Estímulos governamentais empobrecem a economia
Um dos principais debates econômicos atuais entre a esquerda e a direita é sobre se um aumento dos gastos do governo — principalmente na forma de estímulos — funcionam para aditivar a economia.

A esquerda diz "sim, sempre".  A direita diz "somente sob as circunstâncias corretas". 

Não é nada surpreendente constatar que tanto a esquerda quanto a direita estão completamente por fora — um aumento dos gastos governamentais é a maneira mais rápida de empobrecer uma economia.

O pecado original dos keynesianos é que eles acreditam que o gasto do governo possui um milagroso "efeito multiplicador" que enriquece a todos.  Todas as outras falácias do keynesianismo decorrem deste erro central. 

Essa doutrina do "enriquecendo pela gastança" obviamente não funciona na vida real: se você é pobre, a solução para a sua pobreza não é tomar dinheiro emprestado e sair fazendo farra em cima dessa dívida; a solução, infelizmente, passa por sacrifícios como trabalhar duro e poupar.  Não é nenhuma ciência astronáutica.

Mas, então, por que tal teoria tem tanto apelo?  Por que praticamente todos os economistas, de esquerda e de direita, são na prática keynesianos? 

A ideia de que a gastança nos enriquece é bem antiga.  Ela não foi criada por Keynes, que aliás nunca foi um pensador original.  Keynes simplesmente remodelou e regurgitou aquela antiga falácia conhecida como "consumo insuficiente".

O "consumo insuficiente"

A teoria do "consumo insuficiente" afirma que as economias funcionam muito bem enquanto o dinheiro estiver "circulando".  A princípio, parece algo bem intuitivo quando se analisa de cima para baixo: se as pessoas estão gastando dinheiro, então a situação está boa; se elas não estão gastando dinheiro, então deve haver algum problema.

Não surpreendentemente, esse raciocínio está exatamente invertido.  O gasto é algo que acontece quando você enriquece.  O gasto não enriquece você; você tem de enriquecer para gastar.  Logo, se uma economia está indo bem, então as pessoas realmente irão comprar mais piscinas para suas casas.  Mas, obviamente, não é a compra de piscinas o que as enriqueceu.

E o que as enriqueceu?  Poupança e investimento.  Mais especificamente, investimentos orientados por uma genuína demanda de mercado.  Por que tem de ser "orientado por uma genuína demanda de mercado"?  Porque, ao contrário do que afirmam os burlescos burocratas do governo, os gastos do governo para construir pontes que ligam o nada a lugar nenhum e para financiar pesquisas sobre a menstruação dos esquilos não são "investimentos".

Isso não significa que absolutamente todos os gastos do governo são inúteis — eles podem construir sarjetas e estações de tratamento de esgoto.  Mas o fato é que realmente não há como saber se um "investimento" conduzido por um burocrata está fazendo a economia crescer.  Sendo assim, seria tentador dizer que apenas "investimentos privados" importam, mas serei cabeça aberta e direi que apenas "investimentos conduzidos por uma genuína demanda de mercado" interessam. 

Isso significa que se o governo realmente descobrisse uma genuína demanda de mercado (como uma estrada ligando duas cidades até então incomunicáveis) isso poderia ser classificado como "investimento conduzido por uma genuína demanda de mercado", e as consequências poderiam ser positivas.

É possível entender o papel do investimento privado na clássica história de Robinson Crusoé.  O pobre Robinson acorda com fome, todo molhado e com frio.  Choveu a noite toda, e ele amanheceu com uma gripe forte.  Robinson olha para o céu e ergue seu punho contra os Deuses da Pobreza.

Como Robinson pode melhorar sua situação?  Investindo, é claro.  Para se alimentar, ele tem de construir anzóis de pesca, redes de pesca, e gravetos para colher frutas.  Para se abrigar, ele tem de coletar madeira, primeiro para construir uma cabana, e depois para fazer uma fogueira para se aquecer.  Tudo isso é investimento.

E aí entra o keynesiano e diz em tom de deboche: "Por que tanto trabalho duro, Robinson?  Para quê todo esse investimento, se você pode simplesmente aumentar seus gastos?"  Lembre-se de que são economistas prestigiosos que seguem esse ideia.

Como é que esse raciocínio fatal se traduz nas políticas governamentais atuais?  O ponto-chave é se lembrar de que, quando o governo aumenta seus "gastos", ele está na prática criando dinheiro e aumentando a quantidade de dinheiro na economia.

(O raciocínio é simples: para aumentar seus gastos, o governo incorre em déficits.  E os déficits são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro.  E tudo isso é acomodado pelo Banco Central.)

Ou seja, não está havendo fabricação de anzóis.  Não está havendo coleta de madeira.  Não está havendo construção de abrigo.  Não está havendo criação de fogueira.  Está havendo apenas criação de dinheiro.

E por que o governo faz isso?  Em parte, para conseguir apoio e votos: se eu pudesse criar dinheiro do nada, garanto a você que teria vários amigos no Facebook.  Em parte, para "estimular" a economia com mais gastos.

Criar dinheiro não significa criar riqueza

O problema é que dinheiro criado do nada (tanto na forma de pedaços de papel quanto na de dígitos eletrônicos) não representa recursos reais.  Você não come papel ou dígitos eletrônicos.  A criação de dinheiro simplesmente faz com que alguns recursos sejam retirados de um setor e desviados para outras áreas.

Suponha que eu possua alta influência perante o governo e o Banco Central cometa um "erro" e deposite trilhões de reais na minha conta.  O que eu faria?  Obviamente, compraria ou construiria várias mansões e, todas as noites, daria as maiores e mais estrondosas festas de arromba para meus amigos.

A questão, no entanto, é que o Banco Central apenas me deu dígitos eletrônicos.  Ele não me deu bebidas, não me deu DJs, e não me deu nem madeira, nem concreto, nem tijolos, nem vergalhões e nem latas de tinta para construir (ou redecorar) as casas.

Sendo assim, como é que eu consegui construir as mansões e fazer as festas de arromba?  Ora, utilizei o dinheiro que o BC criou para mim e, antes de você, me apropriei de todos os recursos disponíveis na economia.  Sim, cheguei antes de você.

Você é um empreendedor e queria construir uma fábrica?  Lamento, já utilizei o dinheiro que o BC me deu para comprar todo o concreto antes de você.  Você queria construir um prédio?  Desculpe-me, os vergalhões e os tijolos já estão comigo.  Queria construir estradas?  De novo, o concreto já é meu.  Queria simplesmente reformar sua casa?  Desculpe-me, mas já me apropriei de toda a madeira e de todas as latas de tinta. 

Você pode até encontrar estes recursos, mas a preços muito maiores.  E por causa dos meus gastos. 

Estou dando uma festa, não sabia?  É uma festa keynesiana.

E aí eu pergunto: toda essa minha gastança, que está consumido vários recursos escassos, está fazendo a economia crescer?  Está enriquecendo todas as pessoas?  Quando tudo acabar, tudo o que terei feito é exaurir recursos escassos.  As pessoas que me forneceram serviços e materiais terão mais dígitos eletrônicos em suas contas bancárias, isso é fato.  Mas como isso se traduz em benefício para todos?  Não haverá fábricas construídas.  Não haverá prédios.  Não haverá estradas.  Não haverá reformas de casas.  E tudo está mais caro. Todos estamos mais pobres. 

E aqueles que não participaram da minha festa estão ainda mais pobres do que antes da minha festa.  Para eles, sobrou apenas aumento generalizado de preços.

Mas os políticos foram reeleitos, pois as pessoas que estavam recebendo meu dinheiro gostaram desse "estímulo".

Isso, resumidamente, é um "estímulo" keynesiano.  Recursos escassos foram retirados da população, desviados para alguns privilegiados, e foram exauridos nesse processo.

Conclusão

"Aumento de gastos governamentais" e "estímulos" não funcionam como se gnomos mágicos surgissem e distribuíssem sorvetes igualmente para todos; "aumento de gastos" e "estímulos" são simplesmente uma política de redistribuição de recursos.  No final, tudo se resume a tirar de todos e redistribuir para alguns poucos privilegiados. 

Portanto, perguntar se um "aumento dos gastos governamentais" funciona é uma mera distração.  Deixando de lado a injustiça do roubo redistributivo — em que recursos escassos são retirados do acesso dos menos privilegiados —, a questão passa a ser se os privilegiados que receberam o dinheiro recém-criado fizeram mais "investimentos orientados por uma genuína demanda de mercado" do que as pessoas que ficaram apenas com a carestia.

Não há nenhuma razão econômica para crer que esquemas de redistribuição tornem todos mais ricos.  Com efeito, há excelentes razões para crer que redistribuição afeta negativamente a economia.  Um aumento de gastos governamentais, por si só, nada mais é do que um esquema de empobrecimento maciço que permite a vários políticos comprar amigos durante esse processo.

[Nota do IMB: nós brasileiros já temos experiência prática nisso.  O governo Dilma elevou os gastos em 59% em termos nominais e gerou apenas carestia, aumento da desigualdade e estagnação econômica.  Sendo assim, temos uma experiência empírica com essa teoria.]

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Leia também:

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SOBRE O AUTOR

Peter St. Onge
é pesquisador temporário do Mises Institute e professor assistente da Fengjia University College of Business, em Taiwan.  Seu blog é Profits of Chaos.



Pessoal,estou em duvida sobre uma polemica nos contratos.Assunto meio OFF,mas aproveitando o espaço,gostaria de levantar essa questão para saber a visão de cada um.

O proprietário de um barco ou navio,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do oceano?

O proprietário de um avião,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do céu?

O proprietário de um motor-home,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio de uma floresta?

O contrato aqui como fica?O proprietário deve responder penalmente caso expulse o indivíduo nos casos citados acima?

Se eu contrato um barco,para realizar um passeio e o barco pega fogo,eu acredito que o consumidor detêm responsabilidade própria de verificar se havia seguro ou clausulas contratuais como garantia contra acidentes,ou seja,ele assume o risco de contratar tal serviço.Porem ate onde vai a quebra de contrato e a legitimidade de um processo penal?(resposta judicial)
Acontece que,se o indivíduo quebra o contrato ou a regra da dessa embarcação em alto mar,é ou não é legitimo o proprietário expulsa-lo em pleno oceano?Entendo que neste caso,o contrato poderia ter uma clausula dispondo sobre as consequências de eventuais quebras de regras,fazendo assim o consumidor esta consciente e livre para decidir.
O problema é quando há contratos meio ''implícitos'',como um serviço de balsa ou até mesmo uma casa noturna.Ao usufruir de tais serviços,você não assina um contrato ao pé da letra,é implícito de que a balsa não vai afundar,assim como é implícito que a casa noturna não ira incendiar ou desmoronar.Entendem?

Como eu faço direito e tenho somente 20 anos,ainda estou na longa caminhada de estudos,principalmente por gostar dessa parte de defesa da propriedade privada(contratos),por isso acompanho o IMB e defendo a liberdade sempre.Mas como eu disse,poucos anos de vida me obrigam a correr atrás do que ainda não deu tempo de aprender ou refletir.

Outra questão parecida é sobre invasão de propriedade indireta e oculta.
Por exemplo:

Eu tenho uma empresa de fornecimento de energia,que operam com cataventos.
Certo dia,um empresario resolveu construir algo que consequentemente muda a direção e o ritmo dos ventos,afetando assim a minha produção de energia com cataventos.Imagine que o empresario vizinho construiu um Castelo,uma muralha,um prédio...Qualquer coisa física com magnitude suficiente para influenciar na corrente de ventos que passam pela minha propriedade.
Como fica essa situação?Ouve uma invasão ou agressão a minha propriedade?
De cara é fácil dizer que sim,mas imagina o empresario vizinho,ele também teve seu direito de propriedade violado,já que o mesmo ficou completamente limitado a construir em sua propriedade,devido ao vizinho.Ele comprou a propriedade mas não pode construir o que bem entender devido ao vizinho e seus cataventos.
O mesmo vale para diversos exemplos como,poluição.Já li o artigo que saiu essa semana sobre libertarianismo e poluição,estou de completo acordo e compreendo.
Se eu forneço o serviço de abastecimento de aguá,que depende quase exclusivamente das chuvas,e alguns indivíduos desmantaram as florestas próximas que eram responsáveis pela regulação dessas chuvas.Houve uma violação na minha propriedade indiretamente,mas ao mesmo tempo os vizinhos que comprarem essas propriedades florestais,terão que manter as arvores lá pro resto da vida!?!Houve uma limitação no direito de propriedade deles também,pois terão que manter a floresta em sua propriedade para não influenciar na minha propriedade.Entendem?

Por enquanto é isso,de vez em quando tenho essas questões martelando na minha cabeça pedindo por respostas.Hoje foi sobre isso,tive um tempo e comentei aqui.Já já apareço com outras polemicas rs rs...

Grande Abraço!
Bruno Feliciano.



A questão é que Mises não defendeu a secessão até o nível do indivíduo. Os problemas de ordem técnica que ele via eram os mesmos problemas da própria anarquia. Esses problemas, segundo ele, "tornam necessário que uma região seja governada como uma unidade administrativa e que o direito de autodeterminação se restrinja à vontade da maioria dos habitantes de áreas de tamanho suficiente, para conformar unidades territoriais na administração de um país." (Liberalismo, p. 129) Por isso a secessão deva ser tal que forme uma unidade administrativa independente, com um conjunto de pessoas que realmente seja capaz de formar uma "sociedade", e que seja feita por meio de um plebiscito:

"O direito à autodeterminação, no que se refere à questão de filiação a um estado, significa o seguinte, portanto: quando os habitantes de um determinado território (seja uma simples vila, todo um distrito, ou uma série de distritos adjacentes) fizeram saber, por meio de um plebiscito livremente conduzido, que não mais desejam permanecer ligados ao estado a que pertenciam na época, mas desejam formar um estado independente ou ligar-se a algum outro estado, seus anseios devem ser respeitados e cumpridos." Ludwig von Mises, Liberalismo – Segundo a Tradição Clássica, p. 128

O problema da anarquia é basicamente o mesmo da secessão individual. Imagine que qualquer um possa se separar do Estado, quando quiser. Uma pessoa que quebra as regras da sociedade, um criminoso, pode facilmente pedir secessão e não se ver sujeito à punição. E essa é a mesma situação que acontece na anarquia. Por isso há a necessidade de um governo monopolista, para Mises, já que o poder de uso da força ficaria a cargo da comunidade como um todo, e nenhum indivíduo específico poderia se dizer na autoridade de matar, roubar, etc, sem que receba a punição necessária:

"A fim de estabelecer e preservar a cooperação social e a civilização são necessárias medidas para impedir que indivíduos antissociais cometam atos que poderiam desfazer tudo o que o homem realizou desde que saiu das cavernas. Para preservar um estado de coisas onde haja proteção do indivíduo contra a ilimitada tirania dos mais fortes e mais hábeis, é necessária uma instituição que reprima a atividade antissocial. A paz — ausência de luta permanente de todos contra todos — só pode ser alcançada pelo estabelecimento de um sistema no qual o poder de recorrer à ação violenta é monopolizado por um aparato social de compulsão e coerção, e a aplicação deste poder em qualquer caso individual é regulada por um conjunto de regras — as leis feitas pelo homem, distintas tanto das leis da natureza como das leis da praxeologia. O que caracteriza um sistema social é a existência desse aparato, comumente chamado de governo."

Ludwig von Mises, Ação Humana, capítulo XV, "Liberdade"

Em razão justamente disso ele nunca defendeu a secessão individual. Na citação mesmo que ele fala que "deveria ser assim", se fosse possível, ele rejeita. Mas, "se fosse possível...",da mesma forma com a anarquia, e ele achava ambos impossíveis. E lembrando que Mises não defendia as coisas por moral, mas sim por utilidade, e nem a anarquia, nem a secessão individual eram úteis para ele. Segundo ele:

"Tudo o que sirva para preservar a ordem social é moral; tudo o que venha em detrimento dela é imoral. Do mesmo modo, quando concluímos que uma instituição é benéfica à sociedade, ninguém pode objetar que a considera imoral. É possível haver divergência de opinião entre considerar-se socialmente benéfica ou prejudicial uma determinada instituição. Mas, uma vez julgada benéfica, ninguém pode mais argumentar que, por alguma razão inexplicável, deva ser considerada imoral."

Ludwig von Mises, Liberalismo – Segundo a Tradição Clássica, p. 62
"Comprar produtos britânicos está mais barato, por causa da desvalorização da libra, e o ftse subiu porque está mais barato comprar ações na bolsa de Londres."

Ué, por essa lógica, no Brasil de Dilma em que o real foi pra privada, era para o Ibovespa ter disparado e para as exportações terem bombado. Afinal, nossos produtos ficaram baratinhos.

No entanto, ocorreu o exato oposto. Bolsa e exportações desabaram.

Por outro lado, no período 2003 a 2011, em que o real se fortaleceu acentuadamente, o Ibovespa disparou, assim como as exportações. Pela sua lógica, era para acontecer o oposto.

Aliás, também segundo esse raciocínio, era para a bolsa americana ter desabado e suas exportações terem despencado desde 2011. Afinal, para todo o mundo, o dólar encareceu bastante desde lá. No entanto, aconteceu o exato oposto.

A pessoa dizer que a bolsa reflete o câmbio e não a saúde financeira das empresas e da economia é uma abissal ignorância econômica.

Para entender por que exportações e saúde das empresas andam de acordo com a força da moeda, ver estes artigos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175

"Agora, bancos e empresas japonesas já estão pensando em tirar o time, os hate crimes aumentaram."

Então não tem lugar nenhum no mundo para onde elas irem. Em qualquer país há hate crimes.

"Como manter as multinacionais sem as mesmas vantagens? Como as universidades ficarão em recursos, uma vez que o dinheiro vem da UE?"

Você está terrivelmente desinformado. O Reino Unido é um pagador líquido para a União Européia: paga 136 milhões de libras por semana para a União Europeia. Repito: por semana.

Portanto, se a sua preocupação é com os "recursos das universidades", então aí sim é que você tem de ser um defensor do Brexit.
"Os interesses privados do livre mercado vão capturar o estado sempre, tenha ele o tamanho que for."

Belíssima contradição. Livre mercado, por definição, significa um mercado cuja entrada é livre. Não há impeditivos burocráticos, regulatórios e tarifários para os novos entrantes e, principalmente, não há privilégios estatais para os já estabelecidos.

Empresas capturarem o estado para impor barreiras à entrada de novos concorrentes e para garantirem privilégios a si próprias é o exato oposto de livre mercado. Isso é mercantilismo, protecionismo, cartorialismo e compadrio.

Seu começo já foi triunfal.

"Grandes grupos vão seguir sua trajetória de "sucesso" através de consolidações e aquisições, se tornando cada vez mais megacorporações mono ou oligopolistas, ditando as regras."

Se a entrada no mercado é livre, não há como existir oligopólios e monopólios.

Não é à toa que quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

"Temos ai, a título de exemplo de livre mercado, o Uber, que através de concorrência desleal leva prejuízo a setores regulados como os taxistas e escraviza motoristas, impondo jornadas de trabalho de até 12 horas."

Sensacional!

Primeiro você reclama das corporações que utilizam o estado para conseguir uma reserva de mercado e, com isso, manter oligopólios e monopólios. Aí, logo em seguida, derrama lágrimas porque uma corporação que utiliza o estado para conseguir uma reserva de mercado (os taxistas) está sendo quebrada pelo livre mercado!

Fazia tempo que eu não via alguém se auto-refutar de maneira tão pirotécnica quanto você.

"Esse papo furado de que o mercado regula tudo é para iludir os tolos e facilitar a vida das megacorporações."

Tipo, o megacartel dos taxistas desafiados pela Uber e pela Lyft? As grandes redes hoteleiras, que agora estão sofrendo com o AirBnB, que permite que qualquer dona de casa concorra com grandes corporações globais do setor hoteleiro? Os grandes bancos, que agora sofrem a concorrência das FinTechs e de sites como o "Descola Aí" e o "Banca Club"? As grandes redes varejistas, agora desafiadas pelo OpenBazaar?

É...

"Me parece que os "libertários" são os cães de guarda ideológicos delas."

Já a realidade mostra que são idiotas inconscientes como você os verdadeiros defensores dos monopólios e oligopólios concedidos pelo estado, via regulamentações, às grandes empresas.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Galileu  05/02/2015 14:27
    Depois de ter lido esse e outros textos aqui do IMB, a conclusão que chego é que economia ligada a ideologias políticas nunca pode dar certo, pois os políticos só se importam com os resultados a curto prazo que irão lhes garantir a próxima eleição.
  • Michel Araújo  06/02/2015 01:33
    Então, é por isso que dizem que socialistas fazem políticas de governo e não, políticas de Estado?
  • Nilo BP  13/07/2015 02:51
    Políticos fazem política. Por sua própria natureza a política é socialista. "Político socialista" é uma redundância.

    De qualquer forma, existem políticos "de esquerda" que fazem política "de Estado" (e.g.: Stalin) e políticos "de direita" que fazem política "de governo" (e.g.: Maluf). Temos políticos "de esquerda" com políticas (mais ou menos) sensatas, como FHC, e políticos "de direita" com idéias de jerico, como Médici.

    Moral da história: ideologias ostensivas são uma péssima forma de se prever o comportamento de políticos.

    O Estado é muito mais complexo do que "esquerda" e "direita". Vários grupos de interesse e outras forças por baixo da superfície puxam a sardinha para um lado e para o outro. O que todos têm em comum é um desejo por mais dinheiro dos trouxas que trabalham.
  • Cadu  23/10/2015 02:07
    Nilo vou copiar suas palavras blz? Falou tudo brother.. nao vai ficar brabo e acionar o estado pra proibir embasado nos "direitos autorais" ok? kkkkkk
  • PP  20/01/2016 18:25
    Onde diabos Maluf é de direita?

    O cara aumentou regulamentações para comerciantes cumprirem, fez diversas obras públicas e aumentou os assistencialismo na época (mesmo sendo ferrenho crítico disso e de pobres).

    Como diabos Maluf é de direita?

    Qual próximo político que vai ser de direita? Sarney?
  • ZZ  20/01/2016 19:12
    Onde diabos aumentar regulamentações para comerciantes cumprirem e fazer obras públicas (aumentando gastos públicos) significaria que o sujeito não seja de "direita"?

    Não confunda liberalismo econômico com "direita", meu caro. Um sujeito até pode ser um direitista liberal, mas liberalismo não é sinônimo de "direitismo".

    P.ex., os militares no Brasil, costuma-se dizer, eram de direita, e não havia liberalismo econômico na época, vide as inúmeras regulamentações e obras públicas (com alto endividamento) do período.

    Vide, também, o caso dos Republicanos nos EUA, muitos adeptos de regulamentações e gastos públicos.

  • Kim  20/01/2016 20:20
    ZZ você está confundindo direita com conservadorismo e com anti-comunismo.

    Direita é defensora de um mercado livre. Pode ser liberal ou conservadora (autoritária ou libertária).
    Militares eram desenvolvimentistas, portanto não eram de direita. Maluf também não era adepto de um mercado livre. Essa atitude de chamar qualquer político que é pichado de direitista é uma propaganda do jogo político.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Political_Compass
    Se acha que ele está errado, mude primeiro a Bússola Política, o espectro mais usado para definir a posição ideológica de alguém.
  • Timbuka  20/01/2016 21:22
    "ZZ você está confundindo direita com conservadorismo e com anti-comunismo"

    "Direita é defensora de um mercado livre. Pode ser liberal ou conservadora (autoritária ou libertária)"

    Duas assertivas contraditórias.

    Na primeira assertiva vc diz que não se deve confundir direita com conservadorismo.

    Na segunda assertiva vc diz que direita é gênero que inclui a espécie conservadora-autoritária.
  • anônimo  20/01/2016 21:24
    Caro Kim,

    eu vi que você postou um comentário sobre "Bolsonaro ter se tornado adepto do livre mercado".

    Então, segundo seu raciocínio aí, Bolsonaro, até se tornar adepto do livre mercado, NÃO ERA de direita. Só se tornou direitista quando passou a defender livre mercado. É a implicação do seu raciocínio.
  • Anonimólia  20/01/2016 21:46
    Uma pergunta, Kim:

    ser "desenvolvimentista" é um categoria à parte (da dicotomia direita-esquerda)?

    Pq, se o fato de ser desenvolvimentista implica não ser de direita, então ser desenvolvimentista implicaria ser de esquerda. Sendo assim, os militares eram de esquerda? É essa a sua opinião?
  • Emerson Luis  06/02/2016 20:20

    Quem é de direita agora? O próprio PT!

    Entrevista com o sociólogo José de Souza Martins:

    Por que o senhor afirma em seu livro que o PT é um partido conservador?
    O Partido dos Trabalhadores surgiu no ABC paulista como uma alternativa ao comunismo. Não que fosse ideologicamente contra os comunistas, mas nunca chegou a ser um partido de esquerda. Tratava-se, do ponto de vista formal, de um partido católico. O PT foi gestado desde os anos 50 pelo primeiro bispo de Santo André, Dom Jorge Marques de Oliveira, corno uma espécie de mediação conservadora para a luta operária. Dom Jorge me disse que os trabalhadores do ABC ficavam no Centro Operário Católico jogando pingue-pongue. Ele os incentivava a ir para a porta de fábrica. Dom Jorge inventou Lula, antes que Lula soubesse disso, ao criar as bases para o surgimento do PT.

    Se o PT não é de esquerda, por que tende a demonizar tudo o que é divergente como sendo de direita?
    A explicação está, mais uma vez, na influência da Igreja. Isso vem do dualismo Deus e diabo, o bem e o mal. Como aprenderam a pensar a política em termos dicotômicos, os petistas têm, em grande parte, dificuldade para lidar com a diversidade. Para eles, se o PT é de esquerda e a esquerda é o PT, qualquer coisa que difira disso é direita. É uma bobagem quando falam que o PSDB é direita, por exemplo. O PSDB é tão social-democrata quanto o PT. A direita de que falam os petistas é urna invenção. Nós não temos direita e esquerda no Brasil. A maioria da população nem sabe o que é isso. Embora Lula seja mais aberto a ideias de fora, o partido é totalmente intolerante a qualquer ponto de vista que não seja o dele. Essa é a característica do PT.

    www.editoracontexto.com.br/blog/o-pt-do-poder-entrevista-com-jose-de-souza-martins-revista-veja/

    * * *
  • Solitário  21/01/2016 00:10
    Esqueçam esses termos "esquerda"/"direita", eles não capturam a realidade, não significam nada simplesmente são chavões.
    E muitas vezes nós perdemos em debates inúteis e improdutivos, sobre quem é o que.
    O problema é que os programas que comumente referem-se os ideários de ambos são irrealizáveis em prática e em teoria.
    O que nós resta é clamar por Liberdade, que "estado" quem precisa disso. Somente aquele grupo de crápulas que vivem as custas do mercado (melhor dos indivíduos produtivos). Comecei a escrever um livro "Política para ser idiota", quem quiser ler, será de grande ajuda as críticas e sugestões. Merchan feito em espaço privado, acredito que não existem normas privadas, que impeçam meu tropeço.
  • Anonimolia  21/01/2016 12:35
    Ok, Solitário, então, para vc ser coerente com sua recomendação, não faz sentido vc chamar, por exemplo, os atuais ocupantes do poder político em Brasília de "esquerdistas", ou "esquerdopatas", etc.

    Vc usa essas expressões (e/ou outras análogas) para designar aquele pessoal patriota lá? Se não, ótimo; se sim, vc é incoerente com sua recomendação.
  • Dallan  21/01/2016 12:46
    Existe sim o conceito de direita e esquerda, mas erroneamente as pessoas associam com o nível de intervenção estatal.

    Na minha opinião a Direita seria uma corrente que privilegia a experiência humana e natural em detrimento da revolução, progressivismo, que são tendências da Esquerda.

    A Direita, por favorecer os status quo e a religião vigente, geralmente não precisa criar mecanismos de intervenção estatal para modificar o comportamento da sociedade. Isso, aliada a uma raiz cristã, que claramente prega o respeito à propriedade privada e estimula a resposabilidade individual, propiciou o surgimento de sociedades bastante livres, já que o Estado também pouco intervia na economia, já que a base religiosa era bastante hostil a qualquer intervenção. Até podem existir governantes que criem leis de cunho religioso, a fim de forçar a sociedade a obedecer a religião estatal, mas isso vemos mais em países muçulmanos.

    A Esquerda, como busca criar o homem padronizado, conseguindo a sonhada igualdade, precisa combater a própria natureza do homem, avesso a noção de igualdade econêmica. Uma certa semelhança compormental ocorre em todo local porque é uma estratégia de sobrevivência a fuga de conflitos e a interação com os outros membros da comunidade, o que força qualquer indivíduo a respeitar a moral vigente. Como a Esquerda busca a criação de um "novo homem melhor", a intervenção estatal é mandatória, tanto a econômica quanto a comportamental.

    Concluindo, ser de Direita pode não ser, literalmente, ser contra intervenção estatal, mas na prática, principalmente em uma sociedade cristã (e, principalmente, as protestantes), é sim ser contra intervenção estatal, ainda mais na economia.
  • Rod100  05/02/2015 15:28
    Se ainda não sabem, sancionada a lei do Programa de Aviação Regional, mais um plano de redistribuição da riqueza no país:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-veta-aeroportos-privados-mas-sanciona-lei-que-cria-programa-de-aviacao-regional,1622420

    Com a cereja no topo, em que ficou vetada "a exploração privada de aeroportos".
  • Freedom Fighter  05/02/2015 17:03
    Esse artigo simplesmente detonou o keynesianismo em poucas linhas. A analogia com a festa foi clara e direta demais . Infelizmente o debate econômico no Brasil é "criar dinheiro como se não houvesse amanhã, indefinidamente" e " criar dinheiro como se não houvesse amanhã, fazendo ajustes fiscais periodicamente sem nenhuma reforma estrutural". Ressaltando que os ajustes fiscais SEMPRE se dão através de aumento de juros, impostos etc., nunca com a redução dos gastos dos senhores feudais. Afinal, bancar os senhores é a função de nós, escravos.

    Lembrando que essas políticas keynesianas estão em voga desde a era Sarney...alguém aí deve ter aquele vídeo cretino da musa dos keynesianos, Maria da Conceição Tavares, chorando de emoção pela implementação do Plano Cruzado. Por isso, pessoalmente acredito que sim, teremos que bater de novo no fundo do poço, como naquela época, para (quem sabe finalmente!) o povo brasileiro deixe de praticar a estatolatria e aprenda a fazer contas tão simples quanto as descritas no artigo( você não tem como gastar o que não tem sem quebrar financeiramente).
  • Otávio  05/02/2015 20:19
    Aquele velho ditado que traduz nossa atual realidade. Sem pobreza, não há esquerda. O texto traduz a política socialista que já existe há muito tempo e só vem se expandindo no país.
  • Orlando Silva  05/02/2015 20:21
    "A batalha consiste não em opor-se, mas sim de expor, não para revelar, mas para refutar, não para fugir, mas para corajosamente proclamar uma alternativa completa, coerente e radical". Ayn Rand
  • Yoda  05/02/2015 21:28
    Esse artigo está errado. As pessoas que venderam os itens da festa ou que construíram as mansões vão gastar dinheiro na festa, alimentando a festa e gerando novos gastos e assim por diante ate que.... ate que... bem ate que tudo colapsa em estagnação e/ou hiperinflação. Como é difícil ser Keynesiano.

    Parabéns pelo artigo. Esse blog é demais
  • Adelson Araujo  05/02/2015 22:44
    O grande trunfo destas políticas keynesianas é que a emissão de títulos públicos constitui uma dívida que só seria paga pelas gerações futuras, ou seja, "estimula-se" a economia hoje para que nossos filhos e netos paguem a conta no futuro, um receituário sem dúvida de grande apelo popular. Isto é o maior cinismo intelectual que estes keynesianos nos impõem. E agora estes economistas "de esquerda" se auto-intitulam como "anti-austeridade", criando uma aura de defensores do povo contra a usura dos banqueiros, quando na prática estas políticas "anti-cíclicas" keynesianas acabam por favorecer principalmente aos bancos.
  • Gunnar  16/02/2015 21:35
    O mais engraçado é que quando chega a hora de cobrar essas dívidas, os credores são chamados de "abutres" e passa-se a exigir o perdão soberano das dívidas contra a "exploração" dos "rentistas". Ou seja: hipoteca-se o futuro para manter a mamata no presente, e quando chega o futuro, dá o calote. É muita cara de pau. Isso tudo só se mantém porque em algum lugar, alguém realmente está produzindo algum valor real, o qual é consumido por esse dinheiro artificial (e como culpar o produtor que vende para essa turma, se ele é forçado a aceitar uma moeda monopolista, impressa justamente pelo dono da farra...).
  • Pedro  06/02/2015 00:31
    Caros amigos. O movimento militar de 1964 não teria acontecido se a inflação não estivesse apontando para 80% ao ano. Os acertos dos militares se resumiram ao governo Castelo Branco, um intellectual conservador, eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, para implementar, como efetivamente implementou,um governo de reformas econômicas sérias. Castelo entregou à dupla Otávio Gouvea de Bulhões (Ministro da Fazenda) e Roberto Campos (Ministro do Planejamento) a tarefa de reordenar a economia brasileira, de que a brilhante dupla se desincumbiu com raro brilho. Domaram a inflação e colocaram a economia num rumo seguro. Depois é que veio o problema: Delfim Neto, Keynesiano porraloquista. Aí vieram os projetos mirabolantes,impulsionados pelo endividamente externo do Brasil (na época o endividamento externo era irrisório). Estatais foram criadas para todos os lados, abandonando-se o seguro caminho apontado por Bulhões e Campos.O Modelo chegou ao esgote pleno. O tempo passou e Delfim, depois de alijado, voltou com toda força. Moral da estória: Delfim entregou o poder aos civis com uma inflação annual de cerca de 200%. Assim, Delfim se tornou o criador da senda em direção à hiper inflação.
  • Felix  06/02/2015 03:01
    Não tem santo nesta história,
    ademais, se alguém quisesse era só corrigir o rumo do trem.
    A criação do Real foi prova de que se houvesse boa vontade o país teria solução,
    só que estão destroçando o Real, mais lentamente que em tempos passados, mas o Bolivarianismo moreno vai chegar aqui também, aguardem
  • breno  07/02/2015 19:58
    Bolivarianismo no Brasil acho difícil, nossa economia é mais globalizada que a dos nossos vizinhos.

    A tentativa do governo em acelerar em direção ao Bolivarianismo, nos últimos 8 nos se mostrou um fracasso. O medo do PT perder a teta foi real e pois viria no pior cenário possível, já que seus aliados estão em plena crise. Isto seria um tremendo golpe ao membros do foro de São Paulo.

    No mais o experimento "Bolivarianismo" já está esgotado. Temos dois cenários possíveis.

    1) Ou a Arábia Saudita continua a levar o moribundo a morte ou,
    2) A mesma Arábia Saudita, injeta adrenalina no corpo doente e a salva.

    Fico com a primeira!

    Para o Brasil, opino que vamos continuar nessa nossa historia... ..mergulhando e dando breves respiros. (Para a esquerda é o ideal. Até surgir um "novo" plano.)

  • amauri  06/02/2015 11:12
    Bom dia!
    Sou pessimista quanto ao desempenho do Brasil na educação, segurança, econômico...Porem, vendo os casos de corrupção, descaso,... o Brasil ter uma divida 70% do PIB, penso: sera que eu não estou errado?
  • Ricardo Bahia  06/02/2015 23:34
    É uma pena que esse site ainda é muito pouco divulgado. Eu mesmo que gasto horas por dia pesquisando assuntos variados na internet, descobri Mises recentemente.
    Parabéns pelo artigo. O autor foi brilhante.
  • Ametista  07/02/2015 11:50
    Mas vejam só como este ano é muito valioso. O artigo é ótimo mas, verdade seja dita, seriam necessários pelo menos mais uns 5 desses para deixar claro o mínimo sobre o quanto que os "estímulos" governamentais só servem para empobrecer a economia.

    Entretanto, como muito bem lembrado na nota no final do artigo, estamos tendo a oportunidade rara de ver a comprovação empírica desta teoria. E isso tudo com fatos tão incontestáveis e abundantes, que com certeza nossa mente jamais seira capaz de alcançar e reproduzir por si só. Por isso eu penso que este ano de 2015 é o mais importante de todos os tempos. É o ano para daqui a 3, 5, 10, 20... anos ser lembrado com todos os detalhes mais minuciosos.

    Então, espero que o que eu esteja dizendo aqui não seja nenhuma novidade, e que todo mundo já tenha percebido isto. E que, principalmente, esteja anotando e guardando tudo porque vai ser fundamental lá na frente.

    Para encerrar, eu não posso deixar de citar a disposição harmoniosa dos artigos dessa semana. Formou-se uma sequência muito interessante. Digna de nota 10.

    Abraços!
  • Giovani Facchini  08/02/2015 14:22
    Realmente excelente a analogia da festa, pois com isso conseguiremos explicar de forma mais fácil e mais clara para as pessoas qual é o efeito da impressão monetária e do aumento dos gastos governamentais.
  • Emerson Luis  10/02/2015 22:26

    Se endividamento fosse a chave do enriquecimento, já seríamos um país rico.

    * * *
  • anônimo  11/02/2015 17:07
    Me digam uma coisa: o mundo nunca cresceu tanto na história da humanidade como nos últimos anos. O PIB per capita brasileiro, por exemplo, mais do que dobrou. O que explicaria tamanho crescimento com tanto estatismo e keynesianimo?
  • Malthus  11/02/2015 17:36
    "Me digam uma coisa: o mundo nunca cresceu tanto na história da humanidade como nos últimos anos."

    Já começou errado. Proporcionalmente, a época em que o mundo mais cresceu foi na segunda metade do século XIX até as duas primeiras décadas do século XX.

    Aliás, voltando ainda mais no tempo, o crescimento ocorrido na Inglaterra durante a Revolução Industrial ainda não foi superado.

    "O PIB per capita brasileiro, por exemplo, mais do que dobrou."

    Em primeiro lugar, não há estatísticas confiáveis para o Brasil antes da década de 1940. Em segundo lugar, após a destruição de década de 1980, uma simples compra de picolé já faria o PIB brasileiro disparar.

    E nem isso aconteceu.

    "O que explicaria tamanho crescimento com tanto estatismo e keynesianimo?"

    Que tamanho crescimento?

    Aliás, ainda que você houvesse construído um cenário realista -- o que não ocorreu --, você ainda assim estaria confundindo correlação e causalidade: a economia cresceu por causa do estatismo e do keynesianismo ou apesar de ambos?

    Mais ainda: o crescimento econômico teria sido maior ou menor na ausência de estatismo e keynesianismo?

    É assim que se faz ciência.

    De resto, esse artigo pode lhe interessar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1507
  • Joao Girardi  13/07/2015 18:44
    Pois é, se apesar do keynesianismo e do estatismo em geral com seus subsídios e moeda inflacionada houve crescimento, imagina como seria se houvesse um mercado livre de intervenções? São os empreendedores que promovem o progresso e não os políticos e sua máquina pública, não temos nada a agradecer, e isso é o que mais me anima desde que descobri a Escola Austríaca...
  • José Augusto  19/03/2015 23:38


    Prezados boa noite!

    Para analise, o único país a sair de fato da crise foram EUA, Keynianismo foi adotado para impulsionar a economia americana, com investimento na saúde pública.
  • Fagner  19/03/2015 23:58
    A sua análise tá no nível das de Bresser-Pereira....

    Em primeiro lugar, os tais investimentos em saúde nem foram sancionados pelo Congresso. Informe-se melhor. Em segundo, a economia americana só começou a se recuperar após o dólar ter se fortalecido, exatamente o oposto do que defende a teoria keynesiana.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  29/03/2015 00:28
    Pretender crescer, economicamente, baseando o crescimento em dívida é como querer andar e furar os pés à cada passo.
  • Freedom  12/07/2015 16:17
    Esse artigo é fantástico !

    Prejudicar quem está produzindo não vai melhorar a economia.

    Não tem como planejar a sociedade e a economia. Algumas pessoas gostam de cachaça, outros gostam de livros, outros gostam de praia, outros preferem trabalhar aos domingos, etc.

    Uma sociedade sem liberdade e meritocracia não funciona em lugar nenhum.

    Nossa situação não está fácil. Até o Joaquim Levy esqueceu as aulas de Chicago.






  • Freedom  12/07/2015 16:36
    Esse governo do Brasil é um lixo !

    Eu não tenho bens no meu nome e mesmo assim o governo desconta mais de 200 reais por mês do meu salário. Sem contar o desconto de inss, imposto sindical, etc. Essa CLT é um lixo ! Nem uma empregada doméstica tem benefícios com a CLT, pois metade do seu salário será retido no governo.

    Enfim, o governo está mais parecido com um bandido do que com um distribuidor de renda.

    Em relação aos gastos do governo, as escolas públicas são recordistas em analfabetismo. O hospitais públicos são recordistas em mortes. As estradas públicas são recordistas em acidentes. Os aeroportos públicos são recordistas em filas e atrasos. As obras públicas são recordistas emparalizações. A telefonia pública era recordista em reclamações e falha no serviço. As praias e rios públicos são recordistas em poluição.
  • Alguem  12/07/2015 17:28
    Eu acredito que os efeitos das idéias de keynes são piores do que os das de Karl Marx. Ao menos o socialismo não tem como sobreviver por muito tempo devido à falta de calculo econômico. O keynesianismo por outro lado sempre renova-se tendo efeito direto sobre os mais pobres. A questão é que a consequência da teoria de keynes dá suporte para a acusação de que o capitalismo é um jogo de soma zero. Nós sabemos que isso não é capitalismo e sim capitalismo de estado; mas para o pobre e para o politico comum, fica fácil associar o capitalismo à pobreza agora.

    Talvez isso explique o porquê países que têm moeda fraca tenham uma tendencia a ser de esquerda.
  • eugenio  12/07/2015 19:30
    FAZER DIVIDA PARA CRESCER

    Em dúvida, pois cresci e fiz patrimonio fazendo dívidas;não foram dívidas para festas e distribuir para cumpanheiros.Ex, num pequeno comercio ,tomei capital financeiro de baixo custo comprei mercadorias com preços menores , pesquisava ,e revendi a preços de mercado com lucros,devolvi o capital financeiro que havia tomado até que já disponho de capital de giro próprio.
    Assim também vi outros clientes que fizeram o mesmo e também obtiveram a sua independência economica e financeira fazendo dívidas, eu digo tomar emprestado capital, pagar o aluguel(juro) enquanto usar produtivamente, e devolver quando for o combinado.
    Chamo juro de aluguel, assim como muitos alugam uma casa,QUE é um capital em forma de imóvel, cujo juro é o aluguel.No futuro, o que aluga a casa e paga aluguel(juro) não ´precisa mais da casa(capital) e devolve conforme o combinado,(contrato de aluguel).
    Tomar capital e não aplicar corretamente, é MALVERSAÇÃO,incompetência,outra coisa.
    Acho que estão confundindo as coisas,estão fabricando dinheiro e aplicando em coisas improdutivas,roubos desvios, ora,ora, isto é outra coisa,OUTRA COISA, ROUBAR NÃO É MALFEITO, É ROUBO,CRIME MESMO!
    ESTÃO CONFUNDINDO INCOMPETENCIA E ROUBO COM APLICAÇÃO DE CAPITAL.....
  • Arnaldo  13/07/2015 03:10
    Aí que está a questão o seu endividamento foi aplicada na alocação de recursos escassos em demandas legítimas de mercado. Não foi a dívida que vc contraiu que te enriqueceu. O que enriqueceu-o foi a alocação dos recursos para suprir legítimas demandas de mercado. Ou seja você prestou um serviço ou criou que benificiou alguém. Agora se o seu endividamento veio de dinheiro fabricado pelo governo. Então o que aconteceu foi a redistribuição de renda dos mais pobres para os ricos. Uma vez que esse empréstimo vai gerar inflação já que não foi um recurso financeiro real, Mas a criação de dígitos sem lastro. Tudo bem no final das contas você saiu mais rico, mas se a economia saiu ganhando é outra situação. A questão central deste artigo está no fato de que gasto por gasto público não vai fazer a economia crecer. Então o que realmente importa é atender aquilo que o mercado precisa. E nem é preciso falar que a iniciativa privada tem a melhor capacidade de prever aquilo que o mercado vai precisar no futuro. Gasto público tira do melhor gastador os recursos para deixar com o pior gastador. Isso que resulta na carestia, ou seja a escassez dos recursos no mercado e prejudicando todo mundo. Quando o governa estimula o crédito o governo está alocando o dinheiro em empreendimentos que muitas vezes não mereceriam tais recursos. Isso importa investir em empreendimento que possuem mais chances de dar errado do que o mercado daria.então a chance de um empreendimento virar um elefante branco e não produzir nada aumenta. Ou seja aumenta o empobrecimento da economia pois recursos que seriam produtivos foram jogados no lixo.
  • Adelson Paulo  13/07/2015 13:18
    Eugenio, você assumiu dívidas que você terá que pagar no futuro, ou sua empresa assumiu dívidas que ela terá que pagar no futuro. Já o Estado contrai dívidas hoje para outros pagarem no futuro, sem qualquer responsabilização dos agentes políticos sobre a inadequado aplicação destes recursos.
  • Felipe Lange S. B. S.  12/07/2015 22:59
    Falando em economia, como aquela crise que começou a ocorrer na China (o caso do bloqueio das ações por 6 meses e sua queda), pode afetar os outros países do mundo?

  • anônimo  13/07/2015 01:42
    Mais uma lei tentando revogar a lei da gravidade, suponho que esta recente queda em Xangai, ainda é a "armadilha do touro" só quando esta se dissipar e o mercado afundar, saberemos o nível de contágio, até lá é bom procurar ativos de alta liquidez, pois a derrota pode ser grande.
  • Renato  12/07/2015 23:29
    Em defesa do "estímulo" keynesiano: se a gente tivesse vários desses elementos ao mesmo tempo:

    - Dinheiro de crédito conversível em ouro (o padrão ouro com "reserva fracionária")
    - Deflação alta
    - Juros nominais tendendo a zero
    - Salários inflexíveis
    - Desemprego alto
    - BC com os cofres bem-abastecidos de ouro
    - Estado não-caloteiro e em boa posição para pagar a dívida no futuro

    Então eu até entenderia o benefício se o Estado se endividasse e investisse em estradas e represas, com o BC transformando essa dívida em dinheiro para destravar a economia.
  • Vinicius  13/07/2015 01:54
    Ser economista keynesianista é como ser dentista e dizer que é médico.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  13/07/2015 12:43
    Fora com eles!
  • Thiago Augusto  13/07/2015 13:20
    O interessante é que eles não aprendem...
    Dá errado, tentam de novo, foi algum ajuste que faltou, aí tentam de novo, e de novo, e de novo...
    Oferecem um explicação, uma proposta de abordagem tottalmente diferente: governo, sai da frente; não aceitam e "erram tudo exatamente igual".
    Incrível...
  • Joao Girardi  14/07/2015 02:57
    Depende de quem você está falando, os militantes não aprendem mesmo, agora os políticos sabem perfeitamente que vai dar errado, e de fato querem que dê errado.
  • anônimo  14/07/2015 13:57
    Não acho que os políticos queiram que dê errado. Acho que eles são irresponsáveis, querendo apenas colher os frutos de curto prazo.

    Um exemplo é o FIES. Durante o primeiro mandato da mulher mandioca, foram gastos 14 bilhões reais com o programa, só que cerca de 13 bilhões foram gastos apenas no ano eleitoral, ou seja, um gasto insustentável.

    A tonta sabia disso, sabia que nos próximos anos iria ter que cortar drasticamente, e que muitos estudantes e universidades ficariam prejudicados, mas para ela dane-se, importante era se reeleger.
  • Mateus Salazar  14/07/2015 13:14
    A economia keynesianista funciona em casos extremos, é preciso uma economia extremamente afogada para que se aplique tal técnica e gere "benefícios" para o BC
  • Marcelo Caetano  14/07/2015 15:23
    Mateus, não entendi. Você poderia fornecer um exemplo prático dessa situação extrema?
  • Mateus Salazar  20/07/2015 12:57
    Marcelo, um pouco acima do meu comentário, tem um caso que eu acredito que seja um bom exemplo para uma situação extrema, quem o escreveu foi o Renato no dia 12/07/2015 23:29:12, vale lembrar que não sou nenhum economista, mas entendo que essa seria uma situação para desafogar o dinheiro retido pelo governo. Más, como todos sabem o governo não é (ou não deveria ser) o principal responsável pelo avanço de uma economia dentro do país, porém eu acredito que se é necessario movimentar o dinheiro, não há porque não aplicar o keysianismo ou alguma técnica de circulação de dinheiro dentro do país
  • Ulisses  14/07/2015 17:38
    Eu sei que talvez aqui não seja o tópico correto, porém gostaria de saber se alguém conhece algum estudo ou análise à respeito da ZFM(Zona Franca de Manaus)/Suframa do ponto de vista liberal. Agradeço antecipadamente.
  • eugenio  15/07/2015 16:35
    "A MENTIRA É UMA VERDADE QUE SE ESQUECEU DE EXISTIR"(Mario Quintana)

    Contatei ao longo de muito tempo com varios politicos eleitos e não eleitos e o que percebi de mais importante:
    1- ELES MENTEM MUITO!
    2- ELES ACREDITAM ELES ACREDITAM EM SUAS MENTIRAS!!!!
    Sem gozação , sim,prometem o impossivel,o inviável,e ACREDITAM nas suas mentiras!

    3- O povo somente vota em gente assim, que transforma uma promessa mentirosa numa estorinha, na qual esteja contida a solução de seus problemas, de suas
    necessidades,mesmo que seja só uma fantasia, ele precisa acreditar.

    4-UM PROGRAMA MENTAL INSTALADO NO CEREBRO DE TODOS OS HUMANOS:
    Um humano perdido no deserto sem agua, areia por todos os lados, sem bussola,sem celular nem gps,pior do que no mato sem cachorro, vai morrer;O CEREBRO HUMANO PROJETA UMA PAISAGEM, E NELA UM OASIS,E NELA ÁGUA.
    Se nada fizesse, a morte seria de 100%, mas se movimentando mesmo remota a chance de encontrar água seria maior do que ficar parado e desiludido e desalentado.
    FAZER ALGUMA COISA É PRECISO E AUMENTA A CHANCE DESOBREVIVÊNCIA.
    ACREDITAR NA FANTASIA É PRECISO,OS POLITICOS SABEM DISSO E MENTEM OU CONTAM UMA FANTASIA, ou como diria o poeta Mario Quintana:
    "A MENTIRA É UMA VERDADE QUE SE ESQUECEU DE EXISTIR"

    É em cima da necessidade de ter no que acreditar,em alguma coisa fora da lógica,que AS RELIGIÕES , OS POLITICOS E OS ESTELIONATÁRIOS se locupletam.
  • Gabriel Medeiros  20/01/2016 18:11
    "para aumentar seus gastos, o governo incorre em déficits. E os déficits são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro. E tudo isso é acomodado pelo Banco Central.)"

    Minha dúvida é a seguinte. Esse dinheiro criado é apenas eletronicamente ou há o aumento das cédulas em mãos do público? Abraço.

  • Thiago Teixeira  20/01/2016 18:52
    Dada a ineficiencia do estado, o multiplicador keynesiano existe sim, mas seu valor é entre 0 e 1, ou seja, destrói riqueza.
  • Alberto  20/01/2016 19:08
    O texto caiu como uma luva para o Stiglitz:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-bc-no-brasil-estrangula-a-economia,10000009585

    Que acha, Leandro? Acho que foi abordado tudo no artigo, mas fiquei curioso com a coincidência das publicações (contrárias, é claro!!).

    Abraço pessoal.
  • Paulo Henrique  20/01/2016 22:16
    Nada além do já esperado do PT, Saiu Levy, entrou o desenvolvimentista, e para variar, mais crédito.

    Alguma chance de esse crédito fazer a economia crescer artificialmente novamente? Mesmo com a recessão?

    Ou ele só vai se refletir em aumento de preços, inflação?

    O PT vai querer concorrer as eleições de 2018 e ele sabe que não tem chances de vencer com uma economia em recessão, temo que eles terminem por afundar o barco
  • Luis  20/01/2016 22:31
    Esta historia do governo gastar mais para a economia crescer lembra o moto-perpetuo.
  • Luiz Silva  21/01/2016 01:53
    A mudança precisa ser cultural, as bobagens econômicas passam, e o povo aprende se for educado na busca da verdade, principalmente contra a ideia de Mundo Melhor, é preciso combater a Mentalidade Revolucionária por trás de todas essas ideologias e planos econômicos.
  • Diose  01/02/2016 15:17
    Fantástico essa artigo. Simples e esclarecedor. É impossível não pensar na economia brasileira enquanto se lê. Um dos melhores que já li aqui no site.


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