FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito
Todo político adora falar que defenderá "os direitos" dos trabalhadores custe o que custar, que jamais cederá, e que manterá os "benefícios conquistados".

A questão é: há realmente algum ganho para o trabalhador?  Ou há apenas ônus?

Na prática, ao impor encargos sociais e trabalhistas — todos eles custeados pelo próprio trabalhador, como será mostrado mais abaixo —, o governo está dizendo que sabe administrar melhor o dinheiro do que o próprio trabalhador.  

Mais ainda: se o trabalhador é obrigado a pagar por seus "direitos", então ele não tem um direito, mas sim um dever.

Os tais "direitos trabalhistas" nada mais são do que deveres impostos pelo governo ao trabalhador.  E, para arcar com esses deveres, a maior parte do salário do trabalhador é confiscada já na hora do pagamento.

Somente para bancar os benefícios básicos — férias, FGTS, INSS, encargos sobre aviso prévio — são confiscados R$ 927 mensais de um trabalhador que recebe em suas mãos salário mensal de R$ 1.200.

Um funcionário trabalhando em regime CLT, com um salário contratado de R$ 1.200, custará efetivamente ao seu empregador 80% a mais do que o seu salário. 

Confira a tabela abaixo:

tabela.png

Fonte: http://www.campesi.com.br/custofunc.htm

Ou seja, por causa dos encargos sociais e trabalhistas impostos pelo governo, o patrão tem um gasto de R$ 2.127 com o trabalhador, mas o trabalhador recebe apenas R$ 1.200.  Toda a diferença vai para o governo (exceto o item férias, o qual, por sua vez, será disponibilizado apenas uma vez por ano, e que seria mais bem aproveitado pelo trabalhador caso tal quantia fosse aplicada).

E há quem acredite que isso configura uma "conquista trabalhista" e um "direito inalienável do trabalhador".

Mais ainda: esses não são os únicos custos para o patrão.  Em primeiro lugar, os custos podem variar ainda mais conforme o sindicato de classe, o regime de apuração da empresa e o ramo de atividade.  Há ocasiões em que os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário.  Adicionalmente, a empresa também tem de ter uma reserva para gastar em tribunais, pois sempre há funcionários saindo e acionando a empresa na Justiça do Trabalho.  Há também os custos de recrutamento de funcionários, os quais aumentaram muito em decorrência da política de seguro-desemprego e bolsa- família.  E quem paga todos esses custos são os trabalhadores.

Eu mesmo, na condição de empresário, preferiria pagar R$ 2.200 por mês para um funcionário em um país sem encargos e leis trabalhistas do que R$ 1.200 no Brasil.  Com esse salário mais alto eu teria, no mínimo, funcionários mais motivados.  Mas, como não sou uma fábrica de dinheiro, não tenho condições de fazer isso.

Mas a espoliação do trabalhador é ainda pior do que parece.  Veja, por exemplo, o que acontece com o FGTS.  Essa quantia, que poderia ser incorporada ao salário do trabalhador, é desviada para o governo e só pode ser reavida em casos específicos (ou após a aposentadoria).  

Na prática, o governo "pega emprestado" esse dinheiro do trabalhador e lhe paga juros anuais de míseros 3%.  Dado que a caderneta de poupança rende 7% ao ano, e a inflação de preços está em 7,2% ao ano, o trabalhador não apenas deixa de auferir rendimentos maiores, como ainda perde poder de compra real com a medida.  

E para onde vai o dinheiro do FGTS? Uma parte vai para subsidiar o BNDES e a outra vai para financiar a aquisição de imóveis — algo completamente sem sentido, pois a aplicação desse dinheiro na caderneta de poupança já permitiria ao trabalhar obter o dobro do rendimento e, com isso, ter mais dinheiro para comprar imóveis.

E vamos aqui dar de barato e desconsiderar as cada vez mais frequentes notícias de uso indevido desse dinheiro.  (R$ 28 bilhões de reais do FGTS foram investidos pelo BNDES em várias empresas, mas não há nenhuma informação sobre quais empresas receberam o dinheiro, quanto receberam, e quais as condições de pagamento).

No caso do INSS, R$ 398,46 são confiscados mensalmente com a promessa de que o trabalhador irá receber saúde (SUS), seguro de vida e previdência.  Não irei aqui comentar sobre a qualidade e a confiabilidade destes três.  Irei apenas dizer que, caso o trabalhador tivesse a opção de ficar com este dinheiro, ele poderia recorrer ao mercado privado e voluntariamente contratar um plano de saúde, um seguro de vida e previdência por R$ 300 e ainda receber um serviço melhor do que o do SUS.

(E, se o governo eliminasse os impostos sobre esses setores, bem como abolisse toda a regulamentação, o valor poderia baixar para R$ 200, e o trabalhador poderia obter um serviço de maior qualidade.)

Por fim, o aviso prévio faz com que muitas empresas demitam os funcionários sem necessidade.  Por exemplo, se uma empresa está passando por uma fase difícil e não tem certeza de que poderá manter o funcionário por mais de um mês, será mais racional demitir para não correr o risco de mantê-lo por mais tempo e, consequentemente, não poder honrar suas obrigações trabalhistas depois.  

O aviso prévio também trava as empresas, que podem se ver obrigadas a demitir um funcionário produtivo, mas que ainda está no período de experiência, e ao mesmo tempo manter um funcionário improdutivo, mas que já cumpriu o período de carência.  Tudo isso só para não pagar o aviso prévio.

Esse custo da improdutividade será descontado de todos os funcionários.

E tudo isso para não mencionar os outros impostos que incidem sobre as empresas e que afetam sobremaneira sua capacidade de investir, de contratar e de aumentar salários.  No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%, mas há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor.  Adicionalmente, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%.  PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta.  Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média nacional beira os 20%, e o ISS municipal.  Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

O custo de todo esse sistema para o trabalhador é muito maior do que as eventuais vantagens que ele possa oferecer (se é que há alguma).  

Dado o atual arranjo, seria muito mais proveitoso tanto para o trabalhador quanto para as empresas dobrar o salário-mínimo e eliminar os encargos sociais e trabalhistas.  Haveria mais dinheiro nas mãos de cada trabalhador, haveria uma mão-de-obra mais motivada, e ainda atrairíamos muito mais empresas para o país, o que naturalmente forçaria ainda mais o aumento natural dos salários.  Isso, por si só, tornaria obsoleta a lei do salário-mínimo, levando à sua extinção.

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Leandro Roque contribuiu para este artigo.


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SOBRE O AUTOR

Renato Furtado
é cristão, empresário do setor madeireiro, e líder do Movimento Revolucione-SE.



Sobre o sistema de saúde da Inglaterra, comece por aqui:

British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

Depois vá aqui:

Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

E termine aqui:

Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html
"O artigo diz q toda importação é por causa de investimento estrangeiro"

Errado. Isso é citado em um exemplo ilustrativo do artigo. Não generalize.

Importações são possibilitadas por (1) exportações, (2) investimentos estrangeiros diretos, (3) investimentos estrangeiros especulativos, (4) endividamento externo.

"mas e no caso da maioria das importações serem bens de consumo? Como ficaria a explicação?"

Absolutamente a mesma. Continuaria havendo déficit na balança comercial do mesmo jeito. E isso geraria as mesmas gritarias dos suspeitos de sempre.

"Outra dúvida, também é dito que os dólares recebidos das exportações são utilizados para importar ipads, iPhones, entre outros produtos de elevado valor agregado, mas e a opção de simplesmente trocar os dólares por reais e comprar no mercado interno? Não existe?"

Não só existe, como ocorre diariamente. Exportadores vendem minério, soja, café, laranja e milho para os estrangeiros, ganham dólares, convertem em reais e vão viver suas vidas.

O curioso é que esse arranjo (exportação sem importação) é o pior possível para a população. Todos os bens produzidos no país, inclusive comida, vão para o estrangeiros. Nós ficamos sem nada aqui dentro. Tudo o que é produzido aqui dentro é mandado pra fora. Ao mesmo tempo, ficamos proibidos de adquirir bens do exterior. Somos duplamente golpeados. O mercado interno fica duplamente desabastecido.

Enquanto ficamos sem nada, estamos enchendo a pança dos estrangeiros. Os únicos que ganham com esse arranjo são os próprios exportadores, que vêem suas contas bancárias infladas. O povão mesmo só se estrepa.

Dizer que as exportações devem ser aumentadas e as importações devem ser restringidas significa dizer que a quantidade de produtos à disposição da população nacional deve ser duplamente reduzida.

E, ironicamente, é exatamente este o arranjo defendido pela esquerda: exportações máximas e importação zero. Ganhos máximos para os exportadores, e escassez e preços altos para o poção.
Prezado F. Shade,

Vamos partir da situação atual e do seu exemplo da indústria do cigarro. O Estado é o único provedor de justiça. Portanto, quando Powell capturou o sistema judicial em favor da indústria, ficou difícil para algum civil processar pois havia uma distorção nos julgamentos. Ainda que os civis se unissem em uma associação grande, capaz de representá-los com grande poder de "combate", cairiam nos mesmos tribunais comprados e portanto não escapariam do viés.

Agora vamos imaginar uma situação na qual existe um tribunal ou mais tribunais comprados num mercado de concorrência entre tribunais. O comentarista F. Shade argumenta que não tem certeza se este arranjo é adequado para garantir a imparcialidade. Mas não imagina que uma organização civil antitabaco, unindo pessoas com o mesmo interesse, pode construir um tribunal específico para defendê-las. Alguém que fosse abrir processo direcionaria para este tribunal, na certeza de que será melhor representado. Do cabo-de-guerra entre a indústria que quer levar os casos para seu tribunal comprado, e dos fumantes que querem levar para o novo tribunal, certamente surgiriam alternativas para resolver o conflito. E ainda que a indústria capture o "tribunal antitabaco", a livre concorrência permitiria o surgimento de outro tribunal antitabaco, que através do marketing mostraria que o primeiro se corrompeu e não mais representa os interesses dos fumantes e ex-fumantes.

E por mais que a indústria seguisse comprando tribunais, em algum momento surgiria algum tribunal dirigido por pessoas gravemente vitimadas, com interesses maiores do que o dinheiro e seriam incorruptíveis. Ou apareceria um outro arranjo distinto. Dizer quais são as soluções teríamos é difícil, talvez impossível. É impossível dizer como será nosso dia-a-dia daqui a 10 anos, por exemplo. Não temos como prever que soluções serão dadas para os conflitos, mas imaginar que os indivíduos estão desprotegidos contra a indústria é subestimar a capacidade do livre mercado de dar soluções.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Felipe  02/03/2015 14:49
    Excelente artigo, deveria ser lidos por todos os "CLT'S" do país.
  • Douglas  02/03/2015 14:59
    Ótimo artigo.
  • Cristian William  02/03/2015 15:31
    Simplesmente aplausos!
  • Eduardo  02/03/2015 15:51
    O salário líquido é definido por oferta e demanda (entre empregadores e empregados) e é baseado no custo de vida da cidade em que se vive. Assim, menos direitos trabalhistas não aumentariam necesariamente o salário líquido. Essa sua tese é furada.
  • Magalhães  02/03/2015 16:05
    "O salário líquido é definido por oferta e demanda (entre empregadores e empregados) e é baseado no custo de vida da cidade em que se vive. Assim, menos direitos trabalhistas não aumentariam necesariamente o salário líquido."

    Sim. Não aumentariam necessariamente. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    E você, ao que tudo indica, defende isso. Parabéns pela coragem.

    "Essa sua tese é furada."

    Já a sua é perfeita...
  • aprenda a contar...  03/03/2015 12:35
    Calculo horrível...
    A tabela mostra os direitos dos trabalhadores... Mais tirando a parte do INSS, os demais direitos vão diretamente para o bolso do trabalhador...
    Mais sim o custo é alto de impostos... Não de direitos trabalhistas... Que aumentar a margem para aumentar de negociação diminua impostos como COFINS entre outros...
  • aprenda a escrever  03/03/2015 14:50
    ... e então, só então, se aventure a fazer algum comentário minimamente inteligível.
  • Renan Merlin  30/03/2015 04:06
    Os EUA tem uma das leis trabalhistas mais liberais do mundo, nem férias é prevista na legislação americana entretanto quem morou no Brasil e nos EUA em profissões semelhantes falam que o trabalhador americano sofre muito menos assedio moral, menos carga de trabalho, maior salario e maior segurança no trabalho nos EUA. Trabalhador americano é "bonzinho"? Errado, com menos burocracia, imposto e regulação abrir uma empresa nos EUA e como abrir uma igreja no Brasil com isso la o "explorador" e o trabalhador que escolhe onde quer trabalhar. Alias mesmo com nossas "proteções" trabalhistas o brasileiro trabalha que nem um filho da puta pra sustentar a companherada.

  • Frederico  02/03/2015 16:41
    Não existe equilíbrio entre oferta e demanda (empregados e empregadores) no Brasil, salvo raras atividades. Conselhos de classe, sindicatos e o próprio governo estabelecem pisos salariais e salário mínimo, o que por si só já encerra o assunto. Não bastasse, estes pisos salariais que são comemorados por sindicatos e alguns trabalhadores, são a praga salarial desse país, pois vincula o trabalhador a receber aquele piso pelo resto da vida, salvo se conseguirem um novo aumento através de convenção sindical ou algo parecido. Empregador quer trabalhadores bons, paga mais e vice-versa. Isso seria oferta e demanda.
  • Sergio  02/03/2015 17:16
    Como não?
    Com menos direitos trabalhistas mais empresarios investirão no mercado. Com isso o custo de vida e das próprias empresas diminuiu, pois haverá mais ofertas de bens e serviços.
  • Sergio  02/03/2015 17:29
    Somado ao aumento da demanda por mão de obra, visto que mais empresários investiram no mercado.
  • Bilé  02/03/2015 18:14
    Digamos que o seu salário é de 3k,
    alguém acredita que a empresa pagaria 6k para você caso não houvessem impostos?

    Claro que não, essa grana iria para o bolso do patrão;
  • Bicanha  02/03/2015 18:25
    "Digamos que o seu salário é de 3k, alguém acredita que a empresa pagaria 6k para você caso não houvessem [sic] impostos?"

    Alguém falou em aumento de 100%? Nunca vi.

    O que foi falado, isso sim, é que, na atual condição, não tem a mais mínima condição do salário efetivo ser aumentado nem que seja de 3k pra 3,5k.

    Sim, é verdade que, sem os encargos, não haveria necessariamente um aumento de 3k pra 6k. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. E substanciais. E bastaria que um empregador (dentre os milhões existente) oferecesse tal aumento, e todos os outros teriam de imitá-lo.

    "Claro que não, essa grana iria para o bolso do patrão"

    E o patrão faria o que com esse dinheiro? Ele poderia até consumi-lo em prazeres próprios, mas isso o deixaria totalmente descapitalizado frente à concorrência, a qual poderia utilizar esse dinheiro para fazer novos investimentos, novas expansões, novas contratações e, por que não?, conceder aumentos salariais e, assim, contratar mão-de-obra mais qualificada.

    Menos dinheiro nas mãos do governo e mais dinheiro nas mãos de empreendedores e trabalhadores; esse é o caminho para a prosperidade. Exceto para ignaros econômicos.

    Ignaros econômicos, que não sabem nem administrar uma carrocinha de pipoca, acham que dinheiro a mais na mão de patrão se converte exclusivamente em viagem pra Europa. E gente assim vota.
  • Bernil  02/03/2015 18:44
    Se o que sobrasse iria ficar com o empregador, então porque diabos esse empregador já não fica com o todo o resto e paga apenas o salário minimo ou o piso da categoria?

    Só refletir um pouco essa questão que já fica claro o absurdo que é pensar que todo encargo que fosse extinto iria ficar exclusivamente com o empregador na forma de lucro.
  • anônimo  02/03/2015 19:11
    O argumento do texto não é somente que os impostos poderiam ser repassados ao salário, muito menos que se houvesse repasse esse seria de 100%. O que o autor também está defendendo é que esta quantidade de imposto, no exemplo do texto de R$ 927.00, não reflete necessariamente em R$ 927,00 de benefícios ao trabalhador, portanto dinheiro jogado fora.

    Além disso o trabalhador poderia ganhar de forma indireta. Com menos impostos os preços dos bens produzidos poderiam ser mais baratos, aumentando o poder de compra do trabalhador sem alterar o valor numérico que ele recebe.
  • Trader Carioca  03/03/2015 14:34
    Bilé,

    Se eu fosse dono de uma grande empresa e o meu custo com funcionários caísse devido ao fim dos direitos trabalhistas, com a grana excedente eu imediatamente tentaria contratar os melhores funcionários dos concorrentes para aumentar minha produção e enfraquecer o concorrente.

    Provavelmente alguns desses funcionários receberiam contra-propostas e recusariam minha oferta. Acabariam com aumento salarial dentro da mesma empresa. Outros viriam trabalhar comigo e também receberiam salários maiores.

    Com a equipe aumentada e com boas habilidades, a empresa cresceria, abriria vagas para contratações e/ou promoções e geraria mais emprego e renda.
  • Vieira  09/10/2015 04:38
    Não precisa me pagar os 6k não, reduzindo os custos do empresário e com isso reduzindo o preço final dos produtos no mercado já basta para que os meus 3k já valham por 6...
    No final não pesa apenas o quanto se ganha, mas quanto custam as coisas.
  • Ernane  12/07/2016 22:20
    Sergio grande maioria dos que comentam negativamente não sabem o que é empreender no Brasil. Esquecem das agências reguladoras das licenças, do risco que é estar diariamente sendo observado pela malandragem............! Observe que e grande maioria das empresas são de médio porte, ME's e EPP's. Alguns comentaristas, aqui, deveriam arriscar-se nesse universo ao invés de fazerem ilações surreais e desproporcionais.
  • Leriniel  02/03/2015 15:54
    Ótimo texto Renato.

    Mas com relação à conclusão, gostaria de tirar uma dúvida:

    Quando você diz ¨"dobrar o salário mínimo" suponho que você quer dizer "dobrar os salários" certo? Na minha opinião, o salário mínimo definido por lei também pode se tornar um ônus tanto para os trabalhadores desempregados quanto para os empresários, uma vez que não deixa de ser uma prática de "tabelamento de preços" de produtos (mão de obra) executada por um planejador central.

    Obrigar os empresários a pagar um valor determinado de mão de obra gera desemprego e diminuição da concorrência de empregadores, prejudicando toda a economia.

    Abraços.
  • Guilherme  02/03/2015 16:07
    "Mas com relação à conclusão, gostaria de tirar uma dúvida: Quando você diz ¨"dobrar o salário mínimo" suponho que você quer dizer "dobrar os salários" certo?"

    Não, é só salário mínimo. O autor especificou isso, e deixou claro que não se trata da defesa de nenhum mandato governamental. Ele apenas disse que, se ele tivesse tal liberdade de escolha, optaria pelo aumento do mínimo, e explicou por quê. Mas em momento algum defendeu a imposição de um aumento do mínimo por lei.

    É importante não confundir isso.

    "Na minha opinião, o salário mínimo definido por lei também pode se tornar um ônus tanto para os trabalhadores desempregados quanto para os empresários, uma vez que não deixa de ser uma prática de "tabelamento de preços" de produtos (mão de obra) executada por um planejador central."

    Correto.

    "Obrigar os empresários a pagar um valor determinado de mão de obra gera desemprego e diminuição da concorrência de empregadores, prejudicando toda a economia."

    Correto.
  • juliana  02/03/2015 16:54
    A média do ICMS não é 20%, a máxima é de 18% para o estado de SP, e outros estados varia de 4 a 12%. Talvez se estiver falando do ICMS pago na importação poderia até ser, fora isso não. Concordo com todo o restante do texto, mas com esta informação que para mim está errada, tira um pouco da credibilidade do artigo que de fato é excelente. Obrigada
  • Knust  02/03/2015 17:27
    Oi?! Máxima de 18%?! Em que galáxia?

    Há estados -- como MG -- em que o ICMS chega a 56%, dependendo do produto.

    www.idealsoftwares.com.br/tabelas/aliquotas_mg.html

    Acorda, mulher!

    E informe-me melhor da próxima.
  • Marques  02/03/2015 17:30
    As alíquotas médias variam de 17 a 19%. Para fins didáticos, é perfeitamente válido arredondar para 20%. O autor está correto.

    www.tabelaicms.com/
  • IRCR  02/03/2015 19:58
    Se vc soubesse ao menos como se calcula o ICMS, já daria para saber que 18% é nominal, ou seja, um produto que custa 100 reais com 18% de ICMS vai para 121,95 (21,95%) e não 118,00, pois o calculo é feito por dentro. Na conta de luz 30% de ICMS é nominal, isto é, uma conta de 100 vai para 142,85 reais (42,85%) e não 130,00 reais.
  • Jesuelkler Gouveia  17/03/2015 04:35
    Caro amigo na verdade quando se tem R$ 100,00 e aplica-se 18% que se refere ao ICMS, o cálculo é usado com a fórmula MARK-UP onde pega-se 100 reais e divide por 0.82 que é a diferença...

    100 - 18 = 82. Sendo assim, chega ao resultado que o Sr. Informou. Abraços.
  • Paulo Faustino  19/02/2016 11:18
    A questão eu diria que não é exatamente o valor, mas a conta, a ciência dos trabalhadores que não tangencia essa demanda. Um abuso!
  • Henrique  02/03/2015 17:11
    Leandro, Keynes disse que é benéfica a redistribuição de renda porque os pobres têm maior propensão marginal para o consumo. Mas se raciocinarmos de acordo com a EA, sem fazer juízos morais, o contrário não é o correto, já que os ricos têm propensão maior a poupar e investir, o que aumenta o padrão de vida da sociedade?

    abraços
  • Leandro  02/03/2015 17:50
    Se uma pessoa que praticamente não tem dinheiro nenhum recebe uma transferencia de renda, é óbvio que ela irá aumentar seu consumo.

    Agora, isso eleva a acumulação de capital? Isso gera enriquecimento geral? Isso gera crescimento econômico prolongado e sustentável? Se sim, como e por quê?

    Defender distribuição de renda com o único argumento de que isso mata a fome de alguns no curto prazo seria uma postura honesta e estaria tecnicamente correta, desde que o argumento parasse aí. Agora, quando tentam dizer que redistribuição gera crescimento econômico, enriquecimento geral e aumento do padrão de vida, aí o sujeito mostra que está guiado unicamente pela ideologia. Não há teoria econômica que explique isso.
  • Henrique  02/03/2015 18:12
    "Não há teoria econômica que explique isso."

    Não seria o argumento de que o fortalecimento da demanda por meio de transferência de renda gera prosperidade?

    abraços
  • Leandro  02/03/2015 18:31
    Fortalecimento da demanda gera prosperidade? Por meio de qual mágica? De que adianta demanda se não houver produção?

    Demandar coisas todo mundo demanda. O problema é produzir a mais para atender essa demanda. Essa é a parte chata. Náufragos em uma ilha possuem uma enorme demanda. O único problema é produzir para atender essa demanda.

    E a produção não é algo que acontece por encanto. É necessário poupança e capital para fazê-lo.

    Redistribuição de renda é algo que, por si só, não gera novas máquinas, novas ferramentas, novos bens de capital, novas instalações e novas plantas. Não gera aumento da capacidade produtiva. Tomar dinheiro de Pedro para dar pra Paulo não é algo que possibilita novos investimentos.

    Se houver aumento da demanda, mas não houver ampliação da produção, isso vai gerar apenas aumento de preços. E, quando há aumento de preços, os pobres são os primeiros a ser excluídos do mercado.
  • Guilherme  03/03/2015 19:08
    "Não seria o argumento de que o fortalecimento da demanda por meio de transferência de renda gera prosperidade?"

    É exatamente esse o argumento, que só encontra razão nas mentes distorcidas de Keynesianos.

    O termo seria "efeito multiplicador do consumo". Linkei uma notícia para ilustrar:

    ultimosegundo.ig.com.br/bolsa-familia/2013-10-15/bolsa-familia-gera-o-maior-efeito-multiplicador-sobre-consumo-segundo-ipea.html

    "A cada R$ 1 transferido pelo Bolsa Família, o consumo final do total da economia aumenta R$ 1,98, enquanto que os efeitos no consumo final das famílias é ainda maior: de R$ 2,40."

    Na cabeça desses dementes, bastaria transformar a economia brasileira em um grande Bolsa Família que teríamos uma abundância instantânea de recursos.
  • Morete  02/03/2015 17:51
    Este artigo me lembra o fantástico discurso no 3° capítulo da 3ª temporada de House of Cards, do agora presidente americano Frank Underwood. Apesar do cara ser um tremendo canalha e ter dado golpe a torto e a direito para chegar ao poder, seu partido não quer aceita-lo como candidato a reeleição. Como ele esta vendo que não vai conseguir convence-los, resolve ligar o fo$@-se e faz um discurso super liberal neste episódio. Ele já começa o discurso dizendo: "Você cidadão americano, não tem direito a nada. E eu posso parar de mentir para você pois não vou ser candidato a reeleição em 2016..." E continua o discurso falando sobre a nova realidade americana e mundial e dizendo que foi justamente o excesso de estado que fez eles caminharem para onde estão indo.
    Tudo bem que até mesmo este discurso ele faz para tentar manipular o povo e seu partido, mas o que ele disse é a mais pura realidade e como os políticos manipulam as pessoas e economia.
  • Green  02/03/2015 19:58
    Essa parte me deu nojo da série. Eles fizerem o Frank fazer esse discurso pro povo assimilar esse tipo de conversa (corte de "direitos") a um político sem escrúpulos. Se um político falar em cortar Obamacare nos EUA agora ele vai ser visto como um Frank Underwood.
  • Morete  03/03/2015 10:30
    Não tinha pensado por este lado. Pode ser uma tentativa sim de desvirtuar o discurso liberal.
    É como eu disse no comentário anterior, o discurso em si foi excelente, mas de fato saiu da boca de uma pessoa que é o oposto daquilo que um liberal prega.
  • anônimo  03/03/2015 13:51
    Excelente tmb nao diria, teve essa parte liberal mas no fim do discurso ele prega brincar com a vida das pessoas em experimentações, compara isso ao new deal e diz q se nao deu certo isso valeria tentar novas formas. No fim ele pretende aprovar um programa de redistribuiçao de riqueza pra empregar qualquer um independente da necessidade desse 'trabalho criado'. Se o discurso liberal em algum momento se tornar popular, o que aos poucos está sendo difundido, certamente será usado por politicos para angariar votos e apoio. Bom que se tenha essa noção, e não acredite em qualquer politico só por dizer umas palavras bonitinhas
  • Mauricio Redaelli  05/03/2015 17:03
    Posso estar meio desatualizado, mas não captei vossa mensagem. O que um liberal prega, afinal? Qual é a relação com as sujeiras dentro das esferas do poder? É preciso ser limpo pra ser liberal? Minha opinião é que não tem nada disso na posição político-econômica de um legislador ou de um presidente.
  • Mauricio Redaelli  05/03/2015 16:59
    Tem o outro lado da moeda: se der certo, quem assiste à série não duvidará que vale qualquer esforço para criar empregos, e essa idéia de que um representante do povo deva ser honesto como o super-homem é muito romântica. Na cabeça do povo, política é uma coisa mística e deputado é tudo igual, sujo e mentiroso. Pouca importa, desde que eles vejam a sua sociedade mais imediata crescendo e que não falte emprego. É uma opinião pessoal, mas se o cara mais sujo do nosso congresso resolvesse os nosso problemas, sé se ouviria dizer que ele é ladrão, mas também é competente.
  • TOBIAS  03/03/2015 17:34
    Só que os empregos criados são estatais, exercito governo ect, nenhum emprego será criado por livre iniciativa mas sim por uso do dinheiro dos impostos que antes era para esses beneficios.
  • Mauricio Redaelli  05/03/2015 17:12
    Ele também promete financiar os novos empregos: $45k/ano para as empresas privadas. Isso é quase o mesmo que devolver uma boa parte dos impostos arrecadados - ou isentar no exercício futuro, tanto faz. E até onde eu vi, os detalhes do projeto de lei ainda não foram discutidos. Tu já conhece o projeto?
  • Mauricio Redaelli  05/03/2015 16:45
    Spoiler Detected
  • Vitor  02/03/2015 18:52
    Leandro,

    Acho que um dos grandes desafios é realmente fazer com que as pessoas entendam o quão danosos são esses mecanismos da CLT. Já tive discussões enormes, especialmente com pessoas mais velhas e várias vezes a justificativa gira em torno de que as pessoas realmente são incapazes de guardar dinheiro ou fazer uma reserva para o futuro. Já escutei a mesma justificativa para o maldito vale transporte, que em alguns casos o empregador acaba arcando com o custo (e obviamente é o próprio trabalhador ou consumidor que pagam o pato).
    Já tive que escutar frases do tipo: "Antes do vale transporte as pessoas ficavam sem dinheiro no fim do mês e nem iam mais para o trabalho."

    As pessoas realmente acreditam que o Estado deve tutelá-las.
  • Frank  02/03/2015 19:10
    Vou resumir isto em um exemplo!

    Eu e minha esposa trabalhamos mas não temos "empregada doméstica" nos revezamos pra dar conta de tudo afinal os encargos e responsabilidades trabalhistas nos impedem de pagar essa pessoa, ai quem perde ? nós todos nós que temos que trabalhar mais e a possível funcionaria que não terá o emprego, uma renda minima mas com certeza faz falta pra muita gente que precisa !
  • Como Assim?  18/04/2015 11:24
    Eu sou burra ou, de todos os ítens da tabela amarela, somente as partes do INSS é que não vão diretamente para o trabalhador? Pq férias, 1/3 sobre férias, aviso prévio, 13º, multa de 40% FGTS o trabalhador CLT recebe, isso não vai para o governo... Isso encarece o custo de um trabalhador mesmo e a remoção desses custos seria ótimo para o empregador... Não, não venham com o papo de que "poderia pagar mais para o funcionário se não tivesse todos esses gastos", pois na realidade, na maioria esmagadora dos casos isso não aconteceria.
  • É assim  19/04/2015 23:04
    Acho que é a primeira opção.

    No caso das férias, está escrito no artigo: "exceto o item férias, o qual, por sua vez, será disponibilizado apenas uma vez por ano, e que seria mais bem aproveitado pelo trabalhador caso tal quantia fosse aplicada".

    Sobre aviso prévio: "o aviso prévio faz com que muitas empresas demitam os funcionários sem necessidade. Por exemplo, se uma empresa está passando por uma fase difícil e não tem certeza de que poderá manter o funcionário por mais de um mês, será mais racional demitir para não correr o risco de mantê-lo por mais tempo e, consequentemente, não poder honrar suas obrigações trabalhistas depois.

    O aviso prévio também trava as empresas, que podem se ver obrigadas a demitir um funcionário produtivo, mas que ainda está no período de experiência, e ao mesmo tempo manter um funcionário improdutivo, mas que já cumpriu o período de carência. Tudo isso só para não pagar o aviso prévio.

    Esse custo da improdutividade será descontado de todos os funcionários."

    Sobre o FGTS, o governo toma R$ 100 e devolve R$ 103 após 12 meses. Nesse mesmo período, aquilo que custava R$ 100 passou a custar R$ 108,3 (inflação acumulada em 12 meses). Se o trabalhador ficasse com esse dinheiro, ele ao menos poderia investi-lo em aplicações financeiras que rendem acima da inflação. Sem essa opção, resta-lhe apenas receber de volta um valor cujo poder de compra foi totalmente destruído. E você apóia isso.

    "Não, não venham com o papo de que "poderia pagar mais para o funcionário se não tivesse todos esses gastos", pois na realidade, na maioria esmagadora dos casos isso não aconteceria."

    E isso é argumento? Como é que você sabe que "na maioria esmagadora dos casos isso não aconteceria"?

    Nada garante que haveria aumentos salariais, é fato. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.
  • Sandro lima  02/03/2015 19:12
    Ótimo artigo!
    Só me deixa cada vez mais com vontade de jogar tudo pro alto virar hippie!
    É! porque vai chegar um momento que ou viro hippie ou vou ter um infarto.

    E, quando vejo em reportagens: empresário foi preso num "esquema de corrupção" porque sonegou tantos bilhões em impostos.
    Penso logo: "Esse sim é o cara!!" porque simplesmente, não dá para engolir algumas coisas somente porque é lei!

    E empresário pequeno, que não sonega, e muitos funcionários CLT por mais competente que seja, corre risco constante de quebrar...

    Os empresários esquecem, que assim como a população/empregados fazem os seus protestos, eles também podem fazer os seus!

    O problema, é que tem os mamam nas tetas do governo! utilizam-se de regras impostas pelo próprio governo, tem o rabo preso por já ter o seu garantido...

    queria ver o que aconteceria se todos os empresários numa ação coordenada, não pagassem impostos nenhum durante uns 6 meses sob forma de protesto!

  • Bananeira não dá jabuticaba  03/03/2015 13:51
    É isso aí, Sandro.

    Defendo todo cidadão de bem que sonega imposto no Brasil.

    Tá faltando testosterona para os grandes empresários e industriais (os que não são os queridinhos do BNDES) para mandar toda essa tributação à %#$*! Esses caras têm $$ pra pagar tributaristas e comprar briga com o Estado.

    Seis meses de ação coordenada entre grandes empresários contra à extorsão tributária e o mercado externo volta a sorrir para o Brasil. O ministruzinho da fazenda perde à função.

    Agora, a nós, "average joes", que fazer? Comprar sem nota e sem tributos o que puder e não pagar IR. Se os que saem às ruas para protestar se dispusessem a não pagar IR na medida de suas possibilidades, teríamos um "protesto" muito mais eficiente e tranqüilo: cada um cuidando de sua vida e de sua família, sem precisar forjar essa ânsia por aglomeração rendetória que só evoca a maldição francesa de revolução, pois acabam por se entregar ao abate como "povo".

    Força a todo caminhoneiro que tá mandando o governo tomar "comprimido pra dormir".
  • Patrick Wiens  29/03/2015 23:37
    Se os grandes fizeram isso o governo joga o povo contra eles e a galera vai sair por aí destruindo empresa. Mas, enfim, é realmente a única saída que eu vejo, matar o mal (governo) pela raiz (tributos).
    Ao povo criticando o texto, eu desejo que todos tenham sua empresa um dia pra ver como que é bom explorar os outros.
    Galera, vamos mudar tudo pro Uruguai, tomar aquela republica e fundar uma republica libertária lá.
  • Jorge  02/03/2015 19:16
    Esse texto só podia ter sido escrito por um empresário mesmo, aquele que outrora se beneficiara quando as leis trabalhistas eram inexistentes ou estavam engatinhando.
  • Amado  02/03/2015 20:11
    Os mesmos empresários que fornecem emprego e renda pros trabalhadores? Os mesmos empresários sem os quais haveria desemprego?

    E você, quantas pessoas emprega? Qual a renda que você gera pros trabalhadores?
  • Ricardo  02/03/2015 20:33
    O mais legal é que a braveza desses esquerdistas é totalmente seletiva. Eles falam grosso contra quem fornece emprego e renda, mas bajulam aquela instituição que confisca FGTS e paga apenas 3% de juros (com uma inflação acima de 7%). Segundo eles, tamanho esbulho configura justiça social.

    Que mundo!
  • [link=www.youtube.com/watch?v=MIPq6L5GbGQ]Deve ajudar[/link]  02/03/2015 20:42
    E se eu te disser que as leis trabalhistas só serviram para prejudicar o trabalhador, não o contrário?
  • Fernando  03/03/2015 12:41
    Esses comentários como o do Jorge são sensacionais..

    Jorge, digamos que você, num surto de maldade capitalista, resolve abrir uma empresa. Digamos que seja um comércio simples. Você contrata um vendedor pagando R$1.000 de salário, o que gera, digamos, R$500 de encargos que vão para o governo.

    A conta fica:
    Empresa -R$1.500
    Funcionário +R$1.000
    Governo +R$500

    Imaginemos agora que não existam esses "direitos", o você tem espaço para dar um aumento de R$300 (30% - tenta arrumar um aumento desses por pura competência no mercado) para seu funcionário.

    A conta fica:
    Empresa -R$1.300
    Funcionário +R$1.300
    Governo R$00

    Que tal? Quem saiu ganhando e quem saiu perdendo nessa brincadeira? O funcionário saiu ganhando R$300... o governo saiu perdendo R$500... e você, o malvado empreendedor, saiu ganhando R$200.

    Antes que sua canhota comece a digitar que é o empresário quem vai sair ganhando, pense numa empresa maior, com, digamos, 10 funcionários. Fazendo esse mesmo exercício, o malvado empresário teria espaço para, com a "sobra" no orçamento, contratar mais pessoas, melhorar suas instalações, aumentar a produtividade, expandir, faturar mais... e com isso poderia contratar mais pessoas, melhorar suas instalações, aumentar a produtividade, expandir, faturar mais...

    Não dá pra ser mais claro do que isso.
  • Michael  16/03/2015 15:01
    Sem querer ser o advogado do diabo, mas absolutamente nada garante que o empresário irá dar o tal aumento para o seu funcionário.
    Concordo que os encargos são altíssimos, mas tenho minhas ressalvas quanto a toda essa questão trabalhista.
  • Mauro  16/03/2015 15:04
    Nada garante, é fato. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.
  • Taki  24/03/2015 19:27
    Interessante! discussão!

    Imagina uma empresa que não precisasse pagar os encargos para o governo.
    Poderiamos fazer um exercício de raciocínio com as opções:

    1 - Poderia aumentar o salário do trabalhador, o que seria bom. + dinheiro na economia.

    2 - Poderia contratar mais funcionários, o que penso que seria melhor ainda. + dinheiro na economia.

    3 - Investir em sua empresa (se bem que contratar mais funcionários não deixa de ser investimento) + dinheiro na economia.

    4 - Poderia gastar como quiser. Alguém estará ganhando com isso, seja na prestação de serviço ou na venda de produtos. + dinheiro na economia.

    Ou seja, qualquer dinheiro que deixa de ir para o governo é + dinheiro na economia.

  • Pedro Mundim  02/03/2015 20:26
    Os ditos benefícios são aplaudidos pelo trabalhador porque ele tem a ilusão de que representam um acréscimo em seu rendimento ao final do mês. Ele não percebe que o valor de seu salário é determinado, em qualquer instância, pelo mercado de trabalho. O patrão concorda em desemboldar X pelo seu empregado, mas se esse X vai direto para o bolso do empregado, ou se será descontado Y para o bolso do governo, para o patrão tudo dá no mesmo. Foi o que aconteceu quando o 13o salário foi tornado obrigatório no início dos anos 60: o valor do salário em carteira diminuiu para acomodar 13 salários por ano, ao invés de 12. O mesmo está acontecendo agora com o FGTS das domésticas.

    Enfim, é isso, sem tirar nem por: encargo trabalhista nada mais são do que dinheiro que sai do bolso do patrão e entra no bolso do governo sem fazer escala no bolso do trabalhador. Ou quando chega no bolso do trabalhador, é dali a muitos anos e devidamente depenado após longa escala em bancos estatais. Mas a ilusão é o que interessa: o empregado vê o governo como o paladino que vai defendê-lo da sanha do patrão ganancioso. Muitos dos países mais pobres do mundo têm amplos benefícios trabalhistas.
  • marcelo c  02/03/2015 21:34
    Otimo texto realmente.

    Porem me trouxe uma reflexão.

    Quando trocar o modelo atual pelo proposto, teriamos um periodo de desequilibrio previdenciario, onde não haveria mais entrada de recursos via inss, e ainda haveria retirada de aposentadorias etc na outra ponta. Qual a proposta para este problema? Abandonar esta geração que trabalhou sob um regime de regras contando com a aposentadoria no fim da vida economicamente ativa ? deslocar parte do orçamento de outro setor?

    Abs!
  • Sandro lima  02/03/2015 23:03
    No meu ponto de vista, isso seria um problema para quem criou a CLT e o INSS.
    Embora, o inss muitos PJ ainda pagam.
    Inss nem é tanto o problema.
    O problema maior para eles, acredito que esteja no IR retido na fonte, os sindicatos que ganham RIOS de dinheiro dos trabalhadores.

    Mas essas "amarras" tem que partir do trabalhador, e duvido muito que eles tenham a vontade de se soltarem.



  • Mauricio Redaelli  05/03/2015 17:46
    Eu discuto isso frequentemente com meus amigos, mas daqui saiu nada de bom. A conlusão é que nós teríamos velhinhos assaltantes como nunca se viu!
    Haveria um inss cada vez mais magro, porque a iniciativa privada não conseguiria alcançar todos os trabalhores sem uma adaptação muito cautelosa. Aquele senhor que deseja se aposentar em até 5 anos teria direito de continuar no inss ou receber de volta o que contribuiu, corrigido. Quem se aposentaria em mais de 5 anos seria obrigado a pegar sua grana e dar um jeito sozinho. É claro que algumas facilidades seriam concedidas às seguradoras privadas, mas demoraria até o arranjo ficar bom e estável. Outra medida essencial seria garantir que só é desligado do inss quem já recebeu o saldo. Ainda outra, mais delicada, seria garantir que os salários aumentariam o equivalente à contribuição.
    Alguns teriam muitos problemas, especialmente os endividados e os gastadores irresponsáveis, mas é quase como uma seleção natural. Em alguns anos, poupar e andar na linha seria uma cultura onipresente, já que a teta do governo estaria seca.
    Coordenar essa manobra para 50 milhões de trabalhadores não seria tarefa para o nosso governo preguiçoso e suas estatais, então uma possibilidade seria deixar que as seguradoras privadas recebessem diretamente o montante relativo a seus clientes - seria uma transferência única a cada mês, por exemplo. Caso o cidadão não contrate uma seguradora, que o seu banco, necessariamente privado, resolva toda a papelada. Em casos extremos, como naquelas cidades onde não há nada privado, até mesmo o inss poderia continuar vivo, até que essa condição seja revertida.
    De qualquer modo, é um plano rudimentar e vale apenas pelo exercício mental. Nós não chegamos a nenhum modelo que lide com invalidez, por exemplo, que pra mim é o caso mais sério.
  • Vinicius  02/03/2015 22:31
    A defesa dos ditos direitos trabalhistas pelos CLT do Brasil já nem chega a ser problema econômico, já é problema neurológico de cada um, para não constatar que tudo que a empresa gasta com ele é fruto de sua própria produtividade.
    Ao debater o tema, de fato consigo facilmente desconstruir o blablabla dos direitos e numericamente provar o quanto o trabalhador gera para a empresa, e mesmo assim continuam a defender o próprio assalto.
    Pode ser também um problema psicológico, de quando o rapaz de 14 anos arrumava um emprego e dava todo dinheiro para a mãe, que lhe devolvia parte no sábado a noite para ir ao cinema e comprar um cachorro quente.
    Existe algum psicólogo aí? É razoável uma crença de que quanto mais me roubarem, devolvendo migalhas mais direitos eu tenho?
  • Adelson Paulo  03/03/2015 18:09
    O psicológico nesta questão é a idolatria do Estado. O Estado é um grande Pai provedor, pelo qual eu posso me sacrificar pois no futuro ele irá me prover do que eu necessitar, em termos de aposentadoria e saúde gratuitas, e educação e saúde para meus filhos, com segurança. Como o Estado não consegue me fornecer isto, a culpa é dos políticos. Eu sempre tento eleger um Salvador da Pátria que vai livrar o Estado dos políticos corruptos, mas este Salvador nunca vem, ou quando vem depois se mostra pior que os outros antes dele, e assim eu me torno mais descrente a cada década de vida.
    É uma coisa meio mística: o Estado é a personificação de Deus na terra, conspurcado pelo mal da corrupção humana. A esquerda trabalha bem com este misticismo, esse messianismo redentor, inclusive se necessário usando da violência para atingir seus objetivos de "justiça social".
    Não sou psicólogo, mas já fui militante de partidos de esquerda.

  • IRCR  02/03/2015 23:46
    Creio que uma boa reforma trabalhista seria ter dois sistemas paralelos, um continuaria com a CLT, para aquelas pessoas que acham que são mentecaptas e precisam do estado babá para administrar as finanças e proteger o trabalhador, já que sempre vê o empresario como um explorador.
    Outro seria um contrato livre, firmado por ambas as partes, ao qual o único papel do estado seria garantir o cumprimento do contrato mas não interferiria nele.
    Assim, a pessoa teria a liberdade de escolher qual contrato julgue melhor CLT ou livre.
    Outro ponto positivo disso seria que a empresa teria que pagar mais no contrato livre, pois se pagar de igual para menos as pessoas acabariam escolhendo a CLT, e isso resolve o problema que muitos falaram aqui que se acabasse a CLT não seria garantia de aumento salarial ao menos no curto prazo.
  • Marcelo SImoes Nunes  03/03/2015 01:30
    Achei sua ideia excelente
  • Lopes  03/03/2015 03:14
    Há poderosos inimigos à sua proposta, IRCR, infelizmente:

    Os sindicatos são um deles pois gozam do benefício do imposto sindical obrigatório mesmo aos trabalhadores desinteressados; tudo garantido pelos artigos 578 e 579 da CLT. A verdade é que a CLT ser opcional a torna uma contradição a seus próprios artigos (sendo a OBRIGATORIEDADE do imposto sindical somente uma das incoerências) - de filosofia puramente anti-econômica e parte da premissa que salários são determinados pela generosidade do empregador ou falta dela; é que basta uma lei e até mesmo a mais descapitalizada tribo indígena isolada, que mal domina a agricultura, poderá se dar ao luxo de ter seus caçadores trabalhando apenas uma hora ao dia - qualquer proposta diferente de tais benefícios se torna "luta de classes" ou opressão, já que toda a lógica econômica é abandonada em prol de uma premissa errônea.

    www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/art578daclt.htm (Definição)
    www.jusbrasil.com.br/topicos/10692416/artigo-579-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 (Obrigatoriedade)

    É uma infelicidade que liberdade contratual seja a perfeita antítese da legislação trabalhista em tantos aspectos.
  • Leandro Fiore  13/01/2016 12:12
    Esse arranjo já existe. Algumas empresas te dão liberdade para você escolher entre ser CLT ou PJ.
  • clarindo  03/03/2015 00:09
    E daí o Leão iria abocanhar uma boa parte.
  • João Felipe Jucá  03/03/2015 02:42
    Muito bom texto,

    Parabéns por levantar essas questões referentes ao direito do trabalho!
  • Pedro  03/03/2015 03:06
    Aqui, nos Estados Unidos, não há nada disso. O trabalhador recebe o salário-hora contratado. Não há o equivalente a FGTS, fim de semana remuneado, aviso-prévio, décimo terceiro, férias remuneradas et al. O impacto tributário na folha depagamento é de 10 a 12 (IR, Medicare e Social Securit).Quando se entra de férias, não se recebe salário, mas, o salário que se recebe dá para custear as férias, que normalmente são curtas. E quem vive melhor? O trabalhador daqui ou o do Brasil? A nossa faxineira chega de carro bom, tem apartamento próprio todo aparelhado e plano de saúde. Gostaria muito que alguns teóricos que advogam tantos impactos na folha de pagamento no Brasil passassem um período por aqui para ver como o "inferno capitalista" funciona. Aqui não se vai aos Shoppiing Center (Mall) somente para passear, mas para comprar. O povo todo compra, e muito.
  • ocarinha  30/03/2015 03:06
    Bom, dizem por aí que este governo meticuloso está a um passo de implantar a maldita ditadura comunista. Acredito que não. O plano deste governo, que está muito claro, é agir por vias democrática. Uma coisa é implantar o socialismo pela revolução. Outra coisa é implantar pela evolucionismo. Como defendia Burnstein a cerca de como o socialismo deveria chegar ao poder na Alemanha: por via democrática, pacífica e por evolução. Após a conquista dos objetivos, o próximo passo seria impor as insanidades do manifesto e do capital ao povo.
    Por isto o PT não pretende fazer por revolução, par por evolução.
  • Eduardo R., Rio  03/03/2015 07:33
    "O duplo confisco do FGTS", por Mansueto Almeida.
  • Eduardo R., Rio  06/03/2016 22:23
    "O 13º salário deveria ser extinto", por Gustavo Cerbasi.
  • Fernando Cardoso  03/03/2015 11:54
    Bom, essa discussão é bastante interessante. A muitas empresas hj já oferecem planos de previdência privada e plano de saúde, em tese o trabalhador poderia escolher qual plano fazer. Ainda assim eu vejo q algumas situações em que a extinção do salário mínimo e benefícios trabalhistas poderia levar a consequências complicadas para o trabalhador, que na maioria das vzs é a parte fraca da relação. Se nós pegarmos como exemplo um setor onde há grande oferta de trabalhadores no mercado (ex: telemarketing). Hoje o salário de um atendente de telemarketing é próximo de 1 salario mínimo proporcional as hrs trabalhadas e msm assim existem filas de pessoas procurando oportunidades neste setor. No meu ponto de vista se não existisse salário mínimo o salario destes trabalhadores iria despencar.
    Em situações onde a demanda e a oferta de profissionais for equilibrada, ok isso me parece sustentável mas qnd existem um desequilíbrio grande acredito q possa levar a situações de trabalho análogas a escravidão.

    PS: Não sou economista, apenas um curioso. Espero q vcs me convenção q estou errado....
  • Luis Inácio  03/03/2015 13:22
    E tem mais é que acabar mesmo. Telemarketing é um serviço para o qual não há demanda nenhuma.
    Muito pelo contrário: a genuína demanda é para que acabem com este serviço. Não entendo como ainda há empresa que gasta dinheiro com essa porcaria.

    Salário mínimo para empregado de telemarketing? Tá caro ainda. E se alguém ainda recebe salário mínimo fazendo um serviço para o qual não há absolutamente nenhuma demanda, então o sujeito ainda tá pegando o boi. Muito sortudo.
  • Aluno  03/03/2015 12:00
    Olá pessoal. Algum dos SRs podem me indicar livro(s) ou/e artigos tendo como base a Escola Austríaca que falem a respeito do defícit público? Pois preciso fazer um trabalho a respeito. Sou novo aqui e não conheço muito bem ainda o site. Desde já agradeço.
  • Nelson do Vale  03/03/2015 12:28
    Além desses custos devemos incluir, pelo menos:
    - o auxílio-doença, que faz com que os funcionários que cuidam melhor de sua saúde (evitam beber, fumar, etc.) arquem com parte dos custos dos funcionários que cuidam menos.
    - a licença maternidade que faz com que os funcionários repartam os custos dos afastamentos relacionados a partos e amamentação.
    - a proibição de salários diferentes para mesmas funções, que faz com que os melhores trabalhadores paguem parte do salário dos piores.
    - despesas administrativas para implementar a confusão decorrente destas (e de tantas outras) regras.

    É óbvio que alguém tem de arcar com estes custos. A questão é que não é certo que o governo (ou mesmo o patrão) decida como os trabalhadores arcarão com suas despesas.
  • Bernhard   03/03/2015 15:06
    ERRO

    - 1200 nesse caso não é o salário líquido esse é o bruto, o trabalhador não esta recebendo 1000

    - os ítens não podem ser divididos por 12 , mas por 11 um dos meses do ano o trabalhador não trabalha , se não trabalha não produz , senão produz não pode ser remunerado por isso , portanto n~~ao se pode calcular o mesmo não produzido como pagante dos encargos
  • Strauss  03/03/2015 15:31
    ACERTO

    - 1.200 é o valor que a empresa paga ao trabalhador (se esse valor será descontado na fonte por causa dos impostos, isso é entre o trabalhador e o governo; o valor pago pela empresa ao trabalhador foi 1.200).


    - Esse é o custo das férias. Não há como escapar disso.
  • Aluno  03/03/2015 15:45
    Valeu,professor!
  • amauri  04/03/2015 17:50
    Boa tarde!
    Pensei que o sistema de previdencia do Chile era bom. Li que os aposentados que optaram pela aposentadoria privada recebe 2 terços do salario minimo. Eh isto mesmo ou esta errado
  • Júnior  04/03/2015 17:56
    Essa sua informação é muito parca. Por exemplo, eles começaram a contribuir quando?

    De resto, sobre a previdência do Chile, recomenda-se esse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1924
  • Eduarda   04/03/2015 18:58
    Mesmo sendo graduanda do curso de Direito, acho um absurdo a quantidade de normas que o Estado vomita sobre nós, nos limitando e limitando o crescimento do país, usando sempre o argumento de que eles sabem o que é melhor para os cidadãos e mais, usando o famoso discurso bonito: "estamos garantindo seus direitos trabalhistas", "estamos diminuindo o abismo social entre as classes"... (e a maioria não sabe o que realmente está por trás desses discursos). Com certeza, se não houvesse tanta interferência nos setores da economia e do trabalho (e nos outros também), teríamos trabalhadores mais motivados e dispostos e a se aperfeiçoarem cada vez mais, e além de termos um maior número de empreendedores encorajados a investir mais em nosso país.
    Parabéns, realmente, muito bom o artigo!
  • Silvio  04/03/2015 19:50
    Se você gostou desse artigo, certamente vai gostar desses também:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1055

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1995
  • Renzo  04/03/2015 23:26
    Na Europa do século XIX as pessoas trabalhavam em condições precárias, durante mais de 12 horas por dia (inclusive crianças), e recebiam baixos salários. O que dizer para uma pessoa que pensa que o fim dos direitos trabalhistas pode ocasionar a volta dessa situação?
  • Mattei  04/03/2015 23:52
    Quem fala isso está partindo do princípio de que a riqueza existente no século XIX era idêntica à de hoje, com a única diferença que, naquela época, as pessoas eram masoquistas e trabalhavam mais.

    Ou seja, quem fala isso realmente acredita que no século XIX havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e mulheres e crianças trabalhavam, isso só o ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

    O cidadão realmente acredita que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1801 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje! É inacreditável.

    Essa é a chamada "crítica feita do sofá": para quem está acostumado com todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XIX pareciam "sub-humanas".

    Falar que a qualidade de vida era ruim no século XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é coisa de vigarista intelectual. O sujeito está ignorando toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo desses dois séculos. Era simplesmente impossível ter no século XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a segurança no trabalho, e a renda. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

    Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos. Era a necessidade da época. Se o cidadão realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia no século XIX e ainda assim viver bem, então o cidadão não entende absolutamente nada de economia. Ele acredita que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.

    Essa crítica não faz absolutamente nenhum sentido.
  • Juliano Vial  22/07/2015 11:07
    Além de que, trabalhar 12 horas por dia nas industrias do século XIX, era melhor do que viver no campo e passar fome. A pobreza e a fome eram as condições prevalentes naquela época.
  • Recruta Zero  06/03/2015 04:01
    O ponto mais nefasto da CLT é que ela torna artificialmente a relação de trabalho entre o empregado e o empregador em um verdadeiro casamento, com direito a todo um custoso ritual de união seguido de um longo e oneroso processo de divorcio.

    A CLT faz com que as empresas pensem e repensem antes de contratar um funcionário. O reverso disso é que você, como pretendente a um emprego, fica a merce desse processo de seleção ultra meticuloso de empresas que ficaram ultra desconfiadas de você trabalhador.

    Sem esse estorvo, as empresas se permitiriam "experimentar" mais. E você, como pretendente a um emprego, passaria menos tempo na fila de desempregados já que teria pouco risco para as empresas lhe darem uma oportunidade.

    O inverso também é verdade. Se há mais liberdade de experimentação, você como empregado teria menos medo de dar um pé na bunda naquele emprego chifrim que não lhe satisfaz pois sabe que encontraria no mercado outra oportunidade mais facilmente. Com sua experiencia acumulada em multiplas empresas (exposição a variadas formas de fazer algo) todos ganham pois isso resulta em mão de obra mais qualificada e mais produtividade.

    Mas a visão que reina no Brasil é que a CLT protege o empregado de ser demitido desestimulando o empregador de fazê-lo. Mas a realidade é o inverso. Uma vez demitido, o incauto percebe que a barreira para reentrada no mercado de trabalho é enorme, e essa barreira é causada unicamente pela CLT.




  • china  14/03/2015 22:35
    Essa discussão vai durar mais 1000 anos.

    Sou empregador de cerca de 10 funcionários. Eu como muitos aqui acho que essa carga de impostos e "direitos" mais atrapalha que protege os trabalhadores.

    Eu gostaria de fazer uma proposta:

    Se fosse facultado ao trabalhador e somente ao trabalhador optar por ser descontado ou não os 8% do INSS em troca de receber isso em folha todo mês? Em contrapartida o empregador estaria dispensado de pagar os 12% ao INSS.

    Se ao invés de depositar 8% na conta do FGTS pudesse escolher receber metade deste valor imediatamente, sendo a outra metade automaticamente liberada quando se demitir ou for demitido?

    Digam também se confiam que o governo é realmente o melhor gestor dos recursos oriundos do seu trabalho???

    Respondam ai, estou curioso
  • ocarinha  15/03/2015 19:58
    O governo é desgraça. Estou estudando bastante esses assuntos e acada vez mais eu tomo nojo desse governo. É claro que antes da falta de competência do governo vem o carácter, a capacidade de viver em sociedade e a empatia de cada ente da sociedade... como uma parte dos seres humanos não possuem essas características, o que faz com que a maior parte ou toda a sociedade decline, há essas teorias de socialismo, comunismo, com estado, sem estado e blámimimi. Porém temos a obrigação de escolher uma delas, senão o estrago é claramente maior.
    Voltado ao governo: se o governo é ou não o melhor gestor? Claramente, não. Penso. O governo é uma merda, sem mais. Certamente seria melhor uma gestão privada fazendo isso. E vc já pensou na gestão privada gerenciando os recursos oriundos do trabalho? Não há como, pois a iniciativa privada não tem o poder de impor algo, como faz o gov, e como ela não tem esse poder o trabalhador não iria permitir que isso acontecesse.
  • anônimo  15/03/2015 22:19
    Seja mais claro, o quê exatamente a iniciativa privada não ia ter o poder de gerir?
  • ocarinha  16/03/2015 05:16
    "Digam também se confiam que o governo é realmente o melhor gestor dos recursos oriundos do seu trabalho??? "
    "Certamente seria melhor uma gestão privada fazendo isso. E vc já pensou na gestão privada gerenciando os recursos oriundos do trabalho? Não há como, pois a iniciativa privada não tem o poder de impor algo, como faz o gov, e como ela não tem esse poder o trabalhador não iria permitir que isso acontecesse."

    Bom, ser mais claro que isso acho que não dá kkk

    O que exatamente você não entendeu?
  • André  06/03/2015 17:25
    "... e a outra vai para financiar a aquisição de imóveis — algo completamente sem sentido, pois a aplicação desse dinheiro na caderneta de poupança já permitiria ao trabalhar obter o dobro do rendimento e, com isso, ter mais dinheiro para comprar imóveis.".

    O trabalhador é obrigado à emprestar o dinheiro dele ao governo, recebendo míseros 3% anuais de juros, para que então
    o "bondoso" governo possa emprestar à esse mesmo trabalhador dinheiro para ele comprar a casa própria à juros BEM MAIORES
    do que 3% ao ano.

    É um ótimo negócio, para o governo.
    E um péssimo negócio, para o trabalhador.

    Mas o mais bizarro é que a maioria dos trabalhadores não querem perder esse e outros "direitos" que eles mesmos pagam.
    Depois reclamam que o Brasil é uma porcaria de país sem se darem conta de que eles contribuem para isso ao demandarem
    que o governo cuide do dinheiro deles próprios.
  • Bruno  06/03/2015 21:26
    Resumindo: Todo político defende os direitos trabalhistas, porque eles usufruem desse dinheiro.
  • anônimo  21/07/2015 04:08
    Assim como os pobres representantes de sindicatos, esses antigolpistas arautos da defesa "da classe/categoria contra a direita conservadora nazifascista", que se hospedam em hotéis 5 estrelas de Dubai.
  • ocarinha  07/03/2015 02:06
    Que treta essas leis trabalhistas, viu?
    Quando eu era mais jovem eu não me dava por eu mesmo desses tretas do BR, cada uma. E cada vez que passa eu fico com mais vontade de sumir desse CuSil.
    Gostei do texto.

    Abraços!
  • Emerson Luis  18/03/2015 19:54

    Quer dizer que o FGTS do operador de máquina financiou o empréstimo do BNDS ao Eike Batista?

    (Pergunta retórica)

    * * *
  • ocarinha  26/03/2015 01:10
    sim
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  25/03/2015 20:35
    O governo rouba duplamente: empregador e empregado. O salário é um preço, como qualquer outro, e deve ser negociado no mercado livre. Quando surge uma terceira pessoa, o governo, as relações se deterioram.
  • Henrique Zucatelli  02/04/2015 02:31
    O que eu vejo como algo ipso facto é que foi criada (ou sempre existiu) um ódio a priori do trabalhador contra o empresário nesse país, em mais ou menos 80% dos casos.

    Mesmo com várias tentativas de exemplificar que no fim é o povo que ganha, mesmo assim em quase todos os comentários a chama de rancor se traduz em? "mas ninguém garante que o empresário vai ficar com tudo"...

    Talvez por décadas de governos populistas, talvez pela forçação de barra dos educadores (na sua maioria sindicalizados) desde o ensino básico formando opinião de crianças a adultos, ou talvez tudo isso junto tenha formado um conceito de que o empresário é um sujeito mau, egoísta, escravagista, que age sempre com o intuito de prejudicar o trabalhador.

    Porém esses mesmos nunca pararam para pensar que o trabalhador é para o empresário como qualquer máquina que ele adquire: custou dinheiro, logo merece cuidados. Ou por acaso alguém já presenciou um empresário sair destruindo sua própria fábrica?

    Se um empresário pode optar por pagar mais e ter mais produtividade, é óbvio que ele vai faze-lo, senão seu concorrente o fará. É matemático, sem demagogias ou moralismos. Em se tratando de capitalismo, lidamos com números e resultados, e qualquer relação comercial, seja externa, seja interna, só é válida e sustentável se for rentável a parte pagadora (cliente).

    E no caso o patrão é o cliente do funcionário. E o funcionário brasileiro não percebeu que ele também é patrão, e seu "produto" é o fruto de seu trabalho, seja operando um equipamento, inspecionando qualidade, gerenciando uma filial ou cuidando da limpeza. Seu custo/benefício é que importa a seu cliente. E em qualquer universo, onde se pode aumentar o custo/benefício, isso é feito.

    Se o patrão vai lucrar mais com isso? Sim, o patrão da empresa, mas o patrão de si mesmo também, direta ou indiretamente. E o contrário é totalmente proporcional: quanto mais prejuízo ao empresário, mais o povo sofre.

    O empreendedor é a própria base da humanidade moderna. Sem empreendimento voltamos a idade média, dividida entre a corte e os miseráveis.

    Quem não acredita em minhas palavras: visite a Alemanha liberal e a Venezuela intervencionista. Veja qual povo é mais próspero e digno e volte aqui para debater.

    Abraços,




  • Murillo Ferretti de Souza  02/04/2015 11:49
    Autor, pergunto uma coisa apenas, você acredita de verdade que se hoje os encargos sobre a folha fossem extintos o meu patrão aumentaria meu salário? Eu, então deixaria de ganhar o que ganho para ganhar uns 60%-80% a mais?
    Você acredita nisso mesmo? Caso acredite proponho um compromisso público das entidades patronais com essa postura insinuada no artigo e vamos militar pelo fim dos encargos em folha. Serei o primeiro da fila. Há se a resposta for afirmativa, passo o telefone do meu trabalho para você tentar começar a coleta de apoios ao compromisso público no meu trabalho.
  • Ferreira  02/04/2015 12:25
    Já respondido três vezes aqui mesmo nesta seção de comentários.

    Nada garante que haveria aumentos, é fato. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.
  • Andre  02/04/2015 16:27
    "...militar pelo fim dos encargos em folha.".

    Fato: países desenvolvidos possuem bem menos leis trabalhistas e lá mesmo os que ganham pouco vivem melhor.
  • Enio  03/02/2016 14:43
    Vendo essas discursões sobre se o patrão iria aumentar ou não o salário, penso que como algums comentários: abriria espaço para haver aumentos. Pior é com a CLT, aonde o patrão pensa duas vezes antes de aumentar o salário por exemplo de R$ 1000.00 para R$ 1500.00, pois haverá mais custos com FGTS (mensal e multa), INSS(porcentagem), aviso prévio, etc.
  • Marcell  16/04/2015 13:24
    Já que falam de outros países, vale citar a França, que tem mecanismos de defesa do trabalhador, simplesmente enormes e agressivos. Resultado: igualdade. Todo mundo tem de tudo. O que o patrão ganha não é absurdamente maior do que o que ganha o funcionário. A lógica é direta e simples: dinheiro não é infinito. Se tem empresário aumentando muito os lucros, tem mais gente ficando com menos. E cada vez menos. E vejo gente aqui falando em teoria e contas que não sei de onde tiram.

    Empresas precisam de regulação sim. Se pudessem pagar muito menos, pagariam. Essa coisa de gastar menos pra poder pagar mais, é incompreensível. Vejo argumento de que o patrão vai ter mais, para pagar mais, mas com uma massa gigantesca de desempregados, o cara sabe que pode pagar menos e ainda assim vai ter muita gente indo trabalhar pra ele. Exemplo? O atendimento telefônico indecente que vc tem por parte de centrais de telemarketing. Acha que é por acaso? Não. Os caras ganham metade ou até menos, se comparar com funcionátios diretos, sem os mesmos benefícios. Mesma coisa com bancários.

    Então, frente a constatações de fatos, a regulação se torna necessária. As teorias são muito bonitinhas, mas são incompatíveis com a realidade.
  • Françoise  16/04/2015 13:36
    "vale citar a França, que tem mecanismos de defesa do trabalhador, simplesmente enormes e agressivos. Resultado: igualdade."

    Exato. Igualdade de desemprego, que é o terceiro maior da Europa (atrás apenas de Grécia e Espanha, outros portentos da social-democracia) e também um dos maiores do mundo.

    A situação nesse paraíso trabalhista é tão boa que um em cada quatro franceses com formação universitária quer sair do país em busca de uma vida melhor.

    É exatamente isso o que acontece quando governos decidem "regular empresas", como você falou com tanto tesão.

    Eu sei que você está sendo irônico e fazendo piada, mas ainda assim vale a pena mencionar esse artigo para interessados no tema:

    A França e o ápice da social-democracia: impostos para todos, emprego para poucos
  • Tio Patinhas  16/04/2015 14:01
    Acho que se a França fosse tão boa assim não teria mais de 2 milhões de pessoas fora dela e 50 mil saindo por ano:

    www.independent.co.uk/news/world/europe/french-say-au-revoir-to-france-over-two-million-french-people-now-live-abroad-and-most-are-crossing-the-channel-and-heading-to-london-9788348.html

  • Felipe  16/04/2015 14:38
    "A lógica é direta e simples: dinheiro não é infinito. Se tem empresário aumentando muito os lucros. tem mais gente ficando com menos"

    O que você esquece de explicar na sua lógica é o porque tem empresários lucrando muito. Para lucrar tem que vender e para vender tem que oferecer algo que satisfaça quem compre. Logo, na duas uma, estão lucrando muito porque os consumidores preferem muito os seus produtos do que de outros empresários, o que é bom. Ou... esses empresário são protegidos pelo governo, o que é ruim.

    "E vejo gente aqui falando em teoria e contas que não sei de onde tiram."

    Tradução: não consigo entender o que dizem as teorias.


    "Empresas precisam de regulação sim. Se pudessem pagar muito menos, pagariam"

    Você fala como se o outro lado aceitasse qualquer coisa. Eu pessoalmente não aceito qualquer oferta salarial, e segundo você não teríamos nenhum salário muito acima do mínimo ou do piso da classe, o que não é verdade.

    "Essa coisa de gastar menos pra poder pagar mais, é incompreensível."

    Incompreensível para sua "inteligência". É questão de aritmética, se o governo deixa mais caro um funcionário haverá menos recursos para negociar um melhor salário.

    "mas com uma massa gigantesca de desempregados, o cara sabe que pode pagar menos"

    E dai? alguém tá sem emprego, e existe alguém que aceitaria contrata-lo, ambos aceitarão voluntariamente porque o negócio será melhor do que a situação em que eles estavam. Mas ai vem você, todo cheio de humanismo e proíbe a negociação porque você considera injusta.

    Acho que seu problema é total falta de compreensão sobre economia. Empregos não são dados do céu, e nem são obrigação de ninguém oferecer (já que se fosse seria uma forma de escravidão). Empregos são criados por pessoas, e quem aceita este emprego aceita porque considera aceitar melhor do que não aceitar.

    "As teorias são muito bonitinhas, mas são incompatíveis com a realidade."

    Legal, e como entender a realidade sem teoria? É necessário conhecer teoria para não falar besteiras como as suas.
  • Lucas  16/04/2015 21:17
    Nos EUA, onde existe a maior concentração de empresas do planeta, o salario mínimo não deixou de existir. E a saúde, privada, é uma piada. O restante eu concordo em tudo.
  • Magno  16/04/2015 21:38
    Errado. A saúde nos EUA é controlada pelo estado.
  • Regina Pis  17/04/2015 14:19
    Chega ser vergonhoso isso, o trabalha de inicio ao final do mês em um escala de horário as vezes até superior o previsto em lei, muitas vezes trabalhando até no sábado para no final do mês pagar a conta da farra de diversos dos nosso politicos que nos mesmos colocamos no poder, e pior de tudo e não saber se trocar esses mesmos irá ajudar em algo de tão corrupto que o nosso país é, não tem como ter certeza de nada.

    Muito informativo o artigo, serve para alertar os trabalhadores brasileiros sobre seus "direitos" o quanto ele paga para o governo e o que resta a si, fiquei até pasma de ver o quanto pagamos, sabia que custava caro para empresa mas nunca levei em conta se esses valores fosse aplicados em maiores salarios como o mesmo poderia ajudar até mesmo girar a economia aumentando assim o poder de aquisição dos brasileiros.
  • Fernando  26/04/2015 21:24
    Esse artigo mostra como o trabalhador brasileiro está sendo escravizado pelo governo.

    Esse governo brasileiro é escravagista ! Esses políticos são uns abutres !

    Esse congresso é mais medíocre que uma putaria de 10 reais.

    O engraçado é que não tem uma alma viva pra gritar isso no congresso.
  • Giovani  07/05/2015 17:13
    Como deputados do DEM (que seria uma espécie de centro-direita) poderiam votar "NÃO" à MP 665 que dificulta a máfia do seguro-desemprego? Só pode ser uma decisão puramente política, ao meu ver, pois não consigo conceber liberais (ou conservadores) contrários a essa MP 665.

    O seguro-desemprego é um câncer. Sou empresário e sofro muito para montar equipes, pois a mentalidade de muitos funcionários é trabalhar apenas para atingir o mínimo necessário para assegurar o seguro-desemprego. Depois que o seguro-desemprego está garantido, forçam a sua demissão: começam a faltar ao serviço, maltratar clientes e colegas de trabalho, dar atestados por qualquer motivo banal, enfim, fazem de tudo para serem demitidos pra poderem desfrutar dessa mamata.


  • Amoedo  20/07/2015 16:06
    Renato,
    Cheguei um pouco atrasado no seu artigo, mas permita-me acrescentar algo.
    Existe ainda um custo para o empresário que não fica diretamente evidente. É o custo da mão de obra necessária para realizar todos estes cálculos, seja própria ou terceirizada. O empresário sabe quanto custa e o quanto é complexo rodar uma folha de pagamento, fazer a contabilidade e manter todas as obrigações fiscais em dia.
  • MG  22/07/2015 01:20
    Renato,

    Trabalho na Caixa e lido diariamente com FGTS e em muitos casos o custos operacional para liberar um FGTS é maior que o próprio valor que o trabalhador irá receber.

    Sou uns dos poucos que pensa que o Fundo de garantia não deveria existir, sendo que esta poupança compulsória deveria ser de responsabilidade do empregado e não do Estado. Assim como Abono salarial e outros benefícios deveriam não existir ou no mínimo ser revistos.

    Mas o quê percebo é que as pessoas se acostumaram com isso e -infelizmente- a sociedade brasileira não tem capacidade de formar uma poupança ao longo de sua vida e transferiu esta responsabilidade para o Estado. Porém penso que deveríamos ter um choque cultural nesse sentido, deixando os indivíduos com a responsabilidade de administrar seus recursos.
  • Andreia  30/09/2015 01:18
    oi fique com uma duvida todos os direito que nós temos foi o mercado que nos deu através do aumento contínuo da produtividade das emprese ou o sindicato? obrigada otimo texto
  • Batista  13/01/2016 20:59
    Demagogo: Juvenikson, você tem direito ao Fundo de Garantia!

    Peão da obra (desconfiado): Ma dotô, ouvi dizê que isso é discontado de alguém. E se meu patrão num tivesse que pagá esse monte de imposto, dava até uma beiradinha pá mim. Ele disse que num mim paga mais porque tem um montão de disconto e que o guverno abocanha um montão do dinheiro.

    Demagogo: Não é bem assim. É descontado, mas vai para uma conta em seu nome, na Caixa. Pode ficar tranquilo!

    Peão da obra (questionando): Mas esse dinhêro rende ao meno um jurinho?

    Demagogo: Sim, rende.

    Peão da obra (após buscar orientação): Ma ouvi dizê que é menos que a poupança, dotô. E se fô assim eu prefiro eu mesmo colocar lá na minha conta porpança que vai rendê mais.

    Demagogo: Não pode, o governo exige que seja assim. Isso é norma do governo. Mas é para seu bem. Fica guardadinho lá no banco esperando o dia em que você possa precisar.

    Peão da obra (entendendo do assunto): Intão, eu acho mió eu mesmo tomá conta. Eu quero abri mão do meu direito e eu memo vô cuidá do que é meu. Obrigado pelo direito, mas eu vô tomá conta do meu dinheirinho.

    Demagogo: Não pode, já te expliquei.

    Peão da obra (já de saco cheio!): Mas num é direito? Intão, se é direito eu posso querer ou não. Se é direito, eu posso abrir mão quando eu quizé. Se é direito, eu posso exigir ou não. Eu tenho direito ou sô obrigado a fazer? O sinhô tá mintindo pa mim, dotô!!!

    Demagogo: .....

    Peão da obra (já com o pé no pescoço do mentiroso): Dotô, é verdade que o guverno tá usano meu dinheirinho suado do Fundo garantia pa fazer casa pros outros a troco de voto?

    Demagogo: Mas nós lutamos por seus direitos. Somos contra o capitalismo opressor
  • Jaqueline  17/03/2016 17:45
    Parabéns pelo artigo; excelente qualidade e fundamentação teórica.
    Fiz meu pedido de demissão de uma empresa este mês, o valor que recebi pela minha rescisão de contrato caiu consideravelmente visto que precisei PAGAR 30 dias de aviso para o empregador... parabéns também as leis trabalhistas vigentes no país :/
  • Renato  07/04/2016 05:35
    https://www.youtube.com/watch?v=naa5ackwzRQ
  • empregador web  27/06/2016 18:29
    parabéns pelo artigo muito informativo infelizmente é isso mesmo que acontece mesmo sendo um direito do trabalhador FGTS
    Seguro Desemprego mesmo sendo pago corretamente quando você precisar é uma enrolação para ter um direito que ja é de todo trabalhador,tenho um amigo que trabalha de pedreiro mais paga o INSS todo mês certinho sem atras,infelizmente ele sofreu um acidente caiu do andaime machucou a costela,deu uma pequena fratura,fez a perícia pelo INSS levou todos documentos e o laudo do médico,só que pela surpresa dele chegou uma carta que foi negado o benefício dele agora me pergunto o que adianta a pessoa pagar isso?quase 100 reais para quando for usar e não ter direito,ou só liberam será se a pessoa chegar quase morta,infelizmente no Brasil acho que nada funciona,apenas a favor dos políticos.
  • Tony Cruyf  12/07/2016 13:25
    Uma observação. A multa do FGTS é 50%, sendo 40% do trabalhador e 10% garfado pelo governo.
  • Luigi  12/07/2016 18:38
    Concordo em partes, na verdade o que "engasga" o empresário brasileiro são os impostos como Cofins, PIS, IRPJ, ISS, ICMS, burocracia para abertura e encerramento de empresa, tarifas sobre importação e exportação, juros altíssimo dos bancos "privados", falta de mobilidade financeira, etc, excesso de regulamentação para o exercício da empresa, etc, etc, etc... Se todos este problemas fossem resolvidos poderiam culpar os encargos (que eu particularmente acho que são pesados demais). Mas o trabalhador é o lado mais fraco da relação, é mais fácil "brigar" com ele do que com o Estado Elefante. Além do mais, as empresas "amigas" do rei não reclamam, por que será?
    Mas sim, eu concordo que se se paga por alguma coisa então ela já não é um direito é um dever, e que o governo tira dos pobres para dar para os ricos, no caso do BNDES.
  • Mario  12/07/2016 19:24
    "Mas o trabalhador é o lado mais fraco da relação, é mais fácil "brigar" com ele do que com o Estado Elefante."

    Acho que você está com dificuldades de leitura. O artigo é exatamente uma defesa do trabalhador e uma crítica a toda a espoliação do seu dinheiro feita pelo estado.

    Mais atenção na próxima.
  • ricardo  21/07/2016 19:31
    Façam melhor. Depois de vender os produtos e serviços produzidos, vejam o valor agregado pelo trabalhador, tirem os custos de produção e entreguem apenas 30% como salário. outros 30% coloquem como investimento compulsório para melhorar a competitividade e fiquem com 40%.
  • André  22/07/2016 13:41
    Num país que ainda possui inúmeros relatos de trabalho escravo. É tudo que o empresário pode querer.
  • Bruno  22/07/2016 14:57
    É por isso que os trabalhadores escandinavos e amercianos -- países que não possuem CLT e cujos encargos sociais e trabalhistas são ínfimos -- são escravos que fogem para o Brasil (um paraíso trabalhista) tão logo surge a primeira oportunidade. Né?

    Trabalhadores fogem das "melhores" leis trabalhistas

    P.S.: aliás, não seria uma função do estado coibir a escravidão? Se ela ainda existe no Brasil, então é sinal de que o estado fracassou miseravelmente em sua existência. Ou seria você que está mentindo?

    P.S.2: estude a teoria da "seleção adversa": se você regula pesadamente um mercado -- por exemplo, encarecendo absurdamente a contratação legal de trabalhadores pouco qualificados e pouco produtivos --, então a única opção que restará a esses trabalhadores pouco qualificados e pouco produtivos é aceitar empregos clandestinos e que pagam pouco. O "amor" do estado a essas pessoas as empurrou para condições latrinárias.

    E com o seu fervoroso aplauso.
  • O MESMO de SEMPRE  22/07/2016 15:43

    Esqueceram de muitas "contribuições" que incidem sobre os salários, até SEBRAE rola sobre os salários e mais SESI, FUNAI, INCRA, salário educação, SENAI, SENAC, SESC e mais outros encargos "sociais" que deveria ser chamados de ENCARGOS GOVERNAMENTAIS.
  • Víctor  31/07/2016 07:33
    Não entendi isso...

    Foi apresentada uma planilha e dito que somente o salário base e as férias iriam para o empregado, todavia, dos 15 itens apresentados, 13 vão para os empregados eventualmente e os outros 2 (INSS) servem para custear a aposentadoria, portanto, também volta em certa medida ao empregado.

    Dizer que tais benefícios poderiam ser mais úteis de outra forma, é discutível sim, mas dizer que é tudo para o Estado e que só férias e o salário são revertidos ao empregado, me parece no mínimo muita parcialidade na análise para não dizer má-fé.

  • Baía  31/07/2016 13:58
    "mas dizer que é tudo para o Estado e que só férias e o salário são revertidos ao empregado, me parece no mínimo muita parcialidade na análise para não dizer má-fé."

    É má fé -- no caso, má fé sua.

    O artigo fala exclusivamente sobre férias, aviso prévio e FGTS.

    Ao menos o item férias você entendeu corretamente.

    Sobre aviso prévio: "o aviso prévio faz com que muitas empresas demitam os funcionários sem necessidade. Por exemplo, se uma empresa está passando por uma fase difícil e não tem certeza de que poderá manter o funcionário por mais de um mês, será mais racional demitir para não correr o risco de mantê-lo por mais tempo e, consequentemente, não poder honrar suas obrigações trabalhistas depois.

    O aviso prévio também trava as empresas, que podem se ver obrigadas a demitir um funcionário produtivo, mas que ainda está no período de experiência, e ao mesmo tempo manter um funcionário improdutivo, mas que já cumpriu o período de carência. Tudo isso só para não pagar o aviso prévio.

    Esse custo da improdutividade será descontado de todos os funcionários."

    Se isso não representa uma perda para o trabalhador -- inclusive a perda de 100% do seu salário --, então temos de inventar um novo verbete.

    Sobre o FGTS, esse é ainda mais explícito. O governo toma R$ 100 do trabalhador e devolve R$ 103 após 12 meses. Nesse mesmo período, aquilo que custava R$ 100 passou a custar R$ 108,8 (inflação acumulada em 12 meses).

    Isso, meu caro, é confisco puro e duro. O trabalhador perdeu dinheiro, em termos reais, por causa dessa política do governo.

    Se o trabalhador ficasse com esse dinheiro, ele ao menos poderia investi-lo em aplicações financeiras que rendem acima da inflação. Sem essa opção, resta-lhe apenas receber de volta um valor cujo poder de compra foi totalmente destruído.

    E você não só apóia isso, como ainda diz que apontar tal confisco é "má fé".
  • Víctor  31/07/2016 07:36
    "No caso do INSS, R$ 398,46 são confiscados mensalmente com a promessa de que o trabalhador irá receber saúde (SUS), seguro de vida e previdência. Não irei aqui comentar sobre a qualidade e a confiabilidade destes três. Irei apenas dizer que, caso o trabalhador tivesse a opção de ficar com este dinheiro, ele poderia recorrer ao mercado privado e voluntariamente contratar um plano de saúde, um seguro de vida e previdência por R$ 300 e ainda receber um serviço melhor do que o do SUS."

    Poderia nos fazer a gentileza de indicar como obter esse pacote? Hoje (1 ano dps do seu artigo), não conheço opções que ofereçam tudo isso nem por R$ 600,00.
  • Tiago  31/07/2016 13:59
    Bom, o meu plano de saúde custa R$ 200. Seguro de vida eu não tenho porque é bobagem total, assim como Previdência (que não pago), pois você pode aplicar no Tesouro Direto e ganhar muito mais. E com apenas R$ 30 reais você já pode começar.

    Aliás, em termos de Previdência (que eu não recomendo), você pode começar com R$ 50 em qualquer grande banco e já estará melhor que INSS. Mas fique com o Tesouro Direto.

    Em todo caso, qualquer coisa é melhor que o INSS, dado que ninguém que contribui para o INSS hoje receberá alguma coisa daqui a mais de 40 anos. E isso é uma questão puramente demográfica e atuarial. Trata-se da única área da economia que nem sequer permite espaço para visões ideológicas distintas.

    Quanto a Previdência foi criada, havia 7 trabalhadores trabalhando para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução.

    Se você está pagando mais de R$ 600 mensais nesses três coisas, então, me desculpe, mas você é otário. Ou então muito endinheirado.
  • Anderson Pereira  11/08/2016 21:25
    Um bom exemplo para essas mudanças citadas no texto é o país Liechtenstein, que com seus baixos impostos e nenhuma legislação trabalhista possui uma renda média per capita de 118.000 dólares anuais e mais de 75.000 sedes de empresas, e também o 6° melhor IDH do mundo.
  • Rafael Miranda Oliveira  01/09/2016 17:17
    A questao é:
    Quantos empresários estariam dispostos a repassar esse dinheiro caso esses "direitos" nao existissem?
  • Guilherme  01/09/2016 20:59
    Quantos? Não sei. Só colocando em prática para ver.

    Inclusive, pode-se perfeitamente colocar em contrato: "abro mão desses 'direitos' em troca de aumentos salariais". Ou ainda: "Não quero abrir mão desses direitos".

    Qual o problema com a liberdade de contratos?

    Agora, o que posso lhe dizer com certeza é o seguinte: com as desonerações, ao menos há a possibilidade de aumentos salariais. Já sem desonerações, as possibilidades são nulas.


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