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Como realmente funciona o sistema de saúde americano

Sempre que há um debate sobre sistemas de saúde e sobre como seria a medicina em um ambiente de genuíno livre mercado, rapidamente alguém menciona os EUA como sendo o exemplo mais óbvio deste arranjo.

O problema é que a comparação é obtusa. 

É verdade que os EUA não possuem um sistema público de saúde de estilo europeu (seja ele o modelo Beveridge da Inglaterra ou da Espanha, no qual o estado se encarrega de prover serviços de saúde em troca do pagamento de impostos, seja ele o modelo Bismarck da Alemanha e da Áustria, no qual o estado obriga os cidadãos a comprarem um seguro privado obrigatório e altamente regulado), mas isso não implica que o sistema americano esteja livre da atuação estatal.  Muito pelo contrário, como será visto.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que os resultados observados no sistema de saúde americano são um tanto deploráveis: o gasto total com a saúde nos EUA chega a 17% do PIB — quase o dobro do que gasta a maioria dos países europeus —, mas isso não fez com que seus resultados fossem espetacularmente superiores.  Sim, o sistema de saúde americano está na vanguarda da implantação de novas tecnologias, bem como no uso da medicina preventiva, mas esses elementos diferenciais não parecem justificar o gigantesco custo excessivo.  Por esse prisma, o debate sobre a superioridade da saúde pública europeia em relação à americana pareceria definitivamente encerrado: uma qualidade análoga pela metade do preço.

Porém, as coisas não são tão simples quanto os números sugerem.  O sistema de saúde americano — como explico em detalhes extensos em meu livro Una revolución liberal para España — está longe de ser o representante de um arranjo de livre concorrência.

Para começar, pelo lado da oferta, a concorrência entre médicos praticamente não existe.  O mercado de médicos é artificialmente cartelizado.  Para ser médico, você tem de ser aceito pelo conselho profissional da categoria, o qual tem interesse em manter baixo o número de médicos, pois isso eleva artificialmente seus salários.  Adicionalmente, um médico tem de adquirir diversos tipos de licenças, sem as quais ninguém pode exercer a medicina.  A criação de hospitais também sofre o mesmo tipo de regulamentação, o que dificulta o surgimento de hospitais baratos que poderiam concorrer com os já estabelecidos.  Já as seguradoras de saúde são, em sua grande maioria, proibidas pelo governo de concorrer entre si além das fronteiras estaduais.  Várias seguradoras não podem ofertar seus serviços em mais de um estado do país.

Mas a coisa piora.

Pelo lado da demanda, 90% dos gastos em saúde ocorrem por meio de canais que não são o paciente: mais especificamente, ocorrem pelas seguradoras e pelo estado.  Para se ter uma ideia desse despautério, na Espanha, o gasto público com saúde totaliza 6,9% do PIB.  Na União Europeia, 8,2%.  Nos EUA, como dito, o gasto total é 17%.  Dado que 90% desses 17% são gastos que não são desembolsados pelo paciente, temos que 15,3% dos gastos em saúde nos EUA são terceirizados.  Ou seja, nem mesmo a Espanha apresenta um grau tão elevado de socialização da demanda como os EUA.

Mais especificamente, de cada 100 dólares gastos na saúde americana, 45 dólares são desembolsados pelas seguradoras, outros 45 dólares pelos programas estatais Medicare (programa de responsabilidade da Previdência Social americana que reembolsa hospitais e médicos por tratamentos fornecidos a indivíduos acima de 65 anos de idade) e Medicaid (programa financiado conjuntamente por estados e pelo governo federal, que reembolsa hospitais e médicos que fornecem tratamento a pessoas que não podem financiar suas próprias despesas médicas), e apenas 10 dólares são desembolsados pelo próprio paciente.

Dito de outro modo, de cada 100 dólares gastos na saúde, o paciente — que é quem está realmente recebendo os serviços — arca com um custo de apenas 10 dólares.  Quem paga os 90 restantes?  O resto de seus compatriotas — seja por meio do Fisco, seja por meio de suas apólices de seguros, que compreensivelmente ficam a anualmente mais caras.

Nos EUA, portanto, não há uma correspondência entre custos e benefícios.  E dado que as seguradoras são obrigadas pelo governo a cobrir até mesmo consultas de rotina, os preços das apólices seguem em disparada.  Se você fizer algo tão simples e corriqueiro quanto um exame de sangue — que é coberto pelos planos de saúde e pelos programas Medicare e Medicaid —, é comum o hospital cobrar um preço astronômico do governo ou da seguradora, a qual, por causa disso, irá aumentar os preços das apólices.

Nesse arranjo, o incentivo para aumentar os gastos é o mesmo que ocorreria se milhões de pessoas fossem a um mesmo restaurante, pedissem individualmente os pratos que quisessem e, no final, dividissem igualmente entre todos a fatura total.

E, com efeito, o estudo mais completo já realizado até o presente momento sobre os custos excessivos da saúde americana não deixa espaço para dúvidas: a explosão dos custos se deve essencialmente a um crescimento descontrolado da demanda (direcionada sobretudo à medicina preventiva), a qual é capaz de suportar preços crescentes devido ao fato de que ninguém — governo, seguradoras e pacientes, como explicado acima — tem o incentivo de reduzir seus gastos.  Por mais que a oferta aumente, a demanda cresce a uma velocidade superior, o que multiplica os preços.

Vale ressaltar que, naquelas áreas do sistema de saúde americano em que não há esta socialização dos gastos — porque os programas estatais ou os seguros não cobrem —, não se observa nenhum crescimento anormal dos custos.  Este é o caso, por exemplo, dos serviços de odontologia ou das cirurgias oculares a laser, cujos custos caem ano após ano.

Na Europa, onde a saúde pública é "gratuita" para o usuário (embora seja cara para os pagadores de impostos), não ocorrem consequências similares a essas dos EUA simplesmente porque os políticos e burocratas que comandam o setor racionam os serviços que os cidadãos podem receber (os famosos cortes de gastos para a saúde, sobre os quais muito se fala atualmente, sempre foram uma prática estrutural do sistema; apenas se tornaram mais visíveis agora por causa da crise).  No Velho Continente, os donos da saúde dos cidadãos europeus não são eles próprios, mas sim os políticos e burocratas que organizam o sistema segundo seus gostos, necessidades e interesses.  Daí a frequente ocorrência de fenômenos como listas de espera, adoção tardia de novas tecnologias, tratamentos e medicamentos não cobertos, aglomeração de pacientes etc.

Dito de outra forma: os incentivos perversos para a demanda que levam a uma hipertrofia dos gastos em saúde nos EUA também existem na Europa, só que, na Europa, os políticos controlam severamente a oferta e impedem que os gastos disparem.  É como se, ao chegarmos a um restaurante, o dono do estabelecimento limitasse a quantidade e a qualidade daquilo que cada comensal pode pedir: por mais que pudéssemos e quiséssemos pedir mais e melhores pratos, não poderíamos.

Mas, afinal, que foi o motivo que levou a tamanha socialização da demanda por serviços de saúde nos EUA?  A criação dos programas estatais Medicare e Medicaid, em 1966, contribuíram substancialmente para as distorções.  Mas o principal incentivo foi criado em 1954: as empresas passaram a poder descontar no imposto de renda e na contribuição para a Previdência Social todos os gastos associados à aquisição de um plano de saúde para seus empregados.  Ou seja, caso as empresas pagassem planos de saúde para seus empregados, elas ganhariam descontos tanto no IRPJ quanto na contribuição para a Previdência Social.

Isso gerou uma consequência não-prevista.  Os incentivos para que todo o gasto em saúde fosse canalizado para os seguros adquiridos por empresas para seus empregados se tornaram enormes.  Isso, por conseguinte, elevou substancialmente a demanda por planos de saúde, os quais foram obrigados pelo governo a cobrir uma enorme variedade de serviços, inclusive aqueles associados à medicina preventiva.  Os custos das apólices obviamente dispararam. 

Apenas imagine quanto custaria o seguro do seu carro caso o governo obrigasse as seguradoras a cobrir serviços como troca de óleo e reabastecimento.  Nos EUA, é exatamente isso o que ocorre para os planos de saúde.  E tudo começou porque as empresas, muito corretamente, queriam reduzir seus gastos com tributos diretos, um confisco estatal que nem sequer deveria existir.  Um perfeito exemplo de como uma intervenção estatal (impostos sobre a renda) gerou uma grande distorção (redução dos lucros das empresas) que, por sua vez, levou à criação de uma medida aparentemente mitigadora (incentivos fiscais para planos de saúde).  No final, todo sistema de saúde ficou desarranjado.

Essa socialização de 90% dos gastos em saúde nos EUA — toda ela induzida pelo intervencionismo estatal — é a principal responsável pela hipertrofia dos preços.  Os EUA não são de maneira alguma um exemplo de livre mercado no sistema de saúde.  Em um arranjo de livre mercado e livre concorrência, os gastos para consultas de rotina são financiados pela própria poupança do paciente, e somente aqueles eventos de natureza extraordinária e catastrófica são cobertos por planos de saúde.

O que o sistema americano ilustra perfeitamente são os efeitos potencialmente devastadores do estatismo, inclusive quando em doses aparentemente inócuas.

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Leituras complementares:

Como Mises explicaria a realidade do SUS?

Como o SUS está destruindo a saúde dos brasileiros 

Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco 

A saúde é um bem, e não um direito 

O que a medicina soviética nos ensina

Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde


2 votos

autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Tiago RC  29/04/2014 15:05
    Bom ver esse texto. Muita gente de fato aponta para o sistema de saúde americano como exemplo de livre mercado.

    Pra mim o ponto chave é esse: "planos de saúde, os quais foram obrigados pelo governo a cobrir uma enorme variedade de serviços".
    Se os seguros são obrigados a cobrir tudo quanto é coisa, é óbvio que haverá abusos e os preços vão disparar.

    Pergunta: existe algum país no mundo onde o mercado de saúde se aproxime de fato de um livre mercado? Não conheço nenhum exemplo.
  • Fabio  29/04/2014 16:21
    Um artigo que mostra uma grande desregulamentação da saude com exemplo de um pais é os seguinte:

    O Mercado e o sistema de saude de El Salvador

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=642
  • Guilherme  29/04/2014 16:25
    O sistema de Cingapura tem boas características.

    De resto, chame-me de louco, a medicina genuinamente privada do Brasil tem ilhas muito boas. Se a sua seguradora não criar caso, você consegue tratamentos muito decentes dependendo da equipe médica. E nem estou falando do Sírio Libanês, não. Se você utilizar hospitais construídos e gerenciados pela própria seguradora -- como faz a Unimed em algumas cidades brasileiras --, você consegue um atendimento acima da média.
  • Felipe Lange  29/04/2014 17:17
    A iniciativa privada sempre vai fazer melhor que o Estado.

    O que difere um convênio de um plano de saúde?


  • Autônomo  29/04/2014 17:33
    Prezados, já falei isso várias vezes e vou repetir: nenhum país tem um sistema de saúde bom simplesmente porque isso é impossível.

    A partir do momento em que você permite que um completo estranho ministre produtos químicos em seu organismo, você já está sem saúde. O fato de que esse completo estranho muito provavelmente estará a soldo de alguma grande empresa farmacêutica -- que tem interesse em viciar você nos produtos dela -- agrava ainda mais a situação. Não se torne refém disso.

    O que fazer então? A resposta é demasiado óbvia, embora nada simples: não fique doente! Cuide da sua alimentação e do seu corpo. Não coma porcarias. Você pode prevenir todos os tipos de doença apenas com a alimentação correta. Há inúmeros sites em inglês sobre isso. Para os monoglotas, sugiro o site e os vídeos do doutor Lair Ribeiro.

    Agora, se você por algum infortúnio padecer de algum evento catastrófico -- como câncer ou ter de fazer alguma intervenção cirúrgica absolutamente necessária, como apendicite --, um abraço. Você terá de gastar dinheiro e procurar algum hospital privado e de ponta.

    No Reino Unido, as cirurgias nos hospitais estatais são gratuitas. Mas os resultados são desesperadores (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html
  • Gunnar  29/04/2014 17:58
    Lembrando que a medicina "genuinamente privada" brasileira também é altamente regulada (leia-se cartelizada) pelo estado.
  • Marcos  29/04/2014 18:01
    Correto. Mas aqui ao menos você não é obrigado pelo governo (ainda!) a comprar um plano de saúde e nem a utilizar hospitais públicos. E você também pode deduzir seus gastos com saúde no imposto de renda. E se for amigo do médico, consegue sem problemas uma consulta particular sem burocracia.
  • Wasabi  29/04/2014 19:19
    E se não pedir recibo, ganha ainda mais desconto do médico.
  • Henrique  29/04/2014 18:38
    Quando vivia com meus pais, era usuário do sistema particular, pois nenhum deles possui plano de saúde até hoje.

    Depois que saí de casa, passei 5 anos como usuário do SUS e em 1 ano que vivi fora do país, utilizei plano de saúde.

    Ontem, pela primeira vez, precisei de socorro médico e pude fin0almente me fazer valer do plano de saúde que a empresa na qual faço estágio fornece (Unimed).

    De fato, o nível de atendimento da Unimed é ridiculamente superior ao SUS. Em épocas negras, já fiquei por 6h numa fila apenas para ser atendido pelo "modelo a ser copiado pelo resto do mundo", o médico olhar pra minha cara por 30s e me falar que não podia resolver meu problema, eu precisava de um especialista (poha, era só me receitar um antialérgico).

    Ontem, o tempo total de espera foi de 3h30, entre consulta, realização de um hemograma e retorno ao médico (isso porque brotaram trocentos idosos quando eu era o próximo da fila do retorno).

    Entretanto, ainda caímos naquele velho problema da demanda infinita. Meu plano não prevê um limite de consultas por mês, creio que nenhuma das opções da Unimed prevê isso. Embora o número de pessoas que realmente não precisavam estar ali fosse bem menor, ele não era nulo e isso acaba gerando demora no atendimento.

    Eu dei sorte do hospital não estar muito lotado ontem, mas nem sempre é assim.
  • cesário da paixão ribeiro  27/06/2015 00:51
    Se os custos com saúde,conforme sugere o texto , são custeados pelo Governo americano, porque milhares de americanos vão a falência todos os anos nos EUA,por motivos médicos?.
  • Berçário do Amor  27/06/2015 01:04
    Onde está escrito no artigo que o governo americano paga pelos serviços de saúde de toda a população? Favor apontar.
  • Helliton  20/12/2016 16:48
    Porque o Americano é em suma rico e exigente. Quando você quer ter saúde você pode gastar até milhões de reais com ela. Na Europa você não pode fazer comparações, o serviço é igual para todos. Já no EUA tem o cara que é atendido em um super hospital e outro que é atendido no serviço mais básico, que já é melhor que o Europeu mas não se compara ao serviço caro. O cara que está com um problema sério vai querer ser atendido no melhor hospital possível.
  • Emerson Luis, um Psicologo  29/04/2014 18:13

    Podia ser pior: os EUA poderiam importar médicos-escravos em pleno século XXI!

    * * *
  • Mauricio.  30/04/2014 01:12
    Os EUA "ainda" não são Venezuela e Brasil, apesar do Obama estar se esforçando pra que isso ocorra.
  • Ana Milliken  15/11/2015 18:42
    Concordo!
  • Rhyan  29/04/2014 18:40
    Esse texto foi antes do Obamacare?

    Como as empresas podem ganhar com a redução fiscal se as apólices dos seguros foram aumentando?
  • Leandro  29/04/2014 19:21
    Como diz o texto, a lei do abatimento no imposto de renda foi criada na década de 1950.

    Ainda no final da década de 1940, os sindicatos americanos começaram a agitar exigindo que as empresas pagassem o plano de saúde de seus empregados. E as empresas aceitaram as exigências porque, como o país ainda vivia sob um política de controle de preços e salários (por causa da Segunda Guerra), oferecer planos de saúde era a única maneira de as empresas atraírem mão-de-obra de qualidade.

    Desde então, as empresas não mais conseguiram deixar de oferecer planos de saúde para seus funcionários. E os resultados são esses explicados no artigo.

    Veja também mais detalhes aqui:

    en.wikipedia.org/wiki/Health_insurance_in_the_United_States#Private_health_care_coverage
  • PESCADOR  29/04/2014 18:56
    Tenho 32 e nunca tive plano de saúde. Nos últimos 15 anos só precisei de médico nas consultas anuais de rotina com oftalmologista, para rever o grau do olho e refazer óculos (300 reais a consulta). Também fui aos postos de saúde tomar vacinas, duas vezes, de acordo com minha carteirinha. Resfriados e dor de cabeça, tomo remédios óbvios que eu mesmo prescrevo. Me alimento bem, faço exercícios diariamente e sou bastante saudável devido ao meu estilo de vida. Pretendo adquirir um plano de saúde nos próximos anos, afinal de contas os 40 estão chegando ... rsrsrs. Para mim, se eu morasse na Alemanha ou qualquer país que OBRIGA o cidadão a ter um plano de saúde, eu teria gasto um dinheiro grande que eu poderia (e pude) utilizar para outras coisas que considero mais urgentes e importantes. Sem sacanagem, seria uma agressão a mim. Não que aqui seja melhor, eu sei que meu dinheiro roubado pelo estado através de impostos também foi gasto no SUS para que outros usassem, o que também é terrível e imoral. Seria bom se houvesse um genuíno livre mercado na saúde. Aliás, na saúde e em todas as áreas.
  • Vitor Sousa  29/04/2014 19:13
    E o Canadá? É 100% estatal lá.
  • Ricardo  29/04/2014 19:25
    E é uma "maravilha"....

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349
  • Rennan Alves  29/04/2014 23:00
    O sistema de saúde canadense é tão bom, que as pessoas fogem dele para buscar tratamento em outro país.

    Report: Tens of thousands fled socialized canadian medicine in 2013
  • Carlos Pommer  02/05/2014 19:59
    O sistema canadense é todo privado.
    As clínicas e hospitais são sem fins lucrativos, mas é tudo particular.
    É como se todo cidadão tivesse plano de saúde pago pelo governo, onde as clínicas e hospitais recebem por serviço oferecido.
  • IRCR  29/04/2014 20:56
    Na Suiça tem um sistema mais "proximo" de um "free market healthcare system" não ?
  • Anonimo  29/04/2014 22:21
    IRCR: na Suíça tem um seguro saúde obrigatório para os Suíços. Mesmo assim se bem me lembro tem que pagar 50% da consulta. Tem um sistema tipo "médico de família"; se não conseguir ir até o consultório do médico ele vem na sua casa. Tem um histórico médico da pessoa desde o nacimento que vem passado entres os médicos e mantido em dia, inclusive com os medicamentos que foram indicados pro paciente. Não tem posto de saúde. Não tem superlotação de hospitais. Burocracia, minima!
  • Marcelo Almeida  29/04/2014 23:57
    Sei que pode parecer estranho. Mas o que aconteceria para saúde publica ou privada, se a grande maioria da população não ficasse doente? Precisasse raramente ir ao medico, poucos internamentos requisitados, raros exames. Quando o individuo adoece uma cascata de gastos com sua enfermidade é movimentada. Vide farmácia, tratamentos, remédios. Resumindo, a doença gera riqueza. Menos gente doente, menor é o rendimento da indústria farmacêutica. Menor será o salario e requisição do profissional da saúde. Obviamente o setor da medicina também perderá status. Se muitos males foram exterminados com a modernidade da ciência, outros tantos foram criados através dos alimentos hoje consumidos. Qual a finalidade de uma pessoa com câncer sem cura, continuar o tratamento quimioterápico? Questionar não faz mal a ninguém, por isso também indago o efeito colateral que muitas vacinas podem conter. População inteira sem doença é utópico, porem uma grande parte dela enferma, gera enormes riquezas.
  • Cleiton  30/04/2014 11:58
    "Quando o individuo adoece uma cascata de gastos com sua enfermidade é movimentada. Vide farmácia, tratamentos, remédios. Resumindo, a doença gera riqueza."

    Me parece que você utilizou o argumento da janela quebrada ai.

    E outra consequencia positiva de um sistema de saúde realmente livre: as pessoas cuidariam muito melhor da saúde. Se alimentariam melhor, não usariam drogas, beberiam menos e praticariam mais exercícios físicos. Já que o dinheiro para tratamentos claramente ia sair de seu próprio bolso e não do bolso dos outros.
  • Andre Cavalcante  30/04/2014 12:01
    Vamos supor que apenas uma mínima parte da população precisasse de serviços de saúde. A beleza do livre mercado, é que ele se adapta facilmente às condições justamente do mercado. Assim, ainda haveria hospitais, mas direcionados e posicionadas para atender aquela minoria. O serviço não seria nem caro, nem barato, porque a oferta se adequaria à demanda naturalmente.

    O problema seria se o governo quisesse intervir e forçar que a maioria sadia banque a farra da minoria doente. Opa! Mas é exatamente que funciona assim hoje, não é verdade?

  • Não importa  30/04/2014 02:18
    Sei que deve haver pessoas como eu que constantemente leem esses artigos do Mises, livros e outras cosias do dia a dia, e talvez sintam muita
    revolta por não poder levar sua vida conforme querem, e de forma muito mais inteligente, sem ter que se enquadrar na "fôrma" do Governo. Então,
    decidi mudar minha postura perante a vida, escrever algumas coisas para refletir e guardar comigo. Talvez possa ajudar algum amigo, se não ajudar, apenas desconsidere.



    É preciso estar por dentro do cenário político, é preciso ter uma base intelectual fundamentada nos ensinamentos de grandes pensadores e na própria experiência, é preciso saber em quem votar, em quem não votar ou que não adianta votar em alguém, é preciso entender que muitas pessoas não querem entender nada, é preciso muitas coisas e, praticar isso nos momentos certos. Mas, no mundo existe excesso de cafajestagem, corrupção, injustiças e preguiça para que somente uma pessoa tente resolver tudo. Quem fizer isso vai acabar desperdiçando muita força e tentando fazer o trabalho de muita gente. Todos bagunçaram, agora todos tem que arrumar, não é justo sentir-se na obrigação de mudar o mundo, pois está tudo errado. Apenas é preciso estar atualizado e pronto, para no momento certo, nas oportunidades certas, poder praticar essa revolução. Um mal ouvinte não vai ouvir, nem desperdice sua energia enquanto o mesmo não estiver pronto, se é que vai estar tão cedo. A evolução ocorre, mas a passos lentos, então acalme-se.

    Por outro lado, é preciso aproveitar a vida, é preciso também ter aqueles amigos idiotas que te façam rir, e que sabem quem você realmente é, que não esperam nada de você além de amizade, é preciso sair pra tomar uma cerveja, dançar, deixar a vida te levar, mas sabendo dar um toque de inteligência e sabedoria por onde ela te leva. É preciso ficar acordado à noite batendo papo com aquela pessoa que você não tinha mais tempo pra conversar, por que estava tentando mudar o mundo sozinho, é preciso pegar sua moto, carro ou bicicleta e sair por aí, sem destino como você sempre teve vontade de fazer quando via um aventureiro agindo assim num filme qualquer.


    Não é que você não precise fazer a sua parte, e ser um humano corretamente atuante. Mas, não tente fazer tudo sozinho. Faça sua parte, nas ações do dia a dia, isso já é o suficiente. Leia e estude o necessário para te manter suprido de boa capacidade de discernimento intelectual, quando apenas isso estiver conquistado, essa habilidade de saber em que lado ficar e o que fazer, largue tudo e vá curtir essa vida tão curta, efêmera. Você lembra a última vez que sentou no chão, no barro, no gramado ou no piso sem se importar, à noite e olhou as estrelas? Lembra a última vez que sentou na beira do mar e sentiu a presença da natureza? Lembra a última vez que...
    Entenda uma coisa, você não é o Super homem, ou Super mulher, você é apenas um elo dessa grande corrente. Se os outros elos da corrente estiverem fracos, toda a corrente vai se partir, se você estiver forte, ao menos sua forma de ser impulsionará melhorias nos elos mais fracos, por aqueles que realmente podem alavancar mudanças.

    Não busque reconhecimento, fama ou status para ser feliz, são qualidades que partem de mentes alheias, portando será muito difícil sustentá-las, e seu senso de "felicidade" será facilmente abalado.




  • Miron  01/05/2014 22:27
    Acho que o artigo esqueceu de mencionar o pior problema do sistema de saúde americano, que é a excessiva força dos advogados. Lá, pra fazer qualquer diagnóstico, por mais que o médico tenha uma boa ideia de qual o problema do paciente, ele tem que pedir milhões de exames caros para depois, se algo der errado, não ter que indenizar o paciente por ter sido negligente.
  • Bruno Diniz  21/11/2014 14:47
    A análise foi boa, porém a conclusão foi totalmente distorcida.

    Em nenhum momento isso eh resultado de estatismo. Na verdade isso é o resultado da privatização e terceirização de serviços essenciais à população e do controle do governo em favorecimento das empresas.

    Estatismo, que no caso seria ideal, seria se os hospitais fosse públicos. Nesse caso não se criaria um estado de concorrência e não haveria a busca por lucro, apenas pelo atendimento de qualidade à população dentro do orçamento.
  • Leandro  21/11/2014 16:33
    "Em nenhum momento isso eh resultado de estatismo."

    É mesmo? Nos EUA, para você ter uma ideia, o governo federal proíbe seguradores de um estado de ofertarem seus serviços em outros estados. Se houvesse uma Unimed nos EUA, ela seria proibida por lei de oferecer serviços em mais de um estado.

    No que mais, por lei, além de o patrão ser obrigado a pagar parte do seguro-saúde de seu empregado (o empregado tem de pagar a outra parte), praticamente não há liberdade de escolha em relação à seguradora a ser escolhida. Uma seguradora de um estado não pode fornecer seus serviços em outros estados. Logo, a concorrência interestadual é proibida. E tudo isso em um ambiente em que o setor médico é fortemente cartelizado pelas entidades de classe.

    Mas folgo em saber que isso não tem nada a ver com estatismo.

    "Na verdade isso é o resultado da privatização e terceirização de serviços essenciais à população e do controle do governo em favorecimento das empresas."

    Ou seja: o governo estipular quem pode e quem não pode ofertar serviços, bem como proibir a livre concorrência entre as seguradoras representa, não apenas não é estatismo, como, ao contrário, representa uma "privatização e terceirização de serviços".

    Deve ser gostoso viver em Oz.

    "Estatismo, que no caso seria ideal, seria se os hospitais fosse públicos."

    Há vários países ricos em que medicina é totalmente estatizada, como Inglaterra, Suécia e Canadá. Vamos ver como está funcionando esse ideal?

    Na Inglaterra, comece por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

    Depois vá aqui:

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    E termine aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html


    Sobre o Canadá, veja uma compilação de notícias "muito humanas" aqui.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

    Depois, leia aqui:

    Report: Tens of thousands fled socialized canadian medicine in 2013

    Depois, veja isso para se divertir:

    https://www.youtube.com/watch?v=Fexz8Ij-OBQ


    Por fim, sobre a Suécia, leia aqui toda uma compilação de notícias e relatos, tudo tendo como fonte a própria imprensa sueca:

    Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

    Mitos vs fatos no sistema de saúde sueco: o direito de esperar


    Por fim, como bônus, se quiser ler sobre o SUS no Brasil:

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?

    Como o SUS está destruindo a saúde dos brasileiros

    Um retrato da saúde brasileira - um desabafo de dois médicos

    "Nesse caso não se criaria um estado de concorrência e não haveria a busca por lucro, apenas pelo atendimento de qualidade à população dentro do orçamento."

    Ou seja, far-se-ia um genuíno milagre. O fim da concorrência e da busca por resultados não apenas melhoraria os serviços, como também deixaria os clientes incrivelmente satisfeitos.

    O curioso é que esse seu devaneio nunca ocorreu nos países em que este ideal que você foi implantando. Estranho, né?
  • Nadia  22/02/2015 18:41
    Morei dos 23 aos 35 na Espanha e sempre gostei muito do sistema de saude. Ao principio so utilizava publico e nunca tive problemas, vc normalmente tem q passar por um clinico geral antes de conseguir hora com um especialista e dependendo do especialista demora mais ou menos conseguir hora. As poucas vezes q tive q ir ao pronto socorro tb achei o servico prestado muito bom. Pediam todos os exames q pareciam necessarios tinha q esperar na fila logico p ser atendido pero p ser publico me parecia excelente. Quando pensei em ter um filho comecei a pagar um plano de saude e tb sempre me pareceu bom, vc pode gostar mais ou menos da cara do medico das enfermeiras mas o q eu gostava e q na minha opiniao sempre usavam bastante etica e bom senso pediam o q era necessario me parecia o criterio bastante similar aos medicos q utilizei no Brasil.
    Ha 3 anos moro aqui nos EUA e senti muuuita diferenca. A sensacao e q os medicos so vao pedir o q sabem q os planos pagam e sinceramente muitas vezes aqui sao muito superficiais. Nao sou p nada o tipo de paciente chato q fica buscando motivo p ir ao medico e fazer mil exames mas aqui e tudo muito por cima, sao muito educados e sempre querem dar um otimo 'customer service' mas investigar o seu problema muito nao vao, a menos q vc esteja muito mal. Quando cheguei aqui busquei um ginecologista p fazer o check up anual. Busquei opinioes na internet (aqui todo o mundo poe opinao na internet p tudo e tb buscam os medicos assim) e fiquei espantada muita gente reclamando do ginecologista q apos o parto vai direto ao marido e aborda de mal jeito pedindo o cartao pq esta tendo problemas com o seguro!! imagina q stress!! Parece q os seguros de saude sao um laberinto de clausulas e vc nunca sabe bem o q vai pagar ou nao. Nao e como no Brasil e na Espanha q vc paga a mensalidade e tudo bem.
    Meu marido trabalha p uma grande multinacional americana e quando decidimos vir p ca concordamos em pagar o plano de saude mais caro (a empresa oferecia 3) normalmente as pessoas escolhem o plano intermedio q te obriga a utilizar um quadro fechado de medicos e passar por um clinico geral antes de ir ao especialista. Como ja pensavamos ter outro filho pegamos o plano mais caro q no final do ano saia uns 1.000usd a mais e achamos q valeria a pena e assim poder ir sempre ao especialista quando quizessemos. So q cada vez q vamos ao medico temos q pagar mais uma porcentagem e se vou de urgencias tb. acaba saindo bem caro. Bom e entre os espantos q eu tive aqui foi q no medico q fui p o check up anual nao me fizeram nenhuma ecografia, so mesmo Papa Nicolau. Vi q nao me mandavam os resultados por correio (tinha pedido a medica, ela hesitou depois disse q sim) e quando liguei so me disseram por telefone 'results normal'!! Depois de pouco tempo fiquei gravida e entao comecei a procurar um medico e meu marido tb achou melhor tentar ir a um medico q atenda num hospital assim ja fariamos as ecos la mesmo. Minha surpresa ninguem te da hora antes das 8 semanas!!! Liguei p varios hospistais e assim mesmo. Dai na semana 8 te atende uma enfermeira e so depois te dam hora com o ginceco!! Ou seja so la pela semana 10 e q vc vai ser o medico!!! Eu estava com muito enjoo e fraqueza, nas farmacias aqui nao podem vender nada p enjoo sem receita medica (nao rola um dramim ou plazil como no Brasil e Espanha q todo o mundo sabe q nao tem problema tomar). Outro absurdo e q depois da eco das 20 semanas ja nao fazem outra no terceiro trimestre se vc tem menos de 35anos! No meu caso minha medica me 'tranquilizou' e disse q como eu era mais velha sim q teria. Bom e cheguei la era uma visita com uma tecnica de ultrassom com um ultrassom super velho q a mulher tinha q ficar sofrendo p conseguir ver quanto liquido tinha dentro da placenta! Isso num hospital super bom, Scripps La Jolla, em S. Diego. Morro de medo de ficar velha aqui com este sistema de saude superficial e caro. Por isso voltaremos a Espanha apesar de toda crise!
  • Woody  15/04/2015 19:07
    Essa é uma questão muito controversa. Eu mesmo, que defendo uma economia totalmente liberal, tenho algumas ressalvas quanto à questão da saúde. Um dos motivos de não cogitar viver nos EUA é justamente esse. Do ponto de vista econômico, é isso mesmo, todo o raciocínio está correto. Só que quando por exemplo um filho, uma esposa, alguém que você ama e pela qual é responsável, adoece de uma grave enfermidade, pra mim, ter que escolher entre tratá-la e ir à falência (sim, nos EUA se a pessoa descobre um câncer, provavelmente perderá todas as suas economias, sua casa e etc), isso me parece algo cruel demais. Que as pessoas adoecem é fato. Talvez todos pudessem ter cobertura para esses casos gravíssimos se a medicina preventiva fosse totalmente custeada pelos indivíduos. O que não me parece correto é apenas isso: quando a questão é vida ou morte, acho que ninguém deveria ter que se preocupar com a parte econômica. Se for algo que não tem tratamento, sem problemas, é um fato que terá que ser aceito. Agora, em um acidente de carro por exemplo, onde seria possível não só salvar a vida dessa pessoa como reimplantar um membro perdido, ter que racionalizar isso pelo lado econômico é algo que nem eu como um liberal consigo fazer.
  • Andre Cavalcante  16/04/2015 20:09
    Caríssimo Woody,

    Em outras palavras o que você disse é: justamente quando mais se precisa, o plano de saúde não cobre!

    Vamos aos seus exemplos:

    1) alguém adoece na sua família; por que raios eu, que não sou da sua família, tenho que pagar o tratamento dele/dela? É justamente isso que você está propondo, quando defende a socialização do custo da saúde.

    2) alguém precisa de uma reimplantação de membro (se é que isso existe, eu nunca vi) em caso de um acidente de carro; justamente nestes casos graves é que você propõe a socialização dos custos.

    Vamos imaginar, por um minuto, que não há salvação para aquele caso 1 ou para o caso 2. O que a família faz? Chora a more do ente amado.

    Agora, vamos supor que há solução e ela é bem barata, do tipo uma vaquinha rápida entre os vivos e paga todo o tratamento. O que a família faz? Faz a vaquinha e paga o tratamento.

    Agora vamos ao caso real: há tratamento mas ele custo dinheiro, muito dinheiro e a família não dispõe do valor e o plano de saúde não cobre. Algumas alternativas de solução: 1) a família deixa prá lá e chora a morte do amado; 2) Faz vaquinha, empréstimo, se endivida, pega emprestado em banco, amigos e instituições de caridade, consegue o montante e sara o amado; 3) Faz vaquinha, empréstimo, se endivida, pega emprestado em banco, amigos e instituições de caridade, mas não consegue o montante e, então, chora a perda do ente amado; 4) Assalta a qualquer uma na rua até o montante do valor que precisa e então sara o ente amado.

    Responda, com sinceridade, quais as alternativas mais éticas das 4. Com base na sua resposta vamos ver até que ponto a família é ética.

    Abraços
  • Woody  16/04/2015 20:21
    Andre,

    Acho que você não compreendeu o meu ponto. Eu não defendo a socialização da saúde, sou totalmente contra a existência do SUS. O que defendo é que existam planos de saúde que cubram esses eventos catastróficos, como um acidente, um tratamento de câncer (vários são tratáveis). Se esses planos não fossem obrigados a pagar por procedimentos de prevenção (como consultas/exames eletivos), acredito que seriam capazes de pagar por esses sinistros da mesma forma como acontece com seguradoras de veículos por exemplo. Não acho que ninguém deva pagar por problemas da minha família, o que absolutamente não é o caso com seguradoras, que vivem do preceito de ter menos dinheiro gasto com sinistros do que com o dinheiro arrecadado via mensalidades. Nesse caso é justo e faz parte do negócio alguns geraram uma despesa muito maior do que outros e inclusive muito maior do que o prêmio pago, afinal é pra isso que essas empresas existem, esse é o modelo de negócio. Só que aí você pega o caso dos EUA, onde as seguradoras conseguem encontrar brechas na lei para negar tratamento pelo qual você pagou, isso sim é uma palhaçada. Acredito que isso só exista por ser um mercado fechado, pois caso fosse bem aberto, a concorrência mataria esse tipo de prática. Agora, se as empresas puderem cancelar a qualquer momento, mesmo no meio de um tratamento, aí não tem jeito, melhor nem ter plano algum e aplicar o dinheiro mensalmente pois é bem possível que mesmo em um evento assim, você tenha mais dinheiro do que vai precisar para pagar o tratamento.
  • Selton  16/04/2015 21:43
    Não. Nem todos os problemas de saúde são seguráveis:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1785
  • Flávio Goulart   08/05/2015 11:48
    Eu, sinceramente, não consegui formar uma opinião ainda. É paradoxal, sistema inteiramente público peça na qualidade do serviço e cai na obsolescência, privado, na busca incessante por lucros e resultados, tendem a oferecer mais qualidade porém há restrições para tratamentos mais graves e custosos, como o câncer. Em ambos há perdas de vidas. Difícil aceitar a socialização dessas despesas, me parece injusto. Aparentemente, o grande problema está na "reserva de mercado" dos médicos existente em vários lugares, como EUA e Brasil, por exemplo, que eleva o custo da saúde.

    Talvez o modelo mais próximo do ideal seja abundância de médicos e profissionais da área da saúde, em oferta equilibrada com a demanda, e isso sim é papel do Estado, hospitais da iniciativa privada construídos e mantidos com algum incentivo e subsídio público, buscando qualidade através da concorrência e incentivo para se tornar um negócio atrativo para estimular empresários a colocarem seus dinheiros, clínicos gerais públicos capazes de dar o primeiro atendimento, fazendo a primeira triagem e direcionando, e regulando a demanda, para os especialistas autônomos, atendendo por um seguro de saúde com preço acessível e justo, pois a oferta seria equilibrada com a demanda, ou particular, de modo que não seja muito custoso. Para casos mais graves, como câncer e implante de próteses, onde o tratamento é mais custoso muito por conta dos medicamentos e das próteses, o cidadão que por opção não possui o convênio terá sim que abrir mão de suas economias ou fazer uma "escolha de Sofia".

    Uma alternativa para reduzir os custos até para medicamentos caros e próteses e desonrar a importação (claro que com alguma regulamentação para assegurar a qualidade). O que funciona e deve ser mantido é o abatimento das despesas com saúde do imposto de renda tanto de pessoa física como de jurídica.

    Não tenho certeza de que seria eficaz e talvez eu não esteja enxergando de todos os ângulos e por isso seria interessante que outros compartilhem a opinião. Mas acredito veemente que a "reserva de mercado", que os conselhos de classe insistem em manter para valorizar o profissional, seja a causa desse caos que a saúde em qualquer lugar.
  • Roberto  17/09/2015 16:24
    Andre Cavalcante

    1) alguém adoece na sua família; por que raios eu, que não sou da sua família, tenho que pagar o tratamento dele/dela?

    Porque você é um ser humano cara. A vida não se resume a economia e dinheiro. Se todos colaboram para o bem estar comum, aqueles que precisam terão tratamento e a pequena parte que você contribui não fará falta, ainda mais se você pensar que está ajudando a salvar alguém, mesmo que nunca o veja na vida.

    É esta a diferença entre os neoliberais e os sociais democráticos. Os liberais acham que cada um deve pensar por si só. Os sociais democráticos concordam que cada um contribua para o bem estar de todos, já que as pessoas passam por dificuldades na vida em um momento ou outro, em maior ou menor grau.

    Por tudo isso, cada vez mais me convenço que o modelo social democrático europeu é infinitamente melhor que o amado livre mercado norte-americano. Basta passar um tempo em cada país para ver e sentir a diferença. Nos EUA te medem pelo que tem, pelo dinheiro e o que ele pode pagar, na Europa te medem pelo que você é.

    Abraço.
  • Amaral  17/09/2015 16:37
    "Porque você é um ser humano cara."

    Se ele é um ser humano, então ele irá pagar pela operação dos outros se ele quiser. E, se você é também um ser humano, você não irá obrigá-lo a fazer isso. Você irá, no máximo, tentar convencê-lo a, voluntariamente, fazer isso.

    Você tem algum problema com esse arranjo?

    "A vida não se resume a economia e dinheiro. Se todos colaboram para o bem estar comum, aqueles que precisam terão tratamento e a pequena parte que você contribui não fará falta, ainda mais se você pensar que está ajudando a salvar alguém, mesmo que nunca o veja na vida."

    Exato, agora sim você começou a entender. "Se todos colaborarem" é diferente de "se todos forem obrigados a". Se você acha que ambos os verbos são sinônimos, então você é um psicopata.

    "É esta a diferença entre os neoliberais e os sociais democráticos. Os liberais acham que cada um deve pensar por si só. Os sociais democráticos concordam que cada um contribua para o bem estar de todos, já que as pessoas passam por dificuldades na vida em um momento ou outro, em maior ou menor grau."

    Tradução: os liberais acham que ninguém deve roubar ninguém, por mais "humana" que seja a justificativa. Já os social-democratas (é assim que se escreve) acham que apontar um revólver para a cabeça de inocentes e obrigá-los a dar dinheiro para terceiros (e ameaçá-los de cadeia caso se recusem a fazer isso) é um gesto humanitário. E falam sério quanto a isso.

    Entendeu por que social-democracia é sociopatia?
  • Jarzembowski  17/09/2015 17:04
    Essa tentativa de obtenção de autoridade moral é a artimanha esquerdista mais velha de todas.
    Com o tradicional cinismo, criam um cenário onde ou se é de esquerda ou se é um cretino desalmado que odeia os desfavorecidos, como se o Estado fosse a única instituição que considera(?) a existência do bem comum. A civilização ocidental existe há 20 séculos, e nunca faltou caridade, voluntariedade e dedicação desprendida ao próximo - mas os gênios do welfare state acham que essas qualidades foram inventadas por meia duzia de burocratas há umas poucas décadas.
    Usando a frase que já virou jargão aqui no mises.org.br, vá sacar pra cima de outro:

    Jogo esquerdista: Obtenção de autoridade moral
  • WLNC  17/09/2015 17:30
    Roberto,

    Não sei se você é mesmo alguém de boa intenção, mas vou assumir que sim. No início, eu também tinha esse problema com o libertarianismo, onde tudo se encaixa perfeitamente mas na questão da saúde a coisa ficava complicada. Eu me coloco no lugar de pessoas que não tem condições de pagar por saúde, e pior, como se eu tivesse esse problema com um filho. Nessa situação, em caso de desespero total, mesmo os maios árduos seguidores da doutrina liberal seriam capazes de cometer atos impensáveis em tempos normais para salvar aqueles que ama.

    Isso posto, depois de muita reflexão e continuidade nos estudos, cheguei à conclusão de que se vivêssemos em um sistema genuinamente liberal, a nossa propensão à caridade aumentaria de forma muito, muitíssimo expressiva. Hoje, a caridade é monopólio do Estado, e é feita da pior forma possível, que é o confisco de recursos de pessoas honestas e produtoras de riqueza.

    Em um mundo liberal, onde você não acharia que não deve ajudar os pobres porque já paga muitos impostos, e com o acúmulo de riqueza que esse sistema geraria, eu arriscaria dizer que a maioria das pessoas praticaria a caridade de forma constante e com muita boa vontade. Como esse arranjo não implicaria no esquema atual de manter os pobres nessa condição eterna, a própria sociedade ao ajudar, não o faria somente com doação de dinheiro e alimentos. A maior ajuda seria a utilização da mão de obra dessas pessoas, de forma que muito rapidamente deixariam de necessitar de qualquer tipo de caridade. Em casos excepcionais, não seria difícil fazer campanhas de arrecadação (para um custoso tratamento de câncer por exemplo), pois as pessoas já estariam muito mais propensas a ajudar.

    Outra coisa que você precisa considerar é que com o fim da regulamentação, a tendência seria com que os serviços de saúde se tornassem muito mais baratos. Veja o caso da odontologia. Por mais caro que possa ser um tratamento, ele não chega a centenas de milhares de dólares como acontece com a medicina.

    E por último e não menos importante, sem a coerção estatal, os próprios médicos e donos de hospitais estariam muito mais propensos a fazer a sua parte na caridade, principalmente levando-se em conta o seu juramento, para pessoas sem condições. Eu não enxergo um mundo liberal onde pessoas morreriam sem ninguém ajudar, mas vejo hoje o que está na minha frente o que vejo não é nada bonito, é algo como pilhas de corpos jogados em macas em corredores de hospitais, gente morrendo com problemas simples, e pessoas com câncer em estágio inicial sendo atendidos somente quando houver metástase por todo o corpo. O arranjo atual não funciona e gera muitas vítimas, chegou a hora de dar uma chance para o liberalismo.
  • anônimo  18/09/2015 10:43
    Justamente porque sou humano eu não quero que o cara morra de fome, ou doente, e é justamente por isso que defendo uma sociedade e uma economia liberal que é o que possibilita que o pobre tenha oportunidade, trabalho e dinheiro pra pagar por comida e remédio cada vez mais baratos.
  • Andre Cavalcante  18/09/2015 13:26
    Olá Roberto 17/09/2015 16:24:47

    Porque você cortou a minha frase? Isso não é justo em um debate. Modificou o sentido dela.

    Afora o que os outros já responderam, vamos novamente:

    O meu parágrafo completo:

    "1) alguém adoece na sua família; por que raios eu, que não sou da sua família, tenho que pagar o tratamento dele/dela? É justamente isso que você está propondo, quando defende a socialização do custo da saúde."

    Aí você dispara isso: "Porque você é um ser humano cara. A vida não se resume a economia e dinheiro. Se todos colaboram para o bem estar comum, aqueles que precisam terão tratamento e a pequena parte que você contribui não fará falta, ainda mais se você pensar que está ajudando a salvar alguém, mesmo que nunca o veja na vida"

    Fazendo com que parecesse desumano de minha parte não colaborar.

    Agora, meu parágrafo termina discorrendo sobre a socialização do custo da saúde. Isso implica não em colaboração, mas em obrigatoriedade. Se o que você entende por colaboração é o que tá no dicionário, então você está concordando comigo: é imoral obrigar uma pessoa que deve colaborar nestas questões de saúde. Se não, você se mostrou exatamente o sociopata imoral que apontei no tipo 4) acima.

    Então seu texto simplesmente não tem sentido, ou então assuma: você é um sociopata que deve ser tratado urgentemente.


  • Vinícius  27/10/2015 01:39
    "1) alguém adoece na sua família; por que raios eu, que não sou da sua família, tenho que pagar o tratamento dele/dela? É justamente isso que você está propondo, quando defende a socialização do custo da saúde."

    Porque há um nexo de causalidade entre a sua conduta e o resultado, portando, havendo o dano, surge a obrigação/dever de repará-lo.
    Resumindo: o monóxido de carbono que sai do meu veículo é responsável por inúmeras doenças respiratórias em outras pessoas, talvez, até câncer de pulmão. Agora me diga, porque alguém tem que ficar doente porque eu prefiro carro a uma bicicleta ? Olhe aí a teoria do caos!
    De certa forma, viver em sociedade é igual a clube de swing, tudo é lindo, tudo é bacana, até chegar a vez da nossa mulher entrar no jogo!! Rs...
    Abraços amigo!!
  • Slaine  27/10/2015 10:23
    Bullshit.Vc pode passar a vida toda sem entrar em um carro e mesmo assim vai ser convidado a pagar a conta.
    Aliás se vc é homem branco e hétero não precisa fazer nada, a conta já é automaticamente sua.Desde a hora que vc nasce vc já é automaticamente um opressor e portanto tem que pagar a conta da justiça social.
  • anônimo  27/10/2015 11:37
    Não viaja, nem todo mundo usa carro, e é impossível garantir que foi a poluição dos carros a causa exclusiva de uma determinada doença.

    Seu argumento é tão grotesco quanto aquele sobre uma suposta dívida histórica.

  • Vinicius  27/10/2015 23:54
    Mas é transparente que a hipótese do automóvel fora tão somente para ilustrar a relação entre causa, consequência e responsabilidade; portanto, um exemplo. Ademais, a concausa não obsta a responsabilidade, ainda que possa refletir na valoração.
    Didaticamente, estamos a falar das consequências jurídicas do popular "Efeito Borboleta" de Lorenz.
    E sim, eu financio a seguridade social porque não vivo em uma bolha e também sou um dos responsáveis pelas mazelas da sociedade. Mas paro por aqui, é que não há tino para os moralistas de Nietzche.

  • Slaine  28/10/2015 08:34
    'Mas é transparente que a hipótese do automóvel fora tão somente para ilustrar a relação entre causa, consequência e responsabilidade; portanto, um exemplo.'

    Achei que também era transparente que a falsa correlação no caso do carro se refere à uma falsa correlação de forma geral.

    'Didaticamente, estamos a falar das consequências jurídicas do popular "Efeito Borboleta" de Lorenz. '

    Não, não estamos.Achar isso mostra uma compreensão porca de uma parte da matemática que não tem NADA a ver com os exemplos que vc falou. Engraçado que em geral ninguém vê matemáticos dando palpites sobre temas do direito e outras 'ciências' humanas, mas é bastante comum ver pessoal das humanas TENTANDO usar os conceitos das exatas sem entender do que estão falando.

    Mas ok, entendi a idéia.Uma borboleta bateu as asas na amazônia e causou um tufão na áfrica, logo, eu tenho que sustentar parasitas estatais como vc.
  • Andrea Santa Rosa  13/11/2015 20:40
    Isso significa então que os sistemas de saúde europeus são os mais eficientes que existem?

    Num cenário global, alguém conhece algum sistema que custe menos de 6% do PIB e que ofereça serviços de qualidade?

    Como ficam esses números no nosso SUS?

    Desde já agradeço.
  • Auxiliar  13/11/2015 22:36
    Comece por aqui:

    Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

    As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá

    Na Inglaterra, comece por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

    Depois vá aqui:

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    E termine aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html
  • Andréa Santa Rosa  13/11/2015 23:23
    Auxiliar,

    Muito obrigada pelas informações e fontes.
    Serão de grande ajuda.

    Até mais!
  • Valderi Felizado da Silva  16/02/2016 01:21
    Você não respondeu a pergunta da Andrea. Colocou alguns links negativos de outros sistemas de saúde, que, por que não, também ocorrem, esquecendo de colocar os milhares de links negaticos do sistema liberal de saúde. E aí, o sistema norte-americano lobista é melhor ou não que o social europeu? Não me venha com links de notícias ruins selecionadas.
    .
    Esquecendo, também sou conservador e liberal, mas acho, tenho certeza, que a vida vem antes disso tudo de ideologia, esquerda-direita e outras coisitas mais.
  • Guilherme  16/02/2016 02:11
    E eu pensava que o analfabetismo funcional e a ignorância eram monopólios da esquerda... Mas constato, com pesar, que também grassam no meio "conservador e liberal".

    Cidadão, em primeiro lugar, diga-me: quem foi que disse que o sistema de saúde americano é "liberal"? O presente artigo descreve todo o funcionamento do sistema de saúde americano e, ainda assim, você vem dizer que ele é liberal?

    Pior ainda é a sua contradição: ao mesmo tempo em que você o rotula de "liberal", você diz, agora corretamente, que ele é "lobista".

    Ué, ou é uma coisa ou outra. As duas ao mesmo tempo não dá.

    P.S.: para completar a bizarrice, você disse que "você não respondeu a pergunta da Andrea". No entanto, a própria Andrea se deu por plenamente satisfeita com os links, agradecendo pelas "informações e fontes" e dizendo que elas "serão de grande ajuda".

    Que arrogância a sua de querer saber mais sobre o que uma pessoa pensou do que ela própria.

    P.S. 2:

    Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

    Nem todos os problemas de saúde são seguráveis

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?

    O mercado e o sistema de saúde de El Salvador
  • Marcio Garcia  19/02/2016 21:56
    Essas informações que todo Brasileiro deveria ter acesso, não que a grama do vizinho cresce mais ou que é mais verde ma sim para provar que do lado de lá muita coisa em relação a saúde é diferente!
  • Mari  02/03/2016 00:46
    Concordo com o amigo anônimo que em qualquer parte desse mundo, não importa o local, precisamos cuidar melhor de nossa alimentação.
    Mas o fato é que a maioria dos alimentos que consumimos prejudica o nosso organismo, e a realidade é que dependeremos dos cuidados médicos de uma forma ou de outra por conta da qualidade desses alimentos, e não temos controle absoluto sobre isso, mas podemos de alguma forma, mesmo que parcial, amenizar isso, observar melhor os alimentos que consumimos que influenciam diretamente em nossa saúde.
    Não que isso resolverá por completo, mas pode ajudar. A saúde em qualquer parte desse mundo passa por dificuldades de diversas formas...
  • Andre Cavalcante  02/03/2016 12:03

    Só um recorte:

    "... Mas o fato é que a maioria dos alimentos que consumimos prejudica o nosso organismo, e a realidade é que dependeremos dos cuidados médicos de uma forma ou de outra por conta da qualidade desses alimentos, e não temos controle absoluto sobre isso,..."

    Ah! sim, a maioria dos alimentos que consumimos prejudica a nossa saúde. Deve prejudicar mesmo, tanto que as estatísticas não mentem e hoje vivemos muito pior que se vivia no início do século XX...[/ironicmode]

    Entre 1901 e 2000, a população brasileira saltou de 17,4 para 169,6 milhões de pessoas, e 10% desse crescimento se deve aos imigrantes. Ao mesmo tempo, o Produto Interno Bruto do País multiplicou-se por cem, e o PIB per capita, por 12. Enquanto isso, a expectativa de vida de um homem brasileiro subia dos 33,4 anos em 1910 para os 64,8 anos em 2000.
    Fonte: IBGE


    Sabe, essas coisas que a gente costuma repetir automaticamente porque ouviu do professor da 4ª série, precisam ser questionados com urgência. E olha que peguei a estatística "oficial", que sabemos é pra lá de tendenciosa...

    Resumo da prosa: nossa comida é em maior quantidade e de melhor qualidade; a nossa água é de melhor qualidade; o saneamento é melhor; a nossa medicina é melhor; somos mais ricos...

  • Rafael Santos  12/05/2016 17:02
    Cara, de onde veio essa informação que o paciente só paga 10%?

    Vou te passar algumas contas médicas minhas aqui nos Estados Unidos, na média tenho pago 30% da conta. E não é barata.

    Para se ter uma ideia, um amigo fez um ecocardiograma (exame preventivo), o plano de saúde cobriu uma parte, mas ainda sobrou para ele uma conta de mil dólares.

    Sistema de saúde aqui é absurdo.


  • Thomas  12/05/2016 17:30
    Na primeira googlada já dá pra achar:

    https://goo.gl/jYlW5L

    Por outro lado, por causa do Obamacare, é bem provável que seu custo tenha aumentado mesmo. O artigo acima tem mais de dois anos. E, embora eu não more nos EUA, costumo ler alguns fóruns de internet nos quais todo mundo comenta da disparada dos preços da saúde. Realmente, como você disse, a fatia bancada pelo segurado deve já ter aumentado (exatamente como este artigo previu que aconteceria).

    Envolvimento governamental não tem como gerar outra conseqüência.
  • anônimo  20/12/2016 03:19
    Pessoal, esse texto rebate as afirmações de Ron Paul de que a Igreja mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos para todos. Qual a opinião de vocês?

    www.politifact.com/truth-o-meter/article/2012/jan/20/was-early-1960s-golden-age-health-care/


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