Bitcoin: a moeda na era digital - Novo lançamento do IMB

Há pouco menos de um ano decidi estudar a fundo o fenômeno Bitcoin e suas implicações na sociedade. O ceticismo e a desconfiança inicial logo deram lugar ao fascínio e à admiração. À época, em uma série de artigos sobre o Bitcoin, concluí que "o projeto Bitcoin era revolucionário, sem precedentes e tinha o potencial de mudar o mundo de uma forma jamais vista". Passados todos esses meses, posso afirmar sem dúvida alguma que essa conclusão foi reforçada ainda mais.

Esse período de estudo e investigação sobre o Bitcoin — que me forçou a entender melhor não somente a nascente moeda digital, ou criptomoeda, mas também a própria noção de dinheiro — acabou culminando em uma obra completa, o primeiro livro em língua portuguesa sobre o fenômeno e o mais novo lançamento do Instituto Mises Brasil. Em Bitcoin — a moeda na era digital, procurei introduzir e explicar o funcionamento da nova moeda, além de contar um pouco da história dessa inovação e o contexto de seu nascimento.

Mas acredito que a contribuição mais original e mais importante seja a parte densa do livro em que aplico o ferramental teórico da Escola Austríaca de economia para analisar o Bitcoin. Por fim, dedico a última parte da obra à ideia de liberdade monetária e de como o Bitcoin se enquadra nesse ideal.

A verdade é que o Bitcoin é a maior inovação tecnológica desde a internet, é revolucionário, é sem precedentes e, reitero, realmente tem o potencial de mudar o mundo de uma forma jamais vista. À moeda, ele é o futuro.  Ao avanço da liberdade individual, é uma esperança e uma grata novidade.  

Acesse aqui a biblioteca do IMB para baixar o livro gratuitamente. Ou, se preferir, o livro também pode ser adquirido nas principais livrarias do país.

Publicamos abaixo o belo prefácio escrito por Jeffrey Tucker.

Boa leitura,

Fernando Ulrich

__________________________________________

Bitcoin, a nova moeda internacional


por Jeffrey Tucker

 

Por muitos séculos, a moeda de cada país possuía nomes distintos — dólar, marco, libra, franco — para essencialmente a mesma coisa: uma commodity, geralmente ouro ou prata.  

Cada moeda nacional era meramente um nome para um determinado peso de ouro.  O dólar, por exemplo, foi definido como sendo 1/20 de uma onça de ouro, a libra esterlina como um pouco menos de 1/4 (exatamente 0,2435) de uma onça de ouro, e por aí vai.

Tais metais — ouro e prata — haviam sido voluntariamente selecionados pelo mercado em decorrência de suas propriedades únicas que eram particularmente adequadas à função monetária: durabilidade, divisibilidade, facilidade de reconhecimento, portabilidade, escassez (dificuldade de ser produzido em excesso) e uma razão valor/peso que não é nem muito alta e nem muito baixa.

Esse universalismo da moeda serviu muito bem ao mundo porque promovia o livre-comércio, auxiliava os comerciantes no cálculo econômico, e impunha um freio sólido e confiável ao poder dos governos. Ela limitava o impulso nacionalista.

Duas formas de nacionalismo arruinaram o sistema monetário antigo.  Os próprios países descobriram que o melhor meio para aumentar o próprio poder era pela depreciação do dinheiro, o que acabava se mostrando menos doloroso e mais opaco do que o método tradicional de tributar a população. Para escaparem imunes desse processo, governos promoviam zonas cambiais, protecionismo e controle de capitais, desta forma removendo um elemento do crescente universalismo do mundo antigo.

Então, no início do século XX, os governos nacionalizaram a própria moeda, removendo-a do setor das forças competitivas de mercado.  Os bancos centrais foram, nesse sentido, uma forma de socialismo, mas de uma variedade especial.  Os governos seriam os arbitradores finais no destino do dinheiro, mas a gestão diária da oferta monetária ficaria à cargo de um cartelizado sistema bancário de reservas fracionárias, que agora contava com uma garantia de proteção contra falências — garantida pelos Bancos Centrais e pelos governos, e à custa da população.

Este novo poder de criar moeda foi imediatamente posto em prática durante a Primeira Guerra Mundial.  Foi a primeira guerra internacional da história que obrigou toda a população a fazer parte de seu esforço, e que foi financiada por um endividamento estatal lastreado neste novo e mágico poder dos governos de usar o sistema bancário para criar receitas por meio da simples criação de dinheiro.

Surgiu uma oposição intelectual a essas políticas nefastas durante o período entre-guerras. Os economistas austríacos lideraram a batalha em prol da reforma.  A não ser que alguma coisa fosse feita para desnacionalizar e privatizar o dinheiro, alertaram eles, o resultado seria uma série infinita de ciclos econômicos, guerras, inflações catastróficas, e a contínua ascensão do estado leviatã. Suas previsões foram assustadoramente precisas, mas não são motivo de satisfação, pois foram impotentes para impedir o inevitável.  

No decorrer do século, a maior parte dos bens e serviços melhorou em qualidade, mas a qualidade da moeda — agora removida das forças de mercado — apenas piorou.  Sob o controle do estado, o dinheiro tornou-se o catalisador do despotismo.

Durante todas essas décadas, lidar com esse problema foi algo que intrigou os economistas. A moeda tinha de ser reformada.  Mas o governo e os cartéis bancários não tinham nenhum interesse nessa empreitada.  Eles se beneficiavam desse sistema infausto.  

Várias conferências foram realizadas e centenas de livros foram publicados incitando uma restauração do antigo universalismo do padrão-ouro.  Os governos, porém, ignoraram.  O impasse tornou-se particularmente intenso depois de os últimos vestígios do padrão-ouro serem eliminados na década de 1970.  Mentes brilhantes tinham prateleiras repletas de planos de reforma, mas tudo o que tais planos conseguiram foi acumular pó.

Tal era a situação até 2008, quando então Satoshi Nakamoto tomou a iniciativa incrível de reinventar a moeda na forma de código de computador.  O resultado foi o Bitcoin, introduzido ao mundo no formato menos promissor possível. Nakamoto lançou-o com um white paper em um fórum aberto: "Aqui está uma nova moeda e um sistema de pagamento. Usem se quiserem."

Para sermos justos, já haviam ocorrido tentativas prévias de projetar tal sistema, mas todas fracassaram por uma das seguintes razões:

1) eram normalmente propriedade de alguma empresa comercial e, portanto, já nasciam com os vícios da centralização; ou

2) não superavam o chamado problema do "gasto duplo".[1]

O Bitcoin, por outro lado, era absolutamente não reproduzível e construído de tal modo que seu registro histórico de transações possibilitava que cada unidade monetária fosse conciliada e verificada no decorrer da evolução da moeda.  Ademais, e o que era essencial, a moeda residia em uma rede de código-fonte aberto, não sendo propriedade de ninguém em particular, removendo desta maneira o problema de um ponto único de falha.

Havia outros elementos também: a criptografia, uma rede distribuída, e um desenvolvimento contínuo tornado possível por meio de desenvolvedores pagos pelos serviços de verificação de transações por eles providos.

Dificilmente se passa um dia sem que eu — assim como muitos outros — não me maravilhe com a formidável genialidade desse sistema; tão meticuloso, tão aparentemente completo, tão puro.  Muitas pessoas, até mesmo economistas da Escola Austríaca, estavam convencidas da impossibilidade de reinventar o dinheiro em bases privadas (F. A. Hayek foi a grande exceção, tendo sugerido a ideia ao redor de 1974).  Entretanto, tornou-se um fato inegável que o Bitcoin existia e obtinha um valor de mercado.  Dois anos após ter sido lançado ao mundo, o Bitcoin atingiu a paridade com o dólar americano — algo imaginado como possível por muito poucos.

Hoje, reverenciamos o acontecimento.  Temos diante de nós uma moeda internacional emergente, criada inteiramente pelas forças de mercado.  O sistema está sendo reformado não porque os Bancos Centrais o desejem, nem por causa de uma conferência internacional, ou tampouco porque um grupo de acadêmicos se reuniu e formulou um plano. Ele está sendo reformado de fora para dentro e de baixo para cima, baseado nos princípios do empreendedorismo e das trocas de mercado.

É realmente incrível o quanto todo o processo que se desenrola diante de nosso testemunho se conforma ao modelo delineado pela teoria da origem do dinheiro de Carl Menger.  Há apenas uma diferença, que surpreendeu o mundo: a base do valor do Bitcoin jaz não no seu uso prévio no escambo, conforme Menger descreveu, mas sim no seu uso atual como um sistema de pagamento.  Quão privilegiados somos de testemunhar esse acontecimento no nosso tempo!

E qual é o potencial? O Bitcoin tem todas as melhores características do melhor dinheiro, sendo escasso, divisível e portátil.  No entanto, ele vai além: por ser ao mesmo tempo "sem peso e sem espaço", ele representa exatamente o ideal monetário — ele é incorpóreo.  Isso possibilita a transferência de propriedade a despeito da geografia a um custo virtualmente nulo e sem depender de um terceiro intermediário, desta forma contornando todo o sistema bancário, o qual foi completamente subvertido pela intervenção governamental.

Assim, o Bitcoin não apenas propicia a perspectiva de restaurar a solidez e o universalismo do padrão-ouro do mundo antigo, como também tem o poder de aprimorá-lo pelo fato de existir fora do controle direto do governo. Isto é, repito, digno de admiração.

Muitos têm alertado que governos não tolerarão que o sistema monetário seja reformado por um punhado de cyberpunks e seu "dinheiro mágico de internet".  Certamente haverá intervenções.  Haverá regulações.  Haverá taxações.  Haverá também tentativas de controlar.  Mas olhemos a história recente.  Governos tentaram impedir e acabaram por nacionalizar os correios.  Tentaram impedir o compartilhamento de arquivos.  Tentaram acabar com a pirataria.  Tentaram também suspender a distribuição online de fármacos.  Tentaram acabar com o uso, a fabricação e distribuição online de drogas.  Tentaram gerenciar e controlar o desenvolvimento de softwares por meio de patentes e leis antitruste.  Se tentarem barrar ou até mesmo controlar uma criptomoeda, não terão êxito. Serão novamente derrotados pelas forças de mercado.

E aqui está a ironia.  A forma mais direta com a qual os governos podem controlar o Bitcoin é intervindo na conversão entre a moeda digital e as moedas nacionalizadas.  Quanto mais eles intervêm, mais eles incentivam os indivíduos a adotar o Bitcoin e a permanecer em seu ecossistema.  Todas essas tentativas poderiam acabar alimentando o mercado.  Mas há outras razões, além dessa consideração, que fazem de uma criptomoeda algo irreversível: taxas de transações praticamente nulas, segurança, proteção contra fraude, velocidade, privacidade e muito mais.  Bitcoin é simplesmente uma tecnologia superior.

bitcoin2.jpg
Clique na imagem para obter o livro
Cem anos atrás, o desenvolvimento e o gerenciamento da moeda foram retirados das forças concorrenciais do mercado e entregues às mãos de políticos e burocratas.  As consequências foram guerra, instabilidade econômica, perda do poder de compra, furto insidioso da poupança dos cidadãos, exploração em massa e a explosão do poder e tamanho dos estados ao redor de todo o mundo.  A criptomoeda não apenas proporciona a perspectiva de reverter essas tendências, como também a de desempenhar um papel crucial na construção de um novo mundo de liberdade.

O que podemos aprender com a recente história do Bitcoin? Seja honesto: praticamente ninguém pensou que isso seria possível.  Os mercados provaram o contrário.  A lição nos ensina a sermos humildes, a olharmos para além do nosso quadrado, e a estarmos dispostos a sermos surpreendidos, deferindo aos resultados da ação humana.  E, principalmente, a sempre esperarmos que o mercado irá entregar muito mais do que jamais imaginamos ser possível.

Por tudo isso é tão importante o livro que você tem agora em mãos.  Publicado pelo prestigioso Instituto Ludwig von Mises Brasil, nesta obra Fernando Ulrich explica o funcionamento e o potencial do Bitcoin em relação ao futuro da moeda, da política nacional e da própria liberdade humana.

Clique aqui para comprar o livro ou clique aqui para lê-lo gratuitamente.



[1] Até a invenção do Bitcoin, em 2008, transações online sempre requereram um terceiro intermediário de confiança. Por exemplo, se Maria quisesse enviar $100 a João por meio da internet, ela teria que depender de serviços de terceiros como PayPal ou Mastercard. Intermediários como o PayPal mantêm um registro dos saldos em conta dos clientes. Quando Maria envia $100 a João, o PayPal debita a quantia de sua conta, creditando-a na de João. Sem tais intermediários, um dinheiro digital poderia ser gasto duas vezes.

Imagine que não haja intermediários com registros históricos, e que o dinheiro digital seja simplesmente um arquivo de computador, da mesma forma que documentos digitais são arquivos de computador. Maria poderia enviar a João $100 simplesmente anexando o arquivo de dinheiro em uma mensagem. Mas assim como ocorre com um e-mail, enviar um arquivo como anexo não o remove do computador originador da mensagem eletrônica. Maria reteria a cópia do arquivo após tê-lo enviado anexado à mensagem. Dessa forma, ela poderia facilmente enviar aos mesmos $100 a Marcos. Em ciência da computação, isso é conhecido como o problema do "gasto duplo", e, até o advento do Bitcoin, essa questão só poderia ser solucionada por meio de um terceiro de confiança que empregasse um registro histórico de transações.


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SOBRE O AUTOR

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 


O IR se encontra todo desonesto. Em principio não se exclui uma só pessoa que não teria direito de buscar todo o seu imposto ou parte dele contra a Receita. Só possui forma e aspecto de honesto. Em primeiro lugar a declaração desenvolvida não abrange situações individuais. Estaria ferindo o principio da individualização do tributo ou capacidade tributária. Mais do menos, não combina os ítens da cesta básica, nem as garantias da saúde, dando um tiro ao vento, alvejando quem possa. Em faixas menores desatende ao principio constitucional do piso mínimo legal.É valentemente ou leão contra a distribuição de renda, pois fixa e presume gastos com educação de parcela dedutiva não real. Só exemplo e o mesmo vale para vários itens. Covarde, o IR financia trapaças dos economicamente mais fortes, vertendo isenções de todo gênero, fazendo gracinhas a título de incremento ao desenvolvimento. Atua como bancos, pegando o dinheiro dos desfavorecidos, e atua como os salários de países pobres, não havendo igualdade de direitos e proporcionalidade nas bocadas. As declarações obrigatórias anualmente são falaciosas e preguiçosas invertendo o ônus da prova, o que contraria o principio da dignidade humana. Se torna medida de Príncipe, não permitida pela Constituição Federal, existente somente em casos de graves prejuízos à ordem econômica e social, o que seria só permitido com o respaldo do congresso. Para quebrar um pouco essa fuga dos objetivos éticos de Estado, até se poderia cogitar da sua apresentação de cinco em cinco anos. É feito guerra,e possui até armísticio pois dispo e de uma série de princípios que permite o ladrão sair pela porta da frente, via atitudes de prescrições e decadência. Só governos e juristas sabem engendrar um galope desses.
Sim, é o poder de compra. E apenas o poder de compra.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2402

Fluxos cambiais atípicos afetam o câmbio no curtíssimo prazo, coisa de um dia. No longo prazo, o que determina o câmbio é pura e simplesmente o poder de compra.

Prova empírica disso é que, em 2015, o fluxo cambial para o Brasil foi positivo, mas o dólar subiu de 2,30 para 4,20.

br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0UK1WC20160106
"Leila 10/11/2016 14:38
Cobrança de impostos realmente atrapalha a economia.
"

Prove! Prove com raciocínios lógicos e não com argumentos emotivos. A linha de raciocínio de Hope em
The Economics of Taxation é que o imposto atrapalha a formação de longas cadeias de produção, partindo do pressuposto que o produtor arca com o custo do imposto. Eu aceito esse argumento, mas há uma ligação direta em aceitar esse argumento e aceitar a existência da mais-valia. Quando você lê o artigo de Hope, e por alguns instantes pensa na mais-valia, verá que tem uma grande semelhança com os argumentos de Karl Marx. Ora, se existe a mais-valia, uma sociedade sem imposto não estará livre da coerção econômica. Logo, o imposto se justifica por si.
Essa é pra você, Dementador:

Em 2015, a Seguridade Social recebeu R$ 2,5 bilhões em repasses das loterias da Caixa para garantir benefícios previdenciários.

www.loterias.caixa.gov.br/wps/portal/loterias/landing/repasses-sociais/

Como disseram os outros acima -- para desespero seu -- toda a conta do Seguridade Social só fecha por meio do desvio de rubricas.

Eu sabia que a Previdência era deficitária, mas eu jurava que a Seguridade Social era superavitária. Nem isso.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • André Horta  10/03/2014 15:46
    Parabéns pelo livro, sem dúvida é um tremendo lançamento! Estou comprando a versão impressa.
  • Bitcoinista  10/03/2014 16:12
    É um pena que eu só tenha descoberto o site do IMB no final de 2012.
    Se eu tivesse descoberto esse site antes e aprendido mais cedo sobre a Escola Austríaca
    eu teria percebido há bem mais tempo o gigantesco potencial do Bitcoin.
    Daí eu teria investido nele bem antes, já estaria rico e já teria emigrado desse país!
    Teria ido para um país com mais liberdade econômica, onde poderia abrir minhas empresas
    facilmente, sem o governo no cangote, e teria mais e mais lucro ainda!
    Mas tudo bem, eu tenho paciência, vou esperar o Bitcoin valorizar mais.

    To the moon!!!
  • Eduardo  10/03/2014 23:57
    #tothemoon!
  • Andre  10/03/2014 16:19
    Desejo todo sucesso ao livro!
    Devo comprar a edição impressa, para despertar a curiosidade da visitas lá em casa.

    Dei uma olhada no índice e vi que o livro não se limita à explicar o Bitcoin, mas ele conta a história sobre o nosso dinheiro sem lastro (papéis coloridos) o que é excelente, pois assim pessoas meramente curiosas sobre o Bitcoin irão aprender sobre como elas são roubadas diariamente cada vez que o Banco Central cria mais e mais dinheiro do NADA.
  • Eduardo  10/03/2014 16:48
    Mal eu vi o título do artigo, cliquei em cima do link e já fiz a minha encomenda!
  • Marconi Soldate  10/03/2014 18:05
    Chegou tarde o livro.. infelizmente o bitcoin tá morrendo.
  • Silvio  11/03/2014 21:02
    O Bitcoin pode até morrer, mas é muito improvável que o mundo vá se ver livre das moedas digitais.
  • Sergio  10/03/2014 18:08
    Fascinante. O livro estará disponível na amazon.com.br ? Prefiro baixar no meu ipad.
  • PESCADOR  10/03/2014 19:23
    Esse livro vai cortar fila na minha lista de leituras. Tenho duas dúzias de livros comprados que ainda não li, mas esse vai para o começo da fila. Lerei com prazer.
    Obrigado.
  • Justo Como Dedo N'agua  10/03/2014 19:47
    Quero deixar bem claro que sou a favor da liberdade e contra tudo que o Estado representa: totalitarismo, hegemonia, monopólio, oligopólio, corrupção, vaidade, ganância, inveja, poder político, etc.
    Agora, acreditar nesta fantasia criada por infantes da era da internet, é muita ingenuidade.
    Como toda 'pirâmide' ou golpe, ela precisa de 2 lados: de um lado a ganância (querer ganhar dinheiro de forma fácil e sem esforço intelectual ou físico) e de outro a má-fé.
    Trabalhar, trabalhar, trabalhar... é o hobby do libertário de sucesso.
    Artimanhas eletrônicas e ilusionismo fazem parte do dia-a-dia de jogadores que em nada melhoram este planeta.
  • Carlos  10/03/2014 21:07
    Se o objetivo é ganhar dinheiro com especulação realmente é arriscado. Mas pode ser possível se o objetivo não ser ganhar dinheiro fácil com a valorização do bitcoin e trocar rapidamente por dólares num momento de alta, mas sim usá-lo como moeda.
  • Andre Cavalvante  10/03/2014 21:17
    Caro Justo

    Porque o Bitcoin seria uma pirâmide?
  • Eduardo Bellani  10/03/2014 21:40
    Bitcoin será uma pirâmide enquanto as pessoas investirem nele achando que ele é um
    dinheiro. Ele não o é.
  • Andre Cavalcante  11/03/2014 12:09
    Eduardo, novamente, porque o Bitcoin seria um esquema de pirâmide?

    Até agora só vejo gritaria sobre isso, mas nada substancial. Por favor, responda. Eu sou defensor da ideia do Bitcoin, mas não sou fundamentalista em quase nada. Gostaria muito de uma visão sobre esse ponto.
  • anônimo  11/03/2014 12:37
    O bitcoin tem semelhanças e diferenças com um esquema de pirâmide

    semelhanças:
    Esquemas de pirâmide prometem lucros exponenciais, dependem de gente nova entrando sempre, e desabam quando gente nova pára de entrar

    diferenças:
    Seu lucro não depende diretamente de quantos otários você convenceu pessoalmente a entrarem na jogada
  • Andre  11/03/2014 13:36
    "semelhanças:
    Esquemas de pirâmide prometem lucros exponenciais, dependem de gente nova entrando sempre, e desabam quando gente nova pára de entrar"

    Não existe nenhuma "promessa" de lucro exponencial.
    Existem pessoas que especularam que poderiam ter grandes lucros.
    E, bem, muitos já tiveram mesmo. É só você ver o gráfico de valorização.
    Mas, "promessa", não, isso não existe.
    Isso é o mesmo que você dizer que o ouro tem promessa de grandes lucros só
    porque o Peter Schiff, e mais algumas pessoas, especularam que isso vai acontecer e estão divulgando essa informação. Só que isso não é uma "promessa" é uma especulação.

    "diferenças:
    Seu lucro não depende diretamente de quantos otários você convenceu pessoalmente a entrarem na jogada"

    Claro que depende! Se você convencer TODA A HUMANIDADE à entrar nessa jogada e você tiver alguns Bitcoins você ficará podre de rico, e bota podre nisso.
    Ah, e isso não significa que os outros ficarão pobres. Até porque se todo mundo passasse à usar Bitcoins ao invés de papéis coloridos a sociedade como um todo ficaria mais rica, pois não seria mais roubada por seus governos com a criação de dinheiro do NADA.
    Portanto essa semelhança não significa algo ruim.

    Você errou nas suas duas comparações.
  • anônimo  11/03/2014 18:09
    Não existe nenhuma "promessa" de lucro exponencial.
    Existem pessoas que especularam que poderiam ter grandes lucros.
    E, bem, muitos já tiveram mesmo. É só você ver o gráfico de valorização.


    Não existe uma promessa formal, mas estranhamente esse é o marketing do bitcoin que todo bitcoinzista espalha aos quatro ventos.Inclusive você, na sua tentativa patétca de negar que isso existe, acabou dando mais um exemplo.

    [/i]'"diferenças:
    Seu lucro não depende diretamente de quantos otários você convenceu pessoalmente a entrarem na jogada"

    Claro que depende! Se você convencer TODA A HUMANIDADE à entrar nessa jogada e você tiver alguns Bitcoins você ficará podre de rico, e bota podre nisso.'[i]

    E o outro cara que não convenceu ninguém vai ficar rico do mesmo jeito.Logo o lucro de quem tem bitcoins não depende dele convencer os outros DIRETAMENTE.

    É sempre educativo esses exemplos de como é conversar com quem não sabe ler.
  • Eduardo Bellani  11/03/2014 13:58
    André.

    Uma correção, eu digo que o BC é uma enorme bolha, e não uma pirâmide. Sinto pelo erro.

    Aqui vai uma referencia sobre meu ponto de vista.

    Tentando resumir o máximo possível, bitcoin não tem valor intrínseco (no sentido de valor fora de seu uso como moeda). Falsificando assim o teorema da regressão. Isso
    implica que seu preço é completamente especulativo e altamente volátil.

    O parágrafo anterior demonstra o porque que o BC não é, nem nunca será, dinheiro. Eu digo que BC é uma bolha por causa da quantidade enorme de capital especulativo movendo-se para o BC. Isso, combinado com a volatilidade inerante a natureza dele, é a razão
    pelo qual eu definiria ele como uma bolha.

    Mas, cada um na sua, eu não acho que é um esquema fraudulento como as reservas fracionárias, então, que as pessoas coloquem sua grana onde bem entenderem.

    Abraços.
  • Andre Cavalcante  11/03/2014 15:22
    Eduardo,

    Cê chegou então a um ponto interessante e que, aí sim, implica em se olhar a teoria econômica com olhos aguçados.

    Se você diz que há uma bolha na rede Bitcoin, é porque os bitcoins são uma espécie de ativo, tal qual o ouro, prata ou qualquer outra commoditie. Não tem sentido em falar de especulação, bolha etc. em qualquer coisa que seja incorpórea e que não tenha escassez. Dito isto, então bitcoins podem ser considerados um ativo, como outro qualquer, como o ouro, ou um imóvel.

    Logo, pela sua lógica mesmo, se bitcoins são um ativo, são uma commoditie (incorpórea, mas uma commoditie) e, como tal, pode se tornar uma moeda, assim como quaisquer outras commodities e, que, historicamente, já se tornaram moeda. Então os bitcoins, neste sentido, levando-se em conta o tempo, não violam o teorema de regressão que, corretamente, exige que, antes de ser uma moeda, o dinheiro seja uma commoditie (e, por conseguinte, um ativo no qual as pessoas podem dar um preço, isto é, na qual as pessoas valorizam por algum motivo - note que o motivo não é relevante para a teoria econômica).

    Sobre o texto do Smiling Dave ele fala tudo muito bem, mas confunde a rede Bitcoin, que transporta bitcoins e os bitcoins em si, os ativos. A tecnicalidade não é só importante, neste caso, mas fundamental. A analogia com e-mail e a empresa de caminhões para transportes de carga deixa claro o seu ponto de vista. Interessante que sobre o e-mail em si, não houve confusão com o conteúdo da mensagem, mas com o transporte de cargas houve. Bitcoin é a rede no meio da qual transferimos bitcoins.

    Mas, novamente, cabe um olhar mais aprofundado na teoria econômica. O valor intrínseco de algo, isto é, as suas propriedades químicas ou físicas, em caso de commodities corpóreas, são simplesmente substituídas por propriedades matemáticas (no caso dos bitcoins e outras cryptomoedas, isto é, commodities incorpóreas).

    Em ambos os casos, contudo, só há "valor" porque tais propriedades (químicas, físicas ou matemáticas) são valoradas subjetivamente por seres humanos. Ouro não tem valor intrínseco nenhum, a não ser na mão de um joalheiro que o transforma em arte a qual será valorizada subjetivamente por alguém, tampouco tem valor por ter boa condutividade térmica, exceto quando um engenheiro químico o emprega em uma fábrica de componentes eletrônicos e, por aí vai. Bitcoins tem um valor matemático, valorado, a princípio por geeks e outros profissionais da computação, em particular o seu criador, que queria uma forma matemática de garantir confiabilidade ao dinheiro, de forma descentralizada e independente de governos.

    Hoje essas propriedades "intrínsecas" já não são tão valoradas. Da mesmo forma que o ouro, que é valorado como dinheiro e não pelas suas propriedades intrínsecas, com os bitcoins, a maioria das pessoas que o usam simplesmente os valoram porque, para alguns, resolve o problema da transferência de dinheiro (neste caso bitcoins) com menor custo por transação ou, para outros, porque permite simplesmente especular. Note-se mais uma vez que a teoria, contudo, não exige qualquer justificativa ou porque as pessoas valorem algo: se elas valorizam, então tem valor.

    Talvez o que poderia ser discutido é se bitcoin já é uma moeda ou ainda será, algum dia, uma moeda (dinheiro), ou se é simplesmente um ativo.

    Eu realmente acredito que, em um mundo libertário não existiriam bitcoins, ou melhor, usaríamos uma tecnologia como a da rede Bitcoin como um substituto ao ouro. Então vejo os bitcoins serem, na verdade, uma reação, através da tecnologia, às intervenções do governo no dinheiro.

    Vou ficando por aqui, que o comentário já tá muito extenso, mas coloquei alguns pontos que acho merecem consideração.
  • Eduardo Bellani  12/03/2014 13:30
    André

    Sinto a demora pela responder, ponderei o assunto para dar a devida
    atenção ao comentário.

    Se você diz que há uma bolha na rede Bitcoin, é porque os bitcoins são
    uma espécie de ativo, tal qual o ouro, prata ou qualquer outra
    commoditie. Não tem sentido em falar de especulação, bolha etc. em
    qualquer coisa que seja incorpórea e que não tenha escassez. Dito
    isto, então bitcoins podem ser considerados um ativo, como outro
    qualquer, como o ouro, ou um imóvel.

    Logo, pela sua lógica mesmo, se bitcoins são um ativo, são uma
    commoditie (incorpórea, mas uma commoditie) e, como tal, pode se
    tornar uma moeda, assim como quaisquer outras commodities e, que,
    historicamente, já se tornaram moeda. Então os bitcoins, neste
    sentido, levando-se em conta o tempo, não violam o teorema de
    regressão que, corretamente, exige que, antes de ser uma moeda, o
    dinheiro seja uma commoditie (e, por conseguinte, um ativo no qual as
    pessoas podem dar um preço, isto é, na qual as pessoas valorizam por
    algum motivo - note que o motivo não é relevante para a teoria
    econômica).


    Creio que o erro que você comete aqui é em relação a definição do TR
    (teorema da regressão) e como ele se aplica ao BC (bitcoin). Vou
    definir o TR e depois mostrar como ele não se aplica ao BC:

    TR: Todo dinheiro necessita praxeologicamente ter a origem de seu
    valor de um uso não monetário.

    BC: É uma tecnologia de transporte de dinheiro, e que não possui
    nenhum outro uso que não o transporte de dinheiro.

    Nesse caso, o artigo do Smiling Dave demonstra que você não pode usar
    uma tecnologia de transporte de dinheiro como dinheiro, pois ao fazer
    isso você inutiliza o uso inicial dela, caindo numa contradição.

    Sobre o texto do Smiling Dave ele fala tudo muito bem, mas confunde a
    rede Bitcoin, que transporta bitcoins e os bitcoins em si, os
    ativos. A tecnicalidade não é só importante, neste caso, mas
    fundamental. A analogia com e-mail e a empresa de caminhões para
    transportes de carga deixa claro o seu ponto de vista. Interessante
    que sobre o e-mail em si, não houve confusão com o conteúdo da
    mensagem, mas com o transporte de cargas houve. Bitcoin é a rede no
    meio da qual transferimos bitcoins.


    Você não consegue separar os bitcoins da rede de bitcoin. Eles são
    conceitos amarrados. A rede bitcoin só existe pra transportar
    bitcoins, e bitcoins só existem pra serem transportados na rede
    bitcoin.

    Mas, novamente, cabe um olhar mais aprofundado na teoria econômica. O
    valor intrínseco de algo, isto é, as suas propriedades químicas ou
    físicas, em caso de commodities corpóreas, são simplesmente
    substituídas por propriedades matemáticas (no caso dos bitcoins e
    outras cryptomoedas, isto é, commodities incorpóreas).


    Novamente, intrínseco, em um contexto monetário, não significa
    as propriedades lógico-físico-químicas de um bem. Valor intrínseco
    nesse contexto significa algum valor que não o monetário. Esse é um
    ponto chave do TR.

    Eu realmente acredito que, em um mundo libertário não existiriam
    bitcoins, ou melhor, usaríamos uma tecnologia como a da rede Bitcoin
    como um substituto ao ouro. Então vejo os bitcoins serem, na verdade,
    uma reação, através da tecnologia, às intervenções do governo no
    dinheiro.


    Acredito em algo similar. Coisas como bitcoins seriam uma ótima
    maneira de transportar títulos ao dinheiro. Mas note novamente, isso
    não tem como virar dinheiro em si. E por causa disso que digo que o BC
    é uma bolha. Na minha opinião, existe uma enorme capital parado no BC
    esperando que ele se torne dinheiro, coisa que nunca vai acontecer.

    Espero ter ajudado.
    Abraços.
  • Lopes  10/03/2014 22:06
    Ciência econômica é um estudo da ação humana e não da inação. Nisto, o 'Justo' está corretíssimo. Entretanto, é mister entendermos um aspecto crucial sobre o BitCoin quanto à melhor alocação de recursos (ou seja, quanto à ação humana / criação de valor / trabalho) e frente à própria estrutura do sistema monetário no Brasil e nos EUA (eleitos por mera questão de popularidade para referências).

    O sistema monetário atual nada mais é que um esquema pirâmide imposto ao cidadão: seja através da mera inflação monetária que beneficia os empresários do estado (cujo melhor exemplo que consigo pensar é o BANERJ, que entregava empréstimos de liquidez absurda e de calote quase garantido ao governo estadual e às elites estaduais para mais tarde ser salvo pela impressora do BACEN) e seus próprios funcionários por simplesmente receberem o dinheiro antes de os preços os refletirem, seja através de restrições impostas ao pedido por moedas estrangeiras para "controlar" o câmbio em momentos de inflação monetária (vide o que está acontecendo na Argentina) ou seja através da já tradicional manipulação artificial de juros com a compra de títulos do tesouro pelo cartel do BACEN, que simplesmente termina com o endividamento de toda a população e o enriquecimento de quem está ligado ao governo e aos bancos.

    Tendo isso em mente, para entendermos qual é a função do BitCoin na criação de recursos (ou seja, na ação humana), eu sugiro a seguinte metáfora:

    Suponhamos que as cidades X e Y tenham minas de cobre. Suponhamos que a cidade X seja sua vizinha e a cidade Y esteja distante de modo que os custos com transporte sejam 20 sinos por unidade maiores que os custos com transporte na cidade X. Calculando os custos de produção como todo bom empreendedor, você nota que a cidade X é obviamente mais vantajosa para que você crie uma refinaria devido aos menores custos com transporte. Entretanto, você descobre que por unidade, a prefeitura da cidade X requer que você pague 40 sinos de impostos por unidade, e por tal motivo, você decide que a cidade Y é mais vantajosa. Nota-se que em um ambiente sem intervenção estatal, é óbvio que a cidade X seria mais vantajosa; entretanto, criados adventos artificiais devido à intervenção estatal, a cidade Y passou a ser a opção que oferecerá um produto mais acessível e retornos maiores, sendo assim, gerando mais utilidade.

    No caso acima, o investimento na cidade Y é uma reação natural à intervenção estatal que lhe rende 20 sinos. Certamente seria ideal que o BitCoin nunca precisasse existir, entretanto, dada a situação, o que ele adiciona à sociedade produtivamente é meramente o que todo cidadão que o usa perderia caso utilizasse o meio estatal.
    E o BC é muito superior à Cidade Y da minha metáfora: para que nossa situação imaginária fosse perfeita, seria quase que garantido que os impostos na cidade X cresceriam constantemente por unidade de cobre, de forma que independentemente de quando você decidisse emigrar sua refinaria para a cidade Y, seria quase que certo que você estaria sendo mais produtivo no longo prazo do que ficando na cidade X.

    Perdão pela minha hipótese desnecessariamente longa para expressar algo tão simples. É que requer sempre uma contextualização para entendermos a função do BitCoin como criação de utilidade.
  • Dezio Ricardo Legno  10/03/2014 20:56
    Prezados,
    e a recente naufragada do bitcoin?
    Como se explica? Foi uma bolha?
    Grato pela atenção

    Décio.
  • Pedro  10/03/2014 22:30
    A atual queda foi por conta da MtGox (uma das maiores bolsas de bitcoin) que saiu do ar e sumiu com o dinheiro da galera, isso afetou a credibilidade do Bitcoin derrubando seu valor, mas parte desse valor já foi recuperado.

    Eu acho que problemas como esse vão acontecer sempre, mas não constituem uma ameaça à moeda em si que é descentralizada, não é preciso confiar em nenhum serviço financeiro para usar a moeda, você pode muito bem armazena-la na sua própria carteira e fazer trocas diretas p2p sem intermediário nenhum.
  • anônimo  12/03/2014 10:18
    www.bidnessetc.com/21031-mt-gox-says-bug-in-bitcoin-software-prices-tank/

    Para os que não saiba o que está acontecendo o Mt. GOX interrompeu as retiradas de bitcoin alegando problemas técnicos. Segue comunicado divulgado pelo Mt Gox na data de hoje (traduzido pelo tradutor do google e portanto sujeito a erros):

    "Explicação técnica: as transações Bitcoin estão sujeitos a um problema de design que tem sido amplamente ignorado, enquanto conhecido por pelo menos uma parte do núcleo de desenvolvedores Bitcoin e mencionado na BitcoinTalk fóruns. Este defeito, conhecido como "maleabilidade transação" torna possível para um terceiro para alterar o hash de qualquer transação recém emitidos sem invalidar a assinatura, daí resultando em uma operação semelhante em um hash diferente. Claro que só uma das duas operações pode ser validado. No entanto, se a parte que alterou a transação é rápido o suficiente, por exemplo, com uma conexão direta com diferentes conjuntos de mineração, ou tem mesmo uma pequena quantidade de energia mineira, ele pode facilmente causar a alteração de hash transação a ser comprometido com a blockchain. A api bitcoin "sendtoaddress" amplamente usado para enviar bitcoins para um determinado bitcoin endereço retornará um hash transação como uma forma de acompanhar a inserção da transação no blockchain. maioria dos serviços de carteira e taxas manterá um registro desta disse de hash, a fim de ser capaz para responder a usuários devem informar-se sobre a sua operação. É provável que estes serviços irão assumir a transação não foi enviado, se ele não aparecer no blockchain com o hash original e tem actualmente meios para reconhecer as transações alternativas como a deles de forma eficiente. Isso significa que um indivíduo poderia solicitar bitcoins de um serviço de troca ou carteira, alterar de hash resultante da transação antes da inclusão no blockchain, entre em contato com o serviço de emissão ao reivindicar a transação não prosseguir. Se a alteração falhar, o usuário pode simplesmente enviar os bitcoins voltar e tentar de novo até que bem sucedida. Acreditamos que este pode ser abordada através de um hash diferente para fins de controle de transação. Enquanto a rede continuará a usar o hash atual com o propósito de inclusão no Merkle Árvore de cada bloco, o propósito do novo Hash será para rastrear uma determinada transação e pode ser computado e indexados pelo hash a string exata assinado via SHA256 (na mesma operações de forma atualmente hash). Esse hash transação nova permitirá assinar as partes para manter o controle de qualquer transação que assinaram e pode ser facilmente calculado, mesmo para transações passadas. Nós discutimos esta solução com os desenvolvedores do núcleo Bitcoin e permitirá saques Bitcoin novamente, uma vez que foi aprovado e padronizado. Nesse meio tempo, os intercâmbios e serviços de carteira - e qualquer serviço de envio de moedas diretamente a terceiros - deve ser extremamente cuidadoso com ninguém alegando que sua transação não passar. Note que isso também afetará qualquer outro cripto-moeda, usando o mesmo esquema de transação como Bitcoin. Conclusão Para colocar as coisas em perspectiva, é importante lembrar que o Bitcoin é uma tecnologia muito nova e ainda muito em seus estágios iniciais. O que MtGox ea comunidade Bitcoin experimentaram no ano passado foi um desafio incrível e emocionante, e ainda há muito a fazer para melhorar ainda mais. MtGox retomará bitcoin retiradas para carteiras fora uma vez a questão descrita acima foi devidamente abordado em um forma que melhor servir os nossos clientes. Mais informações sobre o status desse problema será lançado o mais breve possível. Agradecemos por ter tempo para ler isto, e, especialmente, pela sua paciência. Atenciosamente, Equipe MtGox."
    Link: https://www.mtgox.com/press_release_20140210.html
  • Pobre Paulista  12/03/2014 13:21
    Não sei se entendi direito, mas pelo que parece algum malfeitor pode "atacar" uma transação recém criada e tomar posse dela, e sendo rápido e influente o bastante ele conseguirá provar para a rede que a transação dele é que a legítima, tornando a transação original ilegítima, é isso?

  • Hay  12/03/2014 13:55
    Mais ou menos isso, mas o malfeitor não pode alterar a origem,o destino ou o valor da transação, só pode repetir uma transação, com mesma origem, destino e valor, mas assinatura diferente. Ou seja, não é algo que permita a qualquer um mudar alguma coisa na transação em si, ao contrário do que muitos imaginam.

    Na verdade, o cerne do problema é o fato de que a implementação de referência do Bitcoin aceitava assinaturas mal-formadas. Daí o nome "maleabilidade de transação": uma assinatura de uma transação podia ser alterada com uma versão mal-formada, gerando, efetivamente, uma nova transação (já que a assinatura mudou), que deveria ser negada. O erro foi corrigido na implementação de referência do Bitcoin.

    A forma de se aproveitar do ataque é simples. Se o malfeitor conseguir fazer a transação dele ser aceita antes, pode reclamar com a pessoa que originou a transação, dizendo que não recebeu nada. A pessoa procura a assinatura de sua transação e não a encontra, imagina que realmente aconteceu alguma coisa errada, e realiza uma nova transação. Nesse caso, o malfeitor recebe novamente os bitcoins.

    O outro (e maior) problema é algo que não pode ser resolvido por nenhum software: finalizar um negócio sem confirmar a transação. É como vender um produto e entregá-lo antes de receber o dinheiro.
  • Andre Cavalcante  12/03/2014 19:32
    Srs.

    O problema é com o MtGox e só com ele. A tal maleabilidade de transação só ocorria nas primeiras versões do softaware bitcoin. Ao que parece somente o mtgox tem/teve esse problema (por que será?). Além do mais, para que um atacante usasse isso, teria que ter acesso e acompanhasse a geração da transação desde a origem, isto é, teria que ter um "espião" dentro do software da exchange. Outra coisa é o fato de que a mtgox usava de outros meios para transferência de fundos entre contas dentro do próprio mtgox que não a transferência de bitcoins, e ainda os tais dos fundos que possam ser redimidos. Tudo isso com um objetivo só: contas fracionárias.

    Tal prática é simplesmente abominada pelo bitcoin e, talvez por isso, a queda desastrosa da companhia.
  • anonimo  10/03/2014 23:27
    em um livre mercado o Bitcoin vira pó,qualquer moeda que tiver um lastro mais útil que bits vai dominar

    achar que o bitcoin vai fazer frente ao dolar,por ex,é de uma ingenuidade digna de libertários
  • Andre  11/03/2014 13:39
    "em um livre mercado o Bitcoin vira pó,qualquer moeda que tiver um lastro mais útil que bits vai dominar

    achar que o bitcoin vai fazer frente ao dolar,por ex,é de uma ingenuidade digna de libertários"

    Qual o lastro do dolar?

    Qual a grande utilidade do ouro se ele não pode ser "teleportado" para o ouro lado do mundo em um instante?
  • anonimo  11/03/2014 15:52
    Dólar não tem lastro assim como BC,mas o dólar(ou outra moeda equivalente)tem o monopólio da moeda em seu território.Desse modo,tendo o monopólio,ele tem uma imensa vantagem

    Vc não precisa usar o ouro físico,pode usar certificados que valem ouro,ou bits,igual o esquema do bitcoin,que valem ouro.Assim vc tem a vantagem do lastro mais útil que bits e a mobilidade do bitcoin

    Deixando claro que não acho o ouro a melhor moeda ou aquela que iria dominar em um livre mercado

    o bitcoin vive ás margens do monopólio estatal da moeda,se esse acabar o bitcoin vai sumir por em minha opinião não ser a moeda mais eficiente.Sendo assim,combater o monopólio estatal da moeda com o bitcoin é por fim o própio fim do bitcoin.Seria como os traficantes lutarem contra a proibição das drogas sendo que muito provável que em um livre mercado de drogas outros empreendedores iriam dominar e não os traficantes atuas
  • anônimo  11/03/2014 18:37
    'Qual o lastro do dolar?'
    Nenhum, e a desgraça é justamente essa. É só comparar antes e depois do fim do padrão ouro do dólar.
  • Rafael Bastos  10/03/2014 23:41
    Este meio de troca eletrônico é realmente descentralizado, livre e seguro? Tenho minhas duvidas, pois a China, por exemplo, possui "fabricas de bitcoins" que são salas enormes com inúmeros e poderosos computadores que trabalham 24h por dia produzindo uma imensa quantidade dessa limitada moeda, e uma vez bitcoins sendo adquiridos através de compras e de mineração ele não pode ser objeto de controle e especulação pelo RPC? E mais, MtGox é mais um indicativo da fragilidade eletrônica dos bitcoins, tendo em vista as cada vez mais sofisticadas unidades de guerra cibernéticas de alguns países e os poderosos hackers a integridade das carteiras poderiam estar seriamente ameaçadas?

    Pelos motivos que elenquei acima e outros mais, muitos investidores e cidadãos comuns como eu tem fugindo dessa moeda, a até que me provem ao contrário compartilharei da opinião do Oraculo de Omaha.

    " Não coloque seu dinheiro em bitcoins para o longo prazo. Isto não é uma moeda. Ela não reage aos eventos como uma moeda. Este não é um meio durável de troca. ELE TEM SIDO UM MEIO ESPECULATIVO - MUITO ESPECULATIVO -onde as pessoas compram e vendem esses ativos na esperança de vê-los subindo ou caindo assim como ocorreu com a bolha das tulipas." - Warren Buffett
  • Alter-ego do Mantega  11/03/2014 01:02
    Sobre a 'guerra cibernética':

    - Não sei dizer se as carteiras de BitCoin precisam necessariamente estar atreladas a um servidor DNS, mas é provável que não; vide a história do britânico que jogou fora um computador que tinha uma dúzia de bitcoins no HD e um ano depois passou a procurar no lixão por eles. Provavelmente, carteiras virtuais operam como se fossem conta corrente em um banco, para que sejam rapidamente acessadas de qualquer lugar e delas retirar dinheiro já depositado. E falando em contas corrente invadidas, o estado desapareceu com 12% da minha no início do ano passado sem eu ao menos notar antes de ir à fila de um super-mercado verificar uma alta absurda nos preços. Nem precisou de guerra virtual, bastou uma crise de histeria desenvolvimentista da esquizofrenia vermelha do nosso leviatã.

    Sobre as 'fábricas de BitCoin':

    - Desculpe, mas nunca ouvi falar. Estamos falando do mesmo partido comunista que proibiu a circulação dos BitCoins e que seria o segundo país com mais a perder com o abandono do dólar? E mesmo se houvessem fábricas de bitcoin com computadores potentes (até hoje não há razão plausível para crer que processamento tem alguma coisa a ver com a mineração dos BitCoins. Não há como aumentar as tentativas por segundo no brute strength da mineração), não seria nada diferente de uma grande mina de ouro sendo aberta em uma montanha; não importa quantos mineradores participem, a quantidade de ouro que sairá de lá sempre será limitada; tal qual previsto pelo algoritmo do BitCoin (que é open source, o que significa que qualquer pessoa pode acessar e investigar).
  • Pedro  11/03/2014 01:41
    Essas "fábricas" de Bitcoins são irrelevantes no longo prazo. O número total de bitcoins que podem ser minerados é finito e quando atingido, não será possível produzir mais. O máximo que um supercomputador pode fazer é mineira-los mais rapidamente e só, é o que faz também as "mining pools" onde milhares de usuários se conectam e unem o poder de processamento de seus PCs para aumentar as chances de minerar bitcoins (embora o resultado para o individuo seja quase o mesmo no final).

    Atualmente é necessário vários gigahashs de potência de processamento para minerar 1 BTC num período de um mês. As melhores GPUs do mercado mal chegam a 500 megahashs e mineram em um mês menos de 0,01 BTC. Até hardware especifico tem um trabalhão para minerar algumas frações da moeda num período de um mês. Resumindo: 1 BTC/mês atualmente requer MUITA capacidade de processamento e a tendência é ficar cada vez mais difícil.

    Sobre a MtGox pense assim: ninguém culpa o dólar quando a casa de câmbio quebra, o mesmo vale para o BTC.
  • IRCR  11/03/2014 03:55
    Falam dessas "fabricas" de bitcoins, mas se esquecem das "fabricas" de moeda de "papel" dos bancos centrais.
    E se bitcoin é piramide, dolar, real, euro, ouro, prata, ações são tb piramides.
  • Victor   11/03/2014 06:18
    Leitura obrigatória!
    Ainda não comprei o livro, talvez ele responda minhas indagações sobre o bitcoin.

    Mesmo assim vou postar aqui.


    Sempre tive uma dúvida sobre a questão da inflação monetária, acho que os colegas economistas que aqui habitam poderiam me ajudar.
    Muitos dizem que o bitcoin é ótimo por que não dá pra um governo ou banco central inflacionar a moeda por meio de aumento da oferta monetária.
    Entretanto, a taxa de criação de novos bitcoins e conhecida e praticamente constante, algo parecido como era no padrão ouro, aproximadamente 1 - 2% para o crescimento da mineração mundial de ouro por ano.

    Mesmo assim o bictoin não seria extremamente inflacionário pelo lado da demanda, como a taxa de oferta monetária do bitcoin é decrescente, e a demanda por ele tende a ser crescente, ou a taxa de oferta não está "calibrada" pra demanda real pela moeda, assim sendo, portanto, altamente inflacionário, para quem deseja comprar a moeda depois de muito tempo estabelecida.

    A moeda fiduciária inflacionada perde o valor com o tempo, portanto "empobrece" quem as têm. Já o bitcoin não empobreceria quem está querendo obter o a moeda mais tarde? Ou seja, precisará transferir muitos recursos agora para a mesma quantidade monetária.

    Outra questão é o spread e volatilidade. Muita gente advoga a moeda para trocas de bens e serviços, como uma moeda altamente volátil contribuiria para o crescimento econômico?
    Esse fator mais atrapalha que ajuda, se você é um vendedor, como você vai precificar o seu bem diretamente em bitcoin com um valor que varia muito em pouco tempo?

    Isto insere uma componente de incerteza muito grande no momento da troca, ou você acha que é muito bom para o crescimento econômico pagar hoje por uma pizza em bitcoins o que em pouco tempo compraria duas? Isto afeta a absurdamente a preferência intertemporal dos compradores e vendedores no mercado, e acaba atrapalhando muito na decisão de comprar ou não, hoje ou amanha. Realmente, apesar da proposta de banco central pra manter a estabilidade da moeda ser bullshit, os banqueiros centrais acabam sendo capturados por interesses políticos, não consigo ainda conceber um cenário de crescimento econômico, mercado aquecido, muitos negócios sendo feitos, se em uma troca voluntária as duas partes saem ganhando, como uma sociedade vai enriquecer com uma moeda que mais atrapalha que ajuda na hora de precificar os bens.

    Essas são algumas indagações sobre o bitcoin que me acompanham desde que conheci a moeda.


  • Marconi Soldate  11/03/2014 12:28
    O bitcoin é vulnerável a futuros computadores quanticos?
  • Andre Cavalcante  11/03/2014 14:20
    Olá Marconi

    "O bitcoin é vulnerável a futuros computadores quânticos?"

    Sim e não.

    Sim porque usa o algoritmo RSA que, na atualidade, leva algumas décadas para se quebrar a criptografia por meio da força bruta, o que é virtualmente pouco provável que aconteça porque você não gastará recursos por décadas apenas por meia dúzia de bitcoins, mas com computadores quânticos estimasse que a coisa possa acontecer em alguns minutos ou poucas horas.

    Não porque o protocolo é aberto, o software é aberto e, a medida que a tecnologia avança, a rede pode avançar também. Bastaria trocar a criptografia atual por uma baseada em computação quântica e o problema está resolvido.

  • Anônimo  11/03/2014 15:18
    "O ouro é vulnerável à escavadoras elétricas?" - Pergunta do século XIX.
  • Tiago RC  11/03/2014 16:03
    Na verdade o algoritmo é o ECDSA, não o RSA. E é impossível quebrar com força bruta pura, nem em algumas décadas, nem usando os 5 bilhões de anos que nos restam até o sol explodir - e independente de quão mais eficazes nossos computadores se tornarem, é uma impossibilidade física mesmo. Não há energia suficiente no sol para realizar tantos cálculos.

    O que acontece com alguns algoritmos como o ECDSA e o RSA (entre outros) é que eles possuem uma falha, que só é explorável por hipotéticos computadores quânticos, pois somente esses poderiam executar as instruções necessárias para explorar tal falha. Através dessa falha seria possível quebrá-los, mas isso não é força bruta.

    Isso não é um problema importante pois:
    * Os endereços Bitcoin são protegidos por funções que não são vulneráveis a computadores quânticos (SHA256, RIPEMD-160), logo somente chaves públicas já reveladas poderiam ser atacadas. Se você usa o sistema como preconizado (endereços descartáveis), não corre riscos.
    * Computadores quânticos "úteis" ainda estão longe de existirem, e até lá será possível trocar ECDSA por algum algoritmo que não sofra dessa falha.

    Abraços!
  • Pobre Paulista  11/03/2014 16:13
    Não se esqueça que o próprio conceito de "minerar" bitcoins se confunde com um algoritmo de quebra de criptografia, e neste caso os portadores de computadores quânticos estariam apenas aumentando a "dificuldade" de mineração de toda a rede, mas no final o resultado é o mesmo: um punhado de bitcoins foi minerado, apenas isso.
  • Cleiton  11/03/2014 12:40
    Um dúvida que eu tenho em relação ao Bitcoin é a seguinte: a EA reforça a importância de dinheiro que tenha lastro em alguma coisa, certo? Qual é o lastro do Bitcoin?
  • Fernando Ulrich  11/03/2014 12:57
    Cleiton, veja o capítulo IV, seção 9: "A falta de lastro aparente não é um problema"
  • Andre  11/03/2014 13:09
    "Qual é o lastro do Bitcoin?"

    O mesmo lastro do ouro. Ou seja ele só tem valor por causa da alta probabilidade de que você encontre alguém que aceite seus Bitcoins em troca de um produto ou serviço.
    Atualmente essa probabilidade é baixa principalmente no Brasil, mas ela está aumentando rapidamente, principalmente nos países desenvolvidos.

    newsbtc.com/2013/12/11/coinmap-org-seeing-tremendous-growth-approaching-1800-bitcoin-businesses/

    Lembrando que houve um tempo em que:
    - O ouro não existia, ou pelo menos nenhum ser humano sabia de sua existência.
    - O ouro não valia nada, erá só um metal dourado e mole, portanto inútil para fazer armas.
    - O ouro passou à ser valorizado pela sua beleza.
    - O ouro passou à ser usado como dinheiro (e isso não foi da noite pro dia).
    - O ouro deixou de ser usado como dinheiro por causa das máfias (governos).

    Teoricamente o Bitcoin pode, eu disse "pode", vir à se tornar dinheiro.
    Mas é óbvio que é virtualmente impossível prever se isso irá acontecer ou não.
    Vai depender apenas das decisões individuais de bilhões de indivíduos.
    Vai depender da "Ação humana".

    Ah, e o ouro não tem valor intrínseco, nada tem valor intrínseco. Basta ir numa ilha isolada onde vive um bando de índios que nunca teve contato com a civilização e oferecer uma barra, bem feia e bem valiosa, de ouro em troca de, digamos, comida que é bem provável que eles recusem tal oferta.

    Portanto o Bitcoin pode se tornar dinheiro, ou talvez apenas uma commoditie de altíssimo valor.
    Mas nada disso vai acontecer da noite pro dia, é um processo lento, e contínuo. Eu digo que é contínuo pois é possível que o Bitcoin se torne dinheiro e depois deixe de ser! Basta que apareça um concorrente melhor.

    Essa é a beleza do mercado, a incerteza!
    Daí alguns especulam que vai virar dinheiro e investem, outros especulam que não vai dar em nada e não investem, pois não existe certeza. No final quem acertar ganha!

    O mesmo ocorre diariamente quando alguém decide se vai ou não investir para abrir uma padaria, um açougue, não investir em nada, investir em ações, investir em moeda estrangeira, etc...
  • Eduardo Bellani  11/03/2014 14:28
    "Qual é o lastro do Bitcoin?"

    O mesmo lastro do ouro. Ou seja ele só tem valor por causa da alta
    probabilidade de que você encontre alguém que aceite seus Bitcoins em
    troca de um produto ou serviço.


    Errado. O lastro do ouro é a capacidade humana de apreciar a beleza, e
    o fato que seres humanos acham coisas feitas em ouro bonitas.

    [ ]Teoricamente o Bitcoin pode, eu disse "pode", vir à se tornar
    dinheiro.[/i]

    Não existe essa possibilidade, como demonstra esse
    artigo.

    Ah, e o ouro não tem valor intrínseco, nada tem valor
    intrínseco.


    Você está usando intrínseco para significar valor que reside no
    objeto, i.e. objetivo. Em um contexto monetário, intrínseco significa
    valor não monetário, porém subjetivo.

    Abraços.
  • Jeferson  11/03/2014 14:39
    Fora a utilização industrial do ouro como matéria prima, por exemplo em conectores de componentes eletrônicos. O outro tem aplicação prática, já bitcoin...

    Sinceramente, só o futuro dirá o que vai ser do bitcoin e das demais criptomoedas. Eu ainda acho que é controversa demais a existência delas e a sustentabilidade das mesmas como dinheiro. Ainda mais depois que descobri que as transações via bitcoin não são anônimas...
  • Fernando Ulrich  11/03/2014 14:57
    Eduardo,
    Lhe convido a ler o livro inteiro e depois criticá-lo. Pode ser que você mude de ideia ou tenhamos a chance de esclarecer pontos específicos.

    Sobre se o bitcoin "virá a tornar-se dinheiro" (sendo dinheiro o meio de troca mais líquido no mercado, definição inclusive imperfeita, conforme abordo no livro), é uma questão empírica que não pode ser determinada a priori.

    O futuro não pertence às opiniões de economista algum, eu incluso, obviamente.
  • Andre  11/03/2014 16:46
    "Não existe essa possibilidade, como demonstra esse
    artigo."

    Segundo esse artigo então seria impossível que papéis coloridos tivessem se tornado dinheiro.

    "Mises's regression theory requires for the good to have some "industrial value" in order to become a currency. Bitcoin does not have at the time such a value."

    Vamos substituir Bitcoin por "colored paper":

    "Mises's regression theory requires for the good to have some "industrial value" in order to become a currency. Colored paper does not have at the time such a value."

    Mas no entanto isso aconteceu, e hoje em dia papéis coloridos são, de fato, dinheiro.

    Dinheiro é só uma representação de bens e serviços.
    Poderia ser gerenciado em um grande livro, numa pequena fazenda:

    Noé, após o dilúvio, anota no livro que o total de dinheiro existente é 5000 unidades.
    Sendo que cada pessoa da fazenda começa com 5 unidades, a fazenda tem 1000 pessoas.
    Pessoas novas que nascerem começam com saldo ZERO, igual à uma carteira de Bitcoin recém criada.
    João vende à Pedro duas maçãs e eles anotam no grande livro que João
    agora tem duas unidades à mais, e Pedro tem duas unidades à menos.
    E assim eles vão ao longo do tempo anotando e o valor relativo do dinheiro vai se adaptando...
    Pronto, dinheiro virtual com zero de valor intrínseco.
    Claro que isso requer que seja impossível de se fazer anotações falsas no grande livro.

    Só que com o Bitcoin é mais difícil de se fazer registros falsos.
    E o Bitcoin é escalável para bilhões de usuários, o grande livro não.
    E assim como os números racionais são infinitamente divisíveis,
    para se adaptarem ao aumento de bens, o Bitcoin também é.
  • anônimo  11/03/2014 18:19
    Papel colorido 'vira' dinheiro unicamente pela ação dos governos, que obrigam o povo a usá-lo.O que o artigo fala, que você convenientemente descontextualizou, é sobre a geração de dinheiro no livre mercado.
  • Eduardo Bellani  11/03/2014 19:06
    Segundo esse artigo então seria impossível que papéis coloridos
    tivessem se tornado dinheiro.


    Aconselho-o a estudar mais a história do 'papel colorido'. Todas as
    moedas fiat atuais foram em algum momento ligadas a metais preciosos e
    ao pagamento de impostos. Daí vem a história de seu preço.

    O resto do seu comentário é uma construção em cima desse seu erro.

    Abraços
  • Andre Cavalcante  12/03/2014 17:20
    Olá Eduardo

    "Todas as moedas fiat atuais foram em algum momento ligadas a metais preciosos e ao pagamento de impostos. Daí vem a história de seu preço."

    Não é completamente verdade e o Brasil é exatamente o exemplo contrário.

    Nem mesmo a moeda imperial, o real do império, que deveria ser atrelado ao ouro na proporção de oito gramas de ouro para um conto de réis (1000 unidades de mil-réis ou um milhão de réis, 1:000$000) se manteve assim. A outra tentativa de atrelar uma moeda nacional ao ouro foi em 1920 na criação do Cruzeiro, que deveria ser chamado de Cruzeiro-ouro. Mas, é claro, isso nunca aconteceu.

    A única coisa que trazia algum valor para os papéis coloridos era justamente o fato de que o governo exigia por lei que as pessoas aceitassem os papéis coloridos como dinheiro e, em consequência, o próprio governo aceitaria tais papéis para o pagamento de impostos.

    E também nunca foram atrelados ao pagamento de impostos, mesmo futuros. Se assim fosse a base monetária somente aumentaria quando aumentassem os impostos e isso também nunca aconteceu. E é essa a grande vantagem para o governo em instituir a moeda nacional: podia simplesmente emitir moeda quando precisava gastar, o que dura até hoje, se bem que via emissão de títulos do tesouro.


  • Eduardo Bellani  12/03/2014 17:57
    Olá André.

    Nem mesmo a moeda imperial, o real do império, que deveria ser
    atrelado ao ouro na proporção de oito gramas de ouro para um conto de
    réis (1000 unidades de mil-réis ou um milhão de réis, 1:000$000) se
    manteve assim.


    Não precisa se manter assim para ter sido atrelada. A inflação
    monetária em nada afeta o argumento apresentado. A questão que importa
    é o atrelamento inicial, que é daí que deriva o valor da moeda (valor
    esse que vai ser dilapidado com a inflação, mas esse ponto é
    irrelevante pro teorema da regressão).

    o próprio governo aceitaria tais papéis para o pagamento de
    impostos.


    Esse é o outro ponto chave. Eu me referi a ele quando falei sobre o
    pagamento de impostos. Os governos só aceitam pagamento de impostos
    nas moedas que imprimem. Isso não é acidental.

    Espero ter esclarecido qualquer confusão em relação aos meus
    argumentos. No mais, peço algum exemplo específico de fiat que nunca
    foi atrelada a algum bem com valor não monetário ou a outra moeda que faz
    parte de uma rede monetária que, em algum ponto, já foi atrelada a um
    bem com valor não monetário. Qualquer exemplo dado demoliria meu
    argumento.

    Abraços.
  • Andre Cavalcante  12/03/2014 20:00
    Olá Eduardo,

    Mas essa é exatamente a questão em ponto: o Brasil é melhor exemplo. As moedas eram para ser atreladas ao ouro (teriam sido concebidas assim), entretanto, nunca o foram, nem na origem. Sempre que foram criadas, no caso do real imperial, por Portugal e depois o Cruzeiro já no Brasil, não havia esse atrelamento: não se podia redimir a cédulas e moedas metálicas no metal, simples assim, ou seja, não tinham valor real nenhum. E, ainda assim, o governo obrigava a todos a aceitar tais cédulas como dinheiro.

    Outro exemplo, e atual, é o próprio Real, o qual teria iniciado lastreado em dólares (as reservas criadas no BACEN, exclusivamente para "lastreá-lo"), o que de fato nunca ocorreu. Igualmente nunca pude redimir reais em dólares e nem a "paridade" se sustentou por um dia sequer. Além disso, dólares já não eram nada mais que papéis coloridos também, pois já haviam perdido o seu vínculo com o ouro há muito tempo. De fato, pode-se dizer que o dólar atual não é o mesmo dólar em que havia paridade com o ouro, é outra moeda, somente com o mesmo nome.

    Hoje, para eu ter dólares eu preciso comprá-los (e justificar muito bem justificado de o porque da compra), exatamente como faria com qualquer outro ativo. Para ter ouro a mesma coisa. Portanto não houve associação de nenhuma moeda brasileira a uma commoditie nem indiretamente (via dólares, por exemplo) nem no seu nascimento, nem atualmente.

    O único valor que os nossos papéis coloridos tem é o fato de o governo obrigar todo mundo a usá-lo como dinheiro. Outra coisa que ajuda, pasmem, é o fato de governo ainda não ter criado uma lei tão dura de controle de capitais como a da Argentina, porque, mesmo com reservas, os investidores iam embora e ficaríamos sem nada por aqui de valor.
  • anônimo  11/03/2014 18:33
    'Daí alguns especulam que vai virar dinheiro e investem, outros especulam que não vai dar em nada e não investem, pois não existe certeza. No final quem acertar ganha!

    O mesmo ocorre diariamente quando alguém decide se vai ou não investir para abrir uma padaria'


    Não, não tem nada a ver.Primeiro, que ninguém vai usar como dinheiro e comprar pizza com algo que sobe de 60 pra 900 dólares em dois anos
    Depois, nem comprar ouro, que foi o dinheiro genuinamente escolhido pelo livre mercado, é investimento; é só uma forma de proteger seu dinheiro da inflação do governo
  • Andre  11/03/2014 17:39
    Alegoria do Bitcoin:

    E se todos os governos do mundo, com a desculpa de economizarem recursos naturais, abolissem
    a impressão de cédulas e a cunhagem de moedas.
    Daí cada país cria um servidor central que diz quanto dinheiro cada pessoa/empresa tem.
    Como se fosse uma "conta bancária", mas que apenas representa o "antigo dinheiro físico".
    Quando você "sacasse" seu dinheiro do banco nesse novo sistema ele apenas seria transferido
    para a sua conta governamental, que representa "dinheiro vivo".
    E todo mundo teria que inicialmente levar suas cédulas e moedas para serem convertidas nesse
    dinheiro virtual, que seria exatamente equivalente ao dinheiro real, equivalência de 1 para 1.
    Faça de conta que a internet já é onipresente.
    Faça de conta que cada pessoa tem um cartão e uma senha para acessar o dinheiro "vivo" dela.
    Faça de conta que os governos não iriam roubar todo o dinheiro com um clique, pois tem leis proibindo isso.
    Enfim, faça de conta que as dificuldades tecnológicas, éticas, politicas, etc... foram contornadas,
    o que importa é que todo o dinheiro foi virtualizado.

    Pronto.

    Isso seria dinheiro?

    Se você concorda que sim...
    Então o Bitcoin pode se tornar dinheiro.
    Eu disse que "pode", não disse que "será com certeza". E caso acontecesse, teria muitas vantagens sobre esse modelo hipotético.

    Se você acha que não...
    Então explique porque esse sistema hipotético de dinheiro virtual governamental centralizado não seria: "dinheiro".
  • anônimo  11/03/2014 18:27
    Pra sua alegoria ter algum sentido só falta explicar qual é o governo que vai obrigar o resto do mundo a usar bitcoin
  • Andre Cavalcante  11/03/2014 17:51
    Caraca,

    Essa eu não conhecia: o site coinmap.org/ contém a localização dos negócios e pessoas que aceitam bitcoins (pelo menos aquelas que se predispuseram a se cadastrar no site, o que deve ser uma fração do total). Deem uma olhada na Argentina: tem mais de 100 cadastradas. O que um governo inflacionista não faz eih?! O peso (*ironia on*) tá valendo tanto (*ironia off*) que os argentinos já começaram a aceitar mesmo (isso em comparação com o Brasil, claro) o bitcoin, mesmo este não sendo mais que um experimento ainda.

    Interessante notar que os países mais livres também são os que mais apresentam aceitadores da moeda: Holanda: 103, Alemanha: 178, Suíça: 183, Só NY: 85. Triste nota para Hong Kong: apenas 13, mas aí tem a questão da perseguição do governo chinês e, creio, não cai bem as empresas virem no site se entregar assim.

    Segundo a BTC news há o registro de 40 a 50 novos lugares por dia. Hoje, tem 3396.

    Claro esses números são pífios em relação ao total de estabelecimentos comerciais, mas não deixam de ser bem interessantes...


  • facto  11/03/2014 18:06
    Bitcoin é um estelionato financeiro fadado ao fracasso.Além de ser instável financeiramente, é um prato cheio para Hackers.
  • IABW  11/03/2014 22:14
    J.P. Morgan: "Gold is Money. Everything Else is Credit."

    Se eu tivesse que escolher entre transformar todos os meus R$ em bitcoin ou ouro e prata não preciso pensar muito, mas quem bota fé em bitcoin vai fundo...
  • Emerson Luis, um Psicologo  12/03/2014 19:38

    É fascinante pensar nas mudanças que poderão ocorrer!

    * * *
  • Eduardo Bellani  12/03/2014 20:37
    Olá Eduardo,

    Mas essa é exatamente a questão em ponto: o Brasil é melhor
    exemplo. As moedas eram para ser atreladas ao ouro (teriam sido
    concebidas assim), entretanto, nunca o foram, nem na origem. Sempre
    que foram criadas, no caso do real imperial, por Portugal e depois o
    Cruzeiro já no Brasil, não havia esse atrelamento: não se podia
    redimir a cédulas e moedas metálicas no metal, simples assim, ou seja,
    não tinham valor real nenhum. E, ainda assim, o governo obrigava a
    todos a aceitar tais cédulas como dinheiro.


    Acho que esse parágrafo é suficiente pra esclarecer o ponto de
    dúvida. O que acontece com as fiats é que, na sua criação, o governo
    se baseia no preço de:

    A - Um bem com valor não monetário existente.
    B - Uma outra moeda (fiat ou não).

    Isso determina o preço inicial da moeda, e é esse o ponto do
    teorema da regressão
    . A adoção dessa moeda passa a ser garantida a
    ferro e fogo, instanciado no caso pelo governo obrigando as pessoas a
    usarem a fiat em questão para o pagamento de impostos.

    Compreende seu erro? Você está achando que é necessário o atrelamento
    por algum período que seja. Não é esse o ponto. O ponto é que
    sempre a moeda fiat cai no caso A ou B descritos acima. Isso
    não é acidental.

    Abraços.
  • Andre  12/03/2014 21:04
    Se o governo obrigasse todo mundo à usar Bitcoin então Bitcoin se tornaria dinheiro, certo?
    Se sim, então isso quer dizer que existem determinadas formas de dinheiro que surgem (somente?) por meio da coerção.
    O teorema da regressão contempla essas formas de dinheiro que surgem pela coerção ou só as que surgem no livre mercado?

    Enfim, a conclusão seria que:

    Tanto o papel moeda, quanto o Bitcoin, só podem se tornar dinheiro se houver coerção?
  • Andre Cavalcante  12/03/2014 21:55
    Xará,

    "Tanto o papel moeda, quanto o Bitcoin, só podem se tornar dinheiro se houver coerção?"

    Não vejo assim. O ouro se estabeleceu sem coerção. De fato qualquer commoditie pode servir como dinheiro e se estabelecer como dinheiro. Então, em teoria, o bitcoin, que já é usado como um ativo para especulação, também poderia se transformar em dinheiro sem nenhuma coação. Alguns dizem que bitcoin nunca se transformará em dinheiro porque o governo, dado que só admite ser dinheiro aquilo que ele define, o mercado por si nunca adotará bitcoins como dinheiro, porque sempre teria que, no fim das contas, transformá-lo em fiat.
  • Eduardo Bellani  12/03/2014 21:58
    Se o governo obrigasse todo mundo à usar Bitcoin então Bitcoin se
    tornaria dinheiro, certo?

    Sim. Mas perceba que agora ela tem um valor não monetário, que é te
    manter longe da cadeia. Além disso, o valor inicial do Bitcoin iria
    ser calculado baseado nos itens A ou B acima.

    Se sim, então isso quer dizer que existem determinadas formas de
    dinheiro que surgem (somente?) por meio da coerção.


    Sim, existem certas formas de dinheiro que só surgem por meio de
    coerção/fraude.

    O teorema da regressão contempla essas formas de dinheiro que surgem
    pela coerção ou só as que surgem no livre mercado?


    O teorema da regressão não fala em absoluto sobre isso. É apenas uma
    observação que toda moeda precisa ter um bem com valor intrínseco
    (valor não monetário) como origem de seu valor.

    Tanto o papel moeda, quanto o Bitcoin, só podem se tornar dinheiro
    se houver coerção?


    Sim. E esse estado só se mantém no longo prazo através da coerção
    contínua.

    Abraços.
  • Andre Cavalcante  12/03/2014 22:14
    Eduardo, se é assim, se o teorema da regressão simplesmente pede um valor inicial para um commoditie se transformar em dinheiro, então o bitcoin já é moeda a pelo menos 3 anos, quando um cara na lista perguntou se alguém forneceria pra ele duas pizzas por 10.000BTC e um outro cara topou. Neste caso, o valor inicial foi esse: 1 pizza = 5.000BTC. De lá pra cá, foi só preço de mercado.

    Abraços
  • Eduardo Bellani  12/03/2014 23:24
    Eduardo, se é assim, se o teorema da regressão simplesmente pede um
    valor inicial para um commoditie se transformar em dinheiro


    O TR explica a origem do dinheiro. Só que ele não muda a definição do
    dinheiro, que é:

    'Bem mais líquido de determinado mercado.' ou 'Meio de troca comumente
    utilizado'. E o BC não chega nem perto de se encaixar nessas
    definições. E nunca o fará, pelas razões já expostas.

    Abraços.
  • Andre Cavalcante  13/03/2014 12:49
    Eduardo,

    Interessante, você usa a definição que o Fernando Ulrich usa no seu livro justamente para justificar o bitcoin. Sugiro fortemente cê ler o livro.

    E sobre os seus argumentos, mostrei que o bitcoin teve A na sua origem e B hoje. Nasceu no mercado, não invalida o TR, e o Ulrich mostra em seu livro que justamente ele se encaixa nesta definição. Sinceramente não sei mais o que dizer.

    Abraços
  • Eduardo Bellani  13/03/2014 13:54
    André


    Interessante, você usa a definição que o Fernando Ulrich usa no seu
    livro justamente para justificar o bitcoin. Sugiro fortemente cê ler o
    livro.


    Imagino que nós usemos as definições da escola austríaca. Por isso são
    as mesmas. Sobre o livro, com certeza irei o ler. Não quero que as
    pessoas achem que estou criticando o livro, ou sendo negativo
    aqui. Aprecio o esforço necessário para publicar um livro, e acredito
    que o BC não é, nem nunca será, moeda. Mas posso estar errado, e até
    gostaria de estar.



    E sobre os seus argumentos, mostrei que o bitcoin teve A na sua origem
    e B hoje. Nasceu no mercado, não invalida o TR, e o Ulrich mostra em
    seu livro que justamente ele se encaixa nesta definição. Sinceramente
    não sei mais o que dizer.


    Se você acha que o BC teve A na sua origem, você não entendeu A. O
    ponto chave é o valor não monetário. Em momento algum você, ou
    qualquer outra pessoa, jamais usou o BC como qualquer coisa que não
    dinheiro. E esse é o problema chave.

    Já estamos nos repetindo, acho eu :), mas a conversa sobre BC sempre é
    interessante, pois revela pontos sutis e importantes sobre teoria
    monetária.

    Abraços.
  • anônimo  13/03/2014 09:15
    'Um cara da lista'...'outro cara da lista'...O exemplo da pizza era um caso isolado movido pelo puro desejo de especular, dos dois lados.Não tem absolutamente nada a ver com o aparecimento espontâneo de dinheiro no livre mercado, quando alguém começa a aceitar ouro é porque sabe que grande parte da população JÁ aceitaria ouro, independente do seu desejo de que o ouro vire ou não dinheiro.
  • Andre  13/03/2014 12:41
    A primeira pessoa que trocou ouro por outra coisa, em toda a história da humanidade, estava especulando. E naquele momento, ela não pensava que grande parte da população aceitaria ouro, até porque, ela foi a primeira pessoa à fazer isso.
  • anônimo  13/03/2014 14:05
    'A primeira pessoa que trocou ouro por outra coisa, em toda a história da humanidade, estava especulando.'
    Não estava porque isso aconteceu numa economia de escambo, onde ninguém trocava nada apostando que aquilo fosse virar dinheiro, mas sim porque gostava ou precisava da coisa.Ninguém planeja nada numa economia assim, se algo virar dinheiro é espontaneamente.

    E naquele momento, ela não pensava que grande parte da população aceitaria ouro
    Não só pensava como isso já acontecia.O ouro pela sua beleza sempre teve atração pra muita gente antes de virar dinheiro.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1336
  • Andre Cavalcante  13/03/2014 12:44
    Desculpa anônimo, mas nada a ver. O problema levantado por mim e endereçado pelo Eduardo é sobre o valor inicial das fiats.

    E, mesmo com o ouro, ele teve um valor inicial, em algum ponto da história, se bem que impossível para nós analisarmos atualmente. (Aliás, uma das propriedades que tornaram o ouro mais interessante como moeda, em relação ao sal, por exemplo, é o fato de que o ouro não servia para muita coisa, exceto pela sua beleza e o fazia servir para arte, joias etc., enquanto o sal você sempre consumiria um pouco dele).

    Ao contrário do ouro, todavia, com os bitcoins a gente tem certeza de todo e qualquer histórico das transações. De fato, todas as transações, desde a primeira (que foi a compra da pizza, mas poderia ser qualquer outra coisa e realizada por quaisquer outras pessoas), estão registradas na blockchain.

    E o fato de usar o termo "um cara" e "outro cara" é exatamente isso. Não interessa quem, nem o motivo (que no caso foi uma pizza). Interessa somente que houve uma transação. O motivo da transação não é relevante nem para o teorema e muito menos para qualquer moeda (incluindo as fiats, ou então, o real não seria moeda, pelo teorema da regressão, ou o teorema estaria invalidado). E isso tem que ficar claro, senão, a gente vai cair em trocas de insultos e não em uma discussão em que ambas as partes cresçam com argumentos inteligentes, coisa que, até o momento tem acontecido em várias situações em relação ao Eduardo, por exemplo.

    Abraços

  • Jeferson  13/03/2014 14:20
    Mas o Real não é dinheiro, a gente tolera o seu uso como dinheiro porque o estado nos obriga a isso. É isso ou escambo aqui no Brasil, e escambo não é uma alternativa atraente a nada.
  • anônimo  13/03/2014 14:23
    'Interessa somente que houve uma transação. O motivo da transação não é relevante nem para o teorema'

    Essas são suas palavras, não de Von Mises.Primeiro que o teorema da regressão vai até a economia de escambo, onde o valor de tudo está na sua capacidade de ser usado como outra coisa que não dinheiro (óbvio já que não existe dinheiro ainda), e além disso, Mises deixa claro que o dinheiro não surge da especulação (que foi o motivo dessa 'transação', dois fanáticos querendo que algo vire dinheiro quando no livre mercado dinheiro nenhum surge de forma planejada).
    De coisas desse tipo o que surge são bolhas, como a bolha das tulipas, nada mais.
  • k4sty3l  12/03/2014 22:19
    Muito, mas muito obrigado pode compartilhar este livro.
  • Raphael - Bauru  19/03/2014 23:51
    Minha primeira constatação ao ler um pouco do livro:

    Possível problema: Liquidez

    Diante da possibilidade desta "moeda" ameaçar outras empresas de meios de pagamentos e inclusive governos, poderia haver uma ação conjunta por parte dos possíveis prejudicados em tirar a liquidez do BC, ou seja, efetuar uma grande e constante compra dos BC mantendo-os fora de circulação, não seria esse o maior risco aos usuários? (digo USUÁRIOS e não especuladores).

  • Andre Cavalcante  20/03/2014 17:51
    Não. Se alguém começar a comprar bitcoins e armazená-los ou destruí-los, só vai fazer o preço do restante aumentar.
  • Raphael - Bauru  20/03/2014 20:59
    Entendo, porém a dúvida continua, e o risco de liquidez? (caso muitos BC sejam comprados e destruídos). Sem liquidez não há utilidade correto?
  • Gilda  20/03/2014 08:13
    O que o Bitcoin esconde, é que a insegurança das carteiras (wallets) são premeditadas para facilitar o roubo da parte dos mais experientes. Se fosse realmente o que diz ser, haveria segurança da mesma forma que há nos sites bancários. São tão inteligentes para tanta coisa relacionada ao Bitcoin mas incentivam a invasão das wallets? me poupem! tem coisa muito errada aí.
  • Andre Cavalcante  20/03/2014 17:55
    Pelo jeito cê não entendeu nada.

    Sua carteira de dinheiro, por um acaso, tem cadeado de última geração e detector de intrusos à laser?

    Pois é. A minha também não. Porque uma carteira qualquer deveria ter esse tipo de segurança? A resposta é, não deveria porque seria muito incômodo cê ter que abrir um monte de cadeado e sistemas de segurança para o uso corriqueiro da carteira.

    A wallet (a carteira de bitcoins) também não foi construída cheia de segurança pelo mesmo motivo.

    Já não vale o mesmo para o banco que tem um cofre cheio de segurança. A mesma coisa deve valer para os "bancos" e "exchanges" de bitcoins.

    Pelo jeito as pessoas querem características que não são encontradas no dinheiro comum no bitcoin, que é apenas dinheiro.
  • ANDRESA  20/03/2014 19:26
    Meu Deus....qdo penso que entendo um pouco de qquer coisa, vejo que não sei é nada..
    Mto. confuso BC...
    Teria que ter uma explicação quase infantil para pessoas mais leigas.
    No pouco que (acho ter entendido)penso ter ousado a entender,ficará bem fácil a lavagem do dinheiro, e tb o acesso do BC nos presídios será intenso..estou errada?

  • Mansueto  20/03/2014 21:09
    Para sanar todas as dúvidas:

    Bitcoin - Perguntas e Respostas com Fernando Ulrich

    Fernando Ulrich estará respondendo a perguntas sobre Bitcoin, Economia e sobre seu novo livro Bitcoin - A Moeda na Era Digital

    As respostas serão respondidas ao vivo a partir das 20h de domingo. As perguntas, no entanto, já podem ser postadas no sábado à noite quando o link será aberto ao público.

    Mais detalhes:

    www.mises.org.br/Event.aspx?id=75
  • Rennan Alves  07/04/2014 17:09
    Peço de antemão que perdoem meu linguajar ácido, mas... PUTA QUE PARIU ERA SÓ O QUE FALTAVA!

    Tem Bitcoins? Você precisa declará-los no imposto de renda
  • Neto  08/04/2014 11:20
    Alguma novidade? Essa é a coisa mais idiotamente previsível da história das coisas idiotamente previsíveis.
  • Andre Cavalcante  08/04/2014 11:45
    Rennan,

    Entendo a sua indignação, mas as bitcoins, como ativo ou moeda, é óbvio que o governo vai tentar tributar as operações que as utilizarem. O único problema é que, da mesma forma que é muito difícil você rastrear todas as operações com dinheiro vivo, é muito difícil você rastrear as operações feitas com bitcoins que não envolvam o sistema bancário.

    De fato, como disse a matéria é mais uma tributação sobre a movimentação financeira em reais quando da compra e venda de bitcoins via bancos ou pela aquisição de bens, o que já é normalmente tributado.

  • Rene  08/04/2014 11:52
    A razão que o governo deu para pedir isso: "proteger usuários que possuem Bitcoins e evitar o uso dele em atividades criminosas". Não entendi exatamente como que espoliar 15% do montante de bitcoins se encaixa no quesito proteção. E é lógico que pessoas que usam bitcoins para comprar drogas ou pornografia infantil vão declarar seus bitcoins sem questionar.
  • Mauricio.  09/04/2014 01:19
    Vocês viram que agora dá pra emprestar dinheiro em bitcoin? É o fim dos bancos?

    blogs.estadao.com.br/link/brasileiro-cria-no-vale-do-silicio-sistema-de-emprestimo-de-bitcoins.
  • Andre Cavalcante  09/04/2014 15:12
    O BTCJam já existe há algum tempo. Agora só falta seguradoras e contratos em um sistema pluri-jurisdicional.
  • Zappa  11/04/2014 02:00
    Pessoal, o que me dizem sobre ter que declarar bitcoins pra receita.
    O governo foderal quer por a mão em tudo.
    Será que tem alguma maneira de escapar do leão?
    Cartão de crédito internacional em corretoras estrangeiras?
  • Pobre Paulista  11/04/2014 03:09
    Só me explique como eles irão rastrear seus bitcoins se você não declarar...
  • Zappa  11/04/2014 10:51
    Uai, pela porta de entrada (corretoras). No Brasil é só cercarem o mercado bitcoin por exemplo
  • Andre Cavalcante  11/04/2014 12:28
    Que nada, mesmo o merBTC dá algo como BTC100.00/dia de movimentação. O B2U tá há dias desovando BTC200.00. Boa parte das negociações com bitcoins ocorrem para envio de renda de/para fora do Brasil sem passar pelo sistema bancário. Simplesmente eles não tem como rastrear tudo.

    Acontece que há sim, motivos fortes para cê declarar reais para o governo (e pagar os impostos), quando, por exemplo, cê compra uma casa, ou um carro, mesmo pagando em BTCs.

  • anônimo  15/09/2014 14:37
    'Simplesmente eles não tem como rastrear tudo.'

    basta inventar uma lei falando que a corretora tem que informar

  • Rodrigo Amado  11/04/2014 12:53
    Eles vão saber apenas que você comprou Bitcoins.
    Mas você pode declarar que já gastou todos os seus Bitcoins, com pornografia, jogos online, ou qualquer outra coisa imaterial, ou que perdeu porque o seu computador deu pane, dentre outra infinitas possibilidades.

    Nesses casos como eles vão saber quantos Bitcoins você possui de fato?
    Como eles vão provar que você possui Bitcoins?
  • Zappa  11/04/2014 15:52
    é vero só tem a porta de entrada, boa
  • anônimo  11/07/2014 08:26
    O problema é se você não gastar com essas coisas todas, e no lugar gastar com coisas rastreáveis, tipo imóveis ou veículos. Ou ainda, se conseguir ter uma renda significativa com a valoração e aumentar o seu padrão de vida em função. Essas coisas eles podem rastrear.

    Dito isso, no Brasil você está isento de impostos sobre ganhos de "capital" se manter suas vendas inferiores a R$20.000 por mês se não me engano. É uma boa margem para a maioria das pessoas. E para os que poderiam gastar mais do que isso por mês vendendo bitcoins, bom... tem certeza de quer continuar morando no Brasil? :)
  • Angelo Viacava  10/05/2014 21:15
    Trecho da entrevista de Elizabeth Ploshay, membro do conselho diretor da Bitcoin Foundation, ao jornal Zero Hora, sexta-feira, 9 de maio de 2014, jornalista Erik Farina:

    - Pergunta: Alguns países falam em limitar o uso de bitcoins ou criar regulação, com a preocupação de evitar lavagem de dinheiro ou transações ilegais.

    - Resposta: Na verdade, é mais difícil fazer operações ilegais com bitcoins porque todas as transferências são gravadas, e se sabe quem fez transferência e do quê, é menos anônimo do que em dinheiro. Mas acredito que uma regulação das operações seja positiva para dar mais clareza ao uso de bitcoins.
  • Anonimo  19/05/2014 15:28
    Gostaria de saber se existe ou existirá uma versão em Inglês.
  • Andre Cavalcante  10/07/2014 14:56
    Só para dar uma atualizada:

    O "valor" do bitcoin, em termos de reais está por volta de R$1460,00 já há algumas semanas (com picos de R$1.500,00 e vales que R$1.420,00). Mostra uma resiliência e tanto, porque estes últimos meses foram, sem dúvida, de muitos percalços e artimanhas governamentais contra o bitcoin.

    O primeiro percalço foi a associação do bitcoin com a lavagem de dinheiro e venda de entorpecentes, o que foi propalado pela imprensa com a prisão do chefão e o fechamento do Silk Road (detalhe, ele foi pego através dos serviços de internet que são normalmente monitorados pelo estado, como o google+, e não por causa das bitcoins).

    Depois veio a queda do MtGox. O maior site de troca de bitcoins por moeda fiduciária fechou as portas e mostrou que realizava um operação fraudulenta a seus clientes. Bem como o IMB mostra, em um ambiente de livre mercado, os fraudulentos podem até ganhar muito dinheiro, mas não duram muito. Uma hora vem a conta! Exatamente o que aconteceu com o MtGox. Muita gente perdeu dinheiro e, por isso mesmo, as instituições, como um todo, estão se fortalecendo e as empresas estão mais preocupadas com segurança e em mostrar uma imagem de integridade e confiança. Exatamente como previsto na teoria.

    A outra pancada veio da China que proibiu os bancos de lá de operarem contas em yuans de operadores de bitcoins (já que não dá pra proibir que os chineses possuam carteiras em bitcoins - que seria algo basicamente irrastreável, dá para evitar a troca de yans por bitcoins e vice-versa).

    Por fim os norte-americanos definiram que o bitcoin é uma mercadoria e, portanto, será tributado como mercadoria.

    Depois de tudo isso, houve uma queda acentuada, seguida de uma leve recuperação e agora há uma espécie de linha de sustentação no patamar de R$1.460,00. Só a existência dessa linha de sustentação já dá um outro ânimo a investidores e especuladores em todo mundo.
  • Andre  18/07/2014 18:11
    Só para deixar registrado aqui nos comentários...

    Agora a Dell aceita Bitcoin:

    en.community.dell.com/dell-blogs/direct2dell/b/direct2dell/archive/2014/07/18/we-re-now-accepting-bitcoin-on-dell-com.aspx

    Dell.com/bitcoin
  • anônimo  15/09/2014 11:14
    'ninguém compra pizza com uma coisa que sobe de dois pra dois mil dólares em um ano'

    até agora não ví um argumento pra isso
  • anônimo  15/09/2014 11:21
    I mean, até agora não vi um argumento pró bitcoin que mostrasse que essa afirmação não é verdade, ou não faz sentido.
    Se eu tenho reais, dólares e sei lá, moeda chinesa, não vou usar como dinheiro a moeda chinesa que eu sei que vai se valorizar amanhã, e eu posso vender com lucro
  • Andre Cavalcante  15/09/2014 13:57

    "'ninguém compra pizza com uma coisa que sobe de dois pra dois mil dólares em um ano'

    até agora não ví um argumento pra isso"

    É óbvio que compra. A primeira transação com bitcoins foi para se comprar duas pizzas, inclusive. Hoje se compra de quase tudo: desde livros e computadores até carros e casas.

    Não tem muitas respostas quanto a isso, simplesmente porque esse pensamento não tem sentido. Veja bem, se você considerar que as moedas fiduciárias perdem valor continuamente então uma volatilidade para baixo ocorre, o que faria que as pessoas também, segundo o seu pensamento, não tivessem condições de operar com a moeda. Veja o Real, por exemplo, quando começou, pagava um salário mínimo de R$147,00. Hoje, o salário mínimo tá na casa dos 700. Mesmo descontando os aumentos acima da inflação, você teria algo em torno de 550, ou seja, com os mesmos R$147,00, hoje você só compra 26% do que comprava com a mesma quantidade de dinheiro. Bitcoin é mais volátil que o Real, é óbvio, mas mesmo assim dá pra fazer comércio com bitcoins, principalmente transações que envolvam a transmissão de valores via internet, as quais são quase instantâneas e o valor de quantos bitcoins vão ser pagos é decidido no último minuto.


    "Se eu tenho reais, dólares e sei lá, moeda chinesa, não vou usar como dinheiro a moeda chinesa que eu sei que vai se valorizar amanhã, e eu posso vender com lucro"

    Questão pra lá de debatida neste site: todas as pessoas vão preferir gastar agora do que no futuro ao menos uma parte de seus ganhos, simplesmente, porque há necessidades urgentes que todos temos e que devemos suprir (preferência temporal). Essas necessidades não são somente de comida e água, não. A indústria de bens de informática vive há 30 anos em deflação contínua e mesmo assim vende bilhões todos os anos, mesmo as pessoas sabendo que seu computador última geração, que acabou de comprar na loja, em meros 24 meses vai estar quase obsoleto e em meros 4 anos vai estar completamente obsoleto! Mas ninguém deixa de comprar um computador hoje, quando precisa de um, só para esperar uma versão melhor. Pode até guardar dinheiro para comprar o próximo, mas vai gastar uma parte hoje!


    Para aqueles que achavam que bitcoin era uma bolha e ia estourar... Há 9 meses o preço nas principais exchanges caiu em virtude de problemas na China, depois valorizou e depois tem se mantido, com tendência de baixa. Mas está muito mais estável do que foi ano passado. Só este ano o crescimento do número de transações e do comércio com bitcoins passou de USD1.5bi para USD6bi.

    A rede Bitcoin tem vários problemas técnicos que outras moedas virtuais estão tentando resolver, como o próprio algoritmo de prova de trabalho, que pode ser suscetível ao ataque dos 50% (mesmo que isso seja um tanto difícil hoje, pode acontecer...). Vamos ver como será ano que vem...

  • anônimo  15/09/2014 14:44
    André, mas no tempo das primeiras transações era muito diferente, ninguém imaginava que o bitcoin ia se valorizar tanto.Será que hoje o cara das duas pizzas não se arrepende amargamente de ter comprado elas?

    'todas as pessoas vão preferir gastar agora do que no futuro ao menos uma parte de seus ganhos, simplesmente, porque há necessidades urgentes que todos temos e que devemos suprir (preferência temporal)'
    Acho que vc não entendeu o ponto, eu sei que no capitalismo normal vai existir deflação, mas supondo que eu possa escolher entre várias moedas é melhor eu gastar com uma necessidade urgente usando uma moeda que NÃO vai se valorizar absurdamente amanhã, ou gastar com uma que vai?
  • Andre Cavalcante  15/09/2014 18:57
    Essa sua frase valeria se você soubesse exatamente quanto os bitcoins serão valorizados. Mas como ninguém sabe, fica tudo no achismo e especulação. Então tem sentido sim, gastar em bitcoins, mesmo que seja para se proteger de impostos.

  • anônimo  15/09/2014 15:07
    A questão não é a valorização natural da moeda no capitalismo, a questão é a valorização DO BITCOIN. O preço do bitcoin não sobe apenas por causa do aumento natural da produtividade de tudo, aumenta por causa da especulação.
  • Andre Cavalcante  15/09/2014 18:54
    Correto.

    E por isso que todos os analistas e mesmo o pessoal aqui do IMB, quando se trata de bitcoin, sempre dizem que é um experimento ou uma moeda em formação. Como ativo para investimento, só serve para se usar valores que podem ser perdidos sem grandes traumas.

    Eu, particularmente, faço encaixes em bitcoins para comprar eletrônicos fora ou para fazer transferências internacionais.

    Abraços
  • anônimo  17/09/2014 14:24
    Então vc ta falando que a era de ouro pra investir no bitcoin já acabou?

    Se o preço estabilizar o argumento da pizza vai ter uma resposta
  • Andre Cavalcante  17/09/2014 17:35
    Não, longe disso.

    Agora é que tá, de fato, começando.

    Bitcoin é uma moeda em formação. Funciona pela passagem de uma commoditie digital (os bitcoin) em uma rede (a rede Bitcoin). Como não há barreiras para a rede, ela se presta muito bem para transferência internacional de valores.

    Então, Bitcoin é, ao mesmo tempo, uma moeda e uma rede de pagamentos. Outras redes de pagamentos conhecidas são a Visa e a Mastercard, que também realizam transferências internacionais de fundos.

    Um outra empresa famosa na transferência de fundos é a Western Union. A movimentação da WU foi de USD79bi em 2012. Se os bitcoins substituíssem a WU neste serviço em, digamos, 50% das movimentações, então teríamos uma movimentação da ordem de USB29bi. Atualmente o conjunto de bitcoins está cotado em USB6bi, ou seja, 5 vezes menos que um potencial possível.

    Com esse potencial, dá pra saber quanto valeria BTC1.00 neste cenário, porque o máximo de bitcoins possíveis é de 21 milhões, que dá USD1,380.00.

    Em outras palavras, ainda haverá muita volatilidade no curto prazo, mas a tendência, com a popularização do bitcoin como meio de pagamento, será de valorização.

    Detalhes: www.vox.com/2014/9/5/6086171/why-im-investing-in-bitcoins?utm_source=bitcoinweekly&utm_medium=email

    Sobre o argumento da pizza o problema com a volatilidade é que cê perde a referência de preço naquela moeda. E é por isso que os bitcoins estão funcionando melhor hoje como meio de pagamento, onde o "preço em bitcoins" é definido no último momento, assim como é feito para pagamento com cartão. Isso significa que é possível você operar com bitcoins para qualquer coisa. Em outras palavras, bitcoins só não são, de fato, moeda, porque percebemos os bitcoins através das lentes das moedas existentes. Por outro lado, quando da estabilização (na verdade uma taxa de valorização crescente da ordem do crescimento médio da economia mundial - em caso de substituição da moeda internacional), todos os preços serão perfeitamente definidos em bitcoins e já não haverá necessidade alguma de outras moedas.


  • anônimo  17/09/2014 19:23
    'Sobre o argumento da pizza o problema com a volatilidade é que cê perde a referência de preço naquela moeda.'

    Acho que vc ainda não entendeu.O problema não é esse, o problema é deixar de ganhar dinheiro, MUITO dinheiro com a valorização dos bitcoins que vc não tem mais pq comprou a pizza.

    Eu só vejo duas opções:
    -se o bitcoin ainda se valorizar como no passado, o argumento da pizza continua
    -se estabilizar, ou se passar a crescer mas não tanto, o argumento da pizza está superado
  • Andre Cavalcante  18/09/2014 17:00
    Olá anônimo 17/09/2014 19:23:02

    "Eu só vejo duas opções:
    -se o bitcoin ainda se valorizar como no passado, o argumento da pizza continua
    -se estabilizar, ou se passar a crescer mas não tanto, o argumento da pizza está superado"

    Está cada vez mais difícil comentar aqui no IMB, as pessoas simplesmente repetem os mesmos argumentos, a gente responde uma, duas vezes e ainda diz que não argumentamos nada...

    Copy e paste de minha resposta a uns 5 comentários atrás

    "Questão pra lá de debatida neste site: todas as pessoas vão preferir gastar agora do que no futuro ao menos uma parte de seus ganhos, simplesmente, porque há necessidades urgentes que todos temos e que devemos suprir (preferência temporal). Essas necessidades não são somente de comida e água, não. A indústria de bens de informática vive há 30 anos em deflação contínua e mesmo assim vende bilhões todos os anos, mesmo as pessoas sabendo que seu computador última geração, que acabou de comprar na loja, em meros 24 meses vai estar quase obsoleto e em meros 4 anos vai estar completamente obsoleto! Mas ninguém deixa de comprar um computador hoje, quando precisa de um, só para esperar uma versão melhor. Pode até guardar dinheiro para comprar o próximo, mas vai gastar uma parte hoje!"

    E ainda completo o raciocínio: com o valor de um computador hoje, compro daqui um ano um muito melhor ou o mesmo muito mais barato, e olha que estamos falando de moedas que se desvalorizam, e muito! Mesmo assim, as pessoas compram computadores.

    Da mesma forma, mesmo os bitcoins se valorizando algum gasto vai acontecer. De novo, mesmo que seja para você fazer transações e transformar os bitcoins em reais ou dólares no final, mas sem que o governo saiba (é uma justificativa tão boa como outra qualquer), os bitcoins serão gastos (ao menos uma parte). E é de fato o que tá acontecendo, porque o número de transações só tem aumentado e o número de comerciantes que aceitam a moeda também.

    O problema atual com a aceitação de bitcoins é esse: andrewoons.com/post/93339555434/how-to-get-bitcoin-from-the-early-adopters-to-the-early, se bem que tem gente que crê que isso é só uma questão de tempo: www.forbes.com/sites/peterdiamandis/2014/06/23/my-insights-on-bitcoin-going-from-deceptive-to-disruptive/




  • anônimo  18/09/2014 22:05
    Realmente está difícil sim, vc reclama de uma coisa e faz a mesma coisa que acaba de reclamar.

    Copy e paste de minha resposta a uns 5 comentários atrás'
    Ahan, isso depois de eu JÁ ter dito que o seu glorioso parágrafo não respondia à pergunta coisa nenhuma.Eu JÁ tinha dito que o que o seu parágrafo comentou foi a valorização natural das moedas em geral, e não era disso que eu tava falando, eu tava falando da valorização DO BITCOIN que é bem diferente, muito maior e causada pela especulação.Até aqui qual parte vc não entendeu?

    Agora outra prova cabal de que vc não entendeu nada:
    'E ainda completo o raciocínio: com o valor de um computador hoje, compro daqui um ano um muito melhor ou o mesmo muito mais barato, e olha que estamos falando de moedas que se desvalorizam, e muito!'
    Se a moeda se desvaloriza essa situação não tem nada a ver com o que eu perguntei.Na verdade esse caso é justamente o contrário. Se a moeda se desvaloriza é um motivo a mais pra comprar o computador agora, o que eu perguntei, e que vc não leu ou não consegue entender, não tem nada a ver com isso.

    'Da mesma forma, mesmo os bitcoins se valorizando algum gasto vai acontecer. De novo, mesmo que seja para você fazer transações e transformar os bitcoins em reais ou dólares'
    Acho que o seu problema é leitura mesmo.Eu comecei falando que na situação hipotética eu tenho 3 ou 4 moedas, e posso gastar com a que eu quiser, se uma delas vai se valorizar eu NÃO vou escolher gastar essa.Você muda a situação toda e responde uma coisa que ninguém perguntou, vc cria uma situação nova onde a única coisa que existe pra se usar é o bitcoin, e responde se valeria a pena usar ou não esse bitcoin.Não foi essa a situação que eu falei.
    Então vamos lá, vamos ver se vc entende agora:
    mesmo os bitcoins se valorizando não é certo que algum gasto vai acontecer em bitcoins, pq pras despesas de emergência tenho a opção de usar outras moedas e deixar o bitcoin quieto, guardado, se valorizando.Isso SE a tendência dele é continuar se valorizando.
    Agora se a tendência NÃO for se valorizar, aí sim eu posso considerar comprar porcarias com ele.
    Não sei o que é que tem tão difícil de entender aí.

    Enfim, não consigo ser mais claro do que isso, se a conversa continuar andando em círculos eu dou o assunto por encerrado e considero a questão respondida com um NÃO SEI.


  • gabriel  19/09/2014 00:43
    Deixe eu tentar responder talvez de outra forma.

    Vamos então imaginar que tenho reais, dolares e bitcoins e vou comprar uma pizza. Aí vc me diz e eu também posso concordar, que comprarei elas com reais hoje pois é o que eu ACREDITO que ira se desvalorizar mais rápido. Perfeito, isso de fato acontecerá a pessoa que gastar vai tentar maximizar seus ganhos/ minimizar seus custos e isso acredito que seja uma atitude natural de qualquer ser humano.
    O grande ponto esta na palavra acredito grifada acima, justamente pelos bitcoins terem uma margem de valorização por especulação é que não se pode afirmar com 100% de certeza quanto a sua valorização com relação a hoje, dependem de diversos fatores entre os quais:
    -O entendimento e conhecimento da pessoa em questão quanto as questões econômicas e de cada moeda
    -O quanto é usado normalmente como encaixes pela pessoa
    -Local em que ela está inserida aceitar as diferentes moedas que influencia na questão dos encaixes
    -Tempo que ela pode deixar em bitcoins sem ser necessário retirar, pois pode pegar uma onda especulativa de baixa, entre outros...

    Acontece que ninguém pode dizer com precisão sobre a valorização de um bem/moeda qualquer no futuro de maneira a ter 100% de maximização dos ganhos. Portanto mesmo podendo ter diversas moedas não se pode saber exatamente qual seria a taxa de valoração entre elas.

    Outra maneira de tentar explicar, abaixo:

    Se a pessoa tivesse 100% de certeza que o bitcoin se valorizaria continuamente frente a todas as outras moedas, provavelmente ela compraria todas as coisas sempre com bitcoin, ao menos todo o possível e mesmo assim estaria maximizando os ganhos. Logo que ela ganhasse qualquer que fosse a moeda a escolha mais sábia a fazer seria se livrar logo de tudo o que tem e comprar tudo em bitcoins, pois se estaria sempre valorizando e cada segundo que ficasse com outra moeda na carteira no lugar de bitcoin a pessoa estaria perdendo valor. Logo, quando lhe der fome e ela for comprar uma pizza, melhor seria gastar em bitcoin pois isso é tudo que ela tem. Visto que as outras moedas que ela teve/ganhou já foram trocadas por bitcoin na primeira oportunidade.
  • Andre Cavalcante  19/09/2014 16:37
    Se você tem 3 ou 4 moedas e poderia comprar a pizza com qualquer uma das alternativas (não vejo lugar onde isso seja possível, mas, a bem da discussão, vamos continuar com o cenário e pensar as ações e consequências), você vai gastar com a pizza (assumindo aqui que seja necessário para você gastar com a pizza) a moeda que mais desvaloriza no tempo. Por exemplo, se tiver Reais, Pesos argentinos, Dólares e Euros, você vai usar Pesos argentinos, obviamente.

    O problema neste cenário se você incluir Bitcoin como uma das moedas em alternativa é que você não tem a mínima noção (hoje) de quanto o bitcoin custará amanhã (amanhã mesmo, no dia seguinte - porque, como coloquei acima, dá pra fazer certas projeções de valorização, mas aí é prazo longo, 1 anos, 2 ou até mais anos...). Então não dá pra saber se você vai ganhar ou perder dinheiro imediatamente com bitcoins na mão. Logo, você vai optar, meio que no escuro, e pode sim usar bitcoins para comprar a pizza, ou pode continuar optando por Pesos argentinos.

    Agora, vamos a um cenário mais real. Eu preciso fazer uma compra na Europa. Há vários meios de pagamentos: 1) eu tenho reais, troco por dólares, dólares por euros, faço a minha compra na Europa e trago o produto ao Brasil; 2) Troco reais diretamente por euros e faço a compra na Europa e trago o produto ao Brasil; 3) Uso de um intermediário, para a transferência de fundos daqui pra Europa e esse intermediário coloca o produto no Brasil; 4) Faço todo o processo de importação, pagando todas as taxas no siscomex, fechando o câmbio com antecedência - isso é uma variação do 3, mas com os bancos e os governos em coluio pra roubar dinheiro de ti; 5) Vou à Europa e pago com Visa ou Master o produto - é uma variação do 3, mas mas prático, com a operadora do cartão servindo de intermediário e, claro, cobrando todas as taxas para isso; 6) Compro bitcoins com reais e compro euros com estes bitcoins - o governo não tem como saber dessa transação e não pago nem impostos (só os da hora da compra na Europa) nem tarifas bancárias; 7) Compro Bitcoins com reais e compro o produto diretamente (se o vendedor aceitar bitcoins).

    Note que no item 6, as bitcoins funcionaram meramente como um meio de pagamento. Na verdade, continuo usando como moedas, o real e o euro. Já no item 7, elas se apresentam como moeda de fato.

    Afora a especulação, é este item 7 que tem aumentado, porém muito lentamente... Se a coisa realmente virar, como fala no último link que passei no comentário anterior, então aí teremos uma tendência a estabilização (na verdade o que vai estabilizar será a tendência de alta do bitcoin). E aí sim, as pessoas vão começar a usar bitcoins da forma descrita pelo Gabriel.

    E, no caso de se ter em mãos várias moedas e prontas para uso, aí sim, ninguém vai gastar os bitcoins, porque terá alguma certeza de que ganhará mais resultados com elas (de novo, um cenário interessante de ser analisado, mas pouco usual, ou mesmo real).

    Agora, concordando com o Gabriel, este cenário das várias moedas é menos provável ainda em caso de estabilização da tendência de alta das bitcoins. Isso porque, em se confirmando isso, a maioria das pessoas simplesmente vai se livrar das moedas que tiver em mãos e comprar bitcoins. Quanto mais rápido fizer isso, mais irá ganhar, de formas que, caso precise comprar algo, o fará em bitcoins, ou fará um câmbio de última hora, mas com ganhos temporais. Isso significa que as bitcoins tem o potencial de substituição das outras moedas, pela sua valorização contínua (se acontecer).

    A única maneira de manter um encaixe em outras moedas seria o fato de que a aceitação de bitcoins não seria ainda universal (ou, pelo menos muito ampla), o que determina a exigência de manter encaixe na moeda local. E a não aceitação das bitcoins é uma característica desta fase que estamos vivendo agora - para se tornar moeda, de fato, é preciso que haja mais aceitação, mas a aceitação só se dará de forma mais ampla pela estabilização da moeda, mas a estabilização só vai acontecer pela maior aceitação. Enquanto tal aceitação não acontece, a volatilidade é grande, devido à especulação, em grande parte, e aos problemas com governos, por outra. É este o imbróglio em que a tecnologia se encontra. E, de novo, vários analistas (um deles coloquei o link acima) já perceberam e chamam a atenção do que é preciso para mudar isso e do potencial de ruptura do modelo financeiro atual em caso de mais ampla aceitação das bitcoins.

    Abraços
  • Smiling Dave  01/01/2015 23:08
    My apologies for not knowing your lovely language.

    I have another article about bitcoin as transportation of money here:

    smilingdavesblog.wordpress.com/2014/12/30/bitcoin-as-a-transporter-of-money/

    It is a supplement to the article already quoted here, this one:

    smilingdavesblog.wordpress.com/2014/02/17/bitcoin-as-postage-stamp/

    General info about bitcoin here:

    smilingdavesblog.wordpress.com/2012/08/03/bitcoin-all-in-one-place/
  • saoPaulo  04/01/2015 14:58
    Pra quem quer entender rapidamente o que é o bitcoin:


  • anônimo  16/01/2015 09:40
    Bitcoin afunda cada vez mais, de $1200 pra $170, os otários que acreditaram nisso perdem cada vez mais dinheiro e Peter Schiff was right...again...
  • Andre Cavalcante  16/01/2015 18:15
    Devem ser muito otários mesmos as centenas de investidores que em 2014, mesmo com a tendência de queda acentuada não sendo segredo pra ninguém, e mesmo a queda sendo esperada, investiram pesadamente na plataforma da rede bitcoin....

    E ainda dizem que bitcoin é um "bolha" - que bolha leva mais de 1 ano para "estourar"?

  • anônimo  17/01/2015 14:57
    A queda era esperada?? Taí a prova de que bitcoinzistas não são criaturas honestas. Se a queda era esperada E eles fossem honestos, eles deviam ser os primeiros a vir aqui e alertar todo mundo sobre isso.
  • Andre Cavalcante  19/01/2015 14:19

    "A queda era esperada?? Taí a prova de que bitcoinzistas não são criaturas honestas. Se a queda era esperada E eles fossem honestos, eles deviam ser os primeiros a vir aqui e alertar todo mundo sobre isso."

    Como é?

    exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/bancos-barram-bitcoin-nos-eua-e-obstaculos-aumentam

    www.bitcoinnews.com.br/bitcoinbrasil/pronunciamento-de-banco-chines-causa-queda-no-valor-da-moeda-em-30/

    E isso em fins de 2013.

    Se você não se informou apropriadamente e perdeu dinheiro com bitcoins, sorry, vc que foi "otário" nessa. Se se informou e falou isso que falou, quem é o desonesto neste caso?

    Agora, se você quer um visão diferenciada do que é o mercado de bicoins e para onde ele tá indo, veja isso: https://panteracapital.com/bitindex/

    É cada um que aparece...

  • anônimo  22/01/2015 02:55
    Cara vc tem problemas em interpretar coisas básicas.
    Revista exame != bitcoinzistas, consegue entender a diferença? O que eu disse é que SE os bitcoinzistas fossem honestos ELES alertariam o pessoal aqui pra não perder dinheiro nesta coisa.Até aqui qual foi a parte que vc não entendeu? Vc consegue identificar o sujeito da oração?
    Voltando ao ponto, algum deles fez isso? Nope.De fato, eles falaram justamente o contrário, falaram 'invista meu filho que o bitcoin é o futuro'...e se eles sabiam que o troço ia afundar, a escrotidão é maior ainda.

    'Se você não se informou apropriadamente e perdeu dinheiro com bitcoins, sorry, vc que foi "otário" nessa. '
    É muita cara de pau viu, isso dito pelo mesmo pessoal que ainda ontem recomendava pra Deus e o mundo comprar esta m____.

    'Agora, se você quer um visão diferenciada'
    ...o último lugar que eu NÃO vou querer ouvir vai ser onde tem gente fanática, desonesta e que não está comprometida com a verdade mas sim com chamar mais gente pra barca furada deles, mesmo que isso signifique prejuízo pros novos otários.

    E não, eu nunca perdi nenhum centavo com esta tralha, nunca acreditei nisso, ainda prefiro o bom e velho ouro. Satisfeito?



  • Rodrigo Amado  22/01/2015 13:34
    "e se eles sabiam que o troço ia afundar, a escrotidão é maior ainda.".

    Por definição não é possível saber se, ou quando, o preço vai afundar com antecedência.
    Pois isso seria uma Profecia auto anulável.

    Imaginemos, para efeito de exercício mental, que surgisse uma pessoa com poderes de prever o futuro, e que essa pessoa tivesse MUITA credibilidade.

    Daí, essa pessoa, num determinado momento do tempo anuncia que o preço do Bitcoin, ou qualquer outra coisa, vai cair até determinado valor daqui a, digamos, 2 meses.

    Imediatamente todo venderiam seus Bitcoins, ou o que for, e o preço cairia imediatamente.
    Portanto a previsão não foi concretizada, porque ela foi anunciada, e o conhecimento do futuro gerou uma alteração do mesmo.

    E isso acontece o tempo todo, mas é tão banal que ninguém percebe.
    Um exemplo bem banal seria:

    Fulano põe o arroz para cozinhar e ESQUECE completamente disso.
    Um parente de fulano vê o arroz quase pronto e profere uma profecia:
    "O arroz vai queimar!!!".

    Então fulano vai lá e apaga o fogo, impedindo a queima do arroz e assim
    anulando a profecia que seu parente havia proferido.

    Claro que em geral ninguém para para pensar que esse pequeno acontecimento
    foi uma profecia auto anulável.
  • anônimo  20/05/2015 10:29
    'Por definição não é possível saber se, ou quando, o preço vai afundar com antecedência.
    Pois isso seria uma Profecia auto anulável.'


    Então os bitcoinzistas continuam desonestos, leia toda a sequência de comentários e vai ver que eram ELES que sabiam disso.
    Como foi que disse mesmo o André Cavalcante?
    'Se você não se informou apropriadamente e perdeu dinheiro com bitcoins, sorry, vc que foi "otário" nessa. '
  • Andre  20/05/2015 12:55
    "Então os bitcoinzistas continuam desonestos, leia toda a sequência de comentários e vai ver que eram ELES que sabiam disso.".

    Se eles sabiam e não contaram para ninguém ANTES do preço cair como eu posso saber se eles realmente sabiam ou se estão apenas se gabando de que sabiam após o fato ter ocorrido?

    A única forma deles provarem que sabiam seria eles provarem que venderam todos os seus Bitcoins ANTES do preço cair para depois ficarem com o dinheiro ou comprarem muito mais Bitcoins.
    E mesmo isso não provaria que eles sabiam de fato, poderia ser o caso de que essas pessoas "acharam" que isso ocorreria, se arriscaram e tiveram sorte. Sendo que algumas pessoas devem ter se arriscado na direção contrária e deram azar.

    Assim sendo a única prova definitiva que eles poderiam dar de que SABIAM antes da queda seria eles divulgarem a metodologia que eles usaram para prever a futura queda de preços, de modo que pudéssemos validar a metodologia deles testando-a em futuras quedas de preços.

    Obviamente isso jamais vai acontecer, seja por que tal coisa não existe, ou porque se existisse e fosse divulgada, então todos a usariam, e a metodologia iria falhar, já que com todos usando o preço iria cair ANTES do previsto pela metodologia.
  • Andre Cavalcante  22/01/2015 15:01
    Segundo link que passei: bitcoinews (logo, ou é você que não entendeu o que postei, ou continuas desonesto sobre isso).

    De resto o que você postou não tem sentido em termos de mercado. Nenhum mercado de investimentos ou mesmo bolhas são previsíveis com a acurácia que cê tá tentando emplacar.
    E, se você fosse um pouquinho honesto, leria o texto sobre o bitindex.

    Abraços e fui.

    PS: a propósito, a própria existência dessa discussão mostra que o pessoal antibitcoin é que tá num barco furado, pois já deve ser a terceira ou quarta "crise" do bitcoin - parece que ele vai acabar amanhã - e o resultado é que já vão 5 anos. Só o livro do Fernando já tá pra completar aniversário... Como disse a uns 2 anos atrás num comentário sobre bitcoins, que aqui replico:"deixe a moeda amadurecer: o ouro gastou séculos para se impor como moeda (e ficou como a moeda padrão por milênios) e, como disse Mises, nenhuma moeda aparece da noite pro dia, mesmo na era digital, é preciso amadurecer - pode mesmo que a 'moeda do futuro' não seja o bitcoin, mas com certeza será algo que lhe é derivada. Ano que vem a gente volta a discutir o bitcoin".

  • anônimo  23/01/2015 10:43
    "parece que ele vai acabar amanhã - e o resultado é que já vão 5 anos."

    bitcoinobituaries.com/
    ;)
  • anônimo  20/05/2015 10:34
    Isso é só propaganda. E se o negócio era o sonho de usar uma moeda alternativa longe das patas do governo, aí o troço morreu mesmo.Muitos governos já estão falando em 'regular' o bitcoin e estão prendendo gente que usa esta coisa pra 'lavagem de dinheiro'.
  • anêmico  20/05/2015 13:35
    Se você acha que há como o governo regular o Bitcoin, sinal de que você não entendeu como ele funciona.
  • anônimo  21/05/2015 10:47
    Anêmico, não tem nada a ver com 'entender como ele funciona', pára quedista não vê que isso já foi dito mais ou menos um bilhão de vezes: o bitcoin pode ter criptografia quântica mas o mundo ao redor dele, não.
    money.cnn.com/2014/01/27/technology/security/bitcoin-arrest/
  • Andre Cavalcante  23/01/2015 15:09
    De lá mesmo:

    Bitcoin has died 39 times

    E contando... :D
  • Sergio  19/05/2015 13:49
    Olá,

    Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o BitGold. https://www.bitgold.com/

    Abraços,
  • anônimo  30/05/2015 06:18
    Criador do Silk Road sentenciado com prisão perpétua
    "Silk Road's birth and presence asserted that its…creator was better than the laws of this country. This is deeply troubling, terribly misguided, and very dangerous."
    www.wired.com/2015/05/silk-road-creator-ross-ulbricht-sentenced-life-prison/
  • Eduardo R., Rio  08/11/2016 03:18


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