Um retrato da saúde brasileira - um desabafo de dois médicos

"Direito" à saúde

A área da saúde pode ser — e é! — negativamente influenciada pela interferência das ideologias socialistas e, consequentemente, da intervenção estatal.  Este artigo foi escrito por quem está do lado de cá: clinicando, operando e passando por todo o tipo de dificuldades em tentar ser médico em um país onde a pérfida influência comunista, na disfarçada figura da social democracia, já lançou de forma quase que definitiva seus tentáculos.

Talvez devamos iniciar com uma das frases mais ditas nos últimos 30 anos, minuciosamente pensada e formulada pela inteligentsia: "Saúde, um direito de todos".  Tal afirmação positiva é uma grande falácia.

Aqui, vale fazer uma recordação sobre as transformações ideológicas e também sobre as palavras que perderam o sentido, e relembrarmos que "direito" se transformou em uma palavra universal nesse nosso mundo dominado por um estado forte que quer cuidar de tudo e a todos prover — ou pelo menos promete isso.

É fundamental conceituar a definição de "bem", que juridicamente significa 'tudo aquilo que pode ser propriedade de alguém'.  Ou ainda, tudo o que é 'útil para poder satisfazer a necessidade de alguém'.  Economicamente falando, um bem também se caracteriza pela utilidade e escassez, podendo ser assim um bem de consumo (duradouro e não-duradouro).

E é nesse sentido que gostaríamos de classificar agora a saúde ou o acesso à saúde: não como um direito, mas como um bem de consumo como outro qualquer, sobre o qual atuam as regras da oferta e da procura e da livre concorrência.  Sobretudo, vale também a regra da livre escolha do consumidor, a qual, em todos os modelos em que foi aplicada, só produziu preços competitivos, desenvolvimento e fartura.

A saúde, ao ser tratada como um direito a ser suprido pelo estado, tem como único resultado um serviço pífio, quando não a escassez completa.  Devemos relembrar que, na antiga União Soviética, até mesmo o setor de alimentação foi envolvido nas regulamentações do estado, e o resultado foi a fome, quando não genocídio por inanição.

Mas de onde se originou todo o problema com a saúde brasileira?  O que acontece é que temos uma Constituição até certo ponto recente (26 anos), que foi escrita após um longo período de ditadura militar e com uma demanda reprimida muito grande por serviços e melhorias ditas "sociais".  O resultado foi uma carta magna que muito promete e pouco realmente pode cumprir.  E não só na área da saúde, mas em todas as áreas básicas, como educação e segurança, e até mesmo na infraestrutura. 

Vivemos, pois, somente em um ambiente profético, no qual o estado promete mundos e fundos.  Para a população, só resta esperar e acreditar que seu novo deus a sustente eternamente, transformando assim o estado em uma abstração com um fim superior.

O serviço público não funciona simplesmente porque recai no mesmo problema da impossibilidade de haver um cálculo econômico sob um sistema socialista, conforme descrito por Mises.  A regra se aplica integralmente ao SUS, nosso sistema único ou universal de saúde — na verdade um simulacro de sistema de saúde.

Como em todos os serviços públicos, o estado, essa figura amorfa, detém um comando centralizado sobre o sistema, atuando como um líder supremo cujas ordens são sempre ditadas de forma vertical (sempre de cima para baixo), desconsiderando o tamanho do país envolvido e ignorando as variáveis econômicas e culturais de cada região. Esse sistema funciona com burocracia extrema — que é aquilo que faz o estado ser o estado —, e cujos burocratas têm como figura suprema o político.

A mentalidade de ter o SUS como algo acima de todos os sistemas de saúde é percebida no profissional de saúde: a maioria destes ainda prefere a estabilidade pública.  Já não é tão incomum colegas não se arriscarem mais na vida privada.  Alguns, inclusive, já estão investindo cada vez mais em concursos públicos.  Ainda não temos um grupo de "concurseiros profissionais" no meio médico simplesmente porque, em nosso país, nem mesmo os concursos públicos para a área de saúde são frequentes (em comparação com a área jurídica).

Culpa da nossa criação

E por que os médicos e outros profissionais da saúde têm essa visão tão estatizada de suas profissões e até de suas vidas?  Primeiramente, a própria criação em nosso país já gera automaticamente uma atitude de crença em um estado provedor e ao qual todos devem recorrer em momentos de crise.  No entanto, ao entrarem em uma faculdade de medicina, essa visão é amplificada, pois lhes é inculcada a ideia de que o SUS — e somente ele — tem de ser, a partir daquele momento, o seu guia, sendo todas as outras possibilidades de atuação fora do SUS vistas apenas como formas alternativas.

Tudo se inicia com uma visão de total abnegação da medicina, sendo o médico um ser altruísta por natureza e com necessidades extremamente limitadas.  É fato que a profissão médica, em última instância, é uma atividade que requer cuidados triplicados quando comparada a outras atividades profissionais, pois lida com vidas.  A atenção e o desprendimento pessoal são imprescindíveis.  Os médicos sabem disso e os pacientes também sabem disso.  Mas o estado não quer saber disso. 

Para o burocrata, o médico realmente é uma figura franciscana e que concorda plenamente em realizar um altruísmo forçado (mesmo em ambientes profissionais sucateados).  E, como a maioria dos profissionais tem essa ideia martelada desde o primeiro ano de faculdade, o SUS vai se mantendo "aos trancos e barrancos".  Como diria um famoso político brasileiro há alguns anos: "Médico é igual sal: branco, barato e encontra-se em qualquer lugar", o que quer dizer que somos mercadoria pouco escassa e que, como seres altruístas naturais, iremos aceitar qualquer remuneração e trabalhar de qualquer maneira, pois nossa crença de que o SUS deva continuar existindo — intocável — é nossa premissa universal e verdadeira.

Vale alertar que a educação médica encontra-se cada vez mais centrada em uma visão "social" deturpada por anos de doutrinação ideológica (Gramsci agradece).  Umas das várias provas disso é a disseminação da medicina de família ou PSF (Programa de Saúde da Família), que, entre outras coisas, prega uma visão totalmente generalista da formação médica, visão essa que é tida como superior à formação de especialidades.

O PSF originou-se de uma visão de medicina socializada aos moldes cubanos, e nos foi vendida como sendo o modelo-padrão de medicina do tipo preventiva (a verdade é que é apenas um subtipo desse tipo de medicina), a qual deveria ser estimulada, praticada e principalmente implementada em todos os municípios de nosso país.

Com o PSF, a atenção primária seria a mais importante e resolutiva, pois, a partir do pleno funcionamento do modelo, o número de doentes no sistema secundário e terciário de saúde diminuiria drasticamente.  É óbvio que esse tipo de modelo (um tanto quanto romântico) jamais funcionou como deveria.

Além do incontornável problema da escassez de recursos, o PSF não funciona pelo simples motivo de que o setor terciário foi e sempre será aquele que realmente resolve o problema.  Afinal, em uma cultura como a nossa, na qual prevenção ainda é algo distante, o paciente sempre irá procurar pelo melhor e ir atrás daquilo que realmente produz resultados definitivos.

Foi Adam Smith quem declarou que a divisão do trabalho representa o divisor de águas entre um sistema de baixa produtividade e um de alta produtividade e excelência.  A divisão do trabalho constitui o cerne da produtividade econômica e visa ao aumento da abundância de bens e serviços.  E foi David Ricardo quem formulou a lei da associação para demonstrar quais são as consequências da divisão do trabalho quando um grupo de indivíduos coopera com outro grupo de indivíduos, mesmo que um deles seja menos eficiente em todos os aspectos.  A colaboração dos mais talentosos e capazes com aqueles que são menos talentosos e capazes resulta em benefício para ambos e os ganhos assim obtidos são recíprocos.  

A especialização médica deve, portanto, seguir a mesma lógica de qualquer outra produção de bens, em que as diferentes especialidades médicas constituem novas etapas intermediárias na cadeia de produção do bem 'saúde'. 

No entanto, a medicina socializada, ao acabar com as especializações, visa justamente à abolição desta divisão do trabalho.  Abolir a divisão do trabalho no meio médico — ou seja, as especializações — sempre foi algo bem óbvio na visão marxista.  A imagem do médico generalista, abnegado, agindo como um beato de casa em casa, e se tornando o grande "Pai da comunidade" e um grande benfeitor completa a agenda socialista em questão.

Outra importante forma de desanimar o estudante de medicina a seguir uma subespecialização é o método de ensino empregado por algumas faculdades.  Esse novo método retira a obrigatoriedade das cadeiras básicas do curso de medicina (anatomia, histologia, clínica médica, cirurgia geral etc.), estando essas agora diluídas.  Consequentemente, acaba também com a presença dos professores titulares de cada uma dessas cadeiras.  As aulas agora são ministradas por tutores (que não precisam ser obrigatoriamente médicos).  O que temos não são mais aulas e sim grupos de estudo nos quais o aluno agora aprende a "pensar por si mesmo", interpretando textos.  O professor (oops, o tutor) não pode nada, e pouco fala ou explica.

Esse modelo é completamente inspirado nas chamadas escolas experimentais dos anos 1970, que eram influenciadas pelas teorias pedagógicas construtivistas, as quais tinham suas bases calcadas no construtivismo estético russo.  Ou seja, sua origem e ideologia são comunistas.

Por não haver agora um mestre como baluarte, alguém a ser seguido como exemplo de eficiência e sucesso profissional (quantos médicos resolveram fazer determinadas subespecialidades espelhando-se em seus professores titulares?), temos um crescente estímulo para o médico generalista.

Por fim, vale lembrar que, para tal método novo ser implementado em determinadas faculdades, houve uma voluptuosa contribuição financeira do governo para a instituição interessada; um tipo de incentivo dado pelo Ministério da Educação à instituição que quisesse experimentar esse novo método.  Seria isso um tipo de capitalismo de estado (ou mercantilismo) no meio da educação?  Deixemos a pergunta no ar.

Código de Ética

O código de ética profissional do profissional médico é um capítulo à parte.  Além de dar suporte a um sistema calcado na gratuidade e em supostos direitos a uma saúde universalizada, ele também age como um bloqueio às ações de mercado (ou seja, ações em que, por meio de trocas voluntárias, consumidores e prestadores de serviço encontram a melhor maneira de resolver seus problemas).  Principalmente, ele rechaça a ideia de saúde como um bem ou serviço.

O código já se inicia em seu primeiro termo dizendo: "A medicina é uma profissão a serviço do ser humano e da coletividade...".  O termo aqui usado, "coletividade", poderia muito bem ser substituído por "de todos", mas isso não enfatizaria o real significado embutido na palavra.  Ao insistir nessa expressão, deixa-se claro que os médicos não são indivíduos dotados de livre escolha, mas sim membros de uma comunidade gregária com algum tipo de consciência social.  Em vez da livre escolha, há somente o determinismo e a obrigatoriedade de se submeter somente a um tipo de serviço.

Essa visão do coletivo também é corroborada no item que diz: "O médico será solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional..".  Ou seja, de forma coerciva, praticamente obriga o médico a participar de todo e qualquer tipo de "movimento", mesmo que esse não seja do agrado ou da concordância do profissional em questão.

Nesse ponto, lembremos dos movimentos arquitetados por líderes sindicais, que também existem no meio médico.  Teríamos nós que dar apoio a esse tipo de movimento?  Vale lembrar que, embora a contribuição sindical via CRM não seja obrigatória (só faltava!), há uma multa pelo não comparecimento à eleição do CRM.  Isso é imoral e, acima de tudo, autoritário.  Nesse quesito, o CRM se iguala ao governo, que obriga o cidadão a comparecer à "Festa da Democracia", mesmo que seja à base de força.  Trata-se de um claro desrespeito à noção de liberdade individual.

Um dos textos mais cruéis e autoritários do Código de Ética encontra-se no capítulo XII, recentemente criado e que diz respeito à publicidade médica.  Para resumir, ele proíbe a participação ou divulgação de qualquer tipo de assunto médico em meios de comunicação de massa.  Mais ainda: ainda veda ao profissional a participação em propagandas de qualquer tipo.

Proibir a autopromoção e a divulgação séria e correta de seus serviços é algo absurdo que tem por objetivo transformar o médico em uma figura economicamente estéril.  O mais irônico é que propagandas do SUS que exaltam como ele está "mudando a cara da saúde em nosso país" não param de ser marteladas diariamente nos mesmos meios de comunicação de massa vedados aos médicos.  E tudo isso financiado com o seu e com o meu dinheiro.

Por outro lado, outros conselhos, como o de odontologia, não coagem seus profissionais e estes estão liberados para realizar propagandas — ou será que ninguém nunca viu em uma propaganda de determinada pasta ou escova de dente a corroboração de um profissional dentista incluindo seu nome e CRO?  Isso é válido, salutar e respeitoso para com o profissional.  Se o medo do CRM é propaganda enganosa ou exagerada, deixe que a justiça comum cuide do caso.  Só não tirem nossa liberdade.

Planos de saúde

Qual seria a saída para a arapuca armada pelo estado (denominada SUS)?  Como tentar uma forma de livre mercado na área de saúde?

A resposta mais fácil seria recorrer à medicina privada na forma de planos e seguros de saúde, chamados em nosso país de "saúde suplementar".  No entanto, esse ou qualquer outro sistema complementar de saúde em que se tentam aplicar as simples leis de mercado encontram sérias barreiras burocráticas, principalmente na forma de interferência estatal.

O motivo para isto é simples: também no sistema privado de saúde encontramos o chamado capitalismo de estado, em que as grandes operadoras de plano e de seguros de saúde foram cartelizadas pelo governo.  Há poucos planos de saúde, e os que existem estão associados ao governo em um esquema de ajuda mútua na qual o consumidor e o prestador de serviço final sempre sairão perdendo. 

De um lado, o estado cria entraves e barreiras burocráticas na forma de rígidas leis, obrigando as operadoras a realizarem aquilo que o governo quer.  Em contrapartida, o estado também cria barreiras protecionistas contra a entrada de novos planos de saúde, garantindo uma reserva de mercado para essas operadoras.  Como consequência deste arranjo, as operadoras têm uma lucrativa reserva de mercado, o governo tem um amplo controle sobre o mercado, e a relação médico-paciente passa a inexistir.

Se ao menos a entrada de planos de saúde no mercado fosse liberada, isso aumentaria sobremaneira a concorrência, consequentemente fazendo o preço das mensalidades e dos serviços baixarem.

Mas há um complicador adicional.  Da mesma forma que governo opera em conluio com os planos de saúde — o que a princípio ajuda as operadoras —, ele também finge estar atendendo aos anseios dos consumidores: é cada vez maior o número de decretos e processos jurídicos obrigando os planos a incluir exames, procedimentos e a liberarem consultas, aumentando coercivamente o leque de cobertura dos planos.  Essa regulação extrema aumenta os custos dos planos e faz com que menos recursos (profissionais e equipamentos) sejam alocados para os locais necessários.  Consequentemente, os planos começam também a cortar gastos, gerando uma escassez desnecessária e fazendo deles o novo SUS.

Ou seja, uma regulação (proibição da concorrência) gera problemas (aumento dos preços dos planos) que são "solucionados" por meio de novas intervenções (obrigatoriedade de novas coberturas), o que gera aumento de custos e escassez.

A impressão que dá é que o governo faz um jogo duplo: de um lado, incentiva os planos de saúde cartelizados com o intuito de "aliviar" o já abarrotado SUS; de outro, não deixa os planos crescerem muito, sempre aumentando os custos destes, talvez com medo da migração dos profissionais de saúde do setor público para o privado.

Nem mesmo as cooperativas médicas conseguem escapar das amarras do estado.  O que em princípio seria um meio de os médicos trabalharem de forma livre e dentro dos preceitos de qualquer cooperativa (adesão voluntária, gestão democrática e participação econômica dos membros), e de alguma maneira conseguirem se autoadministrar, não se concretiza.  Aqui também o governo — com sua burocracia extrema, protecionismo, mandatos judiciais e autoritarismo da ANS (que perde em força talvez somente para a ANVISA) — entra com sua mão pesada, retirando o já rarefeito ar e sufocando de vez também as cooperativas.

Conclusão

Nossos médicos são inculcados desde a faculdade a serem agentes do estado e "instrumentos da coletividade", a saúde pública não tem como funcionar, e a saúde privada não pode ser considerada como tal, pois não é regida pelas leis de mercado.  Tampouco ela é tratada realmente como um bem de consumo a ser suprido por instrumentos econômicos legítimos, como livre concorrência e leis da oferta e procura, medida essa que, no longo prazo, faria com que os serviços melhorassem sobremaneira para ambos os lados.

O futuro da medicina no nosso país é aziago, a não ser que comecemos a reescrevê-lo a partir de já. Nesse sentido, é fundamental que enxerguemos o que não se vê, e passemos, médicos e não médicos, a compreender o que significa saúde pública: um estado de mal-estar social.

_________________________________________________

Leia também:

Como Mises explicaria a realidade do SUS?

Como o SUS está destruindo a saúde dos brasileiros 

Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco 

A medicina cubana - um modelo? 

Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde 


1 voto

SOBRE O AUTOR

Helio Dehon Barbosa e Tatiana Villas Boas Gabbi


Helio Dehon Barbosa é medico Ortopedista e Traumatologista, livre pensador liberal e pró-mercado.

Tatiana Villas Boas Gabbi é médica, dermatologista, libertária e defensora radical do livre mercado.



OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Lucas  21/05/2014 14:14
    Análise primorosa do Status Quo. Parabéns.

    Gostaria de um dia poder ler neste site a história da constituição do SUS, e de como ele está fadado à estagnação.
  • Bancario  21/05/2014 14:30
    Minha esposa é profissional da saúde (enfermeira).

    Certa vez ela me contou que uma amiga de profissão largou um cargo altamente lucrativo em transporte aéreo de pessoas doentes. Essa profissional se assustou com um incidente durante um pouso de uma terceira profissional que fazia o mesmo tipo de transporte. Ninguém se feriu gravemente, mas o susto fez com que a amiga de minha esposa largasse a carreira.

    Quando conversando com minha esposa, eu critiquei a postura da amiga em deixar um emprego lucrativo por conta de um incidente relativamente raro. Minha esposa explodiu. Disse que a carreira dela lida com vidas e não com dinheiro e que as coisas não são só lucro lucro lucro lucro e dinheiro dinheiro dinheiro dinheiro como no banco onde eu trabalho. Diante disso me calei pois percebi que iria jogar lenha na fogueira.

    Ao ler o texto acima mencionando a lavagem cerebral do SUS, pensei imediatamente nessa explosão. Lastimável que minha esposa não veja a carreira dela como uma forma de ganhar dinheiro.
  • Heisenberg  23/05/2014 20:27
    Aproveita e troca de esposa. Sabe como funciona a mente dessas coletivistas feministas?
  • Andre Cavalcante  22/06/2015 14:25
    Se o problema fosse só mentalidade e economia tudo bem, mas o "coração tem razões que a razão desconhece"...

    Abraços
  • Alguem  21/06/2015 19:32
    É por isso que quando as pessoas pensam em banqueiros como pessoas cruéis, sugadoras de dinheiro com uma vida escura e triste eu sorrio por dentro... Melhor, mais lucro pra mim (hehehe) mas piadas a parte, eu não entendo o que as pessoas tem contra o lucro... Se não há violação dos direitos alheios não consigo entender o que há de errado em lucrar. É até bom, faz com que as pessoas sejam mais produtivas em busca do mesmo!
  • Ricardo Cruz  21/05/2014 14:37
    É o que eu sempre digo: como a qualidade do ensino de medicina no Brasil está em queda livre, evite ao máximo recorrer aos serviços de médicos jovens. Esses não sabem de nada. Se o médico não tiver cabelos grisalhos e algumas rugas na face, saia correndo. Três pessoas da minha família já foram vítimas de diagnósticos incrivelmente errados feitos por médicos jovens.
  • Autônomo  21/05/2014 14:39
    Nenhum país tem um sistema de saúde bom simplesmente porque isso é impossível.

    A partir do momento em que você permite que um completo estranho ministre produtos químicos em seu organismo, você já está sem saúde. O fato de que esse completo estranho muito provavelmente estará a soldo de alguma grande empresa farmacêutica -- que tem interesse em viciar você nos produtos dela -- agrava ainda mais a situação. Não se torne refém disso.

    O que fazer então? A resposta é demasiado óbvia, embora nada simples: não fique doente! Cuide da sua alimentação e do seu corpo. Não coma porcarias. Você pode prevenir todos os tipos de doença apenas com a alimentação correta. Há inúmeros sites em inglês sobre isso. Para os monoglotas, sugiro o site e os vídeos do doutor Lair Ribeiro.

    Agora, se você por algum infortúnio padecer de algum evento catastrófico -- como câncer ou ter de fazer alguma intervenção cirúrgica absolutamente necessária, como apendicite --, um abraço. Você terá de gastar dinheiro e procurar algum hospital privado e de ponta.

    No Reino Unido, as cirurgias nos hospitais estatais são gratuitas. Mas os resultados são desesperadores (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html
  • Andre  21/05/2014 15:52
    "O que fazer então? A resposta é demasiado óbvia, embora nada simples: não fique doente!".

    Infelizmente isso é IMPOSSÍVEL.
    Você até pode postergar ao máximo o dia em que ficará doente, mas esteja certo de que esse dia chegará.

    Portanto minha sugestão de solução para esse problema é:
    Emigre para um país onde o mercado de saúde seja mais livre.
    E estando nesse país, ganhe dinheiro para ser atendido na iniciativa privada.

    E gostei desse link do cara que ficou com braço torto no atendimento público na Inglaterra. Usarei-o para esfregar na cara de qualquer um que diga que "Saúde pública e gratuita funciona no primeiro mundo".
  • Funça Federal  21/05/2014 18:37
    Bem, você tem saber se isso foi um caso pontual ou se esse e outros casos são corriqueiros.
  • Yuri  21/06/2015 20:07
    Sim André, é impossível.

    Na verdade a resposta é outra: DIMINUA O RISCO.

    Para diminuir as chances de um infortúnio médico, é preciso trabalhar as variáveis:

    Variáveis relevantes para a frequencia dos eventos com possibilidade ruim:
    ---------------------------------------------------------------------

    1. Ficar pouco doente - Aqui conta bastante a alimentação e o estilo de vida (exercícios físicos)

    2. Sofrer pouco acidente - Também contam o estilo de vida, a profissão e a agressividade (pessoas que são loucas ao volante, que gostam de arrumar confusão com estranhos etc)

    Variáveis que atuam após acontecer algum evento de saúde:
    ---------------------------------------------------------------------

    3. Adquirir serviços de saúde pagos e qualidade - Essencial para diminuir as chances do erro médico.

    4. Adquirir conhecimento básico sobre doenças e sintomas antes de ir ao médico - Não é para ficar neurótico, mas se o sujeito não sabe nem seu tipo sanguíneo está entregando 100% da vida na mão de outro, sem poder questionar nada, por mais bizarro que pareça.

    5.Adquirir remédios certos, embora caros - Deixar de se tratar com um remédio mais bem feito por economia é risco.

    6. Seguir orientações médicas, mas ao mesmo tempo estudar sobre o problema, especialmente em áreas onde há muita controvérsia (Dietas por ex) ou quando se necessita do serviço de forma contínua (Doenças crônicas, por ex).

    A informação é sempre uma arma a mais para diminuir o risco.

    Bom... se a pessoa fizer tudo isso, ainda assim corre risco de se ferrar, mas pelo menos o risco é menor.
  • Rodrigo Amado  21/05/2014 15:56
    "O futuro da medicina no nosso país é aziago, a não ser que comecemos a reescrevê-lo a partir de já.".

    É, tô vendo que o futuro será MUITO PIOR do que é hoje.
    Excelente artigo, essas informações servirão para me estimular à acelerar, ainda mais, meus planos de emigração.

    Quando tiver emigrado ajudarei os brasileiros que, infelizmente, não conseguiram fugir ensinando-os sobre como emigrar.

    E aos que não conseguirem jamais emigrar, recomendo que lutem para diminuir o poder do estado até acabar com ele.

    Ou vocês acabam com o estado, ou o estado acaba com vocês.
  • Roger  23/05/2014 00:44
    Ou vocês acabam com o estado, ou o estado acaba com vocês.

    Profética esta frase...
  • Matheus Polli (ex-fisioterapeuta)  21/05/2014 15:48
    Ótimo texto que retrata completamente o quadro de saúde nacional, desde a ideologia falaciosa do "Saúde, um direito de todos" até a explicação econômica da intervenção estatal destruindo o mercado. Num dos ramos da saúde que trabalhei observei, inclusive, a mentalidade dos profissionais em clamar por mais regulamentação, pisos salariais irreais, reservas de mercado e corporativismo, resultando obviamente em mais escassez.

    O ideal de liberdade e as lições econômicas austríacas se mostram como sempre as soluções corretas para os problemas que enfrentamos também nesta área.

    Parabéns aos autores.
  • Marconi  21/05/2014 16:22
    Foi Adam Smith quem declarou que a divisão do trabalho representa o divisor de águas entre um sistema de baixa produtividade e um de alta produtividade e excelência. A divisão do trabalho constitui o cerne da produtividade econômica e visa ao aumento da abundância de bens e serviços. E foi David Ricardo quem formulou a lei da associação para demonstrar quais são as consequências da divisão do trabalho quando um grupo de indivíduos coopera com outro grupo de indivíduos, mesmo que um deles seja menos eficiente em todos os aspectos. A colaboração dos mais talentosos e capazes com aqueles que são menos talentosos e capazes resulta em benefício para ambos e os ganhos assim obtidos são recíprocos.

    Brilhante!

    Rola Rothbard, rola! kkkkk

    Viva os grandes mestres Sir. Adam Smith, David Ricardo, John Stuart Mill, Alfred Marshall e Milton Friedman! O resto chora!
  • Emerson Luis, um Psicologo  21/05/2014 17:20

    Como se não bastasse, o governo escolheu os profissionais de saúde como bodes expiatórios dos problemas do SUS. Importa escravos de Cuba para trabalharem onde os médicos brasileiros egoístas não vão por causa das condições dos locais.

    * * *
  • Lucas C  26/05/2014 00:59
    Caro psicólogo,
    Você não é egoísta? Trabalha onde? Cobra dos seus pacientes diretamente (preço da consulta) ou indiretamente (salário pago pelos impostos deles)?
    Qual opção você prefere dentro da sua lógica para que os médicos se expurguem desta culpa de serem egoístas?
    1 - Os médicos escolhem onde trabalhar de maneira diferente dos demais profissionais, sem ligar para onde paga mais e onde há melhor qualidade de vida (incluindo aí as condições de trabalho, moradia, escola para os filhos, etc). Por amor eles vão, afinal, fazer aquilo que seu destino sagrado os reservou a partir do momento que receberam o diploma de médicos.
    2 - Eles são obrigados por força a ir para os lugares onde o governo e o povo julgam que eles são mais necessários. Se não forem, vão presos, têm seus diplomas cassados, pagam multas...

    Qual você prefere?
    E escolhendo uma destas opções, você se acha uma pessoa do bem? Justa?
  • Lauro Schvarcz  27/05/2014 13:56
    Caro Emerson Luis, um Psicólogo.
    É lamentável que um leitor desse site tenha opiniões como essa: a de que os 'médicos egoístas' brasileiros não querem trabalhar em determinados locais e, portanto, os cubanos 'heróis' vieram para resolver a perrenga. Não vou citar as centenas de artigos deste e de outros sites honestos, a respeito do real objetivo da invasão cubana via medicina nesse país: se você for intelectualmente honesto consigo mesmo, procure tais artigos. Vivemos um processo acelerado de comuno-socialização do país, governado por um partido que desde sempre aplaudiu líderes comunistas e ditadores genocidas, e você pensa que o problema é o 'egoísmo dos médicos'... Pobre país de maus leitores.
  • Reflexao  29/05/2014 20:46
    Acredito que houve um entendimento errado.
    Quando ele coloca o comentário "Importa escravos de Cuba para trabalharem onde os médicos brasileiros egoístas não vão por causa das condições dos locais."
    Ele esta externando a visão do Governo/Estado/PT (que no Brasil cada vez anda mais junto).
  • Maria  21/05/2014 18:50
    Os médicos tem o apoio da população, sabemos que o descaso não parte dos profissionais e sim do comunismo instalado no poder público. Profissionais e cidadãos pagadores de impostos nos unamos para enxotar essa súcia instalada no poder agora, ou será tarde demais.
  • aspone  21/05/2014 19:31
    Poxa, achei que fosse ler alguém defendendo o livre-exercício da profissão médica, com o fim do conluio CFM/CRMs-estado!

    No fim das contas, foi quase um mimimi médico por estar ganhando menos do que imaginava ganhar...

    ps.: vejam que eu mudei de site, tchurma!!
  • Típico Filósofo  26/05/2014 02:29
    Caro Aspone;

    Como também funcionário público, creio que o senhor é duro consigo próprio ao exaltar os benefícios comparativos do funcionalismo público (cuja existência indiferente à lógica capitalista de produção gera a gloriosa tranquilidade que o senhor taxa de 'vagabundagem' em detrimento de 'conquista revolucionária') ao setor privado (cuja 'produção' e 'trabalho direcionado' são constantemente exaltadas por ti, em clara inversão de valores).

    Aconselhá-lo-ei que busque ajuda psicológica de sua universidade federal local, pois o senhor demonstra claros sinais de depressão. Tal ócio que o senhor tanto julga é na verdade um prêmio mínimo quando comparado ao fardo que é servir à república e a seus valores, tarefa exaustiva que gerou depressões a justificar inúmeras licenças médicas em minha repartição.

    Recomendo que o senhor abandone tais pensamentos negativos e justifique seus 'privilégios' com a verdade: está a servir os maiores valores da humanidade e deve a si próprio longos descansos e o perdão de seus superiores por quaisquer equívocos.

    Eu mesmo escrevo esta mensagem em 30 minutos (normalmente, levaria 5) de reflexão em que deveria estar 'trabalhando'.
  • David Lin  31/05/2014 21:22
    Aspone, os autores não se estenderam nesse ponto do CRM. Alias, esse monopólio que bate é feito pelo Governo através do ministério da educação em quase todas as profissões. No próprio site do Misses achara resposta para o espantalho que criou para bater. Só adiantando ele passa pela substituição para empresas certificações e caso tenha algum conhecimento da area saberá que isso já existe mundialmente como exemplo deixo as certificações de ACLS, ATLS, PALS. Outra coisa é que assim como para atividades que impliquem risco direto de vida, como pilotos de avião se exigem certificações. Por monopólio do estado ele as quer só para si. O sentido é inverso.
  • Philipe  21/05/2014 21:19
    Boa noite. Não sei se é correto deixar esta mensagem por aqui, mas gostaria de pedir informações sobre o que está ocorrendo na Austrália. Parece, pelo choro dos esquerdistas, que o governo Australiano tem feito reformas no orçamento, desregulando e cortando agressivamente. Gostaria de ver uma matéria no Mises sobre o que Tony Abott está fazendo. E, vejam só, o pessoal no reddit está horrorizadíssimo com os cortes no orçamento, reclamando inclusive que um pensionista teve que ir trabalhar. Estamos perdidos mesmo, tanta esquerdice só pode ser o fim do mundo, exatamente como diz o cristianismo. O mundo tá tão de esquerda que na cabeça desses caras é absolutamente normal o governo ficar sustentando os outros.
  • Um paciente consciente dos seus direitos  21/05/2014 21:58
    Mais um texto que descordo totalmente. Por acaso nunca viram o padrão de vida de um médico qualquer? É todo todo ano trocando de carrão, mansão e até avião. Médicos já ganham muito, principalmente em comparação com outras profissões, como o professor, o trocador de ônibus, o gari, o pedreiro. Mais médicos e menos ganância pelo lucro!
  • Roger  23/05/2014 00:51

    Mais um texto que descordo totalmente. Por acaso nunca viram o padrão de vida de um médico qualquer? É todo todo ano trocando de carrão, mansão e até avião.

    10º mandamento bíblico:

    Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo."

    Não se sabe exatamente quando foram escritos, mas com certeza antes de Cristo. Ou seja, a mais de 2000 anos atrás e os invejosos ainda não aprenderam. Rapaz, ao invés de estar se enciumando dos médicos, porquê não vai a luta e tenta ganhar mais dinheiro que eles? É só você esquecer o ciúme e produzir algo que os outros queiram.
  • Hebe  23/05/2014 01:28
    Muito bom o artigo!
  • Antonio  21/05/2014 23:52
    Faltou abordar a desregulamentação da profissão médica, que elevaria a oferta de profissionais. Outros problemas são o protecionismo na importação de equipamentos, as proibições da Anvisa do uso de equipamentos/medicamentos comprovadamente eficazes já em uso em países avançados. Essas medidas (ou contra-medidas, já que implica abolição de proibições estatais) melhorariam mto a saúde. De resto, o artigo está mto bom!
  • Johnny B. Goode  22/05/2014 00:07
    Bom. Faltou citar o quanto os médicos ficam "amarrados" pelas tabelas de honorários dos planos de saúde, sem poder atribuir preço ao seu serviço livremente, o que, junto às reservas de mercado causadas pelos entraves aos credenciamentos aos planos de saúde, geram mais e mais filas também na saúde suplementar - o que para as operadoras de planos de saúde representa economia, claro que não interessa acabar com as filas. Já tem plano impedindo médico de entrar em outros planos, o que eles chamam de "unimilitância", e dando férias remuneradas aos médicos só porque médico parado dá menos despesa.
  • Típico Filósofo  22/05/2014 01:16
    "Médico cubano acumula 4 acusações de assédio sexual."

    www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/mais-uma-mulher-denuncia-medico-cubano-por-abuso-sexual/?cHash=c2ae9c968950a3d60fa1fec2b913bc6f

    É absurdo que em pleno século XXI, há cidadãos tão retrógrados e fascistas a ponto de não compreender o interesse público existente na democratização do direito ao ato sexual contra o racialismo estrutural imposto pelo conservadorismo feminino...
  • anônimo  22/06/2015 23:08
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Pior que comunistas era a favor da coletivização das mulheres no século passado.
  • Marcos  22/05/2014 01:50
    Muito bom!
  • Lucas C  22/05/2014 01:57
    Parabéns de um médico ortopedista aos dois colegas que escreveram o artigo. Não é fácil defender o liberalismo na medicina diante da imagem "sagrada" e "sacerdótica" que ela tem. Vide alguns dos comentários que já aparecem por aqui.

    Um cara generaliza falando mal dos médicos jovens. Meu amigo, entre estes temos alguns com ideiais liberais e que já perceberam que só vão ter o retorno que merecem se forem os melhores e superarem a concorrência. Além disto, a medicina evoluiu muito. Vejo muitos colegas mais velhos que são excelentes clínicos (sem dúvida alguma) mas que pecam na adaptação às novas técnicas e tecnologias. Entre novos e velho tem gente boa e gente ruim.

    Um outro louco da cabeça diz que se pode prevenir todas as doenças em definitivo. Seja isso com alimentação, seja com exercícios, seja indo morar na lua, é impossível, meu amigo. A doença e a morte são intrínsecas e inseparáveis da natureza viva. Para o seu bem, não deixe de se cuidar. Mas também não se iluda.

    O "Paciente ciente de seus direitos" se queixa de médicos ricos, mas não se queixa da suspensão seu direito de procurar o médico que quiser sem as interferências e as taxas de um governo abusado. Obviamente, você DESCORDOU (vamos considerar que foi erro de datilografia) do texto, porque você não o entendeu. Não só acho que podem haver mais médicos, como deve haver a total desregulamentação da profissão. Deixe que o mercado regule. Quem quiser ser operado por um veterinário, receber receita do farmacêutico, tratar com o Dr Fritz em Sabará, que vá. Mas, neste caso não pode haver qualquer interferência governamental, mas sim o simples cumprimento do contrato entre duas partes. Nada de contratar para o SUS e de cobrar impostos relativos a tal. Assim, os melhores médicos serão sim capazes de trocar de mansão, carro e avião. Seus pacientes os pagarão satisfeitos pelos serviços prestados. Mas os piores terão que ralar para se qualificarem e prestarem um melhor serviço em nome de seu bem estar.

    Um certo Aspone, que reclama do mimimi médico por ganhar menos do que imaginava, é o rei do mimimi. O texto é sobre a influência do estado na saúde pública. Você não leu o que queria e agora está dando chilique.

    É de salutar que tenhamos textos como este emergindo neste mar socialista em que vivemos. Fora do Mises, é raríssimo encontrar algo ou alguém com clareza de pensamento e sem vieses vermelhos.
  • Hélio Dehon( o autor)  22/05/2014 11:36
    Obrigado pelo comentário meu amigo. Você sozinho disse tudo e me deixou livre de fazer minha defesa. Um abraço!
  • Lucas C  23/05/2014 17:10
    É um prazer imenso, Helio. Obrigado eu a você pelo texto!
    Abraço
  • Geraldo Andrade  22/05/2014 13:02
    Parabéns, Lucas, pela sua clareza na interpretação das opiniões. É também o que eu penso.
  • aspone  22/05/2014 20:38
    É, tudo bem, pode ser... o texto realmente tinha outro objetivo e eu posso ter me precipitado.

    Mas eu gostaria de saber se os autores agem com relação ao CRM/CFM da mesma forma que o André Luiz Ramos age com relação à OAB.

    Se os autores pensam mesmo que se deve acabar com esse monopólio espúrio, aí tudo bem.

    Mas, se eles acham que só pode ser médico quem for formado nas faculdades do MEC, tiver inscrição no CRM ou fizer o revalida, aí o texto vira puro mimimi mesmo...

  • Roger  23/05/2014 00:56
    Por incrível que pareca, o aspone tem razão.
    A 'regulamentação' da profissão não passa de estatização disfarçada.
  • Lucas C  23/05/2014 17:15
    Nisso eu concordo plenamente contigo, Aspone. Os bons profissionais não devem temer a concorrência, mas sim motivar-se mais a melhorar e superá-la.
    Como eu disse, fora do Mises é difícil concordar plenamente com alguém. Em geral, tanto a classe médica, quanto o governo, a imprensa e o povão estão equivocados. De um lado protecionismo, de outro o comunismo e a falácia.
  • aspone  23/05/2014 18:49
    Pois é, mas e aí? O que pensam os autores a respeito do monopólio CRF/CFM/estado? O que pensam do MEC controlando faculdades de medicina? O que pensam do revalida?

    Eu, como todos sabem, sou a favor disso tudo. Pensem só o tanto de aspone necessário pra organizar isso tudo!!
  • Jonathan  20/09/2016 15:30
    Excelente texto e concordo plenamente com ele e com seu comentário. Sendo gastro/hepato/endoscopista altamente graduado e certificado professor universitário pesquisador e (quase) mestre aos 31 anos, entendo plenamente que é somente o bom atendimento e a boa ciência que trazem retorno.

    Já peguei e pego cada caso de "doença funcional" de fundo "psiquiatrico"com "endoscopia normal" de colegas, que eram doença celiaca, esofagite eosinofilica, retocolite, Crohn, por erros diagnósticos dos mais velhos... toda semana pelo menos um. Sem contar em erros em Hepato. daí chega a ser de chorar... os mais velhos não sabem quase nada de fígado.

    Precisamos pleitear a redução da ação do estado sobre a saude. Pra ontem!
  • curioso  22/05/2014 02:39
    Os dentistas no Brasil são mais livres no mercado do que os médicos. Mesmo assim, com fartura de profissionais da odontologia, liberdade de marketing, livre concorrência, clinica em cada esquina, abundancia de faculdades particulares; com tudo isso, o preço dos tratamentos e a qualidade dos profissionais são bastante questionáveis. Como explicar?
  • Elucidador  22/05/2014 03:11
    O meu dentista é ótimo. Eficiente e rápido (embora o preço seja um tiquinho salgado, mas ainda assim válido). Jamais fiquei na sala de espera mais do que 5 minutos e jamais tive qualquer problema dentário.

    Portanto, essa sua generalização tola é só propaganda ideológica. Ou então você é um otário que está sendo explorado por um espertalhão e que, em vez de trocar de dentista, gosta de continuar sendo abusado. Parece mulher de malandro.
  • curioso  22/05/2014 03:51
    Certo! Ponha aí o endereço desse dentista. É livre a divulgação na classe deles.
  • Elucidador  22/05/2014 04:04
    Rua Campanha, 97, Belo Horizonte.
  • Heisenberg  23/05/2014 20:36
    Se é questionável, vc deveria estudar a abrir um consultorio odontologico. Pense no tanto que vc gasta com medicina, inclua nisso os gastos com impostos.
  • Diego  22/05/2014 11:24
    Estive no México recentemente e lá via um dentista em cada esquina. Chegava a ter em uma mesma rua uma clínica em frente a outra. Cartazes com promoções e preços baixos. Imagino que o mercado de dentistas lá seja altamente desregulamentado. Alguém me dizer como é esse mercado por lá?
  • Ramón  22/05/2014 12:35
    Não sei os detalhes, mas sei que os americanos estão indo em massa para o México para usufruir essa liberdade.

    Este site fala sobre isso:

    www.kpbs.org/news/2011/feb/09/medical-maquila-insurers-are-following-americans-m/

    E este site mostra os relatos de um americano que utilizou os serviços odontológicos mexicanos (parece que ele adorou):

    www.wheelingit.us/2013/01/16/getting-dental-work-in-mexico-part-i-clarifying-myths-facts/
  • anônimo  22/05/2014 13:02
    Existe algum artigo no site que discute sobre o "marxismo libertário"? Nem que seja nas discussões dos comentários. Caso não haja gostaria de recomendar como tema de artigo, algum embate ou análise sobre essa teoria.

    Obrigado
  • Rennan Alves da Costa  23/05/2014 22:49
    Como é? "marxismo libertário"? Poderia se explicar melhor?
  • Occam's Razor  23/05/2014 23:39
    Hoje eu vi um cara usando o nick "Petista libertário". Fiquei preocupado agora. O diabo inventou um novo disfarce para esconder o rabo e eu não fiquei sabendo?
  • anônimo  26/05/2014 19:28
    Então, eu não sei, esperava que alguem aqui me explicasse isso...
    Estava em uma conversa e ouvi essa pérola ("marxismo libertário"), achei que fosse até famoso e eu que estivesse por fora...

    Vou dar uma olhada nos links que passaram.
  • IRCR  22/05/2014 13:27
    Discordo do rapaz que disse que serviços odontologicos não ficaram mais baratos
    Se compararmos nos ultimos 10 ou 15 anos o preço caiu bastante. Logico que depende da qualidade de profissional e dos materiais.
  • Kat  23/05/2014 13:33
    Discordo da Maria sobre os médicos terem apoio da população.

    Os médicos não tem apoio da população, pq para a massa eles são considerados classe alta e agora com médico cubanos (que dizem olhar na cara dos pacientes) é aí que passaram a detestar os médicos brasileiros.

    Uma consulta num médico top particular dura mais de 30min ou 1h, nesse tempo o médico avalia tranquilamente o paciente por completo e pede exames. Agora no SUS a coisa muda: Muitos pacientes do SUS costumar ser carentes de atenção pois sempre reclamam do médico que "não olha na cara" ou que não conversa como um amigo, mas tb não tiro razão do paciente quanto a atenção do médico. Um médico atende 200 pessoas ou mais numa UBS e ainda precisa fazer amizade numa consulta de 8 min (cronometrado).

    O paciente SUS é um mero número e devo mencionar que os Convênios tb não ficam atrás pois não valoriza os profissionais e ainda se intrometem em decisões médicas afetando diretamente os pacientes conveniados. A Saúde publica brasileira é desesperadora e não adianta injetar bilhões ou trilhões que continuará a mesma porcaria.
    Me pergunto, como atender a um numero alto de pessoas com consultas rápidas exigidas pela Prefeitura? Como fazer um bom atendimento com o pessoal da fila chiando e reclamando alto?
    Os usuários SUS tb não são educados quanto ao uso do Sistema:
    Tem paciente que vai no médico para pedir atestado, muitos não tem nada, outros vão pra trocar receita e os que precisam de atendimento de urgência acabam morrendo nas filas.
    Para piorar há poucos leitos e diminuem a cada ano.

    E os esquerdistas rasgam de elogios ao SUS mesmo com inúmeros problemas.
    Eu saí da área da saúde por causa disso, eu não gosto do setor público, no entanto precisaria trabalhar nesse setor. Desisti da faculdade quando tive uma aula com uma professora Chilena que defendia muito o SUS e o atual Governo. Dizia que o SUS era ótimo e que os serviços públicos no BR são maravilhosos. Trocou o cargo de Enfermeira no Albert Einstein para trabalhar como Concursada.
  • Alexsandro  22/02/2015 12:37
    Bravo! De fato, os paciente do SUS são vistos como meros números pelos gestores, que vibram quando o médico atende 100 pessoas por dia e não estão nem aí para qualidade. Claro que os gestores do SUS pagam seus médicos particulares!!!
  • cristina maia  24/05/2014 16:27
    Bem vou começar dizendo que estou no Brasil. Não sou americana, e até onde sei , Obama foi eleito principalmente porque prometeu mudar a saúde na América; ou alguem acha que ele, negro, num país racista seria eleito sem uma plataforma forte.
    Bem de novo, sou brasileira e não quero a pior saúde do mundo - AMERICANA-, pior porque se não puder pagar sou colocada na porta do hospital 10 dias após um enfarte ( acontece todo dia) ou tenho que escolher amputar os dedos porque o seguro não cobre reimplante em acidente cortante nas mãos.
    Bem continuo sendo brasileira e sei , porque estudei, que existem vários sistemas de saúde eficientes e PÚBLICOS !!!!!!
    Bem com razão o que fica é que os autores querem ganhar muito dinheiro, nada demais , um direito, desde que não usem e abusem de táticas ilícitas e anti éticas ,comuns em um sistema de saúde sem regulação- o nosso.
    Bem também aconselho os autores em coerência com o discurso, a importarem comida, água, não irem a restaurantes e similares já que a saúde pública também atua na segurança alimentar e hídrica; se PRECISAREM de qualquer medicação por favor comprem no exterior porque também é público o controle de medicamentos; ha e em caso de ACIDENTE busquem o setor privado, não usem as emergências públicas nem os serviços de resgate; por favor também não peçam ao governo medicamentos caros, públicos, paguem com seus altos rendimentos; já falei da água mas repito , paguem a análise desta água, cuidado...ela é de controle público; o ar , esqueci do ar, cuidado, façam análise periódica das partículas, da umidade relativa, não vale "colar" das informações públicas.
    Bem acho que não esqueci nada, nossa saúde pública está longe de ser boa porque o pensamento aqui colocado destruiu tudo para poder lucrar exorbitantemente com a doença, para os leigos CUIDADO, sem um sistema regulador e normatizador eficiente- o Estado- o privado vai fazer "gato e sapato" dos seus usuários, visando apenas uma coisa- LUCRO, LUCRO, LUCRO
  • Ayrton  24/05/2014 17:33
    Cristina, em vez de ficar repetindo enfadonhos clichês -- Deus, quando seremos agraciados com seres que pensam? --, informe-se minimamente sobre como funciona a saúde americana.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1851
  • Roger  24/05/2014 17:48
    Bem vou começar dizendo que estou no Brasil. Não sou americana, e até onde sei , Obama foi eleito principalmente porque prometeu mudar a saúde na América;

    Ok. Ou seja, você NÃO é americana e sabe que o Obama foi eleito utilizando-se de um dos artifícios mais batidos do mundo político: a sempre decadente saúde nas MÃOS DO GOVERNO ANTERIOR. Certo, até aqui nada que nós não saibamos.

    Bem de novo, sou brasileira e não quero a pior saúde do mundo - AMERICANA-

    Pronto! Se entregou. Você mesmo diz que NÃO É AMERICANA e sabe que a pior saúde do mundo é a americana, mesmo nunca morando lá? Acho que na realidade você nunca deve ter precisado da saúde brasileira, não é mesmo?

    Enfim, só faltou você dizer que a melhor saúde do mundo é a Cubana não é mesmo? Essa sim é de fazer os olhinhos brilharem. Principalmente os olhinhos da dupla cadavérica que recebe em dólares o 'aluguel' dos médicos cubanos.

    Bem continuo sendo brasileira e sei , porque estudei, que existem vários sistemas de saúde eficientes e PÚBLICOS !!!!!!

    E já que é uma brasileira 'estudiosa', por favor, compartilhe do seu conhecimento conosco. Mostre-nos esses 'sistemas de saúde públicos eficientes' por obséquio? Só por favor, não me venha com o 'eficiente sistema de saúde cubano'.
  • cristina maia  24/05/2014 23:30
    Por favor comece com este livro e eu vou , se te interessar, fornecer bastante material. Estudar é bom...,
    Segue abaixo entrevista concedida à SES-GO por ocasião do lançamento de meu livro na Abrascão.
    www.fiocruz.br/editora/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1035&sid=52
    Estou aberto ao diálogo.
    Um abraço,
    Carlos
    -----------------------------------------------------------
    Quais os principais obstáculos para que o SUS se torne realmente um sistema único?

    Sem um programa mínimo para fortalecer o Sistema Único de Saúde, uma visão fiscalista, em que o fomento ao mercado de planos aparece como solução pragmática para desonerar as contas públicas, passa a fazer parte do ideário de setores economicistas no Estado e na sociedade. Como o SUS hoje não tem condições substituir o mercado na cobertura dos trabalhadores do núcleo dinâmico da economia e do Estado – ao lado de seu fortalecimento nos parece oportuno defender no terreno da Reforma Sanitária a ideia de que a 'saúde suplementar' seja regulada como atividade privada de interesse público, mediante o regime de concessão de serviços públicos. Para tanto, seria necessário mudar no Congresso Nacional as normas que designam a assistência à saúde como livre à iniciativa privada (artigo 199 da Constituição Federal e art. 21 da lei n. 8.080).

    -As reflexões que seu livro traz indicam que o sistema único pode vir a ser uma realidade a médio prazo, a longo prazo ou entra no plano da utopia?

    Não há espaço para a afirmação do SUS se a pobreza, a desigualdade, a violência e os baixos níveis educacionais e culturais da sociedade brasileira continuar batendo à sua porta. Sua implementação pressupõe transformações estruturais e um novo modelo de desenvolvimento, onde o Estado democrático, o setor produtivo e o interesse público tenham papel estratégico em nosso futuro. Ao apontar a necessidade de uma regulamentação substantiva do setor privado para garantir a equidade do sistema – vivificada pelo Estado, pelos gestores do SUS e pelos movimentos sociais – esse livro pretende contribuir para o debate setorial, sem fazer com que eventuais diferenças sejam vistas como antagonismos que nos afastem do projeto político em defesa da saúde, da vida e do socialismo democrático.

    -Os planos complementares vem crescendo muito no Brasil, mas precisam de um certo subsídio do Estado, na forma de renúncia fiscal, caso do abatimento no imposto de renda. Isso não é contraditório, já tira dinheiro do público e transfere ao privado? O senhor acredita que simplesmente isso não devia existir?

    Em essência, é preciso mudar a lógica de atuação do Estado, que, por meio do fundo público, vem favorecendo as condições de rentabilidade dos planos de saúde, resolvendo, em parte, a pressão dos custos e dos preços crescentes. Ou se estatiza o sistema (radicalizando o papel 'intervencionista' do Estado) ou se mantém a forma privada de atividades socialmente importantes, aplicando mecanismos de subvenção estatal (incentivos governamentais). Nessa direção, portanto, é legítimo propor que o Estado, considerando seu poder de compra (economia de escala), atue como braço de apoio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para relativizar o poder dos oligopólios, para sancionar a concorrência regulada e para reduzir os preços (mantidas a cobertura e a qualidade). Foi essa ideia-força, inclusive, que orientou a proposta do Obamacare, que previa a ampliação da intervenção governamental para resolver a ineficiência do setor privado. Curiosamente, em linha análoga, Sergio Arouca antes da sua morte, queria discutir com empresários e sindicatos a possibilidade de o SUS substituir os planos de saúde na cobertura dos serviços médicos dos empregados, a qual passaria a receber recursos diretamente dos empregadores. Sem desconhecer os problemas relativos à estratificação de clientela, sua ideia era trazer os trabalhadores e a classe média para o SUS: "Não estamos interessados no dinheiro. Afinal, esses grupos seriam capazes de exercer uma pressão constante para melhorar a qualidade do serviço e a humanização do atendimento do SUS", disse ele à época.

    -Faltam recursos ou gerenciamento adequado ao SUS? Ou ambos?

    Em termos econômicos, a indagação correta a ser feita é: a contenção dos custos de maneira indiscriminada não poderia agravar os problemas de gestão do SUS? O incremento da eficiência não deve ser tomado como desculpa para cortar recursos financeiros ou organizacionais do SUS, bem como as filas em um sistema universal de saúde não podem servir para restringir o acesso. Considerando o custo de oportunidade para se alocar recursos para a saúde (vis-à-vis outros setores sociais), a melhor prática potencializa o dinheiro empregado na prestação de serviços médico-hospitalares visando sua efetividade. A qualidade da atenção pode ser, portanto, valorizada a partir da aplicação de um conjunto de práticas gerenciais: otimização de recursos; incentivos contratuais de longo prazo aos profissionais de saúde; ajustes permanentes do meio-ambiente e das tecnologias ao processo de trabalho; incremento da produtividade; corte de desperdícios; combate à corrupção etc. Desse modo, paradoxalmente, a melhoria da eficiência pode, na realidade, exigir o aumento dos gastos e por isso boa parte dos problemas de gestão decorre da crise crônica de financiamento do SUS. Infelizmente, após a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) – que foi capitaneada pela oposição em fins de 2007 –, o Congresso Nacional aprovou a regulamentação da Emenda 29 sem o comprometimento de a União participar com dez por cento do seu orçamento, ignorando-se os problemas de financiamento e gestão do SUS.

    -Nas últimas eleições, o tema da saúde pública foi um dos principais destaques nos debates, nos programas de governo e também nas promessas. Por que não se discute a saúde privada e seus limites e problemas?

    Na sociedade brasileira, o bloco histórico democrático e socialista precisa compreender o significado da regulamentação do mercado de planos de saúde. Existe uma contradição entre os pressupostos do nosso modelo de proteção social redistributivo e a ampliação desse mercado. Em particular, desde 1968, essa ampliação se deu com o apoio de incentivos governamentais, entre outros, mediante a renúncia de arrecadação fiscal, como ocorre no sistema liberal estadunidense. Apesar da orientação igualitária do SUS, tendo como base o Estado de bem estar-social europeu, há mecanismos no Brasil que acabam reforçando o modelo privado, uma vez que o mercado depende, em alguma medida, de subvenções estatais – o que está mais em linha com o caso americano do que com os sistemas europeus. Além do mais, embora não desejada pelos sanitaristas, a presença do setor privado acabou também sendo naturalizada no sistema de saúde brasileiro, tirando força da crítica ao mercado de planos. Mas não foram apenas as eventuais fragilidades do SUS que proporcionaram o crescimento dos planos de saúde; ao contrário: esse crescimento foi gritante, porque contou com incentivos governamentais no contexto do desfinanciamento do SUS, da crise fiscal do Estado e da ofensiva neoliberal. Nessa perspectiva, a alegação de que o mercado desafogou financeiramente o SUS serve ademais de apoio ideológico aos interesses liberais e capitalistas, porém, na verdade, esconde o fato histórico de que esse mercado foi uma criação do Estado, favorecendo o modelo de proteção social de matriz liberal em contraposição ao modelo definido na Constituição de 1988.

    -Um dos quadros contestados na saúde complementar é que ela só atende a parte mais barata e fácil do tratamento ou serviço, quando fica caro ou complexo o paciente precisa procurar o SUS. Como o senhor avalia esta questão?

    Para o senso comum, um sistema duplicado e paralelo dessa natureza é justificado por se imaginar que o mercado reduza a pressão sobre o setor público. Entretanto, defendemos uma tese contrária: o setor privado mais prejudica do que colabora com o setor público, porque o aumento do gasto privado e o fortalecimento do poder econômico corroem a sustentabilidade do financiamento público na arena política, levando a um círculo vicioso, caracterizado por uma queda relativa do custeio e do investimento da saúde pública. Se, além do SUS (Estado), o mercado (capitalismo) fosse pressionado 'por dentro' pelo seguro social (associativismo), estariam dadas condições mais realistas para torná-lo, de fato, suplementar. Assim, esse parasitismo, em especial por meio da renúncia de arrecadação fiscal, que permite no fundo tal mercado resolver parte de suas contradições econômicas, seria asfixiado, lançando novo olhar sobre o projeto estratégico de fortalecimento do SUS. Isso poderia abrir as portas para uma nova esfera pública no setor, dando passagem a um projeto radicalmente democrático na saúde (onde o planejamento fosse superior ao mercado). Assim queremos evitar que as inúmeras contradições do mercado (custos e preços crescentes; exclusão de cobertura; seleção de risco; baixa remuneração dos prestadores; prazos indefinidos para atendimento de consultas, exames e cirurgias; dupla militância dos médicos; contratos ineficientes; fraudes etc.) sejam absorvidas passivamente pelo Estado.

    -A medicalização crescente transformou a saúde numa questão de mercado, a oferta virou produto e o paciente virou consumidor. De que modo isso interfere na consolidação do SUS?

    O protagonismo do art. 196 da Constituição (saúde é um direito social) sobre o artigo 199 (saúde é livre à iniciativa privada) será fruto da luta política e social dos partidos progressistas, centrais sindicais e movimentos populares. No entanto, na atual correlação de forças, as relações mercantis do setor saúde não serão extintas por decreto. Em que pese a lógica excludente do mercado – encerrada nos lucros extraordinários e na radicalização da seleção de riscos – a sua negação precisa ser mediada na teoria e na prática, no contexto de uma estratégia defensiva de acúmulo de forças, que pressuponha uma agenda de reforma pública do sistema de saúde brasileiro em direção à consolidação do orçamento da seguridade social e à unicidade do SUS. Nessa linha, a regulação do mercado de planos de saúde deve ser polarizada pela lógica do seguro social, sob pena de que a tese correta, aquela contrária à estratificação de clientela, continue impotente, na prática, para barrar o parasitismo desse mercado em relação ao Estado, ao padrão de financiamento público e ao SUS.

    -De que forma o sistema de saúde público do Brasil deve lidar com a iniciativa privada, uma vez que ela é grande fornecedora de serviços, insumos, medicamentos e tecnologias?

    Em linhas gerais, para promover o crescimento econômico e reduzir as desigualdades sociais, defendemos a estruturação de um certo capitalismo de Estado no setor, onde o governo regule o complexo produtivo, mas atue igualmente como agente econômico. Tendo em mente as mudanças econômicas e tecnológicas operadas na fase da globalização, esse projeto pretende conservar os acertos (industrialização) e superar os erros (excesso de subsídios ao mercado) do processo de substituição de importação visto no século passado. Desse modo, de um lado, o Estado poderia incentivar, a um só tempo, os investimentos e a cadeia produtiva keynesiana na geração de renda, emprego e inovação tecnológica, e de outro, poderia criar uma oferta estatal capaz de atender às exigências de saúde da população em oposição àquelas demandas estritamente mercadológicas do complexo médico-industrial privado.

  • Roger  25/05/2014 18:23
    "Segue abaixo entrevista concedida à SES-GO por ocasião do lançamento de meu livro... www.fiocruz.br/editora/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1035&sid=52"

    O link não funciona. Tudo bem, afinal você copiou quase o 'livro' inteiro no comentário. E o que podemos resumir desse 'livro'? O último parágrafo explica tudo:

    "Em linhas gerais, para promover o crescimento econômico e reduzir as desigualdades sociais, defendemos a estruturação de um certo capitalismo de Estado no setor, onde o governo regule o complexo produtivo, mas atue igualmente como agente econômico."

    Ou seja, se fôssemos resumir o seu 'livro', poderíamos reescreve-lo em uma única frase: "Que o Estado deve intervir ainda mais na saúde, piorando o que já está ruim para se poder fazer propaganda política sobre como anda mal a saúde, nas épocas de eleições".

    Enfim, você somente defendeu a velha e gasta estratégia populista/socialista de pseudo-ditadores se manterem no poder culpando as desgraças (no caso, da saúde) daquilo que eles mesmos ajudam a destruir. Só você e a manada de idiotas úteis se recusam a enxergar isso.
  • Wesley  21/06/2015 22:33
    É interessante você vê esses textos estatistas que só têm jargões ideológicos e nenhuma explicação clara da realidade. Além do mais, discutir com quem não quer enxergar opiniões diferentes é perda de tempo. Socialistas odeiam a realidade e vivem de pensamento mágico. Observem que o pensamento deles nunca descrevem a realidade atual, mas apenas como será ou deveria ser, numa versão romantizada. Quando tentam explicar suas políticas e ações fracassadas sempre se justificam que sua ideia não foi aplicada como deveria ser ou que foi deturpada. Então continua o ciclo do fracasso infinitamente. Além do mais têm aversão a quem se opõe ao socialismo, falam sobre os "neoliberais" e têm nojo ou aversão, nunca rebatendo a ideia, mas apenas desqualificando.
  • anônimo  24/05/2014 20:28
    'Obama foi eleito principalmente porque prometeu mudar a saúde na América; ou alguem acha que ele, negro, num país racista seria eleito sem uma plataforma forte. '

    Isso se chama raciocínio circular. Se o país fosse realmente racista, é claro que ele não teria sido eleito.Mas olhe como vc pensa: se ele não for eleito, o país é racista, se ele FOR eleito, o país também é racista! E viva o afro coitadismo.
    E BTW, ele foi eleito porque prometeu acabar com as guerras, ou seja estava men tin do.

  • Andre  24/05/2014 23:31
    Mais uma que defende que o estado ROUBE dos pobres para pagar aos médicos.

    Porque vocês odeiam tantos os pobres?
  • Rodrigo  26/05/2014 18:40
    Bem também aconselho os autores em coerência com o discurso, a importarem comida, água, não irem a restaurantes e similares já que a saúde pública também atua na segurança alimentar e hídrica; se PRECISAREM de qualquer medicação por favor comprem no exterior porque também é público o controle de medicamentos; ha e em caso de ACIDENTE busquem o setor privado, não usem as emergências públicas nem os serviços de resgate; por favor também não peçam ao governo medicamentos caros, públicos, paguem com seus altos rendimentos; já falei da água mas repito , paguem a análise desta água, cuidado...ela é de controle público; o ar , esqueci do ar, cuidado, façam análise periódica das partículas, da umidade relativa, não vale "colar" das informações públicas.

    Aposto que enquanto escrevia essas boçalidades, a Cristina Maia dizia a si mesma, toda orgulhosa de sua "sapiência": A-ha, peguei vocês, liberais otários! Estatólatras sempre vêm com essas bobagens. Para eles, pra você ser um liberal coerente, deve abrir mão de tudo aquilo que o estado fornece e que já foi compulsoriamente pago por você. Ou seja, liberais devem arcar com os custos do estado, mas não devem jamais querer obter de volta nem um mínimo daquilo que lhes foi tirado via impostos, nem mesmo quando o estado, por meio da coerção, se coloca como monopolista no fornecimento de algo.

    Cristina Maia, se você acha que, por coerência, liberais não devem fazer uso de serviços fornecidos pelo estado, então você, também por coerência, deve defender que aqueles que não farão uso dos serviços do estado tornem-se isentos de qualquer tipo de imposto. E aí, vai aderir a essa causa?
  • cristina maia  26/05/2014 23:42
    Acho que voce não entendeu. Estávamos falando de saúde pública que voce quer que seja privada. Na saúde privada voce deveria se importar com os itens que mencionei. Outro equívoco , voce não paga impostos sobre SUA saúde , único item do IR que não tem teto para abatimento onde se conclui que $ por $ voce já não paga...
    Aliás concordo com voce, não pague impostos aqui, se mude para outro País qualquer , pague em média 50 % de impostos e voce terá tudo que quer, porque não existe País que não cobre imposto. Simples assim. A diferença está na qualidade do retorno, o nosso retorno ainda é péssimo, mas a sonegação é das maiores. Lá sonegador é preso....
  • Roger  27/05/2014 12:05
    "cristina maia"
    "Outro equívoco , voce não paga impostos sobre SUA saúde , único item do IR que não tem teto para abatimento onde se conclui que $ por $ voce já não paga..."

    Você é por acaso uma dessas militantes pagas ('mav´s') para ficar postando besteiras e mentiras na internet? Você acha que está em alguns desses sites de notícias tipo Terra e UOL onde vocês podem mentir à vontade sem que ninguém conteste?

    Me diga: De onde o governo tira dinheiro para a saúde? Das cuecas? Só se for das cuecas dos pagadores de impostos... Ou você acha que governos produzem dinheiro do nada? Retirado do site da própria receita federal, só para linkar uma fonte 'confiável': clique aqui.

    "O dinheiro que você paga em impostos é utilizado diretamente pelo Governo Federal, parte considerável retorna aos estados e municípios para ser aplicada nas suas administrações. Recursos importantes são destinados à saúde, à educação, à programas de transferência de renda e de estímulo à cidadania, como o Fome Zero e o Bolsa Família."

    "cristina maia"
    A diferença está na qualidade do retorno, o nosso retorno ainda é péssimo, mas a sonegação é das maiores. Lá sonegador é preso....

    Ou seja, sempre a mesma churumela: a culpa dos serviços públicos serem ruins é sempre um bode expiatório: no seu caso, a sonegação. Para outros 'mav´s' de plantão, o 'imperialismo americano', para outros, a 'burguesia e zelites', enfim, culpados para vocês é o que não falta não é mesmo? Só esquecem de culpar a vocês mesmos, isso pelo menos eu nunca vi.

    Enfim, chega horas em que a paciência se esgota.
  • anônimo  27/05/2014 14:11
    Mas paga sobre remédios (em média 34%, não, não dá para abater), além disso paga ISS, isso sem contar todos os impostos indiretos sobre tudo que tem em hospital/consultório.

    O Brasil é um dos maiores cobradores de impostos do mundo, em 2013 era o 14° no ranking de carga tributária, de forma que existem outros 184 países que cobram menos.

    Sobre não existir país que cobre imposto, na maior parte do Oriente médio, se vc não explora petróleo/gás, vc não paga imposto. Outros exemplos pelo mundo: Irlanda a carga é de 25% Em vários países do Caribe, se vc for estrangeiro, não paga nada (e se não for paga bem menos do que seus 50%). Em Liechtenstein no máximo 28%, etc.

    Imagino que não tenha empresa, se tivesse saberia que se todo mundo pagasse e não houvesse sonegação, teria um dos maiores índices de falência do mundo e seria um país mais pobre do que é.

    Perceba que se vc produz uma caneta em SP, vende para a BA e no meio do caminho sua carga é roubada na estrada, vc terá pago IPI e ICMS e não poderá descontar, pois tem um imposto apenas por ter produzido e circulado mercadoria, independentemente de ter tido lucro (e no caso não teve).

    Além do mais é muito difícil saber o que está valendo ou não (www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/03/1430486-normas-tributarias-do-brasil-viram-livro-de-41-mil-paginas-e-75-toneladas.shtml), conheço um advogado tributarista que mantém um funcionário cuja única função é ler os diário oficiais para saber quais são as novas normas que foram publicadas e que estão em vigor.

    No final das contas, a maior parte dos empresários não tem como fazer isso e vai acabar sonegando mesmo que não queira, quem não sonega são as mega empresas com ação na bolsa, mas já pensou que esse sistema tributário garante reserva de mercado para essa grandes empresas?

    Você é o tipo de pessoa que vibra se o dono da padaria da esquina é preso por sonegação, mas não se preocupe, na maior parte dos casos, as mega empresas com ação na bolsa pagam td em dia, elas tem departamentos inteiros apenas para fazer isso e vc fica feliz, afinal de contas, essas empresas não sonegam...

    E sobre o retorno ser péssimo, ele sempre será péssimo, aposto que daqui 30 anos continuará td com retorno péssimo, mesmo com seus 10% para a saúde (e 10% para a educação provavelmente).

    E outra coisa, basicamente o que vc defende é que exista bastante intervenção do governo e alguma coisa de iniciativa privada, ao mesmo tempo que fala que o problema é o neoliberalismo. Adivinha só, o neoliberalismo é exatamente o que vc quer... Neoliberalismo significa um governo protecionista, intervencionista e controlador...

    Obrigado.
  • Hélio Dehon- o autor.  28/05/2014 21:37
    Revisando o ultimo parágrafo do texto Que vc mandou-"Desse modo, de um lado, o Estado poderia incentivar, a um só tempo, os investimentos e a cadeia produtiva keynesiana na geração de renda, emprego e inovação tecnológica, e de outro, poderia criar uma oferta estatal capaz de atender às exigências de saúde da população Desse modo, de um lado, o Estado poderia incentivar, a um só tempo, os investimentos e a cadeia produtiva keynesiana na geração de renda, emprego e inovação tecnológica, e de outro, poderia criar uma oferta estatal capaz de atender às exigências de saúde da população em oposição àquelas demandas estritamente mercadológicas do complexo médico-industrial privado. em oposição àquelas demandas estritamente mercadológicas do complexo médico-industrial privado."- pois bem nada mais nada menos que a mesma propaganda ideológica socialista de anos a fio. Tudo muito bonito mas , pq até agora tal iniciativas não surtiram em nenhum resultado? Se é tão fácil seguindo apenas a cadeia produtiva Keynesiana e se opor as demandas mercadologicas! Pq não funciona! Pq nunca funcionou! Isso vcs socialistas jamais conseguem explicar , mas nos liberais sabemos. Exatamente pelas razões colocadas no meu texto ( se éque vc entendeu algo) o incentivo estatal é pernicioso e viciado, e não há a menor razão de se fazer funcionar. Pessoas trabalham por dinheiro e lucro, sem esse simples incentivo ninguém jamais tiraria o traseiro da cadeira para ir trabalhar. Socialismo não ajuda e nunca ajudou os pobres somente o mercado e o capitalismo real, seja com o incentivo econômico correto( geração de empregos, salários dignos ditados pela livre concorrência ) e pelos próprios produtos produzidos já que são os trabalhadores os maiores consumidores.acho que vc está no site errado, e se não for o caso, leia melhor os artigos e reflita, e se não quizer, tente mudar tudo nas próximas eleições e vamos ver se o novo iluminado ministro da saúde finalmente da jeito na saúde Brasileira.
  • helio dehon  29/05/2014 00:18
    Desculpe o texto repetiu(entre aspas)!!
  • David Lin  31/05/2014 21:34
    Cristina, os autores não entraram no âmbito do saneamento (quem predente isso e pouco faz é o SUS). Outra coisa não pago impostos só no imposto de renda, também sobre a compra, patrimônio e indiretos e não consigo abater gastos em saude algum neles. Ou a senhora consegue abater os seus no IPTU e IPVA ou na hora de comprar algum produto? Seu discurso é falacioso do começo ao fim, impressiona sua capacidade de costurar mentiras em cima de mentiras. E não se trata apenas de retorno (que sabemos ser muito ruim) o proprio modelo economico coletivista já foi muito bem explicados em outros artigos dessa pagina não tem eficiência, que dirá estabilidade dinâmica. A realidade por si só já deveria ser suficiente para enxergar que as coisas não funcionam. Se acredita que alguém deve migrar do país porque já não está em Cuba? Talvez de lá na internet de 64kbps a 6 dolares 30 minutos tivesses mais o que fazer que tentar enganar alguém com suas fraudes intelectuais e viesses vermelhos.
  • josuel  28/05/2014 16:36
    A Cristina, 'brasileira estudiosa' não leu o artigo. Ou se leu não entendeu nada. Para ela: ...sem um sistema regulador e normatizador eficiente - o Estado - o privado vai fazer "gato e sapato" dos seus usuários, visando apenas uma coisa - LUCRO, LUCRO, LUCRO."
    O sistema já é REGULADO pelo estado e é essa desorganização toda.
    Vai estudar mais Cristina.
  • cristina maia  28/05/2014 18:33
    Encerro aqui, não se pode discutir assunto sério quando os participantes não compreendem o que é essencial na língua escrita. Regular não é intervir, regular , neste caso em questão ( pasmem senhores liberais) é uma concorrência onde o estado realmente regula , modera, sugere ao mercado , ao oferecer um serviço de ótima qualidade, fazendo com que o usuário tenha o direito de opção. No caso da saúde isto não ocorre já que qualquer um pode trabalhar sem qualquer controle em qualquer setor, público e privado da saúde. Teríamos que ter concurso público e carreira de estado, isto para começar. Saúde para os participantes deste grupo seleto de brasileiros é FAZER EXAME, SALA BONITA, MUITA CIRURGIA. Saúde é qualidade de vida , prevenção , educação e a liberdade de conhecimento. As opiniões aqui apresentadas são em sua maioria desprovidas de qualquer mínimo conhecimento da complexidade do que é saúde em seu conceito mais elementar. Saúde bem praticada é um arranhão no dorso do pé ,em um adulto jovem , onde os profissionais de saúde diagnosticam que o paciente tem diabetes; ele recebe orientação em todos os campos do conhecimento em saúde ; ele não terá sua perna amputada no futuro. Garanto que vários dos participantes conhecem alguém que já perdeu partes do corpo por serem portadores de diabetes. Garanto que pensam que isto é um dogma no diabetes, mas não é...
    Bem , felicidades a todos e por favor ter saúde é também ser um pouco como Gandhi, unir os diferentes em torno de um bem maior e comum a todos, as atitudes raivosas e de permanente confronto, as vezes até ofensivas , não nos levam a lugar nenhum...
  • Marcos  28/05/2014 22:46
    "No caso da saúde isto não ocorre já que qualquer um pode trabalhar sem qualquer controle em qualquer setor, público e privado da saúde."

    Uai, não sabia disso não. Quer dizer então que, se eu quiser, amanhã posso abrir um consultório de ginecologia e clinicar (sendo eu formado em engenharia)? Posso fazer isso sem ser processado pelo CRM?

    Olha lá, hein? Não quero ser enganado por você. Vou fazer isso, e se houver problema pro meu lado vou dizer para as supremas excelências do Conselho que foi você quem jurou que há liberdade de entrada e de concorrência no setor de saúde. Cuidado com seu diploma...
  • anônimo  29/05/2014 00:23
    "Encerro aqui, não se pode discutir assunto sério quando os participantes não compreendem o que é essencial na língua escrita. Regular não é intervir"

    Uma intervenção, no mínimo é uma interferência e regular significa dizer o que pode ser feito, como pode ser feito e o que não pode ser feito.

    "neste caso em questão ( pasmem senhores liberais) é uma concorrência onde o estado realmente regula , modera, sugere ao mercado"

    Parece ser uma intervenção. E que concorrência é essa onde o governo não pode falir?

    " Saúde bem praticada é um arranhão no dorso do pé ,em um adulto jovem , onde os profissionais de saúde diagnosticam que o paciente tem diabetes; ele recebe orientação em todos os campos do conhecimento em saúde ; ele não terá sua perna amputada no futuro."

    É o que a maioria quer, mas o que estamos falando é que é mais provável isso acontecer na iniciativa privada do que na pública, com todo mundo sendo atendido no chão. Já foi em um por kilo e no bandeijão de uma faculdade pública? Percebeu a diferença?

    "por favor ter saúde é também ser um pouco como Gandhi, unir os diferentes em torno de um bem maior e comum a todos,"

    Em nome do bem maior e comum a todos, se cometem/cometeram algumas das maiores atrocidades.

    Obrigado.
  • Helio Dehon-O autor  29/05/2014 00:37
    Mais enganos da nossa amiga!
    1-Concurso público-Mais uma vez aqui ela se mostra totalmente pro governo e pro estado.Estimular e até mesmo invejar concursos públicos na área da medicina,para mim é uma atitude extremamente covarde da parte dos profissionais da área,que com medo de alcançarem vôos mais altos,preferem a comodidade por trás do estado babá,com a infame "estabilidade pública".Funcionarismo público é perverso em matéria de produtividade e com a área da saúde é a mesma coisa.
    2-Ao citar palavras de Ghandi,nossa amiga talvez desconheça que por trás das "boas atitudes"e das palavras do famoso hindu,se escondia um homem de mentalidade extremamente socialista(Fabiano no caso)e protecionista que botou a India outrora um país rico ,na penúria que conhecemos hoje,por estimular o fim da divisão do trabalho e estimular a autossuficência das famílias.Foi mais um caso em que as virtudes foram monopolizadas(no caso a 'paz" e a "não violência") para um "bem maior" em nome da comunidade ou do "todo" e para variar somente trouxe escassez e miséria.E o discurso sobre diversidade(unir os diferentes) só nos levam ao wellfare state e suas cotas,bolsas e todo o tipo perverso de assistencialismo.

    QUANDO O ESTADO INTERFERE E "REGULA" NINGUÉM A SER O BUROCRATA TEM DIREITO DE ESCOLHA OU A NADA, E QUANDO O TEM, SÓ TEM PQ O GOVERNO ASSIM ESTABELECE.
  • Antonio  24/05/2014 19:04
    Cristina, vc se esqueceu q todos esses serviços de certificação e controle de qualidade podem ser melhor executados pelo setor privado. Isso já acontece com eletrônicos, q caem de preço e melhoram a qualdade nonstop. Qdo o gov toma conta da certificação de medicamentos, acontece o que houve nos Eua, um medicamento q teria salvo 10 mil pessoas (mais do q morreram na guerra da Coreia e Vietnã) foi retardado pela FDA por caprichos burocráticos (a burocracia tem seus próprios interesses, q na maioria das vezes nao coincidem com o interesse público).

    Nos Eua, se vc nao tem plano de saúde, o hospital é obrigado por lei a te atender. O gov repõe depois se o paciente nao pagar. Atualmente metade dos gastos com saúde sao estatais nos Eua. A regulamentaçao lá tb encarece a saúde. Entao saúde nos Eua já era estatizada antes do Obamacare.
  • anônimo  24/05/2014 21:33
    "sistema de saúde sem regulação- o nosso."

    O sistema brasileiro não é regulado? Planos de saúde, hospitais, faculdades, etc, td isso é altamente regulado.
  • pedro  31/05/2014 02:17
    Caros administradores da página, envio esta mensagem no intuito de manifestar uma opinião divergente, ainda dentro do universo libertário, sobre as metodologias ativas presentes na faculdade. Sou um estudante de medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde do DF e vivencio a vertente PBL da metodologia em questão, obtendo boas experiências ao longo do curso.
    .
    Primeiramente, o comentário: "(...) que não precisa ser, necessariamente, médico (...)", está completamente errado. Tanto os instrutores do eixo HA quanto os tutores do eixo tutorial e, ainda, os orientadores do IESC (volto a falar deste eixo mais a frente) são profissionais renomados em suas áreas, sendo que os menos qualificados tem mestrado (assim como nas instituições tradicionais) em medicina. Apesar disto, a confusão dos senhores é compreensível, visto que praticas mais simples (lavagem das mãos, colocação correta das luvas, etc) são ministradas por enfermeiros, ou profissionais de outras áreas.
    .
    Em Seguida, ao afirmar que, nesta variedade de ensino, o estudante aprende por meio da interpretação de textos, os senhores cometeram um erro técnico. A leitura do texto, ou problema, como chamamos, dura, em média 1 ou 2 minutos. Posteriormente, criamos questões sobre cada detalhe correlacionado à medicina, seguidas de hipóteses e, por fim, objetivos de estudo (que rendem dezenas ou centenas de paginas nos livros para serem estudados em 3 ou 4 dias, dependendo do dia, para o fechamento na próxima tutoria).
    .
    Só para deixar claro: este tipo de instituição forma médicos generalistas, assim como na metodologia tradicional ou qualquer metodologia existente para o curso de medicina. A especialização jamais é desestimulada, uma vez que todos os nossos tutores são especialistas e acabam por explanar sobre suas especialidades, estimulando alunos interessados. Além disso, a instituição incentiva o desenvolvimento de ligas acadêmicas, nas quais os estudantes se reúnem com um, ou mais, especialistas no intuito de aprender mais sobre a sua especialidade.
    .
    A metodologia ativa não foi criada pelo MEC e não é apenas um método " inspirado nas chamadas escolas experimentais dos anos 1970". É utilizada até hoje nas Universidades: McMaster, Johns Hopkins e Maastrich, onde se iniciou. O UniCEUB, melhor universidade particular do DF também aderiu ao método. Harvard, para decidir de adotaria a metodologia ou não, separou duas turmas de alunos: uma utilizando a metodologia tradicional e outro a ativa. Esperar-se-ia o curso acabar para medir as vantagens mas, vistas as diferenças por volta da metade do curso, decidiram que todos passariam a estudar pela Harvard Metodology (uma vertente de metodologia ativa, semelhante ao PBL).
    .
    Sobre o IESC: este é um eixo no qual alunos visitam postos de saúde, clínicas de saúde da família e hospitais públicos todas as semanas e escrevem portfólios sobre a atividade. Não creio que isto seja manipulação, uma vez que estudantes de graduação em medicina precisam conhecer, na prática, as doenças mais básicas e, sendo a ESCS uma instituição pública, é muito mais fácil e menos burocrático pra ela realizar este tipo de atividade dentro do SUS.
    .
    Adendo: Sou libertário e a favor da desestatização das universidades. Mas, uma vez que minha família já é obrigada por lei a pagar impostos suficientes para me manter em 4 faculdades de medicina ao mesmo tempo, é preferível, para mim, estudar das instituições que ja sou obrigado a manter do que pagar um valor a mais (também carregado de impostos) para estudar em outra instituição. Por mim, todas as faculdades poderiam ser privatizadas, dês de que sua verba fosse, finalmente, descontada dos impostos.
    .
    Atenciosamente: Seu futuro cirurgião
  • Lucas C  02/06/2014 22:41
    Parabéns, Pedro. Excelentes colocações.
  • Thiago Valente  21/06/2015 22:53
    Excelente adendo. Eu até estranhei essa crítica ao método e iria pesquisar mais para saber sobre, mas nem foi necessário ir além. O pessoal do IMB e os leitores são dez mesmo. De resto, parabéns ao autor pelo ótimo relato.
  • Julie Sankus  14/08/2014 13:46
    Então, muitas pessoas hoje em dia estão viajando de Estados Unidos e Canadá com o objetivo de implantes dentários baratos maneira plácida é uma empresa líder que oferece a melhor facilidade de turismo médico. Se você está ansioso para implantes dentários no México com preços baratos, você pode ir no site da PlacidWay www.placidway.com/package-search-country/Mexico,Dental_Implants,Dentistry/search.html e pode verificar a sua variação de implantes dentários no México e pode escolher o mais adequado para você.
  • ricardo  01/09/2014 23:29
    Leandro,

    qual a relação existente entre o CEI-INSS e os planos de saúde?
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  21/06/2015 15:17
    Onde existir burocracia haverão mortes desnecessárias. Infelizmente, esse país chamado "brasil" não aprende com os erros. Por que facilitar as coisas quando um burocrata, armado com o "arsenal da lei", pode complicar? Por que ser bom se pode-se ser mau, sem receber o castigo merecido? Esse lixo chamado "brasil" merece tudo o que está passando e MUITO MAIS. Infelizmente, as boas pessoas(e me incluo sem nenhuma falsa modéstia) sofrem com as ações de bandidos estatais(vereadores, prefeitos, governadores, juízes, detran, auditores da receita federal, policiais, presidente, etc). Esse tipo de gente com o pensamento limitado e de vida triste e bandida, que contaminam e atrapalham as pessoas produtivas com suas leis, regulamentos, regras, estatutos, portarias, determinações, resoluções, constituições, etc. Enfim, todo o lixo que o pensamento deles consegue alcançar. Terrível! Ora, um mundo normal, sem essas leis, já é complicado. Imaginem, então, nossa situação. Malditos estatais! Morram de uma vez!
  • Adelson Paulo  21/06/2015 15:18
    O Brasil foi o único país do mundo com mais de 100 milhões habitantes que criou um sistema de saúde público universal.
    E só é possível vislumbrar um único cenário para este sistema de saúde público: o colapso. Por um motivo simples: demografia. O Brasil vive no momento um bônus demográfico, com a maior proporção de jovens em condições de trabalho de toda nossa história. Teríamos que estar vivenciando um crescimento econômico de 5-6% ao ano, com grandes investimentos em infra-estrutura, criação de empregos qualificados, geração de poupança interna para o futuro. Mas nossa realidade está muito distante disto.
    Os procedimentos médicos estão cada vez mais sofisticados (e caros), e a população vai sempre exigir seus "direitos" de acesso a estes novos procedimentos, se necessário com recurso ao Poder Judiciário. O aumento da expectativa de vida cria ainda um aumento da demanda por estes serviços.
    Mas a partir de 2025 a população brasileira vai começar a envelhecer rapidamente, com uma rápida transição demográfica que demorou décadas para ocorrer na Europa mas que aqui está ocorrendo um apenas duas gerações. Com a crônica incapacidade gerencial dos nossos gestores públicos, o sistema de saúde público vai entrar inevitavelmente em colapso.
    O mesmo vai ocorrer como a Previdência pública, que já está totalmente deficitária e só se mantêm a partir de uma carga tributária escorchante sobre os trabalhadores ativos e as empresas.
    Sobre este tema, não vejo o que discutir: apenas assistir ao Apocalipse.
  • Vander  21/06/2015 20:31
    "E só é possível vislumbrar um único cenário para este sistema de saúde público: o colapso. Por um motivo simples: demografia."

    Quem dera se fosse tão simples assim! A demografia pode até ajudar a acelerar o colapso, mas não é, nem de longe, a principal causa.

    Pode parecer incrível, mas a maior causa do colapso desse sistema é o próprio governo. Claro que, falando isso hoje, parece meio óbvio, em meio à tantos escândalos de corrupção e incompetência. Mas o fato é que um sistema de saúde falido é ótimo para governos corruptos e incompetentes. Explico:

    1) Um sistema de saúde falido permite que sociopatas (políticos) possam vender, em seus palanques, a 'promessa' de concerto para a saúde;
    2) Um sistema de saúde falido permite que os mesmos sociopatas, depois de eleitos, possam usar desse sistema para atingir seus verdadeiros objetivos: enriquecer às custas do erário público;
    3) Um sistema de saúde falido permite que os mesmos sociopatas possam controlar melhor as 'necessidades' de um povo. Um povo sadio tem mais tempo para se dedicar a descobrir a verdade por trás das ideias de seus governantes;
    4) Um sistema de saúde falido permite que os mesmos sociopatas possam criar novos mecanismos de extorsão da população, tal como aconteceu com a CPMF, e talvez volte à acontecer novamente.

    Enfim, a saúde pública hoje no Brasil é somente mercadoria para palanque de sociopatas. Nada mais. Mas seria ótimo se esses mesmos sociopatas se limitassem somente à saúde pública, e deixassem a privada em paz. Mas não. Muito pelo contrário, também se esforçam ao máximo em destruir a saúde privada, concedendo monopólios à grandes operadoras, fechando o mercado para novos entrantes e estabelecendo regras e procedimentos absurdos através de 'agências reguladoras' como a ANS e ANVISA.

    Por isso eu complemento o que você disse: "E só é possível vislumbrar um único cenário para este sistema de saúde público: o colapso. Por um motivo simples: o governo"
  • anônimo  21/06/2015 15:30
    Só não gostei dessa parte:

    'Por não haver agora um mestre como baluarte, alguém a ser seguido como exemplo de eficiência e sucesso profissional (quantos médicos resolveram fazer determinadas subespecialidades espelhando-se em seus professores titulares?), temos um crescente estímulo para o médico generalista.'

    1 Se vc não tem convicção do que quer a culpa é sua.
    2 F-se os 'mestres'.Faço engenharia e aprendi muito mais na internet, khan academy, etc, do que com os 'mestres'.
  • anônimo  21/06/2015 15:35
    Médicos tem vários privilégios garantidos pelo governo, pra comprar um remédio eu tenho que pagar uma consulta e ter a assinatura de um médico...isso o artigo não falou.
  • Wesley  21/06/2015 22:24
    É claro, é um sistema corporativista. Os CRMs e o governo ganham em cima da população.
  • Dalton C. Rocha  21/06/2015 20:35
    Sem querer desmentir o artigo, eu tenho de perguntar estas coisas:
    1- Quem mandou o Conselho Federal de Medicina, o CFM ser subordinado à CUT, CNBB, etc. por décadas à fio? Por exemplo, quem mandou o CFM cassar o registro de um médico, por supostamente ter colaborado em torturas, durante o Regime Militar, quando este mesmo CFM nunca cassou o registro do Dr. Padilha, que mandou para aqui milhares de agentes cubanos, disfarçados de médico cubanos?
    2- Será que agora que "notaram" que não só na saúde, como na educação, etc. o modelo que a esquerda do Brasil quer para nós é no figurino de Cuba? Sabendo que desde 1959, que os clepto-irmãos Castro treinam e comandam marxistas brasileiros, por que só agora, esta preocupação toda? Em Cuba, um médico ganha menos de R$700 por mês.
    Será que é pelo fato das remunerações de médicos, em Cuba, serem absolutamente miseráveis, que só agora, vem a preocupação com a cubanização do Brasil?
    3- Por que o artigo não condena a formação de centenas de "faculdades de medicina " vagabundas, por Lula e Cia? Os poucos defeitos apontados nelas são, bem menos que o real.
  • Jack  21/06/2015 20:58
    Dalton, nada contra seus itens 1 e 2. Mas você está desinformado quanto ao 3.

    Desde 2013, para se abrir uma nova turma é necessário esperar que os funcionários do Ministério da Educação lancem um edital autorizando o negócio.

    A fonte é a própria presidência da República:

    www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12871.htm

    Não se deixe cegar pela ideologia e pelo partidarismo político. Isso só emburrece.
  • Wesley  21/06/2015 22:48
    Infelizmente o texto só fala dos médicos. Sou da psicologia, e o SUS é visto como uma "conquista social" e exaltado por vários professores universitários até mesmo com pós-doutorado. Quando falam do SUS só falta sair água dos olhos. Além do mais, os psicólogos são incentivados a ser funcionários públicos, principalmente das secretarias de saúde. É uma visão totalmente estatista e ideologizada. Se você falar que o sistema é uma porcaria, alguns tentam justificar dizendo que existe alguns serviços que funcionam, mas esses serviços não correspondem nem a 10% do que o SUS oferece (o que mostra que o SUS nada mais é do um ralo de dinheiro público). Além do mais, se vê textos das disciplinas criticando a "mercantilização" da saúde (como se saúde pública não custasse dinheiro), exaltando a CF de 88 que nada mais é do que uma bíblia do socialismo, elaborada por megalomaníacos que acham que o Estado é um tipo de Deus. Essa visão também é similar na educação, onde criticam a "mercantilização" da educação (como se para manter educação pública não se necessitasse de dinheiro). Infelizmente para o psicólogo restam poucas opções se ele quiser ganhar muito dinheiro, sendo a mais óbvia a de virar um burocrata do Estado.
  • Adelson Paulo  22/06/2015 20:41
    Todos estes ideólogos criticam a mercantilização da saúde e da educação, mas fazem greves intensas e constantes para melhoria de seus salários e "condições de trabalho". Claro, tudo em prol da "sociedade".
  • Wesley  23/06/2015 01:17
    Mas parece que não pensam. Como falar contra mercantilização se tudo custa dinheiro. Para o governo oferecer saúde e educação ele vai precisar de dinheiro assim como qualquer escola ou hospital privado. Portanto falar contra a mercantilização é falar contra a realidade.
  • Henrique Zucatelli  22/06/2015 12:01
    Acho médicos bem anti liberais, não só aqui mas em boa parte do mundo. Especialistas em lobby com estatais (vide a quantidade de médicos no poder).

    Mas o que eh quero mesmo argumentar nesse tópico e que eles mesmos desincentivam o atendimento em seus consultórios por clientes sem plano de saúde. Ao passo que cobram R$ 30,00 do plano e R$ 200,00 do cliente sem plano. É uma bela disparidade.
  • Mário Fernandes  22/06/2015 12:12
    Também não sou fã de médicos, mas essa sua acusação é injusta. A questão dos planos de saúde é bem mais complexa e foi abordada neste artigo.

    Vale lembrar que plano de saúde é um cartel totalmente controlado pelo estado. Os preços dos planos de saúde são controlados pelo estado. Sendo assim, já que o médico trabalha com preços controlados de um lado (clientes com plano de saúde), ele tem de compensar precificando ao máximo o outro lado (clientes sem plano de saúde).

    Você simplesmente não consegue escapar das leis da economia. Nenhum controle de preços passa impune. E médico não é caridade; ele também precisa ganhar dinheiro para comer.
  • Ali Baba  22/06/2015 13:23
    @Henrique Zucatelli 22/06/2015 12:01:19

    Acho médicos bem anti liberais, não só aqui mas em boa parte do mundo. Especialistas em lobby com estatais (vide a quantidade de médicos no poder).

    Mas o que eh quero mesmo argumentar nesse tópico e que eles mesmos desincentivam o atendimento em seus consultórios por clientes sem plano de saúde. Ao passo que cobram R$ 30,00 do plano e R$ 200,00 do cliente sem plano. É uma bela disparidade.


    Essa é a opinião dos que não tem conhecimento.

    Eu pago bem meu médico. Sei que o conhecimento dele não tem igual e foi adquirido a duras penas. O problema é que você quer pagar para o médico o mesmo que paga para seu barbeiro cortar seu cabelo. Simplesmente não tem como comparar o valor adquirido em uma consulta médica com um bom profissional ao de um corte de cabelo. E o médico você consulta eventualmente, ao passo que o barbeiro você visita todo mês.

    Na verdade os médicos são vítimas duplamente: o governo faz de tudo para atrapalhar sua prática e a população não entende o que significa ser médico e acha que uma manicure presta serviço tão valioso quanto. É verdade que são culpados de passividade por deixar a desvalorização da sua profissão chegar onde chegou... mas isso não é desculpa para remunerá-los mal.

    Enfim, meus médicos vão continuar sendo bem pagos por mim. Sem planos de saúde. Sem governos. E todos (eles e eu) estão bem satisfeitos com essa situação. Não poderia haver nada mais pró-liberalismo do que isso (de minha parte e da deles).

    Favor pensar antes de vomitar pelos dedos.
  • cmr  22/06/2015 14:49
    "...a população não entende o que significa ser médico e acha que uma manicure presta serviço tão valioso quanto."

    Quem determina o valor das coisas é o mercado, e não discursos bonitos.
  • Ali Baba  22/06/2015 15:31
    "Mas o que eh quero mesmo argumentar nesse tópico e que eles mesmos desincentivam o atendimento em seus consultórios por clientes sem plano de saúde. Ao passo que cobram R$ 30,00 do plano e R$ 200,00 do cliente sem plano. É uma bela disparidade."

    Se inclui no seu conceito de discurso bonito?

    De resto falou o óbvio: quem determina é o mercado. Se o governo se abstivesse disso (como de qualquer outra coisa) faria um grande serviço a médicos e pacientes.
  • cmr  22/06/2015 13:15
    "É fato que a profissão médica, em última instância, é uma atividade que requer cuidados triplicados quando comparada a outras atividades profissionais, pois lida com vidas."

    Pilotos de avião, motoristas, bombeiros, policiais, etc... Também lidam com vidas...
  • Andre Cavalcante  22/06/2015 14:39
    Engenheiros também. Ou você gostaria que o prédio em que trabalhas simplesmente caia um belo dia?

    Ah!, os computeiros também: ou você gostaria que o seu celular explodisse no seu bolso?

    Veterinários também: imagina você adquirir uma doença catastrófica porque o gado não foi bem cuidado?

    Ao fim e ao cabo, todas as profissões lidam com vidas humanas, de forma direta ou indireta (ou existe alguma que não vise produzir algo que seja para o e/ou uso humano?

    Abraços.
  • cmr  22/06/2015 15:03
    Concordo plenamente, só não concordo com esse mimimi dos médicos de se acharem "os tais".
  • anônimo  22/06/2015 18:03
    Isso aí tem até um fundo de verdade, um engenheiro fazendo o cálculo da estrutura de um prédio pode refazer tudo mil vezes até se convencer de que não tem erro nenhum, já o médico na mesa de operação, errou uma besteirinha, fodeu tudo.
    E é interessante os reality shows que mostram essas coisas...os caras lá, operando, e conversando como se aquilo tudo não fosse nada de mais, falando de futebol, do churrasco do fim de semana...depois se acham as vítimas quando alguém descobre uma tesoura dentro da barriga e resolve processar.

    Se vc pensar bem, tudo que um médico faz é identificar padrões.Ou seja, é o troço que pode ser perfeitamente automatizado e substituído por uma rede neural, mas todos sabemos que não vai rolar nunca, por causa do nosso amigo estado.
  • Pedro  22/06/2015 22:45
    Essa senhora Cristina Maia não entende nada de Estados Unidos. Aqui moro e estudo todos os problemas americanos, assim como os problemas brasileiros. Aqui, a medicina não e socializada. Se uma pessoa pobre vai a um hospital, sera devidamente atendido, recebendo a conta em casa, que não sera pequena. Se pode pagar, paga. Não podendo pagar, a divida e liquidada por um fundo publico, estadual, municipal, ou federal. Normalmente os pobres tem um fundo publico chamado Medicaid. Fora isso, todo cidadão americano tem direito ao Medicare, a partir dos 65 anos de idade. Esse fundo também atende a quem no e americano mas e residente permanente há mais de 5 anos e, logico, já tem idade mínima de 65 anos. Esse plano e federal. As pessoas pagam mensalmente um certo valor. Após os 65 começam a desfrutar desse plano e continuam pagando algo um pouco acima de 100 dólares. Mais de 85% dos americanos tem plano de saúde. Obama, secundado por Lula, achava um absurdo, cerca de 40 milhões de pessoas não disporem de uma plano de saúde. Nesse numera deve seguramente serem incluídos os residentes ilegais (eram cerca de 16 milhões), os que não querem ter e os realmente pobres. As pessoas aqui são majoritariamente contrarias ao chamado Obamacare, pois não acham justos pagarem por ilegais, por drogados, por alcoolatras, e, em muitos casos, por imprevidentes. Medicina aqui e algo caro.
  • Wesley  23/06/2015 03:44
    O pior é ouvir professores universitários dizendo que quem é pobre nos EUA morre nas filas dos hospitais se não tiver dinheiro para pagar. O engraçado é que não se vê pessoas morrendo nas filas dos hospitais nos EUA como se vê no Brasil. Vale tudo para defender o estatismo brasileiro e esse sistema terrível que é o SUS. Tudo que se fala dos EUA é ruim, pois os americanos são imperialistas e blá blá blá. Isso é o que é dito nas universidades, que deveriam difundir o conhecimento e não a ignorância.
  • anônimo  23/06/2015 10:06
    E eles são imperialistas mesmo.E isso não beneficia em nada o povo, apenas os amigos do rei.Você ainda tem muito que aprender, os EUA atuam em muitas frentes como uma força CONTRA a liberdade.
  • anônimo  23/06/2015 10:08
    https://www.lewrockwell.com/2015/06/paul-craig-roberts/the-shaky-future-of-the-us-imperium/
  • Rennan Alves  23/06/2015 12:07
    "Aqui, a medicina não e socializada."

    Certo... agora vejamos a sua explicação.

    "Se uma pessoa pobre vai a um hospital, sera devidamente atendido, recebendo a conta em casa, que não sera pequena. Se pode pagar, paga. Não podendo pagar, a divida e liquidada por um fundo publico, estadual, municipal, ou federal[b]. Normalmente os pobres tem [b]um fundo publico chamado Medicaid."

    Você acabou de descrever uma medicina socializada, onde a maioria paga a saúde dos que não podem pagar. Inclusive, eles pagam até demais, cerca de 17% do PIB do país é gasto com a saúde.

    As pessoas esquecem deliberadamente que quando o governo paga a conta, está implícito que todos estão pagando a conta.

    Este artigo explica bem esta realidade:

    mises.org.br/Article.aspx?id=1851
  • Solange Frazão  29/07/2015 14:26
    Primeiramente os meus parabéns pela excelência do artigo.

    Agora, sobre a enorme estatização do nosso país, acho que isso tem implicado em problemas na economia, educação, segurança e na saúde.

    Em países com alto IDH como a Dinamarca, apenas 20% dos recursos públicos são centralizados e 80% administrados localmente. No Brasil é o oposto, afirmou a socióloga Tânia Zapata em palestra ministrada para o SEBRAE.

    Ou seja, ainda vivemos no Brasil colônia!
  • Matheus  27/09/2015 20:45
    Já assistiu ao documentário americano chamado SICKO? Ele aborda muito bem isso que está ocorrendo no Brasil, e serve de gostinho do que seria o sistema de saúde no Brasil sem o SUS, na verdade acho que no Brasil seria muito pior do que a realidade americana.
    Outros países como Canadá, Reino Unido, França entre outros, possuem um sistema de saúde similar ao SUS, incluse muito melhor que o SUS e que é TOTALMENTE GRATUITO. Então se o sistema no Brasil não funciona é porque tem incompetente no comando.
  • Solano  27/09/2015 22:21
    "Outros países como Canadá, Reino Unido, França entre outros, possuem um sistema de saúde similar ao SUS, incluse muito melhor que o SUS e que é TOTALMENTE GRATUITO."

    Você é a perfeita definição do alienado. Louva a algumas coisas sem saber o mínimo sobre elas.

    Comece por aqui:

    Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

    As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá

    Como realmente funciona o sistema de saúde americano

    Na Inglaterra, comece por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

    Depois vá aqui:

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    E termine aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html


    Sobre o Canadá, veja uma compilação de notícias "muito humanas" aqui.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

    Depois, leia aqui:

    Report: Tens of thousands fled socialized canadian medicine in 2013

    De resto, sobre o sistema de saúde americano, como ele funciona, e por que ele é ruim, vá aqui:

    Como realmente funciona o sistema de saúde americano
  • anônimo  28/09/2015 00:14
    Solano monster multiple headshot kill.
  • Enrico  27/09/2015 22:57
    Instrumento de propagação ideológica. Michael Morre é um democrata hipócrita, pior que um membro do PSOL.

    Os EUA eram, até os anos 50, um referencial na questão de saúde, até que o governo, através de regulações e programas como o Medicare e o Medicaid, começaram a estatizar, encarecer e aniquilar o sistema de saúde. A encrenca não é pela ausência de governo, mas pela presença.

    Canadá, Reino Unido e França são belos exemplos de sistemas de saúde decadentes. No Reino Unido, chegam a matar e dar como natimortos bebês por falta de recursos.

    Dizer que esses sistemas são totalmente gratuitos é uma piada de muito mau gosto. O Canadá, por exemplo, gastou 6.045 dólares canadenses per capita em 2014. Convertendo isso para reais, seriam R$ 18.002,00 per capita ou inacreditáveis R$ 3.607.600.800.000,00 (três trilhões de reais) no total. O PIB do Brasil em 2014 foi de cinco trilhões. Diga-me, por obséquio, como seria possível financiar um sistema desses (longe de ser ideal, diga-se de passagem) no Brasil?

    Por último, diga-me, outrossim, onde se encontram iluminados a fim de administrar o SUS? O problema do SUS e dos sistemas universais são dois: a total negação do cálculo econômico e do cálculo atuarial.

    Na questão econômica, cria-se a ideia de demanda infinita. Tudo será de graça e ilimitado, porém é esquecido por esses gênios de que recursos humanos e materiais para a saúde também são escassos. A partir daí, surgem filas, burocracias, superlotamentos e tudo o que for necessário para conter a demanda.

    Na questão atuarial, cria-se a ideia de cobertura universal. Tudo será igual para todos, porém é esquecido pelos mesmos gênios de que o risco a ser coberto varia individualmente. A partir daí, surgem impostos específicos sobre "coisas que fazem mal", leis restringindo sal nas mesas e todo o tipo de restrição que fazem o Estado se tornar sua babá compulsória.

    Como bem disse o Solano, não louve aquilo que não conhece. E eu também dou outra dica: não ache que existem soluções milagrosas.
  • Felipe  28/09/2015 13:14
    Eu não entendo esse chororo da esquerda com o sistema de saúde americano.

    Que eu saiba são os pobres daqui que morrem na fila do hospital, eu nunca soube de nenhum americano que morreu em fila de hospital.

    Além do mais, os americanos já possuem dois programas públicos para a saúde: Medicare e o Medicaid que atendem cerca de 100 milhões de americanos e que consomem mais de 1 trilhão de dólares do governo (É mais do que o SUS)


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.