fácil de controlar. Ao gosto do establishment.

A natureza dos protestos de março de 2015 não apenas foi pacífica, mas também passiva. É a normalização do controle social, que Michel Foucault chama de "poder disciplinador". O povo se acostumou a ser controlado e não mais se indigna diante da injustiça tirânica.

Se as manifestações fossem espontâneas, refletindo assim os sentimentos que afloram quando um indivíduo reflete moralmente e tenta proteger sua família, o resultado seria uma efetiva onda de desobediência civil, sonegação em massa e boicotes ao estado. Isso não acontecerá enquanto houver a sujeição ao status quo, sujeição essa que impede que ocorra qualquer movimento de grande magnitude que se desenvolva de baixo para cima.

A grande maioria das pessoas que lá estavam nas passeatas de março é formada por pessoas boas, honestas, trabalhadoras, que foram enganadas e manipuladas.

Mas os articuladores do movimento são traidores. Não traidores da Pátria (eu não me importo com a Pátria); são traidores do povo. Traidores dos seres humanos escravizados em nome dessa abstração chamada Brasil, a serviço desse súcubo maligno chamado democracia.


3 votos

autor

Paulo Kogos
é um anarcocapitalista anti-político. Estuda administração no Insper e escreve para o blog Livre & Liberdade e no seu blog pessoal.

  • joao  20/03/2015 14:35
    escorreu a lágrima da tristeza aki.
  • Zé liberdade  20/03/2015 14:36
    Criticar a tudo e a todos não resolve nada. Ficar sentado assistindo o Estado inchando cada vez mais, enquanto nossas liberdades vão para o ralo,não é a melhor opção. Aguardando a revolta armada kogosiana.
  • Ricardo  20/03/2015 15:05
    Eis aqui o primeiro efeito concreto dessas manifestações:

    Levu cede sobre tributação de ricos e propõe ao Planalto taxar herança
  • igor  20/03/2015 16:38
    Claro!

    Se não fossem as manifestações do dia 15, a Dilma teria renunciado no dia 16 e teria abolido o estado assim como todos os seus mecanismos...

  • John Locke  20/03/2015 15:01
    Se um marciano lesse este artigo iria acreditar que o estado foi institucionalizado século passado e desde então a sociedade se degenerou. Até parece difícil acreditar (lendo isto) que a sociedade evoluiu, e muito, sendo submetida ao estado.

    Estado não é diferente do que vocês definem, mas falta lembrar que estado não é um fim, é um meio. Se ele existe, e jamais deixou de existir em nenhum momento da história (A não ser que alguém leve a sério tribos bárbaras na época do império romano), é por que esta foi a melhor forma que a sociedade encontrou para se desenvolver.

    Eu não defendo a existência do estado por que quero ser subjugado, defendo por que acredito que a melhor maneira de manter a propriedade privada, a harmonia e o desenvolvimento da sociedade. "Ah! mas o estado causa isso e aquilo", sim o estado é falho, e é por isso que temos que mudar por dentro, e desenvolver melhores instituições. Países como Japão, Alemanha e Luxemburgo são exemplos de que é possível desenvolver instituições que mais ajudam do que atrapalham. "Ah esses países tem falhas" , sim e por isso eles também tem que melhorar

    O texto em alguns momentos chega a ser arrogante, tratando os outros (que pensam diferente) como seres imbecis e alienados. E diferente do que afirma o autor, acredito que protestos pacíficos podem ser muitas vezes mais eficientes que protestos mais agressivos. Acredito que a mudança não vai vim quebrando instituições públicas, tentando sonegar impostos ou ridicularizando deputados.

    O que temos é que discutir melhores formas de desenvolver instituições mais eficientes, isso pode ser através de mudanças no sistema político, através da secessão (Que o autor lembrou e eu defendo). Mas sempre lembrando que o estado é apenas um meio, e não um fim.
  • Paulo Bezerra  20/03/2015 20:12
    Comentário bastante lúcido e inteligente! Vai de encontro a essa visão irreal de ausência competa do Estado.

    Interessante que, no início do livro "As Seis Lições" de Mises, ele argumenta a favor do capitalismo o fato de que a humanidade progrediu sobremaneira. De forma incomparável com outros regimes anteriores.

    Entretanto, quando falamos sobre todos os progressos conquistados sob a égide do Estado, somos taxados de burros e ignorantes.

    Concordo com a limitação do Estado e com sua diminuição, mas um pouco dele sempre existirá. Precisa existir.

    Parabéns por ter coragem de se posicionar.
  • Renato  20/03/2015 20:31
    "Se ele existe, e jamais deixou de existir em nenhum momento da história (A não ser que alguém leve a sério tribos bárbaras na época do império romano), é por que esta foi a melhor forma que a sociedade encontrou para se desenvolver. "

    A escravidão também se enquadrava na sua definição, até o momento em que foi abolida.
  • Ed  20/03/2015 21:29
    Já foi feito um experimento aqui mesmo no Brasil. Brizola proibiu a polícia de subirem os morros cariocas quando foi governador do Rio de Janeiro.

    O resultado de "empresas de segurança privadas" sem controle externo algum, nem limites à sua expansão, foi um aumento do poder das quadrilhas de narcotraficantes, que passaram a exercer o papel de um governo totalitário nos morros.

    Além disso, o próprio Mises reconhecia que só sob um estado "formatado" para o capitalismo, o que nada tem a ver com Coreia do Norte, Cuba ou mesmo o Brasil, é que o capitalismo teria chance.
  • Carioca  20/03/2015 21:58
    Se você realmente pensa isso, então você ainda não entende nem sequer o básico sobre a teoria. O problema das favelas é justamente o excesso de estado.

    Uma área pobre de uma grande cidade, infestada de quadrilhas de traficantes que circulam por ali sem qualquer restrição, vendendo abertamente drogas nas ruas e becos e descarregando rajadas de metralhadora em qualquer um que apresente um comportamento suspeito está nessa situação terrível justamente porque a polícia opera ali rotineiramente e com truculência.

    Se a polícia realmente nunca se preocupasse em impor qualquer lei naquela área, então ninguém teria de se preocupar com o risco de ir pra cadeia por estar vendendo drogas.

    Consequentemente, empresas de fora poderiam ir se instalar naquele bairro, abrir lojas com janelas à prova de balas e vigiadas por seguranças muito bem armados, e vender cocaína e outras drogas para os moradores (ou, principalmente, para os clientes que vêm de outros bairros) por uma fração do preço vigente nas ruas.

    Essas empresas iriam rapidamente quebrar todas as quadrilhas de traficantes que operam na região, uma vez que os clientes iriam correr em manada para aqueles empreendimentos profissionalmente geridos, principalmente por causa de seus preços baixos e pela qualidade de seus produtos.

    Porém, por que isso não ocorre? Porque se alguns empreendedores tentassem de fato implementar o plano acima, eles seriam rapidamente impedidos pela polícia, que interromperia suas atividades (com o indisfarçável apoio dos traficantes locais).

    Mais ainda: essas empresas teriam suas contas bancárias confiscados por ordem do judiciário, inviabilizando qualquer operação. Líderes comunitários e religiosos iriam reclamar que uma farmácia não pode vender cocaína para adolescentes em plena luz do dia (embora os traficantes o façam imperturbáveis) e o chefe da delegacia encarregada da região iria concordar.

    Com efeito, nem ocorre a qualquer empreendedor tentar fazer o que foi dito acima porque - duh! - seria algo totalmente ilegal.

    Portanto, não é difícil entender que não é inoperância do governo o que permite que determinadas favelas permaneçam em um equilíbrio violento; ao contrário: é justamente o ataque do governo aos direitos de propriedade que faz com que bandidos detenham um poder permanente sobre determinadas regiões.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=836
  • Ed  21/03/2015 09:13
    Eu realmente penso isso e, sim, julgo que entendo bem a teoria. Começou mal, desqualificando quem discute.

    Iria? Não soa científico. Quero saber do que já aconteceu. Já viu ocorrer isso?

    Concordo com vários pontos do que disse. Veja, quando foi tomada essa medida, a coerção estatal deixou de existir nos morros. Os traficantes podiam traficar livremente sem medo de que suas atividades fossem interrompidas. Isso realmente ocorreu.

    Também ocorreu aquilo previsto pelo livre mercado. Grandes traficantes engoliram os pequenos e passaram a ofertar drogas mais baratas e de melhor qualidade, o que levou muitos viciados "do asfalto" a buscarem suas mercadorias lá, onde não seriam importunados.

    No entanto, logo se viu que eles não ficariam restritos a suas atividades. Para assegurar seu poder, passaram a fazer assistencialismo e a expandir para outras áreas, como gatos de energia elétrica, água, gás e TV a cabo. As disputas de mercado passaram a ser resolvidas na bala. Quando a polícia pôde subir de novo nos morros, traficantes fizeram acordos com policiais e continuaram agindo livremente, em parte dos casos. Em outras, as milícias tomaram conta dos morros e passaram a exercer sua atividade.

    Ou seja, nem foi criada uma comunidade com capacidade para se proteger do estado, nem foi criado um ambiente de livre mercado. Pelo contrário, surgiu um estado ainda mais opressor nessas comunidades e, geralmente, em constantes guerras.

    Novamente, por que não um modelo de Suíça ou Hong Kong? Algo que comprovadamente funciona? Não era melhor chamar gente desses países para implantar esse modelo aqui, no lugar de uma utopia mal-testada que, ao que indicam as pequenas experiências feitas, não daria certo? Fico com Mises nessa.
  • Jonathan Franco Silveira   25/08/2016 02:03
    Concordo plenamente contigo."Soluções"estatais quase sempre são piores do que os próprios problemas.Uso de drogas pode ser considerado um problema de âmbito moral e pessoal,mas jamais deveria ter seu uso,venda e produção proibidos pelo estado,aliás quem deveria ser combatido não são as drogas,mas sim o estado...
  • Caio  20/03/2015 21:44
    Concordo.

    O livre comércio precede o Estado.

    Concordando com isso só há duas possibilidades, ou o próprio livre comércio elegeu o Estado como a forma mais eficiente de se organizar em sociedade. Ou o livre comércio falhou em se preservar contra o Estado, e neste caso não merece prosperar segundo suas próprias regras de "não intervir".
  • Ed  21/03/2015 09:46
    Eu discordo. O livre comércio não escolheu ninguém. Ele apenas prosperou em áreas onde o estado presente não era totalitário. Surgiu na Inglaterra, onde teve rei que perdeu a cabeça por cometer abusos.

    Por mais que eu coloque aqui como utopia a extinção de estado, ressalto que estado é algo perigoso. Muito perigoso. Nenhuma sociedade deu certo sem ele, mas as que melhor se saíram foram aquelas que colocaram os melhores controles a seu campo de ação e sua velocidade de expansão.
  • Dom Comerciante  21/03/2015 14:01
    Caio,
    acredito na primeira opção: não acho que os anarcocapitalistas estão errados em defender uma sociedade onde justiça e segurança são totalmente privadas(dispensando o Estado de direito), mas acredito que no fim o próprio mercado iria acabar demandando por justiça monopolizada e capaz de exercer a força sobre as instituições privadas. Acredito que no "fim da história" o Estado só irá se resumir a um judiciário que apenas colocará as empresas de justiça privada na linha, caso elas extrapolem os limites da ética e da moral estabelecida.
  • Dom Comerciante  21/03/2015 14:30
    John Locke,
    Sobre a secessão: se você defende a secessão, então você deve defender a secessão completa(individual), ou apenas estará limitando os direitos naturais das pessoas.
  • breno  22/03/2015 22:12
    Mesmo se instituíssemos a secessão completa(individual) amanhã, nada impediria de 2 pessoas se juntarem e começarem a recrutar novos membros, em breve teríamos um novo Estado.

    Anarquismo é uma ilusão pior ao Estatismo. Mesmo os animais vivem em uma forma semelhante ao estatismo, como alcateias, matilhas, colmeias, etc.

    Mas consideremos a implantação de tal modelo. Uma empresa surgiria, cresceria absorvendo menores e em seguida decairia por algum motivo (o surgimento de uma outra empresa por exemplo). Mesmo nesse esquema vejo a existência de ricos e pobres, exploradores e explorados, corrupção os mesmos velhos problemas inerentes ao ser humano e não ao Estado.

  • Shmuel  29/03/2015 13:58
    ...a mudança não vai vim...
    Você precisa primeiro aprender a conjugar verbos.
    E em minha opinião, ter que aturar um Estado como o nosso é um martírio. É preferivel não ter Estado nenhum.
  • Felipe  30/03/2015 00:58
    Para de ser chato, fica caçando erro de português. Quero ver ter inteligência para derrubar o argumento do cara.
  • zanforlin  20/03/2015 15:19
    Poucos comentários até agora para análise absolutamente não anencefálica e não invertebrada da realidade social, será que entenderam a mensagem do Autor? Hoje, em algumas cidades brasileiras (se não em todas) a única coisa que realmente funciona são os radares (!), e não objetivam nossa segurança, mas explorar. E ainda há os que elogiam essa "preocupação" do estado com nosso bem estar.

    O artigo é uma análise aguçada, afiada do que vai pelo mundo, desse mundo dos "je suis" isso ou aquilo,o mundo dos manipulados. É verdadeira pérola, que se deve juntar a uma fieira para um colar, não ser lançada aos...

    Parabéns, meu caro!
  • Paulo Kogos  20/03/2015 15:32
    obrigado Zanforlin

    você entendeu minha mensagem e complementou a análise!
    esse mundo dos "je suis" resumiu tudo...

    abraços
  • anônimo  20/03/2015 17:57
    Alguns dos maiores libertários com vários artigos aqui mesmo nesse site são cristãos.
    Mundo dos 'je suis' foi uma bobagem sem noção e desnecessária.
  • atorres1985  21/03/2015 02:12
    Anon bocinha, é uma referência ao Je Suis Charlie, acerca do massacre à revista esquerdólatra Charlie Hebdo.
  • Magno  20/03/2015 18:03
    Hein, anônimo?!

    "Je suis" é uma expressão francesa e significa "eu sou"! Kkkkkk.... É cada comédia que surge aqui.
  • joao  20/03/2015 15:48
    Eu entendo e dai minha imensa tristeza...é a tristeza de ver que desde que o mundo é mundo essa dicotimia se faz presente e pelo jeito que a coisa anda, vai continuar sendo ate o fim da humanidade caminhando de guerra em guerra, batalha em batalha, de mais ou menos escravizacao
  • Paulo Kogos  20/03/2015 15:53
    João, quando perguntaram pra Orwell como ele via o futuro, ele respondeu

    - imagine uma bota pisando um rosto humano... pra sempre!

    mas eu discordo de Orwell
    eu sei que ler isso dá tristeza, mas eu acredito que a liberdade vai triunfar um dia, pois as instituições de mercado se desenvolverão mais rápido que o empreendedorismo político é capaz de acompanhar.

    leia isso pra alegrar o seu dia
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=824
  • Viking  20/03/2015 17:03
    Paulo, até mesmo protestar por menos estado é invalido?
  • breno  22/03/2015 22:29
    Apesar de no fundo compartilhar sua esperança, fico com a bota...

    Já que não vejo um Político (Estado) calçando a bota, mas um ser humano. Será esse mesmo ser humano a reger essas "instituições de mercado".

    É óbvio que, o que as pessoas hoje relegam de tarefa do Estado elas relegarão amanhã as corporaçoes.
  • Juliano  20/03/2015 16:02
    O autor é filho da Lígia Kogos?
  • Um observador  20/03/2015 16:10
    Caro Paulo Kogos,

    O povo está pedindo o fim do desvio de verba estatal, e não o fim do poder do governo (...). Pedir o fim da corrupção estatal é uma quimera e significará aumentar o controle sobre atividades privadas (...), a criação de movimentos populares tais como os Guardas Vermelhos de Lênin (...), um estado policial totalitário corroborado por informantes, espiões e "fiscais do Sarney" que agirão no coração das famílias e comunidades locais.

    Isto soa como uma uma falácia do espantalho. Por favor, me indique como alguém protestando contra a corrupção no governo poderia desencadear estes cenários que você listou.

    Obrigado
  • Pobre Paulista  20/03/2015 17:55
    Who watches the watchmen?
  • Ali Baba  20/03/2015 19:17
    @Um observador 20/03/2015 16:10:12


    (...)

    Isto soa como uma uma falácia do espantalho. Por favor, me indique como alguém protestando contra a corrupção no governo poderia desencadear estes cenários que você listou.


    Eu sei que para muitos minarcos ou liberais, o anarcocapitalismo pode soar falacioso, mas veja que não tem nada de espantalho na argumentação do autor.

    Se você quer saber como "alguém protestando contra a corrupção no governo poderia desencadear estes cenários" basta ver a experiência do passado.

    No clima do Mensalão, o então presidente Lula lançou um "pacote anti-corrupção" (veja recorte do Zero Hora aqui). Esse pacote criou corregedorias em cada ministério (ou seja, mais funcionários, mais oportunidades para corrupção já que não espero que esses cargos sejam ocupados por "anjos morais incorruptíveis", mais dinheiro jogado fora). Além disso, muitas das propostas noticiadas naquela página do Zero Hora de 2007 só serviram para encher o jornal de palavras, já que completamente infrutíferas.

    Em junho de 2013, após uma onda de protestos do tipo "o gigante acordou", só logramos aumentar ainda mais o governo, agora com a contratação de Médicos Cubanos, sem validação do diploma e de maneira extremamente duvidosa, cujo único efeito prático foi de mandar dinheiro para Cuba, uma vez que quase a metade dos municípios atendidos reduziu o número de médicos. Fonte: Folha de São Paulo. A alternativa, sugerida pela corporação médica, apesar de melhor, ainda é um aumento do estado: a criação de [link="is.gd/uRjWkE"]uma carreira de estado[/link]. Pelo menos não estaríamos mandando dinheiro para Cuba!

    Agora em março de 2015, Dilma reedita o "pacote anti-corrupção" e ainda pretende criar uma nova estatal para cuidar disso (ou seja, ainda mais governo). Fonte: Jornal Metro Porto Alegre.

    Então veja, "Um observador": não importa o motivo do protesto. O governo sempre vai reagir a ele criando mais governo. Pode até parecer má-fé (e talvez seja mesmo), mas o que mesmo que o governo pode fazer, além de criar mais governo? Você pode pensar que "Ué? O governo pode reduzir a si mesmo, não?"... Pode... Mas isso é como o Paulo Kogos escreveu: é pedir educadamente que o ladrão pare de te roubar. Só vai acontecer no mundo da fantasia...

    Alguém pode citar o exemplo da Nova Zelândia (inclusive com artigo no IMB aqui), mas esse caso é uma exceção. Estados só crescem. E reagem a qualquer inquietação popular com ainda mais crescimento. Você não pede para um câncer para que pare de crescer: você o extermina com a faca ou com armas químicas... Infelizmente, é a mesma coisa.
  • Eduardo Leonhardt  20/03/2015 16:15
    Parabéns, Kogos!
    Artigo irretocável!

    As pessoas me olham com espanto quando eu aponto a existência do estado (sim, com 'e' minúsculo, mesmo) como a raiz dos nossos maiores problemas. Não entendem que não é só o PT que eu odeio. Eu odeio o PSDB. Eu odeio a classe política inteira. Eu não consigo respeitar alguém que defenda o roubo e a coerção (conhecido popularmente como imposto).

    Fui repreendido por amigos quando falei que não iria a protesto algum nesse mês. "Mas como assim? Critica a Dilma mas não vai às ruas pra protestar contra a roubalheira?". É triste. Não vejo alternativa a não ser espalhar a semente da liberdade, dia após dia, conversa após conversa. Na minha opinião, essa é a única forma viável de protestar. Tentar abrir os olhos daqueles que clamam por mais intervenção estatal.

    Parabéns, mais uma vez!
  • CORSARIO90  20/03/2015 20:31
    Por isso que sempre puxo papo com barbeiro, minha secretária, meus amigos de turma, etc....dizendo que o estado tem que ser reduzido e um dos melhores meios é espalhar esta idéia onde vc for, na faculdade, no chopp, na igreja, etc.....
    Pacote anti-corrupção ressuscitado, mais estado, mais impressão de moeda, mais impostos, etc...
  • Fabiano  23/03/2015 17:11
    Também faço isso sempre que posso, com resultados muito melhores do que "ir pra rua".
  • Helvécio  20/03/2015 16:29
    É um bom texto, tem várias ideias das quais compartilho.
  • mariana  20/03/2015 17:00
    Pois é, a política querendo sempre ganhar, e nós cidadãos sempre nos ferrando. Tem muitas pessoas que foram para a manifestação contra o governo mesmo, para defender todos nós, mas tem gente que não está a favor de nada e só esta indo porque alguém falou "está sendo influenciada" ... esse pt ta acabando com o Brasil
  • Diogo  20/03/2015 17:05
    A propriedade privada, tal qual existe sob o capitalismo, é produto do Estado, que a cria e mantém com seu monopólio da violência. Sem um Estado forte e complexo, a propriedade só é privada quando é verdadeiramente "própria" do indivíduo, personalíssima. Mas o capitalismo é outra coisa, é o regime do capital se apropriando de tudo, em nome de instituições criadas pelo Estado (pessoas jurídicas) que por sua vez são propriedades de indivíduos pura e simplesmente pela garantia dada pelo Estado: abstrações que só se tornam realidade pelo totalitarismo do monopólio da violência do Estado. Sem essa violência - efetiva ou em potencial - é inconcebível qualquer acumulação de propriedade e capital; impossível, sem o Estado, dizer que acionistas de qualquer corporação são donos de alguma coisa, coisas que não conseguem tocar, proteger, atingir, coisas que não lhe são próprias. Anarco-capitalismo é uma impossibilidade.

  • Mainardi  20/03/2015 17:17
    Entendi, Diogo. Quer dizer então que a entidade que expropria é ela própria a protetora da propriedade? "Vou proteger a sua propriedade, mas para isso irei lhe expropriar!"

    Lógica impecável.

    Parece que você não percebeu sua contradição: sSe o estado for proteger a propriedade utilizando uma polícia estatal, então ele terá de coercivamente coletar impostos. No entanto, impostos são expropriação. Desta maneira, o estado paradoxalmente se transforma em um expropriador protetor da propriedade. Faz muito sentido...

    Ademais, um estado que quer manter a lei e a ordem, mas que pode ele próprio criar leis, será ao mesmo tempo um transgressor e um mantenedor da lei.

    Tomando por base nosso atual arranjo institucional, podemos esperar que:

    a) em vez de impedir e solucionar conflitos, alguém que possua o monopólio da tomada suprema de decisões irá gerar e provocar conflitos com o intuito de resolvê-los em benefício próprio. Isto é, o estado não reconhece e protege as leis existentes, mas as distorce e corrompe por meio da legislação. Contradição número um: o estado é um transgressor mantenedor das leis.

    b) em vez de defender e proteger alguém ou alguma coisa, um monopolista da tributação irá invariavelmente se esforçar para maximizar seus gastos com proteção e ao mesmo tempo minimizar a real produção de proteção. Quanto mais dinheiro o estado puder gastar e quanto menos ele tiver de trabalhar para obter esse dinheiro, melhor será a sua situação. Contradição número dois: o estado é um expropriador protetor da propriedade.
  • Diogo  20/03/2015 17:32
    Não existe contradição nenhuma entre proteger e "expropriar". Se você vê contradição é porque pensa de forma extremamente simplista, maniqueísta até, em que as coisas só existem em estado de pureza.

    A questão é simples: sem o Estado, a sua titularidade sobre aquela casa que você aluga em Tocantins, onde você nunca esteve e contratou uma imobiliária pra administrar, é menos do que um pedaço de papel, é um nada, e a única forma de coletar o aluguel é pela servidão voluntária do inquilino ou pelo extorsão violenta pelas próprias mãos. O mesmo vale pra praticamente todas as formas de propriedade que são típicas do capitalismo, aquelas que não são personalíssimas. Isso, é claro, sem falar que a própria moeda, pela qual o capital se expressa, seria um nada sem o Estado. Teríamos simplesmente um sistema de escambo primitivo, jamais o capitalismo.
  • Vinicius Zucareli  20/03/2015 18:12
    Já ouvi argumentos semelhantes antes e eles não se sustentam.

    Acontece que tentar alegar que sem o estado a propriedade não poderia ser assumida, já que a força física e militar de outrem poderia tomá-la é inverídico. Até porque, no arranjo atual, temos estados claramente superiores a outros e nem sempre eles tentam tomar as propriedades alheias.

    Além disso, como já foi expostos, o próprio estado rouba as propriedades que julga valer mais para si mesmo como o Petróleo no Brasil, por exemplo. Ou o fato de toda a riqueza mineral do Brasil ser estatizada.

    Aliás, todos os bens, produtos e serviços mais preciosos são estatizados, sendo explorados através de concessões onde só quem o estado quer pode trabalhar e tem o monopólio de tudo.

    Se você tem medo de que, na ausência de estado, um ente mais forte física e militarmente venha e lhe domine e retire tudo o que você possui, então não tenha medo pois o estado já fez e faz isso com você diariamente.
  • Gustavo S.  20/03/2015 19:47
    Faltou terminar com "guerra é paz" pra completar sua "lógica".
  • Pobre Paulista  20/03/2015 17:38
    Caraca, que deleite de texto... Obrigado, Paulo!
  • Lucas  20/03/2015 18:02
    Permitam-me discordar um pouco do autor.

    Concordo quando ele faz um retrato da massa lobotomizada incapaz de contestar o status quo. Mas não vejo como as manifestações do dia 15 sejam um catalizador dessa situação. As do dia 13 e as de 2013 posso compreender, pois eram manifestações que clamavam por intervenção estatal. Já as do dia 15 clamam pela retirada de medidas estatais, como o arrocho fiscal do sr Levy, a inflação galopante e o tratamento dado pelo governo à Petrobrás.

    Claro que ninguém vai mudar a mentalidade anticapitalista de um povo dando uma volta pela Avenida Paulista, mas vejo essas manifestações CONTRA medidas do Governo como um bom gancho para incutir propostas liberais de maneira fácil na mente das pessoas via palavras de ordem. Por exemplo, contra o aumento de impostos pode-se usar "55% de imposto na gasolina é ROUBO" (Claro que qualquer cobrança de impostos numa organização que não permite a secessão individual é roubo, mas a sentença desse modo continua a ser verdadeira e é de mais fácil assimilação pelo povo em geral); contra a inflação, pode-se usar "Povo forte tem moeda forte: NÃO A INFLAÇÃO" (o que vai ao encontro da estratégia apresentada pelo Leandro Roque para controle da inflação e apreciação da moeda).

    Essas sugestões que coloquei seriam impossíveis de entrar em pauta nos protestos do dia 13 ou nos de 2013, mas no do dia 15 são totalmente plausíveis e vêm ao encontro do anseio do povo de ver a cabeça da presidente em uma bandeja.

    Não que isso seja o melhor dos mundos, mas no curto prazo é o que temos. E precisamos de algo a curto prazo para evitar que a calamidade se alastre ainda mais.
  • Diego  20/03/2015 18:09
    Vocês têm textos sobre as privatizações na época do FHC?
    Foram boas, ruins, valeram à pena?
    Obrigado.
  • Renata 2015  20/03/2015 18:16
    Eu defendo vários pontos de vista desse autor, principalmente quando ele diz que as manifestações (seja ela de sexta ou de domingo) são feitas por pessoas manipuladas e sem o mínimo de discernimento, pessoas que pedem a troca das peças e não se preocupam com as regras do jogo. Protestos partidários e não políticos.
  • Raposa  20/03/2015 18:26

    Ótimo texto.

    Poderíamos criar uma lista thoureana (kogosiana, se preferir) a fim de quebrar as correntes.

    Dia desses um amigo Químico deu a ideia de plantarmos cana para abastecer nossos carros.

    Qual foi a minha surpresa...

    Anyone?

  • anônimo  20/03/2015 18:29
    Ou seja, enquanto eu estiver preso é melhor que seja num troço apertado e sujo do que uma prisão um pouco mais confortável.
  • Antônimo  20/03/2015 18:33
    E como exatamente você aumenta o conforto da sua prisão ao simplesmente pedir para o carcereiro ser menos corrupto e mais eficiente?
  • anônimo  20/03/2015 18:39
    'Menos corrupto' é desonestidade sua, todo mundo sabe que ninguém está pedindo pra dilma ser menos corrupta, o negócio é FORA DILMA.FORA PT.
    Vocês ficam nesse purismo, querendo 8 ou 80 sem passar pelo 9...coisa de criança mimada.
  • CORSARIO90  20/03/2015 20:47
    Tirou a Dilma, e daí? Que vem depois? Deixa sangrar, o povo ir sofrendo e espontaneamente perceber que não precisa de governo para nada. Melhor coisa que aconteceu foi a materialização da falência da democracia dando 51% a 49%. E a agora meu irmão, como fica a sua representatividade?
    O Artigo mostrou a todos como a massa é um fantoche. VC não leu o Pacto de Princeton?
    ABS
  • Bruno  20/03/2015 20:15
    Resumir a manifestação a um "PEDIR para o carcereiro ser menos corrupto e ineficiente" é um exagero.

    Seria mais justo falar em "PEDIR" se se tratasse de um e-mail de UM cidadão à Presidente clamando por reformas e criticando atitudes do governo.

    Embora a eficácia de uma manifestação daquelas seja pequena, ainda assim é muito maior do que a exemplo do e-mail. No mínimo, incomodou um pouco o partido do governo e pode dar ensejo a algum tipo de política positiva a curto prazo.

    Evidentemente, não vai ser uma manifestação que vai nos libertar do Estado ou resolver nossos problemas, mas acho a analogia do "enquanto eu estiver preso é melhor que seja num troço apertado e sujo do que uma prisão um pouco mais confortável" cabível.
  • Andre  20/03/2015 18:33
    "Se as manifestações fossem espontâneas, refletindo assim os sentimentos que afloram quando um indivíduo reflete moralmente e tenta proteger sua família, o resultado seria uma efetiva onda de desobediência civil, sonegação em massa e boicotes ao estado."

    Eu considero que as manifestações foram espontâneas.
    Só que elas não eram formadas por anarcocapitalistas, que são uma parcela minúscula da população brasileira.

    Se, digamos, mais de 50% da população brasileira fosse anarcocapitalista... bom, aí já teríamos deixado a Suíça no chinelo em termos de desenvolvimento e riqueza.

    Mas não considero black blocs iguais aos manifestantes do dia 15, sim, ambos querem se sujeitar ao estado. Mas em quantidade e qualidade diferentes.

    Se todos os brasileiros tivessem a mentalidade estatista igual à dos Suíços já estaríamos em uma situação bem melhor.
  • Fellipe  20/03/2015 19:00
    No último 15 de março fui às ruas para ver o que estava acontecendo, ver se as pessoas estavam acordando, e fiquei com um sentimento ruim que não sabia como externar. Vi pessoas de bem querendo tirar o grupo criminoso da ocasião do poder somente para colocar outro. Ninguém estava questionando o sistema explorador atual, onde os governantes exploram e oprimem os governados. Quando li esse texto do Paulo Kogos, fiquei feliz pois ele conseguir colocar para forma o que senti – e claro de forma muito melhor do que eu próprio poderia fazer.
  • Gunnar  20/03/2015 19:08
    Ontem mesmo eu disse exatamente isso: boiada passando e a galera protestando contra a tal da "corrupção".
  • Vitor Hoher Nunes  20/03/2015 20:04
    Com todo respeito ao autor, este é um dos textos que eu menos gostei desde que comecei a acompanhar o Mises Brasil, uns 5 anos atrás. Em minha opinião, o texto incorre em alguns erros de raciocínio e duvido até mesmo que o autor concorde ou faça tudo que recomenda. Por exemplo, por mais que muitos não admitam, duvido que exista um liberal brasileiro que não vai colocar um sorriso no rosto no dia que o PT sair do poder (contanto que não seja trocado por um PSOL da vida, né?), por mais que não acredite na democracia, na próxima pessoa ou partido a assumir, etc.

    Dizer que as manifestações de 2015, assim como as de 2013, são jogadas do establishment (não dos partidos, mas do estado em si) não me parece ser algo com conexão à realidade. Primeiramente, por conta de que as manifestações de 2013 foram amplamente ligadas a movimentos patrocinados pelo próprio governo petista e demais partidos auxiliares. Ou seja, manifestações instigadas por aliados do governo, com verba estatal e em prol de agigantar o estado. Segundo, diferentemente do que foi noticiado por veículos da mídia, o que mais se viu foram cartazes clamando por redução de impostos, menos governo, mais liberdade, menos corrupção e, óbvio, pedindo a saída do PT e da Dilma. Se uma manifestação contra abusos de um governante tirano não é um passo na direção de mais liberdade, o que seria? A mensagem das manifestações não foi de que as pessoas queriam mais "direitos" e estado, mas sim que queriam parar de ser roubadas, em todos os sentidos que o governo tem proporcionado. A pauta era clara, não era só uma coletânea de desejos sonhadores.

    Será que o autor realmente acha que o estado gosta das pessoas tendo consciência de que estão sendo abusadas? Tenho certeza que preferia que todos estivessem quietinhos e felizes... Claro que existe uma grande maioria que não está nem próxima de entender que o estado é o problema, mas isso não muda o fato de que nesses protestos teve muita gente que sabia disso e usaram a oportunidade pra espalhar ideias liberais.

    Quanto ao fato de PT e PSDB serem partidos de esquerda irmãos, que cooperam e criam apenas uma sensação de oposição entre si, mimetizando a estratégia das tesouras de Lenin, isso concordo plenamente.

    Porém, existe uma coisa que se chama senso das proporções. Por mais triste que seja para a maioria de nós, liberais, que a população em geral não se incomode com as intervenções do estado, ter uma população que ainda é capaz de chegar num limite e se revoltar com o status quo é algo importante. Não tem como imaginar que no Brasil, onde não temos praticamente liberdade econômica e/ou civil, as pessoas vão parar de pagar impostos coletivamente, fazer passeatas pedindo o fim do Banco Central e etc. Seria bom se fizessem isso? Claro que seria, mas como esperar isso quando a maioria dos ECONOMISTAS não sabe direito como funciona o banco central e o processo inflacionário? Dada a situação cultural do povo brasileiro, no momento não tem como se esperar nada muito melhor, mas isso não significa uma vitória do establishment.

    Pra 99,9% das pessoas do Brasil a possibilidade de não existir estado nunca lhes passou pela cabeça, elas só buscam mais liberdades dentro do paradigma que conhecem. Liberdade se conquista aos poucos através de ideias, desdenhar cada pequeno passo em direção da liberdade por ainda não ser o ideal acaba sendo contraproducente. As pessoas nunca vão ficar revoltadas a ponto de querer colocar o estado abaixo e tomar atitudes pra isso, se essa possibilidade não passar pela cabeça de muitos como a mais sensata.

    Várias pessoas que já contribuíram para o Mises Brasil com entrevistas, artigos e podcasts tiveram papel de liderança na organização e mobilização dos protestos. São traidores? Danilo Gentili é traidor? Lobão? Bene Barbosa? Marcel van Hattem? Adolfo Sachsida? Kim Kataguiri? Paulo Eduardo Martins? Todos traidores mobilizando ovelhas para continuar adorando o deus estado?

    Eu acredito na viabilidade do anarcocapitalismo também, mas achar que as pessoas vão se descolar do estado do dia pra noite é criancice. Uma mudança cultural dessas demora décadas, então continue espalhando conhecimento e ensinando o próximo. Daqui uns 30 anos de muita batalha no campo das ideias, conversamos sobre uma sonegação em massa pra botar o estado abaixo de vez...
  • Helio  21/03/2015 12:09
    Belíssimo ponto.
  • Adelson Paulo  21/03/2015 14:37
    Repetir o óbvio: para se atingir um objetivo em uma caminhada, é necessário dar um passo de cada vez. Vivemos em um país autárquico, fundado de cima para baixo, isolado do fluxo comercial e tecnológico mundial, onde o Estado sempre dominou as atividades econômicas, e está presente no imaginário da população como o Pai Protetor. O PT sempre se aproveitou deste caldo de cultura, defendendo o gigantismo do Estado e acusando seus adversários de privatizarem as empresas estatais e entregarem o patrimônio nacional aos interesses capitalistas. A luta contra este projeto político do PT é tarefa de todos os democratas, anarquistas, libertários, capitalistas, burgueses, empresários, agricultores, etc., etc., etc. Derrotar esta república sindicalista corrupta é nossa primeira e mais importante tarefa neste momento, inclusive porque será bem difícil e trabalhosa.
    E por favor: este discurso de que todos os políticos são iguais, todos os partidos são corruptos, é que vai ajudar a eleger o Lula em 2018. Observem que é exatamente isto que bradam agora os militantes petistas: se todos são corruptos, votem em alguém que defenda o povo.
  • Rafael Lustosa  21/03/2015 15:43
    Concordo plenamente. Uma população que nunca viu ou não conhece uma alternativa a um estado gigante não vai armar um esquema de desobediência civil a ponto de dar cabo do estado de uma vez. Mas quando as pessoas demonstram sua insatisfação com um governo, principalmente exigindo que um governo interventor caia, é uma excelente oportunidade de mostrar que o estado/governo não é a solução. Pode não ser a maioria, mas muita gente percebia isso nas manifestações. As pessoas, em geral, não percebem que um estado grande leva a uma corrupção maior. Mas entendem que políticos não são bons e não são confiáveis. Talvez esteja aí o pulo do gato: demonstrar que o estado/políticos caminham juntos. Quanto mais de um, mais do outro. E, claro, maior corrupção. O ponto é fazer com que as pessoas percebam que substituir um político por outro não soluciona nada. Somente reduzindo a influência deles é que se soluciona o problema. Acredito que as manifestações são uma boa oportunidade para isso. As pessoas estão nas ruas insatisfeitas. Todos estão conversando sobre isso. É uma boa oportunidade de divulgação das ideias liberais e libertárias.
  • Gunnar  21/03/2015 17:44
    Perfeita colocação, Vitor, mas não creio que o texto esteja em discordância com nada do que você afirma. Como quase tudo no Mises.org, o texto apenas mostra a versão nua e crua da realidade, no intento de traçar uma análise totalmente "limpa" de pragmatismos e poréns. É como descrever a lei da gravidade, apesar de existirem aviões que a desafiam.
  • Hatsune Miko  20/03/2015 20:07
    Belo texto.
  • igor  20/03/2015 20:28
    Texto lindo, porém sem aplicações práticas...

    Faltou o autor trazer propostas reais de como reverter a situação atual...
  • Malthus  20/03/2015 20:36
    Já feito profusamente neste site, inclusive em formato de livro.

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=95

    Ou se você for do tipo que só lê resumão:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1692

    Informe-se minimamente antes de disparar críticas. Isso depõe contra você.
  • igor  21/03/2015 03:58
    Obrigado, mas em momento algum eu escrevi que o site não dispunha de propostas, eu me referi ao autor do texto...

    Aprenda a ler minimamente antes de bancar o arrogante, isso depõe contra você!
  • Gunnar  21/03/2015 17:45
    Amigos... permitamo-nos ser arrogantes e ater nossas análises e críticas meramente ao conteúdo filosófico e científico dos textos e comentários.
  • Rennan Alves  22/03/2015 01:09
    Do próprio texto:

    "Como se isso não bastasse, os protestos não atacam o problema real. Apenas enterram soluções reais, como o separatismo."

    Mais atenção na próxima.
  • igor  22/03/2015 23:15
    Sábio Rennan, no caso do Brasil, separatismo é solução? Se for, então inicie um corrente separatista... Hoje mesmo saíram pesquisas informando que 61% da população é contra a privatização da Petrobras, imagine qual seria a aprovação da população em relação à secessão...

    Separatismo pode ser uma idéia factível para leitores do IMB, porém, quantos somos?

    Em meu comentário, tentei focar em soluções reais, considerando todas as variáveis reais existentes e não soluções utópicas, como se tudo fosse ser resolvido por mágica...

    A utopia e inocência de alguns freqüentadores (você, por exemplo) do site são tão infantis que chegam a ser marxistas as avessas!

    Acho que quem deve ter mais atenção, no sentido crítico e não apenas identificando palavras no texto, é você!
  • Rennan Alves  23/03/2015 23:19
    "Sábio Rennan, no caso do Brasil, separatismo é solução? Se for, então inicie um corrente separatista..."

    Sim, uma das soluções reais. Não clicou no link que o autor colocou sobre os artigos sobre a secessão? E por que eu criaria uma nova corrente com tantas espalhadas por aí, como a "O Sul é o meu país"?

    "Hoje mesmo saíram pesquisas informando que 61% da população é contra a privatização da Petrobras, imagine qual seria a aprovação da população em relação à secessão..."

    Claro! Afinal, 61% da população ser contra a privatização da Petrobrás possui uma relação causal e intríseca com o separatismo! Como não pensei nisso antes? Os 73,85% que apoiam a separação do sul nem sequer devem ser mencionados.

    "Separatismo pode ser uma idéia factível para leitores do IMB, porém, quantos somos?"

    Acho bem improvável existir leitores do IMB no Sudão do Sul.

    "Em meu comentário, tentei focar em soluções reais, considerando todas as variáveis reais existentes e não soluções utópicas, como se tudo fosse ser resolvido por mágica..."

    Entendi, secessão é uma solução utópica e irreal que só existe no mundo de Oz, como a separação da Tchecoslováquia em República Tcheca e Eslováquia, a separação da Estônia e Lituânia da URSS (além de vários outros países), a dissolução da Iugoslávia, etc.

    Aliás, como esquecer das cidades-estado: Mônaco havia feito isso em relação à França, Hong Kong em relação à China, Cingapura em relação à Malásia, Andorra em relação à Espanha, San Marino em relação à Itália, etc.

    Foste você mais inteligente, poderia ter afirmado que a separação dos estados no Brasil é anticonstitucional, tornando o separatismo uma solução "mais difícil", e não utópica como você proferiu no seu relincho. Seria uma troca de idéias bem mais interessante.

    "A utopia e inocência de alguns freqüentadores (você, por exemplo) do site são tão infantis que chegam a ser marxistas as avessas!"

    Já a estupidez, a falta de correlação entre causa/efeito, o desconhecimento sobre fatos históricos/atuais básicos, o desconhecimento sobre o básico da teoria aqui encontrada e a total incapacidade para com a leitura e a lógica de alguns comentaristas (você, por exemplo) deste site são tão cômicas que parecem ser autênticos marxistas.

    "Acho que quem deve ter mais atenção, no sentido crítico e não apenas identificando palavras no texto, é você!"

    E este conselho vem de alguém que utiliza "utopia" como argumentação e correlaciona pessoas que não querem a privatização da Petrobrás com pessoas que não querem uma secessão.

    Não o culpo, a falta de pasto deve está afetando o pouco que resta dos seus neurônios.
  • Antonio  20/03/2015 23:38
    Concordo com o Vitor Hoher Nunes... Eu li esse livro do Hoppe, e não vejo como ele se oporia a protestos com cartazes liberais. Os libertários de Brasília, por exemplo, fizeram 15 faixas libertárias. Como isso pode prejudicar a busca por mais liberdade?
  • davi peixoto   20/03/2015 23:44
    boicote ???? de impostos ???? de médicos ??? de comerciantes ???
  • walter azevedo  21/03/2015 00:22
    É como eu sempre digo, o menor dos problemas do Brasil é a corrupção e o maior é o sistema.

    Olha que coisa horrenda é aquela porcaria chamada SUS, por exemplo. Ao invés de saúde, nos garante monopólio, péssima gestão e corrupção.

    SUS é só um exemplo. Olha aquela ANAC, INFRAERO, ANATEL e todas as agencias reguladoras. Pra que isso???? Isso é totalmente contra o livre mercado.

    A merda está tão grande, que sinceramente, eu já não tenho nenhuma ideia de como concertar esse país.

    Mas acho que o povo indo as ruas pedindo a cabeça da presidente já é algo. Mostra que as pessoas estão insatisfeitas com o atual sistema. Estou otimista quanto a isso.
  • Vander  21/03/2015 00:41
    Vocês querem uma prova de que TODOS essas manifestações estão sendo manipuladas de TODAS as formas possíveis pelo governo?

    Então vejam: Em junho de 2013, assim que terminaram as manifestações, o governo rapidamente colocou em pauta a votação da famigerada reforma política, onde qualquer um com mais de 2 neurônios percebia o iminente perigo: nessa proposta havia a questão do diabólico "plebiscito do PT", cujos detalhes não vejo necessidade de mencionar. Mas por uma felicidade do destino essa proposta não vingou.

    Pois bem, vejam agora sobre as manifestações de 15/03: Logo na segunda-feira, 16/03, a "presidente" da república anunciou um pacote "anti-corrupção", cujos itens são:

    1) Criminalização do caixa 2 de campanha eleitoral,
    2) Sequestro de bens e dinheiro ilíticos,
    3) Venda antecipada de patrimônio ilegal e o depósito do valor até a coisa julgada,
    4) Paralelamente, o poder da Controladoria Geral da União realizar acordos de Leniência.

    Vejam que não existe nada de "anti-corrupção" nesses itens, muito pelo contrário, fortalece ainda mais o uso de recursos pelo governo. Mas merece atenção especial o item 4. É assim que esse maldito governo oportunista se aproveita de qualquer motivo para aplacar ainda mais sua sede de poder: o item 4 simplesmente acaba com o poder judiciário e estipula que os acordos de delação (leniência) sejam controlados pela CGU. Ou seja, oficializaram a raposa como nova gerente do galinheiro. Assim sendo, não caberá mais ao STF o julgamento dessas ações.

    Enfim, eu sempre alerto: cuidado ao reagirem e protestarem contra esse governo, pois este não está mais aí para jogar o tal "jogo da democracia". Nossos protestos poderão ser tiros de revólver que sairão pela culatra.
  • Pobre Paulista  21/03/2015 03:39
    De acordo com o colega aí em cima, 15 faixas libertárias devem resolver este problema. Fique tranquilo.
  • João Jucá  21/03/2015 06:07
    "Um povo livre, com fortes instituições informais de livre mercado, é capaz de se alinhar em torno do interesse de rechaçar a sanha estatal por poder e controle."

    Pois é, mas atuar fora dos limites legais traz um custo enorme imposto pelo estado, que só enfraquece os empreendedores. Veja por exemplo O mistério do Capital de Hernando de Soto ou Por Que as Nações Fracassam.

    Nesse sentido, o Simples tributário que é uma instituição menos pior para o empreendedor é muito mais benéfica do que a simples ausência do estado. Estar dentro da lei traz consequências muito melhores do que estar fora dela. Entenda, direito e estado não são a mesma coisa.

    Sou contra o estado. Mas há uma diferença enorme entre graus de coerção que fazem efetivamente diferença na vida das pessoas.
  • Renato  21/03/2015 06:14
    É por isso que eu acredito que os pequenos e médios empresários poderiam ajudar se mostrassem que eles não querem mais pagar impostos para poder ajudar as pessoas de baixa renda com os próprios recursos.

    A esquerda conseguiu criar a imagem de que todo empresário é malvado e explorador, então nada melhor do que em manifestações como essas pequenos e médios empresários com cartilhas e folhetos informativos mostrarem para a população que eles querem ajudar pessoas carentes sem a interferência do estado e dos políticos.
  • Valéria  23/03/2015 14:54
    Isso é o que eu falo sempre para o meu marido: sonegar o imposto da empresa e converter o valor para melhorar a remuneração dos funcionários. Mas a empresa é pequena e não temos como nos defender judicialmente quando a PF aparecer na porta. Se empresas maiores tomarem a iniciativa, "pegaríamos carona" fácil fácil. É preciso o grande empresariado começar a se mexer. Não há como conter um movimento como esse.
  • Alberto   21/03/2015 09:32
    As críticas do Paulo Kogos às manifestações são completamente válidas, eu mesmo achei que as manifestações foram meio sem sentido definido (para não dizer bobas), mas parece que o autor ainda comete o mesmo erro infantil da maioria dos libertários em continuar confundindo como o mundo deveria ser de acordo com a visão anarcocapitalista e como o mundo é na realidade.
    O Estado não irá deixar de existir por uma "revolução armada" ou qualquer coisa do tipo, ainda mais no Brasil que é desarmamentista até a medula.
    Pare de ser inocente e de pensar fantasiosamente.
    O Exército e a Polícia do Estado de quase qualquer país no mundo são praticamente INVENCÍVEIS contra populações civis. No Brasil nem se fala.

    O ESTADO SÓ IRÁ SER ABOLIDO POR DENTRO DO PRÓPRIO ESTADO.
    Está na hora de nós libertários imitarmos a idéia de Gramsci de Revolução Cultural Passiva (mas com o sistema a ser implementado 180 graus oposta); Continuarmos difundindo nossas ideologias e idéias pela Internet, formarmos nossos partidos políticos, participarmos da palhaçada que é o Congresso e a Política do Brasil, aparelharmos o Estado brasileiro e AOS POUCOS diminuirmos o tamanho do Estado por dentro do próprio Estado.
    O site Spotniks não posta matérias econômicas tão boas e tão explicativas como aqui, mas eles são libertários que já entenderam como deve ser a Guerra Política rumo à uma sociedade anarcocapitalista.
    Esse texto não é uma "linha auxiliar da esquerda", pois é completamente anti-estado, mas o autor deve entender que esse idéia romantizada de acabar com o Estado é simplesmente irrealizável e infantil.
    Por isso, mesmo não concordando inteiramente com as manifestações eu às apoio e aconselho aos libertários, igual eu, apoiarem também mesmo não concordando 100%.
    Os próprios socialistas já perceberam há 80 anos que uma revolução igual ocorreu na Rússia não iria ocorrer na Europa Ocidental (mais "capitalista" e mais desenvolvida) e por isso que vieram com a idéia da "Longa marcha através das instituições" que já contaminou os EUA e mais da metade da Europa.
  • Alberto  22/03/2015 04:34
    A idéia é boa, mas como você sugere que seja feito no dia-a-dia? Por exemplo, se voce fosse prefeito ou vereador, como iria convencer os taxistas para que estes entendessem os benefícios da livre concorrência?

    Se você trabalhasse na secretaria da saúde de algum estado, como convenceria colegas, tanto da área administrativa quanto da de assistência ao paciente (médicos, farmacêuticos, enfermeiros, técnicos, etc) de que seria melhor que todos os cargos deles não existissem?

    Se você trabalhasse numa secretaria de fazenda (!!), como iria agir libertariamente? Qual seria a estratégia mais eficiente para convencer todos os colegas concursados, desesperados pela "estabilidade no cargo", de que os serviços prestados por eles estão equivocados e causam a miséria geral?

    Não sei, cara. A coisa está feia. Já conheci pessoas que se orgulhavam de ser "oficial de justiça", e um orgulho esnobe, que chegava a dar nojo. Outras de terem acumulado benefícios ao ponto de se aposentarem na função de ascensorista com um salário de mais de 11 mil reais. Já vi caso de servidor afastado há anos, em perícia médica, que continua ganhando gratificação por exercício de determinada função, enquanto que quem ocupa seu lugar atualmente, não a recebe, e pior, ainda diz que a gratificação não deve ser retirada do afastado.

    Então, como explicar para indivíduos e famílias inteiras de funcionários públicos, de que seus patrimônios, seus pertences, viagens, momentos de lazer, relações sociais, conforto, criação de filhos etc. foi feita com dinheiro expropriado da iniciativa privada? É uma luta muito dificil. Após vários anos de "casa", boa parte dos servidores pública cria uma espécie de laço tribal. É um fenômeno curioso.
  • breno  22/03/2015 22:36
    Dizer a REAL!

    Para abolirmos o Estado não precisamos fazer nada, eles próprios o estão destruindo!

    Em que momento isso não está claro?
  • Amarílio Adolfo d Silva de Souza  21/03/2015 10:48
    O povo brasileiro é COVARDE. Submete-se pacificamente aos desmandos de uma casta parasita de políticos caducos com ideais comunistas(mesmo sabendo das desgraças que tal sistema causou em outros países), sendo tributado em 40% de sua renda em impostos, sem receber nenhuma "contrapartida" justa, acostumando-se a depender do "estado", isto é, do demônio e ainda agradecendo por isso. O povo brasileiro é virtualmente um ESCRAVO FELIZ. Infelizmente, as pessoas que não concordam com tal arranjo, como eu, são classificadas como "gananciosas", "materialistas", etc, como se a humanidade fosse composta por "santos" e a avidez por bens materiais não fosse uma qualidade intrínseca do ser humano, desde os tempos antigos. Uma pessoa normal, que é obrigado a pagar 40% de sua renda em impostos, que não servem para nada, a não ser encher o bolso de políticos vagabundos e analfabetos e/ou supostos "intelectuais"(mas, vagabundos do mesmo modo) deveria, penso eu, tentar acabar com essa cobrança. Mas, parece que o povo masoquista brasileiro não tolera a normalidade. Se pudesse, já teria saído desse país idiota a muitos anos e não teria a mínima saudade. O ideal era ter nascido em outro país.
  • Ali Baba  21/03/2015 11:06
    @Pobre Paulista, @Antonio, @Vitor Hoher Nunes, @Um observador

    Vejam, o protesto iria acontecer, quer nós queiramos, quer não. Não vejo nenhum problema de nos aproveitarmos do protesto para fazer propaganda, uma vez que o governo certamente usará o protesto para impor a sua pauta e aumentar. Quantos libertários estavam no protesto? Uma fração muito pequena, com certeza... uma meia-dúzia de gatos pingados. Seguramente essa meia-dúzia não serviu para "engrossar" o protesto, mas sim para expor um pouco mais as ideias que defendemos aqui.

    O cartaz "-Marx +Mises" foi fotografado, lido e circulou por aí... nesse momento, muitas pessoas que ficaram pelo menos curiosas estão digitando "Mises" no Google e chegando aqui. Isso não pode ser algo ruim. Desde que não nos deixemos levar pela euforia das massas e saibamos que, já que o governo usará o protesto como cavalo de Troia, nós também podemos fazer o mesmo jogo.

    O governo iria "reagir" como reagiu de qualquer forma. Se o protesto tivesse 10 mil pessoas ao invés dos mais de 2 milhões, no dia 16 teríamos o anúncio do mesmíssimo pacote. Não se iludam! Nem dá para chamar de "reação" do governo, algo que já estava previamente acertado. No entanto, se somente um daqueles mais de 2 milhões chegou aqui por consequência de um cartaz como aquele, já fizemos a nossa parte. Esse cara está lendo o artigo do Paulo Kogos e está pensando se vale a pena dar mais poder ao governo no próximo protesto. Esse cara está lendo os comentários e está aos poucos se libertando da Matrix.

    Vamos triunfar, uma mente de cada vez.
  • maycon rogers ribeiro alves  21/03/2015 12:18
    Não gostei deste artigo, mesmo sendo inerte em relação a politica partidária, mas tenho alguns pontos:

    Concordo que as manifestações poderiam ter ido para pedir menos interferência estatal, mais liberdade, etc. Mas dizer que o ativismo política é ruim, não concordo. É só mais uma generalização estúpida.
    Política é o meio não o fim, uma negociação livre entre duas pessoas também é política, ela faz parte da natureza humana, fazemos política a todo momento.
    Para se chegar em uma sociedade que queremos , o único caminho pacífico é a política. Além de que socialistas e os fascistas são muito ativos politicamente, e os liberais, libertários seguirem o que este texto defende é pedir a crucificação, já que os primeiros terão a voz , as mentes da massas e poder que emana dessas e não terão dó de usar a força contra os opositores.
    Não sou uma pessoa ativa na política tradicional partidária, mas discuto defendo minhas ideias com as pessoas, principalmente com socialistas e isso é fazer política também. Então neste quesito sou bem ativo politicamente.´
    Para mim o estado é tão grande que a única forma de enfraquece-lo é por dentro. Se houvesse um partido liberal verdadeiro, daria meu apoio e não seria inerte em relação a política partidária.
  • Rodrigo Polo Pires  21/03/2015 12:55
    Para a maioria das pessoas que frequentam esse site é relativamente fácil entender um texto como esse. Para a maioria da população não. Posso dizer que gosto de estilos agressivos para defender pontos de vista. O mundo seria bem melhor sem frescuras, rodeios, etc...
    Mas além de poucos entenderem o que é o estado, compreenderem sua real natureza, ainda existe um problema maior, os brasileiros são socialistas, daqueles que realmente acreditam que "vontade politica e politicas públicas corretamente planejadas e executadas", podem transformar o País em uma potência. O próprio PSDB, ou seu lider Aécio Neves, joga com um discurso para enganar os eleitores que não conhecem a estratégia das tesouras, por exemplo.
    É aquela história... o PT foi contra o real, a constituição, e não sei o quê...e o PSDB aceitou o papel de uma direita inexistente para que jamais houvesse direita alguma.
    Eu sou um anarco-capitalista por natureza, um anarco capitalista de coração, perdido entre um conservadorismo igualitário perante a lei e a justiça e o liberalismo econômico e social, sempre atacando impetuosamente o estado e politicos com suas politicas fajutas e fracassadas, e não as pessoas.
  • Gunnar  21/03/2015 17:52
    "Posso dizer que gosto de estilos agressivos para defender pontos de vista. O mundo seria bem melhor sem frescuras, rodeios, etc..." Estou aprendendo isso conforme envelheço... no mundo real, a forma conta muito mais do que o conteúdo. Mesmo no âmbito de uma empresa privada movida pela busca ao lucro, pessoas são demitidas por inaptidão social apesar de sua enorme aptidão técnica. Tenho ascendência germânica e tendo a ser muito mais objetivo do que político, característica valorizada na minha passagem por uma empresa alemã - mas que em terras tupiniquins passa por grosseria. Não saberia indicar o caminho, mas me atrevo a diagnosticar um problema no ímpeto libertário de divulgar suas idéias: a falta de acessibilidade ao cidadão brasileiro médio, 99% emocional e 1% racional.
  • Em busca de repostas  21/03/2015 20:56
    A visão libertária abre os olhos daqueles que a estudam. Tudo que a mídia nos mostra passa a ser analisado com uma visão a qual diria q 99% da população brasileira ou mesmo mundial não consegue visualizar... por que são estúpidos? não creio, mas porque não tiveram a iniciativa de buscar um caminho diferente e melhor, como o fazem a maioria dos leitores do conteúdo deste site.

    Até entrar em contato com o conteúdo libertário, posso dizer que nos últimos anos passei de levemente socialista (daquele tipo inocente que pensa que se todos buscassem o bem comum, o mundo seria um lugar melhor) à uma posição mais extremo direitista à la PRONA (estado forte, país respeitado, blá, blá, blá).

    Foi então que notei que de maneiras diferentes, no final ambos extremos do espectro político defendiam a mesma coisa: "somente o ESTADO pode resolver SEUS problemas".

    Uma vez que entendi este princípio defendido por ambas partes, me dediquei a buscar qual alternativa fugiria deste arranjo. Foi através desta busca que me deparei com o Libertarianismo e me tornei assíduo leitor deste site. Entender tudo, estou longe disso (especialmente nos artigos econômicos de natureza mais técnica), porém, entender o básico já é um bom começo = Vida, liberdade e propriedade! Pronto, é um bom começo!

    Não creio que fosse estúpido à época em que "acreditava" que o país poderia ser consertado pelo governo, à despeito de qual fosse a ideologia reinante, mas certamente, fazer a pergunta certa, me fez buscar a resposta certa e isso levou a um amadurecimento que mudou meu jeito de encarar este mundo que nos cerca.

    Dito isto, reforço o comentário de um outro leitor que postou algum comentário acima. Como transformar esse conhecimento do que é certo, adquirido através do libertarianismo em ações concretas, sem esperar que toda a população brasileira se torne libertária para que então algo comece a efetivamente ocorrer?

    Não sou a favor do uso da força (golpe, revolução, etc). Ao meu ver, um grupo de libertários reais tem de, através de eleições, entrar no governo e desmontá-lo de dentro para fora, como a vacina que destrói o vírus que infecta o paciente. Sem isso, estaremos nesta eterna discussão teórica de como seria melhor se fizéssemos isso ou aquilo e sem nenhuma ação concreta.

    Para aqueles que dirão "ao propor isso, você não entendeu nada", peço que pesquisem a história do pai do Hélio Beltrão no ministério da desburocratização. É o cerne da idéia. O exemplo que permanece é esse:

    o Libertário é a vacina que destrói o vírus estatizante que está matando este paciente chamado Brasil.

    Paz!
  • Rennan Alves  22/03/2015 01:01
    Voltemos para a época da ditadura militar. Como a esquerda se proliferou entre as pessoas? Como os ideais socialistas ganharam força entre as massas e mobilizou milhões?

    Eu respondo: no campo das idéias. Panfletos, palestras, livros, música, cultura, etc. A boa e velha estratégia gransciana de disseminação do pensamento comunista. Ainda hoje esta estratégia é utilizada com força. Levou anos para que a população estivesse preparada para a implantação de políticas socialistas.

    Você perguntou como colocaríamos ações libertárias em prática. Ora, como a colocaríamos se a maior parte da população desconhece a teoria? Se abolirmos o estado amanhã, as pessoas simplesmente criariam um novo.

    A única maneira de concretizar ações libertárias sem o uso da força é no campo das idéias, a mesma estratégia que a esquerda usou anos atrás.

    Comparado a 6 anos atrás, eu diria que o pensamento libertário vem ganhando força.
  • Em busca da terra do nunca  22/03/2015 01:10
    "Não sou a favor do uso da força (golpe, revolução, etc). Ao meu ver, um grupo de libertários reais tem de, através de eleições, entrar no governo e desmontá-lo de dentro para fora, como a vacina que destrói o vírus que infecta o paciente. Sem isso, estaremos nesta eterna discussão teórica de como seria melhor se fizéssemos isso ou aquilo e sem nenhuma ação concreta."

    Antes de mais nada, gostei de seu comentário porque me identifiquei bastante com o seu relato. Posto isso, digo que você precisa ler mais para desfazer suas últimas ilusões com o estado, principalmente esses artigos:

    A sociedade não precisa de dirigentes
    A liberdade não precisa de reformistas libertários dentro do estado
    Por que um estado mínimo inevitavelmente leva a um estado máximo?
    Por que parei de perder meu tempo com política - e por que você deveria fazer o mesmo
    Como os piores são eleitos
    A democracia estimula o pior tipo de competição
    Não importa quem vença, um sociopata será eleito
    E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?

    "Para aqueles que dirão "ao propor isso, você não entendeu nada", peço que pesquisem a história do pai do Hélio Beltrão no ministério da desburocratização. É o cerne da idéia. O exemplo que permanece é esse: o Libertário é a vacina que destrói o vírus estatizante que está matando este paciente chamado Brasil."

    E você não entendeu nada mesmo. Já tivemos Eugênio Gudin, José Osvaldo de Meira Penna, Roberto Campos, Hélio Beltrão e muitos outros liberais trabalhando para o estado. E de que isso adiantou? O Brasil hoje está mais para uma Coréia do Norte do que para uma Austrália. E as perspectivas não são nada animadoras. Assim sendo, pergunto: vale mesmo a pena tentar arrumar o que não tem conserto? Vale a pena querer deixar bom aquilo que é intrinsecamente mau?
  • Rodrigo S.M  22/03/2015 02:41
    O texto não é de todo ruim. Mas ao final o autor julgou necessário referir-se ao tal francesinho idolatrado pela esquerdopatia como pensador brilhante: é apenas um homem comum.

    Vejam o ponto: o texto começa com referências a Thoreau! Henry David Thoreau! E desaba ao final ao querer se apoiar naquele carequinha. Tornou o texto totalmente deselegante, perdeu fôlego ao final e foi se escorar no raso.

    1 milhão na Paulista?
    É apenas o povo sendo povo.
    Nada mais.

    Quero saber quantos estão sonegando pra valer. Cheios de convicção e espalhando a mensagem adiante.

    Pra dizer que não vi o povo, acompanhei um pouco pela tv, numa tarde em que ouvi Lutoslawski enquanto tomava conta do meu próprio trabalho.

    Mises confessa a influência da psicanálise na formação de seu pensamento. A situação econômica no Brasil é de fácil diagnóstico: desamparo infantil. Crianças chorando para o papai vir tomar conta. Haja fralda e chupeta pra essa gente toda.

    Sonegar. Desobediência civil. Afora isso, teorias.
  • anônimo  22/03/2015 12:18
    'Mises confessa a influência da psicanálise na formação de seu pensamento. A situação econômica no Brasil é de fácil diagnóstico: desamparo infantil. Crianças chorando para o papai vir tomar conta. '

    Economia é uma ciência séria confirmada pela prática e pelas evidências, já a psicanálise é charlatanismo; não é ciência, não é psicologia, não é nada.No máximo é só literatura e ruim.
  • Rodrigo S.M  23/03/2015 14:44
    Ô, Zé Ninguém!

    Com a palavra, Mises. "Ação Humana", cap.1:

    "Ação humana é o comportamento propositado. Também podemos dizer: ação é a vontade posta em funcionamento, transformada em força motriz; é procurar alcançar fins e objetivos; é a significativa resposta do ego aos estímulos e às condições do seu meio ambiente; é o ajustamento consciente ao estado do universo que lhe determina a vida. [...]
    O tema da praxeologia é a ação como tal. É isto também que estabelece a relação entre praxeologia e o conceito psicoanalítico do subconsciente. A psicanálise também é psicologia, e não investiga a ação, mas as forças e fatores que impelem o home a agir de uma determinada maneira. [...]
    A praxeologia, não menos que outros campos do conhecimento, deve muito à psicanálise. Portanto, é ainda mais necessário perceber a linha que separa a praxeologia da psicologia."

    Teu entendimento de psicanálise deve ter sido através dos incontáveis "psicanalistas" brasileiros formados pelas associações de psicanálise vagabundas, não pela literatura própria, cuja herança Mises confesa logo no início de sua obra. Afinal, estavam em Viena!

    Mises chama a atenção para o fato de ser tênua a linha entre tais ciências, isto é, são semelhantes, por isso, necessário distinguir bem uma da outra, já que atuam com proximidade. Ignorar a análise da alma aos estudos ecônomicos é reduzir em grande medida a própria ciência econômica. Ficando essa limitada a mero apetrecho financeiro, algo como uma calculadora científica. Aliás, o que são a maioria dos ecomistas formados: calculadoras financeiras.

    A praxeologia é o sinal distintivo da escola austríaca das demais escolas econômicas. Se não a entende, e não se vê a semelhança com a séria psicanálise, então pouco se entende sobre Mises e quase nada de economia de modo mais refinado.

    Portanto, Zé Ninguém, tenha um pouco de modéstia e se permita aprender um pouco mais sobre aquilo com que se ocupa. Afinal, se Mises alerta para o fato de estarem --- praxeologia e psicanálise --- muito próximas e você as vê como coisas totalmente díspares, então teu entendimento de economia é bem limitado.
  • Alberto  22/03/2015 14:16
    Dia destes fui cortar o cabelo, e conversa vai-conversa vém com o barbeiro (um empreendedor esforçado) sobre o caos do governo, ele veio com uma idéia na qual eu nunca tinha parado para pensar: pagar os impostos e taxas, depositando tudo em juízo. Segundo ele, tal atitude, em massa, atrasaria o orçamento público de tal forma que um desespero geral se instalaria, devido aos prazos para compensação bancária. Pergunto a vós, se tal idéia é descabida ou poderia acelarar, juntamente com protestos constantes, algum tipo de mudança positiva.
  • Frota  22/03/2015 15:08
    Descabida. No Brasil já se passa a mão no fundo judiciário para cobrir os rombos do estado. O negócio é comer..., digo, o negócio é sonegar pura e simplesmente.
  • anônimo  22/03/2015 04:12
    off topic
    CIA planejando plantar evidências de que o Iran tinha armas nucleares
    armstrongeconomics.com/2015/03/04/cia-whistleblower-face-100-years-for-exposing-govt-lies/
    Impressionante como o governo dos EUA é escroto.E como os idiotas que se informam lendo veja e OdC são manipuláveis e acham que essa é a 'direita' salvadora da terra
  • anônimo  22/03/2015 13:21
    Parabéns anônimo.

    Trazer uma notícia de um site que segue a mesma linha do tresloucado e anti-semita 'infowars' do doente mental Alex Jones é realmente de 'muita valia' ao assunto.



    Essa maldita inclusão digital...
  • IRCR  22/03/2015 05:00
    Vamos recorrer ao cara que dá nome a esse instituto.

    A vida em sociedade seria, praticamente, impossível, se as pessoas que desejam sua continuada existência e que pautam sua conduta de modo apropriado tivessem de renunciar ao uso da força e da obrigatoriedade contra aqueles que estão prontos a minar a sociedade com seu comportamento. (…) Sem aplicação de obrigações e coerção contra os inimigos da sociedade, seria impossível a vida em sociedade.
    Suprimir a conduta perigosa à subsistência da ordem social constitui a soma e a substância da atividade estatal.
    O liberalismo nem mesmo deseja ou pode negar que o poder coercitivo do estado e a punição legal de criminosos são instituições que a sociedade não poderia, em quaisquer circunstâncias, delas prescindir.
    Há, sem dúvida, uma facção que acredita que se poderia dispensar, com segurança, todo e qualquer tipo de coerção e basear a sociedade, totalmente, na observância voluntária do código moral. Os anarquistas consideram o estado, a lei e o governo instituições supérfluas.
    O anarquista, porém, se engana ao supor que todo mundo, sem exceção, desejará observar tais regras voluntariamente.
    O anarquista compreende mal a verdadeira natureza do homem. O anarquismo somente seria praticável, num mundo de anjos e santos.
    O Liberalismo não é anarquismo, nem tem, absolutamente, nada a ver com anarquismo.
    O liberalismo, portanto, está muito longe de questionar a necessidade da máquina do estado, do sistema jurídico e do governo. Trata-se de grave incompreensão associá-lo, de algum modo, à ideia de anarquismo, porque, para o liberal, o estado constitui uma necessidade absoluta. MISES


    Eu como um bom "liberal clássico" creio que o estado é um mal necessário, devendo ser limitado a questões básicas como justiça e segurança, como acreditavam alguns founding fathers da America, como George Washington e Thomas Jefferson.
    Levanto a bandeira do federalismo pleno, da descentralização do poder central do governo federal, da democracia direta/indireta (o que não tem nada a ver com conselhos populares\soviets). Hoje no mundo o pais que melhor se encaixa nesse perfil é a SUÍÇA.

    Mas não creio que o anarcocapitalismo seja totalmente inviável, talvez se um dia criarem uma ilha artificial no meio do oceano, em águas internacionais, e for construído um lugar onde pessoas com ideologia liberal e anarcocapitalista se mudem para lá, pode ser algo factível. Achar que algum estado\país vai acabar da noite pro dia ou via uma "revolução cultural rothbardiana" é puro nonsense.
  • anônimo  22/03/2015 12:13
    'Há, sem dúvida, uma facção que acredita que se poderia dispensar, com segurança, todo e qualquer tipo de coerção e basear a sociedade'...

    Basta prestar atenção nesse trecho pra ver como ele não está se referindo ao anarco capitalismo, no anarco capitalismo existe sim coerção e leis.Inclusive você pode ver uma justiça privada como o menor 'governo' possível.
  • breno  22/03/2015 23:09
    'Há, sem dúvida, uma facção que acredita que se poderia dispensar, com segurança, todo e qualquer tipo de coerção e basear a sociedade'...

    Basta prestar atenção nesse trecho pra ver como ele não está se referindo ao anarco capitalismo, no anarco capitalismo existe sim coerção e leis.Inclusive você pode ver uma justiça privada como o menor 'governo' possível.


    @anônimo. Isso que chama de "justiça privada" é exatamente um Estado.

    @IRCR. Obrigado por citar tão belo texto!

    O anarquista, porém, se engana ao supor que todo mundo, sem exceção, desejará observar tais regras voluntariamente.
    O anarquista compreende mal a verdadeira natureza do homem. O anarquismo somente seria praticável, num mundo de anjos e santos.


    Acima o que os anarquistas não enxergam. O problema de toda nossa sociedade é o Homem, não o Estado.

    O Estado deve se impor aos desejos dos Homens (através justiça).

    Mas hoje em nossa sociedade um grupo de homens se apropria do Estado e dele se utilizam para impor suas vontades sobre outros homens.

    O Estado é somente um meio, aboli-lo simplesmente fará surgir outro meio.

  • anônimo  22/03/2015 12:28
    ' talvez se um dia criarem uma ilha artificial no meio do oceano, em águas internacionais, e for construído um lugar onde pessoas com ideologia liberal e anarcocapitalista se mudem para lá, pode ser algo factível'

    Exatamente, tentar convencer todo mundo isso sim é utópico. O povo brasileiro por ex, o sonho do brasileiro médio é passar num concurso, virar funça e morrer de ganhar dinheiro dos otários.
    O negócio é ir embora e deixar os parasitas se matando, um tentando comer o outro.
  • Ali Baba  22/03/2015 10:58
    @Em busca de repostas 21/03/2015 20:56:25

    Bem vindo e parabéns por ter escolhido a pílula vermelha (que infelicidade que a pílula que permite ver a realidade por trás da Matrix tenha essa cor).

    Há debates calorosos vez por outra nesse mesmo site sobre o ponto em que você defende. Basicamente, ancaps acreditam que qualquer libertário que entre no estado, por mais boa vontade que tenha, vai acabar virando governo... sua justificativa é que ele terá necessariamente que fazer conchavos - uma vez que o sistema é assim - ou se tornará irrelevante. Já minarcos acreditam que isso é possível (como o pai do Hélio e talvez como ele próprio) e, nessa linha, até um partido libertário estão construindo (para os ancaps, um partido libertário é um oxímoro).

    (Esse ponto é interessante e muitos liberais não libertários estranham a convivência pacífica e até o apoio mútuo entre ancaps e minarcos, mas vejam que não há contradição: para os ancaps, se um estado mínimo for mantido mínimo - o que muitos duvidam que seja possível - então o ancap pode viver como se ele não existisse, o que já é satisfatório)

    Eu, particularmente, concordo com sua visão de que o libertário age como uma vacina que cria os anticorpos que, por sua vez, destroem o vírus estatizante... Mas, tal como uma vacina, você deve entender o seu funcionamento, ou ela se torna inócua. IMHO, essa vacina não deve ser inoculada no governo, onde o risco de que se perca em ineficácia é enorme... deve, isso sim, ser inoculada na sociedade, onde tem a maior chance de criar anticorpos.

    A mudança cultural precede a mudança do estado com uma frequência muito maior do que o contrário. Alias, o contrário não só é anti-natural como também é o modus operandi do socialismo. Então, se quisermos algum dia ter a esperança de um Brasil libertário (ou de diversos territórios libertários independentes nascidos do antigo Brasil), essa esperança vem da mudança de visão da sociedade. O primeiro passo é o que fazemos nesse site e em tantos outros locais: apontar que o rei está nu... apontar que imposto é roubo (qualquer imposto), apontar que dinheiro sem lastro é papel pintado, apontar que o governo gera inflação, apontar que salário mínimo leva a desemprego, apontar que agências reguladoras criam cartéis, etc.

    Essa é a missão da nossa geração de libertários. Talvez não vejamos os frutos dessas ações por algum tempo, mas não devemos esmorecer por que a verdadeira mudança é aquela de baixo pra cima. Como já escrevi: vamos prevalecer, uma mente por vez.
  • Marcelo Simoes Nunes  22/03/2015 20:03
    Nunca vi um artigo tão desconectado da realidade como este. Não posso deixar de comentar o que me parece bizarro. O anarco capitalista Paulo Kogos parece desconhecer o seguinte princípio: na vida, pessoas orientadas costumam se pautar pela seguinte equação: ordena-se os eventos conforme sua importância e, em seguida, conforme sua urgência, depois pondera-se tudo e faz-se nova ordenação estabelecendo-se o que será feito primeiro etc.Resulta daí o principal equivoco do autor. Ele de certo não desconhece a ameaça que a estratégia do PT (e também do PSDB) nos contempla, pois no início do texto fala do Pacto de Princeton. Por outro lado, não vê que o anarco capitalismo, analisado-se sua evolução e projetando isso para algumas décadas, não se realizará antes de sua própria morte (não quero agora analisar se o anarco capitalismo é ou não viável, assumo como tese de que seja). É da natureza humana discordar e essa característica em si já coloca "n" dificuldades para o anarco capitalismo, que, ao que parece, prega a não violência, tendo que conquistar uma hegemonia ou uma maioria, que seja, pelo convencimento. Olavo de Carvalho postou um texto no "Midia Sem Mácara" em que diz que nunca houve no Brasil um movimento espontâneo como o do dia 15, sem nenhuma organização de grupos de poder, comparando-o ao movimento de 1964. Olavo não é uma anarco, por certo. Mas o que chama a atenção é a enorme divergência de opiniões. Essa divergência justifica o que eu disse no início. Olavo navega no âmbito do senso comum, Kogos faz um narrativa cem por cento fora do senso comum. Não estou aqui para defender o senso comum como forma de pensar. Com certeza ele é o melhor instrumento que temos nas pequenezas de nosso dia-a-dia, mas quando se parte para tal iniciativa, como faz o autor, é uma norma de boa conduta fundamentar muito bem aquilo que aos olhos dos comuns parece um delírio. E isso Kogo não faz, nem passa perto de fazer. Seu texto é uma sequência de frases afirmativas e aparentemente distantes da realidade. Não há propriamente uma argumentação, exemplos probatórios, enfim, nada que diga que o autor se preocupa em convencer alguém de alguma coisa. Antes parece um diálogo com sigo próprio e com seus seguidores, que mais parecem crentes de uma igreja messiânica, ou marxistas dogmáticos, do que LIVRE pensadores. Em comum temos a total aversão ao Estado. E só. Não estou aqui para tumultuar, mas para debater, porque isso enriquece a todos nós. Se fosse um agente provocador diria que Kogos está sendo pago pela KGB (hoje de certo tem outro nome). Muito se falou aqui que a manifestação falou de corrupção. A grande imprensa e mesmo os comentaristas aqui omitiram que o grito das ruas do dia 15 foi um protesto antes de mais nada anti petista, anti bolivarianista e anti comunista. Será que alguém aqui gosta desses "istas". Uma coisa é dizer que quem foi protestar o fez dentro da âmbito do Estado. Outra coisa é dizer que o movimento foi orquestrado pelo Estado, ou que grupos poderosos organizaram o evento. Que grupos? Diga seu nome. Todos sabemos o que o Estado é: o monopólio da violência. Isso já foi dito a séculos e até Marx concorda em absoluto com a frase. Mas o Estado não é só isso. A questão central não é essa, que é dada de barato por qualquer pessoa que não seja um analfabeto político. A questão central e que tem tudo a ver com a possibilidade de um dia existir, ou não, um sistema anarco capitalista é saber qual a origem do Estado. Saber porque o Estado surge exatamente com a divisão da sociedade em classes e com a divisão social do trabalho? Saber de fato quem é o dono do Estado. Saber se o Estado é apropriado por seus servidores, se ele serve ao grupo dominante, se serve a ambos e em que medida, saber se numa sociedade democrática se sua servidão é diferente para os, digamos, escravos, do que seria em outras formas de governo. Saber qual a diferença do Estado socialista soviético, do Estado democrático capitalista, do Estado feudal ou do Estado escravocrata, ou do Estado monárquico ou do Estado romano. Se somos escravos, temos de saber quem são nossos senhores. Não basta dizer é o Estado. O Estado é uma abstração, quem são as pessoas? Os anarco capitalistas não deveriam desconhecer o embate entre os marxistas e os socialistas anarquistas. Deveriam discutir esse assunto a fundo. Esse confronto do século dezenove foi vencido pelos marxistas no plano histórico, com a hegemonia marxismo leninismo e o advento da ditadura do proletariado na URSS. É interessante notar que a utopia marxista não era contra o anarquismo socialista, pelo contrário o pressupunha. Eles eram contrários a derrubar o Estado sem ter antes construído as bases do socialismo. Para isso teriam, primeiro, que passar pela ditadura do proletariado. Depois o Estado se extinguiria naturalmente. A divergência estava no meio e não nos fins. Não é preciso dizer como e história terminou. Mao, vendo a burocracia do partido se apropriar do Estado, criou a Revolução Cultural. Outro extermínio em massa. Sem falar do nacional socialismo. Utopias em princípio são perigosas, pois se sabe o que prometem, como começam, mas não como terminam. Hoje a China, me parece, caminhar, não para o capitalismo democrático, mas para o nacional socialismo, menos ineficiente do ponto de vista econômico, mas ninguém fala sobre o assunto. Putim parece cheio de saudosismo do velho regime e se prepara para a guerra, mas isso não parece importar. Fiz várias buscas no site do Mises sobre a origem do Estado e a sua natureza. Achei uns dois textos de Hope que resvalam o assunto. Como pode alguém pretender destruir algo que sequer conhece? Como pode fazer isso se não tem projeto, nem conduta nem estratégia de ação?
    Quantos liberais, quantos libertários ou quantos anarco há hoje no mundo. Só de comunidades eclesiais de base, já são mais de cem mil (é exatamente isso) na AL. Paradoxalmente todas essas questões foram exaustivamente debatidas pelos marxistas. O combate ao marxismo só se dará pelo enfrentamento em todas as suas formas. É preciso contrapor cada um de seus argumentos. Mas como se fará isso se nem se conhece o marxismo? Francamente, enquanto os anarco abrem os olhos para o café da manhã o socialismo já está viajando à velocidade supersônica por todos os cantos do mundo. Não será com arrogância que os cordeiros combaterão os lobos, com toda certeza.
  • Barros  23/03/2015 01:07
    Desculpe a ignorância, mas como um pai anarquista governa sua família?
  • Carlos  23/03/2015 15:12
    Anarquista tem família?

    hahahahaha
  • Felipe  01/04/2015 15:40
    Impondo suas regras para quem quer viver sob seu teto e sendo sustentado por ele.
    Por que a pergunta?
  • Carlos Garcia  01/04/2015 16:26
    Você esta perguntando "Sem o estado, como será que um homem e uma mulher iriam se conhecer, decidir se casar e ter filhos?"

    Da mesma forma que os atuais pais de família conduzem as suas. Ou você acha que é o estado quem mantem a coesão das famílias no país?
    As famílias são fruto da livre associação. Já existiam famílias antes do estado, e não o contrário. A maior falha dos estatistas é achar que o estado precedeu alguma coisa. Ele nunca precedeu nada.
  • Vinícius  23/03/2015 13:11
    Este site é excelente, tem matérias muito instrutivas sobre economia e política, mas algumas vezes eu não consigo diferenciar alguns artigos daqui com artigos de sites esquerdistas. O Estado mínimo, defendido pelo liberalismo (e pelos economistas clássicos) não é o mesmo que ausência de Estado. Este foi o pior artigo deste tipo que eu já vi aqui. Pregar desobediência às autoridades e às leis, como ato de rebeldia, não deveria vir da boca de nenhum direitista, rebeldia é coisa da esquerda; pois um país não pode crescer sem ordem e sem cumprimento às leis. Vimos diferença nas manifestações de 2013 e esta de 2015 pois as de 2013 foram de esquerda, sem causa, vândalas. As desse ano são de direita, pois representam o sentimento de um povo contrário ao aparelhamento do Estado por um partido político, foram pacíficas. Uma pena ler esse tipo de texto em um site desses.
  • Marcos  23/03/2015 22:16
    Um dos organizadores das manifestações atende pelo nome de Movimento Brasil Livre, e defende abertamente propostas liberais.

    E mais. Com a pressão popular, o governo pensa duas vezes antes de aumentar ainda mais os impostos, o que na situação em que anda a economia seria o caminho tradicional. Se o imposto ainda não aumentou mais, devemos isso a mobilização deles.

    Mas são todos uns traidores, claro. Certo mesmo é que está com o bumbum sentado na sala de casa escrevendo o quão terríveis eles são por aceitarem a existência do estado. Puro mesmo é quem não faz absolutamente nada de factível para que a situação não piore ainda mais.

    Só vou começar a respeitar certas posições de ancaps (não todos, só alguns) no dia em que vir algum resultado prático vindo dela.

    Acha que tá errado? Ótimo. Então apresente uma proposta que funcione melhor. É precisamente isso que falta nesses radicais. A realidade é que temos um governo com viés autoritário que tenta a cada dia cercear ainda mais a liberdade do brasileiro. A pergunta continua a mesma. Se está tudo errado, como vocês radicais pretendem resolver o problema
  • Andre Cavalcante  24/03/2015 01:51
    Marcos,

    "Só vou começar a respeitar certas posições de ancaps (não todos, só alguns) no dia em que vir algum resultado prático vindo dela."

    Que tal começar então por você mesmo? Que resultados práticos você espera de sua postura? E se sua postura fosse mais ancap, como dizes, como ela seria?

    ---

    A todos,

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1944
  • Marcos  24/03/2015 23:33
    Com prazer. Não sou ancap, mas vamos fingir que fosse. O que eu faria?



    Em primeiro lugar, tomaria consciência de que o que eu quero é algo difícil e que não faz parte da realidade atual. As idéias devem ser implementadas devagar, de modo a poder enfrentar os problemas práticos que não foram previstos pelos teóricos mas que certamente estarão lá. Afinal, é impossível prever com 100% de eficácia uma situação complexa e nova. Então, o trabalho deve ser de convencimento, desenvolvimento doutrinário e de pequenas experiências, pelo menos pelas próximas décadas. Foi exatamente isso que o próprio marxismo fez, tirando a parte da implementação gradual (afinal, eles são revolucionários). Não é porque a teoria marxista é podre que devemos deixar de enxergar os méritos estratégicos que os seus primeiros líderes tiveram. Alguma coisa deve ser aproveitada.

    Em segundo lugar, para desenvolver as idéias ancaps é necessário que haja um mínimo de liberdade política e também uma cultura de liberdade. Uma população cuja maioria é contra a simples privatização de uma empresa falida jamais será favorável a idéia de fim do estado ou de secessão. Também é muito mais difícil implantar a secessão na Venezuela do que em um estado liberal. O inimigo do meu inimigo é meu amigo. Liberais e conservadores são aliados objetivos, pelo menos até chegarmos em um governo minarquista.Eles puxam a janela de Overton mais para perto da posição ancap.

    A política não vai sumir mesmo que o estado suma. Há política até em condomínios e empresas. Em vez de negá-la, é necessário aprender os princípios da guerra política. Saber jogar o jogo. Isso não implica em abandonar as convicções, mas em se perguntar que meios devem ser adotados para chegar ao estado de coisas X. Os protestos, por exemplo, são uma boa oportunidade para espalhar idéias contra o estado. As multidões de 2013 estavam carentes de respostas. Se não formos nós a fornecê-las outros farão isso e perderemos a oportunidade. Os liberais moderados e conservadores estão entendendo isso. Agora os protestos estão assumindo um viés mais afinado com as idéias da direita por causa do trabalho deles. Em vez de reclamar dos protestos, o ideal é se envolver e tentar galgar uma posição de liderança, para que suas idéias sejam ouvidas. Fazer propostas que limitem o máximo possível a interferência do estado. É necessário acostumar o povo a liberdade.

  • Matias  24/03/2015 14:31
    A Argentina é o melhor exemplo do que fala o artigo. Quanto mais protesta mais o povo afunda.
  • Marcos  24/03/2015 23:59
    Kkkkk. . . É mesmo. A coisa do panelaço inclusive.
  • Victor Silva  29/03/2015 02:01
    Paulo kogos ta ouvindo muito a RadioVox hein.
  • Emerson Luís  01/04/2015 19:18

    Concordo que a população em geral ainda tem muito que aprender.

    Mas parece já ter sido um avanço.

    Os protestos de 2015 foram qualitativamente diferentes dos de 2013.

    * * *
  • José Carlos Martins  30/05/2015 11:49
    Excelente reflexão sobre a natureza perversa do Estado. Nenhum reparo nem a forma ou ao conteúdo. Para ajudar na compreensão do porquê do povo ao longo da História e em toda superfície do globo terrestre ter apoiado a criação dessa entidade tão maligna chamado Estado, chamo atenção para a fraqueza humana. É a fraqueza humana e predominância absoluta dos fracos na sociedade que permite inexoravelmente a existência dessa excrescência chamada Estado. Embora essa fraqueza possa ser reduzida pela educação e pelo mercado, ela jamais será eliminada para permitir a eliminação de seu êmulo formidável, o Estado. Quanto maior a fraqueza de um povo, maior será o Estado que a controla.

    Vou citar aqui um discurso que assisti nos idos de 1974 num congresso da Indústria Mundial do aço realizado no Rio de Janeiro pelo Conde Davingnon, um verdadeiro representante da nomenclatura estatal européia , criador da Comunidade Européia do Carvão e do Aço semente e modelo para a atual Comunidade Econômica Européia, supra-sumo da aberração estatizante que se coloca acima até dos Estados Nacionais.

    Criticado de forma veemente pelos seus pares anglo-saxões pelo grau de intervencionismo dos governos europeus na indústria do aço que vinha afetando a competição em todo a indústria mundial, Conde Davingnon reagiu com ironia e sarcasmo com a seguinte citação: " o ser humano na sua fraqueza, desde que somos crianças apela sempre para forças superiores para resolução de seus problemas. A primeira delas, mais próxima é a nossa mãe. Porém nossa mãezinha por mais que se esforce nem sempre é capaz de resolver nossos problemas. Se nossa mãe não resolve a escala seguinte é Deus, suprema manifestação da nossa fraqueza perante as forças da natureza que tememos e não entendemos. Mas Deus tem bilhões de pessoas para cuidar em todo mundo e quem sabe até em outras galáxias distantes, nem sempre pode resolver nossos problemas. Então, meus filhos,a resposta mais a mão é o Estado, a qual entregamos de forma voluntária nossos destinos e a solução dos nossos problemas."

    Portanto o tamanho do Estado e seu grau de interferências numa sociedade é a medida exata da fraqueza de um povo! O Estado é o reflexo da nossa fraqueza coletiva. O problema que esse animal tanto se alimenta do amor como do ódio e seu crescimento independe do nosso humor. Nossa fraqueza gera o Estado que amamos e odiamos na medida que nossas necessidades são atendidas. Nem tão próximo como nossa mãe nem tão distante como Deus. Black block ou coxinhas somos todos fracos deixando na mão de espertalhões e entendedores da natureza humana que são tanto os políticos como os politiqueiros o nosso bem estar e o nosso futuro. . Mas ao nosso alcance para amar e odiar na mesma intensidade. Nessa categoria entram tanto os fanáticos a esquerda e à direita que querem subjugar o resto da sociedade aos seus desígnios de poder como os interesseiros com interesses mais mundanos e pecuniários. Mas o combustível dessa excrescência somos nós mesmos e a nossa fraqueza...
  • anônimo  17/09/2015 17:13
    Sei não, mas acho que o autor tem um pé no comunismo rs.

    "até o marx tem coisa para ensinar"
  • JAIR BOLSONARO  27/04/2016 01:34
    Aqui se defende a liberdade de expressão, portanto,
    CARÍSSIMOS:
    Conclamo a todos que viram a OAB RJ escolher qual ideologia pode ser elogiada no Brasil, que assinem petição pública pedindo a punição por improbidade administrativa e por crime de prevaricação dos advogados do conselho da OAB RJ, no caso do discurso do Bolsonaro. A petição está aqui: "Pela punição por improbidade administrativa e por prevaricação dos subscritores de petições contra Bolsonaro em razão do voto no Impeachment na Câmara" Link da petição aqui: www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR90502
  • Marcelo  29/04/2016 11:19
    Apoiado.


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