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A secessão de um país depende do tamanho do seu território?

Quando eu ainda era um mero aluno de faculdade vivendo em Montreal, o Quebec já estava pleiteando sua secessão do Canadá.  Foi uma época intelectualmente empolgante, especialmente para um americano como eu, que sabe que, caso o mesmo debate ocorresse nos EUA, as ferrovias que vão para o estado secessionista seriam destruídas e sua população seria esfaimada.

Agora que a Escócia está planejando fazer o mesmo, seria legal açular novamente as controvérsias, só que em termos puramente econômicos.

Em 1995, a pergunta era se Quebec deveria se separar da Confederação Canadense.  As emoções falaram mais alto.  Um dos líderes secessionistas argumentou, imprudentemente, que a vitória do "Sim" faria com que todos os demais eleitores canadenses se sentissem como "lagostas jogadas na água fervente".  Açulando ainda mais os nervos estavam os federalistas alertando sobre um iminente caos econômico, político e monetário em caso de secessão.  No final, o voto foi incrivelmente apertado: 49,4% votaram pela secessão; 50,6% votaram pelo não.

Com a Escócia indo às urnas semana que vem para decidir se irá ou não se separar do Reino Unido, o tom da campanha, novamente, é de paixão e emoção.  E os secessionistas, novamente, já estão se aproximando do valor mágico dos 50%.  Mas isso ainda não é o suficiente para abrir aquela garrafa de malte: até o momento, as casas de aposta em Londres ainda estão pagando 4 para 1 contra a vitória dos secessionistas.  (O que significa que, se você apostar uma libra na vitória da secessão, você ganhará 4 libras caso sua aposta seja a vencedora).

Mas, ainda assim, a secessão permanece uma possibilidade real.

Um dos principais debates é sobre se a Escócia é pequena demais ou insignificante demais para se tornar independente.  Durante o referendo de Quebec ocorreu um debate praticamente idêntico, com os secessionistas argumentando que o Quebec possuía uma população maior que a da Suíça e um território maior que o da França, ao passo que os federalistas preferiam comparar Quebec aos EUA ou ao "resto do Canadá" para mostrar sua insignificância.

Em uma curiosa coincidência, a Escócia de 2014 e o Quebec de 1994 têm praticamente a mesma população: entre 5 e 6 milhões de pessoas.  Isso é praticamente o mesmo que a Dinamarca ou a Noruega, e meio milhão a mais que a Irlanda.  Mesmo em termos territoriais, a Escócia se impõe: praticamente o mesmo tamanho da Holanda e da Irlanda, e três vezes maior que a Jamaica.  O fato de Irlanda, Noruega, Holanda e Jamaica serem considerados países de tamanho sustentável é apenas mais um ponto em prol dos separatistas.

Portanto, ser pequeno é possível.  Agora, é uma boa ideia?

A resposta, talvez um tanto surpreendente, é um retumbante "sim!".  Ao menos estatisticamente.  Por quê?  De acordo com os números do World Bank Development Indicators (Indicadores de Desenvolvimento do Banco Mundial), dentre as 45 nações soberanas da Europa, os países pequenos são quase duas vezes mais ricos que os países grandes.  A diferença da riqueza per capita entre os 10 maiores e os 10 menores é de 84% quando se considera toda a Europa, ou 79% quando se considera somente a Europa Ocidental.

Trata-se de uma diferença abismal.  Para colocar um pouco de perspectiva, uma diferença de riqueza de 79% é a diferença entre a Rússia e a Dinamarca.  Isso é impressionante quando se considera as similaridades históricas e culturais dentro da própria Europa Ocidental.

Mesmo entre as nações de mesmo idioma, as diferenças são gritantes: a Alemanha é mais pobre, em termos per capita, do que as pequenas nações que também falam alemão (Suíça, Áustria, Luxemburgo e Liechtenstein); a França é mais pobre, em termos per capita, do que as pequenas nações que falam francês (Bélgica, Andorra, Luxemburgo, Suíça novamente, e, é claro, Mônaco).  Até mesmo a Irlanda, que foi durante séculos devastada pelos ingleses belicistas, é hoje mais rica do que seus senhores do Reino Unido, que possui um território 15 vezes maior.

Por que isso ocorre?  Há duas razões.  A primeira é que os governos de países menores tendem a ser mais suscetíveis às demandas de sua população e mais intimidados por ameaças de emigração.  Quanto menor o país, mais forte tende a ser a reação da população a políticas insensatas, e consequentemente mais sensatas tendem a ser as políticas adotadas por seus governos.  Ideias ruins tendem a ser corrigidas mais precocemente. 

Como explicou Hans-Hermann Hoppe:

Governos pequenos possuem vários concorrentes geograficamente próximos.  Se um governo passar a tributar e a regulamentar mais do que seus concorrentes, a população emigrará, e o país sofrerá uma fuga de capital e mão-de-obra.  O governo ficará sem recursos e será forçado a revogar suas políticas confiscatórias.  Quanto menor o país, maior a pressão para que ele adote um genuíno livre comércio e maior será a oposição a medidas protecionistas. 

Toda e qualquer interferência governamental sobre o comércio exterior leva a um empobrecimento relativo, tanto no país quanto no exterior.  Porém, quanto menor um território e seu mercado interno, mais dramático será esse efeito.  Se os EUA adotarem um protecionismo mais forte, o padrão de vida médio dos americanos cairá, mas ninguém passará fome.  Já se uma pequena cidade, como Mônaco, fizesse o mesmo, haveria uma quase que imediata inanição generalizada.

Imagine uma casa de família como sendo a menor unidade secessionista concebível.  Ao praticar um livre comércio irrestrito, até mesmo o menor dos territórios pode se integrar completamente ao mercado mundial e desfrutar todas as vantagens oferecidas pela divisão do trabalho.  Com efeito, seus proprietários podem se tornar os mais ricos da terra. 

Por outro lado, se a mesma família decidir se abster de todo o comércio inter-territorial, o resultado será a pobreza abjeta ou até mesmo a morte.  Consequentemente, quanto menor for o território e seu mercado interno, maior a probabilidade de sua adesão ao livre comércio.

Caso Mao Tsé-Tung fosse o prefeito de uma pequena cidade em vez de chefe de um país de quase um bilhão de pessoas (à época), suas ideias insanas não teriam chacinado milhões de pessoas.

A segunda é que países pequenos não têm dinheiro para desperdiçar em ideias megalômanas.  Coisas como guerra ao terror, guerra às drogas, invadir outros países, mandar tropas para outros países, ou espalhar bases militares ao redor do mundo não estão na agenda desses países.  Uma Escócia independente, ou o Quebec, não irão invadir o Iraque.  É necessário um país grande para se fazer coisas realmente insanas.

É claro que há outras questões mais prementes a serem consideradas pelos escoceses, de impostos e subsídios a empresas ameaçando ir para a Inglaterra em caso de secessão.  Além de, é claro, as profundas questões histórico-culturais da região.

Ainda assim, como economistas, o que podemos dizer é que a Escócia é grande o suficiente para "sobreviver" por conta própria; e, com efeito, é bem provável que ela se torne mais rica após a secessão.  É melhor se tornar pequena e rica como a Irlanda do que continuar grande e pobre (sempre em termos per capita) como o Reino Unido.


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autor

Peter St. Onge
é pesquisador temporário do Mises Institute e professor assistente da Fengjia University College of Business, em Taiwan.  Seu blog é Profits of Chaos.


  • Andre Cavalcante  12/09/2014 15:12
    Logo de cara pensei no pequenino Portugal, que já foi 2o comandante do mundo em eras passadas e hoje é uma vírgula social-democrata na Europa. Lá é pequeno, tem um mercado consumidor minúsculo, aproximadamente 10 milhões de habitantes e não é rico. Aliás um dos países mais pobres da Europa e com um estado babá. Só não tem medidas mais protecionistas porque a UE não permite e o euro mostrou como a transferência de renda de alemães e outros povos vão para lá mitigar este estado de coisas. Portugal seria o contraponto ao autor e ao artigo?

    Então matutei que, na verdade, Portugal é prova cabal do seguinte parágrafo:

    "Governos pequenos possuem vários concorrentes geograficamente próximos. Se um governo passar a tributar e a regulamentar mais do que seus concorrentes, a população emigrará, e o país sofrerá uma fuga de capital e mão-de-obra. O governo ficará sem recursos e será forçado a revogar suas políticas confiscatórias. Quanto menor o país, maior a pressão para que ele adote um genuíno livre comércio e maior será a oposição a medidas protecionistas."

    Porquê? Se há 10 milhões de portugueses vivendo no continente, há outros 5 milhões vivendo fora. Tudo bem que tem o fator cultural, os portugueses são um povo que sempre viveu para "além-mar". Mas 50% da população não é nada simplório. Portugal só não fez o dever de casa e se abriu, como o texto remonta, porque o resto da UE está bancando o wellfare state na terrinha, ainda trazendo algum recurso para Portugal manter-se. Uma hora este recurso vai acabar!

  • Jeferson  12/09/2014 15:23
    33% da população.
  • Andre Cavalcante  12/09/2014 16:37
    Certo! 50% da população do continente é 33% da população total.

    Abraços
  • Marcos  12/09/2014 15:48
    O fato é que, desde que Portugal abandonou a monarquia e se tornou uma república em 1910, a coisa degringolou geral. Um país que até então sempre esteve no centro do mundo, repentinamente virou uma mera nota de rodapé na Europa. A importância econômica do país é insignificante.

    Atualmente, o país é um mero protetorado de Bruxelas, e seu governo faz apenas seguir ordens da Comissão Europeia (o que, diga-se de passagem, não é de todo ruim; fosse Brasília submetida a Bruxelas, haveria um pouco mais de ordem na orgia).

    Mais um exemplo de país que despontou para a irrelevância após a abolição da monarquia e a adoção da república.
  • Andre Cavalcante  12/09/2014 16:43

    Concordo que o fator histórico pesa, mas não creio que seja o determinante não. Aqui acho que o problema mesmo é a mentalidade. Já morei em Portugal mais de 1 ano e te digo que a mentalidade assistencialista que se tem lá não difere muito da que temos aqui. Libertários por lá só no âmbito pessoal. Pelo menos já tem um instituo mises por lá. A monarquia, creio, ajudaria numa mentalidade menos assistencialista, mas acho que não resolveria. De qualquer forma, o estado, mesmo na monarquia, seria wellfare state, como os demais europeus.



  • Nego Albino  13/09/2014 04:14
    Adivinha qual a nacionalidade do maior grupo de estrangeiros na suíça. isso mesmo, portugas. lembrando também que os estrangeiros na suíça são uma grande parte da população (não lembro agora se 25% ou o que), reforçando a idéia de que as pessoas "votam com os pés".
  • Gênesis Douglas Godoy  12/09/2014 15:44
    Uma divisão dos territórios brasileiros, de acordo com as diferenças cultural e econômica de cada região seria uma boa ideia, pois nos livraríamos de uma governo centralizado que impõe uma politica generalista a todos os brasileiros. Criaríamos novos países com estas nações que já existem dentre do Brasil, cada uma com seu governo e leis próprias, com certeza o nível de riqueza destes novos países subiria rapidamente. Não faz sentido uma pessoa que mora aqui em Rondônia como eu ter que pagar os mesmos impostos ou responder as mesmas leis que um outro indivíduo que se localiza em um estado como por exemplo são paulo.
  • Tory  12/09/2014 16:15
    Se respeitassem o federalismo já seria uma grande melhora.
  • Carlos  12/09/2014 16:21
    Tens razão! Mas talvez não fosse necessário fazer um país e sim uma federação de Estados mais independentes, como é os Estados Unidos. Um governo central sem a preocupação de tutelar os estados membros e estes com poderes para legislar de acordo com uma constituição federal mais simplificada.

    Mas países individualizados também não é uma má idéia...
  • Enrico  12/09/2014 17:25
    Uma simples proposta de três itens:
    - abolir o poder legislativo e instaurar o direito natural;
    - tornar os municípios autônomos e os financeiramente incapazes se uniriam em modelo de condado; e
    - abolir todos os impostos federais e estaduais, sustentando os estados com uma alíquota única sobre a arrecadação de seus municípios e a união com uma alíquota única sobre a arrecadação de seus estados.

    É plenamente viável debater essas questões no país de hoje. Se essas três mudanças fossem feitas, as intervenções estatais tornar-se-iam nulas, as cidades concorreriam por empresas e indivíduos e a centralização de poder estatal evaporaria. Já consigo imaginar diversas Hong Kongs e Singapuras surgindo por aqui, principalmente nos locais mais pobres.
  • Rodnei Cardozo Moreira  12/09/2014 19:34
    Boa parte municípios brasileiros são insolventes, pequenas vilas no meio do nada que vivem do funcionalismo público e de subsídios (bolsas).

    A idéia é boa, mas logo da implantação haveria um mimimi imenso, pois grande parte desses municípios iria rapidamente falir, as pessoas teriam que se mudar e começaria a choradeira.

    Na verdade isso ocorreria com integrantes de qualquer setor que fosse desmamado do dinheiro público, mas falir centenas de cidades inteiras de uma só vez criaria revoluções e grande instabilidade.

    É a recessão arrumando os municípios parasitas, mas no início seria extremamente doloroso, e violento.
  • Enrico  13/09/2014 01:33
    É por isso que eu eu coloquei que "os financeiramente incapazes se uniriam em modelo de condado". Todos esses diversos municípios que só servem para sustentar parasitas seriam unidos em um só e o título de cidade seria meramente um símbolo, exatamente como nos EUA.

    Os municípios autossuficientes, entretanto, não se uniriam com nenhum outro, continuando independentes.

    Todos os municípios teriam plena autonomia para legislar sobre tributação, administração e tudo que não tenha a ver com questões de defesa nacional (única competência que seria da união) e de segurança pública e justiça (únicas competências que seriam dos estados). Nenhum município ou condado seria obrigado a ter uma estrutura fixa de vereadores e funcionários, nem executar planos mirabolantes definidos pelos habitantes de luxo do detrito federal e teriam, por cinco anos, um FPM um pouco mais elevado para organizar as finanças decentemente. Depois desses cinco anos, a única redistribuição seria os estados cobrando sobre arrecadação de seus municípios/condados e a união cobrando de seus estados e os impostos federais e estaduais totalmente erradicados.

    É um plano pragmático, sem caráter de ser radical, mas que traria uma verdadeira guerra fiscal e certamente limitaria o poder estatal, enriquecendo toda a população quando isso começar a acontecer. Hoje em dia, os próprios municípios não sobrevivem no sistema e vemos confederações de prefeitos indo à Brasília mendigar por verbas.
  • Erandur of Dawnstar  20/10/2014 18:41
    Seria ótimo, des de que fosse um processo. Em especial estados do Norte e Nordeste com o coronelismo que possuem, e liberdade econômica mínima, não iriam vingar. Rondônia por exemplo fica geograficamente "mal-localizada"... Do dia para a noite seria algo muito doloroso. Mas aquela história, de todos os estados tivessem no mínimo uma "zona-franca de Manaus" as coisas já melhorariam....
    Mas essa conversa aqui hoje infelizmente é uma "masturbação mental". Estamos caminhando EXATAMENTE na direção oposta, e consequentemente abraçando a pobresa e a centralização do poder...
  • Manauense  20/10/2014 19:47
    Cara,

    A Zona Franca de Manaus é uma zona, sem dúvida, mas franca, acho que nunca foi. A diminuição de impostos aqui é mais que compensada pela burocracia necessária para obtê-la, a tal ponto que as empresas ficam reféns do estado, que dá redução de ICMS por um tempo e fica a cargo dele próprio a sua manutenção e/ou renovação, findo o prazo acordado - ou seja, a empresa é forçada a colocar dinheiro onde o governo do estado quer, em geral, na UEA (Universidade do Estado do Amazonas), através do dinheiro de P&D das empresas de informática ou diretamente em "projetos" do governo. Se a empresa não topa, fica com os preços acima do mercado internacional fácil, fácil e, mesmo com a alíquota de importação estratosférica no Brasil, a empresa vai parar mesmo é na China, que, pasmem!, tem condições de liberdade de atuação maiores que aqui.

    Mas, um ponto seja dito, mesmo com a pífia redução de impostos que se consegui nestas bandas, o modelo já fez uma transformação da cidade de Manaus, de uma cidadezinha do interior com menos de 500.000 habitantes quando do início da ZFM para quase 2 milhões hoje. Também, mesmo com a redução da carga tributária para as empresas daqui, o estado, como um todo, é mais doador de impostos que recebedor, em relação à Brasília.


  • Silvio  20/10/2014 20:05
    Não por isso. A Nova Zelândia também fica "mal localizada" e nem por isso a aplicação de boas doses de liberdade econômica fez mal àquele país: www.mises.org.br/Article.aspx?id=692
  • Do Norte  21/10/2014 14:26
    Pois é,

    E Rondônia não fica mal localizada. Ela tá bem na divisa de dois grandes biomas do Brasil: a Amazônia e o Cerrado. Tem acesso ao mar fácil pelos Rios Madeira e Amazonas (ao contrário do Paraguai que só depende do Prata). E é fácil construir estradas até Brasília e de lá pros grandes centros consumidores do sudeste e sul (opa! a estrada já tá até construída, mas, sabe como é... coisa feita pelo governo e então a estrada então não presta).
  • Felipe  30/06/2017 23:52
    O Brasil é uma república federativa apenas no papel. Na prática, ainda nos comportamos como um estado unitário.
    Essa Constituição de 1988 é que ferrou com tudo. Ela especifica muitas que nem deveriam ter entrado na pauta.
    Enquanto não revogarem essa constituição fazendo outra ou adotando, novamente, a mais liberal de todas as constituições brasileira, a de 1824, continuaremos com esse governo centralizador.
  • IRCR  12/09/2014 16:37
    Fico imaginando como ficaria os estados do norte/nordeste caso o brasil realmente fosse federalista e cortasse as transferencias de recursos dos estados mais ricos para lá. E logico q brasilia tb fosse dissolvida como poder central.
  • Genesis Douglas Godoy  12/09/2014 18:08
    Rapidamente seriam criados instrumentos para facilitar a instalação de industria e comercio de toda a parte do mundo, logicamente apenas se estes estados do norte e nordeste se a brisem para o livre comercio, de outra maneira isto não aconteceria, mas estes novos estados ficariam livres da regulação central.
  • Andre Cavalcante  12/09/2014 18:52
    Eu moro em Manaus.

    Essa é uma pergunta que eu também me faço. Note que tudo depende da população, de sua cultura e da sua capacidade de enfrentar os desafios.

    A região amazônica tem um problema realmente sério: tem muita abundância natural por aqui. Isso é um problema porque não é necessário muito para se manter vivo, nestas bandas. Se você precisar de madeira para construir sua casa, basta ir no meio da mata e terás plenamente satisfeita sua necessidade. Água, igualmente não é um problema, você tem, literalmente à sua porta. Temos um número virtualmente infinito de possibilidades de caça, pesca, frutas, raízes e sementes.

    Essa abundância faz com que a gente não precise de grandes inovações em termos de ferramentas. Tudo isso pensando em subsistência, claro. Talvez, por isso, no passado não houve grandes impérios por estas bandas, enquanto um vizinho nosso, nos Andes, que tinha um problema sério com água (ou tava congelada ou tava evaporada), se tornou um dos grandes impérios da Terra.

    Mas se passássemos a explorar com consciência todo esse potencial (hoje a exploração é muito predatória, porque há uma verdadeira corrida em direção à famosa tragédia dos comuns), de uma forma livre e ordeira (isto é, com respeito a propriedade privada), acho que a coisa mudaria de figura muito rápido e muito provavelmente não teríamos grandes problemas em nos separar do Brasil. De fato, o Amazonas, por causa da Zona Franca (que é um naco de redução de impostos, se comparado com o todo no Brasil), já transformou o estado em enviador de impostos para os outros estados. Então, do ponto de vista puramente financeiro, seria uma boa a independência, porque poderíamos aplicar reduções de impostos mais fortes (por exemplo, menos IR que não iria para Brasília, mas ficaria por aqui mesmo), o que atrairia as empresas. Temos o problema da infraestrutura, que é precária, mas nada como direito de propriedade para trazer investimentos pra região, sendo que não temos problema de acesso ao mar, uma vez que o maior rio do planeta corta a região, literalmente sendo um caminho natural.

    Agora não vejo muito de empreendedorismo, aceitação de risco, ou mesmo vontade do povo para uma secessão. Também não vejo muito de respeito a propriedade privada. Aqui tá todo mundo muito acostumado com o toma-lá-dá-cá entre Brasília, São Paulo (sim, a gente depende muito de São Paulo e os Paulista da gente) e Manaus.


  • Ed  12/09/2014 19:11
    Existe o modelo de microrregiões brasileiras:
    pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Microrregi%C3%B5es_do_Brasil

  • Ed  12/09/2014 19:15
    ou se for muito para o povo brasileiro absorver de uma vez só, existe outro subdivisão que serveria de preparo:

    pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Mesorregi%C3%B5es_do_Brasil
  • Primo  12/09/2014 20:06
    A questão é mais emocional que técnica, por isso que o debate está se encaminhando pelo lado emocional. No Brasil, temos um controle de comercio com outros países bem rígido. O controle do comércio entre os estados do Brasil já é mais flexibilizado. O comércio entre as cidades de um mesmo estado tem menos entraves burocráticos. O comércio entre indivíduos de uma mesma cidade é mais simples ainda, é quase um livre comercio. O comércio entre pessoas de uma mesma casa é praticamente o livre comércio. O que acontece em uma casa? As pessoas comercializam entre si ou compartilham? A uma balanço subjetivo de valores de contribuição de cada indivíduo para a manutenção da casa? Isso não é feito por meio de teorias, mas é feito emocionalmente. Quando alguém sai de casa a decisão é emocional e não técnica.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  12/09/2014 20:54
    Esqueçam isso. Não existe secessão no mundo moderno.
  • Pedro Ivo  17/09/2014 11:37
    Se a gente esquecer, ai você tem razão e não existe secessão no mundo moderno.
  • Dom Comerciante  13/09/2014 01:09
    Primo,
    De fato, a secessão é sempre algo muito emocional e no começo, quando você se separa da família oir exemplo, dificilmente não irá passar por dificuldades de início, mas as consequência da independência dificilmente serão negativas, na verdade é certo que se você trabalha e tem alguma perspectiva de futuro, não terá como não se beneficiar da própria independência. Se usarmos o mesmo raciocínio para uma região ou país que se separou e tornou-se independente, a auto-suficiência viria quase naturalmente caso esse novo país estivesse plenamente aberto ao livre mercado.
  • Obsevadora  13/09/2014 15:30
    Apenas um breve ensaio...

    Devo dizer que diante deste argumento de que países pequenos são mais fáceis de se administrar e até enriquecerem, resolvi "aproveitar o clima", e começar a procurar qualquer região ou município por aí, e promover sua secessão.

    Mas, enquanto eu (nada modesta) não encontro um local propício e convenço pelo menos uns cinco milhões de pessoas a pedir a emancipação, estou tendo que lidar com algumas dúvidas que desde já vão surgindo. O bom é que com certeza vai ficar muito mais fácil convencer as pessoas se tiver pelo menos uma plataforma que ofereça algumas garantias.

    E como sou uma pessoa que entende de economia tanto quanto de astrofísica, fiquei pensando no que acontecerá ou o que fazer com a moeda. Manter o real não me parece uma boa opção. A princípio, não conseguiria persuadir nem a mim mesma com esse argumento.

    Por isso a você, caro(a) colega leitor(a), que entende de economia ou que tem mais tempo de casa que eu -e portanto está mais preparado para ver o que colaboraria melhor para o desenvolvimento uma sociedade próspera digna de elogios- nessa situação pergunto qual é a melhor opção: manter o real, transitar para uma outra moeda já existente ou criar uma nova?

    Não precisa responder mas, caso tenha um bom conselho, não deixe de compartilhar. Eu sei que provavelmente há uma grande dificuldade em levar a sério essa questão, mas insisto que se esforce. Um leve treinamento, sem nenhum compromisso, não fará mal à ninguém.

    E sem mais para o momento, muito obrigada e até a próxima.
  • Primo  13/09/2014 18:15
    Olá Observadora! Vejo que já esta participando e não apenas observando. Porque você está preocupado com a moeda? Por acaso você seria a nova presidenta ou rainha do lugar? O preocupação de definir moeda é de quem não gera riqueza, isto é, de quem não tem nada a oferecer em uma troca. Se as pessoas do local tiveram o que trocar e houver o interesse voluntario de fazerem as trocas a moeda irá surgir naturalmente entre os interessados. Não me leve muito a sério, isso é apenas um palpite meu.
  • Marcelo Henrique  14/09/2014 20:18
    Sobre qual moeda usar seria papel do livre mercado, ninguém seria obrigado a usar o real, se as pessoas quisessem fazer suas trocas em dólares elas fariam, se elas quisessem usar o euro elas poderiam, ou qualquer outra moeda, até mesmo uma nova moeda poderia surgir deste arranjo para satisfazer essas pessoas, inclusive uma moeda lastreada em algum metal como o ouro ou a prata.
  • anônimo  17/09/2014 13:38
    Esse livro tb pode ser útil
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=92
  • anônimo  17/09/2014 14:27
    'Mas, enquanto eu (nada modesta) não encontro um local propício e convenço pelo menos uns cinco milhões de pessoas a pedir a emancipação'

    Isso foi uma tentativa de ironia? Se foi, saiba que existem muitos libertários pelo mundo que já estão fazendo coisas parecidas, existe o free state project, as zonas de desenvolvimento econômico de Honduras, o instituto Seastading...
  • Observadora  17/09/2014 19:30
    Muito obrigada pela sugestão do livro, caro anônimo. Pelo "convencer cinco milhões de pessoas", um exagero que só serve para dificultar, foi sim uma tentativa de ironia. É que como foi só uma vã ideia que me veio à mente, e as primeiras ideias nunca chegam nem perto de serem razoáveis, então já fui logo dando um jeito de fazer pouco-caso da mesma. Mas fico feliz em saber que iniciativas semelhantes já estão sendo colocadas em prática.

    Grande abraço e até a próxima.
  • Pedro Ivo  18/09/2014 14:17
    É que como foi só uma vã ideia que me veio à mente, e as primeiras ideias nunca chegam nem perto de serem razoáveis, então já fui logo dando um jeito de fazer pouco-caso da mesma.

    Isto de se autodesqualificar pode ser dissonância cognitiva. Quando há um conflito entre ideias, crenças ou opiniões incompatíveis (real ou aparentemente incompatíveis) tendemos a encontrar uma racionalização que desqualifique uma em favor de outra. Penso que suas crenças (aparentemente) incompatíveis sejam "seu desejo secessionista" e "dar-se conta das complexidades práticas da secessão". E frente estas dificuldades (que devem ter suplantado a abrangência de suas ideias) você deu "um jeito de fazer pouco-caso da mesma". Não é por aí Observadora. Também me interesso d+ por secessão e defesa. Leio sobre o assunto faz mais de 2 anos, e quanto mais rezo mais assombração aparece, porque é complexo mesmo.

    O estado monopolizou todas as soluções de defesa e soberania territorial nos últimos 400 anos, de modo que é um mercado completamente desfigurado, em que as sinalizações do sistema de preços e de livre-concorrência estão ausentes, criando toda sorte de distorções. Qualquer solução que vise por-se fora deste arranjo vai esbarrar nesta situação de esquizofrênia, pois há uma cisão entre os arranjos que o estado sustenta, e aqueles que podem efetivamente atender às demandas das pessoas pela gestão de território e defesa.

    Portanto não se autodesqualifique! Prossiga refletindo! Precisamos urgentemente de novos parâmetros, e alguns deles podem mui bem vir de você.
  • Juliana  18/09/2014 19:30
    Olá Pedro Ivo, eu sou a Obsevadora! Fiquei até sem palavras para agradecer por este puxão de orelha. Você foi na mosca, eu já constatei exatamente essa dissonância cognitiva, além de outras contradições e incoerências. E vejo que não tenho tido muito sucesso em corrigir tal desvio. Talvez precisasse alguém chamar a minha atenção para eu acordar. E o mínimo que eu posso fazer é acabar com esse codinome, que além de ser coisa de quem só observa e não participa, não tem-me sido muito auspicioso.

    Mas mesmo que não seja suficiente, não vou deixar de agradecer pela merecida repreensão e também pelo incentivo para seguir em frente. O resto vou ficar devendo.


  • Pedro Ivo  19/09/2014 12:43
    ...eu já constatei exatamente essa dissonância cognitiva (DC), além de outras contradições e incoerências. E vejo que não tenho tido muito sucesso em corrigir tal desvio.

    - Não é bem um 'desvio', mas provavelmente algo inerente à condição humana: como é difícil ao ser humano sustentar crenças inconciliáveis, ele acaba optando por uma delas, ou criando uma ponte entre elas, ou justificando/racionalizando dalgum modo uma posição qualquer. Dar-se conta da DC significa que você pode flagrar-se nela e aos d+, mas não pode esquivar-se de praticá-la (ou pelo menos foi como me ensinaram).

    Talvez precisasse alguém chamar a minha atenção para eu acordar. E o mínimo que eu posso fazer é acabar com esse codinome, que além de ser coisa de quem só observa e não participa, não tem-me sido muito auspicioso.

    - Entendo seu receio em expor seu nome. Também temo esta época sombria em que estamos, quando 'movimentos sociais' fazem ameaça de enfrentamento e antagonização caso o atual governo não seja reeleito.

    Mas mesmo que não seja suficiente, não vou deixar de agradecer pela merecida repreensão e também pelo incentivo para seguir em frente. O resto vou ficar devendo.

    - Não há débitos entre amigos. Além de que, se cada um ajuda no que pode (uma palavra, uma postagem, um conselho, um gesto) nos tornamos uma sociedade de benfeitores. E como a única coisa que posso fazer no momento é partilhar o que sei, é meu dever perante D'us.
  • Dalton C. Rocha  13/09/2014 16:59
    O artigo deixou de lembrar pequenos "paraísos" na Terra, como: Nicarágua, Honduras, El Salvador, Cuba, etc.
    Em suma. A qualidade do governo, não depende do tamanho do país. O artigo tem tese errada. Mais. Para se fazer certas coisas, tem de ser grande mesmo. A Suiça nunca poderia derrotar o Nazismo; mesmo se tentasse. Os USA e a então União Soviética podiam derrotar o Nazismo. E o fizeram.
  • Eduardo Bellani  13/09/2014 21:54
    Os USA e a então União Soviética podiam derrotar o Nazismo

    Seu único argumento é de que a derrota do nacional-socialismo justifica a existência
    de um estado grande. Esquece de mencionar as causas do nacional-socialismo e também que
    esse modelo de governo era estabelecido num estado grande.

  • Pobre Paulista  14/09/2014 00:11
    Outra coisa bastante errada é separar o sujeito do predicado com uma vírgula.
  • Pedro Ivo  17/09/2014 12:59
    Verdade: o que o idioma uniu que a vírgula não separe.
  • Enrico  14/09/2014 00:49
    Errou, errou, errou! Os suíços não derrotaram, mas se protegeram direitinho: www.mises.org.br/Article.aspx?id=975

    A questão militar não se resume em apenas haver um grande país, já que há alianças militares e países cujos civis estão bem armados não são tão fáceis de invadir, a não ser que você deseje lançar um brinquedinho para matar uma considerável parte dos habitantes.
  • Pedro Ivo  17/09/2014 12:57
    Dalton, os suíços não derrotaram os nazis, mas a única campanha de que Hitler foi dissuadido por seus generais foi a invasão da Suíça, pois todos concordaram que tomá-la era inviável (podia ser possível, mas o custo era proibitivo).

    Vide Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços e
    Defendendo uma nação livre
  • anônimo  17/09/2014 13:35
    'Em suma. A qualidade do governo, não depende do tamanho do país. O artigo tem tese errada.'

    Não, o que errou foi a sua interpretação, o artigo jamais disse isso.Ele disse que ter tamanho pequeno é uma condição positiva, mas hora nenhuma disse que era suficiente
  • Ali Baba  13/09/2014 18:38
    @Obsevadora 13/09/2014 15:30:35

    Apenas um breve ensaio...

    Boa sorte. O estado brasileiro é indivisível de acordo com a constituição. Se você tentar fazer qqer coisa para criar um micro-estado ou uma cidade-estado, esteja preparada para resistir ao exército brasileiro.

    Supondo que tal coisa fosse possível, o melhor a fazer é não ter moeda e deixar as pessoas usarem a moeda que quiserem (ouro, reais, dolares, alfinetes, o que quiserem). Caso você ainda assim deseja que seu micro-estado tenha uma moeda (tanto por questoes emocionais quanto por querer usufruir da senhoriagem da moeda), duas opções são interessantes: uma moeda com lastro em um bem escasso (como o ouro), ou um currency board, com lastro em moeda forte (euro, dolar, iene, libra).
  • Pedro Ivo  17/09/2014 13:13
    Se você tentar fazer qqer coisa para criar um micro-estado ou uma cidade-estado, esteja preparada para resistir ao exército brasileiro.

    Da mais recente vez que vi, o Exército tinha munição para dois dias de combate. Se ela conseguir um grupo mercenário como a Black Water (Atualmente 'Academi', antiga 'Xe') para combater, corre o risco de ser bem sucedida, pois a principal função de um grupo armado e elevar os custos de se travar o combate, anulando os benefícios (no caso, de se manter aquela parte do território).

    A maioria dos estados sul-americanos e africanos, hoje, corre este risco: basta um louco rico e bem armado dar início a uma secessão ou golpe de estado.

    Também não gosto desta realidade, mas estamos sujeitos a ela.
  • Eduardo  14/09/2014 01:17
    Espero que a Escócia consiga se livrar das garras "Iron Maiden" inglesas, e que possamos brindar sua secessão com uma boa dose cowboy de Scotch Whisky. E não importa se ela será socialista ou liberal, ou mesmo um sistema mesclado, contanto que seja independente. Eu sei de uma coisa: socialismo sem dinheiro e sem pinga é insustentável. E, pelo menos hoje, a Escócia tem as duas coisas de sobra. Esperamos, obviamente, que adote um sistema liberal, de modo que as coisas tenham durabilidade e sejam sustentáveis no longo prazo, e que isso não cause um arrependimento a curto prazo para uma volta à dependência, o que seria uma derrota para os escoceses, povo este guerreiro e que sempre teve sua identidade preservada ao longo de sua história, mesmo a duras penas.
  • Pedro Ivo  17/09/2014 13:05
    Já eu desejo que a Inglaterra se livre da Escócia. Se dos 42 deputados escoceses na Câmara dos Comuns 41 são trabalhistas, e se sem a Escócia no UK os Conservadores terão confortável margem nas votações, então o fabianismo levará um duro golpe.
  • Observadora  15/09/2014 12:30
    Espero que não seja muito tarde para agradecer.

    Primo 13/09/2014 18:15:37

    Em primeiro lugar, caro Primo, muito obrigada pela gentileza da sugestão. Mas eu não iria tão longe ao ponto de considerar uma participação minha, e diria que é apenas uma consulta. Eu deveria inclusive mudar o meu papel aqui para o de 'Pesquisadora' daqui pra frente. Eu gosto de "ouvi-los''. Lógico que este não é nem um bom lugar para se fazer uma pesquisa de opinião, mas eu achei que valeria a pena arriscar, e tentar fazer isso de uma maneira sutil ou indireta. Posso dizer que não me arrependo.
    E obrigada a você também, caro Marcelo. Os comentários de vocês foram "música para meus ouvidos."

    Ali Baba 13/09/2014 18:38:56

    A você, caro Ali Baba, agradeço em dobro pela resposta e pelo alerta. Embora eu seja o tipo de pessoa que acredite que tudo é possível e até ache esse desafio de criar um território independente muito interessante, realmente não é meu objetivo fazê-lo. Minha intenção ao destacar essa possibilidade como séria, além de saber o que pensam os leitores aqui , é mais por provocação, para que fôssemos todos levados a pensar um pouco além da zona de conforto.

    Só nessa pequena questão, parece-me que há um consenso por aqui de que um arranjo onde as pessoas fossem livres para escolher que moeda iram usar seria não só mais natural como também benéfico a todos. E aí contrastando com a realidade que vivemos, não é exagero dizer que estamos todos na condição de prisioneiros.

    E já que você citou o exército, me ajudou a ver que esse é em grande parte o ponto. De fato não seria nada viável criar um micro-estado na forma como eu expressei. Teríamos que começar por criar nossas próprias forças armadas se não quiséssemos todos irmos presos.

    Mas estamos em uma era de revolução através das ideias, onde qualquer iniciativa que envolva ou passe por um conflito armado é completamente fora de moda. E lendo os comentários daqui, este me parece ser um verdadeiro ponto de encontro de revolucionários, à maneira moderna.

    Então está aí o meu problema. Como eu penso que algumas características relativas a um exército de verdade cabem, são fundamentais e não estão sendo cultivadas, o desafio imaginativo que propus também foi mais ou menos uma tentativa de desenvolver, unir, treinar, etc., nesses moldes, um pensamento comum. Só isso.

    Tentei escrever pouco mas espero ter sido entendida, só para que não deixem de me alertar e me corrigir onde eu estiver equivocada.

    E sem mais para o momento, muito obrigada e até a próxima

  • Pedro Ivo  17/09/2014 13:31
    Observadora, há uma sequência de 7 artigos, em espanhol (este é o 1º dos sete,Aboliendo el estado I, e tem links aos originais em inglês) que podem te interessar.
  • Pedro Ivo  17/09/2014 13:52
    Sobre exércitos mercenários, vide Private military company
  • Ali Baba  17/09/2014 15:54
    @Observadora 15/09/2014 12:30:51

    A você, caro Ali Baba, agradeço em dobro pela resposta e pelo alerta. Embora eu seja o tipo de pessoa que acredite que tudo é possível e até ache esse desafio de criar um território independente muito interessante, realmente não é meu objetivo fazê-lo. Minha intenção ao destacar essa possibilidade como séria, além de saber o que pensam os leitores aqui , é mais por provocação, para que fôssemos todos levados a pensar um pouco além da zona de conforto.

    E já que você citou o exército, me ajudou a ver que esse é em grande parte o ponto. De fato não seria nada viável criar um micro-estado na forma como eu expressei. Teríamos que começar por criar nossas próprias forças armadas se não quiséssemos todos irmos presos.


    Acho melhor não criar um exército próprio. Na realidade, isso é o embrião de um novo surto estadista. Mesmo que você tenha a intenção de criar um estado mínimo em que esteja previsto forças armadas para defesa, você não estará no controle desse estado após a sua morte, e não há motivos para crer que as pessoas do futuro seguirão o seu mantra de estado mínimo. O futuro não é a prova de escroques.

    O melhor modelo, nesse quesito, é o suíço. Todos os cidadãos são o exército. Todos os homens acima de 18 anos recebem treinamento militar por 18 meses, e saem após o treinamento para suas casas com um fuzil embaixo do braço. Esse é o exército de um povo libertário. Não está a mercê do déspota da vez que quiser implantar seus grandiloquentes planos de dominação. Quem vai atacar um território onde qualquer um pode ser o inimigo? E pra quê? Muito mais barato negociar com um povo desses...
  • Observadora  17/09/2014 19:40
    Agradeço demais por todas as sugestões de leitura, Pedro Ivo. Isso já foi praticamente um trabalho de assessoria. Vou com atenção ler todos.

    Até em uma simples suposição, essa área da defesa é bem difícil de pensar e se chegar a um consenso. De qualquer forma, já está anotada e considerada essa possibilidade do modelo suiço, Ali Baba.

    Grande abraço e até a próxima.
  • Mohamed Attcka Todomundo  18/09/2014 13:57
    Todos os homens acima de 18 anos recebem treinamento militar por 18 meses, e saem após o treinamento para suas casas com um fuzil embaixo do braço.

    pq so todos os homens(H)?! e as mulheres? em caso de invasao metade da populaçao luta e a outra metade se esconde?!?!!!? e justamente a metade boa!!!!! (francamente, ficar cercado de machos e dakele maldito fedor de cueca!)

    mas nem eh so isso. tem os serviços milicianos q so mulheres(M) podem fazer, ou vc nunca viu os filmes de guerra em q as mulheres seduzem os oficiais do invasor, obtem informaçoes, envenenam, e fazem as vezes de prostitutas p/ sabotar o invasor. na ausencia das mulheres, kem fara isto?! eu e vc?! ora, francamante!

    mas ñ eh so + isso! nããããoooo!!!! se vc so inclui H e M, onde ficam os gays(G)?! em guetos como o Castro e o Village People?! e kem fará o trabalho de prostituiçao e espionagem dos oficiais invasores, como direi?, q ñ gostam da fruta? eu e vc? ora, francamente!!

    mas ñem eh so + isso tb! nããããoooo!!!! se vc so inclui H, M e G, onde ficam os travecos(T)?! e os transsexuais?! em becos de prostituiçao como do Castro e do Village People?! e kem fará o trabalho de prostituiçao e espionagem dos oficiais invasores, como direi?..., bem, nem eu sei o q dizer desses caras; mas eles existem. eu e vc? ora, francamente!! Se eh p/ ficarem em prostibulos, q façam programa pros oficiais invasores e coletem informações p/ restencia, ora poxa!
    mas ñem eh so + isso Tb e além! nããããoooo!!!! se vc so inclui H, M, G e os Ts, onde ficam os paraplegicos?! (ta, eu sei!, agora eu já fui longe d+, e nem um pervertido feito eu vai dar conta de explicar + essa, e dar um como, pq ou onde. Mas e a diversidade? E a igualdade? E a autoestima dos indivíduos?)

    q seria de vcs liberais ñ fossemos nós progressistas.
  • Emerson Luis, um Psicologo  15/09/2014 13:21

    Se o princípio da subsidiariedade fosse implantado e respeitado, já seria bom.

    * * *
  • Nill  15/09/2014 19:27
    No mundo não pode haver só países pequenos ou só países grandes tem que haver ambos. Por isso a própria realidade e a história criou ambos tipos de países. Essa é a forma natural das coisas. A longo da história se formam pequenos países e impérios. Essas coisas não podem ser controladas pelos fracos seres humanos.
  • gabriel  15/09/2014 21:30
    Mas nao sao os fracos seres humanos q delimitam e criam paises? Nao sabia q sem humanos a terra ainda seria dividida em paises
  • Marcos  17/09/2014 01:17
    Tostines vende mais porque é fresquinho ? Ou é fresquinho porque vende mais ?

    Países pequenos da Europa se tornaram mais ricos por serem pequenos?
    Ou será que: por essas regiões serem historicamente mais ricas puderam bancar e sustentar sua independência ?

  • Andre Cavalcante  17/09/2014 14:57
    Marcos,

    Na verdade as duas coisas. Esses países sempre foram historicamente ricos e historicamente pequenos.

    A coisa funciona assim: se eu sou pequeno, não há como produzir tudo o que necessito. Então tenho que trazer coisas de fora. Ora, para trazer coisas de fora, preciso dar algo em troca, então tenho que produzir alguma coisa de valor para o outro. Como o país é pequeno não dá pra produzir muita coisa, então se investe em serviços, turismo, guarda da riqueza alheira (o famoso paraíso fiscal). Há propósito, como o país é pequeno, não pode se dar ao luxo de cobrar impostos altos. Porque? Porque a mobilidade das pessoas é maior. Aumentar demais impostos faz simplesmente as pessoas irem para outros lugares mais atrativos.

    Juntando tudo: baixos impostos, serviços que outros querem, incluindo os financeiros, e necessidade de coisas porque não tem condições de produzir muito, dá riqueza.

    Abraços
  • Pedro Ivo  17/09/2014 14:54
    A foto que ilustra o artigo foi tirada onde? E ilustra o quê?
  • Mr. M  17/09/2014 22:11
    Amigo,
    Acredito que a foto tenha sido tirado em Barcelona, nas recentes manifestações a favor da secessão da Catalunha. (não tenho certeza quanto a "Barcelona" e "recentes", mas certeza quanto à Catalunha)
    Abs.
  • anônimo  17/09/2014 22:34
    Barcelona e uma manifestação pela secessão da Catalunha.
  • Pedro Ivo  18/09/2014 14:43
    Pois vivas para os catalães!!!! D'us salve a Catalunha (da Espanha)!
  • Pedro  31/10/2014 17:44
    Só uma coisa, os outros paises nao sei, mas monaco é como um club med com autonomia... pessoal que mora la é quase td estrangeiro e tem seus negocios fora de mônaco.


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