A maneira como ajudamos as pessoas não ajuda as pessoas
A maior forma de caridade, argumentou o filósofo judeu Maimônides, ainda no século XII, ocorre quando a ajuda dada permite ao ajudado se tornar auto-suficiente.

No entanto, os sistemas de caridade estatal vigentes ao redor do mundo — eufemisticamente chamados de 'sistemas de bem-estar social' — geraram o efeito oposto: eles na realidade criaram dependência.  Logo, é urgente repensar a maneira como estamos atualmente delegando ao estado a tarefa de ajudar as pessoas.

Irei aqui sugerir algo que muitos poderão considerar perturbador e desconcertante: o bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum envolvimento estatal.

As pessoas instintivamente pensam que, sem um programa assistencialista gerido pelo estado, os pobres e os necessitados não seriam cuidados e, consequentemente, seriam deixados à míngua.  Com esta inaceitável perspectiva em mente, as pessoas consequentemente se tornam fervorosas em sua defesa de algum programa assistencialista estatal, ainda que possam porventura apresentar reservas à maneira como tal programa esteja sendo gerido pelo estado.  

Antes de nos aprofundarmos, gostaria de fazer a seguinte sugestão: sugerir que o assistencialismo estatal não está funcionando e que ele deveria ser abolido não é a mesma coisa que sugerir que os pobres e necessitados não devem receber cuidados.  Com efeito, é justamente o oposto.

A assistência é algo complicado — e não é apenas o assistido o que importa

O fornecimento de serviços assistenciais é um processo delicado, complicado e imprevisível.  Em algumas ocasiões, simplesmente dar dinheiro pode realmente levar o assistido ao caminho da auto-suficiência; em outras, não.  Dar dinheiro pode gerar uma redução temporária de seu sofrimento, mas frequentemente gera uma maior dependência e uma menor auto-suficiência. 

Em determinadas ocasiões, uma abordagem estritamente local é tudo de que se necessita; em outras, uma abordagem mais prática passa a ser essencial; já em outras, é necessária uma abordagem puramente psicológica ou emocional; e há também ocasiões em que se deve buscar algo que seja mais específico às circunstancias particulares de cada indivíduo.  Por fim, há também ocasiões em que todo o necessário é apenas dar o proverbial "tapinha nas costas".  Diferentes circunstâncias requerem diferentes abordagens e diferentes formas de assistência.

A dignidade do assistido também tem de ser considerada.  Ser alvo da caridade alheia pode ser algo degradante e humilhante.  Em algumas ocasiões, o anonimato pode ser necessário; em outras ocasiões, não.

Tendo tudo isso em mente, a seguinte pergunta se torna inevitável: como pode alguém realmente pensar que é viável criar um programa de assistencialismo estatal que seja feito de cima para baixo, e imaginar que tal programa irá satisfazer todas essas necessidades distintas e variáveis, de maneira consistente?

E a coisa se complica ainda mais.  Até agora, falamos apenas do assistido.  Temos de falar também do doador, do "filantropo".  Ele também tem de ser considerado.

Compaixão, assistência e caridade são atitudes humanas essenciais.  Elas fazem parte da natureza humana.  Assim como as pessoas precisam receber, elas também devem dar.  Assim como as pessoas precisam ser ajudadas, elas também devem ajudar.  Basta apenas ver o olhar de satisfação das crianças quando elas recebem algo para comprovar a evidência desta afirmativa.  Mesmo aquele que talvez tenha sido o mais brutal e sanguinário traficante da história, Pablo Escobar, era conhecido por ser um prolífico filantropo.  Ele construiu vários abrigos, igrejas e escolas em sua cidade natal, Medellín, e o fez em uma escala insuperável até mesmo para o governo colombiano.

No processo caritativo, o filantropo também tem suas necessidades.  Em algumas ocasiões, ele quer anonimato; em outras, ele quer reconhecimento.  Há ocasiões em que ele quer estar envolvido de alguma maneira com o assistido; e há ocasiões em que ele prefere não ter envolvimento nenhum.

No entanto, quando a caridade se torna um programa estatal compulsório, as necessidades do filantropo nem sequer são consideradas.  Sua renda é confiscada via impostos e fim de papo.  O filantropo não tem nenhuma voz ativa; ele simplesmente não pode especificar a maneira como o dinheiro que ele ganhou e que lhe foi tomado deve ser gasto.  Para piorar, o filantropo é, na maioria das vezes, moralmente contra os programas que seus impostos financiam.

A tributação é um ato de doação forçada que destrói a satisfação altruísta que as pessoas normalmente sentem quando fazem doações voluntárias.  Ajudar os outros e compartilhar com eles um pouco do que temos é parte de nossa humanidade.  No entanto, em um mundo em que o governo se arvorou a responsabilidade de cuidar dos pobres e necessitados, essa compaixão foi removida.  Como resultado, o estado hoje detém um quase-monopólio da compaixão.

Com efeito, a coisa é ainda mais bizarramente específica: a esquerda defensora de um estado assistencialista inchado e generoso detém hoje o monopólio da compaixão.  Qualquer um que não concorde com o conceito de um estado assistencialista inchado e generoso é imediatamente tido como insensível e egoísta.

Como o estado destrói a propensão filantropa das pessoas

Quando você é obrigado a pagar impostos para o governo para que ele forneça serviços assistencialistas (ou mesmo educação e saúde) para os necessitados, a sua capacidade de pagar por estes mesmos serviços para você e para sua família é reduzida, pois agora você tem menos dinheiro.  Após uma parte da sua renda ser confiscada via impostos, torna-se mais difícil para você bancar a escola de seus filhos, seu plano de saúde e seu aluguel.  E se torna ainda mais difícil você ser caridoso para com terceiros, o que significa que tal tarefa será delegada com ainda mais intensidade ao estado.  Pior ainda: o próprio fato de você agora ter menos dinheiro significa que você provavelmente também dependerá do estado para determinados serviços.  Isso faz com que a rede de dependência cresça cada vez mais.

No que mais, se o estado está fornecendo auxílio para os necessitados com o seu dinheiro, então você inevitavelmente se sentirá absolvido da responsabilidade moral de ajudar os outros necessitados.

Simultaneamente, o assistencialismo estatal, além de ser inflexível, é caro.  As burocracias que administram os programas de redistribuição de renda sempre são ineficientes e dispendiosas.  Mais ainda: elas são propensas à corrupção e ao rentismo (pessoas que manipulam o sistema para ganhos políticos e para proveito próprio).

Se você analisar o que ocorreu ao longo das últimas décadas com itens como tecnologia, alimentação e vestuário — necessidades humanas essenciais que, em grande parte, não são fornecidas pelo estado —, verá que houve uma queda dramática nos preços (mensurados em termos de horas de trabalho necessárias para se adquirir a mesma quantidade de cada item) e uma sensível melhora na qualidade dos produtos.  A concorrência reduziu os custos.  No entanto, no campo assistencialista, não houve tal melhoria.  Por que não?  Porque, graças ao quase-monopólio estatal, não há concorrência nesta área.

A ideia de haver concorrência para serviços caritativos é ofensiva para muitas pessoas.  Mas é necessário haver concorrência se a intenção for melhorar a qualidade e reduzir os custos.

O maior gasto em nossas vidas não é, como muitos acreditam, nossa casa ou a educação de nossos filhos.  Nosso maior gasto é com o governo.  E tal gasto não deve ser mensurado apenas em termos de carga tributária, mas também em termos de regulamentação, de burocracia, de infraestrutura decadente e de serviços pelos quais temos de pagar em dobro, pois os que o estado fornece com nossos impostos são lastimáveis (como saúde, educação e segurança).  Sendo assim, imagine um mundo com um estado mínimo.  Repentinamente, este gasto desnecessário seria removido.  Sem o custo do estado, teríamos agora mais capital para investir e gastar.  As pessoas genuinamente estariam no poder.  Nossa capacidade de ajudar os necessitados seria aumentada.

Em um mundo sem estado, ou com um estado genuinamente mínimo, nossa responsabilidade moral em ajudar os outros seria repentinamente restaurada.  Mais ainda, seria aumentada.  Simultaneamente, e graças à concorrência, a ajuda que queremos e podemos oferecer seria mais barata, mais variada e de melhor qualidade.  Organizações estariam competindo entre si para oferecer mais ajuda a um preço menor.  E mesmo organizações que visam estritamente ao lucro estariam propensas a fazer isso porque, no mínimo, seria bom para a imagem delas.

Qual seria o resultado?  Auxílios caritativos a custos mais baixos, auxílios caritativos mais eficazes, auxílios caritativos mais variados, mais difundidos e mais flexíveis, que poderiam satisfazer necessidades específicas.  Em suma, uma rede caritativa de maior qualidade e que estimulasse algum retorno dos auxiliados em termos de qualificações profissionais.

Você diz que, sem o estado assistencialista, os pobres e necessitados seriam deixados à míngua?  Pois eu digo que eles serão tratados em um padrão muito mais elevado do que aquele vigente hoje.

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Leia também: Alguns conselhos para aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres 


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SOBRE O AUTOR

Dominic Frisby
é jornalista e autor do livro Life After the State



"Comprar produtos britânicos está mais barato, por causa da desvalorização da libra, e o ftse subiu porque está mais barato comprar ações na bolsa de Londres."

Ué, por essa lógica, no Brasil de Dilma em que o real foi pra privada, era para o Ibovespa ter disparado e para as exportações terem bombado. Afinal, nossos produtos ficaram baratinhos.

No entanto, ocorreu o exato oposto. Bolsa e exportações desabaram.

Por outro lado, no período 2003 a 2011, em que o real se fortaleceu acentuadamente, o Ibovespa disparou, assim como as exportações. Pela sua lógica, era para acontecer o oposto.

Aliás, também segundo esse raciocínio, era para a bolsa americana ter desabado e suas exportações terem despencado desde 2011. Afinal, para todo o mundo, o dólar encareceu bastante desde lá. No entanto, aconteceu o exato oposto.

A pessoa dizer que a bolsa reflete o câmbio e não a saúde financeira das empresas e da economia é uma abissal ignorância econômica.

Para entender por que exportações e saúde das empresas andam de acordo com a força da moeda, ver estes artigos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175

"Agora, bancos e empresas japonesas já estão pensando em tirar o time, os hate crimes aumentaram."

Então não tem lugar nenhum no mundo para onde elas irem. Em qualquer país há hate crimes.

"Como manter as multinacionais sem as mesmas vantagens? Como as universidades ficarão em recursos, uma vez que o dinheiro vem da UE?"

Você está terrivelmente desinformado. O Reino Unido é um pagador líquido para a União Européia: paga 136 milhões de libras por semana para a União Europeia. Repito: por semana.

Portanto, se a sua preocupação é com os "recursos das universidades", então aí sim é que você tem de ser um defensor do Brexit.
"Os interesses privados do livre mercado vão capturar o estado sempre, tenha ele o tamanho que for."

Belíssima contradição. Livre mercado, por definição, significa um mercado cuja entrada é livre. Não há impeditivos burocráticos, regulatórios e tarifários para os novos entrantes e, principalmente, não há privilégios estatais para os já estabelecidos.

Empresas capturarem o estado para impor barreiras à entrada de novos concorrentes e para garantirem privilégios a si próprias é o exato oposto de livre mercado. Isso é mercantilismo, protecionismo, cartorialismo e compadrio.

Seu começo já foi triunfal.

"Grandes grupos vão seguir sua trajetória de "sucesso" através de consolidações e aquisições, se tornando cada vez mais megacorporações mono ou oligopolistas, ditando as regras."

Se a entrada no mercado é livre, não há como existir oligopólios e monopólios.

Não é à toa que quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

"Temos ai, a título de exemplo de livre mercado, o Uber, que através de concorrência desleal leva prejuízo a setores regulados como os taxistas e escraviza motoristas, impondo jornadas de trabalho de até 12 horas."

Sensacional!

Primeiro você reclama das corporações que utilizam o estado para conseguir uma reserva de mercado e, com isso, manter oligopólios e monopólios. Aí, logo em seguida, derrama lágrimas porque uma corporação que utiliza o estado para conseguir uma reserva de mercado (os taxistas) está sendo quebrada pelo livre mercado!

Fazia tempo que eu não via alguém se auto-refutar de maneira tão pirotécnica quanto você.

"Esse papo furado de que o mercado regula tudo é para iludir os tolos e facilitar a vida das megacorporações."

Tipo, o megacartel dos taxistas desafiados pela Uber e pela Lyft? As grandes redes hoteleiras, que agora estão sofrendo com o AirBnB, que permite que qualquer dona de casa concorra com grandes corporações globais do setor hoteleiro? Os grandes bancos, que agora sofrem a concorrência das FinTechs e de sites como o "Descola Aí" e o "Banca Club"? As grandes redes varejistas, agora desafiadas pelo OpenBazaar?

É...

"Me parece que os "libertários" são os cães de guarda ideológicos delas."

Já a realidade mostra que são idiotas inconscientes como você os verdadeiros defensores dos monopólios e oligopólios concedidos pelo estado, via regulamentações, às grandes empresas.
Prezado Tulio, obrigado pela menção positiva.

Vamos aos fatos:

1) Muitos libertários são contra a prática de reservas fracionárias pelo sistema bancário. Consideram que isso é fraude. Por isso, defendem que, para depósitos à vista (conta-corrente), é preciso ter 100% de reservas. Nesse caso, mesmo que o banco quebrasse, nenhum correntista seria prejudicado.

2) Portanto, a sua reclamação faz sentido do ponto de vista libertário, mas apenas para depósitos em conta-corrente.

3) Por outro lado, aplicações em CDB ou em qualquer outro instrumento bancário que renda juros deixa de ser um mero depósito e se torna um investimento. E, como todo investimento, há riscos. No caso dos bancos, o risco é a quebra deles.

4) Ainda assim, esse risco é amplamente mitigado pelo FGC (de 100 mil euros na Europa e de 250 mil reais no Brasil). Ou seja, investir no sistema bancário é algo 100% seguro até um determinado valor. Isso é algo que não existe para nenhum outro investimento em nenhuma área da economia. De certa forma, é uma mamata.

Portanto, ficamos assim: reclamar que um correntista perdeu dinheiro com a quebra de um banco é algo condizente com a filosofia libertária, pois representa uma crítica ao sistema de reservas fracionárias.

(Mesmo assim, vale enfatizar, ele não perderá nem um centavo caso tenha depositado menos que o valor coberto pelo FGC).

Por outro lado, reclamar que perdeu dinheiro decorrente de um investimento de alto valor que fez em um banco -- algo totalmente opcional -- não é sensato. Não existe isso de investimento 100% seguro. E, de novo, para valores cobertos pelo FGC você não perde nada.

Portanto, os outros comentaristas estão corretos, por mais inapropriado que tenha sido o tom. (E, convenhamos, o tom deles foi estritamente idêntico ao seu, que foi quem começou tudo).

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Victor  16/01/2014 14:47
    Esse é um tema difícil de ser abordado, a falácia assistencialista do governo é muito atrativa aos eleitores já o resultado... Parabéns pelo texto.
  • ALLAN  17/01/2014 02:37
    Acho um pouco pesado a crítica a que se faz ao Estado. É certo que o Estado não seja eficiente em muitos dos serviços prestados, mas a pura concorrência também não gera o melhor dos mundos. Nem o primeiro, muito menos este último, resolverá o problema das desigualdades de renda, pondo fim, também, as políticas assistenciais. Há sempre interesses em jogo. O sucesso dos conhecidos países desenvolvidos do qual conhecemos não se deu puramente pelas forças do livre mercado. O Estado teve papel muitíssimo ativo nesse processo, e tem ainda hoje. Enfim, Estado e mercado são inseparáveis.
  • Doutrinador  17/01/2014 03:28
    "Acho um pouco pesado a crítica a que se faz ao Estado."

    Por quê? Como seria uma crítica "menos pesada"? Quem tem preocupação com esse negócio de "meio pesado" é o Rei do Camarote.

    "É certo que o Estado não seja eficiente em muitos dos serviços prestados, mas a pura concorrência também não gera o melhor dos mundos."

    Por quê? O que gera o melhor dos mundos? Como é possível aumentar a qualidade dos serviços e reduzir os preços senão pela livre concorrência?

    "Nem o primeiro, muito menos este último, resolverá o problema das desigualdades de renda, pondo fim, também, as políticas assistenciais."

    Por quê? Seja mais específico.

    "Há sempre interesses em jogo. O sucesso dos conhecidos países desenvolvidos do qual conhecemos não se deu puramente pelas forças do livre mercado. O Estado teve papel muitíssimo ativo nesse processo, e tem ainda hoje."

    Qual foi o papel "muitíssimo ativo" do estado no desenvolvimento de, por exemplo, Hong Kong, Austrália e Nova Zelândia, todos eles ex-colônias? E qual papel "muitíssimo ativo" o estado "tem ainda hoje" nesses países? Substancie suas afirmações.

    "Enfim, Estado e mercado são inseparáveis."

    Como assim? Por que o mercado, que é tributado pelo estado, precisa do estado?
  • DeusOdeia  23/10/2015 23:04
    "Qual foi o papel "muitíssimo ativo" do estado no desenvolvimento de, por exemplo, Hong Kong, Austrália e Nova Zelândia, todos eles ex-colônias? E qual papel "muitíssimo ativo" o estado "tem ainda hoje" nesses países? Substancie suas afirmações."

    O papel do estado nesses países é simplesmente existir para manter a "razões de estado"
    dando o básico de apoia aos três poderes, legislativo, executivo e judiciário. Marinha, exército e aeronáutica, cadeias, policial militar e federal.

    De certo como dizia Milton Friedman:

    "A preservação da liberdade é a principal razão para a limitação e descentralização do poder do governo. Mas há tambémuma razão construtiva. Os grandes avanços da civilização - quer na arquitetura ou na pintura, quer na ciência ou na literatura, quer na indústria ou na agricultura - nunca vieram de governos centralizados. Colombo não resolveu tentaruma nova rota para a China
    em conseqüência de uma resolução da maioria de um parlamento, embora tenha sido financiado em parte por um monarca absoluto. Newton e Leibniz; Einstein e Bohr;
    Shakespeare, Milton e Pasternak; Whitney, McCornick Edison e Ford; Jane Adams,
    Florence Nightingale e Albert Schweitzer; nenhum deles abriu novas fronteiras
    para o conhecimento ou a compreensão humana, na literatura, na técnica, no
    cuidado com o sofrimento humano, em resposta a diretivas governamentais. Seus
    feitos constituíram o produto de seu gênio individual, de um ponto de vista
    minoritário corajosamente mantido, de um clima social que permitia a variedade e
    a diversidade. O governo não poderá jamais imitar a variedade e a diversidade da ação humana. A qualquer momento, por meio da imposição de padrões uniformes de habitação,nutrição ou vestuário, o governo poderá sem dúvida alguma melhorar o nível de vida de muitos indivíduos; por meio da imposição de padrões uniformes de organização escolar, construção de estradas ou assistência sanitária, o governo central poderá sem dúvida alguma melhorar o nível de desempenho em inúmeras áreas locais, e, talvez, na maior parte das comunidades. Mas, durante o processo, o governo substituirá progresso por estagnação e colocará a mediocridade
    uniforme em lugar da variedade essencial para a experimentação que pode trazer
    os atrasados do amanhã por cima da média de hoje."

    O governo, ou seja (pessoas) simplesmente fez o trabalho que deve ser feito não causar guerras e nem dar motivos para guerra, soube respeitar a propriedade privada e as leis e as ordens que o próprio estado criou (pessoas criam,fazem leis e executam leis, não deus).

    É claro que o estado não tem 100% de participação em mentes e trabalhos de suas população mas, o mínimo que ele pode fazer é diminuir seu poder sobre a economia e sobre a vida particular das pessoas. Esses gênios da humanidade só conseguiram descobrir e fazer o que eles fizeram porque o o governo deu estabilidade para isso, porquê não foram os aztecas, os maias e incas que colonizaram a Europa ? Pelo simples fato de haver tecnologia e estabilidade comercial e também; biologicamente falando a planície fértil, essa última dada pela natureza e a outra pelo governo das leis dos homens.

    Dê valor a democracia libertários, ou se não haverá tirania.

    Como Dostoiévski disse, eu seu livros "Os Demônios"

    Cheguei a liberdade ilimitada...
    Alcancei o despotismo ilimitado...

    Abraço !
  • Elis Quintela Begnini  24/10/2015 02:07
    Aqui temos um liberal...que esqueceu de estudar democracia :/
    A necessidade de uma reforma tributária e melhor organização nos programas sociais do país não exigem um estado mínimo. Estado mínimo leva à maior desigualdade social e não, as pessoas não parariam pra fazer caridade e cuidar dos pobres, vc que ta imaginando isso,num sistema de livre concorrência elas iriam atrás de resolver seus problemas e de conseguirem o que querem, aqueles desfavorecidos continuariam à margem e sem condições de se desenvolverem. A busca pelo equilíbrio entre o assistencialismo e a meritocracia se faz mais coerente que essa sua ideia radical de estado mínimo. Estude uns livros mais recentes, de autores da pós Guerra fria de preferência :)
  • Doutrinador  24/10/2015 03:03
    Democracia? Só parasita, safado, ladrão e vagabundo defendem esse regime. Pessoas éticas e morais têm de ficar longe de tal arranjo.

    Eis os motivos:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11


    "Estado mínimo leva à maior desigualdade social"

    Se a sua preocupação é a "desigualdade social", então o problema está resolvido. Qual o problema da desigualdade?

    O que é mais importante para você: acabar com a pobreza ou diminuir a riqueza?

    Você prefere um cenário em que todos empobrecem, mas pelo menos a distância entre pobres e ricos diminuiu, a um cenário em que todos enriquecem, só que os do topo enriquecem mais?

    O que é melhor: ter renda e consumo sabendo que a elite de seu país é muito mais rica do que você jamais será, ou passar fome com o consolo de que sua elite é formada de milionários e não bilionários? Pobreza ou desigualdade?

    Se o objetivo é melhorar as condições de vida humana, dando uma vida digna a todos, sua preocupação é exatamente com a pobreza, e não com a desigualdade.

    Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

    Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

    Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande. Mas a qualidade de vida de todos é altíssima. Você, no entanto, prefere que todos sejam mais pobres, desde que o ricos empobreçam mais.

    Outra coisa: pelo índice de GINI, os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Afeganistão é das nações mais igualitárias do mundo (o Canadá é mais desigual que o Afeganistão). O Canadá é mais desigual que Bangladesh, a Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste, a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão, o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia.
    O Brasil, mesmo com sua altíssima carga tributária, segue sendo um dos países mais desiguais do mundo (outra ilustração da ineficiência de nosso estado em fazer aquilo a que ele se propõe), mas não é nem de longe o mais pobre. O pobre brasileiro, por pior que seja sua condição de vida, está melhor que o pobre indiano, apesar de viver numa nação muito mais desigual.
  • Elis Quintela Begnini  24/10/2015 03:42
    Ok, vou corrigir: "O estado mínimo leva à maior desigualdade substancial/material." Estou preocupada com a pobreza mesmo. Com pessoas que têm dificuldades de trazerem pro lar comida, roupa, teto, etc. imagina de concorrerem livremente...
    Sua análise sobre desigualdade social é óbvia e nem eh o ponto principal do meu primeiro comentário.
    Você está querendo que as pessoas façam caridade num estado mínimo, que representa o estado mais puro do capitalismo, aquele mesmo sistema que incentiva o egoísmo e o individualismo das pessoas. Simplesmente não faz sentido você acreditar em livre e espontânea caridade das pessoas num estado com a ideologia individualista tão forte.
    Os únicos pontos coerentes que se encontram no seu texto são em relação a tributação injusta do país e a falta de organização dos programas sociais. Mas a sua solução(de se inserir por causa disso um estado mínimo) é absurda uma vez que tributação injusta requer uma Reforma e melhor organização dos programas requer (dentre muitas coisas, acho que cada programa tem sua necessidade específica a ser analisada) , acima de tudo, diminuição da corrupção.
    Entenda que estado mínimo não trás garantias de melhoras sociais e muito menos de maior caridade na sociedade. Seu texto é uma falácia.
  • Miscellaneous  24/10/2015 12:44
    Interessante, Elis.

    Quer dizer então que é o estado quem impede que os pobres sejam pobres? Ok, então me responda às seguintes perguntas:

    E quem é que faz com que um trabalhador não consiga "rendimentos compatíveis com a dignidade humana"?

    Quem é que, ao estimular o setor bancário a expandir o crédito -- e, com isso, fazer com que a inflação de preços se mantenha continuamente alta -- aniquila o poder de compra dos mais pobres?

    Quem é que, ao desvalorizar a moeda e a taxa de câmbio, impede os pobres de utilizarem seu já escasso poder de compra para adquirir produtos importados?

    Quem é que, além de desvalorizar a moeda, a taxa de câmbio e gerar inflação de preços, ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial -- e, com isso, impede duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, impede que os salários sejam maiores?

    A resposta para as perguntas acima é a resposta para a primeira pergunta.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  24/10/2015 12:14
    "Democracia? Só parasita, safado, ladrão e vagabundo defendem esse regime. Pessoas éticas e morais têm de ficar longe de tal arranjo."

    Ah, é? E no mundo de fantasias e ilusões (por que em outro mundo não é possível), qual o regime que realiza o milagre de preservar os cidadãos de quaisquer subordinações e submissões? Aponte um exemplo histórico pra nós.






  • Alex Menezes  24/10/2015 12:46
    República (ou Monarquia) Constitucional.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  24/10/2015 12:16
    Elis, ao menos leia o conteúdo do site antes de afirmar essas coisas. isso evitará que você passe vergonha.
  • Silvio  11/09/2014 14:53
    Você já presenciou um cenário de livre concorrência para aferir que ele não funciona ou funciona mal? Muito provavelmente não. Assim sendo, tenho a impressão de que seu vaticínio é um mero exercício de onanismo intelectual.
  • Helio   16/05/2015 20:51
    Muito bem abordado.Otimo seu comentario
  • Thiago Teixeira  24/10/2015 21:10
    Quem fala em concentracao de renda não é um genuino liberal...
    Elis, você é social-democrata, saia do armário.
    Desigualdade de renda/patrimônio é um red herring. É um parametro artificial que não serve para porcaria nenhuma. O que vale é o poder de compra das famílias; se quiser coletivizar, no máximo pegue as rendas separadas por estratos sócio-economicos, e compara os estratos de um lugar com os estratos de outro lugar.
  • Geografia no Cursinho  26/10/2015 10:41
    Tenho muitos receios quanto a atuação do Estado na economia, todavia há em uma de suas ações: a criação de pessoas jurídicas com a proteção dos bens dos sócios. Com isso, proporcionando a limitação da responsabilidade, especialmente no caso das S.A's, que acredito eu, é fundamental no desenvolvimento de grandes companhias pelo mundo.
  • anônimo  16/01/2014 14:53
    Excelente. Aliás, a sequência toda de artigos exaltando a superioridade moral do capitalismo está muito boa.
  • César  16/01/2014 16:09
    O mais incrível que eu acho que existe na caridade com competitividade é a criatividade. Lembro do Muhammad Yunus criador do microcrédito sem burocracia, e com uma ideia tão simples ajudou milhões de famílias, principalmente mulheres, a se tornarem independentes.
  • Leandro  16/01/2014 16:25
    Nem tanto, César. A ideia do microcrédito nada mais era do que endividamento em troca de consumo. Este arranjo é letal.

    Aqui um artigo prevendo o que ocorreria.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=442

    E aqui uma notícia comprovando a profecia do artigo:

    Pobres vendem órgãos para pagar dívidas de microcrédito em Bangladesh


    Como Ludwig von Mises nunca se cansou de dizer, sem poupança e acumulação de capital é impossível haver enriquecimento. Ficar concedendo empréstimo fácil (endividamento) não criará prosperidade.

    Uma coisa é você pegar crédito para produzir. Outra, completamente diferente, é você pegar crédito para consumir. E outra, pior ainda, é pegar crédito apenas para quitar dívidas pendentes.

    Nos três casos você está se endividando, porém, no primeiro caso, você está em busca de um fluxo de renda futuro que permita a você quitar a sua dívida presente e ainda ter algum lucro. Já no segundo e no terceiro caso não há a menor perspectiva desse aumento futuro da renda, nem muito menos de ter algum lucro. É apenas escravidão perpetuada.
  • Philipe  16/01/2014 19:30
    Muito bom comentário, Leandro. Eu era mais um acreditando no milagre do Yunus.
    Nunca tinha visto nada falando contra...

    Aprendendo nos textos e nos comentários. Show de bola...
  • Marconi Soldate  16/01/2014 17:21
    Já dei a solução aqui. O negócio é renda mínima, custeada com o imposto único (de renda) + criação de dinheiro na velocidade de crescimento da economia (ou seja, "sem inflação").

    E tudo privado (educação, saúde, etcs).

    Exceto exército, justiça e polícia, pois é impossível privatizar, e pouquíssimas coisas mais para melhor eficiência economica.
  • Henrique  17/01/2014 17:49
    "Eu tenho a solução", disseram todos os ditadores, totalitários e genocidas da hostória.

    Ninguém tem a solução, não é possível alguém ter a solução. Recomendo ler Hayek:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1665
  • Silvio  11/09/2014 16:24
    Com a criação de uma "renda mínima" você cria um poderoso estímulo para que pessoas permaneçam pobres ou se empobreçam mais ainda. Como uma porcaria dessas pode ser boa?

    Imposto é nocivo. E imposto de renda é altamente nocivo porque dá a oportunidade ao estado de perseguir diretamente seus cidadãos. Além disso, esse imposto cria estímulos para as pessoas mais bem sucedidas não crescerem, incorrerem em práticas evasivas ou mesmo mudarem seus domicílios, deixando de produzir riqueza naquele lugar. Ou seja, o cidadão, ao invés de investir seu tempo e talento nas práticas em que é realmente bom, por causa do imposto de renda, tem que sacrificar parte de seus escassos recursos para brincar de esconde-esconde com o estado.

    Sobre a criação de dinheiro, como criar dinheiro do nada pode ser algo bom? E, mesmo que fosse possível criar dinheiro na mesma velocidade do crescimento da economia, quem, podendo imprimir dinheiro à vontade, limitaria seu poder a esse patamar? Mais ainda, por que você acredita que o controle da oferta da moeda pelas mãos do estado é algo desejável?

    Saúde e educação absolutamente privados seria ótimo mesmo. Nisso tenho que concordar em gênero, número e grau.

    Mas de onde você tirou que é impossível privatizar exército, justiça e polícia? Você diz que é impossível como se fosse um axioma, todavia, na prática, vemos que a privatização dessas atividades é perfeitamente possível e vantajosa. Pelo visto, temos mais um praticante apaixonado de onanismo intelectual.
  • Rodrigo Amado  11/09/2014 16:53
    "Além disso, esse imposto cria estímulos para as pessoas mais bem sucedidas não crescerem, incorrerem em práticas evasivas ou mesmo mudarem seus domicílios, deixando de produzir riqueza naquele lugar.".

    Pura verdade, isso me faz lembrar que qualquer brasileiro bom em alguma profissão logo logo arruma emprego em uma multinacional, pede transferência e vai embora pra SEMPRE.

    Logo farei parte do bando.
  • Silvio  11/09/2014 19:41
    O mais interessante é que volta e meia vejo pessoas criticando a "fuga de cérebros" que ocorre no Brasil. Oras, o estado torna a vida do sujeito insuportável e este, exercendo seu direito inalienável à busca da felicidade, decide que não conseguirá encontrá-la por essas bandas e que só lhe resta partir para outro lugar, é imediatamente taxado de traidor por todas as cabeças "pensantes".

    Mas a verdade é: podemos culpar algum profissional qualificado por não querer exercitar seus talentos nesse hospício socialista?

  • Andre  11/09/2014 16:51
    "...criação de dinheiro na velocidade de crescimento da economia (ou seja, "sem inflação")."

    Aqui você já se contradiz: criação de dinheiro É, por definição, inflação.

    Não é possível dar ideias, muito menos "boas", se você não consegue nem sequer ter ideias que não apresentem contradições, sugestões auto-contraditórias são inúteis, por definição.

    Imagine que um senhor cego está andando na rua em direção à um bueiro aberto, daí você vai e dá uma sugestão contraditória para o pobre ceguinho:

    "Ei, senhor, vire para a direita e para a esquerda ao mesmo tempo!!!".

    O velhinho vai achar que você é algum louco e vai continuar andando em direção ao bueiro.

    Obviamente nada de bom pode resultar de conselhos auto-contraditórios.
  • daniel  09/10/2014 00:50
    Certamente ele achava que inflação é igual ao aumento do "nivel de preços". O que é um erro bem compreensivel. Pega leve...
  • Silvio  18/05/2015 19:10
    Olha só, somente agora vi esse comentário. Considerando que, antes tarde do que nunca, vamos lá.

    Você distorceu tudo o que disse. Por acaso fez faculdade de jornalismo? Veja como começo o parágrafo "sobre a criação de dinheiro, como criar dinheiro do nada pode ser algo bom?" Ou seja, já de cara deixo subentendido que inflação é um fenômeno monetário.

    Em seguida, disse "e, mesmo que fosse possível criar dinheiro na mesma velocidade do crescimento da economia, quem, podendo imprimir dinheiro à vontade, limitaria seu poder a esse patamar?" Isto é, mesmo se houvesse algum critério objetivo para limitar a expansão da oferta da moeda/inflação, por que o estado, podendo inflacionar à vontade, limitaria a inflação a esse nível?

    O resto de seu comentário é mó doidera.
  • Marcos  16/01/2014 19:09


    "Irei aqui sugerir algo que muitos poderão considerar perturbador e desconcertante: o bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum envolvimento estatal."

    A tática de sempre: afirma algo como se fosse óbvio, auto-evidente, e acha que não precisa dar nenhuma prova empírica da afirmação. Como o autor pode garantir que seria mais eficaz, mais variado, mais difundido? Só na cabeçinha utópica do autor do texto isso é verdade. Ah, espera, será que isso também (como quase tudo no mundo libertário) é uma consequência lógica do axioma de que o homem age então simplesmente tem que ser verdade?

    O autor fala em responsabilidade moral em ajudar ao próximo, na cabeça dele, o grande problema é que o Estado ajuda os necessitados, então as pessoas acabam com menos responsabilidade moral de ajudar o próximo. No mundo libertário, suponho, as pessoas restaurariam esse senso. Isso chega a ser rídiculo levando em consideração que Ayn Rand, musa intelectual de muitos (eu sei que nem todos, o mundo ainda não está perdido) libertários não achava que existe responsabilidade moral nenhuma em ajudar o próximo. Pelo contrário, quanto mais uma pessoa pensar em si mesma, mais moral ela é, pois não existe nada mais importante que pensar em si mesmo, a todo momento.
    Um exemplo de cidadão para Ayn Rand era William Hickman, um serial killer que extirpou o corpo de uma menina de 12 anos:
    "Other people do not exist for him, and he does not see why they should," she wrote, gushing that Hickman had "no regard whatsoever for all that society holds sacred, and with a consciousness all his own. He has the true, innate psychology of a Superman. He can never realize and feel 'other people.'"

    (So uma pequena curiosidade, isso não impediu Ayn Rand de receber social security e medicare, quando ela precisou)

    O autor diz que os impostos são elevados, que gastamos muito da nossa renda suportando a burocracia estatal. Nisso estou de acordo, a burocracia é muito custosa. Mas os programas sociais não são. Exemplo disso é o Bolsa Familia, que custa muito pouco em relação ao PIB do país e possui efeitos benéficos devidamente comprovados pela literatura acadêmica.





  • Doutrinador  16/01/2014 21:12
    "A tática de sempre: afirma algo como se fosse óbvio, auto-evidente, e acha que não precisa dar nenhuma prova empírica da afirmação. Como o autor pode garantir que seria mais eficaz, mais variado, mais difundido? Só na cabeçinha utópica do autor do texto isso é verdade. Ah, espera, será que isso também (como quase tudo no mundo libertário) é uma consequência lógica do axioma de que o homem age então simplesmente tem que ser verdade?"

    Não há empiria?! Não projete nos outros a sua ignorância, cidadão.

    Aqui vai um livro que lista todas as caridades que existiam antes do welfare state, e que foram destruídas após a implementação do welfare state.

    From Mutual Aid to the Welfare State: Fraternal Societies and Social Services, 1890–1967 (University of North Carolina, 2000)

    Se você não quiser ler o livro, pode ler o artigo que resenha o livro:

    Welfare before the Welfare State

    Há algumas décadas, antes de o estado se intrometer na saúde, a Igreja mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos -- serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos.. Mas desde que o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres, a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "O estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos".

    O curioso é que absolutamente ninguém toca nesse assunto. Ninguém comenta como os serviços caritativos da Igreja auxiliavam as pessoas no passado e hoje perderam espaço para o SUS. Defensores da saúde estatal é que devem explicações.


    Dica: jamais impute aos outros defeitos de caráter que são intrínsecos a você. O fato de você querer que burocratas tomem o dinheiro de terceiros para desobrigar você de responsabilidades morais é típico dos imorais, dos preguiçosos e dos totalitários.

    Só na sua cabecinha utópica, ignorante e insensível é que o estado pode cuidar melhor das pessoas não obstante todas as provas em contrário que o mundo já deu.


    "No mundo libertário, suponho, as pessoas restaurariam esse senso. Isso chega a ser rídiculo levando em consideração que Ayn Rand, musa intelectual de muitos (eu sei que nem todos, o mundo ainda não está perdido) libertários[...]"

    Avisei que era um ignorante. Ayn Rand não apenas nunca se considerou libertária, como ainda professava horror aos libertários. Ela era objetivista. Veja entrevista dela sobre o assunto:

    www.aynrand.org/site/PageServer?pagename=ar_libertarianism_qa

    www.zerohedge.com/contributed/2012-11-29/ayn-rand-was-not-libertarian

    Vai estudar, ignaro.
  • Juno  16/01/2014 21:29
    As respostas do Doutrinador são sempre excelentes.
    Vou até dar uma olhada no livro que foi indicado, parece ter muita coisa boa.
  • Andre  16/01/2014 22:22
    Excelentes exemplos, Doutrinador!
    Eu lembro que já tinha lido em vários lugares que a caridade privada é melhor, mas agora tenho também mais referências.

    Não faz o menos sentido as pessoas preferirem pagar impostos pro governo fazer caridade quando podem doar para a causa que cada um ache mais importante.
  • Silvio  11/09/2014 17:41
    Por falar no estrago que o estado de bem-estar social fez aos hospitais sustentados por doações, é interessante (e triste) ver esse exemplo recente:

    g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/07/santa-casa-de-sp-interrompe-servico-de-emergencia-por-falta-de-recursos.html
  • Caio-SP  16/01/2014 21:56
    " No mundo libertário, suponho, as pessoas restaurariam esse senso"

    É...supôs errado meu caro.

    Leia o site e pare de falar bobagens.

  • Vagner  11/09/2014 13:40
    "Ayn Rand, musa intelectual de muitos (eu sei que nem todos, o mundo ainda não está perdido) libertários não achava que existe responsabilidade moral nenhuma em ajudar o próximo."

    Tipico boçal desonesto que fala o que não sabe. Nunca leu nem um romance e muito menos sobre a filosofia de Rand para afirmar uma besteira como essa.

    Ayn Rand sempre condenou o que os cristãos chamam de altruísmo. Segundo Rand, altruísmo é:

    "É o sistema moral que defende que o homem não tem direito de existir em prol de si mesmo, que servir aos outros é a justificação única de sua existência, e que o auto-sacrifício é o maior dever, valor e virtude moral. Essa é a base moral do coletivismo e de todas as ditaduras. Para buscar a liberdade e o capitalismo, o homem precisa de um código de ética não-místico e não-altruísta - uma moralidade que defenda que o homem não é um animal de sacrifício, que ele tem direito de existir por si próprio, sem sacrificar ele mesmo aos outros nem os outros a si. Em outras palavras, o que é desesperadamente necessário hoje em dia é a ética objetivista."

    Simplificando para o leigo: Ninguém tem o dever moral de sacrificar, colocar sua vida em risco para agradar outras pessoas, porque fazer isso é anti-vida. Mas ela diz isso quando se trata de alguém desconhecido, em que você não tem o menor afeto.

    Porém, quando se trata de uma pessoa amada, quando se trata de amor, as coisas mudam. Você tentar salvar a pessoa amada (seu filho, sua mulher, sua mãe) de um afogamento não é um sacrifício. É uma necessidade. É preferível a morte do que viver sem sua mulher, sem seu filho. Logo é perfeitamente compreensível arriscar sua vida para salvar o seu próximo.

    "A virtude envolvida em ajudar aquele que se ama não é "abnegação" ou "sacrifício", mas integridade. Integridade é lealdade para com as convicções que se tem. É a política de agir de acordo com os seus valores, de expressá-los, sustenta-los e traduzi-los na realidade prática".

    Boçal, da próxima leia sobre o assunto que queira colocar em discussão. Tente passar menos vergonha.
  • Isaias Lobao  16/01/2014 20:03
    Excelente artigo. Eu sempre foi engajado em movimentos de filantropia e auxílio. Na década de 90, o dinheiro doado poderia ser descontado do imposto de renda. Mas, no governo atual isso mudou. Foi criado um fundo, gerido por representantes da sociedade e do governo. O desconto do imposto foi limitado as doações a esse fundo. Já fui representante de um conselho que tinha poder de gerir um desses fundos, no caso voltado para assistência a crianças. É uma piada de mau-gosto. Existe tanta burocracia na gestão que algumas entidades nem recebem o dinheiro. Teve ano que o dinheiro ficou guardado no fundo, e, é claro, foi para o caixa do governo. Ficou lá alimentando o Leviatã.
  • Bernardo F  16/01/2014 22:27
    Belo ponto de vista!
  • anonimo  16/01/2014 22:28
    Boa noite.

    Sei que há bons exemplos de caridade antes da presença do estado, em SP o hospital Sta. Catarina foi fundado em 1906 e era muito bom ou a fundação Padre Chico para crianças cegas, de 1928, bem antes do governo pensar em fazer algo.

    Não sou profundo conhecedor de Ayn Rand, mas em relação a esse caso, sei que pegam um pedaço de um parágrafo e mudam todo o contexto. Por um exemplo, ela nunca disse isso, mas escreveu de maneira privada.

    Isto foi escrito no "The Ayn Rand Journals", que nada mais é do que um livro que foi lançado após a morte dela, com alguns textos e ideias que nunca haviam sido publicados.

    Havia um projeto, cujo nome era: "The Little Street", uma ideia inacabada, que ela na verdade nunca chegou a escrever, mas que fez um rascunho geral, colocando inclusive quais seriam os personagens e os descreveu.

    Um deles ela se baseou em William Hickman, cujo nome no livro seria "Danny Renahan", há mais sobre ele do que apenas a frase que você colocou e ela nunca disse que ele seria exemplo de cidadão, ela descreveu um personagem, inclusive pegou uma frase que foi dita por Hickman ("I am like the state: what is good for me is right").

    Ela inclusive chama Hickman de uma pessoa sem propósito e degenerada.

    Como disse não sou especialista em Ayn Rand, mas pegar um rascunho de livro, uma ideia que ela teve quando tinha 23 anos,sendo que tal ideia apenas surgiu publicamente quando ela já havia morrido, isolar frases para dizer que William Hickman (que era apenas a "ideia" por trás de uma personagem, escritores fazem isso, Stephen King, J.K. Rowling, apenas para citar 2 já fizeram) era exemplo do que ela considerava com um "bom cidadão", é algo que acho errado. Apenas uma opinião pessoal.

    Em relação a todas as bolsas "sociais", há vários artigos no site que são melhores do que se eu tentasse escrever algo em uma resposta, pode dar uma lida.

    Obrigado.
  • anonimo  16/01/2014 22:43
    Opa, esse comentário acima era para o Marcos, espero que ele leia.

    Obrigado.
  • Marcos  17/01/2014 00:10
    Eu nunca disse que não existe caridade privada, é claro que ela existe, pois, nisso eu concordo com o autor do texto, as pessoas gostam de ajudar as outras. Daí tirar a conclusão que o Estado não deve ajudar ninguém em nenhuma circunstância não tem sentido. As duas coisas podem conviver perfeitamente.
    Também acho que as pessoas poderiam fazer mais caridade.E acho perfeitamente plausível que alguem pense "vou doar menos porque já estou pagando muitos impostos", mas é claro que existem muitas outras variavéis que afetam dinheiro doado, e não somente a presença do Estado assistencialista. Valores religiosos por exemplo. Meu ponto é que não se pode dizer simplesmente "as pessoas estão doando menos por causa do Estado". Existem outras razões, e mesmo que essa seja uma das causas, a gente não sabe a magnititude do efeito, de forma que daí concluir que o melhor então é abolir as assistências estatais é um absurdo.
    De novo, volto no Bolsa Família, que é um programa estatal que custa muito pouco em relação ao PIB e tem comprovados benefícios sobre pobreza, saúde, educação. Voces acham que é um programa que não deveria ter existido? Para mim é um ótimo programa.
    Enfim, também acho que o Estado não é a solução para tudo, mas é uma instituição fundamental.

    Em relação ao meu comentário sobre Ayn Rand, nunca disse que ela era libertária, disse que muitos libertários a idolatram, e o pior, pessoas que detém poder, como o senador Paul Ryan, que como o amigo Doutrinador, também parece gostar de doutrinar as pessoas, já que quem trabalhasse em seu gabinete era obrigado a ler Atlas Shrugged. Segundo ele, "And Ayn Rand, more than anyone else, did a fantastic job of explaining the morality of capitalism, the morality of individualism".

    Acho legal o site e essa nova geração de pessoas interessadas em economia. Mas o problema é que muitas sairam do Ensino Médio com pensamento de esquerda, doutrinada pelos marxistas, revoltadas contra o mundo opressor, contra a burguesia, e quando caem num site como esse só dão uma guinada de 180 graus no pensamento, com o mesmo radicalismo e certezas, mas dessa vez o bode expiatório é o Estado. Li num artigo que a escola austríaca está para a ciência econômica como os Gracie para o Jiu-Jitsu, é invencível. Pessoal.. eu sei que voces perderam bastante tempo lendo coisas sobre escola austríaca, mas não se enganem por favor. Sério, quem leva a sério a Escola Austríaca tirando o Mises e institutos liberais? Aonde que é a escola de pensamento que mais cresce no mundo? Só se for entre esses jovens revoltados na internet, porque relevância acadêmica nos departamentos de economia top é zero, assim como o marxismo.
    Enfim podem tacar as pedras aí. Abs!
  • Doutrinador  17/01/2014 00:52
    "De novo, volto no Bolsa Família, que é um programa estatal que custa muito pouco em relação ao PIB e tem comprovados benefícios sobre pobreza, saúde, educação."

    Parodiando a você próprio, esta sua frase nada mais é do que "a tática de sempre: afirma algo como se fosse óbvio, auto-evidente, e acha que não precisa dar nenhuma prova empírica da afirmação".

    Cadê as evidências dos "comprovados benefícios sobre pobreza, saúde, educação". Manda aí um estudo desideologizado que comprove os benefícios sobre estes três itens.

    Até onde se sabe, o BF apenas perpetua a condição da pessoa. Impede que ela morra de fome, é verdade (e isso nunca foi negado), mas gostaria de saber como o BF faz para elevar o nível profissional e social do assistido, e lhe garante saúde e educação melhores. Fiquei curioso.

    "Aonde que é a escola de pensamento que mais cresce no mundo? Só se for entre esses jovens revoltados na internet, porque relevância acadêmica nos departamentos de economia top é zero, assim como o marxismo."

    Cidadão, dizer que algo é o que mais cresce não significa que ele já seja dominante e o maior do mundo. Você, pelo visto, não domina nem mesmo conceitos básicos de física.

    Por fim, se para você a qualidade de algo é mensurada pela sua "relevância acadêmica", então a única teoria econômica que presta é o marxismo e a versão tosca do keynesianismo. Aliás, aponte aí os "departamentos de economia top" que previram a crise financeira e que a explicaram antecipadamente.

    Por fim, você disse que a relevância do marxismo também é zero. Gostaria de saber em qual país você mora.
  • Ronaldo  17/01/2014 01:31
    Pra você Marcos, ta precisando.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1397

    Levei a serio Standards & Poors, FED, muitos outros Analistas de Primeira classe dos U.S e não deu muito certo. kkkkkkkkkkkkkkkkk

    https://www.youtube.com/watch?v=8lpSnECTKW8
  • anonimo  17/01/2014 13:31
    Bom dia.

    Não vou "Tacar pedras". apenas dar minha opinião. (Acho tão estranho um "senador libertário").


    Mas nas suas palavras é um absurdo que "alguém que detenha o poder goste de doutrinar as pessoas", ora mas isso não é inevitável? Qq senador brasileiro não quer doutrinar? FHC, Lula e Dilma, não querem doutrinar as pessoas? Não fizeram isso com o bolsa família?

    Basicamente quem quer ser eleito (e basta ver o discurso dos candidatos) promete aumentar o bolsa família. E com o aumento do estado assistencialista, não aumenta o poder dos senadores que querem doutrinar as pessoas?

    Aliás não aumenta o poder de políticos em geral? Que garantem que apenas vão aumentar a "ajuda" e "dar tudo sem exigir nada em troca"?

    E no final eles não vão querer que as pessoas saiam da miséria ou sejam independentes, mas vão querer que a dependência seja cada vez maior, pois assim eles serão sempre eleitos e mantenham o poder, que é o que eles querem (vc critica o poder deles, mas para resolver isso quer que eles tenham mais poder...)

    Obrigado.
  • Jeferson  17/01/2014 13:43
    Marcos, um grupo tem um adepto, ganha outro, teve um crescimento de 100%. Outro grupo tem 100 adeptos, ganha mais um, cresceu 1%. Qual dos dois cresceu mais? Ou melhor, qual dos dois teve um crescimento mais relevante em relação ao estado anterior do grupo?

    A EEA está crescendo muito, dentre outros motivos, por ter poucos adeptos. E vai continuar tendo poucos, porque nós passamos a vida inteira sendo DOUTRINADOS pelo estado a crer que ele é a fonte de todo bem, ao passo que a ganância dos ricos é a fonte de todo mal. Só não ensina pra gente que o estado é composto por esses mesmos ricos que condena. Direta ou indiretamente, seja através de políticos corruptos que governam em benefício próprio (todos eles), seja através de empresários e lobistas que financiam a manutenção desses políticos no poder em troca de legislação e políticas que os beneficiem. Tudo isso às custas de nós dois.

    Há diversos artigos nesse site explicando a relação simbiótica entre intelectuais e o estado. A versão "TL:DR" deles é bem simples: intelectuais são pessoas que dedicam muito de sua vida estudando, contemplando e desenvolvendo teorias, a muito pouco (ou nada desse tempo) transformando essas teorias em benefício para a população. As pessoas tendem a supervalorizar aos próprios esforços e a si mesmas, mais ainda quando estudam muito. Acham que só por terem estudado muito, merecem posições de destaque. Assim são todos (ou quase todos) os intelectuais. O estado por sua vez é uma entidade composta por uma minoria que parasita a população, e que, por isso, depende que a população acredite que esse parasitismo na verdade é uma simbiose, que o estado suga-lhe o sangue (se possível, é bom que nem acreditem que ele faz isso), mas "dá" em troca saúde, educação, infraestrutura, justiça e diversos outros serviços que as pessoas supostamente querem ou precisam. Nada melhor do que pessoas bem estudadas para compor a defesa ideológica que o estado precisa, e com isso ganhar o apoio da população. Assim, o estado contrata esses intelectuais pra um emprego melhor do que eles conseguiriam caso tentassem vender seus serviços no mercado (o que inclui no pacote salário maior, menos trabalho, além de flexibilidade pra desenvolver seus próprios projetos, etc.). Logo, é natural que os intelectuais prefiram teorias que defendam o estado a teorias que digam a verdade: que a mera existência de um estado é nociva.

    Não é à toa que o Hoppe diz que a monarquia é bem melhor que a democracia. Porque a monarquia é claramente ruim. Todos conseguem perceber que é uma merda, e que o rei é um parasita. A democracia é tão ruim quanto (até pior, por trazer outras desvantagens inerentes, mas vamos desprezar esse fato por enquanto), mas as pessoas não conseguem perceber que o rei é um parasita, afinal, elas acham que realmente tiveram participação significativa na escolha de seus "representantes", e que os políticos vão mesmo representá-los, ainda que menos do que eles gostariam.

    Marcos, abre os olhos, meu caro.
  • Dallan  23/10/2015 22:53
    Espetacular este comentário. Sistetiza tudo o que acho deste "pseudo-intelectuais".
  • anônimo  17/01/2014 14:53
    'Pessoal.. eu sei que voces perderam bastante tempo lendo coisas sobre escola austríaca, mas não se enganem por favor. Sério, quem leva a sério a Escola Austríaca tirando o Mises e institutos liberais? '

    Não que seja grandes coisas mas...um tal de prêmio Nobel
    www.nobelprize.org/nobel_prizes/economic-sciences/laureates/1974/hayek-lecture.html

    Quem leva a sério essa tal de escola austríaca? Deve ser um maluco mesmo
  • Thiago  17/01/2014 15:12
    Existe esse vídeo legendado em português.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1267
  • Renato  17/01/2014 01:39
    Não foi praticamente isso que eu escrevi em um comentário no artigo "A dignidade se dá por meio da produção" (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1743)?

    Leiam o meu comentário de 23/11/2013 às 20:48:56.
  • Eduardo  17/01/2014 11:00
    "A esquerda defensora de um estado assistencialista inchado e generoso detém hoje o monopólio da compaixão"

    Perfeito! Sem palavras...
  • Emerson Luis, um Psicologo  17/01/2014 12:24

    Os esquerdistas reivindicam o monopólio da virtude: se alguém discorda da forma como eles procuram ajudar os pobres, acusam o sujeito de ser "contra os pobres" e ter uma série de defeitos de caráter.

    A ajuda aos pobres deveria vir primariamente da filantropia particular, de forma direta ou através de doações de recursos e trabalho para instituições autônomas, o que permitira evitar muito melhor os desperdícios e desvios de verbas e personalizar o auxílio, tornando-o eficaz.

    Sobre o bolsa-família, basta lembrar do tumulto que houve por causa do boato que ela acabaria.

    * * *
  • anônimo  17/01/2014 13:26
    'Sobre o bolsa-família, basta lembrar do tumulto que houve por causa do boato que ela acabaria.'
    Uma pequena amostra do que está por vir
  • Marcos  17/01/2014 20:37
    Jeferson, valeu pela resposta.
    Não acho que a questão seja simples como voce escreveu. Vc faz parecer que todo mundo que tem alguma idéia a favor do Estado a tem porque é beneficiado por ele. Voce nao cogita a hipótese de que as pessoas possam ser a favor de medidas estatais por acharem que elas são importantes e fazem sentido?

    De fato não posso afirmar se a EA é a escola de pensamento que mais cresce no mundo, eu ainda acho que não, mas o meu ponto principal é que é uma escola totalmente à margem da academia. Nos departamentos de economia tops, por exemplo, nas universidades top 10 dos EUA, que é o pólo de produção acadêmica mundial, devem ter no máximo uns 5 austríacos, isso chutando alto (alias, acho que é bem menos que isso, não vou verificar agora, mas enfim), assim como também deve ter número semelhante de marxistas. Eu estou falando dos economistas acadêmicos, que atualmente são os responsáveis por avançar a fronteira de conhecimento. Me apontaram UM economista austríaco que ganhou o Nobel, o Hayek. E só. Para por ai. De resto, não há muita consideração. O que se pode concluir disso? Um lado, conspiracionista, é que todos são uns vendidos imundos sem consideração pela verdade. O outro, mais realista, é que simplesmente o mainstream faz mais sentido para eles.
    Por que sempre esse radicalismo, parece que existe uma necessidade de achar um bode expiratório para tudo. Como eu disse, aposto (é um chute) que uns 80% dos ditos libertários no colégio eram marxistas. Na época o alvo era a burguesia, agora o alvo é o Estado. Sério, vocês não acham um tanto infantil ficarem brigando pra ver quem é mais libertário que o outro (não sei se vcs ainda fazem isso, mas numa época faziam)?
    Enfim, minha mensagem é apenas que existe muuuuita coisa além da Escola Austríaca, essa falsa dicotomia inventada ai com aqueles videozinhos Hayek vs Keynes é totalmente forjada, os economistas na verdade não tão ligando nem pra um nem pro outro, tão preocupados em fazer teorias testáveis pra progredir a ciência.
    Abs!
  • Doutrinador  17/01/2014 21:18
    Sim, Marcos, nós já entendemos que o importante para você não é a solidez de uma ciência, mas sim a ideologia professada por catedráticos de universidades americanas (bastiões infalíveis do saber econômico) e os prêmios concedidos pelo Banco Central da Suécia.

    Você vai longe, garoto.

    P.S.: aprenda a clicar em "Responder" para que seu comentário fique imediatamente abaixo de seu interlocutor. Se nem isso você sabe fazer, como pretender sair distribuindo atestados sobre quem entende e quem não entende de economia?
  • anônimo  17/01/2014 21:33
    (...)aposto (é um chute) que uns 80% dos ditos libertários no colégio eram marxistas. Na época o alvo era a burguesia, agora o alvo é o Estado.(...)

    Errou, e errou feio. Um chute mais acurado seria dizer que 80% dos austríacos têm histórico "burguês" - vivência no meio empresarial é uma descrição mais adequada.

    E, Marcos, para você só importa o que as "autoridades" dizem? Quantos anos você tem?

    Uma dica: aprenda a julgar as coisas de acordo com seus devidos méritos, e não pela opinião de supostos especialistas ou aprovação geral.
  • Marcos  17/01/2014 23:37
    Bom, como eu disse foi um chute, é apenas uma impressão. Não engulo muito essa que voce apresentou não, vivência no mundo empresarial. Enfim, estamos chutando.


    E não, não me importo somente com o que as "autoridades" dizem. O que eu apontei é que a corrente dominante em economia atualmente não é a austríaca, está bem longe disso, e eu simplesmente não acho que a imensa maioria dos economistas sejam impostores, pra mim são pessoas sérias. Acho que o site tem seu objetivo e o cumpre bem, que é difundir as idéias austríacas, mas acho que ele dá uma falsa impressão de superioridade que não existe. É muito fácil dizer que a EA não é dominante porque prega contra intervenção e os economistas a ignoraram porque não é do interesse deles. A possibilidade de eles ignorarem porque acham besteira não é possível?
    Sobre julgar as coisas pelos méritos, uma pergunta, antes de se consider austríaco (imagino que você seja, se não, perdão) você estudou a fundo o mainstream? Ou leu meia dúzia de artigos e já se convenceu? Eu confesso que apesar de ser estudante de economia não posso dizer que entendo de economia, principalmente de macroeconomia. Gostei muito mais da parte micro e de econometria, agora macroeconomia simplesmente não me sinto capacitado a dizer muita coisa.
    Enfim, abs!
  • anônimo  18/01/2014 16:26
    (...)Não engulo muito essa que voce apresentou não, vivência no mundo empresarial. Enfim, estamos chutando.(...)

    Não. Você obviamente é novo por aqui. Já viu a seção de podcasts? Lá você pode ter uma idéia do tipo de pessoa que compõe os adeptos da escola austríaca de economia. Já são mais de 100 entrevistas, sendo uma nova a cada semana.

    (...)O que eu apontei é que a corrente dominante em economia atualmente não é a austríaca, está bem longe disso(...)

    E você utiliza isto como prova de que a escola austríaca é inferior à mainstream. Exatamente o que eu falei sobre a falácia da autoridade.

    (...)e eu simplesmente não acho que a imensa maioria dos economistas sejam impostores(...)

    Não, eles precisam dançar como a banda toca.

    (...)mas acho que ele dá uma falsa impressão de superioridade que não existe.(...)

    Se você estudar um pouco sobre o quê de fato é a escola austríaca, você muda esta idéia. Aqui tem um comparativo básico que mostra, de maneira resumida, como a escola austríaca é superior às outras:

    A posição das escolas austríaca, de Chicago, keynesiana e marxista em 17 questões econômicas
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1781&comments=true#ac68014

    ( A mainstream hoje é a keynesiana. )

    (...)É muito fácil dizer que a EA não é dominante porque prega contra intervenção e os economistas a ignoraram porque não é do interesse deles.(...)

    Sim, é fácil, e se você ler o artigo indicado acima, vai entender porque isto é verdade.

    (...)A possibilidade de eles ignorarem porque acham besteira não é possível?(...)

    Para isto, eles precisariam saber do que, de fato, trata a economia austríaca. Agora, tente encontrar algum que já tenha ouvido falar em Mises ou Rothbard. Ou então alguém que tenha lido algum livro destes. Se, de fato, encontrar, as chances são boas de que ele concorde com a escola austríaca. E isto não é chute, é experiência. Todos que vieram criticar a escola austríaca de economia aqui no site do Instituto, nos 3 anos que venho acompanhando, nenhum fez alguma crítica incisiva - todos os críticos demonstravam desconhecer um mínimo da teoria austríaca.

    (...)Ou leu meia dúzia de artigos(...)

    Multiplique por 30 essa sua meia dúzia, e adicione algumas dezenas de livros, palestras e entrevistas. Daí talvez chegaremos num valor próximo da realidade. Quanto à macroeconomia, o seguinte texto de Hayek é melhor do que todo um curso universitário:

    O uso do conhecimento na sociedade
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1665

    Melhor do que acreditar cegamente na opinião de profissionais que só indicam aquilo que lhes dará retorno financeiro e precisam defender seu ganha pão, é você ler, estudar pessoalmente, e tirar sua própria opinião a respeito do assunto.

    Podcasts:
    www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=131

    Biblioteca
    www.mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99

    Ps. No fim da página inicial, você encontra uma divisão por assunto dos artigos publicados.

    Ps2. Vou usar da falácia da autoridade um pouco também: sou empresário, tenho menos de 30 anos, minha empresa fatura ~300.000 reais por ano. Decidi abrir meu próprio negócio depois de ler Ayn Rand e conhecer a escola austríaca.

    Bons estudos!
  • anonimo  17/01/2014 22:41
    Boa noite.

    Mas na verdade esse "Nobel de economia", não é um prêmio Nobel, não foi criado por Alfred Nobel e nem pela fundação que leva seu nome, mas sim um prêmio em homenagem ao prêmio Nobel.

    É como se um filme ganhasse um Oscar e outro ganhasse um prêmio em homenagem ao Oscar, pode ser muito bom, mas não é a mesma coisa.

    E considerando que o prêmio é concedido por um banco central, é de se imaginar que eles queiram premiar economistas que preguem o poder dos estados ou banco centrais e ignorem economistas a favor de padrão ouro, extinção de banco central, diminuição de governo...

    Não posso falar pelos outros, mas eu nunca fui marxista.

    E novamente falando por mim, claro que há mais do Escola Austríaca, aliás eu não leio apenas sobre economia, procuro saber mais sobre diferentes assuntos.

    Obrigado.
  • Gilberto  12/01/2016 21:48
    Olá! Venho acompanhando o site Mises Brasil há uns 4 meses, esse é meu primeiro post :)

    Sobre o comentário do Marcos que uma porcentagem de libertários eram marxistas, eu não duvido.

    Tenho 35 anos, posso dizer que fui doutrinado pela minha família e pela minha escola nas ideias marxistas.
    Já em 1990 eu acreditava que o PT seria a solução para o Brasil.
    A chegada do PT ao poder com o Lula em 2002 foi uma esperança mas logo em seguida uma desilusão quando o mensalão foi escancarado.
    A partir daí me desinteressei totalmente por política, mas ainda acreditava na social-democracia e no welfare state. Afinal, o Canadá e os países escandinavos eram o "paraíso na Terra".

    A recente crise no Brasil me levou a pesquisar na Internet sobre suas causas e eis que me deparo com um cara no youtube explicando as crises econômicas sob a ótica da Escola Austríaca.
    Minhas pupilas se dilataram, meu coração disparou e aquilo tudo fazia sentido rsrsrsrsrs
    Descobrir as ideias libertárias aos 35 anos foi ao mesmo tempo fantástico e melancólico. Fantátisco porque foi como sair da Matrix, melancólico porque gostaria de ter conhecido antes.
    Hoje eu dedico grande parte do meu tempo livre estudando libertarianismo, tentando compensar o tempo perdido. Chega a dar ansiedade.

    Acho que a guinada de 180 graus do socialismo pro libertarianismo nem sempre é repentina.
    No meu caso houve um hiato de mais de 10 anos simplesmente tocando minha vida, sem nunca ter parado para pensar na coerção estatal implícita, sem nunca perceber a arma invisível do Estado apontada para você.
  • Auxiliar  12/01/2016 22:07
    Seja bem-vindo meu caro!!
  • Batista  13/01/2016 19:22
    Gilberto,

    Faço das suas, as minhas palavras!

    Eu também, depois de anos e anos defendendo arduamente o petismo, vi que isso não levaria a lugar algum e procurei algo que pudesse contrapor ao status atual. Será que não haveria outra maneira de enxergar a economia, política, filosofia?

    Cheguei ao Mises Brasil por intermédio do... Olavo de Carvalho! Isso mesmo! Apesar de alguns leitores daqui serem aversos ao Professor, foi lendo seus artigos, assistindo suas aulas, através das indicações dele que cheguei ao conteúdo do Ludwig von Mises, e depois ao site brasileiro.

    Para que alguém possa enxergar fora da casinha é preciso ter o mínimo de bom senso, o mínimo de lucidez, e estar pré-disposto a mudanças. O brasileiro está meio que programado a aceitar o que está vigente; quebrar esse paradigma, inicialmente, dá um puta nó na cabeça das pessoas, mas depois de alguma leitura você começa a compreender que era apenas um "idiota útil".
  • Ismar Gavilan  18/01/2014 00:36
    Excelente texto. Compartilhei no Facebook e um colega meu, keynesiano até a medula, creio que não leu todo, e me fez algumas perguntas. Como eu ainda não tenho a tarimba do pessoal daqui, vou copiar o que ele mandou e gostaria que alguém me ajudasse a montar uma resposta pra ele, pode ser? Aí vai:
    " Ok... Ismar Gavilán, bom texto! A ideia é muito boa mesmo... Mas, na hipótese de uma rede caritativa privada, não estatal, três perguntas: (1) qual seria a motivação, o retorno, para o grupo caritativo privado, considerando que vivemos num mundo capitalista? E deveria ser um bom retorno, visto que o autor julga que haveria até boa concorrência! (2) Existe um exemplo real? (3) o Estado não existe justamente para promover o "bem comum" posto que certas atividades não são desenvolvidas por nenhum grupo visto que não dão retorno ?..."

    Bom, agradeceria as sugestões das pessoas daqui, como o Leandro, o Doutrinador, esses que mais respondem com autoridade sobre esses assuntos. Abraços
  • Guilherme  18/01/2014 01:20
    Como assim qual seria a motivação? Milhares de pessoas ainda doam para a caridade hoje (majoritariamente para financiar obras sociais das igrejas). Milionários fazem várias doações anônimas, e grandes empresas -- que querem ter uma boa reputação, o que é bom em termos de mercado -- fazem doações vultosas para as causas sociais em que acreditam.

    D resto, o Doutrinador já passou dois links essenciais. É só lê-los.
  • Ismar Gavilan  20/01/2014 16:56
    ok, Guilherme, a primeira questão vc respondeu, concordo, mas seria interessante responder as outras duas questões também. Realmente, existe um exemplo real disto tudo? Gostaria de mais opiniões e colocações. Obrigado.
  • Guilherme  20/01/2014 17:09
    Você não percebeu que as duas outras perguntas também foram respondidas?

    Pergunta 2: Existe um exemplo real?

    Sim. O Doutrinador já passou dois links essenciais que contêm exemplos reais. É só lê-los (coisa que, pelo visto, você não fez).

    Pergunta 3: o Estado não existe justamente para promover o "bem comum" posto que certas atividades não são desenvolvidas por nenhum grupo visto que não dão retorno?..."

    Milhares de pessoas ainda doam para a caridade hoje (majoritariamente para financiar obras sociais das igrejas). Qual o "retorno" delas?

    Milionários fazem várias doações anônimas (Michael Schumacher, por exemplo). Qual o retorno deles?

    Grandes empresas -- que querem ter uma boa reputação, o que é bom em termos de mercado -- fazem doações vultosas para as causas sociais em que acreditam. Vai dizer que não há um grande retorno em termos de imagem?
  • Andre Cavalcante  11/09/2014 15:42
    Guilherme, Ismar Gavilan, pessoal

    Nem sei se vão ler, mas é bom comentar para um público maior...

    A chave, na verdade, é o termo "bem comum".

    O problema é que o governo se justifica justamente com essa história de bem comum, uso comum, coisa pública, etc.

    Ora, friamente falando não existe "bem comum". Se reparar bem, um "bem" (ato de benevolência) é sempre direcionado a alguém. Por exemplo, o bolsa família é direcionado para gente das classes D e E. Qual o "bem comum", que justificam? Que o dinheiro dado a estas famílias fazem com que elas possam consumir o mínimo: além de não morrerem de fome, faz com que o consumo "agregado" aumente. Mas o que não se vê na história é que esses recursos são retirados coercivamente de outras pessoas, portanto essas outras deixam de consumir (talvez até mais, porque seria das classes A, B e C, notadamente de maior consumo), além de todo o dispêndio com a burocracia governamental que nada mas faz que torrar o dinheiro (isso sem falar na corrupção).

    Resumo da prosa: fazer a caridade, por definição, é algo privado, individual e para alguém, um indivíduo também. A gratificação recebida pela caridade é múltipla: reconhecimento de seus pares, associação de marca, ou simplesmente consciência cristã tranquila! A caridade, por definição, não é "bem comum", é algo de pessoa para pessoa, logo há um doador, uma pessoa e um beneficiado, uma pessoa. E isso sempre. Se as igrejas (todas elas de todas as religiões) passassem a realizar essa atividade de dar suporte a quem precisa (e muitas já o fazem em uma escala pequena, inclusive dando educação, saúde, moradia etc.), conseguiriam arrecadar muito mais que o governo e, como naturalmente gastam com parcimônia e gastam bem, seriam muito mais eficientes nisso.

    Quando o governo se adona da prática da caridade acontece duas coisas: deixa de ser caridade, porque retira a parte humana do doador e desumaniza também quem recebe, e passa-se a fazer simplesmente transferência de renda.

    Percebe que ninguém sabe "quem" está no bolsa família, mas apenas que o governo dá tantos milhões para o programa que atente a tantas famílias? Tudo vira números, portanto, desumaniza o ato. E, o pior, para que o governo faça isso, necessita coagir uns em detrimento de outros, portanto não há nenhum bem comum nisso tudo, há privilégios de uns e imposição para outros. Pior arranjo impossível!

    Também não há nada de bem comum em construir pontes, estradas etc. por meio do governo. Se tal ponte ou estrada fosse realmente necessária em uma determinada localidade, uma empresa privada, que vai atrás dos lucros, faria tal coisa e ganharia muito dinheiro e aquela comunidade seria atendida em sua necessidade. Veja que o recurso pode vir da comunidade ou de outros que podem se interessar por aquela comunidade. Se não há necessidade, a construção é meramente um gasto de dinheiro. Não há nada de comum neste arranjo. A construção vai beneficiar uns poucos em detrimento de todos os pagadores de impostos, quando feita pelo governo.

    Vale ressaltar também que a inflação é uma transferência de renda ao contrário, isto é, dos mais pobres, que vivem de renda fixa, e dos trabalhadores, que em geral só recebem o "reajuste" a posteriore dos aumentos dos preços, para os mais ricos, os que estão vinculados ao governo e aos bancos e as empresas financeiras que tratam com renda variável, que recebem o dinheiro novo, que o governo e o sistema financeiro criam, primeiro. Sem essa variável, haveria muito menos pobres, ou os pobres ainda teriam muitos recursos disponíveis, para seu consumo, minimizando a necessidade de tais arranjos de caridade, os quais seriam supridos por instituições próprias para isso, ou diretamente pelas pessoas.


  • Carlos  11/09/2014 13:07
    Como alguém já disse e repito resumidamente: Ao invés de dar o peixe, melhor seria ensinar pescá-lo.
  • Carlos Prado  11/09/2014 14:13
    Nada. Dar ou não dar o peixe, sendo seu, pouco importa. O importante é não impedir que o outro pesque, o que não é tão difícil que exija um curso profissionalizante.
  • Silvio  15/09/2014 16:03
    Como diria o Ron Swanson: "Não ensine um homem a pescar... e alimente a si mesmo. Ele é um homem crescido e pescar não é assim tão difícil".
  • Felipe  11/09/2014 14:09
    Excelente artigo.
    Tenho acompanhado desde 2011 o instituto von mises e me ajudou a me libertar das ideias keynesianas e monetarista que vi durante toda faculdade, nunca fizeram muito sentido para mim mas como era o que me ensinavam acreditava que tratava-se da verdade. Hoje sou defensor da escola austríaca mas ainda não consigo defende o fim total do estado.
    A ideia de que o estado deveria da condições mínimas aos mais miséraveis era algo indiscutivel para mim até um tempo atrás,hoje já questiono. A começar o que define a miséria, o que define as condições mínimas? serviços que antes ninguém prescisava agora é tido como necessário para sobreviver.
    Fico imaginando uma situação em que um laboratório descobre um novo remedio para tratar de modo mais eficiente uma doença, só que devido aos custos de pesquisa o laboratório cobra caro pelo remedio, e as pessoas passam a exigi que o estado ou a socidade (afinal somos nos que pagamos impostos) arque com o remedio para bancar quem não tem dinheiro, e logo um burocrata oportunista vai forçar a sociedade bancar esse remedio, elevando mais ainda a nossa tributação.
    Hoje tenho um filho pequeno e já estou vendo a dificuldade que vou ter para pagar uma escola particular para ele e muito por conta dos altos impostos que me forçam a pagar todo o mês, e o mais triste é que sei que essa situação esta longe de mudar. Tamanha dependência que boa parte da sociedade tem com o estado que nenhum canditado ou cidadão tem condições de defender um estado menor.
  • Deivison Souza Cruz  11/09/2014 14:51
    Uma proposta modesta

    Para impedir que os filhos das pessoas pobres da Irlanda sejam um fardo para os seus progenitores ou para o país, e para torná-los proveitosos ao interesse público.

    (pelo dr. Jonathan Swift, 1729)

    É motivo de tristeza, para aqueles que andam por esta grande cidade, ou viajam pelo país, verem as ruas, as estradas ou as portas dos barracos apinhados de mendigos do sexo feminino, seguidos por três, quatro ou seis crianças, todas esfarrapadas, a importunar os passantes com solicitações de donativos. Essas mães, em vez de poderem trabalhar pelo seu honesto sustento, são forçadas a perambular o tempo todo atrás de esmolas a fim sustentar os seus pequenos desvalidos, os quais, à medida que crescem, se tornam ladrões, por falta de trabalho, ou deixam sua terra natal para lutar pelo Pretendente na Espanha ou se vendem para ir às Barbados.

    Creio que todos os partidos concordam em que esse número prodigioso de crianças nos braços, ou nas costas, ou mesmo nos calcanhares de suas mães, e freqüentemente nos de seus pais, é no presente estado deplorável do reino um grande transtorno adicional; de modo que quem quer que encontre um método razoável, barato e fácil de transformar tais crianças em membros saudáveis e úteis da comunidade não mereceria menos do público do que uma estátua erguida em sua homenagem, aclamando-o como benfeitor da nação.

    No entanto minha intenção está longe de se restringir aos filhos dos mendigos declarados: é de uma amplitude muito maior e há de envolver todas as crianças de certa idade que nasceram de pais tão efetivamente incapazes de sustentá-las quanto aqueles que demandam nossa caridade nas ruas.

    De minha parte, tendo aplicado meus pensamentos durante muitos anos a esse importante assunto e tendo pesado com maturidade os diversos trabalhos de nossos avaliadores, sempre os achei grosseiramente equivocados em seus cômputos. Com efeito, uma criança que saltou recentemente do ventre de sua mãe pode muito bem ser mantida com o leite dela durante um ano inteiro, e com pouca nutrição adicional: quando muito, não mais que o valor de dois xelins, ou mesmo com as sobras, que a mãe poderá certamente conseguir por meio de uma honesta mendicância. E é exatamente na idade de um ano que proponho aplicar-lhes tal solução, de modo que, em lugar de se tornarem um fardo para seus pais ou para a paróquia, ou de carecerem de alimento e vestuário pelo resto de suas vidas, virão, pelo contrário, a contribuir para alimentar e, em parte, para vestir muitos milhares de outros.

    Existe, igualmente, uma outra grande vantagem no meu método, que é a de prevenir esses abortos voluntários e aquela prática horrenda das mulheres de matarem seus filhos bastardos – ai! –, tão freqüente entre nós, sacrificando seus bebês inocentes não sei se, mais, para evitar os custos do que a vergonha – prática que há de suscitar lágrimas e piedade mesmo no peito mais selvagem e desumano.

    Sendo o número de almas neste reino comumente estimado em um milhão e meio, entre essas calculo que haverá cerca de duzentos mil casais cujas esposas possam procriar. Desse número subtraio trinta mil casais que têm condições de sustentar seus próprios filhos (embora receie que nem haja tantos assim, dadas as atuais dificuldades do reino), mas, admitindo-se o cálculo, ainda restarão umas cento e setenta mil parideiras. De novo subtraio cinqüenta mil, para aquelas mulheres que malogram ou cujos filhos morrem de acidente ou de doença antes do primeiro ano de vida. Apenas restam cento e vinte mil crianças que nascem todos os anos de pais pobres. A questão, portanto, é: como esse número pode ser criado e mantido?; o que – como já referi – nas presentes circunstâncias é absolutamente impossível, se adotarmos os métodos até agora propostos. Pois não podemos empregá-las na manufatura ou na agricultura, nem construímos casas (quero dizer, no interior), nem cultivamos terras. Muito dificilmente poderão obter sustento pelo roubo, antes de chegarem à idade de seis anos, a menos que sejam excepcionalmente aplicadas, embora eu confesse elas aprendam os rudimentos bem antes; e durante esse tempo elas só poderão ser tomadas como aprendizes, como tenho sido informado por um cavalheiro importante do condado de Cavan, que me asseverou nunca ter conhecido mais que um ou dois casos antes da idade de seis, e isso numa parte do reino bastante renomada por sua grande proficiência naquela arte.

    Nossos traficantes me têm assegurado que um menino ou uma menina de idade inferior a doze anos não é artigo vendável e, mesmo quando chegam a essa idade, ainda não alcançam mais que três libras ou três libras e meia coroa, no máximo, na venda; o que não é bom negócio nem para os pais nem para o reino, já que os gastos em nutrição e vestuário atingem pelo menos quatro vezes esse valor.

    Agora, pois, proporei humildemente minhas próprias idéias, as quais acredito não serão suscetíveis da menor objeção.

    Um americano muito experiente, conhecido meu, me disse em Londres que uma criança nova, saudável e bem nutrida é, com a idade de um ano, um petisco bastante delicioso e salutar, seja servido ensopado, assado, grelhado ou cozido; e não tenho dúvida de que poderá ser preparada como um fricassê ou um ragu.

    Assim, ofereço humildemente à consideração do público o seguinte: que das cento e vinte mil crianças, já computadas, vinte mil possam ser apartadas para a reprodução, das quais apenas uma quarta parte serão machos, o que é mais do que costumamos fazer com as ovelhas, as vacas ou os porcos. E a razão que apresento é que essas crianças quase nunca são frutos do casamento, uma circunstância muito pouco considerada pela plebe, portanto um macho será suficiente para cobrir quatro fêmeas. Que as cem mil remanescentes possam ser, com um ano de idade, oferecidas para a venda a pessoas de qualidade e posses em todo o reino, sempre advertindo as mães para que as amamentem bem no último mês, de modo que fiquem bem cheinhas e fornidas para uma boa mesa. Uma criança dará dois pratos numa recepção de amigos, e quando a família jantar sozinha os quartos anteriores ou posteriores fornecerão um prato razoável; e, com uma pitada de pimenta e de sal, agüentará bem até o quarto dia, especialmente no inverno.

    Fui informado por fonte segura de que uma criança recém-nascida, podendo pesar 12 libras, dentro de um ano, se convenientemente nutrida, aumentará para 28 libras.

    Admito que esse alimento será caro, e portanto adequado aos proprietários, os quais, já tendo devorado os pais, parecem ter todo o direito de fazer o mesmo com os filhos.

    A carne das crianças será de época durante todo o ano, mas mais abundantemente em março, e um pouco antes e depois, pois somos instruídos por um grave autor e eminente médico francês de que, sendo os peixes uma dieta prolífica, há mais crianças nascendo nos nove meses posteriores à Quaresma. Os mercados estarão mais abarrotados do que de costume, devido a que o número de crianças católicas alcança pelo menos três por um neste reino, o que leva a supor uma outra vantagem adicional, que é a diminuição do numero de papistas entre nós.

    Já computei os custos de nutrição de uma cria de mendigo (em cuja lista incluo todos os aldeões, trabalhadores braçais e quatro quintos dos roceiros) como orçando em torno de dois xelins por ano, farrapos incluídos; e acredito que nenhum cavalheiro se queixaria de dar dez xelins pela carcaça de uma boa criança gorda, a qual, como já disse, fornecerá quatro pratos de carne excelente e nutritiva, quando ele tiver apenas algum amigo pessoal ou sua própria família para jantar. Então o proprietário aprenderá a ser um bom patrão e ganhará popularidade entre seus peões, a mãe açambarcará oito xelins de lucro líquido e estará em condições de trabalhar até produzir outro filho.

    Aqueles que são mais econômicos (como, devo confessar, estes tempos andam a pedir) poderão esfolar a carcaça, cuja pele, adequadamente curtida, proporcionará luvas admiráveis para as senhoras e botas de verão para os cavalheiros.

    Quanto à nossa cidade de Dublin, açougues especiais podem ser designados para esse propósito, nas partes mais convenientes da mesma, e açougueiros – podemos estar certos – não faltarão, embora eu prefira recomendar que se comprem as crianças vivas e que sejam abatidas na hora do consumo, como fazemos com os leitões para assar.

    Uma pessoa de muito valor, um verdadeiro amante deste país, cujas virtudes estimo em alta conta, teve recentemente, ao discutir comigo tal matéria, a bondade de propor um refinamento ao meu projeto. Ele disse que, já havendo diversos cavalheiros deste reino dizimado seus cervos, a carne de veado poderia ser substituída facilmente pelos corpos de jovens rapazes e moças, sem exceder a idade de quatorze anos, nem abaixo de doze, havendo agora tão grande número de ambos os sexos em cada região em vias de morrer de fome por falta de trabalho ou de serviço. E esses, se vivos, poderiam ser fornecidos pelos seus próprios pais ou, de outro modo, por seus parentes mais próximos. Mas, com o devido respeito a tão excelente amigo e tão respeitável patriota, não posso compartilhar totalmente de suas opiniões, pois, quanto aos machos, meu informante americano me assegurou, com base em experiência, que a carne deles era geralmente dura e seca, como a de nossos meninos de escola, devido ao contínuo exercício, além de ter gosto desagradável, e engordá-los não compensaria os gastos. Então, quanto às fêmeas, seria – suponho humildemente – uma perda para os consumidores, porque logo estariam em condições de parir elas mesmas; e, além disso, não é improvável que algumas pessoas escrupulosas se sentissem prontas a censurar tal prática (embora, certamente, com alguma injustiça), acusando-a de bordejar com a crueldade, o que, confesso, tem sido sempre para mim a maior objeção contra qualquer projeto, por mais bem-intencionado que seja.

    Mas – defendendo meu amigo – ele confessou que tal expediente lhe foi proposto pelo famoso Salmanazar, um nativo da ilha de Formosa, que de lá veio a Londres há cerca de vinte anos e numa conversa contou a ele que em seu país, quando acontecia de alguma pessoa jovem ser levada à morte, o carrasco vendia a carcaça a pessoas de qualidade, como refinada iguaria; e que, em seu tempo, o corpo de uma garota gorducha de quinze anos, crucificada por tentativa de envenenar o Imperador, foi cortado em postas ao pé do patíbulo e vendido ao primeiro ministro de sua Majestade Imperial e a outros mandarins da Corte, por quatrocentas coroas. Nem, com efeito, posso negar que, se o mesmo emprego fosse dado a muitas garotas gorduchas desta cidade – as quais, sem um tostão de seu, não podem sair por aí sem um coche, e aparecem nos locais públicos ou nas assembléias vestindo modas estrangeiras pelas quais nunca pagarão –, o reino não estaria tão mal.

    Algumas pessoas mais temerosas têm se preocupado muito com o grande número de pobres que são velhos, doentes ou aleijados; e me foi solicitado aplicar meus pensamentos a descobrir que medidas se podem tomar para aliviar a nação de tão penosa incumbência. Quanto a mim, o assunto me preocupa pouco, pois é mais que sabido que eles estão morrendo a cada dia, e apodrecendo, seja de frio ou de fome, ou de sujeira, ou consumidos pelos piolhos, e tão rápido quanto se pode esperar. E, quanto aos jovens em idade de trabalhar, se encontram agora numa condição mais que auspiciosa: não podem arranjar serviço e, conseqüentemente, se depauperam por falta de alimento, a tal ponto que, se a qualquer instante forem convocados para um trabalho ordinário, não terão forças para executá-lo; e assim, felizmente, o país e eles mesmos serão liberados dos males vindouros.

    Deixei-me levar pela digressão, e é hora de retornar ao meu tema. Suponho que as vantagens da proposta que tenho feito são óbvias e diversas, bem como da mais alta importância.

    Primeiramente, como já tenho apontado, diminuiria em muito o número de papistas, cujas ondas nos inundam anualmente, sendo eles os principais geradores da nação, bem como nossos mais perigosos inimigos, os quais permanecem em casa com o único propósito de entregar o reino ao Pretendente, na expectativa de obterem vantagens com a ausência de tantos bons protestantes, enquanto estes últimos preferem deixar o país a ficar em casa e pagar dízimos a um coadjutor episcopal contra a sua consciência.

    Em segundo lugar, os arrendatários mais pobres, que nunca souberam o que é ter dinheiro, possuirão alguma coisa de valor, a qual por lei poderá estar sujeita a confisco, a fim de ajudar a pagar o aluguel aos proprietários, já tendo sido o seu gado e o seu milho devidamente pilhados.

    Em terceiro lugar, ao passo que a manutenção de cem crianças, de dois anos para cima, não pode ser computada em menos de dez xelins anuais por cabeça, as reservas nacionais serão incrementadas em cinqüenta libras por ano. Além disso, haverá o advento de um novo prato, a ser introduzido nas mesas de todos os afortunados cavalheiros do reino que tenham algum refinamento de gosto. E o dinheiro circulará entre nós mesmos, sendo todos os bens de nossa própria extração e manufatura.

    Em quarto lugar, as parideiras constantes, além do ganho de oito xelins esterlinos por ano com a venda de seus filhos, estarão livres do fardo de sustentá-los após o primeiro ano de vida.

    Em quinto lugar, esse alimento traria igualmente maior freguesia para as tavernas, onde os negociantes terão por certo grande cuidado em providenciar as melhores receitas para prepará-lo com perfeição e, assim, para ter suas casas freqüentadas por todos os cavalheiros refinados, que muito se gabam de seu conhecimento da boa comida. E um cozinheiro habilidoso, que entenda bem de como obsequiar seus fregueses, se esmerará em torná-la tão cara quanto a estes lhes agradar.

    Em sexto lugar, haveria um grande incentivo ao casamento, o qual todas as nações sábias têm encorajado por meio de retribuições ou mesmo têm forçado por meio de leis e de penalidades. Aumentaria, então, o cuidado e a ternura das mães pelos filhos, pois estariam certas de uma colocação para seus pobres bebês no futuro, patrocinada de algum modo pelo poder público, obtendo ganhos anuais em vez de despesas. Observaríamos em breve um honesto sentimento de emulação entre as mães, a fim de verem quem traria o filho mais gordo para o mercado. Os homens teriam tanto interesse por suas esposas, durante o tempo da gravidez, quanto têm agora por suas éguas, suas vacas ou suas porcas em vias de parir; e não mais se prontificariam a bater nelas (como é a prática freqüente), receando com isso um aborto.

    Muitas outras vantagens poderiam ser enumeradas. Por exemplo, o acréscimo de alguns milhares de peças em nossa exportação de carne bovina em barris, um aumento na oferta de carne suína e a melhoria na arte de produzir bacon de qualidade, em grande falta entre nós devido à matança excessiva dos porcos, tão constantes em nossas mesas; porcos que de modo algum se comparam em gosto ou magnificência a uma criança bem criada e bem gorda, a qual, assada no ponto, há de fazer grande figura na festa do senhor prefeito ou em qualquer comemoração pública. Mas isso e outras coisas omitirei por amor à brevidade.

    Na suposição de que mil famílias nesta cidade sejam consumidoras usuais de carne infantil, além de outras que a teriam em suas alegres comemorações, particularmente nos casamentos e batizados, calculo que Dublin daria fim, anualmente, a umas boas vinte mil carcaças, e o resto do reino (onde provavelmente seriam vendidas mais barato) às restantes oito mil.

    Não vejo nenhuma objeção que possa ser levantada contra esta proposta, a não ser que se alegue que o número de pessoas muito se reduzirá em todo o reino. Admito-o de bom grado, e foi esse, com efeito, um dos principais motivos que me levou a oferecê-la ao mundo. Desejo que o leitor observe que calculo meu remédio única e exclusivamente para o reino da Irlanda, e para nenhum outro que jamais terá havido, ou haja, suponho, sobre a face da terra. Assim, que ninguém me venha falar de outros expedientes: de criar um imposto de cinco xelins por libra como fundo para os desempregados; de não usar nem roupas nem mobílias que não sejam de nossa própria fabricação; de terminantemente rejeitar os materiais e instrumentos que promovam luxos estrangeiros; de curar os excessos do orgulho, da vaidade, da preguiça e do gosto pelo jogo em nossas mulheres; de introduzir uma veia de parcimônia, de prudência e de temperança entre as pessoas; de aprender a amar o país, no que diferimos até dos lapônios e dos habitantes de Tupinambu; de acabar com nossas animosidades e facciosidades, e de não agir mais como os judeus, que se matavam uns aos outros bem no momento em que sua cidade era tomada; de ter um pouco de consideração antes de vender nosso país e nossas consciências por qualquer preço; de ensinar os senhorios a terem um mínimo de misericórdia para com seus arrendatários. Finalmente, de impor um espírito de honestidade, indústria e habilidade aos nossos comerciantes, os quais, se se tomasse agora uma resolução de comprar apenas nossos produtos nativos, se uniriam imediatamente para nos enganar e nos extorquir no preço, na medida e na qualidade, e que não podem nunca ser solicitados a fazer uma única proposta de regulação honesta do comércio, por mais que freqüente e ardentemente incentivados a isso.

    Portanto, repito, que ninguém me fale desses e de outros expedientes similares, a menos que se tenha o menor vislumbre de esperança de que um dia se venha a efetivar qualquer tentativa sincera e bem intencionada de colocá-los em prática.

    Mas, quanto a mim, exausto já de ter consumido tantos anos a oferecer pensamentos ociosos, visionários e vãos, e por fim já desesperado de qualquer sucesso, atinei, por um favor do destino, com esta proposta, a qual, sendo inteiramente nova, tem qualquer coisa de sólida e de real, de pouco dispendiosa e de nada problemática, inteiramente ao nosso alcance, e com a qual não correremos nenhum risco de desagradar à Inglaterra. Pois esse tipo de produto não será passível de exportação, sendo a carne de tão sensível consistência que não admitiria uma longa conservação em salgadura, não obstante eu pudesse nomear aqui um país que de muito bom grado nos engoliria inteiros e crus.

    Finalmente, não me acho tão cioso de minha própria opinião que chegue a rejeitar qualquer outra, sugerida por homens sábios, que porventura venha se provar tão inocente, barata, exeqüível e eficaz. Mas, antes que qualquer coisa do gênero seja invocada em contradição ao meu plano, ou apareça uma oferta melhor, quero que o autor ou os autores façam a gentileza de considerar, com maturidade, dois pontos. Primeiro, no presente estado de coisas, como poderão achar alimento e vestuário para cem mil bocas e dorsos inúteis? E, segundo, havendo um milhão redondo de criaturas humanas em todo o reino cuja subsistência, somada, lhes deixaria um débito de dois milhões de libras esterlinas, acrescentando-se esses que são mendigos de profissão, mais o volume de roceiros, agregados e braçais, com suas esposas e filhos, que são mendigos de fato, desejo que esses políticos que torcerem o nariz para minha sugestão e que, talvez, tiverem a audácia de me replicar perguntem aos pais dessas criaturas se eles não estariam mais contentes de terem sido vendidos como alimento no primeiro ano de vida, nos moldes que prescrevi, e assim de terem sido poupados da cena perpétua de infortúnios pelos quais têm passado, pela opressão dos proprietários, pela impossibilidade de pagar o aluguel na falta de dinheiro e ocupação, pela carência de subsídios básicos, tais como casa e vestuário para se protegerem das inclemências do clima, e a inevitável perspectiva de transmiti-los – ou outras misérias maiores – aos seus rebentos para todo o sempre.

    Asseguro, com toda a sinceridade do coração, que não tenho o menor interesse pessoal em empreender a promoção desta obra necessária, não me movendo também nenhum outro motivo que o bem público de meu país, no desenvolvimento do comércio, na manutenção das crianças, no desencargo dos pobres, e no proporcionar alguma satisfação aos mais ricos. Não tenho filhos com os quais pudesse angariar nenhum tostão, sendo que o mais velho dos meus já fez nove anos, e minha esposa passou da idade de gerar.
  • Ali Baba  12/09/2014 11:05
    @Deivison Souza Cruz 11/09/2014 14:51:57

    Colar a tradução do A Modest Proposal do Swift só pode ser provocação.

    Por favor senhor Mestre em Ciência Política, vá chatear outro... aqui seu esquerdismo não cola.

    Você não tem nenhum relatório de "Diagnóstico das Comunidades Pesqueiras" pra preencher não? Vá lá preencher seu tempo com alguma planilha inútil que só serve para algum burocrata se locupletar com o dinheiro usurpado da parcela trabalhadora da população enquanto mantém dependentes da folha de pagamentos do governo alguma família de pescadores. E pare de encher o saco.
  • Andre  11/09/2014 16:35
    "Você diz que, sem o estado assistencialista, os pobres e necessitados seriam deixados à míngua? Pois eu digo que eles serão tratados em um padrão muito mais elevado do que aquele que vigente hoje."

    Lendo essa conclusão final fica-se com a impressão de que os povos, vitimas do assistencialismo estatal, ou melhor, vítimas do estado como um todo, tem pouca culpa no cartório.

    Mas a verdade é que os povos tem mais de 95% de culpa, cada um deles.

    Só seria possível concluir que o povo tem, digamos, menos da metade da culpa, se mais da metade de determinada população, vítima do estado, fosse formada por autodeclarados libertários defensores do mais puro anarcocapitalismo.

    Mas esse não é o caso.
  • Cleiton  11/09/2014 17:09
    Eu mesmo já me vi sendo caridoso por causa do estado. Certa vez me ligaram de uma creche que cuida de crianças com problemas mentais pedindo uma doação. Na hora me veio à mente o seguinte:

    "Ora, o estado já me rouba 40% do que ganho com o argumento de cuidar das pessoas, porque não vão pedir dinheiro para a prefeitura, o governo estadual o federal??" e quase desliguei o telefone na cara da moça. Mas felizmente me lembrei de muita coisa que aprende aqui no Mises e me tornei doador da creche. Todos mês colaboro com um pouco.

    Se nós passarmos a fazer caridade voluntariamente mesmo com o estado nos roubando NÓS VAMOS MOSTRAR A INUTILIDADE DO MESMO.
  • oneide  11/09/2014 17:25
    Enquanto isso, Marina ou Dilma serão presidente da republica.
    Muito bom ficar falando de liberdade, só não é muito sábio nem muito prático quando se tem uma ditadura se formando a sua frente.
    Parece que o papel dos liberais (nem tanto as vezes) é ficar falando de economia , conjurando um mundo liberal, enquanto quem governa e o PT.
    A guerra contra a esquerda, é em conquistar corações e mente não os bolsos. Putz esqueci não existe direita e esquerda, então já perderam a guerra antes de começar.
  • Andre Cavalcante  11/09/2014 19:41
    oneide,

    Cê está com uma viseira sobre o espectro político.
    Dê uma olhada aqui: www.diagramadenolan.com.br/?locale=pt

    Sobre o que é pior ou melhor: nem Aécio, nem Dilma, nem Marina. Tudo farinha do mesmo saco. Qualquer um deles que ganhar vai trabalhar por mais estado, mais tutelagem do estado, menos liberdade - e ainda vai botar a culpa dos erros no capitalismo, neoliberalismo etc. etc. etc.

    E ainda pedem que a gente vote!
  • anônimo  11/09/2014 21:31
    Falar de liberdade tem consequência prática sim.Na verdade tem várias, se vc não estivesse tão tapada com esse negócio de eleições veria como no mundo real está acontecendo muita coisa.
  • Pobre Paulista  11/09/2014 23:36
    Enquanto deliberamos sobre o mundo liberal, quem governa é o Rei Luis XV. Grande coisa.

    Parece que vc ainda não entendeu qual é o papel do estado. Ou então vc acredita que algum candidato irá mudar o papel do estado, o que é pior ainda.

    Faz um favor, cancele sua assinatura de internet.
  • Estevam  11/09/2014 20:29
    O problema é que depois que for retirada a máscara filantropa do Estado será revelada a verdadeira natureza de quem usa a retórica de moralização do roubo.

    Eu ainda insisto que o socialismo foi uma estratégia estelionatária e bem sucedida de justificar a existência do Estado em tempos de explosão demográfica e democracia.

    Assim como a existência da aristocracia que aos poucos deixou de ser nobreza:
    No capitalismo houve ascensões através de relações voluntárias, na democracia ascensões coercitivas.

    O verdadeiro opressor que não era burguês foi forçado a se disfarçar.

    Mudando de assunto:
    Uma observação importante é que assistente social ou professor público não é filantropo, senão trabalharia de graça. Estão todos reclamando da omissão estatal ao mesmo tempo em que fazem greve por melhores salários. Filantropia com dinheiro alheio é muito prático defender.

    Costumo dizer que o socialista adora fazer caridade com o dinheiro alheio no conforto de sua casa.

    Por fim, pobres e necessitados já estão à míngua graças a esta ideologia. Socialismo de todo tipo é pobreza. Ele demanda pobreza para funcionar e para existir. Não passa de um plano de poder.
  • Marcelo  12/09/2014 10:42
    Estou aqui a pouco tempo, mas estou me identificando com as idéias e propostas do Mises e dos liberais. Minha pergunta é: existe algum partido realmente liberal no Brasil? Ouvi falar do Partido Novo e do Pliber, mas gostaria de uma confirmação de vocês. Afinal, o que mais tem por aí é partido defendendo ideologia que ele mesmo não segue. Vou continuar acompanhando o site. Um abraço!
  • Felipe  12/09/2014 13:07
    Bom primeiro, fique sempre com um pé atras, qualquer partido liberal sempre será uma contrição

    O LIBER de fato é um partido com as ideias liberais, segue filosofia:

    "Quanto à Organização do Estado: descentralização administrativa e real federalismo; redução drástica da carga tributária; simplificação dos impostos; fim da progressividade tributária e das cobranças em cascata."

    "Quanto aos Serviços Públicos: retirada do Estado da prestação de serviços públicos, tais como educação, saúde, infra-estrutura, administração presidiária, entre outros."

    "Quanto ao Sistema Econômico: eliminação dos controles de salários, preços, aluguéis, lucros, produção e juros; fim do favorecimento público a setores privados da economia; fim do controle monetário com extinção do Banco Central;... "

    Quanto ao seu status atual:
    "Atualmente, o partido está em processo de recolhimento de assinaturas que serão entregues ao Tribunal Superior Eleitoral para que se chegue ao mínimo de 500.000 assinaturas, mais de 6.000 pessoas já assinaram."

    Ou seja está longe de virar partido.


    Quanto ao NOVO também se prega como um partido liberal e está mais perto de virar partido, mas eu fico com um pé atras quanto a seus ideias :

    "O NOVO tem compromisso com a qualidade em todas as esferas do serviço público. O partido acredita que a recompensa desse comportamento é uma sociedade justa e próspera, que valoriza o sucesso, o esforço e o mérito."

    Esse tipo de pensamento não condiz com as ideis liberais de fato, ou seja, mais do mesmo.

  • Carlos  12/09/2014 13:16
    Ao que me consta, jamais em tempo algum, houve um partido efetivamente democrático em Pindorama, muito menos liberal. Talvez para os nossos tataranetos seja viável..oremus!
  • Pobre Paulista  12/09/2014 14:01
    Não dá para ser "político" e "liberal" ao mesmo tempo. Políticos por definição são pagos com o dinheiro confiscado dos outros, enquanto os liberais são pagos com seu próprio esforço.

    Não caia nessa conversinha de partido liberal. Isso não existe nem nunca existirá. O único caminho para o liberalismo genuíno é a extinção do estado.
  • Marcelo  12/09/2014 15:10
    Entendo o que disse, mas fico com outra dúvida: como se daria então a extinção do estado? não é possível implodi-lo de dentro pra fora? ou então torna-lo mínimo?

    se for alguma pergunta boba, desculpem, sou novato aqui e ainda não consegui ler tudo.
    Um abraço e obrigado pelas respostas
  • Andre Cavalcante  12/09/2014 16:33
    "Entendo o que disse, mas fico com outra dúvida: como se daria então a extinção do estado? não é possível implodi-lo de dentro pra fora? ou então torna-lo mínimo?"

    Essa é a questão dos 100 milhões!!! Há várias frentes e várias teorias do que possa ser possível fazer. O meu ponto de vista é que o estado vai cair quando as pessoas perceberem a sua inutilidade (ou utilidade para uma minoria que vive parasitariamente do restante da população). Isso, para mim, somente acontecerá com uma mudança de consciência, de paradigma sobre a vida, a liberdade e a responsabilidade.

    Pode-se discutir também a questão do estado mínimo. De fato é mais fácil pensar em termos de cidades autônomas, mas interdependentes, onde em cada qual é desenvolvido um modelo de gestão independente. Note que, em cidades rurais e pequenas, é possível mesmo um modelo comunista de produção, desde, é claro, que a cidade seja completamente aberta e tudo o que é consumido, bem como os recursos para as suas plantações/criações venha de fora, por causa da formação de preços. É perfeitamente possível também um arranjo baseado em comunidade, como Gandhi sonhava. Também é possível um arranjo monárquico. Há quem pense em um arranjo com várias lideranças: um que fosse uma espécie de síndico do local, outra que fosse responsável pela defesa, uma outra que fosse uma espécie de representante externo e uma outra uma espécie de juíz e polícia do local. É possível arranjos baseados na religião - novamente deve funcionar em cidades pequenas. Comunidades de cientistas também poderiam ter seu modelo baseado em meritocracia. Há também a possibilidade de uma cidade completamente privada - neste caso a cidade como um todo tem um dono - a cidade seria uma espécie de grande condomínio. Bom, coloque aqui o que você puder conceber em termos de uma região com o mínimo de estado. Note que vilas e tribos onde o líder tem que trabalhar igualmente aos outros para se sustentar, para mim, não caracterizaria este estado mínimo, estaria muito mais para uma região anárquica. Há, regiões completamente anárquicas também seriam possíveis, nesse arranjo. Note que, do ponto de visa global, já há uma situação de completa anarquia.

  • Marcelo  12/09/2014 19:53
    muito obrigado pelos esclarecimentos!
  • HIDERALDO SANTA ROSA RS  26/10/2014 02:14
    Eu nunca fui muito trabalhador mesmo, por isso talvez eu não tenha moral para escrever o que estou escrevendo: Mas eu acho que esse negócio de esperar que caia do céu (governo) uma merreca de dinheiro para dizer que "saímos da pobreza", é coisa de quem não tem muita vontade de trabalhar não. Eu moro na cidade de Santa Rosa-RS. Mas eu sou natural de Rosário do Sul, cidade da parte sul do RS. Cara aqui nessa Santa Rosa, não tem gente preguiçosa, não tem moleza, as pessoas trabalham muito: Tem gente que cria vaca, tem gente que cria ovelha, tem gente que produz leite, tem gente que produz manteiga, o pessoal é tão inovador, que um dia desses eu ia viajando para minha cidade natal e fiquei surpreso ao ver no campo uma criação de emas!!! sim aquela "avestruz", mais adiante uma vasta plantação de girassol, próximo a saída da cidade tem um cara que começou cavando buraco, sim cavando buraco com a família para criar carpas. poucos anos depois o cara era dono de uma fazenda de pesque pague com um enorme lago artificial e faz dinheiro como "agua" com os peixes. Não contente com isso, cria aves e fornece frango para varias mercearias...Tem uma frase bíblica que diz " o meu povo sofre porque lhes falta o conhecimento, com o qual, comeriam o melhor dessa terra"...Eu não sou pregador, mas acho que um pouco de trabalho, ainda que de subsistência, não faz mal a ninguém...
  • Yomocama  17/05/2015 01:00
    Se o Estado chama para si a tutela da educação, e esta não atende as necessidades do povo, de quem é a responsabilidade?

    Se o Estado toma para si a tutela da segurança pública, e esta não garante segurança ao povo, de quem é a responsabilidade?

    Se o Estado toma para si a responsabilidade sobre o comércio, regulando com leis e tarifas, e o comércio não prospera, de quem é a responsabilidade?
  • Nelio  23/10/2015 13:36
    Excelente artigo

    Só algumas observações:

    Vamos ser mais realistas, é impossível a livre iniciativa "tomar" a responsabilidade do assistencialismo do Estado, e nem acho que deva, ambos podem coexistir, a briga deve ser para que o Estado seja mínimo, se torne cada vez menor, e quando prestar a assistência, não torne os assistidos "zumbis", é preciso criar independência, o velho jargão, dar um peixe pra matar a fome e ensinar a pescar..

    Quem normalmente faz isso são as instituições religiosas, a que eu participo presta um tipo de assistência emergencial e depois ensina as famílias a caminharem sozinhas, como deve ser, para que abra espaço para mais famílias em situações mais desesperadoras serem ajudadas, e depois tornarem - se independentes, e assim o ciclo continua..

    O grande problema é que as instituições que prestam essa assistência do ponto de vista liberal estão sofrendo fortes ataques por parte de alguns grupos para que também sejam tributadas,(sim, estou falando do grupo de ateus esquerdistas exigindo tributação mais pesada sobre instituições religiosas), o que dificultaria ainda mais essas instituições independentes de prestarem tal assistência

    E no final das contas acabamos fazendo "caridade obrigatória" (impostos) e voluntária, pois quem toma nossos recursos para fazer, não o faz como deveria..
  • Liberal da antigas  23/10/2015 14:21
    Engraçado,

    Primeiro você diz : " impossível a livre iniciativa "tomar" a responsabilidade do assistencialismo do Estado, e nem acho que deva, ambos podem coexistir "

    Depois você conclui: " no final das contas acabamos fazendo "caridade obrigatória" (impostos) e voluntária, pois quem toma nossos recursos para fazer, não o faz como deveria"


    Em resumo, você diz: "O estado deve ajudar um pouco, mas o estado é um péssimo gestor"

    De duas, uma:

    Ou você apresenta um caso de dissonância cognitiva, ou você, ingenuamente, está esperando que apareça um político que seja honesto e bom gestor.
  • Nelio  23/10/2015 15:50
    Nem uma coisa nem outra, pra variar você fala A e nego entende B por aqui..

    Foi exatamente por isso que disse que a nossa briga deve ser para que o Estado seja reduzido e que o assistencialismo básico seja feito de forma a apenas suprir necessidades básicas e dar condições da pessoa caminhar sozinha, diferente de hoje que o assistencialismo ocorre de forma ineficaz e nos obriga a praticá-lo duas vezes, voluntaria e involuntariamente

    Se você ler meu post com o mínimo de atenção vai entender isso, se não entender sugiro que faça novamente o ensino fundamental.
  • Seu Madruga  23/10/2015 14:05
    Dar acostuma as pessoas à vadiagem.
  • Camila   23/10/2015 14:26
    Eu concordo com tudo, menos com a utilização do proverbial. Uma dor de ver seu filho não conseguir dormir pois esta com fome, não pode ser curada com um "tapinha nas costas"
  • Anonimo  23/10/2015 14:45
    E é por isso que todo mundo devia querer viver num lugar com economia liberal, o problema do pobre não ia ser passar fome mas sim como controlar direito o que come pra evitar a obesidade.
  • Pitanga  23/10/2015 15:10
    "Em determinadas ocasiões, uma abordagem estritamente local é tudo de que se necessita; em outras, uma abordagem mais prática passa a ser essencial; já em outras, é necessária uma abordagem puramente psicológica ou emocional; e há também ocasiões em que se deve buscar algo que seja mais específico às circunstancias particulares de cada indivíduo. Por fim, há também ocasiões em que todo o necessário é apenas dar o proverbial "tapinha nas costas". Diferentes circunstâncias requerem diferentes abordagens e diferentes formas de assistência."

    O autor não recomenda que em todas as ocasiões se dê apenas um tapinha nas costas.
  • Andreas  23/10/2015 16:12
    Meu conhecimento em enconomia é proximo a zero, mas a ideias da escola autriaca fazem todo o sentido pra mim. Conheci o site faz pouco tempo e ja devorei inumeros artigos de voces.

    Sobre o tema falo por mim. Não gosto de ajudar quem fica na rua pedindo esmola e não por que sou uma pessoa ruim. Todo vez que me pedem, imagino os inumeros impostos que pagamos diariamente. Se não houvessem programas estatais com certeza iria ajudar mais as pessoas.

    o estado deve diminuir e servir ao povo. Hoje ocorre totalmente o contrário.
  • Carlos Henrique  23/10/2015 19:27
    Esse texto me ficou bem confuso e ainda em algumas partes o autor não deixa claro o que ele defende. Vejam só:

    "o bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum envolvimento estatal."

    No trecho acima o autor diz que o governo não deveria atuar em qualquer tipo de assistencialismo.


    "Em algumas ocasiões, simplesmente dar dinheiro pode realmente levar o assistido ao caminho da auto-suficiência; em outras, não."

    Nesse outro o autor já diz que dar dinheiro, pode resolver o problema.
    Levando em conta que hoje, o que o governo faz, é dar dinheiro. Seria, ao menos do ponto de vista lógico, correto dizer que o governo acerta em algum ponto. E outra; se dar dinheiro é coreto em alguns casos, como e quem poderá avaliar em quais os casos será correto dar dinheiro?


    "A tributação é um ato de doação forçada que destrói a satisfação altruísta que as pessoas normalmente sentem quando fazem doações voluntárias."

    Agora, nesse trecho acima, dizer que uma pessoa deixa de ser altruísta porque ela é tributada foi estranho. Se uma pessoa só faz uma doação se o governo a isentar de tributação, isso pode ser qualquer coisa, menos altruísmo! Se eu for esperar o governo parar de cobrar impostos para ser altruísta, vou morrer sem ajudar ninguém.

    "No entanto, em um mundo em que o governo se arvorou a responsabilidade de cuidar dos pobres e necessitados, essa compaixão foi removida. Como resultado, o estado hoje detém um quase-monopólio da compaixão."

    Compaixão não se limita a ajuda financeira, as necessidades da vida humana podem ser diversas. E mesmo assim, já presenciei casos, em que mesmo uma endividada e pagando impostos para o governo dava um jeitinho de ajudar alguém.
  • José Roberto Ferreira  23/10/2015 20:02
    Vejamos quem realmente é o confuso.

    O artigo diz que:

    "o bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum envolvimento estatal."

    Você diz que:

    "No trecho acima o autor diz que o governo não deveria atuar em qualquer tipo de assistencialismo. "

    Até aqui, tudo certo.

    Aí o artigo prossegue e diz que:

    "Em algumas ocasiões, simplesmente dar dinheiro pode realmente levar o assistido ao caminho da auto-suficiência; em outras, não."

    E aí você conclui que:

    "Nesse outro o autor já diz que dar dinheiro, pode resolver o problema."

    Sim, dar dinheiro pode resolver o problema. E daí? Qual a contradição? Todo o artigo é uma defesa da caridade privada. Por que o trecho acima seria contraditório?

    "Levando em conta que hoje, o que o governo faz, é dar dinheiro. Seria, ao menos do ponto de vista lógico, correto dizer que o governo acerta em algum ponto."

    O que nos remete ao primeiro trecho que você selecionou, que diz que "o bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum envolvimento estatal", mas sim por meio da caridade privada (complemento meu).

    De novo, qual a contradição?

    "E outra; se dar dinheiro é coreto em alguns casos, como e quem poderá avaliar em quais os casos será correto dar dinheiro?"

    Opa, agora sim você chegou exatamente ao ponto. Você tem total razão: não faz absolutamente nenhum sentido entregar esse juízo de valor ao estado.

    Tal juízo de valor tem de ficar a critério de cada indivíduo. Você é livre para fazer seu julgamento. Se você acha que deve dar dinheiro, você é livre para tal. Se acha que não deve, não dê.

    Parabéns por concluir, sozinho, que a caridade tem de se dar em nível local e da maneira mais descentralizada possível, e não em nível continental centralizada por um gigantesco aparato burocrático.

    Você acertou em cheio agora.

    "dizer que uma pessoa deixa de ser altruísta porque ela é tributada foi estranho."

    Estranho por quê? A maioria das pessoas neste mundo vive com um orçamento muito apertado (esse não parecer ser o seu caso, a julgar pelo seu espanto). Se o governo tributa e deixa o mínimo necessário para pagar as contas, a educação dos filhos e o lazer básico, como vai sobrar dinheiro para a caridade?

    O fato de você se espantar com isso mostra que você vive bem descolado da realidade.

    "Se uma pessoa só faz uma doação se o governo a isentar de tributação, isso pode ser qualquer coisa, menos altruísmo!"

    Não falei? Acertei em cheio. Você vive em uma realidade própria.

    Quer dizer então que se o Seu João ficar com um trocado a mais em decorrência de uma redução da carga tributária, e ele então decidir doar esse troco para uma instituição de caridade, isso não é caridade? Não é altruísmo?

    Como é que uma pessoa será altruísta se o governo toma o dinheiro dele? Como que ela vai fazer doações de um dinheiro que ela não tem?

    Em que mundo você vive?

    "Se eu for esperar o governo parar de cobrar impostos para ser altruísta, vou morrer sem ajudar ninguém."

    Não é parar de cobrar imposto (embora isso ajudaria muito). Reduzir sua carga tributária já seria um ótimo começo.

    E o simples fato de você se espantar com isso mostra que você vive em outra dimensão.

    "Compaixão não se limita a ajuda financeira, as necessidades da vida humana podem ser diversas. E mesmo assim, já presenciei casos, em que mesmo uma endividada e pagando impostos para o governo dava um jeitinho de ajudar alguém."

    Quantos casos desses você já presenciou? Pelo seu relato foi apenas um. E ele lhe impressionou tanto -- justamente por ser algo tão fora da curva -- que você o guardou para sempre. Isso reforça ainda mais a tese do artigo.
  • Carlos Henrique  24/10/2015 00:06
    Vamos direto ao ponto em que concordamos:

    "Opa, agora sim você chegou exatamente ao ponto. Você tem total razão: não faz absolutamente nenhum sentido entregar esse juízo de valor ao estado.
    Tal juízo de valor tem de ficar a critério de cada indivíduo. Você é livre para fazer seu julgamento. Se você acha que deve dar dinheiro, você é livre para tal. Se acha que não deve, não dê."

    Concordamos que não faz sentido entregar o juízo de valor ao estado e logo em seguida você concluiu que o juízo de valor deve ficar a critério do indivíduo.
    Agora vou falar de um exemplo muito comum no nosso mundo: Você tá lá no trânsito, dentro do seu carro, e derrepente aparece uma pessoa pedindo ajuda. Você não conhece essa pessoa, como você vai ter condições de fazer um julgamento correto?

    Não fica claro que até um indivíduo não tem condições de fazer um julgamento sobre o outro? Para ser justo, ou você ajuda todo mundo ou não ajuda ninguém pois se tentar fazer um julgamento, terá uma grande probabilidade praticar uma injustiça.

    Julgar não é a solução. A não ser que no seu mundo, não tenha ninguém precisando de ajuda.


    "Como é que uma pessoa será altruísta se o governo toma o dinheiro dele? Como que ela vai fazer doações de um dinheiro que ela não tem?
    Em que mundo você vive?"

    Nunca existiu um estado sem impostos e sem governo, então eu retorno com a mesma pergunta: Em que mundo você vive?
  • José Roberto Ferreira  24/10/2015 03:29
    "Você tá lá no trânsito, dentro do seu carro, e derrepente aparece uma pessoa pedindo ajuda. Você não conhece essa pessoa, como você vai ter condições de fazer um julgamento correto?"

    Isso vai de cada indivíduo. É o pressuposto mais básico da liberdade. Você tem a liberdade de errar e de acertar em seu juízo de valor (desde que não agrida ninguém).

    Se um indivíduo, frente à frente, olhando nos olhos, é incapaz de fazer um juízo correto sobre o pedinte, quais as chances de um burocrata em Brasília conseguir fazer isso?

    Outra coisa, e isso é mais importante: por que o pedinte, em vez de fazer abordagens no sinal, não simplesmente vai à igreja, paróquia ou instituição de caridade mais próximas em busca de ajuda?

    "Não fica claro que até um indivíduo não tem condições de fazer um julgamento sobre o outro?"

    Sempre e em toda e qualquer ocasião? Que generalização mais tosca.

    "Para ser justo, ou você ajuda todo mundo ou não ajuda ninguém pois se tentar fazer um julgamento, terá uma grande probabilidade praticar uma injustiça."

    Generalização ainda mais tosca. Qual é a "injustiça" em eu ajudar quem não precisava e não ajudar quem precisava? Isso pode ter vários nomes -- "distração", por exemplo --, mas não "injustiça". Seu vocábulo está totalmente deslocado da realidade.

    "Julgar não é a solução."

    Oi?

    "Nunca existiu um estado sem impostos e sem governo, então eu retorno com a mesma pergunta: Em que mundo você vive?"

    Eis a minha frase: "Não é parar de cobrar imposto (embora isso ajudaria muito). Reduzir sua carga tributária já seria um ótimo começo."

    De duas uma: ou você é analfabeto funcional ou é caluniador.

    No que mais, é exatamente por haver governos cobrando impostos, que sempre existiram pobres incapazes de se erguerem por conta própria. Em que mundo você vive que ainda não concluiu isso?
  • Mario  23/10/2015 21:51
    No infindável debate sobre "justiça social", a definição de "justo" tem sido debatida por séculos. No entanto, permita-me oferecer a minha definição de justiça social: eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho. Discorda? Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho "pertence" a você? Por quê? - Walter Williams
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  23/10/2015 23:01
    Muita perda de tempo. Precisamos diminuir o tamanho do estado brasileiro: mantendo o INSS, Direitos Trabalhistas, Saúde, Segurança Pública, Justiça e Serviços de Infra-estrutura Básicos, de forma simplificada. Chega de impostos e burocracia!
  • Cuba é lixo  24/10/2015 10:51
    Falta pouco para gastarmos mais com o governo do que com nós mesmos. Estamos trabalhando 5 mses por ano para pagar impostos. Mais 2 meses nós iremos virar escravos constitucionalizados.

    O IMB já fez a lista de quantos benefícios existem no Brasil ? É um número espantoso. Deve ter mais de 20 ou 30. Nenhuma economia suporta um fardo tão grande para carregar. É como se uma empresa fosse apenas um gerador de renda para o governo e não precisasse produzir cada vez mais.

    O país possui auxilio aluguel, minha casa minha vida, seguro defeso, bolsa família, restaurante bom prato, educação grátis, saúde grátis, segurança grátis, meia entrada para estudantes e apsentados, educação pelos sistemas AS(senai,senac,sesi), subsídios para empresas de ônibus, bolsa empresário do bndes, programa proteção de emprego, seguro desemprego, pensão por morte, aposentadoria pública, etc.

    É só ir juntando essas porcarias do governo para entender como a economia brasileira está estagnada há mais de 30 anos.

    Joaquim Levy dizendo que a economia vai crescer é para fechar a tampa do caixão.

  • Dissidente Brasileiro  24/10/2015 23:41
    Esqueceu da Lei Rouanet :-)
  • anônimo  24/10/2015 20:09
    NAO
  • Thiago Teixeira  24/10/2015 20:35
    Artigo muito bom.
    Mais um do tópico, "cidadão, pense em solucoes fora do estado! Elas existem, e são melhores!! Sempre!"

    Estava conversando isso com um colega (filiafo ao PT) essa semana, sobre a caridade privada. O unico argumento que ele teve foi que aqui nao funcionaria, aqui é muito diferente dos estados unidos...

    Uma prima, assistente social, comunista com pitadas anarquistas, ficou desconcertada quando pedi que me indicasse uma instituicao privada de assistencia para criancas (educacional). Eu ia doar o ganho de metade de um mes; ia fazer mais que ela conseguiu em 4 anos depois de formada; ah, faz quase dois anos que pedi sua ajuda, até hoje nao tive resposta, tive que escolher por conta propria.
  • André  27/10/2015 18:50
    É bem comum essa reação quando o assunto é doação, com meus amigos mais antigos, os que não possuem formação na mesma área que a minha, descamba para a bizarrice pura quando conversamos e me taxam de possuir ideias retrógradas, reacionário e egoísta, mas virei o elefante na sala quando mostrei os recibos de doação mensal de 10% do que ganho e alguns sábados por mês.
    Quando a discussão sobre a preocupação com os pobres aparece já mostro meus e-mails das crianças agradecendo minha doação e tempo dedicado ,peço algo parecido dos comunas, o resultado é sempre hilário.
  • Já estamos no socialismo  25/10/2015 00:47
    O maior problema do governo é a loucura, a insanidade e a canalhice.

    Se analizarmos as coisas que são mais importantes, podemos ter a certeza de que o governo é criminoso, sanguinário e genocida.

    O governo não tem a mínima prioridade nos gastos. A primeira prioridade seria salvar vidas, matar a fome dos pobres, não deixar ninguém ser baleado, etc. Porém, o governo gasta dinheiro com dezenas de coisas, que poderiam ser trocadas por outras coisas que iriam salvar muitas vidas.

    Como esse congresso nacional gasta 9 bilhões por ano ? Como eles constroem casas com gente morrendo por falta de atendimento em hospitais ? Cono eles gastam 5 bilhões por ano em pesquisas em universidades, como gente tomando tiro na rua ? Como eles emitem titulos de dívida pública para emprestar dinheiro para empresários, sendo que falta remédio ? Como eles fornecem dinheiro para artistas, com gente revirando o lixo para comer ?

    Enfim, se o governo não sabe definir as mínimas prioridades para salvar vidas, podemos ter a certeza de que esses políticos são criminosos.

    Isso só tem uma explicação, que é o socialismo. O governo está se lixando para os mortos. Eles querem mesmo é acabar com as liberdades e assaltar o dinheiro de quem trabalha.

    O país só vai mudar quando as pessoas assumirem as responsabilidades. Não é um governo perdulário, explorador e desenvolvimentista que vai melhorar o país. As pessoas precisam de liberdade para empreender, cuidar da sua própria vida, ajudar os outros se for possível, ter seu trabalho recompensado, etc.

    Não é possível ter educação fornecida por um governo criminoso, genocida e sanguinário.


  • Zé do Caixão  25/10/2015 01:26
    O governo transformou uma doação em um assalto. O imposto, que seria uma ajuda aos pobres, deveria ser um motivo de orgulho, mas se transformou em um assalto consumado, um escravagismo ou uma extorção.

    Por isso, a doação privada é um motivo de orgulho, enquanto o imposto é um motivo de ódio.

    Nossas doações estão sendo roubadas pelo governo. Cada pessoa pode escolher onde sua doação será melhor aproveitada, enquanto o governo pode escolher onde ele vai gastar o seu dinheiro.

    A falta de liberdade é um desrespeito à vida. Se eu não tenho como fazer poupança, não tenho como pagar para atendimento médico, não posso me alimentar melhor, gastar dinheiro em uma academia, etc.

    Nossa liberdade foi roubada pelo governo.
  • Eliz  27/10/2015 16:15
    Boa tarde a todos! Todos estão de parabéns pela riqueza de conhecimento que possuem com relação a este assunto...mas eu gostaria de desafiar cada de vocês a dar seu testemunho aqui da forma como a qual você pie em prática todo esse conhecimento, ou seja, o que você está fazendo pra ajudar as pessoas a sua volta, necessitadas de amparo, instrução e tantas outras coisas...
  • Regina  27/10/2015 17:30
    Eu conto o que eu faço se você contar o que você faz. Mas tem de provar. Apenas falar não vale, pois inventar eu também posso.
  • FL  27/10/2015 19:20
    Trabalho numa malvada multinacional americana (que, aliás, sustenta sozinha, apenas no Brasil, 4 creches para crianças carentes).

    Das 7 pessoas que trabalham na minha equipe, eu pessoalmente contratei 4. Escolhi pessoas com pouca experiência e muita vontade de trabalhar. Uma vez na empresa e apresentando um bom desempenho, conversei com o RH para pagar parte da faculdade dos dois que ainda estudam, e o curso de inglês para outro, no que fui atendido.

    Todos têm que bater ponto, mas eu faço acordos "por fora", libero mais cedo e dou dias de folga de acordo com as metas de cada um, e depois abono o desconto que teriam.

    Infelizmente sou registrado, o que significa que estou sujeito aos acordos do sindicato. Este ano, dizem que teremos o dissídio de 9%. Dei um aumento de 25% para a moça que limpa meu apartamento a cada 15 dias.

    Não dou um centavo para nenhuma ONG.

    Provavelmente sou um reaça-coxinha-elite-rentista-odiador de pobres-opressor-fascista aos olhos de um dos nossos Çábios pensadores esquerdistas.
  • Brant  27/10/2015 19:28
    Johnny Depp quando esteve no rio de janeiro e zerou a fila de espera doando 220 aparelhos auditivos para crianças pobres foi duramente criticado e esculachado por grupos de esquerda no facebook, "ele só quer aparecer na mídia" eles diziam.
    A verdade é que vocês esquerdistas possuem verdadeira ojeriza a caridade privada, já que ela evidencia de forma cristalina toda a ineficiência e incapacidade do estado em atender as necessidades das pessoas.

    Na mente doentia de alguns socialistas é preferível ver alguém morrer esperando em uma fila de espera de um hospital público do que algum rico aparecer e ajudar todo mundo, já que isso seria um claro sinal da superioridade da caridade privada sobre a "caridade" estatal.

  • Eliz  27/10/2015 19:42
    Olá, não tenho costume de mentir, uma das coisas que faço é ajudar adolescentes com dificuldade escolar, com aulas de reforço gratuitas, nessas aulas conversamos sobre planos para o futuro, e maneiras de alcançar objetivos de forma digna e honesta. Sei que é um trabalho de formiga, mas tenho certeza que fará a diferença na vida dessas crianças. Não sou professora, sou estudante de psicologia.. Agora vc, me conta o que faz.
  • Refugiado do socialismo  01/11/2015 00:13
    Alguém poderia dizer o motivo dos pobres não buscarem empregos com melhores salários ? Qual motivo leva uma pessoa pobre a ficar trabalhando por migalhas e não buscar uma forma de produzir mais e melhor ? Será que é tão dificil assim descobrir como produzir mais e melhor ?

    Talvez seja uma opção de vida mesmo. Poucas pessoas querem trabalhar ou estudar nos finais de semana. Poucas pessoas querem trabalhar além do horário para produzir mais. Poucas pessoas querem fazer um sacrificio um pouco maior para ajudar a empresa ou prestar um serviço melhor. Poucas pessoas fazem uma força-tarefa para que as coisas sejam mais bem feitas.

    Outro ponto, que também é importante, é que não vale a pena trabalhar muito no Brasil. Se você ganhar muito, parte do seu salário será confiscado pelo governo. Além disso, vocêfará um esforço absurdo para receber porcarias, que mal pagam suas contas. Tudo está muito caro.








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