Dia da liberdade de impostos - 6ª edição

O Brasil é um dos países em que mais se cobram impostos no mundo. Neste ano, os brasileiros terão de trabalhar 151 dias apenas para pagar os tributos cobrados pelo governo.  

Para lembrar a data e chamar a atenção da opinião pública para a questão, será realizado pela sexta vez em São Paulo o Dia da Liberdade de Impostos, em que a população poderá adquirir gasolina sem o preço dos tributos.  

O objetivo é conscientizar a população quanto à abusiva carga tributária do país. Muitos consumidores nem mesmo sabem, mas pagam cerca de 40% de imposto em cada produto comprado.  Para a gasolina, os tributos chegam a 53%. Trabalhamos praticamente cinco meses do ano apenas para bancar o governo.  Somos súditos, não cidadãos!

Em nome da "justiça social", Brasília e as demais esferas de governo arrecadam quase metade do que é produzido de riqueza no país.  Em troca, produzem muitas leis estúpidas e um mar de corrupção.  A renda per capita da capital é a maior do país, superando inclusive a da Suécia.  Como agravante, somos chamados pelo eufemismo de "contribuinte", como se estivéssemos fazendo uma doação voluntária (com o perdão do pleonasmo) para bancar a farra dos parasitas consumidores dos nossos impostos.  Esse ato imoral de nos tirar quase a metade do que ganhamos sob a mira de uma arma precisa ficar mais transparente.

156262_10150823599711356_321475614_n.jpgOs péssimos serviços prestados tornam a situação ainda mais calamitosa.  Mas é importante destacar que esse não é o cerne da questão, ao contrário do que muitos pensam.  Mesmo que o senhor de engenho ofereça alguns confortos razoáveis para seus escravos, isto não altera a natureza imoral da escravidão.  E quando somos forçados a transferir a metade do que ganhamos para governantes, isso não pode ter outro nome senão escravidão, ainda que velada.  Infelizmente, muitos não se dão conta disso, e nem sequer sabem o quanto entregam para o governo.  Eis o porquê de a iniciativa do "dia da liberdade de impostos" merecer todo apoio possível.  Chega de imposto!

Nesta data simbólica, a venda de gasolina será subsidiada. Para isso, o Instituto Ludwig von Mises e o Movimento Endireita Brasil organizaram a venda de 5 mil litros de gasolina comum isentos do preço dos tributos.  A gasolina sairá pela metade do preço cobrado normalmente, que é quanto a gasolina custaria caso não incidissem sobre ela tributos como a CIDE, PIS, Cofins e ICMS.

Nesta quarta-feira, dia 28 de maio, a partir das 09:00h, a venda de gasolina subsidiada (R$ 1,362) ocorrerá no Centro Automotivo Portal das Perdizes (bandeira Ipiranga), que fica na Avenida Sumaré, esquina com a rua Dr. Franco da Rocha, em São Paulo.  As vendas serão limitadas a 30 litros de gasolina por veículo.  Após encerrada a cota de 5.000 litros, a ação terminará. Será aceito somente pagamento em dinheiro.

O preço da gasolina vendida no Dia da Liberdade de Impostos (R$ 1,362) foi calculado com base no valor dos impostos que somam 53,02% (de acordo com o IBPT — Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).  O preço real da gasolina para o consumidor é de R$ 2,899.  A diferença de valor será paga pelas instituições responsáveis pelo evento.

Veja o vídeo da edição de 2011, com depoimentos dos cidadãos e várias outras informações:

O Dia da Liberdade de Impostos foi realizado pela primeira vez em 2003, em Porto Alegre.  Desde então, diversas cidades no Rio Grande do Sul aderiram ao movimento. Em 2009, pela primeira vez o evento foi realizado simultaneamente em quatro capitais. Diversos outros países também realizam o evento, que é chamado de "Free Tax Day".

Ao longo do dia, à medida que as informações forem sendo confirmadas, atualizaremos aqui as outras cidades participantes do evento.

_________________________________________

Serviço:

Dia da Liberdade de Impostos

Data e horário: 28/05, a partir das 9hs, por ordem de chegada (até acabarem os 5 mil litros comprados)

Local: Posto Ipiranga, Av. Sumaré nº 1000, esquina com a R. Franco da Rocha, São Paulo

Pagamento: Apenas dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada veículo poderá colocar no máximo 30 litros.


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SOBRE O AUTOR

Equipe IMB



"parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão [ouro] também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP [...]"

Exato! Este é o ponto. Quem afirma que o petróleo encareceu na década de 1970 por causa de uma suposta escassez de oferta tem também de explicar por que o ouro (e outras commodities) se encareceu ainda mais intensamente. Houve restrição na oferta de ouro?

Assim como não houve redução da oferta de ouro (cujo preço explodiu em dólar) também não houve redução da oferta de petróleo (cujo preço explodiu em dólar).

O problema, repito, nunca foi de oferta de commodities, mas sim de fraqueza das moedas -- recém desacopladas do ouro (pela primeira vez na história do mundo) e, logo, sem gozar de nenhuma confiança dos agentes econômicos.

Igualmente, por que o petróleo barateou (junto com o ouro) nas décadas de 1980 e 1990, quando a demanda por ele foi muito mais intensa do que na década de 1970? Por que ele encareceu em 2010 e 2011, em plena recessão mundial? E por que barateou em 2014 e 2015, quando as economias estavam mais fortes que em 2010 e 2011?

O dinheiro representa a metade de toda e qualquer transação econômica. Logo, quem ignora a questão da força da moeda está simplesmente ignorando metade de toda e qualquer transação econômica efetuada. Difícil fazer uma análise econômica sensata quando se ignora metade do que ocorre em uma transação econômica.

"ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação do índice "DXY" durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile"

Sim, em tese seria possível. Só que, ainda assim, haveria um indicador que deixaria explícito o que está acontecendo: o preço do ouro.

Se o dólar estiver se fortalecendo em relação a todas as outras moedas, mas estiver sendo inflacionado (só que menos inflacionado que as outras moedas), o preço do ouro irá subir.

Mas este seu cenário só seria possível se todas as outras moedas estivessem sendo fortemente desvalorizadas. Enquanto houver franco suíço, iene e alemães na zona do euro, difícil isso acontecer.

Abraços.
Saudações, Leandro.

Teus comentários me remeteram a
uma recente troca de posts que tive no MI !
A propósito, uma análise da relação entre ouro e petróleo talvez pudesse reforçar nosso argumento em comum. Afinal, parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP, caso a explicação p/ o fortalecimento do primeiro em relação ao segundo (i.e. cruede mais barato em Au) também se baseasse no suposto "choque de oferta" ao qual frequentemente se atribuem praticamente todos os episódios de encarecimento do petróleo em US$...

Sobre o "desafio": "Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas, pergunto: ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação (ainda que improvável, inclusive na atual conjuntura) do índice "DXY" (dólar em relação às moedas mais líquidas do mundo) durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile" (de ForEx) ?

Att.
Prezado Paulo, obrigado pelo comentário, o qual nada alterou a constatação: o preço das commodities é cotado em dólar; consequentemente, a força do dólar é crucial para determinar o preço das commodities. Impossível haver commodities caras com dólar forte. Impossível haver commodities baratas com dólar fraco.

Perceba que seus próprios exemplos comprovam isso: você diz que a produção americana de petróleo atingiu o pico em 1972, e dali em diante só caiu. Então, por essa lógica era para o preço do petróleo ter explodido nas década de 1980 e 1990. Não só a oferta americana era menor (segundo você próprio), como também várias economia ex-comunistas estavam adotando uma economia de mercado, implicando forte aumento da demanda por petróleo. Por que então o preço do barril não explodiu (ao contrário, caiu fortemente)?

Simples: porque de 1982 a 2004 foi um período de dólar mundialmente forte.

"Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP[...]"

Nada posso fazer quanto a esse "consenso", exceto dizer que ele é economicamente falacioso. O preço do barril (em dólares) subiu durante toda a década de 1970 (e não apenas no período 1973-74). O barril só começou a cair a partir de 1982, "coincidentemente" quando o dólar começou a se fortalecer.

Será que foi a OPEP quem encareceu o petróleo de 1972 a 1982? Se sim, por que então em 1982 ela reverteu o curso? Mais ainda: se ela é assim tão poderosa para determinar o preço do barril do petróleo, por que ela nada fez de 1982 a 2004, que foi quando o barril voltou a disparar ("coincidentemente", de novo, quando o dólar voltou a enfraquecer)?

E por que de 2004 a 2012 (dólar fraco) o petróleo disparou? E por que desabou de 2013 a meados de 2016 (dólar forte)? E por que voltou a subir agora (dólar enfraquecendo)?

Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas.

Se alguém apresentar esse exemplo, toda a teoria econômica está refutada.
Boa tarde Bruno., tudo tranquilo?

Advogados de uma maneira geral tem duas frentes: ou são interlocutores mediante a resolução de conflitos, ou analistas para evitar conflitos. Basicamente são especialistas em detalhes jurídicos, sendo obrigatório o talento nato em retórica, para expor a parte de seu cliente de forma objetiva, lírica e eloquente na mediação, e muita disciplina acadêmica para assimilar todos os enlaces dos códigos a que se propõe atuar.

Sob a batuta do Estado, apenas formados em direito (e aqui no Brasil postulantes ao exame da OAB) podem representar pessoas e empresas nas demandas da Lei. Basicamente, 90% dos advogados no Brasil são decoradores de Lei, tendo parco saber jurídico para analisar de forma contundente demandas mais complexas.

Já em um país libertário, basta a pessoa ter um grande saber jurídico, oratória razoável e ser um bom jogador de xadrez que pode advogar tranquilamente, podendo também adquirir títulos e certificados mediante associações privadas, com o único propósito de destacar aqueles que realmente tem o que é necessário para ser advogado para quem quiser contrata-lo.

Quanto a sua questão, seja pelo monopólio do Estado ou em um país livre, o advogado não propriamente cria riqueza, mas impede que a mesma seja perdida por um descuido na assinatura de um contrato, ou mesmo a ruína causada por uma ex mulher gananciosa. Na assinatura de contratos é como uma companhia de seguros, pois ao analisar os detalhes mitiga os riscos apontando erros e pegadinhas. Por outro lado, se for atuar em uma demanda já existente, seria mais ou menos como o corpo de bombeiros, para apagar o incêndio o mais rápido possível, antes que o fogo consuma tudo.

Prezado Leandro

Aprecio muito seus artigos e comentários, postados aqui no Instituto Mises. Inclusive, suas respostas a indagações minhas sempre primaram pela cordialidade e análise ponderada. E, em relação ao seu comentário acima, não discordo quanto à correlação existente entre uma commoditie e a moeda em que ela é comercializada.

No entanto, se me permite, gostaria de discordar parcialmente do seus comentários acima sobre a causa e efeito nos preços dos mercados do petróleo, a partir do chamado Choque Nixon (1971). Entre outras medidas, ele cancelou unilateralmente a conversão do dólar em ouro. Baseei meus comentários em inúmeros autores, que usamos na indústria, não para fins políticos, mas para nosso negócio (tenho 38 anos de indústria do petróleo).

Para melhor acompanhar meus comentários, é interessante analisar os mesmos acompanhado de dois gráficos:

1) Preço do petróleo entre 1986 e 2015, fonte: BP Global:
www.bp.com/en/global/corporate/energy-economics/statistical-review-of-world-energy/oil/oil-prices.html

2) Produção e importação de óleo cru nos EUA: //en.wikipedia.org/wiki/Petroleum_in_the_United_States#/media/File:US_Crude_Oil_Production_and_Imports.svg

Vou colocar os eventos em ordem cronológica, com meus comentários após aspas de seus comentários, as vezes com ... :

SEU COMENTÁRIO: Igualmente, a acentuada e abrupta desvalorização do dólar na década de 1970 ... : não era o petróleo que estava ficando escasso; eram as moedas, recém-desacopladas do ouro, que perdiam poder de compra aceleradamente.

MEU COMENTÁRIO:
- A indústria do petróleo nunca correlacionou a culpa do aumento dos preços do petróleo na década de 1970 como sendo por causa de escassez do produto.

- Ano de 1972: A produção total Americana atinge o pico, próximo a uma média diária de nove milhões de barris por dia (bpd) e, a partir deste ponto, entra num declínio acentuado e contínuo, só interrompido em meados dos anos 2000, por conta do crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho).

- Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP contra os países que apoiavam Israel na Guerra do Yom Kippur. Entre o início e o fim do embargo os preços tinham subido de US$ 3/barril (US$ 14 hoje) para US$ 12/barril (US$ 58 hoje).

SEU COMENTÁRIO: Tanto é que, nas décadas de 1980 e 90, o barril do petróleo despencou (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: Período 1985-1999:

- Em 1986 a Arábia Saudita resolveu recuperar sua participação no mercado global (market share) aumentando sua produção média diária de 3,8 milhões bpd em 1985 para mais que 10 milhões bpd em 1986. As reservas sauditas são tão grandes que ela sempre pôde se dar o luxo de "fechar ou abrir torneiras" para controlar demanda e oferta. Mas, atualmente isto está começando a ser modificado.

- 1988: Com o fim da Guerra Irã-Iraque, ambos voltaram a aumentar substancialmente a produção média diária.

SEU COMENTÁRIO: O boom das commodities (principalmente minério e petróleo) na década de 2000 foi "auxiliado" pelo enfraquecimento do dólar.

MEU COMENTÁRIO: Principais eventos para o aumento quase contínuo dos preços na década de 2000:

- Final dos anos 1990 e início dos anos 2000: Crescimento das economias Americana e Mundial.

- Pós 11/01/01 e invasão do Iraque: crescente preocupação quanto a estabilidade da produção do Oriente Médio.

- Segunda metade da década: Combinação de produção declinante mundial com o aumento acelerado e contínuo da demanda asiática pelo produto, especialmente China.

A causa da produção mundial declinante está relacionada à enorme expansão da produção OPEP na década anterior e que inibiu o investimento da indústria em exploração (pesquisa para descoberta de novas jazidas). Para quem não é da área, investimentos em exploração de petróleo tem retorno de médio a longo prazo.

SEU COMENTÁRIO: a recente queda a partir de 2012 (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: A partir de 2014 a queda dos preços está ligada a dois grandes eventos:

- Aumento substantivo da produção nos EUA e na Rússia, sendo que em 2015 a produção Americana atingiu o mais alto nível em mais de 100 anos, com os EUA voltando a serem os maiores produtores mundiais após mais de 50 anos (Figura a seguir)

- O crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho), com o avanço tecnológico do fraturamento hidráulico (hydraulic fracturing, or fracking), ela começou a ser utilizada com progressivo sucesso em reservatórios não convencionais como o shale oil. Com isto, nunca os estoques americanos estiveram tão altos. E, aqui o básico da economia de Adam Smith: oferta maior que demanda gera queda nos preços.

Saudações, Paulo









Não, Xiba. Continua sendo pirâmide do mesmo jeito.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Fernando Chiocca  27/05/2014 14:18
  • Bruno Silva  27/05/2014 14:21
    O endereço do posto é exatamente o número 1000? Eu vi no Google Maps e deu que no número 1000 há um posto de outra bandeira. Talvez porque a foto do Google Maps já tenha pouco mais de três anos.

    Eu quero confirmar porque se eu for, eu vou com GPS.
  • Fernando Chiocca  27/05/2014 14:34
    É esse número mesmo.
    Tem dois postos Ipiranga nesse sentido da Sumaré. O do protesto é o segundo.
    Vai tranquilo Bruno. Não tem como errar pois vai ter uma fila de carros e faixas.
  • Cassim  27/05/2014 15:37
    Enquanto isto, a Petrobrás sofre por apenas ter AsPoNes:

    www.parana-online.com.br/editoria/politica/news/802186/?noticia=GRACA+NAO+HOUVE+PARECER+CONTRARIO+A+COMPRA+DE+PASADENA

    Aos leigos, AsPoNe é um termo para funcionário público que abrange o ócio e a falta de motivação para ser um funcionário sério no funcionalismo público, por isso, significa literalmente 'Assessor de P*** Nenhuma'. A Petrobrás parece possuir vários.
  • aspone  27/05/2014 21:02
    Vc é muito agressivo, jovem!

    Segue, abaixo, um texto do verdadeiro aspone sobre a petrobrás:

    aspone.blog.com/2014/02/25/petrobras/
  • Típico Filósofo  27/05/2014 16:13
    Eventos culturais da esquerda jamais são gratuitos (em protesto ao sempre ínfimo apoio dos governos federal e estadual às nossas iniciativas culturais - apesar de haverem crescido em mais de 20% nos últimos 3 anos), por que organizar-se-ão os defensores do capitalismo predatório a oferecer serviços como esses deveriam ser de acordo com suas teses?

    - Trata-se de pura competição ideológica desleal. É mister que nenhum portal atente mais a oferecer serviços gratuitos ou subsidiados por pessoas jurídicas (que estão mais próximas de Hitler que qualquer outro segundo a nova hermenêutica esquerdista) para serem coerentes às suas respectivas mensagens, pois age contra nossos interesses sociais maiores. Protestar deve ser apenas direito do bem coletivo.
  • Emerson Luis, um Psicologo  27/05/2014 16:44

    A carga tributária está chegando em um ponto em que seria mais vantajoso dar a nossa renda ao governo e ficar com os impostos. Será que eles aceitam?

    * * *
  • Torrano  27/05/2014 16:47
    Parabéns pela iniciativa! Podia haver mais divulgação e as empresas que subsidiam o evento 'lucrariam' com publicidade.
  • Pedro  27/05/2014 17:02
    Hey

    Alguém aqui já ouviu falar do NESARA (parecia teoria da conspiração). Pelo que eu vi, este projeto alteraria profundamente o sistema economico dos EUA, inclusive restaurando o lastro da moeda (bimetalismo: ouro e prata).
  • Leandro Levlavi  27/05/2014 23:00
    Do lado de casa! Mas pelo jeito a fila será muito grande pra aproveitar! hahahaha
    27/05 - 19:58 hrs

    O posto Ipiranga (de cima) oferece uma ducha a cada 25 litros.. abasteço lá e poupo ao menos 10R$ que pagaria em uma ducha "barata" em lugar qualquer.
  • Marconi  28/05/2014 02:08
    O problema dos impostos é que existe uma certa mística de que todos pagam impostos. É comum no serviço público aspones reclamarem dos impostos. É sério. A pessoa não tem noção que faz parte do outro lado, ou seja, tomam como certa a mentira óbvia de que "todos pagam impostos" e saem reclamando da alta carga tributária. rsrs

  • Gustavo Sauer  28/05/2014 12:22
    Eu nem gosto de usar o termo "pagar" pra imposto. Quando alguém rouba algo de você, você não diz que "pagou" o roubo. Se um bandido roubar 100 reais seus você não dirá que "pagou 100 reais ao bandido". Pagar é ato voluntário e ninguém paga imposto voluntariamente.
  • Arthur Gomes  28/05/2014 12:55
    Nesta história de impostos, os candidatos a presidência da República nunca falam na redução pura e simples dos impostos.
    Redução do imposto de renda da pessoa física e jurídica
    Isso que precisamos, menos impostos, menos burocracia.
    No Brasil temos certeza de 2 coisas, a morte e os impostos.
    Em todos os programas de entrevistas ninguém pergunta aos candidatos a respeito desse assunto, REDUÇÃO DE IMPOSTOS.
  • Tito Ferreira  28/05/2014 13:42
    Na minha opinião, o problema não é o imposto ser alto. EUA, Suécia, Dinamarca (impostos mais altos do mundo, também poderiam estar putos da vida com o governo. Mas lá eles tem TODOS os serviços público garantidos e de qualidade. Se tivessemos também, não reclamaríamos. Enfim, por causa de corrupção e ganância de poucos, o nosso governo tira muito e devolve "quase nada". Precisamos de reforma política. Ah sim, precisamos.
  • bruno  28/05/2014 14:22
    De tempos em tempos surge esse comentário. Vamos desmascará-lo então:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1824
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1609
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1620

    Dentre outros

  • Arthur Gomes  28/05/2014 16:22
    Acorda Sr. Tito Ferreira
    Não tem jeito, como o brasileiro se ilude com essa ideia dos países escandinavos terem altos impostos e serviços de primeira. Isso é uma grande mentira que precisa ser
    mostrada.
    Basta um pensamento simples, porque eu tenho que entregar o meu dinheiro para um governo para que ele possa dar os serviços que eu poderia pagar com meu próprio dinheiro.
    Você passou muito tempo ouvindo e lendo material de esquerda e propaganda do estado.
    Pare um pouco e reflita
    E veja os links
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1824
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1609
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1620
  • Guilherme  28/05/2014 23:03
    exame.abril.com.br/pme/noticias/por-que-donos-de-pequenas-empresas-nao-querem-crescer

    Matéria interessante a ser comentada. Eu acho
  • jean  29/05/2014 00:43
    Genial, quando comecei a ler livros, de fato, uma professora me deu um monte de livro de karl marks, Engels e um monte de artigos. Achava isso um máximo. com 17 anos Pregava a ideologia deles por todos os lados. Até que eu conheci o outro lado, o lado que de fato resolve. Não era encantador, nem envolvente. Era, sim, realista, e simples. Hoje as coisas ficaram bem claras pra mim e separar o joio de esquerda do trigo não é mais obstáculo.
  • Leandro Levlavi  29/05/2014 03:07
    O problema é o imposto embutido em produtos e serviços. IRPF, IRPJ, ICMS - entre outros, todos sabemos que são "contornáveis" com um bom advogado e um bom contador. (:
  • Arthur Gomes  29/05/2014 11:55
    Acorda Leandro Levlavi.
    Impostos contornáveis, de que forma. Fazendo malabarismo contábeis igual ao governo federal,credito impostos indevidos para depois o grande leão(Receita Federal) aplicar multas enormes contra o empresário. Usando artifícios contábeis até quando, de que forma.
    Da maneira que está a receita federal o governo federal fica sabendo de tudo.
    Você escapa hoje e toma amanhã.
    Este país é uma tributação geral, dinheiro para o bando de parasitas de Brasília que só fazem é pegar dinheiro.
  • Anônimo  30/05/2014 15:29
    Parabéns pela iniciativa. Creio que uma divulgação maior nas redes sociais, com links para este artigo, em especial no Facebook, chamaria MUITO mais atenção à causa.
  • anônimo  04/06/2014 14:41
    Na minha opinião em quase nada adianta essa iniciativa; a população corre até os postos e aproveita a "promoção", o governo recebe os tributos de qualquer jeito, e alguns empresários arcam com o ônus tributário de qualquer maneira.

    Nada muda, e o choro continua para a próxima edição. O que deveria ser feito era o dia do NÃO PAGAMENTO de tributos, no outro ano a SEMANA DE NÃO PAGAMENTO DE TRIBUTOS, e por aí vai, só que para isso, o empresariado teria que parar de temer o governo.
  • Um observador  04/06/2014 15:35
    anônimo,

    A ideia da campanha é apenas mostrar para a população como a carga tributária é alta. Só isso.

    O problema em fazer o dia do NÃO PAGAMENTO de tributos que você propôs é que isso só funcionaria se houvesse uma participação de uma grande parcela da população (e sabemos que isso não vai acontecer tão cedo). Caso contrário os poucos participantes seriam punidos e pronto.

    O negócio é "atacar" em todas as frentes possíveis (educação, conscientização, política, etc).
  • anônimo  04/06/2014 17:13
    Eu entendo que o objetivo da campanha é a conscientização, mas vamos falar sério, enquanto o governo estiver recebendo os tributos, o choro do povo é livre, eu sei que meu exemplo é falho pois prendendo ou executando bens dos líderes de uma iniciativa idêntica a que falei, o restante se dispersaria.

    Mas isso não inviabiliza meu argumento central, que é o de que o governo só vai mudar algo a nosso favor em questão de tributos, quando, e se, a receita tributária sofrer grande perda, independentemente da ação que levar a isso.


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