Liberdade e economia austríaca no principado de Liechtenstein

"Estamos indo na direção errada. Uma expansão da influência do estado não tem lugar num mundo globalizado. Ainda assim, conceitos nacionalistas e socialistas sobreviveram em quase todos os estados. Devemos dar adeus às ideias nacionalistas e socialistas, na medida do possível, e transferir mais responsabilidade para os cidadãos. Não precisamos de mais, mas de consideravelmente menos estado. Devemos fortalecer a vontade de exercer a solidariedade privada e fortalecer as famílias enquanto fundação da sociedade. "

-S.A.R. Príncipe Soberano Hans-Adam II de Liechtenstein, numa entrevista para a edição de janeiro/fevereiro de 2007 do Handelszeitung

Numa era de superestados em ascensão e uma crescente centralização, ou, usando outras palavras, nestes tempos de um conflito cada vez mais intenso entre as agendas nacionalistas e socialistas, sempre onipresentes, é normal se esquecer — ou, na realidade, nem sequer ficar sabendo — dos poucos lugares no mundo onde a liberdade individual supera estes conceitos.  

Liechtenstein é um destes lugares, e ainda que seu território se estenda somente por um trecho de aproximadamente 96 km² de terreno montanhoso na Europa Central, suas ideias radicais acerca dos limites do aparato estatal estão ganhando um destaque cada vez maior no resto do mundo. Mas como, e por que, Liechtenstein está se afastando das tendências estatistas que atormentam o resto do mundo em maior ou menor escala? Para obter uma resposta, é importante primeiro entender os sistemas políticos fundamentais que estão fornecendo as bases para a ascensão da liberdade deste principado.

Além de sua vizinha, a Suíça, Liechtenstein é o único estado no qual a democracia direta está totalmente desenvolvida, e a mobilização de metade de seus 35.000 cidadãos é suficiente para passar ou abolir qualquer lei, regulamentação ou até mesmo uma constituição. Também há um elemento de democracia indireta, através de oligarcas eleitos democraticamente, que pertencem a partidos políticos (tal como, infelizmente, o cerne de todas as democracias ocidentais), que partilham, de maneira mais ou menos equivalente, o poder governamental com a Casa Real, financiada pelo setor privado. No entanto, estes setores do meio político de Liechtenstein (o parlamento e a monarquia), podem ser removidos através de um ato de democracia direta; iniciativas populares precisam de 1.000 assinaturas (5% do eleitorado) ou a aprovação de três municípios para colocar em efeito um voto popular, no que diz respeito a leis. Se a iniciativa tiver como meta a alteração da constituição, são necessárias 1.500 assinaturas ou a aprovação de quatro municípios.

"Naturalmente, um anarquista poderia alegar que um monarca de uma família que reinou por séculos não teria como apoiar a abolição do estado. Em resposta a isso, gostaria de ressaltar que os Príncipes de Liechstenstein não recebem o pagamento por suas funções como chefe de estado dos contribuintes ou do próprio estado. O custo total de nossa monarquia, ao contrário de quase todas as outras monarquias, é coberto pelos fundos privados do Príncipe ou da Casa Real.."
-S.A.R. Príncipe Soberano Hans-Adam II de Liechtenstein, The State in the Third Millennium, Introdução (Página 3)

Além disso, existem 11 municípios autônomos em Liechtenstein, e cada um deles tem também sistemas individuais de democracia direta regional, sistemas esses protegidos constitucionalmente pelo estado de Liechtenstein e que incluem, de acordo com a reforma constitucional de 2003, o direito de votar pela secessão (a ser abordado posteriormente). Isso significa que, se aproximadamente 183 dos 366 cidadãos do município de Plancken se reunissem amanhã para votar pela secessão de Plancken de Liechtenstein, para se juntar a outro país ou até mesmo formar uma entidade soberana ou anárquica, eles teriam a garantia constitucional de fazê-lo.

 "O estado deve tratar seus cidadãos como uma empresa trata os seus clientes. Para que isto funcione, o estado também precisa de concorrência. Apoiamos, portanto, o direito de autodeterminação a nível municipal, para pôr um fim ao monopólio do estado sobre o seu território."
-S.A.R. Príncipe Soberano Hans-Adam II de Liechtenstein

À primeira vista, nada disso parece ter muito a ver com o libertarianismo; afinal, existe muita coisa errada com a possibilidade de um ataque de 51% (é só perguntar à comunidade Bitcoin), e existem algumas comparações muito específicas a serem feitas entre a democracia e o estupro coletivo, mas, no contexto de uma comunidade tão unida e integrada como Liechtenstein, ela acaba criando um senso de segurança contra a natureza expansionista do governo; uma relação com o estado semelhante à de uma entidade comercial privada, na qual a concorrência existe numa escala satisfatória, ainda que os 'clientes', nesse caso, sejam grupos de 366 a 5811 pessoas (isto é, a população nos municípios menos e mais densamente povoados).

Mas quem é responsável por criar este modelo de estado? Será Liechtenstein um país de sábios que, através de algum tipo de iluminação divina, se viram capazes de proteger suas liberdades enquanto nós perdemos cada vez mais a nossa? Dificilmente, e, na realidade, uma olhada rápida na rica história do principado mostra uma onda de nacionalismo e socialismo equivalente à que atingiu todos os países vizinhos nos séculos XIX e XX.

No entanto, uma coisa fez com que Liechtenstein se tornasse um tanto singular: a incrível sabedoria de seus monarcas, originada de sua capacidade de refletir desinteressadamente sobre a história e aprender com ela. Isto se tornou muito claro no livro do Príncipe Hans-Adam II, The State in the Third Millennium (pode ser encomendado na Amazon — ou diretamente de sua editora), que é, nas palavras do próprio Hans-Adam, 'um livro de receitas políticas, reunidas ao longo dos séculos por meus ancestrais e das décadas por mim mesmo'. Este livro é uma leitura muito interessante tanto para minarquistas quanto para anarcocapitalistas, pois ainda que o príncipe rejeite a 'anarquia' em si (ou, pelo menos, a sua visão dela), o seu reconhecimento do estado como 'uma ameaça real à vida e à liberdade dos indivíduos' faz com que ele clame por uma surpreendente redefinição libertária do estado.

 "Gostaria de expor neste livro os motivos pelo qual o estado tradicional, enquanto empreendimento monopolístico, não somente é um empreendimento ineficiente com uma péssima relação entre preço e performance, mas, o que é mais importante, se torna um perigo cada vez maior para a humanidade quanto mais ele dura."
-S.A.R. Príncipe Soberano Hans-Adam II de Liechtenstein, The State in the Third Millennium, Introdução (Página 2)

Tentarei expor a visão de Hans-Adam para o estado do amanhã de uma maneira concisa que terá uma atração especial para os leitores de Rothbard ou outros libertários modernos. Para isso, imaginemos que ocorra uma revolução anarcocapitalista nos Estados Unidos; o IRS (Receita Federal) teria suas atividades encerradas, bem como a NSA, a CIA, o DEA, e todas as outras instituições governamentais que fundamentam suas próprias existências no uso da força e da violação do princípio de não-agressão. Todos os outros setores do governo passam então a ficar sem fundos, pois os impostos deixam de existir.

A questão que Hans-Adam II parece nos perguntar nesta situação é a seguinte: será que todas estas instituições, agora falidas, desaparecerão, ou algumas delas poderão sobreviver como parte de uma empresa grande, privada, de multisserviço, que segue uma constituição que também é aceita pelos clientes da empresa (isto é, essencialmente, o que ele chama de "estado" ao longo de The State in the Third Millennium)? Em outras palavras, a Constituição dos Estados Unidos deveria ser rasgada e esquecida, ou poderia sobreviver na forma de um contrato voluntário? Não tenho, pessoalmente, uma resposta, porém a opinião de Hans-Adam é que, uma vez que determinarmos que os estados não mais podem exercer o seu domínio através da coerção, esta solução de um governo voluntário seria preferível, inicialmente; afinal, os seres humanos são criaturas de hábitos, e já fomos expostos a mais de três milênios de estatismo — dito isso, ele também reconhece que

 "Para alguns, os passos deste livro parecerão muito grandes; para outros, pequenos demais. No entanto, quiçá no quarto milênio, a humanidade possa fazer a pergunta: 'Por que precisamos de um estado?'" . 

"Criemos um país no qual, na medida do possível, os próprios indivíduos, e não o estado, tomem as decisões de cada indivíduo, e decidam a respeito de suas necessidades"
-S.A.R. Príncipe Alois, Príncipe Herdeiro de Liechtenstein; 16 de agosto de 2005

Mas se o Príncipe está tão entusiasmado com os direitos individuais, por que diabos os indivíduos de Liechtenstein não têm a liberdade de se separar de seu país, e por que é necessário que eles tenham o esforço de persuadir metade de seus municípios para abandonar o governo compulsório? Uma investigação mais aprofundada da reforma constitucional de 2003 rende informações fascinantes a esse respeito, e parece que Hans-Adam inicialmente teria feito uma petição pelo direito de autodeterminação não só a nível municipal, mas também a nível individual, o que teria permitido aos cidadãos que se separassem não só a si próprios, mas também sua propriedade privada, do país, transformando numa possibilidade legal o conceito de "cidadãos soberanos".  Em The State in the Third Millennium, o Príncipe Hans-Adam II declara: 

"Nós, da Casa Real, estamos convencidos de que a monarquia de Liechtenstein é uma parceria entre o povo e a Casa Real, uma parceria que deve ser voluntária e baseada no respeito mútuo. Enquanto nós, da Casa Real, estivermos convencidos de que a monarquia pode contribuir positivamente para o país e seu povo, de que uma maioria do povo assim o deseja, e de que certas condições são satisfeitas, tais como a autonomia de nossa família tal como estabelecida pelas leis de nossa casa, forneceremos de bom grado o chefe de estado."

Devemos também, no entanto, nos lembrar de que a Casa Real tem o poder de vetar qualquer projeto de lei proposto pelo parlamento, e que o contrário também pode acontecer. Neste caso, o parlamento ameaçou vetar a emenda constitucional proposta por Sua Serena Alteza afirmando que esta nova possibilidade legal poderia ser abusada de maneira imprevisível e gerar o caos, de modo que esta proposta foi reduzida para secessão apenas a nível municipal, tal como ela vigora hoje em dia. Tudo isso é explicado detalhadamente nas páginas 283-284 de Freedom and Prosperity in Liechtenstein: A Hoppean Analysis, de Andrew Young, do Journal of Libertarian Studies, vol. 22, um grande texto reminiscente dos argumentos de Hans-Hermann Hoppe a favor da monarquia sobre a democracia, que nos fornece nossa primeira ligação entre Liechtenstein e a Economia Austríaca.

A ligação, no entanto, não para por aí; imaginem minha surpresa quando descobri que muitos membros da Casa Real estão envolvidos com um think-tank de Economia Austríaca, o ECAEF. Eles acreditam tanto na economia de livre-mercado que sentiram a necessidade de apoiar pessoalmente a causa da Economia Austríaca, uma escola econômica que, de outra maneira, não teria qualquer representação entre os chefes de estado.

 "Existe desigualdade em todas as formas sociais, e sempre existirá."

"A redistribuição [forçada] não pode ser a solução, [atráves disso] a economia se enfraquece."
-S.A.R. Príncipe Michael Von Liechtenstein, presidente do ECAEF — European Center of Austrian Economics Foundation — durante uma entrevista em janeiro de 2013. O príncipe Michael também citou Ludwig von Mises nesta ocasião, dizendo:

"As riquezas dos ricos não são a causa da pobreza de alguém,"

A fundação é, obviamente, totalmente financiada pelo setor privado, assim como a Casa Real. Entre outras atividades, o ECAEF sedia uma conferência anual e uma competição de ensaios (o tópico deste ano: "Confiar o nosso Dinheiro a Políticos é como Deixar um Gato Tomando Conta de um Pote de Creme de Leite"). Ela também é responsável por uma série de press releases, incluindo artigos que por vezes são publicados em jornais de Liechtenstein, e tem laços com a equivalente europeia dos Estudantes pela Liberdade.

"As elites políticas e suas burocracias sempre tentaram restringir as liberdades civis." "Afinal, o conhecimento das circunstâncias do indivíduo propicia possibilidades para o abuso e, assim, a capacidade de restringir a liberdade individual através de maiores controles governamentais. Um ciclo vicioso, um círculo vicioso sem fim."
-S. A. R. Príncipe Michael Von Liechtenstein, presidente do ECAEF, sobre a expansão do Estado de Vigilância (uma alusão à NSA e outras agências de espionagem) na 41ª edição (28 de maio de 2014) do Finanz und Wirtschaft

Convido os leitores deste artigo a tirarem suas próprias conclusões sobre Liechtenstein, sua família soberana, e se ele é ou não um exemplo dos valores libertários que nos são tão caros; mas, pessoalmente, não preciso mais ser convencido — perdi a conta de quantas vezes me mandaram me mudar para a Somália desde que adotei o rótulo de "anarquista", e, honestamente, isto não me incomoda tanto, uma vez que derrubar a falácia de que "Somália = Anarquia Libertária" não representa mais um desafio tão grande. Mas este argumento frequentemente vem com o questionamento sobre a existência (e a suposta viabilidade) de um país libertário. Tenho vontade de agradecer a Liechtenstein; agora podemos provar que a liberdade funciona.

1 voto

SOBRE O AUTOR

Andreas Kohl-Martinez
é coordenador do Partido de la Libertad Individual da Espanha.


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Tiago RC  25/06/2014 09:26
    Obrigado por terem traduzido esse artigo!

    Para mim, o príncipe de Liechtenstein (sempre tenho que copiar/colar o nome desse país, impossível memorizar!) é um ancap. Ele apenas não quer/pode dizê-lo abertamente, visto o cargo que ocupa. Mas defender o direito à secessão individual = ser anacap.

    Outro detalhe interessante: reparem onde Liechtenstein se situa nos rankings de PIB per capita, tanto nominal quanto PPP. Sei bem que o cálculo do PIB tem uma série de problemas (o de Liechtenstein deve estar particularmente inchado devido a empresas que detém suas sedes no país por razões fiscais, mas que não atuam de fato ali), mas ainda assim...
  • Carlos  25/06/2014 15:16
    Falta : nos links do Tiago
  • Tiago RC  25/06/2014 16:22
    Tem algum probleminha no sistema aqui. O : estava lá, eu copiei e colei os links. Não é a primeira vez que isso acontece com links https.
  • Mohamed Attcka Todomundo  26/06/2014 12:56
    Listenstaine: forma apurtuguesada, embora pouco usada, oficial da uniao europeia
  • Felipe Jauch  26/06/2014 23:58
    Se ler da forma germânica - [Lierrtenxtain] -, fica mais fácil de memorizar.
  • Pedro Ivo  01/09/2015 17:56
    Tiago RC, não é que você tinha razão quando disse: "Para mim, o príncipe de Liechtenstein (sempre tenho que copiar/colar o nome desse país, impossível memorizar!) é um ancap. Ele apenas não quer/pode dizê-lo abertamente, visto o cargo que ocupa. Mas defender o direito à secessão individual = ser anacap." eja esta palestra que ele deu transcrita e em português
  • Pedro Ivo  01/09/2015 19:42
    Agora que li inteira, devo confessar que julguei a palestra muito por seu início, e do meio para o final achei bem decepcionante. Começa laissez faire, termina social democrata. Mas ainda tem uma certa radicalidade frente ao intervencionismo vigente. E lembrou em vários pontos o HHH nesta e nesta entrevistas.
  • Adriano  25/06/2014 11:31
    Como eu faço para ir morar lá??
  • Paulo  25/06/2014 14:53
    Nasce lá.
  • Respondendo  25/06/2014 16:52
    Para mudar de país existem vários meios, o mais comum é por trabalho:
    www.eda.admin.ch/eda/en/home/reps/asia/vlka/ref_visinf/visalk.html
  • Respondendo  25/06/2014 22:03
    O link que passei não tinha muita relação com Brasil e visto de trabalho, é que eu estava muito ocupado na hora. Agora eu posso responder melhor, sem links, que você pode buscar melhor por conta própria isso.
    Mas se você quer mudar de país procura por "Visa Work" + nome do país no google. Geralmente funciona assim:
    1-Você entra em uma entrevista em uma empresa com visto de turista, nessa etapa você é um turista apenas e não tem permissão de trabalho.
    2-Se a empresa contratar você ela patrocina um visto de trabalho. Na suiça, que parece ser colada na Liechtenstein, parece que basta ter uma proposta de emprego e é você que abre o processo de visto de trabalho, mas geralmente são as empresas que patrocinam vistos.
    3-Existem alguns países que presenteiam pessoas com habilidades excepcionais, concedendo a elas um "green card", alguns países fazem uma seleção de habilidades excepcionais baseados em pontos. Geralmente nesses pontos querem pessoas com diploma superior especialmente em áreas chave de industria, +5 anos de experiência, que tenham um inglês expert, geralmente é esse o perfil mínimo.
    4-Mesmo em países como Suiça em que o alemão é a língua mais falada, dentro do ambiente de trabalho a lingua mais importante é o inglês.
    5-Empregos de especialistas nas áreas de tecnologia são os que mais justificam patrocínios de visto.

    Lembrando que apenas fiz uma "visão geral" das coisas. Cada país tem suas regras, mas em resumo é isso.
  • Daniel Bergamasco  16/11/2015 17:00
    Hehehe, baixa no Consulado Suíço mais próximo (lembrando que a Suíça tem a responsabilidade de zelar pelos assuntos externos de Liechtenstein onde esta não tenha representação, como o Brasil) e pergunta "como é que eu faço pra me tornar sócio?!"!
  • Victor Antunes  25/06/2014 12:04
    Meu comentário à primeira vista: bom demais pra ser totalmente verdade. É necessária uma análise maior e por mais tempo pra acreditar que o céu é tão azul assim, mas torço muito pra que seja uma luz no fim do túnel.

    Todo artigo com bons exemplos me fazem ficar mais sem esperança pro nosso país. Considerando que só o conhecimento pode começar a nos ajudar aqui no Brasil, vai ser um processo tão lento que nem consigo vislumbrar quando começaria.

    Triste situação...
  • Fred Silva  25/06/2014 13:01
    Como é dito ao longo do artigo:

    "(...) quiçá no quarto milênio, a humanidade possa fazer a pergunta: 'Por que precisamos de um estado?'"

    Concordo com a previsão temporal. Essa luta será de séculos e, infelizmente, a dominação estatal tende a aumentar muito antes de tudo ruir.
  • Mohamed Attcka Todomundo  26/06/2014 13:15
    Meu comentário à primeira vista: bom demais pra ser totalmente verdade. entao olha + esse artigo p/ tirar umas duvidas e levantar outras
  • Paulo  25/06/2014 12:19
    Excelente artigo. Fiquei feliz e esperançoso.

    "...forneceremos de bom grado o chefe de estado."

    Escorreu uma lágrima aqui. Fantástico! Esse é o único jeito, acredito; o mais próximo do ideal. Abolir o estado completamente é ilusão.
  • Pobre Paulista  25/06/2014 12:33
    Fenomenal, mas ainda acho o argumento um pouco frágil. O restante do mundo aceita a soberania do principado naquele território, portanto o que temos na prática ainda é uma "liberdade patrocinada" pelo estado. Claro que é melhor do que qualquer coisa que temos hoje, mas pra mim ainda não serve de argumento para mostrar que a "liberdade plena" pode funcionar nos moldes previstos pelas teorias austríacas.

    Mas o que me deixou mais feliz neste texto foi saber que existem monarcas inteligentes. Acho que a história do nosso país não ajuda muito a pensar que essas coisas podem ocorrer...
  • Andre Cavalcante  25/06/2014 14:13
    É isso aí, Pobre Paulista, mas só tenho um adendo ao seu comentário sobre o artigo:

    Vez em quando o IMB publica um artigo com algum exemplo que mostra algum aspecto do libertarianismo ou da escola austríaca na prática.

    É muito bom isso. Deve continuar sempre. Mas cabe aos leitores do site a noção que um exemplo é sempre e apenas isso: um exemplo. E, em geral, não é nem completo, nem suficiente para mostrar "toda" a teoria exposta em outros tantos artigos.

    Lembro-me do exemplo do sistema de telefonia da Guatemala: o país é essencialmente socialista, tal como o Brasil, e pouca coisa funciona de verdade, mas a telefonia melhorou sensivelmente porque utilizou alguns (e somente alguns) dos princípios preditos pela teoria da EA.

    Este presente artigo vai na mesma linha. Apenas mostra que é sim possível o nascimento, mesmo que nos dias de hoje, de um sistema mais livre, mais próximo de uma sociedade libertária, mas ainda assim, incompleto, parcial e cheio de falhas.

    Mas não deixa de ser um exemplo, um contraponto ao exemplo da Somália (do sul, porque o norte [Somalilândia] já tem constituição, eleições e tudo o mais que de um estado tem, inclusive a proibição de outra religião que não seja o Islã). Em Liechtenstein o desenvolvimento social acontece, porque, na prática, as pessoas estão em paz, as instituições funcionam bem e, como é um grupo relativamente pequeno, é relativamente homogêneo e harmônico em termos culturais, sociais, valores etc.

    Apenas para isso que este artigo se aplica: um exemplo de possibilidade, mas que não mostra o todo da EA e do libertarianismo. Acredito que devemos ter isso em mente quando tecer comentários.

    Abraços
  • Lucas C  26/06/2014 01:27
    Pobre Paulista,
    Boa análise (assim como as do bolha).
    Mas porque você acha que o resto do mundo aceita a existência de Liechteinstein (ou a soberania do principado)? Porque não invadem logo aquela merreca e acabam com o "mau exemplo" de libertarianismo e toda a lavagem de dinheiro (assim como não o fazem com outros paraísos fiscais mundo afora)?
    Por trás dos estados poderosos e centralizadores mundo afora sempre existem os líderes e seus beneficiários que saqueiam a população produtora e também querem escapar dos próprios impostos. No fundo, quando se trata de si próprios, ninguém quer um governo forte. Isso só é "bom" só para os outros. O segredo da existência dos paraísos fiscais não está em suas monarquias soberanas. Está na desvinculação do poder estatal ao dinheiro privado. Pode morrer o príncipe e toda sua família - com a liberdade econômica prevalescendo, o país permanecerá. Se começarem a ceder informações bancárias a governos e bancos centrais do mundo afora, por exemplo, a confiança acaba e não há quem leve mais dinheiro para lá.
    Faz sentido?
  • Mohamed Attcka Todomundo  26/06/2014 14:03
    Mas o que me deixou mais feliz neste texto foi saber que existem monarcas inteligentes.

    maneiro tocar nesse assunto. descobri um blog do movimento monarquico brasileiro (se lembro bem recomendado na postagem de algum artigo aki do IMB), em q o autor desmorona com a propaganda q chamam de historia com q fomos educados na escola. vale a pena conferir. tem uns artigos explicando sobre a constituiçao imperial outorgada pelo pedro-I, mostrando como o poder moderador impedia aventureiros demagogos usarem de populismo p/ fazer bonito com $$ alheio. me lembrou d+ 2 artigos do IMB: O que deve ser feito para nos livrarmos da opressão estatal do HHH e Por que a democracia precisa de aristocracia da Marcia Christoff-Kurapovna.

    [link=www.joseboas.blog.br/]www.joseboas.blog.br/]o restaurador[/link]
  • Mohamed Attcka Todomundo  26/06/2014 14:23
    ... ainda acho o argumento um pouco frágil. O restante do mundo aceita a soberania do principado naquele território, portanto o que temos na prática ainda é uma "liberdade patrocinada" pelo estado.

    tlv vc teja certo. mas a africa toda eh assim: fronteiras artificiais, estados fracassados e falidos cuja soberania ñ é violada pq ninguem ker violar (Salvo exceçoes como africa do sul e egito). olha namibia ou zinbabwe: se eu tivesse uns 5000 mercenarios eu tomava os 2 e me autocoroava sultão (Mohamed Attcka Todomundo I, o conquistador: viu como soa bem?). facil né? o bill gates e o carlos slim tem grana p/ fazer isso e ñ fazem; e o eike batista, quando podia, nem ele foi tao megalomaniaco. notou como ñ é tao simples, e quanto a liberdade ñ eh assim tao patrocinada (qq ruptura envolve incertezas q a manutençao ñ envolve).
  • Gredson  25/06/2014 14:00
    Fiquei curioso sobre a imigração para Liechtenstein. será que qualquer um pode tentar fazer a vida em Liechtenstein, sem ser barrado pelo estado?
  • Ali Baba  25/06/2014 16:13
    @Gredson 25/06/2014 14:00:55

    Fiquei curioso sobre a imigração para Liechtenstein. será que qualquer um pode tentar fazer a vida em Liechtenstein, sem ser barrado pelo estado?

    Conheço um argentino que trabalha com TI e morou em Liechtenstein. O relato dele é que ninguém o barrava para nada e o empreendimento é essencialmente livre. Quase 1/3 dos residentes não é cidadão e isso não impede a ninguém de fazer negócio por lá.

    O que ele me disse é que para ser cidadão é que é um pouco complicado. Tem de casar com um nativo (e não com alguém que tenha obtido a cidadania por casamento), e estabelecer residência por uns 10 anos; ou estabelecer residência por 30 anos (sem casar). No entanto, se o município em que você reside decidir em assembléia popular que você é cidadão, então o pedido vai para o príncipe e ele homologa a cidadania. Também tem de renunciar a sua cidadania original. Para ser cidadão do principado não pode ter outra nacionalidade.

    Hoje ele mora em Cingapura e me diz que só saiu de Liechtenstein por ter uma oportunidade melhor em termos financeiros por lá (o cara não tem 30 anos ainda), mas que pretende voltar.

    Também me contou um fato pitoresco: o príncipe é, para todos os efeitos, um cara comum. Na sexta-feira ele desce do palácio da Casa Real, sem seguranças (à vista, pelo menos) e vai num Pub local socializar e pagar rodadas de cerveja para os frequentadores. Diz que é ma figuraça.
  • Tiago RC  25/06/2014 16:32
    Qualquer um não, mas parece que cidadãos da UE sim: www.liechtenstein.alloexpat.com/liechtenstein_information/work_permit_liechtenstein.php

    3 anos morando em Portugal e um brasileiro já pode tentar virar cidadão europeu. ;)



  • Gredson  26/06/2014 14:23
    interessante, obrigado pessoal por comentar.
  • Aspirante a emigrante  25/06/2014 14:22
    Esplêndido!
    Seria muito otimismo perguntar se é possível implantar um sistema semelhante em nosso país?
    Como isto deveria ser feito?
  • Mohamed Attcka Todomundo  26/06/2014 14:32
    hahaha!!!!!!!!!!!
    genocidio com os socialistas?!?!!!!
    kkkkkkkkkk!!!
  • João Porto  25/06/2014 15:49
    Excelente!!!
  • anônimo  25/06/2014 16:05
    Gostei, mas ainda acho um atraso Liechtenstein ser um principado.
  • Carlos Garcia  25/06/2014 17:38
    Talvez tenha sido pelo melhor. Se fosse uma democracia, logo estaria lotado de marxistas inflando as massas a votar em mais um estado inchado no mundo.
  • Leonardo Faccioni  25/06/2014 18:20
    Atraso com relação a qual parâmetro? Abstratamente, sob termos qualitativos, Aristóteles e Tomás de Aquino qualificavam já o governo de um como superior ao governo de muitos (embora, da corrupção do melhor, reconhecessem que necessariamente nasce o pior); sob termos temporais, uma monarquia aos moldes de Liechtenstein é uma tremenda novidade, enquanto as democracias/timocracias são tão velhas quanto as tribos e os sarcófagos -- e, a bem dizer, a inteira noção de "monarquia constitucional" que começa a se desenhar pela Magna Carta, na idade das catedrais, é extraordinariamente jovial se o paradigma etário for para com a da legitimação do poder estatal pela resolução de assembleias populares acéfalas. Nota-se que o único referencial de "progresso" que permitisse apontar no Principado um "atraso" é a sua própria e individualíssima concepção de um rumo predefinido ao qual a história se devesse conformar. A extraordinariamente abençoada população de Liechtenstein parece discordar, vez que teria absoluta liberdade para aderir a um outro regime, segundo relata o artigo.

    A noção de "progresso" ou "atraso" em ciências sociais é das apelações retóricas mais inconsequentes, pois sendo essas expressões intrinsecamente relativas e não se conhecendo a natureza do "movimento histórico" como um todo, posto encontrarmo-nos inescapavelmente retidos em seu interior, qualquer referencial é arbitrário e não se o pode falsear. Ademais, antiguidade nunca foi antônimo de validade, nem jovialidade sinônimo de aperfeiçoamento. Ou se o reconhece, ou deveríamos preferir o atual e distópico welfare state incontrolável ao minarquismo de até meados do séc. XIX, e o bolivarianismo à representatividade do "original intent" americano.

    Não por acaso os engenheiros sociais da esquerda escolheram para si o apelido de "progressistas". Se assim for, Hoppe é atrasado como um imenso dinossauro a desfolhar o Central Park e adiantados mesmo são os sovietes populares do decreto de Rousseff.

    Em última instância, descendo das nuvens à realidade, há que se reconhecer como a família principesca de Liechtenstein foi, para aquele território, a condição de possibilidade (sine qua non) dessa continuada e vicejante liberdade. Sem o "atraso" da instituição monárquica - tal e qual Hoppe teorizara - estariam os quase-autônomos municípios, na mais benemerente hipótese, limitados ao cenário suíço ou assimilados pelos socialismos vizinhos e, em ambos os casos, muito mais distantes daquilo que temos por cenário ideal.
  • Tiago RC  26/06/2014 08:12
    Anônimo, tem certeza de que leu o texto? No caso particular de Liechtenstein, o monarca é mais libertário que o parlamento! Ele tentou autorizar a secessão individual, o que efetivamente transformaria o estado de Liechtenstein numa organização voluntária (i.e., não seria mais um estado), mas foi barrado justamente pela "democracia".

    Não fosse pelo príncipe, Liechtenstein não seria tão liberal.
  • Emerson Luis, um Psicologo  25/06/2014 16:59

    Mises não morreu: ele forjou a própria morte e se tornou príncipe de um micro-país!

    Liechtenstein é pequeno (e grandioso) demais para ter um Estado grande.

    * * *
  • Mohamed Attcka Todomundo  26/06/2014 14:58
    olha q ~foi mises, mas rothbard. hehehe
  • Rogerio  25/06/2014 19:16
    Muito legal se no mundo não houvesse psicopatas e mal-caráter.
  • Lucas C  26/06/2014 01:10
    Você acha que lá não os há? Psicopatas e maus caracteres estão em toda parte.
    A auto-organização de uma sociedade livre é capaz de lidar muito bem com a existência deles. Quem não é capaz de suportar estes tipos é o estado, quando os tem como membros e comandantes ou ainda como minorias protegidas.
  • Atylla Arruda  25/06/2014 19:16
    Como a Ucrânia, se defenderia da Rússia se tivesse um governo como proposto pelo Príncipe Herdeiro de Liechtenstein ?
  • anônimo  26/06/2014 08:00
    E a Ucrânia conseguiu se defender com o seu governo atual, por acaso?
  • Lucas C  26/06/2014 12:37
    Não dá para descontextualizar um país e sua história, e de repente fincar um governo liberal onde até a pouco tempo a URSS mandava. Mas vamos tentar imaginar que a Ucrânia tivesse um governo liberal, ou ainda governo nenhum. Porque os russo iriam invadi-la se:
    -A infraestrutura para distribuir o gás russo através da Ucrânia para a Europa seria extremamente eficiente e barata? Os russos estariam satisfeitos com isso.
    - A Ucrânia pudesse se defender? A população ucraniana gozaria de qualidade de vida e riqueza maior que todos os seus vizinhos. Provavelmente estariam dispostos a financiar exércitos mercenários para brigar com um eventual déspota e seu exército invasor. Ou fariam parcerias com países fortes (como Alemanha, França ou EUA) para que estes os defendessem. É o que faz a Costa Rica, que não tem exército.

    Podemos ainda confabular outras mil possibilidades para que a estabilidade (ainda que dinâmica) do povo seria mantida.

    Por último, como disse o anônimo acima, "E a Ucrânia conseguiu se defender com o seu governo atual, por acaso?"
  • Atylla Arruda  26/06/2014 14:24
    A Ucrânia perdeu a Criméia pq exitou em usar as forças armadas, recorrendo a diplomacia. A Rússia criou um referendo mentiroso, onde apenas 30% dos eleitores votaram, e metade contra a anexação. Bastou a Ucrânia usar as forças armadas e a Otan ameaçar intervir, para que o cara de rato do Putin e seus mercenários recuassem.
    Digamos que eu funde a nação Tupi anarcocapitalista , sem dúvida esta nação seria rica como Hong Kong, e teria empresas de segurança privada, mas como uma empresa convenceria os indivíduos a investir em armas, exércitos, satélites?
  • Andre Cavalcante  26/06/2014 15:43
    Caro, Atylla Arruda

    Você escreveu: "Digamos que eu funde a nação Tupi anarcocapitalista , sem dúvida esta nação seria rica como Hong Kong, e teria empresas de segurança privada, mas como uma empresa convenceria os indivíduos a investir em armas, exércitos, satélites?"

    Você mesmo deu a resposta e nem ao menos percebeu. Ora, se um nação é rica e livre, porque raios alguém a atacaria? Seria mais fácil simplesmente firmar um contrato vantajoso para ambos os lados.

    Mas digamos que um negociação esteja além da realidade (muito embora eu ache que o seu cenário é que esteja fora da realidade, uma vez que há como exemplo marcante disso aqui mesmo no Brasil, que tem um exército que é nada páreo para qualquer país desenvolvido e nem assim eles vem pra cá invadir, na certa porque é mais fácil criar uma empresa aqui no Brasil e ganhar dinheiro com isso do que investir em uma guerra)...

    Então, o "país" anarco-capitalista poderia ser invadido, certo? Vamos supor que isso acontecesse. O exército invasor teria que ir, literalmente, de casa em casa para criar a sua dominação. Lembre-se que não há governo para tomar conta e todo o resto vem de tabela. O exército invasor teria que ir de propriedade em propriedade, tomar conta e, eventualmente, lidar com resistência ao nível pessoal. Note que não há vantagem nenhuma em, por exemplo, jogar uma bomba atômica na região, ou mesmo usar de mísseis que destruiriam regiões grandes. Não vale a pena destruir tudo. O objetivo seria capturar, correto? A coisa toda, portanto, teria que ser de propriedade em propriedade mesmo. E muitas delas teriam cidadãos armados.

    Vamos supor, pelo bem da argumentação, que o exército invasor consiga o seu intento e de fato domine uma região. Aí o país invasor deverá começar a inserir as instituição que vão monopolizar a justiça, cobrar impostos etc. Note que o país invasor deverá gerar um grande esforço para isso, porque, não havendo um governo naquela região, não há instituições como essas presentes, tendo então que criar tudo do zero.

    Por fim, mesmo que o país invasor ache uma boa ideia fazer tudo isso, ainda teria que lidar com uma oposição fundamental: os indivíduos em uma região anárquica não tem governo porque não toleram ficar sem liberdade, ser roubados por quem quer que seja, certo? O que faria eles simplesmente mudarem de ideia? A força do exército pode até impor, por um tempo, tal situação, mas para ela permanecer será preciso mudar a mentalidade das pessoas que estão lá. O que vai requerer ainda mais esforço por parte do invasor.

    E aí, ainda acha que é uma boa invadir uma região anarco-capitalista?

    Tem mais uma coisa. As empresas de segurança da região anárquica, podem sim investir em exércitos mercenários e outras tecnologias de segurança. O limite aí seria simplesmente custo. Ora, se a região é rica, porque não poderia ter porta-aviões e mesmo um pequeno exército permanente (se de fato houvesse necessidade), tudo financiado pela iniciativa privada?

    Mas, ainda tem mais e é um tiro no pé de quem fica replicando essas besteiras sobre se uma região anárquica não seria invadida pelos estados vizinhos: mesmo num mundo que não há efetivamente nenhuma região anarco-capitalista, ainda assim, há muitas nações que não tem exército. Por que elas não são atacadas hoje, ou o foram ontem? A resposta, óbvia, é que não há interesse de ninguém em fazer isso. E, mais ainda, há vários tratados internacionais que ajudam na manutenção da paz relativa da região. Isso seria ainda mais verdadeiro em um mundo anarco-capitalista ou que tenha várias regiões anárquicas.

    Por fim, o mundo atual, apesar da ONU e outras instituições que querem de fato criar um governo mundial, ele é, do ponto de vista macro, anárquico, justamente porque não há um governo central mundial, definindo e impondo as regras. Assim, cada região vai apresentar cultura, língua, leis próprias. E todas elas convivem, nem sempre harmonicamente, mas na maior parte do tempo, muito harmonicamente, em um estado anárquico. Se quiser saber como seria, mais ou menos, o funcionamento de uma sociedade anarco-capitalista, é só olhar como os países funcionam hoje, principalmente quando se trata de cidades-estados e pequenas nações como Liechtentein. A diferença é que, em uma região anarco-capitalista, o indivíduo seria um país por si mesmo.

  • Lucas C  26/06/2014 17:54
    Palmas para você, André!
  • Atylla Arruda  26/06/2014 21:40
    Corriculum do partido fascista Chinês:

    - Controlo com extrema violência 1,3 bilhões de chineses a 60 anos.
    - Extraio órgãos de praticantes de Falun Gong para vender.
    - Destruo igrejas.
    - Administro campos de concentração de trabalho escravo.
    - Larga experiência em massacrar estudantes.

    Vcs deviam formar um grupo, Testemunhas de Rothbard.
  • Lucas C  28/06/2014 02:02
    Não entendi o que você está acrescentando na discussão com isso, Atylla?
    Quer dar exemplos de fascistas, totalitários, assassinos, corruptos, tiranos? Fale também de Hitler, de Idi Amin, da Igreja Católica, de Pizarro, de Bush, de Lula, de Castelo Branco, de Getúlio. Tanto faz. Mas e aí?

    Ninguém aqui tampouco gosta deles. Só queremos uma maneira mais inteligente, eficiente e justa de acabar com esse tipo de babaquice.
  • Dioner  26/06/2014 23:41
    Pena que não tem um botão curti para a resposta do André.
  • Atylla Arruda  27/06/2014 14:23
    E aí, ainda acha que é uma boa invadir uma região anarco-capitalista?

    Sou o partido Fascista Chinês:

    - Controlo 1,3 bilhões de Chineses com mão de ferro a 60 anos.
    - Administro campos de trabalho escravo.
    - Executo milhares de amantes da liberdade anualmente.
    - Destruo igrejas.
    - Sou especialista em massacrar estudantes.

  • DeusOdeia  07/07/2014 22:41
    André, concordo em partes com você !

    1 - Se todos os cidadãos estiverem armados, ou quase todas de uma certa região onde há anarquia, ficaria mais difícil para o exército inimigo invadir, precisariam mesmo ir de propriedade em propriedade para fazer tal ato de dominação em vez de bombardear tudo.

    2 - Se uma nação é rica e livre, talvez até mesmo poderosa, pode muita bem criar inimigos sociopatas que irão culpa-lá de "de qualquer tudo" e mesmo assim dar um jeito de invadir, por isso acho bom um exército treinado com certo material bélico e é uma certa posição hierarquia no exército (não me considero libertário, mas sou liberal).

    3 - Sempre procuramos alguém para nos orientar para nos treinar nos ensinar alguém com mais experiência de vida, com uma hierarquia "de conhecimento", não me lembro agora de quem é a frase, mas ela é praticamente assim, "se você tem boas ideias, as pessoas te admiram por elas, se você as empolgas mais, passa mais confiança, com certeza você é o líder", todas os povos do mundo tinhas posições hierarquias em seus povos, alguns não tinham deuses, nem religiões "concretas", mas tinha certo respeito pelos seus líderes.


    4 - acho que o anarquismo só iria dar certo em países pequenos talvez com menos de 50 mil habitantes como é o caso desse principado aí, é dífcil "organizar" um planeta com 7 bilhões de habitantes "anarquicamente".


    5 - Como o Pirulla disse na entrevista dele do "ateu entrevista" "não discordo da parte do capitalismo, mas sim do anarquismo, liberalismo trouxe muita coisa boa e vai trazer bem mais de o PT sair do governo, mas não temos um partido de direita "concreto" aqui no Brasil que possa nós dar um ar mais liberal e não libertário é impossível viver sem governo cara, precisamos de algum poder público para balancear poderes, dividir poderes, o poder absoluto corrói e faz mal, precisamos de um governo CENTRAL não de um governo ABSOLUTO, melhor dividir poder do que concentrá-lô. Não tenho uma conhecimento geral e mais amplo sobre o mercado ser totalmente livre, mas acho que poder total de não ter governo e sim só empresas corromperia também, é o que eu acho.

    6 - Não concordo com muitas coisas libertárias, como legalização de todas as drogas, porte de arma de todos os calibre para todos, aborto, anarquismo e impostos tão baixos, mas nem tão altos, o governo deve fazer a parte dele. No aborto não há lógica aqui no Brasil não tem pena de morte, se o cara vai lá e estupra e engravida a mulher, o aborto é legalizado, mas o bandido não pega pena de morte, simplesmente o inocente morre o culpado fica preso por 30 anos, ou talvez até morrer na cadeia, sendo sustentado pelo impostos dos outros, tem que dar um tem que deixar o estuprador morrer de fome, e não dar um tiro na cara dele, ou na nuca, pra não gastar nada, simples assim.

    PS: Sou agnóstico empírico, já fui marxista, hoje me considero centro direita (mas quando misturam religião com política me esquivo, mas eles tem que ter sua parcela na política (democracia)é a vida, mas nunca votaria no Bolsonaro.

    Abraço, André, entenda como quiser.
  • Andre Cavalcante  09/07/2014 13:32
    Cara, nada não, mas o teu nick não tem pé nem cabeça: duas palavras que nunca devem se misturar: Deus e Ódio... De qualquer forma, meus comentários sobre os seus pontos:

    "1 - Se todos os cidadãos estiverem armados, ou quase todas de uma certa região onde há anarquia, ficaria mais difícil para o exército inimigo invadir, precisariam mesmo ir de propriedade em propriedade para fazer tal ato de dominação em vez de bombardear tudo."

    Ok. Concordou com o que eu disse.


    "2 - Se uma nação é rica e livre, talvez até mesmo poderosa, pode muita bem criar inimigos sociopatas que irão culpa-lá de "de qualquer tudo" e mesmo assim dar um jeito de invadir, por isso acho bom um exército treinado com certo material bélico e é uma certa posição hierarquia no exército (não me considero libertário, mas sou liberal)."

    Exército é mais uma instituição ou organização dentro de um espaço que serve para proteger aquele espaço (ou região) de invasores externos àquela região. Como qualquer outra organização de uma região anárquica, a sua estrutura interna, se é hierárquica, anárquica, comunista etc. nada tem a ver com o fato de a região ser anárquica. Logo, uma região anárquica pode ter exército, mas isso não invalida o meu argumento: porque hoje, muitos países não tem exército e mesmo assim não há interesse de seus vizinhos (ou mesmo longínquos) quererem invadir tal território. O mesmo valeria para uma região anárquica.


    "3 - Sempre procuramos alguém para nos orientar para nos treinar nos ensinar alguém com mais experiência de vida, com uma hierarquia "de conhecimento", não me lembro agora de quem é a frase, mas ela é praticamente assim, "se você tem boas ideias, as pessoas te admiram por elas, se você as empolgas mais, passa mais confiança, com certeza você é o líder", todas os povos do mundo tinhas posições hierarquias em seus povos, alguns não tinham deuses, nem religiões "concretas", mas tinha certo respeito pelos seus líderes."

    Erro de conceito sobre anarquia. Anarquismo nada tem a ver com a falta de liderança. O que conclamamos é que essa liderança não pode ser monopolista (portanto, imposta) em determinada região (o que caracterizaria um estado). Só isso!


    "4 - acho que o anarquismo só iria dar certo em países pequenos talvez com menos de 50 mil habitantes como é o caso desse principado aí, é dífcil "organizar" um planeta com 7 bilhões de habitantes "anarquicamente".

    Duas coisas: primeiro que, dada a dificuldade justamente de "organizar" (isto é, centralmente ditar e impingir as regras para um número tão vasto de indivíduos, culturas, instituições) é que o mundo, HOJE, é anárquico (do ponto de vista dos países, isto é, do ponto de vista macro), isto é, não temos um governo central impingindo normas para TODO o mundo, mas sim instituições bi ou multi-laterais, que tentam facilitar a convivência de inúmeros países (que a cada ano muda o seu conjunto). Segundo, justamente por ser difícil essa organização (isto é, centralmente ditar as regras de organização de um número tão vasto de indivíduos, culturas, instituições) é que os anarquistas falam em cidades-estado - quanto menor o território, melhor - até o ponto que a menor partícula, o indivíduo (e sua propriedade, e.g. sua casa), possa ser considerado um país independente. Agora, há várias formas de organização, sendo a auto-organização (portanto, uma "organização anárquica") é a mais natural - e é a que ocorre, obviamente, na natureza.


    "5 - Como o Pirulla disse na entrevista dele do "ateu entrevista" "não discordo da parte do capitalismo, mas sim do anarquismo, liberalismo trouxe muita coisa boa e vai trazer bem mais de o PT sair do governo, mas não temos um partido de direita "concreto" aqui no Brasil que possa nós dar um ar mais liberal e não libertário é impossível viver sem governo cara, precisamos de algum poder público para balancear poderes, dividir poderes, o poder absoluto corrói e faz mal, precisamos de um governo CENTRAL não de um governo ABSOLUTO, melhor dividir poder do que concentrá-lô. Não tenho uma conhecimento geral e mais amplo sobre o mercado ser totalmente livre, mas acho que poder total de não ter governo e sim só empresas corromperia também, é o que eu acho."

    Erro conceitual - anarquismo não é anomia, isto é, viver de forma anárquica, sem governo, não é viver sem leis. Essa confusão é colocada propositadamente no discurso dos que são pró-governo. Sobre esse negócio de viver "sem governo é impossível" é uma falácia, e o Brasil deve ser um dos países onde mais empiricamente se mostra isso, pois os "serviços públicos" aqui são tão ruins que a gente se vira como pode justamente "sem governo". Já reparou(?): vendedor "fora da lei" - a gente chama de camelô e fica tudo bem; escola, obrigação do governo, a gente parte para a escola privada; saúde, também obrigação do governo, a gente parte para planos de saúde privados; todos os demais serviços de infra-estrutura já são pagos - transporte público, água, luz, telefone, internet etc., onde o governo só atrapalha porque não deixa haver concorrência. Logo, eu diria sim, que já vivemos a maior parte de nosso dia longe do governo - aliás, não é um saco a gente ter que "perder um dia" para ir à previdência, à receita, ao PAC/Poupa Tempo/etc. (cada estado tem o seu nome), justamente para resolver problemas com o governo?

    "6 - Não concordo com muitas coisas libertárias, como legalização de todas as drogas, porte de arma de todos os calibre para todos, aborto, anarquismo e impostos tão baixos, mas nem tão altos, o governo deve fazer a parte dele. No aborto não há lógica aqui no Brasil não tem pena de morte, se o cara vai lá e estupra e engravida a mulher, o aborto é legalizado, mas o bandido não pega pena de morte, simplesmente o inocente morre o culpado fica preso por 30 anos, ou talvez até morrer na cadeia, sendo sustentado pelo impostos dos outros, tem que dar um tem que deixar o estuprador morrer de fome, e não dar um tiro na cara dele, ou na nuca, pra não gastar nada, simples assim."

    Cara, eu também sou contra o aborto e as drogas. Só não sou a favor é de que alguém impute a outro essas crenças - que para mim são as corretas, mas para outros pode não ser. Note o seguinte, em uma sociedade libertária, as leis seriam criadas e impostas por entidades específicas que seriam pagas pela população para isso. Se boa parte da população pagasse por serviços que inclua proteção contra as drogas (usuários de drogas) e as empresas pudessem demitir ou não admitir funcionários que usam drogas (para isso teriam que fazer sim exames de sangue regularmente nos seus contratados) etc., é bem provável que em uma sociedade libertária, haveria algumas regras contra o uso de drogas. De novo, o problema não é ser contra as drogas ou aborto ou o que quer que seja - o problema está em impor tais crenças a quem não tá nem aí para elas. Todo o resto que cê colocou é exatamente o que este site defende, que o indivíduo preso trabalhe para pagar a sua "estada" na prisão (ou seja, é um regime de trabalho forçado mesmo)

    "PS: Sou agnóstico empírico, já fui marxista, hoje me considero centro direita (mas quando misturam religião com política me esquivo, mas eles tem que ter sua parcela na política (democracia)é a vida, mas nunca votaria no Bolsonaro."

    Agnóstico empírico - como é isso?
  • DeusOdeia  09/07/2014 21:27
    Exército é mais uma instituição ou organização dentro de um espaço que serve para proteger aquele espaço (ou região) de invasores externos àquela região. Como qualquer outra organização de uma região anárquica, a sua estrutura interna, se é hierárquica, anárquica, comunista etc. nada tem a ver com o fato de a região ser anárquica. Logo, uma região anárquica pode ter exército, mas isso não invalida o meu argumento: porque hoje, muitos países não tem exército e mesmo assim não há interesse de seus vizinhos (ou mesmo longínquos) quererem invadir tal território. O mesmo valeria para uma região anárquica.

    Entendi, mas é outra coisa. Pelo fato de ter ou não exército, como funcionaria o exército de um estado/nação libertaria ou anarquica ? (você considera os anarquistas tradicionais de esquerda ?)


    Erro de conceito sobre anarquia. Anarquismo nada tem a ver com a falta de liderança. O que conclamamos é que essa liderança não pode ser monopolista (portanto, imposta) em determinada região (o que caracterizaria um estado). Só isso!

    Ora bolas como definiríamos então quem seria o dono de um empresa de que foi herdada ou comprada por outra empresa, como os funcionários obedeceriam essas ordem, já que eles não foi não escolherem o chefe, mas sim o ex-dono vendeu a empresa.

    De fato o estado é eleito democraticamente, o povo, (e no Brasil sempre os piores e não os menos piores). Mas em outros países como governantes na maioria são justo e as coisas funcionam bem.

    Duas coisas: primeiro que, dada a dificuldade justamente de "organizar" (isto é, centralmente ditar e impingir as regras para um número tão vasto de indivíduos, culturas, instituições) é que o mundo, HOJE, é anárquico (do ponto de vista dos países, isto é, do ponto de vista macro), isto é, não temos um governo central impingindo normas para TODO o mundo, mas sim instituições bi ou multi-laterais, que tentam facilitar a convivência de inúmeros países (que a cada ano muda o seu conjunto). Segundo, justamente por ser difícil essa organização (isto é, centralmente ditar as regras de organização de um número tão vasto de indivíduos, culturas, instituições) é que os anarquistas falam em cidades-estado - quanto menor o território, melhor - até o ponto que a menor partícula, o indivíduo (e sua propriedade, e.g. sua casa), possa ser considerado um país independente. Agora, há várias formas de organização, sendo a auto-organização (portanto, uma "organização anárquica") é a mais natural - e é a que ocorre, obviamente, na natureza.

    Não entendi direito você poderia explicar melhor ! O governo sempre ditou regras e sempre vai ditar,mas o seguinte, não dá pra resolver tudo na conversa, teríamos que chegar ao ponto de organização, entre líderes de estados, cidades, bairros, países, para escolher quem vai liderar. como escolheríamos esses representantes "anárquicos-democráticos" através da porrada, ou de uma democracias perfeitas ou imperfeitas ?

    Como assim, organização "anárquica" é mais natural ?



    Erro conceitual - anarquismo não é anomia, isto é, viver de forma anárquica, sem governo, não é viver sem leis. Essa confusão é colocada propositadamente no discurso dos que são pró-governo. Sobre esse negócio de viver "sem governo é impossível" é uma falácia, e o Brasil deve ser um dos países onde mais empiricamente se mostra isso, pois os "serviços públicos" aqui são tão ruins que a gente se vira como pode justamente "sem governo". Já reparou(?): vendedor "fora da lei" - a gente chama de camelô e fica tudo bem; escola, obrigação do governo, a gente parte para a escola privada; saúde, também obrigação do governo, a gente parte para planos de saúde privados; todos os demais serviços de infra-estrutura já são pagos - transporte público, água, luz, telefone, internet etc., onde o governo só atrapalha porque não deixa haver concorrência. Logo, eu diria sim, que já vivemos a maior parte de nosso dia longe do governo - aliás, não é um saco a gente ter que "perder um dia" para ir à previdência, à receita, ao PAC/Poupa Tempo/etc. (cada estado tem o seu nome), justamente para resolver problemas com o governo?

    Não digo que é viver sem leis, só esqueci de dizer, precisamos de leis, mas essas leis devem ser feitas por alguém, por algum grupo de pessoas especializadas, consultar o povão não adiantaria, ao meu ver.

    As leis são feitas por pessoas, e de fato deveríamos fazer uma eleição direita entre todo mundo da determinada região ou país, ou escolher lideres "anárquicos" por um pequena escala de eleições entre o povo de determinado bairro ou região de uma cidade.

    Concordo que ja parcialmenete vivemos sem governo, escolas lojas e tal,m as tente entender minha analogia:

    Se um cristão mata uma pessoa qualquer em nome da religião dela, quer dizer que o cristianismo é uma religião má e deve ser abolido ? Não !

    Se um jogador de futebol americano mata morre em decorrência de um acidente no campo, quer dizer que o futebol americano é um esporte violento, e deve ser abolido ? Não !

    Se um governo é ruim em algum país, causa inflação desemprego e muitas coisas ruins, quer dizer que TODOS o governos arredor do mundo são ruins e devem ser abolidos ? Não !

    Governos como no Canadá, Noruega, Suécia, Islândia, Finlândia, Dinamarca, principalmente Europa e Australásia funcionam e vão bem obrigado. E casos como a Hungria que proibiu símbolos comunistas e nazistas.

    Podemos falar sobre o minarquismo, como é o caso de Singapura e Hong Kong, mas não viver sem um governo total, me parece loucura.



    Cara, eu também sou contra o aborto e as drogas. Só não sou a favor é de que alguém impute a outro essas crenças - que para mim são as corretas, mas para outros pode não ser. Note o seguinte, em uma sociedade libertária, as leis seriam criadas e impostas por entidades específicas que seriam pagas pela população para isso. Se boa parte da população pagasse por serviços que inclua proteção contra as drogas (usuários de drogas) e as empresas pudessem demitir ou não admitir funcionários que usam drogas (para isso teriam que fazer sim exames de sangue regularmente nos seus contratados) etc., é bem provável que em uma sociedade libertária, haveria algumas regras contra o uso de drogas. De novo, o problema não é ser contra as drogas ou aborto ou o que quer que seja - o problema está em impor tais crenças a quem não tá nem aí para elas. Todo o resto que cê colocou é exatamente o que este site defende, que o indivíduo preso trabalhe para pagar a sua "estada" na prisão (ou seja, é um regime de trabalho forçado mesmo)

    Viajou cara, direito a vida de todos os seres humanos devem ter, aborto não é o corpo da mulher é uma segunda vida, isso não tem nada ver com uma retirada de mama por causa do câncer, ou um apendicite que tira do seu corpo e já era (e também apêndice não ser para nada para nos humanos). Não é questão de outros não querer pra ele é questão de direito natural de outra vida uma, no caso o feto humano. Isso não é uma crença são argumentos lógicos e que nos fazem à levar que os outros estão errados, e eles também deve entender que estão errados, deveria ter um conjunto de leis que impeça o aborto, menos em casos de risco para a mãe do bebê.

    No fato de do fator sócio-economico; camisinha está de graça nos postos de saúde, no máximo as mais caras custam 12 reais, pílula anticoncepcional custa 12-13 reais, aborto são no mínimo 490 reais, pelo SUS ainda, (em caso de estupro, lei já aprovada, se você não sabia) e mais de 3 mil em particular, fica a lógica aí.

    O Brasil de fato tem que avançar e muito, para liberar as drogas, em vários setores como economia, política,burocracia para abrir uma empresa, previdência social, tirar ministérios e muito mais, para depois legalizar as drogas até mais pesadas como crack e cocaína. No caso teríamos que ter policias treinados para tratar com os viciados, médicos, psiquiatras, psicólogos e muito mais o Brasil precisa avançar mesmo que me passos lentos, mas sempre pra frente, para legalizar totalmente as drogas.

    concordo em trabalhar para pagar o que consome na cadeia, curto e grosso o que você disse.

    Agnóstico empírico - como é isso?

    Agnosticismo é a visão filosófica de que o valor de verdade de certas reivindicações, especialmente afirmações sobre a existência ou não existência de qualquer divindade, mas também de outras reivindicações religiosas e metafísicas, é desconhecido ou incognoscível. Agnóstico vem do grego: a-gnostos, ou seja, não-conhecimento, aquele que não conhece. No entanto, o agnosticismo é a visão de que a razão humana é incapaz de prover fundamentos racionais suficientes para justificar tanto a crença de que Deus existe ou a crença de que Deus não existe. Na medida em que uma defende que nossas crenças são racionais se forem suficientemente apoiada pela razão humana, a pessoa que aceita a posição filosófica de agnosticismo irá realizar que nem a crença de que Deus existe nem a crença de que Deus não existe é racional.

    Há várias formas de agnosticismo, como o estrito, apático, deísta (depois da uma olhada no wikipedia em inglês e portugês para você ver.

    Empírico é sempre estar aberto a debates para saber e conhecer o quanto estamos errados e podemos aprender mais, o agnóstico empírico diria, "eu não sei, você sabe ?" aí estaria aberta um discussão sobre existência de deus, valores morais, metafísica e muito mais,

    Agnóstico deísta diz não saber se existe um deus mas acredita em um, não propriamente dito como descrito nas religiões.

    Agnóstico estrito diz eu não sei e você também não, ai geralmente o cara não abre a cabeça para debater isso,

    Agnóstico apático, fala eu não tenho conhecimento sobre deus e diz "isso não interessa" Não tem o mínimo de interesse teológico, ou por outra questões metafísicas.
  • Andre Cavalcante  10/07/2014 19:07
    Novamente...

    "Entendi, mas é outra coisa. Pelo fato de ter ou não exército, como funcionaria o exército de um estado/nação libertaria ou anarquica ? (você considera os anarquistas tradicionais de esquerda ?)"

    Uai, como funciona um exército hoje? Vai ter equipamentos, militares e coisa e tal. A diferença está no financiamento. Hoje, ele é compulsório, via impostos e alistamento militar. Em uma região anárquica, seria tudo voluntário. Só isso.


    "Ora bolas como definiríamos então quem seria o dono de um empresa de que foi herdada ou comprada por outra empresa, como os funcionários obedeceriam essas ordem, já que eles não foi não escolherem o chefe, mas sim o ex-dono vendeu a empresa."

    Isso não tem nada a ver com uma região anárquica. Uma empresa privada tem dono e este decide o que fazer, não é nada anárquica. Uma região anárquica não tem um dono, mas tantos quantos os proprietários das terras vivendo e trabalhando na região. De novo, erro conceitual. Você tá misturando tudo e fazendo uma salada horrível.


    "De fato o estado é eleito democraticamente, o povo, (e no Brasil sempre os piores e não os menos piores). Mas em outros países como governantes na maioria são justo e as coisas funcionam bem."

    Sobre o Brasil e outros países é de se esperar que os piores sejam eleitos, justamente porque temos um monopolista de decisões, o estado, cujos líderes são eleitos democraticamente. E não, não é exclusividade do Brasil. Tenho vários conhecidos na Europa e vários alemães não são nem um pouco afeitos à Angela Merkel, isso sem falar no Obama.


    "Não entendi direito você poderia explicar melhor ! O governo sempre ditou regras e sempre vai ditar,mas o seguinte, não dá pra resolver tudo na conversa, teríamos que chegar ao ponto de organização, entre líderes de estados, cidades, bairros, países, para escolher quem vai liderar. como escolheríamos esses representantes "anárquicos-democráticos" através da porrada, ou de uma democracias perfeitas ou imperfeitas ?"

    De novo cê tá fazendo uma confusão danada. Uma região anárquica seria uma região sem um governo central. Procura na página principal deste site o link que trata de Anarcocapitalismo. Clica lá que sua confusão vai diminuir.



    "Como assim, organização "anárquica" é mais natural ?"

    Coloquei entre aspas justamente para mostrar que seria a auto-organização, no caso humana, se fosse deixada que ela surgisse naturalmente, sem imposições. Uma região anárquica seria o mais belo exemplo de como uma sociedade humana verdadeiramente se auto-organizaria: suas leis seriam definidas não por imposição do governo, mas emergiriam das relações interpessoais.

    A auto-organização é a forma como os elementos naturais (desde cristais, plantas, animais, ecossistemas e, porque não, humanos) se organizam naturalmente, isto é, sem um controle centralizado, mais especificamente, sem que o conhecimento do todo esteja em alguma das partes, o que é necessário para o controle centralizado (naquela parte que detém a informação completa) - e é por isso que governo nenhum vai funcionar como pregam os estatistas idealistas, porque governo nenhum tem a informação completa de todos os fenômenos que ele mesmo acha que pode controlar. Na natureza a informação está esparsa nos indivíduos que formam uma certa população e leis muito simples são a base para a diminuição da entropia (portanto a geração de uma organização) com o mínimo uso da energia (otimização). Transladando para uma nomenclatura mais da economia: a informação está esparsa pelos indivíduos e a lei de oferta e procura vai determinar o menor preço que vai fazer com que os indivíduos operem as suas relações (gerando uma organização) minimizando o uso dos recursos (otimização).

    Apesar de toda a baboseira que contam na escola, ao menos quando cê chega na Universidade e faz um curso de exatas, o professor de física gastas uma poucas aulas explicando entropia, emergência e auto-organização. É o conceito mais simples e mais natural de se entender. Uma pena que isso fica restrito às exatas. Boa parte dos "humanistas" deveriam ter aulas a respeito... eles estão muito esquecidos dessa parte de seus estudos: os humanos (é tudo muito coletivo: sociedade, povos, raças) ...


    "Não digo que é viver sem leis, só esqueci de dizer, precisamos de leis, mas essas leis devem ser feitas por alguém, por algum grupo de pessoas especializadas, consultar o povão não adiantaria, ao meu ver."

    Cansei de argumentar. Procure neste site sobre Sociedade de Leis Privadas.


    "As leis são feitas por pessoas, e de fato deveríamos fazer uma eleição direita entre todo mundo da determinada região ou país, ou escolher lideres "anárquicos" por um pequena escala de eleições entre o povo de determinado bairro ou região de uma cidade."

    Erro conceitual. Em uma sociedade libertária, há líderes, não há governantes, porque não há governo...



    "Concordo que ja parcialmenete vivemos sem governo, escolas lojas e tal,m as tente entender minha analogia:

    Se um cristão mata uma pessoa qualquer em nome da religião dela, quer dizer que o cristianismo é uma religião má e deve ser abolido ? Não !
    Se um jogador de futebol americano mata morre em decorrência de um acidente no campo, quer dizer que o futebol americano é um esporte violento, e deve ser abolido ? Não !
    Se um governo é ruim em algum país, causa inflação desemprego e muitas coisas ruins, quer dizer que TODOS o governos arredor do mundo são ruins e devem ser abolidos ? Não !"

    TODOS os governos do mundo causam inflação, retiram liberdades individuais básicas, não respeitam a propriedade de forma integral, e roubam seus súditos, portanto, TODOS os governos do mundo são, sim, MAUS. Logo, a sua lógica é que não se sustenta, não existe essa de governo bom. E se o governo não é bom, deveria acabar.



    "Governos como no Canadá, Noruega, Suécia, Islândia, Finlândia, Dinamarca, principalmente Europa e Australásia funcionam e vão bem obrigado. E casos como a Hungria que proibiu símbolos comunistas e nazistas.

    Podemos falar sobre o minarquismo, como é o caso de Singapura e Hong Kong, mas não viver sem um governo total, me parece loucura."

    Sobre os países nórdicos (os da Europa do Norte), há uma série de artigos neste site sobre eles. Não dá pra colocar aqui todas as baboseiras que pregam sobre eles e que são irreais. Clique no link Países Nórdicos, na página inicial para você acordar!
    Idem sobre Singapura e Hong Kong.



    "Viajou cara, direito a vida de todos os seres humanos devem ter, aborto não é o corpo da mulher é uma segunda vida, isso não tem nada ver com uma retirada de mama por causa do câncer, ou um apendicite que tira do seu corpo e já era (e também apêndice não ser para nada para nos humanos). Não é questão de outros não querer pra ele é questão de direito natural de outra vida uma, no caso o feto humano. Isso não é uma crença são argumentos lógicos e que nos fazem à levar que os outros estão errados, e eles também deve entender que estão errados, deveria ter um conjunto de leis que impeça o aborto, menos em casos de risco para a mãe do bebê."

    Tá chovendo no molhado e pro cara errado. Já disse que sou contra o aborto e contra as drogas. E é sim uma questão de crença. O Brasil não tem pena de morte, mas há vários países que tem. E em todos eles é bem justificado o fato de se estar tirando a vida de outro. A mesma coisa vale para aborto, drogas e todo o resto que toque a comportamentos individuais. Que você "eleve" os valores dos indivíduos para que respeitem mais a vida é o ato certo de se fazer. Mas, impor ao seu semelhante uma crença que é sua (por mais correta que ela seja) já trás, em si, uma pitada de erro, justamente a imposição.


    Abraços


    PS.1: "Agnosticismo é a visão filosófica de que o valor de verdade de certas reivindicações, especialmente afirmações sobre a existência ou não existência de qualquer divindade..."

    Cê simplesmente copiou a Wikipedia... Só não entendo que alguém possa achar que não há provas empíricas (ou que não possa haver provas empíricas) que definam ou não a existência de Deus (nem sequer olhou para si mesmo, pelo jeito) e, ao mesmo tempo, diz que se tais provas existirem ele as aceita. Pra mim é um contrassenso, mas essa já é outra discussão.

    PS.2: Só responderei novamente ao DeusOdeia, neste artigo, se ele realmente fizer o dever de casa e questionar coisas novas que não estão nos artigos sugeridos.
  • anônimo  25/06/2016 23:03
    Atylla, na teoria (como o André escreveu) é possível, na prática seria o que aconteceu durante a Idade Média com a Islândia.
  • Anonimo  25/06/2014 20:38
    Será que é veradade esse trecho do Wikipedia?

    "Em Março de 2003 um polémico referendo posto na berra pelo príncipe Hans Adams, que exigia o reforço dos poderes do soberano, levantou os ânimos da oposição que exigia a deposição do príncipe. Este, por seu turno, ameçou exilar-se nas suas residências austríacas, caso não visse os seus poderes acrescidos. A acção movida pelo soberano foi muito criticada internacionalmente, inclusivé, pela Comissão de Veneza. A democracia do estado foi posta em causa e a monarquia apelidada de autoritária. Mas o príncipe venceu e viu os seus poderes alargados. A oposição foi notoriamente desacreditada com os resultados deste referendo."


    Fonte: WIkipedia.

  • parcus  26/06/2014 02:16
    Engraçado como foi chamada de autoritária, mesmo tendo apoio do voto da maior parte da população. Democracia é uma doidera.
  • parcus  26/06/2014 00:41
    Primeira vez que compartilho algo do Mises.org no facebook. Realmente este artigo merece ser lido, principalmente por aqueles que só ouvem autoridades. É praticamente impossível atribuirem o sucesso de liechtensteins no welfare depois do que o príncipe de lá diz.
  • Neto  26/06/2014 01:03
    E os outros pequenos países, como Mônaco, San Marino, Luxemburgo, etc... alguém sabe se possuem governos semelhantes?
  • Tiago RC  26/06/2014 08:08
    Mônaco é uma pérola no âmbito fiscal. Melhor que Liechtenstein diga-se de passagem. Está entre os poucos governos do mundo que não aplicam nenhum tributo direto (nada de imposto sobre a renda, sobre a fortuna, sobre a propriedade...). Some a isso a excelente localização da cidade, e você entende por que tem o m² mais caro do mundo. Mas não acho que o príncipe monegasco seja liberal. A população tampouco. Acho que a cultura local já está um tanto quanto contaminada por idéias socialistas e ecologistas, infelizmente.
    Sobre os outros principados não conheço nada.
  • Dom Comerciante  26/06/2014 02:08
    Artigo incrível! Já havia ouvido falar de algo vago sobre Liechtenstein, mas definitivamente não imaginava que seu monarca fosse um minarquista revolucionário. Ele propõe algo que já havia imaginado ao acaso algumas vezes, um estado voluntário, mas sempre chego a mesma conclisão: um estado sem democracia é totalitário. No entanto depois da obra de Hoppe e agora com esse artigo, percebo que já pus em xeque a democracia como melhor arranjo estatal a algum tempo. O artigo sobre o espectro ideológico também me fez refletir bastante sobre um pensamentos que andei tendo e que iria postar por aqui nas próximas semanas, porém este artigo foi realmente impactante para mim. Eu realmente não posso provar a ninguém aqui que realmente me entusiasmei com esse texto, mas realmente me empolguei!
    Não vou tentar expor tudo o que me veio a mente com este excelente texto, mas vamos vejamos. É nítida a admiração que o Príncipe Hans-Adam II tem por Hans-Hoppe e ele com certeza deve ter sido um dos únicos não anarcocapitalistas a realmente levar o livro o Deus que falhou a sério(eu mesmo, sendo minarquista nunca dei muita importância), mas foi realmente surpreendente para mim ouvir que um monarca defende um estado voluntário. Sinceramente juro que serei mais humilde ao tratar de qualquer coisa relacionada ao estado, pois confesso que me desiludi por completo com a democracia(Sério. Agora os outros minarquistas do IMB Brasil podem começar a rir, mas o que digo me parece fazer tanto sentido agora, quanto a sociedade voluntária o faz para os amigos ancaps). Realmente não vou conseguir falar tudo que pretendo aqui hoje, mas quando o IMB lançar algo relativo a democracias, como o fizeram em publicações recentes(que confesso nem ter tido tanta paciência de ler na época por achar utópico), tratarei melhor sobre o assunto. Por hora o que eu posso dizer é que só posso concluir que um governo monárqquico é realmente a melhor opção, eu já simpatizava muito antes com a monarquia constitucional, mas vejo agora que simpatizo ainda mais, pois até mesmo uma constituição libertária é possível sobre esse arranjo. Perdoem o texto longo.
  • Silvio  26/06/2014 06:22
    Muito instrutivo esse texto. Aprendi que nem todo governante é um criminoso psicopata e que gatos gostam de creme de leite.
  • Roberto  26/06/2014 14:36
    Realmente sensacional este país. Mas há pelo menos uma circunstância que macula a áura de liberdade no meu ponto de vista: Liechtenstein proibe o homescholing!
    Como pode um lugar tão libertário obrigar o cidadão colocar os filhos na escola do estado?
    De todo modo, o país continua excepcional. Só não perfeito. Mas que lugar é?
  • André Martins  26/06/2014 17:10
    Alguém tem o livro , 'The State in the Third Millennium', na íntegra e em formato pdf?
    Agradeço.
  • Ismael  27/06/2014 03:33
    Sugiro à equipe IMB que não nos deixem faltosos de artigos sobre o referendo da cidade de Veneza em 18 de setembro próximo.
  • Marcelo  27/06/2014 10:08
  • Leonardo Faccioni  27/06/2014 16:06
    Há que esclarecer que não se trata da independência de Veneza - a cidade -, mas do núcleo territorial da antiga e Sereníssima República, que engloba fundamentalmente o "regione" (estado, mutatis mutandis) do Vêneto, e pode levar consigo lascas de todo o norte italiano - isso se não desencadear uma reação em cadeia que deixe a burocracia romana em situação famélica.
  • Carlos Henrique Xavier Endo  24/01/2017 17:18
    www.brasil247.com/pt/247/poder/221313/Doleiro-abriu-conta-de-A%C3%A9cio-em-Liechtenstein.htm


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.