O que nos aguarda para as Olimpíadas

Restaram apenas dois países interessados em sediar os jogos olímpicos de inverno de 2022: China e Cazaquistão. 

Sobraram apenas estes dois porque a Noruega desistiu da disputa após seus cidadãos pagadores de impostos se rebelarem e dizerem que não estão a fim de dar o dinheiro necessário para fazer dos jogos olímpicos um mero parque de diversões para os empresários corporativistas, políticos e burocratas mais ricos do mundo.

Em teoria, as Olimpíadas são uma organização privada.  Na prática, trata-se de uma organização corporativista gerida por plutocratas cuja única missão é extrair dos pagadores de impostos do país-sede o máximo possível de receitas.  Em todas as Olimpíadas, os vencedores são sempre os mesmos: as empreiteiras que fazem obras superfaturadas, os políticos que recebem propinas dessas empreiteiras, as redes de hotéis e a própria mídia. 

No Brasil, os jogos Pan-americanos de 2007 foram orçados em R$ 400 milhões e acabaram custando R$ 4 bilhões.  Boa parte do dinheiro foi utilizada para fortalecer a máquina política carioca e para enriquecer os empresários com boas conexões políticas.  O mesmo vai acontecer nas Olimpíadas de 2016, só que, obviamente, em escala olimpicamente maior.

Após as Olimpíadas de Atlanta, em 1996, o COI (Comitê Olímpico Internacional) alterou as regras e determinou que dali em diante todas as futuras Olimpíadas teriam de ser empreendimentos geridos exclusivamente pelos governos.  O COI, uma entidade dominada por socialistas europeus ricaços, nunca viu com bons olhos a ideia de as Olimpíadas serem geridas por organizações privadas, pois considera que isso estaria "abaixo do ideal olímpico" (seja lá o que isso signifique).  Alguns desses burocratas chegaram inclusive a reclamar que durante os Jogos Olímpicos de Atlanta havia muitas tendas e barracas na cidade vendendo penduricalhos relacionados às Olimpíadas.  Tais demonstrações de iniciativa privada eram "inaceitáveis", pois feriam o espírito olímpico (de novo, seja lá o que isso signifique).

A política olímpica, portanto, passou a ser de puro e completo socialismo — embora, é óbvio, o COI fique bastante contente em adquirir receitas pra lá de capitalistas com a transmissão dos jogos.  Os lucros são privados e os prejuízos, socializados.

Os Jogos Olímpicos de Montreal, realizados em 1976, até hoje são famosos pelo seu desastre financeiro.  Pelo motivo oposto, tornaram-se famosos também os Jogos Olímpicos de 1984, sediados em Los Angeles: esta foi a única Olimpíada que de fato trouxe lucro para a cidade que a realizou, o que foi uma grande surpresa.  (O engraçado é que na época de se escolher a cidade-sede, logo após o desastre canadense de 1976, nenhuma outra cidade se apresentou, temerosas que estavam de repetir o fiasco canadense.  Isso deixou Los Angeles sozinha na disputa.) 

Um dos motivos desse lucro é que a cidade utilizou o Los Angeles Memorial Coliseum, que fora construído para as Olimpíadas de 1932 (outra época em que ninguém queria sediar os jogos).  Sendo assim, a cidade não precisou gastar tanto dinheiro na construção de novas instalações — algo que não ocorrerá no Rio, onde toda uma vila olímpica está sendo construída e a qual acabará, inevitavelmente, se transformando em um elefante branco. (Veja as fotos das instalações olímpicas de Atenas, todas abandonadas).

Mas as coisas são ainda mais escabrosas.  Como relatou a imprensa norueguesa, além de extrair dinheiro dos pagadores de impostos para construir modernas (e futuramente inúteis) instalações olímpicas, o COI também exige várias mordomias para seus membros, como as melhores comidas e as mais finas bebidas existentes, bem como o privilégio de usufruírem faixas de trânsito exclusivas em ruas e estradas.

Ao se depararem com todas as demandas de luxo listadas pelo COI em um dossiê de nada menos que 7.000 páginas, a Noruega simplesmente se retirou.  Dentre essas várias exigências de luxo — "típicas de uma diva de cinema", segundo a impressa norueguesa — destacavam-se as seguintes:

  • Os membros do COI exigem um encontro com o rei antes da cerimônia de abertura.  Após a cerimônia, exigem serem recepcionados com um faustoso coquetel.
  • As bebidas deverão ser pagas pelo Palácio Real ou pelo comitê organizador local.
  • Faixas de trânsito exclusivas deverão ser criadas em todas as ruas e estradas pelas quais os membros do COI irão trafegar, sendo que estas não deverão em hipótese alguma ser utilizadas pelos cidadãos comuns ou pelo transporte público.
  • Nos quartos de hotel dos membros do COI deverá haver uma saudação de boas vindas feita pelo chefe olímpico local e pelo gerente do hotel, junto com doces, bolos e frutas frescas da estação (encontrar frutas da estação em Oslo em fevereiro será um desafio interessante...).
  • O bar do hotel deverá estender suas horas de serviço sem um limite pré-determinado, e os minibares dos quartos devem estar repletos de Coca-Cola.
  • O presidente do COI deve ser recebido cerimoniosamente na pista do aeroporto quando ele chegar.
  • Os membros do COI devem utilizar entradas e saídas exclusivas no hotel e no aeroporto.
  • Durante as cerimônias de abertura e de encerramento, um bar completamente estocado de bebidas e alimentos deve estar à disposição dos membros do COI.  Durante os dias de competição, vinhos e cerveja devem ser servidos nas salas exclusivas dos estádios.
  • Os membros do COI deverão ser recebidos com um sorriso quando chegarem a seus hotéis.
  • As salas de reunião deverão ser rigorosamente mantidas a exatamente 20ºC, a todo e qualquer momento.
  • As refeições quentes oferecidas nas salas de estar dos estádios deverão ser continuamente substituídas e renovadas em intervalos regulares de tempo, dado que os membros do COI correm "o risco" de ter de comer várias refeições na mesma sala durante as Olimpíadas.

Se tudo isso estivesse sendo financiado privadamente, não haveria motivos para protesto.  No entanto, como dito acima, o COI não é exatamente uma entidade do setor privado.  Essa controvérsia norueguesa serviu para ressaltar o fato de que, de acordo com o jornal canadense The National Post, "o Comite Olímpico Internacional é uma organização notoriamente ridícula gerida por corruptos e por aristocratas hereditários [leia-se: descendentes de ladrões altamente bem-sucedidos do passado]".

Não é de se surpreender, portanto, que apenas Cazaquistão e China, esses grandes bastiões da liberdade, continuem competindo pela gloriosa chance de sediar os jogos de 2022. 

Esse relato, aliás, confere ainda mais verossimilhança à alegação de que os jogos olímpicos — além de terem se transformado em um enorme exercício de prestígio internacional — não passam de fantasias experimentais sobre o multiplicador keynesiano, segundo o qual os burocratas e planejadores centrais pressupõem que é muito melhor obrigar as pessoas a pagarem por estádios e pistas de atletismo a simplesmente permitirem que elas gastem seu dinheiro livremente com roupas, comida, viagem ou educação.

Um dos motivos de a Noruega ter se retirado é que seu governo pelo menos ainda é obrigado a prestar contas aos seus cidadãos pagadores de impostos, ao passo que os governos de Cazaquistão e China não são.  A retirada da Noruega ocorre após as retiradas de Suécia, Polônia e Ucrânia.

Os noruegueses, que são extremamente ricos, disseram que não irão bancar as mordomias do COI e nem irão financiar seus aliados no governo e nas empreiteiras.  Eles já perceberam que todo o discurso politicamente correto de "espírito fraterno" utilizado pelo COI é mera distração para tomar seu dinheiro.

E os brasileiros?  Continuarão aplaudindo e mostrando orgulho de serem saqueados?

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Participaram deste artigo:

Ryan McMaken, editor do Mises Institute americano.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Quitéria  03/11/2014 13:55
    Uma lista destas, digna da monarquia mais esnobe, vinda de pretensos representantes do espírito fraterno das Olimpíadas, é a piada pronta - e sem graça - que constitui o Socialismo.
    Vi perfeitamente Garganta enunciar esta lista de exigências ao todo benevolente Napoleão, como numa emenda à Revolução dos Bichos.
  • Felipe  03/11/2014 14:12
    Conclusão: eu sou um trouxa que trabalho para enriquecer os políticos e os seus amigos.
  • JBALL  03/11/2014 14:16
    Muito bom, Leandro. Parabéns!

    Não sabia que o COI era tão sangue-suga assim.
  • Andre  03/11/2014 16:08
    "E os brasileiros? Continuarão aplaudindo e mostrando orgulho de serem saqueados?".

    Não só continuarão aplaudindo, efusivamente, como xingarão de "coxinha", "fascista", "reacionário",
    "extrema direita", dentre outros xingamentos, qualquer um que críticar a realização dos jogos olímpicos.
  • Pão-Duro McMoney  03/11/2014 18:47
    Ou, dito de outro modo, uma parcela gigantesca deste país oscila entre o estatismo e a boçalidade.
  • Jeferson  03/11/2014 19:52
    Você fala como se o estatismo não fosse boçalidade.
  • Andre  04/11/2014 12:28
    "Você fala como se o estatismo não fosse boçalidade.".

    Todo estatista é um boçal.
    Mas nem todo boçal é um estatista.

    Exemplo: Um anarcocomunista é um boçal que não é um estatista.

    No Brasil tem muitos boçais que nem vão votar, e que também não são críticos nem defensores do estado. Eles criticam "tudo isso que está aí", sem sequer se darem ao trabalho de pensarem sobre como fazer "tudo isso que está aí" melhorar.

    Conheço vários assim, eles não são anarcocomunistas e nem estatistas, são apenas boçais.
  • Igor  03/11/2014 23:53
    Estatismo é sinônimo de boçalidade.

    Não produz porra nenhuma, não gera renda, não constrói riqueza e ainda se presta a regular e atrapalhar o trabalho dos outros.
  • Brasileiro Feliz  03/11/2014 16:13
    Nós brasileiros temos muito orgulho de sermos saqueados todos os dias e ainda conseguirmos viver a nossa vida comprando carros pelo dobro do preço pago por americanos. Somos muito ricos, o que é uma olimpíada para os nossos altíssimos salários?
  • Vive la Liberte  03/11/2014 16:25
    E eu achava ridícula a lista de itens que alguns músicos exigiam no backstage.
  • Pobre Paulista  03/11/2014 16:55
    A diferença é que, neste caso, são apenas os fãs destes músicos que estão pagando estes luxos.
  • anônimo  03/11/2014 19:32
    E os fãs estão pagando voluntariamente, o que não se pode dizer dos "contribuintes".
  • Roberto Zaffari  03/11/2014 16:40
    Poxa, muito negativo o artigo. Não comenta de Barcelona, sede das olimpíadas de 92 e o que este evento gerou para a cidade na qual moro.

    Bom, outro ponto de vista..
  • Patacôncio  03/11/2014 23:35
    "Muito negativo"? Interessante escolha de palavras. Imagine um artigo falando sobre os horrores da guerra e nada além desses horrores. Esse artigo hipotético, segundo seu ponto de vista, seria "muito negativo", pois não tratou dos pontos positivos da guerra, tais como o desenvolvimento de novas tecnologias, aumento da produção industrial, controle do crescimento populacional (há loucos que acham isso positivo) e até mesmo o enriquecimento de algumas nações... Se formos ver, todas as tragédias, por pior que possam parecer, têm lá seus pontos positivos e seria um erro não apontá-los, sob o risco de ser "muito negativo".

    Ademais, não se trata de apresentar diversos pontos de vista. O objetivo é apresentar a verdade e, surpresa das surpresas, só há uma verdade. A verdade é que tais eventos quase sempre têm custos dispersos e lucros concentrados, ou seja, não passam de roubos mal disfarçados (são uma cilada, Bino!). Ou seja, na prática, defender tais eventos é concordar com o brilhante raciocínio desse pensador keynesiano: www.youtube.com/watch?v=eYJ6Ys3UiA0

    E, para dizer que eu não trouxe nada de positivo à discussão, recomendo a leitura desse artigo: gizmodo.uol.com.br/licoes-olimpiada-bem-sucedida/. Se uma Olímpiada pode trazer algo de realmente positivo para uma cidade, é condição primordial não dever tal evento ser financiado com dinheiro proveniente de roubo (a.k.a. dinheiro público), pois só assim haverá uma alocação racional dos recursos aplicados e, conseqüentemente, proveitosa para a sociedade, algo que o IMB demonstra à exaustão no material disponibilizado neste site.
  • Felipe  04/11/2014 02:11
    Roberto,

    Você cai na mesma papagaiada que esses jornalistas keynesianos falam.

    Você tem que aprender com Bastiat, sobre o que a gente vê e o que a gente não vê

    A olímpiadas de barcelona não foi barata, foram bilhões de dólares gastos

    Quem bancou esses gastos em barcelona? Quem deixou de ganhar por causa dos desvios de recursos? quem de fato lucrou com isso? E por que precisou de um evento para fazer investimentos em infra-estrutura que já eram necessário?



    Patacôncio,

    Não há nenhum ponto positivo numa guerra, guerra destrói riquezas.
    O que o governo gasta numa indústria, outras perdem.
  • Homem Verde  03/11/2014 21:30
    Bobagem. Tudo isso é ilusão de ótica de socialistas invejosos.
  • Lucas Rosário  04/11/2014 14:46
    Se eu mostrar as fotos das instalações Olímpicas Gregas atualmente, a algum amigo de esquerda, ele vai me dizer que está tudo assim pq a Grécia está passando por uma grande crise, gerada pelo interesse predador do capital financeiro internacional que de destruiu a possibilidade de jovens gregos da periferia usufruírem destas instalações.
    Dai fica difícil manter o debate em alto nível.
  • Janete Curitiba  06/11/2014 16:36
    Basta ver o que está acontecendo com as instalações das Olimpíadas de Atenas para justificar essa escolha equivocada de sediar tal evento grandioso. Não deveríamos nos submeter a tal situação vendo o país nessa situação complicada economicamente. Vamos torcer para que Deus possa ter pena do nosso povo, pois, caso contrário, iremos navegar por mares turbulentos por conta de tantos compromissos como esse.
  • Emerson Luis, um Psicologo  09/11/2014 18:11

    Posição no índice de liberdade econômica:

    Noruega - 32ª

    Cazaquistão - 67ª

    Brasil - 114ª

    China - 137ª

    Coincidência?

    forumdaliberdade.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Index2014_Highlights-Port-final.pdf

    * * *
  • Humberto  15/08/2016 10:11
    "Lógico"
  • Eduardo R., Rio  11/03/2015 02:39
    "Jogos de azar", por João Pereira Coutinho.
  • Eduardo R., Rio  24/07/2016 18:56
    "Olimpíada, um fracasso anunciado", por Hélio Schwartsman.
  • anônimo  11/08/2016 15:06
    " Sendo assim, a cidade não precisou gastar tanto dinheiro na construção de novas instalações — algo que não ocorrerá no Rio, onde toda uma vila olímpica está sendo construída e a qual acabará, inevitavelmente, se transformando em um elefante branco."

    Pois é amigo acabou sendo um pouco diferente: Condomínio Ilha Pura para amigos da Elite.

    https://www.google.com.br/search?q=ilha+pura&ie=utf-8&oe=utf-8&gws_rd=cr&ei=lpOsV6_QIISPwwTI2r6YDA

    Pesquisar nome 'Carlos Carvalho Hosken'. Prévia

    oglobo.globo.com/economia/negocios/dono-de-empreiteira-das-olimpiadas-entra-na-lista-de-bilionarios-da-bloomberg-17283828

    www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150809_construtora_olimpiada_jp

    exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/995/noticias/carlos-carvalho-o-dono-da-barra-da-tijuca


    Pesquisando o nome dele vão ver as estreitas ligações dele e d'um tal "chinês da barra" com o atual prefeito Paes que chegou a barra da tijuca em '92 quando era vice-prefeito.

    O que é apenas um reforço-lembrete de:

    " Mas há benefícios para alguns grupos de pessoas, é claro. Os eventos são um parque de diversões para políticos, empreiteiras e grandes empresários, os quais se beneficiam imensamente dos lucrativos contratos governamentais para construir (provavelmente com algum superfaturamento) os estádios, as piscinas e as luxuosas edificações, nas quais fazem festinhas privadas com os ricos e famosos. Os políticos, por sua vez, recebem os "agrados" dessas empreiteiras escolhidas."

    Grato pela chance de levantar a questão.


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