A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?
Há uma diferença crucial entre defender a iniciativa privada e defender a livre iniciativa.  Há uma diferença crucial entre defender o livre mercado e defender empresas privadas. 

A diferença chega a ser intransponível.

Uma coisa é você ser pró-mercado.  Outra coisa, bastante diferente, é você ser pró-empresas.

Há vários empresários que defendem a iniciativa privada, mas que não acreditam na livre iniciativa.

Essa é uma distinção extremamente importante.  Livre iniciativa significa liberdade de entrar em um mercado e nele competir com as empresas já estabelecidas.  E liberdade de entrar em um mercado significa que este mercado não é regulado pelo governo, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Sob um arranjo de livre iniciativa — ou um arranjo pró-mercado —, há um genuíno laissez-faire, no qual indivíduos interagem de maneira pacífica e voluntária, tendo liberdade para transacionar com quem quiserem, em termos mutuamente acordados.  Dado que todas as interações são voluntárias, todos os participantes necessariamente se beneficiam (eles não participariam se não considerassem a transação benéfica a priori).  Consequentemente, sem a imposição de barreiras artificiais ao empreendimento, a riqueza e o bem-estar aumentam.

Já o termo 'iniciativa privada' significa meramente que a empresa e seus meios de produção estão em mãos privadas.  Mas isso não basta.  O que deve ser analisado é se essa empresa opera em um ambiente de livre iniciativa, ou se ela é protegida da concorrência pelo governo.

Em meados do século XX, os governos fascistas da Europa mantinham um sistema em que havia empresas privadas, mas praticamente todas eram protegidas e seguiam diretrizes de seus respectivos governos.  A regulação era o método majoritariamente utilizado antes da Segunda Guerra Mundial pelos fascistas para alcançar seus objetivos políticos.  À época, a opção à regulação fascista era a estatização direta dos meios de produção, que era o objetivo dos comunistas.

Mas a massificação das regulações estatais só viria a ocorrer mesmo no pós-guerra, mais especificamente a partir da década de 1980, quando várias agências reguladoras foram criadas para controlar os recém-privatizados monopólios estatais.  A ideia por trás das agências reguladoras era fazer com que as privatizações se tornassem politicamente aceitáveis.  A moda surgiu na Inglaterra e foi prontamente copiada mundo a fora.  Todos os países que adotaram seus próprios programas de privatização criaram secretarias e agências reguladoras como forma de manter o controle estatal sobre os setores agora privatizados.

Por tudo isso, haver setores privatizados ou setores em que operam empresas privadas é algo insuficiente para que haja uma genuína liberdade econômica.  Se essas empresas privadas são protegidas pelo governo, que impede a entrada de concorrentes, então elas não estão sujeitas às verdadeiras demandas de mercado, e podem se dar ao luxo de ofertar serviços ruins aos consumidores sem serem por eles punidas.

Os setores de aviação civil, de transportes terrestres, de transportes aquaviários, de telecomunicações, de energia elétrica, de petróleo, de saneamento básico etc. são exemplos de setores que, embora possam estar sendo servidos por empresas privadas, são integralmente controlados pelo governo e suas agências reguladoras, as quais, por sua vez, protegem essas empresas privadas contra o surgimento de concorrentes. 

James Buchanan, o fundador e principal expoente da teoria da Escolha Pública, tornou-se famoso ao mostrar que as empresas privadas tinham um incentivo para manipular o governo e fazê-lo proteger suas empresas favoritas.  Um sistema de livre iniciativa beneficia todos aqueles que estão dispostos a ser produtivos.  Já um sistema em que a iniciativa privada opera em um setor regulado pelo governo beneficia somente alguns, e à custa de todos os outros, o que significa que os poucos beneficiados terão todos os incentivos para fazer defender este arranjo. 

Em teoria, agências reguladoras existem para proteger o consumidor.  Na prática, elas protegem as empresas privadas dos consumidores.  Por um lado, as agências reguladoras estipulam preços e especificam os serviços que as empresas reguladas devem ofertar.  Por outro, elas protegem as empresas reguladas ao restringir a entrada de novas empresas neste mercado.  No final, agências reguladoras nada mais são do que um aparato burocrático que tem a missão de cartelizar as empresas privadas que operam nos setores regulados, determinando quem pode e quem não pode entrar no mercado, e especificando quais serviços as empresas podem ou não ofertar, impedindo desta maneira que haja qualquer "perigo" de livre concorrência.

Exemplos

Veja, por exemplo, o setor de telecomunicações.

Em um arranjo de livre iniciativa — pró-mercado —, qualquer empresa que quisesse entrar nesse mercado para concorrer com as grandes estaria livre para isso. Em um livre mercado genuíno, essa empresa simplesmente chegaria, faria sua propaganda e, por meio do sistema de preços, ofertaria seus serviços.  Quem quisesse utilizá-la estaria livre para fazê-lo.  Quem não quisesse, continuaria com os serviços da Vivo, Tim, Claro e Oi.

Mas isso não pode ocorrer atualmente.  A ANATEL não deixa.  Só pode entrar no mercado as empresas que ela aprova.  Veja essa notícia (negritos meus):

Operadora móvel acusa Anatel de negociar decisões com cartel formado por Vivo, Oi, Claro e TIM

Talvez você se lembre da Aeiou, operadora de celular que atuou no DDD 11 por um breve período, e desapareceu em meados de 2010. Agora, segundo a Folha, a empresa por trás da operadora tem sérias acusações a fazer contra Anatel, Vivo, Oi, Claro e TIM.

A Unicel diz que as quatro maiores operadoras do país formaram um cartel para impedir a entrada de novos concorrentes. O grupo agiria em conluio com a Anatel, que negociaria pareceres, votos e até decisões finais com elas.

A denúncia foi apresentada este mês ao Ministério Público Federal pelo controlador da Unicel, José Roberto Melo da Silva (foto acima). Ele diz que, quando alguma operadora envia um assunto de interesse para a Anatel analisar, alguns superintendentes já acertariam seus pareceres técnicos de acordo com os interesses do suposto cartel. Depois, quando esses pareceres seguem para análise, o relator responsável sofreria pressão interna para aprová-lo. No entanto, se alguma proposta fosse de interesse contrário ao do cartel, haveria pressão para vetá-la – como as outorgas da Unicel, por exemplo.

Melo da Silva fez esta acusação de forma pública em dezembro, quando a Nextel pediu autorização da Anatel para comprar sua empresa. Prevendo que a agência não aprovaria o negócio, Melo da Silva disse ao Valor:

O que vemos aqui é a Anatel sendo pressionada por um cartel formado pelas quatro grandes operadoras impedindo a entrada no mercado do quinto competidor.

Agora, apenas imagine se a ANATEL fosse abolida e todas as empresas de telecomunicação, internet e TV a cabo do mundo pudessem vir livremente pra cá?  As tarifas iriam para o abismo e os serviços melhorariam espetacularmente.  Grandes empresas que reconhecidamente prestam serviços de qualidade nos mercados internacionais — como a AT&T, Vodafone, Verizon, T-Mobile, Orange — estariam livres para chegar aqui amanhã. Os call centers tornar-se-iam desnecessários, pois mudar de operadora seria algo rápido e gratuito.  As empresas muito provavelmente até distribuiriam celulares de graça e ofereceriam vários outros serviços gratuitos, inclusive Internet, que, aí sim, finalmente seria universal.

Mas não.  Se você quiser criar uma empresa de telefonia, de TV a cabo ou de internet, ou se uma estrangeira quiser vir pra cá, é praticamente impossível.  Todo o aparato regulatório do estado cria ostensivamente barreiras burocráticas que aumentam proibitivamente o custo final, impedindo a concorrência e o livre mercado nesse vital setor da economia. 

Esse exemplo de telefonia celular é válido para absolutamente todas as áreas da economia controladas por agências reguladoras.

Se você criar uma empresa para operar no setor aéreo e concorrer com o duopólio da GOL e da TAM, a ANAC irá barrar. (A menos, é claro, que você tenha boas conexões políticas).  Da mesma forma, empresas estrangeiras são proibidas de fazer vôos nacionais aqui dentro, para não arranhar a saúde do duopólio.  Como seria em um livre mercado?  Simples.  Não haveria obstáculos.  Se a American Airlines quisesse operar a linha Curitiba-Fortaleza, estaria livre para isso.  Se a Lufthansa quisesse operar Florianópolis- Manaus, que o fizesse.  Se a Air China quisesse fazer São Paulo-Salvador, ótimo.  Se a KLM quisesse fazer Recife-Rio de Janeiro, melhor ainda.

Nesse cenário de livre iniciativa, haveria queda nos preços e melhora nos serviços, duas coisas que as empresas protegidas pela ANAC não querem.  E esse cenário é fictício simplesmente porque a ANAC não o permite.  Ademais, como o espaço aéreo é propriedade autodeclarada do governo, é ele quem determina até quais companhias nacionais podem operar determinadas rotas em determinados horários.  Os aeroportos, também monopólio estatal, não podem alocar livremente seus slots (horários de pouso e decolagem).  Tudo é regulado. 

E, sobre aeroportos, se você quiser construir e operar um aeroporto por conta própria, desafogando outros aeroportos e melhorando o tráfego aéreo, o governo também não deixa, como comprovou o recente caso da proibição da construção de um aeroporto privado em São Paulo.

Se uma empresa quiser operar no setor elétrico, concorrendo livremente com as estatais do setor, aumentando a oferta de energia, a ANEEL certamente adotará as mesmas práticas da ANATEL.  Houvesse uma genuína livre iniciativa no setor elétrico, quem quisesse produzir e vender energia elétrica, seja ela hídrica, nuclear ou térmica, estaria livre para tal.  A produção e a venda de eletricidade seria uma atividade comercial como qualquer outra.  Os preços certamente cairiam.

Se uma empresa quiser prospectar petróleo aqui no Brasil e nos vender, a ANP — cuja função autoproclamada é a de fiscalizar todo o setor petrolífero brasileiro, inclusive os setores de comercialização de petróleo e seus derivados, e o de abastecimento — irá barrar.  Ou, no mínimo, irá agir como a ANATEL e proteger a Petrobras, que, aliás, graças aos seus privilégios estatais, já se apossou das melhores jazidas do país, o que inviabiliza qualquer concorrência. 

ANVISA e Ancine são outras duas agências que existem para proteger os grandes, e suas reais funções já foram destrinchadas aqui e aqui.

E esses são apenas os grandes setores.  Não nos esqueçamos das regulamentações que inibem o surgimento e o desenvolvimento dos pequenos setores.

Empresas de ônibus, estações de rádio, de televisão, TV a cabo, provedoras de internet, de seguro-saúde, hospitais, escolas, açougues, restaurantes, churrascarias, padarias, borracharias, oficinas mecânicas, shoppings, cinemas, sorveterias, hotéis, motéis, pousadas etc.  Nada disso pode surgir sem antes passar por incontáveis processos burocráticos que envolvem licenciamento, taxas, propinas, inspeções, alvarás, registros cartoriais, reconhecimentos de firmas etc.

Consequências

Em seu cerne, a regulação é anti-livre iniciativa, anti-livre mercado e anti-concorrência.  Uma empresa regulada pode encontrar várias maneiras de fazer as regulações funcionarem em proveito próprio e contra os interesses dos consumidores. 

Por exemplo, não é incomum que grandes empresas façam lobby para criar regulamentações complicadas e onerosas sobre seu próprio setor.  Por que elas fazem isso?  Para dificultar uma potencial concorrência de empresas novas, pequenas e com pouco capital. 

Empresas grandes e já estabelecidas têm mais capacidade e mais recursos para atender regulações minuciosas e onerosas.  Empresas pequenas, que querem entrar naquele mercado mas que ainda não possuem muitos recursos financeiros, não têm essa capacidade.  Empresas grandes podem contratar lobistas (ou podem simplesmente subornar políticos) para elaborar padrões de regulação que elas já atendem ou que podem facilmente atender, mas que são impossíveis de serem atendidos por empresas pequenas e recém-criadas. 

Regulações fazem com que o estado, por meio de suas licenças, conceda respeitabilidade a empresas escroques e impeça que empreendedores sérios e genuinamente competentes possam servir livremente os consumidores.  Regulações impedem a formação de uma genuinamente boa reputação comercial, aquela que só se consegue por meio das preferências voluntariamente demonstrada por consumidores no livre mercado. 

Regulações são a mais insidiosa maneira de se abolir a livre iniciativa e garantir uma iniciativa privada ineficiente.

Conclusão

É impossível haver livre iniciativa se o "livre" é uma mera abstração e a iniciativa privada opera sob proteção anti-concorrencial.  É impossível haver uma genuína concorrência — que é o que de fato melhora os serviços e diminui os preços — quando o estado faz de tudo para impedi-la. 

A iniciativa privada é apenas um componente da livre iniciativa.  Toda livre iniciativa é privada, mas nem todo iniciativa privada opera em ambiente de livre iniciativa.  O não-entendimento dessa distinção é o que faz com que as pessoas recorram ao governo para reclamar da qualidade dos serviços das empresas de telefonia e peçam ainda mais intervenção.

Quem defende agências reguladoras, subsídios e tarifas de importação está defendendo empresas privadas ineficientes; está defendendo o corporativismo, arranjo no qual a iniciativa privada se torna uma mera extensão do governo, e deixa de estar sujeita à concorrência e às demandas do consumidor.

Trata-se de uma pessoa anti-mercado e pró-empresas (ineficientes). 

Já quem pede a abolição de agências reguladoras, de subsídios e de tarifas de importação está simplesmente defendendo a livre iniciativa.

Você, afinal, é pró-mercado ou pró-empresas?

_____________________________________

Hans F. Sennholz  (1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.

Logan Albright, escritor e economista, é diretor do Capital Policy Analytics, analista do Freedom Works, e integrante do Ludwig von Mises Canadá.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


"Os liberais acham que só os governantes são ladrões, incompetentes e blá blá blá......e os empresários e empreendedores são uns anjos perfeitos"

Os "liberais" eu não sei, pode até ser. Já os libertários não têm essa ilusão.

O libertarianismo não é uma filosofia pró-empresa. E nem muito menos pró-empresário. O libertarianismo é uma filosofia que defende única e exclusivamente a propriedade privada.

Havendo propriedade privada há transações livres e voluntárias. Havendo transações livres e voluntárias há livre mercado.

A defesa do livre mercado pelos libertários advém diretamente da defesa da propriedade privada, que é o cerne da teoria libertária.

Nenhum libertário pró-livre mercado nega a existência de empreendedores salafrários; nós apenas acreditamos — e para isto baseamo-nos na sólida teoria econômica — que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter. E elas terão de ser honestas não por benevolência ou moral religiosa, mas sim por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência.

Por outro lado, quanto maior for a regulamentação governamental sobre um setor, mais incentivos existirão para a corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos. Em vez de se concentrar em oferecer bons serviços e superar seus concorrentes no mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, oferecendo favores e, em troca, recebendo agrados como restrições e vigilâncias mais apertadas para a concorrência.

"sem o Estado regulador, as empresas estariam livre para fazerem cartéis , tabelarem preços , dar salários baixos e evitar a concorrência pois as maiores engolem as menores até o mercado virar monopólio"

Curioso, pois, empiricamente, tudo isso só ocorre exatamente em mercados regulados pelo estado.

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

"ou seja liberalismo apoia as empresas e a concorrência , mas as empresa não gostam de concorrência....ou seja totalmente sem lógica"

A falta de lógica advém exatamente da sua ignorância a respeito do que você critica. Libertários são pró-mercado, e não pró-empresa. De novo:

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido

Não suje ainda mais o já conspurcado nome de Keynes. Não atribua a ele essa sua ignorância abissal.
1) Esse valor cambial de 1 para 1 não seria realista e traria enormes problemas. Eis a maneira certa de se adotar um Currency Board:

Os três tipos de regimes cambiais existentes - e qual seria o mais adequado para o Brasil

E sim, todas as outras moedas obviamente continuariam flutuando diariamente. Quando fixo envolve apenas duas moedas. Só é possível uma moeda ter câmbio fixo com outra moeda. Se o real passa a ter câmbio fixo com o dólar, então, por definição, ele passa a flutuar em relação às outras moedas estritamente como o dólar flutua em relação a elas.

2) Inflação de preços não é gerada pela expansão da base monetária, mas sim pela expansão da oferta monetária. São duas coisas completamente distintas. Nos países citados não houve inflação de preços simplesmente porque a expansão da base monetária não se converteu em expansão da oferta monetária. O dinheiro está empoçado no sistema bancário. Artigo sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2213

3) Nenhum dos três. Ela adota câmbio atrelado ao dólar via Banco Central. A China opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.

4) O dólar se tornou a moeda mundial por causa de Bretton Woods. Antes de Bretton Woods, era assim:

www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=678
Todos esses, mas majoritariamente pelo último.

E isso é algo que as pessoas ignoram.

O principal chamariz da Chin é sua moeda, que, ao contrário do que afirma a imprensa, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

Isso mesmo: a China, o grande ímã de indústrias estrangeiras, opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo.
Veja o gráfico.

(Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

Com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

Além da moeda, o governo "comunista" da China também fornece várias incentivos fiscais. E também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Henrique  11/03/2015 14:37
    Nenhum do dois. Sou pró-POVO.

    Abraços
  • Meirelles  11/03/2015 14:51
    Ah, então você é pró-mercado. Pois é só pelo mercado -- sem agências reguladoras, sem tarifas de importação e sem burocracias -- que o povo tem acesso a bens fartos, baratos e de qualidade.

    Bem-vindo ao clube.
  • Thiago Augusto  04/08/2015 03:00
    Boa, Meireles
  • Gustavo  11/03/2015 14:56
    Confesso uma enorme curiosidade: o que uma pessoa que se diz "pró-povo" faz realmente pelo povo?

    Você, Henrique, o que você faz de concreto pelo povo? Quais as suas atitudes diárias que são pró-povo?

    Não vá me dizer que você é daqueles que diz defender uma coisa, mas quer que outros a façam por você. Certo?
  • Anônimo  11/03/2015 15:36
    Quem é o povo? O povo vota? O povo vai ao supermercado? O povo sonha? O povo é um agente moral? Receio que não. O povo é um arranjo coletivo delimitado por fronteiras metafísicas (povo paulista, povo brasileiro, povo latinoamericano) que não quer nada nem faz nada; nenhum povo trabalha, são os indivíduos que o fazem - e cada indivíduo possui sua própria vontade e seus próprios interesses. Se um deles compactua e ainda deseja viver mais às custas dos outros, não é nenhum povo que é beneficiado, mas sim este arranjo particular de gente.

    E nem mesmo outros arranjos como "categorias" e "classes" parecem funcionar para encontrar o interesse comum de um "povo": quando eu crio um auxílio maternidade, eu acredito que contratos livres são opressores e que todas as mulheres serão beneficiadas - mas na verdade, o risco e o preço de contratá-las vai às alturas, os empregadores lutarão para manter mais funcionários na irregularidade e justamente aquelas em idade fértil e de produtividade menor (mais pobres e com menos instrução) serão as que mais terão dificuldade para encontrar empregos (daí o sucesso do serviço doméstico encrustado na sociedade brasileira muito após a escravidão). Fiz algo pelo bem do "povo mulher", mas somente poucas mulheres, talvez do funcionalismo público, foram beneficiadas.

    Tento novamente! Separo o "povo mulher" do "povo mulher financeiramente carente" e distribuo cestas básicas para o segundo povo. Acertei! O problema só de longo prazo é que os custos, arqueados sob endividamento estatal (custando ao "povo que nem nasceu" - ninguém nunca pensa neles quando faz social-democracia) e impostos retirados do primeiro povo e de todos os outros povos / categorias, ao fim, mostrar-se-ão insustentáveis sem uma estrutura robusta da qual eu tirar dinheiro.

    Minha conclusão: pode-se afirmar que somente sob uma conjuntura coercitiva ou de ausência de escassez (toda pessoa gostaria de ter suas necessidades satisfeitas por mágica), uma categoria abstrata de gente adoraria viver às custas das outras - os lenhadores adorariam lã gratuita. Será o estado, movido por agentes dos seus próprios interesses, que criará o próprio "povo" de quem deseja arrancar votos (mães solteiras dos EUA sempre votam Partido Democrata. Mães casadas votam Partido Republicano em esmagadora maioria) e este "povo", estando à margem de somente aceitar um presente extra ou não aceitar, terá o 'Sim' como escolha majoritariamente preferível - e lutará para manter esta renda extra.
  • Henrique  11/03/2015 18:24
    Por exemplo, ajudando em sua conscientização política, o que não é simples, visto que o povo normalmente obtém informações de setores midiáticos com interesses divergentes dos seus, fora a lavagem cerebral provocada pela publicidade, a qual estamos submetidos desde a infância.

    Abraços.
  • Tombini  11/03/2015 19:05
    Que legal, Henrique. Agora, só de curiosidade: como é que isso enche a barriga do povo?

    O povo quer comida, dinheiro, lazer e bens de consumo bons e baratos. Como é que você proporciona isso a eles? Obrigando-os a ler notícias pró-governo? Desculpe, mas isso não ajuda. Uma redução de tarifas de importação seria muito mais pró-povo do que esse seu heróico e exaustivo esforço.

    Mais ainda: quais seriam os setores midiáticos "pró-povo" e quais seriam os "anti-povo"? E quais seriam os setores midiáticos com interesses convergentes aos do povo?

    Fiquei bastante comovido com sua genuína dedicação ao povo, e quero aprender mais.
  • Henrique  11/03/2015 20:06
    "como é que isso enche a barriga do povo?"

    O Bolsa-Família é um belo exemplo. Ainda podemos avançar mais neste sentido. Não se esqueça de que os benefícios econômicos causados pelo aumento do consumo das massas beneficia a todos nós, inclusive aumentando os sagrados lucros das empresas.


    "O povo quer comida, dinheiro, lazer e bens de consumo bons e baratos. Como é que você proporciona isso a eles? Obrigando-os a ler notícias pró-governo?"

    Não necessariamente pró-governo, mas de fontes que queiram o seu bem estar e não manipule ou se omita dos fatos com o objetivo de enriquecer o patronato e manter o status quo da classe média.


    "Desculpe, mas isso não ajuda. Uma redução de tarifas de importação seria muito mais pró-povo do que esse seu heróico e exaustivo esforço."

    Aumentar o desemprego ao falir a indústria nacional não vai fazê-los melhorar de vida. Muito pelo contrário.


    "Mais ainda: quais seriam os setores midiáticos "pró-povo" e quais seriam os "anti-povo"? E quais seriam os setores midiáticos com interesses convergentes aos do povo?"

    "Anti-povo": Veja, Rede Globo, Folha de São Paulo, enfim, praticamente toda a grande mídia.
    "Pró-povo": infelizmente, tenho poucos exemplos. Gostaria de citar o trabalho da Caros Amigos, escrita por jornalistas militantes e engajados com o social.

    Abraços.


  • anônimo  13/03/2015 09:24
    'Não se esqueça de que os benefícios econômicos causados pelo aumento do consumo das massas beneficia a todos nós, inclusive aumentando os sagrados lucros das empresas.'

    'Sagrado lucro das empresas' é coisa de gente que tem na cabeça uma caricatura tosca do que ele imagina que a gente quer...nada mais longe da verdade.
    Ninguém está nem aí pra lucro nenhum, o foco aqui é [/b]liberdade.[b]

    E não, não 'beneficia a todos nós' arrancar meu dinheiro pra sustentar a compra de votos legalizada do PT.
  • Tombini  11/03/2015 20:44
    "O Bolsa-Família é um belo exemplo. [...]"

    Eu perguntei o que você está fazendo, e não o que o governo está fazendo com o dinheiro dos pagadores de impostos. A menos, é claro, que você se considere a encarnação humano do bolsa-família, o que significaria que você é mentalmente perturbado.

    "Não necessariamente pró-governo, mas de fontes que queiram o seu bem estar e não manipule ou se omita dos fatos com o objetivo de enriquecer o patronato e manter o status quo da classe média."

    Fiquei curioso: qual é o status quo da classe média? Dado que a classe média é justamente a classe que sustenta o Brasil (rico tem bolsa-BNDES, pobre tem bolsa-família, e a classe média fica com a conta), manter o status quo da classe média é o equivalente a mantê-la escravizada sustentando o Brasil.

    Quais são as fontes que querem manter esse status quo da classe média? para mim são a Carta Capital, a Caros Amigos, e todos os blogs progressistas que recebem farto dinheiro de estatais.

    De resto, seria você capaz de falar ao menos uma frase que não seja um clichê saído diretamente do DA de uma faculdade? Que não seja um lugar-comum universitário?

    "Aumentar o desemprego ao falir a indústria nacional não vai fazê-los melhorar de vida. Muito pelo contrário."

    O governo atual que o diga. Foi o governo que implantou as maiores tarifas de importação da história do real, e é o governo que está detonando a taxa de câmbio. E, como conseqüência, a indústria nacional nunca esteve tão dizimada.

    De resto, é curioso que alguém que se diga tão contra "o patronato" esteja defendendo medidas que servem exclusivamente para proteger os grandes industriais.

    Mas também ... querer coerência de esquerdista é mais impossível do que dialogar com o Estado Islâmico.

    ""Anti-povo": Veja, Rede Globo, Folha de São Paulo, enfim, praticamente toda a grande mídia.

    "Pró-povo": infelizmente, tenho poucos exemplos. Gostaria de citar o trabalho da Caros Amigos, escrita por jornalistas militantes e engajados com o social."


    Ufa! Só agora, depois de tudo isso, que percebi que você é na verdade um liberal zoando a caricatura de um esquerdista.

    Mals aê. Mas essa sua zoação na esquerda foi sensacional.

    Abraços.
  • Henrique  11/03/2015 21:15
    "Eu perguntei o que você está fazendo, e não o que o governo está fazendo com o dinheiro dos pagadores de impostos"

    Faço doações proporcionais ao que ganho. Mas apoiar o bolsa-família e defendê-lo de críticas vindas de setores conservadores da sociedade vai ajuda muito mais os necessitados. Veja quanto custa o bolsa-família ao governo federal e o quanto este paga de juros aos rentistas e especuladores.

    "Fiquei curioso: qual é o status quo da classe média?"
    Ter à sua disposição uma massa barata de serviçais para limpar suas casas, serviço de portaria em seu condomínio, ter uma babá para cuidar de seus filhos enquanto os pais ganham um bom dinheiro - a babá, por sua vez e obviamente, não possui empregada para cuidar de seus filhos.
    Fora outros privilégios como, até pouco tempo atrás, ser quase a totalidade dos universitários em universidades públicas (as melhores do país) e que são pagas inclusive com o dinheiro dos pobres. Coisa que mudou um pouco graças a um governo que pensa no POVO e implantou cota para alunos de escolas públicas - aliás, não acho necessárias as cotas raciais.


    "Ufa! Só agora, depois de tudo isso, que percebi que você é na verdade um liberal zoando a caricatura de um esquerdista."

    Errado. Estou muito certo de minhas convicções.

    Abraços
  • Ali Baba  12/03/2015 14:26
    Por vezes eu também tenho essa dúvida. Mas no caso acho que você terminou se equivocando... o Henrique é de fato um esquerdista. Não é apenas uma caricatura...
  • Ali Express  13/03/2015 04:16
    Acho que o engano foi seu, pois creio não existir ninguém tão imbecil assim (embora não podemos subestimar as pessoas). Esse Henrique está apenas encarnando um personagem ao estilo do Típico Filósofo.
  • Douglas  11/03/2015 15:03
    Parabens,
    Essa polarização de "Povo X Mercado" "Povo x Empresarios" ta certinha.
  • Henrique   11/03/2015 14:57
    Dúvida: sem as agências reguladoras, como ficaria a questão da qualidade e proteção do consumidor. Empresas "testaria" produtos e serviços através das preferências voluntárias? Para o consumidor, a curto prazo (até que a empresa quebre) isso não seria arriscado?
  • Leandro  11/03/2015 15:07
    Quem fiscalizaria? Empresas privadas. E por que elas fiscalizariam corretamente? Porque se fizessem lambança tanto a sua imagem quanto sua lucratividade estariam liquidadas.

    O mercado privado encontra soluções muito superiores para lidar com a fundamental questão da conformidade, segurança e qualidade. Por exemplo, você já deve ter reparado que todos os produtos elétricos e eletrodomésticos contêm um selo da UL (Underwriters Laboratories) ou da CSA, ou da ETL.
    Assim como as outras competidoras, a UL, a mais famosa delas, é uma certificadora privada e independente fundada em 1894, e que certifica cerca de 20.000 produtos diferentes -- eles emitem 20 bilhões de selos por ano.

    Estes selos privados têm credibilidade, pois competem no mercado e dependem de sua reputação (como empresas de mídia) para sobreviver. Uma vida perdida por conta de um produto mal-testado pode significar sua falência. Já o "selo do rei" não tem credibilidade, pois não compete no mercado e sua baixa reputação não o faz perder clientes, justamente por ser um monopólio estatal.


    Artigos sobre isso:

    A bem-sucedida regulação privada

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

    Três agências reguladoras que adoram atrapalhar sua vida

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Os reais beneficiados por um capitalismo regulado


    De resto, qual seria o risco gerado por uma empresa de celular, como a Vodafone? Aliás, o que a ANATEL faz hoje que lhe faz crer que ela "protege o consumidor"?
  • bruno  02/08/2015 19:35
    Tudo que foi dito aqui faz sentindo, só ve o que as 4 grande fizeram,cortaram a internet depois de 10mb usados,o Procon de sp entrou com uma ação,pois o contrato afirmava que a internet custava 70 centavos por dia,mas como no brasil tudo acaba em pizza,nao aconteceu nada as operadoras que estão usando esse metodo ate hoje,sem medo de serem punidos.
  • Raphael  28/04/2015 02:52
    Reclameaqui, Preteste, Consumer Reports, Kekanto, Foursquare, Yelp, etc.

    O que não falta são empresas privadas qualificando ou permitindo qualificar produtos e serviços. E se alguma delas estiver 'vendendo-se' e distorcendo a qualificação, você pode simplesmente ir para outra de melhor índole.
  • Rony  02/07/2016 14:25
    No caso do oligopolio, temos 4 grandes empresas de telefonia (1 criada por politicos só para roubar, a Oi, em recuperacao judicial sumidouro de dinheiro publico) e apenas 3 controladores.

    Vai no reclameaqui, kekanto, ve a reputacao de cada uma das 4 opcoes que voce tem. Voce sabe que a operadora te sacaneia, mas se trocar, a outra tambem vai te sacanear. Nenhuma tem incentivo pra te tratar bem, elas querem o status quo.

    Vai no procon? Gasta seu tempo fazendo isso, resolve, e daqui a 4 meses fazem outra sacanagem. Vai de novo? Voce vai fazer isso perpetuamente. Ou vai deixar rolar e se conformar, como ocorre com a maioria, e focar no seu trabalho do dia a dia.

    Fato é, processo vai, processo vem, vale a pena economicamente para cada uma delas continuar a sacanear.

    Roubar 1-10 reais/mes de cada consumidor nao vai fazer a maioria entrar com processo, que nao paga nem o tempo de ir reivindicar direitos, nem advogado se for preciso.

    Apenas uma pequena porcentagem das pessoas vai aos orgaos de defesa por causa disso, e as empresas sabem.

    Tenho amigo que realizou consultoria estrategica em uma dessas 4 grandes empresas de telefonia, e para a pouca surpresa dele, era intencional sacanear o consumidor (cobranças indevidas, corte de sinal indevido, nao reconhicmento de pagamento, etc).

    Fazia parte do modelo de negócio com metas de receita e tudo. Estilo vamos faturar 100 milhoes com cobranças indevidas, vamos perder 2 milhoes em processos por causa disso, entao o resultado final é 98 milhoes positivo: vale a pena continuar fazendo.

    O unico jeito de mudar isso é a livre concorrencia. Deixem as pessoas decidirem qual empresa eles querem. As que elas nao quiserem deixarao de existir.

    Havendo 20, 40, 100 empresas, essas empresas vao pensar duas vezes antes de te sacanear.
  • Douglas  11/03/2015 15:12
    Sobre as regulamentações.

    Faço um curso superior na area de TI. E vejo todos os dias os alunos reclamando que a area esta "prostituida" que qualquer um pode se dizer profissional e realizar serviços de qualidade baixa, mas por um valor menor. E os professores engrossam o coro com "É... infelizmente nossa profissão não e regulada, ai fica difícil exigir."

    Pergunto-me, exigir o que? Que o valor determinados serviços seja mantido alto para proteger o pessoal de TI?
    Qual o problema de um usuário domestico preferir pagar mais barato por um serviço com menor qualidade que o do "profissional diplomado"?

    Eles estão simplesmente pedindo a formação de um cartel de preços. É incrível como todos tratam isso com naturalidade. Preferem isso a ter de inovar para ganhar clientes.
  • Lopes  11/03/2015 15:56
    É justamente um pedido de formação de cartel. Principalmente em TI, em que a "baixa qualidade" está tão oculta quanto uma análise de um código e o grande teste de qualidade é o próprio funcionamento do software - o que não exige diploma algum, mas mero conhecimento das linguagens. Diga a ele que os alfaiates da época de Elizabeth I também ficaram um bocado de irritados quando as pessoas deixaram de precisar de 4 a 6 anos de curso de guilda para começarem a fazer seus serviços e apenas requisitaram 2 anos de estudo - diferentemente de TI, a qualidade de um vestuário (em curto e longo prazo) exige muito mais análise do que a compilação de um código que finaliza um serviço sem bugs.

    A mediocridade destes programadores é absurda. A dos professores também sobremaneira: se seu serviço lecionado pode ser feito por qualquer rapaz de 14 anos que teve a iniciativa de estudar código sem pagar mensalidade universidade ou usar o dinheiro dos outros - ao invés de culpá-los por adotarem um modelo com muito menos desperdício, tente oferecer algo único a seus estudantes que justificará o diploma - pois sejamos francos, nenhuma folha de papel plastificada escreverá ou me ajudará a fazer um código melhor.
  • anônimo  12/03/2015 09:16
    Seja cético quanto a esse negócio de 'software de baixa qualidade', é óbvio que isso é conversa de vagabundo com medo da concorrência querendo proteção estatal.
    E quando eu digo vagabundo, incluo os professores também.Hoje em dia qualquer um pode aprender inteligência artificial no mesmo nível que é ensinado no MIT com o coursera, edx, etc, esses professores estatistas também são os que se c de medo que o mundo note como eles são inúteis.
  • Douglas  12/03/2015 12:01
    E sou, a pessoa que atende minhas demandas de manutenção ja fazia isso antes de ter qualquer curso na area e sempre confiei mais nele do que em muito diplomado que conheço.

    Uma de minhas professoras nem e formada na area de TI, mas e uma otima profissional e ensina bem. Ela e a maior prova de que o diploma não diz nada. Mas mesmo assim é uma das que mais gritam pela "Proficionalização da area".
  • Lopes  12/03/2015 15:10
    Por que não diz isto à ela, Douglas? Creio ser improvável que este antro o fará ou ousará colocar sua mediocridade (refutados pela mera compilação de um código qualquer) sob crítica.

    Você é provavelmente a melhor chance destes alunos também. Perdendo esta oportunidade, estes jovens talvez cheguem à idade dos professores sem jamais terem testemunhado um opositor e os efeitos serão terríveis (quando um se preocupa mais em caluniar a concorrência e implorar clemência de si próprio, que tipo de profissional será formado? Não será aquele que está ciente de que tem tornar seu trabalho especialmente único ou desenvolver suas próprias ideias, mas um carrancudo patético e receoso que acredita não ser culpa de sua própria mediocridade o fato de ser plenamente dispensável).

    Quando você avisar ao seu vizinho para não sair de casa porque há uma infestação de ratos na rua, queira ser astuto: caso não for verdade, ele ficará enclausurado por nada além de palavras.
  • Henrique  11/03/2015 15:22
    Obrigado Leandro, muito boas as percepções, vou ler os outros artigos. A questão é retirar o poder de regulamentação das mãos do estado. Agencias privadas seria uma solução nesse ponto de vista (segurança, qualidade).
  • Luiz Pires  21/04/2016 04:44
    Henrique, você é um tipo raro de pessoa: oponente no debate e sensata quando refutada. Não concordo com você em 90% das coisas que afirma e adoraria ter tempo de debater aqui, mas de qualquer forma deixo minha admiração pela sua postura.

    Abraços.
  • Paulo  11/03/2015 15:38
    Interessante a ideia, mas com todo respeito, me parece tão utópica quanto a de uma sociedade sem classes! Pois com a concentração de capital e recursos no seio das empresas que "vencem" no mercado, é inevitável que estas (ou os agentes individuais que as presidem) busquem assegurar sua posição de lucratividade, inclusive recorrendo a expedientes de cartelização/monopolização/barreiras de entrada, mesmo numa economia hipotética na qual o Estado não atue. Gostaria realmente que o autor ou qualquer outro me esclarecesse como seria possível impedir isso, sem recorrer à regulamentação do Estado (não que eu acredite que tal regulamentação garantiria a livre iniciativa, pelo contrário...)
  • Leandro  11/03/2015 16:00
    "Pois com a concentração de capital e recursos no seio das empresas que "vencem" no mercado, é inevitável que estas (ou os agentes individuais que as presidem) busquem assegurar sua posição de lucratividade, inclusive recorrendo a expedientes de cartelização/monopolização/barreiras de entrada, mesmo numa economia hipotética na qual o Estado não atue."

    E como isso ocorreria? Não há um mísero exemplo histórico disso.

    Em primeiro lugar, como explicado nesse artigo(Monopólio bom e monopólio ruim - como são gerados e como são mantidos), quanto mais uma empresas cresce, mais ineficiente ela se torna, o que abre espaço para a entrada de um concorrente mais enxuto e mais eficiente.

    A única coisa que pode proibir o surgimento de um concorrente enxuto para competir com a empresa grande é o governo, que é justamente quem cria cartéis, oligopólios e monopólios, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    "Gostaria realmente que o autor ou qualquer outro me esclarecesse como seria possível impedir isso, sem recorrer à regulamentação do Estado (não que eu acredite que tal regulamentação garantiria a livre iniciativa, pelo contrário...)"

    De novo: é só olhar o exemplo histórico.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O Sherman Act e a origem das leis antitruste - quem realmente se beneficia com elas?

    Já você, paradoxalmente, diz que quem pode coibir monopólios e oligopólios é justamente a entidade que os cria. Pedir que o estado atue para acabar com cartéis é o mesmo que pedir para o gato tomar conta do pires de leite.
  • Luiz Pires  21/04/2016 04:48
    Leandro Namem?
  • Arthur  11/03/2015 15:46
    fato!... porque as agências reguladoras tem q ser estatais e são as únicas que dizem o que fazer?! porque não se deixa criar no livre mercado empresas que "testaria" produtos e serviços?!. Se eu tivesse uma empresa, adoraria ter um padrão "AAA" de qualidade, ofertado por uma empresa "AAA" que testa esses padrões num livre mercado, obtendo esse padrão "AAA" você confiaria na minha empresa que certos padrões de qualidade são atendidos por saber q ambas empresas são sérias no assunto!
  • Antonio  11/03/2015 16:55
    Boa tarde, gostei do texto, bem esclarecedor, no entanto tenho algumas dúvidas. A TIM, Telefônica, Oi, são todas de fora e prestam um serviço porco, mesmo regulado pelas Agências, imagina se a AT&T vir pra cá? Se for pra eles virem e INVESTIREM no país, ótimo, mas se for pra vir usufruir de extensas rede de fios já passado, postes, torres de celular já instaladas fica fácil. Mas acontece que quem passou esses fios e postes foram o Estado, por isso tem de ter uma regulação. Essas empresas não vem pra cá pra investir, vem pra explorar, como é o caso da TIM, ai eu não acho justo. Nos EUA, que é um país grande como nós em extensão, a AT&T presta um serviu muito porco, 3g não funciona no interior igual aqui o Brasil. Outra coisa, experimenta criar uma empresa de pote de geléia e tenta exportar para os EUA e EEUU? Não passa nem na porta! Eles pregam o livre mercado e livre comércio, mas para os outros, pra eles não. Já tivemos problemas em vender carne para a Inglaterra, em vender Laranja para os EUA, etc...Por fim, as ideias liberias são ótimas, assim como as ideias de esquerda, mas na prática é tudo diferente.
  • Almeida  11/03/2015 18:53
    "A TIM, Telefônica, Oi, são todas de fora e prestam um serviço porco, mesmo regulado pelas Agências, imagina se a AT&T vir pra cá?"

    Hein? Elas prestam um serviço porco porque são reguladas pelas agências e não apesar de.

    Não entendeu o artigo? Não viu a notícia linkada no artigo?

    Outra coisa, a Claro é ruim no Brasil, mas é ótima na Guatemala, um país bem mais pobre? Sabe por quê? Porque lá existe o tipo de livre concorrência defendido no artigo. Só por isso.

    Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

    A Guatemala e seu exemplo de privatização

    "Se for pra eles virem e INVESTIREM no país, ótimo, mas se for pra vir usufruir de extensas rede de fios já passado, postes, torres de celular já instaladas fica fácil."

    E daí?! Pela sua lógica, nenhuma empresa aérea estrangeira pode vir para o Brasil.

    "Mas acontece que quem passou esses fios e postes foram o Estado, por isso tem de ter uma regulação."

    Você, pelo visto, não era vivo no final da década de 1990, quando o houve o boom das telecomunicações. Vocês as próprias empresas que ampliaram a infraestrutura do país.

    E, mesmo que tivesse sido o estado (ou seja, o meu dinheiro de impostos) que tivesse construído tudo, por que você quer me impedir de ter acesso a serviços de mais alta qualidade ofertado por estrangeiros?

    Quer regulação? Então não reclame das consequências dela. Quem diz que as telefônicas "prestam um serviço porco" e em seguida pede mais regulação sofre de dissonância cognitiva.

    "Essas empresas não vem pra cá pra investir, vem pra explorar, como é o caso da TIM, ai eu não acho justo."

    Explorar?! Ofertar serviços bons e baratos é explorar?! Então eu quero que me explorem!

    Quero que a Vodafone e a AT&T venham para cá e, assim como fazem na Europa e nos EUA, me "explorem" fornecendo vários serviços gratuitos e de qualidade.

    Outra coisa: será que o que você "acha justo" pode ser um pouquinho diferente daquilo que eu acho bom? Quem é você para determinar qual empresa pode me ofertar serviços com base na sua definição de "justo"?

    "Nos EUA, que é um país grande como nós em extensão, a AT&T presta um serviu muito porco, 3g não funciona no interior igual aqui o Brasil."

    Ah, vai enganar outro otário. Estive lá em agosto do ano passado. Viajei do Tennessee a Iowa só com o GPS do meu celular. Internet funcionou perfeitamente durante todo o caminho. Pelo visto, você não deve estar a par de que lá o 4G já é quase universal.

    Brasileirinho caipira, coitadinho. Repete igual papagaio aquilo que nacionalistas antiamericanos dizem sem nem sequer se dar ao trabalho de verificar a informação.

    "Outra coisa, experimenta criar uma empresa de pote de geléia e tenta exportar para os EUA e EEUU? Não passa nem na porta! Eles pregam o livre mercado e livre comércio, mas para os outros, pra eles não. Já tivemos problemas em vender carne para a Inglaterra, em vender Laranja para os EUA, etc..."

    Caguei. O que isso tem a ver com termos uma telefonia de qualiade?

    "Por fim, as ideias liberias são ótimas, assim como as ideias de esquerda, mas na prática é tudo diferente."

    Na prática, há vários países que adotam o modelo recomendado por este artigo. E tudo funciona.

    Pelo visto, e reforçando meu ponto, você é daqueles caipiras que nunca saíram do país, e que jura que lá fora é tudo muito pior.
  • Maurício Schmidt  11/03/2015 18:55
    A mentalidade do atraso, a paixão pelo estado e a crença nos superpoderes de burocratas são características inatas do brasileiro médio. Sério mesmo, é uma coisa absurdamente pavorosa isso.

    Ainda bem que eu já caí fora desse país há muito tempo. A mentalidade complacente -- e ignara do povo -- torna o país um lugar insuportável. É só quando você sai daí que percebe como ainda vivia no tempo das cavernas.
  • Felipe  11/03/2015 19:25
    "A TIM, Telefônica, Oi, são todas de fora e prestam um serviço porco, mesmo regulado pelas Agências, imagina se a AT&T vir pra cá?"

    E por que prestam um serviço porco? Será que é incompetência administrativa?

    Ou será que é por causa das inúmeras exigências governamentais que torna todo o custo de atuação mais cara:

    1) Como as exigências de investimentos em áreas que não dão retorno. Como levar um cabo de fibra ótica para áreas pobres e isoladas, e ai eu pergunto, quem paga a conta?

    2) Como o alto custo para instalar antenas pela cidade, e não é apenas o custo da importação do material, mas também a burocracia envolvida. Para entender melhor, saiba que para cada antena é necessário um aval da prefeitura, e não basta apenas ir lá e pedir aval, são necessários uma série de exigências técnicas.

    3) O alto custo de licenciamento para atuar em certas frequências, como visto no leilão 4G.


    "Nos EUA, que é um país grande como nós em extensão, a AT&T presta um serviu muito porco"

    Quer mentir para quem? Minha cunhada mora no interior de Virginia, e usa o skype tranquilamente no metrô da cidade através de seu celular.

    Então menos ok?


    "Eles pregam o livre mercado e livre comércio, mas para os outros, pra eles não"

    E daí? Azar dos seus consumidores que terão menos produtos disponíveis. Não importa o que eles adotem como política, o livre mercado sempre é favorável. E o dia que alguém mostrar alguma lógica em proibir consumidores de terem acesso a um maior mercado, eu dou o prêmio Nobel.

  • anônimo  12/03/2015 09:01
    ;'experimenta criar uma empresa de pote de geléia e tenta exportar para os EUA e EEUU? Não passa nem na porta! Eles pregam o livre mercado e livre comércio, mas para os outros, pra eles não. '

    'Caguei. O que isso tem a ver com termos uma telefonia de qualidade?'

    Não tem a ver com telefonia mas com o liberalismo em geral, e esse é um ponto que se repete muito e com certeza faz falta um artigo aqui só pra responder isso. O ponto é esse: se ATÉ os EUA fazem X, que são o país mais capitalista do mundo, então é prova de que X não é mal nenhum.
  • Lucas Amaro  14/03/2015 16:06
    Realmente, é um amontoado de falácias sem igual.

    Basicamente, o raciocínio se baseia em "ninguém faz, então não é certo, não funciona ou não existe", ou então "todos fazem, então é certo, funciona e existe".

    Fazer ou deixar de fazer algo não quer dizer que é bom ou que é ruim, quer dizer que apenas foi/é/será feito.
  • Marconi  11/03/2015 20:25
    Ae Leandro, traduz esse texto pra gente por favor! :-D

    mises.org/library/sub-zero-interest-rates-endless-daylight-saving-time
  • Marcelo Simoes Nunes  11/03/2015 23:21
    Essas informações passam ao largo da compreensão do grande público.Chegam a ser chocantes. Mas é mais chocante ainda pensar que esse arranjo nefasto é vendido para a população como privatização. E o povo fica com a impressão de que o Estado saiu fora, que houve uma desestatização, quando na verdade o Estado continua no comando, com toda a sua ineficiência e corrupção. Penso num exemplo de simples entendimento de quanto prejuízo isso causa ao bolso do consumidor. É difícil para quem não é do ramo avaliar, por exemplo, o preço de um serviço telefônico. Então dou um exemplo mais próximo do chão. Se compararmos o preço de passagens de ônibus intermunicipais com o frete de caminhão, temos os seguintes dados aproximados: o ônibus arrecada por viagem cerca de 4 vezes mais; gasta muito menos diesel, porque leva menos peso; ao chegar ao destino pode retornar imediatamente; o caminhão tem de descarregar e isso pode demorar pois depende de terceiros; o caminhão às vezes aguarda dias em fila na fábrica para carregar; enquanto o caminhão carrega e descarrega, o ônibus pode ter feito mais de uma dezena de viagens. Obviamente, se não fosse uma concessão pública, haveria uma infinidade de interessados em por um ônibus na estrada, cobrando possivelmente menos de um quarto do que é cobrado pelo atual sistema imposto.
  • Daniel  11/03/2015 23:39
    Olá pessoal. Primeira vez que posto aqui.
    Entendi o que foi falado sobre as agências reguladoras. (Li também o texto da Anvisa)
    Mas fiquei na dúvida sobre a questão de licenciamento ambiental. Como seria em um livre mercado?
  • Fraga  12/03/2015 11:31
    Hoje isso é feito pelo Ministério do Meio Ambiente, que, com sua política de "integrar o meio ambiente à produção", protege as indústrias com boas influências políticas e discrimina novos empreendedores ao, por exemplo, legalizar a poluição para as indústrias existentes ao mesmo tempo em que impõe custos proibitivos às novas.

    Atualmente, cidadãos comuns prejudicados pela poluição não consegue processar os grandes poluidores, que estão protegidos pelo governo federal. E as indústrias com boas influências políticas utilizam as regulamentações ambientalistas para impor custos proibitivos a potenciais concorrentes, impedindo que estes entrem no mercado.

    Por que manter esse arranjo?
  • Daniel  22/04/2015 23:55
    Obrigado pela resposta Fraga.

    A gente convive tanto tempo com essas regulamentações que acaba acreditando que elas realmente são para o nosso bem.
    Felizmente estou aprendendo a ver o outro lado, e percebendo como na verdade não tem nada disso.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  12/03/2015 01:33
    Me elejam presidente do Brasil e garanto que privatizo o país em 1 mês, mantendo apenas as forças policiais e a justiça (desburocratizada) nas mãos de um, agora e sempre, Estado pequeno. Todas os produtos e serviços seriam fornecidos por particulares.
  • Hudson  12/03/2015 14:28
    Inocente...
  • anônimo  12/03/2015 08:49
    Alguém sabe quais são os exemplos disso aí no setor aquaviário?
  • Antônimo  12/03/2015 12:02
  • anônimo  13/03/2015 09:18
    Obrigado, mas eu estava querendo saber mais sobre as consequências negativas, e não só quais são as agências
  • gereson  12/03/2015 12:35
    Bom dia,

    Entendo esta ideia de liberalismo econômico, mas ela não é viável totalmente, é idealismo acreditar que a livre concorrência seria a solução.

    Vale lembrar que o interesse próprio é o que move as companhias, independente do interesse coletivo, por esse raciocínio, sem alguma regulamentação, é estabelecido um jogo de vale tudo, e dai podem surgir novas distorções:
    a) empresas operando de forma a gerar prejuízo ao meio ambiente;
    b) empresas atuando de maneira predatória no mercado por meio de seu poder e capital;
    c) continuariam existindo os cartéis entre empresas, a fim de garantir benefícios recíprocos entre ambas, mesmo porque a concorrência sem limites também não é bom para as empresas;

    Ou seja, alguma regulamentação deveria ter, com apoio do governo, empresas e sociedade. Acredito que é o modelo de regulamentação que deveria ser mais liberalista, não protecionista, não dando poderes aos agentes do governo em interferir na livre iniciativa, mas sim, apenas em intermediar acordos de mercado que beneficiem o consumidor final e os interesses coletivos.
  • Emerson  12/03/2015 15:01
    "Vale lembrar que o interesse próprio é o que move as companhias, independente do interesse coletivo,"

    Claro. O interesse próprio é só dos outros, não de você. É só os outros que querem ganhar dinheiro, e não você. Você provavelmente deve aceitar trabalhar de graça.

    "empresas operando de forma a gerar prejuízo ao meio ambiente;"

    Todos os grandes prejuízos ao meio ambiente foram gerados em cenários de estado máximo.

    "empresas atuando de maneira predatória no mercado por meio de seu poder e capital;"

    Cite um único exemplo prático disso. Só um. Mas tem de ser um exemplo de uma empresa operando em um mercado genuinamente livre, sem receber subsídios do governo e sem ser protegida por tarifas protecionistas.

    Já eu conheço vários exemplos de prática predatória feita por empresas privilegiadas e protegidas pelo estado. E qual a sua solução? Mais estado.

    "continuariam existindo os cartéis entre empresas, a fim de garantir benefícios recíprocos entre ambas, mesmo porque a concorrência sem limites também não é bom para as empresas;"

    De novo. Cite um único exemplo prático disso, seguindo as mesmas condições do item anterior. Só um.

    "Ou seja, alguma regulamentação deveria ter, com apoio do governo, empresas e sociedade."

    É justamente isso o que temo hoje. Portanto, você não pode reclamar de absolutamente nada, pois já vivemos sob um arranjo que você defende e diz ser necessário.

    "Acredito que é o modelo de regulamentação que deveria ser mais liberalista, não protecionista, não dando poderes aos agentes do governo em interferir na livre iniciativa, mas sim, apenas em intermediar acordos de mercado que beneficiem o consumidor final e os interesses coletivos."

    Como é que burocratas do estado irão determinar quais são os acordos que "beneficiem o consumidor final e os interesses coletivos"? Você está conferindo a burocratas uma onisciência divina. E isso é perigosíssimo. Pessoas que não sabiam nem o que ocorria na maior estatal do país, diretamente sob o controle deles, agora irão "intermediar acordos de mercado que beneficiem o consumidor final e os interesses coletivos".

    Isso é piada digna de stand-up.
  • Samir Jorge  12/03/2015 13:46
    Pró-mercado
  • Ronaldo Quinto  12/03/2015 17:26
    Jura que ninguém falou sobre o poder de seleção dos consumidores em um livre mercado?
    Gente, quando inexistem barreiras à entrada o dono da bola é o consumidor...o problema reside justamente no fechamento do mercado pelo estado (agências, governos, leis etc).
    Se o mercado é aberto o consumidor prestigia aquela empresa que fornece produtos com qualidade e com melhores preços. Se determinada empresa pisar na bola, aumentando preços ou entregando produtos ruins, o consumidor escolhe outro fornecedor.
    Com o mercado fechado pelo governo essa escolha fica restrita aos amigos do reis...aqueles que preferem investir no relacionamento com o governo do que no desenvolvimento de produtos etc.
  • Mauricio   12/03/2015 18:22
    Qual é o propósito de quem responde com agressividade nesse site? Eu fico impressionado em quase todos os artigos. Galera que pensa pra frente como a maioria que acompanha esse veículo poderia ser mais humilde e cortês, não acham? Fica parecendo discussão pobre do facebook.

    Produção, coloca um fundo alegre e cheio de paz, pra ver se ajuda.
  • Conciliador  12/03/2015 19:44
    Até concordo quanto à desnecessidade da agressividade, mas também vejo o lado de quem responde.

    Os comentários são sempre os mesmos. E quando digo "os mesmos", quero dizer exatamente isso: são comentários iguais a outros que já foram feitos na mesma seção de comentários.

    E as pessoas que comentam ignoram tudo o que foi dito (e ilustrado com notícias) no artigo, e insistem em falar coisas sem nem sequer substanciá-las. 

    Chega uma hora em que cansa. Aqui, de fato, o nível de exigência intelectual é um pouco maior do que o de outros sites. Aqui, quem fala besteira é devidamente respondido. Se não quiser se ofender, é melhor não falar besteira. Não é pedir muito.

    Por fim, o melhor exemplo desse comportamento robótico estã na seção de comentários deste artigo (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1471). Nada menos do que 8 pessoas pedem, em tom agressivo, que o autor forneça estatísticas do período FHC, as quais simplesmente não existem no site do IBGE. O coitado do autor explica isso no artigo e ainda é obrigado a repetir a mesmíssima coisa 8 vezes na seção de comentários.

    Ou seja, é gente que nem leu o artigo e nem sequer se deu ao mínimo trabalho de ver se isso já não havia sido comentado na seção de comentários. A pessoa simplesmente chegou lá e já foi xingando.

    Como ser educado assim?
  • Um observador  12/03/2015 20:44
    Mauricio,

    Concordo 100% com você. Para quem valoriza o ambiente de alto nível de discussão que geralmente temos por aqui, é deprimente quando alguns descem pro nível de uma discussão de facebook ou site de notícias.


    Conciliador,

    Ou seja, é gente que nem leu o artigo e nem sequer se deu ao mínimo trabalho de ver se isso já não havia sido comentado na seção de comentários. A pessoa simplesmente chegou lá e já foi xingando.
    Olha... Tenho a impressão de que quem começa xingando, na maioria das vezes, são pessoas que estão do lado do site.

    E não interessa se a outra pessoa chegou aqui de paraquedas e repete a mesma pergunta que já foi feita 20 vezes, ou se diz que tudo melhorou com o PT, ou se diz que Cuba é o mundo perfeito, ou se diz que o capitalismo é perverso.
    Uma pessoa dessas deve receber os argumentos provando que ela está errada, ou então deve simplesmente ser ignorada. Xingá-la, ficar de ironias, etc, é tão banal e simplório... O que se tem a ganhar com isso? Não leva a lugar algum e normalmente vai extrair o mesmo nível de resposta da outra pessoa.
    Não interessa o que foi dito: quem começa xingando está necessariamente errado (é como se fosse uma violação do PNA, se você estiver disposto a comparar xingamento com uma agressão).

    Como ser educado assim?

    Muito simples, aqui tem algumas sugestões:
    a) Faça como o Leandro! Já viu ele ficar esquentado e perder a cabeça com alguém aqui no site?
    b) Se a pergunta é repetitiva, Ctrl+C e Crtl+V na resposta que já foi dada anteriormente.
    c) E se não gostar de algum comentário ou não estiver afim de dar uma resposta, que tal apenas ignorar? Porque quem perde tempo dizendo: "essa pergunta já foi feita X vezes" poderia muito bem ter feito a opção b).

    O ponto principal é: a partir do momento que alguém deixa de ser educado na resposta, a discussão de alto nível acaba ali. Depois começa a batalha de egos e de quem berra mais alto. De discussões assim o facebook já está cheio.
  • Noah  12/03/2015 21:56
    ''Uma pessoa dessas deve receber os argumentos provando que ela está errada, ou então deve simplesmente ser ignorada. Xingá-la, ficar de ironias, etc, é tão banal e simplório...''

    Todos os comentários feitos por novatos que queiram realmente conhecer a escola austríaca e o libertarianismo são respondidos com argumentos.

    Nunca vi ninguém nesse site 'xingar' uma pessoa antes de fazer um comentário claro e incisivo normalmente acompanhado de hyperlinks de outros artigos que devem ser lidos para compreender certos assuntos.

    O problema é que a maioria vem aqui para afirmar coisas e não conhecer o site. Custa à pessoa se assumir ignorante sobre o assunto? Custa deixar a ideologia de lado e conhecer o que o site defende antes de sair disparando calúnias?

    Não, a pessoa prefere escrever com desenvoltura sobre um assunto que não conhece o que acaba gerando comentários ''ríspidos''.
  • Rennan Alves  12/03/2015 22:27
    "Olha... Tenho a impressão de que quem começa xingando, na maioria das vezes, são pessoas que estão do lado do site."

    Impressão sua. Leia os artigos mais antigos, de preferência os de 2013 pra trás. Aliás, não precisa ir muito longe, leia a seção sobre drogas ou ambientalismo. Lembre-se também que muitos dos comentários caluniosos não são aprovados pela moderação.

    "E não interessa se a outra pessoa chegou aqui de paraquedas e repete a mesma pergunta que já foi feita 20 vezes, ou se diz que tudo melhorou com o PT, ou se diz que Cuba é o mundo perfeito, ou se diz que o capitalismo é perverso."

    Claro que interessa, demonstra a capacidade de aprendizado do comentarista. Foste um comentarista que estivesse realmente disposto a aprender o mesmo colocaria frases como "estou com uma dúvida", "mas e esse artigo aqui, ele diz o contrário", etc. e, se respondido com algum link para outro artigo e agradecesse (como muitos já fizeram), não haveria a necessidade de "descer a lenha".

    "Uma pessoa dessas deve receber os argumentos provando que ela está errada, ou então deve simplesmente ser ignorada. Xingá-la, ficar de ironias, etc, é tão banal e simplório... O que se tem a ganhar com isso? Não leva a lugar algum e normalmente vai extrair o mesmo nível de resposta da outra pessoa."

    Os argumentos são recebidos, com o adicional da devolução do insulto. Agora se o comentarista faz beicinho e não devolve a contra-argumentação provando que está incorreta... fazer o quê?

    "Não interessa o que foi dito: quem começa xingando está necessariamente errado (é como se fosse uma violação do PNA, se você estiver disposto a comparar xingamento com uma agressão)."

    Procure pelo Carlos e pelo Bernardo neste artigo. Quem violou o PNA segundo o seu raciocínio? Lembre-se que, segundo o PNA, a agressão pode ser devolvida em igual força.

    "Muito simples, aqui tem algumas sugestões:
    a) Faça como o Leandro! Já viu ele ficar esquentado e perder a cabeça com alguém aqui no site?
    b) Se a pergunta é repetitiva, Ctrl+C e Crtl+V na resposta que já foi dada anteriormente.
    c) E se não gostar de algum comentário ou não estiver afim de dar uma resposta, que tal apenas ignorar? Porque quem perde tempo dizendo: "essa pergunta já foi feita X vezes" poderia muito bem ter feito a opção b)."

    O Leandro sem perder a cabeça? Leia o mesmo artigo que linkei acima e adicionalmente a seção Marxismo. Além dele fazer o item b, os insultos que o Leandro devolve são mais sofisticados.

    Sobre o item c, é difícil ignorar quando aparece algumas pérolas. Certa vez um comentarista perguntou como o anarcocapitalismo lidaria com a volta dos dinossauros.
  • VH  12/03/2015 21:36
    Prezados, sou a favor da livre iniciativa, livre mercado e sou pró-mercado.

    Mas tenho uma dúvida: sabemos que as empresas em um arranjo de livre mercado tentariam buscar o lucro através da prestação de serviços eficientes (custo) e de qualidade. As melhores iriam prevalecer.

    Agora vamos imaginar que determinado ramo gere um grande passivo ambiental, nós, consumidores, teríamos "capacidade" de identificar que a empresa A polui muito mais que a empresa B, mesmo a empresa A sendo mais atrativa para o consumidor? Como poderíamos "regular" a questão ambiental? Tão fundamental nos dias de hoje.
  • Rennan Alves  13/03/2015 01:21
    "Agora vamos imaginar que determinado ramo gere um grande passivo ambiental, nós, consumidores, teríamos "capacidade" de identificar que a empresa A polui muito mais que a empresa B, mesmo a empresa A sendo mais atrativa para o consumidor? Como poderíamos "regular" a questão ambiental? Tão fundamental nos dias de hoje."

    Depende, poluir o quê? De quem?

    Se a empresa A polui sua própria propriedade então ela esta destruindo seus próprios recursos. Como você bem apontou, empresas buscam o lucro. Destruir seus próprios recursos a colocaria em grande desvantagem com a empresa B e as demais concorrentes, correndo o risco de perder clientes por não suprir a demanda.

    Se ela polui a propriedade de outrem, então ela será processada pelo dono da propriedade. Além de ter a imagem manchada (certamente o dono fará muito barulho), terá que arcar com os custos do processo. Como bem sabemos, empresas odeiam custos adicionais, e principalmente ter a imagem manchada entre os consumidores.

    Agora se ela polui propriedade do estado, o mais provável é que nada aconteça, o que é bastante corriqueiro. Basta uma propina, ou conseguir conexões políticas para "abafar o caso". Neste cenário o consumidor nada pode fazer.

    Artigos sobre o assunto:

    mises.org.br/Subject.aspx?id=2
  • VH  13/03/2015 18:05
    Bacana. Acho que o caminho é esse mesmo.
    Vou dar uma lida nos artigos indicados.
    Obrigado.
  • Aldo Anizio Lugao Camacho  13/03/2015 01:56
    Olá galera, boa noite.

    Este é meu primeiro comentário. Estou aos poucos conhecendo a escola austriaca e me interessei muito nessa postagem.


    Mas me surgiu uma pequena duvida a tocar no fato das agencias reguladoras.

    Não que eu defenda as agencias reguladoras, é apenas uma falta de conhecimento mesmo que vem me encucando tem um certo tempo.

    Vamos supor por exemplo o setor de telefonia. As operadoras devem operar em um determinada faixa de frequencia a fim de não haver interferencias em outros serviços e seguir determinadas especificações APENAS a nivel tecnico.


    No caso do Brasil hoje todos os parametros tecnicos hoje são definidos pelas agencias reguladoras, no caso da telefonia a ANATEL ? Outros setores seguem o mesmo padrão ?


    Em países de livre comércio como por exemplo a Nova Zelandia, Singapura, Australia como é feito essa 'regulação' técnica ? É feito via governo ou por agencias 'reguladoras' com poderes extremamente limitados ?
  • Emerson Luís  25/03/2015 17:16

    Livre-Mercado é diferente de mercado. Não basta haver comércio, é necessário que as interações voluntárias (comerciais e não comerciais) entre as pessoas sejam realmente livres, dentro das normas mutuamente aceitas.

    E ainda dizem que o problema do Brasil é o capitalismo! Estamos mais próximos da Coreia do Norte do que da Coreia do Sul!

    * * *
  • Smith  29/04/2015 00:16
    Confesso que fiquei com algumas dúvidas e vou dirigi-las aos amigos que conhecem mais essa corrente de pensamento do Mises que eu:

    *O que esse pensamento que prega o livre-mercado entende por mercado?
  • Adam  29/04/2015 10:40
    O que é o mercado? O mercado é simplesmente a arena na qual ocorrem interações voluntárias entre indivíduos. O mercado é simplesmente um sistema social baseado na troca voluntária de títulos de propriedade.

    Cada troca acontece como um acordo voluntário entre duas pessoas ou entre grupos de pessoas representados por agentes. Esses dois indivíduos trocam dois bens econômicos, tanto mercadorias tangíveis quanto serviços não-tangíveis.

    Assim, quando eu compro um jornal de um jornaleiro por 1 real, o jornaleiro e eu trocamos duas commodities: eu entrego 1 real ao jornaleiro, e ele me entrega o jornal.

    Ou, se eu trabalho para uma empresa, eu troco meus serviços trabalhistas, de uma maneira mutuamente combinada, por um salário monetário -- aqui a empresa é representada por um gerente (um agente) com a autoridade de contratar.

    Ambas as partes empreendem a troca porque cada parte espera ganhar com ela. Também, cada parte irá repetir a troca da próxima vez (ou se recusar a) porque sua expectativa se provou correta (ou incorreta) no passado recente.

    O comércio ocorre precisamente porque ambas as partes se beneficiam; se elas não esperassem obter ganhos, não concordariam em se envolver na troca.

    Já o "livre mercado" é simplesmente esse mercado praticado de forma livre, sem obstruções.
  • Claudio watanabe  26/05/2015 17:33
    Concordo com quase tudo escrito neste artigo, mas tenho uma dúvida. Em outro artigo "A maior invenção do homem. E a sua pior" www.mises.org.br/Article.aspx?id=2103 diz o seguinte:

    "Em toda e qualquer sociedade, bens e serviços são, por definição, escassos. Não vivemos no Jardim do Éden, mas sim em um mundo físico cujos recursos que nele existem — à exceção do ar — são escassos. Logo, é fisicamente impossível existir fartura para todos. Vivendo nessa realidade de escassez, os recursos com os quais produzir e distribuir bens e serviços também são escassos."

    Agora, se os recursos são escassos (no caso da telefonia celular o espectro de frequências, que é a minha área), como controlar o uso do recurso se não dá para distribuir para qualquer um que queira utilizar????

    Uma das restrições da ANATEL para a livre iniciativa que eu vejo é que o uso do WiFi (3.5GHz) para uso particular é irrestrito, mas para uso comercial é restrito... Se fosse liberado, o custo da internet cairia drasticamente...

    E em relação a entidades de classe, tenho 15 anos de mercado e tem 13 anos que não tenho CREA... E nunca me fez falta... Se a empresa quer te trocar por três estagiários como aconteceu comigo duas vezes, não tem problema. Fui chamado no meio do incêndio, quando coloquei a casa em ordem... Mas quando o calo aperta, elas te chamam de novo...


  • Magno  26/05/2015 17:43
    Abordado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1954
  • Fernando  02/08/2015 15:08
    O governo vende as privatizações. Isso é um atestado de venda do monopólio ou oligopólio.

    A Dilma vetou a lei que iria permitir a construção de um aeroporto privado em São Paulo, porque isso iria gerar concorrência com as privatizações que foram vendidas. Ou seja, o governo só vendeu o monopólio. Passar um serviço para iniciativa privada não significa quebra de monopólio ou oligopólio.

    Enfim, esse termo iniciativa privada é venda de monopólio.

    E podem esperar que vem mais por aí. Esse PIL da Dilma, vai vender vários monopólios pelo país com contratos de 20 anos. Ou seja, pelos próximos 20 anos, não teremos um mercado com livre iniciativa.

    Alguém percebeu que esses contratos de privatização são de 20 anos ? Isso é a destruição econômica por 20 anos.


  • Fernando  02/08/2015 15:27
    O governo proibiu a redução de velocidade nos planos de dados de telefonia celular. Quem tinha um acesso de 32k, agora foi bloqueado por falta de pagamento. Nem os 32k que poderiam ser usados para ler emails, whatsup, web, não funcionam mais.

    Além disso, quem poderia ter um plano só com os serviços que usa, agora está sendo obrigado a pagar por serviços que não usa.

    O governo é um defensor de monopólios. Os únicos casos que é difícil não ter monopólio, mas não impossível, são nos fornecimentos de água e estradas. É difícil construir uma estrada paralela a outra. O custo seria muito alto e quase impagável. Nos outros serviços, o monopólio é bizarro, porque seria muito mais simples e melhor ter uma concorrência.
  • Heloisa Bailo  02/08/2015 17:33
    Concordo com tudo que foi dito, menos com o exemplo da Unicel. Por trás dessa empresa estava a Berenice (da Dilma) e seu marido. A história é bastante complicada e foi motivo de amplas reportagens na época. Há várias acusações contra ela e o modo como foi formada. Pesquisem.
  • Didi  02/08/2015 22:12
    A simbiose nefasta já começa a ser percebida por boa parcela da população graças ao altruísmo dos profissionais do IMB, que falam em linguagem simples e mexem na ferida desse Estado dissipador. No quesito comunicação, por exemplo, a roubalheira é acintosa, se pré-pago metem a mão e se pós pago idem [supostamente não há como medir], além dos serviços ser de quinta categoria. O governo miguela na cara dura porque igualmente leva vantagem pela elevada carga tributária intrínseca na fatura. Destarte, cúmplice nas tungadas.
  • Funcionário público  03/08/2015 20:07
    O autor do texto critica a intervenção estatal na economia através das agências reguladoras.

    No entanto, qual(is) seria(m) a(s) alternativa(s) às ag?ncias reguladoras?
  • Cidadão Decente  03/08/2015 22:44
    Fulano critica a alta violência. Mas qual a alternativa à violência?

    Você realmente acha que agência reguladora é um dado da natureza, algo que já existia desde os primórdios da humanidade?

    É óbvio que a alternativa é a abolição dessas estrovengas, que jamais deveriam ter sido criadas (e que o foram por obra e graça do sociólogo FHC). A solução é voltar para como era antes:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=366
  • Funcionário público  04/08/2015 13:33
    Então, eu também tenho uma visão crítica acerca do real papel prático das reguladoras. Esse artigo que você me indicou é realmente muito interessante e dá uma luz para discussões, principalmente no extraído abaixo:

    "Sempre que você quiser serviços de qualidade a preços baixos, você tem de ir para o livre mercado. Sempre que você quiser que o consumidor tenha poder sobre as empresas, você tem de ter um livre mercado. Agora, se você quiser que interesses especiais adquiram privilégios sobre todo o resto, que a concorrência seja suprimida, que os preços sejam altos e os serviços sejam precários, você precisa ter o governo controlando o mercado."

    O grande problema é que estamos em um país, uma cultura, do "sempre ganhar". E ganhar muito. O exemplo da feira seria indicado: os feirantes praticamente combinam os preços dos hortifruti, e o consumidor, dentro dos limites da feira, acaba comprando pelo preço ditado pelo combinado (cartel) dos feirantes, porém com algumas exceções de negociação pode cair um pouco. O mesmo se dá nos postos de combustíveis, com diferença de centavos entre cada estabelecimento. Isso é inerente ao ganancioso, o cara vai ver que dá para ganhar mais, e não vai tentar derrubar o seu concorrente, mas sim, aliar a ele e zonear mercados, estipular preços mínimos, enfim, dentro de um sistema já corrupto, o livre mercado, ou seja, o empresario honesto e comprometido mais com os clientes do que com os seus concorrentes, não teria muitas chances de sobreviver.

    A proposito, sites como Mercado Livre, OLX, Bomnegocio.com, poderiam ser, ainda que pequenos, exemplos de livre iniciativa? Afinal, o preço não é, de certo modo, ditado por autoridades ou órgãos reguladores, mas sim pela oferta e demanda. O sites apenas intermedeiam as negociações, ainda que numa especie de regulamentação, manutenção da ordem, garantias a ambas as partes, mas sem as anomalias que vemos no aparato estatal...

    A meu modo de ver, a questão da livre iniciativa seria, seguramente, um grande passo para a economia do país, não só para sua diversidade (dando chances aos menores empreendedores) e fortalecimento (mais ramificações e bases na economia), como também para ter mais opções para o consumidor. Seria o ganha-ganha, tanto para vendedores quanto para consumidores. Mas, para isso, primeiro, precisaríamos mudar nossas mentes, nossa cultura. E esse é um processo que, se começasse agora, acho que só nossos netos começariam a colher seus frutos.

    Abraços!
  • Edujatahy  04/08/2015 18:27
    Caro Funcionário Público,

    A cultura brasileira não é pior nem melhor que qualquer outra cultura do mundo. todo indivíduo, normalmente, é incentivado a ganhar, e ganhar muito.
    A diferença é que no livre mercado isto NÃO É UM PROBLEMA, pois o "ganhar muito" sempre estará limitado à concorrência e ao quanto o consumidor estiver disposto a pagar.

    Quanto aos postos de combustíveis, você está se referindo a umas dos setores de maior regulamentação da economia.

  • Funcionário público  05/08/2015 11:43
    Então, Edu, dizer que a cultura brasileira não é pior do que, suponhamos, a japonesa, seria patriotismo demais. O incentivo a ganhar pode sim levar à formação de cartéis.

    O que quis dizer é que, se não houver honestidade por parte dos empresários, detentores do conhecimento ou mão-de-obra especializada, a combinação de preços seria uma realidade em qualquer regime.

    Eu acredito que o país seria muito melhor no livre mercado, que traria às pessoas a livre escolha, mas ainda precisamos evoluir muito para chegarmos, sustentavelmente, a esse patamar de liberdade econômica.
  • Edujatahy  05/08/2015 13:33
    Caro Funcionário Publico,
    Não sou patriota, mas, se você me perdoar, considero simplista querer juntar um agrupamento de 200 milhões de indivíduos diferentes e a partir daí usar o termo "cultura brasileira" para definir como funcionam todos estes indivíduos. (também considero simplista fazer o mesmo com 120 milhões de pessoas, como é o caso do Japão). Até mesmo porque no brasil existe a maior população nipônica fora do Brasil (mais de 1,5 milhões, se não me engano).

    A formação de cartel conforme você fala, sem intervenção estatal, não existe um exemplo histórico sequer. Não existe nenhum motivo para acreditar que o livre mercado APENAS no Brasil irá levar a formação de cartéis.

    O ponto é que não se faz necessário uma "evolução" para chegar na liberdade econômica. Ela funcionará onde for aplicada, sempre. Ela funciona com seres humanos. Claro que se a população EM GERAL for mais honesta torna-se muito mais fácil e rápido o comércio, desconfiança implicará em aumento de custo para realização de uma transação comercial, mas isso não IMPEDE o desenvolvimento econômico. Com o tempo, os mais "honestos" que possuem mais "credibilidade" sempre tenderão a fazer negócios com outros que eles considerem "honestos" e de "credibilidade". O próprio livre-mercado estimulará as pessoas a tentarem preservar seu nome, por mais picareta que elas sejam.

    Então resumindo. Somos indivíduos que vivemos dentro de uma fronteira fictícia definida por burocratas. De forma nenhuma isto define quem somos ou como somos. Como indivíduos somos muito mais complexos e diversos do que uma "cultura brasileira".
  • Funcionário público  05/08/2015 18:20
    Edu,

    Em momento algum estou generalizando, dizendo que são 200 mi corruptos x 120 mi exemplos de honestidade. Entre o cidadão brasileiro e o japonês, como exemplo. Há, sim, diferenças.

    Talvez eu esteja sendo cético ao extremo em relação a nós, povo brasileiro. Pode ser isso...

  • Edujatahy  05/08/2015 20:25
    Caro Funcionário Público,
    Por isto eu te digo para mudar um pouco a perspectiva. Estas classificações 'nacionais' criadas por burocratas não determinam a personalidade do indivíduo. Ainda mais com uma população tão grande como a brasileira, quando eu vejo alguém escrevendo: O "brasileiro" é assim, o "brasileiro" é assado, não sei se ele está analisando que existem "brasileiros" espalhados em um território continental, de todas as cores, credos e times de futebol diferentes. Percebes que a análise fica muito limitada? Ao meu ver enfraquece o argumento ao invés de deixá-lo melhor. Se cria uma figura "ficctícia' que ninguém sabe quem é na prática...

    Agora se entendermos o ser humano como indivíduo, e um indivíduo movido a estímulos, tudo começa a ficar mais simples e lógico em economia.
  • Funcionario publico  05/08/2015 22:58
    Sim, eu entendo o que vc quer incutir, Edu. Concordo com seu ponto de vista dentro desse contexto.

    Mas, meu, vamos ser realistas, enquanto o povo ficar aí ouvindo funk, se preocupando com o churrasco do final de semana, bebida, novela, brigando por bolsa e cota de tudo quanto é tipo, não vai adiantar. Afinal, como o país ter uma economia de país de primeiro mundo, se o povinho não tá nem aí? Sinceramente, vc acha que esses 51% que elegeram o ptê merecem ou almejam isso?

    Vai ser, só que nunca, esse um país top que você, eu e 49% do país queremos. Infelizmente, enquanto esse povinho continuar fazendo m* de 4 em 4 anos, nunca vai acontecer uma mudança na economia que trará ganhos, tanto pra ricos quanto para pobres. Aí eu volto naquilo que te falei da cultura. E quando eu faço essa referência de "povo", não falo vc e outros que tem a consciencia da situação, mas sim do tipo "deixa a vida me levar, ô vida leva eu". Assim, não dá! Não vai!

    Quem sabe se vier uma quebradeira total, pior do que anos 80 e 90, para que as pessoas comecem a entender que quanto mais direitos eles exigem, quanto mais protecionismo, menos liberdade e escolhas terão? Quem sabe pedirão menos governo e estado mínimo no Brasil?

    A ver se um dia isso acontece...
  • Edujatahy  06/08/2015 15:16
    Eu entendo seu ponto caro Funcionário Público. Na realidade este é um problema da democracia em geral. Ao implantarmos a "democracia" ao estilo dos países desenvolvidos antes de termos desenvolvido o conceito de individualismo e capitalismo acabou por permitir surgir o populismo que temos aqui e em toda a América Latina.

    Mas vale ressaltar que o atual governo eleito NÃO foi eleito pela maioria dos "BRASILEIROS". E esta é a "merda" de um sistema "democrático" como o nosso. Na prática, uma MINORIA dos brasileiros (que são os ditos 50% + 1 dos votos válidos) elegeu o governo que comete espólio dos frutos do trabalho de TODOS os brasileiros.
    No final das contas, não é "culpa" dos brasileiros a situação. É na realidade um truque político, um ritual (chamado de democracia) para exercer o poder.

    Infelizmente, concordo com você que talvez seja necessário chegar no "fundo do poço" para ter uma conscientização GERAL dos malefícios do Estado. Vide por exemplo a Polônia hoje, falar em socialismo por lá é mal visto. Afinal, eles conviveram bem com o problema.

    O que nos resta tentar fazer é insistir na idéia do INDIVIDUALISMO, da LIBERDADE... Acho eu... Porque sem isso, seja democracia, parlamentarismo, ou qualquer nome que se quiser dar à mafia que nos rouba, sempre teremos problema.
  • Funcionario publico  06/08/2015 19:55
    Justamente!

    O cidadão que não está nem aí, sequer sabe quem é o ministro da Fazenda do seu país, não entende, às vezes por falta de conhecimento, pouco estudo ou na maioria por burrice mesmo, a quantas anda a economia do seu país, precisa entender, NA PRÁTICA, os efeitos do sua omissão enquanto cidadão.

    O indivíduo, que acha que agora, ou melhor, agora não, há alguns anos atrás, teve a (falsa) sensação de que poderia viajar de avião (achando que aeroporto era rodoviária), comprar carro (financiado), financiar apê (a perder de vista), comer picanha, usar tênis da moda e roupa "di marca", celular último modelo "toque iscrin"... tem que sentir o efeito contrário, tem que vivenciar (se ainda não passou por isso) o que aconteceu anos 80 e 90. Essa geração anos 90, que hoje "tá na facul com diheiro da titia Dilma", seja PROUNI ou FIES à vontade, não passou pelo que muitos conscientes de hoje passaram, escutaram de outros ou estudaram a respeito.

    Por isso, tem de haver, na minha opinião, uma escassez de recursos, crise econômica, que doa no bolso de quem "estava se achando classe média" às custas de crédito fácil e irresponsável do populismo. Esse parasita tem que aprender que o populismo só se mantém com o dinheiro dos outros que pagam impostos, produzem riquezas; não existe almoço grátis, alguém está pagando essa conta compulsoriamente há anos.

    Isso seria a única forma de DESPETIZAR esse país. Já que não vai pela consciência, que vá na base da crise.
  • Outro funcionário público  05/08/2015 14:33
    Honestidade do empresário não é o problema. Milton Friedman disse uma vez que os ingleses até o século XVIII eram um povo reconhecidamente contraventor. A Inglaterra era conhecida como uma nação de contrabandistas. No entanto, com o fim das leis protecionistas, a fama do povo inglês se tornou justamente a oposta, ou seja, os ingleses passaram a ser um povo reconhecidamente cumpridor da lei.

    O mesmo se dá com o Brasil. Há tanto 'jeitinho' porque há um monte de leis idiotas. Para o brasileiro, não é racional ser um cidadão cumpridor da lei, justamente porque há inúmeras leis desnecessárias e até mesmo nocivas. Se alguém for a levar a sério todas as nossas leis, ficará louco só de tentar entendê-las. E ficará mais louco (e arruinado) se for tentar cumpri-las.

    Sobre o problema do cartel especificamente, se o Brasil fosse um país economicamente livre, a formação de um cartel seria algo virtualmente impossível. Se você fosse empresário, poderia combinar preços com os produtores de sua região, mas seria muito difícil você combinar preços com os produtores do mundo inteiro. E, mesmo que conseguisse essa façanha, o cartel é um arranjo instável, pois aquele produtor que primeiro furar o cartel terá possibilidade de abocanhar maiores parcelas de mercado e, portanto, conseguir maiores lucros. Além disso, ainda considerando que você conseguiu combinar os preços com todos produtores do mundo, nada impede, numa economia livre, o surgimento de um novo produtor.

    E não tem esse negócio de "acredito no livre mercado, mas...". Isso é bullshit. Isso é o mesmo que dizer "yo no creo en brujas. Pero que las hay, las hay". Você só é mais um que acredita ser a violência superior à cooperação pacífica.
  • Funcionario publico  05/08/2015 18:31
    Também funcionário público,

    Concordo com o que diz sobre as leis. Elas acabam cumprindo um papel de barreira, em detrimento ao sentido original.

    Quanto ao que você se refere sendo uma "prosopopéia flácida para acalentar o bovino", o "mas" empregado no texto não significa contradição de idéias. Talvez mudando o "mas" pelo "e" soe melhor...

    "Eu acredito que o país seria muito melhor no livre mercado, que traria às pessoas a livre escolha, E ainda precisamos evoluir muito para chegarmos, sustentavelmente, a esse patamar de liberdade econômica."
  • Anderson  05/08/2015 20:26
    A situação nada boa e o que os deputados querem? Mais protecionismo:


    revistagloborural.globo.com/Noticias/Politica/noticia/2015/08/deputados-querem-restringir-importacoes-de-lacteos.html
  • Everton  06/08/2015 12:32
    Pessoal,
    Bom dia.
    Fiquei pensando aqui sobre alguns mercado e ví que ninguém tocou na ANP, que regula o mercado de Petróleo.
    Como não regular esse mercado?
    Imagino aqui comigo, alguma empresa achando petrélo debaixo do Cristo Redentor aqui no Rio, ou então, na encosta da praia de Copabana.
    Se o mercado tiver toda essa liberdade, quem é que vai autorizar (ou não) que uma empresa destrua a Estátua do cristo ou meta uma plataforma nas areias da praia?
    Quem é vai proteger a vida marinha, que são impactadas pelas operações de sísmica se não o órgãos ambientais?

    Sou adepto da liberdade do indivíduo e responsabilização das suas escolhas, mas me considero um idiota útil no caso da livre iniciativa, porque não consigo ter posições para algumas questões, como essa que acabei de citar.

    Mas muito bom o texto.

    Everton Ferreira
  • de Castro  06/08/2015 13:19
    Você acabou de esbarrar exatamente nos problemas gerados pela ausência de propriedade privada.

    Se o Cristo Redentor e a praia de Copacabana não têm proprietários bem definidos, então tudo acaba sendo permitido. Isso gera aquilo que em economês é chamado de "tragédia dos comuns".

    A única maneira de não haver esse tipo de conflito é com direitos de propriedade bem definidos. Sem direitos de propriedade, tudo vai para o estado; e com isso, a única coisa garantida é a corrupção, o conchavo e a crise econômica.

    Se você gosta da natureza, privatize-a

    Propriedade privada significa preservação

    Como o mercado leva a uma exploração racional dos recursos naturais

    A solução racional: privatizar as praias

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?
  • Evo  07/08/2015 20:58
    Num livre-mercado, como poderia ter certeza que indústrias de alimentos não utilizariam certas substâncias, que são prejudiciais ao consumido no longo prazo, para aumentar a lucratividade do negócio?
  • Felipe  09/08/2015 14:12
    Evo,

    Existem várias mecanismos de livre-mercado que poderiam prevenir este problema.

    Mas para uma resposta apropriada, antes é necessário entender como você enxerga esta questão. Então devolvo a pergunta:

    No momento atual, com o mercado altamente regulado pelo governo, como podemos ter certeza que indústrias de alimentos não utilizam certas substâncias, que são prejudiciais ao consumidor no longo prazo, para aumentar a lucratividade do negócio?
  • Morales  07/08/2015 21:15
    Isso, sinceramente, não faz sentido.

    Por que capitalistas inventariam algo para matar seus clientes, justamente quem lhes garante lucros?

    Por que uma empresa inventaria algo que mataria todos os seus consumidores? Como é possível ter lucro criando produtos que matam todos os seus consumidores? Por acaso, matar consumidores é prática de capitalistas genuínos?

    No mínimo, tal empresa irá à falência em decorrência de todos os processos judiciais que tomará

    Afinal, capitalistas querem lucros ou querem prejuízos? Impossível ter lucros duradouros com fraudes, principalmente em setores altamente concorrenciais, como o setor de alimentos.
  • mauricio barbosa  28/09/2015 22:27
    Moales um exemplo para o Felipe refletir,na década de 90 uma empresa atacadista de ribeirão preto interior de são paulo quase foi a falência salvo engano ao tentar vender bacalhau vencido...
  • mauricio barbosa  29/09/2015 03:32
    Perdoe-me Felipe,é o Evo que está equivocado ao insinuar que todos os empresários são mal-intencionados e esquecendo-se que pode-se enganar uma vez,mas toda vez nunca!!!
  • Bruno Pacheco  15/09/2015 21:38
    É verdade que a maioria dos monopolios vem de tentativas falhas do governo em parar as grandes empresas? Por exemplo as leis antitruste?
  • Leandro  15/09/2015 21:43
    Não sei se essa "tentativa" do governo é realmente genuína, mas sim, os monopólios advêm das "tentativas" do governo. Não há um único caso de monopólio em um setor cuja entrada era realmente livre.

    O Sherman Act e a origem das leis antitruste - quem realmente se beneficia com elas?

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Monopólio bom e monopólio ruim - como são gerados e como são mantidos
  • Luiz  28/09/2015 21:47
    Concordo 100% com tudo no texto, mas uma vez discutindo com um primo petista ele me deixou em um dilema que fiquei sem resposta: Imagine que o governo acabe com todas as tarifas/burocracia/impostos de importação para que ocorra a concorrência plena e as 'nossas empresas' seriam obrigadas a aprender a competir e empresas americanas, por exemplo, recebessem subsídio estatal do governo americano e com isso conseguissem vir aqui e vender produtos a preços mais baixos. Qual seria a solução? Não é uma concorrência leal...
  • Leandro  28/09/2015 22:04
    A concorrência não seria leal para quem?

    Para os consumidores brasileiros, isso seria ótimo. Se os americanos são otários o suficiente para nos oferecer produtos subsidiados pelos impostos deles próprios, por que deveríamos recusar?

    Isso seria problema dos pagadores de impostos americanos, que aceitam que seus impostos nos subsidiem. São eles que deveriam reclamar. Para nós brasileiros essa benesse seria ótima, pois, além de estarmos utilizando bens subsidiados pelos gringos, estaríamos poupando mais e, consequentemente, investindo e/ou consumindo mais. Se os estrangeiros estão dispostos a nos dar esse privilégio, não vamos recusar. Eles que se entendam por lá.

    Aliás, você é perfeitamente livre para boicotar esses produtos. E também é perfeitamente livre para organizar campanhas pacíficas de boicotes a esses produtos. Mas você não pode impedir outras pessoas de terem acesso a esses produtos.

    Outra coisa: o real problema nem estaria nas tarifas de importação sendo abolidas, mas sim no fato de a indústria brasileira sofrer com uma alta carga tributária, com as regulamentações do governo, com a burocracia e com os sindicatos poderosos não é problema do cidadão comum.

    Sim, é verdade que as indústrias sofreriam bastante caso as tarifas de importação fossem abolidas. Mas isso não é problema do cidadão brasileiro. Isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho.

    São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos. Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido nenhum dizer que deve haver tarifas de importação e desvalorização da moeda para se compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina

    O certo seria abolir a burocracia, as regulamentações e os impostos, e não defender a destruição do poder de compra da moeda (via desvalorização cambial) e a adoção de tarifas protecionistas.
  • jose Antonio  09/11/2015 17:54
    A ex Primeira Ministra Margaret Thatcher teria sido pró Empresa ou pró Mercado?
  • Garcia   18/11/2015 00:09
    Descobri esse site há pouco tempo. Que texto interessante! E se um presidente quisesse abrir o Brasil ao livre mercado ele conseguiria?
  • Leandro  18/11/2015 01:10
    Haveria forte pressão contra ele oriunda principalmente de sindicatos e de federações empresariais (como a FIESP, a FIERJ, a FIEMG etc.)

    As fabricantes de automóveis iriam chiar.

    As telefônicas e as companhias aéreas nacionais iriam gemer.

    Pequenos e médios empresários de setores pouco eficientes ou de setores que estariam expostos à concorrência direta dos chineses -- como o setor de têxteis e o setor de calçados -- iriam engrossar o coro.

    A imprensa ficaria dividida entre relatar a verdade (o poder de compra da população aumentou, bem como a qualidade dos serviços) e mentir para agradar a seus principais patrocinadores (majoritariamente as grandes empresas que estariam perdendo grandes fatias de mercado).

    No final, o fiel da balança estaria majoritariamente nas políticas monetária e fiscal. Se ambas estiverem em ordem, o poder de compra da população seria robusto, e esta daria grande apoio ao presidente em questão (independentemente do que a mídia dissesse). Seria possível terminar o mandato e até mesmo fazer um sucessor.
  • Garcia  18/11/2015 13:32
    Obrigado por responder
  • jose Antonio  18/11/2015 10:02
    Conforme eu observei com a resposta que me foi dada, chego à conclusão de que economia não é ciência exata. Talvez, nem uma ciência. Um equívoco receber Premio Nobel de economia. Obrigado
  • Pobre Paulista  18/11/2015 12:06
    Economia trata das trocas voluntárias entre as pessoas, portanto é um assunto de ciências humanas, e não de ciências da natureza.
  • Hussein  15/02/2016 01:13
    Vivo vai limitar e até bloquear internet da banda larga fixa

    Mais uma maravilha gerada por um mercado protegido da concorrência estrangeira pelas agências reguladoras.
  • Max Rockatansky  18/02/2016 17:33
    Para quem tem dúvidas sobre o papel de uma "agência reguladora" no Brasil:

    www.oantagonista.com/posts/anatel-vai-perdoar-r-1-2-bilhao-em-multas-da-oi


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