Dois tipos opostos de libertário - qual você é?
por , segunda-feira, 17 de março de 2014

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110326_brutalism-53.jpgPor que preferir a liberdade humana em vez de uma ordem social controlada e regulada por alguns poucos poderosos?  

Para fornecer a resposta, eu diria que os libertários podem ser, de uma forma geral, divididos em dois campos: humanitários e brutalistas.

Os humanitários se baseiam nos seguintes argumentos.  A liberdade permite e estimula uma pacífica cooperação humana.  Ela inspira a criatividade e todos os subsequentes benefícios que isso gera para terceiros.  Ela restringe e desestimula a violência.  Ela permite a acumulação de capital e a prosperidade.  Ela protege os direitos humanos de todos os indivíduos contra violações e usurpações.  Ela permite que associações humanas voluntárias de todos os tipos possam se desenvolver segundo seus próprios termos.  Ela estimula uma maior convivência social e recompensa aquelas pessoas que querem se dar bem com as outras, ao mesmo tempo em que restringe aquelas que só querem causar o mal.  Ela leva a um mundo no qual as pessoas são valorizadas como um fim em si mesmas e não vistas como uma mera forragem em meio a todo um aparato central.

Tanto a história quanto a experiência nos mostram que é assim. 

Todos esses são excelentes motivos para se desejar a liberdade.  Mas eles não são os únicos motivos pelos quais as pessoas defendem a liberdade.  Há um segmento entre os autoproclamados libertários — doravante descritos como brutalistas — que consideram tudo o que foi descrito acima como sendo bastante enfadonho, vago e excessivamente humanitário. 

Para eles, o que é interessante a respeito da liberdade é o fato de ela permitir que pessoas manifestem suas preferências individuais, formem tribos homogêneas, coloquem seus preconceitos em ação, marginalizem pessoas tomando por base padrões "politicamente incorretos", odeiem profundamente determinadas pessoas (desde que nenhuma violência seja utilizada), sejam abertamente racistas e sexistas, sejam excludentes e no geral descontentes com a modernidade, e rejeitem padrões civis de valores e etiquetas, preferindo a adoção de normas anti-sociais. 

Estes dois impulsos são radicalmente distintos.  O primeiro valoriza toda a paz social que surge junto com a liberdade, ao passo que o último valoriza a liberdade de rejeitar a cooperação, preferindo manifestar preconceitos figadais.  O primeiro quer reduzir o papel do poder e do privilégio no mundo, ao passo que o último quer a liberdade de reivindicar poder e privilégio dentro das estritas delimitações dos direitos de propriedade e a liberdade de se afastar de tudo e de todos.

Só para deixar claro, a liberdade realmente permite a manifestação tanto da perspectiva humanitária quanto da brutalista, por mais implausível que isto seja.  A liberdade é ampla, abrangente e não impõe nenhum fim social específico como sendo o único arranjo aceitável.  Por outro lado, ambas as manifestações constituem maneiras extremamente distintas de se enxergar o mundo — a primeira, liberal no sentido clássico; a última, anti-liberal em todos os sentidos —, e é bom ter isso em mente antes de você, como libertário, se descobrir aliado a pessoas que ainda não entenderam o cerne da ideia da liberdade.

O humanitarismo nós compreendemos.  Ele busca o bem-estar da pessoa humana e o desenvolvimento da sociedade em toda a sua complexidade.  O humanitarismo libertário entende que a melhor maneira de se alcançar esses objetivos é por meio do próprio sistema social, que se auto-organiza quando se vê livre dos controles externos exercidos pelas violentas intervenções do estado.  O objetivo é essencialmente benevolente, e o meio pelo qual ele é alcançado valoriza a paz social, a liberdade de associação, as trocas voluntárias e mutuamente benéficas, o desenvolvimento orgânico de instituições, e a beleza da vida.

Mas o que seria o brutalismo?  O termo está em grande parte associado a um estilo arquitetônico popular dos anos 1950 até os anos 70, o qual enfatizava o uso de grandes estruturas de concreto, sem grandes preocupações com estilo e adornos.  A deselegância era seu principal ímpeto e toda a sua fonte de orgulho.  O brutalismo passava a mensagem da despretensão e da crua natureza prática da utilização de um prédio. Uma construção deveria ser forte, não bonita; agressiva, não detalhista; imponente, não sutil.

Na arquitetura, o brutalismo foi uma afetação.  Uma afetação que nasceu de uma teoria retirada de contexto. 

Era um estilo adotado com uma ciente precisão.  Acreditava estar nos obrigando a olhar para realidades sem adornos, para um aparato destituído de distrações, tudo com o intuito de transmitir uma mensagem didática.  Esta mensagem não era somente estética, mas também ética: era uma questão de princípio rejeitar a beleza.  Embelezar significa fazer concessões, distrair, arruinar a pureza da causa.  Desta maneira, o brutalismo rejeitava a necessidade do apelo comercial, e descartava completamente questões como apresentação e comercialização; tais questões, na ótica brutalista, desviavam nossa atenção do seu núcleo radical.

O brutalismo declarava que um prédio não deve ser nem mais nem menos do que supostamente deveria ser para cumprir sua função.  O brutalismo defendia o direito de ser feio, e foi exatamente por esse motivo que tal estilo foi extremamente popular entre os governos ao redor do mundo.  E é também por este motivo que, ao redor do mundo, as formas brutalistas são atualmente consideradas horríveis.

Olhamos para o passado e nos perguntamos como surgiram essas monstruosidades, e nos surpreendemos ao descobrir que elas surgiram de uma teoria que, por princípios, rejeitava a beleza, a apresentação e a ornamentação. Os arquitetos imaginavam estar nos mostrando algo que, em outras circunstâncias, relutaríamos em aceitar.  No entanto, só é possível apreciar os resultados do brutalismo se você já houver aceitado sua teoria e se convencido de sua praticidade.  Caso contrário, sem a ideologia fundamentalista e extremista como sustentação, os prédios parecem apenas coisas aterrorizantes e ameaçadoras.

Por analogia, o que seria o brutalismo ideológico?  Trata-se de uma teoria completamente despida, a qual se preocupa exclusivamente com suas partes mais cruas e mais fundamentais, e que se concentra apenas na aplicação destas partes.  Trata-se de uma ideologia que testa os limites da ideia ao descartar toda a elegância, todo o refinamento, toda a delicadeza, toda a decência, todos os enfeites.  Tal teoria não se importa com a causa maior, que é a civilidade e a beleza dos resultados.  Ela se interessa somente pela pura funcionalidade das partes.  Ela desafia qualquer um a questionar a aparência geral do aparato ideológico, e abertamente despreza quem o faz, o qual passa a ser considerado alguém insuficientemente entendido do núcleo da teoria, sendo que tal teoria é imposta sem contexto e sem nenhuma consideração estética.

É claro que nem todos os argumentos em prol de princípios crus e de análises puras são inerentemente brutalistas; o cerne do brutalismo é o fato de que temos de reduzir para alcançar as raízes, de que temos de nos deparar com a verdade desagradável, de que devemos nos chocar e, em algumas ocasiões, devemos chocar os outros com as implicações aparentemente implausíveis ou desconfortáveis de uma ideia.  O brutalismo vai muito além: a ideia é a de que o argumento deve ser o mais simplista possível, e que elaborá-lo, habilitá-lo, adorná-lo, deixá-lo com nuanças, admitir incertezas ou amplificá-lo para além de afirmações arenosas equivale a um tipo de traição, de concessão ou de corrupção da pureza.  O brutalismo é implacável, inflexível e descarado em sua recusa de abandonar seus mais primitivos postulados.

O brutalismo pode ser visto sob vários disfarces ideológicos.  O bolchevismo e o nazismo são exemplos óbvios: classe e raça se tornam a única métrica a balizar as políticas; quaisquer outras considerações são excluídas.  Nas democracias modernas, as posições partidárias tendem ao brutalismo na medida em que demostram que o controle partidário é a única preocupação relevante.  O fundamentalismo religioso é também outra forma muito óbvia de brutalismo.

No mundo libertário, no entanto, o brutalismo tem suas raízes na simples teoria de que os indivíduos têm o direito de viver de acordo com seus próprios valores, quaisquer que sejam.  A verdade central está lá e é incontestável, mas a aplicação é feita de forma crua.  Assim, os brutalistas declaram o direito de serem racistas, o direito de serem misóginos, o direito de odiarem judeus ou estrangeiros, o direito de ignorar padrões civis de sociabilidade, o direito de serem incivilizados, de serem rudes e grosseiros.  Tudo é permissível e até mesmo meritório, pois aceitar o que é terrível pode constituir um tipo de teste.  Afinal, o que é a liberdade sem o direito de se ser bronco?

Esses tipos de argumentos fazem com que os libertários humanitários se sintam profundamente desconfortáveis, pois, embora tais argumentos sejam estritamente verdadeiros, eles desconsideram o ponto principal da liberdade humana: não devemos dividir ainda mais o mundo e não torná-lo ainda mais infeliz, mas sim estimular e possibilitar o progresso da humanidade com paz e prosperidade.  

Assim como queremos que a arquitetura seja agradável aos olhos e reflita o drama e a elegância do ideal humano, uma teoria sobre a ordem social também deve ser capaz de fornecer uma estrutura adequada para que a vida seja bem vivida e para que todos os tipos de associações voluntárias levem ao crescimento de seus membros.

Os brutalistas estão tecnicamente corretos quanto ao fato de que a liberdade também protege o direito de se ser um completo ignorante e o direito de odiar, mas esses impulsos não são oriundos da longa história das ideias liberais.  Por exemplo, em questões de raça e sexo, a liberação das mulheres e das minorias étnicas do domínio arbitrário foi uma grande conquista dessa tradição.  Continuar afirmando o direito de voltar no tempo nestas questões é uma postura que passa a impressão de que a ideologia foi despida de seu contexto histórico, como se essas vitórias da dignidade humana não tivessem absolutamente nada a ver com as necessidades ideológicas atuais.

O brutalismo é mais do que uma versão simplificada, despojada, anti-moderna e destripada do liberalismo original.  É também um estilo de argumentação e de abordagem retórica.  Assim como na arquitetura, ele rejeita o marketing, o espírito comercial, e a ideia de "vender" uma visão de mundo.  A liberdade deve ser aceita ou rejeitada tendo por base apenas a sua forma mais bruta.  Assim, ele é muito rápido em atacar, condenar e declarar sua vitória.  Ele enxerga meios-termos e concessões em todos os cantos.  Ela adora desmascarar e expor esses pecados.  Ele não tem nenhuma paciência para sutilezas expositivas, e muito menos para as nuances das circunstâncias de tempo e local.  O brutalismo vê apenas verdades cruas, e se agarra a ela como se fosse a única verdade, excluindo todas as outras verdades.

O brutalismo rejeita a sutileza e não enxerga exceções circunstanciais à teoria universal.  A teoria é aplicável em todos os locais, a qualquer época, em qualquer cultura. Não há espaço para modificações ou até mesmo para a descoberta de novas informações que possam modificar a forma com que a teoria seja aplicada.  O brutalismo é um sistema de pensamento fechado no qual todas as informações relevantes já são conhecidas e a maneira pela qual a teoria é aplicada é tida como um mero dado do aparato teórico.  Até mesmo áreas difíceis, como leis familiares, restituições criminais, direitos sobre ideias, responsabilidade por invasões e outras áreas sujeitas à tradicional análise jurisprudencial se tornam parte de um aparato apriorístico que não admite exceções ou emendas.

E dado que o brutalismo é um impulso mais remoto no mundo libertário — os jovens não se interessam mais por essa abordagem —, ele se comporta da maneira típica a grupos seriamente marginalizados.  Ao afirmar o direito ao racismo e ao discurso — e até mesmo justificar o mérito de tal postura, esta corrente já está excluída da grande discussão pública.  As únicas pessoas que de fato escutam argumentos brutalistas — que são intencionalmente pouco convincentes — são outros libertários.  Por esse motivo, o brutalismo se encaminha cada vez mais em direção ao sectarismo extremo: atacar os humanitários que tentam embelezar sua mensagem se torna uma ocupação integral.

Com essa sectarização, os brutalistas evidentemente afirmam que são os únicos verdadeiros adeptos da liberdade, pois somente eles têm fibra para levar a lógica libertária ao seu extremo e aceitar seus resultados.  Porém, o que ocorre aqui não é coragem ou rigor intelectual.  A ideia deles sobre o que significam as ideias libertárias é reducionista, truncada, irrefletida, simplista e não-corrigida pelo avançar da experiência humana, ignorando o grande contexto histórico e social no qual a liberdade vive.

Digamos que você viva numa cidade tomada por um grupo fundamentalista que exclua todos aqueles que não sejam adeptos de sua fé, obrigue as mulheres a usarem roupas do tipo burca, imponha um código legal teocrático e marginalize gays e lésbicas.  Você pode até dizer que, neste caso, as pessoas são parte voluntária desse arranjo; porém, mesmo assim, não há qualquer liberalismo presente neste arranjo social.  Os brutalistas estarão nas trincheiras defendendo essa microtirania, e sempre utilizando como argumentos a descentralização, os direitos de propriedade e o direito de discriminar e de excluir — ignorando completamente a realidade mais profunda, na qual as aspirações individuais em prol de uma vida mais plena e mais livre são negadas diariamente.

No que mais, o brutalista acredita já conhecer os resultados da liberdade humana, e tais resultados frequentemente estão de acordo com os impulsos que mesclaram estado e religião já testemunhados em épocas passadas. Afinal, para eles, a liberdade significa simplesmente a liberação de todos os impulsos mais básicos da natureza humana, os quais eles acreditam terem sido suprimidos pelo estado moderno: o desejo de pertencer a uma homogeneidade racial e religiosa, a permanência moral do patriarcado, a repulsa à homossexualidade e assim por diante.  O que a maioria das pessoas considera avanços modernos contra os preconceitos, os brutalistas creem ser exceções impostas ao longo de toda a história dos instintos tribais e religiosos da humanidade.

É claro que o brutalista que descrevi aqui é um tipo ideal, e provavelmente sua personificação não será encontrada em nenhum pensador específico.  Mas o impulso brutalista está em evidência em todos os cantos, principalmente nas mídias sociais.  Trata-se de uma tendência de pensamento com posições e propensões previsíveis. Trata-se de uma grande fonte para as correntes racistas, sexistas, homofóbicas e anti-semitas que existem dentro do mundo libertário — correntes essas que, ao mesmo tempo em que negam a veracidade desta frase, defendem com idêntica paixão o direito de os indivíduos terem essas visões e agirem de acordo com elas.  Afinal, dizem os brutalistas, o que seria a liberdade humana sem o direito de se comportar de maneiras que testem nossas mais preciosas sensibilidades — e até mesmo a civilização?

No final, tudo se resume à motivação fundamental que dá sustento à própria liberdade. Qual é o seu propósito universal?  Qual é sua contribuição histórica dominante?  Qual é o seu futuro?  É aqui que os humanitários estão fundamentalmente em desacordo com os brutalistas.

É verdade que não devemos ignorar o núcleo da pura teoria da liberdade, e jamais devemos nos esquivar de suas implicações mais difíceis.  Ao mesmo tempo, a história da liberdade e seu futuro não se resumem a apenas declarações de direitos; são também sobre elegância, estética, beleza e complexidade; sobre como servir às outras pessoas, sobre a comunidade, sobre o gradual surgimento de normas culturais, e sobre o desenvolvimento espontâneo de amplas ordens de relacionamentos comerciais e pessoais.  A liberdade é o que dá vida à imaginação humana, e é ela quem permite que o amor se amplifique e se estenda desde nossos desejos mais benevolentes e elevados.

Por outro lado, uma ideologia roubada de seus adornos pode se tornar algo francamente desagradável e feio, como uma grande monstruosidade de concreto construída décadas atrás e imposta sobre uma paisagem urbana, constrangedora a todos, e que hoje está apenas à espera de sua demolição.

O libertarianismo será brutalista ou humanitário? Você tem de decidir.




63 comentários
63 comentários
Wanderson 17/03/2014 14:44:33

Libertarianismo, inclusive nos termos do livro "Defendendo o Indefensável" é algo legal, e não queremos reprimir ninguém. Mas se ousarmos discordar, isso poderia ser entendido como repressão? Acho que não, caso contrário os libertários agiriam como os esquerdistas que transformam a crítica em vitimização. Para equilibrar as idéias, seria interessante alguns comentários sobre Russel Kirk (A Política da Prudência); Thomas Sowell (Os intelectuais e a Sociedade - o Conflito de Visões).

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Robson 17/03/2014 14:57:42

Bom ponto esse, concordo plenamente. Me incomoda um pouco esse preto ou branco, bom ou malvado. Muitos criticam os conservadores de serem anti-liberdade (alguns conservadores têm mesmo uma aura autoritária) mas hoje em dia é uma enormidade o tanto de "libertário" avessos a opiniões divergentes. Alguns até parecem já ter uma pedra com mandamentos libertários gravadas e se alguém diverge do cânone automaticamente o divergente passa a ser o malvado contra a liberdade.

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Andre 17/03/2014 16:09:20

Exatamente Robson. Cada vez mais vejo pensamentos maniqueístas, onde muitos que se dizem libertários deixam para trás os argumentos individuais e atacam oponentes de debates com rótulos, coletivizando a discussão. Não é difícil associá-los à forma de agir da "esquerda"... Escrevi um texto semana passada sobre isso.

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paulo 17/03/2014 18:13:56

E por coincidência estva discutindo isso hoje com um amigo. Por causa do aniversário do golpe de 64, eu e ele, estamos incomodados com o "volta milico" que alguns pretensos libertários "saudosistas" estão advogando nas mídias sociais. No nosso entender, o militarismo sempre degenera para o autoritarismo, que no final é uma visão anti-libertária. Seria, a volta dos militares, um tipo de opção brutalista!

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Eduardo 17/03/2014 17:24:58

A crítica dos conservadores serem anti-liberdade deve-se muito ao desconhecimento que as pessoas têm do conservadorismo, especialmente vista nos próprios "conservadores" (entre aspas bem grandes).

Atualmente, são inúmeras as idéias dos conservadores modernos que há poucas décadas eram de esquerda radical.

Libertários e conservadores são fundamentalmente diferentes, mas conseguem concordar (ou ao menos get along) entre si em uma grande quantidade de pontos.

A anti-liberdade fica mesmo com os progressistas. Enorme taxação, regulamentação do mercado, legislação atropelando direitos de propriedade privada, policiamento de pensamento e expressão, proibição de tudo o que o progressista não gosta, programas gigantes e centralizados de governos para rsolver tudo o que acham um problema, etc.

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Wanderson 18/03/2014 16:56:48

O libertarianismo expande suas conclusões na área econômica de modo a abarcar as teorias jurídicas, filosóficas e morais de modo a torná-las simplesmente desncessárias. Bastaria seguir os princípios de liberdade econômica em todas as demais áreas. O problema dessa expansão indevida estaria no fato de que a economia e a liberdade dependem de valores morais, jurídicos, filosóficos como,por exemplo, defendem os religiosos, com maior ou menor eficácia. Por exemplo, uma sociedade com valores morais pode ser livre ao ponto de um mercado não precisar de caixa ou de seguranças, o sujeito pega as mercadorias e as paga sem necessidade de observação. Isso é liberdade, isso é economia, isso é maximização dos potenciais humanos. Essa estrutural civilizacional (muitas vezes construída pelas religiões) é muito mais livre do que qualquer sistema onde exista uma demanda por caixas, por seguranças, por câmeras de segurança. Defender a liberdade humana sem determinações morais, simplesmete porque a questão moral está fora do âmbito da economia, não significa que a economia possa extrapolar este âmbito e impor um sistema jurídico, filosófico sem valores morais desvalorizando o pensamento conservador e religioso. Essa argumentação não é lícita, a meu ver. A base da civilização está na sua cosmologi, e não na sua economia.

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Pedro. 15/08/2015 13:31:13

O artigo mais estúpido e autocontraditório que o site já postou.

Primeiramente um Libertário não tem pretensão de impor coisa alguma. Ou seja, não tem a pretensão de transformar sua SUBJETIVIDADE em OBJETIVIDADE. Portanto é idiota essa fofoca sobre como os tais brutalistas acham que devam ser os prédios.

Um Libertário não acha que coisa alguma deva ser assim ou assado em questões de GOSTO. Gosto é subjetivo e, assim, quem é contra a imposição da vontade de uns sobre a de outros esta exatamente se OPONDO à IMPOSIÇÃO de SUBJETIVIDADES. Portanto entende que GOSTO é DIREITO NATURAL do indivíduo.

Ou seja o autor falseia significados para atrair simpatia para seu "libertarianismo humanista" FLAGRANTEMENTE MANIQUEÍSTA como todo portador de IDEOLOGIA.

Libertarianismo não "quer que as pessoas sejam felizes", isso é uma leviandade. Libertário que que todos sejam LIVRES, opondo-se ao inicio de agressões contra indivíduos inocentes ou seja, que não agrediram qualquer direito natural alheio.

LIBERTARIANISMO é UMA TEORIA e NÃO uma IDEOLOGIA.

IDEOLOGIA é um amontoado de idéias, dispensadas até de coerência, alegadas como "receita" ara ATINGIR UM FIM pretensamente objetivo e maravilhoso que justifica todos os meios em seu nome invocados.

FILOSOFIA ou TEORIA é um encadeamento de ideias, necessáriamente coerentes, baseadas em PRINCÍPIOS AXIOMÁTICOS que originam novas ideias que serão base para outras.


Ou seja:
IDEOLOGIAS são baseadas em FINS ou OBJETIVOS para oum pretenso "BEM COMUM" objetivo, embora tal seja apenas a ideia de bem comum IDEALIZADO subjetivamente como ideal. Portanto, outros podem discordar de tal afirmação sobre um tal "bem comum" e portanto devem ser combatidos pelos partidários da ideologia por serem "MALVADOS" e não desejarem o "BEM COMUM" idealizado subjetivamente pelos variados mentores da ideologia que pretende impor o "bem comum" segundo seus partidários.
Exatamente por isso as IDEOLOGIAS FORMAM FACÇÕES com IDEOLOGIA APARENTADA e IDEALIZAÇÕES não menos APARENTADA.

UMA TEORIA ou uma FILOSOFIA NÃO IDEALIZA MUNDOS PERFEITOS PROMETIDOS PARA FUTURO INCERTO.
Uma teoria ou filosofia tem como único objetivo o CONHECIMENTO e a VERDADE. Portanto não IDEALIZA mundos ideais e tão pouco se constitui de alegada receita para atingi-los. Ou seja, PARTE DE PRINCÍPIOS AXIOMÁTICOS para ASSIM PROSPERAR na busca da OBJETIVIDADE tentando descobri-la. Ao contrário de uma teoria ou filosofia, uma IDEOLOGIA tem por objetivo IMPOR A SUBJETIVIDADE de seus adeptos a todos os demais com a finalidade de tentar atingir o mundo IDEALIZADO SUBJETIVAMENTE COMO IDEAL. Daí os CONFLITOS entre IDEOLOGIAS mesmo que diretamente aparentadas. Pois subjetividades concebem a "RAZÃO IDEOLÓGICA" e a "RECEITA" (MEIOS) para atingi-la. ASSIM, por vezes diferenciam na "RAZÃO IDEOLÓGICA" e nos MEIOS preconizados os subjetivamente corretos para ATINGIR o "OBJETIVO SUPREMO" ou "FINALIDADE REDENTORA" em futuro INCERTO.

Exatamente por se basearem exclusivamente em alegadas ou pretensas finalidades objetivadas pelo conjunto de idéias, uma IDEOLOGIA DISPENSA A COERÊNCIA em seu conjunto. Se a base é um pretenso onjetivo, então TUDO QUE FOR ALEGADO COMO MEIO DE ATINGI-LO SERÁ TOMADO COMO VÁLIDO ou justificado como IDEOLOGIA.
Não por acaso as ideologias são um amontoado de incoerências, de alegações estapafúrdias e sem base axiomática ou de qualquer conhecimento científico.

NAS IDEOLOGIAS AS IDEIAS SÃO BASEADAS EXCLUSIVAMENTE NUM "EU ACHO". Ideologias, sem exceção, são ACHISTAS e por tal incoerentes em seu besteirol afirmativo que visa ALICIAR através das PROMESSAS de "OBJETIVOS REDENTORES", digo promessas de FINS a serem atingidos através do amontoado de ideias (ideologia) e não pela demonstração da objetividade dos meios.

Responder
Meester Marcelo 17/03/2014 17:36:05

Libertário Cristão

Responder
Esse mundo tá lascado 17/03/2014 18:06:20

Hoje ouvi num programa de rádio muito popular na minha região um dos integrantes "cacetear" uma casa de espetáculos (ou bar sei lá) pois não permitiram que ele entrasse usando uma touca na cabeça.
Ele não entrou, imagino que se negando a tirar a touca. Passou 10mins no ar falando mal do lugar e acusando-os de preconceito. Conceito esse ("preconceito") que anda muito em voga por esses tempos.

Responder
Dioner 18/03/2014 13:43:57

Eu ouvi o mesmo programa que tu. Me impressionei com a ignorância dos caras, e o pior é que eles formam opinião, principalmente entre a gurizada.

Até fiquei com vontade de mandar e-mail explicando algo pra eles, mas achei que não valeria a pena.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 17/03/2014 19:31:55


Muitos buscam com tanto ardor determinado objetivo que se esquecem dos derradeiros motivos pelos quais esse objetivo deve ser buscado. Queremos liberdade DE restrições indevidas, mas também devemos buscar a liberdade PARA uma vida de realização e contribuição.

* * *

Responder
TL 17/03/2014 20:12:18

Um texto no mínimo instigante.

Conforme explicitado no texto, o libertário humanitário é o tipo preferencial, mais humano, agradável e gentil aos sentimentos e intelecto alheio. O brutalista seria o tipo indesejável de libertário, um fardo ao avanço das ideias libertárias.

Primeiramente descarto a hipótese de que a diferença entre o brutalista e humanitário seja a retórica. O humanitário pode argumentar, conforme o texto, que o objetivo é " essencialmente benevolente, e o meio pelo qual ele é alcançado valoriza a paz social, a liberdade de associação, as trocas voluntárias e mutuamente benéficas, o desenvolvimento orgânico de instituições, e a beleza da vida.". Em suma: mares de flores e purpurina.

Contudo, o humanista jamais pode negar a verdadeira natureza do liberalismo, a defesa explícita da propriedade privada. Ao contrário do que afirma ao autor, a propriedade é o direito de excluir e garantir o monopólio de acesso aos fatores de produção e bens de consumo.

O humanista, ao atribuir significado distinto para a palavra "propriedade", ou apenas ao omitir seu significado, não seria melhor que um marxista astuto na dialética. Assim, o humanista não passaria de um charlatão, e isso, por si só, já configura como argumento para repudiar o liberalismo como doutrina digna de ser chamada "humana".

Mas não pensem que o meu objetivo é defender os brutalistas. Eu concordo totalmente com o autor que a retórica brutalista, árida igual ao deserto, não desperta a paixão humana, além dos demais brutalistas [vazios de compaixão].

Então, concluo, se de um lado o humanista não seria mais que um charlatão e o brutalista não mais que um pregador de uma doutrina esteticamente árida (vazia de vida), não seria o liberalismo uma utopia, composta somente por iludidos e bárbaros?

Responder
Renato Souza 18/03/2014 11:34:42

TL

Você diz "Ao contrário do que afirma ao autor, a propriedade é o direito de excluir e garantir o monopólio de acesso aos fatores de produção e bens de consumo".

Isso é loucura. No socialismo, só os controladores do estado tem acesso aos bens de produção, e excluem o acesso ao consumo de quem eles bem entendem.
No intenvencionismo, só os empresários "amigos" tem acesso aos bens de produção, e o consumo é restringido por políticas intervencionistas.
Só no liberalismo permite amplo acesso aos meios de produção, um número enorme de proprietários desse meios ao contrário do socialismo, onde uma pequenas casta age como proprietária, e do intervencionismo, onde um número relativamente restrito de empresários podem ser proprietários. Além disso, no liberalismo, pela abertura dos mercados, baixos impostos, e facilidade de relações, a população em peso tem acesso a bens de consumo que nos outros dois sistemas tem acesso restrito.

Quanto aos chamados "brutalistas" acho o texto todo equivocado. "Brutalistas" não existem são como o eléctron parado ou a temperatura zero absoluto.
A questão da exclusão é muito mal colocada. Não existem tais pessoas que queiram excluir outros para tira-los da sociedade (a não ser criminosos muito violentos, que realmente devem ser mantidos afastados).
Para entender a exclusão, você tem de entender como cada um entende a propriedade. O intervencionista, e até mesmo alguns socialistas, são capazes de entender a liberdade de cada um dentro da sua casa. Isso vem de tempos imemoriais. Entre na oca de um índio que você nem conhece sem se apresentar e pedir licença, deite na rede dele, como se fosse a sua, e você verá a força da exclusão dele em relação a você. Ele te jogará para fora a chutes e pontapés, se não lhe fizer coisa pior...
Muito bem, até bem recentemente, o local de trabalho pertencente a uma pessoa, era considerado como se fosse sua casa. O pomar, a lavoura, a oficina, e escritório, a manufatura, a loja eram consideradas como extensões da residência dos seus donos. Você não podia ficar ali sem a permissão do dono, da mesma forma que você não pode exigir entrar numa festa, na casa de alguém, sem a permissão do dono. Você já deve ter dado muitas festas, e em cada uma delas você discriminou, escolheu algumas pessoas, e excluiu todo o restante da humanidade, e haverá mesmo pessoas que você fará questão absoluta de não convidar. Isso não significa que você esteja tentando excluir a maioria pessoas de todo convívio social, nem que você esteja querendo excluí-las da existência (tá certo, provavelmente algumas pessoas você já quis matar, mas isso é outra estória). Ao deixar de convidar um vizinho para sua casa, você não o fez com a intenção de que ele seja excluído de todo convívio social, se você é uma pessoa normal, a você tanto faz que ele vá a outras festas, você só não quer conviver com ele, e é o seu direito associar-se ou deixar de associar-se a quem quiser.

Pois bem, o miniarquismo (como é o meu caso) ou o libertarianismo, só querem restaurar uma situação que sempre existiu até bem pouco tempo atrás, isto é, que as pessoas possam exercer seu direito de propriedade e livre associação não só em casa, mas também nos locais de trabalho de sua propriedade. Cem anos atrás ninguém questionava isso, mas hoje esse direito foi solapado. O governo se considera no direito de colocar quem ele bem entender dentro de sua propriedade, e no direito de obriga-lo inclusive a assinar um contrato com tal pessoa, contra a sua vontade.

Se algum dia o governo conseguir destruir esse direito das pessoas dentro de suas próprias casas, e colocar quem quiser lá dentro, muitos protestarão dizendo que tem o direito de excluir de suas casas quem quiserem. E suponho que existirão escritores libertários dizendo que tais pessoas deveriam ser mais gentis, que seu discurso é muito "brutalista"...

Responder
anônimo 18/03/2014 15:32:05

'Se algum dia o governo conseguir destruir esse direito das pessoas dentro de suas próprias casas, e colocar quem quiser lá dentro, muitos protestarão dizendo que tem o direito de excluir de suas casas quem quiserem. E suponho que existirão escritores libertários dizendo que tais pessoas deveriam ser mais gentis, que seu discurso é muito "brutalista"...'
[2]

Responder
Carlos Garcia 18/03/2014 15:09:07

Vou pedir para você explicar-se melhor. Porque essa parte ficou confusa:

" Ao contrário do que afirma ao autor, a propriedade é o direito de excluir e garantir o monopólio de acesso aos fatores de produção e bens de consumo."

Que monopólio é esse de que você está falando? "Monopólio de propriedade" do tipo se eu sou dono da minha fábrica, sustenho "monopólio" sobre essa única fábrica? Se sim, é verdade que eu tenho o direito de mandar e desmandar nela, e de excluir pessoas ou coisas dela (o que me faria um "brutalista") Mas eu não tenho direito de impedir outra pessoa de ter uma fábrica igual a minha e fazer o que quiser com ela. Esse conceito de propriedade que você apresenta está bastante confuso, pra não dizer errado.

Dito isso, fica difícil sustentar sua afirmação de que os humanitários são charlatões. Humanitários são pessoas comuns, que cooperam entre si seja por trocas ou caridade, em busca da satisfação própria.

Responder
TL 18/03/2014 17:02:11

Caros: Renato Souza e Carlos Garcia,

na minha frase "Ao contrário do que afirma ao autor, a propriedade é o direito de excluir e garantir o monopólio de acesso aos fatores de produção e bens de consumo" existe uma ambiguidade quando ao significado da palavra monopólio. O Renato Souza entendeu nos termos da Escola Austríaca: restrição legal da entrada de novos ofertantes. Já o Carlos Garcia, suspeitou que eu utilizei a palavra com outro significado.

Eu utilizei essa palavra no sentido literal, conforme o dicionário:
1. Privilégio que dá o exclusivo de um indústria ou comércio de um artigo
2. Açambarcamento [reter tudo ou quase tudo para si]

Em minhas palavras: garantia legal de exclusividade do uso dos fatores e bens de consumo apropriados originalmente (homestead principle) ou adquiridos mediante contratos voluntários. Portanto, garantia legal para você excluir todos os demais na decisão de como utilizar esses bens.

Quanto ao fato dos fatores de produção privados gerarem maior oferta, quando comparado com propriedade pública [estatal] dos fatores de produção, concordo integralmente com o Renato Souza.

O Renato comentou: "...você só não quer conviver com ele, e é o seu direito associar-se ou deixar de associar-se a quem quiser"

Eu concordo integralmente, com sua assertiva. Na definição do Jefrey Tucker, você seria considerado um "Brutalista", portanto um articulador que promove uma doutrina, rigorosamente lógica, entretanto esteticamente árida. Logo, conforme a hipótese do autor, sua mensagem não cooptaria as massas, pois as massas também apreciam os valores estéticos.

Por isso, reitero novamente, não seria o liberalismo uma utopia, composta por humanistas, que ocultam o verdadeiro núcleo teórico do liberalismo, e de brutalistas, que promovem um discurso árido e esteticamente sem vida (desinteressante para as massas)? [Ressalto que as consequências dessa doutrina árida são benéficas socialmente]

Como exemplo de brutalista, conforme a concepção do artigo, cito essa publicação do Paulo Kogos. Enfatizo o seguinte trecho: Este bandido deve implorar pela pena de morte, mas não deve obter esse privilégio. A morte deste demônio deve chegar após anos a fio de tortura, quando esse facínora já não consiga distinguir realidade de pesadelo e seu organismo colapsar de tanta tortura

Obs (1) .: aqui o importante não é se a punição é proporcional ao crime, mas sim a retórica: a forma brutalista.
Obs (2) .: pode ser polêmico citar alguém, entretanto como a publicação do Kogos é publica, creio que ele não ficaria ofendido de ser citado.

Obs.: eu fui convencido do liberalismo por humanistas. Eles me convenceram que o liberalismo era a filosofia política e econômica que melhor maximiza a oferta de bens [riqueza] às massas e que melhor promove a paz social. Entretanto, estou totalmente ciente do árido núcleo teórico do liberalismo, levado as consequências finais nessa publicação da Andréa Faggion.

Responder
Renato Souza 20/03/2014 01:24:20

TL

Vamos então ao ponto principal da nossa discordância (acho).
Em primeiro lugar, creio que ninguém gosta de ser comparado a um arquiteto que faz questão de construir prédios feios e áridos. Aqueles que o autor chamou de brutalistas, não são pessoas que querem viver uma vida árida, nem querem construir uma sociedade árida. Alguém dirá que os argumentos dos "brutalistas" são áridos. Em particular, são áridos nossos argumentos sobre exclusão.

Bom, penso que isso é sinal dos tempos. Desde muitos milênios, até uns cem ou cento e cinqüenta anos atrás, argumentar logicamente não era considerado uma coisa de pessoas áridas. As mesmas pessoas que estudavam a lógica, aprendiam a também a dialética, a poesia, a música, a prosa agradável, a arte do convencimentos. Ninguém imaginava que uma pessoa tivesse de abdicar da lógica para deixar de ser "árida". Só no mundo atual se diz uma coisa dessas, e só no mundo atual "exclusão" e "discriminação" são palavras ofensivas. Se não, vejamos: Exclusão é fundamental para a liberdade. Só há liberdade se puder haver escolha (discriminação) e toda escolha implica em exclusão. É impossível defender uma doutrina sobre a LIVRE AÇÃO HUMANA, como é a doutrina austríaca, e não falar de exclusão, ainda que implicitamente. Na verdade, é impossível pensar logicamente sem excluir (ao dizer que 1+1=2, você excluiu todos os outros infinitos resultados), e é impossível a vida inteligente sem exclusão, e é impossível a vida sem a exclusão, e é impossível até a existência sem a exclusão, e é impossível até a não existência sem a exclusão. Então, se alguém se sente "ofendido" com a exclusão, não posso fazer absolutamente nada. Mesmo que eu me suicidasse com o objetivo de não ofender tal pessoa (já que a existência de um "brutalista" o ofende), até no ato do suicídio eu estaria excluindo.

Agora, parece-me impressionante que uma pessoa se declare ofendida com a exclusão. Crianças de três anos entendem a exclusão, e entendem que ela é parte da existência. Meu filho, quando tinha alguns meses, entendia que, se me procurasse pela casa, e me encontrasse no escritório, não precisaria me procurar na sala, cozinha, lavanderia, etc. Ele excluiria as outras possibilidades, pois entenderia que se eu estou no escritório, não estou nos outros ambientes. Agora ele tem 1 ano e sete meses, e entende desde muito cedo que se estiver na casa de uma avó, não estará na casa da outra. Agora, que um homem barbado se sinta ofendido com a ideia da exclusão, é um caso psiquiátrico, e não farei nada para agradar tal pessoa, a não ser que o médico dele me diga para não contraria-lo...

O problema dessas pessoas com a exclusão, não é que elas não a compreendam, ou que a achem "ofensiva". O problema delas é que não aceitam a liberdade, e liberdade implica em escolhas, e escolhas implicam em exclusão. Então, não adianta tentar agradar, a única coisa que agrada a um totalitarista é que não exista quem se oponha, nem mesmo contradiga, seu totalitarismo.

PS: Vejo às vezes ofensas gratuitas aqui, e intolerância, e má educação, da parte de alguns comentaristas. Não é isso que eu defendo.

Responder
anônimo 20/03/2014 13:26:38

'Em primeiro lugar, creio que ninguém gosta de ser comparado a um arquiteto que faz questão de construir prédios feios e áridos.'

Na verdade é mais complexo do que isso, vc engoliu sem pensar muito a mentira dos 'prédios feios'. Não existe esse negócio, nenhuma estética é superior a outra (antes que me chamem de relativista, estou falando de ESTÉTICA não de valores morais)

Responder
Renato Souza 20/03/2014 02:55:47

TL

Quanto ao artigo que você indicou, digo o seguinte: a mim não me afeta. Não me considero libertário, sou um miniarquista. Não tenho profundidade filosófica para entender os princípios fundamentais da existência. Defendo a liberdade porque a amo, por sentimento pessoal e pensamentos íntimos, mas não por crer num doutrina que a ponha como o primeiro princípio para a ética. No meu pensamento, o primeiro princípio para a ética é a pessoalidade. Tenho aprendido as lições mais básicas de Mises, e compreendo, dentro de minhas limitações, que ele aponta caminhos para uma sociedade mais livre, mais justa e mais próspera. A maioria das pessoas que freqüenta este espaço são seguidores de Rothbard. Gosto de Rothbard em alguns pontos, amei seu livro sobre a grande depressão (muito elucidativo), mas considero algumas de suas análises equivocadas e rejeito sua ética. Perceba então que não preciso me chocar com os resultados da ética rothibariana (ou de uma interpretação dela) porque essa ética não é a minha.

Quanto aos meus pensamentos sobre liberdade, sou um arminiano (em linguagem católica, se diria um molinista) e portanto creio na liberdade como um valor trascendente. Essa crença nA liberdade como divina me faz aprecia-la muito como valor ético e social, mas compreenda que são coisas diferentes, os conceitos não se transmitem assim automaticamente da teologia para a ética, política e sociologia.
Dentro da teologia cristã, o Criador é um ser livre por natureza. Essa liberdade não é compreensível para o ser humano, é algo grande demais para a nossa frágil mente. No pensamento arminiano (ou molinista), o Criador, dentro da sua liberdade, escolheu comunicar essa liberdade aos seres pessoais criados. Apesar de não podermos compreende-la, podemos percebe-la, senti-la, embora de forma muito limitada. Dentro dessa ótica arminiana, faz todo sentido que o Criador, após ter criado os seres pessoais dotados dessa liberdade fundamental, lhes tenha permitido, pelo menos em certa dose, que a utilizassem.

Responder
oneide 17/03/2014 21:56:52

Veja aonde que a ideologia pode estar ate em games, quem jogou Bioshock 1-2 sabe do que estou falando.
A base é uma utópica cidade criada no fundo do mar onde os "brutalistas" poderiam viver sem repressão dos "parasitas".
As criticas ao objetivismo de Ayn Rand são claras durante o jogo.Durante o jogo temos escolhas morais para serem feitas que mudam o resultado final do jogo.

www.youtube.com/watch?v=RnlxOc2Znyo

Responder
anônimo 18/03/2014 15:30:12

Bioshock é uma crítica a qualquer tipo de libertarianismo. Quem acreditou nessa besteira de 'brutalista' está ajudando a esquerda, ajudando a alimentar o espantalho que ela quer construir sobre os libertários.

Responder
Anarco-Individualista 18/03/2014 01:04:05

Arquiteto é aquele cara que não foi homem o suficiente pra prestar engenharia, nem bicha o suficiente pra prestar design.

E quem esse cara pensa que é para impor a opinião dele sobre o que é "feio" e o que é "bonito"?

Responder
anônimo 18/03/2014 09:29:36

Concordo, não vejo beleza nem feiura nenhuma em nada desses prédios.E independentemente disso, se ele foi planejado pra facilitar sua função, melhor ainda.
O autor apenas misturou o gosto pessoal com uma estranha vontade de bancar a vítima

Responder
anônimo 18/03/2014 09:32:21

'Sexismo' é? Isso mostra que ainda tem outro tipo de libertário, o que a essa altura do campeonato ainda é afetado pelas besteiras do marxismo cultural
veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cerebros-de-homens-e-mulheres-tem-conexoes-diferentes

É meio triste constatar que a estratégia desses esquerdinhas é tão eficiente que consegue engabelar até gente bastante influente do lado 'de cá'.

Responder
Sérgio 18/03/2014 12:32:42

E quem vc pensa que é para determinar qual opinião deve ser expressa ou não?

Responder
Renato Souza 18/03/2014 15:06:11

Toda opinião que pode ser expressa, pode também ser criticada.

Responder
anônimo 18/03/2014 15:24:51

@Sérgio... basta uma lida com atenção pra notar que ninguém disse que quer determinar isso.

Responder
Vito Genovese 22/03/2014 02:05:20

Quer dizer que não existe diferença entre Mozart e Anitta? É só uma questão de gosto? Quer dizer, então, que uma pessoa que afirma que a privada de Duchamp é mais bonita esteticamente que a "Flagelação de Cristo" de Caravaggio, está certa, é simplesmente o gosto dela? Não, quem pensa assim é um bruto sem senso de estética. A beleza não é relativa.
Gente assim não sabe diferenciar um bom vinho de um sangue de boi.

PS: O prédio que eu moro em Brasília é um exemplo de feiura criado por um bruto comunista idolatrado no Brasil.

Responder
anônimo 22/03/2014 15:26:48

Vito, fiquei genuinamente interessado em seu comentário. De forma que talvez minha pergunta pareça irônica a quem ler mas não é. Você teria alguma(s) fontes que indiquem como se avalia/diferencia a beleza de forma a que consiga descobrir o que é mais belo/melhor? Seu exemplo pegou extremos mas gostaria de por exemplo saber o que é mais bonito ou melhor esteticamente, Chopin, Beethoven ou Mozart por você citado. Gostaria de poder fazer essa avaliação de algum modo diferente pois hoje só consigo utilizar o subjetivismo e minha preferência pessoal para essa distinção.

Responder
Vito Genovese 22/03/2014 21:02:20

Nesse caso, como todos são excelentes músicos a diferença é singela, porque a qualidade é muito alta. Agora, separar Mozart de Anitta é a mesma coisa de separa ouro de quartzo.
Existe beleza em todos esses compositores que você citou. Sinceramente eu não vejo beleza no funk, pagode ou sertanejo universitário.
Enfim, existe beleza na teoria libertária, mas não posso dizer o mesmo da teoria comunista, não existe beleza na mentira. Eu enxergo no funk e em outros estilos similares uma forma de engodo, algo muito fácil, que não exige esforço para tentar compreender o espírito humano, não vejo genuína criatividade nesses estilos.
Mozart reverberou durante séculos e continuará. Anitta em dez anos será esquecida.

Responder
anônimo 22/03/2014 23:02:51

Concordo com grande parte do que você fala, não aprecio as mesmas coisas que você fala e não perco meu tempo ouvindo funk e afins. Apenas imaginei que teria uma bela teoria de beleza que poderia facilitar muitos entendimentos meus sobre o mundo.
Embora também considere que esses estilos carecem de beleza não consigo atribuir a outra coisa que não gosto pessoal... Para mim a beleza continuará sendo subjetiva. Talvez por isso acredito que teorias comunistas/socialistas tenham tanta aceitação apesar de serem totalmente contraditórias e contra-lógicas, muita gente as considera belas, diferente de como eu e você a consideramos, mesmo depois de ao estudarem perceber suas bizarrices.

Já ouvi algumas pessoas com teorias sobre estética e beleza, as mais interessantes foram sobre simetria e harmonia (em artistas plásticos por exemplo) mas funcionariam no máximo em estilos iguais(ainda com certa controvérsia).

Em minha própria atribuição do que acho mais belo para o menos nem mesmo tenho uma medida acurada que não meus próprios gostos, algo subjetivo até a mim.

Responder
anônimo 23/03/2014 00:54:25

'Quer dizer, então, que uma pessoa que afirma que a privada de Duchamp é mais bonita esteticamente que a "Flagelação de Cristo" de Caravaggio, está certa, é simplesmente o gosto dela?'

Claro que aí existe diferença sim, mas nem sempre os limites são tão óbvios. Esses prédios que o Tucker acha feios, pra mim não são muito diferentes de um prédio do Niemeier, endeusados por arquitetos do mundo todo.

Responder
Bruto 18/03/2014 05:30:31

Bom,se um dia tivermos um mundo libertário já saberemos quem vai encaminhar esse mundo para o sistema atual,os libertários humanitários

Mesmo papinho da esquerda atual

Responder
anônimo 18/03/2014 15:28:15

Claro que não, não existe esse negócio de 'libertários brutos', ou você defende o PNA ou não defende.
Esse artigo foi burro, vitimista, contraproducente e fornece material pra quando a esquerdalhada quiser falar que existem libertários que querem a liberdade pra ser machista, racista, nazista, etc.

Responder
Fernando Chiocca 18/03/2014 19:35:23

Existem maneiras e maneiras de defender o PNA. O Tucker sempre defendeu o PNA mostrando o mais belo de suas consequências para a sociedade. Ele sempre fez isso de maneira magistral, melhor do que ninguém, e seria o libertário humanista número 1.

Outra maneira é defender o PNA apenas mostrando possíveis consequências isoladas nada agradáveis do mesmo, mesmo sendo totalmente éticas. Esse seria o brutalismo, que embora correto do ponto de vista teórico, pode ser contraproducente do ponto de vista prático, para o objetivo de convencimento de não libertários para se alcançar uma sociedade livre.

E não existe um autor ou mesmo representante desse brutalismo libertário. Ele é uma atitude, presente até mesmo no Tucker, como ele revela nessa resposta a algumas críticas a esse artigo: What Explains the Brutalism Uproar?

Esse artigo do Tucker é muito bom e me fez rever muitas de minhas atitudes, pois em inúmeras vezes fui brutal desnecessariamente. Acho que em discussões teóricas puras o brutalismo não é só necessário como tb inevitável, e nesses casos nem sei se seria brutalismo. Mas ao apresentar o libertarianismo para não libertários, ele é dispensável e contraproducente.

Responder
Nilo BP 19/03/2014 01:36:49

Eu tenho a impressão de que ser desnecessariamente rude é um problema de caráter, não de visão política...

E minha experiência tentando expôr o libertarismo é justamente o contrário. O mundo está saturado de ideologias estatistas que dizem serem capazes de transformar o mundo em um paraíso. De fato, a incapacidade de aceitar os podres desta nossa existência é um dos principais, se não O principal motivo que leva as pessoas a acreditarem em utopias coletivistas. É uma saída fácil: a mágica "çocial" fará pão e smartphones choverem do céu para alegria de todos.

Usando o exemplo da clássica pergunta "mas quem regularia as estradas e o trânsito se não o governo?", já cansei de desperdiçar fôlego explicando que as estradas muito provavelmente seriam mais bem mantidas e seguras, porque os donos têm mais incentivos que o governo para mantê-las assim; é só comparar a sua rua esburacada na cidade com a rua do seu condomínio fechado. Simples e verdadeiro, mas a maioria das pessoas, tendo sidos amamentadas com Hobbesianismo desde cedo, parecem não botar muita fé.

Muito melhor dizer a verdade "brutalista": não há nenhum milagre que garantirá uma redução dos acidentes de trânsito em uma sociedade libertária, isso vai depender dos donos das estradas e dos motoristas. Se o dono de uma estrada for cronicamente incompetente, o caminho para resolver o problema está claro: alguém compra a estrada ou cria uma concorrente. Solução mágica e infalível? Não, mas é justo e eficiente, muito mais do que contar com a boa vontade dos políticos e funças cujos salários não dependem nada da sua satisfação.

E, uma vez que você tenha deixado claro que não está prometendo salvação eterna em troca da conversão da pessoa à Palavra Sagrada de Rothbard, fica muito mais fácil fazer a pergunta cínica: "e do jeito que está, tá bom pra você?"

O cinismo é um dos motivos pelos quais o marxismo é tão popular. Falar mal dos outros é fácil e cruelmente agradável. Marx foi extremamente vago no quesito "propostas positivas"; a especialidade dele era fazer críticas venenosas a tudo e todos. Por trás dos resmungos indecifráveis, havia aquela promessa extremamente mal explicada do paraíso socialista. Nós libertários temos uma promessa melhor ainda, por ser realista: que cada um vai poder cuidar da própria vida.

Peço desculpas, mas meus comentários tendem a se transformar em muralhas de texto. :(

Responder
anônimo 19/03/2014 20:17:21

Eu leio os artigos daqui e do mises gringo há anos e nunca vi nenhum libertário querendo a liberdade de ser nazista. Não sei de onde esse senhor foi arrumar essa pérola.

E essa do 'sexismo' foi outra bola fora, 'sexista' é um rótulo inventado pela esquerda pra jogar no cruel homem branco uma suposta culpa de não existirem 50% de mulheres em todo tipo de profissão do mundo, inclusive as que a natureza feminina impede.

Agora pronto, eu sou um libertário 'bruto', por não acreditar na conversa das 'diferenças de gênero'.

Sério, contraproducente é pouco,não sei como esse artigo foi publicado, mas pelo menos dá pra ter uma idéia de porque o Tio Lew botou esse cara pra fora.

Responder
Nilo BP 18/03/2014 07:17:28

Fico fortemente desconfiado dessa história de julgar as pessoas pelas suas motivações e pelas suas preferências pessoais.

Duvidar das credenciais libertárias de alguém porque ele aplica o princípio da não-agressão "brutalisticamente", ou considerar que uma pessoa deve ser fundamentalmente anti-libertária por não gostar de frivolidades, me parece o cúmulo da intolerância que o Tucker diz ser contra.

De um ponto de vista libertário, é MUITO mais importante aprender a conviver pacificamente com comportamentos dos quais você pode não gostar do que seguir algum padrão de comportamento específico. Eu sou muito libertário, obrigado, e se você vier puxar assunto comigo sobre os detalhes artísticos da camisa rosa do ator Zé Cheiroso na novela das 7, eu VOU falar para você largar de viadagem. Porra. :P

De qualquer forma, como escreveram pessoas indiscutivelmente libertárias, muitos comportamentos que batem de frente com os preceitos do politicamente correto não apenas são compatíveis com o PNA, mas totalmente naturais e mesmo necessários.

E devo dizer que nunca entendi a fixação do J. Tucker em estética. Quando ele era editor do mises.org, volta e meia aparecia um artigo lamentando os efeitos da tirania estatal sobre o design das roupas e dos carros e sei lá mais o quê.

Responder
anônimo 18/03/2014 09:51:51

E o impressionante é que o feminazismo lá fora é mil vezes pior, nos EUA o cara vai preso se a mulher falar que ele bateu nela, nem precisa provar nada, tem países da Europa que o cara não pode nem fazer teste de DNA! Nos países escandinavos, Suécia e cia...sem comentários, eles querem até destruir as palavras 'ele' e 'ela' pra ensinar as crianças a não se identificarem com nenhum sexo

E aí vem esse GÊNIO choramingar dos libertários que são 'sexistas' putz...(facepalm)

Responder
Felix 18/03/2014 12:02:51

só resta aos humanos conviver com os brutos,
impor o que eu acho bonito e lindo e ético ao bruto me faria apenas um bruto também.
A questão de quem está com a maioria é que vai determinar o tipo de sociedade, não muito diferentemente do que existe hoje onde a maioria subjuga a minoria.

Responder
Wanderson 19/03/2014 16:02:09

Para Rothbard não seria coerção propor o aluguel dos serviços sexuais da filha de alguém em troca de um salário de fome para a família.

O libertarianismo argumenta que a economia não é nem moral nem imoral, mas amoral pois a moralidade não faz parte da análise econômica.

Sendo a liberdade o direito básico dos indivíduos conclui que tal prática deve ser considerada legal, economicamente legítima apesar de imoral.

O uso da palavra ilegalidade no lugar da palavra injustiça parece proposital nos argumentos dos libertarianos, pois a injustiça é óbvia. Esquecem-se que a legalidade está entre a moralidade e a justiça, e seu objetivo é unir-las.

Logo, a legalidade da prostituição, nestes termos, é apenas formal sustentada na irregularmente na liberdade econômica que é confundida com a liberdade propriamente dita.

Há uma expansão da autonomia individual em termos econômicos até o extremos de ser classificado como princípio geral do direito, da filosofia, da sociologia e tudo mais se torna supérfluo ante os economistas, não apenas a religião.

Responder
Guilherme Marinho 19/03/2014 18:42:12

Jeffrey Tucker fantástico, como sempre.

Responder
thiago 20/03/2014 01:15:18

Max Stirner o/

Responder
André Luiz S. C. Ramos 20/03/2014 13:13:57

Eu li esse texto e gostei muito.
Aí vi muita gente detonando e fiquei pensativo.
Acabei de reler o texto com calma e cheguei à conclusão de que esse texto é melhor ainda do que eu tinha achado após a primeira leitura.
Tucker nunca decepciona.
Talvez alguns não tenham compreendido bem a mensagem dele, então vale a pena ler o comentário do Fernando Chiocca acima, bem como o comentário do ´próprio Tucker linkado pelo Fernando.

Responder
anônimo 23/03/2014 10:31:47

O comentário dele não respondeu nada, só disse as mesmas coisas com outras palavras.

Responder
Edmar 20/03/2014 13:25:58

Adorei o paralelo com a arquitetura brutalista porque, obviamente, sou arquiteto. Mas, em verdade, o brutalismo que se praticou no Brasil (Vilanova Artigas, Paulo Mendes da Rocha, etc.) não esteve jamais ligado a qualquer ideal político que não fosse o da esquerda totalitária. Todos os arquitetos ligados ao movimento brutalista eram, sem exceção, declaradamente comunistas. Os arquitetos paulistas da geração atual (Ângelo Bucci, Álvaro Puntoni, MMBB, Andrade Morettin, etc.) que de alguma forma tentam resgatar os ideais estéticos da geração anterior apresentam um discurso afinado com os mesmos ideais políticos da geração anterior. Brutalistas não libertários são autoritários...

Responder
Sérgio 23/03/2014 05:25:36

Libertário humanitário é aquele que é a favor da PLC 122 que proibe um padre de pregar con o homossexualismo, digo, homossexualidade (até com isso devemos nos cuidar para não ser um "brutalista"). Neste caso quem é o brutalista?

Só queria ver se um gay cantasse esse Jeffrey Tucker ou chamasse a esposa dele de puta. Nessas horas muitos libertários abandonariam o PNA e quebrariam a cara do veado ou do sujeito que chamou a esposa dele de puta.

Responder
Carlucio 25/03/2014 20:13:49

Eu achei aquele texto do Tucker um lixo, ele foi totalmente 8 ou 80, tentando colocar o bem contra o mal em uma situação que não cabe isso. Há situação em que eu acredito no liberalismo mais filosófico, acredito que se permitirmos que as pessoas façam livre uso, desde que inofensivo, de seu potencial o mundo seria muito melhor, principalmente para os mais pobres. Em outros casos eu sou totalmente brutalista, eu gosto de tomar uma coca-cola bem geladinha na hora do almoço e não vai ter burocrata que vai me impedir de fazer isso, pouco me importa se eles querem combater a obesidade ou saúde dentária, eu vou tomar a minha coca-cola.

Responder
Nilo BP 01/04/2014 00:59:33

Tio Lew deu um headshot no Tucker hoje:

www.lewrockwell.com/2014/03/lew-rockwell/what-libertarianism-is-and-isnt/

Responder
anônimo 01/04/2014 11:29:09

Tio Lew, como sempre excelente!
Triste é ver quanta gente comprou as besteiras do Tucker, apenas pela fama do nome dele.

Responder
anônimo 21/05/2014 13:08:02

Um brutalista corre o risco de um dia seu filho querer ser um bailarino do Ballet Bolshoi. O contrario também vale, um sujeito humanitário cheio de concepções artísticas poderá vir a ter um filho lutador de MMA. Isso é a beleza (ou feiura) da vida.

Responder
Pablo 27/05/2014 01:15:44

Sou um libertário ás vezes humanitário, as vezes brutalista e considero os dois tipos válidos desde que respeitem o princípio da não-agressão.

Responder
tonho 30/12/2014 22:55:58

Qual dos tipos sou? Nenhum. Não sou um libertário, sou um liberal. Se vim cair no site errado, mudem o nome e tirem Mises daí.

Responder
Zé Carioca 23/03/2015 20:28:38

Left-Lib much!?

Artigo lamentável que induz à segregação de libertários por libertários com base em cosmovisão e opiniões pessoais. Consciente ou não, o agudo viés filosófico do autor faz-se explícito tanto pelo abuso da novilíngua neomarxista - "moral do patriarcado"!? - quanto pela entronização de axiomas esquerdistas primordiais como a noção de "evolução moral gradual" da humanidade - ideia 'a priori' tão libertária quanto seu análogo "pessimismo antropológico" da direita. Textos tais como esse fornecem legitimidade ao argumento conservador de que o libertarianismo é um apêndice do marxismo cultural. Pelo bem de nosso movimento espero que dualismos falaciosos e sectarismos esquerdistas como os acima sejam desmascarados, neutralizados e/ou ostracizados em nosso meio - ironicamente, assim como o autor sugeriu que se faça àqueles que pechou de 'brutalistas'.


PS: É para não ser associado com esquerdosos assim que evito me declarar libertário em público.

Responder
Pedro. 15/08/2015 17:45:26

Perfeito, Zé Carioca!!!

O tipo é tão bizarro que propõe antipatia contra os "brutalistas" que ele assim nomeia.
Isso certamente se explica pela inveja, a lá Freud, da franqueza "brutalista" em contrário ao libertário "bicharista" politicamente corretinho.

Sabe-se lá as razões de tal bizarro sujeito fazer um exercício de MANIQUEÍSMO cretino e falacioso, afetadamente fraudulento, de forma tão estúpida.

Afinal, Libertarianismo defende que ninguém tem o direito de iniciar agressão contra qualquer outro que não a iniciou contra nenhum outro. Ou seja, Libertarianismo é simplesmente contra o inicio de agressão contra inocentes.

Se um sujeito quer ser nazista, viado, leninista, mussolinista, petista, politicamente abicharado ou cristianista, um Libertário entende que ele tem pleno direito de assim pensar e praticar SOMENTE COM AQUELES QUE COM ELE CONCORDAREM e ASSIM ACEITAREM o JUGO ou o chicote ante os naturalmente submissos.

Se alguém é racista, marxista, viadista, lesbianista, sádico ou masoquista, sexista, corintiano ou palmeirense, tem todo o direito de sê-lo. Porém NÃO TEM O DIREITO DE REIVINDICAR IMPOR SUAS PREFERÊNCIAS A QUEM QUER QUE SEJA ATRAVÉS DE AMEAÇA DE VIOLAR O DIREITO ALHEIO.

Parece a defesa de um "libertarianismo" pieguista e abicharado politicamente corretinho.

Parabéns ao Zé Carioca!!!

Responder
15/08/2015 21:59:38

Perfeito em suas colocações, Pedro. Não sei o que deu na cabeça do Tucker para escrever esse texto e não sei o que deu na cabeça do pessoal do Mises para publicá-lo.

Responder
Nildson 09/10/2015 20:03:20

Não sei nada de arquitetura nem de brutalismo na arquitetura, mas a gravura da edificação bem no começo é brutalista mesmo?

Tirando julgamento estético (se é feia ou bonita) estou vendo vários elementos lá que não são funcionais, contrariando a ideia brutalista apontada no texto como uma arquitetura despojada de elementos estéticos..

1) Parece que o prédio se apoia em balanço numa estrutura central (numa visão brutalista de funcionalidade citada no texto, pra que fazer isto? Não é mais prático apoiar-se como uma simples caixa? do que fazer uma caixa suspensa por elementos no meio? Isto gasta mais concreto e estrutura para sustentar a caixa..)

2) Bem no topo do prédio tem elementos em ziguezague de concreto simétricos, para que servem se não forem estéticos?

3) Tem uns elementos de concreto no centro que parecem ventarolas mas que não vejo como funcionais se o objetivo é ventilar o interior, parecem estéticos também.. (não julgando se são bonitos mesmo, mas de funcional não vejo nada)...

Ou o prédio não é brutalista, ou os arquitetos não aplicam o principio que julgam defender, ou a definição de arquitetura brutalista está errada no texto..

Responder
Benoni 20/11/2015 12:53:29

Acho os prédios brutalistas de uma beleza indescritível, justamente por expor a sua realidade nua e crua e entendo que essa "beleza" seja feita para poucos olhos. Tal qual o libertarianismo brutalista me pareceu assim que bati o olho. Esse texto do Mises me pareceu mais um artigo panfletário pró humanitarismo. O brutalismo não quer convencer a massa, não se interessa por ela,não se interessa pela opinião da maioria pelo que me parece e nem tem essa pretensão.
Se essa filosofia é fruto do liberalismo clássico, aconteceu o que a esquerda e os conservadores sempre acusava de ser o fim do liberalismo, mas este sempre se esquivava e usava a sua retórica pró humanitarismo, nada diferente da esquerda, dos conservadores, progressistas e esquerda. Esses discursos baratos e maquiados para angariar a massa, já que a atual sociedade depende dessa massa.
O brutalismo não se interessa pela massa, nem quer se embelezar para a massa, vocês estão certos. É uma filosófica árida, nua e crua. E por isso tão bela!

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 20/11/2015 14:20:15

(esse Tucker é um baita de um intrujão)

Simplesmente não dá pra levar a sério alguém que afirma isso:

"Só para deixar claro, a liberdade realmente permite a manifestação tanto da perspectiva humanitária quanto da brutalista, por mais implausível que isto seja. A liberdade é ampla, abrangente e não impõe nenhum fim social específico como sendo o único arranjo aceitável."

ou isso:

"Para fornecer a resposta, eu diria que os libertários podem ser, de uma forma geral, divididos em dois campos: humanitários e brutalistas."


esse sujeito não só não sabe o que é libertariansimo (se bem que...), como não sabe a diferença entre liberdade e livre-arbítrio.

Responder
Magno 20/11/2015 15:20:00

Já você é um brilhante observador, repleto de argumentos racionais e irrefutáveis, que bravamente consegue evitar a tentação do ad hominen e se concentrar apenas no assunto discutido, com perspicácia, percuciência e proficuidade.

Invejo-lhe.

P.S.: agora, aqui vai um elogio sincero: depois do cacete que você tomou na seção de comentários deste artigo, e do outro ainda maior neste artigo (do leitor apropriadamente chamado de Taxidermista), eu teria vergonha de aparecer de novo. No mínimo, utilizaria outro nome para não ser motivo de novas chacotas. Bravo.

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Rodrigo Pereira Herrmann 20/11/2015 15:46:18

A sua crítica é um elogio, se é que vc me entende.

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P.I. 20/11/2015 18:23:04

Não entendi o sabão que aplicaste no rapaz. O Tucker realmente pisou feio na bola nesse artigo, que é, na minha opinião, o pior (de longe) já publicado no Mises Brasil.

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Lucas Parrini 22/04/2016 19:11:30

Artigo muito bom, parabéns!

O pouco que pude observar do comportamento de brutalistas, me desanimou, pois facilmente pude compará-los com crianças que possuem distúrbios de personalidade, como limítrofe ou narcisista. É a grosso modo, a criança mimada.

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