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Um tributo ao povo polonês

Leia a primeira parte deste artigo aqui

 

Após a imposição da lei marcial em dezembro de 1981 e a maciça utilização do exército e das tropas paramilitares ZOMO para esmagar o Solidariedade, o número de afiliados ao movimento caiu de 9,5 milhões para apenas alguns poucos milhares.  Os agitos no país diminuíram sobremaneira, mas continuaram.  O Solidariedade continuou na ativa, só que agora clandestinamente.

Após ter conseguido impor ao menos uma aparência de estabilidade, o regime polonês começou a relaxar a lei marcial.  Ao longo do tempo, a lei foi sendo revogada em várias etapas.  Em dezembro de 1982, a lei marcial foi suspensa e um pequeno número de prisioneiros políticos, dentre eles Walesa, foi libertado.   Embora a lei marcial só tenha sido formalmente abolida em julho de 1983, e uma anistia parcial tenha sido promulgada, várias centenas de prisioneiros políticos continuaram encarcerados.  Tornou-se mundialmente famoso o caso de Jerzy Popieluszko, um popular padre defensor do Solidariedade, que foi sequestrado e assassinado pelo serviço de segurança do governo — o Sluzba Bezpieczenstwa — em outubro de 1984.

A partir daí, os fenômenos de resistência na Polônia começaram a ser influenciados pela postura reformista de Mikhail Gorbachev na União Soviética.  Em setembro de 1986, uma anistia geral foi declarada e o governo libertou quase todos os prisioneiros políticos.  No entanto, as autoridades continuaram perseguindo os dissidentes e todos os ativistas do Solidariedade.

Já estava mais do que óbvio que os esforços do regime para organizar a sociedade de cima para baixo haviam fracassado completamente.  Com a crise econômica agravada e todas as instituições sem funcionar, a clandestina resistência anti-comunista foi ganhando um número crescente de adeptos.

Os inspiradores

Testemunhei ao vivo estes acontecimentos.  Em novembro de 1986, passei 10 dias vivendo entre os clandestinos do Solidariedade e do Liberdade e Paz, um grupo formado por jovens.

Durante esta minha visita, aprendi que, cinco anos após o início dos violentos ataques desfechados pelo governo contra os movimentos de resistência, os poloneses haviam aprendido fabulosos truques para ludibriar e se esquivar do regime de Jaruzelski, tudo de uma maneira que chega a desafiar a imaginação.  A escassez total dos mais básicos produtos alimentares, a inflação de preços em dois dígitos, e uma poderosa polícia secreta não os impediram de criar formidáveis mercados negros e vigorosas instituições privadas, desde rádios e editoras de livros a até mesmo teatros e escolas.  Tudo clandestinamente.

Wiktor Kulerski, um dos lideres do Solidariedade, já havia esboçado, alguns anos antes, um esquema sobre como seria a resistência polonesa.  Escreveu ele:

Este movimento irá criar uma situação em que as autoridades irão controlar as lojas estatais, mas não o mercado; o emprego de trabalhadores, mas não seu meio de vida; a imprensa oficial, mas não a circulação de informações; as editoras, mas não as publicações; os correios e os telefones, mas não as comunicações; e o sistema escolar, mas não a educação.

Trinta e oito milhões de poloneses estavam menosprezando e ridicularizando o estado.  Eles já haviam aprendido por experiência própria e dolorosa que, como bem havia dito o escritor e compositor dissidente Stefan Kisielewski (que havia sido preso e espancado por causa disso), "Socialismo é estupidez". 

Eles já estavam fartos daquilo tudo.

O Lloyd's de Varsóvia

Em um jantar organizado secretamente, em minha homenagem, por uma organização clandestina de editores em Cracóvia, fiquei mesmerizado com a amplitude daquilo que meus anfitriões chamavam de "empreendimentos editoriais independentes".  Eles haviam traduzido, imprimido e editado várias obras "subversivas" de Alexander Solzhenitsyn, George Orwell, e até mesmo de Murray Rothbard e Ayn Rand.

"Onde vocês conseguem os papeis para imprimir tudo isso?", perguntei.  Um jovem polonês chamado Pawel respondeu: "De dois lugares: contrabandeamos do Ocidente e roubamos dos comunistas".

Pawel explicou que havia vários empregados das casas editoriais do governo que eram simpáticos ao movimento de resistência.  Eles frequentemente forneciam papeis para os movimentos clandestinos.  E quando a barra estava realmente limpa — ou seja, sem nenhum agente estatal nas redondezas —, eles chegavam até mesmo a imprimir o material ilegal nas próprias impressoras do governo. 

Todo este material era distribuído e circulava amplamente nos subterrâneos de Varsóvia.

Quando o governo soube, decidiu contra-atacar criando uma operação para confiscar os carros dos distribuidores deste material proibido.  Para se proteger, os editores clandestinos criaram sua própria companhia de seguros (a qual eles chamaram de "Lloyd's de Varsóvia") para cobrir os custos do confisco de seus carros, papeis e materiais.

Perguntei àqueles editores como eu poderia ajudar.  Curiosamente, eles já haviam planejado um pedido específico para mim.  Eles me perguntaram se eu conseguiria arrecadar US$5.000 e enviar esse dinheiro para seus aliados exilados em Paris, os quais iriam utilizar esse dinheiro para financiar a tradução para o polonês e a impressão de várias cópias do clássico Liberdade para Escolher, de Milton Friedman.  Dentre as minhas mais estimadas possessões está uma edição deste livro com uma dedicatória do ativista Wojciech Modelski com estas palavras:  "Obrigado, Larry!  Sem sua ajuda, não seria possível publicarmos este livro."

Mas a minha história favorita desta minha visita à Polônia envolve um casal muito corajoso e intrépido, Zbigniew e Sofia Romaszewski.  Eles haviam sido soltos da prisão fazia muito pouco tempo.  O crime?  Comandar uma popular estação de rádio clandestina. 

Não aguentei e tive de perguntar:  "Quando vocês estavam transmitindo, como sabiam se as pessoas estavam ouvindo?" 

Sofia respondeu: "Tínhamos de estar constantemente mudando de lugar para que a polícia não nos capturasse.  Por isso, só conseguíamos transmitir de oito a dez minutos de cada vez.  Uma certa noite, fiz o seguinte pedido: se há alguém nos ouvindo, pisquem suas luzes para mostrar que acreditam na liberdade.  E então fomos para a janela.  Durante horas, toda Varsóvia ficou piscando". 

Poucos dias depois, fui preso, revistado nu e deportado.

O fim da tirania

Em 1989, alguns dias após a queda do Muro de Berlim, voltei a Varsóvia e Cracóvia para rever meus amigos e celebrar com eles.  A Revolução de Veludo estava em andamento na vizinha Tchecoslováquia.  A Hungria havia aberto suas fronteiras para o Ocidente algumas semanas antes.  O megalomaníaco Nicolai Ceausescu, da Romênia, seria fuzilado no Natal.  Mas foi a Polônia quem abriu o caminho.

Em fevereiro de 1988, já desesperado com a situação de suas finanças, o governo implementou um aumento generalizado de 110% nos preços de todos os bens da economia.  Os protestos estudantis retornaram.  O colapso econômico gerou uma série de greves ao redor do país em abril, maio e agosto.  O governo se sentiu obrigado a negociar.  Com a indispensável mediação da Igreja Católica, contatos preliminares foram feitos entre o governo e membros do Solidariedade.  Em setembro, o governo recorre a Lech Walesa para tentar negociar o fim das greves.  No dia 18 de dezembro de 1988, o Solidariedade sai da ilegalidade.

No início de 1989, o general Wojciech Jaruzelski chegou a um acordo com Lech Walesa: os grupos políticos suprimidos seriam legalizados e eleições gerais seriam marcadas para o dia 4 de junho.  O general não tinha alternativas.  A Polônia, declarou ele, havia se tornado "ingovernável".

anti-communists.jpgE foi exatamente no dia 4 de junho de 1989 que a Polônia eletrizou o mundo ao fazer as primeiras eleições livres na Europa comunista.  Ativistas anticomunistas (e, em vários casos, também anti-socialistas) surpreenderam seus conterrâneos: eles conquistaram 99 das 100 cadeiras no Senado e absolutamente todas as 161 cadeiras do Parlamento que o regime permitiu serem disputadas na eleição.  Tais resultados asseguraram que a guinada para a liberdade em todo o império soviético era definitiva e iria se intensificar até derrubar todos os ditadores e partidos comunistas, desde Berlim Oriental até Ulan Bator.   

A história da Polônia desde a imposição da lei marcial e do esmagamento do Solidariedade em dezembro de 1981 até as gloriosas eleições de 1989 não é a saga de um povo pessimista, derrotista ou submisso.  Ao contrário: trata-se de uma notável evidência do desejo humano de ser livre.  Embora os três poderosos líderes do Reino Unido, dos EUA e do Vaticano (Thatcher, Reagan e João Paulo II) tenham ajudado imensamente no processo da desintegração comunista, estes mesmos líderes correta e repetidamente aplaudiram e elogiaram o espírito desafiador dos poloneses.  "O povo da Polônia", declarou Reagan, "está nos dando um imperecível exemplo de coragem e devoção aos valores da liberdade contra uma violenta e implacável oposição. . . . A tocha da liberdade é quente.  Ela aquece aqueles que a mantêm lá no alto e queima aqueles que tentam apagá-la."

Um dos gigantes intelectuais da liberdade polonesa, o filósofo e historiador Leszek Kolakowski, que morreu em julho de 2009 aos 81 anos de idade, rotulou o marxismo de "a maior fantasia do nosso século".  Segundo ele, a brutalidade totalitária é uma inevitável consequência de uma concentração de poder.  Em uma entrevista concedida ao The New York Times em 2004, ele disse que "Supostamente, essa ideologia deveria moldar o pensamento das pessoas; no entanto, a partir de certo momento, ela se tornou tão fraca e tão ridícula, que ninguém mais acreditava nela.  Nem os governados, nem os governantes."

A todos aqueles milhões de poloneses que bravamente lutaram pela liberdade e que atiraram o comunismo na lata de lixo da história há quase 25 anos, muito obrigado por sua coragem, sua perseverança, sua visão e seu exemplo.


5 votos

autor

Lawrence W. Reed

  • O Volta  01/03/2014 15:33
    Apenas uma informação, talvez "nova". Gorbashev não era reformista. O que ocorreu na URSS foi uma "glasnost", e o sentido dessa frase precisa ser melhor entendido pelo ocidente. Vou provocar:

    Se o comunismo caiu, como então se explica o fato de que a mídia e a academia do ocidente estejam totalmente dominadas por ideologias coletivistas?

    Recomendo a leitura do livro "Desinformation" do General Pacepa, desertor e ex chefe do serviço de inteligência de Ceausescu. Ceausescu foi o piloto de teste da ação de desinformação chamada glasnost. E Pacepa foi um ator central nessa operação de influência dos serviços secretos do bloco comunista. O que é narrado ali vem de uma fonte primária. Alguém que conheceu Brezhnev, Antropov e fazia parte do núcleo duro dos regimes comunistas.
  • mauricio barbosa  01/03/2014 17:02
    O VOLTA, a população que viveu sob a batuta comunista não tem saudade daquele tempo. Quem tem saudade daquele tempo são os parasitas que perderam seus privilégios e hoje semeiam o esquerdismo junto com os sonhadores românticos do ocidente que ainda acreditam nessa doutrina fajuta...
  • anônimo  05/03/2014 19:49
    Não necessariamente!
    A maioria dos idiotas que defendem o comunismo ao meu redor são pessoas das mais variadas e todas (100%!) da iniciativa privada há muitos anos, no caso dos mais velhos ou nunca trabalharam pro governo, no caso dos mais jovens.
  • Girico  03/03/2014 02:23
    Culpa da maldita Escola de Frankfurt...
  • Teo  18/06/2015 09:27
    Volta, que incrível coincidência, estou lendo exatamente esse livro. Foi recomendado pelo Olavão. Acabei de ler New Lies for Old do ex-agente soviético Anatoliy Golitsyn.

    Em 1984 (!!!) ele já escrevia que o plano da KGB era "acabar" com o regime soviético apenas de forma aparente promovendo uma abertura parcial de mercado e uma democratização para abrir uma janela de comunicação (Subversão) com o Ocidente. Isso já era pensado desde o tempo de Stalin por Lavrentiy Beria.
  • roger  01/03/2014 16:09
    Estou emocionado!
  • Romulo  01/03/2014 17:51
    Eu tive o prazer e o privilégio de conhecer este país em 2013. O sentimento de liberdade e orgulho que os poloneses têm é impressionante. Se eu tiver oportunidade, vou me mudar para lá. Além de ter uma das maiores liberdades econômicas da Europa, a Polônia se mantém uma sociedade conservadora e de princípios. É um país espetacular.
  • Cesar  01/03/2014 17:57
    Nossa essa parte:

    Uma certa noite, fiz o seguinte pedido: se há alguém nos ouvindo, pisquem suas luzes para mostrar que acreditam na liberdade. E então fomos para a janela. Durante horas, toda Varsóvia ficou piscando.

    Bombardeou meu coração de orgulho =)
  • Renan  01/03/2014 18:19
    COMUNISMO SÓ DÁ CERTO PARA OS DONOS DO PARTIDO!
    Na prática temos visto isto acontecer com os países socialistas, como Cuba depois de mais de 50 anos de incessante comunismo; só possui produtos exportáveis: mão-de-obra escrava, subversão e e tecnologia de operação no tráfico de drogas-FARC, ainda sobrevive em princípio com o auxílio financeiro da União Soviética e agora com o da Venezuela e internamente a "maravilhosa doutrina do igualitarismo" - na miseria do povo - menos dos deuses do partido.
    Evidente é que o comunismo é subsidiário da Alta Maçonaria, assim como os relativistas protestantes, a alta cúpula em especial, com a maioria dos quais tem boas relaçoes .
    Outro exemplo de fracasso desse tipo de ditadura, a Coréia do Norte, por ex., quer trocar seu programa nuclear por comida, pois o povo morre de fome. Até hoje o país recebe gêneros alimentícios da China e da Rússia para que a população sobreviva, ao passo que a capitalista Coréia do Sul é um dos países mais ricos do mundo.
    Os nossos genios socialistas do PT e de outros partidos de esquerda se recusam a encarar a realidade, além de malucos, são controlados por forças satanistas; sobem ao poder via falsas propagandas, corruptos ao extremos, mas com forte ajuda de dissidentes sacerdotes da Igreja católica - com apoio da banda vermelha da CNBB e da marxista TL - desde D Hélder, D Arns etc., e os infiltrados dentro dela também, dos grandes mantenedores dos comunistas no poder.
    Aliás até Lula já o admitiu como nas CEB, CPT, CIMI etc., serem o celeiro de novos comunistas. Esses sacerdotes relativistas tipos Fabio de Melo, Claudio van Balen, Gilvander Moreira, Beto I e II etc., são coadjuvantes desse esquema de traição a Cristo e entrega do povo a Satã pr meio deles seus asseclas, seus ditadores ateístas comunistas, grandes perseguidores da Igreja.
    Porém, seus eleitores são contabilizados também como associados!


  • Pedro Ivo  05/03/2014 17:42
    A acusação de que Marx era satanista, e de que o movimento que ele fundou é conduzido por forças infernais, eu já conhecia. Pode ser lida em: Marx era um satanista?. Mas todas as demais são novidade para mim.

    Você poderia colocar uns links para as referências?
  • Eduardo Bellani  01/03/2014 23:50
    "Supostamente, essa ideologia deveria moldar o pensamento das pessoas; no entanto, a partir de certo momento, ela se tornou tão fraca e tão ridícula, que ninguém mais acreditava nela. Nem os governados, nem os governantes."

    Acho que esse é o ponto chave. Perguntem-se, qual a % de funcionários públicos que
    acreditam nas justificativas para o que fazem? E quantos acreditavam a 20 anos?

    Percebo cada vez mais uma descrença tanto da classe privilegiada quanto da classe explorada sobre as justificativas ideológicas para a existência dos privilégios.
    E isso é fundamental pro sistema ruir.
  • aspone  05/03/2014 21:10
    Epa! Podem parar de falar em sistema que vai ruir e coisas do tipo?

    Vou acabar tendo pesadelos!
  • Carlos Marcelo  02/03/2014 00:24
    A impressão que dá é que só depois de passar por uma ditadura socialista é que o Brasil finalmente jogará essa ideia na lata de lixo das ideologias, como já foi com o nazismo. Enquanto isso, continuará havendo gente flertando abertamente com essa nojeira que já matou muitas vezes mais que o Holocausto. A suástica já foi devidamente colocada como símbolo de algo repulsivo em todo o globo, mas só na Europa Oriental o mesmo aconteceu com o martelo-e-foice. Vocês têm alguma ideia de como mudar isso? O caminho mais viável me parece começar a espalhar as ideias austríacas e libertárias em geral dentro das universidades, e também mostrar que o totalitarismo é inerente ao socialismo. Mas e vocês do IMB, vislumbram outros caminhos para a mudança?
  • Samuel  02/03/2014 03:23
    Carlos Marcelo torço sinceramente para você está errado. Não quero passar pelo socialismo não. Copio um texto que fiz hoje em um outro post.

    Engraçado, tive que ler todos os livros de Hobsbawn na graduação. Simplesmente uma viúva do socialismo. Defende as monstruosidades do Stalin, Mao, etc. Mas toda vez que vejo um líder socialista me vem uma ideia na cabeça, por que uma pessoa no século XXI, ainda defende o socialismo?

    Usa desculpa que o capitalismo faz atrocidades pela África, Ásia, América Latina. Mas a África sempre está em guerra civil, até guerras civis são culpa do capitalismo? O fato de acontecer assassinatos é culpa do capitalismo? Me explique a guerra civil de Angola? Fale qual a participação da MPLA nesta guerra.

    Daí vem outra coisa na cabeça. Por que o ser humeno prefere ficar onde há capitalismo? Por que em Cuba o cidadão tem que pedir autorização para sair?

    Daí, vem o seguinte Eric Hobsbawn viveu a vida inteira dele acreditando em socialismo, morou na Inglaterra (inclusive na época da Thatcher) e pregava contra o capitalismo, justificando as atrocidades do socialismo. Imagine o contrário, ele vivendo na URSS, pregando contra o socialismo. Mas entendo por ele ter pregado contra o socialismo. Não acreditou quando Nikita Kruschev falou das atrocidades de Stalin. Não acreditou quando o leste europeu se rebelou contra o socialismo. Não acreditou quando a URSS findou. Mas Hobsbawn foi uma das últimas viúvas do socialismo. Ele pregou e acreditou nisto, dificilmente uma pessoa consegue mudar de ideia quando lutou pela ideia. A mesmo coisa digo do nosso querido Oscar Niemayer, outra viúva. Mas pessoas na segunda década do século XXI defendendo socialismo.

    Se socialismo é tão bom mesmo, por que sempre tem que ser implantado?! Ou tu acha que a população vai aceitar ter fazendas coletivas? Vai aceitar dar uma casa sua para o outro? Me fale como implantar o socialismo? Para mim só se for pela força.

    Eu simplesmente fico abismado como a alguém em pleno século XXI defende os regimes e seus líderes socialistas! Não sei como alguém defende Stalin, Lênin, Mao... Como defender Pol Pot? Como defender Che Guevara que na Assembléia Geral da ONU de 1949 defendendo execuções dos opositores do regime? Como defender Kim Il Sung? Kim Jong Il? Como defender Kim Jong un e o que acontece na Coréia do Norte? Tem Tito ainda. Fidel Castro. Em Cuba dizem que a culpa é do embargo americano. Mas Brasil pode fazer comércio com Cuba, construindo inclusive portos. Quando cubanos fogem de lá e norte coreanos fogem de lá, descobrem a realidade e a enganação.

    Socialista sempre culpa os outros pelos seus fracassos, a culpa é sempre do capitalismo. Aliás, gostam de falar que nazismo é regime capitalista. Desde quando capitalismo apoia a expropiação de riqueza alheia? E pior que ensinam isto para os alunos do ensino médio. Estamos vendo a tentativa de implantação do socialismo na Venezuela (de novo a culpa pelo fracasso é dos americanos e do neo liberalismo). Há... socialistas... sempre culpando os outros pelo fracasso de um regime brutal. Sempre...!

    Depois vem citando as viúvas do socialismo: Eric Hobsbawn, Noam Chomksy, Oscar Niemayer, etc. Viúvas que infelizmente tive que aturar na graduação, que defendem regimes brutais. Não sou obrigado a concordar com estas viúvas, entendo elas pois viveram a vida lutando por isto. Mas discordo plenamente do que estas viúvas defendem.

    Entendo bem uma pessoa como Rosa Luxemburgo morrendo pelo socialismo no há quase cem anos. Mas pessoas que nasceram depois de 1950 defendendo socialismo? Mesmo diante de tudo que o socialismo já fez? Até quando tentarão implantar socialismo? Capitalismo não é o regime perfeito, mas é o melhor que existe. Tentaram com socialismo, não deu certo, mas ainda tentam.

    De novo, não entra na minha cabeça uma pessoa que estudou, tem curso superior, defender um regime deste. Aliás chegam ao absurdo de defenderem os líderes socialistas! Pior que colegas meus da graduação estão ensinando que socialismo é um regime ideal. A mesma coisa que fizeram comigo quando eu era aluno do ensino médio. Mas ainda bem que a maioria destas crianças e adolescente crescem e caem na realidade.

    Não sei se estes tem compromisso com a realidade. Mas mostram uma coisa que no socialismo não existe. Liberdade de pensamento, liberdade religiosa, liberdade econômica. O que acontece com quem lutam contra?

    Daí vem semore um nome de um líder comunista na cabeça, vêm os crimes que eles cometeram.

    OBS.: ME DESCULPEM PELOS ERROS DE GRAMÁTICA E CONCORDÂNCIA, POIS POSTEI ISTO DE UM TABLET. NÃO FIZ REVISÃO.
  • Henrique  02/03/2014 17:48
    Olá,

    há algum tempo pretendo cursar uma segunda faculdade por hobby e, após entrar em contato com os artigos do IMB, estou com vontade de cursar economia.

    Segundo o ponto de vista dos autores do site, dá para aproveitar alguma coisa do curso ou vai ser muito tempo jogado fora?

    Obrigado.
  • Guilherme  02/03/2014 20:27
    Bom, eu estou estudando Administração e temos aulas de economia. E basicamente, nada de bom sobre o capitalismo e completo desconhecimento da escola austríaca.

    Mesmo numa universidade particular, que diz ser voltada ao mercado, já tive aulas de marxismo. Isso mesmo. A disciplina era alguma coisa sobre "comportamento social" ou algo assim. Aí foi explicada a teoria do Marx, a exploração e até mesmo a mais-valia ( pergunta que caiu em prova inclusive ).

    Nas disciplinas de economia o que predomina é o keynesianismo, mas eles dificilmente usam esse nome. "Terceira via" talvez seja o mais comum. Mas ele vão falar que Keynes é o mais importante economista do século. E toda aquela ladainha de "o Estado deve intervir em tempos de crise ( que ele mesmo provoca ) e fazer investimentos para aquecer a economia, etc". E aquele papo que tudo estaria melhor "se tivéssemos mais órgãos reguladores governamentais".

    Eu não sei, talvez fosse melhor estudar um idioma a fundo, como espanhol e fazer o curso da escola austríaca lá em Madrid. Tinha um curso aqui no Brasil ( no Rio acho) mas acho que era uma introdução básica.
  • Nilo BP  03/03/2014 02:00
    Se a sua idéia é aprender economia... ou aprender qualquer coisa... eu recomendo que você passe bem longe de instituições de enrolaç - err, ENSINO superior. Não tem nada que você vá aprender lá que não seja possível aprender melhor buscando a informação com seus próprios meios.

    Com a internet é possível inclusive encontrar outras pessoas interessadas para compartilhar idéias e dúvidas. O mises.org americano tem cursos online freqüentes com figuras austríacas/libertárias de renome. O downside é que não tem canudo, e ainda tem muita gente que dá importância para canudos (o porquê me elude).

    De qualquer forma, não se engane, o que você vê no mises.org.br tem pouquíssimo a ver com os pensamentos que circulam em uma faculdade de economia convencional. Não estou falando em hipérboles. Você acha que o pessoal aqui exagera o horror da dominância do marxismo e do keynesianismo?

    Imagine aquele típico professor de Doutrinação Coletivista do ensino fundamental/médio. Agora arme ele com um arsenal intimidador de equações (keynesianos) ou verborragias (marxistas), possivelmente ambos. Adicione uma carapaça de invulnerabilidade acadêmica e, por último, um nariz que aponta permanentemente para a Fronteira Final. Tens agora um professor de Economia. Se enfrentar um pelotão de criaturas como essa não faz você desistir da idéia, matricule-se já!

    Full disclosure: sou um pouco traumatizado. Mas falando sério, é uma tortura da mente e da alma ter que suportar uma faculdade de economia depois de ter aceitado as idéias da Escola Austríaca como verdadeiras. E, sem nem sequer o incentivo de ter que se formar para entrar no mercado de trabalho, provavelmente vai ser muito difícil agüentar até o fim.
  • Isaias Lobão  04/03/2014 02:04
    Eu lecionei em várias faculdades particulares aqui no DF. E sinto dizer que nenhuma tem um ensino fora da caixinha do marxismo cultural. Sugiro que você faça um bom curso de inglês (se ainda não domina a língua) e se empanturre de artigos do Mises americano e do meu autor preferido, o dr. Gary North.
  • Emerson Luis, um Psicologo  02/03/2014 20:37

    "Uma certa noite, fiz o seguinte pedido: se há alguém nos ouvindo, pisquem suas luzes para mostrar que acreditam na liberdade. E então fomos para a janela. Durante horas, toda Varsóvia ficou piscando"

    Uma das partes mais emocionantes!

    Desejo que a Venezuela consiga se livrar e que o Brasil não precise chegar a esse ponto.

    * * *
  • Ian  03/03/2014 01:50
    Aproveitando o tema, uma dúvida um tanto off-toppic: porque todo polonês odeia a Polônia? Já conversei com alguns poloneses por internet ou pessoalmente e todos parecem odiar o próprio país. Dizem que é entendiante, não tem nada de divertido, é feio, não tem perspectivas de futuro e nem emprego. Muitos até me dizem pra não ir pra lá quando eu digo que tenho vontade de conhecer esse país. Todos com quem eu conversei sonham em ser suecos, noruegueses ou de algum país da Europa Ocidental. Sei que tem muitos poloneses que vivem nesses países e os que ainda não sonham em fazê-lo.
    Alguém que já foi pra lá ou entende melhor a situação política e econômica poderia me responder: a Polônia está tão ruim assim ou esse sentimento ''anti-patriótico'' é algo cultural?
  • Eduardo Carvalho  03/03/2014 03:01
    "Todo polonês"?! Pelamor, hein, que generalização mais ridícula. Nêgo conversou com dois polacos mal humorados na internet e já saiu estipula do que absolutamente todo polonês pensa igual. Coisa mais coletivista. Imagina então o que os gringos devem pensar do Brasil ao conversar na internet com um brasileiro médio? Pior: o que ele deve pensar de nossas mulheres ao visitar o Rio no Carnaval?

    Quando fiz intercâmbio na Inglaterra, conheci dois poloneses. E conheci outros três quando morei nos EUA. O que eles tinham em comum era o fato de serem altamente críticos ao governo (algo que vejo como totalmente positivo). Tais poloneses sabiam que prosperaram não por causa do governo, mas apesar dele (uma postura diametralmente oposta da de vários brasileiros, que imputam a Lula até mesmo o carro que compraram a 99 prestações).

    Por fim, troque o termo "todo polonês" por "todo português" ou "todo espanhol" ou "metade dos americanos" e você terá o mesmíssimo efeito.


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