Estímulos governamentais empobrecem a economia

Um dos principais debates econômicos atuais entre a esquerda e a direita é sobre se um aumento dos gastos do governo — principalmente na forma de estímulos — funcionam para aditivar a economia.

A esquerda diz "sim, sempre".  A direita diz "somente sob as circunstâncias corretas". 

Não é nada surpreendente constatar que tanto a esquerda quanto a direita estão completamente por fora — um aumento dos gastos governamentais é a maneira mais rápida de empobrecer uma economia.

O pecado original dos keynesianos é que eles acreditam que o gasto do governo possui um milagroso "efeito multiplicador" que enriquece a todos.  Todas as outras falácias do keynesianismo decorrem deste erro central. 

Essa doutrina do "enriquecendo pela gastança" obviamente não funciona na vida real: se você é pobre, a solução para a sua pobreza não é tomar dinheiro emprestado e sair fazendo farra em cima dessa dívida; a solução, infelizmente, passa por sacrifícios como trabalhar duro e poupar.  Não é nenhuma ciência astronáutica.

Mas, então, por que tal teoria tem tanto apelo?  Por que praticamente todos os economistas, de esquerda e de direita, são na prática keynesianos? 

A ideia de que a gastança nos enriquece é bem antiga.  Ela não foi criada por Keynes, que aliás nunca foi um pensador original.  Keynes simplesmente remodelou e regurgitou aquela antiga falácia conhecida como "consumo insuficiente".

O "consumo insuficiente"

A teoria do "consumo insuficiente" afirma que as economias funcionam muito bem enquanto o dinheiro estiver "circulando".  A princípio, parece algo bem intuitivo quando se analisa de cima para baixo: se as pessoas estão gastando dinheiro, então a situação está boa; se elas não estão gastando dinheiro, então deve haver algum problema.

Não surpreendentemente, esse raciocínio está exatamente invertido.  O gasto é algo que acontece quando você enriquece.  O gasto não enriquece você; você tem de enriquecer para gastar.  Logo, se uma economia está indo bem, então as pessoas realmente irão comprar mais piscinas para suas casas.  Mas, obviamente, não é a compra de piscinas o que as enriqueceu.

E o que as enriqueceu?  Poupança e investimento.  Mais especificamente, investimentos orientados por uma genuína demanda de mercado.  Por que tem de ser "orientado por uma genuína demanda de mercado"?  Porque, ao contrário do que afirmam os burlescos burocratas do governo, os gastos do governo para construir pontes que ligam o nada a lugar nenhum e para financiar pesquisas sobre a menstruação dos esquilos não são "investimentos".

Isso não significa que absolutamente todos os gastos do governo são inúteis — eles podem construir sarjetas e estações de tratamento de esgoto.  Mas o fato é que realmente não há como saber se um "investimento" conduzido por um burocrata está fazendo a economia crescer.  Sendo assim, seria tentador dizer que apenas "investimentos privados" importam, mas serei cabeça aberta e direi que apenas "investimentos conduzidos por uma genuína demanda de mercado" interessam. 

Isso significa que se o governo realmente descobrisse uma genuína demanda de mercado (como uma estrada ligando duas cidades até então incomunicáveis) isso poderia ser classificado como "investimento conduzido por uma genuína demanda de mercado", e as consequências poderiam ser positivas.

É possível entender o papel do investimento privado na clássica história de Robinson Crusoé.  O pobre Robinson acorda com fome, todo molhado e com frio.  Choveu a noite toda, e ele amanheceu com uma gripe forte.  Robinson olha para o céu e ergue seu punho contra os Deuses da Pobreza.

Como Robinson pode melhorar sua situação?  Investindo, é claro.  Para se alimentar, ele tem de construir anzóis de pesca, redes de pesca, e gravetos para colher frutas.  Para se abrigar, ele tem de coletar madeira, primeiro para construir uma cabana, e depois para fazer uma fogueira para se aquecer.  Tudo isso é investimento.

E aí entra o keynesiano e diz em tom de deboche: "Por que tanto trabalho duro, Robinson?  Para quê todo esse investimento, se você pode simplesmente aumentar seus gastos?"  Lembre-se de que são economistas prestigiosos que seguem esse ideia.

Como é que esse raciocínio fatal se traduz nas políticas governamentais atuais?  O ponto-chave é se lembrar de que, quando o governo aumenta seus "gastos", ele está na prática criando dinheiro e aumentando a quantidade de dinheiro na economia.

(O raciocínio é simples: para aumentar seus gastos, o governo incorre em déficits.  E os déficits são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro.  E tudo isso é acomodado pelo Banco Central.)

Ou seja, não está havendo fabricação de anzóis.  Não está havendo coleta de madeira.  Não está havendo construção de abrigo.  Não está havendo criação de fogueira.  Está havendo apenas criação de dinheiro.

E por que o governo faz isso?  Em parte, para conseguir apoio e votos: se eu pudesse criar dinheiro do nada, garanto a você que teria vários amigos no Facebook.  Em parte, para "estimular" a economia com mais gastos.

Criar dinheiro não significa criar riqueza

O problema é que dinheiro criado do nada (tanto na forma de pedaços de papel quanto na de dígitos eletrônicos) não representa recursos reais.  Você não come papel ou dígitos eletrônicos.  A criação de dinheiro simplesmente faz com que alguns recursos sejam retirados de um setor e desviados para outras áreas.

Suponha que eu possua alta influência perante o governo e o Banco Central cometa um "erro" e deposite trilhões de reais na minha conta.  O que eu faria?  Obviamente, compraria ou construiria várias mansões e, todas as noites, daria as maiores e mais estrondosas festas de arromba para meus amigos.

A questão, no entanto, é que o Banco Central apenas me deu dígitos eletrônicos.  Ele não me deu bebidas, não me deu DJs, e não me deu nem madeira, nem concreto, nem tijolos, nem vergalhões e nem latas de tinta para construir (ou redecorar) as casas.

Sendo assim, como é que eu consegui construir as mansões e fazer as festas de arromba?  Ora, utilizei o dinheiro que o BC criou para mim e, antes de você, me apropriei de todos os recursos disponíveis na economia.  Sim, cheguei antes de você.

Você é um empreendedor e queria construir uma fábrica?  Lamento, já utilizei o dinheiro que o BC me deu para comprar todo o concreto antes de você.  Você queria construir um prédio?  Desculpe-me, os vergalhões e os tijolos já estão comigo.  Queria construir estradas?  De novo, o concreto já é meu.  Queria simplesmente reformar sua casa?  Desculpe-me, mas já me apropriei de toda a madeira e de todas as latas de tinta. 

Você pode até encontrar estes recursos, mas a preços muito maiores.  E por causa dos meus gastos. 

Estou dando uma festa, não sabia?  É uma festa keynesiana.

E aí eu pergunto: toda essa minha gastança, que está consumido vários recursos escassos, está fazendo a economia crescer?  Está enriquecendo todas as pessoas?  Quando tudo acabar, tudo o que terei feito é exaurir recursos escassos.  As pessoas que me forneceram serviços e materiais terão mais dígitos eletrônicos em suas contas bancárias, isso é fato.  Mas como isso se traduz em benefício para todos?  Não haverá fábricas construídas.  Não haverá prédios.  Não haverá estradas.  Não haverá reformas de casas.  E tudo está mais caro. Todos estamos mais pobres. 

E aqueles que não participaram da minha festa estão ainda mais pobres do que antes da minha festa.  Para eles, sobrou apenas aumento generalizado de preços.

Mas os políticos foram reeleitos, pois as pessoas que estavam recebendo meu dinheiro gostaram desse "estímulo".

Isso, resumidamente, é um "estímulo" keynesiano.  Recursos escassos foram retirados da população, desviados para alguns privilegiados, e foram exauridos nesse processo.

Conclusão

"Aumento de gastos governamentais" e "estímulos" não funcionam como se gnomos mágicos surgissem e distribuíssem sorvetes igualmente para todos; "aumento de gastos" e "estímulos" são simplesmente uma política de redistribuição de recursos.  No final, tudo se resume a tirar de todos e redistribuir para alguns poucos privilegiados. 

Portanto, perguntar se um "aumento dos gastos governamentais" funciona é uma mera distração.  Deixando de lado a injustiça do roubo redistributivo — em que recursos escassos são retirados do acesso dos menos privilegiados —, a questão passa a ser se os privilegiados que receberam o dinheiro recém-criado fizeram mais "investimentos orientados por uma genuína demanda de mercado" do que as pessoas que ficaram apenas com a carestia.

Não há nenhuma razão econômica para crer que esquemas de redistribuição tornem todos mais ricos.  Com efeito, há excelentes razões para crer que redistribuição afeta negativamente a economia.  Um aumento de gastos governamentais, por si só, nada mais é do que um esquema de empobrecimento maciço que permite a vários políticos comprar amigos durante esse processo.

[Nota do IMB: nós brasileiros já temos experiência prática nisso.  O governo Dilma elevou os gastos em 59% em termos nominais e gerou apenas carestia, aumento da desigualdade e estagnação econômica.  Sendo assim, temos uma experiência empírica com essa teoria.]

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Leia também:

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Por que o "efeito multiplicador" é uma brutal falácia keynesiana

Déficits orçamentários não devem ser corrigidos com aumentos de impostos


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SOBRE O AUTOR

Peter St. Onge
é pesquisador temporário do Mises Institute e professor assistente da Fengjia University College of Business, em Taiwan.  Seu blog é Profits of Chaos.



"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

i.imgur.com/OfQYQW8.png

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www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

i.imgur.com/xqOt9mP.png

Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Galileu  05/02/2015 14:27
    Depois de ter lido esse e outros textos aqui do IMB, a conclusão que chego é que economia ligada a ideologias políticas nunca pode dar certo, pois os políticos só se importam com os resultados a curto prazo que irão lhes garantir a próxima eleição.
  • Michel Araújo  06/02/2015 01:33
    Então, é por isso que dizem que socialistas fazem políticas de governo e não, políticas de Estado?
  • Nilo BP  13/07/2015 02:51
    Políticos fazem política. Por sua própria natureza a política é socialista. "Político socialista" é uma redundância.

    De qualquer forma, existem políticos "de esquerda" que fazem política "de Estado" (e.g.: Stalin) e políticos "de direita" que fazem política "de governo" (e.g.: Maluf). Temos políticos "de esquerda" com políticas (mais ou menos) sensatas, como FHC, e políticos "de direita" com idéias de jerico, como Médici.

    Moral da história: ideologias ostensivas são uma péssima forma de se prever o comportamento de políticos.

    O Estado é muito mais complexo do que "esquerda" e "direita". Vários grupos de interesse e outras forças por baixo da superfície puxam a sardinha para um lado e para o outro. O que todos têm em comum é um desejo por mais dinheiro dos trouxas que trabalham.
  • Cadu  23/10/2015 02:07
    Nilo vou copiar suas palavras blz? Falou tudo brother.. nao vai ficar brabo e acionar o estado pra proibir embasado nos "direitos autorais" ok? kkkkkk
  • PP  20/01/2016 18:25
    Onde diabos Maluf é de direita?

    O cara aumentou regulamentações para comerciantes cumprirem, fez diversas obras públicas e aumentou os assistencialismo na época (mesmo sendo ferrenho crítico disso e de pobres).

    Como diabos Maluf é de direita?

    Qual próximo político que vai ser de direita? Sarney?
  • ZZ  20/01/2016 19:12
    Onde diabos aumentar regulamentações para comerciantes cumprirem e fazer obras públicas (aumentando gastos públicos) significaria que o sujeito não seja de "direita"?

    Não confunda liberalismo econômico com "direita", meu caro. Um sujeito até pode ser um direitista liberal, mas liberalismo não é sinônimo de "direitismo".

    P.ex., os militares no Brasil, costuma-se dizer, eram de direita, e não havia liberalismo econômico na época, vide as inúmeras regulamentações e obras públicas (com alto endividamento) do período.

    Vide, também, o caso dos Republicanos nos EUA, muitos adeptos de regulamentações e gastos públicos.

  • Kim  20/01/2016 20:20
    ZZ você está confundindo direita com conservadorismo e com anti-comunismo.

    Direita é defensora de um mercado livre. Pode ser liberal ou conservadora (autoritária ou libertária).
    Militares eram desenvolvimentistas, portanto não eram de direita. Maluf também não era adepto de um mercado livre. Essa atitude de chamar qualquer político que é pichado de direitista é uma propaganda do jogo político.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Political_Compass
    Se acha que ele está errado, mude primeiro a Bússola Política, o espectro mais usado para definir a posição ideológica de alguém.
  • Timbuka  20/01/2016 21:22
    "ZZ você está confundindo direita com conservadorismo e com anti-comunismo"

    "Direita é defensora de um mercado livre. Pode ser liberal ou conservadora (autoritária ou libertária)"

    Duas assertivas contraditórias.

    Na primeira assertiva vc diz que não se deve confundir direita com conservadorismo.

    Na segunda assertiva vc diz que direita é gênero que inclui a espécie conservadora-autoritária.
  • anônimo  20/01/2016 21:24
    Caro Kim,

    eu vi que você postou um comentário sobre "Bolsonaro ter se tornado adepto do livre mercado".

    Então, segundo seu raciocínio aí, Bolsonaro, até se tornar adepto do livre mercado, NÃO ERA de direita. Só se tornou direitista quando passou a defender livre mercado. É a implicação do seu raciocínio.
  • Anonimólia  20/01/2016 21:46
    Uma pergunta, Kim:

    ser "desenvolvimentista" é um categoria à parte (da dicotomia direita-esquerda)?

    Pq, se o fato de ser desenvolvimentista implica não ser de direita, então ser desenvolvimentista implicaria ser de esquerda. Sendo assim, os militares eram de esquerda? É essa a sua opinião?
  • Emerson Luis  06/02/2016 20:20

    Quem é de direita agora? O próprio PT!

    Entrevista com o sociólogo José de Souza Martins:

    Por que o senhor afirma em seu livro que o PT é um partido conservador?
    O Partido dos Trabalhadores surgiu no ABC paulista como uma alternativa ao comunismo. Não que fosse ideologicamente contra os comunistas, mas nunca chegou a ser um partido de esquerda. Tratava-se, do ponto de vista formal, de um partido católico. O PT foi gestado desde os anos 50 pelo primeiro bispo de Santo André, Dom Jorge Marques de Oliveira, corno uma espécie de mediação conservadora para a luta operária. Dom Jorge me disse que os trabalhadores do ABC ficavam no Centro Operário Católico jogando pingue-pongue. Ele os incentivava a ir para a porta de fábrica. Dom Jorge inventou Lula, antes que Lula soubesse disso, ao criar as bases para o surgimento do PT.

    Se o PT não é de esquerda, por que tende a demonizar tudo o que é divergente como sendo de direita?
    A explicação está, mais uma vez, na influência da Igreja. Isso vem do dualismo Deus e diabo, o bem e o mal. Como aprenderam a pensar a política em termos dicotômicos, os petistas têm, em grande parte, dificuldade para lidar com a diversidade. Para eles, se o PT é de esquerda e a esquerda é o PT, qualquer coisa que difira disso é direita. É uma bobagem quando falam que o PSDB é direita, por exemplo. O PSDB é tão social-democrata quanto o PT. A direita de que falam os petistas é urna invenção. Nós não temos direita e esquerda no Brasil. A maioria da população nem sabe o que é isso. Embora Lula seja mais aberto a ideias de fora, o partido é totalmente intolerante a qualquer ponto de vista que não seja o dele. Essa é a característica do PT.

    www.editoracontexto.com.br/blog/o-pt-do-poder-entrevista-com-jose-de-souza-martins-revista-veja/

    * * *
  • Solitário  21/01/2016 00:10
    Esqueçam esses termos "esquerda"/"direita", eles não capturam a realidade, não significam nada simplesmente são chavões.
    E muitas vezes nós perdemos em debates inúteis e improdutivos, sobre quem é o que.
    O problema é que os programas que comumente referem-se os ideários de ambos são irrealizáveis em prática e em teoria.
    O que nós resta é clamar por Liberdade, que "estado" quem precisa disso. Somente aquele grupo de crápulas que vivem as custas do mercado (melhor dos indivíduos produtivos). Comecei a escrever um livro "Política para ser idiota", quem quiser ler, será de grande ajuda as críticas e sugestões. Merchan feito em espaço privado, acredito que não existem normas privadas, que impeçam meu tropeço.
  • Anonimolia  21/01/2016 12:35
    Ok, Solitário, então, para vc ser coerente com sua recomendação, não faz sentido vc chamar, por exemplo, os atuais ocupantes do poder político em Brasília de "esquerdistas", ou "esquerdopatas", etc.

    Vc usa essas expressões (e/ou outras análogas) para designar aquele pessoal patriota lá? Se não, ótimo; se sim, vc é incoerente com sua recomendação.
  • Dallan  21/01/2016 12:46
    Existe sim o conceito de direita e esquerda, mas erroneamente as pessoas associam com o nível de intervenção estatal.

    Na minha opinião a Direita seria uma corrente que privilegia a experiência humana e natural em detrimento da revolução, progressivismo, que são tendências da Esquerda.

    A Direita, por favorecer os status quo e a religião vigente, geralmente não precisa criar mecanismos de intervenção estatal para modificar o comportamento da sociedade. Isso, aliada a uma raiz cristã, que claramente prega o respeito à propriedade privada e estimula a resposabilidade individual, propiciou o surgimento de sociedades bastante livres, já que o Estado também pouco intervia na economia, já que a base religiosa era bastante hostil a qualquer intervenção. Até podem existir governantes que criem leis de cunho religioso, a fim de forçar a sociedade a obedecer a religião estatal, mas isso vemos mais em países muçulmanos.

    A Esquerda, como busca criar o homem padronizado, conseguindo a sonhada igualdade, precisa combater a própria natureza do homem, avesso a noção de igualdade econêmica. Uma certa semelhança compormental ocorre em todo local porque é uma estratégia de sobrevivência a fuga de conflitos e a interação com os outros membros da comunidade, o que força qualquer indivíduo a respeitar a moral vigente. Como a Esquerda busca a criação de um "novo homem melhor", a intervenção estatal é mandatória, tanto a econômica quanto a comportamental.

    Concluindo, ser de Direita pode não ser, literalmente, ser contra intervenção estatal, mas na prática, principalmente em uma sociedade cristã (e, principalmente, as protestantes), é sim ser contra intervenção estatal, ainda mais na economia.
  • Rod100  05/02/2015 15:28
    Se ainda não sabem, sancionada a lei do Programa de Aviação Regional, mais um plano de redistribuição da riqueza no país:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-veta-aeroportos-privados-mas-sanciona-lei-que-cria-programa-de-aviacao-regional,1622420

    Com a cereja no topo, em que ficou vetada "a exploração privada de aeroportos".
  • Freedom Fighter  05/02/2015 17:03
    Esse artigo simplesmente detonou o keynesianismo em poucas linhas. A analogia com a festa foi clara e direta demais . Infelizmente o debate econômico no Brasil é "criar dinheiro como se não houvesse amanhã, indefinidamente" e " criar dinheiro como se não houvesse amanhã, fazendo ajustes fiscais periodicamente sem nenhuma reforma estrutural". Ressaltando que os ajustes fiscais SEMPRE se dão através de aumento de juros, impostos etc., nunca com a redução dos gastos dos senhores feudais. Afinal, bancar os senhores é a função de nós, escravos.

    Lembrando que essas políticas keynesianas estão em voga desde a era Sarney...alguém aí deve ter aquele vídeo cretino da musa dos keynesianos, Maria da Conceição Tavares, chorando de emoção pela implementação do Plano Cruzado. Por isso, pessoalmente acredito que sim, teremos que bater de novo no fundo do poço, como naquela época, para (quem sabe finalmente!) o povo brasileiro deixe de praticar a estatolatria e aprenda a fazer contas tão simples quanto as descritas no artigo( você não tem como gastar o que não tem sem quebrar financeiramente).
  • Otávio  05/02/2015 20:19
    Aquele velho ditado que traduz nossa atual realidade. Sem pobreza, não há esquerda. O texto traduz a política socialista que já existe há muito tempo e só vem se expandindo no país.
  • Orlando Silva  05/02/2015 20:21
    "A batalha consiste não em opor-se, mas sim de expor, não para revelar, mas para refutar, não para fugir, mas para corajosamente proclamar uma alternativa completa, coerente e radical". Ayn Rand
  • Yoda  05/02/2015 21:28
    Esse artigo está errado. As pessoas que venderam os itens da festa ou que construíram as mansões vão gastar dinheiro na festa, alimentando a festa e gerando novos gastos e assim por diante ate que.... ate que... bem ate que tudo colapsa em estagnação e/ou hiperinflação. Como é difícil ser Keynesiano.

    Parabéns pelo artigo. Esse blog é demais
  • Adelson Araujo  05/02/2015 22:44
    O grande trunfo destas políticas keynesianas é que a emissão de títulos públicos constitui uma dívida que só seria paga pelas gerações futuras, ou seja, "estimula-se" a economia hoje para que nossos filhos e netos paguem a conta no futuro, um receituário sem dúvida de grande apelo popular. Isto é o maior cinismo intelectual que estes keynesianos nos impõem. E agora estes economistas "de esquerda" se auto-intitulam como "anti-austeridade", criando uma aura de defensores do povo contra a usura dos banqueiros, quando na prática estas políticas "anti-cíclicas" keynesianas acabam por favorecer principalmente aos bancos.
  • Gunnar  16/02/2015 21:35
    O mais engraçado é que quando chega a hora de cobrar essas dívidas, os credores são chamados de "abutres" e passa-se a exigir o perdão soberano das dívidas contra a "exploração" dos "rentistas". Ou seja: hipoteca-se o futuro para manter a mamata no presente, e quando chega o futuro, dá o calote. É muita cara de pau. Isso tudo só se mantém porque em algum lugar, alguém realmente está produzindo algum valor real, o qual é consumido por esse dinheiro artificial (e como culpar o produtor que vende para essa turma, se ele é forçado a aceitar uma moeda monopolista, impressa justamente pelo dono da farra...).
  • Pedro  06/02/2015 00:31
    Caros amigos. O movimento militar de 1964 não teria acontecido se a inflação não estivesse apontando para 80% ao ano. Os acertos dos militares se resumiram ao governo Castelo Branco, um intellectual conservador, eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, para implementar, como efetivamente implementou,um governo de reformas econômicas sérias. Castelo entregou à dupla Otávio Gouvea de Bulhões (Ministro da Fazenda) e Roberto Campos (Ministro do Planejamento) a tarefa de reordenar a economia brasileira, de que a brilhante dupla se desincumbiu com raro brilho. Domaram a inflação e colocaram a economia num rumo seguro. Depois é que veio o problema: Delfim Neto, Keynesiano porraloquista. Aí vieram os projetos mirabolantes,impulsionados pelo endividamente externo do Brasil (na época o endividamento externo era irrisório). Estatais foram criadas para todos os lados, abandonando-se o seguro caminho apontado por Bulhões e Campos.O Modelo chegou ao esgote pleno. O tempo passou e Delfim, depois de alijado, voltou com toda força. Moral da estória: Delfim entregou o poder aos civis com uma inflação annual de cerca de 200%. Assim, Delfim se tornou o criador da senda em direção à hiper inflação.
  • Felix  06/02/2015 03:01
    Não tem santo nesta história,
    ademais, se alguém quisesse era só corrigir o rumo do trem.
    A criação do Real foi prova de que se houvesse boa vontade o país teria solução,
    só que estão destroçando o Real, mais lentamente que em tempos passados, mas o Bolivarianismo moreno vai chegar aqui também, aguardem
  • breno  07/02/2015 19:58
    Bolivarianismo no Brasil acho difícil, nossa economia é mais globalizada que a dos nossos vizinhos.

    A tentativa do governo em acelerar em direção ao Bolivarianismo, nos últimos 8 nos se mostrou um fracasso. O medo do PT perder a teta foi real e pois viria no pior cenário possível, já que seus aliados estão em plena crise. Isto seria um tremendo golpe ao membros do foro de São Paulo.

    No mais o experimento "Bolivarianismo" já está esgotado. Temos dois cenários possíveis.

    1) Ou a Arábia Saudita continua a levar o moribundo a morte ou,
    2) A mesma Arábia Saudita, injeta adrenalina no corpo doente e a salva.

    Fico com a primeira!

    Para o Brasil, opino que vamos continuar nessa nossa historia... ..mergulhando e dando breves respiros. (Para a esquerda é o ideal. Até surgir um "novo" plano.)

  • amauri  06/02/2015 11:12
    Bom dia!
    Sou pessimista quanto ao desempenho do Brasil na educação, segurança, econômico...Porem, vendo os casos de corrupção, descaso,... o Brasil ter uma divida 70% do PIB, penso: sera que eu não estou errado?
  • Ricardo Bahia  06/02/2015 23:34
    É uma pena que esse site ainda é muito pouco divulgado. Eu mesmo que gasto horas por dia pesquisando assuntos variados na internet, descobri Mises recentemente.
    Parabéns pelo artigo. O autor foi brilhante.
  • Ametista  07/02/2015 11:50
    Mas vejam só como este ano é muito valioso. O artigo é ótimo mas, verdade seja dita, seriam necessários pelo menos mais uns 5 desses para deixar claro o mínimo sobre o quanto que os "estímulos" governamentais só servem para empobrecer a economia.

    Entretanto, como muito bem lembrado na nota no final do artigo, estamos tendo a oportunidade rara de ver a comprovação empírica desta teoria. E isso tudo com fatos tão incontestáveis e abundantes, que com certeza nossa mente jamais seira capaz de alcançar e reproduzir por si só. Por isso eu penso que este ano de 2015 é o mais importante de todos os tempos. É o ano para daqui a 3, 5, 10, 20... anos ser lembrado com todos os detalhes mais minuciosos.

    Então, espero que o que eu esteja dizendo aqui não seja nenhuma novidade, e que todo mundo já tenha percebido isto. E que, principalmente, esteja anotando e guardando tudo porque vai ser fundamental lá na frente.

    Para encerrar, eu não posso deixar de citar a disposição harmoniosa dos artigos dessa semana. Formou-se uma sequência muito interessante. Digna de nota 10.

    Abraços!
  • Giovani Facchini  08/02/2015 14:22
    Realmente excelente a analogia da festa, pois com isso conseguiremos explicar de forma mais fácil e mais clara para as pessoas qual é o efeito da impressão monetária e do aumento dos gastos governamentais.
  • Emerson Luis  10/02/2015 22:26

    Se endividamento fosse a chave do enriquecimento, já seríamos um país rico.

    * * *
  • anônimo  11/02/2015 17:07
    Me digam uma coisa: o mundo nunca cresceu tanto na história da humanidade como nos últimos anos. O PIB per capita brasileiro, por exemplo, mais do que dobrou. O que explicaria tamanho crescimento com tanto estatismo e keynesianimo?
  • Malthus  11/02/2015 17:36
    "Me digam uma coisa: o mundo nunca cresceu tanto na história da humanidade como nos últimos anos."

    Já começou errado. Proporcionalmente, a época em que o mundo mais cresceu foi na segunda metade do século XIX até as duas primeiras décadas do século XX.

    Aliás, voltando ainda mais no tempo, o crescimento ocorrido na Inglaterra durante a Revolução Industrial ainda não foi superado.

    "O PIB per capita brasileiro, por exemplo, mais do que dobrou."

    Em primeiro lugar, não há estatísticas confiáveis para o Brasil antes da década de 1940. Em segundo lugar, após a destruição de década de 1980, uma simples compra de picolé já faria o PIB brasileiro disparar.

    E nem isso aconteceu.

    "O que explicaria tamanho crescimento com tanto estatismo e keynesianimo?"

    Que tamanho crescimento?

    Aliás, ainda que você houvesse construído um cenário realista -- o que não ocorreu --, você ainda assim estaria confundindo correlação e causalidade: a economia cresceu por causa do estatismo e do keynesianismo ou apesar de ambos?

    Mais ainda: o crescimento econômico teria sido maior ou menor na ausência de estatismo e keynesianismo?

    É assim que se faz ciência.

    De resto, esse artigo pode lhe interessar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1507
  • Joao Girardi  13/07/2015 18:44
    Pois é, se apesar do keynesianismo e do estatismo em geral com seus subsídios e moeda inflacionada houve crescimento, imagina como seria se houvesse um mercado livre de intervenções? São os empreendedores que promovem o progresso e não os políticos e sua máquina pública, não temos nada a agradecer, e isso é o que mais me anima desde que descobri a Escola Austríaca...
  • José Augusto  19/03/2015 23:38


    Prezados boa noite!

    Para analise, o único país a sair de fato da crise foram EUA, Keynianismo foi adotado para impulsionar a economia americana, com investimento na saúde pública.
  • Fagner  19/03/2015 23:58
    A sua análise tá no nível das de Bresser-Pereira....

    Em primeiro lugar, os tais investimentos em saúde nem foram sancionados pelo Congresso. Informe-se melhor. Em segundo, a economia americana só começou a se recuperar após o dólar ter se fortalecido, exatamente o oposto do que defende a teoria keynesiana.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  29/03/2015 00:28
    Pretender crescer, economicamente, baseando o crescimento em dívida é como querer andar e furar os pés à cada passo.
  • Freedom  12/07/2015 16:17
    Esse artigo é fantástico !

    Prejudicar quem está produzindo não vai melhorar a economia.

    Não tem como planejar a sociedade e a economia. Algumas pessoas gostam de cachaça, outros gostam de livros, outros gostam de praia, outros preferem trabalhar aos domingos, etc.

    Uma sociedade sem liberdade e meritocracia não funciona em lugar nenhum.

    Nossa situação não está fácil. Até o Joaquim Levy esqueceu as aulas de Chicago.






  • Freedom  12/07/2015 16:36
    Esse governo do Brasil é um lixo !

    Eu não tenho bens no meu nome e mesmo assim o governo desconta mais de 200 reais por mês do meu salário. Sem contar o desconto de inss, imposto sindical, etc. Essa CLT é um lixo ! Nem uma empregada doméstica tem benefícios com a CLT, pois metade do seu salário será retido no governo.

    Enfim, o governo está mais parecido com um bandido do que com um distribuidor de renda.

    Em relação aos gastos do governo, as escolas públicas são recordistas em analfabetismo. O hospitais públicos são recordistas em mortes. As estradas públicas são recordistas em acidentes. Os aeroportos públicos são recordistas em filas e atrasos. As obras públicas são recordistas emparalizações. A telefonia pública era recordista em reclamações e falha no serviço. As praias e rios públicos são recordistas em poluição.
  • Alguem  12/07/2015 17:28
    Eu acredito que os efeitos das idéias de keynes são piores do que os das de Karl Marx. Ao menos o socialismo não tem como sobreviver por muito tempo devido à falta de calculo econômico. O keynesianismo por outro lado sempre renova-se tendo efeito direto sobre os mais pobres. A questão é que a consequência da teoria de keynes dá suporte para a acusação de que o capitalismo é um jogo de soma zero. Nós sabemos que isso não é capitalismo e sim capitalismo de estado; mas para o pobre e para o politico comum, fica fácil associar o capitalismo à pobreza agora.

    Talvez isso explique o porquê países que têm moeda fraca tenham uma tendencia a ser de esquerda.
  • eugenio  12/07/2015 19:30
    FAZER DIVIDA PARA CRESCER

    Em dúvida, pois cresci e fiz patrimonio fazendo dívidas;não foram dívidas para festas e distribuir para cumpanheiros.Ex, num pequeno comercio ,tomei capital financeiro de baixo custo comprei mercadorias com preços menores , pesquisava ,e revendi a preços de mercado com lucros,devolvi o capital financeiro que havia tomado até que já disponho de capital de giro próprio.
    Assim também vi outros clientes que fizeram o mesmo e também obtiveram a sua independência economica e financeira fazendo dívidas, eu digo tomar emprestado capital, pagar o aluguel(juro) enquanto usar produtivamente, e devolver quando for o combinado.
    Chamo juro de aluguel, assim como muitos alugam uma casa,QUE é um capital em forma de imóvel, cujo juro é o aluguel.No futuro, o que aluga a casa e paga aluguel(juro) não ´precisa mais da casa(capital) e devolve conforme o combinado,(contrato de aluguel).
    Tomar capital e não aplicar corretamente, é MALVERSAÇÃO,incompetência,outra coisa.
    Acho que estão confundindo as coisas,estão fabricando dinheiro e aplicando em coisas improdutivas,roubos desvios, ora,ora, isto é outra coisa,OUTRA COISA, ROUBAR NÃO É MALFEITO, É ROUBO,CRIME MESMO!
    ESTÃO CONFUNDINDO INCOMPETENCIA E ROUBO COM APLICAÇÃO DE CAPITAL.....
  • Arnaldo  13/07/2015 03:10
    Aí que está a questão o seu endividamento foi aplicada na alocação de recursos escassos em demandas legítimas de mercado. Não foi a dívida que vc contraiu que te enriqueceu. O que enriqueceu-o foi a alocação dos recursos para suprir legítimas demandas de mercado. Ou seja você prestou um serviço ou criou que benificiou alguém. Agora se o seu endividamento veio de dinheiro fabricado pelo governo. Então o que aconteceu foi a redistribuição de renda dos mais pobres para os ricos. Uma vez que esse empréstimo vai gerar inflação já que não foi um recurso financeiro real, Mas a criação de dígitos sem lastro. Tudo bem no final das contas você saiu mais rico, mas se a economia saiu ganhando é outra situação. A questão central deste artigo está no fato de que gasto por gasto público não vai fazer a economia crecer. Então o que realmente importa é atender aquilo que o mercado precisa. E nem é preciso falar que a iniciativa privada tem a melhor capacidade de prever aquilo que o mercado vai precisar no futuro. Gasto público tira do melhor gastador os recursos para deixar com o pior gastador. Isso que resulta na carestia, ou seja a escassez dos recursos no mercado e prejudicando todo mundo. Quando o governa estimula o crédito o governo está alocando o dinheiro em empreendimentos que muitas vezes não mereceriam tais recursos. Isso importa investir em empreendimento que possuem mais chances de dar errado do que o mercado daria.então a chance de um empreendimento virar um elefante branco e não produzir nada aumenta. Ou seja aumenta o empobrecimento da economia pois recursos que seriam produtivos foram jogados no lixo.
  • Adelson Paulo  13/07/2015 13:18
    Eugenio, você assumiu dívidas que você terá que pagar no futuro, ou sua empresa assumiu dívidas que ela terá que pagar no futuro. Já o Estado contrai dívidas hoje para outros pagarem no futuro, sem qualquer responsabilização dos agentes políticos sobre a inadequado aplicação destes recursos.
  • Felipe Lange S. B. S.  12/07/2015 22:59
    Falando em economia, como aquela crise que começou a ocorrer na China (o caso do bloqueio das ações por 6 meses e sua queda), pode afetar os outros países do mundo?

  • anônimo  13/07/2015 01:42
    Mais uma lei tentando revogar a lei da gravidade, suponho que esta recente queda em Xangai, ainda é a "armadilha do touro" só quando esta se dissipar e o mercado afundar, saberemos o nível de contágio, até lá é bom procurar ativos de alta liquidez, pois a derrota pode ser grande.
  • Renato  12/07/2015 23:29
    Em defesa do "estímulo" keynesiano: se a gente tivesse vários desses elementos ao mesmo tempo:

    - Dinheiro de crédito conversível em ouro (o padrão ouro com "reserva fracionária")
    - Deflação alta
    - Juros nominais tendendo a zero
    - Salários inflexíveis
    - Desemprego alto
    - BC com os cofres bem-abastecidos de ouro
    - Estado não-caloteiro e em boa posição para pagar a dívida no futuro

    Então eu até entenderia o benefício se o Estado se endividasse e investisse em estradas e represas, com o BC transformando essa dívida em dinheiro para destravar a economia.
  • Vinicius  13/07/2015 01:54
    Ser economista keynesianista é como ser dentista e dizer que é médico.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  13/07/2015 12:43
    Fora com eles!
  • Thiago Augusto  13/07/2015 13:20
    O interessante é que eles não aprendem...
    Dá errado, tentam de novo, foi algum ajuste que faltou, aí tentam de novo, e de novo, e de novo...
    Oferecem um explicação, uma proposta de abordagem tottalmente diferente: governo, sai da frente; não aceitam e "erram tudo exatamente igual".
    Incrível...
  • Joao Girardi  14/07/2015 02:57
    Depende de quem você está falando, os militantes não aprendem mesmo, agora os políticos sabem perfeitamente que vai dar errado, e de fato querem que dê errado.
  • anônimo  14/07/2015 13:57
    Não acho que os políticos queiram que dê errado. Acho que eles são irresponsáveis, querendo apenas colher os frutos de curto prazo.

    Um exemplo é o FIES. Durante o primeiro mandato da mulher mandioca, foram gastos 14 bilhões reais com o programa, só que cerca de 13 bilhões foram gastos apenas no ano eleitoral, ou seja, um gasto insustentável.

    A tonta sabia disso, sabia que nos próximos anos iria ter que cortar drasticamente, e que muitos estudantes e universidades ficariam prejudicados, mas para ela dane-se, importante era se reeleger.
  • Mateus Salazar  14/07/2015 13:14
    A economia keynesianista funciona em casos extremos, é preciso uma economia extremamente afogada para que se aplique tal técnica e gere "benefícios" para o BC
  • Marcelo Caetano  14/07/2015 15:23
    Mateus, não entendi. Você poderia fornecer um exemplo prático dessa situação extrema?
  • Mateus Salazar  20/07/2015 12:57
    Marcelo, um pouco acima do meu comentário, tem um caso que eu acredito que seja um bom exemplo para uma situação extrema, quem o escreveu foi o Renato no dia 12/07/2015 23:29:12, vale lembrar que não sou nenhum economista, mas entendo que essa seria uma situação para desafogar o dinheiro retido pelo governo. Más, como todos sabem o governo não é (ou não deveria ser) o principal responsável pelo avanço de uma economia dentro do país, porém eu acredito que se é necessario movimentar o dinheiro, não há porque não aplicar o keysianismo ou alguma técnica de circulação de dinheiro dentro do país
  • Ulisses  14/07/2015 17:38
    Eu sei que talvez aqui não seja o tópico correto, porém gostaria de saber se alguém conhece algum estudo ou análise à respeito da ZFM(Zona Franca de Manaus)/Suframa do ponto de vista liberal. Agradeço antecipadamente.
  • eugenio  15/07/2015 16:35
    "A MENTIRA É UMA VERDADE QUE SE ESQUECEU DE EXISTIR"(Mario Quintana)

    Contatei ao longo de muito tempo com varios politicos eleitos e não eleitos e o que percebi de mais importante:
    1- ELES MENTEM MUITO!
    2- ELES ACREDITAM ELES ACREDITAM EM SUAS MENTIRAS!!!!
    Sem gozação , sim,prometem o impossivel,o inviável,e ACREDITAM nas suas mentiras!

    3- O povo somente vota em gente assim, que transforma uma promessa mentirosa numa estorinha, na qual esteja contida a solução de seus problemas, de suas
    necessidades,mesmo que seja só uma fantasia, ele precisa acreditar.

    4-UM PROGRAMA MENTAL INSTALADO NO CEREBRO DE TODOS OS HUMANOS:
    Um humano perdido no deserto sem agua, areia por todos os lados, sem bussola,sem celular nem gps,pior do que no mato sem cachorro, vai morrer;O CEREBRO HUMANO PROJETA UMA PAISAGEM, E NELA UM OASIS,E NELA ÁGUA.
    Se nada fizesse, a morte seria de 100%, mas se movimentando mesmo remota a chance de encontrar água seria maior do que ficar parado e desiludido e desalentado.
    FAZER ALGUMA COISA É PRECISO E AUMENTA A CHANCE DESOBREVIVÊNCIA.
    ACREDITAR NA FANTASIA É PRECISO,OS POLITICOS SABEM DISSO E MENTEM OU CONTAM UMA FANTASIA, ou como diria o poeta Mario Quintana:
    "A MENTIRA É UMA VERDADE QUE SE ESQUECEU DE EXISTIR"

    É em cima da necessidade de ter no que acreditar,em alguma coisa fora da lógica,que AS RELIGIÕES , OS POLITICOS E OS ESTELIONATÁRIOS se locupletam.
  • Gabriel Medeiros  20/01/2016 18:11
    "para aumentar seus gastos, o governo incorre em déficits. E os déficits são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro. E tudo isso é acomodado pelo Banco Central.)"

    Minha dúvida é a seguinte. Esse dinheiro criado é apenas eletronicamente ou há o aumento das cédulas em mãos do público? Abraço.

  • Thiago Teixeira  20/01/2016 18:52
    Dada a ineficiencia do estado, o multiplicador keynesiano existe sim, mas seu valor é entre 0 e 1, ou seja, destrói riqueza.
  • Alberto  20/01/2016 19:08
    O texto caiu como uma luva para o Stiglitz:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-bc-no-brasil-estrangula-a-economia,10000009585

    Que acha, Leandro? Acho que foi abordado tudo no artigo, mas fiquei curioso com a coincidência das publicações (contrárias, é claro!!).

    Abraço pessoal.
  • Paulo Henrique  20/01/2016 22:16
    Nada além do já esperado do PT, Saiu Levy, entrou o desenvolvimentista, e para variar, mais crédito.

    Alguma chance de esse crédito fazer a economia crescer artificialmente novamente? Mesmo com a recessão?

    Ou ele só vai se refletir em aumento de preços, inflação?

    O PT vai querer concorrer as eleições de 2018 e ele sabe que não tem chances de vencer com uma economia em recessão, temo que eles terminem por afundar o barco
  • Luis  20/01/2016 22:31
    Esta historia do governo gastar mais para a economia crescer lembra o moto-perpetuo.
  • Luiz Silva  21/01/2016 01:53
    A mudança precisa ser cultural, as bobagens econômicas passam, e o povo aprende se for educado na busca da verdade, principalmente contra a ideia de Mundo Melhor, é preciso combater a Mentalidade Revolucionária por trás de todas essas ideologias e planos econômicos.
  • Diose  01/02/2016 15:17
    Fantástico essa artigo. Simples e esclarecedor. É impossível não pensar na economia brasileira enquanto se lê. Um dos melhores que já li aqui no site.


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