A igualdade econômica é imoral e atenta contra o “bem comum”

"Pessoas livres não são iguais, e pessoas iguais não são livres".

Gostaria muito de saber quem foi a primeira pessoa a proferir essa máxima.  Ela certamente está entre as maiores verdades de todos os tempos, uma que é ao mesmo tempo simples e repleta de profundos significados.

A igualdade perante a lei — por exemplo, ser julgado inocente ou culpado baseando-se exclusivamente em você ter cometido o crime, e não em sua cor, gênero ou crença — é um ideal nobre ao qual nenhuma pessoa de bom senso se opõe.  Por isso, não é o tema deste artigo.  A "igualdade" a que a frase acima se refere está relacionada à renda econômica e à riqueza material.

Colocando de outra maneira, portanto, a frase pode ser lida da seguinte forma: "Pessoas livres terão rendas distintas. Em arranjos nos quais as pessoas têm obrigatoriamente a mesma renda, elas não podem ser livres".

A igualdade econômica em uma sociedade livre é uma miragem com a qual os redistributivistas sonham — e frequentemente se mostraram muito dispostos a derramar sangue para implantá-la.

A questão é que indivíduos livres são indivíduos intrinsecamente diferentes entre si, de modo que não deveria ser surpresa nenhuma o fato de que eles terão rendas distintas.  Nossos talentos e nossas capacidades não são idênticos.  Nem todos nós trabalhamos com o mesmo afinco, com a mesma dedicação e com a mesma qualidade.  Cada um de nós nasceu em famílias distintas, sendo que cada família possui suas vantagens e suas desvantagens.  Também nascemos em diferentes vizinhanças, somos cercados por diferentes tipos de pessoas, recebemos diferentes tipos de incentivos e temos diferentes graus de oportunidade.

É até compreensível que, perante esse ponto de partida desigual, os progressistas queiram remediar a situação implantando políticas governamentais "corretivas".  O que eles realmente não entendem é que a cura que eles propõem é muito pior do que doença.  Qualquer tentativa de corrigir desequilíbrios nas famílias e nas vizinhanças irá gerar outras desigualdades que podem ser piores do que as originais. 

Thomas Sowell certa vez disse que "Tentativas de se equalizar os resultados econômicos geram desigualdades maiores e mais perigosas de poder político".  Ou, como concluiu Milton Friedman, "Uma sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade terminará sem as duas.  O uso da força para alcançar a igualdade irá destruir a liberdade, e a força, introduzida com bons propósitos, irá terminar nas mãos de pessoas que irão utilizá-la para promover seus próprios interesses".

Ademais, mesmo se todos nós, magicamente e subitamente, passássemos a ter a mesma riqueza, já no dia seguinte voltaríamos a ser desiguais, pois alguns iriam gastar seu dinheiro e outros iriam poupá-lo.

Em uma economia de mercado, rendas distintas sempre serão uma realidade.  E tem de ser assim.  Essa diferença de renda ocorrerá em decorrência de fenômenos tão distintos quanto incontroláveis, como talento nato, ambição, energia, disposição, saúde, sorte, percepção correta quanto às demandas do consumidor, parceria com as pessoas corretas etc.  Sendo assim, a igualdade econômica só poderá ser tentada (mas nunca alcançada) por meio de monstruosas e contínuas agressões empreendidas por funcionários do governo.  O resultado mais provável será uma igualdade de miséria (muito embora os membros da elite política serão mais iguais do que o resto do povo).  Igualdade a um nível decente de prosperidade é algo que está muito além da capacidade do estado, como bem ilustram Cuba e Coréia do Norte.

Para produzir uma mínima quantidade de igualdade econômica, os governos teriam de expedir as seguintes ordens (e estar disposto a impingi-las com pelotões de fuzilamento e agentes carcerários): "Não se sobressaia, não trabalhe com mais afinco do que seu vizinho, não tenha boas e novas ideias, não corra nenhum risco, e não faça nada de diferente em relação ao que você já fez ontem". 

Em outras palavras, não seja humano.

Pessoas obcecadas com igualdade econômica — ou, para empregar um termo mais clínico, com o igualitarismo — tendem a fazer coisas estranhas.  Elas se tornam invejosas.  Elas passam a cobiçar o que é dos outros.  Elas dividem a sociedade em dois grupos: vilões e vítimas.  Elas gastam mais tempo e energia tentando derrubar e destruir uma pessoa bem sucedida do que se esforçando para se aprimorar, para se tornar uma pessoa melhor e, com isso, subir na vida.  São pessoas ressentidas e rancorosas, e não é nada divertido estar perto delas.  Quando tais pessoas eventualmente conseguem chegar ao poder, os estragos que elas fazem podem ser irreversíveis.  Elas não mais apenas chamam a polícia; elas passam a ser a polícia.

Se a desigualdade econômica é uma opressão, punir o esforço, o mérito e o sucesso não é uma cura.  Medidas coercivas que visam à redistribuição de riqueza farão apenas com que os espertos e os politicamente bem-relacionados enviem sua riqueza para o exterior ao passo que os desafortunados terão de arcar com o fardo do inevitável declínio econômico.  Uma medida muito mais produtiva seria reduzir o imenso e burocrático aparato governamental — que, com suas regulações que impedem a livre concorrência, com sua inflação que destrói o poder de compra, com suas tarifas de importação que proíbem a aquisição de produtos bons e baratos do exterior — faz com que os pobres se perpetuem nessa condição.

Por outro lado, é fato que há algumas formas de desigualdade econômica condenáveis.  Por exemplo, a desigualdade produzida por um capitalismo mercantilista, no qual o estado — por meio de agências reguladoras, tarifas de importação e subsídios — protege os grandes empresários, certamente é indesejável.  Por isso, é importante fazermos uma distinção entre empreendedores econômicos e empreendedores políticos.  Os primeiros criam valor para a sociedade; ao passo que os últimos simplesmente descobriram como transferir recursos de terceiros para seus próprios bolsos.

Em vez de apenas confiscar a riqueza dos mercantilistas — uma medida inócua que manteria intacto todo o aparato de redistribuição dos pobres para os ricos —, muito mais sensato seria abolir todos os arranjos que permitem o corporativismo, o que levaria à imediata bancarrota desses mercantilistas.  Curiosamente, os progressistas de hoje parecem não se importar muito com esse arranjo.

Quando fazemos essa distinção entre mercantilistas e genuínos empreendedores, é possível ver a diferença entre produtores e parasitas.  A desigualdade oriunda do empreendedorismo honesto, longe de indicar que algo está errado, significa que há um progresso generalizado na economia.  Em um sistema no qual todos melhoram sua situação por meio da atividade criativa e das trocas voluntárias, algumas pessoas inevitavelmente irão se tornar ricas.  Trata-se de uma característica natural do sistema — um sistema que recompensa empreendedores e investidores por terem sido bons administradores do capital. 

Obviamente, quando tais pessoas não se mostram bons administradores do capital, elas quebram.  Em outras palavras, pessoas que fazem investimentos ruins ou que não servem bem aos consumidores não permanecerão ricas por muito tempo — a menos que o governo decida intervir para salvá-las.

A menos que ela tenha enriquecido contratando advogados e lobistas em vez de pesquisadores e criadores, uma pessoa rica enriqueceu porque criou bens e serviços valiosos para seus consumidores.  Sendo assim, a ausência de pessoas muito ricas é um péssimo sinal em uma economia, especialmente para os pobres.  Tal ausência, com efeito, indicaria uma das duas coisas a seguir: ou muito pouca coisa de valor foi criada (dificilmente haveria coisas boas e gostosas, como iPhones e trufas) ou o governo incorreu em uma predatória política de redistribuição de renda, destruindo os incentivos para as pessoas serem criadoras de valor e boas gestoras de capital.

No que mais, vale a pena enfatizar que diferenças na propriedade de ativos não significam uma igual diferença no padrão de vida, muito embora várias pessoas tenham esse fetiche.  Por exemplo, a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha.  Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu?  Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas?  Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus?  Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro?  Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu? 

O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente.  Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.

Sempre que você vir ou ouvir uma pessoa parolando sobre desigualdade, faça a si mesmo a seguinte pergunta: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos?  Eis uma maneira de descobrir a diferença: sempre que alguém reclamar sobre a desigualdade de renda, pergunte a ela se aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres.  Se a resposta for "não", então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm.  Já se a resposta for "sim", então a tal desigualdade de renda é irrelevante.  Em outras palavras, a preocupação deveria ser com a pobreza absoluta, e não com a pobreza relativa.

Em quase todas as discussões sobre desigualdade de renda, há uma básica dinâmica emocional atuando.  Uma pessoa descobre que possui menos do que a outra, e passa ter a inveja.  Já outra descobre que tem mais do que o resto, e passa se sentir culpada.  Inveja, culpa e indignação.  São realmente essas emoções primitivas que deveriam conduzir as políticas públicas? 

Toda essa ideia de igualdade econômica não representa nenhuma genuína forma de compaixão.  Quando é somente uma ideia, é fraca.  Quando se torna política pública, torna-se um desastre em larga escala.

O fato de que pessoas livres não são iguais em termos econômicos não deve ser lamentado.  Ao contrário, é motivo de regozijo.  A desigualdade econômica, quando oriunda da interação voluntária de indivíduos criativos, e não de conexões políticas, é um testemunho do fato de que as pessoas estão sendo elas mesmas, cada qual colocando seus talentos e aptidões ímpares para funcionar de maneiras que são gratificantes para elas próprias e que geram bens e serviços valiosos para terceiros.  Como diriam os franceses em um contexto mais diferenciado, Vive la difference!


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SOBRE O AUTOR

Lawrence W. Reed


Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Marcos  14/05/2014 14:19
    Ótimo Artigo, o Socialismo e o comunismo é uma ameaça que ainda persiste no meio acadêmico, fico com uma grande pena, ao ver alunos, principalmente das faculdades federais, ostentarem o socialismo e comunismo em uma sociedade que deve lutar por direitos e liberdades.

    O Brasil é um grande celeiro de estudantes de filosofia, ciências sociais, direito e outras matérias que poderiam trazer benefícios sem fossem em prol do capitalismo e da meritocracia.

    Precisamos reverter este quadro.

    Ótimo artigo.
  • anônimo  18/01/2016 19:01
    A Oxfam afirmou que o fato de as 62 pessoas mais ricas do mundo acumularem o equivalente à riqueza dos 50% mais pobres da população mundial revela uma concentração de riqueza "impressionante", ainda mais levando em conta que, em 2010, o equivalente à riqueza da metade mais pobre da população global estava na mão de 388 indivíduos.
    "Ao invés de uma economia que trabalha para a prosperidade de todos, para as geração futuras e pelo planeta, o que temos é uma economia (que trabalha) para o 1% (dos mais ricos)", afirmou o relatório da Oxfam. g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/1-da-populacao-global-detem-mesma-riqueza-dos-99-restantes-diz-estudo.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar
  • NWA  20/01/2016 19:59
  • francisco  27/03/2017 00:17
    Graças a esse nefasto sistema chamado capitalismo, há hoje, no mundo, mais pessoas obesas do que passando fome, pela primeira vez na história. E esse relatório da Oxfam é falacioso, e isso já foi desmentido por vários economistas!
  • Gredson  14/05/2014 14:59
    Cada um de nós nasceu em famílias distintas, sendo que cada família possui suas vantagens e suas desvantagens. Também nascemos em diferentes vizinhanças, somos cercados por diferentes tipos de pessoas, recebemos diferentes tipos incentivos e temos diferentes graus de oportunidade.

    --------------------------------
    Este arigo me lembro uma publicação pertinente ao assunto.
    Veja está publicação: Sociólogo mostra que 70% dos negros americanos vivem em bairros carentes assim como seus pais e avós viviam
    veja.abril.com.br/blog/cidades-sem-fronteiras/2014/05/08/brancos-negros/

    Segundo Sharkley, o local de residência interfere no futuro das pessoas. A escola, por exemplo, depende do endereço da criança e, se elas vivem em um bairro pobre, terão mais dificuldade em encontrar instituições de qualidade. Isso sem falar na convivência com violência, drogas, famílias desestruturadas, pouca oferta de oportunidades etc. Tudo isso dificulta ainda mais a batalha para tentar conquistar uma vida melhor.

    E a solução proposta por este sociólogo é..mais estado:

    Segundo o sociólogo, reverter quadros de pobreza não depende apenas de promover melhorias sociais e educacionais. A chave da transformação passa por políticas urbanas que tragam mudanças concretas e permanentes para os bairros carentes.
    -------------------------
    Será que ele não consegue ver que o problema é justamente a falta de capitalismo nesses locais.
  • Roger  14/05/2014 15:25
    Parabéns pelo artigo.

    A tal 'desigualdade social' a qual os socialistas se referem não passa de maquiagem psicológica para ocultar a verdade: eles estão na verdade falando de 'desigualdade econômica'. Tentam justificar o roubo por um artifício psicológico.

    E certamente seria mais difícil convencer a todos de que é necessário dar uma de 'Robin Hood' para resolver os problemas da atual civilização. Mesmo porquê 'Robin Hood' foi um fora-da-lei, para começar. E segundo: os 'pobres' a quem 'Robin Hood' redistribuía o saque eram os seus "cumpanheiros" de bando.
  • anonimo  14/05/2014 19:00
    Acho que o que é dito atualmente não é o que se dizia antes. Robin Hood roubava dos coletores de impostos e da nobreza/clero (governo) e devolvia o dinheiro para os pagadores de impostos.

    Não sei em qual momento que virou "Tirava dos ricos e dava para os pobres."

    Obrigado
  • George  14/05/2014 16:43
    Ótimo artigo, eu só tenho uma dúvida no começo do artigo me deparei com isso

    "...É até compreensível que, perante esse ponto de partida desigual, os progressistas queiram remediar a situação..."

    O que a ideologia liberal acha desse tipo de medida? Elas são danosas? se sim qual a alternativa?
  • 2Pac  14/05/2014 19:24
    "Uma pessoa descobre que possui menos do que a outra, e passa ter a inveja".

    Esse é o sentimento dos liberais em relação aos servidores públicos. É sempre o mesmo mimimi: "O Estado rouba meu dinheiro".

    Esse é o melhor argumento dos liberais?

    Duvido que alguém possa abrir a boca para dizer que na sua empresa não há desperdício, que todos os processos estão em ótimo grau de otimização.



  • Mauro  14/05/2014 23:30
    Realmente....

    Um assalariado reclamar que uma parte do seu salário é confiscada pelo governo para sustentar funças ou para subsidiar empresários poderosos é uma postura idêntica a pessoas quererem tomar o dinheiro do Steve Jobs porque ele enriqueceu vendendo iPhones e iPads.

    É tudo realmente igual.

    Ao pensar assim, você mostra sua verdadeira moral. Obrigado por ser um cobaia voluntário.

    Abraços!
  • Brant  15/05/2014 01:53
    Liberais não tem inveja de funcionários públicos que ganham bem, muito pelo contrário. Eles apenas sabem que enquanto um profissional da iniciativa privada ganha seu salário com o suor do seu trabalho, um funcionário público "ganha" seu salário através dos impostos, em outras palavras o funça recebe de acordo com o suor dos outros.
  • Juliano  15/05/2014 13:48
    Esse é o sentimento dos liberais em relação aos servidores públicos. É sempre o mesmo mimimi: "O Estado rouba meu dinheiro".

    Acho triste o mimimi dos que vivem às custas do Estado: nossa, os caras estão reclamando só porque eu pego o dinheiro deles à força.


    Esse é o melhor argumento dos liberais?
    E qual é o argumento a favor de pegar o dinheiro de alguém à força?


    Duvido que alguém possa abrir a boca para dizer que na sua empresa não há desperdício, que todos os processos estão em ótimo grau de otimização.

    Se na minha casa ou na minha empresa tem desperdício, o problema é meu. Sou eu quem perde o dinheiro. Se o Estado desperdiça, ele joga o meu dinheiro fora. Se a minha empresa é mal administrada, ela pode eventualmente fechar e me deixar com uma baita conta. Se uma empresa estatal é mal administrada (pleonasmo???), ela não vai fechar e vai me passar uma baita conta.


  • Francisco Seixas  24/05/2014 18:44
    2Pac??

    Pelo pelo teor de seu comentário "2Pac" deve significar: 2 Planos de Aceleração do Crescimento.

    Valha-me Deus.
  • Juliano  14/05/2014 20:39
    O que a ideologia liberal acha desse tipo de medida? Elas são danosas? se sim qual a alternativa?

    Sobre se essas medidas são danosas, o próprio artigo já responde.

    O que eles realmente não entendem é que a cura que eles propõem é muito pior do que doença. Qualquer tentativa de corrigir desequilíbrios nas famílias e nas vizinhanças irá gerar outras desigualdades que podem ser piores do que as originais.


    Sobre as alternativas, pergunto a você: uma família na sua vizinhança é desestruturada. O pai bebe, a mãe é irresponsável, nenhum têm emprego fixo e têm vários filhos. As crianças não têm culpa da situação e estão naturalmente em uma situação de desigualdade em relação a uma família estruturada.

    O que dá pra fazer? Você acha que alguém teria o direito de obrigar as demais famílias a dar dinheiro para a família desestruturada?
  • Emerson Luis, um Psicologo  14/05/2014 19:10

    A maioria das pessoas não quer ser "igual a todo mundo", quase todos prezam sua individualidade. O igualitarismo produz mediocridade (pois reduz todos ao mínimo denominador comum) e pobreza material, emocional, intelectual e existencial. E nasce da ignorância e inveja daqueles que não aceitam alguém ter algo a mais que eles.

    * * *
  • ulysses freire da paz jr.  29/05/2014 08:52
    Tua ponderação corrobora Flávio R. Kothe em 'Cânone Imperial': "A mediocridade refugia-se no espírito de rebanho para aniquilar ou ignorar aquilo que a supera"
  • Eduardo Câmara  14/05/2014 20:22
    O artigo é perfeito até do ponto de vista religioso. Cada um de nós tem seu CARMA e esse inclui riqueza/pobreza. Você só pode alterar seu carma com muito esforço e sacrifício, mas somente até um certo ponto.
  • Brabo  23/05/2014 03:01
    Pára, pelo amor do seu(s) deus(es), pára. O assunto é economia e vc vem com karma. Parou, valeu?
  • luiz claudio martins reis  14/05/2014 22:01
    "Ademais, mesmo se todos nós, magicamente e subitamente, passássemos a ter a mesma riqueza, já no dia seguinte voltaríamos a ser desiguais, pois alguns iriam gastar seu dinheiro e outros iriam poupá-lo".

    Aí está o fator pelo qual esse modelo equiparado jamais daria certo; o socialista (que se diz materialista) usa, de maneira mágica, o argumento desejável de que a partir desse ponto, tudo será diferente; os iguais seriam iguais, e a desigualdade não existiria mais. E se o meu vizinho resolver "estourar" a riqueza dele (igual a minha) com uísque, prostitutas e comidas mais caras? Ao mesmo tempo em que empobrece gastando a sua riqueza de maneira insustentável, ele também promove a riqueza daqueles que recebem os seus valores: o produtor da bebida, a prostituta e o cozinheiro... Marx esqueceu-se (ou foi por pura pilantragem mesmo, o que é mais viável de se pensar) que as pessoas são... humanas.
  • Betania Santos  15/05/2014 01:47
    E...viva a diferenc,a!!

    Fragmento que considerei hiper interessante neste texto, devido ao nosso contexto : "

    Se a desigualdade econômica é uma opressão, punir o esforço, o mérito e o sucesso não é uma cura. Medidas coercivas que visam à redistribuição de riqueza farão apenas com que os espertos e os politicamente bem-relacionados enviem sua riqueza para o exterior ao passo que os desafortunados terão de arcar com o fardo do inevitável declínio econômico. Uma medida muito mais produtiva seria reduzir o imenso e burocrático aparato governamental — que, com suas regulações que impedem a livre concorrência, com sua inflação que destrói o poder de compra, com suas tarifas de importação que proíbem a aquisição de produtos bons e baratos do exterior — faz com que os pobres se perpetuem nessa condição."
  • Gabriel  15/05/2014 01:47
    "Por outro lado, é fato que há algumas formas de desigualdade econômica condenáveis. Por exemplo, a desigualdade produzida por um capitalismo mercantilista, no qual o estado — por meio de agências reguladoras, tarifas de importação e subsídios — protege os grandes empresários, certamente é indesejável." tipo no Brasil...
  • Matheus  15/05/2014 11:47
    Aceito os comentários feitos contra o socialismo ou a intervenção do governo em esferas que "deveriam ser totalmente liberais", mesmo levando em consideração o que um capitalista num cenário de monopólio como energia, água e etc. faria com esse mercado (imagino que ele, o capitalista, seria muito correto e limitaria seu lucro a um valor razoável).

    Porém, aceito isso caso vocês sejam capazes de aceitar que o direito a herança não possa existir em uma sociedade justa como a pregada por vocês, onde cada um só ganha aquilo que realmente produz ou que empreende, ou seja, que cada um só ganhe aquilo que realmente mereça, sem herança, sem privilégios de nenhuma espécie que não possam ser compartilhados por todos, com escolas de mesmo nível para todos, com acesso a informação igualitária, somente desta forma poderíamos realmente julgar as pessoas pelos próprios méritos.

    E então, vocês são capazes de abdicar da sua herança? São capazes de abdicar dos privilégios oferecidos pelos seus pais e depois competir em real igualdade?

  • Jorge  15/05/2014 13:03
    "mesmo levando em consideração o que um capitalista num cenário de monopólio como energia, água e etc. faria com esse mercado (imagino que ele, o capitalista, seria muito correto e limitaria seu lucro a um valor razoável)."

    Informe-se minimamente, cidadão.

    Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. Pedir que o estado atue para acabar com cartéis é o mesmo que pedir para o gato tomar conta do pires de leite.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Outros artigos obrigatórios para você sair deste perigoso autoengano:

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

    Tributação X Regulamentação - O que é pior?

    Aeroportos + governo = caos

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

    A Guatemala e seu exemplo de privatização

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?

    Sobre as reformas "neoliberais" na América Latina e por que elas fracassaram

    "Porém, aceito isso caso vocês sejam capazes de aceitar que o direito a herança não possa existir em uma sociedade justa como a pregada por vocês,"

    Em primeiro lugar, defeco para o que você "aceita". A minha propriedade não depende da sua "aceitação". Venha aqui tentar tomá-la.

    Outra coisa: quer dizer que eu trabalho duro a vida inteira, junto dinheiro, poupo e me esforço para dar uma vida digna para meus filhos apenas para que um vagabundo como você chegue, tome meu dinheiro e o repasse para Sarney, Renan Calheiros, André Vargas, Lula, Dilma, Collor e canalhas afins? Esse é o seu conceito de justiça?

    Ah, cai fora daqui, seu vagabundo. Vá trabalhar. Não serei eu quem irá lhe sustentar. Patife.

    "E então, vocês são capazes de abdicar da sua herança? São capazes de abdicar dos privilégios oferecidos pelos seus pais e depois competir em real igualdade?"

    E se eu quiser legar os frutos do meu trabalho para meu filho? Vem aqui me impedir, seu safado!

    Esquerdista é realmente uma choldra. Não trabalham e querem que quem trabalha os sustente. Por isso são vigorosamente anti-família, pois sabem que pais de família querem legar os frutos de seu trabalho para seus filhos, e não para a corja de vagabundos avessos ao trabalho. Pulhas!
  • Matheus  15/05/2014 16:47
    Realmente noto que uma conversa de nível elevado com você é impossível. Eleve o nível da conversa meu amigo! Assim não é possível um debate autêntico, o que você quer é apenas uma disputa de ego, coloquei a questão para refletir e não para causar o seu furor.

    Abraços e dá uma respirada antes de responder.
  • Vander  15/05/2014 17:12
    Acho que não é nós que temos de 'elevar o nível' da conversa para dialogar com você. É o contrário: Nós é que devemos 'baixar o nível' para chegar até o SEU nível, seu parasita estatista.

    E depois afirma que "colocou a questão para refletir e não para causar o furor"... Meu Deus, pior é que é bem assim que esses esquerdistas vem conseguindo emplacar leis que defendem a besta estatal: "questões para refletir"... E é refletindo que vai se engordando o Estado.
  • Rennan Alves  15/05/2014 18:51
    Típico pombo enxadrista. Começa a jogar xadrez, derruba as peças, defeca no tabuleiro e estufa o peito dizendo "eleve o nível da conversa" que eu jogo. Não me surpreendo, dado que a esquerda só aceita argumentos emocionais que correspondam à sua causa: espoliar a tudo e a todos em nome da "justiça social".

    Raciocínio lógico é uma área que definitivamente não combina com eles, depois da matemática, claro.
  • Gustavo Ramos  15/05/2014 21:20
    Garoto, saia da casa dos seus pais, termine sua faculdade, arranje um bom emprego, case-se com uma boa moça, vença na vida a duras penas, tenha filhos, eduque-os, trate-os na doença, veja-os repetir os seus passos e pouco antes de morrer, bem velhinho (se Deus lhe permitir), deserde-os.
  • Paul Kersey  15/05/2014 17:02
    O elemento chega aqui dizendo que quer tomar o dinheiro de todo mundo, e aí, quando toma a merecida traulitada, sai gemendo e dizendo que queria apenas uma conversa de "nível elevado".

    De fato, a moral desse gente é tão deturpada, que ameaçar os outros dizendo que quer tomar a propriedade deles agora passou a ser algo de "nível elevado".

    O Jorge está corretíssimo. Com essa gente não tem que ter diálogo nenhum, não. Com bandido não se dialoga. Bandido a gente põe pra correr. Bandido a gente apavora. Tenho certeza de que esse bandido desse Matheus agora vai pensar duas vezes antes de querer roubar a propriedade de alguém que trabalha duro e quer dar conforto para seus filhos.
  • Rafael Pimenta  19/05/2014 19:59
    Se é sempre o estado o culpado do monopólio, me expliquem por que existe no Brasil um monopólio no setor de cervejas? Por que a ambev, empresa que produz uma cerveja de baixíssima qualidade? Porque o Brasil é dos países que menos taxa cervejas. Gostaria de saber também o por quê do monopólio na indústria fonográfica. Por que alguns poucos artistas (músicos) ganham tanto e outros muitos ganhão tão pouco? É a intervenção estatal? Qual intervenção? Porque, que eu saiba, se não existisse lei de incentivo à cultura, a maior parte dos artistas do Brasil morreriam de fome. Outra pergunta que eu gostaria de fazer: é evidente que os países mais desenvolvidos hoje tem economias mais abertas, mas será que esses países sempre foram liberais? Ou será que uma vez tendo se industrializado, desenvolvido tecnologia, etc, passaram a pregar o liberalismo econômico? Que eu saiba, os países hoje desenvolvidos se desenvolveram protegendo a própria indústria, desrespeitando leis de patentes, dentre outras medidas que não estão na cartilha liberal (para isso vale vocês lerem economistas que pensam diferente. sugiro o livro "Chutando a escada" de Ha-Joon Chang). O problema de vocês liberais é que são demasiadamente simplistas. Eu adoraria que o livre mercado resolvesse tudo, de verdade, mas as coisas infelizmente não são tão simples assim.
  • Pimenta Bueno  19/05/2014 20:36
    "Se é sempre o estado o culpado do monopólio, me expliquem por que existe no Brasil um monopólio no setor de cervejas? Por que a ambev, empresa que produz uma cerveja de baixíssima qualidade? Porque o Brasil é dos países que menos taxa cervejas."

    Oi?! Que monopólio, cidadão? Qualquer supermercado decente vende cervejas importadas de qualquer canto do mundo. Que monopólio é esse em que você pode escolher qualquer marca de cerveja de qualquer canto do mundo?

    Outra coisa: o Brasil é dos países que menos taxa cervejas?! O imposto sobre a cerveja é de 80%. Vá se informar.

    "Gostaria de saber também o por quê do monopólio na indústria fonográfica."

    Que monopólio? Qualquer bandinha de fundo de garagem hoje faz sucesso instantâneo postando qualquer merda no YouTube. Você parou no tempo.

    "Por que alguns poucos artistas (músicos) ganham tanto e outros muitos ganhão tão pouco? É a intervenção estatal? Qual intervenção?"

    Já lhe passou pela cabeça a hipótese de que determinados artistas ganham poucos porque são uma porcaria? Porque produzem lixo que ninguém quer voluntariamente consumir?

    De onde você tirou essa ideia de que artista é uma classe privilegiada que merece bons salários mesmo que ninguém queira voluntariamente consumir seus produtos?

    "Porque, que eu saiba, se não existisse lei de incentivo à cultura, a maior parte dos artistas do Brasil morreriam de fome."

    Exato! Se não fosse o governo tomando meu dinheiro para sustentar esses bostas, eles estariam hoje no seu merecido anonimato, já que ninguém voluntariamente consumiria seus lixos.

    Você, pelo visto, não tem a mais mínima ideia de como funcionam as interações voluntárias entre as pessoas.

    "Outra pergunta que eu gostaria de fazer: é evidente que os países mais desenvolvidos hoje tem economias mais abertas, mas será que esses países sempre foram liberais? Ou será que uma vez tendo se industrializado, desenvolvido tecnologia, etc, passaram a pregar o liberalismo econômico?"

    Resposta aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804

    "Sugiro o livro "Chutando a escada" de Ha-Joon Chang."

    Copio aqui o que já foi dito sobre esse livre neste site.

    Esse livro é apenas propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema do livro é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Singapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outro erro grave do livro é dizer que "o livre comércio funciona bem somente na fantasia do mundo teórico da concorrência perfeita". Ora, quem primeiro fez o argumento em prol do livre comércio foi David Ricardo, ainda no século XIX, e seu argumento jamais se baseou em tal teoria, que nem sequer havia sido inventada à época.

    Aliás, com dados pra lá dúbios. Por exemplo, Chang se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. E em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

    Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    "O problema de vocês liberais é que são demasiadamente simplistas."

    Cite os reais simplismos, e não aqueles que você inventa.

    "Eu adoraria que o livre mercado resolvesse tudo, de verdade, mas as coisas infelizmente não são tão simples assim."

    Como é possível que uma coisa que nenhum governo deixa existir vá resolver todos os problemas? Você acredita em milagres feitos por fantasmas?
  • Rafael Pimenta  19/05/2014 21:16
    Olá, Pimenta Bueno! Agradeço pela resposta! Em relação à questão da cerveja, reformulo minha pergunta: como uma empresa que fabrica um produto de baixíssima qualidade tem sucesso no mercado? É o caso da ambev.

    Em relação à questão da indústria cultura é bem visível que você não sabe muita coisa. No mundo todo artistas de alta qualidade não vivem do dinheiro da venda de suas obras. Eles são obrigados a se tornar professores em universidades (que são bancadas pelos governos na maior parte do mundo).

    Veja, os melhores artistas do Brasil só conseguem produzir seus trabalhos via lei de incentivo à cultura. Os maus artistas, por outro lado, ganham rios de dinheiro. Amigo, a arte não pode ser pensada como um produto. Quando a arte passa a ser encarada como produto ela passa a se degenerar, pois pode-se reduzir os custos de sua produção e otimizar os lucros de forma assustadora.

    Os grandes artistas ao longo da história foram sempre financiados sem que dessem retorno financeiro, arte é investimento sem retorno, não entra nessa lógica de vocês. E aí? O que seria da arte em um mundo de real liberalismo econômico? Se seu destino, nesse quadro, for de piora de sua qualidade, como foi o que aconteceu no século XX com o surgimento da indústria cultural, não quero viver nesse mundo, vou ser ferrenho opositor do liberalismo econômico, pois para mim, e para todos artistas, o que há de mais importante na vida é a arte. Como você pode defender com tanta convicção o liberalismo diante de tal questão?

    O problema não para por aí: e as ciências humanas? Quem vai pagar por filósofos se filosofia não vende?
    De onde teria surgido Foucault, Lacan, Deleuze, Roland Barthes, etc, etc, etc, se não fosse o investimento do estado francês em universidades de alta qualidade? Lingüística, psicanálise, sociologia, também não vende. Eu gostaria de saber quais respostas vocês liberais dariam a toda essa classe da sociedade.

    Por favor, me convença. Por ora continuo achando extremamente inconsistente a posição de vocês.



  • anonimo  19/05/2014 22:38
    1) "como uma empresa que fabrica um produto de baixíssima qualidade tem sucesso no mercado?"

    Talvez sua opinião seja essa mas não a opinião dos consumidores, faça o teste e verá que maior parte prefere ambev do que cervejas irlandesas, inglesas e holandesas. Aliás, a pinga 51 tem a maioria do mercado, talvez os consumidores prefiram do que outras que vc acha que são melhores.

    Ruim seria se um burocrata dissesse que no lugar da ambev ou da 51 teria que ter outra, que ele "acha" que tem mais qualidade...

    2) "No mundo todo artistas de alta qualidade não vivem do dinheiro da venda de suas obras. Eles são obrigados a se tornar professores em universidades (que são bancadas pelos governos na maior parte do mundo)."

    Bem, eu não vejo os Rolling Stones dando aula ou a J. K. Rowling. Perceba que para o que vc é alta qualidade, para outros vários milhões talvez não seja...

    3) "Veja, os melhores artistas do Brasil só conseguem produzir seus trabalhos via lei de incentivo à cultura. Os maus artistas, por outro lado, ganham rios de dinheiro."

    Subjetivo. Além disso, aqueles artistas ruins com boas conexões políticas, tb conseguem dinheiro.

    4) "Amigo, a arte não pode ser pensada como um produto."

    Ou seja, se estiver estragada, não pode ser devolvida. é o mesmo tipo de argumento que usam com educação, já viu a UNE levantando faixa em manifestação "Educação não é produto, contra as escolas privadas!"? Eu já vi. E já pensou que alguns dos melhores teatros do mundo são aqueles que dão lucro?

    5) "Os grandes artistas ao longo da história foram sempre financiados sem que dessem retorno financeiro, arte é investimento sem retorno, não entra nessa lógica de vocês"

    Ao longo da história foram financiados por reis que eram donos dos países e da população. "O rei não pode fazer nada de errado". Já ouviu essa frase? Significa que ele pode bater, matar, tomar quanto quiser de dinheiro da população, financiar arte...

    6) "e para todos artistas, o que há de mais importante na vida é a arte. "

    Então isso resolve sua questão do dinheiro, a arte é mais importante do que ganhar dinheiro, teve/tem muito artista com um emprego e fazendo arte nas horas vagas. Sua questão de que alguém melhor na sua opinião deve ganhar rios de dinheiro, está eliminada por sua frase, pois a arte é mais importante do que rios de dinheiro.

    7) "O problema não para por aí: e as ciências humanas? Quem vai pagar por filósofos se filosofia não vende?"

    Mario Ferreira dos Santos que muitos consideram o maior filósofo da história do Brasil, ganhava a vida dando aulas particulares e vendendo seus livros de porta em porta.

    Acho que isso responde as questões principais.

    Obrigado.
  • Michel Teló  19/05/2014 21:57
    Mais um vagabundo que defende que o governo tome dinheiro de pais de família para sustentar uma classe de derrotados incapaz de ofercer um produto minimamente valioso e voluntariamente demandado pelos consumidores.

    E o mais nojento é que esse tal Pimenta vem aqui dizer que apenas ele sabe o que é cultura e que, por isso, merece ser financiado coercivamente com o suor alheio.

    Entenda o básico, cidadão: se eu não quero dar meu dinheiro para artistas, não tem conversa. Eu só dou meu dinheiro para pessoas que me forneçam bens ou serviços que voluntariamente demandei. Entendeu?

    Agora me explica aí, por obséquio, qual é a "inconsistência extremada" dessa minha opinião.


    P.S.: já que você defende dinheiro para a cultura, por que não cria um movimento no Facebook pedindo doações para artistas? Faça alguma coisa, seu inútil, em vez de ficar pedindo que o governo tome dinheiro de inocentes.

    P.S.2: este site é inegavelmente um empreendimento cultural. Você também defende que o governo o financie com impostos tomados de terceiros?
  • anônimo  25/05/2014 10:50
    'Se é sempre o estado o culpado do monopólio, me expliquem por que existe no Brasil um monopólio no setor de cervejas? '

    veja.abril.com.br/noticia/economia/elas-querem-destronar-o-longo-reinado-da-cerveja-pilsen

    ahan cláudia senta lá
  • Rennan Alves  15/05/2014 13:26
    Deixa eu ver se eu entendi: eu escolhi poupar durante toda a minha vida com o objetivo de acumular bens e riquezas, então, na iminência da morte, eu escolho preparar um testamento dividindo a minha riqueza entre os meus descendentes. Mas, eu não posso fazer isso, porque alguns gatos pingados não o fizeram e deixaram seus filhos à ver navios, então seria muito injusto meus filhos competir com os filhos dos que não tiveram esta ideia.

    Porque você quer me impedir de fazer isso? Não posso dividir minha própria riqueza que acumulei durante os anos com meus filhos? Os bens não são meus para eu escolher com quem deveria ficar? Para onde irá minha riqueza quando eu partir deste mundo? Já que meus filhos não poderão usufruí-la, qual o sentido de poupar para garantir-lhes um futuro melhor?
  • Juliano  15/05/2014 13:41
    Porém, aceito isso caso vocês sejam capazes de aceitar que o direito a herança não possa existir em uma sociedade justa como a pregada por vocês, onde cada um só ganha aquilo que realmente produz ou que empreende, ou seja, que cada um só ganhe aquilo que realmente mereça, sem herança, sem privilégios de nenhuma espécie que não possam ser compartilhados por todos, com escolas de mesmo nível para todos, com acesso a informação igualitária, somente desta forma poderíamos realmente julgar as pessoas pelos próprios méritos.

    Cada um fica com aquilo que produz e faz o que quiser com os frutos do seu trabalho, inclusive deixa para os seus filhos. O que tem de errado nisso? Vc quer sair roubando a familia dos outros?

    A palavra competição é mal compreendida, como se fosse uma corrida, um esporte, onde todos teriam que sair em pé de igualdade para que o jogo fosse justo. Isso não existe, a vida não é um jogo. Se eu trabalhar mais e quiser fornecer condições melhores para os meus filhos, não há nada de errado nisso.

    A competição defendida por liberais é apenas a ausência de forças que impessam vc de oferecer um serviço só porque já tem alguém ganhando dinheiro naquela área. É a liberdade de entrada no mercado, liberdade de oferecer ajuda aos outros. Essa liberdade não significa que outros são obrigados a me ajudar ou que, se alguém for melhor, que eu tenha o direito de piorá-lo para que fiquemos iguais. Isso não faz o menor sentido, apesar de ser uma mentalidade cada vez mais dominante.

  • Roger  15/05/2014 13:43
    Aceito os comentários feitos contra o socialismo ou a intervenção do governo em esferas que "deveriam ser totalmente liberais", mesmo levando em consideração o que um capitalista num cenário de monopólio como energia, água e etc. faria com esse mercado (imagino que ele, o capitalista, seria muito correto e limitaria seu lucro a um valor razoável).

    Você aceita os comentários contra o socialismo desde que o crítico se torne um socialista? Rsrsrs... vocês socialistas são patéticos... Querem convencer a quem seus caras-pálidas?

    Porém, aceito isso caso vocês sejam capazes de aceitar que o direito a herança não possa existir em uma sociedade justa como a pregada por vocês...

    E desde quando NÓS (capitalistas) afirmamos que em uma sociedade justa não existe herança? Muito pelo contrário cidadão, não faz parte da nossa justiça condenar o trabalho, mas enaltece-lo, ao contrário de vocês. Para nós, aqueles que realmente produzem (ou seja, colocam seu cérebro a serviço do trabalho e o faze se mover) são recompensados com a riqueza e reconhecimento.

    "E então, vocês são capazes de abdicar da sua herança? São capazes de abdicar dos privilégios oferecidos pelos seus pais e depois competir em real igualdade?"

    Engraçado que você pede que nós nos sacrifiquemos. Mas não explica para quem vai esse sacrifício. Mas eu respondo: para o seu amado Estado. Mas vamos aos fatos: Em primeiro lugar: desde quando trabalho árduo se transforma em 'privilégio'? É esse jogo sujo de palavras que fará com que vocês enfrentem a fogueira em um futuro próximo. Se eu trabalho a vida inteira e em um momento propício enriqueço por este trabalho, qual o crime em transmiti-lo aos meus descendentes? Explique melhor isso...

    Enfim, somente explicou ao mundo do porquê o esquerdismo apoia em massa 'movimentos' como o homossexualismo, aborto e abolição da propriedade privada: porquê odeiam a família no sentido econômico (como você mesmo mencionou: herança e propriedade privada), ao mesmo tempo que roubam o futuro de inocentes (os filhos, que nada tem a ver com a cobiça e inveja de vagabundos).

    Enfim, eu sempre digo: essa gente é o câncer em forma de humanos.
  • Vander  15/05/2014 16:39
    Que maneira mais patife de defender o roubo da propriedade privada.
    A imoralidade é sempre constante assim no meio socialista?
  • Gredson  15/05/2014 18:03
    essa gente é o câncer em forma de humanos. (2)
  • anonimo  15/05/2014 18:06
    1) Como se o monopólio no setor de energia fosse algo muito fácil de uma empresa conseguir sem apoio do governo. E já pensou que se alguém cobrasse muito pela energia atrairia outros grupos para a mesma área? Pense bem, em uma rua qq abre um restaurante ou lava-rápido, quanto tempo demora para surgir outros na mesma rua?

    2) "que cada um só ganhe aquilo que realmente mereça". E quem determina isso? Quanto é esse merecimento? Como será calculado?

    3)"sem herança, sem privilégios de nenhuma espécie que não possam ser compartilhados por todos, com escolas de mesmo nível para todos, com acesso a informação igualitária"

    Uma pessoa que more no interior terá o privilégio de morar em uma região sem barulho, enquanto outra no centro terá barulho o dia inteiro (e noite). Mas no centro terá acesso a outras coisas que não conseguiria se estivesse no interior. É um privilégio que nem todos podem ter, em ambos os casos. Tem um ônus e um bônus em ambos os casos.

    Escolas do mesmo nível? E se a pessoa tiver um nível mais baixo? (Pode ser limítrofe ou com uma dificuldade mental, precisa de uma escola diferente, proibida por vc....).

    O que seria informação igualitária? Todos apenas podem ter acesso a algo que o mais ignorante tem acesso, então se vc sabe falar 5 línguas e lê 100 páginas de assuntos diferentes por dia, vc está errado e vamos impedir que vc tenha acesso, pois outros não tem. Seria isso a informação igualitária?

    4) "E então, vocês são capazes de abdicar da sua herança? São capazes de abdicar dos privilégios oferecidos pelos seus pais e depois competir em real igualdade?"

    Alguém trabalha e consegue bens, resolve me deixar uma parte quando morre e tenho que recusar? A última vontade de um morto não vale nada? Uma pessoa fez sacrifícios a vida inteira, economizou e deixou um dinheiro para mim e tenho que recusar em respeito a alguém que nunca trabalhou ou construiu nada?

    Dessa forma vc é contra a evolução, se vc sempre tem que começar sua vida do zero sem aproveitar nada que alguém deixou, nunca evoluiremos, estaremos sempre passando e fazendo as mesmas coisas que todos já fizeram.

    Meu pai saiu do zero e no final da vida me deixou uma casa e um bar, daí eu ignoro isso, começo td de novo a partir do zero e depois de uma vida tenho uma casa e um bar, meu filho abdica disso e volta ao zero, onde vai trabalhar a vida inteira para conseguir uma casa e um bar.

    Consegue entender? Nunca haverá evolução...

    Obrigado.
  • João  15/05/2014 19:51
    O Matheus está certo, vocês só defendem a "liberdade" e o capital privado pois nasceram em berço de ouro e do lado certo da balança, queria ver se tivessem nascido na pobreza e na miséria como pensariam, bando de filhinhos de papai enrustidos.
  • Moderador  15/05/2014 20:27
    "Coincidentemente", o IP desse João é idêntico ao IP do Matheus...

    Coitado do cidadão. Além de vir aqui ser humilhado e passar vergonha, ainda se sujeita a esse papelão. Pelo menos, fazer-se passar por outro é uma atitude um pouquinho mais nobre do que querer viver à custa do trabalho alheio.

    Pior ainda é o sujeito agora vir dizer que quem é contra ser roubado é porque nasceu em berço de ouro. O sujeito é tão elitista que jura que todo pobre de nascença só sobrevive se espoliar a propriedade de terceiros. Uma lástima.
  • Roger  15/05/2014 22:59
    A finalização perfeita para um socialista: O xadrez da pomba. Derruba as peças do tabuleiro, defeca em cima, estufa o peito e diz: "eu venci!". Imagino que esse João deva ser o mesmo Matheus, mas tentando ser a pomba.

    Isso já não é mais mau-caratismo, é veneno puro.
  • K  16/05/2014 01:53
    Ao contrário dos coxinhas daqui, concordo em gênero, número e grau com o companheiro Matheus João.

    As heranças são um fator de perpetuacão da opressão e da desigualdade social, e, como tal, deveriam ser abolidas. Não é porque um sujeitinho que "trabalha" e "produz" - ou seja, que sustenta o sistema capitalista DOENTIO - acumula alguma riqueza no decorrer de sua vida que ele tem o direito de fazer o que bem entender com seus bens, seja transferindo-os a seus filhos ou o que for. O uso desses recursos deve atender a demandas coletivas, e só aqueles com um nível elevado de consciência social, pessoas politizadas e de nível intelectual diferenciado como nosso grande Matheus João ou filósofos como Sakamoto e Vladimir Safatle, possuem a sensibilidade necessária para um uso justo e socialmente rescponsável dos mesmos. Cabe aos intelectuais esquerdistas, portanto, o DIREITO de determinar o uso da propriedade daqueles que dedicam a vida à busca egoísta da acumulação de riqueza. Só sendo um burguesinho neoliberal mimado e indiferente ao drama da sociedade para negar a verdade contida no raciocínio exposto.

    Não ligue para os comentários mal educados dirigidos a você pelos reacionários deste sítio, camarada Matheus João. A inevitável revolucão se aproxima a cada dia e em breve o poder para moldar o mundo da maneira correta, da NOSSA maneira, estará em nossas mãos. Após o holocausto revolucionário e a vitória das forças do progresso, o bem supremo prevalecerá.

    Até lá, sigamos firmes e fortes na luta contra a injustiça social, caro Matheus. Forte abraço!
  • caio  09/06/2014 07:45
    mais um vagabundo esquerdopata aqui! vamos fazer o seguinte, eu te dou meu endereço e vc vem aqui "tomar meus bens" que tal, seu merdinha?!
  • KS  15/05/2014 18:13
    Prezados, um pouco fora do tópico mas talvez alguém possa comentar: esses dias na TV por assinatura peguei na metade o filme "A revolta de Atlas - Parte II". Como não localizei reprises pesquisei na internet e, pelo que entendi, já saíram dois filmes (partes I e II) e o terceiro sairá este ano.
    Alguém por acaso já viu os filmes? Sabem dizer se são adaptações fiéis aos livros e se vale a pena assistir?

    Grato!
  • anonimo  15/05/2014 22:18
    Assisti tb da metade para o fim a parte II, mas não assisti os outros.

    Do que vi achei interessante, próximo do livro, mas o livro é muito melhor, acho tb que faltou divulgação, nem sabia que tinham feitos esses filmes.

    E não tem nenhum ator muito famoso, nenhum deles se interessou?

    Poderia ser algo muito maior do que será (ou que é), uma pena...

    Obrigado.
  • Roger  15/05/2014 23:08
    O filme (ou melhor, OS filmes) não foi divulgado pelo mais óbvio motivo: é uma obra que ataca duramente o Estado (e por tabela o socialismo).

    O livro é superior ao filme. Entretanto eu particularmente achei que o desenvolvimento das relações interpessoais entre os personagens, principalmente o triângulo amoroso entre os personagens principais, é um tanto... "infantil", mas é minha singela opinião. No filme essa relação é melhor explorada, mas vi que a autora não pretendia se aprofundar muito nesse quesito do aspecto romântico da obra, pois ficou evidente que a mensagem principal que ela queria passar era outra: a intervenção estatal. No filme a intervenção estatal é mais 'açucarada' que no livro.

    P.S.: O final do livro é profético.
  • Cristina  16/05/2014 00:34
    Realmente é utópica a idéia de igualdade econômica. Concordo.
    E me parece que esta matéria só vem a confundir o leitor que quer clareza sobre a obscena desigualdade social. Não temam, o controle territorial e financeiro é sempre dos mesmos. Tratar a desigualdade brasileira assusta a elite brasileira, mas se feita com consciência só trará benefícios a todas as classes sociais.

    Mas é inevitável a necessidade urgente de tratar e canalizar as consequências da desigualdade social desumana.

    A sociedade precisa de todos os cidadãos, de todos os níveis. Mas tem que parar de judiar de 80% de brasileiros pobres, mal-formados, trabalhadores explorados, marginalizados.

    Se os senhores estão confortáveis em usar raciocínio para garantir o seu "bem estar" e "qualidade de vida" individuais, será impossível convencê-los que uma reforma tributária venha a ajudar os outros pobres cidadãos, como o senhor diz: "invejosos e ciumentos" dos riquinhos como os senhores.

    Admiraria muito que essa reforma tributária fosse apenas um dos artigos tratados na clemente reforma política brasileira.
  • Rafael Pimenta  20/05/2014 02:56
    Se o livre mercado recompensa quem trabalha duro, por que grandes artistas ou filósofos (intelectuais em geral), depois de tanto trabalho duro, de tanta dedicação, de noites não dormidas concentrados em seu trabalho, ganham muito menos do que empresários? Se fosse recompensado o esforço, esses aí também seriam ricos, mas não, o mercado só recompensa quem vende a serem vendidos, o avanço da inteligência humana, do refinamento da alma não é recompensado. Livre mercado jamais!!
  • Afonso Luis  20/05/2014 04:01
    Esse aí, coitado, ainda não entendeu nada da vida.

    Livre mercado não recompensa "trabalho duro". Livre mercado recompensa que sabe criar valor para terceiros; quem sabe criar bens e serviços valorosos para terceiros e demandados por estes. Em suma, recompensa quem é criativo e está sempre alerta para oportunidades.

    Se apenas trabalho duro enriquecesse, eu cavaria um buraco enorme na minha rua, taparia-o logo em seguida, e magicamente a minha conta bancária estaria milhões de reais maior, pois, afinal, trabalhei duro (e não criei nada). Essa é a sua lógica brilhante.

    Intelectuais mequetrefes têm ódio do mercado simplesmente porque as pessoas não estão dispostas a abrir suas carteiras para dar dinheiro a esses derrotados incapazes de criar coisas de valor. Pelo seu ódio espumante, você certamente é um desses artistas derrotados que jura que o mundo lhe deve favores eternos só porque você escreveu uma música ou compôs um soneto.

    P.S.: não vai ter a hombridade de responder às duas perguntas que o Michel Teló lhe fez lá em cima?
  • Braudel  20/05/2014 04:19
    Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muito importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais.  Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica.

    Intelectuais sofrem de soberba. Mais especificamente, a soberba do falso racionalista.  O intelectual genuinamente acredita que é mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos, seja porque fez vários cursos universitários ou porque se vê como uma pessoa refinada que leu muitos livros ou porque participa de muitas conferências ou porque já recebeu alguns prêmios.  Em suma, ele se crê uma pessoa mais inteligente e muito mais preparada do que o restante da humanidade.  Por agirem assim, tendem a cair no pecado fatal da arrogância ou da soberba com muita facilidade.

    Chegam, inclusive, ao ponto de pensar que sabem mais do que nós mesmos sobre o que devemos fazer e como devemos agir.  Creem genuinamente que estão legitimados a decidir o que temos de fazer.  Riem dos cidadãos de ideias mais simplórias e mais práticas.  É uma ofensa à sua fina sensibilidade assistir à televisão.  Abominam anúncios comerciais.  De alguma forma se escandalizam com a falta de cultura (na concepção deles) de toda a população.  E, de seus pedestais, se colocam a pontificar e a criticar tudo o que fazemos porque se creem moral e intelectualmente acima de tudo e todos. 

    E, no entanto, como dito, eles sabem muito pouco sobre o mundo real.  E isso é um perigo.  Por trás de cada intelectual há um ditador em potencial.  Qualquer descuido da sociedade e tais pessoas cairão na tentação de se arrogarem a si próprias plenos poderes políticos para impor a toda a população seus peculiares pontos de vista, os quais eles, os intelectuais, consideram ser os melhores, os mais refinados e os mais cultos.

    É justamente por causa desta ignorância, desta arrogância fatal de pensar que sabem mais do que nós todos, que são mais cultos e refinados, que não devemos estranhar o fato de que, por trás de cada grande ditador da história, por trás de cada Hitler e Stalin, sempre houve um corte de intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico.

    E há o ressentimento e a inveja.  O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida.  O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno.  Apenas pense nisso: você estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a comprá-los.  Você se torna um ressentido.  Há algo de muito podre na sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados artigos e seus geniais romances. 

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1487
  • anonimo  20/05/2014 14:24
    Com todo respeito gostaria de saber se o sr. é o mesmo Rafael Sales Pimenta membro do PCB e ex-candidato a prefeitura de Juiz de Fora e senador por MG?

    É apenas curiosidade, mas há de convir que caso seja comunista há certa ironia no fato de apreciar cervejas de alta qualidade. Pois pelo que sei desse mercado, as cervejas que ganham prêmios de qualidade pelo mundo são todas fabricadas por empresas privadas.

    Se não for a mesma pessoa peço desculpas, mas é apenas por curiosidade, mesmo.
  • Rafael Pimenta  20/05/2014 15:25
    Olá, anônimo! Não, sou por acaso um xará do candidato ao senado do PCB. A propósito, não me considero comunista, não acredito em partido único, não acredito no estado como detentor dos meios de produção, nada disso, tampouco acredito na auto regulação do mercado. Como vocês, tenho como valor primordial a liberdade. Agora, acho muito contraditório que os liberais da escola austríaca repudiem tanto a coerção do estado em várias dimensões da vida do indivíduo, mas não coloquem em questão que o estado deva garantir o direito à propriedade privada. Se vocês acreditam na liberdade como premissa, por que o estado deve garantir esse direito? Será que a livre e espontânea organização dos homens não resolveria isso? Vocês são assim: "Estado pra educação, saúde? Não! E pra garantia da propriedade privada? Ah, aí sim." Trouxe o exemplo das cervejas para dizer que nem sempre o sucesso no mercado se explica pela qualidade do produto oferecido. Abraço!
  • Roger  20/05/2014 15:39
    Poderia citar de onde você tirou que os liberais da escola austríaca mencionam apoio ao Estado?
  • Tomio   21/05/2014 01:11
    Pra você terminar de falar essa bobagem da cerveja...
    Uma Paulaner 500ml numa loja de conveniência de Munich custa em torno de R$ 4,00. Num supermercado do Brasil R$ 15,00.
    Preciso te explicar que essa diferença se deve à absurda taxação da cerveja importada pelo estado brasileiro? não né...
    Consegue entender assim como a empresa nacional consegue vender uma porcaria, por um preço bem mais alto do que poderia?

    Arrume outras muletas.
  • Marcos  20/05/2014 15:33
    A cada participação desse Rafael ele demonstra que está palpitando sem nem sequer conhecer os mais básicos postulados daquilo que critica. Agora ele diz que libertários defendem a existência do estado e o monopólio estatal da violência! Por que uma pessoa se humilha tanto assim?

    Sei que não vai adiantar de nada, mas deixo aqui um artigo (apenas um!) para ele entender como seria incoerente pedir que o estado, que é por natureza um expropriador, seja o defensor da propriedade privada.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795
  • Willian  17/01/2016 17:18
    Chega a ser engraçado esses esquerdopatas... são totalmente sem noção, defendem coisas das quais não fazem a menor ideia de como é na vida real... lançam uma discussão totalmente sem nexo e quando levam uma "esfregada" voltam com aquela velha e irritante conversinha de "vão se informar para travar um debate em nível mais elevado". Mas o bom é ver a quantidade de pessoas de bem que ainda existem nesse país, isso de certa forma nos mantém acesa uma pequena chama de esperança no futuro.
  • Fernando H   25/05/2014 01:25
    Infelizmente, apesar de concordar teoricamente com a maioria das opiniões expostas, a realidade é bem diferente.
    Vai abaixo a lista de países com menor carga tributária do mundo(não esta em ordem):
    1 - Angola 5,7%
    2- Congo 5,9%
    3 -Afeganistão 6,4%
    4 - Iran 6,1%
    5 - Nepal 10,9%lan
    6 - Oman 2,0%
    7 - Emirados Arabes - 1,4%


    A lista com maior carga tributária:
    1- Noruega - 43,6%
    2- Holanda - 39,8%
    3-Dinamarca - 49 %
    4 - Suécia - 47%
    5 - Finlândia - 43%


    Os Estados Unidos possui 28% de carga tributária, mas possui 7(sete) cidades entre as listadas como as mais violentas do mundo.

    Então é melhor morar em Angola que na Noruega?
    O IDH(indice de desenvolvimento humano) diz que não.
    Obs: Não estou defendendo o modelo de Estado no Brasil(vive em função de si mesmo), mas considero a Noruega um lugar melhor para se viver que o Iran, Nepal ou até mesmo os Estados Unidos.
    Tudo não passa de uma grande teoria que na prática não da certo.
  • Almeida  25/05/2014 05:23
    É porque você não domina a teoria. Percentual total de carga tributária, per se, está longe de ser um parâmetro único a ser mensurado.

    Esse artigo faz uma boa introdução sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=271
  • Carlos Prado  06/06/2014 23:11
    Alguém tem algum texto crítica ao "renda mínima" do Suplicy? Segunda-feira terá uma palestra do Suplicy na universidade e estou montando algo a respeito, mas se alguém já tiver alguma coisa bem fundamentada ajudará bastante.
  • Paulo  18/01/2016 16:29
    Li em 2016. Obrigado, Mises Brasil!
  • Gustavo  19/01/2016 01:00
    Liberalismo falando sobre 'imoralidade'. Morri!
  • libertário  12/02/2017 06:04
    mas é claro, o liberalismo econômico é sistema mais moral que existe.
  • Conservador  19/01/2016 04:02
    Artigo excelente.
  • F. Brasil  26/06/2016 20:38
    Artigo irretocável!

    Sintetizou várias ideais num único texto!


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