Drogas, adultério e a guerra sem fim
por , sábado, 25 de outubro de 2008

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drugsPor ser um pai adotivo, sempre me "acusam" de ser fanático por crianças. Nesse caso, confesso-me culpado. Minha filha adotiva de nove anos, Alexandra, é a menina dos meus olhos e do meu coração.

E como muitos outros pais, sempre me preocupo com o país que ela vai herdar. Quero que ela, bem como todas as outras crianças, viva em uma sociedade que seja moral e livre; uma que, ao contrário da atual, não se deixe corromper pelo estado assistencialista e belicista e pela apostasia cultural e religiosa.

Como um libertário, obviamente não vejo o governo federal como uma ferramenta útil para se atingir tal objetivo — antes, vejo-o como a própria fonte dos problemas. Mas, ao contrário de outros libertários, isso não significa que eu aprove todas as coisas que eu não criminalizaria. Por exemplo, eu vejo a família tradicional como a edificação essencial da sociedade. Por isso, gostaria que Elizabeth Taylor não tivesse se casado nove vezes. Mas eu jamais a colocaria na cadeia por isso, e a defenderia se alguém quisesse fazê-lo.

Preocupo-me com a relação entre as crianças e as drogas, mas estou convencido de que, quando as crianças não se tornam viciadas — e a vasta maioria não se torna —, isso está totalmente ligado a questões familiares ou religiosas, e pouco tem a ver com a questão da acessibilidade. Mesmo na minha pacata cidade, as drogas são acessíveis para qualquer jovem que as procure, a despeito da Guerra Contra as Drogas regida pelo governo.

A escolha a ser feita não está entre uma sociedade livre das drogas e uma sociedade tomada pelas drogas. Aliás, já temos esta última, não obstante os bilhões gastos em milhares de policiais e burocratas, além das centenas de restrições impostas às nossas liberdades pessoais e financeiras. (Eu diria que, da mesma forma que a Lei Seca aumentou a embriaguez, a guerra contra as drogas aumentou o abuso de narcóticos). A escolha é entre uma sociedade em que esses problemas são exacerbados pelo governo e uma em que eles não são.

Se eu pudesse balançar uma varinha mágica e fazer todas as drogas ilegais desaparecerem, eu o faria de muito bom grado. Mas eu não tenho essa varinha, e o governo também não. O governo, no entanto, tem armas. Porém — assim como ocorreu durante a Lei Seca — ele não é capaz de usá-las de maneira a suprimir o tráfico de coisas que várias pessoas querem, sejam essas coisas para o bem ou para o mal.

O governo, por exemplo, não pode reprimir o adultério, mesmo quando se sabe que a quebra do pacto matrimonial — o que gera divórcios, crianças injuriadas e valores morais despedaçados — é ainda pior do que as drogas.

Suponhamos que, estando perfeitamente a par de todos os males do adultério, o governo lança a Guerra Contra a Infidelidade.

A Secretaria Federal da Fiscalização Marital — em parceria com departamentos de ética em níveis estaduais e municipais — iria instituir a espionagem e a delação em níveis nacionais, e impor longas sentenças de prisão para aqueles que fossem pegos. Os motéis ficariam sob vigilância cerrada, e os casais seriam obrigados a fornecer algum comprovante de casamento ao fazer o check-in. Cartas, correios eletrônicos e torpedos de celular teriam de ser rastreados, e os telefones estariam permanentemente grampeados. Haveria linhas 0-800 para denúncias. Até mesmo as festas teriam de ser vigiadas — afinal, são nelas que muitas coisas acontecem.

Depois viria um maciço programa federal de educação, com o Instituto Nacional do Matrimônio dando subsídios para os intelectuais e ativistas favoritos do governo. A primeira-dama iria pedir para que todo mundo "Diga Não" para as relações amorosas ilícitas, e a Receita Federal iria usar todos esses pretextos como desculpa para acabar com a privacidade financeira, uma vez que o dinheiro em espécie poderia ser utilizado para financiar adultérios sem deixar rastros em recibos ou transações bancárias.

Você realmente acredita que sob esse sistema os valores familiares seriam robustecidos? Será que eles seriam sequer protegidos? É claro que não. A tirania federal corrói todos os nossos valores, não importa qual seja a desculpa. Ainda assim, muitas pessoas apóiam lutar contra as drogas dessa maneira, obtendo exatamente o mesmo sucesso que uma cruzada federal marital obteria. Ou melhor, o sucesso é ainda menor, já que a guerra contra as drogas gera uma colheita maldita de crimes violentos.

Isso porque as drogas são um adversário muito mais ardiloso. A maioria das drogas recreativas advém de plantas que podem ser cultivadas em infindáveis extensões remotas, fora da jurisdição de um país. O produto final é importado através de diversos pontos de entrada, pelos mais engenhosos meios concebíveis. Não existe um centro de operações fixo; portanto, não há um alvo definido contra o qual se pode estabelecer uma tática efetiva de guerra. Somente um amplo, extenso e abrangente controle pode dar conta do problema.

Ou será que pode mesmo? As drogas ilícitas já se mostraram incontroláveis mesmo em nossos domínios mais intensamente controlados: as prisões. Ou seja: se nos transformássemos em um sistema totalitário, em que os poderes do estado fossem absolutamente ilimitados, o mercado negro das drogas ainda assim vicejaria.

Uma questão importante, e quase sempre ignorada, é que indivíduos têm problema com drogas. Não faz sentido falar de um problema nacional de drogas. O que existe é um conjunto de malefícios individuais relacionados às drogas, mas que nós erroneamente estamos tratando como uma entidade única.

O mais proeminente destes males é a violência associada à distribuição e ao pagamento das drogas para uso pessoal. A violência das gangues durante a Lei Seca era, em termos comparativos, esporádica; e hoje, ainda que o consumo legal de álcool gere mais violência do que o uso legítimo de drogas jamais irá gerar (narcóticos retardam impulsos violentos), uísque é distribuído sem qualquer incidente. Mas o desejo ardente por drogas e, principalmente, pelos lucros gerados pelas drogas, um desejo duplo sustentado perversamente pela lei, resulta em milhões de crimes contra a pessoa e a propriedade — matanças diárias nas grandes cidades e milhões de assaltos e arrombamentos por ano, por exemplo. Mas esse, pelo menos, é um problema genuíno, no sentido de que é suscetível a melhoras. Há estudos que estimam que a descriminalização das drogas diminuiria a criminalidade urbana em 75%.

É claro que nada disso tem a intenção de fazer comercial das drogas. As pessoas têm preocupações legítimas quanto ao que significaria a descriminalização delas. O consumo aumentaria? Sim. As leis atuais de fato detêm algumas pessoas — portanto, há uma pequena fração da população que passaria a ter algum problema com as drogas caso a lei saísse da frente e parasse de impedi-las de experimentar. Isso é inegável. Sob esse aspecto, as pessoas podem ser enquadradas em quatro categorias: (1) aquelas que não usariam drogas mesmo que elas fossem legais e gratuitas; (2) aquelas que podem experimentar um pouco, de maneira limitada, mas sem jamais ficarem viciadas; (3) aquelas que podem se tornar usuárias contumazes, mas que também podem ser ajudadas por meio de aconselhamento moral e educacional; e (4) as viciadas "naturais".

As categorias um e dois não representam problema social. A categoria três deve ser o alvo de nossos esforços anti-drogas, bem como de acompanhamento médico e de ajuda moral. A categoria quatro provavelmente não pode ser ajudada por nenhum meio humano. E como as últimas décadas vêm mostrando, o governo não tem como fazer com que esses indivíduos patéticos se tornem abstêmios. Mas ele pode muito bem fazer com que esses indivíduos imponham miséria e sofrimento às pessoas inocentes.

(Ademais, pelo mesmo motivo que um Black Label é bem mais seguro do que qualquer bebida destilada clandestinamente, as drogas legalizadas serão menos letais que as drogas do mercado negro. O mercado inevitavelmente impõe qualidade aos produtos.)

Mas, e as crianças? Será que a descriminalização das drogas não faria com que mais jovens se tornassem viciados? Talvez não. Mas o oposto pode ser verdade. Se as drogas fossem legais para os adultos, mas proibidas para menores (com pesadas multas para quem vender ou simplesmente dar drogas para essa faixa etária), o preço das drogas iria ser tão baixo que os custos de se desobedecer tal restrição não compensariam os possíveis ganhos. Essa legalização estratificada por idade iria segregar os mais jovens em relação aos consumidores contumazes, algo que o mercado negro não faz.

Provavelmente a grande ressalva que a maioria das pessoas tem quanto à descriminalização advém da idéia de que só é moral aquilo que hoje é legítimo. Sentimos que o que é imoral tem de permanecer ilegal, e que aquilo que é legal só o é por ter sido moralmente aprovado. Mas, no entanto, a Lei Seca foi revogada sem que a embriaguez se tornasse um direito inalienável: motoristas bêbados vão pra cadeia e o abuso de álcool pode ser motivo para demissões e divórcios. Escondida dentro de cada um de nós está, como sempre esteve, a fantasia irracional de que o país vai se tornar uma nação de viciados idiotizados. Mas poucos são velhos o bastante para se lembrar da época em que as substâncias hoje controladas eram livres, e ninguém à época falava de problema nacional com as drogas. Ópio, cocaína e outras drogas estavam sempre prontamente disponíveis. Havia abusos de vez em quando, mas o público nunca os associava à violência. (Foi preciso a lei estatal para que tal associação fosse criada.)

Naquela época, as sanções informais da sociedade fizeram, como sempre, a maior parte do trabalho de governar a sociedade. E elas voltarão a fazer o mesmo quando as pessoas forem novamente forçadas a assumir responsabilidade por seu próprio comportamento, sem agências federais babás vigiando seus hábitos voluptuários. A maioria de nós continuaria a viver normalmente, sem fazer qualquer uso das drogas atualmente banidas; a maioria do resto teria que se entender por conta própria com o uso de drogas, evitando abusos mais sérios.

Toda a gigantesca guerra contra as drogas, ainda que maciçamente financiada e repleta de espetáculos visuais, com tiroteios pelas ruas das cidades e invasões de um país por outro, não impediu que pessoa alguma tivesse o acesso que quisesse às drogas, e nem que outros seres indesejáveis se tornassem ricos fornecendo-as.

Desde o início do combate, a quantidade de drogas disponíveis só faz subir ano após ano, e isso de acordo com estatísticas dos próprios governos; e as substâncias estão cada vez mais potentes. Assim como a Lei Seca deu aos contrabandistas de bebida o incentivo para produzir álcool altamente retificado e com grande margem de lucro, ao invés das menos lucrativas (porém, mais suaves) cerveja e vinho, a guerra às drogas é um grande incentivo para que haja especialização em determinados tipos de cultivo. Por exemplo, a maconha mais potente do mundo não está na Jamaica ou na África. Está no norte da Califórnia.

Apesar de ser incapaz de acabar com essas substâncias, a ação do governo é muito eficiente para aumentar os preços delas, garantindo assim que todos os traficantes se enriqueçam enquanto inocentes são assaltados, seqüestrados, roubados e assassinados. O nível urbano da criminalidade relacionada às drogas só aumenta. Ela deteriora a vida das pessoas decentes, fazendo principalmente com que os pobres e os idosos vivam em estado de terror permanente.

Se a descriminalização das drogas significasse apenas uma drástica redução na violência urbana — e isso de fato aconteceria — já seria um motivo mais do que suficiente para apoiá-la. Não temos o poder de impedir que viciados usem drogas, mas podemos fazer com que apenas eles se dêem mal no processo, além de liberarmos a polícia para se concentrar no combate aos verdadeiros crimes: aqueles cometidos contra a pessoa e contra a propriedade.

Existem muitos vícios que não devem ser criminalizados. Impor a lei moral contra esses vícios é função das famílias e das igrejas, não de políticos. Mas, atualmente, quem está no comando dessa função são as inúmeras gangues urbanas das várias grandes cidades do mundo. Deixá-las no comando representa a completa abdicação das nossas responsabilidades individuais — uma humilhação suprema —, além de abrir caminho para um completo autoritarismo.

Não é coincidência que as leis anti-drogas tenham eliminado o pouco da privacidade bancária que existia, restringindo o uso honesto do dinheiro em espécie, e permitindo buscas e apreensões irracionais da propriedade privada, tendo cada cidadão um dossiê a seu respeito minuciosamente criado e guardado nos arquivos da Receita Federal. Um estado policial, enfim.

E, finalmente, é um grande acidente circunstancial que, quando a maioria de nós pensa em drogas ilegais, visualizamos estereotipicamente apenas aqueles fornecedores típicos: barões latino-americanos e bandidos do gueto. Essa associação automática faz com que toda a conversa sobre guerra contra as drogas seja emocionalmente poderosa. Mas hoje em dia ninguém coloca Al Capone e um gim-tônica lado a lado. O fim da Lei Seca quebrou a ligação entre o álcool e o crime organizado. Descriminalizar as drogas irá também quebrar esses mesmos links fatais. Continuar essa guerra falsa irá apenas nos enfraquecer, criando uma criminosa subcultura das drogas e uma inchada e destrutiva burocracia anti-drogas, ambas simbioticamente permanentes.

Quando as drogas não eram criminalizadas, o país tinha famílias mais fortes, igrejas mais sólidas, uma cultura mais vigorosa e uma ordem social mais robusta. Não era uma utopia, mas comparado a hoje era muito melhor.

Os mais conservadores gostam da idéia de se sair decapitando traficantes. Essa sugestão repulsiva e mais do que inútil expressa perfeitamente a lógica irracional da guerra contra as drogas. Convém pensarmos a estrutura do mercado das drogas como uma hidra, cujas cabeças, quando cortadas, voltam a crescer duplicadas. A hidra das drogas tem muito mais cabeças hoje do que quando a guerra começou. Não podemos matá-la. Mas talvez possamos domesticá-la.


Lew Rockwell é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State


Tradução de Leandro Roque


31 comentários
31 comentários
Romulo Soares 18/08/2009 21:02:17

Parabéns, já li muitos textos falando sobre a questão das drogas, e mesmo neste texto você manifestando claramente sua opinião sobre elas, nem por isso permite que isso afete seu juízo racional sobre a situação em que vivemos.

Responder
Maurício 22/04/2010 10:32:07

O texto é muito bom, porém a afirmação de que "[q]uando as drogas não eram criminalizadas, o país tinha famílias mais fortes, igrejas mais sólidas, uma cultura mais vigorosa e uma ordem social mais robusta" é capciosa.\r
\r
Se descriminalizarmos as drogas a igreja e a família não voltarão a ter a importância que tinham no passado.\r
\r

Responder
N.E.N.D. 05/02/2013 02:25:01

AINDA BEM! CHEGA DE OPRESSÃO!!!

Responder
Álex Albert Engel Cavalin 20/05/2013 19:04:19

De fato. Para que a família e a Igreja voltem a ter importância a sociedade teria que ser reeducada. Do jeito que está a descriminalização das drogas seria uma coisa muito complicada. Hoje o moral é ficar na pegação depravada em toda balada, ficar vadiando, ser pai e mãe acidental perto dos 16 anos, beber até cair e me da a maior vontade de vomitar quando ouço pessoas achando que são legais ou maiorais porque bebem todas quando saem, etc. A sociedade hoje tem problemas mentais muito mais graves do que o problema com drogas.

Responder
Pedro Ivo 20/05/2013 20:19:13

"Do jeito que está a descriminalização das drogas seria uma coisa muito complicada." - Nem tanto Álex. Só parece complicado porque há toda uma estrutura legal e institucional de amparo a esta depravação que você citou. No instante em que você impõe ao indivíduo TODAS as consequências de suas ações, e ele é FORÇADO a arcar com todos os ônus tal como fatura os bônus, as próprias CONSEQUÊNCIAS se encarregam de EDUCAR, nem que seja por condicionamento pavloviano.

"Hoje o moral é ficar na pegação depravada em toda balada, ficar vadiando, ser pai e mãe acidental perto dos 16 anos, beber até cair e me da a maior vontade de vomitar quando ouço pessoas achando que são legais ou maiorais porque bebem todas quando saem, etc. A sociedade hoje tem problemas mentais muito mais graves do que o problema com drogas". - Concordo. Acabe com o sistema assistencialista estatal, entregue estas pessoas às próprias ações, e permita que as pessoas adotem sistemas de segurança privados (para evitar a criminalidade destes parasitas sociais), que você verá mudanças rápidas e na direção correta.

Não acho, portanto, "a descriminalização das drogas seria uma coisa muito complicada". Basta impedir este parasitismo social. Complicado é deixar como está o que vemos não funciona.

Responder
Robson Nunes da Silva 16/06/2014 19:57:20

A questão da descriminalização do tráfico e do uso das drogas, para mim, não vem a ser uma questão de liberdade individual, mas sobretudo uma questão de responsabilidade individual. Não vejo como, em meio a uma sociedade caótica e desorganizada como a nossa isso pudesse trazer qualquer benefício. Ademais, fica a pergunta: se o usuário se tornasse um dependente químico, uma pessoa doente, quem deveria arcar com os custos de seu tratamento: a própria pessoa, a família ou o Estado?

Responder
Fábio 22/04/2010 22:07:10

Difícil de se afirmar, Maurício. Mas a redução da intervenção do Estado na vida das pessoas oferece, sim, a oportunidade para que as famílias, as igrejas de diferentes denominações e a sociedade civil como um todo assumam o seu papel de forma voluntária, legítima e não-coercitiva.

Responder
Mauricio 22/04/2010 23:49:28

Fábio,\r
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Concordo que a redução do estado gera oportunidades para organizações voluntarias, estes arranjos seriam reflexo dos valores das pessoas. Quando o Lew diz que as igrejas e a familia eram mais fortes quando as drogas eram descriminalizadas, creio que eram exatamente estes valores (que ele é saudoso) que naturalmente faziam que a sociedade não aceitasse a droga, pelo menos em nivel cronico. A droga cresceu devido a decadencia destes valores, nao acredito que a descriminalizacao fizesse que estes valores fossem retomados.\r
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Apesar de reconhecer todas as externalidades que a proibicao provoca, confesso que me preocupa qual seria o efeito de uma liberalizacao numa sociedade moralmente decadente. Por mais que os libertarios, dentre os quais me incluo em assuntos economicos, digam que o Estado nao tem o direito de intervir no que tange ao meu proprio corpo, e verdade tambem que a droga compromete a capacidade de discernimento do individuo. Ate que ponto um usuario de crack esta exercendo sua propria vontade?\r
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Abracos,\r
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P.S.: Desculpem me pela pontuacao, o meu teclado ta uma m...

Responder
Jones 23/04/2010 00:21:44

O autor do texto deveria estudar estatística, pois no texto inteiro ele confunde (não sei se propositalmente) correlação com causalidade.

O fato de duas coisas acontecerem ao mesmo tempo (defina tempo como quiser: meses, anos, época), não significa que uma coisa cause a outra.

Além disso, existem componentes culturais que impulsionaram a disseminação do consumo recreativo de drogas no ocidente, a saber a guerra fria e a contra cultura, e depois a cultura do Celebrity que frequenta ReHabs vendida como Cool.

NO Oriente o problema é bem mais antigo, vide a guerra do Ópio na China antiga.

Hoje, há que se pensar se a pressão da sociedade ocidental por "consumo" e por "sucesso" não são componentes de instabilidade emocional que acabam levando cada vez mais pessoas ao álcool e as drogas.

Responder
Thames 24/04/2010 01:18:11

Muito bom esse artigo. Honesto, sincero e sem megalomanias. Ainda não me decidi quanto a essa questão, mas é um fato que a guerra às drogas e o proibicionismo não deram certo. Uma coisa óbiva, aliás: demanda e mercado são algo irreprimíveis. Isso não é ideologia, é constatação.

Responder
Flávio Dias 24/03/2012 04:44:57

"Há estudos que estimam que a descriminalização das drogas diminuiria a criminalidade urbana em 75%."

tipico dos austriacos, "há estudos".....cade? porq não cita?
e ineficacia dos metodos quantitativos para medir relações resultantes da ação do individuo?

Responder
Luis Almeida 24/03/2012 06:50:55

Porque o artigo é de 1978 e faz parte de uma newsletter escrita à máquina de escrever. Seria interessante você ensinar como produzir hyperlinks para estudos acadêmicos nestas condições tecnológicas.

No mais, no aguardo de suas contra-argumentações a tudo o que foi dito no texto (o qual, aliás, revelou-se de uma presciência fabulosa).

Responder
Fernando Chiocca 24/03/2012 09:21:14

E precisa de estudos pra saber o óbvio????

Se hoje uma quantidade enorme de "crimes" está relacionada a proibição, revogando a proibição amanhã, automatica e imediatamente, esses crimes desaparecem.

Tanto os "crimes" de se produzir, comercializar e transportar drogas, como os crimes de disputas de pontos, cobrança de dívidas, etc...

E outro fator importante seria que a força policial e os recursos destinados a infame guerra contra as drogas estariam automaticamente a disposição do combate de crimes reais, consequentemente, diminuindo sua incidência.

Dã...

Responder
anônimo 24/03/2012 14:45:28

O fato é que os defensores da guerra contra as drogas não utilizariam recursos próprios para tornar essa guerra possível, eles só defendem a guerra contra as drogas porque essa guerra seria "socializada". E mesmo que eles quisessem fazer isso em uma sociedade livre não seria possível porque as empresas de segurança defenderiam clientes de usuários de maconha pacíficos.

Responder
Cristian 30/10/2012 18:24:53

Hoje, sou a favor da descriminalização, mas não tenho certeza se os resultados serão bons no Brasil. Aqui o governo, indiretamente, incentiva o uso das drogas. É visível! Poderíamos até nos perguntar: Como seriam as universidades com as drogas liberadas? Existe uma força muito grande para a liberação total, mas os motivos são democracia, direitos humanos (ou dos cidadãos), liberdade de expressão, etc., ou seja, chavôes da nossa bela m$%@ social democracia, não argumentos fundamentados. Que me dizem?

Responder
Patrick de Lima Lopes 31/10/2012 03:35:35

As universidades(Partindo da premissa de que são propriedades) possuem toda a liberdade de proibir o consumo em seu interior. Basta visualizar o cenário dos EUA para ilustrar a linha da raciocínio presente.

Responder
Sérgio 30/10/2012 22:24:56

Libertários, leiam este texto do Ubiratan Iorio...

"Desde Carl Menger, os economistas austríacos já sabiam que o valor de um bem depende essencialmente da demanda por esse bem. Assim sendo, se ninguém consumisse drogas, o valor das mesmas seria zero. Não haveria, portanto, traficantes e nem narcoterrorismo.

Isso nos remete imediatamente à questão moral. O mundo está carecendo de valores morais sólidos, aqueles que nos eram passados de geração em geração e, mais do que carecendo, está se afastando deles a olhos vistos, pelas tentativas sistemáticas de desmoralizar - com a contribuição da mídia - a Igreja, a família e outras instituições que sempre zelaram (mesmo com os seus defeitos humanos) por esses valores.

Quem recebe boa formação moral dificilmente, mesmo morando em zona dominada por bandidos, seguirá o caminho do crime. Isto não depende de riqueza e nem de pobreza, mas de princípios sólidos que devem ser ensinados desde a mais tenra infância, em casa, na escola e na Igreja. Infelizmente, não vi até agora ninguém mencionar a importância desses elementos na recuperação das áreas que as forças de segurança tomaram: vejo falarem em "políticas públicas" (uma expressão mágica), mas não em fortalecimento da família, vejo falarem na construção de quadras esportivas (não tenho nada contra), mas não em uma educação de boa qualidade, vejo, ainda, falarem até na distribuição de preservativos em escolas públicas, mas não no ensino religioso.

Por isso, as cenas que mais me impressionaram nos recentes episódios foram a daquela mãe e a daquele pai que entregaram, levando-os pelas mãos e certamente com os seus corações partidos, os seus filhos - a quem certamente tentaram ensinar o que é certo e o que é errado, mas que foram cooptados pelos bandidos - para que os policiais os prendessem. Se os filhos não seguiram os conselhos dos pais, se preferiram o que o livre arbítrio tem de pior, agora terão que arcar com as consequencias.

Aquela mãe e aquele pai, apesar de perderem os seus filhos para o mundo do crime, são, moralmente, vencedores."

www.midiasemmascara.org/artigos/conservadorismo/11650-moral-e-crime.html

Responder
Kondde 31/10/2012 07:11:23

E eu que pensei que o IVMB era a favor da diminuição do sistema Estatal..\r
\r
Depois da liberação as drogas terão que ser homologadas pelo estado, uma nova quantidade enorme de leis, impostos, legislação trabalhistas etc irão surgir da noite para o dia, o que faz a droga cara hoje vem da simples lei de mercado, aumenta o preço quando ela está escassa (lebram da invasão ao Complexo do Alemão, que o que mais se noticiava era o aumento do quilo da maconha e das gramas da cocaína? Noticiava-se isso no jornal mesmo como noticiasse a cotação do ouro ou do dólar..)\r
e diminui, é claro, conforme aumenta a demanda. E o que era mais noticiado pela mídia era o aumento do preço...\r
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Amanha o que fará a droga cara será o imposto IPUD (Imposto Pelo Uso de Drogas...) Aí faz se um contrabando.. resolve-se o problema do usuário.. perdão do consumidor.\r
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Ou seja, aos ilegais vão se continuar comercialiando as drogas por que sempre, como o prório IVMB afirma que a economia de mercado é a mais eficiente e eficaz para qualquer comércio. Mas o nome clandestinidade será mesmo apropriado agora.\r
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Se o comércio ilegal vai existir, vai continuar existindo sua repreensão pelo estado e onde tem repreensão tem policia e onde tem policia e bandido tem violência.\r
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A violência vai continuar existindo...\r
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Impostos para fomento da lavoura, proteção as populações marginalizadas pelo cultivo da droga, criação de sindicatos, impostos diferenciados para produtores e utilização do terreno, etc. Criação de um fundo de assistência para tratamento de dependentes queímicos, de maneira como acontece ao imposto do cigarro, reforço na parte estatal policial para conter os usuários em grandes aglomerações que estariam desimpedidos legalmente de exercer o uso (ou iramos criar área para não fumante e fumante, mas agora de maconha e para cheiradores e não cheiradores, para tomadores de pico e não tomadores e para cada droga um espaço reservado para os usuários e não usuários.. meu deus quanto espaço...). Afinal cada droga tem um efeito psicoativo diferente, não podemos comprar uma cerveja ou uísque com uma cocaína ou ácidos licérgicos por exemplo.\r
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\r
No final das contas teriamos, além de todo estado sendo mais e mais engroçado por conta dessa nova demanda lícita (hoje ele só cuida diretamente da conteção do crime do tráfico, amanhã teria que cuidar de todos os outros setores desde a fiscalização na produção até a demanda do consumidor final como um novo código para usuários de drogas, se a um viciado ficar provado que teve algum problema de saúde devido ao uso da droga o estado porderá arcar com as consequencias como já houve na indústria de cigarros nos EUA).\r
\r
A fiscalização mudaria de nome: de operação ao combate ao tráfico para operação contra o contrabando, afinal, ah é claro vai haver também o protencionismo não vai?\r
em vez de containeres cheios de CD pirata passando pela alfandega teríamos... containeres de pasta de coca... Não temos fiscais suficientes, não tem problema façamos um concurso público e.. contratamos mais ora!\r
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Teriámos os traficantes ilegais e os legais agora chamados de distribuidores...\r
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Aos legais: impostos\r
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Aos ilegais: a polícia...\r
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A todos nos (que não somos usuários): MAIS E MAIS IMPOSTOS E MAIS E MAIS ESTADO!\r
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Realmente liberar as drogas é uma "ótima" solução!\r
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Para problemas morais só se tem resoluções morais..\r
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Responder
Fernando Chiocca 31/10/2012 10:12:43

Não sei o que é IVMB, mas aqui no ILvMB somos a favor da liberdade e da propriedade privada.

Sobre drogas, somos, logicamente, contra a sua nefasta proibição, que transforma comerciantes legítimos em criminosos e joga seres humanos inocentes atrás das grades. Uma maldade totalmente indefensável sob qualquer ponto de visa.

Sobre problemas de uma "Legalização", isso é problema de quem defende o estado regular ou cobrar impostos, o que realmente não fazemos aqui.

Contra a legalização dos prostíbulos (e das drogas, do jogo, e de tudo)

Responder
Cristian 24/09/2013 11:55:32

Tocaram num ponto importante. Graças as teorias liberais, minhas ideias e concepções mudam a cada dia e isso é uma benção. Vamos ao ponto: Liberalização implica em regulação estatal. Meu ponto de vista a partir de agora vai ser "sem controle, sem Estado". Concordo que são os princípios morais (ou ausência deles) que estão dando valor às drogas.

Responder
Sebastian 24/09/2013 03:22:57

Irmãos Libertários.


Dizer que a legalização das drogas irá acabar com a violência, talvez seja umas das maiores falacias já ditas pelos defensores da causa. Quem afirma essa ideia, está dizendo que os traficantes de drogas se tornarão garis, engraxates, garçons etc., se do dia pra noite as drogas deixassem de ser um produto ilícito. Na realidade, se os traficantes deixassem de ter lucro com a venda venda de drogas, eles migrariam para outros tipos de atividades ilícitas, igual ou mais lucrativas que o tráfico de drogas, quais sejam: prostituição, pirataria, extorsão, tráfico de órgãos, tráfico de pessoas, bio-pirataria, jogo-do-bicho, tráfico de armas, assalto a bancos, sequestros, etc.
O nível de violência aumentaria, pois com a entrada de novos players (ex traficantes) nas atividades criminosas listadas acima, haveria mais concorrência e disputa por novos territórios, bens ou vitimas.
Quando uma pessoa consome drogas, ela perde a razão,consciência e auto-controle podendo causar danos a terceiros e a propriedade de terceiros. O mais grave, a pessoa sob efeitos de narcóticos estaria vulnerável e a merce da vontade alheia, seja internado numa clinica de reabilitação ou sequestrado pelo estado numa penitenciaria. Resumindo, drogas significa perder a LIBERDADE,e isso é válido tanto para a pessoas que vendem quanto para aquelas que a consomem.



Responder
saoPaulo 24/09/2013 07:28:05

Ual! Que argumentos excelentes! Vejamos:

"Na realidade, se os traficantes deixassem de ter lucro com a venda venda de drogas, eles migrariam para outros tipos de atividades ilícitas, igual ou mais lucrativas que o tráfico de drogas, quais sejam: prostituição, pirataria, extorsão, tráfico de órgãos, tráfico de pessoas, bio-pirataria, jogo-do-bicho, tráfico de armas, assalto a bancos, sequestros, etc."

Nossa! Genial! Vamos proibir agora o comércio de butijoes de gás, pneus e comida italiana. Afinal, é melhor ver bandidos metidos com estes tipos de coisa do que com sequestros, nao é mesmo?

"O nível de violência aumentaria, pois com a entrada de novos players (ex traficantes) nas atividades criminosas listadas acima, haveria mais concorrência e disputa por novos territórios, bens ou vitimas."

Sim, claro. Como prova basta olhar hoje para os EUA e notar o número de mortes e pessoas presas devido diretamente ao comércio de bebidas, tudo isso porque resolveram acabar com a lei seca. Bastardos!

"Quando uma pessoa consome drogas, ela perde a razão,consciência e auto-controle podendo causar danos a terceiros e a propriedade de terceiros."

Exato, e é por isso que o adultério deveria ser proibido: ele faz as pessoas mais emocionais perderem a razao. Sabe o que mais, seus argumentos me fizeram perder o auto-controle e bater a cabeca na parede repetidas vezes até quebrá-la (a parede), danificando minha propriedade. Portanto, o senhor está proibido de repetir estes argumentos, por coerência.

Desculpe pelo tom, mas nao consegui resistir. Quando vocês vao parar de culpar objetos inanimados por coisas que pessoas fazem?

Responder
ademir 30/08/2014 20:56:41

Você começa denunciando uma falacia e depois incorre em uma... melhor organizar as ideias.

Responder
Guilherme 23/11/2013 03:35:31

Querer legalizar as drogas para acabar com os crimes ligados a elas funciona da mesma maneira que o sistema de cotas: é "querer acabar com inço arrancando suas folhas", como dizia minha avó. O buraco é mais embaixo!

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Emerson Luis, um Psicologo 19/12/2013 21:35:40


Muito bom o artigo. Mas a liberalização precisa ocorrer em um contexto econômico liberal, caso contrário o preço pago pelo tipo três e quatro será "socializado".

* * *

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anônimo 03/02/2014 16:14:05

Um problema desse discurso de liberação de drogas é que ele parte do pressuposto de que o traficante é primeiro traficante e depois um combatente armado e violento, sendo muito comum o contrário, uma vez armado e violento um grupo encontra uma fonte de lucro no comércio de produtos ilegais, drogas inclusive.
Ao meu ver proibir as drogas foi um erro, mas a solução hoje em dia não é simples, o discurso apresentado no artigo fala do que será alcançado pela liberação das drogas mas ignora o processo pelo qual isso será alcançado. Vários lugares na Europa liberaram as drogas e os crimes violentos aumentaram, gera-se uma grande quantidade de "bandidos ociosos" que praticarão outros crimes. Esse efeito não dura muito tempo, como podemos ver o exemplo da liberação do álcool nos EUA, mas vidas são perdidas no processo. Vejo que é necessário primeiro diminuir o número de criminosos armados financiados pelo tráfico e só então liberar as drogas. Fazer uma liberação gradual, começando por drogas menos utilizadas pode funcionar também. Só sei que isso aí é um grande problema, que se não fosse o Estado, não existiria.

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Henrique 03/02/2014 22:22:19

Você inverteu tudo, organizações criminosas só surgem e se mantém por que existem mercados negros muito lucrativos para serem controlados. Você mesmo fala que os criminosos são financiados pelo tráfico, já viu qualquer organização (criminosa ou não) se manter por muito tempo sem receita? Pois é o que aconteceria sem o mercado das drogas, a receita desses grupos seria reduzida exponencialmente. Existem outros mercados negros, claro, mas nenhum lucrativo o suficiente para manter essas organizações operando na escala que operam. Sem o mercado das drogas aposto que esses bandidos iam começar a se matar bem rápido pelo controle dos mercados restantes, só assim acabar com eles será possível.

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Luciano Henrique Pinto 03/02/2014 22:05:21

Eu sempre fico com uma pulga atrás da orelha quando o assunto é a relação entre tráfico, crime e descriminação do uso drogas. Penso que a questão seja ainda mais complexa, porque tem o fator "cliente", "acesso" e "tornar-se sócio do estado" nessa história. Um exemplo que vejo é o do jogo do bicho. Já tentaram legalizar, descriminalizar (apesar de ser uma contravenção), mas os bicheiros não querem o governo como sócio... então preferem o seu "estado paralelo". Outra tentativa foi criar os "jogos oficiais" (mega sena, loteria esportiva) que já estão na praça a tantos anos, e pouco afetou o jogo do bicho, pois o cliente do jogo do bicho é um sujeito que que tem seus encantos pelo jogo e quer gastar o quanto quer, diferente dos preços fixos. E é um vício, pois pela lógica ele poderia se tonar milionário jogando na mega sena, mas prefere o premio bom do bicho... Será que nas drogas não poderia acontecer algo semelhante? Pois quem gostaria de sócio do governo pagando impostos? Quem pagaria mais por uma droga industrializada sendo que no morro tem mais em conta, e que garantiria mais zueira? Pode até ser que "Black Label é bem mais seguro do que qualquer bebida destilada clandestinamente, as drogas legalizadas serão menos letais que as drogas do mercado negro. O mercado inevitavelmente impõe qualidade aos produtos." Mas é o mesmo mercado que impõe limites e faz cada um consumir o que PODE. E haveríamos muitos excluídos do mercado de qualidade que consumiriam as "drogas preços populares".
Penso então que: os traficantes continuaram existir, porque o cerne da questão esta nos clientes e acesso, e na sustentação... assim como os bicheiros ainda existem, o jogo do bicho ainda existe, porque ainda temos pessoas que sonham com um palpite... afinal não quero ser milionário, quero acertar o bicho. E será que não teremos muitos não irão querer usar drogas de grife, mas sim buscar diversão apenas?

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Vinicius Dias 16/06/2014 20:25:26

Eu tenho uma dúvida. Eu não discordo nenhum pouco que a liberação sem regulamentações(ou quase totalmente) é o melhor caminho ao "combate às drogas". Porém, adianta uma nação somente legalizar?


Explicando melhor a origem da dúvida, é que nos EUA, com a lei seca, criou-se um mercado negro regional, já que nos outros países o álcool era permitido. Porém, a proibição das drogas ocorre no mundo inteiro por pressão de órgãos internacionais como a ONU. Ou seja, no caso da cocaína, as leis não criaram um mercado regional de drogas, mas um monopólio TRANSNACIONAL, um mercado que CONTROLA O MUNDO TODO, e é maior que certas nações.

Então, a liberação regional de um país poderia não alcançar totalmente seus objetivos, já que ainda haveria essas empresas do tráfico que nunca quebrarão(não estão concorrendo em livre-comércio, já que o governo cria mecanismos que aumentam seus lucros) e podem mandar e desmandar nas drogas?

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Tiago RC 17/06/2014 10:26:03

Essas "empresas" nunca conseguiriam competir com verdadeiras empresas trabalhando num mercado sem a proibição. Os seus custos operacionais são muito mais elevados (guerra e violência custa caro!). As verdadeiras empresas poderiam vender produtos muito mais baratos, menos perigosos e de maior qualidade.

Aliás, já que mencionou a proibição do álcool nos EUA, durante aquele período as bebidas alcoólicas por lá se tornaram muito mais caras do que o normal. A qualidade também caiu, e há relatos de envenenamento por álcool (embora alguns acusem o próprio governo de ter propositalmente envenenado seus súditos para dissuadi-los de comprar bebidas). Esse é o custo extra da ilegalidade.

Resumindo: esses grupos criminosos só conseguiriam continuar operando em lugares onde a produção e comércio continuassem proibidos.

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Johnny B. Goode 19/06/2014 02:34:21

"Se a descriminalização das drogas significasse apenas uma drástica redução na violência urbana — e isso de fato aconteceria — já seria um motivo mais do que suficiente para apoiá-la."
O texto é excelente, mas não estou convencido de que a violência de fato diminuiria. Temo que os grupos que hoje se dedicam ao tráfico partam para crimes contra vida, liberdade e propriedade se as drogas forem legalizadas, como já foi dito.

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