Por que empresas estatais tendem à corrupção e à ineficiência

Suponha que você é um grande empreiteiro.  Sua maior fonte de lucro advém das obras que você faz para o governo.  São obras de grande porte e a fonte pagadora não utiliza o dinheiro próprio, mas sim o dinheiro que confiscou de terceiros via impostos.  Trata-se de um arranjo que já começa propenso ao descuido e ao desperdício por parte do contratante. 

Você, como contratado, sabe disso e irá se esforçar para encarecer ao máximo o preço de seus serviços oferecidos ao governo.  Por que não?  Além de o governo não trabalhar com dinheiro próprio, ele também não opera dentro do mercado, o que significa que ele não tem de se preocupar com o sistema de lucros e prejuízos.  Tampouco ele é capaz de precificar corretamente o valor que deve pagar por suas obras.

Suponha agora que você é um político que está no comando de uma grande estatal do setor petrolífero.  Trata-se de um setor que está constantemente fazendo obras vultosas para sua expansão, seja para construir novas plataformas marítimas, seja para desenvolver novos maquinários ou construir novas refinarias.  Você tem de contratar empreiteiras para fazer esses serviços.

E aí acontece o casamento perfeito.

O político irá se aproximar do empreiteiro e ocorrerá o seguinte diálogo:

Político: Estou no comando de uma grande estatal do setor petrolífero e vamos fazer uma vultosa obra para expandir as operações.  Vamos construir uma refinaria.

Empreiteiro: Ótimo, sou o homem certo para o serviço.  Minha empresa é conceituada e, como o senhor deve se lembrar, fez generosas doações de campanha para o seu partido.

Político: Não me esqueci dessa bondade. E, exatamente por isso, farei com que a sua empreiteira vença a licitação para fazer o serviço.

Empreiteiro: É sempre bom ter amigos influentes.

Político: E a estatal irá pagar a vocês um preço bem acima do de mercado para a construção da refinaria.

Empreiteiros: É maravilhoso ter amigos influentes.

Político: Porém, como vou ter de me esforçar para fazer com que a sua empreiteira vença a licitação, quero ganhar algo nesse meu trabalho.

Empreiteiro: Estou ouvindo.

Político: Pensei em um arranjo que será excelente para nós dois; um arranjo em que nós dois ganharemos e muito.

Empreiteiro: Continuo ouvindo ansioso.

Político: Eis o esquema: vou utilizar meu tráfico de influência para fazer com que sua empreiteira ganhe a licitação para a obra, a estatal que eu comando irá lhe pagar um valor bem acima do de mercado por essa obra (aquilo que a mídia golpista chama de 'superfaturamento') e, em troca dessa minha gentileza, você coloca um "troquinho" no meu bolso, uma pequena porcentagem do valor total da obra.  Como todo o dinheiro está saindo da estatal, você não arcará com absolutamente nada.  Apenas uma pequena fatia que iria para a sua empreiteira vai parar no meu bolso.

Empreiteiro: Acho justo.  Mas isso não vai afetar o caixa da estatal, seu patrimônio líquido e, consequentemente, prejudicar o superfaturamento de obras futuras?

Político: Não se preocupe.  Qualquer zebra, o Tesouro cobre.  Ou então o governo aumenta o preço da gasolina.  Afinal, as estatais são do povo — no caso, apenas os passivos.

Empreiteiro: kkk!

Político: kkk!

Empreiteiro: Magnífico.  Quando começamos?

Político: Já começamos.

Esse esquema entre estatais e empreiteiras, envolvendo superfaturamento, fraudes em licitações e desvio de recursos das estatais para o pagamento de propina a políticos é tão antigo e tão básico, que é impressionante que apenas agora as pessoas demonstrem surpresa com ele.

Toda a esquisitice já começa em um ponto: por que os políticos disputam acirradamente o comando das estatais?  Por que políticos reivindicam a diretoria de operações de uma estatal?  Que políticos comandem ministérios, vá lá.  Mas a diretoria de operações de estatais é um corpo teoricamente técnico.  Por que políticos?  Qual a justificativa?

Quem acompanha o jornalismo político já deve ter percebido que os partidos políticos que compõem o governo federal não se engalfinham tanto na disputa de ministérios quanto se engalfinham na disputa para a diretoria de estatais.  É óbvio.  É nas estatais que está o butim.  As obras contratadas por estatais são mais vultosas do que obras contratadas por ministérios.  O dinheiro de uma estatal é muito mais farto.  E, quanto mais farto, maior a facilidade para se fazer "pequenos" desvios.

Isso, e apenas isso, já é o suficiente para entender por que políticos e sindicalistas são contra a privatização de estatais.  Estatais fornecem uma mamata nababesca. 

Quando políticos e sindicalistas gritam "o petróleo é nosso", "o minério de ferro é nosso", "a telefonia é nossa", "a Caixa é nossa", saiba que eles estão sendo particularmente honestos: aquele pronome possessivo "nosso" se refere exclusivamente a "eles", os únicos que ganham com todo esse arranjo.

Por que estatais são ineficientes

Mas a necessidade de privatização das estatais não está apenas no campo ético.  Há também argumentos técnicos e econômicos.

Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas.  Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.

Os problemas de haver empresas nas mãos do estado são óbvios demais: além de o arranjo — como explicado acima — gerar muito dinheiro para políticos, burocratas, empreiteiras ligadas a políticos, sindicatos e demais apaniguados, a teoria também diz que uma empresa ser gerida pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.

Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.

Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?

Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.

O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.

Como mostram os esquemas de propinas em licitações, estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado.  Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos.  Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras, seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores "a preço de banana".

Por não ter uma racionalidade, uma preocupação com lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, cujos políticos do partido estão em seu comando.  Consequentemente, estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.

Já nas empresas privadas que operam em ambiente de livre concorrência a situação é diferente.  Os sinais de preços emitidos pelo mercado, bem como a preocupação em ter lucros e evitar prejuízos, comandam as decisões.  O sistema de lucros e prejuízos mostra como os recursos escassos estão sendo empregados.  Se corretamente, os consumidores recompensam as empresas propiciando-lhes grandes lucros; se erroneamente, os consumidores punem as empresas impondo-lhes prejuízos. 

Uma expansão ou um corte nos investimentos é algo que será guiado pelo balancete das empresas.  Não interessa se a empresa é grande ou micro: ela estará sempre em busca da lucratividade.  E a lucratividade sempre será, em última instância, determinada pela decisão voluntária dos consumidores.

Por que as estatais devem ser privatizadas

Empresas privadas obtêm seus fundos por meio de investidores que estão atrás de lucro (inclusive bancos) e de consumidores que voluntariamente optam por consumir seus bens e serviços.  É essa alocação de fundos feita por consumidores e investidores, guiados por sua presciência e preferência temporal, que vai direcionar os recursos para as mais lucrativas — e, portanto, mais úteis — aplicações. 

Empresas privadas podem adquirir seus fundos somente por meio de consumidores e investidores; em outras palavras, elas podem arrecadar fundos somente daquelas pessoas que valorizam e compram seus serviços, e daqueles investidores que estão dispostos a arriscar seu capital poupado investindo-o em algo que acreditam poder gerar algum lucro futuro. 

Ou seja: no mercado, pagamento e serviços são coisas indissoluvelmente complementares. 

Já uma estatal, que tem como principal acionista o governo, pode conseguir o tanto de dinheiro que quiser.  O governo não possui rédeas sobre si mesmo; ele não está sob a exigência de satisfazer o teste de lucros e prejuízos que mede a qualidade do serviço ofertado a seus consumidores, algo que, no mercado, é o que permite a uma empresa obter fundos.  

Empresas privadas — aquelas que operam em um ambiente de genuína livre concorrência, sem receber subsídios, benefícios e proteções do governo — podem adquirir seus fundos apenas de consumidores satisfeitos e de investidores guiados pelo mecanismo de lucro e prejuízo. 

Já uma estatal pode adquirir seus fundos de acordo com a vontade dos políticos que estão no governo.

Uma vez que não há rédeas, deixa de haver também qualquer chance de o governo alocar recursos racionalmente.  Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas.

Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido.  Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter. 

O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos.  Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico. 

Defensores de empresas estatais podem contra-argumentar dizendo que o governo poderia simplesmente dizer a seus burocratas para agirem como se estivessem em uma empresa em busca de lucros e que operassem da mesma maneira que uma empresa privada.  Mas há dois defeitos nessa teoria.  

Primeiro, é impossível brincar de empresa.  Empreender significa arriscar o próprio dinheiro em um investimento.  Burocratas e políticos não têm incentivo real em desenvolver habilidades empreendedoriais, em se ajustar de fato às demandas do consumidor.  Eles não arriscam a perda do próprio dinheiro no empreendimento. 

Segundo, fora a questão dos incentivos, mesmo os mais ávidos administradores estatais não poderiam operar como se fossem empreendedores privados.  Independente do tratamento concedido ao empreendimento após ela já ter se estabelecido, a criação da empresa é feita com dinheiro de impostos — portanto, por meio da tributação coerciva.  Essa empresa estatal já nasceu com um grave defeito "enraizado" em seus órgãos vitais. 

Ademais, quaisquer gastos futuros poderão ser feitos utilizando-se de novos aportes do Tesouro ou de receitas tributárias, o que faz com que as decisões dos administradores estejam sujeitas aos mesmos vícios.  A facilidade de se obter dinheiro irá inevitavelmente distorcer as operações da empresa estatal.

Conclusão

Por tudo isso, investimentos feitos por uma estatal nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca serão prestados de maneira satisfatória, e sempre haverá desperdício de recursos, gritante ineficiência e corrupção.  Esta é uma realidade inevitável.  Não se trata de ideologia; é pura ciência econômica. 

A solução?  Privatize tudo.

 

Leia também: O que fazer com a Petrobras?

 

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Autores:

Murray N. Rothbard, (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute.

Jeffrey Tucker, CEO do Liberty.Me.  É também autor dos livros It's a Jetsons World: Private Miracles and Public Crimes e Bourbon for Breakfast: Living Outside the Statist Quo.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do  Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


"uma proposta legislativa que congele os gastos públicos por 20 anos."

Esse aí é de uma ignorância ímpar.

Querido Henrique, os gastos não serão congelados. Os gastos crescerão à mesma taxa da inflação do ano anterior. A menos que a inflação passe a ser zero, não haverá nenhum congelamento de gastos.

Outra coisa: os gastos com educação, saúde e assistência social poderão continuar aumentando aceleradamente, sem nenhum teto, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos.

Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres. Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos (descobriremos a verdadeira consciência social dos políticos de esquerda).

Se quiserem mais dinheiro para educação, saúde e assistência social, então terão de pressionar o governo a reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pressionar o governo a fechar emissoras estatais de televisão. Terão de pedir para o governo parar de injetar dinheiro em blogs progressistas.

Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública. Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

Terão de exigir a redução do número de políticos. Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. E que pare de conceder subsídios a grandes empresários e pecuaristas.

Se os progressistas não se engajarem nestas atividades, então é porque seu amor aos pobres era de mentirinha, e eles sempre estiveram, desde o início, preocupados apenas em manter seus próprios benefícios.

Com a PEC, o dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

Vamos ver quão sérios são os progressistas em seu amor aos desvalidos. Veremos o real valor de sua consciência social.

Pela primeira vez, incrivelmente, os burocratas do governo perceberam que o dinheiro extraído pelo governo da sociedade não é infinito.

A tímida PEC 241 possui falhas, mas é um passo no rumo certo - e suas virtudes apavoram a esquerda

"Gostaria de abordar aqui, como causa da crise e do desajuste das contas do governo, o vertiginoso aumentos dos juros ocorrido nos últimos anos"

Ignorância econômica atroz.

Ao contrário do que muitos acreditam, o governo gasta menos com juros quando estes estão subindo.

Sim, é isso mesmo: quando os juros estão subindo, há menos despesas com juros.

E a explicação é simples: quando os juros estão subindo, os preços dos títulos públicos estão caindo. Com os preços caindo, há menos resgates de títulos. Consequentemente, há menos gastos do Tesouro com a dívida.

Não precisa confiar em mim, não. Pode ir direto à fonte. Esta planilha do Tesouro mostra os gastos com amortização da dívida. Eles caem em anos de juros em ascensão e diminuem em anos de juros em queda.

Eis os gastos do Tesouro com amortização da dívida a partir de 2011:

2011 (ano em que os juros foram de 10,75% para 12,50%): R$ 97.6 bilhões

2012 (ano em que os juros caíram para 7,25%, o menor valor da história): R$ 319.9 bilhões (sim, o valor é esse mesmo)

2013 (ano em que subiram de 7,25% para 10%): R$ 117.7 bilhões

2014 (ano em que subiram para 11,75%): R$ 190.7 bilhões

2015 (ano em que os juros subiram para 14,25%): R$ 181.9 bilhões

Conclusão: o ano em que o governo mais gastou -- e muito! -- com a amortização da dívida foi 2012, justamente o ano em que a SELIC chegou ao menor nível da história.

Vá se educar em vez de ficar falando besteiras em público.

Quanto ao nível dos juros em si, durante todo o primeiro mandato do governo Lula eles foram muito maiores do que os atuais. E, ainda assim, houve crescimento e investimentos.

Quando o cenário é estável, confiável e propício, juros não impedem investimentos. Quando o cenário é instável e turbulento, juros não estimulam investimentos.

No mais, a subida dos juros foi uma mera conseqüência inevitável das políticas econômicas heterodoxas de dona Dilma.

"Nada disso precisava ocorrer caso o governo continuasse com sua política de contenção de preços, como o da gasolina e da energia elétrica"

Putz, e eu perdendo meu tempo escrevendo isso tudo achando que o sujeito era sério...

Por fim, quer saber por que os juros são altos no Brasil? Você só precisa ler esses dados aqui.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Antonio   17/12/2014 13:23
    SOBRE A FAXINA NA PETROBRÁS: Nem privatizá-la mais vale a pena - está destruída - assim como a economia brasileira. A omissão política do brasileiro intelectualmente mediano e consciente condenou a todos nós, ao ignorarem a política, a religião e tudo o que concerne ao homem civilizado - o país passou da barbárie à decadência sem que ao menos enfrentasse um processo civilizatório do império da ética e das leis. Depois de 12 anos de lixo ideológico no inconsciente coletivo - só um grande esforço solidário, coerente, conexo e forte da classe-média para nos salvarmos da aniquilação total - endslösung - 2015 é o ano da nossa mobilização - ou morremos lutando ou desistimos de viver - vamos desistir? jamais!
  • Vinicius  17/12/2014 20:09
    Tenho minhas dúvidas se o brasileiro fosse mais atento e letrado em questões políticas e econômicas estaríamos em melhor situação, vide a única questão social A7Cque o brasileiro médio se preocupa de verdade todos os dias de sua vida, futebol, tem médias de publico medíocres, a qualidade técnica do jogo é sofrível e treinadores cometem erros atrozes.
    O PT só está apressando o caos, a que todos os presentes nesta nação estão condenados.
  • Italiano  19/12/2014 02:32
    Isto é cultura.

    Hoje, o sonho de qualquer jovem é passar no concurso publico, quando na verdade deveria estudar para ter profissão. As instituições universitárias foram tão demonizadas neste País que servem apenas aos interesses da reitoria e do governo que por vias desses programas que viabilizam o ingresso de jovens no ensino superior injeta milhões de reais do dinheiro publico nestas Editoras que viraram Faculdades, e que por sua vez camuflam a baixa qualidade do ensino prestado por estas instituições. Não temos universidades conceituadas. A USP some de vista se comparada à universidades de primeiro mundo.
  • Felipe  19/12/2014 11:33
    Isso me lembrou uma professora da minha faculdade que "zombava" de quem ia trabalhar no mercado.

    Ela dizia "Vocês querem ficar preenchendo planilha o dia inteiro?".

  • João  22/05/2016 10:45
    Eu concordo que a Petrobras não deveria ser privatizada. Deveria ser destruída e depois ser aberto o Mercado.
    Mas se ela fosse, deveria ser fragmentada em várias empresas antes de ser privatizada.
  • Jarzembowski   17/12/2014 14:50
    Leandro,
    sobre essa questão do esfacelamento da Petrobras, os petistas estão usando alguns gráficos
    (https://twitter.com/Doce_Vicio/status/544828072646942720/photo/1) pra mostrar que a queda nos valores das ações é generalizado nas petrolíferas e a causa seria a conjuntura internacional de queda no preço do petróleo, e não a administração desastrosa da Petrobras.
    Alguma verdade nessa análise?
  • Leandro  17/12/2014 14:56
    A Petrobras voltou a valer hoje o que valia em 2004 (dez anos perdidos), suas ações despencaram 61% em três meses, e ela é hoje a empresa mais endividada do mundo.

    Aponte-me uma petrolífera que esteja na mesma situação, que tenha o mesmo histórico, e aí sim a gente pode começar a conversar.

    Pior do que ideólogo é o militante político-partidário. Além de ser mais burro, é também mais desonesto e mais imoral. Imagine dedicar sua vida a justificar roubalheira de político? Difícil imaginar uma existência mais abjeta do que essa.

    Fique longe dessa gente.

    P.S.: vou me abster de comentar o ridículo da imagem deste link que você enviou. O militante pegou o "histórico" das ações de apenas uma semana!
  • Jarzembowski  17/12/2014 15:14
    Muito obrigado, Leandro!
  • Reinaldo  17/12/2014 20:51
    Em seis anos, o valor de mercado da Petrobras foi reduzido a quase um sexto: de R$ 737 bilhões em 2008 para R$ 135 bilhões agora. E sua dívida é de R$ 330 bilhões, ou seja, maior que o valor da empresa. Ou outras palavras, quebrou!
  • anônimo  17/12/2014 15:20
    Além disso é válido dizer que, sim, o preço do petróleo está caindo, mas o Brasil não vai aproveitar esses preços baixos, a Petrobrás vai é subir os preços pois está absurdamente endividada, é a empresa mais endividada do mundo, pra ser mais exato.

    E essa dívida vem não só por causa da corrupção, mas também pelo subsídio na gasolina, onde a Petrobras importava e vendia por menos, tentando lidar com a inflação, isso queimou muito dinheiro da empresa, e agora se tornou impraticável com a alta do dólar.

    A Petrobrás está assim única e exclusivamente por culpa de quem gere a empresa, ponto final.
  • saoPaulo  17/12/2014 21:47
    PQP! Somente o governo mesmo pra fazer petróleo dar prejuízo...
  • Anominuos  07/08/2015 12:43
    A Venezuela que o diga.
  • Diehl  07/08/2015 14:09
    Sobre o comparativo entre os gráficos de ações de empresas de petróleo alegando que o problema não é exclusivo da Petrobras, basta expandir os MESMOS comparativos para mais de 5 anos.

    Se comparar dentro de um período de 10 anos, verão a asneira que foi dita.

    Para quem ainda não acredita, basta entrar no site do Yahoo Finance e comparar as empresas.
    Usei como exemplo a Chevron NYSE:CVX / NYSE:PBR.

    Outro ponto importante é que os gráficos são em dólar e portanto NÃO refletem a absurda desvalorização do Real.
  • Anti estatais  17/12/2014 15:01
    Boa tarde, estou com uma duvida. Como sabemos, aqui no Brasil as empreiteiras sao td privada e o governo contrata as mesmas para fazer obras e acontece o descrito acima. E o povo reclama que falta estrada,educacao e etc;E no Estados Unidos, Canadá,Suíça e Japão falam que as estradas sao maravilhosas, td funciona e etc. Como funciona as obras publicas(esgoto,luz,estradas,ruas e hurbanismo em geral) nesses países? Será que existe corrupção nesses países? Se nao existe, como isso acontece?
  • Guilherme  17/12/2014 15:20
    Existe também, é claro, mas em um nível talvez um pouco mais comedido.

    De resto, a infraestrutura desses países é melhor que as nossas pelos motivos explicados nesse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1918
  • Professor  17/12/2014 15:07
    Boa tarde,

    Esse artigo simplesmente ignora os benefícios de uma estatal para a economia.

    Sem a Petrobras quem manterá vivos os municípios cujo seus poços petróleo não tenham nenhuma lucratividade? Quem manterá os artistas que dependem do financiamento da Petrobras para suas produções culturais que ninguém quer assistir? Quem manterá vivos os estaleiros nacionais? Quem manterá a alta lucratividade das empreiteiras nacionais? Vocês já pensaram na quantidade de pessoas que dependem do financiamento da Petrobras?

    É um suicídio econômico privatizar a Petrobras, muitos brasileiros dependem de seu dinheiro fácil.

    É certo que há um empobrecimento de toda a população para manter esses benefícios e pode até haver um pouquinho de desvio do nosso dinheiro, mas temos que reconhecer os enormes benefícios econômicos gerados pela estatal.
  • Souza  17/12/2014 15:26
    Ironia pega-analfabeto funcional......espero.
  • Diego Lopes  17/12/2014 15:33
    KKKKKKKKKKKKKKKKK
  • Renato  17/12/2014 15:35
    Leandro, como saber se o melhor a fazer com uma determinada estatal é privatizá-la ou aboli-la? Por exemplo, a Caixa deve ser privatizada ou abolida? E aquela estatal de fertilizantes que foi criada recentemente, é melhor privatizar ou abolir ?
  • Leandro  17/12/2014 15:59
    É um bom debate.

    Há vários serviços estatais que não devem ser privatizados de jeito nenhum, como por exemplo a Receita Federal. Imagine uma Receita Federal privada e eficiente? Um pavor.

    O critério a ser usado é: em uma sociedade livre, tal serviço estatal existiria? Se sim, como é o caso de bancos e fábricas de fertilizante, então deve haver privatização. Se não, como é o caso de agências confiscadoras de renda e campos de concentração, então não deve haver privatização, mas sim abolição.

    Por exemplo, o Banco Central deve ser privatizado ou abolido? O BC tem o monopólio da falsificação do dinheiro, ele carteliza, privilegia e salva os bancos que praticam reservas fracionárias, ele regula (ou tenta regular) o dinheiro e o preço do dinheiro, ele controla a taxa de juros e influencia diretamente o crédito, e, acima de tudo, ele tenta controlar todos os preços da economia, o que significa que ele, consequentemente, controla toda a economia em si.

    Logo, o BC não deve ser privatizado mas sim abolido. E ele deveria ser abolido não simplesmente por ser governamental, mas também porque suas funções são imorais per se.

    Atividades que são inerentemente ilegítimas devem ser abolidas. Atividades legítimas e voluntariamente demandadas devem ser privatizadas.
  • Fernando  17/12/2014 17:31
    Como privatizar a polícia? Como privatizar os tribunais? Como privatizar as prisões? Enfim, como funcionaria o arranjo da justiça privatizada? Não consigo imaginar como uma entidade privada possa ter o poder de privar alguém (mesmo que seja um criminoso) da liberdade.
  • Malthus  17/12/2014 18:39
    "Como privatizar a polícia?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=174
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=767
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1221


    "Como privatizar os tribunais?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=93
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1570
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1846


    "Como privatizar as prisões?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=363


    Em suma:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=605


    "Não consigo imaginar como uma entidade privada possa ter o poder de privar alguém (mesmo que seja um criminoso) da liberdade."

    Normal. Se você nunca se deu ao trabalho de pesquisar o tópico (tanto é que há vários artigos neste site sobre cada um destes temas e você desconhecia todos), é claro que você não consegue visualizar nada.
  • Rafael  17/12/2014 19:34
    Leandro,

    Nesse caso, qual seria a melhor opção, manter a moeda vigente ou adotar o dólar ou outra moeda em circulação?

    Como seria o país em um ambiente sem um banco central?

    Parabéns pelo trabalho a frente do Mises.
  • Leandro  17/12/2014 19:48
    Primeiro começa fazendo isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1966


    E conclui fazendo isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1553


    Mas se quiser apenas dolarizar ou mesmo implantar um Currency Board também vale.

    Obrigado pelas palavras e forte abraço!
  • zanforlin  06/08/2015 18:33
    Esse é o Leandro...afiadíssimo!
    A irônica defesa da não privatização da Receita Federal é genial...se com tantos recursos e aparato constrangedor (leis e aplicadores de leis) ela causa todo esse mal, já pensou privatizada? Os seres humanos, que, em média têm 6 litros de sangue, passariam a ter menos 2,4 litros, pagos em tributos!
  • IRCR  17/12/2014 17:05
    Leandro,

    Na sua opinião, policia e bombeiros deveriam ser privados ou estatais ?
  • Leandro  17/12/2014 18:31
    Privados. (No Chile, aliás, os bombeiros são uma entidade privada). Não vejo ninguém por lá desmaiando com isso.

    Mas essas não estão no topo da minha lista de prioridades, mesmo porque sou um cidadão armado. Não preciso da polícia.
  • Enrico  17/12/2014 21:36
    Ué, já aprovaram porte para cidadão comum?
  • Pobre Paulista  18/12/2014 00:58
    Quando um ladrão aparecer armado na sua casa vc vai perguntar para ele se ele tem porte de arma ou vai simplesmente dar um tiro no meio da testa dele?
  • Usde  17/12/2014 17:09
    Respeito a opinião mas discordo, acho o raciocínio falacioso e maniqueísta em certos pontos.
    Acho que pintar todas empresas como inocentes ou é inocência ou má fé, no mínimo elas são em grande parte dos casos parte ativa, diferente do mostrado no diálogo. E dizer que qualquer defensor de estatais tem interesses escusos também é demais, existem muitos benefícios para a sociedade serviços totalmente públicos de qualidade.

    Na real toda a lógica privatista e de mercado pra mim é conversa. Livre concorrência é pra inglês ver, mundialmente existe uma estrutura de poder bem estabelecida e bem eficaz em manter o status quo, e que joga sujo.

    Acredito que áreas estratégicas e de soberania nacional devam ter pelo menos uma empresa forte pública (saúde, educação, recursos energéticos, etc). Em alguns casos compita com empresas privadas. As relações podres entre estatais, empresas, corruptores e políticos devem ser combatidas, ainda há muito o que se aperfeiçoar em relação a isso antes de dizer que a única solução é a privatização. Quais os benefícios da privatização da Vale, por exemplo, e você acha que supera os prejuízos?
  • Uefa  17/12/2014 18:54
    "Respeito a opinião mas discordo, acho o raciocínio falacioso e maniqueísta em certos pontos."

    Vejamos então seus argumentos contrários e que comprovem "as falácias" e o "maniqueísmo" utilizados.

    "Acho que pintar todas empresas como inocentes ou é inocência ou má fé, no mínimo elas são em grande parte dos casos parte ativa, diferente do mostrado no diálogo."

    Pintar todas as empresas como inocentes?! Como foi feito no diálogo entre dois corruptos?!

    Começou bem, hein? Aprendeu a ler ontem?

    "E dizer que qualquer defensor de estatais tem interesses escusos também é demais,"

    Aponte onde isso foi dito. Ou retire a calúnia.

    Há duas pessoas que defendem estatais: os escusos e os ignorantes.

    "existem muitos benefícios para a sociedade serviços totalmente públicos de qualidade."

    Não quero clichês governamentais, quero argumentos e exemplos práticos.

    Quais seriam os serviços "totalmente públicos de qualidade"?

    Prove que não há absolutamente ninguém pagando por eles (caso contrário, não são "totalmente públicos").

    Sou tão bonzinho que irei dispensá-lo de provar que tais serviços são de "qualidade".

    "Na real toda a lógica privatista e de mercado pra mim é conversa. Livre concorrência é pra inglês ver, mundialmente existe uma estrutura de poder bem estabelecida e bem eficaz em manter o status quo, e que joga sujo."

    Ué, e você pelo visto é a maior marionete deles. Estamos aqui justamente expondo e denunciando esse poder, e você está aqui defendendo a permanência deste arranjo, dizendo que ele deve ser mantido.

    Você é bipolar?

    "Acredito que áreas estratégicas e de soberania nacional devam ter pelo menos uma empresa forte pública (saúde, educação, recursos energéticos, etc)."

    Então o Brasil é o seu paraíso. O estado está em todas essas áreas desde que o país foi descoberto. E o resultado é que não somos muito invejados em nada....

    "Em alguns casos compita com empresas privadas."

    Então defenda que a Petrobras ao menos abra mão de várias das jazidas das quais ela se apossou quanto detinha por lei o monopólio da exploração do petróleo, algo que durou 50 anos.

    Pode começar por aí.

    "As relações podres entre estatais, empresas, corruptores e políticos devem ser combatidas,"

    Ao dar esse chilique, você não está fazendo sua parte. Ao contrário, está tentando abafá-las.

    "ainda há muito o que se aperfeiçoar em relação a isso antes de dizer que a única solução é a privatização."

    Comecei minha resposta lá em cima esperando por seus argumentos. Estou terminando e não vi nenhum. Só apelos emotivos e vários clichês e lugares comuns.

    Qual seria a sua solução, por exemplo? Você não disse.

    "Quais os benefícios da privatização da Vale, por exemplo, e você acha que supera os prejuízos?"

    Benefícios? Benefícios?? Veja em que se transformou a empresa em termos mundiais. Compare quantas pessoas ela empregava quando estatal e quantas emprega hoje (dica: aumentou mais de 150%). Compare os salários. Compare a eficiência.

    Aliás, cite um caso de corrupção que tenha envolvido a Vale. Se a Vale fosse estatal, hoje ela estaria lotada de petistas, e o dinheiro do minério estaria na conta bancária da companheirada.

    E o mesmo pode ser dito da Embraer.

    E você estaria aplaudindo tudo, patrioticamente.

    É cada coitado que tem nesse país...
  • Usde  17/12/2014 21:23
    - O autor põe no diálogo o político como parte ativa, quem faz a proposta. Penso que o corruptor, a parte ativa, geralmente é a empresa (empresário, lobista, banqueiro, etc.)

    - "Quando políticos .... os únicos que ganham com todo esse arranjo."

    Não é questão de citar serviços públicos de qualidade, se existem ou não, eu digo devem existir como meta, que idealmente um país deve ter serviços públicos de qualidade em áreas estratégicas. Obviamente ele seria pelo contribuinte.
    Pra dar um exemplo, vejo vantagem em ter um serviço de saúde pública de qualidade, pago pelo contribuinte, mas que sirva pra TODOS, não somente para os que podem pagá-lo.

    O status quo que me refiro são os bilionários, donos e acionistas de megacorporações, banqueiros, etc. que ninguém sabe a cara. Dinheiro é poder e os que têm mais dinheiro estão no topo da pirâmide, e toda a estrutura de poder serve a eles funciona de modo a manter e aprofundar esse poder. Atinge o mundo inteiro, todos os países, e tanto Suíça, Hong Kong, Nova Zelândia quanto Somália, Iraque, Butão ou Uruguai são em maior ou menor medida afetados e serve àqueles e se empenha em manter esse poder. Agências reguladoras, governos, etc. é tudo "fachada", serve em coisas pontuais mas estruturalmente não tem poder nenhum, como a ONU, ou, no Brasil, a ANA.

    Digo que a lógica do lucro não fecha porque tende à concentração e aprofundamento da desigualdade. Nos últimos tempos a riqueza aumenta mundialmente mas a desigualdade e a concentração aumentam em grande medida, dezenas de famílias têm a mesma riqueza de metade da população.

    A roubalheira se aperfeiçoa mesmo, mas eu acho que dá pra aperfeiçoar mecanismos de combate à corrupção, e acho realmente que o Governo Federal teve mudanças (mesmo que tímidas) nesse sentido, aliás, um dos únicos pontos positivos da sua atuação. O escândalo da Petrobras é emblemático, e deve rolar isso em todas as esferas e empresas públicas realmente, mas acho que privatizar não é a solução.
    Com relação à Vale, todo o crescimento e fodismo dela beneficiou aos acionistas para os quais ela foi "doada". Na minha opinião ela poderia ter crescido mesmo sendo estatal, e todo esse crescimento poderia ser investido no desenvolvimento nacional. E eu acho que os processos de privatização na América Latina tendem a ser jogadas combinadas. Vou ler mais sobre essa desregulamentação e desestatização que você propõe, e os outros textos, Eduardo, e massa você não responder como um arrogante tosco. Abs
  • Eduardo  18/12/2014 00:19
    Não é questão de citar serviços públicos de qualidade, se existem ou não, eu digo devem existir como meta, que idealmente um país deve ter serviços públicos de qualidade em áreas estratégicas. Obviamente ele seria pelo contribuinte. [/b]

    Qual é o ponto de defender algo que nunca irá existir? Algo inalcançável? A questão realmente não é citar serviços públicos de qualidade porque eles não existem. Óbvio que seria ótimo que houvesse serviços de graça á população com boa qualidade, mas eles não podem ser de graça porque, obviamente, alguém precisa pagar o investimento e nem de qualidade, pois a burocracia e a ineficiência são marcas registradas de uma estatal.

    Pra dar um exemplo, vejo vantagem em ter um serviço de saúde pública de qualidade, pago pelo contribuinte, mas que sirva pra TODOS, não somente para os que podem pagá-lo.
    Que vantagem? Qual a diferença entre pagar por um serviço público ou privado? Porque proibir as pessoas de escolher aonde querem se tratar? Acredito que sua preocupação aqui seja que, com a privatização de certos setores, pessoas pobres não poderiam arcar com isso. Mas primeiro, pense que muitas delas são pobres por causa que elas pagam muitos impostos justamente para financiar esses serviços. Pense também, que no estigma de tributar empresas, a conta cai no colo do trabalhador, que agora recebem menos, o dono da empresa lucra menos, portanto tem menos dinheiro para investir na empresa, impossibilitado de gerar mais empregos ou de melhorar os equipamentos de trabalho, visando aumentar a produtividade.
    Ou ainda, tributar o rico parece ser uma boa ideia na primeira vista, mas existe três problemas. Primeiro que supondo que saia uma lei que taxe fortunas acima de 2 milhões, imagine no número de pessoas que possuem dinheiro próximo á esse valot, mas um pouco á menos, que parariam de investir, consequentemente, de gerar empregos, porque simplesmente, se lucrarem mais, passarão de 2 milhões e terão que pagar impostos, no fim, ganhando menos que antes. Segundo, o rico pode sair do país com sua fortuna, isso acontece na França. E três, o mais óbvio, o dinheiro que provavelmente seria investido em novas empresas, máquinas, recursos, enfim, que traria produtividade vai parar no governo, para sabe-se lá o que eles irão fazer. Sim, se o governo investisse corretamente, seria bom, mas ainda assim, ninguém cuida melhor do dinheiro do que o próprio dono do dinheiro. A fonte da ineficiência estatal é aí, um burocrata não precisa se preocupar com o sistema de lucros e prejuízos, o dinheiro não é dele, governos tendem á investir errado, geram distorções na economia e na melhor das hipóteses, estaremos na mesma situação.
    Por que todos deveriam ser a favor de se diminuir impostos para os "ricos"

    Um bom artigo que explicam melhor do porque o governo não é capaz de estimular a economia:
    Por que é impossível o governo fazer a economia crescer

    O status quo que me refiro são os bilionários, donos e acionistas de megacorporações, banqueiros, etc. que ninguém sabe a cara. Dinheiro é poder e os que têm mais dinheiro estão no topo da pirâmide, e toda a estrutura de poder serve a eles funciona de modo a manter e aprofundar esse poder. Atinge o mundo inteiro, todos os países, e tanto Suíça, Hong Kong, Nova Zelândia quanto Somália, Iraque, Butão ou Uruguai são em maior ou menor medida afetados e serve àqueles e se empenha em manter esse poder. Agências reguladoras, governos, etc. é tudo "fachada", serve em coisas pontuais mas estruturalmente não tem poder nenhum, como a ONU, ou, no Brasil, a ANA.

    Como não tem poder nenhum amigo, fachada de que? Como você pode dizer que agências reguladoras, que geralmente só serve para manter um monopólio não tem poder nenhum? Tu acha que esses bilionários, esses donos do mundo estariam controlando tudo sem o governo para defendê-los? Acha que a Oi, Tim, Claro, Vivo estariam oferecendo serviços de péssima qualidade, cobrando preços completamente injustos se a ANATEL não estivesse proibindo empresas de entrar no mercado?

    Digo que a lógica do lucro não fecha porque tende à concentração e aprofundamento da desigualdade. Nos últimos tempos a riqueza aumenta mundialmente mas a desigualdade e a concentração aumentam em grande medida, dezenas de famílias têm a mesma riqueza de metade da população.

    A lógica do lucro não tende a concentração, ela é simplesmente um mecanismo que indica se a empresa está indo bem ou mal, se ela está lucrando, ela vai bem, caso contrário, precisa melhorar. Se existe algo que os consumidores demandam muito, mas a oferta é escassa, gerando altos preços, esses altos preços são um incentivo para que empreendedores entrem no mercado e ofertem seus produtos, baixando o preço. Isso só não ocorre quando o governo está em jogo, oferecendo subsídios ou impedindo a concorrência.

    A desigualdade não é causada pela "lógica do lucro", é sim causada pelas massivas intervenções econômicas e alta carga tributária que um país impõe sob sua população. Os pobres, os miseráveis, estão assim por culpa do governo, que proíbe, regula, taxa, tudo o que pode em prol de seus próprios benefícios.
    O estado gera as desigualdades sociais que ele próprio alega ser o único capaz de resolver
    O luxo de alguns e a desigualdade de riqueza e de renda
    Capitalismo para os ricos, socialismo para os pobres
    Um esfomeado pode ser considerado uma pessoa livre?
    Um bom artigo sobre a concentração de renda no Brasil:
    A tragédia da inflação brasileira - e se tivéssemos ouvido Mises? (Parte 1)

    Com relação à Vale, todo o crescimento e fodismo dela beneficiou aos acionistas para os quais ela foi "doada". Na minha opinião ela poderia ter crescido mesmo sendo estatal, e todo esse crescimento poderia ser investido no desenvolvimento nacional. E eu acho que os processos de privatização na América Latina tendem a ser jogadas combinadas.

    Perdão, mas o crescimento da Vale gerou uma boa quantidade de empresas, de fato, a Vale tinha prejuízos como estatal, mas passou a crescer e lucrar quando privatizou. Mas sim preciso concordar que a privatização da Vale foi feita mal e porcamente, vale lembrar que o governo ainda tem uma boa fatia das ações da empresa.

    E o "desenvolvimento nacional" que você sugere não pode vir do governo, o melhor que o governo pode fazer é sair do caminho. Na história da humanidade, os países, os povos que registraram maiores aumentos de crescimento, prosperidade e qualidade de vida, foram aqueles cujo governo saiu do caminho.

    Um artigo que não é do Mises, mas é bem completo, e o melhor, desconstrói o mito de que a Suécia enriqueceu pelo governo. Lembra da reportagem do Globo Reporter sobre a Suécia que saiu recentemente? Então, lá, os serviços "funcionam" (parecem funcionar, mas a realidade para quem vive lá não é esse conto de fadas todo, artigos sobre: www.mises.org.br/Subject.aspx?id=34), porque a população enriqueceu e pode arcar com os impostos, mas como ela enriqueceu?

    Como o laissez-faire enriqueceu a Suécia

    E mais, na Suécia, o empreendedor tem impostos baixíssimos e pouca regulação, mesmo sendo propagandeada como o paraíso, muita gente ficaria "chocada" que lá não possui nem salário mínimo. (Artigos sobre o salário mínimo www.mises.org.br/Subject.aspx?id=28)

    Vou ler mais sobre essa desregulamentação e desestatização que você propõe, e os outros textos, Eduardo, e massa você não responder como um arrogante tosco. Abs

    De nada amigo e obrigado pelo elogio. Creio que o objetivo aqui de quem responde aos críticos dos pontos que esse Instituto defende é justamente explicar nosso ponto de vista, na esperança de mudarmos a opinião, e creio que isso só se alcança pelo diálogo calmo e direto, sem críticas pessoais.

    Se possuir dúvidas ou objeções, faça :)
  • gabriel  18/12/2014 00:31
    - O autor põe no diálogo o político como parte ativa, quem faz a proposta. Penso que o corruptor, a parte ativa, geralmente é a empresa (empresário, lobista, banqueiro, etc.)

    Isso é sério? então a parte que dá a ideia que é ruim, e o outro é só um inocente? Se um ladrão te propõe roubar um banco e você é só uma pessoa inocente você aceita? Os dois são partes corruptas, os dois merecem meu desprezo e a mim pouco importa quem teve a ideia nenhum é nada inocente nesse arranjo

    Vou entrar na sua um pouco.

    O status quo que me refiro são os bilionários, donos e acionistas de megacorporações, banqueiros, etc. que ninguém sabe a cara. Dinheiro é poder e os que têm mais dinheiro estão no topo da pirâmide, e toda a estrutura de poder serve a eles funciona de modo a manter e aprofundar esse poder. Atinge o mundo inteiro, todos os países, e tanto Suíça, Hong Kong, Nova Zelândia quanto Somália, Iraque, Butão ou Uruguai são em maior ou menor medida afetados e serve àqueles e se empenha em manter esse poder. Agências reguladoras, governos, etc. é tudo "fachada", serve em coisas pontuais mas estruturalmente não tem poder nenhum, como a ONU, ou, no Brasil, a ANA.

    Isso sendo verdade então porque defender os órgãos políticos? Não é tudo "fachada"? Os únicos órgãos com poder de obrigar os outros coercitivamente são os governos (e isso porque eles tem o apoio de grande parte da população que acredita neles). Não lhe parece óbvio que os "os que têm mais dinheiro e estão no topo da pirâmide" irão cooptar esse órgão para fazer o trabalho sujo, já que essa aceitação e poder eles não possuem?
  • Fernando R Sousa  18/12/2014 10:34
    O problema é que a vale não foi exatamente privatizada, ou estou errado? posso está falando uma besteira porque não tenho como pesquisar agora, ao que me consta, os maiores acionistas dela, são fundos de pensão, controlados por gente indicada pelo governo, como explicar essa "tercerização" para explicar o sucesso da companhia?

    Veja, não estou defendendo em nenhum nivel o governo, por mim tem que tirar o estado de tudo, mas a algum tempo essa duvida martela na minha cabeça....
  • Agnelli  18/12/2014 12:14
    Houve toda uma troca de comando. A empresa deixou de obedecer a caprichos políticos e passou a se preocupar em ter lucro e em dar retorno a seus acionistas.

    Fundos de pensão não são burros: eles querem ter aposentadorias fartas e, sendo assim, exigem rentabilidade, algo que só ocorre se houver lucratividade e eficiência. Nessas horas, não há ideologia.

    O uso do BNDES é absolutamente condenável e já foi o assunto de vários artigos deste site. Mas é fato que a troca de gerência e a troca de mentalidade, bem como o uso de capital privado e a necessidade de ter lucros, alteraram o panorama e eficiência da empresa.
  • Fernando R Sousa  18/12/2014 12:59
    Agnelli, antecipadamente, novamente, não estou advogando a favor de nada viu, apenas dialogando....


    Você falou que deixou de obdecer caprichos políticos, no entanto todos os dirigentes de fundos estatais são indicações politicas, recentemente se noticia que o tal do eduardo cunha tem um "amigo" um dos 4 ou 5 dirigentes do fundo da PREVI, ou e-previ, algo do tipo, não por ser amigo, mas por esses cargos entrarem na cota de governabilidade no explicito troca troca de cargo por apoio...

    Imagino que os controles desses fundos, e as tomadas de decições do mesmo quando no controle de uma empresa como a vale talvez tenham algum criterio mais rigoroso, ou mesmo controle, a questão é que os controladores de tais fundos são indicações politicas...


    Eu vi isso aqui mesmo no MISES que as "privatizações" não foram de verdade, mas que apenas trocaram de controladores já que quem botou grana para conseguir parte da empresa é os fundos que essencialmente é o mesmo estirpe q é indicada para a petrobras, criterios politicos...

    Por isso não vejo a vale sujeito ao sistema de lucro e prejuizo para balisar suas ações, afinal, esses fundos podem recorrer ao tesouro no final das contas para a salvar eventuais prejuizos, ou seja, a vale por está impossibilitada de está sujeito a falencia, apesar dos resultados, ainda sim não está dando seu melhor, pois os maiores controladores dela, são indicações politicas raiz de todo o mal que todas as empresas diretamente publicas estão sujeitas...

    Enfim, seria um caso a analisar do porque a vale ser diferente, pq pra mim, ela é estatal...

    Novamente, quero que se privatize tudo, e efatizo isso pq sei como o pessoal aqui é delicado quando veem um "infiltrado" querendo se passar, é realmente uma duvida que coça a minha cabeça....
  • Fernando R Sousa  18/12/2014 13:21
    Procurando no mises, achei esses dois artigos...

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=942
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=637

    um sobre a vale e outro sobre as privatizações, é interessante ver, assim como diz no artigo escrito pelo leandro em 2011

    "
    as únicas desestatizações genuínas no Brasil ocorreram com as empresas vendidas no governo Collor e, quem diria!, no governo Itamar. A partir do governo FHC, não houve mais nenhum setor que tenha sido genuinamente desestatizado — ou as empresas foram vendida para fundos de pensão de estatais, ou foram criadas inúmeras agências reguladoras para se controlar as empresas vendidas, ou uma mistura de ambas as coisas. Em momento algum o estado se retirou em definitivo do comando (direto ou indireto) dessas empresas.
    "

    Deveriamos nos debruçar porque a vale dita "privatizada" e a petrobras, estatal, onde no fundo são controladas por agentes estatais tem essa diferença tão distinta em seus resultados...
  • Fernando R Sousa  18/12/2014 13:26
    Justiça seja feita, no primeiro link tem uma explicação já, muito boa, mas ainda sim a interferencia politica permanece apesar dos fatores externos que contribuem para o crescimento da empresa.... enfim, falei falei e não disse nada ahahahahahha
  • Agnelli  18/12/2014 13:36
    A diferença é clara: a Vale não tem indicados políticos no seu alto escalão. A Petrobras tem. Ponto. O Tesouro não é o acionista direto da Vale, mas é da Petrobras. Ponto.

    Sim, o processo de privatização foi imperfeito e poderia ter sido feito de outra maneira (óbvio, foi o governo quem o conduziu). Sim, certamente houve informações privilegiadas (óbvio, foi o governo quem o conduziu). Mas o fato é que houve uma troca de gerência e de mentalidade corporativa. E isso faz toda a diferença.

    Fundos de pensão são acionistas? Sim. Mas fundos de pensão querem rentabilidade. Nessas horas, não há ideologia. Há apenas a boa e velha ganância. Aliás, desconheço um fundo de pensão que invista dinheiro numa empresa exigindo "sensibilidade social" em vez de lucro. Isso não existe.

    Aliás, o Bradesco também sempre foi um dos maiores acionistas da Vale. Será que o Bradesco tá lá pra exigir "menos lucro e mais consciência social"?

    Isso posto, concordo com o Leandro: privatizações genuínas e sem reparos foram as das siderúrgicas e da Embraer.

    Mas se tiver de escolher entre uma privatização não-perfeita, como a da Vale, e a manutenção da empresa como estatal, escolho a primeira opção sem titubear, por todos os motivos expostos neste artigo.
  • Eduardo  17/12/2014 19:56
    Acho que pintar todas empresas como inocentes ou é inocência ou má fé, no mínimo elas são em grande parte dos casos parte ativa, diferente do mostrado no diálogo.

    Ninguém pintou as empresas privadas como santas amigo, e o seu ponto não faz sentido.
    Elas são ativas no que? Corrupção? E elas só são ativas nisso porque? Por causa do governo. Como uma empresa privada vai desviar recursos públicos sem o governo ajudando?

    Óbvio que os empresários que se utilizaram do governo para roubar não estão certos, mas eles só o fizeram porque o governo deixou em primeiro lugar.

    E dizer que qualquer defensor de estatais tem interesses escusos também é demais, existem muitos benefícios para a sociedade serviços totalmente públicos de qualidade.

    Concordo. Nem todos os defensores de estatais são cruéis e não tem boas intenções, pelo contrário, quando alguém diz que querem que todos tenham saúde de graça e de qualidade, tem boas intenções. Pena que apenas podem querer, porque é impossível algo público e gratuito, ser de qualidade. Não compreendem que o efeito real disso é nefasto.

    Não há benefícios para a sociedade em serviços totalmente públicos de qualidade porque eles não existem. Repito, não existem serviços totalmente públicos e de qualidade. Nenhum deles supera os serviços privados, tanto em eficiência quanto em preço (lembre-se, tudo que o governo faz, você paga com impostos, o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, tu acha que qualquer coisa que o governo "dá", é de graça?).

    Na real toda a lógica privatista e de mercado pra mim é conversa. Livre concorrência é pra inglês ver, mundialmente existe uma estrutura de poder bem estabelecida e bem eficaz em manter o status quo, e que joga sujo.

    Mundialmente aonde? Da aonde você tirou que há livre concorrência no mundo? Existem alguns poucos países aqui e ali que possuem liberdade econômica, Suíça, Hong Kong, Nova Zelândia mais recentemente vem por esse caminho. Mas amigo, entenda, não existe um "livre mercado" dominando nosso planeta agora, quem dera se fosse assim.

    Sem dúvida que existe uma estrutura de poder em busca de manter o status quo, e como é esse e status quo? É aonde o governo controle, onde o governo regula, onde um Banco Central dita as regras, é aonde o governo escolhe que empresa ganha e que empresa perde, é aonde o governo rouba a população para financiar suas políticas nefastas.

    Acredito que áreas estratégicas e de soberania nacional devam ter pelo menos uma empresa forte pública (saúde, educação, recursos energéticos, etc). Em alguns casos compita com empresas privadas.

    Estatais não podem competir com privadas. Pra começar, é imoral, empresas privadas são criadas com o dinheiro advindo dos esforços de seus empreendedores, as estatais são criadas com dinheiro de impostos. Quem cuida das estatais não tem que se preocupar com o prejuízo, porque não gastou um real para criar a empresa, nem mantê-la, sem falar que estatais possuem praticamente dinheiro infinito, o governo apenas precisa ligar as impressoras de dinheiro.

    Serviços estatais sempre serão péssimos, são serviços que funcionam fora do mercado, desconsideram o consumidor e não há incentivo para melhora. A Correios por exemplo, é horrível, algum político vai cair por culpa da Correios? Não. Algum político já caiu por causa da péssima condição do SUS? Não. Existe o mito de que "políticos tem interesse de manter os serviços públicos de maneira eficiente porque, caso contrário, não seriam reeleitos", bom claramente não.

    Artigos sobre a saúde:
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=32
    E sobre educação:
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=10
    Espero que ajuda a te elucidar sobre como realmente funcionam esses serviços de maneira privada, e porque são melhores



    As relações podres entre estatais, empresas, corruptores e políticos devem ser combatidas, ainda há muito o que se aperfeiçoar em relação a isso antes de dizer que a única solução é a privatização.

    Estão tentando aperfeiçoar faz tempo amigo, mas aperfeiçoar a roubalheira, não os mecanismos para combatê-lá. Quanto tempo a gente ouve político dizer que vai combater a corrupção?
    A reeleita Presidente Dilma disse que fez maravilhas para combater a corrupção, em contraste aos tempos da oposição. O resultado desses esforços? Escândalo na Petrobrás.

    E mesmo que a gente eleja políticos santos, verdadeiros anjos que não se sentem tentados á roubar os bilhões que correm nas veias do governo, as estatais continuarão ineficientes, elas não levarão em conta o mecanismo de lucros e prejuízos, os consumidores são a última coisa á ser considerada, etc


    Quais os benefícios da privatização da Vale, por exemplo, e você acha que supera os prejuízos?
    Há. Até mesmo o PT aplaude os recordes de produção que a Vale tem. A melhoria que Vale teve pós-privatização são inquestionáveis. É óbvio que teve benefícios.
    Porém, é bom enfatizar que [b]as privatizações aqui defendidas não tem nada a ver com a forma de privatização feita na Vale[b], nem a privatização no setor telefônico. Defendemos não só a privatização, mas a desestatização e a desregulamentação. A Vale e o setor telefônico são fortemente regulados e são monopólios constantemente defendidos da concorrência pelo governo.
  • Malthus  17/12/2014 23:36
    "Penso que o corruptor, a parte ativa, geralmente é a empresa (empresário, lobista, banqueiro, etc.)"

    Ô, claro. O político é sempre o santinho imaculado, mas que devido à sujeira do mundo, acaba contra a sua vontade se corrompendo. Tadinhos.

    "Não é questão de citar serviços públicos de qualidade, se existem ou não, eu digo devem existir como meta, que idealmente um país deve ter serviços públicos de qualidade em áreas estratégicas,"

    Devaneios.

    "Pra dar um exemplo, vejo vantagem em ter um serviço de saúde pública de qualidade, pago pelo contribuinte, mas que sirva pra TODOS, não somente para os que podem pagá-lo."

    A saúde pública paga pelo contribuinte e que serve a todos já existe no Brasil. Mas apenas ser de qualidade. Dado que serviços estatais de saúde e de qualidade são impossíveis até mesmo nos países ricos, então o que você quer é uma ficção.
    Na Inglaterra, comece por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

    Depois vá aqui:

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    E termine aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html

    Sobre o Canadá, veja uma compilação de notícias "muito humanas" aqui.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

    Depois, leia aqui:

    Report: Tens of thousands fled socialized canadian medicine in 2013

    Depois, veja isso para se divertir:

    https://www.youtube.com/watch?v=Fexz8Ij-OBQ


    Por fim, sobre a Suécia, leia aqui toda uma compilação de notícias e relatos, tudo tendo como fonte a própria imprensa sueca:

    Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

    Mitos vs fatos no sistema de saúde sueco: o direito de esperar

    Por fim, como bônus, se quiser ler sobre o SUS no Brasil:

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?

    Como o SUS está destruindo a saúde dos brasileiros

    Um retrato da saúde brasileira - um desabafo de dois médicos

    O resto de suas colocações são meros clichês que foram exaustivamente rebatidos pelo Eduardo, mas os quais você ignorou apenas para continuar falando as mesmíssimas coisas.

    Mas destaco essa parte:

    "Com relação à Vale, todo o crescimento e fodismo dela beneficiou aos acionistas para os quais ela foi "doada". Na minha opinião ela poderia ter crescido mesmo sendo estatal, e todo esse crescimento poderia ser investido no desenvolvimento nacional."

    As ações da Vale foram vendiadas em leilao. Se elas foram doados, então você é um otário que não se aproveitou disso. Você poderia perfeitamente convencer outros investidores a comprar as ações, ou poderia até mesmo pedir um empréstimo para você próprio fazer isso. Se a coisa era uma barbada, então você é besta por não ter aproveitado.

    De resto, explica aí como é que uma Vale estatal -- e nas mãos do PT ainda por cima -- investiria no "desenvolvimento nacional". Estou bem curioso. Detalhe aqui, por favor, como dar-se-ia esse milagre, sempre lembrando que ela era estatal até 1997 e não parece ter contribuído muito até então....
  • Jardel  17/12/2014 17:37
    Está faltando um botão "like" para essa resposta do Leandro!
  • LUCIANO SILVA  17/12/2014 18:02
    Perguntas:

    Dizem que na privatização da Vale do Rio Doce ocorreram diversas irregularidades (propina no leilão, repasse de informações privilegiadas, dinheiro do BNDES às empresas compradoras e que ela foi subavaliada). Portanto, quem teria credibilidade para organizar um leilão de venda e quem teria credibilidade para fazer a avaliação da Petrobrás numa possível privatização?

    Depois dos prejuízos dados à Petrobrás e que dificilmente serão recuperados, seria correto vendê-la com suas ações tão desvalorizadas?

    Seria muita especulação imaginar que os envolvidos nas mazelas da Petrobrás estejam associados às possíveis empresas compradoras, sendo beneficiados triplamente com a privatização (já beneficiados com os cargos e com os superfaturamentos e ainda com a futura compra da empresa por um preço abaixo do real valor de mercado)?

    OBS: não sou contra a privatização de nenhuma Estatal, minha preocupação é com o valor de venda delas e com o destino dado aos valores arrecadados. Aproveitando o tema, qual seria o destino correto para o dinheiro das Estatais privatizadas?
    Antecipadamente agradeço a quem tiver paciência em responder.
  • Leandro  17/12/2014 18:25
    Quem está falando em leilão? Por que você assume que defendemos que seja dado dinheiro ao estado pela venda de uma empresa?

    Era só ter lido um dos artigos linkados ao fim deste artigo, o qual explica exatamente o que deve ser feito com a Petrobras.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1837
  • LUCIANO SILVA  19/12/2014 01:49
    Leandro,

    O artigo sugerido explica, mas em sua conclusão deixa claro também que não será feito daquele jeito. Portanto, a pergunta: "O que fazer com a Petrobrás?" teria como resposta certa a sua manutenção como Estatal. Imaginando que fosse feita a sua privatização nos moldes do leilão da Vale, qual seria o melhor destino para o dinheiro da venda? Minha ignorância em assuntos econômicos me levou a perguntar novamente.

    Sabendo das diversas atividades do Leandro como editor e tradutor do site, fico grato da mesma forma a qualquer outro que possa me ajudar em minhas dúvidas.

    Para quem deseja aprender os ensinamentos da Escola Austríaca e se tornar um Libertário, que sequência de artigos do site e qual livro seriam indicados inicialmente?

    Sugestão: poderia ter um link "INICIANTE" de modo a direcionar aos artigos com os conceitos básicos.
  • Leandro  19/12/2014 11:14
    Não vejo por que isso não poderia ser feito, sinceramente. Quais seriam os argumentos contrários?

    O "patrimônio do povo" não apenas não estaria sendo vendido para ninguém como, ao contrário, estaria se tornando realmente do povo, por meio da distribuição de ações.

    Insisto: quais seriam os argumentos contra?

    E há também outras maneiras. Por exemplo, o estado se retira do comando da empresa e a subdivide em várias empresas independentes, que passariam a concorrer entre si. Os empregados eficientes seriam mantidos; os burocratas que ali estavam por mera indicação política obviamente teriam de procurar outros empregos. O estado não venderia nada para ninguém. Apenas sairia de cena e aboliria a ANP. E nada impediria a concorrência estrangeira. É assim que acontece em outros países, principalmente nos EUA, onde não há autossuficiência e a gasolina é bem mais barata que a nossa.

    Há inúmeras maneiras de se desestatizar a Petrobras. Vender em leilão é apenas uma delas.
  • Juliano  19/12/2014 17:14
    Só complementando o Leandro, manter como estatal é sempre o pior dos mundos.

    Você acha uma boa ideia ser obrigado a ser sócio de uma empresa? Além da obrigação, que por si só já é um absurdo, a sua participação se restringe a entrar com dinheiro quando der prejuízo. Os lucros são sempre utilizados para outros fins, que você não tem o menor controle. Você acha isso um bom negócio?

    A Petrobrás é boa para os fornecedores que dependem da sua existência e quebrariam se fossem obrigados a competir em um mercado aberto, para funcionários que produzem abaixo do que recebem, artistas e entidades patrocinadas e para políticos. Para o resto da população, fica só a conta e o discurso de que ela é "patrimônio do povo".
  • IRCR  17/12/2014 18:45
    Leandro,

    Como que funciona esse bombeiro privado do Chile ? concessão a um ou vários entrantes ? livre entrada de concorrentes ? existe lá um "agencia reguladora" de bombeiros ou coisa do tipo ?

    Sobre policia, vc pode até proteger sua casa com uma posse de arma, mas o porte de arma é crime no brasil, então fora de sua casa não vai ter como se proteger.
  • Leandro  17/12/2014 19:28
    Tudo explicado no site deles. É só ler. São voluntários e são financiados voluntariamente pelos cidadãos de cada município.

    "Como el Cuerpo de Bomberos requiere para su subsistencia participar activamente de la vida en sociedad, adopta la forma legal de una Corporación de Derecho Privado. De esta forma el Cuerpo de Bomberos estará dotado de personalidad jurídica y patrimonio, siendo su principal característica la ausencia de lucro, la voluntariedad y gratuidad de los servicios prestados por sus integrantes."

    www.bomberos.cl/php/Historia.php


    In Chile, all Fire Departments are a 100% volunteer, this is the only country in the world that no Firefighter gets paid, however they have the higher service standards in the region.

    Since Valparaiso's Mega Fire on April 2014 a long debate has been going on wether Firefighters should be paid. Surprisingly Chilean Firefighters do not want to get paid as they state is the only way of keeping a service of full and real social commitment.

    en.wikipedia.org/wiki/Volunteer_fire_department#Chile



    "Sobre policia, vc pode até proteger sua casa com uma posse de arma, mas o porte de arma é crime no brasil, então fora de sua casa não vai ter como se proteger."

    E sabe quem é que impinge a lei do desarmamento? Exato, a polícia.

    Políticos aprovam a lei, é claro, mas quem realmente a executa -- isto é, quem impede que o pai de família compre uma arma para proteger sua família -- é a polícia.

    Se o pai de família recorrer ao mercado negro para comprar um .38, ele vai temer não é o traficante que está lhe vendendo a arma, mas sim o policial que pode eventualmente surgir e encarcerá-lo.

    Logo, se você está realmente preocupado com a segurança nas ruas, então pode começar defendendo este modelo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=174
  • Rhyan  17/12/2014 19:46
    Show!

    Curiosidade: qual médium vcs chamaram pra ter o Rothbard escrevendo com Leandro e Tucker? hhahahaha
  • anti estatais  17/12/2014 19:56
    Eu concordo com a privatização de tudo.
    Mais,eu estava perguntando como funciona em outros paises serviços urbanos comum no dia a dia como ruas,estradas e como não ha tantos desvios e etc.
    No exterior por exemplo,dizem (principalmente os esquerdistas) que as estradas são td perfeita,escola perfeita,ruas perfeitas e etc. Pessoalmente acredito que não é tão perfeito,e eu nunca tive a oportunidade de viajar para paises desenvolvidos,por isso a minha pergunta. Tem varios videos mostrando as ruas do Estados Unidos sem nenhum buraco,afinal de contas,essas ruas são financiadas com 100% do dinheiro privado,do governo? Como o governo financia as escolas do ensino basico e cobra um valor irrisorio e sem desvios(isso os esquerdistas afirmam)? E como o governo financia a segurança publica sem desvios? Ficarei muito agradecido quempuder me passar essa informação ou me explicar melhor isso.
  • Guilherme  17/12/2014 20:22
    A questão da qualidade das ruas e estradas já foi respondida em detalhes no artigo que eu linkei acima. Se você não quis ler, paciência. Não será numa simples seção de comentários que você terá sua dúvida sanada.

    Sobre não haver desvios, aí já não sei como você pode afirmar isso. Você acompanha o noticiário estrangeiro? Na França, por exemplo, uma estatal que gerencia o sistema de trens simplesmente fez isso.

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,franca-busca-estupido-que-comprou-2-mil-trens-maiores-que-estacoes,185659e
  • Lucas  17/12/2014 22:02
    Acho que há algumas questões que tem de ser respondidas referentes a esse tema:

    1-) Vamos supor que a Petrobras fosse privatizada e um grupo estrangeiro assumisse seu controle. Entre outras medidas, sem dúvidas, haveria demissão em massa de seu quadro de funcionários buscando maior eficiência. Você já cogitou a hipótese de esses ganhos de eficiência serem enviados diretamente ao exterior, na forma de remessa de lucros, sem benefício algum aos cidadãos brasileiros?

    2-) As empresas privadas não são tão eficientes como é sugerido no texto. Também há corrupção e a tomada de decisão muitas das vezes é infeliz. A meritocracia também é comummente desvirtuada. Além disso muitas das grandes empresas privadas operam de forma similar a estatais, principalmente as de controle acionário difuso. Há exemplos também onde os serviços públicos no país ainda são melhores que os oferecidos pela iniciativa privada. Exemplos: Universidades e saúde. Ao invés de adotar essa postura extremista de "privatize tudo"não seria melhor analisar a questão caso a caso?
  • Leandro  17/12/2014 23:25
    "Vamos supor que a Petrobras fosse privatizada e um grupo estrangeiro assumisse seu controle."

    Dado que a privatização não deve se dar por leilão, mas sim por este método, se isso que você falou acontecesse, então seria porque a maioria do povo brasileiro -- seus acionistas -- assim decidiu.

    "Entre outras medidas, sem dúvidas, haveria demissão em massa de seu quadro de funcionários buscando maior eficiência."

    Se houver demissão, estas certamente ocorrerão com os aspones. Quem é do setor técnico e possui grande experiência e conhecimento -- ou seja, aqueles que realmente trabalham -- não tem por que ser demitido. Seria uma medida antieconômica.

    Agora, quem é vagabundo e sanguessuga certamente rodaria.

    "Você já cogitou a hipótese de esses ganhos de eficiência serem enviados diretamente ao exterior, na forma de remessa de lucros, sem benefício algum aos cidadãos brasileiros?"

    Não entendi como isso ocorreria. Em primeiro lugar, remessa de lucros é um espantalho utilizado por quem é ignorante em economia. Uma empresa -- de qualquer ramo -- tem de utilizar seus lucros para reinvestir na expansão e na modernização de suas operações. Apenas após fazer tudo isso é que haverá -- se houver -- remessa de lucros. Fosse a empresa nacional, em vez de remessa de lucros, haveria bônus aos CEOs da empresa. Por que uma medida vale e a outra não? Por que a segunda representa "benefícios ao cidadão brasileiro" e a outra não?

    Aliás, qual o atual benefício que a Petrobras gera aos cidadãos brasileiros? Responde aí. O ônus eu sinto na bomba; quero saber dos bônus.

    De resto, se o temor é haver aqui empresas estrangeiras, então a galera de Hong Kong, Cingapura e demais tigres asiáticos deve viver em depressão. Quase não há empresas nacionais em seu terreno. E os japoneses então? Nem petróleo têm.

    "As empresas privadas não são tão eficientes como é sugerido no texto. Também há corrupção e a tomada de decisão muitas das vezes é infeliz."

    Cite exemplos em vez de lugares comuns. Cite aqui uma empresa genuinamente privada (que não vive de BNDES), que opera em um mercado genuinamente concorrencial (que não é protegida por tarifas de importação e por agências reguladoras), e que sobrevive sendo ineficiente.

    Dado que corrupção é uma operação que envolve um ente estatal, fica difícil uma empresa privada que opera no ambiente descrito acima fazer corrupção. Logo, repito: cite uma empresa privada que tenha as características acima e que faça corrupção.

    E, por fim, cite suas decisões "muitas das vezes infelizes".

    "A meritocracia também é comummente desvirtuada."

    Repito o mesmo desafio acima.

    "Além disso muitas das grandes empresas privadas operam de forma similar a estatais, principalmente as de controle acionário difuso."

    Se isso realmente acontecesse, suas ações virariam pó. Cite exemplos.

    "Há exemplos também onde os serviços públicos no país ainda são melhores que os oferecidos pela iniciativa privada. Exemplos: Universidades e saúde."

    Saúde?! É sério isso? A saúde pública no Brasil é para você exemplo de serviços públicos "ainda melhores" que os da iniciativa privada? Em qual cidade você vive? Fiquei com inveja.

    Sobre universidades, dado que os melhores alunos vão para as universidades públicas (óbvio, estudaram em escolas privadas e não querem pagar faculdade), tais universidades acabam produzindo melhores resultados. Questão de matéria-prima.

    "Ao invés de adotar essa postura extremista de "privatize tudo"não seria melhor analisar a questão caso a caso?"

    Pode começar. Até o momento você não forneceu nem teoria e nem exemplos práticos. Ficou apenas nas platitudes e nas afetações emotivas.
  • Lucas  18/12/2014 11:06
    "Aliás, qual o atual benefício que a Petrobras gera aos cidadãos brasileiros? Responde aí. O ônus eu sinto na bomba; quero saber dos bônus."

    Leandro,

    Você é uma pessoa muito inteligente e bem informada e sabe que isso não é verdade.Já faz quanto tempo que a Petrobras vende os derivados de petróleo abaixo do valor de mercado? Além disso os vultuosos investimentos dos últimos anos foram bancados com capital estrangeiro, seja por meio da IPO ou a emissão de títulos da dívida no mercado norte-americano. Logo, ate então, a Petrobras não onerou em nada o contribuinte, pelo contrário. Vale lembrar que os recentes problemas da empresa são fruto, principalmente, de sua elevada alavancagem, do ponto de vista operacional, apesar da gestão temeráriria do governo, a empresa ainda e lucrativa.
  • Leandro  18/12/2014 12:44
    Lucas, você realmente não consegue correlacionar causa e consequência. Você realmente acha que possível uma estatal driblar as leis de mercado impunemente, sem onerar seus acionistas (e o majoritário deles, que é o Tesouro).

    Acompanhe:

    A Petrobras passou um bom tempo vendendo gasolina abaixo do custo de importação. Isso aumentou sua dívida, principalmente sua dívida em dólares no exterior.

    Até aí, vá lá. A princípio, um aumento da dívida estrangeira de uma estatal realmente não onera, no curto prazo, a população. (O problema é quando o longo prazo chegar...)

    Só que o endividamento também afetou sua capacidade de investimento. Aí começou o ciclo vicioso.

    Quanto mais a empresa mantinha sua política de importar caro e vender barato, mais seus balancetes se deterioravam, mais sua capacidade de investimento era afetada e maior era a necessidade de aumentar as importações.

    Só que, para manter essa política de destruição de patrimônio, a empresa teve de recorrer a financiamentos do BNDES. Pode conferir todos os números aqui.

    E como é que funcionam os financiamentos do BNDES desde 2009? Eu lhe explico. Se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, agora ele passou a se financiar também via endividamento do Tesouro, o que significa que ele se financia via inflação monetária.

    Funciona assim: como o BNDES não tinha todo o dinheiro que o governo quer destinar a seus empresários favoritos — como o multifacetado Senhor X —, o Tesouro começou a emitir títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro para complementar os empréstimos.

    E quem compra esses títulos? O sistema bancário. Como ele compra? Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias.

    Portanto, além de aumentar o endividamento do governo, este mecanismo utilizado pelo Tesouro para financiar o BNDES também aumenta a quantidade de dinheiro na economia. Logo, ele espolia duplamente os mais pobres: destrói o poder de compra da moeda e ainda utiliza os impostos dos pequenos para financiar empresários ricos.

    Ou seja: os repasses do BNDES à Petrobras, necessários para manter a política de importar caro e vender barato, geraram aumento do endividamento do governo e inflação de preços aqui dentro. Sem contar o aumento do endividamento externo da Petrobras.

    E você vem dizer que a população foi na verdade beneficiada com aumento da carestia, aumento da dívida do governo (o que gera mais gastos só com juros) e aumento da dívida externa da Petrobras, a qual no futuro terá de ser coberta pelo Tesouro ou pelo BNDES.

    Você realmente é daqueles que juram que uma estatal pode operar com regras próprias, sem seguir preços de mercado e, ainda assim, não prejudicar seus acionistas (nós, pagadores de impostos).

    Não dá.
  • Eufrásia Teixeira Leite  18/12/2014 00:30
    Olha, apesar de ser um assunto sério, ficou muito engraçado o diálogo entre o político e o empreiteiro. Não imaginava que esse dia iria chegar, mas eu estou muito tentada a colocar pela primeira vez aqui um kkk.

    Agora, em se tratando da Petrobras a coisa piora: fica ainda mais difícil manter a seriedade, e dizer que não estamos diante de uma grande, real e nova tragicomédia. A situação é cabulosa, mas como não rir diante da notícia de que internautas estão convocando petistas a comprar ações da Petrobras, tanto o governo (para "reestatizar") quanto a militância (as ações individuais, para ficar tudo entre eles mesmos) e assim eles levantarem orgulhosamente a bandeira de que "o petróleo é nosso". Pra quê assistir seriado americano, se aqui mesmo já temos essa excelente opção de entretenimento, e acessível a todos. Não perca no Brasil, "Orange is the New Black".

    Mas - independente disto - o artigo ficou excepcional. É sempre bom ver as diferenças entre como operam as empresas estatais e as privadas. Além disso, só essa comparação já deveria ser o suficiente para todo mundo querer privatizar tudo, e não devia nem precisar levar em conta todos esses esquemas de corrupção.

    Abraços!
  • Bernardo F  18/12/2014 03:21
    Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que achei o artigo muito bom e concordo com ele.
    Em segundo lugar, sou a favor da privatização de todos as estatais.
    Dito isso, faço uma ressalva a respeito do regime de incentivos: os empregados e os diretores da Petrobrás têm, sim, um interesse em que a Petrobrás seja lucrativa. É que eles recebem a famigerada PLR (Participação nos Lucros e Resultados), que é diretamente proporcional ao lucro obtido pela empresa.
    O mesmo raciocínio aplica-se às outras estatais que adotam PLR (BNDES, Vale, etc.).
    Tal ressalva não abala, na minha opinião, a força do argumento a favor da privatização/abolição de estatais.
  • Operador  18/12/2014 03:26
    Não parecem ter esse interesse, realmente. E se têm, agem como se não tivessem.

    Se realmente tivessem interesse na lucratividade da empresa, eles teriam feito no mínimo duas coisas:

    1) Vindo a público protestar contra a roubalheira quando esta comia solta (hoje já se sabe que a coisa era sabida lá dentro);

    2) Vindo a público protestar contra a política de defasagem de preços, que endividou a empresa e destruiu seus balancetes.

    Esse último ponto, aliás, é o mais forte deles. Se não fizeram isso é porque, no fundo, sabiam que poderiam contar com a viúva. E estavam certos.

    P.S.: aliás, cadê essa gente pedindo a saída da Graça Foster?
  • Marcelo  18/12/2014 15:42
    provavelmente o que os funcionários ganhavam com a roubalheira era maior do que receberiam de PLR, por isso devem ter ficado calados.
  • IRCR  18/12/2014 01:46
    Leandro,

    Mas esse bombeiro chileno não é exatamente uma empresa que visa o pecaminoso lucro (rs.)

    Mudando de assunto, quanto falou sobre Singapura, lá tem algumas empresas estatais como a Singtel de telecomunicações e a Singapore Airlines, sabe como que funciona os mercados de aviação e telecomunicações lá ? essas estatais competem no livre mercado ou possuem algum privilegio estatal ? como monopólios outorgadas pelo estado ou agencias reguladoras ?
  • Leandro  18/12/2014 02:47
    Há três empresas de telefonia e nada menos que 7 de internet. (Tenha em mente que, na prática, estamos falando de uma cidade).

    A Singtel não é uma estatal. Pelo menos não no sentido clássico do termo. A maioria de suas ações pertence à Temasek Holdings, que é um fundo de investimentos do governo cingapuriano. Só que toda a diretoria tanto da Temasek quanto da Singtel é formada por quadros puramente técnicos, e a única ordem dada à empresa é ter lucros. No que mais, a empresa sofre a concorrência de mais 6 outras empresas.

    A mesmíssima coisa acontece com a Singapore Airlines: o fundo soberano do governo é dono de 55% das ações, mas a gerência é totalmente privada, os quadros são eminentemente técnicos, e a empresa existe para dar lucro.

    Nenhuma dessas duas empresas tem qualquer monopólio sobre nada. Também desconheço a existência de privilégios.

    Se o governo brasileiro fizesse isso -- ou seja, em vez de gerenciar estatais, criasse um fundo de investimentos que aplicasse dinheiro em empresas e cobrasse retorno -- já seria um grande avanço.
  • Giovanni Sponhardi  18/12/2014 02:33
    Ai galera, Vai pro inferno quem pensou na voz do Lula no Politico, e na voz do Eike na voz do empreiteiro , kkkkkkkkkkkkkk
  • IRCR  18/12/2014 14:07
    Leandro,

    Obrigado pela resposta. No mais, outras estatais de petróleo e aviação (Qatar Airways\Emirates etc.) em países como Arabia Saudita, Qatar, UAE tb se encaixam no mesmo contexto ? ou mesmo a Statoil na Noruega que é bem utilizada como exemplo pela esquerda brasileira ?

    Mudando de assunto novamente, o que achou no Banco Central Suíço em introduzir uma taxa de juros negativa de -0,25 ? dizem que é por causa da crise do Rublo. Se puder explanar melhor sobre o caso para nos leigos (rs).
  • Leandro  18/12/2014 16:34
    Nada sei a respeito das especificidades dos países árabes. Para mim, tais países não passam de feudos privados de algumas poucas famílias. Não os vejo como modelos a ser emulados. No mínimo, as diferenças culturais e religiosas são intransponíveis.

    Sobre a Statoil, o preço da gasolina na Noruega é simplesmente o maior do mundo, de incríveis US$ 10,76 por galão. Pode conferir aqui.

    www.ibtimes.com/how-much-do-you-pay-gas-top-5-countries-cheapest-gas-prices-1544025

    Alguém quer implementar este modelo aqui no Brasil? Com a gasolina a esse preço, nosso crescimento econômico seria uma parada...

    Eu passo.

    Quanto ao BC suíço, o que aconteceu é que agora, em vez de pagar, ele vai cobrar dos bancos que deixarem dinheiro depositado no BC em uma quantia superior a 10 milhões de francos suíços.

    É uma medida imbecil tomada com o intuito ainda mais imbecil de evitar a apreciação do franco suíço. Com os esfacelamento do rublo, várias pessoas correram para o franco suíço para tentar manter sua poupança.

    Na prática, isso não altera nada em termos de expansão do crédito.
  • Marconi  18/12/2014 16:54
    Isso comprova, mais uma vez, que a teoria de juros serem preferência temporal é balela. Não existiria juros nominais negativos se isso fosse verdade.
  • Perillo  18/12/2014 17:09
    De fato, um Banco Central passar a cobrar por depósitos acima de 100 milhões de francos que os bancos eventualmente deixarem parados nele é a refutação máxima da teoria da preferência temporal...

    Impressionante a sagacidade desse Marconi.
  • Marconi  21/12/2014 01:11
    Na verdade, pensando melhor, os juros nominais negativos são apenas um agravante na teoria de juros como preferência temporal.

    O fato de convivermos com juros REAIS negativos há tempos, nos EUA e outros, já refuta a teoria.

    Porque alguém, sabendo que terá um poder de compra menor no futuro, não gasta tudo hoje? Resposta: Porque não quer, não sabe onde gastar, não sabe como ganhar mais que negativo.

    Segundo a teoria, o juros teria sempre que ser positivo, pois o emprestador está abrindo mão de gastá-lo no presente para ter mais no futuro.

    Ou seja, tá errado! É um fato óbvio hoje em dia. Seria bom o Leandro, ou algum outro think tank aqui, esclarecer esse assunto. A teoria dos juros austríaca está errada e ponto final.

    E, reconhecer isso, tem grandes implicações. Não é só dar uma arrumadinha nessa parte da teoria. A coisa é toda interligada. Mas, quanto a isso, falo depois.
  • Perillo  21/12/2014 20:39
    Juros reais negativos onde?! Aponte um único banco comercial, de qualquer país do mundo, que cobre juros reais negativos.

    Que os bancos centrais mundo a fora manipulem juros e os coloquem abaixo da inflação é uma coisa (bancos centrais não são instrumentos de mercado e não se balizam pelo sistema de lucro e prejuízo); agora, quero ver bancos comerciais, cooperativas de crédito e até mesmo pessoas físicas fazendo isso.

    Você pelo visto não sabe nada do mundo, a começar pelo funcionamento do sistema bancário. Achar que juros de banco central são os mesmos juros praticados pelo sistema bancário é o ápice não só da ignorância econômica como também da incultura geral.
  • saoPaulo  21/12/2014 21:15
    Fiquei curioso agora, ilumine-nos com sua sabedoria. O que juros significam?
  • Thiago Teixeira  06/08/2015 21:11
    Sua argumentação tem um erro fatal: o juro nominal zero, real negativo americano É RESULTADO DE MANIPULAÇÃO DO FED.
    Se não fruto de um mecanismo de mercado, está fora do escopo da TACE.
    Tente novamente.
  • Luiz   18/12/2014 16:22
    Leandro, estou com algumas dúvidas, espero que você possa me esclarece-las.

    "Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas."

    Por que um governo ou por exemplo uma empresa estatal não sabe no que investir? Não bastaria os seus "administradores" verificarem as principais reclamações ou verificar qual produto ou serviço está sendo mais demandado?


    "Defensores de empresas estatais podem contra-argumentar dizendo que o governo poderia simplesmente dizer a seus burocratas para agirem como se estivessem em uma empresa em busca de lucros e que operassem da mesma maneira que uma empresa privada."

    A respeito dessa parte, terias algum texto especifico ou livro que trate melhor desse assunto?

    Obrigado.

    Abraço
  • Leandro  18/12/2014 17:37
    E o que seria "verificar as principais reclamações"? O que seria "verificar qual produto ou serviço está sendo mais demandado"? Mandar uma carta para um deputado?

    Demandas, todos nós temos. Eu tenho uma demanda por uma churrascaria rodízio ao lado da minha casa. Mas ela nunca é atendida. E aí?

    Demandarmos uma coisa não significa que é factível construir essa coisa.

    Apenas o sinal de preços enviado pelo mercado é capaz de fazer essa coordenação. São os preços que permitem a contabilidade de custos, e é a contabilidade de custos o que realmente permite saber quão viável é um investimento ou uma obra-

    Se o sinal de preços e a contabilidade de custos demonstrar que um empreendimento é lucrativo, então a demanda de fato é real e sustentada. Se o sinal de preços demonstrar que o empreendimento não é lucrativo -- ou seja, que as receitas serão menores que os custos --, então a demanda não existe realmente.

    No meu caso, eu quero a churrascaria rodízio ao lado da minha casa, mas meus vizinhos aparentemente não querem. Logo, não há demanda de fato.

    Com obras de estatais, tudo se tornar um jogo de adivinhação. No final, tudo sai de acordo com questões eleitoreiras.

    E há também outra maneira de ver esse mesmo problema.

    Por exemplo, os habitantes de uma cidade agraciada com obras do governo irão se beneficiar? Sim, da mesma forma que se o governo tomar dinheiro seu e repassar para mim, ninguém duvida de que eu serei beneficiado.

    As empreiteiras escolhidas para fazer as obras públicas também serão beneficiadas, bem como seus fornecedores e empregados.

    Agora, como ficam os pagadores de impostos que estão financiando tudo isso e que não se beneficiam de nada? Como ficam as outras construtoras que agora terão de arcar com materiais e equipamentos de construção mais caros, pois boa parte foi direcionada para suprir a demanda da empreiteira financiada pelo governo?

    É fácil falar daquilo que se vê diretamente; o real desafio é entender aquilo que não se vê diretamente. Saber distinguir estas duas coisas é o que diferencia um genuíno economista de um mero panfleteiro a serviço de propagandas político-partidárias.

    Recomendo estes artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1378
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1391


    Sobre uma estatal não poder ser gerida como uma empresa, a questão é simples: por mais que se tente, uma corporação governamental jamais poderá ser gerida como uma empresa privada simplesmente porque seu capital continua sendo arrancado à força dos contribuintes. Não há como evitar isso; o fato de uma estatal poder emitir títulos no mercado para se financiar ainda depende do supremo poder de taxação do governo para poder resgatar esses títulos. Já uma empresa genuinamente privada não pode contar com essa muleta.

    Grande abraço!
  • anônimo  18/12/2014 16:42
    Souberam da última? Estão noticiando que o governo Dilma previu a reaproximação entre EUA e Cuba, e teriam construído aquele porto para se 'antecipar aos investidores'.
    O mais cômico é estarem comemorando a "liberalização econômica" do país cubano.
  • Leandro  18/12/2014 16:59
    E como exatamente seria esse raciocínio de "se antecipar aos investidores"?

    O porto foi construído por uma empreiteira brasileira com dinheiro do BNDES (ou seja, tudo pago por nós via inflação monetária), e atualmente é operado por uma empresa de Cingapura.

    Se alguém souber me explicar como é que nós brasileiros ganhamos com essa operação pela qual pagamos muito caro, agradecerei.
  • Eduardo  18/12/2014 18:36
    Eu nunca entendi como o governo brasileiro pretende lucrar com o Porto de Mariel. A única explicação que ouvi é a já manjada 'milhares de empregos foram gerados' e 'o gasto estimulou a economia', portanto 'o porto já se pagou', bordões e mentiras que não enganam ninguém que compreende a economia como ela é.
  • Felipe  18/12/2014 19:17
    É engraçado que os portos brasileiros estão congestionados.

    Logo a lógica é contruir portos em Cuba, ok?

    Tão engraçado é a Carta Capital está defendendo o Porto como favorável a economia brasileira.

    E esta revista é a formadora de opinião da nossa esquerda.
  • Eduardo  18/12/2014 21:11
    Não só a Carta Capital, mas diversos outros jornais noticiam a "jogada de mestre" do governo, como isso vai nos ajudar? Nem eles sabem, completamente ridículo.
  • IRCR  18/12/2014 19:37
    Leandro,

    Olha os números pelo Numbeo, o preço por LITRO da gasolina na Noruega é de 2,03 USD, entretanto vc ganha em média 3500 USD liquido, ou seja, com o salário médio liquido dá para vc comprar +1700 litros de gasolina por mês.

    www.numbeo.com/cost-of-living/country_result.jsp?country=Norway&displayCurrency=USD

    Aqui no Brasil a gasolina em USD está 1,01, porém com um renda média pífia de 650 USD.

    Em suma, lá a gasolina custa o dobro daqui porém vc ganha mais de 5x em renda. E nem vou levar em consideração o fator qualidade da gasolina, pois aqui no BR te vendem mijolina.
  • Ricardo  18/12/2014 20:56
    Aqui tá US$ 1,19 o litro ou US$ 4,53 o galão. A renda per capita do americano é quase 5 vezes a nossa (em PPP) e lá a gasolina está a US$ 2,80 o galão.

    Lá o mercado é privado. No Brasil e na Noruega, estatal.
  • Dalton C. Rocha  18/12/2014 20:54
    Dei-me um país que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre. O petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é dos políticos e de seus funcionários.
    Cuba é o futuro da Venezuela.
    A Venezuela é o futuro da Argentina.
    E a Argentina é o futuro do Brasil.
    Dilma é Lula. E Lula é Sarney.
  • Luís Gustavo Schuck  19/12/2014 02:01
    É interessante que mensalmente o IBGE e outros fazem levantamentos de preços e tudo o mais e estas informações não são vinculadas as entidades do governo (em parte). Chega a ser uma imbecilidade exigir 3 orçamentos quando se poderia em muitos produtos comparar o orçamento oferecido com milhares, milhões de concorrentes...

    Quem nunca ouviu alguém bradando com orgulho que possui empresas em nome de parentes apenas para ganhar as licitações já arranjadas com os governantes ou ainda os "cartéis" que já revesam.

    Espero que um dia a informação seja usada de forma adequada. Tanto vemos pequenas empresas se esforçando para gerenciar seus negócios adaptando sistemas, processos, contratando consultoria... Já no governo as coisas correm frouxas. Nem controle de ponto não se tem direito em muitos e muitos locais, imagine governança corporativa e ética...

    Seria bobagem dizer que estas distorções afetam os levantamentos oficiais como PIB e índices de inflação?

    Enfim a coisa está mais do que de cabeça para baixo. Como diz o Harvey Dent a noite é mais escura logo antes do amanhecer. Espero que a poesia possa se provar. Espero que em meu tempo hehehe.
  • Ali Baba  19/12/2014 18:44
    Navegando no site da Petrobras, encontro essa pérola de documento: Manual do Programa Petrobras de Prevenção da Corrupção (PPPC). Como um exercício de perda de tempo, sugiro a leitura do tal manual...
  • Emerson Luis, um Psicologo  22/12/2014 20:32

    São ineficientes porque não precisam apresentar resultados positivos consistentes nem enfrentar a possibilidade de falência. São corruptas porque o poder corrompe.

    * * *
  • Fernando Cáritas de Souza  10/01/2015 23:05
    Sou a favor do livre mercado e do Estado Mínimo ou até mesmo ausente. Mas acho que no Brasil vamos ter que fazer um trabalho contínuo, lento e de muita paciência para ensinarmos desde a escola as noções de liberdade econômica, empreendedorismo, economia. Se não tomarmos as escolas (desde o ensino fundamental até o superior) da Esquerda Organizada, esqueçam!!! Melhor procurar um aeroporto.
  • Anonimo  09/02/2015 16:08
    Se isto for verdade, pq a PETROBRÁS bateu record de produção no mundo? É a empresa q mais produziu barris de Petróleo no mundo, batendo, inclusive, empresas privadas. Para confirmar isto, basta procurar entrevista com funcionário de carreira de PETROBRÁS q ele deu a record.
  • Antônimo   09/02/2015 16:20
    Gostaria bastante de ver esta sua notícia auditada (dizer que um burocratazinha deu uma entrevista para um rede governista dizendo isso está longe de ser uma fonte).

    Mesmo porque as informações da Forbes são bem diferentes:

    A lista das 10 petrolíferas que mais produzem barris por dia:

    www.forbes.com/pictures/mef45glfe/1-saudi-aramco-12-5-million-barrels-per-day-3/

    Dito isso, afirmo que seria obrigação da Petrobras ter a maior produção mundial de petróleo. Afinal, trata-se de uma empresa que detém o monopólio das maiores jazidas do Brasil, não sofre nenhuma concorrência de outras empresas para roubar seu market share (ao contrário do que acontece com as principais petrolíferas do mundo, que não dispõem de várias jazidas exclusivas para si), e pode explorar todo o petróleo existente ao longo de toda a costa brasileira, sem concorrência.

    Em um cenário tão perfeito assim, qualquer incompetente tem a obrigação de ser o maior produtor do mundo. E nem isso a desgraça da Petrobras consegue.
  • Edujatahy  06/08/2015 15:20
    Estes MAV são uma coisa incrível. Eles repetem desde o ano passado a mesma insensatez. A Petrobrás não configura nem entre as 10 maiores e os caras continuam a espalhar este mentira pelas redes sociais. Ainda bem que o dinheiro DOS outros está acabando e este projeto indo por água abaixo... Ou melhor dizendo... Petróleo abaixo... Não vai ter dinheiro nem para pagar MAVs daqui a pouco..
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  01/04/2015 22:09
    Não é necessário ser um economista para saber que o estado é uma fraude coletiva contra todos.
  • Kleber Verraes  06/08/2015 14:30
    Evidentemente, os vastos esquemas de corrupção do PT não se limitam apenas à Petrobras. No mundo inteiro, é notório que os 3 setores mais atingidos por problemas de corrupção são os seguintes:


    i) ENERGIA


    ii) DEFESA


    iii) INFRAESTRUTURA


    A própria lei americana anti-corrupção FCPA (1977), foi criada como consequencia de um enorme escândalo de corrupção; envolvendo o pagamento pela Lockheed de US$ 1,1 milhão ao Príncipe Bernhard da Holanda (relacionado à venda de aviões de combate F-104).


    Uma das coisas mais preocupantes a respeito da ODEBRECHT é que (além de ter participado do esquema de corrupção da Petrobras), a empresa fatalmente também organizou OUTROS esquemas de corrupção; com o total apoio do Lula.


    Não podemos esquecer que a ODEBRECHT criou uma filial chamada ODEBRECHT DEFENSE. Foi esta filial que (durante o governo do Lula) ganhou o imenso contrato da contrução dos novos submarinos da Marinha do Brasil. Imaginem o nível da corrupção, no vasto projeto chamado PROSUB, orçado em R$ 27 bilhões (US$ 8 bilhões) !...


    No caso da ODEBRECHT DEFENSE, além do risco de corrupção, estamos diante de um grave problema de RISCO DE SEGURANÇA NACIONAL.


    O poço de corrupção em Banania Brazilis é tão profundo, que é simplesmente impossível de se ver o fundo!


    odebrecht.com/en/communication/news/odebrecht-defense-and-technology-begins-building-third-conventionally-propelled

  • Danilo  06/08/2015 16:42
    Por que sempre isenta-se a culpa de empresas privadas, como se nunca houvessem envolvidas com a corrupção estatal ou se nunca tivessem corrupção dentro delas mesmas?
  • Bastos  07/08/2015 14:37
    Quem é o sujeito indeterminado desta sua acusação? Certamente não é instituto, extremamente vocal em sua crítica a empresas e empresários que se utilizam do estado para benefício próprio.

    Antes de sair fazendo essas acusações sérias, seria mais intelectualmente honesto de sua parte ao menos dar uma pesquisada no site para ver qual o pensamento aqui a respeito dessa relação entre empresas e estado.

    Eis alguns exemplos:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Os reais beneficiados por um capitalismo regulado

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Gastos públicos, lucros privados

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo


    Este site não é pró-empresas e nem pró-empresários. Ele é pró-mercado. Há uma diferença intransponível entre ser pró-mercado e ser pró-empresários.

    Entende-a.
  • Thiago Teixeira  06/08/2015 17:31
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1064
    Ler sobre a Escolha Pública.
    .
    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/o-que-e-escolha-publica-introducao/
    .
    Excelente artigo, as usual.
    .
    Eu quero meu voucher!!
  • Thiago Teixeira  06/08/2015 20:04
    Queria a opinião de vocês sobre uma ideia:
    Petrobrás privada, recolhendo royalties para o governo em cima do petróleo extraido, e o governo repassando esses royaties para cada brasileiro com cpf ativo.
    Isso poderia ser feito em relação a todas as comodities minerais.
    Isso poderia ser feito também nos outros países com reservas minerais. (Nigéria, Arábia Saudita...)

    Que efeitos isso teria na economia do país?
    Será que haveria o que houve na Espanha da Era Moderna (com o ouro das américas), o efeito de excesso de moeda?
    Um mercado aberto ao mundo poderia suprir as demandas dos cidadãos, algumas industrias quebrariam, alguns cidadao mais austeros poderiam importar maquinário e criar novas industrias...

    No Brasil tal medida teria tanto impacto? Grosso modo, acho que não. Na Nigéria e Arábia Saudita, sim.

    Afinal, a quem pertencem os minérios? A quem chegou primeiro e fincou uma bandeira? À União? Aos cidadãos?
  • Martins  06/08/2015 21:22
    Modelo idêntico é adotado no Alasca.
  • Dalton C. Rocha  06/08/2015 23:00
    Dei-me um país, que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre e uma cleptocracia. Cuba é o futuro da Venezuela. A Venezuela é o futuro da Argentina. E a Argentina é o futuro do Brasil.
  • Rennan Alves  07/08/2015 00:54
    Noruega.
  • Gabriel  07/08/2015 11:14
    www.geldbrasil.com.br/wp/breve-ensaio-liberal-sobre-a-economia-norueguesa/
  • Rennan Alves  07/08/2015 13:20
    Prezado Gabriel, estou ciente da situação norueguesa (detalhes aqui, aqui e aqui) e de como suas benesses estatais transformaram sua população em um bando de preguiçosos.

    Estou apenas respondendo ao desafio do prezado Dalton: "Dei-me um país, que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre e uma cleptocracia.".
  • Andre Cavalcante  07/08/2015 15:06
    Olá.

    Olhes os indicativos da Noruega. Veja o valor do petróleo lá e compare com o resto do mundo. Eles simplesmente teriam que ser MUUUUITO mais ricos que são. Comparativamente, eles são sim mal administrados, com vários casos de corrupção na área do petróleo (infinitamente menor que o Brasil, mas não são santos) e por aí vai. Na verdade a Noruega é a "exceção que confirma a regra".

  • Rennan Alves  07/08/2015 16:34
    Prezado André, também estou ciente sobre a situação petrolífera da Noruega. Os artigos que linkei também possuem links para tal, explicando o que aconteceria com a Noruega se o petróleo acabasse, ou, sofresse alterações no preço, que foi o que ocorreu no ano passado.

    Estou apenas apontando para o desafio do prezado Dalton, dado que a Noruega não é um país pobre (pelo menos, ainda não).
  • Auxiliar  07/08/2015 15:15
    Lembrando que a Noruega tem a gasolina mais cara do mundo:

    www.ibtimes.com/how-much-do-you-pay-gas-top-5-countries-cheapest-gas-prices-1544025
  • anônimo  07/08/2015 07:08
    Gostaria imensamente de promover o canal ideias radicais. Juro que não tenho nenhum vínculo, é que o canal é realmente muito bom, especialmente para os indivíduos que nunca tiveram contato com ideias liberais:

  • anônimo  07/08/2015 16:16
    O canal é esse aqui:
  • Funcionário público  07/08/2015 18:29
    A gestão de estatais é, sim, muito ineficiente, ora pela "burrocracia" ao extremo, ora pelas indicações políticas.

    De um lado, a mão-de-obra desqualificada que está tomando conta do mercado, com os "dipromas" cada vez mais fáceis e sem o mínimo de conhecimento salutar real agregado ao indivíduo graduado ou pós-graduado. Do outro lado do muro, seguem os "cumpanhêro" que, militantes que foram e são, exigem cargos nas posições outrora estratégicas das estatais, até então geridas na maioria das vezes pelo quadro técnico; canetada política ao invés de decisões técnicas.

    Já fui funcionário efetivo em estatal, na monopolista CORREIOS. E posso dizer que nessa estatal há, contrariando o pejorativo estigma que rotula os funcionários públicos, diversos profissionais treinados, capacitados, experientes, esforçados em fazer o melhor, mas que, por questões ideológicas e princípios pessoais, negando convictamente a se sujeitarem às leis partidárias para tomar qualquer decisão gerencial, foram jogados nas "geladeiras estatais", encostados como se fossem vassouras quebradas e rodos sem borracha, seguindo desmotivados rumo à aposentadoria. Nos seus postos de trabalho, caíram de para-quedas profissionais despreparados, sem saber sequer o que move a engrenagem, apadrinhados políticos, sem conhecimento técnico (muitos apenas com 2º grau), sem COMPROMISSO COM A CAUSA, mas com capacidade e coragem para tomar decisões que irão custar a sobrevivências das estatais brasileiras.

    Não existe a gestão eficaz, racional em empresa pública. Isso é falácia! O que existe é gestão política, visando interesses partidarios (da situação governista), obras faraônicas, gastos irresponsáveis, atitudes sintonizadas, ou como dizem lá, "alinhadas com o governo/ParTido". Se um dia houve gestão técnica, isso é passado e com certeza foi abolido. FHC deveria ter privatizado tudo, pois assim o populismo não teria tido oportunidade de roubar da Petrobras e tantas outras tetas estatais.

    Assim sendo, não vejo outra solução às estatais que não seja a PRIVATIZAÇÃO GERAL.
  • Silvio  07/08/2015 21:24
    Não existe a gestão eficaz, racional em empresa pública.

    E ponto final. Empresas estatais são braços do estado e, portanto, suas decisões se orientam de acordo com interesses políticos, não econômicos. Se as decisões são tomadas nesse viés, a coisa nunca acabará bem. A empresa pode ser gerida apenas por filhos de japoneses com alemães mas, se for uma estatal, as decisões nunca serão tomadas no sentido de melhor alocar os recursos disponíveis e, assim sendo, será inevitavelmente ineficiente. A ocupação das empresas pelos "cumpanhêro" só intensifica o problema, mas se eles fossem exilados para a Coréia do Norte o problema, mesmo que em menor grau, continuaria.
  • Funcionário público  09/08/2015 23:18
    Sim, não tem mais jeito. A máquina está toda aparelhada.

    Quem trabalha nos CORREIOS, bem como em outras estatais, sabe que o aparelhamento político já é uma prática institucionalizada de norte a sul do país.

    Só iremos saber o tamanho do estrago desses 12 anos de PTrambique (mais 4 anos ainda), do rombo, quando for aberta a "caixa-preta" do BB, Petrobras, Caixa, Correios, BNDES... Até lá, pobre economia, pobre sociedade, pobres empregados concursados obrigados a sujeitar-se aos desmandos petistas.
  • Silvio  12/08/2015 14:09
    Não, o problema não é o aparelhamento. O problema é o estado possuir empresas.

    Se você percorre a história da Petrobrás, verá que desde a época de Getúlio Vargas essa porcaria de empresa é cheia de cambalachos. O PT só tornou as coisas mais evidentes, mas a Petrobras sempre foi uma dor de cabeça para o cidadão pagador de impostos.

    E não se iluda com a gestão profissional de uma empresa estatal. Isso não existe. Uma estatal foi criada com objetivos políticos, não econômicos, portanto, até o dia em que for privatizada será voltada para fins políticos, não econômicos. Ou seja, uma empresa estatal é ineficiente porque, ao contrário de uma empresa privada, seu objetivo principal nunca foi o de melhor alocar os fatores de produção para obter o maior retorno possível do capital investido.

    Uma empresa estatal foi criada para manter o controle sobre "setores estratégicos", para atender "fins sociais" ou para o caralho a quatro, mas nunca para conseguir o maior lucro possível. O lucro, numa empresa estatal, não passa de mero detalhe, afinal, se ela acabar ficando deficitária, o contribuinte sempre estará lá para ser esfolado e fazer a empresa fechar suas contas. Querer que uma empresa estatal seja eficiente é tão absurdo quanto querer que um tamanduá bandeira componha uma sinfonia. Isso nunca vai acontecer.

    E essa preocupação toda com aparelhamento é apenas uma cortina de fumaça que esconde o real problema, além de ser uma desculpa muito da esfarrapada que os concursados usam para justificar o aparelhamento da empresa por eles mesmos sem a interferência de partidos políticos.
  • Alves  08/08/2015 14:27
    Entrei em uma discussão pelo facebook com um professor militante dos "operários" a respeito das quedas das petrolíferas e o quanto a Petrobrás é "anã" perto das grandes empresas privadas do mundo.
    O cara rodeou, rodeou, e não respondeu meus questionamentos.
    Citou Noruega(com sua gasolina mais cara e o welfare state), no meio do bolo, citou a porcentagem das altas no periodo FHC x Lula/Dilma, citou os investimentos "muito maiores da PETR4 do que as outras grandes empresas concorrentes, enfim.... fez uma salada.
    Gostaria de saber se há algum gráfico definitivo pra encerrar a discussão e provar que o nosso "tesouro nacional" só serve pra quem mama agarrado, pra nós, meros mortais, o tal bem estratégico só serve pra acelerar a fatura que a gente tem que pagar no final do mês.
  • Magno  08/08/2015 15:36
    Não entendi bem a pergunta.

    Mas eis a lista das 10 petrolíferas que produzem mais barris por dia:

    www.forbes.com/pictures/mef45glfe/1-saudi-aramco-12-5-million-barrels-per-day-3/

    A Petrobras não está nem nas 10 primeiras.

  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  08/08/2015 23:45
    É do interesse dos ladrões que isso acabe logo. Desperdiça recursos deles mesmo, pois o mal sempre perde, mesmo quando pensa que ganhou. Fim do Brasil Soviético hoje: 8/8/2015!
  • Raoni  10/08/2015 12:15
    Desenvolva o raciocínio, por favor.
  • Andre Dias  08/08/2015 23:59
    É simplesmente a velha (e elementar) explicação:
    Pessoas tendem a reagir e a se planejar com base em estímulos e levando em conta os riscos. Empresas são um agrupamento de pessoas.
    Uma empresa privada corre inúmeros riscos, em última instância o risco da falência caso não seja competente no mercado em que atua. E é exatamente o risco da falência que faz com que a empresa privada busque a maior eficiência possível com o menor gasto possível.
    Empresas públicas, por outro lado, não estão sujeitas aos mesmos riscos. Pelo contrário, frequentemente a resposta que o Estado dá para uma empresa pública ineficaz é INJETAR MAIS DINHEIRO na mesma. Com um mecanismo de incentivos completamente deturpado como esse, é completamente irracional exigir de uma empresa pública qualidade. Ela sempre vai entregar uma qualidade inferior.
  • Luiz  12/08/2015 12:40
    "Uma vez que não há rédeas, deixa de haver também qualquer chance de o governo alocar recursos racionalmente. Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas.

    Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido. Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter.

    O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos. Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico.

    Defensores de empresas estatais podem contra-argumentar dizendo que o governo poderia simplesmente dizer a seus burocratas para agirem como se estivessem em uma empresa em busca de lucros e que operassem da mesma maneira que uma empresa privada. Mas há dois defeitos nessa teoria. "

    Leandro, tens algum artigo ou livro que explica mais detalhadamente essse trecho?
    Obrigado.
  • Auxiliar  12/08/2015 13:24
    Vários:

    Ação Humana

    Bureaucracy, de Mises

    Man, Economy, and State, de Rothbard.


    Mas eu acho que esses dois artigos já fazem um bom serviço:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1374

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1383
  • Taxidermista  14/01/2016 16:57
  • mauricio barbosa  14/01/2016 17:26
    Luiz o estado faz seu planejamento em função das demandas e necessidades de cada região e os parlamentares representam os anseios e necessidades de cada região do país além de fazer leis.O problema todo surge na hora de alocar esses recursos para atender cada região do território, pois tem reivindicações e reivindicações ou seja legítimas e demagógicas(Desperdícios e corrupções).O estado por ser uma agência monopolística(Coerção e violência)não trabalha visando a eficiência e justiça em suas decisões ao contrário toma decisões arbitrárias e quando toma decisões racionais é por capricho do mandatário de plantão,e os estatistas tem consciência de suas decisões(Salvo as exceções que por ter cegueiras partidárias e ideológicas insistem nos mesmos erros,afinal nós em que iremos pagar o pato e não eles,coisas essas que estamos vivenciando no presente)tem conhecimento das necessidades de cada região,tem informações de sobra para tomar a melhor decisão,mas,eles não tomam tais decisões de forma justa e eficiente devido a natureza monopolista do estado(Dentro de seu território não tem concorrentes com o mesmo peso e recursos para conquistar sua clientela formado por nós pagadores de impostos e eleitores)o que gera o desinteresse em atender demandas legítimas,corrupções,obras faraônicas e desnecessárias,manutenção de burocracia morosa e improdutiva(Em muitos casos só produzem relatórios,dados estatísticos,trabalhos repetitivos e sem resultados concretos que satisfariam o desejo de nós usuários desses serviços)pagamentos de dívidas feitas ou herdadas de governos anteriores.O estado nunca sera eficiente por isto nós libertários acreditamos que o melhor sistema para atender nossas reivindicações seria agências concorrentes prestando estes mesmos serviços mas com qualidade,eficiência,eficácia e satisfação visando fidelizar sua clientela de usuários e não mais eleitores.
  • mauricio barbosa  14/01/2016 19:48
    Obs:Este comentário a respeito do estado ter informações de sobra para tomar as melhores decisões só funciona em uma economia capitalista,pois em uma economia centralmente planejada(Comunista)o cálculo econômico é impossível pois não há preços de mercado como referência para tomar as melhores decisões,a decisão mais racional e econômica na alocação de recursos escassos.Espero ter contribuído para sanar suas dúvidas.Ok!
  • José Henrique  14/01/2016 15:52
    Gostei deste artigo, tema interessante.
    Se privatizar a BR Distribuidora,como garantir que haverá posto de combustíveis em lugares remotos, não atrativos em termos de relação custo/benefício para o empresário? E no caso de agência do BB/CEF ou aeroporto.
    Obrigado.
  • Roberto  14/01/2016 16:22
    "Se privatizar a BR Distribuidora,como garantir que haverá posto de combustíveis em lugares remotos, não atrativos em termos de relação custo/benefício para o empresário?"

    Não entendi causa e efeito.

    Com a gasolina caríssima de hoje, ainda assim há postos em todos os lugares do país. Com a desestatização da BR Distribuidora e a liberação da concorrência nessa área, os custos da distribuição diminuiriam, barateando o surgimento de novos postos.

    Sendo assim, por que o barateamento dos custos faria com que não houvesse postos no interior do país? Não entendi.

    "E no caso de agência do BB/CEF ou aeroporto."

    Entendi menos ainda. Bancos não querem clientes? Aliás, hoje, com internet, não entendo por que as pessoas precisam de ir a uma agência bancária. Eu mesmo moro a 200 km de distância da minha agência bancária. Nunca precisei dela pra nada. Faço tudo pela internet.

    Quanto a aeroportos, não há como haver aeroportos em todas as cidades do país.
  • Taxidermista  14/01/2016 17:02
  • Batista  25/01/2016 15:50
    "Se privatizar a BR Distribuidora,como garantir que haverá posto de combustíveis em lugares remotos, não atrativos em termos de relação custo/benefício para o empresário?"

    Do mesmo jeito que chega comida, bebida, cigarro, vestuário, e outras coisas aos lugarejos mais longínquos do país.

    Vá até um distrito com 20 casinhas e certamente haverá um comércio que venda esses itens (que por enquanto não são monopólio estatal).
  • João Carlos das Neves  22/03/2016 14:48
    Nenhum empresário em sã consciência vende sua empresa por estar sendo roubado por seu gerente ou qualquer outro empregado.
    Pelo raciocínio aqui apresentado a existência de empresas estatais alimenta a corrupção nos governos.
    Para esse problema privatização não é solução, nunca será!
    A teoria da privatização foi criada por FMI e Banco Mundial com o objetivo de criar países eternos pagadores de juros, sem condição de quitar definitivamente suas dívidas com essas instituições, o sonho de todo banqueiro! Também transferir para poucos privilegiados grandes geradoras de riqueza!
    Vamos supor que todas as estatais fossem privatizadas e o governo cuidasse de saúde segurança, educação, arrecadação de impostos, construção de estradas, transposição de rios, etc... A corrupção continuaria da mesma forma, pois empresas seriam contratadas para fazer essas obras. E isso já vemos faz muito tempo em todos os níveis da administração pública (governo Federal, estadual e municipal).
    Nosso real problema são leis brandas e pessoas corruptas em postos chave, muitas dessas pessoas eleitas por nós mesmos, os maus eleitores. Alguns eleitos e reeleitos indefinidamente.
    O problema são pessoas desonestas tomando conta dos cofres!
  • Marcos  22/03/2016 15:06
    "Nenhum empresário em sã consciência vende sua empresa por estar sendo roubado por seu gerente ou qualquer outro empregado."

    Correto.

    E o que esse empresário faz? Ao ver que a roubalheira do seu empregado está lhe gerando prejuízos, ele simplesmente o demite e, em seguida, adota uma política mais agressiva visando lucros maiores para compensar as perdas geradas pelo seu ex-emprego.

    Essas duas coisas (demitir empregados e seguir um política de lucros) uma estatal não tem como fazer (pelos motivos explicados no artigo).

    "Pelo raciocínio aqui apresentado a existência de empresas estatais alimenta a corrupção nos governos."

    Sua frase ficou tosca e simplista. O correto é: empresas estatais, por sempre contarem com o dinheiro do Tesouro, são propensas à ineficiência e à corrupção.

    "Para esse problema privatização não é solução, nunca será! A teoria da privatização foi criada por FMI e Banco Mundial com o objetivo de criar países eternos pagadores de juros [...]"

    Por favor, se for para comentar aqui, ao menos tenha a decência de não vir com clichês, chavões e frases de efeito. Acredite, já ouvimos todas elas. Seja mais original. Até agora, você só provocou bocejos.

    "Vamos supor que todas as estatais fossem privatizadas"

    A questão nem é privatizar, mas sim desestatizar. A diferença é enorme. Se você desconhece esse básico, não deveria se prestar ao debate.

    "e o governo cuidasse de saúde segurança, educação, arrecadação de impostos, construção de estradas, transposição de rios, etc... A corrupção continuaria da mesma forma, pois empresas seriam contratadas para fazer essas obras. E isso já vemos faz muito tempo em todos os níveis da administração pública (governo Federal, estadual e municipal)."

    Opa, agora sim botei fé!

    Parabéns, você constatou o óbvio. Se há governo na jogada, haverá privilégios, conchavos, favorecimento e corrupção. Por isso este instituto defende a abolição completa -- ou, no mínimo, a redução máxima -- do governo, pois sabe que, enquanto houver governo, haverá inevitavelmente corrupção.

    "Nosso real problema são leis brandas e pessoas corruptas em postos chave"

    Clichê.

    "muitas dessas pessoas eleitas por nós mesmos, os maus eleitores. Alguns eleitos e reeleitos indefinidamente. O problema são pessoas desonestas tomando conta dos cofres!"

    Ou seja, você constatou que o problema é a democracia. Ótimo, acho que ainda dá pra ter fé em você.
  • mauricio barbosa  22/03/2016 15:50
    João carlos das neves

    "Para esse problema privatização não é solução, nunca será! A teoria da privatização foi criada por FMI e Banco Mundial com o objetivo de criar países eternos pagadores de juros [...]"

    Quer dizer então que os governantes dos países pobres são reféns dos organismos internacionais e grandes banqueiros?Parafraseando o molusco,"querido" essa balela é coisa de esquerdistas que esquecem ou omitem o fato de que as dívidas são roláveis ou seja o governante tem a opção de não continuar rolando as dívidas pagando-as coisa que lulalá fez ao quitar a dívida com o FMI e olha a lambança que eles fizeram com a economia ao se embriagarem na gastança desenfreada pois se estivessem sendo fiscalizados pelo FMI eles não teriam feito essa farra toda,portanto pare de demonizar o FMI e banqueiros(Eles não são anjos e nem tampouco demônios)pois os mesmos apenas oferecem empréstimos e assessoria,eles não administram os países da mesma forma que eu não administro suas finanças(E nem quero já chegam minhas contas)e o problema de governantes e seus asseclas é o mesmo de sempre quando acertam trombeteiam para os quatros cantos que são sábios e competentes e quando prevaricam e erram ai a culpa é dos outros,essas balelas não me convencem mais pois se o sujeito não tem competência,não sabe negociar e não aguenta pressão então não entre para a política,simplesmente é assim para com esse papo fiado de coitadismo e teorias infundadas da conspiração,elas não colam mais.
  • Paloma  30/04/2016 06:00
    Olá, Leandro... Gostei muito do seu artigo e vou logo dizendo que sou leiga no assunto e incapaz de refutá-lo.

    Vejo o povo criticar duramente (especialmente o pessoal de esquerda) as privatizações e o livre mercado. Já li algumas coisas que me convencem quase totalmente de que elas são boas ou pelo menos não são tão ruins para esse alarde todo.

    Mas realmente me fica uma dúvida e acho que também nunca sanei tal dúvida porque nunca me dediquei a ler mais a fundo sobre esse assunto. Comecei agora lendo esse artigo e abri vários outros indicados nos comentários acima para ler aos poucos.
    Enfim...
    Ao mesmo tempo que acho boa a medida de privatizar, não consigo imaginar alguns setores básicos funcionando assim. Não estou dizendo que não é possível de se realizar, é claro que é, mas penso nas consequências e se essas não poderiam ser negativas para pessoas de baixa renda, na linha ou abaixo da linha da pobreza e tal.

    Se privatizarmos TUDO, como diz ser a solução no seu artigo. Quem garantirá o acesso dessas pessoas em hospitais e escolas particulares, por exemplo? Quais são as medidas adotadas em outros países que assim funcionam? Seria mesmo possível afirmar, sem medo, que o livre mercado, e portanto, a abolição de taxas, de impostos e outras limitações às empresas iriam possibilitar melhores salários e outros benefícios à essas pessoas/trabalhadores que possibilitaria, por sua vez, o acesso a esses atendimentos básicos com seu próprio dinheiro?
    Tento visualizar essas consequências sobre pessoas autônomas, desde uma simples costureira até, sei lá, um podador de árvores, por exemplo?

    Digo isto porque não imagino o livre mercado (apesar de poder por vezes gerar mais empregos e incluir mais pessoas) conseguir gerar espaço para todo mundo (tanto em questão de vagas, como em questão de requisitos e formações mínimas necessárias para tais vagas) a curto prazo especialmente.

    Nesse sistema realmente acaba todo o controle do Estado? Toda a regulamentação? Em países que não existem estatais quais seriam então as principais funções do governo, já que eles não precisam se preocupar em ordenar esses setores? Quem paga os salários desses governantes? Como seriam feitas assistências a essas pessoas de extrema necessidade sem o colaboração dos cidadãos que se dá por impostos e coisas do tipo? Como isso é feito em outros países também?

    Um questão que não consigo imaginar mesmo é a ambiental. Se não houver nenhum controle e um certo moralismo de preocupação ambiental (que é indispensável para a existência humana) e todo um pacto de responsabilidade, o que será da natureza se os que visam o lucro na maioria das vezes não pensam nas consequências de longo prazo de suas ações? Quem teria capacidade e autoridade para forçá-los a desacelerar ou mesmo recuperar a degradação ambiental?

    Nesse sistema e nesse sentido, então é impossível que haja uma "privatização" do sistema jurídico? Visto que pode acontecer de quem cria as leis e quem as julga ter também interesse de proteger sua própria empresa, a de um amigo ou a de um familiar? (Alguma coisa me diz que acabei ter uma merda de raciocínio nesse trecho, já que o tema aqui é livre-mercado e talvez isso não tenha nada a ver com o assunto).

    Enfim, fico pensando nessas consequências. Sei que são muitas perguntas. Mas se puder esclarecer, agradeceria muito.

    Abraço!
  • Observador  30/04/2016 21:11
    Todo o segredo da sua pergunta jaz nessa sua própria afirmação [negrito meu]:

    "Seria mesmo possível afirmar, sem medo, que o livre mercado, e portanto, a abolição de taxas, de impostos e outras limitações às empresas iriam possibilitar melhores salários e outros benefícios à essas pessoas/trabalhadores que possibilitaria, por sua vez, o acesso a esses atendimentos básicos com seu próprio dinheiro?"

    Ora, se o governo mantiver todos os impostos, taxas e "contribuições" sobre os cidadãos, então é claro que estes continuarão sem condições de pagar por saúde e educação.

    Mas nós não queremos continuar com este estado inchado que exige essa imensa carga tributária para sustentar seus nababos.

    Quando se defende o livre mercado, a questão mais precípua passa justamente pela redução máxima do tamanho do estado, o que permitiria corte de impostos e o fim da inflação (sempre lembrando que a moeda é monopólio do estado, e sua qualidade depende diretamente do governo).

    Se você partir do princípio que haverá apenas privatização da saúde, e que o estado continuará exatamente com o mesmo tamanho de hoje, mantendo todas as suas regulamentações sobre o setor, extorquindo os pobres com impostos, e diminuindo seu poder de compra por meio da inflação, então certamente não haverá grandes benefícios para os pobres.

    É imprescindível reduzir o tamanho do estado, reduzir ao máximo seus impostos, taxas e regulamentações, adotar uma moeda estável (com inflação zero), e liberar totalmente a concorrência em todos os setores da economia.

    Feito isso, aí sim, eu posso responder à sua pergunta: tudo isso iria possibilitar melhores salários e outros benefícios a essas pessoas, permitindo por sua vez o acesso a esses atendimentos básicos com seu próprio dinheiro?

    Com toda a certeza. Comprar serviços de saúde em nada difere de se comprar alimentos, roupas, educação, carros etc. Havendo ampla concorrência, havendo baixos impostos, e havendo moeda forte, o acesso a esses bens está no nível mais fácil possível.

    Como suas outras perguntas seguem na mesma linha, inclusive as de cunho ambiental, vou lhe recomendar apenas os artigos realmente essenciais sobre cada assunto:

    Como o estado empobrece os pobres:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2117


    Educação:

    Este, sinceramente, é a questão menos controversa de todas. Com a difusão da internet e com a propagação de universidades privadas gratuitas e de ótima qualidade (como a Khan Academy), só não estuda quem não quer.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=319
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1072


    Saúde:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=105
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1849
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2029


    Ambientalismo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2227
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=89
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1361
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1912
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1685
  • Robert Maia  12/09/2016 12:25
    Quem deras a solução fosse tão simples assim... Vale lembrar que empresas privadas também podem gerar muitos prejuízos sociais. Quer um exemplo? 5 de novembro de 2015 - rompimento de barragem de rejeitos de uma empresa privada de mineração. Oficialmente 19 mortos, dano ambiental e a atividade econômica em 230 cidades de dois estados, pouco mais de 4000 empregados desocupados só na cidade de Mariana (dados de Julho/2016)... Esse é um exemplo. Outro, muito famoso, é o da Enron nos EUA, a construtora Encol no Brasil, e por aí vai. O grande problema é que junto a essas más administrações, essas empresas gozam de benefícios estatais, de trocas de favores, da inaptidão estatal na administração pública. Por isso acho muito raso esta análise do texto, e se é esta a solução, então devemos pensar na privatização do público. Falo de privatizar empresas, hospitais, faculdades, escolas, estradas, segurança... É disso que se trata. Se as pessoas não acordarem para aquilo que impacta em suas vidas, nada nunca vai pra frente, seja público ou privado. E de verdade? O privado não é tão melhor que o público. Vide o mercado de telefonia nacional que apresenta serviços fracos para o preço absurdo que pagamos, e olhem que é um mercado que goza de incentivos.

    Hoje trabalho numa empresa pública, mas já trabalhei em empresa privada e não vejo problemas em voltar à iniciativa privada. Só devemos nos atentar para o fato de que a questão administrativa, seja ela pública ou privada, deveria ser regulada de forma mais séria, que sem fiscalização de cada um não vai acontecer. Outra coisa é endurecer as penas para os crimes contra a economia. Precisamos de órgãos reguladores que realmente tomem atitude séria, não que sejam meros fantoches. Precisamos de leis que obriguem o seguimento de um determinado perfil para as empresas públicas e, porquê não, limitar a mão do estado sobre a administração dessas empresas. Precisamos quebrar os monopólios, sejam públicos ou privados. Se o governo passar a se preocupar em realizar as ações sociais que são seu dever e fiscalizar e punir com severidade as empresas privadas concessionárias de serviços públicos por má administração ou por fraudes, teremos um cenário relativamente melhor.

    Ir pela solução mais simplória sem analisar o todo pode significar a falência do país e a desgraça de seu povo. A ação do estado sobre a economia é desastrosa em muitos casos, mas em alguns pode ser salvadora. O que carecemos é de bons administradores no estado, que deveria ser tratado como uma empresa e nós, pagadores, deveríamos poder mais facilmente demitir os dirigentes. todos eles.
  • Alfred  12/09/2016 12:51
    Comentário repleto de clichês já exaustivamente rebatidos por este site.

    Seria bom que as pessoas, antes de se darem ao trabalho de comentar, ao menos fizessem uma pesquisa básica no site para ver tais assuntos já foram comentados.

    Ei-los:

    Sobre a Samarco:

    A posição libertária em relação a empresas que causam mortes e desastres ambientais


    Sobre a Enron:

    O colapso da Enron


    Sobre as telefônicas e seus serviços:

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Sobre as privatizações


    Sobre o protecionismo do estado às grandes empresas

    Grandes empresas odeiam o livre mercado


    Sobre a privatizações e estatizações

    Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas
  • Andre  12/09/2016 13:19
    Aqui não é o site do G1 ou do Valor Econômico.

    Por favor coloque uns livros concentuais liberais no currículo antes de desferir afirmações descabidas dessas, se têm dúvidas encaminhamos o material, um artigo e os mais pacientes um resumo:

    www.mises.org.br/SouNovoEconomiaAustriaca.aspx

    Depois não adianta reclamar que o pessoal aqui às vezes é ríspido, nego ouve Sardemberg e Miriam Leitão no rádio e já forma uma opinião, toneladas de críticas, se acha o expert no assunto e acha impressionante como o país está nessa situação deplorável.
  • Taxidermista  12/09/2016 14:09
    Você precisa ler esse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=84
  • anônimo  28/09/2016 00:15
    Perdoem minha ignorância, mas, entendi a parte da corrupção, mas não entendi ao que se deve a ineficiência exatamente. Alguém poderia me explicar?
  • Guilherme  28/09/2016 00:30
    Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas. Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.

    Mais: uma empresa ser gerida pelo governo significa que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.

    Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.

    Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?

    Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.

    O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.

    Como mostram os esquemas de propinas em licitações, estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos. Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras, seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores "a preço de banana".

    Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas. (Por isso, os Correios estão pedindo um aporte de R$ 6 bilhões ao Tesouro Nacional).

    Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido. Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter.

    O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos. Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico.

    Por não ter uma racionalidade, uma preocupação com lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, cujos políticos do partido estão em seu comando. Consequentemente, estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.


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