clube   |   doar   |   idiomas
O brasileiro é um povo fútil?

No relatório de consumo de países emergentes do Credit Suisse, o Brasil é o país com um consumo "discricionário mais prevalente", o que é uma forma educada de dizer que gastamos mais dinheiro com futilidades do que outros países emergentes.

Entre os brasileiros com uma renda de até U$1.000 (mensurada pela paridade do poder de compra), 62% dos participantes disseram que pretendem comprar roupa ou tênis "de marca" nos próximos 12 meses.  A proporção sobe para 74% entre os que ganham mais de U$2.000, maior do que nos demais países emergentes do relatório.

Lembrando que, mesmo considerando a paridade de poder de compra, "roupa de marca" é mais cara aqui do que em outros países emergentes.

Não sei dizer se somos mais fúteis. Se somos, não saberia explicar como ficamos assim, mas, a la Rousseau, irei propor uma hipótese de economia política para justificar parte da suposta futilidade nacional.

Todo consumo humano tem um significado que vai além da sua prometida utilidade prática.  Quando compramos um sapato, estamos comprando um calçado, mas também estamos adquirindo um símbolo de distinção em relação às outras pessoas.

Thorstein Veblen fala sobre esse consumo distintivo em The Theory of the Leisure Class: "O elemento da distinção e o elemento da eficiência bruta não são separáveis na apreciação de mercadorias feitas pelo consumidor".

Em termos secos e econômicos, pagamos o preço da sinalização do nosso status social. Parte do que uma logomarca faz é comunicar tacitamente o status social do dono.

Mesmo antes de haver Farragamo e Prada, a incrementação supérflua sempre serviu como sinalização do produto. Quanto mais essa incrementação ultrapassa o necessário para que o produto possa ser funcional, maior seu status.  

Vá a qualquer museu histórico e repare como que, de utensílios a estruturas, qualquer objeto tem formas e detalhes que vão além da sua função primária.  Ou pense nos relógios que são fabricados com mais técnica e detalhes do que o necessário para que um indivíduo saiba as horas a qualquer momento.  

Antes da revolução industrial, a incrementação de um produto exigia alto grau de tempo e esforço.  Tudo mudou com o progresso capitalista dos últimos 200 anos.

Após a revolução industrial, são as máquinas, e não os seres humanos, que conseguem realizar maior incrementação e precisão técnica.  Nos países em que os pobres têm amplo acesso ao capitalismo, a produção em massa populariza a incrementação industrial, reduzindo ou até mesmo acabando com sua propriedade sinalizadora de status.

Na margem, essa popularização da produção industrial faz com que incrementação e a precisão técnica não mais estejam embutidas no preço.  A produção de um relógio incrementado e tecnicamente preciso fica mais barata que um relógio produzido de modo mais artesanal.  Ter um smartphone ou um tênis Nike não serve para sinalizar status nas ruas de Londres ou nos cafés de Paris.

Nesses cenários, produtos menos industriais e mais artesanais ganham em valor de sinalização de status.  Dedicar tempo de trabalho pessoal à criação de um bem que pode ser produzido industrialmente parece um desperdício. Mas é um desperdício de trabalho que substitui o desperdício da incrementação.  De maneira que, diz Veblen, até as "imperfeições e irregularidades nas linhas do artigo artesanal" ganham valor de status.

O Brasil não está dentro do mesmo capitalismo global. Nossos produtos industrializados continuam sendo bastante caros. De um lado, porque tributamos pesadamente a industrialização: você é penalizado se quiser aumentar sua produtividade empregando máquinas.  De outro, sufocamos a importação com barreiras de exclusão comercial e com uma burocracia indecifrável.

Enquanto a diminuição dos custos da incrementação industrial diminui radicalmente seu valor sinalizador lá fora, aqui dentro ela continua sendo custosa. O que não é sinal de distinção em outros países passa a ser sinal de distinção dentro do Brasil.

Acabamos sendo um país que gasta mais com futilidades não porque os brasileiros são necessariamente mais fúteis, mas em parte porque nosso consumo de status se dá por meio de futilidades industrializadas, principalmente pela juventude.

O adolescente gringo sinaliza status andando de tênis de lona; o adolescente brasileiro sinaliza status andando de tênis cheio de amortecedores.  O gringo sinaliza status bebendo um café artesanal; o brasileiro, comendo um sanduíche industrial.  O gringo usa uma camisa de tricot; o brasileiro usa uma polo de marca.  O gringo sinaliza status andando de bicicleta; o brasileiro, andando de carro com adesivos e aerofólios.  O gringo sinaliza status saindo à noite para ver uma apresentação musical independente; o brasileiro, saindo para ouvir música industrial com um DJ.  O gringo planeja passar as férias em Costa Rica ou na Indonésia; o brasileiro planeja passar férias em Las Vegas ou na Disney.

Um alemão hipster continua sinalizando tanto status quanto um brasileiro playboy.  Nos dois casos, o desperdício funcional continua a ser sinal de status, mas em Berlim se desperdiça menos na incrementação industrial, e mais na mão-de-obra: consumo ambientalista, localista, zen, fair trade etc são formas de sinalizar status com desperdício funcional.

O paradoxal é que, quanto menos se tem acesso ao capitalismo, maior o valor de status dos bens capitalistas. No Brasil, esse encarecimento político afeta de modo desproporcional pobres e ricos porque os pobres são excluídos do capitalismo a que o rico tem acesso.  

Quando o capital é escasso, futilidade é desperdiçar capital. Quando a mão-de-obra é escassa, futilidade é desperdiçar mão-de-obra.

A vantagem é que o hipster vai rir da sua própria hipsterice com mais facilidade que o playboy brasileiro consegue rir de si mesmo.


0 votos

autor

Diogo Costa
é presidente do Instituto Ordem Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG. Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre em Ciência Política pela Columbia University de Nova York.  Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com

  • Vitor Sousa  19/02/2014 14:52
    Discordo sobre essa pretensa superioridade auto-observatória dos hipsters. Em geral são arrogantes e tendem a se acham muito mais importantes que os outros.
  • Ângelo M. Palmeira  19/02/2014 15:31
    No geral gostei do seu texto, mas não acredito que essa futilidade de que você trata seja um fenômeno endêmico exclusivo da República das Bananas Tupiniquim.

    Na grande maioria das sociedades com capitalismo em estágio avançado (para não dizer todas), o ser humano médio é uma besta mesmo. O acesso facilitado a bens de consumo, as infinitas opções de entretenimento não cultural e o conforto proporcionado por este sistema, tendem a relaxar e idiotizar o cidadão médio, de modo que dele só é exigida a capacidade de pagar suas contas. Postura crítica, além de desencorajada é até socialmente punida.

    Você pode analisar alguns exemplos.

    Primeiro, a BBC organizou recentemente uma votação para eleger o maior nativo de todos os tempos de alguns países. Não vou falar da versão brasileira, que elegeu personalidades ilustres como Neymar e Lula. Se isso que você defende se aplicasse exclusivamente ao Brasil(eu sei que não foi isso que você escreveu) no top 10 americano estariam Wilbur e Orville Wright e não teria gente como Oprah Winfrey, George W. Bush e Elvis Presley.

    Segundo, a série mais bem sucedida da TV americana(talvez da TV mundial), um verdadeiro fenômeno cultural, retrata exatamente a família média americana, cujo chefe é um completo retardado mental.

    Por último, você pode observar que música ruim e de mau gosto faz sucesso em todo lugar do mundo, só variam os formatos. Se aqui no Brasil você tem Ivete Sangalo e afins, axé, rebolations, brega e toda sorte de esgoto sonoro, nos EUA você tem aqueles rappers misóginos e bandidos que batem em mulher, aquelas "cantoras" fabricadas em série(Rihana, Madonna, Miley Cyrus, Lady Gaga, Demi Lovato, etc. ), aquelas boy bands sem noção, etc.

    Eu poderia citar inúmeros outros exemplos de que a burrice/futilidade coletiva se dá a nível mundial de modo que, se você analisar cuidadosamente, facilmente chegará à conclusão de que o ser humano médio do século XIX era muito mais culto que o de hoje e a tendência é piorar.

    Muita gente considera o filme "Idiocracy" uma comédia. Eu penso que é um filme muito sério, acidamente irônico e certeiramente premonitório.

    Pra finalizar, deixo um texto que eu publiquei no meu blog, que faz uma análise da série Friends sob esta ótica. Nele defendo que a série é uma plataforma de propaganda ideológica esquerdista que vingou exatamente porque as pessoas não têm filtro crítico.

    minoriadeum.blogspot.com.br/2013/12/friends-e-os-anos-90-uma-analise-sobre.html
  • Alfredo Gontijo  19/02/2014 16:05
    Angelo, concordo plenamente com o que você disse no seu segundo parágrafo.

    No entanto, quando você começou a dar exemplos, a coisa degringolou geral.

    Em primeiro lugar, o artigo fala sobre padrões de consumo. Isso nada tem a ver com escolha de nativos. Um alemão comum da década de 1930 certamente escolheria Hitler, e isso nada teria a ver com a sua condição material "rica", que é a base do seu argumento.

    Sobre programas de TV de sucesso, nada entendo e nem sei a qual programa você se refere, de modo que não posso palpitar. Mas, de novo, essa preferência televisiva nada tem a ver com o assunto do artigo. Pela sua lógica, não era para o brasileiro curtir novelas ruins na década de 1980, pois ele não era rico.

    Sobre gostos musicais, você não pode pegar a preferência de uma minoria (duvido que mais de 50% dos americanos de fato gostem dessas músicas que você mencionou) e exponenciá-lá para toda uma população. Não é intelectualmente honesto.

    Por últimos, os cidadãos da Áustria são muito ricos (PIB per capita ligeiramente maior que o da Alemanha) e seu gosto musical é impecavelmente refinado. Você não vê hip hop por lá. Não faça generalizações.
  • Ângelo M. Palmeira  20/02/2014 02:18
    "Em primeiro lugar, o artigo fala sobre padrões de consumo..."

    Sim, ele relaciona como o acesso a bens de consumo facilitado pelo capitalismo acaba contribuindo para a imbecilização do cidadão médio. Isto está claro no meu comentário. Não sei porque você enfatiza isso.

    " Um alemão comum da década de 1930 certamente escolheria Hitler"

    Sim, por causa da máquina de propaganda nazista. Desculpe, mas não entendi direito essa colocação sua. Você escreve isso porque eu escrevi que o cidadão médio de antes era mais culto que o de hoje? Se foi por isso, perceba que eu falei de cultura não falei de suscetibilidade a mecanismos de propaganda. São duas coisas diferentes.

    "... isso nada tem a ver com escolha de nativos"

    Cabra, acho que você não me entendeu direito. Eu mencionei esse concurso por ver nele uma espécie de termômetro do grau de imbecilidade/futilidade de uma população. Que tipo de povo elege Joelma do Calypso como um dos 100 maiores brasileiros de todos os tempos?

    "...isso nada teria a ver com a sua condição material "rica", que é a base do seu argumento."

    Não senhor. A base do meu argumento não é "a condição material "rica" " do cidadão(há burros ricos e pobres) mas o empenho de cada um em se manter crítico e pensante(voluntariamente, é claro) diante de uma oferta interminável de meios de auto idiotização. Por exemplo, nestes tempos globalizados, a maioria esmagadora tem acesso à internet, mas prefere ver vídeos ridículos no youtube a pesquisar sobre economia.

    "Sobre programas de TV de sucesso, nada entendo e nem sei a qual programa você se refere, de modo que não posso palpitar..."

    Me refiro a "Os Simpsons". Pensei que fosse óbvio.

    "Mas, de novo, essa preferência televisiva nada tem a ver com o assunto do artigo."

    Quando eu citei os Simpsons, eu não quis fazer referência às preferências televisivas das pessoas. Eu o fiz para confirmar que a burrice coletiva não é um fenômeno exclusivo do Brasil, tanto é que é o tema principal de uma série americana de muito sucesso. Ou seja, a maioria é fútil/burra por lá também.

    "Pela sua lógica, não era para o brasileiro curtir novelas ruins na década de 1980, pois ele não era rico."

    Sinceramente, tô procurando isso no meu comentário até agora, mas não acho.

    "Sobre gostos musicais, você não pode pegar a preferência de uma minoria (duvido que mais de 50% dos americanos de fato gostem dessas músicas que você mencionou) e exponenciá-lá para toda uma população. Não é intelectualmente honesto. "

    Vá no youtube e dê uma olhada em qualquer cerimônia do People's Choice Awards, da MTV ou do VH1 e veja quem geralmente leva os prêmios destinados a artistas da música. Detalhe: esse tipo de premiação é realizada de acordo com votação popular. Aí você observe se não é a esmagadora maioria da população jovem que curte essas coisas.

    "Por últimos, os cidadãos da Áustria são muito ricos (PIB per capita ligeiramente maior que o da Alemanha)"

    Se PIB per capita fosse reflexo de riqueza individual, todo cidadão dos Emirados Árabes Unidos ou na Arábia Saudita andaria de Porsche.

    "e seu gosto musical é impecavelmente refinado. "

    Como você sabe disso? Já morou lá?

    "Você não vê hip hop por lá. Não faça generalizações."

    Tem certeza que sou eu quem está generalizando?





  • Rodrigo D.  19/02/2014 17:14
    Angêlo,

    Concordo com praticamente tudo que você disse, quando diz que a média é bem baixa no mundo todo e não só aqui.

    No entanto, fico com um certo mal estar com a frase "o ser humano médio do século XIX era mais culto que o de hoje". Acho que essa é uma visão romântica de um passado que nunca ocorreu. A média devia ser uma catástrofe no sec XIX com analfabetismo em massa e o alto custo da cultura.

    Acho que sem querer, julgamos a elite da época como se fosse a média, gerando essa impressão de que "antigamente" era melhor.

    Claro que, como sempre, posso estar errado.

    Abraços,
  • Angelo M. Palmeira  20/02/2014 02:44
    Rodrigo

    Você tem razão. Na verdade eu me expressei mal.

    Quando eu escrevi que "o ser humano médio do século XIX era mais culto que o de hoje", na verdade a minha intenção era escrever: "o ser humano médio do século XIX com acesso à cultura era mais culto que o de hoje que tem acesso à cultura.

    Porque afinal não dá pra utilizar um camponês do Sri Lanka de hoje ou um operário de Manchester do século XIX como parâmetros de comparação já que eles, teoricamente, não têm/tinham acesso à informação.

    "Acho que essa é uma visão romântica de um passado que nunca ocorreu"

    Sabe por que eu acho isso?

    Não é que o ser humano médio de antes fosse mais inclinado à alta cultura que o de hoje. Eu penso que desde a sedentarização da espécie humana, a maioria tem sido sempre avessa à filosofia e ao pensamento crítico(até porque, convenhamos, pensar demais na condição humana é foda. Tome por exemplo o inferno que foi a vida de Nietszche).

    Eu acho isso porque, para quem tinha acesso à cultura, livros, teatro e ópera eram algumas das poucas opções de entretenimento disponíveis. Não é que a maioria de antes fosse melhor que a de hoje. É que ler e ir ao teatro ou à opera eram algumas das parcas opções para fugir do tédio.

    Certamente se já houvesse facebook e youtube na época, pouca gente(em proporção) iria conhecer Oscar Wilde ou Soren Kiekergaard.
  • Renato Souza  20/02/2014 11:15
    Ângelo

    Vamos por partes. O ser humano com acesso à cultura, no século XIX, freqüentou uma escola melhor que a da segunda metade do século XX> Por que digo isso? Certamente havia menos conhecimento científico naquela época, mas os professores se viam como agentes de difusão do conhecimento. Hoje, os professores se veem como agentes de ideologização ("conscientização" no linguajar deles). O ensino norte americano, nos níveis fundamental e médio, era dos melhores, se não o melhor do mundo todo durante a primeira metade do século XX. Depois, por motivos ideológicos e teoria falhas, esse nível de ensino foi destruído. E aqui no Brasil, qualquer pessoa de cinqüenta anos ou mais sabe que estudou numa escola (pública) muito melhor que as escolas públicas atuais.

    Sobre Nietszche, não creio que sofreu por pensar, mas por ser louco de pedra. Se fosse um cavador de valas louco, teria sofrido também, apenas sofreria de forma diferente...
  • anônimo  20/02/2014 13:00
    'Sobre Nietszche, não creio que sofreu por pensar, mas por ser louco de pedra. Se fosse um cavador de valas louco, teria sofrido também, apenas sofreria de forma diferente...'

    O que ele se referia quando falou de Nietzche é uma regra que todo mundo que se sobressai um pouco em relação às massas conhece.
    'Great spirits have always been violently opressed by mediocre minds' A Einstein

    Ângelo, quanto aos Simpsons e cia, não se esqueça que parte disso não é uma demanda genuína do mercado mas sim uma coisa planejada, produto do marxismo cultural e introduzida em doses homeopáticas na mídia e na cultura.
  • Angelo M. Palmeira  21/02/2014 11:53
    Anônimo

    O que você escreveu com relação a Nietszche tem fundamento mas confesso não foi isso que eu tinha em mente quando fiz referência à vida dele.

    Eu também não concordo com a colocação do Renato sobre os problemas mentais dele. Pelo contrário, acho que essa condição psicológica se deu em virtude de ele ter levado as coisas muito a sério.

    Porque, veja bem, a Filosofia é, de todas, a área mais importante do conhecimento humano, além de interessantíssima. Todas as outras saem dela, mas trata-se de um campo de estudo tortuoso. Deve-se ter muito cuidado ao adentrar nesta área porque reflexões muito profundas acerca da condição humana tendem a desorientar, pois o choque com a realidade é muito duro, principalmente porque vivemos numa sociedade fundamentada em ilusões. Acho que essa foi a ruína do filósofo alemão. Ele ligava demais para as coisas.

    Pessoas como nós, que cultivam senso crítico, devem atentar pra isso. É meio que uma heresia dizer isto por aqui, mas eu penso que a diferença entre a sanidade e o manicômio é aquela minúscula dose de idiotice à qual o ilustríssimo pensador germânico não se deu a liberdade de cultivar.
  • Renato Souza  20/02/2014 11:20
    falando genericamente da futilidade dos adolescentes atuais, para mim, EM PARTE, é falta de trabalho, e falta dos país cobrarem mais preparação para a vida. Tem todo o contexto social, etc, etc, mas a influência dos pais é importantíssima.
  • Eduardo Bellani  20/02/2014 13:00
    Aos interessados nesse assunto, recomendo o material disponível na internet
    do John Taylor Gatto.
  • Pedro Nolasco  19/02/2014 15:33
    Interessante o ponto levantado pelo artigo.
  • Robson  19/02/2014 16:00
    Um dos melhores textos do IMB. Parabéns Diogo Costa!
  • GB  19/02/2014 16:30
    Infelizmente não somos um país, ainda somos uma tribo, impressionados com colares e espelhos vindos de fora e dando nossos recursos naturais e nosso trabalho por eles.
  • Nilo BP  19/02/2014 22:54
    A diferença entre um "país" e uma "tribo" é de grau, não tipo. São ambas instituições arbitrárias, invariavelmente coletivistas, e que incentivam conflitos com outras instituições igualmente arbitrárias e coletivistas.

    Com certeza os "mano" por aí precisam de um sentido pras suas vidas, mas que não seja o nacionalismo, porque esse é um caminho para a desgraça.
  • Silvio  20/02/2014 18:51
    Excelente observação. Essas instituições, seja a tribo, seja o país, estão sempre atrás de "inimigos públicos" e incentivando a animosidade entre indivíduos.
  • aspone  19/02/2014 16:40
    Cara, o Diogo Costa é um dos melhores autores libertários. Escreve bem, é direto, não cai em armadilhas... Enfim, muito bom!

    Dá até vontade de ser aspone vendo gente talentosa assim.

    Mas a vontade passa rapidinho.
  • Pobre Paulista  19/02/2014 16:52
    Um ponto de vista interessantíssimo. Gostei do texto.

    Só espero que quando o autor tenha usado o termo "música industrial" ele esteja se referindo à "música para massas", e não à música industrial de verdade. Não consigo imaginar o Brasileiro médio ouvindo Ministry, KMFDM ou Nine Inch Nails...
  • Pedro  19/02/2014 17:35
    Finalmente uma pesquisa que comprova algo que eu já venho constatando a anos.

    É só olhar os bairros de classe baixa no Brasil, as casas não tem reboco, nem pintura, mas tem TV por assinatura, ar condicionado, etc...

    E com relação ao texto eu concordo plenamente, quanto menos capitalista um país é, maior o status trazido pelos bens capitalistas ao seu proprietário. No países comunistas por exemplo, Rolex e carros novos só nas mãos dos lideres do partido.
  • André S  19/02/2014 18:23
    A questão que colocarei não tem a ver com o artigo, mas com a questão do abastecimento de água em SP.

    O que vocês acham do desconto de 30% para quem economizar água concedido pela Sabesp? Tem o mesmo efeito sobre a demanda do que teria um aumento de preços?

  • Pobre Paulista  19/02/2014 19:48
    Exemplo clássico de como as empresas estatais (mesmo que operadas "privadamente", caso da sabesp) estão num universo paralelo onde o sistemas de lucros e prejuízos simplesmente não existe. Em que lugar do mundo uma empresa iria pedir para seus consumidores consumirem menos do seu produto? É interesse de qualquer empresa que seus consumidores consumam mais e mais para que os lucros aumentem.

    Quanto ao impacto na economia, o de sempre: irá gerar (mais) escassez.
  • anonimo  20/02/2014 12:58
    Não imagino a Coca-Cola fazendo campanha para que as pessoas consumam menos, acho que se tiver um aumento no consumo de seus produtos, ela certamente incentivará e não fará uma campanha do tipo: "Coca-Cola se vc usar bem ninguém fica sem..."

    Isso sem contar que a própria sabesp disse que o sistema dela joga fora 24% da água, quase 1/4 do produto (água) não chega nos consumidores... Não parece ser uma empresa bem administrada...

    Obrigado.
  • Emerson Luis, um Psicologo  19/02/2014 20:19

    Às vezes é difícil saber se A causa B ou se B causa A. Muitas vezes a causa é recíproca. O sistema econômico do Brasil estimula muitos brasileiros a terem atitudes fúteis? Sim. Mas o Brasil tem esse sistema porque muitos brasileiros têm grande afinidade com ele, seu modo de pensar é socialista.

    * * *
  • Justo Como Dedo N'água  20/02/2014 12:39
    Bom artigo. Coragem de expor esta grande falha de caráter. Importante destacar que valores distorcidos estão se propagando em todos países. Aqui no Brasil, talvez o grande campeão mundial neste quesito, há muito tempo a futilidade é considerada status e poder por doentes psíquicos. Atitudes fúteis e doentias são os comportamentos apresentados pelo brasileiros com as "celebridades". Cito um exemplo que extrapola qualquer desculpa: adolescentes abobalhados, sendo até incentivados pelos pais, a ficarem em filas de 2, 3 e até 4 dias acampados para comprar (pois se gratuito fosse até poderiam ser perdoados) um ingresso para um "show" do Mr Justin Bieber. Nosso país tem esta e outras deformações culturais. Quem é crítico, liberal e racionalmente pesa, avalia e pondera, sofre para se adaptar.

  • Joao  21/02/2014 11:41
    Quando vejo essas cenas só penso que o preço do ingresso está "barato" demais. Essas pessoas estariam dispostas a pagar muito mais para ver esse idiota, o promotor do evento não soube extrair esse excedente.
  • Justo Justíssimo  25/03/2015 01:29
    João, o exemplo que propus não se refere à questão de oferta/procura. Neste quesito você estaria correto, porém o contexto é outro. Estamos, sim, criticando a postura do brasileiro (em geral) de privilegiar aquisições fúteis, desnecessárias ou de pouco valor real.
    Os textos e artigos do Mises em sua maioria servem para melhorar a cultura e maturidade das pessoas ou pelo menos tirá-las da infantilidade. Não podemos simplificar toda atitude (ação humana) através do livre mercado e da lei da Oferta x Procura.
  • Dw  21/02/2014 15:28
    Que é algo fútil? O que é um produto fútil?
    Aquilo que é fútil pra mim, pode ser indispensável para a sua vida (o contrário também é verdadeiro).
    Futilidade cai no mesmo conceito de qualidade, ou seja são valores subjetivos que cada um atribui a um produto ou serviço. Por exemplo, não pago nenhum centavo para assistir à shows/eventos sejam eles músicais, eventos esportivos e etc (de quem quer que seja). Prefiro assistir em casa. Existe aquele no entanto, que não perde nenhum evento próximo de sua casa e paga o que for necessário para isso.
    Agora temos que concordar que o brasileiro atribui, e paga, um valor extremamente mais alto se comparado a outros países por alguns bens. os carros e tênis da nike que o digam..
    E a futilidade, no meu ponto de vista, mora exatamente aí, ou seja, pagar caro por um bem que presumivelmente vale menos do que o pedido, mesmo que se individando para isso.
    Ato contínuo, tudo fica caro e neste patamar de preço inaceitável.
  • Recruta Zero  24/02/2014 20:35
    O 'Power-Distance Index - PDI' também explica esse comportamento no Brasil. Demonstrar claramente o status social é mais importante em paises de alto PDI, pois na média a população tende a ser mais cegamente devota a hierarquias sociais.

    Veja mais em:

    en.wikipedia.org/wiki/Hofstede%27s_cultural_dimensions_theory

    www.clearlycultural.com/geert-hofstede-cultural-dimensions/power-distance-index/
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  23/03/2015 22:34
    Considero o povo brasileiro fútil não por consumir o que quiser, com seu dinheiro; mas, por manter um "estado" corrupto e ladrão por vontade própria.
  • anônimo  24/03/2015 00:55
    Mas com essa definição todos os povos nações da terra seriam fúteis não?
  • André  31/07/2015 00:29
    Concordo com o texto e sim, o brasileiro com certeza é um dos povos mais fúteis do mundo se não o mais.

    Aqui é o único lugar no mundo que otários pagam 4 mil em um videogame, 6 mil em um celular, acham bonito e no ano seguinte compram novamente.
    Roupas de marca e tênis, então, é patético.

    Não me conformo com isso. Nunca me preocupei com roupas e sapatos, sempre busquei o mais confortável, vejo gente no meu trabalho conversando sobre relógios e tênis importados, sobre marcas, estou sempre boiando.

    Pagam 700 reais em um par de tênis, ridículo.
  • Valdenir Mezadri  15/09/2017 11:34
    André, mesma opinião, e a minha volta todos são assim também, comprando relógio de 30cm pra colocar no pulso, e discutindo sobre iphone X, tudo pobre fodido que não tem comida na geladeira, ridículo mesmo


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.