Os reais beneficiados por um capitalismo regulado


Proteja seu bolso: governo em conluio com grandes empresários
A palavra "capitalismo" é utilizada de duas maneiras contraditórias.  Em algumas ocasiões, ela é utilizada com o intuito de denotar um mercado livre e desimpedido, ou laissez-faire.  Em outras ocasiões, ela é utilizada para denotar exatamente o arranjo atual em que vive o mundo, uma economia mista em que o governo intervém para privilegiar grandes empresas, criando monopólios e oligopólios. 

Logicamente, "capitalismo" não pode ser ambas as coisas.  Ou os mercados são totalmente livres, ou o governo os controla.  Não é possível ter os dois arranjos ao mesmo tempo.

Mas a verdade é que não há um mercado genuinamente livre em nenhum país do mundo.  As regulamentações governamentais, as tarifas, os subsídios, os decretos e as intromissões são generalizados, variando apenas o grau de intensidade com que ocorrem em cada país.  Sendo assim, o termo "capitalismo" denotando mercados livres não pode ser aplicado nos dias de hoje.

O que existe é um capitalismo mercantilista, um capitalismo de compadrio, um capitalismo regulado em prol dos regulados e dos reguladores, e contra os consumidores.

O que seria esse capitalismo mercantilista?  Trata-se de um sistema econômico no qual o mercado é artificialmente moldado por uma relação de conluio entre o governo, as grandes empresas e os grandes sindicatos.  Neste arranjo, o governo concede a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um genuíno livre mercado, como restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros.  Em troca, as empresas beneficiadas lotam os cofres de políticos e reguladores com amplas doações de campanha e propinas.

O capitalismo mercantilista é tão antigo, que Adam Smith já o criticava — e combatia — no século XVIII.  Atualmente, não é necessário procurar muito para se encontrar exemplos deste tipo de capitalismo.  Basta olhar para o seu próprio país.  Todos os cartéis, oligopólios e monopólios que você conhece estão em setores altamente regulados pelo governo, como o setor bancário, o setor aéreo, o setor de transportes terrestres, o setor de transportes aquaviários, o setor de telecomunicações, o setor elétrico, o setor energético (petróleo, postos de gasolina), o setor minerador, o setor farmacêutico etc.

Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam, seja por meio da burocracia que desestimula todo o processo de formalização de empresas, seja por meio da imposição de altas tarifas de importação que encarecem artificialmente a aquisição de produtos importados (pense nas fabricantes de automóveis).

Um capitalismo de livre mercado é um sistema em que os lucros e os prejuízos são privados.  Já um capitalismo mercantilista é um arranjo em que os lucros são privados, mas os prejuízos são socializados.  Quando são bem-sucedidas, as empresas mantêm seus lucros; quando sofrem prejuízos, recorrem ao governo em busca ou de pacotes de ajuda ou de novas medidas que restrinjam a concorrência.  No extremo, pedem ao governo para jogar a fatura do prejuízo sobre os pagadores de impostos.

O papel das regulamentações em um capitalismo mercantilista não é corretamente entendido pelos intervencionistas.  Eles genuinamente acreditam que as regulamentações são uma forma de o governo subjugar e domar as grandes corporações.  Só que, historicamente, as regulamentações sempre foram uma maneira tida como lícita de determinadas empresas (geralmente as grandes e bem-conectadas politicamente) ganharem vantagens à custa de outras, geralmente menos influentes. 

Por exemplo, em teoria, agências reguladoras existem para proteger o consumidor.  Na prática, elas protegem as empresas dos consumidores.  Por um lado, as agências reguladoras estipulam preços e especificam os serviços que as empresas reguladas devem ofertar.  Por outro, elas protegem as empresas reguladas ao restringir a entrada de novas empresas neste mercado.  No final, agências reguladoras nada mais são do que um aparato burocrático que tem a missão de cartelizar os setores regulados — formados pelas empresas favoritas do governo —, determinando quem pode e quem não pode entrar no mercado, e especificando quais serviços as empresas escolhidas podem ou não ofertar, impedindo desta maneira que haja qualquer "perigo" de livre concorrência.

Em seu cerne, a regulação é anti-livre iniciativa, anti-livre mercado e anti-concorrência.  A regulação não se baseia nas preferências dos consumidores e nem nos valores subjetivos dos consumidores em relação aos bens e serviços ofertados.  Ao contrário, ela faz com que as empresas ajam como se fossem ofertantes monopolistas, de modo que os preços passam a ser determinados pelos custos de produção das empresas e não pela preferência dos consumidores. 

Mas isso é apenas o primeiro passo: uma empresa regulada pode encontrar várias maneiras de fazer as regulações funcionarem em proveito próprio e contra os interesses dos consumidores. 

Por exemplo, não é incomum que grandes empresas façam lobby para criar regulamentações complicadas e onerosas sobre seu próprio setor.  Por que elas fazem isso?  Para dificultar uma potencial concorrência de empresas novas, pequenas e com pouco capital.  Empresas grandes e já estabelecidas têm mais capacidade e mais recursos para atender regulações minuciosas e onerosas.  Empresas pequenas, que querem entrar naquele mercado mas que ainda não possuem muitos recursos financeiros, não têm essa capacidade.  Empresas grandes podem contratar lobistas (ou podem simplesmente subornar políticos) para elaborar padrões de regulação que elas já atendem ou que podem facilmente atender, mas que são impossíveis de serem atendidos por empresas pequenas e recém-criadas. 

O livro "The Big Ripoff: How Big Business and Big Government Steal Your Money", de Timothy Carney, explica em detalhes como a própria Phillip Morris estimulou a "guerra contra o tabaco" para se beneficiar, como a própria General Motors agitou pela aprovação de rígidas legislações ambientalistas nos EUA (cujas restrições mais rígidas afetariam a concorrência), e como a poderosa megacorporação Archer Daniels Midland se beneficia dos subsídios para o etanol (algo adorado pelos ambientalistas).

O apoio das grandes empresas às regulamentações criadas pelos governos não apenas não é algo raro, como, na realidade, sempre foi a norma.

Caso ainda não esteja convencido, apenas faça a si mesmo a seguinte pergunta: Qual destas tem uma maior probabilidade de ser afetada por vigorosas regulamentações: grandes corporações com boas conexões políticas e com enormes departamentos jurídicos e contábeis, ou micro e pequenas empresas ainda incipientes e em processo de formalização? 

Regulamentações aniquilam a concorrência — e as empresas já estabelecidas adoram que seja assim.

Este arranjo de economia mista é também, como já explicado, ótimo para os governos.  Políticos e burocratas adquirem poderes sobre as empresas e, com tais poderes, garantem que seus cofres estejam sempre cheios.  Políticos ganham generosas doações de campanha e reguladores ganham fartas propinas.  Ambas essas contribuições são feitas pelas grandes empresas e pelos grandes sindicatos em troca da promessa de novas regulamentações que irão lhes favorecer e afetar a concorrência.

Trata-se de uma mistura de socialismo em um arranjo basicamente capitalista, uma mistura suficiente para manter fluidas as receitas do governo e garantir a continuidade dos assistencialismos sociais e corporativos.  A porção capitalista dessa economia mista possibilita um confortável estilo de vida para políticos e para milhões de funcionários públicos.

Defensores das regulações não percebem que elas são essencialmente uma forma de controle estatal.  É por isso que todos os partidos políticos atuais endossam agências reguladoras e todo o seu aparato burocrático.  Afinal, qual político não gostaria de comandar amplos setores da economia? 

Em vez de proteger os inocentes e incautos, regulações estimulam os escroques e incentivam as grandes empresas a manipular o sistema com o intuito de aumentar sua própria fatia de mercado e seus lucros.  Como sempre ocorre com todas as interferências governamentais nas questões econômicas e sociais, a regulação gera o efeito exatamente oposto do seu proclamado objetivo.  E o pior: em um esforço para se tentar corrigir as inevitáveis consequências desastrosas das regulações, mais e mais regulações vão sendo criadas, levando a um controle estatal da economia cada vez mais paralisante.

Já passou da hora de a população entender a diferença entre livre mercado, que se baseia na liberdade e na concorrência, e capitalismo mercantilista, que se baseia em privilégios concedidos pelo estado.

A conclusão é que os socialistas se reinventaram, trocaram seu rótulo para social-democratas, deixaram de lado sua ânsia de estatizar diretamente os meios de produção e optaram por um mais suave modelo fascista, no qual estado e grandes empresas atuam em conluio para se beneficiar mutuamente e prejudicar o cidadão, que tem de aceitar serviços ruins e caros, pois não há mais livre mercado.  Exatamente o intuito original dos socialistas.

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Participaram deste artigo:

Hans F. Sennholz  (1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.

Mark Borkowski é o presidente da corretora Mercantile Mergers & Acquisitions Corp., sediada em Toronto.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do  Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


O IR se encontra todo desonesto. Em principio não se exclui uma só pessoa que não teria direito de buscar todo o seu imposto ou parte dele contra a Receita. Só possui forma e aspecto de honesto. Em primeiro lugar a declaração desenvolvida não abrange situações individuais. Estaria ferindo o principio da individualização do tributo ou capacidade tributária. Mais do menos, não combina os ítens da cesta básica, nem as garantias da saúde, dando um tiro ao vento, alvejando quem possa. Em faixas menores desatende ao principio constitucional do piso mínimo legal.É valentemente ou leão contra a distribuição de renda, pois fixa e presume gastos com educação de parcela dedutiva não real. Só exemplo e o mesmo vale para vários itens. Covarde, o IR financia trapaças dos economicamente mais fortes, vertendo isenções de todo gênero, fazendo gracinhas a título de incremento ao desenvolvimento. Atua como bancos, pegando o dinheiro dos desfavorecidos, e atua como os salários de países pobres, não havendo igualdade de direitos e proporcionalidade nas bocadas. As declarações obrigatórias anualmente são falaciosas e preguiçosas invertendo o ônus da prova, o que contraria o principio da dignidade humana. Se torna medida de Príncipe, não permitida pela Constituição Federal, existente somente em casos de graves prejuízos à ordem econômica e social, o que seria só permitido com o respaldo do congresso. Para quebrar um pouco essa fuga dos objetivos éticos de Estado, até se poderia cogitar da sua apresentação de cinco em cinco anos. É feito guerra,e possui até armísticio pois dispo e de uma série de princípios que permite o ladrão sair pela porta da frente, via atitudes de prescrições e decadência. Só governos e juristas sabem engendrar um galope desses.
Sim, é o poder de compra. E apenas o poder de compra.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2402

Fluxos cambiais atípicos afetam o câmbio no curtíssimo prazo, coisa de um dia. No longo prazo, o que determina o câmbio é pura e simplesmente o poder de compra.

Prova empírica disso é que, em 2015, o fluxo cambial para o Brasil foi positivo, mas o dólar subiu de 2,30 para 4,20.

br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0UK1WC20160106
"Leila 10/11/2016 14:38
Cobrança de impostos realmente atrapalha a economia.
"

Prove! Prove com raciocínios lógicos e não com argumentos emotivos. A linha de raciocínio de Hope em
The Economics of Taxation é que o imposto atrapalha a formação de longas cadeias de produção, partindo do pressuposto que o produtor arca com o custo do imposto. Eu aceito esse argumento, mas há uma ligação direta em aceitar esse argumento e aceitar a existência da mais-valia. Quando você lê o artigo de Hope, e por alguns instantes pensa na mais-valia, verá que tem uma grande semelhança com os argumentos de Karl Marx. Ora, se existe a mais-valia, uma sociedade sem imposto não estará livre da coerção econômica. Logo, o imposto se justifica por si.
Essa é pra você, Dementador:

Em 2015, a Seguridade Social recebeu R$ 2,5 bilhões em repasses das loterias da Caixa para garantir benefícios previdenciários.

www.loterias.caixa.gov.br/wps/portal/loterias/landing/repasses-sociais/

Como disseram os outros acima -- para desespero seu -- toda a conta do Seguridade Social só fecha por meio do desvio de rubricas.

Eu sabia que a Previdência era deficitária, mas eu jurava que a Seguridade Social era superavitária. Nem isso.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Francisco Seixas  05/06/2014 14:13
    Basta dizer, magnífico e imprescindível.

    O artigo dispensa comentários adicionais.


  • Jean Cherem  07/06/2014 16:47
    Queria ver o que muitos dos meus professores da faculdade de direito falariam sobre isto.A gente fica lá aprendendo coisas ingênuas como: o direito é a justiça, o direito representa os valores da sociedade, bla... No fundo, é um monte de gente disputando interesses e quem consegue se sobrepor usa a lei para tirar proveito da situação. Já tentei falar isto com alguns alunos, mas o povo fica com aquela cara de reprovação achando que são os grandes intelectuais donos da verdade. Acho que a gente não tem aula de economia suficiente exatamente para não falar este tipo de coisa. Certas coisas são inconvenientes demais para quem está no poder e elas conseguem manter em segredo.
  • Murilo  16/06/2014 01:05
    Pelo menos vocês não tem que ficar ouvindo todo o dia pessoas falando sobre dívida social com as minorias, sou estudante de arqueologia, então é um assunto que obviamente a academia defende, e muito. Academia, e hoje entendo muito bem, é ao meu ver um lugar onde não se cria nada, que trabalha com repetições, obviamente não quero generalizar, mas vejo a maioria agindo de tal forma.
  • marcelo  14/12/2014 16:20
    Entao estude e estude e estude e debata com eles a ponto deles chorarem de vergonha das tolices que eles dizem. Nunca fuja de um debate, nunca perca um.
  • André Losse  17/08/2015 15:17
    Falaram tudo, amigos.
  • Daniel Bergamasco  12/12/2014 16:09
    Jean, seus colegas de curso podem, ainda, com muito pouco tempo sobrando, ser sonhadores ingênuos que pensam que o mundo só não é belo, maravilhoso e justo porque determinadas pessoas malvadas agem para que assim não seja. Já seus professores de direito não têm o direito - trocadilho proposital - de invocarem em sua defesa o benefício da dúvida. Se já não sabem que o estado, nenhum, em qualquer lugar do mundo, não tem a capacidade de proporcionar o Céu na Terra, mas talvez possa ser capaz de evitar que a ela venha o Inferno, eles tinham a obrigação de saber. E se sabem e continuam falando esse tipo de baboseira, o que é infelizmente a hipótese mais provável, são desonestos intelectuais.

    Quem ostenta bandeira coletivista/estatista ou é desavisado crônico ou é patife. Não tem outra variação possível.
  • Leandro CTBA  14/12/2014 13:35
    Olá Jean, sua análise está perfeita, com a única ressalva que o paradigma jurídico atual não é nada ingênuo. Se as instituições jurídicas - inclusive as processuais - fossem simplificadas, imagine a quantidade de professores e outros profissionais que teriam de procurar outro emprego, ao invés de aproveitar-se que um sistema jurídico propositalmente burocrático e inacessível ao pobre cidadão comum, o qual gera uma quantidade infinita de livros e outras publicações, cujo conhecimento produzido é fruto de uma ordem jurídica não espontânea. Ao frequentar a faculdade, jamais ouvi da boca do "doutos juristas" nomes como Hayek, Mises, Rothbarth, Friedman, Raws, etc. Hoje eu sei o motivo...
    O direito alternativo foi um movimento que buscou (inconscientemente) uma aproximação à ideia de ordem espontânea jurídica de Hayek. Poderia ter sido um bom começo para mudanças mais radicais de viés libertário. Porém, hoje só se fala em "argumentação jurídica", "persuação"... cá entre nós, nesse nosso sistema estatista, isso é governo dos operadores keynesiados do direito.
  • Barroso  05/06/2014 14:24
    Prezados,

    No último artigo que estava comentando o livro capital no Século XXI, levantei as seguintes questões:

    O autor do Livro Capital no Século XXI, o francês Thomas Piketty, por acaso procurou saber a origem da riqueza da maioria das pessoas mais ricas de todos os países por ele estudados? No caso de resposta positiva, qual seria a participação, direta e indiretamente, do Estado da geração de tais riquezas? No caso de ser grande a participação do Estado na origem de tais riquezas, as desigualdades por ele apregoadas não poderiam ter sido geradas também ou quase exclusivamente, direta e indiretamente, pelo próprio Estado?

    No caso de o autor de tal livro não ter procurado realizar tais pesquisas, as argumentações reproduzidas no seu livro não estariam totalmente inconsistentes?

    Este artigo reforça ainda mais o minha desconfiança de que o autor de tal livro não se preocupou em saber se a origem de tais riquezas estava intimamente ligada ao Estado o que, como podemos perceber claramente ao ler o texto supra, poderia facilmente gerar conclusões totalmente equivocadas.

    Barroso
  • Emerson  06/06/2014 16:56
    Estive pensando exatamente nesse sentido, mais focado principalmente nos imposto. Eu tenho algumas questões sem resposta,tal como:
    (1)quanto da riqueza dos pobres o estado consegue transferir para os ricos, usando os impostos e os investimento ?(2)quanto da riqueza dos pobres foi transferida para os ricos através dos investimentos da Copa? (3)Investimento na Copa não é uma espécie de transferência de renda criando mais desigualdade?(4)quem é que vem ficando mais rico rapidamente, o estado ou os "ricos , donos de herança"? Quem está roubando a riqueza dos pobres são os ricos ou simplesmente o Estado está tentando roubar a riqueza de todos, no entanto os ricos se defendem melhor que os pobres?
  • frederico   12/01/2015 18:46
    se você considerar como defender melhor como corromper , ser desonesto, enganar , etc etc resposta será sempre sim.
  • Rafael Isaacs  05/06/2014 14:26
    Normal, essa é justamente a evolução natural do capitalismo.
  • Sport87  11/06/2014 14:17
    Acredito que você não entendeu o texto!
  • Douglas  10/06/2015 14:13
    Não, essa é a evolução natural do GOVERNO. Só ver o que ocorreu na União Soviética antes mesmo da Perestroika.
  • Luís Felipe  05/06/2014 14:30
    Ótima análise, simples e de fácil entendimento aos leigos da economia.
  • Marcio Cajado  05/06/2014 14:44
    O que fazer diante de um sistema nefasto desse, que controla até o entendimento das pessoas através da doutrinação do sistema educacional, da mídia, e das diversas instituições. Quanto mais estudo mais nojo tenho de tudo isso. Estou fechando uma empresa e quanta burocracia, taxas, problemas, regulamentações inventadas e impostas sem nexo, as vezes penso em diversos cenários contra a coerção e violência do estado contra nós, mas no final a impressão que fica é: Se nao pode com eles junte-se a eles, senão nao teras futuro.
  • Emerson Luis, um Psicologo  05/06/2014 14:51

    Em vez de pensarmos apenas em termos de "preto" e "branco", em geral é mais esclarecedor pensar em graduações de "cinza". No caso, em vez de debater se uma economia é capitalista ou não, analisar o grau de liberdade econômica e de respeito à propriedade privada. O Brasil tem capitalismo, mas não é capitalista no pleno sentido, estando literalmente mais próximo da Coreia do Norte do que da Coreia do Sul.

    Coreia do Sul: 31ª posição

    Brasil: 114ª posição

    Coreia do Norte: 178ª posição

    Diferenças: 83 e 64 posições, respectivamente.

    www.heritage.org/index/ranking

    * * *
  • anônimo  05/06/2014 22:23
    Esse índice heritage sequer cita algo como o mst, ainda fala que em "geral os contratos são considerados seguros".

    Então o buraco é ainda mais embaixo.

    Outro índice interessante é este: doingbusiness.org/rankings

    Onde é o Brasil é n° 116, bastante próximo do heritage no final das contas...

    Obrigado.
  • anônimo  05/06/2014 16:04
    Molecada do IMB, vcs TEM que fazer um artigo sobre greves!!
  • Marcos  05/06/2014 16:39
    Greves e sindicatos criminosos

    Mudam apenas os grevistas; a atitude é idêntica.
  • Aspirante a emigrante  05/06/2014 16:11
    Esse arranjo perverso não tem mais conserto...
    A população está toda amordaçada e lobotomizada desde o berço.
    Essa gangue de parasitas está no poder e tem todo o aparato legal em favor deles,decidindo ,pensando e agindo para continuar perpetuando este sistema.
    Nada novo,nada diferente,apenas um desabafo!
  • Reflexao  05/06/2014 19:45
    Cada vez mais próximos de 1984.
  • Aspirante a emigrante  05/06/2014 23:13
    E agora temos o fabuloso marco civil da internet.
  • PESCADOR  05/06/2014 17:01
    Agora há pouco, no horário de almoço, passei em frente a uma banca de jornal e vi a capa da revista Exame. Vocês já leram a matéria de capa? Fiquei puto da vida com a capa, mas como ainda não li a matéria, não posso comentar o conteúdo. O livreco do francês marxista parece que penetrou de vez na mídia.
  • O título é  05/06/2014 18:48
    O título é: "Por que o Capitalismo é tão injusto?"

    Mas o que esperar? As pessoas que fazem revistas saem das universidades do MEC.
  • Cleiton  05/06/2014 19:26
    Por falar nisso já viram isso: www.senado.leg.br/noticias/DataSenado/enquetes.asp

    Entrem e votem contra essa palhaçada.
  • Gredson  05/06/2014 21:25
    até o Rodrigo constantino comentou sobre a capa da revista exame: veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/filosofia-politica/ate-tu-exame-ou-o-capitalismo-e-mesmo-injusto/

    Eu fiquei de boca aberta vendo a capa da revista, ainda mais porque é uma revista especializada em economia e negócios. qual o sentido de por culpa nos capitalista que acompanham a revista? não entendo.
  • Carlos Prado  06/06/2014 00:54
    É que os chamados capitalistas são os que mais se beneficiam dos arranjos socialistas.
  • mauricio barbosa  05/06/2014 17:30
    Esses anônimos só podem ser petistas ou então um bando de adolescentes concurseiros medrosos,covardes e tentando tapar o sol com a peneira,uma coisa que aprendi é que sempre ''contra os fatos não há argumentos'', portanto não sou moleque e nem sou o dono da verdade e sei argumentar ao invés de xingar por xingar seus anônimos medrosos ...
  • André Bernardes  05/06/2014 17:55
    Excelente artigo,

    Revela sem rodeios como a economia mundial encontra-se amplamente infiltrada por agentes governamentais.

    A nível de Brasil, incluiria no rol de agentes intervenientes DIRETOS no setor produtivo praticamente toda a Esplanada dos Ministérios e seus órgãos correlatos como CADE, CVM, CONAB, FUNAI, IBAMA, INCRA, etc e autarquias das agências reguladoras, além da famigerada Justiça do Trabalho.

    Creio que posteriormente seja oportuno um novo artigo e/ou compilação de artigos anteriores com uma maior exposição de exemplos práticos dos efeitos nocivos da regulações, de modo a tornar o argumento cada vez mais convincente para aqueles que ainda estão no caminho da conversão ao capitalismo laissez-faire (não é o meu caso, sou um pleno convertido kkkk).

    Saudações.
  • Marcos  05/06/2014 18:16
    Já há essa compilação. Veja os links ao final do seguinte artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1647
  • Robert Moog  05/06/2014 18:27
    Texto impecável e de ótimo entendimento para leigos, como disse o Luís Felipe.... Estão de parabéns...
  • Bancario  05/06/2014 20:20
    Amigo pescador.

    Eu vi também a capa dessa revista. Cada vez mais tenho a sensação de que no Brasil e no mundo estamos lutando uma causa já perdida. Embora meu pessimismo não deva nortear nossa defesa da liberdade, é inegável que a associação das palavras "capitalismo", "injustiça" e "regulação necessária" está cada vez mais forte.

    As pessoas esqueceram dos males causados pelo socialismo e não percebem que estão trilhando o mesmo caminho de sofrimento. Aliás, acho que mais do que "esqueceram", no fundo nunca admitiram os males do socialismo. O socialismo é um desejo, uma ideia tão forte, tão encantadora, que parece com o canto da sereia chamando os marinheiros para a morte certa.

    Não adianta falarmos que o livro do francês é mais do mesmo. Para o mundo de hoje, a cultura que se apresenta hoje na Europa, nos EUA e no Brasil, o "Capitalismo XXI" caiu como uma luva. Deu um arcabouço teórico para as reivindicações. O arcabouço é falso, diga-se, mas e daí? As pessoas estão caindo no viés da confirmação: Elas acreditam que o capitalismo é mal e o Estado social-democrata, a regulação e o socialismo são as soluções. Então um livro que diga que o capitalismo é mal, que precisa ser regulado e isso é dever do Estado só pode estar certo.

    Já disse antes e repito. Estamos condenados. Não vejo esperança em países exceto por alguns bastiões.
  • anônimo  06/06/2014 05:27
    Esse vídeo pode servir como ânimo para os que querem conhecer métodos eficazes de propagar ideias da economia libertária.

  • PESCADOR  06/06/2014 17:29
    Caro Bancário,

    Concordo com o que você escreveu e ainda digo que também sou um pessimista.
    Não chego a dizer que estamos condenados, mas sou pessimista.
    A entrevista com o Winston Ling que o anônimo lembrou é muito boa. Vale a pena ouvir, não podemos desistir de divulgar a ética da liberdade.
  • Marcio Fortes  05/06/2014 23:18


    Como engenheiro e empresario, vejo dias escuros pela frente.
    O sistema constituido ira se implodir a menos que os governos mercantilistas e controladores sejam barrados logo. Que se crie mecanismos fomentando as médias e pequenas empresas a COOPARTICIPAREM em parcerias salutares com grandes empresas, gerando inumeros postos de trabalho e aproveitando verdadeiras "cabeças", dentro deste meio. Temos mentes brilhantes no pequeno e medio empresariado.
  • Libert total  06/06/2014 01:20
    Eu posso discordar um pouquinho do texto no artigo? Por favor não me interpretem mal, achando que estou aqui à defender alguma bandeira estatal, longe de mim. 'Amo de paixão' a liberdade econômica e o capitalismo puro, sem intervenções.

    Entretanto, o que eu gostaria de discordar do artigo é o seguinte: é possível sim haver cartéis sem a interferência do Estado.

    Eu próprio vivi isso: em uma empresa de engenharia em que eu trabalhei, presenciei muitos encontros de empresários 'concorrentes' da minha empresa no salão de festas da companhia. O que eram estas 'festas'? Eram encontros para traçarem planos e detalhes de um cartel, para maximizarem preços e definirem comissões sobre receitas. Ou seja, o bom e velho esquema de combinação de preços, onde 'eu e você' ganhamos 10% do que 'ele' vende.

    Enfim, só quero dizer que no mundo humano nem tudo são flores. Sei que nunca existiu um capitalismo puro, mas querer dizer que as coisas vão funcionar tudo à 100% em um cenário de livre-mercado é subestimar a capacidade humana para o mal. É triste, mas em um cenário de livre-mercado, não podemos barrar a entrada de indivíduos que tem idéias contrárias ao próprio livre-mercado.
  • Racional Total  06/06/2014 01:34
    E essa empresa de engenharia trabalhava em qual ramo? Por acaso este ramo não dependia de licenças estatais, de regulamentações ambientalistas, de alvarás, de material importado altamente tributado, ou de qualquer outra burocracia imposta pelo estado?

    Se a resposta a todas as perguntas acima for não, então de fato estamos diante de um cartel organizado sob um mercado totalmente livre. Seria o primeiro exemplo de cartel em um livre mercado na história do mundo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=366
  • Vive la liberte!  06/06/2014 11:55
    Eu acho forte afirmar que nunca ocorriam (ocorreram) em um ambiente de livre mercado. Ainda que não houvesse nenhuma influência estatal, seria possível as empresas formarem um cartel temporário. Basta que nenhuma das pactuantes quebre a confiança. A entrada de novos concorrentes não é imediata e, em teoria, o cartel poderia se sustentar um tempo, não?

    Pelo que eu entendo, a diferença é que, com livre mercado, a vigência desses arranjos é limitada, ao contrário do que ocorre em um ambiente regulado pelo poder estatal.
  • Diogo  06/06/2014 12:12
    "Entretanto, o que eu gostaria de discordar do artigo é o seguinte: é possível sim haver cartéis sem a interferência do Estado."

    Sim é possível, mas não é sustentável, imagine que três empresas na cidade A, combinem de vender o produto B por 1000,00 e assim obter altos lucros, temos um cartel. Até que uma empresa da cidade C percebe que pode vender o produto B dentro da cidade A por 900,00 roubar os clientes do cartel e ainda lucrar muito, pronto acabou o cartel, a não ser que, a instituição que trabalha para o povo chamada estado, crie barreiras impedindo a entrada da empresa da cidade C, entendeu como o estado sustenta cartéis.
  • frederico  12/01/2015 19:01
    e exatamente o que eu acho, a galera ta caminhando para um radicalismo ideal, privo de estrutura lógica e aplicável.Ta parecendo papo de religioso. Ao invés de propor e pensar soluções ficam repetindo mantras ditos "libertários".... vou dar um exemplo pratico, se tudo o que se refere a serviços para benefícios de trabalhadores (seguros, planos de saúde, ate banco hj em dia etc etc)fosse por lei incentivado a ser vendido diretamente aos consumidores,cidadãos e trabalhadores. Se a relação fosse direta e os preços seguissem tal concorrência,como acontece quando você quer comprar um pão, um produto qualquer... se isso acontecesse os sindicatos se enfraqueceriam, e os fornecedores destes serviços sofreriam uma pressão de mercado mais efetiva devido a maior liberdade de migração dos consumidores... Eu acredito que devemos propor soluções além de ficar só repetindo coisas óbvias( ex: o estado não funciona...)... e também não adianta condenar políticos porque isso daria uma bela discussão: "POR QUE NINGUÉM QUER SER POLÍTICO?????"
  • IRCR  06/06/2014 02:48
    Haveria como acabar com o capitalismo mercantilista ? de qual forma ?
    O que garantiria a não captura de empresas e governos seja em um modelo estado minimo ou estado obeso ?
    Unica forma de acabar seria em um modelo anarco capitalista ?
  • Primo  06/06/2014 10:19
    Olá IRCR, tenho um palpite. Economia é ação humana, o modo do indivíduo compreender o mundo e as relações humanas vai modelar o estado. Uma "entidade" influencia a outra, as ações dos indivíduos influenciam o estado e vice-versa, pois são, na essência, a mesma coisa. No meu ponto de vista o modo mais eficaz e com menores traumas de alterar o tipo de estado seria na alteração da visão de mundo dos indivíduos. Penso eu, que um estado no qual as indivíduos tenham maior poder de escolha a sociedade no geral ganha. Dessa forma, caso pensemos em lutar por alguma regulamentação, devemos visionar se essa lei irá restringir o poder de escolha do individuo. Isso aumenta a nossa responsabilidade na hora da compra. No caso de contratar um banda larga de internet, hoje vemos o preço e contratamos a mais barata. Temos uma regulamentação que fixa obrigatoriamente um fornecimento mínimo de velocidade de acordo com a banda contratada, dessa forma a "eficiência" do serviço fica definido por lei. Vamos supor que não existisse essa obrigatoriedade de fornecimento minimo de velocidade mas que existisse uma regulamentação de como seria definido a classificação da velocidade que seria fornecida e que as empresas poderiam ou não divulgar esses dados. Seria uma regulamentação da "escala" utilizada. Na hora de contratar o serviço, a pessoa além de analisar o preço certamente estaria interessada em analisar a eficiência.
    Não sei se entendeu minha linha de raciocínio, mas se for para regulamentar alguma coisa, que se regulamente as "escalas". Mas muitas pessoas nem analisam os preços, não sei se estariam interessado em analisar preço e eficiência.
  • mauricio barbosa  06/06/2014 10:49
    Socialismo é o regime da nobreza moderna ou seja enquanto nós trabalhamos duro,a elite do partidão se diverte as nossas custas,vermelhos insensiveís ...
  • Karol Gurniak  06/06/2014 15:29
    Excelente artigo, explica claramente os problemas da economia mundial.
  • Cesar Leonardo  06/06/2014 19:07
    Perfeito! Estava esperando um texto assim para ilustrar bem a amigos que não entendiam essas diferenças, embora eu explicasse. Não sou professor...rs...melhor maneira de explicar, impossível!
  • Renato  06/06/2014 21:04
    Por favor, alguém poderia falar sobre esse vídeo? Eu não entendo nada de inglês, mas pelo título do vídeo percebi que Jason Unruhe diz refutar Mises.

    Alguém pode dizer as contradições desse tal Jason Unruhe?

    https://www.youtube.com/watch?v=mTizI4OMZIg
  • Gabriel  12/12/2014 22:41
    Logo de início o cara começa falando tanta besteira que não consegui continuar assistindo o vídeo. Talvez alguém mais paciente se proponha a ver isso com calma.
  • Homem Verde  07/06/2014 22:46
    Mas, o que podemos fazer diante de tanta desgraça?
  • atorres1985  23/12/2014 01:26
    Boicote em larga escala. E algumas ações bem fora da lei - como intensificar o comércio informal e contrabandístico.
  • Kaluaná Alves  09/06/2014 18:56
    Olá,
    não sou acadêmico, sou só um curioso e estou estudando o liberalismo por conta própria.
    EU tenho uma dúvida e gostaria que vocês me esclarecessem, por favor.

    Após a primeira guerra os EUA experimentaram um período de profundo liberalismo. O mercado esteve bem "laissez-faire", solto, com cada um, caso necessário, arcando com seus próprios prejuízos. porém, o que tivemos foi uma crise em escala global. Por quê?
  • Leandro  09/06/2014 21:39
    A Grande Depressão de 1929 começou com quebras bancárias que ocorreram porque o Fed parou repentinamente de expandir a oferta monetária. Os bancos -- que praticavam reservas fracionárias -- começaram a restringir empréstimos e a pedir a quitação de empréstimos pendentes. As pessoas ficaram assustadas e correram para sacar seu dinheiro dos bancos. Por causa das reservas fracionárias, isso gerou uma série de falências bancárias.

    Essas falências bancárias geraram uma forte contração na oferta monetária -- consequentemente, uma recessão. Tal recessão não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários, de modo que se estes adequassem à nova realidade da oferta monetária. Porém, o governo fez exatamente o contrário: controle de preços e salários, tarifas de importação, aumento de gastos, aumento do déficit e políticas de cartelização para beneficiar produtores.

    Se há uma deflação monetária, então é o óbvio ululante que a demanda irá cair. Deflação monetária sempre irá gerar recessão violenta caso preços e salários não sejam reajustados para baixo. Como isso não ocorreu nos EUA, a depressão foi forte nesse período.

    E por que salários e preços não foram reajustados para baixo? Porque o governo não deixou. Mesmo keynesianos ortodoxos hoje já reconhecem o fracasso do New Deal, que nada mais foi do que um conjunto de políticas de controle de preços, controle de salários, arregimentação sindical, cartel de empresários incentivados pelo governo a não reduzirem seus preços, aumento das tarifas de importação, aumento de impostos, aumento de gastos e aumento dos déficits.

    É importante você entender as causas de uma lambança -- política monetária frouxa e expansão do crédito -- para não piorar as coisas ao receitar soluções (deficits, tarifas de importação, e controle de preços e salários, que foram a causa da prolongada depressão).
  • Kaluana Alves  13/06/2014 03:31
    Mas a crise nos EUA tinha começado bem antes da cobrança dos títulos. A Europa se reestruturou e os americanos que estavam bombando na produção ficaram com muitos excedentes - oferta muito superior a procura.
  • Porta-Voz  13/06/2014 04:11
    Que "cobrança de títulos"? Do que você está falando?
  • Kaluana Alves  21/06/2014 22:40
    Títulos bancários = ações e investimentos.
  • mauricio barbosa  15/07/2014 19:31
    Leandro Roque você poderia explicar-me ou dar um exemplo de empréstimo pendente,pois ao que me consta todo empréstimo tem um prazo de amortização então qual é o caso prático de empréstimo pendente,desde já agradeço a resposta.
  • Leandro  16/07/2014 10:40
    Empréstimos pendentes?

    1) Você vai ao Bradesco e pede R$10.000 emprestados.

    2) Há agora um empréstimo pendente no valor de R$10.000

    3) Você pagou a primeira prestação e faltam agora R$9.000 a serem quitados.

    4) Há agora um empréstimo pendente no valor de R$9.000.

    E assim por diante.
  • mauricio barbosa  16/07/2014 12:35
    Valeu Leandro Roque,gosto de fazer perguntas básicas(típicas daquele aluno que não se importa com a zombaria dos colegas,mas que quer é aprender cada vez mais) pois reconheço o esforço e a boa vontade de vocês em explicar com riqueza de detalhes aspectos econômicos esquecidos ou nebulosos e só mais uma pergunta,se empréstimos pendentes são parcelas vincendas então o banco só conseguirá essa antecipação de pagamento se ele oferecer um superdesconto,estou certo ou errado...
  • Antonio  17/06/2014 16:50
    Pessoal, parabéns pelo artigo - realmente muito bom!

    Por gentileza, vocês chegaram a saber sobre uma tal pesquisa feita pela Universidade de Washington, no qual mostra que 80% da população americana está bem próximo da pobreza?

    Pois os esquerdistas estão divulgando isso 'a torto e a direita'. Um deles aqui: umhistoriador.wordpress.com/2013/11/20/pobreza-nos-estados-unidos-atinge-80-da-populacao/
  • Occam's Razor  17/06/2014 17:57
    Números, Antônio, números. O nível de renda mensal que define quem é pobre lá é muito superior ao que define quem é pobre aqui. Esquerdistas são máquinas de inventar truques mentais para confundir os outros. Muitos desses truques são extremamente infantis, como é o caso nessa matéria. Sabia, por exemplo, que o embargo a cuba só de aplica a empresas americanas? Pois é. Eles contam com a incapacidade do leitor/ouvinte de enxergar o embuste.

  • Richard  17/06/2014 17:58
    Sou iniciante no estudo de Economia, principalmente da escola Austríaca. Por isso, talvez minhas dúvidas sejam bem básicas. Agradeço desde já quem puder me auxiliar.

    Faço faculdade de Nutrição e na minha área que trata diretamente com o consumo de alimentos e respectivamente com a saúde humana é muito importante o teste em alimentos. Gostaria de saber como funcionaria esses testes em alimentos ofertados pelo mercado em uma economia livre.

    Vou começar com dois problemas com alimentos testados (escolhi esses porque foram bem divulgados pela mídia e nas redes sociais):

    No ano passado ocorreu um teste realizado pela Proteste no Azeite de Oliva extra-virgem comercializados aqui no Brasil. De 19 marcas apenas 8 apresentam a qualidade de extra-virgem, e 4 dessas marcas nem mesmo são azeites, mas sim óleo vegetais - que apresentam grande efeito nocivo a saúde humana (provado por diversos estudos acadêmicos). Notícia do azeite aqui: oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/azeites-de-oliva-so-no-rotulo-10710633

    Da mesma forma, outro teste feito em suplementos de Whey Protein demonstrou que a grande maioria das marcas comercializadas foram reprovadas, alguns não podem nem mesmo serem considerados suplementos proteicos devido a baixíssima quantidade de proteínas.

    Neste caso, os testes mostraram para o público algo que eles não poderiam saber por si mesmos. Ou seja, sem testes e talvez uma certa regulamentação muitas empresas 'sacanas' ainda continuariam a lograr os seus consumidores.

    Por outro lado, as principais agências reguladoras: Anvisa (brasileira) e FDA (americana) fazem mal e porcamente o seu trabalho. Como já li nos artigos de vocês o estado presta péssimos serviços e isso é fato também na área de alimentação. Porém, não testar e informar a população sobre o que eles estão consumindo é errado, principalmente em uma área tão importante.

    Continuando a falar mal das agências reguladoras. A FDA, por exemplo, causou o caos de obesidade nos EUA e no ocidente por recomendar produtos ricos em farináceos, glúten e açucares (a típica dieta ocidental com muito pães, massas e afins) como principal fonte energética da dieta (tudo isso já provado cientificamente). Provavelmente isso ocorreu com um lobby político com as grandes empresas norte-americanas de alimentação - bem de encontro com o assunto deste artigo.

    Então, fica a dúvida. Testes são necessários mas como realizá-los sem a intromissão do governo e de modo a informar o consumidor do que ele realmente está consumindo?

    Muito Obrigado!
  • Posner  17/06/2014 19:30
    Você próprio já deu a resposta. A velhacaria foi descoberta por uma associação voluntária, e não pelo estado. Foi descoberto por uma iniciativa privada, e não por burocratas que mamam o dinheiro de impostos.

    Ainda mais importante: a empresa que for flagrada fazendo trapaça terá sua imagem manchada para sempre (e as concorrentes farão de tudo ajudar a afundá-la). Para complementar, a liberação de importações (que hoje são proibitivas) iria simplesmente aniquilar os incompetentes.
  • Ricardo  12/12/2014 15:52
    Acho que estes artigos podem te ajudar:

    A bem-sucedida regulação privada:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=748
  • Thomaz  22/06/2014 13:27
    Alguém poderia me indicar algum artigo aqui do Mises ou de outro site que refute a argumentação de um amigo meu que diz que o livre mercado foi um dos causadores da primeira guerra. Com esse argumento ele diz que o estado teve que intervir porque a liberdade de mercado fez com que o aumento de poder de determinados grupos abriu as portas para a guerra.
    Se alguém puder me indicar alguma coisa nesse sentido, ficarei agradecido.
    Obrigado!
  • Pobre Paulista  22/06/2014 22:48
    Em primeiro lugar é ele quem precisa provar a afirmação dele. A refutação é simples: Se muitas pessoas morrerem, não haverá mercado para consumir, portanto guerras são naturalmente ruins para o mercado. Quem causa as guerras são os governos; comerciantes e empresários querem apenas fazer bons negócios. O problema é quando o "bom negócio" é vender para o governo. Ou seja, o problema não está no livre mercado, está no governo (como sempre).

    Veja também estes links:
    Liberdade e guerra - uma breve história
    Churchill, Hitler e a guerra desnecessária
    O mito do monopólio natural

  • anônimo  23/06/2014 10:48
    Essa não é uma boa refutação, muitas vezes existe sim grandes empresas lucrando e incentivando as guerras que os governos fazem. Como as empresas de petróleo do Bush e seus amigos
    E se governo não existisse alguém tem dúvida que esse mesmo pessoal iria pagar meia dúzia de mercenários pra fazer a mesma coisa que o governo faz?
  • Pobre Paulista  24/06/2014 13:01
    Você ao menos leu meu pequeno comentário até o final?

    O problema é quando o "bom negócio" é vender para o governo. Ou seja, o problema não está no livre mercado, está no governo

    Quer que eu desenhe?
  • Carlos Prado  23/06/2014 00:30
    Sim, sim. E estes empresários resolveram financiar eles mesmo uma guerra porque a expectativa de lucro final era enorme e quase certa, né? Não precisou de estado nenhum para financiar a guerra e colocar os interesse de corporativistas acima do interesse da população, certo?
  • Mr. Magoo  22/06/2014 23:56
    Thomaz, não conheço a época a qual o seu amigo se refere, mas de cara sei que foi a fase do colonialismo (sic!) dos estados européos (e o assunto colônias foi um dos motivo da guerra). Então, como diz o testo acima:
    -" já passou da hora de a população entender a diferença entre livre mercado, que se baseia na liberdade e na concorrência, e capitalismo mercantilista, que se baseia no privilégios concedidos pelo estado."- com certeza não foi livre mercado de mais que causou a guerra.
  • Parcialmente liberal  13/07/2014 20:27
    Velho só da lucro para plano de saúde quanto paga valores superiores a R$5000,00 por mês. Vcs realmente acham que vai ter alguma empresa oferecendo plano de saúde para uma pessoa de 80 anos por um valor razoável sem a intervenção do governo?
    Sinceramente duvido que num sistema completamente aberto existiria interesse por esta parte do mercado "que só da prejuízo". Desta forma eu acho que as agências protegem os velhinhos neste caso.
  • Magno  14/07/2014 11:17
    Meu avô tem 97 anos e paga seguro desde os 34. Raramente o utiliza, e quando o utiliza é apenas para cobrir consultas rotineiras ao médico. No entanto, o valor de sua apólice sobe ano após ano.

    Se você for somar tudo o que ele ja gastou com seguro durante todos estes anos, dá uma pequena fortuna (principalmente esta quantia tivesse sido aplicada).

    Portanto, meu avô foi uma mina de ouro para as seguradoras. Só deu dinheiro e não recebeu quase nada em troca. É curioso, portanto, você dizer que velho "só dá prejuízo" para seguradora. Mostra seu desconhecimento sobre o mundo real.
  • Pobre Paulista  14/07/2014 12:56
    Sempre existe um "argumento" apaixonado e emotivo para justificar o confisco injusto do patrimônio da população. Este seu "argumento" é apenas mais um desses argumentos pró-governo.

    Meu caro, me diga uma coisa: Qual empresário não gosta de lucro? Uma vez que o papel do empresário é juntar a demanda da população (por exemplo, serviços médicos) com a oferta de capital já existente, o único ponto em aberto é negociar um preço adequado. O empresário deve garantir que seu custo seja mínimo para que ele possa tanto ter uma margem de lucro boa quanto um preço mais competitivo para atrair mais clientes, caso contrário ele será esmagado pela concorrência. Não há razão para alguém não querer oferecer serviços médicos aos velhinhos. Isso num mercado livre, claro, não nessa porcaria que temos hoje onde os preços são "regulamentados" pelo governo a fim de maximizar o lucro da guilda médica em detrimento da saúde da população.

    Ademais, num ambiente realmente livre, ainda que os preços sejam altos para algumas pessoas, existe a boa e velha caridade. Antes dos governos se agigantarem, a caridade era um setor muito mais desenvolvido do que hoje. Madre Cabrini que o diga.

    E por último, apesar de ter compreendido o sarcasmo do seu "nome", o termo "parcialmente liberal" soa como "meio gay" ou "relativamente honesto". Não dá pra ter meio termo nestes casos.
  • Leandro  14/07/2014 13:19
    Um pequeno alento:

    Linhas de ônibus interestaduais vão deixar de ser leiloadas

    O governo vai mudar totalmente a forma de escolha das empresas que operarão as linhas de ônibus interestaduais e internacionais. Em vez de leiloar as linhas, como vem tentando fazer sem sucesso desde 2008, o governo vai agora simplesmente autorizar todas as empresas interessadas numa determinada rota a operá-la. Desde, é claro, que atendam a requisitos de segurança e qualidade.

    "Se tiver 30 ou 40 empresas querendo fazer Rio-São Paulo, e elas se habilitarem, vamos autorizá-las", disse ao Estado a diretora da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Ana Patrizia Gonçalves Lira. "Depois, o mercado se ajusta."

    É uma mudança radical em relação ao cenário de até um mês atrás. Até então, o governo vinha tentando escolher empresas para operar um conjunto de rotas por meio de licitação. A tentativa mais recente, iniciada em agosto de 2013 para ser concluída em janeiro de 2014, estava paralisada por liminares judiciais. O edital dessa concorrência foi revogado ontem.

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,linhas-de-onibus-interestaduais-vao-deixar-de-ser-leiloadas-imp-,1527496

    Ao que tudo indica, o governo quis arrecadar mais dinheiro tentando leiloar mais linhas de ônibus, mas não conseguiu arrecadar dos integrantes do cartel o dinheiro pretendido. Ato contínuo, resolveu punir os integrantes do cartel por não terem dado dinheiro ao chefe do cartel, e está ameaçando abrir o setor à livre concorrência.
  • Jeferson  14/07/2014 14:35
    Excelente observação: "resolveu punir os integrantes do cartel por não terem dado dinheiro ao chefe do cartel, e está ameaçando abrir o setor à livre concorrência"

    Seria bom se fosse tão fácil convencer as pessoas dessa obviedade quanto é pra nós constatá-la. Tão logo fossem convencidas, clamariam por mais "punição" aos cartéis através de mais liberdade de mercado.
  • Típico Filósofo  14/07/2014 14:54
    É uma brutalidade, tal qual açougueiros venderem carne livremente aos cidadãos, sem que seja leiloada a fome e a gula dos consumidores; é imprescindível que o estado garanta a capacidade do investidor de financiar as causas sociais apenas detida por ele, afinal, se não espalhados gastos através de concessões, regulações e impostos, haverá competitividade, 'qualidade capitalista' e propaganda desleal para doutrinar os cidadãos indefesos a estourarem seus salários em linhas de viagem. É mister o retorno do transporte por mulas, antas e camelos; tal qual no interior de Cuba, onde os cidadãos não são separados da natureza por luxos do capitalismo e entram em contato consigo próprios durante viagens.

    É assim o mundo ansiado por vós?
  • Dioner  16/07/2014 13:49
    "É mister o retorno do transporte por mulas, antas e camelos; tal qual no interior de Cuba, onde os cidadãos não são separados da natureza por luxos do capitalismo e entram em contato consigo próprios durante viagens."

    Essas trollagens do Típico Filósofo são demais. E pior que argumenta melhor que muito socialista por aí...
  • Tito Ferreira  12/12/2014 14:10
    Simplesmente fascinante. Foi um dos melhores artigos que li no IMB. Os defensores de regulação sempre conseguem mostrar apenas o lado em que o consumidor seria protegido, assim, se mantém no poder e fazem exatamente o contrário. Engraçado, não existe um legislador que fale nisso. Por isso não vamos pra frente. Liberdade!
  • amauri  12/12/2014 15:26
    Bom dia Leandro!
    O link abaixo mostra uma parte da operação lava a jato. Não se lê em outros lugares. A instituição citada no final faria parte deste conluio ou foi normal.
    diplomatizzando.blogspot.com.br/2014/12/petrobras-quanto-mais-se-busca-mais.html
  • Rodrigo  12/12/2014 16:06
    A única coisa que me preocupa sobre o liberalismo é o fato dele estar completamente embasado na "hipótese dos mercados eficientes", existe algo que comprove esta hipótese? Algum artigo? Caso essa hipótese não for verdadeira, a intervenção estatal nos mercados torna-se justificável.
  • Amaral  12/12/2014 17:47
    É justamente o contrário! Tal teoria é rejeitada pela Escola Austríaca. Era só ter pesquisado um pouco:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1713

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1024
  • Guilherme  12/12/2014 18:16
    "Caso essa hipótese não for [sic] verdadeira, a intervenção estatal nos mercados torna-se justificável."

    Que lógica é essa? Se milhões de indivíduos interagindo livre e voluntariamente não alcançam um resultado que você considera desejável, então você acha que Sarney deve intervir e levar o resultado para mais próximo de onde você queira?

    Sou só eu que acha essa ideia não apanas arrogante, mas pra lá de perigosa?
  • Felipe  12/12/2014 18:49
    "a intervenção estatal nos mercados torna-se justificável"

    Não existe nenhuma justificativa, por que qualquer intervenção estatal implica em agressão e roubo.
  • Thiago2  12/12/2014 19:31
    Olha isso info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/2014/12/bitcoins-agora-sao-aceitos-em-pagamentos-da-microsoft.shtml
  • Eufrásia Teixeira Leite  13/12/2014 11:31
    Muito bom ter esclarecida essa distinção entre esses dois tipos de capitalismo. Porque o que temos hoje não é um livre mercado genuíno e está longe de ser um laissez-faire; é apenas um híbrido intervencionista. E por isso, é preciso tomar muito cuidado na hora de fazer a propaganda, e salientar bem a diferença entre esses dois tipos de capitalismo. Porque fica parecendo que é anunciado por aí o "nosso" produto, o consumidor leva o do concorrente, e depois vem reclamar. E com toda a razão.

    Recentemente eu estava até me policiando sobre isso, porque me referi ao capitalismo mais genuíno e não soube e nem tive a oportunidade de fazer essa distinção; fiquei com a impressão de que ia ser mal interpretada. Por isso o artigo além de excelente, é muito pertinente.

    Grande abraço!
  • Fellipe BC  13/12/2014 13:43
    Bom dia a todos, sou um leitor novo do site comecei a frequentar há cerca de 2 meses, sempre leio os artigos novos e, quando possível, leio os artigos mais antigos/biblioteca. Tenho algumas dúvidas e gostaria de ajuda de vocês se possível.
    Primeiramente há algum artigo relacionado a explicação de termos como "Direita" e "Esquerda"? Sempre que estou debatendo algum assunto falando a favor de liberdade econômica e afins acabo sendo "jogado" aos termos Direita e Esquerda, e quando comento por atrocidades cometidas por governantes "socialistas" (que são associados a "extrema esquerda") recebo de volta o Nazismo e Fascismo como exemplos de "extrema direita"... Porém, na minha visão, direita esta associado a liberdade individual, que engloba liberdade econômica, diminuição do estado e outros e esquerda seria o inverso com aumento de intervenção estatal, diminuição da liberdade individual e etc, sendo assim, todos os regimes citados seriam todos de extrema esquerda (Stalinismo, Nazismo, Chavismo, Fascismo e diversos "ismos"), enquanto um exemplo de extrema direita, acredito que não possuímos nenhum país que alcançou tal feito, mas o mais próximo seriam Cingapura, Suíça ou Finlândia.
    Em tempo gostaria de elogiar o Site, gostei muito, aprendi muita coisa nova, melhorei algumas ideias que possuía mas não tinha nenhum lugar confiável para ver pontos de vista e obter informação de qualidade. Muito obrigado e parabéns a todos que trabalham para o funcionamento deste espaço, espero em um futuro próximo poder contribuir.
  • Fellipe BC  13/12/2014 18:46
    Li os artigos, muito bons, obrigado pela indicação.
  • Rhyan  13/12/2014 18:10
    Por favor, Leandro, não acho um artigo aqui do IMB que fala sobre a economia de um lugar imaginário que tem apenas 2 ou 3 produtos e o que acontece quando se aumenta da oferta monetária, você sabe qual é?

    Quero reler esse artigo porque acho que ele vai resolver minha dúvida.

    Obrigado!
  • Eduardo R., Rio  14/02/2015 03:27
    "O Leviatã cambaleante", por Demétrio Magnoli.
  • Leonardo  29/03/2015 15:20
    Excelente ponto de vista. Tenho uma dúvida: quanto às externalidades, como lidar sem o papel de uma regulação? A indústria que tem preço, porém polui, o transporte coletivo comandado por empresários amigos do governo surfam na proteção, porém o transporte complementar desregulado se torna um negócio miliciano altamente nocivo, grandes empresas de telecomunicações tem alto interesse em entrar no mercado metropolitano, porém alto desinteresse em entrar no mercado rural. Como lidar com a falta de regulação? Não estaríamos no caminho da anarquia? Livre economia é paralela à Anarquia econômica-social?
  • Inácio  29/03/2015 15:37
    Seja mais claro e específico.

    O que significa "indústria que tem preço, porém polui"?

    Quem regula a polução industrial é o Ministério do Meio Ambiente. Só que esse ministério, com sua política de "integrar o meio ambiente à produção", protege as indústrias com boas influências políticas e discrimina novos empreendedores ao, por exemplo, legalizar a poluição para as indústrias existentes ao mesmo tempo em que impõe custos proibitivos às novas.

    Atualmente, cidadãos comuns prejudicados pela poluição não consegue processar os grandes poluidores, que estão protegidos pelo governo federal. E as indústrias com boas influências políticas utilizam as regulamentações ambientalistas para impor custos proibitivos a potenciais concorrentes, impedindo que estes entrem no mercado.

    Por que manter esse arranjo?

    Por que "o transporte complementar desregulado se torna um negócio miliciano altamente nocivo"? Cite exemplos práticos. Eu cito o Uber como prova em contrário.

    "grandes empresas de telecomunicações tem alto interesse em entrar no mercado metropolitano, porém alto desinteresse em entrar no mercado rural. Como lidar com a falta de regulação?"

    Pergunte para os cidadãos da Guatemala.

    "Não estaríamos no caminho da anarquia? Livre economia é paralela à Anarquia econômica-social?"

    Ininteligível.
  • Leonardo  30/03/2015 22:50
    Obrigado pela resposta!
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  01/04/2015 22:26
    O estado deve ser extinto.
  • Nelson Viana  03/01/2016 15:30
    O Estado é o melhor negócio do mundo. Para o "partido" e para o "livre mercado".
  • Rodrigues  03/01/2016 15:48
    Para o livre mercado, não; para o "capitalismo de quadrilhas". Aprenda a distinguir ambos, que são como água e óleo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2231
  • Garcia  19/03/2016 15:17
    Um presidente se quisesse poderia abolir todos os subsídios aos empresários?
  • João pedro  31/03/2016 02:22
    Olá, Concordo com todo o objetivo do texto.

    Porém por que os LIBERAIS criam guerra somente com o Estado e não TAMBÉM com as Grandes empresas???
    Não seria mais notório levar essa discussão além do "liberal vs Estado"??

    Afinal temos a maioria absoluta dos Cartéis, das regulamentações como criações do Estado.

    Mas tirarmos toda a responsabilidade dessas grandes empresas com a presunção de que o homem visando o lucro é normal fazer lobby e Pressão para haver regulamentações para benefício de poucas empresas e contra a livre concorrência e livre mercado!!
    Mas não é destacado que nesse lobby há ameaças aos que sugerem algo contra além das grandes quantias $

    Uma dúvida minha: o liberalismo não é a favor de Banco Central nos estados. Mas jogam a responsabilidade da criação dos bancos centrais para o Estado. Sendo que um exemplo é o FED, como seria possível políticos contrários vencerem a batalha contra os homens mais ricos e poderosos dos EUA na época, sabendo (não sendo ingênuos) de todas as ameaças e todo os benefícios oferecidos a esses, sendo muito mais definitivo as ameaças tendo em vista tamanho poder que esses homens tinham.
    Não seria do interesse do estado a criação do FED sim dos grandes empresários que o queriam.

    Pq colocamos toda a culpa no Estado por ele ser propício a corrupção e tiramos toda a culpa dos grandes empresários por justamente achar normal o homem buscar sempre o lucro, sendo assim normal o lobby ???

    Digo isso pois, é sabido que grandes empresas não são a favor do livre mercado, no entanto as grandes empresas não sofrem nenhuma pressão dos liberais, tendo como inimigos somente os esquerdistas.
  • Corregedor  31/03/2016 03:17
    Ué, João, pergunte isso para os "liberais". Nós, libertários, nunca nos cansamos de apontar o dedo para os grandes empresários. Apenas algumas amostras encontradas neste site em menos de 30 segundos de busca:

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?


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