Não importa quem vença, um sociopata será eleito

As eleições gerais estão chegando, e já é possível ter a certeza absoluta de um resultado: sociopatas serão eleitos.

Após toda a experiência democrática, o eleitorado já deveria reconhecer que, na melhor das hipóteses, elegerão incompetentes (e isso é tudo pelo que podemos torcer); na pior, escroques. 

No entanto, por piores que sejam os resultados, e por piores que sejam as consequências destes resultados, aquele ingênuo e constante mantra pró-democracia seguirá impávido: "É só elegermos as pessoas certas".

O único problema é que as "pessoas certas" não estão (e nunca estarão) concorrendo a cargos públicos.  Em vez disso, continuaremos tendo de aturar "o político comum que não apenas é um imbecil", como escreveu H.L. Mencken, "mas que também é dissimulado, sinistro, depravado, patife e desonesto".

Mencken foi certeiro ao dizer que, para ser eleito e continuar sendo eleito para qualquer cargo público, é necessária a total suspensão de toda e qualquer ética ou bom senso que uma pessoa eventualmente possua.  Mesmo aqueles que começaram sua carreira política com a melhor das intenções, e que possuem capacidades mensuráveis que o tornariam bem-sucedido em qualquer campo, rapidamente percebem que as habilidades necessárias para ser bem sucedido na política não são exatamente aquelas requeridas fora da política.

Lew Rockwell foi certeiro ao dizer que, ao passo que a concorrência no mercado leva a um aprimoramento da qualidade do produto e do serviço, a concorrência na política leva exatamente ao oposto:

Na política, as pressões competitivas geram resultados exatamente opostos.  A qualidade está sempre em constante declínio.  As únicas melhorias ocorrem nos procedimentos que envolvem más ações: mentir, fraudar, iludir, manipular, trapacear, roubar e até matar.  Os preços dos serviços políticos estão constantemente aumentando, seja nos impostos que pagamos ou nas propinas dadas em troca de proteção (também conhecidas como 'contribuições de campanha').  Não há obsolescência, programada ou espontânea.  E, como Hayek famosamente argumentou, na política, os piores sempre chegam ao topo.  E, o que é pior, não há prestação de contas e nem imputabilidade: quanto mais alto o cargo, maior a transgressão criminosa da qual o sujeito pode se safar.

Políticos claramente não querem se eleger por causa de dinheiro.  Quase todos eles já são muito ricos, qualquer que seja o padrão de mensuração.  Pesquise o patrimônio dos senadores e dos deputados do seu estado.  Sendo assim, fica a pergunta: o que faz com que os ricos e bem-sucedidos queiram se eleger?  Em seu livro The Pursuit of Attention: Power and Ego in Everyday Life (A Busca pela Atenção: Poder e Ego na Vida Cotidiana), o sociólogo Charles Derber diz que os políticos desde "Cesar e Napoleão têm sido conduzidos por egos presunçosos e por uma insaciável fome pela adulação pública".

Já o trabalho do psicólogo Abraham Maslow fornece um entendimento dos motivos que levam as pessoas a querer cargos públicos.  Maslow é famoso por ter criado a teoria da "hierarquia das necessidades", a qual qualquer estudante de psicologia, administração ou publicidade deve conhecer.  A teoria é geralmente apresentada visualmente como uma pirâmide, com as mais básicas necessidades humanas — necessidades fisiológicas — retratadas na base da pirâmide.

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A hierarquia de necessidades humanas de Maslow

A constatação de Maslow era a de que as necessidades humanas básicas — sede, fome e ar — devem ser saciadas antes que os humanos possam fazer algo ou se preocupar com qualquer outra coisa. 

A segunda fatia da pirâmide, logo acima das necessidades fisiológicas, é a da necessidade de segurança.  Após satisfazer sua sede e sua fome, os seres humanos se preocupam com a continuidade de sua sobrevivência.  Se um homem está continuamente preocupado em ser devorado por um tigre, ele não irá se preocupar muito com outras coisas.

A terceira camada da pirâmide de Maslow é a da necessidade de integração, a qual está logo acima da necessidade de segurança.  Após a satisfação das duas necessidades mais baixas — fisiológica e segurança —, a pessoa busca o amor, a amizade, a companhia e a comunidade.  Tão logo essas necessidades são satisfeitas, os humanos, segundo Maslow, saem em busca da necessidade de estima.

Essas primeiras quatro necessidades eram consideradas necessidades "deficitárias".  Se uma pessoa não as possui, há uma motivação para suprir esta carência.  Mas tão logo tal necessidade é saciada, a motivação diminui.  Isso faz com que essas necessidades sejam diferentes das necessidades que estão no topo da pirâmide de Maslow, que representam a necessidade da realização pessoal.  A necessidade da realização pessoal nunca é saciada, e Maslow se referiu a ela como uma necessidade "do ser", ou a necessidade de ser tudo aquilo que você pode ser.

Sendo assim, os seres humanos continuamente se esforçam para satisfazer suas necessidades, e à medida que as necessidades mais básicas vão sendo saciadas, a pirâmide vai sendo escalada, por assim dizer, até que necessidades de nível mais alto também possam ser satisfeitas.  Obviamente, seres humanos distintos irão alcançar níveis distintos de realização, e a teoria de Maslow é que somente 2% dos humanos se tornam auto-realizados.

Maslow estudou algumas pessoas famosas em conjunto com outras não tão famosas, e criou uma lista contendo características de personalidade, as quais eram consistentes com pessoas que ele considerava serem auto-realizadas.

Além de serem criativas e inventivas, as pessoas auto-realizadas possuem uma forte ética, um senso de humor auto-depreciativo, são humildes, respeitam os outros, são resistentes a um processo de enculturação, gostam de autonomia, e preferem a solidão a manter relações vazias e rasas com outras pessoas.  Elas acreditam que os fins não necessariamente justificam os meios, e que os meios podem ser os fins em si próprios.

Rapidamente se percebe que os indivíduos auto-realizados de Maslow não têm absolutamente nada em comum com os políticos de uma democracia.  No entanto, logo abaixo do topo da pirâmide da hierarquia de necessidades está a necessidade de estima.  Maslow descreveu dois tipos de necessidade de estima: uma necessidade mais baixa e uma mais alta.

Ao passo que a mais alta forma de estima é a busca por atributos saudáveis, como liberdade, independência, confiança e conquista, a forma mais baixa "é a necessidade do respeito dos outros, a necessidade de status, de fama, de glória, de reconhecimento, de atenção, de reputação, de apreço, e até mesmo de dominância".

"A versão negativa dessas necessidades é a baixa autoestima e os complexos de inferioridade", explica o doutor C. George Boeree, um especialista no trabalho de Maslow.  "Maslow sentia que Alfred Adler [psicólogo austríaco que criou o conceito de complexo de inferioridade] de fato havia descoberto algo quando propôs que estas eram as raízes de vários, se não da maioria, de nossos problemas psicológicos."

Hoje, vemos essas características presentes em praticamente todos os políticos de uma democracia: a constante necessidade de status e reconhecimento.  Os fins — a superação de um complexo de inferioridade — justificam quaisquer meios maquiavélicos.

O fato de a democracia permitir que toda e qualquer pessoa possa se eleger — seja por meio de ligações poderosas, ou por ser rica, ou por ter uma personalidade popular — faz com que tal sistema, bem como as posições de liderança oferecidas, se tornem um chamariz de sociopatas.  O indivíduo auto-realizado de Maslow não tem interesse na política.  Em contraste, aqueles que sofrem continuamente a necessidade de estima são atraídos pela política como moscas a uma lata de lixo.

A capital nacional ser uma podridão moral se deve ao fato de que uma certa classe de pessoas — sociopatas — está no total controle das grandes instituições.  Suas crenças e atitudes são explicitadas por meio do tecido econômico, político, intelectual e psicológico/espiritual do país.

O filósofo religioso Santo Agostinho era pessimista quanto à natureza humana, e acreditava que os seres humanos não eram propensos ao bem, à honradez e à probidade, mas sim a fazer o mal. "Por causa do pecado de Adão, a degradação, o orgulho, a vaidade e a libido dominandi — a avidez pela dominação — incitam as pessoas a fazerem guerras e a cometer todos os tipos de violência", explica Mark Mattox em Saint Augustine and the Theory of Just War.

A libido dominandi é a característica da natureza humana que atrai os sociopatas para o governo e suas agências, pois é assim que eles poderão exercitar sua lascívia de dominar e controlar cada aspecto da vida alheia.  Essa é a essência da política, é o que impulsiona e excita todos os políticos.  A cidade dos homens é governada pela luxúria do poder, e o poder tem esta capacidade de embevecer os meros mortais.  Não é de se estranhar, portanto, que até mesmo pessoas geralmente boas se corrompam e adquiram propensões ditatoriais tão logo entrem para o estado.

Aqueles que querem ser eleitos e que querem se manter no poder sendo seguidamente reeleitos têm de estar preparados para quebrar todas regras morais que conhecem, se os fins assim justificarem.

Como já havia vaticinado Mencken, já se tornou "uma impossibilidade psíquica um cavalheiro se tornar membro do governo".  A democracia possibilita que os demagogos, "em virtude de seu talento para o absurdo e para as tolices", insuflem a imatura imaginação da massa.

E conclui:

Os políticos raramente, se nunca, são eleitos apenas por seus méritos — pelo menos, não em uma democracia.  Algumas vezes, sem dúvida, isso acontece, mas apenas por algum tipo de milagre.  Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos.

Será que algum deles iria se arriscar a dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade sobre a real situação do país, tanto em questões internas quanto externas?  Algum deles irá se abster de fazer promessas que ele sabe que não poderá cumprir — que nenhum ser humano poderia cumprir?  Irá algum deles pronunciar uma palavra, por mais óbvia que seja, que possa alarmar ou alienar a imensa turba de idiotas que se aglomeram ao redor da possibilidade de usufruir uma teta que se torna cada vez mais fina?  Isso pode acontecer nas primeiras semanas do período eleitoral, mas não após a disputa já ter ganhado atenção nacional e a briga já estiver séria.

Eles todos irão prometer para cada homem, mulher e criança no país tudo aquilo que estes quiserem ouvir.  Eles todos sairão percorrendo o país à procura de chances de tornar os ricos pobres, de remediar o irremediável, de socorrer o insocorrível, e de organizar o inorganizável.  Todos eles irão curar as imperfeições apenas proferindo palavras contra elas, e irão resolver todos os problemas com dinheiro que ninguém mais precisará ganhar, pois já estaremos vivendo na abundância.  Quando um deles disser que dois mais dois são cinco, algum outro irá provar que são seis, sete e meio, dez, vinte, n

Em suma, eles irão se despir de sua aparência sensata, cândida e sincera e passarão a ser simplesmente candidatos a cargos públicos, empenhados apenas em capturar votos.  Nessa altura, todos eles já saberão — supondo que até então não sabiam — que, em uma democracia, os votos são conseguidos não ao se falar coisas sensatas, mas sim ao se falar besteiras; e todos eles dedicar-se-ão a essa faina com vigoroso entusiasmo.  A maioria deles, antes do alvoroço estar terminado, passará realmente a acreditar em sua própria honestidade.  O vencedor será aquele que prometer mais com a menor possibilidade de cumprir o mínimo.


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SOBRE O AUTOR

Douglas French
é o diretor do Ludwig von Mises Institute do Canadá. Já foi o presidente do Mises Institute americano, editor sênior do Laissez Faire Club, e autor do livro Early Speculative Bubbles & Increases in the Money Supply.  Doutorou-se em economia na Universidade de Las Vegas sob a orientação de Murray Rothbard e tendo Hans-Hermann Hoppe em sua banca de avaliação.


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Luciano  12/08/2014 14:51
    Por isso tomei uma atitude baseada em uma promessa: rasguei meu título eleitoral prometendo a mim mesmo nunca cumprimentar qualquer político que venha a falar comigo por motivos eleitorais.

    Como diz Rothbard, essa gente não é digna nem mesmo de receber o mínimo respeito.
  • Silvio  13/08/2014 14:47
    Exatamente, nunca cumprimente um criminoso quando ele está tentando cometer um crime contra você.
  • Vítor M.  12/08/2014 15:44
    ...e qual a diferença da Política para o livre-mercado, quanto às tendências plutocráticas?

    exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-carreiras-com-mais-profissionais-psicopatas
  • Ricardo  12/08/2014 16:16
    Livre mercado e plutocracia? Claramente, você desconhece o real significado de ao menos um destes termos, dado que ambos são incompatíveis. Se existe um, o outro -- por definição -- não pode existir.
  • Luana Oliveira  12/08/2014 15:59
    "O único problema é que as "pessoas certas" não estão (e nunca estarão) concorrendo a cargos públicos."

    O que dizer dos libertários brasileiros na política? Inclusive alguns já usando frases prontas no padrão porco que conhecemos? Podem de fato mudar algo ou fatalmente se corromperão?

    Me considero leiga quando o assunto é libertarianismo mas pelo que já estudei e ao ler o texto acima fica a dúvida: libertarianismo e eleições são compatíveis? Os libertários são livres para concorrerem aos cargos públicos, mas não é contraditório fazer parte de algo que vai contra os ideais da liberdade?

    Será que a mudança acontecerá justamente colocando libertários "no poder" para que a intervenção seja menor? E, sendo assim, o dinheiro do pagador de impostos ao menos irá para as mãos de quem pensa como nós?
  • Marcos  12/08/2014 16:10
    Libertários na política brasileira?! Onde está este ser invisível?

    Cite pelo menos dois, por favor.
  • Luana Oliveira  12/08/2014 16:21
    Me refiro à intenção de se eleger. Não me expressei bem, desculpe. Por exemplo: Rodrigo Mezzomo e Pedro Souto: https://www.youtube.com/watch?v=1LzVRwwikWY
  • Vive la Liberte  12/08/2014 17:44
    Olá, Luana,
    Acredito que seja compatível a ideia de Liberalismo com eleições. Até porque há diferentes graus de liberdade e muitos defensores do liberalismo são minarquistas.
    Existe inclusive um partido em formação chamado Liber que visa difundir o ideal libertário no Brasil atuando dentro do próprio estado.
    [url]libertarios.org.br/liber[/url]

  • Cumpanheiro  12/08/2014 18:02
    "Libertários na política brasileira?! Onde está este ser invisível?

    Cite pelo menos dois, por favor."


    Achei um: Partido Novo

    Ainda é invisível para 99% da populaça brasileira. E antes que alguém reclame: São libertários sim.
  • Um cidadão qualquer  12/08/2014 19:15
    "Concluímos que a organização através de um partido político é a forma mais adequada de mobilizar pessoas, expressar ideias, implementar as ações necessárias para construção de um Estado que privilegie o indivíduo, incentive um ambiente empreendedor e seja eficiente na gestão dos recursos e na oferta de serviços.

    Queremos ser um partido para quem gosta de política, se interessa pelas causas públicas, mas sempre teve receio de se envolver. Os participantes que possam acrescentar ideias e agregar trabalho são muito bem vindos, porque o esforço de tratar as políticas públicas com critérios de eficiência, racionalidade, transparência e moralidade é coletivo." | Quem somos - www.novo.org.br/

    "Ainda é invisível para 99% da populaça brasileira. E antes que alguém reclame: São libertários sim."

    Não, não são! (vide identificação do partido ^)

    Ainda que as posições do partido "NOVO" sejam, no máximo, um pouco menos estatistas, se comparado aos demais partidos que integram o quadro político nacional, o artigo deixou claro o porque pessoas, mesmo que bem intencionadas, não progridem na política.

    "Mencken foi certeiro ao dizer que, para ser eleito e continuar sendo eleito para qualquer cargo público, é necessária a total suspensão de toda e qualquer ética ou bom senso que uma pessoa eventualmente possua. Mesmo aqueles que começaram sua carreira política com a melhor das intenções, e que possuem capacidades mensuráveis que o tornariam bem-sucedido em qualquer campo, rapidamente percebem que as habilidades necessárias para ser bem sucedido na política não são exatamente aquelas requeridas fora da política."
  • Donald  12/08/2014 16:48
    Luana, as pessoas de bem vão para o mercado. Absolutamente ninguém de bem quer ser político. Política atrai os enrolões sociopatas, mercado atrai as melhores pessoas.
  • Donald  12/08/2014 16:53
    "E, sendo assim, o dinheiro do pagador de impostos ao menos irá para as mãos de quem pensa como nós?"

    Acho que você não entendeu. Receber impostos é motivo de se envergonhar, ninguém normal quer isso.
  • Luana Oliveira  12/08/2014 17:04
    Donald, entendi sim. Também penso dessa forma por isso acho contraditório. É que já ouvi em algum hangout entre libertários alguém usando esse argumento. Porém não concordo também.
  • Pedro Ivo  12/08/2014 20:15
    Luana, eu mesmo pensei em sair candidato nesta eleição com uma plataforma libertária, inspirado no Ron Paul. Possível, do ponto de vista do indivíduo, é. Mas vícios institucionais colocam tudo a perder.

    O partido a que me filiei tem 'socialismo' no nome, mas é um partido que de 2 anos para cá estava aglutinando liberais clássicos ligados ao movimento monárquico brasileiro, e à movimentos conservadores. Não sou nem monarquista nem conservador, mas consigo dialogar bem com eles; e como o partido, embora socialista, em seu estatuto, abria espaço para posições minarquistas e liberais clássicas, pareceu-me boa ideia filiar-me, e se possível, candidatar-me, porque parecia haver, lá dentro, uma massa crítica liberalista em gestação. Mas aí o partido entrou para a base de apoio do PT.

    É isto que quero dizer com "...vícios institucionais colocam tudo a perder".

    Outro exemplo de vícios institucionais que colocam tudo a perder: o fato de que para registrarmos um partido novo é necessária a assinatura de 500 mil pessoas autorizando, num processo lento e atravancado. Logo, nós, minoria liberalista e conservadora, não conseguimos criar um movimento que nos represente. É isto que quero dizer com "possível, do ponto de vista do indivíduo, é. Mas vícios institucionais colocam tudo a perder". [b]Nós não podemos sequer tentar levar valores ao parlamento e ao executivo.
  • Marconi  12/08/2014 16:36
    Os que criticam a política e a democracia aqui são os mesmos que vão bater palmas pro Ron Paul.
  • Ricardo  12/08/2014 17:02
    Essa gemeção do Marconi -- o sujeito vem aqui todo o santo dia apenas para apanhar; vai ser mulher de malando assim lá no Afeganistão -- é típica de quem quer entrar pra política, mas quer fazê-lo sob aplausos e com a consciência limpinha....

    Sobre Ron Paul, eu particularmente não o apoio, mas o simples fato de ele ter sido um mero deputadinho americano que nada fez (apenas tentou bloquear várias leis idiotas) já o coloca léguas acima de qualquer vereador brasileiro em termos de inofensividade: por estar lá longe, Ron Paul não tolheu meus direitos, minhas liberdades, não atacou minha propriedade e nem tentou regular meu empreendimento -- coisas que o Marconi, por ser funcionário público (como ele já assumiu), faz diariamente.
  • anônimo  12/08/2014 17:18
    'mas o simples fato de ele ter sido um mero deputadinho americano que nada fez (apenas tentou bloquear várias leis idiotas)'

    E você acha isso pouco? BTW, o maior mérito do RP não tem nada a ver com política, tem a ver com educação, tem a ver com mostrar pras massas com coerência e honestidade o podre que o estado é, e principalmente (pelo menos pra mim que era influenciado pela direita astrológica) que defender o capitalismo não tem NADA a ver com defender as guerras que os EUA inventam pra proteger Israel.
  • Marconi  12/08/2014 18:47
    Eu espero sim entrar para a política. E o incentivo é bem generoso, já que nós, funças, podemos tirar licença remunerada (3 meses) para concorrer.

    Mas o meu partido (o novo) ainda não começou.. então nem filiado eu sou ainda. Espero estar nas próximas eleições e, se não ganhar, pelo menos tentei.

    Prometo que, se eleito, vou reduzir o estado, reduzir os impostos. Vote em mim!
  • Pedro Ivo  12/08/2014 20:02
    Marconi:

    RP é "um mero deputadinho americano que nada fez (apenas tentou bloquear várias leis idiotas) já o coloca léguas acima de qualquer vereador brasileiro em termos de inofensividade" - Eu aplaudiria qualquer um que tentasse bloquear leis estupidas, votaria nele, e, se pudesse, contribuiria com a campanha num diretório regional, como voluntário. Como não fazê-lo? Este Sr. se esforça em sua atividade parlamentar para que direitos e liberdades não sejam tolhidos, nem atacadas propriedades, nem regulados empreendimento, precisamente os valores políticos que defendo. Ao aplaudi-lo não aplaudo à demagogia, mas à aristocracia, conceito que na ausência de uma ordem natural, impõe limites ao estado e à democracia.

    O que você esperaria? Que numa oclocracia, como a estadunidense ou a nossa, eu não criticasse a democracia e não apoiasse a única pessoa que defende colocá-la de novo sob as rédeas curtas dos limites que a tornam, senão sana, menos doentia?! Você é burro de nascença ou por esforço próprio? (ao como bom republicano, talvez, por maioria de votos)

    E tem mais: RP propõe reduzir à metade o nº de funcionários públicos federais, transferir as terras federais para administração estadual, fechar o BC, e tem um plano de quitação de dívida pública estadunidense. Candidate-se com estas bandeiras que aplaudo você, mesmo te achando um idiota. Você não precisa pensar, ser sano, sensato ou ético: se você conseguir macaquear robótica e automaticamente estes valores, e não se desviar deles precisamente por ser burro demais para tanto, até abaixo assinado para te canonizar eu assino.

    Entendeu as razões agora, ou precisa de um teatro de marionetes?
  • Marconi  13/08/2014 16:54
    Olá Pedro, você confundiu os comentários. Quem falou bobagem sobre o RP foi o Ricardo, não eu. Concordo com o que você disse e tenho essas bandeiras também. Daqui a 4 anos, quando eu me candidatar rsrsrs (aqui no DF é só de 4 em 4 anos), pode votar em mim sem medo. Abraços!
  • Alexandre M. R. Filho  13/08/2014 21:26
    Marconi e o nosso aumento?
  • Marconi  14/08/2014 14:32
    Fala rapá! Saudades da luta pelo subsídio.. rsrsrs Greve neles!

    Você fez explicações brilhantes na luta pelo subsídio!

    Pena que o PTzão domina geral os sindicatos e ainda não deu.

    Eu falei em greve, mas não tô fazendo não.. É tudo teatro do PT.. provavelmente sairá algo em torno de 5% de novo, pra inflação ir comendo aos poucos.

    Você está mais pra libertário do que pra liberal, correto? Mais pra Mises que pra Milton Friedman, ou estou enganado?

    Grande Abraço!




  • Alexandre M. R. Filho  14/08/2014 20:46
    Virei anarquista de tudo. Friedman e outros aí são um bando de socialistas! hahahahaha

    Só não criei coragem pra largar a teta ainda. Mas vou criar.
  • Marconi  15/08/2014 18:13
    Faz isso não.. quanto mais "direitistas" saírem do estado, mais "esquerditas" chegam. Precisamos exatamente do inverso. Manter a meia-dúzia de direita no poder e ir tirando a tonelada de esquerda. Depois que tirarmos toda a esquerda, aí a gente se demite. rsrsrs
  • Alexandre M. R. Filho  18/08/2014 15:48
    Não dá, cara... é muito difícil aguentar a consciência! hehehhehe
  • Pedro Ivo  14/08/2014 16:44
    Verdade: embananei-me. Desculpe tanta sinceridade para tão pouca sensatez de minha parte. Mea culpa
  • Pedro Ivo  15/08/2014 13:49
    Sobre o plano do Ron Paul de estadualizar as terras federais, o artigo Los incendios de los federales: De cómo el gobierno ha destruido los bosques relata os problemas da administração federal sobre parques, bosques e terras. Confiram!
  • Andre  12/08/2014 16:57
    Ok, qualquer um que se eleja será um sociopata.
    Mas os sociopatas não são todos iguais entre si.

    Por exemplo, os sociopatas que governam os EUA, Alemanha e Canadá não conseguiram transformar esses países em um lugar tão horrível de se viver quanto a Venezuela é hoje.
  • Magno  12/08/2014 17:02
    É sério que você incluiu os EUA nessa lista? Difícil imaginar políticos mais psicóticos do que os daquela terra. A galera do Oriente Médio e do Japão que o diga, bem como os espionados pela politicamente chancelada CIA e NSA...
  • Carlos  12/08/2014 18:05
    Sociopata é pouco para a lista dos abestados que consta no site do TSE, no mínimo psicopatas e quetais.
  • Andre  12/08/2014 18:05
    "É sério que você incluiu os EUA nessa lista?".

    Claro, as taxas de imigração em direção aos EUA continuam bem altas, "topadas":

    peoplemov.in/

    "Difícil imaginar políticos mais psicóticos do que os daquela terra."

    Pra mim é bem fácil, é só lembrar dos políticos de Cuba e Coréia do Norte, por exemplo.

    "A galera do Oriente Médio"

    Os políticos dos países do Oriente Médio são MUITO mais psicóticos que os políticos dos EUA. Lá no Oriente Médio eles condenam gays à prisão ou à morte, por exemplo:
    en.wikipedia.org/wiki/LGBT_rights_by_country_or_territory
    Exceto em Israel, lá os políticos não são psicóticos à ponto de punirem gays.

    " e do Japão que o diga"

    Que eu saiba o japão tem ótimas relações com os EUA.
    Se você está falando isso por causa das duas bombas atômicas que os EUA jogaram no japão eu digo que:
    1) Os políticos que fizeram isso não estão mais no poder.
    2) Naquela época os políticos dos países comunistas/socialistas mataram MUITO MAIS dos seus próprios povos.

    Não entendi porque você ficou citando outros locais para avaliar o nível de psicose dos políticos americanos. Até onde eu saiba quem vota nos políticos americanos são os americanos.
    Então é preciso verificar se os americanos acham ou não que os políticos de lá são ou não os mais psicóticos do mundo.
  • anônimo  12/08/2014 21:22
    Imigração alta é um MAL sinal, significa que o welfare state do companheiro Obama está atraindo cada vez mais gente.
    Fora que, economicamente eles não são mais o que eram, se a bomba não estourou ainda é só uma questão de tempo.Se não me engano foi o Peter Schiff que falou que se juntássemos toda a riqueza do planeta, não daria 25% da dívida dos EUA.
  • Andre  12/08/2014 22:19
    "Imigração alta é um MAL sinal, significa que o welfare state do companheiro Obama está atraindo cada vez mais gente.".

    Os EUA sempre receberam muitos imigrantes, mesmo antes de terem welfare state.
    Os EUA não possuem um dos welfare state mais generosos para imigrantes, e mesmo assim recebem mais imigrantes.

    Ainda assim os políticos sociopatas de lá não conseguiram deixar aquele país tão ruim quanto a Venezuela.

    Venezuela e Brasil também têm Welfare State.
  • alguem  12/08/2014 18:45
    Agora teremos eleições no Brasil. O que fazer? Esperar isso aqui virar um cubão? Pegar em armas? Torcer para o exercito tomar conta? Eu estou tentado a votar no menos pior. Assim pelo menos poderiamos amenizar o problema,concordam?
  • Jeferson  12/08/2014 20:01
    Eu acho que um mundo sem estado é um ideal inatingível... pelo menos no horizonte temporal da minha existência no planeta. Assim sendo, o que fazer? Cruzar os braços? Nos alienarmos do mundo enquanto esperamos que o ideal libertário se realize? Não! É de fundamental importância que trabalhemos no sentido de fazer com que esse ideal ganhe espaço no Brasil, inclusive na política. Qualquer avanço, por menor que seja, é uma vitória! O Novo não é libertário, mas certamente é melhor do que os partidos que lançam candidatos hoje em dia.

    O PSDB é um partido extremamente estatista, mas muito menos "extremo" que o PT, e considero que mesmo um período de 4 anos fazendo alguns dos ajustes necessários (que provavelmente não vai deixar sucessor) um avanço em relação a conceder mais 4 anos de licença pro PT avançar com sua agenda de estabelecer um regime socialista totalitário.

    Será possível melhorar significativamente o Brasil no curto prazo? Não! Mas considero que se pudermos reduzir a velocidade com que o estado cresce, e se pudermos fazer ele recuar, por menos que seja, isso é uma vitória. Minúscula, sim, mas ainda assim é uma vitória. É tempo que ganhamos para difundir o ideal libertário. Se deixarmos a coisa continuar como está, por mais que o Leandro negue, acho que o Brasil vai caminhar a passos largos rumo à sua venezuelização.
  • José   13/08/2014 02:24
    Jeferson.

    Finalmente vi um comentário aqui no meses, que condizente com a realidade e vida em sociedade.

    O ideal perseguido pelos aqui ditos libertários, só será realidade se assumirmos o nosso papel de espalhar nossas idéias para outras pessoas.

    É desanimador ver aqui pessoas que condenam a ordem social atual, mas na hora de agir dizem a si próprios: - Minha causa é perdida! Os outros são muito burros para enxergar a lógica.

    Mudanças não são de uma hora para outra, leva tempo. Se de cada dez sementes plantadas, uma der fruto. A causa avançou!

    A ordem mundial vigente é essa, aceitemos! Para muda-la é sim necessário mudar também por dentro, dar as costas que mudança trará?

    A democracia surgiu assim!
    O cristianismo surgiu assim!
    O comunismo surgiu assim!
    Por que o ideal libertário não pode?
  • Jeferson  13/08/2014 14:48
    José, o socialismo ganhou o espaço que tem hoje em dia por causa das idéias de Gramsci, idéias essas que eu só fui conhecer (pasmem) aqui no Mises. Engraçado como o conhecimento leva as pessoas - em maior ou menor grau - a se tornarem libertárias (ou pelo menos liberais ou minarquistas), mas, como você bem disse, elas acham que estamos lutando uma causa perdida, e até alguns grandes nomes do movimento ajudam nisso.

    Sinceramente, acho que devíamos aprender com os socialistas e buscarmos espaço na política, ainda que de pouquinho em pouquinho, ainda que seja um trabalho hercúleo, e ainda que diversos libertários possam sim se corromper, acho difícil que se corrompam ao ponto de se tornarem socialistas, ou mesmo "social-democratas". Acho que se queremos um mundo libertário, nós devemos construí-lo, começando pelo alicerce que é a difusão das idéias ao maior número de pessoas possível, e a participação na política pra conter o máximo possível o avanço do estado. Isso se realmente queremos esse mundo.
  • Johnny B. Goode  12/08/2014 19:03
    Excelente texto e comentários, mas voto branco ou nulo definitivamente não me parece uma boa opção.
  • alguem  12/08/2014 19:26
    Tambem acho Johnny B. Goode,apesar de que não tem candidatos a altura,eu queria ver mesmo é a opinião do pessoal do misses.
  • Sergio  12/08/2014 19:35
    Senhores,

    Pesquisei neste site algum artigo sobre presídios privados, e não consegui encontrar. Alguém, por gentileza, poderia me enviar algum texto sobre o assunto.
    Gostaria de enviar para um estatista que me aprensentou esse artigo: apublica.org/2014/05/quanto-mais-presos-maior-o-lucro/

    Abraços
  • El Kabong  12/08/2014 20:05
    A declaração mais honesta que já ouvi de um político:

    "Eu sou um político, e isso quer dizer que sou trapaceiro, mentiroso e capaz de beijar as criancinhas para roubar seus pirulitos".

    (tinha que ser num filme, logicamente).
  • Rodrigojf  12/08/2014 23:12
    foi no filme Caçada ao outubro vermelho de 1990.
  • IRCR  12/08/2014 23:53
    Sociopata por sociopata é melhor o menos pior

    De acordo com alguns ultra libertários daqui a pouco vão dizer que os sociopatas da Suiça, Nova Zelandia, Australia, HK, Singapura é a mesma coisa dos sociopatas de Cuba, Korea do Norte, Venezuela, Argentina, Zimbabué e quiçá o Brasil
  • Balduíno  13/08/2014 00:05
    Os sociopatas da Suíça não usufruem amplos poderes em nível federal; eles ficam circunscritos aos níveis cantonais, e seus poderes são muito pequenos. Logo, sua destruição é mais contida.

    Em Hong Kong e em Cingapura não há eleições, o que significa que não há não há uma livre entrada para sociopatas no poder e não há revezamento de sociopatas, o que diminuiu em muito a quantidade de desajustados querendo mandar na vida alheia. Isso é básico.

    Sobre Austrália e Nova Zelândia, embora seus sociopatas sejam menos ruins que os nossos, ainda assim são sociopatas. Porém, se você souber de uma maneira de trocar os nossos por eles, eu aceito.
  • Tiago RC  13/08/2014 07:39
    Em Singapura há eleições sim. Mas na prática é como se não houvesse, já que o mesmo partido ganha faz décadas se não me engano.
  • Balduíno  13/08/2014 11:51
    Só em tese. Na prática, o primeiro-ministro desenha e redesenha os colégios eleitorais ao seu bel-prazer, o que praticamente anula qualquer chance da oposição.
  • Andre  13/08/2014 15:35
    "Os sociopatas da Suíça não usufruem amplos poderes em nível federal;"

    Bom, quem limitou os poderes dos sociopatas da Suíça foram outros sociopatas da própria Suíça que governaram a Suíça no passado e que criaram tais leis/restrições.

    "eles ficam circunscritos aos níveis cantonais, e seus poderes são muito pequenos. Logo, sua destruição é mais contida."

    Graças aos sociopatas do passado que limitaram o poder dos sociopatas do futuro.

    "Em Hong Kong e em Cingapura não há eleições, o que significa que não há não há uma livre entrada para sociopatas no poder e não há revezamento de sociopatas,"

    Se, eu disse "se", não há eleições é graças aos socipatas que estão atualmente no governo.
    E pelo que eu saiba há eleições sim nesses lugares, só que as regras são mais exigentes. Regras essas que foram inventadas por, tãdããã: outros sociopatas!

    " o que diminuiu em muito a quantidade de desajustados querendo mandar na vida alheia. Isso é básico."

    Sim, é básico que se sociopatas moderados chegarem ao poder a vida dos sociopatas extremistas que tentarão chegar ao poder depois será dificultada.

    "Sobre Austrália e Nova Zelândia, embora seus sociopatas sejam menos ruins que os nossos, ainda assim são sociopatas."

    Que bom.

    "Porém, se você souber de uma maneira de trocar os nossos por eles, eu aceito."

    Não dá, mas dá para tentar eleger sociopatas menos extremistas, de modo que o país não se torne igual à Venezuela de forma muito acelerada. Dando tempo de espalhar as ideias libertárias o mais rápido possível.

    O sociopata FHC, por exemplo, criou o tripé macroeconômico que permitiu o país crescer um pouco mais do que teria crescido sem isso. Isso não muda o fato de que ele é um sociopata. Mas mostra que os sociopatas moderados são menos nocivos do que os sociopatas extremistas.

    Caso o Brasil fique venezuelizado muito rapidamente existem grandes chances de sites que defendem ideias liberais ou libertárias serem tirados do ar. Isso dificultaria bastante a difusão de tais ideias.

    Entre ser assaltado por um latrocida, que mata a vítima após o roubo, por puro prazer, e ser assaltado por um ladrão desarmado que pega a minha carteira e sai correndo eu prefiro ser assaltado pelo segundo.
  • IRCR  13/08/2014 00:51
    Será que darmos para enfiar tudo no mesmo saco os sociopatas da Alemanha, Austria, Irlanda, Dinamarca... com os sociopatas da Grecia, Portugal, Espanha, Italia.. ?
    O mesmo para os sociopatas do Chile, Colombia, Peru, Mexico com os sociopatas da Venezuela, Argentina, Bolivia, Ecuador e não distante do Brasil ?

    Sempre tem os sociopatas que fazem um estrago menor
  • luancordeiros  13/08/2014 03:15
    A última frase do texto me lembro o Eduardo Campos do PSB, q tem como proposta:
    - Investimento educação
    - Aumento 10x gastos com segurança
    - Passe livre estudante
    - Investir infra-estrutura
    ALEM DE
    - não vai aumentar impostos
    - e disse q vai combater a inflação
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk é pra rir ou pra chorar??
  • Marcelo L.  13/08/2014 13:13
    Querem ajudar a acabar com esse ciclo?

    Usem bitcoin - evitem aquele papel colorido que o Banco Estatal pinta e imprime. Dessa forma, vocês ajudarão a fechar a torneira que abastece o governo e torna possível todo esse sistema.

    Não adianta vir protestar aqui se no teu dia-a-dia as tuas ações contradizem o teu discurso. O tanto quanto é possível - sem ir preso, é claro - saiam do sistema sem se despedir e convidem outros a fazerem o mesmo.

    No entanto, eu faria uma ressalva. Nas próximas eleições, é fundamental votar para tirar o PT do poder. Isso não é uma esperança política de um Brasil melhor, porque eu não coloco minha esperança em políticos. Mas o PT é uma organização criminosa perigosa e tem um projeto de poder em andamento.
  • Valatráquio  13/08/2014 14:03
    "Querem ajudar a acabar com esse ciclo? Usem bitcoin"...

    Ok, beleza. O que eu faço com a tal da "bitcoin" no supermercado? No posto de gasolina? De que adianta a "bitcoin" se não posso consumir com ela? Qual comércio ou indústria aqui no bananão aceita "bitcoin" como moeda de pagamento?
  • Marcelo L.  13/08/2014 14:46
    É aí que entra o teu papel de perguntar por que ele ainda não aceita e explicar as vantagens de receber em bitcoin. Por exemplo, o serviço oferecido pelo Bitpay aos comerciantes (que converte na hora para moeda local se o vendedor preferir), que tem uma taxa menor do que a das operadoras de cartão de crédito. Sem falar na vantagem de poder receber pagamentos de qualquer lugar do mundo, que pode abrir mercado dependendo do teu tipo de serviço.

    Há alguns meses eu fiz uma operação de câmbio de R$10 mil reais. Paguei $200 (dólares) para o banco + impostos, e a operação em si demorou 4 dias úteis, fora a semana que perdi abrindo cadastro e entregando a documentação requerida. Em junho, fiz a mesma operação usando bitcoin. Paguei $0,06 (isso mesmo, 6 centavos de dólar), a transmissão foi na velocidade de um clique, e não tive que entregar documentação nenhuma para enviar.

    O meu ponto é que os comerciantes só irão adotá-lo se compreenderem as vantagens. O nosso papel de libertários é instruir e incentivar as pessoas ao nosso redor a usar bitcoin para transferências.

    Inclusive, me surpreendeu o fato de não haver incentivo para essa forma de pagamento na divulgação da Conferência de Escola Austríaca 2014. Mas, mas caso eu vá, já solicitei pagamento dessa forma. - Entendeu o nosso papel?
  • Freedom Fighter  18/08/2014 18:55
    Concordo com o Marcelo. Ainda que votar em outra opção em outubro colocará outro sociopata (PSB ou PSDB) no poder, se uma das duas gangues ganha o poder ela terá que desarmar o circo do PT para erguer seu próprio circo de privilégios e sandices econômicas, o que não leva menos do que dois anos.

    Lembrem-se que os primeiros anos do Lula foram menos sofríveis pois faltava (ainda)instalar a gangue e as políticas econômicas socialistas.

    Lo que pasa é que o PT já tá bem instalado e se não sair do poder teremos o retorno à Idade Média no próximo mandato, capitaneado por Dilma et caterva..

    Agora, para se defender de todos os sociopatas, sim, é necessário fugirmos das notas de brinquedo emitidas pelo Banco Central: Bitcoins, ouro e qualquer ativo que possa ser usado como moeda de troca e não dependa do simpático sistema financeiro criado pelos nossos eficientes Bancos Centrais.
  • Malthus  14/08/2014 12:03
    Para aqueles que ainda acreditam na via política e que acham que é possível entrar na máquina e não ser corrompido, digo apenas um nome: Afif.
  • Andre  14/08/2014 12:39
    "Para aqueles que ainda acreditam na via política e que acham que é possível entrar na máquina e não ser corrompido, digo apenas um nome: Afif.".

    Não acreditar na via política ao mesmo tempo em que não se faz nada para parar a marcha dos sociopatas é garantia de ser esmagado pelos sociopatas no futuro.
  • Gabriel Leite  15/08/2014 20:45
    "O orgulho cega tão radicalmente aos príncipes que chegam a pensar que devem ser postos na categoria do próprio Deus."Calvino.
  • jose  18/08/2014 13:24
    A democracia tem defeitos mas é melhor do que uma ditadura, o que falta é esse tipo de discurso se adaptar a realidade e promover ideias que não apenas beneficiam apenas 1% da população.
  • Andre Cavalcante  18/08/2014 15:34
    jose escreveu:

    "A democracia tem defeitos mas é melhor do que uma ditadura, o que falta é esse tipo de discurso se adaptar a realidade e promover ideias que não apenas beneficiam apenas 1% da população."

    O que é isso? E desde quando a ditadura é diferente de democracia? Que eu saiba o Brasil sempre foi "democrático" e já teve duas ditaduras... Sem falar nos outros países, alguns completamente comunistas...

    Por favor, antes de postar, ao menos leia e entenda do que está falando. Fica muito feio postagens desse tipo, que mostram em uma frase que cê não entende nada sobre democracia ou ditadura ou discurso de qualquer tipo. Ah! e sobre o 1% que se beneficia: culpa do governo!
  • Julio Heitor  20/08/2014 13:08
    "O filósofo religioso Santo Agostinho era pessimista quanto à natureza humana, e acreditava que os seres humanos não eram propensos ao bem, à honradez e à probidade, mas sim a fazer o mal. "Por causa do pecado de Adão, a degradação, o orgulho, a vaidade e a libido dominandi — a avidez pela dominação — incitam as pessoas a fazerem guerras e a cometer todos os tipos de violência", explica Mark Mattox em Saint Augustine and the Theory of Just War."

    Parágrafo mais infeliz não poderia ter sido escrito. A frase destacada atribuída a Santo Agostinho em momento algum prova o sentimento pessimista do mesmo. Afirmar que Santo Agostinho acreditava que os homens não eram propensos ao bem é de uma irresponsabilidade sem tamanho.

    A frase apenas afirma que, por causa do pecado de Adão, o todo homem já nasce no pecado. Mas nada é mencionado a cerca de se a propensão ao bem é afetada por causa do pecado. Pelo raciocínio do autor, nem deveriam existir libertários já que todo homem não tem propensão a fazer o bem e assim, difundir idéias libertárias seria um ato do mal.
  • Fernando Chiocca  21/08/2014 18:04
    Infeliz foi o seu comentário. Primeiro que a frase destacada não é atribuída a Santo Agostinho, e sim a Mark Mattox, especialista em Santo Agostinho.

    E segundo que Santo Agostinho acreditava sim que o homem é propenso ao mal. Em Confissões ele classifica como pecados até os atos de crianças. E é só a temência ao Deus Misericordioso que pode resgatar a alma dos homens.
  • André  21/08/2014 18:31
    Fontes?
  • Emerson Luís, um Psicólogo  31/08/2014 18:42

    Se a máquina estatal fosse bem menor, atrairia menos os psicopatas.

    * * *
  • Pedro  07/10/2014 00:56
    Este texto é simplesmente fantástico! Eu já o li algumas vezes e tornarei a ler futuramente.
  • anônimo  20/10/2015 17:07
    O Lula se encaixa perfeitamente como um sociopata.

    O coronel Malhães, em seu depoimento a Comissão da Verdade, no dia 11 de março de 2014, afirmou que Lula encomendou a morte dos dois sindicalistas que estavam a frente dele na hierarquia.

    O curioso foi que esta parte do depoimento foi abafada e o Coronel assassinado um mês depois do depoimento , em 24 de abril de 2014.

    Depoimento aqui (passagem sobre o caso do lula na página 158 do relatório)



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