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Sobre a relação entre queda no preço do petróleo e o aumento de sua demanda

São vários os jornalistas econômicos dizendo que a atual queda no preço do petróleo será rapidamente contrabalançada por um aumento em sua demanda, o que fará com que o preço retorne ao seu "valor normal".

Vamos deixar algo bem claro.  Há uma diferença econômica — ou seja, uma distinção analítica — entre essas duas frases: (1) aumento da demanda; (2) aumento da quantidade demandada (isto é, disponível para ser comprada).

Ambas parecem iguais, mas são analiticamente diferentes.

Abaixo, um gráfico convencional de oferta (S) e demanda (D).  Tal gráfico está presente em praticamente todos os manuais de economia.

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O eixo X representa a quantidade (Q) de um bem.  O objetivo do gráfico é transmitir a seguinte ideia: há um preço de equilíbrio (P).  Todos os indivíduos que quiserem vender o bem em questão ao preço P irão conseguir vendê-lo.  E todos os indivíduos que quiserem comprar o bem em questão ao preço P irão conseguir comprá-lo.  Nenhum comprador e nenhum vendedor estão excluídos do mercado.  Trata-se de um gráfico estático, que não leva em consideração uma passagem de tempo.

Já o gráfico abaixo representa um conceito distinto: há um aumento da demanda durante um intervalo de tempo.  Esse aumento da demanda não foi causado por uma redução no preço.  Ao contrário: o aumento da demanda gerou um aumento de preço.  O aumento da demanda foi a causa do aumento de preço.  Portanto, a demanda é uma causa, e não um efeito.

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Trata-se de um gráfico dinâmico.  D1 se move para D2 durante um intervalo de tempo.

O preço do petróleo em 2015

O preço do petróleo despencou na segunda metade de 2014.  Por quê?  Aumento da oferta?  Queda da demanda?  Uma combinação de ambos?

Comecemos por uma redução da demanda.  Boa parte do mundo parece estar entrando em recessão.  Sendo assim, os mercados esperam que haja uma queda na demanda por petróleo.  Essa expectativa derrubou o preço do petróleo.  Essa é uma explicação bastante comum.

Mas também sabemos que houve um aumento da oferta de petróleo.  E não há como armazenar grandes volumes de petróleo, exceto no subsolo.  Tão logo alguém extrai petróleo, ele tem de vendê-lo.  E a OPEP ainda está vendendo petróleo, e não armazenando-o no subsolo.  Os produtores de óleo de xisto também ainda estão vendendo.  Houve, portanto, um aumento da oferta de petróleo na margem.  E os preços são determinados na margem (e não pelo estoque total existente no mundo).  O petróleo continua fluindo.  E como ele tem de ser vendido para uso imediato — e não tem como ser armazenado —, o preço caiu.

Esse gráfico #3 mostra bem essa situação. (A linha verde representa a oferta inicial de petróleo; a linha roxa representa a nova oferta de petróleo, maior; a linha vermelha representa a demanda).

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A curva da oferta se moveu para a direita, que é como economistas ilustram um aumento da oferta.  O preço, consequentemente, caiu.  O mercado se equilibrou em um novo valor de P e Q.  Observe que, nesse gráfico, a quantidade demandada aumentou.  Esse é um gráfico dinâmico, que leva em consideração um intervalo de tempo.  A oferta antiga se moveu para uma oferta nova (e maior).  Consequentemente, a quantidade demandada aumentou de Q1 para Q2 (maior).

Mas há um problema com essa explicação: o preço do petróleo caiu acentuadamente na segunda metade de 2014.  E a oferta não aumentou tão significativamente assim desde junho.  Logo, creio que uma queda na demanda foi a principal causa.

Eis um gráfico que representa melhor esse fenômeno: "oferta inelástica" (o que significa que a oferta não é sensível a alterações de preço) e demanda em queda.  Com essa combinação, o preço cai.

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A oferta é inelástica?  Bastante.  O líder do ministério do petróleo da Arábia Saudita afirmou que seu país continuará vendendo petróleo mesmo se o preço do barril cair a US$20.  Dado que todos os outros exportadores precisam de dinheiro, eles não podem se dar ao luxo de interromper sua produção e parar de vender.  E eles não têm o poder de afetar o preço por meio de uma redução na oferta.  A Arábia Saudita é o gorila de 2.000kg que dita as regras.  Se o país se recusar a reduzir a oferta, o preço irá cair.  Sendo assim, todos os outros são obrigados a continuar extraindo petróleo.  Eles precisam do dinheiro.  Isso define uma "oferta inelástica".

Alguns economistas estão argumentando o seguinte: o preço do petróleo está baixo hoje, e, como consequência, haverá um aumento da demanda por petróleo.  Esse argumento é analiticamente incorreto.  Ele parte do princípio que o mercado irá sair do gráfico #1 (gráfico estático, que não leva em consideração uma passagem de tempo) e irá para o gráfico #2 (gráfico dinâmico).  Pode até haver algum aumento da demanda, pois a economia mundial pode melhorar nesse ínterim.  Mas qual a evidência de que isso irá acontecer?  Ainda não há nenhuma.

A queda no preço do petróleo em 2014, qualquer que seja seu motivo, é um fato.  Isso significa que, por causa do aumento da produção, haverá uma maior quantidade de petróleo sendo demandada (isto é, disponível para ser comprada) a esse novo preço, pois um aumento na produção gerou essa maior quantidade a ser demandada.  Por outro lado, uma redução na demanda por petróleo levou a uma queda no preço, e sem que essa queda gerasse um aumento na quantidade de petróleo comprada: oferta inelástica.

Sei que a linguagem é semelhante e gera confusão: a palavra "demanda" parece ser sinônima de "demandada".  Porém, conceitualmente falando, as duas frases acima são diferentes.  Causa e efeito são distintos. 

Se o preço do petróleo caiu por causa de um aumento da produção, então a quantidade de petróleo demandada (isto é, disponível para ser comprada) irá aumentar.  Todos aqueles que quiserem vender petróleo a esse preço conseguirão fazê-lo, e todos aqueles que quiserem comprar petróleo a esse preços conseguirão fazê-lo. 

Mas isso não é o mesmo que dizer que haverá um aumento na demanda por petróleo em 2015.  Um aumento na demanda indicaria que algum novo elemento foi acrescentado às condições econômicas atuais.

Não vejo hoje nenhum motivo forte para acreditar que haverá um grande aumento na demanda por petróleo em 2015, significando um deslocamento para a direita em toda a curva da demanda.  Creio ser muito mais provável que a demanda por petróleo irá cair por causa das recessões no Japão e na Europa Ocidental, e também por causa de uma desaceleração econômica na China.

Qualquer argumento sobre um eventual aumento futuro no preço do petróleo tem de ser mais robusto do que simplesmente dizer que "o atual preço baixo do petróleo irá aumentar a demanda por petróleo".  Isso pode acontecer apenas se o preço baixo do petróleo estimular a economia mundial o suficiente para contrabalançar a recessão.  Porém, até o momento, não há sinais disso.

Se você quer argumentar que haverá um aumento no preço do petróleo, você tem de argumentar que a demanda por petróleo irá aumentar por conta própria.  Em outras palavras, a curva demanda irá se deslocar para a direita.  É isso o que mostra o segundo gráfico.  Algo de fundamental irá ocorrer e irá alterar a demanda por petróleo, e essa alteração irá deslocar toda a curva da demanda para a direita.  Qualquer pessoa que argumentar nesses termos terá de explicar por que a demanda por petróleo irá aumentar.  Ela tem de explicar por que toda aquela curva irá se deslocar para a direita.  E, no gráfico, a alteração da demanda altera os preços.  Nesse caso, a demanda é uma causa, e não um efeito.

Analiticamente, um aumento na demanda não é a mesma coisa que um aumento na quantidade demandada (isto é, disponível para ser comprada).  Sei que a linguagem confunde muita gente.  Se você pretende especular com o preço do petróleo, é crucial que você não confunda esses dois conceitos.


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autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Silvio  06/01/2015 17:30
    Perdão, mas não seria melhor dizer "quantidade demandável" do que "quantidade demandada"?
  • Leandro  06/01/2015 19:00
    'Demandável' significa que algo está disponível para ser adquirido, mas não necessariamente será adquirido. Esse é o caso de automóveis, por exemplo. Automóveis novos são 'demandáveis'. Eles podem ser produzidos e estocados até serem adquiridos. Como você não necessariamente tem de vendê-los imediatamente, você pode estocar sem precisar de reduzir seus preços.

    Já com o petróleo isso não é possível. Petróleo não é estocável. Se você extraiu petróleo, você tem de vender, pois não é possível armazenar. Por isso os preços têm de cair para que você possa vender tudo. Caso você não reduza os preços, você ficará com estoque excedente e perderá a mercadoria. E você não pode se dar a esse luxo.

    Ou seja, você pode estocar carros sem precisar de reduzir seus preços para vendê-los. Já com o petróleo isso não é possível.

    O artigo explicou isso.
  • Silvio  06/01/2015 19:31
    Obrigado pela resposta. Havia achado que "quantidade demandável" seria melhor por causa desses dois trechos do artigo:

    Vamos deixar algo bem claro. Há uma diferença econômica — ou seja, uma distinção analítica — entre essas duas frases: (1) aumento da demanda; (2) aumento da quantidade demandada (isto é, disponível para ser comprada)

    A queda no preço do petróleo em 2014, qualquer que seja seu motivo, é um fato. Isso significa que, por causa do aumento da produção, haverá uma maior quantidade de petróleo sendo demandada (isto é, disponível para ser comprada)
  • Zara  07/01/2015 01:06
    Excelente a sua analogia. Clareou muito o entendimento. Parabéns Leandro.
  • Carlos Marcelo  06/01/2015 18:21
    Muito bom artigo. Depois de tanto ler alguns extremistas dizendo que a economia convencional não servia pra nada e que gráficos deveriam ser extintos, é bom ver alguém usando o ferramental neoclássico de maneira inteligente. Não nos deixemos cair na mesma tentação que os esquerdistas, de acreditar que possuem o monopólio da virtude, e achar que só a Escola Austríaca é a verdadeira economia, como se outras também não tivessem importantes contribuições. Este é um daqueles textos ótimos pra se compartilhar e propagandear o site.
  • fabio  06/01/2015 19:00
    leandro, o que vc acha dessa notícia :

    www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/3791762/petrobras-pode-baratear-gasolina-para-conter-concorrencia-diz-fonte
  • Leandro  06/01/2015 19:06
    Alvissareiro. Mas só acredito vendo.
  • breno  07/01/2015 00:45
    Mas isso de importar gasolina não é proibido? Sendo responsabilidade exclusiva da União, conforme a CF1988?

    E também as varias regulamentações da ANP, não servem para reforçar isso?

    Mesmo existindo a importação por outras empresas a ANP não criaria empecilhos, mesmo se a gasolina importada fosse de melhor qualidade. Mas de composição diferente?


    Leandro:

    "haverá uma maior quantidade de petróleo sendo demandada (isto é, disponível para ser comprada)"

    Por que não usar "maior quantidade de petróleo sendo ofertada?"

    Resumindo o que entendi:

    Por decisão do saudita, a produção não irá acompanhar a baixa da demanda por petróleo e continuará estável.

    Sendo assim há oferta maior, do que a procura. Mas como não é um bem estocável o preço irá baixar até se obter um equilíbrio (oferta x demanda).

    E conforme o autor, não há nada que indique o aumento da demanda. Já que não há mudança do cenário atual.

    Por que alguns economistas, tem tara de brincar com o vocabulário (regra para os de esquerda). E tornar a coisa toda uma lambança, para se dificultar o entendimento por vias simples ou distorcer fatos?

    Uma técnica que é bem explorada na linguagem da sociologia de gênero.
  • Thiago  07/01/2015 11:52
    Porque não houve, tecnicamente, um aumento expressivo na oferta. Houve queda na demanda, mas a quantidade produzida pouco se alterou.

    Se o autor falasse simplesmente em aumento na oferta, isso passaria a errônea ideia de que houve uma explosão na produtividade, o que não seria verdade.

    O vocabulário escolhido pelo autor foi acertadíssimo do ponto de visto técnico.

    No que mais, gostaria que você apontasse, neste site, algum artigo que "tem tara de brincar com o vocabulário [para] tornar a coisa toda uma lambança, para se dificultar o entendimento por vias simples ou distorcer fatos". Leio vários sites econômicos em língua portuguesa e desconheço um que seja mais simples e claro do que este.
  • breno  07/01/2015 13:33
    Não vejo a escolha do vocabulário acertadíssima do ponto de vista técnico.

    demandado
    Pessoa contra quem é promovida a demanda.

    demandar
    Disputar. Precisar de, ter necessidade de: "Hércules não demandava confronto" (Rui Barbosa). Procurar

    Talvez a forma original do termo, provavelmente em inglês tenha o sentido correto. Mas essa forma "aportuguesada" não.

    --------------------------

    Quanto a minha critica é a alguns economistas que ficam brincando com o vocabulário ao formular suas teorias, não a esse site em geral.

    Por exemplo os artigos escritos pelo Leandro, utilizam de uma clareza tremenda. Esse artigo apesar de demonstrar uma opinião correta, o faz de péssima forma ao utilizar termos assim (e a própria existência deste artigo prova que o termo é confuso e merece explanação)
  • Rodnei Cardozo Moreira  07/01/2015 01:18
    O mais interessante é a matéria afirmar que a Petrobrás vai utilizar sua posição monopolística pra praticar preços abaixo do mercado afim de afastar a concorrência.
    Seria cômico se não fosse trágico.
    Isso não configura o famoso dumping? Duvido o CADE se meter...
  • Tannhäuser  06/01/2015 19:38
    Leandro, o Peter schiff afirma que o preço do petróleo era uma bolha criada pelo FED e que agora está desinflando. Você concorda com ele ou acredita que seja algo mais politico?
  • Leandro  06/01/2015 19:56
    Que o preço do petróleo está ligado ao poder de compra do dólar não há dúvidas. Dólar forte, petróleo barato (em dólares). Dólar fraco, petróleo caro (em dólares).

    Essa bolha era explícita em meados de 2008, quando o barril chegou a US$140 e depois despencou para US$40 em 2009. Houve outra bolha depois de 2008? Não sei. Em todo caso, se ela chegou ao fim, ótima notícia.

    Mas não se pode descartar os fatores Arábia Saudita, xisto, e Rússia (que também reportou aumento na produção).
  • Tannhauser  07/01/2015 11:31
    Obrigado, Leandro.

    Seria uma boa notícia no curto prazo. A defesa dele é justamente essa, a bolha está desinflando e o FED terá que criar uma nova bolha para manter o castelo de cartas em pé.
  • Deilton  12/01/2015 16:38
    Leandro,

    Há muita especualação em relação a viabilidade econômica do Xisto. Caso o Petróleo continue em queda, você acha que a exploração de xisto sobreviverá?

    Li em algum lugar que os custos de exploração estão em queda, mas mesmo assim não seriam viáveis com Petróleo barato.
  • Leandro  12/01/2015 17:12
    É bem possível que seja afetado. Mas como essa não é minha área, vou me abster de palpitar.

    Mas é fato que com o barril WTI chegando aos US$45, valor que vigorava em meados de 2004 (10 anos e meio atrás), a coisa realmente complica em termos de custos operacionais versus receita de vendas.
  • Emerson Luis  06/01/2015 20:23

    A OPEP começou na década de 70 aumentando o preço do petróleo e gerando uma crise econômica mundial. Agora diversos fatores fazem o preço do petróleo cair e os membros da OPEP entrar em crise.

    O mundo dá voltas interessantes!

    * * *
  • breno  07/01/2015 01:30
    A OPEP começou na década de 70 aumentando o preço do petróleo e gerando uma crise econômica mundial. Agora diversos fatores fazem o preço do petróleo cair e os membros da OPEP entrar em crise.



    A OPEP com a soma dos fatores abaixo, ter conseguido o monopólio da matriz energética mundial. Os torna desalmados e devoradores de criancinhas?

    OPEP estar com a bunda em cima do óleo facilmente explorável.

    Países como Brasil, que pelo excesso de burocracia e regulamentações, atrasarem sua produção nacional do petróleo ou alternativas em décadas.

    ----------------

    Nega que investires estrangeiros na Arábia Saudita, como os fundos de pensão do EUA ou UE. Não tiveram lucro algum ou responsabilidade na exploração continua de seus conterrâneos, através das crises?

    Acredita mesmo que na UE ou mesmo no Brasil a proibição do "fracking", é meramente questão ambiental? Ou seria uma tentativa de proteger certos interesses?
  • Luciano  06/01/2015 20:54
    Desculpem a ignorância, mas por que o petróleo não é estocável? Não há absolutamente nenhum modo de armazená-lo sem que perca suas propriedades?
  • Coutinho  06/01/2015 21:21
    Quem é que vai construir tanques para armazenar um bilhão de barris de petróleo, que é o volume que o mundo consome a cada 11 dias? Isso dá 91 milhões de barris sendo jogados no estoque diariamente.
  • Pelé  07/01/2015 02:44
    Vejamos o tamanho do problema:

    -1 barril tem aproximadamente 159 litros;
    -1 bilhão de barris dá 159 bilhões de litros;
    -1 trilhão de litros dá 1 quilômetro cúbico.

    Se for construído um tanque de 1 km³, dá para armazenar 2 meses e 1 semana do consumo mundial.

    É claro que nenhum maluco construiria um tanque desses. Imagine o tamanho da explosão ou do derramamento de óleo caso desse algum problema... Mas, por outro lado, considero perfeitamente possível construir ao redor do mundo áreas de armazenagem que comportem esse volume.

    De qualquer maneira, ia ser uma trabalheira dos diabos estocar esse tanto de petróleo. O maior petroleiro do mundo comportava um volume de aproximadamente 675 milhões de litros. Para juntar o trilhão de litros, ia ser preciso um navio desses fazer mais de 1.480 viagens... É, deixa pra lá.
  • Ricardo  08/01/2015 21:13
    Acredito também que o petróleo deva endurecer se mantido estocado por algum tempo.
  • Vinicius  07/01/2015 01:00
    Até existe uma forma:
    pessoas.hsw.uol.com.br/questao478.htm
    Mas é bem cara e é por razões estratégicas e não econômicas.
  • breno  07/01/2015 01:58
    Fisicamente petróleo é estocável, está armazenado gratuitamente debaixo da terra para principio de conversa.

    Como o Coutinho disse é devido ao volume que se consome diariamente, que ao se comparar com sua forma natural de estocagem. A estocagem artificial se torna astronomicamente inviável.

    Sem falar que se você consiga estocar uma parte, não irá influenciar no preço do produto, devido a oferta externa. Assim seu investimento em estocagem foi pro ralo.

    Concluindo é uma questão de economia e não física.

  • Luciano  08/01/2015 21:57
    Justamente, não são razões físicas mas sim econômicas que impedem a estocagem.
    Talvez em um determinado futuro seja necessária uma estocagem, mesmo que para ter alguma influência no preço, embora eu não consiga imaginar esse cenário.
  • IRCR  06/01/2015 22:06
    Não foi a OPEP que gerou a crise mundial de 70's, mas sim a politica expansionista do FED depois que acabaram com o padrão ouro em 71. O próprio Milton Friedman dizia que foi o FED que gerou as crises do petróleo.
  • anônimo  07/01/2015 00:12
    Sei, sei...
  • anêmico  07/01/2015 13:50
    Se sabe, então diga.
  • maurício barbosa  07/01/2015 00:46
    ICRC está correta a análise de Miltom Fridman,essa crise do Petróleo foi efeito e sua causa a expansão monetária do FED e como sempre os poderosos de pé de barro gostam de arranjar espantalhos e bodes expiatórios para as massas manipuladas condenarem e esbravejarem todo seu fel contra os tais e os verdadeiros culpados ficam impunes e outra forma de distrair as massas é dando pão e circo...
  • Nill  07/01/2015 01:25
    Os atuais preços bastante baixos do petróleo colocam em desconfiança a teoria que diz que o petróleo seria um produto cada vez mais escasso e com preço cada vez mais caro.
    Tenho quase 50 anos e neste tempo vi muita conversa que o petróleo no mundo estava acabando e o que seu preço iria subir muitíssimo. Me lembro de ler reportagens antes do ano 2000 sobre a escassez e alto preço do petróleo. O ouro negro. A Petrobrás e o Governo Lula,depois Dilma resolveram apostar no Pre-sal apostando no mundo com petróleo escasso e caro.
    Os preços baixos atuais podem demonstrar que o petróleo pode não ser um produto escasso e caro,nem no presente e nem no futuro como se imaginava. Aliás ! O petróleo pode ser um produto bem baratinho no futuro. Aí ! Todos riram do tempo que se imaginava o petróleo acabando no mundo e caríssimo. Aliás ! Nenhum mineral ,matéria-prima,alimentos será escasso e com preços absurdos no futuro.
    È um terrível golpe na Teoria Malthusiana. Não estamos a viver no presente ou no futuro em um mundo de escassez. O alarmismo dos malthusianos demonstrou ser estupidamente falso.
  • Nihil  07/01/2015 14:39
    Mas vivemos sim em mundo de escassez. E justamente por haver escassez é que estudamos economia.
  • Pedro Bo  07/01/2015 02:27
    A demanda por petróleo deverá aumentar sim, mas não no curto prazo. Se os preços se mantiverem baixos, os agentes econômicos começam a i.e. dar-se ao lucro de adquirir veículos menos eficientes, novos investimentos em energia eólica ou solar são adiados e aumenta-se a geração em térmicas a diesel.
  • BubbleObserver  07/01/2015 13:54
    Belo artigo esclarecedor. Diante de tantas mistificações de temas econômicos, esse Blog é um oásis no deserto. Parabéns a todos os colaboradores do Mises Brasil e USA!
  • Rud  13/01/2015 13:52
    Ótimo texto..... Não foram poucos os economista, analistas de revistas, jornais e a manada leitora costumeira que repetiam o bullshit de que os USA e a Arábia Saudita estão tramando isso contra a Rússia ....as pessoas que dizem isso são as mesmas que dizem também que a Arábia queria quebrar os produtores americanos .....ou seja, eles próprios ainda não decidiram o que querem realmente os USA ou a Arábia.....rsssss.....o que esta acontecendo é basicamente um ajuste de mercado como é de praxe, como explicou o texto acima ....enquanto ainda os analistas ainda analisavam o shale gás, os americanos já estavam dando pau na maquina de produção, isto é, produzindo e jogando oil no mercado.....o mercado aos poucos foi se dando conta disso.....para os curiosos vejam só o desempenho da XLE na na bolsa de NY, NYSE de 2008 para cá......por outro lado , temos a recessão da Europa, Japão , baixo crescimento americano, redução do ritmo chinês, ainda como dolorosos reflexos da crise de 2008......temos ainda a volta a uma "normalidade relativa" dos países árabes que vivenciaram a sua primavera ( revolução ?) como a Líbia por exemplo que voltou a despejar mais petróleo no mercado, afinal eles precisam vender o seu produto para comer.....em suma, temos mais oferta agora que demanda..... Se a Rússia esta em crise agora, o problema é dela, que fincou as bases de sua economia no gás e petróleo e se gabava disso como um bom exemplo para o mundo....
  • Rud   13/01/2015 13:53
    Ótimo texto..... Não foram poucos os economista, analistas de revistas, jornais e a manada leitora costumeira que repetiam o bullshit de que os USA e a Arábia Saudita estão tramando isso contra a Rússia ....as pessoas que dizem isso são as mesmas que dizem também que a Arábia queria quebrar os produtores americanos .....ou seja, eles próprios ainda não decidiram o que querem realmente os USA ou a Arábia.....rsssss.....o que esta acontecendo é basicamente um ajuste de mercado como é de praxe, como explicou o texto acima ....enquanto ainda os analistas ainda analisavam o shale gás, os americanos já estavam dando pau na maquina de produção, isto é, produzindo e jogando oil no mercado.....o mercado aos poucos foi se dando conta disso.....para os curiosos vejam só o desempenho da XLE na na bolsa de NY, NYSE de 2008 para cá......por outro lado , temos a recessão da Europa, Japão , baixo crescimento americano, redução do ritmo chinês, ainda como dolorosos reflexos da crise de 2008......temos ainda a volta a uma "normalidade relativa" dos países árabes que vivenciaram a sua primavera ( revolução ?) como a Líbia por exemplo que voltou a despejar mais petróleo no mercado, afinal eles precisam vender o seu produto para comer.....em suma, temos mais oferta agora que demanda..... Se a Rússia esta em crise agora, o problema é dela, que fincou as bases de sua economia no gás e petróleo e se gabava disso como um bom exemplo para o mundo....
  • Henrique  16/01/2015 00:54
    Desculpem a minha ignorância mas o fato é que não consegui compreender a diferença entre demanda e quantidade demandada. Gostaria que alguém pudesse me esclarecer
    Obrigado


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