Grandes empresas odeiam o livre mercado
Ainda há pessoas que acreditam que grandes empresas e seus capitães são defensores da economia liberal.  Sabem de nada, inocentes. Eles são os primeiros a recorrer ao estado; e têm todas as facilidades do mundo para fazê-lo.

Se há uma coisa que empresário gosta é de sair do mar revolto do mercado e boiar na piscina morna da proteção estatal. As opções do cardápio são várias: formar um cartel legal, ganhar um monopólio, assegurar uma verba, um crédito subsidiado, prestar serviços ao estado, veicular publicidade estatal, formar comitês para regular o setor, proibir a concorrência, fechar as fronteiras ao produto estrangeiro, passar políticas de preço mínimo, ser salvo da falência no último minuto, e tantas outras quanto a imaginação dos políticos permitir.

Em nosso país, uma das formas que as grandes empresas se blindam do mercado é o BNDES. Ele empresta largas somas a juros subsidiados, visando objetivos políticos do governo. A diferença entre os juros do mercado e os juros cobrados pelo BNDES são uma transferência de renda direta para as empresas fazerem o que quiserem — aplicar o dinheiro e ganhar juros maiores, por exemplo.

No ano passado, foram mais de R$ 500 bilhões em empréstimos. E não vá você pensando que o BNDES possa ajudar a todas as empresas. O mundo é cruel, os recursos são escassos; é impossível que todas as empresas lucrem ao mesmo tempo no longo prazo: todo ganho de uma é necessariamente a perda de outra.

BNDES: Desembolsos por porte de empresa (R$ bilhões) | Create infographics


Em outros casos, grandes empresas recebem o direito de monopólio ou de cartel. É o que ocorre com a telefonia, com companhias de luz, com os ônibus municipais. O setor é cartelizado por determinação estatal. O resultado são empresas que prestam serviços caros, de baixa qualidade e que ainda recebem R$ 1,6 bilhão todo ano do governo. Haja capitalismo!

Essas formas diretas de ajuda estatal chamam a atenção. Mas o favorecimento dos grandes se dá também de maneiras indiretas, talvez mais nocivas, via impostos e regulamentações. A mesma alíquota de imposto que incide sobre os lucros de uma grande corporação, tirando-lhe parte de seu resultado, inviabiliza a continuidade de um pequeno negócio que consegue taxas de retorno menores.

Toda regulamentação ou imposto traz custos fixos. Gastos jurídicos, contábeis, de auditoria — os quais uma grande empresa consegue diluir no seu enorme faturamento. Para uma gigante do setor alimentício, a assinatura de um ou vários nutricionistas de plantão sai barato. Também sai barato aplicar regras da Vigilância Sanitária para mais uma cozinha padronizada de McDonald's; para uma pequena lanchonete, as mesmas exigências são proibitivas.

É por isso que, quando o assunto é regulamentação, as grandes sempre estarão do lado do governo. E sempre terão a mais bela das intenções: garantir a qualidade do serviço e a segurança do consumidor.  Elas sabem que o custo extra, se existir (às vezes não existe porque é a própria prática delas que é universalizada aos demais), será compensado com o mercado cada vez mais padronizado e centralizado em suas mãos. Um mercado em que o consumidor não pode escolher a relação risco/retorno que melhor se adéqua a suas possibilidades.

Um exemplo: em 2013, implantou-se a regulamentação de carrinhos de bebê. Os produtores e vendedores de carrinhos baratos, feitos para não durar, se deram mal. Mas adivinha qual a posição oficial da Burigotto, cujos carrinhos já custam mais de R$2.000 e já vêm com todas as medidas mais exigentes de segurança? Isso mesmo.

Quando a cidade de São Paulo ameaçou proibir (numa malfadada lei que não pegou) a sacolinha de plástico nos supermercados, as grandes redes foram as primeiras a entrar na onda da sustentabilidade e oferecer lindas sacolas de pano, para eles um custo ridículo e já parte de uma jogada de marketing. Sentia-se o orgulho no ar ao oferecerem os sacolões de pano personalizados. Já os mercadinhos de esquina não ficaram tão felizes.

Das duas farmácias na minha vizinhança, em qual delas é mais comum encontrar um fiscal assediando o estabelecimento com ameaças de multa: na filial da Droga Raia — que deve ter tudo padronizado já na mesa dos arquitetos e dos advogados — ou a farmácia de bairro cuja dona, que trabalha no balcão, provavelmente não tem uma equipe jurídica e nem tempo para conhecer e seguir as infinitas regras?

Com leis trabalhistas é a mesma coisa. Os custos fixos são diluídos na extensa folha de pagamento das corporações, que contam ainda com setores jurídicos e de RH para minimizar perdas e alongar os processos. Fora que seus ganhos de escala permitem gastar a mais por funcionário do que o negócio pequeno, o qual, a bem da verdade, depende de diversos prestadores de serviço informais — e que se sofrer alguns poucos processos trabalhistas já ficará no vermelho.

Pra completar, o mero fato de ser grande concede às empresas espaço de manobra perante a justiça estatal.  Os passivos trabalhistas bilionários de grandes empresas e bancos no Brasil — um índice, na verdade, de como nossas leis são ruins — estendem-se por anos a fio, acumulando dívidas impagáveis. Mas como o governo não é burro, e não quer promover descontentamento social à toa, e gosta de ter aliados grandes e fieis, com uma ameaça na manga, o passivo continua ali. Passivos trabalhistas bem menores em pequenas empresas já apresentam custos legais inviáveis.

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A grande empresa "não pode" quebrar (por que não?); a pequena pode. Megaempresários e governantes convivem num amistoso cabo de guerra. Trocam ameaças e presentes, trocam lobby, financiamentos e projetos de lei, dão e retiram apoio conforme convém. Cada parte puxa do seu lado, mas nenhuma quer que a outra solte a corda. E a corda é você.

E o estado, o que ele ganha? Mais poder sobre a sociedade, mais previsibilidade, menos dificuldade para monitorar, medir e taxar tudo o que acontece. A garantia de que tudo o que você consome e todas as suas oportunidades de trabalho estão devidamente pensadas e dadas de antemão, e que o projeto de poder de quem está no topo conta com parceiros determinados a quem é possível coagir.

Se algo fugisse do esquema, então as pessoas tomariam decisões por conta própria, de forma caótica, não-direcionável; e suas escolhas nem sempre beneficiariam quem já está no topo. E não podemos permitir que isso ocorra, certo?

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Leia também:

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Os reais beneficiados por um capitalismo regulado

Não basta privatizar - tem de desregulamentar e liberalizar

Como as privatizações criaram novas estatais no Brasil


1 voto

SOBRE O AUTOR

Joel Pinheiro da Fonseca
é mestre em filosofia e escreve no site spotniks.com." Siga-o no Twitter: @JoelPinheiro85


Pessoal,estou em duvida sobre uma polemica nos contratos.Assunto meio OFF,mas aproveitando o espaço,gostaria de levantar essa questão para saber a visão de cada um.

O proprietário de um barco ou navio,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do oceano?

O proprietário de um avião,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do céu?

O proprietário de um motor-home,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio de uma floresta?

O contrato aqui como fica?O proprietário deve responder penalmente caso expulse o indivíduo nos casos citados acima?

Se eu contrato um barco,para realizar um passeio e o barco pega fogo,eu acredito que o consumidor detêm responsabilidade própria de verificar se havia seguro ou clausulas contratuais como garantia contra acidentes,ou seja,ele assume o risco de contratar tal serviço.Porem ate onde vai a quebra de contrato e a legitimidade de um processo penal?(resposta judicial)
Acontece que,se o indivíduo quebra o contrato ou a regra da dessa embarcação em alto mar,é ou não é legitimo o proprietário expulsa-lo em pleno oceano?Entendo que neste caso,o contrato poderia ter uma clausula dispondo sobre as consequências de eventuais quebras de regras,fazendo assim o consumidor esta consciente e livre para decidir.
O problema é quando há contratos meio ''implícitos'',como um serviço de balsa ou até mesmo uma casa noturna.Ao usufruir de tais serviços,você não assina um contrato ao pé da letra,é implícito de que a balsa não vai afundar,assim como é implícito que a casa noturna não ira incendiar ou desmoronar.Entendem?

Como eu faço direito e tenho somente 20 anos,ainda estou na longa caminhada de estudos,principalmente por gostar dessa parte de defesa da propriedade privada(contratos),por isso acompanho o IMB e defendo a liberdade sempre.Mas como eu disse,poucos anos de vida me obrigam a correr atrás do que ainda não deu tempo de aprender ou refletir.

Outra questão parecida é sobre invasão de propriedade indireta e oculta.
Por exemplo:

Eu tenho uma empresa de fornecimento de energia,que operam com cataventos.
Certo dia,um empresario resolveu construir algo que consequentemente muda a direção e o ritmo dos ventos,afetando assim a minha produção de energia com cataventos.Imagine que o empresario vizinho construiu um Castelo,uma muralha,um prédio...Qualquer coisa física com magnitude suficiente para influenciar na corrente de ventos que passam pela minha propriedade.
Como fica essa situação?Ouve uma invasão ou agressão a minha propriedade?
De cara é fácil dizer que sim,mas imagina o empresario vizinho,ele também teve seu direito de propriedade violado,já que o mesmo ficou completamente limitado a construir em sua propriedade,devido ao vizinho.Ele comprou a propriedade mas não pode construir o que bem entender devido ao vizinho e seus cataventos.
O mesmo vale para diversos exemplos como,poluição.Já li o artigo que saiu essa semana sobre libertarianismo e poluição,estou de completo acordo e compreendo.
Se eu forneço o serviço de abastecimento de aguá,que depende quase exclusivamente das chuvas,e alguns indivíduos desmantaram as florestas próximas que eram responsáveis pela regulação dessas chuvas.Houve uma violação na minha propriedade indiretamente,mas ao mesmo tempo os vizinhos que comprarem essas propriedades florestais,terão que manter as arvores lá pro resto da vida!?!Houve uma limitação no direito de propriedade deles também,pois terão que manter a floresta em sua propriedade para não influenciar na minha propriedade.Entendem?

Por enquanto é isso,de vez em quando tenho essas questões martelando na minha cabeça pedindo por respostas.Hoje foi sobre isso,tive um tempo e comentei aqui.Já já apareço com outras polemicas rs rs...

Grande Abraço!
Bruno Feliciano.



A questão é que Mises não defendeu a secessão até o nível do indivíduo. Os problemas de ordem técnica que ele via eram os mesmos problemas da própria anarquia. Esses problemas, segundo ele, "tornam necessário que uma região seja governada como uma unidade administrativa e que o direito de autodeterminação se restrinja à vontade da maioria dos habitantes de áreas de tamanho suficiente, para conformar unidades territoriais na administração de um país." (Liberalismo, p. 129) Por isso a secessão deva ser tal que forme uma unidade administrativa independente, com um conjunto de pessoas que realmente seja capaz de formar uma "sociedade", e que seja feita por meio de um plebiscito:

"O direito à autodeterminação, no que se refere à questão de filiação a um estado, significa o seguinte, portanto: quando os habitantes de um determinado território (seja uma simples vila, todo um distrito, ou uma série de distritos adjacentes) fizeram saber, por meio de um plebiscito livremente conduzido, que não mais desejam permanecer ligados ao estado a que pertenciam na época, mas desejam formar um estado independente ou ligar-se a algum outro estado, seus anseios devem ser respeitados e cumpridos." Ludwig von Mises, Liberalismo – Segundo a Tradição Clássica, p. 128

O problema da anarquia é basicamente o mesmo da secessão individual. Imagine que qualquer um possa se separar do Estado, quando quiser. Uma pessoa que quebra as regras da sociedade, um criminoso, pode facilmente pedir secessão e não se ver sujeito à punição. E essa é a mesma situação que acontece na anarquia. Por isso há a necessidade de um governo monopolista, para Mises, já que o poder de uso da força ficaria a cargo da comunidade como um todo, e nenhum indivíduo específico poderia se dizer na autoridade de matar, roubar, etc, sem que receba a punição necessária:

"A fim de estabelecer e preservar a cooperação social e a civilização são necessárias medidas para impedir que indivíduos antissociais cometam atos que poderiam desfazer tudo o que o homem realizou desde que saiu das cavernas. Para preservar um estado de coisas onde haja proteção do indivíduo contra a ilimitada tirania dos mais fortes e mais hábeis, é necessária uma instituição que reprima a atividade antissocial. A paz — ausência de luta permanente de todos contra todos — só pode ser alcançada pelo estabelecimento de um sistema no qual o poder de recorrer à ação violenta é monopolizado por um aparato social de compulsão e coerção, e a aplicação deste poder em qualquer caso individual é regulada por um conjunto de regras — as leis feitas pelo homem, distintas tanto das leis da natureza como das leis da praxeologia. O que caracteriza um sistema social é a existência desse aparato, comumente chamado de governo."

Ludwig von Mises, Ação Humana, capítulo XV, "Liberdade"

Em razão justamente disso ele nunca defendeu a secessão individual. Na citação mesmo que ele fala que "deveria ser assim", se fosse possível, ele rejeita. Mas, "se fosse possível...",da mesma forma com a anarquia, e ele achava ambos impossíveis. E lembrando que Mises não defendia as coisas por moral, mas sim por utilidade, e nem a anarquia, nem a secessão individual eram úteis para ele. Segundo ele:

"Tudo o que sirva para preservar a ordem social é moral; tudo o que venha em detrimento dela é imoral. Do mesmo modo, quando concluímos que uma instituição é benéfica à sociedade, ninguém pode objetar que a considera imoral. É possível haver divergência de opinião entre considerar-se socialmente benéfica ou prejudicial uma determinada instituição. Mas, uma vez julgada benéfica, ninguém pode mais argumentar que, por alguma razão inexplicável, deva ser considerada imoral."

Ludwig von Mises, Liberalismo – Segundo a Tradição Clássica, p. 62
"Comprar produtos britânicos está mais barato, por causa da desvalorização da libra, e o ftse subiu porque está mais barato comprar ações na bolsa de Londres."

Ué, por essa lógica, no Brasil de Dilma em que o real foi pra privada, era para o Ibovespa ter disparado e para as exportações terem bombado. Afinal, nossos produtos ficaram baratinhos.

No entanto, ocorreu o exato oposto. Bolsa e exportações desabaram.

Por outro lado, no período 2003 a 2011, em que o real se fortaleceu acentuadamente, o Ibovespa disparou, assim como as exportações. Pela sua lógica, era para acontecer o oposto.

Aliás, também segundo esse raciocínio, era para a bolsa americana ter desabado e suas exportações terem despencado desde 2011. Afinal, para todo o mundo, o dólar encareceu bastante desde lá. No entanto, aconteceu o exato oposto.

A pessoa dizer que a bolsa reflete o câmbio e não a saúde financeira das empresas e da economia é uma abissal ignorância econômica.

Para entender por que exportações e saúde das empresas andam de acordo com a força da moeda, ver estes artigos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175

"Agora, bancos e empresas japonesas já estão pensando em tirar o time, os hate crimes aumentaram."

Então não tem lugar nenhum no mundo para onde elas irem. Em qualquer país há hate crimes.

"Como manter as multinacionais sem as mesmas vantagens? Como as universidades ficarão em recursos, uma vez que o dinheiro vem da UE?"

Você está terrivelmente desinformado. O Reino Unido é um pagador líquido para a União Européia: paga 136 milhões de libras por semana para a União Europeia. Repito: por semana.

Portanto, se a sua preocupação é com os "recursos das universidades", então aí sim é que você tem de ser um defensor do Brexit.
"Os interesses privados do livre mercado vão capturar o estado sempre, tenha ele o tamanho que for."

Belíssima contradição. Livre mercado, por definição, significa um mercado cuja entrada é livre. Não há impeditivos burocráticos, regulatórios e tarifários para os novos entrantes e, principalmente, não há privilégios estatais para os já estabelecidos.

Empresas capturarem o estado para impor barreiras à entrada de novos concorrentes e para garantirem privilégios a si próprias é o exato oposto de livre mercado. Isso é mercantilismo, protecionismo, cartorialismo e compadrio.

Seu começo já foi triunfal.

"Grandes grupos vão seguir sua trajetória de "sucesso" através de consolidações e aquisições, se tornando cada vez mais megacorporações mono ou oligopolistas, ditando as regras."

Se a entrada no mercado é livre, não há como existir oligopólios e monopólios.

Não é à toa que quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

"Temos ai, a título de exemplo de livre mercado, o Uber, que através de concorrência desleal leva prejuízo a setores regulados como os taxistas e escraviza motoristas, impondo jornadas de trabalho de até 12 horas."

Sensacional!

Primeiro você reclama das corporações que utilizam o estado para conseguir uma reserva de mercado e, com isso, manter oligopólios e monopólios. Aí, logo em seguida, derrama lágrimas porque uma corporação que utiliza o estado para conseguir uma reserva de mercado (os taxistas) está sendo quebrada pelo livre mercado!

Fazia tempo que eu não via alguém se auto-refutar de maneira tão pirotécnica quanto você.

"Esse papo furado de que o mercado regula tudo é para iludir os tolos e facilitar a vida das megacorporações."

Tipo, o megacartel dos taxistas desafiados pela Uber e pela Lyft? As grandes redes hoteleiras, que agora estão sofrendo com o AirBnB, que permite que qualquer dona de casa concorra com grandes corporações globais do setor hoteleiro? Os grandes bancos, que agora sofrem a concorrência das FinTechs e de sites como o "Descola Aí" e o "Banca Club"? As grandes redes varejistas, agora desafiadas pelo OpenBazaar?

É...

"Me parece que os "libertários" são os cães de guarda ideológicos delas."

Já a realidade mostra que são idiotas inconscientes como você os verdadeiros defensores dos monopólios e oligopólios concedidos pelo estado, via regulamentações, às grandes empresas.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • mauricio barbosa  03/10/2014 15:03
    Quando leio esses artigos me da uma revolta pois me sinto uma marionete nas mãos destes políticos diabólicos e suas maquinações vampirescas e é por isso que a política só atrai desonestos sendo a minoria deles honesta e eleição não passa de um circo de palhaçadas e nós os inocentes úteis deste sistema perverso.A bíblia diz para nós abençoarmos as autoridades e odiarmos os pecados cometidos por elas ou seja nós devemos abençoar todos os políticos enquanto seres humanos mas as práticas politiqueiras deles devemos condenar com veemência sem medo de perseguições,ameaças e acusações falsas porventura levantadas contra nossas críticas e lembrando que devemos fazer críticas construtivas,coisa que o IMB faz com autoridade e maestria,vida longa para o INSTITUTO MISES,esse farol e oásis de sabedoria neste mundo obscuro da política nacional e mundial.
  • Césinha  04/10/2014 01:40
    Apoiado!
  • Henrique Zucatelli  17/08/2015 15:33
    É por esse e outros motivos que o liberal antes de mais nada tem de ter um bom estoque de engov. Haja fígado. Quanto mais se aprofundamos, seja histórico, cultural ou economicamente, o asco só aumenta mais e mais.

    Sei que não deveria fazer isso, mas não raro me pego bêbado após estudos que faço sobre o quanto somos tratados como gado. O Estado nos alimenta com pequenas porções de ração (bolsas), e se engordamos comendo capim por conta própria, ele nos abate com impostos.


    Como é difícil encontrar formas no micro de burlar as amarras do macro. Eles pensaram em praticamente tudo. É um trabalho deprimente, mas necessário, que com a ajuda diária do IMB estarei oficializando em um ano. em benefício daqueles que querem se sentir livres, ao menos internamente.
  • anônimo  03/10/2014 16:53
    Muito bom
  • Geraldo Netto  03/10/2014 17:04
    Não entendi o fragmento abaixo:

    "O mundo é cruel, os recursos são escassos; é impossível que todas as empresas lucrem ao mesmo tempo no longo prazo: todo ganho de uma é necessariamente a perda de outra."

    Sempre pensei que os que aqui escrevem, defendiam o jogo do ganha-ganha, e agora me aparece um artigo dizendo que é um jogo de soma zero?

    Pode isso, Aranaldo?

    Abraços!
  • Aranaldo  03/10/2014 17:35
    O "Aranaldo" diria que, tirando a frase do contexto, como você fez, a idéia realmente fica distorcida.

    Vamos colocar a frase toda? Ei-la:

    "No ano passado, foram mais de R$ 500 bilhões em empréstimos [concedidos pelo BNDES]. E não vá você pensando que o BNDES possa ajudar a todas as empresas. O mundo é cruel, os recursos são escassos; é impossível que todas as empresas lucrem ao mesmo tempo no longo prazo: todo ganho de uma é necessariamente a perda de outra."

    Viu como, ao introduzir o BNDES na frase, ela ganha outro sentido?

    Dado que os grandes lucros dessas empresas foram possibilitados pelo BNDES -- que concedeu empréstimos baratinhos e com carências enormes, o que significa que o custo dos investimentos foram bem abaixo do que seriam sem esses subsídios --, torna-se óbvio que, neste arranjo de privilégios estatais, é impossível todas as empresas lucrarem no longo prazo, pelo simples motivo de que os recursos concedidos são escassos e saem do bolso de outras empresas (que são obrigadas a financiar a esbórnia).

    As grandes lucram em detrimento das pequenas, que subsidiam o arranjo.

    Mais atenção na próxima.
  • Geraldo Netto  06/10/2014 11:58
    Oh, magnânimo!

    Realmente, eu escrevi "aranaldo", erro de digitação.

    Mas o confrade já parte para a agressão, quando eu somente procurei elucidação.

    O pessoal aqui está tão escaldado, que trata tudo como contestação, desafios intelectuais e disputas conceituais.

    Venho lendo o Mises Brasil há algum tempo, e sempre gostei dos artigos, que me iniciaram na Escola Austríaca. Mas sempre aparece um mancebo para arrotar "inteligência"...

    Creio que, por essas,e outras, que vai ser muito difícil que os libertários possam vicejar nessas paragens da terra brasilis.

    De qualquer forma, obrigado pela explicação

    Abraços.
  • RISP  17/08/2015 23:09
    Se você tivesse atacado apenas o sujeito que te deu a "patada", eu até poderia acreditar na sua boa-fé.
    Como partiu para atacar a viabilidade do liberalismo usando como base a resposta dele, já vi que sua observação foi uma dúvida insincera: apenas um chiste, uma provocação, um grito por atenção, um conforto para quem se frustrou por não ter encontrado nada para contestar.
    Enfim, a patada foi merecida.
  • Fernando  03/10/2014 20:20
    Acho que competição é soma zero. Se eu compro X em vez de Y eu estou privilegiando a empresa X em detrimento da Y. X ganhou o que Y perdeu (claro que não se trata de uma perda direta, mas sim do fato de que Y não vai ter aquele montante específico de renda pra obter lucro, o que se se tornar algo generalizado leva à falência de Y e à pujança de X).

    Cooperação é ganha-ganha: ambos os lados participam de um negócio voluntário apenas se obtiverem ganho, ou seja, se obtiverem algo de maior valor do que o que estão despendendo (embora no caso da caridade um dos lados nada esteja despendendo, é também uma forma de cooperação, posto que o outro lado vai ganhar algo que valora mais que o que está despendendo).

    Como na economia (e no mundo) há mais cooperação que competição, é de se supor que sem qualquer interferência externa a criação de riqueza e o desenvolvimento serão uma constante.
  • Alexandre  17/06/2015 02:44
    Acredito que tenha-se ganha-perde na no micro, mas que isso cause ganha-ganha no macro. Por exemplo, se há duas padarias, eu poderei escolher comprar o pão de uma delas. Certamente, o total de pães vendidos será similar ao que seria se fosse uma só padaria. Então, a princípio, uma delas estará perdendo. Mas, ao terem que disputar minha preferência, as padarias tentarão ter a máxima eficiência na fabricação. Esse ganho de eficiência, em larga escala, proporciona preços mais baratos a todos. Então, toda a sociedade sai ganhando.
  • Thiago Teixeira  17/08/2015 18:41
    Discordo.
    Cuidado, quem vê economia como jogo de soma zero são os comunistas...
    Se compro em X e nao em Y ou estou ganhando qualidade ou estou economizando dinheiro, ou os 2. Altero o equilíbrio rumo a um caminho de maior eficiência.
  • Estevam  03/10/2014 17:39
    Eles chamam de capitalismo quando o socialismo/intervencionismo se mostra fraudulento, mas foram os primeiros a apoiar.
  • Aquele que tudo vê!  03/10/2014 18:03
    Desculpe pela pergunta idiota.

    O que a ideologia Libertaria acha do Laissez-Faire?
  • Dom Comerciante  03/10/2014 23:59
    Acredito que chamar o Libertarianismo de ideologia não faça muito sentido, aliás ideologia é um conceito arbitrário do popular polilogismo do "profeta" Karl Marx. E quanto ao que achamos sobre o Laissez-faire, nós libertários o defendemos totalmente e com ou sem o Estado.
  • Diego  03/10/2014 18:15
    Aproveitando o momento em que vivemos, de campanhas: Se Presidente da República fosse, uma das primeiras coisas que faria, além de vender a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, a Petrobrás, o Correios e a extinção do BACEN, porque o transformaria em uma Agência de Conversão de Moedas, seria a extinção do BNDES.
  • mauricio barbosa  03/10/2014 18:38
    Só lembrando que já fui assinante de uma revista voltada para pequenos empreendedores nos anos 90 e me lembro bem das queixas dos micro e pequenos empresários sobre a alta carga tributária e burocracia para se empreender neste país e também me lembro bem de matérias abordando a falta de poder de barganha dos pequenos em relação aos grandes oligopólios,eram matérias de alto nível pena que a linha editorial da revista mudou para a pior,ficou mais mercantilista(Anúncios publicitários em demasia)e tenho saudades destas matérias e uma das reclamações dos pequenos era a falta de crédito e hoje conhecendo o IMB fico mais irritado em saber que estes filhotes do mal(Políticos,burocratas e Grandes empresários apadrinhados)ao invés de direcionar o crédito pra novos empreendimentos para aumentar a concorrência ficam esbanjando nosso suado dinheiro com a meia dúzia de apadrinhados oh raiva!Dá vontade de sair gritando pelas ruas e praças deste país denunciando essa mazelas,mas infelizmente o mundo caminha de mal para pior,enfim a cada fico mais desiludido com este mundo DEUS tenha misericórdia de nós e nos dê força para suportar tanta opressão vinda destes poderosos e das potestades do mal nas regiões celestiais.Enfim este é o meu desabafo,amigos...
  • anônimo  03/10/2014 18:58
    E qual seria a solução para criar um ambiente com mais concorrência entre as grandes e os pequenos aqui no Brasil?
  • Marcos  03/10/2014 20:18
    1) Abolir o BNDES.

    2) Abolir as agências reguladoras.

    3) Desburocratizar ao máximo o processo de abertura de empresas.

    4) Conceder o máximo possível de isenções fiscais para empresas iniciantes.
  • Diego  03/10/2014 20:43
    Isso mesmo! Como também, muito importante lembrarmos de tirar, de imediato, QUALQUER BANCO PÚBLICO, OU PARCIALMENTE PÚBLICO, DE CENA. Eles - que têm fins políticos para a garantia de mais um mandato eletivo - injetam, de modo insano, dinheiro no mercado, seja com juros inferiores aos fornecidos pelos bancos privados, seja com cautela nenhuma no que toca a critérios de fornecimento do crédito - e isto em um cenário de endividamento da população brasileira e de resfriamento generalizado na economia nacional e global. Isso tudo implica péssima alocação de recursos, em ciclos econômicos, o que vem a ocasionar o desmantelamento do genuíno espírito empreendedor e concorrencial em uma sociedade.
  • Osmar Neves  03/10/2014 20:48
    Mas isso só seria possível através do envolvimento com a política. Liberais e conservadores ingressando em partidos políticos estabelecidos (DEM, PSDB, PSC) e tentando a mudança desde dentro, ganhando espaço nesses partidos, disseminando o conhecimento da Escola Austríaca de Economia e transformando as estruturas dos partidos e principalmente as mentes dos correligionários. Isso leva MUITO TEMPO, é preciso paciência, perseverança e, para os crentes, fé em Deus. NÃO SERÁ FÁCIL!
  • Marilia  17/08/2015 16:42
    Desculpe-me, mas:

    2) Abolir as agências reguladoras.

    Digamos que uma agência como a ANAC acabe. Na prática, você sabe o que isso significa?
  • de Dirceu  17/08/2015 17:59
    Perfeitamente: haveria total liberdade para qualquer empresa aérea, seja ela nacional ou estrangeira, fazer a rota que quiser, no horário que quiser.
    Hoje, se você criar uma empresa para operar no setor aéreo e concorrer com o duopólio da GOL e da TAM, a ANAC irá barrar. (A menos, é claro, que você tenha boas conexões políticas).  Da mesma forma, empresas estrangeiras são proibidas de fazer vôos nacionais aqui dentro, para não arranhar a saúde do duopólio.  Como seria em um livre mercado?  Simples.  Não haveria obstáculos.  Se a American Airlines quisesse operar a linha Curitiba-Fortaleza, estaria livre para isso.  Se a Lufthansa quisesse operar Florianópolis- Manaus, que o fizesse.  Se a Air China quisesse fazer São Paulo-Salvador, ótimo.  Se a KLM quisesse fazer Recife-Rio de Janeiro, melhor ainda.

    Nesse cenário de livre iniciativa, haveria queda nos preços e melhora nos serviços, duas coisas que as empresas protegidas pela ANAC não querem.  E esse cenário é fictício simplesmente porque a ANAC não o permite.  Ademais, como o espaço aéreo é propriedade autodeclarada do governo, é ele quem determina até quais companhias nacionais podem operar determinadas rotas em determinados horários.  Os aeroportos, também monopólio estatal, não podem alocar livremente seus slots (horários de pouso e decolagem).  Tudo é regulado. 

    E, sobre aeroportos, se você quiser construir e operar um aeroporto por conta própria, desafogando outros aeroportos e melhorando o tráfego aéreo, o governo também não deixa, como comprovou o recente caso da proibição da construção de um aeroporto privado em São Paulo.
  • Marília  17/08/2015 22:46
    Você ficou na ponta do iceberg apenas, se acha que a ANAC é responsável por regular as empresas aéreas.

    Vou ser direta: no dia seguinte, todas empresas dos EUA e Europa param de voar no Brasil, e as companhias brasileiras serão proibidas de voar lá fora.
  • de Dirceu  17/08/2015 23:45
    Hein?!

    Quer dizer que se eu retirar barreiras à entrada, não só ninguém vai entrar como também todo mundo vai sair?

    Que lógica é essa?! 
  • Marilia  18/08/2015 01:34
    Não, existe a ICAO. Sem autoridade de aviação civil estabelecida, o país torna-se nível 3 ICAO, e o Brasil é nível 1 hoje. Sem estar no nível 1 ou 2, não tem como empresas americanas ou europeias voarem, nem permitirem que empresas de tais lugares voem para lá. Você vê apenas a ponta do iceberg, que é a regulação do mercado de empresas regulares. Existem inúmeras outras camadas abaixo.
  • Jaques  18/08/2015 10:39
    Errado. A classificação ICAO não depende de agência reguladora (uma estrovenga relativamente recente no Brasil, antes da qual já havia vários vôos internacionais).

    A classificação ICAO depende do comando da aeronáutica, que por sua vez está ligado ao ministério da defesa.
  • Ultra  03/10/2014 21:53
    Um sistema cuja regra da "mais concorrência" está acima da regra da propriedade privada é injusto por permitir manobras políticas que retirem a propriedade de grandes empresas e crie protecionismo para pequenas.
    É exatamente por esse motivo que não gostei desse artigo, ele atrai os membros do PACdoB, partido anti-corporações do Brasil e comentários como esse:
    "ao invés de direcionar o crédito pra novos empreendimentos"
    Quando é que as pessoas vão entender que governos não devem direcionar NADA????
  • Guilherme  03/10/2014 22:13
    Prezado Ultra, do que você está falando? Seu primeiro parágrafo foi ininteligível.
  • Ultra  03/10/2014 22:58
    Ok, talvez foi um exagero. Mas usar um título como esse: Grandes empresas odeiam o livre mercado, é tão errado como dizer: Os pobres odeiam o livre mercado. Por que existe tanto conforto em dizer a primeira frase, mas ninguém diz a segunda? A maioria dos que colocam socialistas no poder são pobres. Frases como:

    Se há uma coisa que empresário gosta é de sair do mar revolto do mercado e boiar na piscina morna da proteção estatal.

    Isso parece até a Luciana Genro falando. Ok, novamente digo que posso estar exagerando, mas não achei correto o modo como esse artigo desenrolou. Por que ele não disse?:

    Se há uma coisa que pobre gosta é de sair do mar revolto do mercado e boiar na piscina morna da bolsa-tudo.

    Por que essa fixação pelos grandes empresários? Como se fossem os únicos nesse país a louvar governisses.

    Nem todos os grandes empresários são assim, assim como nem todo pobre é assim.

    Nessa frase:
    É por isso que, quando o assunto é regulamentação, as grandes sempre estarão do lado do governo.

    Por que não a frase?:

    É por isso que, quando o assunto é redistribuição, os pobres sempre estarão do lado do governo.

    Eu quero ser um grande empresário, e nem por isso dou apoio a governisses.
    Não sou rico, nem por isso dou apoio a redistribuição.

    Esse foco nos grandes empresários e não na atitude, na minha opinião, não foi legal. Mas ok, pode ter sido apenas um exagero.

    No canal do Libertarianismo aconteceu algo muito parecido, veja na seção de comentários:
  • Magno  04/10/2014 14:14
    Ultra, achismos e invenções de frases comparativas de nada adiantam, pois não constituem argumentos. Você tem de citar fatos ou até mesmo teorias que fundamentem este seu posicionamento. Por exemplo, cite frases em prol do livre mercado proferidas por grandes empresários brasileiros.

    Até agora, nada.
  • anônimo  04/10/2014 15:41
    Ninguém tem que provar nada, é uma coisa óbvia, é um absurdo total achar que TODO grande empresário vai ser a favor do governo.
  • Mauro  04/10/2014 17:32
    A esse anônimo é ainda mais ignaro. O artigo diz que o grande empresariado é contra a livre concorrência; já o coitado interpreta que o artigo diz que o grande empresariado é a favor do governo. Hein?

    Dizer que o grande empresariado é contra a livre concorrência não é sinônimo nenhuma de dizer que o grande empresariado é a favor do governo. E se o governo for a favor de uma desregulamentação?

    Analfabetismo funcional: uma chaga do Brasil.
  • anônimo  04/10/2014 18:46
    'E se o governo for a favor de uma desregulamentação?'

    Isso não existe, idiota.Governo nenhum vai ser a favor do livre mercado, só pelo fato de governo existir já é uma agressão contra o livre mercado.
  • anônimo  04/10/2014 21:24
    O complicado é, como chegar a ser grande empresario em países que controlam a economia sem apoiar o governo e receber suas benesses?
    Muito provavelmente será atrapalhado e retirado da cena do mercado antes de conseguir isso.
    No sistema atual, grande empresario em + 99% dos casos defende o governo, não porque isso é uma qualidade necessária ao empresario sempre, mas porque só com essa qualidade no sistema atual é bom enfatizar, se chega lá. É só uma questão de incentivos. Não se fala o mesmo dos pobres porque é muito comum que se tenha os dois lados, já que o governo não tem tanto interesse de impor dificuldades para que se atinja a pobreza da mesma forma que impõe para se ser um grande empresário.
    Importante também enfatizar que essa posição social não é nunca fixa portanto não existe uma mentalidade intrínseca de cada posição, o que existe é resposta a incentivos, e estes hoje que estão viradas
  • anônimo  04/10/2014 23:12
    Vamos ver se esse passa...
    Não houve nenhuma falha de interpretação. Você que não consegue ver além do óbvio e entender que bloqueio à livre concorrência e governo são a mesma coisa.Não existe nenhuma outra forma de um empresário se beneficiar às custas dos outros, que não envolva o governo.

    'Governo a favor de desregulamentação' e coisas do tipo são uma besteira teórica que nem foram consideradas porque passam a anos luz do mundo real.Bastava ter o mínimo de conhecimento sobre o que o governo é e quais seus incentivos, informação que tem demais por aqui.

    'Analfabetismo funcional: uma chaga do Brasil.'
    Bem como ignorância.
  • Mauro  04/10/2014 23:38
    Beleza, ué. Mas então não fuja do desafio para substanciar sua argumentação.

    Cite um grande empresário brasileiro, já estabelecido e confortável no mercado, que defenda ao menos um dos itens abaixo:

    1) extinção do BNDES (ou ao menos o fim dos subsídios do BNDES);

    2) a extinção das agências reguladoras;

    3) a abolição de tarifas de importação;

    4) a livre entrada de empresas estrangeiras no Brasil.


    Faça isso e eu lhe dou ganho de causa na hora.
  • anônimo  05/10/2014 08:01
    Qualquer um que patrocina os eventos do IMB, já que o IMB defende tudo isso.
  • Marcelo Simoes Nunes  04/10/2014 00:28
    Perfeito. Gostaria apenas de salientar que, pelo que entendo, o livre mercado e algo que existe por acaso. Não foram os capitalistas que o planejaram. É, antes, uma consequência incontrolada do capitalismo. Empresários, grandes ou pequenos, podem sofrer dos mesmos defeitos morais. Os pequenos, naturalmente, não conseguem os privilégios descritos no texto, mas muitos deles bem que gostariam dessas benesses. Muitos tiram suas lasquinhas confabulando com prefeituras do interior ou se filiando a organizações como a maçonaria.
  • Ali Baba  04/10/2014 18:13
    @Marcelo Simoes Nunes 04/10/2014 00:28:16

    Perfeito. Gostaria apenas de salientar que, pelo que entendo, o livre mercado e algo que existe por acaso. Não foram os capitalistas que o planejaram. É, antes, uma consequência incontrolada do capitalismo.

    Na realidade uma consequência natural da vida pacífica em sociedade, da divisão do trabalho e da propriedade privada.

    "Capitalismo" é um termo pejorativo inventado por Karl Marx para designar essa consequência natural, conta a qual todo ser humano racional deveria se opor.

    Empresários, grandes ou pequenos, podem sofrer dos mesmos defeitos morais.

    Se por defeito moral você entende a busca pelo lucro, há algo de errado na maneira que você tem de pensar. Antes de ser um defeito, é uma virtude. Um empresário que busca o lucro dá uma estabilidade a todo o sistema. Todos sabem o que esperar de tal empresário. Já um empresário que não busque o lucro pode ter uma agenda muito mais perniciosa.

    Os pequenos, naturalmente, não conseguem os privilégios descritos no texto, mas muitos deles bem que gostariam dessas benesses.

    Não conheço nenhum pequeno empresário que gostaria disso. Todos eles querem menos obstáculos a sua atividade empreendedora, é verdade, mas daí a achar que isso é uma "benesse" só mostra quão deturpado nossa moral se tornou ao longo do tempo.

    Muitos tiram suas lasquinhas confabulando com prefeituras do interior ou se filiando a organizações como a maçonaria.

    Na realidade essa é a "solução do homem pobre" para conseguir se virar em um ambiente hostil. Pequenos conchavos e associações que fazem seus membros apoiarem-se mutuamente numa confraria são apenas maneiras "alternativas" para reduzir os efeitos de um governo opressivo e arrecadador. Não estou com isso querendo defender essa pequena imoralidade, veja bem... mas é apenas uma resposta a imoralidade maior que é entregar mais de 40% do que é produzido na forma de impostos para burocratas se locupletarem com uma vida boa enquanto a parcela produtiva da população tem de se contentar com as migalhas.
  • Enrico  04/10/2014 01:02
    Esta última foto é a mais intragável de todas da história da era petista.

    Aqui no Brasil, é fácil notar a ideia do artigo: por que os amigos do rei não gostavam da CPMF, que era ínfima em comparação com os demais, mas não faziam nenhum alarde por impostos muito piores.

    O que ocorre no mundo é a indústria das leis e o que mais se ouve neste país são pessoas dizendo que deve haver lei para isso ou aquilo. Eu gostaria de um dia entender a mentalidade de um ser que pensa assim.
  • Homem Azul  04/10/2014 09:51
    O brasil é o país mais desonesto do mundo. As pessoas têm orgulho de fazer coisas erradas.
  • Aluno'  04/10/2014 13:30
    Gosto de ler os artigos, e outros do instituto Mises Brasil.

    Gostei do assunto e por isso quero fazer algumas considerações mistas com algumas indagações.

    Também concordo que a organização do Estado tem sido utilizada por grandes corporações para cercear a concorrência como diz o artigo. Como evitar essa realidade, ou tendencia? Em minha opinião é ai que mora a moral da coisa. O estado tem que ter certas funções estabelecidas em constituição, das quais não pode abrir mão, como por exemplo, o estado não pode ser utilizado para criar barreiras a concorrência, mas como isso pode ser concretizado? Deve ser vedado ao estado criar leis que facilite a criação de mecanismo que interfere na concorrência, seja para grandes, ou para pequenos, para internos ou para externos ao mercado. Essa vedação do estado impossibilita legalmente as empresas de qualquer porte de utilizar o poder do estado para eliminar a concorrência.

    Quanto aos bancos o assunto é fascinante. Não vejo logica em combater os bancos oficiais (estatais), porque o problema não está neles, mas no principio que os sustenta, no banco central e leis afins que regulamenta o sistema monetário de cada país e internacional. Enquanto os bancos puderem criar dinheiro com base no principio de que tem um banco central para garantir o sistema caso algo der errado, iremos ter o problema das expansões monetárias dos créditos fáceis - reservas fracionarias.

    A pergunta, é possível proibir os bancos praticarem a reserva fracionaria, ou seja, é possível obrigar os bancos terem 100% de lastro para cada deposito realizado? Isso é viável do ponto de vista libertário?
  • Aluno'  04/10/2014 13:56
    Prosseguindo no assunto
    Tudo começa pela constituição, com algumas clausulas pétrea que não permitem emendas, ou mudança de especie alguma. Não é assim que os socialistas tentam mudar o estado para torná-lo uma republica socialista? Um estado liberal também da mesma forma. Deve constar na constituição o principio da propriedade, da concorrência, etc. A constituição que não contiver princípios que respeite estas ideias e outras afim está fadada a acontecer igual aconteceu com o Brasil em termos sociais e econômicos.

    Um outro principio que deve ser alvo de debate é o limite do estado, o que ele pode e o que não pode. Inclusive o principio da metamorfose na constituição deve ser evitado, pois isso abre a possibilidade de que cada grupo que pega a organização do estado vá criando leis e mecanismos que possibilita os grupos de empresários de utilizar o estado para proteger os seus negócios eliminado o máximo a concorrência de qualquer tamanho.

    O aluno aqui está apenas dando embriões de ideias que podem ser desenvolvidas mais adequadamente por quem tiver mais capacidade e acuidade com os temas de economia.
  • anônimo  04/10/2014 23:36
    'Tudo começa pela constituição'
    Começou errado, tudo começa pelos direitos naturais, que são inerentes ao ser humano e que não dependem de governo nenhum pra existir
  • privatista  04/10/2014 15:50
    É por causa dessas observações acima que odiei o artigo.O artigo só fala de deasregulamentações,porem o mesmo se esquece que o grupo mais poderoso do brasil são os regulamentadores,isto é,gente que esta trabalhando em orgãos publicos estatais a mais de 20 anos e para tirar essa cambada da boquinha não é assim tão facil,comovemos no video a seguir:
    https://www.youtube.com/watch?v=ucv1PMxs7jw
    Por isso que eu insito;o governo em primeiro lugar tem que privatizar todos os orgãos publicos,quebrar as pernas desses vagabundos da estatal,ai fazendo isso,ficara bem mais facil acabar com os regulamentadores. Um exemplo interessante disso são os correios,alem de desregulamentar a entrega de correspondencia,tem que privatizar os correios,isto é,vender a estatal no mercado,pois só desregulamentar não adianta,porque a estatal sempre ira usar o governo para se manter grande,como por exemplo os bancos públicos. Estou seriamente desconfiado que o mises anda recebendo generosas doações do governo,pois temos ja o terceiro artigo falando mal de empresario e passando a mão na cabeça de funcionário publico,não estou gostando do caminho que esse site esta tomando.
  • ezekyel.reyes  11/02/2015 15:08
    O problema é que primeiro você tem que saber qual a diferença entre regulamentação e desregulamentação, pelo que vi no que você escreveu, não tem a mínima noção sobre essas duas palavras, pois você mistura tudo e demonstra confusão na interpretação.
  • Dalton C. Rocha  04/10/2014 15:55
    Privatizem todos os bancos públicos!
  • anônimo  04/10/2014 17:57
    @Aluno' 04/10/2014 13:30:33

    Também concordo que a organização do Estado tem sido utilizada por grandes corporações para cercear a concorrência como diz o artigo. Como evitar essa realidade, ou tendencia? Em minha opinião é ai que mora a moral da coisa. O estado tem que ter certas funções estabelecidas em constituição, das quais não pode abrir mão, como por exemplo, o estado não pode ser utilizado para criar barreiras a concorrência, mas como isso pode ser concretizado? Deve ser vedado ao estado criar leis que facilite a criação de mecanismo que interfere na concorrência, seja para grandes, ou para pequenos, para internos ou para externos ao mercado. Essa vedação do estado impossibilita legalmente as empresas de qualquer porte de utilizar o poder do estado para eliminar a concorrência.

    Se isso fosse de fato aplicado, o estado deveria ter vedado o direito de mudar essa regra. E isso nunca poderia acontecer, por que o estado é baseado na possibilidade de mudar as próprias regras e qualquer momento.

    De qualquer forma, quem observa o observador? Enquanto houver estado sempre haverá uma maneira de se apoderar dele. A mera existência de um estado é incentivo o suficiente para que escroques e gente mal-intencionada busque controlá-lo.

    Quanto aos bancos o assunto é fascinante. Não vejo logica em combater os bancos oficiais (estatais), porque o problema não está neles, mas no principio que os sustenta, no banco central e leis afins que regulamenta o sistema monetário de cada país e internacional. Enquanto os bancos puderem criar dinheiro com base no principio de que tem um banco central para garantir o sistema caso algo der errado, iremos ter o problema das expansões monetárias dos créditos fáceis - reservas fracionarias.

    Você entendeu o negócio às avessas. Você está correto quando diz que todo o esquema com banco central e a prática de reservas fracionárias é fraudulento... Mas por que os bancos estatais não devem ser combatidos com base na sua suposição foge completamente ao meu entendimento. Os bancos estatais são os únicos que não estão submetidos ao mercado, podendo conceder crédito "podre" à vontade do governo da vez. Então, enquanto é verdade que o problema não está exclusivamente neles, eles são o que torna o problema ainda pior. Por mais fraudulento que o esquema seja, nenhum banco privado quer correr o risco de quebrar, ao passo que um banco estatal não poderia estar menos preocupado com isso.

    A pergunta, é possível proibir os bancos praticarem a reserva fracionaria, ou seja, é possível obrigar os bancos terem 100% de lastro para cada deposito realizado? Isso é viável do ponto de vista libertário?

    Dica: sempre que você imaginar algo que devesse ser "proibido" como quem escreve uma legislação nova para fazê-lo, você não está pensando como um libertário.

    Então, não. Do ponto de vista libertário, não haveria nada impedido que um banco praticasse reservas fracionárias. No entanto, as pessoas podem simplesmente escolher não fazer negócio com tal banco. Se as pessoas compreendessem que reserva fracionária é semelhante a roubo e se as pessoas de fato tivessem alternativa a tal esquema, o mercado se encarregaria de fazer o resto.

    Tudo começa pela constituição, com algumas clausulas pétrea que não permitem emendas, ou mudança de especie alguma. Não é assim que os socialistas tentam mudar o estado para torná-lo uma republica socialista? Um estado liberal também da mesma forma. Deve constar na constituição o principio da propriedade, da concorrência, etc. A constituição que não contiver princípios que respeite estas ideias e outras afim está fadada a acontecer igual aconteceu com o Brasil em termos sociais e econômicos.

    Um outro principio que deve ser alvo de debate é o limite do estado, o que ele pode e o que não pode. Inclusive o principio da metamorfose na constituição deve ser evitado, pois isso abre a possibilidade de que cada grupo que pega a organização do estado vá criando leis e mecanismos que possibilita os grupos de empresários de utilizar o estado para proteger os seus negócios eliminado o máximo a concorrência de qualquer tamanho.[/i]


    Como escrevi acima, simplesmente não há a menor possibilidade disso acontecer. Tudo é muito bonito quando começa, mas nada impede que as gerações futuras alterem o esquema. Isso aconteceu com os EUA: começou como uma nação com um estado federal mínimo e cheio de amarras, pesos e contrapesos para que não crescesse. O tempo passa e os EUA se tornaram a nação mais militarizada e intervencionista do mundo, com um estado federal muitas vezes maior do que qualquer estado do mundo. E sequer precisaram de muitas gerações para que isso acontecesse.

    Se tem algo a ser aprendido com a lição dos EUA é isso: um estado mínimo nunca fica mínimo por muito tempo; um pedaço de papel, ainda que você rabisque "Constituição" no cabeçalho, não é garantia de nada.

    O aluno aqui está apenas dando embriões de ideias que podem ser desenvolvidas mais adequadamente por quem tiver mais capacidade e acuidade com os temas de economia.

    Tudo indica que o aluno aí ainda tem muito a estudar.
  • Aluno'  05/10/2014 12:22
    Com certeza anônimo o Aluno' tem muito que estudar, pois a equação não fecha e eu não teria essa pretensão de encerrá-la, como se diz, quem sou eu para tanto.

    Em minha opinião deve se partir da noção do que é estado, e do que é mercado. Uma vez de posse dessas noções (cada um tem uma noção diferente), parto da noção de que mercado é um conjunto de atividades econômicas, que opera por processos, surgido de interações espontâneas entre indivíduos, em todos os pontos geográficos. A minha noção de mercado extrapola a noção de espaço geográfico que pode se configurar como uma nação, um vilarejo, uma determinada comunidade local, ou um determinado território especifico. Apesar do mercado estar nos mais distantes lugarejos e de carregar a marca destes locais, ele está em toda a paisagem geográfica e revela que o processo é o mesmo que o faz funcionar e existir. Daí é que eu acho importante separar o que é estado do que é mercado, pois ambos não são incompatíveis entre si. Acho que tudo depende do arranjo que cada grupo humano faz para o seu território. Daí que surge a figura do contrato, e a constituição é uma especie de contrato.

    Como essa constituição é feita, por quem é feita, deve ser discutido. As clausulas contidas neste contrato são muito importantes para um determinado grupo de pessoas, porque sem isso é impossível a paz e a pratica do mercado. Por partir da noção da diferença entre mercado e estado e de sua compatibilidade entre si, é que penso que o mercado é mais prospero sob um estado minimo possível.

    Com relação a transitoriedade das coisas estou plenamente ciente de que nada está garantido, nem tão pouco que existe a perfeição entre os homens. Mas também estou ciente de que a forma com as quais nos organizamos podemos ser mais produtivos e garantir uma maior estabilidade da sociedade, uma maior paz social que nos é cara. A constituição neste caso é um contrato que possibilita essa paz, que por sua vez possibilita o crescimento do mercado.

    Agora o mais importante
    O ideal é adotar princípios que deixe o mercado livre. É regra de ouro, que proporcionalmente é mais inteligente e produtivo quanto mais o mercado for livre de amarras, nessas condições ele produz mais prosperidade para um maior numero de pessoas individualmente e coletivamente. É o contrario do que os socialistas pregam. É o grau de liberdade econômica dada ao mercado que define as nações como prosperas ou não. É o grau de liberdade econômica que estabelece maior conforto social possível entre os seus habitantes, enquanto que o contrario traz igualdade com miséria. Portanto não vejo incompatibilidade de um livre mercado sob a sombra de um estado, mesmo que ele não seja minimo, porque não vejo como não evitar a formação de um estado por menor que ele seja. Todos os estados modernos que adotaram a postura na direção do livre mercado são nações prosperas, ricas com um alto conforto social que é o que interessa para as pessoas.
  • Wellington Kaiser  18/08/2015 19:04
    Existe algo muito importante para se levar em consideração quando se fala em "contrato". As partes envolvidas em um contrato tem que estar de acordo com este contrato. Consegue ver as falhas existentes em uma constituição (imutável) a partir desse ponto?
  • Também Discente  04/10/2014 22:30
    Primeiramente tenho que dizer que gostei muito das considerações do Aluno' (04/10/2014 13:30:33) e do anônimo (04/10/2014 17:57:30). De maneira simplificada, pode-se dizer que elas representam pesos de algumas questões que tenho. Então, agradeço imensamente por ''levantarem essa lebre".

    Mas agora, vamos tentar vê-las em termos práticos. Sim, pois chegar à conclusão de que um estado mínimo não funciona, não é suficiente para encerrar a questão.

    Por exemplo: é praticamente unânime por aqui a ideia de que tem que se desregulamentar. Mas os detalhes de onde, do quê especificamente e de como seria esse processo ainda não há discussões. Estou falando de desejos, planejamentos, esperanças, vislumbres, previsões ou quaisquer coisas assim. O que temos até o momento? Vamos torcer para que governantes iluminados tomem conta do poder e façam isso, como na Nova Zelândia? É que independente de qualquer coisa, ainda penso que começar por entender a Constituição e todo o imenso emaranhado das leis brasileiras -para aí sim saber de que forma diminuir a regulamentação- é, se não a plataforma mais sólida, um ponto de parada obrigatório para quem quer ver isso acontecer. Mas está muito fácil me fazer mudar de opinião.

    E em tempo, não posso deixar de cumprimentar e agradecer o Joel pelo artigo, que é quase como uma denúncia. Não que eu deseje algum mal a ele, mas que ele seja importunado por essas informações para trazer-nos muito mais dessas "denúncias".

    Grande abraço e até a próxima.
  • Aluno'  05/10/2014 02:19
    "Mas agora, vamos tentar vê-las em termos práticos. Sim, pois chegar à conclusão de que um estado mínimo não funciona, não é suficiente para encerrar a questão."
    .............................................................................

    'Também Discente' concordo com esse posicionamento, pois eu imagino que se é difícil mudar uma situação do presente, imagine querer fazer mudanças no presente que fique para seculos! É isso que observo na discussão libertária em geral. Não sei se estou errado em principio em querer ser pratico e realista ao ponto de contentar com um estado minimo, até porque dado as circunstancias do momento, o minimo é o máximo que podemos ter por hora, neste ponto considero que sou gradualista. O Brasil perdeu a oportunidade de fazer uma constituição enxuta em 1988, de fazer uma constituição de fato liberal. A nossa constituição inviabiliza um livre mercado, lá não esta escrito que ele é proibido, mas lá esta escrito até taxas de juros devem ser praticadas, lá está escrito uma serie de coisas que inviabiliza o livre mercado. A constituição reza um conjunto de deveres do estado e de direitos dos cidadãos que chega as raias do absurdo do ponto de vista econômico. Essa constituição passa a noção de que o estado pode criar a riqueza, que cabe a ele a função de distribui-la. Em nenhum momento a nossa constituição passa a noção de que a riqueza é algo que é construído pelas pessoas dentro de um mercado. Foi através dela que os socialistas introduziram o conceito de função social da propriedade, que é um passo para detonar a propriedade privada. É isso que os libertários devem estar atentos, pois são esses passos mínimos que os socialistas estão avançando com o estado todo poderoso e cada vez mais impossibilitando a viabilização de um estado mais enxuto e cada vez mais longe da economia de livre mercado.

    Então não é novidade nenhuma termos cada vez mais meia duzia de empresários que senta na mesa do governo para negociar as regras do seu setor econômico como se estivesse representando todas as empresas e todo o pensamento do empresariado. Não é novidade nenhuma termos um BNDES que foi inicialmente criado com a finalidade de auxiliar as empresas em dificuldades, mas com recursos vindo de impostos das empresas a titulo der criar um fundo, e que com o passar do tempo e com o advento do PT no poder virou maquina de faze dinheiro e injetar na economia.

    Penso que o argumento que é utilizado de que o estado minimo não serve ao livre mercado, e de que não adianta criar regras escritas para o mercado, na pratica serve de espantalho para não fazer nada e ficar do jeito que está. Não sei se isso é percebido pelos que debatem as questões libertárias, mas eu particularmente percebo que ao posicionar psicologicamente desfavorável ao estado minimo estão perdendo a oportunidade daqueles que tem a vocação de atuar na politica de irem criando um caminho que leve ao contrario do que temos hoje, um estado gigante que cada vez nos oprime e inviabiliza.






  • Ali Baba  05/10/2014 12:39
    @Aluno' 05/10/2014 02:19:52

    'Também Discente' concordo com esse posicionamento, pois eu imagino que se é difícil mudar uma situação do presente, imagine querer fazer mudanças no presente que fique para seculos!

    Se dificuldade de fazer algo fosse desculpa para não fazê-lo, não teríamos enviado o homem à Lua.

    É isso que observo na discussão libertária em geral. Não sei se estou errado em principio em querer ser pratico e realista ao ponto de contentar com um estado minimo, até porque dado as circunstancias do momento, o minimo é o máximo que podemos ter por hora, neste ponto considero que sou gradualista.

    Não há nada de errado em se satisfazer inicialmente com o estado mínimo. Mesmo Mises era a favor de um estado mínimo. O importante, no entanto, é perceber que o estado mínimo não fica assim por muito tempo. Quando Mises era a favor do estado mínimo, os EUA ainda se enquadravam como um... Se ele tivesse vivo para ver o Patriot Act e o agigantamento do estado por lá, talvez tivesse chegado a essa conclusão por si mesmo. Pena que ele morreu antes de ver isso acontecer... poderíamos contar ele na lista dos ancaps.

    De forma geral, no entanto, quanto menos estado, melhor. Se concordamos com isso estamos começando bem.

    O Brasil perdeu a oportunidade de fazer uma constituição enxuta em 1988, de fazer uma constituição de fato liberal. A nossa constituição inviabiliza um livre mercado, lá não esta escrito que ele é proibido, mas lá esta escrito até taxas de juros devem ser praticadas, lá está escrito uma serie de coisas que inviabiliza o livre mercado. A constituição reza um conjunto de deveres do estado e de direitos dos cidadãos que chega as raias do absurdo do ponto de vista econômico.

    Como respondi para o 'Também Discente', melhor não perder tempo com legislações.

    Essa constituição passa a noção de que o estado pode criar a riqueza, que cabe a ele a função de distribui-la. Em nenhum momento a nossa constituição passa a noção de que a riqueza é algo que é construído pelas pessoas dentro de um mercado. Foi através dela que os socialistas introduziram o conceito de função social da propriedade, que é um passo para detonar a propriedade privada. É isso que os libertários devem estar atentos, pois são esses passos mínimos que os socialistas estão avançando com o estado todo poderoso e cada vez mais impossibilitando a viabilização de um estado mais enxuto e cada vez mais longe da economia de livre mercado.

    Concordo. Estamos atentos.

    Então não é novidade nenhuma termos cada vez mais meia duzia de empresários que senta na mesa do governo para negociar as regras do seu setor econômico como se estivesse representando todas as empresas e todo o pensamento do empresariado.

    Não, não é.

    Não é novidade nenhuma termos um BNDES que foi inicialmente criado com a finalidade de auxiliar as empresas em dificuldades, mas com recursos vindo de impostos das empresas a titulo der criar um fundo, e que com o passar do tempo e com o advento do PT no poder virou maquina de faze dinheiro e injetar na economia.

    O BNDES nunca teve essa intenção. Seu modelo é o do Banco Mundial: emprestar dinheiro para projetos que fomentem a inovação e o desenvolvimento. Claro que algo tão vago assim, atrelado ao governo, só poderia descambar no Porto de Mariel...

    Um banco genuinamente imbuído dessa intenção. De propriedade da iniciativa privada, sem reservas fracionárias, teria um potencial enorme de gerar dinheiro. Ma adivinha se veremos isso no Brasil? Vai sonhando...

    Penso que o argumento que é utilizado de que o estado minimo não serve ao livre mercado, e de que não adianta criar regras escritas para o mercado, na pratica serve de espantalho para não fazer nada e ficar do jeito que está.

    Acho que você tem de rever o que seja a falácia do espantalho.

    Demonstrar logicamente como mesmo o estado mínimo é insuficiente no longo prazo é simplesmente informar as pessoas de como funciona a coisa toda e colaborar para que todos cheguem no insight que me referi na resposta ao 'Também Discente'. Faz parte da conscientização.

    Não sei se isso é percebido pelos que debatem as questões libertárias, mas eu particularmente percebo que ao posicionar psicologicamente desfavorável ao estado minimo estão perdendo a oportunidade daqueles que tem a vocação de atuar na politica de irem criando um caminho que leve ao contrario do que temos hoje, um estado gigante que cada vez nos oprime e inviabiliza.

    Cara, cada um luta como pode. Se você tem vocação para lutar pelo estado mínimo. Se você acha que, uma vez no poder de uma parte do estado mínimo você teria a certeza e a convicção moral de se manter incorruptível, por que não "toma em armas" e auxilia os que querem fundar um partido libertário. Particularmente eu acho que, uma vez dentro da estrutura do poder, ou você se tornará tão corrupto quanto ela, ou se tornará irrelevante. Mas com você pode ser diferente... Eu não quero correr o risco de ser corrupto ou irrelevante, no entanto.
  • Ali Baba  05/10/2014 12:20
    @Também Discente 04/10/2014 22:30:36

    Mas agora, vamos tentar vê-las em termos práticos. Sim, pois chegar à conclusão de que um estado mínimo não funciona, não é suficiente para encerrar a questão.

    Por exemplo: é praticamente unânime por aqui a ideia de que tem que se desregulamentar. Mas os detalhes de onde, do quê especificamente e de como seria esse processo ainda não há discussões. Estou falando de desejos, planejamentos, esperanças, vislumbres, previsões ou quaisquer coisas assim. O que temos até o momento?


    O processo de desconstrução do estado passa por diversas etapas. Em primeiro lugar, é necessário que as pessoas de deem conta de que o estado não serve para nada. Como toda psicoterapia, tudo começa com o insight. Não há no ideal libertário nada coercivo, então, impor uma ausência de estado não é uma opção para os libertários.

    Depois disso, é necessário que as pessoas tomem para si o direito de auto-determinação. Se uma parcela significativa da população de um determinado território ora controlado por um governo ameaçar a secessão, ainda que não a consiga, uma maior autonomia é o resultado.

    Se através da secessão as pessoas conseguirem sair do jugo do estado, ótimo. Caso contrário, a próxima etapa é esfaimar o estado. Com uma autonomia recém-conquistada, o estado central deve ser privado de financiamento. Essa bandeira é muito fácil de ser defendida: que estado brasileiro não gostaria que seu dinheiro ficasse dentro de suas fronteiras ao invés de ir para Brasília?

    Com o tempo esse processo pode andar em círculos cada vez mais concêntricos, até que a secessão é individual.

    Um bom "meio-termo" inicial foi esboçado nesse (algo irônico) post.

    Vamos torcer para que governantes iluminados tomem conta do poder e façam isso, como na Nova Zelândia?

    Pode esperar sentado. Isso não vai acontecer de graça. Somente quando o insight de que o estado é irrelevante e ineficiente e que imposto é roubo, alguém vai ter o respaldo para reduzir o estado. Da forma como as coisas estão, qualquer revolta popular (por exemplo, as manifestações de junho/2013) só têm como reivindicação mais estado.

    É que independente de qualquer coisa, ainda penso que começar por entender a Constituição e todo o imenso emaranhado das leis brasileiras -para aí sim saber de que forma diminuir a regulamentação- é, se não a plataforma mais sólida, um ponto de parada obrigatório para quem quer ver isso acontecer. Mas está muito fácil me fazer mudar de opinião.

    Espero que consiga a seguir:

    A constituição brasileira se baseia na ideia de que nada que não exista na legislação exista. Mas veja... Lei e legislação são coisas completamente diferentes. A Lei da Oferta e da Procura não é algo escrito pelos homens. É simplesmente algo que informa como a economia funciona. Da mesma forma, a Lei da Gravidade é algo que informa como o Universo funciona. Nada disso está no âmbito de ser regulado por alguma legislação. Uma legislação, no final das contas, é apenas um pedaço de papel. Uma legislação proibindo alguma coisa vai simplesmente evitar que pessoas de bem, que não fariam tal coisa de qualquer forma, o façam. Da mesma forma, a plaquinha "Não pise na grama" só vai evitar que pessoas que não pisariam de qualquer jeito o façam... quem quiser pisar na grama vai pisar, com plaquinha ou sem plaquinha.

    Quando você se der conta disso. Se der conta que a legislação é algo que o político tem de produzir para se manter "bem quisto" e garantir a sua teta, vai se dar conta que ela é um pedaço de papel inútil.

    A legislação brasileira, portanto, não é mais do que um emaranhado de regras e normas cuspidas por políticos ao longo do tempo cujo único objetivo era agradar o suficiente a determinados grupos para garantir a sua permanência no poder.

    Um pequeno exemplo da maravilha que é a nossa carta magna pode ser lido nos artigos 206 e 242. O primeiro prescreve como a educação seria ministrada no Brasil. Até aí, podemos entender como "OK... isso precisa estar na constituição... afinal de contas educação é importante". Sem discordar disso (embora a posição libertária seja de que o estado não deve se meter na educação, uma vez que isso, além de ser responsabilidade das famílias, é uma poderosa ferramenta de doutrinação do status quo), o artigo 242 cria uma exceção específica, para um colégio específico (o Colégio Pedro II no Rio de Janeiro). Ora... isso precisa estar na carta magna de um país? Você consegue imaginar o por que tal excrescência está lá? Seguramente algum grupo de pressão, atuando junto aos constituintes, conseguiu colocar isso lá.

    Não estou querendo tratar do mérito do artigo 242. Estou querendo demonstrar como a coisa acontece... uma legislação que serve de pedra fundamental de um país não é mais do que um pedaço de papel em branco, aceitando o que quer que os grupos de pressão da época acharem convenientes para atender seus próprios interesses.

    Não dá para construir um país assim. É o equivalente bíblico a construir a casa sobre a areia. As legislações não são uma fundação sólida para nada e mudam ao sabor do populismo da época. As Leis, por outro lado, sequer precisam ser escritas. Assim, a Lei Natural, o Princípio da Não-Agressão, o Direito a Propriedade Privada e a Apropriação Indivisível dos Frutos do seu Próprio Trabalho são coisas que sabemos sem que ninguém precise nos dizer. Esses sim, são fundamentos sólidos para construir qualquer nação.

    Então, minha humilde sugestão, gastar tempo tentando entender o emaranhado de legislações que temos no Brasil é completamente inútil. Só para ter uma ideia, o advogado Vinicios Leôncio compilou apenas uma pequena parcela da legislação tributária em um trabalho de 23 anos. Resultado: o livro possui 41 mil páginas, 7,5 toneladas e 124 mil m² de papel presos a sete pinos. Um objeto de 2,1 metros de altura. E estamos falando só de impostos... pense nos milhares de outros códigos em vigor no Brasil. A imagem desse objeto fala mais do que tudo o que eu possa escrever.
  • Também Discente  05/10/2014 21:30
    @Ali Baba 05/10/2014 12:20:16

    Parece que ultimamente tenho permitido a legislação influenciar meu pensamento de tal forma, que eu estava pensando mesmo que o primeiro passo para uma efetiva mudança seria começar a utilizar essa força coercitiva em favor das liberdades individuais, e que seria aceitável considerar que antes seria preciso passar por um modelo de regulação intermediário.

    Mas a frase "Uma legislação, no final das contas, é apenas um pedaço de papel" foi certeira em elucidar esse ponto. Para o bem ou para o mal, o que tem que ser feito mesmo é ser mostrado a irrelevância e ineficiência dessas leis. Meus agradecimentos e meus elogios por sua solicita e precisa resposta.

    Grande abraço e até a próxima
  • Aluno'  06/10/2014 11:48
    Também Discente, em minha opinião a legislação (constituição) não é apenas um pedaço de papel, em meu entendimento ela representa simbolicamente como se fosse um contrato firmado em cartório entre as partes após um acordo entre poderes dispersos. Representa um conjunto de regras que possibilita a prosperidade na paz. Nunca devemos esquecer que o homem é lobo do próprio homem. Acho que tem muita gente que ainda acredita na tese do bom selvagem do Rousseau sem perceber.
  • Aluno'  06/10/2014 02:33
    Ali Baba, eu não concordo que seja perda de tempo tratar de uma constituição, nem tão pouco da configuração de um estado, porque sem isso não é possível o desenvolvimento do livre mercado. Volto a dizer, é compatível o desenvolvimento do livre mercado e um estado, desde que os arranjos da constituição deste estado contenha os princípios que respeite as leis naturais do livre mercado. Há como ter uma constituição que demarca e limita o estado impossibilitando os seus governos de muda-las por meros caprichos, assim como também demarcar nitidamente a função do seu governo. Tudo isso é possível fazer respeitando o livre mercado. O problema desta questão é que as constituições geralmente já nascem viciadas e com mecanismos fáceis de ser emendadas, como também com atribuições de criar leis em matéria econômica que geralmente descambam para o total regulamentação da atividade econômica retirando assim a liberdade econômica existente no livre mercado.

    As mesmas forças de poder que atuam dentro de um estado instrumentado para intervir na economia, também atuam em uma possível sociedade sem estado, talvez até pior do que com o estado propriamente dito. Não é possível o desenvolvimento de um livre mercado sem a figura de contratos, pois transitórios e voláteis que eles sejam. Os mercados livres da antiguidade não podem ser comparados com os atuais.

    A questão deve ser centrada na limitação do estado e seus mecanismos de poder. O estado tem que possuir uma constituição que impossibilita por principio a atuação de grupos de poder que tem interesse nas mudanças das regras de livre mercado, ficar impossibilitado de fazer isso.



  • Ali Baba  06/10/2014 14:17
    @Aluno' 06/10/2014 02:33:52

    Ali Baba, eu não concordo que seja perda de tempo tratar de uma constituição, nem tão pouco da configuração de um estado, porque sem isso não é possível o desenvolvimento do livre mercado.

    O estado não é necessário para o desenvolvimento do Livre Mercado.

    Se você fosse meu aluno estaria escrevendo isso mil vezes no quadro-negro, para ver se entende. :-)

    Volto a dizer, é compatível o desenvolvimento do livre mercado e um estado, desde que os arranjos da constituição deste estado contenha os princípios que respeite as leis naturais do livre mercado. Há como ter uma constituição que demarca e limita o estado impossibilitando os seus governos de muda-las por meros caprichos, assim como também demarcar nitidamente a função do seu governo. Tudo isso é possível fazer respeitando o livre mercado. O problema desta questão é que as constituições geralmente já nascem viciadas e com mecanismos fáceis de ser emendadas, como também com atribuições de criar leis em matéria econômica que geralmente descambam para o total regulamentação da atividade econômica retirando assim a liberdade econômica existente no livre mercado.

    Muito bem. Você entendeu. Se você entendeu, por que continua acreditando que é possível que um pedaço de papel garanta que ele próprio não seja mudado.

    Dá-lhe dissonância cognitiva!

    As mesmas forças de poder que atuam dentro de um estado instrumentado para intervir na economia, também atuam em uma possível sociedade sem estado, talvez até pior do que com o estado propriamente dito. Não é possível o desenvolvimento de um livre mercado sem a figura de contratos, pois transitórios e voláteis que eles sejam. Os mercados livres da antiguidade não podem ser comparados com os atuais.

    Você abusa das falácias. "Não é possível o desenvolvimento de um livre mercado sem a figura de contratos". Como que você extrapola dessa premissa (com a qual eu também concordo) a necessidade de um estado? Isso é non sequitur: O estado não é necessário para que tenhamos contratos. Você deveria ler alguns dos artigos dessa seção para começar a entender como isso funciona. Eu sei... é difícil para quem nasceu e viveu sempre sob o jugo do estado entender... mas nada que um pouco de leitura e uma mente aberta não resolvam.

    A questão deve ser centrada na limitação do estado e seus mecanismos de poder. O estado tem que possuir uma constituição que impossibilita por principio a atuação de grupos de poder que tem interesse nas mudanças das regras de livre mercado, ficar impossibilitado de fazer isso.

    Aí você cai da cama e acorda do sonho.

    Não há nenhum exemplo histórico disso que você está propondo. Sempre que alguém toma o poder, as legislações deixam de valer para esse alguém.

    Não há nenhum problema em pensar assim, Aluno. O que você precisa entender é que para uma coisa dessas funcionar precisamos de pessoas moralmente angelicais no controle do estado. E não preciso nem dizer o quão distante disso nós estamos.
  • Aluno'  07/10/2014 04:55
    "Não há nenhum exemplo histórico disso que você está propondo. Sempre que alguém toma o poder, as legislações deixam de valer para esse alguém."

    "Não há nenhum problema em pensar assim, Aluno. O que você precisa entender é que para uma coisa dessas funcionar precisamos de pessoas moralmente angelicais no controle do estado. E não preciso nem dizer o quão distante disso nós estamos."
    ..............................

    Ali Baba, você não está contra argumentando em relação aos meus argumentos. É bobagem da sua parte dizer que para limitar um estado por meio de uma constituição, tipo uma demarquia por exemplo, seja necessário seres angelicais e perfeitos, se não do contrario estas limitações sofrerão mudanças com o tempo por aqueles que 'chegam ao poder' - e não por quem TOMA O PODER como disse você. É evidente que o ser humano é imperfeito, não compartilho da tese do bom selvagem do filosofo francês Rousseau, e é claro e evidente que não existe nada garantido. No entanto existem caminhos e formas mais duradouras e estáveis que os homens vão experimentando. E existe sim exemplos de estados com constituições que dá limites ao estado. O fato de o tempo demonstrar que a situação muda não significa que as constituições são instrumentos imprestáveis, pelo contrario elas tem servido para chegar até aqui com uma relativa paz, mesmo tendo passado por duas guerras. O contrario é que não há exemplo farto, o do anarquismo com total ausência de estado. Isso sim é que é um sonho semelhante ao comunismo.
  • Ali Baba  07/10/2014 12:45
    @Aluno' 07/10/2014 04:55:26

    "Não há nenhum exemplo histórico disso que você está propondo. Sempre que alguém toma o poder, as legislações deixam de valer para esse alguém."

    "Não há nenhum problema em pensar assim, Aluno. O que você precisa entender é que para uma coisa dessas funcionar precisamos de pessoas moralmente angelicais no controle do estado. E não preciso nem dizer o quão distante disso nós estamos."
    ..............................

    Ali Baba, você não está contra argumentando em relação aos meus argumentos.


    Estou sim.

    Seu argumento: a constituição tem poder de transformar tudo em flores.

    Meu contra-argumento: para que a constituição tenha esse poder, precisamos de seres angelicais na elaboração e na aplicação da mesma.

    Quem não refutou a minha contra-argumentação foi você. Cite um exemplo de país que tenha passado por mais de 100 anos de estabilidade baseada em uma constituição.

    Eu, pelo contrário, posso citar mais de 1 exemplo de duradouros 100 anos de estabilidade em que uma constituição e um estado-nação eram completamente irrelevantes. Posso sugerir que você comece por estudar a Europa durante o "Século Burguês"?

    É bobagem da sua parte dizer que para limitar um estado por meio de uma constituição, tipo uma demarquia por exemplo, seja necessário seres angelicais e perfeitos, se não do contrario estas limitações sofrerão mudanças com o tempo por aqueles que 'chegam ao poder' - e não por quem TOMA O PODER como disse você. É evidente que o ser humano é imperfeito, não compartilho da tese do bom selvagem do filosofo francês Rousseau, e é claro e evidente que não existe nada garantido. No entanto existem caminhos e formas mais duradouras e estáveis que os homens vão experimentando.

    Prove o seu ponto. Que caminhos e formas duradouras e estáveis são essas?

    E existe sim exemplos de estados com constituições que dá limites ao estado. O fato de o tempo demonstrar que a situação muda não significa que as constituições são instrumentos imprestáveis, pelo contrario elas tem servido para chegar até aqui com uma relativa paz, mesmo tendo passado por duas guerras.

    Vou deixar você refletir sobre o que uma "relativa paz mesmo passando por duas grandes guerras" significa.

    Todas as constituições têm (ou deveriam ter) o objetivo de limitar o poder do estado. Todas elas falham. E o motivo por que elas falham é por que seres humanos (e não anjos) são seus mantenedores. A democracia, ao contrário do que se apregoa, não consegue resolver isso. Tudo o que ela consegue é substituir a tirania de um pela tirania de muitos.

    O contrario é que não há exemplo farto, o do anarquismo com total ausência de estado.

    Ahh... mas existem exemplos de anarquismo com total ausência de estado: todas as relações entre nações soberanas são, a priori mutuamente pactuadas, sem nenhum estado acima delas. Mesmo as que elegem cortes para solução de conflitos, são cortes mutuamente pactuadas.

    Você acha pouco? Só em termos de comércio, estamos falando de mais de 22 trilhões de dólares em 2010, segundo a OMC. Isso é 10 vezes maior que o PIB brasileiro no mesmo ano. E só estamos falando de comércio...

    Isso sim é que é um sonho semelhante ao comunismo.

    De forma alguma é um sonho semelhante ao comunismo. Como eu sugeri, você precisa ler um pouco mais sobre Anarcocapitalismo antes de fazer as afirmações que faz. A única coisa que tenho a dizer é que todo ancap nasceu estatista... então, tudo o que você tenha a dizer sobre o estado, um ancap sabe. Enquanto você não se informar melhor sobre Anarcocapitalismo, não terá condições de entender do que se trata, apenas com sua visão de estatista.
  • Thiago Teixeira  18/08/2015 00:57
    Para nos convertermos a um país liberal, mesmo minarquista, defendo gradualismo.
    Mas essa nossa Constituição inviabiliza a empreitada.
    Então ela tem que ser rasgada e outra refeita.

    Uma maneira interessante é no médio prazo termos uma restauração monárquica. Nesta oportunidade, uma redação de uma nova Constituição.
    Os Orleans e Bragança são minarquistas, liberais. Dom Bertrand, apesar de segundo na linha de sucessão, acho que é quem assumiria. E o cara se garante...
    Mas isso é mero wishful thinking.


    No curto prazo, acho que o que vai acontecer é: sai Dilma, fica Temer; próximas eleições, o PMDB já vai ter se queimado, Aécio ganha; PSDB melhorar uma coisinha, se reelege/ elege sucessor; a galera cansa do PSDB, elege o NOVO; o NOVO fica uns 3 mandatos.
  • anônimo  18/08/2015 10:01
    Só tem um pequeno problema, o povo aqui está acostumado com a cultura do estado babá, e isso já vem de décadas, não vai mudar tão cedo.
  • Joao Girardi  18/08/2015 13:04
    Não tem essa de gradualismo, fizemos o dia da liberdade de impostos na minha cidade (Santo Ângelo - RS) e o comércio teve 60% mais movimento em um único dia.
  • Enrico  05/10/2014 01:05
    O melhor artigo do IMB na opinião de vários é justamente um plano para um virtual presidente que defenda o livre mercado: www.mises.org.br/Article.aspx?id=285

    Na Nova Zelândia, o Estado não é pequeno. Esta é apenas uma lista de órgãos do governo: https://www.govt.nz/organisations/. O que lá aconteceu foi uma redução do Estado e uma profissionalização do mesmo, mantendo respeito à propriedade, à solidez monetária, ao livre-comércio e aos contratos. Acho que qualquer libertário apoiaria algo do tipo, mas está longe do ideal.

    O que de mais prático e de perfeitamente fiel aos ideais da Escola Austríaca e do Libertarianismo seria quebrar o monopólio estatal. O governo pode existir em todas as suas dimensões atuais, mas não pode deter privilégios de cobrar tributos, de impor regulações monopolistas (www.mises.org.br/Article.aspx?id=643 e www.mises.org.br/Article.aspx?id=1200), de deter reserva de mercado em determinados ramos (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1728) ou de fazer qualquer agressão contra a vida, a liberdade e a propriedade de indivíduos que não a façam.

    Em suma, o Estado deve ser apenas uma instituição, competindo sempre com a livre iniciativa nos serviços que presta. Se qualquer um detiver o poder "legitimado" de impor algo, não será utilizado para o bem. O homem é o lobo do homem, logo não é positivo haver um terceiro lobo sem consentimento de ambos para mordê-los.
  • Pobre Paulista  06/10/2014 15:39
    "Em suma, o Estado deve ser apenas uma instituição..."

    Uma instituição que tem uma receita oriunda do roubo e que não está submetido ao sistemas de lucros e prejuízos para ser expulso do mercado caso ele seja ineficiente.

    Próximo.
  • Aluno'  07/10/2014 05:11
    Não creio que o livre mercado vá se desvencilhar de algum custo adicional advindo da ausência de estado, os exemplos são inexistentes - o barato sai caro, diz o ditado.

    O livre mercado funciona dentro do estado, basta o estado deixar. Se o estado não deixar o livre mercado funcionar ele não produz o desejável e todo o seu potencial. O estado liberal respeita o livre mercado, já o estado socialista engessa o livre mercado.
  • Enrico  07/10/2014 16:50
    Pobre Paulista, sou ancap. Entendeste-me erradamente.

    O que disse é que o Estado deve deixar de ser Estado e passar a ser uma instituição sem nenhum monopólio. Uma causa dessas é mais fácil de convencer do que simplesmente abolir todo o aparato estatal do dia para a noite, o que seria até catastrófico ou infiltrar um bando de políticos e funcionários dentro do Estado para combatê-lo.

    Com uma organização sem monopólio e ineficiência como lema, sumiria ao médio-longo prazo. Basta consultar a história.
  • Felipe Micaroni Lalli  06/10/2014 18:54
    Parem de promover o Estado a substantivo comum. O Estado não merece tanto.
  • Erick  06/10/2014 20:13
    Olá,

    Muito se fala na mídia tradicional, por economistas tradicionais, que a política atual do governo de estimular o crescimento via consumo se esgotou e de aumentar o número de parcerias e concessões com a iniciativa privada de forma a se investir na precária infraestrutura do país. Isso seria viável? Supondo que tivéssemos um governo bem menos sacana e sedento de poder, como o atual, isso não funcionaria e estimularia as empresas a investirem?
    É claro que temos caso de fracasso e de relativo sucesso nessa iniciativa (fracasso: metrô de salvador, relativo sucesso: linha 4 do metrô/SP)

    Aguardo os comentários!
  • Pobre Paulista  06/10/2014 22:36
  • Frederico Miranda  06/10/2014 23:39
    "Viável" está bem vago. E "estimular as empresas a investirem" também está vago. Investirem no quê? Para o quê? Para quem? Quem precisa do fruto desse investimento? O governo estimulou o Eike, estimulou a JBS (A dona da Friboi e do Tony Ramos), e eles investiram em coisas (propaganda, principalmente).

    Em particular, sou contra todo e qualquer estímulo ou subsídio do governo (Não considero redução de imposto subsídio). Se uma atividade é rentável (produz algo útil para alguém, como um novo sistema de irrigação que gasta menos água, lâmpadas que desperdiçam menos energia elétrica...), as pessoas voluntariamente irão se organizar para produzir tais coisas.

    E mais: Existe alguém que quer ver seu investimento ser desperdiçado? As pessoas normalmente não querem, e isso as incentiva a serem mais criteriosas naquilo que investem. O mesmo não acontece com o Estado. Se um governador manda uma obra inútil (como a Cidade Administrativa) ser construída, o quê acontece com ele? Talvez não seja reeleito, mas acaba nisso. O fruto da decisão imbecil dele não é arcado por ele, e isso muda os incentivos na hora de tomar decisões. A expressão-chave é "risco moral".

    Você parece ser novo por aqui. Então sugiro os dois artigos a seguir como introdução:

    [O governo não pode gerenciar empresas eficientemente] www.mises.org.br/Article.aspx?id=1754
    [Estimulando a economia até o colapso] www.mises.org.br/Article.aspx?id=221

    E, se você realmente gosta da liberdade, sugiro:
    [Como o mundo irá mudar] www.mises.org.br/Article.aspx?id=1402
  • Erick  07/10/2014 15:39
    O viável que eu me refiro é que as coisas passem a funcionar, assim como funcionam de forma a não gerar revoltas em países de 1o mundo. A infraestrutura brasileira é precária. E, infelizmente, também sabemos que os ideais libertários estão MUITO longe de acontecer. É claro que seria melhor se o metrô de SP e a CPTM fossem desestatizados, administrados de verdade, com concorrência etc. Mas isso não vai acontecer. É muito mais provável que o estado aqui passe a conceder o monopólio para alguém ou contar com ajuda de alguma empresa para tocar algumas áreas. Sabemos também que apesar de um livre mercado ser a escolha que mais produziria riquezas, um modelo bem administrado já funciona de maneira satisfatória (como mencionei, relativo aos países de 1o mundo).

    Então falado tudo isso (e espero ter deixado mais claro meu ponto): esse arranjo tradicional não funcionaria de maneira satisfatória para o Brasil assim como funciona em outros países? Especialmente no tema infraestrutura (que obviamente é uma necessidade urgente da população brasileira)
  • Ali Baba  08/10/2014 11:03
    @Erick 07/10/2014 15:39:17

    O viável que eu me refiro é que as coisas passem a funcionar, assim como funcionam de forma a não gerar revoltas em países de 1o mundo. A infraestrutura brasileira é precária. E, infelizmente, também sabemos que os ideais libertários estão MUITO longe de acontecer. É claro que seria melhor se o metrô de SP e a CPTM fossem desestatizados, administrados de verdade, com concorrência etc. Mas isso não vai acontecer. É muito mais provável que o estado aqui passe a conceder o monopólio para alguém ou contar com ajuda de alguma empresa para tocar algumas áreas. Sabemos também que apesar de um livre mercado ser a escolha que mais produziria riquezas, um modelo bem administrado já funciona de maneira satisfatória (como mencionei, relativo aos países de 1o mundo).

    Sabe qual a diferença entre os países de 1º mundo e o Brasil? É que os países de 1º mundo enriqueceram muito antes de se tornar socialistas.

    Então, quando você chega em Londres e vê o metrô operando como que por música (não é tão bom assim, mas, comparativamente aos brasileiros, é uma benção) esquece de verificar que ele começou a ser construído por empresas privadas em 1854 que, mesmo sob uma tutela do governo construíram linhas concorrenciais e viviam um relativo livre mercado. O interesse privado fez o metrô de Londres crescer e se interligar, abrangendo os rincões mais distantes dos arredores. Isso só foi possível pela acumulação de capital privada.

    Aí, em 1948, chegam os socialistas do partido dos trabalhadores e estatizam o metrô. A partir daí o metrô pára de crescer e os serviços ficam mais caros e ineficientes. Alguns londrinos mais velhos lembram da maior empresa que existia antes da estatização com carinho... muitos deles chamam a GWR (Great Western Railway) de God's Wonderful Railway. O metrô tem 11 linhas, apenas 2 começaram a operação após 1948 (Jubilee Line em 1979 e Victoria Line em 1968).

    Na realidade, o exemplo que você mesmo propôs (o metrô) serve precisamente para demonstrar como o dedo-podre do estado atua na economia. Agora, no Brasil, temos de inovar, não é? O metrô brasileiro é 100% estatal desde o nascedouro (e não adianta argumentar que são empresas privadas que gerenciam, pq essas empresas não tem liberdade de determinar preços e são protegidas da concorrência através de um monopólio legalizado - são portanto, braços do estado).

    Então falado tudo isso (e espero ter deixado mais claro meu ponto): esse arranjo tradicional não funcionaria de maneira satisfatória para o Brasil assim como funciona em outros países?

    Esse modelo não funciona em outros países. O fato dele parecer que funciona se deve ao acúmulo de capital que precedeu a estatização e pode ser facilmente desmentido quando se observa a história desses empreendimentos. Olhar para o agora é apenas um corte no tempo... é ignorar como as coisas aconteceram. Para ficar no nosso exemplo, um metrô não nasce pronto... logo, aplicar um modelo pronto para resolver um problema cuja solução demanda tempo é estupidez.

    Especialmente no tema infraestrutura (que obviamente é uma necessidade urgente da população brasileira)

    Especialmente nesse tema, o Brasil tem uma profusão de exemplos negativos. Pegue todas as obras do PAC como exemplo de como o estado brasileiro não sabe lidar com infraestrutura. Pegue o escândalo do Petrolão. É assim que o estado brasileiro lida com infraestrutura. É isso mesmo que você quer? Que toda a obra de infraestrutura do Brasil vire um Petrolão?
  • Aluno'  07/10/2014 12:14
    Um governo para estimular um crescimento econômico ele necessita de recursos. De onde o governo irá tirar esses recursos? As fontes de onde ele irá buscar esses recursos algumas são escassas e outras tem seus limites, resumidamente são elas: arrecadação de impostos, empréstimos, e criação de dinheiro novo.

    Se formos observar atentamente com quais recursos o governo está estimulando o crescimento, seja ele por meio do consumo ou do investimento, temos que verificar se temos poupança interna, ou se ela está vindo de fora, depois iremos observar se a arrecadação do governo após os pagamentos de suas obrigações está sobrando alguns trocados, e também devemos observar se o governo está tomando emprestado com alguém, seja no mercado interno ou externo, e ai sim se tudo isso não for igual ao volume que está sendo posto para estimular o crescimento, então esses recursos está vindo via dinheiro novo.

    Tudo isso mostra que o governo não cria os recursos de forma real, ele apenas desloca esses recursos escassos de um lugar ou processo para outros lugares e outros processos. Esse tipo de ação do governo geralmente tem causado distorções no mercado, não só distorções mas também tirado a capacidade do mercado de produzir aquilo que ele tem capacidade de produzir. Isso é interferência de governo (estado) na economia com a mais comum falacia de que estimula o crescimento da economia e produz o progresso, nada mais falso.
  • João  10/10/2014 19:49
    Agora eu fiquei confuso.

    Até onde sei, o pessoal da Heritage Foundation, por exemplo, que é muito enfático ao defender o livre mercado e a liberdade econômica, são financiadas por instituições ligadas a grandes grupos norte-americanos.

    Me causa estranheza supor que grandes empresas financiariam ideias contrárias a si mesmas.

    Pelo que eu vejo, Heritage Foundation e vocês não estão de lados opostos da economia política.

    Ou estão?

    Isso me lembra outra coisa: quem financia vocês?
  • Porta-Voz  10/10/2014 20:45
    Isso apenas comprova o seu alto grau de desconhecimento (majorado pela arrogância de querer palpitar assim mesmo).

    Em primeiro lugar, esse Instituto nada tem em comum com a Heritage Foundation.

    A Heritage Foundation tem o claro intuito de influenciar diretamente nas políticas do governo. O IMB tem o intuito de debater ideias.

    A Heritage Foundation tem políticos e ex-políticos em seus quadros administrativos. O IMB tem cidadãos comuns.

    A Heritage Foundation defende a regulação da economia, majoritariamente do sistema financeiro (pode conferir em seus relatórios). O IMB é contra.

    A Heritage Foundation defende agências reguladoras. O IMB é contra.

    A Heritage defende o Partido Republicano. O IMB despreza partidos políticos.

    A Heritage Foundation defende a propriedade intelectual. O IMB é contra.

    O ranking da Heritage Foundation, que classifica o índice de liberdade econômica, tem uma falha grave: a desconsideração completa pela política monetária de um país, mais especificamente o que está havendo com sua oferta monetária.

    A Heritage desconsidera por completo se está havendo ou não expansão creditícia. Ela analisa apenas a taxa de inflação de preços divulgada pelo governo. Se estiver baixa, ela se dá por satisfeita e tece elogios. Pessoas com um mínimo conhecimento tanto de teoria dos ciclos quanto do problema da mensuração de um "nível de preços" sabe que tal postura não apenas é risível como é também extremamente perigosa. Bolhas podem estar sendo formadas, desviando vários recursos da economia para um único setor, sem que isso esteja sendo percebido.

    Um país pode ser extremamente livre em todos os seus aspectos sociais e econômicos, porém se a moeda permanecer um monopólio estatal, podendo ser manipulada a bel-prazer, ou mesmo permitindo-se que haja uma expansão desmesurada da mesma, os ciclos econômicos serão inevitáveis.


    Sobre quem nos financia, pode conferir aqui mesmo:

    www.mises.org.br/Donate.aspx


    E se quiser um relato bem mais completo de nossa história, pode ver aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1561


    Estamos aguardando a sua generosa colaboração.

    Grande abraço!
  • Enrico  11/10/2014 02:24
    Você nos pegou!

    Quem financia este instituto é a CIA, com interesses imperialistas de desenvolver ideias libertárias para desestabilizar os governos populares da América Latina e instaurar o imperialismo ianque para haver escravidão, além de promover o livre mercado para atender aos interesses da Nova Ordem Mundial, que deseja privatizar as nossas maravilhosas estatais e paraestatais, os patrimônios amados da população.

    As respostas do Porta-Voz são apenas discursos da burguesia para enganar o proletariado. A Heritage está do lado do povo, tentando manipular a burguesia para defender o proletariado. Este instituto, entretanto, está do lado neoliberal, tentando manipular o proletariado para defender a burguesia.

    O IMB não tenta influenciar a política do governo porque estamos numa república platônica, que jamais seria influenciada por um grupo de interesse. O IMB não tem políticos porque cidadãos comuns, ao extremo oposto dos políticos, são gananciosos e malvados. O IMB não defende a regulação do sistema financeiro porque ele deseja um controle dos banqueiros exploradores, especuladores e monopolistas. O IMB não defende agências reguladoras porque elas defendem o consumidor dos interesses empresariais. O IMB não defende o Partido Republicano porque os republicanos são, ao contrário dos libertários, historicamente abolicionistas. O IMB não defende a propriedade intelectual porque não deseja valorizar os grandes artistas que produzem obras culturais contra o modelo de ditadura libertária.

    Chamem o Típico Filósofo porque acabaram minhas ideias.
  • anônimo  11/10/2014 22:31
    Você quis ironizar falando da CIA, mas com um pouco mais de estudo ia ver que a CIA, bem como várias outras facetas do governo americano não estão do lado de liberdade nenhuma.
  • Emerson Luis, um Psicologo  19/10/2014 15:39

    "A grande empresa "não pode" quebrar (por que não?); a pequena pode."

    Ótima observação! Essa ideia é sempre citada pelos intervencionistas, mas nunca explicada.

    * * *
  • Ezekyel Reyes  16/01/2015 15:31
    Eu mesmo sou totalmente favorável à extinção do BNDES e total desregulamentação do sistema bancário. Esse BNDES só serve para pegar recursos públicos para doar para sanguessugas que vivem às custas do dinheiro público. Boa parte dessas "grandes empresas" existentes no Brasil surgiram graças a doação do BNDES.
  • Angelo  16/06/2015 02:40
    Já viram o tamanho do livro sobre a legislação do ICMS no qual cada estado tem suas leis de impostos estaduais? Geralmente são maior que uma Bíblia. Vai no site IOB e coloca icms ou imposto, você vai ver cada livro sobre detalhes de impostos com preços na base de cem reais.
  • Mais um  17/08/2015 15:04
    E tem gente que ainda acha que 100% da culpa é do estado. e não conseguem enxergar que o estado e os grandes empresarios são as mesmas pessoas, só trocam de posições ao passar dos anos.

    Logo, nunca irão conspirar contra si. Claro! Se ilude quem pensa o contrário, que do dia pra noite vai mudar o mundo, que vai acabar com os impostos, que vai derrubar o governo, que o país vai ser 100% liberal, economia 100% liberal... acho que começar tentando pelo caminho do estado mínimo já seria um bom começo, pelo menos factível.
  • Opinador  17/08/2015 16:35
    Eu acredito que deve começar com a mudança de mentalidade, ou todo mundo que tem a mesma mentalidade se reunisse em um local e decretasse a secessão.

    Embora prefira o anarco-capitalismo, eu concordo que o estado mínimo já seria um ótimo começo.

    Não porque o anarco-capitalismo não funcione, mas porque as pessoas não aceitariam (exceto de se formar um novo país).

    Mas na verdade, verdade mesmo, qualquer melhoria desde que seja consistente já é bem vinda...rs


  • Mais um  17/08/2015 19:54
    Opinador, vc tem razão. Num país dominado por ideias esquerdistas, o estado mínimo seria uma grande vitoria. Mas até aí haveria resistencia. A turma do "tudo ou nada" não aceitaria. De um lado, os comuna. Do outro, os que não aceitam o estado querem o seu fim. Você acha que um dia será possível o estado mínimo?
  • Opinador  18/08/2015 14:14
    Acho difícil a curto prazo, pois como vc disse meu amigo, o país está lotado de esquerdistas.

    Não culpo o pessoal do anarcocapitalismo por não botar fé nem no estado minimo.

    Tb prefiro assim.

    Mas um estado minimo já seria uma vitória (desde que não houvesse o monopólio da justiça estatal e tivesse o livre acesso a armas pela população) e com o tempo que as pessoas vissem os benefícios ficaria bem mais fácil migrar para o anarcocapitalismo.

    Pois as pessoas tem que ver acontecer.

    Eu acho mais difícil o começo, pois tem muito interesse contra.
  • Alberto  17/08/2015 15:30
    Tem uma crítica, por parte da esquerda, que diz que este modelo (capitalismo de estado) é inevitável ao capitalismo, pois as grandes empresas sempre tendem a capturar o estado, seria como esperar que uma ANATEL não fosse capturada pelas empresas de telefonia. O que vocês dizem sobre isso?
  • Ramos  17/08/2015 16:00
    Correto.

    Enquanto houver estado, e enquanto este seguir crescendo, a tendência é que o corporativismo se exacerbe ainda mais.

    Como acabar com esse arranjo?

    1) Fim do estado; ou

    2) Reduzir ao máximo o estado.

    Se isso não for feito, não há solução.
  • Mais um  17/08/2015 20:18
    B) Reduzir o estado ao máximo.
  • Ragnister  17/08/2015 18:20
    Quanto maior for a liberdade econômica de um país, menor será o efeito do corporativismo. Isto a esquerda não entende.
  • Sandro Lima  17/08/2015 16:49
    Para mim, qualquer empresário, seja ele pequeno ou grande, VAI querer estabilidade, VAI querer fatia de mercado. O que não é errado! faz parte da coisa!
    Quem tem um negócio, é óbvio que, se existe um meio de garantir a sua fatia, e ter certeza que faça chuva ou sol, o investimento inicial estará garantido, ele vai utilizar-se desse 'trunfo' para crescer!

    Conheço uma história que é típico do ser humano:

    Num determinado bairro havia um dono de um mercadinho, e todos da região comprava pão nesse mercado. O pão era péssimo, mas como não tinha outro lugar, todo mundo comprava.

    Um padeiro que morava na região, mas fazia pão para uma padaria sofisticada no centro da cidade, vendo a oportunidade, saiu do trabalho e montou uma mini padaria no bairro.

    Resultado:
    Todo mundo passou a comprar pão com ele, e o pão era coisa de primeira para o bairro, fazia-se fila na porta.


    O dono do mercadinho, foi até a mini padaria tentar negociar com o padeiro para ele vender seu pão no mercadinho dele!


    O padeiro, vendo que não era um bom negócio para ele, até porque todo mundo já comprava pão com ele, não fazia sentido vender no atacado pra ele, sendo que os clientes eram os mesmos, rejeitou a proposta.

    Passaram-se uns meses, a casa do padeiro foi invadida, e ele escapou da morte por pouco!


    Resultado, padeiro sumiu no mundo, e o comerciante voltou a lucrar vendendo o péssimo pão de antes.


    É isso que acontece!
    Quem pode mais, chora menos!
    Infelizmente o mundo ideal não existe.

    Se as grandes empresas tem carta para obterem vantagens, elas irão usar!

    Eu só vim relatar o meu pessimismo, pois solução para males, confesso que não sou inteligente o suficiente para encontrar.

    E é isso, mexer no bolso/fatia de mercado do próximo, é guerra na certa.

    Não vejo tanta diferença das empresas hoje para o tráfico de drogas com demarcação de territórios.

    E é óbvio, se eu tenho um negócio a muito tempo, percebo que um concorrente menor está ganhando terreno, primeira coisa: tento compra-lo! se não consigo?
    Bom, aí é quem pode mais chora menos.











  • Mais um  17/08/2015 17:59
    Sandro, existe um abismo entre a utopia (mundo totalmente livre de impostos e mercado livre) e um sistema possível (estado mínimo).Assim, aposto mais no estado mínimo do que o que a maioria aqui defende, que é a mudança radical no sistema, estado "zero", o que seria impossível nesse planeta. A gente precisa trabalhar o possível, não viver de sonhos impossíveis.

    Essa estoria que você contou retrata bem. Se não houver governo no comando, haverá a ganância por parte de quem sempre quer ganhar mais.

    Abraço!
  • Felipe  17/08/2015 18:21
    " Se não houver governo no comando, haverá a ganância por parte de quem sempre quer ganhar mais"

    E por acaso o governo será controlado por alguém puro e sem ambição? Se os homens são gananciosos, então permitir que alguns homens controlem e monopolizem os serviços de justiça e segurança será a melhor alternativa?


    Abraço!
  • Andre Cavalcante  17/08/2015 20:19
    Escolheu bem nick. É realmente Mais um que não entendeu a proposta libertária.

    O problema é justamente o monopólio sobre a justiça. Desfaça esse monopólio e então teremos tantos "estados" (mínimos ou não) quanto se queira (em um território qualquer). Se você vai chamar as instituições que se formarem e que competem por serviços de segurança de milícias, máfia, estado etc., é apenas uma questão de palavras...

    A questão é, temos ou não concorrência neste "mercado"? Se temos, então estamos próximos do "ideal" libertário (tantos estados quanto o número de indivíduos [planamente capazes, obviamente] em um determinado território). Se não temos, então temos ou o estado mínimo (até já existiu mas se desfez com o tempo) ou um estado máxima (o que temos hoje).

    Quanto ao padeiro, simplesmente ele poderia ter contratado uma gangue e ter dado um pau no outro. Se não o fez, e preferiu ir embora, é porque achou que seria melhor para ele agir assim. E você deve fazer o que achar que é melhor para você, certo? Se as pessoas realmente não quiserem o pão ruim, das duas uma: ou fazem pão em casa, ou vão comprar mais adiante. Se não fazem nem uma coisa, nem outra, é porque é melhor para elas comprar o pão ruim.

    Simples assim.

    Abraços
  • Sandro Lima  17/08/2015 22:52
    Andre Cavalcante, não viaja...

    "Quanto ao padeiro, simplesmente ele poderia ter contratado uma gangue e ter dado um pau no outro."
    Pelo visto você não entendeu, que o que quis dizer é que "quem pode mais chora menos"
    INDEPENDENTE se o governo é muito ativo,pouco ou nenhum.


    "Se as pessoas realmente não quiserem o pão ruim, das duas uma: ou fazem pão em casa, ou vão comprar mais adiante. Se não fazem nem uma coisa, nem outra, é porque é melhor para elas comprar o pão ruim."

    OK e tratando-se de Gás? de eletricidade? de gasolina? de fármacos? etc.

    Para mim, o mundo gira em torno da lei de Darwin, antigamente, era quem aguentava mais porrada e tinha mais força, Hoje, vejo da seguinte maneira:
    Quem tem influencia e/ou que conhece pessoas influentes, pessoas poderosas, que agem respaldados por governos, são os mais fortes, num estado mínimo ou zero, os fortes seriam quem tivesse mais dinheiro, e dispusesse de meios e esperteza de guarda-lo muito bem guardado.

    Eu acredito num estado mínimo, porque utopia não existe.
    Do mesmo jeito que existe o bom, o trabalhador, o poupador e o esperto, existe o mau, o preguiçoso, gastão e o burro... rs...





  • Andre Cavalcante  18/08/2015 19:00
    Olá Sandro Lima,

    Primeiramente a minha resposta não foi para você, mas para quem usou o nick Mais um, acima. Mas tudo bem, obrigado por sua participação e seu comentário.

    ""Quanto ao padeiro, simplesmente ele poderia ter contratado uma gangue e ter dado um pau no outro."
    Pelo visto você não entendeu, que o que quis dizer é que "quem pode mais chora menos"
    INDEPENDENTE se o governo é muito ativo,pouco ou nenhum."


    Mas eu nunca neguei isso! E liberal nenhum que se preze nega isso. O mundo atual é assim e, se se tornasse libertário, ainda continuaria assim. Aliás, utopia é achar que se pode construir um mundo perfeito onde as pessoas que tem as armas e o poder não o usarão em detrimento de si mesmo para "o bem comum". Isso sim é algo inalcançável.

    Achar que uma sociedade poderia estar melhor com uma concorrência nas entidades que prestam serviço de justiça e policiamento não é utopia, é uma consequência lógica da aplicação das leis econômicas e do fato que é mais moral assim. É como achar que, em uma sociedade, assassinato é crime. É utopia achar que os assassinatos acabarão, mas achar que uma sociedade estará melhor com um número menor de assassinatos é uma consequência lógica.

    E, novamente, o problema não é a coerção (quem tem a força irá coagir). O problema é o monopólio da violência e coerção em um determinado território, cuja solução é a concorrência de tais entidades (idealmente que o número de entidades capazes de coação seja igual ao número de indivíduos).

    O problem com o "estado mínimo" é justamente que ele ainda mantém tal monopólio e, como tal, a consequência lógica (e que já foi demonstrada por fatos históricos) é que ele irá usar de seu poder e crescer com o tempo e se transformar em um estado máximo (todos os grandes estados modernos já foram muito menores no passado, inclusive o Brasil).


    ""Se as pessoas realmente não quiserem o pão ruim, das duas uma: ou fazem pão em casa, ou vão comprar mais adiante. Se não fazem nem uma coisa, nem outra, é porque é melhor para elas comprar o pão ruim."

    OK e tratando-se de Gás? de eletricidade? de gasolina? de fármacos? etc."



    Uai, o que tem de especial nestes mercados que não tem no mercado de pão?


    "Eu acredito num estado mínimo, porque utopia não existe."

    Como mostrei acima, estado mínimo é a utopia, no caso. Mas note só, isso não quer dizer que os libertários (e liberais de uma modo geral) não lutem pela diminuição do estado atual e, eventualmente, a criação de um estado mínimo. Da mesma forma que eu luto por todo e qualquer modo de diminuir os níveis de criminalidade (em especial os assassinatos), também lutaria de todas as formas para se diminuir o estado. Só não se pode é perder o foco, a meta final, e ter a consciência de que, se conseguido o intento do estado mínimo, este não durará muito tempo.



    "Do mesmo jeito que existe o bom, o trabalhador, o poupador e o esperto, existe o mau, o preguiçoso, gastão e o burro... rs..."

    Isso não tem nada a ver com a discussão em questão, mas vá lá, a diferença entre as pessoas também é um ponto pacífico entre os liberais.

    Abraços


  • Mais um  18/08/2015 11:22
    Sim, sou "Mais um", no meio desse mar de pessoas que preferem buscar o conhecimento do que estar certo de que já o possui e estar ancorado na verdade suprema.

    Vamos lutar pelo fim TOTAL do estado, mesmo sabendo que isso nunca irá acontecer? Mundo sem impostos? Viagem... Talvez na Liberland consigamos isso! Não existe no planeta um país sem impostos e sem governo.

    O que temos são países que se aproximam de um liberalismo, que tem menos carga tributária. Mas 100%, nãoooo! Gente, acorda para o mundo real!!!

  • Felipe  17/08/2015 18:16
    Primeiro, você tem que entender que o mundo não será perfeito em nenhum modelo econômico-político. Tentar imaginar um modelo perfeito em que não haja injustiças é pura utopia, e o resultado será apenas pessimismo diante do mundo.

    Sobre o caso do padeiro, a primeiro coisa é perguntar o que ele poderia fazer para se defender num mundo sem estado, sendo que, como você relatou, a instituição atual que monopoliza o serviço de segurança e justiça foi incapaz de fazer isso? Num mundo anarco ele poderia contratar alguma empresa que lhe defenda ou/e poderia ele mesmo se armar e se defender. Essas seriam as opções que ele teria.

    Agora me diz, qual a sua opção: obrigar a todos a se vincularem a uma mesma instituição que será controlado por homens não menos "cruéis" que qualquer outro homem. Ou...permitir que as pessoas possam escolher.
  • Mais um  17/08/2015 19:20
    A opção seria estado mínimo. Nesse sistema de coisas, o governo sempre será controlado por pessoas que visam o interesse próprio ou dos seus semelhantes em ideias.

    Mas o Brasil está mais para estado islamico do que para estado mínimo...
  • Funcionario publico  18/08/2015 12:05
    Paulista,

    Talvez o caminho para que os países possam ser um dia sem Estado tenha de passar pelo Estado mínimo. Mudança gradual. De uma só vez não vai.
  • Edujatahy  18/08/2015 19:19
    Creio que temos que atirar para todos os lados literalmente.

    Politicamente dentro da "república brasileira":
    Apoiar qualquer medida de diminuição do Estado (privatização, isenção, desregulamentação)
    e NUNCA apoiar, em nenhum nível qualquer aumento de regulamentação ou "ajuste fiscal" que leve a aumento de imposto. O Levy portanto, não tem apoio liberal se quiser aumentar imposto.
    Temos que ser radicais neste aspecto. O Estado já é gigante demais.

    Através da secessão.
    Apoiar qualquer movimento separatista, seja de são paulo, seja dos gaúchos, seja de pernambuco. Temos que almejar a secessão estatal, municipal, distrital, até atingir o objetivo final, a secessão individual.

    Ações diárias:
    Não exigir nota fiscal (se possível, exigir que NÃO SEJA EMITIDA nota fiscal)
    sonegação
    usar bitcoin, ouro, criptomoedas.
    fazer escambo ou qualquer coisa que esteja fora do controle estatal
    NUNCA, por príncipio, NUNCA comprar títulos do tesouro
    .

  • joao batista passos  17/08/2015 17:47
    Com o capitalismo estatizado é fácil não gostar dele, uma vez que os que estão próximos dos governantes são os mais beneficiados, enquanto os demais pagam a conta e ainda enfrentam dificuldades para adentrar no mercado, tamanha são as regulamentações... O discurso anticapitalista prevalece porque ele é míope. Os anticapitalistas tratam-o como algo homogêneo, como algo único, enquanto que, na realidade, existem várias formas de capitalismo. Entender isso é libertador.
  • Dalton C. Rocha  17/08/2015 18:56
    Assim como o câncer chamado Petrobrás, o câncer BNDES foi uma criação do ex-ditador Getúlio Vargas, lá nos anos 1950. Faço minhas, as palavras do finado Paulo Francis: "Getúlio Vargas é um vampiro. Imortal até que alguém lhe enfie uma faca no coração."
  • André  17/08/2015 19:53
    Não sei se este artigo foi postado de forma proposital ou se foi mera coincidência, mas hoje de manhã eu assisti uma matéria no Bom Dia Brasil falando sobre esse novo mercado de hospedagem, onde uma pessoa cede um espaço da sua casa para um turista ou pessoa que vai passar uma noite em tal local, e toda a negociação é feita através de um aplicativo de celular (AirBnB).
    E claro, falou da intenção do governo de regulamentar e colocar um imposto neste novo segmento de mercado, pois os donos de hotéis começaram a cholar na Embratur, usando o argumento de que 20% de seus rendimentos são destinados a pagar impostos. Ou seja, é mais "cômodo" pedir para o governo taxar aquele setor, do que pedir para que o governo abaixe os impostos.

    Para quem quiser ver:

    g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/08/governo-estuda-forma-de-regularizar-sites-e-aplicativos-de-hospedagem.html
  • Ricardo  17/08/2015 23:14
    Propaganda política agora do PDT, com o glorioso Carlos Lupi:

    ''Querem privatizar as águas da Cedae, um patrimônio dos moradores do estado do RJ, tornando-a uma empresa que só visa o lucro, a apenas nas mãos de alguns. Diga não à privatização. O PDT é contra a privatização!''

    é de cair o saco....

  • Adelson Paulo  19/08/2015 11:11
    Devemos nos lembrar da gritaria histérica dos "socialistas" porque a SABESP dá lucro e paga dividendos a seus acionistas...
  • leg  18/08/2015 00:11
    Empresas grandes não têm mais nada a ganhar com a concorrência de mercado, só perder. Qualquer dificuldade que um empresário mal caráter conseguir colocar para dificultar uma ameaça a sua empresa ele vai colocar. Patrocinar políticas intervencionistas que o favoreça pode ser uma delas. Mas como eu disse, tem que ser um mal caráter mesmo.
  • Sandro Lima  18/08/2015 15:13
    Mas leg, com o perdão da palavra, bonzinho só se fode.
  • Edujatahy  18/08/2015 18:49
    Todos nós agimos por estímulos.

    Em um livre mercado mesmo o empresário "malvado" ou um funcionário "sacana" se encontram em uma situação que estão praticamente obrigados a gerar o máximo de valor AO PRÓXIMO.

    O que gera distorção e permite que nossos "instintos" levem a de fato se "aproveitar" do próximo é quando existe a figura de um estado legislador.

    Em suma. Seja o sindicato dos taxistas tentando proteger sua reserva de mercado, ou empresários enturmados com políticos pegando benefícios do dinheiro público (roubado), onde existe estado atuante, existe distorção e consequentemente, sempre tem alguém perdendo.

    O livre mercado é o único cenário onde todos ganham.
  • leg  20/08/2015 00:43
    "Todos nós agimos por estímulos."

    Agimos por instinto sim. Pessoas podem se unir e prejudicar outras sem saber. Mas pra isso acontecer tem que ter alguém mais esperto manipulando.

    "Em um livre mercado mesmo ... "

    Em um livre mercado acontece livre concorrência. Na livre concorrência prevalece o individualismo e o consumidor é quem decide. De onde você tirou esse papo de máximo de valor ao próximo?

    "O que gera distorção ... "
    "Em suma ... "

    O que garante que empresários em uma livre concorrência não façam conluio também?

    "O livre mercado é o único ... "

    Seria bom que os empresários só estivessem preocupados em trabalhar, investir, gerar empregos e competir com lealdade no mercado. Isso é tão bonito quanto as promessas socialistas.
  • Leandro  20/08/2015 00:56
    "O que garante que empresários em uma livre concorrência não façam conluio também?"

    A teoria e a empiria.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=366

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057

    Conheço uma pessoa que é do ramo da suinocultura. Os suinocultores têm um grupo no WhatsApp no qual vivem tentando combinar preços para assim pressionar os frigoríficos a pagar mais caro pelo carregamento de suínos.

    O problema é que sempre – sempre!!! – há uma "fura-olho" que trai o combinado e acaba fornecendo suínos para os frigoríficos a um preço abaixo do combinado no WhatsApp. E o motivo é óbvio: uma simples redução de centavos lhe garante vários reais a mais de suínos vendidos.

    Nenhum cartel se sustenta num livre mercado: sempre será vantajoso alguém sair desse cartel, vender a um preço mais baixo e, com isso, abocanhar uma maior fatia do mercado.

    Ou seja, é justamente a ganância e o desejo de lucro o que impede que haja um cartel duradouro.
  • Edujatahy  20/08/2015 14:37
    "Em um livre mercado acontece livre concorrência. Na livre concorrência prevalece o individualismo e o consumidor é quem decide. De onde você tirou esse papo de máximo de valor ao próximo? "

    Tirei isto da realidade. Da geração de valor pura e simples. Você só consegue enriquecer no livre mercado quando GERA VALOR a seus clientes. Ou seja, independente do seu caráter, seja você o mais bonzinho dos homens ou o mais cruel, NINGUÉM lhe dará dinheiro/recursos sem que você dê algo em troca. No livre mercado você, para enriquecer, é OBRIGADO a gerar valor a alguém.

    Ficou mais claro agora?


    "O que garante que empresários em uma livre concorrência não façam conluio também? "

    Vide os links sugeridos pelo Leandro. Por favor, este é um dos assuntos mais demonstrados aqui no site. Você consegue me dar um único exemplo prático de cartel que tenha sido gerado em um livre mercado? Você consegue me demonstrar um ÚNICO exemplo de qualquer cartel ou monopólio se manter SEM ajuda do estado?

    "Seria bom que os empresários só estivessem preocupados em trabalhar, investir, gerar empregos e competir com lealdade no mercado. Isso é tão bonito quanto as promessas socialistas."

    Isto é o que você não entende e fica perdido no seu preconceito. No livre mercado INDEPENDE os sentimentos e caráter do empregador. Esta é a beleza do livre mercado. Você hoje tem roupa, comida e um computador para acessar a internet porque existem diversos produtores que nem lhe conhecem e não estão nem aí para você gerando VALOR a sua vida.

    Menos em querer comparar com promessas socialistas amigão. Nós temos exemplos práticos de que o livre mercado funciona. A história demonstra claramente que QUANTO maior a liberdade econômica, QUANTO menor a regulamentação e intervenção do estado mais a sociedade enriquece.

  • Joao Girardi  18/08/2015 13:46
    Já que estamos falando de grandes empresas e a sua ligação com os governos para destruir o mercado, teria algum artigo comentando os subsídios, ajuda financeira e investimentos de capital feitos pelos empresários americanos em países socialistas?
  • Ronaldo  18/08/2015 17:52
    O dinheiro é deles, eles fazem o que quiser...agora dinheiro sair dinheiro do BNDES que vem de nossos impostos a história é outra.
  • Pedro  18/08/2015 16:37
    Uma dúvida. Alguém tem a fonte de onde tiraram os números para o gráfico de empréstimo do BNDES?
  • Luiz Afonso  18/08/2015 23:58
    Lendo artigos do instituto Mises agora vcs entendem porque eu virei anarcocapitalista?

    Desculpem os minarquistas, mas Estado Mínimo eu tenho minhas dúvidas se se manteria por muito tempo.
  • Ulisses  19/08/2015 03:00
    Eu sei que não é o o local correto, já que não conheço outro local melhor para debate, mas o que os liberais tem à dizer sobre o fato de que as maiores petroleiras do mundo são Estatais?
  • Guimarães  19/08/2015 03:22
    Eis a lista das 25 maiores.

    www.forbes.com/pictures/mef45glfe/1-saudi-aramco-12-5-million-barrels-per-day-3/

    As principais estatais estão todas elas, sem exceção, em países de governos autoritários que literalmente bóiam sobre petróleo -- o que, convenhamos, facilita bastante o trabalho; no mínimo, não há por que se preocupar com custos operacionais (ou você acha que a Gazprom, da Russia, está preocupada em não esfolar os pagadores de impostos do seu país?).

    Com isso em mente, confesso dificuldades para entender seu questionamento.
  • Ulisses  20/08/2015 20:32
    Noruega e México?
  • Edujatahy  19/08/2015 20:49
    kkkkk..
    É cada um..
    Eu já estou é rindo desse povo.

    Nota-se o aumento da frequência deles simplesmente porque hoje já se cogita a possibilidade de privatização da Petrobrás
  • guilherme  19/08/2015 03:11
    rapaz... eu achava q sabia das coisas. Mas vc manja dos paranauê ein, amigo??
  • .  19/08/2015 09:43
    Castigo dos brasileiros está apenas começando.
  • Adelson Paulo  19/08/2015 11:24
    Um aspecto marcante que observo nesta atual crise econômica e política que enfrentamos no Brasil é o contínuo e incessante discurso, inclusive na grande mídia, das "propostas do governo". A toda hora anuncia-se um novo conjunto de medidas, a cada dia alguma autoridade anuncia alguma nova iniciativa para "estimular a economia", a todo momento cobram-se novas ações do governo, novas "políticas públicas" (estas palavras transformaram-se num mantra repetido por todos à exaustão).
    Todavia, o que precisamos no momento é exatamente de menos governo, de menos intervenção estatal. E isto não é apenas uma opinião liberal, é uma constatação óbvia de que sem estabilidade jurídica e econômica, sem clareza do horizonte político e institucional, os investimentos privados (principalmente os estrangeiros) vão permanecer paralisados no Brasil. Não são propostas geradas nos gabinetes de Brasília que vão tirar o Brasil desta grave crise: é o trabalho e o investimento das empresas e pessoas.
    É mais um exemplo do esquerdismo estatizante crônico que impregnou a grande maioria das mentes no Brasil.
  • Giovanni Sponhardi  19/08/2015 18:34
    Nosss fera este artigo.
    Vai pra minha categoria de favoritos.


    " A grande empresa "não pode" quebrar (por que não?); a pequena pode. Megaempresários e governantes convivem num amistoso cabo de guerra. Trocam ameaças e presentes, trocam lobby, financiamentos e projetos de lei, dão e retiram apoio conforme convém. Cada parte puxa do seu lado, mas nenhuma quer que a outra solte a corda. E a corda é você. "

    FEra meu
  • Marcos   19/08/2015 23:07
    Boa noite,

    Gostaria de perguntar a respeito de regulamentações, que, como sabido servem de grande instrumento para embarreirar novos operadores no mercado.
    No entanto, confeso minhas limitações cognitivas, quando leio que o melhor seria o total abandono das regulamentações.
    É que, em um mundo complexo como o de hoje, seria de se esperar que todos os consumidores dispusessem de simetria de informação em relação a todos os tipos de serviços em que tem interesse?
    Foi dado o exemplo do setor aéreo, com suas barreiras.
    Mas, se não houvesse qualquer restrição (refiro-me especificamente as de ordens técnica, que digam respeito à segurança das pessoas), e viesse uma empresa Tabajara Air (com boa aparência, com marketing etc), vendendo passagem mais baratas, mas com comprometimento das manutenções das aeronaves.
    À luz da teoria libertária, como um cidadão comum poderia lidar com essas situações, uma vez que, provavelmente, muitos dos riscos relacionados, ele não tem nem como imaginar que existam para poder avaliá-los?
    Tenho outras dúvidas, mas, por ora , fico com essa.

    Abraços
  • Favaro  19/08/2015 23:59
    Isso, sinceramente, não faz sentido.

    O que uma empresa aérea ganharia matando todos os seus clientes em seu primeiro vôo?!

    Por que capitalistas matariam seus clientes, justamente quem lhes garante lucros?

    Como é possível ter lucro criando um serviço que mata todos os seus consumidores? Por acaso, matar consumidores é prática de capitalistas genuínos?

    No mínimo, caso tal empresa continuasse operando após seus acidentes, ela irá à falência em decorrência de todos os processos judiciais que tomará.

    Afinal, capitalistas querem lucros ou querem prejuízos? Impossível ter lucros duradouros com fraudes, principalmente em um setor que seria altamente concorrencial, como um setor aéreo com liberdade de entrada.

    Quem diz que uma empresa aérea seria desleixada e mataria seus passageiros está, na prática, dizendo que ela é gerenciada por pessoas que odeiam lucro e dinheiro.

    No livre mercado, só ganha dinheiro que presta bons serviços, e não quem presta serviços porcos. Já em um mercado regulado, aí sim é que os incompetentes ganham dinheiro prestando serviços porcos.
  • INFIEL  20/08/2015 00:22
    Acho que a duvida do Marcos se encaixaria melhor com a venda de "medicamentos"(Regulamentada pela ANVISA) ao invés do mercado aéreo.(Regulamentada pela ANAC)
  • Favaro  20/08/2015 00:49
    Sem problemas. Vou responder então para remédios.

    Isso, sinceramente, não faz sentido.

    Em primeiro lugar, você sinceramente acha que, tão logo um remédio falso seja lançado, todas as empresas farmacêuticas concorrentes não irão examiná-lo com uma lupa, ansiosas para achar um erro qualquer e denunciar essa empresa fraudadora?

    Você realmente acha que inventar algo contendo um composto químico prejudicial à saúde humana passaria em branco pelos seus concorrentes?

    Outra coisa: por que uma empresa inventaria algo que mataria todos os seus consumidores? Como é possível ter lucro criando produtos que matam todos os seus consumidores? Por acaso, matar consumidores é prática de capitalistas genuínos.

    Você realmente acredita que fabricar um produto, comercializá-lo e lançá-lo é algo extremamente simples, e que passa despercebido pelo resto da concorrência? Você acha que a concorrência não irá passar um pente fino nesse produto e denunciá-lo tão logo surja qualquer evidência, levando essa empresa fraudadora à ruína?

    Mais ainda: você realmente acredita que deliberadamente matar consumidores é uma prática capitalista? É possível ter lucro com isso? No mínimo, tal empresa irá à falência em decorrência de todos os processos judiciais que tomará

    Afinal, capitalistas querem lucros ou querem prejuízos? Impossível ter lucros duradouros com fraudes, principalmente em setores altamente concorrenciais.
  • Rennan Alves  20/08/2015 01:44
    Eu sabia essa com frutas.
  • INCONFIDENTE  20/08/2015 13:19
    Acho que a duvida do Marcos se encaixaria melhor com planos de saúde (regulamentados pela ANS) ao invés do mercado farmacêutico (regulamentado pela ANVISA).
  • Marcos  20/08/2015 17:44
    Caro Ricardo,

    Obrigado pelo artigo, particularmente o segundo.
  • Marcos  20/08/2015 17:57
    Nessa questão da regulamentação, um aspecto que penso não ser propriamente de mercado, mas a ele relacionado, é externada pela situação seguinte:

    Tenho um casa, em uma rua, em que o uso dos imóveis é totalmente residencial, como também no bairro como um todo.
    Há movimentações normais durante o dia, mas à noite, como de se esperar de uma área residencial, o ambiente é tranquilo, o que permite que as pessoas repousem e recuperem suas energias para voltar a trabalhar/produzir no dia seguinte.
    Porém, um destes imóveis (hipoteticamente) é alugado e passa a servir de espaço para atividades comerciais (uma boate, um bar, um buffet etc), com atividades à noite.
    Com isso, a movimentação na vizinhança muda siginificativamente por causa deste novo empreendimento e as noites passam a ser perturbadoras.
    As pessoas que frequentam este empreendimento não moram no bairro, de modo que este mudança não lhes impacta negativamente, pelo contrário.

    Aqui pergunto: que tipo de tratamento seria possível a esta situação?
    Restringir o uso deste imóvel para este tipo de uso, em área residencial, seria criar barreiras à livre iniciativa? (eu, inicialmente, penso que sim, mas, também inicialmente, creio que ser um efeito colateral decorrente de um valor maior, de estabilidade nas relações sociais).
    Ou isso não seria um caso de regulação não prioritariamente econômica, mas com impactos econômicos?

    Obrigado.
  • Getulio  20/08/2015 19:05
    Sua pergunta é muito boa, Marcos, pois eu vivencio esse drama diariamente. E em um ambiente de regulação totalmente estatal.

    Explico.

    Moro em uma região repleta de barzinhos. Diariamente, a partir das 18h, escuto, como se estivessem dentro da minha casa, boêmios e pinguços conversando animadamente em voz alta. Na maioria das vezes, eles berram mesmo.

    E isso perdura até por volta da meia-noite.

    Nas quartas-feiras, quando tem futebol, é ainda pior: é comum que a badalação vá até as 2 da manhã.

    Desnecessário dizer que os sábados à noite são os piores dias.

    Já nos domingos, embora a farra se encerre mais cedo (por volta das 22h), a boemia é a mais prolongada: já por volta do meio-dia esses foliões chegam e vão ficando até as 22 horas.

    Não é incomum essas pessoas ficarem no meio da rua soltando foguetes, principalmente em épocas de decisão de campeonato.

    A associação de moradores do bairro já reclamou com a prefeitura. A resposta: "esses estabelecimentos pagam impostos, empregam pessoas e agem perfeitamente dentro da normalidade".

    Com muito custo, conseguimos fazer com que nas segundas e terças-feiras eles fechassem um pouco mais cedo. E só.

    Primeira conclusão: em um ambiente de regulação estatal, vence justamente quem tem mais poder político. (Para a prefeitura, nós moradores só pagamos IPTU; já esses estabelecimentos, além de pagarem IPTU, pagam também ISS).

    Segunda conclusão: em um ambiente de regulação estatal, que é o atual arranjo, não há solução.

    Terceira conclusão: qual a solução? Ruas e/ou bairros privados. Garanto que em condomínios fechados esse tipo de coisa não acontece.
  • Anderson  20/08/2015 22:03
    Marcos,


    É o tipo de coisa que acontece quando os direitos de propriedade não são devidamente respeitados, quanto menor for o respeito pelas propriedades dos indivíduos, maior será os problemas o conflito entre os próprios indivíduos.

    No caso do estabelecimento que "aumenta o som", a solução seria direitos de propriedade firmemente protegidos, daí, nos momentos de barulho, o responsável pelo incômodo seria punido por tal ação. E isso recai sobre outros assuntos, como a polêmica poluição.

    O site do IMB tem alguns artigos sobre o assunto:

    Justiça, poluição do ar e direitos de propriedade

    E aqui você pode encontrar alguns outros artigos.
  • Sandro Lima  20/08/2015 22:16
    " É possível ter lucro com isso? No mínimo, tal empresa irá à falência em decorrência de todos os processos judiciais que tomará"

    Mas quem vai julga-los???? Quem vai faze-los pagar???
  • Mabel  20/08/2015 23:05
    O sistema judiciário, é óbvio.

    Instituição esta que sempre existiu consuetudinariamente, inclusive em sociedades sem governo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1570
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1846
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1556
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=605

    P.S.: por que lançar mão do ridículo uso dos quatro pontos de interrogação? Apenas pré-adolescentes acreditam estar fazendo uma colocação mais vigorosa ao recorrerem a este ridículo aceno ortográfico.
  • Sandro Lima  21/08/2015 16:45
    Ok, em julgamento fui julgado como culpado,
    Quem é que vai me fazer pagar????

    Ser culpado ou não, é o de menos, cumprir a pena é o que conta.

    Não adianta, em qualquer modelo, tem que existir alguém ou alguma 'entidade' que sub julgue o outro pela força. não tem jeito.



    "Se 4x? te deixou irritado, é um problema seu, não meu".

  • anônimo  31/08/2015 21:40
    A justiça privada pode contratar uma polícia privada pra te procurar e te prender.
    E vc não tem muito o que reclamar, já que assinou um contrato com ela.
  • Edujatahy  22/08/2015 12:58
    Se a empresa se recusar a pagar, primeiramente o nome dela irá para um "Serasa", afetando suas linhas de crédito e tudo mais.

    Se MESMO assim a empresa continuar tentando resistir (algo ilogocioc mas vamos continuar com esta masturbacao mental).

    O juiz do tribunal privada exigirá ao banco que tem conta da empresa a Transferência de recurso se tiver dinheiro em conta bancária.
    Ou acionará uma agência privada para alienação de bens (apropriar de terrenos, imóveis, bens diversos e etc...)

    Entenda caro. Na sua confusão mental você quer achar que alguém terá o poder de enfrentar todo o restante dos agentes econômicos para forçar a sua "forma de ser". Mas na pratica ninguém faz isso porque na pratica ninguém tem PODER para isso. Especialmente em uma situação onde não existe monopólio de justiça.




  • Alex Puglia  31/08/2015 20:41
    Amigo,

    Seus fatos sao verdadeiros, mas a conclusão eu descordo. Empresas e empresários, não são os que saem atras dos créditos governamentais. Eles saem atras de credito barato. O problema não esta nas grandes empresas, mas no mecanismo que nosso sistema politico encontrou de desviar dinheiro para seus bolsos e suas campanhas. Para nossos politicos não importa qual e o projeto, o que importa e o tamanho do empréstimo, pois a cada saída de caixa dos bancos públicos, todo sistema politico e remunerado, portanto nada mais justo do que querer emprestar grandes quantias de cada vez, e para pessoas ligadas a eles, pois so assim receberam a sua parte. Os empresários não são os que montam esse tipo de esquema, pois estão no mercado para produzir, nossos governantes desde a epoca da Coroa, crio esse sistema para que toda vez que um empresário queira usar dinheiro publico, a corte toda e remunerada, foi assim com Barao de Maua, e assim e hoje.
  • Justo Como Dedo N'água  02/11/2015 22:42
    Parabéns ao Joel. Outro belo artigo. A escolha da foto não poderia ser melhor. Coloco uma sugestão ao autor ou à equipe do MISES: levantar junto ao BNDES o valor dos empréstimos de cada uma daquelas "carinhas" que aparecem na cena da foto.
    Pobre Brasil... não tem saída. Aos brasileiros honestos, restará o aeroporto mais próximo...


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