clube   |   doar   |   idiomas
Como as privatizações criaram novas estatais no Brasil

Em julho de 2014, a página oficial de Dilma Rousseff no Facebook comemorou a produção recorde de minério de ferro pela Vale. Segundo a página da presidente, a empresa "quebrou recorde histórico de produção de minério de ferro para o segundo trimestre", o que representou uma "alta de 12,6% em relação ao mesmo período de 2013?.

Rapidamente, várias páginas apontaram para o "ato falho" de Dilma Rousseff, que teria celebrado o bom desempenho de uma empresa privatizada — supostamente anátema para o PT, sempre contrário a privatizações e particularmente contrário à venda da própria Vale em 1997.

Rodrigo Constantino, em seu blog no site da revista Veja, não perdeu tempo em apontar para a incoerência dilmista: "Seria um reconhecimento tardio de que a privatização da estatal, tão condenada pelo PT, foi boa afinal?"

Mas não havia qualquer incoerência da parte de Dilma nem do governo, porque a Vale é uma estatal. Isto é, a Vale, fundamentalmente, nunca deixou de ser controlada pelo estado brasileiro.

Não quero que reste qualquer dúvida, então vale repetir: ao contrário do que pensa o autor de Privatize Já, a Vale é literalmente comandada pelo governo do Brasil. Prova do fato foi a demissão do presidente Roger Agnelli da empresa em 2011 por pressão do próprio governo petista.

O acontecimento, amplamente noticiado na época, foi extremamente elucidativo. Ele mostrava não só a conexão próxima entre as grandes empresas e o governo brasileiro, mas também como temos uma compreensão absolutamente inadequada sobre o processo das privatizações no Brasil.

As "privatizações" no Brasil não foram marcadas por qualquer transferência ou pulverização de poder e controle econômico; elas, efetivamente, foram reestruturações corporativas que mudaram muito pouco a distribuição do controle econômico e modificaram o regime jurídico das empresas apenas o suficiente para que se tornassem economicamente viáveis novamente.

Evidentemente ocorreram melhorias técnicas e aumentos produtivos; é também evidente que esse era o objetivo inicial das reestruturações, que não incluía qualquer mudança substancial no controle acionário das empresas "vendidas". As privatizações brasileiras não foram uma maneira de livrar o estado do controle sobre empresas, mas foi a maneira que o estado brasileiro encontrou para manter o controle sobre elas.

A campanha eleitoral de 2014 conta com alguns candidatos que pretendem reavaliar os méritos das privatizações. Discutir as privatizações não é nada novo; a cada quatro anos há um novo ciclo de condenações a elas pontuadas por alguns elogios infundados. A realidade é que apoiadores e opositores das privatizações falam de processos ideais imaginários. Poucos falam da realidade das privatizações no Brasil: não foi "entreguismo", "privataria"; também não foi o ápice da "eficiência" e "enxugamento do estado". Foi uma reformulação do aparato estatal e a inclusão da classe corporativa em seus quadros.

A privatização da Vale

As estatais eram um modelo esgotado nos anos 1990 e o estado brasileiro estava falido depois de uma década de hiperinflação. A privatização das estatais foi incluída como um dos fatores para o sucesso do Plano Real, que incluía "zerar o déficit público". Essa zeragem do déficit público deveria incluir a receita dos leilões de empresas do governo.

A venda da Vale foi a maior privatização feita no Brasil e foi a que sofreu mais resistências — e, sim, o PT foi um dos partidos mais contrários, junto com grande parte da esquerda e de movimentos sociais. Para driblar as resistências, o estado brasileiro promoveu uma "coalizão de apoio", que consistia basicamente em formar novos grupos de investimento encabeçados por fundos de pensão estatais.

O BNDES patrocinou a formação da Valepar S.A., que controla o Conselho Administrativo da Vale, com 53,3% do capital votante. A Valepar é controlada por quatro fundos de pensão estatais, encabeçados pela Previ, que é o fundo dos funcionários do Banco do Brasil e maior fundo de pensão brasileiro, com 58% das ações. Além dos fundos de pensão, a Valepar ainda é controlada pelo Bradesco, pela multinacional Mitsui e pelo próprio BNDES, que possui 9,5% de suas ações.

Com a atuação do BNDES e a inclusão dos fundos de pensão estatais, o governo "viabilizava" as privatizações. E, assim, a nova Vale, privatizada em 1997 com dinheiro estatal, passou a ser controlada por fundos de pensão estatais e pelo BNDES. Desde o começo dos anos 2000, o BNDES e os fundos de pensão formam a rede de controle que não apenas comanda as empresas que deixaram de ser formalmente estatais, mas também colocam empresas nominalmente "privadas" (mesmo que não tenham sido estatais anteriormente) a serviço do governo.

Fundos de pensão e o controle dos sindicatos pelo estado

Os fundos de pensão, que foram criados nos anos 1970 para incentivar a poupança, se converteram na maior ferramenta de investimento do Brasil. Seu potencial de investimento, em 2010, já era de 300 bilhões de reais (16% do PIB), com perspectivas de crescimento.

Em montante de investimentos, considerados como um todo, os fundos de pensão são ainda mais representativos que o BNDES — que já é o maior banco de "desenvolvimento" do mundo, ainda maior que o Banco Mundial (em 2009-10, por exemplo, o Banco Mundial fez empréstimos de cerca de US$ 40 bilhões, menos da metade do que o BNDES fez).

A partir do final dos anos 1980, os fundos de pensão ganharam cada vez mais participação das lideranças dos sindicatos, principalmente por conta de algumas reformas que ocorreram na época de Fernando Henrique Cardoso que abriram a gestão para os trabalhadores. Líderes sindicais se converteram em gerentes de fundos de pensão.

A campanha de Lula em 2002 à presidência especificamente estimulava os trabalhadores a formarem esses fundos, não só como meio para aumentar o padrão de consumo dos trabalhadores, mas também para formarem blocos de controle em posições de investimento. Com isso, os fundos de pensão formados poderiam ser controlados pelo governo para direcionar políticas e "disciplinar" o capitalismo.

A unicidade e o imposto sindical do Brasil sempre ajudaram o estado nesse sentido, porque mantiveram os sindicatos sob a tutela governamental — o que jamais foi desafiado pelo governo petista. Não à toa, a partir do final dos anos 1980, os sindicatos brasileiros mais fortes (ligados às montadoras de carros no ABC paulista, por exemplo) passaram a adotar uma postura de "sindicalismo propositivo" ou "sindicalismo cidadão", que é contrário a choques entre trabalhadores e classes gerenciais e enfatiza a inserção dos próprios trabalhadores em posições de gerência.

A CUT e a Força Sindical, as maiores centrais sindicais do Brasil, representam perfeitamente esse paradigma e atuam como porta-vozes gerencialistas.

Assim, a legislação brasileira funciona como ferramenta para transformar os sindicatos monopolistas do país em instrumentos de política e controle econômico. Os maiores fundos de pensão do Brasil (Previ, Petros e Funcef) continuam sob controle direto do governo, assistindo funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica. E com a conversão dos líderes sindicais (em sua maioria, componentes da Articulação, a tendência majoritária do PT) em gerentes de fundos de pensão, se tornando numa nova classe de managers, o governo ganhou acesso direto a esses fundos.

Em 2011, a revista Exame reportava como havia sido o processo de demissão de Roger Agnelli da presidência da Vale. "Roger, espera! Este é um assunto de acionistas. E está sendo tratado por nós, acionistas." Quem disse isso foi Ricardo Flores, então presidente da Previ, o fundo de pensão principal entre os controladores da Vale, na época da discussão da saída de Agnelli da posição por pressão do governo Dilma. Ironicamente, mais tarde ele foi afastado da presidência da Previ por conta de disputas por poder.

BNDES: privatizações estatais, estatizações privadas

O BNDES é o maior banco de desenvolvimento do mundo. Foi instrumental nas privatizações e viabilizou a mudança formal de controle de 30% do PIB. Durante esse mesmo processo, o BNDES se colocou como parceiro-chave das novas empresas, como a própria Vale e outras, como as doze empresas que surgiram a partir da privatização da Telebrás.

Mais tarde, essas empresas foram unificadas com o nome Oi e o BNDES passou a controlar 25% de seu capital. Para viabilizar a compra da Brasil Telecom, que foi outra empresa que surgiu a partir da "privatização" da Telebrás, o BNDES fez novos empréstimos. Com a compra da Brasil Telecom pela Oi, a empresa ter 50% das ações sob poder do estado, através do BNDES e dos três maiores fundos de pensão (Previ, Petros e Funcef). Mais 20% das ações ficaram sob poder da Andrade Gutierrez, que também é extremamente dependente e simpática ao governo.

É até difícil encontrar trajetórias diferentes para as ex-estatais. Na verdade, o controle acionário através do BNDES e dos sindicatos também não conta toda a história. Os anos 1990 no Brasil assistiram a um processo de captura regulatória by design. Ato contínuo às privatizações, foram estabelecidas agências reguladoras para os novos setores em que o estado havia "deixado" de atuar. Foi o primeiro grande momento de trânsito entre o governo e as grandes corporações.

Com os subsídios aos processos de privatização, as novas classes de empresários e acionistas não apenas ganharam acesso ao capital produtivo, mas também ganharam acesso ao estado na forma de representação regulatória. Foi um processo quase simultâneo no caso das telecomunicações.

Portanto, as "privatizações", longe de cortar o acesso do estatal aos recursos produtivos, na verdade foram simplesmente uma reconfiguração organizacional do capital. O capital formalmente saiu debaixo da asa do estado, mas permaneceu sob seu controle efetivo e mudou seu regime jurídico sem maiores consequências econômicas.

Não se trata apenas de dizer que o capital que foi "vendido" durante os anos 1990 tenha se assumido um papel "corporativista"; na verdade, esse capital continua a fazer parte do estado, é controlado diretamente (pelo BNDES e pelos fundos de pensão) ou indiretamente (através do aparato regulatório de controle conjunto das empresas e do governo) por ele.

O processo contrário também ocorreu em alta velocidade durante todo o governo petista (principalmente após a crise de 2008) e ainda está em curso até hoje. O BNDES passou a capitalizar corporações privadas e eleger seus braços político-econômicos. Isso incluiu a fusão da Perdigão e da Sadia, da VCP e da Aracruz Celulose, da Friboi com a Bertinpara aquisições da Ambev, entre várias outras.

As empresas de construção também são braços de atuação do governo brasileiro. A Odebrecht, particularmente, é aliada do PT desde 1992, e durante os governos Lula e Dilma, se realinhou em diversos programas de infraestrutura e militares. Outras empresas, como Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, que tiveram seus crescimentos historicamente alinhados aos projetos de infraestrutura nacionais, atualmente são braços de execução de planos políticos do governo. O governo tem uma caixa de ferramentas completa com contratos e controle acionário direto pelo qual ele influencia o setor "privado" no Brasil.

Na verdade, é incorreto considerar que os grandes conglomerados no Brasil sejam "privados" ou "estatais". É uma distinção sem qualquer significado nesse contexto; as privatizações criaram conglomerados mistos, com controle tanto privado quanto estatal e as grandes empresas que já eram privadas têm um nível de influência governamental grande o suficiente a ponto de os seus interesses e os interesses do governo estarem interligados. Não existe oposição entre o particular e o público, entre o privado e o estatal, porque há uma convergência de ambições entre grandes empresas e do estado que os funde.

O vocabulário das privatizações

Tanto quem apoia quanto quem rejeita as privatizações tende a sua posição pelos motivos errados.

As melhorias técnicas e dos serviços que aconteceram com as privatizações, no Brasil, não se deveram a mudanças fundamentais no controle do capital. Foram reformas que alteraram a estrutura organizacional e de incentivos das empresas "públicas", fazendo com que sua capitalização e suas ações fossem racionalizadas. A melhora que de fato existiu no desempenho das empresas privatizadas não se deveu a uma desestatização, que não ocorreu, mas à sua reestruturação.

(Da mesma forma, houve uma melhora no desempenho e na capitalização da Petrobras, mesmo sem ter deixado de ser estatal. As privatizações, assim como a abertura do capital da Petrobras, podem ser vistas então como estratégias de capitalização mais do que como cortes no poder estatal.)

Nossa linguagem reflete uma dualidade entre o "privado" e o "estado" e entre "privatizar" e "estatizar" que simplesmente não são reais. Essas dicotomias não têm poder explicativo porque o estado não está limitado por seu poder de ação formal e porque o estado não é uma barreira intransponível que as empresas não conseguem ultrapassar.

Basta ver, por exemplo, a trajetória do ex-Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Luiz Fernando Furlan, que foi instrumental no processo de fusão da Sadia com a Perdigão. Furlan saiu da Sadia para entrar no governo. Após a fusão, saiu do governo e voltou para a presidência do Conselho Administrativo da empresa.

Falar em "privatizações" é uma cortina de fumaça porque as privatizações não passaram de uma revolução dentro do poder, viabilizando a continuidade do controle estatal sobre setores vitais da economia. E é impossível reclamar sobre a ingerência governamental sobre empresas privadas: o grande empresariado brasileiro é parte do estado. A Vale é braço político-econômico do governo brasileiro; seu processo de privatização e capitalização foi estruturado justamente com esse propósito. Quando o cabeça da Vale deixou de ser interessante para o governo brasileiro, ele foi demitido.

Nossa linguagem não está preparada para refletir essa falta de discrepância entre o que é público e o que é privado. Também é difícil para a maioria das pessoas pensar no governo e nos grandes conglomerados como parte do mesmo sistema.

Além disso, tendemos a tratar o que é "estatal" como algo público e o que é "privado" como algo particular; nenhuma dessas definições é necessária. É perfeitamente plausível e, na verdade, é o que ocorre na maior parte dos casos que um bem estatal seja totalmente "privatizado"; ou seja, é perfeitamente possível (e, eu argumentaria, inevitável) que os bens estatais sirvam somente a uma pequena casta. Os termos que usamos são tão absolutamente impróprios que falamos de "nacionalização" ao falar de empresas estatizadas e de "entrega" quando falamos de privatização.

A experiência política e econômica brasileira prova que são todos termos inadequados e que nós temos que desenvolver um vocabulário que represente a realidade como ela é: onde empresas estatais ou "nacionalizadas" servem só aos interesses do estado e de grupos ligados a ele e onde empresas privadas possuem interesses convergentes aos do governo — ambos em oposição à população de forma geral.

Nossas ideias políticas só estão preparadas para lidar com grandes generalizações que colocam o governo e o setor privado como categoricamente distintos e que suas influências um sobre o outro são apenas desvios pontuais — tendemos a pensar que, na maioria dos casos, o governo e as empresas fiquem presos a seus papéis ideais. As privatizações, segundo esse pensamento, serviram para tirar do governo o controle de empresas e recursos e colocá-los em uma esfera sob a qual ele não teria qualquer influência.

Embora as pessoas geralmente reconheçam as forças que atuam no relacionamento entre o governo e as empresas, a maioria tende a adotar essa visão ingênua e a-histórica ao analisar processos e defender suas visões político-ideológicas.

Permanece o fato: as privatizações não foram uma diminuição, mas uma forma de estender e reformular o poder do estado. E o discurso pró-privatizações, assim, as defende nesses termos e não sob condições ideais. O contrário também vale: os opositores e detratores das privatizações tendem a pensar nelas como uma diminuição do poder do estado. Mas se as empresas de fato continuam sob controle estatal, qual pode ser o problema?

Semifascismo

Qualquer discurso pró-privatizações no Brasil, como alguns que têm surgido durante as campanhas eleitorais, deve levar em conta o seguinte fato: o estado brasileiro e as grandes empresas são uma só entidade.

Isso significa que qualquer esforço privatizante deverá levar em conta a presença e a influência do estado como fato fundamental. "Privatizar", assim, não é modificar radicalmente a estrutura de poder do estado, mas fazer leves ajustes e mudanças em regimes jurídicos de capitalização de empresas que, em última análise, permanecem sob o controle estatal.

Logo, tanto a ideia de privatizar quanto seu correspondente estatizador são ideologias fundantes do poder do estado.

Deve ser óbvio que privatizar, em si, não é passaporte para o desmonte do poder do governo; na Rússia, por exemplo, basicamente a mesma elite soviética assumiu o controle dos recursos "privatizados" na transição para o capitalismo.

No Brasil, o controle do governo sobre os grandes conglomerados corporativos nacionais "privatizados" e mesmo sobre as empresas que já eram nominalmente "privadas" não foi obra do acaso e nem um processo que sofreu resistências internas; a classe empresarial sempre esteve de braços abertos a esse relacionamento. Houve, especialmente na última década e meia, um alinhamento da visão da cúpula do governo formada pela elite petista e o empresariado nacional. Esse alinhamento também incluiu uma incorporação do velho nacionalismo defendido pela elite militar, que está confortavelmente encastelada e representada dentro do governo (apesar do que alguns conservadores afirmam, como se os militares fossem ignorados e humilhados pelo atual regime).

O Brasil vem desenvolvendo, na prática, um sistema semifascista de subsídios sistemáticos aos grandes capitalistas, de controle direto e indireto pelo governo das empresas e de comando dos sindicatos (que, através dos fundos de pensão, se tornaram também capitalistas).

As críticas de direita e esquerda a esse sistema são inadequadas porque acabam defendendo um aspecto diferente desse mesmo sistema durante o ataque. A defesa das privatizações, por exemplo, pode servir como crítica ao poder do governo, mas, se executada como foi no Brasil, serve também para estender o controle sobre empresas e capital que o governo possui.

Aliados e inimigos

Privatizar não é suficiente. O setor corporativo e o governo são uma só classe. As desregulamentações que ocorreram não foram capazes de frear a influência estatal sobre a economia, mas simplesmente alteraram seu caráter. Nosso vocabulário político não reflete bem as reais questões políticas porque coloca em oposição fundamental categorias que não são fundamentalmente distintas: privado e estatal, corporações e governo. A oposição real está entre aqueles que possuem e os que não possuem o poder.

Como eu mencionei em dois artigos que comentavam a atuação sindical no Brasil, a articulação que ocorre atualmente no país se dá entre setores empresariais, a elite estatal e as lideranças sindicais. Entre eles, se formou uma nova classe gerencialista que representa as aspirações do indivíduo e decide a repartição do bolo econômico. A única forma de resistir a essa realidade — que, sim, foi moldada pelas privatizações — é com a percepção de que a classe dominante não se limita a um setor categórico de "empresários" ou "burocratas". É uma classe mista com livre trânsito dentro do governo, dos sindicatos e dos conselhos administrativos.

Com o mais novo escândalo bilionário de corrupção na Petrobras, alguns já falam da necessidade de privatizar a empresa para tirá-la da esfera de interferência política. Mas o que se deve lembrar é que as privatizações brasileiras jamais tiveram o intuito de retirar do estado seu poder de influência.

O público e o privado, o capital e o trabalho agora não são opostos, são aliados. Por isso não é surpreendente que Dilma comemore os 12,6% de alta na produção de minério.

Quem pagou por esse recorde foi você.

________________________________________________________________

Publicado originalmente no Centro por uma Sociedade sem Estado – C4SS


6 votos

autor

Erick Vasconcelos
é jornalista, tradutor e mestrando em comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco. Gosta dos aspectos mais obscuros da filosofia e do movimento liberal. É dono dos blogs ManipulaçãoContrapoliticse do finado Libertyzine. Também é editor do Centro por uma Sociedade sem Estado – C4SS.


  • Uriel  09/09/2014 13:46
    grande texto!
  • Fabio o privatista  09/09/2014 14:36
    Ótimo. Agora a pergunta que nao quer calar. Vc acha que a turma da estatal deixou o governo "privatizar" desse jeito meia boca facilmente? E a turminha da boquinha, como fica? Teve uma privatização meia boca? Sim, e claro. Mais fala em privatização no Brasil p ver a reação do povão. Por isso que mantenho minha opinião, tem sim que privatizar td, ai depois sim, ver quem fica e quem nao fica com o controle. As coisas tem que ser feita por partes, para as pessoas irem se acostumando.
  • Vitor  09/09/2014 14:41
    Legal, fez uma pequena crítica ao Consta usando ainda mais aspas em um texto que ele, parabéns.
  • Juliano  09/09/2014 15:53
    Essas matérias do Von Mises são em geral muito boas e bem escritas. Parabéns!
    Mas, eu desafio esse site a produzir uma matéria sobre alguma coisa boa sobre o Brasil. Qualquer coisa... Vamos ver se vocês conseguem...
  • Fred  09/09/2014 17:17
    Deve ter acontecido alguma coisa boa antes de Pedro Alvares Cabral chegar aqui, nao?
  • Erick V.  09/09/2014 17:42
    Pelo visto já conseguiram. Esse artigo, por exemplo, é fenomenal: mises.org.br/Article.aspx?id=1738
  • Juliano  09/09/2014 23:00
    Legal!
    Um texto falando algo de bom!
    Obrigado pela indicação!
  • Danielbg  09/09/2014 17:53
    Juliano, esse é um site de economia austríaca. Pelo menos tenho para mim que os artigos não visam ludibriar o povo sobre benesses que não existem, nem pretendem maquiar a realidade. O que acha que deve ser escrito? Sobre as consequências resultantes do intervencionismo em excesso? Sobre como a alta carga tributária tem feito o país recuar cada vez mais? Sobre o protecionismo dominante que impede a riqueza do povo? O que há de economicamente bom no Brasil se o estado é quem atraiu para si o monopólio da regulação econômica e ainda tem a pretensão de receber os louros por apresentar medidas inócuas a problemas causados por ele?
  • Juliano  09/09/2014 22:58
    O conteúdo do site é ótimo, sem dúvida.
    Não sou economista, nem perto disso. Mas como os textos são acessíveis para leigos, leio.
    O que me chama atenção é que TODOS os textos falam mal de políticas, pessoas, estado e etc. É evidente que o nosso país tem muitos mais problemas que nós gostaríamos que tivesse.
    Mas o que chama atenção é não encontrar NENHUM texto falando alguma coisa boa.
    Isso me leva a entender que:
    1. Não há e nunca houve absolutamente nada de bom no nosso país, no que se refere a políticas econômicas. Pelo menos não tão bom para que mereça uma publicação aqui;
    2. Os autores que publicam são demasiadamente pessimistas.
    Não quero que achem o meu comentário ofensivo, pois não é. Apenas fiquei curioso em saber se os simpatizantes de Von Mises conseguem enxergar alguma coisa boa... Se não enxergam, ok, a hipótese 1 (acima) é a correta.
  • Gunnar  09/09/2014 21:55
    Juliano, inúmeras coisas boas acontecem no Brasil. Um bom churrasco, uma casa confortável, uma festa de arromba, enfim, tudo aquilo que o desenvolvimento econômico proporciona. Tudo propiciado pelo empreendedorismo privado. Acontece que poderíamos ter muito mais de tudo isso não fosse a pesada mão do estadão atrapalhando, e é disso que discorrem a maior parte dos textos aqui. Não se trata de ver o copo meio vazio, mas de ver o quão mais cheio ele poderia estar.
  • Marcos  26/08/2017 03:43
    Ah, sim, por isso no Canadá, na França e nos países Nórdicos não há nada de bom, pois lá tem muito Estado!
  • Rocha  26/08/2017 04:08
    Será que tem mesmo?

    Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Dois desafios para os social-democratas defensores do intervencionismo estatal e de um estado grande

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"

    Uma palhinha para você. Os países escandinavos tributam pouco as pessoas produtivas da sociedade. O imposto de renda de pessoa jurídica é dos menores do mundo. A alta carga se concentra nos impostos indiretos e também nas pessoas físicas de renda mais alta (o que de pouco adianta, pois tais pessoas sempre conseguem driblar as regulamentações e evadir esses impostos).

    Aos dados:

    Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil, se você quiser importar pela internet, pagará no mínimo 60%);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 15% (no Brasil, chega a 34%);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho);

    6) o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

    O único quesito em que os nórdicos superam o Brasil em ruindade é no IRPF, cuja alíquota máxima lá é maior que a daqui.


    Aliás, na classificação do Instituto Fraser, a Suécia e a Dinamarca possuem mais liberdade econômica que os EUA no que diz respeito à estrutura legal e aos direitos de propriedade; a moeda é mais sólida (temos menos inflação), o comércio internacional é mais livre e menos protecionista, e as regulamentações sobre as empresas e sobre o mercado de crédito são mais baixas. Não há uma aquela infinidade de leis que regulamentam profissões e licenças ocupacionais, as quais bloqueiam a concorrência em vários outros países.

    Abraços.
  • anônimo  10/09/2014 12:29
    Mais uma coisa boa acontecendo no Brasil!!


  • Jeferson  10/09/2014 14:56
    A entrevista merecia uma tradução melhor. Deixou a desejar em alguns pontos, mas foi excelente ele ter vindo ao Brasil e ter ganho esse espaço, ainda que pequeno, na mídia.
  • anônimo  09/09/2014 16:00
    Anarquismo ?

    Principio de não agressão ?

    Libertários acreditam no bom-selvagem ?

    www.dailymail.co.uk/video/news/video-1118197/Woman-kicked-Thai-beach-not-renting-sun-bed.html
  • Guilherme  09/09/2014 16:06
    Muito bom. Escreveste muito bem.
  • Henrique  09/09/2014 16:48
    gostaria que me explicassem como os militares estão muito bem representados no governo...
  • Zara  09/09/2014 17:08
    Ótima explicação! Nunca teremos esse tipo de assunto dentro das universidades brasileiras.

    Seria correto entender que é uma mafia com jeitinho socialista brasileiro? Gostaria de saber se existe essa mesma camuflagem de negócios entre grandes empresas e governo em países ricos, exemplo EUA, Alemanha.
  • Zara  09/09/2014 23:00
    Obrigado Rennan, vou ler todos
  • Luciano A.  09/09/2014 18:07
    Belo texto,

    evidência claramente que o modelo corporativista vigente no Brasil.
  • Marx contra o Golias capitalista  09/09/2014 18:21
    A hiperinflação nos anos 80 e início dos 90 foi uma conspiração do imperialismo americano para que vendessem nossas estatais a preço de banana!!!
  • amauri  09/09/2014 18:35
    Boa tarde!
    Uma pergunta: Eles tambem podem atuar na Bovespa
  • lolxd  09/09/2014 20:31
    Erick, recomenda alguma literatura? O que fazer para desememberar tais grupos?
  • Homem Verde  09/09/2014 20:39
    Privatizar é preciso. Mas, como se daria esse processo no Brasil, onde tudo é roubo e corrupção? Não seria trocar seis por meia dúzia?
  • Dom Comerciante  09/09/2014 22:16
    Aproveitei para rever esse outro texto, e finalmente entendi a situação em que realmente nos encontramos:
    Privatização sem liberdade econômica real é algo pior que estatizar sobre uma estrutura de mercado completamente desregulamentada.
    Então realmente não é nenhum exagero quando dizem que vivemos na era dos superestados.
  • Dedé  09/09/2014 22:52
    Excelente artigo.

    Mas dá um desânimo ler esse tipo de artigo. Não enxergo a menor perspectiva de mudança dessa realidade. Ganhe quem ganhar a eleição, não irá mudar. Pode piorar caso um PSOL da vida chegue algum dia ao poder. Mas não vejo surgindo no Brasil uma consciência liberal.

    É notável que as ideias liberais ganharam um pouco de espaço, mas muito restrito.

    Somos pouquíssimos e sempre seremos diante dos que se beneficiam com esse arranjo que aí está: desde as oligarquias regionais, que se beneficiam do FPM, aos beneficiários de programas sociais, servidores públicos das 3 esferas, empresários que possuem negócios com o estado, empregados das estatais, grande mídia que recebem bilhões em subsídios e contratos publicitários e não poderia ser diferentes, do braço armado do estado (PM, PC, exército, marinha e aeronáutica), todos prontos para defender o arranjo que aí se encontra.

    Não há solução para o Brasil. Pode haver melhorias pontuais, mas a confusão entre estado e burguesia vem desde as capitanias hereditárias, passando pelo barões do café.

    Acho importante o trabalho do mises. Pelo menos podemos analisar e entender a situação real do país. Temos aqui um espaço para debate de ideias e aperfeiçoamento do conhecimento.
  • Silvio  15/09/2014 15:56
    Você não vê perspectivas de melhora porque está pensando na via política. Política é sacanagem, política é tornar crível que passar a mão no que é dos outros é legítimo. Os libertários sempre perderão no campo político porque eles se recusam a fazer política, isto é, eles se recusam a fazer os outros de bobo e mentir descaradamente.

    Enquanto as pessoas com viés liberal estiverem com esperança de conseguir alguma coisa no campo político, o futuro será mais e mais desanimador.
  • anônimo  05/03/2015 23:17
    Via política é uma palhaçada imensa, feita pra obrigar os BURROS a continuar alimentando o sistema.
    Seasteading é a única saída.
  • Fabio o privatista  10/09/2014 11:41
    O correto mesmo e a privatização com a desregulamentacao, disso nao tenho duvida nenhuma. Mais e aquele negocio. A privatização meia boca feita ao menos diminuiu o número de funcionário publico eleitor do Pt,o partido mais estatista do Brasil. Antigamente na telefonia por exemplo, td era feito por funcionário publico, e com isso, era mais do que claro o péssimo atendimento e serviços, como td feito por essa corja. Ai com a privatização meia boca, essa cambada saiu de cena e começou a abertura de lojas privadas, funcionários do mercado e o serviço melhorou considerávelmente so com essas privatizações. Com isso em mente insisto. Primeiro tem que privatizar tudo, tirar o máximo possível dessa cambada de vagabundo das estatais, ai sim, em seguida, pensar em desregulamentar.
  • Francisco  10/09/2014 20:22
    O exelente artigo mostra claramente como tem sido patético e melancólico o processo de "privatização" no Brasil. Aí faço uma pergunta inevitável:com essa comunistalha que tomou conta do país quem consegue reverter isso?! "Ah.. precisa mudar a cabeça do povo.." Acontece que isso é uma coisa que demora, no mínimo, 50 anos! Não tenho dúvidas de que só um governo duro e autoritário, como o Pinochet fêz no Chile, pode mudar esse quadro deprimente.
  •   10/09/2014 21:28
    Excelente texto. Tomei a liberdade de reproduzir no meu blog.
    blogdouo.blogspot.com.br/
    Abraço!
  • patricio  10/09/2014 23:46
    Privatização no Brasil não dá certo por que ninguém é louco de investir aqui, como disse o CEO da CSN. Para vender as empresas para realmente alguém fora do governo, o preço teria que ser depreciado para levar me conta o elevado risco. Aqui ninguém respeita contrato!
  • Fabio,o privatista  11/09/2014 14:24
    Preço depreciado não,preço verdadeiro. Ninguem paga mais do que vale para algo. Vc acha por exemplo,que alguem vais pagar milhoes em uma empresa que não vale,não da lucro e a perspectiva de retorno é baixa? Somente esquerdista eleitor do PT pensa assim,pois o trabalho lixo deles,ao contrario do que muita gente pensa,não vale um centavo. Por isso que apos as privatizações,os eleitores do pt foram mandados embora e por isso mesmo esses lixos odeiam privatizações.
  • Emerson Luis, um Psicologo  14/09/2014 14:53

    Mesmo que a Vale tenha continuado sob forte influência estatal, são fatos que o PT foi contra a sua privatização e que esta tenha melhorado sua produtividade. Portanto, neste aspecto é incoerente sim que a Dilma comemore os bons resultados advindos da privatização.

    A Vale simplesmente se tornou semelhante às outras empresas citadas, que nunca foram estatais, mas são controladas pelo Estado intervencionista.

    Privatizar não é suficiente, mas é um primeiro passo essencial para a plena liberalização da economia. Apenas desestatizar sem privatizar também seria uma solução parcial e insuficiente.

    * * *
  • Gabriel  15/09/2014 14:14
    Tem um TCC de uma graduanda no curso de direito da USP (Daniela Motta) que vai no mesmo sentido do presente artigo.

    https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CCAQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.tcc.sc.usp.br%2Ftce%2Fdisponiveis%2F89%2F890010%2Ftce-01082013-085559%2Fpublico%2FTCCDanielaMottaMonteSerrat.pdf&ei=F_QWVNS0MeThsATdqYG4Cg&usg=AFQjCNFSF36pyBmhbrqpehoYhXGMAqpDIA&sig2=JDdpV4xnq1MqsyrNGB-kWA&bvm=bv.75097201,d.cWc
  • Felipe R  04/03/2015 21:42
    Droga...estou para criar um blog e todos os assuntos que penso em escrever já estão aqui no Mises... aí fica difícil. Terei que inovar.

    Excelente texto. Quando brinquei de ver a estrutura acionária de várias empresas brasileiras em 2013 me deparei com esse cenário tenebroso de conluio entre alguns empresários e a máquina estatal. E depois as pessoas ainda se perguntam porque há impunidade no país. Cada mão pertence a um mesmo organismo, e, portanto, uma lava a outra.
  • Ivan Veronesi  05/04/2015 15:29
    Vi que a maioria dos comentaristas são a favor do controle das empresas pela iniciativa privada! Eu também! Todavia, não sejamos hipócritas e "inocentes uteis" do que foi a privatização no Brasil. Não houve "privatização tupiniquim", já que estas seriam feitas pelos "neobobos" no comando de uma Nação. O pais sempre foi gerido por "aves de rapina" que não vieram para governar em favor da Nação e do povo, este sempre mal informado e com concepções políticas deformadas. Mas, afinal devemos ter empresas estatais ou privadas no país? Qual comando é mais eficiente e eficaz? Vamos lá! Se você dar como exemplo uma Suécia, você vai constar que lá quase 90% (noventa) por cento de tudo é estatal. E funciona? Maravilhosamente bem! Com pleonasmo mesmo! E porque isto acontece? Porque a moral e a ética foi ensinada na família e na escola. Uma administração estatal no Brasil pode ser eficiente e eficaz? Claro que sim! Temos os exemplos da COPEL no Paraná, da Caixa Econômica e Banco do Brasil, para não citar outros. E ainda, o resultado positivo (não lucro)pode ser revertido em benefício da população. O problema do sucesso e boa operacionalidade das empresas de um país está na qualidade moral e ética de seus dirigentes e funcionários que não pode ter injunção política em hipótese nenhuma! E os funcionários comuns devem rigorosamente serem admitidos pelo "Sistema do Mérito", isto é por Concurso Público sério. E o que houve nos governos que se instalaram no país após a era Vargas? Foi pirataria mesmo, ou melhor, "privataria", aliás muito bem demonstrado pelo Jornalista Amauri Ribeiro Junior. Veja, por exemplo,por quanto foi avaliada a Vale do Rio do Doce e "por quanto foi vendida"? E o que fizeram com o Banespa, maior banco Estadual (Estatal) das Américas! Tudo que Vargas instalou de bom no país com dinheiro do povo, é claro, foi vergonhosamente transferido por governos do Juscelino Kubistchek, dos militares, Sarney, Itamar Franco, FHC sendo o mais perverso, Lula e agora a Dilma. Uma nação precisa ser honradamente soberana, razão porque as atividades estratégicas como mineração, vias de transporte e comunicação, energia, siderurgia e metalurgia deve ser 100% controladas por um Estado sério e sem politiqueiros mal-intencionados. Com as atividades de infraestrutura nas mão do capital estrangeiros os preços serão sempre manipulados por "pressão da hegemonia" empresarial da área, sem falar na falta controle estratégico no caso conflitos internos e outros "desarranjos intestinais". Em assim caminhando, nada teremos legitimamente da Nação, e passaremos a uma situação como da Argentina que tinha autossuficiência de petróleo, melhor "sistema ferroviário" da América do Sul, melhor trigo, melhor rebanho bovino e o peso valendo ouro. Hoje tem-se uma "Argentina de joelhos" dominada pela "tramas políticas" e com a economia totalmente desnacionalizada. Vocês vão ver nosso país nas próximas décadas. Quem viver, verá!
  • Jarzembowski  06/04/2015 16:40
    Eu acho que os moderadores são demasiadamente benevolentes.
    Quem sou eu pra dizer como os moderadores devem agir, claro, não tenho essa pretensão - mas, convenhamos: um sujeito chegar aqui, e dizer que 90% de toda a atividade econômica da Suécia é estatal, que os bancos que são os principais responsáveis pela inflação no país são um modelo de gerência, é mais do que qualquer nível de tolerância pode suportar.
    Não existe escala de burrice que justifique isso. Esse tipo de coisa é vigarice mesmo, desonestidade intelectual.
    Até que ponto devemos tolerar gente que com uma soberba psicótica e uma ignorância criminosa, citando Eric Voegelin, cospe na cara de quem se dedica com honestidade e humildade à compreensão da realidade?
  • Valdomiro  05/04/2015 15:37
    Oi?! 90% das empresas suecas são estatais? Legal, manda aí a fonte. Quero ver.

    É impressionante como as pessoas juram que podem sacar pra cima dos outros na internet e passar impune. A decência nacional simplesmente virou piada, e uma piada ainda mais ridícula do que dizer que CEF e BB são "exemplos de empresas bem geridas". Qual o parâmetro? Os índices de Basiléia desses dois bancos -- e esses são os mensurados de sua solidez -- são os piores do Brasil. Isso é que é boa gestão, hein?

    Coitado...
  • Ivan Veronesi  06/04/2015 02:14
    ah, não Sr. Valdomiro (Cara Pintada!) a CEF e BB além de serem lucrativas, são as únicas que investem em programas sociais, como a própria Petrobras o faz, apesar das roubalheiras mal-intencionadas visando privatizá-la. É só você entrar na "Internet" e procurar pelo "lucro daquelas duas instituições" que você o constatará. Não vou fazer isto p'ra você, né? Ah! E lembre-se essas duas Instituições financeiras só admitem servidores através de Concursos Públicos". Agora, todo Governo precisa afastar a Direção destas estatais da promiscuidade e injunção políticas, ainda mais do padrão brasileiro, certo?
  • Garcia   08/01/2016 15:38
    Como poderia ser diminuído o poder desses sindicatos?
  • anônimo  08/01/2016 16:14
    O primeiro passo seria extinguir o imposto sindical
  • Kleber Verraes  08/04/2016 17:46
    Os brasileiros precisam entender que o PSDB e PT são como as duas faces de uma mesma moeda. O PSDB sempre foi o covil da "ESQUERDA CAVIAR". Este partido é infestado de esquerdopatas de luxo (incuráveis); que glorificam genocidas como Fidel Castro e Che Guevara; mas adoram o luxo capitalista.

    Até as privatizações que o FHC fez foram "cor de rosa"; ele "privatizou" a VALE transferindo o controle direto do Estado para fundos de pensão de empresas estatais... Isto não foi privatização! O que o FHC fez não tem nada a ver com as privatizações feitas pela Margaret Thatcher na BP, BT, BG, etc...

    Cada povo tem os governantes que merece... É impossível salvar o Brasil, das garras dos próprios brasileiros. Evidentemente, esta nação sofre de AUTOFAGIA!

    https://www.facebook.com/kleber.verraes/posts/418732408318484?viewas=100000686899395


  • PVC  14/06/2017 18:41
    PSDB é o partido que conserva a revolução, fazendo alguns ajustes.

    PT é o partido que avança com a revolução, de forma radical.

    PMDB é o partido que controla os dois.
  • Carlos U Pozzobon  10/08/2016 23:27
    Artigo excessivamente repetitivo. A ideia central está correta. As privatizações representaram um deslocamento do capital exclusivamente estatal, para um sistema misto em que a estatização continuou através dos fundos de pensão, especialmente na Vale e na Oi. Mas o articulista não falou das mudanças financeiras. Se as estatais tinham dívidas gigantescas que foram amortecidas no valor de compra, significa que estas dívidas foram repassadas para os fundos de pensão. Uma forma do governo se apoderar destes recursos, já que encontrou quem lhe pagasse as dívidas entre o funcionalismo. E os fundos tiveram que dispor de uma administração privada e produtiva para conseguir alavancar essas empresas e superar os débitos. Conseguiram até certo ponto, quando as interferências produziram novos desastres de endividamento, especialmente na Vale, Oi e BNDES.
    Porém, o articulista está certo em considerar o nosso sistema como sob comando estatal (ele fala em semifascismo, mas o correto é fascismo mesmo). O cartel das empreiteiras do Petrolão prova muito bem como o capital privado nacional não consegue se "desentender" do governo e agir sem desempenhar o papel de submissão aos ditames do grupo político que controla o governo. Mas na privatização houve uma internacionalização parcial, como a da Vivo, Tim, Claro e outras que não entraram neste esquema, a não ser na área de regulação. Foram as que se salvaram. Resta saber o que se pode delinear como estratégia em uma nova fase de privatização.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.