Como Michelle Bachelet pretende destruir as bases institucionais do Chile

Ao longo da década de 1980, ainda na vigência da ditadura de Augusto Pinochet, Milton Friedman insistia que o Chile tinha de reintroduzir a liberdade política caso quisesse preservar suas recém-criadas instituições de livre mercado.  Segundo Friedman, no longo prazo, o autoritarismo era incompatível com a liberdade econômica.

Por outro lado, Friedman também se mostrava muito cético quanto ao futuro do Chile tão logo a democracia fosse reintroduzida.  Ele temia que a classe política viesse a utilizar o processo democrático para voltar a aumentar o tamanho do governo, desta maneira solapando severamente a liberdade econômica. 

Vinte e cinco anos após a reintrodução da democracia, as preocupações de Friedman com os efeitos deletérios da democracia parecem estar se materializando.

Apenas cinco meses se passaram desde que o governo socialista de Michelle Bachelet assumiu o poder no Chile, mas isso já foi o suficiente para fazer com que a taxa de crescimento econômico do país desabasse.  A principal causa deste repentino e dramático declínio na atividade econômica é o aumento das incertezas gerado pelo novo governo chileno, que pretende fazer uma tabula rasa com as próprias instituições de livre mercado que permitiram ao Chile se tornar o mais próspero país da América Latina.

Uma das mais deletérias propostas é uma maciça reforma tributária, a qual já foi aprovada, que irá dramaticamente elevar o imposto sobre pessoa jurídica no Chile, deixando-o acima da média dos países da OCDE.  Além disso, essa reforma tributária — a qual sofreu forte oposição das associações de empreendedores chilenos, e que vem perdendo o apoio da população — concede à Receita Federal inéditos poderes arbitrários sobre os pagadores de impostos.

Outro alvo do radical programa socialista de Bachelet é, como não poderia deixar de ser, o emblemático sistema previdenciário do Chile.  Como é amplamente sabido, o Chile foi o primeiro país do mundo a introduzir um sistema de seguridade social que é gerenciado por empresas privadas e que se baseia em contas de capitalização individual.  Sob este esquema, a cada mês, os trabalhadores chilenos depositam uma porcentagem de sua renda em uma conta sob seu nome, a qual é administrada por empresas privadas chamadas AFP (Administradoras de Fondos de Pensiones).  O arranjo funciona exatamente como um sistema de capitalização.

Assim, quando os trabalhadores chilenos se aposentam, eles — ao contrário de todos os outros sistemas previdenciários vigentes ao redor do mundo — não dependem de que outros trabalhadores continuem contribuindo para o sistema para que recebam sua aposentadoria; eles simplesmente recebem de volta todo o dinheiro que aplicaram corrigido pela inflação mais juros.

Ao contrário do sistema previdenciário estatal criado por Bismarck e copiado pelo mundo inteiro — tecnicamente chamado de pay-as-you-go —, o sistema chileno é totalmente solvente, pois não depende da demografia e nem de taxas de fecundidade para se manter. 

Mais ainda: esse sistema, por incentivar uma genuína poupança das pessoas, levou a um intenso processo de acumulação de capital no país.  A poupança dos trabalhadores era investida na própria economia do Chile, algo que foi essencial para o notável crescimento econômico que o país vivenciou nas décadas de 1990 e 2000. 

Adicionalmente, esse arranjo transformou os próprios trabalhadores chilenos em capitalistas.  No Chile, todos acompanham a evolução de suas Cuenta de AFP como acompanham o campeonato nacional de futebol.  Aliás, acompanham ainda mais de perto: o chileno recebe um extrato mensalmente detalhando quanto foi acrescido em sua conta, quanto valem atualmente suas economias, quanto ele receberia mensalmente caso se aposentasse hoje, e quanto ele receberá caso continue contribuindo para sua Cuenta até os 65 anos de idade.  É um sentimento meio inebriante, e fez com que a sociedade chilena se tornasse bastante preocupada com a segurança das empresas privadas, pois é nelas que sua preciosa poupança está investida e é da saúde delas que advém suas receitas previdenciárias.  Por isso, tornou-se um anátema no Chile qualquer grupo sindical ou político querer tumultuar a economia para proveito próprio.  Tais grupos simplesmente não têm o apoio da população. 

Toda essa realidade chilena, reconhecida pela literatura especializada, é desdenhada pelo atual governo socialista.

Determinados a trazer o estado de volta para o ramo da previdência, a senhora Bachelet e seus ministros já apresentaram um plano para criar uma empresa estatal para o setor previdenciário.  Como é fácil de se prever, isso provavelmente irá criar uma concorrência desleal para as atuais empresas privadas, as quais não mais seriam capazes de fazer frente às taxas de administração cobradas por uma empresa que é subsidiada com o dinheiro de impostos dos chilenos e que, caso apresente uma má gerência, será imediatamente socorrida com mais dinheiro de impostos.

Em outras palavras, há um perigo real de que a nova estatal se torne uma ameaça existencial para a mais importante dentre todas as reformas de livre mercado feitas no Chile na década de 1980. 

Outras reformas do programa socialista de Bachelet incluem acabar com o formato do atual sistema privado de saúde, o qual seria agora gerido de forma socializada.  As apólices e os prêmios que os trabalhadores chilenos pagam individualmente para seus planos de saúde seriam socializados e transferidos diretamente para os cofres do estado.  O objetivo seria criar um sistema universal de saúde, tão em voga no vocabulário mundial.  Isso não apenas representaria uma expropriação direta do dinheiro que os trabalhadores pagam às suas empresas de plano de saúde, como também, como vários economistas já alertaram, traria consequências desastrosas para todo o resto da economia, especialmente em termos de segurança jurídica e institucional.

Mas tem mais.

Dentre outras reformas, o atual governo socialista planeja fazer uma transformação substancial nas leis trabalhistas do país, as quais iriam conceder poderes inéditos e dramáticos aos sindicatos (que são a base eleitoral do atual governo) e afetar sobremaneira a produtividade.  Pretende também fazer uma reforma educacional que irá acabar com o atual sistema de voucher e criar um sistema educacional completamente gerido pelo estado, inclusive com educação universitária "gratuita" para todos, sistema idêntico ao que existe no Brasil e na Argentina (e com resultados nada invejáveis).

Para completar, os partidos de esquerda estão planejando criar uma constituição totalmente nova, a qual seria escrita — nas palavras do ex-presidente socialista Ricardo Lagos — "em uma página em branco".  Como o mesmo Lagos recentemente declarou, a nova Constituição tem de abolir o princípio da subsidiariedade vigente na atual Constituição, a qual diz que o estado só pode intervir quando os agentes privados não conseguiram solucionar problemas sociais urgentes.  Na nova constituição socialista, o governo passaria a ser o principal condutor do progresso econômico e social, um modelo que o Chile já tentou desde a década de 1930 e que terminou desastrosamente em 1973.

Como que para deixar bem claro seu intuito, a própria Bachelet declarou recentemente que compartilha dos mesmos objetivos do ex-presidente marxista Salvador Allende, que geriu o país de 1971 a 1973.

Ao contrário de Allende, a senhora Bachelet não quer transformar o Chile em um regime comunista.  No entanto, não é nenhum segredo que ela endossa, em grande parte, uma antiquada filosofia estatizante.  E não há dúvidas de que, caso sua administração consiga implementar esses projetos, o Chile deixará de ser um modelo para a América Latina.  Resta saber se aqueles que querem preservar o caminho do progresso trilhado pelo Chile nas últimas décadas serão capazes de impedir que o país adote um modelo argentino de involução institucional.  Por enquanto, o futuro chileno não é nada alvissareiro.


1 voto

SOBRE O AUTOR

Axel Kaiser
é chileno e colunista financeiro da revista Forbes.



"ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário?"

Não. Ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores significa produzir e vender exatamente aquilo que o consumidor quer. Se o empreendedor vai pagar salário astronômico ou mínimo para a mão-de-obra, isso é totalmente irrelevante para o consumidor.

"o trabalho não é fator de produção (um dos)"

Sim.

"o trabalho é um recurso escasso?"

Mão-de-obra é, por definição, algo escasso. Por isso mesmo, sempre haverá mais demanda por mão-de-obra do que mão-de-obra efetivamente disponível.

Falta mão-de-obra para tanto emprego disponível.

Sendo assim, a taxa de desemprego sempre deveria ser zero e os salários dos empregados sempre tende ao aumento. E por que o desemprego não é zero?
Por causa disso.

"demanda pode ser "criada" pelo marketing?"

Desejo pode ser criado pelo marketing, não demanda. Demanda significa aquisição. Eu tenho desejo por uma mansão, por um helicóptero e por uma Ferrari, mas não tenho como demandá-los porque não tenho o poder aquisitivo para os três. E não há marketing que me faça demandar esses três itens. Resta-me apenas desejar.

"sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive)?"

Ué, ainda existe trabalho escravo? Não sabia. Ainda existem pessoas trabalhando sem salário, sob chicotadas, proibidas de pararem de trabalhar e proibidas de pedirem demissão? Não sabia. Manda aí um link, por favor.

Até onde sei, nenhum indivíduo sai escravizado de sua casa e é levado a contragosto para trabalhos compulsórios. Um indivíduo, por definição, encontra trabalho porque saiu à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação atual (sem trabalho) não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar muito" é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

A menos que você comprove que o indivíduo está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

E se ele se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava antes. Cabe a você provar que esse indivíduo foi seqüestrado, levado a um emprego e ali mantido em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibido de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esse indivíduo ainda prefere seu atual trabalho (assalariado) ao desemprego.
Errado.

Na economia, conhecemos a causa de tudo, pois a ação humana, ao contrário do movimento das pedras, é motivada. Sendo assim, é possível construir a ciência econômica partindo de axiomas básicos -- como a existência incontestável da ação humana e as implicações lógicas da ação --, axiomas estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros.

Destes axiomas, podemos deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. E este conhecimento é absoluto, e não relativo, exatamente porque os axiomas originais já são conhecidos. Eis alguns exemplos:

• Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

• Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

• Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

• Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

• Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

• Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

Por outro lado, não existem elementos simples ou "fatos da natureza" na ação humana; os eventos da história são fenômenos complexos, os quais não podem "testar" nada. Eles, por si sós, somente podem ser explicados se forem aplicadas várias teorias relevantes aos diferentes aspectos de um determinado "fato" complexo que está sendo analisado.

Por que a matemática é tão útil na física? Exatamente porque os próprios axiomas utilizados, bem como as leis deles deduzidas, são desconhecidos e, com efeito, sem significado. Seu significado é exclusivamente "operacional", uma vez que eles são significantes somente na medida em que podem explicar determinados fatos.

Por exemplo, a equação da lei da gravidade, por si só, não tem sentido nenhum; ela só adquire sentido quando nós humanos observamos determinados fatos que a lei pode explicar. Consequentemente, a matemática, que efetua operações dedutivas sobre símbolos por si só inexpressivos (sem significado), é perfeitamente apropriada para os métodos da física.

A ciência econômica, por outro lado, parte de um axioma que é conhecido e possui significado para todos nós: a ação humana. Dado que a ação humana, em si própria, possui significado (o que não quer dizer que ela sempre será avaliada como racional e correta), todas as leis deduzidas passo a passo da ação humana são significativas.

Esta é a resposta para aqueles críticos que exigiram que Mises utilizasse métodos da lógica matemática em vez da lógica verbal. Ora, se a lógica matemática tem de lidar com símbolos inexpressivos, então seu uso iria destituir a economia de todo o seu significado.

Por outro lado, a lógica verbal permite que toda e qualquer lei tenha sentido quando deduzida. As leis da economia já são conhecidas aprioristicamente como significativamente verdadeiras; elas não têm de recorrer a testes "operacionais" para adquirir significância. O máximo que a matemática pode fazer, portanto, é converter laboriosamente símbolos verbais em símbolos formais inexpressivos e, então, passo a passo, reconvertê-los em palavras.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1690
O melhor a fazer, no caso de dúvida, é perguntar a quem conseguiu sobreviver à Cuba, ou imigrou de certa forma. Conheci uma cubana que imigrou há alguns anos, formada em Teologia por lá. Ela contou, e parecia ter medo de falar ou vergonha, que muitos do que vivem em Cuba, necessitam dois empregos para conseguirem viver pelo menos dignamente. Como ela fazia. E quanto aos médicos tão bem falados na boca dos brasileiros, têm de ir de bicicleta para o trabalho e chegam com as mãos tremendo para realizar cirurgias.
O que me faz questionar como seria se o mundo todo fosse socialista e Cuba não tivesse sido isolada tantos anos pelo embargo econômico americano. E por esta mesma linha de pensamento me perguntou porque não olhamos para países como Zimbabwe. A solução não está na mudança drástica para o socialismo, mas em uma evolução gradual do capitalismo que minimize as diferenças tão abruptas que temos em nosso mundo. Será possível um hemisfério sul e norte com os mesmo índices de desenvolvimento humano ? Fico nessa dúvida.

Alguns fatos sobre Zimbabwe.
Desde 2000 encontra-se em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o sector produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[3]

Em Julho de 2007, foi lançada a cédula de 200 mil dólares zimbabweanos, que apesar do elevado valor de face, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar. No mercado paralelo, a moeda era cotada a 1 dólar americano.[2] Em maio de 2008, foi lançada a cédula de 500 milhões[4] e em julho do mesmo ano foram lançadas cédulas com valores a partir de 100 biliões de dólares zimbabweanos.

Houve uma reforma monetária que entrou em vigor em agosto deste mesmo ano, no entanto, a taxa inflacionária parece não ceder, havendo projeções de que haja a necessidade de nova reforma em breve.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Fernando Fujiwara  27/08/2014 14:29
    O socialismo para muitos seria como acertar na loteria, porém o ganhador terá a certeza que ficou rico, mas não produziu riqueza. Seria como uma transferência de dinheiro de muitos para alguns indivíduos, isso explica como muitos são atraídos para esse sistema politico na ilusão de que um dia irão enriquecer.
    Não sei se essa comparação, tem algum sentido?
  • Fernando  27/08/2014 15:19
    Mais ou menos. Tirando o fato de que jogar na loteria é algo voluntário (portanto, o prêmio não é fruto de roubo), o resto é por aí mesmo.
  • Silvio  27/08/2014 20:24
    Não, sua comparação é muito interessante mas não faz muito sentido.

    O socialismo é um decaimento moral grave, não uma ilusão rósea.

    Imagine o caso da pessoa que queira ter uma coleção de carros importados. Se ela optar pela via capitalista, vai ter que gerar valor maior ou igual aos dos carros que pretende ter. Já pela via socialista, basta que ela jogue no lixo seus freios morais e se aposse dos carros que quiser para formar sua coleção.

    Socialismo não equivale a um indivíduo ganhar na loteria. Socialismo equivale a um indivíduo decidir se tornar um ladrão de carros.
  • Henrique  27/08/2014 14:44
    A pergunta que não quer calar: por que mesmo experimentando o melhor padrão de voda da América Latina, os chilenos elegeram essa senhora?
  • Edson   27/08/2014 15:18
    Henrique, a minha pergunta é sua pergunta. Se era um bom modelo aos chilenos, por qual motivo optaram pela mudança?

    É difícil imaginar que estava realmente tudo bem. O modelo possuía falhas que afetaram a sociedade de maneira negativa. Não é possível!
  • O MESMO de SEMPRE  24/05/2016 12:02
    Os chilenos em sua maioria (se é que foi e é assim mesmo) optaram por eleger socialistas pelo fato da propaganda socialista ser uma PROPAGANDA MORAL e não um teoria baseada em fatos reais.

    A moral estabelece como o indivíduo será valorizado na comunidade. Assim, se todos valorizam a honestidade, todos se constragerão de serem desonestos. Não só ante vistas alheias, mas ante as proprias vistas.

    Quando C. Jung expressou que "um indivíduo num grupo é capaz de fazer coisas que jamais faria se estivesse sozinho" ele estava percebendo que o APOIO da COMUNIDADE é o "APOIO de UMA CONSCIÊNCIA EXTERNA", então admitida superior a consciência individual. Esse apoio faz com que o indivíduo despreze, no minimo momentaneamente, a própria consciência e proceda como se apoiado moralmente.

    A mesma idéia foi melhor descrita na pesquisa de uma alemã que nomeou sua descoberta de ESPIRAL do SILÊNCIO.

    Conhecidos que frequentaram o Chile durante Pinochet afirmaram que o governo jamais fazia propaganda própria ou contra a esquerda. O governo Pinoche NÃO FALAVA e "QUEM CALA CONSENTE". Um erro dos mais estúpidos: não importam os fatos, mas sim as versões. Pinochet era ótimo nos fatos, mas sem falar eles nada valeram.
    A massa NÃO PENSA, ela repete "pensamentos prontos" e estes é a esquerda que os fornece.

    O rebanho popular prefere acreditar naquilo que ouve, muito mais do que naquilo que vê. As palavras lhes parecem mais fáceis de serem repetidas do que os fatos de serem descritos em palavras.

    Óbvio!!! Para o rebanho popular é dificil interpretar e descrever aquilo com o qual se depara. Isso exige interpretação, inteligência e esforço de sua percepção. Contudo, repetir asneiras já verbalisadas é fácil e não exige esforço algum. Isso leva a que indivíduos se deparem com a tal ESPIRAL do SILÊNCIO onde os fatos percebidos ficam ocultos e como somente a versão é alardeada, crê-se que todos concordam com a versão e não com os fatos.

    O socialismo é um apelo moral muito antes de ser um apelo teórico ou mesmo ideológico. A versão ideológica apenas atribui um objetivo à versão moral.

    Para a massa e para qualquer indiovíduo é muito mais fácil entender a simplicidade de afirmações ou mesmo raciocínios morais do que raciocínios científicos.

    Sobretudo o valor da moral, como ambição intelectual (psiciológica) é bem maior do que ambições materiais. Esse valor superior é que faz com que nem todos sejam bandidos ou ladrões. Pois que não suportariam o peso da própria consciência ao não se deixarem influenciar plenamente por "consciências externas". Assim, acham mais fácil estarem em paz com suas próprias consciências até mais do que com possíveis comunidades.

    O socialismo inunda os paises com sua canalha propaganda moral baseada em ideologia predecessora. O valor moral do ALTRUÍSMO é o maior aliado do socialismo SOBRETUDO POR, no socialismo, SER POSSIVEL O ALTRUÍSMO AO CUSTO ALHEIO.

    Assim, muitos querem convencer a si mesmo de que são "PESSOAS MARAVILHOSAS" e não apenas aos demais. Sua ambição é psicológica e não material. No caso querem o apoio comunitário apenas para tentarem convencer a si mesmos através da visível opinião alheia (espiral do silêncio). É ISSO que faz o sucesso de público do socialismo:

    O sincretismo moral, sobretudo pela póssuibilidade de ser altruísta a custo alheio, e a facilidade de repetir asneiras sem responsabilizar-se por elas através de subliminar APELO AO LUGAR COMUM. Coisa do tipo: é melhor ser burro acompanhado do que inteligente solitário.
  • mauricio barbosa  27/08/2014 15:31
    Elegeram-na devido suas promessas de reformas serem populista bem ao gosto da gentalha que só quer mamar e produzir que é bom nada,oh meu Deus,graças te dou pois no céu não haverá socialismo,nem autoritarismo,essas pragas que só existem neste planeta e em particular nesta pobre(devido os populistas de plantão)américa latina.
  • daniel  28/08/2014 01:33
    Terceiro. Nem consegui chegar ao final do texto, de tanta angústia que senti me perguntando isso também.
  • Marcos  27/08/2014 15:33
    Não necessariamente, Edson. Acho que você ainda não entendeu como realmente funciona a democracia: para fazer alterações profundas, basta um grupo minoritário bem financiado e com fortes conexões políticas. Pronto.

    No caso do Chile, Bachelet foi eleita porque havia feito um mandato razoável de 2006 a 2010, e porque também não havia nomes famosos nos outros partidos. Após sua eleição, sindicatos e estudantes (que são os grupos minoritários mas poderosos) se encarregaram de fazer as demandas populistas, alegando (corretamente) que representam a base eleitoral que dá sustentação ao governo.

    Este site já publicou trocentos artigos explicando que na democracia é exatamente assim que as coisas irão ocorrer. Seu espanto, portanto, é incompreensível.
  • Edson  27/08/2014 16:00
    Marcos, mesmo assim. Acho que fazer uma crítica ao governo anterior é importante, pois fica parecendo que foi tudo maravilhoso e o socialismo veio para destruir todas as maravilhas.

    Imagino que os socialistas se infiltraram pelas brechas, falhas e erros de governos anteriores. Ainda não estou convencido de que o governo anterior foi suplantado apenas por um massivo doutrinamento ideológico.
  • O MESMO de SEMPRE  24/05/2016 12:14
    Edson, você esta maginando que as pessoas julgam tudo racionalmente. NÃO É ASSIM!!!

    A emoção é muito superior à razão na determinação das açõews humanas.

    Um exemplo:

    O sujeito esta apressado e seu carro não pega ou precisa mandar um email e o computador esta lento ou um objeto atrapalha sua trajetória.
    A reação nem sempre é racional, sobretudo se em momento de afetação emocional. O sujeito xinga o carro comno se este pudesse ouvi-lo ou sofrer com ofensas ou sopapos. Ele pode dar um soco no teclado ou no computador, pode lançar a mobilia longe ou soca-la e etc..

    Com isso ele não resolve nada. Ao contrário, só aumenta seu desconforto ou prejuizo, mas se comporta IRRACIONALMENTE. Um sujeito que quebra ou soca um objeto que o incomoda não tem nenhuma razão para faze-lo, mas o faz.

    O socialismo é ótimo para atiçar emoções e obstruir a razão. Ele lida com a VAIDADE humana. Uns querem se ostentar "superiores" ou "MAGNÂNIMOS" (sobretudo ao custo alheio) e outros querem justificativas que os liberem da responsabilidade por seu fracasso ou por não atingirem seus objetivos.
    O socialismo maquia a imagem dos menos favorecidos e denigre a imagem dos que fazem sucesso.
    As frustrações, INVEJA e recalques contra um MUNDO LIVRE são capazes de PRODIGIOS de IRRACIONALIDADE.
  • Henrique Barcelos  27/08/2014 17:38
    Marcos, meu intuito foi mesmo fazer uma pergunta retórica.

    Também sou muito cético em relação à democracia, mas me falta um pouco mais de embasamento teórico para apontar as causas.

    Estou com alguns materiais da escola da Escolha Pública no meu "to read".

    Mas de fato, o que você falou faz bastante sentido. Grupos de pressão minoritários podem fazer muito barulho e ter uma influência desproporcional.

    Mais uma vez sou obrigado a concordar com o Hoppe: Democracia, o deus que falhou.
  • Lopes  27/08/2014 15:40
    Educação ideológica de qualidade, tal qual almejada por todo intelectual. Fez-se priorizar um ensino privado, mas foi mantido um currículo e edital plenamente estatais; o que trouxe margem à uma gama de deformações após a ditadura militar ter concedido superioridade moral à esquerda e eventualmente, emprenhou boa parte da massa de ma... Estudantes* (o Chile possui o maior número de movimentos estudantis da América Latina) em direção ao estatismo patrocinados pelos partidos políticos do país.

    Retornamos ao velho paradoxo: o que impedirá o estado d'um país, em especial aqueles de arranjo democrático (que é puramente imediatista e legitimado pelo espetáculo da ação pública em detrimento de seu custo ético e material), de retornar a crescer senão a própria necessidade irredutível de permanecer irredutível (tal qual Hong Kong)?

    O Típico Filósofo adorava suas viagens ao Chile. Não via os poucos pobres, a comida barata, as universidades privadas, empresas que há muito deixaram o Brasil e permanecem no Chile, eletrodomésticos baratos e outras maravilhas; ele apenas via as manifestações de fim de semana das salas de aula gritando 'América Latina vai ser toda Socialista!'.
  • Silvio  27/08/2014 20:18
    Medo da solidão. Imagina a solidão que os chilenos sentiriam sendo o único país decente da América Latina. Melhor arrebentar com tudo e viver em harmonia com a chusma.
  • Atylla Arruda  27/08/2014 20:49
    Ocorre que a votação de Bachelet, na verdade, foi pífia, embora eleita em segundo turno com 62,16% dos votos. Ao contrário do que sugere a porcentagem, no entanto, isso é muito pouco. O voto no Chile não é obrigatório — o que, diga-se, é o certo numa democracia. Voto obrigatório como temos aqui, no Brasil, é uma excrescência. Apenas 41,95% dos 13.573.143 de eleitores chilenos compareceram para votar. Bachelet obteve, portanto, 62,16% dos votos entre os 5.694.291 que foram às urnas. Assim, meus caros, ela teve pouco mais de 3,5 milhões de votos daqueles quase 14 milhões que poderiam ter comparecido. Ou seja: contou com a adesão de 26% do eleitorado chileno.

    Quase 75% dos eleitores chilenos, portanto, não escolheram o seu nome. Não estou pondo em dúvida a sua legitimidade, é bom que fique claro. Essas são as regras do jogo, com as quais todos concordam. Portanto, ela será a presidente legítima do Chile. Mas alguém que chega ao poder com o endosso de pouco mais de um quarto do eleitorado sabe que tem limites. Blog Reinaldo Azevedo 16/12/2013
  • Douglas  23/08/2015 09:32
    Verdade Atylla.

    E isso aliado ao fato que esquerdistas são tarados em militância estudantil e na democracia do voto (só em países capitalistas, obviamente), tivemos a eleição dessa jumenta.

    Já que vivemos em um sistema falho e espoliador da propriedade alheia igual a Democracia, deveria já vir junto a obrigatoriedade do voto igual é no Brasil. Se fosse obrigatório no Chile, aposto que ela não teria sido eleita.

  • Enrico  28/08/2014 00:17
    Henrique, você por aqui, coincidência.

    Acontece que na democracia o foco é o quê, não como. As consequências de uma proposta, o financiamento dela, a viabilidade, a alocação de recursos (algo que o Estado nunca poderá fazer eficientemente, já explicado por Mises e Hayek em suas respectivas teorias de cálculo econômico e informação dispersa) e o processo de implantação nunca são propostos.

    Aqui, por exemplo, a Sra. Dilma Rousseff propôs recentemente "banda larga universal", mas não disse quais seriam as consequências de manutenção, quanto custaria, um projeto de fato concreto, em quais locais do país seria implementada a tal banda larga, tampouco como seria isso (nova Telebrás, PPP, etc.).

    São esses grupos de pessoas que atraem os ingênuos eleitores, principalmente na América Latina (Chile incluído), onde a figura do salvador da pátria, o patrimonialismo e a ideia de almoço grátis ditam o regime político sem nenhuma gritaria contra.

    A democracia é mais ou menos uma ida de um grupo de pessoas a uma concessionária, onde os veículos só terão um esboço, só serão entregues em quatro anos, não terão preço pré-determinado (nem igual para todos) e todos do grupo terão o mesmo veículo decidido por uma eleição entre os componentes. Além disso, haverá carros impondo medo aos componentes caso escolham outro, dizendo-lhes que o apocalipse chegará caso o façam. Tente imaginar algo do tipo dando certo. É simplesmente impossível, seja no Zimbábue ou na Suíça.

    Outro livro bom é o The Myth of the Rational Voter, do Bryan Caplan.
  • Henrique  28/08/2014 03:00
    Po, Enrico, não sabia que você era leitor do IMB também =D.

    Ainda fico admirado com a quantidade de computeiros liberais/libertários que encontro por aí.

    É, amigos, a liberdade é um direito pelo qual precisamos lutar em cada segundo das nossas vidas. Na primeira vacilada, tentarão tirá-la de nós.
  • anônimo  28/08/2014 10:18
    Nenhum comunista fala a verdade, pra se eleger eles se dizem capitalistas, que só vão fazer umas mudançazinhas, uma ou outra coisinha que vai ajudar os pobres, mas que na verdade isso tudo ainda é capitalismo, e aí little by little sem nem notar vc vai do lulinha paz e amor e chega no decreto bolivariano da dilma.
  • vander  28/08/2014 19:26
    À primeira vista parece difícil de entender, mas não é. O que ocorreu foi que o combate do socialismo no plano das ideias foi negligenciado. A propaganda do socialismo correu solta. Nas Universidade, o principal palco da lutas das ideias, a grade de ensino não davam atenção ao estudo da economia e as velhas falacias continuavam sendo ensinadas. É um erra prestar atenção apenas ao tangível e negligenciar o intangível. O resultado não poderia ser outro.
  • gustavo sauer  01/09/2014 19:55
    Consequência normal da democracia. Os demagogos e socialistas aos poucos vão enganando a vasta população ignorante em assuntos de filosofia e economia. Até nos EUA isso aconteceu... porque não no chile que tem uma tradição liberal bem menor?
  • Woody  22/05/2015 18:20
    Basta você observar aqui no Brasil o nível intelectual dos estudantes de todas as categorias e terá sua resposta. A GRANDE massa de eleitores da Luciana Genro. Sim, eles mesmo, estudantes! Essa nova geração foi tão doutrinada, idiotizada, teve seu cérebro totalmente destruído, que virou a maior massa de manobra. Junte isso aos mais velhos que se abstém de votar (sim, lá o voto é facultativo, o que eu apoio, mas que também mantém níveis altos de abstenção), com os sindicatos e "vítimas" da ditadura, e aí você explica a eleição de qualquer jumento para a presidência. A democracia não funciona, é simples assim.
  • PESCADOR  27/08/2014 14:44
    Os socialistas nunca vão parar. Em qualquer país do mundo lá estão eles tentando realizar seu projeto de poder que vai empobrecer a população e causar caos econômico e social.
    Já são 2 séculos de guerra. Na verdade, é uma guerra eterna travada por eles contra os cidadãos honestos.
  • Daniel  27/08/2014 15:48
    Na verdade, é uma guerra eterna entre saqueadores e produtores. Os saqueadores somente se camuflam sobre diferentes bandeiras, de acordo com a conveniência da ocasião.
  • Vitor  27/08/2014 15:00
    Oh a aí o dios democrácia falhando de novo.
  • Dom Comerciante  27/08/2014 15:08
    Outras reformas do programa socialista de Bachelet incluem acabar com o formato do atual sistema privado de saúde, o qual seria agora gerido de forma socializada... Pretende também fazer uma reforma educacional que irá acabar com o atual sistema de voucher e criar um sistema educacional completamente gerido pelo estado, inclusive com educação universitária "gratuita" para todos, sistema idêntico ao que existe no Brasil e na Argentina (e com resultados nada invejáveis).
    É triste ver o país em quem ao menos deveríamos nos espelhar está é copiando nossos mesmos modelos fajutos de estado e governos. Mas ainda existe alguma esperança para o Chile pelo que li. Os chilenos estão muito mais familiarizados com a economia do que nós e portanto sua sociedade ainda não foi completamente idiotizada por seus governos como a nossa o vem sendo a tantas décadas, Talvez até ocorram manifestações de parte da população de lá quando o governo de Bachelet começar a expropriar os bens das empresas e do povo.
  • Rafael Isaacs  27/08/2014 15:25
    Hasta la vitoria siempre!!
  • Edson  27/08/2014 16:13
    [Educação ideológica de qualidade, tal qual almejada por todo intelectual. Fez-se priorizar um ensino privado, mas foi mantido um currículo e edital plenamente estatais.]

    Lopes, então não podemos considerar que o Chile realmente priorizou o ensino privado, já que tais instituições não possuiam autonomia curricular. Não haver liberdade de construção curricular é destruição de qualquer possibilidade de garantir boa conexão entre os formandos com as necessidades do mercado.

  • Lopes  27/08/2014 17:36
    Exatamente.
  • Carlos  27/08/2014 16:58
    E como sempre, mais uma declamação em prosa e verso, onde as mudanças são necessárias para que o povo tenha um mundo novo e melhor.
  • Rindo Litros  27/08/2014 17:23
    Parece que os socialistas de hoje são espertos o suficiente para saber que tanto o regime que defendem como as pessoas que viveriam nele não durariam muito tempo.

    E estão adotando um esquema mais prático: utilizar o poder para se apropriar do que o sistema capitalista produz. Genial, né? Pra que revolução violenta, se dá pra fazer a coisa de modo mais prático e cômodo, com aparência de justiça social e de legalidade? E se não tiver legalidade, alteram o conceito dela... podem ficar no governo defendendo o livre mercado, sendo ao mesmo tempo sócios ocultos dele e fazendo caridade com o chapéu alheio, com a alegação política de que agem em benefício do "povo" (eles gostam de confundir propositalmente a expressão "povo", como se estivessem falando "toda a sociedade").

    E logo no Chile.
  • Caio Alves  27/08/2014 21:35
    O povo chileno vota no partido socialista não por causa do socialismo em si, mas o estigma social sobre políticas que vieram do governo Pinochet. Na realidade, Não foi nem Pinochet em si que propôs tais reformas, porque inicialmente seu governo era muito próximo das demais ditaduras em economia, sendo que grande parte das decisões tomadas eram pela Marinha. Até que veio chilenos civis influenciados pela escola austríaca e de chicago.

    Ok, voltando ao assunto, tudo que tenha menor relação com Pinochet é visto como negativo, e até surpreendentemente, o povo brasileiro está muito mais aberto as ideias de livre mercado que os próprios chilenos.

    Olha só, já houve muitos governantes do PS, antes de Bachelet eles não eram anti-mercado, pelo contrário, o povo pedia mais intervenção, mas eles iam empurrando com a barriga as demandas populares, ignoravam muitas e evitavam o caos da impopularidade ao evitar certas reformas. No primeiro governo da Bachelet, havia oposição forte, porém hoje não, além disso, o governo Piñera foi regular e pouco se defendeu de sindicatos.

    Hoje, Bachelet tem a oportunidade para esquerdar o Chile, povo anti-mercado, revoltado com o governo anterior e muitas cadeiras no parlamento. E não se trata apenas de ser populista e desonesta, senão que ela realmente acredita que poderá mudar o mundo na base da caneta.

    Triste.

    Eis minha explicação sobre a aceitação popular disso no Chile. Ao ponto de tanta alienação que grupos estudantis e sindicatos consideram Brasil um exemplo em diversas áreas.
  • Hay  28/08/2014 11:06
    Infelizmente, o Chile aparentemente vai jogar no lixo décadas de boas práticas. Quando sindicalistas (vagabundos profissionais) conseguirem empurrar a estatização de saúde, educação e previdência, em poucos anos os chilenos estarão reclamando ainda mais da "falta de educação de qualidade", do "caos na saúde", etc. Para resolver o problema, exigirão ainda mais investimentos. Enfim, o Chile se transformará numa espécie de Brasil, onde as pessoas supostamente inteligentes são burras como portas e não entendem nada de economia.
  • Julio  27/08/2014 21:42
    "Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum."

    br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0GL28D20140821
  • Marcelo  28/08/2014 17:58
    Essa história referida pelo link - que o ensino chileno é caro e de baixa qualidade - é real?
  • Mauricio.  28/08/2014 01:38
    Por trás de uma ideia imbecil, sempre tem um sindicalista tentando levar alguma vantagem.

    Existe algum país que simplesmente aboliu o sindicalismo?
  • Silvio  28/08/2014 15:54
    Na França revolucionária se fez isso. Pesquise sobre a Lei Le Chapelier.
  • Dam Herzog  28/08/2014 02:22
    Fiquei muito chateado quando li este artigo e notei que as ideias estatistas-coletivistas estão ganhando espaço e deixando-nos mais acuados quando vemos populações que votam em pessoas que futuramente as farão sofrer, vide a eleição na faixa de gaza optando pelo Hammas e Clile. Talvez seja que a democracia esteja mostrando para a que veio e mostrando a tirania que pode virar. O Chile que tem uma constituição privatista, estão querendo que a mesma se transforme em uma constituição socialista, sendo que a atual produziu um real progresso e elevou o Chile a ser a 7ª economia no rankind da liberdade econômica. Seu sistema de previdência social acho original e a prova de politicagem, e como o autor disse tornou os trabalhadores em capitalistas. A constituição é privatista e com o a nova Constituição sugerida tende de abolir o princípio da subsidiariedade diz que o governo só poderá intervir quando a iniciativa privada (empreendorísmo) não puder satisfazer as carências dos consumidores. O mercado é o maior produtor de bens e serviços que a natureza produziu. Onde houver carência lá aparecerá o mercado para ocupar a lacuna e sempre. Digo mercado livre e desimpedido. O mercado é duro na queda e mesmos nos regimes ditatoriais e totalitário e mesmo quase asfixiado, melhora a duras penas as demandas das pessoas e costuma ser chamado de mercado negro. Êle salva vidas no planeta afora. Os libertários odeiam regulamentações que ferem o principio da liberdade. Eles querem mudar a constituíção de privatista para socialista,aferrados a ideia da igualdade que fera a ideia de ética. Nínguêm é, nem nunca será igual a nínguêm, nem pelo DNA. Meus pêsames ao povo chileno, que através da democracia de um pouco independente do estado, agora querem obriga-lo dependente do estado, para distribuir benesses com o dinheiro do mesmo contribuinte (escravo,explorado). Eu como libertário amador fico mais distante do meu ideal de liberdade, e pela minha idade não mais tenho condições de ir morar em um lugar mais livre. Ademais teria a opção de votar em 03 candidatos socialistas estatizantes e que nem acenaram em mudar esta constituição que todos os artigos são socialistas de cabo a rabo e continuarão a agigantar o estado, e a dividir o bolo mas com a faca na mão deles. Sem mudar a constituição nada feito. Assim meu horizonte está curto, minhas ações politicas de simples cidadão impotentes, sem chances de nada mudar e como não vou viver 200 anos, não terei a chance de viver num mundo onde se aplicaria o principio da não agressão, onde a propriedade privada legitimamente conseguida fosse sagrada, e a liberdade assegurada em sua plenitude. Nunca na historia desse pais se falou tão pouco em liberdade, propriedade privada, principio da não agressão, e garantia de que o estado fosse pelo menos diminuído, nas revogação dos estados,fortalecimento e florescimento das cidades, dos direito a secessão, abolição de impostos de renda ainda mais progressivos (exploração total), venda de ativos do governo ao povo, proibição do governo ter empresas, abertura ao exterior da entrada e saída de bens e serviços. Infelizmente nada posso ajudar, pela dificuldade de criar nossa utopia. As intervenções do estado socialista que são sempre danosas e prejudiciais continuarão, requererão mais intervenções cada vez mais danosas que levarão a servidão total. Hoje estou desanimado...
  • Silvio  28/08/2014 16:14
    Se isso lhe puder servir de algum consolo, saiba que o entendo perfeitamente. Às vezes fico desesperado quando me dou conta de que morrerei na condição de escravo, seja por não poder destruir a senzala, seja por não ter lugar para onde fugir.
  • Dam Herzog  28/08/2014 02:35
    P.S. No comentário que fiz como Dam Herzog esqueci que o Brasil passou de 100ª posição no ranking de liberdade econômica e passou para 114ª posição. Se o Chile seguir o nosso exemplo logo poderá até nos ultrapassar, e irá de 7ª para 114ª. Esta nova posição ocorreu no governo da ex Presidanta Dilma, assim espero.
  • Celso  28/08/2014 09:44
    Só uma dúvida: no Chile a oposição existe ou é "oposição" igual no Brasil?
  • Marcos  28/08/2014 11:51
    É um completo absurdo. Apesar de não estar bem colocado no ranking mundial, o Chile é o país latino americano com a melhor educação. Em vez de tentar copiar os campeões vai adotar o modelo de Brasil e Argentina, que ainda estão em pior posição.

    Ou o Chile acaba com Bachelet ou Bachelet acaba com o Chile. É impressionante como o Foro de São Paulo, ao qual Bachelet faz parte, consegue destruir todo país em que põe as mãos.
  • Funça Federal  28/08/2014 14:49
    People,

    Esqueçam essa de ser libertário, o sonho acabou, votem na Dilma, para termos um estado forte.

    Abçs.
  • Carlos  28/08/2014 17:37
    Mais um bolivariano paraquedista se manifestando, típico do analfabeto funcional e idiota útil à serviço dos revolucionários.
  • Edson   28/08/2014 17:42
    O Chile, por ter um território e população menores que os do Brasil, pode ter um processo de autodestruição mais acelerado?
  • Ricardo Moriya  28/08/2014 18:28
    Excelente texto, mostra muito bem que esse câncer chamado socialismo, por vezes dormente no seio de uma sociedade abastada, sempre será um fantasma assombrando as economia latino americanas. Não tem jeito mesmo, inclusive fica visível nos comentários acima que ele é onipresente no Brasil... tem amantes do estado babá comentando nessa página!
  • Lopes  28/08/2014 19:12
    Argentinos realizam greve geral exigindo mais do que os faz fazer greve geral:

    noticias.r7.com/internacional/greve-geral-na-argentina-paralisa-servicos-da-capital-e-e-sentida-em-todo-o-pais-28082014

    Almejar ler os cartazes dos manifestantes logo após analisar o texto da Wikipédia respectivo ao Chile (ladrilhada por um comentário infundado de Paul Krugman) é o roteiro de um épico de terror ao futuro deste continente.

    Confesso estar um tanto triste.
  • Rud  29/08/2014 18:07
    Pessoal, notei aqui que muitos não entendem porque o bom modelo chileno nas decadas passadas sofreu esse revés....no meu entender uma das razões para a insatisfação dos chilenos esta relacionada ao esperado declinio das commodities no mercado internacional, desaceleração da china, etc.....Sempre lembrando que o chile é um forte player mundial na produção de cobre e outros recursos naturais. Um novo arranjo econômico deveria acontecer naturalmente para se amoldar aos novos tempos...ahhh, mas vai explicar isso para o povão...rsss.....Olha a Bachellet ai genteee .... rsssss
  • Valatraquio  29/08/2014 18:41
    Apesar de ter lido somente o título da matéria no dia 27/08, já tive um vislumbre da tragédia. Mas somente hoje (29/08) consegui lê-la totalmente. E confesso: Me estragou o fim-de-semana.

    Sempre bati direto contra a candidatura dessa socialista gorducha. Mas vejo que a dominância socialista está se tornando total. Um trem desgovernado que, aparentemente, vai passar direto por cima de tudo. Vejam o ex pináculo do livre-comércio e das liberdades, os EUA, hoje sendo transformado em um imenso castelão assistencialista para latinos preguiçosos e bandidos e muçulmanos doidos e fanáticos.

    Estou perdendo as esperanças no sentido de que algo mude essa tragédia. Ao meu ver, somente após o mundo virar um imenso depósito de escombros é que talvez o capitalismo puro e sem intervenção estatal (ou seja, o livre-mercado puro) volte, para reconstruir tudo o que o socialismo destruiu.

    Mas espero, que desse dia em diante, uma nova consciência coletiva nasça junto. Uma consciência que abomine o socialismo tal como o nazismo é abominado hoje. Se vai durar? Não sei, mas pelo menos tentamos...
  • Mr. Magoo  29/08/2014 22:06
    @ Rud, as pessoas não conseguem entender/perceber que ciclos de crises econômicas não são normais. Altas e baixas de mercados, é o que é lógico e normal. E como vai achar solução se não vê o problema?
  • Rud  30/08/2014 18:44
    exato ! concordo contigo....ciclos de crises econômicas não é normal,,,,altas e baixas dos mercados sim é algo normal.... e no caso chileno estão confundindo essas coisas...resultado : chegou a xerifona socialista para "resolver " tudo.
  • Ricardo Moriya  29/08/2014 22:59
    Se milagrosamente nas próximas eleições, um candidato ainda desconhecido do povão conseguisse se eleger presidente com uma plataforma liberal de verdade (propondo extinguir a Justiça do Trabalho, 90% dos ministérios, acabar com a Carteira de Trabalho, sepultar o FGTS, degolar o INSS... privatizar quase tudo (talvez deixando apenas as forças armadas), etc.), e milagrosamente também conseguisse eleger deputados federais, senadores e governadores Brasil afora, ainda restaria um problema mastodôntico e de difícil resolução, talvez impossível em nosso país: o amor incondicional que o brasileiro tem pelo Estado Babá. É um puro e simples xeque-mate, não há como mudar a curto prazo a mentalidade do brasileiro médio, seja pobre, seja classe média, ele crê que o Estado faz parte do seu dia a dia; ele não imagina que o Estado Babá possa subitamente abrir mão da Previdência, do SUS, das escolas públicas, das estradas, dos presídios, etc. Como poderíamos mudar a cabeça que vem sido doutrinada em tais moldes desde a terna infância? Talvez leve duas ou três gerações, ou talvez só depois de uma hecatombe econômica (o que cá entre nós está bem próxima!). O que fazer?
    Gostaria de ter superpoderes para descobrir uma cura definitiva para essa doença (sim, é uma doença, pois tem todos os sintomas de uma dependência química!) ainda sem nome, poderia até chama-la de Síndrome da Dependência Anacrônica à Estadolatria... ou meramente: Estatitis Agudis.
    PS. Faça um esforço, procure ajuda, leia bons livros, pratique qualquer forma de comércio... tente se desintoxicar, pode ser que esse vírus saia de nosso organismo.
  • jose flavio  30/08/2014 01:48
    É, parece que os chilenos não aprenderam com a história! Pelo jeito querem reeditar o desastre socialista da década de 1970.Pobre Chile!
  • Gabriel  30/08/2014 03:15
    Os socialistas são parasitas que viram nas riquezas criadas a oportunidade perfeita para se proliferarem com as suas idéias.
  • Mr. Magoo  30/08/2014 12:26
    Achei hoje! Interessante;
    misescuba.org
  • Marcos  31/08/2014 18:01
    A melhor lição que a história tem ensinado a nós é que sempre esquecemos de tudo que se passou...
  • Fernando   31/08/2014 19:04
    O ramo de previdência privada não possui uma "livre concorrência", todas cobram praticamente a mesma "taxa de administração", e além disto cobram uma "taxa de carregamento" muito elevada. Combinam tudo, taxas exorbitantes, para cada R$100,00 investido uns R$93,00 sobram. Quem é que vai olhar para esta "livre concorrência'?
  • Leandro  31/08/2014 22:32
    Isso não é o principal defeito. O pior é que o governo obriga o trabalhador a contribuir para um plano. O governo não dá a opção de o trabalhador manter seu salário integral e direcionar uma parte dele para onde ele quiser. O governo obriga o trabalhador a contribuir mensalmente para qualquer uma das empresas.

    Esse é o principal problema. A partir do momento em que o estado garante uma clientela cativa para essas empresas, é óbvio que as taxas de administração serão altas.
  • Emerson Luis, um Psicologo  31/08/2014 20:36

    Em vez do Brasil imitar o Chile, o Chile é que está imitando o Brasil!

    * * *
  • Gunnar  04/09/2014 21:26
    E o Brasil imitando a Argentina, que imita a Venezuela, que imita Cuba...
  • Rud  05/09/2014 19:05
    Neste modelo previdenciario chileno....essas empresas que o Leandro se refere pegam os recursos dos trabalhadores e compram basicamente titulos do governo ( o que os PGBL, VGBL da vida fazem por aqui ) e ainda cobram uma taxa de administração para isso.....rsssss...coisa que os proprios trabalhadores poderiam fazer sem custo algum...o mundo é cruelllll !
  • Marcos Campos  06/09/2014 20:39
    Enquanto não ensinarmos para as crianças a diferença entre Democracia e Autocracia, não haverá chances de diminuir drasticamente a atuação dos maus intencionados.

    Mas pra isso precisamos nos concentrar no 3 pilares que possibilitam Liberdade ou Autoritarismo;

    Educação MEC (cada escola que tenha seu modelo de educação, descentralização), Sindicatos (taxa não obrigatórios), Estatismo (desestatizar tudo).

    Isso impede que esses vagabundos tenham vantagem organizacional, financeira e operacional sobre nós que trabalhamos duro e não temos tempo para o mesmo.
  • Matheus  12/09/2014 15:46
    A educação chilena não é particularmente boa, apenas não é tão ruim quanto o restante da América Latina. E tudo isso com o diferencial de que eles contraem uma dívida pra vida toda. Não tem nada a ver com doutrinação pura e simples, os chilenos não estão conseguindo pagar as contas. A alternativa pode não ser a melhor, mas o modelo atual também não é nada perfeito como se pinta aqui.
    A elite seguiu enriquecendo por décadas e se não queria ser vitma de uma caça às bruxas, então que tivesse ela própria ajudado a sociedade chilena. Mesmo que não sejam obrigados a ajudar ninguém, deveriam sim, como seres humanos não-psicopatas, se importar com quem começa a corrida já da última posição... Creio que capitalismo e democracia só funcionam juntos em uma cultura certa. Num país onde os mais ricos cospem na cara da população mestiça, não dá pra esperar que eles sejam vistos como amigos. Imagina um empresário português limpando banheiro ou varrendo rua como Japão. Duvido.
  • Mathaus  12/09/2014 16:00
    "A alternativa pode não ser a melhor, mas o modelo [de educação] atual também não é nada perfeito como se pinta aqui."

    Cite o trecho do artigo que diz que o atual modelo educacional chileno é "perfeito". Caso não o encontre, tenha ao menos a hombridade de se retratar pela calúnia.

    "Creio que capitalismo e democracia só funcionam juntos em uma cultura certa."

    Tem de ser uma cultura muito específica mesmo, dado que capitalismo e democracia são conceitos mutuamente excludentes. Capitalismo requer direitos de propriedade, ao passo que a democracia, ao fazer recompensar eleitoralmente os políticos adeptos do redistributivismo, implica o contínuo desrespeito à propriedade privada.

    Leia mais aqui

    "Num país onde os mais ricos cospem na cara da população mestiça, não dá pra esperar que eles sejam vistos como amigos."

    Qual é este país? Se possível, poste aqui um link com a cena que você descreveu. Deve ter vários vídeos no YouTube.

    Caso contrário, tenha a hombridade de assumir que recorreu a uma generalização tosca e infundada, motivado apenas pela ânsia de querer provocar uma irracional comoção. Você deixou a razão de lado e partiu para a emoção, igualando-se a um animal irracional.

    "Imagina um empresário português limpando banheiro ou varrendo rua como Japão. Duvido."

    Hein?! Por que um empresário português iria limpar banheiro no Japão?! O que você tem na cabeça?
  • Guilherme  24/11/2014 18:05
    Fui dar uma olhadinha nas atuais taxas de inflação do Chile. Quase desmaiei:

    www.tradingeconomics.com/charts/chile-inflation-cpi.png?s=cnpinsyo

    Pelo visto, foi só uma esquerdista assumir a presidência que a coisa desandou de vez.
  • Leandro  24/11/2014 18:15
    No Chile, a confiança do empresariado despencou às mínimas históricas (o mesmo nível vigente durante o auge da crise financeira).

    Pelo visto, na América Latina, sempre que a esquerda assume o poder e decide aplicar sua ideologia, a coisa degringola.

    Veja um comparativo entre a evolução da taxa básica de juros e a evolução da carestia. A correlação inversa é assustadora, o que apenas mostra os estragos que uma ideologia pode fazer.
  • Lucas Albuquerque  12/08/2015 20:13
    Eu acredito que Bachelet é popular justamente porque ela ataca o que foi implantado por Pinochet. Por mais que as reformas econômicas do ex-ditador tenham sido muito importantes para tornar o Chile o único país latinoamericano desenvolvido, Pinochet foi responsável por censuras, torturas, muitas prisões. As pessoas do Chile provavelmente devem associar tudo o que vem de Pinochet como sendo ruim. Talvez por isso que Bachelet e outros sociais-democratas tenham sido populares após o fim da ditadura chilena. Não tenho fontes para garantir isso; mas, é o que eu suspeito fortemente.
  • Felipe  12/08/2015 20:41
    Bachelet teve um pai morto pela ditadura e também foi presa na época. É fato que ela carrega um ódio pelo Pinochet, tendo inclusive se recusada a ir ao seu funeral, e obviamente carrega um ódio por tudo que ele construiu.

    Pinochet não foi nenhum santo, mas também não foi esse monstro que a mídia posta. Não fosse ele os chilenos seriam muito mais pobres que hoje. Pinochet também foi o diabo para esquerda : ele destruiu um governo comunista e foi um ditador de direita. Logo é tratado como anti-cristo pela mídia e os intelectuais, e assim entendemos esse ódio dos chilenos com ele.

    Na minha opinião, ingratidão dos Chilenos. Apesar dos apesares Pinochet defendeu os chilenos dos comunistas. Um homem que tinha que fazer o serviço sujo, mas necessário. Um anti-herói que nunca será reconhecido.

  • Administrador indo embora  26/12/2015 19:00
    Ola, pessoal. Leio os artigos do Mises Brasil com frequencia, sou um ferrenho defensor da Liberdade, porém tenho aqui uma pergunta que me atormenta a um bom tempo.

    Gostaria de saber porque as Universidades Chilenas são tão absurdamente caras. Já consultei os valores dos cursos e realmente a coisa é estratosférica.

    Entendo os problemas das intervenções do Estado na Economia, mas gostaria de entender qual o problema nesta situação em específico.

    Obrigado e uma ótima tarde a todos.
    Att.,

    Administrador indo embora.
  • Paraninfo  27/12/2015 01:43
    As universidades no Chile são caras ?

    Experimente contratar um adestrador de cachorros. Provavelmente, você vai pagar mais caro num adestrador de cachorros, do que nesses cursos universitários brasileiros.

    Esses cursos universitários brasileiros de 400 reais, são cursos de fachada regulamentados pelo governo. Não é possível que um curso universitário custe menos do que 8 treinamentos por mês para um cachorro.

    As universidades do Chile possuem 70% de financiamento à 2%. Não é nenhuma exploração. Se os cursos são caros, é porque falta concorrência ou porque não existe milagre.

    Essa vagabundagem pedindo universidade pública no Chile é o fim do mundo. Todo mundo deveria saber como funciona o terrorismo esquerdista.

    Não se esqueça que universidades públicas são centros de formação de comunistas.
  • Anonimo.  28/12/2015 12:56
    'As universidades do Chile possuem 70% de financiamento à 2%. '
    Está explicado por que são caras.
  • Leandro Roque  27/12/2015 02:04
    Pelo mesmo motivo que o Brasil ué: muitos querendo levar vantagem sobre os pobres estudantes chilenos.

    Mas ainda bem que existem universidades públicas(Universidad de Chile, Universidad de Santiago, etc) para garantir que o pobre tenha acesso à educação também.

    Mas a Bachelet tem trabalhado duro para resolver esses problemas:

    goo.gl/ZwpFmE

    Obs.: Não se vá...
  • Paraninfo  27/12/2015 18:28
    Onde há prosperidade, sempre irá aparecer um esquerdista para destruir.

    O Chile cresceu acima de 5% mais de 20 vezes nos últimos 30 anos. O Chile teve 2 recessões nos últimos 30 anos. Isso poderia ser considerado um dos melhores sistemas econômicos do mundo.

    O crescimento da economia do Chile é maior do que dos países mais educados do mundo.


  • Administrador indo embora  27/12/2015 21:12
    Veja bem, pessoal.

    Entendo a ideia da privatização e a defendo. Porém ainda acho o Ensino Superior no Chile bem caro em relação à diversos países.

    A entrada neste ramo é extremamente regulamentada pelo governo? Dificultando a concorrência?
    Quais as reais causas para valores tão altos?

    Veja bem, na Irlanda se encontram bacharelados e mestrados muito mais "em conta" comparado ao salário médio da população (e um dos 10 países mais livres do mundo). O mesmo não ocorre no Chile (que está bem no índice de liberdade econômica).

    Quanto à esse papo vazio de "tirar proveito" dos alunos: eu dispenso. A questão deve ser outra, mas nunca encontrei um artigo sério sobre o tema.

    Att.,

    Administrador indo embora.

  • Paraninfo  28/12/2015 09:22
    A questão é mais simples do que parece.

    Você acha que um curso universitário pode ser barato ?

    Como pode ser barato disponibilizar livros, laboratórios, professores qualificados, computadores, projetores, palestras, ar-condicionado, energia, etc ?

    Faça as contas e você vai ver que não tem como um curso universitário ser barato.

    Esses cursos de 400 reais são extremamente precários. Algumas universidades já estão com ambiente virtual, que é apenas um meio de baratear ainda mais os cursos.

  • Anonimo.  28/12/2015 12:45
    O que encarece essas coisas é justamente a intromissão estatal
    https://www.youtube.com/watch?v=g3hc6LoAlu0
    Cursos universitários são subsidiados pelo governo, é inevitável que as mensalidades não subam assim.Nos EUA o estudante otário sai da faculdade com uma dívida impagável que ele vai arrastar pelo resto da vida, aqui já está começando a acontecer algo parecido, o FIES está fazendo as mensalidades das uniesquinas subirem acima da inflação.
    Mas é tudo culpa do mercado.
  • Administrador Indo Embora  28/12/2015 14:02
    Ok. Mas vamos la, tomando como base Irlanda e Chile, ambos livres economicamente.

    A irlanda aparenta ter cursos excelentes, inclusive a imersão cultural e muito mais profunda. Porque ela é mais barata do que no Chile? Mas é muito mais barata mesmo. Seria o setor universitário chileno não tão livre quanto aparenta ser?
  • Anonimo.  28/12/2015 15:35
    'There are, however, several government scholarship programs granted to students based on merit or need. Socioeconomically disadvantaged students from any type of officially recognized educational institution may seek loans through private banks with the State acting as guarantee ("Crédito con Aval del Estado", CAE). There are also loan programs offered by the government exclusively to socioeconomically disadvantaged students of "traditional" universities ("Fondo Solidario de Crédito Universitario", FSCU). (...)

    There are also government-funded programs giving students: a monthly stipend, a debit card to buy food, and a student card to pay for cheaper transportation'


    https://en.wikipedia.org/wiki/Education_in_Chile#Higher_education
  • Gil  28/12/2015 15:06
    Basicamente quer Brasileirar o Chile.


    Triste ver um país que prosperou tanto agora caindo no conto do populismo do Tudo gratis

    Tão fudido assim como nós

    Cheguei a conclusão que o comunismo é um cancer no mundo, e só se curam a população que já teve nele
  • Alexandro Zambrana  03/02/2016 10:10

    Parece que o apelo popular para a socialização se torna crescente ao longo do tempo, independente das conquistas da economia liberalizada. No caso do Chile, a formação de cartéis nacionais no comércio de medicamentos e papel higiênico provocou indignação da população quando a informação veio à tona, o que pode ter contribuído para a acensão das idéias contra o livre mercado e do intervencionismo estatal.

    Neste contexto, os pensadores liberais devem procurar entender estes fenômenos regionais (formação de cartéis), pois, via de regra, é um dos argumentos mais usados pelos pensadores não liberais para justificar a intervenção estatal, a ideia de que a cartelização e o oligopólio (ou monopólio) são a consequência natural do livre mercado.

    A dúvida que paira é se a formação de cartéis é mesmo um fenômeno que precise ser combatido por uma entidade interventora estatal e, em caso positivo, qual o nível de intervenção tolerável, ou se existem fatos causados pela própria interferência do Estado que dificultem ou impeçam a autorregulação do mercado e a dissolução espontânea dos cartéis. Neste último caso, o foco em encontrar estas razões e divulgá-las seria de grande ajuda no contraponto ao intervencionismo.

    Estou particularmente curioso quanto a estes dois cartéis formados no Chile (medicamentos e papel higiênico), pois parecem ter sido de longa duração e só foram desmantelados após a intervenção do Estado através da Autoridade Nacional de Fiscalização Económica (espécie de CADE deles). Caso alguém tenha uma explicação, gostaria de ver postado aqui.
  • Lel  18/04/2016 07:38
    Gostaria que o IMB falasse mais sobre o milagre econômico do Chile.

    O Wikipédia é muito parcial sobre o assunto: https://en.wikipedia.org/wiki/Miracle_of_Chile
  • Anêmona  23/08/2016 22:44
    O Wikipédia é tomado completamente por esquerdistas.
    Todos os artigos, desde artigos sobre esportes até artigos sobre informática há um dedo deles no meio.
    Wikipédia é uma fonte péssima para obter conhecimento. Completamente parcial.
  • André  23/08/2016 23:53
    Hoje está bem complicado encontrar fontes sobre o milagre chileno, pois o povo lá está completamente embriagado pelas idéias de esquerda, o congresso está solapando o que resta de liberalismo na constituição de 1980, é um excelente lugar para vender a descoberto.

    www.libremercado.com/2016-08-19/el-milagro-de-chile-de-pais-pobre-a-pais-rico-en-30-anos-1276580715/

    www.cadal.org/prensa/nota.asp?id_nota=660
  • anônimo  24/08/2016 16:12
    Infelizmente o futuro do Chile vai ser o mesmo futuro do Uruguai e da Argentina.

    Quando o Peru e a Colômbia ficarem ricos como o Chile ficou por causa de uma economia liberal, é bem capaz de acontecer o mesmo também.

    Os socialistas simplesmente não desistem. É realmente impressionante.
  • Douglas  13/09/2016 01:39
    g1.globo.com/mundo/noticia/2016/09/encarada-de-jovem-em-soldado-do-choque-chileno-viraliza-e-gera-polemica.html

    E a mídia dá toda a ajuda possível pra que isso aconteça mesmo.


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