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Por que os serviços do setor privado parecem ser mais caros

Imagine que você seja um excelente mecânico e queira abrir uma nova oficina no seu bairro. O seu objetivo é ofertar serviços básicos de manutenção e conserto de carros para pessoas de baixa renda. E sua intenção é cobrar preços realmente bem acessíveis.

Para isso, você iria cobrar o mínimo possível por sua mão-de-obra, e utilizaria peças de reposição de segunda mão (mas decentes).   

Esse seu serviço seria excelente para aquelas pessoas que querem apenas manter seus automóveis funcionando por alguns anos a mais — ou seja, seu empreendimento não seria nada muito chique, apenas funcional.

Imagine agora que o seu vizinho, vendo que o seu modelo foi bem-sucedido, também decida abrir uma oficina mecânica. Só que ele tem em mente um modelo diferente de negócios. Ele, por meio de um insistente lobby, conseguiu persuadir o governo local de que o acesso a serviços básicos de oficina mecânica é um "direito humano natural", de modo que tal serviço deve ser ofertado gratuitamente para todos os cidadãos.

Dado que ninguém é capaz de ter lucro ofertando serviços mecânicos gratuitos, torna-se necessário alguma maneira de financiar esse serviço "gratuito". Sendo assim, o governo e seu vizinho criam o seguinte esquema: o governo irá criar a "taxa da manutenção automotiva" e irá cobrá-la de absolutamente todas as pessoas que tenham carros no seu bairro, independentemente de se elas queiram ou não utilizar a oficina do seu vizinho. O dinheiro coletado será repassado para o seu vizinho. 

Ato contínuo, seu vizinho abrirá a oficina e anunciará a todos que está ofertando serviços básicos de manutenção e conserto de carros gratuitamente a todos que queiram.

Agora você tem um problema. Mesmo que você esteja cobrando o mínimo por sua mão-de-obra e esteja utilizando as mais acessíveis peças de reposição — de modo que, por exemplo, você cobre apenas $50 para trocar um pára-choque —, você ainda sim estará cobrando muito mais caro do que seu vizinho subsidiado pelo governo, que cobra $0 pelo mesmo serviço.

Você pode tentar baratear ainda mais seu serviço não cobrando nada por sua mão-de-obra. Mas, mesmo não cobrando nada por sua mão-de-obra, você ainda tem de pagar pelas peças de reposição que você compra no mercado de usados. Esse é um custo que você tem, e você tem de repô-lo, caso contrário irá à falência. Ou seja, no longo prazo, você terá de ter alguma fonte de renda. Logo, você não pode ofertar sua mão-de-obra gratuitamente para sempre. 

Portanto, reduzir o preço do seu serviço não irá torná-lo menos competitivo perante seu vizinho.  Você tem de ofertar algo diferenciado, algo que atraia aquelas pessoas que estejam dispostas a pagar por serviços bons. Você pode continuar tentando ofertar serviços automotivos básicos, mas aí você terá de superar seu vizinho oferecendo serviços superiores aos seus clientes. Por exemplo, você pode tentar ser mais educado e mais cortês do que seu vizinho; você pode ofertar serviços mais rápidos; você pode dar algumas garantias a mais por seus serviços etc.

Mas a questão permanece: será que seus clientes valorizariam tanto esses benefícios extras ao ponto de estarem dispostos a pagar, digamos, $50 por eles? Talvez alguns até estejam, mas é mais provável que a maioria prefira receber um serviço inferior, mas gratuito, a um serviço superior, mas que cobre $50.

Lembre-se de que seus clientes são pessoas que querem apenas funcionalidade, e não coisas de primeira.  Elas não ligam muito para os penduricalhos extras que você está disposto a oferecer.

Nesse ponto, você irá perceber que tem de mudar o enfoque. Você terá de se concentrar em outro nicho de clientes. Você agora precisa de pessoas que não estejam satisfeitas com os serviços do seu vizinho, ainda que eles sejam gratuitos. Seu objetivo será cortejar pessoas com carros mais novos, que queiram peças novas instaladas, e que também valorizem coisas como cortesia, pontualidade e conveniência ao ponto de estarem dispostas a pagar por elas.

É claro que esse novo tipo de serviço será mais caro do que aquele serviço simples e austero que você estava planejando inicialmente. Você irá abandonar seus planos de ofertar serviços básicos e, em vez disso, irá abrir uma oficina sofisticada e avançada, que ofereça serviços de alta qualidade a clientes dispostos a pagar mais caro.

Agora existem duas oficinas mecânicas no seu bairro: a do seu vizinho, que oferece serviços básicos a preço zero, mas que é sustentada com o dinheiro "taxa da manutenção automotiva" criada pelo governo e que incide sobre todos do bairro; e a sua, que oferece serviços superiores a clientes que estejam dispostos a pagar bem.

Qualquer um que olhe para essa situação sem saber de nada do que se passou durante o processo de tomada de decisão irá acreditar que a sua oficina privada é inerentemente mais cara por puro motivo de ganância, e que você é um elitista que se recusa a ofertar serviços a clientes mais pobres.

No entanto, é claro que essa é uma interpretação incorreta. Conhecer o processo de tomada de decisão que ocorreu nos bastidores, mas que ninguém viu, nos ajuda a entender que o surgimento da oficina sustentada por impostos obrigou a oficina privada a abandonar seus planos de ofertar serviços baratos. Mais ainda: empurrou a oficina privada para o mercado de serviços mais caros. 

Nesse exemplo, a oficina privada não era inerentemente cara. Sua capacidade de ofertar serviços baratos é que foi impedida pelo surgimento da oficina financiada por impostos.

Utilizei um exemplo de uma oficina mecânica, mas é óbvio que a mensagem é muito mais geral. Esse raciocínio pode ser aplicado a absolutamente todos os produtos e serviços, e os resultados seriam similares. [Nota do IMB: entenda aqui como a existência do SUS encarece a medicina privada e os planos de saúde].

A existência de serviços básicos financiados por impostos expulsa a oferta privada do mesmo (ou até de um melhor) serviço, e estimula os empreendedores privados a se concentrarem em uma clientela de mais alta renda. Isso faz com que os serviços privados aparentem ser inerentemente mais caros. Mas essa é apenas uma impressão superficial. Entender a lógica das escolhas humanas que levam a esse resultado nos faz entender por que não podemos nos deixar enganar por essa impressão superficial.


2 votos

autor

Predrag Rajsic
é pós-doutorando no Departamento de Agricultura, Alimentação e Recursos na Universidade de Guelph, Ontário, Canadá.


  • Rafael  28/01/2015 13:30
    Impressionante. Lembro de ver um leitor aqui pedir que esse artigo fosse traduzido e rapidamente isso foi feito. Parabéns equipe IMB!
  • Julio Heitor  28/01/2015 17:09
    Fui eu :-)

    Esqueci de colocar meu nome no pedido. O Leandro sempre colocou em prática os conceitos de Livre Mercado. Dai ao consumidor o que ele quer...kkk

    Obrigado Leandro!
  • Jeferson  28/01/2015 13:44
    Excelente artigo. Lá pelo meio dele eu já estava pensando em usá-lo como gancho pra falar sobre saúde pública às pessoas, mas vocês já haviam se antecipado a isso.
  • Henrique  28/01/2015 14:07
    O governo pode ofertar serviços mais baratos que o setor privado porque não almeja lucros! Além disso, qual seguradora de saúde privada vai querer oferecer cobertura para idosos sem cobrar preços aviltantes para isso (além do custo mais alto do idoso, a seguradora ainda tem que lucrar em cima!) ?

    Abraços
  • Meirelles  28/01/2015 15:16
    Mais um ignorante não só em economia, como também em história.

    Ele parece desconhecer que, há algumas décadas, antes de o estado se intrometer na saúde, a Igreja mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos -- serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos.

    Mas desde que o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres, a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "O estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos".

    O curioso é que absolutamente ninguém toca nesse assunto. Ninguém comenta como os serviços caritativos da Igreja auxiliavam as pessoas no passado e hoje perderam espaço para o SUS. Defensores da saúde estatal é que devem explicações.
  • Vagner  28/01/2015 15:22
    Correção: O governo pode ofertar serviços mais baratos que o setor privado porque sua receita não advêm da produção e sim do roubo.
  • Silvio  28/01/2015 15:51
    A verdade é que o governo não pode ofertar serviços mais baratos.

    Mesmo que um serviço público aparente ser mais barato, há sempre muitos custos ocultos, os quais põem tudo a perder. Exemplo disso é o custo da nossa educação "gratuita".
  • Yuri  28/01/2015 15:43
    O governo não consegue ofertar serviços mais baratos. Isso é uma ilusão sua. Ele até coloca o preço lá na "etiqueta do serviço" como $ 0, mas na verdade está pagando tudo. E, quando o governo paga, ele tem que cobrar de alguém. Ou seja, nós pagamos ou nossos filhos pagarão (dívida) por isso.

    Entende?

    Mesmo que os servidores públicos sejam tão eficientes quanto os privados (o que normalmente não é verdade), o insumo é comprado a preço maior, pois o processo de compra é burocratizado para tentar evitar a corrupção. Quando o processo de compra é mais liberal, o governo perde com a corrupção. É o famoso se ficar o bicho pega se correr o bicho come.

    Não existe serviço mais barato sem lucro. O lucro e a concorrência são justamente as pecinhas que move o sistema de preços para o nível ótimo. São os fatores que fazem o produtor tentar ser o mais eficiente possível, reduzindo os custos.

    Se um produtor quer ter lucro máximo, ele tem que reduzir seus custos e manter as vendas. Para manter as vendas, ele tem que praticar um preço competitivo em relação à concorrência.

    Se um produtor não tem lucro, ele não precisa reduzir seus custos. Portanto, "o preço" não cai (preço real ou mascarado via impostos).

    Se um produtor tem lucro mas não tem concorrência, não precisa também reduzir os custos. Pode praticar quase qualquer preço, desde que mantenha uma massa mínima de interessados.Esse é o caso do monopólio.

    Portanto, para ter preços baixos de verdade é preciso ter lucro + concorrência. Nenhum dos dois pode faltar meu caro.

    No caso do governo, o serviço não tem lucro nem concorrência. Portanto, o preço é sempre mais caro. A diferença é que é outra pessoa que paga a conta, não o tomador do serviço.

    Aí você pensa: mas é justamente essa a intenção: melhorar a vida de quem não pode pagar!! Sim, mas o problema é que, ao fazer isso, o governo é incapaz de atingir a máxima eficiência, o que causa desperdícios na produtividade geral do país, reduzindo a qualidade de vida daqueles que o próprio governo quer ajudar.
  • Pedro  28/01/2015 18:30
    É justamente pelo fato de não almejar lucros que os serviços oferecidos pelo governo acabam saindo BEM MAIS CAROS e PIORES que os oferecidos pela livre iniciativa. Ou você realmente acha que os serviços públicos são gratuitos? Queria saber então para o que eu trabalho 5 meses no ano só para pagar impostos?

    Sem o sistema de lucros/prejuízos o calculo econômico racional é impossível, além disso a estrutura de incentivos se torna perversa. No serviço público em geral a eficiência é penalizada ao passo que a ineficiência é recompensada. Não há incentivos por parte do burocrata em reduzir custos e aumentar a eficiência do serviço porque o dinheiro necessário para o fornecimento do mesmo é obtido através da força via impostos, em outras palavras, independentemente da satisfação do cliente o dinheiro virá mesmo assim, ao passo que na iniciativa privada o consumidor não é obrigado a pagar por um serviço que ele não contratou e pode muito bem gastar esse dinheiro no concorrente.
  • Henrique  28/01/2015 19:58
    Entendo que o mercado pode oferecer seguro barato para quem é jovem e saudável, mas e quanto aos idosos? E pessoas já doentes antes de comprar o plano de saúde? Até agora ninguém me respondeu!

    Abraços
  • Meirelles  28/01/2015 21:33
    Deixe-me ver se entendi: o cidadão de 85 anos, que fumou a vida inteira, descobre hoje que tem câncer.

    Aí, segundo você, ele tem de ter o "direito" de, após descobrir o câncer, comprar um plano de saúde que cubra absolutamente tudo? E as seguradoras têm a obrigação de bancar todos os custos do idoso, que na prática nunca contribuiu com nada em termos de apólices e prestações?

    Que delícia de vida, hein?

    Mas esquerdista é assim mesmo: além de não entender nada de economia e de querer viver à custa dos outros, também não entende nada de ciências atuariais.
  • Um observador  29/01/2015 00:21
    Henrique,

    Para esses casos que você citou (idosos, pessoas com problemas hereditários, etc) o jeito vai ser contar com a ajuda de parentes, amigos e - principalmente - instituições filantrópicas dispostas a ajudar os menos favorecidos.

    Vale reforçar que em uma sociedade sem um estado-babá para cuidar de tudo, as instituições filantrópicas ficariam muito mais fortalecidas.
  • Bruno  05/02/2015 18:44
    Bem observado, observador.
  • Yuri  29/01/2015 06:13
    Essas pessoas em um país sem estado-baba possuem poupança acumulada durante toda a vida para a velhice. Quem optou por não juntar nada, morre na miséria mesmo. Ex: Japao
  • Tiago Moraes  30/01/2015 13:47
    O Estado oferta serviços mais baratos porque a manutenção desses serviços é paga por você constantemente, do dia em que você nasce até o seu último dia de vida. Na prática, o serviço público só é mais barato na aparência. Olhando mais profundamente ele é infinitamente mais caro que o serviço privado, pois, no serviço privado, você só paga quando usufrui, no serviço público você é obrigado a pagar independentemente de usá-lo ou não e pelo resto da sua vida.
  • Fabio  28/01/2015 14:40
    Eu ainda não sei como aquela menina do SPTV de hoje conseguiria pagar R$ 15.000,00 por uma bomba de insulina se não houvesse o (precária sem dúvida) Art. 196 da CF. Nem sei como meu cunhado com Esclerose Multipla conseguiria pagar R$ 2.000,00 todo mês pelas injeções fornecidas pelo HC estando sem emprego.
    Acredito que única resposta é dos senhores é: que morram?
  • Jr.  28/01/2015 15:15
    Ui! Tão original recorrer a efusões emotivas para fazer um argumento econômico...

    Pergunta nº1: Por que uma bomba de insulina é cara? Quem a encareceu? Dica básica: o equipamento é importado e é cotado em dólar. Quem é que vilipendiou o real perante o dólar?

    Pergunta nº2 : Por que as injeções contra esclerose múltipla insulina são caras? Quem as encareceu? Dica básica: o equipamento é importado e é cotado em dólar. Quem é que vilipendiou o real perante o dólar?

    Você está invocando a ajuda da própria instituição que está f.... as pessoas.

    Por fim, vale perguntar: tais pessoas por acaso não possuem absolutamente nenhum ativo para vender? Carro, roupas, televisão, computadores, nada? Mais ainda: tais pessoas por acaso não têm familiares, amigos ou mesmo colegas de trabalho que possam lhe emprestar dinheiro?

    Tais pessoas, em suma, não poderiam fazer uma combinação destas duas medidas (vender ativos e pegar dinheiro emprestado)? Claro que podem. Mesmo porque, se a resposta for não, tais pessoas dificilmente ainda estariam viva (não têm familiares, não têm amigos, não têm colegas de trabalho e não têm ativos).

    O que você realmente quis dizer, mas não quis falar claramente, é que tais pessoas não devem ter que se desfazer de suas posses e nem pedir dinheiro emprestado, pois isso seria "indigno". Muito mais correto seria elas simplesmente sair confiscando o dinheiro de terceiros. Isso seria uma solução "mais humana".

    Solução sempre existe para tudo, mas isso não quer dizer que determinadas soluções não exijam um alto nível de sacrifício individual.
  • Silvio  28/01/2015 17:35
    Você se esqueceu de citar os impostos sobre esses bens e os custos de importação, os quais são tão altos por causa dessa mesma instituição que f... a gente.


    O Governo é bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer:"veja, se não fosse pelo governo, você não seria capaz de andar!"

    Harry Browne
  • Matheus Polli  28/01/2015 17:10
    Qual parte do texto você não entendeu em que os valores de um produto ou serviço na iniciativa privada quando competindo com o estado sempre vão aumentar?

    E qual sua alternativa moral para tentar salvar algumas pessoas do problema gerado pelo governo: roubar a todos?
  • Brant  28/01/2015 18:11
    Tirando o verniz de apelo emocional do seu post podemos ver o seu real argumento:

    Se eu estiver sofrendo de uma doença terminal e não tiver recursos para pagar o tratamento então eu estou moralmente autorizado a pilhar o patrimônio alheio para custear meu tratamento.


    Alguém mais distraído veria em você um cidadão humanitário preocupado com o bem estar dos mais necessitados, eu vejo apenas mais um defensor do roubo e da violência como solução para problemas complexos.
  • Alexandre  28/01/2015 19:08
    É preciso dar um argumento forte pra esse tipo de pergunta, que é a mais comum.

    A gente tem que achar um jeito de mostrar que, sem o SUS, haveria muito mais espaço/incentivos para caridade.

    Porque eu, sinceramente, não acho que a solução esteja em pedir emprestado ou vender ativos. Tem gente que não tem nada mesmo.

    E precisamos de exemplos. As pessoas querem ver se funciona.

    Lembro dum texto que mostrava que uma entidade filantrópica americana se posicionou contrária à instituição de um imposto que seria revertido para ela justamente para não desincentivas as pessoas a doarem e para não ficar presa às burocracias estatais.

    Alguém sabe do que estou falando?? Acho que era o Exército da Salvação nos EUA...
  • Ricardo  28/01/2015 19:32
    Querer algo bom e "de graça" não existe (nem com comida, nem com moradia, nem com vestuário, que são "necessidades básicas").

    O que você pode discutir é maneiras de reduzir os custos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=105
  • Silvio  28/01/2015 20:00
    O rapaz está dizendo que o estado tem que dar dinheiro para bancar o tratamento de saúde dos outros e você está dizendo deve ser oferecido um argumento forte. Argumento mais forte contra essa caridade alheia do que esse aqui eu não conheço.
  • Felipe  28/01/2015 20:10
    Não vem com argumentos emotivos achando que engana alguém aqui.

    O direito de um é a obrigação do outro.

    Quer dizer que se alguém ficar doente, alguem tem a obrigação de pagar por todo tratamento da pessoa?

    Então, acredito que você está comprometendo seu salário com todos aqueles que estão na fila de espera do SUS, correto?? Ou você é mais um demagogo idiota?
  • Jarzembowski  29/01/2015 10:52
    O welfare state tem 60, 70 anos de existência. A civilização ocidental tem 20 séculos.
    Como que esse pessoal da terceira via, social-democratas, esquerdistas em geral acham que funcionava antes?
    O Estado de bem-estar social inventou a preocupação com os pobres 70 anos atrás?
    O sujeito vive um recorte da realidade achando que é o todo, e por isso não consegue imaginar outra forma de solidariedade que não seja a coerciva e nada solidária redistribuição de renda.
    Existem toneladas de livros, artigos, teses sobre o welfare antes do welfare state, mostrando claramente que a PIOR maneira de ajudar os desfavorecidos é esperar que o Estado o faça:

    Tom Woods - Before the Welfare State.

    Mises - Welfare before the Welfare State


    Book - Welfare before the Welfare State

    the welfare state we're in

    E ainda que o Estado de bem-estar social funcionasse maravilhosamente bem, as consequências a longo prazo são desastrosas como mostra esse livro:

    After the welfare state











  • anônimo  29/01/2015 11:40

    * Sem interferência do governo o custo desses tratamentos seria muito menor, assim como o custo de vida das pessoas.

    * O salário do seu irmão seria maior e ainda assim ele poderia recorrer a empréstimos, financiamentos, caridade, crowdfunding etc.

    * Ele, você, seu vizinho ou qualquer um poderia fazer (e distribuir, vender etc) o seu próprio medicamento caso não houvesse patentes ou regulamentações.



    * Ainda assim 1: É só olhar para o SUS para perceber que a intervenção do governo não é a melhor das soluções.


    * Ainda assim 2: Se você não tem como pagar a sua conta da saúde, a solução é tomar dinheiro a força de todas as outras pessoas, inclusive das que estão em situação igual ou até pior (os pobres e doentes também pagam altos impostos)?



    Você não se preocupa com pessoas que gasta mensalmente "pouco" em saúde, mas sim com caso pontuais de pessoas gastam um valor absurdo. A solução que você dá para esses casos pontuais é interferência do governo, mas o que não entende é que é essa interferência que cria esses casos.
  • João Aloma  09/10/2015 02:36
    Eu pago SUS como contribuinte e como empresario, bem como minha esposa, (somos obrigados por lei) mas quando preciso de atendimento de qualidade tenho que recorrer ao setor privado e, pagar novamente...
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  06/05/2016 15:59
    Na verdade todos somos forçados a ser caridosos...adoraria ser caridoso, metendo um revólver na cabeça de qualquer um, para tirar a grana do fulano e dar aos mais pobres...o imposto, em suma, é isso : é a absurda prática de Robin Hood...
  • Andre Cavalcante  06/05/2016 18:32
    "o imposto, em suma, é isso : é a absurda prática de Robin Hood..."

    Oops. Não sei se você já teve a oportunidade de LER alguma história de Robin Hood (mesmo alguma das adaptações), mas o que ele fazia era roubar dos ricos endinheirados do governo e distribuía entre a sua gente. Ou seja, ele (que era da elite, diga-se de passagem) restituía ao seus conterrâneos o que o governo anteriormente havia roubado, aí sim, por meio dos impostos. Agora se vc só o viu nos filmes de Hollywood, então cê tá certo.

    Abraços

  • Mais Mises...  10/05/2016 12:09
    Sou da área da saúde, Fábio, e posso lhe dizer:
    1) Medicamentos possuem imposto (direto) de pelo menos 35% no seu preço. Sem contar os impostos sobre os insumos (excipientes, o fármaco, frasco/blister, papelão da embalagem...). Além disso, as indústrias farmoquímicas estão presentes nos EUA, Alemanha, Índia e China, principalmente. Portanto, temos que importar os fármacos e sabemos que nosso país adora tributar produtos vindos de fora...

    2) um medicamento, quando novo no mercado, gera um processo de patente, no qual o governo daquele país entrega (de bandeja) o mercado durante 15, 20 anos para que uma empresa possa explorá-lo, sem concorrência, portanto, sob a desculpa de que "ela (empresa farmacêutica) investiu muito e por isso deve ter o monopólio por um tempo para compensar".

    Quando você fala que algum parente seu conseguiu algo pelo SUS(to), saiba que essa 'gratuidade' (para você) saiu (em parte, claro!) dos 21 mil reais que tive que repassar ao governo no último dia 30 de abril. Eu gostaria de realizar uma cirurgia corretiva na perna da minha filha, mas no Brasil não é feito (não é um procedimento clássico a ponto de existir no SUS e não há na rede privada). Com esses 21 mil reais, ao menos pagaria as passagens e parte da estada em nos EUA, para onde a levaria. Mas não posso. Fico de janeiro a abril juntando dinheiro para entregar ao estado que irá comprar (de forma ineficiente e burocrática) produtos para seus eleitores e você acha que isso é o certo... Afinal, resolveu o 'seu' problema.
  • Amazonense  28/01/2015 14:47
    O governo realmente distorce tudo.

    Aqui em Manaus há vários modais de transporte público: vans, micro-ônibus, ônibus convencionais, ônibus bi-articulados (estilo BRT), táxis e uma variação inusitada: mototáxi. Tudo isso "administrado" por um órgão da prefeitura.

    O problema: táxis e mototáxis tem reserva de mercado: só podem ter uma "placa" de táxi uma certa quantidade de pessoas que chegam a pagar R$15.000,00 por isso. Além disso, a qualidade dos ônibus convencionais é baixa (pra não dizer miserável). Assim os outros modais acabam cobrando bem mais caro que a tarifa normal de transporte (que no caso é R$3,00). Os micro-ônibus (aqui chamados de executivos) cobram R$4,20. Apesar do aumento nos convencionais os executivos ainda não aumentaram a sua tarifa - não tem clientes suficientes para isso, porque o serviço também não é de qualidade). Os mototáxis cobram R$10,00 não importando muito o trajeto - para lugares mais distantes ou mudança de zona na cidade o valor vai para R$15,00. Os táxis cobram o quer der no relógio, sendo que só a bandeirada é R$4,50. Da zona sul para a zona norte, o taxímetro é desligado e eles cobram R$60,00. Vans ainda estão no "mercado negro", mas, em geral cobram R$4,20, como os executivos.

    Conclusão: o usuário de transporte está refém da situação: ou usa um transporte ruim, ou tem que partir para um modal bem mais caro. E nenhuma das alternativas é efetivamente (ou melhor, 100%) privado. Se os ônibus convencionais fossem razoavelmente melhores (o BRT realmente funcionasse, por exemplo) já forçaria os outros modais a cobrarem menos. Resultado: todo mundo sonha em ter um carro! E isso em uma cidade que é 1/4 da área de São Paulo, 1/8 de sua população, e temos um percentual de carros na rua em relação a população que é apenas metade da grande metrópole. Então você imagina como é o horário de rush por essas bandas...

  • Gustavo  28/01/2015 15:59
    Uber é a solução!!! E aqui no Rio uma licença para taxi custa R$ 230.000,00.
  • Recruta Zero  28/01/2015 19:49
    O que você descreveu no transporte publico é o que ocorre em todas as capitais do país. E é também a razão que pelo menos uma vez por ano as capitais param, devido a greves.

    Nesse arranjo, os usuários do sistema não são os clientes. Eles são o serviço. E como são "o serviço", e não "o cliente", não tem como reclamar nem da qualidade, nem do preço, nem das greves.

    É como a relação entre um pedreiro, o dono da casa e o muro. O pedreiro é o prestador de serviço, o dono da casa é o cliente, e o muro, bem, o muro é o serviço.

    O verdadeiro cliente, que manda no sistema de transporte publico, é o governo. Todos nesse sistema trabalham na verdade voltados pro governo.

    O governo é o dono da casa, e os passageiros, bem, eles são o muro.

    É por isso que durante a greve ficam funcionários e donos das empresas aguardando a autorização do governo para o aumento da passagem. Os dois lados lucram com o greve.

    Se houvesse livre mercado na rede de transporte essas greves não existiriam, pois qualquer greve seria uma oportunidade pra quem tem carro ganhar um dinheiro fácil levando as pessoas, e seria prejuizo pra quem parou de trabalhar fazendo greve.



  • Paulo  10/10/2015 16:01
    Na cidade onde moro o transporte público é um negócio muito próspero. Ainda assim somos obrigados a andar em ônibus com pessoas caindo pelas janelas e, quando isso não acontece, podemos contemplar quão confortáveis eles são. Aqui no Brasil a iniciativa privada está preocupada apenas em maximizar lucros, independente de qualidade. Você sai de um serviço pra outro ( telecomunicações e um bom exemplo disso), achando que vai ter algo melhor do que o anterior, acaba encontrando um pior. Sempre ouvi dizer que na Alemanha por exemplo os impostos são altos. Ora, a população Alemã também os paga, a diferença é a forma como são aplicados. Sem duvida se fosse de forma parecida aqui no Brasil não haveria tanto descontentamento. Os impostos são necessários no mínimo para a manutenção da infra-estrutura do país.
  • Magalhães  10/10/2015 16:29
    "Aqui no Brasil a iniciativa privada está preocupada apenas em maximizar lucros, independente de qualidade."

    Sim, é só no Brasil que é assim. No resto do mundo, a iniciativa privada opera por caridade.

    "Você sai de um serviço pra outro ( telecomunicações e um bom exemplo disso), achando que vai ter algo melhor do que o anterior, acaba encontrando um pior."

    E sabe por que é ruim? Porque o governo, por meio de agências reguladores, proíbe a livre concorrência nestes setores.

    Em teoria, agências reguladoras existem para proteger o consumidor. Na prática, elas protegem as empresas privadas dos consumidores. Por um lado, as agências reguladoras estipulam preços e especificam os serviços que as empresas reguladas devem ofertar. Por outro, elas protegem as empresas reguladas ao restringir a entrada de novas empresas neste mercado. No final, agências reguladoras nada mais são do que um aparato burocrático que tem a missão de cartelizar as empresas privadas que operam nos setores regulados, determinando quem pode e quem não pode entrar no mercado, e especificando quais serviços as empresas podem ou não ofertar, impedindo desta maneira que haja qualquer "perigo" de livre concorrência.

    Veja, por exemplo, o setor de telecomunicações.

    Em um arranjo de livre iniciativa — pró-mercado —, qualquer empresa que quisesse entrar nesse mercado para concorrer com as grandes estaria livre para isso. Em um livre mercado genuíno, essa empresa simplesmente chegaria, faria sua propaganda e, por meio do sistema de preços, ofertaria seus serviços. Quem quisesse utilizá-la estaria livre para fazê-lo. Quem não quisesse, continuaria com os serviços da Vivo, Tim, Claro e Oi.

    Mas isso não pode ocorrer atualmente. A ANATEL não deixa. Só pode entrar no mercado as empresas que ela aprova. Veja essa notícia (negritos meus):

    Operadora móvel acusa Anatel de negociar decisões com cartel formado por Vivo, Oi, Claro e TIM

    Talvez você se lembre da Aeiou, operadora de celular que atuou no DDD 11 por um breve período, e desapareceu em meados de 2010. Agora, segundo a Folha, a empresa por trás da operadora tem sérias acusações a fazer contra Anatel, Vivo, Oi, Claro e TIM.

    "A Unicel diz que as quatro maiores operadoras do país formaram um cartel para impedir a entrada de novos concorrentes. O grupo agiria em conluio com a Anatel, que negociaria pareceres, votos e até decisões finais com elas.

    A denúncia foi apresentada este mês ao Ministério Público Federal pelo controlador da Unicel, José Roberto Melo da Silva (foto acima). Ele diz que, quando alguma operadora envia um assunto de interesse para a Anatel analisar, alguns superintendentes já acertariam seus pareceres técnicos de acordo com os interesses do suposto cartel. Depois, quando esses pareceres seguem para análise, o relator responsável sofreria pressão interna para aprová-lo. No entanto, se alguma proposta fosse de interesse contrário ao do cartel, haveria pressão para vetá-la – como as outorgas da Unicel, por exemplo.

    Melo da Silva fez esta acusação de forma pública em dezembro, quando a Nextel pediu autorização da Anatel para comprar sua empresa. Prevendo que a agência não aprovaria o negócio, Melo da Silva disse ao Valor:

    O que vemos aqui é a Anatel sendo pressionada por um cartel formado pelas quatro grandes operadoras impedindo a entrada no mercado do quinto competidor."


    Agora, apenas imagine se a ANATEL fosse abolida e todas as empresas de telecomunicação, internet e TV a cabo do mundo pudessem vir livremente pra cá? As tarifas iriam para o abismo e os serviços melhorariam espetacularmente. Grandes empresas que reconhecidamente prestam serviços de qualidade nos mercados internacionais — como a AT&T, Vodafone, Verizon, T-Mobile, Orange — estariam livres para chegar aqui amanhã. Os call centers tornar-se-iam desnecessários, pois mudar de operadora seria algo rápido e gratuito. As empresas muito provavelmente até distribuiriam celulares de graça e ofereceriam vários outros serviços gratuitos, inclusive Internet, que, aí sim, finalmente seria universal.

    Mas não. Se você quiser criar uma empresa de telefonia, de TV a cabo ou de internet, ou se uma estrangeira quiser vir pra cá, é praticamente impossível. Todo o aparato regulatório do estado cria ostensivamente barreiras burocráticas que aumentam proibitivamente o custo final, impedindo a concorrência e o livre mercado nesse vital setor da economia.

    Esse exemplo de telefonia celular é válido para absolutamente todas as áreas da economia controladas por agências reguladoras (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.)

    Se você criar uma empresa para operar no setor aéreo e concorrer com o duopólio da GOL e da TAM, a ANAC irá barrar. (A menos, é claro, que você tenha boas conexões políticas). Da mesma forma, empresas estrangeiras são proibidas de fazer vôos nacionais aqui dentro, para não arranhar a saúde do duopólio.

    Como seria em um livre mercado? Simples. Não haveria obstáculos. Se a American Airlines quisesse operar a linha Curitiba-Fortaleza, estaria livre para isso. Se a Lufthansa quisesse operar Florianópolis- Manaus, que o fizesse. Se a Air China quisesse fazer São Paulo-Salvador, ótimo. Se a KLM quisesse fazer Recife-Rio de Janeiro, melhor ainda.

    Nesse cenário de livre iniciativa, haveria queda nos preços e melhora nos serviços, duas coisas que as empresas protegidas pela ANAC não querem. E esse cenário é fictício simplesmente porque a ANAC não o permite. Ademais, como o espaço aéreo é propriedade autodeclarada do governo, é ele quem determina até quais companhias nacionais podem operar determinadas rotas em determinados horários. Os aeroportos, também monopólio estatal, não podem alocar livremente seus slots (horários de pouso e decolagem). Tudo é regulado.

    E, sobre aeroportos, se você quiser construir e operar um aeroporto por conta própria, desafogando outros aeroportos e melhorando o tráfego aéreo, o governo também não deixa, como comprovou o recente caso da proibição da construção de um aeroporto privado em São Paulo.

    Se uma empresa quiser operar no setor elétrico, concorrendo livremente com as estatais do setor, aumentando a oferta de energia, a ANEEL certamente adotará as mesmas práticas da ANATEL. Houvesse uma genuína livre iniciativa no setor elétrico, quem quisesse produzir e vender energia elétrica, seja ela hídrica, nuclear ou térmica, estaria livre para tal. A produção e a venda de eletricidade seria uma atividade comercial como qualquer outra. Os preços certamente cairiam.

    Se uma empresa quiser prospectar petróleo aqui no Brasil e nos vender, a ANP — cuja função autoproclamada é a de fiscalizar todo o setor petrolífero brasileiro, inclusive os setores de comercialização de petróleo e seus derivados, e o de abastecimento — irá barrar. Ou, no mínimo, irá agir como a ANATEL e proteger a Petrobras, que, aliás, graças aos seus privilégios estatais, já se apossou das melhores jazidas do país, o que inviabiliza qualquer concorrência.

    E esses são apenas os grandes setores. Não nos esqueçamos das regulamentações que inibem o surgimento e o desenvolvimento dos pequenos setores.

    Empresas de ônibus, estações de rádio, de televisão, TV a cabo, provedoras de internet, de seguro-saúde, hospitais, escolas, açougues, restaurantes, churrascarias, padarias, borracharias, oficinas mecânicas, shoppings, cinemas, sorveterias, hotéis, motéis, pousadas etc. Nada disso pode surgir sem antes passar por incontáveis processos burocráticos que envolvem licenciamento, taxas, propinas, inspeções, alvarás, registros cartoriais, reconhecimentos de firmas etc.

    Artigo pra você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049
  • Victor  28/01/2015 14:56
    O botão "curtir" não está funcionando!
  • ADGEFESON RODRIGUES DOS SANTOS  28/01/2015 19:31
    Excelente comparação do fracasso do sistema socialista entre o sistema liberal econômico. O sistema socialista encarece o livre comércio.
  • IRCR  28/01/2015 20:07
    Se não fosse o estado, como que ficaria aqueles pobres que não tem dinheiro nem para comprar uma cesta básica por mês ? Será que deveríamos socializar a agricultura, fabricas de alimentos, restaurantes e supermercados para distribuir comida "de graça" para todo mundo ?
    Acabei de descobrir uma forma de acabar com a fome no mundo, opa não pera.
  • Lucas  28/01/2015 20:13
    Essa foto não faz nenhum sentido para o artigo. O adequado seria em mostrar a altissima qualidade de serviços privados pagos provocados pela oferta de serviços publicos "gratuitos". No caso aqui seria mais apropriado por exemplo uma imagem de uma ambulancia do Samu ao lado de uma ambulancia desses hospitais privados da elite como o Sirio-Libanes. Essa imagem ficaria melhor: i61.tinypic.com/20z7jgz.jpg
  • Anônimo  29/01/2015 00:03
    Desculpem a pergunta mas, como vocês aqui do mises enxergam isso aqui?

    A melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal: www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/melhor-educacao-do-mundo-finlandia.html
  • Malthus  29/01/2015 02:43
    Já explicado várias vezes aqui.

    A explicação para a educação da Finlândia -- e a da Estônia, quase tão boa quanto -- é outra: o idioma. Se o idioma é simples e claro, os estudos se tornam mais lógicos e o aprendizado, mais fácil. Há estudos inteiros sobre isso.

    Desde 2006 a amostra de países do PISA foi aumentada, incluindo diversos países em desenvolvimento. Um deles foi a Estônia. E desde então ela também passou a ocupar as posições mais altas no PISA dentre as nações ocidentais (nunca tão boas quanto as da Finlândia, mas ainda assim acima de Noruega, Suécia, Alemanha).

    Há um fator em comum entre Finlândia e Estônia: as línguas de ambos os países não pertencem ao ramo indo-europeu comum a quase toda a Europa, mas ao ramo fino-úgrico; e são muito parecidas entre si.

    Se a tese ainda parece duvidosa, considere o seguinte: dentro da Finlândia há uma minoria de falantes do sueco. Essa minoria é, em média, mais rica do que a de falantes do finlandês. No entanto, as notas dela no PISA são muito inferiores às deles. A tese do papel da língua na educação finlandesa é exposta neste breve artigo de Taksin Nuoret.

    finnish-and-pisa.blogspot.com.br/

    Assim como saber latim ajuda muito no entendimento de outras línguas, até do inglês, tudo indica que o idioma fino-úgrico também é uma mão na roda.


    P.S.: aviso a terceiros: gentileza ler a matéria completa antes de reclamar.

    P.S.2: Na Finlândia, não há estabilidade para professores. Eles podem ser mandados embora caso não tenham uma produtividade aceitável. Também, as escolas finlandesas possuem grande grau de autonomia onde o currículo tem liberdade para ser ajustado. Lá, Paulo Freire não tem vez.

    P.S.3: a educação no Brasil também é 100% estatal, gratuita e universal (qualquer um pode estudar em escola pública). Por que não é boa?
  • Um observador  29/01/2015 10:33
    Anônimo,

    Apenas uma correção: isso era em 2012. Atualmente a Finlândia já caiu para a 5ª colocação no ranking da Pearson, ficando atrás de Coréia do Sul, Japão, Cingapura e Hong-Kong.
    thelearningcurve.pearson.com/index/index-comparison

    Mas na verdade isso não importa muito. Olhar qual sistema de educação ocupa o primeiro lugar do ranking é quase que irrelevante. Pouco adianta olhar um ponto isolado e tentar obter conclusões a partir disso, afinal de contas você pode estar analisando um ponto fora da curva.

    Portanto, seria melhor perguntar: de forma geral os países com sistema de educação majoritariamente privado encontram-se em que lugar no ranking? E os países com sistema majoritariamente público?

    Só assim para poder tirar uma conclusão melhor. E ela certamente será diferente do que a conclusão apresentada nessa matéria que você linkou...


  • Anônimo  29/01/2015 17:54
    Se eu fosse um esquerdista eu diria o seguinte "olha só a Finlândia, tem educação de qualidade para todos e gratuita provida pelo estado, portanto, isso mostra que é possível e bem mais plausível do que o modelo utópico liberal". (Entendam que estou fazendo esses questionamentos somente para entender melhor os conceitos e ter mais base para refutar os argumentos da esquerda, não pra causar discórdia).
  • Leandro  29/01/2015 19:26
    Vou repetir a mesma coisa que disse aqui há 3 dias:

    Dentre todos os serviços ofertados pelo estado, educação é o único que pode manter uma certa qualidade por um tempo mais prolongado (o que não significa que não haverá desperdícios, é claro, pois isso é inerente à atividade estatal).

    Por que a educação estatal é a única que pode manter sua qualidade por mais tempo? Porque "dar ensino", ao contrário de "dar saúde", é algo perfeitamente possível de ser feito no âmbito estatal -- afinal, basta colocar um sujeito pra falar.

    Já a saúde, por outro lado, é um setor que consome capital -- e, logo, precisa receber maciços investimentos em capital para constantemente repor o estoque que foi consumido. (Sobre a impossibilidade de o estado fornecer saúde de qualidade por muito tempo, ver os artigos sobre saúde deste site.)

    Tal necessidade de reposição constante de capital não ocorre na educação -- a menos que consideremos a necessidade de repor quadro-negro e giz, coisas de custo ínfimo.

    Logo, dizer que é possível o estado ofertar educação de qualidade não é nenhuma afronta à lógica econômica; basta o estado contratar um sujeito inteligente e com boa didática para sair falando para seus alunos.

    Agora, se o estado realmente terá essa competência, aí já são outros quinhentos,
  • Lopes  29/01/2015 13:05
    Para dois países que não detêm 1/30 da população brasileira somados e produzem bem mais riqueza (a Estônia, não sem uma contribuição do Steve Hanke, vem ascendendo no báltico bem acima do nada que era durante o regime soviético) per capita para ser expropriada na manutenção de um ensino público julgado como de qualidade por uma avaliação internacional, não é surpresa.

    Em si, parafraseando um breve comentário que receio ter lido do Leandro há alguns tempos, é perfeitamente possível garantir um ensino público por uma quantia considerável de tempo porque "dar conhecimento" é muito mais simplório do que dar saúde em todo o arcabouço técnico que tais duas palavras mensuram - basta conseguir gente decente para falar e ouvir os alunos por um ano letivo todo. E isso nem mesmo o caríssimo Ensino Superior brasileiro consegue: a USP passou 100 dias de greve - quais empresas livres do estado posso listar que possuem balancetes suficientes para passar ao menos 30 dias sem funcionar?

    Enquanto isso, nos EUA, os gastos com "educação" (detesto o termo 'educar': é de uma pedância absurda) aumentam e os resultados apenas ficam estáveis ou pioram. O ensino de lá, não muito diferente do daqui, é um perfeito raciocínio misesiano da oferta de serviços sob uma conjuntura socialista: há infinitas engrenagens mas nenhuma razão para girar - o aluno é somente uma externalidade e seu agrado não é necessário para que impostos sejam coletados e salários recebidos; o resultado é um sistema emaranhado em que a incompetência é remunerada e não há se quer interesse em jogar fora os professores do estado por parte dos gerenciadores de tal serviço em prestação - por que fazer? A escola não irá à falência se eu ingressar na dor de cabeça de confrontar a legislação sindical para a demissão (o resultado é a famosa dança dos limões, em que os maus professores são trocados entre as escolas por barganha).

    Veja este gráfico:
    Os EUA gastam mais com educação por pessoa do que a própria Finlândia!
    static2.businessinsider.com/image/4f0b5867eab8ea4c24000033/spending-per-pupil-by-country.jpg

  • Imobiliária  29/01/2015 15:53
    Não entendi a sua bronca com o termo "educar". Qual exatamente o problema com ele? Confesso que fiquei curioso.

    Non dvcor, dvco
  • Amazonense  29/01/2015 20:35
    Essa é fácil fácil de entender.

    Educação é algo inerentemente familiar e individual. No máximo as escolas instruem. Aqui no Brasil elas somente doutrinam! Educar é a arte de formar caracteres e isso não é feito nem rapidamente, nem sem a presença da família, como querem os atuais "dirigentes da educação tupiniquim".

    OFF: recentemente fui chamado a uma "reunião de pais" - as professoras começaram falando em como eu, como pai, deveria falar com meu filho, não bater etc. etc. etc. Levantei-me e fui embora. Uma professora me pegou à porta e questionou porque estava indo embora. Disse-lhe falando bem alto para que todos escutassem: "no meu tempo de aluno, a escola fazia reuniões de pais para informar aos pais o que estavam fazendo com seus filhos, e justificar bem justificadinho. Hoje, parece que a escola além querer doutrinar os nossos filhos com um monte de bobagem quer me ensinar a ser pai. Amanhã voltarei aqui e conversarei pessoalmente com cada professor de meu filho e espero que o professor esteja preparado para se justificar perante mim o que tem feito com o meu filho. Boa tarde!" Antes de chegar ao carro, um outro pai me alcançou e disse que a reunião havia sido encerrada. (E olha que era um escola privada).
  • anônimo  09/10/2015 10:36
    Professor é um bixo covarde, se caga de medo de pai de aluno.E não tenham ilusões: eles descarregam sim nos alunos todos os recalques de suas vidas medíocres.
    A solução seria home school, mas eles são os primeiros a se opôr.
  • Tio Patinhas  29/01/2015 21:01
    Muitas vezes é melhor ler o que os finlandeses falam, apresento um site finlandês:

    yle.fi/uutiset/childrens_ombudsman_one-eighth_of_boys_have_poor_reading_skills/7753344

    yle.fi/uutiset/preschool_law_change_takes_finns_by_surprise/7730911

    yle.fi/uutiset/teacher_finnish_schools_let_down_two-thirds_of_kids/7456598

    www.finlandforthought.net/2007/11/26/educated-finns-earn-less-and-longer-hospital-queues/

  • Emerson Luis  02/02/2015 10:33

    "Isso explica a evolução fatalmente dolorosa da humanidade. A humanidade se caracteriza, em seus primórdios, pela presença da ignorância. Logo, está limitada às consequências imediatas de seus primeiros atos, as únicas que, originalmente, consegue enxergar. Só com o passar do tempo é que aprende a levar em conta as outras consequências.

    Dois mestres bem diferentes lhe ensinam esta lição: a experiência e a previsão. A experiência atua eficazmente, mas de modo brutal. Mostra-nos todos os efeitos de um ato, fazendo-nos senti-los: por nos queimarmos, aprendemos que o fogo queima. Seria bom se nos fosse possível substituir esse rude mestre por um mais delicado: a previdência. Por isso, buscarei a seguir as consequências de alguns fenômenos econômicos, opondo às que são visíveis àquelas que não se veem."

    Bastiat

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=342

    * * *


  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  29/03/2015 23:06
    Excelente e realista! Mostra fielmente o que os governos são: máfias "legalizadas" sob o comando de vagabundos, que lucram sob a bandeira do "altruísmo" e outras mentiras que nos contam desde pequenos para encobrir seus erros e ineficiências. O estado é uma fraude coletiva e homicida. Até quando o gado (humanidade) irá acreditar nas mentiras estatais?
  • Luis Eduardo Mangini Rego Freitas  09/10/2015 02:37
    O pior é quando a lei nomeia isso de direito. O Senado acabou de conceder a todos os "direito ao transporte". Isso equivale a estatizar um setor que certamente será obrigado a abrigar apaniguados políticos, funcionários públicos e toda a sorte de privilegiados por um custo exorbitante a ser pago por toda a população...
  • Fellipe Adorno Claudino da Costa  09/10/2015 02:38
    Troque oficinas por faculdades e acrescenta na história uns políticos demagogos que defendem a todo o momento aumentar a "taxa do ensino superior". Pronto, a discussão é semelhante.
  • Charles  09/10/2015 18:12
    Que conversa pra boi dormir hein?
    Nao ha pais europeu, que cobre tao caro uma consulta a medico tao cara quanto oBrasil, e os servicos publicos sao infinatamente melhores que o nosso SUS! Que e negligenciado pelo governo e muitas vezes fraldado pelos *profissionais da saude, como demonstrado na operacao ONIPRESENTE da PF de Santa Catarina. Parem de assistir ao Big Brother, e vao se informar. Ou pelo menos nao tentem explicar a exploracao a qual nos submetem com argumentos chulos!
  • Bronson  09/10/2015 18:26
    "Nao ha pais europeu, que cobre tao caro uma consulta a medico tao cara quanto oBrasil, e os servicos publicos sao infinatamente melhores que o nosso SUS!"

    E no que isso refuta o presente artigo? Por favor, diga.

    "Que e negligenciado pelo governo e muitas vezes fraldado pelos *profissionais da saude, como demonstrado na operacao ONIPRESENTE da PF de Santa Catarina."

    Sabe por que o SUS é ruim? Por isso aqui.

    "Parem de assistir ao Big Brother, e vao se informar. Ou pelo menos nao tentem explicar a exploracao a qual nos submetem com argumentos chulos!"

    A julgar pelo nível do seu português, da sua capacidade interpretativa, e da sua capacidade comunicativa, o próximo sério candidato a vencedor do Big Brother é justamente você. Seu futuro está garantido. Não desperdice sua ignorância. Ela pode lhe render bons frutos nesse país.
  • Chaplin  06/05/2016 18:56
    O bom do SUS ser fraldado é que se ele fizer merda já estará protegido.
  • opinador  06/05/2016 19:06
    Mais um esquerdinha que não leu o texto...

    "Nao ha pais europeu, que cobre tao caro uma consulta a medico tao cara quanto o Brasil, e os servicos publicos sao infinatamente melhores que o nosso SUS!"

    Existe o custo implicito, ou seja, o custo embutido nos tais serviços publicos de qualidade.

    Esse é o verdadeiro custo dos impostos que são pagos principalmente pelos mais pobres. Pq?

    Pois os custos dos impostos são repassados aos custos dos produtos e serviços.

    Nos casos dos paises europeus, esses custos de impostos pelas empresas são compensados de outras formas, pois existem outros fatores que permitem margem para diminuição de custos como menor custo em burocracia por exemplo.

    Olhe o caso dos paises nordicos, tem impostos elevados porém tem outras compensações que aliviam o custo dos produtos.

    E a propia concorrencia no setor privado é bem maior.

    Mas não se iluda pois a medicina lá é bem cara sim...

    www.netdoctor.co.uk/health-services/private-treatment/a4556/how-much-will-a-private-consultant-charge-to-see-me/

    Uma consulta médica em UK é de 100 a 250 libras.

    O que dá de 500 a 1000 reais.

    https://www.publico.pt/sociedade/noticia/precos-das-consultas-medicas-privadas-podem-variar-80-euros-1219000










  • Renato  06/05/2016 17:17
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Criolipo  06/05/2016 18:51
    Enquanto houver competição, o consumidor estará protegido. Toda vez que há concentração de mercado, a sociedade como um todo perde. Vide o sistema financeiro no Brasil. É um dos setores mais concentrados do Mundo. O Brasil está na mão de banqueiros que fazem o que quiserem com o consumidor.
  • Taxidermista  06/05/2016 19:43
    "Toda vez que há concentração de mercado, a sociedade como um todo perde"

    Não necessariamente. Se a concentração se dá num ambiente de mercado onde não há barreiras estatais (à entrada no mercado em questão), então a concentração é fruto da eficiência econômica e é benéfica ao consumidor. A "sociedade como um todo" ganha: preços baixos e qualidade alta.

    Agora, se a concentração decorre do fechamento do mercado por obra do estado, então aí sim ter-se-á ineficiência econômica (preços altos e qualidade baixa), com aniquilamento da competição em prol de empresas escolhidas pelo burocratas estatais. Aí sim a "sociedade como um todo" perde.

    Leia esse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057


    "Vide o sistema financeiro no Brasil. É um dos setores mais concentrados do Mundo. O Brasil está na mão de banqueiros que fazem o que quiserem com o consumidor"

    E vc sabe pq? Pela razão exposta acima. Confira:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387
  • Gustavo.  06/05/2016 19:45
    Muito bom.
  • Pilates  06/05/2016 19:48
    A concorrência gerará qualidade muito melhor e preços menores. Quando uma economia possui poucos players, a comunidade conviverá com serviços e produtos com menos qualidade e eficiência e preços mais altos. Vide exemplo do governo militar que impôs barreiras para a aquisição de produtos de informática na década de 70/80. Com nenhuma concorrência, comprar um computador no Brasil custava 650% mais do que o mesmo produto nos Estados Unidos.
  • Taxidermista  07/05/2016 00:18
    "Quando uma economia possui poucos players, a comunidade conviverá com serviços e produtos com menos qualidade e eficiência e preços mais altos"

    Não necessariamente, conforme eu disse acima. Uma economia ter "poucos players", por si só, não implica "serviços e produtos com menos qualidade": se o pequeno número de players é decorrente da competição firmada num mercado livre (ou seja: mercado sem restrição estatal à entrada), então esse pequeno número é decorrência da preferência dos consumidores (ou seja, é decorrência da eficiência das firmas na satisfação dos consumidores).

    Compreenda: a existência ou não de concorrência não é dada pelo "número de players".

    Essa ideia de que economia com "poucos players" implicaria "ausência de concorrência" é uma ideia errada que se repete nos livros-textos de economia mainstream (neoclássica). É a tal da doutrina da "concorrência perfeita", doutrina, repito, equivocada.

    Leia esse artigo, por favor: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1603


    "Vide exemplo do governo militar que impôs barreiras para a aquisição de produtos de informática na década de 70/80"

    Aí sim tem-se um exemplo de aniquilamento à concorrência, justamente porque o governo impôs barreiras no mercado. Conforme dito nesse artigo (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057): "É o governo quem cria e sustenta cartéis e monopólios ineficientes".
  • Amo-PT  06/05/2016 21:11
    O problema do Brasil são os grandes grupos econômicos privados que estão sugando a energia do país. Enquanto não houver estatização em massa dos meios de produção, estaremos na mão de empresários sangue-sugas. O povo é escravo e massa de manobra da mídia golpista e da direita que extropia a população. www.pt.org.br/
  • a  07/05/2016 02:05
    O estado brasileiro tem que ser racionalizado e não-corrupto, com impostos mínimos.
  • Fernando  07/05/2016 10:43
    O Brasil é um país com capitalismo de máfia, porque muitos preços são controlados, licitações combinadas, mercados controlados, impostos mais altos para importação, concessões fraudulentas, leilões bilionários do governo, proibições de serviços de transporte, mais de mil páginas de legislação tributária, obras superfaturadas, pagamos por serviços públicos que não são prestados, excesso de contrabando, excesso de sonegação, excesso de corrupção, excesso de sindicatos, etc.

    Enfim, esse capitalismo de máfia não vai funcionar.
  • Pobre  07/05/2016 16:05
    Uma boa medida econômica seria proibir a divulgação de preços com imposto imbutido. Se os preços fossem divulgados sem impostos, as pessoas podem ter muito mais consciência do que é roubado pelo governo.

    A primeira regra do capitalismo é mostrar os preços verdadeiros.

    O governo se esconde e enfia a sua parcela de rendimento dentro dos produtos, como se fosse um sócio que não trabalha.

  • Criolipólise  07/05/2016 17:03
    Realmente quando existe competição, a probabilidade que haja mais qualidade, eficiência e menor preço é muito maior. Acredito que a competição é que levou à humanidade ao atual estágio de progresso. Sem a concorrência, certamente estaríamos estagnados. Vide exemplos da Ex-União Soviética, Ex-Alemanhao Oriental, Cuba, entre outros.
  • Sou obrigado  08/05/2016 03:35
    Boa noite,

    Por acaso alguém tem o ebook ou o livro digitalizado de olivier blanchard?
  • Pilates-Perdizes  09/05/2016 22:52
    O Brasil é um dos países mais fechados do mundo. Qualquer país para crescer precisar estar inserido no mercado mundial com as suas fronteiras bastante abertas. Quanto mais concorrência tivermos do mercado internacional, mais teremos empresas eficientes e eficazes, com produtos e serviços melhores e com menores custos.
  • Eremanthus  01/12/2016 22:30
    Interessante,...
    Podemos efetuar um paralelo com o sinal de TV por satélite,...
    Como o sinal gratuito (R$0,00) da pirataria afeta o preço do serviço pago,...
    Exatamente como mencionado no texto,...
    Mas quem quer abandonar o sinal gratuito da pirataria!?...
    Seria por aí mesmo,...
    Saudações.


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