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Como uma redução nos gastos do governo gera crescimento econômico
Gastos do governo são uma depredação para a economia; quanto menores, maior será a riqueza privada

Vamos direto ao ponto: quando o governo reduz seus gastos, a equação do PIB apresenta um resultado menor.  Ou seja, matematicamente, corte de gastos gera uma queda no PIB.

Sim, da maneira como o PIB é calculado, uma redução nos gastos do governo gera uma redução na taxa de crescimento do PIB.

Por isso, economistas keynesianos dizem que uma redução nos gastos do governo pode representar uma "auto-mutilação" para o governo federal e para a economia.

Eles estão certos quanto à primeira parte.  De fato, seria uma auto-mutilação para o governo federal.  Mas, por outro lado, seria algo extremamente benéfico para a economia do setor privado.

Ao contrário do que dizem os keynesianos, a redução nos gastos do governo não retarda o crescimento da produção de bens que satisfazem as demandas dos consumidores.  Ao contrário até: pode acelerá-la

Adicionalmente, a renda real e o padrão de vida de produtores e consumidores no setor privado irão aumentar como resultado direto do declínio nos gastos do governo.  A razão desse aparente paradoxo está no método convencional que é utilizado para calcular a produção real que ocorre na economia.

Eis um exemplo simples.

O problema com o cálculo do PIB

Imagine uma economia simples — por exemplo, uma ilha — cujo setor privado produz 1.000 maçãs por ano. 

Agora suponha que o governo dessa ilha tribute os produtores em 200 maçãs por ano para sustentar sua burocracia e seu aparato de segurança nacional.

De acordo com as contas tradicionais da renda nacional, as quais possuem profundas raízes na teoria keynesiana, o PIB real dessa ilha será de 1.200 maçãs. 

Ou seja, o cálculo considera todas as 1.000 maçãs produzidas (antes dos impostos) e que são parte consumidas (C )pelos produtores, parte investidas (I) por eles na plantação de novas macieiras, e parte pagas como impostos, mais as 200 maçãs gastas pelo governo (G) para sustentar sua burocracia que está ocupada em fornecer o "bem público" da segurança nacional.  Supõe-se que a balança comercial — exportações (X) menos importações (M) — esteja em equilíbrio (ou então seja nula):

PIB = C + I + G + X - M

C + I = 1.000

G = 200

X - M = 0

PIB = 1.200

Em outras palavras, o PIB real[1] da ilha inclui as 1.000 maçãs voluntariamente produzidas (e que serão consumidas, investidas e pagas como impostos) pelo setor privado mais o "valor em maçãs" da segurança nacional, cujo valor é mensurado pelo seu custo de produção.  Ou seja, as 200 maçãs arrecadadas por meio de impostos compulsórios são integralmente gastas nos sustento da burocracia.

Agora, suponhamos que, já no próximo ano, o governo decida reduzir pela metade seus gastos com segurança nacional, pois concluiu que não há necessidade de manter aparato tão grande em um lugar tão desinteressante.  Suponhamos também que o corte de gastos seja integralmente acompanhado de um corte de impostos.  Agora, portanto, os impostos serão de 100 maçãs e, consequentemente, os gastos serão também de 100 maçãs.

Tudo o mais constante, o PIB real cairá de 1.200 para 1.100 maçãs, uma vez que os "serviços" da segurança nacional agora contribuem com apenas 100 maçãs para o PIB.

PIB = C + I + G + X - M

C + I = 1.000

G = 100

X - M = 0

PIB = 1.100

Mas eis a primeira complicação. 

As 1.000 maçãs foram voluntariamente produzidas pelo setor privado.  Consequentemente, a produção das 1.000 maçãs é uma ação que comprovadamente vale mais do que os recursos (tempo e esforço) utilizados em sua produção.  Caso as maçãs não valessem mais do que seus custos de produção, não seriam produzidas. 

Em profundo contraste a isso, não há absolutamente nenhuma evidência de que os consumidores e produtores privados consideravam que os serviços militares do governo valiam mais do que o custo de produzi-los.  Aliás, não há sequer evidências de que eles valorizavam qualquer tipo de oferta de serviço militar. 

Não há como saber isso simplesmente porque os gastos militares do governo eram financiados pela coerciva extração de recursos do setor privado, cujos membros não tinham escolha.  Sendo assim, não há como eles expressarem sua real valoração deste "serviço".

Não há como calcular o valor real dos serviços financiados por impostos

A mesma conclusão é válida para qualquer empreendimento financiado coercivamente pelo governo — como, por exemplo, a construção de um ambulatório nessa ilha. 

Na ausência de transações e produção voluntárias, não há maneira efetiva de determinar o valor de bens e serviços.  Os investimentos e serviços governo podem até ter algum valor para os consumidores privados, mas não há nenhum método científico e objetivo de mensurar esse valor.  Com efeito, assumindo-se que o governo desperdiça pelo menos 50% dos recursos que ele gasta, o benefício líquido para os consumidores privados seria zero.

Utilizando agora o "Produto Privado Bruto"

Portanto, por essas e outras razões, uma contabilidade da renda nacional que seguisse os princípios da Escola Austríaca de Economia excluiria os gastos do governo do cálculo da produção total da economia. 

Sendo assim, nessa ilha, o produto real — ou aquilo que os austríacos chamam de "Produto Privado Bruto" ou "PPB"[2] — seria apenas as 1.000 maçãs produzidas pelo setor privado.  Os gastos governamentais de 200 maçãs para a oferta de serviços militares (ou construção de ambulatório) são excluídos do cálculo.

Mas isso ainda está incompleto.  As 1.000 maçãs do PPB ainda superestimam os recursos que realmente estão à disposição do setor privado, pois, dessas 1.000 maçãs, 200 maçãs foram forçosamente confiscadas pelo governo e, assim, impedidas de serem utilizadas de maneira mais proveitosa pelo setor privado, o qual poderia utilizá-las em novos investimentos ou simplesmente consumi-las.  Essas 200 maçãs foram desviadas para financiar atividades estatais que, do ponto de vista dos produtores originais desses recursos (maçãs), podem ser vistas como um desperdício.

Nesse sentido, as 200 maçãs pagas como impostos podem ser vistas como uma "depredação", uma "espoliação" da economia privada, e isso ainda não é mensurado pelo PPB.

Sendo assim, se incluirmos essa depredação, chegaremos àquilo que os austríacos chamam de "produto privado remanescente em mãos privadas", ou PPR.  O PPR é igual ao PPB menos a depredação total (ou seja, os gastos do governo).[3]

Em nossa ilha hipotética, o PPR será de 800 maçãs (PPR = 1.000 maçãs - 200 maçãs).  Sendo assim, os gastos do governo não deveriam ser adicionados à produção privada mas sim subtraídos dela para que se tenha uma sensação do padrão de vida dos cidadãos privados que exercem atividades econômicas produtivas.

Portanto, temos que:

PIB = 1.200 (número divulgado pelo governo)

PPB = 1.000 (produção efetiva do setor privado)

PPR = 800 (produção que realmente fica com o setor privado)

Na prática, PPR = PIB - 2G

Reduzir impostos e gastos aumenta o bem-estar

Baseando-se na análise acima, quando o governo da ilha reduz seus gastos militares em 100 maçãs, e supondo que não haja nenhuma outra mudança, ele realmente irá reduzir o PIB de 1.200 para 1.110 maçãs.

No entanto, de uma perspectiva austríaca, o produto real (em termos de bens produzidos e valorados pelos consumidores e produtores) permanece constante em PPB = 1.000 maçãs.  Mais ainda: o bem-estar econômico dos produtores será significativamente majorado porque a depredação sobre sua produção cai de 200 para 100 maçãs, fazendo com que o PPR suba de 800 para 900 maçãs!

O raciocínio é simples: dado que os gastos do governo equivalem na verdade a depredações econômicas, eles devem ser subtraídos do cálculo do PIB.  Ou seja: do valor anual do PIB divulgado, subtrai-se os gastos governamentais duas vezes.  A primeira, apenas para tirar essa variável da equação, obtendo-se assim o Produto Privado Bruto — PPB; a segunda, para levar em conta todos os recursos que o estado tungou do setor privado, obtendo-se assim o Produto Privado Remanescente, que representa a real criação de riqueza de uma economia.

PIB = 1.100 (número divulgado pelo governo)

PPB = 1.000 (produção efetiva do setor privado)

PPR = 900 (produção que realmente fica com o setor privado)

E ainda não acabou.  Desse corte de impostos de 100 maçãs, uma fatia provavelmente será investida na plantação de novas macieiras, o que irá aumentar o estoque de capital e, consequentemente, acelerar o crescimento econômico ao longo do tempo.

Mesmo no curto prazo, é bem possível que já ocorra um crescimento positivo do PPB devido aos "efeitos da oferta".  Por exemplo, o corte marginal nos impostos aumenta o "custo de oportunidade" do lazer (ficar sem fazer nada de produtivo acaba representando uma oportunidade perdida), e isso estimulará os produtores a trabalhar mais horas.  A mão-de-obra do setor privado irá aumentar ao ser integrada por ex-militares desempregados. 

Sendo assim, é possível que o PPB cresça de 1.000 para 1.075 maçãs (e, consequentemente, o PPR cresça de 800 para 975 maçãs).  Nesse cenário, o corte de gastos governamentais de 100 maçãs será parcialmente contrabalançado por um aumento de 75 maçãs na produção privada.  As estatísticas do PIB irão mostrar um declínio menor do que o anterior, de 1.200 para 1.175 maçãs. 

No entanto, não obstante esse declínio nas estatísticas do PIB (que são economicamente sem sentido), o resultado representaria uma bonança para a economia privada, uma vez que a produção de maçãs, a renda real e o padrão de vida dos produtores de maçãs, bem como sua capacidade de produzir mais maçãs no futuro, irão aumentar.

PIB = C + I + G + X - M

C + I = 1.075

G = 100

X - M = 0

PIB = 1.175

PPB = PIB - G = 1.175 - 100 = 1.075 (produção efetiva do setor privado)

PPR = PPB - G = PIB - 2G = 1.175 - 200 = 975 (produção que realmente fica com o setor privado)

Do ponto de vista austríaco, portanto, o caminho para a saúde econômica imediata e para o crescimento econômico duradouro passa por um maciço corte de impostos e de gastos governamentais, em toda e qualquer área.  Sim, isso é austeridade — mas austeridade apenas para o governo

A redução das depredações políticas na economia privada irá desencadear uma série de benefícios presentes e futuros para os consumidores privados.  E esses benefícios são virtualmente "grátis" porque os recursos consumidos pelo governo em seu orçamento são, do ponto de vista dos produtores privados destes recursos, praticamente um total desperdício.

Cortar profundamente os gastos do governo em, por exemplo, 25% não apenas iria resolver o problema do déficit orçamentário, como também, e ainda mais importante, iria estimular o crescimento de longo prazo, com reflexos positivos sobre renda e padrão de vida.

O real problema não é apenas o tamanho do déficit orçamentário por si só, mas sim as depredações sobre a produção privada feitas pela totalidade dos gastos do governo[4].  Sendo assim, um orçamento governamental total de $4 trilhões e um déficit de $500 bilhões representam uma depredação muito maior e muito mais danosa sobre a economia privada do que um orçamento de $2 trilhões parcialmente financiado por um déficit de $1 trilhão.

Para ver a comprovação empírica de toda a teoria acima exposta, veja os seguintes artigos:

O exemplo irlandês - como a redução dos gastos do governo impulsionou o crescimento da economia

Se o objetivo é limitar os gastos do governo, há um exemplo prático a ser copiado: a Suíça


[1] Por uma questão de simplicidade, estamos ignorando a depreciação do capital nesta simples economia, assumindo que as macieiras, após plantadas, vivem para sempre, jamais necessitando de manutenção ou replantio.  Logo, PIB real = PIB nominal

[2] De novo, desconsiderando depreciações, PIB = PPB

[3] Na prática, a depredação é calculada como "gastos do governo" ou "receitas de impostos", o que for maior.  Mas como a imensa maioria dos governos incorre em déficits orçamentários, podemos ignorar essa complicação.

[4] Obviamente, para se calcular a depredação total sobre a economia privada, os gastos dos governos estaduais e municipais também teriam de ser contabilizados.


15 votos

autor

Joseph Salerno
é o vice-presidente acadêmico do Mises Institute, professor de economia da Pace University, e editor do periódico Quarterly Journal of Austrian Economics.

 

  • cristian william  22/01/2015 14:00
    Bom dia pessoas

    Esse artigo foi bem complexo e altamente técnico.
    Tive um pouco de dificuldade de acompanhar, embora tenha sido excelente.

    Abraços e sucesso
  • Pobre Paulista  22/01/2015 14:45
    Complexo? Só tem adição e subtração.

    Melhor você entrar no PRONATEC.
  • Fabio  22/01/2015 15:22
    Como não somente uma equação aplicada é composta de números e operações simples mas de conceitos diversos posso fazer facilmente uma equação complexa com somente subratação e soma que confundirá um 'gênio' como você que perdes tempo ofendendo gratuitamente pessoas alheias.
    Afinal e=mc² é somente multiplicação mas você entende seu conceito? O método CORDIC de cálculo tem somente operações básicas e como não deves entender (poucos o querem) você deve se encaixar na ofensa que fez ao coitado.



  • Yuri  22/01/2015 22:52
    Pior é que o texto foi simples e os conceitos muito bem explicados. Ofender é foda, mas o colega tem razão. O texto está bem fácil.
  • Rodrigo Dias  23/01/2015 01:36
    Fácil ou não, o insulto foi gratuito.
    A caixa de comentários também recomenda - "Envie-nos seu comentário inteligente e educado".
  • Arnaldo  02/09/2015 01:56
    Colega, vamos ter mais humildade, seu comentário não ajudou em nada, vamos somar mais. Todos aqui estão na mesmo objetivo de difundir as idéias liberais. Vamos deixar para detonar com os esquerdistas. Abraços
  • Bode  08/10/2016 12:33
    Quem precisa de PRONATEC são os políticos da esquerda e a PGR que estão considerando inconstitucional um pedido de emenda à constituição. Alegam que a PEC dos gastos fere a constituição, uma piada pronta.
  • Rafael  22/01/2015 15:42
    Procure um artigo do Leandro sobre o PIB que lá ele explica bem essa idéia de PPB.
  • Pedro Ivo  23/01/2015 18:09
    Rodrigo Dias, você disse "Fácil ou não, o insulto foi gratuito", mas quando o Fabio disse "e como não deves entender (poucos o querem) você deve se encaixar na ofensa que fez ao coitado", embora o defendendo, também insultou. Vocês tinham era que me tomar como exemplo, suas antas!, que nunca ofendo ninguém nem uso palavras de baixo calão, caralho!
    _________________________________________________

    Humor à parte (gente, não estou insultando, por favor!), deixa eu contar um caso real (aconteceu com o amigo de um amigo meu) que esta postagem me lembrou.

    O pai de uma amiga leciona economia numa dessas FAFIFONS da vida. Os alunos destas particulares cada vez + se besuntam no analfabetismo funcional (nas públicas não se besuntam, mas bem que patinam na maionese e caem de cara no catchup!). Dia destes, na disciplina de introdução à economia, o pai desta amiga apresentou a intersecção das curvas de oferta e demanda no plano cartesiano, só para ilustrar o conceito graficamente, nada +. Um aluno interrompeu – e contou com o assentimento geral da turma – quando disse: "professor, o Sr. num pode usar essa matemática cabuloza nessa matéria não". O pai desta amiga me disse, que quando a turma é muito sacal, e ele quer ferrá-los na prova, põe uma questão com multiplicação de números de 2 algarismos, sem poder usar calculadora.

    E num é que eles se fodem mesmo!

    Legal, né? São Macunaíma, padroeiro do Brasil, se compraz e revira de felicidade no túmulo.
  • Pobre Paulista  23/01/2015 20:28
    1. O artigo não é complexo. É simples, assim como a fórmula idiota do PIB.
    2. Mandar alguém fazer PRONATEC é ofensa?
  • Fabio Porto Marinho  22/01/2015 14:12
    Gostei bastante da metodologia. Infelizmente acredito que deve ser muito pouco aceita no mainstream econômico e menos ainda no meio político.
  • PESCADOR  22/01/2015 16:08
    Com toda certeza. Ele não aceitam. Mas estão errados em não aceitarem. As contas são simples: Imagine se o governo da ilha tributasse 90% das maças. O PIB seria de 1900, ou seja, quanto mais o governo arranca em impostos, mais o PIB cresce, o que é um inacreditável absurdo. O PPR é muito melhor para demonstrar as riquezas de um país.
    O artigo é excelente ao explicar como a redução dos gastos públicos aumenta a riqueza do povo.
  • Cristian William  22/01/2015 15:03
    Pobre Paulista

    Eu sei fazer contas do tipo: 1+1=2
    Apenas afirmei que do ponto de vista da reflexão, causa e efeito, consequências; é um artigo técnico, haja vista que poucos gestores agem dessa maneira.

    Ou você foi estupido ou irônico?

  • Pobre Paulista  23/01/2015 20:37

    Eu sei fazer contas do tipo: 1+1=2

    Que bom. Os Keynesianos também, e juram de pé junto que isso é suficiente para determinar os rumos econômicos do planeta.

    Apenas afirmei que do ponto de vista da reflexão, causa e efeito, consequências; é um artigo técnico, haja vista que poucos gestores agem dessa maneira.

    Todos os artigos aqui são altamente técnicos, vc deve ser um novato por aqui, não? Se quer algo realmente difícil, procure artigos do Israel Kirzner ou do Jesús Huerta de Soto, que possuem conceitos bastante avançados.

    Ou você foi estupido ou irônico?

    Eu realmente acho engraçado quando se usa a interrogação de maneira errada?

    Bons estudos.
  • Espoliado  22/01/2015 15:47
    Sabendo desta extorsão toda, pergunto ao Leandro e aos leitores do Mises.

    Hoje no Brasil haveria alguma forma de boicotar totalmente o pagamento de impostos?

    Poderiamos usar, por exemplo, bitcoins. Porém minha dúvida é sobre como fechar a torneira para o setor público.

    Obrigado.


  • felipe  22/01/2015 17:59
    Claro que não!

    Tudo o que você compra já está imbutido o imposto, e para quem é CLT, o estado já confisca parte do salário antes mesmo de você vê a cor do dinheiro.

    De qualquer maneira, é impossível lutar contra o estado, qualquer tentativa só o levará a ser preso e difamado perante a sociedade.

    Não há solução, contente-se com isso, será melhor para você.
  • Vagner  23/01/2015 14:57
    "De qualquer maneira, é impossível lutar contra o estado, qualquer tentativa só o levará a ser preso e difamado perante a sociedade."

    Não precisamos de ovelhas como você, então. É completamente possível lutar contra o estado. A tecnologia cada vez nos mostra essa possibilidade. O Estado não é algo indestrutível, justamente por ser uma instituição completamente imoral. O processo para sua derrubada é demorada, dolorosa e cansativa. Mas repito: Não precisamos de ovelhas. A batalha é longa e continua.
  • Felipe  23/01/2015 16:42
    "Não precisamos de ovelhas como você, então."

    Eu sou ovelha e você é o que? Estamos sob o mesmo sistema, mas a diferença é que você apenas ACHA que é diferente das outras ovelhas.

    "É completamente possível lutar contra o estado."

    Claro, você deve se capaz de dizer alguns métodos...

    "A tecnologia cada vez nos mostra essa possibilidade."

    hmm? me explique na prática? e não vem com facebook, ok?

    "O Estado não é algo indestrutível"

    Ta ta ta, me cite um exemplo na história? e não vem com aquele argumento furado da escravidão, pois na historia já tinha havido exemplos de regiões sem escravidão.

    "justamente por ser uma instituição completamente imoral."

    Ta e dai?

    "O processo para sua derrubada é demorada, dolorosa e cansativa. Mas repito: Não precisamos de ovelhas. A batalha é longa e continua."

    Ta bom então, boa batalha.


    Vou dizer minha opnião agora ok, a ÚNICA maneira para poder acabar com o estado seria uma forte mudança na mentalidade da maioria das pessoas, e sinceramente eu não acredito nisso.

    Iria requerer bastante leitura das pessoas em assuntos chatos, e numa sociedade preguiçosa e semianalfabeta não há a mínima chance. Quase que como ir contra a natureza humana. Além disso, pessoas gostam de serem iludidas. Bah, sem chance.

  • Vagner  27/01/2015 11:19
    Você quer exemplos de como o estado está se tornando cada vez mais obsoleto? Impressoras 3D's e Bitcoins. Leia sobre os dois pra você entender.

    "Iria requerer bastante leitura das pessoas em assuntos chatos, e numa sociedade preguiçosa e semianalfabeta não há a mínima chance. Quase que como ir contra a natureza humana. Além disso, pessoas gostam de serem iludidas. Bah, sem chance."

    Se você conhecesse pelo menos um pouco do movimento liberal, não falaria tamanha besteira. As ideias libertárias nunca foi tão provida como está sendo hoje no Brasil. Centenas de livros, artigos e videos são traduzidos removendo cada vez mais as barreiras da liberdade.


    "Ta ta ta, me cite um exemplo na história? e não vem com aquele argumento furado da escravidão, pois na historia já tinha havido exemplos de regiões sem escravidão."

    mises.org.br/Subject.aspx?id=16

    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/anarquia-na-europa-aachen/

    Não precisamos de ovelhas.
  • Felipe  27/01/2015 16:40
    Bitcoins??? Quem não entende nada é você, o estado nunca permitirá uma moeda paralela ganhar força, o monopólio sobre a moeda é a maior força do estado. É onde está sua principal fonte de financiamento, além de lhe permitir certa independência da população.

    E para sua informação olhe o recente histórico do bitcoin, e verá sua promissora moeda em queda livre.

    Agora me diz, o que a impressoras 3D fará para acabar com o estado? estou bem curioso.

    "Se você conhecesse pelo menos um pouco do movimento liberal, não falaria tamanha besteira. As ideias libertárias nunca foi tão provida como está sendo hoje no Brasil. Centenas de livros, artigos e videos são traduzidos removendo cada vez mais as barreiras da liberdade."

    Legal, o movimento cresceu, mas até ai não significa nada. Quem aderiu o movimento liberal são jovens, curiosos e esperançosos por novas alternativas.

    Agora esperar que o pedreiro resolva se interessar por Von Mises é querer demais, e enquanto o movimento não atingir essa gente pode esquecer. O movimento liberal não passara de um passatempo intelectual.
  • Vagner  28/01/2015 15:12
    "E para sua informação olhe o recente histórico do bitcoin, e verá sua promissora moeda em queda livre."

    Queda livre? A moeda tem se popularizado cada vez mais... Se seu valor perante o dolar tem caído não quer dizer que a moeda seja impopular. Muito pelo contrário. Leia a serie de artigos sobre a moeda e entenda porque seu controle pelo governo é improvável.

    "Agora me diz, o que a impressoras 3D fará para acabar com o estado? estou bem curioso."

    www.tecmundo.com.br/impressora-3d/72373-armas-feitas-impressoras-3d-ficando-cada-vez-mortais.htm


    "Agora esperar que o pedreiro resolva se interessar por Von Mises é querer demais, e enquanto o movimento não atingir essa gente pode esquecer. O movimento liberal não passara de um passatempo intelectual."

    Além de seu comentário soar preconceituoso ele é completamente ignorante. Ninguém precisa ler Mises para saber a importância da liberdade. É necessário apenas entender que o governo para dar 1 precisa tirar 2.

    "Legal, o movimento cresceu, mas até ai não significa nada. Quem aderiu o movimento liberal são jovens, curiosos e esperançosos por novas alternativas."

    Não significa nada? O Partido Novo já é uma realidade. Fora os vários projetos realizados por diversas instituições como o Mises.org, EPL, IL, etc. Você não conhece o movimento liberal, conversador.

    Não precisamos de ovelhas.




  • Felipe  28/01/2015 16:38
    "Leia a serie de artigos sobre a moeda e entenda porque seu controle pelo governo é improvável."

    Num mundo em que boa parte da economia está de alguma forma nas mãos do governo, você realmente acha que este precisa controlar diretamente o bitcoin para este não ter sucesso?

    Entenda que o governo, a maior organização criminosa, jamais permitirá perder o monopólio sobre a moeda.

    E leia também opiniões de gente como Peter Schiff.

    "www.tecmundo.com.br/impressora-3d/72373-armas-feitas-impressoras-3d-ficando-cada-vez-mortais.htm"

    Será um ótimo motivo para o governo controlar a produção e o consumo dessas impressoras.

    "Além de seu comentário soar preconceituoso ele é completamente ignorante. Ninguém precisa ler Mises para saber a importância da liberdade. É necessário apenas entender que o governo para dar 1 precisa tirar 2."

    Ignorante é você querendo parecer politicamente correto.

    E você acha que ler mises e demais não é essencial para entender o porque o livre mercado é melhor para todos?
    Acha que um homem comum, rodeado de ideias socialistas, querendo se iludir com almoço grátis, vai simplesmente sair acreditando que um sistema sem governo será melhor para ele??

    Fica esperando.

    "O Partido Novo já é uma realidade"

    Partido novo é mais do mesmo: mises.org.br/Article.aspx?id=1034

    O líber, que é o único partido com verdadeiras ideias liberais nem sequer consegue virar um partido de fato por falta de assinaturas.

    "Não precisamos de ovelhas."

    Aiai...boa luta para você
  • anônimo  28/01/2015 21:04
    'Queda livre? A moeda tem se popularizado cada vez mais... Se seu valor perante o dolar tem caído não quer dizer que a moeda seja impopular. Muito pelo contrário. Leia a serie de artigos sobre a moeda e entenda porque seu controle pelo governo é improvável. '

    1 É a primeira vez que eu vejo essa mágica, quanto mais gente se interessa por X...mais o preço de X cai!!! Bitcoinzistas são mesmo incríveis, já 'derrubaram' o princípio da regressão de Mises agora derrubam a mais básica de todas, lei da oferta e procura.

    2 Uma série de artigos não é prova de que o troço é popular

    3 Pra sua informação o governo americano já pode ferrar até com o TOR, e é assim que eles tem encontrado e prendido muita gente que sonhou ficar rica usando o bitcoin
    www.wired.com/2012/04/online-drug-market-takedown/
    www.wired.com/2013/09/freedom-hosting-fbi/

  • Márcio  07/10/2016 17:19
    Idiota! Eu sou pedreiro e não sou menos libertário por isso.
  • Vinicius  23/01/2015 00:16
    Boicotar não é possível, mas dá para complicar a vida do governo:
    -Usar o mínimo de crédito possível;
    -Pagar o máximo possível em dinheiro vivo;
    -Ser profissional prestador de serviços;
    -Alimentar a economia informal de serviços;
    -Investir o mínimo possível na poupança;
    -Usar e abusar de importados;
    -Morar em zona próxima a fronteira ou em cidade com forte presença rural;
    -NÃO COMPRAR CARRO 0KM;
    -Investimento estrangeiro;
    -Painéis solares de energia.

    Nem todas de fato diminuirá a arrecadação do governo, mas diminuirá o controle dele sobre o cidadão, alargará o prazo para pagamento de impostos, dificultará seu financiamento e suas reservas cambiais.
    Quem souber de outras poste aí por favor.
  • Felipe  23/01/2015 22:38
    Você praticamente descreveu a classe média e média-baixa(real e nao aquela inventada pelo governo) atual brasileira. E eles são os MAIS espoliados pela farra estatal.
  • Recruta  23/01/2015 03:13
    Talvez um projeto popular que limite a tributação que o governo possa exigir de pessoa física e jurídica. Por exemplo, limitar a 20% da renda bruta total. Se a soma de taxas, impostos e contribuições que a pessoa física ou jurídica despender no ano ultrapassar o limite de 20%, teria abatimento nos próximos pagamentos pra compensar. Isso sozinho resolveria muito do pesadelo tributário no país, pois desincentivaria a salada de impostos que existe. Afinal, de que adianta dez impostos diferentes, se não consegue arrecadar mais que o limite.

    Se houver outro projeto que permita a pessoa física e jurídica abater dos impostos o custo da geração de toda papelada que o governo exigir, resolve a questão da burocracia também.

    Mas isso precisaria de forte pressão popular, estilo os protestos da copa, ou não passaria nem perto do congresso.

  • Esfoliado  23/01/2015 19:16
    Infelizmente não. Mas não fique triste, nosso estado já está no seu limite. Se a generalidade das pessoas conseguisse sonegar 1/3 dos impostos já teríamos nosso estado batendo pino. Ou seja, se você for bem sucedido em parte já basta para alcançar um bom termo.

    Algumas formas interessantes pelas quais isso se pode dar já foram indicadas pelo Vinicius. Acrescento mais algumas:

    -NUNCA exija nota fiscal;
    -NUNCA diga sim quando a caixa do mercado perguntar: "vai querer o CPF na nota"?
    -Enfie todas as desculpas possíveis na declaração do IRPF (se possível, declare até seu cachorro com dependente e inclua as despesas com veterinário);
    -Sempre faça suas compras a vista (uma variável do "usar o mínimo de crédito possível");
    -Usando o bom senso, é claro, faça o contrário do que o governo manda você fazer em suas propagandas.
    -Incentive a corrupção. Sim, isso mesmo. A corrupção nada mais é do que a paga a um funcionário público para que este deixe de aplicar alguma lei idiota.
  • Dom Pedro  09/09/2015 17:02
    Esfoliado, compartilho da sua indignação, mas a sugestão de incentivar a corrupção é um tiro no pé. Sua análise está correta: "A corrupção nada mais é do que a paga a um funcionário público para que este deixe de aplicar alguma lei idiota." Ok. Mas se o Funça conseguir obter vantagens para si, ele vai ter mais estímulo para correr atrás e impor a lei idiota ainda mais, e assim arrecadar mais para si. Sai fora dessa. Se o Funça não conseguir ganhar nada para si, ele vai perder o estímulo de fiscalizar.
  • Esfoliado  09/09/2015 21:01
    Esfoliado, compartilho da sua indignação

    Ainda bem.

    mas a sugestão de incentivar a corrupção é um tiro no pé

    Né não. E vamos ver porque não.

    Mas se o Funça conseguir obter vantagens para si, ele vai ter mais estímulo para correr atrás e impor a lei idiota ainda mais, e assim arrecadar mais para si.

    Sim e não. As coisas não funcionam bem assim. Se um funça ver que o pedágio para fugir da lei está dando bons frutos, é claro que ele vai querer ampliar sua ação para ganhar mais dinheiro. No entanto, não podemos nos esquecer que, por mais que o funça cobre, por uma questão de lógica, sua cobrança nunca será maior do que o gasto incorrido para cumprir a lei, afinal, se pagar a propina sai mais caro do que arcar com os custos impostos pela lei, que se siga a lei então. Assim sendo, a corrupção sempre será mais vantajosa para o pagador de impostos. Além disso, é bom que o funcionário fiscalize mais nesses termos, pois para cada lei idiota, haverá sempre à mão um funça oferecendo uma saída menos dolorosa.

    Sai fora dessa. Se o Funça não conseguir ganhar nada para si, ele vai perder o estímulo de fiscalizar.

    Não é bem assim. A prática nos mostra que o funça, uma vez contrariado, tem incentivos para incorporar o espírito de porco e aplicar a lei com todo o rigor possível. Se você não paga o fiscal da prefeitura, não pense que ele vai embora para nunca mais voltar. Ele pode até ir, mas espere que no dia seguinte ou nos próximos dias ele voltará fazendo o papel não do corrupto, mas sim o do funcionário público mais zeloso e detalhista da cidade. E pode apostar que ele vai encontrar irregularidades e te enquadrar.

    E também você se esquece de um detalhe fundamental. Você pensa no funça mas se esquece do Leviatã. Pessoas ingênuas acreditam que se ninguém sonegasse dinheiro ao estado, este acabaria se saciando e cobrando menos tributos do que cobra atualmente. Mas esse é um erro grave. A experiência mostra que a sanha arrecadatória do estado não conhece limites. Não importa o quanto o estado arrecade, ele sempre tentará criar novos tributos. Assim, se não houvesse corrupção, o estado, no fim das contas, acabaria nos deixando só de cuecas. Por isso a corrupção exerce importante papel para a limitação do estado, porque os burocratas sabem que a partir de certo ponto não adianta apertar mais o cidadão, pois o dinheiro poderá até sair de seus bolsos mas não chegará aos cofres públicos, acabando por escorrer para os lados.
  • Edujatahy  10/09/2015 13:41
    Boa explanação Espoliado,

    Gostaria de somar um item ao que você tinha somado acima no relativo à nota fiscal.

    Em situação de crise como a atual isso não apenas se torna mais fácil, como vantajoso.

    Não é o suficiente não exigirmos nota fiscal.
    O que podemos fazer é exigirmos que NÃO SEJA emitida nota fiscal.

    É interessante quando vou em comércios e faço esta imposição. Já me vi em situação que o caixa não queria vender e o vendedor desesperado (afinal, é R$) queria forçar a venda sem nota, aí envolve gerente e tudo mais. Mas no final das contas, dificilmente um comerciante irá DEIXAR de vender por insistir em emitir a nota fiscal (tirando grandes redes e etc, estas não tem jeito).
  • Dom Pedro  11/09/2015 00:20
    Seu ponto de vista faz sentido, Esfoliado. A propina certamente será mais barata que o imposto. Mas ainda assim, quanto mai$ e$tímulo o Funça receber para fiscalizar, mais ele trabalhará, certo? Mais estabelecimentos o fiscal vai "atender" por dia, mais veículos o guarda "fiscalizará", etc. Se o "contribuinte" não acertar, ele multa. Se acertar, ele passa pro próximo. Se ninguém pagar, ele será um Funça padrão e fiscalizará dois cidadãos por dia, quando não botar um atestado médico. Se a corrupção for endêmica, ele vai se esforçar bem mais, pode apostar. Isso no caso dos Funças nossos de todo dia, é claro. Com a Receita Federal a coisa é bem pior. Não esqueci do Leviatã não.
    Imagino que este comportamento que você exemplificou, o do Funça vingativo contrariado, também aconteça com frequência. Mas uma coisa todos eles, no fundo, tem: medo. Medo de perder a matrícula e a "segurança" que ela acarreta. E hoje em dia, com internet e smartphones com câmeras, o acharque fica cada vez mais arriscado...
    Enfim, existem muitas funções públicas (infelizmente! Não esqueci o Leviatã, não!), e existem muitos tipos de pessoas também... Resta a escolha moral de cada indivíduo. Mas numa coisa nós concordamos: governo bom é governo nenhum.
  • Felipe  22/01/2015 16:37
    Isso explica perfeitamente porque o PIB das ex repúblicas soviéticas eram extremamente inflados durante a guerra fria. Só os gastos governamentais jogava tudo pra cima, por mais absurdos que fossem. Também explica a "depressão" que esses países sofreram após o abandono do socialismo.
  • gustavo sauer  24/01/2015 01:27
    No caso desses países socialistas, acredito que a fraude nas estatísticas explicava melhor o aparente "crescimento" econômico que eles alegavam ter. Governos ocidentais de democracias semi-liberais já manipulam bastante esses dados, imagina o que não faziam numa ditadura socialista pra mostrar pro ocidente o "sucesso do socialismo".
  • mozar  22/01/2015 17:08
    Bom mas no caso do Brasil eles vão cortar gastos e aumentar impostos.Achei o exemplo muito simplorio e fora da realidade. E as expectativas dos empresarios, onde ficam? Os investidores? O mercado financeiro? E a economia real?
  • Beethoven  22/01/2015 18:37
    É óbvio que tem de ser um exemplo simples. Você queria o quê? Um exemplo que retratasse todos os detalhes da economia brasileira, indo desde a criação de parafusos até a fabricação de aviões, passando por abate de bois e construção de imóveis? Isso é impossível.

    Exemplos simples servem para transmitir ideias gerais, e não para fazer tratados profundos e complexos.

    "Bom mas no caso do Brasil eles vão cortar gastos e aumentar impostos."

    Então você já deve ter uma ideia de no que vai dar.

    "E as expectativas dos empresarios, onde ficam? Os investidores? O mercado financeiro?"

    Tudo isso, além de não ser quantificável, depende exatamente de como tais agentes irão reagir às medidas do governo. A questão das expectativas e de como medidas do governo afetam a confiança de investidores, empresários e mercados financeiros foi explicada em detalhes exaustivos neste artigo (vamos ver se você realmente lerá, ou se veio aqui só espernear):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943

    "E a economia real?"

    Ué, a economia real (em contraposição a bolsas de valores e mercado financeiro) é justamente a que foi descrita no artigo. Falou demais e falou bobagem.
  • Emerson Luis  25/01/2015 19:16

    "no caso do Brasil eles vão cortar gastos e aumentar impostos"

    Quem disse que vão cortar gastos? As notícias até agora são só de aumentos dos impostos.

    * * *
  • Edujatahy  10/09/2015 19:34
    Só cortar gastos já é bom. Mesmo que não implique em diminuição de impostos.
    Recursos escassos que seriam consumidos através de gastos governamentais não o seriam e seriam consumidos pela iniciativa privada. Isso diminui inflação e distorções da economia.
    A simples ação do governo na economia já gera distorções.

    Sim, é preferível o governo não fazer NADA com o dinheiro do imposto do que "gastá-lo".
  • Andre Cavalcante  22/01/2015 18:13
    Gostaria muito de ver uma tabela do tipo: pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_nominal, mas com o PPR. Seria interessante ver, inclusive, o histórico do PPR.

    Abraços

  • Rafael  22/01/2015 19:23
    Interessante, mas a conta só fecha se o governo não só diminuir os gastos, mas diminuir os impostos. Suponhamos que a ilha diminua os gastos de 200 maçãs para 100 maçãs, mas MANTENHA a tributação em 200 maçãs para quitar a dívida externa militar (?). De todo o jeito, o PPR continuará em 800 maçãs, enquanto os gastos efetivos diminuíram, mas a cobrança, não. Lógico, sei que o pagamento da dívida externa entra como gasto, mas o que muitos fazem é AUMENTAR a tributação. De toda forma, excelente artigo. Lerei o outro do link acima.
  • Guilherme  22/01/2015 19:40
    Nesse seu cenário está ocorrendo um superávit nominal no orçamento, algo que virtualmente nenhum governo do mundo (que dependa da coleta de impostos) faz.

    Em termos práticos, tal superávit nominal equivaleria a uma deflação monetária, pois o governo estaria retirando dinheiro da economia.

    Mas as equações do PIB, do PPB e do PPR seriam rigorosamente as mesmas.
  • Paulo Henrique  23/01/2015 00:00
    Além do entendimento errôneo que pib em crescimento é sempre algo bom, há o fenômeno oposto, o entendimento errôneo que pib em queda é sempre algo ruim, uma recessão pode ser o processo de correção dos ''Malinvestment'.. Essa noção de que a correção é ruim provocou crises maiores do que naturalmente seriam, a crise de 29 por exemplo.

  • Victor Penteado  23/01/2015 01:23
    O cálculo do PIB é realizado em cima do consumo. Dessa forma, quando o governo confiança as 200 maçãs, o produtor só tem 800 pra vender.

    Assim, a conta fica 800 maçãs (C) + 200 (G).

    Se no próximo ano o governo diminui a taxa para 100, mais maçãs serão comercializadas. O C sobe para 900 e o G cai para 100.
  • EDu  23/01/2015 18:27
    Victor, acho q vc esta certo. "Consumo" nao inclui os impostos pagos, certo??
  • Victor Penteado  27/01/2015 02:32
    Não. Se foram retirados do produtor, ele não poderá vender as maçãs.
  • Dorival  23/01/2015 03:38
    Alguém do Mises vai fazer um artigo falando sobre o State Of The Union?
  • Raphael Vianna  23/01/2015 03:43
    Isso mostra como a nossa economia esta podre. Se o crescimento do PIB do Brasil esta próximo de 0,3 mesmo com a alta carga tributaria, imagine o PPB ou ainda o PPR. ne?
  • Ronaldo  23/01/2015 05:00
    Melhor texto que li este mês e duvido que ainda virá melhores durante o mesmo.
    Parabéns ao autor e ao instituto
  • leandro90  23/01/2015 08:59
    SANTA MAQUIAGEM DO PIB BATMAN!!!
  • Rugieri  23/01/2015 13:42
    Um problema na comparação da histórias das maças e do que estamos presenciando hoje, é que para ajustar os déficits publicos, o governo não está reduzindo os gastos juntamente com os impostsos, aliás, nunca é feito isso, o governo está aumentando os impostos ao mesmo tempo que corta os gastos, e quando reduz algum tipo de imposto, é sempre sobre subsídios, ou seja, com dinheiro publico denovo, criando desequilibrios entre a demanda e a oferta mais uma vez!
  • Hauer  23/01/2015 14:06
    Vale o que é maior. Como em termos nominais o gasto sempre é maior que a arrecadação, então é o gasto que entra no lugar de G.

    Caso houvesse um superávit nominal (algo que nunca acontece), então aí a arrecadação entraria no lugar de G.
  • Jonathan David  24/01/2015 03:59
    O governo é um mestre em torturar números. Quanta bobagem para se chegar ao óbvio: o que a ilha produziu foi 1000 e o que o governo tirou foi 200. Portanto, o governo tirou um produto que teria muito mais resultado e valor se tivesse permanecido no mercado. Ao ter passado para as mãos do governo, o valor desse produto diminui e ainda mais diminui o poder do mercado. Conclusão: entre menos o governo tira, melhor. É triste ver a EAE perdendo tempo em desmantelar as perversas ilusões mágicas do governo...
  • Eduardo  24/01/2015 09:57
    Na prática, um aumento de G diminui as variáveis C, I, X e M, porém mantém constante o cálculo final do PIB para o ano em questão. É somente uma transferência de valores, não aumenta e nem diminui o bolo final. O que a equação não explica é que o aumento do PIB através do aumento de gastos governamentais torna o PIB insustentável ao longo do tempo, justamente por causa da diminuição das variáveis consumo, investimento, exportação e importação, ou seja, um aumento de G diminui a atividade econômica do ano em questão, o que prejudica o aumento do PIB para o ano subsequente, além de favorecer as perspectivas para o aumento do endividamento, já que o governo insiste em pelo menos manter G em alta.
  • Juliana  24/01/2015 14:00
    Em relação ao último parágrafo do texto, a comparação entre os dois orçamentos é absolutamente verdadeira, se for olhar pelo lado de se desonerar o setor privado. Mas como na imensa maioria dos casos os déficits do governo estão intrinsecamente associados à ideia de ele tem a máquina de imprimir dinheiro à sua disposição, nem dá muito para dizer que um orçamento de $3 trilhões financiado por um déficit de $1 trilhão é muito menos danoso que um orçamento de $4 trilhões para um déficit de $500 bilhões. Mas de fato, como o próprio autor afirmou, "o real problema não é o tamanho do déficit orçamentário por si só". Só não entendi porque que para reduzir as depredações à economia privada, diminuindo a tributação e consequentemente o orçamento (G) precisaria aumentar tanto o déficit. Só se a intenção fosse levar o governo à falência, aí o cidadão que tivesse essa iniciativa mereceria até aplausos.

    E quanto a todo artigo, além de excelente e de revelar (no mínimo) a legitimidade e maior de se usar o PPR para acompanhar o crescimento da economia, ainda é muito bom de ler. E digno de nota é também é a dobradinha que ele faz com o outro artigo que foi publicado posteriormente. Gostei muito.

    Grande abraço!
  • Mario  24/01/2015 17:01
    Um aumento no PIB só representará um indicador confiável de crescimento econômico se toda a produção calculada for valorada ao seu preço de mercado (ou, ao menos, valorada de acordo com algum indicador subjetivo que faça sentido).

    O fato de que, por exemplo, a China está hoje repleta de shoppings desertos e vários apartamentos vazios é um perfeito exemplo de investimentos errôneos para os quais não havia demanda. Esse fato mostra que o crescimento do econômico do país (calculado pelo PIB), ao ser mensurado de acordo com o custo de produção ou com o valor dos gastos monetários incorridos nos investimentos (como faz o PIB), é uma ilusão.

    O fato de haver vários investimentos ruins e ociosos mostra que boa parte do crescimento do PIB chinês foi, na realidade, negativo.
  • Thiago Nonato  26/01/2015 02:27
    quanto mais eu leio o Mises, mais eu desacredito nos indices eocnomicos, além da taxa desemprego la se vai o PIB. Não entendo como isso não é criticado pela mídia. Os governos pautam suas políticas econômicas muitas vezes exclusivamente no PIB, vide os malditos PACS. Agora, não sei se ele continuam com o PIB pois a formula favorece governos populistas ou se por quê o mainstream econômico se baseia nela. Talvez um pouco dos dois.
  • Andre Luiz  26/01/2015 04:35
    Isso não precisa ser explicado em fórmulas. Não é difícil entender que reduzindo os impostos vai sobrar mais recursos para os produtores e empresários, consequentemente eles vão ter mais capacidade de investir, de reduzir os preços dos produtos e mercadorias, e isso vai ser bom para a população como um todo. Daí já pensar que o que o Estado consome em impostos é puramente espoliação, depredação é sair do eixo.
  • Luis André  26/01/2015 10:46
    Desculpe-me, mas "sair do eixo" é palpitar sem ter teoria, partindo apenas do achismo.

    Qual a sua teoria para dizer que o estado é sensato em seus gastos? Aqui vão as teorias que explicam por que ele não é:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1378

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1391

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1025

    Mesmo que o governo fosse gerenciado por anjos e santos, ainda assim a insensatez seria dominante.
  • Wilian  26/01/2015 22:18
    Excelente artigo! Muito esclarecedor e apresenta a ideia de forma muito simples.
    Alguém poderia me indicar um livro para que eu possa me aprofundar mais na teoria da Escola Austríaca?
  • Leonardo  30/01/2015 13:19
    Eu acho que preciso seguir o conselho e do pobre paulista e entrar no Pronatec. Não entendi a conta do autor. Até onde sei, se mil é a produção, mil é o PIB (afinal o nome é esse: produto interno bruto), 800 de consumo privado e 200 de consumo público. Sem contar que a quantificação da renda interna bruta, também até onde eu sei, é feita pela ótica da renda soma de salários, lucros e alugueis, e não pela ótica do consumo. Alguém me ajuda com a aritmética e com os conceitos de contas nacionais.

    Eu não sei exatamente o que diz o estudo que saiu no Financial times, mas quando comecei a ler o artigo supus que o autor iria abordar a a análise burra de causa e consequência que em geral economistas fazem, de correlação imediata entre um fato e um agregado econômico. Esquecendo-se dos impactos de longo prazo e dos ciclos econômicos. Afinal como sempre é exposto aqui: os gastos públicos pressionam o aumento dos meios de pagamento, que acarretam inflação de preços (pib sobe), que estimulam investimentos ineficientes e que no medio prazo geram recessões (pib cai).
  • Leandro  30/01/2015 13:31
    1.000 maçãs são produzidas, vendidas, consumidas, investidas.

    Ou seja, C + I = 1.000

    Até aqui tudo bem?

    Só que, em meio a todas essas transações, o governo -- via impostos indiretos, tipo ICMS ou IPI -- confiscou 200 maçãs e gastou essas 200 para financiar sua burocracia.

    Ou seja, G = 200.

    Daí, temos que PIB = C + I + G + (X-M).

    Como (X - M) foi suposto zero, temos que PIB = 1.000 + 200 = 1.200.

    Pense em G como aquilo que o governo confiscou via impostos indiretos e gastou.

    Não fez muito sentido? Pois então, esta é a crítica.
  • Leonardo  30/01/2015 14:21
    Olá Leandro. para mim é inquestionável que 1000 é o PIB REAL, pois pelo conceito dos manuais tradicionais de economia: produto agregado é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em uma economia. O C da equação deveria ser o consumo exclusivamente privado. Nesse sentido, produzi 1000, se não tem imposto eu consumo e invisto os mil (comendo, plantando ou jogando fora), caso tenha impostos eu como, planto, jogo fora (menos do que antes, agora 800) e pago imposto (200) e com esse imposto as pessoas vinculadas ao Estado comem, plantam ou jogam fora.
    Pelo que entendi está sendo argumentado que ao publicar as contas nacionais o estado incorre em dupla contagem informando que o setor privado consome o que ele paga de imposto, mas sinceramente nunca ouvi falar disso. Até porque, como eu disse antes, sempre aprendi que para se calcular o PIB se utiliza o conceito de renda (pois é mais fácil de contabilizar) e não de consumo.
  • Guilherme  30/01/2015 14:41
    Leonardo, é só você olhar as rubricas do próprio IBGE. Os impostos indiretos estão lá:

    www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/pib-vol-val_201403_8.shtm
  • Pobre Paulista  30/01/2015 15:09
    O cálculo do PIB não é tosco por causa do G. O (X-M) também é uma idiotice sem tamanho.

    Imagine que vc tem uma macieira pela qual passa a linha divisória de dois países.

    Suponha que vc colheu as 1000 maçãs do lado da sua fronteira, neste caso temos PIB = 1000 (esqueça o G neste exemplo) conforme o esperado.

    Agora suponha que 100 destas maçãs estivessem, por uma aleatoriedade geográfica, para lá da fronteira. Então vc teve que "importar" estas maçãs.

    Então neste caso I=900 e M=100, portanto PIB=800.

    Ou seja, em qualquer cenário o cálculo do PIB não faz sentido. Não precisa nem do governo para estragar a conta.

  • Leonardo  30/01/2015 15:10
    O pib pm é o pib a preços de mercado, em tese os produtos apresentados lá (agropecuária, indústria e serviços) devem estar quantificados pelos custos de produção e não a preços de mercado, para representar o pib a preços de mercado, os manuais ensinam que deve se adicionar ao pib calculado pelos preços de produção os impostos indiretos e subtrair os subsídios. Mas de fato, se os produtos já estiverem sendo apresentados pelos preços de mercado, haveria uma dupla contagem. De toda forma, é consenso que gastos públicos inflam o pib, seja por maquiagem contábil, seja por efeitos temporários que geram desequilíbrios na economia.
  • Martin Bittencourt  07/10/2016 17:10
    faltou legenda para as equações. E também seria bom uma referência: pelo que to vendo aqui na Wikipedia, há mais de uma maneira de se calcular o PIB de uma nação e não está claro a qual delas se refere.
  • Professor  07/10/2016 17:58
    C = consumo
    I = investimento
    G = gastos do governo
    X = Exportação
    M = Importação

    Esta é a equação universalmente utilizada em todos os países do mundo (pleonasmo intencional) para se calcular o PIB. Sendo assim, não faz sentido sua alegação de "faltar referência".

    Mas, já que você insiste e clamou pela Wikipedia, pode ficar aí com a "referência":

    pt.wikipedia.org/wiki/Produto_interno_bruto#Fun.C3.A7.C3.A3o_para_c.C3.A1lculos_do_PIB

    "há mais de uma maneira de se calcular o PIB de uma nação e não está claro a qual delas se refere."

    Você deve ser leigo na área. Não importa se você utiliza a "ótica da despesa", a "ótica da oferta" ou a "ótica do rendimento": as três geram o mesmo resultado. Óbvio: trata-se de uma identidade contábil.

    Fosse do jeito que você imagina -- com cada maneira gerando um resultado diferente --, então cada país obviamente iria utilizar aquele método que mais inflasse seus resultados.

    Contabilidade básica: o balanço sempre tem de fechar.
  • Marcus Louredo  07/10/2016 19:34
    Muito didático o artigo. Bem objetivo, o autor acertou em sua tônica na sua publicação.
  • anônimo  07/10/2016 20:29
  • Auxiliar  07/10/2016 20:38
  • Andre  07/10/2016 22:22
    Tomara que não passe, ou passe cheia de concessões que a comprometam e tenha pouca utilidade, assim essa nação quebra de vez, e eu compro todas as propriedades que desejo na bacia das almas.
  • Questionando  07/10/2016 21:26
    Vocês não acreditam em propriedade imaterial?
    Já sei sobre propriedade intelectual,mas gostaria de saber sobre outras propriedades,como propriedade da imagem,propriedade do ponto do estabelecimento e etc.

    E contratos explícitos?Como entrar em um UBER e o carro explodir.Você não assinou nenhum contrato mas é subentendido que você paga pelo serviço de transporte e não de morrer queimado.
    Mesma coisa acidentes em baladas.

    E sobre baladas cobrarem consumação sem antes você ter consumido?(80 reais,consumação e entrada,e se eu não bebo?Vou pagar consumação obrigatoriamente?)

    Obrigado
  • Andre  07/10/2016 22:19
    Claro que propriedade de imagem tem valor, e bastante, poucas coisas são mais escassas que 1 único ser humano, os youtubers estão tendo bastante sucesso em explorar suas imagens em um mercado não regulado.
    Propriedade do ponto também tem seu valor, mesmo em países com pouquíssima regulação do comércio local ainda usam tal prática.
    Essas fatalidades estão acima de qualquer contrato, senão fugiriam do objeto da ação, vender um serviço de transporte, você assume responsabilidade por você mesmo e faz um seguro por morte acidental ou acidente, seu gerente de banco pode fazer um para você agora que os bancos voltaram da greve.
    Você não é obrigado, quando entrou na balada com um ingresso de consumação aceitou pagar os 80 reais independente do que consumir abaixo disso, agora seja homem e pague o que prometeu.
  • Pobre Paulista  07/10/2016 22:57
    "Vocês não acreditam em propriedade imaterial?"

    Bens não escassos não estão sujeito ao cálculo econômico exatamente pelo fato de serem bens não escassos. Portanto não existe propriedade sobre tais bens.

    "Como entrar em um UBER e o carro explodir."

    Para isso existe o seguro de vida. Imprevistos e acidentes são a regra da natureza, a exceção é termos alguma previsibilidade. No seu exemplo, ambas as partes perderam: O proprietário do capital e o seu cliente.

    " Você não assinou nenhum contrato mas é subentendido que você paga pelo serviço de transporte e não de morrer queimado."

    Ledo engano, ao instalar o app no seu celular você clicou em "OK" e aceitou todas as regras do jogo. Você assinou um contrato sim.

    "E sobre baladas cobrarem consumação sem antes você ter consumido?"

    Você só entra se quiser. No instante em que você pisa dentro da balada, você aceitou as regras.
  • Irônico   08/10/2016 13:22
    Realmente não tem como funcionar o anarcocapitalismo. Imagina se você entra no Uber e o carro explode... Anarcapitalismo refutado. Vamos desistir desta utopia

  • Luis  08/10/2016 01:00
    O governo gastar mais para estimular o crescimento e' como o moto perpetuo. Um sistema que gera mais energia que consome.
  • Marconi  08/10/2016 03:16
    Leandro e demais,

    Está se falando da PEC do teto, ajuste fiscal, etc.. Que a trajetória da dívida é insustentável, que seremos uma nova Grécia, etc.

    O que iria acontecer, na sua opinião, se todo esse ajuste fracassar(as leis de ajuste nao forem aprovadas)? O governo tem como simplesmente "resolver" ( e bota aspas ai) a crise desvalorizando a moeda ou ficaria obrigatoriamente em default? Creio q, por ter moeda própria, vamos acabar desvalorizando ainda mais a moeda, correto?

    Melhor comprar dólar
  • Vinicius  09/10/2016 02:28
    O colega Andre colocou sua previsão logo abaixo.
  • Wesley  08/10/2016 08:55
    Esse documento escrito por economistas petistas é uma piada. Eles falam que em 2015 houve austeridade fiscal, mas o governo está tendo que se endividar para pagar a conta. Então não tem como ter austeridade aí.

    https://issuu.com/politicasocial/docs/pec_241_-_austeridade

    Observo que o argumento keynesiano de que o governo deve aumentar os gastos para estimular a economia e evitar a recessão é pensado apenas no curto prazo. Quando o governo aumenta os gastos, alguém vai ter que deixar de investir para que o governo gaste, seja agora, ou no futuro, pois o governo terá que aumentar impostos para cobrir o rombo.
    Além do mais outro mito que dizem é de que se o Estado não aumentar os gastos, o setor privado também não vai e entra em recessão.
    Por que eles têm tanta obsessão em gasto público, eles acham que basta ligar a impressora de dinheiro que tudo será resolvido? Se for assim, eles devem viver apenas no princípio de prazer freudiano.

    Se a PEC não passa, em até 2020 o Brasil estará como a Grécia esteve? Veremos demissão e cortes de salários de funcionários públicos e empresários amigos do governo quebrando?
  • Andre  09/10/2016 00:00
    Se a PEC 241 não passar lá pelo final de novembro de 2016:

    Dez/16 - Dólar a R$3,70 o governo vai colocar o plano B em marcha, aumento generalizado de tributos e CPMF para o congresso votar em fevereiro de 2017;

    Fev /17 - Dólar a R$3,90 o congresso elege um novo presidente da câmara sem compromisso com o ajuste fiscal, não se submete a imposição de um executivo fraco e recusa a CPMF, se colocam como heróis do povo, o governo Temer entra em grave crise política;

    Mar/17 - Dólar R$4,50 (segurado pelo BC) As previsões de frágil recuperação para 2017 se desmontam e os relatórios focus começam a pipocar previsão de recessão pelo terceiro ano seguido, as demissões se intensificam;

    Jul/17 - Dólar R$4,50, Desemprego chega a seu auge, 14% colocando pressão pelo governo mudar a política econômica e acelerar a redução da selic, afinal o ano de eleição está logo ali, 2018, atual equipe econômica é dispensada;

    Nov/17 - Dólar a R$4,50, Em atitude desesperada para atenuar o alto desemprego governo muda a política econômica e adota boa parte da nova matriz econômica de Dilma, previsão de inflação começa a aumentar;

    Fev/18 - este ano é nebuloso demais, mas a ordem é: o BC não aguenta mais segurar dólar e este dispara para coisa de R$6,00, as eleições podem ou não serem feitas em meio um desastre econômico, com desemprego inédito, inflação novamente aos 2 dígitos e colapso da segurança pública nas grandes capitais, resultando na escolha de um político populista que prometa com mais eloquência ordem e progresso, talvez Ciro Gomes, Marina Silva ou Bolsonaro.

    Jan /19 - Focus - recessão de 1% e inflação de 25% e acelerando.

    O Brasil não será a nova Grécia, esta tem pib per capita de US$ de 22.000,00, moeda amplamente conversível e forte, baixa inflação, vizinhos com moedas fracas para comprar produtos e serviços baratinhos e cidadania européia para seus jovens emigrarem para Alemanha, Áustria e Escandinávia.
    O Brasil será a nova Argentina de 2002:

    www.bbc.com/portuguese/economia/020624_argentinacg.shtml

    www.bbc.com/portuguese/economia/020725_marciaml.shtml

    www.bbc.com/portuguese/economia/020506_argentinars1.shtml
  • Breaking Bad  09/10/2016 00:07
    Se essa turma keynesiana do PT migrasse para a Física, não seria de espantar as universidades "públicas" brasileiras passarem a despejar toneladas de teses de doutorado defendendo o "Moto Contínuo". Se fossem para a Matemática, estariam, até hoje, tentando provar a "Quadratura da Circunferência".
  • Breaking Bad  08/10/2016 16:35
    Olha o nível dos "liberais" na internet, no comentário de "O Antagonista"
    -www.oantagonista.com/posts/a-veja-adere-ao-neoliberalismo-e-a-luta-de-classes#comentarios
    "João 16 minutos atrás
    Não vou gastar a minha tarde tentando ilustrar quem não se quer ilustrar. Se você quiser continuar a seguir uma modinha intelectual que deu sobrevida à EA no Brasil entre leitores do Rodrigo Constantino e de outros blogueiros igualmente "preparados", fique à vontade. De duas, uma: você não é economista, mas, se for, não terá mais que a graduação, a menos que eu esteja diante de um raro espécime de pesquisador que é, ainda hoje, austríaco. Essas aves até existem, mas sáo raríssimas."

    "João 28 minutos atrás
    Ao Rothbardian:
    Ninguém leva a praxeologia a sério nem a usa em Economia para nada. Ela não foi aplicada a nenhum dos estudos relevantes que contribuíram para o avanço da Economia. É sintomático que o país onde há hoje mais interesse pela EA seja o Brasil, aonde as modas intelectuais chegan em vagas que rebentam nas praias 40 anos depois de terem morrido na Europa."
  • Thomas  08/10/2016 17:58
    Breaking, muito boa a sua participação lá. Mostra que antipetismo nada tem a ver com racionalidade econômica e com defesa da liberdade.
  • Ricardo Bordin  08/10/2016 19:50
    Não é difícil de entender: mais dinheiro circulando na iniciativa privada = gastos mais eficientes e menos corrupção + mais investimentos e mais empregos privados (que produzem bens demandados por todos). Just like that!

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/10/08/o-sul-nao-e-o-meu-pais-e-brasilia-sabe-e-abusa-disso/
  • rand0m78923  08/10/2016 23:44
    Não tem nada a ver com o assunto. Mas eu estava vendo alguns argumentos contra a liberdade econômica e me deparei com um em especifico. O sujeito alegou que todos os países ricos com liberdade econômica grande são parasitas fiscais. E por consequência o liberalismo não funcionaria em um pais grande. Tem como alguém responder ou mandar um artigo a respeito para me informar?
  • Guilherme  09/10/2016 02:12
    O que é "parasita fiscal"?!

    Austrália, EUA, Canadá são países grandes, ricos e de economias bastante liberais. São "parasitas fiscais"?

    Aliás, é gozada essa incoerência da esquerda: até outro dia eles diziam que só eram riscos países de alta carga tributária, como os escandinavos. Agora estão dizendo que só são ricos os países que são paraísos fiscais (creio ser esse o significado de parasita fiscal)?
  • rand0m78923  09/10/2016 20:33
    Parasita fiscal é aquele pais que é caracterizado por ter incentivos fiscais e atrair a riqueza de outros paises. Os parasitas fiscais são menores que os parasitados e tem uma economia mais livre que os parasitados, com incentivos fiscais.
  • Guilherme  10/10/2016 00:57
    Então já foi respondido acima.
  • Aluno Austríaco  09/10/2016 13:09
    O povo não entende que no capitalismo as coisas são pagas.

    Essa idéia de transformar a economia em semi-capitalismo é piada. Alguém sempre vai precisar trabalhar para que outra pessoa possa consumir. Não existe almoço grátis. Quase Tudo é pago, tem um custo e exige esforço para que alguém possa consumir.

    O problema do governo vai da destruição dos preços, até a mentira de que fornece coisas grátis. Nada é grátis.

    O engraçado é ver as pessoas achando que pagam 33% de imposto Brasil. Na verdade tem gente pagando muito mais do que isso e gente pagando muito menos.

    O Brasil é uma zona. A justiça é a primeira instituição a descumprir a igualdade perante as leis. O Brasil está lotado de isentos, subsídiados, bolsistas, privilegiados, lobistas, beneficiados, assistidos, etc.

    Os impostos não são iguais para todas as pessoas. Isso não é lei e nem justiça. Isso é uma zona. Isso é como um jogo de futebol numa ladeira, onde o contribuinte chuta pra cima do morro e a bola sempre volta pra trás.

  • Murilo Rocha Tetilla  10/10/2016 17:10
    Excelente texto, muito intuitivo e demonstrável . Obrigado pela contribuição Sr. Salerno!
  • Sérgio  12/10/2016 14:04
    Se não me engano, o país que mais praticou cortou gastos nas últimas décadas, foi a Nova Zelândia....
  • Renato  06/11/2016 20:08
    Keynesianismo somente continua sendo posto em prática e tendo alguma credibilidade porque políticos adoram gastar dinheiro alheio.
  • Fabio  07/12/2016 17:55
    Como o governo provará para si mesmo e para a sociedade que o limitação dos gastos estão sendo seguidos à risca ?


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