Como o governo está tentando enganar a população com a meta do superávit primário
por , sexta-feira, 21 de novembro de 2014

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dilma1-636x395.jpgCharles Goodhart, economista e professor da London School of Economics, defendia que, quando os governos tentam regular um ativo financeiro em particular, esse ativo deixa de ser confiável como indicador de tendências econômicas.

A afirmação foi extrapolada para uma lei bem mais geral, que ficou conhecida como Lei de Goodhart: quando um indicador social ou econômico adquire status de meta de política econômica, ele deixa de ser uma boa mensuração.

Na mesma linha, o cientista social Donald Campbel abordou os problemas das metas de programas sociais, afirmando que, quanto mais um indicador social quantitativo é usado para a tomada de decisões (como vincular o pagamento de professores às notas dos alunos em um teste nacional), mais sujeito ele está a ser corrompido e, com isso, mais facilmente irá distorcer e corromper os processos sociais que deveria monitorar (os professores passam a ensinar apenas como passar no teste, mas o nível real de aprendizado não se altera).

Em resumo, a lei de Campbel diz que, em políticas públicas, as metas podem levar à tortura de indicadores, os quais deixam então de ser um bom indicador social. Algo como diminuir o limite inferior da renda para que uma pessoa seja considerada classe média, de forma que a diminuição da pobreza pareça maior.

No mundo das finanças públicas existem diversas metas que devem ser cumpridas pelos governos municipais, estaduais e federal. Grande parte delas foi instituída pela Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei Complementar n° 101 de 2000.

Uma meta importante da LRF é a do gasto com pessoal — não mais do que 60% da receita corrente líquida do governo pode ser gasta com o pagamento de funcionários do governo.  Se passar disso, o governo deve tomar medidas politicamente drásticas, como a demissão de servidores públicos.

Sendo um mensurador que baliza grandes tomadas de decisão, essa meta de 60% vem sendo um perfeito exemplo de aplicação da lei de Goodhart-Campbel em estados que são intensivos em mão-de obra. Vejamos abaixo:

O gráfico mostra a despesa com pessoal do estado de Minas Gerais, conforme critérios da LRF. Podemos ver que, a partir de 2006, o percentual é crescente, chegando ao ápice em 2010 e reduzindo-se substancialmente em 2011.  Terá a despesa com pessoal caído ou a receita corrente líquida aumentado muito daquele ano em diante?

grafico1.jpg

Participação da despesa com pessoal do estado (valores atualizados). Minas Gerais — 2006-2013. Fonte: Assembléia Legislativa de Minas Gerais

Na verdade, a queda é explicada não por uma redução de gastos ou por um aumento na arrecadação, mas sim pela alteração do cálculo da meta, que passou a excluir os gastos com inativos do cômputo geral do gasto com pessoal — alteração essa baseada em uma interpretação da Portaria Conjunta n° 2 de Agosto de 2010 da Secretaria Nacional do Tesouro.

A alteração da medida deu uma "folga" ao estado — que já estava bem próximo de atingir o limite máximo estabelecido na LRF — para conceder novos aumentos e contratações, e distorceu a capacidade do indicador de avaliar sua real situação fiscal.

Nesta semana, um outro caso de distorção de metas tem ganhado grande repercussão. Trata-se da tentativa, pelo governo federal, de alterar a meta de superávit primário constante na Lei de Diretrizes Orçamentárias, LDO, para este ano.

O superávit primário é, ao mesmo tempo, uma medida e uma meta estabelecida todos os anos na LDO, por todos os entes federativos.  Grosso modo, ele mede quanto o governo — excluídas as despesas e as receitas financeiras (que envolvem pagamento de juros) — conseguiu economizar para pagar a dívida.

Na realidade, deveríamos falar em resultado primário, pois o que pode acontecer é um superávit, quando as receitas são maiores que as despesas; ou um déficit, quando se gasta mais do que se recebe.

Para 2014, a meta de superávit primário da União havia sido estabelecida no art. 2° da Lei n° 12.919/2013 em R$116,072 bilhões, podendo ser descontados destes, de acordo com o art. 3°, até R$67 bilhões de gastos do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, e da desoneração de tributos.

Na prática, portanto, a meta de superávit do ano pode baixar para até R$49,072 bilhões.

Acumulando um déficit primário de R$19 bilhões até setembro (veja o gráfico abaixo), e amargando um déficit primário de mais de R$20 bilhões só em setembro, o governo federal provavelmente descumprirá a meta, mesmo considerando as deduções já autorizadas das obras do PAC — as quais, por sinal, foram expurgadas do cálculo nos últimos anos também para possibilitar o superávit, em um tipo de manobra que os especialistas apelidaram de contabilidade criativa e que já constituíam uma grave distorção do indicador.

grafico2.jpg

Fonte: Tesouro Nacional

No último dia 11, a presidente encaminhou o projeto de lei ao congresso — PLN 36/2014 —, o qual pretende alterar o referido art. 3° da LDO, que trata das deduções do gasto para fins do cálculo do primário.

A proposta de nova redação do artigo 3° retira o limite da dedução de até R$67 bilhões, deixando livre a exclusão de todos os gastos do PAC e das desonerações.  

Na prática, isso significa o seguinte: mesmo havendo um enorme déficit, o governo terá cumprido a meta de superávit, pois ele agora poderá abater até R$122,890 bilhões (que é a soma até o momento dos gastos do PAC e das desonerações) da meta de R$116,072 bilhões

[Nota do IMB: ou seja, por meio de uma contabilidade mágica, um déficit virou um superávit.

O problema é que truques contábeis não alteram a realidade.  E a realidade é que, na prática, o governo federal está incorrendo em um déficit primário.  E vale lembrar que déficits (sejam eles primário ou nominal) são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro.

Portanto, os déficits do governo são uma medida inerentemente inflacionária.  Será difícil reduzir a atual inflação de preços se o governo não equilibrar seu orçamento.]

Cientes da urgência e do temor da presidente em ser responsabilizada pelo descumprimento da meta em um período político tão delicado, PT e PMDB se mobilizaram para as negociações.  A tramitação foi acelerada: o projeto já recebeu parecer favorável da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que rejeitou as 80 propostas de emendas recebidas, grande parte feitas pela oposição, que queria reduzir o limite das deduções que podem ser feitas no cálculo.

Após a tumultuada votação de terça-feira, foi fechado um acordo de procedimentos para uma nova votação, uma vez que a oposição acusou a inobservância de regras do regimento interno, ameaçando pedir a anulação da sessão junto ao STF. A votação do parecer em comissão deve ocorrer na semana que vem.

Se a alteração for aprovada, como provavelmente será, teremos um mais novo exemplo de aplicação da lei de Goodhart-Campbell. A meta do superávit primário do governo central deixa de ser uma boa medida. Talvez seja melhor assim que a alternativa, que é o abandono mesmo da meta (certa demonização oportunista da responsabilidade fiscal já pode ser lida por aí).

Uma suposição implícita da lei de Goodhart é que a meta é um valor. Melhores índices de educação, menos dívida, mais riqueza e menos gastos com pessoal são coisas que valorizamos, e por isso são metas que são, ao final, corrompidas para parecerem melhores do que o real. O superávit fiscal será uma grande mentira. Mas o governo gastar menos do que arrecada continuará sendo um valor.

Luciana Lopes é formada em Direito pela UFMG. Atua como consultora legislativa de finanças públicas, é advogada e administradora pública.



51 comentários
51 comentários
Emerson Luis, um Psicologo 21/11/2014 14:00:24


Mais uma mentira dentre tantos, mas a maioria não se importa.

A campanha petista difamou descaradamente os dois outros candidatos com chances de vencer; eles mentiram nos debates e propaganda política, deixaram para divulgar dados econômicos negativos depois das eleições, logo após as quais tomaram medidas que acusaram seus concorrentes de pretender fazer (aumento dos juros, da energia, da gasolina, etc.). Sem falar dos escândalos de corrupção e da clara implementação gradual do bolivarismo. Os artigos do MB republicados antes das eleições acertam em cheio: os piores foram eleitos, venceram os sociopatas.

* * *

Responder
J. Rodrigues 21/11/2014 20:20:32

Emerson Luis, um Psicólogo,
É o que eu ia dizer: mais uma mentira. A mentira da inflação, a mentira do pleno emprego, a mentira da dívida externa, a mentira da "nova classe média". Por que não mais uma mentira? Ninguém liga mesmo...

Responder
Pobre Paulista 21/11/2014 14:02:38

Mas o governo sabe que essas medidas são inerentemente inflacionárias. Esse pessoal é tarado por inflação alta. Para eles, essas leis orçamentárias são só uma chatice que precisa ser contornada de alguma maneira. O que importa é criar mais e mais inflação.

Responder
Silvio 21/11/2014 14:45:35

Como o governo não quer parar de aumentar seus gastos e como aumentar os impostos é uma medida muito impopular, então só lhe resta tacar inflação nesse povinho, Marcos.

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anônimo 21/11/2014 17:27:22

Exatamente! Mas né... vamos e venhamos, qual de nós não sabe disso? Meu pai é um cara inteligente e esclarecido, estudioso e empresário há vinte e poucos anos mas mesmo assim sempre foi e morrerá sendo petista. E como todo bom esquerdista ele abomina o tal dinheiro sempre que pode (grifo aqui: quando PODE), isto é, quando não sai do bolso dele e nos discursinhos, o $ é a raiz de todo mal.
Agora o mesmo cara anota tuuuuudo que ele compra e gasta, todo santo dia! Até o último centavo! É hilário ver de perto essas pessoas. Discurso 08, ações 80.

Responder
Felipe 21/11/2014 18:58:02

Mas não esclarecido quanto a economia.

Você como bom filho podia indicar alguns livros básicos como esse mises.org.br/Ebook.aspx?id=92
e esse mises.org.br/Ebook.aspx?id=16

Dois livros básicos que deixariam seu pai pró em economia, mas do que muitos economistas ai.

Responder
Soares 21/11/2014 20:24:12

Vale uma olhada no vídeo abaixo sobre o papel do dinheiro na sociedade.

O real valor do dinheiro: youtu.be/1jRh8DHNH3o

Responder
J. Rodrigues 21/11/2014 20:27:16

Puxa vida, anônimo. Você batendo cabeça com o pai e eu com o filho.
Vamos fazer uma confraria e ver se mostramos o rumo a esses "dois perdidos num dia vermelho", rsrs...

Responder
Nilson 22/11/2014 12:36:56

E eu tenho maior orgulho de meu filho que, sem eu nunca explicar economia para ele (afinal, trabalho com informática), ele com seus 14 anos sozinho percebeu as vantagens do Capitalismo, mercado livre e o não intervencionismo. Ele vasculha na Internet sobre os assuntos e tira suas conclusões. Pedrinho para presidente!

Responder
Felipe 21/11/2014 19:21:22

Governo não está muito preocupado com a inflação, a mesma será maquiada também, e quando não conseguir a culpa será dos empresários ou do clima.

Responder
sandro lima 21/11/2014 20:46:30

Não é que são tarados, mas a ineficiência é tanta, e a insaciável sede de se manter no poder, que eles simplesmente não se importam em apertar os cintos gerando medidas impopulares, preferem manobras que alimenta a inflação.

A cesta básica vai pra Milão logo logo.


Responder
Lopes 21/11/2014 14:23:22

E assim, despenca o mais fundamental alicerce do tripé econômico da velha diretriz quanto aos limites do crescimento estatal. Se Henrique Meirelles assumir o cargo deste capenga ministro que se recusa a assumir culpa ou responsabilizar o desenvolvimento por quaisquer falhas eventuais da economia (seriamente, leiam a recente entrevista do Mantega à BBC), confrontar-se-á com indicadores econômicos bem mais lenientes do que os de Lula frente aos interesses políticos; na pior das hipóteses, a presença dele seria somente uma manivela de levantar a Bovespa (e reduzir a oscilação do dólar) por um ou dois meses até que o 'Efeito Shinzo Abe' comece.

Excelente (e perturbador) artigo, Luciana.

Responder
Forever 21/11/2014 14:51:56

Nenhuma surpresa,o Partido dos Trabalhadores não tem ''planos'' de país,e sim de poder.Apesar de detestar o PT tenho que reconhecer que é um partido com uma estrutura forte e com planos de governo muito bem definidos.Resta saber se o povo brasileiro irá aceitar o tão sonhado bolivarianismo que os petistas querem (pela reeleição da senhora Dilma parece que sim...)
Se alguém espera alguma coisa diferente do que foi visto nesses últimos 4 anos,esqueçam

Responder
Rene 21/11/2014 15:02:16

A própria ideia de superávit primário deveria ser abolida. O governo incorre em déficit orçamentário por anos a fio. O que a imprensa deveria divulgar intensivamente é o fato de que, se descontar as despesas das receitas obtidas pelo governo federal, o tesouro nunca fecha as contas, e por essa razão, novos empréstimos são sempre necessários para pagar essa diferença. E no frigir dos ovos, estes novos empréstimos são feitos a partir de dinheiro criado do nada, gerando aumento de preços, distribuindo assim o prejuízo por toda a população, principalmente os mais pobres.

Diante deste cenário, é revoltante ver a imprensa divulgando o fato da meta do superátit não ter sido atingido como algo inédito, fingindo que o governo federal manteve as contas em dia, mas somente agora é que as contas desequilibraram.

O IMB é um dos poucos lugares onde esse tipo de informação é divulgada.

Responder
anônimo 21/11/2014 22:17:27

Claro que não, é impossível.



Não seja o cara de vermelho.

Responder
Silvio 22/11/2014 01:51:39

Esse vídeo é bullshit. Você só pode estar de sacanagem. O bigoda está usando de uma falácia para atacar a cobrança de juros. Não há problema em existir um montante limitado de dinheiro.

E seja sim o cara de vermelho. O cara está certo. O bigoda é que está falado asneiras e deixando o cara de vermelho confuso.

Responder
Lopes 22/11/2014 14:22:07

Se você não paga um empréstimo, costuma deixar bens de hipoteca; quando você penhora um objeto, você o deixa aos cuidados da loja de penhores enquanto leva o dinheiro consigo; quando nem você nem a outra parte têm dinheiro para pagar por algo negociado entre ambos, costumam trocar objetos; antigamente, quando um mercado não tinha dinheiro para comprar um produto de um fabricante, por exemplo, era comum que o mercado deixasse o fazendeiro / manufatureiro fazer umas compras gratuitas como pagamento.

O que está evidente em todas as relações supramencionadas?

R: A constante troca entre bens e moeda de acordo com a conveniência às partes estabelecidas pelo princípio da valoração subjetiva e feita possível pelo princípio fundamental da ação humana.

Quando, por exemplo, começou a faltar sal para servir de lastro à sociedade romana, pensava-se: se faltam 25 gramas de sal, o que é que vale tanto quanto isto aos agentes do mercado, pode ser facilmente moldado e armazenado e possui uma função produtiva de insumo própria (esta última parte é passível de debates)? - O ouro.

A questão é que você sempre pode trocar bens e serviços por moeda faltante, independentemente das circunstâncias ou motivos - se a falta de moeda for generalizada, substituir-se-á voluntariamente por outro bem ou até serviço motivados pela utilidade criada aos diferentes agentes do mercado. E isto, simplesmente, tende ao infinito e fecha a conta dos juros; talvez, receio, pondo fim ao debate dos mutualistas.

Responder
anônimo 22/11/2014 18:30:42

Pode não estar errado a cobrança de juros Silvio, mas o bigode não está usando falacia nenhuma. Se existe 100 dinheiros numa economia, e 110 dinheiros de dívida, não sendo criado mais dinheiro é óbvio matemático que é sim impossível que todos paguem as suas dívidas. O cara de vermelho parece não entender o óbvio, que é impossível se ter mais do que o existente de determinada coisa.
Gostaria já que você está dizendo que ele usa uma falácia, fizesse o favor de expor onde ela está, porque apenas dizer 'é uma falácia' não esclarece pra ninguém, mesmo que você esteja certo!

No mais a solução dele pode não ser ideal (e não acho que seja) mas a premissa que o levou a essa solução não é equivoca só porque a solução é confusa. Se existe uma dívida maior que o montante monetário, e o único meio possível atual de criação de dinheiro aumentar ainda mais a dívida, é impossível que todos paguem suas dívidas. Mesmo na sociedade mais próspera e abundante que se possa imaginar. Tanto que, pelas minhas leituras com viés austríaco, em sua grande maioria concordam que os juros numa sociedade sem a criação massiva de dinheiro seriam muito inferiores que os atuais. Justamente porque não teríamos tanta inflação (com quantidade fixa imutável o mais provável é deflação a longo prazo).

Responder
Silvio 24/11/2014 00:02:09

Em primeiro lugar, nada errado em se cobrar juros. Se eu te emprestei um dinheiro, eu fiquei sem ele e ficarei ainda por um bom tempo. Por isso, nada mais justo que, além de ter o mesmo valor de volta, eu seja remunerado pelo tempo que fiquei sem ele. Essa remuneração pode ser em dinheiro ou em outros bens, tanto faz.

Em segundo, não há problemas em se cobrar juros numa economia com montante fixo de dinheiro. Por duas razões: a) os bancos não são donos de todo o dinheiro e, por isso, b) com o empréstimo a juros, os bancos, assim como todo empreendimento comercial, apenas esperam aumentar a sua quantidade de dinheiro que está disponível no mercado. Vou tentar ser mais claro:

a) como os bancos não possuem todo o dinheiro, banqueiro nenhum poderia colocar todo o dinheiro disponível numa economia para empréstimo (por uma razão operacional, banqueiro nenhum nem poderia colocar todo seu dinheiro para empréstimo). Por isso, esse cenário proposto pelo bigoda não faz sentido na vida real;

b) embora haja um bolo fixo e ele seja dividido em fatias, a propriedade das fatias muda ao longo do tempo. O banqueiro, ao fazer um empréstimo, espera apenas que, depois de passado um certo tempo, ele fique com uma fatia maior. Assim, o tomador precisa conseguir dos diversos outros proprietários de dinheiro não apenas o valor equivalente ao que tomou, ele também precisa conseguir mais um pouco. Veja que não se mudou o bolo, apenas a distribuição, sendo que o banqueiro, se bem sucedido, conseguiu aumentar a sua fatia (e isso, se pensarmos em trocas voluntárias, é ótimo, pois essa operação aumentou a riqueza de todos os envolvidos, visto que, para as pessoas entregarem seu dinheiro, o tomador teve que lhes dar algo mais útil em troca).

Responder
anônimo 22/11/2014 18:45:17

Nope. É real.

De fato não há, o problema é o juros, não a limitação do dinheiro, isso só é problema para existir o "capitalismo" (chame como queira, crédito a base de juros e lei para garantir pagamento de dívidas), não para a economia em um outro sistema.

Por isso tio Karl era a favor.

Sem crédito não existe economia de mercado.

Ou você não acredita na 2ª lei da termodinâmica ?

Responder
Silvio 24/11/2014 00:24:20

Sem crédito existe economia de mercado sim. Mas que pobre seria essa economia se as pessoas utilizassem apenas de seus próprios recursos para investir em suas atividades produtivas. Imagine a lentidão para se criar riqueza se o sistema de crédito não existisse.

Além disso, confesso que não consigo entender a bronca com os juros. Eles são apenas remuneração sobre o bem dinheiro. Se você não é contra o lucro, também não haveria de ser quando o que se comercializa é dinheiro. Por que as pessoas podem lucrar fazendo comércio de qualquer coisa mas devem desistir do lucro quando o que se está em comércio é dinheiro?

E isso nada tem a ver com a lei da conservação de energia. Nos EUA, no período compreendido entre a o fim da Guerra Civil e a Primeira guerra Mundial (1865-1914), houve deflação, ou seja, a oferta de dinheiro diminuiu. De acordo com esse raciocínio, nessa situação que indiquei, mesmo que não fossem cobrados juros sobre os empréstimos, seria necessária a emissão de mais dinheiro para fechar a conta. E por que isso não se deu?

Responder
aluno' 24/11/2014 00:45:06

Os juros não são problemas. É um preço que se paga por querer um determinado bem no presente quando não tem o meio de troca correspondente para trocar por este bem. Por outro lado hipoteticamente a quantidade fixa dos meios de troca, em principio não tem valor fixo e imutável, mas variável, pois seu valor varia segundo as variações de quantidades de bens e serviços disponíveis e segundo os desejos, necessidades e procuras dos indivíduos, por tanto o valor da moeda ou meio de troca é mutável segundo varias variáveis subjetivas e objetivas que não depende somente da quantidade da moeda em circulação. O que se condena na variação artificial da quantidade do meio de troca não é o aumento da quantidade em circulação, mas é fazer do aumento da quantidade de moeda um instrumento de politica monetária para estimular o crescimento e outras necessidades de um governo que mantem o monopólio de criação do dinheiro, e não o contrario como propunha o professor Milton da escola de Chicago.

Responder
aluno' 24/11/2014 01:31:10

Tomando como base o lançamento do plano real em julho de 1994 e hipoteticamente afirmando que a quantidade de moeda naquele momento M1 (somados todos os seus componentes) fosse de aproximadamente 8 bilhões de reais. E que hoje, 20 anos depois, o mesmo M1 esteja aproximadamente em 200 bilhões de reais. Isso representa um aumento na quantidade de moeda de 25 vezes!
Agora eu pergunto aos defensores da alteração indiscriminada na quantidade de moeda como instrumento de politica monetária por parte do governo para promover o crescimento da economia, ela e a população cresceu na mesma proporção? Ou seja, a oferta de bens e serviços e a população cresceram na mesma proporção e quantidade que os meios de troca? É evidente que não, se for computar o crescimento real da economia ela não chegou nem mesmo a 0,75% de 1, ou seja, não chegou nem mesmo a 75% de uma vez, enquanto isso a quantidade de moeda variou para mais 2500% (25 vezes). Isso é distorção pura do valor do meio de troca por parte do governo, e isso é condenável do ponto de vista da realidade.
Vamos supor que a economia neste período cresceu a sua oferta de bens e serviços, mais a variação da população num valor aproximado de 75% de 1. Se acrescentar esses 75% de variação a mais na oferta na economia sobre a base da época inicial do plano real teríamos hoje aproximadamente 14 bilhões de reais em circulação. Para os mais ligeirinhos poderia ter dobrado e estaria em 16 bilhões.

Responder
AntiMarx 21/11/2014 15:40:58

Bom, pelo menos a inflação vai castigar primeiro, aqueles que mais votaram no PT, os pobres. Eu consigo me segurar por algum tempo mesmo se a inflação continuar subindo, eu acho é pouco, quero ver o circo pegar fogo, quero ver petista sem dinheiro pra comprar leite, por causa da inflação

Responder
sandro lima 21/11/2014 21:04:16

haha
Também já disse a mesma coisa.
"quando a água bater na minha bunda, muita gente já morreu afogada".

Responder
izac 21/11/2014 15:55:26

A contabilidade é uma ferramenta de informação para as decisões corretas em relação a um patrimônio quer seja público ou privado. Infelizmente estamos diante de um potencial mau uso desta nobre ciência para a insidiosas manipulações políticas favoráveis aos corruPTos. Foi assim que fez o jornal russo "Pravda". Nele os socialistas stalinistas chamavam a verdade de mentira e vice-versa. Assim, contabilidade criativa é a arte do engano socialista que tenta provar que 2 + 2 é igual a 5.

Responder
Décio 21/11/2014 16:06:56

Faltou dizer que o governador de Minas nesse período era o Aécio Neves...

Responder
Pinto 21/11/2014 16:44:40

Em primeiro lugar, Aécio Neves não era o governador de MG de 2011 em diante, que foi justamente quando houve a alteração. Nessa época, ele já era senador. Logo, o artigo estaria mentindo se fizesse tal afirmação.

Em segundo lugar, e independente disso, pergunto: como assim "faltou dizer" isso? Por acaso também "faltou dizer" que a presidente da república é Dilma?

Pode pesquisar e ver que a palavra "Dilma" não aparece no artigo. Aliás, nem sequer é dito que é o PT quem está no governo federal, e que é ele quem quer alterar as regras do jogo.

Aviso aos pára-quedistas: este site não é partidário e nem faz panflategem em prol de um partido e contra outro.

Este site é a favor da verdadeira ciência econômica. E só. Militância política é para imbecis e fracassados.

Responder
Aquino 21/11/2014 19:27:31

Mesmo para aqueles que defendem a existência de um estado, nas atuais circunstâncias, militância é pura bobagem, porque PT e PSDB são muito parecidos entre si. Ainda se houvesse alguma diferença substancial entre as opções que nos são impostas, até faria algum sentido torcer para o PSDB ou PT.

No entanto, mesmo nessa situação, é claro que a defesa incondicional e entusiasmada de um ou outro grupo que deseja tomar o poder e nos oprimir é coisa para imbecis e fracassados.

Responder
Bruno D 21/11/2014 16:54:07

E por ande anda o Sapoia?

Aquele sujeito que "refutava" no mesmo vídeo do Youtube o RC e o D. Fraga, entre outras coisas ensinava a colocar a camisinha sem estourar...

https://www.youtube.com/playlist?list=PLFC7246C8A15CC5AF

Responder
Hudson 21/11/2014 19:05:11

Ué, um artigo de um funcionário público parasita publicado no Mises? Os comentaristas devem estar se rasgando de raivinha rsssss

Responder
Anón 21/11/2014 19:08:14

Excelente texto.

Queria que o IMB tivesse mais textos objetivos como este e menos divagação rothbardiana.

Responder
Felipe 21/11/2014 19:31:27

ótimo texto.

De uma maneira nos mostra que não existe meios do governo controlar o próprio governo.

Enquanto não tivemos uma população educada sobre assuntos econômicos estaremos fadado ao fracasso.

Responder
Gafanhoto 21/11/2014 19:35:43

Execelente artigo. Mais um para a série de "artigos que justificam a minha vinda constante ao mises.com".

E o mais interessante é que não foi escrito pelo Leandro, mas por uma novata (pelo menos eu nunca tinha visto um artigo da Luciana aqui)

Responder
Mauricio 21/11/2014 21:06:39

Uma explicação para um leigo tentando deixar de ser analfabeto em economia:

Emitir títulos públicos não faz o contrário que diz o texto? ou seja, retiraria dinheiro da economia?


Sempre imaginei o seguinte:

Governo quer injetar dinheiro : paga os títulos.
Governo quer retirar dinheiro : vende títulos com juros atrativos.

grato,

Responder
Leandro 21/11/2014 22:19:32

Não. Você está confundindo operação do Tesouro com operação do Banco Central.

Quando o Tesouro vende títulos, os bancos criam dinheiro eletrônico e compram esses títulos. O dinheiro criado vai direto para o caixa do Tesouro. Ato contínuo, o Tesouro, agora em posse desse dinheiro (dígitos eletrônicos), gasta esse dinheiro e, assim, o joga na economia.

Ou seja, no final, houve um aumento da quantidade de dinheiro na economia.

Já o Banco Central, quando ele vende títulos para o sistema bancário, não há nenhuma criação de dinheiro por parte dos bancos. O dinheiro é subtraído diretamente de uma conta-corrente que os bancos têm no Banco Central, a qual faz parte das 'reservas bancárias'. Esse dinheiro eletrônico simplesmente é deletado do sistema.

Ou seja, após a operação, os bancos ficam com os títulos do governo, e o dinheiro correspondente que estava em suas reservas bancarias é extinto.

Mais detalhes aqui sobre ambas as operações aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1854

www.mises.org.br/Article.aspx?id=344

Responder
felipe 21/11/2014 23:20:07

Leandro, uma duvida

Os bancos ao comprarem títulos do tesouro, você falou que eles simplesmente criam dinheiro.

A duvida é, esse dinheiro não entra na contabilidade dos bancos? Não há regras para limitar isso? O que impediria os bancos de emprestarem "infinitamente"?

Responder
Leandro 22/11/2014 01:20:07

Entra sim, é claro. Mas aí você tem de entender o básico sobre contabilidade e o método das partidas dobradas.

Imediatamente após o banco criar o crédito (por exemplo, $1.000), haverá duas entradas em seu balancete: $1.000 no lado dos ativos (crédito concedido) e $1.000 no lado do passivo (conta-corrente aberta).

Porém, assim que o tomador de empréstimo (seja pessoa física, empresa ou governo) gastar seu dinheiro -- e ele cair na conta de uma pessoa que é cliente de outro banco --, o valor criado na conta-corrente (passivo) do banco que criou o empréstimo cai para zero e o total de reservas (ativo) deste banco será subtraído deste mesmo valor.

Ou seja, haverá agora apenas uma entrada na coluna de ativos escrita "ativos a receber".

Quando o empréstimo é quitado, o principal ($1.000) volta para as reservas bancárias e o juro cobrado vai para o capital do banco.

Na prática, a redução das reservas raramente ocorre, pois ao mesmo tempo em que o banco A expande o crédito e perde reservas para o banco B, o banco B expande o crédito e perde reservas para o banco A.

De resto, sugiro fortemente a leitura deste artigo, o qual creio irá sanar as suas outras duas perguntas:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

Responder
anônimo 24/11/2014 13:12:52

Leandro, você se vale de uma falácia para dizer que bancos criam dinheiro do nada.
Eu chamaria de falácia do adiantamento.

Quando um banco tem depósitos de digamos 1000 dinheiros, e digamos, usa 900 dinheiros para comprar títulos públicos, neste momento, a sua disponibilidade é de 100 dinheiros e portanto não criou dinheiro algum.

Assim, o governo conseguiu 900 dinheiros emprestado para gastar e, em porca teoria, terá que restituir este dinheiro acrescido dos juros quando resgatar estes titulos. Logo, nada foi criado e a operação é como a de uma pessoa física emprestando para outra. Ela se privou do crédito e o transferiu a outra em troca de um adicional sobre o credito que po9ssuia. Logo, ela não poderá gastar aquilo que emprestou, tal qual os bancos.

Ocorre que o governo que recebeu esses 900 dinheiros irá repassar esse crédito a seus credores. Assim, tão logo os credores recebam esses 900 dinheiros, digamos que eles os depositam no mesmo banco que então poderá emprestar 810 dinheiros ao governo comprando títulos.

Assim, esses credores repassarão o crédito que detinham ao banco e este repassará novamente parte desse crédito ao governo.

NADA FOI ALTERADO NA QUANTIDADE DE CRÉDITO DISPONÍVEL.
Afinal, um lado renunciou a 1000 dinheiros e 900 dinheiros foram tomados como crédito por outro lado. Então, alguém deixa de gastar usar creditos de 1000 e repassa 900 para que outro gaste (e 100 ficam gastáveis pelo teórico/involuntário emprestador ao banco, por exemplo).
Então é o governo que gasta esses 900 e seus credores novamente tornam-se emprestadores teóricos/involuntários. Da mesma forma, 810 serão gastos pelo governo e 90 ficarão gastáveis pelos emprestadores involuntários.

Ou seja, NADA FOI CRIADO ATÉ ENTÃO. NENHUM BANCO CRIOU MOEDA ALGUMA!!!

Só que o governo, VIA BC, é que CRIARÁ DINHEIRO DO NADA na recompra ou "resgate" dos TÍTULOS.

Ou seja, NÃO SÃO OS BANCOS QUE CRIAM DINHEIRO DO NADA, MAS APENAS O GOVERNO VIA BC.

Se suas alegações falaciosas fossem verdadeiras, no sistema de reservas fracionárias, quanto maior o compulsório menor seria a inflação e sua velocidade.

Ocorre que em paises onde o compulsório é menor a inflação não dispara.

Não apenas bancos podem adquirir titulos públicos. Então por essa tua lógica falaciosa, qualquer comprador de títulos estaria criando dinheiro do nada. Desde que no mercado vendesse algo ou recebesse salário de quem recebeu pagamento do governo.

Ou seja, a afirmação de que os bancos criam dinheiro do nada é um embuste. Somente o BC pode criar dinheiro do nada.

Vamos a uma hipótese absurda, mas que facilita o entendimento:

Digamos que fosse possível abrir um banco sem nenhum depósito.
Tal banco não poderia adquirir título algum! ...exatamente por não poder criar dinheiro do nada.

Jogar a culpa em bancos por conta do besteirol de maníacos conservadores que afirmam bobagens sobre os banqueiros em organizações secretas da idade média em meios a idiotices misticas é uma tolice.
Essas bobagens Nivaldianas com anuência ou não olaviana são apenas bobagens.

Responder
Leandro 24/11/2014 13:41:22

Tudo errado. Não é assim que bancos funcionam na prática. Bancos não são meros intermediadores de poupança. Bancos são genuínos criadores de crédito.

No atual sistema bancário, não existe esse negócio de "um lado renunciou a 1000 dinheiros e 900 dinheiros foram tomados como crédito por outro lado." Quem afirma isso ignora completamente como realmente funciona o sistema bancário.

E não precisa acreditar em mim, não. Vá direto à fonte: discuta com o Banco Central da Inglaterra.

Nessa monografia escrita por ninguém menos do que os economistas dessa instituição, a entidade assume explicitamente e sem nenhum eufemismo que bancos criam dinheiro do nada.

Mais ainda: ao contrário do que você diz, não são os depósitos feitos pelas pessoas que criam crédito bancário; são os créditos criados pelos bancos que geram depósitos.

A monografia faz uma explicação excruciantemente detalhada do funcionamento de todo o processo.

Não precisa acreditar em nada do que eu disse. Fique apenas com a monografia, a qual também explica por que o compulsório é um instrumento que se tornou inócuo.

(Não vou estragar a surpresa, mas irei apenas adiantar o raciocínio: a partir do momento em que existe um Banco Central fixando uma taxa de juros e estando disposto a oferecer aos bancos a quantia necessária de reservas para evitar que estes juros subam, a quantidade de reservas compulsórias perde a importância. Afinal, a função do compulsório é justamente restringir os bancos. Porém, tal restrição levaria ou a um aumento dos juros ou a um congelamento geral do crédito. E nenhum BC quer isso. Na prática, portanto, os próprios BCs anulavam a efetividade do compulsório.)

Leia e cure-se dessa arrogante ignorância:

www.bankofengland.co.uk/publications/Documents/quarterlybulletin/2014/qb14q1prereleasemoneycreation.pdf

Após ler a monografia de uma instituição oficial que confessa que bancos criam dinheiro, por favor não se esqueça de compartilhar aqui conosco a resposta que você enviará a ela.

Vá ser um ignorante arrogante (a pior espécie que tem) em outro lugar.

Grande abraço!

Responder
anônimo 24/11/2014 16:07:00

E como o Banco Central oferece aos bancos a quantia necessária????

Explique!

Ora, se o BC cria crédito/dinheiro para regular a taxa de juro o que os bancos tem que ver com isso???

Um comprador de títulos também fabrica dinheiro????? ...rsrs

Responder
Leandro 24/11/2014 16:16:42

Espere aí, é sério que você veio aqui me dizer, com esse tom de descoberta da luz, que o Banco Central cria dinheiro, dá dinheiro aos bancos e, com isso, sustenta o cartel bancário?

Nossa, mas que achado! Vamos promovê-lo a articulista agora!

Cidadão, desde a criação deste site, ainda em 2007, falamos semanalmente sobre o Banco Central: como ele atua criando e dando dinheiro para os bancos, como ele protege o sistema bancário e como ele carteliza o setor. Aliás, e exatamente por isso, somos críticos ferrenhos do Banco Central, defendendo a abolição desta instituição.

Aqui vão apenas algumas amostras:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=344
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1015
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1794
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1966


Dica: ao menos leia alguns artigos do site antes de apressadamente sair regurgitando acusações esquisitas por aí.

Por fim, como está a leitura da monografia do Banco Central da Inglaterra? Já está em que parte? Se tiver alguma dúvida, não se acanhe em perguntar.

Responder
Guimarães 24/11/2014 16:34:13

As injustiças da vida... Foi exatamente no IMB que aprendi como funciona o Banco Central, como ele opera dando dinheiro pros bancos e como ele é o causador dos ciclos econômicos. Sendo assim, não deixa de ser irônico ver alguém vindo aqui xingar dizendo que o culpado de tudo é o Banco Central, como se o IMB jamais tivesse falado sobre isso e jamais tivesse culpado o Banco Central pelos ciclos econômicos, sendo que o IMB é o site em língua portuguesa que mais fala sobre o assunto.

Semana passada mesmo teve um artigo exatamente sobre o Banco Central.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1966

Esse anônimo aí literalmente ouviu o galo cantar e não sabe onde.

Responder
Hay 24/11/2014 17:14:02

Aliás, os artigos da série "A taxa SELIC - o que é, como funciona e outras considerações" são sensacionais. São muito claros, basta um pouco de boa vontade e um pouco de esforço mental para conseguir finalmente entender um pouco mais sobre o assunto. É só ler e reler algumas vezes para ir absorvendo aos poucos o conhecimento.

Responder
Silvio 24/11/2014 18:26:57

Mais alguns artigos sobre o assunto:

Por que o banco central é uma enorme máquina de falsificação
www.mises.org.br/Article.aspx?id=593

Um Banco Central é incompatível com uma economia livre
www.mises.org.br/Article.aspx?id=223

Fazenda ou Banco Central - quem é o responsável pela atual disparada de preços no Brasil?
www.mises.org.br/Article.aspx?id=961

O banco central não pode planejar
www.mises.org.br/Article.aspx?id=77

Não há um Banco Central no Panamá
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1279

Responder
Mauricio 21/11/2014 23:45:56

Muito obrigado!

Responder
EUDES 17/03/2015 20:21:41

Leandro, um pouco mais de paciência para mais um leigo. Então, os bancos não criam dinheiro eletrônico especificamente para comprarem tais títulos, mas podem utilizar dinheiro eletrônico que eles mesmos já criaram anteriormente, dinheiro esse que já estava em circulação, para assim adquirirem esses títulos públicos ofertados pelo Banco Central. É isso?

Outra coisa: para comprar esses títulos públicos ofertados pelo Banco Central, o compulsório pode ser utilizado?

Responder
Leandro 17/03/2015 22:00:38

Para comprar os títulos que o Banco Central vende -- isso ocorre nas operações de mercado aberto --, os bancos utilizam o dinheiro de suas reservas bancárias. E esse dinheiro está depositado junto ao Banco Central.

O dinheiro das reservas bancárias é ele próprio também um dinheiro eletrônico que foi criado do nada. Acompanhe a sequência:

1) O Itaú cria dígitos eletrônicos e empresta para João.

2) João gasta e, consequentemente, esses dígitos eletrônicos vão parar na conta-corrente de Pedro, que é cliente do Bradesco.

3) Ato contínuo, o Itaú transfere um equivalente valor em dígitos eletrônicos de suas reservas bancárias para as reservas bancárias do Bradesco.

4) O Bradesco então irá usar esse dinheiro de suas reservas bancárias para comprar títulos vendidos pelo Banco Central em suas operações de mercado aberto.


"Outra coisa: para comprar esses títulos públicos ofertados pelo Banco Central, o compulsório pode ser utilizado?"

Para os títulos do Banco Central, sim. São as operações de mercado aberto, e são feitas com as reservas bancárias (e o compulsório está incluído nelas) que os bancos têm junto ao Banco Central.

Responder
EUDES 17/03/2015 22:13:55

Obrigado pela resposta.

Responder
Pedro 21/11/2014 22:31:40

O dinheiro obtido com a emissão de títulos não ficará em uma reserva, ele será lançado no mercado através dos gastos do governo. O governo vai pegar dinheiro emprestado para gasta-lo e boa parte desse dinheiro que ele pegará emprestado vai ser criado do nada pelo sistema bancário.

Você está confundindo isso com um artificio usado pelo BC em uma operação de mercado aberto onde ele pretende retirar liquidez do mercado.

Responder
Dalton C. Rocha 22/11/2014 16:19:45

Cuba é o futuro da Venezuela.
A Venezuela é o futuro da Argentina.
E a Argentina é o futuro do Brasil.
Dilma é Lula. E Lula é Sarney.
Dei-me um país que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre. O petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é dos políticos e de seus funcionários.

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