Não é a meritocracia; é o valor que se cria
por , terça-feira, 20 de outubro de 2015

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Não.  Ele é pobre porque não conseguiu gerar valor para ninguém.
Meritocracia é uma palavra bonita. Não. É uma palavra que remete a uma coisa bonita: que cada um receba de acordo com seu mérito, que em geral é igual a esforço, dedicação; às vezes se inclui a inteligência.

E — é o que garantem alguns liberais — é isso que vigora no mercado. Quem se esforça, chega lá.

É questionável até que ponto esse tal mérito pessoal sequer exista. Hélio Schwartsman, na Folha, apontou aquele fato que ninguém gosta de lembrar: o esforço pessoal, o suor, a capacidade de trabalho, a inteligência; todos dependem de variáveis que estão fora da escolha pessoal — do mérito, portanto — do indivíduo. Essa esfera do que é só meu, do mérito próprio distinto das circunstâncias do ambiente e da história, simplesmente não existe.  Ao menos, não da forma simplória que se vende.

E existindo ou não, será verdade que o mercado premia justamente o mérito? Se for, caro liberal, então você está obrigado a defender que Gugu Liberato e Faustão têm mais mérito do que um professor realmente excelente e que realmente ensine coisas úteis.

Nada contra o Gugu e o Faustão, mas eles não são meu exemplo ideal de disciplina, dedicação e trabalho duro. E, mesmo assim, o mercado os recompensa muito bem. Do outro lado, milhões de trabalhadores labutam dia e noite, e outros milhões de desempregados procuram o que fazer, e continuam pobres. Ainda falta esforço? São preguiçosos, burros talvez?

Nada disso.

O que realmente determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação. É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais.

Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível ela for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servi-la.

O esforço por si só não garante nada. É verdade que, tudo o mais constante, se a pessoa encontra um campo em que ela gera valor, o esperado é que mais esforço gere mais valor. Com o passar das gerações, a ascensão social se acumula: a filha da retirante nordestina que trabalha de empregada tem computador, aula de inglês e provavelmente não será doméstica quando crescer.

É assim que as sociedades enriquecem. Não é de uma hora para outra, e não tem nada a ver com a crença ingênua de que a renda é ou deveria ser proporcional ao mérito.

Nada é garantido. Às vezes o setor em que o sujeito trabalha fica obsoleto, e o valor produzido pela dedicação de uma vida cai abruptamente. Havia gente muito dedicada entre os técnicos de vitrola de meados dos anos 1990; e mesmo assim…

Meritocracia é um conceito que se aplica ao interior de organizações. Promover membros com base no mérito (em geral medido por algum indicador) pode ser melhor do que fazê-lo por tempo de serviço, pela opinião subjetiva de um superior etc. Meritocracia é um modelo de gestão.  Até mesmo o governo, por exemplo, poderia se beneficiar dela, reduzindo suas ineficiências.  Não é um modelo sem falhas: a necessidade de mostrar resultados cria uma pressão interna muito grande e pode minar a cooperação, a manipulação dos indicadores pode viciar o sistema de avaliação.

Encontrar o sistema mais adequado a cada contexto é uma questão de administração, de funcionamento interno de organizações, que nada tem a ver com o mercado.  Mercado é o processo (sim, memorizem isso: o mercado é um processo) no qual algumas organizações existem e operam. Às vezes organizações nada meritocráticas prosperam no mercado, e organizações meritocráticas podem existir fora dele.

Satisfaça as necessidades dos outros, e as suas serão satisfeitas. Não importa se é por mérito, por sorte ou por talento. O cara mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias.

Achou injusto? Então aqui vai um segredo: é você quem perpetua esse sistema. Se sua geladeira quebra, você vai querer um técnico esforçado e que dê tudo de si, ou vai querer um que faça um ótimo serviço, com pouco esforço e a um baixo custo? Quer um restaurante ruim mas com funcionários esforçados ou quer comer bem? O mundo reflete o seu código de valores e, veja só, ele não é meritocrático.

A vida não é e nem deve ser uma corrida que parte de condições iguais e na qual, no fim do jogo, vencem os melhores. Na medida em que esse sonho meritocrático é sequer possível (estamos muito longe de corrigir desigualdades genéticas, por exemplo), ele exigiria um investimento enorme só para produzi-lo; sacrificaríamos valor para criar condições artificiais que se adequem a esse ideal abstrato. Todos ficariam mais pobres para realizar esse sonho moral.

Mas quem disse que a igualdade é moralmente superior à desigualdade? Se um meteorito cai na minha casa e não na sua, isso é injusto? É imoral?

O sistema de mercado não premia a virtude; ele premia, e portanto incentiva, o valor. É feio dizê-lo? Pode ser, mas ele tem um lado bom: é o sistema que permite que a vida de todos melhore ao mesmo tempo. Que todo mundo que quer subir tenha que ajudar os outros a subir também. Ele não iguala o patamar de todo mundo, mas garante que a direção de mudança seja para cima.

O ideal da meritocracia tem o seu apelo, mas ele depende de meias-verdades: a ideia do mérito que é só meu e de mais ninguém, a de que meu suor justifica o que eu ganhei. Sem suor ou inteligência, o ganho é sujo, indevido. Mas o outro lado dessa moeda é feio: implica dizer que quem não chegou lá não teve mérito; que a pobreza é culpa do pobre.

A lógica do mercado é outra: você criou valor, será recompensado. Sua riqueza não diz nada sobre o seu mérito; ela não justifica e nem precisa ser justificada. O resultado desse foco no valor é que mais valor é criado. Você recebe aquilo que entrega e todos ganham.

[Nota do IMB: por que Faustão, Gugu, jogadores de futebol e artistas globais ganham mais de R$ 1 milhão por mês ao passo que um professor realmente bom ganha apenas uns R$ 5 mil?  Um bom professor pode realmente gerar valor, mas ele gera valor para uma quantidade ínfima de pessoas ao ano.  Quantos alunos diferentes ele tem?  Provavelmente, não mais do que 200 (um número bem exagerado).  Portanto, ele cria valor para 200 pessoas por ano.  É uma produtividade extremamente baixa.  Já os indivíduos supracitados têm alcance nacional (alguns, mundial), milhões de pessoas consomem voluntariamente seus serviços, e eles geram retornos — goste você ou não deles — para seus empregadores semanalmente, que estão satisfeitos em lhes pagar salários milionários.  Se não gerassem valor, seria simplesmente impossível terem esses salários.]


Joel Pinheiro da Fonseca é mestre em filosofia e escreve no site spotniks.com." Siga-o no Twitter: @JoelPinheiro85


225 comentários
225 comentários
amauri 18/03/2015 14:12:08

"Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível ela for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servi-la."
Isto se aplica tambem na vida pessoal. Quanto mais voce adoçar o ego de alguem , mais ela vai querer voce por perto.

Responder
anônimo 22/10/2015 05:48:56

O artigo é interessante, mas ele falhou numa lógica.

A meritocracia da criação do próprio valor.

Esforço não é sinônimo meritocracia, infelizmente, mas tem o porque disso.

Não adianta você se esforçar em fabricar a melhor maquina de escrever do mundo, se hoje todos usam computadores, tablet e smartphones.

Ele mesmo dá o exemplo do trabalho ficar obsoleto. Ele está certíssimo.

Inovar o tempo todo em busca das necessidades dos compradores também é um processo meritocrático.

Responder
Júnior 22/10/2015 11:06:05

"A meritocracia da criação do próprio valor."

O que seria isso? O que seria criar "o próprio valor"? O mercado está interessado no valor que você cria para ele, e não para você próprio.

Eu, como consumidor, estou interessado em você me fornecer uma geladeira que eu considere de ótima qualidade, e não em você ter um "valor próprio e intrínseco". Isso é totalmente imaterial para mim.

Responder
anônimo 25/01/2016 12:03:50

Junior, vc não entendeu o que o colega falou.

Ele não disse "próprio valor" no sentido de "criação do valor para a própria pessoa" (ou para "si próprio").

Ele quis dizer que a "criação de valor" para terceiros pode ser vista como uma manifestação da meritocracia.

Em outras palavras, o sujeito X tem o mérito de criar valor para os sujeitos W, Y e Z.

Responder
Jonh Wayne 18/03/2015 14:27:34

Estaria no caso refutando os ideais de Von Mises a respeito do mérito pessoal? Isso implica dizer que Faustão e Gugu (ou os pais deles) não "ralaram" e sofreram muito para poder chegar lá?

Responder
John Ford 18/03/2015 14:37:06

Quais ideias?! Se você cria valor, mérito seu. Se você cria valor, você tem mérito.

Ter mérito não significa trabalhar exaustivamente 96 horas por semana. Se você trabalha exaustivamente 96 horas por semana, mas não cria valor, então você não tem mérito nenhum. Você é simplesmente um incompetente.

Responder
Bruno 18/03/2015 23:19:38

Concordo com o texto.
Você não quer pessoas capacitadas fazendo coisas pela metade. Você deseja as coisas por inteiro, de forma mais rápida, limpa, segura e barata. É este resultado que valorizamos.
O mérito pode ser visto então na capacidade que as pessoas tem de produzir valor para as outras.
Se num grupo de pessoas, ao avaliar sobre o mérito, fique reconhecido o "melhor",
significa então que a avaliação identificou aquele que tem maior capacidade de produzir valor a quem avaliou.

O resultado da meritocracia é o valor produzido.
Às vezes, consegue-se, por sorte por exemplo, produzir valor aos outros, sem querer...
Mas mesmo assim o "mérito" pertence ao sortudo, pois não agrediu ninguém para alcançar aquela capacidade de produzir valor.

Ao dizer que a pessoa não tem mérito você está levando em consideração os seus valores.
Pensem naqueles vídeos virais de youtube (horríveis), mas que milhões de pessoas estão assistindo.
Para você, a pessoa não é digna de mérito. Mas como ela atingiu uma audiência enorme, para o youtube o mérito é todo dela por ter produzido o vídeo viral!

O mérito atribuído às pessoas não é absoluto.
Como o próprio autor escreveu, um jogador de futebol produz um valor a inúmeras pessoas (e por isso alimenta toda cadeia, clube, torcedores, patrocinadores, emissoras de TV. Passou o jogo do Barcelona hoje na TV aberta brasileira no meio da tarde, por exemplo).
Se o valor das pessoas que assistem novela, big brother, futebol não lhe convém, isso não lhe diz respeito.

Mas deve se reconhecer que haverá mérito do valor produzido que não seja por meio da agressão.

Responder
Lucia Marta da Camara 26/05/2015 17:56:55

NÃO FOI ISTO QUE EU LI ("Havia gente muito dedicada entre os técnicos de vitrola de meados dos anos 1990"), ACHO QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO UMA LEITURA MUITO SIMPLISTA DO TEXTO.
PERCEBO QUE MUITOS ESTÃO CONFUNDINDO "GERAR VALOR" COM "SER EFICIENTE", MAS NÃO É O QUE ESTÁ SENDO DITO NO TEXTO. QUE É BEM CLARO ACERCA DA QUESTÃO DA SORTE, AFIRMANDO QUE A PESSOA PODE GERAR VALOR POR SORTE. E valor não é necessariamente valor social, mas capacidade de gerar riqueza - Um bordel pode gerar mais valor do que uma escola...
- ESTOU APENAS DIZENDO O QUE ENTENDI , que parece bem diferente do que os outros leitores entenderam, NÃO ESTOU ESTOU ENTRANDO NO MÉRITO DO QUE FOI DITO PELO AUTOR, concordando ou discordando dele.

Responder
Andre 21/10/2015 10:07:47

Acho que vc leu outro texto, pois o acima não defende a ideia que a geração de valor ocorre exclusivamente em decorrência da SORTE, até pq seria um absurdo afirmar isso. Reproduzo abaixo o trecho que trata disso:

"Não importa se é por esforço, inteligência, sorte, talento natural, herança; quanto mais imprescindível ela for aos outros, mais os outros estarão dispostos a servi-la"

Responder
Bruce Wayne 18/03/2015 14:41:26

"Estaria no caso refutando os ideais de Von Mises a respeito do mérito pessoal?"

Onde está refutando o que?

Von mises sempre destacou que o valor vem de atender a satisfação de alguém (ai é que está o mérito), ideia que está alinhada com o texto.


"Isso implica dizer que Faustão e Gugu (ou os pais deles) não "ralaram" e sofreram muito para poder chegar lá?"

Não, o texto apenas diz que "ralar" não está correlacionado com os seus ganhos. Se o Faustão e o gugu são ricos não é por que ralaram, mas por que produzem serviços de alto valor (seus programas tem alcance nacional, trazem patrocínios milionários as suas empresas)

Responder
Cristiano Rossi 18/03/2015 14:28:24

Esse cara é um ponto fora da curva. O problema dele não é o capitalismo. Deve ter outros motivos. Mas o solução do socialismo é deixar todo mundo igual ele. hehehehe.
Se não dermos valor as coisas, inclusive o esforço e especialização, daqui a pouco nada tem valor. Misery rules.

Responder
Cristiano Ronlado 18/03/2015 14:36:39

"Se não dermos valor as coisas, inclusive o esforço e especialização, daqui a pouco nada tem valor. Misery rules."

De que vale o esforço e a especialização sem a criação de valor? De que vale você ter pós-doutorado (após vários anos de muito esforço) se você não sabe efetivamente fazer nada com isso? Isso sim é não ter valor nenhum. É pura incompetência e desperdício de tempo, dinheiro e energia. A devida punição seria seu merecido desprezo por parte de todos.

Responder
Vander 18/03/2015 21:57:33

"De que vale o esforço e a especialização sem a criação de valor? De que vale você ter pós-doutorado (após vários anos de muito esforço) se você não sabe efetivamente fazer nada com isso?"

Excelente frase. Reflete bem a cultura brasileira, onde títulos valem mais do que a pessoa em si.

Responder
Felipe R 18/03/2015 14:45:02

Olá,

Este artigo, na primeira vez que li, foi um tapa na minha cara...eu precisava disso. Mas, pensando bem, a meritocracia é, sim, o que rege o mercado.

É o mérito medido pela conveniência e pela quantidade de pessoas que se consideram beneficiadas!

Ainda sim, o artigo, ao meu ver, é válido, pois percebi que o termo meritocracia foi utilizado no sentido do famoso "senso comum", que inclui virtudes necessárias (mas não suficientes) para o sucesso: muito trabalho, dedicação, inteligência etc.

Obrigado, senhor autor, e IMB.

Responder
anônimo 18/03/2015 15:24:09

Eu diria nem necessarias já que a sorte e a pessoa com talento natural pra algo pode nem precisar de muitobtrabalho, dedicaçao ou inteligencia pra ser bem sucedido, mas concordo que tudo depende por demais da definiçao da palavra merito. Bem como qualquer palavra pode ter diversos significados gosto da abordagem do stefen molyneux quando vai debater, antes de omitir qualquer opinião ele faz questão de se definir o que está debatendo para que ninguem ataque espantalhos na discussao

Responder
Raphael 22/03/2015 02:28:19

Imagina uma pessoa que nasceu com uma mutação genética que faz com que seus anticorpos curem qualquer câncer. Essa pessoa vai ser cheia de mérito, vai vender o sangue a preço de ouro sem precisar ter estudado uma linha ou levantado um dedo.

O único sentido de meritocracia que rege o mercado é o do texto, de suprir o que as pessoas querem.

Responder
DomCaetano 14/01/2016 23:11:16

Como pode garantir que a pessoa irá vender, essa é a única possibilidade que você enxerga?

Responder
Paulo Junqueira da Costa 18/03/2015 14:51:42

A mim ficou claro que ele não desmereceu o mérito pessoal, mas considerou que ele não deve ser considerado único para o sucesso. Se alguém prospera em um mercado oferecendo valor sem possuir absoluto nenhum mérito, ou têm muita sorte ou muito talento natural. Em todos os casos, oferece valor. Mérito, sorte ou talento puro são componentes do contexto mercadológico que ele pretendeu expor, e o fez muito bem. Não creio que tenha desmerecido Mises, apenas abortou outras variantes.

Responder
Filipe 18/03/2015 14:55:39

Acho que a maior critica quanto a meritocracia e sobre o sistema de cotas.

Responder
Filipe 18/03/2015 15:07:24

Alguem acha justo uma pessoa conseguir uma vaga em uma faculdade publica ou em um concurso publico pelo simples fato de ser negro, ou por ter uma renda menor que a sua? sendo que essa pessoa tirou uma pontuaçao menor que voce.

Responder
Pobre Paulista 18/03/2015 15:58:10

A ideia de fato é ridícula. No entanto, a decisão de quem deve ou não deve ingressar na universidade é decisão única e exclusiva de seu dono, e sendo o estado o legítimo dono das universidades, ele tem o pleno direito de estabelecer a regra que quiser, por mais esdrúxula que seja.

A propósito, qualquer regra é esdrúxula. Estamos falando de um bem escasso sendo ofertado a custo zero, a única decisão racional seria cobrar pelo curso e deixar quem pode pagar que entre. Fora disso, nenhum critério tem o menor sentido. Nem o de notas.

Responder
Filipe 18/03/2015 16:31:07

"No entanto, a decisão de quem deve ou não deve ingressar na universidade é decisão única e exclusiva de seu dono,
e sendo o estado o legítimo dono das universidades, ele tem o pleno direito de estabelecer a regra que quiser"

estado legitimo dono das unirversidades? ora! se a faculdade e publica, ninguem e dono dela. O estado(entende-se aqui o poder executivo e legislativo) tem apenas o poder
de administrar a faculdade ja que ela e publica.

"a única decisão racional seria cobrar pelo curso e deixar quem pode pagar que entre"

Para isso existem as faculdades particulares nao e? para pagar quem pode.

"Nem o de notas"

Ora como assim o criterio de notas nao e bom? ele e um otimo meio de provar que me esforcei estudando,

quem tem maiores notas é porq se esforçou mais e tem o merito de entrar em qualquer vaga publica, seja em universidade ou concurso publico.

Responder
Pobre Paulista 18/03/2015 19:02:53

"ora! se a faculdade e publica, ninguem e dono dela"

Ledo engano. O estado é o legitimo dono das universidades públicas, quer vc goste ou não. Assim como ele é dono das ruas, da polícia, do Banco Central, do "território nacional", da Justiça, entre outras coisas.

"Para isso existem as faculdades particulares nao e"

Sim, que modelam seus cursos de acordo com o que o MEC exige, e aceita matrícula de alunos de acordo com o que o FIES exige. Bastante "particular" isso, não é mesmo?

"quem tem maiores notas é porq se esforçou mais"

Mais um erro cabal. Eu posso ter comprado o gabarito, por exemplo. Poderia ter ficado doente naquele dia e ido mal na prova. Poderia ter chutado todas as questões e acertado. Também posso ter minhas "verdades" distintas dos realizadores da prova, o que afetaria severamente minha nota, mesmo sendo 100 vezes mais inteligente que o realizador da mesma. (Recentemente numa prova do BACEN perguntaram o que era inflação, a resposta 'correta' era 'aumento de preços' e não 'aumento da quantidade de dinheiro na economia', por exemplo).

Enfim, não há correlação alguma entre nota e algum suposto "mérito" de estudar numa instituição pública.

Responder
Silvio 23/03/2015 02:57:40

Não confunda legitimidade com legalidade, até porque geralmente há um abismo entre elas.

Responder
guilherme 21/10/2015 22:13:53

Quem entra na universidade ou concurso apenas pela cor de sua pele tem menos chance de gerar valor para a sociedade do que outro mais inteligente e preparado.
Uma coisa é a capacidade para gerar valor, outra é o oportunismo eleitoral com ideias importadas de uma realidade muito distinta da nossa.

Responder
Leo 26/05/2015 16:12:29

Eu acho. Já que isso fizer parte de um projeto com um objetivo com o qual concordo.
No caso das cotas, concordo com o objetivo de ampliar as oportunidades para um grupo que foi excluído por muito tempo dos benefícios oferecidos pelo estado.

Na África do Sul, as cotas atingem um nível muito maior do que no Brasil: as vagas vão primeiro para as mulheres negras, depois para homens negros, depois para mulheres brancas e, por fim, para homens brancos.
Ouvi da boca de um sul-africano descendente de europeus: mesmo que meu filho tenha que estar entre os 10 melhores (homens brancos) do país para conseguir uma vaga em engenharia numa boa universidade, eu sou a favor do sistema enquanto ele for necessário para equilibrar a participação de brancos/negros e homens/mulheres na sociedade.

É exatamente assim que eu vejo as cotas: uma solução imediata para igualar a participação de brancos e negros em algumas camadas específicas da sociedade nas quais não há igualdade. Quando essa igualdade for alcançada, podemos encerrar as cotas e voltar para um sistema baseado em notas (já que se trata de um recurso escasso que não pode ser oferecido a todos).

Responder
Pobre Paulista 26/05/2015 17:01:41

Genial meu caro. Agora basta determinar qual a relação 'correta' entre homens/mulheres, ricos/pobres, brancos/negros, corinthianos/palmeirenses, fãs de star trek/fãs de star wars, e depois disso, com o sistema de cotas, todos os alegados 'problemas sociais' serão sanados. (Não vamos sequer questionar a possibilidade destes valores terem sido mal mensurados, ou mudarem com o tempo, pelo bem da argumentação, OK?)

Como disse acima, nenhum critério faz sentido. Nenhum, nem o de notas (e muito menos o de cotas). Qualquer bem escasso oferecido a custo zero será necessariamente mal alocado.

Responder
Leo 26/05/2015 17:12:32

Que tal comecar tentando se aproximar da proporcao observada na sociedade?
Por mais que essa medida nao seja tao precisa, com certeza vai nos dar um numero melhor do que a proporcao observada nas universidades, por exemplo.
Esse numero tambem pode ser definido inicialmente por esse criterio mas ser ajustado por outros fatores como limitacoes no interesse das camadas sub-representadas pelo espaco que esta sendo oferecido ou pela capacidade de absorcao das universidades, por exemplo.

Quanto a sua frase: "depois disso, com o sistema de cotas, todos os alegados 'problemas sociais' serão sanados". Onde eu disse isso?
O unico problema que eu sugeri que pode ser minizado via cotas eh a sub-representacao de algumas classes sociais em algumas esferas sociais. So isso.

Responder
Fabio Colares 15/01/2016 23:27:41

O mérito depende do que o outro quer,do tempo e da geografia. Não depende diretamente da pessoa.
-Se é para pegar alguma coisa no alto da arvore o melhor é o macaco mas para campear o gado, monte no cavalo.
-Um pajé,respeitado na tribo, chegado a cidade grande é um abestado. Um rico da cidade caindo na selva se torna um abestado.
Então não tem nenhuma lógica a meritocracia generalizada.
O articulista tem razão, para a empresa o que vale é o que ela quer e não o que você tem.
Quanto a questão de cotas raciais não tem nada a ver com méritos.Tem que ser considerado como pagamento de uma indenização da injustiça que o Estado cometeu.
É precatório não pago.O Estado praticou um crime legalizando a escravatura. O negro trabalhou e não recebeu porque o Estado legalizou o roubo. E agora está sendo cobrado.
Se um seu ancestral (pai, avô) foi lesado pelo Estado você não querer receber a indenização?

Responder
Machado 16/01/2016 00:40:26

Só tem um probleminha com essa sua lógica: o estado não tem dinheiro próprio. Todo o dinheiro do estado é oriundo de terceiro; é oriundo do confisco que o estado faz do setor produtivo.

Consequentemente, você não está defendendo nenhuma punição ao estado. Você está defendendo, isso sim, que o estado tome o dinheiro de terceiros inocentes que nada tiveram a ver com a escravidão -- muitos deles negros inclusive -- e repasse esse dinheiro a pessoas hoje que nunca foram escravas.

Que lógica mais insana e materialista é essa?

Na prática, você quer tomar dinheiro de A e dar a B por causa de algo que C fez a D.

É cada gênio que esse país produz...

Responder
Assis 16/01/2016 00:56:38

De fato, o brasileiro é incrivelmente materialista e dinheirista. Para ele, tudo se resolve tomando o dinheiro de uns e repassando a outros.

Responder
Robson 18/03/2015 15:12:35

Olá a todos!!
Primeiramente quero dizer que estou acompanhando este site a algum tempo, lendo vários artigos, são todos ótimos. Concordando ou não, nos levam a refletir sobre os temas.
Sobre o artigo em questão, discordo em partes do autor. Realmente está correto em dizer que o mercado premia, incentiva o valor.
Mas para a pessoa ter valor ( o Gugu, Faustão, jogadores de futebol, etc.), até eles tem seu mérito. Se a pessoa não desenvolver seu talentos, sejam físicos(no caso do jogador praticar até jogar bem) sejam psicológicos ( no caso dos apresentadores trabalhar seu carisma), ou até mesmo buscar QI (quem indica), não vão ter valor. Até mesmo o politico que rouba tem seu mérito. Mérito sujo mas tem! Ele teve que ir comprar votos, trocar favores, alienar pessoas, etc... até o corrupto tem eu mérito, um esforço próprio.
Para fazer qualquer coisa temos que usar a inteligência. Na inteligência esta seu mérito. Sei que alguns vão dizer: O professor, o cientista, muita gente culta e inteligente não se deu bem na vida. É verdade! Mas cada um tem uma inteligência voltada para uma área, áreas educacionais, áreas artísticas, áreas humanas, outros tem inteligência para saber onde criar valor. Este sim pode se dar bem financeiramente, não quer dizer que seja mais inteligente que os outros, só que sabe aplicar sua inteligência na área de criação de valor, seja em si próprio ou em alguma marca, produto ou serviço.
No final das contas conta sim o mérito: O professor não tem o retorno financeiro esperado pois não cria tanto valor financeiro, mas tem reconhecimento pelos alunos e sociedade.
O cientista não ganhou milhões, mas se sente feliz em ter ajudado o mundo.
O artista tem suas obras que tocam as pessoas.

Todos criarão valor : Criação de valor Cultural

Existem pessoas que tem seu mérito reconhecido de outras formas e se sentem felizes por isso, se buscassem criação de valor somente monetário talvez tivessem tomado outro rumo na vida. O professor ao invés de dar aula teria aberto um cursinho ou uma escola para faturar mais.
O pobre é pobre porque muitas vezes se esforçou, mas se esforçou no campo errado, não no da criação de valor. As vezes terá mérito em ter ajudado pessoas, ajudado na cultura, mas nunca se esforçou em criar valor em seus serviços para que pudesse melhorar de vida.
Cada um utiliza sua inteligência voltada no que quer ou no tipo que possui. Dai, portanto, o resultado, seja financeiro ou não, é resultado do Mérito.

Responder
Neto 18/03/2015 18:12:24

Daí você lembra de alguns funkeiros, MCs, big brothers... etc Alguns malucos que caem na internet e ganham seus 15 minutos de fama.
E aí começa a perceber que o esforço não necessariamente é necessário. Pode haver o esforço, como você citou, ou pode não haver, como bem citou o artigo.
Se você entrega valor por sorte, você tem o mérito, da mesma forma que a pessoa que entrega por esforço.
O que podemos concluir é que geralmente existe uma correlação entre esforço e mérito, mas isso não quer dizer que para ter um você necessariamente precisa do outro.

Responder
Victoria 19/03/2015 00:08:55

Mas quantos desses funkeiros, celebridades da internet, etc, MANTÊM seu dinheiro? Quantos ex-BBBs você vê por aí com dinheiro, tirando poucas exceções - que continuam trabalhando, aliás - como Grazi Massafera e Jean Wyllys? Dinheiro pode até - e isso em raríssimas ocasiões - ser ganhado facilmente, mas não é mantido facilmente. Se uma pessoa não estuda o mínimo para gerir seu dinheiro, vai quebrar.

Responder
Maria de Fátima 18/03/2015 15:15:49

Não concordo com algumas colocações do magnânimo Professor e filósofo.
1. O valor das coisas é formada por opiniões, pessoas, que comandam o mercado, seja ele qual for.
Concordo com o Cristiano na sua citação:
"Se não dermos valor as coisas, inclusive o esforço e especialização, daqui a pouco nada tem valor. Misery rules."

O resultado está ai. corruptos políticos que não precisaram estudar para assumir os cargos, uma vez que são indicados pelos partidos pelo sistema " é dando que se recebe".

Comparar com o professor ao dizer:
"Um bom professor pode realmente gerar valor, mas ele gera valor para uma quantidade ínfima de pessoas ao ano. Quantos alunos diferentes ele tem? Provavelmente, não mais do que 200 (um número bem exagerado). Portanto, ele cria valor para 200 pessoas por ano. É uma produtividade extremamente baixa."
O saber não é uma mercadoria com vida útil breve, que se mede pela produtividade e sim pelo alcance, com o poder que se gera de mentes que adquirem o conhecimento e que são valorizadas pelo sistema vigente.

Parabenizo o Professor pela suas idéias mesmo sem concordar com algumas delas, reconheço a profundidade do tema e a abordagem feita.

Não é a qualidade que o mercado absorve mais a quantidade. Se ele pode pagar menos, mesmo sabendo que corre o risco de não ter um bom resultado, ele não vai consultar um especialista doutor porque não valoriza o saber do outro...nisso eu concordo.

Responder
Eneida 18/03/2015 16:03:38

"O valor das coisas é formada por opiniões, pessoas, que comandam o mercado, seja ele qual for."

Corretíssimo. E daí?

"Concordo com o Cristiano na sua citação:
"Se não dermos valor as coisas, inclusive o esforço e especialização, daqui a pouco nada tem valor. Misery rules.""


De nada adianta "esforço e especialização" se isso não produzir nada de valor. De nada adianta você ter pós-doutorado (após vários anos de muito esforço) e muito conhecimento se isso não produz nada para ninguém.

É difícil entender isso?

"O resultado está ai. corruptos políticos que não precisaram estudar para assumir os cargos, uma vez que são indicados pelos partidos pelo sistema " é dando que se recebe"."

Você foi ao ponto. Ao passo que o mercado premia quem gera valor (ou seja, quem satisfaz demandas), o sistema político e estatal premia quem bajula e quem corrompe.

E ainda há idiotas que querem mais estado e menos mercado.


"O saber não é uma mercadoria com vida útil breve, que se mede pela produtividade e sim pelo alcance, com o poder que se gera de mentes que adquirem o conhecimento e que são valorizadas pelo sistema vigente."

Exato: alcance. Pessoas sábias cujos ensinamentos têm longo alcance estão ricas. Souberam criar valor. Já um professor que fala apenas para 20 alunos por ano não tem alcance nenhum.

Responder
Corsario 18/03/2015 19:39:40

Cara Maria, ação humana: movimento de um estado de menos satisfação para maior satisfação. Não só a grana está envolvida nisso e a satisfação é uma medida subjetiva.
O professor trabalha e escolhe esta profissão por valoração subjetiva, pois está satisfeito naquilo que faz.
Outra coisa são regras de mercado, como processo, que valoriza uma coisa em detrimento da outra e remunera mais porque há uma demanda maior por determinada coisa pois atinge mais pessoas do que o professor atinge.
Nada a ver com ética mas sim com praxeologia. Mercado é assim e pronto!!

Responder
Robledo 18/03/2015 15:21:49

O artigo é muito válido e reflete a realidade do mundo. Tão real que causa revolta em pessoas com virtudes como: moral, caráter, inteligência, cultura, etc.

Isto porque o quê do artigo, que ficou implícito é: Quanto mais valor você criar, através o seu mérito, claro, mais você será recompensado.

Desta forma, o valor que você deve criar deve satisfazer a massa, entretanto todos sabemos que o que satisfaz a massa, não tem valor pra que não pertence à massa.

Responder
Ricardo 18/03/2015 15:53:14

"Desta forma, o valor que você deve criar deve satisfazer a massa, entretanto todos sabemos que o que satisfaz a massa, não tem valor pra que não pertence à massa."

Oi?! Foi justamente a satisfação dos desejos das massas o que melhorou supremamente a qualidade de vida dos mais pobres. Este seu pensamento é de um elitismo deplorável.

Responder
Robledo 19/03/2015 15:34:35

Quando eu disse massa, me referi a ''massa de manobra'', que nada mais é do que o conjunto de pessoas de uma sociedade que são facilmente manipuladas por serem de ''cabeça fraca''. Perdão, vendo que se sentiu ofendido, vejo que pertence a esse grupo.

E eu acho que você anda lendo artigo e opinando no lugar errado. Te aconselho o blog da socialista morena: socialistamorena.cartacapital.com.br/

Responder
Robledo 20/03/2015 14:48:31

Como disse Gustave Le Bon, "em massas, é a estupidez, não a inteligência, que é acumulada."

Responder
Ricardo S. 18/03/2015 15:27:08

Eu nunca fui atrás do conceito formal de meritocracia, mas, para mim, ele sempre teve essa forte relação com o valor gerado e não com o esforço - sempre conversei sobre o assunto dessa forma. Não adianta se esforçar muito, ser bem intencionado e esperar prosperar montando uma fábrica de sorvetes no Alasca.

Responder
Magno 18/03/2015 16:12:53

O problema é que a acepção popular do termo foi corrompida.

Meritocracia (do latim mereo, merecer, obter) é a forma de governo baseado no mérito. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento, e há uma predominância de valores associados à educação e à competência.

Meritocracia é um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão, a razão principal para se atingir posição de topo. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento e entre os valores associados estão educação, moral, aptidão específica para determinada atividade. Constitui-se uma forma ou método de seleção e, num sentido mais amplo, pode ser considerada uma ideologia governativa

www.dicionarioinformal.com.br/meritocracia/


Predominância dos que possuem méritos; predomínio das pessoas que são mais competentes, eficientes, trabalhadoras ou superiores intelectualmente, numa empresa, grupo, sociedade, trabalho etc.

Modo de seleção cujos preceitos se baseiam nos méritos pessoais daqueles que participam: conseguiu o trabalho por meritocracia.


Método que consiste na atribuição de recompensa aos que possuem méritos: foi eleito o funcionário do mês por meritocracia.

www.dicio.com.br/meritocracia/

Responder
Ricardo S. 18/03/2015 17:00:15

Valeu !

Responder
Renato 18/03/2015 15:28:43

O que eu acho mais engraçado no discurso dos a favor das cotas, é que eles, sem perceberem, advogam contra a necessidade de uma melhoria da educação pública (que eles tanto defendem). Eles não dizem que os cotistas (mesmo vindo de escolas públicas ruins), após ingressarem na faculdade, conseguem se igualar em matéria de nota ao não cotistas? Sendo assim, se o cara vem de uma péssima escola que não lhe deu base alguma, e mesmo assim consegue acompanhar os não cotistas, por que então devemos pensar em melhorar a educação pública? É só botar o cara dentro de uma sala de faculdade, que por mágica ele se iguala aos outros!
A esquerda é simplesmente patética.

Responder
Patricia 18/03/2015 15:50:22

Uma boa observação!

Responder
Gunnar 19/03/2015 20:16:23

Cacilda, Renato (18/03/2015 15:28:43), um dos meus hobbies favoritos é encontrar falácias em argumento de esquerdinha, mas essa tinha passado batido! Sensacional!

Responder
Renato 20/03/2015 19:07:18

Prezado Gunnar, valeu aí pelo apoio! Contradições em discursos de esquerda são a coisa mais comum, apesar de eles mesmo não perceberem. A mais clássica é dizer que quanto mais livre comércio, mais pobre o Brasil fica, ao mesmo tempo que dizem que Cuba é pobre por causa do embargo, ou seja, por causa da falta de livre comércio. Essa é só uma de tantas. Existem várias outras...

Responder
Erick Machado 30/05/2015 16:53:49

Nesse caso específico acho que você esqueceu de um fator, Renato. As cotas não colocam "qualquer um" em sala de aula na faculdade. Elas apenas restringem o universo de pessoas que competem por algumas vagas. Apenas os melhores, nesse universo menor, têm acesso ao curso de Ensino Superior.

Analisando isso, a única inferência que se faz é que quem defende o sistema de cotas acredita que os melhores entre os que cursaram ensino público (ou entre os negros, ou entre os índios ou qualquer outra cota) são capazes de cursar o ensino superior, mesmo que, na mesma prova, não rendam tanto quanto os melhores no universo de todos que fizeram a prova.

Em resumo, não há base para a afirmar que, com isso, não seja necessário melhorar o ensino público. A concessão feita às cotas é acreditar que a nota da prova não é o único fator que indica a possibilidade de alguém cursar faculdade. Mas ainda é o mais importante, visto que é exatamente o critério que classifica os próprios cotistas.

Responder
Leo 30/05/2015 17:42:34

"A concessão feita às cotas é acreditar que a nota da prova não é o único fator que indica a possibilidade de alguém cursar faculdade"

Nao apenas isso, Erick.
A existencia das cotas indica que ha uma vontade explicita em oferecer uma vantagem para um certo grupo de pessoas. No caso das cotas raciais, a vantagem esta na reserva de uma porcentagem das vagas (outras universidades, como a Unicamp, oferecem um bonus porcentual sobre a nota do candidato) para um grupo como forma de compensar o desfavorecimento historico deste mesmo grupo e balancear a representatividade do mesmo nesse espaco social.

Responder
anônimo 31/05/2015 16:56:24

Então pague você a faculdade deles com o seu dinheiro. Nem eu nem ninguém na minha família escravizou ninguém, não devo nada a negro nenhum e agora meia dúzia de vagabundos inventam uma 'dívida social' e eu tenho que pagar a conta...essa não cola.

Responder
anônimo 31/05/2015 20:46:57

"desfavorecimento histórico"

A escravidão acabou há mais de 120 anos e tem gente que ainda acha que a pobreza é culpa dela.

Milhares de europeus, árabes e asiáticos chegaram aqui sem um tostão no bolso no século passado e enriqueceram sem nunca exigir algum privilégio.

Responder
anônimo 31/05/2015 07:12:03

Exatamente, e é por isso que o ENEM privilegia raciocínio over decoreba, o cara que estudou numa escola péssima mas é inteligente tem alguma chance de se dar bem.
Inteligência não é cultural, não é o acúmulo de conhecimento.A esquerda sabe disso, se aproveita disso mas morre negando.

Responder
Leo 01/06/2015 08:34:46

Discordo completamente.
O ENEM deu um passo interessante ao propor uma prova que nao eh baseada em detalhes de rodape, como USP e UNICAMP, mas de modo algum ela tornou a competicao entre alunos que tiveram acesso a escolas muito diferentes mais justa.

Na minha opiniao, eh vc que quer acreditar que "inteligência não é cultural, não é o acúmulo de conhecimento" para poder justificar os beneficios a que tem acesso.

Responder
anônimo 01/06/2015 12:27:40

Claro que tornou, tem muita coisa lá que você não precisa de escola NENHUMA pra resolver, não precisa ter decorado nada, basta pensar.É como um teste de QI maqueado.
Tanto é que tem gente mais velha, que saiu da escola há uns dez anos, faz aquela coisa e passa.

Agora se vc entendeu com isso que eu estou justificando o ENEM, de maneira nenhuma, por mim ele nem existiria, seria tudo privado.

Responder
anônimo 01/06/2015 13:05:57

E qual é a grande desvantagem dos alunos pobres com os ricos?

Os pobres tem acesso a escolas gratuita até o terceiro colegial.

Mesmo que os professores sejam horríveis, o que impede algum usuário da escola pública estudar por conta própria, ainda mais com a internet de auxilio?

Os pobres hoje podem ter os mesmos acessos que os ricos, não fazem porque não querem.

Afinal já foi numa sala de escola pública? já viu a total falta de interesse dos alunos?

O problema da educação não é verba e sim os alunos.

Responder
anônimo 01/06/2015 13:31:04

'o problema da educação não é a verba e sim os alunos'
Nossa, como vc é cruel, como pode falar isso?
https://www.youtube.com/watch?v=ex49xrtNHTA

Responder
Robert Moog 18/03/2015 16:21:58

"Se sua geladeira quebra, você vai querer um técnico esforçado e que dê tudo de si, ou vai querer um que faça um ótimo serviço, com pouco esforço e a um baixo custo?"

Esse exemplo foi usado para mostrar que optamos pela não meritocracia... Mas o mérito não quer dizer apenas o excesso de trabalho e o esforço burro para desempenhar uma tarefa... O técnico que fez um ótimo serviço, em pouco tempo e gastando poucos materiais tem maior mérito... O mérito da eficiência... Ou seja, se enquadra na meritocracia sim...

Se fosse assim, a tecnologia tornaria as pessoas cada vez mais sem mérito ao automatizar trabalhos árduos... E o trabalho braçal seria o único digno de mérito...

Responder
Reverendo Moon 18/03/2015 16:45:30

"O técnico que fez um ótimo serviço, em pouco tempo e gastando poucos materiais tem maior mérito... O mérito da eficiência... Ou seja, se enquadra na meritocracia sim..."

Ok, mas e quanto ao técnico que é realmente esforçado, que dá tudo de si, mas que, talvez por alguma infelicidade pontual e alheia a ele (por exemplo, a falta de uma chave de fenda) não consegue resolver o problema? Ele também não tem mérito? É claro que tem. Só que ele não gera valor.

Percebeu?

Ninguém discorda do mérito. Mérito qualquer mendigo pode ter (como o mendigo que ajuda uma idosa a atravessar a rua, por exemplo). Mas ter mérito sem saber como transformá-lo em valor para terceiros não adianta nada.

Responder
Alex 18/03/2015 17:56:23

Mérito tem a relação direta com resultados, não?

O técnico que não conseguiu resolver o problema não alcançou mérito naquela situação. Ele pode ter estudado e ter tido mérito nos estudos anteriormente, mas não naquela situação em particular.

Me parece que é o conjunto de resultados que acrescentam valor a outras pessoas ao longo do tempo que vai acumular sua boa fama no mercado.

Responder
Robert Moog 18/03/2015 18:31:52

Sim. Mérito por mérito não adianta de nada. O técnico sem a chave de fenda não obteve o grau de mérito esperado e desejado pelo cliente, e por isso não gerou valor. O resultado final foi o mesmo (a máquina consertada), mas a eficiência do segundo técnico gerou um valor não mensurável: a satisfação do cliente. A culpa é dele? Não... Mas ele está inserido em um contexto que prejudicou seu mérito pessoal. Nesse caso, uma empresa que não lhe fornece as ferramentas adequadas para a função (a chave de fenda) ou o fato dele não ter se precavido com uma chave reserva.

Enfim, mil e uma variáveis que contribuem para a falha da aplicação da meritocracia ...

Responder
Vitor 18/03/2015 16:31:12

É como costumo dizer. Tem que ter o mérito de agradar aos outros.

Responder
anônimo 18/03/2015 17:20:01

Não acho que meritocracia é sobre esforço. Mérito não é algo seu, é algo dos outros. São os outros que irão dizer se você é bom, se você pode entrar numa faculdade, se você pode entrar num emprego. E se você não satisfazer essas pessoas, elas irão te ignorar e escolher outra pessoa que às atenda melhor.

Então, mérito não tem haver com esforço, tem haver com atender os outros da melhor maneira possível. Portanto, sim, o mercado funciona numa grande meritocracia.

Responder
Washington 18/03/2015 20:50:46

Não percebeu que o autor separou 'meritocracia' de 'criação de valor'?

Responder
Igor 18/03/2015 17:30:52

Sensacional texto. Está já entre meus favoritos desde que cheguei aqui. Uma verdadeira aula. Aplaudo em pé.

Responder
Andre 18/03/2015 17:53:14

Gostei do artigo.
Só não gostei da imagem, já que ela é utilizada por estatistas para defenderem a redistribuição de renda.

Responder
Pinheiro 18/03/2015 18:03:46

Então agora você já tem o argumento para refutá-la.

Responder
Wade 18/03/2015 18:11:50

Autores do Mises, como leitor diário do site, gostaria de sugerir que fizessem um artigo sobre o pacote de medidas anti-corrupção federal anunciado hoje. Se o que li estiver correto, é de dar calafrios:

- Apreensão de bens em caso evidentes de incompatibilidade com a renda, mesmo que não haja condenação(!).

- Possibilidade de leilão de bens apreendidos mesmo antes de uma sentença definitiva da Justiça(!!). Se o réu for absolvido, poderá recuperar os valores obtidos com a venda(!!!).

Estou lendo demais aí, ou isto está abrindo precedentes para abusos?

Responder
anônimo 18/03/2015 18:18:19

O que é valor ?

Pois se dizia (corretamente) que homens de valor são grandes heróis de guerra, moral, inteligência.

Valor = dinheiro ?

Responder
Pedro Mundim 18/03/2015 18:29:26

Bem definido: a meritocracia é um modelo de gestão, e não uma regra moral. Não existe nenhuma lei natural que garanta recompensa máxima àquele que deu esforço máximo, pois isso depende de incontáveis fatores alheios à nossa vontade. É perfeitamente possível receber uma enorme recompensa sem se esforçar - por exemplo, ganhando na loteria - bem como se esforçar muito e não ganhar nada.

A meritocracia é justificada mediante aquilo que eu chamo o axioma do time titular: em uma equipe de futebol, todos obviamente querem ser titulares, mas se não puderem sê-lo, preferem que os titulares sejam os melhores entre eles, pois é melhor ser reserva de um time vencedor do que de um time perdedor. Na economia acontece a mesma coisa: se aqueles que desempenham as funções mais importantes são os mais capazes, o trabalho é melhor realizado e a corporação inteira se beneficia. Isso é um fato cabal: acontece independente dos critérios subjetivos de justiça que possam ser invocados para contestar porque certos indivíduos são menos capacitados do que outros. Os adversários da meritocracia procuram argumentar maliciosamente que a culpa por certos indivíduos serem menos capacitados cabe aos que são mais capacitados, e por este motivo eles devem uma reparação. Justo ou injusto, o resultado de abrir mão da meritocracia é um trabalho de pior qualidade, do qual todos saem perdendo.

Responder
Adelson Paulo 19/03/2015 15:36:48

Gostei da analogia com o time titular de futebol. É melhor viver em um país que tem Bill Gates, mesmo sabendo que nunca terei uma milésima parte do seu dinheiro, do que viver em um país que tem Jose Dirceu como consultor de empresas.

Responder
Marcio 18/03/2015 18:55:30

UM PEQUENO ENSAIO:

Uai (rs), e o que é a "CRIAÇÃO DE VALORES" se não o que Nietzsche chama de VONTADE DE POTÊNCIA ?

Só um porém: O VALOR a ser buscado/criado/assimilado é INDIVIDUAL e INTRANSFERÍVEL (E SE CHAMA ANIQUILAÇÃO / TRANSCENDÊNCIA DE TODOS OS VALORES), O resto é SOMBRA (Valores em si mesmo - moda, cultura, etc...):

O conceito de Vontade de Potência foi criado por Nietzsche como base para o desenvolvimento de outras ideias. Trata-se de uma proposição cosmológica que sustenta toda sua teoria, inclusive sua genealogia da moral é retirada das relações entre a Vontade de Potência.

Nietzsche toma inicialmente este conceito de Schopenhauer. A vontade é cega e insaciável, uma força que estaria para além dos nossos sentidos. Una, ela representa tudo que vemos, é o substrato que constitui a existência. Mas para Nietzsche, a Vontade não está fora do mundo, ela se dá na relação, ou seja, é múltipla e se mostra como efetivação real. Sendo assim, o mundo seria esta luta constante, sem equilíbrio possível, apenas tensão que se prova pelo movimento, às vezes delicado, outras vezes violento.

A vida é Vontade de Potência, mas não se pode restringi-la apenas à vida orgânica; ela está presente em tudo, desde reações químicas simples até à complexidade da psiquê humana. É aquela que procura expandir-se, superar-se, juntar-se a outras e se tornar maior. Tudo no mundo é Vontade de Potência porque todas as forças procuram a sua própria expansão. A vontade de dominar, fazer-se mais forte, constranger outras forças mais fracas e assimilá-las. A onda sonora que se expande, o imã que atrai, a célula que se divide formando o tecido orgânico, o animal que subjuga o outro são exemplos desta Vontade que não encontra um ponto de repouso, mas procura sempre conquistar mais.

Se, em física, potência é a capacidade de realizar trabalho; na filosofia, Vontade de Potência é a capacidade que a Vontade tem de efetivar-se. Contra uma interpretação rasa de Darwin, Nietzsche argumenta que o homem não pode e não quer apenas conservar-se ou adaptar-se para sobreviver, só um homem doente desejaria isso; ele quer expandir-se, dominar, criar valores, dar sentidos próprios. Isto significa ser ativo no mundo, criar suas próprias condições de potência. É um efetivar-se no encontro com outras forças.

Por isso não daremos a representação que os escravos dão de potência. Esta não pode ser representada como um lugar a se chegar ou algo a se fazer, não é uma representação, um signo. A Vontade de Potência não é a vontade querendo potência, não significa que a vontade deseja uma potência que não tem. A potência não é algo que possa ser representado. Isso é julgar através dos valores já estabelecidos. Para Nietzsche é exatamente o contrário: a Potência é aquilo que quer na Vontade. E o que é a potência? É um eterno dizer-sim. A potência se afirma na vontade quando diz "Sim" ao devir. É a afirmação pura de sua própria efetivação, a alegria provém da afirmação. E o sentido é o resultado destas forças.

Vontade – eis o nome do libertador e mensageiro da alegria: assim vos ensinei eu, meus amigos" – Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, Da Redenção

E apenas através de Nietzsche, sendo completa e plena de si, a Vontade de Potência pode ser aquilo que dá sentido e cria valores. Ela cresce e se ultrapassa. Não há falta a ser preenchida, é excesso que transborda. Ela não busca, ela dá; não procura, cria; não aspira, compõe; não exige, inventa; não demanda, fabrica. E este é o dever e direito do filósofo: criar valores (veja aqui).

Querer liberta: eis a verdadeira doutrina da vontade e da liberdade – assim Zaratustra ensina a vós […] Para longe de Deus e dos deuses me atraiu essa vontade; que haveria para criar, se houvesse – deuses! Mas para o ser humano sempre me impele minha fervorosa vontade de criar" – Nietzsche, Assim falou Zaratustra

Desta forma, se estabelece uma hierarquia onde algumas forças são capazes de mandar e outras levadas a obedecer, a saúde do corpo depende disso. É com esta concepção de forças ativas e passivas que Nietzsche cria seu método genealógico e tenciona realizar a transvaloração de todos os valores. Sua filosofia assume que é necessário ao homem moderno reapropriar-se de sua Vontade de Potência para poder voltar a criar valores. Fazer experimentações, estabelecer novas hierarquias, ultrapassar os valores de seu tempo. Só assim poderá superar a si mesmo e livrar-se da camisa de força que a sociedade colocou em si há séculos. Só a Vontade de Potência permite uma análise imanente capaz de entender o mundo sem ceder para explicações metafísicas e capaz de dar novos sentidos, superando os atuais.

E sabeis… o que é pra mim o mundo"?… Este mundo: uma monstruosidade de força, sem princípio, sem fim, uma firme, brônzea grandeza de força… uma economia sem despesas e perdas, mas também sem acréscimos, ou rendimento,… mas antes como força ao mesmo tempo um e múltiplo,… eternamente mudando, eternamente recorrentes… partindo do mais simples ao mais múltiplo, do quieto, mais rígido, mais frio, ao mais ardente, mais selvagem, mais contraditório consigo mesmo, e depois outra vez… esse meu mundo dionisíaco do eternamente-criar-a-si-próprio, do eternamente-destruir-a-si-próprio, sem alvo, sem vontade… Esse mundo é a vontade de potência — e nada além disso! E também vós próprios sois essa vontade de potência — e nada além disso!" – Nietzsche, Fragmento Póstumo.

Responder
Anomalus 18/03/2015 20:16:00

Não sou profundo conhecedor das teorias de Nietzsche, mas pelo que eu entendo o que ele fala só pode ser aplicado a valores morais.

Responder
Marcio 18/03/2015 23:17:16

"Nietzsche não chegou a escrever sobre alguma teoria econômica como Marx, Weber, Smith. Penso que o que ele fez foi talvez maior do que isso: falou do homem, do "ser" humano e de como este age ante ao fato do que é, e de qual será seu destino inevitável e não-previsível: A morte.
Nietzsche derruba as ideologias e mostra que devemos melhorar a nós mesmos, esse é o caminho para uma economia saudável: reconhecer de onde surgem os verdadeiros valores, a genealogia de tudo, da moral e dos diversos "fiéis-de-balança" errados, cravados ao gosto e ao interesse de poucos, contra muitos.
Sem especulação, sem mágicas e promessas. Apenas a realidade do que é..."


https://vimeo.com/79903670

Responder
Anomalus 18/03/2015 19:23:10

Políticos são uma classe alienígena. Eles não produzem valor e também não trabalham duro, nem se esforçam e não são muito inteligentes(duvido que a maioria deles sequer chegue a média de QI nacional).

Responder
Felipe 18/03/2015 20:24:43

leandro, sei que foge um pouco do assunto, mas gostaria de entender melhor a relação entre Valor, preço e custo.

1)Está correto em dizer que preço é diferente de valor, sendo Valor formado pela utilidade atribuída por alguém a uma unidade de um bem ou serviço, e Preço é formado pela interação entre demandantes e ofertantes?

2)A escola austríaca fala que são os preços determinam os custos? se sim como enxergar a influência de um aumento do preço do ferro ou da gasolina nos preços finais de vários produtos? E como enxergar a influência de um custo artificial (como a burocracia)?

Obrigado.

Responder
Vander 19/03/2015 02:12:30

Não sou o Leandro, mas posso dar um pitaco (ou dois):

"1)Está correto em dizer que preço é diferente de valor, sendo Valor formado pela utilidade atribuída por alguém a uma unidade de um bem ou serviço, e Preço é formado pela interação entre demandantes e ofertantes?"

Acredito que sim. Veja por exemplo a venda do WhatsApp: $ 19 bilhões. Mas quanto custa o APLICATIVO WhatsApp? Ainda é de graça, mas parece que vai custar algo em torno de $ 1,00 por ano. Ou seja, o VALOR do WhatsApp é de $19 bilhões, mas o PREÇO do produto é de $1,00 por unidade.

"2)A escola austríaca fala que são os preços determinam os custos? se sim como enxergar a influência de um aumento do preço do ferro ou da gasolina nos preços finais de vários produtos? E como enxergar a influência de um custo artificial (como a burocracia)?"

Acho que o mais correto é o custo de insumos determinar o preço. Você mesmo responde à sua pergunta: se você produz algo que exija ferro e gasolina, naturalmente que os preços desses insumos devem ser imputados para se calcular o preço de venda do seu produto. Obviamente que produtos que exijam ferro são 'pontuais', mas quase toda a cadeia produtiva imputa em seus custos a gasolina (óbvio!), pois além de produzir o produto, você precisa ENTREGÁ-LO. Aqui o preço da gasolina geralmente está embutido sob a forma de FRETE.

Quanto à um custo indireto como a burocracia, ela deve ser vista (e imputada) na medida que afeta sua capacidade produtiva. Por exemplo, você produz um equipamento que depende da importação de peças de eletrônica. E a burocracia da Receita Federal (lentidão na liberação das peças, fiscal querendo propina para liberar, fiscal querendo imputar um imposto maior que a legislação prevê, etc...) certamente irá impactar no custo do seu equipamento, pois você tem prazo de entrega que não contempla a "boa vontade" da Receita Federal, por exemplo.

Responder
Marcio 18/03/2015 20:26:00

O mendigo (Si mesmo) está muito à frente ainda, há de se passar por ele... (Em busca da Vontade de Potência - Essência do VALOR / ESPÍRITO)...

AS ANDANÇAS DO HOMEM SUPERIOR:

"O primeiro tipo simbólico do homem superior são os dois reis34, acompanhados por um asno, para os quais Zaratustra fala sobre a plebe, o papel do poder e sobre a paz como um sentido para a guerra. Os dois reis representam a moral dos "bons costumes" que constituem a boa sociedade, ou seja, os homens livres, mesmo que seja por meios violentos. Assim, depois da morte de Deus, a moralidade dos bons costumes degenera, e acaba por se colocar a serviço da plebe (o escravo). Para Nietzsche — desde os escritos de juventude—, as idéias modernas de "dignidade humana" e "dignidade do trabalho", são bons exemplos da degeneração dos bons costumes e da vitória da plebe, pois foram criadas como dois conceitos que servem como consolo para amenizarem a crueldade da escravidão. Dessa forma, o trabalho é visto pelos modernos — de forma contrária aos gregos, que viam o trabalho como um ultraje — como algo que dignifica e liberta o homem da escravidão.

Efetiva-se assim, então, a vitória da plebe na moral. O segundo encontro ocorre com o consciencioso de espírito, representante do saber científico, que satiriza a especialidade na ciência, pois é um profundo mestre e conhecedor de uma única coisa que estuda profundamente, o cérebro da sanguessuga. Ele quis substituir, com o conhecimento, os valores religiosos e morais. O conhecimento deve ser científico, ou seja, exato e preciso, pois deverá substituir a fé dos vagos valores religiosos e metafísicos. Mas o que o homem da sanguessuga não sabe é que o conhecimento é a própria sanguessuga, que aprisiona a vida a si. Depois do encontro com o consciencioso de espírito, seguem-se outros encontros: com o feiticeiro, o velho trêmulo que lamenta e sofre do mau conhecimento e da má-consciência. A má-consciência que o feiticeiro representa é essencialmente exibicionista. Ela desempenha todos os papéis, mesmo o do ateu, do poeta etc. Porém, mente e recrimina sempre. Ao assumir o erro, quer sempre suscitar a compaixão, inspirar a própria culpa àqueles que são fortes, envergonhar tudo o que é vivo, propagar o seu veneno. "A tua queixa contém armadilha". O personagem seguinte é o velho papa, que perdeu o seu ofício após a morte de Deus, mas não se libertou e vive preso às lembranças passadas. Ele acredita que Deus morreu de asfixia, asfixiou-se de compaixão, por não suportar o seu amor pelos homens. O mais bizarro dos homens superiores é "o mais feio dos homens", que foi encontrado num assombroso terreno e assume o assassinato de Deus. Matou Deus por não suportar o seu piedoso espreitar, que todas as coisas testemunha e julga. "O mais feio dos homens", ainda adverte Zaratustra contra o seu último pecado, a compaixão.

Ele reconhece que pior do que a compaixão divina é a compaixão da plebe, que é ainda mais insuportável. O encontro seguinte acontece com "o mendigo voluntário", que fala com as vacas sobre a felicidade na terra, a ruminação e a libertação do homem da grande aflição, que é a náusea. Nesse encontro, Zaratustra se autoproclama o superador da grande náusea e identifica o mendigo voluntário como aquele que, um dia, lançou para longe de si uma grande riqueza; pois se envergonhou dela e dos ricos e foi para junto dos pobres, a fim de doar-lhes a sua abundância, mas esses não o aceitaram. Em conseqüência disso, o mendigo declara a Zaratustra que é chegada a hora da grande, pérfida, longa e lenta rebelião da plebe e dos
escravos. O mendigo voluntário ainda declara só ter visto ganância e inveja na plebe, que desaprendeu a diferença entre rico e pobre, e por isso, ele fugiu para junto das vacas para buscar a felicidade, a fim de aprender a ruminar. O ruminar é uma virtude importante para o aprendizado da superação, pois ele desenvolve a paciência necessária para se chegar a ser o que se é. O último encontro de Zaratustra é com a sua própria sombra, que lhe confessa estar fatigada de seguí-lo por toda parte. Na busca do sinal, que indica como se tornar o que se é, o encontro com a sombra representa um falso encontro de Zaratustra consigo mesmo, pois ela, inclusive, o abandona nas duas horas mais silenciosas e solitárias, necessárias para a superação, o meio-dia e a meia-noite.

Após insólitos encontros com os homens superiores e a sua sombra, encontrava-se Zaratustra, em pleno meio-dia, deitado debaixo de uma parreira, envolvido na mais íntima solidão com sua alma singular, como se estivesse
integrado, dissolvido completamente na natureza, de tal modo que indaga a si mesmo: "não acaba o mundo de atingir a perfeição?"







Responder
Vander 18/03/2015 22:01:02

Vamos ser sensatos: a pobreza é o maior álibi de sustentação do Estado. O que seria do Estado sem a pobreza?

Responder
Miriam Martinho 18/03/2015 22:30:53

Fiquei com a sensação de que o texto cria uma falsa questão. Ninguém duvida que existem inúmeras variantes que podem impedir uma pessoa de ascender socialmente por mais mérito pessoal que tenha. Há de fato muitas variantes a considerar. Sem falar que competência e desempenho não necessariamente vêm juntos em todas as situações. Por isso, aliás, fala-se na busca por um mínimo de igualdade de largada, algo que soa como heresia para muitos liberais.

No entanto, opor mérito e criação de valor (o quanto uma pessoa se torna imprescindível aos demais) me parece contraditório. De qualquer forma é preciso algum mérito para se tornar imprescindível aos demais. E aí as variantes da inteligência, sorte, talento natural, herança, se bem administradas, o que também exige certo mérito, serão partes inerentes da capacidade de alguém se tornar imprescindível aos demais. Ou será possível alguém se tornar imprescindível aos demais sem fazer nada?

Também considero discutível, em termos qualitativos, o que oferece Faustão e Gugu ao público em oposição ao que oferece um bom professor aos seus alunos, mas não há qualquer esforço pessoal da parte deles (dos apresentadores) para justificar seus ganhos? A riqueza não diz nada sobre o mérito dos indivíduos? Certamente a maioria dos nossos políticos ficou rica sem mérito algum, apenas roubando os cofres públicos, mas a fortuna de Bill Gates não reflete seu mérito? Nem a do Neymar?

E como é possível conseguir alguém que faça um ótimo serviço sem ser um técnico esforçado, competente? O velho ditado de que o barato custa caro tem sentido. E como você pode comer bem num restaurante ruim, mesmo se os funcionários do mesmo sejam esforçados? Você até atura funcionários não muito gentis, se a comida do local compensar, mas o contrário não rola, né mesmo?

Enfim, me pareceu que o texto opõe coisas que não são necessariamente distintas.

Responder
Saulo Henrique 18/03/2015 22:57:32

Lembrando que o valor no texto é sempre o valor econômico.
Acho que passou batido no texto o fato que ás vezes existe coisas que exigem muito e geram alto valor mas há muita concorrência e a oferta e demanda acaba por desvaloriza-lo.

Responder
Fernando Soares 18/03/2015 23:43:52

O erro desse artigo é igualar "mérito" a "esforço", enquanto na verdade não são palavras sinônimas.


Mas na verdade ele simplesmente repete o erro da maioria das pessoas quando falam desse assunto: tratar "mérito" como sinônimo de "esforço". Como se suar por si só fosse um mérito.


Daí vemos por que é tão difícil discutir, as pessoas não têm NENHUMA clareza conceitual.

Responder
Norberto 19/03/2015 01:15:51

Fernando, eu até compreendo que você queira criar significados próprios para determinadas palavras, mas não é assim que o mundo funciona.

Meritocracia:

1) Predominância dos que possuem méritos; predomínio das pessoas que são mais competentes, eficientes, trabalhadoras ou superiores intelectualmente, numa empresa, grupo, sociedade, trabalho etc.

2) Modo de seleção cujos preceitos se baseiam nos méritos pessoais daqueles que participam: conseguiu o trabalho por meritocracia.

3) Método que consiste na atribuição de recompensa aos que possuem méritos: foi eleito o funcionário do mês por meritocracia.

www.dicio.com.br/meritocracia/

Responder
Alexei Rakowitsch 19/03/2015 21:25:40

Norberto, em lugar nenhum dessas três definições cita esforço ou qualquer análogo a esforço como definição de mérito... ainda mais porque você postou a definição de meritocracia e não mérito. Concordo 100% com o Fernando no sentido de que mérito e esforço são longes de serem a mesma coisa e basear todo um racional em cima disso é errado. Você pode criar valor sem ter mérito próprio (sorte, acaso, etc) mas na minha visão, você não pode ter mérito sem criar valor. A pessoa/ação/circumstancia que gerou o valor é quem tem mérito. Como mencionado acima, quem define mérito é quem enxerga ou recebe o valor gerado. Em outras palavras, você pode ser a pessoa mais esforçada do mundo, se você não gera valor para mim, não vejo mérito nenhum no que você fez.

Mérito é (ou deveria ser definido) como atribuição de geração de valor na visão de quem recebe o valor. Não deveria ser visto como uma medida de "merecimento" como muitos estão usando em seus argumentos e sim somente uma constatação de que se valor foi gerado, algo teve o mérito de o gerar. Esse algo pode ser a pessoa que se esforçou muito (ou não), ou pode ser o acaso do destino que fez com que alguem que não seje inteligente, esforçado ou "merecedor" de ganhar qualquer coisa estava no lugar certo no momento certo (era primo do criador do show, tanto faz) e foi contratado como apresentador de televisão.

Meritocracia nada mais é que uma forma de gestão que recompensa quem foi o mais responsável pelo resultado final. O problema é que existem jeitos legais/éticos de chegarem a esse resultado e jeitos ilegais/não eticos. Mas ai o tema tem haver com se os meios justificam o fim e o conceito de moralidade/etica/legalidade, que é extremamente polarizante, pouco objetivo e muito pessoal a cada pessoa.

Responder
Fernando Soares 19/03/2015 21:55:20

Exatamente Norberto! Onde é que está na definição do dicionário algo sobre esforço?

O mercado é uma meritocracia sim, porque os mais *eficientes* em agradar os clientes são recompensados!

"Por mérito (meritum) , em geral, entende-se que a propriedade de um bom trabalho que dá direito ao executor de receber uma recompensa (proemium, merces) de quem em cujo serviço o trabalho é feito."

Responder
Richard 19/03/2015 22:22:10

É incrível como desviaram completamente o cerne do artigo para fazer briguinhas em torno de uma mera discussão semântica.

Ninguém discorda do mérito, mas o mérito não é tudo.

Em primeiro lugar, vejam a definição de mérito:

"Mérito (do latim meritum) é atribuído a uma pessoa cujo ato ou atividade foram reconhecidos, a partir de um senso moral, especialmente se tiverem sido prestados sem levar em conta as consequências para o destino pessoal de boa fé. Adquirirá mérito e importância ao fazer algo de bom, além dos padrões aceitos.
Geralmente o reconhecimento é através de concessão de medalhas ou diplomas, para destacar os atos reconhecidos."

Agora, vejam estes dois cenários:

1) Um assassino profissional se torna extremamente rico porque ele é reconhecidamente eficiente em matar empreendedores que se tornam concorrentes de um barão local. Sem dúvida nenhuma, esse assassino profissional gerou muito valor para seu contratante. Mas ele tem mérito?

2) Um mendigo, por livre e espontânea vontade, decide que, de hoje até o fim de sua vida, irá se dedicar a ajudar velhinhas a atravessar a rua. Ele tem muito mérito. Mas ele gera valor?

Responder
Alexei Rakowitsch 20/03/2015 14:33:49

Richard, por favor abaixa a crista que ninguem ta fazendo "briguinha" em torno de discussão de semantica. A definição e uso correto do conceito de merito é extremamente importante para o ponto do artigo e da maioria dos comentários. Não só isso, como o seu comentário de forma alguma desqualifica o que eu falei, pois em momento algum eu falei que mérito é tudo. Muito pelo contrário, eu falei justamente que alguem pode gerar valor sem mérito e vice versa, conforme vc ilustrou em seus exemplos.

Porém, meu entendimento do conceito de mérito não condiz com a definição oficial, que deixa claro que é algo atribuido a uma pessoa, é baseado em conceitos morais que por definição são subjetivo, e obrigatoriamente tem haver com fazer "algo do bem" além do esperado, que também é totalmente subjetivo. Eu sempre entendi o conceito de meritocracia como atribuição de responsabilidade e de certa forma uma medida de merecimento por ter sido responsável pela geração de valor, e não algo que intrinsicamente tem que ser "do bom" ao além do esperado por algum senso moral. Dessa forma nos seus exemplos, o primeiro não tem mérito apesar de ter gerado valor, porque assasinar não é visto como algo do bem. Já o segundo tem mérito, mas na minha opinião está gerando valor para as velinhas, pois está oferecendo segurança para a coisa mais valiosa que elas tem, a própria vida.

Uma dúvida que fiquei agora é a respeito da definição de valor na esfera economica que estamos discutindo. Se mérito é uma atribuição inteiramente baseada em conceitos subjetivos de moralidade, e por consequencia meritocracia também, então é evidente que não tem uma correlação com geração de valor, se valor também for um conceito subjetivo (no sentido de que a mesma coisa pode ter valor para uma pessoa e não outra dependendo de uma infinidade de variaveis de contexto e crenças pessoas) porque poderiamos estar comparando bases subjetivas diferentes.

Em fim, me parece pelos comentários que a varias pessoas aqui não utilizam o termo mérito pela sua definição oficial e sim como medida de merecimento e responsabiliade, e por isso estão focandos no conceito de que esforço não quer dizer nada sem resultado, e que de certa forma sempre existe algum merito quando a valor sendo gerado, pois algo (pessoa ou não, proposital ou não) teve que gerar o valor.

Responder
Richard 20/03/2015 15:10:59

Mérito está muito mais ligado a esportes. Um time que ataca o tempo todo mas perde o jogo por 1x0 mereceu a derrota pois não teve o mérito de fazer o gol. Alguns dizem que isso é injustiça, mas não. Foi apenas falta de mérito do time perdedor. E mérito do vencedor, que soube se defender e foi extremamente eficaz no único ataque que fez.

Já em economia, mérito não necessariamente gera valor. E ainda estou no aguardo de uma refutação do que falei. (Pedir para "baixar a crista", sendo que nada fiz ou disse de arrogante, está um pouquinho longe de ser contra-argumentação).

Responder
Sergio Souza 19/03/2015 01:02:11

Bom, sempre tive em mente que meritocracia é: "dar-se ao autor segundo sua obra". Pois bem,o problema é que hoje vivemos em uma sociedade totalmente diferente, onde algumas obras não são reconhecidas porque o empobrecimento intelectual é progressivo. Veja o Brasil como um exemplo, não adianta você criar, porque se você não tem pessoas com inteligência suficiente, então aquilo que se criou, não tem valor, esse é o maior problema que temos hoje.

Outro exemplo é de Michael Faraday, teve uma infância pobre, mas se esforçou e buscou superar as dificuldades, teve uma escolaridade baixa, porém superou. Ele criou algo, criou valores no campo da fisíca, mas naquela época ele criou suas obras para um seguimento, então podemos supor que ele não criou valores para a maioria.

Mas posteriormente todo o mundo o reconheceu, entendemos que é o tempo que nos diz o valor do criador.

Um exemplo real é o que a Escola Austríca vive: Mises escreveu suas obras na economia, só para dar um exemplo. Porém, hoje, na universidade o reconhecido é Keynes, então entendemos que Mises não criou valor algum. Está errado! Como disse antes, estamos vivemos um empobrecimento intelectual.

O que o autor do artigo se esqueceu em colocar é: Não adianta nada você criar valores num ambiente em que a maioria não sabe valorar a criação. Me lembra Pink Floyd Lost for Words "You know,you just can't win".

Responder
Guilherme 19/03/2015 01:10:22

"Mises escreveu suas obras na economia, só para dar um exemplo. Porém, hoje, na universidade o reconhecido é Keynes, então entendemos que Mises não criou valor algum. Está errado!"

A sua conclusão é que está equivocado. Keynes domina nas universidades, mas as universidades (no caso, na área de humanas) não têm valor nenhum para ninguém. Ninguém dá importância para universitários de humanas.

Quer saber o que é realmente valor? Pesquise no Google Trends "Mises" e "Keynes", e veja qual é o mais procurado.

Responder
Nilo BP 19/03/2015 01:42:44

Acho que o ponto dele ainda se mantém: valor é atribuído pelas pessoas, e as pessoas têm objetivos frívolos, são míopes, erram...

E acho que é seguro dizer que um dos aspectos nos quais as pessoas são mais propensas a erro é no de escolher as idéias nas quais vão acreditar. A quantidade de idéias imbecis no mundo é aterrorizante; ainda bem que existe a trava do costume e do bom senso para manter elas em cheque.

Infelizmente a trava do costume também funciona como barreira para idéias boas.

Responder
Sergio Souza 19/03/2015 17:55:38

Guilherme,veja o ponto que eu coloco no final,"Não adianta nada você criar valores num ambiente em que a maioria não sabe valorar a criação"
Mises pode ter criado muito mais que Keynes,porém o que predomina é o mainstream e as idéias de Keynes.Simples assim.

Não é um ponto de vista..é uma constatação.Isso pode ser visto no decorrer da história humana.Como a raça humana tomou com verdade certas coisas,que pela lógica não fazia sentido,como por exemplo se a Sol girava em torno da Terra,só para ilustrar.

Responder
Nilo BP 19/03/2015 01:36:03

Sensacional esse texto, irretocável!

Responder
Lucas Secundo 19/03/2015 01:50:35

A meritocracia ainda vale, desde que seja medida pelo resultado e não pelo esforço.

Há dez dias publiquei um texto com a mesma observação, de uma abordagem diferente aqui neste blog:
https://paradigmaquebrado.wordpress.com/2015/03/08/como-confundir-esforco-e-resultado-criou-paradigmas-sociais-falhos-2/

Enfim, não adianta correr se não está indo para o lugar certo. E mesmo que corra para o lugar certo, o resultado não é garantido

Responder
Marceo 19/03/2015 12:09:08

Certamente há embasamento na lógica..mas como explicar por que enfermeiros(as), bombeiros(as), policiais não estão então no topo da lista salarial?

"É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais". Se esta premissa é válida, e podemos supor que o maior valor que uma pessoa pode dar é à própria vida, e também que o benefício direto é mais valorizado do que o benefício indireto por pura percepção imediata, então como explicar o fato de um trader ganhar dezenas de vezes mais do que um bombeiro, mesmo em economias desenvolvidas?

Responder
Wolmar 19/03/2015 20:12:53

It's the Market stupid!

Brincadeira hem?

Brincadeiras à parte não podemos perder de vista que o grande "valorador" de todas as coisas é o mercado, inclusive do salário do Faustão e do Gugu. Se eles geram valor de verdade é outra discussão, mas é o mercado e as expectativas do contratante que determinam o valor do seu trabalho.
Então, se pensarmos no que ganha um policial ou um bombeiro devemos pensar que ninguém sai de casa esperando ser assaltado ou sofrer um acidente. E se pensarmos na segurança do Obama, eu tenho certeza que o orçamento da sua segurança deve ser umas 10 vezes maior que o orçamento de todas as UPPs do Rio de Janeiro juntas. Primeiro porque ele é o líder da nação mais poderosa da terra e depois, porque as expectativas dele sofrer um atentado são reais.
Agora, IMHO, eu não concordo com a comparação de valor destes dois apresentadores com a geração de valor de um professor por exemplo e dizer que eles geram "mais valor". O texto está correto em dizer que seus ganhos são proporcionais às expectativas que eles atendem por parte dos seus empregadores, mas como mensurar o valor gerado por um professor em sala de aula?

Responder
Victoria 22/03/2015 23:25:02

Quanto a um bombeiro, policial ou professor, em relação ao Gugu e Faustão, a resposta é simples: Quem ganha mais, uma marca ultrachique que faz, a mão, 200 peças de roupa por ano ou uma grande varejista que venda para as massas? Quem ganha mais, o cara que fabrica bebidas de altíssima qualidade que venda a cada cinco anos, ou a Ambev? Aí você tem uma resposta. O professor, o policial e o bombeiro tem serviços de alta qualidade, mas que atingem um número limitado de pessoas; os apresentadores tem produtos de baixa qualidade, mas que atingem muita gente. Logicamente, também podemos acrescentar que essas também são áreas com enorme intromissão do Estado(não há bombeiros e policiais na iniciativa privada, a maioria das escolas é pública, e mesmo as escolas particulares são altamente reguladas pelo Estado), que paga a mesma coisa a uma pessoa que faz um serviço espetacular e a outra que faz um lixo, nivelando os salários gerais por baixo. Na iniciativa privada, esses profissionais provavelmente seriam mais bem pagos.

Responder
anônimo 23/03/2015 12:20:32

A questão não é só atingir muita gente; gente que consome lixo geralmente tem lixo na cabeça. Numa sociedade livre feita de pessoas inteligentes gente como faustão e gugu iriam passar fome ou ter que aprender um trabalho de verdade.

Responder
Rafael 19/03/2015 13:51:43

Ótimo artigo
Mas será que podemos realmente abolir a meritocracia deste estudo?
Não há duvidas que os exemplos utilizados no artigo são reais (Gugu, Faustão, Jogadores de Futebol, etc), mas acredito que dentro de uma mesma classe, dentro de uma mesma profissão, você consiga diferenciar o bom empregado do excelente empregado, e assim oferecer a este uma promoção pela sua dedicação.

O que você acha?

Responder
Ângelo 19/03/2015 15:57:38

àqueles que escreveram ou concordaram com a frase "O estado é o legítimo dono das faculdades públicas", sugiro reflexão: o dinheiro e os recursos que o estado usou para construir e administrar as faculdades públicas (e todos os outros "bens do estado") foram inicialmente obtidos através de impostos e inflação, que são, trocando em miúdos, formas de roubo. Assim, todos os "bens do estado" são frutos de roubo. Assim, nem de perto são propriedade legítima do estado.

Responder
Máximo 19/03/2015 16:55:40

Para mais detalhes, ver esse artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=91

Responder
Caique Cunha Pereira 19/03/2015 23:51:44

Enquanto houver estado, enquanto este for o ditador das leis, as faculdades públicas - e todo o restante, mesmo que sejam frutos do roubo (imposto, legítimo no atual cenário) serão suas propriedades legítimas.

Responder
anônimo 20/03/2015 09:15:16

Como é que é? Propriedade legítima que vem de uma apropriação ilegítima?

Responder
Silvio 23/03/2015 02:49:55

Creio que ele quis dizer 'legal'. Afinal, o estado só pode ser proprietário legítimo dos bens que recebe através de doação, sendo esses uma pequena parcela do patrimônio das universidades públicas.

Responder
paulo 19/03/2015 17:14:30

Quer dizer que Faustão e Gugu não trabalham duro, não tem disciplina e nem dedicação?
Parei de ler ai!

Responder
Manoel de Arruda 19/03/2015 17:28:39

Parabéns Joel!!! Excelente artigo, já enviei para os meus amigos que ficam falando bem e mal da meritocracia!!

Responder
Rafael Lucena 20/03/2015 12:41:00

Sugiro uma "foto-resposta" a esta que encabeça o artigo.

Duas pessoas sentadas pedindo esmola sem nenhum braço estendido para oferecer e as frases:

Segundo a abolição da meritocracia que os "revoluças" tanto defendem, este é o fim da desigualdade...

Responder
Leonardo 20/03/2015 16:01:57

Pergunta : que valor Gugu, Faustão, etc, oferecem ao telespectador?
Eles geram valor aos anunciantes, confere?

Responder
Zezé 20/03/2015 16:58:57

Ué, e como é que ambos geram valor aos anunciantes?! Sua equação está incompleta. É impossível ambos gerarem valor aos anunciantes se não houver a intermediação voluntária daquelas pessoas que dão audiência aos programas.

Goste você ou não, milhões assistem, voluntariamente, aos programas desses dois. Sendo assim, várias empresas anunciam em seus programas. E, se continuam anunciando, é porque os telespectadores estão comprando seus produtos. E o fazem voluntariamente

Troque Gugu e Faustão por um jogador de futebol qualquer. Como um jogador que ganha milhões por mês gera valor para os torcedores do seu time?

Responder
Diogo 20/03/2015 17:21:28

A primeira parte do artigo contradiz a conclusão (e a nota do IMB não afasta essa contradição).

Se fosse realmente uma questão de valor, então a herança seria uma remuneração pelo valor gerado pelo herdeiro. E uma Madre Teresa de Calcutá, que gera valor pra tanta gente necessitada, deveria ser rica, não? Ou o músico que passe a vida tocando na estação de metrô, talvez alegrando a vida de tantos, deveria estar bem de vida.

A falha desse raciocínio é que não define o que é valor. Valor, no sentido econômico, não tem nada a ver com valor realmente experienciado pelas pessoas. Pra dar mais um exemplo, se o raciocínio estivesse certo, o médico que faz uma cirurgia num hospital do SUS, salvando uma vida, teria gerado menos valor do que se estivesse feita essa cirurgia num hospital privado, onde recebe mais.

Esse ideia de "criação de valor" é exatamente a mesma ideia da tal meritocracia, meramente usando outras palavras. É uma questão de semântica pura e simplesmente, a falácia é a mesma.

Responder
Mainardi 20/03/2015 17:41:04

"Se fosse realmente uma questão de valor, então a herança seria uma remuneração pelo valor gerado pelo herdeiro."

Quê?! O valor legado em herança foi auferido pelo falecido. E ele, via testamento, a repasse a quem ele quiser.

Qual a contradição disso?

[i] "E uma Madre Teresa de Calcutá, que gera valor pra tanta gente necessitada, deveria ser rica, não?"


Ela não gera valor. Ela gera conforto e bem-estar. Vá clarear seus conceito antes de tecer críticas desconexas.

"Ou o músico que passe a vida tocando na estação de metrô, talvez alegrando a vida de tantos, deveria estar bem de vida."

Viu só como você não entendeu absolutamente nada? Gerar bem-estar não é o mesmo que gerar valor financeiro.

Viu como vocês são materialistas? Vocês partem do pressuposto de, se uma pessoa faz uma boa ação, então ela deveria ser rica. Para vocês, se uma boa alma não conseguiu juntar dinheiro para morar em uma mansão, isso é culpa do "capitalismo opressor".

"A falha desse raciocínio é que não define o que é valor."

A falha do seu raciocínio. Concordo.

"Valor, no sentido econômico, não tem nada a ver com valor realmente experienciado pelas pessoas."

Finalmente falou algo certo. E aí quem acabou de se contradizer foi você.

"Pra dar mais um exemplo, se o raciocínio estivesse certo,"

Corrigindo: se o seu raciocínio estivesse certo,

"o médico que faz uma cirurgia num hospital do SUS, salvando uma vida, teria gerado menos valor do que se estivesse feita essa cirurgia num hospital privado, onde recebe mais."

Agora, sim, você tocou no ponto crucial. Esse médico, em um hospital privado, será muito bem remunerado. Aliás, os médicos do Sírio-Libanês são muito bem remunerados justamente porque geram valor para seus pacientes.

Já o médico do SUS não será bem remunerado justamente porque o estado não opera dentro do sistema de mercado. O estado não está nem aí para a geração de valor. O estado só se preocupa em arrecadar.

Entendeu a diferença entre mercado e estado?

"Esse ideia de "criação de valor" é exatamente a mesma ideia da tal meritocracia, meramente usando outras palavras. É uma questão de semântica pura e simplesmente, a falácia é a mesma."

Totalmente errado, como expliquei acima. É você quem confunde geração de valor monetário com geração de bem-estar. Criação de valor não é o mesmo que meritocracia. Meritocracia está ligado a bem servir, a ser competente, já gerar valor está simplesmente ligado a gerar retornos monetários. Você criou um espantalho, bateu nesse espantalho, e achou que golpeou o oponente. Na verdade, você apenas golpeou a si próprio.

Responder
Diogo 20/03/2015 18:14:17

Não, tudo errado. Pra começo de conversa, na forma que o artigo aborda a noção de valor está implícito que se trata de "valor" não apenas no sentido meramente monetário, mas no sentido subjetivo experienciado pelas pessoas, dando a entender que no mercado capitalista as pessoas ficam ricas por gerar algo de valor real para os outros, ao passo que aqueles incapazes de gerar valor real permaneceriam pobres. Do contrário, se for meramente valor monetário, o artigo estaria simplesmente dizendo: "as pessoas ficam ricas porque geram dinheiro", o que é uma tautologia.

Agora, a última parte do seu comentário é uma pérola: "Aliás, os médicos do Sírio-Libanês são muito bem remunerados justamente porque geram valor para seus pacientes." Me diga, então, qual é o valor que os pacientes do Sirio-Libanes recebem desse médico que o os pacientes do SUS não receberiam desse mesmo medico para o mesmo procedimento?

Você está negando um fato que é claro e simples: a diferença da remuneração do médico nesse caso não está de forma alguma atrelada ao valor do que ele fez, já que, a princípio, o valor é o mesmo em ambos os casos. Ok, o SUS não opera num dentro do sistema de mercado. Porém, a mesma analogia existiria se fosse um hospital de caridade: o valor do serviço prestado seria diferente se esse médico fizesse a cirurgia num hospital beneficiente para pessoas carentes? Dentro desse raciocínio, tudo que seja feito a uma pessoa rica terá potencialmente um valor maior do que aquilo que é feito a uma pessoa pobre, mesmo que seja mais valioso para a pessoa pobre (que, independente do valor para ela, não poderá recompensar à altura, ao passo que a pessoa rica poderá pagar mais mesmo que aquilo não tenha muito valor para ela).

O fato é que vocês dois parecem não entender o mecanismo de mercado, da oferta e procura, que possui regras próprias que não coincidem com noções de valores intrínsecos ou subjetivos das prestações, ainda menos numa perspectiva comparativa sobre o diferencial dos valores (tipo, do Gugu tem mais valor...). O valor intrínseco ou subjetivo tem uma relação, no máximo, circunstancial com o valor dado sob a lei da oferta e a procura e portanto tentar explicar porque alguns são ricos e pobres remetendo ao valor que eles geram é uma ignorância, ou então uma tautologia, como eu disse acima.

Responder
Diogo 20/03/2015 18:36:15

Pra continuar - valor monetário é valor de troca. Mas o que no sentido que o autor está utilizando trata-se de valor de uso: Veja: "o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais." É uma confusão que visa legitimar o valor de monetário ao sugerir que o mercado remunera aqueles que geram valor de uso real, o que é totalmente falso: "O sistema de mercado não premia a virtude; ele premia, e portanto incentiva, o valor."

Responder
Marcos 26/03/2015 13:02:58

Entendi a sua argumentação e concordo que o artigo pecou ao não definir o que entende como valor. Mas embora afaste o que foi dito no texto, não creio que isso seja o suficiente para afastar a geração de valor como a melhor explicação para o motivo das pessoas enriquecerem.

Em primeiro lugar, as explicações concorrentes são fraquíssimas. A igualdade e a exploração postas pelos socialistas jamais são moralmente justificadas. É simplesmente jogada na discussão como se Deus tivesse descido na Terra e dito que o correto é que tudo seja dividido de forma milimetricamente igual. A meritocracia também é problemática, já que de fato pessoas sem mérito e esforço algum conseguem enriquecer.

Em segundo lugar, o texto falha em desconsiderar uma camada mais profunda da geração de valor. O que ocorre em uma troca voluntária é que uma parte considera que o bem ou serviço B, que está em poder da outra parte é mais valioso do que o bem A, que ela possui. Se não considerasse não haveria troca voluntária. O valor é exatamente essa diferença subjetiva que cada uma das partes acredita ter em relação aos bens.

Desse modo, o ganho financeiro de alguém depende de trocar algo que possui ou que possa realizar pelo dinheiro de uma outra pessoa que acredite que aquilo vale mais do que a quantia gasta. Só que valor é algo subjetivo. Você tanto pode encontrar pessoas que queiram pagar muito quanto gente disposta a pagar muito pouco. Seu colega que tem o mesmo bem ou serviço para trocar pode realizar um negócio mais lucrativo, bastando que encontre alguém que valorize muito mais o que ele está disposto a oferecer.

É exatamente isso que ocorre com os dois médicos. Os ricos possuem mais dinheiro e por isso possuem maior propensão a gastar uma quantia que os pobres, principalmente se a vida deles estiver em jogo. Se formos pensar de um modo plenamente racional, os dois médicos podem ter executado serviços com a mesma qualidade. O problema é que um o fez para um cliente disposto a pagar mais por isso. Ou seja, mesmo que ele valorizasse tanto o serviço quanto o pobre, ele acreditava que o melhor era realizar negócio com o médico caro por algum motivo subjetivo. Se fosse um computador onisciente, isso não aconteceria, mas seres humanos nem sempre são racionais ou possuem todas as informações relevantes para a tomada de decisão. Possivelmente ele sequer sabia que havia um médico mais barato e que geraria o mesmo resultado.

Sendo assim, o problema do mendigo não é não ter deixado de gerar valor para alguém e sim ter deixado de gerar valor para alguém que lhe desse mais riquezas em troca.

É um sistema plenamente racional? Não. O homem não é plenamente racional. Se fosse certamente os funkeiros não estariam por aí recebendo milhões pelo seus lixos auditivos. Mas creio que seja o melhor sistema possível, tendo em vista as nossas limitações de raciocínio e informação. A opção seria dar a decisão para um órgão central, composto de homens normais, que teriam acesso a muito menos conhecimento do que toda população em conjunto. Sendo impossível reunir todo conhecimento, resta descentralizar a formação de preços.

É por isso que é moralmente condenável alguém acusar algum mendigo de falta de esforço ou mesmo de não ter gerado valor a ninguém sem conhecer todos os detalhes de sua vida. Do mesmo modo, é tirania tentar impor sua própria valoração para outras pessoas, fixando o que cada um deve receber e pagar.

Responder
Neto 26/03/2015 17:04:09

Belo comentário

Responder
anônimo 24/05/2015 11:22:17

'O homem não é plenamente racional. Se fosse certamente os funkeiros não estariam por aí recebendo milhões pelo seus lixos auditivos.'

Alguns são, outros não.O importante é que num mundo livre vc não seria obrigado a conviver com esses acéfalos.

Responder
Amarilio Adolfo d Silva de Souza 21/03/2015 11:16:27

O texto está correto e reflete o que é o sistema de livre inciativa. Porém, infelizmente, isso não existe no Brasil e em nenhuma parte do mundo, pois o tamanho do "estado" distorce tudo e confunde a todos. O Capitalismo Puro(governos inexistentes no Globo e trocas voluntárias) é o sistema econômico ideal e final da humanidade, mas o ser humano ainda não chegou nesse nível ideal, pagando CARO por sua teimosia.

Responder
Akhanda Amorim 28/03/2015 22:51:08

Olá, seu texto está ao meu ver um pouco fora da realidade do que é a meritocracia. Vou dar um exemplo: Vc como presidente do Brasil iria colocar somente gente do seu partido nos cargos mais importantes mesmo que esses não tenham merito? Meritocracia podemos definir em vários aspectos. Os meus são: Honestidade, etica, conhecimento do assunto ao qual irá labutar, etc.
Vc está se referindo ao Brasil que é extramente corrupto que o povo não tem educação de qualidade e que realmente tem que assistir Faustão e Big Brother. O gari que é honesto, educado, trabalhador não poderia um dia ser os chefes dos garis?? Não importa qual nivel de trabalho vc faz. O importante é que o País melhore as condições de vida para que os mais probres se aproximem mais dos bem de vida e não o que são mais bem de vida se aproxima aos pobres que é a mentalidade do socialismo atual.
Sim, nada nesse planeta feita pelo homem é perfeito, porém, para ser perfeito vamos começar por nós mesmos, sendo honestos, respeitar os outros, estudar, trabalhar e gerar valores sim para a sociedade, se eu gero valor eu ganho com isso.

Responder
Panon 30/03/2015 02:01:26

Você acertou em apontar o erro das pessoas ao pensar em "meritocracia", mas errou considerar que "mérito" é sinônimo de "esforço". "Mérito" é um conceito que deve ser definido dentro de um contexto, e no caso da sociedade, ele significa justamente a "capacidade de gerar valor" hehe

Responder
Emerson Luis 30/03/2015 18:37:57


Conforme debatido, as definições adequadas de "mérito" e "valor" são muito importantes para se compreender corretamente o assunto. Os valores que a pessoa recebe são proporcionais aos valores que produz para outros: o produto ou serviço que Fulano oferece a Sicrano por um preço $X é mais importante para Sicrano do que outras alternativas do que poderia fazer com $X. E isso independe da quantidade de tempo, energia e virtudes que Fulano aplicou para produzir esse produto ou serviço.

Também não podemos confundir "meritocracia" com "triunfalismo", a crença de que basta "atitude positiva" (seja o que queiram dizer com isso) e esforço para produzir grandes resultados, independentemente dos fatores intrínsecos da pessoa e do seu contexto ambiental.

De qualquer forma, os países com alta liberdade econômica são aqueles em que todos usufruem de melhor qualidade de vida, embora com níveis econômicos diferentes.

* * *

Responder
Rodrigo 19/05/2015 03:13:40

"Quem disse que a igualdade é moralmente superior à desigualdade?"

Como a moralidade é uma construção humana, quem diz isso são os cidadãos: que elegem, que são eleitos e que legislam no sentido de institucionalizar essa moralidade, transformando-a em política de Estado.

A pergunta crítica deveria ser: "Quem disse que a igualdade é A PRIORI moralmente superior à desigualdade?"

Para essa pergunta não há resposta, mas devolvo a pergunta: "E quem disse que o livre mercado é A PRIORI moralmente superior ao mercado distorcido?"

Responder
Garcia 19/05/2015 12:18:07

Aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2082

Responder
Altair 24/05/2015 05:37:42

O que realmente determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação. É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais. (Retirado do texto, 7º parágrafo)

Seguindo o raciocínio gari tinha que ganhar salário de deputado e deputado ganhar 5 mil no máximo, (pq o trabalho deles é realmente chato)

Responder
Mendes 24/05/2015 11:04:11

"Seguindo o raciocínio gari tinha que ganhar salário de deputado"

Errado.

Gari e lixeiro são, na realidade, meros facilitadores. Se não houvesse garis e lixeiros, as próprias pessoas teriam de recolher o próprio lixo e levá-lo ao aterro. Ou então, e o que é muito mais provável, surgiriam várias empresas competindo entre si por esse serviço, derrubando os custos.

Vale lembrar que o serviço de coleta de lixo é um monopólio estatal (o qual o estado terceiriza para uma empresa, que então passa a operar monopolisticamente). É proibido haver concorrência nesse setor.

Logo, não há por que dizer que gari e lixeiro deveriam ter salários astronômicos. O serviço deles é perfeitamente substituível e sujeito à livre concorrência.

"e deputado ganhar 5 mil no máximo, (pq o trabalho deles é realmente chato)"

Cinco mil?! Por que isso tudo? Qual o valor que político gera? Político não apenas não gera nenhum valor, como na verdade ele subtrai valor. Político só serve para criar regulações que atrapalham a economia e afetam nossas vidas. O salário deles deveria ser negativo (eles deveriam nos pagar para exercer suas "profissões").

Político só tem salário porque eles têm o poder de determinar seus próprios salários. E, enquanto o povo continuar defendendo a existência de estado e governo, esse descalabro continuará.

Responder
Ricardo 26/05/2015 14:05:41

Há alguns anos li um artigo do Delfim Neto no jornal Valor Econômico que e foi muito esclarecedor. Infelizmente não guardei o artigo e também não consegui encontrá-lo online, mas falava sobre a diferença entre justiça social e justiça econômica e o desafio do Estado brasileiro em equilibrar esses dois pontos.
O artigo explica muito bem a justiça econômica que rege o capitalismo. Você é o que você produz, o valor que você devolve à sociedade será reconhecido e recompensado. O esforço que você emprega na geração deste valor, não. Se você trabalha 44 horas por semana e gera o meso valor que outra pessoa que trabalha apenas 8 horas, aquela pessoa vai ser mais recompensada do que você. E isso torna o capitalismo o mais justo modo de produção inventado até hoje pelo homem, pelo ponto de vista econômico.
O problema são as bases em que a nossa sociedade capitalista foi criada e está continuamente se desenvolvendo. Se tem algumas pessoas que nascem "em berço de ouro" e já têm todas as condições desde o nascimento de gerar maior valor para a sociedade do que outras é porque suas famílias geraram mais valor do que a família dos outros e elas por direito hereditário recebem esta condição. Mas se buscarmos na História de onde veio este valor hereditário, veremos que muitos que não o têm são descendentes de pessoas que foram propositalmente impedidas de gerar valor a fim de perpetuar a posição da classe dominante.
Então como podemos falar em um sistema justo, que premia as pessoas pelo valor gerado, se não falarmos que essas pessoas partiram de condições injustas para buscar essa geração de valor? Aí que entramos na questão da justiça social que deve corrigir essas diferenças históricas, criando condições para que todos possam buscar a geração de valor. O desafio é encontrar o equilíbrio, não distorcendo o mérito daqueles que geram pouco ou nenhum valor, nem perpetuando a barreira que grande parte da sociedade tem par aprimorar sua produtividade e geração de valor.

Responder
Theodore 26/05/2015 14:26:58

Não. Você quer um arranjo absolutamente impossível de ser colocado em prática. É impossível igualar o "ponto de partida", e por um motivo muito simples: você teria de alterar toda a estrutura humana do planeta.

Para começar, as pessoas não nascem iguais. Essa é a premissa mais básica de toda a humanidade. As pessoas são intrinsecamente distintas uma das outras. Algumas pessoas são naturalmente mais inteligentes que outras. Algumas têm mais destrezas do que outras. Algumas têm mais aptidões físicas do que outras.

Adicionalmente, mesmo que duas crianças nascessem com exatamente o mesmo grau de preparo e inteligência (algo improvável), o próprio ambiente familiar em que cada uma crescer será essencial na sua formação. Algumas crianças nascem em famílias unidas e amorosas; outras nascem em famílias desestruturadas, com pais alcoólatras, drogados ou divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI. Toda a diferença já começa no berço e, lamento informar, não há nenhum tipo de engenharia social que possa corrigir isso.

As influências genética e familiar sobre o destino das pessoas teriam de ser eliminadas à força, pois elas indubitavelmente afetam as oportunidades e fazem com que elas sejam desiguais.

No cruel mundo atual, pessoas feias não podem ser modelos; deformados não podem ser astros de futebol; retardados mentais não podem ser astrofísicos; baixinhos não podem ser boxeadores pesos-pesados. Não creio ser necessário prolongar a lista; qualquer um é capaz de pensar em milhares de exemplos.

O mais curioso sobre essa questão da desigualdade de oportunidades é que os arranjos políticos necessários para reduzi-la ao máximo possível já existem na maioria dos países ocidentais. Há saúde gratuita, há educação gratuita, há creches gratuitas, há escolas técnicas gratuitas, e há programas gratuitos de curas de vícios. Ainda assim, todos continuam infelizes ou descontentes. Consequentemente, continuamos atribuindo nossa infelicidade à falta de igualdade de oportunidades simplesmente por medo de olharmos para outras direções à procura de explicações verdadeiras, inclusive para nós mesmos.

Responder
Ricardo 26/05/2015 14:46:25

Concordo que a desigualdade vai sempre existir até por ser instrínseca à natureza humana. O problema é a desigualdade "extrínseca", artificial, criada propositalmente para manter a dominância de um sobre o outro. Desde a escravidão monarca até a negação de direitos básicos no Brasil atual, como você mesmo citou a educação e saúde gratuitos, e de qualidade diga-se de passagem. Se quisermos uma sociedade em que cada indivíduo seja mais produtivo e gere mais valor, precisamos corrigir essas desigualdades.

Responder
Rodrigo Amado 26/05/2015 14:48:54

"É impossível igualar o "ponto de partida", e por um motivo muito simples: você teria de alterar toda a estrutura humana do planeta.".

E mesmo assim isso não adiantaria.
Mesmo que todos os humanos fossem clones perfeitos, existindo apenas um sexo, e que eles se reproduzissem de forma assexuada... Em algum momento alguém iria achar um recurso natural valioso e ficar em vantagem, então seus descendentes já nasceriam mais ricos e pronto, ferrou tudo de novo.

A única forma de alcançar a igualdade COMPLETA é matando todos, pois como os mortos nada fazem eles são perfeitamente iguais.

Pelo menos isso explica porque os comunistas adoravam matar pessoas.

Responder
Rodrigo Amado 26/05/2015 14:41:09

"O desafio é encontrar o equilíbrio...".

Os países que não perdem tempo buscando esse equilíbrio, ou seja, os países mais capitalistas são os que permitem que os pobres melhorem suas vidas mais facilmente.
E nesses países, mesmo quem é pobre a vida toda tem um excelente padrão de vida.
Segue o ranking, os mais capitalistas são os do topo: www.heritage.org/index/ranking

Assim sendo o verdadeiro desafio está em PARAR de ficar perseguindo tal equilíbrio usando o estado para roubar de uns e dar para outros e deixar as pessoas livres para que elas naturalmente produzam e todos enriqueçam.

O verdadeiro desafio é fazer com que as pessoas sejam menos invejosas.

Pensamento comum de muitos brasileiros: "Sou pobre, que pena. Alguns ricos já nasceram ricos por causa de injustiças passadas. Injustiça!!! Papai estado, roube de TODOS OS RICOS, mesmo daqueles que ficaram ricos de forma justa e dê para mim!!!.".

Pensamento comum de muitos suíços: "Sou pobre, que pena. Alguns ricos já nasceram ricos por causa de injustiças passadas. Bem, a vida é injusta. Melhor eu trabalhar pra ficar rico também.".

Responder
Ricardo 26/05/2015 15:18:25

"Os países que não perdem tempo buscando esse equilíbrio, ou seja, os países mais capitalistas são os que permitem que os pobres melhorem suas vidas mais facilmente."
Não dá pra comparar países sem comparar História e cultura. Só números não dizem nada. Equivale a dizer que nos países com maior IDH do mundo são os que têm as cargas tributárias maiores e maior intervenção do Estado nas políticas sociais, como Dinamarca, Suécia e Japão.

"O verdadeiro desafio é fazer com que as pessoas sejam menos invejosas."
Isso com certeza! Seja qual for o nível econômico das pessoas...

"Papai estado, roube de TODOS OS RICOS, mesmo daqueles que ficaram ricos de forma justa e dê para mim!!!."
Não defendo que o Estado roube de ninguém. Defendo um Estado que realize investimentos para diminuir a desigualdade social, a fim de termos uma sociedade sustentável.

Responder
Rodrigo Amado 26/05/2015 16:26:09

"Equivale a dizer que nos países com maior IDH do mundo são os que têm as cargas tributárias maiores e maior intervenção do Estado nas políticas sociais, como Dinamarca, Suécia e Japão.".;

Dinamarca está na 11ª posição no ranking de países mais capitalistas.
Suécia está na 23ª posição no ranking de países mais capitalistas.
Suécia está na 20ª posição no ranking de países mais capitalistas.

Já o Brasil está na posição 118.

Você parece estar tentando dizer que estou errado, mas está apenas comprovando o que eu disse.

Só porque esses países possuem UMA, ou algumas, características que os classificaria como pouco capitalistas isso não quer
dizer que você pode simplesmente ignorar todas as outras.

"Não defendo que o Estado roube de ninguém. Defendo um Estado que realize investimentos para diminuir a desigualdade social, a fim de termos uma sociedade sustentável.".

E como o estado vai realizar investimentos sem roubar?
Estou curioso.

Responder
José Amador 26/05/2015 17:12:01

Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (7,9% no Brasil); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

Responder
Ricardo 26/05/2015 18:12:34

"Dinamarca está na 11ª posição no ranking de países mais capitalistas.
Suécia está na 23ª posição no ranking de países mais capitalistas.
Suécia está na 20ª posição no ranking de países mais capitalistas.

Já o Brasil está na posição 118.

Você parece estar tentando dizer que estou errado, mas está apenas comprovando o que eu disse."

Você está querendo usar esse ranking para dizer que esses países têm menos desigualdade porque o Estado não intervém com políticas sociais, mas os três citados foram só alguns exemplos que lembrei, sem consultar outras fontes, de países que têm políticas sociais bem executadas e alta carga tributária. Ou seja, um país ser muito capitalista não elimina a necessidade de um Estado forte com políticas sociais eficientes para diminuir a desigualdade social. Mas realmente comparar países completamente diferentes não nos leva muito longe.

Na realidade brasileira essa equação é muito complicada e complexa. Não tenho a resposta, mas sei que a ausência do Estado não é uma resposta. Se tivesse escreveria uma tese e ganharia o prêmio Nobel de economia e da Paz juntos no mesmo ano... rsrs

"E como o estado vai realizar investimentos sem roubar?"
Não entendi a relação investimento x roubo. Você considera que ao pagar impostos e tributos está sendo roubado???

Responder
Ramos 26/05/2015 18:24:31

Esse chegou hoje. Tratem-no com carinho.

Prezado Ricardo, pode começar por aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2058

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2036

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1864

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1748

E especificamente sobre obras públicas:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1378

Responder
Rodrigo Amado 26/05/2015 18:34:48

"Não entendi a relação investimento x roubo. Você considera que ao pagar impostos e tributos está sendo roubado???".

Tirar dinheiro à força de alguém é roubo.

Responder
Felipe 26/05/2015 15:03:42

"veremos que muitos que não o têm (condições) são descendentes de pessoas que foram propositalmente impedidas de gerar valor a fim de perpetuar a posição da classe dominante. "

Concordo, mas tentar corrigir erros históricos só provocará novos erros.

Não há como negar que as condições financeiras ajudam alguém a se tornar mais produtivo. Um indivíduo pobre terá que trabalhar e estudar mais para compensar a diferença de um individuo de família rico. Não haveria nenhum problema se, e somente se, as riquezas de suas famílias fossem frutos do mercado.

O problema de injustiça vem quando a riqueza e a pobreza não foram frutos do mercado, mas sim do poder arbitrário do governo. Um individuo com alto potencial de agregar valor não poder desfrutar da sua riqueza por mero capricho das instituições. Enquanto um político que não agrega em nada detêm inúmeras posses de terras e riquezas.

Como corrigir isto? Acabando com quem provocou esta distorção, o estado. E o próprio tempo fará justiça. Aqueles que não agregam valor e são ricos logo perderão suas fortunas, e aqueles que agregam e são pobres logo conquistarão suas riquezas.

Responder
Carlos Martini 26/05/2015 14:35:05

Concordo totalmente com a visão do autor do texto embora, para mim, ainda caiba o uso do termo "meritocracia". A questão é que o mérito deve ser é medido não pelo trabalho e sim pelo valor gerado.

Penso que a ideia mais purista de "meritocracia", segundo a qual o mérito deve ser medido pelo trabalho, é fruto de uma contaminação pelo valor-trabalho marxista. Nós temos que jogar fora essa ideia de que o trabalho em si tem valor e passar a entender que o valor do trabalho depende da quantidade de riqueza que ele é capaz de gerar.

Esse é o motivo pelo qual, por exemplo, o trabalho braçal de um pedreiro, por mais árduo que seja, não pode valer tanto quanto o trabalho basicamente mental de um executivo.

Escrevi sobre isso em meu blog, no endereço:

eucoxinha.com/meritocracia-for-dummies/

Responder
John Grundmann 26/05/2015 15:39:04

O que o texto fala pode ser comparado com as provas, vestibulares: tem gente que passa 8 horas por dia estudando durante meses, mas não o faz de forma eficiente e consequentemente acaba absorvendo pouca coisa; enquanto isso tem gente que estuda 3 horas por dia durante o mesmo período, folgando nos finais de semana e consegue absorver grande parte do conteúdo, por estudar de forma eficiente. E aí? Quem vai passar: aquele que estudou por mais tempo ou aquele que dominou mais conteúdos? Aquele que estudou por menos tempo é realmente desmerecedor da vaga na universidade? Com certeza, quanto maior o esforço, maiores serão as chances de conseguir a recompensa; mas o esforço sem eficiência e sem visão empreendedora não ajuda muita coisa pois, não abrange a maior parte do todo e por não abranger a maior parte, não se obtém a maior parte da recompensa.

Responder
Luiz Alberto 26/05/2015 20:00:19

Uma dúvida que um amigo meu levantou e que eu não pude responder foi a seguinte: muitos dos fatores que levam uma pessoa a agregar mais valor que outra depende de uma melhor educação recebida. Assim, uma criança que pertence a uma família mais rica terá logicamente uma maior chance de gerar valor quando crescer do que uma criança vinda de uma família miserável. Como é possível resolver isso?

Responder
Felipe 26/05/2015 20:35:11

Primeiro, qual seria a injustiça neste caso?

O fato do filho do rico ter tido mais educação interfere o que na vida do filho do pobre?

A única resposta plausível seria inveja.

Segundo, educação não é tudo. Inteligência, autoestima, iniciativa, criatividade, dedicação são característica mais importante do que uma educação formal.

Responder
Leo 26/05/2015 21:11:21

A injustica esta no fato de o filho de familia pobre nao ter acesso a educacao de mesma qualidade que o filho de familia mais rica.
Nao lhe parece injusto oferecer educacao diferente para pessoas simplesmente por elas nasceram em familias diferentes?

Alem disso, "inteligência, autoestima, iniciativa, criatividade, dedicação" tambem estao sim muito ligados a condicoes em casa.
Quer que desenhe?
awebic.com/cultura/se-voce-acha-que-todos-tem-as-mesmas-oportunidades-da-uma-lida-nessa-historia-em-quadrinhos/

Responder
Amaral 26/05/2015 21:37:24

"Nao lhe parece injusto oferecer educacao diferente para pessoas simplesmente por elas nasceram em familias diferentes?"

Não lhe parece injusto pais bonitos gerarem filhos bonitos e pais feios gerarem filhos feios? Quem é bonito tem muito mais chance de ter empregos fáceis e bem remunerados. O que você pretende fazer quanto a isso? Obrigar feios a se casarem com bonitos?

Há pessoas que simplesmente se recusam a aceitar que educação vem de berço, e que, se uma família não dá valor para a educação, ninguém mais pode fazer nada quanto a isso, exceto o próprio rebento. Aliás, a história está repleta de exemplos de filhos de pais simples e ignorantes que se deram extremamente bem na vida.

Mas isso, é claro, não é o tipo de história que excita reformistas sociais.

Responder
Felipe 27/05/2015 02:33:22

Este é o seu conceito de injustiça?

"A injustica esta no fato de o filho de familia pobre nao ter acesso a educacao de mesma qualidade que o filho de familia mais rica."

E, por dedução lógica, seu conceito de justiça seria:

"Todos os filhos tem que ter acesso a mesma qualidade em educação."

Logo, se tu for coerente, você deveria considerar injusto se eu pagar para meus filhos estudarem inglês numa escola especializada, já que nem todos pais darão o mesmo para seus filhos.

Você deveria também achar mais justo um país em que ninguém é educado do que um país em que alguns são outros não.

É provável que se você morasse numa cidadezinha em que todos tivessem acesso a mesma educação (se é que isso seja possível), e então um pai resolvesse pagar um professor particular para seu filho, você provavelmente daria um chilique porque é uma injustiça que o filho de um tenha acesso a uma educação melhor do que os outros.


Por fim cabe a pergunta que você não respondeu:

O que interferi na vida do pobre o fato de uma criança rica ter mais estudo?

Se a resposta for nada, então o único motivo para se preocupar com isso é que vocês esquerdistas são um bando de invejosos.

Responder
Leo 27/05/2015 07:35:14

Sim, Felipe, essa eh a minha definicao de injustica.
E sim, de acordo com ela "nivelamento por baixo" torna o sistema mais justo, mas nao que eu defenda essa solucao para o problema (apesar de que a Finlandia, por exemplo, quando estatizou todas as escolas de educacao basica, sentiu primeiro um passo para tras nos indices de desempenho para depois comecar a avancar).

E respondendo a sua pergunta: O que interfere na vida do pobre o fato de uma criança rica ter mais estudo?
O fato de a crianca rica ter mais estudo nao eh o problema. O problema esta no fato de a crianca pobre nao ter acesso a esse bem (educacao) simplesmente por ter nascido nesse ou naquela bairro ou nessa ou naquela familia.

Responder
Malthus 27/05/2015 14:22:53

A explicação para a educação da Finlândia -- e a da Estônia, quase tão boa quanto -- é outra: o idioma. Se o idioma é simples e claro, os estudos se tornam mais lógicos e o aprendizado, mais fácil. Há estudos inteiros sobre isso.

Desde 2006 a amostra de países do PISA foi aumentada, incluindo diversos países em desenvolvimento. Um deles foi a Estônia. E desde então ela também passou a ocupar as posições mais altas no PISA dentre as nações ocidentais (nunca tão boas quanto as da Finlândia, mas ainda assim acima de Noruega, Suécia, Alemanha).

Há um fator em comum entre Finlândia e Estônia: as línguas de ambos os países não pertencem ao ramo indo-europeu comum a quase toda a Europa, mas ao ramo fino-úgrico; e são muito parecidas entre si.

Se a tese ainda parece duvidosa, considere o seguinte: dentro da Finlândia há uma minoria de falantes do sueco. Essa minoria é, em média, mais rica do que a de falantes do finlandês. No entanto, as notas dela no PISA são muito inferiores às deles. A tese do papel da língua na educação finlandesa é exposta neste breve artigo de Taksin Nuoret.

finnish-and-pisa.blogspot.com.br/

Assim como saber latim ajuda muito no entendimento de outras línguas, até do inglês, tudo indica que o idioma fino-úgrico também é uma mão na roda.


P.S.: aviso a terceiros: gentileza ler a matéria completa antes de reclamar.

P.S.2: Na Finlândia, não há estabilidade para professores. Eles podem ser mandados embora caso não tenham uma produtividade aceitável. Também, as escolas finlandesas possuem grande grau de autonomia onde o currículo tem liberdade para ser ajustado. Lá, Paulo Freire não tem vez.

P.S.3: a educação no Brasil também é 100% estatal, gratuita e universal (qualquer um pode estudar em escola pública). Por que não é boa?

Responder
Observador 27/05/2015 14:23:42

Atualmente, a Finlândia já caiu para a 5ª colocação no ranking da Pearson, ficando atrás de Coréia do Sul, Japão, Cingapura e Hong-Kong.

thelearningcurve.pearson.com/index/index-comparison

Mas na verdade isso não importa muito. Olhar qual sistema de educação ocupa o primeiro lugar do ranking é quase que irrelevante. Pouco adianta olhar um ponto isolado e tentar obter conclusões a partir disso, afinal de contas você pode estar analisando um ponto fora da curva.

Portanto, seria melhor perguntar: de forma geral os países com sistema de educação majoritariamente privado encontram-se em que lugar no ranking? E os países com sistema majoritariamente público?

Só assim para poder tirar uma conclusão melhor.

Responder
Jarz 27/05/2015 14:24:59

Complementando as ótimas intervenções dos colegas sobre a Finlândia:

A educação finlandesa é sempre usada como coringa pra justificar a gerência estatal da educação, mas muito pouco se vê de estudos detalhados sobre os reais motivos da eficiência do sistema educacional finlandês.

Tem muita coisa que é simplesmente ignorada, como a descentralização do sistema finlandês em contraste com sistemas engessados como o brasileiro:


Finland has a government school monopoly, as does the United States. However, in contrast to the USA's obsession with national standardized testing and federal mandates, the Finnish have chosen to allow wide discretion to local authorities in how money is spent for students. National standardized testing regimes at government schools is unheard of in Finland.
Essentially, districts in Finland compete for students (who bring funding with them) and this is facilitated by the fact that many large city schools have extremely small catchment areas. Essentially, the Finnish have discovered that the principle of subsidiarity and de facto competition result in extremely high quality educational outcomes: www.cesifo-group.de/port…/…/portal/docs/1/1215160.PDF
Authoritarian-leftist takes on the "Finnish Miracle" tend to leave this stuff out and instead focus on how the Finnish abhor choice, celebrate "equality" and pay their teachers princely sums (example: www.huffingtonpost.com/…/best-education-in-the-wor_n…).



Também nada se diz sobre os fatores culturais que fundamentam a organização social do povo finlandês - valores como responsabilidade individual, dedicação, valorização do crescimento intelectual, algo muito presente também nas sociedades asiáticas - o que explica não apenas o sucesso dos sistemas educacionais desses países(Coréia do Sul, Singapura e Japão inclusive ultrapassaram a Finlândia nos últimos testes internacionais) mas também o fato de que asiáticos se saem melhor nos estudos mesmo após várias gerações vivendo nos EUA

www.washingtonpost.com/blogs/wonkblog/wp/2014/05/05/hard-work-really-is-the-reason-asian-kids-get-better-grades-study-finds/

Encontrei esse relato pessoal de um finlandês que ajuda a compreender o peso do fator cultural na educação:


Mikko Arevuo:
As a native Finn I must throw in my two cents' worth. Although I left Finland a long, long time ago after completing my secondary education, and I never attended university there, the obsession with the Finnish education system is a gift that keeps giving me much amusement.

Now we are obsessing about national IQ and the lack of Nobel laureates. Oh dear! To me the answer is pretty straightforward. Finns have always valued education; it has never been "cool" to be dim or lazy.

Finland is a relatively homogeneous society and the country has few valuable natural resources. When I was a schoolboy it was hammered to us at school, and most importantly at home, that for Finland to succeed internationally we can't rely on our good looks, Father Christmas, or timber exports alone. Knowledge, particularly technological knowledge, was the source of national competitive advantage.

Finland may have a great pedagogically sound education system. However, in my opinion, the success of the Finnish educational attainment is based on the core societal values of aspiration and continuous self-improvement. No amount of money or pedagogy can deliver results if pupils themselves and their families do not consider education as a priority.

I have never come across a Finnish family, regardless of their social or economic standing, that does not value education. Finns may be nation of introverts and a rather melancholy lot, but there is a deeply embedded belief shared by all that the next generation will be more successful than the previous. And this can be only achieved through education and hard work. Now, what was this talk about the lack of Nobel laureates?



www.adamsmith.org/blog/education/explaining-the-success-of-the-finnish-education-system/

Recomendo também esse ótimo livro que não fala especificamente sobre educação, mas ajuda a compreender o papel dos valores culturais no progresso das sociedades e ajuda a desmistificar essa crença no poder mágico da gerência estatal.

www.amazon.com/Culture-Matters-Values-Shape-Progress/dp/0465031765


Resumindo: todo cuidado é pouco quando se discute com estatistas, social-democratas e esquerdistas em geral. São extremamente insidiosos e pra justificar seu insaciável desejo estatizante, vão afirmar de modo totalmente arbitrário que 100% do sucesso de todas os Estados de bem-estar social se deve a um único fator: dar dinheiro pra burocratas regulamentarem cada mínimo aspecto da vida em sociedade.

Responder
Felipe 27/05/2015 14:56:28

"E respondendo a sua pergunta...O fato de a crianca rica ter mais estudo nao eh o problema. "

Bingo! Logo se não é um problema então porque raios falar em igualdade? Não há nenhum motivo para isso.

Devemos então identificar o real problema e fazer a pergunta correta:

'como melhorar a educação oferecida aos mais pobres?'

Ai é uma outra discussão, mas já podemos concorda que o modelo atual não funciona.
Eu, por exemplo, defendo um ensino livre do estado.




Responder
Leo 27/05/2015 17:02:42

Concordo do diagnostico, nao da sua abordagem para resolver o problema, mas ai ja eh outra discussao...

Responder
Luiz Alberto 26/05/2015 21:26:09

A injustiça nesse caso seria que as duas pessoas não sairiam de um mesmo ponto de princípio. Em outras palavra, quando uma já está mais favorecida do que outra, não há muito "mérito" no fato de a primeira agregar mais valor que a segunda.

A resolução que procuro é a saída dessa incógnita. Se a família mais rica sempre poder agregar mais valor devido a sua educação, então logicamente haverá uma perpetuação desse modelo. Como os libertários geralmente respondem a isso?

Obs: Eu sou um libertário, só não sei a dúvida dessa questão. Estou fazendo questões exatamente como um esquerdista faria,pois é assim que eles fazem para mim
Obrigado.

Responder
Theodore 26/05/2015 21:41:31

Já foi respondido lá em cima. E, obviamente, ignorado. Vou tentar de novo.

Você quer um arranjo absolutamente impossível de ser colocado em prática. É impossível igualar o "ponto de partida", e por um motivo muito simples: você teria de alterar toda a estrutura humana do planeta.

Para começar, as pessoas não nascem iguais. Essa é a premissa mais básica de toda a humanidade. As pessoas são intrinsecamente distintas uma das outras. Algumas pessoas são naturalmente mais inteligentes que outras. Algumas têm mais destrezas do que outras. Algumas têm mais aptidões físicas do que outras.

Adicionalmente, mesmo que duas crianças nascessem com exatamente o mesmo grau de preparo e inteligência (algo improvável), o próprio ambiente familiar em que cada uma crescer será essencial na sua formação. Algumas crianças nascem em famílias unidas e amorosas; outras nascem em famílias desestruturadas, com pais alcoólatras, drogados ou divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI. Toda a diferença já começa no berço e, lamento informar, não há nenhum tipo de engenharia social que possa corrigir isso.

As influências genética e familiar sobre o destino das pessoas teriam de ser eliminadas à força, pois elas indubitavelmente afetam as oportunidades e fazem com que elas sejam desiguais.

No cruel mundo atual, pessoas feias não podem ser modelos; deformados não podem ser astros de futebol; retardados mentais não podem ser astrofísicos; baixinhos não podem ser boxeadores pesos-pesados. Não creio ser necessário prolongar a lista; qualquer um é capaz de pensar em milhares de exemplos.

O mais curioso sobre essa questão da desigualdade de oportunidades é que os arranjos políticos necessários para reduzi-la ao máximo possível já existem na maioria dos países ocidentais. Há saúde gratuita, há educação gratuita, há creches gratuitas, há escolas técnicas gratuitas, e há programas gratuitos de curas de vícios. Ainda assim, todos continuam infelizes ou descontentes. Consequentemente, continuamos atribuindo nossa infelicidade à falta de igualdade de oportunidades simplesmente por medo de olharmos para outras direções à procura de explicações verdadeiras, inclusive para nós mesmos.

Responder
Leo 27/05/2015 07:27:31

Theodore, gostei da sua resposta.

Concordo que diferencas geneticas sao e sempre serao limitantes para essa ou aquela pessoa. Quando eu falei de injusticas, eu falei sobre diferencas nas oportunidades iniciais que sao diferentes para pessoas (criancas) simplesmente por terem nascido nessa ou naquela familia.

Vc escreveu: "os arranjos políticos necessários para reduzi-la ao máximo possível já existem na maioria dos países ocidentais. Há saúde gratuita, há educação gratuita, há creches gratuitas, há escolas técnicas gratuitas, e há programas gratuitos de curas de vícios". Sim, a civilizacao ocidental ja reconheceu a necessidade da existencia desse tipo de "arranjo politico". A injustica, na minha opiniao, eh que no Brasil boa parte deles (especialmente a educacao) nao funciona.

Agora vem algo que talvez seja uma divergencia ideologica fundamental entre eu e alguns outros comentaristas deste post: pra mim, fazer com que esses "arranjos políticos" funcionem deveria ser o objetivo principal do estado.

Responder
Felipe 27/05/2015 12:36:43

Engraçado que nenhum esquerdista respondeu minha pergunta:

'O que interfere na vida do pobre um rico ter mais estudos?'

E não respondeu porque a resposta obrigará admitir que toda preocupação com o pobre é apenas inveja dos ricos.

Se tivessem realmente alguma preocupação com os mais pobres iriam apenas se preocupar em como
melhorar a educação e não ficar se preocupando em igualar a educação.

Responder
anônimo 27/05/2015 08:14:35

' Se a família mais rica sempre poder agregar mais valor devido a sua educação, então logicamente haverá uma perpetuação desse modelo. Como os libertários geralmente respondem a isso?'
Educação de qualidade e barata, pro pobre, só não existe por causa do governo.
Com a Khan Academy qualquer pobre tem a mesma educação do filho do Bill Gates, mas quem sãos os primeiros a reclamar da concorrência? Os professores.E pro governo, ajudar a educação é fazer a vontade dos professores.

Responder
Jarzembowski 27/05/2015 11:30:23

Essa sua proposta de mundo é ótima.
Vai funcionar muito bem, e já tem até o manual pra implementar:


"- Nós também predestinamos e condicionamos. Decantamos nossos bebês sob a
forma de seres vivos socializados, sob a forma de Alfas ou de Epsilons , de futuros,
carregadores ou de futuros... - ia dizer "futuros Administradores Mundiais", mas,
corrigindo-se, completou: - futuros Diretores de Incubação."


Aldous Huxley - Admirável Mundo Novo


Responder
Enéas 26/05/2015 20:48:40

Não entendi. O que é que tem pra "resolver" aí?

Quer emburrecer o rico ou quer deixar o pobre mais inteligente? Isso não é algo que está ao seu alcance.

Inteligência é uma característica inata, a qual é desenvolvida em média até os 16 anos de idades. Já o preparo é algo que se obtém com esforço extremo e contínua disciplina. É o preparo só é adquirido se houver um impulso genuíno a esse fim.

Lamento, mas você não pode fazer nada quanto a isso.

Responder
Leo 26/05/2015 21:08:05

Serio?
No mesmo comentario vc diz que inteligencia eh inata e que ela pode ser desenvolvida. Dureza, hein?! Sugiro uma lida no significado da palavra inata.

Responder
Eneas 26/05/2015 21:35:56

Sério. Deixa eu tentar desenhar: inata é aquilo que já nasce com você. Não obstante você já nascer com ela, ela pode ser aperfeiçoada e desenvolvida, mas até um limite de idade.

Há pessoas que já nascem com facilidade para idiomas. No entanto, se essa característica não for desenvolvida dede cedo, chegará uma idade em que isso não mais será possível. Você acha que uma pessoa com 60 anos aprende outro idioma com a mesma facilidade que um adolescente de 14 anos?

Entendeu ou bugou o cérebro? Faz uma forcinha; não é muito complicado.

Responder
Juliano 27/05/2015 17:42:13

Um ponto que deve ser levado em consideração é que "justiça" está relacionada a escolhas. Não é injusto que uma pessoa tenha câncer enquanto outra é saudável, isso é apenas um fato da vida. Claro que pessoas que nascem em famílias estruturadas têm mais condição de levar uma vida legal do que pessoas que nascem sem nenhum suporte. Podemos até questionar o tratamento que pais dão aos seus filhos, à escolha de ter ou não filhos em determinadas situações, mas não dá pra considerar simplesmente como injusta a situação de desigualdade que é inerente à natureza humana.

Outro ponto é que a vida não é uma competição onde todos os componentes devem estar no mesmo ponto inicial para que possam competir. A vida não é um jogo. Cada um nasce em um ambiente cheio de complexidades e, do seu jeito, vai querer direcionar sua vida.
Dito isso, uma das escolhas que todos estamos expostos é a de ajudar outros seres humanos. Sabendo que nem todos têm condições de conseguir tudo que querem ou que precisam, cabe a cada um de nós decidir se quer ou não ajudar, quem seria o alvo dessa ajuda e até que ponto ir nessa empreitada. Essa é uma escolha moral e individual. O que não é razoável é assumir que um grupo pode decidir um comportamento que deve ser imposto aos demais, sob ameaça de violência: ou você faz o que eu quero ou vou bater em você!

O discurso esquerdista mudou o parâmetro de comparação. Não basta você ser uma pessoa honesta, que ajuda os demais e quer levar uma vida tranquila. Agora você passa a ser responsável porque alguém não teve a mesma sorte que você, você é um "privilegiado". Na cabeça dessa gente, o Brasil ficaria muito pior se o Bill Gates se mudasse pra cá, pois aumentaria a desigualdade.

Não há mal nenhum em aproveitar as chances que a vida te dá, o mal está em ver na violência um método razoável para implementar um mundo que está na nossa cabeça.

Responder
anônimo 29/05/2015 13:16:19

Belo comentário.

Responder
Luiz Alberto 26/05/2015 21:56:31

Obrigado, Theodore. Sua resposta foi a melhor até agora.

Responder
Jefferson Monteiro 27/05/2015 13:10:02

Se entendi bem, valor se equivale no texto como "o resultado". O esforço empregado e os recursos utilizados no fim ficam em segundo plano.

Não importa se você nasceu com mais dedos e isso possibilita ser um melhor pianista, o que importa é a música final que você entregou como resultado. O pianista que toca bem (não de forma excelente) com apenas um dedo vai também gerar um valor final, entretanto por tempo limitado. Por natureza valorizamos esse esforço, mas queremos sempre o melhor, não apenas o esforçado.

Minha visão final (pessoal) é que com dedos a mais ou apenas um dedo todos esperam o melhor resultado, se sustentar apenas no fato de ser limitado (fisicamente, socialmente ou culturalmente) geram valores, entretanto o seu reconhecimento e permanência da sua valorização será temporária.

Responder
Pedro 27/05/2015 13:43:59

Valor é diferente de esforço. Não adianta o esforço se o esforço não produzir trabalho nenhum.
Legal como a fórmula para calcular o trabalho de uma força (esforço) na física, também é valida aqui:
W = F x d x cos(f)
onde F é o seu esforço (Força), d é o valor que você cria (distância que você anda) e f é o ângulo entre a "direção certa" e a "direção que você faz o seu esforço".

Responder
Cabral 27/05/2015 14:17:38

"Não adianta o esforço se o esforço não produzir trabalho nenhum."

Correção: não adianta o esforço se o esforço não produzir valor nenhum.

As leis da física nada têm a ver com as leis da economia.

Responder
Boaventura 27/05/2015 17:52:19



Resumindo: É como um estudante de letras, se especializar em latim, ser professor e querer ficar rico dando aulas de latim nos dias de hoje. Se esforçou, foi o melhor da turma, porérm, o produto de seu esforço e investimento não interessa a muitas pessoas = pouco valor.

Responder
gil 28/05/2015 11:55:33

Essa nota é uma ofensa aos professores. Os senhores deveriam se envergonhar por comparar o lixo que é o "serviço" que esses "supracitados" prestam à sociedade com a nobilíssima missão dos educadores! Produtividade extremamente baixa?!?! Como assim??? Meu Deus, seria a ignorância ou o mau caráter que levaria alguém a comparar os lucros da propaganda com aqueles que uma boa educação proporciona aos seres humanos?!?! Lamentável, para não dizer ODIOSO!

Nota do IMB: por que Faustão, Gugu, jogadores de futebol e artistas globais ganham mais de R$ 1 milhão por mês ao passo que um professor realmente bom ganha apenas uns R$ 5 mil? Um bom professor pode realmente gerar valor, mas ele gera valor para uma quantidade ínfima de pessoas ao ano. Quantos alunos diferentes ele tem? Provavelmente, não mais do que 200 (um número bem exagerado). Portanto, ele cria valor para 200 pessoas por ano. É uma produtividade extremamente baixa. Já os indivíduos supracitados têm alcance nacional (alguns, mundial), milhões de pessoas consomem voluntariamente seus serviços, e eles geram retornos — goste você ou não deles — para seus empregadores semanalmente, que estão satisfeitos em lhes pagar salários milionários. Se não gerassem valor, seria simplesmente impossível terem esses salários.]

Responder
Jefferson Monteiro 18/06/2015 14:06:18

Amigo, assino embaixo da sua declaração, mas não tem nada haver com valor moral a discussão deste tópico e sim valor financeiro. Não tente comparar laranja com banana, são assuntos completamente diferentes.

Responder
anônimo 02/10/2015 18:11:01

O texto ignora um fator ainda mais importante, a oferta e demanda.

Um barbeiro produz o mesmo valor que produzia a 30 anos atrás, e provavelmente ganha mais hoje do que antes, isso porque as pessoas ficando mais produtivas passaram a pagar mais pelo serviço.

Outro exemplo, uma diarista nos EUA fazendo o mesmo serviço que no Brasil ganha mais. Como essa teoria explicaria isso? basta ela pisar nos EUA que o valor que ela gera muda?

Responder
Aparecido 02/10/2015 18:24:05

"Um barbeiro produz o mesmo valor que produzia há 30 anos atrás"

Errado. Não tem como você saber disso. Como é que você sabe que as pessoas hoje valorizam um corte de cabelo de maneira idêntica a como valorizavam 30 anos atrás? Não há como você fazer essa suposição.

Aliás, você está incorrendo em um erro tipicamente marxista: confundindo valor com trabalho. Sim, o trabalho é semelhante, mas o valor por ele gerado pode ser bem diferente.

Os homens podem simplesmente estar mais vaidosos hoje, o que os leva a valorizar mais esse tipo de serviço.

"uma diarista nos EUA fazendo o mesmo serviço que no Brasil ganha mais. Como essa teoria explicaria isso? basta ela pisar nos EUA que o valor que ela gera muda?"

Nos EUA, justamente pelo fato de uma diarista ser artigo raro, o valor que se atribui a um serviço de limpeza é muito mais alto do que aqui. Aqui no Brasil isso é rotineiro; lá, não.

E isso nem é opinião minha, não. Não só eu já morei nos EUA, como também tenho um parente que está morando lá. É exatamente assim que eles pensam.

Dica: jamais desconsidere o valor subjetivo das pessoas em sua análise.

Responder
Andre 02/10/2015 18:29:22

"Um barbeiro produz o mesmo valor que produzia a 30 anos atrás, e provavelmente ganha mais hoje do que antes, isso porque as pessoas ficando mais produtivas passaram a pagar mais pelo serviço.".

O valor é subjetivo.

Uma bola de futebol vale X no mercado.
Uma bola de futebol usada no final da copa do mundo vale MUITO MAIS,
mesmo as duas bolas sendo EXATAMENTE iguais.

Portanto o valor que as pessoas dão aos barbeiros, e tudo o mais, é também subjetivo,
e sendo subjetivo pode variar ao longo do tempo, do espaço, dos países,
localizações geográficas, etc... sem absolutamente nenhuma razão aparente.

Responder
Juan Domingues 20/10/2015 13:18:45

O conceito de meritocracia não se refere ao fato de que basta querer e se esforçar que qualquer um pode virar um bilionário. Apenas os tolos tem essa visão.
O conceito simplesmente diz que, em meio a uma série de variáveis que podem definir o seu futuro (capacitação, saúde, empenho pessoal, cenário do mercado, conjuntura política ou mesmo a própria sorte), não há sentido em se focar nas que você não pode mudar e sim nas que você pode. Nesse sentido, é notável que quem se esforça mais acaba tendo um resultado mais favorável do que quem simplesmente se entrega as variáveis imutáveis. Dai a importância de defender a meritocracia como valor.
Em última instância, se formos apelar ao primitivismo, quem não caçar a própria comida e ficar sentado pensando na morte da bezerra morre de fome. Por outro lado, quem se dedica a caça pode até assumir o risco de morrer mais rápido pois está gastando energia durante a caça, mas caso consiga uma presa ganha algumas semanas a mais, ou seja, tem um resultado melhor no quesito "continuar vivo".

Responder
Santos 20/10/2015 13:35:55

"O conceito [de meritocracia] simplesmente diz que, em meio a uma série de variáveis que podem definir o seu futuro (capacitação, saúde, empenho pessoal, cenário do mercado, conjuntura política ou mesmo a própria sorte), não há sentido em se focar nas que você não pode mudar e sim nas que você pode."

Essa é a primeira definição desse tipo que leio. Nunca li nada parecido com isso. Acho que foi você próprio quem criou este conceito.

Aliás, isso que você falou está muito mais para a definição de "divisão do trabalho" do que para a definição de "meritocracia".

No entanto, pouco importa: essa sua definição nada diz sobre enriquecimento, criação de valor e ascensão. Ela não fornece explicações.

"Nesse sentido, é notável que quem se esforça mais acaba tendo um resultado mais favorável do que quem simplesmente se entrega as variáveis imutáveis. Dai a importância de defender a meritocracia como valor."

A segunda frase não tem nada a ver com a primeira. A primeira frase não necessariamente leva à conclusão inferida pela segunda frase. São coisas desconexas.

Você quis fazer um silogismo mas fez apenas um sofisma.

"Em última instância, se formos apelar ao primitivismo, quem não caçar a própria comida e ficar sentado pensando na morte da bezerra morre de fome. Por outro lado, quem se dedica a caça pode até assumir o risco de morrer mais rápido pois está gastando energia durante a caça, mas caso consiga uma presa ganha algumas semanas a mais, ou seja, tem um resultado melhor no quesito "continuar vivo"."

Isso é imaterial. Sim, tal pessoa se manteve viva por mais tempo, mas não gerou valor nenhum para ninguém. E essa é a discussão do artigo: só enriquece no mercado quem gera valor (e o valor é totalmente subjetivo). Habilidades de caça com o intuito da sobrevivência nada têm a ver com o tema do artigo. Viajou.

Responder
Juan Domingues 20/10/2015 14:23:05

O meu comentário não se refere apenas à economia da questão, como tenho certeza que você bem entendeu, apesar do tom desnecessariamente beligerante da sua resposta.
Tento clarificar para os demais o meu ponto: em um cenário com variáveis mutáveis e imutáveis determinando seus resultados futuros, não há sentido tentar modificar as variáveis imutáveis. Para conseguir um resultado melhor, ainda que sutilmente, é preciso focar nas variáveis que dependem diretamente do indivíduo. A importância da meritocracia ou melhor, do esforço (visto que não são necessariamente sinônimos, ver excelente discussão encontrada nos comentários acima) reside ai.
E, partindo para a economia, esforço x capacidade de gerar valor são naturalmente indissociáveis. Qualquer ideia, produto ou serviço não surge do nada no mercado. Alguém teve a ideia, alguém investiu, alguém implantou a ideia e assumiu o risco. Existe esforço em todas as etapas do processo, e existe mérito relacionado a esse esforço que produziu esse valor. Não há dissociação possível entre estes entes.

Responder
Capital Imoral 20/10/2015 14:00:56

"È o valor que se cria"
È engraçado porque hoje mesmo apareceu está vaga de emprego no site curriculum.

Vaga: Balconista de lanchonete
Salario: 750
Descrição: È necessario ensino superior completo em admnistração, inglês fluente, exp de no minimo 1 ano.
-------------------------
È o valor que se cria não é mesmo?
Haaa mas é culpa do estado malvadão, MENTIRA!

Responder
Social 20/10/2015 14:18:16

Balconista de lanchonete cria valor?! Qual?

Substitua a balconista por uma máquina automatizada e o serviço será mais rápido, mais eficiente e (muito) mais barato. E sem risco de a máquina chegar atrasada ou roubar.

No extremo, o próprio dono da lanchonete poderia ficar no balcão, sem dar emprego para ninguém. É por uma questão de comodismo que ele abre mão de uma fatia do lucro (o lucro seria muito maior caso ele não tivesse gastos com empregado) e repassa essa fatia, na forma de salário, para a balconista.

Na verdade, oferecer emprego para pessoas fazerem esse tipo de serviço e a esse valor salarial (o qual, ao somarmos todos os encargos sociais e trabalhistas, o custo chega a R$ 1.500 para o patrão) chega a ser uma caridade.

Responder
Liberal das antigas 20/10/2015 14:44:55

Este comentário é totalmente mentiroso. A começar o salário oferecido é inferior ao mínimo, e os requisitos exigidos são desproporcionais a função.

Ninguém com inglês fluente, graduado e com experiência trabalharia por 750 reais.

Meu cunhado que não tem nenhum dos três itens arrumou um estágio por 1.400 reais.

E complementando, a função de uma balconista cria pouco valor a empresa que trabalha, além de ser facilmente substituível (sim, isso mesmo) já que os requisitos para uma balconista são mínimos.

Há apenas duas maneiras de uma balconista obter um melhor salário,

1)Diminuindo a oferta de mão-de-obra desqualificada, o que elevaria a demanda pelo seu trabalho.
2)Mais investimentos na economia, o que elevaria a produção de bens e serviços, implicando em uma queda generalizada nos preços.

Responder
Capital Imoral 20/10/2015 14:49:33

Que lindo né, Os 4 anos de faculdade privada, que lutou com suor para conseguir pagar, mais os 4 anos de cursinho de inglês. TUDO foi para o lixo.

È isso que a criação de valor diz para quem luta.
Chega a ser um Drama da vida, O cara entra na faculdade esperando crescer, ele paga O PREÇO por isso, mas como compensação o resultado é esse: trabalhar na lanchonete por 700 reais.


Porque vocês não diz logo que faculdade não serve para nada?

Responder
Na Real 20/10/2015 15:33:48

"Os 4 anos de faculdade privada, que lutou com suor para conseguir pagar, mais os 4 anos de cursinho de inglês. TUDO foi para o lixo."

Enquanto isso, vários indivíduos que não gastaram um centavo sustentando o cartel (regulado e protegido pelo estado) de faculdades privadas viraram empreendedores bem-sucedidos. Por quê? Porque souberam criar valor para seus consumidores.

Outra coisa: se uma pessoa gasta 4 anos da vida fazendo faculdade e mais quatro anos fazendo curso de inglês e, no final, o máximo que consegue é ser balconista de lanchonete (profissão essa que não exige nem ensino médio completo), então tal pessoa é uma completa incapaz.

(É óbvio que eu sei que você está aqui só de zoação, mas como sua zoeira costuma ser o pensamento de esquerdistas desse país, vale a pena respondê-lo.)

"Chega a ser um Drama da vida, O cara entra na faculdade esperando crescer, ele paga O PREÇO por isso, mas como compensação o resultado é esse: trabalhar na lanchonete por 700 reais."

Enquanto isso, pessoas que não caíram no conto do curso superior e que jamais acreditaram que um mero diploma representaria a "Porta da Esperança" -- pois sabiam que só seriam bem-sucedidas se soubessem criar valor para terceiros -- foram à luta, não se encostaram, não ficaram reclamando na internet, e hoje ganham muito dinheiro.

Taí a definição de "vencedores".

"Porque vocês não diz logo que faculdade não serve para nada?"

Ué, mas isso já foi dito aqui várias vezes. Aqui vai só um exemplo:

A obrigatoriedade do diploma - ou, por que a liberdade assusta tanto?

Responder
Slaine 20/10/2015 15:39:48

faculdade DE ADMINISTRAÇÃO realmente não serve pra nada.

Responder
Anonimo 20/10/2015 16:03:15

Esse artigo não diz que faculdade não serve pra nada,só diz que diploma não deve ser obrigatório.
Conhecimento pode servir pra muita coisa sim, onde vc conseguiu não interessa.

Responder
Batista 20/10/2015 16:01:56

"Capital Imoral",

Larga de achismo, de ficar fantasiando e coloca a fonte da tal vaga de emprego que você citou.

Se não colocar e comprovar o que disse, desde já fique rotulado como MENTIROSO!

Responder
Edujatahy 20/10/2015 16:08:18

É incrível que todo discurso da esquerda cai neste vitimismo.
"Que lindo né, Os 4 anos de faculdade privada, que lutou com suor para conseguir pagar, mais os 4 anos de cursinho de inglês. TUDO foi para o lixo. "

E a culpa é do capitalismo porque a pessoa decidiu fazer uma faculdade que não teria colocação no mercado?
Ou a culpa foi de um governo esquerdista que acredita que se financiar todo mundo da sociedade a ter um pedaço de papel (diploma) automaticamente deixará todo mundo rico e bem de vida?

Responder
Vinicius 20/10/2015 16:19:44

Faz tempo que saí dessa faixa salarial, mas durante muito tempo não tive nenhuma dessas qualificações e nunca arrumei trampo por menos de R$1600.

Responder
Ezequiel Alves 20/10/2015 14:14:57

Eu prefiro ler e aprender de empreendedores e executivos e contadores ou pessoas que fizeram muito sucesso com seu trabalho ou idéia sobre a meritocracia do que por uma pessoa ingajada politicamente ou que tem muito fanatismo sobre esse assunto. O capitalismo e o mérito não devia causar tanto ódio ou nojo a aqueles não atingiu seu potencial, mas sim inspiração, criatividade e motivação e amor pelo que faz.

Responder
Pedro 20/10/2015 15:08:59

O principal erro de muitos indivíduos ao discutir sobre isso é crer que necessariamente o sistema meritocrático só funciona se TODOS os exemplos possíveis estiverem dentro da lógica do esforço/inteligência/trabalho etc.

Não, uma sociedade baseada no mérito é aquela onde seus cidadãos possuem suas liberdades individuais respeitadas e são livres para decidirem de que maneira vão agir para conquistar seus objetivos. Isso, de maneira nenhuma, quer dizer que todos irão partir do mesmo ponto ou que irão ter as mesmas sortes. Seria ridículo pensar ou defender isso.
Logicamente alguns receberão ajuda substancial dos pais ou herança, e não há nada de errado com a sorte. Até mesmo ela precisa ser totalmente respeitada.
Portanto eu diria que uma sociedade livre e meritocrática se baseia em respeitar as escolhas individuais, os caminhos traçados por cada um, a sorte de cada um, a inteligência adquirida no nascimento que cada um possa ter etc.
A meritocracia se baseia em delegar ao indivíduo o poder de escolha. Ela é amoral. Não interessa se você lucra cinco milhões vendendo produtos de baixíssimo custo para pobres ou se lucra o dobro apresentando um programa de domingo.
E, já pontuando novamente, em relação ao sortudo que acordou milionário por conta de uma herança, sem ter mexido um dedo, é simples: esse montante não foi roubado, a sorte sempre fez parte da vida.
Em suma, o sistema foca em libertar os agentes da subjetividade das decisões políticas. Nada supera a liberdade. Foca em te deixar livre para tomar as próprias decisões e se responsabilizar por isso. Isso é meritocrático, todo o resto é irrelevante.

Responder
Gomides 20/10/2015 15:23:51

"uma sociedade baseada no mérito é aquela onde seus cidadãos possuem suas liberdades individuais respeitadas e são livres para decidirem de que maneira vão agir para conquistar seus objetivos."

Não, isso não é uma sociedade baseada no mérito. Isso é uma sociedade baseada nas liberdades individuais, nas responsabilidades próprias e no respeito à propriedade privada.

Ponto.

"Mérito" é um conceito irrelevante para a existência desta sociedade. O mérito existiria naturalmente caso a liberdade individual, a responsabilidade própria e o respeito à propriedade privada fossem respeitados nesse ambiente. Ou seja, o mérito decorre desta sociedade, mas não é a causa dela.

Responder
RR 20/10/2015 15:48:12

Não entendi o propósito desse artigo. Geração de valor e mérito são coisas que devem existir em conjunto numa sociedade. Conseguir gerar valor, já pode é ser considerado um mérito do indivíduo ou organização. Mas o que deveria estar em discussão é qual o valor os apresentadores de televisão e jogadores de futebol por exemplo, passam para as pessoas.

Responder
Felipe R 20/10/2015 15:48:16

Este artigo foi um dos vários tapas na cara que levei pra acordar, quando o li no início do ano. Sempre que alguém vem com papo de meritocracia pra cima de mim, me inspiro nesse texto, e explico que o mérito vem da geração de valor, e não do esforço.

Responder
Rodrigo 20/10/2015 16:04:30

Infelizmente o QI (Quem Indica) derruba muitas vezes no mundo corporativo. E nem sempre os melhores são os mais valorizados.

Mais de 80% das vagas ficam com o amiguinho do "chefe" o sujeito baba-ovo que é sempre agradável aos olhos da chefia.

O trabalhador eficiente que faz todo o serviço corretamente, aquele que "veste a camisa da empresa", nunca é promovido.

É mais fácil uma mulher bonita conseguir uma promoção... Tem chefes que pensam com a cabeça de baixo...

Responder
Fernando 20/10/2015 16:16:01

Concordo ! Trocas voluntárias não dependem de mérito. Elas dependem dos interesses de cada um.

O maior problema da política é querer transformar liberais em comunistas e comunistas em liberais. Isso nunca irá acontecer com uso de força ou manipulação.

As sociedades seriam melhores se cada cidadão declarasse o seu interesse político. Os anarquistas não pagariam nenhum imposto, os liberais pagararim 5% de imposto, os conservadores 15%, os sociais democratas 40%, os socialistas 75% e os comunistas 100% de imposto. Isso resolveria o problema da política, pois agora todos são atendidos como querem.

Se o povo ficar nessa luta política que viola os interesses de cada um, nós nunca teremos um ambiente que seja bom para todos. A liberdade também não deve proibir quem deseja um ser governado.

Claro que os socialistas do governo são ladrões, mas se todos tivessem boas intenções, os direitos de cada um seria respeitado.

Enfim, não existe um modelo político igual para pessoas diferentes. Isso não respeita as liberdades.

Concluindo, todos devem informar ao governo qual é a sua posição política e pagar ou não pagar por ela. Já encheu o saco esses comunistas disfarsados.

Responder
Diego 20/10/2015 16:21:16

O grande problema é que são poucas as pessoas que têm condição pra ter filho no mundo. Mas como evidentemente uma minoria enxerga isso, o que se tem são pessoas tendo filhos sem a mínima possibilidade, e isso vai gerando ciclos de pobreza e exclusão sendo passados de um pra outro.
Como o mundo é cada vez mais competitivo, isso forma uma bola de neve e a tendência é só piorar. Alguém acha que aqueles refugiados na Europa deveriam ter filhos? E no entanto olha a quantidade de crianças. Alguém acha que esses bolsa esmola poderiam ter filho? Óbvio que não. Mas como a esquerda distorce tudo, não existe a responsabilidade individual de cada um pelos seus atos, todos são "vítimas da sociedade", quando na verdade são vítimas da irresponsabilidade dos pais.

Responder
Anonimo 20/10/2015 17:16:10

O problema daqueles refugiados não tem nada a ver com ciclo de pobreza, o conflito e o crescimento do ISIS na terra deles foi criado pelos EUA na sua sanha de se intrometer nos assuntos do mundo todo

Responder
Diego 20/10/2015 18:37:57

Claro, malditos EUA. Como se Iraque, Síria e cia antes dos ataques dos Eua e ISIS já não fossem uma bosta, controlados por dinastias de ditadores e populações vivendo na merda igual a escravos, que depois estouraram numa guerra civil. Que ótimo ambiente pra se ter um filho. O problema foram os malditos yankees que destruíram esses paraísos.

Responder
Anonimo 21/10/2015 09:51:36

Diego, guarde sua histeria pra discutir com a esquerda, aqui não vai colar.
Saddan Hussein era um ditador escroto mas mantinha aquelas tribos de malucos sob controle, com a derrubada dele é claro que se instalaria o caos.
Inclusive o próprio Saddan, sanguinário do mesmo jeito era deixado em paz no tempo em que era um capacho dos EUA, achar que é algum tipo de razão humanitária que leva os EUA a se meter naquelas bandas é de uma ingenuidade tremenda OU, é coisa de neocon.Gente que mente de propósito.

Responder
mauricio barbosa 21/10/2015 15:28:20

Não foi os EUA que inventaram esse conflito na Síria e outros no oriente médio,simplesmente eles escolhem o lado que lhes for mais favorável e é lógico que os estados unidos não é nenhum santo,gente!Santo e perfeito que eu saiba só DEUS nosso criador e não somos santos por falhas nossa e enfim o papo de professor esquerdista boçal ou não é sempre culpar os EUA (e admirar a ilha de mendigos,CUBA) por tudo de ruim que há no mundo quando na realidade todos os governos e governantes são no mínimo suspeitos por tudo de péssimo que nos assola pois são uns filhotes do diabo salvo as exceções logicamente...
Portanto um viva aos EUA,RÚSSIA,BRASIL e demais NAÇÕES e abaixo todo governo opressor e principalmente um viva a LIBERDADE

Responder
Anderson S 20/10/2015 18:10:33

É um problema.

E o pior é que quase ninguém tem a ousadia de desafiar esse dado politicamente correto.

Lembro-me que antes, décadas atrás, o sujeito que quisesse casar deveria primariamente resolver algumas pendências, como ter uma casa (ou pelo menos tê-la pela metade, em construção), emprego fixo e certa renda, só assim um pai liberava o casamento da filha. Claro, são outros tempos, nossa sociedade mudou radicalmente de lá para cá, porém, uma coisa importantíssima foi relegada, que é a responsabilidade individual/familiar, e tudo isso por culpa do estado assistencialista.

Tivessem as pessoas consciência de suas capacidades de produção e poupança, boa parte da pobreza estaria resolvida. É duro? É, mas é o jeito quando não se tem renda para dar condições adequadas aos seus semelhantes de sangue (família).

E outra coisa (outro pensamento politicamente incorreto, de minha parte), falta inteligência financeira ou é falta de cultura financeira, por parte da maioria dos pobres ou pessoas de baixa renda. Não quero pôr a culpa somente na incapacidade de poupança dos menos abastados, pois sei que o problema é mais complexo (depende e muito do governo não foder a economia, de maneira geral); mas é observável que muitos indivíduos com capacidade baixa de produção não sabem como planejar financeiramente suas vidas, muitas vezes mesmo ganhando pouco preferem comprar, quando oportuno, coisas fúteis que, além de não contribuir para o sucesso pessoal, acabam por atrapalhar suas vidas (como comprar TV, DVD, ingressos de show's, gastar em bares, cachaças e etc).

Responder
anon 20/10/2015 16:50:32

Ninguém vai falar nada sobre Angus Deaton, o faz tudo? O cara é climatologista, conselheiro familiar, especialista em peso e medidas dos humanos (com ele baixinho não tem chance), guru- nutrólogo, realista econômico, ele sabe o que você deve fazer com o seu dinheiro (faça um curso com ele, e mude as suas preferências!), quase superou Thomas Piketty na vendagem de livro, descobriu "cientificamente" que quem ganha pouco sente dores emocionais, como manipular a demanda num livre mercado? (exagerei?). Bem, ele merece ou não merece um novo prêmio Nobel do politicamente correto? Anon, SSXXI

Responder
Rafael 20/10/2015 17:43:43

Excelente, esse é aquele tipo de texto em que você ao ler imagina como poderia ter sido sua vida se já tivesse sido criado tendo esse tipo de informação, isso não se resume apenas ao capitalismo, se resume a absolutamente tudo na vida, no social e até no campo "amoroso".

Responder
mauricio barbosa 20/10/2015 21:02:41

Rafael concordo com você em gênero,número e grau,é verdade que a poupança e a educação financeira servem tanto para.pobre,rico,afrodescendente,branco,nativos ou estrangeiro,esse puto do estado e seus professores boçais esquerdistas só ensinam merda e criticas sem fundamento ao capitalismo ao invés de ensinar a pescar.Seus esquerdistas boçais procurem ensinar o povo a pescar e parem de fazer papelão aqui ao fazerem comentários sem argumentos e consistências e esses vagabundos(parasitas)empataram minha vida ao não me ensinarem esses princípios que aprendi na bíblia)Poupança) mas que foram consolidados com a teoria praxeológica de Mises.

Responder
Sérgio 20/10/2015 18:30:18

Isso responde àquela pergunta: "pq o Neymar ganha mais que um médico?"

Responder
Dallan 21/10/2015 10:20:51

Verdade.

Se alguém acha injusto o Neymar ganhar mais que um médico, faça a única coisa moralmente aceitável e efetiva no livre mercado: pare de consumir qualquer coisa relacionada a futebol, até mesmo dar aquela olhadinha numa TV ligada em um jogo pra não estimular o dono do bar a exibir jogos. Convença as outras pessoas a fazer o mesmo. Monte associações para estimular esta visão (mas sem ajudinha do Estado pra fazer uma ONGuizinha)!

Se todo mundo que acha que o Neymar ou qualquer outro esportista não merece ganhar mais que um médico fizer isso, pode ter certeza que eles vão ganhar bem menos.

Mas aí não, né? É difícil, não é? Esse alguém gosta de futebol e não consegue largar, não é? Então, que esta pessoa se conforme com sua medriocridade e para de ser hipócrita e invejoso. O problema real para esse tipo de gente não é o jogador ser rico, e sim não ser ele este jogador rico.

Responder
anônimo 20/10/2015 18:33:52

Gerar Valor = Satisfazer desejos das pessoas (em latência ou efetivos). Nada mais.

Se tomarmos por meritocracia o cumprimento de um conjunto objetivo de quesitos, o Partido Comunista da URSS era o mais meritocrático que havia. Era só puxar o saco do secretário geral, bater as metas para busca de financiamento junto a ricos com cabeça de vento, cumprir as cotas de homicídios, manter a propaganda e o sistema de desinformação funcionando, que os altos postos do partido eram destinados para você. As regras eram bem claras.

Responder
Henrique 20/10/2015 19:05:20

Olá, gostaria de saber qual é o posicionamento do IMB sobre doações de empresas a políticos?
Dei uma olhada nos artigos e não achei nada falando do tema.


Abraços.

Responder
Ricardo 20/10/2015 19:43:19

O problema não está na existência de doações. O problema está na existência de políticos e na democracia.

Responder
Amarílio Adolfo da Silva de Souza 20/10/2015 19:13:08

É.

Responder
Marcelo Werlang de Assis 20/10/2015 19:38:59

No site do LvMI, foi publicado um excelente texto sobre o tema:

mises.org/blog/labor-theory-value-refuted-nobody-cares-how-hard-you-work

Responder
flavio 20/10/2015 19:46:39

Não faz sentido algum colocar um senhor sem teto e compara-lo ao sistema atual, o sistema é falho por conta dos homens que cada vez mais tornam o conhecimento exclusivo e que poucos tem acesso, o verdadeiro conhecimento, tudo se baseia nisso, não há homem que possa derrotar o conhecimento, socialismo cada vez se mostrando sem argumentos como a causa que defende, trabalhe e procure conhecimento, não existe sorte, existe na verdade o encontro da capacidade com a oportunidade.

Responder
Dallan 21/10/2015 02:12:52

Tenho percebido nos comentários que sempre vem alguém com a conversa de não ser justo duas pessoas iniciarem suas vidas em condições diferentes e de que é necessária a intervenção constante do Estado para reduzir estas diferenças, enquanto que os frequentadores assíduos deste site tentam em vão explicar a impraticabilidade deste discurso e os primeiros fingem não enxergar isto ao utilizarem os costumeiros apelos emocionais.

Tenho uma pergunta a fazer para os marxistas ou adeptos da esquerda: qual o incentivo para um indíviduo ser trabalhador, produzir riquezas e poupar se o Estado impedí-lo de tentar legar aos seus descendentes uma maior chance de sobrevivência e sucesso que os outros? Se tudo o que ele acumular não puder ser passado a quem ele deseja, qual o incentivo para que ele mantenha seus bens quando estiver mais velho?

E mais: como pode haver justiça para um homem que foi produtivo e responsável ao ter que ver seus filhos terem as mesmas oportunidades que os filhos de um homem que foi irresponsável e preguiçoso? Cada a justiça social?

Espero as respostas. Vocês proclamaram uma injustiça e eu outra. Como resolvemos isso?

Responder
Brain 21/10/2015 15:39:38

Pode ser resumido em uma frase que ficou famosa por conta do filme Tropa de Elite:

"Quem quer rir tem que fazer rir."

Responder
Geografo 21/10/2015 20:34:33

Ótimo artigo, mostra que o MBL do kataguiri, usa o mérito de forma totalmente errada, parabéns!

Responder
João 22/10/2015 00:02:24

Mas e quanto a riqueza obtida por meios como especulação financeira, roubo, corrupção, etc. A pessoa enriqueceu sem gerar riqueza, como vocês explicam isso?

Responder
Leite 22/10/2015 01:01:04

Como explicar a riqueza por meio do roubo? Permita-me:

Você trabalha e produz, eu vou e roubo você, você fica pobre e eu fico rico. Você fez tudo e eu não fiz nada. Quem é você? Você é o trabalhador. Quem sou eu? Eu sou o estado.

Pronto.

Todo este site é exatamente sobre isso: explicar por que o estado é um ente parasítico que suga riquezas e que deve ser abolido, junto com todos os políticos e burocratas.

Você começou a perceber o nome do jogo.

P.S.1: especulação financeira só é uma atividade rentável justamente por causa do estado. Para entender por quê, leia este artigo

P.S.2: corrupção, ainda mais desnecessário dizer, é uma prática que só ocorre quando o estado está envolvido. Para entender por quê, leia estes artigos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1822
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1993

Responder
Joao 22/10/2015 01:47:51

Então tem como alguem ser rico sem gerar valor, isso não torna esse artigo meio que invalido? E eu digo roubo individual, não do estado.

Responder
Ajax 22/10/2015 03:27:25

Em primeiro lugar, o artigo nada fala sobre "ficar rico". Não sei de onde você tirou esse espantalhos. O artigo discute o conceito de meritocracia e diz que só se dará bem no mercado (privado e honesto) quem realmente souber gerar valor para seus clientes, o que significa que conceitos abstratos como esforço, tenacidade, perseverança etc. (todos eles relacionados ao conceito de meritocracia) são menos importantes do que normalmente se atribui.

Ponto.

Em segundo lugar, e entrando no seu jogo (o qual nada tem a ver com o artigo), quem é que ficou rico roubando e assaltando terceiros e que não tem ligações com o estado? Cite 5 pessoas.

Responder
Henrique 22/10/2015 19:47:25

Vou discordar do Joel, mas concordando.

Concordo integralmente com o texto: o importante é o valor que se cria. Não há o que discutir aqui.

A grande questão é desconsiderar que, quando uma pessoa usa seu capital (aqui num sentido amplo, capital financeiro, produtivo, intelectual, etc.) para criar valor às outras pessoas, ela tem um mérito nisso.

O Messi poderia muito bem ter seguido o caminho de diversos jogadores por aí, indo de balada em balada, de porre em porre, conduzindo sua carreira para o fracasso e ficando pobre. Mas não, ele treina duro todos os dias para ser quem é. Esse é o seu mérito: saber usar seu talento (sobre)natural de forma a criar um espetáculo pelo qual bilhões(!) de pessoas ao redor do mundo estão dispostas a pagar.

No limite, ele poderia jamais ter se interessado pela bola e ser um péssimo, sei lá, garçom em Rosário. Certamente, estaria mais pobre.

Então, se definirmos mérito como "a capacidade de saber utilizar suas vantagens competitivas individuais para gerar valor àqueles que o cercam", o mercado é sim meritocrático.

Não importa se as suas vantagens competitivas individuais advêm do esforço pessoal, de um talento natural ou de uma herança (fator sorte), o que importa é como você usa aquilo para gerar valor às pessoas.

Responder
Roberto 22/10/2015 22:48:00

Muito bom, Joel!

Responder
anônimo 09/11/2015 20:43:17

"Não. Ele é pobre porque não conseguiu gerar valor para ninguém."

ele eh pobre pq nao conseguiu gerar valor para ALGUEM.
se ele gerar valor para ninguem, continua na mesma, pq sera para ninguem.

Responder
Nelson 24/12/2015 22:08:07

A meritocracia é o método em consonância com a natureza - os mais dedicados, fortes e preparados "sobrevivem", é a teoria da evolução das espécies, irrefutável;
A diferença fundamental é que, quando aplicada a humanidade, a meritocracia deve sempre estar intrinsecamente associada à solidariedade e a magnanimidade - atributos estes, unicamente humanos; Assim se permite que os mais destacados tenham sim por direito seus frutos colhidos porém, tenham como ônus (bônus, aqui em nosso ponto de vista) a obrigação moral de assistir aos mais desfavorecidos, corroborando para sua subsistência, evolução, aprendizado, e amparo...Produzir dentre os "perdedores" mais "vencedores" (abnegando-se obviamente de qualquer intenção alheia à este objetivo), e sempre, independente de qualquer causa, partido ou preferência, amparar os menos favorecidos...
Não há outra forma da humanidade evoluir...Em todos os âmbitos fundamentais - moral, material e espiritual...

Responder
anônimo 14/01/2016 13:45:21

Tem uma história que ilustra bem esse artigo.

Em uma empresa, uma funcionária ficou revoltado após saber que o jogador Cristiano Ronaldo tinha um salário em torno de 50 milhões de reais. Ela não se conformava como ela que tinha diploma e trabalhava de segunda a sábado não ganhava mais do que 3 mil reais, e alguém sem o menor estudo ganhava 50 milhões para jogar bola.

Após alguns minutos, o seu chefe que tinha ouvido tudo, mostrou para ela uma notícia que achou na internet, era o valor que o jogador tinha gerado no ano em publicidade e quanto o clube arrecadava daquilo, algo em torno de 150 milhões de reais. E logo ele falou, o Ronaldo gera para sua empresa pelo menos 150 milhões de reais, tendo um custo de "apenas 50 milhões". Agora me diz, você com todo seu estudo não deve ser capaz de gerar nem meio por cento do que ele gera para empresa, porque então você mereceria ganhar mais do que ele? A moça então, sem responder, abaixou a cabeça e voltou a trabalhar.

Responder
Rafael Silva 16/01/2016 15:42:32

Ver a foto de um homem mendigando parece piegas. Explico: Muita gente sabe ou já ouviu falar de pessoas que eram pobres e ficaram ricas e que pessoas ricas ficaram pobres. Certo? ok! A grande conclusão que chego é que: O que elas fizeram diante da fortuna ou da pobreza resultaram no que cada um pode chamar de condição social... é bem verdade que uns tem mais capacidades que outros, mais estudo, mais sorte, e por aí vai... mas conta muito (ou até mais que tudo)que o esforço pessoal e a capacidade criadora do ser humano (intrínsecos ao Ser)é determinante para a mudança de postura da pessoa humana diante da sua condição... A pergunta que me vem é: O que esse homem fez para estar nessa condição? ou o que deixou de fazer para isso? Será que se eu lhe desse condições mínimas de habitação, saúde e educação, esse mesmo homem seria capaz de mudar a sua realidade? Se a resposta for sim, a meritocracia é fundamental para que esse homem saia desta condição, pois ele necessitaria de esforço próprio para alcançar níveis cognitivos capazes de alavancar a sua vida; Se a resposta for não, então o que ele precisa? Será que tudo quanto for feito para este homem será capaz de tirá-lo desta condição? Então a condição de miséria seria inerente a ele e estaria condenado a viver assim. Quem já leu o livro "meu pé direito" (e tantos e tantos outros exemplos) é capaz de dizer que o ser humano pode realizar qualquer coisa.

Responder
Anne 24/01/2016 22:41:07

Uma forma de entender também a meritocracia é entender que ela permite a mobilidade social, ou seja, que alguém mude de situação. Basta comparar com o que se tinha antes, nas monarquias principalmente antes da revolução industrial. Bastava nascer de sangue nobre, e todas as portas se abriam: voce iria estudar em boas escolas, iria ter propriedade de terras, servos, ter acesso a cargos públicos. Com a revolução francesa e Napoleão (ao menos antes dele virar Imperador e restaurar a monarquia) isso acabou. Pense no absurdo e na injustiça de ser beneficiado apenas pelo nascimento. E não estou falando só de heranças e dinheiro, estou falando de prestígio e posição social. Jamais quem não nasceu nobre poderia um dia ser, mesmo que fosse rico, milionário. Tínhamos uma sociedade de castas, como ainda é hoje na Índia e em alguns países do oriente. É essa a diferença: mobilidade social.

Responder
anonimo 25/01/2016 09:13:45

'Não é meritocracia, é o valor que se cria'
Mas o mérito está em criar algo de valor pros outros, ora.
Esse título é meio redundante.

Responder
Alexandre Lima 03/02/2016 13:09:09

A idéia de "Criar valor" para as pessoas é muito interessante e serviria como uma boa forma de balizar a sociedade. Como dito, na verdade já ocorre, mas isso acontece em todos os campos. Se um profissional entrega mais valor para seu cliente, usualmente será mais bem remunerado. Independente se ele ficou 1, 2 ou 100 horas para produzir um bem ou serviço. E esse valor, quem mede é o "cliente" através de satisfação.

Assim, o jogador de futebol que faz passes maravilhosos e marca gol, entrega satisfação a milhões de expectadores, ele será melhor remunerado. O mérito está no fato de que, com raras excessões, uma parte grande desse valor foi alcançada com esforço pessoal bem direcionados.

Responder
Antonio 02/06/2016 15:52:53

?...?

??Oração ao deus Estado


Deus Estado ( Executivo, Legislativo e Judiciário ) que estás aqui, ali e em todos os lugares, endeusado ?seja? o teu nome e que venha? a nós o vosso reinado? e toda a corte?.

Seja feita a vossa vontade, hoje e sempre? com mais Tributos, Taxas e Impostos?.

Os benefícios?, regalias e privilégios de cada dia nos dai hoje.

Perdoai as nossas ??vontades à meritocracia?, a produtividade e ao livre mercado?, assim como nós perdoamos a quem a?s? defende.

Não nos deixeis cair na tentação da? eficácia e da? eficiência, e livrai-nos dos males da boa gestão.


Amém?!

... ... ...?

Responder
Evándro d. Sàmtos. 18/07/2016 03:48:23



Achei o artigo interessante, embora ambíguo por proposta, poderia ter sido mais esclarecedor, mas só que não, apenas preferiu ir surfando no óbvio!

O mundo da governança global e em especial o mundo empresarial brasileiro sobrevive de imposições do MEDO, MANIPULAÇÕES E INVERSÕES DE VALORES QUE TÊM COMO VALOR NIVELAR A TANTOS QUANTO POSSÍVEL POR BAIXO, E CADA VEZ MAIS BAIXO (a ideia é massificar a paquidermização de forma piramidal!), e foi apenas isto que o artigo, a meu ver, demonstrou! Mas, o modelo de governança global como podemos ver, esta absoluta e irremediavelmente falida, e por este motivo o extremismo esta cada vez mais extremo no mundo, guerras explodem, milhares de pessoas são mortas por zumbis paquidermizados que acham que vão ter direito a sei lá quantas virgens no além túmulo (!), o socialismo já a muito falecido tenta a ressurreição, graças a verdadeiros imbecis com fisiologias psíquicas despóticas e tirânicas.

Entendo que enquanto o mundo não fazer difundir e se utilizar de outro modelo econômico financeiro, o mundo mergulhará cada vez mais fundo no pior da miséria humana que é a barbárie e a insanidade das desigualdades. Observo com atenção as propostas do Capitalismo Consciente!

Mas retornando ao ponto que interessa, a meu ver, a meritocracia depende de algum modelo de governança que desdobre absolutamente todos os números possíveis, visíveis ou não, tangíveis ou intangíveis (na verdade, principalmente os invisíveis e intangíveis), de tal forma que cada individuo agente da FORÇA INTELIGENTE DE TRABALHO de forma absolutamente linear e não vertical ou curvo, sem importar quem é e aos inclusivos os donos, executivos e demais altos gestores, possam ser vistos e suas ações traduzidas micro-metricamente em números desdobrados ao máximo, a fim de que tudo, todos e todas as ações ou inações possam ser vistas de forma absolutamente transparente e para vista de todos (de todos para todos e por todos em absoluto. Óbvio que não me refiro a números sigilosos ou estratégicos), de tal forma que possam ser mesurados e traduzidos conforme a necessidade estratégica projetada e planejada. Para oferecer tal possibilidade, minha limitação só conhece a governança corporativa.

Em minhas experiências em trabalhos em altas performances, nas duas maiores empresas que trabalhei, tive a oportunidade de vivenciar duas maneiras de se aplicar e vivenciar a governança corporativa: Uma mais transparente, justa e mais inclusiva com feedbacks mais honestos; outra onde o modelo de governança era manipulado e escrotamente usado para favorecer somente a alguns poucos de competências extremamente duvidosas, a esta chamo de governança terrorista. A primeira ainda não era boa, mas até nenhuma nunca será até porque a governança corporativa reflete a cultura aplicada, difundida e vivenciada por todos deste organismo vivo que são as empresas. A segunda dispensa comentários.

Não vejo como ser possível aplicar a meritocracia sem a governança corporativa justa, com a aplicação de gestões singulares (desta forma abarcando a todos da equipe, deixando claro que absolutamente todos são relevantes, importantes mesmo!), com feedback edificantes, sistêmicos a todo tempo e oportunidades, além de sistêmicos em considerar absolutamente todas as diferenças possíveis e inimagináveis, de tal forma que o objetivo dos gestores dos mais variados níveis seja de estar dispostos a ouvir sem descriminações ou pré conceitos para entender e compreender os contrapontos, críticas e sugestões, que estejam sempre dispostos ao desapego a paradigmas (sem abandonar princípios fundamentais de: moral, ética e caráter) para desconstruírem-se e reconstruirem a cada oportunidade de assimilação de novas e melhores praticas e ideias. Havendo algo bom que se proponha, promova e ajude aos que propuseram a realização de projetos livres e conforme aquilo que pensam e como pensam, se bom proponha e de liberdade para que sugiram o planejamento para seus próprios projetos. Garanto que sempre mesmo que o todo não seja o suficiente bom ou exequível, ou possível, pelo menos terão a oportunidade de captar e pôr em pratica o possível que melhores as boas praticas, além de premiar a liberdade, responsabilidade, criatividade e o todo da equipe estará sendo engajada!

É fundamental que se promova a inteligência cognitiva, a inteligência é merece ser reconhecida e não meros canudos de acadêmicos que muitas vezes sequer conseguem formar pensamentos próprios e relevantes sobre o que quer que seja!

Perdoe a prolixidade, mas o tema é controverso e polêmico (ainda), pouco difundido e discutido, de múltiplos entendimentos e ainda utilizado meramente como retórica vazia e com interesses egoicamente falsos e manipuladores!

Saudações fraternas e como sempre meus respeitos e considerações aos esforços e trabalho da família Mimi,

Responder

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