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Olhar o PIB é inútil se você ignorar as alterações demográficas

O PIB é o número que os mercados financeiros e os analistas econômicos esperam com mais ansiedade do que qualquer outro.  Trata-se daquela que é tida como a mais importante medida do sucesso de uma economia.  O mercado de ações, o mercado de câmbio e o mercado de títulos dependem desse número, assim como presidentes e primeiros-ministros.

O PIB é a régua com a qual mensuramos as economias. 

O problema é que, por si só, ele é inútil. 

Os problemas

Este ano, o PIB fez um importante aniversário: são 80 anos sendo o principal mensurador de sucesso econômico.  A medição do PIB foi criada a pedido do então presidente americano Franklin Delano Roosevelt na década de 1930, quando ele decidiu que, como todo intervencionista, necessitava saber em mais detalhes o que estava ocorrendo com a economia americana para que pudesse intervir mais decididamente. 

O PIB é uma mera tentativa de somar todas as atividades que ocorrem dentro de um país para então colocar um número preciso no valor total da produção.  Mas esse cálculo possui vários críticos e detratores. 

Por exemplo, o PIB não mensura trabalhos domésticos.  Gastos governamentais — algo que destrói riqueza em vez de criar — estimulam os números do PIB.  A mera reconstrução de estruturas destruídas por terremotos, furacões ou enchentes, algo que simplesmente leva o país de volta para o ponto em que ele estava antes do desastre, é tomado como parte do crescimento do PIB.  O desperdício do dinheiro arrancado à força do setor produtivo da sociedade com o pagamento de inúteis operações e burocracias governamentais, algo que em nada contribui para o bem-estar da população, também contribui para o crescimento do PIB.

Ainda assim, o PIB vem sendo encarado como a melhor ferramenta disponível para mensurar como está indo a população de um país.  Se o PIB sobe, a população está enriquecendo.  Se o PIB cai, a população está empobrecendo.

O número que realmente importa

Mesmo desconsiderando os problemas listados acima, e aceitando — para o bem do debate — que o PIB é a melhor ferramenta de que dispomos para mensurar as economias, o fato é que, por si só, o PIB é um número inútil.

E é inútil simplesmente porque ele não leva em consideração as mudanças demográficas.  O PIB desconsidera alterações na quantidade de pessoas que estão vivendo dentro de um determinado país.  E o número de pessoas que vive dentro de um país — ou, mais ainda, a alteração do número de pessoas que vive dentro de um país — é o mais importante determinante do seu crescimento econômico.

Com efeito, o indicador que realmente importa é o PIB per capita.  É ele quem indica se os indivíduos — em vez do "país", que é um conceito totalmente abstrato — estão enriquecendo ou empobrecendo.  Se um país estiver vivenciando rápidas mudanças em seus níveis populacionais, um eventual aumento do PIB pode não ser tão bom quanto aparenta.  

Matematicamente, o PIB de um país representa o valor total de tudo aquilo que foi produzido por todos os seus habitantes.  Sendo assim, se o número de habitantes de um país estiver crescendo, o número de pessoas trabalhando, produzindo e consumindo também irá crescer.  Logo, o PIB terá naturalmente de crescer. 

É aí que surgem alguns detalhe que o PIB, por si só, não captura.  Por exemplo, é possível que um rápido aumento populacional eleve o PIB total e, ainda assim, deixe a população geral mais pobre.  Inversamente, uma diminuição na população pode reduzir o PIB total e, ainda assim, deixar as pessoas mais ricas.

Daí a importância do PIB per capita: ele mensura a evolução da riqueza de cada indivíduo do país, o que o torna um indicador mais acurado da real situação da economia de cada nação.

Tão logo você passa a considerar o PIB per capita — e o Banco Mundial fornece os números de todos os países desde a década de 1980 —, grande parte daquilo que você imaginava saber sobre a economia global se comprova incorreto. 

Por exemplo, o Japão — cuja demografia está estagnada — vem apresentando um desempenho bastante decente ao longo das últimas décadas.  Já o Reino Unido, que vem apresentando PIBs auspiciosos, está bem pior do que os números indicam, e ainda não recuperou seus níveis de riqueza vigentes antes da crise financeira.

Durante muito tempo, os países desenvolvidos apresentavam comportamentos demográficos muito similares, de modo que apenas o PIB já era suficiente para indicar quem estava indo melhor e quem estava indo pior.  Hoje, no entanto, as demografias desses países divergem dramaticamente. 

Japão, Alemanha e Itália possuem populações que estão ou encolhendo ou prestes a começar a encolher.  Já Estados Unidos, Reino Unido e França têm populações em crescimento.  À medida que essas divergências forem se tornando mais pronunciadas, os PIBs de cada um desses países se tornarão cada vez mais inúteis — e o PIB per capita será a única medida relevante.

O gráfico a seguir mostra a taxa de crescimento do PIB per capita, desde 2005, para Japão (cinza escuro), Reino Unido (cinza claro), Estados Unidos (laranja), China (azul), Brasil (roxo), e para o mundo (vermelho).

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O Japão é o exemplo mais significativo porque é o país que apresenta as mais dramáticas tendências demográficas.  Após chegar ao ápice de 128 milhões de pessoas alguns anos atrás, a população japonesa está hoje encolhendo, e rapidamente começará a encolher a um ritmo de um milhão de pessoas por ano.

Por isso, seu desempenho em termos de PIB per capita não é nada mau — ainda mais quando se considera todas as notícias de jornal dizendo que o PIB do país está estagnado há décadas.

Agora, vejamos a evolução do PIB per capita dos países dos BRICS.  Brasil (vermelho), China (cinza escuro), Índia (cinza claro), Rússia (laranja), África do Sul (azul). 

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A China cresce robustamente mesmo em termos per capita.  A Índia também consegue se manter.  É também possível entender o recente desânimo com o Brasil.

Agora, vejamos a evolução do PIB per capita dos cinco países economicamente mais livres do mundo de acordo com a Heritage Foundation: Hong Kong (vermelho), Cingapura (cinza escuro), Austrália (cinza claro), Nova Zelândia (laranja), Suíça (azul).

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Austrália e Nova Zelândia são os países que apresentam os desempenhos mais estáveis e consistentes.  Destaque também para a Suíça, que, mesmo já sendo um país extremamente rico, ainda consegue manter uma decente taxa de crescimento da riqueza per capita.

Por fim, vejamos agora um gráfico contendo países ricos e de comportamento demográfico divergentes: Estados Unidos (vermelho), Japão (cinza escuro), Alemanha (cinza claro)m Itália (laranja), França (azul), Reino Unido (roxo).

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Ou seja, se analisarmos o crescimento do PIB per capita de cada país — em vez de olharmos apenas os tradicionais números do crescimento do PIB —, o desempenho do Japão está longe de ser o pior do G7.  De acordo com os dados do Banco Mundial, essa dúbia honra cabe à Itália.  O país está ainda pior do que os números do PIB indicam.  A França também não faz inveja a ninguém.

Já a Alemanha apresentou um incrível fôlego até o ano passado.

O Reino Unido, por sua vez, vivencia uma situação interessante.  Seus recém-divulgados números do PIB foram surpreendentemente fortes, e este ano o país apresenta uma das mais aceleradas economias do G-7.  Segundo os números do PIB, em julho deste ano, o Reino Unido finalmente retornou aos níveis vigentes em 2008, antes da crise. 

Mas a situação em termos per capita é outra.  A população do Reino Unido é uma das que mais cresce em toda a Europa, majoritariamente por causa de seus altos níveis de imigração.  Atualmente, o país tem 2,7 milhões a mais de pessoas do que tinha há seis anos.  Sendo assim, é compreensível que seu PIB tenha crescido, e também é compreensível que seu PIB per capita ainda esteja significativamente abaixo de onde estava em 2008

E, como mostra o gráfico, o crescimento do PIB per capita tem sido bem menos extasiante do que os números do PIB sugerem.

Conclusão

No mundo atual, países com economias similares estão em caminhos fragorosamente divergentes em termos demográficos.  O Japão é o exemplo mais extremo, com sua população em rápido declínio.  Em um futuro próximo, Alemanha, Itália e Espanha também estarão no mesmo barco.  A Alemanha apresentou um ótimo desempenho nos últimos anos, mas sua população já chegou ao ápice e já se estima que, ao final desta década, entrará em declínio (a população da Alemanha cairá para 50 milhões até 2050, menor do que a Reino Unido).

Consequentemente, é de se esperar que o PIB da Alemanha comece a sofrer.  A China se juntará a esses países no devido tempo.  A Rússia também.  E, assim como o Japão, o PIB, por si só, fará a situação parecer pior do que realmente é.

Outros países apresentarão uma situação oposta.  O Reino Unido, como vimos, deverá apresentar bons números de PIB por causa de seu crescimento demográfico.  O mesmo deverá ocorrer com a França.  E com ainda mais intensidade com os EUA.

Por que isso é extremamente importante?  Porque investidores estão olhando para um número grande e importante que, na realidade, não reflete o verdadeiro estado de uma economia.  Minha sugestão: ignore os números do PIB e concentre-se no PIB per capita.  Esse indicador diz com muito mais acurácia qual país está realmente indo bem.


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autor

Matthew Lynn
é colunista do site MarketWatch.



  • Antônio  12/11/2014 14:00
    Acho que esse é um dos artigos mais importantes desse site. Há anos venho dizendo que o "estrondoso" crescimento do PIB brasileiro na década de 70 se deveu muito mais a fatores demográficos (além do forte crescimento populacional, houve a entrada da mulher no mercado de trabalho) do que a alguma política econômica.

    Aliás, a própria década de 80 (a década perdida) também apresentou números robustos para o PIB. Pudera: a população brasileira cresceu forte naquela época, e a mulher entrou com ainda mais força no mercado de trabalho. O crescimento do PIB veio como que por gravidade.

    É absolutamente irrealista querer que o Brasil cresça 5% ao ano durante a próxima década. Não com a nossa demografia. Também é irreal querer que qualquer país europeu cresça mais de 2% ao ano. Não com a demografia deles.

    Aliás, tudo indica que esse ano o PIB per capita será negativo no Brasil.
  • Silvio  12/11/2014 19:21
    Não entendi porque é irrealista querer que o PIB brasileiro cresça a 5% anuais só porque a nossa população não cresce na mesma taxa. Se a população passar a ser mais produtiva, o PIB pode perfeitamente todo ano crescer a 5% (ou mais), mesmo com um decréscimo populacional. O crescimento do PIB significa apenas crescimento do volume de produção. Mais pessoas trabalhando, em tese, produzem mais. Mas se a mão-de-obra se torna mais produtiva, ainda que uma menor parcela da população passe a ser economicamente ativa, a riqueza pode aumentar dramaticamente.

    Aliás, foi justamente o aumento de produtividade a razão das famílias começarem a se dar ao luxo de poder deixar as mães exclusivamente em casa para cuidar do lar e as crianças exclusivamente na escola para se dedicarem aos estudos. Mulher participando no mercado de trabalho, ao contrário do que somos levados a acreditar (nem vou dizer por quem), não é exatamente um avanço e não é nada recente. Para provar que não estou só no achismo, veja o primeiro registro em vídeo da História, feito pelos irmãos Lumière em 1895: www.youtube.com/watch?v=VDnppCDhI9U. Eles decidiram filmar justamente a portaria de uma fábrica na hora da saída para o almoço. Veja que a participação das mulheres não era nada desprezível. E se acha que isso era algo que ocorria só na Europa, assista a esse documentário de 1943 sobre a cidade de São Paulo www.youtube.com/watch?v=InWifglIkQ0 e veja que a participação das mulheres no mercado de trabalho era algo extremamente comum. Mulher sempre teve de trabalhar para fora, ficar em casa nunca foi para todas.

    Não sei se você sabe, mas pobre não pode se dar ao luxo do sexismo. Quando o que uma pessoa ganha não dá para sustentar a família (posto que seu trabalho é pouco produtivo), a saída é que toda a família se ponha a trabalhar. Apenas quando uma pessoa ganha o suficiente para si e para mais alguns é que ela passa a ter oportunidade de dizer "mulher minha não trabalha" e "lugar de criança é na escola". Como o Brasil sempre foi um país pobre, de modo geral, a população sempre se viu obrigada a ser economicamente ativa.

    Para concluir, é irrealista querer que o PIB do Brasil cresça a 5% ao ano sim, mas não por causa do aumento populacional. É irrealista querer isso porque o governo estrangula o setor produtivo. Nem mais nem menos. Aliás, justamente por causa desse governo é irrealista esperar até que os níveis se produção se mantenham os mesmos (Brace ourselves, the winter is coming).
  • Murilo  13/11/2014 12:27


    Para concluir, é irrealista querer que o PIB do Brasil cresça a 5% ao ano sim, mas não por causa do aumento populacional. É irrealista querer isso porque o governo estrangula o setor produtivo. Nem mais nem menos.


    Veja só: o maior impulso do PIB foi o agronegócio, PR ainda é o Estado recordista de produção - geração de PIB, mas o maior incremento vem do MT onde os dois maiores gargalos são portos de desembarque da soja no AM para o porto de Belém (infraestrutura) e a carência de mão de obra medianamente qualificada. As famílias de ontem investiram em seus filhos pensando em serem doutores mas a demanda não pode se restringir a comandantes intelectualizados (ainda mais com essa formação dogmática das universidades brasileiras). Faltam pessoas para trabalho efetivo: servir à sociedade onde realmente se precisa. O crescimento populacional gera pressão das famílias para servirem onde realmente as coisas acontecem, onde há potencial para geração de PIB, sem fantasias.

    Eram o terceiro, quarto, quinto filhos da típica família da Europa medieval tardia que se lançaram à aventura de colonizar novas terras, construíram depois, por exemplo, a civilização americana. As melhores tecnologias não vieram de intelectuais acadêmicos, vieram de desbravadores inteligentes, como Thomas Edison. A geração de PIB vem depois como consequência disso. Pode ser inviável hoje crescer 5% mas não temos bola de cristal para saber se não o serão amanhã. Os países que não investem em seu povo, a começar pela reprodução sexual livre e espontânea, comprometem seu futuro. Cada família sabe onde o calo aperta e também sabe apostar na sua descendência. A educação formal não diz tanto quanto se imagina pois muito dela é mero conteúdo programático conveniente aos governos. Vale muito mais a educação de uma mãe que se dedica e de um pai que investe em seus filhos.

    Mas hoje o que acontece? mal e mal se tem o terceiro filho, aquele potencial de empreendedor, e fica-se mimando os poucos que têm para serem funcionários públicos...

  • Silvio  13/11/2014 15:32
    Achei sua resposta engraçada porque sou o terceiro filho e eu e meus outros dois irmãos somos funcionários públicos. Mas pelo menos não fomos mimados e meu pai sempre quis que abríssemos nosso próprio negócio.

    Sobre o problema da mão-de-obra, se ela se faz assim tão necessária por estas bandas, que se abram as fronteiras para a imigração. Mas quem é que as fechou e não as abre? Adivinhou? Pois então, o meu argumento continua perfeitamente válido.
  • patricio  14/11/2014 10:01
    Produtividade nesta economia do Brasil é impossível. Esqueça. Como uma economia que participa de com menos de 2% das trocas mundiais vai ser produtiva. Um dos fatores necessários para a produtividade é a competição. Mas isto causa urticária no empresariado brasileiro, acostumado a uma boquinha.
  • Silvio  14/11/2014 12:17
    Concorrência ninguém quer, seja o empresariado do Brasil ou de onde quer que seja. Até você, se fosse empresário (ou se já é um), até poderia reconhecer o inegável valor da concorrência para o desenvolvimento da sua própria atividade e da economia como um todo. No entanto, querer (querer mesmo), você não ia. É muito mais confortável desenvolver a atividade produtiva sem concorrência, pois a concorrência obriga o capitalista a constantemente repensar o seu agir de modo a sempre empregar da forma mais eficiente possível os meios de produção à sua disposição.

    O problema não está no empresariado brasileiro. O problema está na parcela do empresariado (do Brasil, dos EUA, da Alemanha, de Plutão, do asteróide B 612, tanto faz) que se aproveita da existência da gangue que detém o monopólio da violência sobre um determinado território (sim, o estado) para se associar a ela e afastar a concorrência naquela região por meio da força, não por meio da maior eficiência na alocação dos meios de produção, tal como deveria ser.
  • Fernando  12/11/2014 14:54
    Esse artigo tem dupla importância: além de nos informar qual dado macroeconômico que realmente importa, ajuda a desmascarar o embuste da "contabilidade" nacional.

    Ora diabos, que empresário leria seu balanço e julgaria que a recompra de patrimônio que ele já tinha e perdeu numa tragédia qualquer seria um sinal de que a empresa dele está se expandindo?
  • Andre  12/11/2014 15:04
    Sempre achei paradoxal dizerem que o Japão está estagnado há vinte anos e ao mesmo tempo lá ser um ótimo país para se viver.
  • Silvio  12/11/2014 16:07
    Nada paradoxal se você levar em consideração que há 20 anos o Japão já era um bom lugar para se viver e que sua população permaneceu praticamente a mesma nesse período.

    O problema é que os japoneses poderiam ser muito mais ricos do que já são, mas, graças às políticas keynesianas do governo de lá, a população não consegue ser mais próspera.
  • Luiz  12/11/2014 15:43
    Duas observações:
    (a) mesmo o PIB per capita não é suficiente, é preciso compará-lo ao PIB per capita global ou de algumas grandes economias como referência.
    (b) Mises rejeitava qualquer tipo de medição agregada como o PIB, e isso se aplica aos demais economistas que adotam a praxiologia, como Rothbart, mas não aos que rejeitam, como Hayek.
  • Leandro  12/11/2014 15:50
    Sim, e há vários artigos neste site criticando a metodologia de cálculo do PIB (utilize a ferramenta de busca).

    No entanto, dado que tal mensurarão é mundialmente aceita, e dado que é ele que serve de referência para os debates econômicos ao redor do mundo, então que ao menos um indicador mais sensato (PIB per capita) seja o utilizado.
  • Luiz  12/11/2014 17:18
    Também concordo em usar o PIB per capita, apenas quis lembrar a posição firme defendida por Mises nesse ponto.
  • Cristian William  12/11/2014 16:10
    Achei um artigo muito bem escrito, com palavras muito bem colocadas, e elegantemente elaborado.

    Com base no artigo, dá pra entender porque a Sociedade Esportiva Palmeiras está como está: Vendeu o Valdívia jovem por X e porteriormente (atualmente) o recomprou mais velhor, machucado e menos produtivo por 2X.

    Abraços
  • Fernando  12/11/2014 19:45
    Adivinha quem é que fez esse negócio...

    Ele mesmo, o Belluzzo.

    Mas isso não é nada comparado à maior burrada da carreira dele.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  12/11/2014 21:14
    Resta "rezar" para que o Paulo Nobre tenha calma em suas ações e não cometa o mesmo erro grosseiro de aritmética básica na compra e venda de jogadores do Palmeiras.
  • Rosemberg Argolo  12/11/2014 16:28
    Boa tarde a todos, sou leitor assíduo do site, embora não participe dos comentários dos posts e gostaria que algum dos amigos leitores, à luz da escola austríaca me recomendem uma boa universidade de economia para cursar, pois quero seguir carreira na área. Minha professora de alemão me recomendou a PUC-RJ, essa é uma boa opção?

    Grato.
  • Silvio  12/11/2014 17:42
    Para estudar economia de verdade, estude na Mises University, em Auburn, Alabama.
    Também ouvi dizer que a George Mason University, em Fairfax, Virginia, é muito boa.

    Mas se você não tem condições de estudar economia fora do Brasil, sugiro a universidade chamada autodidatismo, porque se depender de qualquer universidade homologada pelo MEC para aprender economia, é melhor ficar na ignorância. É melhor porque quando você se dispuser a freqüentar a universidade do autodidatismo, só terá o esforço de aprender o que não sabe, evitando aquele trabalho chato de desaprender as idiotices aprendidas anteriormente para só então preencher a cuca com o que presta.

    Dito isso, se você quiser um canudo apenas, tanto faz a universidade. Aqui no Brasil todas os cursos de economia deixam a desejar. Agora, se quiser aprender economia de fato e não ser um Guido Mantega da vida, não há saída outra a não ser seu próprio professor
  • Lopes  12/11/2014 18:03
    Não sou suficientemente versado, Rosemberg; entretanto, é mister que seja respondida a seguinte pergunta:
    Por que "Economia"? Deseja trabalhar no mercado financeiro, ir tentar um emprego no exterior, apenas quer o diploma para integrar o funcionalismo público ou apenas por interesse honesto e puro em economia?

    A PUC-RJ foi a universidade de onde saiu Gustavo Franco e Pedro Malan (que foi, inclusive, professor na universidade); costuma-se defender o trabalho dos economistas de lá com autoridade em tudo referente ao Plano Real. Até onde sei, porém, reside um forte viés econometrista na universidade; não espere encontrar Mises ou Menger por lá.
  • Charles Miller  12/11/2014 22:52
    Cara, não faço economia, nem sei muito a respeito o curso nas universidades, mas pensei muito seriamente em fazer, cogitei inclusive mudar de curso. Porém, atualmente, estou satisfeito por fazer administração e estudo a escola Austríaca aqui pelo site e pelos livros. Acho que é mais negócio aprender sobre marketing, finanças, gestão de pessoas e ler Os autores da EA do que perder muito tempo com Marx e Keynes na faculdade.
  • anônimo  13/11/2014 13:47
    Outro dia, noutro artigo, fizeram esta mesma pergunta, e eu, Ctrl C - Ctrl V, te dou a mesma resposta.

    Eu te recomendaria cursar estatística, programação ou engenharia (que são fortes metodologicamente na matemática que você usa para entender economia neoclássica e keynesiana, micro e macroeconomia, econometria e congêneres) e continuar estudando EA e economistas mainstream por fora. Todos os departamentos de economia são prevalentemente mainstream ou marxistas (não vão satisfazer suas inquietações conceituais), e com um curso de estatística, engenharia ou programação você pode disputar empregos com economistas(basta pesquisar um ramo da engenharia que trabalhe com algo análogo ao que você deseja profissionalmente, ou um curso de estatística voltado para as exigências do mercado financeiro, por ex., ou ciências da computação voltado para inteligência artificial - onde você aprenderá, por ex., a automatizar por algorítimos a análise de portfólios e dados de mercado).
  • Pedro  12/11/2014 16:31
    Perfeito
  • Murilo  12/11/2014 20:41

    Concordo com o Antônio, se considerarmos que tal índice é usado como um indicador econômico indiscriminadamente nas ciências econômicas e sociais. Até o sociólogo Sorokin cedeu a essa tentação ao buscar correlações entre PIBs, indicadores sociométricos diversos e ciclos de crescimento e desintegração das civilizações (mas com a profundidade de seu diagnóstico social e cultural, incluindo o "fallacy of one-an-creativity cycle of a civilization" - cap. XII, de Modern Historical and Social Philosophies).
    Lembro ainda que foi publicado algo desse nível, no IMB, foi sobre as tentativas de prognosticar (grandes) ciclos econômicos do planeta, o que nos remete ao problema de se planejar cenários num modelo econométrico (quanto mais a obscena pretensão do Ministro do Fazenda da Argentina: numa planilha de Excel!). Apesar dessas dificuldades, visões macro, para macro estratégias têm que ser vislumbradas, inclusive no importante panorama histórico-cultural, para além do financeiro.
    Este artigo me chama a atenção para um macro indicador muito subestimado pelos historiadores e economistas amiguinhos de Governos: o crescimento populacional . Já muita coisa boa nesse tema foi publicado anteriormente. Nós agrônomos sabemos bem planejar índices de eficiência reprodutiva de matrizes animais porque sabemos muito bem como cada ativo adicional, cada bezerro ou leitão nascido, no início da evolução de um plantel, implicará notável diferença nas receitas para o retorno do investimento de capital de longo prazo e, consequentemente, para o sucesso no pagamento dos empréstimos da atividade. Que dirá do "ativo" Homem com seu poder criativo e produtivo (cujos "custos" são bancados voluntariamente pelo sacrifício dos pais). Agora conheci mais um instrumento de aferição ponderada dessa situação, via este velho e ainda conveniente PIB. O futuro agora é dos países que apostaram nos investimentos de capital, mas sobretudo em seu próprio povo, sem a estupidez das medidas de controle social e populacional.
    Doravante seria interessante observar a evolução de países com crescimento do PIB e índice de natalidade superior ao crítico, por exemplo, de 2,2 filhos por casal. Aposto como teremos boas surpresas!
  • Pedro Ivo  13/11/2014 16:04
    Nós agrônomos sabemos bem planejar índices de eficiência reprodutiva de matrizes animais porque sabemos muito bem como cada ativo adicional, cada bezerro ou leitão nascido, no início da evolução de um plantel, implicará notável diferença nas receitas para o retorno do investimento de capital de longo prazo e, consequentemente, para o sucesso no pagamento dos empréstimos da atividade.

    Posta link para artigos ou modelos, por favor.
  • anônimo  12/11/2014 20:43
    meu caro leandro li um texto aqui mesmo do Von Mises em que se não me engano traduzido por voce. Ele dava a ideia de pib - duas vezes as dispesas do governo e seria uma das mais eficientes maneiras, é o ppb e o ppr em que:
    ppb = produto privado bruto;
    ppr = produto privado remanescente:
    ficando assim ; " um produtor produz 1000 bananas o governo cobra de impostos 200 bananas o pib dele será de 1200 bananas o PPB dele será de 1000 bananas e o PPR será 800 bananas" . Não ficaria mais justo um PPR per capta? Ou um PPB per capta?

    Outra pergunta; no pib dados como corrupção tambem entram na contagem do PIB? Outros gastos inuteis ao povo como atrasos de obras tambem são contabilizados pelo PIB?
  • Leandro  12/11/2014 22:33
    Seria ainda melhor e mais acurado.

    Sobre gastos inúteis, sim, são contabilizados. Sobre corrupção, depende do que é feito com o dinheiro. Tudo que é gasto no mercado formal é contabilizado no PIB.
  • Linus  12/11/2014 23:38
    O PIB per capita importa um pouco mais que o PIB por si só, mas mesmo assim não representa a realidade... O PIB per capta ainda sofre a influencia dos gastos governamentais (no numerador) e, por exemplo, uma guerra aumentaria ele, mexendo em ambas as variáveis, tanto o numerador quanto o denominador (ceteris paribus).

    Outro exemplo de engano causado pelo PIB per capita é quando há uma forte imigração. O PIB per capita tende a diminuir, o que não representa um quadro de estagnação. Os estrangeiros pobres vão contribuir para o aumento do denominador, mas ao melhorar de vida não estão representando uma piora da economia, mas exatamente o oposto (ceteris paribus também).

    Enfim, não se deve levar nem o PIB nem o PIB per capita como fator único para determinar a evolução de uma economia. O que vai definir o crescimento e a sustentabilidade é um conjunto de diversos fatores, inclusive alguns como nivel de qualificação da população e saúde geral. Muitos fatores são de difícil avaliação e determinar o sucesso de uma economia acaba sendo uma atividade subjetiva, exposta a compreensão de cada um.
  • Larrabee  13/11/2014 00:26
    "Outro exemplo de engano causado pelo PIB per capita é quando há uma forte imigração. O PIB per capita tende a diminuir, o que não representa um quadro de estagnação. Os estrangeiros pobres vão contribuir para o aumento do denominador, mas ao melhorar de vida não estão representando uma piora da economia, mas exatamente o oposto (ceteris paribus também)."

    Linus, essa parte do seu comentário não procede. Se houve imigração, mas o PIB não aumentou, então esses imigrantes estão se apropriando de bens que, caso contrário, iriam para os nativos. Ou seja, houve uma redução na oferta de bens para os nativos. Os imigrantes melhoraram, mas os nativos pioraram.

    Logo, não dá pra dizer que houve uma melhora na economia.
  • Murilo  13/11/2014 11:24

    Larrabe, concordaria contigo se o pais de destino do imigrante não der condições satisfatórias aos nativos de se desenvolver, via educação, por exemplo. Mas também insisto na questão populacional do presente artigo, conforme esta parte de meu post anterior:

    O futuro agora é dos países que apostaram nos investimentos de capital, mas sobretudo em seu próprio povo, sem a estupidez das medidas de controle social e populacional.
    Doravante seria interessante observar a evolução de países com crescimento do PIB e índice de natalidade superior ao crítico, por exemplo, de 2,2 filhos por casal. Aposto como teremos boas surpresas!


    Em países com índice bem inferiores a 2,2, a maioria na Europa, a imigração é um baita problema, adicionado pela cultura alienígena do Islã que invadiu o Continente (lembrando ainda que a maioria desses muçulmanos são mais seculares que muçulmanos "ortodoxos").

  • Linus  14/11/2014 09:28
    Larrabee, nesse caso o PIB pode crescer e o PIB per capita diminuir, por causa do aumento da população (desproporcional) em relação ao crescimento do PIB. Um ligeiro aumento no numerador, o PIB, mas um aumento grande no denominador, a população. Numa situação hipotética se o analista olhar apenas o PIB per capita ele pode cometer o equívoco de dizer que a imigração que causou uma estagnação, quando uma estagnação não está presente.
  • Larrabee  14/11/2014 11:03
    Está presente sim. É óbvio. Se a quantidade de bens e serviços disponíveis para cada indivíduo diminuiu, então se está em recessão. O PIB pode até ter aumentado, mas, se em termos por capita, houve uma redução, então não tem conversa: os indivíduos estão em pior situação.
  • Linus  14/11/2014 22:11
    Não é tão óbvio assim. A quantidade de bens e serviços não é exatamente igual pra todas as pessoas. Quando você divide o PIB pela quantidade de pessoas em um país, você vai ter o valor dos bens e serviços produzidos em média por pessoa e não o que cada populante produziu efetivamente. É uma média. E quando você adiciona um individuo que produz menos que a média na equação você vai ter uma média menor que a anterior. É claro que isso só vale ceteris paribus (com as outras variaveis permanecendo iguais). Claro também que isso só vale se os extrangeiros produzem menos que a média nacional (o que acontece em paises desenvolvidos). Mas isso só vai trazer um reflexo realmente se a imigração for muito rápida num país com uma população pequena (uma condição bem específica, mas possível).

    Concluindo, é possível sim haver uma melhora de vida de todas as pessoas somado a um crescimento da economia em um dado território e mesmo assim, graças a um crescimento populacional desproporcional (devido a imigração) o PIB per capta ficar "mascarado", apontando uma estagnação inexistente.
  • Jorge  13/11/2014 04:17
    O PIB per capita calculado com base na paridade do poder de compra seria mais preciso?
  • Tiago RC  13/11/2014 10:12
    E mesmo o PIB per capita por si só não mostra o quanto aquela economia está melhorando (ou piorando) a vida das pessoas.

    Se o PIB per capita de um país cresce 1%, isso quer dizer que a renda média dentro daquele país cresceu 1%. Porém se a população cresceu, sei lá, 5% devido a imigração, e esses imigrantes tinham uma renda per capita metade da que passaram a ter uma vez que se mudaram para o novo país, então esse salto de 100% na renda dessas pessoas deveria ser contabilizado também, se quisermos falar em progresso proporcionado por essa economia. A renda que os imigrantes tinham antes de vir para o território deveria ser contabilizada.

    Acredito que se fosse possível medir dessa forma, Hong Kong teria um dos desempenhos mais impressionantes.
  • Juliana  13/11/2014 11:40
    O autor bem que poderia ter dado pelo menos só mais um passo à frente, e ter falado também sobre descontar pelo menos a inflação de preços do espaço de tempo que estiver sendo considerado. Pode até ser que não fizesse muita diferença no final, mas permitiria uma análise mais de acordo com a realidade. Muito embora tenha que se ressaltar que essa dedução não deveria ser feita no PIB per capita e sim no próprio PIB, que já deveria vir com a inflação do período descontada. Depende da boa vontade do interessado em fazer as contas e olhar esses dados, já que o Banco Mundial não disponibiliza essa facilidade.

    De qualquer forma, o artigo é muito bom e, diga-se de passagem, também é bem didático.

    Grande abraço.
  • Leandro  13/11/2014 11:54
    Prezada Juliana, todas as estatísticas de crescimento de PIB divulgadas pelas agências nacionais descontam a inflação de preços. Isso é procedimento padrão.

    O PIB nominal é dividido por um deflator, o qual representa -- ou, ao menos, pretende representar -- a inflação de preços do período. Isso da o PIB real.

    Todas as estatísticas de crescimento de PIB lidam com o PIB real e não com o PIB nominal. Sua preocupação, portanto, já foi resolvida há muito tempo.
  • Juliana  13/11/2014 18:30
    Bem, disso eu não sabia e devo reconhecer minha falha. Poderia ao menos ter pesquisado, pelo menos um pouquinho, antes de comentar. Afinal, apesar de ser um detalhe não muito divulgado, trata-se de um fator bastante relevante que não iriam deixar passar.

    Prezado Leandro, muito obrigada pelo esclarecimento (e por tranquilizar quanto à minha "preocupação", rs).

    Um abraço.
  • Murilo  13/11/2014 12:59

    Enfim, não se deve levar nem o PIB nem o PIB per capita como fator único para determinar a evolução de uma economia. O que vai definir o crescimento e a sustentabilidade é um conjunto de diversos fatores, inclusive alguns como nível de qualificação da população e saúde geral. Muitos fatores são de difícil avaliação e determinar o sucesso de uma economia acaba sendo uma atividade subjetiva, exposta a compreensão de cada um.

    Linus, concordo que temos inúmeros fatores envolvidos, isso inviabiliza a econometria planificada (graças a Deus!) mas não inviabiliza a visão macro das pesssoas (inclusive filosófica), conforme postei agora a pouco. O homem vive de esperança, sonhos e vontade de superação fundamentada em um racionalidade realista. Não espera cálculos de maximização de PIB = cálculos de maximização meramente utilitária. Se lança à bem aventurança, arisca, cai, levanta de novo com mais força e assim vai conquistando espaço de forma mais realista. Governo nenhum tem nada que ficar metendo nas decisões subjetivas das famílias então talvez melhor que os governantes pensem que é tudo muito subjetivo mesmo... mas cada um de nós precisamos de uma boa visão de mundo, até para ajudar expulsar maus governantes! Como disse São Tomas de Aquino: governantes que não visam o bem comum são impostores que devem ser alijados do poder.

    Quanto a carência do agronegócio vejam:

    www.rdnews.com.br/orgaos/produtor-deixa-de-plantar-por-falta-de-trabalhadores-e-estrada-diz-senar/51620
  • Pedro Amaro  13/11/2014 23:42
    Não entendi o porquê de um corte temporal tão restritivo. Apenas 8 anos? Seria interessante analisar a dinâmica dos últimos 30 anos, pelo menos.
  • Marcos  14/11/2014 01:05
    Esse gráfico é do site do Banco Mundial. A ferramenta de elaboração do gráfico começa a partir desta data. Mande um email para eles reclamando.
  • anônimo  14/11/2014 13:20
    Bem que alguma instituição poderia calcular o PPR de cada país do mundo e por online para consulta, hein?
  • Emerson Luis, um Psicologo  15/11/2014 13:09

    Um instrumento de medida só pode ser de real ajuda se:

    (1) ele medir corretamente o que se propõe a mensurar;

    (2) ele medir o que realmente precisamos saber e;

    (3) se soubermos interpretar e utilizar bem as informações obtidas.

    * * *
  • André Chaves  16/11/2014 00:54
    Eu tenho uma dúvida sincera.

    Não faz sentido nenhum para mim a idéia keynesiana de que governos precisam gastar mais do que arrecadam para fazer o país crescer. Para mim comparando as explicações keynesianas, liberais e marxistas, a teoria liberal é muito mais lógica e cristalina.

    Lendo as notícias e relatos da Argentina e Venezuela, dá para ver que eles realmente estão em apuros, porém, olhando esse gráfico do crescimento do pib per capita: www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&met_y=ny_gdp_mktp_cd&idim=country:ARG:CHL:MEX&hl=pt&dl=pt#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gdp_pcap_cd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=region&idim=country:ARG:CHL:MEX&ifdim=region&hl=pt&dl=pt&ind=false O pib per capita da venezuela e da argentina subiu muito nos últimos anos, como se explica? Ou melhor, por que o aumento do pib per capita não implicou em aumento da qualidade de vida (ou de riqueza consumida pelos seus cidadãos)? O que mais seria necessário incluir na conta? Ou tudo é só maquiagem do governo?
  • Marcos  16/11/2014 02:33
    Não há nada de especial em nenhum dos dois casos. O PIB per capita da Argentina em 2009 foi o mesmo de 1998 (!!!). Sugiro esse artigo pra entender em detalhs o que houve com a Argentina:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1562

    Como o país partiu de uma base muito baixa em 2001, é obvio que o PIB ia crescer rapidamente (afinal, ele havia encolhido 10% em apenas 1 ano). Sugiro extrapolar a linha de crescimento entre 1990 e 1997 para ver até onde ela daria. Certamente seria em um ponto muito, mas muito acima de onde o país está hoje, o que indica que o país poderia ter crescido muito mais.

    Sobre a Venezuela, é fácil estimar o que houve: receitas de petróleo impulsionaram os gastos do governo. E como explica o artigo, gastos do governo impulsionam matematicamente o PIB, o que é um erro grave. Daí o paradoxo de a Venezuela ter um PIB per capita apenas um pouco menor que o do Chile, mas não ter nem papel higiênico e estar racionando compras no supermercado.
  • Andre Chaves  16/11/2014 12:14
    quer dizer, a "fórmula mágica" para aumentar o PIB real vertiginosamente é fazer o governo gastar muito imprimindo dinheiro e congelar os preços, controlando artificialmente a inflação de preços. Dessa forma o PIB real não se distancia do PIB nominal (que sempre cresce com a inflação). Espero que nossos iluminados em Brasília não descubram essa receita mágica...
  • Marcelo Boz  19/01/2015 17:40
    Acho que a renda per capita não explica tudo.
    Vejam o caso da Argentina até hoje, apesar das crises, tem a renda per capita maior que a brasileira.
    Por que então a sensação de riqueza e prosperidade no Brasil é bem maior?
    Quem explica é Ludwig von Mises magistralmente: o acúmulo de capital!
    Os acúmulo de bens de capital de uma economia é o fator mais importante para a real qualidade de vida da população.
    São as maquinarias em funcionamento, mais do que qualquer outra coisa, é que produzem as riquezas da nação.
    Essa é a melhor explicação do porquê no Brasil (ao menos por enquanto) vive-se melhor do que na Argentina, mesmo a renda per capita deles sendo U$5000,00 superior à nossa.


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