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E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?

E se eu lhe disser que você só pode votar porque seu voto não faz diferença?  E se eu lhe disser que, não importa em quem você vote, a mesma elite política, os mesmos lobistas, e os mesmos grupos de interesse sempre estarão no comando?  E se eu lhe disser que o conceito de uma pessoa/um voto era apenas uma ficção criada pelo governo e por esses grupos de interesse para induzir a sua complacência?

E se você descobrir que a democracia, em seu formato atual, é extremamente perigosa para as liberdades individuais?  E se você descobrir que a democracia desvirtua totalmente o conceito que as pessoas têm de direitos naturais, fazendo com que elas passem a acreditar que tomar a propriedade alheia é um "direito adquirido"?  E se você descobrir que a democracia não passa de um verniz capaz de transformar as campanhas políticas em meros concursos de beleza? 

E se você descobrir que, se o número de pessoas que for às urnas para votar a favor de uma medida criada pelo governo (como em um referendo) for maior do que o número que for votar contra, a democracia permite que o governo faça tudo o que ele quiser?

E se você descobrir que o propósito da democracia moderna é o de convencer as pessoas de que elas podem prosperar não pelo trabalho e pela criação voluntária de riqueza, mas sim pela apropriação da riqueza de terceiros? 

E se eu lhe disser que a única maneira moral de adquirir riqueza é por meio da atividade econômica voluntária?  E se eu lhe disser que o governo é capaz de persuadir as pessoas de que é perfeitamente aceitável adquirir riqueza por meio da atividade política?  E se eu lhe disser que a atividade política inclui todas as coisas parasíticas e destrutivas que o governo faz?  E se eu lhe disser que o governo jamais é capaz de criar riqueza?  E se eu lhe disser que tudo o que governo possui adveio do roubo de cidadãos produtivos?

E se você descobrir que a ideia de que precisamos de um governo para tomar conta de nós não passa de uma ficção que foi exitosamente perpetrada para aumentar o tamanho e o poder do estado?  E se você descobrir que o objetivo dos políticos e burocratas que ocupam o governo é expandir seu controle sobre a população? 

E se eu lhe disser que nossas qualidades individuais e culturais dependem não do poder do governo mas sim do quão livre somos em relação ao governo?

E se você descobrir que essa mistura de governo inchado e democracia gera dependência?  E se você descobrir que, tão logo esse tal 'governo democrático' cresce, ele começa a enfraquecer as pessoas, acabando com sua auto-suficiência?  E se eu lhe disser que um governo inchado destrói a iniciativa e a motivação das pessoas, e que a democracia as convence de que a única motivação de que precisam é 'votar certo' e aceitar os resultados?

E se eu lhe disser que o homicida Josef Stalin estava certo quando disse que a pessoa mais poderosa do mundo é aquela que conta os votos?  E se você descobrir que os votos que realmente contam ocorrem em segredo, atrás dos bastidores?

E se eu lhe disser que o problema da democracia é que a maioria se acredita apta a 'consertar o que está errado', a criar qualquer tipo de lei, a tributar qualquer tipo de atividade, a regular qualquer tipo de comportamento, e a se apossar daquilo que mais lhe aprouver?  E se o maior tirano da história estiver hoje entre nós?  E se esse tirano tiver o apoio da maioria?  E se ele chegar ao poder?  E se a maioria não reconhecer limites ao seu poder?

E se o governo for astuto o bastante para ludibriar os eleitores, de modo que estes passem a defender e justificar tudo o que o governo quiser fazer?  E se o governo comprar o apoio das pessoas por meio de benesses que ele distribui?  E se o governo der assistencialismo para os pobres, universidades para a classe média e protecionismo para os empresários ricos, de modo a manter todos dependentes dele?

E se eu lhe disser que uma república vibrante depende não do processo democrático da votação, mas sim de eleitores informados e ativos, que entendem corretamente os princípios da existência humana, dentre eles a posse inalienável de direitos naturais?

E se eu lhe disser que podemos nos libertar do jugo do estado interventor, mas que os defensores do establishment não querem isso?  E se eu lhe disser que o governo será o mesmo não importa quem vença as eleições?  E se eu lhe disser que existe apenas um grande partido político, o qual é subdividido em duas alas, social-democrática e socialista?  E se eu lhe disser que ambas as alas querem impostos, assistencialismo, protecionismo, regulamentações e crescimento contínuo do governo, diferindo apenas muito polidamente quanto aos meios para se alcançar estes objetivos?  E se eu lhe disser que este partido único criou leis eleitorais que tornam praticamente impossível o surgimento e o sucesso de uma concorrência política?

democracia.jpgE se você descobrir que o sucesso do governo depende de sua habilidade de fingir e enganar?  E se eu lhe disser que nossos ancestrais acreditavam que o rei era divino?  E se eu lhe disser que eles acreditavam que o rei era infalível?  E se eu lhe disser que eles acreditavam que a voz do rei era a voz de Deus?

E se você descobrir que o governo é bom em fazer os outros acreditarem?  E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que tem voz?  E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que os políticos eleitos são o próprio povo?  E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que os políticos são servidores do povo?

E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que a maioria democrática nunca erra?  E se eu lhe disser que a tirania da maioria é tão destrutiva para a liberdade humana quanto a tirania de um indivíduo louco? 

O que você faria?

___________________________________

Veja todos os nossos artigos sobre democracia:

http://www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11


1 voto

autor

Andrew Napolitano
é membro do Mises Institute, especialista em Direito e Jurisprudência, professor de Direito da Brooklyn Law School, analista jurídico da Fox News, e ex-juiz da Corte Suprema de Nova Jérsei.  Graduado em Princeton e na University of Notre Dame, já escreveu sete livros sobre a Constituição americana.  Contribui esporadicamente para o The New York Times, The Wall Street Journal, The Los Angeles Times, e várias outras publicações.


  • Dam Herzog -  28/07/2014 11:44
    O governo oriundo democraticamente eleito sempre foi maioria e a maioria pode tudo .Se acharmos que osjaponeses nós exploram podemos expulsa-los todos do Brasil lo até matá-lo.. A unanimidade égua imbecíl entanto faz para eles. Segundo um livro que li:A democracia o deus que falhou precisamos inventar uma maneira de extinguir o estado, pois não preciso ninguém para me guiar. Só quero não ser agredido PNA , liberdade total e direito de propriedade, o resto eu faço sózinho.
  • Mohamed Attcka Todomundo  28/07/2014 14:39
  • Alexandre SEP  28/07/2014 21:46
    fala sério.
  • Silvio  28/07/2014 22:20
    Eu já tinha visto duas vezes essa palestra no YouTube, é realmente excelente. O juiz Napolitano, além de apresentar muito bem suas idéias, é um showman.

    Parabéns pela transcrição da palestra e pela inclusão das ilustrações, que se não completamente pertinentes ao assunto, ainda assim são muito... estimulantes.
  • Mohamed Attcka Todomundo  24/05/2015 21:43
    valew pelo elogio. desculpa só notar p/ agradecer 10 meses depois
  • Christopher  08/12/2016 15:49
    No mundo empírico em que vivemos, é impossível eliminar o estado, o máximo que poderia fazer é mudar o sistema político, agora a instituição estado existiu, existe, e provavelmente sempre existirá em qualquer sociedade.
  • Ali Baba  28/07/2014 12:09
    É o conto do escravo, do Nozick: www.youtube.com/watch?v=jc-NAx7t9zk
  • Paulo  28/07/2014 12:25
    Eu lhe diria que esse é o mundo real e que nele não há espaço para contos de fadas como o libertarianismo. Infelizmente.
  • Eduardo Martins  28/07/2014 12:38
    Isso mesmo, Paulo. Se você vivesse no século XVIII, você seria aquela cara "realista" que diria que a escravidão é o "mundo real", que a realidade sempre foi aquela, e que tentar mudar aquilo não passa de um mero conto de fadas.

    É por causa de idiotas úteis como você que políticos têm um passe livre para fazer o que querem. Parabéns.

    P.S.: o artigo em momento algum nem sequer tangência o assunto "libertarianismo". Ele apenas criticou um regime político, que pode perfeitamente ser substituído por outro (como, por exemplo, a monarquia) sem que isso implique um programa genuinamente libertário. Sua ânsia em vituperar lhe deixou a descoberto, mostrando seu despreparo para todo o público.
  • Paulo  28/07/2014 16:31
    Não sei se eu diria isso ou não; só estando lá pra saber. Aliás, eis nossa diferença: você vive no "se", no mundo das ideias e por uma fantasia que só existe em sua cabeça você é capaz de chamar alguém real, que existe, de idiota; eu vivo no mundo real, acho as ideias muito legais, desde que se tenha a noção de que elas são apenas isso: ideias. Vida que segue.
  • Rene  02/08/2014 19:46
    Concordo com você. Quando conheci o Mises fiquei bastante empolgado com as ideias mas aos poucos fui percebendo tudo isso como algo utópico, teórico demais. Mas ainda vale a pena vir aqui ler algumas matérias.
  • Thiago2  29/07/2014 08:25
    O Paulo é mais um que não vai responder pela vergonha que passou depois da sua resposta rs.
  • Pedro  29/07/2014 18:42
    Eu diria diferente: o Paulo é mais um que vai responder e não ter sua resposta publicada.
  • Moderador  29/07/2014 19:44
    E por que não teria? A gente adora se divertir com esses tipos. Sem eles, o site fica um pouco sem graça.
  • Humberto  31/07/2014 21:13
    O cara falou "infelizmente". No meu entender ele quis dizer que libertarianismo é melhor, mas é utópico, pois depende de bons governantes. Nisso ele tem razão. Também é leviano dizer que ele se precipitou por falar em libertarianismo, já que este site chama-se MISES.

    Vejo muita raiva nos corações de muitos libertários que frequentam aqui, vejo alguns tão fanáticos e cegos quanto os piores keynesianistas. Fanatismo nunca traz nada de bom, nem mesmo por uma causa nobre.
  • Ali Baba  28/07/2014 12:43
    Síndrome de Estocolmo? Vai se tratar!
  • Thiago2  29/07/2014 15:33
    Vc tem um nick chamado ali baba e eu que tenho síndrome? rs
  • Fabio  28/07/2014 12:25
    Otimo texto,porem fica uma pergunta ao pessoal do misses;o que fazer então para o Brasil finalmente se livrar de td isso que o texto disse?
  • Ricardo  28/07/2014 12:32
    Link ao final do artigo.
  • daniel  31/07/2014 18:27
    Leia o que deve ser feito do hans-hermann hoppe. O brasil é uma ficção.
  • mauricio barbosa  28/07/2014 13:22
    Ai quando eu defendo minha paixão pelo futebol alguns metralham meu comentário me chamando de trouxa e outros adjetivos como coisa que o fato de eu gostar de copa do mundo vai alterar alguma coisa,seus críticos de araque o que tem de acabar é o estado e o voto meu,teu e nosso não irá alterar nada pois tudo continuará "como dantes no quartel de Abrantes"ou seja ou derrubamos o estado ou ele nos derrubará via ditadura,leis democráticas enfim qualquer mecanismo arbitrário que eles quiserem e podem inventar basta canetar e mandar seus jagunços nos perseguirem e cabe a nós alertar e conscientizar as pessoas(Sem partidarismos e ideologias vazias) que democracia sem liberdade é um blefe,que eu saiba se eu não estiver enganado,há eleição para o parlamento chinês,iraniano,etc,mas cadê a liberdade,principalmente de expressão,pois a de propriedade só para os privilegiados do partidão e amigos,é dura e cruel esta realidade,oremos para que nossa sorte não mude para dias tenebrosos que estão por vir(O fim de nossas liberdades).
  • anônimo  28/07/2014 13:36
    Se vc falar isso tudo eu vou entrar em depressão e querer virar um heremita, porque não acredito que as outras alternativas sejam grandes coisas.
  • Edson  28/07/2014 13:50
    Estou no debate com um amigo estatista e ele me fez as seguintes colocções:

    "... os industriais (durante a Revolução Industrial) empregavam uma massa necessitada que era continuamente mantida à beira da subsistência por uma política consciente."

    "... quanto aos primeiros industriais, as pesquisas indicam que eram oriundos dos yeomen, que eram um setor enriquecido do campesinato e lidavam com o sistema de putting out."

    "... o crescimento industrial antes de 1870 era garantido pelo reinvestimento maciço dos lucros e pela manutenção dos custos -- leia-se, salários -- em níveis mínimos para que se evitasse o temível 'estágio estacionário'. "

    Não acredito nele, mas não estou sabendo contra argumentá-lo. Gostaria que me ajudassem na construção de uma resposta. Podem me ajudar?

    O que significa "estágio estacionário"?

    Desde já agradeço!
  • Ricardo  28/07/2014 14:09
    E se nós conseguíssemos libertar-nos de tal estado interventor quem tornaria o lugar dele senão novamente os homens, pois Estado é criação humana e humanos são cheio de falhas e vícios (fingir e enganar)!

    Creio que desde tempos do "o mais forte vence", "idade média" temos um meio mais justo de distribuição de poderes, que ainda é muito frágil, é constantemente ameaçado por grupos oposicionistas - tudo que é radical - a tais controles de poderes Estatais.

    Gostaria de ter uma máquina do tempo para ver como a humanidade estará daqui a 160 anos, se é que existirá tal espécie.

    Resposta o que eu faria? Nada, apenas continuarei a viver como um simples mortal no século 21, buscando apenas a verdade por detrás do engodo.
  • anônimo  28/07/2014 19:12
    Exato! O homem é um ser estúpido e que só faz besteira, mas pense, você prefere responder as suas próprias ações, erros e acertos ou a de terceiros (estado)? Na plena liberdade, cada um cuida da própria vida.
  • Andre Cavalcante  28/07/2014 14:16
    Infelizmente não prevejo uma diminuição do estado, mas um aumento e grande nas próximas décadas. (olha aí eu dando uma de futurólogo, haha! - bom, se o Mantega pode e erra, eu também posso e posso errar também...).

    Mas, continuando... o governo começou quando um cara achou que era melhor que todo o resto de seu povo e disse pra si mesmo: "esse bando de imbecis deveriam é se curvar diante de mim, porque sou melhor do que eles!" - aí ele se armou até os dentes, matou quem tinha uma ideia contrária à sua, comprou outros (contratou um pessoal que mexe com a cabeça dos outros, chamados de sacerdotes, xamãs, padres etc.), e os usou para apaziguar a maioria. Isto funcionava bem em uma pequena cidade fortificada - aliás, a segurança sempre foi a melhor desculpa para ele (lembra do pessoal que foi contratado justamente para apaziguar o povão?!). E fez tudo isso com o dinheiro dos outros!!!

    Mas o monstro criado, o estado, não pôde ser detido: ele viu que poderia crescer se expandisse seu território. E assim foi feito: de uma cidade fortificada para um território grande o bastante para contar agora com um exército de milhares de homens. Depois foi expandindo-se ainda mais, na base da guerra (com exércitos ou guerra comercial, as duas armas foram usadas sistematicamente). A última arma foi essa tal de democracia: os "líderes" mudavam constantemente, trazendo a ideia de que o estado mudava com o líder. "Doce ilusão, irmã gêmea da grandeza, sujeita às críticas de qualquer imbecil!" (Henri V, Shakespeare). No entanto, o estado permanecia intocável (lembra do pessoal que mexia com a cabeça das pessoas? Pois bem agora eles são chamados de funcionários públicos).

    O movimento que vejo hoje é de uma deterioração desse modelo de democracia representativa. É lenta, mas as pessoas já perceberam que se trata de um engodo. Formas de democracia direta estão começando a aparecer e proliferar mundo afora. Com a Internet e a melhora nas comunicações, a participação direta das pessoas nas decisões não só é possível, como encorajada. No entanto, na contramão de um "maior poder" (na verdade ainda um engodo) na mão das pessoas, a tendência é de centralização ao nível mundial.

    O problema é que agora temos efetivamente meios de sair da Terra e ir para o espaço e outros planetas e preocupa o fato de podermos levar esse tipo de coisa pra fora, literalmente criando-se o abjeto que Isaac Asimov já vislumbrava décadas atrás, de um Império Galático.

    Só vejo umas poucas possibilidades de mudança dessa tendência - 1a) a efetivação de um governo mundial e ele se implodiria pelo seu próprio peso, com revoltas locais - o que, claro, significa guerra, banho de sangue e muito sofrimento (ainda por cima que estamos em uma era nuclear e até países secundários, como Brasil, tem condições de desenvolver artefatos atômicos). 2a) Uma mudança de mentalidade, vinda das comunicações facilitadas e a proliferação de novas tecnologias (redes sociais, tor, bitcoin etc.), o que engendrariam a criação de cidades privadas com autonomia (ao menos relativa) em várias partes do mundo e suas zonas de influência acabariam por promover novas ordens sociais, políticas e econômicas. Gostaria muito de ver o segundo cenário acontecer, mas...
  • Davi  29/07/2014 19:29
    Nada impede que as duas coisas aconteçam, meu caro, de forma alternada ou até mesmo simultânea... pode parecer esquisito, mas é possível. Lembremo-nos que vivemos a era das coisas esquisitas, sem paralelo direto na história.
  • Bernardo F  28/07/2014 15:08
    Muito bom!
  • anônimo  28/07/2014 17:17
    O texto tem uma retórica de radical estrita persuasão, o que é uma pena, pois com outras informações que o texto não oferece eu sei que ele tem considerável razão em muitos pontos (embora no meu entender não tenha razão na tese principal subjacente, classicamente anarco capitalista). Ou, dito de outro modo, a retórica do texto vale tanto quanto eu dizer, agora "e se vocês descobrisse que o anarcocapitalismo está basicamente errado?" Ou, ainda "e se vocês descobrisse que é um assassino serial, que bate na mulher e maltrata cachorrinhos?"

    O anarco capitalismo está errado porque é uma bela ideia que ignora a tendência de, no vácuo de poder, isso ser preenchido. E o equilíbrio dificilmente se estabelece no nível individual. Outro comentarista disse que para o estado acabar, só se tornando mundial e ruindo sob o próprio peso. Mas isso não seria o fim do processo. A ruína do estado único levaria a alguns mais ou menos grandes estados e onde esses fossem mais fracos, a líderes feudais, chefes de gangues e outras organizações menores, mais primitivas e não necessariamente mais benevolentes.

    Estados grandes podem ser especialmente cruéis, mas mesmo nesses casos o risco de morte violenta costuma ser menor do que em relativamente idílicas comunidades tribais em que não raro mais da metade da população masculina adulta morrerá por causas violentas em conflitos com outros grupos mais ou menos do mesmo tipo. Essa, aliás, é a lógica dos traficantes de drogas, um espaço curioso de liberdade em relação ao jugo estatal.

    Poder-se-ia argumentar que o exemplo é ruim, pois os traficantes só existem porque o estado lhes confere o monopólio do tráfico, criado de modo peculiar pela proibição. No entanto, podemos considerar o feudalismo.

    É o comércio, a necessidade de poder comercializar mercadorias sofisticadas que nos permite alguma paz. No entanto, para isso, são necessárias federações, reforçar alguns poderes políticos e lá pelas tantas temos governos e monopólios cristalizados pela interferência estatal. Temos de aprender a lidar com isso, pois é a situação menos ruim provável. Tentar resolver as falhas disso acabando com o estado faz apenas que se recomece tudo de novo, passando por chefetes militares mais ou menos esclarecidos e focando só nos mais simpáticos (e que por razões estatísticas tendem a ser minoria e a durar pouco).
  • Rosangela  28/07/2014 18:20
    A verdade dói e dá medo. O texto é claro: não há saida. As democracias na Europa sao as mais proximas do melhor que nada.
  • Eliel  28/07/2014 18:31
    A grande palavra das Democracias, que a opõem à da justiça econômica, proclamada pelo
    Comunismo, é: Liberdade. Estamos aos antípodas da concepção totalitária. Mas, ambos os sistemas têm seus defeitos. Deixemos de lado os programas teóricos de justiça econômica ou de liberdade, e olhemos a substância, que está por baixo deles. Os sistemas totalitários de um lado, filhos, embora degenerados dos sistemas de comando por investidura divina — ainda que agora Deus seja eliminado deles — exercem um poder absoluto, a mais antiga e primitiva forma de poder, partindo do pressuposto de que o chefe possui uma verdade indiscutível, porque ele é superior e não erra. Na realidade, isto é apenas uma tentativa de justificação teórica, para cobrir a crua realidade, que é o domínio do mais forte que venceu. Segue-se daí que os princípios proclamados são obrigatórios para todos, todas as consciências estão amarradas a eles e têm que aceitá-los pela imposição. Sistema primitivo, o mesmo das teocracias, necessário nas primeiras fases mais involuídas da humanidade,quando o indivíduo ainda não tinha nem uma personalidade autônoma, nem capacidade de justiça.Sistema ótimo, se o chefe e a classe dirigente fossem verdadeiramente perfeitos. Mas o são eles na prática? Sem dúvida a verdade deveria descer do alto, mas existirá de fato uma aristocracia superior,uma «elite» biológica, capaz de personificar esta função de captar e representar uma verdade que desce do alto? Ou tudo isso, na realidade é apenas uma pretensão teórica?

    Doutro lado, o sistema das Democracias, embora representando uma fase mais avançada de vida, com formas mais livres de convivência social, presume maior consciência e autonomia pessoal,superior capacidade de julgamento, necessária para dirigir a nova liberdade mais vasta. É necessária uma consciência política, para saber usar o direito do voto. É indispensável uma maturação e educação que se não improvisam. Com efeito, o povo russo, que não viveu a revolução francesa e lhe não assimilou os frutos, permaneceu sob o mesmo poder absoluto, pouco importando que agora o chefe
    supremo esteja vestido de vermelho. Tantas liberdades não podem ser concedidas aos povos menos evoluídos, e para eles um governo absoluto pode ser uma necessidade. Mas também no Ocidente, as massas, em parte, não estão preparadas para usar desse novo poder a elas concedido. Entretanto, usá-lo já é um meio para aprender a usá-lo. E enquanto o povo não aprender, é lógico que ele também suporte as perdas, sendo explorado pelos demagogos e depois sofrendo as conseqüências.

    O sistema liberal tem, além disso, outro defeito. Se é adiantado no terreno da liberdade política,é atrasado no da liberdade econômica, problema que, enfrentado e desfraldado em cheio pelos países comunistas, embora atrasados estes no campo da liberdade política, é quase ignorado pelas democracias, em que esta liberdade pode resultar naquela, de livremente morrer de fome. É assim que, enquanto as democracias acusam de escravagismo o regime comunista, este intitulando-se protetor dos pobres e paladino da justiça, prometendo, ainda que só com palavras, o bem-estar que é o a que as massas mais aspiram, pôde conquistar adesões que a concessão do direito do voto está bem longe de obter. Ao povo interessa mais resolver o problema de sua vida material, que o de sua vida política. O primeiro representa uma realidade sua concreta, que cada um vive de perto. O segundo produz frutos remotos, coletivos, em que o indivíduo desaparece; frutos problemáticos, porque entregues em confiança a homens nem sempre conhecidos de perto, em que se tem uma fé relativa. Isto porque,
    desde que o mundo é mundo, parece que os homens de governo tenham querido fazer convergir numa só direção a atividade educadora dos povos, ou seja, em ensinar-lhes, com o exemplo — que é o que mais persuade — a má fé dos governantes, por um hábito próprio inveterado, que considera o poder, não como função social e missão, mas como meio de exploração em prol do benefício único egoístico e pessoal dos chefes.

    Como se vê, o maior defeito não está tanto no sistema ou forma de governo, mas no valor mesquinho dos homens que o ocupam. Quando só se dispõe, para construir um edifício, de lama mole, é inútil escolher e mudar projetos. Com qualquer plano de construção a casa ruirá. Isto não significa, entretanto, que não se possa construir um bom governo também com o sistema do poder absoluto, desde que se tivesse um grande homem como chefe. Às vezes a natureza os gera, e isto poderia chamar-se um verdadeiro caso de investidura divina. Um homem de grande valor pode dar sua característica ao seu século e, se for dirigido por uma consciência superior e pelo senso de missão, o poder absoluto poderá ficar em suas mãos, sem perigo de abusos e a benefício de todos. E é verdade também que, ao menos teoricamente, o poder deveria descer do alto, de uma verdadeira aristocracia do espírito, isto é, de homens superiores, biologicamente selecionados, para que possuíssem eles as mais altas qualidades da estirpe, verdadeiros antecipadores da evolução, e portanto os mais aptos a guiar e educar, que é a verdadeira tarefa do poder. E é verdade também que o sistema darepresentação pela escolha eleitoral, por parte das massas, eleva a juízes e árbitros, todos os elementos da nação, inclusive os inconscientes, os rebeldes à ordem, os indesejáveis. Não pode dizer-se que basta ser a maioria para representar o verdadeiro e o justo, para ter razão e poder melhor realizar. A demagogia, a mecânica eleitoral, a psicologia do momento, podem criar maiorias de valor mínimo para o bem coletivo. E então o sistema eleitoral só é justificável como meio de expressão de tendências, quaisquer que sejam elas, porque podem manifestar-se livremente e lutar; ou então expressão de correntes de pensamento, que se formam no subconsciente coletivo ou psicologia da massa, a qual inconscientemente exprimiria o que o pensamento da história exige que se faça naquele momento. Mas esta última justificação faria do cidadão votante uma molécula ignara, transportada pelas correntes coletivas, que seriam as únicas que verdadeiramente exerceriam o voto.

    Profecias - Pietro Ubaldi
    páginas 53 a 55.



  • Felipe Azevedo  26/03/2015 05:31
    Excelente texto!
    Um dos mais esclarecedores e aliviadores do qual já vi, pois tenho a mesma visão e nunca encontrei um pensador que diria de forma tão clara e exata a esperança e visão da qual tenho. Não tenho medo do futuro e tive em meu seio e luz em minha mente, essa mesma relevação que me trouxe esperança e desespero pela enorme tarefa que o despertar desta "aristocracia de espírito" terá por coisas que se desenrolaram daqui a poucos anos.
    Peço que não se apague, não se perca essa "chama criadora" que guiou os grandes gênios da humanidade. Estes foram atormentados num caminho de loucura para os provarem e pagarem o preço de tomar para si uma missão única do qual não conseguirão fugir e nem vão querer quando a perderem. O preço a se pagar é grande e a nobreza disso, somente esses homens conhecem. Sentem o sagrado e a essência divina que reside na alma homens que tem a alegria de "parir com dores e plenitude" algo que move o mundo e o faz continuar suas conquistas.
    Que a fé e sua saúde nos os abandone e que eles não se auto destruam nesse caminho de turbulências.
    Olhem para os grandes e que nosso tempo não se perca vivendo a prega endêmica da mediocridade. O despertar compõe na solidão de penetrar todo o caminho humano...
    A compaixão e compreensão nos dará o verdadeiro conhecimento e caminho para lidar com as massas de forma sábia.
    Sempre quando o mundo necessitou de tal coisa, "deus" deu a inteligência manifesta em um indivíduo tudo que ele deveria fazer e cumprir(lembrem da tabela preriódica ou Einstain num foco de luz). No "terceiro milênio" será o mesmo e no tempo certo, por mais que nossa razão não veja e somente nos enganemos com distopias próximas.

    Obrigado pela sugestão do livro. Vou lê-lo. :)
  • Cristian  28/07/2014 20:43
    Excelente artigo!

    Só um detalhe: Não vi em nenhum momento a intenção do autor em mudar o sistema política ou criar um mundo utópico. Pra mim está claro que a intenção é fazer o leitor questionar o sistema atual. Simples assim.
  • Emerson Luis, um Psicologo  28/07/2014 22:18

    Ótimo texto!

    "E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?"

    Eu lhe perguntaria o que você quer dizer com "democracia".

    Se quer dizer um sistema socialista ou social-democrata, concordo.

    A genuína democracia logicamente só poderia ser um sistema liberal.

    O Brasil está mais próximo da Coreia do Norte em liberdade econômica do que da Coreia do Sul, para não falar de outras liberdades. Essa é a nossa "democracia".

    * * *
  • anônimo  29/07/2014 11:15
    'A genuína democracia logicamente só poderia ser um sistema liberal.'

    Democracia é a vontade da maioria institucionalizada. Nada disso implica que a maioria vai querer um sistema liberal.
  • Emerson Luis, um Psicologo  30/07/2014 22:54

    Depende. A maioria - ou melhor, a totalidade - da população é composta de pessoas que antes de serem do grupo A ou B, são indivíduos com direitos naturais. A democracia só faz sentido partindo-se do pressuposto liberal de que cada indivíduo detém uma dignidade humana intrínseca, independentemente dos grupos ao qual pertença.

    Claro que as pessoas querem mais direitos do que deveres, mas quando permite-se que alguns tenham privilégios apenas por fazerem parte de determinados grupos ("todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros"), passa-se a haver cidadãos de primeira e de segunda categoria, desvirtuando a razão de ser da democracia: minorias passam a dominar e a impor suas vontades aos demais. Isso é socialismo.

    * * *
  • Rhyan  28/07/2014 22:20
    Por que Rothbard fundou o Libertarian Party?
  • anônimo  29/07/2014 10:41
    Pra educar as massas?
  • Johnny B. Goode  29/07/2014 00:04
    Bom texto, mas pessimista...qual seria então a solução? Nessa perspectiva não há!
  • Nolan  29/07/2014 00:33
    Não sei se feliz ou infelizmente, mas o governo é necessário. Com ele existe barbárie, mas sem ele seria o caos. Só que a democracia brasileira é feita sob medida para que a seriedade seja posta de lado. Veja, se você se interessa por política, estuda sobre política, pondera sobre análises sobre política, economia, segurança pública, etc., o seu voto tem o mesmo peso do voto do beberrão irresponsável que mal sabe assinar o próprio nome. A maioria do povo é alienada, portanto, é de se esperar que o voto reflita a alienação da maioria do povo.
    Podem me chamar de defensor da oligarquia, mas voto de menor de idade e de analfabeto, por exemplo, deveria nem existir.
  • Ali Baba  29/07/2014 12:08
    @Nolan 29/07/2014 00:33:08

    Não sei se feliz ou infelizmente, mas o governo é necessário. Com ele existe barbárie, mas sem ele seria o caos.

    Isso é uma falsa dicotomia. Existem várias gradações de "governo", desde o total até o mínimo e, por fim, o inexistente. Se, ao transitarmos nesse espectro do governo total ao mínimo, tudo o que temos é uma qualidade de vida, uma prosperidade e uma liberdade ascendente, por que subitamente, no extremo do inexistente, isso se inverteria radicalmente?

    Só que a democracia brasileira é feita sob medida para que a seriedade seja posta de lado.

    Qualquer democracia é a mesma coisa, a única variação possível é a índole das pessoas de um determinado território tiranizado pela maioria. Por isso algumas democracias têm uma aparência benigna, mas isso é um equivoco.

    A democracia é um sistema que exige que todos os envolvidos sejam anjos morais. Não temos essa espécie de pessoa há muito tempo, se é que algum dia tivemos. Quanto mais cedo as pessoas perceberem isso, melhor.

    Veja, se você se interessa por política, estuda sobre política, pondera sobre análises sobre política, economia, segurança pública, etc., o seu voto tem o mesmo peso do voto do beberrão irresponsável que mal sabe assinar o próprio nome. A maioria do povo é alienada, portanto, é de se esperar que o voto reflita a alienação da maioria do povo.

    Como escrevi acima, precisamos de anjos morais para a democracia funcionar. Ou seja, é um sistema falho nas suas premissas. (Embora "falho" seja relativo ao que pessoas de bem esperam de um sistema de governo... para os parasitas, os enganadores e os aproveitadores, a democracia atinge perfeitamente seus objetivos).

    Podem me chamar de defensor da oligarquia, mas voto de menor de idade e de analfabeto, por exemplo, deveria nem existir.

    Vá um passo além: votar para quê? Você precisa ler o "Conto do Escravo" do Nozick. Uma versão em vídeo e legendada em português eu linkei acima.
  • Cristian  29/07/2014 16:28
    Concordo em vários pontos com você.

    Anjos morais seriam necessários também no libertarianismo, no liberalismo, etc. etc. Creio que o homem é mau por definição e precisa ser orientado desde cedo (pelos pais, jamais pelo Estado) para seguir um caminho "reto". Ainda assim, no final, ele escolherá seu destino e muitos, independentemente da educação, governo, cultura ou religião escolherão ser maus. Nesse ponto alguém irá surgir para conter/controlar as ações desses elementos e, consequentemente, virão as ideias de Estado protetor e blá blá blá. É um circulo vicioso sem fim; eu diria sempiterno e inexorável, inerente aos seres nascidos de mulher.

    Por este motivo não creio que o libertarianismo seja assim tão prático, pois sempre haverá uma mente perversa (a laranja podre) e sempre haverá manada (ou acham que todo mundo vai querer um mundo "perfeito"). Há pessoas que se sentem felizes só pelo fato de fazerem coisas avessas ao sistema. Seja qual for o sistema vigente, libertário ou comunista, sempre haverá mentes destoando das demais. É intrinseco aos seres humanos. Perguntem-se o que aconteceria num mundo libertário movido pela liberdade, direito de propriedade e meritocracia onde um grupo, se achando aviltado por NÃO concordar com este modelo, resolvesse montar partidos, grupos, minorias e iniciasse uma luta por "direitos". Vocês acham mesmo que as bases não iam inicialmente estremecer e eventualmente ruir? Quem controlaria estes grupos? Como cada cidadão se defenderia? Até quando o sistema estaria estável sob estas ameaças? Neste cenário pipocariam "libertadores" de todos os cantos. Não esqueçam também que em crises, o controle tende, naturalmente, a se concentrar em poucas mãos, seja de governos ou pessoas. Isso vale para tudo, desde grupos familiares, bairros, grupos étnicos, empresas ou países.

    Minha conclusão é que os principios libertários servem como um poderoso elástico puxando todos que são iluminados pelos seus ensinamentos a se voltarem para esta magnífica filosofia. A vitória não consiste em transformar todos em libertários, mas promover a dúvida sadia em cada um que tenha contato com esta filosofia. O erro da maioria do pessoal libertário, ao meu ver, não é acreditar que seja possível um mundo libertário de fato. Até acho que seja possível, dentro de um contexto específico. O que não creio é que isso perdure. Por este motivo, vejo que temos que nos ater ao momento. Focar no que é possível agora. Esse artigo faz isso com maestria: promove a dúvida, estopim de uma mudança de conceitos.

    Infelizmente muitos libertários irão ler este texto e ainda dizer: Estatista! Pelo contrário, sou libertário de coração, mas também sou fatalista quanto à aplicação dos princípios libertários por um simples fato destacado em Jeremias 17:5: "Maldito o homem que confia no homem[...]", ou seja, em si mesmo. O coração do homem nem sempre é reto e nem sempre quer fazer a coisa certa.
  • J. Rodrigues  29/07/2014 01:02
    Se cada um fizer um exame de consciência verá que depende minimamente ou até nada do estado para viver. Só contribui, mas não sabe nem para quê. Acontece que durante gerações fomos condicionados a pensar que esta é a maneira correta e única de viver em sociedade, tendo alguém para mandar em nós mesmos e nos GOVERNAR. Que ridículo! Cuidamos das nossas próprias vidas vinte e quatro honras por dia e sustentamos vagabundos que só nos atrapalham e nos tiranizam e achamos que é assim mesmo e nada diferente disso é válido.
  • Fabio  29/07/2014 12:53
    Andre Cavalcante 28/07/2014 14:16:40


    Mas, continuando... o governo começou quando um cara achou que era melhor que todo o resto de seu povo e disse pra si mesmo: "esse bando de imbecis deveriam é se curvar diante de mim, porque sou melhor do que eles!" - aí ele se armou até os dentes, matou quem tinha uma ideia contrária à sua, comprou outros (contratou um pessoal que mexe com a cabeça dos outros, chamados de sacerdotes, xamãs, padres etc.), e os usou para apaziguar a maioria.

    É por causa desse trecho,o que comprova que não sou o unico a pensar dessa maneira que eu repudio e sou 100% contra o misses apoiar a igreja,pois a mesma nada mais é que um instrumento de apoio ao estado. E como sempre digo,existe estado sem igrejka,porem não existe igreja sem estado.....
  • André Luiz S. C. Ramos  29/07/2014 14:55
    E se eu lhes disser que o Brasil tá cheio de libertários - muitos são leitores assíduos deste site, inclusive - gastando tempo e energia tentando eleger Aécio no lugar de Dilma e achando isso o máximo? E se eu lhes disser que eles consideram que isso seria algo fantástico em prol da liberdade?
  • Um observador  29/07/2014 19:39
    Se você me dissesse isso, eu responderia: "E daí? Qual é o problema?"
  • orfao batalhador  29/07/2014 18:34
    Argentina e a democracia, qual o resultado?
    www.lanacion.com.ar/1713857-no-es-griesa-es-el-gasto-publico
  • Luiz Cláudio de Souza  29/07/2014 19:02
    Que bacana! Eu até iria fazer um comentário livre e descomprometido sobre o texto acima, mas já fui recebido com uma obrigação de meu comentário ser "inteligente e educado". Ora! O que é um comentário inteligente? Tem de ser perspicaz, culto, observando as leis gramaticais etc? O que é um comentário educado? aquele que não ofende o escritor, que não usa palavrões? Afinal, "quem é que diz o que é ou não" (parodiando os Titãs)? E se eu lhe disser que o texto é chato? E se eu lhe disser que o texto aponta problemas superficialmente, mas fica longe de apontar soluções? Obs: podem responder a esse comentário de qualquer forma, não necessariamente de forma inteligente e educada!
  • Magno  29/07/2014 20:09
    As soluções estão apontadas nos diversos textos contidos no link indicado ao final do artigo. Um assunto dessa complexidade não pode, obviamente, ter sua solução apresentada em dois parágrafos.

    Fosse você menos afoito para xingar -- e bem menos prolixo --, ao menos teria visto o link. Ou então você realmente viu e se fez de égua, algo que aliás parece combinar com você.

    Viu como sei atender aos seus desejos?
  • anônimo  31/07/2014 17:15
    Alguém se habilita a responder?

    "O que Andrew Napolitano está querendo nos dizer a respeito da "fraude" na democracia?"

    lucianoayan.com/2014/07/30/o-que-andrew-napolitano-esta-querendo-nos-dizer-a-respeito-da-fraude-na-democracia/
  • Silvio  01/08/2014 19:59
    Muito simples, ele está se baseando numa falsa dicotomia. Para ele, ou há um estado sem democracia ou um estado com democracia.

    É claro que o juiz Napolitano não quer um estado sem democracia, como faz presumir o Luciano Ayan, ele simplesmente não quer estado, o que faz a idéia de democracia perder todo o sentido.

    Do jeito que ele põe a coisa, parece simplesmente que o juiz Napolitano quer que viremos as costas e deixemos as coisas como estão, pois tanto faz A ou B ocuparem o poder, já que qualquer grupo que tome o poder será igualmente opressor.

    A idéia do autor não se resume a isso e é muito clara: é fazer com que percamos as ilusões quanto à democracia e lutemos para o que realmente interessa - o fim do estado. Se a democracia não for deslegitimada, o estado ainda pode se agarrar nesse fiapo de legitimidade proporcionado pela democracia para existir.

    É óbvio que, no cenário em que o estado não pode ser retirado, um arranjo com participação popular é preferível ao cenário em que tal participação não exista, mas, mais preferível que ambos os arranjos é um em que não haja estado, ou seja, um cenário em que nenhuma gangue tome conta de uma região e tiranize as pessoas que nela vivem, pouco importando se a maioria a tolere ou não.
  • JoaoB  02/08/2014 14:49


    Matematica da democracia, ou " no represenatation without taxation" ...a inversao das palavras foi proposital


    Correndo o risco de ser enquadrado na frase atribuida a Bernard Shaw,

    "Para todo problema complexo, existe uma solução clara, simples e errada"...

    Tenho uma proposta " simples" que chamei de matematica da democracia:
    O voto  passa a ser opcional e tera nao o direito mas a HONRA de votar aquele que se enquadra na equacao:

    Dinheiro pago ao governo - Dinhero recebido do governo - Beneficios recebidos > zero

    Dinheiro pago ao governo = todos os tipos de impostos pagos, como ICMS, IPTU, IR, ...a lista eh longa

    Dinhero recebido do governo=salarios e outras receitas pagas pelo governo..note se que apsentadoria INSS nao eh receita paga pelo governo quando for resultado das contrbuicoes previdenciarias feitas ao longo de 35 anos...essa regra engloba terceiros como construtoras e seus empregados,

    Beneficios recebidos = monetizacao de qualqer tipo de beneficio, como , eg, estudar na USP

    Ou seja, nenhum funcionario publico, do executivo, legislativo ou judiciario votara, inclusive procuradores, juizes, professores,

    Isso acaba com conflitos de interesse

    Quem tera essa honra de votar?
    Os que pagam as contas....
    Alem dos ricos votarao os pequenos empresarios, os agricultores, e tambem os miserarveis.....os catadores de lixo..as prostitutas...os viciados em crack de SP...desde que nao recebam bolsa esmola..nao se pode dizer que essa turma eh das " zelites" e garanto que todos vao querer nivel de ensino bom para seus filhos com professores bem pagos e jamais aprovarao os salrios milionarios de juizes, procuradores, deputados, etc e tb nao aprovarao fontes luminosas, estadios em Manaus, copa do mundo, a construcao de Brasilia, o predio suntuoso do tribunal, e ainda aposto que a quantidade de honestos trabalhadores eh mto grande e eles nao permitiriam que o gioverno pague hotel para a turma do crack em SP...
    Esta ai a ideia..ela precisa de ajustes? Eh provavel...mas vale o espirito..vota quem paga a conta

    Isso nao significa que estou defendendo a existencia do Estado..um horror tolal...mas dando uma alternativa para o voto qualificado...

    Peco desculpas pela falta de acentuacao mas acentuar no IPAD e cansativo...
  • Mogisenio  04/08/2014 14:33
    " E seu lhe disser que a democracia é uma fraude"?

    Resposta: Eu lhe perguntaria: o que então você acha que não seria uma fraude com o mesmo objeto que fundamenta a democracia?

    E ainda, gentileza demonstrar e provar a validade do axioma:

    "A democracia é um erro estatístico porque na democracia decide a maioria e a maioria é formada de imbecis".

    Saudações a todos


  • Molibdênio  04/08/2014 14:46
    "Eu lhe perguntaria: o que então você acha que não seria uma fraude com o mesmo objeto que fundamenta a democracia?"

    Não entendi. Qual é o "objeto que fundamenta a democracia"? Não sei o que você quis dizer.

    "E ainda, gentileza demonstrar e provar a validade do axioma: "A democracia é um erro estatístico porque na democracia decide a maioria e a maioria é formada de imbecis"."

    Ver país chamado Brasil.

    "Saudações a todos"

    Saudações.
  • Mogisenio  04/08/2014 15:21
    Reformulando para ser mais claro:

    Eu lhe perguntaria: o que então você acha que não seria uma fraude em se tratando de ORIGEM e USO do PODER?


    Inicialmente, gentileza provar e demonstrar a validade do axioma. Em seguida, gentileza provar e demonstrar a aplicação do axioma no país citado.

    Ao final, fineza demonstrar:

    A(o)_________________ não é um erro estatístico porque na(o)______________ decide a __________________ e a __________________ é formada de ___________________.

    Saudações

    Em tempo: houve um erro no nome: o certo é Mogisenio.
  • Olvide Zanella  05/08/2014 22:36
    Até que enfim apareceu um que 'sabe das coisas'! Porque, em Apocalipse 11.13, Deus classifica a democracia como se fosse um terrível terremoto e os nossos contemporâneos pensam ser ela uma boa coisa!
  • Marcelo Romano  31/12/2014 00:11
    Nada, pois se eu descobri-se tudo isso eu seria uma pequena cobra em um ninho gigantesco se dando conta que estaria correndo risco de vida pela isolação social que isso me acarretaria. Portanto minha resposta é NADA.
  • Ronaldo  24/12/2015 03:03
    https://www.facebook.com/mtvilela/videos/vb.100009593346104/1509239292739168/?type=2&theater

    Educativo!


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