Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco
por , sexta-feira, 21 de março de 2014

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health_reform_1030.jpgUm mito ainda ronda o mundo: o mito da excelência do sistema de saúde estatal da Suécia.

Normalmente, apenas alguns poucos e básicos argumentos econômicos já bastam para fazer uma pessoa entender, de maneira lógica, por que é impossível um sistema de saúde gerenciado pelo estado manter sua excelência no longo prazo. 

No entanto, e infelizmente, apenas teorias não convencem.  E dado que não é factível convidar todo o mundo para fazer uma excursão-surpresa nas salas de emergência dos hospitais estatais da Suécia — o que estraçalharia de maneira irreparável as ilusões dos mais crentes —, terei aqui de me ater apenas às palavras.

E a realidade é que o sistema de saúde sueco é a perfeita ilustração da tragédia do planejamento central.  Além de ser extremamente caro, ele ainda mata pessoas inocentes.

A saúde universal e gratuita foi implantada na Suécia na década de 1950 como parte de um projeto do Partido Social Democrata para criar a "Casa do Povo" (Folkhemmet).  Este grande esforço também incluiu educação gratuita em todos os níveis, moradias modernas para os pobres, pensão estatal obrigatória, e outras coisas.  Vamos aqui conceder o benefício da dúvida e supor que ao menos algumas dessas propostas eram bem intencionadas.  Como quase sempre ocorre, boas intenções pavimentam a estrada que leva à servidão.

Demorou um pouco, mas hoje já está um tanto óbvio para o cidadão comum que absolutamente todos os aspectos deste projeto se revelaram um desastre.  O cidadão pode até ter alguma dificuldade para ligar causa e consequência, mas ele já é capaz de ver que o sistema definitivamente não está funcionando como o propagandeado.  Pior: está se deteriorando rapidamente.

Antes de este projeto utópico ser implantado, a Suécia tinha uma das mais baixas cargas tributárias do mundo civilizado.  Tanto a quantidade de impostos, quanto o valor deles, era um dos mais baixos do mundo desenvolvido.  O país, nada surpreendentemente, estava no topo em termos de padrão de vida.  O projeto alterou completamente a Suécia.  O país passou a ter a segunda maior carga tributária do mundo (a maior é a da Dinamarca), vivenciou períodos de acentuada inflação de preços, e apresenta uma economia em contínuo enfraquecimento.

Não há nada de economicamente misterioso a respeito de serviços de saúde; trata-se de um serviço como qualquer outro.  Os princípios que governam os serviços de saúde são imutáveis e não podem ser alterados por meros decretos governamentais ou por "vontade política".  Como qualquer serviço, a medicina pode ser plenamente fornecida em um livre mercado a preços razoáveis e com qualidade crescente.  No entanto, como qualquer outra área, tão logo o governo assume o controle e passa a fazer um planejamento centralizado, ele entre em colapso.  A qualidade despenca e passa a haver escassez e racionamento. 

Alegar que os atuais problemas no sistema de saúde sueco se devem a uma "falha de mercado" — como já fazem alguns social-democratas no país — é o equivalente a dizer que houve uma falha de mercado na produção de pão na União Soviética.

Analisemos o que ocorreu quando os serviços de saúde passaram a ser fornecidos "gratuitamente" pelo governo sueco (isto é, pelos pagadores de impostos).  Observe que os mesmos incentivos e princípios econômicos se aplicam a qualquer outro serviço que o governo decida assumir e fornecer "de graça". 

De início, ficou estabelecido que o sistema de saúde gratuito seria somente para os pobres.  Ele não iria afetar aqueles que estavam satisfeitos com os serviços até então vigentes.  No entanto, ocorreu o óbvio: quando um governo passa a repentinamente oferecer uma alternativa gratuita com promessa da qualidade, várias pessoas abandonam seus fornecedores privados e adotam os bens gratuitos.  Trata-se de uma questão de incentivos.  Logo, esse sistema público tem de ser expandido.  Médicos privados irão perder clientes.  Ato contínuo, os médicos privados serão forçados ou a procurar emprego no sistema público ou a abandonar a profissão.  O resultado inevitável será a criação de um único sistema público de saúde.

Alguns ainda alegam que é possível haver economias de escala dentro das operações de um sistema de saúde estatal, tornando-o eficiente.  Possível até é.  Porém, mesmo que existam, elas serão inevitavelmente sobrepujadas pelos custos e ineficiências inerentes a qualquer burocracia que inevitavelmente se agiganta quando passa a gerenciar um sistema desses.

Tais resultados são claramente visíveis na Suécia.  Restaram poucos médicos privados.  Dos poucos que restaram, a maioria faz parte do sistema nacional de seguridade social.  Uma enorme burocracia foi erigida para administrar todo o necessário planejamento centralizado dos sistemas de saúde público e pseudo-privado.

Quando os suecos vão às urnas a cada quatro anos, eles elegem três níveis de governo: o nacional, o landsting, e o kommun.  Um landsting é uma espécie de governo regional.  Há 20 deles.  Os landstings são quase que inteiramente voltados para o gerenciamento do sistema de saúde estatal.  Como era de se esperar, eles sempre reclamam de escassez de fundos e regularmente incorrem em déficits.

A vantagem de um sistema de livre mercado é que a contínua interação entre demanda e oferta forma os preços.  Esses preços funcionam como sinais emitidos pelos consumidores, guiando os médicos a identificar o que seus pacientes mais desejam e do que eles mais necessitam.  Assim, se houver um súbito aumento na demanda por cirurgias cardiovasculares, os preços de tal serviço iriam, ceteris paribus, aumentar.  Essa elevação de preços motivaria mais médicos a irem para estas áreas, que agora se tornaram mais lucrativas.  Ato contínuo, mais médicos passariam a fornecer mais serviços de cirurgias cardiovasculares, e a oferta de tais serviços iria aumentar.  Com a demanda agora satisfeita, os preços voltariam a cair. 

Algumas pessoas protestam e dizem que é imoral que médicos queiram maximizar seus lucros e viver à custa dos problemas médicos de outras pessoas.  Isso faz tanto sentido quanto dizer que agricultores — inclusive os pequenos — lucram com a fome de terceiros.

Assim, um arranjo de livre mercado sistematicamente direciona a produção ("oferta") e a realoca de forma a rapidamente satisfazer as necessidades dos pacientes ("demanda").  Por causa da concorrência, tal sistema apresenta outra vantagem: ele está sempre tentando reduzir preços e aumentar a qualidade.  Este princípio vale tanto para serviços médicos quanto para quaisquer outros serviços, sejam eles tecnológicos ou de jardinagem.

Já a burocracia inerente a um sistema de saúde estatal não tem como utilizar preços de mercado para alocar recursos.  Ela tem de recorrer a outros métodos.  Primeiro, ela tentará planejar de acordo com a demanda estimada.  Ela tentará adivinhar o número de fraturas ósseas, de cirurgias cardiovasculares e de transplantes de rins que ocorrerá no ano que vem.  As estimativas irão invariavelmente estar erradas, o que gerará escassez em algumas áreas e excesso de oferta em outras.  Isso significa que haverá, ao mesmo tempo, desperdício de recursos e sofrimento humano.

Sem a motivação da busca pelo lucro, não há incentivos para se adaptar à realidade, para se utilizar equipamentos mais caros e de mais qualidade, para otimizar a capacidade, para aprimorar o nível dos serviços prestados, e para tratar pacientes com dignidade.  Todas as mudanças serão impostas, por decreto, pelos burocratas planejadores.  Médicos e enfermeiras inevitavelmente ficarão frustrados.  Eles não mais serão livres para exercitar sua arte ao melhor de suas habilidades, e nem para ajudar as pessoas o tanto quanto gostariam.  Boa parte dos melhores profissionais irá abandonar a área e migrar para outros setores.

É impossível fazer comparativos numéricos, mas é bastante óbvio que o nível de energia entre os profissionais da medicina na Suécia é baixo quando comparado ao de outros países.  Um residente americano, amigo meu, passou um ano em um grande hospital sueco.  Ele ficou abismado quando descobriu que os alunos nunca dedicavam parte de seu tempo livre observando procedimentos em salas de cirurgias.  Simplesmente não há incentivos para se tornar bom na profissão.  É claro que há entusiastas que ainda assim gostam de sua profissão e fazem um trabalho fantástico, mas o sistema não é propício a essa atitude.

O planejamento central sempre fracassa.  Os planejadores inevitavelmente acabam percebendo que o mercado é superior.  Mas, em vez de admitir e recuar, eles aprofundam o esquema.  Eles começam a tentar emular um mercado, recorrendo a modismos técnicos como "gestão pública moderna" ou sistemas de vouchers.  Os resultados destas soluções normalmente se revelam ainda mais desastrosos do que o planejamento direto.  Para fazer com que a coisa funcione minimamente, eles começam a simplesmente atribuir códigos e números a tudo: cada tipo de doença passa a ser designada por um código, cada paciente se torna um número de identificação, e cada procedimento passa a ter um custo planejado (arbitrário) e uma receita estimada.

Recentemente, um grande jornal da Suécia relatou que médicos foram ordenados por burocratas a priorizar pacientes tomando por base seu valor futuro como pagadores de impostos.  Sob esse critério, idosos naturalmente têm um valor futuro muito baixo, de modo que eles inevitavelmente passaram a ter baixa prioridade no aparato estatal e se tornaram menos propensos a receber tratamento adequado.  Em um sistema de saúde privado você pode, como paciente, criar suas próprias prioridades: você pode, por exemplo, vender alguns ativos e gastar as receitas para melhorar sua saúde.  Já em um sistema socializado, uma outra pessoa é que irá determinar quais são suas prioridades.

Como sabemos da prática, toda ação induzida por um planejamento central gera pelo menos cinco inesperadas reações em sentido oposto, sendo que cada uma delas será, por sua vez, contra-atacada com ainda mais regulamentações e planejamentos.  Com o tempo, o sistema inevitavelmente entra em colapso.  Na Suécia, o sistema de saúde é "gratuito", mas não é acessível.

Para os casos que não configuram emergência, um sueco tem de ir à "Central de Serviços de Saúde", que é estatal.  Este sempre é o ponto de partida para qualquer consulta médica, desde uma simples gripe até um tumor cerebral.  O sueco tem de ir à Central que lhe foi especificada, tudo de acordo com o distrito médico em que ele vive.  Ele só será atendido se tiver hora marcada.  Normalmente, há uma janela de 30 minutos todas as manhãs, quando você pode ligar para reivindicar uma das vagas que foram disponibilizadas no orçamento do governo.  Mas você tem de madrugar, caso contrário elas acabam. 

Raramente você consegue uma consulta no mesmo dia.  Um burocrata irá lhe designar um médico que estiver de plantão, provavelmente um que você nunca viu antes; e provavelmente um que não fale sueco; e muito provavelmente um que odeie seu emprego.  Se você tiver uma doença grave, você será encaminhado a uma fila de espera, na qual, quando chegar a sua vez, você receberá algumas orientações médicas de um especialista.  Esse procedimento pode demorar meses.  E isso não é um mero defeito do sistema sueco; isso é uma característica inevitável de um sistema de planejamento central, análogo às filas de pão que ocorriam na União Soviética.

É nesta "fila para o pão" do sistema de saúde que as pessoas morrem.  As demoras ocorrem com tanta frequência que, quando chega a data de o paciente ser atendido por um especialista, sua condição já se agravou para além de qualquer possibilidade de cura.  Também é frequente o sumiço dos pareceres médicos e o desaparecimento das listas dos encaminhamentos médicos, o que faz com que todo o tempo de espera tenha sido em vão.  Burocracias criam empregados apáticos e desatentos, que não se importam com ninguém, que não fazem nenhum esforço, e que nunca são responsabilizados por suas falhas.

Já se a sua situação for de emergência, você irá à seção de emergência de um dos vários e enormes hospitais de estilo soviético.  Estocolmo tinha dois desses enormes hospitais.  Em 2004, eles se fundiram em um só.  Obviamente, a "fusão" foi um fracasso, de modo que nos últimos anos tem havido grandes debates sobre a necessidade de separá-los novamente.

A sala de emergência é uma experiência completamente inusitada.  A menos que você esteja sufocando ou apresentando uma copiosa hemorragia, você esperará de 5 a 7 horas até ser atendido.  E você só receberá esse serviço de "alto nível" se chegar ao hospital em um dia útil e durante o horário comercial.  Portanto, se você for um sueco, é bom programar antecipadamente o dia em que você sofrerá algum acidente grave.  Após o horário comercial, ou durante os fins de semana, a coisa é muito pior.  Em vez de atender os pacientes, os médicos estão majoritariamente ocupados preenchendo formulários para as autoridades do sistema central e rabiscando códigos em pequenos quadrados para relatar os serviços que foram prestados.  Já foram relatados casos em que os pacientes conseguiram ser imediatamente atendidos, mas tais casos são raros.

Um fenômeno cada vez mais comum é o de negar ambulâncias àquelas pessoas gravemente acometidas por todos os tipos de sintomas, desde queimaduras severas e septicemia, a infarto do miocárdio ou derrame cerebral.

Se você planeja sofrer algum sério problema de saúde, é importante também que isso não ocorra nos meses de junho, julho e agosto, pois nesses meses de verão os hospitais estão praticamente fechados para férias.

Devido à ausência da busca pelo lucro, serviços gratuitos não apenas são ruins como também são muito caros.  Um dos principais bancos da Suécia (o Swedbank) recentemente apresentou um estudo dizendo que o assalariado médio gasta aproximadamente 70% de seu salário com impostos para o governo, incluindo-se aí a enorme e invisível fatia que é retida na fonte.  Dado que sistemas gratuitos se tornam mais caros com o tempo, e dado que é impossível compensá-lo com aumentos constantes de impostos, torna-se inevitável que, anualmente, novas doenças sejam listadas como não-graves, e portanto deixem de ser cobertas.

Na etapa final do fracasso do planejamento central, os planejadores simplesmente desistem.  Eles lavam as mãos para tudo, e decidem "privatizar" os serviços.  Isso começou a ser feito na Suécia.  Só que, na prática, isso significa que eles desovam hospitais a preços de liquidação para empresários com boas conexões políticas.  Ato contínuo, os próprios planejadores se tornam supervisores e reguladores.  Isso cria um "mercado" extremamente protegido no qual os "empreendedores" devem apenas entregar serviços de qualidade estatal a preços que são estipulados de acordo com cálculos que estimam quanto custaria ao governo fazer o mesmo serviço. 

Obviamente, isso cria distorções tão grandes, que seria possível atravessá-las com ambulâncias.  E não há nenhuma livre concorrência para trazer alguma racionalidade a isso.

O mercado de saúde privado na Suécia é pequeno.  Poucas pessoas podem pagar por ele, uma vez que elas já pagam 70% de impostos para todas as outras coisas "gratuitas" e dado também que o sistema é altamente regulado e não há livre concorrência (o que significa preços artificialmente altos).  Os políticos, obviamente, utilizam o sistema privado, mas quem paga são os cidadãos suecos.  Aparentemente, eles são pessoas tão especiais que o sistema estatal que eles amorosamente criaram para os outros não serve para eles.

Aos apologistas do modelo de saúde sueco: eu vivo neste modelo.  Creiam-me: ele não funciona.

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Leitura complementar:

Como Mises explicaria a realidade do SUS?

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Fontes adicionais e notícias citadas no artigo (utilize o Google Translator):

http://www.socialstyrelsen.se/nyheter/2013december/vantanpaakutenalltlangre

http://hd.se/hoganas/2013/11/08/fick-tredje-gradens-brannskador/

http://www.expressen.se/kvp/karin-fick-inte-aka-ambulans/

http://www.ambulansforum.se/node/930

http://www.youtube.com/watch?v=7AtP8Ie-uG4

http://www.vimmerbytidning.se/article/view/48324/

http://www.thelocal.se/33350/20110421/

http://www.thelocal.se/34118/20110601/

http://www.thelocal.se/34548/20110624/

http://www.thelocal.se/34338/20110614/

http://www.thelocal.se/33260/20110418/

http://www.thelocal.se/20110624/34548

http://www.princeton.edu/~ota/disk1/1995/9562/956209.PDF




102 comentários
102 comentários
anonimo 21/03/2014 13:57:58

O que me assusta é ver o movimento feito pela sociedade suéca. Antes livre, depois um sistema de Estado de bem-estar social altamente centralizador.

Com os mitos do socialismo, do bem-estar social, da social-democracia, do combate à desigualdade de renda através de transferências diretas, da regulação e controle governamental, que chance temos de fazer com que o libertarianismo triunfe no longo prazo?

Eu tenho a sensação, e me corrijam se estiver enganado, que das duas uma: Ou os mais pobre, iludidos pelas promessas desses mitos, clamam pelo aumento do poder do Estado para agir como protetor e benfeitor, e essa voz inicialmente pequena vai aos poucos se agigantando conforme concessões são feitas; ou os indivíduos médios realmente acreditam até por senso humanitário, que criar esses tipo de aparato estatal dará alento ao sofrimento dos mais pobre e decidem conceder ao Estado essa função de "protetor dos menos favorecidos", mas as concessões sempre aumentam.

Não consigo entender como poucas (nenhuma?) sociedade consegue se manter libertária no longo prazo mesmo sendo a melhor escolha. Alguém pode me sugerir algum artigo, estudo, livro que fale do aspecto sociológico desse tipo de "escolha" da sociedade?

Responder
Guimaraes 21/03/2014 14:10:34

Anônimo, seus três primeiros parágrafos estão bons. Mas há um pequeno deslize no quarto. Suíça e Hong Kong se mantêm relativamente como sempre foram.

Responder
anonimo 21/03/2014 21:38:38

Concordo com seus exemplos. Mas me intriga o fato de que países antes livres como EUA, escandinavos, etc, países que já experimentaram os benefícios de uma sociedade livre, acabam andando em direção a um sistema baseado no bem estar social. É com se as pessoas esquecessem das lições históricas.

Responder
Angelo Viacava 24/03/2014 00:37:11

Ainda não há massa crítica de pessoas pensantes em nossa sociedade, a ponto de influenciar cidadãos comuns a tomarem pequenas e duradouras decisões individuais, ou em pequenos grupos, que lhes façam menos dependentes das intervenções estatais.

Responder
José Ricardo das Chagas Monteiro 24/03/2014 13:29:25

Saudações, Ângelo, há, está em formação, nós somos, cada um de nós já fez a primeira lição de casa - o quê é? - , agora estamos na segunda lição por quê; haverá a terceira como?. Percebes?

Responder
Eduardo Bellani 21/03/2014 14:33:47

Não consigo entender como poucas (nenhuma?) sociedade consegue se manter libertária no longo prazo mesmo sendo a melhor escolha. Alguém pode me sugerir algum artigo, estudo, livro que fale do aspecto sociológico desse tipo de "escolha" da sociedade?

Sociedades não fazem escolhas. Pessoas o fazem, e o fazem baseadas em ideologias (conjunto, visto como coerente pela pessoa, de idéias que são usadas pra enxergar o sentido do mundo e o lugar da pessoa nele).
Sobre uma recomendação de livro, de uma olhada em Fire in the Minds of Men: Origins of the Revolutionary Faith.

Responder
Hennan 21/03/2014 21:06:42

Penso que isso ocorra porque não beneficia nenhum grupo especifico. Qual interesse daqueles que detêm o poder de implantar um sistema que não os favorece. Por isso o socialismo e o pseudo capitalismo se mantém na maior parte do mundo.

Responder
Maicon 21/03/2014 14:13:34

Mas e o sistema de saúde inglês? Ao que me consta (não sou um profundo conhecedor) é um sistema que funciona bem e de forma gratuita.

Responder
Leandro 21/03/2014 14:24:58

Bem?!

Comece por aqui:

British Clinic Is Allowed to Deny Medicine


Depois vá aqui:

Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.


E termine aqui:

Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".


Só porque essas notícias não saem na Folha de S. Paulo não significa que as coisas "funcionam bem".

Responder
Henrique 21/03/2014 14:58:54

A propósito, a Folha de São Paulo é considerada esquerdista?

Responder
josuel 28/05/2014 20:21:00

Todas as redações de jornais são esquerdistas. Como também as redações de telejornais.
No rádio temos a CBN como um antro de esquerdistas. As universidades, os DCEs, UNE, e outras entidades estudantis são esquerdistas.
Vivemos a ditadura do pensamento único. Há exceções. Mas poucas e aumentando.

Responder
Maicon 21/03/2014 16:28:46

Realmente interessante. Eu tinha uma visão diferente do sistema de saúde inglês.

Mas agora fiquei na dúvida, qual seria o modelo ideal de saúde pública? Existe algum lugar que conseguiu implementar esse modelo com sucesso?

Responder
Alfredo Gontijo 21/03/2014 16:55:39

Não. Serviços de saúde serem gratuitos e de qualidade é uma impossibilidade física e econômica, no longo prazo. O máximo que você pode fazer é estatizar o sírio-libanês hoje e ainda mantê-lo por alguns meses. Só.

Além dos argumentos do artigo acima, os argumentos do artigo abaixo -- sobre o SUS -- também são bons:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=923

Responder
Maicon 21/03/2014 17:02:40

E qual seria o modelo de Serviços de saúde com qualidade para a população?

Pq sinceramente não vejo muita diferença entre a criança americana que morre pq os pais não tem dinheiro pro tratamento de saúde ou a criança que morre no sistema de saúde inglês. No final, sendo capitalista, monarquista, socialista ou seja lá o que for, a criança morre igual.

Pelo menos no modelo inglês os tratamentos básicos são gratuitos.

Responder
Leandro 21/03/2014 17:29:22

Milagre seria se o sistema americano funcionasse a contento.

O início do artigo abaixo detalha todas as intervenções estatais vigentes no sistema americano (para se ter uma ideia, se houvesse uma Unimed nos EUA, ela seria proibida por lei de oferecer serviços em mais de um estado).

Se a medicina americana funcionasse bem, a lógica econômica estaria refutada.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=642


Quanto à sua observação macabra sobre ser preferível morrer de graça a morrer porque não tem como pagar, você ignora o mais básico das lições econômicas: não existem serviços gratuitos. A medicina britânica não é gratuita; ele não advém de um ato de benevolência; ela é toda custeada por impostos, boa parte pago pelos pobres.

Por fim, sobre os tratamentos básicos "ao menos serem gratuitos", isso também tem consequências (a foto é forte):

www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html

Acho que eu preferia pagar a ficar assim...

Responder
Guilherme 21/03/2014 17:29:57

É incrível como as pessoas obstinadamente se recusam a aceitar a lógica e a realidade. Elas realmente querem porque querem acreditar no conto de fadas de que é possível obter coisas de ótima qualidade sem se pagar por elas...

Responder
Maicon 21/03/2014 17:46:01

Eu ainda pago meus impostos e não é pouco não!

Nenhum país que possui saúde pública ela sai de graça. Ela apenas é cobrada em forma de impostos. A questão é que parece que ainda não tivemos um governo capaz de gerir este serviço.

e como falei antes, não vejo diferença entre o modelo americano e o inglês. Nos dois pessoas morrem, mas num deles só morrem os pobres.

Responder
Juliano 21/03/2014 18:24:16

Os EUA têm um serviço público para os pobres há décadas, o Medicaid. Além disso, qualquer hospital, público ou privado, é obrigado a prestar atendimento de emergência a qualquer pessoa que precise.

Assim, esse dilema que vc coloca não existe.

Além disso, vc está colocando um ponto: é justo que quem tenha mais possa arcar com mais serviços para manter a sua saúde. E a resposta liberal seria: sim, cada um faz com os seus recursos o que bem entender. Claro que isso favorece quem tem mais, mas é um fato da vida que quem tem mais pode comer melhor, morar melhor, viajar mais e, inclusive, cuidar melhor de sua saúde. O contrário seria admitir que seria legítimo roubar de quem tem mais para suprir as necessidades de quem tem menos.

Responder
Magno 21/03/2014 17:47:14

"Nos dois pessoas morrem, mas num deles só morrem os pobres."

Você tem noção da atrocidade que acabou de dizer? Nos EUA, só morrem pobres. No Reino Unido, morrem pobres e ricos. Qual você diz preferir? O do Reino Unido, pois neste, além dos pobres, os malditos ricos também morrem.

Você é asqueroso.

Responder
Maicon 21/03/2014 17:52:18

Você defende um sistema onde só pobres morrem e eu é que estou dizendo atrocidades?

faz sentido...
O melhor mundo é aquele onde eu não sou prejudicado, só os outros.

Atrocidades existem para os dois lados, cada um se sente confortável com a sua atrocidade.

Responder
Jeferson 21/03/2014 19:25:26

Maicon, não interessa QUAIS pessoas morram, o que interessa é QUANTAS pessoas morrem por falta de serviços de sáude. Entre um sistema que mata mais e um que mata menos, eu prefiro o que mata menos, não importa se no que mata menos só os ricos morressem e os pobres sobrevivessem.

Acontece que, no mundo real, é ao contrário que funciona, e é pura ilusão infantil esperar que seja diferente. Quem é pobre, por definição, tem acesso a menos coisas. Tem menos recursos para se alimentar, para morar, tem menos acesso a meios de transporte, entretenimento, e, óbvio, serviços de saúde. POR ISSO a pessoa é pobre, não o contrário. Ela não tem menos acesso porque é pobre, é chama de "pobre" porque tem menos acesso a essas coisas. E o rico é chamado de "rico" porque ele tem recursos que lhe dão acesso a muitas coisas.

Então, pra começar, me parece que a primeira coisa que deveríamos buscar é um sistema que dê aos pobres mais oportunidades de sair da pobreza. Esse sistema é justamente o livre mercado. Onde não há "saúde gratuita para todos" nem "educação pública e de qualidade", nem nenhuma dessas firulas que o estado tenta nos vender como grandes benefícios. No entanto, uma das consequências de se ter um sistema assim é justamente morrerem menos pessoas por existirem menos pobres. E mesmo os pobres teriam mais ciência de que devem guardar algum dinheiro para situações de emergência às quais todos estão sujeitos. É melhor do que achar que tem serviços de saúde disponíveis quando precisar, porque "o estado garante esse direito", e não ter quando realmente se precisa.

E, antes que eu me esqueça, sempre houve hospitais gratuitos para os pobres, mantidos por doações voluntárias de mantenedores habituais ou eventuais, mas tanto essas instituições quanto a caridade voluntária diminuíram muito à medida que o "estado de bem estar social" crescia, e isso foi assim no mundo todo.

Abraços.

Responder
Magno 21/03/2014 17:58:49

Pra começar, eu não defendo nenhum destes dois sistemas, cidadão. Eu defendo o sistema de trocas voluntárias, e ambos estão longe disso.

Já você defende um sistema em que, além de pobres, ricos também morrem. Ou seja, você defende o sistema mais mortal dos dois. Você defende o sistema em que há mais extermínios humanos; você defende este sistema de maior carnificina apenas porque ele apazigua sua fantasia de luta de classe. Pobres podem morrer, desde que ricos também morram. A morte de um pobre só é aceitável se um rico também morrer. Se apenas um pobre morrer, isso é intolerável. Mas se um rico também morrer junto a um pobre, ah, aí o sistema se torna preferível.

E ainda vem pra cima de mim fazer pose de humanista!

Um nojo.

Responder
Maicon 21/03/2014 18:06:36

Primeiramente: Em lugar algum eu disse que defendo esse ou aquele. apenas disse que entre dois um me parece melhor. Perguntei varias vezes qual seria um melhor modelo e ninguém apresentou outro modelo. Este tal modelo de trocas não foi citado em lugar algum.

Antes de sair atacando a tudo e a todos (e obviamente isso gera um ataque de resposta), leia o que foi escrito. Desde o inicio estou questionando pelo melhor sistema e até o momento só tive explicações de dois deles, um onde só pobres morrem e outro onde qualquer um pode morrer.

Apresente melhor o seu modelo baseado em trocas voluntárias. em que pontos ele pode ser melhor dos os dois modelos apresentados até agora?

Atenciosamente.

Responder
Magno 21/03/2014 18:12:36

Não foi citado?! Ao final deste artigo há um link para outro artigo que fala justamente sobre. Ali em cima, o Leandro linkeu para outro que fala sobre os EUA e também apresenta soluções (você, pelo visto, não leu). Você está em um site de inúmeros artigos, cidadão. Você tem de procurar por estes artigos.

Vou facilitar sua vida e colocar dois artigos que dão a solução, principalmente o primeiro:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=105

www.mises.org.br/Article.aspx?id=923

Responder
Márcio 21/03/2014 18:33:47

Complementando o Juliano lá em cima, tem até o site com o nefasto ".gov" para não deixar dúvidas sobre quem manda.

www.medicaid.gov/
en.wikipedia.org/wiki/Medicaid

Responder
anonimo 21/03/2014 15:17:23

Fora a eutanásia forçada de bebês:

www.freerepublic.com/focus/news/2963924/posts

A matéria completa era encontrada no daily mail mas eles resolveram tirar do ar...

E ao contrário da eutanásia que a pessoa escolhe morrer e isso é feito da melhor forma possível, no sistema público inglês, eles cortam a água e comida e esperam o bebê morrer.

Obrigado.

Responder
Marcelo 22/03/2014 14:54:42

"Nos dois pessoas morrem, mas num deles só morrem os pobres."

Você enlouqueceu? Em todos os sistemas todos morrem. O que você quer dizer, imagino, é que em um sistema de oferta livre os ricos teriam acesso a um serviço bom e os pobres não teriam acesso a nenhum serviço, enquanto em um sistema planificado todos tem acesso igual a um serviço ruim.

Em primeiro lugar, é falso que em um sistema planificado todos todos tem acesso igual ao serviço ofertado. Afinal, aos ricos (ou aos poderosos, se você quiser a planificação geral) basta pagar por fora para conseguir o serviço no tempo, local e maneira desejados. Então obrigar todos a passar maus bocados igualmente não pode ser apontado como uma "vantagem" do sistema planificado, já que isso NÃO acontece.

Em segundo lugar, também é falso que em um sistema livre os ricos teriam acesso a um serviço bom e os pobres não teriam acesso a nenhum serviço. Embora isso possa ser verdade imediatamente após a abolição do sistema planificado (excluindo, a título de argumentação, a ajuda voluntária a essas pessoas, que sempre ocorreu), a liberalização e a concorrência no longo prazo produzem serviços cada vez melhores, mais baratos e mais acessíveis a todos os segmentos da população. Foi isso que aconteceu com a oferta do serviço de vestuário, de alimentação, de telefonia (neste último caso, veja, por exemplo, o caso da Guatemala - www.mises.org.br/Article.aspx?id=1160), etc., a ponto de se dizer que um cidadão MÉDIO de hoje tem MAIS conforto material do que MONARCAS de séculos atrás. Ou seja, adotadas essas medidas, logo adiante, assim como todo mundo tem o que vestir, todo mundo teria acesso aos serviços de saúde. Se a lógica econômica não se aplica ao serviço de saúde, cabe a você demonstrar o porquê da exceção.

Em terceiro lugar, a proposta de aumentar deliberadamente o sofrimento humano para não ferir princípios igualitaristas é em si mesma monstruosa. No mundo de hoje, os ricos tem maior acesso a bons alimentos do que os pobres. Devemos voltar às filas de pão soviéticas e garantir uma fome geral só por causa disso? Devemos voltar a situações onde as pessoas são obrigados a recorrer ao CANIBALISMO de familiares para sobreviver (v. www.mises.org.br/Article.aspx?id=1046)? NENHUM sistema é perfeito e a diferença entre seres humanos SEMPRE vai existir, quer você goste ou não. Essa tática de comparar as imperfeições do mundo real com o socialismo "ideal" e depois ignorar que o socialismo real só PIORA esses problemas já está manjada.

No fim, o que sobra é o alívio psicológico de "esse sistema está ajudando a todos", quando na verdade é o contrário o que acontece: o sistema planificado é o que mais cria privilégios e injustiças. Mas quando a pessoa é movida pelo sentimentalismo e pelos desejos e não pela razão e pela observação dos fatos, não se pode esperar coisa muito diferente.

Responder
Dam Herzog 23/03/2014 19:19:48

O sistema inglês é um pouco melhor do que o sus, mas os hospitais públicos são mau cheirosos com odor de urina. As maternidade são lotadas por mulheres muçulmanas adolescêntes dando a luz, vistos que adolescentes inglesas praticam livremente o aborto. O médico pergunta deseja a gravidez? Se a resposta for não, a curetagem é realizada, não é preciso, nem a autorização dos pais. Os médicos que atendem o sistema socialista de medicina colocam em suas fichas, apenas as queixas vagas tais como "pain" pois lá existem pacientes que vão todos os dias aos médicos, segundo eles dizem só para encher o saco. Os afastamento de funcionários públicos com queixas psicológicas depressão, ler (tenosinovite) batem recordes com afastamentos longos. Muitos vezes são consultas tipo queixa - conduta- medicação,sem nem encostar no paciente. No socialismo pode-se fingir que trabalha, mas no capitalismo real o trabalho é a fonte de todas as virtudes.Não é verdade que no socialismo quem não trabalha não come. Sendo esperto podemos quase não trabalhar e dar para viver,se nos aliamos ao estado. Nos estados de economia socializada ou mista uma parte da população vive as custas dos outros através do que eles chamam de politicas públicas. Um cidadão residente no Brasil, contou-me que é aposentado mas nunca trabalhou em sua vida. Foi admitido para trabalhar em sua cidade, mas a repartição nunca se instalou lá. Passaram se os anos sem ter comparecido um único dia ao trabalho. Aí aposentou-se, segundo ele disse não por culpa dele mas porque a repartição não apresentou local de trabalho. Este pode ser uma das atrações do socialismo ganhar sem a recompensa do trabalho e um patrão não exigente.O bem estar social é realmente uma injustiça social. Uns vivem as custas dos outros.

Responder
Gil 11/09/2014 16:55:31

Sou a favor do Trabalho.
Você trabalha, é remunerado e paga pelo o que precisa.
Meritocracia e ponto final.
Quem quer receber do Estado tudo de bandeja, tem é que se ferrar mesmo.

Responder
Juliano 21/03/2014 15:48:15

A pergunta não é diretamente relacionada ao texto, mas sim à questão da regulamentação da medicina.

Alguém tem algum artigo ou uma opinião fundamentada que fale da questão de antibióticos? O uso indiscriminado desse tipo de medicamentos é perigoso não apenas para quem o consome, já que contribui com o fortalecimento de bactérias.


Responder
Autônomo 21/03/2014 18:32:09

Qualquer um que pague por remédios -- ou, pior ainda, ingira remédios (quer coisa mais irracional do que jogar química artificial no seu organismo?) -- é um otário.

Você pode prevenir todos os tipos de doença apenas com a alimentação correta. Há inúmeros sites em inglês sobre isso. Para os monoglotas, sugiro o site e os vídeos do doutor Lair Ribeiro.

Responder
Rodnei 22/03/2014 01:16:06

Tipo apendicite?

Responder
Eduardo 02/06/2014 14:39:29

Essa é a maior ignorância que eu já vi.

Prevenir todo tipo de doença com alimentação correta?!?

Colega, de que mundo você é? Já estudou alguma vez na vida?

Responder
Carlos Garcia 21/03/2014 16:06:49

Sou médico e posso garantir: todas as afirmações (exceto, é claro, quanto à comparativa qualidade do serviço) se aplicam ao Brasil.

Se você tem um problema eletivo (que precisa de marcar consulta) você demora em média um ano para conseguir a primeira consulta com o especialista. A partir daí as consultas de retorno são normalmente espassadas por muitos meses (exceto em casos graves, mas são os que passaram a ser urgências ou estão na eminencia de piorar).

Os próprios pacientes percebem isso, e passam a procurar os serviços de emergências para resolver problemas eletivos, o que apenas sobrecarrega esses serviços e dificulta o acesso para pacientes que tem problemas sérios de verdade. Lembro de uma vez, na faculdade, quando uma mãe que preferiu esperar a tarde inteira e boa parte da noite, para ser atendida quase de madrugada, porque seu filho tinha tosse há uma semana. Longe de mim julgar a importância que uma mãe da à tosse do filho, mas essa simplesmente não é uma urgência. Se houvesse menos regulação e mais concorrência, ela poderia ter varias opções de pediatras doidos para atendê-la e provavelmente em uma consulta que duraria mais que 5minutos.

Como libertário,minhas opiniões nem sempre são populares entre meus colegas. Mas tenho certeza de que tanto a qualidade dos serviços de saúde estariam melhores sob um regime menos intervencionista, quanto a minha qualidade de vida profissional.

Responder
Rhyan 21/03/2014 18:14:07

Quando debato esse assunto, o fato de ser impossível existir uma saúde estatal de qualidade, ouço sempre que o modelo de saúde de livre mercado não existe em nenhum lugar do mundo. Um argumento muito tosco: "Não existe, logo nunca existirá, ou é impossível de existir."

Enquanto a saúde for um direito, ao invés de um serviço, pessoas mais carentes nunca terão um acesso a ela. E os liberais ainda são criticados por não pensar nos mais pobres.

Responder
Leandro 21/03/2014 18:26:16

É porque a galera tem uma enorme dificuldade de aceitar a realidade.

As pessoas realmente juram ser possível receber, gratuitamente, bens e serviços de qualidade. Elas são completamente avessas às teorias que explicam detalhadamente por que é impossível haver alocação racional de recursos em um sistema que não está balizado pelo sistema de preços, e nem pelo de lucros e prejuízos. Elas são infensas às teorias que explicam por que um planejamento central não tem como funcionar.

Elas acreditam piamente que é possível obter coisas boas e gratuitas apenas com a força de vontade.

Agora, é até compreensível uma certa aversão a coisas teóricas. Mas, caramba, isso tudo já foi comprovado na prática! E ainda assim se recusam a aceitar? O que mais seria necessário?

Por mais que façamos toda a exposição acima, as pessoas acabam dizendo que, no final, somos uns insensíveis que querem que todo mundo pague pelas coisas, quando seria muito melhor que todo mundo recebesse tudo de graça.

Eu também adoraria receber tudo do bom e do melhor gratuitamente. Porém, infelizmente, sei que há uma coisa chamada 'realidade'; e, conhecendo a realidade, opto pela segunda melhor opção, que é ter bens e serviços de alta qualidade a preços baixos. Daí a minha defesa resoluta do sistema de livre concorrência, que é o único capaz de entregar isso de maneira realista, ainda que não seja perfeito.

Responder
Rhyan 21/03/2014 19:25:11

As pessoas fantasiam com a saúde pública sueca, britânica e canadense (e cubana as vezes), por isso esse artigo é muito importante, essa desmistificação.

A ideia é de que a saúde pública brasileira não funciona por causa da corrupção, maus políticos, má administração, etc.. Basta votar certo e fiscalizar, acreditam.

Responder
Carlos Pommer 21/03/2014 19:57:35

O modelo canadense é um pouco diferente.
Tudo é administrado por iniciativa privada.
Os hospitais são empresas sem fins lucrativos.
As clínicas geridas pelos médicos donos delas.
O que acontece no Canadá é que qualquer consulta é paga pelo governo. É como se fosse uma grande Unimed onde a conta vai para o governo, em lugar de ir direto para o cidadão.

Responder
Maurício 21/03/2014 20:31:59

O que não altera nada. Continua ruim do mesmo jeito. Se a receita de algo é garantida pelo governo, o serviço só será bom por puro altruísmo.

Artigo específico sobre o Canadá:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

Responder
Juliano 21/03/2014 20:51:39

Se é o governo que paga a conta, é ele que define como, quem, quando e com qual qualidade. Ao médico, fica sendo mais interessante para sua carreira agradar aos burocratas do que ao paciente.

O sistema canadense tem todos os vicios já mencionados no artigo com um custo absurdo. Com o mesmo gasto per capita, seria necessario direcionar 36% (aproximadamente toda a nossa carga tributária) do PIB brasileiro só para o sistema de saúde.

Responder
Rovson 22/03/2014 02:58:32

Segundo o pensamento econômico liberal, quando um determinado ramo de atividade passa a proporcionar altíssimas taxas de lucro ao empreendedor desse ramo, devido à baixa oferta do produto em relação à demanda, isto provoca quase que automaticamente a migração de investidores de outros setores menos rentáveis para o setor que vem apresentando elevadas margens de lucro. Sendo assim, como explicar o fato de o setor da construção civil no Brasil há anos vir apresentando altíssimas margens de lucros às grandes construtoras e isso não ter atraído grandes investidores de outros setores bem menos rentáveis, de modo a aumentar a oferta e consequentemente diminuir o preço médio do metro quadrado construído oferecido no mercado brasileiro.
Faço essa pergunta por que sou um pequeno investidor do ramo da construção civil e sei que o custo de produção de um metro quadrado construído não chega a 900 reais e as grandes construtoras comercializam apartamentos cujo metro quadrado construído é vendido por 5,6,7, 10 ou mais vezes o valor acima citado.

Agradeço quem puder me esclarecer esse fato.

Responder
Guilherme 22/03/2014 11:00:30

Acho que você perdeu o bonde da história.

Pra começar, essas "altíssimas margens de lucros" das construtoras ocorreram durante um período de tempo relativamente pequeno, de 2007 a 2011. A partir de 2012, todas estão em dificuldades. Basta olhar o desempenho delas na bolsa.

Outra coisa: não confunda preço anunciado com preço efetivamente vendido. Várias construtoras anunciam apartamentos a R$ 900 mil (e esse é o valor efetivamente computado por institutos de estatística), mas só conseguem vender com 30% de desconto (no DF, os descontos chegam a 40%). Mas os custos de construção continuam nas alturas.

Ou seja, as margens de lucros do setor foram pro saco.

Por fim, não se esqueça de que se trata de um setor altamente regulado por várias normas estatais (estude sobre leis de zoneamento). Não é fácil você criar uma construtora no Brasil do dia para a noite. Você tem de ter costas quentes. Regulação estatal é justamente um assunto em que a teoria liberal se aprofunda bastante, pois elas servem para proteger as empresas já estabelecidas contra o surgimento de qualquer concorrência.

Por exemplo, o programa Minha Casa, Minha Vida ofertou fartos subsídios e financiamentos para as construtoras com boas conexões políticas. As graúdas ganharam muito; já as construtoras pequenas e familiares, sem poder político e sem financiamento, foram deslocadas do mercado.

Jamais ignore as regulações e as barreiras à entrada. Se elas existem, então lamento: o mercado não é livre.

Responder
Jeferson 21/03/2014 20:37:55

Pois é, Leandro. Isso tudo o que você disse me lembrou de uma frase de Platão: "Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz".

Responder
Renato Souza 23/03/2014 21:11:56

Rovson

Os apartamentos mais caros estão em terrenos hipervalorizados. Você falou apenas do custo de construção, deixou de lado o "pequeno" detalhe do custo do terreno. Além disso, o custo que você disse, de R$900,00 p/m² não é verdadeiro para imóveis de altíssimo padrão. Além disso você esqueceu de levar em conta os gargalos na "entrada". Vai aprovar uma planta na prefeitura, ainda mais nos locais mais valorizados, para ver se é fácil para quem não "conhece o caminho das pedras". E finalmente, tem várias construtoras com baixos lucros ou prejuízos. A fase de altíssimos lucros foi relativamente curta, como realmente prevê a teoria econômica.

Responder
Rovson 24/03/2014 00:13:21

Obrigado Guilherme e Renato pela explicação. Em relação ao m2 construído, Renato, posso assegurar a você que não passa de 1000 reais mesmo para apartamentos de alto padrão. Qualquer jornal traz diariamente o valor do m2 construído tanto de imóveis populares quanto dos de alto padrão fornecido pelo sindicado das construtoras. Em relação ao preço do terreno, ele não tem um impacto tão grande no preço final do imóvel, exceto se for um prédio com poucos andares e poucas unidades por andar, porque ele é dividido pelo total de m2 construído. Exemplo: suponhamos que uma construtora tenha pago 2 milhões de reais por um terreno de 15m x 50m (750m2 de área) e construa um prédio de 25 andares com 4 apartamentos de 75m2 por andar, o que significa dizer que a construtora irá vender 100 apartamentos de 75m2 cada um, totalizando 7500m2 construídos. Dividindo 2 milhões de reais (o preço do terreno) por 7500 (o total de m2 construído) obtêm-se o valor de 266 reais aproximadamente por m2 construído. Agora visite o stand de vendas de qualquer grande construtora em qualquer grande cidade brasileira e verifique quanto eles pedem por m2 construído mesmo para apartamentos para a classe média.
Outra coisa nenhuma construtora vai dizer que suas margens são altas para não atrair concorrentes.

Responder
Maurício 24/03/2014 03:28:28

Não muda nada. Continua tudo na mesma. Preço anunciado é uma coisa, preço efetivo de venda é outra. Este último, em algumas regiões, sofre um desconto de até 40%.

E por que então as imobiliárias anunciam preços altos? Pergunta a qualquer corretor. Além do maior ganho com a taxa de corretagem, um preço inicial alto fornece mais margem de manobra para as imobiliárias fornecer maiores descontos e com isso fazer o cliente pensar que está fazendo um negócio da China.

E há outro fator: quando se está em uma bolha, a última coisa que seus participantes querem é acabar com esta gostosa ilusão e voltar para a realidade. Sendo assim, a última coisa que tais pessoas farão é voluntariamente anunciar preços menores. Pois, se fizerem isso, eles próprios estarão anunciando o fim da bolha e, com isso, acabarão com todo o movimento especulativo que há no mercado, que tanto lhes beneficia.

Responder
Rovson 24/03/2014 05:16:31

Acho que é isso mesmo, Mauricio, a tal da bolha que ninguém quer que estoure agora. Otário é quem investir nesses imóveis caríssimos agora achando que a farra de subida de preços vai continuar.

Responder
Rovson 24/03/2014 00:42:36

Sobre o valor do m2 construído, consulte: economia.estadao.com.br/noticias/economia-brasil,custo-da-construcao-sobe-para-r-860-por-metro-quadrado-em-dezembro,174931,0.htm

Responder
Heisenberg 27/03/2014 01:36:43

Eu também adoraria receber tudo do bom e do melhor gratuitamente. Porém, infelizmente, sei que há uma coisa chamada 'realidade'; e, conhecendo a realidade, opto pela segunda melhor opção, que é ter bens e serviços de alta qualidade a preços baixos. Daí a minha defesa resoluta do sistema de livre concorrência, que é o único capaz de entregar isso de maneira realista, ainda que não seja perfeito.

Leandro,


Eu discordo. Se a primeira melhor opção não é real, então a segunda melhor opção é na verdade a primeira. Outra, se é a melhor opção factível, é sim perfeita.

Responder
XekaO 21/03/2014 18:45:31

Podemos encontrar mais informações sobre a NHS aqui:
www.libertarianview.co.uk/current-affairs/why-we-should-scrap-the-nhs

Responder
Marconi 21/03/2014 18:53:13

Se os liberais/libertários adotassem a bandeira da renda mínima, todo discurso esquerdista cairia por terra.

Todos os "direitos sociais" poderiam ser resumidos num renda mínima, privatizando todo sistema de saúde e educação, sem traumas e com apoio popular.

Questões como: O que aconteceria com uma pessoa tendo um treco no meio da rua ?

Os libertários/liberais, que não defendem a renda mínima, não tem uma resposta satisfatória para isso. E aí, a esquerda cresce como "bondosa" e a direita é "malvada", sem coração.

Uma renda mínima, variando conforme a idade e suficiente para cobrir custos de saúde emergenciais, desmantelaria todo discurso esquerdista.

Pensem nisso! Hayek e Friedman pensaram!

Um passo de cada vez.

Abs!






Responder
Martinez 21/03/2014 19:46:27

O que esse Marconi sempre se mostrou absolutamente incapaz de entender é que, abolindo-se (ou, com o perdão do paradoxo, "minimizando-se ao máximo") a carga tributária -- que atualmente é de pornográficos 40% --, não será necessário nenhum programa de renda. Não entendo por que ele insiste nesse socialismo.

A simples abolição dos impostos dará aos pobres um aumento de aproximadamente 66% em sua renda.*


* Hoje, de cada R$100 que o pobre ganha e gasta, R$ 40 vão par o governo, fazendo com que sua renda real seja de R$60. Sem os impostos, a renda real vai de R$60 para R$100, aumento de 66%. Isso é muito mais do que qualquer renda mínima.

Responder
Rodrigo 21/03/2014 19:48:27

É porque ele é funça (ele próprio já confessou isso). Sendo assim, é absolutamente compreensível que ele seja temeroso quanto ao seu destino. Por isso, ele já tenta convencer a todos quanto à imperativa necessidade de garantir a ele um salário para não morrer de fome. Normal.

Responder
Eduardo Bellani 21/03/2014 20:54:02

Questões como: O que aconteceria com uma pessoa tendo um treco no meio da rua ?

Algumas observações:

* De quem é a rua? Que serviços de saúde esse dono oferece para seus clientes?

* A pessoa tem seguro de saúde?

* Existem caridades que lidam com casos como esse?

* Existe empresas que ajudam esses casos emergenciais como uma forma de propaganda?

Eu demorei 1 minuto pra pensar nessas observações. Quanto tempo você demorou pra pensar em possíveis soluções que não envolvam agressão sistemática?

Abraços.

Responder
Heisenberg 27/03/2014 01:10:56

"Questões como: O que aconteceria com uma pessoa tendo um treco no meio da rua ?"

Ajudando com mais 30 segundos de pensamento:

- Essa pessoa tem parentes?

- Um empreendedor (eu) inventaria o seguinte negócio: Um cartão gratuito em que a pessoa assinaria e seria socorrida em casos de emergência. A minha empresa bancaria esse socorro e se a pessoa sobreviver irá trabalhar e devolverá o valor com uma boa margem de lucro. Se não sobreviver, doará seus bens para a empresa, mas oferecendo um lucro menor por motivos óbvios. Caso não pague, não será socorrida na próxima vez. Acho que o negócio seria lucrativo.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 21/03/2014 18:54:12


A Suécia conseguiu se tornar neste quesito semelhante à Cuba, Venezuela e Brasil.

Entre (1) um sistema em que só os pobres morrem e (2) um sistema em que pobres e ricos morrem, prefiro a terceira alternativa: (3) um sistema que possibilite todos a receberem pelo menos o mínimo necessário de atendimento por serem capazes de pagar por ele e por este estar disponível a preços razoáveis.

Em um sistema de livre mercado, a concorrência faz com que a qualidade aumente e os preços diminuam em todos os setores, além de aumentar a renda dos mais pobres. Assim, com liberdade econômica os mais pobres têm mais recursos e acesso a bons serviços de razoável qualidade.

* * *

Responder
Gredson 21/03/2014 19:09:30

è chocante a burocracia para ser atendido. o pior è saber que o burocrata que dificulta tudo isso, tem plena noção que não funciona, que as pessoas estão morrendo, mas mesmo assim defende o sistema estatal de saude.

sinceramente nao sei como alguem consegue viver com essa cullpa. talvez a politica seja sò para psicopatas.

Responder
Samuel 21/03/2014 20:08:32

Resumindo o texto:

O ideal é ter "Albert Einstein" e "Sírio Libanês", para quem puder pagar.
Não tem dinheiro? Que morra.

O que se defende aqui é prioridade a quem tem dinheiro.
O sistema sueco pode não ser 100% eficiente como o Sírio Libanês, porém é pra todos.
Somos iguais. Eu, você economista formado nos EUA, o vendedor de pipoca, o menino abandonado de rua cheirando cola pra esquecer a vida.
Somos iguais, desculpe desapontá-lo.

Até quando vocês irão achar que a vida TEM que ser medida apenas pelos papéis coloridos em suas carteiras?

Responder
Esaú 21/03/2014 22:25:02

"O ideal é ter "Albert Einstein" e "Sírio Libanês", para quem puder pagar.
Não tem dinheiro? Que morra."


Em que país você vive? Aqui no Brasil, há um modelo que opera exatamente dentro desses padrões que você defende. Há saúde "pública e gratuita" para pessoas que não têm dinheiro. E elas morrem como moscas ao utilizarem esse modelo que você defende.

E, como relatado no artigo, o mesmo ocorre na Suécia. E no Reino Unido. E no Canadá. Em Cuba, então, nem se fala.

E você defende que tem de ser exatamente assim. Asqueroso.

"O que se defende aqui é prioridade a quem tem dinheiro."

O que se defende aqui é a implantação de um modelo de livre concorrência e de total liberdade de entrada no mercado, o que levaria a um aumento na qualidade do serviços e uma redução em seus preços.

O sistema de saúde atual é totalmente regulado pelo governo, que, por meio de suas agências reguladoras e ministérios, impõe barreiras de entrada justamente para proteger contra qualquer concorrência os planos de saúde comandados por seus empresários favoritos. E você segue defendendo este sistema.

Em vez de continuar caluniando e regurgitando estupidez, ao menos informe-se sobre o que realmente é defendido aqui. Tenha este mínimo de decência.

Como Mises explicaria a realidade do SUS?

Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

"O sistema sueco pode não ser 100% eficiente como o Sírio Libanês, porém é pra todos. Somos iguais. Eu, você economista formado nos EUA, o vendedor de pipoca, o menino abandonado de rua cheirando cola pra esquecer a vida."

Correto. É para todos e todos são iguais. Todos morrem igualmente.

Após o sujeito quebrar um braço, com alguma sorte ele conseguirá ser atendido em menos de 4 meses. Tanto o pobre quanto o rico (muito embora o rico certamente dará uma molhadinha de mão no burocrata e conseguirá ser adiantado)

E humanistas como você defendem isso.

"Somos iguais, desculpe desapontá-lo."

Desapontado, eu? Não. Apenas nauseado com o seu sadismo.

"Até quando vocês irão achar que a vida TEM que ser medida apenas pelos papéis coloridos em suas carteiras?"

Efusões de vitimismo e afetações de coitadismo não levam a lugar nenhum. Enquanto você faz pose de defensor dos pobres e oprimidos, eles próprios estão morrendo como moscas na fila do SUS, que é exatamente o modelo que você defende. Pior ainda: você segue defendendo o modelo e dizendo que é assim que tem de ser.

Você é um carniceiro.

Responder
Rafael Osorio 22/03/2014 00:42:23

Eu não consigo entender esse pessoal que acha que o mercado só vende seus produtos para o rico.

Vc não conhece as casas bahia? O público alvo não são pessoas com uma renda mais baixa?
E existem lojas super caras que o público alvo são para pessoas de alta renda.

O mercado atende a todos. Pois se tem mercado consumidor, tem lucro.

Responder
Edmar 22/03/2014 21:43:02

Capitalismo inteligente é o que sabe reconhecer as demandas...

Responder
Xúnior Junior 21/03/2014 22:26:09

Eu precisei usar o sistema público sueco de saúde em 2007 e adorei... as enfermeiras!

Responder
Rafael Osorio 22/03/2014 00:35:33

Excelente artigo. Um tapa na cara dos esquerdopatas que adoram citar a escandinávia como exemplo de socialismo.
70% isso é ridículo. Os suecos são escravos e não se deram conta.
Só uma dúvida, a infraestrutura do país foi construída majoritariamente antes da década de 50? Na época de liberdade do país?

Um abraço

Responder
Per Oleffsson 22/03/2014 11:13:04

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1745

Responder

Depois do último artigo sobre monopólio livre e o corporativo eu pensava que iam fazer algum artigo sobre o maior monopólio livre da história, a Standard Oil, desmistificando a velha história em torno da empresa.

Responder
Mauricio 22/03/2014 14:48:08

Já existe. Era só procurar:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=366

Responder
anônimo 23/03/2014 00:48:49

Eu quero mais que a Suécia se exploda. O brasil prestes a virar uma venezuela e nego se preocupando com suécia...

Responder
Luciano A. 23/03/2014 01:03:29

Leandro,aproveitando que o artigo fala da Suécia, gostaria de sugerir um ótimo texto sobre o passado liberal desse país:

www.libertarianismo.org/index.php/artigos/laissez-faire-suecia-rica/

Acho que o IMB deveria separar esse artigo em três partes e publicá-las porque é o melhor artigo que eu já para demolir o mito sueco. Acho que não teria problema para autorizar a publicação, já que a fonte é um site libertário, mas ele não tem a mesma visibilidade que o IMB.

Responder
Guilherme 23/03/2014 11:46:05

Para os que acham que no sus, ou demais sistemas públicos de saúde pelo mundo o problema são recursos vou compartilhar minha experiência em hospitais do sus:
-pacientes que precisavam topografias ou ressonância magnética para conseguir tinham que estar internados, pois para os burocratas isto caracterizava prioridade. Logo pacientes sem a menor necessidade de internação ocupavam leitos para conseguir fazer estes exames mais rápido (pois normalmente levava anos), o que as vezes podia demorar semanas.
-um mamografo com um técnico neste hospital fazia de 7 a 10 mamografias dia, o mesmo aparelho em um serviço privado com um técnico (que recebia salário menor e menos benefícios) fazia em um dia 40.
-um tomografo top de linha no sus fazia 20 exames dia. Num serviço privado q conheço o mesmo faz 60.
-num serviço do sus havia 14 técnicos para 4 aparelhos de raiox, o ócio era tão grande que além das férias eles tinha um rodízio de faltas de 1 mês por ano. Também na ultima copa eles tinha uma escala de folga para a semana dos jogos, sim semana.
-em uma das greves dos 4000 funcionários a justiça determinou que metade continuasse trabalhando, a ausência destes 2000 só agilizou o trabalho, pois antes ficava o jogo de empurra para ver quem trabalhava, foi o período com menores filas de atendimento.
-pacientes que esperavam tanto tempo por um exame (até 5 anos) que nem se lembravam porque estavam fazendo, ou já estavam melhor, ou ainda pediam para trocar a região a ser examinada, pois já tinham sintomas em outro lugar.
-a fim de justificar para os burocratas exames caros sempre eram requisitados como se os pacientes tivessem câncer, o que criava problemas na hora de fazer os exames da maneira correta para a real doença do paciente.

Responder
Guilherme 23/03/2014 15:11:02

Só para ilustrar uma alternativa do livre mercado para o sus: trabalhei em uma clinica na periferia de uma grande cidade com várias especialidades médicas, nutricionista, psicólogas, etc. Ainda dispunha de centro cirúrgico e realizava diversos tipo de exame. A clinica criou um plano onde o paciente pagava 15 reais de entrada e 10 reais por mês. Ele pagava para clinica aproximadamente o mesmo que um plano de saúde pagaria, ou seja 45 uma consulta, 40 um raiox, 70 um ultrasson, 80 uma mamografias, etc. O atendimento era muito bom, sem esperas e o paciente limitava o uso, pois tinha que pagar apesar de pouco e os profissionais gostavam de atender, pois recebiam em dia ao contrário dos convênios que sempre atrasavam ou não pagavam. Cirurgias podiam ser pagas parceladas em muitas vezes e o valor na sua maioria ficava abaixo de um salário mínimo. Atualmente este tipo de plano foi proibido pela ANS.

Responder
Dam Herzog 23/03/2014 22:04:14

O sistema de saúde do Brasil funciona muito mau. Eu acho que o principal motivo é que os conselhos são por natureza anti liberdade, estatistas , esquerdistas e antimercado. Eles acreditam no seculo 21 que a medicina é uma função nobre e que não deve ter conotação com comercio (greed), dinheiro (chamam de honorários)e funcionam num plano ideal e irreal quase religioso, que o medico deve estar num plano angelical em relação ao paciente. A Medicina não pode, em nenhuma circunstância ou forma, ser exercida como comércio. O trabalho do médico não pode ser explorado por terceiros com objetivos de lucro, finalidade política (sus) ou religiosa.Isto é uma irrealidade extra terrena.Numa relação entre médico e paciente deve ser vantajosa para ambas as partes. O mundo não é totalmente altruísta, as pessoas são diferente intrínsicamente e igualdade é impossível entre humanos. Nínguem é obrigado a fazer sacrifício pelo seu semelhante. Se quiser e puder é optativo. O nosso sistema de saúde é obrigatório e como já disse cheio de preconceitos. As pessoas terão, que entender e concordar que saúde não é um direito mas um serviço como qualquer outro e que todas as vezes que ouvirem que algo é gratuito é para entenderem que ou que outras pessoas estão pagando através de impostos ou pagando as vezes voluntariamente por essa gratuidade. Deverão estar ciente que realidade é realidade e que boas intenções pode levar a consequências opostas. Então se uma pessoa quiser doar sangue que é dela deve poder doar. Se quiser vender o que lhe pertence também. Deve agradar as duas partes, ser bom para você, ser bom para mim. Se ela quisesse comercializar um rim que uma pessoa rica necessitasse e quisesse comprar ela não deveria estar infringindo alguma norma legal se vendesse o seu rim. Se uma pessoa desiludida de ter filhos optasse por comprar uma criança récem nascida, de uma mãe favelada que tivesse oito filhos e quisesse vender seu próprio filho que fizesse isso pelo amor de saber que uma familia de posses lhe dariam a melhor educação e um futuro promissor. Existem normas anti-mercado nos regulamentos destes conselhos chegando ao absurdo de um médico ser processado por cobrar uma consulta de oftalmo R$10,00.O consultorios particulares medidas apropriadas e até parelhamento devido (intervencionismo). "Algumas pessoas protestam e dizem que é imoral que médicos queiram maximizar seus lucros e viver à custa dos problemas médicos de outras pessoas. Isso faz tanto sentido quanto dizer que agricultores — inclusive os pequenos — lucram com a fome de terceiros". É necessário que a saúde e a medicina seja tratadas como um ramo dos serviços e das profissões exatamente iguais as outras.Ou até que sêjam extintos os conselhos que asfixiam e engessam as as profissões.Inserção dos serviços no mercado livres. E por fim ridicularizar a grita "O governo deve, devia, fazer isso, decretar aquilo; um dia chegaremos a medicina terapêutica que o governo vai decretar o que e quanto podemos comer, beber, dormir, e qual será a nossa ração padronizada por um arrogante burocrata. Acredito que ele não fará exceções nestas rações...?! Esta é a opinião da amiga D. Mauriceia, só postei por achar diferente, da área de saúde.

Responder
Marcos 25/03/2014 01:17:31

E sobre a Islândia?

Responder
Auxiliar 25/03/2014 03:26:00

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1731

O site tem tudo. É só procurar sem medo de achar.

Responder
felipe 25/03/2014 12:59:19

O estado também controla a quantidade de cursos de medicina disponíveis no país, assim a cada vestibular temos em média 40 inscritos por vaga (em universidades particulares); No meu estado(SC(, posso contar nos dedos o numero de turmas de medicina que existem, e quantidade de novos médicos que entram no mercado todos os anos. Com essa regulação é claro que faltam médicos e o valor que eles cobram é alto;

Responder
Heisenberg 27/03/2014 01:41:52

Lembro-me de uma vez ter lido uma reportagem mostrando um estudo de um economista mostrando que se houvesse mercado para órgãos e sangue, a situação de todos seria melhor. Logo em junto colocaram uma advogada estatista detonando com a ideia de comércio de órgãos etc..com o já sabido discurso moralista.

Há estudos austríacos sobre a temática?

Responder
Tiago RC 27/03/2014 09:29:35

www.mises.org.br/Article.aspx?id=194

Responder
Pedro Lesage 01/11/2014 00:14:09

Gostaria de entender um pouco melhor o paradoxo existente nessa questão de saúde, que induz pessoas como Michael Moore a fazer um filme como "Sicko", onde são apontadas algumas evidências de como o sistema de saúde americano pode ser perverso. Apesar da forma parcial como Moore aborda o tema, há relatos de várias pessoas que passaram por situações onde não tiveram acesso a um tratamento realmente necessário, seja pelo preço exorbitantemente alto, ou porque o plano que alguns deles haviam contratado encontrava brechas no histórico desses pacientes, invalidando o contrato de prestação de serviços. Esta é uma prática aparentemente comum.
Conheço também pessoas que estiveram nos EUA e, dizem ter sido bastante mal-tratadas em prontos-socorros.

Em suma, minha pergunta é: se um sistema de competição como o americano é de fato eficiente, por que há tantos relatos que apontam para o lado oposto?

Responder
Paulo Leverage 01/11/2014 00:20:23

Oi? A última coisa que existe no sistema de saúde americano é concorrência, meu caro.

Pode se informar de todos os detalhes aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1851

E depois aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=642

Responder
Pedro Lesage 01/11/2014 01:45:38

Paulo,

Obrigado pela atenção. Esses artigos esclareceram várias dúvidas que eu tinha já há algum tempo.
A respeito do artigo sobre El Salvador: existe alguma explicação mais clara para que não se siga um modelo parecido, por exemplo nos EUA, visto que funciona tão bem? Ou é basicamente por que não é popularmente aceito dizer que o estado deve "sair do caminho" do mercado?

Responder
João Galta 01/11/2014 01:29:06

A melhor descrição do sistema de saúde americano é que ele é socialismo mas sem centralização e de livre mercado mas sem competição. É uma verdadeira monstruosidade.
Compare-o com a indústria de cosmético americana, que é relativamente livre, e veja o quão própera ela é.

Responder
Hugo 08/02/2015 02:48:31

Boa noite Leandro!

Eu estava conversando com um amigo hoje sobre sistema de saúde,e me lembrei de um artigo escrito no IMB que falava sobre a caridade privada,que antes do estado tomar pra si a manutenção do sistema de saúde e ajuda aos pobres eram feitas por instituições filantrópicas,com a população sempre fazendo suas doações pras mesmas manterem seus projetos,porém não acho o artigo.Qual é o link dele?

E sobre minha conversa com ele citei a maior eficiência da caridade privada no sistema de saúde sobre o modelo de saúde estatal,citei como funcionava o sistema de saúde pré-estatal com as instituições de caridade,e caso não for incômodo eu gostaria que você avaliasse o exemplo básico que dei a ele sobre a operacionalidade do sistema caritativo e o estatal:

o primeiro cenário uma doação privada pra uma instituição filantrópica de saúde de 10 reais,e no estatal um imposto de 10 reais que vá para o SUS:

1°- A pessoa doa os 10 reais pra instituição privada,ela doa direto pro caixa da mesma,não precisando de intermediários pra mandar o dinheiro (o caminho do donativo é bem curto),isso faz a instituição ter a capacidade de bancar os custos operacionais,repor capital e investir dos mesmos 10 reais.

2°-A pessoa paga um imposto de 10 reais que vai para a saúde,porém não é possível dar o imposto diretamente pra um hospital público,pro recurso chegar a ser usado pelos hospitais ele precisa ser recolhido pela receita federal,porém uma parte dessa quantia tem que ficar na receita pra pagar os custos da transferência do imposto (digamos 3,50 reais),então restarão 6,50 que serão repassados pro ministério da saúde passar pros hospitais,porém como precisa também pagar os custos dessa transação vá-se mais 3,50 pra sustento da burocracia estatal,enquanto isso só 3 reais vão efetivamente pros investimentos em saúde,o que explicaria o porquê de os hospitais do SUS serem atrasados no quesito aparelhos,na infraestrutura,na quantidade de leitos... E que se o estado deixasse de ser intrometido no setor de saúde (eliminasse gastos e impostos pro SUS) e deixasse as instituições filantrópicas ocuparem o espaço deixaria as pessoas com mais dinheiro pra doações a elas,elevando e muito a quantidade e qualidade dos investimentos na saúde.

O meu raciocínio está correto? (caso tenha alguma inconsistência fique à vontade pra corrigir).



Responder
Leandro 08/02/2015 14:07:10

Está correto. E vale ressaltar que o problema nem é o desperdício de dinheiro. Mesmo que um hospital estatal fosse gerenciado por anjos, ainda assim ele enfrentaria todos os problemas que enfrenta hoje.

E a explicação dos motivos está neste artigo.

Responder
Rodrigues 16/02/2015 21:20:23

Eu moro na Suécia a mais de 4 anos e posso confirmar a maioria do escrito neste artigo e infelizmente é a pura realidade.

Após 2 anos vivendo na Suécia comecei a ter um problema de saúde que por falta de tratamento e diagnosticose agravou. Por fim cheguei ao ponto de não poder trabalhar mais. Eu fiquei totalmente desfigurado, inchado e outros sérios simtomas após um longo tratamento a base de corticoides na Suécia.

Passei por inúmeros médicos, hospital, serviços de emergência em Stockholm e após passar por muita burocracia, negligência, discrimination, etc...eu desisti do sistema suéco.

Por consequência, quando estava nas últimas fui para o Brasil e busquei o melhor médico que o dinheiro poderia comprar, por consequência na primeira consulta o médico deu o dignóstico, e exames / tratamento confirmaram tudo. Por consequência, depois de 3 meses de tratamento voltei a ter uma vida normal e recuperei minha saúde e estou deixando a Suécia devido ao que passei.

Eu posso afirmar uma coisa, quando você vê que está a beira do fim qualquer pessoa fará o que for possível para recuperar a saúde, inclusive vender o que tem e não tem para recupera-lá.

A negligência e ineficiência Suéca quase me matou, por algo que não deveria complicado o diagnóstico. Eu acredito na meritocracia e a medicina não é exceção.

Responder
Silvio 17/02/2015 04:21:49

Só espero que não troque a Suécia pelo Canadá ou Reino Unido.

Responder
Rodrigues 17/02/2015 13:54:13

Silvio, Estou voltando para o Brasil e neste momento estou na Suécia resolvendo minha vida, ou seja, me desfazendo do que tenho para começar uma nova vida no Brasil.

Acho que eu nunca fui tão feliz na minha vida..., pois eu tive mais de 2 anos de inferno.

Responder
Silvio 17/02/2015 16:13:28

Antes de mais nada, bem-vindo de volta, muito embora não ache que vir para cá seja uma boa idéia, pois estamos caminhando a passos rápidos para nos tornarmos uma segunda Venezuela. Mas, enfim, se está sofrendo de homesickness, mais uma vez, seja bem-vindo.

Sobre meu comentário anterior, só gostaria de explicá-lo para quem não entendeu. Canadá e Reino Unido, assim como a Suécia, embora tenham celebrados sistemas de saúde pública, a verdade é que não há tanta razão assim para celebrá-los efusivamente, como o IMB já demonstrou em diversos artigos.

No que diz respeito ao final de seu comentário, a despeito de seu malfadado problema de saúde, fiquei curiosíssimo para saber se há mais do que o sistema de saúde sueco para fundamentar seu julgamento segundo o qual a Suécia seria um inferno. Se puder dar um relato sobre os demais problemas que testemunhou na Suécia, ficaria sinceramente agradecido.

Responder
Rodrigues 17/02/2015 21:15:23

Eu estou voltando para o Brasil, por que apesar de minha saúde estar numa situação normal agora o meu problema precisa de acompanhamento contínuo, além disso preciso tomar uma injeção todo mês pelo menos nos próximos 12 meses.

Alguém falou de Albert Einstein ou Sírio Libanês, mas não precisei deles e apenas me indicaram uma médica que é especialista no meu problema no Hospital das Clínicas no interior de São Paulo e todo tratamento foi feito lá.

A experiência na Suécia é das piores possíveis, desde hospital/médico negar qualquer assistência pós cirurgia (o que aconteceu nas duas cirurgias que fiz), até médico do Hospital Karolinska me dizer que eu poderia ir a qualquer lugar do planeta que o tratamento séria o mesmo, basicamente corticóides e cirurgia. Eu já havia feito uma cirurgia em Nov/2013, outra em Abril/2014 e estava á caminho da terceira para Setembro/2014, simplesmente não investigavam a recorrência do problema e na verdade nem exame de sangue faziam.

Este médico acima nunca tinha-me visto, sabia que eu havia sido hospitalizado durante 2 dias para conter uma infecção generalizada na cabeça três semanas antes e tinha passado por inúmeros médicos, hospitais e emergência, porém não pediu para fazer nenhum exame, nem me examinou e só marcou a terceira cirurgia.

Eu sou um profissional que trabalha em uma Empresa Sueca e fui convidado à trabalhar na Suécia em 2010. A história é longa, mas para terem uma idéia eu entreguei um relatório de 65 páginas para a Empresa, com um resumo dos acontecimentos na qual começaram em Agosto/2012 e como fui tratado do problema no Brasil.

Já pensei em tornar o meu caso público, pois foi muita negligência, discriminação e incompetência, mas uma coisa é certa, viver na Suécia nunca mais, mesmo sabendo de todos os problemas que temos no Brasil.

Eu criei pânico do sistema de saúde Sueco!

Prefiro trabalhar dia e noite no Brasil para pagar um plano de saúde para mim e minha família do que ficar submisso ao sistema Suéco, onde se paga até 58% de impostos, te matam quando você precisa e onde a vida humana não tem qualquer valor.

Responder
Samuel 17/02/2015 15:05:36

Rodrigo, se você tiver condições financeiras para pagar um Albert Einstein ou Sírio Libanês está mais do que correto em defender sistemas privados.
Já um sistema público como o da Inglaterra, Canadá ou mesmo a Suécia seria ótimo para quem tem poucas condições financeiras.

Responder
Klein 17/02/2015 17:26:38

Seria ótimo?!

Na Inglaterra, comece por aqui:

British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

Depois vá aqui:

Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

E termine aqui:

Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html


Sobre o Canadá, veja uma compilação de notícias "muito humanas" aqui.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

Depois, leia aqui:

Report: Tens of thousands fled socialized canadian medicine in 2013

Depois, veja isso para se divertir:

https://www.youtube.com/watch?v=Fexz8Ij-OBQ

Responder
Hugo 17/02/2015 17:42:12

O sistema público de saúde é ótimo pra quem quer morrer de graça,só se for...

Responder
Samuel 17/02/2015 18:17:26

Klein, é façil achar acusações pela mídia conservadora ou liberal. A notícia dos "bebês que são deixados a morrer" nem mesmo está veiculado nas tradicionais mídias conservadoras ou liberais da Inglaterra.

Mas vou concordar com você. Sem dúvida que hospitais privados (desde que para uma elite sócio-econômica), são melhores que o serviço público prestado no Canadá.
Porém é mais fácil americanos atravessarem a fronteira para o Canadá do que depender do serviço privado americano, que é caro e ineficiente para a classe média baixa (assim como no Brasil, com seu péssimo serviço privado).

Acho complicado a simplificação do debate a uma questão econômica, vide Nixon falando sobre os lucros a partir da redução de dinheiro no sistema público, com o único objetivo de lucrar com serviços privados.
https://www.youtube.com/watch?v=RmHTte8jRLk

Se deteriora intencionalmente o serviço público para possibilitar o serviço privado como solução.

Responder
Augusto 17/02/2015 19:41:59

O The New York Times (link da primeira notícia) é "mídia conservadora"?!?! Deus do céu, como essa gente recorre a ridículos para não perder a crença em sua ideologia.

Outra coisa: o The Daily Mail (link das três últimas notícias) não é tradicional mídia britânica?! O jornal existe simplesmente desde 1896 (mil oitocentos e noventa e seis)!

Você, além de fanático, é ignorante.

Responder
Samuel 17/02/2015 20:54:57

Fui específico a uma notícia, amigo.
Não vou te chamar de ignorante por causa disso.

Falo com relação a tendência da informação.
Por exemplo, os que você citou, Folha e Globo, são jornais conservadores.
É claro. Partindo do princípio que sua posição seja mais conservadora que os jornais, é natural classificá-los como "progressistas".
Mas isso é uma outra discussão.

Augusto e Ricardo, sem ad hominem, por favor.

Responder
Guilherme 17/02/2015 21:18:29

Globo é conservadora? PQP, esse cara só se afunda.

ego.globo.com/carnaval/2015/noticia/2015/02/filho-de-marilia-gabriela-teodoro-cochrane-da-beijaco-em-outro-homem.html

ego.globo.com/carnaval/2015/noticia/2015/02/bloco-de-ivete-sangalo-promove-segundo-dia-de-beijaco-gay.html

Em vez de ficar de tentando estes ridículos malabarismos, o que que custa simplesmente admitir que falou bobagem?

Responder
Samuel 18/02/2015 10:39:41

Guilherme, sim! Globo tem diversas vertentes dentro dela, assim como a Abril, e mesmo dentro da Veja.
Achou algo relacionado a homossexualidade na página Ego da Globo.com, ótimo!
Mas você não vai ver no Jornal Nacional beijo gay, não vai ver sobre a regulamentação do aborto até a 12a semana, não vai ver sobre a regulamentação de drogas, não vai ver sobre a desmilitarização da PM, que sai matando pobre a rodo nas comunidades...

Vai ver "Traficante é preso!", "Família plantava droga em casa", "Clínica de aborto clandestino tinha fetos de 5 meses", "PM troca tiros e mata 5 bandidos".

Claro, a população brasileira é conservadora, mas será que o Jornal Nacional não reforça o pensamento conservador?


Responder
Ricardo 17/02/2015 19:44:38

Calma. O Samuel é daqueles que só se informa pela Folha de São Paulo e pela Globo. Se algo não foi noticiado pelo William Bonner, então nunca aconteceu.

Igual a ele conheço uma multidão.

Responder
Rodrigues 25/02/2015 09:43:02

Parece-me que os debates acabaram após o relato de um caso real e que quase matou um ser humano. Aproveito quero parabenizar o Mr. Klaus Bernpaintner pelo texto que descreve a realidade do sistema Suéco de saúde.

Responder
antonio 17/02/2015 15:55:59

Adorei o nível do debate aqui. Mas acho que temos no Brasil uma imperfeição de mercado que é a questão das dificuldades de se tornar médico, devido ao alto custo de faculdades, número restrito de vagas e ingerência total dos Conselhos Regionais e Estado. Esse é o grande problema. Nada que for feito adiantará se a quantidade de médicos e hospitais forem restritas e aumentem irrisoriamente. A discussão, pra mim, começaria e terminaria neste tópico e, depois, passaria para outras questões.

Responder
alves, o taxista 25/02/2015 17:55:18

"...temos no Brasil uma imperfeição de mercado que é a questão das dificuldades de se tornar médico, devido ao alto custo de faculdades, número restrito de vagas e ingerência total dos Conselhos Regionais e Estado"

Caso não tenha percebido, isso o que você chama de "imperfeição de mercado" nada mais é do que a própria intervenção estatal na economia. Dessa maneira, ajustando esse trecho de seu comentário para a realidade, ele ficaria assim:

...temos no Brasil um problema no mercado que é a questão das dificuldades de se tornar médico, devido ao estado, estado, estado e estado.

Responder
Emilio Castro 25/10/2015 10:29:35

Com todo respeito, só não entendo uma coisa: se é tão ruim esse sistema, porque a Suécia tem a 8ª maior expectativa de vida e a 4ª menor mortalidade infantil. Apenas como exemplo tenh um amigo libanês com cidadania sueca. Após uma crise cardíaca no Líbano, em 24 horas tinha um jatinho UTI buscando ele totalmente de graça. Agora poderíamos criticar mais incisivamente o sistema privado norte americano que deixa morrer 50 mil pessoas por ano apenas por não terem um convênio. E estamos falando da maior potência capitalista do mundo. internacional.estadao.com.br/noticias/america-do-norte,sem-seguro-medico-quase-50-mil-americanos-morrem-ao-ano,437147

Responder
Surita 25/10/2015 10:45:45

Não precisa criticar o sistema norte-americano. Este site já fez isso por você:

Como realmente funciona o sistema de saúde americano

Responder
MAFR 14/11/2015 01:34:15

Não foi uma crítica ao sistema Sueco, mas a descrição da realidade e você não sabe que a Suécia, não compartilha as informações negativas e portanto tudo parece perfeito.
Há inúmeras pessoas que morrem por não ter uma ambulância para atender uma pessoa que está passando mal.

Se gosta da Suécia mude pra lá e aproveite, eu e que nunca mais moro na Suécia e só sei que quase me mataram por negligência, racismo e tudo mais.

Morei na Suécia 5 anos e logo depois de viver lá algum tempo vi queo marketing e bem diferente da realidade.

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