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A automação e a robótica, ao contrário do imaginado, serão os grandes geradores dos empregos futuros

"Relatório sugere que quase metade dos empregos nos EUA é vulnerável à automação", grita uma manchete de jornal.

O grito de que "os robôs irão roubar nossos empregos!" já pode ser ouvido em vários países do mundo, principalmente nos mais avançados.  No entanto, o que essa preocupação realmente revela é um medo — e uma incompreensão — do livre mercado.

No curto prazo, a robótica irá sim gerar um deslocamento nos empregos; no longo prazo, os padrões de trabalho irão simplesmente mudar.  O uso da robótica para aumentar a produtividade, além de diminuir os custos, funciona basicamente da mesma maneira que os avanços tecnológicos de épocas passadas, como a implantação da linha de produção.  Tais avanços melhoraram sobremaneira a qualidade de vida de bilhões de pessoas e criaram novas formas de emprego que eram inimagináveis à época.

O avanço tecnológico é um aspecto inerente a um mercado competitivo, no qual inovadores continuamente se esforçam para gerar mais valor a custos menores.  Empreendedores sempre querem estar na frente em seu mercado.  Automação, robótica, informatização e sistemas de controle industrial já se tornaram parte integral desse esforço. 

Vários empregos manuais, que consistiam apenas em repetir mecanicamente uma mesma tarefa — como as linhas de montagem em fábricas — já foram abolidos e substituídos por outros, como trabalhos relacionados à tecnologia, à internet e até mesmo a videogames. 

Um fato alvissareiro é que os robôs de hoje são altamente desenvolvidos e cada vez menos caros.  Tais características fazem deles uma opção cada vez mais popular.  O Banque de Luxembourg News fez o seguinte comentário:

O atual custo médio estimado por unidade, de aproximadamente US$50.000, certamente irá diminuir ainda mais com a chegada dos robôs de "baixo custo" ao mercado.  É o caso do "Baxter", o robô humanóide dotado de uma inteligência artificial em contínuo desenvolvimento, fabricado pela empresa americana Rethink Robotics; e do "Universal 5", da empresa dinamarquesa Universal Robots.  Ambos custam, respectivamente, US$ 22.000 e US$ 34.000.

Melhor, mais rápido e mais barato são características inerentes a uma maior produtividade.

No que mais, os robôs irão cada vez mais interagir diretamente com o público em geral.  A indústria de fast food é um bom exemplo.  As pessoas podem estar acostumadas com caixas automáticos de serviços bancários, mas um quiosque robotizado que pergunta "Você quer batata fritas como acompanhamento?" será algo realmente novo.

Comparado a humanos, robôs são menos custosos para ser empregado — em parte por razões naturais, em parte por causa das crescentes regulamentações governamentais

Dentre os custos naturais estão o treinamento, as necessidades de segurança, e os problemas pessoais como contratação, demissão e roubo no local de trabalho.  Adicionalmente, os robôs podem também ser mais produtivos em determinadas funções.  De acordo com este site, eles "podem fazer um hambúrguer em 10 segundos (360 por hora).  Além de mais rápido, também com qualidade superior.  Dado que o restaurante agora estará com mais recursos livres para gastar em ingredientes melhores, ele poderá fazer hambúrgueres gourmet a preços de fast food."

Dentre os custos governamentais estão o salário mínimo, os encargos sociais e trabalhistas e todos os eventuais processos na Justiça do Trabalho, muito comuns no setor da gastronomia.  Chegará um momento em que a mão-de-obra humana em restaurantes fará sentido apenas para preservar um "toque de classe" — ou então para preencher um nicho.

No entanto, todos os temores de economistas, políticos e trabalhadores de que os robôs irão destruir os empregos não apenas são exagerados, como ainda revelam um profundo desconhecimento da história.  Eles deveriam abraçar entusiasmadamente a crescente robotização exatamente porque ela é propícia à criação de novos empregos.  Uma abundante criação de empregos sempre foi, em todo lugar e em qualquer período da história, o resultado de avanços tecnológicos que tautologicamente levaram à destruição de trabalhos obsoletos.

Os robôs serão, em última instância, os maiores criadores de empregos simplesmente porque uma automação agressiva liberta o ser humano do fardo de ter de fazer trabalhos pesados — até então essenciais — e o libera para se aventurar em novos empreendimentos. 

Não nos esqueçamos de que houve uma época em que praticamente todos os seres humanos tinham de trabalhar no campo — querendo ou não — apenas para sobreviver.  Para a nossa sorte, a tecnologia acabou com a necessidade de utilizar seres humanos para fazer trabalhos agrícolas pesados, e os liberou para ir buscar outras vocações fora do campo.  Foi então começou nosso processo de enriquecimento e de melhora no padrão de vida.

Com a massificação da automação e do uso de robôs como mão-de-obra, descobriremos novas aptidões e novos trabalhos que, no futuro, nos deixarão atônitos ao percebermos o tanto de energia que gastamos com trabalhos monótonos e repetitivos no passado.  Os "destruidores de emprego" do passado — como o automóvel (que destruiu empregos no setor de carroças), o computador (que destruiu empregos no setor de máquinas de escrever), a luz elétrica (que destruiu empregos no setor de vela) — parecerão ínfimos em comparação.

O automóvel, o computador, a luz elétrica, a internet e a mecanização da agricultura tornaram várias formas de emprego totalmente obsoletas.  Não obstante, isso não apenas não empurrou a humanidade para a pobreza endêmica e para a "fila do pão", como ainda gerou a criação de maneiras totalmente novas de se ganhar a vida.  A automação e a robotização prometem uma multiplicação de tudo isso.

Para entender por que isso irá ocorrer, é necessário antes se lembrar de que tudo o que é poupado no processo de produção se transforma em mais capital disponível para novas ideias.  Se você passa a utilizar menos mão-de-obra e menos recursos em um determinado processo produtivo, essa mão-de-obra liberada e esses recursos poupados estão livres para ser utilizados em outros processos de produção, em novas ideias e em novos empreendimentos. 

Empregos não são finitos; ao contrário, eles são o resultado de investimentos.  Para cada Google, Amazon ou Apple surgidos, houve dezenas de milhares de tentativas empreendedoriais que fracassaram, mas que tentaram ser exatamente como uma dessas três gigantes (todas as três grandes empregadoras).  Para que empreendedores possam fazer grandes tentativas empreendedoriais, eles têm antes de ter capital e mão-de-obra disponível para fazê-lo.  A automação e a robótica geram eficiências que aumentam os lucros, e isso permitirá um enorme surto de investimentos, os quais nos brindarão com todos os tipos de novas empresas e de avanços tecnológicos que criarão novos tipos de empregos hoje inimagináveis.

É impossível haver empresas e empregos sem que antes tenha havido investimentos.  E investidores cujo capital cria empresas e empregos são atraídos por lucros.  Se os processos produtivos atuais forem automatizados, e com isso pouparem mão-de-obra e reduzirem custos operacionais, essa automação irá gerar lucros maciços, os quais poderão ser direcionados e investidos nas empresas e nas ideias do futuro.

Essa realidade é frequentemente ignorada por economistas, políticas e comentaristas.  Quase todos analisam o crescimento econômico através do prisma da criação de empregos.  Eles acreditam que é a criação de empregos o que gera crescimento econômico.  Isso está exatamente ao contrário: se a criação de empregos gerasse crescimento econômico, então a solução seria simples: abolir todos os tratores, carros, lâmpadas, serviços bancários e a internet.  Garanto que, se isso fosse feito, todos nós teríamos de trabalhar.  E garanto também que nossas vidas seriam muito mais miseráveis. 

A realidade, no entanto, é que o crescimento econômico é resultado da produção.  Crescimento ocorre quando se produz mais com menos.  Apenas pense nos países mais pobres e mais atrasados do mundo.  Ali, praticamente todo mundo trabalha muito, o dia todo e todos os dias.  Já nos países mais ricos e avançados, e que adotaram as automações do passado, as crianças são livres para usufruir sua infância, os mais velhos são capazes de desfrutar sua aposentadoria, e os pais podem dedicar mais tempo à criação de seus filhos.  Tudo isso se deve aos avanços tecnológicos ocorridos ao longo de décadas e que reduziram a necessidade de trabalho braçal.  Essa mecanização inundou o mundo com mais abundância em troca de menos trabalho.  A automação e a robótica farão o mesmo.

E, como também mostra a história, a inovação é, em si mesma, a criadora de novas formas de trabalho.  Se você duvida disso, apenas pense na internet.  Vinte anos atrás, a maioria de nós praticamente desconsiderava essa invenção; hoje, em 2015, milhões de pessoas ao redor do globo têm um emprego que está diretamente relacionado a isso que era irrelevante em 1995.  E milhões mais têm um emprego relacionado ao crescimento da internet.  Uma visita a Seattle e ao Vale do Silício mostra bem isso.

A automação e a robotização criarão vários tipos de empregos direitos e indiretos, e a produção em abundância possibilitada pelo trabalho mecanizado permitirá que os recursos poupados sejam direcionados e investidos na medicina, nos sistemas de transporte e em novos conceitos empresariais, gerando cruciais inovações.  A tecnologia de hoje, que já é impressionante, parecerá arcaica em comparação.

Talvez o principal erro de raciocínio daqueles que condenam a automação e a robótica é o de pressupor que a natureza do trabalho é estática.  Eles acreditam que não haverá nenhum substituto para aquele emprego que se tornou obsoleto pelo progresso.  Não há dúvidas de que havia carroceiros no século XIX que, para manter seus empregos no século XX, queriam abolir os automóveis.  No futuro, as pessoas farão a mesma analogia com a robótica.

Embora o automóvel tenha destruído vários empregos, a prosperidade que se seguiu à sua produção em massa mostra claramente que os empregos destruídos foram substituídos por outros bem melhores.  É assim que funciona uma economia moderna, dinâmica e avançada.  Mudanças constantes e contínuas.  É em países pobres que a natureza do trabalho é estática.  Nos países ricos, as pessoas estão constantemente inovando e abolindo os trabalhos pesados do passado em prol de formas mais prósperas e mais inovadoras de trabalho, que são menos exaustivas e, ainda melhor, consomem menos horas de nossas vidas.

Os desejos do ser humano são, por definição, ilimitados; e, enquanto o capitalismo ainda não houver encontrado uma maneira de satisfazer todos os desejos e de curar todas as doenças — ou seja, nunca —, sempre haverá capital buscando novas possibilidades de investimentos e soluções.  A definição de "trabalho" é um conceito histórico e, com a abolição das formas mais exaustivas pela automação, a genialidade do ser humano será liberada para se concentrar em uma infinidade de desejos e necessidades ainda não atendidos pelo mercado.  Entre as maiores enfermidades, aquele flagelo que é o câncer será atacado por investimentos exponenciais, em conjunto com as mentes bem-remuneradas por esses investimentos.

Se o temor é de que o futuro será cada vez mais automatizado e robotizado, então temos realmente de nos exultar com esse prospecto.  A mão-de-obra que será poupada por esse avanço tecnológica irá nos presentear com uma explosão de investimento que irá realmente transformar nossas vidas e nossos empregos para melhor.  O futuro poderia vir mais rápido.  Não dá para esperar muito.  A automação e a robótica serão os maiores criadores de emprego da história.

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Leia também:

Automação versus empregos — como ter uma carreira para a vida inteira

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Autores:

Wendy McElroy é escritora, conferencista, articulista freelancer, editora do ifeminists.com, e membro do Independent Institute.

John Tamny é o editor do site Real Clear Markets e contribui para a revista Forbes.


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Diversos Autores

  • Hudson  06/03/2015 14:43
    Aldo Rebelo pira e tem calafrios com este texto rs
  • IRCR  06/03/2015 14:46
    E quando os robôs tiverem inteligencia artificial plena e puderem evoluir e se replicar sozinhos e substituir completamente qualquer tipo de mão de obra humana. Como que ficaria a transição para esse "novo mundo" ? Como que ficaria a alocação dos recursos e distribuição de bens e serviços ? seria o "socialismo" algo inevitável em um futuro ? tá me lembrando um pouco o conceito do Zeigeist (rs.)
  • IRRF  06/03/2015 14:55
    Ironias e cenários irreais (a inteligência artificial e a "reprodução de robôs" está totalmente sob o controle de humanos) -- é tudo o que resta aos descontentes com a automação.

    Daqui a pouco o sujeito fala sobre a Skynet...
  • Gabriel Telles  06/03/2015 22:58
    é sério?

    "Ironias e cenários irreais (a inteligência artificial e a "reprodução de robôs" está totalmente sob o controle de humanos) -- é tudo o que resta aos descontentes com a automação"

    cenários irreais? o que ele fala é nada mais nada menos algo já possível,se alguém tiver a idéia e a execução...por exemplo alguém poderia automatizar uma impressora em 3d para produzir algo e fazer um robô que vai coletar a matéria prima(por exemplo terra,areia,água,recursos disponíveis abundantemente) ...

    só um exemplo de algo que pode ser feito com ,sei lá,menos de 20 mil(depende muito do tamanho do robô coletor) reais usando arduíno...

    portante,nada de irreal há neste cenário.
  • Felipe  06/03/2015 15:05
    Viajando cara, quer pular de máquinas que apenas repetem alguns movimentos programados para robôs que pensam e criam? São coisas de milênios para frente, ou talvez isso nem seja possível, talvez a imaginação seja algo exclusivo de seres humanos.

    E Tu viaja ainda mais com essa baboseira de socialismo, pouco importa quem produz (Robôs ou humanos), o sistema socialista é inviável por que não consegue alocar de maneira eficiente os recursos (Pois não há sistema de preços) e não é capaz de criar novos bens para o consumo (São pessoas movidas pela ambição que criam).
  • Gabriel Telles  06/03/2015 23:09
    é sério?

    "Viajando cara, quer pular de máquinas que apenas repetem alguns movimentos programados para robôs que pensam e criam? São coisas de milênios para frente, ou talvez isso nem seja possível, talvez a imaginação seja algo exclusivo de seres humanos.

    E Tu viaja ainda mais com essa baboseira de socialismo, pouco importa quem produz (Robôs ou humanos), o sistema socialista é inviável por que não consegue alocar de maneira eficiente os recursos (Pois não há sistema de preços) e não é capaz de criar novos bens para o consumo (São pessoas movidas pela ambição que criam)."

    nós humanos realmente pensamos?
    você pode provar? pois a verdade é que todos nós tiramos algo de algum lugar,seja uma profecia de alguma religião,seja uma estória para um livro,seja o design de algum novo smartphone ou até mesmo aquela gambiarra que fazemos em casa.
    Ou seja,se conseguissemos fazer computadores que raciossinassem,talvez eles conseguiriam "imaginar"...mas a verdade é que hoje em dia,mesmo com computadores quânticos,é muita informação (em bytes) que essas Inteligências iriam usar,e não temos toda essa capacidade,além do que,a parte mais difícil de todas,é fazer a programação desses computadores.

    E sobre a parte do socialismo,acho que você realmente não entendeu o que ele disse,pq tipo,existem aspas no socialismo...existiria ainda o sistema de preços e novos bens para o consumo,temos pessoas hoje que vivem com o básico(comida e água e necessidades fisiológicas)...e essas são coisas que precisamos desde o antigo egito...e muitas pessoas não tem até hoje,o que é incrível(até você saber o motivo)...ou seja,se uma pessoa pode ficar o dia inteiro sem fazer um trabalho braçal,ela vai ter muito mais tempo para pensar e até mesmo criar um produto na casa dela com uma impressora 3d...além de que hoje(e não no futuro) já existe a internet onde muitas pessoas compartilham muitos projetos Open Source,não só para impressoras 3d,mas para diversas coisas...

    Enfim,o futuro só é limitado a sua imaginação.
  • Rhyan  06/03/2015 16:40
    Existe um documentário sobre isso:

    Humans needs not apply:

  • Opinador  06/03/2015 19:04
    Achei legal o artigo, mas tem um pouco de exagero.

    Mas pode ocorrer, mas pode levar muitos anos.

    Se no artigo fala que 45% da força de trabalho desaparecerá não é problema da automatização e do desenvolvimento tecnológico resolver esse problema.

    Sabe qual é a pegada ?

    É que a humanidade vai ter que diminuir mesmo ! Vai ser forçada a isso via controle de natalidade.

    Não via carteirada ou o governo impondo.

    Mas diante de situações como essa, em meio a recursos cada vez mais escassos e o trabalho humano sendo cada vez menos demandado, as famílias terão que pensar duas vezes antes de terem filhos.

    Isso é parte da evolução.

    É contrário de um governo socialista/comunista onde "terá tudo para todos" garantido por lei.

    Quem irá se preocupar em evitar ter filhos ?

    Então esse lorota que terá que ter emprego, comida ou água para todos já não vai colar.


  • Lucas S.  06/03/2015 20:16
    Colega, a humanidade não precisa de "controle de natalidade", e mesmo que precisasse, só a ideia já é tenebrosa.

    A superpopulação da Terra é um mito.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1861
  • Opinador  06/03/2015 21:49
    Então Blz!

    Obrigado pela informação !

    Se o controle de natalidade é um mito e não existe superpopulação, mais uma desculpe a menos para o pessoal dar em relação a inovação tecnológica...rs

    Apenas uma observação: por escrever meio correndo a resposta acima, eu coloquei artigo, mas eu quis dizer video...rs

    O artigo não esta nada exagerado.

    Mas o video tb é bom, mas se levar ao pé da letra o que é dito, daqui a pouco o pessoal vão achar que vão criar a Skynet..rs

  • anônimo  07/03/2015 10:00
    'Colega, a humanidade não precisa de "controle de natalidade", e mesmo que precisasse, só a ideia já é tenebrosa.'
    Não é uma 'idéia', é real e já está acontecendo
    https://www.youtube.com/watch?v=1W5J25MvSp0
  • Lucas S.  07/03/2015 23:34
    Nesse caso do vídeo o 'birth control' está sendo feito pelo estado de Israel porque eles não querem que as mulheres etiópicas tenham filhos. O que é, claro, cruel e injusto.
    Mas quando se fala em controle de natalidade usando a justificativa de que o mundo está super povoado, está se partindo da seguinte premissa:

    "Aqueles que se preocupam com uma superpopulação tendem a ver os seres humanos como nada mais do que meros consumidores de recursos. A lógica é simples: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos. Logo, menos seres humanos significa mais recursos disponíveis. Esse é o cerne de todas as ideias contrárias à expansão populacional."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1861
  • Fiat Lux  08/03/2015 16:42
    Caríssimo,
    Tempos atrás, um grupo de designers gráficos fez uma simulação em forma de corpos empilhados, jogando toda a população atual da terra dentro do Gran Canyon. Sequer encheu o vale. Foi uma brincadeira, evidentemente, e não serve como argumento. Mas já que você tem medo de algo irreal, algo que você apenas imagina, isso talvez sirva para acalma-lo. Só reforçando o já dito pelos colegas: Superpopulação é mito.
  • Helton denis  14/04/2015 19:07
    Interessante o video e sem dúvidas a automação substituira muitos empregos, só que se for analisar pelo ponto de vista economico se torna algo muito inviável...
    Do que adianta produzir tanto e com menos custos sendo que grande parte da população estaria desempregada? as únicas pessoas beneficiadas com a produção em massa são os próprios trabalhadores as grandes empresas, os grandes produtores produziriam pra quem essa quantidade enorme de produto sabendo que o consumidor final não pode comprar? pelo fato de estarem "desempregados" a automação é linda mas precisa ser revista e realmente ser alocada em situações onde realmente o serviço humano não precisaria estar.
  • Márvio  14/04/2015 20:27
    Este seu raciocínio parte do princípio de que a economia é um processo estático, e não dinâmico. Nada mais errado.

    As pessoas que perderam seus empregos em uma determinada linha de produção, nada impede que elas levem seu conhecimento para outros setores, e possam trabalhar neles. Vivemos em um mundo de escassez, e não de abundância, o que significa que sempre haverá trabalho a ser feito. Sempre.

    Recomendo fortemente este artigo, que aborda exatamente este seu temor:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1131
  • Andre Cavalcante  15/04/2015 14:22
    Minhas considerações:

    "Do que adianta produzir tanto e com menos custos sendo que grande parte da população estaria desempregada?"

    Apesar de óbvia, é bom sempre repetimos: somente baixando os custos de produção pode-se vender ao consumidor final a preços mais baixos.

    Apensar de óbvio, também, mas somente há desemprego quando o governo restringe, de alguma maneira, as pessoas de trabalharem naquilo que for necessário à sua sobrevivência, ou quando o governo incentiva as pessoas a não trabalharem, quando paga bolsa família, pensões, seguro desemprego etc.


    "...as únicas pessoas beneficiadas com a produção em massa..."

    Hoje em dia, o problema não é mais a produção em massa, mas a customização em massa, isto é, a produção de bens com algum grau de personalização, ou ainda, a produção de bens em lotes pequenos e para uma alta variabilidade de produtos e com tempos de mercado curtos. Celulares, por exemplo, apesar do uso por bilhões, são produtos que são produzidos em escala médias, mas são produzidos centenas de modelos diferentes, com vários graus de preço: low, mid, hi end devices e vários graus de qualidade. Veja em scholar.google.com.br/scholar?q=mass+customization&hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5&as_ylo=2000&as_yhi=. A customização em massa só é possível pelo uso intensivo de automação.



    "pelo fato de estarem "desempregados" a automação é linda mas precisa ser revista e realmente ser alocada em situações onde realmente o serviço humano não precisaria estar."

    Pelo jeito cê nem sabe o que é automação industrial. Uma empresa só vai gastar recursos automatizando e, portanto, retirando alguns empregos, se for mais vantajoso para a empresa, seja em termos de qualidade, quantidade ou custos (ou tudo junto). Se não for vantajoso, ela não vai realizar o processo de automação. Por exemplo, ainda não vale a pena automatizar muito linhas que montam controles remotos porque o ser humano é muito flexível e pode montar vários tipos e formatos de controles remotos (talvez os testes sejam automatizados). Assim, uma mesma linha, se bem treinada, pode montar uma ampla gama de controles. Nenhuma máquina, a um custo razoável, faz isso. E é por isso que vemos várias fábricas de controles remotos que são intensivas em mão-de-obra humana na linha de produção. Já a indústria de petróleo evita, ao máximo, o uso de pessoas, seja porque seu produto é perigoso, por si só, aos humanos, seja porque, para garantir o nível de produção atual, os humanos seriam extremamente lentos.

    Mas o mote do artigo não tem nada a ver com isso. Ao contrário, ele mostra que é automação que gera empregos em número muito superior aos empregos perdidos pelo processo de automação. E isso também é fato! É só olhar em volta: quantas pessoas estariam vivas hoje se a automação não tivesse baixado os preços e gerado as inúmeras oportunidades de serviço ao longo do século XX?
  • Fabio  09/03/2015 01:03
    Não vou te rotular de louco como os outros fizeram. Se os robos podem um dia ficar inteligentes e se auto-replicarem? Porque não. Eles esqueçem a nano tecnologia em que há avanços significativos e promissores nesta área. Computadores quânticos logo estarão ai com poder de processamento estimativo enorme. Watson já venceu um humano. DARPA faz um ótimo trabalho. O ASIMO funciona. Quando este dia chegar ("Deus existe?" Agora existe. - Fredric Brown) as questões serão outras. O que falta hoje é maior poder de processamento e uma fonte de energia portátil.
  • Eduardo  21/01/2017 03:07
    Nesse cenário, nós seremos androids.
    Já que é para imaginar um cenário hipoteticamente futurista com robôs conscientes.
    Com o avanço da tecnologia, os robôs serão melhores que nós, porém, jamais aceitaremos ser piores que nossas crias.
    Avanços na nanotecnologia podem nos presentear com novas habilidades motoras e cognitivas.
    Hahaha
  • anon  06/03/2015 15:03
    Infelizmente a nossa sociedade ainda está mais para o ludismo!
  • Inconstitucionalissimamente  06/03/2015 15:52
    Pior que inclusive a CF/88 consagra essa mentalidade absolutamente imbecil:

    Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
    (...)
    XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;
  • maycon rogers ribeiro alves  06/03/2015 17:29
    Depois desta, me rendo, cansei das idiotices da constituição brasileira, não sabia disso. Realmente o Estado e seus integrantes fazem de tudo para atrapalhar a vida das pessoas. Isso já não é nem interferência, é tirania pura, mas parece que uma maioria gosta disso. O Brasil nunca será uma nação com pessoas ricas, sempre será está miséria. Já li o artigo dá impossibilidade do estado mínimo, e concordei com ele perfeitamente, poderiam me indicar artigos com mesmo tema e principalmente que falem sobre formas de organização não estatais e como poderíamos reverter esse processo danoso(crescimento do estado).
    Já sei que é muito difícil conversar sobre a Escola Austríaca e o livre-mercado com as pessoas do meu convívio(maioria petista e etc), oram me veem como louco que não sei nada("e não sei mesmo", todo dia aprendemos), ora como egoísta, ora como traidor das conquistas do trabalhador. Porém, nunca fui socialista, mas achava como a maioria, que estas interferências eram benéficas e ajudavam o capitalismo a ser mais justo, resumindo desde que cheguei ao IMB, meu mundo girou e com artigos como esse sinto que estou menos enganado pelo sistema.
    Fica aqui meu agradecimento e admiração pelo trabalho de vocês.
  • Douglas  06/03/2015 18:22
    "E certo por que esta na constituição"

    Ja ouvi isso tantas vezes de tantas formas diferentes que quando começam a falar da CF eu ja desisto da conversa.
  • Pobre Paulista  06/03/2015 18:55
    Bem vindo à Anarquia. Ao contrário do que panfletam por aí, estamos falando de um sistema justo e pacífico. Abaixo o Estado!
  • Lucas S.  06/03/2015 19:59
    Tens muito da minha empatia Maycon. Ler o IMB é a mesma coisa que tomar a pílula vermelha do Morpheus, você sai praticamente da Matrix.
  • Morete  06/03/2015 18:45
    Meu Deus, estou chocado com este artigo/inciso da constituição.
    Tem razão de estarmos onde estamos... Viva Aldo Rabelo e cia...
  • Cético Nacionalista  06/03/2015 16:23
    Fiquei imaginando aqui e se as pessoas cansarem de trabalhar e comprarem Robôs para substitui-las no trabalho. "Eu não vou trabalhar hoje, vou mandar meu "Eu-Robô" hahaha
  • Angelo Viacava  06/03/2015 17:35
    Se for de livre acordo entre trabalhador e empregador, por que não?
  • Renzo  07/03/2015 22:16
    Assista ao filme Surrogates com o Bruce Willis, que apesar de pessimista dá uma ideia legal.
  • oneide teixeira  06/03/2015 16:55
    O trabalhador brasileiro não sabe fazer uma regra de três, claro que vai ficar desempregado com a automação.
    A maioria da população brasileira sobrevive de atividades ilicitas imagina com o aumento da automação.
    Veja não sou contra, mas e a mesma coisa que as ciclovias do Haddad, bom para outra realidade, aqui, andar de bicicleta resulta no fazer uma "redistribuição involuntária" para um assaltante.

  • Hudson  06/03/2015 17:24
    A chegada das telecomunicações gerou uma massa de desempregados analfabetos no país?
  • Fabio  09/03/2015 01:08
    Não porque ela não substituiu um emprego/serviço antigo. Ela acrescentou um serviço.
  • André  06/03/2015 17:13
    Outro tipo de robô que vai contribuir muito para o progresso são os drones.

    Com drones fazendo entregas de mercadorias, por exemplo, milhares de empregos de entregadores serão eliminados. E toda essa mão de obra ociosa poderá ser alocada em novos empregos.
    Sem os drones esses entregadores ficariam ocupados fazendo entregas.
    Com os drones esses entregadores poderão realizar outras atividades enquanto os drones cuidam das entrega, o resultado final é muito mais produtividade!

    Só falta os governos liberarem o uso de drones para entregas.
  • Renzo  07/03/2015 22:18
    Sem contar que diminuiria a quantidade de acidentes, poluição, motos barulhentas, etc.
  • Pedro Tavares  06/03/2015 17:19
    Pior,os socialistas adoram reclamar que no capitalismo você tem que trabalhar uma exaustiva quantidade de horas pra manter a produtividade ai quando querem colocar uma máquina que vai possibilitar um emprego menos exaustivo eles vem com essa de ludismo.
  • Fernando  06/03/2015 17:20
    O "problema" desse artigo está no número de vezes em que o termo "criar novos empregos" é utilizado.

    "Problema" pq a pessoa-padrão (brasileiro, chinês, qualquer um), na maioria dos casos, não quer um NOVO EMPREGO, tendo que aprender novas atividades e assumindo novas responsabilidades, por mais simples que sejam. A pessoa-padrão normalmente quer se manter na zona de conforto, fazendo o mínimo necessário para se manter em empregos e atividades medíocres. O medo geral não é de perder o emprego, o medo é de ter que pensar e se adaptar a novas condições.
  • Andre Cavalcante  06/03/2015 20:08
    Talvez você já conheça o conto, mas vale sempre a pena relembrar!
    Ninguém sabe, exatamente, as habilidades que tem e os seus limites, a não ser que comece a experimentar e a usá-las.

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    A HISTÓRIA DA VAQUINHA

    Morava num sítio uma família muito pobre. O lugar estava sem cuidado, a casa de madeira sem acabamento; os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Diante de tantas privações, eles oravam muito a Santo Antônio, pedindo ajuda.

    Um dia, Santo Antônio, junto com um amigo, resolveu ir até o sítio ver o que estava acontecendo. Chegando lá, começou a observar a família e o lugar. Notou que a família sobrevivia graças a uma vaquinha que dava vários litros de leite todos os dias. Uma parte do produto eles vendiam ou trocavam na cidade vizinha por alimentos; com outra parte produziam queijo, coalhada etc. para o consumo. Era assim que sobreviviam.

    Depois de pensar muito, Santo Antônio pegou a vaquinha, levou-a ao precipício e jogou-a lá em baixo. O amigo arregalou os olhos, assustado com a cena que precenciava. Mas, Santo Antônio pedu qe o amigo tivesse calma e desse tempo ao tempo. No dia seguinte, a família viu a tragédia e orava dizendo: - Ai, meu Santo Antônio! Por que o senhor deixou acontecer isso com nossa vaquinha? E agora, o que será de nós?

    O tempo passou, e Santo Antônio, junto com amigo espiritual, voltaram ao sítio. Quando se aproximaram do local, avistaram um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. O amigo ficou triste, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver. Mas, ao aproximar-se mais, notou que era a mesma família que visitaram antes.

    O amigo, assustado e confuso perguntou: Santo Antônio, como eles melhoraram o sítio e estão bem de vida? E o Santo respondeu: - Eles tinham uma vaquinha que lhes davam o sustento. Quando perderam a vaquinha, tiveram que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabiam que tinham. Assim alcançaram o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

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  • Lucas S.  06/03/2015 19:46
    Acabei de ser chamado de "fundamentalista de mercado" por estar propondo a privatização das ruas e estradas. É simplesmente impressionante como certas coisas se tornam "não debatíveis" para algumas pessoas. As estradas a pouco mais de século era exclusividade privada. E hoje em dia as pessoas entram em polvorosa quando apenas se SUGERE que as coisas poderiam ser melhores se parássemos de usar o estado para cuidar das estradas. #Decepção

    Comentando o artigo. Esse mesmo está de completo acordo com o capítulo 7 do Economia numa Única Lição de Henry Hazlitt - A Maldição da Maquinaria:

    "Calculava-se haver na Inglaterra, a esse tempo (1760), 5.200 fiandeiros usando rocas de fiar e 2.700 tecelões, ao todo, 7.900 pessoas empregadas na produção de tecidos de algodão. Houve oposição à invenção de Arkwright, sob a alegação de que ela ameaçava a subsistência dos operários, e essa oposição teve que ser dominada pela força. Entretanto, em 1787— vinte e sete anos depois do aparecimento da invenção— uma investigação parlamentar mostrou que o número de pessoas que estava trabalhando em fiação e tecelagem de algodão havia subido de 7.900 para 320.000: um aumento de 4.400%."

    Wendy McElroy, John Tamny e Henry Hazlitt estão corretos. A longo prazo, a automação gera mais emprego do que 'destrói'.
  • Felipe  06/03/2015 20:08
    Você tocou num ponto interessante, a falta de debate entre as pessoas.
    Não se pode colocar algo diferente que as pessoas já te agridem, poxa, nem ao menos querem debater ou pensar no assunto.
    Eu vi isso claro no texto sobre legalizar o mercado de órgãos. Para muitos o texto era abominável, mas nenhum apresentava uma crítica construtiva ou tentava derruba o principal argumento do texto, que era o aumento na oferta de órgãos e assim a possibilidade de salvar um maior número de pessoas.
  • Lucas S.  06/03/2015 20:56
    Sim exato, no meu facebook falaram que a ideia era abominável etc. Mas nem sequer se deram ao trabalho de explicar porque achavam isso. E muito menos tentaram refutar o argumento do texto.
    Simplesmente terrível essa alienação.
  • hudson  07/03/2015 19:36
    O problema, meu caro, é que quando fala-se em privatização, as pessoas raciocinam da seguinte forma:

    1 - Hoje eu pago impostos e tenho as ruas livres pra circular
    2 - A rua, ao ser privatizada, vai me cobrar uma tarifa
    3 - Logo, vou pagar por um serviço que hoje eu não pago (ok, sabemos que elas pagam, mas elas não sabem disso)

    Aí é foda mesmo, porque o governo vai privatizar a rua e não vai reduzir impostos que rouba das pessoas.

    As pessoas não raciocinam do modo libertário. Elas raciocinam que existe um governo, que não existe outra alternativa e que você não vai pagar menos quando um bem for privatizado.

    Os libertários precisam melhorar o diálogo no quesito "redução de impostos". Falar de privatização sem associar redução de impostos decorrente da privatização parecerá sempre algo abominável.
  • fundamentalista do debate  07/03/2015 23:12
    É que de fato a privatização com continuidade do governo controlar o setor não passa de corporativismo, o qual todos associam hoje a liberalismo e capitalismo.

    Mas acho que o problema maior, ao qual o Felipe se refere é que não se está aberto a discussão das ideias e isso é algo bem recorrente e um problema cultural. Existem pesquisas, pra quem não conhece aconselho verem esse vídeo ou procurarem algo referente ao experimento:


    Parece que concordar com o grupo, e aqui vai uma ideia que é minha opinião: com o grupo mais próximo ao seu convívio, é algo normal de acontecer.
    Aí pouco importa se é certo ou errado, se é verdadeiro ou não, você acaba se convencendo que o é. Debater é perigoso pois pode te provar que você estava errado e isso não é uma escolha que o indivíduo queira tomar. É uma atitude defensiva mesmo, pra defender suas ideias a melhor forma é jamais colocá-las em dúvida, a esquiva do debate pode ser feita de diferentes formas, pode-se tentar mudar o foco do assunto, ofender o interlocutor usando alguma falácia que evite aprofundar os conceitos e ideias, ignorar os fatos e dados que o interlocutor apresente, ou simplesmente sair de cena ao se deparar com uma situação de confronto de ideias.

    Algo que eu estranho, gostaria que me apresentassem mais ideias e fatos pra mudar meus conceitos. Por esse motivo fiquei grato ao conhecer o IMB que me mostrou ideias totalmente contrarias ao que estava acostumado e acabei por mudar meus conceitos aos poucos, mas estou preparado pra mudar de novo se me apresentarem argumentos diferentes em qualquer área.
  • Lucas S.  07/03/2015 23:42
    O argumento livre-mercadista até pode funcionar quando a pessoa tem carácter e não gosta da ideia de "passar a perna" nos.
    Porém o mesmo argumento não tem efeito quando a pessoa possui aquela brasilidade e acha que é uma consumidora de impostos (e não uma pagadora). Ela acha que está sendo privilegiada quando anda numa estrada estatal, já que ela é subsidiada por todos os motoristas, e não é sustentada somente por seus usuários (que é o caso das privadas).
  • Luan R.  06/03/2015 20:17
    Não costumo fazer comentários, mas hoje quero fazer meu primeiro comentário aqui apenas para agradecer ao Instituto Mises.

    Há um ano e meio eu era só mais um brasileiro esquerdista (pelo simples fato de ter nascido brasileiro e ter estudado em escola pública, não por ser militante):

    -Estudava para concursos públicos porque essa parecia ser a única esperança de eu receber um salário melhor (ainda não havia entrado na universidade por irresponsabilidade);
    -Tinha vontade de estudar Direito;
    -Acreditava que um governo forte e sem corrupção seria a solução para todos os males do brasil;
    -Por algum motivo acreditava que Marx e socialismo eram bons (não sabia muito sobre os dois, exceto o pouco que lembrava da escola) e capitalismo era uma palavra muito feia que não evocava boas impressões.

    Um dia caí de paraquedas no Instituto Mises. Hoje:
    -Sei que salários de funcionários públicos não são justos por não refletirem o mercado, desde então deixei de lado os concursos;
    -Sei que a própria existência do Estado é moralmente indefensável, que a corrupção é algo intrínseco ao Estado e o Estado é o maior gerador de pobreza;
    -Sei que Marx era um idiota e me tornei um inimigo do socialismo e de qualquer ideia que seja uma afronta à liberdade;
    -Quando penso em capitalismo, fico emocionado (é lindo um sistema livre de trocas em que todos se beneficiam mutuamente);
    -Abandonei a ideia de estudar direito (não quero passar 4 anos masturbando o Estado na faculdade).

    E este mês, pela primeira vez na vida, aos 25 anos, vou entrar na universidade. Vou estudar Engenharia Mecânica em uma grande universidade de meu estado. Vou fazer algo produtivo e desafiador e tenho uma enorme vontade de um dia poder montar um negócio próprio.

    A Escola Austríaca se tornou meu maior interesse. Entrar no Mises.org e me deparar com milhares de obras gratuitas para serem baixadas é como andar num parque de diversões. É de deixar escorrer lágrimas de emoção.

    Desde o dia que conheci o Instituto Mises, todas as vezes que apliquei o conhecimento aqui adquirido à realidade, a Escola Austríaca nunca falhou, tornei-me cada vez mais um ferrenho defensor da liberdade à medida que cada vez mais via que a Escola Austríaca consegue explicar a realidade com perfeição. A lógica econômica não falha.

    Sempre fui um sujeito honesto. Conhecer a Escola Austríaca foi como tomar a pílula vermelha. Parafraseando Morpheus, em Matrix, eu sabia que tinha algo de errado com o mundo, eu podia sentir, só não sabia o quê: nascemos num cativeiro que não sentimos ou tocamos, uma prisão para nossa mente. Agora tudo faz mais sentido.

    Obrigado ao Instituto Mises por me libertar. Hoje, sou uma pessoa melhor.

    Vida longa ao Instituto Mises!!! Viva a Liberdade!!!
  • Equipe IMB  06/03/2015 20:55
    Agradecemos, comovidos, seu depoimento, prezado Luan.

    Muita sorte nessa escolha. Jamais esmoreça, pois os desafios serão árduos, e a vontade de desistir, constante.

    Obrigado pelo depoimento sincero.
  • A penny for your thoughts  07/03/2015 02:13
    Quem salva uma vida salva o mundo inteiro.
  • Felipe  07/03/2015 01:43
    Abandonei a ideia de estudar direito (não quero passar 4 anos masturbando o Estado na faculdade).

    Achei esta frase simplesmente hilária e ri alto aqui!

    Parabéns pelo ingresso na universidade! Tudo fica mais claro depois da pílula vermelha.

  • Andre  06/03/2015 20:19
    Não entendi,

    Como os robôs substituindo pessoas vai gerar mais empregos? pode gerar empregos para pessoas especializadas, mas e a mão-de-obra não especializada? um gari que tem seu trabalho substituido por um robô trabalha fazendo o que? E o exemplo comparando com carros e internet ao meu ver não é a mesma coisa, pois o carro não veio substituir um ser humano e sim oferecer a ele um meio de transporte
  • Ribeiro  06/03/2015 20:54
    "Como os robôs substituindo pessoas vai gerar mais empregos?"

    Da mesma maneira que os fabricantes de carroças, de velas e de máquinas de escrever encontraram novos empregos após a invenção do automóvel, da lâmpada elétrica e do computador. Os carros, a energia elétrica e os computadores criaram toda uma nova rede de suprimentos, que gerou milhões de novos empregos.

    "pode gerar empregos para pessoas especializadas, mas e a mão-de-obra não especializada?"

    Vai encontrar emprego em toda a cadeia de fornecimento. E não me refiro apenas a serviços de peças de reposição ou de conserto. Todos os profissionais dessas áreas, poucos mas bem pagos, passaram a exigir novos serviços de mais qualidade, e isso demanda mão-de-obra.

    Uma fábrica da GM ou de laptops tem, ao seu redor, várias lojas comerciais, além de contratar vários serviços terceirizados.

    "um gari que tem seu trabalho substituido por um robô trabalha fazendo o que?"

    Serviços de limpeza nas fábricas, nas residências dos empregados das fábricas (poucos mas bem remunerados) ou mesmo trabalhando em qualquer setor da cadeia de suprimentos.

    Agora, se o sujeito realmente não quer se esforçar para aprender absolutamente que não seja varrer rua, aí realmente não há nada que possamos fazer por ele. Ninguém jamais disse que a vida seria fácil para quem não quer se esforçar para aprender nada de novo.

    "E o exemplo comparando com carros e internet ao meu ver não é a mesma coisa, pois o carro não veio substituir um ser humano e sim oferecer a ele um meio de transporte"

    E o carroceiro que conduzia pessoas em sua carroça? Esse aí ficou sem emprego. E todas as pessoas envolvidas no processo de construção de carroças? Também ficaram sem emprego. Por que isso seria aceitável?
  • Guilherme  06/03/2015 20:58
    Sobre esse assunto, recomendo também este artigo do Leandro. O assunto não é robótica, mas sim importação e terceirização para estrangeiros. Mas o raciocínio é idêntico:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1131

    E depois, este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1649

    E, por fim, este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1900
  • Lucas S.  06/03/2015 21:03
    André,

    Leia esse capítulo e você entenderá porque a automação gera empregos.

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=76
  • André  06/03/2015 22:02
    Obrigado a todos pelos esclarecimentos,

    Aceito e concordo com os argumentos apresentados do porque a automação gerará novos empregos, apesar da idéia me assustar um pouco pode vir a surgir muita coisa boa a partir dai.
    Sigo apenas discordando do exemplo dos carros, pois como o Ribeiro respondeu se o prejudicado é o carroceiro que conduzia as pessoas em sua carroça ele pode apenas se adaptar ao substituto, no caso o carro, e continuar fazendo o seu mesmo trabalho. Porém se em vez da carroça ser substituida pelo carro, o carroceiro fosse substituido por um robô, como é o caso de agora, ele se veria desempregado.

    No mais é isso obrigado pelos esclarecimentos e pelos artigos,
    Abraço
  • Fred  06/03/2015 20:47
    A profissão mais importante para ser substituída por robôs é a política. Imagina você podendo participar de um processo "democrático" para iniciar o processo de auto destruição do político. É o sonho. :)
  • Renato  06/03/2015 21:09
    Mudando de assunto. Vocês ficaram sabendo dessa notícia?

    noticias.terra.com.br/brasil/cidades/moradores-sao-denunciados-por-tapar-buraco-em-rua-no-df,88a410bbfaeeb410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
  • Lucas S.  06/03/2015 21:27
    Sim, foi exatamente nessa notícia que um sujeito me chamou de "fundamentalista de mercado" por sugerir a total privatização das ruas e estradas. :)
  • Rodrigo Amado  06/03/2015 23:56
    Assim fica difícil pros governantes contratarem empreiteiras para taparem os buracos por preços superfaturados e embolsarem uma grana violenta.

    Não é a toa que os governantes ficaram revoltados com esse voluntarismo todo.
  • anônimo  07/03/2015 23:12
    Óbvio: como é que um governo justifica uma obra que custa 8 milhões e leva 6 meses (se não chover) quando um punhado de moradores faz a mesma obra à R% 5.000 e leva 2 semanas (mesmo chovendo)?

    Onde fica a propina das construtoras? Assim não dá... rsrsrs.

  • anônimo  06/03/2015 22:48
    Esse artigo aí, o primeiro que ele se refere no começo, é contraditório.
    Diz que num segundo momento até profissões como engenharia serão ameaçadas, mas conclui falando que profissões que exigem criatividade estão seguras.
    Então, isso foi escrito por gente que não sabe o que é engenharia.Fica difícil de acreditar até que é de Oxford mesmo.
  • Valatraquio  07/03/2015 02:04
    Eu trabalho programando microcontroladores.Trabalho com a linha arduino, além de programar para desktops (windows, .net) e tablets (android).

    Eu me divirto muito vendo essas paranoias esquerdistas sobre automação. E geralmente o medo deles possui fundamento, pois afinal, todo o Estado poderia ser substituído por um bom e robusto programa de computador, onde as pessoas (povo) lançariam as demandas e as empresas concorreriam para atende-las. Para quê deputados, senadores, prefeitos, governadores, etc, quando poderíamos ter o melhor de todos os políticos: um programa de computador que funcionaria ao estilo leilão?

    Enfim, sei que é pura viajem, ainda mais em uma época como esta, onde falar em robôs/automação faz muito cabelo cair em Brasília e nos sindicatos, mas a verdade é que poderia ser feito.

    Especificamente em relação ao artigo, acho que os esquerdistas retardados criaram a maior confusão sobre a questão "inteligência artificial" e "consciência artificial".

    "Inteligência artificial" eu programo todo o dia nos sistemas que eu atendo. Regras de negócio complexas, cálculos muito loucos, relatórios gerenciais, integração entre sistemas, etc. E isso causa perda de empregos? Sim. Um programa de computador pode tranquilamente assumir o papel de uma dúzia de gente que ficava preenchendo planilhas. Isso hoje é feito até nos serviços públicos, apesar que nessa área ninguém é demitido, só 'realocado'.

    "Consciência artificial" é outro animal, o sonho dourado dos gurus da computação, e é a paranoia que envolve o esquerdismo e automação. É o que vemos nos filmes de Hollywood como Matrix, Exterminador do Futuro, etc. Existe possibilidade, à curto prazo, de 'despertar' as máquinas? Não. Não com o hardware atual. Talvez com a vindoura arquitetura quântica.

    Aliás, ninguém sabe o que faz uma consciência 'despertar'. Sabemos que até uma ameba possui consciência, mas o que dá consciência à ela? Um código de computador? Claro que não. É algo que está além da nossa capacidade, por enquanto. Entretanto eu imagino uma máquina que 'desperte' para a consciência: Ela aceitaria qualquer código de programação? Seria interessante de saber o resultado.

    Mas uma coisa é certa: o futuro promete um ótimo mercado no ramo de TI. Pena que o Brasil não fará parte desse futuro, não com essa mentalidade que temos aqui.
  • Alexandre (SEP)  08/03/2015 12:52
    "Regras de negócio complexas"

    Gostaria de um exemplo.
  • IRCR  07/03/2015 03:10
    Podem chamar de Matrix, Skynet ou qualquer outra coisa. Mas um dia as maquinas e a inteligencia artificial vai substituir toda a mão de obra humana e nem acho que vai demorar milênios não. Pode ser mais rápido que imaginamos.
    Em uma sociedade sem moeda, como os recursos serão alocados ? repito de novo seria o socialismo algo inevitável numa futuro "dominado" por maquinas ? será que teremos um "Stalin de lata" ? - piadas a parte (rs.).
  • Guilherme  07/03/2015 14:23
    Sociedade sem moeda?!

    O que essa maluquice impossível e homicida tem a ver com automação?
  • Henrique  07/03/2015 12:50
    Autores deste site, vocês poderiam fazer uma parceria ou apenas uma conversa com os aurores do site papo de homem, porque eles são tão questionadores e mostradores da verdade e reflexão que sempre está aí e não notamos quanto vocês mas eles estão muito parados na ideologia, vocês poderiam fazer eles refletirem e melhorarem seus artigos com a sua filosofia de mundo.
  • Renzo  07/03/2015 22:49
    IRCR, na minha opinião a evolução tecnológica não vai nos fazer sofrer com o socialismo.
    Talvez o futuro da humanidade seja como em Jornada nas Estrelas: ao menos na Frota Estelar, o dinheiro é desnecessário porque as demandas de produtos são atendidas pela tecnologia avançada, e as pessoas querem trabalhar para sempre melhorar a si mesmas, no melhor estilo "o trabalho enobrece o homem", e também porque sempre querem contribuir para uma sociedade melhor, mas sem a balela de sermos todos iguais (o reconhecimento se dá através de inovações, pesquisas, artes, etc).
    A parte econômica de Jornada (e a vida na Terra) não foi muito bem explorada, restando apenas especulações sobre como seria, mas em alguns episódios são mostrados que ainda existem empregos "normais" e que as pessoas podem gastar "créditos".
  • Rodrigo Amado  07/03/2015 23:36
    "papo de homem" é só mais um site esquerdista qualquer.

    Deveria se chamar: "Papo de esquerdista".
  • Marcelo Caliman  08/03/2015 01:51
    Desde quando automação e robótica reduzem jornada de trabalho como o texto faz entender ("mais tempo livre)? A jornada de 8 horas persiste desde o século XIX.

    Se a inovação tecnológica gera empregos, porque tanto desemprego pelo mundo, em especial nos países mais desenvolvidos, onde a tecnologia é mais predominante?

    Não acho que os que tiveram que abandonar o campo por conta do avanço tecnológico da Agricultura foram beneficiados por esse avanço e se enriquecsram ou obtiveram melhoria do padrão de vida. O que ocorreu, a meu ver, foi aumento dos guetos, dos bairros pobres e dos bolsões de miséria e
    Nas grandes cidades de praticamente de todos os países onde esse fenômeno ocorreu. E ocorreram em todos.
  • Caifás  08/03/2015 09:27
    "A jornada de 8 horas persiste desde o século XIX."

    Oi?! No século XIX, ninguém podia se dar ao luxo de trabalhar apenas 8 horas por dia! Quem trabalhasse tão pouco assim, morreria de fome! No século XIX, jornadas de 16 horas eram o normal.

    Aliás, vocês esquerdistas são extremamente incoerentes. Vivem dizendo que, não fossem as legislações trabalhistas, as pessoas hoje ainda trabalhariam o mesmo tanto que no século XIX. Agora chega você e diz que, no século XIX, trabalhava-se o mesmo tempo que se trabalha hoje. Entrem num acordo, por favor. E então, só então, venham para o debate.

    "Se a inovação tecnológica gera empregos, porque tanto desemprego pelo mundo, em especial nos países mais desenvolvidos, onde a tecnologia é mais predominante?"

    Já ouviu falar em legislações trabalhistas paralisantes? Eu inverto a pergunta: por que o desemprego é alto justamente nos países que têm as legislações trabalhistas mais rígidas e inflexíveis? Na Ásia desenvolvida, há automação extrema e o desemprego é baixíssimo. Informe-se.

    "Não acho que os que tiveram que abandonar o campo por conta do avanço tecnológico da Agricultura foram beneficiados por esse avanço e se enriquecsram ou obtiveram melhoria do padrão de vida."

    Felizmente, o que você acha não importa para o mundo. A realidade é outra.

    "O que ocorreu, a meu ver, foi aumento dos guetos, dos bairros pobres e dos bolsões de miséria"

    O fenômeno dos guetos e bairros pobres é culpa da automação (que mal chegou ao Brasil)? Não seria culpa de políticas governamentais, como inflação (que destrói o poder de compra da população e encarece os preços dos imóveis), legislação trabalhista (que encarece artificialmente o custo da mão-de-obra, jogando para o desemprego a mão-de-obra menos produtiva), e tarifas protecionistas (que proíbem os mais pobres de terem acesso a bens essenciais a custos mais baixos)?
  • Marcelo  08/03/2015 18:30
    Três questões nesse texto:

    Primeiro, que o desemprego atual não se trata de substituição de um produto por outro como afirma o autor. Não se trata, por exemplo, de desemprego por substituição de o carro por um outro produto (tipo disco voador) como a troca da carroça pelo próprio carro. Trata-se, isso sim, de desemprego motivado pela modernização do processo produtivo do próprio carro.

    Segundo, que a automação e demais aperfeiçoamentos produtivos obtidos através da tecnologia produzem desemprego também nas classes médias, pois os avanços tenológicos introduzidos no processo produtivo não visam apenas a redução de custos e o barateamento de produtos, mas, através disso, vencer e destruir o concorrente. O pequeno e o médio empresário vão à falência e engordar a fila de assalariados junto com os que foi obrigado a demitir em virtude da falência que o vitimou por não ter condições de competir com um sistema que exige altos investimentos.

    Terceiro, não existe qualquer relação entre aperfeiçoamento produtivo e tempo livre disponível para quem produz, conforme afirma o texto. Tempo livre é o tempo que alguém tem fora do trabalho e a jornada continua a mesma desde décadas, independente dos grandes avanços tecnológicos introduzidos na produção.
  • Andre Cavalcante  10/03/2015 02:42
    Olá, meus comentários sobre os seus comentários (não necessariamente direcionados a você, ok?):

    "Primeiro, que o desemprego atual não se trata de substituição de um produto por outro como afirma o autor. Não se trata, por exemplo, de desemprego por substituição de o carro por um outro produto (tipo disco voador) como a troca da carroça pelo próprio carro. Trata-se, isso sim, de desemprego motivado pela modernização do processo produtivo do próprio carro."

    Realmente era preferível que não houvesse nenhum melhoramento no processo produtivo e todos os carros hoje, continuassem preto como bem vaticinou Ford! É cada um que aparece...

    "Segundo, que a automação e demais aperfeiçoamentos produtivos obtidos através da tecnologia produzem desemprego também nas classes médias, pois os avanços tenológicos introduzidos no processo produtivo não visam apenas a redução de custos e o barateamento de produtos, mas, através disso, vencer e destruir o concorrente. O pequeno e o médio empresário vão à falência e engordar a fila de assalariados junto com os que foi obrigado a demitir em virtude da falência que o vitimou por não ter condições de competir com um sistema que exige altos investimentos."

    Como é que é? Quer dizer que a automação e demais aperfeiçoamentos produtivos só é bom para quem é grande? O que falar de Apple, Microsoft, Google, Nokia (que começou como uma fábrica de botas)... É cada um que aparece...

    "Terceiro, não existe qualquer relação entre aperfeiçoamento produtivo e tempo livre disponível para quem produz, conforme afirma o texto. Tempo livre é o tempo que alguém tem fora do trabalho e a jornada continua a mesma desde décadas, independente dos grandes avanços tecnológicos introduzidos na produção."

    Claro que não há qualquer relação entre o aperfeiçoamento produtivo e tempo livre. Hoje, podemos produzir uma TV em 10s e a jornada horária é de 8h ou menos (no caso dos funcionários públicos, por exemplo). Também não tem relação nenhuma o fato de só nos canaviais vermos crianças e velhos trabalhando. É realmente uma lógica interessante.

    Abraços
  • Marcelo  10/03/2015 15:54
    Não estou dizendo que seria preferível inexistir melhoramento no processo produtivo ou que todos os carros continuassem sendo pintados de preto. Estou dizendo que o melhoramento do processo produtivo leva necessariamente à substituição do trabalho humano pela máquina e, consequentemente, ao desemprego, ao contrário do que diz o texto, e que esse processo de melhoria se dá hoje dentro da própria fábrica e em relação ao próprio produto fabricado, não necessariamente em relação somente a um produto novo e revolucionário como afirmado no texto. Quanto a isso, você nada diz. Foge da questão.

    Se Apple, Microsoft, Google, Nokia etc. em seus respectivos períodos de surgimentos e ascensões não se depararam com a pressão das grandes companhias nas áreas que atuavam, não foi porque a concorrência capitalista não existisse ou fosse algo inofensivo ou inócuo, mas porque simplesmente ainda não havia grandes empresas produzindo os produtos inéditos e inovadores que elas produziam, embora pequenas. Ainda não havia sido estabelecido o monopólio dos produtos e dos serviços que apresentavam, as grandes empresas do setor, que hoje são justamente elas. Se você não acredita nisso ou que o aprimoramento tecnológico não seja um forte instrumento de concorrência e de dominação das grandes empresas sobre as pequenas empresa, experimente então produzir um computador como o Macintosh ou um iPhone como da Apple, ou um novo sistema operacional como o Windows, ou um buscador como o Google... É cada gênio que aparece. A fé no capitalismo deixa o sujeito cego à realidade.

    Ah, pelo menos concordou que não há qualquer relação entre o aperfeiçoamento produtivo e tempo livre. Claro. Há muita diferença entre o tempo gasto para produzirmos uma tv e o tempo que ficamos na fábrica fazendo tvs.
  • Rezende  10/03/2015 16:21
    "Ah, pelo menos concordou que não há qualquer relação entre o aperfeiçoamento produtivo e tempo livre. Claro."

    Hein?! Taí um caipira que nunca deve ter saído do país. Você por acaso já viu como funciona, por exemplo, a construção civil nos países ricos?

    Há um sujeito com um joystick na mão e ele, sozinho e sem esforço físico, faz um trabalho que, num país atrasado, demandaria várias pessoas e muito esforço físico. Isso se chama produtividade, e permite que um cara faça, em menos tempo e sem nenhum esforço, um trabalho que, em um país pobre, demandaria várias pessoas fazendo esforço exaustivo e por mais tempo.

    "É cada gênio que aparece. A fé no capitalismo deixa o sujeito cego à realidade."

    É cada ignorante que aparece. A paixão pelo atraso deixe o sujeito cego à realidade que já existe nos países ricos. O Brasil, realmente, acovarda e emburrece as pessoas.
  • anônimo  10/03/2015 19:20
    'Se Apple, Microsoft, Google, Nokia etc. em seus respectivos períodos de surgimentos e ascensões não se depararam com a pressão das grandes companhias nas áreas que atuavam, não foi porque a concorrência capitalista não existisse ou fosse algo inofensivo ou inócuo, mas porque simplesmente ainda não havia grandes empresas produzindo os produtos inéditos e inovadores'

    Existia sim, quando a MS nasceu teve que brigar com a gigante IBM, com a Apple havia outros fabricantes de PC, google teve que lutar contra o yahoo que dominava o mercado...e por aí vai
  • Marcelo  11/03/2015 13:56
    Fala sério. A IBM, embora tivesse o OS2/WARP, não dava a mínima para microcomputadores. Estava envolvida com mainframes de grandes corporações. Ela não imaginava que haveria um movimento ascendente dos processadores e softwares utilizados nos micros. Embora existissem outros buscadores, não havia domínio de nenhum. Quando o Google surgiu, a internet estava praticamente na infância, passando para a adolescência, e não havia ainda assentado o domínio e o monopólio efetivo nos diversos nichos que hoje as gigantes predominam. Gigantes como o Google.
  • Ribeiro  11/03/2015 16:04
    Google tem monopólio?! Quer dizer então que se eu quiser fazer uma busca pelo Bing ou pelo Yahoo ele me proíbe?! Aliás, se o Google tem o monopólio, como é que existem Bing e Yahoo?

    Deus do céu, tem gente que nem conhece o significado das palavras que digita.
  • Marcelo  11/03/2015 19:36
    Você pode fazer a busca pelo Bing, pelo Yahoo, pelo Altavista, pelo Badu ou o que você escolher. Mas isso não fede nem cheira diante do monopólio do Google.

    E se você ainda se atrever a criar um buscador, aí, sim, você vai sentir o que é o monopólio, sem precisar pesquisar o termo.

    Abç e boa sorte :)
  • Adnet  11/03/2015 19:54
    Google é um monopólio que sofre a livre concorrência da várias empresas?!

    Esse seu conceito de monopólio é um tantinho esquisito, hein? Daqui a pouco você vai falar que livre mercado é quando só entra no mercado quem o governo quer.

    O Google domina a cena e é o preferido simplesmente porque seu sistema de busca é muito eficiente. Não me lembro da última vez em que tive que ir para a página 2 do Google para achar alguma coisa. Na época em que o Google se popularizou e cresceu, tinha até a piada de que se você está se distanciando muito da primeira página de pesquisa do Google, provavelmente o que você está procurando não existe.

    Outros fatores também foram determinantes: a página que aparecia os resultados era mais limpa, as propagandas ficavam no canto e não no meio dos resultados etc.

    Outra coisa, o navegador Firefox oferece a opção de fazer a busca pelos motores do Google, Yahoo, Bing, Buscapé, DuckDuckGo etc. Curioso esse monopólio, não?
  • Andre  12/03/2015 12:37
    "Você pode fazer a busca pelo Bing, pelo Yahoo, pelo Altavista, pelo Badu ou o que você escolher. Mas isso não fede nem cheira diante do monopólio do Google.".

    Pelo visto sua linha de pensamento deve ser algo assim:

    "O Google tem muito concorrentes que ofertam o mesmo serviço pelo mesmo preço, mas como a maioria prefere o Google porque acha que ele é melhor que os outros então o Google tem um monopólio maligno e seria bom se o governo nos salvasse de nossa própria burrice de ficar usando o Google toda vez que queremos achar algo na internet, somos muito burros, e só o governo pode nos salvar de nossa própria burrice".

    E aí, você usa o Google, corroborando para esse monopólio maligno e do mal ou
    está fazendo a sua parte usando outro serviço de busca?

    E porque você quer nos impedir de usar o Google usando violência física?
  • anônimo  11/03/2015 16:50
    Monopólio é a exploração sem concorrente de um negócio ou indústria, em virtude de um privilégio. É a posse ou o direito em caráter exclusivo. Ter o monopólio é possuir ou desfrutar da exploração de maneira abusiva, é vender um produto ou serviço sem concorrente, por altos preços. Do grego monos, que significa "um" e polein que significa "vender"

    mo·nop·o·ly (m?-nop'?-le)
    n. pl. mo·nop·o·lies

    1. Exclusive control by one group of the means of producing or selling a commodity or service: "Monopoly frequently ... arises from government support or from collusive agreements among individuals" (Milton Friedman).
    2.

    a. A company, group, or individual having exclusive control over a commercial activity.
    b. A commodity or service so controlled.

    3.
    a. Exclusive possession or control: arrogantly claims to have a monopoly on the truth.
    b. Something that is exclusively possessed or controlled: showed that scientific achievement is not a male monopoly.


    Vantagens estratégicas seja de qual natureza for não se enquadram em nenhum universo semântico possível com a definição de monopólio.
    Quando você aprender a usar as palavras pela sua natureza semântica e não pelo impacto emocional que deseja causar, quem sabe alguém te leve a sério, seu moleque palpiteiro.

    As definições corretas de monopólio e
    concorrência - e por que a concorrência perfeita é ilógica


    Monopoly - by George J. Stigler

    Myth: Reliance on markets leads to monopoly



  • anônimo  11/03/2015 17:10
    Dá uma olhadinha nas startups mais valiosas da atualidade.
    Nesse grafico tem também informações de concorrentes(Competitors) de cada uma delas.
    Acha alguma aí no meio que não tenha uma empresa bilionária e amplamente estabelecida como concorrente.
    Você simplesmente não sabe do que está falando.

    The Billion Dollar Startup Club
  • Marcelo  10/03/2015 16:50
    Meu caro, não se faça de desentendido.

    O que está em discussão não é o maior ou menor esforço que o trabalhador despende em razão das melhorias produtivas, mas o tempo em que ele fica à disposição da empresa despendendo esse esforço.

    Raciocine um pouco, você vai conseguir.
  • Rezende  10/03/2015 17:02
    Deixa eu pegar na sua patinha para ensiná-lo a ler. Será um esforço tremendo (já que nem responder no lugar certo você conseguiu), mas sou persistente.

    Vou colar aqui o que escrevi, e agora em negrito, itálico e sublinhado:

    "Isso se chama produtividade, e permite que um cara faça, em menos tempo e sem nenhum esforço, um trabalho que, em um país pobre, demandaria várias pessoas fazendo esforço exaustivo e por mais tempo."

    Teve uma eclampsia ou ainda está vivo?

    Se o cérebro cozinhou e você se exauriu, não desista. Pegue mais um prato de alfafa e recupere suas forças.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  21/03/2015 17:54
    Certamente, o Progresso é preferível, em qualquer circunstância, ao atraso. Os governos são os inimigos do Progresso Capitalista e, assim, do conforto do povo. Os verdadeiros conservadores são os esquerdistas.
  • Marcelo  23/03/2015 12:17
    Se o Estado é inimigo do progresso capitalista, porque os capitalistas dependem tanto ao Estado para crescerem e cobram do Estado e não deles próprios o crescimento do PIB?
  • Ramos  23/03/2015 14:46
    Porque -- assim como todo mundo -- odeiam concorrência e gostam de utilizar o estado para bloquear seus competidores.

    Existe uma diferença enorme, intransponível, entre ser pró-mercado e pró-empresa. Este artigo fala especificamente sobre este seu questionamento:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049
  • Marcelo  23/03/2015 21:27
    Li o texto e achei-o ingênuo e contraditório.

    Ingênuo porque a regulamentação estatal vem justamente no sentido de dar alguma ordem na situação caótica do mercado provocada exatamente pela liberalidade do "faça-o-que-se-quiser" da indústria e do comércio que produz e oferta como e quanto quiser, levando à superprodução e o super-encalhe de mercadorias na praça sem possibilidade de venda exceto com prejuízo para o comerciante e também o represamento de títulos do mercado de papéis que não encontram saída. A regulamentação do mercado financeiro pós-crise de 2008 é uma prova da ocorrência do segundo exemplo, assim como a regulação de impostos e créditos é o exemplo do primeiro, quanto o Estado tentou dar vazão à gigantesca e descontrolada produção do mercado sem que existisse demanda suficiente. No que tange à regulação dos serviços de telefonia e outros, a necessidade de dar ordem ao caos provocado pela liberalidade do mercado é bem evidente, em que pese tal regulação servir também para proteger as detentoras gigantes de cada uma das fatias regulamentadas.

    O texto é contraditório porque fala que sem agências reguladoras "qualquer empresa que quisesse entrar nesse mercado para concorrer com as grandes estaria livre para isso" - o que é uma grande balela diante do poder econômico das que dominam o mercado e cujo domínio não seria menor sem as agências reguladoras - para depois dizer que "Grandes empresas que reconhecidamente prestam serviços de qualidade nos mercados internacionais — como a AT&T, Vodafone, Verizon, T-Mobile, Orange — estariam livres para chegar aqui amanhã". Cadê a empresa "qualquer"?

    Fico imaginando o mercado sem a precária regulamentação estatal, seja a regulamentação legal ou mesmo operacional quando, neste último caso, o governo cria estoque regulador. Fico imaginando o livre comércio e a livre iniciativa na Agricultura sem estoque regulador do governo. Seria um caos ainda maior.

  • da Nóbrega  23/03/2015 22:13
    "a regulamentação estatal vem justamente no sentido de dar alguma ordem na situação caótica do mercado provocada exatamente pela liberalidade do "faça-o-que-se-quiser" da indústria e do comércio que produz e oferta como e quanto quiser, levando à superprodução e o super-encalhe de mercadorias na praça sem possibilidade de venda exceto com prejuízo para o comerciante"

    Ou seja, segundo você próprio, um mercado desregulamentado tende a ofertar um volume cada vez maior de produtos e a preços cada vez menores, o que melhoraria excepcionalmente o padrão de vida das pessoas.

    Confesso que nem mesmo um livre-mercadista conseguiria fazer esse ponto de maneira tão entusiasmada quanto você. Parabéns pela constatação de que a livre iniciativa, se deixada realmente livre pelo governo, iria produzir mais, cobrar menos e melhorar acentuadamente a qualidade de vida das pessoas.

    "e também o represamento de títulos do mercado de papéis que não encontram saída. A regulamentação do mercado financeiro pós-crise de 2008 é uma prova da ocorrência do segundo exemplo, assim como a regulação de impostos e créditos é o exemplo do primeiro, quanto o Estado tentou dar vazão à gigantesca e descontrolada produção do mercado sem que existisse demanda suficiente."

    Ininteligível.

    "No que tange à regulação dos serviços de telefonia e outros, a necessidade de dar ordem ao caos provocado pela liberalidade do mercado é bem evidente, em que pese tal regulação servir também para proteger as detentoras gigantes de cada uma das fatias regulamentadas."

    Beleza. Agora, cite aí quando foi que, no Brasil, houve "liberalidade do mercado" de telefonia.

    Pela sua impecável lógica explicitada no primeiro parágrafo, tal liberalidade deve ter gerado uma fartura de telefones a preços quase gratuitos, de modo que o estado caridoso, por meio de burocratas humanistas, teve de intervir para botar "ordem nessa bagunça".

    De fato, e de novo, parabéns pela constatação, ainda que involuntária: preços baixos e produtos fartos são intoleráveis para o estado, pois isso melhoraria acentuadamente a qualidade de vida da população, tornando suas políticas assistencialistas totalmente desnecessárias.

    "O texto é contraditório porque fala que sem agências reguladoras "qualquer empresa que quisesse entrar nesse mercado para concorrer com as grandes estaria livre para isso" - o que é uma grande balela diante do poder econômico das que dominam o mercado e cujo domínio não seria menor sem as agências reguladoras"

    Tradução: você diz que empresas são poderosas por causa das agências reguladoras. Aí, logo em seguida, ele diz que as empresas seriam igualmente poderosas sem agências reguladoras. O que significa, portanto, que na sua visão as agências de nada servem. E ainda diz que os outros é que são contraditórios.

    "para depois dizer que "Grandes empresas que reconhecidamente prestam serviços de qualidade nos mercados internacionais — como a AT&T, Vodafone, Verizon, T-Mobile, Orange — estariam livres para chegar aqui amanhã". Cadê a empresa "qualquer"?"

    Espere aí, deixe-me ver se entendi bem esse seu argumento (ainda estou em choque):

    O artigo falou que "qualquer empresa que quisesse entrar no mercado" entraria, certo? Depois, citou como exemplo de "qualquer empresa que entraria no mercado" a AT&T, a Vodafone, a Verizon, a T-Mobile, a Orange.

    Aí, o seu "argumento" é que o artigo está errado por ter se referido a essas grandes empresas como "qualquer empresa"? É realmente isso?! Seu argumento para dizer que o artigo é contraditório é esta impostura semântica?

    Deus do céu, seu "argumento" é esse?! Onde foi parar o cérebro da esquerda?

    "Fico imaginando o mercado sem a precária regulamentação estatal, seja a regulamentação legal ou mesmo operacional quando, neste último caso, o governo cria estoque regulador. Fico imaginando o livre comércio e a livre iniciativa na Agricultura sem estoque regulador do governo. Seria um caos ainda maior."

    De fato, você só pode realmente ficar imaginando. Pois explicar por que seria um caos ter comida farta e barata vai ser bem difícil.

    No entanto, devo lhe parabenizar pela originalidade. Você é o primeiro esquerdista que conheço que disse abertamente que o governo serve para restringir a oferta e encarecer os preços dos produtos para benefício dos produtores. Parabéns pela percepção e pela coragem.
  • Emerson Luís  24/03/2015 18:22

    A demanda por mão-de-obra é menor do que a oferta por causa das intervenções governamentais na economia, não por causa dos avanços tecnológicos. A palavra "robô" significa "servo". A ideia é humanos poderem deixar de realizar trabalhos repetitivos, sujos, perigosos (deixados para os robôs) e se dedicarem a atividades mais criativas e dignas. Isso parece ser bom.

    * * *
  • Marcos  26/04/2015 16:26
    Acho que essa revolução será diferente... 1- Pois dessa vez não é a substituição de cavalos por carros... Mas de pessoas por humanoides... Ou seja, "pessoas robôs" que podem sim roubar grande parte dos empregos, principalmente os mais simples... E não só por substituição total, veja o Ex: "Ao invés de 3 pedreiros humanos na construção de um prédio, pode haver em 20 anos, 1 pedreiro humano trabalhando e ORIENTANDO 2 humanóides". (Lembrem-se a tecnologia evolui em exponencial, mesmo o problema das baterias pode nesse exemplo ser resolvido com esses pedreiros humanóides ligados por um fio na tomada).... e 2- Como ficara a economia? De um lado menos empregados, mais idosos dependentes e vivendo mais, por outro lado produtos mais baratos, maior o acesso.... Por favor, alguém me ilumine.
  • Andre Cavalcante  11/05/2015 02:09
    "Por favor, alguém me ilumine."

    Leia o artigo!

    "Os robôs serão, em última instância, os maiores criadores de empregos simplesmente porque uma automação agressiva liberta o ser humano do fardo de ter de fazer trabalhos pesados — até então essenciais — e o libera para se aventurar em novos empreendimentos."

    Se de 3 pedreiros, apenas 1 fica e, mesmo assim com o trabalho de coordenar, houve uma melhora expressiva no trabalho deste pedreiro. Os demais estão liberados de realizar o trabalho pesado e vão se concentrar em atividades mais "humanas", como usar a sua criatividade para coisas úteis e que as pessoas precisam.

    A propósito, só para colocar em perspectiva, a rede bitcoin já chegou ao patamar de 4 milhões de petaflops (bem acima dos 69 teraflops quando a skynet teria chegado a consciência) e estamos muitos anos (décadas mesmo) de fazer algo ao menos próximo de um Terminator T-1 do filme. Não é fácil fazer robôs humanoides e muito menos fazê-los inteligentes o suficiente para representar algum risco ao ser humano, pelo menos no que concerne a substituí-lo no seu trabalho mais importante que é o criativo.

  • anônimo  12/05/2015 10:45
    Robô humanóide não faz o menor sentido, os robôs mais eficientes não tem nada de forma humana.Robô humanóide é coisa de cientista que vive em universidade e não sabe como gastar dinheiro.
  • Felipe  12/05/2015 13:42
    "Robô humanóide é coisa de cientista que vive em universidade e não sabe como gastar dinheiro."

    Cara, não fala uma coisa dessas.
    Hoje em dia robôs humanóides podem não ter muito uso prático. Mas no futuro os robôs não estarão restritos ao uso industrial como ocorre hoje. E com o desenvolvimento da robótica e da inteligência artificial, um robô humanóide será extremamente útil.
    Dois exemplos:
    1 - Um robô humanóide seria extremamente versátil - afinal de contas poderia fazer basicamente qualquer coisa que um humano, além de poder utilizar toda a infraestrutura existente da mesma forma que um humano - ex: utilizar um elevador, sentar no banco de um carro, atravessar facilmente uma porta, utilizar utensílios e ferramentas desenvolvidas para humanos, etc.
    2 - Maior empatia na interação com seres humanos (para robôs com funções sociais, como atendentes, empregados domésticos, etc).

  • Andre Cavalcante  12/05/2015 13:56
    Robôs com forma humana são sim muito úteis, e são extensamente pesquisados, apesar das dificuldades. Imagine você um ferramenteiro em um fábrica de automóveis: os robôs soldadores não tem nada da forma humana, principalmente pela sua eficiência, mas um robô auxiliar de ferramenta, que tem que trabalhar carregando as ferramentas que você utiliza, deve ter uma forma que permita uma interação mais fácil contigo e com outros trabalhadores do local. Na verdade a forma do robô será aquela que mais facilita o seu trabalho. E é por isso que uma forma tipo Terminator (do filme) não é boa para matar humanos: um carro cheio de bombas faz mais estragos (como bem nos prova os terroristas atuais quase todos os dias).
  • Marcos  18/05/2015 13:20
    Os robôs humanoides serão realidade em 15-20 anos, e serão muito uteis sim, veja o filme "Eu robô" (Essa tecnologia evoluirá em exponencial nos próximos anos)... A questão que gostaria que fosse respondida, ou alguém tentasse responde-la é... Haverá "empregos criativos" o suficiente? Haverá empregos suficiente que humanoides não não tenham substituídos? Haverão pessoas criativas a tempo (Visto q a maioria é de analfabetos funcionais) Haverá quantidade de pessoas qualificadas? Para que a economia não quebre? Vai quebrar? E a massa de idosos? Só em 2025 teremos 200 mil idosos em Porto Alegre, uma cidade de 1,7mi de pessoas... Alguem pode especular sobre como provavelmente ficaria a economia brasileira diante desta nova tecnologia? (Repito, minha impressão é q desta vez, não trata-se de substituir cavalos por carros, consciencia Artificial e robos com formas humanas, braços e pernas, podem sim quebrar a economia ou algo como um socialismo tecnológico......) (Obrigado)
  • Lisboa  18/05/2015 14:33
  • Marco de Tropoja  25/09/2016 12:26
    Essa tecnologia da impressora 3d é bem interessante.Se pensar bem,ela pode significar o fim dos direitos de imagem sobre um produto,ja que sera dificil controlar os produtos que as pessoas poderão produzir em casa.Mal posso esperar para baixar os preços e poder ter a minha propria impressora 3d em casa.
  • Andre Cavalcante  25/09/2016 20:56
    Uai. É só vc construir uma.

    openbuilds.org



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