O estado e o racismo

N. do T.: a política de cotas raciais em universidades, o império do politicamente correto que vem avassaladoramente dominando o mundo, e a ameaça de controle estatal da internet com a desculpa de se estar policiando "crimes de racismo" atiçaram mais do que nunca todo um (errôneo) debate a respeito de "raças" e racismo. Ron Paul, com sua clareza peculiar, explica a falácia de tudo isso, deixa claro qual é a mais racista das entidades e mostra por que o racismo é uma forma vulgar de coletivismo.

 

Os recentes acontecimentos mostram que a nação permanece incrivelmente sensível a questões raciais, não obstante o progresso aparente dos últimos 40 anos. Uma nação que outrora se orgulhava de seu individualismo, tanto em termos sociais quanto econômicos, agora se tornou inquietamente obcecada com grupos raciais e suas identidades.

A ninguém parece ocorrer que a vasta maioria dos indivíduos vítimas de algum discurso racista já tem mais de 18 anos e, logo, plena capacidade de falar por eles próprios. É desconcertante ver terceiros se envolvendo em tais questões e se arvorando o direito de falar coletivamente em nome de grupos minoritários. É exatamente essa mentalidade coletivista que está no núcleo do racismo.

Também é vergonhoso ouvir as sutis — ou não tão sutis — ameaças contra a liberdade de expressão. Dado que o governo regulamenta as transmissões de rádio e televisão e concede licenças de transmissão, a nós é dito que é correto o governo proibir certos tipos de discursos considerados insultuosos ou ofensivos, tudo em nome da tolerância racial e social.

Só que, como a história já nos ensinou amplamente, quando se cerceia algum tipo de expressão, não demora muito para que vários outros tipos de discursos também passem a ser censurados, até que finalmente chega-se ao ponto em que só são permitidos discursos elogiosos ao governo. É exatamente por isso que, se prezamos a liberdade, deveríamos deixar claro que "o Congresso NÃO tem a autoridade para elaborar lei alguma".

Vamos ser totalmente claros: o governo federal não tem direito algum de regular qualquer tipo de expressão. Além do mais, o governo é uma instituição totalmente incompatível para combater a intolerância e o fanatismo em nossa sociedade. A intolerância, em sua essência, nada mais é do que um distúrbio moral, e é impossível mudar a alma e o coração das pessoas simplesmente aprovando mais leis e mais regulamentações.

E, na realidade, é o governo federal - mais do que qualquer coisa — quem nos divide de acordo com raça, classe, religião e gênero. O governo, através de seus impostos progressivos, de suas regulamentações restritivas, de seus subsídios corporativos, de suas cotas raciais e de seus programas assistencialistas, possui um papel essencial em determinar quem irá ser bem sucedido e quem irá fracassar em nossa sociedade.

Essa "benevolência" governamental desestimula completamente a genuína boa vontade entre os homens, pois acaba institucionalizando uma espécie de pensamento grupal em que um grupo sempre desconfia de que os outros grupos estão recebendo uma fatia maior da pilhagem governamental. Nada mais danoso para a solidariedade e para a caridade voluntária.

A esquerda argumenta que leis federais rigorosas são necessárias para se combater o racismo. Curiosamente, ela parece não se dar conta de que ela própria constantemente defende políticas coletivistas incrivelmente desagregadoras, o que só ajuda a estimular mais discórdia.

O racismo é simplesmente uma forma repulsiva de coletivismo, resultado de uma mentalidade que enxerga os seres humanos estritamente como membros de grupos, e não como indivíduos. Os racistas acreditam que todos os indivíduos que compartilham as mesmas características físicas exteriores são iguais: sendo inerentemente coletivistas, os racistas pensam somente em termos de grupos. Ao açular as pessoas a adotarem uma mentalidade grupal, os defensores da "diversidade" acabam de fato perpetuando o racismo. A obsessão que eles têm com a tal da identidade racial grupal é intrinsecamente racista.

O verdadeiro antídoto contra o racismo é a liberdade. Liberdade significa ter um governo extremamente limitado e dedicado unicamente à proteção dos direitos individuais, e não um governo dedicado a atender reivindicações grupais. Liberdade significa um ambiente gerido por um capitalismo de livre mercado, que gratifica apenas a competência e as conquistas individuais, e não a cor da pele, o gênero ou a etnia.

E o que é mais importante: em uma sociedade livre, cada cidadão adquire a consciência de que ele é um indivíduo soberano, e não apenas um membro de algum grupo majoritário ou minoritário. E é isso que impede que ele desenvolva uma mentalidade grupal e/ou vitimista, o que estimula a responsabilidade individual e o orgulho pessoal, fazendo com que a cor da pele seja algo irrelevante.

Em vez de procurar o governo pedindo que ele corrija os nossos pecados, deveríamos procurar entender que o racismo irá perdurar até que paremos de pensar em termos grupais e comecemos a pensar em termos de liberdade individual.

 

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SOBRE O AUTOR

Ron Paul
é médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido republicano.

É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola Austríaca: uma visão pessoal, Definindo a liberdade, O Fim do Fed – por que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008) e A Foreign Policy of Freedom (2007).

O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e o The Ron Paul Channel.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Thiago Augusto  28/12/2011 17:27
    Texto sensato, me faz lembrar bastante da posição do Professor Doutor em Geografia Humana e Sociólogo, Demétrio Magoli. Demétrio aborda esse posicionamento em seu livro, "Uma gota de Sangue",( alusão a lei segregacionista americana " one-drop rule" ).
    .
    www.youtube.com/watch?v=rwqv8FT8_r4&feature=youtu.be 1/4
    www.youtube.com/watch?v=CFWJue0XZ54&feature=related 2/4
    www.youtube.com/watch?v=ZlX3QlCwVtM&feature=related 3/4
    www.youtube.com/watch?v=tJpY2y77MC8&feature=related 4/4
    .
    Há também um debate interessantíssimo sobre o "mito da raça" e a historicidade do conceito de raça até os dias atuais em que ele discute longamente no Café Filosófico: www.cpflcultura.com.br/site/2009/11/30/integra-o-mito-da-raca-em-busca-da-pureza-demetrio-magnoli/
  • anônimo  30/12/2011 11:01
    É um ponto de vista bastante interessante,existe mesmo uma manipulação em cima dos direitos humanistas com interesses escusos, que devem ser denunciados e combatidos.

    Tbém não concordo com cotas raciais, acho mais justo por classe social que beneficiaria sem distinção de etnia, mas no entanto tal decisão fora conquistada de forma lícita e democrática.

    Antes disso não havia nenhum empenho para serem reparados as negligências cometidas contra os descendentes dos povos que foram massacrados e escravizados.

    E sendo igualitária, compreendo que não existe lógica em igualar algo que esta em total desvantagem.

    Portanto que se empenhe para que a justiça seja feita e em poucas décadas, que possamos proseguir com a meta prioritária que é a igualdade.

    Escrevi um texto onde esclareço melhor minha opinião sobre este assunto.
    POr que sou a favor de cotas e benefícios sociais.

    feministasbemresolvidas.blogspot.com/2011/11/por-que-ser-favor-de-cotas-e-beneficios.html
  • Thales  01/01/2012 09:33
    Anônimo,
    sinceramente, seu texto não descreve nenhum - literalmente nenhum - argumento racional. Ele é todo embasado em fatores emocionais. Sugiro acrescentar a foto de uma família negra carente ou de um morador de rua para o impacto ser maior.
  • Partido Globalista do Brasil  04/07/2015 03:00
    O anonimo está completamento correto, em especial na parte que ele diz que as cotas raciais estão corretas pelo fato de terem sido conquistadas por metodos democraticos que assim as legitimam. Argumentamos isso na nossa obra, "Teoria Geral dos Direitos Naturais Estatais", vejam um trecho:

    "É certo que o Estado comandado pelos seus líderes democráticos tem por direito natural legítimo ser dono da liberdade de suas massas.

    E o Estado assim representado por seus líderes democráticos e seus juízes por eles indicados ou pela regras por eles estabelecidas, pode, por exemplo, por meio de sua força armada dispor quando quiser das armas, do dinheiro e do corpo bem como de qualquer propriedade das massas pelo interesse publico conforme julgar esses representantes democráticos.

    A maior prova de que esse raciocínio está correto é que todos legitimam o Estado democrático: eles podem ser contra os impostos, mas somente lutam contra ele pelas vias legais. Eles podem ser contra o desarmamento, mas somente lutam contra ele pelas vias legais estabelecidas pelo líderes por pura benevolência como canal de comunicação entre estes e as massas.

    As massas jamais dizem: 'o Estado não tem o direito de nos cobrar impostos ou de tirar nossas armas' porque eles sabem que seus representantes democráticos tem esse direito pois são donos de suas liberdades.

    No mais, as massas fazem manifestações ou vão ao Congresso implorar para que seus legítimos senhores lhes deem a concessão de poder ter armas, e é só isso que eles podem fazer: implorar e se humilhar para que seus líderes senhores de suas liberdade segundo sua exclusiva vontade concedam ou não tais pedidos."

    O livro esta a venda nas melhores livrarias na mesma seção que a grande obra do Piketty. Dê preferência a livrarias estatais, se possível. E se comprar pela internet, utilize sempre o serviço estatal de entrega.
  • anônimo  04/07/2015 08:47
    anônimA, não vai haver igualdade nenhuma.Além de imoral o resultados de coisas como cotas é que elas aumentam o problema inicial que elas dizem combater.Nos EUA as cotas foram planejadas pra ser uma medida temporária e já duram várias décadas sem resultado nenhum, além de aumentar o racismo e preconceito.Os guerreiros da justiça social ficam se perguntando 'mas porque será que não deu certo?'
  • Absolut  30/12/2011 18:11
    É um ponto de vista bastante interessante,existe mesmo uma manipulação em cima dos direitos humanistas com interesses escusos, que devem ser denunciados e combatidos.

    Estes interesses escusos são, basicamente:
    1 - viver às custas dos produtores de riquezas, de maneira coerciva (ex.: governo); e
    2 - impedir que alguém fale algo de que se discorda (ex.: homofascistas).

    Tbém não concordo com cotas raciais, acho mais justo por classe social que beneficiaria sem distinção de etnia, mas no entanto tal decisão fora conquistada de forma lícita e democrática.

    Roubar e distribuir o fruto do roubo é justo...?

    Antes disso não havia nenhum empenho para serem reparados as negligências cometidas contra os descendentes dos povos que foram massacrados e escravizados.

    Mas hoje existe: somos nós, que defendemos o direito de propriedade...

    E sendo igualitária

    Espero que você não seja comunista, né?

    compreendo que não existe lógica em igualar algo que esta em total desvantagem.

    Não existe lógica em igualar algo por meio de coação.

    Portanto que se empenhe para que a justiça seja feita e em poucas décadas, que possamos proseguir com a meta prioritária que é a igualdade.

    Se esta igualdade for a jurídica (isonomia), estou de pleno acordo! Se for a econômica, lamento, pois as pessoas têm habilidades valorizadas diferentemente, e igualdade econômica só é possível por meio da coação.

    Escrevi um texto onde esclareço melhor minha opinião sobre este assunto.
    POr que sou a favor de cotas e benefícios sociais.
    feministasbemresolvidas.blogspot.com/2011/11/por-que-ser-favor-de-cotas-e-beneficios.html


    Você é a favor do roubo, então?!? Que pena.
    Aliás, percebe-se que a totalidade das autodenominadas "feministas" é extremamente a favor do roubo, assim como da censura.
  • Paulo Sergio  31/12/2011 04:19
    'Tbém não concordo com cotas raciais, acho mais justo por classe social que beneficiaria sem distinção de etnia, mas no entanto tal decisão fora conquistada de forma lícita e democrática.'

    Se a maioria concorda com um roubo, o roubo é 'democrático'.A única vantagem disso é que mostra como essa tal democracia é uma grande porcaria.
  • Anônimo  30/12/2011 19:22
    One of the most destructive myths of modern times is that people of all races have the same average intelligence. It is widely accepted that genes account for much of the difference in intelligence between individuals, but many people still refuse to believe genes explain group differences in average intelligence. This blindness leads to futile attempts to eliminate "learning gaps" between the races and forces whites to accept the view that if blacks and Hispanics are less successful than whites, it is because of white "racism."
    It has become fashionable to argue that race is some kind of sociological illusion and not a valid biological classification. No one really believes this any more than he believes that the differences between Dachshunds and Saint Bernards are sociological rather than biological. Still, the reality of race is a basic point that must occasionally be made, and there are many excellent works published and articles to refute this silliness.
  • Paulo Sergio  31/12/2011 04:10
    Como eu disse em outro tópico...
    'Pegue o caso do 'machismo' por ex, e uma sociedade sem cotas pra nada.Nem pra negro, nem pra mulher, nada.A ciência já mostrou que em média, o cérebro de um homem não funciona do mesmo jeito que o cérebro de uma mulher.Então lógico, vai existir certas atividades com mais homens, e outras com mais mulheres.E um empregador que em média contratar mais homens pra uma certa atividade, não vai ser penalizado pelo mercado.
    Qual vai ser a conclusão das feministas? Que o capitalismo é machista.'

    E a resposta que me deram: azar o delas.
  • Anónimo  06/01/2012 11:27
    Tudo isso é uma boa teoria, a prática é que as pessoas continuam sendo racistas veladamente, mas nunca se consideram a si mesmas como tal. Ao nível dos relacionamentos humanos em muitas famílias fica e parece muito bem mostrar que se tem amigos "de cor" - como se os que não são de cor fossem todos neutros, sem nome- mas quando um descendente planeja criar família com alguém claramente mais "colorido" aí dizem que não aceitam porque que não querem ter "café com leite na família".
    Este aspecto pode mascarar-se por detrás de legislações e leis sejam elas afirmando a existência de grupos raciais, ou pretendendo homegeneizar a todos atendendo apenas aos direitos do indivíduo, não impedindo -o que aliás acontece e muito- que na pretensão de sermos todos iguais e termos os mesmos direitos, que o chefe de uma empresa faça escolhas mais favoráveis aos "descoloridos" e mais desfavoráveis aos que são "de côr", mas ninguém percebe excepto o "colorido" que claro, está a imaginar coisas... -afinal estamos numa sociedade que não vê nem grupos raciais, nem vê necessidade de defender os direitos de minorias raciais porque nem as reconhece como existentes e como todas as leis são perfeitas e funcionam muito bem, o colorido só pode realmente estar a imaginar que está a ser vítima de discriminação racial... Aliás os média mostram claramente isso, quantas pessoas de raça negra são apresentadores, modelos, celebridades em sociedades predominantemente de raça "branca" mas com grandes números de"minorias" negras, excepto no desporto, e mesmo assim?... Aí se vê claramente quão justas e iguais são as pessoas.
    Fechar os olhos e fingir que o elefante não está na sala para que ninguém se sinta incomodado, não resolve o problema, só o mascara.
    Não chamar os nomes ás coisas,- como não dizer que o racismo existe e é real e existem grupos de pessoas que são afectadas, porque existe um outro que é racista e agride esses grupos, porque eles sim fazem distinções- dá espaço a que se deixe de identifica-las e que estas se esbatam em divagações, que continuam a existir na realidade concreta, mas ninguém as reconhece e portanto ninguém as resolve...
  • Luis Almeida  06/01/2012 11:42
    Prezado Anónimo, você está sendo preconceitouso e intolerante com todos aqueles que pensam diferente de você. Já pensou nisso? Por que só a sua postura e visão de mundo é justa e válida? Por que você demoniza quem pensa diferente de você (mas que não agride ninguém)?

    Se, por exemplo, eu gratuitamente não gostar de determinada etnia, mas não fizer absolutamente nada contra tais pessoas, você defende punições para mim? Se sim, por quê?
  • Anonimo  06/01/2012 14:02
    Prezado Luís Almeida, não distorça os meus comentários...
    Em nenhum lugar disse que só a minha postura é a única justa e válida, eu expressei uma opinião discordante com a do autor do texto, em nenhum lugar digo que ele não tem direito á sua opinião.
    Porquê você demoniza as pessoas cuja opinião você não gosta? (mas sem esclarecer e expressar a sua própria opinião?)
    A ver se por acaso atacou o 6to comentário racista do Anónimo sobre Eugenética -de genes determinarem a superioridade da raça? Se calhar com essa concorda , não? Por acaso é racista?
    Não me venda brigas, porque eu não estou interessado em comprar! Procure por isso sozinho ou com outro se quiser!
  • Catarinense  06/01/2012 18:02
    Anonimo, aqueles que chegam por aqui criticando a liberdade das pessoas e clamando por coerção para impor um ou outro pensamento ou atitude não costumam ser muito bem recebidos.
  • Anonimo  07/01/2012 09:25
    Cara Catarinense ou/e Luís Almeida,

    Parafraseando-a/o:
    Aqueles que chegam aqui com uma opinião diferente ainda que respeitosa e respeitando a liberdade dos outros e ainda por cima falando contra o racismo, não costumam ser bem recebidos e têm os seus comentários distorcidos por pessoas que não respeitam ninguém que delas discordem que procuram endemonizá-las e humilha-las (provavelmente porque são racistas)!



  • Luis Almeida  07/01/2012 10:23
    É tão original e impactante rotular de 'racista' aqueles de quem discordamos... É uma argumentação realmente diferente e intelectualmente profunda.

    O engraçado é que discordo de você unicamente pelo fato de você defender ideias totalitárias, embora camufladas sob o manto da benevolência e da piedade. Pela sua lógica, quem é contra ideias totalitárias, não há dúvidas: o sujeito é racista.

    Fico tão ofendido com alguém que me chama de racista... Perco até a alegria de viver, de tão preocupado que fico.
  • Anonimo  07/01/2012 13:38
    Só lhe quis responder a sua gentileza de me rotular de intolerante e preconceituoso e de distorcer o que falei. Se você (ou alguém mais) quer discutir ideias intelectuais (pelo menos comigo), antes de rotular e atacar os outros exponha a sua opinião e posição e explique o que discorda e porquê. Se parte para o abuso verbal, não se admire se leva troco!
    Como você parece já saber tudo sobre mim, sobre o que penso e quem sou, por mais que eu lhe esclareça a minha posição será o mesmo que falar para uma parede.
    Afinal se para você(s) - (plural para os seus heterónimos e clones) -comentários racistas como 6to são liberdades de expressão (porque esse você(s) não comentou/aram), e uma pessoa contra o racismo que expressa discordância da opinião de outra pessoa que também é ela contra o racismo é ser intolerante e totalitário, isso deixa bem claro aonde você(s) se situa(m)!
    Eu já clarifiquei que em nada do que disse desrespeito a liberdade dos outros, aparentemente só o clarifiquei para pessoa inteligentes! Mas você(s) têm toda a liberdade de insistir(em) em tentar distorcer o que falei e tentar fazer com que pareça algo completamente oposto do que disse! E eu tenho a liberdade de tomar a decisão de não prosseguir em responder a tais comentários vis e baixos, que não procuram uma conversa franca e inteligente mas sim uma difamação gratuita! Continue(m) a tentar por lama no que falei, eu paro por aqui com você(s) e outros que surjam com o mesmo tipo de conversa ignorante e sem conteúdo. - é mesmo só o que espero de você(s).
    "Recuso-me a discutir com pessoas de atitudes idiota(s) que me tentam rebaixar ao nível dele(s) e vencer(em)-me pela experiência". - com gente dessa, sou preconceituoso, intolerante e muito!

    Para si Luís: Fico tão ofendido com alguém que me chama de totalitário... Perco até a alegria de viver, de tão preocupado que fico. Vou morrer de preocupação com o que você e seus heterónimos e clones pensam de mim... aliás com o que quer que pensem, se é que pensam.

    Para as pessoas verdadeiramente inteligentes, tolerantes e respeitosas neste site que queiram comentar nos meus comentários esclareço: que não sou nem totalitário, nem intolerante, nem racista, nem preconceituoso e que só responderei de agora em diante a comentários que discordando ou não do meu ponto de vista ou opinião, sejam respeitosos, exponham a sua posição e opinião de forma não agressiva ou tendenciosa ao insulto de forma aberta ao verdadeiro diálogo e compreensão e não sejam racistas ou fascistas. Todas os outros comentários dirigidos a mim que não seguirem estas linhas serão ignorados e considerados tentativas de "bullying".
  • caio  06/06/2014 02:03
    tipico esquerdista! o discursinho inflamado é o mesmo... e não estou te ``bulinando" não tá?!
  • anônimo  04/10/2013 18:27
    oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/ministerio-da-justica-abre-processo-contra-cervejaria-por-suposta-pratica-de-publicidade-abusiva-10249068

    Meu deus, meu Deus, MEU DEUS!
  • Mendes  14/10/2013 18:41
    Mas o que o autor do artigo sugere? Legalizar o racismo?

    "Liberdade de expressão"? Você quer ter a liberdade de difundir o ódio? O racismo é uma ideologia de ódio, e como toda ideologia de ódio, gera a violência.


    "Uma nação que outrora se orgulhava de seu individualismo, tanto em termos sociais quanto econômicos, agora se tornou inquietamente obcecada com grupos raciais e suas identidades."

    Agora que os EUA se tornaram obcecados com questões raciais? No passado não se preocupavam tanto? Então o que foi os Red Shirts, Ku Klux Klan, O Nascimento de uma Nação (filme racista que apresentava os negros como bandidos e estupradores de "virgens brancas" e fazia apologia ao Ku Klux Klan que eram apresentados como heróis. É este tipo de "liberdade de expressão" que defendem?), o linchamento de negros.... nada disso foi uma obcessão com questões raciais? E os americanos se orgulhavam deste passado racista? Me espanta saber que um cidadão americano conhece menos a História do seu país do que eu.
  • Emerson Luis, um Psicologo  29/04/2014 14:12

    As cotas racistas só fazem com que os brancos pobres tenham ainda mais dificuldades e os negros ricos, mais facilidades. Combater o racismo com leis que discriminam os brancos só promove ainda mais o racismo, inclusive onde ele não existia. E quando somamos as leis de gênero, os homens brancos pobres são ainda mais prejudicados.

    * * *
  • anônimo  06/06/2014 21:55
    Negro rico não se beneficia de cotas, as cotas são pra alunos da escola pública, entre esses aí sim existe uma subdivisão de vários tipos de cotas, entre elas por 'raça'.
  • Emerson Luís  11/09/2016 12:43

    Não conheço as regras de cotas o suficiente para discorrer sobre elas. Porém, mesmo que seja como você diz, ainda assim essas leis tentam apagar incêndios com gasolina, combatendo o preconceito através da promoção do preconceito, favorecendo alguns e desfavorecendo outros arbitrariamente apenas pelo fato de pertencerem a determinados grupos. E os homens brancos pobres são duplamente prejudicados.

    Você quer fazer o bem ou quer se sentir bem?

    * * *
  • Cristian William  25/08/2014 21:09
    Olá pessoal

    Eu sou negro, orfão, pobre e sem irmãos, e aos 6 anos fui parar na antiga Febem. Concluí meus estudos a partir de escolas supletivas [jovens e adultos], pense algo que é ruim [educação pública] elevado á enézima potência [curso supletivo], da 3ªsérie do fundamental, até o ensino médio, fiz duas séries por ano. Então, já fiz de tudo: lavei carro, vendi muita coisa na rua, engraxei carro, fui porteiro, garçom, cozinheiro, etc. Mas, não é só trabalhar, o sucesso é muito abrangente, ele exige faculdades e habilidades distintas, interpessoal, financeira, etc. Sofri muito até estar hoje, casado há dez anos, uma filha, casa propria [humilde mas... é minha], universitário, etc. Acontece, que há cada negro que sobrevive na desigualdade, como eu, existe vários que ficam no meio do caminho, não digo só drogas e criminalidade, digo, casamentos e famílias desfeitas, por falta de visão de longo prazo e falta de oportunidades. Sendo que, os filhos dos médicos, dos advogados, engenheiros, juízes, etc, tem seus ciclos inalterados.
    Um dia fui fazer uma prova da USP [Fuvest], e no prédio inteiro, só havia eu de negro, ainda hoje, quando chego a um restaurante, não há negros. Esses dias fui conversar com uns rapazes que trabalham na coleta de lixos, no caminhão propriamente falando, e todos eles eram negros, um deles me disse que ganhava $R1070,00 [UM MIL E SETENTA REAIS], ter uma família vencedora com mil e setenta não dá. Comer saudavelmente pra não engordar? É caro; Estar a par de informações úteis? É caro e complexo [tem que haver estimulo naturalmente; Manter o casamento com respeito, amor e conquistas diárias? é caro;
    Enfim. Não dá pra esperar um governo corrupto e mal intencionado investir adequadamente na educação, se ano após ano isso não é feito, por mais que o ator seja bom, tem que ter um palco bem montado e estruturado.A competição não começa nas Fuvests, nas Unesps e nas Unicamps, tampouco, nos concursos públicos, começam numa família estruturada.

    Me perdoem pela exacerbada aglomerações de palavras e dizeres, se eu fosse redigir, perderia muito tempo.

    Concebo que eu ter chegado até aqui, foi um acidente, eu fui testado inúmeras vezes: sexualmente, moralmente, profissionalmente, etc. eu tinha tudo pra dar errado, inclusíve, até os meu 19 anos eu era meio selvagem, aí... o milagre da INFORMAÇÃO, foi acontecendo na minha vida, milagre mesmo [acessei o google com o objetivo de esclarecer a definição de "emissão de curso forçado", na terceira linha havia um artigo do IMB, aí me apaixonei pelos artigos, não paro de ler, leio uns 4 artigos por dia.

    Mas, a vida das pessoas não tem que ser um acaso, tem que haver respeito.


    É isso.



  • Fábio  07/07/2015 14:16
    Ótimo texto, só faltou um detalhe, temos que citar o Darwinismo como uma chama ardente para a tal superioridade de raças e por seguinte o nazismo.

    Sir Arthur Keith, evolucionista disse:
    "O Fuhrer Alemão ….. tentou de modo consciente que o modo de vida da Alemanha se ajustasse à teoria da evolução." Sir Arthur Keith, Evolution and Ethics (New York: G.P. Putnam's Sons, 1947), p. 230.

    Stephen Jay Gould, professor da Universidade de Harvard:
    "Argumentos biológicos em favor do racismo podem ter sido comuns antes de 1859, mas eles aumentaram por ordens de magnitude depois da aceitação da teoria da evolução." Stephen Jay Gould, Ontogeny and Phylogeny (Cambridge, Mass: Harvard University Press, 1977), p. 127.

    É bom lembrarmos que Darwin qualificava a sua raça como "civilizada" as raças negras e australianas de "não-civilizadas".

  • anônimo  10/07/2015 08:34
    Vá estudar direito antes de falar sobre o que não entende.
    Darwinismo é uma coisa racismo é outra.E até no darwinismo evolução não tem a ver com superioridade mas com adaptação


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