clube   |   doar   |   idiomas
Como o governo da Itália gerou a máfia

Além de seus ótimos vinhos, de suas praias agradáveis e de suas deliciosas mulheres, a Itália é também muito conhecida por algo menos edificante — a máfia.

Ainda mais interessante do que entender como essa tão poderosa "máquina" conseguiu entrar e se incrustar na sociedade italiana de maneira tão forte e significativa, é compreender o papel da máfia perante o governo central da Itália.

De um lado, é fácil dizer que a máfia e o sistema econômico corrupto dentro do qual ela funciona são moralmente errados e contraproducentes para o país.  De outro, sua presença pode ser de alguma valia para a economia de um país em determinadas situações, algo que é ainda mais verdade no caso da Itália.

Para entender como a corrupção se infiltrou nos altos escalões da sociedade italiana, é essencial entender o progresso da Itália ao longo do século XX, tanto política quanto economicamente.

A força de organizações criminosas como a "máfia siciliana", a "Camorra" (da região de Nápoles), e a 'Ndrangheta (da região da Calábria) sempre esteve relacionada às suas ligações com o setor da construção civil (por meio do controle dos sindicatos), tipicamente por meio de um canal direto com o governo italiano.  Só que essas "associações" cresceram exponencialmente ao longo dos últimos 50 anos, criando impérios que já são claramente visíveis em todos os grandes setores da economia.

O estado italiano: um parceiro confiável da máfia

O crescimento da máfia foi aditivado pelo modelo político e econômico vigente na Itália durante a segunda metade do século XX após a Segunda Guerra Mundial. 

Por quase quarenta anos, a Itália foi governada por um único partido político, o Democrazia Cristiana (que foi abolido em 1994 em decorrência da Operação Mãos Limpas).  O motivo dessa supremacia partidária na política foi a oposição da população à crescente força do Partido Comunista Italiano (o maior da Europa Ocidental durante as décadas de 1970 e 80), o qual era visto como uma crescente, perigosa e cada vez mais concreta ameaça.  A maioria das pessoas temia que tal partido tomasse o poder e implantasse um governo central de estilo soviético.  Esse sentimento foi especialmente endêmico durante o ápice da Guerra Fria.  Consequentemente, o partido Democracia Cristã vencia seguidamente as eleições.

Durante esse período em que a política italiana foi dominada por um único partido político, as ligações entre políticos e empresários se tornaram arraigadas, e isso estimulou o crescimento do crime organizado.

Em troca de propinas, os políticos asseguraram aos membros do crime organizado que as autoridades supostamente responsáveis por combatê-los, e que também recebiam subornos para fazer vista grossa, seriam as mesmas por um longo período de tempo.  Isso tornou toda a operação bem menos custosa e muito mais previsível. 

Quando despida de toda a propaganda em contrário, a máfia nada mais é — quando age dentro de certos códigos de conduta — do que um grupo de empreendedores cuja atividade é fornecer a determinados consumidores bens e serviços cujo acesso no mercado legal foi ou proibido ou dificultado pelo governo.  No caso italiano, a máfia ofertava bens que ou estavam racionados após o término da guerra ou que eram pesadamente tributados (como cigarros).  Operando em um ambiente de instituições fracas, a máfia foi uma consequência natural dos desejos dos consumidores.

E a corrupção daí resultante reestruturou a economia da Itália quase que completamente.

Ainda no século XIX, essas associações corruptas ocorriam apenas nas regiões sul da Itália.  Dado que o sul da Itália sempre foi uma das sociedades menos produtivas de toda a Europa Ocidental, muito por causa da falta de confiança que impera na região, arranjos como a máfia conseguiram facilmente ganhar muita influência por lá, pois a máfia provê um mínimo de ordem social para seus membros, e a população em geral não oferece muita resistência à sua existência.

No entanto, com o fortalecimento do canal direto com o governo central, a máfia cresceu de maneira acelerada e, consequentemente, foi se expandindo para o norte do país, nas regiões mais industrializadas e muito mais desenvolvidas.  O que antes era um fenômeno local e restrito tornou-se nacional.  A máfia adentrou todos os grandes setores industriais do país, se entranhou nas instituições e criou uma intrincada rede de corrupção entre políticos, sindicatos, empresários e empreendimentos.

Como consequência dessa total infiltração, ainda em voga, o crime organizado se espalhou pela Itália como uma forma de câncer que se tornou intratável e que já progrediu até um estágio em que, se ele for removido, a economia italiana — já combalida — certamente irá se desintegrar. 

Ou seja, mesmo que a cirurgia seja um sucesso total, o paciente irá morrer.

O fato de que a corrupção sempre esteve profundamente enraizada nas estruturas políticas, sociais e econômicas da Itália faz com que seja ainda mais difícil para o país cumprir com suas obrigações perante a União Europeia.  Será um grande desafio para a Itália sair de sua atual recessão tendo um sistema tão corrupto e insalubre.  A dívida pública do país está acima de 130% do PIB.  Uma das obrigações para um país permanecer membro da zona do euro é manter seu endividamento público abaixo de 60% do PIB, e o déficit orçamentário anual abaixo de 3% do PIB.  Embora a meta para o déficit esteja quase cumprida, o país não está nem perto de cumprir o primeiro critério (muito embora, para sermos justos, poucos países da zona do euro estão).

Um dos motivos do desarranjo das contas públicas, que levaram a dívida pública para os atuais 130% do PIB, é justamente a já enraizada ordem político-econômica.  Há muitos interesses poderosos que seriam afetados caso uma genuína austeridade fosse adotada, o que torna qualquer medida desse tipo virtualmente impossível.

Para piorar, os partidos políticos relevantes estão todos dentro do próprio governo.  Ao passo que nos outros países ocidentais as finanças estão uma bagunça porque os próprios eleitores não aceitam abrir mão de benesses, na Itália, os políticos que votam o orçamento são os mesmos que irão diretamente utilizar esse dinheiro para beneficiar a si próprios e aqueles que estão politicamente ligados a eles.

A instabilidade econômica da Itália não apenas está destruindo sua economia desde dentro, mas também por fora.  Investidores externos (outros europeus, americanos, árabes, chineses etc.) não querem ter de lidar com um esquema tão corrupto.  Isso cria uma instabilidade totalmente perceptível: não há qualquer possibilidade real de crescimento econômico, tanto por causa desse descontrole governamental quanto por causa de escassez de investimento estrangeiro.  

No ano passado, a Itália conseguiu atrair apenas 1,4% do seu PIB em investimento estrangeiro direto, bem abaixo da média europeia, de 3,3%.

O que pode ser feito?

O partido Liga Norte (Lega Nord) recentemente propôs que as regiões do norte do país, mais produtivas e mais prósperas, se separassem das regiões do sul, mais pobres e mais estagnadas.  As regiões sul são onde as máfias estão mais fortemente concentradas.  Não obstante, a corrupção é endêmica e está por todo o país.

O fato é que a Itália precisa da ajuda da Europa.  O que impede que a corrupção se espalhe ainda mais pelo país é o fato de que o sistema italiano é de alguma forma restringido por um sistema ainda maior: a União Europeia.  O Pacto de Estabilidade e Crescimento, que determina que os governos mantenham suas finanças em ordem, cria alguma pressão que obriga o governo italiano a pelo menos manter seus déficits sob controle.  Ao longo das décadas de 1970 e 80, esse insalubre sistema político-empresarial conseguiu transformar a Itália no país mais fortemente endividado da Europa.  Pressões externas da UE obrigaram o governo italiano a colocar suas finanças em uma trajetória um pouco mais sustentável. 

Entre o surgimento do euro e crise financeira de 2008, a dívida do governo italiano em relação ao PIB caiu 20%, e a inflação de preços anual, que apresentou uma média superior a 10% durante as décadas de 1970 e 80, caiu para menos de 3% na década de 2000.  Ajudou nesse processo a criação da moeda única em 2002.  Incapaz de imprimir dinheiro para financiar diretamente seus gastos, o governo italiano (assim como outros países inflacionistas do sul da Europa) foi forçado a ser mais responsável com o dinheiro dos pagadores de impostos do país. 

A Itália realmente está em uma situação difícil.  A corrupção controlada pela máfia e que perpassa todo o país — do governo aos empresários — está tão profundamente arraigada, que tornou praticamente impossível qualquer reforma econômica.  A única maneira de fazer uma reforma na Itália seria eliminando o governo central.  O sistema que hoje existe é resultado de um poder político que cresceu de maneira irrestrita ao longo de quarenta anos, e que hoje se tornou onipresente. (Ironicamente, tal resultado foi em resposta ao temor de um poder político irrestrito ainda maior, na forma do comunismo).  Se esse sistema indesejável não puder ser modificado, os italianos terão de mudar a única coisa que ainda podem mudar — o lugar em que vivem.

Os italianos mais jovens, especialmente os mais ambiciosos e capacitados, estão maciçamente deixando o país, uma tendência que foi intensificada desde o início da recessão de 2009.  Deixar sua pátria pode acabar sendo um pequeno preço a se pagar caso o resultado seja a abolição do falido sistema vigente.  Apenas isso pode fazer com que uma Itália melhor surja das cinzas.


0 votos

autor

Emilio Parodi e David Howden


Emilio Parodi estuda Comércio Internacional na Universidade de St. Louis, no campus de Madri

David Howden é professor assistente de economia na Universidade de St. Louis, no campus de Madri, e vencedor do prêmio do Mises Institute de melhor aluno da Mises University.

  • PESCADOR  17/03/2015 14:52
    Tutti buona gente...
  • quaseanarca  17/03/2015 15:15
    Muito poucas diferenças,entre o maravilhoso estado e a terrível e abominável máfia.Sinceramente prefiro a máfia,é uma instituiçao tão abjecta qunto o estado,mas ao menos prima pela sinceridade e verdade,ela naõ rouba a propriedade das pessoas pessoas alegando estar a proteger essa mesma propriedade,ela naõ mata alegando estar protegendo alguém de uma amaça externa ou ainda pior,algando proteger essa pessoa de si mesmo o que é especialmente repugnante.
  • Domine Brasco  17/03/2015 15:26
    O curioso é que, se você observar bem, a maneira como a máfia surgiu e cresceu -- dominando sindicatos, fazendo conluio com empresários, se entranhando em instituições e comprando políticos -- é exatamente idêntica à maneira como o PT se apossou do estado brasileiro.

    Como diz o artigo, "A máfia adentrou todos os grandes setores industriais do país, se entranhou nas instituições e criou uma intrincada rede de corrupção entre políticos, sindicatos, empresários e empreendimentos".

    É o PT em estado puro.
  • Adelson Paulo  21/03/2015 14:14
    O exemplo mais bem sucedido desta estratégia é o Partido Revolucionário Institucional (PRI) no México, que permaneceu mais de 50 anos no poder vencendo todas as eleições, a partir de um discurso nacionalista, aparelhamento da empresa estatal de petróleo, que inclusive servia para cooptar os maiores talentos do país por oferecer os melhores empregos, e uma estreita ligação com os movimentos sindicais.
  • Mr Citan  17/03/2015 15:29
    "Uma das obrigações para um país permanecer membro da zona do euro é manter seu endividamento público abaixo de 60% do PIB, e o déficit orçamentário anual abaixo de 3% do PIB. Embora a meta para o déficit esteja quase cumprida, o país não está nem perto de cumprir o primeiro critério (muito embora, para sermos justos, nenhum país da zona do euro está)."

    Tenho que discordar deste parágrafo, pois até o momento, os Países Bálticos que participam da UE, ainda estão cumprindo o primeiro item.

    www.tradingeconomics.com/estonia/government-debt-to-gdp

    www.tradingeconomics.com/latvia/government-debt-to-gdp

    www.tradingeconomics.com/lithuania/government-debt-to-gdp
  • Leandro  17/03/2015 15:58
    Correto.

    Só não confunda zona do Euro com União Europeia.

    Quanto aos bálticos, a Estônia adotou o euro em 2011, a Letônia em 2014, e a Lituânia em 2015. É curioso notar que todos os três países tinham um arranjo semelhante a um Currency Board, o que não apenas garantiu a necessária disciplina fiscal aos seus respectivos governos, como ainda não permitiu que eles incorressem no mesmo risco moral em que incorreram os governos da Grécia, da Espanha e de outros países do mediterrâneo.

    Os países da zona do euro sabiam que seriam socorridos pelo BCE caso fizessem lambança; já os países bálticos, cujas moedas estavam atreladas ao euro mas não faziam parte da zona do euro, sabiam que não poderiam fazer lambança, pois não haveria socorro. Daí sua maior disciplina e seu melhor desempenho.

    Exatamente por isso, em vez de montarem toda essa engenhoca por trás do euro, seria muito mais eficaz cada país adotar um Currency Board e ancorar sua respectiva moeda no marco alemão.
  • Mr Citan  17/03/2015 20:59
    Sempre confundo Zona do Euro com UE. Obrigado pela correção.

    E quanto ao que você disse:

    "Os países da zona do euro sabiam que seriam socorridos pelo BCE caso fizessem lambança..."

    Será que é por isto que a Estônia, que aderiu ao Euro em 2011, teve um aumento da dívida, de 6,1% em 2012, para 9,8% em 2013, e depois para 10% em 2014?
  • amauri  17/03/2015 16:11
    Por que o Brasil, com uma divida bem menor que a Itália, o cenário eh pessimista?
  • Leandro  17/03/2015 17:22
    Porque lá eles têm moeda forte, baixa inflação de preços e risco nulo de desvalorização cambial. Ou seja, há pouco risco para o investidor estrangeiro. O investidor sabe que os euros que ele investir lá serão devolvidos quase que sem nenhuma desvalorização.

    Já aqui no Brasil nós praticamente não mais temos moeda, a carestia beira os dois dígitos, e a desvalorização cambial é diária. Ou seja, o investidor que investir aqui terá de ter um retorno altíssimo apenas para compensar a desvalorização cambial e a inflação de preços.
  • Anomalus  17/03/2015 20:00
    Só pra adicionar, falta de segurança jurídica.
  • amauri  17/03/2015 20:36
    Grato Leandro pela resposta. Resolver os itens que citou nao deve ser facil. Se eh ja teriam feito. Li o link abaixo em 2010 e achei exagero. Voce leu, se leu o que aconteceu da "profecia" dele.
    grato
    LaRouche Lança Aviso Internacional: Bolha Especulativa Brasileira Vai Explodir
  • walter azevedo  18/03/2015 12:42
    Só pra adicionar: Falta de segurança política. Eu não investiria em um país que apoia o regime venezuelano, que o atual governo quebrou a maior empresa do país e etc.
  • Dom Comerciante  17/03/2015 16:22
    De fato a Itália é um país que falhou como unidade, só resta a população a secessão regional e de cidades para que a máfia seja extinta da maior parte daquele território.
  • Mauricio  17/03/2015 16:43
    Squadra d'elite 2

    Leandro, qual seria o impacto da máfia e da corrupção caso a Itália caísse fora da UE e adotasse um Currency Board?
  • Leandro  17/03/2015 17:25
    Impossível prever.

    Posso apenas dizer que uma saída da UE e a perda de todas as garantias de socorro poderia dar uma sacudida no governo. Apenas poderia.
  • quaseanarca  17/03/2015 17:31
    Naõ me parerce que a secessaõ seja possível,tanto na Itália,como em qualquer parte da europa,basto observar oque está acontecendo na Ucrânia,há um desejo genuíno de secessão,mas políticos sempre obstarão a isso,visto que a secessaõ na prática implica descentralização,partilha de poder ou seja totalmente contra o paradigma atual,mais centralização,mais planejamento,menos liberdade.O triste disso é que todo esse panorama catastrófico podia ser alterado respeitando a autoderminação e desejo das pessoas.
  • quaseanarca  17/03/2015 17:47
    Leandro,tenho dúvidas se a recente desvalorização cambial do euro naõ vai impactar no desejo de os investidores portarem euros,no outro dia li que o goldman sachs coloca o euro em 0.80 em um ano,ooque certamnet irá pressionar os preços.

    Isso sem esquecer o plano político,ou seja os alemães dificilmente aceitarão continuar numa união montária com uma moeda se esfacelando todo o dia.

    Já no brasil,a coisa deringolou de vez,parece que o real vai mesmo para o vinagre,com o dolar valendo 3.26 o limite é o céu.

    Leandro,qual a possibilidade de um currency board no brasil,tem chance,oque você acha.
  • Laverdad  17/03/2015 18:27
    Como marxismo destrói o mundo até hoje


    "O movimento operário feminino propõe-se como tarefa principal a luta por conquistar para a mulher a igualdade econômica e social e não apenas igualdade formal. Fazer a mulher participar do trabalho social produtivo, arrancá-la da «escravidão doméstica», libertá-la do jugo degradante e humilhante, eterno e exclusivo do ambiente da cozinha e do quarto dos filhos: eis a principal tarefa. Será uma luta prolongada porque exige a transformação radical da técnica social e dos costumes. Mas terminará com a vitória completa do comunismo." Vladmir Lênin - 7 de Março de 1920
  • Opinador  17/03/2015 21:52
    Eu quase não comento, mas essa eu não resisti.

    Blz. Tudo muito bonito que está escrito por Lênin.

    Mas ele só não diz como irá fazer isso...rs

    Eu também sonho um dia em que todas as pessoas sejam felizes e realizadas, mas infelizmente sem o trabalho, esforço e superação individual isso não será possível.

    E não via uma canetada decretando que todas as pessoas serão prosperas do dia para noite.
  • Cristiano  17/03/2015 20:00
    É uma análise incompleta. A máfia surge com a unificação principalmente. E especialmente no sul por que o sul, mais pobre, é o que mais sofre com as imposições centrais, sendo jogado na informalidade.
    Pessoas que não conseguem cumprir as exigências da lei não ficam paradas, agem e buscam seu sustento à margem da lei.
    Com a unificação, se jogou parte na informalidade e parte em navios para a América.
  • Norberto   17/03/2015 20:29
    Cristiano, essa sua teoria não é comprovada pelos fatos. A unificação foi concluída em 1871, só que a máfia já existia em 1838, ainda durante o Reino das Duas Sicílias.
  • Cristiano  19/03/2015 21:05
    Não é curioso que o Reino das Duas Sicílias já seja ele mesmo uma união do Reino de Napoles e do Reino di Sicilia?
    Mas, independente disso, qualquer concentração de poder (seu subsequente exercício do mais poderoso sobre o menos poderoso) irá gerar máfias. Mesmo que seja dentro de uma classe escolar.
  • elektrabuzz  17/03/2015 20:43
    Rapaz... no Japão a Máfia Yakuza também veio para combater o comunismo e pôr "ordem na casa" é bem provável que Itália seria soviética caso os mafiosos não tomassem atitudes.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  17/03/2015 22:00
    Governos sempre fazendo o mal.
  • Igor  17/03/2015 23:45
    O fato geográfico de um país fazer divisa com países ricos, ou muito próximo de seu território, ajuda o mesmo no fortalecimento da economia? No caso do Brasil e demais sulamericanos, estamos numa região de países sub desenvolvidos e pobres, isso é seria um obstáculo a mais para o crescimento econômico? Hipoteticamente se a Itália fosse na América do Sul, a situação poderia ser muito pior?
  • Marcelo Simoes Nunes  18/03/2015 00:43
    No clima em que estamos, não sei se o assunto Itália é dos mais pertinentes. Acho também que a análise, sem discordar do que é dito, esquece fatores relevantes. Existe, por exemplo, a questão da cultura latina italiana, uma milenar cultura da cidade estado. A máfia é muito anterior ao Estado Italiano e vinculada a um poder local e agrário. De certa forma, como alguém disse acima, ela é melhor que o Estado. Pelo menos é mais fácil se livrar dela do que do Estado. E certamente não seria a secessão que a faria desaparecer. No mais ela já migrou para os EUA, onde muitos dos estudantes de suas melhores universidades são legítimos representantes da organização criminosa.
  • IRCR  18/03/2015 03:29
    Se trocasse a palavra "Italia" por "Brasil" no texto, não perceberia quase nenhuma diferença.
    Corrupção entranhada no sistema politico por burocratas do governo, grupos de interesses, empresario "amigos do rei" e sindicatos, isso está descrevendo a nossa querida republica.
  • Marcelo  18/03/2015 09:58
    Pessoal, preciso de ajuda para debater um tema.

    Sempre que proponho a idéia do livre mercado e da livre concorrência, não tarda para algum estadista chegar com o argumento que "o que impediria essas empresas de formarem um cartel e tomarem conta da situação?"

    eu confesso que não tenho conseguido rebater este argumento.
    gostaria de entender como funcionaria, como isto é impedido de acontecer.

    Agradeço desde já.
  • Leandro  18/03/2015 12:18
    Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é justamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    Artigo recomendado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049


    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O Sherman Act e a origem das leis antitruste - quem realmente se beneficia com elas?


    Não há cartel duradouro em um mercado em que há total liberdade de entrada para a potencial concorrência. Isso não é nem questão de teoria. É de empiria.
  • walter azevedo  18/03/2015 13:01
    Entrando nessa questão de debates com "estadistas" e "esquerdistas", eu sempre tenho dificuldades de criticar os países nordicos, onde o estado é super inchado e assistencialista. Por reflexões lógicas, eu chego a conclusão de que o modelo não funciona, mas ao mesmo tempo esses países são super desenvolvidos. Qual a diferença de países como Suécia (Muito estatizados, muito assistencialistas e ricos) e como Grécia (Muito estatizados, muito assistencialistas e falidos)?
  • Leandro  18/03/2015 13:34
    As economias escandinavas são bastante livres e desregulamentadas. Com exceção do Imposto de Renda de Pessoa Física, todos os outros impostos possuem alíquotas mais baixas que as brasileiras.

    Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (7,9% no Brasil); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado.

    Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos e nem salário mínimo.

    Isso tudo fomenta a acumulação de capital, a qual tem de ser muito alta para alimentar todo o consumo de capital feito pelo governo. É sim possível uma sociedade ter uma alta carga tributária e continuar enriquecendo, mas sua população tem de ser altamente poupadora e incrivelmente produtiva, e a economia tem de ser altamente desregulamentada. Ele precisa acumular capital a uma taxa maior do que o consumo feito pelo governo. Caso a acumulação de capital consiga ser maior do que o consumo de capital feito pelo governo, a sociedade pode enriquecer.

    Não é necessário ter um QI elevado para constatar o que aconteceria caso o Brasil adotasse uma carga tributária escandinava (muito embora já estejamos muito perto).

    Impostos, por definição, não fomentam a acumulação de capital. Eles destroem.
  • walter azevedo  18/03/2015 13:58
    Excelente elucidação. Muito obrigado.
  • Gerson  18/03/2015 12:42
    Interessante como o colunista se refere a mulheres italianas como sendo "deliciosas". Acho que ele quis se referir às deliciosas pizzas e as maravilhosas mulheres italianas.
  • Henrique  18/03/2015 13:17
    Gostei da escolha dos termos na tradução "deliciosas mulheres"
  • Giuliana  18/03/2015 14:10
    O presente artigo não dá muita condição para o leitor.

    De fato, é lamentável e economicamente terrível que a máfia tenha se alastrado de forma tão irrestrita por toda a Itália. E é pior ainda que esse fenômeno tenha sido propiciado e esteja intrinsecamente ligado à corrupção.

    Por outro lado, como repudiá-la totalmente se - em essência - ela surgiu a partir de comerciantes que, inclusive obedecendo a certos códigos de conduta, simplesmente resolveram atender à demanda de mercados ou que são mais dificultados pelo governo, ou que são considerados ilegais. Pensando em termos de livre mercado, é difícil não se simpatizar, ainda que de leve, principalmente com as origens da máfia.

    Mas justamente essa sutil ambiguidade da máfia que foi destacada no artigo sem dúvida faz dele - em minha opinião - um dos mais interessantes artigos da semana. Muito bom.

    Abraços!


  • Pedro  18/03/2015 21:10
    Além de as leis serem mudadas no Brasil como se muda de roupa, temos um judiciário, cuja maioria dos membros, é completamente desinformada sobre economia. Vejam, por exemplo, os planos de saúde. Uma pessoa faz um plano mais barato, sabendo que o preço menor se deve ao fato de o plano não cobrir certos procedimentos médicos (alguns exames sofisticados, alguns tipos de cirurgia etc..). Pois bem, quando o beneficiário do plano tem sua pretensão negada em relação a procedimentos não cobertos, vai a juízo e consegue uma liminar obrigando o plano a pagar a realização do procedimento. Aos poucos foram desaparecendo os planos mais baratos e, hoje, praticamente inexiste plano pessoal. Moral da história: milhões que poderiam ter planos, hoje só contam com o SUS, tão bom que o "companheiro Lula" iria aconselhar o "companheiro Obama" a implementá-lo nos USA. A insegurança jurídica é um dos fatores de aumento do "custo Brasil" e o deixa fora das chamadas "sociedades de confiança", tão profundamente analisada na obra de Pierre Lafity.
  • Pedro  18/03/2015 21:24
    Observação a Quaseanarca: A secessão na Ucrânia não tem nada com a secessão de regiões que querem ter soberania e decidir seus próprios destinos. Na Ucrânia, há regiões que querem se separar para ir para baixo da bota Russa, por uma razão histórica terrível. Durante o comunismo, principalmente sob Stálin, grandes populações russas foram compulsoriamente deslocadas para regiões ocupadas pelo Império Vermelho. Assim sucedeu na Ucrãnia, nos países bálticos e outros (Chechênia, por exemplo. À proporção que russos eram deslocadas para tais regiões, os nativos eram deslocados, em grandes proporções para regiões territórios verdadeiramente russos, onde viviam oprimidas. Era uma política criminosa para tornar irrevogável as anexações. A língua russa era imposta aos nativos de tais áreas. Hoje, tanto na região do Báltico quanto na Ucrânia, essas populações deslocadas tendem a se movimentar para promover anexações territoriais à Rússia. Na China ocorre o mesmo fenômeno. Cerca de 60% do território chinês pertence a nacionalidades não chinesas. O totalitarismo é uma coisa terrível.
  • Augusto Castro  19/03/2015 02:12
    O texto é muito bom e me faz pensar um coisa a partir desta afirmação:
    "Quando despida de toda a propaganda em contrário, a máfia nada mais é — quando age dentro de certos códigos de conduta — do que um grupo de empreendedores cuja atividade é fornecer a determinados consumidores bens e serviços cujo acesso no mercado legal foi ou proibido ou dificultado pelo governo. No caso italiano, a máfia ofertava bens que ou estavam racionados após o término da guerra ou que eram pesadamente tributados (como cigarros). Operando em um ambiente de instituições fracas, a máfia foi uma consequência natural dos desejos dos consumidores."

    Assim como a máfia na Itália o Al Capone e outros figurões do mesmo tipo nos EUA entre diversos grupos mafiosos que também surgiram dentro de uma proibição (na época o álcool) mesmo após uma liberação de comércio com taxação destes mesmos gerando um controle estatal tanto do comércio quanto dos lucros obtidos, tipos e propagandas o país não sucumbiu sem a presença destas máfias.

    Isso pode ter acontecido pelo fato de um plano relativamente eficaz ter sido executado em um momento anterior ao "tarde de mais" como aconteceu na Itália?
    A mesma ideia foi implantada em Estados americanos que atualmente liberaram o consumo e comércio de substâncias como a maconha.

    Aí eu pergunto de novo: Já que a máfia brasileira atual (PCC, CV e etc) tem como principal ativo o comércio ilegal de drogas (movimenta quantias na casa dos bilhões atualmente) e cada membro individualmente adquiri riqueza o suficiente tanto para colecionar carros importados e mansões de abundante valor comercial quanto mais financiar e apoiar diversas campanhas políticas (isso é fato em Estados e cidades grandes) não seria mais interessante e racional entender essa lógica com base na própria história com os eventos do passado americano e italiano e do presente brasileiro seria mais racional liberar o comércio de substâncias que estes mesmos comercializam levando em conta não apenas o consumo dos produtos mas também a taxação e divisão destes impostos de forma eficaz?

    ...

    Pensem nisso de forma racional e sem o uso cego da pregação de conceitos de direita, esquerda ou estagnativos mentais. Simplesmente sejam racionais ao pensar no assunto...

    Observação: Eu não sou de esquerda, não uso e nunca usei drogas (odeio profundamente o cigarro e café me dá problemas de hiperatividade ao ponto de perder o sono(alérgico a cafeína)), entendo sobre causa e efeito tanto de forma física/matemática quanto biológica e sociológica num ponto de vista baseado não apenas em leitura imparcial de dados e pesquisas relacionadas mas também como na prática: o meu filho de 14 anos que não usa e nem pretende usar drogas (espero que isso não mude) tem contato até na própria escola com alunos de até 17 que usam maconha livremente e por diversas vezes por desinteresse dos pais; eu por diversas vezes em eventos públicos diversos me deparo com diversas pessoas consumindo isso e sem tanta repressão policial como em um simples jogo de futebol ou até um show qualquer (repetindo: eu não uso drogas); até membros de igreja já utilizaram maconha e outros ainda utilizam mesmo que às escondidas, em fim, será essa uma lógica mais do que plausível que estas substâncias estão aí ha muito tempo e o governo não tem competência alguma de administrar como um "problema" ou não e que esse mecanismo de proibição ja está GRITANTEMENTE FALHO que qualquer um pode observar em qualquer lugar e até mesmo seu filho na melhor ou pior escola do mundo também já pode ver (Se ele não se sente a vontade pra te relatar algo como isso então tenha mais medo ainda, mas não se engane de que isso é um assunto que já está sim sob experiência de contato dele(eu não falei uso)). Não seria bem mais "inteligente" entender que toda essa proibição em meio a todo esse comércio multi bilionário não taxado diante dos olhos dos governantes e até do cidadão comuns já ultrapassou o limite do absurdo em diversos aspectos e que já está mais do que na hora de soltar os manuais da direita e esquerda e seguir a única verdade nisso tudo antes de ser engolido por isso como já aconteceu na Itália e vem acontecendo aqui no Brasil?

    Repito novamente: pense com a cabeça e lógica, não com o coração leviano ou com um livro de comportamento em grupo segundo a mentalidade de um outro ser humano hora interessante e outra não (eu não me referi a Jesus ou religião, mas de pensadores destacados da direita, esquerda, democrata, republicanao, comunista, capitalista e etc... eu me referi apenas ao pensamento de outros seres humanos tão falhos quanto qualquer outro).
  • Pedro  19/03/2015 23:13
    Caríssimo Augusto,

    Onde a repressão é forte (pena de morte para traficantes)e cadeia para usuário, a droga não é um problema de grandes dimensões (países eslâmicos, por exemplo). Quando, no Brasil, o usuário era preso, a droga não era um grande problema. O problema foi crescendo à medida que os meios coercitivos foram afrouxndo. Essa é a realidade. Quanto ao fato de o comércio, se legalizado, poder render bilhões em impostos, o argumento prova demais. Assim, legalizemos o latrocínio, o roubo etc., e, em vez de pena, cobremos impostos. Nos USA uma pessoa mata e é condenada à morte. Já o traficante não está sujeita e essa penalidade. Agora, quem mata uma pessoa, o crime aí se esgota. Já o traficantetraficante que, esplhando o vício, provoca os assaltos, os latrocínios, a destruíção do viciado e da família recebe uma pena branda, comparada à pena de morte. A repressão funciona sim, e muito.
  • Marcelo  20/03/2015 13:34
    impossível usar o Estado Islamico ou qualquer outro pais muçulmano como exemplo. Lá o que existe é uma teocracia/ditadura. tudo que for contra o regime é severamente punido, para servir de exemplo a população.

    Sobre os crimes, o que o libertarianismo prega é o PNA: principio da não agressão. Enquanto você tá fumando seu baseado, cheirando sua farinha sem incomodar ninguém, tudo ok. A partir do momento que você assalta, mata, estupra, etc, você deve e vai punido, por agredir ou violar outra pessoa. Simples assim.
    Esse argumento de liberar o homicídio, estupro, etc, é falácia.
  • Augusto Castro  20/03/2015 20:10
    Exatamente! E sendo pertinente o Brasil não tem leis, culturas e políticas como as da Bélgica, Arábia ou USA então o cenário a ser avaliado é o que está diante dos nossos próprios olhos e toque e não a "a grama do vizinho" a milhares de quilômetro daqui sob o ponto de vista da TV.

    A culpa da disseminação do uso de entorpecentes não é unicamente de quem oferece mas sim em grandíssima parte de quem alimenta o mercado que é puramente o consumidor e este representa em maior número que os fornecedores.
    Em toda a história da humanidade e até do reino animal em geral toda ação de repressão tem uma reação inversa e isso sempre gera um conflito que resulta mais em baixas de ambos os lados do que na resolução completa do "tal problema".

    A legalização de alguns tipos de drogas não se trata de um assunto a ser pensado seguindo as cegas um ideal religioso ou ladista como de esquerda, direita, totalitário ou libertário mas de uma problema real que está aí e que não pode ser ignorado ou tratado como se fosse um adolescente problemático filho dos outros. Esse problema precisa ser observado e resolvido seguindo um ponto vista lógico e aplicável às leis brasileiras atuais porque não existe! uma forma de destruir toda a constituição e refaze-la do zero infelizmente.

    De acordo com o gráfico de Nolam eu sou mais um centrista do um libertário ou totalitário mas me sinto livre pra observar, entender, estudar e opinar sobre qualquer assunto sob aspectos de vista e aplicação prática que me remete mais ao que se pode chegar à uma resolução do que um ideal religioso ou ladista e caolho.

    Eu sou a favor da liberação de diversos tipos de drogas mas não acho que o Brasil e suas leis loucas e seus políticos de ensino fundamental estão prontas para um impacto como este, então não estou mais em dúvida em relação ao ponto se deve ser ou não liberado, minha dúvida é saber quando será o momento certo para liberar e como os que são a favor deste movimento estão preparando o terreno porque eu não vou ser a favor de "qualquer tipinho de lei esdrúxula" que legalize este mercado neste momento em que nossa constituição e estruturas carcerárias se encontrem em estado deplorável.

    Tô cansado de ver crianças sendo usadas pelo tráfico e policiais exemplares pais de família ambos sendo brutalmente mortos e usados em uma guerra que não tem fim como que em uma cruzada jihadista.

    "Legalizar" não significa "obrigar você e seus filhos a usar" e o governo não é responsável pela educação moral sua e de seus filhos. Cabe a você mesmo adquirir e passar estes valores a sua família, filhos e amigos.

    Não uso drogas e espero que meu filho siga toda a lógica de valores que tentei passar a ele porque se dependesse da educação que o Estado ofereceu ele hoje poderia estar com uma camisa do Chê Guevara, postando críticas sobre o capitalismo e grandes empresas de seu iPhone no Facebook, nunca questionaria negativamente o cheiro de fumaça das roupas de alguns professores levianos e odiaria a polícia.
  • André  21/03/2015 00:18
    Como foi possivel à Italia tornar-se um pais desenvolvido nesssas circunstancias?
  • Bastos  21/03/2015 00:32
    A Itália deve seu desenvolvimento às políticas econômicas de Luigi Einaudi, um distinto economista, defensor do livre mercado, amigo de longa data e colega de Mises. Einaudi começou como presidente do Banco Central da Itália (de 1945 a 1948), onde trouxe respeitabilidade à lira. Depois foi ministro das finanças, tornando-se em seguida presidente da Itália (de 1948 a 1955). Einaudi era defensor de um federalismo europeu.
  • Amarilio Adolfo d Silva de Souza  21/03/2015 11:21
    Os governos, com suas enormes e inúteis leis, são o parceiro ideal de bandidos, ávidos por desobedecê-las e lucrar. Isso, se os bandidos não estiveram criando as tais leis. Se houvesse menos "estado" e mais Liberdade, não haveriam tantos crimes, pois o pior criminoso já teria morrido.
  • Emerson Luís  30/03/2015 17:54

    Governos, sempre governalizando!

    * * *


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.