Venezuela, Rússia e os efeitos da queda do preço do petróleo

Até junho de 2014, o preço do barril de petróleo oscilava ente US$90 e US$100.  E então, repentinamente, os mercados perceberam que os EUA estavam produzindo, na margem, uma enorme quantidade de petróleo cru, e isso foi o suficiente para desencadear a espiral de redução de preços do petróleo que estamos vendo agora.

Falando francamente, esse foi um fenômeno que ninguém antecipou.  Nenhum dos prognosticadores da indústria petrolífera previu isso.  Os EUA aumentaram, na margem, sua produção de petróleo retirado do xisto, e o Canadá, também na margem, aumentou sua produção de petróleo de areias betuminosas.

Esses dois fenômenos foram exacerbados pela reação de outros produtores de petróleo ao redor do mundo.  A Arábia Saudita não só não reduziu sua produção com o intuito de tentar conter a oferta e assim evitar uma queda nos preços, como na verdade intensificou sua extração.  A Rússia também aumentou sua produção nos últimos meses.

Ou seja, os grandes produtores não apenas não restringiram sua oferta, como intensificaram sua produção. 

No passado, mais especificamente na década de 1970, os países da OPEP realmente chegaram a restringir sua produção com o intuito de frear a queda nos preços, mas dessa vez está sendo diferente.  Os sauditas, em particular, já indicaram que não querem ver nem os EUA e nem o Canadá abocanhar uma fatia do mercado saudita, no longo prazo.  E dado que os sauditas são capazes de extrair petróleo de maneira muito mais barata que todo o resto do mundo, eles decidiram manter a produção pleno vapor dessa vez.  Eles optaram por não restringir a produção porque sabiam que essa restrição faria apenas estimular ainda mais pessoas e empresas a investir no setor de xisto nos EUA e de areia betuminosa no Canadá, abocanhando essa fatia de mercado dos sauditas.

No que mais, há alguns fatores técnicos que devem ser considerados.  No curto prazo, alterações no preço não afetam a produção de depósitos petrolíferos, como o xisto.  Quando se começa a extrair petróleo de um depósito de xisto, o produtor está literalmente ao sabor do vento, da engenharia e da pressão da extração.  O tempo de duração de cada um desses poços não é muito longo, não passando de mais de um ano e meio.  Logo, não há motivos para se interromper o processo de produção, por maior que seja a queda do preço

A Rússia e a repetição da União Soviética

À medida que o preço do barril de petróleo segue em queda livre — era de US$101 em junho de 2014, e hoje está em US$45 —, vai voltando à memória um cenário similar ocorrido já durante o final da Guerra Fria, em meados da década de 1980.

Quando a Arábia Saudita anunciou, em 1985, que proteger o preço do petróleo não mais seria sua prioridade, a produção de petróleo ao redor do mundo disparou e os preços despencaram, chegando a ficar abaixo dos US$10 o barril, como eu havia previsto à época.

Essa queda nos preços desferiu um golpe fatal na economia soviética, que dependia quase que exclusivamente das exportações de petróleo da Rússia, e que acabou vendo evaporar US$20 bilhões por ano em receitas de exportação.  Esse resultado fiscal foi uma facada no coração da URSS.

Já no dia 1º de outubro de 2014, a empresa petrolífera da Arábia Saudita anunciou que estava abandonando sua política de proteção de preços e que passaria a se concentrar apenas em proteger sua fatia de mercado.  Esse anúncio, combinado com uma queda global na demanda e um aumento geral na oferta, fez com que o preço do barril de petróleo desabasse. 

Isso gerou severas restrições orçamentárias sobre oito dos principais países produtores de petróleo do mundo.  Estados como Irã, Iraque, Rússia, Equador e Venezuela só conseguem equilibrar seus orçamentos se o preço do barril de petróleo estiver entre US$100 e US$125.  Se o preço do petróleo se mantiver onde está (em torno de US$45) por algum tempo, é de esperar que haja um forte aperto fiscal seguido de mudanças de regime em um ou mais desses países: Irã, Bahrein, Equador, Venezuela, Argélia, Nigéria, Iraque ou Líbia.  Será um filme que já vimos.

Quanto à Rússia, a mão de Putin é mais forte, mas pode haver limites.  A economia russa foi atacada em duas frentes.  De um lado, a invasão à Ucrânia gerou sanções comerciais dos EUA e da União Europeia.  Isso enfraqueceu o rublo.  Só que ainda pior do que as sanções está sendo a queda no preço do petróleo, o que reduziu maciçamente o volume de dólares que entra na Rússia.  Consequentemente, o rublo desabou.  Em seis meses, o dólar disparou de 33 rublos para 62 rublos.

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Como consequência do esfacelamento do rublo, a inflação de preços já começa a assombrar:

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Os alimentos já encareceram 16,4% nos últimos 12 meses, com destaque para as carnes bovina e aviária, que já encareceram 20,1%, e frutas e vegetais, que estão 22% mais caros.

Como o regime de Putin irá lidar com isso é um filme que ainda não foi visto.

A Venezuela, o maior perdedor dentre todos

Os problemas vivenciados pela Rússia são um piquenique quando comparados aos da Venezuela, país em que a escassez de dólares ocorre em um ambiente de economia fortemente planificada, com controle de preços e desabastecimento.

À medida que piora a situação econômica do país, seu governo vai se tornando cada vez mais autoritário. 

A espiral decadente da economia venezuelana começou de fato quando Hugo Chávez decidiu impor seu "socialismo moreno" ao país, uma excentricidade que, à época, chegou a ser relativamente bem recebida por vários setores da grande mídia.  Durante anos, a Venezuela manteve um volumoso programa de gastos sociais combinado com controles de preços e salários e com um mercado de trabalho extremamente rígido, além de manter, como política externa, uma agressiva estratégia de ajuda internacional voltada majoritariamente para Cuba.  Todo este insano castelo de cartas conseguiu se manter solvente por um bom tempo unicamente por causa das receitas do petróleo.

Mas à medida que os custos deste populismo foram crescendo, o país teve de recorrer com cada vez mais frequência aos cofres da estatal petrolífera PDVSA e à impressora do dinheiro do Banco Central da Venezuela.  Isso resultou em um declínio contínuo do valor do bolívar — um declínio que se acelerou ainda mais após começarem a surgir notícias sobre o crítico estado de saúde de Hugo Chávez.

A morte de Chávez, no dia 5 de março de 2013, gerou um abalo sísmico em toda a economia venezuelana.  De maneira nada surpreendente, desde que seu sucessor Maduro assumiu o controle do país, o castelo de cartas venezuelano começou a desmoronar.  A taxa de câmbio do bolívar no mercado paralelo ilustra bem essa história.  Desde a morte de Chávez até o momento (janeiro de 2015), o bolívar já perdeu quase 90% de seu valor em relação ao dólar no mercado paralelo, como mostra o gráfico abaixo.

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Taxa de câmbio bolívar/dólar no mercado paralelo (linha azul) versus taxa de câmbio oficial declarada pelo governo (linha vermelha)

Essa acentuada desvalorização do bolívar, por sua vez, gerou uma extremamente alta inflação de preços na Venezuela.  Para economias altamente estatizadas, a desvalorização de uma moeda no mercado paralelo é o mensurador que melhor estima o real valor dessa moeda.  Com este mensurador, é possível inferir que a inflação de preços "reprimida" na Venezuela está atualmente nos três dígitos, alcançando o estonteante valor anual de 194%, como mostra o gráfico abaixo.

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Inflação de preços oficial (linha vermelha) versus inflação de preços implícita (linha azul) acumuladas em 12 meses.

O governo reagiu exatamente como todos os governos populistas reagem aos aumentos de preços causados por suas próprias políticas: impondo controle de preços cada vez mais rígidos.  Obviamente, estas políticas não apenas fracassaram completamente, como geraram um grande desabastecimento nos supermercados e uma constrangedora escassez de vários produtos essenciais, como papel higiênico. 

Ainda em setembro de 2013, a contínua escassez de papel higiênico (que ocorreu após a escassez de alimentos e de apagões no setor elétrico) levou o governo a ocupar uma fábrica de papel higiênico, com o uso maciço de força militar, com o intuito de garantir uma "distribuição justa" dos estoques disponíveis.

Já em novembro de 2013, após o presidente Nicolás Maduro acusar os fabricantes de manipulação de preços, ele ordenou que o exército ocupasse as lojas e confiscasse todos os bens com o intuito de vendê-los a "um preço justo".  Ato contínuo, Maduro mandou prender os comerciantes e ainda enviou o alerta de que "este é apenas o início de tudo o que farei para proteger o povo venezuelano". 

Logo após esse confisco, multidões se aglomeraram, ao longo de todo o país, em frente às portas de várias lojas de eletrodomésticos com o intuito de saqueá-las, o que chegou a ocorrer em vários casos.  

Maduro asseverou que o governo iria, dali em diante, supervisionar todas as redes varejistas do país para se assegurar de que os preços fossem significativamente reduzidos.  Também ordenou que todos os estoques das lojas deveriam ser liquidados.  Em um discurso televisionado, ele mandou a mensagem: "Não deixem que nada permaneça nas prateleiras".

Apesar dos congelamentos de preços e da escassez, nada foi feito para atacar a causa básica das aflições inflacionárias da Venezuela, que é o descontrole da oferta monetária.

Este gráfico mostra a evolução da quantidade de dinheiro na economia venezuelana (agregado M3) de acordo com as estatísticas do próprio Banco Central venezuelano.  Em menos de 3 anos, a quantidade de dinheiro na economia já aumentou quase 4 vezes, ou 300%.

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Evolução da quantidade de dinheiro na economia venezuelana

Embora o congelamento mantenha os preços dos bens em níveis ostensivamente baixos no mercado oficial, eles inevitavelmente geram prateleiras vazias, privando vários consumidores de ter acesso a bens essenciais.  Controle de preços em conjunto com uma regulação da margem de lucro não pode gerar outra coisa senão o desabastecimento.  Como resultado, a escassez de produtos bateu recordes na Venezuela

Tudo isso levou aos violentos protestos ocorridos na Venezuela ao longo de 2014.

Só que agora, com a forte queda no preço do petróleo, a quantidade de dólares entrando na Venezuela desabou.  Essa escassez de divisas estrangeiras, aliada ao fato de que o bolívar é uma moeda inconversível (nenhum estrangeiro está disposto a trocar seus dólares por bolívares), está fazendo com que o país esteja impossibilitado de importar bens essenciais.  Dado que o petróleo é responsável por nada menos que 95% das exportações da Venezuela, a queda no seu preço afetou severamente o pouco que ainda restava de funcional na economia.

A escassez de dólares em conjunto com inflação real de 194% amplificou a escassez de bens e, como resultado, a oferta de alimentos agora está sob supervisão militar. Eis alguns trechos da reportagem da Bloomberg:

socialism-venezuela.jpgConsumidores se amontoaram nos supermercados de Caracas após um profundo desabastecimento ter urgido o governo a colocar a distribuição de alimentos sob proteção militar.

Longas filas, algumas se estendendo por várias quadras, se formaram em frente aos supermercados da capital venezuelana.  Os moradores estão à procura de itens básicos que se tornaram escassos, como detergente e frango.

"Já fui a seis lojas hoje à procura de detergente — não encontro em lugar nenhum", disse Lisbeth Elsa, zeladora de 27 anos, enquanto esperava em uma longa fila de um supermercado na zona leste de Caracas. "Somos obrigados a continuar vestindo roupas sujas porque não há detergentes.  Vou comprar qualquer substituto que aparecer."

A escassez de divisas estrangeiras exacerbado pelo colapso nos preços do petróleo amplificou a escassez de produtos básicos, desde papeis higiênicos a baterias de carro, e empurrou a inflação [oficial] para 64% em novembro.  As filas continuarão enquanto o controle de preços persistir [...].

[...] A Ministra do Interior, Carmen Melendez, disse ontem que forças de segurança serão enviadas para os supermercados e centros de distribuição para proteger os consumidores.

[...]

"Não entrem em desespero — temos capacidade e temos produtos para todos, basta ter calma e paciência. As lojas estarão reabastecidas", disse a ministra na televisão estatal.

[...]

ip1HJqEEJeU8.jpgOntem, dentro de um supermercado da rede Plan Suarez, na zona leste de Caracas, as prateleiras estavam praticamente vazias.  Houve brigas entre os consumidores para conseguir os poucos produtos restantes, e vários tentaram furar a fila.  Dentre os produtos mais procurados estava o detergente, com os consumidores tendo de esperar na fila por três para comprar um máximo de dois.  Um guarda proibiu que as prateleiras vazias fossem fotografadas.

Já em um supermercado da rede Luvebras, também na zona leste de Caracas, a polícia interveio para ajudar os funcionários a distribuir papel higiênico e outros produtos.

"Não consigo encontrar nada; já estou há 15 dias procurando por fraldas", disse Jean Paul Mate, vendedor de carne, que esperava na fila do Luvebras.  "Você tem de faltar ao trabalho para procurar produtos.  Vou a pelo menos cinco lojas todos os dias."

[…]

"As coisas nunca estiveram tão ruins assim — já vi filas com mais de mil pessoas", disse Greisly Jarpe, analista de dados de 42 anos, enquanto esperava por sabonetes.  "As pessoas estão tão desesperadas que estão dormindo nas filas".


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SOBRE O AUTOR

Steve Hanke
é professor de Economia Aplicada e co-diretor do Institute for Applied Economics, Global Health, and the Study of Business Enterprise da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA.  O Professor Hanke também é membro sênior do Cato Institute em Washington, D.C.; professor eminente da Universitas Pelita Harapan em Jacarta, Indonésia; conselheiro sênior do Instituto Internacional de Pesquisa Monetária da Universidade da China, em Pequim; conselheiro especial do Center for Financial Stability, de Nova York; membro do Comitê Consultivo Internacional do Banco Central do Kuwait; membro do Conselho Consultivo Financeiro dos Emirados Árabes Unidos; e articulista da Revista Globe Asia.



"partindo da premissa de que em um futuro infinito nosso IBGE vai calcular um relação ativos/inativos = 1, neste ponto cada trabalhador [...] tem que contribuir com 50% do salário para se haver uma previdência estável. Ou seja, no extremo teórico, a previdência é financeiramente sustentável (ainda que extremamente sacrificante para o contribuinte.)"

Aí lascou tudo, né, cidadão? Se uma previdência só se mantém estável se o volume de contribuições for crescente -- de modo que o ativo terá uma renda disponível cada vez menor --, então, por definição, tal sistema é insustentável.

Outra coisa: sua neurose com o fator tempo mostra que você realmente não sabe como funciona a previdência. Não se trata de um sistema de capitalização, mas sim de repartição.

O dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Logo, essa sua insistência com o fator "tempo de contribuição" como sendo o grande diferencial da equação é desarrazoada.

"A título de curiosidade, se os 1,43 do IBGE se confirmarem em 2060, pela matemática a contribuição por trabalhador terá de ser de "apenas" 28% do salário. Ainda um absurdo, mas devo lembrar que hoje a alíquota de autônomos, dentre outras categorias, é de 20%."

Esse cálculo seu não faz nenhum sentido, mesmo tendo por base suas próprias premissas. Se um aposentado precisa de $10/mês, então cada trabalhador terá de contribuir com $6,99.

Isso dá quase 70% do valor de suas necessidades básicas. Sustentável?
Ambos trazem cenários e fatos possíveis, plausíveis. Todavia, meu entendimento pessoal é de que o Estado tende a ver fortalecido seu desígnio de maior controle. Maior significando mais amplo, intenso e profundo. O maior volume de dados não é, de modo algum, limitante para uma ação controladora. Antes, a facilita! E a razão disso o próprio North expõe: a evolução tecnológica. Na minha pré-adolescência o sumo da capacidade de processamento e memória estava em um DGT-100, suplantado em seguida pela capacidade de uma mera calculadora científica Dismac. Os muitíssimos Tera serão coisa pouca para as tecnologias que estão por vir, algumas das quais já existem no estado prototípico. É bem possível que a tecnologia também seja utilizada para dar proteção às pessoas, mas a tecnologia, ou ao menos o seu uso mais legal, sempre estará do lado do Estado ou de quem terá o poder de controlar a pessoa comum. Ademais, penso ser uma visão ingênua a de que a versão futura de aplicativos, empresas de TI e Zuckerbergs da vida venham a nos salvar de alguma coisa, vez que eles mesmos hoje já servem ativamente ao controle estatal sobre os indivíduos. Pior, hoje já servem ao policiamento das ideias e a projetos de controle social. Quem conhece uma coisa simples como marketing digital sabe que se pode ter perfeita ideia dos hábitos e padrões de uma quantidade incalculável de pessoas. Um amigo me disse querer viver centenas de anos para poder testemunhar como se daria esse embate entre as forças da liberdade e as da servidão. Ainda que eu aprecie uma boa e justa luta, não tenho a mesma veleidade. A história mostra que não há motivo especial algum para imaginar que a liberdade prevaleça inconteste ou que sobrepuje, campeã, os que a tolhem.
Jeff, imagino que esteja começando a descobrir a Escola Austríaca, essa dádiva deixada por Mises ainda pouco divulgada pelo senso comum.

Vou ser lúdico ao extremo, para que entenda as diferenças entre desigualdade e injustiça - essa sim, combatida pelos austríacos. Adiante:

- Em economia, existem dois tipos de desigualdade de renda, a seguir:

1- Desigualdade espontânea: Essa, como o nome pressupõe, é causada pelo enriquecimento do agente por meios próprios. Um exemplo bem comum seria um sujeito que começa a vida poupando uma parte de sua renda, e com essa poupança ano a ano investe em imóveis, comprando barato, reformando e alugando, ou vendendo por um preço mais alto. O lucro realizado é reinvestido em mais negócios. Se ele souber enxergar as distorções no mercado e fizer o correto, provavelmente ele estará muito mais rico que a maioria de seus pares após algumas décadas.

Seu enriquecimento não faz mal a ninguém, aliás muito pelo contrário: é graças a sua poupança que pessoas podem alugar um imóvel sem ter de compra-lo, ou mesmo comprar um imóvel ou compra-lo sem ter de se preocupar em comprar terreno, construir, etc. Paralelamente mas não menos importante, seu investimento gera empregos diretos e indiretos, seja na obra em si, seja para os fabricantes de insumos para construção, além dos mais indiretos, como corretagem de imóveis, serviço cartorial etc.

Ou seja, essa desigualdade é BOA. Ela gera riqueza a todos, independente para onde se olhe. É a alquimia de Flamel se fazendo presente em nossas vidas, transformando chumbo em ouro a olho nu.

2- Desigualdade provocada: Ao contrário da primeira, esta só pode acontecer quando o Estado interfere na economia, gerando distorções que enriquecem alguns e empobrecem a maioria, e vou citar os exemplos mais fáceis para que enxergue bem:

Barreiras econômicas: Quando se proíbe ou taxa a importação de bens e serviços, o privilégio a certas empresas é certo. E todo privilégio acarreta na obrigatoriedade do consumo, e com isso, a reserva de mercado traz crescimento absurdo a certas empresas, em detrimento do consumidor, que é obrigado a pagar mais caro por produtos e serviços pífios. Os setores mais consagrados são:
- Telefonia
- Segurança
- Medicamentos

Serviços e obras estatais: Ao passo que o Estado extorque o cidadão com impostos e taxas, ele monopoliza quantias absurdas de capital para realizar obras ao gosto de seus governantes. Nesse meio são escolhidas empresas alinhadas com o Estado, conseguindo concessões e direitos a fornecimento com preços altos e qualidade pífia. O resultado? Enriquecimento compulsório de poucos, em detrimento de muitos.

Cargos públicos: Se o valor dos salários e a métrica de manutenção dos empregos no livre mercado é o lucro, para o Estado vale o corporativismo e a ideologia. Contrata-se sem necessidade, paga-se mais do que se deve, criam-se empregos por pura força eleitoral. Este movimento injusto gera além de desigualdade, mais pobreza a maioria, pois tais postos são pagos com o dinheiro surrupiado de quem gera riqueza.

Câmbio: pouco se fala a respeito no senso comum, mas uma das formas mais objetivas de gerar desigualdade em um país é enfraquecendo a moeda, pois uma minoria exportadora enriquece vendendo barato ao exterior em detrimento da grande maioria, que perde poder de compra, logo empobrece.

Conclusão: enquanto a desigualdade espontânea é justa e depende somente de quem poupa, investe e toma as decisões corretas, carregando implicitamente riqueza a todos, a desigualdade provocada pelo Estado é injusta, pois proíbe pessoas não alinhadas prosperadas, e protege aqueles que estão ao lado do Estado, mantendo castas eternas.

Abraços,

Não, Xiba. Continua sendo pirâmide do mesmo jeito.
(...)
Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.


O colega começou discordando de mim, mas no final me pareceu que não. :-)

Vejamos, em uma sociedade em que alguém precise de $10/mês para atender suas necessidades, bastam 10 trabalhadores contribuindo com $1. Essa sociedade sobrevive assim e, após 1.000.000 anos, (ignorando inflação) continuarão sendo preciso 10 trabalhadores contribuindo $1, porque haverá sempre novas pessoas entrando no mercado contribuinte, e outras deixando de precisar de assistência (i.e. morrendo).

Ora, mas se só há 2 trabalhadores para cada 1 aposentado nesta sociedade (exemplo seu, arredondado pra facilitar), então a contribuição terá que ser de $5/trabalhador. E enquanto os números não mudar, sobrevimentos assim por mais 1.000.000 anos.

Matemática, certo?

Agora... Em sua resposta você ignorou completamente o fator tempo de contribuição/expectativa de vida, e ele é fundamental para se equilibrar qualquer previdência.

Exemplificando, em um sistema de 40 anos de contribuição e 20 anos de expectativa de vida, em média 1 só trabalhador contribui para 2 beneficiários.

(Existem outros fatores que criam mais complexidade, como por exemplo valor contribuído x renda, mas vamos ignorá-los de propósito agora para facilitar nossa vida.)

Bom, isto posto, os números do IBGE contêm basicamente este fator ignorado. Porém, os números do IBGE não vão diminuir pra sempre. Eles não tendem a zero, mas a 1, porque não é factível que a população ativa seja menor que a não-ativa, a não ser em casos de guerras, catástrofes, etc.

Ora, partindo da premissa de que em um futuro infinito nosso IBGE vai calcular um relação ativos/inativos = 1, neste ponto cada trabalhador (num regime de 40 anos de contribuição e 20 anos de expectativa de vida) tem que contribuir com 50% do salário para se haver uma previdência estável.

Ou seja, no extremo teórico, a previdência é financeiramente sustentável (ainda que extremamente sacrificante para o contribuinte.)

A título de curiosidade, se os 1,43 do IBGE se confirmarem em 2060, pela matemática a contribuição por trabalhador terá de ser de "apenas" 28% do salário. Ainda um absurdo, mas devo lembrar que hoje a alíquota de autônomos, dentre outras categorias, é de 20%.

Veja: em nenhum momento quis colocar que é fácil ou até factível se criar um sistema justo aqui no Brasil. Meu único objetivo foi contribuir pra discussão mostrando que previdência é matemática e estatística, e que aplicando os cálculos certos é fácil ver que ela pode ser um sistema financeiramente sustentável, ainda que instável e/ou injusto.

E sistema financeiramente sustentável, por definição, não é uma pirâmide (vide texto da Wikipédia, citado no artigo).

Não representa. O próprio Rothbard explicou que, se existisse um botão que destruísse o Estado imediatamente, ele o apertaria já; mas este botão infelizmente não existe, então temos que ir lutando para reduzi-lo na medida do possível (ou pelo menos conter seu crescimento), mas advertiu que existem formas de fazê-lo coerentes com a ética liberal e existem formas incoerentes.

Rothbard explicou que nem toda isenção ou redução de impostos promove o liberalismo e a diminuição do Estado, então temos que prestar atenção a COMO uma determinada isenção ou redução de impostos será feita para não corrermos o risco de promover sem querer o crescimento do Estado pensando que estamos promovendo sua redução.

PS: Percebi certa dificuldade de comunicação entre os colegas, então vou dar um toque de psicologia cognitiva/programação neurolinguística:

"Juízo de Realidade": Afirmação reconhecendo que algo existe (ou que não existe), sem entrar do mérito disso ser bom ou ruim, certo ou errado, melhor ou pior, importante ou sem importância, etc.

"Juízo de Valor": Afirmação de que algo deve/deveria existir porque é/seria bom, ou certo, ou melhor, ou importante, etc. (ou que não deve/não deveria existir pelos motivos inversos), sem que a afirmação queira dizer que este algo de fato existe (ou que não existe).

Exemplos:

JR: "Mulheres devem evitar andar sozinhas e desarmadas em locais isolados e desconhecidos à noite"

JV: "Não diga às mulheres para evitar o estupro, diga aos estupradores para não estuprar"

Notem como a aparente incompatibilidade entre estas duas afirmações desaparece quando percebemos que elas pertencem a categorias diferentes de afirmativas e não são mutuamente excludentes, mas sim complementares. O mesmo ocorre com grande parte do debate minarquistas x anarcocapitalistas.

* * *
Qual o padrão de vida em Auroville? A população tem acesso a uma grande variedade de bens e serviços? Se a pessoa ficar doente, ela tem pronto acesso a serviços médicos? Há escolas? Há universidades?

Isso meio que me lembra a experiência da cidade espanhola de Marinaleda, que passou a ser venerada pela esquerda como "exemplo de coletivismo que deu certo".

Primeiro,
assista ao vídeo. É rapidinho.

Assistiu? Então vamos lá.

Em primeiro lugar, você deve ter visto que se trata de um arranjo que não tem nada de novo ou original. É como se fosse uma comunidade amish (com 2.700 pessoas não pode ser uma cidade), na qual as pessoas subsistem e trabalham apenas para se alimentar.

Ali, como relatou a reportagem, há pleno emprego. Qualquer pessoa que quer trabalhar encontra trabalho.

Só que o padrão de vida ali é extremamente precário. Note o semblante das pessoas e veja se há algum conforto ali. Tem gente ali que nem tem dente (certamente não deve ter dentista na comunidade). O local é parecido com o interior do Piauí. O trabalho agrícola mostrado é totalmente precário e pouco produtivo. Não há nenhuma máquina no campo (ou seja, não há a "temida" acumulação de capital). Tudo o que eles conseguem fazer na cooperativa é transformar a colheita (pimenta, azeitona e alcachofra) em azeite. Isso é vida do século XIX. Isso é algo que pode ser classificado como "imune à crise"?

A veneração a este arranjo é a prova suprema de como as pessoas perderam completamente o senso de proporção. Não discuto que há quem goste de viver assim, e defendo totalmente a liberdade destas pessoas de fazerem isso. Mas dizer que aquela pobreza maranhense é um oásis invejável é de uma imbecilidade econômica grotesca.

Ademais, qualquer pessoa que goste de trabalhar muito sem poder usufruir os frutos do trabalho -- isso é, trabalhar duro de sol a sol mas viver sem conforto nenhum e sem usufruir da tecnologia moderna -- é adepta da escravidão voluntária. Nada contra; só uma constatação.

Mas dizer que quem vive ali sob aquelas condições de trabalho precárias está "bem" e que tal arranjo é um "oásis a ser imitado", bom, aí já é forçar bastante. Isso aí é desejo de retornar às condições de vida do século XIX. Bom proveito pra quem quer. Eu preferiria ser desempregado em Madri. A qualidade de vida é muito mais alta.
Isso segundo a Oxfam, esse portento da imparcialidade. Pergunta: você por acaso conhece a metodologia utilizada por essa Oxfam?

Segundo a bizarra metodologia da Oxfam -- que diz que 8 pessoas têm mais dinheiro do que metade da população mundial --, se você tirar um real do bolso e der para seu sobrinho de dez anos, ele vai ter uma riqueza maior do que "2 bilhões de pessoas somadas".

Sim, seu sobrinho instantaneamente passa a ser um magnata com mais riqueza que bilhões de pessoas juntas.

Como isso é possível? Porque a metodologia considera apenas a riqueza "líquida" (ou seja: patrimônio menos dívidas) das pessoas. E 2 bilhões de pessoas, tendo dívida, têm riqueza negativa.

Segundo essa metodologia, alguém que se formou em Harvard, vive num apartamento de cobertura em Nova York e ganha 100 mil dólares por ano mas tem 250 mil dólares em dívidas estudantis é mais pobre do que um camponês indiano que tem uma bicicleta, vive com um dólar por dia e não tem dívida.

Não importa se o cara de Harvard gasta centenas de dólares tomando McCallahan's 18 anos todas as vezes em que sai para a balada. Para a Oxfam, ele é mais pobre que o camponês indiano.

Ainda segundo esta metodologia, quando você compra um jatinho, você se torna imediatamente mais pobre. Como? Você acaba de assumir uma dívida de 25 milhões de dólares (incluindo juros) e adquiriu um patrimônio de valor de mercado de uns 20 milhões de dólares. Logo, você está 5 milhões de dólares mais pobre.

Para a Oxfam, quem viaja de jatinho usando financiamento é mais pobre do que quem viaja de ônibus pagando à vista.


Dica: não seja apenas mais um desavisado repetindo chavões ignorantes.

Classificar o "Relatório da Desigualdade" da Oxfam de farsa seria pouco
Esse debate precisa de uma comprovação de tal relação:

www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/11/1836839-commodities-pressionam-petrobras-e-vale-e-ibovespa-cai-3-dolar-sobe.shtml

oglobo.globo.com/economia/com-commodities-em-alta-bolsa-ganha-092-dolar-cai-043-20265162

extra.globo.com/noticias/economia/dolar-cai-abaixo-de-r325-com-recuperacao-de-commodities-japao-19834792.html

www.valor.com.br/financas/4530505/alta-de-commodities-impulsiona-bovespa-e-dolar-cai-para-r-355

https://economia.terra.com.br/dolar-cai-mais-de-1-com-valorizacao-de-commodities-e-fluxo,e48105674452ef52d0892d0a457891d2u3jzcvnm.html

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/08/02/dolar-cai-abaixo-de-r325-com-recuperacao-de-commodities-e-japao.htm

www.jornaldepiracicaba.com.br/economia_negocios/2016/11/commodities_pressionam_petrobras_e_vale_e_bolsa_cai_3_d_lar_sobe

https://www.poderjuridico.com.br/ibovespa-ganha-forcas-com-commodities-e-com-dados-dos-eua-dolar-cai-e-encosta-nos-r-320/

m.folha.uol.com.br/mercado/2016/09/1812849-commodities-derrubam-mercados-bolsa-cai-3-e-dolar-sobe-a-r-330.shtml

https://massanews.com/blogs/agronegocio/eugenio-stefanelo/precos-das-commodities-aumentam-em-outubro-e-dolar-cai-vDkl5.html

www.fiorde.com.br/wordpress/blog/bolsa-sobe-092-com-commodities-e-expectativa-de-aprovacao-de-pec-dolar-cai/

portalcm7.com/negocios/bovespa-sobe-2-5-e-d-lar-cai-1-com-salto-das-commodities/

www.aviculturaindustrial.com.br/imprensa/dolar-cai-commodities-sobem/20100615-105531-O832

www.referenciagr.com.br/china-e-commodities-animam-mercados-bolsa-sobe-4-e-dolar-cai/

www.arenadopavini.com.br/acoes-na-arena/com-commodities-em-alta-ibovespa-ganha-180-dolar-cai-r-255

www.istoedinheiro.com.br/commodities-incentivam-apetite-por-risco-e-dolar-fecha-em-queda/

https://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2013/12/10/dados-da-china-beneficiam-moedas-atreladas-a-commodities-e-dolar-cai.htm

www.valor.com.br/financas/4354060/dolar-sobe-194-puxado-por-cenario-politico-e-queda-de-commodities

exame.abril.com.br/mercados/dolar-abre-em-leve-queda-apos-japao-aprovar-medidas/

www.arenadopavini.com.br/acoes-na-arena/ibovespa-sobe-15-com-cenario-externo-e-commodities-em-alta-dolar-cai-para-r-392

g1.globo.com/economia/noticia/2011/05/derrocada-das-commodities-e-alta-do-dolar-pautaram-a-quinta-feira.html

https://economia.terra.com.br/panorama-dolar-sobe-commodities-e-bolsas-caem,50ae95246a40b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

exame.abril.com.br/mercados/panorama2-acoes-commodities-sobem-e-dolar-cai-na-vespera-do-fed/

https://economia.uol.com.br/ultnot/2008/08/22/ult29u62955.jhtm

economia.estadao.com.br/noticias/geral,dolar-fraco-sustenta-commodities-imp-,709088

economia.estadao.com.br/noticias/geral,queda-do-dolar-ajuda-alta-de-commodities-diz-meirelles,206267

https://noticias.bol.uol.com.br/economia/2007/02/14/bolsa-quebra-3-recordes-num-dia-e-sobe-177-dolar-cai-abaixo-de-r-210.jhtm

Existem notícias de 2007 a 2017, todas com essa relação entre o dólar e commodities, é claro que existe exceções como o dólar caindo e o apenas o petróleo subindo ou do café, mas não postei por ser "simplista" demais. Veja que sempre tentam dar outras explicações sobre esse fenômeno.

Mas agora a parte que mais me agradou nessa pequisa foi exatamente isso:
https://tradingcafe.wordpress.com/2011/02/03/correlacao-entre-precos-de-commodities-e-a-moeda-de-cotacao/
economia.estadao.com.br/noticias/geral,dolar-fraco-sustenta-commodities-imp-,709088
economia.estadao.com.br/noticias/geral,commodities-caem-com-alta-do-dolar,528831
https://tradingcafe.wordpress.com/2011/02/23/o-dolar-enfraquece-udo-que-e-cotado-em-dolar-sobe-de-preco-petroleo-e-ouro-em-alta/
www.planetaforex.pt/relaciones_economicas_entre_divisas/


Embora alguns deles tentaram dar outras explicações sobre essa relação de dólar e commodities, enfim...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Gredson  13/01/2015 14:42
    Recentemente o príncipe saudita, Alwaleed bin Talal disse "Petróleo nunca mais retornará aos US$ 100" oglobo.globo.com/economia/petroleo-e-energia/petroleo-nunca-mais-retornara-aos-us-100-diz-principe-saudita-15034068

    Vocês concordam com ele? ou é só momentâneo esse preço abaixo de 100.
  • Augusto  13/01/2015 17:53
    Acho que faz sentido a afirmação dele. Se o preço do petróleo aumentar muito, isso viabiliza o investimento e a utilização de outras fontes de energia. Acredito que a estratégia da Arábia Saudita seja inviabilizar (pelo menos a médio prazo) a substituição da matriz energética do petróleo por outra.
  • Vander  14/01/2015 10:23
    Acredito que a estratégia da Arábia Saudita seja inviabilizar (pelo menos a médio prazo) a substituição da matriz energética do petróleo por outra.

    Exatamente.
  • Eng. Luiz Ventura  26/02/2015 03:52
    À quase exceção da energia nuclear, nenhuma outra "forma de energia" é capaz de substituir o petróleo por completo. Pensar em energia eólica, solar, hidrelétrica é ficar à mercê da mãe natureza como tem acontecido com o Brasil nessa estiagem. Eu creio, e digo isso baseado em muito estudo que já fiz, que a "melhor forma de garantir fornecimento de energia é considerar uma matriz energética mista e equilibrada mas com flexibilidade de alternar entre uma ou outra no caso de necessidade. Isso custa estudo, planejamento e investimento, coisa que nem todos têm coragem para fazer. Talvez devamos chegar ao ponto em que cada lar gere sua própria energia, mas isso fica para a próxima.
  • Emerson Luis  15/01/2015 12:28

    Dizer que NUNCA MAIS algo vai acontecer é brincar de futurologia. É mais modesto dizer que, diante das informações atuais, é muito improvável que aconteça no curto e médio prazo. Mas as circunstâncias sempre podem mudar de forma imprevista.

    Bem que falam da "maldição do petróleo": grandes reservas desse recurso permitiram que governos ditatoriais e/ou demagógicos perdurassem por muitos anos com medidas socialistas que já os teriam levado ao colapso econômico há muito tempo se não fosse ele.

    * * *
  • Lucas C  15/01/2015 16:44
    O valor do barril pode muito bem bater os 100 dólares em breve. Não pela valorização do petróleo, mas sim pela desvalorização do dólar. Com o fim do estímulo monetário (QE, QE2, Teist, QE 3) a economia americana vai desabar (vide Peter Schiff e Jim Rickards). Quando não der mais para adiar um novo QE e as pessoas pararem de acreditar no papo furado do FED de que os juros deles vão subir, vamos ver o dólar perder valor. Daí, o céu é o limite para os preços do barril de petróleo, minério, soja, carros...
    Ouro, ouro, OURO!
  • Mr M.  13/01/2015 14:59
    Me desculpem pela ignorância, mas o qur significa "produzir na margem "?
  • Q  13/01/2015 15:50
    O conceito de margem diz respeito aos incrementos que ocorrem, sem se considerar o todo existente. Marginal significa adicional.

    Por exemplo, pense em água e em diamantes e veja o preço de cada. Nós não valoramos a categoria "diamantes" em relação à categoria "água"; não fazemos uma comparação direta entre ambos os produtos, que são distintos não apenas em sua composição, como também em suas finalidades. O que realmente fazemos é valorar uma unidade a mais de diamante em relação a uma unidade a mais de água. Este é o conceito de margem.

    No caso do petróleo, um aumento na margem significa que a produção passou de, por exemplo, 5 unidades por dia para 6 unidades por dia, não interessando qual o estoque total de petróleo disponível. Isso é um aumento marginal da produção.
  • Douglas  15/01/2015 01:26
    Então quando no primeiro parágrafo se fala em os E.U.A. estarem produzindo na margem, uma enorme quantidade de petróleo cru, ele quis dizer que eles estavam simplesmente aumentando a cada vez mais a produção, só isso? Ficou confuso pra mim. Se tiver como me explicar, muito obrigado!
  • Leandro  15/01/2015 12:19
    O conceito de marginalidade é muito importante e muito utilizado na economia. Termos como "custo marginal", "utilidade marginal", "produção marginal" são extremamente utilizado.

    No artigo, o autor referiu-se à produção marginal.

    Na economia, existe a teoria da "produtividade marginal decrescente". Ela significa que a sua produtividade vai aumentando de maneira decrescente.

    Exemplo: você entra com capital e mão-de-obra de 100 e produz 120.

    Aí, se você acrescentar mais uma unidade de capital (mantendo a mão-de-obra), você terá agora, um capital e mão-de-obra de 101 e vai produzir, suponhamos, 122.

    A sua produção aumentou, mas de forma decrescente. Um aumento de 1% no capital (de 100 para 101) aumentou sua produção em menos de 1% (o aumento foi de 120 para 121, o que dá 0,83%).

    No caso americano, o aumento da produção de petróleo foi exatamente esse. Aumentaram o capital aplicado na produção de petróleo (de 100 para 101) e aumentaram a produção marginalmente (de 120 para 121). Isso se chama aumento na margem.

    Apenas dizer que houve aumento na produtividade não seria correto, pois aumento na produtividade significa que um mesmo capital (100) passou a produzir 121 em vez de 120.
  • PESCADOR  13/01/2015 15:14
    Espero que essa porcaria que está acontecendo na Venezuela não seja o futuro do Brasil. Assim espero ...
  • Raphael  13/01/2015 15:43
    Excelente texto! Completo e esclarecedor. Nao acredito como um pais possa depender tanto da exportacao de um so produto..

    Uma duvida que tenho eh qual a principal diferenca entre M1 M2 M3 M4..
  • Leandro  13/01/2015 15:52
    Quanto maior o agregado M, maior a quantidade de dinheiro que ele abrange. M1 abrange as cédulas e moedas metálicas em poder do público mais depósitos em conta-corrente. M2 abrange M1 mais depósitos em poupança e a prazo. M3 abrange M2 mais depósitos em fundos de investimento.

    A composição exata de cada M varia de país para país, mas a idéia geral é essa. Quanto maior o M, mais abrangente ele é, e melhor capta a quantidade total de dinheiro que já foi criada.
  • anônimo  13/01/2015 17:03
    Leandro, gostou das medidas anunciadas pelo Levy até agora?

    Abraços
  • Leandro  13/01/2015 18:01
    Podcast da próxima sexta-feira.
  • Coringa  13/01/2015 17:24
    Leandro,

    Há pouco tempo, os comentários a respeito da inflação tomava como base a expansão do agregado M2. A matéria em questão já utiliza M3.

    Essa mudança se deve ao maior avanço das modalidades de instrumentos financeiros existentes no mercado (inclusive, esse tem sido um dos argumentos mais utilizados na utilização de M2 como medida de expansão monetária) ou algo diferente? Agradeço qualquer elucidação que puder fornecer.

    Grande abraço.
  • Leandro  13/01/2015 18:03
    Isso vai de cada um. Eu particularmente, para o Brasil, gosto de utilizar a expansão do crédito, pois esta mostra a quantidade de dinheiro que está sendo efetivamente criada e imediatamente gasta (ninguém pede empréstimo para deixar o dinheiro parado na conta).

    Quanto aos agregados monetários, o único problema é que boa parte do aumento desse dinheiro é decorrente dos juros que os bancos pagam sobre várias contas bancárias (depósitos a prazo, letras imobiliárias, letras agrícolas e vários fundos de investimento). Ademais, sabe-se que esse dinheiro não está sendo usado pelo poupador (o dinheiro em minhas aplicações não é por mim gasto, mas seu valor nominal aumenta porque o banco me paga juros).

    Em todo caso, vale ressaltar que, para o caso da Venezuela (como também para o Brasil da década de 1980), agregados monetários triplicarem em dois anos não é nada normal. Isso não é decorrência de incidência de juros. É mera criação de dinheiro do BC venezuelano.
  • Marconi  13/01/2015 19:33
    Leandro, essa frase sua faz sentido?

    "ninguém pede empréstimo para deixar o dinheiro parado na conta"

    Digo isso porque o dinheiro que eu tenho na conta não está realmente na conta, mas sim, provavelmente, emprestado pelo banco para alguém, não é?

    Não há um meio de se descobrir a quantidade de dinheiro mesmo, ou seja, que está circulando em um dado período de tempo? E ver a relação entre essa quantidade de dinheiro e a quantidade total que pode entrar a qualquer momento em circulação?

    Enfim, uma medida do "perigo de inflação"?

    Não sei se estou falando besteira.. rsrs

    O que acha do vídeo "money as debt"?
  • Leandro  13/01/2015 19:56
    Você vai ao seu banco e pede um empréstimo de R$ 300 mil para comprar uma quitinete. Ato contínuo, o banco cria R$ 300 mil em dígitos eletrônicos na sua conta.

    O que você faz? Você deixa esses RS$ 300 mil paradinhos ali pra sempre, ou você o repassa para o vendedor? Se vai deixá-los parados ali pra sempre, então por que pediu o empréstimo?

    "Não há um meio de se descobrir a quantidade de dinheiro mesmo, ou seja, que está circulando em um dado período de tempo?"

    É possível saber quanto há de dinheiro em cada tipo de aplicação bancária (já acrescido dos rendimentos). Mas isso não é necessariamente um dinheiro "circulando", pois há prazos de carência e multas para saques antes do tempo.

    Aliás, no Brasil, os conceitos de M2 e M3 estão avacalhados. O M2 inclui LCA e LCI, que não têm liquidez diária (aliás, têm liquidez nula). Já o M3 inclui vários depósitos em fundos de investimento que têm liquidez diária.

    Ou seja, uma zona.

    "E ver a relação entre essa quantidade de dinheiro e a quantidade total que pode entrar a qualquer momento em circulação? Enfim, uma medida do "perigo de inflação"?"

    Mesma resposta acima.

    "O que acha do vídeo "money as debt"?"

    Ainda não vi.
  • Marcos  13/01/2015 17:14
    Quando é o mesmo país em que ouvem o presidente morto falando através de um passarinho fica um pouco mais fácil de acreditar...
  • William  13/01/2015 17:05
    Prezados,
    O mises.org.br terá plano de inscrição para 2015?
  • Ricardo  13/01/2015 18:25
    Muitos seguidores libertários devem pensar. "nossa como são burros os comunistas em insistir com esse erro de se planificar uma economia e instaurar um estado totalitário". Eu penso diferente. A fome gera escravos. Isso resume o que pessoas como Paul Singer e Cia estão querendo com o comunismo. Eles estão criando um estado de mentiras e de mazelas com essas idéias. Arruinando com famílias e semeando ódio no mundo todo. Restam apenas esperanças aos olhos dessas pessoas. Deus abençoe as vítimas dessas atrocidades.
  • breno  13/01/2015 22:36
    Cia? A Cia, mal faz o que deveria fazer! Acredita mesmo em Hollywood?

    As pessoas e instituições que se refere existem sim. Mas são instituições que usam do capitalismo para manipular o governo em defesa de seus interesses. O que não é errado!

    Errado é o estado existir, da exploração coletiva. Para ser manipulado.
  • Diogo  14/01/2015 10:16
    "As pessoas e instituições que se refere existem sim. Mas são instituições que usam do capitalismo para manipular o governo em defesa de seus interesses. O que não é errado!"

    É errado sim, o estado faz tudo baseado no uso da força, usar isso para interesses particulares é fazer uso da força de modo injustificado.
  • breno  13/01/2015 22:44
    Er.. Desconsiderar o primeiro paragrafo. Após ler uma segunda vez entendi a mesão Cia.

    Mas ainda mantenho o ponto sobre as pessoas utilizarem do estado ao seu favor uma atitude lógica. Condenável moralmente, mas que faz todo sentido!
  • Caique Cunha Pereira  13/01/2015 19:13
    Ola, gostaria de saber a origem das falas de Lisbeth Elsa (a zeladora entrevistada) e da Ministra do Interior, Carmen Melendez tanto quanto os trechos de textos.
  • Cacique  13/01/2015 19:45
    O link da notícia está no artigo, no segundo trecho da frase "agora está sob supervisão militar"

    Aqui vai ele de novo, agora de forma mais explícita:

    www.bloomberg.com/news/2015-01-09/venezuelans-throng-grocery-stores-on-military-protection-order.html

    Dica básica sobre internet: sempre que surgir uma palavra ou uma frase em azul, ela contém um hyperlink. Se você clicar nesse azul, você será levado a um outro site, o qual contém a informação pela qual você ficou curioso.

    Em 2015, isso já deveria ser meio que senso comum.
  • Rennan Alves  13/01/2015 19:48
    No link destacado no trecho "sob supervisão militar". É só clicar.
  • Thiago B. Pigato  13/01/2015 20:28
    Vale uma análise deste preço do barril de petróleo dentro do Brasil, mais especificamente sobre o futuro da PTbrás e do pré-sal....
  • Ricardo  13/01/2015 21:00
    Já feito. E com mais de um ano de antecedência.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1717
  • Silvio  13/01/2015 21:15
    Rockfeller uma vez disse que o melhor negócio do mundo é uma companhia de petróleo bem administrada e o segundo melhor é uma companhia de petróleo mal administrada. Pois é, se ele vivesse para ver a criação da PDVSA e da Petrobras, certamente voltaria atrás na sua afirmação.
  • Pedro Henrique  13/01/2015 22:54
    Vocês já conhecem o Debate Ancap? Já foram promovidos nove debates, e o décimo está previsto para domingo.

    https://www.youtube.com/watch?v=C9UmBaVTPZk&list=PLfdyVYRMLKsZp2pcT17wYeJ9VPKrHTwGp
  • ex_FP  13/01/2015 23:20
    "A principal alegação dos anticapitalistas neste quesito é a de que uma empresa se tornar muito grande e passar a dominar uma ampla fatia do mercado é algo extremamente perigoso, pois ela, por ser grande, irá praticar preços predatórios para eliminar a concorrência e, logo em seguida, com a concorrência já eliminada, ela voltará a subir os preços e, com isso, jogar os consumidores na miséria. Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial."

    "www.mises.org.br/Article.aspx?id=1381

    Só para provocar uma discussão, não é exatamente isso que os barões do petróleo estão fazendo? :) Teremos então agora mais um exemplo real comprovando a teoria de que a lógica de "preços predatórios" não funciona?
  • Malthus  14/01/2015 00:39
    Em primeiro lugar, os custos de extração do petróleo na Arábia Saudita estão estimados em míseros 7 dólares.

    Isso, e apenas isso, já mata o argumento de que os árabes estão incorrendo em prejuízos voluntários apenas para quebrar concorrentes. Eles estão diminuindo os próprios lucros, sim, mas não estão incorrendo em prejuízos. A diferença é brutal.

    Outra coisa: as empresas petrolíferas da Arábia Saudita são estatais, e sabem que, em última instância, podem recorrer aos impostos para se recapitalizar. Essa teoria de que "empresas não incorrem em prejuízos voluntariamente por muito tempo" não se aplica a empresas estatais, pois estas operam segundo outra lógica de mercado.
  • Thomas  14/01/2015 01:32
    7 o quê? O barril?

    Outra coisa: em vez de "outra lógica de mercado", melhor seria dizer "outra lógica que não a de mercado".
  • Malthus  14/01/2015 01:41
    Sim , o barril.

    Aqui:

    www.reuters.com/article/2009/07/28/oil-cost-factbox-idUSLS12407420090728

    Saudi Arabian crude is the cheapest in the world to extract because of its location near the surface of the desert and the size of the fields, which allow economies of scale.

    The operating cost (stripping out capital expenditure) of extracting a barrel in Saudi Arabia has been estimated to be around $1-$2, and the total cost (including capital expenditure) $4-$6 a barrel.

    Ou seja, os caras podem vender o barril a 10 dólares e ainda terão lucro.
  • André  28/01/2015 16:13
    "Em primeiro lugar, os custos de extração do petróleo na Arábia Saudita estão estimados em míseros 7 dólares.".

    Impressionante como eles estavam lucrando horrores até algum tempo atrás.
    Que bom que a concorrência pressionou eles a baixarem os preços.
  • Carlos  13/01/2015 23:58
    Essa baixa no preço do petróleo é fruto de estratégia geopolítica... é o esforço da Arábia Saudita de ampliar o domínio sunita sobre os xiitas, de quebrar o Irã economicamente e forçá-lo a negociar com os EUA (com orquestração dos EUA, obviamente).

    É o "estado" fazendo o que melhor saber fazer, destruindo a vida das pessoas a curto, médio e longo prazo...

    Enquanto isto, na infeliz Venezuela com sua liderança que parece coisa de livro de ficção (não que a nossa fique atrás), seu amado líder, Nicolás Maduro está passeando na China, obtendo empréstimos de USD 20 bilhões... ou seja, vendendo a alama dos venezuelanos ao diabo...

    Resumindo, a coisa tá feia aqui dentro e lá fora... e o povo almeja que "estado" seja cada vez mais intrusivo para resolver os problemas que ele mesmo cria... desesperançoso...
  • Guilherme  14/01/2015 00:38
    Diminuir preço do petróleo via aumento da produção não tem nada a ver com "destruir a vida das pessoas a curto, médio e longo prazo".

    Não confunda as coisas. A situação das pessoas na Venezuela e no Irã é decorrente de décadas de malversação política e econômica. A queda do preço do petróleo apenas exacerbou as coisas.

    Não isente os reais culpados e não culpe quem na realidade está melhorando o mundo (oferecendo petróleo barato).
  • carlos  14/01/2015 23:54
    A OPEP é um cartel formado por estados. Se eventualmente a economia e por consequencias as pessoas se beneficiam do fato do petróleo estar barato agora, do dia pra noite, por interesses que vão contra própria lógica econômica, ou seja maximizar o lucro, eles fazem os que estão fazendo agora. E isso sim destrói economias e vidas.
  • Malthus  15/01/2015 00:10
    Errado. Eles não estão tendo prejuízos. O custo de extração na Arábia Saudita é de 4 a 7 dólares por barril. Ou seja, pra eles, o lucro ainda tá altíssimo.

    www.reuters.com/article/2009/07/28/oil-cost-factbox-idUSLS12407420090728
  • carlos  15/01/2015 21:18
    Eles não estão tendo prejuízo, estão diminuindo o lucro para fragilizar ainda mais o Irã. O preço do petróleo no mundo é estabelecido pela OPEP, mas o custo de extração não. Como notado no artigo da Reuters, é a Arábia Saudita a que possui o menor custo de produção. Ela aguenta o tranco por mais tempo, mas para manter aquela quantidade gigantesca de príncipes sauditas e seus palácios, não consegue se manter para sempre nesse patamar de preços.
  • Richard  14/01/2015 01:45
    Fila na Venezuela de consumidores querendo produtos que eles sabem que, se estiverem disponíveis, serão prontamente racionados pelo governo.


  • Wagner  14/01/2015 11:07
    Qualquer semelhança não é mera coincidência: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1488
  • Pedro  15/01/2015 01:59
    Acompanho há décadas o problema do xisto (shale em ingles). Desde 2004 que chamo a atenção de amigos Americanos para o fato de os Estados Unidos terem reservas de óleo e gás de xisto superiores a toda reserva de petróleo convencional conhecida no mundo,precedidos, imediatamente, nesse quesito, pelo vizinho e alidado Canada (O Canada tem areia betuminosa chamada de tar sand. Nessa época, eu era olhado como uma pessoa fora a da realidade. De alguns anos para cá, a produção oriunda do shale vem num crescendo impressionante. Hoje, por aqui, as pessoas já despertaram para essa nova realidade. Os empreendedores Americanos, fantásticos como sempre, estão perfurando adoidados. Esse aumento veloz da produção de gás e óleo do shale (xisto)e a consequente diminuição acelerada da importação de óleo pelos Estados Unidos está na base da queda do preço do petróleo. Mesmo que a Arábia Saudita diminua a produção, o aumento acelerado da produção Americana forçará a queda do preço dessa material prima. O Canada também tem aumentado a produção de forma impressiva. Não se enganem, o empresariado Americano não brinca em service. Em menos de cinco anos, eles ultrapassaram a produção de álcool que o Brasil levou mais de 30 para formar.
  • Hugo  18/01/2015 00:39
    Escassez de produtos na Venezuela cria a figura do 'guardador de fila' pra COMIDA:

    m.oglobo.globo.com/economia/escassez-de-produtos-na-venezuela-cria-figura-do-guardador-de-fila-15071781
  • Rodrigo Amado  28/01/2015 16:11
    Guardadores de fila profissionais!
    Engraçado como o socialismo cria empregos medíocres.

    Normalmente eu não fico com neura de economizar combustível para evitar o "aquecimento global", pois sei que isso é uma farsa. Só economizo pois sou eu que pago, não porque o "planeta vai aquecer".

    Mas hoje em dia eu tenho pisado no acelerador com mais cuidado, pois quero dar minha pequena contribuição para que a Venezuela afunde de vez.
  • Felipe  26/02/2015 20:16
    Mais quantos experimentos socialistas serão necessários até que se comprove que o modelo é um fracasso?
    Não bastou ter aplicado em dezenas de países, em todos os continentes e todas as etnias, e o resultado ter sido 100% de fracasso?
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  30/03/2015 23:27
    Como é delicioso ver a Economia ajustando as contas com quem vai contra ela e seus preceitos lógicos. Depressão neles!


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