Os 10 pecados capitais da política econômica do governo Dilma
por , sábado, 25 de outubro de 2014

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celsohome.jpgO brilhante economista Thomas Sowell certa vez disse que:

A primeira lição da economia é a da escassez: nunca há uma quantidade suficiente de alguma coisa de modo a satisfazer todos que a desejam. 

Já a primeira lei da política é ignorar a primeira lição da economia.

A política econômica do governo tem insistido em ignorar as leis econômicas. Mas as leis econômicas não têm ideologia. E, assim como a lei da gravidade, as leis econômicas agem inexoravelmente sobre todas as pessoas (e governos também!).

Vejamos os dez pecados capitais da política econômica do governo Dilma.

1. Inflação

A definição clássica de inflação é 'aumento na quantidade de dinheiro na economia'.  O que causa esse aumento da quantidade de dinheiro na economia é a expansão do crédito feita pelo sistema bancário, que pratica reservas fracionárias, e pelo Banco Central, que protege e dá sustentação a este sistema. (Mais detalhes aqui). 

Aumento de preços, portanto, é uma mera consequência da inflação.  A desvalorização da moeda é a consequência dessa política de inflação.

Os pobres são sempre os mais prejudicados.

Não é culpa da China nem da falta (ou excesso) de chuvas. Tampouco são o tomate ou o chuchu os grandes vilões da inflação. Por meio do Banco Central, somente o governo pode imprimir moeda. A leniência com a perda de poder de compra do real está cada vez pior. O centro da meta da inflação já não é perseguido há alguns anos, e não há perspectiva de atingi-lo rapidamente. O IPCA dos últimos 12 meses está em 6,75%.

2. Bancos Públicos

Fazendo ressurgir os velhos problemas das décadas perdidas, hoje os bancos públicos são responsáveis por mais da metade de todo o estoque de crédito no país. E como a expansão creditícia é essencialmente uma forma de criar moeda, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES são hoje grandes motores da inflação brasileira.

Veja todos os detalhes aqui.

3. Controle de preços

Se controlar os preços funcionasse, o Plano Cruzado teria sido um sucesso.

O preço da energia elétrica é controlado, o preço do petróleo está artificialmente represado, as tarifas de transporte público são determinadas por vontade política, o preço do crédito (taxa de juros) é manipulado etc.

E apesar disso tudo, o IPCA está acima do teto. Alguém acredita que esse índice realmente reflete o aumento do custo de vida da classe trabalhadora?

Controlar preços é receita para o desastre.

4. Maquiagem das contas públicas

Qual o déficit orçamentário do governo? Com ou sem os dividendos do BNDES? Com ou sem os restos a pagar? A dívida líquida desce, mas a dívida bruta só sobe? Qual importa?

Transparência não é o forte deste governo. E as contas públicas estão cada vez menos inteligíveis. Querem esconder os sintomas, mas a doença permanece intocada. O quadro fiscal está cada vez mais preocupante, e maquiar o problema só piora a situação.

5. Estatais

Esse item mereceria uma lista própria, pois a quantidade de estatais sendo usadas para condução da política do governo é infindável.

Seja a Petrobras tabelando preços do petróleo em território nacional, seja a Eletrobras destruindo seu próprio caixa ao reduzir as tarifas de maneira populista, seja o BNDES direcionando crédito subsidiado aos campeões nacionais eleitos pelo governo, o uso político de empresas importantes à economia nacional é temerário.

Já vimos esse filme antes. E nos custou muito caro. Os prejuízos começam a avolumar-se. Em algum momento a conta irá chegar e, como sempre, quem paga são os mais pobres, com juros e correção monetária.

6. Falta de Investimentos

Uma economia só cresce de forma sustentável com aumento de produtividade. E para isso é preciso poupança e investimentos, duas varáveis que despencaram no governo Dilma.

Especialmente no setor privado, falta confiança e regras claras para poder investir. O enorme programa de concessões está sendo um fracasso. As excelentes oportunidades na área de infraestrutura permanecem sem serem aproveitadas. E não é por falta de apetite dos investidores (domésticos e internacionais).

Com infraestrutura precária, o custo Brasil inviabiliza diversos investimentos.

7. Hiperatividade e microgerenciamento da economia

Alguém se lembra quantos pacotes de estímulos foram lançados pelo Ministro Mantega nos últimos anos?  Nada menos do que trinta!

Reduz imposto daqui, sobe acolá, concede subsídios ao setor agrícola, remove isenções do setor XPTO, altera alíquota do IPI temporariamente de forma permanente, estimula a linha branca, desestimula a linha preta, determina a taxa de retorno dos investidores das concessões de infraestrutura, aumenta as tarifas de importação para "estimular" a indústria nacional etc.

É pacote demais e arbitrariedade demais. Como diz o velho ditado: muito ajuda quem não atrapalha. Neste ponto, menos é mais.

8. Crescimento econômico, incerteza e desconfiança

Todos esses pontos geram o pior sentimento possível na economia: a insegurança.

A incerteza sobre o que o governo fará amanhã paralisa os empresários. A incerteza sobre novas políticas gera desconfiança nos investidores internacionais.

A economia patina e os trabalhadores começam a sentir insegurança com relação a sua própria estabilidade de emprego e, consequentemente, adiam compras mais relevantes.

Nesse cenário, crescimento econômico é milagre.

9. Errar é humano, botar a culpa nos outros mais ainda

Aos olhos da equipe econômica, se há alguma patologia na economia brasileira, a culpa é externa.

Ora é a crise financeira, ora é o desaquecimento chinês, ora é a safra agrícola mundial, ora é a política do Federal Reserve, ora são os preços das commodities etc.

Já é passada a hora de olhar para o próprio umbigo.

guido.jpg10. Equipe econômica

Dilma acha que entende de economia, Alexandre Tombini obedece, Guido Mantega é keynesiano e Arno Augustin é marxista.  Deste pecado, decorrem todos os outros.

Adicione uma boa dose de corrupção e uma grande pitada de burocracia e os males da política econômica do governo se tornam ainda piores.

É preciso mudar.  Mudar já.  Mas quem está no comando não concorda com esse diagnóstico.  Desconhecem ou ignoram a doença.  Quem está no comando não quer mudar a fórmula, apenas alterar a dose.  Remédio errado e na dose errada.

No curto prazo, para tentar curar o paciente, só nos resta tentar mudar quem está no comando.


Fernando Ulrich é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 


114 comentários
114 comentários
Giancarlo 13/10/2014 14:38:17

Brilhante Fernando!


A simplicidade e consistência ao tratar de temas complexos é o que diferencia a EA.


Muito obrigado!

Responder
Henrique 13/10/2014 16:06:02

Concordo, a Escola Austríaca explica tudo de uma forma fácil, qualquer pessoa consegue entender. Antes de conhecê-la eu achava que economia era um bicho de sete cabeças, mas graças à ela esse pensamento mudou.

Responder
jose junior 27/10/2014 16:30:29

Pena que os nordestinos não tem acesso a essas informações e acredita no governo dilma e na quadrilha do pt pensando quesão bonzinhos em troca de esmolas...

Responder
Victor Carvalho 28/10/2014 18:02:20

O nordeste não pode ser "culpado" sozinho pela reeleição de Dilma. Aécio perdeu no próprio berço eleitoral dele (Minas), onde ele foi governador por 08 anos, além de ter perdido no RJ. Além disso o nordeste tem 26% da população votante do Brasil, não elegemos ninguém sozinhos.

Responder
Luis Paulo 31/10/2014 12:30:25

Bom dia a todos!
Bem, sou um neófito em Economia, e como estudante de História tenho enorme interesse por esta ciência. Apesar dos artigos serem bastante esclarecedores e de fácil compreensão eu sinto uma aparente falta de imparcialidade. Seria possível também falar dos possíveis benefícios de uma política econômica intervencionista ou simplesmente para vocês não existe.
Afinal, pra combatermos uma teoria temos que conhecer bem a outra.

Responder
Ricardo 31/10/2014 13:01:27

Benefícios do intervencionismo? É claro que existem. Basta você estar do lado certo.

Pergunte a qualquer grande empresário que atua em um setor regulado pelo governo. Esse grande empresário adora intervencionismo e lucra muito em cima disso.

Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

Os reais beneficiados por um capitalismo regulado

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Responder
Anarca 31/10/2014 14:30:37

Benefícios do intervencionismo? Da boca de um beneficiado:

Responder
Ezekyel Reyes 27/03/2015 15:36:44

Mas nordestino adora política assistencialista e altamente regulamentada. Por isso que o PT fez tanto sucesso na região.

Responder
João Carlos 25/03/2016 22:29:18

Preconceito anotado por aqui, Idiota. Sou NORDESTINO e amo esses comentários.

Responder
Daniel Rigon 13/10/2014 14:46:39

Simplesmente fantástico!
Correto, certeiro, objetivo, conciso e didático.

Se eu aconselhasse apenas um artigo para ser lido antes das eleições, certamente seria esse (pelo menos até agora).

Responder
Paulo Roberto Spera 24/10/2014 18:01:28

Espetacular a esplanação do Professor.

Eu entendi muito sobre economia lendo esse artigo, que não conseguia entender em 4 anos no banco da escola.

Perfeito Mestre!

Abração.

Responder
Daniel costa 13/10/2014 14:47:18

Mudar quem está no comando agora é trocar seis por meia dúzia. Os eleitores de dilma, que não são poucos, continuarão achando, caso ela perca a eleição, que os estragos foram causados pelos tucanos se estes assumirem o controle e os petralhas através do lula voltarão mais tarde "triunfantes". Prefiro deixar a coisa degringolar.

Responder
Juliano Souza 13/10/2014 16:41:46

Godzilla (Aécio, Marina) contra os Monstros (PT, PSOL, PSTU, PC do B, Cuba, Venezuela, Irã, China, Rússia). Eu vou de Godzilla.

Responder
Dom Comerciante 13/10/2014 17:25:49

De fato, também prefiro ver a coisa degringolar do que ver o PT retornar triunfante daqui a quatro anos.

Responder
Juno 14/10/2014 03:51:00

Também é assim que penso. Não faço a menor ideia de quem vai ganhar essas eleições, mas acho muito provável que seja o mesmo que perderá em 2018.

Responder
patricio 25/10/2014 19:00:04

Este pessoal que quer ver a coisa desgringolar, vá perguntar a turma da decada de 80 se foi gostoso aqueles tempos! Quero ver quando esta turma destruir o real, começar a lançar planos e mais planos como o Mercandante I, II e III; confiscar poupança e tudo mais; se vcs vão estar rindo e felizes com o mundo caindo sobre suas cabeças!

Responder
anônimo 01/11/2014 16:17:39

amigo votei em marina no 1 turno e votei aecio no 2, mesmo que trocando 6 por meia duzia fica uma mensagem nisso - façam direito ou é trocado! - Meu voto serviu muito mais de punição mesmo se dilma fisesse algo bom não votaria nela sou contra reeleição e sou contra inclusive a permanencia de um partido no poder, não adianta votar nulo ou branco pq um se reelegerá! O povo sofre por ele mesmo, por não aceitarem(em maioria) algo inovador, por não gostarem de ler e tampouco ler sobre politicas economicas, por acharem que candidatos são estrelas da musica internacional partidos são times de futebol e que tudo é novela da globo!

Responder
Dorival Hartung 13/10/2014 15:19:41

E a lista só cresce. A cada dia que passa eu tomo um susto com as notícias.

Mais uma vez estamos em um beco sem saída. Por conta disso também penso que seria melhor deixar a coisa explodir de vez. Mas aí me vem a imagem da Venezuela na cabeça. Eu não quero viver na Venezuela!! Se quisesse já teria me mudado pra lá.

Responder
Adonias 13/10/2014 15:23:08

Trocar quem está no comando? É sério ou eu não peguei a ironia?

Responder
mauricio barbosa 13/10/2014 15:37:20

Concordo com o Daniel Costa. Fernando Ulrich ou outro articulista do IMB poderiam nos fazer o favor de demonstrar como o novo governante vai fazer para curar essa herança maldita do Petismo de forma indolor,do contrário veremos a volta destes incompetentes(OBS:Nada pessoal) em 2018.

Responder
João Frederico Abo-gaux 13/10/2014 15:47:57

Eu definiria inflação como o "aumento sistemático e continuo do nível geral de preços"

Responder
Marcos 13/10/2014 15:52:40

Errado. Aumento de preços é a conseqüência da inflação. Inflação é aumento da oferta monetária.

A atual definição de inflação impede a adoção de políticas sensatas

Responder
Joao Frederico Abo-gaux 13/10/2014 16:08:54

Eu nunca ouvi tamanho absurdo, gostaria por curiosidade saber onde você se formou em economia?
Na minha formação sempre soubemos as definições dos termos da nossa área, ainda mais um importante como esse.
Inflação nunca definiu política monetária expansiva, inflação eh um fenômeno de preços e sempre foi. Chocado!

Responder
Mr. M 13/10/2014 23:16:13

Falar que "Inflação nunca definiu política monetária expansiva, inflação eh um fenômeno de preços e sempre foi" é o equivalente médico a dizer que a definição de tuberculose é tosse com sangue.
Antibiótico?!?!? pra que?!?! Toma um melzinho com limão que vai curar a tosse!
Apareça no site mais vezes, e verá que os artigos aqui frequentemente valem mais que um curso inteiro de economia. Especialmente aqueles escritos pelo Fernando Ulrich ou Leandro Roque.
Abs.

Responder
Frederico João Abu-Ghraib 13/10/2014 17:02:26

É isso aí, campeão. Se inflação é simplesmente um "aumento de preços", então a cura para a inflação é bem simples: congelar os preços.

Genial, né? Como é que ninguém nunca havia pensado nisso antes? Ooops, já pensaram sim.

Inflação é um aumento na quantidade de dinheiro na economia em decorrência do crédito criado pelo sistema bancário em conjunto com o Banco Central. Aumento de preços é apenas a principal e mais visível consequência da inflação.

Isso não se trata de uma mera pendenga semântica. É algo muito mais sério do que isso. Se você não define exatamente qual é o problema, você não tem a menor chance de resolvê-lo corretamente.

Se inflação é "aumento de preços", então a solução para este problema não tem nada a ver com a quantidade de dinheiro na economia, mas sim com coibir o comportamento "maldoso" de empresários, que insistem em elevar seus preços sem nenhum motivo, levados apenas pela ganância. Se inflação é "aumento de preços", então a solução para este problema pode perfeitamente ser o congelamento de preços ou a imposição de um teto para os preços de qualquer bem.

Saber a diferença entre inflação e aumento de preços é tão importante quanto compreender corretamente as causas de uma doença. É a diferença entre saber o que causa todos os seus sintomas desta doença e o que deve ser feito para eliminar a fonte dos sintomas, versus tentar lidar diretamente com os sintomas.

Definir inflação como aumento de preços é o mesmo que pensar que 'doença' significa um aumento da temperatura do corpo apontada pelo termômetro, o que implicaria que a solução seria simplesmente colocar o termômetro na geladeira.

Entender corretamente o significado de inflação — isto é, um aumento na quantidade de moeda — permite entender que é plenamente possível haver inflação sem estar havendo aumento de preços e, consequentemente, saber todas as consequências em termos de investimentos insustentáveis que tal inflação pode causar.

Vide a recente bolha imobiliária americana, em que os preços dos imóveis subiam mas os preços gerais da economia estavam totalmente abaixo dos 2% ao ano, o que levou os monetaristas e os keynesianos a crerem que estava tudo perfeito e sob controle.

Responder
Opinador 13/10/2014 17:33:47

Essencialmente é expansão de crédito, mas existe um fator primordial muito pouco abordado aqui:

A inflação por demanda !

Na época do Sarney o que acontecia é que com o congelamento de preços tinha muitas vezes como resultado o desabastecimento de mercadorias.

Você pode ter quantidade limitada de moeda (é lógico que não era o caso da época), porém se tiver quantidade limitada de produtos X alta demanda, o produto irá aumentar.

É a tal lei da oferta e da procura.

É lógico que com maior disponibilidade de dinheiro de forma artificial (emprestimos), cria-se um maior consumo, porém este consumo não acompanha diretamente a produtividade. Desta forma gerando maior demanda, porém a oferta continua igual ou menor.

Como resultado os preços aumentam.

Se eu tiver 100 reais em um local para 10 pessoas e se tiver 2 bananas, o poder de barganha é menor.

Eu posso escolher para quem vou vender minhas bananas.

Vamos imaginar que eu peça inicialmente 1,00 por banana, mas vendo uma potencial oferta posso aumentar para 3,00 por banana. E assim vai.

Veja que apesar da quantidade de dinheiro ser a mesma, o preço pode aumentar.

A menos que ninguém queira comer banana.

Inclusive esse é um dos pilares pela falência do comunismo soviético.




Responder
Respondedor 13/10/2014 19:38:14

Não. Você próprio já deu a resposta. Aumento da demanda só gera inflação de preços generalizada se houver aumento da oferta monetária. É justamente um aumento na quantidade de dinheiro o que estimula um aumento nos preços.

Em um cenário de oferta monetária fixa, um eventual aumento na demanda não causaria elevação geral dos preços. Por exemplo, se, por algum motivo, houvesse um aumento na demanda por alimentos, transportes e materiais de construção, seus preços aumentariam. Porém, os preços de outros bens e serviços, como lazer, boates, roupas elegantes, DVDs, livros, bonés, óculos escuros, TV a cabo, jantares em restaurantes chiques, teatro etc. teriam de cair. Caso contrário, estes setores simplesmente não venderiam nada (pois a oferta monetária é fixa).

Aumento da demanda só causa aumento de preços quando essa maior demanda surge em decorrência de um aumento da oferta monetária -- nesse caso, a pessoa não precisa produzir nada para poder demandar algo; ela simplesmente utiliza o dinheiro recém-criado e já aumenta o seu consumo.

P.S.: a vida é mais cara nos centros urbanos principalmente porque ali há um volume de dinheiro maior do que nas cidades do interior. O mesmo fenômeno pode ser observado entre as capitais. Tudo o mais constante, um mesmo produto tende a ser mais caro em São Paulo do que em Porto Alegre, simplesmente porque há mais dinheiro em São Paulo (algo que por si só gera maior demanda, sem, no entanto, necessariamente gerar um equivalente aumento na produção).

Se não levássemos em conta esses fatores monetários, então os preços numa cidade do interior da Bahia, por exemplo, teriam de ser mais caros do que em Salvador, uma vez que as péssimas estradas de acesso ao interior elevariam em muito os custos desses produtos.

Responder
mauricio barbosa 13/10/2014 21:30:52

Respondedor sua resposta é brilhante esses novatos pensam que nós somos analfabetos funcionais e alguns se sentem ofendidos com nossas respostas,mas engraçado se fossem mais humildes nas perguntas ou explanações ai sim conseguiríamos separar o joio do trigo,portanto quem quiser aprender conosco sejam mais humildes em suas explanações ou perguntas pois nosso radar está ligado para detonar as rajadas esquerdopatas...

Responder
R Santos 14/10/2014 01:58:39

Oferta do dinheiro pelo sistema bancário e demanda por este dinheiro. Pronto... Isso mata a charada, não?

Responder
Opinador 14/10/2014 12:53:44

Meus filhos.

Não estou aqui no site para discutir.

O problema aqui é o fundamentalismo as vezes.

Quantos anos vcs tinham no governo Sarney rs ?

Eu era criança mas me lembro.

Pode haver inflação sem oferta monetária sim !

Foi o que aconteceu com a URSS.

Lembre, Eu posso ter um país fictício que tenha somente 100 reais para todos os 10 moradores, porém se tiver 2 bananas para 10 pessoas nesse país fictício e as 10 pessoas quiserem comer banana, haverá aumentou de preço pela potencial demanda.

Isso independe da oferta monetária.

Por exemplo. Eu posso ter 1 real por mês, mas tenho que comprar comida.

Se não houver produção suficiente com CERTEZA vai aumentar os preços !







Responder
Respondedor 14/10/2014 13:13:18

Opinador, você está dizendo que não houve expansão monetária no governo Sarney?! Tá de zoeira, né? A base monetária, o M1 e o M2 dispararam milhões por cento! Pode ver os dados todos aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=313

Isso não é fanatismo, são dados.

E você também diz que houve hiperinflação na URSS sem expansão monetária. De novo, tá por fora. Procure os trabalhos de Steve Hanke -- o maior especialista vivo em inflação -- sobre a expansão monetária ocorrida no final do governo Gorbachev.

De resto, esse seu exemplo das bananas não faz nenhum sentido, pois ele trata de uma economia totalmente estática. Não há produção, não há trabalho, não há poupança, não há investimento, não há nada. Há apenas uma situação fictícia e sem sentido na qual, do nada, as pessoas decidem comer as únicas bananas que existem. Ninguém trabalha, ninguém produz, ninguém faz nada. Apenas decidem comer bananas e fim de história.

Não é assim que se cria um modelo econômico para ilustrar uma teoria. Você está pensando igualzinho a um acadêmico da Unicamp. É um potencial candidato para substituir Guido Mantega.

Responder
Opinador 14/10/2014 13:27:51

Mas eu não disse que o governo Sarney não tinha expansão monetária, mas o desabastecimento gerado pelo congelamento fez a coisa piorar.

No caso da URSS foi mais consequência do que causa.

Blz.

Mas tá bom desisto...rs

A gente vai cair naquele dilema: Tostines vende mais por que é frequinho ou frequinho por vende mais ?

Ou seja: O aumento de preço (por alta demanda) exige expansão monetária ou a expansão monetária gera aumento de preço ?

Meus amigos : eu posso ter 100 reais no meu bolso. Mas eu eu conseguir fazer minha despesa com 10 eu vou precisar de crédito?

Ou seja economia é uma série de fatores, uma delas realmente é conter a expansão monetária, mas deve vir com desenvolvimento interno e melhoria de produtividade como o próprio artigo diz.

Foi o que não aconteceu no governo FHC e esperamos que os próximos governos tentem fazer.

Esse negócio de conter expansão monetária é coisa de intervencionista. Coisa de estadista.

Tem que acabar com o banco central e deixar a coisa rolar por si só. Acabar com controle de cambio, taxa de juros.

Isso não é coisa de livre mercado...rs

Responder
Neto 14/10/2014 13:43:11

Eu me lembro do governo Sarney. E vejo que o problema da inflação é o mesmo de sempre, aumento da base monetária.
Esse seu caso nonsense da banana... Vamos usar exemplos melhores:
- você tem uma quebra de safra de soja em todo o mundo, reduzindo a produção. Nesse caso você terá aumento de preço por conta de uma oferta menor. Isso não é inflação, isso é aumento de preço.
- a indústria de computadores aumenta a produtividade/diminui os custos, abaixando o preço ao longo do tempo. Isso é deflação?
Se você considera que no primeiro caso foi inflação e no segundo foi deflação, então você vai ter sérios problemas para lidar com variações de preço.
Já se você entender que inflação é somente variação da base monetária, vai entender que os preços podem variar por muitos motivos, inclusive podem não variar com a variação da base monetária. Se você dobra o dinheiro da economia e guarda tudo debaixo do seu colchão, a inflação existe, mas a variação de preços não existirá.

Responder
Opinador 14/10/2014 13:49:40

Sobre este ponto:

"Se não levássemos em conta esses fatores monetários, então os preços numa cidade do interior da Bahia, por exemplo, teriam de ser mais caros do que em Salvador, uma vez que as péssimas estradas de acesso ao interior elevariam em muito os custos desses produtos."

Vá algum mercadinho de alguma cidadezinha e vai ver a diferença de preços. Não é regra, mas na maioria das vezes isso ocorre.

Só para ter uma ideia vendo em um site e comparando o preço da gasolina entre São Paulo e Salvador.

Menor preço Feira de santana: 2.89

Menor preço Salvador: 2.78

Menor preço São Paulo: 2.55

www.precodoscombustiveis.com.br/mapa/busca?q=s%E3o+paulo

Responder
Respondedor 14/10/2014 15:05:22

Você ao menos leu o que escrevi? Eu disse que, "tudo o mais constante, um mesmo produto tende a ser mais caro em São Paulo do que em Porto Alegre, simplesmente porque há mais dinheiro em São Paulo."

Preço de gasolina entre dois estados distintos não entra nessa comparação simplesmente porque, além de o ICMS ser distinto entre os dois estados, há o fator geográfico (mais refinarias próximas) e o fator concorrencial (em São Paulo, devido ao seu tamanho, é impossível haver um cartel entre os postos de gasolina).

Já a comparação entre as duas cidades da Bahia é válida, e ocorreu exatamente o que eu disse: no interior a gasolina é mais cara do que na capital por causa do aumento do custo em decorrência do freto, do acesso e da distância. Em qualquer estado, qualquer cidade do interior terá gasolina mais cara do que a capital (exceto se a cidade do interior ficar exatamente ao lado de uma indústria de refino).


P.S.: gasolina a R$2,55 em São Paulo?! Onde estão vendendo essa água?

Responder
Joseph 14/10/2014 15:21:27

Poxa... esse Opinador e o João Frederico ali de cima foram refutados até a sétima geração, haha. Quase deu pena dos caras aqui. Quase.

Responder
Ali Baba 13/10/2014 15:48:32

@Daniel costa 13/10/2014 14:47:18

Mudar quem está no comando agora é trocar seis por meia dúzia. Os eleitores de dilma, que não são poucos, continuarão achando, caso ela perca a eleição, que os estragos foram causados pelos tucanos se estes assumirem o controle e os petralhas através do lula voltarão mais tarde "triunfantes". Prefiro deixar a coisa degringolar.

E qual a utilidade disso? Deixar a coisa degringolar nos deixa um passo mais próximo da revolução bolivariana e é isso que os esquerdopatas querem.

Eu não sei o que esperar do Aécio... mas da Dilma eu sei o que esperar. Infelizmente fomos reduzidos a isso: pensar somente para os próximos 4 anos. Se vier São Lula em 2018, que venha... Até por que, com mais 4 anos de presidANTA, São Lula 2018 é uma certeza maior ainda.

Responder
Daniel costa 13/10/2014 17:08:37

Sociais democratas seguem diretrizes da ONU e seus "direitos humanos". Aécio promete reduzir a maioridade penal (seja lá o que isso signifique pra eles),duvido que ele consiga qualquer proeza neste sentido, principalmente quando precisará do apoio de Marina nos conchavos do parlamento.

Responder
Ali Baba 14/10/2014 11:12:33

@Daniel costa 13/10/2014 17:08:37

Sociais democratas seguem diretrizes da ONU e seus "direitos humanos". Aécio promete reduzir a maioridade penal (seja lá o que isso signifique pra eles),duvido que ele consiga qualquer proeza neste sentido, principalmente quando precisará do apoio de Marina nos conchavos do parlamento.

Todos são esquerdistas. No Brasil não temos nenhum partido que não seja "social". Nenhum.

Não se trata disso. Trata-se de escolher entre o menos pior. Lamentável, mas é o que temos para o momento. Como venho escrevendo... torço para que o próximo governo seja irrelevante. Um governo ladrão e corrupto que não interfira demais na economia é preferível a um governo ladrão e corrupto que interfira na economia. Aliás, seria preferível mesmo que a comparação fosse com um governo honesto que interferisse na economia. Um governo irrelevante é muitas ordens de magnitude melhor do que um governo nocivo. O que temos agora é um governo nocivo. Não quero mais 4 anos dessa nocividade.

Responder
guilherme 13/10/2014 17:08:21

Parabéns ao Mises Brasil pelo artigo pragmático. Tenho ficado entediado com os artigos de cunho filosófico em tempo de eleição, quando o futuro do país está para ser decidido... A mudança ocorre aos poucos, amigos. Não adianta vir com um discurso radical.

Responder
Jeferson 13/10/2014 19:07:39

Parabéns ao Mises e a todos os comentaristas que têm participado com esse tom brando. Recentemente saiu na mídia que o Hélio Beltrão declarou que daqui a uns 10 anos a população estará pronta pra ouvir nossas idéias abertamente. Fico feliz se essa perspectiva otimista se realizar, e também estou relativamente otimista com relação a isso. Infelizmente pra lutar numa guerra em que se já está perdendo, é preciso garantir e ganhar territórios, e o território da liberdade de se expor abertamente as idéias libertárias é um muito precioso para abrirmos mão.

Acho que com o PSDB no poder, por pior que seja a situação, o aspecto da liberdade de imprensa vai estar mais garantido, e vão haver retrocessos nos planos do PT de calar a mídia e se articular através de "conselhos populares". Acho que temos que trabalhar com as possibilidades que temos à mão sempre, usando nossos ideais como um norte a ser perseguido. Senão nunca conseguiremos chegar lá.

Responder
Andre Luiz 13/10/2014 19:08:43

Concordo Guilherme, quando os autores do Mises não se põe a devanear sobre como um seria um mundo liberal, eles são precisos nas suas análises. Também parabenizo o texto.
A mudança agora é Aécio, o político que representa um comprometimento maior com a perseguição ao centro da meta da inflação, com a transparência nas contas públicas, e com um menor grau de intervencionismo na economia.
Não adianta pensar que Lula voltará, isso é bobagem, pois muitos fatos podem vir a acontecer no futuro.Se o tucano administrar razoavelmente a sociedade, ele tende a afastar a sombra do Lula. O Governo Dilma está ameaçado porque ela é muito ruim. É muito difícil ser mais incompetente que a Dilma.

Responder
Silvio 13/10/2014 19:50:38

Mas não foi justamente com um discurso intransigentemente radical (que, de tanto ser martelado, acabou virando senso comum) que os socialistas/comunistas dominaram o cenário político e filosófico no Brasil? Se queremos ser bem sucedidos, que reconheçamos pelo menos essa superioridade da turma vermelha e façamos o mesmo.

Além disso, se sabemos que estamos certos, por que diabos deveríamos transigir com idéias que sabemos erradas? Não vejo como isso pode ser visto como algo prático. Vejo isso como estupidez e nada mais. Se você vivesse há 130 anos atrás, provavelmente seria um daqueles tontos contrários à abolição pura e simples. Você defenderia a Lei do ventre livre, a Lei do sexagenário e outras excrescências do tipo.

Responder
Neto 13/10/2014 21:37:14

Prezado, Silvio, esse é um dilema interessante, acho válida essa discussão.
Muitas vezes penso que temos que fazer justamente como você disse.
Mas se os libertários não tem representatividade nenhuma, talvez o momento não seja o de tentar fazer isso. Acho que primeiro precisa ganhar o espaço. Acho 10 anos pouco tempo, acredito que demore mais.
Mas vou fazendo minha parte, tentando educar as pessoas à minha volta.
É o que podemos fazer de concreto, por enquanto.
Vejo o Aécio como um "mal menor", por acreditar que a ortodoxia trará maior estabilidade e confiança, o que redunda em uma economia melhor.
Vamos indo de "mal menor" enquanto não temos voz o suficiente para incomodar. E vamos investir em aumentar nosso número.

Responder
Jeferson 15/10/2014 20:14:51

Prezado Sílvio, os socialistas levaram cerca de 50 anos, eu repito, CINQUENTA ANOS nesse expediente, pra convencer as pessoas de que suas imbecilidades eram realizáveis e trariam um mundo melhor (dependendo do lugar do mundo, mais tempo). E foram cinquenta anos para convencer aos poucos, idéia por idéia.

Eu diria que a mentalidade "normal", espontânea da população, a que as pessoas tenderiam a desenvolver sem intelectuais prestando-lhes o desserviço de propagandear mentiras, seria próxima do movimento hoje visto como conservador, e evoluiria junto com a tecnologia ao libertário, provavelmente passando pelo liberal (na concepção brasileira da palavra, não a americana). Pra nós que conhecemos essas idéias, é extremamente intuitivo que o estado é nada mais do que uma quadrilha que espolia a população, mas a maioria das pessoas tem dificuldade de se desapegar da idéia de que é melhor pagar a uma agência que controle tudo e proteja a todos (ao menos em suposição) do que se sujeitar a ser diretamente roubado por qualquer um, caso que a maioria sequer para pra questionar se seria verdadeiro.

Não acho ruim o tom radical e intransigente, mas não acho que ele deva ser usado em qualquer círculo nem em qualquer circunstância, sob o risco de você e o movimento libertário como um todo ser taxado de "PSOL da direita", como um conhecido meu (que é alguma coisa entre conservador e liberal) me disse quando eu lhe apresentei o site do Liber.

Considero prudente evitar alguns temas (p. ex.: Saúde pública e os males da democracia) mais espinhosos quando se falar em grupos (porque normalmente não vão te deixar expôr todas as suas idéias) ou quando você não tiver como passar um bom tempo expondo bem os argumentos e desconstruindo os argumentos socialistas já incutidos na mentalidade do interlocutor. Se não for possível evitar os temas, é bom pelo menos não se aprofundar (apenas expondo as falhas do sistema atual, sem se posicionar pelo fim do estado, por exemplo) ou não adotar uma abordagem libertária, fazendo concessões.

Enfim, não sei se as minhas idéias nesse campo são boas, mas elas têm me ajudado a quebrar gradualmente paradigmas nas mentes de algumas pessoas, e puxá-las um pouco mais pro lado da liberdade. Não acho que a postura radical e intransigente seja a melhor estratégia geral, mas ela também tem seu valor em alguns casos. Por fim, acho importante aprendermos a aplicar conceitos de guerra política em nossos discursos e em nossa luta por mais liberdade. Isso ajuda muito mais do que pensa. Se Gramsci tivesse sido um liberal, provavelmente o movimento socialista do mundo atual seria nulo ou seria percebido por todo mundo como um pequeno grupo de loucos.

Abraços!

Responder
Neto 15/10/2014 21:10:26

Parabéns, Jeferson, belo texto!

Responder
Thales Carias 13/10/2014 17:25:46

Tá faltando um pouco de epistemologia aí, galera... Vamos sair do século XVIII...

Responder
Wolfer 13/10/2014 17:55:36

Sempre ouço de esquerdistas que o neoliberalismo é que quebrou o país, no entanto, se pegarmos as 10 diretrizes neoliberais do consenso de washington, praticamente nenhum delas foi colocada em prática totalmente, e muitas nem parcialmente. Gostaria de ver um texto do mises tratanto desse assunto: sobre como nosso governo foi socialista/keynesianista e, de forma alguma, neoliberal (diretrizes do consenso de washington). Um texto bem elaborado sobre esse assunto seria uma ótima arma para contrapor esses tipos de argumentos que os esquerdistas ouvem em palestras da Chaui e saem papagaiando por aí.

O mises já me dar várias ferramentas para perceber que o consenso de washington nunca foi totalmente aplicado, e, desde que o PT entrou, é menos ainda. No entanto, um texto feito por um estudioso da EA com certeza traria mais argumentos sólidos e dados.

Fica minha sugestão. Obrigado

Responder
Marcos 13/10/2014 19:22:59

Prezado, esqueça essa bobagem de "neoliberalismo". Isso é apenas estatismo disfarçado sob uma alcunha mais tecnocrática.


O mito da defesa do mercado no Consenso de Washington

O conceito de neoliberalismo

Mises contra os neoliberais - as origens desse termo e seus defensores

Responder
Wolfer 16/10/2014 05:30:22

Concordo Marcos, mas convenhamos, o neoliberalismo está mais perto do liberalismo clássico do que o socialismo petista implantado aqui. É nesse sentido que eu digo, se o neoliberalismo tivesse mesmo sido posto em prática, estaríamos muito melhor do que com esse socialismo barato e demagogo.
No entanto, a culpa de todas as mazelas da sociedade ainda recai sobre o neoliberalismo, como se vivêssemos em um universo paralelo onde ele foi posto em prática.

Responder
Típico Filósofo 13/10/2014 18:28:06

A política econômica desenvolvimentista é um enorme sucesso, caro sr. Ulrich. É lamentável, data venia, que o senhor não venha se informando através do programa de publicidade oficial do estado; esse que não compartilha dos interesses golpistas da grande mídia (que não produz nada à nação além de insegurança do empresariado e muito bem faria se fosse calada) e da fome neoliberal dos opositores (que também fariam um favor ao melhor interesse dos trabalhadores se tivessem suas manifestações ocultadas).

O problema é o parecer contrário. Esse sim que está criando insegurança contra a economia verdadeiramente democrática que temos através de seus textos maliciosos. O Brasil está há anos atrasado neste aspecto: sucessos econômicos como o argentino (veja os preços baixíssimos estancados em seus mercados oficiais, superiores a 1º mundo) e o venezuelano (idem; fez tamanho sucesso que a própria CIA teve de financiar milhões de manifestantes em todos os cantos do país para protestarem contra a falta de papel higiênico - necessidade repugnante criada e imposta pelo grande capital).

Confessar-me-ei ao admitir que se estivesse no poder, estaria erguendo esforços para censurar todos os artigos que estivessem sabotando e se opondo ao plano econômico vigente: todas as denúncias e críticas, data venia, criam os próprios problemas que 'denunciam'.

Responder
Neto 13/10/2014 21:39:36

Imagino que seja uma ironia.

Responder
Diego 14/10/2014 06:08:21

Eu não li isso. É de verdade? Sucesso Argentino e venezuelano? Falta de confiança dos investidores em instalar qualquer empresa nesses países com o risco de serem expropriadas como Repsol? Cara vá lavar seu cérebro com água sanitária! Suas idéias e o que vc diz morrerem em 1989 em Berlim com a queda do Muro e enterraram em 1990 na extinta URSS.

Responder
Vagner 14/10/2014 12:46:01

Tipico filosofo é o nosso troll de estimação. Sempre vem com suas perolas que geram grandes risadas por aqui.

Responder
Ian Lcerda 23/10/2014 13:08:48

''O problema é o parecer contrário. Esse sim que está criando insegurança contra a economia verdadeiramente democrática que temos através de seus textos maliciosos.''
Uma pergunta: como a economia pode ser democrática se ela não é decidida pelo povo?

Responder
regina célia carvalho junqueira 13/10/2014 19:53:39

Brilhante, Fernando! Precisamos mudar rapidamente o modelo que aí está, que acabou com o Brasil. E há desinformados que acham que é intriga da oposição pra ganhar a eleição!

Responder
Erick 13/10/2014 20:21:16

Excelente artigo, Fernando. Eu diria mais: impecável!

Sobre a mudança: pelo menos o Aécio com o Armínio Fraga parece ser muito melhor. Parece que eles entendem pelo menos o que está errado.

Responder
Felipe 13/10/2014 20:23:48

Alguem me fale algum livro sobre a origem do estado?

Responder
Silvio 13/10/2014 21:29:58

Que tal esse: www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=40188?

Falando a sério, acho que o livro do Hoppe, "Democracia - o Deus que falhou", pode ser uma boa pedida.

Responder
Felipe 14/10/2014 01:23:26

Obrigado.

Responder
Dom Comerciante 13/10/2014 23:13:17

E mais uma premiação "genial" do Nobel de economia:típico economista. Resumindo: mais um típico economista, um que tem pavor de grandes empresas e acha que todo monopólio é a mesma coisa.

Responder
Felipe 14/10/2014 01:25:20

Mostra a quão decadente está a ciências econômica.

Responder
zara 14/10/2014 00:00:51

Mantendo esse governo do PT, seremos na melhor das hipótese uma Argentina atual.

Responder
Lucas 14/10/2014 01:22:15

Em referência à citação de Sowell no artigo, permitam-me compartilhar com vocês o tipo de baboseira que chegou até mim por meio do Facebook:

https://www.facebook.com/789883674395248/photos/a.793718157345133.1073741828.789883674395248/806929339357348/?type=1&theater

Responder
Romario 14/10/2014 01:27:30

Parabens pelo artigo, Fernando.
Vamos ver como o Aecio irá se sair nesta nova empreitada...

Responder
Juliana 14/10/2014 15:30:19



Bem, o trabalho do autor em apontar os 10 pecados capitais da política econômica do governo Dilma foi excelente. E por isso merece todos os agradecimentos e aplausos.

Porém, ele não disse quais seriam as práticas necessárias para a economia brasileira andar na linha, e assim encontrar os caminhos do bem e da prosperidade. (E caro Fernando, este sim se constitui em um grande pecado, pois deixar a nós leitores sem essa resposta é absolutamente imperdoável)

Resta a nós apenas especular sobre quais são as virtudes necessárias para remediar o nosso "enfermo". Então vamos ao laboratório:

1. Pureza da Moeda (para a inflação): Isso significa a total abstenção de emissão da moeda fiduciária. Só começando por essa medida radical, já se resolve um dos principais problemas de uma economia, que é a inflação da moeda -já que é ela quem destrói o poder de compra da população. E para garantir uma maior proteção dessa candura monetária, o Banco Cen seria abolido, e para efeitos de facilidade da comercialização, poderia ser adotado padrão ouro-puro (ou quem sabe futuramente, usado o bitcoin);

2. Temperança (para os bancos estatais): Estando a economia completamente livre da inflação, e os bancos sendo obrigados a operar com 100% de reservas, a expansão do crédito só ocorre se for acompanhada pelo aumento da poupança. Portanto, é bom que a partir de agora todos os bancos, principalmente os bancos estatais, assumam posturas mais comedidas e se controlem na hora de fazerem seus empréstimos e investimentos;

3. Fé (para o controle de preços): Supondo-se que o governo queira garantir produtos a preços acessíveis a todos, é preciso explicá-lo que as coisas nunca funcionaram bem dessa forma. Escassez é um fenõmeno inevitável. E qualquer tentativa de controle de preços resultará em consequências desastrosas. É preciso acreditar no livre mercado, que está atento às carências e necessidades das pessoas e da sociedade, e sempre se dispõe a satisfazê-las;

4. Humildade (para a maquiagem nas contas públicas): É preciso muita coragem para reconhecer as próprias limitações, falhas, quando as coisas não estão indo bem e também saber colocar as coisas com transparência. E para que a situação fiscal se mostre como ela está de verdade, fazer maquiagem das contas públicas deve ser considerada uma atividade inútil e vaidosa, que deve ser totalmente evitada;

5. Sensatez (para as estatais): Será um grande bem para a economia o dia em que todas as estatais forem privatizadas. Mas enquanto esse dia não chega, o governo já ajuda bastante se não ficar usando-as de maneira leviana em benefício próprio;

6. Providência Sustentável (para a falta de investimentos): Que investir em empreendimentos e em infra-estrutura é importante, isso todo governo deve saber. Por isso torna-se indispensável tomar medidas que tenham esse propósito, mas que principalmente tenham segurança e sustentabilidade. Ou seja, que os investimentos antes passem por um controle de gastos e por um aumento da poupança;

7. Confiança (para a hiperatividade e microgerenciamento da economia): Para o bem estar e tranquilidade do prórprio governo, é fundamental que ele evite ao máximo ficar intervendo, querer ajudar e tentar "aquecer" a economia. Em outras palavras, que ele aprenda a deixar que os problemas aconteçam e delegar ao mercado a responsabilidade de resolvê-los;

8. Inflexibilidade (para a incerteza e desconfiança): O mundo por si só já é um lugar de incerteza e desconfiança, principalmente quando o assunto é crescimento econômico. E a solução para isso pede que o governo adote regras rígidas e assuma uma postura mais austera, visando oferecer segurança a empresários e investidores;

9. Responsabilidade (para o culpar os outros): O não entendimento e cumprimento dessa virtude representa uma antítese ao que é um governo. Ora, pois se a principal razão da existência de tal autoridade é justamente exercer controle, como pode ela não assumir-se como culpada das coisas e colocar-se como vítima do mundo;

10. ...

Esse último (a décima virtude) eu passo, não consegui encontrar uma resposta adequada. Qualquer coisa a gente coloca um Beltrão na presidência, um Roque na Fazenda e um Ulrich no Tesouro. Mas fica em aberto à sugestões, bem como as anteriores para mudança ou melhoria. Qualquer solução para impedir o país de cair na perdição, como já aconteceu com alguns de seus colegas sul-americanos, é válida e será muito bem vinda.

Grande abraço

Responder
Malthus 14/10/2014 15:48:54

Prezada Juliana, daí a importância de se ler os artigos linkados ao longo do texto, pois é neles que estão as respostas.

Se o autor, além de especificar os problemas, fosse detalhar a solução para cada um deles, o artigo viraria uma enciclopédia, e estaria totalmente fora do escopo de seus propósitos.

Sobre o que deve ser feito, recomendo pelo menos estes dois artigos, e só para começar:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1854
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1363
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1319


No entanto, você próprio fez um ótimo trabalho.

Abraços!

Responder
Erick 14/10/2014 17:03:12

Excelente, parabéns pelo trabalho. Seu conhecimento é muito bom. Você é economista?

Responder
Juliana 14/10/2014 19:30:11

Prezado Malthus, muito obrigada pelas sugestões (acredite, dificilmente eu deixo passar ileso algum link, são objetos de adoração) e também pelo alerta. Na verdade só escrevi o que escrevi mesmo pela diversão da coisa. Não resisti à visão literária do artigo, e nem a fazer um jogo de ideias entre pecados e virtudes. Mas vou cuidar para que de agora em diante os artigos daqui sejam vistos por mim apenas como textos informativos. E fico feliz pela (e por qualquer um que faça) boa avaliação. Isso significa que as leituras aqui estão dando algum resultado.

Grande abraço

Responder
Sergio Vinhas 15/10/2014 00:17:55

Muito fácil mesmo para os leigos entenderem a real situação econômica do. Brasil,que está na UTI?

Responder
rodrigo 15/10/2014 01:18:26

Quantas soluções para o brasil!!!
Votem no AECIO. Ele vai salvar o Brasil.
Ele ja deve ter lido este artigo agora.
Claro que ele teve que deixar os outros afazeres dele
de lado.
O que acho que vai ser o forte dele é continuar
a pagar um salario que pagava ao servidor publico.
É claro que esta medida é só pra estimular o pessoal
a se movimentar. Pra dar uma chacoalhada no pessoal.
Afinal quem quiser que vá pra escola austriaca.

Responder
Rollemberg 15/10/2014 17:31:16

O mais legal é que esse cidadão genuinamente acredita que vir aqui, a um site libertário, chorar que Aécio não soltou dinheiro a rodo para os funças irá piorar -- em vez de melhorar -- a imagem do tucano.

Responder
Anarca 15/10/2014 18:42:36

Quantas soluções para o brasil!!!
Votem no AECIO. Ele vai salvar o Brasil.


Salvadores da pátria, que bonitinho, que mentalidade tacanha.

Ele ja deve ter lido este artigo agora.
Claro que ele teve que deixar os outros afazeres dele
de lado.


Sim, o ungido materializa estradas,
com suas lágrimas patrióticas faz chover limonada no sertão,
com sua pica majéstica come todas as feministas do Brasil,
com seu sorriso hipnótico atrái investimentos estrangeiros,
e no tempo livre, lê artigos do mises pra deixar as fãs felizes.

O que acho que vai ser o forte dele é continuar
a pagar um salario que pagava ao servidor publico.


E também ele vai suar ouro líquido pra pagar os funças.

Afinal quem quiser que vá pra escola austriaca.

...


Alguém pra me envolver,
um mestre pra me fazer sofrer,
ao mostrar que me ama, bater,
pro labirinto eu nunca ter que descer.


Dedico o poema acima a todas as frescas que buscam um papai forte
pra prometer pra elas que nada vai dar errado.

Responder
Silvio 16/10/2014 13:48:11

Só um pequeno esclarecimento. A Escola Austríaca não é nenhum estabelecimento educacional no qual as pessoas podem se empregar e daí tirar seu sustento. A EA (além de ser uma desenvolvedora de jogos) é uma Escola de pensamento, algo um pouco distinto.

A EA nada mais é do que um conjunto de pessoas que compartilham uma tradição intelectual. Assim sendo, a Escola Austríaca não é um lugar para onde se possa ir.

Responder
Almir Guimarães 15/10/2014 04:35:09

Parabenizo o Fernando Ulrich pela elucidação desses pontos que perfazem nossa política econômica, e claro, pelo curso intensivo de economia, pois pra mim que sou leigo tem um valor cultural grandiosíssimo! Não questiono os pontos, nem tão pouco os viés de entendimento, lí alguns comentários e vejo algumas contestações, mas não me aventuro a escolher um lado e entrar no embate. Minha pergunta é essencialmente política, até por advento do momento: Como a equipe econômica de um eventual governo de Aécio, já sinalizada como a mesma de FHC, faria para solucionar essas questões elencadas? E por que deixaram o Brasil chegar aquele ponto no final do governo tucano, onde o Brasil era ridicularizado no cenário exterior; com quase 2000 mi pontos de risco Brasil; com o dólar beirando os 4,00 reais; com inflação há quase 12%;..e sem o mínimo de moral junto a OMC para equiparar as alíquotas de impostos? além de uma reserva cambial pífia? Sei que vcs classe média-alta perderam, pois visivelmente as classes baixas ganharam, portanto fica difícil acreditar que melhorarão alguma coisa. Acabei de ver o debate da Band, e sinceramente o Aécio é uma criança bem-intencionada e só! Se não fosse essa mídia a seu favor levaria um banho até da Dilma que tem uma dislexia terrível em formular uma pergunta. Particularmente, estamos num mato sem cachorro!!

Responder
Leandro 15/10/2014 13:48:36

"Minha pergunta é essencialmente política, até por advento do momento: por que deixaram o Brasil chegar aquele ponto no final do governo tucano, onde o Brasil era ridicularizado no cenário exterior; com quase 2000 mi pontos de risco Brasil; com o dólar beirando os 4,00 reais; com inflação há quase 12%;"

Explicado em detalhes neste artigo.

Em 2002, todas as pesquisas apontavam que o vencedor das eleições seria Lula. O problema era o histórico dele e de seu partido. Até aquele ano, a principal bandeira do PT sempre havia sido a do rompimento de "tudo que aí está".

O histórico do PT era o de defender abertamente a adoção de uma economia socialista, o rompimento de contratos, a estatização dos meios de produção, a reforma agrária na marra, o calote das dívidas interna e externa, o poder ilimitado dos sindicatos, as greves etc.

Ou seja, perante aquele cenário de vitória eleitoral de Lula, começou a surgir uma desconfiança muito grande e um enorme sentimento de inquietação nos empreendedores, nos consumidores e principalmente nos investidores estrangeiros e no mercado financeiro.
Consequentemente, gerou-se aquele clima de total incerteza e o resultado não poderia deixar de ser outro: a economia vivenciou uma crise gravíssima no final de 2002.

Houve fuga de capitais, o câmbio disparou e o dólar foi pra R$ 4.

O IPCA, por causa da disparada do câmbio, fechou o ano em 12,5%:

Ninguém tinha confiança em nada, porque o futuro governo era uma total incógnita.


De resto, você é livre para fazer panfletarismo político-partidário e sua guerra de classes particular, mas veio ao site errado para tentar isso.

Responder
Ludwig von Marx 16/10/2014 12:44:30

Não existem classes, existem pessoas. E há pessoas de classe média-alta que votam na Dilma e há pessoas da classe média-baixa que votam no Aécio. "Pensar" dessa sua forma não lhe faz nenhum bem, porque a realidade fica cada vez mais inexplicável e você se vê cada vez mais forçado a viver no mundo da Lua para tentar ver alguma coerência mundo. Ou seja, isso vai acabar por deixá-lo literalmente louco.

Para começar seu saneamento mental, recomendo a leitura desse artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1518

Responder
Ali Baba 15/10/2014 14:06:34

Até os keynesianos acham que o governo atual pisou feio na bola:

https://sites.google.com/site/manifestoeconomistas/

Responder
Neto 15/10/2014 23:16:01

Leandro, ou demais colegas mais esclarecidos do que eu.
.
Mises insiste na teoria dos malinvestments. Beleza, muita gente critica essa teoria, por que seria supor q os empresários nunca aprenderiam com os mesmo erros. Então eu pensei aqui que, como a moeda não tem nenhum lastro, após um movimento de inflação, a relação monetária entre os bens não será a mesma que antes, uma vez que os ativos não movem na mesma velocidade em uma inflação. Em um padrão ouro, a relação se mantém, sem lastro, essa relação será outra totalmente diferente. Eu me pergunto, será que não é esse o verdadeiro motivo da Recessão, o fato de que os empresários jamais conseguiriam saber o valor relativo futuros dos bens, seja de produção, seja de consumo? Sem saber isso, é impossível determinar se um investimento trará resultados positivos ou negativos.
.
Isso é suposição minha. Faz sentido essa minha questão? Isso já aparece em algum autor/teoria? Como nunca li isso, talvez eu esteja falando de algo que já foi discutido. Agradeço se alguém puder me ajudar com essa questão.

Responder
Leandro 15/10/2014 23:28:49

"Mises insiste na teoria dos malinvestments. Beleza, muita gente critica essa teoria, por que seria supor q os empresários nunca aprenderiam com os mesmo erros."

Mas não é isso. Mesmo que você seja um empreendedor totalmente ciente da teoria dos ciclos econômicos, você não poderá se dar ao luxo de ficar de fora da farra permitida pela expansão do crédito. Você sabe que a coisa vai dar errado, mas mesmo assim terá de participar, pois, caso fique de fora, você será demolido pelos seus concorrentes, perderá fatia de mercado, perderá receitas e poderá quebrar antes deles.

Ou seja, durante uma expansão creditícia, aquele empreendedor que se reprimir e não embarcar na euforia simplesmente irá perder uma importante fatia de mercado. Logo, mesmo os empreendedores mais comedidos e totalmente versados na teoria austríaca acabam sendo obrigados a entrar na farra. Se não o fizerem, seus concorrentes agradecerão, tomarão seus clientes e, com isso, poderão até tirá-lo do mercado antes da recessão. Você simplesmente não pode se dar ao luxo de correr este risco.

Esta é a nocividade de uma expansão creditícia. Ela inevitavelmente pune os prudentes, de um jeito ou de outro.

Fora isso, você também nada pode fazer contra a subida dos preços, pois existe apenas uma moeda, ela é monopólio do estado e sua aceitação é obrigatória. Simplesmente não há para onde correr. Empreendedores prudentes serão punidos por sua frugalidade e contenção. Este sistema monetário praticamente obriga os sensatos a se juntarem aos desatinados.

Responder
Rogério 16/10/2014 00:47:26

A poupança é o principal fator que dita a saúde de uma economia. É possível ter um mar de maus investimentos sem que eles gerem recessões, bastando apenas que a poupança se mantenha elevada. Vide China, que tem cidades fantasmas, uma poupança de quase 50% do PIB e taxas de crescimento superiores a 5% ao ano.

Responder
Neto 16/10/2014 03:46:08

Faz sentido, Leandro.
Pensando bem, se o período de "boom" é totalmente imprevisível, por que depende de incontáveis fatores que não estão sob controle do empresário, então acredito que, mesmo se ele tentar investir com prudência, mesmo assim ele corre risco de errar o "timing".
Ou seja, ele corre o risco de investir menos do que devia, e perder espaço, ou investir mais, e sofrer com o prejuízo.
Sendo assim, concluo que, de fato, a única solução é cortar o mal pela raiz. A única forma de evitar o boom é acabar com a inflação.
.
Vocês viram o Referendo Suíço sobre o padrão-ouro?
Podiam fazer uma matéria sobre isso, um assunto dessa magnitude não pode passar batido!
.
Abraços

Responder
anônimo 24/10/2014 13:58:10

Leandro, o que é que sobre pro empresário então? Tentar adivinhar a melhor hora de pular fora do barco?

Responder
Leandro 24/10/2014 14:15:21

Essa é a grande arte. Saber quando começar e quando sair. É o máximo que o empreendedor pode fazer. Como dito, devido ao monopólio da moeda pelo governo, não tem como o empreendedor se abster e ficar apenas olhando sua concorrência devorá-lo.

Responder
Diego 16/10/2014 15:19:57

Leandro - ou mais alguém que saiba - poderia me tirar uma dúvida? Sou novo na área da Escola Austríaca, acompanho a alguns poucos meses este grandioso espaço de estudos, acabei de ler o livro O Fim do Fed de Ron Paul e, com este artigo, ardeu-me uma dúvida: Pelo que compreendi, a moeda fiduciária, sem lastro nenhum, ocasiona a liberdade de o Estado poder imprimir a rodo e criar escriturariamente dinheiro. Certo. Ao longo do tempo, além da inflação, isso ocasiona má alocação nos recursos. Tem-se dinheiro e títulos podres a correr no mercado, com pessoas e empresas endividando-se. Em um determinado ponto do tempo há a o estouro da bolha, isto é, literalmente, a revelação da essência desse crédito: sem valor nenhum. Para amenizar as consequências, como ocorre na Europa e nos EUA, os governos sustentam essa fraude, resgatando banqueiros e grandes empresários com dinheiro público. A observação e questionamento lamentável é: O governo, com esse método, não pode sustentar esse processo perpetuamente? Minha dúvida especificamente é: Existe alguma esperança, para nós, de um dia o governo não ter mais essa possibilidade de resgate-imoral? Dias desses li do economista Luis Stuhlberger algo mais ou menos assim: "(...) que a próxima crise será a pior de todas - como uma espécie de "apocalipse" -, porque, segundo ele, a crise estará no próprio papel-moeda e não haverá quem poderá resgatar alguém. Como se daria esse cenário? Desde já, muito agradecido pela atenção!

Responder
Pobre Paulista 24/10/2014 11:57:54

O governo, com esse método, não pode sustentar esse processo perpetuamente?

Apenas com injeções cada vez mais massivas de dinheiro na economia, o que gera uma hiperinflação fora de controle e exponencialmente crescente. Uma hora o sistema colapsa. Vide [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=544]Zimbábue[link] ou Alemanha.

...a próxima crise será a pior de todas - como uma espécie de "apocalipse" -, porque, segundo ele, a crise estará no próprio papel-moeda e não haverá quem poderá resgatar alguém.

Correto, mas a crise atingirá apenas os portadores do papel-moeda. Se seus bens estiverem em outros ativos (como Ouro, Terras, Ações, etc, até mesmo veículos usados), você provavelmente será menos afetado por ela.

As pessoas continuarão a fazer trocas, afinal todo dia alguém precisa comer e em algum lugar outro alguém tem comida a oferecer. Restará saber, neste cenário, quais serão os termos de troca: certamente os produtores não aceitarão mais um dinheiro que não vale nada e irão negociar algum patrimônio que restou dos consumidores, até que surja uma nova moeda de troca.

Responder
Moises 24/10/2014 14:16:31

Apesar de todas as barbeiragens econômicas e crimes, essa mulher vai ser reeleita pelo que parece. E como a tendência é o desempenho da economia ser cada vez pior, a saída do PT será recorrer a inflação e ao autoritarismo para se manter no poder. O Brasil de amanhã e a Venezuela de hoje.

Responder
J.L 24/10/2014 16:10:44

Boa tarde.

Primeiramente gostaria de informar que não sou economista e sim um leigo nessa área.

A partir desse ponto, pergunto ao autor a aos comentadores que concordam com o ponto de vista exposto no artigo: no que concerne à expansão do crédito e endividamentos dela decorrentes, a criação de uma política de educação financeira (ou fortalecimento, se ela já existir) não seria uma alternativa viável de médio prazo para reduzir a inflação proveniente dessa oferta de recursos financeiros? Pergunto por acreditar que se as pessoas receberem uma melhor instrução nesse sentido - mostrar as consequências em larga escala de endividamentos supérfluos e o caminho para não apenas evitar empréstimos mas também empregar melhor o dinheiro que possui (inclusive poupando parte dele) - contribuiria para reduzir a demanda por tais créditos, apesar do aumento de sua oferta pelos bancos (públicos ou privados), das propagandas, etc.

Para finalizar, saliento que é apenas uma pergunta, não uma discordância. Se puderem responder ficarei agradecido. Obrigado desde já.

Responder
Leandro 24/10/2014 16:20:35

Exato: educação econômica. Esta é a função deste site, e este é o objetivo de seus integrantes.

Responder
Mohamed Attcka Todomundo 24/10/2014 16:36:48

J.L e leandro, vou discordar: educaçao ñ esteriliza moeda fiduciaria criada pelo BC e reservas fracionarias. ñ adianta saber muito de economia se o credito esta se expandindo. quando o credito se expande, quem faz uso dele sai na frente, consegue uma fatia maior do mercado e torna deficitario o negocio de quem ñ tomou o credito; a expansao do credito torna negocios inviaveis possiveis e aos viaveis deficientes (creio q o artigo q explica bem isto é esse: Como ocorrem os ciclos econômicos ). um banco q ñ pratique expansao do credito perde clientes e sofre ataques especulativos a suas ações.

p/ J.L, recomendo ainda esses artigos:
inflação
Sobre a não neutralidade da moeda
Depressões econômicas: a causa e a cura

Responder
Aquele que tudo vê! 24/10/2014 18:59:30

Isso que a pessoal ali em cima falou não pode estar certo né?

Alguém para discutir isso? quero entender!

Responder
Felipe 24/10/2014 22:01:16

OFF --

Alguém viu a nova dos socialistas- Imposto sobre a internet:

www.tecmundo.com.br/internet/64886-governo-hungria-quer-cobrar-us-0-60-gb-transferido-online.htm

Responder
Homem Verde 24/10/2014 22:40:54

Privatizar é preciso, mas mantendo os direitos adquiridos. Fora, corruptos!

Responder
Caio 26/10/2014 01:29:33

Tenho uma dúvida sobre inflação: O efeito de o governo pegar dinheiro emprestado e injetar na economia é o mesmo que o de o governo imprimir, certo? Se não, qual a diferença? (Sei q o dinheiro emprestado seria retirado dps, mas falo do efeito imediato)

Responder
Empreendedor Libertario 26/10/2014 10:56:57

Offtopic: amigos, existe algum forum de discussoes libertaria no Brasil? Refiro-me a foruns online.

Responder
anônimo 26/10/2014 11:58:21

Não. Inclusive já teve esse pedido umas mil vezes por aqui e nada.

Responder
void 26/10/2014 13:53:56

Acredito que apenas grupos no Facebook.

Responder
Caique Cunha 26/10/2014 23:42:30

Estava fazendo uma pesquisa sobre as teorias do valor e na página do Wikipédia (sim, eu sei) sobre a teoria do valor-trabalho eles falam sobre a teoria do valor subjetivo em um parágrafo:

"Os economistas da Escola Austríaca, como Carl Menger e Ludwig von Mises criticam a teoria do valor-trabalho, dizendo que o valor seria atribuído conforme a utilidade e raridade do bem ou serviço em questão. Sendo o trabalho considerado por estes um serviço, este, segundo a escola, se trataria de um bem valorável e negociável. Como se sabe, o valor inclui todos esses fatores, tanto o trabalho e a matéria-prima utilizados, como a utilidade que o objeto tem, uma coisa não implica em nulidade da outra, apenas se complementam."

Comentem por favor. Aliás, alguém poderia me passar algum bom texto sobre a teoria do valor-trabalho? Ele realmente considera a utilidade?

Responder
Hay 27/10/2014 12:26:00

"Como se sabe, o valor inclui todos esses fatores, tanto o trabalho e a matéria-prima utilizados, como a utilidade que o objeto tem, uma coisa não implica em nulidade da outra, apenas se complementam."

Esse é um trecho opaco, sem substância e que, no final das contas, não apresenta nenhum argumento minimamente lógico e coerente. Ou seja, é algo que deve ter vindo de uma tese de um economista formado na Unicamp.
Como se mede utilidade? Com um "utilitômetro"? Quem define a utilidade? Como, quando, onde, por que e por quanto tempo algo tem utilidade? Ora, todas essas respostas são puramente subjetivas. Não existe nenhuma maneira objetiva de medir utilidade.

Responder
Tao Han Hsui 27/10/2014 01:38:31

Fernando, agora são 23:21 do dia 26/10/2014.

Estou com o site de divulgação do TSE aberto e vejo os seguintes números da eleição presidencial:

Apuradas 99,99% das urnas (428.889 urnas) para um eleitorado de 142.822.046, temos:

a) 142.819.480 votos apurados;
b) 30.137.165 abstenções;
c) 112.682.315 comparecimentos;
d) 112.682.315 Votos, dos quais,
e) 1.921.812 votos em branco e,
f) 5.219.592 votos nulos;
g) 105.540.911 votos válidos.
h) 37.278.569 abstenções + votos em branco e votos nulos!!!

37,27 milhões de eleitores não endossaram o que está aí. Para mim, esse número mostra que começa-se a formar no país uma massa crítica para mudanças mais significativas. O que você pensa disso?

Responder
Diogo 27/10/2014 15:47:30

Mais uns dez anos e o candidato mais votado sera o "abstenção".

Responder
Felipe 27/10/2014 16:41:07

O nível de abstenção é o mesmo da eleição passado (21%).

Abstenção não significa protesto, são em maioria pessoas que não precisam votar (velhos e jovens) ou que estão fora do municipio eleitoral.

Abstenção alta é ruim, por que ela não conta para o voto, aumentam a proporção de quem está votando, logo aquele mais partidários estão na vantagem.

E não pense que vota branco ou nulo é bom, é conscentir com a maioria, mesmo se os brancos e nulos somassem 50% (algo quase impossível), o sistema prever apenas uma nova votação com novos candidatos, e não o fim dela.

Logo não será ausentando de votar que irá acabar com esse sistema.

Responder
gabriel 27/10/2014 18:13:15

O sistema nao preve isso nao, preve se mais de 50% dos votos for invalido. Como por exemplo um candidato q tem sua candidatura invalidada por algum motivo mas mesmo assim chegou a ter seu nome registrado na urna, os votos q foram pra ele sao considerados invalidos. Se so uma pessoa votar e todo o resto for abstençao ou nulo, esse com 1 voto é eleito em teoria.

Responder
Felipe 27/10/2014 18:46:38

Você tem razão

Mas ainda assim anula a ideia do voto nulo como protesto.

Pois sempre alguém irá votar, mesmo que seja o próprio candidato.

Responder
gabriel 27/10/2014 21:04:01

Sim, minha intenção não era de lhe contradizer quanto a esse ponto.
É que muitos votam nulo acreditando nisso. Se chegou até a eleição acabou, um dos candidatos ali irá comandar e fim, é bom saber que você não tem nenhum poder de escolha pra mudar isso nas urnas. Só gosto sempre de esclarecer isso quando alguém diz que irá votar nulo porque quer nova eleição com outros candidatos, pois isso não irá acontecer!

Responder
Pobre Paulista 27/10/2014 17:19:15

Na verdade o número de votos inválidos diminuiu em relação às eleições de 2010.

Responder
Diogo 28/10/2014 14:26:28

As abstençoes aumentaram de 24,6 milhoes para 30,1 milhoes algo em torno de 22%,ja de 2006 para 2010 o aumento foi de 18%, a cada eleiçao menos pessoas vao as urnas.

Responder
Celso 27/10/2014 09:47:01

Gostaria que o Leandro Roque falasse sobre o futuro econômico do Brasil agora que a Dilma foi reeleita.

Responder
Leandro 27/10/2014 13:32:14

Tudo dando certo, amanhã

Responder
Mais um ausente 27/10/2014 11:19:43

Tao Han Hsui eu pensei exatamente isso.
Fazendo uma conta rapida,apenas com o que a midia apresenta,eu calculei uns 25% de ausentes e pessoas que votaram nulo e branco.Conheci umas 4 pessoas que me falaram que não votam a um bom tempo,e agora eu estou ai para engrossar as estatisticas. Fiquei triste com a derrota do Aecio,mais me consolei porque apos ver o debate e perceber que ele e a dilma são iguais,quase fui votar na dilma para afundar o barco de vez,mais fiz melhor,nem fui votar e não me arrependo.

Responder
Pedro 28/10/2014 12:04:48

Esperemos que o futuro economico do Brasil não seja se tornar num gigante nordeste...

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 01/11/2014 17:40:16


Antes do pecado (ação) vem o pensamento.

E depois dele vêm as consequências.

O pensamento é keynesiano, marxista, intervencionista, etc.

Daí provêm as ações e resultados.

* * *

Responder
Almir dos Santos Guimarães 28/03/2016 17:10:12

Peço aos amigos que não entre no jogo dos sulistas preconceituosos de querer atribuir aos nordestinos, a maioria de votos a Dilma Rousseff apenas por um programa de proteção social como o Bolsa Família. São inúmeros programas e conquistas desses governos que nos beneficiaram. Digo isso pq trabalhei nas comunidades mais pobres da minha cidade, e num tempo de estiagem O QUAL ESTAMOS PASSANDO,teríamos sem dúvidas milhares de pedintes esfomeados nas portas perguntando se "Sobrô cumê"; pois, graças a esse tão criticado bolsa família, essa vergonha q nos tornava indigente não temos mais. Associa-se a essa outras que ajudam a distribuir a renda, como os Seguros Defesos aos pescadores; Seguro Safra aos agricultores; Brasil Carinhoso, Pronaf, linhas de créditos para os MEI, como os dos bancos, principalmente Banco do Nordeste; além de muitos outros como o FIES; E claro, programas habitacionais que fizeram com que o Pedreiro deixasse de ser uma sub-profissão, além de aquecer visivelmente a economia. Também temos as grandes máquinas caríssimas do PAC 2 q o governo envia as cidades para trabalhar nas zonas rurais, afora as ambulâncias, ônibus para os estudantes e o tão presente SAMU; e as inúmeras ESCOLAS TÉCNICAS, etc. Vão dizer, é obrigação do governo!, claro, os impostos são para isso, só estou lembrando, SÓ DE LEVE,que não é apenas bolsa família.

Responder
Cicero 10/08/2016 15:17:07

Depois de rever toda a história e também todas decisões pelo governo Dilma, ficou evidente que o resultado neste atual momento não será melhor para o país, mas a propagação de uma administração não equilibrada e forjada na corrupção não tem vez nesse país.

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