Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - da pobreza à prosperidade
por , sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

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Hong Kong, dias atuais
Leia a primeira parte aqui.


Com milhões de refugiados chineses, sofrendo com um embargo comercial e com sua infraestrutura estrangulada, a Hong Kong do início da década de 1950 parecia confirmar os prognósticos pessimistas feitos no século XIX.

No entanto, esta enxurrada de refugiados era composta por milhões de indivíduos que, embora completamente pobres, fugiram para Hong Kong em busca de liberdade.  E embora Hong Kong não possuísse a infraestrutura adequada para recebê-los, ela fornecia ampla liberdade para qualquer indivíduo que quisesse colocar seus talentos empreendedoriais em ação. 

Não havia na ilha as mesmas restrições cambiais vigentes no Reino Unido e em grande parte da Europa — o que significava que o dólar de Hong Kong, que era ancorado à libra esterlina, era livremente conversível em outras moedas —, e a quantidade de regulamentações sobre a economia era desprezível.

A combinação entre mão-de-obra à procura de trabalho e empreendedores com conhecimento e algum capital oriundos de Xangai — até então a grande cidade capitalista chinesa — forneceu a matéria-prima para o crescimento industrial iniciado na década de 1950.  A economia começou a prosperar.

Os empreendedores de Hong Kong criaram rapidamente um número impressionante de pequenas e médias empresas durante este período, especialmente no setor têxtil.  Estes empreendimentos, os quais acabaram se diversificando e se ramificando para setores como vestuário, plásticos e eletrônicos, produziam principalmente para atender a crescente demanda da Europa e dos EUA por bens manufaturados e baratos.  

Essa rápida industrialização da década de 1950 foi possível porque ocorreu em condições nas quais 1) os direitos de propriedade eram respeitados, 2) o poder judiciário era independente e os tribunais, imparciais, e 3) a interferência econômica das autoridades coloniais era mínima.

Como o último governador britânico de Hong Kong, Christopher Patten, escreveu em seu livro de memórias, East and West, os refugiados do comunismo que correram para Hong Kong chegaram à única cidade livre da China; era de fato "a única sociedade chinesa que, por um breve período de 100 anos, viveu um ideal jamais vivenciado em nenhum outro momento da história da sociedade chinesa — um ideal em que nenhum homem tinha de viver com medo de uma batida à porta da sua casa à meia-noite".

Hong Kong tinha um governo limitado e competente, que se restringia a manter a lei e a ordem, e a permitir o funcionamento da economia de mercado.  Era um governo que honrava completamente a filosofia confuciana: "Deixe as pessoas locais serem felizes e atraia migrantes longínquos."

Mais impressionante ainda foi o fato de que, enquanto o Reino Unido estava criando um estado altamente intervencionista e assistencialista em casa, sua colônia desfrutava uma política econômica fundamentalmente de livre mercado.

No entanto, houve um responsável pela prolongada existência desta política de livre mercado.  Houve uma pessoa que seguidamente contrariou ordens do governo britânico e, com isso, permitiu a prosperidade de Hong Kong.

Sir John Cowperthwaite, o homem que permitiu a prosperidade de Hong Kong

O nome de Sir John James Cowperthwaite (1915—2006) deveria ocupar para sempre o topo do panteão dos grandes libertários.  Enquanto vários de nós apenas escrevemos sobre ideias libertárias, este cidadão de fato as transformou em política pública para milhões de cidadãos.

Cowperthwaite foi nomeado secretário das finanças de Hong Kong para o período de 1961 a 1971.  Escocês e discípulo fiel de Adam Smith, ele era assumidamente um economista na tradição da Escola de Manchester, ardorosa defensora do livre comércio. 

Na época, com a Grã-Bretanha indo a passos firmes rumo ao socialismo e ao assistencialismo, Cowperthwaite permaneceu inflexível: Hong Kong deveria se manter fiel aos princípios do laissez-faire.  Tendo praticamente controle completo sobre as finanças do governo de Hong Kong, ele se recusou a impor qualquer tipo de tarifa de importação e sempre insistiu em manter os impostos no nível mais baixo possível.

Ele era um liberal-clássico, bem ao estilo dos liberais do século XIX.  Era fiel adepto da ideia de que os países deveriam se abrir unilateralmente para o comércio, sem esperar contrapartidas.  Ele já estava em Hong Kong desde 1941, fazendo parte do Serviço Administrativo Colonial.  Com a invasão japonesa, ele foi enviado para Serra Leoa.  Ao voltar para Hong Kong, em 1946, os britânicos lhe pediram para elaborar planos e programas para que o governo pudesse estimular o crescimento econômico.  Cowperthwaite apenas respondeu dizendo que a economia já estava se recuperando sem nenhuma ordem do governo. 

Mais tarde, ao ser efetivamente nomeado secretário das finanças, em 1961, ele se tornou um defensor inflexível daquilo que passou a rotular de "não-intervencionismo positivo" e passou a pessoalmente controlar a política econômica da colônia.

Cowperthwaite transformou Hong Kong na economia mais livre do mundo.  Durante o seu mandato, o livre comércio foi instituído plenamente, pois Cowperthwaite se recusava a obrigar os cidadãos a comprar bens caros produzidos localmente se eles podiam simplesmente importar produtos mais baratos de outros países.  O imposto de renda sempre teve uma alíquota única, de 15%.  A total escassez de recursos naturais em Hong Kong — havia apenas a enseada onde está o porto — e o fato de que a ilha tinha de importar até mesmo toda a sua comida tornam o sucesso de Hong Kong ainda mais fascinante. 

"Para toda a nossa economia, é preferível confiarmos na 'mão invisível' do século XIX a aceitarmos que as canhestras mãos de burocratas manipulem os delicados mecanismos do mercado", declarou Cowperthwaite em 1962.  "Em específico, não podemos deixar que burocratas danifiquem os principais mecanismos da economia, que são a livre iniciativa e a livre concorrência". 

Ele não aceitava protecionismo nem para as chamadas "indústrias infantes": "Uma indústria infante, quando protegida e mimada, tende a permanecer infante, e jamais irá crescer e se tornar eficiente".  Também acreditava firmemente que, "no longo prazo, o agregado das decisões individuais dos empreendedores, exercitando seu juízo individual em uma economia livre, mesmo cometendo erros, tende a ser bem menos danoso do que as decisões centralizadas de um governo; e certamente o eventual dano tende a ser contrabalançado mais rapidamente."

Desde os dias de John Maynard Keynes, a ciência econômica vem sendo atormentada pela ideia de que a ação humana deve ser destilada em números, os quais se transformam em uma "pretensão ao conhecimento" para aspirantes a planejadores centrais.  Nas várias faculdades de economia atuais é difícil saber quando acaba a matemática e quando começa o real conhecimento econômico.  Para Cowperthwaite, no entanto, a compilação de estatísticas para planejamento econômico era um anátema.  Ele simplesmente se recusou a coletá-las.  Quando Milton Friedman lhe questionou, em 1963, a respeito da "escassez de estatísticas", Cowperthwaite respondeu: "Se eu deixá-los coletar estatísticas, irão querer utilizá-las para planejar a economia".

Perguntado qual era a coisa mais premente que os países pobres deveriam fazer, Cowperthwaite respondeu: "Eles deveriam abolir seus institutos de estatísticas econômicas".  Ele acreditava que, se estatísticas fossem coletadas em Hong Kong, elas estimulariam o governo britânico a implantar políticas supostamente corretivas, o que inevitavelmente afetaria a capacidade da economia de mercado funcionar corretamente.  Isso gerou consternação no governo britânico.  Uma delegação de burocratas foi enviada a Hong Kong para descobrir por que as estatísticas não estavam sendo coletadas.  Cowperthwaite literalmente mandou-os de volta a Londres no primeiro avião.

O desprezo de Cowperthwaite pela teoria econômica em voga (keynesianismo) e sua abordagem não-intervencionista eram garantia de conflitos diários tanto com o governo britânico quanto com empresários.  Os britânicos haviam elevado a alíquota do imposto de renda em Cingapura; quando ordenaram a Hong Kong que fizesse o mesmo, Cowperthwaite recusou.  Ele era contrário a dar subsídios e a conceder benefícios especiais para empresas.  Quando um grupo de empresários pediu a ele que providenciasse fundos para a construção de um túnel através da enseada de Hong Kong, ele respondeu dizendo que, se o túnel fosse economicamente sensato, o setor privado iria construí-lo.  O túnel foi construído privadamente.

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O legado de Cowperthwaite

Não obstante sua postura contrária, há estatísticas sobre a Hong Kong daquela época.  Durante sua década como secretário das finanças, os salários reais subiram 50%, e a fatia da população vivenda na pobreza extrema caiu de 50 para 15%.  O mais impressionante é que Hong Kong fez tudo isso sem contar com nenhum outro recurso que não fosse sua população.  A colônia não possuía nenhuma terra agrícola e nenhum recurso natural.  E até mesmo o único recurso que ela possuía — as pessoas — não era exatamente muito culto.  Com efeito, a maior parte da massa de refugiados que chegou a Hong Kong na década de 1950 seria vista apenas como um fardo para o estado.

Também digno de menção é todo o contexto mundial vigente à época.  A transformação de Hong Kong ocorreu exatamente quando os social-democratas controlavam a Europa e quando o democrata Lyndon Johnson e seu programa da Grande Sociedade dominava a política americana, o que refletia o consenso entre as elites políticas da Europa e dos EUA de que assistencialismo e políticas econômicas intervencionistas eram a única direção sensata para as sociedades avançadas.  Mesmo nos países em desenvolvimento, políticas econômicas intervencionistas, como a industrialização por meio da substituição de importações — que se baseava na imposição de altas tarifas de importação para proteger as indústrias domésticas — eram a norma.

A pequena Hong Kong, portanto, conseguiu adotar e manter políticas de livre mercado e de livre comércio que iam totalmente contra as políticas dos governos britânico, europeus e americanos, e contra o consenso de economistas desenvolvimentistas em todo o mundo.  E fez tudo isso enquanto ainda era pobre e estava perigosamente ao lado de uma poderosa e imperialista ditadura comunista.

É difícil argumentar contra o sucesso.  Após a aposentadoria de Cowperthwaite, em 1971, sucessores menos adeptos aos seus princípios se mostraram mais propensos a aumentar os gastos assistencialistas, mas todos os aumentos foram financiados por meio da venda de terras, e não de aumento de impostos.  As alíquotas tributárias estão hoje exatamente no mesmo valor em que Sir John James Cowperthwaite as deixou.

O avanço

As políticas de livre comércio, de não-intervenção do estado na economia, de orçamentos governamentais rigidamente equilibrados, de imposto de renda de pessoa física com alíquota única (15%), de mercado de trabalho bastante flexível, de livre fluxo de capitais, de não-restrição a investimentos estrangeiros (estrangeiros podem investir livremente em empresas locais e também deterem 100% do capital) se mantiveram inalteradas após a saída de Cowperthwaite.

Esta política econômica, a qual promoveu a concorrência e o espírito empreendedorial, criou as condições para o acelerado crescimento econômico vivenciado por Hong Kong nas décadas seguintes.  Entre 1961 e 2012, o PIB real per capita de Hong Kong foi multiplicado por um fator 9.  Hoje, o PIB per capita de Hong Kong, em termos de paridade do poder de compra, é o 7º maior do mundo

Ou seja, em apenas algumas décadas, Hong Kong, sem recursos naturais, sofrendo dos mesmos problemas enfrentados por todos os outros países em desenvolvimento, e cuja renda média per capita era de apenas 28% da dos residentes do Reino Unido, deixou de ser uma favela a céu aberto e se tornou uma das economias mais ricas do mundo, superando em muito a renda média per capita de sua metrópole.

De economia industrial a uma economia de serviços

O primeiro estágio do desenvolvimento de Hong Kong baseou-se na indústria manufatureira.  No entanto, as reformas econômicas feitas na China e a política de abertura ao investimento estrangeiro adotada por Deng Xiaoping a partir de 1978 alteraram profundamente a natureza da economia de Hong Kong nas décadas seguintes.

O setor manufatureiro começou a declinar e a perder peso na economia no final de década de 1970 em decorrência de aumentos nos preços da terra — uma inevitabilidade para um local tão pequeno e povoado — e nos salários.  No entanto, a crescente integração econômica entre Hong Kong e China permitiu à ilha realocar sua produção para as zonas econômicas especiais na província adjacente de Guangdong, na China.

Estas zonas, que foram criadas no início de 1980, ofereceram aos investidores de Hong Kong a oportunidade de aumentar sua competitividade ao recorrerem a uma mão-de-obra barata e abundante (chinesa) ao mesmo tempo em que ainda usufruíam as mesmas condições não-intervencionistas do governo chinês quanto recebiam em Hong Kong.  De 1978 a 1997, o comércio entre Hong Kong e China cresceu a uma taxa média anual de 28%.  Ao final de 1997, o investimento direto feito por Hong Kong representava 80% de todo o investimento estrangeiro direto em Guangdong.

Estes novos desenvolvimentos alteraram significativamente a economia de Hong Kong.  A participação da indústria na economia declinou de 31% em 1980 para 14% em 1997 e 8% em 2008; o setor de serviços, por outro lado, aumentou sua participação consideravelmente, de 68% em 1980 para 86% em 1997 e 92% em 2008.

Desde 1997, a economia de Hong Kong se tornou um pólo para serviços de alto valor agregado (finanças, administração, logística, consultoria empresarial, comércio etc.).  Atualmente ela atrai tanto empresas chinesas que querem entrar no mercado internacional quanto empresas de todo o mundo que querem ter acesso aos mercados da China e do resto da Ásia.

A manutenção das instituições de livre mercado

Já no início da década de 1980, a perspectiva de uma iminente devolução de Hong Kong à soberania chinesa produziu grande incerteza com relação à manutenção das instituições que tornaram o território uma região rica e próspera.  Esta preocupação, no entanto, foi rapidamente abrandada.

Na Declaração Conjunta Sino-Britânica, assinada no dia 9 de dezembro de 1984, foi estabelecido que Hong Kong deixaria de ser um território sob controle britânico no dia 1º de julho de 1997.  O princípio do "um país, dois sistemas" também foi acordado nesta data.  Com a exceção das relações exteriores e da defesa nacional, o acordo concedeu ampla autonomia ao território e permitiu a Hong Kong manter seu sistema capitalista e seu estilo de vida por um período de 50 anos, até 2047.

Hong Kong hoje é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China.  Ela preservou o grosso do seu sistema político, judicial, econômico e financeiro que caracterizou a colônia quando estava sob controle britânico.  O poder judiciário é independente do poder político e continua a operar sob o sistema do direito consuetudinário herdado dos britânicos.  Os direitos de propriedade são garantidos na Constituição da Região Administrativa Especial de Hong Kong.  Seus cidadãos desfrutam amplas e fundamentais liberdades individuais.

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Conclusão

Em 1960, a renda média per capita de Hong Kong era de apenas 28% da renda média per capita da Grã-Bretanha.  Atualmente, é de 140%.  Ou seja, de 1960 a 2012, a renda per capita de Hong Kong deixou de ser de aproximadamente um quarto da da Grã-Bretanha e passou a ser mais de um terço maior.  É fácil falar destes números.  Muito mais difícil é se dar conta de sua significância.

Compare a Grã-Bretanha — o berço da Revolução Industrial, a potência econômica do século XIX em cujo império o sol jamais se punha — a Hong Kong, uma mera restinga de terra, superpovoada, sem nenhum recurso natural, exceto uma enseada.  No entanto, em menos de quatro décadas, os residentes desta restinga de terra alcançaram um nível de renda um terço maior do que aquele desfrutado pelos residentes de sua metrópole.

O retorno de Hong Kong à China era inevitável, assim como era inevitável a determinação do governo chinês em preservar o capitalismo de Hong Kong.  O interesse da China em preservar sua galinha dos ovos de ouro era claro: a China sempre utilizou Hong Kong — a qual ela podia atacar e tomar à força a qualquer momento — como um meio de acesso aos mercados estrangeiros e também como fonte de capital.  Houve épocas em que 80% das receitas externas da China entrava através de Hong Kong.  A China também queria demonstrar a Taiwan que uma reunificação pacífica era possível.

O perigo sempre foi o de a liderança chinesa não entender a relação entre o hardware de Hong Kong (a economia capitalista) e o seu software (uma sociedade pluralista).  É o seu software que permite que seu hardware funcione tão bem.  Até o momento, os novos governantes de Hong Kong vêm se comprovando notavelmente aptos a dar continuidade ao funcionamento harmônico entre o hardware e o software.  A grande questão é se isso permanecerá assim no futuro.

Não foram apenas os britânicos que fizeram de Hong Kong um sucesso.  Foi principalmente a população de Hong Kong, de operários de fábricas a empreendedores, quem transformou uma ilha estéril em potência econômica.  Essas pessoas foram capazes de fazer isso porque o governo de Hong Kong, na maior parte do tempo, as deixou em paz.  Hong Kong está longe de ser perfeita, e longe de ser um paraíso libertário.  Mas permanece sendo um dramático exemplo de como a genialidade humana e o talento empreendedorial podem trazer prosperidade a uma sociedade originalmente pobre.

Por que Hong Kong sempre foi tão livre?  Em parte, Hong Kong teve a sorte de ser governada por homens que entendiam que sua função era bastante limitada.  Não era exatamente o ideal liberal-clássico, mesmo sob Cowperthwaite, mas ainda assim foi a sociedade que mais significativamente se aproximou deste ideal no século XX.  E a combinação entre a incapacidade do governo britânico em fornecer instituições democráticas e sua falta de interesse em Hong Kong permitiu àqueles homens manter suas políticas econômicas, mesmo enquanto sua própria Grã-Bretanha natal experimentava o desastre econômico do socialismo light dos anos 1950-70.  Hong Kong também se beneficiou do exemplo das desastrosas políticas econômicas da China na década de 1960.  Com tantos residentes chineses fugindo do comunismo e se refugiando em Hong Kong, a demanda por liberdade era alta. 

Hong Kong é um dos mais formidáveis e conclusivos exemplos de uma sociedade que teve grande êxito em fugir do subdesenvolvimento e enriquecer recorrendo à liberdade econômica.  Hong Kong teve sorte em ter tido essa liberdade.  E a sua população provou que a liberdade funciona.

______________________________________

Participaram deste artigo:

Lawrence W. Reed, presidente da Foundation for Economic Education.

Andrew P. Morris, professor de Administração da Universidade do Alabama.

Jean-François Minardi, analista de políticas públicas do Montreal Economic Institute.

Alex Singleton, diretor geral do Globalisation Institute




113 comentários
113 comentários
Henrique 14/02/2014 12:07:00

Sobre o mito de que Hong Kong se desenvolveu graças ao neoliberalismo:

www.thinkir.co.uk/odd-tiger-out-hong-kong/

Responder
Andre Henrique 08/03/2016 18:39:40

Henrique,
Se fosse possível apagar um comentário, certamente vc o faria para não passar tanta vergonha com a resposta do Leandro, confere?

Responder
Leandro 14/02/2014 12:29:26

Acho que você próprio não leu o texto linkado. Se o tivesse feito, veria que ele inadvertidamente comprova tudo o que foi dito neste artigo. O texto linkado credita o sucesso de Hong Kong a apenas quatro elementos (sim, só 4 elementos, e desconsidera todo o resto):

1) geopolítica (citado amplamente neste texto do IMB);

2) responsabilidade militar delegada à Grã-Bretanha (gozado que, nesta caso, o imperialismo estrangeiro se torna bom);

3) Mão-de-obra de refugiados chineses (praticamente todos parágrafos deste artigo e do anterior falam disso).

4) O não-ataque da China a Hong Kong! (O que também é citado neste artigo).

Conclusão: o cidadão ficou incomodado e teve de inventar outras causas -- só não pode ser a liberdade econômica! -- para explicar o enriquecimento de Hong Kong. Só não percebeu o quão insensatas elas eram. Ótimo exemplo de como ideologia e fanatismo cegam as pessoas.

Responder
Daniel Costa 14/02/2014 12:40:58

Obrigado a todos aqueles que fizerem possível esta história chegar até nossos olhos.Ótimo trabalho.

Responder
Anarcofóbico 14/02/2014 13:12:53

Isso tudo a custa do que? Da exploração de inúmeros trabalhadores! Vejam por exemplo essa situação:

Fotos retratam vida em espaços minúsculos de Hong Kong

Além disso o aumento no valor dos imóveis em quase 100% desde 2008 comprova o fato de que o livre mercado também gera bolhas imensas!

Por isso entre o capitalismo com defeitos e o socialismo destruidor, fiquemos com o último a fim de que o ser humano chegue a um nível melhor de humanidade e preocupação com o próximo!

Responder
Comunofóbico 14/02/2014 14:10:50

[Embarcando na ironia] De fato, ter espaços minúsculos em um pedaço de terra de meros 1.104 km2 é um contrassenso, né? O certo seria que a física fosse revogada a cada cidadão usufruísse de espaços magnânimos. Acho que todos deveriam ter o direito de morar em casas que fossem, no mínimo, do tamanho do Maracanã.

Aliás, aproveitando a deixa, em Macau os cemitérios são verticais.

Responder
Philipe 14/02/2014 16:08:08

KKKKK BOA !

Responder
anônimo 14/02/2014 17:12:04

Anarcofóbico, minha praia não é a economia. Poderia me explicar como funciona a bolha imobiliária de Hong Kong?

Responder
Anarcofóbico 14/02/2014 20:12:42

Provavelmente a bolha foi gerada pelos especuladores gananciosos do mercado, fato que derruba por completo a teoria de que os ciclos econômicos são causados pelo governo! Tudo bem que é a autoridade monetária de hong kong que regula regras de empréstimos e que os investimentos de todo o planeta (principalmente incentivos de Bancos centrais de outros países) têm sido direcionados para Hong Kong, mas isso é só um detalhe!

Responder
anônimo 15/02/2014 17:48:12

Anarcofóbico

Eu perguntei COMO, não por quem. Nem perguntei o que você ACHA. Se você respondeu "provavelmente", é porque não está certo disto, não é? Aliás, você quer derrubar a "teoria de que os ciclos econômicos são causados pelo governo!", sem nem ao menos tentar contra-argumentar esta teoria! E ainda puxa seu próprio tapete na hora de concluir:

"Tudo bem que é a autoridade monetária de hong kong que regula regras de empréstimos e que os investimentos de todo o planeta (principalmente incentivos de Bancos centrais de outros países) têm sido direcionados para Hong Kong, mas isso é só um detalhe!"

Vamos lá, minha dúvida é genuína. COMO funciona a bolha imobiliária de Hong Kong?

Responder
Junior 14/02/2014 19:50:40

Todos os países que foram destruídos pelo socialismo, ñ querem nem saber de um eventual retorno. E olhe lá, eram países que no século xix tinha certa força, ali no leste-europeu. Falam de Hong- Kong, sim, é necessário um olhar proporcional. Qual seria o destino de um povo sem recursos e jogados à morte? Há pobreza, mas recolher dados atuais e as perspectivas parece algo inimaginável. Hong-Kong tem um altíssimo IDH, excelente centro educacionais. Além do mais, eles estão além do que os socialistas
percebem. Seguem o confucionismo como doutrina. Algo que o Weber mencionou no livro que articulava o puritanismo com o capitalismo. O confucionismo, fala que o sujeito deve ser trabalhador, disciplinado e que levem a vida sobre tais valores para ser abençoados. Entre o que temos de exemplos, Hong-kong e os países do leste-europeu. Adeus, leste.

Responder
Luan Augusto 14/02/2014 22:05:47

Anarcofóbico, será que você é realmente incapaz de perceber o tamanho da idiotice que está dizendo? Vamos lá, tenho certeza que você não é tão burro assim (ninguém é), provavelmente é apenas a concentração preocupantemente alta de esquerdice em seu cérebro que o está impedindo de julgar as coisas corretamente. Então, por favor, deixe-me tentar mostrar o erro grosseiro do seu comentário:

Você diz que em Hong Kong a maior parte da população vive em apartamentos minúsculos. Isto é verdadeiro. Porém, antes de sair relinchando que isso se deve à "exploração do trabalhador", deveria se perguntar se isso não se deve por acaso a alta densidade demográfica da ilha. E, em secundário, deveria se perguntar também se o tamanho dos lares é critério suficiente para determinar a qualidade de vida do trabalhador e deixar de lado todos os outros fatores, como a renda, a possibilidade de mobilidade social positiva, o acesso ao lazer e a condições mínimas de saneamento, etc. etc. etc.

Mas voltemos à densidade demográfica. Em Hong Kong, pouco mais de sete milhões cento e cinquenta mil pessoas ocupam uma área de 1104 kms², ou seja, 6544 pessoas por km². Os oito milhões e meio de quilômetros quadrados do Brasil são ocupados por 201 milhões de pessoas, o que dá uma taxa de 23,6 pessoas por km². Está mais do que claro que é concentração demasiado alta de pessoas que explica a pequenez dos apartamentos em HK. O principal aqui, entretanto, e onde você cometeu o erro mais grave, está na pergunta: por que a densidade demográfica é tão alta naquela ilha? Se tivesse lido o artigo publicado ontem aqui no Mises, do qual este é continuação, você saberia que ao fim da Segunda Guerra Mundial, Hong Kong tinha 750 000 habitantes. Entretanto, hoje tem mais de sete milhões, dos quais mais de 40% são imigrantes. Por que essa explosão populacional? Justamente porque as pessoas procuram Hong Kong para melhorar de vida. Em outras palavras, porque acreditam que lá encontrarão melhores condições para viver suas vidas que em seus países de origem, à despeito do tamanho dos apartamentos. Você, como todo bom socialista, prefere simplesmente ignorar o desejo dos trabalhadores de HK e declarar-se detentor do conhecimento do que é bom ou não para eles, chamando-os de explorados. Não à toa, em todos os regimes socialistas que o mundo já viu, uma minoria de burocratas iluminados quis, à qualquer custo, inclusive construindo muros para isto, impedir trabalhadores de se mudarem para outros países: arrogaram-se o direito de dizer o que é de interesse e o que não é para cada indivíduo, classificando qualquer um que que escapasse à esse molde prévio (a maioria, diga-se de passagem) de "alienado", aquele código esquerdista para qualquer um que queira tomar as decisões relativas à própria vida.

Responder
IABW 15/02/2014 01:45:50

Esse anarcofóbico é um troll óbvio. Nem ele acredita no que fala.

Responder
Junior 22/03/2016 23:11:18

Poxa, Luan, vai com calma com sua "opressão", não precisa humilhar o colega socialista. rsrsrs

Responder
thiago 16/02/2014 16:39:34

mimimi

São leis ambientais que geram esse problema - a maior parte do território é inutilizado por proteção ambiental.

E pense bem, quem vive nessas jaulas? Chineses miseráveis que fugiram do comunismo. Se eles preferem viver aí em Hong Kong, eu não quero nem pensar em como eles viviam antes...

Responder
Anarcofóbico 18/02/2014 20:27:11

O que vocês parecem não querer entender é toda essa mácula ao humanismo gerado pelo capitalismo! Muitos se tornaram celerados diante das imposições maléficas do capitalismo, que pretende destruir a bondade e a preocupação com o social e coletivo. O socialismo é muito importante porque não permite que um cresça e deixe outro para trás! Às vezes é preciso deixar a razão e a lógica de lado e pensar com o "coração"! Veja como o capitalismo tem tentado destruir a Venezuela e Cuba, os maiores paraísos onde o homem deseja viver. Sei que muitos foram manipulados por agentes da CIA e estão tentando levantar uma leve oposição, mas percebam o quanto a ausência de estado quase destruiu civilizações inteiras! É por isso que o Brasil tem experimentado um crescimento sem comparação, mercado aquecido, muitos empregos, ou seja, o socialismo está melhorando nossas vidas! E vai ficar cada vez melhor qdo chegarmos ao nível de Venezuela e Cuba em breve! Se Hong Kong é tão bom, pq vcs não se mudam pra lá?

Responder
marcelo 09/03/2014 02:32:27

Vamos ignorar os comentários do ANarcoobico e essa patrulha comunista aqui.

Responder
Capitalista 12/03/2014 14:39:17

Anarcofóbico 18/02/2014 20:27:11

O que vocês parecem não querer entender é toda essa mácula ao humanismo gerado pelo capitalismo! Muitos se tornaram celerados diante das imposições maléficas do capitalismo, que pretende destruir a bondade e a preocupação com o social e coletivo. O socialismo é muito importante porque não permite que um cresça e deixe outro para trás! Às vezes é preciso deixar a razão e a lógica de lado e pensar com o "coração"! Veja como o capitalismo tem tentado destruir a Venezuela e Cuba, os maiores paraísos onde o homem deseja viver. Sei que muitos foram manipulados por agentes da CIA e estão tentando levantar uma leve oposição, mas percebam o quanto a ausência de estado quase destruiu civilizações inteiras! É por isso que o Brasil tem experimentado um crescimento sem comparação, mercado aquecido, muitos empregos, ou seja, o socialismo está melhorando nossas vidas! E vai ficar cada vez melhor qdo chegarmos ao nível de Venezuela e Cuba em breve! Se Hong Kong é tão bom, pq vcs não se mudam pra lá?


huehuehue
Só isso

Responder
Marcus Cezar the third 26/03/2014 13:51:14

Cuba e Venezuela paraíso destruído por capitalistas.... eu já li de tudo nessa internet

Responder
Joaob 28/04/2014 00:29:14

Dear Anarcofobico

Ja q vc acha Venezuela um paraiso socialista mude para la....mas leve jornal.. ja que la num tem papel higienico enem paple de imprensa...

Responder
Patrick Wiens 26/09/2015 13:13:19

Tá velho mas eu tenho que comentar.
Esse cara parece o James Taggart falando.

"O socialismo é muito importante porque não permite que um cresça e deixe outro para trás!"
Concordo, enfatizando o "não permite que um cresça".

"É por isso que o Brasil tem experimentado um crescimento sem comparação, mercado aquecido, muitos empregos, ou seja, o socialismo está melhorando nossas vidas! E vai ficar cada vez melhor qdo chegarmos ao nível de Venezuela e Cuba em breve!"
Nada melhor que um dia após o outro, relendo esta frase um ano e meio depois faz muito mais sentido. Mas algo ele acertou de novo, estamos chegando no nivel de Cuba e Venezuela.

"Se Hong Kong é tão bom, pq vcs não se mudam pra lá?"
Juro que eu mudaria, pena que minha profissão é da área agrícola. Se fosse industrial/finanças eu já estava lá faz tempo.

Responder
Anarcofóbico 18/02/2014 20:34:23

Vejam só o que esse capitalismo destruidor está fazendo com as pessoas (sétimo banqueiro a se matar!!):

Un hombre saltó de la azotea de la sede de JP Morgan en Hong Kong, China. La propia entidad ha confirmado que la víctima era un empleado de 33 años apellidado Li.

Responder
Comunofóbico 18/02/2014 20:44:42

Essa notícia deve dar um nó na cabeça de esquerdistas.

Segundo eles, em um livre mercado, bancos e grandes corporações reinariam absolutos e subjugariam a indefesa população. No entanto, como se vê, a realidade é completamente oposta (e exatamente como ensinada neste site): no livre mercado, os banqueiros que não aguentam a concorrência e que não satisfazem os consumidores é que se suicidam.

Responder
Lucas Favaro 11/07/2014 07:12:26

Hong Kong tinha (tem?) uma alta taxa de imigração.
Por que? Porque as pessoas querem morar lá.
Por que? Porque elas preferem viver em um país livre e prospero do que viver nas condições em que elas estavam.
Elas preferem morar em um apartamento de 4 m² e ter a oportunidade de serem livres do que continuar vivendo relegadas à miséria.

Teu próprio argumento refuta você. Coitadinho.

Responder
Phillipe 08/08/2015 03:17:59

"Por isso entre o capitalismo com defeitos e o socialismo destruidor, fiquemos com o último a fim de que..."

Se mata cara...

Responder
Renan Diniz de Mattos 19/09/2015 12:58:24

Pensei que o problema de espaço em HK fosse por causa do tamanho da população e não por causa do capitalismo...

Responder
Silvio 26/09/2015 22:30:57

O problema da falta de espaço em Hong Kong é culpa do... estado! Sim, só para variar um pouquinho, até nesse caso a culpa é dele mesmo. Confira o trecho dessa matéria:

Por motivos geográficos e regulatórios (a cidade ocupa apenas 6,8% da sua área para habitação), as únicas maneiras de permitir que todos possam morar ali é através da verticalização e da diminuição do tamanho dos apartamentos.

E, como se pode ver, só para variar mais um pouquinho, os únicos que oferecem uma solução efetiva para esse problema causado pelo estado são os capitalistas malvadões, que constroem altos prédios de apartamentos no pouco de área que lhes é permitida. Pois é, até em HK, que possui o estado menos intrusivo do mundo, o estado não deixa de ser um mal intolerável.

Responder
Luiz Filipe 10/10/2015 16:47:29

Só não entendi pq continuaram respondendo o anarcofóbico tão bem.... Kkkkkk Ele é visivelmente só um troll q quer gastar o tempo do outros, nem socialista deve ser......
Admiro a maioria do povo daqui de sempre responder com argumentos, mas trolls devem ser simplesmente ignorados.

Responder
Andre B. 14/02/2014 14:04:31

Um brinde a John Cowperthwaite!!!

Responder
José Ricardo das Chagas Monteiro 14/02/2014 14:14:18

Saudações, essa segunda parte foi ouro, [b]FANTÁSTICO[/b.

Responder
Maycon R Campos 14/02/2014 15:14:31

Que maravilha!

Responder
Marconi Soldate 14/02/2014 16:05:41

Ah, que maravilha! Sir. Adam Smith entregou seu livro para Sir John James Cowperthwaite e este disse: "Deixa comigo!". Tá aí o resultado!

Se Cuba adotasse esses princípios, não demoraria nem 20 anos pra virar uma potência, devido a sua localização estratégica para o comércio e solo férteis. Ao invés de viverem pobres, sem nem papel higiênico suficiente, teriam empregos tão difíceis quanto alugar jet-skys para turistas e ganhariam o suficiente para uma vida confortável.

É impressionante existir exemplos assim, tão claros, óbvios, como Hong Kong, e ainda levarmos a sério idéias como o socialismo. Liberdade econômica e somente imposto de renda de 15% para manter o estado mínimo. Perfeito paraíso liberal!

Vocês do Mises estão perdoados por aquele artigo infâme criticando o Grande Mestre, maior de todos, Sir. Adam Smith! Aplausos para o Rei!

Responder
L. Valverde 02/11/2015 23:56:00

Qual artigo?
Fiquei curioso.

Responder
Marcelo Werlang de Assis 14/02/2014 16:45:42

Fantástico artigo (em duas partes)!!!!!!!

Lembrei-me agora de um diálogo que travei com Leandro Roque anos atrás na seção de comentários de um artigo. Tentei encontrar a conversa, mas não consegui. Talvez alguém logre obtê-la!

Nesse diálogo, o Leandro me falou de John James Cowperthwaite e da sua esplêndida frase referente à proibição da coleta de estatísticas (sobre o tema "estatísticas", ver este artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1615).

Esse homem, de fato, é "o cara"! Trata-se de um legítimo "Sir" inglês (assim como o meu ídolo do futebol, Steven Gerrard)!

O exemplo de Hong Kong -- de favelas a céu aberto (pobreza e baixo padrão de vida) a arranha-céus suntuosos e sublimes (riqueza e alto padrão de vida) -- basta para refutar todo tipo de argumento pró-estado!

Saudações!

Responder
Trevor Reznik 14/02/2014 17:05:17

Ótima artigo. Leitura prazerosa, mas que ao seu final deixa uma inquietação, ao lembrarmos da realidade de que, neste momento, pessoas vão às ruas fazer reivindicações totalmente na contramão do que este artigo mostra como solução.

Responder
Alfredo Gontijo 14/02/2014 17:23:58

O que significa "pessoas indo às ruas"? Quem são essas pessoas? Elas por acaso representam os desejaos de toda a população? Seria correto dizer que os Black Blocs e suas demandas te representam?

Gente gemendo, reclamando e querendo mais direitos (e privilégios) sempre vai existir. Resta saber qual a porcentagem da população que elas de fato representam.

É preciso ter muito cuidado com estas generalizações coletivistas.

Responder
Aspone 14/02/2014 17:09:16

Peraí! Mas lá na wikipedia eu li que o túnel foi construído pela iniciativa privada mas foi devolvido pro governo há alguns anos.

Além disso, para construir o túnel provavelmente o governo - seja lá como é isso em HK - teve que autorizar, certo?

Me dá muito medo que idéias como essa se espalhem. Já pensaram que em HK não há espaço para aspones??

Responder
Junior 14/02/2014 19:53:47

Eles trabalham em conjunto quanto se trata de obra pública.

Responder
Fernando Marques 14/02/2014 17:20:51

Realmente, uma história de superação. Hong Kong é a prova de que a liberdade individual e o afastamento do Estado na economia só vem a beneficiar toda a sociedade.

Responder
Renan Fernandez 14/02/2014 17:55:10

Maravilhoso artigo!

Responder
Andre 14/02/2014 18:22:04

Esse artigo me dá vontade de emigrar!

Responder
anônimo 14/02/2014 18:34:42

Há muito tempo eu penso nisto. Infelizmente não existe lugar seguro no mundo, e muito menos Hong Kong, com aquela besta comunista ao seu lado. O ideal é ficar aqui no Brasil, mesmo, e lutar com todas as forças contra esta praga que infecta nossos ambientes escolares/acadêmicos, religiosos, políticos e tudo o mais.

Responder
Pedro 14/02/2014 19:52:57

A "besta comunista" China vem adotando politicas cada vez mais de mercado desde 1978 e tudo indica que essa tendência vai continuar (como o próprio governo chinês admitiu).

Corremos muito mais risco no Brasil do que em HK ou até mesmo na China.

Responder
anônimo 16/02/2014 12:34:54

Nada é garantido, ontem os EUA eram o país mais livre da terra, hoje estão virando um país opressor e socialista,ontem a URSS era comunista, hoje é livre mercado, ontem o Chile era socialista, depois virou livre mercado, e agora o lixo esquerdista está voltando.
Garantido mesmo só o Seasteading, SE der certo.

Responder
juvenal 14/02/2014 18:30:05

Comunofóbico

O infeliz do Anarcofobico se esqueceu das casas que os favelados do Brasil que é socialista vive,bem pior que as casas da foto. Pelas fotos que eu vi,ao menos eles tem teto,banheiro (apesar de eu achar estranho a privada dentro do quarto,mais td bem,nada que um pouco de capricho não resolva.)
Outra coisa que a reportagem faz questão de esconder é a localização das casas,o que conta muito para uma pessoa que não tem moto e carro. Tem um monte de gente aqui no Brasil que mora em condições iguais ou piores que o pessoal da foto e alem disso,td longe que ou vc tem que andar muito ou pegar onibus para ir a um simples mercado.

Responder
Anarcofobico 14/02/2014 20:19:44

Felizmente tivemos políticas importantes realizadas nos últimos anos. Tivemos que encarar um imenso estrago causado pelo golpe militar e sua ditadura brutal que organizou o país, prendeu criminosos e instaurou ordem demais! Sem falar no estrago resultante do extremo libertário reacionário FHC que acabou com o país com várias privatizações! A única coisa a se lamentar é que ainda temos um governo de direita! Seria bom que a extrema esquerda assumisse para garantir melhores condições ao proletariado e encerrar a opressão burguesa!

Responder
Césinha 15/02/2014 14:16:31

"Felizmente tivemos políticas importantes realizadas nos últimos anos."

Quais? O Mais Médicos, aquele programa análogo à escravidão que visa repassar recursos para sustentar um regime genocida? Ou as Cotas na universidade? Que visa maior importância para a cor da pele do candidato e deixa de lado o conhecimento e a meritocracia.

"Tivemos que encarar um imenso estrago causado pelo golpe militar e sua ditadura brutal que organizou o país, prendeu criminosos e instaurou ordem demais!"

prender criminosos é algo letal para a nação mesmo ¬¬


"Sem falar no estrago resultante do extremo libertário reacionário FHC que acabou com o país com várias privatizações!"

Tá de zoação ou bateu a cabeça em um poste?


A única coisa a se lamentar é que ainda temos um governo de direita! Seria bom que a extrema esquerda assumisse para garantir melhores condições ao proletariado e encerrar a opressão burguesa!


Leia: Ação Humana, do Mises. Se os sintomas continuarem, leia O Caminho da Servidão, do Hayek. Se a doença socialista persistir, agora é partir para o tratamento de choque, leia A Revolta de Atlas, da Ayn Rand. E se mesmo assim a doença resistir, leia a Bíblia e reze por sua alma, pois você não tem mais jeito.

Responder
Anarcofóbico 20/02/2014 21:57:36

Foi com muito empenho que li A Revolta de Atlas, entretanto o que vislumbrei a priori foi intensa falta de regulação daqueles governantes! Eles erraram em depender do empresariado para crescimento da nação, em achar que as empresas fariam algo de bom grado. Deveriam ter nacionalizado tudo de imediato! No mais é um belo livro de ficção (tudo bem que é inspirado em diversos fatos reais). Também tenho em minha mesa de estudos o livro Ação Humana (juntamento com muitos outros livros libertários), com o qual batalho todos os dias e pretendo elaborar uma obra de objeção: A Reação Humana - Um tratado sobre o domínio social.

Responder
anônimo 15/02/2014 17:49:40

Porra, eu tava achando que o Anarcofóbico era socialista mesmo. ahahahaha

Responder
caio 14/02/2014 18:36:55

Se o Brasil seguisse a cartilha liberal, seria uma verdadeira potência, vide o tamanho do mercado interno e a abundância de recursos naturais, além de boa disponibilidade de terras. Pena que tudo isso seja destruido por meia dúzia de nacional-desenvolvimentistas.

Responder
Rodrigo D. 14/02/2014 22:40:12

As vezes me pego pensando nisso. Já imaginou se cortassem as nossas algemas e deixassem cada brasileiro dar o melhor de si em busca da própria felicidade. Em 30 anos, nos tornaríamos um USA.

Responder
Digo 16/02/2014 17:34:40

Acho que poderíamos até passar. O território americano é ruim. Grande parte dele é desértico e montanhoso, servindo para poucas atividades econômicas. As planícies férteis sofrem ameaças constantes de grandes tempestades e tornados devastadores. Praticamente toda a costa leste e Golfo do México estão sujeitos a furacões. Por seu turno, a costa oeste está sujeita a grandes terremotos, tsunamis e, principalmente, incêndios.

Olha só o histórico deles de cidades parcialmente destruídas, recentemente: Miami, 1992, Furacão Andrew; Los Angeles, 1994, terremoto; San Diego, 2003, incêndio; Nova Orleans, 2005, Furacão Katrina...

E a lista segue. Nós só temos algumas enchentes de vez em quando, que costumam afetar principalmente quem mora em encostas e beiras de rio, nada que se compare com as grandes destruições que se vê por lá.

Nós, brasileiros, temos água potável de sobra, um território que pode ter atividade econômica intensiva em quase 100%. Não temos deserto, montanhas, grandes tempestades, terremotos fortes. Não temos nenhum evento natural capaz de destruir a infra-estrutura de uma região, sequer de parar sua atividade econômica por semanas ou meses como se vê nos EUA.

Responder
OJ 17/02/2014 14:04:38

Pois é, não temos nenhum problema com desastres naturais. Nosso desastre é o povo de Banânia, sempre de chapeu na mão pedindo que o estado resolva os problemas deles.
O coitadisno sistemático, o paternalismo de estado, o ufanismo futebolístico...etc não nos levarão a lugar algum.

Parábola da Vaca
Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, 3 filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada.
Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo.
- O senhor vê aquela vaca ? – disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela nos dá leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo :
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo.
o discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre ! Como pode ser tão ingrato ? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem !
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem :
- Vá lá e empurre a vaquinha.
Indignado porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ajudar a família, pedir desculpas.
ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro importando, antena parabólica. Perto da churrasqueira, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora.
Devem estar mendigando na rua, pensou o discípulo.
Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá
- Claro que sei. Você está olhando para ela.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse :
- Mas o que aconteceu ? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo ?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu :
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.

Responder
Andre 17/02/2014 16:25:45

Legal essa parábola.
Eu ia argumentar sobre isso mesmo:
Os países ricos e prósperos ficam localizados em lugares onde a vida não é tão fácil quanto a dos países pobres e infelizes.

Cingapura e Hong Kong: Uma ilhota com um monte de gente onde seria impossível viver sem importar comida.

Japão: terremotos e tsunamis de vez em quando.

Europa, EUA, Canadá e outros: Friacas de vez em quando, e quando tem uma friaca não se pode plantar comida! Então eles tem que vencer a dificuldade e poupar, pelo menos para ter comida no inverno!!!

Países pobres pelo mundo: Climas excelentes o ano todo, pouquíssimos desastres naturais... É uma gente mimada pela natureza! E mimados não costumam se dar bem na vida.

Pobres => cigarras felizes e idiotas.
Ricos => Formiguinhas trabalhadoras.

Responder
anônimo 17/02/2014 16:49:45

Parece haver de fato uma correlação, mas há pontos fora da curva: Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas, Nova Zelândia..

Responder
OJ 17/02/2014 18:01:23

Austrália é um bom exemplo. Iniciou-se como colônia penal Britanica em 1788.
Até 1850 quando começou a corrida do ouro, a grande maioria eram os condenados Ingleses e Irlandeses e seus descendentes. Em uma terra inospita ou trabalhavam ou morreriam de fome.
Aqui tem bolsas e assistencialismo.
Observei certa feita um caso curioso.
O caseiro de uma amiga, que recebia salário mínimo,recusou-se a pintar a casa (casa de praia em Caraguatatuba) mesmo tendo-lhe sido oferecido o mesmo valor que um pintor cobraria.
Conversando com o caseiro ( enquanto comiamos uma Jaca mole) perguntei porque ele não pintava a casa ja que não fazia nada o dia inteiro (A mulher cuidava da casa).
Recebi a seguinte resposta: Pra que? Tem banana e pesco uns peixinhos de vez em quando. Tenho casa de graça, não pago luz e água, minha mulher faz um peixe com banana verde muito bom, tem frutas no quintal. O que eu ganho dá pro arroz e feijão e ainda sobra para uma cachacinha. Prá que vou me matar de trabalhar?
Não falei mais no assunto.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 14/02/2014 18:39:09


Fantástico! Onde estão os nossos Sirs John Cowperthwaite brasileiros?

A comparação com Cuba ou com a Coreia do Norte são devastadoras!

Alguém pode explicar por que Honk Kong está longe de ser um paraíso libertário?

* * *

Responder
daniel 14/02/2014 21:55:11

como vai surgir um cara desses no brasil se só ensinam marx nas escolas e keynes nas universidades?

Responder
Eduardo Leonhardt 14/02/2014 18:42:24

A semana não poderia terminar melhor: que artigo! Fantástico. Deu até vontade de me mudar pra HK =]

A questão do túnel marítimo construído pela iniciativa privada merece um brinde!

Sir John Cowperthwaite: respeitei.

A única inquietação que me trouxe este artigo é em relação a entrada ou não de libertários na política.

Dia desses li algum artigo aqui no IMB onde dizia claramente que entrar para a política não era uma boa alternativa pois um libertário, inevitavelmente, seria convertido a burocrata com o passar do tempo. Porém, Cowperthwaite mostra o contrário, não?

Talvez a grande diferença seja que enquanto em HK a sociedade "partiu do zero" (existe isso?) enquanto que aqui no Brasil teríamos que lutar contra um sistema estatal gordo plenamente estabelecido...

Obrigado e um abraço!

Responder
anônimo 14/02/2014 19:37:43

"Porém, Cowperthwaite mostra o contrário, não?"

HK era um estado mínimo na época. O Brasil é um estado extremamente inchado...

Responder
Eduardo Lopes 14/02/2014 23:19:12

O Brasil é o contrário dos EUA, por exemplo, onde a sociedade fez o estado (uso leta minúscula de propósito :-)). Aqui primeiro veio o estado, depois tiveram que importar gente de todo lado do mundo, para formar uma sociedade. Por isso que não me espanto, quando escuto pessoas reclamando que o preço da internet é alto e que o estado deveria fazer alguma coisa. Que qualquer merda tem que ser o estado a dar as ordens.

Responder
Eduardo Lopes 14/02/2014 22:27:54

Hallo deutscher! Talvez o lugar certo daqueles que defendem a liberdade na atual circunstância é invadir o estado, desmontá-lo e deixá-lo bem pequenininho :-)

Responder
Eduardo Leonhardt 17/02/2014 14:08:33

Ola que tal, Lopes! Como está meu amigo argentino?
Não sabia que tu andavas por estas bandas do IMB :-))

Cara, dia desses saí pra tomar uma ceva com o mcmoraes. Foram horas e horas de papo libertário regado a muitas cervejas artesanais.

Agora que ele terminou o doutorado dele, está mais disponível. Dá uma ligada pra ele e vamos inventar alguma coisa pra colocar o papo libertário em dia.

Abraço!

Responder
Eduardo Lopes 17/02/2014 22:35:59

Grande Alemão, já leio esse site uns 4 anos, foi uma dica do Olavo de Carvalho. Aqui que entendi o que é inflação e liberdade econômica. Vamos tomar umas geladas sim antes que elas desapareçam ehhee. Falando em Argentina, que mierda que tá aquilo por causa da Cretina Kischner... Esses dias encontrei o nosso grande amigo na feira e conversamos bastante sobre isso tb. Temos que marcar mesmo essa gelada livre :-).

Responder
Pedro 15/02/2014 18:05:12

Não adianta entrar uma meia dúzia de gatos pingados na politica se a maioria da população acredita que o estado é quem deve controlar a economia e fornecer a eles tudo que precisam.

Antes de tudo é preciso mudar a cultura, o modo de pensar, para que então, um partido libertário ganhe força e peso na politica.

Hong Kong, ao contrário do Brasil, já tinha uma população que valorizava a liberdade e desacreditava no estado (tanto é que boa parte era refugiada da China comunista),Cowperthwaite apenas ajudou a manter tal politica ao afastar o intervencionismo britânico, ele não precisou fazer a cabeça de milhões de pessoas antes disso.

Responder
Eduardo Lopes 17/02/2014 22:55:28

Tu tens toda razão Pedro, antes da política tem que haver um movimento cultural que desbanque essa hegemonia do pensamento estatizante. Hoje em dia, falar que o governo deve fazer e isso e aquilo, é música para os ouvidos brasileiros, e sequer se questionam por que a saúde vai mal, por que tu és obrigado a pagar compulsoriamente o teu plano estatal de aposentadoria que não corresponderá ao teu padrão de vida antes de te aposentar. Vejo que a maioria das pessoas sequer se preocupa com isso, não é o estado que tem que te dizer quando tu vais te aposentar, és tu mesmo, alcançando a independência financeira, (que está cada vez mais difícil devido as intervenções na economia e a desvalorização do moeda) quem deve decidir.

Eu penso que isso é de propósito, para te deixar sempre dependente do estado. Mas, te digo uma coisa por experiência própria, eu mesmo já indiquei leituras para vários amigos, muitos esquerdistas, de livros como "O Manual do Idiota Latino Americano", "Guia Politacamente Incorreto da Esquerda e do Socialismo", O Mínimo do OdC e,tonelas de links do Mises. Insisti com amigos de tendência esquerdistas para lerem e tentarem impugnar os argumentos sem ficar só xingando, apelando para sentimentalismos, e batendo o pezinho que nem menininha contrariada e, alguns acordaram. Falta neles um senso de realidade, as coisas não caem do céu, conforme a promessa do paraíso estatal que eles acreditam. Eles não percebem que estão assinando um cheque em branco...

No plano cultural, acho que é isso que temos que fazer. No meio do caminho tu recebes tomatadas e xingamentos, mas tudo bem, te chamar filho da puta não vai fazer tua digníssima mãe parar num puteiro, vai? :-)

Responder
Iomar 22/03/2014 13:22:22

Quando conheci o mises (muito tarde, que maravilha poderia ter sido se eu o tivesse descoberto a 3, 4 anos atrás), a primeira coisa que senti vontade de fazer, e vê-la acontecendo, seria que todos os meus amigos lessem o conteúdo do pessoal daqui, e pudesse, baseado nas várias informações, tirar suas próprias conclusões à cerca da nossa situação atual (estado comandando nossas vidas). Mas, como característica do esquerdista, ele descredita qualquer informação que possa ir contra as suas crenças, mesmo sem ter lido tal conteúdo. Estou no começo do meu estudo do Mises, e de cara, já estou maravilhado com o nível das informações. Parabéns à todos, tanto os que publicam, quanto os que comentam.

Responder
Andre Cavalcante 14/02/2014 19:49:22

E só para lembrar: o Brasil também tem a sua Zona Franca que, teoricamente, teria isenção ou redução de impostos para desenvolver a Amazônia.

Bem, que é uma Zona, sempre foi... Mas Franca, nunca.

Se cobra muito imposto das empresas, mas, mas que isso, a miríade de burocracia para ter acesso a essa redução, mais as dificuldades do mercado de trabalho altamente regulamentado, mais a dificuldade inerente de atrair investimentos externos e repatriar lucros, mais as regulações ambientais, mais a corrupção e a parca infraestrutura só fizeram desmatar a Amazônia, mas desenvolvimento mesmo, quase nada. O nosso porto continua ser um "porto de lenha".

Responder
IRCR 14/02/2014 21:40:35

Agora só falta nos sermos agraciados com um artigo sobre a liberdade economica de Singapura.

Responder
bruno d 15/02/2014 16:03:48

É uma linda historia,se hoje eu vislumbro minimamente ainda a possibilidade dessa aula ser dada em uma sala de aula, é e será de fato graças ao Mises-br.

Muito obrigado!

Responder
anônimo 15/02/2014 16:04:17

Há algum livro sobre a história de HK? De preferência imparcial.

Responder
Guilherme 15/02/2014 19:16:26

Linkados no artigo:

www.amazon.com/Economic-Freedom-Lessons-Hong-Kong/dp/9814368857

en.wikipedia.org/wiki/East_and_West_(book)

Responder
Nilton 15/02/2014 21:07:31

Quando vejo a história de Hong Kong entendo bem melhor o atual e constante,mas pouco divulgado fracasso da economia brasileira. Vejam já se fala que o Brasil está em Recessão."""IBC-Br decepciona, mas economistas têm cautela ao falar em recessão estadao.br.msn.com/economia/ibc-br-decepciona-mas-economistas-t%C3%AAm-cautela-ao-falar-em-recess%C3%A3o """

È fácil encontrar a resposta para o atual fracasso na economia. Vou usar um principio religioso muito conhecido de todo mundo a chamada : LEI DA SEMEADURA E COLHEITA, que advoga;"Toda pessoa colhe o que plantou" (Gálatas 6:7 semeata.wordpress.com/
""
A LEI DA SEMEADURA E COLHEITA é tão verdadeira e real como a Lei da Gravidade. Vamos usar como exemplo á própria Hong Kong. Cowperthwaite foi um homem sábio,cheio de Conhecimento,sensato e prudente. Ele plantou um modelo econômico bom,correto e justo que até nos dias de hoje ainda se colhe bons frutos.

Mas ! O Brasil contraponto Hong Kong tem um personagem completamente diferente de Cowperthwaite. Lula inculto,arrogante,corrupto,mal,inconsequente. O que se começa a colher hoje em virtude deste homem que governou num período tão favorável ao Brasil,ter desperdiçado as oportunidades,agido burramente e sem visão. Vai ser uma colheita muito desagradável. Não se pode esquecer Dilma de carácter semelhante. E o Esquerdismo burro,arrogante,mentiroso,enganador que domina o Brasil e outros pontos do mundo.

Hong Kong apenas colhe o que se plantou e o Brasil também.

Responder
Guilherme 16/02/2014 10:14:18

Obrigado, Gustavo, por mostrar as diferenças nas condições de trabalho entre Hong Kong e a China continental. Tão próximas e, ao mesmo tempo, tão distantes. Dois mundos quase que opostos.

Responder
Andre 16/02/2014 13:04:29

A taxa de suicídios na Foxconn é menor que no resto da China:

www.chinaeconomicreview.com/node/26618

Responder
Gustavo 16/02/2014 21:53:53

O problema é que as condições de trabalho dos trabalhadores da Foxconn refuta muita coisa que é dita aqui. Por exemplo, vocês dizem que aqui no Brasil, os trabalhadores da iniciativa privada recebem baixos salários, muitas vezes trabalhando em péssimas condições de trabalho, sofrem assédio moral dos patrões, tudo isso por causa da burocracia, dos altos impostos e dos altos encargos trabalhistas...

Vejamos o que diz a reportagem da Veja sobre Shenzhen:

"Impostos baixos, menor burocracia para empreender, oferta de terra, câmbio desvalorizado, energia abundante, frouxas regras ambientais e infraestrutura logística impecável são os trunfos de uma SEZ."

veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/por-dentro-da-foxconn-em-shenzhen

Como vocês explicam as péssimas condições de trabalho dos trabalhadores da Foxconn em Shenzhen?

Responder
Alfredo Gontijo 17/02/2014 00:11:20

Em primeiro lugar, este site nunca disse que "péssimas condições de trabalho e assédio moral dos patrões" decorrem de burocracia, altos impostos e altos encargos. Isso se aplica, isso sim, aos salários efetivamente pagos. Condições de trabalho ruins e assédio moral são questões éticas, e não estão no escopo da ciência econômica. Ou seja, você já começou caluniando na primeira frase.

Em segundo lugar, questões sobre a China devem ser postadas em artigos sobre a China, e não em artigos sobre Hong Kong.

Em terceiro lugar, dizer que há trabalho escravo na China é algo bastante forçado, e este artigo já explicou o óbvio sobre isso.

Em quarto lugar, sugiro a você dialogar com o Henrique, que fez o primeiro comentário do artigo, lá em cima. Segundo ele, tudo que tem de bom em Hong Kong se deve ao fato de o governo chinês ser comunista, lindo e maravilhoso. Quem sabe o Henrique não queira lhe responder sobre essa situação dos trabalhadores chineses?

Por fim, a China tem 1,5 bilhão de habitantes and counting. Em uma situação em que há este exército de mão-de-obra disponível, os salários inevitavelmente serão baixos (o que é completamente diferente de trabalho escravo). Trata-se da velha questão da oferta e da demanda. Se a oferta de mão-de-obra é grande e é formada por gente acostumada com penúria -- pois viveu décadas sob um comunismo insano --, tais pessoas irão aceitar trabalhar em troca de muito pouco. Isso é praxeologia pura, e apenas uma das várias consequências maléficas do comunismo.

Responder
Eduardo Bellani 17/02/2014 10:59:29

Como um adendo ao comentário acima, existe sim trabalho escravo
sistemático na china, só não é na foxconn, e sim nos tão conhecidos
gulags, com uma pegada chinesa, os chamados laogai.

Laogai é uma consequência lógica do comunismo, e não do livre
mercado. Isso pode ser visto na própria etimologia de laogai, que
significa 'reeducação pelo trabalho', ou seja, é aquela velha
tentativa de construir um novo homem embebido da moral
proletária/camponesa (suspeito que a tentação de ter um exército de
escravos nunca deixe de rondar os semideuses dos partidos).

Abraços.

Responder
Renato 16/02/2014 04:18:22

Que tal um Podcat com Denise Abreu?

Candidata à Presidência em 2014.

"Eles trazem à tona o debate do aborto, o debate do casamento entre homosexuais, hora nós estamos num país com tantos problemas de saúde, educação, falta de infraestrutura e absoluta falta de segurança pública e insegurança legal no país, porque mesmo essas causas se tornam as grandes bandeiras a serem discutidas? É porque é através disso é que se passa ideologia de esquerda, do marxismo e é através disso que você aniquila a estrutura da célula marter da sociedade que é a família e a partir da perda da estrutura da família o que sobra? Sobram as causas, as grandes causas esquerdistas de domínio da América Latina".

"Nós temos que diminuir o tamanho do estado e valorizar ao máximo o que ficar dentro desse Estado".

www.youtube.com/watch?v=q9_y-W35wvM&feature=youtu.be

Responder
Luiz Berenguel 16/02/2014 18:42:48

Muito bom artigo. O empreendedorismo da população de Hong Kong é algo incrível. É muita coragem e determinação.

Responder
Pablo 16/02/2014 23:12:04

Tinha conhecimento de que HK tinha passado por uma revolução na educação e que este seria um dos fatores de sua atual riqueza.
Não teve esta tal revolução ou esta complementou o escrito?

Responder
Gafanhoto 17/02/2014 18:56:57

Muito bom o texto.

Mas é curioso notar que o texto atribui o sucesso de Hong Kong a um burocrata e suas políticas públicas. Considero curioso porque, na maioria das vezes, estes são apontados como o problema - e não a solução - nos textos desse site.

Após tomar interesse pela filosofia libertária, a minha primeira grande inquietação foi: "muito legal isso tudo ai, mas como é que a gente chega lá? Como iremos reduzir (ou acabar com o estado)?"

E me parece que muitos libertários não acreditam que esse caminho possa ser traçado de dentro do governo. Hong Kong etá ai para provar que é possível.

Responder
Maurício 17/02/2014 19:08:57

Prezado Gafanhoto, permita-me corrigi-lo:

O texto atribui o sucesso de Hong Kong às coisas que um burocrata deixou de fazer.

Pronto, agora ficou correto.

Responder
Gafanhoto 18/02/2014 13:09:39

Maurício,

Ainda assim, é um burocrata que "deveria ocupar para sempre o topo do panteão dos grandes libertários"

Responder
Maurício 18/02/2014 13:23:02

Corretíssimo. Afinal, trata-se de um raro caso de um burocrata que não fez o que se esperava que fizesse. Por isso mesmo ele é merecedor do prêmio.

Responder
anônimo 17/02/2014 19:16:19

Gafanhoto, este artigo fala sobre esta questão:

O melhor presidente do século XX
www.mises.org.br/Article.aspx?id=278

Responder
aspone 17/02/2014 21:57:14

Caros leitores,

o ministro da saúde vai ser candidato em SP. Ele acaba de atacar no Facebook o Alckmin dizendo que o metrô de SP começou junto com o de Seus, em 1974.

No entanto, segundo ele, lá a malha aumentou e o treco funciona, ao contrário de SP.

Aí eu disse que se olhássemos nos índices - da heritage, por exemplo - Coréia estava muito melhor posicionada que o Brasil e que, talvez, essa fosse a explicação.

Alguém aí sabe como funciona o transporte coletivo na Coréia do Sul?

Obrigado!

Responder
Salles 17/02/2014 22:15:57

O Metropolitano de Seul é operado por três organizações, que se distribuem o funcionamento das diversas linhas.

Korean National Railroad, Seoul Metropolitan Subway Corporation e Seoul Metropolitan Rapid Transit Corporation.

Há uma mescla de empresas públicas e privadas. As Rapid Transit Operators são privadas. Já as públicas nem sequer têm maquinista. Os sindicatos certamente não iriam gostar nada caso o modelo coreano fosse importado por nós. Será que o Padilha sabe disso?

en.wikipedia.org/wiki/Seoul_Metropolitan_Subway

Responder
aspone 17/02/2014 22:31:21

obrigado salles!

Responder
anônimo 22/02/2014 00:24:05

Enviado por Fernando Moreira -
08.02.2013
|
15h42m
Pobres moram em gaiolas para coelhos em Hong Kong

Hong Kong (China) é uma das cidades mais ricas da Ásia, com mansões hollywoodianas, arranha-céus imponentes e shoppings com as grifes mais chiques do planeta. Mas também tem as suas mazelas.

Os mais pobres - quase miseráveis - moram em gaiolas geralmente usadas para abrigar coelhos.

O aposentado Leung Cho-yin (na foto abaixo), de 67 anos, paga cerca de 330 reais pelo aluguel mensal de uma gaiola de 1,83m de comprimento por 0,76m de largura.

Dezenas de milhares de moradores de Hong Kong habitam gaiolas nas áreas menos favorecidas da cidade. As gaiolas ficam empilhadas como se fossem beliches.


oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2013/02/08/pobres-moram-em-gaiolas-para-coelhos-em-hong-kong-485659.asp

Responder
Pimenta Bueno 22/02/2014 01:35:17

Quer dizer então que esse pessoal se dá ao luxo de pagar o equivalente a R$330 para dormir em um local apertado? Pô, então a coisa em Hong Kong deve estar muito melhor do que eu imaginava.

Essas pessoas, afinal, têm toda a liberdade de ir para o continente chinês e morar num apartamento subsidiado (ou simplesmente dado) pelo governo. Se não fazem isso é porque acham que a espremida e superpovoada Hong Kong fornece condições de vida muito melhores.

Responder
Gustavo 22/02/2014 08:15:46

Muito pelo contrário. A notícia mostra que em Hong Kong, há muita pobreza, e que o custo de vida de Hong Kong é muito alto. As pessoas de baixa renda tem que pagar R$ 330,00 para morar numa gaiola de coelhos... Imagine o preço de uma habitação melhor.

Responder
Guilherme 22/02/2014 12:58:40

Esse aí não entende nem sequer o básico da oferta e demanda. Se o lugar é pequeno, já está superlotado e ainda continua recebendo um enorme fluxo de imigrantes todos os anos (formado majoritariamente por pobres chineses que querem melhorar de vida), é o óbvio ululante que chegará um momento em que simplesmente não mais haverá espaço, e os preços das habitações irão subir.

Isso aliás não é nem economia, e sim física. E física não admite milagres.

Quanto à pobreza, pessoas que pagam R$ 330 para dormir em locais apertados -- sendo que elas podem simplesmente ir para o continente e morar de graça -- não me parecem exatamente pobres. Mas é compreensível que ideólogos se apeguem a qualquer fato apenas para dar sustento às suas abaladas crenças.

P.S.: não conheço nenhuma teoria econômica que diga que imigrantes pobres imediatamente ricos ao simplesmente colocarem os pés numa determinada terra. Às vezes o Gustavo deve conhecer.

Responder
anônimo 22/02/2014 13:44:35

'A notícia mostra que em Hong Kong, há muita pobreza, e que o custo de vida de Hong Kong é muito alto.'

Acho que você precisa de mais estudo pra entender que uma coisa é justamente o contrário da outra.

Responder
anônimo 22/02/2014 08:43:47

É como Cuba só que no sentido inverso, o desespero daquele pessoal de sair de cuba é tão grande que eles se sujeitam a enfrentar o mar nuns barquinhos de madeira artesanais que não tem segurança nenhuma

Responder
Magno 01/03/2014 06:06:13

Ilustrando para o Gustavo entender o básico (se é que é possível):

www.libertarianismo.org/index.php/artigos/claustrofobica-hong-kong-prisao-salvacao/

Responder
Gary Chang 26/02/2014 15:12:24

Enquanto alguns se limitam a reclamar da falta de espaço, há aqueles que se viram e fazem.

Neste incrível vídeo (de apenas 4 minutos), um arquiteto transformou um minúsculo apartamento de exíguos de 30 m2 em uma mansão com 24 aposentos.



Para quem quiser o mesmo vídeo, só que bem mais completo:

www.youtube.com/watch?v=WB2-2j9e4co

Responder
Victor Pinheiro 04/03/2014 05:36:26

Sou um leigo em assuntos econômicos, e ao ler esse artigo fiquei impressionado como os fundamentos do liberalismo econômico foram determinantes para o desenvolvimento econômico de Hong Kong. Mas muitos economistas de esquerda ressaltam a importância do dirigismo estatal "estratégico" associado à iniciativa privada e ao capital estrangeiro no caso dos tigres Coréia do Sul e Taiwan. Gostaria de saber qual foi o papel do estado nesses países na perspectiva dos austríacos liberais, se foi danoso ou necessário para o desenvolvimento industrial exportador daqueles países?

Responder
Leandro 04/03/2014 13:34:50

Tem muita lenda aí. Não é verdade dizer que a Coréia do Sul "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

Responder
anônimo 04/03/2014 15:13:15

Leandro, obrigado pela explicação. Meu comentário foi baseado nos seguintes artigos:
'Crescimento e estabilização na Coréia do Sul, 1950-86'
Fernando Dall'Acqua*
'O milagre asiático: avanços e recuos
na explicação ortodoxa*'
André Moreira Cunha
Aqui vai uma seção do primeiro artigo:

4. O Estado e os chaebols
A consolidação do modelo exportador, concretizada com o terceiro plano de desenvolvimento,
ocorreu sob a forte liderança do Estado. A instalação das indústrias
pesada e química foi sustentada por um aumento do investimento público,
que no início dos anos 80 alcançou cerca de 25% do investimento fixo total, superior
ao Brasil (22%), Argentina (20%) e Japão (10%). O Estado ampliava rapidamente
seu papel na economia para viabilizar a instalação do modelo coreano.
Na Coréia, a atuação do governo é institucionalizada através do Economic
Deve/opment Board, onde participam autoridades públicas e representantes do
setor privado. Neste conscJho, cabe ao governo definir a orientação da economia
e criar incentivos, assim como planejar os investimentos públicos para assegurar
que as empresas caminhem na direção desejada. Essas defmiçães ocorrem, no
entanto, através de uma grande interação com empresários, que costumam se reunir
freqüentemente com autoridades públicas para definir estratégias empresariais,
trocar idéias e discutir a viabilização de projetos. Uma das principais características
dessa dinâmica é a confiança mútua existente entre empresários e governo.
As autoridades econômicas recebem inclusive dados atualizados sobre o
desempenho de empresas individuais, que permitem uma política ágil e pragmática,
envolvendo até mesmo a intervenção direta ao nível de firma (Collins &
Park, 1988, p.131).
A percepção de que o modelo exportador coreano tem privilegiado o livre
funcionamento das forças de mercado é, portanto, equivocada. Como assinala
Sachs (1987), há de se fazer uma distinção entre promoção de exportação e liberalização.
Historicamente, o modelo coreano tem se caracterizado pela firme promoção
das indústrias exportadoras e não pela ênfase em políticas do tipo /aissezfaire.
Além da intervenção direta na produção, o governo tem recorrido freqüentemente
ao controle de preços, salários e câmbio para conter a inflação. Da mesma
forma, tem exercido um rígido controle na distribuição do crédito,
determinando quais são as firmas e setores prioritários, desempenhando, assim,
papel crítico na definição do avanço e concentração industrial (Collins & Park,
1988, p. 131). Particularnlcnte na década de 70, para induzir o relutante setor privado
a investir nas indústrias química e de maquinaria pesada, o governo ampliou
o controle sobre o sistema bancário para conceder empréstimos preferenciais
e incentivos, através de taxas de juros favorecidas. Em outras palavras, o
governo selecionava empresas para empreender novos projetos nas áreas prioritárias
e garantia crédito subsidiado para viabilizar os investimentos. Dessa forma,
ajudava a criar enormes conglomerados (chaebols) e uma estrutura industrial altamente
concentrada.
Grande parte do sucesso do modelo coreano tem sido atribuído a e:;sa íntima
associação entre governo e chaebols, que se consolidou durante a década de 70.
A concentração industrial facilitava a coordenação entre governo e setor privado.
A seleção de algumas poucas firmas bem-sucedidas para empreender novos pro-
108 R.B.E.1/91
jetos prioritários acelerava as decisões, facilitava a supervisão e intervenção sobre
as empresas, reduzindo assim os riscos dos investimentos.
Além do mais, os grandes conglomerados apresentavam claros benefícios para
a implementação de um modelo exportador. Esses ganhos estavam associados a
economias de escala, diversificação industrial e mais rápido reconhecimento das
empresas coreanas no mercado internacional (World Bank, 1987, p. 121). Estas
vantagens eram nítidas durante a instalação do terceiro plano qüinqüenal. A opção
por grandes conglomerados viabiJizava a instalação das indústrias pesada e
química que necessitavam de uma escala de produção não alcançável em um pequeno
mercado doméstico competitivo. Da mesma forma, facilitava o reconhecimento
e a consolidação dos nomes das empresas coreanas no mercado externo,
além de reforçar sua posição competitiva.
Como resultado, o governo canalizou a estrutura de incentivos para um grupo
bastante reduzido de empresas, que passaram a se constituir no principal poder
emergente dentro da economia coreana durante os anos 70.5 Apoiados pela política
governamental, os chaebols expandiram-se rapidamente, de tal forma que no
início dos anos 80 as cinqüenta maiores empresas respondiam por mais de 30%
da produção, indicando uma concentração muito maior do que no Japão ou em
qualquer outro dos países de industrialização recente (NCls) do Pacífico Asiático.
Essa concentração tornou-se ainda mais acentuada no comércio exterior, onde
nove empresas respondiam por 50,5% das exportações coreanas (World Bank,
1987, p. 121).
Desta forma, estrutura industrial altamente concentrada prevalescente na economia
coreana é, em grande parte, resultado do intervencionismo governamental
que selecionava as futuras empresas líderes, beneficiando-as com uma estrutura
de incentivos que enfatizavam a competitividade externa.6 Conclui-se, assim, que
a orientação do modelo coreano à exportação não reflete uma opção pelo liberalismo
econômico como via de integração na economia mundial, mas resulta de
uma forte intervenção estatal determinada a fortalecer os grandes conglomerados
econômicos orientados ao mercado externo.

Responder
Leandro 10/03/2014 01:38:48

Chega a ser engraçado o desespero dos nossos desenvolvimentistas. Eles agora se apegam com todas as forças ao seu último bastião, que é o mito de que a Coréia do Sul se desenvolveu graças à intervenção estatal (curiosamente, nenhum deles tem a coragem de falar que tal desenvolvimento ocorreu sob uma ditadura).

Primeiro, vale destacar a desavergonhada defesa do mercantilismo e do corporativismo. Eles não têm o menor pudor em fazer propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados e dizer que o Brasil deve imitar esse modelo de privilégio estatal às grandes empresas. Jamais imaginaria que a esquerda chegaria a tal desespero a ponto de defender mais privilégios para Eike Batista (que nada mais é do que uma grande Chaebol). Os políticos e os grandes empresários que têm pavor da concorrência adoram.

Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

O grande problema desses "estudiosos" da Coréia do Sul é que eles confundem abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável para economistas. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou algums tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Cingapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

Outra desonestidade é se concentrar na Coréia e não analisar os países que adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que eles defendem. Estes simplesmente não se desenvolveram. O que não é surpresa nenhuma.

Mais um ponto: vamos fazer o jogo dessa gente e conceder -- por apenas um segundo -- que tarifas protecionistas sejam necessárias para o desenvolvimento das empresas. A pergunta é: no Brasil, as empresas já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século e ainda é necessário dar mais tempo?

Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?

Por fim, esse trecho é o melhor:

"Desta forma, estrutura industrial altamente concentrada prevalescente [sic] na economia coreana é, em grande parte, resultado do intervencionismo governamental
que selecionava as futuras empresas líderes, beneficiando-as com uma estrutura
de incentivos que enfatizavam a competitividade externa. Conclui-se, assim, que
a orientação do modelo coreano à exportação não reflete uma opção pelo liberalismo
econômico como via de integração na economia mundial, mas resulta de
uma forte intervenção estatal determinada a fortalecer os grandes conglomerados
econômicos orientados ao mercado externo."


O cidadão que escreveu isso deve morar em outra galáxia. Será que ele não percebeu que esse foi exatamente o modelo adotado pelo atual governo brasileiro? A única coisa que ele gerou foi o enriquecimento de empresários incompetentes, inflação de preços, e queda na qualidade dos produtos. E ainda há economista pedindo mais.

Responder
Eduardo 17/03/2014 13:06:19

Recentemente pesquisei a respeito da Coréia do Sul, dado que recebi a ela como resposta a validade do modelo de Keynes.

Este artigo em duas partes resume bem o que ocorreu (pena não ter autor):

voluntaryistreader.wordpress.com/2013/01/11/south-korea-and-the-chaebol-system-part-one/
voluntaryistreader.wordpress.com/2013/01/15/south-korea-and-the-chaebol-system-part-two/

Mas como um resumo bem resumido de minha pesquisa, fiquei com o seguinte:

-Militares privilegiam mega-corporações. Donos ficam milionários.
-Todo o financiamento de tais mega-corporações é feito através de inflação. Com exceção das corporações, país está as mínguas.
-Início década de 80 país ameaça entrar em colapso. Dívidas impagáveis. Novo governo começa a abrir para investimento estrangeiro e a internacionalizar mega-corporações. Fim dos monopólios dos chaebols.
-Inicia privatização do mercado financeiro e controle (fim da inflação monetária desenfreada) de oferta monetária.
-Novos governos começam a abrir economia e sistema financeiro libera crédito para pequenas e médias empresas. Moeda forte melhora poder de compra da população.
-E por fim, em 1998, é quando o 'boon' realmente inicia, quando o governo resolve fazer o seguinte: Estabelecimento de plano de desenvolvimento para a nova economia, com ênfase na administração da economia sem o controle do Estado.

Infelizmente, a maioria da literatura (artigos) que se acha por ai, só fala da intervenção e como ela foi boa, ignorando todo o resto da economia e tudo que o Leandro comentou acima.

Responder
Victor Pinheiro 26/03/2014 03:38:55

Pois é, não falta economista dinossauro-desenvolvimentista querendo que o Brasil implante (novamente) um modelo industrial baseado nessa relação estreita entre empresários e governo, como ocorreu nos anos 70 na Coréia. Leia-se Beluzzo, Ciro Gomes, Delfim Neto e companhia, e ainda culpam a 'desregulamentação' financeira dos anos 80 e 90 pelo desmantelamento desse sistema no leste asiático. Alguém do IMB poderia me indicar artigos bons sobre a crise de 97 do Sudeste Asiático, se não for incômodo, porque aqui na faculdade só se lê essa gente^^

Responder
che 21/11/2014 09:15:06

O crescimento econômico não é suficiente para erradicar a pobreza. A afirmação é do diretor da Oxfam, instituição não-governamental de promoção da inclusão social, em Hong Kong, Chong Chan-Yau, ao citar os números da sua própria cidade. Ele fez palestra hoje (17) na 32ª Conferência Internacional de Bem-Estar Social, que acontece até a próxima quinta-feira, em Brasília.
Segundo ele, Hong Kong tem um dos maiores Produtos Interno Bruto (PIB) per capita do mundo (R$ 25 mil), mas 28% da sua população vivem na pobreza, igual ao índice do México. E a situação piorou nos últimos anos. Em 1994, eram 27,2% dos moradores dessa ilha no sudeste da China.

"Os indicadores demonstra que o crescimento econômico não vai erradicar a pobreza. Temos que ter políticas sociais corretas", disse Chong Chan-Yau. " Caso contrário, a pobreza perpetuará de geração à geração."

O diretor enfatizou em seu discurso a situação dos milhares de migrantes no interior da China. "Esses trabalhadores, em sua grande maioria, são analfabetos, têm salários baixos, fazem mais horas de trabalho e não são cidadãos com acesso a direitos, como escola para os filhos", relata.

Para a professora da PUC São Paulo, Aldaiza Sposati, a sociedade "tem exigido que os miseráveis, que vivem sob o estigma do que não se esforçam e que são culpados pela sua própria situação, exerçam milagres sem o mínimo investimento financeiro para alcançar ."

A exclusão também norteou a fala do professor da Universidade Católica de Brasília, Vicente Faleiros, que utilizou dados oficiais para mostrar a desigualdades sociais no Brasil em relação ao acesso a mercado de trabalho e serviços públicos . Ele citou ainda o agravamento da pobreza nas regiões metropolitanas. Segundo o professor, apenas 13% da população participa de associações comunitárias

Responder
René Barrientos 21/11/2014 11:18:41

"Segundo ele, Hong Kong tem um dos maiores Produtos Interno Bruto (PIB) per capita do mundo (R$ 25 mil), mas 28% da sua população vivem na pobreza, igual ao índice do México."

E você sabe qual é a definição de miséria em Hong Kong? Sem isso, qualquer debate vira espuma e se transforma meramente em um festival de frases de efeito.

Pois eu vou lhe responder: é considerado miserável em Hong Kong um casal que ganha menos de HK$7.700 dólares, o que dá US$994 ou R$2.583.

E isso sem considerar nenhum ativo.

Ou seja, um casal de aposentados que esteja recebendo HK$7.699, mas que possua várias propriedades, será considerado miserável.

Pode conferir aqui.

Já no Brasil, só é considerado miserável quem ganha menos de R$70 por mês. Se o sujeito ganha R$71, então ele deixa de ser miserável.

Pelo visto, Hong Kong tem muito a aprender com a gente sobre como "acabar" com a miséria...

Responder
Silvio 21/11/2014 11:33:41

""As estatísticas são como o biquíni: o que revelam é interessante, mas o que ocultam é essencial.""

Roberto Campos

Responder
Kleber Verraes 08/08/2015 19:37:34

O Brasil precisa evoluir; e descobrir um meio de escapar da "TRILOGIA MACABRA": PT / PSDB / PMDB. De outra forma, este país vai continuar sendo uma imensa Banana Republic; com ou sem PT no poder!

O PT, PSDB e PMDB representam os interesses da "MASSA de PARASITAS", composta por funcionários públicos, ONGs, oligarcas parasitas (Eike "X" Batista, Odebrecht, JBS/Friboi, Banco Itaú, etc.), sindicatos e "Bocas Família" de todo tipo…

Por outro lado, os brasileiros tem mania de confundir DITADURA MILITAR com governo de direita. No entanto, ufanismo, protecionismo e dirigismo (típicos de regimes militares) não tem NADA a ver com políticas de direita.

O Brasil precisa de um verdadeiro partido político de direita, que seja o inspirado nos princípios de livre mercado, defendidos por Ronald Reagan, Margaret Thatcher e The Heritage Foundation.

Os políticos brasileiros precisam entender (de uma vez por todas) que os eleitores brasileiros não suportam mais o socialismo; seja "VERMELHO GERIÁTRICO CUBANO" ou "ROSA BOMBOM ESPANHOL"!

A revolta do povo brasileiro contra o regime Lulo-Petista não é comandada por nenhum partido político; e por isto tem muita semelhança com o movimento do TEA PARTY americano.

Ambos movimentos são reflexo de um profundo sentimento de revolta contra os abusos da classe política dirigente. Agora, o Brasil precisa de políticos como o Senador Ted Cruz (R-Texas), que tenham a coragem necessária para representar os verdadeiros anseios dos cidadãos.

De fato, as aspirações dos brasileiros do "15 DE MARÇO" e dos americanos do TEA PARTY são as mesmas:

(i) Eliminar a corrupção, dentro e fora do governo;

(ii) Combate à criminalidade (ZERO TOLERANCE) e absoluta proteção ao direito de legítima defesa dos cidadãos;

(iii) Redução drástica dos impostos, controle do déficit público e máxima transparência no uso do dinheiro público;

(iv) Menos interferência do governo na economia e adoção do regime de livre comércio internacional;

(v) Interferência mínima do governo na vida dos cidadãos; com absoluto respeito às liberdades individuais e à propriedade privada;

(vi) Política externa corajosa, capaz de frear o neo-imperialismo russo e neutralizar as ameaças representadas por "rogue states" (VENEZUELA, CUBA, CORÉIA DO NORTE, IRÃ e ISIS).

video.foxnews.com/v/3949443663001/ted-cruz-calls-obamas-cuba-decision-a-tragic-mistake/?playlist_id=930909813001#sp=show-clips

Responder
Anônimo 08/08/2015 23:44:38

Bela postagem, Kleber. Mas nem aqui, nem nos EUA a salvação será política. O Partido Libertário dos EUA está lá desde a década de 70 sem alcançar grandes mudanças, o nosso nem nasceu ainda, enfrentando a restrita lei de entrada na política brasileira, feita só para beneficiar quem pode comprar afiliados e quem é insider.

Quer uma dica? Pare de se focar em política.

Estado é violência. Enquanto as pessoas acharem que violência é solução, nada vai mudar. Só saberemos usar força ao invés de empreendedorismo e relações voluntárias para sanar problemas.

Responder
Andre Cavalcante 10/08/2015 14:56:39

Vamos lá...

"(i) Eliminar a corrupção, dentro e fora do governo;"

Isso é impossível. Governo significa coerção. Coerção significa falha moral. Falha moral leva, necessariamente à corrupção. Onde tem governo tem corrupção. Começamos mal!


"(ii) Combate à criminalidade (ZERO TOLERANCE) e absoluta proteção ao direito de legítima defesa dos cidadãos;"

Isso é impossível com o governo. Autodefesa significa possibilidade de eu defender a mim mesmo e aos meus. Para isso, todo poder tem que estar na mão do indivíduo. Governo significa tirar poder do indivíduo, logo autodefesa e governo são incompatíveis.


"(iii) Redução drástica dos impostos, controle do défice público e máxima transparência no uso do dinheiro público;"

Isso é impossível enquanto existir o governo. Governo significa sempre mais impostos, não importa se para financiar ideais de "direita" ou de "esquerda". Reduzir impostos significa reduzir o governo, logo, é incompatível com a existência deste. Se governos de direita tivessem efetivamente a mentalidade de diminuir-se a si mesmo (incoerência lógica), o EUA ainda seriam uma minarquia. Continuamos mal.


"(iv) Menos interferência do governo na economia e adoção do regime de livre comércio internacional;"

O mesmo comentário do item anterior. Pioramos a situação.


(v) Interferência mínima do governo na vida dos cidadãos; com absoluto respeito às liberdades individuais e à propriedade privada;

O mesmo comentário do item (ii). Continuamos muito mal.


"(vi) Política externa corajosa, capaz de frear o neo-imperialismo russo e neutralizar as ameaças representadas por "rogue states" (VENEZUELA, CUBA, CORÉIA DO NORTE, IRÃ e ISIS)."

Olha só a incoerência: querer diminuir impostos, o que significa querer diminuir governo e, ao mesmo tempo, querer que o governo se meta na vida de outros estados "corajosamente", o que significa mais coerção, mais invasões na vida de cidadãos externos, mais vigilância nas fronteiras e mais intromissão no mundo. E o que mais, para justificar tais funções o governo só vai ter um caminho: crescer (o que significa mais impostos e mais intrusões na vida dos indivíduos).


----------

Não importa se você justifica como "ação social" ou "defesa da nação", e não adianta a retórica estar "em nome do cidadão", tais pensamentos sempre levam ao aumento do governo.

Realmente estatistas não são muito fãs da lógica.

Responder
M.S. Batista 11/09/2015 16:38:20

Leandro ou algum colaborador do site,

Destaco esse trecho do artigo: "O retorno de Hong Kong à China era inevitável, assim como era inevitável a determinação do governo chinês em preservar o capitalismo de Hong Kong. O interesse da China em preservar sua galinha dos ovos de ouro era claro: a China sempre utilizou Hong Kong — a qual ela podia atacar e tomar à força a qualquer momento — como um meio de acesso aos mercados estrangeiros e também como fonte de capital. Houve épocas em que 80% das receitas externas da China entrava através de Hong Kong. A China também queria demonstrar a Taiwan que uma reunificação pacífica era possível."

A China vem crescendo acima de dois dígitos nos últimos anos e puxando a economia de vários países dependentes. De acordo com esse trecho destacado acima, bem como o contexto geral dos dois artigos, podemos crer que, nesse tal "crescimento meteórico" alardeado sobre a China teria um "dedo" da economia de Hong Kong? Se sim, qual o motivo de isso nao ter sido justamente creditado?

Um detalhe: quem compra no Ebay (aberto a vários países) pode observar que há diversos vendedores de Hong Kong. Aliás, são muito honestos e cumprem o prometido. Já o Aliexpress, exclusivo dos chineses, não é bem assim...

Responder
Leandro 11/09/2015 16:50:33

Hong Kong tem uma cultura mais ocidental e britânica. A China tem uma cultura mais autoritária e deturpada por três décadas de brutalidade pura. Não há como comparar.

Sobre o crescimento chinês, embora seja fato que a pujança de HK tenha ajudado bastante a China, não creio que a economia de uma cidade impulsione os números de todo o país. Ademais, vale lembrar que Hong Kong é uma região administrativa especial, de modo que seus números são computados distintamente dos da China.

Mas é sim um ponto que merece ser mais explorado.

Responder
M.S. Batista 11/09/2015 17:00:05

Sim, comparação não é possível, são mentes e estímulos completamentes diferentes.

Posso estar enganado, mas suponho que o regime chinês não tenha esse mérito por si só. Pode ser que HK seja uma engrenagem importante desse "motor" que vários países veneram.

Bom, fica aí a dica para mais um artigo.....

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