A verdadeira tragédia grega foi o seu gasto público

A Grécia foi à bancarrota não porque, como dizem os entusiastas do novo governo eleito, pagou taxas de juros "usurárias" sobre sua dívida, mas sim porque se endividou despreocupadamente para que seus políticos pudessem gastar como se não houvesse amanhã.

Vamos aos números.

Se levarmos em conta o valor total de juros pago pelo governo grego em relação ao estoque total de sua dívida, temos que, desde 2006, não houve nenhum ano em que a Grécia tenha pagado mais do que 4,5% de juros sobre sua dívida total. 

Isso dificilmente pode ser classificado como "usura", principalmente quando se leva em conta que a inflação de preços média na Grécia desde 2006 foi de 2%, o que significa que o estado grego jamais pagou juros reais superiores a 2,5% ao ano.  [Nota do IMB: a título de comparação, o governo brasileiro pagar taxas superiores a 10% sobre sua dívida total, e as taxas reais sempre estiveram acima de 4,5%].

Com efeito, no ano de 2013, a Grécia pagou sobre sua dívida pública total taxas de juros nominais inferiores até mesmo às da Alemanha: em concreto, os gregos pagaram 2,28%, sendo que os alemães pagaram 2,62%.

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Gráfico 1: taxa de juros média sobre a dívida pública, 2006-2013   Fonte: Eurostat

E não é só: em 2013, a Grécia foi o quarto país da zona do euro a pagar as menores taxas de juros sobre sua dívida pública:

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Gráfico 2: taxa de juros média sobre a dívida pública em 2013   Fonte: Eurostat

Em que pese todo o bombardeio propagandístico sobre juros usurários contra a Grécia, ninguém deveria se surpreender com os resultados acima, pois foi em 2012 que a troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) aprovou um segundo plano de resgate para a Grécia, pelo qual o governo grego obteve condições de financiamento extremamente benéficas.

O principal culpado: o descontrole do gasto público

Antes da crise, o volume total da dívida pública grega era de 250% das receitas do governo (2,5 vezes maior).  Na Alemanha, a título de comparação, esse valor era de 150%. (1,5 vez maior).

No entanto, após a crise, o valor grego pula para 350%, chegando a superar 400% (4 vezes maior) no ano de 2011.  Vale notar que tanto o resgate quanto as medidas de "austeridade" começaram a ser implantados na Grécia apenas no ano de 2010, só que em 2009 o governo já tinha um volume de dívida pública totalmente descontrolado.

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Gráfico 3: relação entre dívida pública e receitas do governo, 2006-2013  Fonte: Eurostat

E o que fez aumentar essa dívida pública?

Enquanto a Alemanha conseguiu manter constante, em termos reais, seu gasto público por habitante entre 1996 e 2008, a Grécia o aumentou em nada menos que 80%. 

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Gráfico 4: gasto público real por habitante, 1996-2013     Fonte: Eurostat

A hipertrofia do estado grego simplesmente não possui similares na Europa, especialmente se levarmos em conta como ele se financiou: a Grécia não apenas foi um dos países que mais aumentou seu gasto público, como também foi o que recorreu com mais obsessão ao endividamento para financiá-lo.

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Gráfico 5: aumento da dívida pública entre 1996 e 2008   Fonte: Eurostat

Como consequência desse enorme crescimento do endividamento (e não como consequência de altas taxas de juros), o gasto anual com os juros sobre todo esse estoque de dívida superou, até o segundo pacote de resgate, o valor de 12% das receitas do governo (em 2011, antes do resgate, o total de juros pago por ano era 17% maior do que as receitas).  Compare isso à Alemanha, cujos gastos com juros se mantiveram estáveis em 6% de todas as receitas.

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Gráfico 6: total de juros pagos em relação às receitas do governo, 2006-2013    Fonte: Eurostat

Vale enfatizar: o problema não foi a taxa de juros que a Grécia pagou sobre sua dívida pública, mas sim o enorme volume de sua dívida pública, o que elevou sobremaneira o valor absoluto dos juros pagos. 

Matemática básica: 50% de 10 euros são 5 euros, 1% de 1 bilhão de euros são 10 milhões de euros.  Uma taxa de juros baixa não fará com que seus gastos totais com juros sejam baixos se você deve muito dinheiro.

Sendo assim, a responsabilidade pela situação financeira grega deve ser atribuída a quem gerou esse elevado volume de endividamento: os políticos gregos e todos aqueles que aplaudiam e que foram beneficiados pelas políticas de endividamento do governo (antes e depois da crise). 

O fato é que o grosso da dívida pública grega foi emitido antes que a Grécia fosse socorrida pela Troika: 90% da dívida pública grega do ano de 2010 já havia sido emitida antes de 2010. 

Nem sequer é possível culpar as políticas de suposta austeridade ("suposta" porque um governo sob austeridade genuína não pode aumentar impostos; é como dizer que um trabalhador que está praticando austeridade pode aumentar seu salário): mesmo que o governo grego tivesse sido capaz de manter o mesmo volume de receitas de 2007 (algo muito difícil em meio a uma forte recessão), o tamanho de sua dívida pública em 2011 em relação às suas receitas seria de 391% (comparado aos 403% que realmente foram, e aos 180% da Alemanha), e o peso dos juros em relação às receitas totais teria sido de 15,8% (em relação aos 17,1% que realmente foram, e aos 5,8% da Alemanha).

Portanto, é necessário honestidade: o governo da Grécia não quebrou por causa da Troika e o governo da Grécia não está financeiramente na lona por causa da Troika.  O governo grego está quebrado como consequência das políticas ilustradas nos gráficos 4 e 5.

Enquanto a Alemanha estabilizou seu gasto real por habitante (isto é, descontando a inflação de preços) entre 1996 e 2007, a Grécia o aumentou em mais de 80%, e recorreu ao mero endividamento para financiar a maior parte dessa brutal expansão do seu gasto público.  O governo chegou a um ponto em que simplesmente não mais consegue pagar nem mesmo as prestações dessa dívida.

A composição do gasto público grego

À luz dessa hipertrofia estatal, era óbvio que ao governo grego não restava outra solução senão cortar muito intensamente seus gastos caso quisesse sobreviver financeiramente.  Mas será que mesmo isso foi feito?

O gráfico abaixo mostra a composição do gasto público grego.  O gasto com educação, políticas sociais e saúde disparou de 24,6% do PIB em 2004 para 31,1% do PIB em 2012.  Ou seja, não só os gastos do governo grego se concentram nos "gastos sociais", como também esta foi a rubrica que mais aumentou em termos relativos desde 1996.

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Gráfico 7: composição do gasto público da Grécia, 1996-2012   Fonte: Eurostat

Sim, é verdade que, desde 2009, com as seguidas quedas do PIB, o fato de os gastos sociais terem subido em relação ao PIB não significa que eles aumentaram em termos absolutos, uma vez que o PIB vem se contraindo desde 2009.  No entanto, o que isso realmente significa é que os gastos que menos foram reduzidos proporcionalmente foram justamente aqueles que mais cresceram até 2009: os gastos sociais.

Conclusão

A conclusão é fragorosa e deve servir de lição: sim, um país pode quebrar por gastar excessivamente com "políticas sociais". 

Não é questão de ideologia, mas sim de contabilidade. 

Mais ainda: para evitar essa quebra, é imprescindível que ele tenha de cortar de maneira intensa todos os gastos voltados às políticas sociais.

No entanto, longe de ter aprendido a lição e de assumir a culpa pelo próprio desastre, o novo governo grego não apenas aponta o dedo para terceiros, como ainda promete voltar a aumentar maciçamente o gasto público (estão prometendo mais benefícios sociais, energia gratuita para 300 mil gregos, e mais moradias populares).

É óbvio, portanto, que não entenderam nada.

A questão é simples: quem não pode pagar indefinidamente, não pode gastar indefinidamente. 

País nenhum.


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SOBRE O AUTOR

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.



Henrique Zucatelli
Bom dia
Sei que ter capital, fundos, poupança é importante mas:
Será que os consumidores quererão os meus produtos e serviços.
Se ninguém se interessar em comprar meus produto ou serviço que eu estou vendendo?
Se surgir uma oportunidade de negócios vou perder?
Meus concorrentes oferecerem melhores produtos e serviços que eu vou ter que aprimorar meus produtos ou serviços senão vou pra falência.
Isso estou vendo do lado do produtor, fornecedor de produtos e serviços.
Do lado do consumidor:
Será que preciso desse produto ou serviço?
Se preciso vou pagar a vista ou a prazo?
Caso eu compre à vista vou ter de poupar para adquirir o produto ou serviço que quero.
Caso eu compre à prazo vou ter de calcular quanto do meu ganho posso desprender para gastar.
Qual é melhor comprar a prazos curtos ou longos?
E finamente o que não se deve fazer:
Vou tomar empréstimo para comprar bens de consumo.
Vou compra itens no cartão de débito\crédito mesmo que não tenha fundos para cobrir o mesmo.
Vou Tomar empréstimo para pagar o cartão.
Isso do lado do consumidor.
Do lado do produtor\finacista e fornecedor de serviços:
Vou produzir itens em grande quantidade, mesmo que não consiga vender tudo.
Vou me associar a políticos para que tenha venda cativa de produtos e serviços para o governo cobrando acima do mercado e oferecendo produtos e serviços ruis
Vou toma empréstimo do governo para especular a compra e venda de empresas, mesmo que não entenda o que elas produzem ou serviço que elas oferecem.
Criarei lobis junto ao governo para que os meus interesses sejam atendidos.
Se falir terei AMIGOS no governo e me dá uma mãozinha.

O item 4 é contraditório com o item 10.
O professor Mueller tem uma visão um tanto equivocada com respeito à lógica.
Tanto a lógica aristotélica, quanto a lógica simbólica, incluindo a teoria dos conjuntos, são sistemas de ordenação argumentativa orientados na direção dedutiva nos quais a inferência está ligada necessariamente às premissas.
Para que o valor seja logicamente subjetivo, temos que incluir o valor campo dos objetos predicados por subjetivo.
Ora, vejam:
Para que isso ocorra, temos de recorrer às definições desses termos, pensando no método geométrico, as definições deveriam anteceder às teses, não estar incluídas nelas. Se ocorrer essa inversão lógica, o argumento é falacioso, chamada de Petição de Princípio (vide ORGANON - Aristóteles; COPY - Manual de Lógica; pesquisem sobre método geométrico)
Além disso, para que não haja inconsistência entre os itens 4 e 8 o trabalho deveria ter sido definido, tal como o valor o foi, como subjetivo. Senão o item 8 cria uma ambiguidade na passagem (por si só) que, do ponto de vista lógico, é um condicionante. Sem tal definição, o valor parece ter uma parte subjetiva e outra objetiva e, pior ainda, somente o condicionante do valor parece ser subjetivo. Se o trabalho não for caracterizado como subjetivo, o valor é efetivado objetivamente e, portanto, é objetivo.

Uma reordenação não viciada desses itens deve começar supondo o item 4, isto é, ser uma hipótese (eliminação do item 10). Posteriormente, definir o trabalho ou, por extensão ampliativa, incluir o trabalho no item 4.
"Se "4" e o trabalho for subjetivo, então "1""2""3""5""6""7""8""9""

Outro problema, mais grave, é usar o termo subjetivo e, por extensão, objetivo como predicados lógicos, i. é., características de coisas. A distinção entre subjetivo e objetivo é maior, isto é, anterior no processo de conhecimento, do que aquilo sobre o qual a lógica trata: as relações entre enunciados. Digamos, em termos mais simples, subjetivo não é uma característica de coisas, mas de afirmações, frases (vide POPPER - Lógica da Pesquisa Científica; RUSSELL & WHITEHEAD - Principia Mathematica; TARSKI - A Concepção Semântica da Verdade). Para incluir subjetivo e objetivo no vocabulário é necessário realizar uma metalinguagem que, por definição, exigirá a suspensão e a revalidação das definições. Dizer o por que tais definições devem ser aceitas.

A tentativa de criar leis em uma ciência que sejam a priori não funcionou nem na Física (vide KANT - Crítica da Razão Pura), mesmo na matemática (vide o embate entre FREGE e HILBERT) a tentativa foi, em parte, frustrada. Esse tipo de posição, chamada de Fundacionista, é uma visão, sinto informar, ultrapassada. A exigência de indicações empíricas e construções não totalizantes é regra fundamental para alcançar qualquer teoria saudável no pensamento científico atual.

PS. Desculpem-me o tecnicismo, não tenho o hábito de escrever para leigos. Devo melhorar nesse aspecto.
Bom dia Vladimir, como vai?

Que bom que começou a entender o começo da história. Agora falta a outra metade.

Não tem como prevermos a inovação. Pode parecer pleonasmo, mas inovar é fazer o novo, algo que ninguém fez até hoje. E isso pode dar certo (ou não). Claro que quando pensamos em inovações sempre vem a mente exemplos de sucesso como Apple, Microsoft, Ford e outros. Mas nos esquecemos que estes foram os vencedores. Em seus respectivos momentos, existiram dezenas (ou até centenas) de concorrentes brigando para saber quem iria se perpetuar, e a maioria caiu no caminho, foi absorvida ou simplesmente esquecida.

Se quiser entender mais como funcionam todos esses sentimentos de um grande inventor nos primórdios de sua carreira, recomendo que leia um livro muito bom (meu de cabeceira) do próprio Henry Ford- Os princípios da prosperidade . Tenho um exemplar da primeira edição, com o autógrafo do tradutor, ninguém menos que Monteiro Lobato. É um tesouro que guardo com muito carinho.

Voltando ao assunto, como toda inovação é nova (!), precisará de uma dose maciça de confiança de quem produz, aliado ao fato de que são recursos direcionados a esse projeto, com pouca ou nenhuma certeza de que irá dar certo. Repito à exaustão: quando olhamos invenções consagradas damos um valor a elas que não existia na época.

Justamente por esse princípio, é necessária a existência de poupança para financiar esses projetos. Sem poupança, sem inovação, por melhor que seja a ideia. Se tiver interesse nesse assunto, recomendo um ótimo livro de Peter Schiff - Como a economia cresce, e por que ela quebra .

Inclusive está a venda aqui no IMB:
www.mises.org.br/Product.aspx?id=55 .

Para finalizar, é melhor entender um pouco mais sobre como funciona o socialismo, e porque ele está sempre fadado ao fracasso. Como bem ilustra a Venezuela, os defensores do socialismo desconhecem uma lei básica da economia

Um grande abraço, e ótima semana para ti.










"só consigo comprar um IPhone por 'apenas' R$ 2000,00 porque ele é produzido aos milhões. Caso grande parte da população deixasse de comprar IPhone essa economia seria menos efetiva e com certeza cada IPhone custaria mais para ser produzido. Exemplo canônico: quase ninguém compra uma Ferrari e isso não faz ela ser mais barata, muito pelo contrário, ela seria muito mais barata se todo mundo comprasse uma: seria produzida na China e se chamaria Jac. :D"

Existem duas maneiras de um produto baratear, isto é produzir em larga escala com preços reduzidos ou produzir em larga escala com preços reduzidos e não houver demanda para tal produção, isso significa que pessoas estão se abstendo do consumo ou estão em crise. Portanto, as pessoas que pouparam ontem, hoje podem estar consumindo Iphones e ferraris ou investindo em bens de capital e assim aumentando ainda mais a abundância dos produtos.
Essa situação da demanda aconteceu recentemente com o consumo reduzindo e os preços acompanhando essa redução do consumo praticando menores preços.

"Além da economia de escala existe outro fator que você desconsiderou, as indústrias de bens não são facilmente reconfiguradas para produzir bens para as quais não foram inicialmente projetadas."

Para produzir bens tem que haver capital e o último advém de poupança. Contudo, para haver poupança para a população, os impostos sempre terão que ser baixos e isso possibilitaria empresas de várias partes do mundo vir produzir aqui pelas novas medidas do governo. As indústrias vindas do exterior automaticamente estaria trazendo seu conhecimento e técnicas para tal trabalho, isso significa que o país poderá produzir bens que não eram bons. Essa situação ocorreu na Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Japão e Singapura.
Coreia do Sul não tinha LG, SAMSUNG e Hyundai, e em pouco tempo pelos investimentos estrangeiros obteve conhecimento necessário para produzir o que não sabiam, produtos de alta tecnologia e carros.
Hong Kong seria tecnologia.
Taiwan idem de Hong Kong.
Japão acho que seria o setor automobilístico.
Singapura seria produtos de alta tecnologia.
Até tempo atrás não eram bons no que fazem hoje, e em pouco tempo conseguiram a façanha de realizarem tal ato.


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Jose Roberto Baschiera Junior  26/01/2015 13:44
    Ou seja, a não que esse novo governo faça igual o Lula fez em 2002, abandonar toda a campanha e permitir uma politica econômica ortodoxa, ou os problemas da Grécia estão apenas começando.
  • Forever  26/01/2015 14:40
    O discurso de vitória do senhor Tsipras foi o seguinte:"Hoje foi derrotada a Grécia das elites, dos oligarcas e dos antidemocratas. Hoje venceu a Grécia que trabalha. Nossa vitória é uma vitória para todas as pessoas da Europa lutando contra a austeridade que está destruindo nosso futuro".

    Posso estar enganado, mas acho que o governo que o Mr. Alexis Tsipras irá fazer será no estilo latino-americano: carregado de populismo e sustentado na base do palanque.

    O jeito é acompanhar e ver o que realmente vai acontecer, mas é uma pena que os gregos tenham caído nesse tipo de discurso macio e manjado.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  27/01/2015 09:50
    2003*
  • Felipe rocha  26/01/2015 14:04
    Realmente, comparado com eles até a politica francesa parece boa, e em relação a eles, aqui na republica das bananas estamos no paraíso, lamentável, o ser humano não aprender com a história e com seu ego inflado sempre tentar culpar terceiros.
  • Cristian William  26/01/2015 14:17
    Esse artigo é simplesmente fantástico e didático, sobretudo, vem de encontro com o que vivencio diariamente: A comprovação que o Brasil nunca deixará de ser um futuro país do futuro.
    Como funcionário público, vejo que as contas não fecham, que a demanda só aumenta, na contramão do recuo da prudutividade. E mais... as pessoas, na sua maior parte, têm sede de governo.
  • Vinícius Zucareli  26/01/2015 16:41
    "Sede de governo"

    Essa parte é a que mais me dói.

    O Brasil (e muitos povos mundo afora) tem a mania de querer que outros resolvam o problema por eles. Então é muito mais fácil culpar o governo e querer que o governo resolva os problemas pela gente, do que efetivamente querer resolver o problema nós mesmos.

  • Dom Comerciante  26/01/2015 18:37
    Por isso que já deixei de acreditar nesse país e defendo todo tipo de secessão: secessão inter-regional, regional, inter-estadual, estadual, intermunicipal, municipal, inter-distrital/comunitária, distrital/comunitária e individual. Embora isso só iremos(ou devemos) realmente realizar quando os gastos do governo federal forem zerados e estivermos sob um legítimo Estado de direito - algo que talvez esse país não vá alcançar nunca sem banhos de sangue. No fim, nossa sociedade está destinada a se dispersar pelo mundo assim como muitas outras, porque por aqui a coisa não muda tão cedo.
  • Márcio  26/01/2015 14:26
    Sabemos que o calote(repúdio) da dívida publica é algo moral, benéfico e correto. Esse governo de extrema esquerda irá fazer algo certo, porém com justificativas erradas. Reclamar pra que? Pior seria se continuassem pilhando o povo grego para pagar uma dívida contraída por políticos. É até bom um "país" "quebrar", pois assim terá dificuldades de financiamento e será obrigado a controlar seus gastos.
  • Vinicius  26/01/2015 14:50
    Temo que o fundo do poço não seja o bastante, vide Argentina.
    Mais uns 20 anos e teremos um bocado de países zumbis financeiros.
  • Tano  26/01/2015 15:18
    Só no mundo da fantasia.
    Hoje em dia não existe. Para que exista toda a população (ou grande parte) teria que estar de acordo no motivo do calote, e repudiar divida a tal ponto de jamais querer entrar nessa de novo. Mas os gregos querem dar calote pra poder pedir mais dinheiro emprestado!

    E tem forma do governo gastar de mais mesmo sem contrair empréstimos: se chama IMPRENTA. Só imprimir bilhetes, olha a Argentina e a Venezuela.

    Meu ponto é o seguinte: Não podemos defender o calote da divida por mais que essa seja uma ação que uma nação libertaria aceitase. Porque quem da calote é o governo, então estaria sendo defendida a ação do governo, e dando mais poder a ele, por exemplo o poder de não cumprir seus compromissos. Que ganhou a população após o calote? 15% a mais da receita do governo para ser gasto??

  • anônimo  26/01/2015 16:18
    Repúdio de dívida alguma por quem quer que seja é algo moral ou correto, muito menos benéfico. Primeiro que não é correto por que é semelhante ao roubo. Se não é correto roubar, expropriar, por que seria correto enganar para roubar? O Estado oferece um título prometendo pagar x pelo interesse em emprestar. Depois o Estado mente e rouba de quem emprestou. Não, isso não é correto.

    Não é benéfico por que no médio-longo prazo o país que dá calote perde a confiança internacional e passa a ter enormes dificuldades de atuar no mercado. Suas empresas sofrem junto e vão sentir na pele o que é concorrer com outras empresas cujo país tem acesso a crédito barato para investir em produtividade.

    No caso da Grécia, o calote é ainda mais maléfico, pois caso eles não cumpram esses acordos, os próximos contratos de juros vão ser pior que os nossos, na casa de 17, 20%. Eles terão que praticar austeridade NA MARRA, uma vez que ninguém irá emprestar a quantidade de dinheiro que eles precisam.

    Então, o melhor cenário possível após um calote grego para eles seria déficit zero + dívida zero (anulada na marra) + nunca precisar novamente de dinheiro externo, nem eles nem suas empresas. Esse é o melhor cenário! A chance dele acontecer é próxima de zero. Os demais cenários são ainda piores e com infinitamente mais chance de ocorrerem.

    Assistiremos em breve, de camarote, o afundamento desse país tão bonito por um governo de esquerda. Aliás, a esquerda está se tornando especialista nisso. Está conseguindo afundar os países com uma habilidade tão extrema, que estão levando cada vez menos tempo para atingir seus objetivos sádicos.
  • Adelson Araujo  26/01/2015 19:46
    Muitas pessoas se "esquecem" que estes títulos das dívidas dos países é que dão lastro para muitos depósitos em poupanças, fundos de investimentos e fundos de previdência. Quando os políticos de esquerda propõem o calote na dívida, denunciando a usura e a ganância dos banqueiros credores desta dívida, também estão contribuindo indiretamente para perdas de investimentos que garantem a aposentadoria de milhões de pessoas.
    A estratégia dos gregos desde o início deste processo de renegociação da dívida é esta: o governo da Grécia não paga a dívida, e os governos da França e da Alemanha em última instância é que teriam que dar cobertura às perdas destes investimentos pelos seus bancos, para evitar um risco sistêmico em todo o mercado financeiro.
    Mas os bancos franceses e os alemães agora estão mais protegidos, depois das medidas de saneamento em 2011, e com as perdas de um eventual calote grego lançadas como provisões. Agora parece que os alemães vão assistir de camarote o que os gregos vão fazer para cumprir suas promessas anti-austeridade, com uma das maiores dívidas públicas do mundo e sem recursos para pagarem sequer os salários dos funcionários públicos neste ano.
  • Vander  26/01/2015 16:18
    Li uma notícia, em outro site, que comentava que a 'nova política' grega do 'novo governo' não passa da velha tática socialista: a de se apropriar da máquina de imprimir dinheiro.
  • Andre Cavalcante  26/01/2015 17:24
    Só que quem tem a máquina é o BCE, ou a Grécia já saiu do euro? Não há outra forma de entrar dinheiro no governo, a não ser por meio do financiamento da dívida ou aumento de impostos.
  • Vander  26/01/2015 18:40
    Mas esse é justamente o objetivo esquerdista na Grécia: a volta do drachma, aliado à aumento de impostos, é claro. Nada surpreendente em uma nação onde à cada 3 habitantes, 2 são funcionários públicos e corruptos ainda por cima.

    Boba será a Alemanha em continuar na zona do Euro depois desta.
  • Eduardo Campos  26/01/2015 20:31
    Pá vai estudar. A alemanha vende sobretudo a quem? Ouviste falar nos negócios de submarinos por exemplo? E já pagou à Grécia as dívidas de guerra, por falar nisso? Enfim, este site deveria filtrar mais comentários de café, sem fundamentação, supérfluos. A esquerda pode não ser o céu mas neste momento é um basta! De exploradores externos e hipócritas e dos seus lacaios internos. O futuro? veremos e depois julguemos. A Alemanha está muito preocupada com o despesismo grego mas não no que diz respeito a esquemas de políticos corruptos com a própria industria alemã. Vão ler as transacções comerciais entre os 2 países: está tudo muito bem documentado.
  • Marina Silva  26/01/2015 20:43
    Quem comprou submarinos alemães? O Ministério da Defesa da Grécia. Ou seja, quem gastou foi o governo.

    Mas, como mostra o gráfico 7, os gastos em defesa foram os únicos que ficaram constantes. Então você tem de inventar.

    E por que você está pedindo que censurem comentários? Se este site realmente fosse filtrar "comentários de café, sem fundamentação e supérfluos", o seu seria o primeiro a ir pra tesoura. Veja o seu conteúdo: apenas ilações e preconceitos anti-alemães. Mais clichê impossível.
  • Gilmar  27/01/2015 13:44
    "E já pagou à Grécia as dívidas de guerra, por falar nisso?"

    Está aí a desculpa agora, qualquer um que deve aos alemães vai invocar a Segunda Guerra Mundial.

    E Dario e Xerxes, os romanos, ou os otomanos? Quem sabe pedem ressarcimento à eles também, e então ficarão a nadar em dinheiro, todos os problemas da Grécia estarão resolvido.
  • Henrique Zucatelli  14/06/2015 20:42
    kkkkk, boa Gilmar.

    Só posso rir de algo tão comunista como este portugues Eduardo Campos.
  • Rhyan  26/01/2015 16:52
    Quando esse artigo foi escrito?
  • Trader Carioca  26/01/2015 17:09
    Krugman, como bom Keynesiano que é, soltou uma resenha em que elogia a possibilidade de afrouxamento das políticas de austeridade na grécia caso o partido de esquerda vença. Esperto, ele também já prepara a sua defesa e afirma que há uma espécie de conspiração dos capitalistas para evitar que o partido de esquerda cumpra sua agenda. Vejam a situação: se por acaso a grécia afrouxar só um pouquinho a austeridade e se recuperar devido ao "restante da austeridade já implementada" dar conta, irão clamar vitória dos "gastos do governo" e da reversão das políticas de austeridade. Se a Grécia não se recuperar, vão culpar "o restante da austeridade" que não foi aliviado e condenou o país à recessão. Quem vence? No campo da propaganda parece ponto para o Keynesianismo em qualquer situação.

    Há também sinais de que o Euro poderia se dissolver caso Grécia saia do bloco. Muito possivelmente, o Dracma, a Peseta e o Escudo sofreriam pressão para desvalorização, e o Marco poderia crescer. Se houver a dissolução do Euro, muitos países passarão por ajustes forçados de suas economias pela maxidesvalorização e por outros efeitos diretos e indiretos. Há ainda um bônus no formato de dissolução do BCE, que bem resumidamente pode significar melhorias no campo macroeconômico. Numa Europa de menos coordenação entre Bancos Centrais, teríamos menos força nas políticas Keynesianas no velho mundo.

    Mas fica minha pergunta: Qual é a visão dos leitores (e talvez desse instituto) a respeito de Grécia e Zona do Euro?
  • Andre Cavalcante  26/01/2015 18:29
    Divirta-se

    Euro

  • facto  27/01/2015 17:53
    Trader Carioca,

    O seu raciocínio pode ser utilizado para os articulistas do presente blog: O fracasso econômico dos planos de austeridade aplicados na Grécia decorre do fato de não ter sido aplicada a "verdadeira austeridade", que consistiria na redução de gastos publicos e redução da arrecadação estatal via tributação.

    O problema para esses articulistas, principalmente para o autor do presente artigo, é explicar como aplicar concretamente a "verdadeira" austeridade se o Estado Grego precisa pagar juros estratosféricos? Na situação concreta da Grécia, a mera redução dos gastos publicos não conseguiria arcar com os juros cobrados e ser, por isso, capaz de dar segurança econômica à troika, que exigiu que houvesse o aumento da arrecadação( feita pela tributação) e redução dos gastos públicos, sob condiçao da concessão dos empréstimos.

    A austeridade aplicada à Grécia era a única saída possível para o país obter os empréstimos da troika. Era pegar ou largar.
  • Contra-facto  27/01/2015 18:28
    "O fracasso econômico dos planos de austeridade aplicados na Grécia decorre do fato de não ter sido aplicada a "verdadeira austeridade", que consistiria na redução de gastos publicos e redução da arrecadação estatal via tributação."

    Já começou mentindo na primeira frase. Não era necessário "reduzir a arrecadação estatal via tributação", seja lá o que signifique essa frase desconexa. Bastava apenas cortar gastos. Podia manter a mesma tributação. Bastaria cortar gastos.

    Agora, se o governo, em meio a uma recessão, resolveu aumentar a tributação para pagar suas dívidas pendentes, então aguente o aumento da recessão, que passa a ser inevitável.

    A função do economista é simplesmente explicar o que está acontecendo. Se isso lhe desagrada, não é problema nosso.

    Você quer ouvir alguém dizendo que o governo pode elevar impostos em meio a uma recessão e ainda produzir crescimento econômico. Lamento, mas esse não é o mundo real.

    "O problema para esses articulistas, principalmente para o autor do presente artigo, é explicar como aplicar concretamente a "verdadeira" austeridade se o Estado Grego precisa pagar juros estratosféricos?"

    Repito ipsis litteris a minha resposta acima. Quer aumentar impostos em meio a uma recessão? Ok, mas não estranhe se isso prolongar a recessão.

    "Na situação concreta da Grécia, a mera redução dos gastos publicos não conseguiria arcar com os juros cobrados e ser, por isso, capaz de dar segurança econômica à troika, que exigiu que houvesse o aumento da arrecadação( feita pela tributação) e redução dos gastos públicos, sob condiçao da concessão dos empréstimos."

    Claro que daria. Se os gastos fossem reduzidos intensa e profundamente, em todos os setores do governo, nem precisaria mexer nos impostos: a arrecadação passaria a ser maior que os gastos, e sobraria dinheiro para pagar os juros.

    Aliás, se os impostos fossem reduzidos, poderia acontecer o efeito supply-side: a arrecadação aumentaria em decorrência de um maior estímulo à atividade empreendedorial.

    Outra coisa: é mentira que a troika "exigiu que houvesse aumento da arrecadação". Isso é saque seu. A troika apenas exigiu o pagamento dos juros. Se houvesse um profundo corte de gastos, sobraria dinheiro para juros, sem a necessidade de elevar impostos.

    Só que, obviamente, nenhum político preocupado com voto faria isso.

    "A austeridade aplicada à Grécia era a única saída possível para o país obter os empréstimos da troika. Era pegar ou largar."

    Ok, então, pela terceira vez: não ache estranho o fato de que aumento de impostos em meio a uma recessão aprofundaram ainda mais a recessão.
  • facto  27/01/2015 18:50
    contra-facto,

    Voce supõe, mesmo sem fazer qualquer análise concreta das finanças publicas gregas, que seria possível manter a carga tribuária no mesmo patamar e, ao mesmo tempo, pagar os juros exigidos pela troika, bastando que houvesse apenas cortes do gasto público.

    Ademais, Voce novamente supõe que a redução da carga tributária na economia grega acarretaria inevitavelmente no aumento de investimentos privados, o que elevaria a arrecadação estatal para o pagamento da dívida.

    Em síntese, entendo que o Sr. supõe consequências mágicas sem análise concreta dos fatos, principalmente sem analisar as características e especificidades da economia grega.
  • Contra-facto  27/01/2015 20:09
    A primeira "suposição" é um fato. Se você corta gastos, sobra dinheiro. Isso é praticamente uma tautologia. Se meus gastos mensais são de $4.000, e eu consigo reduzi-los para $3.000, sobram $ 1.000. Por que você acha isso controverso é algo que não entendo.

    Agora, se é impossível haver tamanho corte de gastos pelo governo, e o governo resolve ajustar por meio do aumento de impostos, beleza. Mas vai ter de aguentar a depressão subsequente.

    O fato é que os gastos do governo grego são de inacreditáveis 58,5% do PIB! E você vem dizer que não dá pra cortar nada disso?! E que precisa aumentar impostos?

    Você achou ruim de economistas dizerem que aumento de impostos em meio a uma recessão gera depressão, e que o certo seria se concentrar exclusivamente no corte de gastos. Se você não aceita isso, não posso fazer nada por você.

    Já a segunda suposição, embora haja respaldo histórico para ela (aconteceu nos governos Reagan I, Clinton II, e Bush I), nem sequer faz parte da minha "solução". Fui claro que, cortando profundamente os gastos, poderia deixar os impostos no mesmo nível. Citei esse fato apenas como uma hipótese. Se quiser, pode descartá-la e ficar só com a primeira.

    Agora, se realmente acha que um governo que gasta 58,5% do PIB não pode fazer nenhum corte de gastos, pois isso seria muita austeridade, então pode continuar vivendo aí em Oz.
  • facto  27/01/2015 22:49
    Prezado contra-facto,

    O seu raciocínio é simplista. Não leva em consideração que um Estado não é uma empresa. Certos serviços sociais devem ser mantidos por previsão constitucional ou legal (ex: Forças Armadas, Serviços de Saúde, Polícia e etc). Ademais, não leva em consideração o passivo acumulado e que, no caso da Grécia, as contas públicas não fechavam por anos, o que motivou a obtenção de empréstimos à União Europeia para honrar as dívidas já acumuladas, sem contar as não vencidas.

    Se, por exemplo, o passivo acumulado é de um bilhão e, trimestralmente, o déficit orçamentário é de duzentos milhões de euros, o corte destes duzentos milhões (ou de parte dele) não possibilitará "sobrar dinheiro" ao governo.

    No que eu analisei, as políticas de austeridade gregas atingiram principalmente o sistema previdenciário, reduzindo as pensões e verbas devidas a aposentados, obreiros acidentados e demais beneficiários. Jamais, num sistema jurídico fundado no Estado Social de Direito, tais benefícios sociais poderiam ser suprimidos da noite para o dia.

    Em suma, o corte das despesas públicas, que pode atingir obras de infraestrutura e serviços não essenciais e parte de serviços essenciais, pode não ser suficiente para garantir o pagamento dos empréstimos feitos pela EU e tão pouco dar segurança econômica aos credores internacionais. Então, dadas as situações orçamentárias e pressões políticas dos credores, o governo grego foi obrigado a alavancar a arrecadação e reduzir radicalmente os gastos públicos.

    Por outro lado, não seria mais saudável para a economia grega que o aumento dos impostos não ocorresse? Sem dúvida alguma! Mas nem sempre isso é possível, como já expus.
  • Rodrigo Amado  28/01/2015 09:41
    "Certos serviços sociais devem ser mantidos por previsão constitucional ou legal (ex: Forças Armadas, Serviços de Saúde, Polícia e etc).".

    É só mudar a lei/constituição/etc, pra isso existe o legislativo.

    Uma canetada criou a lei, outra canetada pode revogá-la.

    Mas isso não importa, eles podem continuar torrando os tubos com gastos sociais que uma hora a conta vai chegar inexoravelmente, nem que seja para a geração seguinte.
  • Ricardo  27/01/2015 23:02
    Facto, você se esquivou do desafio do Contra-facto. Os gastos do governo grego totalizam nada menos que 58,5% do PIB, e você está dizendo que não dá pra cortar nada! Você não pode ignorar esse número e ficar recorrendo a apelos emocionais.

    Se os gastos do governo fossem algo em torno de apenas 10% do PIB, eu até entenderia você dizer que "benefícios sociais poderiam ser suprimidos da noite para o dia". Agora, 58,5% do PIB?

    É óbvio ululante que tá cheio de marajá ganhando horrores no serviço público. E tá cheio de nababo recebendo aposentadorias majestáticas, e tá cheio de empresário privilegiado recebendo gordos subsídios. É dessas pessoas que tem de cortar.

    "Em suma, o corte das despesas públicas, que pode atingir obras de infraestrutura e serviços não essenciais e parte de serviços essenciais, pode não ser suficiente para garantir o pagamento dos empréstimos feitos pela EU e tão pouco dar segurança econômica aos credores internacionais."

    Não há onde cortar em um governo que gasta 58,5% do PIB?! Conta outra. Isso é um valor soviético. O que tem na Grécia é marajá que não quer perder privilégios.
  • facto-acabado  31/01/2015 18:10
    Ai sim Ricardo.

    Bateu tao forte na região escrotal do facto q ele nem se deu ao trabalho de tentar responder novamente

    Parabens
  • Didi  26/01/2015 17:15
    Felicitações pela excelência do artigo!

    O que esperar de uma nação imersa em fraude e corrupção?

    Na Grécia até morto recebe aposentadoria e como se isso não bastasse, o país teve um surto de cegueira fraudulenta em Kazynthos [ajuda mensal de € 380]. Em 2012, o governo havia detectado fraudes que teriam custado ao país € 111 milhões.

    Só a "ilha dos cegos" teria custado aos cofres públicos € 2 milhões nos últimos anos.
  • Dom Comerciante  26/01/2015 18:56
    E assim a Espiral decadente aumenta também na Grécia, só quero ver as notícias nos próximos anos: Assistencialismo a grega e um espetacular "crescimento" econômico patrocinado pelo "paizão" Estado, colocando mais empresas antimercado no controle é claro!
    Eu acho graça pra não chorar quando vejo na tv ou na web que o governo aumentou a regulamentação nesse ou naquele setor, que um político progressista e "revolucionário" foi eleito presidente desse ou daquele país, que agora será criada a bolsa mendigo e da-lhe ações afirmativas... E parece que a Grécia é só o primeiro de muitos países europeus que irão aumentar os gastos até os limites e se igualar a nós cá.
  • Pedro  26/01/2015 18:59
    o capitalismo e suas maravilhas...
    g1.globo.com/pop-arte/noticia/2015/01/serie-envia-blogueiros-de-moda-para-conhecer-fabrica-textil-no-camboja.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1
    ''o capitalismo não explora os trabalhadores!''
    ''chega de direitos trabalhistas!''
  • Álvares  26/01/2015 19:31
    Ui!

    O objetivo era mostrar que os cambojanos trabalham muito e têm pouco conforto? Que coisa, não? Trabalhar pouco e ter muito conforto é um luxo a que apenas países ricos e desenvolvidos podem se dar ao luxo de ter.

    Quem ainda não é rico e desenvolvido -- isto é, quem adotou o capitalismo tardiamente, como é o caso do Camboja, que foi comunista até a década de 1980 -- tem de passar pelas mesmas penúrias que os ingleses passaram ainda no século XVIII.

    Por outro lado, há uma solução fácil para esses cambojanos (solução essa defendida pelo jornal): é só parar de comprar as roupas que eles fabricam! Aí sim os cambojanos não mais teriam de trabalhar duro. É claro que o fato de que isso os mataria de fome é um detalhe insignificante para alguém com sua sensibilidade. Bom mesmo seria se ninguém oferecesse trabalho nenhum aos cambojanos e ele morressem à míngua -- e tudo em nome da compaixão.

    A menos, é claro, que você tenha descoberto uma fórmula milagrosa capaz de enriquecer um povo que foi submetido a décadas de comunismo (o regime de Pol Pot foi o pior de todos, chegando a dizimar nada menos que um terço da população) sem que ele tenha de trabalhar.

    Se souber, compartilhe.



    P.S.: aqui vai uma aulinha básica: a reportagem dá a entender que esses trabalhadores são escravos e estão ali a contragosto. Falso. Quem está trabalhando ali o faz porque, por definição, quer melhorar de vida. Se sua intenção não fosse melhorar de vida, então ele não estaria trabalhando. Ele está ali porque quer. Se ele está disposto a trabalhar pesado é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então. A menos que você comprove que o cara está sendo obrigado a trabalhar para essas empresas de costura, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.
  • Cabral  26/01/2015 19:32
    A partitura é sempre a mesma. Esquerdistas genuinamente acreditam que basta um decreto governamental para fazer com que as condições de trabalho no Camboja se tornem iguais às da Suíça.

    Pouco importa a diferença entre os dois países no quesito capital acumulado. Pouco importa a diferença entre os dois países no quesito riqueza geral. Pouco importa a diferença entre os dois países no quesito da qualificação da mão-de-obra. Tudo pode ser equalizado por meio de uma simples uma canetada.

    Basta o governo querer, e um peão no Sudão passa a trabalhar tão confortavelmente quanto um peão em Cingapura.
  • Vinicius Zucareli  26/01/2015 19:56
    Pessoas também esquecem que, provavelmente, o bem educado, bem treinado e bem equipado funcionário europeu (ou de outro país mais desenvolvido) produz (junto de seus maquinários e equipamentos) mais que 10 cambojanos. Lógico que este também tem que ganhar mais que os tais 10 cambojanos.

    Aí querem igualar tudo, acabam igualando pelo salário do cambojano e no fim o europeu está produzindo igual o cambojano, que agora produz só metade de antes porque não tem obrigação e nem incentivo pra produzir mais. Parabéns aos socialistas.

    O que tem que acontecer é que sempre vai existir uma "geração perdida" pra que as próximas possam desfrutar dos sacrifícios da anterior.

    Pra quem é pai é bem fácil pensar e aceitar isso. Eu mesmo aceito me sacrificar um pouco para que meus filhos possam ter condições melhores. É escolha e não escravidão.
  • luancordeiros  26/01/2015 19:04
    Leandro, qual caminho vc acredita q Alexis Tsipras vai outorgar na Grecia? Mais calote e mais divida? ou vc acha q pode haver outra saída q ele poderá tomar (pra melhor ou pior)?
    Pq se assim for acho bem possivel um impeachment caso a situação se deteriore mais ainda..
  • Leandro  26/01/2015 19:38
    Nem ideia. Mas, a julgar pela recuperada do euro hoje, os investidores e os especuladores não estão esperando muita pirotecnia, não. Pelo menos, não por enquanto.
  • Mohamed Attcka Todomundo  27/01/2015 17:41
    leandro, ñ intendi uma coisa:

    [1] "Antes da crise, o volume total da dívida pública grega era de 250% das receitas do governo (2,5 vezes maior). Na Alemanha, a título de comparação, esse valor era de 150%. (1,5 vez maior)."

    a divida grega era 250% do PIB, ou 250% da parcela-do-PIB-taxada? (porex: se taxavam 40% do PIB, a dívida era 100% do PIB?). no caso da alemanha tb?

  • Leandro  27/01/2015 18:28
    Receitas tributárias do governo. Tudo aquilo que o governo arrecadou em impostos.

    Veja o gráfico 3.

    Em 2007, um ano antes da crise, a dívida total era 2,5 vezes maior que as receitas do governo. Em 2011, pulou para 4 vezes.
  • Marconi  26/01/2015 19:33
    A austeridade grega falhou

    www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/2015/01/1580496-pondo-fim-ao-pesadelo-da-grecia.shtml

    O PIB caiu e piorou o indicador dívida/pib mesmo com redução de gastos públicos
  • Perillo  26/01/2015 19:42
    E com vários aumentos nos impostos:

    Middle-class Greeks to fork out over 40% of annual salary in tax

    (40% do salário de um grego vai pra imposto; mais até que no Brasil)

    Greek parliament passes new tax increases


    "Austeridade" em que o governo aumenta imposto é o equivalente a austeridade em que assalariado aumenta seu próprio salário. Austeridade assim eu também quero.
  • Arnaldo  15/06/2015 18:06
    Não houve austeridade, houve aumento de impostos, não houve diminuição no gasto público! Só se aumentou arrecadação que por sua vez vai piorar a economia!
  • IRCR  26/01/2015 20:15
    Syriza não é um partido de esquerda, mas sim de extrema esquerda.
    Seria como o Brasil tivesse um PCdoB, PCB ou PSTU na presidência.

    Assim, creio que a Grécia se tornará a nova Argentina em poucos anos.
    Teremos um corralito grego, Euros confiscados e convertidos em drachmas superdesvalorizados.
    Calote parcial da divida.
    Inchaço extremo da maquina publica grega.
    Populismo (politica do pão e circo).

    Será mais um país a colocar Marx no peito e Keynes no coração.
  • Emerson Luis  26/01/2015 23:25

    A diferença entre "esquerda" e "extrema esquerda" é de grau, não de espécie.

    * * *
  • João Santana  26/01/2015 21:21
    Li certa vez sobre uma conspiração de líderes mundiais para se instituir uma tal de NOVA ORDEM MUNDIAL, repetida por presidentes do mundo todo em seus discursos, onde se extinguiria todos os poderes representativos de todos os países e todas as fronteiras se extinguiriam. Assim, todos os seres humanos seriam governados por um só líder em uma única nação; em outros textos que li, essas informações se ajustam com uma determinada profecia que revela um futuro onde a humanidade será dominada e liderada pelo "anti-cristo", numa luta épica contra Deus, (criaturas X Criador). Parece uma "viagem", mas começa a fazer sentido!
  • Mauricio.  27/01/2015 00:29
    "O socialismo termina quando acaba o dinheiro dos outros" Margaret Thatcher
  • Pão de queijo com café  27/01/2015 01:00
    Divulgando:

    Acemoglu e Robinson lançaram um paper comentando (na verdade parece que destruindo hahaha) o trabalho do Piketty.

    Tá na rede, free.

    Busquem por "The Rise and Decline of General Laws of Capitalism" Working Paper 14-18 - December 11, 2014
  • Eduardo  27/01/2015 01:48
    A frase "Não é questão de ideologia, mas sim de contabilidade" está repleta de sabedoria. Em poucas palavras, é capaz de sintetizar o claro antagonismo entre política e mercado. Posso considerar como mais um postulado de verdadeira Economia.
  • Andre  27/01/2015 12:47
    Agora é pegar a pipoca e ver o novo capitão da Grécia afundar o barco.

    Espero que ela faça um enorme rombo no casco, assim fica mais fácil para os idiotas relacionarem causa e efeito.
  • Mohamed Attcka Todomundo  27/01/2015 17:27
    podia ser o Costa Concordia [grecia] c/ o capitao fugindo do barco q assim mesmo num vaum ligar A c/ B q dira causa c/ efeito. duvido e faço pouco
  • João Santana  27/01/2015 14:12
    A extrema esquerda não é uma filosofia, como tentam fazer entender, é sim uma manifestação de quem sofre com a pobreza, bastar oferecer as condições de conforto que o dinheiro pode comprar, que todos os comunistas viram capitalistas!
  • Mohamed Attcka Todomundo  27/01/2015 17:30
    "bastar oferecer as condições de conforto que o dinheiro pode comprar, que todos os comunistas viram capitalistas!"

    entao tá. vou te oferecer 'as condições de conforto que o dinheiro pode comprar': as condiçoes são trabalho, frugalidade, poupança e industriosidade. agora me mostre 'todos os comunistas viram capitalistas' por favor!
  • Renan Rocha  27/01/2015 17:15
    Achei um pouco fraca a argumentação dado que a conclusão focou em afirmar que o gasto excessivo em "politicas sociais" pode quebrar um país.

    - O primeiro ponto a ser analisado é essa decomposição dos gastos públicos. Qual o percentual de educação, saúde e politicas sociais SEPARADAMENTE?

    - Achei tímido o paragrafo que diz que a variação percentual desse grupo de gastos subiu. Mas quero recapitular: "Sim, é verdade que, desde 2009, com as seguidas quedas do PIB, o fato de os gastos sociais terem subido em relação ao PIB não significa que eles aumentaram em termos absolutos, uma vez que o PIB vem se contraindo desde 2009".

    Os números não seguiram a lógica do texto e tampouco comprovaram o que se pretendeu especular.

    Desculpe Professor Juan, mas com todo respeito eu pergunto: Não é mesmo questão de ideologia?


  • Romualdo  27/01/2015 18:27
    O autor passou o artigo inteiro mostrando como que, no período da pujança, de 2002 a 2008, o governo grego gastou os tubos, torrou o que tinha e o que não tinha, e se endividou para manter a gastança.

    Mostrou também como a dívida do governo grego explodiu mais do que a de todos os outros países da zona do euro (gráfico 5).

    E mostrou as consequências disso, com o governo agora sem conseguir pagar as prestações do seu maciço endividamento.

    O autor explicou tudo isso, e aí o tal Renan vem e diz que citar estes fatos é uma mera "questão de ideologia"!

    Pergunto ao Renan:

    Quais os "números que não seguiram a lógica do texto"? E por que você editou a frase que você selecionou do texto? Por que excluiu o complemento dela? Isso é safadeza intelectual.

    Eis o parágrafo inteiro, sem edições, mas com destaques meus:

    "Sim, é verdade que, desde 2009, com as seguidas quedas do PIB, o fato de os gastos sociais terem subido em relação ao PIB não significa que eles aumentaram em termos absolutos, uma vez que o PIB vem se contraindo desde 2009. No entanto, o que isso realmente significa é que os gastos que menos foram reduzidos proporcionalmente foram justamente aqueles que mais cresceram até 2009: os gastos sociais."

    Por que é tão difícil encontrar pessoas honestas que se opõem aos textos daqui?
  • Renan  28/01/2015 14:23
    Tal Romualdo,

    Primeiro, gostaria de registrar minha tristeza por pessoas como você não serem capazes de dialogar de forma civilizada. Sem ataques.

    Segundo, vou considerar a sua preguiça intelectual para formular a minha resposta.

    1- [u] "O autor passou o artigo inteiro mostrando como que, no período da pujança, de 2002 a 2008, o governo grego gastou os tubos, torrou o que tinha e o que não tinha, e se endividou para manter a gastança."[u/]

    Eu afirmei no meu comentário que achei fraca a argumentação do autor que concluiu que politicas sociais podem quebrar um país. E me explico: Se o texto trata do gasto público, porque concluo no final que o vilão é a politica social? Mostre-me [u]neste texto[u/] onde posso tirar essa conclusão!

    Fui bem claro que o primeiro ponto seria entender a decomposição do gasto público. Talvez seus olhos enviesados não tenham percebido que o gráfico 7 não possui uma série apenas para politicas sociais. O autor usa aspas quando insere politicas sociais e gastos sociais. E mais, ainda vai relativizando tudo para afirmar que esse gasto subiu.

    Vamos a matemática básica:

    PIB = 10; GASTO SOCIAL=1; GASTO SOCIAL EM RELAÇÃO AO PIB = 10%

    PIB contraiu e mantive os gastos...

    PIB= 8; GASTO SOCIAL =1; GASTO SOCIAL EM RELAÇÃO AO PIB = 12,5%

    A parte do paragrafo que eu extrai não significa exatamente isso? O custo aumentou? Não. Mas o autor deixa claro isso no texto e por isso as relatividades. No complemento do paragrafo ele diz: "No entanto, o que isso realmente significa é que os gastos que menos foram reduzidos proporcionalmente foram justamente aqueles que mais cresceram até 2009: os gastos sociais." Cresceram como? Na proporção? Crescer é igual a gastar mais dinheiro em valor absoluto? Cade a série dos gastos sociais para reforçar esta afirmação? Que atitude bandida a minha não ter copiado o paragrafo todo!

    E ainda que não houvesse contração do PIB e de fato esse percentual representasse um aumento em termo absoluto. Quem contribuiu mais para o aumento? Saúde, Educação ou Proteção Social?

    Começar a analisar números para se chegar a conclusões pré estabelecidas, não é questão de ideologia, Tal Romualdo?
  • Luciano A.  03/02/2015 04:26
    "Achei um pouco fraca a argumentação dado que a conclusão focou em afirmar que o gasto excessivo em "politicas sociais" pode quebrar um país."


    Os gastos com políticas sociais sempre foram a principal despesa do governo grego, como tradicionalmente acontece em qualquer Estado de Bem-Estar Social, logo podemos concluir que eles foram os principais responsáveis pelo descontrole das finanças públicas levando o país a um nível de elevado de endividamento comprometendo toda a economia.

    "- O primeiro ponto a ser analisado é essa decomposição dos gastos públicos. Qual o percentual de educação, saúde e politicas sociais SEPARADAMENTE?"

    Qual a relevância dessa decomposição? Todo Estado de Bem-Estar Social tem como base o oferecimento conjunto de educação e seguridade pelo governo. Se foi a educação ou a seguridade, qual a diferença?


    "Talvez seus olhos enviesados não tenham percebido que o gráfico 7 não possui uma série apenas para politicas sociais."

    O gráfico 7 tem uma série que congrega todos os gastos com educação, saúde e proteção social, que são os principais componentes de qualquer política social. Sinceramente não entendi o que você falou.

    "Os números não seguiram a lógica do texto e tampouco comprovaram o que se pretendeu especular."

    Como não? Se o país tivesse seguido uma verdadeira austeridade, o resultado seria uma redução NOMINAL, ou ao menos percentual dos gastos com políticas sociais (principal fonte de despesas), esse é ponto do autor. Nenhum dois, redução percentual ou nominal, ocorreram. Portanto, não houve austeridade!
  • Thiago  16/06/2015 23:06
    Renan.

    Você questionou a afirmação onde o autor diz que politicas sociais podem quebrar uma nação.
    E indaga a falta de informação de quanto é gasto nessas politicas.

    É bem simples de te esclarecer isso. Tudo que um estado gasta com saúde, educação e as politicas sociais (benefícios, aposentadorias...) na verdade não passa de uma Politica Social para o Estado do bem-estar. Em resumo, um estado que gasta com isso, de maneira elevada que é o caso da Grécia, ira falir sim. O estado não produz e ainda quer ficar gastando?
    E como um estado pode fornecer educação e saúde de maneira gratuita? Médicos não trabalham de graça e nem professores.
  • Rodrigo  01/11/2015 15:42
    É a grande falácia do Bem-estar social em acreditar que é possível fazer o bem com o dinheiro das outras pessoas.. E o problema é: Ninguém gasta o seu dinheiro tão cuidadosamente como vc mesmo, logo, temos muito desperdício e uma tragédia fiscal.
  • Quevedo  28/01/2015 10:26
    Um pouco off-topic mas não muito.
    Hoje pela manhã vi esta notícia meio difícil de acreditar que vá dar em algo, mas já é uma luz no fim do túnel gaúcho:

    zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/01/grupo-estuda-extincao-de-fundacoes-sociedades-de-economia-mista-e-autarquias-do-estado-4689276.html

    Vou até começar a acompanhar mais de perto as ações deste estranho governador deles.
  • danilo  29/01/2015 16:31
    Seria interessante uma comparação com o montante da dívida e arrecadação brasileira.
    Alguém?
    Obrigado.
  • gentili  29/01/2015 19:22
  • danilo  30/01/2015 17:50
    Muito bom esse site, obrigado gentili.
    Não entendi uma coisa, como interpretar os valores de "Brasil - Orçamento Público - 2014 (pt.tradingeconomics.com/brazil/government-budget)".
    A unidade está em % PIB, mas os valores variam de -1 a 3.
    Como interpretar?
    Grato.
  • gentili  03/02/2015 20:05
    S.m.j., esse é o aumento do orçamento de ano para ano. Assim, de 2013 para 2014, o orçamento aumentou em 1,88% do PIB.
  • Diego S  12/02/2015 14:36
    Este site é muito bom!
    Conheci ele há pouco menos de 3 meses e seus artigos já fazem parte da leitura de 'cabeceira' antes de dormir, o problema que as vezes atrapalha o sono.. Rsrs
    Quanto ao artigo em si, não existe ideologia, realmente é só aplicação da ciência econômica, jamais os socialistas controlarão a 'mão invisível' do cidadão, se o tentar fazer fracassarão mesmo que por força de lei. Pena que os próprios historiadores e professores de história neguem a própria história quando ainda insistem em defender o socialismo.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  29/03/2015 23:15
    A maioria da humanidade, me parece, sente prazer em sofrer. Não encontro outra explicação ao ler um pouco sobre a História. Quem defende o estado merece sofrer com suas desastrosas intervenções. Só não concordo participar desse sofrimento.
  • Fernando  14/06/2015 15:13
    Isso é resultado de uma grande sacanagem política.

    O pior é ver outros países emprestando dinheiro sem garantias.

    Esse é o socialismo da gastança. É o socialismo de shopping center. É o socialismo de esquerda caviar. É o socialismo que socialiaza o consumo, e considera a produção um mero detalhe menos importante.

    Essas ilhas gregas estão parecendo as ilhas caribenhas.

    Minha recomendação é que o governo grego venda todos os seus patrimônios, inclusive o monumento do Partenon, para pagar essas dividas.

    Eu li que China ainda possui alguns planos econômicos mais planejados, onde existe uma alternância de 5 anos entre desenvolvimento econômico e distribuição de renda. Aparentemente, os chineses entenderam a importancia do capitalismo e que não adianta socializar o tempo todo.
  • Andre Cavalcante  15/06/2015 02:36
    Eu sugiro à Grécia vender tudo o que tem e, ainda assim, dá o calote, porque essa dívida, assim como qualquer dívida pública já é, em si mesmo, o resultado de uma ladroagem e não deve ser paga.
  • Blah  15/06/2015 10:53
    A coisa não é bem assim, não. A Grécia não foi enganada. A Grécia passou décadas vivendo às custas de dívidas públicas. Os cidadãos gregos não estavam lá muito preocupados com isso, já que tinham várias benesses e pagavam pouco imposto. Quando o governo grego não tem mais nem como pagar os juros das dívidas que contraiu, decide que era tudo roubo e que não vai mais pagar nada?
  • Fernando  14/06/2015 15:21
    Isso aí está com cara de muro de Berlim versão 2 !
  • Rafael Isaacs  14/06/2015 23:41
    Qual a opinião de voçes sobre o Brasil fazer uma auditoria da dívida pública?
  • Honesto  15/06/2015 00:59
    A dívida publica é imoral seja lá qual tenha sido o gasto estatal que gerou a sua criação. A auditoria deveria ser feita para descobrir qual político ou funcionário estatal gerou qual parcela da dívida, para esta parcela ser paga através de um leilão dos bens do dito cujo, ou dos seus herdeiros caso ele já tenha ido desta para melhor.
  • Rafael Andrade  15/06/2015 02:02
    Eu não tenho sequer idéia de quando esta conta foi auditada pela última vez, de modo que eu considero necessário manter as contas sempre atualizadas. Mas muito mais do que isso meu amigo, muito mais que atualizar uma dívida é pagá-la, esta conta deve ser reduzida de maneira continuada e permanente para o mais próximo de zero o possível. Dívidas, sobretudo públicas, quando se deixam crescer, funcionam como uma Hydra, você corta uma cabeça e surge duas. Somente resolvendo o problema na raiz, ou seja, reduzindo o estado e seu poder de atuação o máximo possível, é que teremos alguma chance de futuro próspero e feliz.
  • Blah  15/06/2015 11:08
    Eu nunca vi pessoas que defendem a tal "Auditoria da dívida pública" e realmente sabem o que estão dizendo. Alguns deles parecem ter estudado o assunto a fundo, citam uma grande quantidade de números e dados. O problema é que eles nunca extraem informações decentes dos dados. Suas explicações sobre a origem da dívida pública costumam ser salpicadas com teorias da conspiração ridículas do tipo "O FMI domina tudo e nos obriga a fazer coisas terríveis".

    O que eu acho mais hilário é que eles usam o Equador como exemplo. Ora, o país fez a tal "auditoria da dívida pública", declarou, do nada, que era quase tudo ilegal, etc, etc. Parecia até que o Equador tinha se livrado de uma dívida que impedia o país de melhorar, que agora sim o Equador iria se desenvolver! O que aconteceu? Ora, a dívida simplesmente voltou e o país não melhorou patavina nenhuma.

    Ao menos alguns perceberam que o papo de que o governo Lula pagou a dívida externa foi uma patetice sem tamanho. Talvez estes consigam um dia perceber que dívidas acontecem quando você gasta mais do que arrecada. Mas não sei, acho esse que é um pensamento complexo demais.
  • danilo  15/06/2015 01:16
    Minha opinião tá aqui:
    libereconomia.weebly.com/artigos/sobre-a-divida-publica-e-a-auditoria-cidada-da-divida1
  • Rafael Andrade  15/06/2015 20:22
    danilo, li o artigo que você compartilhou aqui, gostei muito e, basicamente, só li verdades: a tal auditoria da dívida pública não passa de mais um tópico de uma agenda ideológica; não existe interesse verdadeiro em quitar de forma permanente a dívida, mas sim o interesse de jogar a economia dos países na completa ilegalidade, forçando os investidores a retirarem até os seus últimos centavos investidos naquele lugar, para que assim possam posteriormente colocar a culpa no "sistema financeiro", "capitalismo selvagem", ou qualquer outro termo tradicional utilizado pelas mentalidades esquerdistas.

    No final das contas, o raciocínio principal continua sendo: para uma economia saudável no presente e no futuro, o Estado precisa pagar suas contas, bem como reduzir seus poderes de atuação. É isso ou mais nada. Qualquer discussão que fuja disso são questões secundárias ou tentativas de desviar o foco do verdadeiro problema.
  • danilo  15/06/2015 23:44
    Concordo contigo.
    Abç
  • anônimo  15/06/2015 12:35
    Não seria correto os libertários defenderem o calote da dívida grega?

    Afinal não é correto alguns gregos terem que ser confiscado para pagar uma dívida que eles não contraíram.
  • Pobre Paulista  15/06/2015 16:00
    Alguns libertários de esquerda pensam assim, mas este pensamento é incorreto. Um libertário deve honrar os contratos firmados, e um calote é uma quebra de contrato, portanto não há nada a ser defendido aqui.

    Desnecessário dizer que se você não concorda com o governo, basta não comprar títulos da dívida soberana dele. Daí para dizer que todos os que emprestaram ao governo devem perder seu dinheiro é equivalente a dizer que todos os latifundiários devem perder suas terras.
  • anônimo  15/06/2015 17:19
    Mas então não seria o caso de defender que os políticos assumam a dívida pública?

    Pois ele quem contraíram a dívida.
  • Pobre Paulista  15/06/2015 18:57
    Tanto faz, é um problema que o estado criou e que ele mesmo deve resolver.

    Da mesma maneira, quando você empresta dinheiro para o Sr. José, e este não tem fundos para lhe pagar, ele deve se virar para conseguir.
  • Pobre Paulista  15/06/2015 23:03
    Não exatamente, André.

    Nenhum emprestador tem onisciência. O empréstimo feito para o Seu José, por exemplo, pode ter sido para ele pagar um matador de aluguel estuprar e matar uma criança. Isso não torna o meu empréstimo para ele imoral, nem tampouco faz sentido defender que ele não pague o empréstimo, já que o uso dele foi imoral. Muito pelo contrário, ele tem mais é que pelo menos pagar as suas dívidas, ao invés de usar um erro para justificar o outro. Pagar dívidas é um ato de moralidade.

    Só citei o exemplo do latifundiário pois neste aspecto, tanto o empréstimo realizado quanto o título de propriedade são ambos ativos legítimos, e portanto se eu posso confiscar um, eu poderia confiscar outro.
  • Andre Cavalcante  15/06/2015 20:09
    Não é bem assim, Pobre Paulista.

    A questão não é quebra de contrato. A questão é que a dívida foi criada de forma imoral e, portanto, não tem contrato no mundo que a torne moral. E quem emprestou é solidário com o arranjo.

    Já o latifundiário (do seu exemplo), se adquiriu a posse da terra de forma moral tem todo o direito de mantê-la e somos os primeiros a defender os contratos.

    Abraços
  • josemar silva dos santos  17/06/2015 15:07
    O socialcomunismo e realmente uma fábrica de miséria! e um país que os segue, e admira o CHE QUEVARA, só tem é que falir mesmo.
  • luiz  20/06/2015 20:55
    Bem lá no fundo acho que o comunismo, o socialismo são estratégias criadas por banqueiros corporativistas para controlar e escravizar países.
  • roberto van der gaals  29/06/2015 16:07
    Todo país que não gera a riqueza que distribui, rapidamente fica pobre. É inexorável!

    Todo o governante que usa os seus bancos de desenvolvimento para emprestar dinheiro fácil aos outros (os mui amigos), e se apropria de comissões milionárias, jogará o seu povo de novo no lixo. É inexorável!

    Governantes que fazem isso, com o objetivo de enriquecer ou de comprar apoios políticos, ou partidarizar tribunais superiores, ou conquistar simpatias externas, se transformam nos piores dos criminosos.

    Venezuela , Angola, Brasil, Coreia do Norte, Cuba, Bolívia, Portugal (com o seu ex-primeiro ministro preso desde há 6 meses ), etc, etc.
  • kunkka  02/07/2015 20:51
    O haiti diminiu sua dívida e cresceu mt nesse tempo

    www.tradingeconomics.com/haiti/gdp

    www.tradingeconomics.com/haiti/government-debt-to-gdp

    Alguem sabe informações sobre o gourda e se ele está se valorizando?
  • Magno  02/07/2015 21:32
  • kunkka  02/07/2015 22:47
    Onde eu posso ver um historico de cambio das moedas? pesquisando no google só achei de no máximo 12 meses, queria ver de pelomenos 10 anos
  • josé  15/07/2015 06:03
    Em comparação os gastos da alemanha e da grecia

    www.tradingeconomics.com/germany/government-spending
    www.tradingeconomics.com/greece/government-spending

    Não estaria a alemanha seguindo a cartilha keynesiana de aumentar os gastos, e a grecia o contrario?
  • de Arimatéia  15/07/2015 12:04

    Por que você não pegou o histórico completo? Permita-me:

    Alemanha:

    www.tradingeconomics.com/charts/germany-government-spending.png?s=germanygovspe&d1=19910101&d2=20151231

    De 2000 a 2008, seus gastos nominais cresceram, ao todo, 7,2%. Isso é incrivel. 7,2% é o tanto que o governo brasileiro aumenta seus gastos em apenas um ano.

    Grécia:

    www.tradingeconomics.com/charts/greece-government-spending.png?s=greecegovspe&d1=19960101&d2=20151231

    De 2000 a 2008, seus gastos nominais cresceram, ao todo, 55,5%. Isso tambem é incrível. 55,5% é o tanto que o governo da URSS aumentava seus gastos no mesmo período de tempo (ok, isso foi uma piadinha; não sei desses dados soviéticos).

    Ninguém eleva impunemente seus gastos em 55% em menos de uma década.


    E um detalhe: como já explicado aqui inúmeras vezes, é o governo alemão (ou seja, os pagadores de impostos alemães) que está sustentando a Grécia. Daí uma boa parte desse aumento dos gastos.

    Por fim:

    Quando é do interesse de ideólogos, a Alemanha vira keynesiana
  • Caleb  05/04/2016 17:49
    Sério mesmo que vcs acham que Dívida Pública é só culpa do governo?
    Procurem sobre a Auditoria da dívida que foi feita no Equador em 2007, 70% da dívida era ilegal.

    Dêem uma olhadinha nos videos da Maria Lucia Fattorelli, ela explica sobre o sistema da Dívida.
  • Sayd  05/04/2016 18:16
    "Sério mesmo que vcs acham que Dívida Pública é só culpa do governo?"

    Não e nem poderia. Afinal, o governo é um ente amorfo. Não existe um "governo". O que existe, isso sim, são políticos, burocratas e reguladores que controlam essa entidade para benefício próprio e em detrimento da população.

    Portanto, repondo: sim, é sério mesmo que nós sabemos que a dívida pública é culpa exclusiva de políticos, burocratas e reguladores.

    Afinal, até onde sei -- e gostaria que você me provasse errado --, quem emite títulos para financiar seus gastos é o governo (ou seja, políticos, burocratas e reguladores) e só. Ninguém mais tem acesso ao Tesouro para, fortuitamente, emitir títulos em benefício próprio.

    E, até onde sei, o governo se endivida exatamente porque gastou mais do que arrecadou. E ele gasta mais do que arrecada exatamente para saciar os exorbitantes salários dos políticos, burocratas e reguladores.

    Agora, se você sabe de algo mais, é bom compartilhar.

    "Procurem sobre a Auditoria da dívida que foi feita no Equador em 2007, 70% da dívida era ilegal."

    O que seria uma "dívida ilegal"?

    Estaria você dizendo que alguém, que não o governo, emitiu dívida em nome do governo?

    Ou estaria você dizendo que o governo emitiu dívidas para privilegiar nababos?

    Se for a segunda opção (como sei que é), digo apenas: Nossa, que espanto!

    E ainda há otários que defendem governo...

    "Dêem uma olhadinha nos videos da Maria Lucia Fattorelli, ela explica sobre o sistema da Dívida."

    Ah, se eu ganhasse um real para cada vez que um esquerdista menciona esse vídeo...

    Mas, diz aí, por acaso ela comprova que algum cidadão privado alguém invadiu o Tesouro e emitiu títulos sem que nenhum burocrata, político ou regulador soubesse? Se é isso, estou interessado em saber.

    Se não é isso, você está apenas chovendo no molhado: descobriu tardiamente que o estado é uma gangue de ladrões em larga escala que existe apenas para privilegiar quem está dentro da máquina e que vive à custa de quem está fora dela e é obrigado a bancar toda a esbórnia.

    O estado é uma gangue de ladrões em larga escala
  • Andre  05/04/2016 18:25
    "Sério mesmo que vcs acham que Dívida Pública é só culpa do governo?".

    Vai dizer que a culpa é também de quem emprestou dinheiro ao governo?

    Nossa, você descobriu algo que ninguém sabia:

    "Só é possível se endividar se alguém quiser lhe emprestar dinheiro".

    Acho que você deveria publicar um artigo espalhando sua descoberta genial.
  • Caleb  06/04/2016 11:35
    Vou começar pela minha afirmação: " A culpa não é só do governo"; ou seja, grande parte desta culpa é do governo, com péssimo retorno e oneroso em diversos setores.

    Mas a outra parte se deve a contratos da Dívida Pública que nunca foram auditados.
    Os documentos não são de fácil acesso, vc já tentou achá-los para saber quem são nossos credores? Pois é, não dá para achar e o que vc consegue encontrar não é muito claro.

    A França auditou a dívida e adivinhe? 60% dela era ilegítima, cobrada de de forma ilegal.


    Não é só por aqui que estão falando em auditoria da Dívida Pública:

    www.theguardian.com/commentisfree/2014/jun/09/french-public-debt-audit-illegitimate-working-class-internationalim

    gggg
  • Maduro  06/04/2016 12:51
    A próxima vez que o meu banco aumentar os juros para os empréstimos que eu pago, vou fazer uma auditoria e me recusar a pagar o banco.

    "Ilegítimo" é o diploma dos picaretas que fazem malabarismos intelectuais risíveis para dar calote nos outros.
  • danilo  05/04/2016 19:18
    Veja esse artigo sobre essa ONG.
    libereconomia.weebly.com/artigos/category/auditoria-cidada-da-divida70863f6ade
  • Caleb  06/04/2016 11:42
    Danilo, antes de tentar desqualificar a ONG. Você deveria assistir as entrevistas da Maria Lucia Fattorelli comentando sobre a Dívida Púbblica grega e ela inclusive cita as merdas que o governo Lula fez para piorar nosso endividamento. Vale a pena.
    Não me interessei em saber sobre a ONG, pq quem realmente tem importância é a Maria Lucia, ela faz parte da Comissão de Auditoria da Dívida Grega e fez parte da comissão que auditou o Equador.

    *Nota: Não estou defendendo o governo, que é péssimamente administrado; com retorno pífio e no final das contas eu e vc pagamos por essa porcaria toda.
  • Sayd  06/04/2016 13:18
    Minha pergunta se mantém intacta (e ignorada):

    O que seria uma "dívida ilegal"?

    Estaria você dizendo que alguém, que não o governo, emitiu dívida em nome do governo?

    Ou estaria você dizendo que o governo emitiu dívidas para privilegiar nababos?

    Se for a segunda opção (como sei que é), digo apenas: Nossa, que espanto!

    Por acaso a Fatorelli comprova que algum cidadão privado invadiu o Tesouro e emitiu títulos sem que nenhum burocrata, político ou regulador soubesse? Se é isso, estou interessado em saber.

    Se não é isso, você está apenas chovendo no molhado: descobriu tardiamente que o estado é uma gangue de ladrões em larga escala que existe apenas para privilegiar quem está dentro da máquina e que vive à custa de quem está fora dela e é obrigado a bancar toda a esbórnia.

    E ainda há otários que defendem governo...


    E complemento:

    Até onde sei -- e gostaria que você me provasse errado --, quem emite títulos para financiar seus gastos é o governo (ou seja, políticos, burocratas e reguladores) e só. Ninguém mais tem acesso ao Tesouro para, fortuitamente, emitir títulos em benefício próprio.

    E, até onde sei, o governo se endivida exatamente porque gastou mais do que arrecadou. E ele gasta mais do que arrecada exatamente para saciar os exorbitantes salários dos políticos, burocratas e reguladores.

    Agora, se você sabe de algo mais, é bom compartilhar.
  • Caleb  06/04/2016 15:08
    Said, utilizei a palavra incorreta. Ilegal não, ilegítima.

    Para entender melhor, procure sobre Suiça declara guerra contra "banksters".
  • danilo  06/04/2016 13:40
    Caleb, o ponto principal é:

    Deve ser dado um calote?

    Declarar a dívida ilegal depende meramente de política.
    Mas e as conseqüências de se decretar um calote?
    Você acha que seria melhor para o Brasil decretar a dívida ilegal e se recusar a pagar?

    P.S. O Presidente argentino voltou atrás na decisão do calote recentemente e está fazendo acordos com os credores.

  • Caleb  06/04/2016 15:28
    A Dívida deve ser auditada e os contratos devem ser revistos regularmente, para que o país pague o que é justo.
    Infelizmente, o sistema econômico é dominado por bancos e especuladores; um calote faria com que o país ficasse em eterna crise... O capitalismo foi corrompido pelo
    Calote não é o melhor caminho, mas auditoria deveria ser feita regularmente. A documentação e condições, informações sobre credores, deveriam ser de fácil acesso para a população.

    Até a Suiça esta declarando guerra contra os "banksters".
  • danilo augusto  06/04/2016 16:27
    Concordo que "A documentação e condições, informações sobre credores, deveriam ser de fácil acesso para a população".

    Somente após verificar essa documentação é que se poderia afirmar que a dívida é ilegítima. Se houvesse transparência qualquer pessoa poderia fazer isso e haveria debate.

    Mas querer fazer essa verificação já afirmando que "a dívida é ilegítima" antes de começar torna o processo viciado e demonstra conotação política enviesada e objetivos pré-definidos.
    Foi o que eu mostrei naquele artigo.

    Abraço.



  • Intruso  08/11/2016 20:54
    Já amplamente discutido aqui mesmo neste seção de comentários.

    Em suma, mais um retardamento mental.

    Acho que vou lá fazer um empréstimo no banco e depois quando eles me cobrarem vou reclamar que eles estão querendo impor austeridade no meu padrão de vida.

    Daí é só chamar esses retardados pra dizer pro banco que a minha divida foi criada pelo próprio banco.

    Vai que cola, né?

    A Grécia está no caos em que está porque há décadas seu governo está fazendo loucuras e agora chegou a hora de pagar a conta. Simples assim.
  • Breaking Bad  08/11/2016 21:45
    Concordo. Eu costumo dizer que nunca vi, jamais ouvi dizerem ou tive qualquer insinuação a respeito de bancos apontando um "trezoitão" na cabeça do cidadão, forçando-o a contrair empréstimo. Quem toma emprestado, faz por livre escolha, mas depois não venha reclamar de cobrança. Fico imaginando certos discursos de sindicalista: "O governo em vez de investir em saúde e educação, prefere ficar pagando juros pra banqueiro". Transportando isso para o mundo das finanças pessoais, a frase ficaria mais ou menos assim: "O joão em vez de comprar remédio e lápis, prefere tentar saldar suas dívidas".


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