“Vamos debater as causas da pobreza!”

Um dos passatempos favoritos de sociólogos e demais intelectuais da área social é discutir justamente um dos assuntos menos controversos de toda a área sociológica: as causas da pobreza.

Por que a discussão é inócua?  Simples: porque a pobreza é a condição natural do ser humano.  

Há muito pouco de complicado ou de interessante na pobreza.  A pobreza sempre foi a norma; a pobreza sempre foi a condição natural e permanente do homem ao longo da história do mundo. 

As causas da pobreza são bem simples e diretas.  Em qualquer lugar em que não haja empreendedorismo, respeito à propriedade privada, segurança jurídica, acumulação de capital e investimento, a pobreza será a condição predominante.  Isole um grupo de pessoas em uma ilha, peça para que elas não tenham nenhuma livre iniciativa, proíba a propriedade de bens escassos, e você verá que a pobreza será a condição geral e permanente dessas pessoas.

Em termos gerais, indivíduos em particular ou nações inteiras em geral são pobres por uma ou mais das seguintes razões: (1) eles não podem ou não sabem produzir muitos bens ou serviços que sejam muito apreciados por outros; (2) eles podem e sabem produzir bens ou serviços apreciados por outros, mas são impedidos de fazer isso; ou (3) eles voluntariamente optam por ser pobres.

O que é realmente desafiador é discutir as causas da riqueza; discutir o que realmente eleva as pessoas de sua condição natural (a pobreza) para a opulência e a fartura. 

O verdadeiro mistério é entender por que realmente existe alguma riqueza no mundo.  Como é que uma pequena fatia da população humana (em sua maioria no Ocidente), por apenas um curto período da história humana (principalmente nos séculos XIX, XX e XXI), conseguiu escapar do mesmo destino de seus predecessores?

A ascensão

O sistema pré-capitalista de produção era restritivo.  Sua base histórica era a conquista militar.  Os reis vitoriosos cediam a terra conquistada aos seus paladinos.  Esses aristocratas eram lordes no sentido literal da palavra, uma vez que eles não dependiam de satisfazer consumidores; seu êxito não dependia de consumidores consumindo ou se abstendo de consumir seus produtos no mercado.

Por outro lado, eles próprios eram os principais clientes das indústrias de processamento, as quais, sob o sistema de guildas, eram organizadas em um esquema corporativista (as corporações de ofício).  Tal esquema se opunha fervorosamente a qualquer tipo de inovação.  Ele proibia qualquer variação e divergência dos métodos tradicionais de produção.  Era extremamente limitado o número de pessoas para quem havia empregos até mesmo na agricultura ou nas artes e trabalhos manuais. 

Sob essas condições, vários homens, para utilizar as palavras de Malthus, descobriram que "não há vagas para eles no lauto banquete da natureza", e que ela, a natureza, "o ordena a dar o fora".[1]  Porém, alguns destes proscritos ainda assim conseguiram sobreviver e ter filhos.  Com isso, fizeram com que o número de desamparados crescesse desesperadoramente. 

Mas então surgiu o capitalismo.

A feição característica do capitalismo que o distinguiu dos métodos pré-capitalistas de produção era o seu novo princípio de distribuição e comercialização de mercadorias.  Surgiram as fábricas e começou-se a produzir bens baratos para a multidão.  Todas as fábricas primitivas foram concebidas para servir às massas, a mesma camada social que trabalhava nas fábricas. 

Elas serviam às massas tanto de forma direta quanto indireta: de forma direta quando lhes supriam produtos diretamente, e de forma indireta quando exportavam seus produtos, o que possibilitava que bens e matérias-primas estrangeiros pudessem ser importados.  Este princípio de distribuição e comercialização de mercadorias foi a característica inconfundível do capitalismo primitivo, assim como é do capitalismo moderno.

O capitalismo, em conjunto com a criatividade tecnológica, foi o que livrou o Ocidente do fantasma da armadilha malthusiana.  Antes da Revolução Industrial, as populações crescentes pressionavam inexoravelmente os meios de subsistência.  Porém, quando as fábricas de Manchester, na Inglaterra, começaram a atrair um volume maciço de pobres que estavam ociosos no meio rural, e quando elas passaram a importar trigo barato, Malthus se tornou um profeta desacreditado em sua própria Grã-Bretanha.

Como acabou ocorrendo, toda a criatividade e inventividade que o capitalismo desencadeou se refletiu nas estatísticas de natalidade: pessoas de classe média que não mais necessitavam gerar famílias grandes para ter filhos que trabalhasse e ajudassem no sustento começaram a limitar a quantidade de filhos.

Essa combinação entre famílias menores e uma aplicação mais engenhosa da ciência à agricultura acabou com o problema da inanição no Ocidente.  A partir daí, a pobreza deixou de ser predominante e passou a ficar restrita a um número cada vez menor de pessoas.

Riqueza e pobreza

A diferença entre o Robinson Crusoé pobre e o Robinson Crusoé rico é aparentemente simples, porém essencial: o rico dispõe de bens de capital.  E para ter esses bens de capital, ele teve de poupar e investir.  

Bens de capital são fatores de produção — no mundo atual, ferramentas, maquinários, computadores, equipamentos de construção, tratores, escavadeiras, britadeiras, serras elétricas, edificações, fábricas, meios de transporte e de comunicação, minas, fazendas agrícolas, armazéns, escritórios etc. — que auxiliam os seres humanos em suas tarefas e, consequentemente, tornam o trabalho humano mais produtivo.

Os bens de capital do Robinson Crusoé rico (por exemplo, uma rede e uma vara de pescar, construídas com bens que ele demorou, digamos, 5 dias para produzir) foram obtidos porque ele poupou (absteve-se do consumo) e, por meio de seu trabalho, transformou os recursos que ele não havia consumido em bens de capital.  Estes bens de capital permitiram ao Robinson Crusoé rico produzir bens de consumo (pescar peixes e colher frutas) e com isso seguir vivendo cada vez melhor.

Já o Robinson Crusoé pobre, por sua vez, não dispõe de bens de capital.  Todo o seu trabalho é feito à mão.  Consequentemente, ele é menos produtivo e, por produzir menos e ter menos bens à sua disposição, ele é mais pobre e seu padrão de vida é mais baixo.

O Robinson Crusoé rico é mais produtivo.  E, por ser mais produtivo, não apenas ele pode descansar mais, como também pode poupar mais, o que irá lhe permitir acumular ainda mais bens de capital e consequentemente aumentar ainda mais a sua produtividade no futuro. 

Já o Robinson Crusoé pobre consome tudo o que produz. Ele não tem outra opção.  Como ele não é produtivo, ele não pode se dar ao luxo de descansar e poupar.  Essa ausência de poupança compromete suas chances de aumentar seu padrão de vida no futuro.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado para se diferenciar uma nação rica de uma nação pobre.

Que diferença há entre EUA e Índia?  Será que a população indiana é mais pobre porque trabalha menos?  Não.  Na Índia, trabalha-se até mais do que nos EUA.  Será que um indiano — ou um egípcio ou um mexicano ou um haitiano — possui menos conhecimento tecnológico que um americano ou um suíço?  Não, o conhecimento está hoje disperso pelo mundo e tende a ser o mesmo.  Com efeito, os técnicos indianos são reconhecidos como uns dos melhores do mundo.  Então, por que há pessoas desnutridas e morrendo de inanição em Calcutá mas não em Zurique ou em San Francisco?

A diferença entre uma nação rica e uma nação pobre pode ser explicada exclusivamente por um único fator: a nação rica possui uma quantia muito maior de bens de capital do que uma nação pobre

Ao passo que na Índia um agricultor cultiva sua terra com duas vacas e um arado, nos EUA, um agricultor utiliza um trator e um computador.  E, com esses bens de capital, ele é múltiplas vezes mais produtivo do que seu congênere indiano.  O americano seria o Robinson Crusoé rico, que possui uma rede e uma vara de pescar; o indiano seria o Robinson Crusoé pobre, que utiliza as próprias mãos para colher alimentos.

Quando um indivíduo tem de utilizar apenas o trabalho de suas mãos, e o produto que ele produz é utilizado imediatamente para seu consumo final, ele é pobre.  Quando este mesmo indivíduo passa a utilizar bens de capital, como tratores, computadores e vários tipos de máquinas — os quais só puderam ser construídos graças à poupança e ao subsequente investimento de outras pessoas —, ele pode multiplicar acentuadamente sua produtividade e, consequentemente, ser muito mais rico.

Quanto maior a estrutura de produção — isto é, quanto maior o número de etapas intermediárias utilizadas para a produção de um bem —, mais produtivo tende a ser o processo de produção.  Por exemplo, se o bem de consumo a ser produzido é o milho, você tem de preparar e cultivar a terra.  Você pode fazer tal tarefa com um arado ou com um trator.  O trator moderno é um bem de capital cuja produção exige um conjunto de etapas muito mais numeroso, complexo e prolongado do que o número de etapas necessário para a produção de um arado.  Consequentemente, para arar a terra, um trator moderno é muito mais produtivo do que um arado.  Portanto, o processo de produção do milho será mais produtivo caso você utilize um trator (cuja produção demandou um processo de várias etapas) em vez de um arado (cujo processo de produção é extremamente mais simples).

Isto explica por que um trabalhador nos EUA ganha um salário muito maior do que um trabalhador na Índia executando a mesma função.  O primeiro possui à sua disposição bens de capital em maior quantidade e de maior qualidade do que o segundo.  Logo, o primeiro produz muito mais do que o segundo em um mesmo período de tempo.  Quem produz mais pode ganhar salários maiores.

Essa é a característica que diferencia um país rico de um país pobre.

As causas da riqueza

A única maneira de se favorecer as classes trabalhadoras e os mais pobres, portanto, é dotando-lhes de bens de capital, os quais são produzidos graças à poupança e ao investimento de capitalistas

O que é um capitalista?  Capitalista é todo indivíduo que poupa (que consome menos do que poderia) e que, ao abrir mão de seu consumo, permite que recursos escassos sejam utilizados para a criação de bens de capital.

Consequentemente, se um determinado país pobre quer enriquecer, ele deve criar um ambiente empreendedorial e institucional que garanta a segurança da poupança e dos investimentos. A primeira medida que ele tem de tomar é criar um ambiente propício ao empreendedorismo e à livre iniciativa.

A única maneira de se sair da pobreza é fomentando a poupança, permitindo o livre investimento da poupança em bens de capital, e estabelecendo um sistema de respeito à propriedade privada que favoreça a criatividade empresarial e a livre iniciativa.  O que gera riqueza para um país é poupança, acumulação de capital, divisão do trabalho, capacidade intelectual da população (se a população for inepta, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, segurança jurídica, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

Em suma, é necessário haver um ambiente que permita que os capitalistas tenham liberdade e segurança para investir e desfrutar os frutos de seus investimentos (o lucro).

Um país que persegue os capitalistas, que tolhe a livre iniciativa, que não assegura a propriedade privada, que tributa os lucros gerados pelos investimentos, e que cria burocracias e regulamentações sobre vários setores do mercado é um país condenado à pobreza. 

Já um país que fomenta a poupança, que respeita a propriedade privada, que fornece segurança jurídica e institucional, e que permite a liberdade empreendedorial e a acumulação de bens de capital é um país que sairá da pobreza e em poucas gerações poderá chegar à vanguarda do desenvolvimento econômico.

A real solução para a pobreza não está em um sistema de redistribuição de renda comandado pelo governo.  A solução está no aumento da produção. O padrão de vida de um país é determinado pela abundância de bens e serviços

Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida da população.  Quanto maior a oferta de alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de cinemas etc., maior tende a ser a qualidade de vida da população.

E só é possível aumentar essa produção se houver investimentos em bens de capital, em maquinários e ferramentas mais eficientes.  O empreendedor da livre iniciativa, que faz investimentos capitalistas, é o verdadeiro herói da guerra à pobreza.

Conclusão

A pobreza é uma indústria e, em uma democracia, é sempre possível lucrar politicamente em cima dela.  A exigência de que o governo "tome medidas" para acabar com a pobreza serve apenas para alimentar o crescimento de uma burocracia que suga para si própria grande parte dos frutos da renda nacional.  Todo e qualquer ministério, programa ou secretaria criado pelo governo tem, em última instância, o objetivo de reduzir a pobreza.

A promessa de eliminação da pobreza tendo o estado como agente solucionador é apenas um discurso puramente ideológico: não há nenhum mecanismo prático para lograr esse feito, a não ser a utilização daqueles meios que já foram criados pela própria expansão do capitalismo.  Ou seja: a ação direta do governo servirá apenas para acrescentar mais um elemento parasitário ao arranjo econômico, aumentando os custos de uma burocracia cada vez mais paralisante, intrusa e contraproducente.

Em uma economia de mercado, acabar com a pobreza é algo quase que inevitável.  Bastaria que o governo permitisse a progressiva acumulação de capital por parte dos empreendedores capitalistas.  O resultado seria de tal grandeza que até o trabalho mais mal remunerado geraria renda mais do que suficiente para a subsistência.

Mas, infelizmente, esse é um debate que a maioria dos intelectuais, por motivos ideológicos, se recusa a fazer.

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Autores:

Jesús Huerta de Soto, professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, é o principal economista austríaco da Espanha. Autor, tradutor, editor e professor, ele também é um dos mais ativos embaixadores do capitalismo libertário ao redor do mundo. Ele é o autor de A Escola Austríaca: Mercado e Criatividade EmpresarialSocialismo, cálculo econômico e função empresarial e da monumental obra Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.

Walter Williams, professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.

Ludwig von Mises, líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".



[1] Thomas R. Malthus, An Essay on the Principle of Population (Ensaio sobre a População), 2nd ed. (London, 1803), p. 531.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

"O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

Mas aí ela complementa:

"Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

De resto, o problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada.

Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.
Não existe déficit da previdência! Para justificar uma reforma que visa somente a tungar e sugar o trabalhador, o governo usa o seguinte estratagema: De um lado, pega uma das receitas, que é a contribuição ao INSS; do outro, o total do gasto com benefícios (pensão, aposentadoria e auxílios). Aí dá déficit! Só que a Constituição Federal estabelece, no artigo 194, que, junto com a saúde e a assistência social, a previdência é parte de um sistema de seguridade social, que conta com um orçamento próprio. Na receita, devem ser incluídas não apenas as contribuições previdenciárias mas também os recursos provenientes da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (CSLL) e do PIS-Pasep. Aí temos a real situação: Superávit! Talvez você esteja supondo que o dinheiro que sobrou no orçamento da seguridade social mas faltou no da previdência tenha sido usado nas outras duas áreas a que, constitucionalmente, ele se destina. Mas, mesmo com os gastos com saúde e assistência, ainda assim temos saldo positivo. E como esse saldo se transforma em déficit? É que antes de destinar o dinheiro para essas áreas, o governo desvia 20% do total arrecadado com as contribuições sociais, por meio da DRU, para pagar dívidas, segurar o câmbio etc. Fora as renúncias e sonegações fiscais. Portanto, essa conversa de déficit é uma falácia pra empurrar goela abaixo do trabalhador uma "reforma" que tire ainda mais o seu dinheiro e o force a trabalhar por mais tempo.
As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

Herbert Hoover
aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

Como ocorreu a crise financeira de 2008


Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
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" Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. (
www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
"
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E aí pessoal, já viram isso? (off-topic, mas ainda assim interessante):


Ancine lança edital de R$ 10 milhões para games


Agora vai... por quê os "jênios" do Bananão não tiveram esta ideia antes? E o BNDES vai participar também! Era tudo o que faltava para o braziul se tornar uma "potênfia" mundial no desenvolvimento de games.

Em breve estaremos competindo par-a-par com os grandes players deste mercado. Aliás, seremos muito MAIORES do que eles próprios ousaram imaginar para si mesmos. Que "horgulio" enorme de ser brazilêro...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Giovani Facchini  21/10/2014 13:44
    Excelente artigo. Esses conceitos explicam porque é tão difícil tirar o Brasil da situação da pobreza, pois o estado aumenta anualmente com mais tributação e mais inflação, fazendo com que a capacidade de acumulação de bens de capital seja abalada.

    A quantidade de regulamentações e burocracia fazem com que as pessoas sequer consigam abrir negócios rapidamente, além de causar falências e dificuldade de competição com as empresas já estabelecidas que em alguns setores cartelizam o mercado.

    É realmente uma pena que não vemos uma luz no fim do túnel. Devemos lutar para disseminar as ideias libertárias para que possamos ter um futuro mais próspero.
  • anônimo  21/10/2014 14:01
    'Em qualquer lugar em que não haja empreendedorismo, respeito à propriedade privada, segurança jurídica, acumulação de capital e investimento, a pobreza será a condição predominante. '

    Beleza, mas acho que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia também contam. Não como uma utilidade em si, mas como potencial para algo de útil pros outros
  • Marcos  21/10/2014 14:05
    Desenvolvimento da ciência e da tecnologia é consequência de investimentos e acumulação de capital. Não é algo que surge do nada.
  • Mauricio  22/10/2014 01:14
    O empreendedor ou empresário é aquele cara que procura a inovação, uma forma prática onde este possa capitalizar dinheiro e ainda assim servir um produto, que para este foi mais barato. Portanto perceba que a inovação tanto científica ou tecnológica estão vinculadas a empreender, já pensou se uma pessoa poupa seu tempo ( tempo=dinheiro ) realizando simplesmente uma atividade intelectual em pró de uma inovação científica/acadêmica/tecnológica e por fim este consiga estabelecer tal inovação, porém para realizar tal tarefa este precisou investir seu tempo como já citado, sua poupança para que este pudesse ter tempo para criar tal "coisa".
    O que ocorreu para mim está muito claro ele simplesmente poupou bens de capitais que o propiciaram ter tempo o suficiente para pensar e praticar tal inovação, nada surge sem antes se empreender um tempo para gerar. Um cientista que se financia ou recebe financiamento nada mais está investindo na inovação empreendedora para que esta possa gerar benesses. Veja este trecho: e seu texto caso interesse!

    Para definir o socialismo, é necessário antes entendermos o conceito de "função empresarial". Os teóricos da economia dizem que a função empresarial é uma capacidade inata do ser humano. Não estamos nos referindo aqui ao empresário típico que leva adiante um empreendimento. Estamos nos referindo, isso sim, à capacidade inata que todo ser humano tem de descobrir, criar, tomar conhecimento das oportunidades de lucro que surgem ao seu redor e atuar de modo a se aproveitar das mesmas. Com efeito, etimologicamente, a palavra 'empresário' evoca o descobridor, alguém que percebe algo e aproveita a oportunidade. Em termos mais figurativos, seria a lâmpada que se acende.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1430
  • Pepe Pereira  21/10/2014 14:44
    Beleza. Faltou só falar que os recursos minerais não são renováveis e, portanto, finitos, se não houver, uma economia no uso deles, acabarão. Além disso, a Terra tem uma carga e, se não houver um controle populacional, se se incentivar os humanos a se reproduzirem como coelhos, como vem se fazendo nos meios conservadores, chegará um dia em que entrará em colapso. Não falo em termos ecologistas bobos ou marxistas. Sou a favor do capitalismo. Mas, essas questões são lógicas e precisam se pensar nelas, antes que isso não seja mais possível.
  • Pepe Mujica  21/10/2014 15:13
    "Faltou só falar que os recursos minerais não são renováveis e, portanto, finitos, se não houver, uma economia no uso deles, acabarão."

    Daí a importância de um fator essencial: a função dos preços de mercado em um sociedade livre.

    À medida que os recursos vão ficando escassos, explorá-los se torna uma atividade cada vez mais cara e proibitiva. O simples encarecimento desses bens estimula o investimento em alternativas mais sustentáveis.

    Isso é um mecanismo de correção que ocorre automaticamente, desde que o governo dê liberdade total de precificação ao mercado.

    Por outro lado, se o governo intervir e distorcer os preços, privilegiando e subsidiando suas empresas favoritas, esse seu cenário de fato pode ocorrer. Mas aí não será culpa nem do capitalismo e nem do liberalismo, mas sim do intervencionismo.

    A exploração dos recursos naturais geram riqueza e bem-estar

    "Além disso, a Terra tem uma carga e, se não houver um controle populacional, se se incentivar os humanos a se reproduzirem como coelhos, como vem se fazendo nos meios conservadores, chegará um dia em que entrará em colapso."

    Aqui você apenas deixa explícito seu ódio à humanidade.

    Os ambientalistas e sua agenda anti-humana nos fazem de idiotas

    De resto, aprenda mais aqui:

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?
  • Jeferson  22/10/2014 13:49
    Pepe, você pode começar dando o exemplo. Faça vasectomia! De preferência ANTES de ter filhos. Afinal, se você quer que os outros se controlem, nada mais lógico do que fazer isso primeiro pra dar o exemplo.
  • Anarca  21/10/2014 16:21
    Além disso, a Terra tem uma carga e, se não houver um controle
    populacional, se se incentivar os humanos a se reproduzirem como
    coelhos, como vem se fazendo nos meios conservadores, chegará um dia
    em que entrará em colapso.


    'Progressistas' e sua sanha eugênica. Pena que o Hitler estragou a
    reputação da eugenia pra esse povo. Imagina que espetáculos eles
    estariam apresentando hoje em dia se não fosse por isso.

    PS: Pepe, o que você quer é um exército pra poder impor sua
    utopia. Claro, sendo o covarde que é, se veste na roupinha tecnocrata
    apaixonado pela Terra, pela Humanidade, pelo Povo (tudo com letra
    maiúscula). Sombra de homem, é o és, pois nem os colhões pra sangrar e
    morrer pelos próprios fantasmas você tem. Dependes de fraudes
    linguísticas pra convercer os otários.
  • Andre  21/10/2014 16:31
    "Beleza. Faltou só falar que os recursos minerais não são renováveis "

    Então é impossível reciclar coisas?
    Dessa eu não sabia...

    "e, portanto, finitos, se não houver, uma economia no uso deles, acabarão."

    Economia é o que os capitalistas mais fazem.
    Afinal de contas é o único jeito de maximizar os lucros.
    Já o estado, só desperdiça recursos.

    "Além disso, a Terra tem uma carga e, se não houver um controle populacional, se se incentivar os humanos
    a se reproduzirem como coelhos, como vem se fazendo nos meios conservadores, chegará um dia em que entrará
    em colapso. Não falo em termos ecologistas bobos ou marxistas. Sou a favor do capitalismo. Mas, essas questões
    são lógicas e precisam se pensar nelas, antes que isso não seja mais possível.".

    Então você é um Neo-Malthusiano à favor do controle de natalidade na base da coerção. Como é feito na China.

    Em uma economia totalmente livre, caso chega-se o dia em que os recursos naturais do planeta
    ficassem muito escassos e as pessoas continuassem se reproduzindo feito coelhos o preço dos alimentos
    iria subir e automaticamente as pessoas iriam se reproduzir menos. Ou explorar outros planetas.
  • anônimo  22/10/2014 10:13
    A dúvida do Pepe é uma dúvida legítima, o único que respondeu foi o André
    ' o dia em que os recursos naturais do planeta ficassem muito escassos e as pessoas continuassem se reproduzindo feito coelhos o preço dos alimentos iria subir e automaticamente as pessoas iriam se reproduzir menos. Ou explorar outros planetas.'
    O resto veio com um negócio de nazista, de melancia que odeia os seres humanos, uma besteira tão grande, eu não sei o que é que esse povo que pensa só com as emoções e não com lógica vem fazer aqui.
  • anônimo  22/10/2014 15:48
    'Em uma economia totalmente livre, caso chega-se o dia em que os recursos naturais do planeta ficassem muito escassos e as pessoas continuassem se reproduzindo feito coelhos o preço dos alimentos iria subir e automaticamente as pessoas iriam se reproduzir menos.'

    Se a maioria for de gente burra, como foi falado no começo, o mais provável é que queiram estatizar a produção de comida.
    Gente burra não combina com economia livre.

  • vladimir  01/11/2016 17:57
    karo Kamarada.
    Vc já ouviu inovação tecnológica, exploração de recursos oceânicos e espaciais, novos compostos e hidrocarbonetos que existem tanto no oceano como no espaço profundo, único recurso que deve se levar em conta é a criatividade e inteligência humana o resto é conversa.
  • Felipe  21/10/2014 15:58
    Ora se mais pessoas tivessem esse entendimento na hora de votar, será que mudaria algo??

    Não!

    Por que as pessoas querem mesmo é ganhar sem trabalhar, logo é muito dificil crescer com democracia.

    E democracia não irá acabar de modo pacífico.

    Logo não há solução por vias políticas

    Ou acabamos com o governo ou os problemas econômicos que hoje debatemos serão debatidos por nossos netos
  • Andre  21/10/2014 17:03
    "Ora se mais pessoas tivessem esse entendimento na hora de votar, será que mudaria algo??".

    Se mais pessoas tivesses esse entendimento, não importando se é na hora de votar ou não, então é claro que TUDO mudaria. Pois você mesmo disse mais abaixo que:

    "Logo não há solução por vias políticas".

    Ora, caso as pessoas tivesses tal conhecimento então é claro que tal conhecimento não teria chegado na mente das pessoas pela via política e sim pela via cultural e/ou intelectual.

    Enfim, é claro que se a população brasileira fosse formada por, digamos, uns 95% de libertários anarcocapitalistas o Brasil simplesmente não seria um país socialista como é hoje.

    À menos que os 5% de estatistas tivessem uma incrível tecnologia para aplicar coerção em 95% da população, o que é uma hipótese surreal.
  • Felipe  21/10/2014 19:38
    Andre,

    "Se mais pessoas tivesses esse entendimento, .., então é claro que TUDO mudaria."

    Errado.

    Ter entendimento quanto a causa da riqueza e da pobreza é diferente de se torna um libertário. Conhecimento é absorvida de forma distorcida ou imparcial, posso explicar para um leigo a importância da poupança privada e ele entender, mas poderá continuar acreditando na existência do estado para resolver os problemas.

    O meu questionamento é sobre a mudança não vim por meios políticos, não há como numa democracia a pessoa votarem pela redução drástica do estado.

    A maioria quer acreditar que alguém possa resolve seus problemas, irá atribuir seus fracassos a terceiros e reclamar soluções a terceiros.

    A maioria é tola e nunca ira procurar se aprofundar nos estudos a ponto de se tornarem libertários.
  • Andre  22/10/2014 12:02
    "O meu questionamento é sobre a mudança não vim por meios políticos, não há como numa democracia a pessoa votarem pela redução drástica do estado."

    Foi a mesma coisa que eu disse. Se as pessoas tivessem o conhecimento haveria a mudança.

    "A maioria quer acreditar que alguém possa resolve seus problemas, irá atribuir seus fracassos a terceiros e reclamar soluções a terceiros."

    Se a maioria acredita que um terceiro deve resolver os problemas dela e dos outros por meio de coerção então é claro que a maioria não tem o conhecimento.

    "A maioria é tola e nunca ira procurar se aprofundar nos estudos a ponto de se tornarem libertários."

    Você concorda comigo sem perceber...
  • Dorival Hartung  21/10/2014 17:36
    Então de acordo com você todos esses países só são pobres pois estão repletos de indivíduos que querem ganhar sem trabalhar.

    Por favor, releia o artigo mas desta vez tente compreende-lo.

    Obrigado!
  • Felipe  21/10/2014 18:38
    Dorival,

    você é quem não entendeu nada do que eu escrevi

    Meu comentário complementa o artigo só isso.

    Em detalhes para não haver mais duvidas - A dificuldade de gerar poupança está no estado grande causado pela democracia.

    ok?!
  • gabriel  21/10/2014 21:03
    Nunca confiei na via política e após conhecer o mises e fazer leituras aqui fiquei ainda mais certo de que eleições não seriam um caminho a percorrer. Sei que é um ponto que trás até mesmo divisões aqui, alguns acham uma causa perdida e alguns acham ser válida.

    Gostaria de deixar uma questão que me surgiu hoje, e qualquer contribuição será de grande ajuda para construção de minha ideia.

    Minha dúvida é na seguinte situação:
    Me considero aguem que não acredita mais no sistema corporativista que viraram as democracias modernas, porém não se possui o direito de secessão. Posso claro ignorar o estado de muitas formas, mas em outras não tenho poder como indivíduo de ir contra, sob pena de caso continue - por exemplo a sonegar impostos e sendo descoberto me recusar a pagar - ser preso e resistindo morto. O estado então 'manda' pois possui maior força física, o suficiente para me subjugar facilmente. Neste ponto sempre acreditei na importância de espalhar a ideia, e que quando uma parcela suficiente da população tomasse consciência do que acontece e começasse a ignorar o estado este não teria poder quando muitos reagissem assim simultaneamente.
    Porem me ocorreu problemas nesse ponto, seria necessário uma quantidade muito maior de pessoas para que isso funcione, o estado tem exércitos treinados, armas e capacitação na arte da violência enquanto pessoas comuns dificilmente conseguem até mesmo o porte de arma por vias legais. O poder de subjugação está muito concentrado, e imagino que a mudança na mentalidade traria uma nova ditadura comandada a força com ajuda do exército e apoio da parcela que confia num estado protetor (que não necessariamente precisaria ser maioria).

    Nesse cenário muito mais pacifico seria seguir a via eleitoral (visto que acredito que um estado autoritário consiga subjugar uma população mesmo que 50% não a aprove), diminuindo alguns poderes ao estado e dando mais poderes principalmente de auto-defesa aos cidadãos para aí sim acabar com o poder de subjugação.

    Nem acredito que algo próximo a isso venha a ocorrer ainda em minha vida na terra, mas não gostaria de passar adiante ideias que possam atrasar ainda mais essa mudança nas próximas gerações.

    Me ajudem, esse cenário é irreal? Estou superestimando o poder de força militar físico dos estados? Seria mesmo um meio de mudança necessário (as eleições)?

    Fico grato com qualquer contribuição que venha a me ajudar nesses esclarecimentos.

    Abraços

  • anônimo  21/10/2014 23:33
    O estado tem força para submeter tranquilamente uma maioria. So ve países comunistas

    mas a grande força do estado é a ideologia, qualquer pessoa, mesmo o mais leigo acha natural a existência do estado.

    é ai que devmos atacar, será pela ideologia, quebrando a ideia de que o estado é a solução e mostrando que na verdade o estado é o problema

    não será pela violência e nem pelo voto que acabaremos com o estado, e sim pela ideia

    mas não é nada facil,

    Primeiro que a maioria das pessoas não tem interesse nesse assunto.

    Segundo é a dificuldade de fazer um leigo te entender

    terceiro é quebrar a resistência das pessoas quanto a ideia de anarquismo, a maioria ira te chamar de louco, rebelde e bla bla bla.
  • Andre  22/10/2014 12:24
    "O estado tem força para submeter tranquilamente uma maioria. So ve países comunistas".

    Se fosse feita uma pesquisa de opinião nesses países comunistas antes deles terem se tornado comunistas é claro que o resultado não seria a informação de que a maioria fosse liberal ou libertária antes da instalação do comunismo.

    Cuba era uma ditadura.
    Rússia era um império.
    China era um império.
    etc...

    Quero saber de algum país que era altamente liberal, no estilo da Suíça, os dos EUA de 1800, de repente, virar um país comunista só porque apareceram uns revolucionários nervosinhos querendo tomar conta do pedaço.

    Se alguém souber de algo assim que tenha ocorrido ao longo da história me avise.
    Pois irei ler para entender como ocorreu tal processo e me prevenir para a possibilidade de ser preso dentro de algum país por alguns revolucionários nervosinhos.

    Mas pelo que sei até o momento tal virada radical em uma sociedade NUNCA aconteceu.
  • Felipe  22/10/2014 15:27
    "Quero saber de algum país que era altamente liberal,..., virar um país comunista só porque apareceram uns revolucionários nervosinhos querendo tomar conta do pedaço."

    Mudanças bruscas assim eu desconheço,
    pois o estado depende não apenas da força mas da ideologia.

    Para sair de um mínimo estado para um estado grande leva se gerações, é preciso mudar a mente das pessoas, ou caso tente, o regime não durará muito.

    E focando na sua questão

    "Pois irei ler para entender como ocorreu tal processo e me prevenir para a possibilidade de ser preso dentro de algum país por alguns revolucionários nervosinhos"

    Bom ela já esta ocorrendo, mas diferente do que você pensa, não é de maneira brusca, mas sim de maneira lenta e gradual. A cabeça das pessoas estão cada vez mais favoráveis a um estado maior, veja os protestos do ano passado, no fundo o que ele queriam é mais estado.

    Se quer mudar esse processo busque mudar a cabeça dos outros, e não espere nenhum resultado brusco também, demorará anos, e possívelmente gerações.
  • Dorival Hartung  21/10/2014 22:30
    Eu entendi Felipe, acredito que todos que acompanham o site partilhem da mesma opinião. O estado como um todo é uma aberração. Já diziam meus avós que muito ajuda quem não atrapalha, e o estado faz justamente isso, ATRAPALHA.

    Eu sei que existe gente Brasil afora que prefere viver de bolsa família à ter de trabalhar, mas não quero acreditar que eles são a maioria.
  • Felipe  22/10/2014 00:06
    Dorival,

    Não é só bolsa familia, pessoas querem sempre que o estado de mais transportes, saúde, educação, emprego, seguro desemprego, crédito barato, e etc, etc, etc...

    Se a maioria não quisesse de fato depender do estado não estáriamos onde estamos

    É só lembra qual era mesmo o motivo dos protestos do ano passado
  • Andre  22/10/2014 12:12
    "Então de acordo com você todos esses países só são pobres pois estão repletos de indivíduos que querem ganhar sem trabalhar.".

    É claro, a maioria quer ganhar MUITAS coisas sem trabalhar, citarei apenas duas:

    Saúde pública gratuita e de qualidade.
    Educação pública gratuita e de qualidade.

    Basta fazer um pesquisa perguntando se as pessoas acham que o estado deveria reduzir os impostos e PARAR COMPLETAMENTE de fornecer saúde e educação para os pobres de forma gratuita.
  • anônimo  22/10/2014 15:53
    Saúde, educação, polícia, segurança, exército, crédito, casas, comida, fome zero, previdência social, igualdade racial, igualdade de gênero, igualdade de adiposidade, igualdade capilar, creches pra mães solteiras, camisinha pra puta, aborto pras putas...tudo isso é dever do estado
  • Andre  21/10/2014 16:22
    O único discurso que caberia à um politico que quisesse REALMENTE acabar com a pobreza em TEMPO RECORDE seria algo do tipo:

    "Se for eleito vou parar de criar pobreza, vou acabar com o salário minimo,
    vou acabar com o FGSTS, vou acabar com o décimo terceiro, vou acabar com o
    direito à férias remuneradas, vou acabar com a indenização por demissão sem
    justa causa, vou acabar com o auxílio desemprego, vou diminuir os impostos
    para que os capitalistas possam ter mais lucro e poderem investir mais!".

    Mas, para serem eleitos, os políticos precisam dos votos dos ignorantes.
  • Alan  21/10/2014 18:42
    Só tenho uma objeção. Quando você diz "vou acabar com o décimo terceiro". O 13º no Brasil não é extra, é a diferença da quantidade de dias trabalhados que você não recebe no resto do ano.
    Porque os meses tem quantidade de dias diferentes e recebemos o mesmo salário? Porque recebemos apenas por 4 semanas, os dias que faltam são exatamente 28, ou seja, 4 semanas que recebemos no 13º. Para acabar com 13º será necessário que as empresas paguem semanalmente.
    O resto concordo.
  • Empreendedor Libertario  22/10/2014 06:36
    Engracado.... meus funcionarios recebem por 31 dias, e nao por 28. Combinamos, inclusive, que nos meses de 30 dias ou menos eu nao descontaria nem um centavo e eles ficaram muito satisfeitos.

  • Fernando R Sousa  22/10/2014 11:25
    Mas não dá nem 8 dias de diferença, e se paga um mes inteiro? em certeza disso?
  • Vive la Liberte  22/10/2014 15:39
    Dá sim, Augusto.
    Há meses em que se trabalham 4 semanas e há meses em que se trabalham 5.
    No ano há 365 dias, ou seja, 52 semanas e um dia.
    52 semanas / 12 meses = 4 semanas por mês e restam 4 semanas.

    Se você recebe todo mês a mesma quantia, então é natural acreditar que o décimo terceiro nada mais é do que o resto da divisão acima (4 semanas e 1 dia).

  • desconhecido  22/10/2014 16:23
    Temos meses com quantidade de dias diferentes durante o ano. Não acha engraçado as pessoas receberem a mesma coisa em um mês de 28 dias e outro de 31?
    Se pegarmos o mês com menor número de dias dá 28.

    12 x 28 = 336

    365 - 336 = 29

    Em vários outros países as pessoas recebem salários semanalmente.
  • Andre  22/10/2014 12:16
    "Só tenho uma objeção. Quando você diz "vou acabar com o décimo terceiro". O 13º no Brasil não é extra...".

    Mas esse detalhes não são relevantes.
    O que é relevante é o simples fato de que a maioria da população rejeita a hipótese de que o governo pare de obrigar as empresas à pagarem décimo terceiro.

    Não é relevante o fato de que o décimo terceiro seja, ou não seja, um dinheiro que a pessoas deixou de receber ao longo do ano para só receber no final. Isso é só um detalhe técnico.

    O simples fato das pessoas quererem que o governo impeça elas, e as outras, de celebrarem contratos com regras livremente acordadas entre as parte é que é o problema.

  • Felipe Lungov  21/10/2014 16:47
    Acho que esse tipo de conhecimento deveria ser universal. Nunca vi ninguém debater seriamente a ideia de se ensinar teoria economia (e história econômica, dada por economistas) na escola, para todas as crianças.

    Toda a minha geração (~30 anos) aprendeu de professores de história/geografia que a revolução industrial inaugurou trabalho infantil e exploratório, que a CLT protege os direitos dos trabalhadores e tantas outras coisas que não fazem o menor sentido econômico e, portanto, simplesmente não são verdade.

    Depois fiz faculdade de Economia e me dei conta disso, mas quando compartilho esse tipo de texto ou tento explicar em discussões a resposta que sempre recebo é que "essa é a visão de um economista (e portanto, incompleta)", acaba sendo inócuo mesmo com pessoas inteligentes e bem informadas, mas sem formação econômica.

    Economia é uma ciência como outra qualquer, como matemática, física, biologia. Porque uma pessoa precisa entender leis da ótica, características de cada reino animal, tipos de vegetação, mas não precisa entender o que faz um país mais rico??
  • Alan  21/10/2014 18:57
    No Brasil as pessoas têm aversão ao conhecimento. Eu estudei Física na universidade. Mas li diversos livros sobre vários assuntos, filosofia, história, economia etc e procurando sempre os melhores autores Platão, Aristóteles, Mises, Hayek, Eric Voegelin, Karl Popper, Max Weber etc. Nós precisamos nos educar. Adquiri por conta própria conhecimentos que me permitem entender como a economia funciona, as suas leis e isso mudou meu modo de ver as coisas. Seria bom realmente que estudássemos na escola, mas cada vez mais a escola se torna um espaço para propagação de ideologias políticas. Me lembro que quando fiz o 1º grau nos anos 80, meu professor de história, que devia ser comunista, ensinava na realidade uma história paralela. Naquela época já estava assim, imagina hoje. Então, acho que teria dúvidas se ensinariam economia ou marxismo. Imagina o professor de economia para, sei lá, 2º grau ao invés de ensinar Mises e Hayek, ensinasse Keynes como se fosse a única teoria. Não seria bom.
  • Felipe Lungov  21/10/2014 19:25
    Mas Alan, hoje temos a prova do ENEM que de certa forma sinaliza o que deve ser ensinado em aula. Hoje isso é usado por motivos perversos, mas não precisa ser assim sob um governo minimamente responsável.

    Sei que a própria existência do MEC/ENEM já é uma aberração para qualquer sociedade em que o Estado não se mete na vida das pessoas, mas não seria essa uma rota possível para se chegar nessa mesma sociedade partindo do ponto em que estamos hoje?

    Você há de convir que é uma exceção, que as pessoas depois que terminam de estudar usam seu tempo livre para ver novela. Até acho que mesmo por aí o mundo um dia será libertário, porque a razão e o conhecimento científico vêm, praticamente sem recuos, se sobrepondo aos instintos e à mitologia ao longo da história humana. Mas sinceramente não estou muito feliz com o ritmo desse avanço, será que não poderia ser mas rápido?
  • Anarca  21/10/2014 21:54
    Sei que a própria existência do MEC/ENEM já é uma aberração para
    qualquer sociedade em que o Estado não se mete na vida das pessoas,
    mas não seria essa uma rota possível para se chegar nessa mesma
    sociedade partindo do ponto em que estamos hoje?

    Você há de convir que é uma exceção, que as pessoas depois que
    terminam de estudar usam seu tempo livre para ver novela. Até acho que
    mesmo por aí o mundo um dia será libertário, porque a razão e o
    conhecimento científico vêm, praticamente sem recuos, se sobrepondo
    aos instintos e à mitologia ao longo da história humana. Mas
    sinceramente não estou muito feliz com o ritmo desse avanço, será que
    não poderia ser mas rápido?


    Em outras palavras, vamos forçar as pessoas a aprender a viver sem
    serem forçadas.

    Vamos também aumentar o tamanho do estado até que ele desapareça.

    Tecnocratas, verdes, vermelhos, azuis, arco íris, mas tecnocratas.
  • Felipe Lungov  21/10/2014 23:22
    Bom, pelo jeito eu sou mais pragmático... Não acho que a transição do ponto que estamos hoje para uma sociedade libertária acontecerá de uma vez só, ou mesmo por uma transição mais lenta, mas em linha reta. É preciso traçar um caminho possível e começar a caminhada; e esse caminho pode ter curvas.
  • Alan  22/10/2014 02:20
    O ENEM é uma desgraça mesmo.
    Concordo plenamente com você quando diz que tem que ser lentamente e por escolha do povo, que por algum milagre parará de ver novela e usará o tempo pra aprender alguma coisa útil.
  • anônimo  22/10/2014 10:23
    O povo nunca vai parar de ver novela.
    Os libertários tem que se separar, encontrar sua própria terra, ou criar uma.
  • Nilo BP  23/10/2014 02:53
    Hear hear

    Será que não tem algum canto do terceiro mundo que a gente possa comprar? Uma ilha na micronésia ou coisa assim?
  • Sonhador  26/04/2016 14:30
    É complicado. Gosto muito da iniciativa do Seasteading. Creio que no futuro será viável para fugirmos dos estados.
    Liberland eu duvido muito que dê certo, não consigo enxergar a Croácia permitindo. Torço muito, tanto que já me inscrevi para ser cidadão de Liberland há muito tempo.

    Os americanos criaram um projeto Free State Project (https://freestateproject.org)
    Basicamente a idéia é levar uma quantidade significativa de libertários para um determinado estado de forma que a quantidade de pessoas seja o suficiente para influenciar a eleição.

    Infelizmente tal projeto só é viável para os cidadãos americanos.

    Imagino que fazer isso internacionalmente seria mais interessante. Escolher uma determinada localidade que tivesse uma baixa população, tentar atrair libertários do mundo inteiro, e daí tentar tomar "politicamente" o país.

    Não encontrei nenhum projeto neste sentido. Mas acho que isso seria viável.

    Tentar tomar o poder de uma determinada localidade à força ou comprando-a não seria aceito pela comunidade internacional (imagino eu.)

    Poderíamos criar o Free Nation Project. A pergunta é:

    Onde?

    O ideal seria ilhas pequenas (acesso ao mar), com baixa população. Desta forma alguns milhares de libertários poderiam mudar a política.
  • Mais Mises...  26/04/2016 12:07
    Jamais use palavras como 'nunca' e 'jamais'. Elas têm prazo de validade.
  • Pobre Paulista  26/04/2016 12:41
    Eu concordo em partes. Quem luta para impor o libertarianismo para os outros é um mero tirano. Se o cidadão médio quer ficar pagando impostos e vendo novela, não há nada que eu possa fazer, a não ser lamentar.

    Mas não preciso fundar um país novo para ser um libertário, só preciso conseguir me livrar de bancar o estado atual.
  • Andre  26/04/2016 13:22
    "Se o cidadão médio quer ficar pagando impostos e vendo novela, não há nada que eu possa fazer, a não ser lamentar.".

    O "cidadão médio" quer que TODOS paguem impostos.
    O "cidadão médio" é um tirano.
  • saoPaulo  26/04/2016 13:40
    "Eu concordo em partes. Quem luta para impor o libertarianismo para os outros é um mero tirano. Se o cidadão médio quer ficar pagando impostos e vendo novela, não há nada que eu possa fazer, a não ser lamentar."

    Isto faz sentido? Pra mim é o mesmo que dizer que negros lutando para viverem em uma sociedade não escravagista são tiranos...

    Ora, se fulano quer se afiliar a um "estado", que o faça! Desde que não queira também me forçar a isso com uma arma na minha cabeça, não vejo problema algum, e isto em nada contradiz o libertarianismo.

    Agora, me chamar de tirano porque não concordo que ele se torne meu tirano é de um duplipensar incrível.
  • Raphael Paiva  02/05/2016 15:15
    Isto faz sentido? Pra mim é o mesmo que dizer que negros lutando para viverem em uma sociedade não escravagista são tiranos...

    saoPaulo, se nesta luta negros estiverem forçando um outro negro que goste de ser escravo e não quer deixar de ser a fazer parte da nova sociedade, eles estariam sendo tiranos sim.
  • saoPaulo  02/05/2016 16:17
    "saoPaulo, se nesta luta negros estiverem forçando um outro negro que goste de ser escravo e não quer deixar de ser a fazer parte da nova sociedade, eles estariam sendo tiranos sim."

    Discordo.

    Em primeiro lugar, escravo voluntário é uma contradição, um círculo quadrado. Se é escravo, o é por coerção. Se aceita voluntariamente tal condição, não faz sentido chamá-lo de escravo.

    Em segundo lugar, o que disse foi que não faz sentido chamar alguém de tirano, por ele rejeitar ter outro como seu tirano. É o mesmo que uma criança esperneando e clamando por justiça ao ser barrada de praticar injustiça. O mesmo que um assassino exigir pena de morte para a vítima que escapou ser assassinada por ele.

    Tal pseudo-escravo ("escravo voluntário") não teria o direito de forçar outros ex-escravos a voltarem para a escravidão sob o argumento de que estes "estão sendo tiranos ao não quererem ser tiranizados".
  • Raphael Paiva  02/05/2016 15:16
    artigo bastante esclarecedor.
  • antonimólio  26/04/2016 13:51
    só preciso conseguir me livrar de bancar o estado atual


    Isso nunca vai acontecer. Enquanto a grande maioria seguir pagando (e/ou vendo novela) vc terá que continuar bancando também.
  • Pobre Paulista  26/04/2016 18:49
    Ué, mas foi exatamente o que eu disse. Se o cara quer bancar um estado, ele é completamente livre para fazê-lo. Só não pode me obrigar a compactuar com ele. Assim como eu não posso obrigá-lo a compactuar comigo.

    A única luta dos libertários é a do indivíduo contra o estado.
  • Alan  21/10/2014 18:44
    Muito bom o artigo. E digo, só deem tempo aos indianos para eles fazerem a poupança deles, logicamente sem um governo sangue-suga, e vamos ver um país riquíssimo. Conheci alguns indianos há um tempo atrás e eles são muito competentes e não tem nenhuma preguiça.
  • Tio Patinhas  21/10/2014 22:07
    Lá o governo não deixa a população comprar ouro (imbecilidade extrema típica de burocratas, afinal de contas, agora os traficantes estão traficando ouro...), então creio que ficará complicado eles pouparem.
  • augusto  21/10/2014 23:55
    hmmm... fonte dessa informação?

    já vi escrito exatamente o contrário, que a população da índia é uma das que mais compra ouro como forma de poupança / reserva de valor.
  • Tio Patinhas  22/10/2014 12:57
    Sim, a população da Índia é uma das que mais compra ouro.

    Sim, o governo da Índia faz o possível para impedir:

    www.zerohedge.com/news/2013-06-06/india-central-bank-prohibits-sales-gold-coins

    www.rbi.org.in/scripts/NotificationUser.aspx?Id=8312&Mode=0

    in.reuters.com/article/2013/12/04/india-gold-smuggling-idINDEE9B20HY20131204

    O segundo link é do banco central da Índia. Os outros dois valem a pena serem lidos (e são fontes conhecidas).
  • Homem Verde  21/10/2014 21:24
    Concordo totalmente. Mas, explica isso para o "brasil"...
  • Estevam  21/10/2014 21:43
    Como eu gostaria que todos lessem isso.
    Texto impecável.
  • Vinicius  22/10/2014 00:10
    O artigo é excelente, mas chega a ser desesperador ter de discorrer sobre um tema tão básico, a geração de riquezas, assunto que deveria ser tratado no ensino fundamental, ou mesmo tardiamente na faculdade, tema da aula:
    "Como deixar de ser um pobre assalariado, perseguido pelo imposto e arrasado pela inflação e ter alguma independência financeira"
    Os pássaros ensinam seus filhotes a voar, os gatos ensinam seus filhotes, os animais ensinam seus filhotes o básico para ter sucesso, mas os humanos não ensinam ses filhos a pensar.
  • Gabriel  22/10/2014 00:36
    Ótimo texto que fez com que eu entenda mais sobre esse assunto do que as aulas dr sociologia da escola,recomendo o vídeo why 1% of history have 99% of the wealth do canal learn liberty
  • luiz claudio  22/10/2014 03:51
    Amigos, este é um excelente artigo! Fácil, direto e sem complicações!

    Mas gostaria que me ajudassem com uma ou mais indicações bibliográficas, caso conheçam.

    Preciso de alguma obra que trabalhe de maneira mais específica a ideia inicial desse artigo, de que a humanidade, de forma geral, sempre viveu em um clima de hostilidade, pobreza e escassez de produtos e serviços. Alguém conhece alguma obra que me indique? Uma vez ouvi o José Monir Nasser comentar algo sobre isso, mas não sei se ele chegou e escrever. Se alguém conhecer algum livro, artigo ou link que trabalhe essa informação de maneira mais específica, agradecerei bastante!

    Saudações a todos!
  • Vinicius  22/10/2014 14:43
    Adam Smith A riqueza das nações
  • Leonardo  22/10/2014 05:39
    Gostei muito do texto, a parte sobre a natureza da humanidade ser a pobreza faz todo o sentido. Mas talvez por me faltar algum conhecimento vejo com ressalva dar toda liberdade aos capitalistas pois no texto está bem explicado e aparecem como pessoas inocentes e boas, mas na prática o que vejo é que muitos acabam fazendo lobby no congresso, financiam políticos para defenderem seus próprios interesses e formam cartéis em seus mercados, tudo isso indo de contra-mão da promessa de diminuição da pobreza pois numa dessa por exemplo, acabam influindo no desmatamento da amazônia que afeta a todos direta ou indiretamente. Me parece que no Brasil políticos e capitalistas são as mesmas pessoas e deveriam andar separadas. Acredito que me falte mais informação sobre o assunto, quem puder me esclarecer alguma coisa fico agradecido.
  • Marrone  22/10/2014 11:32
    De fato, falta-lhe apenas um pouco mais de informações.

    Você identificou corretamente o sintoma, mas errou no diagnóstico da causa. Empresários fazem lobby e adquirem privilégios somente porque a atual estrutura estatal lhes beneficia neste sentido.

    Caso o estado não fosse dotado do poder de conceder tais benefícios -- via agências reguladoras, subsídios de BNDES, e aumento nas tarifas de importação --, tais empresários seriam obrigados a concorrer no livre mercado.

    Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    Artigos sobre isso:

    Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

    Os reais beneficiados por um capitalismo regulado

    Grandes empresas odeiam o livre mercado
  • Leonardo  22/10/2014 13:45
    Valeu Marrone, ficou mais claro agora.
    Nesse sentido me parece que um "mundo de livre mercado globalizado" não existe totalmente, por exemplo os EUA, a política interna deles me parecem realmente de livre mercado, mas em suas políticas externas me parece existir protecionismo do governo para suas empresas e economia.
    Um exemplo bem simples disso vejo em minha área, trabalho com produção de conteúdo (desenhos animados, etc.), os EUA, Europa e Japão produzem muito desenhos animados e dominam esse mercado, mas ainda assim esses países possuem leis que garantem uma cota de veiculação de suas produções em suas redes televisivas (EUA, Europa), no caso do Japão o mercado é bem fechado. Quando foi sugerido que esse mesmo tipo de iniciativa fosse implantada no Brasil surgiram muitas críticas, por causa que estaria prejudicando o livre mercado, mas o sentido da iniciativa era outro, o de fomentar a produção e o desenvolvimento desse mercado. A lei foi criada (pelo Vicentinho se não me engano) e hoje temos um mercado crescendo cada vez mais.
    Acho que existem conflitos de interesses, e identificar os agentes e suas reais intenções éue me parece difícil.
  • Felipe  22/10/2014 15:13
    "por causa que estaria prejudicando o livre mercado"

    Oras, não é verdade?

    "mas o sentido da iniciativa era outro, o de fomentar a produção e o desenvolvimento desse mercado"

    Esse é o motivo mascarado, o motivo real é: beneficiar alguns empresários brasileiros em detrimentos da escolha das pessoas.

  • Marrone  22/10/2014 13:54
    Não, não há livre mercado nos EUA. Lá é só menos intervencionista do que aqui em algumas áreas. Mas lá também há agências reguladoras e um fortíssimo lobby empresarial.
  • Valatráquio  22/10/2014 11:07
    "A única maneira de se favorecer as classes trabalhadoras e os mais pobres, portanto, é dotando-lhes de bens de capital, os quais são produzidos graças à poupança e ao investimento de capitalistas."

    Correto, mas acrescento: não adianta somente fornecer bens de capital à pobres. Deve-se, ao mesmo tempo, escolher entre esses pobres, os que mereçam esses bens de capital. Nenhum pobre ascende à um patamar de riqueza se, no fundo, o mesmo não deseja sair da sua própria pobreza. E digo, sem medo de errar: o mundo está transbordando de gente que idolatra a pobreza, seja de maneira consciente ou até mesmo inconsciente.

    Por isso que o que mais eu vejo são empresários/empreendedores reclamando que não encontram pessoal qualificado. Entendo eles, pois eu faço parte deste grupo. Na maioria das vezes encontramos pessoas que querem somente o emprego. Já quem quer o trabalho está se tornando figura rara. Os primeiros são os maiores sabotadores dentro de uma empresa. Os segundos são os maiores empreendedores.
  • Airton Carneiro  22/10/2014 11:44
    Sensacional, curti muito o site. Essa questão de poupar serve até mesmo pessoalmente. Com este artigo vocês me fizeram ver que eu estou consumindo mais do que o necessário e isso afeta no meu bolso. Terei que colocar as rédias no consumo lá em casa, para, um futuro próximo, sair da miséria, mesmo trabalhando.
  • Antony  23/10/2014 00:51
    Apesar de muitos que são a favor do sistema de lucro falarem interminavelmente sobre seus padrões "éticos" com relação a suas práticas, a história nos mostrou que a prioridade em lucrar é na verdade uma doença que não só está envenenando nossos bem-estar pessoal/social e padrões de vida, como também o meio-ambiente, o qual nos proporciona praticamente todas nossas necessidades enquanto espécie, antes que venham falar não sou ambientalista, também não sou socialista e nem capitalista liberal, apenas gosto de observar todos os lados...rs.

    Entretanto, antes de começarmos com as conseqüências negativas resultantes dessa "mentalidade", vamos considerar o que muitos pensam ser o lado bom da prioridade em lucrar....o "incentivo". De acordo com a teoria, a necessidade de lucro fornece à
    pessoa/organização a motivação para trabalhar novas ideias/produtos que venderiam no mercado. Em outras palavras, supõe-se que se uma pessoa não for motivada pela necessidade de sobreviver por meio do lucro, haveria pouco progresso social.

    Em primeiro lugar, as maiores contribuições à sociedade não vieram de
    corporações buscando lucro. Nikola Tesla não inventou a corrente elétrica alternada
    porque queria fazer fortuna. Louis Pasteur, Charles Darwin, os irmãos Wright,
    Albert Einstein e Isaac Newton não fizeram suas massivas contribuições à
    sociedade por interesse material.

    Embora seja verdade que invenções e métodos úteis vêm da motivação para ganho pessoal, o objetivo por trás dessas criações normalmente não é humano ou social, já que o interesse próprio e a sobrevivência são as reais motivações.

    O interesse no lucro quase sempre precede as questões humanas, e um simples olhar sobre os conservantes causadores de câncer em nossos alimentos, a obsolescência planejada em praticamente tudo que é fabricado, juntamente com um serviço de saúde que cobra $300 por uma mera pílula antibiótica, nos mostra que o "incentivo baseado no lucro" é na verdade prejudicial, pois seu real incentivo não está em contribuir para a sociedade de um modo significativo, mas apenas para exigir riqueza pela contribuição de todas as formas possíveis.

    O lucro é na realidade um falso incentivo. Os problemas de nossa sociedade baseada em dinheiro só serão resolvidos quando for lucrativo resolvê-los, esta é a principal causa da pobreza. Pode ter certeza a pobreza é lucrativa para muitos, ainda.

    Abraços.
  • Tio Patinhas  07/11/2014 12:53
    Gostaria de começar minha resposta com uma citação de Adam Smith:
    "Não é da benevolência do açougueiro, cervejeiro e do padeiro que espero meu jantar e sim de seus próprios interesses."

    Pode ser que o pão ou carne não seja a grande descoberta da humanidade, mas evita a fome, acho que já é algo grande.

    E já pensou que é graças ao interesse de lucrar que vc tem esse " bem-estar pessoal/social e padrões de vida" ? E já pensou que nos lugares com menos interesse no lucro é que o meio ambiente sofre mais (em especial nos países socialistas)?

    Abri com uma citação de Adam Smith justamente para mostrar como o incentivo é importante, em relação aos inventores, Thomas Edison (não citado) era bastante interessado em lucrar e contribuiu muito para o progresso.

    Louis Pasteur inventou a pasteurização graças aos pedidos de vinicultores e cervejeiros que queriam saber como evitar que seus produtos azedassem, então talvez ele não tivesse interesse em ganhar dinheiro, mas quem o contratou tinha. além disso ele ganhou prêmios acadêmicos (alguns lhe deram dinheiro e não consta que ele tenha devolvido). Isso sem contar que fundou o Instituto Pasteur, que recebeu milhões de francos de Madame Boucicaut e muito mais vendendo as vacinas produzidas para o resto do mundo (o faz até hoje).

    Charles Darwin tinha muito dinheiro (sem esse dinheiro não conseguiria fazer a Viagem do Beagle), quando morreu deixou o equivalente a 15 milhões de libras de herança.

    Os irmãos Wright eram bastante interessados em ganhar dinheiro, haja visto a quantidade de patentes que fizeram e tentaram vender, há brasileiros que acham que Santos Dummont era melhor pois não queria ganhar dinheiro com suas invenções (já ouviu isso em algum lugar?), mas na verdade Santos Dummont tb queria ganhar dinheiro com suas invenções.

    Einstein se dizia socialista, mas queria ganhar um bom dinheiro e viver nos EUA, não nas repúblicas socialistas.

    Isaac Newton ganhou muito dinheiro e era conhecido por investir na bolsa, é dele a frase "Consigo calcular os movimentos dos corpos celestes, mas não a loucura dos homens", dita depois que perdeu uma pequena fortuna na bolsa.

    Talvez até não tenham inicialmente feito suas contribuições para ganhar dinheiro (mas grande chance de terem feito por isso), mas ganharam muito com elas. Além disso existe a vontade de ficar famoso, conhecido, ganhar prêmios,( muitas coisas sustentadas ainda que indiretamente por dinheiro) etc.

    Os conservantes diminuíram a quantidade de gente que morre de fome no mundo, os serviços de saúde são altamente regulados pelo governo, que promove um cartel (se eu quiser fornecer plano de saúde, não posso, não há livre mercado).

    Sei de alguém que eliminou o dinheiro, chama-se Pol Pot, no Camboja, com o fim do dinheiro matou 1/4 da população (algo como 50 milhões de brasileiros).

    Parabéns pelos seus padrões éticos, são realmente elevados.

    Obrigado.



  • Marcelo  09/12/2014 02:01



    Se o livre mercado livre é tão bom, porque a livre iniciativa(empresários)não fez algo para reduzir os acidentes de trabalho quando Brasil foi campeão mundial de acidentes nos anos 70?

    Teve que haver intervenção do governo criando as Normas Regulamentadoras do MTE!

  • Néri  09/12/2014 02:52
    Nossa!

    Quer dizer então que o Brasil da década de 70, em plena vigência da ditadura militar -- o regime que mais estatizou a economia e que mais criou estatais e regulamentações (par se te uma idéia, uma viagem ao exterior só era autorizada se você fizesse um depósito caução para o governo) -- era um país que tinha um livre mercado?

    Aprende-se uma coisa nova a cada dia...
  • Marcelo   09/12/2014 03:52
    Então porque estão pedindo a volta dos militares? Alegam que o golpe de 64 foi um contragolpe comunista! Não havia interferência do governo obrigando a investirem em prevenção de acidentes, pq não tiveram iniciativas? Será que não dava lucro investir em prevenção, como muitos alegam até hoje?
  • anônimo  09/12/2014 10:11
    Por isso o individuo precisa ser a base para avaliaçoes. Diria que a maior parte dos frequentadores daqui repudia a ditadura militar da mesma forma que o socialismo. Desses poucos que sobram alguns defendem ditadur e alguns comunismo, mas certamente são minorias por aqui.
    No fim eu como individuo posso pouco falar sobre um coletivo mesmo que frequente o mises falo apenas por mim e não espero ter que responder por minguem mais.
    Complicado que a midia, intencionalmente ou não, sempre que tem noticias de militantes anti governo (atual) coloca em enfoque esses pró-militar. Mesmo com um numero crescente de liberais os mesmos ainda são sumariamente ignorados em qualquer debate politizado.
    Basta ver que o grande simbolo contra o governo atual tem sido bolsonaro, alguem muito aquem ainda do ideal libertario.
    Torna se muito dificil sustentar uma oposicao com essr dualismo, se vc é contra um te colocam automaticamente defendendo o outro. Explicar que nao apoio nenhum dos dois lados que se apresentam hj como possiveis soluçoes parece tao impossivel, que nao passar pela cabeça de ninguem
  • saoPaulo  09/12/2014 11:29
    "Então porque estão pedindo a volta dos militares?"
    No Mises?!?!? O pessoal daqui se divide entre anarco-capitalistas e minarquistas, por que pediriam a volta dos militares? Non sense. Se tivesse falado que pediam a volta da monarquia, ainda faria mais sentido, embora ainda fosse falso.

    "Alegam que o golpe de 64 foi um contragolpe comunista!"
    E não foi?

    "Será que não dava lucro investir em prevenção, como muitos alegam até hoje?"

    mises.org.br/Article.aspx?id=1370

    Ora meu caro, o problema dos brasileiros é querer que mortos de fome sem produtividade nenhuma vivam no paraíso de um welfare State.

    Infelizmente a realidade é que primeiro se tem que ganhar produtividade para então se barganhar condições melhores. Quem é você para dizer o que é seguro ou não?

    Quanto você sai de casa, você pode morrer atropelado. Quando compra um carro, os freios podem falhar e você morrer. Quando aceita o emprego de segurança, pode ser baleado.

    Acontece, que para cada um destes riscos, há soluções associadas com determinados custos. Pra não morrer atropelado, basta não sair de casa. Quer um carro perfeito, com 0% de chance de falha, se prepare para desembolsar muitíssimo mais que por carros de luxo.

    Quer virar segurança e não morrer, peça a seu patrão um colete a prova de balas. Ele não te dá, mostre que no contrato era previsto que ele te fornecesse um. Ainda assim ele não fornece, entre na justiça (que funcionaria muito melhor em uma minarquia ou estado anarco-capitalista). Não estava previsto no contrato, compre você mesmo. Não pode comprar, peça para a fundação das viúvas de seguranças. Ninguém consegue te prover, saia do maldito emprego. Quando todos começarem a fazer isso, veremos se os empregadores vão ou não fornecer o equipamento...

    E se, para fornecer coletes, que diminuem a mortalidade em, digamos 70%, seu chefe tivesse que demitir 10% dos seguranças? E se, para tornar a atividade 99% segura, ele tivesse que demitir 80% dos funcionários? Quem é você ou o governo para decidir qual a melhor decisão? Isto tem que partir dos empregados e dos patrões. E a verdade é que as pessoas dão muito pouco valor às suas vidas, vide quantos fumantes ainda existem. Portanto, se realmente se importa com a segurança do trabalhador, convença-o de que sua vida é seu bem mais valiosa que este emprego, ao invés de vomitar ao patrão o que ele deve fazer. Aliás, você sabia que a maior parte dos acidentes ocorre pela não utilização dos equipamentos de segurança fornecidos pelo empregador?

    E se o patrão sabia dos perigos inerentes à profissão e mesmo assim não alertou o funcionário, acredito que ele também seja responsável pelo acidente. O funcionário deverá procurar a justiça. Infelizmente o governo se preocupa com tanta coisa que não dá conta minimamente nem do fundamental.
  • Marcelo  09/12/2014 16:23
    "Acontece, que para cada um destes riscos, há soluções associadas com determinados custos. Pra não morrer atropelado, basta não sair de casa. Quer um carro perfeito, com 0% de chance de falha, se prepare para desembolsar muitíssimo mais que por carros de luxo."

    A recíproca e verdadeira, se quer um trabalhador 0% chance de falha, prepare-se para desembolsar muitíssiomo mais que por um superqualificado. Aí contratam o que pede menos, e quando este comete um erro, é um incopetente...

    "E se o patrão sabia dos perigos inerentes à profissão e mesmo assim não alertou o funcionário, acredito que ele também seja responsável pelo acidente. O funcionário deverá procurar a justiça."

    Sim a maioria dos patrões sabe dos perigos, e fingem que esta tudo bem, afinal se ocorrer algo, vão culpar os prepostos (gerentes, supervisores, técnicos, engenheiros...).

    Justiça? Mas que justiça? Afinal vivemos num país de livre economia! Onde o estado não interfere! Não há leis ou normas de segurança, tudo estará no contrato prévio assinado entre ambas as partes. Mesmo que uma delas não tenha capacidade de barganha, e outra imponha suas condições, azar dela...
  • Manoel Dias  09/12/2014 17:28
    "se quer um trabalhador 0% chance de falha, prepare-se para desembolsar muitíssiomo mais que por um superqualificado. Aí contratam o que pede menos, e quando este comete um erro, é um incopetente..."

    Se um empresário não fornecer equipamentos mínimos de segurança para seus empregados, e estes tiverem complicações, sofrerem acidentes ou coisa que o valha, o empresário estará agora sem mão-de-obra capacitada, e terá de sair à procura de substitutos (o que implica custos adicionais e perda de tempo).

    Observe que nem é preciso entrar em argumentos morais, não. O empresário pode ser o maior crápula imaginável; porém, se ele estiver preocupado com custos, lucros e produtividade (e ele tem de estar, senão não estaria empreendendo), será do total interesse dele fornecer equipamentos de segurança para seus empregados.

    No mais, sempre será possível encontrar pontos onde a segurança poderia ser mais elevada, por mais trivial que seja. Por exemplo, se você vai a um restaurante a quilo ou a uma casa de carne, lá está um churrasqueiro lidando diretamente com fogo, com a cara na brasa e sem nenhuma proteção para os olhos e para os braços. Ora, isso é perigoso. Deveriam os donos destes estabelecimentos comprar óculos de solda e uniformes de bombeiro para os churrasqueiros? Se o fizessem, aumentariam enormemente a segurança destes profissionais.

    "Sim a maioria dos patrões sabe dos perigos, e fingem que esta tudo bem, afinal se ocorrer algo, vão culpar os prepostos (gerentes, supervisores, técnicos, engenheiros...). "

    Generalização tosca e descolada da realidade rotineira. Que isso acontece em cantos do país é imaginável; agora, dizer que a maioria dos patrões age assim já é um atentado ao bom senso.

    De resto, mesmo que tal mentira fosse verdade, ela ainda assim não se sustentaria. Implícito em seu raciocínio está a ideia de que trabalhadores -- sejam eles estivadores, porteiros, engenheiros, garçons -- são obrigados a aceitar todos os tipos de trabalho sob quaisquer condições. Ora, isso não existe. Ninguém é obrigado a aceitar trabalho nenhum. Se o indivíduo considera que o trabalho que lhe foi oferecido é arriscado ou que o salário não compensa, então ele simplesmente não aceita o trabalho. Até onde eu sei, empresários não apontam armas para a cabeça dos indivíduos e obriga-os a trabalhar para eles. A única "arma" que empresários têm é a oferta de um salário. Se o salário for considerado baixo ou se as condições de trabalho forem insatisfatórias, então ninguém é obrigado a aceitar tal proposta de emprego.
  • saoPaulo  10/12/2014 19:09
    "A recíproca e verdadeira, se quer um trabalhador 0% chance de falha, prepare-se para desembolsar muitíssiomo mais que por um superqualificado.

    Não consegui entender o que quis dizer. Acredito que não entendeu meu argumento, vou tentar esclarecer.

    Ter risco zero é, na maioria dos casos, impossível. Sempre haverá a possibilidade de uma variável que não fora previamente prevista. Na realidade, buscar risco zero chega a ser contraproducente. Sempre haverá um tradeoff entre segurança e custo. E ninguém é mais qualificado para saber qual a melhor relação custo x benefício que as partes diretamente envolvidas: empregado e empregador. Quando o governo se intromete criando leis, os envolvidos perdem a flexibilidade para ajustar o nível de segurança ótimo para a atividade.

    "Aí contratam o que pede menos, e quando este comete um erro, é um incopetente..."

    Novamente não entendi. Se o empregador está subcontratando, é óbvio que apenas os menos competentes se sujeitarão ao salário menor e, por serem menos competentes, cometerão mais erros. Acredito que isso já seja previsto pelo empregador, e ele não dará muitas responsabilidades para este funcionário. É como pedir ao estagiário para liderar o principal projeto da empresa... não vejo por que alguém faria isso.

    "Sim a maioria dos patrões sabe dos perigos, e fingem que esta tudo bem, afinal se ocorrer algo, vão culpar os prepostos (gerentes, supervisores, técnicos, engenheiros...)."

    Lógica maniqueísta. Em grande parte dos trabalhos, o funcionário vai ter que passar por algum tipo de treinamento, aprender os nuances da empresa. Ao tratar seus empregados como descartáveis, o patrão vai acabar incorrendo sempre nos custos de treinamento. Por que ele faria isso?

    Agora, se a profissão não exige absolutamente qualificação nenhuma e o patrão realmente não liga em nada para a segurança do empregado, isto apenas demonstra que este não possui qualificação alguma. Se ele mesmo sabendo dos riscos se sujeitou a este emprego, então é porque provavelmente não conseguiu achar nada melhor e esta é sua ÚNICA escolha, pois se tivesse outra opção, certamente não escolheria esta. Veja bem, é isso ou passar fome, não há outra alternativa! Ora, o que você sugere? Elevar os custos para que não compense mais a contratação e haja uma demissão? Se ele optou voluntariamente, ele sabe que o trabalho arriscado é a melhor opção. Não vejo como seria melhor para o coitado ser demitido.

    Na verdade, este emprego não é a única saída deste desafortunado. Ele poderia receber caridade. Mas ao invés de ajudar os outros, algumas pessoas preferem passar esta responsabilidade para o governo. Se se preocupa tanto com situações como esta, junte alguns amigos e abra instituições de caridade para que pobres trabalhadores sem alternativa não tenham que se sujeitar a estas condições. Mas claro que eu sei que já faz isso e não é mais um daqueles que se preocupa mais com a humanidade que com o ser humano, como estes porcos capitalistas empreendedores.

    "Justiça? Mas que justiça? Afinal vivemos num país de livre economia! Onde o estado não interfere! Não há leis ou normas de segurança, tudo estará no contrato prévio assinado entre ambas as partes."

    Exato, numa livre economia não existiriam leis ou normas, apenas recomendações. E se a pessoa dá mais valor ao emprego que à própria vida... bem, Darwin está esperando.

    Note que numa minarquia, apesar da economia ser livre, o sistema jurídico continuaria sendo fornecido. Não sei daonde tirou que num país de livre economia não existiria justiça. Non sense.

    "Mesmo que uma delas não tenha capacidade de barganha, e outra imponha suas condições, azar dela..."

    Nossa, todos os cargos de supervisão são ocupados por psicopatas e todo patrão é um porco capitalista, nenhum deles abriria mão de um centavo para proteger outro ser humano! Os funcionários é que são umas polianas indefesas que trabalham sob a mira de armas. E você é o único sensato e que se preocupa com as vidas das pessoas.

    Pois foi exatamente isso que eu quis dizer com "o problema dos brasileiros é querer que mortos de fome sem produtividade nenhuma vivam no paraíso de um welfare State".
  • saoPaulo  11/12/2014 00:28
    "Exato, numa livre economia não existiriam leis ou normas, apenas recomendações."

    Leia-se leis trabalhistas.
  • Marcelo  11/12/2014 01:07
    O que?! Você deve viver no mundo da fantasia, onde se acredita em acordos entre cavalheiros.

    "se a pessoa dá mais valor ao emprego que à própria vida... bem, Darwin está esperando."

    Como se houvesse escolha entre uma ou outra numa economia onde não ha mecanismos de proteção social, se o pobre não trabalhar, vai morrer de qualquer forma!

    Aliás, vc ja os matou:
    "o problema dos brasileiros é querer que mortos de fome sem produtividade nenhuma vivam no paraíso de um welfare State". (Mortos vivos! Legal, se incomodarem vamos pegar nossas armas e acabar com esses zumbis.)

    Parabéns pelos seus padrões éticos, são realmente elevados.

    Obrigado.
  • saoPaulo  11/12/2014 18:44
    "O que?! Você deve viver no mundo da fantasia, onde se acredita em acordos entre cavalheiros."

    Claro, muito melhor acreditar no governo...

    "Como se houvesse escolha entre uma ou outra numa economia onde não ha mecanismos de proteção social, se o pobre não trabalhar, vai morrer de qualquer forma!"

    Prove que em uma sociedade minárquica ou anarcocapitalista não existiria qualquer mecanismo de proteção social. Já ouviu falar em Igrejas? Lembre-se também que sempre existirão pessoas como você, que são tão preocupadas com os outros (só que não).

    "Aliás, vc ja os matou:
    'o problema dos brasileiros é querer que mortos de fome sem produtividade nenhuma vivam no paraíso de um welfare State'. (Mortos vivos! Legal, se incomodarem vamos pegar nossas armas e acabar com esses zumbis.)"

    Eu os matei? Armas para matar zumbis? Kkkkkkkkkk, onde escrevi isso? Cara, você está surtando! Anda assistindo muito The Walking Dead. Aconselho sair da frente da televisão e ir ver como o governo te espolia sem devolver nada em troca. Ou você é um procurador-geral da república?

    "Parabéns pelos seus padrões éticos, são realmente elevados."

    Sua filosofia de querer que o governo seja "pai dos pobres" apenas traz mais sofrimento a estes. De resto, deixo Francisco D'Anconia falar por mim:

    "[...]
    Algumas pessoas haviam ouvido, mas agora se afastavam, e outras diziam: 'é horrível!'; 'Não é verdade!'; 'Que egoísmo!'. Falavam ao mesmo tempo alto e discretamente, como se quisessem que aqueles que estavam ao lado ouvissem, mas não Francisco.

    - Sr. D'Anconia – disse a mulher dos brincos -, não concordo com o senhor!
    - Se a senhora puder refutar uma só frase que eu disse, madame, lhe agradecerei.
    - Ah, não posso responder ao senhor. Não tenho respostas, minha mente não funciona assim, mas eu não sinto que o senhor tenha razão, portanto sei que o senhor está errado.
    - Como a senhora sabe disso?
    - Eu sinto. Não me guio pela cabeça, mas pelo coração. Sua lógica pode estar certa, mas o senhor não tem coração.
    - Minha senhora, quando as pessoas estiverem morrendo de fome ao nosso redor, seu coração não vai ajudá-las em nada. E, já que não tenho coração, eu lhe digo: quando a senhora gritar 'Mas eu não sabia!', não terá perdão.
    [...]"

    "Obrigado."

    De nada.
  • Marcelo  16/12/2014 11:04
    Ok, eu que vivo no mundo da fantasia.
    Um mundo onde todos são leais, honrados e justos...
    Um mundo onde todos cumprem com o combinado, e caso não cumpram, basta ir a igreja...
    Um mundo onde mortos de fome reivindicam privilégios,KKK...

    Fala sério!
  • saoPaulo  17/12/2014 00:34
    Marcelo, quais sao exatamente seus argumentos?

    Meus argumentos foram os seguintes:

    1. O governo nao deve interferir com leis trabalhistas pois é incompetente para decidir o nível de seguranca adequado e terá que criar leis genéricas que nao se adequam à realidade de cada empresa. Mais eficiente seria deixar isso a cargo do empregador e empregado;

    2. O empregador quase sempre terá incentivos financeiros E MORAIS para cuidar da seguranca de seu trabalhador;

    3. Mesmo que o empregador nao tenha incentivo financeiro algum e seja um psicopata, o empregado SEMPRE pode recusar a oferta. Se ele ainda assim continua no emprego, pode ser que esteja sendo FORCADO a trabalhar, o que caracteriza escravidao e, creio eu, somos todos contra isso. Se nao está sendo forcado, entao está trabalhando VOLUNTARIAMENTE pois acredita que continuar no trabalho é mais vantajoso do que sair dele. Portanto, NINGUÉM tem o direito de proibí-lo de trabalhar, muito menos de impedir o empregador de contratá-lo;

    4. Se a ideia de que pessoas realmente valorizam mais seus salários que suas segurancas te incomoda tanto, convenca-as de que este nao é o caso. Se acredita que isto é injusto e quer dar uma terceira chance aos coitados, ótimo! Você demonstra ter empatia por outros seres humanos, e isto é bom! Convenca mais pessoas como você a entrarem nesta causa e darem assistência a pessoas em situacoes como esta. A responsabilidade é sua, meu caro. Apenas nao venha querer IMPOR aquilo que VOCÊ acha importante aos demais através do braco armado do governo porque você tem PREGUICA de fazer o que deve ser feito.

    Novamente, quais seus argumentos?
  • Marcelo  27/12/2014 02:17
    Os meus argumentos são os fatos, a história, em 1972 o Brasil foi campeão mundial de acidentes de trabalho, em 77 foi criada a lei 6.514, que regulamenta as normas de segurança do trabalho, desde então reduzimos os acidentes, apesar de ainda ocuparmos o 4° lugar. Mas isso se dá pelo fato do Brasil reconhecer muitas doenças do trabalho como tal, doenças que não entram nas estatísticas de outros países.

    A visão simplista de que os acidentes ocorrem por que as pessoas se expõem aos riscos espontaneamente, típica dos leigos, é ultrapassada e em parte responsável por ainda ocuparmos a 4° posição.

    Você por exemplo, quando atende o celular no transito, mesmo ciente dos riscos, não o faz porque a ligação é mais importante que sua vida. Você o faz por acreditar na sua habilidade ao volante, e como já fez isso antes, e nada aconteceu, sua percepção do risco fica prejudicada.

    Outro fato é a questão do álcool e direção, apesar de todas as campanhas de alerta e conscientização, só conseguimos reduzir as estatísticas dos acidentes de transito com aumento do rigor na fiscalização.
    Até aí tudo bem, a vida é sua e você faz o que quiser com ela, mas e quanto a terceiros? Pessoas que ficam invalidas, perdem a vida por conta da imprudência e negligencia de outros.

    Isso se aplica a área laboral, maioria das pessoas tem percepção do risco deficiente, não importa se é contratado ou contratante, arriscam mais, e farão contratos baseados na sua percepção pessoal do risco (deficiente), e com isso os acidentes crescerão, causando prejuízos para todos. Até quem não esta envolvido diretamente, é afetado, veja o caso de vasos sob pressão que explodem lançando fragmentos a centenas de metros, trabalhos em altura onde objetos caem sobre quem esta passando, acidentes químicos que contaminam o ar, água e solo em locais distantes das indústrias onde são produzidos. Fruto da falta de investimentos em prevenção, com vistas ao lucro imediato.

    Não quero impor nada, só quero ter certeza que numa livre economia onde só á recomendações as condições de segurança realmente irão melhorar PARA MAIORIA, e ainda não vi argumentos sérios que levem a isso.
  • Felipe  09/12/2014 11:41
    Marcelo,

    A política nacionalista dos militares nada tem haver com o que esse site defende, a escola austríaca e a filosofia libertaria.

    Então saiba do que está falando antes de comentar algo.

    Agora sobre acidentes de trabalho,

    Primeiro, já havia leis sobre acidentes de trabalho desde 1919, e foi expandida com a CLT nos anos 40. Para se ter ideia, em 64, um tal de Lula perdeu o dedo mindinho por burrice em manusear uma máquina e ganhou uma indenização que lhe permitiu comprar um terreno.

    Então não venha dizer para mim que não havia nenhum incentivo para proteger o trabalhador antes de 70.

    Segundo, nenhum empregador e empregado tem interesse em negligenciar acidentes. Acontece que o risco é algo quase díficil de se eliminar. E foi por causa da evolução tecnológica que caiu o número de acidentes, e não por um pedaço de papel.

    E por fim, a maioria dos acidentes são por erros do empregado, algo ainda mais díficil para uma empresa controlar.
  • Néri  09/12/2014 04:23
    Quê?! Quem é que está pedindo a volta dos militares, cidadão esquizofrênico? Aponte o artigo deste site que defenda isso.

    Você certamente descobriu este site agora, né? Caiu aqui de pára-quedas e achou que este seria apenas mais um site antipetista como vários outros, né? Quebrou a cara.

    Vá se informar minimamente sobre o que este site defende antes de sair falando estultices.
  • Marcelo  09/12/2014 16:06
    "A política nacionalista dos militares nada tem haver com o que esse site defende, a escola austríaca e a filosofia libertaria.

    Então saiba do que está falando antes de comentar algo."

    Não fui eu que mencionei os militares, foi o Néri que usou como desculpa para o Brasil ser campeão mundial de acidentes de trabalho nos anos 70.

    "Então não venha dizer para mim que não havia nenhum incentivo para proteger o trabalhador antes de 70."

    Incentivo sempre houve, até por questões éticas (ou pra ser empregador tem que ser desumano?). O que questiono é por que numa época em que não havia interferencia do estado pró trabalhador a classe empresarial não agiu.

    "E por fim, a maioria dos acidentes são por erros do empregado, algo ainda mais díficil para uma empresa controlar."

    Esa é a pior resposta de todas, trabalhei com prevenção de acidentes por mais de 10 anos, e na prática 95% dos acidentes são cusados por uma soma de fatores que iniciam nas péssimas condições de trabalho e culminan na fadiga do trabalhador.
  • Leandro  09/12/2014 17:17
    "trabalhei com prevenção de acidentes por mais de 10 anos, e na prática 95% dos acidentes são cusados por uma soma de fatores que iniciam nas péssimas condições de trabalho e culminan na fadiga do trabalhador."

    O único problema é que o conceito de "segurança do trabalho" é totalmente elástico. Aliás, ele pode ser aplicado de forma maliciosa a absolutamente qualquer tipo de trabalho.

    Veja só: eu também possuo um trabalho de risco. Eu fico boa parte do dia sentado, traduzindo, escrevendo e lendo. Não tenho tempo para me exercitar ou praticar atividades esportivas. Dizem que isso é péssimo para a saúde, para o coração, para os ossos etc. Dizem também que o simples fato de se ficar sentado por muito tempo pode me causar trombose. Logo, minha saúde está tão em risco quanto a de um estivador. Aliás, os membros politicamente corretos da geração saúde diriam que minhas condições são ainda mais insalubres que as dos estivadores: os estivadores ao menos estão se movimentando e fazendo esforço físico; eu não. Logo, poderia eu pedir um adicional de periculosidade por ter um trabalho que me obriga a ser sedentário? Poderia eu exigir que meu empregador respeitasse "meus direitos" e me provesse, sei lá, um massageador de pernas? O que ao menos ele pagasse pelo café que eu consumo (e que estimula meus neurônios)?
  • Felipe  09/12/2014 19:38
    Marcelo,

    Acho que seu ponto de vista sobre a situação é que está perturbada por uma visão esquerdista que vê o trabalhador como um ser imbecil que precisa de uma babá para não se prejudicar.

    Ambas as partes tem total interesse em minimizar os riscos. Acontece que risco faz parte não só do trabalho, mas de qualquer situação das nossas vidas. E sim, eu acredito e defendo como única opção moral, que não se interfira nas relações trabalhistas. Acredito no empregador e no trabalhador como seres pensantes, que tem consciência dos riscos do trabalho, e buscam na medida do possível minimizá-los.

    Os acidentes que acontecem são, em boa parte, fruto do descuido do próprio trabalhador. Um operário que caiu do alto da construção, que manuseou incorretamente a máquina, que negligenciou o bom-senso e as normas de segurança.

    Eu não conheço nenhuma estatística sobre acidentes de trabalho na década de 70, e nem algum estudo sobre este assunto. Mas acredito, caso seja verdade, que o motivo do alto volume de acidentes trabalhistas se deu por conta que o começo dos anos 70 foi um período de muitas obras públicas e investimentos direcionados. Um grande volume de obras certamente aumenta o número de acidentes que ocorrerão. Mas é apenas uma especulação, pois desconheço qualquer estudo.
  • Tio Patinhas  09/12/2014 21:41
    "O que questiono é por que numa época em que não havia interferencia do estado pró trabalhador a classe empresarial não agiu."

    Havia uma grande intervenção do estado em todas as áreas, inclusive na trabalhista, se não fosse dessa forma ou se considerar que eles foram "liberais" em relação a isso, teriam extinguido a CLT o que não foi feito.

    Além disso basta lembrar que FGTS, PIS, PASEP, foram criados por eles, isso sem contar as dezenas de estatais e novas leis para regular td.

    Isso somado ao fato de que o país foi fechado e com isso não tinha concorrência vc poderá perceber que não havia liberdade econômica. simplesmente havia interferência do Estado.

    Obrigado.
  • Nill  23/10/2014 12:39
    ""Felipe 22/10/2014 00:06:47

    Dorival,

    Não é só bolsa família, pessoas querem sempre que o estado de mais transportes, saúde, educação, emprego, seguro desemprego, crédito barato, e etc, etc, etc...

    Se a maioria não quisesse de fato depender do estado não estaríamos onde estamos

    É só lembrar qual era mesmo o motivo dos protestos do ano passado""

    Felipe e Dorival realmente o brasileiro (grande maioria) quer bolsa família,mais saúde,transporte,educação,seguro desemprego,crédito barato. Enfim benesses e mais benesses vindas do governo.

    Mas ! A solução ou cura para tal situação pode vir de uma arrecadação de impostos cada vez mais anêmica,difícil e instável.

    Veja noticia;veja.abril.com.br/noticia/economia/receita-adia-divulgacao-de-dados-da-arrecadacao-para-depois-das-eleicoes

    Imagine se o Brasil passar anos e anos com uma arrecadação de impostos decepcionante e raquítica isto seria uma baita pedrada na cultura e mentalidade de que o governo tem sempre dinheiro sobrando para tudo.
    Brasileiro sempre pensa que o governo tem dinheiro para tudo. Podem até não acreditar que Deus pode fazer todas as coisas mas, acreditam que o governo pode fazer o que quiser, dinheiro nunca vai faltar.
    Darei pulos de alegria no dia que ouvir que cortarem na carne o programa bolsa família por falta de recursos.
  • Marcelo  24/10/2014 01:30
    Boa noite.

    Interessante, porém ainda continuo com algumas dúvidas e desconfianças sobre livre economia.

    1° se uma industria ou ramo de serviços é focada no aumento do lucro, e não poderá mais reduzir custos com mão de obra ou cobrar mais do cliente, a saída é investir em automação (tecnologia). Assim podem produzir mais bens e serviços com menos colaboradores, já que com automação só se utilizará 10% (ou menos) da mão de obra anterior, o que o resto fará?

    2° tenho visto isso acontecer ao meu redor, as pessoas estão procurando saídas como migrar para novos mercados de produtos e serviços, só que estes já estão escassos mesmo quando pioneiros devido a automação. Cito por exemplo a área de segurança, onde atuo, por causa do desemprego, tem havido um aumento de furtos e roubos, mas no entanto, as vagas para profissionais da área tem diminuído devido adesão dos clientes aos sistemas eletrônicos. Não seria justo criar mecanismos de proteção social para a população, já que os avanços que permitiram aquisição e implantação dos sistemas autômatos, foram fruto do trabalho destas pessoas?

  • Mais Mises...  26/04/2016 12:57
    Marcelo, quando conheci esse site e o Libertarianismo, possuía exatamente as mesmas dúvidas. O que fiz para mudar meu entendimento: li, li, li e ainda leio muito!

    Mas, ainda assim, respondendo a sua primeira questão: ninguém nasce predestinado a ter uma carreira de 30, 40 anos e/ou com direito inalienável de permanecer num emprego. Essa forma de pensar está em nós arraigada porque aqui o 'funça' (funcionário público) e sua lei 8.112 trazem essa aberração da 'estabilidade', o que passou a ser cultuado como uma conquista. E esse pensamento permeia o imaginário coletivo nacional de 'desejos'. Pensando assim, será que os funcionários da antiga Olivetti (que fabricava máquinas de escrever) estão ainda passando fome? Será que o mercado não os absorveu em outras atividades, até mesmo tendo em vista que cada um poderia ter outra habilidade além de instalar a alavanca de tabulação?

    Na sua segunda pergunta, respondo também com outras duas perguntas: os sistemas eletrônicos de monitoramento/vigilância não foram feitos por alguém e eles não têm que ser mantidos por alguém? Você sugere criar um mecanismo de 'proteção social' (sabe-se lá o que seria isso... tenho até medo de pensar! rs) para garantir que uma pessoa continue com seu cargo de vigilante e assim possa continuar a correr o risco de tomar um tiro e deixar sua família sem o seu amado 'chefe'? Porque é isso o que, usando esse exemplo, de fato iria acontecer. Já que gosta de pensar no próximo, pensemos em mim, como exemplo: adquiri um sistema de câmeras para minha residência. 8 câmeras de alta resolução, com acesso à internet, podendo ver o que se passa em cada cômodo do meu celular. Custo: 6.500 reais. Agora, imagine eu, assalariado, pagando um vigilante mês a mês, para fazer uma função de monitoramento. Claro que, primeiro: ele não ficaria perambulando pelos cômodos da minha casa, o que restringiria a liberdade dos meus entes. Com isso, deveria construir um cômodo ou guarita, o que já seria um custo maior do que os 6.500 reais das minhas câmeras. Adicione a isso, o salário mensal de pelo menos 1.200 reais e os 'direitos' trabalhistas, passagem, uniforme... Para mim e minha esposa, que temos um bom padrão salarial, ter um vigilante em casa seria impossível. Os custos seriam proibitivos. Mas o sistema eletrônico possibilitou isso a nós. Não porque odeio os vigilantes ou pessoas que têm essa habilidade. Nada disso. Apenas porque os custos menores me possibilitam adquiri-lo de uma empresa representante da marca (com seus 20, 30 funcionários) aqui na minha cidade, fora aqueles que fabricaram as câmeras e o aparelho decodificador, fora o sinal de internet que terei que ter e pra isso, contratarei um provedor (tem também tem funcionários...). Note que com o vigilante físico, minha relação seria apenas com ele. Usando o sistema eletrônico, minha relação de consumo expandiu a base de pessoas inseridas nesse contexto. Se isso não é benéfico para a sociedade de uma forma geral (pode não ser para aquele que achou que ser vigilante representaria seu nirvana profissional!), eu não sei o que poderia ser!

    Veja: o mundo não é um desenho animado da Barbie e do Ken, meu caro. A recompensa a ser recebida pelo trabalho de alguém deve se demandar da capacidade que o trabalhador possui em ser produtivo, em atender bem um cliente, em promover uma venda/serviço. A partir do momento que se criam leis/institutos para a defesa de outrem, na prática, o que se cria é a artificialidade do mercado, elevando custos, impedindo que pessoas com menor poder aquisitivo possam adquirir algo, e mantendo velhos hábitos tão somente por capricho disfarçado de bondade.
  • Marcelo   28/04/2016 01:28
    Sim, responda. Mas de forma objetiva e sucinta, não tenho tempo a perder com textos longos e desconexos.
  • Marcos  25/10/2014 18:33
    É impressionante como a ideia de que a pobreza é algo artificial se espalha fácil. Basta pensar por 5 minutos para saber que isso é falso. No entanto, uma maioria esmagadora da população ainda leva isso a sério. E pior, vota pensando nisso, o que acaba levando a eleição de pessoas comprometidas com essa visão equivocada.

    É uma questão seríssima, e de difícil solução.
  • Beatriz Souza  28/10/2014 00:01
    A minha maior duvida para a não intervenção do Estado em países como o Brasil é a enorme desigualdade social e concentração de renda que começou já lá em 1500. Na minha visão para o livre mercado dar certo aqui, primeiramente teria que diminuir a concentração de renda, se fosse todo mundo mais ou menos igual o liberalismo levaria todos para uma situação melhor. Mas em uma sociedade que a maioria da população não tem como poupar para adquirir seus próprios bens de capitais, e mesmo as que tem um pouco mais de capacidade não tem um esprito empreendedor, não conseguem romper a inercia e arriscar algo, poucas exceções são observada. Isso diminui a eficacia da concorrência já que há poucos com potencial para isso, e a tendencia da concentração de renda não seria eliminada ou diminuída com livre mercado puro gerando conflitos sociais.
  • anônimo  28/10/2014 12:23
    Pesquise o que aconteceu no Chile, hoje eles são ricos sem precisar de nada disso.
  • Tio Patinhas  28/10/2014 12:35
    Mas perceba que o governo é um dos responsáveis pela concentração de renda, veja que com a inflação (que apenas existe por causa do governo), existe uma grande concentração de renda, com os mais pobres transferindo dinheiro para os mais ricos.

    Eliminando a inflação, já aumentaria a possibilidade da população poupar, literalmente vc poderia deixar dinheiro no colchão e ele não perderia valor.

    E acho que espírito empreendedor o brasileiro tem (basta ver que qq vendedor de farol inventa alguma forma nova de vender), mas perceba que é muito difícil empreender no BRASIL, só para abrir empresa demora 3 meses, além da enorme quantidade de taxas e impostos.

  • Emerson Luis, um Psicologo  01/11/2014 17:25

    Esquerdistas amam debater metas em vez de métodos (p/ex, "acabar com a pobreza" em vez de "COMO acabar com a pobreza") e monopolizar as virtudes.

    * * *
  • Sergio Souza  13/02/2015 00:07
    Acho que o senador Randolfe Rodrigues(PSOL) deveria ler esse artigo,depois do seu pronunciamento de hoje,creio que ele não sabe a diferença de probreza e criar condições em que a população consiga um desenvolvimento humano melhor,do que apenas tentar criar mecanismo onde o objetivo maior é, taxar quem tem mais...em seu discurso ele disse que sua visão não é Marxista,porém ele usou o metódo de que 2% da população tem uma renda maior à 1 milhão e essas pessoas deveriam ser taxadas ao invés do governo criar as medidas provisórias que prejudicasse ao mais pobres e leis trabalhistas.
    E outro senador que mereceria ler mais é o Senador Valdir Raupp(PMDB),disse que o Brasil nunca cresceu tanto quanto na gestão do presidente Lula e agora da presidente Dilma,disse que as pessoas estão menos pobres e cerca de 40 milhões saíram da pura miséria,agora pasme,palavras dele" Daqui uns meses a economia volta ao seu trilho"...Se eu não tivesse lido alguns artigos aqui na EA em particular do Leandro Roque,acharia que ele conhece muito de economia.
    Vendo essas pessoas falarem,o senso comum é o imperativo que vem daqueles lados.
  • Antonio Russo  02/04/2015 00:39
    Excelente artigo. Tive a possibilidade de ver essa realidade quando visitei Angola em 2006, depois de mais de 30 anos de haver saído do país, que passou para um regime comunista após a independência. Foi um abrir de olhos para mim, verificar como o empreendedorismo da população fez ressurgir os mecanismos de trocas num mercado onde todos eram vendedores e compradores, à margem dos circuitos de comercialização organizados pelo estado. A maior feira a céu aberto do mundo, na época, o chamado mercado Roque Santeiro, era um formigueiro de gente comprando e vendendo, mostrando que quem tem espírito empreendedor vai atrás e não fica parado à espera das benesses do poder público. Nas ruas, em cada ponto havia gente vendendo, de tudo, desde o pãozinho até para choques de carro e pneus! Foi revelador para mim, que tive uma formação básica de economista eivada de pesada carga marxista na universidade, constatar que a força que propulsiona a economia é a livre iniciativa e não um estado centralizador.
  • Rodrigot  07/05/2015 13:38
    "Bastaria que o governo permitisse a progressiva acumulação de capital por parte dos empreendedores capitalistas. O resultado seria de tal grandeza que até o trabalho mais mal remunerado geraria renda mais do que suficiente para a subsistência."

    E ignora-se a prova empírica, na sua cara, em que as algumas das pessoas mais ricas do mundo (Walmart,zara,Gap) são exatamente as que mais se utilizam de trabalho escravo.
  • Janot  07/05/2015 14:21
    Trabalho escravo?! Tipo, os empregados não ganham nenhum salário? São proibidos de pedir demissão? Tomam chicotadas?

    Já que você afirma com tanta certeza que essas coisas acontecem com tamanha evidência ("a prova empírica, na sua cara,"), por favor, coloque aqui as fontes dessa notícia.

    Mostre aqui que é justamente isso (salário zero, proibição de pedir demissão e maus tratos) o que está acontecendo com tais pessoas. Faça isso, e aí sim você terá uma causa.

    Aproveitando a deixa, explique também -- e essa é uma pergunta mais genérica -- como algumas pessoas muito pobres estão em pior situação trabalhando e ganhando salário do que desempregadas e sem salário nenhum. Pode utilizar evidências empíricas ou apenas uma simples teoria.
  • Jarzembowski  07/05/2015 14:37
    Isso é uma demonstração clara de algo que eu sempre afirmo: esquerdista é incapaz de utilizar as palavras de acordo com a sua natureza semântica. Isso é uma deformidade intelectual severa.
    Tudo que eles falam tem apenas o objetivo de provocar determinadas reações emocionais por mero automatismo.
    Como bem disse o Olavo:
    Se você é treinado para ter sempre as mesmas reações diante das mesmas palavras, acaba enxergando somente o que é capaz de dizer, e dificilmente consegue pensar diferente do que os donos do vocabulário o mandaram pensar.

  • Felipe  07/05/2015 15:14
    Nossa! não sabia que o Walmart e a Zara escravizavam pessoas.

    E Como funciona? Eles capturam essas pessoas nas ruas?
    E como fazem para ninguém fugir? acorrentam?
    E quem não quer obedecer? eles batem?

    Próxima entrevista de emprego vou tomar mais cuidado.


  • Andre  07/05/2015 16:03
    "E ignora-se a prova empírica, na sua cara, em que as algumas das pessoas mais ricas do mundo (Walmart,zara,Gap) são exatamente as que mais se utilizam de trabalho escravo.".

    Os funcionários dessas empresas não são escravos, mas você é um esquerdopata.

    Você ignora que os maiores donos de escravos do mundo são Kim Jong-un e Fidel Castro.

    Kim Jong-un tem quase 25 milhões de escravos.
    Fidel Castro tem mais de 11 milhões de escravos.

    E eles são idolatrados por esquerdopatas.
    Que tal ir pra Cuba?
  • Bia Silva  07/05/2015 18:42
    A galera já chega com sete pedras na mão tbm...
    Tudo bem que " E ignora-se a prova empírica, na sua cara, em que as algumas das pessoas mais ricas do mundo (Walmart,zara,Gap) são exatamente as que mais se utilizam de trabalho escravo." foi uma afirmação muito forte e genérica.
    Acho que ninguém duvida que existe hoje condições de trabalho análogo ao trabalho escravo principalmente em países asiáticos e africanos e com imigrantes ilegais de muito países. Sempre pipocam noticias sobre nos principais meios de comunicações.
    Embora, exista diversas definições do que seria trabalho escravo. Já ouvi disser que não podemos falar que existe escravo atualmente porque não se pode comprar ou vender-los.
    Essa questão de definição é pouco relevante na minha concepção, pois o que importa notar é que realmente existe milhares de pessoas em condições de trabalho subumanas. E que grandes empresas beneficiam-se disso, já que se relacionam com fornecedores e prestadoras de serviço que utilizam mão de obra em condições semelhante ao trabalho escravo. Mas é obvio também que milhares de consumidores em todo mundo são beneficiados com produto mais barato.
    Ai vai com principio de cada um, creio que já tá havendo uma mudança de mentalidade nesse quesito, há uma preocupação maior sobre essa questão, embora que o nosso lado consumista fale ,muitas vezes, mais alto. Mas, vale lembra que empresas como as citadas(Walmart,zara,Gap) como exemplos são as mais rica do mundo, antes de tudo, porque as pessoas escolhem comprar nelas.
  • Felipe  07/05/2015 19:41
    "Acho que ninguém duvida que existe hoje condições de trabalho análogo ao trabalho escravo "

    'Trabalho análogo ao trabalho escravo' é um conceito totalmente distorcido para colher emoções nos leitores.

    Alguém está sendo obrigado a fazer algo? Se não, então não é escravidão.

    Basta pensar!

    Existe alguém extremamente pobre e então uma empresa oferece um emprego, e pouco importa as condições, o que importa é que o pobre aceitou voluntariamente, e se ele aceitou é porque ter aquele emprego era melhor do que não ter.

    Mas claro que quem não pensa enxerga tudo errado, acha que a empresa explora a pobreza, um argumento totalmente vazio e incapaz de resistir a um exame racional.
    Oras! se há pobreza então é melhor que alguém ofereça emprego, correto? É melhor um dólar por dia do que nada.

    E se você acha absurdo uma empresa pagar tão pouco então leve esses imigrantes para sua casa, caso contrário, está sendo apenas mais um hipócrita.
  • Magno  07/05/2015 21:21
    É que a maioria das pessoas tem problemas com lógica básica.
  • Luiz  25/09/2015 03:29
    Realmente vc não é obrigado a trabalhar, mas quando voce tem filhos para cuidar, contas para pagar a história muda.
  • Felipe  25/09/2015 11:00
    Se você tem filhos e contas para pagar então agradeça ainda mais que tenha gente oferecendo emprego para você.

    Eu tenho um filho pequeno, uma esposa e contas para pagar, só que isso é responsabilidade minha e não do meu patrão, do governo ou da sociedade.
  • Edujatahy  25/09/2015 11:31
    Caro Luiz,
    E por acaso isto mudou na humanidade desde o início?
    Para alimentar sua família o homem não tem de trabalhar? mesmo o homem primitivo não tinha de caçar, montar sua cabana, fazer fogueira e por aí vai?
    O ponto é que empresa nenhuma obriga as pessoas a trabalharam PARA ela. O ser humano tem a liberdade de escolher trabalhar ou não para quem quiser. Agora, evidentemente, que você terá de fazer ALGUM trabalho para conseguir sobreviver e alimentar sua família.
    Você acha isso ruim?
    Neste caso eu sinto muito meu caro. Mas o mundo em que vivemos não é o jardim de Éden que os socialistas tanto acreditam.

  • Mais Mises...  26/04/2016 13:03
    Bia, essas declarações cheias de emotividade social deixam qualquer um aqui, que pensa minimamente, p... da vida! rsrsrs Por isso algumas respostas são 'pé no peito' sacou? rsrs
  • acir  09/05/2015 14:01
    Todos concordam com os principios estudados, com algumas variaveis. Acrescentaria analise do meio ambiente, suas limitações. Muito importante o tema EDUCAÇÃO , base de toda a teoria. MISERIA E TRABALHO SÃO, EM PRINCIPIO, ANTAGONICOS. Pessoas educadas, ensinadas, treinadas, certamente terão sucesso na luta contra a miseria, num tempo curto. A falta da educação determinará a permanencia do status quo. Uma tribo isolada permanece como foi a muitos anos, pode perecer a qualquer tempo pela limitação de informações disponiveis, para sua proteção.
  • Luiz  25/09/2015 03:59
    O problema não é ter pobres ou ter ricos.

    O problema é a distancia entre os pobres e os ricos.

    Quando uma pequena parcela se destaca ao topo da pirâmide seja qual for o motivo e conforme descemos a diferença é gigantesca gera um sentimento de injustiça, mesmo que irracional, ainda mais em um país em que nem todos tem o mesmo acesso a informação, seja também qual for o motivo.

    Ai vem o estado com a alternativa (mesmo que seja falsa, insustentável, etc).


    Em um país tão desigual, partir para um regime mais libertário, diminuindo o estado, livre comercio, não aumentaria a desigualdade ?
  • Estevão  25/09/2015 13:06
    "O problema não é ter pobres ou ter ricos. O problema é a distancia entre os pobres e os ricos."

    Oi?!

    Quer dizer que você prefere um cenário em que todos empobrecem, mas pelo menos a distância entre pobres e ricos diminuiu, a um cenário em que todos enriquecem, só que os do topo enriquecem mais?

    O que é melhor: ter renda e consumo sabendo que a elite de seu país é muito mais rica do que você jamais será, ou passar fome com o consolo de que sua elite é formada de milionários e não bilionários? Pobreza ou desigualdade?

    Se o objetivo é melhorar as condições de vida humana, dando uma vida digna a todos, preocupação é exatamente com a pobreza, e não com a desigualdade.

    Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

    Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

    Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande.

    "Quando uma pequena parcela se destaca ao topo da pirâmide seja qual for o motivo e conforme descemos a diferença é gigantesca gera um sentimento de injustiça, mesmo que irracional, ainda mais em um país em que nem todos tem o mesmo acesso a informação, seja também qual for o motivo."

    Como você mesmo disse, irracional.

    "Ai vem o estado com a alternativa (mesmo que seja falsa, insustentável, etc)."

    Alternativa?! Me diz uma coisa:

    Quem é que, ao estimular o setor bancário a expandir o crédito -- e, com isso, fazer com que a inflação de preços se mantenha continuamente alta -- aniquila o poder de compra dos mais pobres?

    Quem é que, ao desvalorizar a moeda e a taxa de câmbio, impede os pobres de utilizarem seu já escasso poder de compra para adquirir produtos importados?

    Quem é que, além de desvalorizar a moeda, a taxa de câmbio e gerar inflação de preços, ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial -- e, com isso, impede duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, impede que os salários sejam maiores?

    Pois é.

    "Em um país tão desigual, partir para um regime mais libertário, diminuindo o estado, livre comercio, não aumentaria a desigualdade ?"

    Em um regime mais libertário, no mínimo todos os fenômenos citados nas perguntas acima não mais existiriam, e os pobres não mais teriam seu poder de compra destruído.

    Cuidado com quem você clama por ajuda. A mesma mão que parece ajudar na verdade pode espoliar.
  • M.S. Batista  25/09/2015 13:24
    Mais um dedicado aluno das Ciências Sociais...
  • Vinicius  25/09/2015 13:25
    Mais um canalha intelectual que prefere os ricos menos ricos que os pobres menos pobres.
    Prefere a desigualdade entre uma pessoa ter 2 pães duros e outra ter 1 pão duro mofado, ao invés de uma ser bilionária e outra poder ter carro, casa, filhos estudados e ser um típico classe média.
    A pessoa que se sente injustiçada com desiguadade, não é um injustiçado, é um invejoso, psicopata e tenta moldar a natureza humana a seu prazer.
    Tudo para satisfazer sua sede do sangue de milhões de pessoas que lutaram ao ser despojadas de suas propriedades, é só mais um psicopata tal qual Mao, Stalin, Pol Pot, Fidel, Ceuçescu, Lenin, Béla Kun e outros.
  • Eike Batista  25/09/2015 13:31
    A inveja é uma arma poderosíssima, a qual os marxistas sabem usar com grande maestria.
  • M.S. Batista  25/09/2015 13:32
    O problema não é ter ricos e pobres.

    O problema é ter burros (maioria) e sábios (minoria).
  • Mais Mises...  26/04/2016 16:24
    Quanta inveja em poucas linhas! rsrsrs
  • Dioline  04/03/2016 03:41
    Pessoal, não entendo absolutamente nada disso, mas gostaria de saber o seguinte: se um pedreiro é mais produtivo que um político, por que este é rico e aquele não? Entendi a lógica enquanto nação, mas enquanto indivíduos, fiquei com essa ignorância. Esclareçam, por favor. Ajudarão no meu curso. Grata.
  • Marcelo  04/03/2016 03:46
    Única e exclusivamente porque quem determina o salário do político é ele próprio. O político é a única classe que tem o poder de, impunemente, determinar seu próprio salário e obrigar os outros a pagar por isso. Nenhuma outra profissão goza esse privilégio.

    Desnecessário dizer que tal discrepância só é possível porque existe essa instituição maligna e coerciva chamada 'estado'. Não houvesse estado, o salário do político tenderia ao seu valor de mercado: $ 0.

    Artigo recomendado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2054
  • Dioline  04/03/2016 03:59
    Entendi. Nossa, é tão óbvio! E outra dúvida: O Estado é uma consequência do capitalismo? Ele é necessário?
  • O Cavalheiro  04/03/2016 22:11
    Não. O estado existe sem capitalismo, antes da revolução industrial já existia estado.

    Aqui tem alguns artigos sobre ser o estado necessário (ou não):

    mises.org.br/Article.aspx?id=1263

    mises.org.br/Article.aspx?id=558

    mises.org.br/Article.aspx?id=1973

    mises.org.br/Article.aspx?id=1540

    Acho que são bons artigos sobre o assunto, mas o site tem muito mais.

    Obrigado.
  • Dioline  04/03/2016 22:34
    Muito obrigada. Ajudou-me bastante!
  • Carlos Magno   24/04/2016 15:18
    Se esse artigo fosse colocado para todo estudante da 9º ano antes de começar o ano letivo de "sociologia", talvez os rumos de nossos jovens "militantes" fossem bem outros...
  • anônimo  24/04/2016 19:22
    Talvez não.

    Um estudante não tem a menor noção sobre geração de riqueza. Afinal ele, em geral, nunca trabalhou.

    Não a toa são pessoas propensas a aceitar que a riqueza é algo do acaso, e se alguem é pobre é porque teve azar.

    O que salvaria nosso futuro seria mais jovens trabalhando e menos pais mimando seus filhos.
  • Renato  24/04/2016 21:19
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • anônimo  25/04/2016 09:57
    O estado é sustentado de várias formas, não só pela classe política.
    Olhar só pra políticos é perder o foco, a cultura de hoje e a geração concorso público por ex, são tão podres quanto eles.
  • Isis Monteiro  25/04/2016 14:51
    Renato,
    Não concordo que pagar impostos seja uma falácia. Os impostos são inevitáveis para quem vive em uma sociedade. Se hoje existe corrupção ou impostos utilizados indevidamente é porque somos pouco atuantes na cobrança e acompanhamento dos governantes.
  • saoPaulo  26/04/2016 16:18
    "Não concordo que pagar impostos seja uma falácia. Os impostos são inevitáveis para quem vive em uma sociedade."

    Assim como a escravidão era inevitável há alguns séculos...

    "Se hoje existe corrupção ou impostos utilizados indevidamente"

    Corrupção sempre existirá em democracias. Até mesmo países como Suíça possuem corrupção.
    Procure sobre teoria da escolha pública, e verá quais os mecanismos por trás disto.

    "é porque somos pouco atuantes na cobrança e acompanhamento dos governantes."

    Não. É porque existe um sistema que permite e até mesmo premia a existência de corrupção. Você lembra quando foi o último escândalo de corrupção envolvendo a Coca-cola? Não? Nem eu! Ela é uma empresa privada, se for mal gerida ou "corrupta", isto é problema dela, não somos obrigados a pagar por isso. A Coca-cola teve um prejuízo de milhões por causa de dinheiro desviado e teve que dobrar o preço dos seus produtos? Sem problemas, vou beber Pepsi!

    Essa de colocar a conta da corrupção exclusivamente no colo do povo é jogar o jogo deles. "Não vivemos no Nirvana? É culpa da população ignorante, não do sistema!" Diriam os políticos. E além do mais, tenho mais o que fazer do que ficar fiscalizando o que mil bandidos fazem com o dinheiro que roubaram de mim.
  • Fernando  24/04/2016 22:38
    O artigo poderia considerado uma obra literária.

    Parabéns ao IMB pelo domínio completo e profundo da sociologia !
  • Viking  25/04/2016 13:30
    que delicia de texto!
  • Henrique Zucatelli  25/04/2016 14:12
    Bom dia IBM!

    Esse final de semana aproveitei que não teve nenhuma nova postagem, e estava no MI dos EUA, e pelo pouco que li, percebi que algo muito sério está acontecendo por lá: o progressismo tomou conta do país.

    Tanto os liberals como os conservatives estão completamente progressistas, e conseguiram diluir a base de libertários de tal modo que se tornou algo quase que irreversível através da política.

    O que pode acontecer com os EUA continuando nessa onda intervencionista?
  • Henrique Costa  25/04/2016 17:11
    Sim, esse fenômeno é notável. A moda lá agora é debater se é legítimo proibir um transexual de utilizar um banheiro do sexo para o qual ele mudou.

    Call me crazy, mas acho que o futuro da liberdade no Brasil é um pouquinho mais promissor...
  • Isis Monteiro  25/04/2016 14:56
    As causas da pobreza brasileira são históricas. Começamos nossa vida no ano de 1500 sendo explorados por Portugal de uma maneira avassaladora.
    Até a chegada de D. João ao Brasil, era proibido que fossem estabelecidas qualquer forma de indústria no Brasil. O reino portugues detinha todo o monopólio de nos sugar.
  • Hans  25/04/2016 17:12
    Claro. A culpa sempre será dos portugueses, pois não?

    Eles já foram embora há quase 200 anos, nunca mais mandaram em nada aqui, mas, no entanto, tudo continua sendo culpa deles.

    É sempre uma delícia termos bodes expiatórios em quem depositarmos as causas de todos os nossos fracassos.
  • Alexandra Moraes  25/04/2016 17:24
    As causas da pobreza brasileira tem um cardápio variado. O principal ponto que mais contribui para a pobreza é a existência de uma maioria ignorante, com precária educação formal.
    A riqueza de uma País não encontra-se nos recursos naturais de um país. Encontra-se em um povo que possua boa educação formal e acesso ao conhecimento.
  • saoPaulo  26/04/2016 15:59
    Concordo em partes.

    É óbvio que os valores predominantes em um país exercem um papel fundamental no seu sucesso econômico, como valorização do trabalho, tendência a empreender, império das leis, etc.

    Mas discordo que todos tenham que ser Hoppes, ou até mesmo que a maioria tenha que ter boa educação formal.

    Basta lembrar que as faculdades são ambientes tomados por socialistas/comunistas...

    Os grandes avanços da humanidade raramente vêm de pessoas medianas, mas sim de pessoas na extremidade superior da curva de Gauss. E o que um país precisa, dentre muitas outras coisas, é dar a liberdade para que estas pessoas realmente possam fazer a diferença. Com isto, a qualidade de vida de todos os outros ao seu redor aumenta. Eu preferiria ser um idiota nos EUA do que na Venezuela...

    Já os medianos e os abaixo da média, basta serem produtivos naquilo que fazem e terem valores compatíveis com a geração de riqueza.

    Eu preferiria uma sociedade de semi-analfabetos na média, com valores anarco-capitalistas enraizados, do que uma cheia de PHDs e comunista.
  • marcela  25/04/2016 21:59
    Em suma,o estado é o causador da pobreza,ponto final!Assim se amas os pobres,lute para que o anarcocapitalismo ou até mesmo o minarquismo se estabeleçam na face da terra.É provável que em um estado mínimo onde haja liberdade plena de mercado,por um motivo ou outro existam pobres,mas é mais provável ainda que não faltará gente de bem para socorrer esses infelizes que porventura possam existir em uma sociedade anarcocapitalista.Na ausência de um estado para fazer socialismo,iriam abundar igrejas e ongs para fazer filantropia.E como-diferente do que alguns falsários dizem -o povo tem inclinação para fazer o bem ao próximo,não iria faltar doadores para essas igrejas e ongs.Mas o certo é que a quase totalidade das pessoas iria adquirir seus próprios bens e serviços às custas do próprio esforço e trabalho.
  • Andre Henrique  25/05/2016 15:17
    Sou capitalista libertário quase fanático, mas todas vez que leio um artigo com a seguinte afirmação fico com a pulga atrás da orelha:

    "porque a pobreza é a condição natural do ser humano."

    Estou sempre estou reavaliando minhas convicções para não ficar cego em relação a algo (assim como ocorre com esquerdosos, por exemplo) e esse tipo de afirmação me faz suspeitar se não existe alguma "pegadinha" na teoria austríaca.
    É só uma pulga atrás da orelha... se achar algum argumento (ou alguém tiver para debater), compartilho com vcs.

    Abç,
    AHR
  • Andre  25/05/2016 15:52
    Essa afirmação para mim faz muito sentido.

    O ser humano, à principio, digamos vários milênios atrás, estava na terra e não havia nada além de plantas, animais e recursos naturais.
    Não haviam garfos, geladeiras, casas, carros, roupas, facas, telefones...

    Enfim, eram homens pelados no meio do mato.
    Essa era a condição NATURAL.
    A condição NATURAL portanto é não ter nenhum bem.
    E, por definição, não ter nenhum bem é ser pobre.

    Os recursos naturais disponíveis na natureza não são nada fáceis de serem utilizados.
    Requerem muito esforço, por isso que ninguém considera um homem pelado no meio do mato
    como sendo alguém em uma boa situação só por estar cercado de recursos "naturais".

    É engraçado que mesmo os estatistas consideram que a pobreza é a condição natural do ser humano.
    Mas eles propões que o estado corrija isso com algum tipo de pó mágico.
  • Edujatahy  25/05/2016 16:11
    O que ocorre é que fomos doutrinados desde cedo a acreditar que o que "gera a pobreza" é o capitalismo. Infelizmente a influência marxista na educação nos afasta de uma afirmação totalmente óbvia como essa "pobreza é a condição natural do ser humano".

    A única maneira de um homem ficar pobre devido à ação de outro homem é através da violência.
  • Taxidermista  25/05/2016 16:43
    Meu caro, essa afirmação nada mais é uma premissa básica de teoria econômica.

    O homem precisa desenvolver trabalho produtivo para criar os bens e serviços que satisfaçam suas necessidades e desejos. Sem produção não há bens e serviços; sem bens e serviços, o homem não supre suas necessidades e desejos (e morre de fome).

    Leia os dois primeiros capítulos desse livro de EA aqui, e vc nunca mais terá qualquer "pulga atrás da orelha" a respeito:

    mises.org/library/foundations-market-price-system


    PS: vc tem essa "pulga", muito provavelmente, pq vc escuta esquerdistas fazendo afirmação semelhante; todavia, lembre-se que, para os esquerdistas, é o capitalismo que "corrompe" essa condição natural (lembra do "bom selvagem" do Rousseau?). Então não se sinta desconfortável: vc defende aquilo - economia de mercado - que tira o homem dessa condição; de outro lado, seus adversários são contrários àquilo - economia de mercado - que tira o homem dessa condição (não por acaso, esquerdistas são apologistas da pobreza, não é mesmo?).

    Abço.
  • Marta  26/05/2016 00:00
    "Bastaria que o governo permitisse a progressiva acumulação de capital por parte dos empreendedores capitalistas."

    Não entendi porque seria inevitável acabarcom a pobreza.

    A acumulação de capital é permitida, mas não é maximizada devido aos impostos né?!





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